Autor Tópico: Liberalismo  (Lida 2006 vezes)

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Online JJ

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Liberalismo
« Online: 26 de Novembro de 2016, 11:19:02 »
Tópico para  informações gerais, e notícias  que tenham a ver com liberalismo ou com a sua falta (com ênfase no liberalismo econômico, mas obviamente nada impede de se colocar informações relativas ao liberalismo social).
« Última modificação: 26 de Novembro de 2016, 11:22:11 por JJ »

Online JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #1 Online: 26 de Novembro de 2016, 11:20:39 »
Aqui uma notícia  que tem a ver com  pensamento econômico anti liberal, o qual é ainda preponderante no Brasil:



Mínimo de 35% de cacau no chocolate dá basta no Faz de conta, diz deputado



ENVIADA EM: 25/11/2016 11:14HS


Um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados obriga as indústrias de chocolate a adicionar, no mínimo, 35% de cacau puro ao chocolate produzido no Brasil. Autor da proposta, o deputado Bebeto Galvão (PSB-BA) voltou a defender, ontem (24), na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços a mudança, que fortaleceria ainda mais a cadeia produtiva do cacau.


A medida, segundo Bebeto, busca a valorização do produtor e proteger o consumidor. “Quando se aumenta a massa de cacau na industrialização do chocolate, aumenta o nível de produção e provoca uma melhora comercial para quem produz”, acredita. Na outra ponta, está o consumidor. “Com esse projeto, daremos um basta a um verdadeiro faz de conta, afinal hoje em dia nós comemos massa hidrogenada dizendo que é cacau, comemos açúcar achando que é chocolate”, argumenta Bebeto.


O parlamentar baiano apelou por um consenso entre os setores envolvidos para garantir o avanço do projeto na Câmara. “Mesmo com toda boa vontade desta Casa e a dedicação da agricultura e dos deputados, não chegamos ainda a um texto de consenso com os representantes das indústrias que aportam sempre a este debate critérios de natureza técnica e impedimentos para chegar conclusivamente ao resultado”.


DEMANDA


Uma das discussões é se há oferta de cacau no mercado suficiente para atender a demanda gerada pela possível aprovação da lei. “A indústria do chocolate está disposta a indicar sugestão de aprimoramento no texto? Se é para convergir, é preciso fazer o esforço para a convergência”, provoca. Bebeto diz ver disposição do setores envolvidos para chegar a essa disposição. De acordo com ele, o projeto já deveria ter sido votado no início do ano. “Já chegamos a um limite que não dá para postergar mais esse debate”, completa”. Fonte:

Pimenta


http://mercadodocacau.com/artigo/minimo-de-35-de-cacau-no-chocolate-da-basta-no-faz-de-conta-diz-deputado


« Última modificação: 26 de Novembro de 2016, 11:29:41 por JJ »

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Re:Liberalismo
« Resposta #2 Online: 28 de Novembro de 2016, 08:34:34 »

Por que o crescimento dos liberais está assustando a esquerda


Por Instituto Liberal


Em 19 de novembro de 2015


Temos presenciado recentemente no Brasil um fenômeno considerado impensável há alguns anos atrás: a derrocada da hegemonia esquerdista/progressista no campo dos debates e das ideias. A recente escalada do pensamento liberal por aqui é um episódio digno de estudos aprofundados para a posteridade.


Se por um lado muitos de nós, liberais, assistimos resignados à ascensão lulopetista nas duas ultimas décadas, é fato inconteste que esse quadro tem mudado, sobretudo no (longo e tortuoso) governo Dilma Rousseff. A velha esquerda, tão acostumada ao monopólio dos discursos, está se vendo em uma situação inusitada. Não mais pode vomitar suas falácias aos quatro ventos. Tem encontrado, com frequência cada vez maior, oposição preparada e combativa entre liberais e conservadores. É bastante provável que você, leitor, já tenha se deparado com situação semelhante, seja nas redes sociais, com aquele seu colega militante sendo execrado ao defender o indefensável, seja em sua vida real, na faculdade, por exemplo, quando aquele professor marxista, boquiaberto, viu seu discurso sobre as mazelas do capitalismo contestado por um aluno cuja cabeceira da cama ostenta exemplares de As Seis Lições e O Caminho da Servidão.

