Autor Tópico: Fosseis Transicionais  (Lida 38176 vezes)

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Offline Fenrir

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #50 Online: 08 de Agosto de 2008, 10:00:15 »
3

Pena que a explanacao toda, que deve ter dado um trabalho para postar vai ser estragada por alguma afirmacao do tipo sim, porque sim.
"Heaven and Earth are not benevolent;
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"no testimony is sufficient to establish a miracle, unless the testimony be of such a kind, that its falsehood would be more miraculous, than the fact, which it endeavors to establish"
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Offline Bolsonaro neles

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #51 Online: 08 de Agosto de 2008, 10:08:46 »

Famado, você tem alguma objeção real contra a TE? Não uma que tenha saído da sua imaginação e falta de conhecimento científico, como as que você postou acima. Uma de verdade.

O que postei não saiu da minha imaginação. Saiu na Galileu, na Super, nos sites criacionistas e na imprensa. Vc crê na TE pq é um fanático materialista (sem querer ofender), pois não há provas.

Offline Bolsonaro neles

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #52 Online: 08 de Agosto de 2008, 10:10:13 »
Na verdade, não.

A teoria da evolução é cientificamente aceita, e não há nem qualquer alternativa minimamente viável. Isso não tem nada a ver com comportamento religioso, são simplesmente fatos. As evidências, ao longo das décadas, levaram à conclusão de que a evolução, a ancestralidade comum universal, é um fato, o que foi aceito pelos cientistas com todo o escrutínio necessário. Essa conclusão só é "disputada" por religiosos fundamentalistas, com suas conclusões pré-estabelecidas e não sujeitas ao exame científico, ou pessoas que desconhecem a teoria e suas evidências. Também ocorre com outros fatos e afirmações científicas, em variados graus.

Concordo plenamente. A TE é cientificamente aceita justamente pq não há alternativas cientificamente viáveis. Pq, na verdade, não tem explicação! Não dá pra explicar!
A ciência deveria dizer "não sei de onde o homem veio" e não, dar guarida a uma crendice sem comprovação.
Quanto à abiogênese, cara desisto. Se vcs crêem mesmo que a vida veio da não vida, ferindo a lei que diz que somente vida gera vida, sendo que isso não tem qualquer comprovação cientifica, eu realmente desisto. E respeito pq é o vosso credo, e religião cada um tem a sua.

Offline Bolsonaro neles

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #53 Online: 08 de Agosto de 2008, 10:18:25 »

1 - Há transicionais;
2 - A SN leva à adaptação mais eficaz ao meio;
3 - O momento inicial da TE está ligado à abiogênese que é uma possibilidade;
4 - A TE não usa seus próprios postulados para comprovar a si mesma ;
5 - Órgãos vestigiais são reais;
6 - É indiretamente observável, seja no surgimento de  bactérias resistentes a antibióticos seja na obtenção de de novas linhagens de animais domésticos.


Repetir até cansar não é uma prerrogativa só sua.   :P   :hihi:

Aqui chegamos a um impasse religioso. É tudo uma questão de fé. Não posso ir contra a sua fé. Me perdoe então.
Citar
E o criacionismo tem um monte de coisas que mostram que não passa de algo parecido com astrologia. Falácia do acidente invertido/generalização grosseira.    ;P    :D


Não sou criacionista. Não creio que Gen 1 seja comprovável cientificamente. Apenas creio que Deus criou tudo.
« Última modificação: 08 de Agosto de 2008, 10:21:05 por famado »

Offline Bolsonaro neles

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #54 Online: 08 de Agosto de 2008, 10:23:54 »
Premio "Paciencia do ano" pro Buckaroo.

Concordo. Mas respeito a religião dos outros.

Offline Barata Tenno

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #55 Online: 08 de Agosto de 2008, 10:28:28 »

Famado, você tem alguma objeção real contra a TE? Não uma que tenha saído da sua imaginação e falta de conhecimento científico, como as que você postou acima. Uma de verdade.

O que postei não saiu da minha imaginação. Saiu na Galileu, na Super, nos sites criacionistas e na imprensa. Vc crê na TE pq é um fanático materialista (sem querer ofender), pois não há provas.



Tirando o que os sites criacionistas dizem, que por razões óbvias é parcialista demais, que edições dessas revistas vão contra a TE?

Famado, você acha realmente que existe um complô entre os cientistas para espalhar uma teoria que até um ignorante em biologia consegue refutar num fórum de internet?
He who fights with monsters should look to it that he himself does not become a monster. And when you gaze long into an abyss the abyss also gazes into you. Friedrich Nietzsche

Offline Fenrir

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #56 Online: 08 de Agosto de 2008, 11:59:50 »

Famado, você tem alguma objeção real contra a TE? Não uma que tenha saído da sua imaginação e falta de conhecimento científico, como as que você postou acima. Uma de verdade.

O que postei não saiu da minha imaginação. Saiu na Galileu, na Super, nos sites criacionistas e na imprensa. Vc crê na TE pq é um fanático materialista (sem querer ofender), pois não há provas.

Tirando o que os sites criacionistas dizem, que por razões óbvias é parcialista demais, que edições dessas revistas vão contra a TE?

Famado, você acha realmente que existe um complô entre os cientistas para espalhar uma teoria que até um ignorante em biologia consegue refutar num fórum de internet?

Seria menos insultuoso chama-los de burros ou incompetentes.

Famado, nao entenda isto como uma ofensa indireta a sua inteligencia, o que o Barata quis dizer, e que eu endosso, é que nao se pode pretender combater uma teoria ja madura e amplamente aceita no mainstream cientifico com argumentacoes do tipo que voce postou aqui, quer voce considere esta teoria um artigo de fe, quer nao considere!
Se isto fosse licito, perguntaria o porque dos cientistas serem tao burros ao ponto de nao terem chegado as mesmas conclusoes a que chegou alguem que certamente conhece menos de biologia e paleontologia que eles e uns poucos posts num forum da internet. De novo, o que o Barata ja afirmou acima.
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Offline Buckaroo Banzai

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #57 Online: 08 de Agosto de 2008, 13:44:17 »

Famado, você tem alguma objeção real contra a TE? Não uma que tenha saído da sua imaginação e falta de conhecimento científico, como as que você postou acima. Uma de verdade.

O que postei não saiu da minha imaginação. Saiu na Galileu, na Super, nos sites criacionistas e na imprensa. Vc crê na TE pq é um fanático materialista (sem querer ofender), pois não há provas.

É o seguinte. Simplesmente os argumentos dos criacionistas, no que diz respeito à "inviabilidade" da evolução não se sustentam (bem como afirmações sobre não haverem provas), e são muitas vezes auto-contraditórios, tiros nos próprios pés (todos os criacionistas aceitam a evolução, apenas delimitam arbitrariamente os grupos biológicos reais, sem ter como sustentar o não parentesco entre os grupos evidenciados como parentes).

Essas revistas, Galileu, Super, etc, devem o tempo todo apenas dizer (sendo otimista quanto a sua qualidade, que, deixa a desejar, mas me arrisco a dizer que não estão tão decadentes a ponto de terem virado criacionistas) que os fundamentalistas rejeitam a evolução, e não que, como você sugere, a evolução é uma religião sustentada por um complô de cientistas desonestos e/ou burros, contra o monoteísmo (como se só ateus aceitassem a evolução).





Na verdade, não.

A teoria da evolução é cientificamente aceita, e não há nem qualquer alternativa minimamente viável. Isso não tem nada a ver com comportamento religioso, são simplesmente fatos. As evidências, ao longo das décadas, levaram à conclusão de que a evolução, a ancestralidade comum universal, é um fato, o que foi aceito pelos cientistas com todo o escrutínio necessário. Essa conclusão só é "disputada" por religiosos fundamentalistas, com suas conclusões pré-estabelecidas e não sujeitas ao exame científico, ou pessoas que desconhecem a teoria e suas evidências. Também ocorre com outros fatos e afirmações científicas, em variados graus.

Concordo plenamente. A TE é cientificamente aceita justamente pq não há alternativas cientificamente viáveis. Pq, na verdade, não tem explicação! Não dá pra explicar!

