Autor Tópico: Guerra na Síria  (Lida 21147 vezes)

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Offline Pedro Reis

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #725 Online: 14 de Abril de 2018, 09:33:39 »

Os ataques com armas químicas? Eu não posso ter certeza absoluta de que não foram os insurgentes que tramaram um false flag, mas convenhamos, a possibilidade é remotíssima. Dadas as circunstâncias, quem duvida que foi o Assad que fez os ataques tem o fardo do ônus da prova.

Foi o Assad quem lançou. Ele é um ditador sem escrúpulos que está flexionando os músculos e se aproveitando que tem a Rússia o apoiando.

Dadas as circunstâncias?

Será que ninguém aqui no Clube Crédulo enxerga que o problema está justamente nas circunstâncias?!

Em primeiro lugar, esqueça todas as bobagens que você provavelmente pensa que sabe sobre armas químicas. 99% disso é besteira, propaganda que vem sendo difundida desde a guerra Irã-Iraque, e que foi convenientemente reforçada e ampliada no ensejo das aventuras do Uncle Sam no Golfo Pérsico. Esse papo de que arma química é a "bomba atômica do pobre" não tem o menor fundamento. Na verdade a efetividade desse tipo de armamento é mínima. Isso nos campos de batalha, porque usado como pretexto tem sido bastante efetivo e recorrente nas últimas décadas.

Para se ter uma ideia, na 1ª Guerra, a única em que os agentes químicos foram utilizados em larga escala e indiscriminadamente, estes produziram apenas 1% das baixas. Mesmo tendo sido utilizados nesse conflito 124 mil toneladas de agentes tóxicos. E perceba que o armamento convencional responsável pelos 99% restantes das mortes era infinitamente menos letal do que a tecnologia disponível atualmente. Em contraste, as armas químicas não evoluíram muito desde a guerra de 1914-18 até hoje. De fato, o gás cianídrico e o gás mostarda continuam sendo os mais comuns.

Moral da história: arma química não ganha guerra, nem sequer faz muita diferença. Essa a principal razão ( e não a convenção de Genebra ) de não ter sido utilizada na 2ª Guerra. No conflito Irã-Iraque os dois lados usaram agentes químicos, mas de forma limitada porque os resultados militares não encorajaram o uso em grande escala.

Se as forças de Assad, apoiadas pelos russos, quiserem fazer um bombardeio indiscriminado, pulverizando completamente uma determinada área sem se preocupar com civis, eles possuem meios muito mais devastadores do que gás cianídrico.

Logo, a 1ª pergunta que todos parecem estar se esquecendo de fazer é: o que ele ganharia militarmente com isso?

E a 2ª pergunta é um desdobramento óbvio da primeira: sabendo muito bem o que ele poderia ter a perder, os riscos, por que Assad se prontificaria a dar o pretexto que seus mais poderosos inimigos sempre pleitearam como condição para uma intervenção direta?

Na longa História dos conflitos humanos são raros os exemplos de tamanha burrice estratégica. O único caso semelhante que consigo lembrar é o de Saddan Hussein que preferiu ser aniquilado em uma guerra a abrir mão do seu arsenal químico que não servia pra nada...

Não, mas... peraí... parece que não havia arsenal nenhum... É, então a burrice do Assad é única na História mesmo.

Se formos falar em ônus de prova, há que se considerar que sem dúvida a alegação é bastante extraordinária, considerando-se a indiscutível estupidez caso ele tivesse realmente decidido ser assim tão colaborativo com os EUA e seus aliados. Porém, como evidência para essa hipótese a princípio absurda, o que temos são 3 minutos de imagens de supostas vítimas recebendo banhos de mangueira. Imagens distribuídas por agências noticiosas ocidentais.

E o pior é que essa nem é a primeira vez que tentam emplacar essa mesma estória da carochinha. Parece que já esqueceram, mas no momento mais difícil da guerra para o regime de Assad, e quando os "linha dura" pressionavam o Obama para uma ação mais decisiva na Síria, ele, o Obama, fez um pronunciamento estabelecendo uma "linha vermelha", que se ultrapassada seria a gota d´água para a intervenção direta. E a linha vermelha era justamente o emprego de armas químicas! E ocorreu que EXATAMENTE uma semana depois desse discurso as forças sírias "resolvem" lançar o seu primeiro ataque químico.

Pelo menos isso nos garantiram as mesmas fontes que agora veiculam os informes sobre este suposto novo ataque...

Parece até que os sírios nunca tinham usado cianeto antes só por falta de ideia... Aí os generais veem o discurso do Obama na tv e dizem: "Como não pensamos nisso antes! Que ideia brilhante, vamos jogar armas químicas nos rebeldes e chamar toda a força aérea dos EUA pra cima da gente!".

