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Laicismo, Política e Economia / Re:Os estragos do chavismo na Venezuela
« Última Mensagem: por Arcanjo Lúcifer Online Hoje às 18:29:19 »
Souberam que uma prefeitura ou governo estadual lançou uma moeda paralela para compra de comida? Postarei a fonte depois se achar.
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Laicismo, Política e Economia / Re:Os estragos do chavismo na Venezuela
« Última Mensagem: por Gaúcho Online Hoje às 18:19:57 »
País com educação de qualidade e investimento em ciência é outra coisa

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Eu tinha um amigo na escola que ele não acreditava em Deus e fumava sempre "o verdinho", então um dia ele teve um dor insuportável chamado "Pedras nos rins" e fez um tratamento para que conseguisse curar essas "Pedras nos rins".
Ele conseguiu fazer o tratamento e foi diminuindo a dor, hoje ele acredita em Deus e vai à Igreja sempre quando possível.
Isso é o que qualquer pessoa faria se tivesse em estado de risco. Mas antes de ele ter "Pedras nos rins" ele falava que não acreditava em Deus na escola para todo mundo. Não é atoa que passou por uma dificuldade para descobrir a verdade. Não estou aqui para falar que só por causa disto é uma prova ou não é uma prova. Mas sim, um motivo para não desafiar a metafísica.

Abraços, Pitágonas  :hihi:

Ué, acho que esse seu amigo fumava "o verdinho" demais... então o cara teve um problema de pedra nos rins, fez um tratamento médico, ficou curado e passou a acreditar em Deus?  :o

Se ele ficasse só rezando e ficasse curado, aí sim seria um motivo melhor pra passar a acreditar. Seria um erro também, mas pelo menos seria mais compreensível.

Citação de: Pitágoras
Não estou aqui para falar que só por causa disto é uma prova ou não é uma prova.

Não, isso definitivamente não é uma prova.
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Piadas e Brincadeiras / Re:Tópico nonsense com Imagens!
« Última Mensagem: por Felipp Jarbas Online Hoje às 15:10:30 »
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Laicismo, Política e Economia / Re:Lava Jato chegou ao Lula
« Última Mensagem: por JJ Online Hoje às 13:32:53 »


Não é só Tuma Júnior que desmascara Lula. Seus ex-companheiros também revelam quem ele é


13 de Fevereiro de 2014

Tem gente que ainda acredita que Lula é vítima nessa história toda do livro “Assassinato de Reputações” (TopBooks).

O livro é um libelo de defesa, diz o autor Romeu Tuma Jr.


Se fosse verdade que Tuma deseja desconstruir o chefão do PT, Lula teria defensores ardorosos. Ao contrário, basta vasculhar no próprio PT e verificar o que se diz de Lula. O Goiás24horas fez uma breve pesquisa. Veja:


Chico Alencar: Lula não tem caráter

O ex-petista e sociólogo Chico Alencar desconstruiu o petista: “Lula é muito mais esperto do que vocês pensam. O Lula não tem caráter, ele é um oportunista”.


Outro ataque: “Lula é mais privatista que FHC. Privatista numa escala que o Brasil nunca conheceu”.


Helio Bicudo: Lula é um autoritário


Eis o que diz o jurista Helio Bicudo, um dos maiores do país: ” Lula é autoritário e mira mais o poder pessoal do que os objetivos do PT. O Governo Lula ameaça a democracia. O Lula ignora a nossa Constituição e se acha acima do bem e do mal “.

Ferreira Gullar: Lula é um farsante que comprou os pobres


Um dos maiores poetas do país, Ferreira Gullar, que um dia acreditou em Lula, foi direito: ” O Lula é um farsante, não merece confiança. Não entendemos o que ele faz. Não entendo Lula, é um governo para enganar as pessoas. O Lula é de esquerda? Não me faça rir. O Lula é de fato uma pessoa desonesta, um demagogo, e isso é muito perigoso. Lula comprou os pobres do Brasil. Para Lula, não há valores, vale o que o levar ao PODER”


Heloísa Helena: Lula é um gângster


Heloísa Helena, ex-petista, hoje vereadora em Maceió, diz: ” Lula sabia de tudo sobre o mensalão. Ele sabia de tudo e por isso não abriu um único processo investigatório, uma única auditoria, falo isso com muita tristeza. Eu nunca imaginei que tivessem coisas relacionadas a crimes, assassinatos, além dos crimes contra a administração pública.”


