Autor Tópico: Bom-senso nos debates  (Lida 10654 vezes)

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Offline PedroAC

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Bom-senso nos debates
« Online: 22 de Dezembro de 2006, 22:20:36 »
 Encontrei vários problemas nos debates dos fóruns que podiam ser resolvidos com algum bom senso. Estou a colocar alguns "posts" neste tópico que poderão ser alterados em qualquer altura, e dão algumas sugestões para os debates. Espero que sejam dadas mais ideias.  :)
 Acho que esse tópico pode ser prático sendo usado como referência para determinadas situações. Pode também ser criado um tópico com exemplos de problemas típicos nos fóruns.
« Última modificação: 22 de Dezembro de 2006, 22:24:51 por pedroac »
Pedro Amaral Couto
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"Tudo o que podemos fazer é pesquisar a falsidade do conteúdo da nossa melhor teoria" -- Karl Popper
"Se um ser humano discorda de vós, deixem-no viver" -- Carl Sagan
"O problema com este mundo é que os estúpidos estão seguros de si e os inteligentes cheios de dúvidas" -- Bertrand Russell

Offline PedroAC

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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #1 Online: 22 de Dezembro de 2006, 22:20:53 »
 1) Precisão nos termos

"Ah, Apanhei-te", de Matin Gardner (cap. 3; Geometria…):
Citar
William James, na sua clássica obra de filosofia Pragmatism, apresenta uma discussão interessantíssima do paradoxo do esquilo e do caçador, como um modelo de um desentendimento puramente semântico. A discórdia desvanece-se quando as partes em desacordo chegam à conclusão que estão apenas a discutir como definir uma palavra.

"Nome da rosa", de Umberto Eco:
Citar
Tal é a magia das falas humanas, que por humano acordo significam muitas vezes, com sons iguais coisas diversas.

 Muitos termos têm significados diversos e são vagos.
 Deve-se explicar como é empregue os termos vagos em determinado contexto.

 2) Precisão nas especificações

"Alice no país das Maravilhas", de Lewis Carroll:
Citar
O argumento do Carrasco era que só podia cortar a cabeça de uma pessoa se houvesse um corpo para degolar e que nunca fizera uma coisa dessas antes e que não era com aquela idade que ia começar a fazê-lo.
 O argumento do Rei era que tudo o que tinha uma cabeça podia ser decapitado e que era bom não dizerem mais disparates.

"As viagens de Gulliver", de Jonathan Swift :
Citar
«Que todos os verdadeiros fiéis partam os seus ovos pelo lado mais conveniente.»

Blaise Pascal, in 'Pensamentos' (Fonte: Citador)
Citar
Que difícil é propor um problema ao entendimento alheio sem corromper esse entendimento pela maneira de propor! Se dizemos: acho isto belo, acho obscuro, ou outra coisa semelhante, arrastamos a imaginação para este juízo, ou irritamo-la, levando-a ao juízo contrário.

 A maneira como se apresenta um problema é um passo para a sua resolução.
 Deve-se especificar os problemas com precisão.
 Deve-se ser preciso sobre o objectivo do problema.
 Muitas vezes uma definição precisa dos termos usados no problema facilita a resolução.
 Se um problema for muito abrangente, é uma boa ideia "dividir para conquistar" (uma técnica usada em computação), isto é, dividir o problema em subproblemas.
« Última modificação: 22 de Dezembro de 2006, 22:23:22 por pedroac »
Pedro Amaral Couto
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Offline PedroAC

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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #2 Online: 22 de Dezembro de 2006, 22:22:01 »
 3) Compreensão das ideias

http://www.lionsportugal115cs.org/docs/formacao/Proc%20MudancaLions.pdf :
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Hoje, é reconhecido que uma das maiores, senão a maior, necessidade humana é ser entendido e apreciado . Para satisfazer esta necessidade, comunicadores eficazes procuram entender os outros antes de tentarem influenciá-los.
 Entender os outros depende da empatia. Empatia, é a capacidade de olhar para uma situação sob o ponto de vista do outro e entender os sentimentos e as crenças dessa pessoa.

Bertrand Russell (Fonte: Wikiquote):
Citar
É importante aprender a não se aborrecer com opiniões diferentes das suas, mas dispor-se a trabalhar para entender como elas surgiram. Se depois de entendê-las ainda lhe parecerem falsas, então poderá combatê-las com mais eficiência do que se você tivesse se mantido simplesmente chocado.

