Autor Tópico: "Racismo"  (Lida 17544 vezes)

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Offline Pagão

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Re:"Racismo"
« Resposta #625 Online: 28 de Outubro de 2016, 05:17:28 »
Na segunda fui levar minha esposa para um exame pelo SUS e na clínica tinha um painel fotográfico com diversas imagens de gente sorridente que aparentemente seriam pacientes atendidos através do mesmo.
Não contei as fotos, mas seguramente eram mais de 20. A maioria era de brancos e loiros. Só tinha uma foto de afrodescendente.
Não seria o caso de processar o SUS, ou a prefeitura por racismo? ::)

Por racismo?.... Os não brancos não deveriam antes processar por negligência médica? Afinal parece ser uma clínica onde só se sabe curar adequadamente os brancos loiros... :?
Nenhuma argumentação racional exerce efeitos racionais sobre um indivíduo que não deseje adotar uma atitude racional. - K.Popper

Offline Lorentz

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Re:"Racismo"
« Resposta #626 Online: 28 de Outubro de 2016, 20:25:48 »
Na segunda fui levar minha esposa para um exame pelo SUS e na clínica tinha um painel fotográfico com diversas imagens de gente sorridente que aparentemente seriam pacientes atendidos através do mesmo.
Não contei as fotos, mas seguramente eram mais de 20. A maioria era de brancos e loiros. Só tinha uma foto de afrodescendente.
Não seria o caso de processar o SUS, ou a prefeitura por racismo? ::)

Por racismo?.... Os não brancos não deveriam antes processar por negligência médica? Afinal parece ser uma clínica onde só se sabe curar adequadamente os brancos loiros... :?

Pagão, ele mora num Estado e numa cidade onde existem 20 vezes* mais brancos que negros. As fotos estão estatisticamente corretas.  :wink:

*estou chutando alto só pra fazer a piada, porra
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Offline Gauss

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Re:"Racismo"
« Resposta #627 Online: 28 de Outubro de 2016, 20:47:04 »

Pagão, ele mora num Estado e numa cidade onde existem 20 vezes* mais brancos que negros. As fotos estão estatisticamente corretas.  :wink:

*estou chutando alto só pra fazer a piada, porra
É por aí. Até mais.

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Etnias: brancos (88,1%), negros (2,7%), pardos (9%), indígenas e amarelos (0,2%)
http://www.suapesquisa.com/estadosbrasileiros/estado_santa_catarina.htm
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Offline Pasteur

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Re:"Racismo"
« Resposta #628 Online: 30 de Outubro de 2016, 00:02:31 »
Faz tempo que não acompanho esse tópico.... como ficamos então?  Resumindo: a que conclusão chegamos? O racismo no Brasil não existe/é insignificante ou preocupa? É mito ou não?

 :hein:

Offline Buckaroo Banzai

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Re:"Racismo"
« Resposta #629 Online: 30 de Outubro de 2016, 00:54:46 »
O tópico já teve isso como indagação principal ou inicial? :biglol:

Achava que fosse só para postar exemplo de coisas mais amenas apontadas como "racismo", entre aspas mesmo.

Minha opinião (que particularmente gosto de chamar de "a realidade") é que racismo existe, é preocupante, possivelmente envolverá crime (ou será institucionalizado como lei), mas, não será necessariamente a causa principal ou mesmo secundária de qualquer disparidade racial que se possa apontar. A atribuição de causa é mais complexa que isso, e discriminação indevida não será sempre a explicação mais parcimoniosa. O mesmo vale para outros ismos e as respectivas discriminações indevidas que se imagine poderem ser responsáveis.

Offline Gauss

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Re:"Racismo"
« Resposta #630 Online: 30 de Outubro de 2016, 10:52:57 »
Faz tempo que não acompanho esse tópico.... como ficamos então?  Resumindo: a que conclusão chegamos? O racismo no Brasil não existe/é insignificante ou preocupa? É mito ou não?

 :hein:
Pelo que li no tópico até hoje, é mais uma crítica ao Politicamente Correto, que atribui tudo a racismo e problematiza qualquer coisa. Acho que nunca vi alguém aqui falando que racismo não existe.
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Offline Pasteur

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Re:"Racismo"
« Resposta #631 Online: 30 de Outubro de 2016, 12:07:25 »
Faz tempo que não acompanho esse tópico.... como ficamos então?  Resumindo: a que conclusão chegamos? O racismo no Brasil não existe/é insignificante ou preocupa? É mito ou não?

