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Discussões => Laicismo, Política e Economia => Tópico iniciado por: Unknown em 24 de Janeiro de 2008, 06:03:43

Título: Afeganistão
Enviado por: Unknown em 24 de Janeiro de 2008, 06:03:43
Fiquei na dúvida entre colocar na área Religião ou na Laicismo e Política. Na dúvida, fica por aqui.

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Estudante imprime texto pela internet e é condenado a morte no Afeganistão

São Paulo - Sayad Parwez Kambaksh foi condenado a morte por distribuir material que imprimiu pela web que violava os dogmas dos Islã.

Um estudante de jornalismo do Afeganistão de 23 anos foi condenado a morte por distribuir material que imprimiu pela internet que violava os dogmas dos Islã.

Sayad Parwez Kambaksh foi condenado a morte por distribuir um texto que humilhava o Islã, disse o responsável pelo julgamento, Fazel Wahab, para agências de notícias internacionais

Kambaksh discutiu o texto com seu professor e com colegas de classe da Balkh University. Os estudantes protestaram contra o governo.

A família de Kambaksh e um grupo de jornalistas denunciaram o veredicto e afirmaram que o estudante não foi representado por um advogado no julgamento.

O caso agora parte para para a primeira de duas cortes de apelação. Kambaksh, que está preso desde outubro, vai permanecer sob a custódia do governo afegão durante o apelação.

Wahab afirmou que apenas o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, pode perdoar o estudante, pois ele teria confessado que violou os dogmas do Islã.

http://idgnow.uol.com.br/internet/2008/01/23/estudante-imprime-texto-pela-internet-e-e-condenado-a-morte-no-afeganistao/
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Diego em 24 de Janeiro de 2008, 09:11:29
De religiosos fanáticos não pode se esperar muita coisa...

impressionante isso.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Spitfire em 24 de Janeiro de 2008, 12:30:19
De religiosos fanáticos não pode se esperar muita coisa...

impressionante isso.

O que mais impressiona é o estado se submeter as vontades destes fanáticos.  :o
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Ricardo RCB. em 24 de Janeiro de 2008, 12:33:53
De religiosos fanáticos não pode se esperar muita coisa...

impressionante isso.
O que mais impressiona é o estado se submeter as vontades destes fanáticos.  :o


Não é tão impressionante quando estes fanáticos são o Estado, na figura de juízes, governadores, e outros.


Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Südenbauer em 24 de Janeiro de 2008, 15:39:07
Nossa, como eu odeio esses caras.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Nohai em 24 de Janeiro de 2008, 17:58:37
De religiosos fanáticos não pode se esperar muita coisa...

impressionante isso.

O que mais impressiona é o estado se submeter as vontades destes fanáticos.  :o

Então o Estado teria qe mudar suas leis, pois grande parte delas é baseada nas escrituras do Al-Corão.

Agora... em caso desse garoto morrer...  :'( Ele não merecia isso. Mais ao meu ponto de vista, irei considerar-lo mais um martir do conhecimento  :louva:(exagerei um poquinho, mas já dá pra ter uma ideia).

Vale a pena lembrar:
        Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.

Título: Re: Afeganistão
Enviado por: RickRJ em 24 de Janeiro de 2008, 18:30:59
Violação de Direitos Humanos! Lá e cá!!! Incrível! Séculos de lutas pra sairmos das trevas, e agora isso.E ainda repetem "É a cultura deles!"!!! Eu já ouvi isso!!!
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Copelli em 24 de Janeiro de 2008, 18:33:18
Bando de filhos da puta.  :x

Bem eu não entendo NADINHA de politica e tal. Mas porque os outros países deixam que esse tipo de coisa ainda aconteça no mundo? Deveria haver uma interferencia não?
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Nohai em 24 de Janeiro de 2008, 18:44:24
Violação de Direitos Humanos! Lá e cá!!! Incrível! Séculos de lutas pra sairmos das trevas, e agora isso.E ainda repetem "É a cultura deles!"!!! Eu já ouvi isso!!!

É isso ai cara! É nessas horas que eu estou pouco me lichando se a globalização ira ou não acabar com as culturas menos favorecidas.  :beee:

Isso me lembra aquele caso que uma professora de pirmario quase foi chicotiada por que deixou seus alunos chamarem um ursinho de pelucia de Maomé! Aquel povo ainda vive no seculo XVII.

Lembro quando saiu uma reportagem sobre escolas clandestinas para educar mulheres no regime do Taliban. Saiu uma mulher dizendo: "queremos ter a mesma liberdade que vocês tem". Estava se referindo a mulheres occidentais, naquele momento eu começei a ter aquela velinha como uma heroina, o que me levou a leer alguns livros sobre mulheres que simplesmente pararão de se conformar com aquela situação e muitas das vezes até lutam contra o regime opressor. Por exemplo: Acabei de leer um livro no qual sai uma mulher que se declara lesbica, mas mesmo assim não nega seu deus.

Tirando a parte de deus, e todos aquele blá blá blá, achei lindo ela ter exposto sua crença e suas preferencias de forma tão... tão direta.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Mussain! em 30 de Janeiro de 2008, 11:28:44
E o que a galera que defende a cultura de um povo a toda circunstância diz agora hehehe....?

Alá é uma bosta, assim como o islamismo....

Mas falando sério, vc acha que diria isso no território deles de cara.....? Acho que o estudante procurou..... - Não justifica sua condenação, claro.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Diego em 30 de Janeiro de 2008, 12:49:02
Teve um país que proibiu toque de celular mp3 com versos do alcorão pois era inaceitável interromper um verso do alcorão!
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Nohai em 30 de Janeiro de 2008, 17:56:47
E o que a galera que defende a cultura de um povo a toda circunstância diz agora hehehe....?

Alá é uma bosta, assim como o islamismo....

Mas falando sério, vc acha que diria isso no território deles de cara.....? Acho que o estudante procurou..... - Não justifica sua condenação, claro.

Acho que se ninguem se revelar, as coisas não mudaram nunca. O que aquele povinho de lá precisa é que sua juventude se revele.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 30 de Janeiro de 2008, 18:04:33
Isso não acontece só em país de fanático religioso... na China qualquer um que fale o que não deve contra o governo acaba com uma bala na nuca.

O que acontece é que em certos lugares usam religião como controle...  e é claro que muitos desses iluminados podem nem acreditar no que eles próprios pregam já que ganham muita grana em nome de Alá...

Depois do 11 de setembro , vi um video na televisão com o  Bin Laden rindo dos idiotas que pilotaram os aviões.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Mussain! em 30 de Janeiro de 2008, 21:00:08
E o que a galera que defende a cultura de um povo a toda circunstância diz agora hehehe....?

Alá é uma bosta, assim como o islamismo....

Mas falando sério, vc acha que diria isso no território deles de cara.....? Acho que o estudante procurou..... - Não justifica sua condenação, claro.

Acho que se ninguem se revelar, as coisas não mudaram nunca. O que aquele povinho de lá precisa é que sua juventude se revele.
Há outros meios.... Da a cara a tapa assim, não....
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Nohai em 31 de Janeiro de 2008, 19:11:13
E o que a galera que defende a cultura de um povo a toda circunstância diz agora hehehe....?

Alá é uma bosta, assim como o islamismo....

Mas falando sério, vc acha que diria isso no território deles de cara.....? Acho que o estudante procurou..... - Não justifica sua condenação, claro.

Acho que se ninguem se revelar, as coisas não mudaram nunca. O que aquele povinho de lá precisa é que sua juventude se revele.
Há outros meios.... Da a cara a tapa assim, não....

Outros meios? Eu creio que um descontentamento geral e uma revolta por parte do povo é o meio mais eficaz para se dar fim a coisas como essas. O problema e semear o descontentamento geral por lá, pois isso só se obtem atraves da exposição de novas ideias. E, pelo visto... isso pode ser considerado crimem. Mas tudo bem... me diga, que outros meios?
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Mussain! em 01 de Fevereiro de 2008, 11:21:03
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por parte do povo
Ah.... do povo.... do povo....



Outros meios? Outros que um cara não assuma de cara para um país que é contra o que absurdamente quase todos são a favor.... Ainda mais quando se trata de uns fanáticos religiosos.........
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Nohai em 01 de Fevereiro de 2008, 17:54:09
Citar
por parte do povo
Ah.... do povo.... do povo....



Outros meios? Outros que um cara não assuma de cara para um país que é contra o que absurdamente quase todos são a favor.... Ainda mais quando se trata de uns fanáticos religiosos.........

Mas alguem tem que acender o pavil... não acha?

Che! Onde estas quando preciso de você?  :'(
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Mussain! em 01 de Fevereiro de 2008, 21:10:05
Talvez. Mas "povo" é "povo", "um", por mais que vc queira levar pelo lado filosófico, é apenas um.... Quer saber...? Um dia "venerava" pessoas como o Felipe dos Santos, mas... E agora...? Todos eles 'nos guiaram' para nossa "liberdade", e que se faz dela hoje...?

Ser censurado por falar de política em uma época, lutar para mudar esse quadro, e ver 'eguinhas pocotos' da vida...? Derramar seu próprio sangue por isso? Será mesmo que vale a pena?


Já sei.... sou pessimista demais....  :hihi:
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Eremita em 01 de Fevereiro de 2008, 23:32:36
Alguém aí tem uma cópia do texto do cara? Seria legal.

A Europa já teve seus Galileos, e seus Giordanos Brunos... tá na hora do mundo muçulmano ter os seus.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Mussain! em 01 de Fevereiro de 2008, 23:55:55
Quem aqui teria uma postura como a do cara aê, só por curiosidade....? Quem seria contra e "daria" a "cara a tapa" num território onde uma enorme parcela da população é composto por religiosos fervorosos e fanáticos?
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 02 de Fevereiro de 2008, 09:08:00
Quem aqui teria uma postura como a do cara aê, só por curiosidade....? Quem seria contra e "daria" a "cara a tapa" num território onde uma enorme parcela da população é composto por religiosos fervorosos e fanáticos?

Qualquer um que faça isso em um ambiente daqueles acabaria sendo hostilizado por vizinhos, parentes, amigos, não arrumaria emprego  e possivelmente seria  morto.

Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Mussain! em 02 de Fevereiro de 2008, 16:10:50
Então partilhamos da mesma opinião - Seria burrice. :)
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Nohai em 03 de Fevereiro de 2008, 20:29:38
Então partilhamos da mesma opinião - Seria burrice. :)

Uma burrice heroica... e fim de papo.  :x
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Mussain! em 04 de Fevereiro de 2008, 19:53:35
Ta bom, ta bom. Que é isso, que é isso.... :so-sorry:
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: N3RD em 04 de Fevereiro de 2008, 23:43:19
 :enjoo: povo louco.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Spitfire em 05 de Fevereiro de 2008, 00:11:38
Quem aqui teria uma postura como a do cara aê, só por curiosidade....? Quem seria contra e "daria" a "cara a tapa" num território onde uma enorme parcela da população é composto por religiosos fervorosos e fanáticos?

Claro que em menor grau... é o que fazemos aqui, por exemplo. Ou será fácil aturar esta corja de loucos fanáticos que ficam te prometendo ires para o inferno, todo dia, só porque pensas que o azul é mais atraente que o vermelho e o primeiro dedo de acusação é que és ateu????