” O Ex-Presidente Lula é um gângster, ele chefia uma organização criminosa, capaz de roubar, matar, caluniar e liquidar qualquer um que passe pela sua frente ameaçando seu projeto de poder”



https://goias24horas.com.br/30211-nao-e-so-tuma-junior-que-desmascara-lula-seus-ex-companheiros-tambem-revelam-quem-ele-e/



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Laicismo, Política e Economia / Re:Vídeos políticos
« Última Mensagem: por Lorentz Online Hoje às 13:29:00 »
Discurso de Gloria Álvarez na União Europeia

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Laicismo, Política e Economia / Re:Lava Jato chegou ao Lula
« Última Mensagem: por JJ Online Hoje às 13:23:13 »
Da glória à prisão, o ocaso de Lula após a Presidência da República


Líder petista é o primeiro ex-presidente do Brasil preso por condenação criminal

07/04/2018 – 18h58min

Atualizada em 07/04/2018 - 19h28min



Nunca antes na história deste país alguém que foi presidente da República acabou na prisão, condenado criminalmente. Que tenha acontecido com Lula é uma das amargas ironias destes 518 anos de Brasil e, goste-se do homem ou não, um momento funesto da vida nacional.


Não porque a prisão seja uma injustiça, mas porque ela macula e dá um fim ao mesmo tempo trágico e melancólico à mais extraordinária e romântica das trajetórias políticas brasileiras. Sepulta, sob a campa vulgar do poder como arena das transações para proveito próprio, a utopia da regeneração nacional pela troca, nas rédeas do país, da elite decrépita pelas classes desfavorecidas, exploradas, esfomeadas.


Nenhum esteve à frente do país durante um período tão luminoso, em que parecia mesmo que estávamos a caminho de virar uma potência.


Nenhum foi tão conhecido, admirado, premiado e festejado no Exterior.


— Esse é o cara. Eu adoro esse cara. É o político mais popular do mundo — disse famosamente o então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao cumprimentar Lula em uma reunião do G20, em 2009.


Era uma história boa demais para ser verdade, a do retirante nordestino miserável que, depois de perder um dedo na fábrica, de desafiar a ditadura comandando greves colossais, de fundar um partido que levantava a bandeira da ética, de ser derrotado três vezes consecutivas, consegue chegar à Presidência, se reeleger e fazer sucessor.


Era uma história boa demais para ser verdade, e no final a história se esboroou.


O baluarte da ética, sabe-se hoje, comandou um governo erguido sobre o alicerce do toma-lá-dá-cá e das propinas.


O líder carregado nos braços do povo virou um político acuado, capaz de entregar-se a uma manobra desesperada e desastrada de fugir à Justiça pela via de um cargo no ministério.


O campeão da aprovação popular, capaz de eleger um poste para o seu lugar, viu o poste que ele indicou encaminhar o país para a crise, afundar na impopularidade e perder o cargo num processo de impeachment.


O ícone que podia ostentar a glória de ter sido preso por contestar um regime criminoso virou ele próprio um criminoso condenado e, agora, um presidiário inglório, carimbado com a pecha da corrupção.


O campeão de votos tornou-se praticamente carta fora do baralho nas eleições deste ano, enquadrado na Lei da Ficha Limpa.


Eurídice Ferreira de Melo, a dona Lindu, mãe de Lula; e o pai, Aristides Inácio da Silva
Lula nasceu Luiz Inácio da Silva, em 1945, no agreste pernambucano. O pai, Aristides, havia deixado a mãe, Eurídice, conhecida como Lindu, e os outros seis filhos, algum tempo antes.


Depois de mudar-se para Santos (SP), de casar-se novamente e de ter outros dois filhos homens, Aristides retornou a Pernambuco, ocasião em que Lula, então com cinco anos, conheceu o pai. Desse reencontro entre Aristides e Eurídice nasceu Ruth, a oitava filha.