 Para criticar o argumento de alguém é preciso compreendê-lo.
 Se as ideias de um argumento baseiam-se numa crença de um grupo organizado, em teorias de determinada área ou de qualquer convenção, deve-se estudar o assunto da fonte, dos seus partidários para entender a sua posição pública e de críticos com experiência no assunto.
 Para compreender o sentido de determinadas frases deve-se ler o texto completo dos seus autores, das fontes citadas.
 As fontes mais fiáveis para compreender uma teoria ou crença
são originadas pelos especialistas, autores e organizações reguladoras.
 Todo aquele que fala sobre um assunto que não compreende, arrisca-se a revelar-se ignorante. E se fala como se fosse um especialista não sendo, arrisca-se a revelar-se estúpido.
 Se alguém usa um termo que é vago na sua aplicação, deve-se pedir que se precise, isto é, que explique com precisão.

 4) Informação pró-activa

"Como fazer perguntas inteligentes", de Erich Raymmond :
 
Citar
Há uma tradição antiga e respeitada: se você recebe uma resposta escrita "RTFM", a pessoa que enviou pensa que você deve Ler O Fudido Manual ("Read The Fucking Manual"). E ele provavelmente está certo sobre isto. Vá ler o manual.
Fazer perguntas sobre algo que pode ser esclarecido por uma pesquisa por fontes acessíveis como dicionários, enciclopédias, manuais e Web faz perder tempo das pessoas, haver várias respostas repetidas e interromper o fio de um debate sem necessidade e impede o desenvolvimento intelectualmente e o espírito crítico.

 5) Empatia e honestidade intelectual

Karl Jaspers, in 'Iniciação Filosófica' (Fonte: Citador) :
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Só alcançamos a verdade do nosso pensamento quando incansavelmente nos esforçamos por pensar colocando-nos no lugar de qualquer outro. É preciso conhecer o que é possível ao homem. Se tentamos pensar seriamente aquilo que outrem pensou aumentamos as possibilidades da nossa própria verdade, mesmo que nos recusemos a esse outro pensamento.

"O nome da rosa", de Umberto Eco (Sexta, Vésperas) :
Citar
Tive a impressão de que Guilherme não estava de modo nehum interessado na verdade, que mais não é que a adequação entre a coisa e o intelecto. Ele, pelo contrário, divertia-se a imaginar o maior número de possíveis que fosse possível.
 Naquele momento, confesso, desesperei do meu mestre, e surpreendi-me a pensar: «Ainda bem que chegou a Inquisição.» Tomei partido pela sede de verdade que animava Bernardo Gui.

 Há atitudes éticas num debate que devem incentivar a honestidade intelectual.
 O objectivo de alguém que debate não é vencer.
 O objectivo de um debate é encontrar soluções pragmáticas.
 Os resultados são mais importantes que os métodos.
 Um debate é uma oportunidade de compreender as posições contrárias e de nos desenvolvermos intelectualmente.
 Um debate pode melhorar as nossas ideias e corrigir os nossos erros.
 Um debate pode mostrar não só os erros dos outros mas também os nossos.

 4) Falseabilidade e evidências

"História da Filosofia", de Bryan Magee:
Citar
O «justificacionismo», como Popper acabaria por chamar-lhe, é completamente obstinado. Se construirmos uma casa sobre estacas num pântano, é preciso enterrar as estacas a uma profundidade suficiente para sustentar a estrutura e sempre que ampliarmos a casa é preciso enterrar ainda mais as estacas, mas não existem limites para esse processo: não existe um nível «definitivo» de fundações que sustente tudo sozinho e não há uma base fornecida ou «natural» para esta ou aquela estrutura.

"O falsificacionismo de Karl Popper", de David Papineau :
Citar
As leis de Newton, por exemplo, dizem-nos exactamente onde certos planetas aparecerão em certos momentos. E isto significa que, se tais previsões fracassarem, poderemos ter a certeza de que a teoria que está por detrás delas é falsa. Pelo contrário, os sistemas de crenças como a astrologia são irremediavelmente vagos, de tal maneira que se torna impossível mostrar que estão claramente errados.

Carl Sagan (Fonte: Wikiquote) :
Citar
Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar.

"O nome da rosa", de Umberto Eco:
Citar
Os livros não são feitos para se crer neles, mas para serem submetidos à investigação.

