Autor Tópico: Plágios na música  (Lida 267 vezes)

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Offline Sdelareza

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Plágios na música
« Online: 24 de Fevereiro de 2018, 15:20:04 »
Essas músicas ou baladas que nós encantaram no passado...
 que decepção ao aprender que seus autores simplesmente roubaram
a melodia de outras canções sem querer dar nenhum crédito aos seus verdadeiros autores.

"Feelings" do brasileiro Morris Albert (nascido Maurício Alberto Kaiserman), sucesso mundial por volta de 1975,
foi declarada pela Suprema Corte da Califórnia nos Estados Unidos, como um plágio da canção francesa "Pour Toi",
 composta pelo francês Loulou Gasté e lançada uns 20 anos antes de Feelings (e que fez pouco sucesso na França).

Feelings - Morris Albert
<a href="https://www.youtube.com/v/wU0Pp2n6ooE" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/wU0Pp2n6ooE</a>

Pour Toi - Dario Moreno
<a href="https://www.youtube.com/v/2Y_7pVYV9XA" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/2Y_7pVYV9XA</a>

Offline Digão

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Re:Plágios na música
« Resposta #1 Online: 24 de Fevereiro de 2018, 16:16:27 »
Feelings - Morris Albert
<a href="https://www.youtube.com/v/wU0Pp2n6ooE" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/wU0Pp2n6ooE</a>

The Offspring tem uma versão punk dessa música:

<a href="https://www.youtube.com/v/XnhoIf8dDVE" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/XnhoIf8dDVE</a>

Offline Felipp Jarbas

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Re:Plágios na música
« Resposta #2 Online: 24 de Fevereiro de 2018, 18:55:28 »
<a href="https://www.youtube.com/v/an1i3zHaJcQ" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/an1i3zHaJcQ</a>
Se você acha que sua crença é baseada na razão, você a defenderá com argumentos e não pela força e renunciará a ela se seus argumentos se mostrarem inválidos. (Bertrand Russell)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Humanismo_secular
http://pt.wikipedia.org/wiki/Liberalismo_social

Offline Gabarito

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Re:Plágios na música
« Resposta #3 Online: 25 de Fevereiro de 2018, 06:26:53 »
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O dia em que Zé Ramalho plagiou o Hulk
Por Marcus Ramone
Data: 2 março, 2015
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Apesar de eu ser um roqueiro nato, curto muita coisa da verdadeira MPB. E os trabalhos antigos do cantor e compositor Zé Ramalho estão dentre os meus preferidos. O que não me impediu de sentir uma ponta de decepção com ele por causa de um fato ocorrido há mais de 30 anos e que envolveu os quadrinhos.

Em 1982, o artista lançou o LP Força Verde, que considero um dos melhores de sua carreira. Acontece que a letra da faixa-título é um plágio descarado da tradução brasileira para um poema do dramaturgo e poeta irlandês W. B. Yeats. A versão tupiniquim foi publicada em 1972, no gibi O Incrível Hulk # 1, pela GEA.

Na HQ, Roy Thomas usou o poema como narração nas primeiras páginas da história, citando o autor, é claro. Mas o Zé Ramalho, que é fã confesso de quadrinhos, se apoderou da tradução e registrou a letra nos créditos do LP como sendo de sua autoria.

O caso foi descoberto tão logo o disco chegou às lojas. A imagem abaixo é da reportagem da Veja divulgando o flagrante de plágio na edição de 21 de julho de 1982.

Meu pai, que era assinante da revista e havia comprado o disco, mostrou-me a reportagem já naquela época – antes de escrever este texto, peguei o LP do acervo dele e conferi a frase “Todas as composições são de autoria de Zé Ramalho” estampada no interior da capa dupla.

Para saber mais sobre esse gibi clássico do Hulk e ler o poema na íntegra, basta dar uma olhada no review que fiz para o Universo HQ, em 2005.





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O Incrível Hulk # 1 (GEA)
Por Marcus Ramone
Data: 20 fevereiro, 2005

O Incrível Hulk # 1Editora: GEA – Grupo de Editores Associados
Autores: Roy Thomas (textos) e Herb Trimpe (desenhos).
Preço: Cr$ 1,50 (preço da época)
Número de páginas: 24
Data de lançamento: 1972

Sinopse: Sinceramente… Homem-Areia! – Internada num hospital, Betty Ross recebe a visita de Bruce Banner, que, na pele do Hulk, havia escapado de mais um ataque do General Ross.

No mesmo local, o Homem-Areia surge com o propósito de obrigar algum médico a curar-lhe da estranha enfermidade que o está transformando em diamante. O vilão consegue trocar de sangue com Betty Ross, e Banner facilita voluntariamente a transformação no gigante verde para vingar sua amada.

