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Então, a cultura é causa ou consequência?

Sim.
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Religiões, Crenças e Mitos / Re:Imagens Religiosas
« Última Mensagem: por Buckaroo Banzai Online Hoje às 07:11:14 »
Ńão deixei de captar a diferença, é algo trivial.

O ponto é que qualquer coisa que se "tenha como verdade" é uma crença, no sentido de quase universalmente estar inserido num contexto de um conjunto de outras coisas que a pessoa tem como verdade (outras crenças), com as quais a pessoa pode enxergar ou não qualquer grau de compatibilidade. Desde os "extremos" a dando confiança em afirmar que algo existe ou não, ou, ficando na dúvida.


O trecho negritado é o mais importante, como contra-argumentação à significância de uma formulação "matemática" rudimentar de "crença"; acredita="1", não acredita="0", e duvida="", como valores para a variável "crença-XyZ". Não estamos lidando com variáveis isoladas, mas com todo um "ecossistema" das crenças individuais.



Esse sentido de "crente religioso" é praticamente um espantalho (não tanto do crente religioso, mas da palavra "crença"). Não é inerente à etimologia da palavra, e nem necessariamente uma descrição coerente. Isso é, "baseado em misticismo", significa "baseado em crenças" (baseado em coisas que a pessoa tem como verdade) de coisas rotuladas "místicas", que nós céticos temos como "bobagem", cascata da grossa. Mas como essas coisas são crenças, isso é, coisas que a pessoa tem como verdade, para ela, são "evidências" (verdades que se encaixam, corroboram) de outra hipótese mística.

E "crer sem ter visto" é também uma descrição para aceitação de crenças científicas baseadas em evidências indiretas, ou mesmo mera confiança no corpo de conhecimentos (aqui, científicos) sobre algo que não for seu objeto de estudo científico pessoal -- algo que a pessoa nem necessariamente tem, válido para a maioria dos não-cientistas.



A diferença não é entre "crer" e "não crer", mas no que leva a crer, que também não é simplesmente emocional versus racional, ou "evidência" versus sua ausência (pois algo não é inerentemente "evidência" ou não, ou "bobagem mística"; enxergar algo como tal depende da análise feita).

Acho que a carta aberta de Dawkins para sua filha de 9 anos lida com isso de maneira bem sucinta:

http://ateus.net/artigos/ceticismo/boas-e-mas-razoes-para-acreditar/

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Em suma, meu ponto de vista é que o homem, seja brasileiro, japonês ou alemão, é essencialmente igual. A diferença está no ambiente em que forma seu caráter, sua educação, as instituições que organizam a sociedade, etc.
Exatamente, em resumo - CULTURA. E nossa cultura trata trabalho como emprego. Se faz, em média, o bastante para manter o emprego, sem responsabilidade, sem comprometimento com o trabalho, com prazo, com qualidade. Precisamos encarar nossos problemas em vez de tapar o sol com a peneira.

Observo e ou experimento este traço cultural nefasto TODOS os dias.

Minha esposa é funcionária pública e os relatos feitos por ela são igualmente estarrecedores. Absenteísmo, leniência, má-vontade no atendimento e mau-caratismo são muito comuns nos locais onde ela trabalha.
Parece que chegamos a um ponto comum e identificamos o vilão da história. A Cultura.
Resta conceituar com alguma certeza o que seja essa cultura, pois parece uma combinação de variáveis com grande subjetividade.
Temos um tópico no fcc que aborda o tema, cultura. Ali, conclui-se que a cultura chega a inocentar o ato ilícito, próprio de um cultura, e condenado em outra.

A poligamia, a extirpação do clitóris, a execução por espancamento e por aí vai.
Então, a cultura é causa ou consequência? Pois ela está profundamente relacionada com o estágio de civilização de um povo. O que é cultural na Guiné Bissal seria bizarro no Canadá, p. exemplo.

