Autor Tópico: O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]  (Lida 1224 vezes)

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Offline 4 Ton Mantis

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http://seuhistory.com/noticias/o-inquietante-misterio-das-gemeas-pollock-um-caso-de-reencarnacao-documentado-pela-ciencia



Ian Stevenson, doutor em medicina e professor universitário de psiquiatria canadense, estudou mais de 3 mil casos de crianças que pareciam se lembrar de vidas passadas.

Um dos mais significativos foi o das gêmeas Pollock. O dia 5 de maio de 1957 amanheceu com um sol esplêndido em Whitley-Bay, no Reino Unido, às margens do Mar do Norte. Como todos os domingos, as famílias locais se dirigiam apressadas à igreja, para celebrar a missa. As duas pequenas filhas da família Pollock, Joanna e Jacqueline, de 11 e seis anos, respectivamente, foram antes de seus pais para garantir um lugar.

Quando dobravam uma esquina, uma carruagem com cavalos desenfreados as atropelou, matando-as instantaneamente. Seus corpos ficaram praticamente destruídos, assim como o coração de seus pais ao receber a trágica notícia. Mas eles não sabiam que o destino traria um dos casos mais estranhos de que já se houve notícia.

Mais de um ano após o acidente, os Pollock voltaram a ter filhos, dessa vez, as gêmeas Gillian e Jennifer, nascidas em 4 de outubro de 1958. Quando tinham somente três anos, as pequenas começaram a falar e, então, seus pais notaram que acontecia algo estranho. Incrivelmente, elas eram capazes de lembrar eventos passados da vida de suas irmãs, falecidas em 1957.

Elas mostravam conhecer à perfeição cada canto da casa e as pessoas da cidade. E também praticavam hábitos e costumes idênticos aos de suas irmãs e, inclusive, falavam do mesmo jeito. Embora fossem gêmeas, uma parecia ser maior e protegia a outra, que aceitava o papel de irmã menor.

Enquanto Gillian recordava a vida de sua irmã Joanna, morta aos 11 anos, Jennifer recordava a de Jacqueline, de seis. Elas conheciam as brincadeiras de suas irmãs e colocavam nas bonecas exatamente os mesmos nomes. Houve uma vez em que seus pais as ouviram falar do acidente, descrevendo sensações e a lembrança do sangue saindo de suas bocas. Além disso, demonstravam uma fobia a veículos que passavam pela rua.

Entretanto, precisamente aos cinco anos, idade em que os cientistas coincidem em apontar um limiar para a recordação de vidas passadas, as pequenas deixaram de experimentar esses comportamentos estranhos. O caso teve tanto impacto que foi publicado no livro European Cases of the Reincarnation Type.
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Offline Gigaview

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #1 Online: 16 de Janeiro de 2017, 22:45:55 »
Apertem os cintos.

O History Channel chegou ao CC. Salve-se quem puder.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #2 Online: 17 de Janeiro de 2017, 04:26:14 »
Na verdade isso se deve à impressão dos campos morfogenéticos do primeiro par de gêmeas ainda estar muito forte na casa.

Ele ainda reverbera no ambiente e influencia cérebros ainda mais plásticos, em desenvolvimento. Porém, essa impressão vai se esvaindo com o passar do tempo (princípio da conservação da energia, física elementar), como também as mentes em desenvolvimento vão desenvolvendo gradualmente mais a própria identidade, então o efeito se reduz com o tempo.

É essencialmente a mesma explicação do porque as pessoas que convivem num ambiente vão desenvolvendo afinidades em gostos variados, personalidade, uma "sintonia" que pode até acabar fazendo com que sejam capazes de ler os pensamentos umas das outras esporadicamente, apenas dentro da janela de hiper-neuroplasticidade do desenvolvimento infantil.

https://www.scientificamerican.com/article/social-spread-obesity/

Offline Gorducho

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #3 Online: 17 de Janeiro de 2017, 09:37:39 »
Naturalmente que não acredito em reencarnação, só pra deixar claro.
Mas ainda assim este é um dos causos mais fraquinhos.
Só o que se pode alegar é a coincidência de que na próxima gravidez de novo se formaram gêmeas  femininas (claro).
Que provavelmente fosse uma predisposição genética.
No mais o quadro estava montado com o pai tendo se metido na cabeça e crente nesse dogma.
E, claro, é isso: numa casa e mesmo entre os amigos mais chegados e até colegas já se sabe automaticamente o que vai pela cabeça dos outros.

A prova de que essas "lembranças" do Stevenson não existem é que cá não as há % como lá pela India & sudeste asiático. E isso que reencarnação é um dogma conhecido por todos brasileiros mesmo que evangélicos, ateus ou católicos. E menos ainda tem qualquer tipo de restrição à liberdade de divulgar isso - como ocorre nas ditaduras religiosas da SA ou Iran, por exemplo...

O causo que me parece o mais forte dessa linha é o do infante americano :aviao: naval aquele.
Claro, pressuposto implícito: ausência de fraude com intuitos comerciais.

Offline Andarilho-terrestre-2

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #4 Online: 19 de Janeiro de 2017, 14:48:45 »
Eis o caso como descrito por Ian Stevenson em uma versão resumida, parece mais forte do que a matéria do History, que não cita as diferenças não explicáveis pela genética:

GILLIAN E JENNIFER POLLOCK[1]

 

Gillian e Jennifer Pollock nasceram em Hexham, Northumberland, Inglaterra, em 4 de outubro de 1958. Seus pais eram John Pollock e a esposa, Florence. Gillian era dez minutos mais velha que Jennifer. Análises de grupos e subgrupos sangüíneos demonstraram que eram univitelinas (idênticas).

John e Florence tiveram outras filhas e duas delas, Joanna e Jacqueline, foram mortas quando um motorista enlouquecido subiu com o carro na calçada onde as meninas andavam com uma amiga. Elas morreram instantaneamente. Esta tragédia ocorreu em 5 de maio de 1957. Na época da morte, Joanna tinha 11 anos e Jacqueline, 6. John e Florence eram cristãos. Em 1957, Florence não demonstrava interesse por reencarnação e não acreditava que ela pudesse acontecer. Por outro lado, John tivera uma forte crença na reencarnação durante muitos anos. Após a morte das meninas, ele se convenceu de que elas renasceriam na família, como gêmeas. Quando as gêmeas Gillian e Jennifer nasceram, outras pessoas ficaram surpresas, não ele.

 

Afirmação e reconhecimentos feitos por Gillian e Jennifer

 

Quando as gêmeas começaram a falar, elas fizeram – entre os três e sete anos de idade – algumas afirmações sobre as vidas de Joanna e de Jacqueline. Gillian relembrava a vida de Joanna, e Jennifer, a de Jacqueline. Seus pais também garantiram que elas reconheceram diversos locais e objetos conhecidos das meninas mortas, mas não familiares às gêmeas. Em meu relatório detalhado, listei seis afirmações e cinco reconhecimentos que seus pais lhes atribuíram. John e Florence também ouviram as gêmeas conversando sobre o acidente no qual Joanna e Jacqueline morreram, mas elas não mencionaram quaisquer detalhes incomuns ocorridos durante esta conversa.


Alguns leitores podem pensar que a fervorosa crença de John em reencarnação o desqualificaria como um observador objetivo daquilo que as gêmeas disseram e fizeram referente às vidas de Joanna e Jacqueline. Em uma ocasião, um jornalista cético reclamou a John Pollock. Em resposta, ele replicou corretamente que, caso ele não acreditasse em reencarnação, não teria prestado atenção nas memórias que as gêmeas pareciam ter das vidas das falecidas irmãs.