 :hein:
Pelo que li no tópico até hoje, é mais uma crítica ao Politicamente Correto, que atribui tudo a racismo e problematiza qualquer coisa. Acho que nunca vi alguém aqui falando que racismo não existe.

Mas parece que há um certo exagero em minimizar o problema. Negacionismo.

Offline Gauss

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Re:"Racismo"
« Resposta #632 Online: 30 de Outubro de 2016, 13:41:04 »
Mas parece que há um certo exagero em minimizar o problema. Negacionismo.
Esse post começou o tópico:
     Uma mulher chamou uma funcionária da Infraero de "sua negrinha". Ela foi presa pela polícia federal e vai ser processada por racismo. Um professor ( negro ) chamou meu amigo de "branco azedo". Meu amigo foi à delegacia fazer boletim de ocorrência, mas o delegado riu dele e disse que aquilo não era racismo. Então eu pergunto: Porque só é considerado ( na prática ) racismo, ofensas contra negros? E se a mulher fosse negra e chamasse uma funcionária branca de "sua branquinha", ela seria presa e processada por racismo?

Acho que ele quis criticar o fato de um ato racista (chamar de "sua branquinha" como algo pejorativo) não ser levado a sério como acontece em outro caso (chamar de "sua negrinha" como algo pejorativo). Ambos são atos racistas, mas somente um é levado mais a sério. É compreensível o porque de somente um dos atos ser levado a sério como racismo, levando em consideração a história do país, mas não deixa de ser dois atos racistas. Não vejo um negacionismo ao racismo, somente uma crítica a relativização feita em relação a isso.
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:"Racismo"
« Resposta #633 Online: 30 de Outubro de 2016, 22:14:46 »
Faz tempo que não acompanho esse tópico.... como ficamos então?  Resumindo: a que conclusão chegamos? O racismo no Brasil não existe/é insignificante ou preocupa? É mito ou não?

 :hein:
Pelo que li no tópico até hoje, é mais uma crítica ao Politicamente Correto, que atribui tudo a racismo e problematiza qualquer coisa. Acho que nunca vi alguém aqui falando que racismo não existe.

Mas parece que há um certo exagero em minimizar o problema. Negacionismo.

Dificilmente. Serão bem poucos os que defenderão que não há nada demais em haver discriminação racial em coisas como emprego (exceto quando esta for legalmente instituída), "tudo bem as pessoas anunciarem vagas de emprego dizendo que pessoas da raça X não precisam se candidatar", ou em que a polícia dê mais atenção de acordo com a correlação diferentes taxas de criminalidade de diferentes grupos/perfis (exceto, talvez, homens em geral, de 15-35 anos).

O será comumente negado é que qualquer disparidade observável seja produto de racismo, especialmente em questões mais triviais/de primeiro mundo como taxas de ganhadores de óscares e etc, e outras hiper-sensibilidades diversas, como agora ser racismo brancos usarem turbantes ou cabelo dreadlock, ou uma negra/mestiça dizer que gosta de seu cabelo alisado.


Offline Pasteur

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« Última modificação: 13 de Novembro de 2016, 11:04:08 por Pasteur »

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Re:"Racismo"
« Resposta #635 Online: 17 de Novembro de 2016, 17:55:10 »
http://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/gagliasso-e-giovanna-prestam-queixa-na-delegacia-por-mensagens-racistas-contra-titi.html

Essa que fez esse comentario nos EUA ainda que tivesse pela clara mas com mesmos traços fisicos, poderia ser tachada de chicana, libanesa ou sul-italiana ou algo do tipo.

Offline Agnoscetico

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Re:"Racismo"
« Resposta #636 Online: 17 de Novembro de 2016, 18:31:13 »
   Lá nos EUA, europeus como Antonio Banderas, Penelope Cruz, Javier Bardem são muito usados pra fazer papéis de latino-americanos, árabes, etc.