Mas infelizmente, assim como as armas de destruição em massa do Saddan, ninguém conseguiu achar vestígios do tal ataque, embora a Reuters, CNN, Fox e, principalmente, o Jerusalem Post, jurassem que aconteceu.

Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #726 Online: 14 de Abril de 2018, 10:10:50 »

Eu não sei como tem gente que acredita nessas conversas fiadas do Poderoso Chefão e de seus fiéis toy poodles.

« Última modificação: 14 de Abril de 2018, 10:27:15 por JJ »

Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #727 Online: 14 de Abril de 2018, 10:19:51 »


É incrível que tenha gente com certo grau razoável de estudo que não entenda que relações internacionais são movidas primordialmente por interesses econômicos,  que basicamente o que interessa no final das contas é ter o controle e/ou propriedade  dos recursos econômicos (e/ou manter  e/ou ampliar algum mercado que já tenha,  ou interesses econômicos semelhantes). 

Potências não gastam centenas de milhões e até  centenas de bilhões de dólares  porque  estão preocupadas com a vida  de uns grupos de  pessoas comuns do Oriente Médio.  Potências  não estão realmente preocupadas  com a vida das criancinhas do Oriente Médio.





« Última modificação: 14 de Abril de 2018, 10:27:52 por JJ »

Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #728 Online: 14 de Abril de 2018, 10:22:26 »


Eu até entendo que analfabetos e semi analfabetos acreditem nestes tipos de lorotas, mas pessoas com um melhor nível de estudo é bem espantoso que acreditem e propaguem essas histórias da Carochinha.



 :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no:




« Última modificação: 14 de Abril de 2018, 10:25:17 por JJ »

Offline Muad'Dib

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #729 Online: 14 de Abril de 2018, 10:58:19 »
É uma puta de uma hipocrisia armas químicas serem proibidas e armas nucleares, bombas de fragmentação e bombas em geral serem permitidas. Isso é coisa do G5 da ONU que manda e desmanda. Mas independentemente de causarem muito menos estragos do que as armas convencionais é correto a proibição, deve-se lutar para que se proíba as outras, não fazer vista grossa para as armas dos pobres.

O Bashar al Assad ainda está enfrentando oposição do povo, armas químicas são fantásticas para quebrar a moral dos opositores. Você já viu o mecanismo de ação desse tipo de arma? Não é bonito.

O Assad é um psicopata e tem as costas cobertas pela Rússia, Rússia que tá de pau duro correndo atrás de voltar aos velhos tempos de potência. A polícia do Mundo está capenga com o Trump. Tá todo mundo tentando atingir um novo tipo de equilíbrio geopolítico. O Assad está flexionando os Músculos.

O Trump acabou de declarar que a missão está cumprida. Está mesmo? Para mim foi um tapinha na mão do Assad.

Nós estamos em processo de reformulação do equilíbrio geopolítico.

Offline Lorentz

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #730 Online: 14 de Abril de 2018, 11:56:42 »
É uma puta de uma hipocrisia armas químicas serem proibidas e armas nucleares, bombas de fragmentação e bombas em geral serem permitidas.

Acho que tem a ver com a facilidade em fabricar e usar cada um dessas armas. É muito fácil usar uma arma química, e vários líderes já usaram. Já bombas nucleares foram usadas 2 vezes na história.
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Offline Pagão

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #731 Online: 14 de Abril de 2018, 12:18:32 »

Potências não gastam centenas de milhões e até  centenas de bilhões de dólares  porque  estão preocupadas com a vida  de uns grupos de  pessoas comuns do Oriente Médio.  Potências  não estão realmente preocupadas  com a vida das criancinhas do Oriente Médio.


Isso tem de ser explicado aos europeus que gastam rios de dinheiro dos contribuintes no resgate de criancinhas do Oriente Médio e etc... com os seus navios no Mediterrâneo... Todo o humanismo é uma burla... Vejam bem se daí tiram bons proveitos económicos... Doutro modo, Não!  :no: :no: :no: :no:

É curioso como a explicações estritamente materiais são maravilhosas para justificar todos os extremismos...

Quer dizer que um mundo com mais regimes pluralistas não interessa em si mesmo às democracias ocidentais? Quer dizer um mundo com mais regimes socialistas não interessava em si mesmo à URSS? um mundo mais cristão, ou mais islamita, ou...etc... Tudo se reduz a obter ou não vantagens económicas nas suas atividades internacionais... As explicações estritamente económicas resultam mais da aplicação de um modelo interpretativo do que da verdade em cada caso concreto.

« Última modificação: 14 de Abril de 2018, 15:14:13 por Pagão »
Nenhuma argumentação racional exerce efeitos racionais sobre um indivíduo que não deseje adotar uma atitude racional. - K.Popper

Offline Euler1707

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #732 Online: 14 de Abril de 2018, 19:30:25 »
Moral da história: arma química não ganha guerra, nem sequer faz muita diferença. Essa a principal razão ( e não a convenção de Genebra ) de não ter sido utilizada na 2ª Guerra. No conflito Irã-Iraque os dois lados usaram agentes químicos, mas de forma limitada porque os resultados militares não encorajaram o uso em grande escala.
E que por sua vez, não é condição necessária para um ataque químico em qualquer lugar do mundo, desde que o ditador seja um Filho da put@.

