Autor Tópico: Guerra na Síria  (Lida 23190 vezes)

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Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #800 Online: 22 de Abril de 2018, 20:54:18 »


Por fé amplamente na mídia borrada  dos países do  chefe ou dos países amigos do chefe,  ao meu ver é semelhante a por fé amplamente  na mídia borrada nacional.  E também vale para outras mídias de outros países.  Não  me parece uma boa ideia  por  fé  na existência  de  isentões.



Offline Gauss

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #801 Online: 22 de Abril de 2018, 21:01:05 »


Por fé amplamente na mídia borrada  dos países do  chefe ou dos países amigos do chefe,  ao meu ver é semelhante a por fé amplamente  na mídia borrada nacional.  E também vale para outras mídias de outros países.  Não  me parece uma boa ideia  por  fé  na existência  de  isentões.
Não acredito em isentões. Toda mídia tem um viés. Porém, algumas tem um grau de imparcialidade maior que as outras. O que não quer dizer que devemos acreditar cegamente em afirmações vindas delas.
“A matemática é a rainha das ciências.”
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Offline Euler1707

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #802 Online: 22 de Abril de 2018, 21:18:35 »


Por fé amplamente na mídia borrada  dos países do  chefe ou dos países amigos do chefe,  ao meu ver é semelhante a por fé amplamente  na mídia borrada nacional.  E também vale para outras mídias de outros países.  Não  me parece uma boa ideia  por  fé  na existência  de  isentões.
E por isso tomas partido de um veículo de propaganda russo? Porque não há isentões?

Talvez não haja isentões, porém, cabe a você demonstrar a completa subordinação da "mídia borrada" ocidental para com os interesses Yankes, de modo até a mentir descaradamente como a Sputniks já fez, se houver, é claro, pois tomar dois veículos de informação, um independente, de origem ocidental e sem qualquer relação com o governo americano ou de um de seus "toy poodles", e outro, como o Sputniks, controlado pelo governo de um protoditador, e dizer que "Outras pessoas podem achar constrangedora a  atitude de acreditar e expor a crença de que  mídias dos  países amigos do chefe  e da mídia do próprio chefe sejam isentonas" (por "Outras pessoas", subentendesse você?), como se houvesse aí algum tipo de equivalência entre duas pessoas que tomam um desses veículos como fonte de informação, é algo que "Outra pessoas" podem achar desonestidade intelectual.

Offline Gauss

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #803 Online: 30 de Abril de 2018, 18:43:20 »
“A matemática é a rainha das ciências.”
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Offline Pasteur

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #804 Online: 06 de Maio de 2018, 12:00:45 »

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CORINTHIANS

Com presença do ex-BBB Kaysar, Corinthians faz ação com crianças sírias na Arena


Com a presença do ex-BBB Kaysar, refugiado da Síria, o Corinthians realizou uma série de ações antes da partida contra o Ceará, na manhã deste domingo, em sua Arena. A ideia é sensibilizar a sociedade sobre a crise humanitária na Síria.

Kaysar, finalista do Big Brother Brasil, atuou como intérprete das crianças sírias que não falam português. No total, 18 crianças sírias e 26 de outras nacionalidades em situação de refúgio no Brasil entraram em campo com a camiseta “Time dos Povos”. Uma delas entregou a bola ao árbitro do jogo.

https://globoesporte.globo.com/futebol/times/corinthians/noticia/com-presenca-do-ex-bbb-kaysar-corinthians-faz-acao-com-criancas-sirias-na-arena.ghtml

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Offline Gigaview

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #805 Online: 06 de Maio de 2018, 14:21:10 »

Citar
CORINTHIANS

Com presença do ex-BBB Kaysar, Corinthians faz ação com crianças sírias na Arena


Com a presença do ex-BBB Kaysar, refugiado da Síria, o Corinthians realizou uma série de ações antes da partida contra o Ceará, na manhã deste domingo, em sua Arena. A ideia é sensibilizar a sociedade sobre a crise humanitária na Síria.

Kaysar, finalista do Big Brother Brasil, atuou como intérprete das crianças sírias que não falam português. No total, 18 crianças sírias e 26 de outras nacionalidades em situação de refúgio no Brasil entraram em campo com a camiseta “Time dos Povos”. Uma delas entregou a bola ao árbitro do jogo.

https://globoesporte.globo.com/futebol/times/corinthians/noticia/com-presenca-do-ex-bbb-kaysar-corinthians-faz-acao-com-criancas-sirias-na-arena.ghtml

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Legal isso.  :ok: Parabéns prá ele!  :)
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Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #806 Online: 15 de Maio de 2018, 09:12:03 »

Exército de Israel se prepara para uma guerra em 2018


As possibilidades de guerra no norte do país são altas, dadas as vitórias do presidente sírio, Bashar al Assad, e seu aliado Irã e a milícia xiita Hezbollah

Por EFE

access_time 19 fev 2018, 11h15



Exército de Israel

Exército de Israel (Lior Mizrahi/Getty Images)


Jerusalém – Um general do Exército israelense advertiu nesta segunda-feira que as possibilidades de guerra no norte do país são altas, dadas as vitórias do presidente sírio, Bashar al Assad, e seu aliado Irã e a milícia xiita Hezbollah, na guerra civil do país vizinho.