Lá não é fácil, com certeza! Mas aqui também não era... e não faz muito tempo... eu, por exemplo, cheguei a fazer primeira comunhão... ainda bem! Só fortaleceu minha postura ateísta.

Sabe... tem uma hora que o saco estoura e dai o primeiro padre vem encher teu saco, tu manda ele pra puta que pariu, literalmente.

Aqui, no ocidente, para termos a liberdade que temos hoje, muita gente sofreu mandando estes padrecos para a PQP... mas chegou um dia que tantos mandaram eles a PQP que eles foram mesmo. Um dia isto ainda vai acontecer lá... um manda a PQP hoje, se fode, coitado, amanhã, quando 1 milhão encherem o saco, o que eles poderão fazer?  :wink:

Vão tudo para a PQP! Sindrome do emputecimento progressivo.  :wink:
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Mussain! em 05 de Fevereiro de 2008, 11:55:59
Talvez, mas ocidente e oriente nem se comparam, assim como o que fazemos aqui.

Por exemplo, poucos sabem o nome verdadeiro da galera hehehe.... (Eu e vc estamos no bolo :histeria:) Por isso não há comparação.  :)
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Spitfire em 05 de Fevereiro de 2008, 12:29:34
Talvez, mas ocidente e oriente nem se comparam, assim como o que fazemos aqui.

Por exemplo, poucos sabem o nome verdadeiro da galera hehehe.... (Eu e vc estamos no bolo :histeria:) Por isso não há comparação.  :)

É que você está pensando somente no presente momento... mas e a 1000 anos atrás, a relação não seria justamente inversa? Não seria nós, os ocidentais, o povo bárbaro?

Podes ter certeza, mais dia menos dia as coisas se acertam por lá... é só uma questão de tempo.
Devemos sim é policiar os fanáticos daqui, eles estão bem assanhadinhos... nem parece que lembram-se das merdas que fizeram no passado.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Mussain! em 05 de Fevereiro de 2008, 13:06:21
Que bom se um dia as coisas mudarem para melhor por lá, mas eu nem a-pau-juvenal teria uma atitude semelhante.... Nem pelo pessoa daqui, muito menos pelo daqui. Dar a cara a tapa dessa forma é burrice, ao meu ver.


Vc seria um ativista nessas horas, Spit?  :)

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É que você está pensando somente no presente momento... mas e a 1000 anos atrás, a relação não seria justamente inversa? Não seria nós, os ocidentais, o povo bárbaro?
Talvez. Melhor dizer que os dois eram eram bárbaros... (Quer dizer, ainda são.... :hihi:)
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Spitfire em 05 de Fevereiro de 2008, 14:32:56
Vc seria um ativista nessas horas, Spit?  :)

Eu? Provavelmente não! Mas é preciso lembrar que, querendo ou não, estou impregnado pela cultura ocidental, mais liberta... mas se minha realidade fosse outra, se eu vivesse naquela cultura desde meu início, talvez... talvez sim, talvez não... não saberia responder esta pergunta, não sei aquilatar meus sentimentos vivendo sob aquelas circunstâncias.  :wink: :ok:


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Talvez. Melhor dizer que os dois eram eram bárbaros... (Quer dizer, ainda são.... :hihi:)

Sim, sim...  :ok:
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Fabi em 12 de Agosto de 2008, 15:08:52
O hospital no qual Amina foi internada alguns dias atrás é, pelos padrões afegãos, um dos melhores do país, construído com dinheiro internacional, dotado de médicos treinados no exterior e equipado com aparelhos modernos. Ou seja, ela obteve o melhor tratamento possível.

Mas as suas chances de sobrevivência não são boas.

Recebendo medicamentos e envolta em bandagens, só uma parte da sua face está visível na ala de emergência, que ela compartilha com quatro outros pacientes. A pele empolada da face de Amina não fornece indícios das queimaduras terríveis que cobrem grande parte do resto do seu corpo.

Em outras partes do hospital especializado em queimaduras em Herat há alguns homens e umas duas crianças que sofreram acidentes graves, mas cerca da metade dos pacientes são mulheres que ensoparam-se deliberadamente com gasolina e atearam fogo em si próprias.

Mohamad Harif Jalali, um dos médicos do hospital, afirma que quando mulheres dão entrada na instituição apresentando queimaduras que cobrem 80% ou 90% do corpo sabe-se com quase certeza de que os ferimentos foram auto-infligidos.

O hospital se recusa a fornecer detalhes sobre a forma com elas sofreram queimaduras tão sérias, mas a história contada por Gulran, que deu entrada no hospital quatro dias atrás, é aparentemente típica.

Jalali afirma que Gulran era tratada como uma cidadã de segunda classe, incapaz de se entender com uma outra moça que foi morar na sua casa depois que o pai dela arranjou uma segunda mulher.

O moderno centro de tratamento de queimaduras é, sob certos aspectos, o mais imponente do complexo hospitalar de Herat, oferecendo alas esterilizadas, instalações com padrão ocidental e 34 leitos. O centro cirúrgico está sempre ocupado devido à demanda constante por enxertos de pele. Mas, conforme observa a médica Marie Jose Brunez, da organização francesa HumaniTerra International, que ajuda a administrar a instalação e a treinar médicos afegãos, é necessário que o paciente tenha uma quantidade suficiente de pele intacta para que a operação dê certo.

"No caso das mulheres com queimaduras mais graves, o hospital pouco pode fazer, a não ser proporcionar-lhes algum conforto com a administração de analgésicos, e esperar que elas morram", afirma Brunez. "Muitas dessas mulheres não sabem como é terrível a morte por queimaduras, desconhecem o sofrimento lento que as aguarda ou adquiriram uma concepção errada quanto ao isso assistindo a filmes iranianos".

O vizinho Irã exerce uma poderosa influência cultural sobre Herat. "Os filmes iranianos que exigem auto-imolações são muito populares aqui.
Eles fazem com que isso pareça ser fácil. As garotas acham que só precisam jogar gasolina sobre o corpo e tudo estará terminado em um segundo", diz Brunez.

Outros especialistas afirmam que este tipo de auto-imolação é popular devido à disponibilidade de líquidos inflamáveis nas casas afegãs.

De qualquer maneira, algumas organizações de mulheres relutam em financiar grandes campanhas publicitárias para aumentar a consciência quanto ao problema por temerem que isso só daria às mulheres mais idéias de como se matarem.

No Afeganistão são poucas as estatísticas confiáveis a respeito da auto-imolação. Em 2006, o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas informou que 106 mulheres haviam se queimado propositalmente.

Mas Charlemagne Gomez, que no ano passado preparou um relatório para o grupo feminino alemão de caridade Medica Mondiale, diz que, provavelmente, o número real é bem mais alto.

"Só é possível compilar os incidentes que são relatados quando as mulheres dão entrada no hospital. Mas muitas vezes as famílias recusam-se a levá-las até lá porque não querem cair em desonra. E é claro que, nestes casos, quando elas morrem, ninguém fica sabendo. A história é abafada", afirma Gomez.

As opiniões são divididas quando se trata de apontar as razões pelas quais as mulheres de Herat têm maior probabilidade que as mulheres do sul do país de tomarem uma atitude tão drástica. Segundo uma teoria, as mulheres da cidade contam com um nível educacional relativamente alto, comparado ao resto do país, e têm maior propensão ao ressentimento devido à vida conjugal forçada.

Mas, segundo Gomez, trata-se na verdade de um problema encontrado em todo o país, e que só é mais relatado em Herat.

Um padrão que emergiu de forma razoavelmente clara dos dados disponíveis foi que a maioria dessas mulheres tem de 16 a 19 anos de idade. Elas não tiveram que suportar anos de abusos, mas, recentemente, e a contragosto, foram obrigadas a morar longe de suas famílias devido a um casamento arranjado.

"É comum encontrar uma garota de 18 anos que tornou-se a segunda mulher de um marido de 80 anos", diz Brunez. "Que espécie de vida é essa? Elas são espancadas pelos maridos e maltratadas pelas sogras, e não têm como falar sobre isso com os seus familiares".

Fonte: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/fintimes/2008/08/05/ult579u2539.jhtm
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Dr. Manhattan em 12 de Agosto de 2008, 15:25:15
Isso nao deveria estar em Notícias?

Terrível, mesmo assim. Já vi dados que indicam que o número de sucídios de mulheres no Afeganistao é bastante elevado.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Guardião em 12 de Agosto de 2008, 15:37:19
credo que absurdo, não tenho nem palavras no momento para responder este tópico  :(
somente a revolta da desgraça chamado religião que vem em minha cabeça
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Dr. Manhattan em 12 de Agosto de 2008, 15:47:11
credo que absurdo, não tenho nem palavras no momento para responder este tópico  :(
somente a revolta da desgraça chamado religião que vem em minha cabeça

Vou dar uma de advogado do diabo. Ok, só pela metade: nesse caso, nao é tanto a religiao, mas muito mais a cultura local
que fazem com que as mulheres sejam tratadas assim. A religiao (no caso, o islamismo) tem uma parcela de culpa por
permitir (e até estimular) a persistência dessas práticas. Só pra dar um exemplo: as burkas sao típicas do Afeganistao, e nao
surgiram por motivos religiosos, mas porque um (rei? chefe?) líder local começou a forçar suas mulheres a usá-la, para que os
outros homens nao as vissem. Os outros homens simplesmente resolveram copiar o seu rei. O Taliban foi que depois usou argumentos
religiosos para impor o seu uso a todas as mulheres.

Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Fabi em 12 de Agosto de 2008, 17:25:58
credo que absurdo, não tenho nem palavras no momento para responder este tópico  :(
somente a revolta da desgraça chamado religião que vem em minha cabeça

Vou dar uma de advogado do diabo. Ok, só pela metade: nesse caso, nao é tanto a religiao, mas muito mais a cultura local
que fazem com que as mulheres sejam tratadas assim. A religiao (no caso, o islamismo) tem uma parcela de culpa por
permitir (e até estimular) a persistência dessas práticas. Só pra dar um exemplo: as burkas sao típicas do Afeganistao, e nao
surgiram por motivos religiosos, mas porque um (rei? chefe?) líder local começou a forçar suas mulheres a usá-la, para que os
outros homens nao as vissem. Os outros homens simplesmente resolveram copiar o seu rei. O Taliban foi que depois usou argumentos
religiosos para impor o seu uso a todas as mulheres.


Sim, mas o véu não é uma lei no corão? E na arábia saudita? também foi um rei ou foi a religião que impos o uso do véu?
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Q em 19 de Agosto de 2008, 16:03:56
Isso é uma questão cultural ...

Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Dr. Manhattan em 19 de Agosto de 2008, 19:42:08
Sim, mas o véu não é uma lei no corão? E na arábia saudita? também foi um rei ou foi a religião que impos o uso do véu?

Se lembro corretamente o Corao afirma que as mulheres tem que ser modestas, ou coisa que o valha, e cobrir os
cabelos. A maioria das muçulmanas usa o véu e se veste de forma discreta. Em geral o véu é bem colorido e estampado.
Outras usam o esqueci-o-nome que é aquele que cobre o corpo todo (nao é o mesmo que burqa) e outras ainda só deixam
aparecer os olhos. Na Turquia existem leis que proibem o uso do véu, mas algumas mulheres as driblam usando o véu e,
acredite se quiser, uma peruca por cima!