Citar
Se as forças de Assad, apoiadas pelos russos, quiserem fazer um bombardeio indiscriminado, pulverizando completamente uma determinada área sem se preocupar com civis, eles possuem meios muito mais devastadores do que gás cianídrico.
Como se eles já não estivessem fazendo isso...

Citar
Logo, a 1ª pergunta que todos parecem estar se esquecendo de fazer é: o que ele ganharia militarmente com isso?
Eu não sei. No entanto, e isso é fato, é que o Regime sírio bombardeou a cidade de Duma um dia antes do suposto ataque químico, matando 80 pessoas.

Citar
E a 2ª pergunta é um desdobramento óbvio da primeira: sabendo muito bem o que ele poderia ter a perder, os riscos, por que Assad se prontificaria a dar o pretexto que seus mais poderosos inimigos sempre pleitearam como condição para uma intervenção direta?
Porque ele é um filho da put@ e sabe que qualquer ataque direto contra ele por parte da OTAN, terá como desfecho uma séria retaliação da Russia, na medida do ataque da OTAN, e que a depender da intensidade do ataque, poderia haver uma guerra ainda maior na região, afetando outros países, e isso não é do interesse dos ocidentais.

Citar
Na longa História dos conflitos humanos são raros os exemplos de tamanha burrice estratégica. O único caso semelhante que consigo lembrar é o de Saddan Hussein que preferiu ser aniquilado em uma guerra a abrir mão do seu arsenal químico que não servia pra nada...

Não, mas... peraí... parece que não havia arsenal nenhum... É, então a burrice do Assad é única na História mesmo.
É, o Assad é muito burro mesmo, depois de mais de 70 ataques com armas químicas, até parece os EUA iriam intervir nesse conflito depois de mais um desses ataques químicos...

Citar
Se formos falar em ônus de prova, há que se considerar que sem dúvida a alegação é bastante extraordinária, considerando-se a indiscutível estupidez caso ele tivesse realmente decidido ser assim tão colaborativo com os EUA e seus aliados. Porém, como evidência para essa hipótese a princípio absurda, o que temos são 3 minutos de imagens de supostas vítimas recebendo banhos de mangueira. Imagens distribuídas por agências noticiosas ocidentais.

À partir dos 50 segundos, tem uma imagem que talvez você se interesse.

Citar
E o pior é que essa nem é a primeira vez que tentam emplacar essa mesma estória da carochinha. Parece que já esqueceram, mas no momento mais difícil da guerra para o regime de Assad, e quando os "linha dura" pressionavam o Obama para uma ação mais decisiva na Síria, ele, o Obama, fez um pronunciamento estabelecendo uma "linha vermelha", que se ultrapassada seria a gota d´água para a intervenção direta. E a linha vermelha era justamente o emprego de armas químicas! E ocorreu que EXATAMENTE uma semana depois desse discurso as forças sírias "resolvem" lançar o seu primeiro ataque químico.
"Primeiro ataque químico". Sim, claro, vide a lista de ataque químicos na página da wikipedia...

Citar
Parece até que os sírios nunca tinham usado cianeto antes só por falta de ideia... Aí os generais veem o discurso do Obama na tv e dizem: "Como não pensamos nisso antes! Que ideia brilhante, vamos jogar armas químicas nos rebeldes e chamar toda a força aérea dos EUA pra cima da gente!".

Mas infelizmente, assim como as armas de destruição em massa do Saddan, ninguém conseguiu achar vestígios do tal ataque, embora a Reuters, CNN, Fox e, principalmente, o Jerusalem Post, jurassem que aconteceu.
Se você está se referindo a este ataque em específico, você estaria parcialmente certo, dado que não houve uma investigação formal ainda, mas se estiveres se referindo aos outros ataques, você então estaria errado:

Citar
The Leadership Panel’s assessment and findings

- In order to determine to the greatest extent feasible those who were perpetrators, organizers, sponsors or otherwise involved in the use of sarin at Khan Shaykhun on 4 April 2017, the Leadership Panel requested the investigators to examine eight possible scenarios as to how the events unfolded. Upon concluding the investigation, the prevailing scenario that emerged was that sarin was delivered via an aerial bomb that was dropped by an airplane. Most of the information collected and analysed by the Mechanism supports this scenario.