“O ano de 2018 tem o potencial de uma escalada (militar), não necessariamente porque alguma das partes deseja iniciá-la, senão por uma deterioração gradual. Isto é o que nos levou a aumentar o nosso nível de preparação”, disse hoje o general Nitzan Alon, chefe de Operações do Exército em uma nada habitual entrevista à “Rádio do Exército”.


Segundo expôs Alon, Assad está a ponto de apagar os últimos focos das zonas rebeldes no sudoeste do país, ao longo das fronteiras jordaniana e israelense, o que “facilitaria aos aliados do regime sírio concentrar-se em Israel”.


“Não estamos permitindo que este tipo de coisas ocorram sem a nossa intervenção. Estamos atuando e continuaremos fazendo isso”, afirmou o general, aparentemente referindo-se aos ataques israelenses na Síria contra alvos iranianos e do Hezbollah na passada semana.


Na manhã de 10 de fevereiro, um drone, segundo Israel de origem iraniana, entrou em espaço aéreo israelense e foi derrubado por um helicóptero da Força Aérea poucos minutos depois.


Como resposta, caças israelenses efetuaram uma série de bombardeios de posições militares iranianas na Síria, incluindo a base móvel desde onde era pilotado o drone.


Durante os bombardeios, um dos F-16 israelenses caiu ou foi derrubado (o Exército ainda investiga o fato) e o piloto e o copiloto – que saltaram do aparelho antes de cair – ficaram feridos.


Isto provocou uma nova rodada de ataques, após a qual o Exército israelense assegurou ter deixado graves danos na defesa aérea sírias, destruindo entre um terço e metade dos seus sistemas.


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, mostrou ontem um pedaço do drone iraniano durante seu discurso na Conferência de Segurança de Munique, acusando o Irã e perdindo ao mundo que reconheça e reagir perante esta agressão.



“Reconhece?”, perguntou Netanyahu ao representante iraniano, MohamMad Yavad Zarif, ministro de Relações Exteriores iraniano, presente na conferência.


“Deveria, porque é seu”, continuou.


Para Alon, se houvesse uma guerra seria provável que o Irã encorajasse seus aliados a lutar contra Israel desde o Líbano, a Síria e, potencialmente, também desde a Faixa de Gaza.


Membros do Exército israelense advertem há anos que um possível conflito com o Hezbollah seria devastador tanto para Israel como para o Líbano.


Notícias sobre Guerras Israel Síria


https://exame.abril.com.br/mundo/exercito-israelense-se-prepara-para-uma-guerra-em-2018/



Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #807 Online: 15 de Maio de 2018, 09:13:09 »



Parece que os aiatolás do Irã  vão se dar mal.



Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #808 Online: 15 de Maio de 2018, 09:18:00 »

Irã cruzou a linha ao atacar posição israelense na Síria, diz Netanyahu


O primeiro-ministro israelense confirmou o lançamento de mísseis contra bases iraquianas na Síria, mas disse que Israel não quer uma escalada militar

Por EFE

access_time 10 maio 2018, 15h03 - Publicado em 10 maio 2018, 14h05



Presidente de Israel, Benjamin Netanyahu

Netanyahu: Israel realizou ataques contra quase todas as bases iraquianas na Síria (Sergei Ilnitsky/Reuters)


Israel anunciou nesta quinta-feira (10) que bombardeou quase todas as infraestruturas iranianas na Síria, em represália por disparos de foguetes contra suas posições no Golã, atribuídos ao Irã, em uma escalada da tensão entre os dois países inimigos.


Os ataques noturnos mataram pelo menos 23 combatentes (cinco soldados sírios e 18 membros das forças aliadas ao regime), informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), uma ONG que tem uma ampla rede de fontes na Síria.


Nada permite determinar no momento se este foi um ataque pontual, ou o início de uma escalada militar, em um momento de grande tensão após várias ações israelenses contra alvos iranianos na Síria e a decisão do governo dos Estados Unidos de abandonar o acordo nuclear com o Irã, o que Israel desejava há muito tempo.


Mas o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, justificou que o Irã cruzou “uma linha vermelha” ao disparar mísseis contra as suas forças.


“Nossa reação foi consequência disso”, explicou em um vídeo nas redes sociais.


“Não queremos uma escalada”, afirmou mais cedo o porta-voz militar israelense, o coronel Jonathan Conricus, ao mesmo tempo em que advertiu que qualquer ataque iraniano contra Israel receberá uma resposta forte.


O governo dos Estados Unidos condenou o Irã pelos ataques com mísseis contra posições israelenses nas Colinas de Golã e expressou apoio ao direito de defesa de Israel.


“Os Estados Unidos condenam os provocativos ataques com mísseis do regime iraniano a partir da Síria contra cidadãos israelenses, apoiam fortemente o direito de Israel de atuar em defesa própria”, afirmou a Casa Branca em um comunicado.