Sim, dá para explicar. Tal como se pode afirmar que os cães são todos parentes, ou que os humanos são todos parentes, pode se afirmar que os cães são parentes das raposas, que cães e raposas são parentes dos guaxinins e dos ursos; do outro lado, que os humanos, de todas as raças, descendem de um ancestral comum, não são criações separadas, e por sua vez são parentes de outras espécies hominóides extintas e vivas, como chimpanzés e gorilas; que humanos, chimpanzés e gorilas são parentes dos orangotangos e gibões, e esses dos outros primatas, e assim por diante, até se chegar a um ancestral comum dos mamíferos, depois dos animais, e então, de toda a vida.

Como os seres nascem de outros seres, em vez de aparecerem do nada, feito um "pop up", a ancestralidade comum universal já seria a explicação mais viável do que uma "hipótese nula", ou neutra, de que os seres simplesmente não são aparentados numa grande árvore genealógica.

E pensando-se sobre quais seriam as expectativas se os seres fossem todos aparentados numa imensa árvore genealógica, e principalmente contrastando com as expectativas de não serem, verificando as evidências, cientificamente, chega-se à conclusão de que sim, não tão surpreendentemente quanto pode parecer à princípio, os seres são sim todos parentes modificados em diversos graus, uns dos outros. Há apenas evidências concordantes com isso, ainda que esperaria-se infindáveis evidências desfavoráveis se não fosse o caso, pois até mesmo tendo ocorrido a ancestralidade comum universal, um grupo de organismos só é parente próximo de uns outros poucos, não pode ser defendido como igualmente aparentado com quase qualquer outro.

É como um quebra-cabeças. Se conseguimos montar um quebra-cabeças claro, se as evidências, os desenhos e encaixes formam apenas uma figura coerente (como uma reprodução do teto da capela Cistina, por exemplo), é simplesmente a coisa mais provável, e certa, se não somos niilistas, que se trata de um quebra-cabeças mesmo e não só de uma coincidência; de peças não-relacionadas, feitas individualmente e pintadas aleatoriamente, que por acaso se juntam apenas exatamente de forma a reproduzir a imagem do teto da capela Cistina, mas que na verade não vieram de uma reprodução desenhada e recortada criando as peças.


Citar
A ciência deveria dizer "não sei de onde o homem veio" e não, dar guarida a uma crendice sem comprovação.

E ela não faz isso; a evolução não foi aceita sem comprovação, por mais que a crença de alguns dependa disso, por algum motivo.


Citar
Quanto à abiogênese, cara desisto. Se vcs crêem mesmo que a vida veio da não vida, ferindo a lei que diz que somente vida gera vida, sendo que isso não tem qualquer comprovação cientifica, eu realmente desisto. E respeito pq é o vosso credo, e religião cada um tem a sua.

A menos que a vida tenha existido desde a eternidade, ela deve ter surgido da "não-vida", e isso vale para todos. E para você, ocorreu ainda mais vezes, uma para cada espécie de ser vivo e extinto que já viveu, a menos que acredite que todas as espécies de seres vivos são eternas, que nunca surgiram.

Quanto a lei que diz que a vida não surge de não vida, ela precisa ser compreendida no próprio contexto. Os experimentos clássicos a esse respeito mostram apenas que espécies de micróbios conhecidas não surgirão espontâneamente de frascos esterilizados e outras condições experimentadas, e não que a vida seja algo inerentemente diferente de matéria não-viva -- e não é -- e que não possa se originar, tendo que ser eterna. Não se pode concluir com base nesses experimentos e em tudo mais que se sabe, algo além de que a vida não se origina corriqueiramente da maneira como já imaginaram ser possível (não apenas ateus, era uma coisa que se julgava ser conhecimento comum, aceita até por teístas).

De forma parecida, a lei da gravidade não impede de existirem objetos ou seres capazes de voar, e nem mesmo lugares no universo onde objetos estão de certa forma, menos sujeitos à lei da gravidade, do que por exemplo, objetos em um planeta, presos ao seu campo gravitacional.

Offline Hold the Door

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #58 Online: 08 de Agosto de 2008, 22:18:45 »
O que postei não saiu da minha imaginação. Saiu na Galileu, na Super, nos sites criacionistas e na imprensa. Vc crê na TE pq é um fanático materialista (sem querer ofender), pois não há provas.
Galileu e Super duvido. Apesar de serem péssimas revistas de divulgação científica, como disse o Buckaroo, ainda não estão decadentes a esse ponto e devem ter escrito algo como "fundamentalistas rejeitam a TE". De fato, não lembro de nenhuma reportagem escrevendo qualquer coisa parecida com o que você fala em qualquer uma dessas revistas.

E mencionar sites criacionistas e imprensa é piada. Eu perguntei se você tem alguma objeção real contra a evolução. Algo baseado em ciência séria, não em sites escrito por pessoas com conhecimento científico próximo do nulo.

Pergunto de novo. Você tem alguma objeção real contra a evolução? Não uma que tenha saído da sua imaginação e falta de conhecimento científico. Também não serve uma saída da imaginação e falta de conhecimento científico de um outro criacionista qualquer.

De preferência mostre algo publicado em revistas científicas indexadas, com revisão por pares.
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Offline Hold the Door

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #59 Online: 08 de Agosto de 2008, 22:23:39 »
Aliás, mesmo que a Super e Galileu tivessem publicado qualquer coisa parecida com o que você disse, do ponto de vista do peso científico o que sai nelas e nada é a mesma coisa.

Essas revistas não são revistas científicas, pretendem ser revistas de divulgação científica, escritas por jornalistas leigos para um público mais leigo ainda, muito embora ultimamente mal tenham conseguido cumprir esse papel direito.
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Offline Tupac

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #60 Online: 09 de Agosto de 2008, 17:11:47 »
acho que o famado já abandonou o navio...
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 - Carl Sagan

"O que é afirmado sem argumentos, pode ser descartado sem argumentos." - Navalha de Hitchens

Offline Gilson

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #61 Online: 28 de Fevereiro de 2009, 01:08:37 »
Ambulocetos Como Fóssil Transicional

Por  Lenny Flank

Um dos argumentos criacionistas mais comumente escutados versa sobre a suposta falta de fósseis transicionais no registro atual. Como disse Duane Gish:

    "Todavia desde Darwin o registro fóssil tem sido um embaraço para os evolucionistas. As previsões relacionadas ao que os evolucionistas esperavam encontrar no registro fóssil têm fracassado consideravelmente. Não só porque fracassou em encontrar as muitas dezenas de milhares de forma de transição demandadas pela teoria da evolução, e sim porque os fósseis de transição argumentáveis, por não dizer demonstráveis, que eles sugeriram  são verdadeiramente poucos. Isso colocou os evolucionistas numa posição muito difícil, tornando-a ainda mais embaraçosa pelo fato de que o registro fóssil está notavelmente de acordo com as previsões baseados na criação especial" (Gish, ICR Impact, Setembro de 1983)

"Esta situação é incrivelmente verdadeira", conclui Gish, "no que se refere à origem das baleias, golfinhos e outros mamíferos marinhos". (Gish, ICR Impact Abril 1994)


Na realidade, a história evolutiva das baleias tornou-se progressivamente mais clara, graças à várias descobertas de fósseis feitas nos últimos anos. A evidência destes fósseis oferece um forte apoio à teoria denominada de descendência com modificação, e é totalmente discordante com o chamado "modelo da criação".