Era uma vida de pobreza extrema, a da família. Em 1952, Lindu decidiu ir para São Paulo. A jornada, na caçamba de um caminhão, levou 13 dias. Na metrópole, a família ocupou um cubículo insalubre nos fundos de um bar. Para ajudar a mãe, o pequeno Lula vendia amendoim, cocada e laranja. Aos 14 anos, conseguiu vaga numa metalúrgica em São Bernardo do Campo. Trabalhava 12 horas por dia e, à noite, frequentava um curso de torneiro mecânico. Tinha 19 anos quando o colega com quem dividia a prensa, em uma fábrica de parafusos, cochilou por causa do excesso de trabalho. A máquina decepou o dedo mínimo da mão esquerda de Lula.

Enveredou pelo sindicalismo meio por acaso. Só queria saber de bailes e futebol, mas um de seus irmãos, Frei Chico, simpatizava com o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e indicou Lula para fazer parte da diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, em 1969. Lula achava que era uma perda de tempo, mas entrou. Pouco mais de cinco anos depois, presidia o sindicato.

Irmo Celso / Arquivo pessoal

Em uma manifestação com sindicalistas, na década de 1970


Em plena ditadura, sem esperar que os trabalhadores aparecessem, começou a organizar assembleias nas portas das fábricas. Em 1979, convenceu 200 mil operários a cruzar os braços. No ano seguinte, liderou uma famosa greve de 41 dias, que lhe custou um mês na prisão. Libertado, a primeira coisa que fez ao chegar em casa foi abrir a gaiola e libertar os passarinhos.


As greves lideradas por Lula no ABC tiveram um alcance muito maior do que a simples luta por salários e melhores condições de trabalho. Desde 1964, o movimento sindical se encontrava sufocado pelo militares. Ao se insurgirem, os metalúrgicos soltaram um grito de protesto que foi a primeira grande manifestação popular por democracia. Estava lançada a semente que levaria à agitação pelas eleições diretas e ao fim do regime dos generais. À frente desse movimento, Lula se destacava já como figura nacional e internacional.


Projetado pelo movimento operário, puxou a criação de um partido. Era o PT, uma novidade no panorama político nacional, uma agremiação esquerdista que sintetizava sua proposta com o mote "trabalhador vota em trabalhador". A estreia do partido nas urnas, em 1982, foi modesta: uma única prefeitura (Diadema), oito deputados federais, 12 estaduais e 78 vereadores. Lula concorreu ao governo de São Paulo, ficando na última colocação, com 1.144.648 votos. Em 1984, subiu nos palanques das Diretas Já, junto com Tancredo Neves, Franco Montoro e Leonel Brizola.


Em 1989, Lula e Collor em debate mediado por Marília Gabriela



Candidatou-se à Presidência em 1989, na primeira eleição direta desde o golpe de 1964, e surpreendeu. O PT era ainda um partido minúsculo, mas Lula chegou em segundo lugar, com 31,5 milhões de votos contra 35 milhões do vencedor, Fernando Collor, um ex-aliado do regime militar. A campanha foi dura, especialmente no segundo turno, com os fortes ataques de Collor, que chegou a acusar o adversário de tentar convencer uma ex-namorada, Miriam Cordeiro, a praticar aborto.


— A verdade nua e crua é que quem nos derrotou, além dos meios de comunicação, foram os setores menos esclarecidos e mais desfavorecidos da sociedade — disse Lula após a eleição.



Fernando Henrique Cardoso passa a faixa presidencial para Lula, em 2003. Petista perdeu eleições para FHC em duas ocasiões, em 1994 e 1998
ORLANDO KISSNER / AFP


Em 1994 e 1998, voltou a candidatar-se e voltou a perder, nas duas ocasiões para Fernando Henrique Cardoso. Mas o partido que criara e liderava era agora uma potência, com uma militância realmente militante, como nunca se vira no país. A imagem de radical, alimentada pelos adversários e pelo próprio PT, no entanto, parecia condenar Lula às sucessivas derrotas.


E então ele decidiu mudar. No pleito de 2002, apresentou-se com uma nova roupagem, a do "Lulinha Paz e Amor", moderado e amigo dos negócios. O Partido Liberal indicou o empresário e senador José Alencar para candidato a vice. A chapa Lula-Alencar prometeu manter a política econômica de Fernando Henrique Cardoso - metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal.