Tem início uma batalha épica entre duas das criaturas mais perigosas da Terra.

Positivo/Negativo: Um excelente roteirista, que logo se tornaria célebre por seu trabalho com o bárbaro Conan; um desenhista seguidor fiel da escola de Jack Kirby; um vilão interessante e poderoso (embora apresentado aqui com um uniforme risível); um protagonista ainda em “início de carreira”, cheio de possibilidades… Em suma, belos elementos que tornaram esta HQ uma boa estréia do Hulk, na saudosa GEA – Grupo de Editores Associados.

O Hulk de Herb Trimpe não é grande, nem muito assustador. As cenas de batalha também não apresentam tanto impacto e destruição, e os quadrinhos diagramados da forma clássica não contribuem para isso. E a cena tensa e chamativa da capa não chega nem perto de acontecer na história.

Mas são exatamente esses elementos que tornam divertida a leitura do gibi nos dias atuais. E há ainda uma certa inocência nos diálogos e na trama, que faria torcer o nariz dos leitores das novas gerações, mas que seriam muito bem-vindas para atenuar a boçalidade da maioria das atuais aventuras de super-heróis.

Entretanto, o que torna interessante esta edição (além de ser a primeira revista mensal do Hulk no Brasil) é um fato ocorrido dez anos após seu lançamento. Em 1982, o cantor e compositor Zé Ramalho (fã confesso de quadrinhos) gravou a música Força Verde, em seu LP de mesmo nome, cuja letra é a cópia – palavra por palavra – do texto introdutório deste gibi, que por sua vez é a tradução de um poema de William Butler Yeats, poeta e dramaturgo irlandês, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1923.

Foi uma espécie de plágio duplo (sobre o poema original e mais ainda sobre a tradução brasileira), que repercutiu bastante na época, e cuja descoberta se deve a um colecionador de HQs da Paraíba, que denunciou o ocorrido num jornal local.

Embora, obviamente, o texto não tenha sido escrito para o Hulk, o roteirista Roy Thomas o usou devido à incrível semelhança com a descrição conceitual do Golias Verde. Confira abaixo.

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Ainda há pouco era apenas uma estrela candente
Parecia uma imensa tocha antes do mergulho
Agora vem à tona, sua ira é intensa e você deseja saber se há algo que possa acalmá-lo outra vez
Os pássaros, a lua cheia e todo o céu leitoso, e todas as formas da natureza foram destruídas pela imagem do homem e seu choro
A moça dos lábios vermelhos mostrava toda a grandeza do mundo em lágrimas
Condenado como Ulisses
E como Príamos, morto com seus companheiros
Apareceu no momento em que a Lua se ia elevando
E todo o pranto forma a imagem do homem e seu lamento.

Outro atrativo é a seqüência de propagandas de outras publicações Marvel da editora, que inclui a de um certo Defensor Destemido, hoje conhecido por todos como Demolidor.

Uma edição imperdível não só para os fãs do Hulk, mas para qualquer colecionador de HQs. Vale a pena procurar nos sebos.


Offline Gabarito

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Re:Plágios na música
« Resposta #4 Online: 25 de Fevereiro de 2018, 06:27:09 »
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Zé Ramalho - Força Verde [1982]
sábado, 24 de maio de 2014

Por Marcelo Fróes

Chamando atenção já por sua arrojada capa tríplice, o álbum “Força Verde” foi fruto do respaldo conquistado por Zé Ramalho em seus três primeiros trabalhos para a CBS. Segundo o próprio artista, foi o disco mais místico que já fez mas que obteve curta vida útil, ainda que tenha ido para as lojas com 150 mil cópias vendidas. A música Força Verde, distribuída num compacto promocional, estava indo bem nas rádios e o disco ganhava boas críticas até o cantor e compositor ser acusado de plágio, por causa de uma revista em quadrinhos do “Incrível Hulk”.

A história de Força Verde é antiga. Data dos idos de 1976, quando Zé havia chegado ao Rio de Janeiro e ainda atravessava seu período lisérgico pós “Paêbirú”. Folheando um gibi do “Incrível Hulk”, Zé reparou que os balões de determinada historinha continham pura poesia. Fez uma música em torno daquilo e, quando finalmente resolveu gravá-la para este disco em abril de 1982, falou com seu produtor sobre o que fazer. Como não obteve esclarecimento e inclusive ouviu um comentário de que certa feita Roberto Carlos musicara uma fotonovela, achou que não haveria problema.