Embora nesta discussão tenhamos abordado particularmente a questão do trabalhador brasileiro, que não é o objetivo do tópico, não será o comportamento deste homem uma síntese do geral, ou seja, do que se passa na cabeça do brasileiro?
Se sim, teremos que considerar a qualificação deste trabalhador. Isto definirá seu nível sócio cultural e consequentemente hábitos e costumes a influenciarem em seu comportamento.
Se não, perdemos o foco do debate por abordarmos generalidades.
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Laicismo, Política e Economia / Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Última Mensagem: por Buckaroo Banzai Online Hoje às 06:46:44 »
...você está sugerindo então sanções econômicas aos países que produzem mais que o Brasil? Aumentar o patrulhamento de fronteiras? :hein:

O último até deve fazer sentido, ainda que não se possa esperar que vá resolver.

Não tem nada de "politicamente correto" no sentido de "não ofender as pessoas". Isso só é "politicamente correto" no sentido de que as "políticas mais duras", populistas, só acarretam mais prejuízo a sociedade sem ter o efeito que a gente gostaria que fosse ter, mas jutamente o contrário, é justamente o que viabiliza o pior.

E quanto mais gente de alto escalão estiver envolvida nos esquemas, menores são as chances de se conseguir qualquer resultado expressivo com medidas paralelas, como pente fino nas fronteiras. Liberação já mexe com a base, desvia o dinheiro que eventualmente chegaria até eles, sem financiar a eles e a seus soldados, e às mortes de todos os lados.


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Laicismo, Política e Economia / Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Última Mensagem: por Arcanjo Lúcifer Online Hoje às 04:22:29 »
Se o objetivo é acabar com o lucro do tráfico basta acabar com a hipocrisia de nossas ilustres autoridades.

Tem um país bem ao nosso lado que produz 90% das drogas contrabandeadas ao Brasil., todos sabem disso.

A turma do politicamente correto prefere liberar o tráfico como se fosse a solução mágica quando todos nós sabemos quem produz, quem vende e quem lava o dinheiro.

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Religiões, Crenças e Mitos / Re:Imagens Religiosas
« Última Mensagem: por Agnoscetico Online Hoje às 01:38:30 »
Dúvida e descrença são apenas variedades de crença, do que se "tem como verdade". Duvidar de algo é crer que algo é duvidoso.

"Duvidar", denota menor certeza sobre a questão do que "negar", mas crença não requer certeza. Ou você não acredita que duvida daquilo de que tem dúvida? :hein:


"Crer na possibilidade de haver extraterrestres" é, como afirmou, "crer na possibilidade de haver extraterrestres"! É o que estou dizendo, é uma crença, mesmo que não seja uma que dê confiança à pessoa a apostar que está certo. Você tem como verdade (crê) que não se pode ter certeza se extraterrestres existem ou não.

Essa discussão promete...

Não captou a diferença sutil entre " 'Crer' na possibilidade de algo existir" (Suposição) e "Crer que algo exista" (Convicção).

Ex: João 20:24-29

Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
Os outros discípulos disseram-lhe: Vimos o Senhor. Mas ele replicou-lhes: Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei!
Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco!
Depois disse a Tomé: Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé.
Respondeu-lhe Tomé: Meu Senhor e meu Deus!
Disse-lhe Jesus: Creste, porque me viste ["Crer" baseado em verificação]. Felizes aqueles que crêem sem ter visto [Crer pôr crer, sem nenhum indício]!

Na Bíblia se diferencia o valor de crer sem evidências e "crer" porque comprovou.

Então pra facilitar as coisas: Quando falo crente, falo crente religioso, baseado em nenhuma evidência além da crença pura e simples, sentimento baseado em misticismo.











 


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Em suma, meu ponto de vista é que o homem, seja brasileiro, japonês ou alemão, é essencialmente igual. A diferença está no ambiente em que forma seu caráter, sua educação, as instituições que organizam a sociedade, etc.
Exatamente, em resumo - CULTURA. E nossa cultura trata trabalho como emprego. Se faz, em média, o bastante para manter o emprego, sem responsabilidade, sem comprometimento com o trabalho, com prazo, com qualidade. Precisamos encarar nossos problemas em vez de tapar o sol com a peneira.

Observo e ou experimento este traço cultural nefasto TODOS os dias.

