Autor Tópico: Dr. Sam Parnia é um charlatão?  (Lida 866 vezes)

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Rhyan

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Dr. Sam Parnia é um charlatão?
« Online: 01 de Dezembro de 2014, 06:36:27 »
Citação de: IFLScience

Study On Near-Death Experiences Sheds Light On Consciousness After Death

October 8, 2014 | by Justine Alford


Bright lights, warmth, detachment from the body, life flashbacks, encounters with spirits; these are all things that thousands, perhaps even millions of people have reported when they have approached death. These so-called near-death-experiences (NDEs) are widely recognized phenomena, but they have been met with considerable skepticism among the medical and scientific community and many consider them to be merely hallucinatory or illusory in nature.

Despite the considerable number of anecdotal reports on NDEs, which seem to be increasing in frequency because of developments in cardiac resuscitation techniques, very few objective studies into these experiences exist. But now, researchers from the University of Southampton have just completed a four-year international study on over 2,000 cardiac arrest patients, and it’s given us a fascinating insight into this eerie topic.

As described in Resuscitation, the AWARE (awareness during resuscitation) study set out to examine the broad range of awareness and mental experiences associated with cardiac arrest. They tested the validity of the reported experiences using objective markers to determine whether the claims corresponded to actual events or hallucinations.

Of the 2,060 patients enrolled in the study, 330 survived and 140 were able to complete structured interviews about their memories of the event. They found that 39% of these individuals described some awareness of the time preceding resuscitation, i.e. when their hearts had stopped beating. The majority of these patients, however, did not have specific memories of the event, suggesting that many people do indeed have mental activity during cardiac arrest, but lose their memories after recovery. According to lead author Dr. Parnia, this could be due to brain injury or sedative drugs.

For example, ketamine—a dissociative anesthetic used for sedation and general anesthesia—has been known to make users feel a strong sense of detachment from their bodies and a sense of peace or joy. The induced state is often described as similar to that of near-death experiences.

A previous study that examined the brain activity of seven critically ill patients removed from life support found a spike of neural activity at or near the time of death. The lead author of the study reported that seizures in the memory regions of the patient's brain could be responsible for NDEs.

Although the patients in the current study could not recall specific details, many had memories with specific themes. According to the National Post, 20% said they felt peaceful and almost one third felt that time had either slowed down or sped up. Some had tranquil experiences and saw bright lights and animals, whereas others felt fear and even recounted the feeling of being dragged through deep water.

Interestingly, 13% of these individuals felt separated from their bodies, and one man recalled leaving his body entirely and watching his resuscitation from the corner of the room. It took three minutes to start this man’s heart again, but he could describe specific details of both the staff and the procedure. He also recalled two beeps from a machine that only makes noise every three minutes. 

“We know the brain can’t function when the heart has stopped beating,” Dr. Parnia told National Post. “But in this case conscious awareness appears to have continued for up to three minutes into the period when the heart wasn’t beating, even though the brain typically shuts down within 20-30 seconds after the heart has stopped.”

Although only 2% of patients could explicitly recall ‘seeing’ or ‘hearing’ actual events, because the details were consistent with verified events, it is impossible to discredit them at this stage and more work is needed.

Fonte: http://www.iflscience.com/health-and-medicine/Study-On-Near-Death-Experiences-Sheds-Light-On-Consciousness-After-Death

Estudo: http://www.resuscitationjournal.com/article/S0300-9572(14)00739-4/abstract

AWARE Study: http://www.horizonresearch.org/main_page.php?cat_id=38

Resuscutation Journal tem alguma credibilidade?
Horizon Research Foundation tem credibilidade?
Por que o IFLScience postou isso?