Certa vez eu estava num albergue da juventude na Alemanha, jantando com uns colegas. Um deles era iraniano. Ele viu
umas moças na mesa ao lado e disse que ia falar com elas, pois eram iranianas (o rosto delas já entregava sua origem).
Perguntei-o porque elas nao estavam usando véu. Ele respondeu: é que aqui elas nao precisam ("don't have to").  :wink:

Nao havia visto a resposta da Fabi.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Fabi em 19 de Agosto de 2008, 21:41:09
Sim, mas o véu não é uma lei no corão? E na arábia saudita? também foi um rei ou foi a religião que impos o uso do véu?

Se lembro corretamente o Corao afirma que as mulheres tem que ser modestas, ou coisa que o valha, e cobrir os
cabelos. A maioria das muçulmanas usa o véu e se veste de forma discreta. Em geral o véu é bem colorido e estampado.
Outras usam o esqueci-o-nome que é aquele que cobre o corpo todo (nao é o mesmo que burqa) e outras ainda só deixam
aparecer os olhos. Na Turquia existem leis que proibem o uso do véu, mas algumas mulheres as driblam usando o véu e,
acredite se quiser, uma peruca por cima!

Certa vez eu estava num albergue da juventude na Alemanha, jantando com uns colegas. Um deles era iraniano. Ele viu
umas moças na mesa ao lado e disse que ia falar com elas, pois eram iranianas (o rosto delas já entregava sua origem).
Perguntei-o porque elas nao estavam usando véu. Ele respondeu: é que aqui elas nao precisam ("don't have to").  :wink:

Nao havia visto a resposta da Fabi.
Mas a turquia não é um estado laico? To falando de estados muçulmanos...tipo arábia saudita...

Sobre a parte em negrito e meio off topic...era a falta de uma pinça na sombracelha que entregava?
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Wolfischer em 19 de Agosto de 2008, 21:52:03
A Turquia é um Estado laico, e com isso como motivo proíbe o uso de símbolos religiosos, principalmente em prédios públicos.
A origem evidente das iranianas não é difícil de perceber, os persas têm feições bem diferentes dos seus vizinhos semitas.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: André Luiz em 20 de Agosto de 2008, 08:35:32
Iranianos ficam irados quando sao comparados aos arabes  :hihi:

Podem até serem muçulmanos, mas eles ainda tem um baita orgulho da identidade persa
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Tupac em 23 de Agosto de 2008, 07:38:50
tem corajem pra se suicidar, mas não tem corajem de lutar por seus direitos, mesmo que isso possa ser fatal.

é extremamente ilógica tal postura.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Fabulous em 24 de Agosto de 2008, 23:42:10
tem corajem pra se suicidar, mas não tem corajem de lutar por seus direitos, mesmo que isso possa ser fatal.

é extremamente ilógica tal postura.

Ahhhh se fosse tão simples assim...


Tupac, o preconceito e machismo é uma das armas mais destruidoras do oriente médio.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: uiliníli em 24 de Agosto de 2008, 23:53:01
A Turquia é um Estado laico, mas 99% de sua população é muçulmana, para mostrar que a questão do tratamento dado "as mulheres têm muito de cultura local. E Manhattan, acho que o nome da outra indumentária usada pelas muçulmanas além da burqa é o xador.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Dr. Manhattan em 25 de Agosto de 2008, 10:06:00
A Turquia é um Estado laico, mas 99% de sua população é muçulmana, para mostrar que a questão do tratamento dado "as mulheres têm muito de cultura local. E Manhattan, acho que o nome da outra indumentária usada pelas muçulmanas além da burqa é o xador.

Pois é. O véu é o hijab. Existem variaçoes dessas vestes, dependendo do país. Sobre a questao cultural, os muçulmanos
do Líbano costumam (costumavam?) ser mais liberais que os de outros paises. Isso nao impede que até hoje sejam comuns por
lá assassinatos de mulheres "para limpar a honra dos pais".

Ah, e as iranianas tem mesmo uma aparência bem típica. O rosto delas tem o que só posso descrever como uma beleza serena:

(http://i28.tinypic.com/idudc0.jpgg)

(http://www.parastood.com/archives/images/stadium6.jpg)
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Fabulous em 25 de Agosto de 2008, 10:27:27
Eu vou.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Tupac em 26 de Agosto de 2008, 10:24:40
Eu vou.
Eu não, devem ser uma negação na cama...

Se bem que eu poderia ser um egoista e só me preocupar comigo mesmo, e...

enfim hehee

mudei de idéia, eu vou tambem hehe.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: uiliníli em 26 de Agosto de 2008, 23:56:37
Não vão não. No Irã é proibido as mulheres se casarem com estrangeiros. E vai ser difícil convencê-las a "ir" sem casar... a não ser, talvez, que ela seja a Marjane Satrapi :love:

(http://blogs.dallasobserver.com/unfairpark/43801_satrapi_marjane.jpg)
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: N3RD em 17 de Agosto de 2009, 08:07:45
Afeganistão adota lei que permite a maridos a negar comida por falta de sexo


Uma nova lei afegã vem provocando polêmica ao permitir aos homens xiitas negar comida às suas mulheres se elas se recusarem a manter relações sexuais com eles.

(http://www.bbc.co.uk/worldservice/assets/images/2009/08/16/090816172744_afghan226.jpg)
Críticos acusam o presidente Hamid Karzai de trair as mulheres afegãs

A lei, que também estabelece que as mulheres casadas precisam da permissão dos maridos para trabalhar e dá aos homens e aos avôs a custódia exclusiva dos filhos, foi promulgada e publicada apesar dos protestos da comunidade internacional.

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, já havia sido obrigado anteriormente a vetar uma versão original da lei após a pressão de organizações internacionais.

Mas os críticos dizem que a nova versão da lei é igualmente repressiva e acusam Karzai de ter cedido em troca do apoio dos xiitas conservadores nas eleições presidenciais desta semana.

A nova lei, aplicada apenas para a minoria xiita, estabelece normas para a vida familiar.

A versão original da lei obrigava as mulheres xiitas a manter relações sexuais com seus maridos no mínimo a cada quatro dias e, na prática, aceitava o estupro ao remover a necessidade de consentimento para o sexo dentro do casamento.

Líderes ocidentais e grupos de defesa dos direitos das mulheres afegãs se uniram para condenar a aparente reversão de direitos conquistados pelas mulheres do país após a queda do regime radical islâmico do Talebã, derrubado em 2001.

Agora a versão atualizada da mesma lei foi aprovada sem estardalhaço e transformada em lei com a aparente aprovação de Karzai.

“Houve um processo de revisão e Karzai sofreu pressão de todas as partes do mundo para mudar essa lei, mas muitas das normas repressivas permanecem”, disse à BBC Rachel Reid, representante em Cabul da organização internacional Human Rights Watch.

“O que importa mais para Karzai é o apoio dos fundamentalistas e dos linha-dura aqui no Afeganistão, de cujo apoio ele acha que precisa para as eleições”, diz.

Grupos de defesa dos direitos das mulheres afirmam que a formulação da nova lei viola o princípio de igualdade que está garantido pela Constituição afegã.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/08/090816_afeganistao_lei_rw.shtml
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Tupac em 17 de Agosto de 2009, 08:25:50
Bouuua 06...
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Diegojaf em 17 de Agosto de 2009, 08:39:32
Só melhora...
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Gaúcho em 17 de Agosto de 2009, 08:53:49
Go go go, A-F-E-G-A-N-I-S-T-Ã-O!!
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Mr. Mustard em 17 de Agosto de 2009, 09:38:24
[Mode Espírita ON]
Essa mulheres merecem, afinal, pecaram demais servindo de virgens no paraíso para os homens bomba, agora elas devem vir para terra para sofrerem as consequencias e evoluírem.
[Mode Espírita OFF]
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: diego_h em 17 de Agosto de 2009, 23:22:52
pais bom esse hein. podes ter quantas quiseres e ainda nenhuma das que tiveres podera recusar do fruto sagrado...

num bairro vizinho ao meu tem um caso que todo mundo da regiao conhece (eu como professor da rede publica nao iria ficar de fora ne?) de um cara que tem duas esposas, bem ao que me consta, eles decidiu que ia casar com as duas e......... casou. e se elas nao o atendem (nao me refiro a apenas sexo).......... soco nelas. kkkk
Mas pelo menos o cara vai à igreja né, entao ele ainda é melhor que todos aqui que nao fazem coisas ruins so pra disfarçar, pois sao todos servos do dEMO.
Mas realmente o caso é engraçado (diga-se tragico), ninguem faz nada pelas mulheres que sofrem violencia, nem pelos quase VINTE, filhos do cara...


Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Hugo em 18 de Agosto de 2009, 11:45:13
É a lei de "dente por dente, olho por olho"... sem COMIDA, NÃO TEM COMIDA...  :hihi:
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Dodo em 19 de Agosto de 2009, 05:45:17
Ser homem é foda, olha a merda que pensei:

Casais afegãos:

Mulher magra e homem gordo: ninguém ta comendo nada!

Mulher gorda e homem magro: os dois tão comendo bem!

Outra merda:

Duas afegãs conversando:

- Menina, o que tu fez pra emagrecer tanto?
- Não como mais peru!

Podem me xingar, eu mereço.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: N3RD em 19 de Agosto de 2009, 09:33:43
São tudo um bando de mal comidos =x
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Panthera em 19 de Agosto de 2009, 16:16:45
Essa notícia rendeu algo no grupo de discussão com meus colegas.

Provoquei perguntando se eles sabiam que tem uma grande religião aqui no Brasil que proíbe o uso de camisinha...
Se é pra atentar contra a liberdade sexual, "Brasil-sil" também tá forte!
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: calvino em 07 de Agosto de 2010, 18:18:21
Citar

Oito médicos estrangeiros são mortos no Afeganistão

CABUL (Reuters) - Oito médicos estrangeiros, incluindo seis norte-americanos, foram mortos por um homem-bomba no nordeste do Afeganistão, disseram autoridades neste sábado. O Talibã assumiu a responsabilidade pelo atentado.

Os profissionais faziam parte de um grupo religioso de ajuda humanitária.

Ao assumir a autoria, o Talibã afirmou que os médicos estavam pregando o cristianismo.

Zabihullah Mujahid, um porta-voz do Talibã, contou à Reuters, de um local não identificado, que o grupo encontrou bíblias traduzidas para o Dari junto aos médicos estrangeiros.

O nível de violência no Afeganistão é o maior desde 2001, quando os Estados Unidos e grupos armados do país expulsaram os talibãs em 2001. No meio do fogo cruzado, centenas de civis também já morreram este ano.