“A implantação iraniana de sistemas de mísseis e foguetes ofensivos na Síria contra Israel é um desenvolvimento inaceitável e muito perigoso para todo o Oriente Médio”, acrescentou.


Além disso, indicou que a Guarda Revolucionária deve “assumir plena responsabilidade pelas consequências de suas ações imprudentes”, pedindo ao exército de elite iraniano e às “suas milícias, incluindo o Hezbollah, para não ir mais longe na provocação”.


Para o governo da Síria, os últimos ataques israelenses contra posições iranianas em território sírio constituem uma “nova fase” na guerra.


“A entidade sionista (Israel) e aqueles que a apoiam se envolveram de maneira direta no conflito (…) Isso é um indicador (do princípio) de uma nova fase na guerra”, afirmou o ministério das Relações Exteriores, citado pela agência oficial Sana.


Aliada do governo sírio de Bashar al-Assad, a Rússia pediu um diálogo entre Israel e Irã.


“Isto é uma tendência muito preocupante. Nós partimos do fato de que todos os problemas devem ser solucionados por meio do diálogo”, afirmou o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, antes de destacar que Moscou advertiu Israel a evitar “todas as ações que possam ser consideradas uma provocação”.


O presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu uma “desescalada”, enquanto o governo da Alemanha denunciou uma “grave provocação” do Irã, que permanece em silêncio.


“A escalada das últimas horas nos mostra que é realmente uma questão de guerra, ou paz”, advertiu a chanceler alemã, Angela Merkel.


Mais de 70 mísseis

Israel realizou uma de suas maiores operações militares dos últimos anos e o maior ataque aéreo deste tipo contra alvos iranianos, segundo o Exército do país.


“Atacamos quase todas as infraestruturas iranianas na Síria e não devem esquecer o ditado de que ‘se uma chuva cair sobre nós, uma tempestade cairá sobre eles'”, afirmou o ministro israelense da Defesa, Avigdor Lieberman.


A operação apontou contra as posições a partir das quais, horas antes, haviam sido disparados os foguetes contra Golã e instalações dos serviços de Inteligência e logística iranianas na Síria, afirmou o coronel Conricus.


De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, o Exército israelense utilizou 28 aviões e disparou 60 mísseis ar-terra, assim como mais de 10 mísseis táticos terra-terra a partir de seu território.


As posições israelenses nas Colinas de Golã sírias ocupadas por Israel foram alvo de 20 foguetes do tipo Fajr, ou Grad. De acordo com o porta-voz militar do país, os projéteis foram lançados após a meia-noite (18h de Brasília) pelas Brigadas Al-Qods, a força responsável pelas operações externas da Guarda Revolucionária, a unidade de elite do regime iraniano.


Os disparos não provocaram vítimas. Quatro projéteis foram interceptados pelos sistemas de defesa antiaéreos, e os outros não atingiram o território israelense.


O OSDH afirmou que dezenas de foguetes foram lançados da Síria em direção a Golã, mas não confirmou se foram disparados por forças iranianas.


 “Estado de alerta elevado”


Os aviões israelenses foram alvo de disparos da defesa antiaérea síria, mas todos retornaram para suas respectivas bases depois de atingirem todos os objetivos da missão, indicou o Exército.


Um correspondente da AFP constatou fortes explosões ao amanhecer desta quinta-feira na região de Damasco.


A TV estatal síria mostrou imagens “ao vivo” de disparos iluminando o céu de Damasco e de vários mísseis destruídos pelos sistemas antiaéreos.


Alguns mísseis israelenses lançados contra o território sírio atingiram bases militares, um depósito de armas e um radar militar, informou a agência oficial síria Sana, que não divulgou as localizações.


O OSDH disse à AFP que os mísseis israelenses atingiram bases que pertencem, aparentemente, “ao Hezbollah libanês, ao sudoeste da cidade de Homs e em Maadamiyat al-Cham, ao oeste de Damasco, onde há combatentes iranianos, do Hezbollah e da 4ª Brigada” do Exército sírio.


Israel permanece em “estado de alerta elevado” e os moradores de Golã receberam a instrução de permanecerem atentos às informações do comando militar.


Na terça-feira, o Exército solicitou a reabertura dos abrigos para civis.


Israel, que nos últimos meses atacou alvos iranianos em território sírio, preparava-se há semanas para possíveis represálias iranianas partindo da Síria, em particular para disparos de mísseis.


Esta é a primeira vez desde o início da guerra na Síria em 2011 e da intervenção iraniana que Israel acusa o Irã de atacá-la e afirma que não permitirá que a Síria sirva como base de operações do Irã contra seu território.


https://exame.abril.com.br/mundo/ira-cruzou-linha-vermelha-ao-atacar-base-militar-na-siria-diz-netanyahu/


Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #809 Online: 15 de Maio de 2018, 09:22:28 »
Ataque israelense a reator nuclear sírio em 2007 seria advertência ao Irã em 2018?