E, assim, como num conto de fadas, o retirante virou presidente. Obteve a cifra recorde de 52,7 milhões de votos (61,3% do total de válidos) contra 33,3 milhões (38,7% do total) dados a José Serra (PSDB).


A impressão era que viviam-se anos de ouro. O país chegou a crescer 7,5% em um único ano, o desemprego quase inexistia, o escândalo da desigualdade amainava, a popularidade do mandatário batia recordes. O Brasil estava na moda, era levado a sério, conquistava o direito de sediar uma Copa do Mundo e uma Olimpíada. A reeleição, em 2006, foi quase um passeio. No segundo turno, Lula fez mais de 60% dos votos válidos, derrotando um cinzento e apagado Geraldo Alckmin (PSDB).


O problema é que, sob essa superfície reluzente, uma outra narrativa, sombria, tenebrosa, se desenrolava: a dos esquemas de corrupção. Para chegar ao poder e se manter nele, Lula se aliara a políticos e partidos que representavam muito do que ele sempre combatera. Em 2005, reportagem da revista Veja mostrou um vídeo no qual um alto funcionário dos Correios, Maurício Marinho, filiado ao PTB, embolsava propina. O fato provocou a ira de Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB e, até então, aliado de Lula.



Com uma base parlamentar na qual despontavam ex-inimigos como Collor, Lula teve dificuldade em convencer a opinião pública de que não sabia do mensalão


O petebista interpretou aquele episódio como uma tentativa de parte do governo e do PT de esvaziar o PTB na partilha de cargos e verbas. E partiu para o ataque: em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, trouxe a público, pela primeira vez, o "mensalão", esquema de propina para compra de votos da base aliada no Congresso. Toda a cúpula do PT foi envolvida no escândalo. Lula escapou. Em pronunciamento, no auge da tensão, afirmou:


— Me sinto traído.


Mas o mensalão era coisa pouca, comparado com o que viria depois: a Operação Lava-Jato. Iniciada de forma modesta em 2014, a investigação revelou o pagamento de bilhões de reais em propina, colocou atrás das grades nomes destacados da política e do empresariado e, desta vez, comprometeu Lula, acusado de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e ocultação de patrimônio.


O dia 16 de março de 2016 marcou um ponto de viragem na imagem pública do petista. Pressionado pelas investigações, temeroso de ser preso (havia sofrido uma condução coercitiva dias antes), aceitou o cargo de ministro da Casa Civil no governo de Dilma Rousseff, o poste que elegera, numa tentativa de alcançar foro privilegiado e fugir da alçada do juiz Sergio Moro. Foi uma grande trapalhada. Sob um bombardeio de críticas, chegou a assumir o posto, apenas para ver a posse suspensa pelo STF no dia seguinte.



Lula, do topo à queda no cenário internacionalLula, do topo à queda no cenário internacional


Dali em diante, o que se veria seria um Lula cada vez mais acuado. Em julho do ano passado, no caso do triplex do Guarujá, Moro condenou-o a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em janeiro último, em Porto Alegre, três desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região julgaram recurso do petista e foram além de Moro: aumentaram a pena de prisão para 12 anos e um mês.


A defesa do ex-presidente recorreu ao STF por meio de um habeas corpus preventivo, cujo julgamento na última quarta-feira resultou em quase 11 horas de um intenso debate jurídico. Por 6 votos a 5, o pedido foi negado, selando o destino do petista.


Lula, correligionários, admiradores, intelectuais e até mesmo alguns oponentes denunciaram na condenação judicial do petista uma perseguição política. Verdadeira ou delirante, essa interpretação assenta pelo menos em um dado real: o pernambucano tornou-se alvo do ódio renhido de parcelas poderosas da sociedade e do PIB brasileiros. Ele continuava a ser visto como uma grande ameaça e era o candidato mais bem posicionado para a eleição presidencial deste ano. Era um símbolo a destruir, um ícone a derrubar, um mito a desmistificar.


Depois da condenação em primeira e segunda instâncias, essa meta parecia prestes a ser cumprida. A ida de Lula para trás das grades tornou-se uma questão de tempo. E esse tempo, para o bem e para o mal, chegou.



