Autor Tópico: Se diz cético, mas . . .  (Lida 11377 vezes)

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Offline Skeptikós

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Re:Se diz cético, mas . . .
« Resposta #200 Online: 15 de Junho de 2014, 23:05:00 »
Entendi.
Ele diz que "não sabe" se é cético, mas não tem certeza se sabe que não sabe. Certo? Pq pode ser que ele saiba sim. Não é?
Ele não admite a possibilidade da verdade (como os dogmáticos), mas nem tão pouco a rejeita (como os acadêmicos) ele simplesmente não sabe se é possível consegui-lá, por isso ele continua buscando.
Buscando o que?
A verdade.

Promover uma ação para um "objetivo" que...?
O objetivo é a satisfação que se espera obter quando de posse da verdade.





Isso não basta, uma teoria pode partir de premissas falsas e mesmo contraditórias, mas apresentar uma conclusão verdadeira.

Você complica demais as coisas. Círculos quadrados não existem, ponto final.

Você é que não considera todas as possibilidades:
[..]

Do que você está falando? O Assunto aqui é sobre a existência ou não de algo,
Você disse que uma maneira de provar a inexistência de algo pode se dar caso a teoria que advoga tal existência seja contraditória, e eu demonstrei que uma teoria contraditória não necessariamente produz uma conclusão falsa. Demonstrei desta forma que encontrar contradições em uma teoria não é suficiente para demonstrar que aquilo que ela afirma existir, inexista.
É contradição na/da teoria ou do objeto da teoria? Essa coisa que o jovem, por óbvio, visualizando como exemplo, dá a seguir, expõe uma contradição declarada pelo próprio objeto.
Uma contradição dada pelo próprio objeto exige uma definição do objeto contradita em si mesma. Para se saber se dado objeto é contradito em si mesmo, é preciso expor a definição do que venha a significar tal objeto. Por isso eu digo, depende do que você entenda por "circulo" e "quadrado."


Algo que, em si, é logicamente inconsistente, não existe, se eu digo que sou onisciente e tenho livre arbítrio, sou um ser contraditório, logo não existo.
Você pode dizer que nasceu na terra e que é por tanto um marciano, o fato de você ter feito uma afirmação contraditória não prova que você inexiste, pois o próprio fato de você estar a pensar sobre estas coisas é uma evidência a favor de sua existência.
Puxa vida...! A coisa é feia meis! Que dizer que, depois do cara ter nascido e dito, ainda o que vai evidenciar a favor da existência do cara é ele pensar?
Isso diz respeito ao indivíduo chegar a uma conclusão racional e própria de que ele existe. É neste caso exigido não somente ser consciente de si mesmo, como também ser racional ao ponto de ser capaz de duvidar da existência de si mesmo. Segundo Descartes, "penso, logo existo".


O mesmo se aplica a círculos quadrados.
Depende do que você entende por círculos e quadrados. Se ambos forem definidos como sinônimos, então um circulo pode ser circulo e quadrado ao mesmo tempo.
E qual vai ser a palavra para círculo ou quadrado?
Espero que a definição envolva mais de uma palavra, como por exemplo; uma figura geométrica plana formada pelo mesmo número de ângulos e lados. Neste caso para se referir ao quadrado.



Círculos e quadrados dependem da definição que se dá a eles?  :hein: É sério isso?  |( E num tópico que pretende resgatar a definição original do "verdadeiro" (e o famigerado relativismo, cadê?) ceticismo, com direito a aulas gratuitas de erudição? A que ponto (de negação) nós chegamos. Que tal uma pitada de objetividade para temperar esse debate? Assim fica difícil de engolir.  :P


Entenda que o Sképticos se referiu apenas aos termos em si, não acredito que ele tenha se referido a representação geométrica dos termos.  Desta forma a redefinição poderá ser feita, só que como coloquei na resposta anterior, provavelmente será uma perda de tempo, pois certamente ela não irá "pegar".


.
Não seria mais encurtador de caminho redefinir derrota como vitória, então?

...Mas, aí, serviria para os dois lados...   É, não tem jeito, o Skeptikós e seus simpatizantes estão numa sinuca...   hahahahahahahaha...
É você quem diz.



E porque não?

Se onisciente é aquele que tem saber absoluto, pleno; que tem conhecimento infinito sobre todas as coisas (Houaiss, V. 3.0) e livre-arbítrio é a possibilidade de decidir, escolher em função da própria vontade, isenta de qualquer condicionamento, motivo ou causa determinante (Houaiss, v. 3.0) Um ser assim é perfeitamente concebível, pois a onisciência e o livre-arbítrio como atributos de um mesmo ser não são atributos que se contradizem. Este ser "x" é por tanto perfeitamente concebível.
Está tentando mesmo dizer que saber como o futuro será não conflita com a liberdade de mudá-lo?! Mesmo para o jovem Skeptikós, parece um tanto exagerado...
Se for muitos futuros possíveis, e desta forma muitas possíveis opções a seguir, ainda não vejo como um poderia contradizer o outro. Mas se assim for explicitado, eu abandono esta hipótese.