-With respect to identifying those responsible, the Leadership Panel has determined that the
information it has obtained constitutes sufficient credible and reliable evidence of the
following:
  - Aircraft dropped munitions over Khan Shaykhun between 0630 and 0700 hours on 4 April 2017;
  - Aircraft of the Syrian Arab Republic was in the immediate vicinity of Khan Shaykhun between 0630 and 0700 hours on 4 April 2017;
  - The crater from which the sarin emanated was created on the morning of 4 April 2017;
  - The crater was caused by the impact of an aerial bomb travelling at high velocity;
  - A large number of people were affected by sarin between 0630 and 0700 hours on the morning of 4 April 2017;
  - The number of persons affected by the release of sarin on 4 April 2017 and that sarin reportedly continued to be present at the site of the crater 10 days after the incident indicate that a large amount of sarin was likely released, which
is consistent with it being dispersed via a chemical aerial bomb;
  - The symptoms of victims and their medical treatment, as well as the scale of the incident are consistent with a large-scale intoxication of sarin;
  - The sarin identified in the samples taken from Khan Shaykhun was found to have most likely been made with a precursor (DF) from the original stockpile of the Syrian Arab Republic; and
  - The irregularities described in this annex are not of such a nature as to call into question the aforementioned findings.

Based on the foregoing, the Leadership Panel is confident that the Syrian Arab Republic is responsible for the release of sarin at Khan Shaykhun on 4 April 2017. The findings of the Leadership Panel regarding the evidence in this case are based on the information set forth in detail in this annex.

Fonte: Carta de 26 de outubro de 2017, do secretário-geral da ONU ao presidente do conselho de segurança da ONU, e que se tratava de uma investigação por parte de uma junta investigativa criada justamente com o propósito de achar os responsáveis pelo ataque com gás sarin em Khan Shaykhun em 4 de abril de 2017.

Offline Euler1707

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #733 Online: 14 de Abril de 2018, 19:33:31 »


Eu até entendo que analfabetos e semi analfabetos acreditem nestes tipos de lorotas, mas pessoas com um melhor nível de estudo é bem espantoso que acreditem e propaguem essas histórias da Carochinha.



 :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no: :no:

Fala o cara que compartilha a Sputnik.

Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #734 Online: 15 de Abril de 2018, 07:52:22 »

Fala o cara que compartilha a Sputnik.


De novo a falácia de ataque a fonte  (que no fundo é a falácia  ad hominem, pois é um ataque aos autores dos textos).  :!: :!: :!: :!: :!: :!: :!: :!: :!: :!: :!:


A falácia de ataque a fonte vira e mexe volta a assombrar o Clube Cético.


É impressionante  a sedução que o uso dessa falácia reiteradamente causa  em algumas pessoas.


 


Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #735 Online: 15 de Abril de 2018, 08:11:18 »

Potências não gastam centenas de milhões e até  centenas de bilhões de dólares  porque  estão preocupadas com a vida  de uns grupos de  pessoas comuns do Oriente Médio.  Potências  não estão realmente preocupadas  com a vida das criancinhas do Oriente Médio.


Isso tem de ser explicado aos europeus que gastam rios de dinheiro dos contribuintes no resgate de criancinhas do Oriente Médio e etc... com os seus navios no Mediterrâneo... Todo o humanismo é uma burla... Vejam bem se daí tiram bons proveitos económicos... Doutro modo, Não!  :no: :no: :no: :no:

É curioso como a explicações estritamente materiais são maravilhosas para justificar todos os extremismos...

Quer dizer que um mundo com mais regimes pluralistas não interessa em si mesmo às democracias ocidentais? Quer dizer um mundo com mais regimes socialistas não interessava em si mesmo à URSS? um mundo mais cristão, ou mais islamita, ou...etc... Tudo se reduz a obter ou não vantagens económicas nas suas atividades internacionais... As explicações estritamente económicas resultam mais da aplicação de um modelo interpretativo do que da verdade em cada caso concreto.




"não interessa em si mesmo às democracias ocidentais?"


Democracias ocidentais não são compostas por dirigentes que não tem interesses econômicos, muito pelo contrário,  as suas elites políticas e econômicas tem amplos interesses econômicos, e são motivadas , em última análise, por interesses econômicos.

 
"Quer dizer um mundo com mais regimes socialistas não interessava em si mesmo à URSS?"


Sim,  interessava, só que esse interesse era motivado  pelo poder de controle e acesso sobre recursos econômicos pela nomenklatura da URSS.  Pois, quanto mais o socialismo patrocinado pela URSS espalhasse no mundo, maior seria o controle e o acesso a recursos econômicos que a nomenklatura da URSS teria.


"um mundo mais cristão,..."


Basicamente  a origem, a ampliação e a manutenção  da Igreja Católica e de muitas outras igrejas cristãs, é devida à motivação do ganho econômico proporcionado pelos dízimos, ofertas, vendas de documentos ou objetos “espirituais” ,  e outras formas de tirar dinheiro e recursos econômicos dos fiéis (ou dos que estavam sob o seu poder quando a ICAR tinha poder de polícia).