Fonte: http://migre.me/135T3 (http://migre.me/135T3)
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Geotecton em 07 de Agosto de 2010, 18:32:16
Cruzada à vista!
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Lion em 07 de Agosto de 2010, 18:33:46
Essa notícia não é uma surpresa. Se eles são capazes de se matarem apenas por divergências dentro do próprio islã, então imagine por causa de uma doutrina “alienígena”?
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: André Luiz em 07 de Agosto de 2010, 18:41:54
Nao sei se acho isso irônico, engraçado ou trágico

Mas estes grupelhos cristaos tambem, acham que por chegarem la com uma biblia na mao e uma coca-cola na outra todos irao cair de joelhos

O que irrita qualquer um nao é nem a invasao estrangeira e sim a tentativa de se impor um novo modo de vida
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: N3RD em 07 de Agosto de 2010, 18:47:44
Tentar combater extremismo religioso com mais religião ?  :vergonha:

:histeria:
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: uiliníli em 07 de Agosto de 2010, 20:01:16
Lamentável, eram 8 médicos que prestavam serviço a populações desassistidas na região. Infelizmente a situação do Afeganistão ainda é calamitosa e vai continuar sendo por muito tempo.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: calvino em 07 de Agosto de 2010, 22:27:51
Cruzada à vista!

Nao sei se acho isso irônico, engraçado ou trágico

Mas estes grupelhos cristaos tambem, acham que por chegarem la com uma biblia na mao e uma coca-cola na outra todos irao cair de joelhos

O que irrita qualquer um nao é nem a invasao estrangeira e sim a tentativa de se impor um novo modo de vida

Tentar combater extremismo religioso com mais religião ?  :vergonha:

:histeria:


Sinceramente não é o comportamento que eu esperava.
Se algum ateu tivesse morrido por ensinar às crianças da região que o mundo não foi criado por Alá as reações seriam completamente diferentes.

Como o Uili disse, eles prestavam serviços médicos onde certamente o governo da região (se é que há algum) não chegava. Não se sabe se eles estavam realizando cultos ou fazendo proselitismo aberto, ou simplesmente expressando sua posição religiosa caso questionados.

Além do que, celebrar a morte de outros por intolerância religiosa é certamente... lamentável.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Diegojaf em 07 de Agosto de 2010, 22:41:24
Sinceramente não é o comportamento que eu esperava.
Se algum ateu tivesse morrido por ensinar às crianças da região que o mundo não foi criado por Alá as reações seriam completamente diferentes.

Não acho. Se eu fosse ao Afeganistão como médico, deixaria meu livro de charges de Maomé em casa. Eu não estou ali pra pregar existência ou não de deuses em território extremamente hostil a qualquer pensamento diferente. Estou ali pra cuidar de pessoas.

E se eram ocidentais com bíblias traduzidas para a língua local, claramente os livros não eram pra eles.

É terrível o que ocorreu, sem dúvida, mas deram muito mole.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Hold the Door em 07 de Agosto de 2010, 22:45:45
É preciso ver se as declarações do Talebã são verdadeiras. Não duvidaria nada se eles tivessem inventado essa história de "bíblias traduzidas" só para justificar o atentado.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Diegojaf em 07 de Agosto de 2010, 22:50:50
Como disse, se...

E as tentativas de justificar essas coisas geralmente acabam piores do que se deixassem sem explicação nenhuma.

"Matamos 8 médicos estrangeiros!"
"Por que?"
"Estavam professando o cristianismo."

"Vamos apedrejar aquela mulher!"
"Por que?"
"Porque ela teve relações com outros homens, mesmo com o marido já tendo morrido."

É melhor eles começarem a fazer as besteiras deles sem dar nenhuma razão para isso. Daí vai bastar a gente dizer: "Esses muçulmanos... :nao3: "
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: uiliníli em 08 de Agosto de 2010, 00:01:17
Eu concordo com o Jaf, o Afeganistão não é o lugar mais seguro do mundo para fazer o que eles estavam fazendo, e tendo vivido tantos anos por lá eles deviam saber disso. Se é que quem está certo não é o Ângelo e essa história é só uma desculpa, os médicos foram extremamente temerários. Claro que isso não justifica a chacina, mas infelizmente o estado de coisas por lá é tão caótico que esse é o tipo de coisa que se esperava que acontecesse, podemos ficar chocados pelo ocorrido, mas não podemos ficar surpresos.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Gaúcho em 08 de Agosto de 2010, 12:36:44
Citar
Não se sabe se eles estavam realizando cultos ou fazendo proselitismo aberto, ou simplesmente expressando sua posição religiosa caso questionados.

Eles tinham bíblias traduzidas para a língua local...
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Hold the Door em 08 de Agosto de 2010, 13:49:40
Citar
Não se sabe se eles estavam realizando cultos ou fazendo proselitismo aberto, ou simplesmente expressando sua posição religiosa caso questionados.

Eles tinham bíblias traduzidas para a língua local...
O Talebã alega que eles tinham bíblias traduzidas.

Só para constar, o grupo ao qual eles pertenciam nega as acusações do Talebã:

http://www.reuters.com/article/idUSTRE6760DN20100808
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: N3RD em 08 de Agosto de 2010, 16:57:06
Celebrar a intolerância religiosa é fantástico pois eles não conseguiram me censurar, colocando assim suas crenças pessoais impassíveis de criticas e humor.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Fabrício em 08 de Agosto de 2010, 20:30:07
Citar
O Talebã alega que eles tinham bíblias traduzidas.

E você está insinuando que eles não estão falando a verdade?? Não sabe que mentir é contra as leis islâmicas?  |(

Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Khronos em 08 de Agosto de 2010, 21:33:52
Cruzada à vista!

Desta vez acho que não haverá só católicos e mulçumanos nesta disputa,nem muito menos espadas e lanças...
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Unknown em 22 de Novembro de 2010, 12:02:54
Citação de: [url=http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/nyt/desespero+leva+afegas+a+optar+por+suicidio+com+fogo/n1237822642377.html#2]Último Segundo[/url]
Desespero leva afegãs a optar por suicídio com fogo

Repressão, maus-tratos frequentes e até mesmo doenças mentais não diagnosticadas estão entre as causas

Mesmo as famílias mais pobres do Afeganistão têm fósforos e combustível para cozinhar. Essa combinação geralmente sustenta a vida, mas também pode ser uma terrível fuga: da pobreza, dos casamentos forçados, do abuso e do desânimo que representam o destino das mulheres afegãs.

Na noite anterior àquela em que se queimou, Gul Zada levou suas filhas à uma festa de família na casa de sua irmã. Tudo parecia bem. Mais tarde verificou-se que ela não tinha trazido um presente e um parente a repreendeu por isso, disse seu filho Juma Gul.

(http://i0.ig.com/fw/38/se/05/38se05xpfqihkga32fai6sesa.jpg)
Farzana (E) e sua mãe se preparam para ir a uma clínica privada em Herat, para tratamento de queimaduras

Esse pequeno evento aparentemente foi a gota d’água para ela. Gul, que tinha 45 anos, era mãe de seis filhos e ganhava deploravelmente pouco limpando casas, acabou com queimaduras em quase 60% de seu corpo no hospital especializado em queimados da cidade de Herat. A sobrevivência é difícil, mesmo com 40% do corpo intacto. "Ela queimou da cabeça aos pés", lembra o filho.

O hospital é o único centro médico no Afeganistão que trata especificamente das vítimas de queimaduras, uma forma comum de suicídio na região, em parte porque as ferramentas para fazê-lo estão prontamente disponíveis. No início de outubro, 75 mulheres foram internadas com queimaduras – a maioria autoinfligida. O número representa um crescimento de quase 30% em relação ao ano passado.

Os números, no entanto, dizem menos do que as histórias das pacientes. Em Herat é uma vergonha admitir problemas em casa e, muitas vezes, a doença não é diagnosticada ou tratada. Gul, segundo a equipe do hospital, provavelmente sofria de depressão.

Escolhas

(http://i0.ig.com/fw/du/lh/r0/dulhr02gbzdk919vd2kn0t0t0.jpg)
Hanife, 15 anos, teve de passar por cirurgia em hospital de Herat por causa de queimaduras

As escolhas para as mulheres afegãs são extraordinariamente limitadas: sua família é seu destino. Há pouca chance de escolha, pouca opção sobre com quem uma mulher se casará, nenhuma escolha sobre seu papel dentro de sua própria casa. A principal tarefa é a de servir a família do marido. Fora desse mundo, ela é uma pária.

"Se você fugir de casa, você pode ser estuprada ou ir parar na cadeia e ser devolvida para casa. Imagine o que acontecerá com você então", disse Rachel Reid, pesquisadora do grupo Human Rights Watch que acompanha a violência contra as mulheres.

(http://i0.ig.com/fw/3a/yb/fo/3aybfo245cdx5n4pd46dyk1o9.jpg)
Hanife tentou cometer suicídio depois de a sogra começar a agredi-la

Fugitivas devolvidas são muitas vezes baleadas ou apunhaladas em assassinatos de honra, porque as famílias temem que elas tenha passado algum tempo desacompanhadas com um homem. Mulheres e meninas ainda são apedrejadas até a morte. Aquelas que se queimam, mas sobrevivem, são muitas vezes relegadas a existências de Cinderela, enquanto seus maridos se casam com outras mulheres imaculadas.

"A violência na vida das mulheres do Afeganistão vem de toda parte: do pai ou do irmão, do marido, do sogro, da sogra e da cunhada," disse  Shafiqa Eanin, cirurgião plástico do hospital.

Segundo médicos, enfermeiros e voluntários, os casos mais sinistros de queimadura são na verdade homicídios disfarçados de suicídios. "Nós temos duas mulheres aqui que foram queimadas pela sogra e pelo marido", contou Arif Jalali, cirurgião sênior do hospital.

Os médicos citaram também dois casos recentes em que as mulheres foram espancadas por seus maridos ou parentes, perderam a consciência e acordaram no hospital queimadas porque tinham sido empurradas em um forno ou incendiadas.

Renascimento

(http://i0.ig.com/fw/bz/is/vk/bzisvkqmge2e85hq8ogcfl0nt.jpg)
Zahra, 21 anos, tentou cometer suicídio depois de se recusar a casar

Para algumas das mulheres que sobrevivem às queimaduras, sejam elas autoinfligidas ou causadas por parentes, a experiência é uma espécie de renascimento que as ajuda a mudar suas vidas. Algumas trabalham com advogados recomendados pelo hospital e pedem o divórcio. A maioria não.

Noiva aos 8 anos e casada aos 12, Farzana colocou fogo em si mesma quando o sogro a menosprezou dizendo que ela não era corajosa o suficiente para fazê-lo. Ela tinha 17 anos e havia sofrido espancamentos e abusos de seu marido e sua família.

Desafiada e deprimida, ela foi para o quintal. Ela entregou sua filha de 9 meses de idade ao marido, para que o bebê não visse sua mãe queimando, e derramou combustível sobre si mesma. "Eu me senti tão triste e tinha tanta dor no meu coração, e muita raiva de meu marido e de meu sogro, que peguei os fósforos e acendi ", disse.

A história de Farzana é de desespero e relata os extremos que os parentes muitas vezes infligem às mulheres de seus filho. Estatísticas das Nações Unidas indicam que pelo menos 45% das mulheres afegãs casam antes dos 18 anos, sendo a maioria antes de completar 16 anos. Muitas meninas ainda são dadas como pagamento de dívidas, que sentencia o casal a uma vida de servidão e, quase sempre, abuso.