Abraços!
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

Offline Johnny Cash

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Re:Se diz cético, mas . . .
« Resposta #201 Online: 15 de Junho de 2014, 23:47:38 »
E que se eu disser que se um círculo me parece quadrado, eu não estou afirmando que ele me parece assim, e apenas "dizendo como me parece"*, e que de acordo com minha própria definição (que só me parece) todo círculo pode ser quadrado?  |(
Não me lembro de ninguém ter dito isso. Pode quotar para nós esta passagem em especifico?
Mas é claro que posso, estou aqui para servir a todos! Veja abaixo duas citações de passagens suas mesmo:

Segundo as definições acima fixadas sobre o que é um circulo e o que é um quadrado, tais definições permitem a concepção da ideia de que em todo circulo há um quadrado, e que por este motivo todo circulo é um circulo quadrado.
Depende do que você entende por círculos e quadrados. Se ambos forem definidos como sinônimos, então um circulo pode ser circulo e quadrado ao mesmo tempo.

Lembrando que o que realmente me incomoda é o tipo da discussão.

*Comentei ontem num buteco, com um amigo meu doutor em letras, sobre isso de "não sei" não ser afirmação e ele só conseguiu rir.
De fato, diante de uma risada muito convincente e de um suposto titulo de Doutor por trás daquele que ria, não há conclusão mais óbvia que se não a de que você esta certo.  Só que não!  :P
 

Ah, por aqui eu não esperava  “estar certo” ou por fim a discussão, foi só um relato pessoalzasso mesmo. Amanhã venho com algo mais consistente sobre isso de alguém que diz que “eu não sei” afirma que não sabe e que alguém que diz que “objeto x me parece assim” afirma que o objeto x lhe parece de tal forma.

Offline Cientista

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Re:Se diz cético, mas . . .
« Resposta #202 Online: 16 de Junho de 2014, 02:19:43 »
Entendi.
Ele diz que "não sabe" se é cético, mas não tem certeza se sabe que não sabe. Certo? Pq pode ser que ele saiba sim. Não é?
Ele não admite a possibilidade da verdade (como os dogmáticos), mas nem tão pouco a rejeita (como os acadêmicos) ele simplesmente não sabe se é possível consegui-lá, por isso ele continua buscando.
Buscando o que?
A verdade.
Como, se não a conhece, e nem mesmo admitindo(/rejeitando) saber se possível consegui-la? Como se busca; como se espera encontrar algo que não se conhece? ...Criando palavras para pôr no lugar?   hahahahahahahahaha...

Promover uma ação para um "objetivo" que...?
O objetivo é a satisfação que se espera obter quando de posse da verdade.
Não captou... (e qual seria a novidade?...) A questão não é o objetivo (que, em meio a tanto subjetivismo defendido, também já é absurdo a se recorrer). É a promoção da ação. Ação para um intento a alcançar algo que não se sabe nem se alcançável. Qual a nobilitante diferença entre isso e "mundana" indução? Faz sentido/vale "buscar" porque já "se chegou a verdades" no passado? Se chegou buscando (objetivamente) por elas? Ou, simplesmente, aceitando-as? Como empreender a ação de busca de algo que não se pode nem responder o que é?

E...  então, cofessa, o jovem Skeptikós, que o vergonhoso objetivo do ("verdadeiro") cético é uma satisfação ordinária de possuir "a verdade" para si? Muito bom...  O Cientista agradece a franqueza!  hahahahahahahahaha...

Isso não basta, uma teoria pode partir de premissas falsas e mesmo contraditórias, mas apresentar uma conclusão verdadeira.
Você complica demais as coisas. Círculos quadrados não existem, ponto final.
Você é que não considera todas as possibilidades:
[..]
Do que você está falando? O Assunto aqui é sobre a existência ou não de algo,
Você disse que uma maneira de provar a inexistência de algo pode se dar caso a teoria que advoga tal existência seja contraditória, e eu demonstrei que uma teoria contraditória não necessariamente produz uma conclusão falsa. Demonstrei desta forma que encontrar contradições em uma teoria não é suficiente para demonstrar que aquilo que ela afirma existir, inexista.
É contradição na/da teoria ou do objeto da teoria? Essa coisa que o jovem, por óbvio, visualizando como exemplo, dá a seguir, expõe uma contradição declarada pelo próprio objeto.
Uma contradição dada pelo próprio objeto exige uma definição do objeto contradita em si mesma. Para se saber se dado objeto é contradito em si mesmo, é preciso expor a definição do que venha a significar tal objeto. Por isso eu digo, depende do que você entenda por "circulo" e "quadrado."
Jovem...  depois do passeio ali fora, voltemos à questão.