« Última modificação: 15 de Abril de 2018, 08:22:03 por JJ »

Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #736 Online: 15 de Abril de 2018, 08:16:07 »


As próprias ideologias  democracia e liberalismo tem tudo a ver com  busca de  acesso e/ou controle e/ou  propriedade de recursos econômicos.  O liberalismo tem muito a ver com  o fato de que a burguesia havia se fortalecido economicamente e já estava de saco cheio de ficar carregando nas costas  a nobreza economicamente parasitária.



Offline Euler1707

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #737 Online: 15 de Abril de 2018, 11:12:30 »

Fala o cara que compartilha a Sputnik.


De novo a falácia de ataque a fonte  (que no fundo é a falácia  ad hominem, pois é um ataque aos autores dos textos).  :!: :!: :!: :!: :!: :!: :!: :!: :!: :!: :!:


A falácia de ataque a fonte vira e mexe volta a assombrar o Clube Cético.


É impressionante  a sedução que o uso dessa falácia reiteradamente causa  em algumas pessoas.


 
Não, esta não é simplesmente uma falácia de ataque a fonte. É uma resposta a esse seu post aqui, que você convenientemente ignorou nessa sua resposta, e que veio em seguida a dois posts seus, um deles possivelmente chamando de toy poodles à imprensa ocidental por divulgar a notícia de ataque químico na Síria, como se todos os veículos de informação, incluindo aí aqueles que têm um tendências esquerdistas como o El País e o Deutsch Welle, fossem mentir deliberadamente sobre os ataques químicos para promover uma agenda geopolítica dos EUA na Síria, isso ao mesmo tempo em que tu usas como fonte o Sputnik, que, segundo o wikipedia, "é uma agência internacional de notícias lançada pelo governo russo, controlada e operada pela empresa estatal Rossiya Segodnya", ou seja, uma agência de notícias ligada e controlada por uma proto-ditadura, diretamente envolvida no conflito, e que por qualquer critério que se quiser usar, se comparada aos veículos de informação ocidentais, não deveria ser considerada como fonte de informação isenta, preocupada com a verdade, justamente por ser uma descarada "Toy Poodle" do governo Putin.

Mas nos diga, JJ, por que alguns "Toy Poodles", quando ocidentais, não merecem ser considerados como fontes válidas de informação, enquanto outros "Toy Poodles", ligados à proto-ditaduras, podem?

Ah, já sei!

"Nesses jogos de poder, quem não mente, [insira aqui alguma justifica envolvendo os seguintes possíveis termos: interesses econômicos, poder, controle da região, poderoso chefão, jogo político, etc...], por isso é normal que eles mintam, pois tudo é uma disputa de poder".

---

BONUS:
Da sua fonte, o Sputnik, tem o seguinte trecho:
Citar
Para Rudskoy, o ataque contra a Síria tem como objetivo a interrupção do trabalho dos especialistas da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) sobre o suposto ataque químico na cidade síria de Douma.

O problema com essa versão, é que ela é contraditória com a seguinte notícia:
Citar
Rússia veta proposta dos EUA para criar novo inquérito sobre armas químicas na Síria
NAÇÕES UNIDAS (Reuters)

- A Rússia vetou nesta terça-feira uma proposta de resolução do Conselho de Segurança da ONU para criar um novo inquérito para investigar responsabilidades por ataques com armas químicas na Síria.

Doze membros do conselho votaram a favor, enquanto a Bolívia se juntou à Rússia na negativa, e a China se absteve. Para ser aprovada, uma resolução precisa de nove votos a favor e nenhum veto de Rússia, China, França, Reino Unidos ou Estados Unidos.

"Esta resolução é o mínimo que o conselho pode fazer para responder ao ataque", disse a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, ao conselho antes da votação, referindo-se aos relatos de um ataque venenoso em Douma, na Síria.

Os Estados Unidos e outras potências ocidentais consideram tomar medidas militares contra o ataque de sábado.
fonte

Dos que votaram contra a resolução, só temos a Russia e a Bolívia, o que já nos mostra quem, de fato, era contra a investigação desses ataques químicos.

Por fim, a investigação desses ataques químicos, com ou sem o bombardeio dos EUA, da França e do Reino Unido, iria acontecer de qualquer modo. 