   Curioso é como até mesmo quem é de origem anglo-saxonica se tiver algum traço físico que pareça de outra raça que não seja caucasiana norte-européia pode ser posto pra fazer papéis de raças não-caucasianas, como Sean Connery





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Re:"Racismo"
« Resposta #637 Online: 17 de Novembro de 2016, 18:32:23 »
   O racismo americano é mais paranóico com ancestralidade e traços físicos, lá até mesmo pessoas de origem mediterrânea são confundidos com pessoas de origem do Oriente Médio (libanesa, etc). No Brasil se alguém tiver um visual mais claro (mesmo com traços físicos "não-caucasianos" como nariz afilado, cabeça mais quadrada ou triangular)

   Já vi comentários de alguns que acham se alguém tem olhos escuros (e não azuis) já suspeitam logo ser de origem do Oriente Médio ou Mediterrãnea.

   Esse site tem algumas supostas genealogias étnicas de celebridades internacionais ---->

http://ethnicelebs.com

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Re:"Racismo"
« Resposta #638 Online: 17 de Novembro de 2016, 18:33:56 »


__ Sandra Bullock __
http://ethnicelebs.com/sandra-bullock

Ethnicity:
*English, Irish, German, Swiss-German, French (father)
*German (mother)



Citar


COMENTÁRIOS

vickie October 23, 2015 at 1:01 am
She looks everything that she is just because she’s got dark hair and dark eyes dosen’t mean she is spanish etc lol

Capricious April 1, 2015 at 6:10 pm
She looks very Lebanese or Syrian. If you’ve seen their singers/actors…

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cwm85 July 22, 2015 at 4:25 pm
LOL

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thomas1987 August 22, 2015 at 6:07 am
She looks very German

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Capricious October 9, 2015 at 9:04 pm
Lol..why lol?

She looks like a typical Levant or Assyrian woman.

http://www.alextheatre.org/wp-content/uploads/nishra-music-production.jpg



visokozen November 10, 2014 at 1:04 pm
If she is a German I am to!

ShawntheGod July 27, 2014 at 4:28 am
Looks Southern German.

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sarahle October 11, 2014 at 1:08 pm
???

germans in the north, south, east and west look the same…

just because that south germany is closer to italy than other parts doesn’t mean that the people look more mediterranean.
Have lived in south germany so I can tell you.

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angiemorton October 4, 2015 at 6:45 am
Not so , the Germans are not all alike in any way .I am a descendant of German and I know what I mean. Anyway , she just , I do not think that looks German .


andrew August 8, 2013 at 3:14 pm
she looks quite like this Italian Swiss-born journalist

http://www.ascoltitv.it/wp-content/uploads/2012/08/natascha-lusenti-07-600×289.jpg

http://www.ascoltitv.it/wp-content/uploads/2012/08/natascha-lusenti-03-600×290.jpg

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follers August 8, 2013 at 11:26 pm
Maybe a little. That journalist reminds me of Ayelet Zurer (Israeli) for some reason.

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andrew August 9, 2013 at 5:26 am
Zurer? uhhmmm.. not really. Italian journalist and Bullock seem to be the same person in some photos

http://www.lanostratv.it/wp-content/gallery/facci-e-lusenti-battibecco-su-in-onda/natasha-lusenti-in-onda.jpg

http://static.la7.it/images/3/5/354208.jpg

http://4.bp.blogspot.com/-nQIVLowr4U8/UD5kzVp6CkI/AAAAAAAABQc/MYf1EzMdVnQ/s320/18681b_Gambero_ricettealtromondo_g.jpg

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follers August 9, 2013 at 5:38 am
I wouldn’t mistake that journalist for Bullock in those pictures. The journalist is more like Zurer with Alyssa Milano.

andrew August 9, 2013 at 5:28 am
Zurer looks like a French actress whose name I miss now


ESSES COMENTÁRIOS SÃO PEROLAS

theropod June 24, 2013 at 2:17 am
Wow…didn’t expect those ‘very white’ ethnicities such as German, Irish and English.

For years I thought she was Jewish, Spanish or Italian. Surely she has to have Southern European roots?

Clooney’s ethnicity and hers baffle me – they have no ‘exotic’ ones and yet they look so. :/

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follers June 24, 2013 at 2:56 am
There are many people of Northern/Central European descent with this look. Sandra looks like the same type as Sarah Palin (who has stronger features) or perhaps Julia Roberts, who are both of the same type of heritage (although less German than Sandra).

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theropod July 16, 2013 at 6:02 am
I know that you can be brown eyed/dark haired and be from up there (Anna Paquin, Sigourney Weaver), but she is very distinctively Italian/Middle Eastern looking.