LEIA MAIS
Linha do tempo: do triplex do Guarujá à prisão de Lula Linha do tempo: do triplex do Guarujá à prisão de Lula
 ONU espera que caso Lula siga "devido processo legal"



https://gauchazh.clicrbs.com.br/politica/noticia/2018/04/da-gloria-a-prisao-o-ocaso-de-lula-apos-a-presidencia-da-republica-cjfpx6in900f301tgelrnyvf4.html



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Eu tinha um amigo na escola que ele não acreditava em Deus e fumava sempre "o verdinho", então um dia ele teve um dor insuportável chamado "Pedras nos rins" e fez um tratamento para que conseguisse curar essas "Pedras nos rins".
Ele conseguiu fazer o tratamento e foi diminuindo a dor, hoje ele acredita em Deus e vai à Igreja sempre quando possível.
Isso é o que qualquer pessoa faria se tivesse em estado de risco. Mas antes de ele ter "Pedras nos rins" ele falava que não acreditava em Deus na escola para todo mundo. Não é atoa que passou por uma dificuldade para descobrir a verdade. Não estou aqui para falar que só por causa disto é uma prova ou não é uma prova. Mas sim, um motivo para não desafiar a metafísica.

Abraços, Pitágonas  :hihi:
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Laicismo, Política e Economia / Re:Eleições presidenciais de 2018
« Última Mensagem: por JJ Online Hoje às 12:36:49 »

Rede perde dirigentes, e militantes criticam comando de Marina Silva


Filiados ressaltam saída de nomes de peso e fraco desempenho nas eleições municipais


A ex-senadora Marina Silva, que preside a Rede

DO UOL

Anunciada como a representante de uma "nova política", a Rede está sendo acusada por militantes do próprio partido de ser gerida sob práticas de uma "velha política".

 

Segundo filiados ouvidos pelo UOL, problemas enfrentados pela legenda, como a saída de nomes de peso e o fraco desempenho nas eleições municipais de outubro (o partido elegeu apenas sete prefeitos, sendo apenas um em capital), decorrem da concentração de poder exercida pelo grupo que comanda o partido, sob a orientação da ex-senadora Marina Silva.

 

O comando do partido diz que as instâncias estaduais e municipais têm autonomia para tomar decisões políticas e que disputas são resolvidas de modo colegiado. A direção também questiona a avaliação de que o resultado nas urnas foi ruim e afirma que muitas das reclamações vêm de pessoas cujos grupos perderam disputas "democráticas" dentro do partido.

 

No entanto, um dirigente do partido em nível estadual, que pediu para não ser identificado, faz avaliação diferente. Segundo ele, um grupo de "satélites" de Marina está "cada vez mais aparelhando a Rede". Segundo ele, o grupo age por meio de resoluções da Executiva Nacional do partido para que os diretórios estaduais tenham cada vez menos autonomia.

 

"Falta sensibilidade em dividir o poder, em fazer o que o estatuto [do partido] prevê. Há uma distância muito grande entre o que fazem e o que falam", disse.


Para o dirigente, esta forma de gerir o partido tem "total relação" com o desempenho fraco da Rede nas últimas eleições, já que a centralização de poder impediria a expansão do partido. Ele disse temer que, desta forma, a legenda não consiga ultrapassar a nova cláusula de barreira aprovada recentemente pelo Senado.

 

"Precisamos ser um partido de fato diferente. Se a gente não ultrapassar a cláusula, a diminuição passa a ser gradativa. Precisamos de um novo caminho."

 

Uma "régua" diferente

 

Para José Gustavo, um dos dois porta-vozes nacionais da Rede --Marina Silva divide a função--, as expectativas sobre o partido são altas ("E isso é bom", afirma) devido à presença de lideranças como a ex-senadora. No entanto, disse ele, é necessário medir a legenda com uma "outra régua", por ser uma organização formalizada há pouco mais de um ano.

 

"Nós elegemos 180 vereadores e sete prefeitos. Na comparação com a primeira eleição do PSOL, eles elegeram 25 vereadores e nenhum prefeito", declarou.


Para o filiado ouvido pelo UOL, uma decisão sobre o impeachment deveria ter sido tomada com a participação da militância.

 

"A Executiva Nacional e Marina não representam mais a base do partido", disse.