Com o histórico de uma aluna brilhante cujas matérias favoritas eram a língua Dari e poesia, Farzana sonhava em se tornar professora. Mas ela tinha sido prometida em casamento para o filho da família que estava oferecendo uma esposa para seu irmão. Quando fez 12 anos, os sogros insistiram que era hora de casar. Seu futuro marido havia acabado de fazer 14 anos.

"No dia do casamento, ele me bateu quando eu acordei e gritou comigo", ela disse."Ele ficava sempre do lado de sua mãe e usava palavras ruins a meu respeito".

As agressões duraram quatro anos. Então, o irmão de Farzana tomou uma segunda esposa, um insulto aos sogros de Farzana. Seus maus tratos foram agravados. Eles se recusaram a permitir que ela visse sua mãe e seu marido passou a bater nela com maior frequência.

"Eu pensei em fugir daquela casa, mas depois pensei: o que vai acontecer com o nome da minha família", disse. "Ninguém na nossa família pediu o divórcio. Então, como posso ser a primeira?", contou.

Médicos e enfermeiros dizem que, especialmente em casos que envolvem mulheres mais jovens, a sensação de aprisionamento, raiva e um desejo de envergonhar seus maridos para que cuidem delas se reúnem.

Foi o caso de Farzana.
Citação de: [url=http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/nyt/onde+genero+e+tudo+meninas+fingem+ser+meninos+em+familias+afegas/n1237781624766.html]Último Segundo[/url]
Onde gênero é tudo, meninas fingem ser meninos em famílias afegãs

Ao seguir tradição de gerações, meninas são mascaradas e criadas como meninos em busca de vantagens no Afeganistão

Mehran Rafaat, de 6 anos, é como muitas meninas de sua idade. Ela gosta de ser o centro das atenções e se frustra quando as coisas não saem da sua maneira. Como as suas três irmãs mais velhas, ela está ansiosa para descobrir o mundo fora da casa da família em um bairro de classe média de Cabul, capital afegã.

Mas quando sua mãe, Azita Rafaat, membro do Parlamento do país, veste suas crianças para a escola no período da manhã, há uma diferença importante. As irmãs de Mehran colocam vestidos pretos e lenços sobre a cabeça, amarrados firmemente sobre os seus rabos de cavalo. Mas Mehran veste calça verde, camisa branca e uma gravata. Em seguida, recebe um afago de sua mãe sobre o cabelo espetado, curto e preto. Depois disso, sua filha pode sair – como um menino afegão.

(http://i0.ig.com/fw/bc/74/7d/bc747dk7gd9noshye3xji4wc0.jpg)
Mehran Rafaat (E), ao lado das irmãs Benafsha e Behishta, é criada como menino

Não existem estatísticas sobre quantas meninas são mascaradas como meninos afegãos. Mas quando questionados, afegãos de várias gerações muitas vezes contam a história de uma parente, amiga, vizinha ou colega de trabalho que cresceu disfarçada como um menino.

Para quem sabe de sua existência, essas crianças são muitas vezes mencionadas não como “filha” ou “filho” nas conversas, mas como “bacha posh”, que significa literalmente “vestida como um menino” em dari.

Através de dezenas de entrevistas realizadas ao longo de vários meses, onde muitas pessoas optaram por manter o anonimato ou utilizar apenas seu primeiro nome por medo de expor suas famílias, foi possível traçar um retrato dessa uma prática que se manteve escondida de estrangeiros. Mas esse hábito atravessa classe, educação, etnia e geografia, e resistiu até mesmo a muitas guerras e governos no Afeganistão.

Razões econômicas

As famílias afegãs têm muitas razões para fingir que suas meninas são meninos, incluindo a necessidade econômica, a pressão social para ter filhos e, em alguns casos, a superstição de que isso pode levar ao nascimento de um menino de verdade.

(http://i0.ig.com/fw/b6/0x/se/b60xsexonyv1pmfhbojwrbnpl.jpg)
Mehran é filha de Azita Rafaat, membro do Parlamento, que também foi mascarada como menino na infância

Na falta de um filho, os pais decidem criar um, geralmente cortando o cabelo de uma filha e vestindo-a com roupas típicas de homens afegãos. Não existem proibições legais ou religiosas específicas contra a prática. Na maioria dos casos, um retorno à feminilidade ocorre quando a criança entra na puberdade. Os pais quase sempre tomam essa decisão.

Em um país onde os filhos são mais valorizados, já que na cultura tribal apenas eles podem herdar a riqueza do pai e passar seu nome, as famílias sem os meninos são alvo de desprezo. Mesmo um filho inventado melhora a situação da família, pelo menos por alguns anos.

Vantagens

Um "bacha posh" também pode receber educação mais facilmente, trabalhar fora de casa e até mesmo levar as irmãs em público, permitindo liberdades que são desconhecidas para as meninas em uma sociedade que segrega rigorosamente homens e mulheres.

Para alguns, no entanto, a mudança pode ser tão desorientadora quanto libertadora, colocando essas mulheres em um limbo entre os sexos. Shukria Siddiqui, criada como menino, mas então repentinamente mergulhada em um casamento arranjado, esforçou-se para se adaptar, tropeçando na burca e tendo dificuldades para falar com outras mulheres.

A prática pode datar de muitos séculos. Nancy Dupree, uma americana de 83 anos de idade, que passou a maior parte de sua vida como historiadora no Afeganistão, disse que não tinha ouvido falar do fenômeno, mas lembrou de uma fotografia do início de 1900 pertencente à uma coleção privada de um membro da família real afegã.

Nela, mulheres vestidas como homens formavam a guarda do harém do rei Habibullah. A razão: as mulheres do harém não podiam ser protegidas por homens, que representavam uma ameaça para elas, mas não poderiam ser vigiadas por mulheres também.

"A segregação exige criatividade", disse Nancy. "Essas pessoas têm uma capacidade de enfrentamento surpreendente".

(http://i0.ig.com/fw/4k/5l/gj/4k5lgjoojve3ody24kros4435.jpg)
Foto histórica mostra que mulheres vestidas como homens formavam a guarda do harém do rei Habibullah

É uma crença comum entre os afegãos menos educados que a mãe pode determinar o sexo do feto, por isso ela é responsabilizada se ela dá à luz uma filha. Vários médicos afegãos e profissionais de saúde de todo o país relatam ter testemunhado o desespero das mulheres quando dão à luz filhas e que a pressão para gerar um filho alimenta a prática.

"Sim, isso não é normal para você", disse Azita Rafaat. "E eu sei que é muito difícil para você acreditar que uma mãe faria essas coisas com sua filha. Algumas coisas que acontecem no Afeganistão não são imagináveis para um povo ocidental".
Citação de: [url=http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/nyt/para+mulheres+marines+cha+e+arma+no+afeganistao/n1237792135468.html]Último Segundo[/url]
Para mulheres marines, chá é arma no Afeganistão

Expostas a tiros e ataques a bomba, militares americanas tentam aproximação com população feminina afegã

Elas esperavam chá e não tiroteios. Mas três mulheres marines acabaram alvo de tiros em uma tarde recente, juntamente com sua patrulha, quando uma rajada de fuzil Kalashnikov foi disparada de um prédio nas proximidades. O grupo se abaixou no chão, rastejou até uma vala e apontou suas armas para além dos campos de algodão e milho.

Diante de si, elas podiam ver a origem do ataque: um homem afegão que havia disparado a esmo detrás de uma parede de lama, protegido por uma meia dúzia de filhos. As mulheres não atiraram para não atingir as criança, esperaram o sinal verde e voltaram para a base, sobreviventes de mais um encontro com o inimigo.

"Você acaba sempre sentindo a mesma coisa: 'Ó, meu Deus, estão atirando em mim'", disse a oficial Stephanie Robertson, 20 anos, falando dos tiroteios que se tornaram parte de sua vida em Marjah.

(http://i0.ig.com/fw/38/i3/fv/38i3fvociyz0f3n8hzhoco9sw.jpg)
Stephanie Robertson (segunda da direta para a esquerda) faz parte de equipes de trabalho que tentam aproximação com mulheres afegãs

Seis meses atrás, Stephanie chegou ao Afeganistão com 39 outras mulheres marines do Campo Pendleton, na Califórnia, como parte de uma experiência incomum das Forças Armadas americanas: o envio em tempo integral "de equipes femininas de trabalho" com patrulhas de infantaria do sexo masculino na província de Helmand, para tentar conquistar as mulheres da região rural do Afeganistão, que estão culturalmente fora dos limites para homens estrangeiros.

Chá como arma

Como novas faces em uma campanha americana contra a insurgência, as marines, que se voluntariaram para o trabalho, foram ao encontro de mulheres pashtun, tomando chá em suas casas, avaliando suas necessidades, coletando informações e ajudando a abrir escolas e clínicas.

Elas têm feito isso e muito mais. E, conforme seu destacamento de sete meses no sul do Afeganistão se aproxima do fim, a sua missão "chá como arma" é considerada um sucesso.

Mas as marines, que estiveram mais perto do combate do que a maioria das outras mulheres na guerra, também tiveram de usar armas de verdade em uma luta mais dura do que muitos esperavam.

Em Marjah – que, sete meses depois de uma grande ofensiva contra o Talibã, está melhorando, apesar de continuar sendo um dos lugares mais perigosos do Afeganistão – as marines têm diariamente contornado as regras do Pentágono que restringem os combates para mulheres. Elas entraram em fogo cruzado e emboscadas, foram atingidas por bombas caseiras e viveram em bases atingidas por ataques de morteiro.

Nenhuma das 40 mulheres foi morta ou gravemente ferida, e muitas trabalharam em áreas estáveis onde o tiroteio parou, mas muitas viram bons amigos morrer.

Para a capitã Emily Naslund, 27 anos, comandante das mulheres, os sacrifícios e as frustrações têm valido a pena. "Este vai ser o ponto alto da minha vida", ela disse.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Spitfire em 22 de Novembro de 2010, 12:53:31
Olha, sinceramente, lendo este tipo de boçalidade dá vontade, as vezes, de pedir para quem não esta satisfeito e é contrário ao fanatismo Talibã sair do país... depois de todos saírem, jogar uma 4 ou 5 nukes e transformar toda aquela região em cerâmica.    :no:
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Nohai em 22 de Novembro de 2010, 18:01:11
Olha, sinceramente, lendo este tipo de boçalidade dá vontade, as vezes, de pedir para quem não esta satisfeito e é contrário ao fanatismo Talibã sair do país... depois de todos saírem, jogar uma 4 ou 5 nukes e transformar toda aquela região em cerâmica.    :no:

Valido, acho que deveriamos levar a ONU.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: _Juca_ em 22 de Novembro de 2010, 19:34:30
Olha, sinceramente, lendo este tipo de boçalidade dá vontade, as vezes, de pedir para quem não esta satisfeito e é contrário ao fanatismo Talibã sair do país... depois de todos saírem, jogar uma 4 ou 5 nukes e transformar toda aquela região em cerâmica.    :no:

Não entendi, 5 bombas resolveriam o problema ou é ironia?
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Geotecton em 22 de Novembro de 2010, 19:39:58
Olha, sinceramente, lendo este tipo de boçalidade dá vontade, as vezes, de pedir para quem não esta satisfeito e é contrário ao fanatismo Talibã sair do país... depois de todos saírem, jogar uma 4 ou 5 nukes e transformar toda aquela região em cerâmica.    :no:

Não entendi, 5 bombas resolveriam o problema ou é ironia?