Esse novo cenário, contudo, não é fruto do acaso. Há causas para tanto. Organizações como o próprio IL, o Instituto Mises Brasil, além dos diversos grupos e comunidades de estudo liberal espalhados Brasil afora, proporcionam esse crescimento. Obras clássicas da Escola Austríaca estão hoje a um clique do leitor interessado, formando, para desespero dos esquerdistas, novos “austríacos” todos os dias.

Outro fato interessante é a presença, cada vez mais comum, de liberais (ou simpatizantes) nos meios de comunicação. Se é fato que a imprensa ainda é majoritariamente inclinada à esquerda, não há como não destacar o trabalho de gente do gabarito de Rodrigo Constantino e o sucesso do seu recém descontinuado blog na revista Veja (que vacilo, hein, Veja…), além de sua coluna em O Globo e blog neste mesmo IL. Há também outros jornalistas não tão alinhados com os ideais liberais, mas, sim, companheiros na batalha contra o atual governo e sua ideologia. Reinaldo Azevedo, Paulo Eduardo Martins, Luiz Felipe Pondé, Rachel Sheherazade, entre outros, desempenham, todos eles, papéis importantes na imprensa. São, no mínimo, o contraditório necessário para minar a predominância dos que simpatizam e/ou que estão na folha de pagamento (ou seria Empenho, Cynara?) do atual governo. Se não estão propriamente a divulgar as ideias de Mises, é certo que estão a combater, de maneira bastante contundente, as mentiras propagadas pelos camaradas do PT, e isso é sim extremamente importante, pois oferece ao grande publico uma oportunidade de buscar novas ideias, uma terceira via entre o “socialismo petista” e o “capitalismo tucano”.

E é aí que surge outro fenômeno digno de reconhecimento: o Partido Novo.

Fundado em 2011 por gente sem ligação tradicional com a politica, o NOVO, como tem sido chamado, teve seu registro aprovado em 15 de setembro último, e já figura como segundo maior partido com simpatizantes na rede social Facebook, atrás somente (e por enquanto!) do PSDB. Seus detratores, desonestos como sempre, buscam minimizar suas conquistas, seu sucesso. Afirmam, equivocadamente, que política se faz nas ruas, não no Facebook – argumento que só faz demonstrar o quão ignorantes e mentirosos eles são, visto que não há organização séria que não foque boa parte de seus esforços nas redes sociais. E o NOVO tem usado essas ferramentas de maneira brilhante. Com um dialogo fácil, João Dionisio Amoedo, presidente do partido, tem buscado desconstruir alguns conceitos enraizados na cultura brasileira. O mito do governo grátis, Privatização e Livre Mercado tem sido assuntos cada vez mais presentes na mídia desde que o NOVO tomou forma. Ainda há um longo caminho a ser percorrido até que o partido se estabeleça como um dos protagonistas da política nacional, mas as perspectivas são boas. Liberais de renome têm depositado sua confiança no partido, como, por exemplo, Hélio Beltrão, presidente do Instituto Mises Brasil, e Rodrigo Saraiva Marinho, do Instituto Liberal do Nordeste, outra organização importantíssima em um reduto considerado de predominância petista. Sabem que politica não se faz só com ideias, mas também (e principalmente!) na pratica. É, em última instância, o princípio da Semeadura e Colheita. Há que se plantar as ideias liberais para colher um país mais livre. E para tanto se faz necessário o engajamento.

Embora tenhamos tido avanços importantes na difusão das ideias liberais, o cenário político tradicional é onde menos há reflexo desses avanços. Declarar-se liberal era até pouco tempo atrás sentença de morte política. A predominância esquerdista era tamanha que o próprio PFL (Partido da Frente Liberal, atual DEM) recusava a alcunha. O cenário é, hoje, um pouco mais brando. Liberalismo já não é tabu entre os políticos. Devido à crescente demanda da população por menor peso do estado, menor burocracia, a classe política tem se obrigado a debater esses assuntos, não só no campo econômico, mas também no das liberdades individuais. Vale destacar aqui a atuação do jovem deputado gaúcho, Marcel Van Hattem, que em seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, tem se mostrado uma grata surpresa politica. Dotado de ótima oratória, discurso afiado e bom conhecimento das pautas liberais, Marcel tem sido a pedra no sapato dos esquerdistas gaúchos. Aproveitando ao máximo a reverberação das redes sociais, promove discursos inflamados contra o atual governo, como no episódio em que encontrou a comitiva da deputada Maria do Rosário, durante sua campanha em 2014, e, aos berros, achincalhou a petista. O vídeo postado nas redes sociais rendeu milhares de visualizações e compartilhamentos e foi determinante para a chegada do então candidato ao Palácio Farroupilha.