 

Filiado à Rede

 

Por sua vez, José Gustavo afirmou que a reclamação de distância entre comando e bases "revela vícios de cultura política no Brasil", já que a Rede, segundo ele, não atua por meio de "comando e controle" e deixa opções em aberto.

 

Saída de dirigentes

 

As reclamações feitas pelos militantes são similares aos motivos que levaram três dirigentes da Rede nos níveis nacional e estadual a se afastarem de suas funções do partido --ou mesmo sair da legenda-- após o primeiro turno das eleições municipais.

 

No começo de novembro, Neide Herrero, porta-voz (cargo equivalente ao de presidente) da Rede no Mato Grosso do Sul, anunciou que deixaria as atividades do partido em uma carta aos filiados. No texto, ao qual o UOL teve acesso, Neide diz que "tanto a eleição quanto o poder foram tornando-se bandeiras principais do movimento".

 

A ex-dirigente também critica a centralização das decisões tomadas pelo partido, distante das bases, com direito a intromissões da Executiva Nacional na gestão estadual. Segundo Neide, Marina Silva está rodeada por um grupo que esconde problemas dos Estados e "filtra todas as notícias para que cheguem sedosas aos seus ouvidos". O UOL procurou Neide por telefone e e-mail ao longo de três dias, mas não conseguiu contato.

 

Já Giowanna Cambrone, que era coordenadora nacional de ativismo e movimentos sociais, deixou o cargo --que faz parte da Executiva Nacional da Rede-- em meados de novembro. Antes, ela foi porta-voz estadual (equivalente a presidente) do partido no Rio.

 

Segundo uma fonte da legenda, ela tomou tal decisão devido ao desgaste provocado pela aliança da Rede com o PSC em Guarulhos, na Grande São Paulo, para a eleição de 2016. Giowana é militante transexual, e o PSC é o partido do deputado federal Jair Bolsonaro, conhecido por suas posições contra direitos de minorias. Procurada pelo UOL, ela não quis comentar o assunto.

 

Antes, no caso mais ruidoso, Luiz Eduardo Soares, porta-voz da Rede no Rio, anunciou sua saída do partido em carta aberta. No texto, publicado no dia 3 de outubro --um dia após o primeiro turno das eleições-- eles e mais seis militantes disseram que "a Rede tem se estruturado sobre um vazio de posicionamentos políticos".

 

Segundo o grupo, a falta de rumo da legenda "permitiu que muitos oportunistas e políticos de direita identificassem na Rede um espaço fértil para seus projetos particulares. O que ocorreu em todo o país, então, foi um mergulho da Rede em direção ao passado e às tradições políticas que pretendíamos superar."

 

'Ânimos aflorados'

 

Segundo o porta-voz José Gustavo, alguns casos de afastamento do partido se deram com pessoas que "estavam em minoria política em posições tomadas de modo democrático". De acordo com ele, isso aconteceu no Mato Grosso do Sul. No caso, houve uma divergência sobre a tática para as eleições de Campo Grande que foi mediada pela Executiva Nacional, e Neide "não se sentiu contemplada". O partido elegeu um vereador na capital sul-mato-grossense.

 

"Parece [que há] uma necessidade de que a Marina ou outra liderança agisse mais hierarquicamente, quando o nosso processo é colegiado. Se a Marina fosse centralizadora, ela escolheria um lado, a gente interviria e faria alguma coisa", declarou o porta-voz.

 

Quando questionado sobre a possibilidade de um racha no partido, José Gustavo negou. "É natural que pessoas se movimentem nesse cenário", disse. "Nós estamos tentando e, na nossa visão, conseguindo, em 15 meses de partido, trazer uma dinâmica diferente para a atuação partidária."

 

http://www.midianews.com.br/politica/rede-perde-dirigentes-e-militantes-criticam-comando-de-marina-silva/282384


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Papo Furado / Re:Muro das Lamentações do CC
« Última Mensagem: por Brienne of Tarth Online Hoje às 12:34:04 »
35 anos e peguei Caxumba... :sleepy:
Provavelmente culpa dos catarrentos da natação. Aqueles depósitos de vírus...

A piscina é aquecida?

Se for, é um dos motivos porque eu penso que natação deve ser feita em água fria, de preferência gelada... ::)
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