 

Diferenças físicas entre Gillian e Jennifer

 

Gillian e Jennifer tinham os rostos muito parecidos. Acredito que alguém, apenas olhando para elas, concluiria que elas eram gêmeas idênticas. Seus corpos, porém, até certo ponto correspondiam aos de Joanna e Jacqueline. Joanna fora um pouco mais magra, como Gillian; Jacqueline fora mais encorpada, como Jennifer.

Jennifer tinha duas marcas de nascença, enquanto Gillian não tinha nenhuma. Uma marca de nascença na testa de Jennifer, perto da base do nariz, correspondia à cicatriz de um corte (que precisou de três pontos) sofrido por Jacqueline quando caiu sobre um balde, aos três anos. Jennifer também tinha um nevo (pinta) hiperpigmentado do lado esquerdo da cintura. Ele correspondia ao nevo que Jacqueline tinha no mesmo local. Nenhum outro membro da família tinha nevos nesse local.

Joanna caminhava com as pernas abertas, como Gillian. Jacqueline e Jennifer caminhavam normalmente.

Conforme mencionei, Joanna tinha onze anos por ocasião de sua morte, quando já sabia escrever bem. Já Jacqueline tinha apenas seis anos e não aprendera a segurar qualquer instrumento de escrita corretamente. Em vez disso, ela o agarrava com a mão, entre o polegar e o médio e apesar dos esforços de sua professora para lhe mostrar como segurar um lápis corretamente, ela continuou com essa postura até morrer. Quando as gêmeas começaram a escrever, com quatro anos e meio, Gillian imediatamente segurou o lápis corretamente, enquanto Jennifer o empunhava da maneira que Jacqueline fizera. Ela persistiu em escrever desta maneira, pelo menos, às vezes, até seus 23 anos (quando tive informações sobre o hábito pela última vez).

 

Comportamento demonstrado tanto por Gillian quanto por Jennifer

 

As gêmeas tinham fobia de veículos e uma tendência a procurar a avó materna (em vez da própria mãe) quando precisavam de ajuda materna ou orientação, que parecia ser um reflexo da situação pela qual Joanna e Jacqueline passaram; durante suas vidas, Florence Pollock trabalhava e não pudera passar muito tempo com as filhas, que eram cuidadas pela avó. Entretanto, na época da infância de Gillian e Jennifer, as circunstâncias domésticas haviam mudado. Florence não mais trabalhava fora e tinha bastante tempo para ficar com as gêmeas.

Tanto Joanna quanto Jacqueline gostavam de pentear o cabelo de outras pessoas, da mesma forma que Gillian e Jennifer.

 

Comportamento divergente entre Gillian e Jennifer

 

Pelo fato de Joanna ser cinco anos mais velha que Jacqueline, a irmã mais nova tendia a seguir a liderança da mais velha. Por seu lado, Joanna tinha certa tendência de “fazer o papel de mãe” de Jacqueline. Gillian e Jennifer tinham um relacionamento hierárquico semelhante; Jennifer procurava Gillian para orientação e conselhos, que demonstrava certa solicitude maternal por Jennifer.

Gillian era mais madura e mais independente que Jennifer, o que estava de acordo com a idade maior de Joanna e maior maturidade que a de sua irmã.

Joanna gostara de outras crianças, não apenas de Jacqueline. Gillian demonstrou mais interesse em outras crianças que Jennifer.

Joanna era notadamente uma jovem generosa, que compartilhava com facilidade suas coisas com os outros. Jacqueline era, talvez, jovem demais para ter desenvolvido esse traço. Qualquer que seja o caso, Gillian era mais generosa do que Jennifer.

Joanna gostava de usar fantasias e de desempenhar papéis em pequenas peças que ela mesma escrevia. Gillian também demonstrou interesse em representar e em usar esses trajes. Jennifer, inicialmente, não mostrou interesse nessa brincadeira, embora participasse delas com Gillian.

 

Comentários

 

Eu estaria disposto, com o jornalista crítico, a descontar a maior parte ou até mesmo tudo o que John e Florence Pollock relataram das afirmações e do reconhecimento das gêmeas. Embora eu acredite que Florence não tenha se deixado levar, John pode ter deixado suas expectativas influenciarem em suas observações e no relatório das mesmas.

As diferenças entre as gêmeas tanto nos aspectos físicos quanto no comportamento, entretanto, me parecem realmente importantes. O fato de as gêmeas serem monozigóticas exclui o fator genético para explicar essas diferenças. Nenhum fator pós-natal pode explicar suas diferenças físicas, especialmente as duas marcas de nascença apenas em Jennifer, ainda mais que correspondiam com a cicatriz e o nevo de Jacqueline. Eu também considero inconcebível que John e Florence, não importa o quanto quisessem as filhas falecidas de volta, possam ter moldado o comportamento das gêmeas de modo a imitar, em diversos aspectos, os das irmãs mais velhas. Este caso, junto com o paralelo de Indika e Kakshappa Ishwara, outra dupla de gêmeos monozigotos com diferenças marcantes, tanto físicas quanto comportamentais, fornecem algumas das mais fortes provas conhecidas a favor da reencarnação.


[1] Este livro estaria incompleto sem a menção ao caso de Gillian e de Jennifer Pollock. Entretanto, eu já publiquei um relato detalhado do caso (Stevenson, 1997) e também um relato mais breve (Stevenson,1987/2000). Assim, descreverei aqui apenas as características mais importantes.

 :vergonha: :hihi:

Offline Diegojaf

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #5 Online: 19 de Janeiro de 2017, 15:56:27 »
Entretanto, precisamente aos cinco anos, idade em que os cientistas coincidem em apontar um limiar para a recordação de vidas passadas,[...]

Cacete, a ciência tá avançada assim? Mas é tipo 4 anos, 11 meses, 29 dias, 11 horas e 59 minutos e no minuto seguinte zera tudo ou 5 anos, 11 meses, 29 dias, 11 horas e 59 minutos e no minuto seguinte zera tudo?

Ou é ano fiscal? 5 anos até 31 de dezembro daquele ano corrente?
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

http://umzumbipordia.blogspot.com - Porque a natureza te odeia e a epidemia zumbi é só a cereja no topo do delicioso sundae de horror que é a vida.

Offline Geotecton

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #6 Online: 19 de Janeiro de 2017, 16:28:46 »
Parafraseando o Diegojaf:

"Cacete, quanto bullshit".
« Última modificação: 26 de Janeiro de 2017, 20:44:31 por Geotecton »
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Offline Andarilho-terrestre-2

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #7 Online: 19 de Janeiro de 2017, 17:34:51 »
A Lancet achou o "bullshit" digno de publicação:

http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(05)74353-1/fulltext

Sir
—The report by Paul Gringras (Feb 13, p 562)1 of physical differences between a pair of monozygotic twins was informative, but could have been more so if he had described differences, if there were any, in the twins' behaviours.

We have examined a pair of twins in Sri Lanka with very different stature and facial appearance. An analysis of their blood groups and subgroups showed that they were monozygotic. The twins also showed widely different behaviours from an early age. The older twin was calm and gentle; his brother was “tough” and inclined to violence. The older twin was more intelligent and had a better memory than his brother. The older twin enjoyed schoolwork and was good at it; his brother did not like school and did poorly there. The older twin held himself somewhat aloof from other members of the family, whereas the younger twin was open and affectionate toward them. Finally, the older twin had a phobia of vehicles and was unusually fond of chillies; his brother had neither of these traits.