 
O mais curioso disso tudo é que, enquanto os liberais galgam espaço na política, o lado de lá vem descendo ladeira abaixo. Os atuais índices de reprovação à esquerda são históricos. E não estamos falando só de números e estatísticas. A reprovação é manifesta. E a esquerda tem experimentado dela nas ruas, restaurantes, livrarias e até mesmo em hospitais. O próprio Lula, outrora imune, tem sido frequentemente hostilizado junto a seus pares. Enquanto o PT enfrenta o maior êxodo desde a sua fundação, a dita direita (não necessariamente liberal) surfa a onda da popularidade. O exemplo cabal disso são as recepções quase que holliwoodianas ao deputado federal Jair Bolsonaro nos aeroportos do Brasil.

Somado a isso tudo, não poderia deixar de citar duas organizações em especial: o Movimento Brasil Livre (MBL) e os Estudantes Pela Liberdade (EPL). Ambas, instituições de destaque em seus meios. Ambas, motivo de desvario esquerdista.

O MBL tem desempenhado importante papel na pressão sobre o governo. Suas barracas armadas no gramado do congresso são traços duma resistência a muito adormecida no Brasil. Resistência não do tipo baderneira, daquelas que, entre uma depredação e outra, protesta contra o estado pedindo… mais estado! Os jovens lá acampados retratam o descrédito do povo em suas instituições. Se chegaram ao extremo de nesse momento abrir mão do conforto dos seus lares, do carinho de suas famílias, não foi por falta de tentativa de estabelecer dialogo. O atual governo tem se mostrado prepotente e incapaz de ouvir quem quer que seja. Inclusive seus aliados, o que tem causado constrangimentos recorrentes à presidente. Apesar dos sórdidos ataques do MST ao grupo, que se confirmaram após ameaças do líder do governo, deputado Sibá Machado (PT- AC), o MBL permanece firme e aumentando cada vez mais o numero de “acampados”. Também parece legar novas lideranças. Kim Kataguiri, um dos principais nomes do grupo, foi eleito recentemente um dos 30 jovens mais influentes do mundo pela revista Time.

O objetivo do EPL, entretanto, é outro. A organização, formada por estudantes, tem foco na propagação de ideias e difusão de conhecimento. Sua contribuição à causa liberal se dá através dos vários projetos executados por seus coordenadores (dentre os quais, este que vos escreve) espalhados por todo o Brasil, além de parcerias com empreendedores e associações comerciais. Assim como o IL e o IMB, atua na raiz da questão, fomentando o liberalismo e os ensinamentos da Escola Austríaca de Economia.

Enfim, nobre leitor, o momento é de mudança. É preciso saber aproveitar as oportunidades que se apresentam para não desperdiçar o vento favorável. Todas as instituições citadas acima têm cumprido seu papel na árdua tarefa que é lutar por um Brasil mais livre. Cabe a você prestigia-las da maneira que melhor lhe convir.

A esquerda sangra. O governo sangra.

Sejamos nós, liberais, uma opção de mudança!

*Marlon Reguelin é empreendedor e coordenador local do EPL.

SOBRE O AUTOR

Instituto Liberal


O Instituto Liberal é uma instituição sem fins lucrativos voltada para a pesquisa, produção e divulgação de idéias, teorias e conceitos que revelam as vantagens de uma sociedade organizada com base em uma ordem liberal.


https://www.institutoliberal.org.br/blog/por-que-o-crescimento-dos-liberais-esta-assustando-a-esquerda/

« Última modificação: 28 de Novembro de 2016, 08:36:57 por JJ »

Online JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #3 Online: 28 de Novembro de 2016, 08:49:15 »


Parece que a difusão das ideias de liberais ainda é bem limitada (não é algo popular),  ainda será necessário muito trabalho e empenho para divulgar estas ideias e conquistar um número expressivo de adeptos.