Até há algum tempo, a história fóssil das baleias primitivas (pertencentes a ordem dos Cetáceos) era absolutamente desconhecida. Edwin Colbert afirmou em 1955, "Estes mamíferos devem ter uma origem muita antiga, já que aparentemente não existem formas intermediárias no registro fóssil entre as baleias e seus ancestrais placentários do Cretáceo. Como os morcegos, as baleias (utilizando este termo num sentido geral e inclusivo) apareceram subitamente no princípio do período Terciário, totalmente adaptadas por modificações profundas na estrutura básica dos mamíferos para um modo de vida altamente especializado." (Colbert, 1955, pag. 303). As mais antigas baleias conhecidas, os Arqueocetos, já exibiam plenamente as típicas características de baleia, incluindo a falta de membros traseiros, membros dianteiros do tipo nadadeira e uma cauda com um lobo horizontal para propulsão. Os dentes dos Arqueocetos, entretanto, são bastante semelhantes aos dentes de um antigo grupo de carnívoros denominados Mesoníquidos, animais carniceiros semelhantes a um lobo, que viveram no início do Eoceno. Baseados nestas semelhanças, muitos paleontólogos estabeleceram a hipótese de que as baleias eram os descendentes evolutivos dos carnívoros terrestres Mesoníquidos. (*Nota 1)

A primeira pista de que estavam provavelmente no caminho certo surgiu em 1979, quando o investigador Philip Gingerich encontrou um fragmento de crânio de 50 milhões de anos em depósitos superficiais no Paquistão. Embora não estivesse inteiro, o crânio possuia claramente traços característicos dos ouvidos dos cetáceos, apesar de não possibilitar a audição direcional. Gingerish havia descoberto a mais antiga e primitiva baleia conhecida até então e a batizou de Paquiceto. Aproximadamente na mesma época outro grupo descobriu mais restos dos paquicetos, um fragmento de mandíbula e alguns dentes, estes eram quase idênticos aos dos mesoníquidos. "No tempo e em sua morfologia", disse Gingerish, "o paquiceto é um perfeito intermediário, um  elo perdido entre os primeiros mamíferos terrestres e as baleias que viriam depois." (Gingerish, "As Baleias do Tétis", Natural History, Abril 1994, pág. 86).

Apesar das características tipo baleia do crânio, entretanto o paquicetos carece de duas  importantes adaptações presentes nas baleias modernas. Nas baleias de hoje, os ouvidos possuem grandes seios [cavidades] que podem encher-se de sangue, o que permite ao animal manter a pressão enquanto estão submersas. As baleias modernas também transmitem vibrações sonoras ao ouvido interno utilizando uma "almofadinha de  gordura", que lhes permite escutar debaixo d'água de maneira direcional. Os paquicetos não possuiam nenhum desses traços, indicando que não era capaz de mergulhar em regiões muito profundas e de que não escutavam bem quando submersos. Estas pistas anatômicas se encaixam bem com seu hábitat, já que os ossos do paquicetos foram encontrados em depósitos que foram deixados na foz de um rio na costa de um mar raso, onde as oportunidades de mergulho profundo estavam limitadas.

Embora não se tivesse encontrado ossos da parte posterior do crânio do paquicetos, parecia lógico assumir, a partir dos dentes e estrutura auditiva, que o animal consumia grande parte de seu tempo em águas superficiais buscando alimento, mas retornava à terra para descansar, algo parecido a um leão marinho atual. Esperava-se, então, que os ossos dos membros dos primeiros Arqueocetos fossem  longos e funcionais, diferentes dos remanescentes atrofiados dos ossos dos membros das baleias modernas. (Esta hipótese era apoiada no fato, de que várias espécies de baleias modernas têm membros posteriores bem desenvolvidos na fase embrionária, as quais posteriormente se atrofiam e deixam de ser funcionais).



Essa conclusão foi apoiada em 1990, quando Gingerish encontrou outro fóssil no Vale de Zeuglodon, no Egito. Era uma espécie de Basilossauros, um animal que fora originalmente descoberto em 1834, mas identificado erroneamente como um réptil marinho. O Basilossauros foi identificado como baleia em 1840. A exemplo do espécime anterior, o novo exemplar de Zeuglodon que Gingerish encontrou, incluía um crânio de cerca de 1,5m de comprimento e várias costelas, todas elas trazendo as inconfundíveis características das baleias, e emparelhando os pontos correspondentes do velho crânio do Paquicetos. E o mais importante, Gingerish encontrou um fêmur, uma patela, ambos ossos de membros posteriores, vários ossos do tornozelo, e três dedos do pé, mostrando acima de qualquer dúvida que o Basilossauros tinha membros posteriores completos.

http://www.geocities.com/gilson_medufpr/ambulo.html
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Offline Pedro Reis

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #62 Online: 12 de Março de 2009, 10:23:08 »

Offline Fenrir

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #63 Online: 10 de Maio de 2009, 12:46:19 »
Fantastico!

Os crias devem fingir que estes fósseis não existem ou então que são todos fraudes.
(haja saco para forjar tantos fósseis...).

Ve-se a transição clara para mamífero terrestre e mamífero aquático no caso das baleias.
E há a formação do casco das tartarugas, da transição entre dinossauros e aves, entre réptil e mamífero, entre anfibio e réptil, entre peixe e anfíbio/animal terrestre, na sequência evolutiva das focas, do cavalo, do elefante, da girafa e por aí vai...

E o que dizer do Ornitorrinco, da Equidna, do Tuatara, do Escorpião, de alguns pássaros com dedos vestigiais nas asas (não me lembro agora dos nomes específicos), dos peixes pulmonados, do Anfioxo, dos Tunicados, do Celacanto, dos marsupiais, dos tentilhões de Darwin e de mais um monte de verdadeiros fósseis vivos, criatura quiméricas e provas ambulantes da teoria da evolução?

Acho que o equívoco dos crias fica mais por conta de um conhecimento bem superficial sobre fósseis e zoologia, um analfabetismo paleontológico!!
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Offline West

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #64 Online: 26 de Setembro de 2009, 14:34:22 »

5/09/2009 - 10h48
Fóssil na China prova que pássaros evoluíram de dinossauros
Jonathan Amos
Da BBC News

Fósseis extremamente bem preservados de dinossauros achados no nordeste da China mostram os exemplos mais antigos de penas já encontrados e representam a prova final de que os dinossauros eram ancestrais dos pássaros, segundo cientistas.

Os fósseis têm mais de 150 milhões de anos.

As espécies são indubitavelmente mais antigas do que o Archaeopteryx, encontrado na Alemanha, que vinha sendo tido como o fóssil de pássaro mais antigo já encontrado.





A descoberta foi descrita por Xu Xing, da Academia de Ciências Chinesa, em Pequim, e sua equipe na revista especializada Nature.

A teoria de que os pássaros evoluíram dos dinossauros sempre foi posta em dúvida por causa da ausência de penas em espécies mais antigas do que o Archaeopteryx.

Mas os novos fósseis, encontrados em duas localidades diferentes, são, em sua maioria, pelo menos 10 milhões de anos mais velhos do que o do pássaro encontrado na Alemanha, no fim do século 19.

Um dos dinossauros, batizado de Anchiornis huxleyi, está extremamente bem conservado, dizem os cientistas.

O dinossauro tinha extensa plumagem cobrindo seus braços e cauda e os pés - formando quatro asas.

'Extremamente excitante'
"A primeira espécie descoberta no início do ano estava incompleta", disse Xu à BBC News.

"Com base neste espécime, nomeamos o dinossauro Anchiornis; pensamos que era um parente próximo dos pássaros. Mas então encontramos o segundo espécime, que estava bastante completo - e bem preservado."

"Por todo o esqueleto, você vê penas."

"Com base neste segundo espécime, nos demos conta de que esta era uma espécie muito mais importante, e definitivamente uma das espécies mais importantes para entendermos a origem dos pássaros e de seu voo."

O professor Xu acredita que a forma de quatro asas pode ter sido um estágio muito importante na transição evolucionária dos dinossauros para pássaros.

Os detalhes das últimas descobertas foram apresentados nesta semana no encontro anual da Sociedade de Paleontólogos de Vertebrados, na Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha.

O renomado paleontólogo britânico Michael Benton disse que o anúncio é de grande importância.
"Ao desenhar a árvore da vida, é bastante óbvio que há registros de fósseis com penas anteriores ao Archaeopteryx", disse ele à BBC News.

"Agora essas novas descobertas fantásticas do professor Xu Xing provam isso de uma vez por todas."


FONTE: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/bbc/2009/09/25/ult4432u2456.jhtm
« Última modificação: 26 de Setembro de 2009, 14:40:53 por West »
"Houve um tempo em que os anjos perambulavam na terra.
Agora não se acham nem no céu."
__________
Provérbio Iídiche.

"Acerca dos deuses não tenho como saber nem se eles existem nem se eles não
existem, nem qual sua aparência. Muitas coisas impedem meu conhecimento.
Entres elas, o fato de que eles nunca aparecem."
__________
Protágoras.Ensaio sobre os deuses. Séc. V a.C.