The twins' parents had no reason to believe that their behaviour toward the twins could have inculcated or even encouraged these behavioural differences. They did, however, have another explanation for the differences. When the twins were aged about 3 years they spoke about previous lives they claimed to remember. The younger twin said he had been shot by the police. Because his family laughed at his statements, he stopped speaking about a past life. The older twin spoke copiously about a life he said he remembered as a schoolboy in a distant town. His many statements were sufficiently precise to allow his family to trace the family, previously unknown to them, of a deceased young boy whose life corresponded to these statements and whose behaviour corresponded closely to the older twin's behaviour.2

My colleagues and I have investigated 42 twin pairs, one or both of whom have claimed to remember a previous life. The cases are mostly in Asia, and tests of zygosity have so far been feasible with only six pairs. One other pair—this one in the UK—is monozygotic; and these twins showed physical differences (including two birthmarks on only one of the twins) and also behavioural ones that corresponded to the previous lives they seemed to remember.

Between 5%3 and 18%4 of monozygotic twins are not identical, if judged by questionnaires alone. Genetics and postnatal influences may not be able to explain all such differences. Gestational factors may account for some differences.

References
Gringras, P. Identical differences. Lancet. 1999; 353: 562
View in Article | Summary | Full Text | Full Text PDF | PubMed | Scopus (6)
Stevenson, I. Reincarnation and biology: a contribution to the etiology of birthmarks and birth defects. Praeger, Westport, CT; 1997
View in Article
Eaves, LJ, Eysenck, HJ, and Martin, NG. Genes, culture, and personality: an empirical approach. Academic Press, London; 1989
View in Article
Cederlöf, R, Friberg, L, Jonsson, E, and Kalj, L. Studies on similarity diagnosis in twins with the aid of mailed questionnaires. Acta Genet Stat Med. 1961; 11: 338–362

 :chorao: :sleepy: :P :hmph: :oba: :susto: :o :chorao: |( :twisted: :hein: :no: :ok: :no: :ok:

Offline Gigaview

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #8 Online: 19 de Janeiro de 2017, 18:27:02 »
Citar
Genetics and postnatal influences may not be able to explain all such differences. Gestational factors may account for some differences.

Até que ponto os pesquisadores investigaram as possíveis influências genéticas, gestacionais e pós-natais?

Como pode The Lancet aceitar isso para publicação? É a prova que aceitam publicar bullshits.




Offline Andarilho-terrestre-2

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #9 Online: 19 de Janeiro de 2017, 23:33:33 »
Investigaram até onde foi possível. Para se ter uma ideia, no caso das gêmeas Pollock, foram extraídas amostras sanguíneas delas, dos pais, da avó materna e de 3 dos irmãos. Isso determinou que havia 99,84% de chance de as gêmeas serem monozigóticas. (Um detalhe: tais exames certamente eram caríssimos à época!). Como Gillian e Jennifer tinham material genético idêntico, não é possível explicar as duas marcas de Jennifer e a ausência de marcas de Gillian por um fator genético.

Quanto à hipótese de um fator intrauterino que tenha afetado Jennifer mas não Gillian, isso ainda não explicaria a correspondência próxima em aparência e localização entre as duas marcas de nascença de Jennifer e uma marca de nascença e uma ferida nos mesmos locais que Jacqueline teve, confirmadas por fotos.

Influências pós-natal vindas dos pais poderiam apenas explicar o comportamento das irmãs, mas Stevenson não achou qualquer evidência disto. A própria mãe era fortemente contrária à ideia de reencarnação, e ela sequer esperava ter gêmeas, pois o obstetra afirmou ter ouvido um único coração.

Com tanta documentação médica e fotográfica, e tantos aspectos comportamentais interessantes, esse caso passa longe do "bullshit".

Offline Gigaview

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #10 Online: 20 de Janeiro de 2017, 00:34:45 »
O bullshit é apontar o caso como evidência de reencarnação sem esgotar o estudo de outras hipóteses mais parcimoniosas. Parece uma afirmação de Tsoukalos: "Não estou afirmando que seja reencarnação, mas o que mais poderia ser?"

Citar
Two twin girls (aged six and eleven) are tragically killed. The father was a strong believer in reincarnation, and was sure they would be reborn to his wife as twins. Twins are born, and between the ages of 2 and 4 they start making statements about their dead siblings.

As the father believed the twins were reincarnations of their dead sisters, it is likely that he talked about it in front of the baby girls. It’s also likely that friends and family talked about the tragic death of the previous two girls. It’s hardly surprising that the girls are reported to have talked about their “previous lives”. The parents could also be reading too much into the twins’ statements, or could be lying. We’ll never know.
http://www.skepticreport.com/sr/?p=482

Essa é mais uma estória compilada por Stevenson em seu livro, junto com outras 13 evidências anedóticas que ele não acompanhou.

Citar
Before I got the book, I wondered how Stevenson would ensure the stories were genuine. I had the idea that he would have surveyed a number of children at random, seen if any remembered a previous life, and followed up on them. It seemed like quite a thing to attempt, but I thought it must be something like that. So as I started to read the cases I made notes on when the author had first become involved in the case. I soon gave up on that idea because, as I discovered, the author had got involved in none of these cases until some considerable time after the children were reported as remembering their prior lives. Thus they were all just anecdotes, although well documented and cross referenced. It was less than I had expected.
http://www.skepticreport.com/sr/?p=482
« Última modificação: 20 de Janeiro de 2017, 00:53:29 por Gigaview »

Offline Buckaroo Banzai

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #11 Online: 20 de Janeiro de 2017, 01:17:37 »
Nem só isso, mas o grau de wishful thinking também parece muito elevado e a principal base das "evidências".

Monozigozidade não exclui diferenças fenotípicas, mesmo genéticas, e simplesmente não é preciso "explicar" uma marca de nascença supostamente coincidentemente onde outra pessoa teve alguma ferida ou algo assim. Aliás, essa idéia de herança de feridas na forma de marcas de nascença é uma das mais estúpidas do "espiritualismo científico", já que preveria que todo mundo nasceria meio morto por herdar a moribundice, e coisas do tipo. É pura fantasia, invenção, o grau exato de coisa que se admite como evidência do que se quer acreditar.

Offline Freya

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #12 Online: 20 de Janeiro de 2017, 03:49:48 »
Monozigozidade não exclui diferenças fenotípicas, mesmo genéticas, e simplesmente não é preciso "explicar" uma marca de nascença supostamente coincidentemente onde outra pessoa teve alguma ferida ou algo assim.

Recentemente repercutiu bastante o caso dessas gêmeas.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2016/02/gemeas-identicas-nascem-com-cor-de-olhos-e-pele-diferentes-no-reino-unido.html

O que os cientistas não querem investigar, por conveniência ou não, é que essa mutação pode ocorrer porque possivelmente são espíritos diferentes, com etnias diferentes, e, portanto, mesmo sendo gêmeas monozigóticas, essa diferença espiritual se manifesta na matéria através do perispírito. Expliquem essa, ateus. Querem prova mais clara?

Offline homemcinza

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #13 Online: 20 de Janeiro de 2017, 09:53:21 »
Então a lei carmica mata as duas filhas pra que elas reencarnem nas proximas duas?

alguem anda desperdiçando recursos no mundo espiritual  ::)

Offline Gorducho

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #14 Online: 20 de Janeiro de 2017, 09:57:53 »
Não é espiritismo continental francês "kardecismo".
No espiritismo anglo não entra o dogma da reencarnação romântica francesa.