Rhyan

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Re:Liberalismo
« Resposta #4 Online: 28 de Novembro de 2016, 20:53:25 »
Libertarians = liberais


Online JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #5 Online: 08 de Dezembro de 2016, 10:57:10 »
A notícia já tem um ano, mas o assunto continua atual.


04/11/15 07:00 - Opinião

Liberalismo econômico

Fernando José Martha de Pinho   
 

Nunca praticados na sociedade latino-americana, os ideais liberais sempre foram execrados por absoluta ignorância a respeito de suas virtudes. Essa doutrina embasou as revoluções antiabsolutistas que aconteceram notadamente na Inglaterra e França (séculos XVII e XVIII) e também a luta pela independência norte-americana. Defendia: 1) a liberdade individual; 2) a independência dos três poderes; 3) o direito inalienável à propriedade privada e 4) ampla concorrência e a livre iniciativa como princípios basilares, objetivando compatibilizar os interesses coletivos e individuais, bem como  a geração do progresso de toda a sociedade. A meritocracia também não poderia ser esquecida.


Alicerçadas nos ideais acima elencados, surgiram há alguns anos no Brasil diversas organizações privadas voltadas a reavivar tais princípios, num continente asfixiado pelo excesso de dirigismo estatal e de teorias desenvolvimentistas equivocadas, amplamente divulgadas até em prestigiosas universidades brasileiras, travestidas de boas ideias. Nesse aspecto, afirmou Milton Friedman (Nobel de Economia em 1976): ”Não existe nada que cause mais males do que boas intenções”. No dia 19 de novembro de 2015, ocorreu em São Paulo o “II Fórum Liberdade e Democracia – O Brasil que dá Certo”, de cunho liberal, promovido pelas seguintes entidades: Instituto de Formação de Líderes, Capitalismo Consciente Brasil, Instituto Millenium, Líderes do Amanhã, Mises Brasil, Diretório Acadêmico do Insper e Instituto de Estudos Empresariais.


Aproximadamente 5 mil pessoas, maioria de jovens entre 20 e 30 anos, dispondo-se a divulgar os ideais liberais. Foi entusiasmante participar. Dirigindo o evento estavam: Gustavo Franco (ex-presidente do BC e acionista da Rio Bravo Investimentos), Paulo Guedes (acionista e fundador do Banco Pactual) e o economista norte-americano David Friedman (filho de Milton Friedman), e um dos baluartes do movimento liberal contemporâneo. Abílio Diniz, como Keynote Speaker, dissertou sobre o tema: “Liberdade para Empreender”.


Parece claro que o combate feroz à mentalidade anticapitalista está só começando no Brasil, pois à medida que as pessoas instruem-se, têm acesso a melhores condições de vida e começam a enriquecer; a trajetória política de governantes que insistem em pregar idéias intervencionistas será cada vez mais difícil. Esse processo de mudança de mentalidade será cada vez mais facilitado também pela percepção da retumbante ruína das economias brasileira, equatoriana, argentina, venezuelana e cubana. Exemplos incontestáveis do que não funciona em termos de políticas econômicas.
Ao final do evento, foi distribuído o recém-lançado livro “Um Pequeno Passo para a Liberdade”, uma coletânea de artigos de diversos autores, editado pela QuintAventura Edições, SP. A iniciativa de realização desse evento traz alento a um Brasil tão carente de esperança, mas não de grandes oportunidades. Participar desses eventos é uma delas.
 

O autor é economista - Blog: www.fpinho.com.br


http://www.jcnet.com.br/editorias_noticias.php?codigo=240992




Online JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #6 Online: 11 de Dezembro de 2016, 14:02:31 »
Mais um ataque a liberdade econômica :



Projeto de deputado petista que proíbe Uber em todo o Brasil pode ser votado essa semana

By Marcelo Faria -05/12/2016



Nesta semana, a Câmara dos Deputados pode votar um projeto de lei que proíbe o Uber em todo o Brasil. O PL 5587/2016, de autoria do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), assegura exclusividade aos taxistas no transporte individual de passageiros em todo o país, tornando ilegais os serviços prestados por motoristas privados por meio de aplicativos.


O projeto possui dois requerimentos de urgência para a inclusão na pauta. Esses pedidos foram feitos pelos deputados João Daniel (PT-SE) e Luis Carlos Heinze (PP-RS). Se aprovada a urgência, um acordo no colégio de líderes prevê a votação do texto no Plenário já na quarta-feira, dia 07.