Dada a configuração fisiográfica do Afeganistão, o melhor seria usar a carga de um míssil russo SS-18, por garantia. :biglol:
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: N3RD em 23 de Novembro de 2010, 10:13:44
"É a cultura deles gente, temos que respeitar!"

Este tipo de resposta é nojenta, e se perguntar a pessoa se gostaria de viver lá, sujeita a esta cultura, a resposta é negativa!  :olheira:
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: _Juca_ em 23 de Novembro de 2010, 14:07:10
"É a cultura deles gente, temos que respeitar!"

Este tipo de resposta é nojenta, e se perguntar a pessoa se gostaria de viver lá, sujeita a esta cultura, a resposta é negativa!  :olheira:

Mas também não se pode impor um jeito de pensar totalmente novo, apenas como base, achar que nossa cultura é melhor que outras. Acho que é preciso respeitar o limites culturais para não abrir grandes feridas que podem demorar para cicatrizar. E acho que vale tanto para o Ocidente quanto para o Oriente.

Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Spitfire em 23 de Novembro de 2010, 14:12:29
Na hora de esfregar os Direitos Universais do Homem na cara do ocidente, fazem-no sem a menor cerimonia e sem a menor vergonha... na hora de olhar para o próprio umbigo, começam os mimimi e os "veja bem...".

Nada novo sobre o sol, apenas mais do mesmo.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: Enio em 23 de Novembro de 2010, 14:29:34
Não implico com a crença num deus, mas implico quando se é condenado por não viver conforme um dogma. E ao invés de viver conforme um dogma, prefiro viver conforme uma reflexão estabelecida por mim mesmo.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: _Juca_ em 23 de Novembro de 2010, 14:38:19
Na hora de esfregar os Direitos Universais do Homem na cara do ocidente, fazem-no sem a menor cerimonia e sem a menor vergonha... na hora de olhar para o próprio umbigo, começam os mimimi e os "veja bem...".

Nada novo sobre o sol, apenas mais do mesmo.

Fato.

Edit. o que não implica que o ocidente deva ser menos cobrado na questão dos Direitos Humanos do que o Oriente, ou que um país desenvolvido que um subsenvolvido.
Título: Re: Afeganistão
Enviado por: _Juca_ em 23 de Novembro de 2010, 14:40:42
Não implico com a crença num deus, mas implico quando se é condenado por não viver conforme um dogma. E ao invés de viver conforme um dogma, prefiro viver conforme uma reflexão estabelecida por mim mesmo.

Que pode ser um dogma.
Título: Re:Afeganistão
Enviado por: Unknown em 07 de Outubro de 2011, 14:32:27
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Entenda por que o Afeganistão é estratégico

Localizado entre o sul, o oeste e o centro da Ásia, país é alvo de invasões e palco de disputas de Índia, Paquistão e Irã; veja infográfico

Ao longo da história, a posição geográfica estratégica do Afeganistão tornou o país asiático alvo de invasões e guerras. Para entender o que é essa “posição estratégica”, basta observar um mapa da Ásia e ver que as nações que fazem fronteira com o Afeganistão são peças essenciais no quebra-cabeça geopolítico há anos.

A divisa mais extensa é com o Paquistão, que enfrenta desde sua independência (1948) um conflito com a vizinha Índia, possui armas nucleares e tem com os EUA uma conturbada aliança. Do lado ocidental está o Irã, nação teocrática, de regime fechado, inimiga declarada dos americanos.

A China, que compartilha com o Afeganistão 76 km de fronteira, emergiu como uma superpotência econômica nos últimos anos e, portanto, tem interesse em influir em uma região eventualmente estabilizada no intuito de ganhar o mercado consumidor afegão.

Veja mapa com a localização geográfica e divisões étnicas do Afeganistão:
(http://i0.ig.com/infograficos/2011/ultimosegundo/mundo/etnias-afeganistao/mapa.jpg)

"O Afeganistão está localizado entre o sul, o oeste e o centro da Ásia, ou seja, entre importantes regiões econômicas e culturais. No período moderno, a rivalidade entre czaristas russos e os britânicos durante o colonialismo (século 19) afetou diretamente o Afeganistão. Depois, o legado dos poderes coloniais e a briga superpoderosa entre os EUA e a União Soviética (Guerra Fria, 1947-1991) também atingiram o país em cheio. Além disso, existe o latente confronto entre o Paquistão e a Índia", afirmou ao iG o especialista em islamismo e conflitos asiáticos Pervaiz Nazir, professor da Universidade de Cambridge, Reino Unido.

Índia x Paquistão

O conflito entre a República Islâmica do Paquistão e a República da Índia teve início após a partilha da Índia britânica, em 1947 (que deu origem aos dois países e a Bangladesh), e está centrado no controle da Caxemira, região montanhosa de maioria muçulmana que faz divisa com os dois países.

Entre 1947 e 1948, a Índia e o Paquistão travaram sua primeira guerra pela região. Sob supervisão da ONU, os dois concordaram com um cessar-fogo ao longo de uma fronteira que deixou um terço da área sob administração paquistanesa e os dois terços restantes sob controle indiano.

Em 1972, um acordo renomenou a fronteira do cessar-fogo de Linha de Controle. Apesar de a Índia, de maioria hindu, alegar que todo o Estado faz parte do país, tem indicado que aceitaria a demarcação como uma fronteira internacional com algumas possíveis modificações. Mas o Paquistão rejeita a medida com o argumento de que o chamado Vale da Caxemira, com população 95% muçulmana, ficaria com a Índia. Além disso, o movimento insurgente da Caxemira, apoiado por Islamabad, luta desde 1989 pela independência da área sob administração indiana.

O Afeganistão, geograficamente muito próximo à disputa das duas potências nucleares, contou em seus conflitos internos com interferência dos dois países, sempre assumindo lados opostos. Enquanto Nova Délhi apoiava os soviéticos durante a invasão (1979-1989), o Paquistão financiava os mujahedin (combatentes islâmicos) para expulsá-los.

Mais tarde, o Paquistão ajudou a milícia islâmica do Taleban a controlar o país, enquanto a Índia financiou a Aliança do Norte (organização político-militar das etnias afegãs) para combatê-lo.

O Afeganistão também é palco de denúncias mútuas entre os dois países. Depois da queda do Taleban, após a invasão da coalizão liderada pelos EUA em 2001, Islamabad acusou consulados abertos pela Índia nas cidades afegãs de Maza-e-Sharif, Jalalabad, Herat e Kandahar de abrigar agentes de inteligência que planejavam operações contra o Paquistão.

A Índia, por outro lado, é um dos países que acusam o serviço de inteligência paquistanês de ainda apoiar o Taleban, o que é negado pelas autoridades de Islamabad. Essa desconfiança cresceu depois de dois ataques contra a embaixada da Índia na capital afegã, Cabul, no período de 15 meses (entre julho de 2008 e outubro de 2009), que deixaram um total de 57 mortos.

A Índia tem interesses particulares no Afeganistão, pois o país é rota para as nações do centro asiático com alto potencial energético. Além disso, Nova Délhi tem feito investimentos pesados no setor no Turcomenistão, vizinho do Afeganistão. "Em uma tentativa de isolar o Paquistão, a Índia quer reforçar os laços com o Afeganistão, e vice-versa", disse Kirk Buckman, professor de Relações Internacionais da Universidade New Hampshire, nos EUA.

Irã

O Irã e o Afeganistão têm proximidades culturais, uma vez que os tajiques, segundo maior grupo étnico em território afegão, também falam farsi, enquanto os hazaras, terceiro maior grupo e localizados predominantemente no centro do país, também são xiitas.

Durante a invasão soviética, desembarcaram no país tropas da Guarda Revolucionária Islâmica para treinar grupos xiitas em uma tentativa de expandir a Revolução Islâmica do Irã de 1979. Com a queda da União Soviética (1991) e a retirada de seus soldados do país asiático, Teerã apoiou as etnias tajique e hazara ligadas à Aliança do Norte para tentar impedir a ascendência do sunita Taleban.

No entanto, em 1996, o Taleban passou a controlar boa parte do território afegão, complicando as relações bilaterais até então amigáveis. O auge da tensão aconteceu em 1998, quando o Taleban invadiu o consulado iraniano em Mazar-e-Sharif, matando um grupo de diplomatas. Em resposta, Teerã posicionou soldados em suas fronteiras.

Depois da invasão pós-11 de Setembro, que culminou com a deposição do Taleban (que dava abrigo à rede terrorista Al-Qaeda), o Irã voltou a marcar presença no território afegão, construindo até uma ferrovia para ligar os dois países. Por causa do impacto interno do grave problema da produção de ópio no Afeganistão, o Irã tolerou a presença americana no país, facilitou programas de combate às drogas e também reconheceu o governo de Hamid Karzai.

Esse breve momento de indulgência em relação à presença ocidental, porém, chegou ao fim quando, em 2002, o então presidente americano George W. Bush (2001-2009) colocou o Irã em seu "eixo do mal", ao lado do Iraque e Coreia do Norte.

Para alguns especialistas ouvidos pelo centro de estudos americanos Council Foreign Relations (CFR), desde então o Irã começou a apoiar a militância islâmica, primeiro no Iraque (invadido pelos EUA em 2003) e posteriomente no Afeganistão. Apesar de parecer contraditório, tendo em vista que o Taleban é sunita e o Irã, xiita, o apoio ao grupo insurgente desestabiliza o Afeganistão e, consequentemente, a missão militar dos EUA no país.

Divisões frágeis

Os 2,4 mil km de fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão são palco de históricos conflitos, e a pacificação da região, segundo os EUA, depende da vitória sobre o caos provocado pelas disputas tribais dos dois países.

Cabul nunca reconheceu as divisões fronteiriças e reivindica áreas da etnia pashtun, localizadas no Território Federal das Áreas Tribais e partes do norte paquistanês. "Há um forte laço entre os dois países que é a identidade comum entre as populações muçulmanas afegãs e paquistaneses. Além disso, a população afegã é predominantemente pashtun (40%) e há também um significativo número de pashtuns na região noroeste do Paquistão", disse Buckman, da New Hampshire.

A etnia balúchi também vive em ambos os lados da fronteira. Essa presença tribal nos dois países mostra o quão frágeis são as divisões impostas pela mentalidade colonialista do século 19, que não respeitaram as diferenças étnicas, dispondo no mesmo território povos com diferentes costumes e dialetos e separando outros com profunda identidade histórica. A fragilidade na fronteira é tamanha que circulam com tranquilidade criminosos, traficantes de drogas e de armas pela região.

Após os atentados do 11 de Setembro e o início da Guerra no Afeganistão, o Paquistão se aliou aos EUA e declarou oposição aos grupos que antes tinha fortalecido durante a invasão soviética, como o Taleban, em contraponto à Índia.