© AP Photo / JACK GUEZ
ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA

11:58 02.04.2018(atualizado 12:05 02.04.2018) URL curta9514


Israel admitiu recentemente que, em 6 de setembro de 2007, oito caças israelenses F-15 executaram ataques aéreos ultrassecretos à instalação Al-Khubar, na região de Deir ez-Zor, a 300 km a noroeste de Damasco, e destruíram um reator nuclear que estava em desenvolvimento há anos e programado para entrar em comissionamento no fim de 2007.


O ex-general Amos Yadlin, que na época era o chefe da inteligência militar israelense, relatou à imprensa que a "operação de inteligência, executada em território sírio em 2006, comprovou a existência de um projeto de reator nuclear de plutônio, que tinha um único objetivo – a criação de uma bomba atômica".


A usina nuclear Bushehr no Irã (imagem referencial)
© AP PHOTO / VAHID SALEMI, FILE


Tel Aviv: ataque a reator nuclear sírio é mensagem para Irã


"A questão ímpar para nós em 2006 era: de quanto tempo dispomos antes do carregamento do reator com combustível nuclear. A resposta que encontramos era de seis a sete meses. Em seguida, houve o planejamento secreto da operação, que tinha dois objetivos, destruir o reator e escapar da guerra. Os dois objetivos foram alcançados", disse o general.


Não está muito claro o motivo de Israel ter revelado essa operação ultrassecreta somente agora. A resposta foi dada pelo ministro da Inteligência de Israel, Yisrael Katz, em uma mensagem de congratulações ao então primeiro-ministro do país Ehud Olmert relativa à "decisão de destruir o reator nuclear na Síria há 11 anos".


"O sucesso da operação faz com que entendam que Israel nunca permitirá armas nucleares àqueles que ameaçam sua existência […] Síria ontem, Irã hoje", exclamou.


A República Islâmica do Irã, inimiga eterna do Estado judeu, tem causado muita preocupação a Israel. Ainda antes da revolução islâmica iraniana, seu futuro líder e criador da República Islâmica do Irã, Khomeini, colocou Israel em segundo lugar na lista de inimigos, em primeiro lugar estavam os EUA. Depois de 1979, o antissionismo se tornou o principal inimigo político da República Islâmica do Irã. A tese que se repetia em Teerã sobre a necessidade de apagar as entidades sionistas do mapa, não melhorou a situação política em Tel Aviv. O programa nuclear da República Islâmica do Irã, expandindo-se rapidamente sem nenhum controle internacional durante várias décadas, foi o propulsor de um grande aumento de confrontos entre Israel e Irã, que quase se converteu em guerra em 2010-2011.


O acordo nuclear ou Plano de Ação Conjunta Global (JCPO, sigla em inglês) assinado em julho de 2005, tendo como signatários os cinco membros permanentes da ONU, amenizou a tensão temporariamente.


A situação piorou novamente depois da guerra civil na Síria e a intensificação das atividades militares e políticas do Irã nesse país. Israel está preocupado com o aumento da influência de Teerã sobre o regime de Bashar Assad, os reforços das posições militares e a expansão da presença militar da República Islâmica do Irã em território sírio, principalmente perto da fronteira síria-israelense, e a presença dos xiitas na Síria.


Um grupo de advogados palestinos segura bandeiras nacionais durante um protesto contra a decisão de Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital do Estado judeu, em 13 de dezembro de 2017
© AP PHOTO / NASSER SHIYOUKHI


'Se conflito palestino-israelense se transformar em guerra religiosa, seria a maior catástrofe para toda a região'
Sinalizando as ambições atuais do Irã, o ministro da Defesa israelense, Avigdor Lieberman, observou que a "motivação de nossos inimigos tem aumentado nos últimos anos, no entanto, com isso aumentou a potência das Forças de Defesa de Israel […] essa equação deve ser entendida por todos no Oriente Médio".


Não há nenhuma dúvida que Israel tem aumentado seu potencial militar nos últimos anos.


Depois do início do conflito sírio, Israel realizou cem ataques aéreos a instalações na Síria, que supostamente estavam vinculadas às atividades da República Islâmica do Irã e ações militares xiitas do grupo libanês Hezbollah, o qual é apoiado pelo governo iraniano.


De acordo com o jornal Al-Jazira, do Kuwait, que declara ter fontes confiáveis, inclusive do comando da força militar norte-americana no Oriente Médio, dois caças-bombardeiros da Força Aérea de Israel, ao atravessarem despercebidos o Iraque e a Síria, invadiram recentemente o espaço aéreo iraniano. Israel não confirmou nem refutou essa mensagem oficialmente. Ao mesmo tempo, especialistas militares duvidam da veracidade dessa ação israelense. No entanto, nota-se que entre 4 e 15 de março, Israel realizou exercícios militares batizados de Juniper Cobra, juntamente com os EUA.


Em geral, pode ser constatado que a situação ao redor do Irã está ficando cada vez mais tensa devido às atividades da República Islâmica do Irã na Síria e o destino do Plano de Ação Conjunta Global.