Offline West

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #65 Online: 02 de Outubro de 2009, 10:15:25 »

01/10/2009 - 18h44
Ancestral humano mais antigo mostra que homens e macacos evoluíram paralelamente
Do UOL Ciência e Saúde*
Em São Paulo


A descoberta do mais antigo ancestral dos humanos já conhecido contraria a ideia de que os homens teriam evoluído de chimpanzés primitivos, afirma um estudo publicado na edição dessa sexta-feira (2) da revista americana "Science". O trabalho aponta para uma evolução paralela de macacos e humanos após a separação das duas famílias, milhões de anos atrás. O pivô da discussão é o fóssil de uma fêmea da espécie Ardipithecus ramidus. Batizada de Ardi, ela tem 4,4 milhões de idade.


Imagem mostra a provável aparência de Ardi, ancestral do homem moderno que teria vivido há 4,4 milhões de anos
VEJA MAIS FOTOS DE ARDI
UOL CIÊNCIA E SAÚDE



O esqueleto fossilizado de Ardi foi descoberto no início dos anos 90, na Etiópia, e recuperado entre 1992 e 1994. A equipe de pesquisadores, coordenada por Tim White, do Centro de Pesquisa sobre Evolução Humana da Universidade da Califórnia em Berkeley, analisou o crânio, os dentes, a pélvis, mãos, pés e outros ossos do fóssil e identificou características que não são nem humanas, nem dos macacos, até então desconhecidas.

"Esta criatura é um mosaico interessante, não é nem chimpanzé nem humana", afirmou Tim White, observando que a mão de Ardi é "inclusive mais primitiva que a de um chimpanzé". As linhagens que evoluíram no Homo sapiens moderno e nos macacos atuais provavelmente descenderam de uma mesma espécie que viveu entre 6 milhões e 7 milhões de anos, segundo o pesquisador.

Desde a descoberta de "Lucy", um fóssil de Australopithecus de 3,2 milhões de anos encontrado em 1974 também na Etiópia, os cientistas procuram pelo último ancestral comum entre homens e macacos. No entanto, o novo estudo alimenta poucas esperanças.

"A única maneira de saber como era esse ancestral é o encontrando", disse White, citando uma frase de Charles Darwin.

FONTE: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/2009/10/01/ult4477u2111.jhtm
« Última modificação: 02 de Outubro de 2009, 10:24:57 por West »
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Entres elas, o fato de que eles nunca aparecem."
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Offline Buckaroo Banzai

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #66 Online: 16 de Outubro de 2009, 21:04:22 »
É menos novidade do que o fato de estar sendo noticiado faz parecer, mas vale a pena postar:


Citar
A “primeira ave” seria um dinossauro com penas

Estudos recentes mostram que fóssil encontrado em 1860, considerado pássaro, se trata de um réptil com habilidades aéreas


[...] Em artigo publicado no jornal de pesquisa PLoS One, a equipe de cientistas liderada por Gregory M. Erickson, um paleontólogo da Universidade do Estado da Flórida, concluiu que o archaeopteryx era apenas um dinossauro com penas que deve ter possuído algumas habilidades aéreas, apesar de talvez não conseguir voar longas distâncias. Resumidamente, apesar das penas, o animal não era uma ave típica.

Erick revelou que estudou, sob um microscópio polarizador, a densa microestrutura do osso e descobriu alguns traços de vasos sanguíneos. Para o pesquisador, esse detalhe é uma evidência de um metabolismo lerdo, que fez com que o animal provavelmente levasse mais de dois anos para atingir o tamanho adulto. As aves possuem metabolismos especialmente rápidos, o que as permite abandonar o ninho em algumas semanas, quando não alguns dias.

Mark A. Norell, pesquisador de dinossauros no Museu de História Natural de Nova Iorque, disse que as descobertas comprovam que “a transição entre aves fisiológicas e metabólicas ocorreu muito depois do archaeopteryx”. Como resultado, complementou o cientista, a emergência evolucionária das aves “ainda é um grande mistério”.

Tanto Norell quanto Erickson enfatizaram que suas descobertas não minam a teoria amplamente defendida entre os paleontólogos de que as aves evoluíram do que conhecemos como dinossauros terópodos.

[...] “O archaeopteryx foi sempre visto como um exemplo maravilhoso de uma espécie de transição. Era de se esperar que sua fisiologia fosse de transição com base no que vemos em aves e répteis modernos”, disse Helen James, do Museu nacional de História natural, em Washington. [...]

Na nova pesquisa, os cientistas trabalharam com Zhongue Zhou, do Instituto de Paleontologia Vertebral e Paleoantropologia de Pequim, conduzindo exames ósseos similares em vários espécimes de dinossauros com penas descobertos recentemente na China. Eles concluíram que a confuciusornis foi a primeira espécie conhecida na qual a transição ocorreu na mesma velocidade que o crescimento das aves.

Os confuciusornis viveram há cerca de 130 milhões de anos. Apesar da taxa de crescimento ser levemente mais lerda do que a das aves de mesmo porte, esta espécie não possuía dentes, nem cauda longa e aparentemente crescia mais rápido que o archaeopteryx e qualquer outra espécie entre as duas. Fósseis de aves mais avançadas, com ossos abastados de vasos sanguíneos, surgiram há menos de 100 milhões de anos.

Na verdade, foram as inúmeras descobertas na China que propiciaram a primeira avaliação microscópica dos ossos de archaeopteryx. Há dois anos, Oliver W.M. Rauhut, do Bavarian State Collection for Paleontology and Geo­­logy, em Munique, deu permissão aos cientistas para a condução de pesquisas com o fóssil do museu da cidade, que, assim como todos os espécimes conhecidos, era de um indivíduo jovem.

Os técnicos do museu extraíram amostras – pedaços não maiores do que fibras de algodão – de partes de um osso da coxa já danificado do espécime. [...]

http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/mundo/conteudo.phtml?tl=1&id=932568&tit=A-primeira-ave-seria-um--dinossauro-com-penas





A parte de "dinossauro com penas" deve ser óbvia a qualquer um que olhe o esqueleto do animal, compare com o de um dinossauro do mesmo porte, e esteja ciente de que nem tinha bico. Mas mesmo a parte do metabolismo intermediário já havia sido levantada em artigos anteriores:

Citar
Reptilian Physiology and the Flight Capacity of Archaeopteryx, by John Ruben © 1991 Society for the Study of Evolution.

Abstract

Current scenarios frequently interpret the Late Jurassic bird Archaeopteryx as having had an avian-type physiology and as having been capable of flapping flight, but only from "the trees downward." It putatively lacked capacity for takeoff and powered flight from the ground upward. Data from extant reptiles indicate that if Archaeopteryx were physiologically reptilian, it would have been capable of ground upward takeoff from a standstill, as well as "trees downward" powered flight. This conclusion is based largely on a previously unrecognized attribute of locomotory (skeletal) muscle in a variety of extant reptiles: During "burst-level" activity, major locomotory muscles of a number of active terrestrial taxa generate at least twice the power (watts kg-1 muscle tissue) as those of birds and mammals. Reptilian physiological status also helps resolve the apparently uneven development of various flight support structures in Archaeopteryx (e.g., well-developed flight features but relatively unspecialized pectoral girdle, supracoracoideus muscles, etc.). Endothermy and capacity for longer-distance powered flight probably evolved only in Early Cretaceous birds, which were the first birds to have a keeled sternum, strap-like coracoid, and hypocleidium-bearing furcula.


Offline Buckaroo Banzai

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #67 Online: 17 de Outubro de 2009, 01:38:19 »
Citação de: [url=http://][/url]
'Nature'
Dinossauro de 50cm com penas descoberto na China

por AFP27 Setembro 2009



O 'Anchiornis huxleyi' viveu há 155 milhões de anos e apresentava quatro asas em vez de apenas duas

Um pequeno dinossauro da família dos terópodes, com 155 milhões de anos, coberto de penas e que tinha quatro asas em vez de duas, foi descoberto na China, anunciou o célebre paleontólogo chinês Xing Xu na revista Nature. O espécime mede 50 centímetros de comprimento.