I have a lot of friends in the Middle East, particularly Lebanese and Assyrian – some of their women are like her clones.

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andrew July 16, 2013 at 3:30 pm
she looks like one of those Central/Northern European with brown hair/eyes

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mony March 14, 2015 at 10:10 am
An Italian doesn’t look like a Lebanese!

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christian March 22, 2012 at 2:37 pm
hmmm sandra bullock is very difficult to classify

i live in germany, and yes germans are not only blue eyed blond haired people, more people in germany have brown eyes than green or blue.

there are a lot of germans with dark hair and dark eyes

but i have never seen a girl or woman who looks like sandra bullock

there might be native american blood in her veins,

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mony March 14, 2015 at 10:11 am
Infact she is not only German!



Offline Buckaroo Banzai

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Re:"Racismo"
« Resposta #639 Online: 17 de Novembro de 2016, 18:48:05 »
Isso está bem apropriado para o tópico "racismo", assim entre aspas, porque não tem nada demais em ter curiosidade pelo tema de fisionomias e suas origens étnicas/regionais, tampouco em estranhar fenótipos diferentes dos típicos locais. Que podem ter origem em imigração de outras regiões, até.

Da mesma forma não é estranho (ou racismo) que atores com tal similaridade fenotípica sejam escalados em papéis compatíveis, mesmo que não sejam da etnia do papel mesmo.

(Mais argumentavelmente racista é ETs terem sotaques de países de pessoas de cor... e não, ou, muito mais raramente*, sotaques britânicos)


Lembrei por acaso de, em priscas eras, lá pelos anos 2000, ter visto numa comunidade meio pré-orkut/facebook, o perfil de uma garota sueca, morena, que, ao mencionar sua nacionalidade, fazia qualquer comentário como "(pode chocar a alguns, mas não somos todas loiras)". :biglol:



* alguém se lembra de algum caso de ET com sotaque britânico? Imagino que até possa ter tido algum ET meio esquisito e cômico com o sotaque britânico "de pobre", que eu acho que deve descender de um sotaque cultivado propositalmente por bobos da corte.








http://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/gagliasso-e-giovanna-prestam-queixa-na-delegacia-por-mensagens-racistas-contra-titi.html

Essa que fez esse comentario nos EUA ainda que tivesse pela clara mas com mesmos traços fisicos, poderia ser tachada de chicana, libanesa ou sul-italiana ou algo do tipo.

Leva toda cara de ser mais daqueles "fakes" que competem por audiência ao trolar a internet com coisas polêmicas.

Não que não exista gente racista assim mesmo, só imagino que sejam geralmente mais "no armário", não vão por a própria cara e nome embaixo de algo que pode ter repercussões legais.

Offline André Luiz

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Re:"Racismo"
« Resposta #640 Online: 17 de Novembro de 2016, 19:09:07 »
Foram 700 anos de domínio árabe na península ibérica e um certo tempo no sul da Itália, não é estranho essa galera do mediterrâneo ter um "q" de árabe


Offline Agnoscetico

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Re:"Racismo"
« Resposta #641 Online: 17 de Novembro de 2016, 19:47:16 »
Foram 700 anos de domínio árabe na península ibérica e um certo tempo no sul da Itália, não é estranho essa galera do mediterrâneo ter um "q" de árabe

Também não é estranho que muitos não queiram admitir e tentem disfarçar as possíveis origens étnicas.

Curioso um suposto caso de racismo (?) ou talvez xenofobia (ou tlavez uma mal-entendido interpretado como racismo ou xenofobia) que uma português teria sofrido por parte de um empregado dum banco Santander lá em Portugal, sendo confundido com romeno (talvez expressão generica pra cigano). racismo ou preconceito etnico de europeu contra europeu do mesmo país é uma coisa muita estranha:

Ignorem o titulo, parece muito sensacionalista, o foco é a reportagem:

<a href="https://www.youtube.com/v/mk7xFIJ40Zc" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/mk7xFIJ40Zc</a>



 


Offline Agnoscetico

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Re:"Racismo"
« Resposta #642 Online: 17 de Novembro de 2016, 20:12:33 »


__ George Clooney __
http://ethnicelebs.com/george-clooney


Ethnicity: Irish, English, and German, with more distant Scots-Irish (Northern Irish), Scottish, and Welsh, and remote French Huguenot and Dutch



George Clooney is an American actor, writer, director, producer, and activist. He starred in the Ocean’s films, among many other roles. George was selected People Magazine’s “Sexiest Man Alive” in 1997, and again in 2006.