(http://i0.ig.com/bancodeimagens/2l/y6/e8/2ly6e8xg8j9uz7zs5wz0jj2tn.jpg)
Foto tirada em 23 de dezembro de 2001 mostra uma família que fugiu de locais controlados pelo Taleban, alvo de ataques militares, para um campo de refugiados em Jalalabad

Atualmente as autoridades americanas, afegãs e indianas, porém, deixam claro que suspeitam que essa oposição aos grupos militantes limita-se ao discurso. De acordo com essas denúncias, a escalada da violência no Afeganistão tem como uma de suas causas o apoio implícito dado pelo serviço de inteligência paquistanês (ISI) ao Taleban e à sua aliada rede Haqqani, cuja base fica no Paquistão.

Essas suspeitas fizeram com que Washington invadisse o Paquistão em maio, desrespeitando sua soberania, para garantir o sucesso da operação em que o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, foi morto. Na época, os EUA justificaram a medida afirmando que era necessária para evitar que bin Laden fosse avisado e pudesse fugir. Caçado desde antes dos ataques do 11 de Setembro, bin Laden estava escondido em uma casa na cidade paquistanesa de Abbottabad, a apenas 64 km de Islamabad e ao lado de uma academia militar.

Desde então, a relação dos dois países está estremecida e piorou ainda mais quando, em 22 de setembro, o chefe do Estado-Maior Conjunto americano, almirante Mike Mullen, acusou a ISI de apoiar o grupo Haqqani no planejamento e condução do ataque lançado nove dias antes contra a Embaixada dos EUA em Cabul.

A mais recente acusação feita contra o ISI está relacionada ao assassinato de Burhanuddin Rabbani, ex-presidente afegão e mediador para a paz. Em 20 de setembro, um homem que se apresentou como mensageiro do Taleban explodiu uma bomba escondida no seu turbante ao cumprimentar Rabbani em sua residência, em Cabul.

Segundo autoridades afegãs, o resultado das investigações confirma que o terrorista era paquistanês e que o atentado foi planejado em Quetta. O ministro do Interior afegão garantiu que os agentes da ISI tinham envolvimento na trama, o que foi negado veementemente por Islamabad.

O Taleban não reivindicou o atentado, mas a possibilidade de ter sua autoria é quase certa, uma vez que, além de representar o governo Karzai, Rabbani é um tajique e fez parte da Aliança do Norte, inimiga do Taleban pashtun desde o período pós-ocupação soviética.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/entenda-por-que-o-afeganistao-e-estrategico/n1597258619253.html
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Presidente afegão diz que não conseguiu tornar país seguro

Dez anos após invasão liderada pelos EUA, líder afirma que seu governo e a Otan falharam em oferecer segurança ao povo

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, disse à BBC que seu governo não conseguiu tornar o país seguro, dez anos após a invasão liderada pelos EUA que derrubou o Taleban, completados nesta sexta-feira.

"Nós fomos muito mal em termos de oferecer segurança ao povo afegão e esta é a maior falha de nosso governo e de nossos parceiros internacionais", disse ele.

Em sua primeira entrevista em meses para a imprensa internacional, Karzai disse que parte da responsabilidade pela violência foi causada pela decisão de não combater santuários do Taleban nas áreas tribais do Paquistão.

"A Otan, os EUA e nossos vizinhos paquistaneses deveriam ter se concentrado há muito tempo, por volta de 2002 ou 2003, nos santuários do Taleban", disse ele.

Em meses recentes, o Taleban lançou uma série de ataques em grandes cidades afegãs e contra alvos militares. O ex-presidente Burhanuddin Rabbani foi morto no mês passado. Karzai responsabilizou o Paquistão pela capacidade de o Taleban realizar tais ataques.

"O Taleban não seria capaz de mover um dedo sem a ajuda do Paquistão", disse ele. O governo paquistanês nega qualquer tipo de apoio a insurgentes no Afeganistão.

Sucessor

Karzai afirmou que deve deixar o poder em 2014 e disse estar trabalhando para encontrar um sucessor.

"Sinto ser minha responsabilidade trabalhar para que os afegãos confiem no próximo presidente e que ele sirva este país", afirmou.

Karzai disse acreditar que a corrupção no país diminuirá com a retirada das tropas estrangeiras em 2014. "A realidade deste tema é que uma parte muito, muito grande da corrupção no Afeganistão emana da comunidade internacional", disse.

Apesar de avanços nas áreas de saúde e educação, grupos de defesa dos direitos humanos e organizações humanitárias dizem que ainda existem enormes desafios. A ONU diz que mais de 10 mil civis foram mortos violentamente apenas nos últimos cinco anos. Mas de 2,5 mil soldados estrangeiros foram mortos, a maioria americanos.

O conflito já ultrapassou o do Vietnã como o que mais tempo envolveu os Estados Unidos. Correspondentes dizem que integrantes de governos ocidentais admitem que partes do país devem permanecer inseguras e marcadas por violência após 2014 e poucos esperam o fim da guerra a menos que se chegue a um acordo com o Taleban.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/bbc/presidente-afegao-diz-que-nao-conseguiu-tornar-pais-seguro/n1597261920230.html
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Após dez anos da Guerra do Afeganistão, EUA buscam saída honrosa

Enquanto planejam retirada até 2014, EUA e Otan veem frustrados esforços para pacificar país invadido após ataques do 11 de Setembro

Os números da Guerra do Afeganistão, que completa dez anos nesta sexta-feira, refletem as dificuldades para alcançar a paz e uma vitória militar e política em um país que, durante toda sua história, sofreu invasões e teve seu poder pouco centralizado controlado por forças distintas, em períodos marcados por violência.

Desde o início do conflito até o fim de setembro deste ano, morreram 2.753 soldados da Força Internacional de Assistência na Segurança (Isaf), operação que a Organização do Atlântico Norte (Otan) lidera no Afeganistão com um contingente de mais 130 mil militares de 49 países - majoritariamente dos EUA.

(http://i0.ig.com/bancodeimagens/6m/el/t8/6melt8u08wk8ah5j2xrpnec66.jpg)
Após patrulha, soldados americanos deixam cidade de Orgune, na província de Paktika, no Afeganistão (4/1/2010)

Entre os civis, as mortes em decorrência direta da guerra superam estimados 12 mil. Os custos totais do conflito chegam a centenas de bilhões. Apesar de a Otan e o presidente americano, Barack Obama, terem estabelecido uma retirada gradativamente até 2014, é difícil acreditar que o retorno dos soldados ocidentais a seus países de origem seja uma garantia do fim dos conflitos internos e das mortes.

"O governo dos EUA começou a perceber que essa guerra não é vencível. A proximidade das eleições nos EUA com Obama concorrendo pela segunda vez é outra razão para a retirada das tropas em uma guerra altamente impopular", afirmou o especialista em conflitos asiáticos e islamismo Pervaiz Nazir, professor da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

Após os atentados do 11 de Setembro de 2001, que deixaram quase 3 mil mortos em Nova York, Washington e Pensilvânia (veja cronologia dos ataques), o governo americano priorizou a caçada pelos membros da rede Al-Qaeda, autora dos atos terroristas.

A milícia islâmica do Taleban, que tomou o controle de boa parte do Afeganistão em 1996, isolou e empobreceu ainda mais uma nação que já enfrentava a miséria. Além disso, seus militantes ofereciam abrigo para insurgentes da Al-Qaeda, incluindo seu líder, Osama Bin Laden, e por conta disso receberam um ultimato do então presidente americano George W. Bush (2001-2009). Ou entregavam Bin Laden ou as forças do seu país iniciariam uma guerra para encontrá-lo.

Diante da negativa do Taleban, uma coalizão internacional liderada pelos EUA uniu-se a um grupo rebelde que vivia à margem do país na era Taleban, a Aliança do Norte (organização político-militar das etnias afegãs), e iniciou os ataques contra o Afeganistão 26 dias depois do 11 de Setembro, em 7 de outubro de 2001.

A ofensiva militar, batizada de Operação da Liberdade Duradoura, agiu por terra e por ar e teve resultados rápidos. Em novembro, a capital afegã, Cabul, foi tomada e, em dezembro, o grupo insurgente islâmico foi obrigado a deixar seu reduto na Província de Kandahar, no sul, e buscar refúgio em Tora Bora, nas montanhas localizadas ao longo da fronteira com o Paquistão.

Na Conferência de Bonn, em dezembro de 2001, líderes afegãos exilados ou pertencentes à Aliança do Norte se reuniram na cidade alemã para decidir qual seria o futuro político do país. Nesse encontro, ficou acertado que Hamid Karzai, monarquista da etnia pashtun, assumiria a presidência do governo interino com o propósito de conduzir uma transição até as eleições democráticas marcadas para 2004 – nas quais ele sairia vencedor. A ONU criou na mesma ocasião a Isaf, operação especial para o país asiático.

Retomada da insurgência em meio à Guerra do Iraque

Apesar da aparente derrota em 2001, o Taleban continuou seus movimentos de guerrilha a partir de uma base na fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão. Enquanto os EUA concentravam seus esforços militares na invasão e ocupação do Iraque, em 2003, o Taleban se reorganizou e ampliou sua influência na parte sul, seu reduto original.

Também em 2003, a Otan assumiu a liderança da Isaf, encerrando a rotação de seis em seis meses entre países. Inicialmente, o controle da Isaf estava limitado a Cabul, mas em outubro daquele ano, com o aumento da insurgência, a ONU achou por bem estendê-lo. As tropas das nações da Otan, então, passaram a se organizar na complexa teia étnica e geográfica do Afeganistão, cujas forças tribais historicamente prevaleceram sobre as tentativas de centralizar o governo.

"O Afeganistão é um país geograficamente desafiador para governar, e suas múltiplas identidades regionais também são profundamente desconfiadas e resistentes a uma centralização e à transferência de autoridade para Cabul. Tropas militares estrangeiras encontraram muita desconfiança", disse ao iG o americano Kirk Buckman, professor de relações internacionais da Universidade de New Hampshire, nos EUA.

Além da antipatia que sua presença no país causava, os soldados estrangeiros tinham de lidar com uma

vasta área - o país tem 647,5 mil km², cinco vezes a área da Inglaterra - e com recursos humanos limitados. Por conta disso, os militares, apesar de terem mantido sob seu comando os centros urbanos e as estradas, perderam campo para o Taleban ao longo do conflito.

"Além de questionar a legitimidade das iniciativas estrangeiras, o Taleban destrói muitos projetos públicos e desestabiliza o processo de paz por meio de ações militares, guerrilha e ataques suicidas", afirmou Buckman.

Além da atenção desviada dos EUA para o conflito sangrento no Iraque, o Taleban contou para sua reorganização com uma base forte nas áreas tribais do vizinho Paquistão, país fundamental na sua conquista do poder nos anos 1990.

"Como não é fácil de controlar, sempre houve instabilidade na fronteira do Afeganistão e do Paquistão. Uma inconstância no Paquistão causa preocupação mundial, porque o país tem armas nucleares, o que desestabiliza todo o sul da Ásia", disse Philip Towle, coautor do livro "Temptations of Power: The United States in Global Politics after 9/11" ("Tentações do Poder: Os Estados Unidos na Política Global pós-11/9", em tradução livre). Por conta dessa retomada Taleban, o Afeganistão voltou a figurar na pauta mundial como um grave problema para o Ocidente.