Se o próprio objeto fornece alguma contradição de algum aspecto de si mesmo, já não pode ser sobre sua existência (do que **trata-se** aqui). Podes enrolar os outros, não o Cientista, lembra? hahahahahahahahah...

Um objeto que expõe considerações sobre si mesmo, como um terráqueo que se afirma marciano, é peculiar a outros que não o fazem. É um objeto também intrinsecamente (auto)teorizador; ele pode altercar com tuas considerações dele. Deixemos essa categoria (ou caracterização, uma vez que no caso dos assim supostos que não se apresentam nem com oração brava tal caracterização é inútil para a investigação) de lado.

Algo que, em si, é logicamente inconsistente, não existe, se eu digo que sou onisciente e tenho livre arbítrio, sou um ser contraditório, logo não existo.
Você pode dizer que nasceu na terra e que é por tanto um marciano, o fato de você ter feito uma afirmação contraditória não prova que você inexiste, pois o próprio fato de você estar a pensar sobre estas coisas é uma evidência a favor de sua existência.
Puxa vida...! A coisa é feia meis! Que dizer que, depois do cara ter nascido e dito, ainda o que vai evidenciar a favor da existência do cara é ele pensar?
Isso diz respeito ao indivíduo chegar a uma conclusão racional e própria de que ele existe. É neste caso exigido não somente ser consciente de si mesmo, como também ser racional ao ponto de ser capaz de duvidar da existência de si mesmo. Segundo Descartes, "penso, logo existo".
Segundo o Cientista: penso, logo alguma coisa há (não necessariamente, e já não mais efetivamente como já descoberto, além de qualquer possibilidade de ser capaz de duvidar sem ser um delirante, "si" mesmo).   E?...        Os olhos do Cientista são bonitos paca, garoto! Os do descartado eram feiiins...  hahahahahahahahahah...

E a resposta (junto com o retorno *à questão*)? Depois de uma coisa nascer e dizer, o que vai evidenciar a favor de sua existência (**para observadores** -- o objeto é só objeto aqui, para ser verificado, não autoverificado, em in/existência, lembra?) é ele pensar? Objetos que não pensam não podem ser evidenciados em favor de suas existências?!  É... acho (e o Cientista tá aqui concordando comigo, hahahahahahahah) que o solipsismo escancara-se...

O mesmo se aplica a círculos quadrados.
Depende do que você entende por círculos e quadrados. Se ambos forem definidos como sinônimos, então um circulo pode ser circulo e quadrado ao mesmo tempo.
E qual vai ser a palavra para círculo ou quadrado?
Espero que a definição envolva mais de uma palavra,
Hahahahahahahahahahahhahahahahahah...  Péssima tentativa, meu jovem! As definições já existem; as palavras já existem. Depois de deturpadas por "céticos" (dos "verdadeiros") tão bem intencionados como o jovem, quais outras palavras deverão ser formuladas para resumir o que se diz em várias para a mesma coisa? Você pode sofrer um surto e chamar círculo de quadrado, vice-versa, ou mesmo círculo tanto de círculo como de quadrado, assim como quadrado. Como chamar o círculo e o quadrado depois disso? Aliás, para que dar, deliberadamente, uma mesma palavra para duas coisas diferentes/duas palavras diferentes para a mesma coisa?

como por exemplo; uma figura geométrica plana formada pelo mesmo número de ângulos e lados. Neste caso para se referir ao quadrado.
Uma figura geométrica plana com igual número de lados e vértices chama-se polígono. O quadrado e o círculo são casos particulares dos casos regulares, porque ainda há os quadriláteros e o que podemos chamar de 'circulóides'. Como fica? Quer truncar, agora, não só o círculo para quadrado, como todos os demais polígonos?!  HAJA FÉ!!!!!  hahahahahahahahahahhaha...

Círculos e quadrados dependem da definição que se dá a eles?  :hein: É sério isso?  |( E num tópico que pretende resgatar a definição original do "verdadeiro" (e o famigerado relativismo, cadê?) ceticismo, com direito a aulas gratuitas de erudição? A que ponto (de negação) nós chegamos. Que tal uma pitada de objetividade para temperar esse debate? Assim fica difícil de engolir.  :P
Entenda que o Sképticos se referiu apenas aos termos em si, não acredito que ele tenha se referido a representação geométrica dos termos.  Desta forma a redefinição poderá ser feita, só que como coloquei na resposta anterior, provavelmente será uma perda de tempo, pois certamente ela não irá "pegar".
.
Não seria mais encurtador de caminho redefinir derrota como vitória, então?