George is the son of former beauty queen Nina Bruce (Warren) and journalist Nick Clooney (Nicholas Joseph Clooney). His aunt (father’s sister) was singer and actress Rosemary Clooney, and his cousin is actor Miguel Ferrer (who is Rosemary’s son). George is married to lawyer Amal (Alamuddin) Clooney, who is of Druze and Lebanese descent.

George’s father is of half Irish and one quarter German ancestry, with his other quarter being a mix of English, Scottish, and Scots-Irish (Northern Irish) ancestry. George’s mother has English ancestry, along with more distant Scottish, Welsh, and remote French Huguenot and Dutch, roots.

George’s paternal great-great-grandfather, Nicholas Clooney, was born, c. 1829, in Windgap, County Kilkenny, Ireland, to David Clooney and Mary McGrath, farmers.

George’s paternal grandfather was Joseph Andrew Clooney (the son of Andrew Bartholomew Clooney and Crescentia Koch). Andrew was the son of Nicholas Clooney and Bridget Byron, who were Irish immigrants. Crescentia was born in Ohio, the daughter of German parents, Joseph A. Koch and Margaret Fehler/Manns.

George’s paternal grandmother was Marie Frances Guilfoyle (the daughter of Michael Joseph Guilfoyle and Martha Adelia/Ada Farrow). Michael was the son of Cornelius/Con Guilfoyle, from Tipperary, Ireland, and of Roseanna/Rosanna Sweeney, whose parents were Irish, her father from Laois and her mother from Kilkenny. Martha was the daughter of Samuel Tully Farrow and Louella/Ellin Breckenridge Vanden.

George’s maternal grandmother was Marvin Jackson Warren (the son of William Henry Warren and Ida Lee Chambers). William was the son of John Linton Warren and Mary B. Gatton. Ida was the daughter of John Martin Chambers and Lucinda Ann Crow.

George’s maternal grandmother was Dica Mae Edwards (the daughter of Ansel Leroy Edwards and Nora Bell Perkins). Ansel was the son of James “Jack” Edwards and Dicy Florence Bandy. Nora was the daughter of Cicero/Cysarough Perkins and Martha Jane Wilburn.

George is a half-first cousin, five times removed, of President Abraham Lincoln. George’s maternal great-great-great-great-grandmother, Mary Ann Sparrow, was the half-sister of Nancy Hanks, who was the mother of President Lincoln (Mary and Nancy were both the daughters of Lucy Hanks). Through the same line, George is also a seventh cousin, once removed, of actor Tom Hanks. George’s maternal seven times great-grandparents, John Hanks and Catherine, were also the paternal six times great-grandparents of Tom Hanks.

Sources: Genealogies of George Clooney – http://worldconnect.rootsweb.ancestry.com
http://worldconnect.rootsweb.ancestry.com
http://famouskin.com
http://www.geni.com

Genealogy of George Clooney (focusing on his father’s side) – http://www.wikitree.com

Pictures and genealogy of George’s father’s family – http://www.findagrave.com

Notations on George’s Irish ancestry – http://www.eneclann.ie

George’s paternal great-grandmother, Crescentia Koch, on the 1880 U.S. Census – https://familysearch.org

Genealogy of some of George’s more distant ancestors – http://worldconnect.rootsweb.ancestry.com

OUTRA FONTE:

http://www.findagrave.com/cgi-bin/fg.cgi?page=gr&GRid=157374335


Offline Agnoscetico

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Re:"Racismo"
« Resposta #643 Online: 17 de Novembro de 2016, 20:29:03 »
Nesses países com povo anglo-saxão onde tem mais fixação com pureza racial, esse tipo de artigo deve chamar muita atenção:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pictos

Os pictos eram antigos habitantes da Escócia que estabeleceram seu próprio reino e lutaram contra os romanos na Britânia.
[...]
As descrições dos Pictos traçam um retrato de um povo pequeno, robusto mas delgado, pele amarelecida, de todo diferentes dos Gauleses, cuja pele mais clara, altura e constituição impressionavam os escritores romanos.