Um colecionador de gibis reconheceu o texto na letra e denunciou Zé Ramalho na televisão, dizendo que a letra provinha do texto de um poeta irlandês não creditado na revista original. A imprensa brasileira transformou a coisa num escândalo e o apresentador Flávio Cavalcante chegou a chamar Zé de “ladrão”. Stan Lee e a Marvel Comics, responsáveis pelo personagem “Incrível Hulk”, chegaram a ser procurados pela imprensa brasileira, mas resolveram pedir que abafassem a história afinal, eles próprios não haviam creditado o poeta irlandês na revista original. Segundo Zé Ramalho, a CBS ficou temerosa e preferiu esconder o disco, embora já naquela época ele achasse que deveriam aproveitar pra incendiar o assunto. Naquele ano, Zé seria lançado internacionalmente a partir de um show no Festival de Montreux e depois disto gravaria um disco totalmente em espanhol. Tudo foi adiado por tempo indeterminado e Zé deu férias à banda, ficando dois anos trancado em casa até que a poeira assentasse.

O posicionamento do artista junto à gravadora ficou abalado, com uma quebra de confiança provocada por um incidente oriundo da ingenuidade característica de uma época.

<a href="https://www.youtube.com/v/6korbmfdspY" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/6korbmfdspY</a>


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Re:Plágios na música
« Resposta #5 Online: 25 de Fevereiro de 2018, 06:36:03 »
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“Quando penso em você…”: conheça a polêmica de plágio que envolve Cecília Meireles e Raimundo Fagner
07/11/2014 Deixe um comentário

Raimundo Fagner lançou “Canteiros” em 1973, mas só incluiu Cecília Meireles como coautora quatro anos mais tarde

“Quando penso em vocêêêê, fecho os olhos de saudaaaade…” Se você nunca sentiu uma dorzinha de cotovelo ao ouvir Fagner interpretando Canteiros, sorte a sua. Se sentiu, pense duas vezes antes de colocar a culpa no cantor e compositor cearense. É que esse verso (e os seguintes), na verdade, não foi exatamente uma criação dele. A estrofe em questão é inspirada no poema Marcha, escrito por Cecília Meireles. A autora carioca, aliás, estaria completando 113 anos nesta sexta-feira, 07 de novembro.

Explicando: Fagner lançou Canteiros em 1973, como faixa do seu disco de estreia. Este não fez muito sucesso e acabou sendo retirado do comércio. No entanto, com o sucesso posterior da canção Revelação, o LP foi redescoberto e aquela música tornou-se um hit. Pouco antes disso, em 1977, o cantor havia registrado Cecília Meireles como coautora da letra, o que, no entanto, não impediu uma ação judicial movida pelas filhas da poetisa.

Em 06 de novembro de 1979, um dia antes da data de aniversário de Cecília, Fagner admitiu, em juízo, que havia tentado fazer uma adaptação do poema Marcha. Em 1983, as filhas da poetisa venceram a ação judicial, cabendo ao cantor, às Edições Saturno e às gravadoras Polygram, Polystar, Polifar o pagamento de uma indenização de 101 mil cruzeiros, por violação de direitos autorais. A Polygram, entretanto, continuou resistindo e apelou ao Supremo Tribunal Federal.

Morta em 1964, Cecília Meireles estaria completando 113 anos nesta sexta-feira, 07 de novembro

O litígio se arrastou até 1999, quando a gravadora Sony Music fez um acordo com as herdeiras de Cecília Meireles, envolvendo a regravação da música Canteiros, no primeiro álbum ao vivo de Raimundo Fagner, que viria a ser lançado no ano seguinte.

Já que tudo acabou bem, vamos aproveitar a música de Fagner e a lírica de Cecília Meireles, reconhecendo o melhor de cada um. Confira o poema Marcha e o vídeo de Canteiros a seguir.

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Quando penso no teu rosto, fecho os olhos de saudade
Tenho visto muita coisa, menos a felicidade
Soltam-se meus dedos tristes
Dos sonhos claros que invento
Nem aquilo que imagino
Já me dá contentamento
.
Gosto da minha palavra pelo sabor que me deste
Mesmo quando é linda, amarga
Como qualquer fruto agreste.
Mesmo assim amarga, é tudo que tenho
Entre o sol e o vento.
Meu vestido, minha música,
Meu sonho, meu alimento


<a href="https://www.youtube.com/v/f1xSeQuN1A4" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/f1xSeQuN1A4</a>

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Re:Plágios na música
« Resposta #6 Online: 25 de Fevereiro de 2018, 08:17:19 »
Quem se lembra de "Supernatural", álbum de Santana que fez muito sucesso por volta de 1999?

Pois uma das faixas, "Love of my life", é somente uma cópia da sinfonia n.3 poco allegretto de Brahms.

"E nos créditos de Love of my Life apenas consta o nome de Carlos Santana como autor, não há nem sombra de alusão ao compositor alemão."
Vejam o texto explicando o plágio em:
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/1706229.html

 

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