Citação de: Ceticismo.net
Pesquisa “mostra” que cérebro fica com informações depois de morto. Mas não é bem isso

Eu não quero, você não quer, ninguém quer morrer. Bem, tem o caso dos suicidas, mas isso é outra história. Quase a totalidade das pessoas não fica feliz com a ideia de morrer agora, CABLOFT! O que diferencia é que algumas pessoas não conseguem lidar direito com os fatos da vida (dica: eu vou morrer, mas você também vai. Get Over It!). Então, mitos, histórias e religiões surgiram para dar a esperança que há algum outro lugar depois que se vai. Vida após a morte, reencarnação etc.

Então, leio uma notícia em que um pesquisador reúne relatos de gente que morreu por alguns minutos, viu túnel e aquela xaropada toda que conhecemos. Pauta fria, eu sei, mas não custa relembrar coisinhas.


A principal delas é que, diferente do que você pensa, portais de notícia, jornais, revistas etc. não estão interessados em passar informações. O interesse é vender jornal, assinaturas, exemplares, propaganda ou tudo isso junto. Assim, jornalistas têm que arrumar notícias, nem que seja tiradas do reto, que atraiam leitores, e quanto mais bombástica, mais suculento é, e isso atrai um monte de gente (normalmente baixa cultura ou intelecto), que se maravilha com essas besteiras e, claro, começa a repassar desvairadamente.

A mente cética não aceita qualquer coisa logo de início, por isso, somos os chatos, os estraga-prazeres, aqueles que iremos sofre muito por não acreditar patati-patatá. Tirar as pessoas da preguiça mental é um ato hercúleo, que eu já deixei há muito tempo. Escrevo aqui, lê quem quer. Dane-se!

Mas jornalistas não querem isso. Suas profissões visam apenas uma coisa: dar lucro pros seus patrões e, portanto, precisam deixar as notícias cada vez mais apetitosas para  amassa inculta. Assim, ET, OVNI, Jesus nas Torradas e, claro, vida após a morte é prato principal. Dessa forma, eles começam a berrar uma coisa no título, sendo que a história real é um pouquinho diferente, que nem fazia aqueles meninos jornaleiros de tempos d’antanho. Por isso, eu chamo essa classe de "jornaleiros". Eles não querem informar, querem vender jornal.

O título da matéria do Globo é "Consciência pode permanecer por até três minutos após a morte, diz estudo". Então, vamos ver o estudo…. Nenhum? Cadê o link da publicação? Cadê o título do artigo indexado? Quem é o pesquisador principal? Em qual periódico foi? Por que o Globo não deu essas informações? Fácil, não é disso que se trata a matéria. É aquela bobajada de túneis brilhantes, gente vendo seu corpo enquanto flutua etc. Teve um que disse que se lembra do barulho das máquinas. Vruom vruom vruoooooooooom. Ah, não. Desculpe. Isso é um sabre de luz.

A matéria foi "inspirada" neste artigo do Telegraph. Notem a diferença entre os títulos.

O cientista envolvido é Sam Parnia, figurinha conhecida neste ramo por "provar" que existe algo após a morte, mesmo não provando nada. Nárnia, digo, Parnia é pesquisador do departamento de Medicina da Universidade Stony Brook. Ele pesquisa ressuscitação cárdio-pulmonar e tenta salvar pessoas o melhor que pode. Uma pena que os jornaleiros da Folha chapam a manchete Sam Parnia, o médico que pode trazê-lo de volta da morte.

Jornaleiros gonna jornaleirar. Parnia pode ser muito bom, mas ele não vai dizer a ninguém "Levanta-te e anda", porque passará vergonha quando nada acontecer. Esse besteirol vem de muito tempo, a Super Interessante falou dele em 2005. Com tanto tempo assim, ele deve ter vários artigos publicados nessa área, com muitas descobertas.

]Só que não!

Descrever que a pessoa fica zureta e tem alucinações que parecem reais não prova nada sobre vida após a morte. Será que temos alguma explicação para isso? Sim, temos!