O folklore escocês fala dos "pechs". Ao longo dos séculos estes foram tornando-se numa raça mágica de fadas e duendes, mas muitos especialistas crêem que se trata duma "memória popular" dos Pictos, o que indica que seriam vistos pelos Celtas da Escócia como uma raça separada e não apenas uma tribo separada. A juntar com as diferenças físicas, parece que os Pictos poderiam ser os últimos vestígios da população pré-Celtica da Grã-Bretanha, mas não há certeza.

Offline Agnoscetico

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Re:"Racismo"
« Resposta #644 Online: 17 de Novembro de 2016, 22:14:17 »


__ Cindy Crawford __
http://ethnicelebs.com/cindy-crawford



Ethnicity: English, Scots-Irish (Northern Irish), 1/8th Danish, Scottish, small amounts of German, Irish, and French



https://www.facebook.com/notes/arab-american-casting/list-of-famous-americans-of-arab-descent-or-from-arab-nations/341938172564202

  • Cindy Crawford - fashion model (mother Jennifer Sue Crawford-Moluf).
Basta ver os comentarios lá, teve uns que postaram a obsessão com etnicidade que se tem lá nos EUA.


« Última modificação: 17 de Novembro de 2016, 22:25:08 por Agnoscetico »

Offline Agnoscetico

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Re:"Racismo"
« Resposta #645 Online: 20 de Novembro de 2016, 17:58:28 »
Não sei muito bem em que tópico jogar esse texto, mas, putz, é o tipo de coisa que me embrulha o estômago.

Segue abaixo, alguém querendo dizer quem pode fazer o que, com critérios do tipo xenófobos ou racistas, querendo através disso, criticar o capitalismo e... os racistas.

Citar
A mentira da apropriação cultural

Eu pretendo fazer deste texto uma conclusão sem grandes desenvolvimentos, porque acredito que – neste instante – não é necessário fazer longas introduções teóricas (como se isso fosse possível numa coluna, como essa) pra demonstrar um ponto bem simples: a apropriação cultural, como é dita na internet, não existe.

O que existe é consumo no capitalismo tardio. O que existe é a indústria cultural.



É interessante pensar que o conceito de apropriação cultural é antigo. Por exemplo, considera-se há tempos como apropriação cultural a introdução da cultura grega no império romano, após a conquista; considera-se apropriação cultural o numeral arábico no ocidente (aliás, você sabia que Bhaskara era indiano?), assim como a tradução e posterior desenvolvimento da filosofia aristotélica pelos árabes no início da Idade Média.

No entanto, a dita pós-modernidade é uma época de invenção, não é mesmo? Segundo a atual militância da internet, a apropriação cultural seria o ato de grupos dominantes se apropriarem de símbolos de luta de grupos oprimidos e retirar toda sua substância, os transformando em meras mercadorias. O que eu estou dizendo é que, no capitalismo tardio, eles já são mercadorias.

Ou você acha que come feijoada porque é um símbolo de luta do povo negro? Não, você come feijoada porque alguém (seja você ou não) compra os ingredientes e cozinha. E por que você se interessa pela feijoada? Pode ter certeza que você se interessa pela feijoada muito mais por ser uma comida habitual do que por qualquer significado transcendental. Você não come feijoada, você consome feijoada. E se você não entendeu meu foco na feijoada, entenda:



Talvez um outro caso famoso seja o do turbante: a foto abaixo ficou famosa por suscitar longas discussões sobre as origens do turbante e o erro em transformá-lo em objeto de moda.

Mas há um problema, as longas discussões em blogs (pois foi só na superfície dos blogs – no mundo da internet, no discurso próprio da internet – que essa discussão teve vida) sobre as origens do turbante não levam em consideração que este elemento sempre foi utilizado pelos povos do oriente médio, para além da África, o que já prova a multiplicidade de significados que um mesmo objeto material pode conter em diferentes locais ao longo do tempo.

Muito além disso, o que essas discussões esquecem (caso um dia tenham levado em conta) é que o significado de uma prática não se dá nas origens, mas na prática presente. Você não busca a origem de uma palavra para entender seu significado, você observa seu uso ordinário. A indústria cultural já sugou toda essência de qualquer símbolo fora das delimitações europeias. Tudo é mercadoria. E não se engane, você é consumidor. Ninguém é especial.