Um fragmento do fóssil, e depois um esqueleto completo do Anchiornis huxleyi, foi encontrado na formação jurássica de Tiaojishan, que terá entre 151 e 161 milhões de anos, situada na província de Liaoning (Nordeste da China).

A espécie é ligeiramente mais antiga que o Archaeopteryx, que até agora era o mais velho animal com penas. Foi considerado o antepassado das aves, apesar de possuir também vários traços de répteis. O Archaeopteryx foi descoberto em Solnhofen, Alemanha, num estrato geológico com 150 milhões de anos.

O Anchiornis huxleyi "pode ser classificado na família dos troodontidae, que figuram entre os terópodes mais aparentados com as aves", indicaram os autores do estudo, que acrescentaram que este é o mais velho exemplar descoberto até ao momento.

Até agora, a ausência de penas nos dinossauros mais antigos que o Archaeopteryx representava um elo perdido da evolução. A abundante plumagem do Anchiornis huxleyi, nomeadamente ao nível das patas, "traz novos esclarecimentos à evolução precoce das penas e mostra uma distribuição complexa dos atributos dos ossos e penas a um período próximo da transição dinossauros-aves".

As plumas, que se encontram na parte inferior das quatro patas e na cauda, "levaram ao desenvolvimento de quatro asas", afirmaram. "Enquanto as penas das patas dianteiras foram crescendo com a evolução, as das patas traseiras foram-se reduzindo e acabaram mesmo por desaparecer."

http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1373701&seccao=Biosfera


Offline Geotecton

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #68 Online: 19 de Março de 2010, 16:13:36 »
Boa tarde para todos. Sou recém-chegado ao Clube e tive a oportunidade de rever as objeções apresentadas pelo Famado em relação à TE. E, como era esperado, nada de novo. São os mesmos argumentos (deboches) sofismáticos dos criacionistas. Inclusive o argumento de autoridade ("sou doutor em...").

Como a Biologia não é a minha especialidade, aguardarei a oportunidade de me manifestar mais enfaticamente quando os criacionistas argumentarem com base na Geologia, esta sim a "minha praia". Neste ponto, quero parabenizar o Pedro Reis pelos excelentes argumentos na rejeição da famigerada 'especulação das Hidroplacas'.

Agradeço a atenção de todos.
Foto USGS

Offline Panthera

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #69 Online: 19 de Março de 2010, 17:03:16 »
Bem vindo, Geotecton!

Passa lá no http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=198.0 para o pessoal te conhecer!
"Ignorância é força! Guerra é paz. Liberdade é escravidão." O Partido. 1984, George Orwell

Offline Calberto

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #70 Online: 25 de Setembro de 2010, 09:51:56 »
Alguém poderia me dar uma ajuda, durante um conversa sobre "elos perdidos" (como os criacionistas adoram dizer) um criacionista falou que o Archaeopteryx não é a transição entre os repteis e as aves e para isso ele citou este trecho de um site criacionista:


Citar
Archaeopteryx – ave extinta ou forma intermediária?
Depois que Charles Darwin publicou seu livro A Origem das Espécies, em 1859, os evolucionistas iniciaram a busca de espécies intermediárias de “transição” para comprovar suas alegações. O primeiro fóssil de Archaeopteryx foi descoberto na formação calcária de Solnhofen, na Bavária, Alemanha, em 1861. Os darwinistas o consideraram como a “salvação” que deveria dar apoio a sua teoria. O esqueleto do Archaeopteryx (cujo significado é “asa antiga”) é um fóssil incrivelmente raro, de grande valor. A importância desse fóssil para os darwinistas tem a ver com as suas características que, como eles alegam, pertencem tanto a aves quanto a répteis. Com grande empolgação, eles apresentaram o fóssil como um “elo perdido”, intermediário entre répteis e aves. O Archaeopteryx foi honrado com um lugar de destaque em muitas exibições em museus e também em livros-texto como a “prova” definitiva a favor da evolução.

Entretanto, as várias críticas feitas com relação ao fóssil e às inconsistências que foram surgindo com um exame mais acurado dele permaneceram ignoradas.

O Archaeopteryx tinha garras com penas, nas asas, dentes na mandíbula e uma cauda óssea semelhante à dos de répteis – essas características levaram os darwinistas a interpretar o bicho como prova da teoria da evolução.

Entretanto, os últimos exames feitos dos fósseis de Archaeopteryx mostraram que essa criatura definitivamente não era uma forma intermediária, mas uma espécie extinta de ave, com várias características que a tornavam distinta das aves modernas. Os cientistas hoje concordam que o Archaeopteryx possuía esqueleto, estrutura de penas e músculos de vôo idênticos aos das aves atuais, e era capaz de voar perfeitamente. Além disso, o exame científico comprovou que com a sua fúrcula (osso bifurcado em frente ao esterno no peito das aves) e a estrutura de penas assimétricas, o Archaeopteryx era uma ave voadora plenamente desenvolvida.

Resumindo, o Archaeopteryx não poderia ser classificado como uma forma intermediária, com base em algumas poucas características singulares. Particularmente, o sétimo fóssil de Archaeopteryx, que foi escavado em 1992, confirmou isso, e demoliu completamente as alegações evolucionistas baseadas em qualquer “semelhança” com os répteis.

Colin Patterson, um cientista evolucionista, afirma que as alegações feitas a favor do Archaeopteryx estão longe de ser científicas: “Seria o Archaeopteryx ancestral de todas as aves? Talvez sim, talvez não: não existe uma maneira de responder essa pergunta. É bastante fácil construir histórias a respeito de como uma forma dá origem a outra, e descobrir razões pelas quais os estágios deveriam ser favorecidos pela seleção natural. Porém, tais estórias não fazem parte da ciência, pois não existe maneira de submetê-las a testes.”

Por que o Archaeopteryx não é uma forma intermediária

O Archaeopteryx realmente possui várias características que o diferem das aves modernas. Não obstante, suas características mostram também que ele era capaz de voar, ou seja, ele era uma ave verdadeira. O mero fato de que o Archaeopteryx possuía várias características singulares não demonstra que fosse uma espécie de forma intermediária. Veja algumas provas de que ele não é um intermediário meio-dinossauro, meio-ave, mas sim meramente uma espécie extinta de ave:

1. Os dinossauros não possuem fúrcula, embora o Archaeopteryx, como todas as aves, possua uma fúrcula robusta que lhe possibilitava voar.

2. Uma das mais convincentes evidências de que o Archaeopteryx era uma verdadeira ave voadora é a estrutura de suas penas, de forma assimétrica, idêntica à das aves modernas. Isso revelou que o Archaeopteryx era perfeitamente capaz de voar. Aves que não voam, como o avestruz e a ema, têm asas com penas simétricas. Além disso, a forma e as proporções gerais das asas do Archaeopteryx são idênticas às das aves modernas. O fato de que a estrutura da asa do Archaeopteryx se manteve até os dias de hoje, desde presumivelmente 150 milhões de anos atrás, indica que suas asas foram criadas/projetadas para o vôo. Quem disser que o Archaeopteryx não era capaz de voar, não pode explicar o porquê daquela estrutura assimétrica.

3. Os evolucionistas destacam as garras nas asas do Archaeopteryx como evidência de que ele evoluiu a partir dos dinossauros, e que, portanto, ele é uma espécie de transição. Na realidade, entretanto, essa característica de maneira alguma sugere qualquer relacionamento entre essa criatura e os répteis. De fato, duas espécies vivas de aves – Touraco corythaix e Opisthocomus hoazin – têm garras que servem para se prender aos ramos das árvores. Essas criaturas são aves plenamente emplumadas, sem qualquer característica de réptil. Esses exemplos modernos invalidam a alegação de que as garras nas asas do Archaeopteryx significam que ele deva ser uma forma intermediária.

4. Quando os biólogos evolucionistas descrevem o Archaeopteryx como uma forma intermediária, uma das principais características nas quais eles se baseiam são os dentes. Essa característica, entretanto, realmente não mostra relacionamento algum entre essa criatura e os répteis. Os evolucionistas enganam-se ao sugerir que esses dentes são uma das características de réptil, porque dentes não são características exclusivas de répteis. Alguns répteis modernos têm dentes, outros, não. Ainda mais importante do que isso, espécies distintas de aves com dentes não se limitam ao Archaeopteryx. O registro fóssil contém um grupo separado que pode ser descrito como “aves com dentes” e que viveram tanto na mesma época que os Archaeopteryx como posteriormente – e, de fato, até tempos bastante recentes.