Francis Bacon (Fonte: "História da Filosofia", de Bryan Magee) :
Citar
Estamos muito gratos a Maquiavel e outros que escrevem sobre o que os homens fazem e não sobre o que eles deveriam fazer

 Num debate só são relevantes argumentos debatíveis.
 Os dogmas por definição não são debatíveis.
 Se assume-se um conhecimento completo, então torna-o incontestável, e por isso um dogma.
 Toda a crença que é sempre sustentada por justificações em qualquer contexto, é um dogma.
 Todo o argumento só é debatível se for falseável.
 Todo o argumento relevante tem como objectivo resolver o problema proposto de forma pragmática.
 As soluções pragmáticas são verificáveis e mensuráveis.
 As soluções pragmáticas tomam o maior número de vantagens e o menor número de desvantagens.
 Crenças não são evidências.
 O que deve ser (norma) não é o mesmo do que é (descrição).
« Última modificação: 22 de Dezembro de 2006, 22:26:56 por pedroac »
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Offline Dbohr

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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #3 Online: 22 de Dezembro de 2006, 22:22:19 »
Os ânimos andaram exaltados por aqui nos últimos dias -- esse foi um dos problemas :-)

Offline PedroAC

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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #4 Online: 22 de Dezembro de 2006, 22:22:35 »
 5) Simplicidade

"Nome da rosa", de Umberto Eco :
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Querido Adso, não é preciso multiplicar as explicações e as causas sem ter necessidade disso.

"Merton" (Fonte: A CIENTIFICIZAÇÃO DA SOCIEDADE - A POLITIZAÇÃO DA CIÊNCIA :
Citar
Estava claro que na explicação do erro e da opinião não demonstrada havia a necessidade de invocar fatores extrateóricos. E que eram necessárias explicações especiais a partir do momento em que a realidade do objeto não podia explicar o erro.

 KISS - "Keep It Simple, Stupid!".
 "Se há várias explicações igualmente válidas para um fato, então devemos escolher a mais simples".
 "Entia non sunt multiplicanda praeter necessitatem" ("as entidades não devem ser multiplicadas além do necessário").

 5) Lógica

"Alice no país das maravilhas", de Lewis Carroll:
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É como se estivesses a dizer que «eu estou a ver aquilo que como» é o mesmo que «eu como o que estou a ver»!
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Offline Alegra

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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #5 Online: 23 de Dezembro de 2006, 16:37:03 »
Este tópico deveria ser um "tópico fixo".
Já sinto sua falta. Vá em paz meu lindo!

Offline HSette

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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #6 Online: 23 de Dezembro de 2006, 16:53:32 »
Os ânimos andaram exaltados por aqui nos últimos dias – esse foi um dos problemas :-)

E durante as eleições então, nem se fala...

E acho que o Tópico deve mesmo ser fixo.
"Eu sei que o Homem Invisível está aqui!"
"Por quê?"
"Porque não estou vendo ele!"

Chaves

Offline PedroAC

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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #7 Online: 23 de Dezembro de 2006, 18:08:29 »
 Estive à procura de informação sobre o que será "tópico fixo", e suponho que seja o mesmo que "sticky topic". Se for, também acho que é uma boa ideia. :)

 Só para terem uma ideia do objectivo do tópico, vou dar um exemplo da Engenharia de Software.
 Os engenheiros e programadores de software muitas vezes usam soluções gerais chamadas "design patterns" (padrões de projeto de software), que mostraram ser eficazes a resolução de determinados problemas. Também existem os "anti-patterns", que são categorias de erros comuns.
* http://pt.wikipedia.org/wiki/Padr%C3%B5es_de_projeto_de_software
* http://en.wikipedia.org/wiki/Design_pattern_(computer_science)
* http://en.wikipedia.org/wiki/Antipattern

 A intenção do tópico é elaborar uma lista de "patterns" e "anti-patterns" nos debates, baseada na experiência que temos nos fóruns.
 As colaborações podem ser úteis para estabelecer um guia com sugestões para melhorar a qualidade dos debates nos fóruns.
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Offline Guinevere

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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #8 Online: 23 de Dezembro de 2006, 18:45:39 »
parece legal, é que nem a lista de falácias, só que de patterns... mas não já existirá essa lista compilada em algum lugar?

Offline Hold the Door

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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #9 Online: 23 de Dezembro de 2006, 19:04:16 »
Fixando o tópico.
Hold the door! Hold the door! Ho the door! Ho d-door! Ho door! Hodoor! Hodor! Hodor! Hodor... Hodor...