É claro que se o significado se dá conforme a prática ordinária, não necessariamente as coisas perdem sua transcendência automaticamente. É necessário praticar essa mercadorização dos objetos. Mas tem como alguém, no seio do neoliberalismo, sair por aí dizendo que comer feijoada é apropriação cultural? É possível haver algum ser iluminado que, de repente, não é parte da sociedade consumista atual?

Apropriação cultural como exclusividade de consumo

O real significado do conceito internético de apropriação cultural no capitalismo tardio é de exclusividade de consumo. O Colunas Tortas é cheio de artigos e resenhas para explicar a dita liquidez do mundo, que eu prefiro traduzir como hedonismo cultural – coisa que Lipovetsky faz há tempos.

Num lugar em que não há nenhum referencial fixo, em que as pessoas se transformam em coisas, em que o engajamento chega perto de zero, em que a mercadoria é a forma dominante de todas as intermediações do ser humano com o mundo, há poucas nesgas de segurança existencial: a religião é uma delas, vide as igrejas neopentecostais.

Há uma outra, mais comum e incentivada no capitalismo: a união de consumidores. São os fãs de bandas que vendem milhões em discos, downloads de música, cobram caro em seus shows e etc; é o público de marcas como a Coca-Cola, que vendem um mundo de solidariedade mediado pela sua bebida; os fãs de seriados americanos, que levam milhões de jovens ao delírio; e – esta é minha hipótese – a apropriação cultural está neste caminho.

A apropriação cultural é a exigência do consumo exclusivo. Em um grupo de vendas no Facebook, uma moça diz que brancas não podem vender turbantes. O que é isso? É sintomático.

Pouco depois, algumas moças dizem que pessoas com câncer estão utilizando a doença como desculpa para usar turbante. Isso é real, veja abaixo.



Tudo isso é muito sintomático.

A apropriação cultural nem mesmo é algo que a maioria das pessoas da vida real, aquelas que não estão na internet, que estão vivendo a vida de fato, reclamam. Elas nem ligam. Ninguém liga.

Este conceito é um operador que delimita esteticamente o que as pessoas potencialmente podem ser na internet. É um identificador, é um conceito que promove a distinção e, portanto, a identificação de diferentes pessoas em seus grupos sociais na internet. É um anti-homogeneização. É um conceito que – da maneira como é praticado no Brasil – nasceu na internet e tem validade somente lá, assim como o conceito de desconstrução, que eu tratei longamente aqui.

A apropriação cultural mantém os consumidores em fileiras corretas, não os torna homogêneos. É o capitalismo separando o público consumidor para melhor conquistá-lo.

Algumas coisas aí ainda que possíveis de terem sido ditas por pessoas não-brancas também é possível de term sido postadas por trolls querendo causar.

Agora menorizar o racismo que negros sofreram/sofrem como que parecendo que eles são mais racistas que brancos.

Sobre apropriação cultural ainda que seja exagero em alguns casos, essa discussão lá nos EUA deve ter surgido devido a situações como essa:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Minstrel_Show

Artistas brancos pintados como negros (não só se apropriando mas criando uma caricatura e estereótipo):







 








« Última modificação: 20 de Novembro de 2016, 18:03:35 por Agnoscetico »

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Re:"Racismo"
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« Resposta #647 Online: 21 de Novembro de 2016, 04:50:14 »
http://www.bbc.com/portuguese/internacional-37698630

O silencioso e inquietante crescimento de grupos racistas e xenófobos no Canadá

 Jessica Murphy Da BBC News em Toronto

    18 outubro 2016



No início do mês, pacotes de panfletos da organização supremacista branca Ku Klux Klan foram parar nos degraus de dezenas de casas em duas cidades da Província canadense de British Columbia. O material era similar a papeis deixados em uma comunidade vizinha no verão.

Nas últimas semanas, pôsteres com mensagens contra muçulmanos e a religião monoteísta indiana sikh apareceram nos campi de duas universidades na Província de Alberta.

Esses incidentes contrastam com a imagem do Canadá como país aberto e multicultural, e que recentemente abriu as portas para cerca de 30 mil refugiados sírios.

A polícia investiga os casos, mas ainda não está claro quem está por trás das manifestações.

Para pesquisadores como James Ellis, da Rede Canadense para a Pesquisa sobre Terrorismo, Segurança e Sociedade, os eventos não surpreendem.