Um fato bastante importante, freqüentemente ignorado, é que a estrutura dental do Archaeopteryx e de outras aves com dentes é bastante diferente da dos dinossauros. A superfície dos dentes do Archaeopteryx e de outras aves com dentes é plana e têm raízes largas. Entretanto, a superfície dos dentes dos dinossauros terópodes, que alegadamente são os antepassados dessas aves, é serrilhada e suas raízes são estreitas.

5. Diziam que o osso quadrato do Archaeopteryx (o osso com o qual a mandíbula é articulada) era semelhante ao dos dinossauros, mas tomografia computadorizada revelou que esse osso de fato é idêntico ao das aves modernas. O movimento das mandíbulas é outra importante evidência que destrói as alegações evolucionistas. Na maioria dos vertebrados, incluindo-se os répteis, somente a parte inferior da mandíbula é móvel; nos pássaros, entretanto, incluindo-se o Archaeopteryx, a mandíbula superior também se move.

6. Outro golpe à tese evolucionista relacionada com o Archaeopteryx provém dos dedos da ave. Foi descoberto que o desenvolvimento embrionário dos ossos do antebraço é completamente diferente nas aves e nos dinossauros terópodes. Os antebraços dos dinossauros terópodes, ou “mãos”, consistem dos dígitos I, II e III, enquanto que as asas das aves consistem dos dígitos II, III e IV. Essa evidência importante, distinguindo dinossauros de aves, foi ressaltada em 1997 em um artigo na revista Science (v. 278, 24 de outubro). Além disso, os ornitólogos L. D. Martin, J. D. Stewart e K. N. Whetstone compararam os ossos astrágalos do Archaeopteryx com os dos dinossauros e revelaram que não havia similaridade alguma entre eles.

Em resumo, a “evolução” das aves não é uma tese consistente com as evidências biológicas ou paleontológicas. É, na verdade, uma alegação fictícia, irrealista, derivada dos preconceitos darwinistas. O assunto da evolução das aves, que alguns especialistas insistem em mencionar como sendo um fato científico, é um mito mantido vivo por razões ideológicas.

A verdade revelada pela ciência é que a criação das aves é resultado de sabedoria infinita. Em outras palavras, tanto o Archaeopteryx como todas as espécies de aves foram criados pelo Deus todo-poderoso.

http://criacionista.blogspot.com/2008/10/archaeopteryx-ave-extinta-ou-forma.html


Eu gostaria de saber como refutar isso.

Offline Geotecton

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #71 Online: 25 de Setembro de 2010, 11:30:37 »
Alguém poderia me dar uma ajuda, durante um conversa sobre "elos perdidos" (como os criacionistas adoram dizer) um criacionista falou que o Archaeopteryx não é a transição entre os repteis e as aves e para isso ele citou este trecho de um site criacionista:
[...]
Eu gostaria de saber como refutar isso.

Primeiro. Demonstre o principal erro de lógica criacionista (falácia).

Mesmo que seja demonstrado que o Archaeopteryx não é uma transição entre dinossauros e aves, pois o 'status quo' muda muito rápido na ciência, ainda assim não prova que um deus tenha "criado" qualquer coisa.


Segundo. Demonstre que os estudos paleontológicos identificaram espécies mais próximas da transição, principalmente na China.

E estas espécies mostram gradações que não haviam sido observadas no Archaeopteryx.

E isto não é uma fraqueza da Ciência e sim a sua maior qualidade: Novas evidências podem levar ao abandono de hipóteses que não se mostrem mais satisfatórias.

Neste mesmo tópico há links para estes novos fósseis.


Terceiro. Apresente sites de instituições de pesquisa de primeira linha e os contraponha aos sites deles.

Eis um dos muitos sobre o Archaeopteryx.
« Última modificação: 08 de Março de 2017, 00:16:42 por Geotecton »
Foto USGS

Offline Karanami

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #72 Online: 09 de Outubro de 2010, 17:00:18 »
Alguém aqui poderia mostrar uma linhagem evolutiva completa? De um coacervado até um animal contemporâneo nosso.

Offline Buckaroo Banzai

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #73 Online: 09 de Outubro de 2010, 22:49:09 »
Coacervados não são seres vivos.

Você pode encontrar algo parecido com o que quer em sites como esse:

http://tolweb.org/tree/


Mesmo a wikipedia (em inglês) deve ter as categorias taxonômicas bastante completas e dar para ir indo de grupo aparentado em grupo aparentado ao longo da árvore filogenética de toda a vida.

Offline Buckaroo Banzai

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Re: Fosseis Transicionais
« Resposta #74 Online: 10 de Outubro de 2010, 00:36:42 »
Alguém poderia me dar uma ajuda, durante um conversa sobre "elos perdidos" (como os criacionistas adoram dizer) um criacionista falou que o Archaeopteryx não é a transição entre os repteis e as aves e para isso ele citou este trecho de um site criacionista:

Deve ser bem irritante, mas vamos lá...


Citar
Archaeopteryx – ave extinta ou forma intermediária?
Falsa dicotomia.


Citar
[ ...] Entretanto, as várias críticas feitas com relação ao fóssil e às inconsistências que foram surgindo com um exame mais acurado dele permaneceram ignoradas.

As críticas ignoradas são as críticas ignorantes.


Citar
O Archaeopteryx tinha garras com penas, nas asas, dentes na mandíbula e uma cauda óssea semelhante à dos de répteis – essas características levaram os darwinistas a interpretar o bicho como prova da teoria da evolução.

Entretanto, os últimos exames feitos dos fósseis de Archaeopteryx mostraram que essa criatura definitivamente não era uma forma intermediária, mas uma espécie extinta de ave,

Falsa dicotomia.


Citar
com várias características que a tornavam distinta das aves modernas. Os cientistas hoje concordam que o Archaeopteryx possuía esqueleto, estrutura de penas e músculos de vôo idênticos aos das aves atuais, e era capaz de voar perfeitamente.

Não exatamente. A parte mais certa é "com várias características que a tornavam distinta das aves modernas", pois, exceto por ter penas, o resto todo é praticamente dinossauro, o que deveria ser óbvio ao olhar. É sempre interessante notar que um dos espécimes foi inclusive classificado errôneamente como tal, por não ter preservação das impressões de penas.


Citar
Além disso, o exame científico comprovou que com a sua fúrcula (osso bifurcado em frente ao esterno no peito das aves) e a estrutura de penas assimétricas, o Archaeopteryx era uma ave voadora plenamente desenvolvida.

O que em nada sugere que seja um animal não aparentado aos dinossauros, ou às aves.

O desentendimento aqui deve ser uma noção de que se esperaria que ele fosse uma espécie de intermediário ultra-literal (ou muito mais do que já se pode dizer ser), com suas características avianas necessariamente num estado de alguma forma ainda mais dinossauro do que ave, e que, contudo, também não se pudesse dizer ser "só" um dinossauro -- deixando de lado que se pode sempre classificar arbitrariamente como uma coisa ou outra, não havendo uma categoria específica ou definição objetiva para seres "plenamente" intermediários, nem uma coisa nem outra.

Isso acaba em alguns casos sendo na prática o que acontece entre vários táxons um pouco distantes, como répteis e mamíferos, ou mesmo dinossauros e aves, conforme vai aumentandoo registro fóssil. A transição de répteis e mamíferos tem toda uma zona cinzenta a que se chama "popularmente" de "répteis parecidos com mamíferos" e de "mamíferos parecidos com répteis". Com aves e dinossauros, os dromeossauros e as aves mais primitivas são o equivalente.
   

Citar
Resumindo, o Archaeopteryx não poderia ser classificado como uma forma intermediária, com base em algumas poucas características singulares.

Não são umas poucas características singulares, é basicamente o corpo todo dele que é um pequeno dinossauro, só que revestido de penas, e com braços mais longos, formando asas.

Houve até um paper (Myer, 2005, se não me engano), que se não me engano sugeria algo como que o Archaeopteryx seria até mais basal com relação ao Velociraptor, normalmente tido como dinossauro, não como ave.