Em decorrência do fato, houve uma mudança na administração do presidente norte-americano, Donald Trump. Segundo a imprensa, Trump está formando um gabinete militar anti-iraniano. Como é de conhecimento geral, Trump é um ferrenho opositor ao Plano de Ação Conjunto Global e ameaça romper o acordo nuclear em maio. Seu novo conselheiro de segurança nacional, John Bolton, que escreveu a matéria intitulada "Para parar bomba iraniana, deve-se bombardear o Irã", aconselhou ataques preventivos e "mudança de regime".



Soldados estão em um tanque da coalizão liderada pela Arábia Saudita, na periferia da cidade portuária de Aden, no sul do Iêmen.
© AFP 2018 / SALEH AL-OBEIDI


Estados Unidos aprovam venda de mais de US$1 bi em armas para a Arábia Saudita

Mike Pompeo, novo secretário de Estado dos EUA, classifica o Irã como "governo severo e policial", "teocracia despótica" e "vanguarda do império destrutivo, que expande seu poder e influência no Oriente Médio", o qual tem de ser combatido.
Trump não apenas faz a reconstrução de sua administração, mas também restaura as relações com seus aliados do Oriente Médio, envolvendo-os em atividades anti-iranianas. E não é difícil de fazer isso com base na cronologia de Tel Aviv e Riad sobre Teerã.


Segundo a imprensa, o governante árabe favorito de Trump é o príncipe herdeiro da Arábia Saudita Mohammad bin Salman, de 32 anos de idade, que chama o líder da República Islâmica do Irã de "Hitler do Oriente Médio". Os sauditas também se opõem ao Plano de Ação Conjunto Global. O príncipe Salman já disse várias vezes que, se não for feito de tudo para impedir o Irã de criar arma nuclear, seu país se tornará uma potência nuclear "o mais rápido possível".


"Se os esforços contínuos da Arábia Saudita de conter geopoliticamente o Irã e seu programa nuclear não forem bem-sucedidos, provavelmente isso resultará em guerra daqui a 10 a 15 anos", afirmou o príncipe.


O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também demostra posição rígida em relação ao Irã ao denominar o acordo nuclear como uma ameaça à sobrevivência de Israel, e afirma que o Irã é "a maior ameaça para todo o mundo".


Não há dúvida de que o reconhecimento oficial da ação de Israel na destruição do reator nuclear na Síria em 2007 é um sinal da determinação de Tel Aviv de impedir a consolidação das posições de Teerã na região e a criação de condições para a produção de uma arma nuclear, como já foi confirmado pelo general Yadlin.


"Este é um sinal de que, quando se trata de interesse de maior importância e ameaça séria à existência de Israel, Israel irá agir – mesmo que sozinho", disse. 


Entretanto, aparentemente Israel não terá que agir sozinho. Uma coalização anti-iraniana já foi criada, a qual outros inimigos da República Islâmica do Irã estão prontos a aderir.


E uma pergunta importante: haverá um confronto real? A maioria dos analistas acredita ser pouco provável que aconteça uma guerra de grande escala contra o Irã por muitas razões. Contudo, o mais importante que é que tanto Jerusalém como Teerã não querem "guerra fria". Não por acaso, o vice-ministro das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã, Abbas Araghchi, declarou recentemente que a presença do Irã na Síria não significa o prenúncio de um novo confronto contra Israel, mas o combate ao terrorismo.


https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2018040210888545-caca-reator-nuclear-israel-ira/

« Última modificação: 15 de Maio de 2018, 09:32:22 por JJ »

Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #810 Online: 15 de Maio de 2018, 09:24:26 »



Me parece que agora com o apoio de Trump  a  porteira está aberta para Israel fazer um ataque preventivo ao Irã.



Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #811 Online: 15 de Maio de 2018, 11:11:34 »
Análise

É real o risco de uma ampla guerra no Oriente Médio


por José Antonio Lima — publicado 07/11/2017 10h01, última modificação 08/11/2017 15h55
A derrubada do governo do Líbano e a retórica inflamada da Arábia Saudita e de Israel indicam que as forças anti-Irã estão prontas para um conflito


Em 4 de novembro, o primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri, renunciou. Em um vídeo gravado na Arábia Saudita, Hariri disse temer por sua vida e denunciou a influência do Irã em seu país. Imediatamente, surgiram comentários segundo os quais a renúncia seria o prelúdio para um novo confronto entre o Hezbollah, a principal força política e militar libanesa, e Israel, ou para um amplo confronto no Oriente Médio. Não seria uma surpresa diante do contexto recente no Oriente Médio.


O primeiro aspecto a se levar em conta é a política interna libanesa. Desde 2005, quando o então premier, Rafik Hariri (pai de Saad), foi assassinado, o país encontra-se dividido entre duas coalizões políticas principais:


Aliança 8 de Março


Liderada pelo Hezbollah, um grupo xiita;
É anti-Israel;

É favorável ao regime de Bashar al-Assad, na Síria.