Minha esposa é funcionária pública e os relatos feitos por ela são igualmente estarrecedores. Absenteísmo, leniência, má-vontade no atendimento e mau-caratismo são muito comuns nos locais onde ela trabalha.
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Falta de foco e objetividade. De acordo com Nogami, do Insper, não há dados de estudos abertos sobre a objetividade do brasileiro. Mas empresas multinacionais têm comparações internas que apontam que o trabalhador nacional é menos objetivo do trabalho do que europeus ou americanos. “O indivíduo chega, toma um café, verifica as mensagens que recebeu, lê o noticiário. Demora uma hora para começar a trabalhar. E quando vai se aproximando do horário do almoço começa a planejar onde vai comer e a produtividade volta a cair”, diz Nogami. Um efeito colateral dessa tendência a demorar a produzir são as horas extras. “O americano larga o lápis assim que deu o seu horário e vai embora, e mesmo agindo dessa maneira é produtivo. O brasileiro tende a fazer mais horas extras”, diz. Para o professor, isso tem origem na educação básica. “É uma questão cultural sem dúvida nenhuma. À medida que o ensino fundamental é fragilizado, o comportamento ao longo da vida também será. Isso contribui para dispersão, baixo senso de responsabilidade”, diz. 
Meu caro, é minha vez de perguntar: em que país vc vive?

No país do jeitinho?

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Se prestou a atenção no que eu disse vai comparar o ambiente de trabalho do americano, por exemplo, e vai se lembrar quando citei - "trabalhador mal remunerado, sem seguridades e segurança, sem perspectiva profissional, pega no batente depois de duas horas na condução, e com fome."
O patrão, ou empresário, é na maioria das vezes um tiranete que vê em seu empregado um inimigo que sempre quer lhe furar o olho; por aí.

Que papo é esse de "exploradores x explorados" companheiro? Por que você acha que estou falando de um tipo específico de trabalhador? Falo no geral, do mal ao bem remunerado, com ou sem seguridade e segurança, com ou sem perspectiva profissional, que pega no batente depois de duas horas de ônibus ou no engarrafamento, com ou sem fome e, inclusive, empregado ou empregador? Ou, na sua cabeça, patrão/empresário não é um trabalhador, apenas um moedor de carne humana ambulante? Estou falando de uma cultura, que tem sim exceções, mas é disseminada. Há sim profissionais responsáveis, comprometidos, de pedreiros a empreiteiros, e também o oposto, de pedreiros a empreiteiros.

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Em suma, meu ponto de vista é que o homem, seja brasileiro, japonês ou alemão, é essencialmente igual. A diferença está no ambiente em que forma seu caráter, sua educação, as instituições que organizam a sociedade, etc.

Exatamente, em resumo - CULTURA. E nossa cultura trata trabalho como emprego. Se faz, em média, o bastante para manter o emprego, sem responsabilidade, sem comprometimento com o trabalho, com prazo, com qualidade. Precisamos encarar nossos problemas em vez de tapar o sol com a peneira.

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Papo Furado / Re:A mulher mais gostosa que já vi...
« Última Mensagem: por -Huxley- Online Ontem às 23:01:05 »
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Laicismo, Política e Economia / Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Última Mensagem: por Buckaroo Banzai Online Ontem às 22:37:19 »
Crack provavelmente não seria afetado, por esse tipo de coisa.

Acho que também não deve ser exatamente bom o caminho da legalização total e produção em massa e tal.

A chave da coisa é criar uma desvantagem econômica ao comércio de drogas fazer uso de violência, que é com o que mais faz estrago. Se os vendedores não-associados a violência são punidos praticamente da mesma forma que os que fazem uso de violência, o cenário é extremamente favorável aos últimos, é o governo eliminando sua competição, ou até "treinando" novos empregados/soldados.

É algo meio como com desarmamento da população não-criminosa. Só os criminosos vão ter armas.

Se eles não tem essa vantagem, as coisas tendem a ficar melhores de modo geral, mesmo que não seja uma solução instantâna e mágica. "Sobra" mais recursos para tentar prevenir e reduzir o uso de drogas, bem como tratar o uso problemático. Mais do que se disporia com a abordagem apenas "militar" da coisa, tentada há décadas, mas que não conseguiu impedir as drogas de baratearem ano após ano.

Para que pudesse ser solução, teria que ser literalmente algo militar mesmo, ao estilo de ditadurazinhas por aí, matando a torto e a direito, até acabar com todo o mercado. Mesmo se conseguindo no fim a vitória, muitas mortes iriam ocorrer, e não só do lado dos traficantes.
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