...Mas, aí, serviria para os dois lados...   É, não tem jeito, o Skeptikós e seus simpatizantes estão numa sinuca...   hahahahahahahaha...
É você quem diz.
Não, é o Cientista, em pessoa, o próprio! Juro! Aí não tem contestação! Vais querer discutir com o Cientistão, cara?! Eu tô fora dessa! Num topo encarar o FEDERALZÃO DOS MULTIVERSOS não! hahahahahahahahahah...

Mas se o Cientista disser o contrário, a realidade da dramática situação do Skeptikós muda?! O Cientista (me disse que) vai pensar no caso...

Mas, por enquanto, as respostas (já que o jovem assumiu pelo JJ):

"Não seria mais encurtador de caminho redefinir derrota como vitória, então?"

"Não serviria para os dois lados?"

E, mais: como se pode vencer/perder se tudo o que se diz é verdade?

Fantástico!...    hahahahahahahaha...

E porque não?

Se onisciente é aquele que tem saber absoluto, pleno; que tem conhecimento infinito sobre todas as coisas (Houaiss, V. 3.0) e livre-arbítrio é a possibilidade de decidir, escolher em função da própria vontade, isenta de qualquer condicionamento, motivo ou causa determinante (Houaiss, v. 3.0) Um ser assim é perfeitamente concebível, pois a onisciência e o livre-arbítrio como atributos de um mesmo ser não são atributos que se contradizem. Este ser "x" é por tanto perfeitamente concebível.
Está tentando mesmo dizer que saber como o futuro será não conflita com a liberdade de mudá-lo?! Mesmo para o jovem Skeptikós, parece um tanto exagerado...
Se for muitos futuros possíveis, e desta forma muitas possíveis opções a seguir, ainda não vejo como um poderia contradizer o outro. Mas se assim for explicitado, eu abandono esta hipótese.

Abraços!
Está tentando dizer que não importa a quantidade de "futuros possíveis" um delírio filosofoso qualquer invencione para fugir da realidade, o onisciente saber qual deles ele mesmo escolherá não tira dele mesmo seu livre arbítrio, meu jovem?!  É que...  o Cientista precisa muito saber a resposta para, em sua condição onisciente, saber se, também, pode ter livre arbítrio   ...Ih!  Acho que...    hahahahahahahahahah...





Quando o Cientista te deixa respirar um pouco, tomas até um fôlego, não, meu jovem? Se espalha e 'se sente' porque a maioria é fraca na batalha. Mas, aí, o Cientista volta e... aí o bicho pega para o Skeptikós...   hahahahahahahahahaha!

Offline Skeptikós

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Re:Se diz cético, mas . . .
« Resposta #203 Online: 16 de Junho de 2014, 12:22:45 »
E que se eu disser que se um círculo me parece quadrado, eu não estou afirmando que ele me parece assim, e apenas "dizendo como me parece"*, e que de acordo com minha própria definição (que só me parece) todo círculo pode ser quadrado?  |(
Não me lembro de ninguém ter dito isso. Pode quotar para nós esta passagem em especifico?
Mas é claro que posso, estou aqui para servir a todos! Veja abaixo duas citações de passagens suas mesmo:

Segundo as definições acima fixadas sobre o que é um circulo e o que é um quadrado, tais definições permitem a concepção da ideia de que em todo circulo há um quadrado, e que por este motivo todo circulo é um circulo quadrado.
Depende do que você entende por círculos e quadrados. Se ambos forem definidos como sinônimos, então um circulo pode ser circulo e quadrado ao mesmo tempo.
Estas citações minhas não são exatamente aquilo que você descreveu que eu supostamente havia dito.


Lembrando que o que realmente me incomoda é o tipo da discussão.

*Comentei ontem num buteco, com um amigo meu doutor em letras, sobre isso de "não sei" não ser afirmação e ele só conseguiu rir.
De fato, diante de uma risada muito convincente e de um suposto titulo de Doutor por trás daquele que ria, não há conclusão mais óbvia que se não a de que você esta certo.  Só que não!  :P
 

Ah, por aqui eu não esperava  “estar certo” ou por fim a discussão, foi só um relato pessoalzasso mesmo. Amanhã venho com algo mais consistente sobre isso de alguém que diz que “eu não sei” afirma que não sabe e que alguém que diz que “objeto x me parece assim” afirma que o objeto x lhe parece de tal forma.
:ok:

Abraços!
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

Offline Skeptikós

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Re:Se diz cético, mas . . .
« Resposta #204 Online: 16 de Junho de 2014, 12:49:03 »
Entendi.
Ele diz que "não sabe" se é cético, mas não tem certeza se sabe que não sabe. Certo? Pq pode ser que ele saiba sim. Não é?
Ele não admite a possibilidade da verdade (como os dogmáticos), mas nem tão pouco a rejeita (como os acadêmicos) ele simplesmente não sabe se é possível consegui-lá, por isso ele continua buscando.
Buscando o que?
A verdade.
Como, se não a conhece, e nem mesmo admitindo(/rejeitando) saber se possível consegui-la? Como se busca; como se espera encontrar algo que não se conhece? ...Criando palavras para pôr no lugar?   hahahahahahahahaha...
Me parece perfeitamente possível buscar algo que se ouviu falar mas que não sabe se é possível ou não encontrar.