Aliança 14 de Março

Liderada pelo Movimento O Futuro, de Saad Hariri, sunita;
É nacionalista;
É anti-Assad.


Grosso modo, partidos muçulmanos seguem essa separação. Os cristãos maronitas e outras minorias, como os armênios, encontram-se divididos, com siglas figurando nos dois blocos. Cabe lembrar que a Síria é um tema divisivo no Líbano, pois ocupou militarmente o país por 24 anos, tendo se retirado após o atentado contra Rafik Hariri.


Outra lembrança importante: o sistema político libanês é confessional. Prevê que o presidente seja sempre um cristão, que o primeiro-ministro seja um sunita e o presidente do Parlamento, um xiita.


Leia mais:
No Oriente Médio, os bumbos da guerra soam alto


Em 2016, Saad Hariri rompeu um impasse ao apoiar para a Presidência do Líbano o nome de Michel Aoun, do partido cristão Movimento Patriótico Livre, que atualmente é um firme aliado do Hezbollah. O governo formado conseguiu passar legislações importantes, como o orçamento, trazendo alívio para a vida cotidiana dos libaneses. Sua formação e atuação foi, no entanto, vista por muitos como uma vitória política para o Hezbollah.


Irã x Arábia Saudita


O segundo aspecto a ser levado em conta é o componente regional. A lógica que guia os acontecimentos no Oriente Médio atualmente é a da rivalidade entre Arábia Saudita e Irã. Ambos foram adversários até 1979, mas o antagonismo era mediado pelos Estados Unidos. A partir da Revolução Islâmica daquele ano, que tirou o Irã da esfera de influência americana, os dois países entraram em rota de colisão.


Atualmente, a hostilidade, originariamente geopolítica e econômica, ganha cada vez mais contornos sectários, na linha do cisma entre sunitas (como o regime saudita) e xiitas (como o regime iraniano). Isso é evidente nos casos do Iêmen, da Síria e do Iraque. Enquanto o Irã busca ganhar influência, a Arábia Saudita e seus aliados mais próximos, como os Emirados Árabes Unidos, tentam conter os iranianos.

Ira_EUA.jpg
Mulher iraniana protesta contra Trump em ato em Teerã, em 4 de novembro. Expansão iraniana preocupa aliados dos EUA (Foto: Atta Kenare / AFP)


Ocorre que o Irã parece estar em uma posição favorável atualmente. Por meio de partidos e milícias xiitas, Teerã segue muito influente no Iraque. Na Síria, Assad, patrocinado pelo Irã, sobreviveu e está se fortalecendo. No Iêmen, a Arábia Saudita se afundou em um conflito de difícil resolução contra os houthis (vagamente ligados ao Irã), no qual suas Forças Armadas violam direitos de maneira contumaz, afetando duramente a imagem externa saudita.


As frentes de batalha


E onde entra o Líbano? Na junção entre as duas dimensões citadas antes, a nacional e a regional. Assim como Iêmen, Síria e Iraque, o Líbano é um dos fronts na guerra por procuração travada entre sauditas e iranianos. Como a existência do governo era tida como positiva para o Irã, sua dissolução automaticamente é positiva para Riad. A ideia seria retirar do Hezbollah a possibilidade de ter um parceiro sunita, isolando o grupo xiita.


Não à toa, a renúncia de Hariri foi denunciada pelo líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, como uma obra da Arábia Saudita. Não há elementos para corroborar a acusação, mas é certo que dificilmente Hariri teria tomado a decisão sem a anuência do governo saudita. Hariri tem nacionalidade saudita, sua família vive no reino e o conglomerado empresarial de seu pai, que faliu em julho de 2017, floresceu naquele país.

Hassan Nasrallah
Retrato de Hassan Nasrallah em Adshit, no sul do Líbano. O movimento xiita é a principal força política e militar do país (Foto: Mahmoud Zayyat / AFP)


É importante ter em conta que, no atual momento, a Arábia Saudita passa por uma intensa "reestruturação política". Levada a cabo pelo príncipe-herdeiro, Mohammad bin Salman, o processo envolve o expurgo de diversos príncipes e a prisão de muitos deles, assim como de empresários. Parece ser uma tentativa de Mohammad bin Salman de reafirmar seu poder no reino. E seu alvo, como resta evidente por suas declarações (e as de Donald Trump, seu aliado), é o Irã. Pressionar Hariri por uma renúncia, ou forçá-lo a deixar o cargo para dinamitar a legitimidade do Hezbollah, assim, seria um ato desta estratégia.

Israel x Hezbollah


Ainda no âmbito regional, um aspecto é determinante. Tanto a Arábia Saudita quanto Israel encaram a expansão do Irã como uma grave ameaça de segurança a seus interesses. Assim, estão unidos contra Teerã e seus parceiros. E o Hezbollah é o principal deles. O Hezbollah é libanês, mas suas ligações com o Irã são profundas. O grupo foi fundado pelo Irã e é financiado, treinado e abastecido por Teerã. Mais do que isso, a fidelidade religiosa última do Hezbollah está com o líder do regime iraniano, hoje o aiatolá Ali Khamenei.