« Última modificação: 15 de Abril de 2018, 11:17:08 por Euler1707 »

Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #738 Online: 15 de Abril de 2018, 12:22:21 »

Não, esta não é simplesmente uma falácia de ataque a fonte. É uma resposta a esse seu post aqui, que você convenientemente ignorou nessa sua resposta, e que veio em seguida a dois posts seus, um deles possivelmente chamando de toy poodles à por divulgar a notícia de ataque químico na Síria, como se todos os veículos de informação, incluindo aí aqueles que têm um tendências esquerdistas como o El País e o Deutsch Welle, fossem mentir deliberadamente sobre os ataques químicos para promover uma agenda geopolítica dos EUA na Síria, isso ao mesmo tempo em que tu usas como fonte o Sputnik, que, segundo o wikipedia, "é uma agência internacional de notícias lançada pelo governo russo, controlada e operada pela empresa estatal Rossiya Segodnya", ou seja, uma agência de notícias ligada e controlada por uma proto-ditadura, diretamente envolvida no conflito, e que por qualquer critério que se quiser usar, se comparada aos veículos de informação ocidentais, não deveria ser considerada como fonte de informação isenta, preocupada com a verdade, justamente por ser uma descarada "Toy Poodle" do governo Putin.

Mas nos diga, JJ, por que alguns "Toy Poodles", quando ocidentais, não merecem ser considerados como fontes válidas de informação, enquanto outros "Toy Poodles", ligados à proto-ditaduras, podem?

A minha referência  “toy poodles”  não foi a santa  imprensa ocidental, esta foi uma referência a alguns poderosos menores (em comparação com o poderoso Chefão).

Eu  não afirmei que as fontes da  imprensa ocidental não merecem ser considerados como fontes válidas de informação.

Eu não fiz  referência  a sua santa e ilibada imprensa ocidental.

Minhas observações  foram relacionadas à crença infantil de que  governos de potências gastam dezenas de milhões e até bilhões de dólares  primordialmente motivados  pela empatia com coisas do tipo  "criancinhas sírias que morreram na Síria".


« Última modificação: 15 de Abril de 2018, 12:31:17 por JJ »

Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #739 Online: 15 de Abril de 2018, 12:27:53 »


De certo o Poderoso Chefão em 2003,  também gastou uma enorme fortuna porque estava com dó das criancinhas do Iraque.   ::)

Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #740 Online: 15 de Abril de 2018, 12:32:29 »
EUA e aliados apresentam resolução sobre Síria na ONU um dia após lançarem ataque

© AP Photo / Hassan Ammar

ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA

03:29 15.04.2018(atualizado 08:59 15.04.2018) URL curta

Tema: EUA e aliados efetuam ataque de mísseis contra Síria (56)


Os EUA, a França e o Reino Unido apresentaram no Conselho de Segurança da ONU um novo projeto de resolução sobre a Síria para investigar o suposto uso de armas químicas no país árabe, informou o jornal Liberation, citando o documento.


Segundo a edição, o novo projeto dos três países apela a "assegurar a ajuda humanitária sem obstáculos, o regime de cessar-fogo, bem como exige a participação de Damasco nas negociações de paz lideradas pela ONU".


Sessão do Conselho de Segurança da ONU
© REUTERS / MIKE SEGAR


Conselho de Segurança da ONU rejeita condenar ataque dos EUA contra a Síria


Além disso, o projeto de resolução propõe "realizar uma investigação independente" sobre o suposto ataque químico na Síria.
O documento também chama a cumprir a Resolução 2401 sobre o cessar-fogo no país árabe, exigindo que o governo sírio participe "de modo consciencioso e construtivo" nas negociações de paz sem condições preliminares.


Ontem (14), a Rússia apresentou um projeto de resolução acusando "a agressão à Síria pelos Estados Unidos e seus aliados". O projeto russo requeria que Washington, Paris e Londres pusessem fim à sua agressão em relação à República Árabe e não continuassem a sua operação militar, que viola a Carta da ONU e o direito internacional. No entanto, o projeto não foi aprovado pelo Conselho de Segurança.

Presidente sírio, Bashar Assad
© AP PHOTO / VAHID SALEMI


Parlamentar iraquiano: ataque contra Síria deve fortalecer Assad


Na noite da sexta-feira (13), o Reino Unido, os Estados Unidos e a França lançaram ataques contra a Síria em retaliação a um suposto ataque químico na cidade de Douma, atingindo instalações sírias governamentais onde supostamente eram produzidas armas químicas. Os aliados lançaram mais de 100 mísseis, 71 dos quais foram interceptados pelo sistema de defesa aérea sírio.
O ataque foi realizado na véspera de uma investigação da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) em Douma.



https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2018041510993676-eua-franca-reino-unido-resolucao-siria-onu/




Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #741 Online: 15 de Abril de 2018, 12:39:24 »
A Rússia tem os seus interesses políticos e econômicos  na ajuda que tem dado a Síria após o Assad ter solicitado.  A Rússia não faz isso porque tem dó das criancinhas da Síria. Da mesma forma os países que ajudam os grupos que querem derrubar o Assad também o fazem por interesses políticos e econômicos.


Não é caridade ou bondade que é a primordial motivação para os gastos de enormes quantias de dinheiro,  nessa guerra civil,  por ambos os lados.