E também pode ter havido um recurso contra o Centro de Panejamento de Reencarnações http://www.institutoandreluiz.org/centro_de_planejamento_de_reencarnacoes.html
e eles terem sido obrigados a reencarná-las.
« Última modificação: 20 de Janeiro de 2017, 10:03:34 por Gorducho »

Offline Andarilho-terrestre-2

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #15 Online: 23 de Janeiro de 2017, 14:16:55 »
O texto publicado na Skeptic Report, de autoria de Richard Rockley, criticando 14 estudos de Stevenson é um verdadeiro "bullshit". O Vitor anos trás já havia feito uma refutação desse texto, em http://obraspsicografadas.org/2013/refutao-da-crtica-de-richard-rockley-pesquisa-de-ian-stevenson-2013/. Vale a pena reproduzi-la aqui na íntegra.

Book Review: Children who remember previous lives,

A question of reincarnation, Ian Stevenson

por Richard Rockley, 1º de novembro de 2002

Ian Stevenson passou 40 anos estudando a evidência para a reencarnação, investigando principalmente as alegações de crianças que parecem lembrar-se de aspectos de suas vidas anteriores. Sua pesquisa consiste num corpo de trabalho enorme, e é considerada por muitos tratar-se de uma evidência científica da reencarnação. Stevenson escreveu este livro, onde detalha 14 casos, com o objetivo de apresentar um registro da sua pesquisa, e então parece razoável supor que a evidência mostrada seja ao menos representante do total. De fato, seria esperado que o livro consistisse nos casos mais convincentes. Conseqüentemente eu acredito que seja válido examinar no que consiste a evidência apresentada neste livro, e extrair conclusões dele sobre o restante da pesquisa de Stevenson.

Comentários: Rockley comete diversos equívocos no parágrafo acima. Ele diz acreditar que os 14 casos são representantes do total da pesquisa de Stevenson, e ainda que seriam os casos mais convincentes. Nada mais longe da verdade. Nenhum dos 14 casos é representativo dos casos mais fortes registrados – ou seja, aquele que o próprio pesquisador chegou a tempo de investigar antes que as duas famílias envolvidas tivessem se conhecido, e onde pôde confirmar a extrema precisão das declarações fornecidas pela criança. Para piorar, esse livro de Stevenson contém diversas omissões (resumos) especialmente por se destinar ao público em geral (leigos). Conseqüentemente, os casos perdem bastante de sua força, o que facilitou o ataque do crítico. Material mais completo e de melhor qualidade, destinado ao publico acadêmico, encontra-se no livro Twenty Cases Suggestive of Reincarnation (1966-1974) e em alguns dos melhores artigos dele mais recentes, como o Three New Cases of the Reincarnation Type in Sri Lanka With Written Records Made Before Verifications (1988). Apenas como exemplos de acadêmicos elogiando o trabalho de Stevenson, a respeito do livro Twenty Cases, Lester S. King, o Redator de Revisão de Livros da JAMA: The Journal of the American Medical Association, escreveu que “a respeito da reencarnação [Stevenson] tem esmerada e impassivelmente colecionado uma série detalhada de casos da Índia, casos em que a evidência é difícil de explicar em qualquer outra base.” Ele também adicionou, “Ele registrou uma quantidade grande de dados que não pode ser ignorada.” Uma crítica mais recente (2005) e extremamente positiva de um dos livros de Stevenson, “Casos Europeus do Tipo Reencarnação”, foi publicada no American Journal of Psychiatry, outra revista pertencente ao mainstream científico.

 

Assim no que o livro consiste? Primeiro, fico impressionado pela integridade e honestidade de Stevenson, mas menos pelo seu rigor intelectual. Os 14 casos que ele cita não registram nada mais que anedotas: todo o “comportamento de vidas passadas” foi testemunhado antes de o autor ter encontrado qualquer um dos indivíduos e então a veracidade das histórias é difícil de determinar. Além do mais, nos capítulos posteriores Stevenson faz várias declarações e tira conclusões que em minha visão colocam em dúvida sua credibilidade e neutralidade. Estou ciente que Stevenson publicou muito mais trabalho que isto, mas acredito que os casos e os comentários neste livro são representantes do seu trabalho.

Comentário: O próprio crítico admite acima que nenhum dos casos pertence à categoria mais forte, e apesar de ciente que o trabalho de Stevenson é muito mais amplo, ainda assim insiste que os casos são representantes do seu trabalho. Quem é mesmo que está perdendo credibilidade aqui?

Como se não bastasse, Rockley classifica os casos de “anedóticos”. Os céticos assumem uma posição bastante peculiar sobre o que constitui evidência científica. Para eles, aparentemente, a evidência para ser chamada de “científica” deve passar por um limiar de confiabilidade, sendo este critério preenchido principalmente por relatórios sobre experimentos publicados em revistas e jornais. A evidência anedótica seria simplesmente muito fraca para ser admissível no tribunal da ciência, e julgam que nenhuma ciência pode usar histórias como prova porque elas são propensas a erros, distorções e falsificações retrospectivas. Esta não é apenas uma posição muito conservadora, é uma com a qual os filósofos e os historiadores da ciência contemporâneos dificilmente concordariam. Se seguirmos esse critério rigoroso e destituirmos toda a evidência anedótica, não só eliminamos as ciências sociais (especialmente aquelas que dependem da etnografia), mas também muito em medicina e nas ciências naturais (especialmente etologia, grande parte da geologia, biologia e astronomia, e, certamente, muito da psicologia clínica).

Os céticos parecem ignorar o fato de que alguns relatos são melhores do que outros. Assim como os tribunais não descartam todo testemunho humano, a ciência o usa e igualmente distingue o testemunho ocular de boatos, os especialistas das testemunhas comuns, e assim por diante. Em ciência, um relatório de observação de um evento incomum normalmente receberá mais peso caso se trate de um investigador experiente do que se de um novato, se houve múltiplos observadores ou apenas um. Anedotas não são todas cientificamente iguais e, certamente, não são todas igualmente descartáveis. Tudo isso para não dizer nada sobre as questões epistemológicas mais profundas, como o fato de que os relatos experimentais são eles próprios vulneráveis à maioria das críticas levantadas sobre o testemunho humano.

Além disso, Relato de Casos Anedóticos não é a mesma coisa que Estudo de Casos. E mero Estudo de Casos não é a mesma coisa que Estudo de Casos com Tentativa de Controle de Variáveis Envolvidas e Tentativa de Avaliação Quantitativa. Os estudos CORT (Cases of the Reincarnation Type, ou “Casos do Tipo Reencarnação”) não estão incluídos na primeira categoria (que é a mais fraca). Os estudos CORT também não estão incluídos na segunda categoria (de força mediana). Eles fazem parte do terceiro grupo, que possui força bem superior: Estudo de Casos com Tentativa de Controle de Variáveis Envolvidas e Tentativa de Avaliação Quantitativa.