Promover uma ação para um "objetivo" que...?
O objetivo é a satisfação que se espera obter quando de posse da verdade.
Não captou... (e qual seria a novidade?...) A questão não é o objetivo (que, em meio a tanto subjetivismo defendido, também já é absurdo a se recorrer). É a promoção da ação. Ação para um intento a alcançar algo que não se sabe nem se alcançável. Qual a nobilitante diferença entre isso e "mundana" indução? Faz sentido/vale "buscar" porque já "se chegou a verdades" no passado? Se chegou buscando (objetivamente) por elas? Ou, simplesmente, aceitando-as? Como empreender a ação de busca de algo que não se pode nem responder o que é?
O cético não admitiu já ter se chegado alguma vez no passado a obtenção de alguma verdade, e é por isso que ele a busca, pois se já fosse admitido a obtenção de alguma verdade, não haveria motivos para continuar a busca-la, pois não me parece lógico buscar por algo que já supostamente já foi encontrado.


E...  então, cofessa, o jovem Skeptikós, que o vergonhoso objetivo do ("verdadeiro") cético é uma satisfação ordinária de possuir "a verdade" para si? Muito bom...  O Cientista agradece a franqueza!  hahahahahahahahaha...
O objetivo do cético é satisfação.


Isso não basta, uma teoria pode partir de premissas falsas e mesmo contraditórias, mas apresentar uma conclusão verdadeira.
Você complica demais as coisas. Círculos quadrados não existem, ponto final.
Você é que não considera todas as possibilidades:
[..]
Do que você está falando? O Assunto aqui é sobre a existência ou não de algo,
Você disse que uma maneira de provar a inexistência de algo pode se dar caso a teoria que advoga tal existência seja contraditória, e eu demonstrei que uma teoria contraditória não necessariamente produz uma conclusão falsa. Demonstrei desta forma que encontrar contradições em uma teoria não é suficiente para demonstrar que aquilo que ela afirma existir, inexista.
É contradição na/da teoria ou do objeto da teoria? Essa coisa que o jovem, por óbvio, visualizando como exemplo, dá a seguir, expõe uma contradição declarada pelo próprio objeto.
Uma contradição dada pelo próprio objeto exige uma definição do objeto contradita em si mesma. Para se saber se dado objeto é contradito em si mesmo, é preciso expor a definição do que venha a significar tal objeto. Por isso eu digo, depende do que você entenda por "circulo" e "quadrado."
Jovem...  depois do passeio ali fora, voltemos à questão.

Se o próprio objeto fornece alguma contradição de algum aspecto de si mesmo, já não pode ser sobre sua existência (do que **trata-se** aqui). Podes enrolar os outros, não o Cientista, lembra? hahahahahahahahah...
Não é contradição de uma aspecto do objeto em si mesmo, mas da definição que descreve a concepção deste objeto.


Um objeto que expõe considerações sobre si mesmo, como um terráqueo que se afirma marciano, é peculiar a outros que não o fazem. É um objeto também intrinsecamente (auto)teorizador; ele pode altercar com tuas considerações dele. Deixemos essa categoria (ou caracterização, uma vez que no caso dos assim supostos que não se apresentam nem com oração brava tal caracterização é inútil para a investigação) de lado.
Evidentemente não é o circulo e o quadrado a definirem a si mesmos, mas um individuo a definir o que seria "circulo" e o que seria "quadrado".


Algo que, em si, é logicamente inconsistente, não existe, se eu digo que sou onisciente e tenho livre arbítrio, sou um ser contraditório, logo não existo.
Você pode dizer que nasceu na terra e que é por tanto um marciano, o fato de você ter feito uma afirmação contraditória não prova que você inexiste, pois o próprio fato de você estar a pensar sobre estas coisas é uma evidência a favor de sua existência.
Puxa vida...! A coisa é feia meis! Que dizer que, depois do cara ter nascido e dito, ainda o que vai evidenciar a favor da existência do cara é ele pensar?
Isso diz respeito ao indivíduo chegar a uma conclusão racional e própria de que ele existe. É neste caso exigido não somente ser consciente de si mesmo, como também ser racional ao ponto de ser capaz de duvidar da existência de si mesmo. Segundo Descartes, "penso, logo existo".
Segundo o Cientista: penso, logo alguma coisa há (não necessariamente, e já não mais efetivamente como já descoberto, além de qualquer possibilidade de ser capaz de duvidar sem ser um delirante, "si" mesmo).
Especulação arbitrária.