O Uber convocou os usuários a pressionar os deputados a votarem contra a proibição, enviando e-mails para os parlamentares. “Diversos municípios já tentaram, sem sucesso, proibir a inovação. Agora, a Câmara dos Deputados quer fazer o mesmo com o país”, diz o comunicado.


http://www.ilisp.org/noticias/projeto-de-deputado-petista-que-proibe-uber-em-todo-o-brasil-pode-ser-votado-essa-semana/



Online Lorentz

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Re:Liberalismo
« Resposta #7 Online: 11 de Dezembro de 2016, 16:14:45 »
Como o Rafael Lima comentou, o caixa dois e propina também são proibidos.
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« Resposta #8 Online: 11 de Dezembro de 2016, 17:56:48 »
Como o Rafael Lima comentou, o caixa dois e propina também são proibidos.


Você acha que  se esse projeto virar lei  será possível  os motoristas do Uber continuarem a trabalhar ? 



Online Lorentz

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« Resposta #9 Online: 11 de Dezembro de 2016, 19:02:05 »
Como o Rafael Lima comentou, o caixa dois e propina também são proibidos.


Você acha que  se esse projeto virar lei  será possível  os motoristas do Uber continuarem a trabalhar ?


Depende de como será a lei.

"Proibido Uber". Aí muda o nome para Hyper.
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Offline Lakatos

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Re:Liberalismo
« Resposta #11 Online: 11 de Dezembro de 2016, 20:33:49 »

Online JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #12 Online: 12 de Dezembro de 2016, 07:37:47 »
Economicamente, Uber é um cartel ou um outro sindicato? Tem diferença?


O Uber não faz parte de um grupo que controla o mercado de apps de transporte e o de transporte compartilhado, então não parece correto caracterizar como cartel. Quanto a sindicato também não vejo como caracterizar. 


« Última modificação: 12 de Dezembro de 2016, 07:41:55 por JJ »

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« Resposta #13 Online: 12 de Dezembro de 2016, 07:38:37 »
Haja lobby pra passar essa proposta. Ainda mais vindo de um petista.

Inteiro teor: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=C5B85D4CADF0DA4870D4A844294F2DE5.proposicoesWebExterno2?codteor=1468253&filename=PL+5587/2016


Espera-se que não, mas de qualquer forma é uma tentativa de ataque a liberdade de mercado.



Online JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #14 Online: 12 de Dezembro de 2016, 07:41:22 »
Como o Rafael Lima comentou, o caixa dois e propina também são proibidos.


Você acha que  se esse projeto virar lei  será possível  os motoristas do Uber continuarem a trabalhar ?


Depende de como será a lei.

"Proibido Uber". Aí muda o nome para Hyper.


Lorentz,


Os redatores da lei certamente não foram ingênuos ao ponto de  usar o nome específico do serviço, o que se faz normalmente é caracterizar de forma mais geral a ação que se quer regular  (no caso  impedir).



Online JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #15 Online: 12 de Dezembro de 2016, 07:43:53 »
Como o Rafael Lima comentou, o caixa dois e propina também são proibidos.


Você acha que  se esse projeto virar lei  será possível  os motoristas do Uber continuarem a trabalhar ?


Depende de como será a lei.

"Proibido Uber". Aí muda o nome para Hyper.



Aqui parte do texto:


Art. 12-C – O transporte individual remunerado de passageiros em veículos com capacidade de até 7 (sete) passageiros somente poderá ser realizado por veículos de aluguel conduzidos por profissionais taxistas, ficando expressamente vedada a utilização de veículos particulares para viagens individuais municipais,  intermunicipais ou interestaduais, inclusive por meio de plataformas digitais quando houver qualquer proveito econômico direto ou indireto das partes envolvidas no transporte.


« Última modificação: 12 de Dezembro de 2016, 07:46:51 por JJ »

Online JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #16 Online: 12 de Dezembro de 2016, 07:48:43 »


Este é um exemplo da mentalidade anti livre mercado, a qual precisa ser divulgada e combatida por quem defende o liberalismo econômico.

Online Lorentz

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Re:Liberalismo
« Resposta #17 Online: 12 de Dezembro de 2016, 11:32:33 »
Como o Rafael Lima comentou, o caixa dois e propina também são proibidos.