Mesmo antes disso, já houve até quem dissesse que não poderia ser um ancestral das aves, por ser só um dinossauro com penas -- enfatizando a maior similaridade com os dinossauros do que com as aves.

Se, como os criacionistas tipicamente tentam insistir, ele é uma ave (e não só dinossauro), então esses fatos, se não ignorados, obrigam a aceitar que é sim, um ser com características intermediárias entre dinossauros e aves. Seria até mais fácil, ainda que não significativamente menos absurdo e obscurantista, a outra estratégia, insistir que é na verdade, só um outro dinossauro, com penas, mas que não teria qualquer parentesco com as aves, tendo surgido das terras ou das águas, que o criaram, obedecendo a comando divino.


Esse caso todo é até uma grande perda de tempo maior do que parece, porque, além de simplesmente não checarem esse tipo de coisa, só repassarem esses textos com total credulidade, mesmo que aceitassem isso, que o arqueoptérix tem mesmo características intermediárias, isso não é um ponto realmente importante para a crença fundamentalista. Fundamentalistas coerentes, não dariam a mínima, pois uma ave que parece dinossauro ou vice-versa não prova para eles uma ancestralidade comum universal mais do que toda a similaridade entre os caniformes prova um parentesco entre caniformes. Até patos e gansos podem negar serem parentes verdadeiros, o que dizer então de arqueoptérix ser alguma prova de que todas aves tem um ancestral comum, e que elas se originaram de uma espécie de dinossauro. Sem chance.

É até difícil entender por que perdem tempo com casos como esse, se lembrando disso. Acho que talvez seja mais um mecanismo de propaganda e doutrinação que acaba fazendo uso de tendências a erros lógicos, como, se convencerem alguém que o arqueoptérix é "só" uma ave, e não tem realmente características intermediárias com dinossauros, são grandes as chances dessa pessoa aceitar que então, de modo geral, não deve haver ancestralidade comum muito acima do nível de espécies. Mas talvez seja só um recurso de racionalização necessário para sustentar uma fé que depende da noção de que os seres brotaram da terra e da água magicamente. Talvez um pouco de ambos.


 
Citar
Particularmente, o sétimo fóssil de Archaeopteryx, que foi escavado em 1992, confirmou isso, e demoliu completamente as alegações evolucionistas baseadas em qualquer “semelhança” com os répteis.

Falso.



Citar
Colin Patterson, um cientista evolucionista, afirma que as alegações feitas a favor do Archaeopteryx estão longe de ser científicas: “Seria o Archaeopteryx ancestral de todas as aves? Talvez sim, talvez não: não existe uma maneira de responder essa pergunta. É bastante fácil construir histórias a respeito de como uma forma dá origem a outra, e descobrir razões pelas quais os estágios deveriam ser favorecidos pela seleção natural. Porém, tais estórias não fazem parte da ciência, pois não existe maneira de submetê-las a testes.”

Procurar por "Colin Patterson" "quote mining" no google para mais informações aqui.


Não se sabe que o arqueoptérix é o ancestral de todas aves, realmente não se tem como saber. Nem é realmente uma assunção que se possa fazer (ainda que seja comumente feita), mas antes disso, não é uma assunção que se precisa fazer, não é uma espécie de "exigência" para confirmação do parentesco das aves com os dinossauros. Não é possível saber apenas a partir dos fósseis a "genealogia" exata das espécies, porque os restos fósseis são indicativos apenas mais indiretos de parentesco, podendo duas espécies serem morfologicamente muito parecidas, mas uma delas ser na verdade parente mais próxima de uma outra, um pouco mais diferente. Cães da raça pug, poderiam ser, por exemplo, parentes mais próximos dos boxers do que dos buldogues.

Assim sendo, o arqueoptérix, apesar de ser a mais antiga ave conhecida, poderia ser uma "rua sem saída" evolutiva, não ter se ramificado ou evoluído "linearmente" em qualquer outra espécie, incluindo os ancestrais das aves vivas. Apesar disso, suas características, em conjunto com a de dinossauros mais parecidos, e aves, especialmente aves primitivas extintas, e a biologia em geral, são provas do parentesco entre esses grupos, qualquer que seja a genealogia exata, que pode nunca vir a ser descoberta.   


Citar
Por que o Archaeopteryx não é uma forma intermediária

O Archaeopteryx realmente possui várias características que o diferem das aves modernas. Não obstante, suas características mostram também que ele era capaz de voar, ou seja, ele era uma ave verdadeira. O mero fato de que o Archaeopteryx possuía várias características singulares não demonstra que fosse uma espécie de forma intermediária.

Não é apenas "características singulares", mas o fato de que, contando, característica por característica, tem mais em comum com dinossauros que com aves.


Citar
Veja algumas provas de que ele não é um intermediário meio-dinossauro, meio-ave, mas sim meramente uma espécie extinta de ave:


Citar
1. Os dinossauros não possuem fúrcula, embora o Archaeopteryx, como todas as aves, possua uma fúrcula robusta que lhe possibilitava voar.

Errado, dinossauros possuem fúrcula.

Qualquer um poderia saber disso se pesquisasse um pouquino só em vez de ser prontamente enganado na maior facilidade por qualquer texto criacionista.


Citar
2. Uma das mais convincentes evidências de que o Archaeopteryx era uma verdadeira ave voadora é a estrutura de suas penas, de forma assimétrica, idêntica à das aves modernas. Isso revelou que o Archaeopteryx era perfeitamente capaz de voar. Aves que não voam, como o avestruz e a ema, têm asas com penas simétricas. Além disso, a forma e as proporções gerais das asas do Archaeopteryx são idênticas às das aves modernas. O fato de que a estrutura da asa do Archaeopteryx se manteve até os dias de hoje, desde presumivelmente 150 milhões de anos atrás, indica que suas asas foram criadas/projetadas para o vôo. Quem disser que o Archaeopteryx não era capaz de voar, não pode explicar o porquê daquela estrutura assimétrica.

Aqui é parte da noção (sei lá de onde veio) de que, para que fosse intermediário, não deveria poder voar. Simplesmente não é um requisito. Peço a qualquer um criacionista que esteja lendo isso, que ao menos tente pensar, em por que, se esperaria que uma ave primitiva, se descendesse de dinossauros, não poderia ter a capacidade de voar. Pense na biologia da coisa. Populações de dinossaurinhos com braços e corpos penados evoluindo por milhões de anos, pulando de galho em galho, planando um pouquinho, talvez escalando troncos agitando os braços, usando-os como aerofólios para maior aderência, vão-se mais alguns milhões de anos, e eis que há uma ou outra espécie de dinossaurinho com braços mais compridos, e que consegue voar. Em algum momento nessa história há algo que implica que, do que houvesse de registro fóssil, mais de 60 milhões de anos mais tarde, uma espécie que trouxesse características claras de sua herança de dinossauro, mas que se resolvesse classificar como ave, teria que ser aparentemente incapaz de voar?

Se há essa "necessidade", então basta esquecer o arqueopterix como esse intermediário ideal, e retroceder um pouco mais, para pequenos dinossauros emplumados que não podiam voar, esses fazem o papel de intermediário literal, e deixe o arqueoptérix apenas como ave primitiva, com clara herança ancestral dos dinossauros.

 
Citar
3. Os evolucionistas destacam as garras nas asas do Archaeopteryx como evidência de que ele evoluiu a partir dos dinossauros, e que, portanto, ele é uma espécie de transição. Na realidade, entretanto, essa característica de maneira alguma sugere qualquer relacionamento entre essa criatura e os répteis. De fato, duas espécies vivas de aves – Touraco corythaix e Opisthocomus hoazin – têm garras que servem para se prender aos ramos das árvores. Essas criaturas são aves plenamente emplumadas, sem qualquer característica de réptil. Esses exemplos modernos invalidam a alegação de que as garras nas asas do Archaeopteryx significam que ele deva ser uma forma intermediária.

Os criacionistas simplesmente inventam o que seriam os critérios para comprovação e refutação da evolução, conforme lhes der na telha, mesmo que mal se consiga (ao menos entendendo minimamente do assunto e esperando alguma conexão com a realidade) vislumbrar algum encadeamento lógico dessas coisas apontadas como confirmações ou refutações.