E?...        Os olhos do Cientista são bonitos paca, garoto! Os do descartado eram feiiins...  hahahahahahahahahah...
Fora de contexto.


E a resposta (junto com o retorno *à questão*)? Depois de uma coisa nascer e dizer, o que vai evidenciar a favor de sua existência (**para observadores** -- o objeto é só objeto aqui, para ser verificado, não autoverificado, em in/existência, lembra?) é ele pensar? Objetos que não pensam não podem ser evidenciados em favor de suas existências?!
Não por eles mesmos.


É... acho (e o Cientista tá aqui concordando comigo, hahahahahahahah) que o solipsismo escancara-se...
Leia o experimental mental do "Cérebro numa cuba" de Putnan. Talvez você aprenda alguma coisa sobre esta questão.


O mesmo se aplica a círculos quadrados.
Depende do que você entende por círculos e quadrados. Se ambos forem definidos como sinônimos, então um circulo pode ser circulo e quadrado ao mesmo tempo.
E qual vai ser a palavra para círculo ou quadrado?
Espero que a definição envolva mais de uma palavra,
Hahahahahahahahahahahhahahahahahah...  Péssima tentativa, meu jovem! As definições já existem; as palavras já existem.
Eu não disse que não existem.

Depois de deturpadas por "céticos" (dos "verdadeiros")
Especulação arbitrária.


tão bem intencionados como o jovem,
Obrigado.

quais outras palavras deverão ser formuladas para resumir o que se diz em várias para a mesma coisa?
:hein:

Você pode sofrer um surto e chamar círculo de quadrado, vice-versa, ou mesmo círculo tanto de círculo como de quadrado, assim como quadrado. Como chamar o círculo e o quadrado depois disso?
Depende do que se entende por circulo e quadrado no momento a se dizer algo sobre eles.

Aliás, para que dar, deliberadamente, uma mesma palavra para duas coisas diferentes/duas palavras diferentes para a mesma coisa?
Fora de contexto.


como por exemplo; uma figura geométrica plana formada pelo mesmo número de ângulos e lados. Neste caso para se referir ao quadrado.
Uma figura geométrica plana com igual número de lados e vértices chama-se polígono. O quadrado e o círculo são casos particulares dos casos regulares, porque ainda há os quadriláteros e o que podemos chamar de 'circulóides'. Como fica?
Você demonstrou que é possível se referir a um mesmo objeto de maneiras diferentes. Por isso a importância da pergunta, "o que você entende por "circulo" e "quadrado""?


Círculos e quadrados dependem da definição que se dá a eles?  :hein: É sério isso?  |( E num tópico que pretende resgatar a definição original do "verdadeiro" (e o famigerado relativismo, cadê?) ceticismo, com direito a aulas gratuitas de erudição? A que ponto (de negação) nós chegamos. Que tal uma pitada de objetividade para temperar esse debate? Assim fica difícil de engolir.  :P
Entenda que o Sképticos se referiu apenas aos termos em si, não acredito que ele tenha se referido a representação geométrica dos termos.  Desta forma a redefinição poderá ser feita, só que como coloquei na resposta anterior, provavelmente será uma perda de tempo, pois certamente ela não irá "pegar".
.
Não seria mais encurtador de caminho redefinir derrota como vitória, então?

...Mas, aí, serviria para os dois lados...   É, não tem jeito, o Skeptikós e seus simpatizantes estão numa sinuca...   hahahahahahahaha...
É você quem diz.
Não, é o Cientista, em pessoa, o próprio! Juro! Aí não tem contestação! Vais querer discutir com o Cientistão, cara?! Eu tô fora dessa! Num topo encarar o FEDERALZÃO DOS MULTIVERSOS não! hahahahahahahahahah...
Tá usando psicologai reversa agora? Pois eu poderia apostar que você gostaria de discutir isso.  :biglol: :biglol:

 
Mas se o Cientista disser o contrário, a realidade da dramática situação do Skeptikós muda?! O Cientista (me disse que) vai pensar no caso...

Mas, por enquanto, as respostas (já que o jovem assumiu pelo JJ):

"Não seria mais encurtador de caminho redefinir derrota como vitória, então?"
Um general disse certa vez aos seus soldados: Não estamos recuando, mas avançando para trás!"


"Não serviria para os dois lados?"