Na guerra civil da Síria, o Hezbollah teve e ainda tem um papel proeminente na defesa do regime de Assad e vem ajudando o Irã e implantar uma estratégia ambiciosa: criar um corredor terrestre seguro que conecte o Irã ao Líbano, passando pela região norte da Síria e do Iraque. É uma realidade que assusta Israel e a Arábia Saudita, mas cada vez mais factível diante da derrota militar do Estado Islâmico.


Atualmente, o Hezbollah concentra suas forças ao sul de Damasco, a capital síria. É uma região delicada, pois há ali uma significativa presença de rebeldes anti-Assad e, além disso, trata-se da fronteira entre Síria, Líbano e Israel. No caso da fronteira Síria-Israel, o objetivo militar são as Colinas de Golã, um planalto estratégico que foi quase totalmente ocupado por Israel em 1967. Se o Hezbollah passar a dominar porção síria das colinas, pode abrir um segundo front contra Israel, que se somaria ao existente, no sul do território libanês.


Tal realidade é inaceitável para Israel. Para evitar isso, suas Forças Armadas têm realizado ataques recorrentes contra comboios de armas iranianas destinados ao Hezbollah. Pelo status quo atual, o Hezbollah não retalia esses ataques quando ocorrem em território sírio. Com a fronteira fluída e os ânimos acirrados, essa realidade poderia mudar.


Um relatório publicado em julho de 2017 pelo Institute for National Security Studies, um think tank ligado à Universidade de Tel-Aviv, mostra que o Hezbollah é encarado pelo governo israelense como a "principal ameaça militar a Israel". Desde a guerra entre as duas partes em 2006, inúmeros líderes militares israelenses afirmaram que um novo confronto é apenas uma questão de tempo.


Ao comentar a renúncia de Hariri, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deixou isso evidente. "Eles querem trazer forças xiitas e iranianas para perto de Israel. Não vamos deixar isso ocorrer. Vamos resistir a isso", afirmou em 5 de novembro.


Benjamin Netanyahu
Netanyahu em evento em Londres, em 3 de novembro. O premiê israelense comanda a principal força militar de toda a região (Foto: Adrian Dennis / AFP)


O discurso do ministro saudita para assuntos do Golfo, Thamer al-Sabhan, é bastante semelhante. "Não vamos aceitar que o Líbano seja de qualquer forma uma plataforma de lançamento de terrorismo contra nossos países. Cabe aos seus líderes escolher se querem ser um Estado terrorista ou um Estado pacífico", afirmou pelo Twitter em 6 de novembro.


No mesmo dia, em entrevista ao canal Al-Arabiya, Sabhan foi além. Chamou o Hezbollah, cujo nome significa Partido de Deus, de Partido de Satã, e afirmou que o grupo xiita está envolvido em "atos terroristas" contra a Arábia Saudita. O ministro afirmou que seu governo espera que o governo do Líbano "aja para deter o Hezbollah" e ameaçou declarar guerra. "Vamos tratar o governo do Líbano como um governo que declara guerra à Arábia Saudita devido à agressão do Hezbollah", afirmou.


Dificilmente o governo saudita usaria esse tipo de retórica sem ter o apoio tácito dos Estados Unidos para suas ações. É improvável, entretanto, que a Arábia Saudita, cujas forças já estão dedicadas à guerra no Iêmen, abra uma nova empreitada militar sozinha contra o Líbano. Essa "tarefa" recairia sobre Israel.

Leia mais:
O que Trump vê de errado no acordo com Irã?
Trump e a volta da crise nuclear do Irã


Com a derrubada do governo Hariri, o Líbano deve entrar em uma nova fase de instabilidade, o que dificultará a manutenção do equilíbrio na região. Tanto na guerra de 2006, entre Israel e o Líbano, quanto nos três conflitos entre Israel e o Hamas (2008, 2012 e 2014), a conflagração teve início sem que um dos lados estivesse totalmente convencido de que a opção armada era a melhor disponível. Mas erros de cálculo e uma escalada involuntária da tensão levaram à conflagração.


No atual momento, com a Arábia Saudita e Israel dispostos a conter o Irã a qualquer custo e com Teerã tentando ampliar sua capacidade de atacar Israel por meio do Hezbollah, qualquer escaramuça pode levar a mais uma rodada de carnificina. Muitos países e atores não estatais percebem-se como ameaças existenciais mútuas e, sem o interesse dos Estados Unidos, não há mais um ator capaz de conter todos os possíveis beligerantes. Neste clima, a possibilidade de um confronto de múltiplos atores cresce a olhos vistos. As maiores vítimas, sem dúvida e como sempre, seriam os civis.


https://www.cartacapital.com.br/internacional/e-real-o-risco-de-uma-ampla-guerra-no-oriente-medio



Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #812 Online: 15 de Maio de 2018, 11:17:00 »



Não é sem motivo que o Oriente Médio é considerado como sendo um barril de pólvora.