 

Os 14 casos

Antes de eu pegar o livro, eu me perguntava como Stevenson asseguraria que as histórias eram genuínas. Eu imaginava que ele tinha pesquisado algumas crianças aleatoriamente, visto se qualquer uma delas se lembrava de uma vida anterior, e então acompanhado. Parecia o tipo de coisa a se tentar, e pensei que devia ser algo como isso. Então como comecei a ler os casos eu fiz notas sobre quando o autor tomou conhecimento do caso pela primeira vez. Eu logo abandonei nessa idéia porque, como descobri, o autor não se envolveu em nenhum destes casos até algum tempo depois considerável que as crianças foram informadas como se lembrando de suas vidas anteriores. Assim eram todos apenas anedotas, embora bem documentadas e referenciadas. Era menos do que eu tinha esperado.

Comentário: Além de continuar a ignorar a existência de casos em que o investigador chegou a tempo de investigá-los antes que as famílias envolvidas tivessem tido conhecimento uma da outra, e em que pôde confirmar as declarações da criança, Rockley insiste em tratar anedotas bem documentadas e referenciadas como meras anedotas. Não são. Mesmo céticos como Ray Hyman estão dispostos a aceitar a observação em ambientes não laboratoriais desde que se tratasse de observação sistemática que seguisse protocolos padronizados.

A própria metodologia que Rockley sugere beira o absurdo, sendo inviável na prática. Na Índia, apenas cerca de uma a cada 500 crianças se lembra de uma vida anterior. Se Stevenson levou 40 anos para estudar 2.500 casos usando sua metodologia, a metodologia de Rockley só lhe permitiria estudar 5.

 

De qualquer jeito, dos 14 casos:

a. Três eram não resolvidos (i.e., a identidade da “vida anterior” era desconhecida)

b. Nove foram resolvidos, mas a pessoa da vida anterior teve (ou podia ter tido), algum contato com a família da criança

c. Dois foram resolvidos, e as famílias aparentemente não tiveram nenhum contato.

Para mim, os casos “não resolvidos” não valem nada. A criança poderia estar fantasiando, poderia estar repetindo o que ela ouviu na TV ou rádio, ou poderia haver outras explicações que não envolvem reencarnação.

Comentário: A afirmação de Rockley é extrema. Mesmo os casos “não resolvidos” possuem um valor intrínseco, pois um quadro coerente de memórias de adultos de vidas passadas ainda emerge deles. Um caso pode permanecer não resolvido por muitas razões, sendo que apenas uma delas corresponde à fantasia. Os sujeitos de casos não resolvidos mencionaram o nome da pessoa anterior significativamente menos do que os sujeitos de casos resolvidos. O fato de que nomes normalmente são exigidos para resolver um caso certamente contribuiu para que estes casos ficassem sem solução. Além disso, alguns casos não resolvidos incluem declarações verificadas, inclusive exibindo informações paranormais relativas ao local, idioma ou outros aspectos da vida anterior. Sobre a possibilidade de captação de informações por meio de rádio e televisão, em Vinte Casos Stevenson escreveu em que “os rádios são quase completamente desconhecidos nas aldeias da Índia e do Ceilão, e a televisão está apenas no início, mesmo nas grandes cidades.”

 

Os nove casos resolvidos com contato são interessantes. A identidade da vida anterior foi confirmada, e freqüentemente a criança foi reportada como sabendo informações sobre a pessoa morta, a sua família, o modo de morte etc. No entanto, há claramente outro meio em que a criança podia ter conseguido esta informação. Estes casos são mais interessantes, em minha visão, em demonstrar o desejo forte que o autor tem em provar uma conexão reencarnatória. Discutirei quatro desses nove casos, e também sobre os dois casos resolvidos sem nenhum contato (que devem ser os mais fortes em favor da hipótese de reencarnação).

Primeiramente, aqui estão quatro dos casos com uma conexão familiar. Forneço descrições muito breves – o livro naturalmente tem muito mais.

Corliss Chotkin Jr

Numa comunidade que acredita em reencarnação, um homem idoso conta a sua sobrinha que ele renascerá como seu filho. E aí, pronto, ela tem um filho que ela alega ser seu tio renascido, com as marcas de nascença nos mesmos locais que as cicatrizes do seu tio. No entanto, na época em que Stevenson “examinou pela primeira vez estas marcas de nascença, ambas tinham mudado de lugar.”

Isto é ilusão da parte da mãe. Também, uma indicação aparente da ingenuidade no autor, aceitando que as marcas de nascença tinham se “movido”.

Comentário: Rockley parece pensar que marcas de nascença são imóveis, numa clara demonstração de ignorância. Stevenson acompanhou as crianças crescerem e verificou a mudança de localização das marcas em muitos casos. Rockley parece também possuir o dom da onisciência para afirmar com tanta convicção que a mãe é vítima de auto-ilusão.

 

Gillian e Jennifer Pollock

Duas meninas gêmeas (de seis e onze anos) foram mortas tragicamente. O pai era um crente forte em reencarnação, e estava seguro que elas renasceriam através de sua esposa como gêmeos. Os gêmeos nasceram, e entre as idades de 2 e 4 anos, começaram a fabricar declarações sobre as suas irmãs falecidas.

Como o pai acreditava que os gêmeos eram reencarnações de suas irmãs mortas, é possível que falasse sobre isso na frente das meninas quando bebês. É também possível que os amigos e a família falassem sobre a morte trágica das duas meninas anteriores. Apenas surpreende que as meninas sejam informadas ter conversado sobre as suas “vidas anteriores”. Os pais também podiam estar interpretando demais as declarações dos gêmeos, ou podiam estar mentindo. Nós nunca saberemos.

Comentário: Rockley omite o fato de que a mãe era fortemente contrária à ideia de reencarnação, e ainda assim sua versão dos fatos foi essencialmente a mesma. Ela sequer esperava que estivesse trazendo gêmeos, uma vez que o obstetra afirmou ter ouvido apenas um coração. E ao nascerem, as meninas, embora gêmeas idênticas, exibiam marcas de nascença completamente diferentes, o que por si só é notável, já que tais diferenças entre gêmeos idênticos parecem ser muito raras. Mais do que isso, as marcas lembravam sinais e machucados que as gêmeas falecidas exibiam antes do episódio que as vitimou (as gêmeas renascidas não exibiram nenhuma marca relativa às suas trágicas mortes na vida anterior, contudo). Enfim, embora Rockley avise que iria fornecer resumos muito breves, a maneira de Rockley narrar o caso é muito enganadora.

 

Michael Wright

Uma jovem menina tem um namorado de infância que morre numa batida de carro. Ela iria se casar com ele, mas por causa do acidente, casou-se com outra pessoa. Ela então tem uma criança que ela pensa ser a reencarnação de seu namorado. (Sonhou com ele um ano depois da sua morte, o que Stevenson chama como um “sonho anunciador”.) A mãe da criança e a avó acreditam fortemente em reencarnação, e elas são as únicas que testemunharam a criança “lembrar-se” da sua vida anterior.

Isto nos diz mais sobre o desejo da mulher para com o rapaz morto, e seu relacionamento com seu marido real, do que sobre reencarnação. O que é mais importante, também nos diz muito sobre a credulidade de Stevenson. Uma colega dele, a Dra. Emily Kelly, aparentemente concorda comigo aqui. Para crédito de Stevenson ele cita a opinião dela:

“Ela acha bastante plausível que algum motivo mais benigno, tal como uma nostalgia ou um desejo por um amor do passado, possa ter levado (a mãe) a encorajar sua identificação do filho com (o namorado) e ter extraído mais das suas declarações do que se podia”
Sem brincadeira! A frase “possa ter” indica isto não é prova de reencarnação.

Comentário: Ver comentário abaixo.