Você acha que  se esse projeto virar lei  será possível  os motoristas do Uber continuarem a trabalhar ?


Depende de como será a lei.

"Proibido Uber". Aí muda o nome para Hyper.


Lorentz,


Os redatores da lei certamente não foram ingênuos ao ponto de  usar o nome específico do serviço, o que se faz normalmente é caracterizar de forma mais geral a ação que se quer regular  (no caso  impedir).

Não foram, mas volta e meia proíbem o Whatsapp, como se não fosse possível usar outro aplicativo.
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Offline Lakatos

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Re:Liberalismo
« Resposta #18 Online: 12 de Dezembro de 2016, 11:43:13 »

Offline DDV

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Re:Liberalismo
« Resposta #19 Online: 12 de Dezembro de 2016, 12:39:09 »
Proibir o Uber a essa altura seria meio como a Lei Seca. É uma lei que não vai pegar.

Porque como vocês sabem, no Brasil a aprovação de uma lei não é suficiente, é necessário também que ela "pegue". Em um estado com tradição de querer canetar tudo, é inevitável que leis idiotas, inúteis ou redundantes sejam feitas.

Quase todo aplicativo de smartphone tem o Uber integrado. Vocês acham que o brasileiro se conformaria com aqui ser o único cu de mundo onde Uber não existe?
Não acredite em quem lhe disser que a verdade não existe.

"O maior vício do capitalismo é a distribuição desigual das benesses. A maior virtude do socialismo é a distribuição igual da miséria." (W. Churchill)

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Liberalismo
« Resposta #20 Online: 12 de Dezembro de 2016, 14:19:13 »
Economicamente, Uber é um cartel ou um outro sindicato? Tem diferença?


O Uber não faz parte de um grupo que controla o mercado de apps de transporte e o de transporte compartilhado, então não parece correto caracterizar como cartel. Quanto a sindicato também não vejo como caracterizar. 


O Uber é uma empresa que coordena os preços de motoristas, que teoricamente seriam concorrentes independentes entre si, cada um podendo estabelecer seu preço. Isso tem similaridades tanto com cartel, na coordenação de preço não-concorrente, tanto com sindicato, pelo mesmo motivo.

A diferença de sindicatos deve ser terem comumente mais imposições, em vez de ser tudo apenas na base do preço, ao mesmo tempo em que os sindicalizados talvez sejam argumentavelmente mais beneficiados do que em sistemas como Uber, onde o principal beneficiário é a empresa, ainda que talvez mesmo aqui possa haver alguma analogia com sindicatos, embora eu imagine que a fatia dos lucros dos trabalhadores deva  ser menor.



Teoricamente até mesmo a existência de "concorrentes" do Uber usando mecanismos análogos de estabelecimento de preços ainda poderia acabar constituindo um meta-cartel.









Proibir o Uber a essa altura seria meio como a Lei Seca. É uma lei que não vai pegar.

Depende do que tem pelo termo...

http://www.dgabc.com.br/Noticia/40461/diadema-completa-dez-anos-de-lei-seca


O que acontece se o Brasil simplesmente agir no mesmo modo que fez com relação ao vídeo do youtube de sexo na praia daquela modelo?

Offline Feliperj

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Re:Liberalismo
« Resposta #21 Online: 16 de Dezembro de 2016, 00:23:34 »
Economicamente, Uber é um cartel ou um outro sindicato? Tem diferença?


O Uber não faz parte de um grupo que controla o mercado de apps de transporte e o de transporte compartilhado, então não parece correto caracterizar como cartel. Quanto a sindicato também não vejo como caracterizar. 


O Uber é uma empresa que coordena os preços de motoristas, que teoricamente seriam concorrentes independentes entre si, cada um podendo estabelecer seu preço. Isso tem similaridades tanto com cartel, na coordenação de preço não-concorrente, tanto com sindicato, pelo mesmo motivo.

A diferença de sindicatos deve ser terem comumente mais imposições, em vez de ser tudo apenas na base do preço, ao mesmo tempo em que os sindicalizados talvez sejam argumentavelmente mais beneficiados do que em sistemas como Uber, onde o principal beneficiário é a empresa, ainda que talvez mesmo aqui possa haver alguma analogia com sindicatos, embora eu imagine que a fatia dos lucros dos trabalhadores deva  ser menor.