 :fosforo:

Offline Gauss

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #813 Online: 15 de Maio de 2018, 19:23:23 »
Não há interesse de Israel em atacar o regime sírio. Mas é muito provável uma intervenção no Líbano e contra o Irã.
“A matemática é a rainha das ciências.”
Carl Friedrich Gauss.

Offline André Luiz

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #814 Online: 15 de Maio de 2018, 20:41:50 »
Peitar o Irã sozinho é foda, até mesmo para Israel.
Acho que os americanos farão o serviço

Offline Geotecton

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #815 Online: 15 de Maio de 2018, 21:02:13 »
Peitar o Irã sozinho é foda, até mesmo para Israel.

Mesmo em uma guerra aberta, Israel levaria ampla vantagem.

Mas se houver algum conflito, será um ataque restrito às instalações nucleares.


Citação de: André Luiz
Acho que os americanos farão o serviço

Tomara que não.

Se houver um ataque, que Israel o faça e depois aguente as conseqüências.

O EUA só interviria no caso de Israel sofrer um risco real de sobrevivência.
« Última modificação: 16 de Maio de 2018, 10:53:12 por Geotecton »
Foto USGS

Offline Muad'Dib

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #816 Online: 16 de Maio de 2018, 05:41:41 »
A questão é o Irã, a Síria, o Hezbollah e a Palestina.

Israel, provavelmente, lida fácil com o Irã, mas se tiver que lidar com os quatro ao mesmo tempo vai ficar apertado. Do jeito que estão as coisas hoje, é bem capaz de que, se a situação começar a piorar, esses países iriam pressionar Israel juntos.

Israel usaria armas nucleares sem muita preocupação com o que a ONU pensaria.

Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #817 Online: 16 de Maio de 2018, 10:04:55 »
Peitar o Irã sozinho é foda, até mesmo para Israel.
Acho que os americanos farão o serviço


Nem só Israel, nem só  EUA, acredito que será um serviço executado por ambos,   talvez com o papel principal representado por Israel, mas,  apoiado pelos EUA com o que for necessário.



Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #818 Online: 16 de Maio de 2018, 10:12:31 »
A questão é o Irã, a Síria, o Hezbollah e a Palestina.

Israel, provavelmente, lida fácil com o Irã, mas se tiver que lidar com os quatro ao mesmo tempo vai ficar apertado. Do jeito que estão as coisas hoje, é bem capaz de que, se a situação começar a piorar, esses países iriam pressionar Israel juntos.

Israel usaria armas nucleares sem muita preocupação com o que a ONU pensaria.


A Síria tá um caco,  só vale alguma coisa com a ajuda da Rússia e do Irã, o Hezbollah não tem poder militar suficiente nem para começar a abalar Israel.  A Palestina idem.  Só o Irã é que realmente representa uma ameaça, e que está crescendo na Síria. E é por isso, e também pelo perigo de desenvolverem armas nucleares,  que Israel  deverá continuar a fazer ataques às forças iranianas na Síria, e também fazer um ataque preventivo às instalações nucleares no Irã.

« Última modificação: 16 de Maio de 2018, 10:21:58 por JJ »

Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #819 Online: 16 de Maio de 2018, 10:19:02 »
Peitar o Irã sozinho é foda, até mesmo para Israel.

Mesmo em uma guerra aberta, Israel levaria ampla vantagem.


Em relação às forças aéreas,  Israel  tem  meios  bem melhores, entretanto ainda não tem uma força de aviões invisíveis (F-35) operacionais.  E os EUA já tem (F-22, F-35, B-2).   E considerando que as defesas antiaéreas do Irã não são insignificantes,  é bem mais seguro contar com estes meios para um primeiro ataque. Neste caso, as forças americanas podem dar uma ajuda bastante valiosa.





« Última modificação: 16 de Maio de 2018, 10:23:00 por JJ »

Offline Geotecton

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #820 Online: 16 de Maio de 2018, 10:56:58 »
Peitar o Irã sozinho é foda, até mesmo para Israel.

Mesmo em uma guerra aberta, Israel levaria ampla vantagem.

Em relação às forças aéreas, Israel tem meios bem melhores, entretanto ainda não tem uma força de aviões invisíveis (F-35) operacionais. E os EUA já tem (F-22, F-35, B-2). E considerando que as defesas antiaéreas do Irã não são insignificantes, é bem mais seguro contar com estes meios para um primeiro ataque. Neste caso, as forças americanas podem dar uma ajuda bastante valiosa.

O sistema de defesa aérea do Irã não é insignificante mas seria neutralizado rapidamente com os sistemas de Israel, que incluem os módulos de guerra eletrônica e o ataque com mísseis anti-radiação, que são portados por diversos vetores, em especial os F-15 e F-16.
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Offline André Luiz

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #821 Online: 16 de Maio de 2018, 21:50:32 »
Sem contar que Israel deve ter armas nucleares

Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #822 Online: 16 de Maio de 2018, 22:01:47 »
Sem contar que Israel deve ter armas nucleares


Israel só usará armas nucleares  se  estiver  numa  situação  de perigo de  destruição  iminente. 



 

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