Offline PedroAC

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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #10 Online: 23 de Dezembro de 2006, 19:14:38 »
 Olá, Guinevere.
 Existem textos sobre retórica, que explicam como argumentar e persuadir. Também existem textos de netiqueta. Mas ainda não uma lista do género que indico.
 As sugestões de "patterns" não são feitas "à priori"; são o resultado de análise de problemas anteriores, identificando os padrões de respostas que ajudaram em certos tipos de problemas, e as os padrões de respostas que atrapalhavam.
 Mesmo que existisse essa lista, por ser ter origem de análises empíricas, nessa lista seriam sempre acrescentadas novas entradas, e dependeria da colaboração das pessoas, tal como na engenharia.

 Feliz Natal!  :beijinho:
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Offline Dbohr

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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #11 Online: 23 de Dezembro de 2006, 20:23:24 »
Eu acho fantástico, Pedro, mas para a gente usar. Os crentes novatos parecem ter dificuldades em compreender que não é para fazer proselitismo por aqui :lol:

Offline Mental

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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #12 Online: 25 de Dezembro de 2006, 15:56:20 »
Uma das questões tambem é a "maturidade" das pessoas com quem se debate, independentemente se serem ateus ou teístas.
Quando certo debate começa a direcionar para argumentos "ad hominem" com palavras agressivas e chulas, o bom senso por parte de quem é maduro seria o desprezo ( no sentido de não responder e ignorar as ofensas) para com o agressor imaturo.
Discussões acaloradas não acontecem apenas por parte de uma pessoa, a saber, o agressor.
Nem sempre...

Offline PedroAC

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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #13 Online: 26 de Dezembro de 2006, 18:06:50 »
 Sobre maturidade...

 Parece que é óbvio que a cordialidade é fundamental para debates de qualidade, e por isso não é preciso aprofundar muito sobre isso. Deixo apenas o seguinte:

 O humilde acata as ordens incondicionalmente e pode tornar-se arrogante ao encontrar um herege. Se responder com estupidez, respondem com orgulhosa sabedoria.
 Tenham orgulho, tal como o de um pai pelo seu filho, permitindo reconhecer os erros, desculpar-se com dignidade, reconhecer o superior, superar, esperar que nos superem, fazer tudo com dignidade. Os humildes e arrogantes invejarão.
Pedro Amaral Couto
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Offline Alegra

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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #14 Online: 26 de Dezembro de 2006, 18:31:03 »
Pedroac,
Orgulhosa mesmo eu fico por participar de um fórum que tenha pessoas assim como você.  :ok:
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Offline PedroAC

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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #15 Online: 26 de Dezembro de 2006, 22:07:27 »
 Obrigado, Alegra! Tens sido muito simpática. :D Ainda acabo por me casar com alguém do Clube Cético. :lol:

 Este "post" é sobre exemplos de alguns termos vagos usados nos debates do fórum. O uso desses termos sem qualquer explicação para precisá-los leva a dar passos maiores do que se deve, a catalogar indivíduos de modo preconceituoso e a evitar que haja acordos.

– Problema das linguagens naturais
 
 É necessária estrita racionalidade com concordância às regras lógicas de uma linguagem formal, algo que muitas pessoas parecem não ter em relação à realidade. Se um programa informático estoira ou não faz o que é pretendido, fica demonstrado que está errado. Por isso acho um óptimo exercício aprender uma linguagem informática: se não consegue fazer um programa que faça o pretendido, como pode pensar que pode ter certeza quanto às suas crenças em relação à realidade?

 Um engenheiro antes de resolver um problema tenta compreendê-lo, e para isso começa por fazer um modelo conceptual. Isso ajuda a perceber que entidades e suas relações existem no problema. Uma coisa muito importante é entender os conceitos de modo muito preciso para o contexto do problema. No final esses conceitos podem ser representados em estruturas, tal como na Matemática.

 De qualquer modo no dia-a-dia não usamos linguagem formal; usamos linguagem natural, que é muito vaga. Se uma árvore cai numa floresta sem ouvidos para ouvir, ela provoca som?

– Ateu? Deus?