 

Hanumant Saxena

Uma mulher indiana sonhou que um homem recentemente morto da sua aldeia apareceu a ela e disse, “venho a você”. A mulher deu à luz uma criança que teve uma marca de nascença coerente com onde este homem tinha sido baleado. Muitos dos aldeãos começaram a dizer que a criança era o homem baleado renascido “antes mesmo (de a criança) ter começado a falar sobre a vida (do homem morto)”. Presumivelmente os pais da criança falaram sobre isso também, embora não haja registro disso no livro.

 Pensamento fantasioso outra vez: A criança provavelmente ouviu as pessoas conversando sobre a sua “vida anterior” (outra vez). Stevenson conclui dizendo:

“Um cético diria que seus pais… impuseram esta identificação nela. Ache esta soma combinada de interpretações pesada e não satisfatória, mas eu não posso negar que tem uma certa plausibilidade.”
Novamente, se essa explicação é “plausível”, isto não é prova de reencarnação.

Comentário: Stevenson nunca afirmou que os seus casos “provam” a reencarnação, pois, como em quase tudo nessa área, temos de lidar com probabilidades, ou melhor: com uma tentativa de estimar as probabilidades, de um modo intuitivo. A mãe teve um “sonho anunciador” que identificou a pessoa que se trataria da vida anterior de seu filho. Seu filho nasceu com uma marca de nascença que correspondia em localização ao ferimento fatal de sua vida anterior (Stevenson obteve um relatório post-mortem que lhe permitiu averiguar isso). A criança ainda exibiu memórias dessa vida anterior. Stevenson, em Vinte Casos, informa que “com exceção de crianças em casos do tipo reencarnação, eu nunca soube de criança alguma que se identificasse de tal modo com outra personalidade, que chegasse a afirmar, durante um longo período de tempo, crer numa unidade da sua personalidade com outra, como o fazem muitas das crianças que alegam ter vivido antes. Isso realmente ocorre com pacientes adultos psicóticos que por vezes afirmam outras identidades. Mas psicoses de qualquer espécie são extremamente raras em crianças, e a identificação falsa com uma outra pessoa parece ainda mais rara. Discuti essa questão com dois psiquiatras de crianças, um particularmente especializado em esquizofrenia infantil. Nenhum deles jamais havia ouvido falar em algum caso em que a criança afirmasse ser uma outra pessoa. As crianças, em verdade, ocasionalmente identificam-se por curto tempo, com outras pessoas ou animais, quando brincam, e algumas crianças psicóticas identificam-se com máquinas. Mas não descobri nenhum caso na literatura psiquiátrica, de alegações prolongadas de uma outra identidade, por parte de crianças fora as dos casos sob discussão aqui”. Isso por si só faz com que esse caso se constitua, a meu ver, em justa “aparente anomalia”. Somadas todas as suas características, não parece razoável que se veja esse caso como confortavelmente explicável pelo que é aceito pelas correntes mais predominantes da ciência atual

 

Casos resolvidos sem nenhum contato

Então vamos aos dois casos resolvidos onde as duas famílias não tiveram nenhum contato. O primeiro, na Índia, Gopal Gupta de dois anos de idade começa a lembrar-se de detalhes da sua vida prévia numa aldeia próxima. Os detalhes incluem a criança comportando-se como se fosse de uma casta mais alta que a da sua família atual. Ele também (mais tarde), sabe de detalhes de como um sócio de negócios tinha sido baleado até a morte, de outra família e de detalhes do negócio que mais tarde foram confirmados pela outra família.

No segundo caso, um rapaz libanês, Suleyman Andary, começou a sonhar com uma vida anterior. Alguns exemplos aparentemente notáveis de comportamento começaram quando a criança tinha 11 anos, onde agia como um adulto, e lembrou certos aspectos da sua vida anterior. Ele foi capaz de fornecer os nomes da maioria dos seus filhos e outros aspectos de sua vida anterior. No entanto, quando ele foi à aldeia atual ele pareceu “tímido e inibido” e não reconheceu os seus “filhos” nem as fotografias das pessoas em “sua família”.

Os problemas com estes dois casos

Aceitando-se os casos de boa fé, eles inicialmente parecem convincentes. Tenho alguns problemas com eles, entretanto, a saber:

a. São anedotas. No primeiro, Stevenson não participou até que a criança tivesse 13 anos e no segundo até que a criança tivesse 14 (11 anos depois da primeira “lembrança” no primeiro caso, desconhecido no segundo mas provavelmente sete ou oito anos depois). Praticamente tudo já havia sido observado (por outros) na época em que Stevenson apareceu em cena, logo há muito espaço para invenção, interpretação errônea, exagero e realce das histórias. Simplesmente não sabemos o que realmente aconteceu, e nunca vamos saber.

Comentário: A maioria das pessoas que tenta menosprezar as evidências de Stevenson, criticando suas pesquisas, ignora os diversos procedimentos considerados válidos para maximizar a confiabilidade dos relatos e da investigaçãoem si. Com Rockley não é diferente. Entre tais procedimentos podemos citar a permanência prolongada no campo; a “checagem pelos participantes”, o questionamento por pares, a triangulação e a análise de hipóteses rivais e de casos negativos. Stevenson adotou todos eles em suas pesquisas, fazendo sua investigação sistemática e meticulosa. O coração de seu método é a entrevista, e ele é perito nesta área. No início de sua carreira, escreveu um livro didático para psiquiatras, The Diagnostic Interview (A entrevista para o diagnóstico), baseado nos métodos utilizados pelos advogados para reconstituir eventos do passado e apresentá-los como provas num tribunal. Múltiplas entrevistas são a chave do processo. E, sob o escrutínio tão rigoroso de um entrevistador profissional, é inconcebível que qualquer pessoa, principalmente os simples habitantes de pequenos vilarejos, consigam ocultar um embuste ou fazer com que exageros e fantasias sejam vistos como fatos.

Quando Stevenson começa a investigar um caso, sempre visita a criança e a família em casa, e também pessoas próximas a ela. Documenta e compara quaisquer afirmações ou comportamentos que a criança tenha demonstrado antes que o caso se tornasse conhecido. Para ser promissor, o caso deverá conter informações suficientes para a identificação do morto que ela afirma ter sido. Ian chega de surpresa à vila do morto e conduz uma nova série de entrevistas. Anota tudo o que pode descobrir sobre a vida dele e as circunstâncias de sua morte e, depois, compara-as com as afirmações e os comportamentos da criança. Se um sinal de nascença estiver presente, ele o fotografa e tenta localizar relatórios de julgamentos e autópsias ou boletins médicos sobre o morto.

Enquanto continua com a coleta de fatos, o pesquisador se dedica com afinco a descobrir quaisquer outras explicações diferentes da reencarnação para o que a criança disse e fez. Considera as maneiras normais que poderiam levar a criança a saber de detalhes da vida do morto, como o fato de ter ouvido conversas de adultos. Está sempre alerta para embustes, auto-ilusão ou exagero das famílias. Quando a única possibilidade que persiste é a reencarnação, Stevenson relata e publica o caso. Em cada um dos relatórios, descreve detalhes do processo e ressalta os possíveis problemas de cada caso, discutindo como as memórias poderiam ser explicadas de maneira normal. Fiel ao seu caráter de estudioso, Ian jamais chegará ao ponto de afirmar ter comprovado a reencarnação. Como repetiu inúmeras vezes, não está tentando provar nada. Seu objetivo é fornecer evidências da mais alta qualidade e com a maior objetividade possível. Ele nos estimula a tirar nossas próprias conclusões.