Mesmo que, por exemplo, não houvessem essas aves com dedos nas asas atualmente, só o arqueoptérix. Seria isso realmente o ideal esperado para confirmar a evolução, enquanto que aves atuais com dedos embrionários que não se fundem completamente durante a infância são uma prova contrária, ou um sério problema? De novo peço para tentar pensar por que seria esse o caso.

Do ponto de vista criacionista, não faz diferença. Havendo ou não aves com dedos nas asas, o arqueoptérix não seria mais parente de qualquer ave do que as galinhas são consideradas por eles parentes dos patos, ou patos parentes dos cisnes, ou dos papagaios e todas demais aves. Não há qualquer sentido em se fixar no arqueoptérix e a conexão de aves e dinossauros se não se acredita nem mesmo na ancestralidade comum de todas aves, para começar, nem mesmo de grupos bem menores dentro das aves. Mas sei lá, talvez por ser evidentemente uma ave com características que mostram seu parentesco com os dinossauros, acaba merecendo ser foco do ataque, em vez de se concentrarem em algo mais "simples", como provar que galinhas e patos não são parentes reais. Talvez essa estratégia de ataque até sirva para desviar a atenção e convencer alguém, uma vez que é mais intuitivamente aceitável que aves e dinossauros não teriam ligação do que não haver praticamente qualquer ligação mesmo entre grupos de aves.




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4. Quando os biólogos evolucionistas descrevem o Archaeopteryx como uma forma intermediária, uma das principais características nas quais eles se baseiam são os dentes. Essa característica, entretanto, realmente não mostra relacionamento algum entre essa criatura e os répteis. Os evolucionistas enganam-se ao sugerir que esses dentes são uma das características de réptil, porque dentes não são características exclusivas de répteis. Alguns répteis modernos têm dentes, outros, não. Ainda mais importante do que isso, espécies distintas de aves com dentes não se limitam ao Archaeopteryx. O registro fóssil contém um grupo separado que pode ser descrito como “aves com dentes” e que viveram tanto na mesma época que os Archaeopteryx como posteriormente – e, de fato, até tempos bastante recentes.

Similar ao ponto anterior. Os criacionistas autores dos textos não precisam entender bulhufas do que estão falando, contanto que estejam falando coisas cujo sentido seja negar a evolução/indiretamente afirmar que as espécies brotaram do barro, o seu público alvo parece estar sempre pronto a simplesmente acreditar, sem realmente estudar o caso, sem nem mesmo pensar se aquilo que está lendo faz sentido, se essas coleções de fatos (isso quando são fatos) realmente levam à conclusão que são colocadas.

Aqui, não há por que, simplesmente, imaginar que ou todos répteis devessem ter dentes, ou que só os répteis e o arqueoptérix devessem ter dentes, ou mesmo que outras aves não devessem ter dentes, para confirmar a evolução. Isso tem tanto sentido quanto imaginar que, sei lá, os seres vivos devessem ter cada vez mais olhos, conforme evoluem. Como muitos costumam ter só dois, insetos têm um pouco mais, e alguns tem nenhum, então não há suporte para a noção de que os seres evoluíram.
 

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Um fato bastante importante, freqüentemente ignorado, é que a estrutura dental do Archaeopteryx e de outras aves com dentes é bastante diferente da dos dinossauros. A superfície dos dentes do Archaeopteryx e de outras aves com dentes é plana e têm raízes largas. Entretanto, a superfície dos dentes dos dinossauros terópodes, que alegadamente são os antepassados dessas aves, é serrilhada e suas raízes são estreitas.

Mais do mesmo. Será que algo daí refuta mesmo alguma coisa? Há algo na biologia que sugira que a dentição da transição entre aves e dinossauros devesse ser diferente disso para ser confirmada? Será que terópodes têm a dentição igual, todos? Será que todos espécimes de arqueoptérix têm a dentição igual? Será que dinossauros tinham só uma dentição ao longo da vida? Enfim...



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5. Diziam que o osso quadrato do Archaeopteryx (o osso com o qual a mandíbula é articulada) era semelhante ao dos dinossauros, mas tomografia computadorizada revelou que esse osso de fato é idêntico ao das aves modernas. O movimento das mandíbulas é outra importante evidência que destrói as alegações evolucionistas. Na maioria dos vertebrados, incluindo-se os répteis, somente a parte inferior da mandíbula é móvel; nos pássaros, entretanto, incluindo-se o Archaeopteryx, a mandíbula superior também se move.

Há incertezas e debate sobre isso tudo, e, novamente, não há nada que diga na biologia que um intermediário entre aves e dinossauros, apesar de todas as outras características intermediárias, de ser essencialmente um dinossauro com braços alongados que funcionam como asas, teria o osso quadrático de uma forma específica diferente da que tem, sendo uma peça crucial para confirmação ou refutação desse parentesco.

 

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6. Outro golpe à tese evolucionista relacionada com o Archaeopteryx provém dos dedos da ave. Foi descoberto que o desenvolvimento embrionário dos ossos do antebraço é completamente diferente nas aves e nos dinossauros terópodes. Os antebraços dos dinossauros terópodes, ou “mãos”, consistem dos dígitos I, II e III, enquanto que as asas das aves consistem dos dígitos II, III e IV. Essa evidência importante, distinguindo dinossauros de aves, foi ressaltada em 1997 em um artigo na revista Science (v. 278, 24 de outubro). Além disso, os ornitólogos L. D. Martin, J. D. Stewart e K. N. Whetstone compararam os ossos astrágalos do Archaeopteryx com os dos dinossauros e revelaram que não havia similaridade alguma entre eles.

Novamente, um outro tipo de "ponto nulo", porque não é algo que, se fosse diferente, seria visto como confirmação ou ponto a favor pelos criacionistas, e tampouco é realmente uma coisa que os biólogos têm como empecilho para o parentesco dos seres. Tirando a parte de como exatamente resumem a opinião dos cientistas quanto a outros aspectos, a questão da homologia dos dedos se resume no seguinte: há "identidades" dos órgãos e estruturas corporais, e "pontos germinais", o ponto de onde germinam nos embriões. Na maior parte do tempo, uma mesma estrutura de uma dada "identidade" vai germinar de um mesmo ponto em espécies aparentadas. Mas não é algo imutável. O que ocorre aqui é meio como quando as pessoas ou animais podem nascer com coisas como órgãos a mais (como dedos), ou órgãos "espelhados", trocando os órgãos do lado direito pelo esquerdo e vice-versa. Cutucando os embriões dos organismos um pouco se consegue fazer coisas como sapos com patas nas costas e etc. As "identidades" dos dedos são as suas proporções que os identificam como sendo o "médio", o "indicador", e etc. O que ocorreu no caso foi o deslocamento dessas "identidades" para os pontos germinais vizinhos, além do desaparecimento completo de dois dedos inteiros. Não é algo exclusivo para aves e dinossauros, mas existe também ao menos uma vez dentro das aves (kiwis, se não me engano), e talvez até mesmo dentro dos dinossauros. Não que isso vá importar muito para os criacionistas, que não admitiriam que o kiwi é parente de qualquer ave, com isso ou sem isso, então não serve bem como referência.


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Em resumo, a “evolução” das aves não é uma tese consistente com as evidências biológicas ou paleontológicas. É, na verdade, uma alegação fictícia, irrealista, derivada dos preconceitos darwinistas. O assunto da evolução das aves, que alguns especialistas insistem em mencionar como sendo um fato científico, é um mito mantido vivo por razões ideológicas.

A verdade revelada pela ciência é que a criação das aves é resultado de sabedoria infinita. Em outras palavras, tanto o Archaeopteryx como todas as espécies de aves foram criados pelo Deus todo-poderoso.

http://criacionista.blogspot.com/2008/10/archaeopteryx-ave-extinta-ou-forma.html

Em resumo, isso é mais obscurantismo fundamentalista, sendo citado na mais cega credulidade, apesar de poder ser facilmente constatado como falso por alguém que entenda apenas razoavelmente de biologia e o que se espera de relações de parentesco entre seres, ainda mais se tiver acesso à internet.

 

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