E, mais: como se pode vencer/perder se tudo o que se diz é verdade?
Na loto-mania errar tudo pode ser considerado como uma vitória, enquanto na mega-sena errar tudo é o mesmo que uma derrota.


Fantástico!...    hahahahahahahaha...
Obrigado :ok:


E porque não?

Se onisciente é aquele que tem saber absoluto, pleno; que tem conhecimento infinito sobre todas as coisas (Houaiss, V. 3.0) e livre-arbítrio é a possibilidade de decidir, escolher em função da própria vontade, isenta de qualquer condicionamento, motivo ou causa determinante (Houaiss, v. 3.0) Um ser assim é perfeitamente concebível, pois a onisciência e o livre-arbítrio como atributos de um mesmo ser não são atributos que se contradizem. Este ser "x" é por tanto perfeitamente concebível.
Está tentando mesmo dizer que saber como o futuro será não conflita com a liberdade de mudá-lo?! Mesmo para o jovem Skeptikós, parece um tanto exagerado...
Se for muitos futuros possíveis, e desta forma muitas possíveis opções a seguir, ainda não vejo como um poderia contradizer o outro. Mas se assim for explicitado, eu abandono esta hipótese.

Abraços!
Está tentando dizer que não importa a quantidade de "futuros possíveis" um delírio filosofoso qualquer invencione para fugir da realidade, o onisciente saber qual deles ele mesmo escolherá não tira dele mesmo seu livre arbítrio, meu jovem?!  É que...  o Cientista precisa muito saber a resposta para, em sua condição onisciente, saber se, também, pode ter livre arbítrio   ...Ih!  Acho que...    hahahahahahahahahah...
Muito bom, estou agora numa sinuca de bico, não sei lhe responder. Meus parabéns  :woohoo:


Quando o Cientista te deixa respirar um pouco, tomas até um fôlego, não, meu jovem? Se espalha e 'se sente' porque a maioria é fraca na batalha. Mas, aí, o Cientista volta e... aí o bicho pega para o Skeptikós...   hahahahahahahahahaha!
  :biglol: :biglol: Espera ai, isso merece algo mais: :louva:

Abraços meu caro comediante Cientista.
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

Offline AlienígenA

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Re:Se diz cético, mas . . .
« Resposta #205 Online: 16 de Junho de 2014, 19:27:14 »
Círculos e quadrados dependem da definição que se dá a eles?  :hein: É sério isso?  |( E num tópico que pretende resgatar a definição original do "verdadeiro" (e o famigerado relativismo, cadê?) ceticismo, com direito a aulas gratuitas de erudição? A que ponto (de negação) nós chegamos. Que tal uma pitada de objetividade para temperar esse debate? Assim fica difícil de engolir.  :P


Entenda que o Sképticos se referiu apenas aos termos em si, não acredito que ele tenha se referido a representação geométrica dos termos.  Desta forma a redefinição poderá ser feita, só que como coloquei na resposta anterior, provavelmente será uma perda de tempo, pois certamente ela não irá "pegar".


.
:ok:

Nem eu tão pouco me referi as formas geométricas, porque já seria surreal, e nem aos termos, aliás, mas no que me pareceu uma saída pela tangente da questão sobre inconsistência lógica com essa hipotética e remota possibilidade de confusão de termos. É claro que a consistência ou inconsistência de qualquer ideia depende do significado dos termos empregados. Tão desnecessário dizer isso que serviu apenas para desviar do assunto.

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<a href="https://www.youtube.com/v/OvX8aPFfbBU" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/OvX8aPFfbBU</a>
Segundo as definições acima fixadas sobre o que é um circulo e o que é um quadrado, tais definições permitem a concepção da ideia de que em todo circulo há um quadrado, e que por este motivo todo circulo é um circulo quadrado.

Abraços!

Errado. Círculo é o conjunto de pontos equidistantes de um determinado ponto. O que não ocorre no quadrado, que é uma figura geométrica com quatro lados de mesmo comprimento, formando ângulos retos. Esse pode ser inscrito naquele, que por sua vez, pode ser circunscrito nesse, mas um não pode ser o outro.  :ok:

Offline Skeptikós

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Re:Se diz cético, mas . . .
« Resposta #206 Online: 16 de Junho de 2014, 20:58:34 »
É claro que a consistência ou inconsistência de qualquer ideia depende do significado dos termos empregados. Tão desnecessário dizer isso que serviu apenas para desviar do assunto.
Como visto, eu não me baseei numa descrição adequada de "quadrado" e de "circulo", segundo você, e também segundo o Cientista. E por isso o desacordo inicial, logo eu acho muito producente  fixar uma definição como base do que venha a significar determinado conceito que virá a ser o assunto do debate, antes de prosseguirmos.