Religião e Epilepsia
O dióxido de carbono pode explicar o fenômeno de experiências de quase morte

Mais uma notícia vagabunda, mais pseudociência, mais venda, mais compartilhamentos etc. Nem em sonho eu acharei que o presente artigo terá 1 centésimo das visualizações e compartilhamentos que a notícia do Globo terá. Nem mesmo quem não acredita nela deixará de postar, de divulgar, de disseminar mais essas bobagens, em vez de divulgar coisas como eu e muitos outros escrevemos. O bizarro é mais tentador de compartilhar, e os jornais agradecem encarecidamente.

Mas porque o cérebro retém essas informações. Bem, o seu HD também guarda informações se não tiver nenhuma corrente elétrica passando por ele, assim como disquetes (pergunte ao seu pai). A bem da verdade, não entendemos nem a morte ainda, não sabemos até que podendo podemos dizer "agora sim, fulano está mortinho da Silva a partir deste exato momento. Assim, o Deus das Lacunas age e as pessoas ao invés de ficarem curiosas e quererem procurar mais e entender o que se passa, abre o livro religioso na passagem favorita (ou uma aleatória qualquer) e ali terá a resposta.

Simples, não é mesmo? E é isso que os veículos de "informação" espera de vocês, pois é isso que os fará conseguir pagar as contas no final do mês.

Fonte: http://ceticismo.net/2014/10/08/pesquisa-mostra-que-cerebro-fica-com-informacoes-depois-de-morto-mas-nao-e-bem-isso/

Offline Gigaview

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Re:Dr. Sam Parnia é um charlatão?
« Resposta #1 Online: 01 de Dezembro de 2014, 08:47:17 »
Se uma mulher "quase" grávida não dá a luz por que os "quase" mortos ressucitam?
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Offline Sergiomgbr

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Re:Dr. Sam Parnia é um charlatão?
« Resposta #2 Online: 01 de Dezembro de 2014, 09:12:01 »
Toda vez que ouço/vejo falar disso eu lembro dum filme de James West com o Will Smith, que um cara vê a última imagem registrada do olho do outro que morreu.
« Última modificação: 01 de Dezembro de 2014, 15:23:43 por sergiomgbr »

Rhyan

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Re:Dr. Sam Parnia é um charlatão?
« Resposta #3 Online: 01 de Dezembro de 2014, 12:13:32 »
Eu lembro de O Mistério da Libélula.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Dr. Sam Parnia é um charlatão?
« Resposta #4 Online: 01 de Dezembro de 2014, 14:17:24 »
Não acho que seja charlatanismo. No máximo meio oportunista na escolha de terminologia (parada cardíaca como sinônimo de morte).

Mas não tem nada de "vida após a morte", fantasmas e sobrenatural aí*.

A pesquisa dele de verdade" é sobre ressuscitação cardíaca (após parada cardíaca) e como pode ainda valer a pena depois de um tempo em que já se julgava fútil. Em parte por desenvolvimento de técnicas auxiliares que aumentam as chances disso dar certo.

Citar
Potentially, by this means, dead time can be extended to hours and there are still positive outcomes. "The longest I know of is a Japanese girl I mention in the book," Parnia says. "She had been dead for more than three hours. And she was resuscitated for six hours. Afterwards, she returned to life perfectly fine and has, I have been told, recently had a baby.

http://www.theguardian.com/society/2013/apr/06/sam-parnia-resurrection-lazarus-effect


A mim parece um caso de histeria "cética", talvez em parte provocada por mau jornalismo.




* ressalva: bem, na verdade, ele começa ensaiar um esoterismo/misticismo ao sugerir que a memória talvez seja algo "não neuronal", em parte por esses estudos. Aí já parece uma tremenda forçação de barra mesmo.

Rhyan

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Re:Dr. Sam Parnia é um charlatão?
« Resposta #5 Online: 02 de Dezembro de 2014, 19:49:04 »
A ideia de que há consciência com um cérebro apagado me é estranha. Parece que esse dr. Parnia tem uma necessidade de querer provar sua crença espiritualista.

 

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