« Última modificação: 15 de Abril de 2018, 12:47:11 por JJ »

Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #742 Online: 15 de Abril de 2018, 12:40:17 »

Mas é interessante que tenha gente que acredita nessa lorota  de ataque por razões humanitárias.


Offline Pagão

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #743 Online: 15 de Abril de 2018, 13:57:50 »
Nenhuma argumentação racional exerce efeitos racionais sobre um indivíduo que não deseje adotar uma atitude racional. - K.Popper

Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #744 Online: 16 de Abril de 2018, 23:19:38 »
Tem gente que acredita na farsa e defende  "rebeldes islâmicos moderados" na Síria :





Síria e a farsa -Testemunho da Irmã Guadalupe 



Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #745 Online: 17 de Abril de 2018, 00:42:31 »






MOTIVOS REAIS DO ATAQUE NA SÍRIA


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Casando O Verbo

Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #746 Online: 17 de Abril de 2018, 00:47:20 »


E um post  bem interessante  na  página do vídeo anterior do canal Casando o Verbo :


LF

Logo que o presidente sírio assinou o contrato que trata de um gasoduto a partir do Irã que seria altamente lucrativo para a Síria. A Europa também ganharia com isso, mas há nitidamente no ocidente quem não goste da ideia. Os fornecedores de gás, aliados do ocidente no Golfo Pérsico, também não ficaram satisfeitos, nem a Turquia, o transportador de gás número um, porque ficaria fora do jogo".

( The Geopolitics of Gas and the Syrian Crisis: Syrian "Opposition" Armed to Thwart Construction of Iran-Iraq-Syria Gas Pipeline , Dmitri Minin, Global Research)

Dois meses depois de Assad ter assinado o acordo com o Iraque e o Irão, rebentou a rebelião na Síria. É uma grande coincidência, não acham? É curioso como este tipo de coisas acontece tão frequentemente quando os líderes estrangeiros não afinam com Washington.

Mas há mais de Minin:

"O Qatar está a fazer tudo o que pode para torpedear a construção do gasoduto, incluindo armar os combatentes de oposição na Síria, muitos dos quais vêm da Arábia Saudita, do Paquistão e da Líbia…

O jornal árabe Al-Akhbar cita informações segundo as quais há um plano aprovado pelo governo dos EUA para criar um novo gasoduto para transportar gás de Qatar para a Europa, envolvendo a Turquia e Israel…

Este novo gasoduto deverá começar em Qatar, atravessar o território saudita e depois o território da Jordânia, ultrapassando assim o Iraque xiita, e chegar à Síria. Perto de Homs o gasoduto dividir-se-á em três direcções: para Lataquia, Trípoli no norte do Líbano, e Turquia. Homs, onde também há reservas de hidrocarbonetos, é a principal encruzilhada do projeto, e não é para admirar… que ocorra aí a luta mais feroz. O destino da Síria está a ser decidido aí. As partes do território sírio onde estão a operar os destacamentos de rebeldes, com o apoio dos EUA, Qatar e Turquia, ou seja, o Norte, Homs e os arredores de Damasco, coincidem com o caminho que o gasoduto deverá seguir para a Turquia e Trípoli, no Líbano. Uma comparação de um mapa das hostilidades armadas e um mapa da rota do gasoduto de Qatar indica um elo entre as atividades armadas e o desejo de controlar estes territórios sírios. Os aliados de Qatar estão a tentar atingir três objetivos: quebrar o monopólio do gás da Rússia na Europa; libertar a Turquia da sua dependência do gás iraniano; e dar a Israel a hipótese de exportar o seu gás para a Europa por terra a um custo menor".

Que tal, gostam disto, mais uma coincidência: "A luta mais feroz (na Síria) está a ocorrer" onde há enormes "reservas de hidrocarbonetos" e ao longo da rota planeada para o gasoduto.
Portanto, o conflito na Síria não tem nada a ver com terrorismo. Trata-se do gás natural, de gasodutos concorrentes e do acesso aos mercados na UE. Trata-se de dinheiro e de poder. Toda essa história do ISIS é uma grande mistificação para esconder o que se está realmente a passar, que é uma guerra global pelos recursos, mais sangue para o petróleo.
Mas como é que os EUA beneficiam de tudo isto, afinal as receitas do gás não vão para Qatar e para os países por onde transita o gasoduto, em vez de irem para os EUA?
Claro que vão. Mas o gás também vai ser denominado em dólares que aumentarão brutalmente a procura do dólar americano, perpetuando assim o sistema de reciclagem do petrodólar, o que cria um grande mercado para a dívida dos EUA e que ajuda a manter as ações e títulos dos EUA na secção da hemorragia (apenas) nasal. É disto que se trata, de preservar a supremacia do dólar forçando as nações a manterem quantidades excessivas de dólares americanos para usar nas transações de energia e para servir suas dívidas denominadas em dólares.