 "Ateu", etimologicamente, significa "sem deus". Em sentido restrito, significa: aquele que nega a existência de deus teísta.
 Há quem use o termo "teísmo" como significando a crença num deus, mas isso é falso. O teísmo é a crença na existência de um deus com características específicas: único deus, pessoal, primeira causa e transcendental ao Universo. Muitos dão respostas como se esse fosse o único deus possível, mas não é, e isso é mostrado por muitas outras ideias de Deus, como no panteísmo e deísmo, e há crenças politeístas. Além disso em cada categoria geral de definições de deuses há miríades de deuses possíveis para cada crença.
 Ser cristão não implica ser teísta; aliás, não implica acreditar na Bíblia. Quanto a "verdadeiros cristãos", cada um tem o seu conceito.

 O sentido de "ateu" já mostrado é simples, mas é problemático no sentido lato (aquele que nega a existência de qualquer deus), pois é necessário entender o que significa deus.
 Um panteísta chama Deus ao Universo. Se assim for, o que diferencia um ateu de um panteísta? O que difere Einstein de Sagan? Einstein chamava ao cosmos de Deus, e tentava obter informação desse Deus. Sagan também tentava compreender o cosmos.
 O deísta crê na existência de um deus criador, e assegura a sua existência apenas a pela razão; pela ciência e leis naturais. Os deístas em geral são laicos, não são partidários de grupos religiosos organizados e são independentes, usando a razão para as opções éticas. Não encontro, na prática, muitas diferenças entre deístas e ateus em geral.

 O termo "deus" tem o problema de ser muito vago. Mas não vejo motivos para ser um obstáculo nos debates, pois a questão dá-se em deuses com determinadas características de crenças existentes. Em geral debate-se sobre um deus omnipotente, omnipresente e sumamente bom, sobre um deus cuja revelação apresenta-se em livros sagrados, ou qualquer deus teísta.

 Em geral usa-se o termo "agnóstico" como significando suspensão da crença em relação à existência de algum deus. Nas enciclopédias e dicionários é dito que agnosticismo é a declaração de que é impossível conhecer se deus existe, ou não. Vejo alguns "sites" ateus que incluem os agnósticos como ateus, mas um agnóstico pode ser teísta.

 Vê-se, pois, que dizer-se simplesmente ateu pode gerar mal-entendidos. Alguém pode pensar que os ateus são arrogantes, pensando que implica a certeza absoluta de que qualquer deus não existe. Um ateu é "sem deus", e alguém pode que acredita num determinado deus pode chamar ateu a qualquer outra pessoa que não acredite no seu deus, como os romanos pagãos que chamavam aos cristãos de ateus.

– Fé (entre outras coisas)?

 Quanto a fé… os dicionários apresentam diversas definições para essa palavra. Há quem impinja de que os ateus e cépticos têm fé, concluindo que eles têm dogmas, religião ou algo parecido. O termo fé tem definições vulgares para além das teológicas. Se tiver convicção em algo, isso é suficiente para dizer que tenho fé. Algumas frases tais como "a ciência precisa de fé" leva-me a pensar que se referem à elaboração de hipóteses, e relacionam abusivamente à fé teológica, que significa dogma.
 Alguém pode crer que alguém é culpado de um crime e vai usar uma impressão digital como evidência, mas pode acontecer que essa impressão não corresponda ao suspeito. Nesse caso, apesar de originar-se em fé (significando crença), ela mostra-se falsa.

 "É preciso ter fé para crer em Deus". Acho que quem diz uma frase dessas, não sabe o que diz, ou eu não o estou a entender. O que significa fé? Seja qual for a definição escolhida dos dicionários, continua vaga ou mostra-se ridícula. É preciso crer em Deus para crer em Deus? É preciso ter confiança para crer em Deus? É preciso ter dogmas para crer em Deus?
 Há tantos termos que são usados como se aquele que os emprega não soubesse os seus significados, tais como "raciocício", "perspicácia", "lógico", "evidente". Há também palavras que são consideradas más por si mesmo, como "inveja" e "orgulho". Há até mesmo palavras que são usadas com significados obscuros, chegando ao cúmulo de usar o termo "mentir" como significando "dizer uma falsidade a alguém que tem o direito de saber a verdade, e fazer isso com a intenção de enganar ou prejudicar a este ou a outro."
« Última modificação: 26 de Dezembro de 2006, 22:16:21 por pedroac »
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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #16 Online: 27 de Dezembro de 2006, 14:53:19 »
Eita! Vivendo e aprendendo. :ok:
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Offline Mussain!