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<a href="https://www.youtube.com/v/OvX8aPFfbBU" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/OvX8aPFfbBU</a>
Segundo as definições acima fixadas sobre o que é um circulo e o que é um quadrado, tais definições permitem a concepção da ideia de que em todo circulo há um quadrado, e que por este motivo todo circulo é um circulo quadrado.

Abraços!

Errado. Círculo é o conjunto de pontos equidistantes de um determinado ponto. O que não ocorre no quadrado, que é uma figura geométrica com quatro lados de mesmo comprimento, formando ângulos retos. Esse pode ser inscrito naquele, que por sua vez, pode ser circunscrito nesse, mas um não pode ser o outro.  :ok:
  :ok:
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

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Re:Se diz cético, mas . . .
« Resposta #207 Online: 16 de Junho de 2014, 23:05:46 »
É claro que a consistência ou inconsistência de qualquer ideia depende do significado dos termos empregados. Tão desnecessário dizer isso que serviu apenas para desviar do assunto.
Como visto, eu não me baseei numa descrição adequada de "quadrado" e de "circulo", segundo você, e também segundo o Cientista. E por isso o desacordo inicial, logo eu acho muito producente  fixar uma definição como base do que venha a significar determinado conceito que virá a ser o assunto do debate, antes de prosseguirmos.
O ponto é que a hipotética troca de significado dos termos levantada por você não apresenta objeção ao argumento sobre a possibilidade de demonstrar a inexistência de algo por inconsistência lógica, uma vez que, claro, para isso os termos devem ter o significado sugerido pelo contexto, dando a entender que, com isso, você estava apenas se esquivando da questão para não ter que respondê-la. Espero que agora tenha ficado claro.  :ok:

Offline Skeptikós

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Re:Se diz cético, mas . . .
« Resposta #208 Online: 17 de Junho de 2014, 00:51:41 »
É claro que a consistência ou inconsistência de qualquer ideia depende do significado dos termos empregados. Tão desnecessário dizer isso que serviu apenas para desviar do assunto.
Como visto, eu não me baseei numa descrição adequada de "quadrado" e de "circulo", segundo você, e também segundo o Cientista. E por isso o desacordo inicial, logo eu acho muito producente  fixar uma definição como base do que venha a significar determinado conceito que virá a ser o assunto do debate, antes de prosseguirmos.
O ponto é que a hipotética troca de significado dos termos levantada por você não apresenta objeção ao argumento sobre a possibilidade de demonstrar a inexistência de algo por inconsistência lógica,
Mais para demonstrar a impossibilidade da existência lógica de algo, é preciso definir o que se deve entender por este algo.

uma vez que, claro, para isso os termos devem ter o significado sugerido pelo contexto, dando a entender que, com isso, você estava apenas se esquivando da questão para não ter que respondê-la. Espero que agora tenha ficado claro.  :ok:
Que segundo você minha indagação "Depende do que se entende por 'quadrado' e 'circulo'" é na sua opinião uma esquiva da questão, para não precisar responde-la, sim, eu entendi, só não sei se concordo com ela.

 :ok:
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Re:Se diz cético, mas . . .
« Resposta #209 Online: 17 de Junho de 2014, 09:09:44 »
Não estou afirmando que foi sua intenção se esquivar, até porque seria presunção minha, mas que esse tipo de objeção que desvia da questão proposta, introduzindo um complicador desnecessário, que só seria pertinente se fosse o caso, estando claro que não é, passa essa impressão. Pode não ser intencional, mas demotiva o oponente, pois normalmente serve apenas para desviar o foco como, de fato, foi o que aconteceu. Estamos aqui debatendo tudo, menos a questão proposta que era demonstrar a inexistência de algo por sua inconsistência lógica como, por exemplo, um círculo quadrado. É o tipo de coisa que levanta suspeitas porque serve com frequência, infelizmente, como tática de vencer pelo cansaço, o só que faz com que todos percam tempo.  :ok: 

Offline Skeptikós

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Re:Se diz cético, mas . . .
« Resposta #210 Online: 17 de Junho de 2014, 12:32:57 »
Não estou afirmando que foi sua intenção se esquivar, até porque seria presunção minha, mas que esse tipo de objeção que desvia da questão proposta, introduzindo um complicador desnecessário, que só seria pertinente se fosse o caso, estando claro que não é, passa essa impressão. Pode não ser intencional, mas demotiva o oponente, pois normalmente serve apenas para desviar o foco como, de fato, foi o que aconteceu. Estamos aqui debatendo tudo, menos a questão proposta que era demonstrar a inexistência de algo por sua inconsistência lógica como, por exemplo, um círculo quadrado. É o tipo de coisa que levanta suspeitas porque serve com frequência, infelizmente, como tática de vencer pelo cansaço, o só que faz com que todos percam tempo.  :ok:
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