Teoricamente até mesmo a existência de "concorrentes" do Uber usando mecanismos análogos de estabelecimento de preços ainda poderia acabar constituindo um meta-cartel.









Proibir o Uber a essa altura seria meio como a Lei Seca. É uma lei que não vai pegar.

Depende do que tem pelo termo...

http://www.dgabc.com.br/Noticia/40461/diadema-completa-dez-anos-de-lei-seca


O que acontece se o Brasil simplesmente agir no mesmo modo que fez com relação ao vídeo do youtube de sexo na praia daquela modelo?

O Uber precifica os serviços daqueles que...trabalham com o Uber!!! Ele não impede que outro "Uber" ofereça o mesmo serviço a outros preços ou que um indivíduo o ofereça o serviço sem o Uber (aliás, quem faz isso é o Estado. O maior criador de Cartéis e Monopólios que existe). O Uber é uma empresa, não um cartel!


Offline Gauss

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Re:Liberalismo
« Resposta #22 Online: 16 de Dezembro de 2016, 10:01:48 »
Se o Uber é Cartel, todas as redes de franquias também são.
“A matemática é a rainha das ciências.”
Carl Friedrich Gauss.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Liberalismo
« Resposta #23 Online: 16 de Dezembro de 2016, 10:55:37 »
Uber não é uma franquia de motoristas, é um sistema de coordenação de preços entre motoristas independentes.

Outros "ubers" seriam também cartéis paralelos no mesmo ramo, ainda que uber seja o dominante.

Cartéis não necessariamente impedem competidores. Você pode ir fazer orçamento para a reforma de um carro ou de uma casa, e o comerciante de onde fez o primeiro orçamento pode ou não repassar esse orçamento e seus preços para pseudo-concorrentes. Não precisam ser todos no ramo regional participando do esquema, mas os que estão participando do esquema de preços combinados, estão.


Não li o paper inteiro nem nada:

Citar
https://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=2826652

The UBER-Cartel? UBER between Labour and Competition Law

Julian Nowag
Lund University - Faculty of Law; Oxford Centre for Competition Law and Policy

[...]

How could such an arrangement be contrary to competition law? The important element in this context
is that UBER’s business model relies currently on the prices that are not set freely by the drivers. Instead
UBER sets or co-ordinates the prices by means of an algorithm.

Such a configuration can be seen as a so called hub-and-spoke cartel. In a hub-and-spoke cartel the
cartel members do not directly communicate to align their business behaviour. Instead the
communication or more precisely the organisation of the cartel is left to a third party, an intermediary.

In such an arrangement the intermediary is not active on the cartelised market. However, this does not
shield the intermediary from antitrust liability.16 A recent example of such a hub-n-spoke cartel in the
EU is AC-Treuhand.17 In this case the CJ found that a Swiss consultancy company, AC-Treuhand, by
overseeing the cartel, collecting and sharing market data, and providing a place for the cartelist to meet
had infringed Article 101(1) TFEU. In the US the last major hub-and-spoke cartel was the Apple ebook
price-fixing case. 18 In this case Apple was found to have engaged in a hub-and-spoke cartel by
fixing the e-book prices with the publishers to a certain level. Apple would receive a certain percentage
of the fixed price. This was found to be a per se violation of Section 1 of the Sherman Act.

Similarly, in the case of UBER’s business model, UBER profits from the fixing of the driver’s prices
because its fees are depended on the rate charged by the drivers. What distinguishes the UBER
arrangement from the Apple agreement is that UBER does not directly fix the prices or a price range
for the driver. Instead it uses a computer algorithm to determine the price which the drivers will charge
the customers.

Price fixing between competitors using a computer algorithm may be a new phenomenon. Yet, as such
it should not be an obstacle to antitrust liability. Such an arrangement is not much different from a
normal hub-and-spoke cartel arrangement.19

[...]



Offline Gauss

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Re:Liberalismo
« Resposta #24 Online: 16 de Dezembro de 2016, 11:05:28 »
Existem diferenças de preços entre as franquias do MC'Donalds? Ou eles tem um sistema de preços coordenado? Se eles tiverem preços padrão, eles são cartel utilizando a mesma lógica.
“A matemática é a rainha das ciências.”
Carl Friedrich Gauss.

 

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