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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #17 Online: 27 de Dezembro de 2006, 17:35:23 »
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3) Compreensão das ideias

Hoje, é reconhecido que uma das maiores, senão a maior, necessidade humana é ser entendido e apreciado . Para satisfazer esta necessidade, comunicadores eficazes procuram entender os outros antes de tentarem influenciá-los.

 Entender os outros depende da empatia. Empatia, é a capacidade de olhar para uma situação sob o ponto de vista do outro e entender os sentimentos e as crenças dessa pessoa.
Gostei dessa, mas e se esse "comunicador eficaz" for radical, sem desrespeitar, achando esta a melhor possibilidade de "influência", Pedroac? Bom, ele não deixa de ter empatia, não é verdade?
« Última modificação: 27 de Dezembro de 2006, 17:38:59 por Mussolim Bucetê »

Offline Alegra

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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #18 Online: 28 de Dezembro de 2006, 11:51:17 »
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3) Compreensão das ideias

Hoje, é reconhecido que uma das maiores, senão a maior, necessidade humana é ser entendido e apreciado . Para satisfazer esta necessidade, comunicadores eficazes procuram entender os outros antes de tentarem influenciá-los.

 Entender os outros depende da empatia. Empatia, é a capacidade de olhar para uma situação sob o ponto de vista do outro e entender os sentimentos e as crenças dessa pessoa.
Gostei dessa, mas e se esse "comunicador eficaz" for radical, sem desrespeitar, achando esta a melhor possibilidade de "influência", Pedroac? Bom, ele não deixa de ter empatia, não é verdade?

Se ele é radical e está tentando influênciar mesmo sem desrespeitar, ele não é um comunicador eficaz!....pode até ter empatia mas está usando essa empatia de forma errada.
Desculpa dar o pitaco.
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Offline Mussain!

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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #19 Online: 28 de Dezembro de 2006, 14:44:19 »
Mas é exatamente por "entender os outros" (Comunicador eficaz) que ele toma esse suposto ato radical, é isso. E aí?  :?  :)

Offline PedroAC

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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #20 Online: 28 de Dezembro de 2006, 16:55:33 »
 Mussolim, parece-me que estás a falar dos oradores fanáticos populistas. Nesse caso a empatia limita-se populismo e exaltação do sentimento da maioria, como Hitler que explorava o sentimento anti-semítico e ódio derivada da derrota na Grande Guerra, que impôs limites na Áustria e na Alemanha.

 Os prosélitos também usam uma estratégia semelhante, usando conversa suave e explorando os sentimentos das pessoas. Se souber que alguém tem uma doença crónica, exploram essa situação. Se houver guerra e fome, salientam essa situação e gritam contra a miséria e imoralidade. Em determinadas situações, declaram vivamente guerra contra o inimigo que massacra o povo. Por fim, fazem propaganda do próximo novo estado de coisas, que será o climax para uma paz absoluta.

 Há manuais que instruem como melhorar as probabilidades de proseletismo com sucesso, explicando o que fazer em cada situação, até mesmo dando breves explicações sobre várias religiões e os pontos a explorar. Não me canso de citar o manual "Raciocínios à base das Escrituras" para expor essas situações:
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Muitos budistas estão profundamente interessados na paz e na vida familiar e desejam levar uma vida de boa moral. A palestra sobre quaiquer desses assuntos é amiúde bem recebida
Citar
De modo geral, os hindus respeitam as outras religiões. Os hindus acreditam que todas as religiões, apesar do fato de ensinarem doutrinas contraditórias, conduzem à mesma verdade.
 Em vez de tentar lutar com as complexidades da filosofia hindu, apresente as verdades satisfatórias que se encontram na Bíblia Sagrada.
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Muitos judeus pensam que "a Bíblia" seja um livro dos cristãos, mas, se mencionar "as Escrituras Hebraicas", "as Escrituras" ou "a Tora", evitará esse problema
Citar
O folheto O Tempo para a Verdadeira Submissão a Deus (em inglês) pode ser real ajuda para os muçulmanos sinceros entenderem o propósito de Deus

 Acontece que um pequeno conhecimento sobre o outro pode servir para manipular se for conformista. Isto está documentado em experiências psicológicas. ( http://clubecetico.org/forum/index.php/topic,8696.msg146797.html#msg146797 )
 Esse conhecimento, que em geral é limitado, não pretende na verdade entender o lado oposto, mas usar como táctica para conversão. Se o alvo não for conformista, aquele que usa a táctica ignora qualquer contra-argumento, pode desprezar a pessoa e acusar o "opositor" do seu próprio pecado, a arrogância, invejoso por o outro estar na posição cobiçada.