 

b. Ambos ocorrem em comunidades que acreditam em reencarnação, e onde o pensamento crítico (podemos dizer), não é colocado em primeiro lugar. A chance para a auto-ilusão é alta.

Comentário: Rockley está sendo preconceituoso aqui. Há sim pensamento crítico nas comunidades que acreditam em reencarnação. A pesquisadora Anne Bennett, em seu artigo Reincarnation, Sect Unity, and Identity Among the Druze (2006), informa que entre os drusos “mesmo os céticos mais dogmáticos tiveram que rever sua posição sobre a reencarnação devido a experiências que tiveram que eram difíceis de explicar. Em tais casos, os indivíduos tinham sempre o cuidado em fornecer uma prova irrefutável de que alguém que alegava ser um ente querido reencarnado de fato o era. O fornecimento de provas é uma parte essencial de todas as histórias drusas de reencarnação, e geralmente assumem a forma de algum conhecimento íntimo da família revelado por um sujeito que afirma ser um parente reencarnado, conhecimento esse só sabido a um ou dois íntimos da família e ao membro falecido. [...]. Mas a aceitação de tal testemunho não é sempre imediata. Nem os encontros que ocorrem são acontecimentos festivos necessariamente; mais ocasionalmente, são ocasiões tensas, com emoções misturadas. Assim, os drusos possuem uma variedade de reações com relação à reencarnação: desqualificação, ceticismo, crença relutante, e aceitação (ênfases minhas).

 

c. Suleyman Andary só começou com suas fortes memórias de vidas anteriores quando tinha 11 anos de idade. Em todos os outros casos (e acredito que na maioria dos casos estudados de Stevenson) a criança lembra-se de coisas de ao redor de dois anos velho mas os esquece por volta dos 11. Isto não desmente reencarnação, mas é estranho que os únicos dois casos fortes no livro contradigam a tendência. Torna possível que haja outra solução, em minha visão.

d. A comunidade libanesa drusa de Suleyman Andary acredita que quando você morre renasce no mesmo instante – seu espírito não paira no limbo nem mesmo um dia. No entanto, sua pessoa prévia morreu 12 anos antes dele “renascer”. Como explicaram isto? A criança disse que ela reencarnou numa vida intermediária nos 14 anos perdidos, embora ele convenientemente não possa nos dizer nada sobre esta vida. Então se espera que acreditemos que ele não pode lembrar-se de uma vida anterior, mas pode se lembrar de uma antes da vida anterior. Não muito convincente. Uma solução mais prosaica é que ele de algum modo soube sobre a vida do rapaz que morreu 12 anos antes de ele nascer, e teve que inventar a reencarnação intermediária para fazer isto se encaixar.

e. Gopal Gupta teve uma vida intermediária também – em Londres, na Inglaterra. Mesmo Stevenson conclui que isto é “ao menos em parte uma fantasia”, mas ainda aceita os detalhes da vida anterior muito melhor lembrados antes desta “fantasia”. Por quê?

f. Em 13 dos 14 casos a vida anterior vivia na mesma comunidade que a da vida atual. Um indiano lembra-se da vida anterior como um indiano, etc. Embora isto não desminta a reencarnação, eu acho estranho que o mundo espiritual só permita às almas retornarem à mesma área geográfica asperamente (embora às vezes numa casta mais baixa). Na minha visão isto mostra que alguma outra força mais provável está atuando. Eu ficaria mais impressionado se uma criança (digamos) numa remota aldeia indiana lembra-se de detalhes de sua vida anterior como (digamos) um rapaz surfista na Califórnia, com tudo que isso implicaria. E por que tanto na mesma família? Parece um pouco conveniente demais.

Comentário: Outra visão deturpada da pesquisa de Stevenson devido à leitura de um único livro. A maior parte dos casos de Ian Stevenson não ocorreu na mesma família. Uma vez que seu maior interesse está na coleta de provas que se sustentem diante de um exame crítico feito pela comunidade científica, ele preferiu os casos em que pode demonstrar não ter havido nenhum contato entre as duas famílias envolvidas. Isso facilita a comprovação de que a criança não está apenas repetindo algo que tenha ouvido. Ainda assim, ele descobriu que casos na mesma família são comuns, e há vários deles em seus artigos e publicações.

 

A exceção foi a menina burmesa que se lembra da vida como um soldado japonês. Entretanto, este foi um caso não resolvido, e absolutamente não muito convincente em minha opinião.

Comentários: Casos de reencarnação internacionais são dificílimos de resolver. De fato, ainda estamos em busca do primeiro! No entanto, há muitos casos de crianças que se lembram de vidas passadas em outros países e que adotam comportamentos condizentes com os daquele país. Por exemplo, há o caso de uma menina indiana que alegou ter vivido anteriormente na Inglaterra e que por isso não podia se ajustar a sua vida presente – ela preferia carne em vez da dieta vegetariana de sua família atual e para comer faltava-lhe um garfo e uma faca (ver Nature 227, 1293-1293, 26 Sep 1970, New World).

 

Conclusão

Claramente estes casos não podem ser desmentidos. Mas aplicando a Navalha de Occam eu acredito que haja soluções mais prosaicas que a reencarnação, especialmente quando se considera o aparente sistema de crença de Stevenson.

Comentário: A navalha de Occam consiste em tentar cortar os excessos de premissas sem prejudicar a consistência teórica em explicar mais eficientemente todos os dados coletados. Rockney, como demonstrado, sequer conhece todos os dados coletados para poder aplicar a navalha.

  :idea:

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #16 Online: 23 de Janeiro de 2017, 14:19:00 »
Então a lei carmica mata as duas filhas pra que elas reencarnem nas proximas duas?

alguem anda desperdiçando recursos no mundo espiritual  ::)

Pode ter sido algum erro de contabilização ou de planejamento. Mataram as filhas erradas e daí viram a  "m..." que fizeram e mandaram-nas de volta.


 :histeria:


Offline Andarilho-terrestre-2

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #17 Online: 23 de Janeiro de 2017, 14:22:27 »
do fértil "CX " (não teria sido mais fácil os espíritos ou deus terem criados mentes mais "boazinhas", isto é, sem necessitar matar ou arruinar seu próximo?)

"E porque extrema curiosidade me vagueasse nos olhos, Manassés explicou:
- Esse amigo, faz mais de cem anos, cometeu revoltante crime, assassinando um pobre homem: a facadas; logo que se entregou ao homicídio, como acontece muitas vezes, a vítima desencarnada ligou-se fortemente a ele, e da semente do crime, que o infeliz assassino plantou num momento, colheu resultados terríveis por muitos anos. Como não ignora, o ódio recíproco opera igualmente vigorosa imantação e a entidade, fora da carne, passou a vingar-se dele, todos os dias, matando-o devagarzinho, através de ataques sistemáticos pelo pensamento mortífero. Em suma, quando o homicida desencarnou, por sua vez, trazia o organismo perispiritual em dolorosas condições, além do remorso natural que a situação lhe impusera. Arrependeu-se do crime, sofreu muito nas regiões purgatoriais e, depois de largos padecimentos purificadores, aproximou-se da vítima, beneficiando-a em louváveis serviços de resgate e penitência. Cresceu moralmente, tornou-se amigo de muitos benfeitores, conquistou a simpatia de vários agrupamentos de nosso plano e obteve preciosas intercessões. Entretanto... A dívida permanece. O amor, contudo, transformou o caráter do trabalho de pagamento. O nosso amigo, ao voltar à Crosta, não precisará desencarnar em espetáculo sangrento, mas onde estiver, durante os tempos de cura completa, na carne que ele outrora menosprezou, carregará a própria ferida, conquistando, dia a dia, a necessária renovação. Experimentará desgostos, em virtude do sofrimento físico pertinaz, lutará incessantemente, desde a eclosão da úlcera até o dia do resgate final no aparelho fisiológico; entretanto, se souber manter-se fiel aos compromissos novos, terá atingido, mais tarde, a plena libertação. "

Offline Shadow

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #18 Online: 23 de Janeiro de 2017, 14:23:04 »
Então a lei carmica mata as duas filhas pra que elas reencarnem nas proximas duas?

alguem anda desperdiçando recursos no mundo espiritual  ::)

Pode ter sido algum erro de contabilização ou de planejamento. Mataram as filhas erradas e daí viram a  "m..." que fizeram e mandaram-nas de volta.