Enquanto Washington puder controlar os abastecimentos mundiais de energia e forçar o mundo a comerciar em dólares, pode gastar muito mais do que produz e não ser responsabilizado por isso. É como ter um cartão de crédito que nunca seja preciso reembolsar.

Isto é uma trapaça que o Tio Sam está preparado para defender com tudo o que tiver, incluindo bombas nucleares.




Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #747 Online: 17 de Abril de 2018, 01:00:00 »

E este aqui também:


NN

LF. Outro ponto importante é a participação militar decisiva da Rússia no conflito. Após a instalação de mísseis e bases americanas na fronteira da Rússia e do golpe de estado  na Ucrânia patrocinado pelos EUA, Putin decide partir para a ofensiva colando o poderio militar russo no centro do tabuleiro geopolítico internacional. Com isso: 1) desloca o foco de tensão para o Oriente Médio, escolhendo o campo de batalha. 2) Impede e frusta o plano americano-israelense de domínio do Oriente Médio. 3) Impede a subsequente exportação dos mercenários do ISIS para o território russo. 4) Protege a unica base naval russa no Mediterrâneo. 5) Expõe e desgasta os EUA e a OTAN como fundadores, financiadores e fornecedores de armas para os mercenários do ISIS, além de revelar a participação da Turquia no fornecimento de armas e também na compra de petróleo roubado da Síria e Iraque vendido pelos mercenários terroristas. 6) Reafirma o papel da Rússia como superpotência militar no mundo.
 


Offline Lorentz

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #748 Online: 17 de Abril de 2018, 11:09:03 »
Um artigo interessante sobre o tal do oleoduto e o desvio:

https://contraditorium.com/2018/03/08/e-verdade-os-eua-malvadoes-querem-invadir-siria-pra-economizar-frete-petroleo/

Não vou colocar o texto porque está cheio de imagens.

"Amy, technology isn't intrinsically good or bad. It's all in how you use it, like the death ray." - Professor Hubert J. Farnsworth

Offline Lorentz

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #749 Online: 17 de Abril de 2018, 11:11:09 »
Outra coisa, os russos e sírios estão impedindo os inspetores da ONU a investigar o uso de armas químicas.

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/04/eua-acusam-russia-de-impedir-acesso-de-inspetores-na-siria.html

Citar
EUA acusam Rússia de impedir acesso de inspetores na Síria

Investigadores internacionais querem chegar a Douma, local do suposto ataque com armas químicas. Síria está mergulhada em um jogo de acusações.

Os Estados Unidos acusaram a Rússia de impedir o acesso dos inspetores internacionais ao local do suposto ataque químico em Duma, na Síria.

No terceiro dia após os bombardeios, a Síria continua mergulhada em uma série de incertezas e em um jogo de acusações. Investigadores independentes que estão no país desde sábado (14) ainda não conseguiram chegar à cidade de Douma, onde teria acontecido o ataque químico há mais de uma semana.

Os integrantes da Organização para Proibição das Armas Químicas (Opaq) dizem que Rússia e Síria não permitiram ainda a ida ao local. O representante americano na Opaq disse que a Rússia já pode ter alterado o local do suposto ataque.

A Rússia nega e diz que os bombardeios dos Estados Unidos, França e Inglaterra é que atrasaram o processo, e que a ONU não aprovou a visita dos especialistas. Mas a ONU disse que já deu todas as autorizações necessárias

Até os alvos da ofensiva de sexta-feira (13) estão no centro do jogo de informações. Os Estados Unidos afirmam que eram fábricas onde se produziam armas químicas. A Síria diz que eram lugares onde se fabricavam remédios para o tratamento do câncer.

As informações divergentes não surgem só dos lados opostos do conflito na Síria.
Até mesmo os aliados nos bombardeios se desencontraram nos pronunciamentos.

A embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, disse no domingo (15) que os Estados Unidos iam anunciar novas sanções contra a Rússia. Mas nesta segunda-feira (16), a Casa Branca disse que não é bem assim, que o governo estuda novas sanções, mas ainda não tomou uma decisão.

No domingo, também o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou que tinha convencido Trump a manter tropas na Síria por um longo período. Mas a Casa Branca disse que Macron entendeu errado. E, nesta segunda, ele disse que nunca defendeu uma permanência de longo prazo, e que a França e os Estados Unidos têm apenas um objetivo na Síria: a guerra contra os terroristas do Estado Islâmico.

Na Inglaterra, a primeira-ministra, Theresa May, foi ao parlamento defender o ataque dos países aliados. “Não podemos aceitar que o uso de armas químicas seja normal na Síria, nas ruas do Reino Unido ou em qualquer lugar”, disse ela.

Na noite desta segunda, a televisão Síria afirmou que baterias antiaéreas foram usadas para responder a um ataque com mísseis em Homs, mas o Pentágono negou qualquer atividade militar dos Estados Unidos na cidade.
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