 Para efeitos de debate, a empatia deve ser usada para compreender os argumentos do outro, e não como táctica sofista. Na computação, é como um protocolo de rede ou um formato de ficheiro. Entende-se o argumento oposto também para aprender, corrigir as nossas teorias e desenvolver-nos como pessoas, procurando melhorar-nos: isso é honestidade intelectual. Pretender conhecer as ideias opostas por uso de cábulas, ignorar ideias que invalidam as nossas teorias, fazer palestras unilaterais e ter como objectivo impor uma ideia é desonestidade intelectual.

"Como Usar 'Raciocínios à Base das Escrituras'":
Citar
Esta publicação não foi preparada com o fim de ajudar alguém a "vencer debates" com pessoas que não mostram respeito pela verdade. Antes, provê informações valiosas, destinadas a serem usadas para raciocinar com os que lhe permitirem fazer isso. Alguns talvez façam perguntas às quais desejam realmente respostas satisfatórias. Outros, no decorrer da palestra, talvez simplesmente expressem suas próprias crenças, e pode ser que o façam com certa convicção. Mas, será que são pessoas razoáveis, dispostas a ouvir outro ponto de vista?
Os que dizem tal coisa não entendem os outros. Para eles o razoável é que os outros ouçam o seu ponto de vista. A sua empatia resume-se a manipulação de desejos e textos de religião e ciência apresentados pelos líderes. Se são proibidos de ler literatura apóstata, de religiões diversas, de ciência (principalmente dos autores evolucionistas) nem podem ouvir qualquer ideia oposta, não podem entender os assuntos e os outros. As suas palestras não passam de retórica fanática.
Pedro Amaral Couto
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"Tudo o que podemos fazer é pesquisar a falsidade do conteúdo da nossa melhor teoria" -- Karl Popper
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Offline Alegra

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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #21 Online: 29 de Dezembro de 2006, 12:29:12 »
"Esse conhecimento, que em geral é limitado, não pretende na verdade entender o lado oposto, mas usar como táctica para conversão. Se o alvo não for conformista, aquele que usa a táctica ignora qualquer contra-argumento, pode desprezar a pessoa e acusar o "opositor" do seu próprio pecado, a arrogância, invejoso por o outro estar na posição cobiçada."

Nossa, quando li isto até arrepiei porque isto é mais comum do que a gente imagina. Não digo aqui no fórum (aqui também mas nem tanto!) mas na vida em geral...
E as pessoas que agem assim fazem isso com uma sutileza assustadora.  :susto:
Já sinto sua falta. Vá em paz meu lindo!

Offline PedroAC

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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #22 Online: 29 de Dezembro de 2006, 17:27:28 »
 É uma análise de experiências pessoais, literatura e certos debates. A literatura prosélita para uso interno revela os motivos para determinadas atitudes.
 Gostaria de saber se os próprios apercebem daquilo que fazem, ou se é um duplipensar inconsciente.
 http://pt.wikipedia.org/wiki/Duplipensar
 http://www.duplipensar.net
 E será que cometemos o mesmo erro sem reparar?

 Uma coisa que parece não entenderem é que, pelo menos no meu caso, se tem determinada crença. O problema é que dirigem-nos impinjindo uma ideia como se fosse uma obrigação e algo óbvio, frustam-se por não conseguir o que pretende e depois faz acusações para o defender o que impinje.
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Offline Alegra

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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #23 Online: 30 de Dezembro de 2006, 16:26:59 »
"Gostaria de saber se os próprios apercebem daquilo que fazem, ou se é um duplipensar inconsciente."


Acredito que exista uns poucos que fazem isso inconscientemente.
Já sinto sua falta. Vá em paz meu lindo!

Offline PedroAC

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Re: Bom-senso nos debates
« Resposta #24 Online: 05 de Janeiro de 2007, 15:05:53 »
 Alguns "sites" de apóstatas parecem revelar que há mais pessoas nesse estado do que pensamos. Acho que o Mental, que penso ter sido Testemunha de Jeová, pode esclarecer-nos melhor, e muito provavelmente melhor do que qualquer um de nós que não pertenceu a uma seita. Acho que seria interessante se houvesse um tópico sobre o assunto.
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