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Offline Andarilho-terrestre-2

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #19 Online: 23 de Janeiro de 2017, 14:31:24 »
Então a lei carmica mata as duas filhas pra que elas reencarnem nas proximas duas?

alguem anda desperdiçando recursos no mundo espiritual  ::)

Pode ter sido algum erro de contabilização ou de planejamento. Mataram as filhas erradas e daí viram a  "m..." que fizeram e mandaram-nas de volta.

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Nem sempre, nos livrinhos do Dr.Bezerra ele está sempre apressado. Aliás, todos os espiritos dos livros do Chico, Divaldo e Bacelli vivem preocupados com horário e não querendo dar explicações ou se "alongar muito". Como querendo fugir do debate...

Offline Shadow

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #20 Online: 23 de Janeiro de 2017, 14:33:31 »
Então a lei carmica mata as duas filhas pra que elas reencarnem nas proximas duas?

alguem anda desperdiçando recursos no mundo espiritual  ::)

Pode ter sido algum erro de contabilização ou de planejamento. Mataram as filhas erradas e daí viram a  "m..." que fizeram e mandaram-nas de volta.

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Nem sempre, nos livrinhos do Dr.Bezerra ele está sempre apressado. Aliás, todos os espiritos dos livros do Chico, Divaldo e Bacelli vivem preocupados com horário e não querendo dar explicações ou se "alongar muito". Como querendo fugir do debate...

Cara, se um interurbano do  RJ para SP já é uma nota.....imagina um intermundos....
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #21 Online: 23 de Janeiro de 2017, 17:38:20 »
O texto publicado na Skeptic Report, de autoria de Richard Rockley, criticando 14 estudos de Stevenson é um verdadeiro "bullshit". O Vitor anos trás já havia feito uma refutação desse texto, em http://obraspsicografadas.org/2013/refutao-da-crtica-de-richard-rockley-pesquisa-de-ian-stevenson-2013/. Vale a pena reproduzi-la aqui na íntegra.

Não tem absolutamente NADA nas evidências de uma suposta "reencernação da consciência" que não possa ser mais parcimoniosamente explicado por influências heterogêneas de campos morfogenéticos ("telepáticos") residuais de Sheldrake.

Stevenson não mostra um caso sequer que sugira a continuidade de uma consciência após a morte, e esta mesma consciência de alguma forma se instalando em um embrião em formação. Apenas indivíduos tendo memórias residuais de outras pessoas.

Então a conclusão é mais ou menos tão suportada quanto constatar que muitas crianças ganham presentes de natal, e inferir que papai Noel exista de fato. Quando pode ser que no mínimo os presentes se materializem sem intermédio de uma entidade que os trás, ou, que esta(s) seja(m) na verdade tulpa(s), produto de telecinésia daqueles que ganham presentes, nas instâncias em que houver mesmo evidência incontroversa dela(s).

Offline Andarilho-terrestre-2

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #22 Online: 24 de Janeiro de 2017, 07:54:32 »
Buckaroo, se entendi bem, você não mais duvida da paranormalidade de alguns casos estudados por Stevenson, apenas acha que há hipóteses paranormais mais parcimoniosas do que a da sobrevivência, como a dos campos mórficos. Quanto a casos que sugiram a continuidade de uma consciência após a morte, e essa mesma consciência se instalando em um embrião, há os casos de memórias de intermissão, ou seja, memórias de acontecimentos entre duas vidas. Um artigo que trata especificamente disso é o de Poonam Sharma e Jim B. Tucker: Cases of the Reincarnation Type with Memories from the Intermission Between Lives, Journal of Near-Death Studies, 23(2), Winter 2004, pp. 101-118. Neste artigo, as memórias de intermissão são divididas em 3 estágios. O 1º estágio é o chamado "estágio transitório", em que o espírito vê a preparação do seu corpo e o seu próprio enterro. No 2º estágio o espírito já informa estar vivendo em um local particular ou exercendo atividades específicas. No 3º estágio ocorre a escolha dos futuros pais e entrada no embrião. O artigo está disponibilizado em https://med.virginia.edu/perceptual-studies/wp-content/uploads/sites/267/2015/11/REI31.pdf, e exemplos de cada estágio você encontra nas páginas 108-109. Não creio que campos mórficos possam explicar tais memórias.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #23 Online: 24 de Janeiro de 2017, 16:55:05 »
Eu não acredito em nada disso, apenas que você pode inventar outras explicações mágicas para as mesmas alegadas observações, algumas dessas explicações mágicas sendo até já propostas de fato nessa área. Para memórias "intermediárias" não é nem "necessário" algo mais elaborado, você pode simplesmente dizer ser apenas confabulação, ainda que informada (inclusive informada por campos morfogenéticos-telepáticos).

Simplesmente nunca foi capturada uma consciência flutuante que se pudesse constatar estar lá mesmo,algo que se fosse obrigado a rejeitar a hipótese de ser fabricação telepática/telecinética de outros. Até porque talvez seja essa a essência da realidade em si.

Offline Andarilho-terrestre-2

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Re:O inquietante mistério das gêmeas Pollock:um caso de reencarnação[?]
« Resposta #24 Online: 26 de Janeiro de 2017, 08:07:44 »
A hipótese de campos morfogenéticos-telepáticos pode ser refutada em várias outras bases além de apenas a captura de uma consciência flutuante. Veja o casos de gêmeos de lembram uma vida anterior. Dos 42 pares de gêmeos estudados por Stevenson, 18 deles eram monozigóticos. Dos 42 pares, ambos falaram de uma vida anterior em 22 casos, e em 13 apenas 1 gêmeo falou de uma vida anterior. Porém, desses 13, 6 localizaram o irmão gêmeo silencioso na vida anterior. Em nenhum caso os gêmeos alegaram lembrar a vida passada da mesma pessoa. Alguns gêmeos, como os monozigóticos Indika e Kakshappa Ishwara, relataram vidas passadas de pessoas não relacionadas na vida anterior. Da perspectiva dos campos mórficos-telepáticos, é surpreendente que não exista qualquer "caso duplo" nos 42 CORTs de gêmeos analisados. Afinal, dado o mesmo ambiente no útero, e pós-parto, o quase idêntico tempo de nascimento, e, no caso de gêmeos monozigóticos, o mesmo genoma, seria de esperar que pela hipótese de campos mórficos telepáticos as mesmas informações seriam absorvidas pelos gêmeos.

E ainda tem gente que acha tais casos "bullshit". É de lamentar visão tão tacanha!

 

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