"Aqui no Canadá parece haver menos preocupação com o extremismo de direita do que com o de outros tipos", disse. "Há muitas indicações de ressurgência do extremismo de direita e do terrorismo no mundo ocidental e não há razões especiais pelas quais o Canadá não sentiria os mesmos efeitos."
Influência do vizinho

Para Ellis, a extrema direita no Canadá - definida informalmente por apreço à desigualdade social e étnica, crença no nacionalismo étnico e uma forma radical de atingir esses objetivos - se fortaleceu com a retórica anti-imigração que circula nos Estados Unidos.

Assim como em outros países, esse sentimento também é reforçado pela instabilidade social e econômica.

Há cerca de cem grupos de extrema direita ativos no Canadá nos últimos anos - de pequenas a grandes células até grupos mais organizados, embora sejam menos violentos do que os da Europa e EUA.

Apesar disso, Ellis destaca que há uma espécie de "polinização cruzada" das ideias desses grupos, e o Canadá tem sido fonte de muita bagagem ideológica.

"Há muitas situações nas quais o discurso de ódio e as músicas mais violentas se originaram aqui e influenciaram pessoas em toda parte", afirma.

Panfletos da Ku Klux Klan similares aos distribuídos em British Columbia também foram encontrados nos EUA - da Carolina do Norte até a Califórnia e a Pensilvânia.

De acordo com a entidade Southern Law Center, que monitora organizações extremistas e fica no Alabama (EUA), há um crescimento dos grupos radicais de direita nos Estados Unidos.

Entre 2014 e 2015, o número desses grupos cresceu 14%, e o número de células da KKK subiu de 72 em 2014 para 190 no ano passado.

De acordo com o pesquisador Ryan Scrivens, da Universidade de Fraser, em British Columbia, autoridades europeias e americanas têm conseguido monitorar esses grupos de forma mais efetiva do que no Canadá.

"Pensamos que somos esse país perfeito e multicultural, mas não somos. Não vemos as mesmas insurgências aqui porque nossa população é menor, mas eles estão aqui de toda forma", disse Scrivens, que estuda grupos extremistas de direita.

Scrivens e seu grupo de pesquisadores identificaram casos de violência extremista espalhados pelo país e registraram centenas de incidentes entre 1980 e 2015, documentando assédios verbais e físicos, além de atos de vandalismo relacionados a esses grupos.

As atividades estão agrupadas em torno de Quebec, ao oeste de Ontário, em Alberta e no centro de British Columbia.

O monitoramento da violência ligada ao extremismo mostra que os alvos mais comuns são muçulmanos, judeus, minorias mais visíveis e a população aborígene.
Brincando com fogo

Um ex-extremista radical e violento afirma, no entanto, que está mais preocupado com o rumo que a maioria do país está tomando do que com as células extremistas.

O canadense Anthony McAleer era organizador e recrutador no Canadá para o grupo neonazista Resistência Ariana Branca.

Agora ele trabalha para uma organização norte-americana sem fins lucrativos chamada Life After Hate (Vida após o Ódio, em tradução livre), fundada por ex-membros de movimentos radicais de direita e dedicada a combater a ideologia da extrema direita.

Para ele, é preciso se preocupar com a retórica do candidato do Partido Republicano à Presidência dos EUA, Donald Trump - que chegou a sugerir o banimento de muçulmanos do país. "Ele está mexendo com o centro dos EUA, e quando ele empurra esse centro certamente atinge os extremos."

Ele alerta ainda que, apesar de o Canadá não ser afetado pela desigualdade como outras nações e ter sido capaz de integrar refugiados e imigrantes, há uma pressão que pode mudar a cultura do país.

Essas pressões vão desde a retórica de outras regiões que chega via noticiário até grupos anti-islâmicos como o Pegida - um acrônimo para Europeus Patriotas contra a Islamização do Ocidente, que se estabeleceu no Canadá.

As propostas de Kellie Leitch, que concorre pela liderança do Partido Conservador no Canadá, incluem revista a imigrantes baseada apenas em "valores canadenses". As medidas foram criticadas por espalharem medo, mas pesquisas de opinião mostram que têm apoio da maioria da população do país.

Além disso, há focos de estagnação econômica nas regiões produtoras de petróleo.

Para McAleer, são esses "influenciadores" que preocupam mais do que os extremistas que operam no país.

"É preciso olhar para os dois com atenção. Um é certamente uma ameaça ao cumprimento da lei. O outro é uma ameaça ao tecido social."














 

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