Veja infográfico (http://extras.ig.com.br/infograficos/2011/ultimosegundo/mundo/afeganistao-guerra-10-anos/)

Reforço militar

Durante a disputa presidencial em 2008, o democrata Obama usou o conflito no Afeganistão como exemplo de erros do governo republicano de Bush. Para ele, o enfoque no Iraque ameaçava os EUA por ter feito o país deixar de lado o Afeganistão, onde o 11 de Setembro havia sido planejado. Como promessa de campanha, anunciou que retiraria os soldados americanos do Iraque - medida com previsão de ser finalizada até o fim deste ano - e reforçaria o contingente militar no Afeganistão.

Em 1º de dezembro de 2009, o presidente Obama anunciou o envio de 30 mil soldados americanos adicionais ao conflito afegão, em uma tentativa de contra-atacar a escalada da insurgência. Na ocasião, Obama prometeu também que as tropas começariam a deixar o país em 2011. Apesar da impopularidade da medida entre os cidadãos americanos, que não viam mais sentido na extensa guerra, ela teria sido necessária para garantir aos EUA uma derrota menos desonrosa.

"Os EUA estão no Afeganistão há muito tempo, porque erraram ao achar que aumentariam sua própria segurança interna se destruíssem a base da Al-Qaeda reconstruindo politicamente o Afeganistão",  disse John Dunn, professor da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. "Uma vez lançado o ataque inicial ao Taleban, era politicamente muito custoso reconhecer o tamanho do erro ou aceitar efetivamente a derrota militar, mas também simplesmente impraticável reconstruir o país de maneira efetiva suficiente para que os EUA saíssem do conflito com alguma aparência vencedora."

No início de 2010, com auxílio de tropas do governo afegão - em uma tentativa de testar a eventual transição da segurança -, as forças da Isaf iniciaram a nova estratégia militar tentando controlar Marja, um reduto taleban no sul do país, mas sem muito sucesso. Até meados do segundo semestre, os militares estrangeiros uniram seus esforços para a reconstrução civil do país, enquanto repensavam em uma ofensiva para retirar de vez o Taleban daquela região.

De setembro a outubro, o país asiático foi palco de uma nova ação das tropas afegãs em conjunto com as estrangeiras que forçaram militantes que se aproximavam dos arredores de Kandahar a abandonar seu bastião. O ano de 2010 foi o mais mortal para as tropas da Otan, com um total de 711 mortes, concentradas principalmente no período entre os meses de julho e outubro.

A mudança de estratégia militar foi promovida com uma ampla divulgação, a maior desde o início do conflito. "A nova estratégia divulgou o avanço dos esforços para provocar a retirada do Taleban e reduzir as mortes de civis. O objetivo era conquistar corações e mentes dos afegãos, demonstrando que os EUA eram capazes de protegê-los", afirmou Buckman. "Se o adicional de 30 mil soldados funcionou é outra questão, mas o objetivo de assumir a proteção civil contra forças do Taleban trouxe certo risco, porque deu ao grupo militante amplo alerta para se preparar para confrontos com os militares americanos e posicionou as tropas em lugares de maior visibilidade, aumentando, portanto, os índices de mortes."

Após a morte de Bin Laden à 1 hora local de 2 de maio, Obama acelerou o seu plano de retirada dos soldados do Afeganistão. Em meio à pressão do Congresso e da opinião pública, e de olho nas eleições de 2012, ele confirmou em junho que o reforço militar enviado em 2010 será retirado até setembro de 2012 - 10 mil devem retornar aos EUA até o fim deste ano, enquanto os outros 23 mil no próximo.

A retirada total, prevista para 2014, ainda terá de ser detalhada com os outros países da Otan em uma conferência marcada para maio.

Futuro do Afeganistão

(http://i0.ig.com/bancodeimagens/4t/du/zd/4tduzd1a306vl4zke3orbemz3.jpg)
Soldados americanos vigiam um prisioneiro afegão durante operação em 2003 no leste do Afeganistão

O quadro do Afeganistão posterior à retirada militar estrangeira é considerado nebuloso e difícil de prever. O atual governo afegão, em que Hamid Karzai já cumpre dois mandatos, é fraco e impopular. Além disso, o país é considerado o terceiro mais corrupto do mundo, atrás apenas da Somália e Mianmar, segundo um levantamento feito pelo jornal americano The New York Times com órgãos internacionais de transparência.

Karzai foi reeleito em 2009 em eleições fraudulentas que, se não fosse pela pressão internacional, não teriam tido um segundo turno. Ele acabou sendo o vencedor depois que seu rival Abdullah Abdullah retirou a candidatura. No ano passado, as eleições parlamentares também tiveram fraudes na contagem dos votos, e seu resultado teve de ser alterado. Além disso, o Taleban fez forte campanha para que as votações fossem boicotadas e pressionou cidadãos a não participar da eleição.

Karzai, que era próximo a Washington nos primeiros anos do conflito, passou a denunciar as vítimas civis de bombardeios da Otan, enquanto os ocidentais começaram a criticar sua má administração. Áreas como educação, saúde e desenvolvimento comercial experimentaram algum avanço, mas boa parte do país continua instável pela atuação dos militantes.

"Eventualmente, no momento em que os EUA e a Otan deixarem o Afeganistão, haverá uma luta de poder para preencher o vácuo deixado para trás. Como há uma considerável resistência interna ao Taleban, muitas das diferenças regionais podem emergir e impedi-lo de tomar o controle do país”, disse Buckman.

Dunn, porém, tem uma opinião diferente. "É bastante provável que o Taleban, no final das contas, retome o poder sobre o Afeganistão - pelo menos por um tempo, afinal ninguém controla o país por um período muito longo", afirmou.

Somente os EUA gastaram cerca de US$ 444 bilhões com a guerra e a reconstrução do país, mas parte desse dinheiro se perdeu com a corrupção. Além disso, apesar de a Otan estar no momento concentrada em treinar a polícia e recrutas afegãos, as instituições enfrentam uma grave falta de motivação, com frequentes deserções e influência taleban.

A dificuldade para alcançar a paz se comprova também com os atentados recentes à embaixada dos EUA e à base da Otan em Cabul. As tentativas de dialogar com o Taleban se provaram ineficazes também com o assassinato do ex-presidente afegão Burhanuddin Rabbani, principal mediador do governo com o grupo militante. Apesar de o Taleban não ter assumido responsabilidade pela morte, o ataque alimentou a desesperança de que pacificar o Afeganistão está cada vez mais distante.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/apos-dez-anos-da-guerra-do-afeganistao-eua-buscam-saida-honrosa/n1597260160774.html
Título: Re:Afeganistão
Enviado por: Unknown em 17 de Novembro de 2011, 12:39:35
Foguetes atingem área onde acontece reunião de líderes tribais afegãos

Os talibãs lançaram nesta quinta-feira dois foguetes que atingiram a área do oeste de Cabul onde ontem começou a Loya Jirga (assembléia de chefes tribais), convocada para referendar o processo de paz com os insurgentes e a aliança estratégica com os Estados Unidos.

Segundo disse à Agência Efe o porta-voz do Ministério de Interior do Afeganistão, Sediq Sediqqi, um civil foi ferido no ataque, registrado perto de um hotel onde estão alojados participantes da reunião e em uma praça próxima à Universidade onde acontece a conferência.

Seddiqi afirmou que as forças de segurança prenderam quatro suspeitos dos disparos dos projéteis, que foram lançados das montanhas que circundam a capital afegã.

Mais de duas mil pessoas participam da assembleia, convocada pelo presidente Hamid Karzai para obter apoio ao chamado 'processo de reconciliação nacional' e ao plano de estabelecer bases dos EUA no país quando, em 2014, terminar a retirada das forças da Otan.

Este é o segundo ataque perpetrado pela milícia talibã contra a Loya Jirga depois que as forças de segurança mataram na segunda-feira um suposto insurgente que tentou entrar com explosivos no campus universitário onde acontece a reunião.

A milícia talibã anunciou nesse mesmo dia em comunicado que membros infiltrados no aparelho estatal haviam obtido os planos do dispositivo de segurança da conferência, o que, garantiram, lhes permitiria realizar ataques 'letais e precisos'.

http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=31398024
Título: Re:Afeganistão
Enviado por: Unknown em 24 de Maio de 2012, 01:48:57
Mais de 120 alunas são envenenadas no Afeganistão

Suspeitas recaem sobre Talibã, que não admite que mulheres tenham acesso à educação

(http://oglobo.globo.com/in/4980892-e69-d44/FT500A/AFGHANISTAN-POISONING_.jpg)
Menina é atendida em hospital após envenenamento na província de Takhar

Mais de 120 estudantes, todas meninas, e três professores foram envenenados no norte do Afeganistão. É o segundo ataque do tipo em meses no país, e a polícia e as autoridades escolares culpam radicais conservadores pela ação.

O incidente aconteceu na província de Takhar, onde, de acordo com a polícia, radicais que se opõe à educação de mulheres e meninas usaram substâncias tóxicas não identificadas para contaminar o ar das salas de aula. Várias alunas ficaram inconscientes.

O Diretório Nacional de Segurança, a agência de inteligência do Afeganistão, afirma que o Talibã tem a intenção de fechar escolas antes da retirada das tropas internacionais do país.

- Parte da operação Ofensiva de Primavera deles é fechar escolas. Ao envenenar garotas eles querem criar medo. Eles tentam fazer com que as famílias não mandem seus filhos para a escola — afirma Lutfullah Mashal, porta-voz do diretório.

O Ministério de Educação do Afeganistão informou na semana passada que 550 escolas de 11 províncias onde o Talibã tem forte apoio foram fechadas por insurgentes.

No mês passado, 150 alunas foram envenenadas na província de Takhar após beber água contaminada.

Desde que o Talibã foi expulso do poder em 2001, as meninas afegãs voltaram a frequentar as escolas, especialmente na capital Cabul. Antes, mulheres não podiam trabalhar nem ter acesso à educação.

O país ainda enfrenta ataques periódicos contra estudantes, professores e escolas, geralmente no sul e leste, partes mais conservadoras do país onde o Talibã tem maior apoio.

http://oglobo.globo.com/mundo/mais-de-120-alunas-sao-envenenadas-no-afeganistao-4980893
Título: Re:Afeganistão
Enviado por: JJ em 20 de Outubro de 2016, 08:47:15

De aliado a inimigo nº 1: Bin Laden

Sua trajetória - desde o tempo em que foi parceiro dos Estados Unidos até se tornar o terrorista mais temido do mundo



Carolina Pulici | 01/12/2004 00h00


O que fez com que um abastado jovem muçulmano, educado junto à realeza da Arábia Saudita, se lançasse numa guerra suja contra o país mais poderoso do mundo? A resposta, para o cientista político francês Florent Blanc se é que ela existe, passa por uma análise do mundo equilibrado sobre a tensão entre as duas superpotências, Estados Unidos e União Soviética, durante a Guerra Fria, e a intrincada relação do Islã com o chamado “ocidente”. Blanc é o autor de Ben Laden et l’Amerique (“Bin Laden e a América”, inédito no Brasil). O livro foi escrito a partir de sua tese de doutorado que, pasme, foi defendida na manhã do dia 12 de setembro de 2001, em Grenoble, sudeste da França, poucas horas depois dos ataques terroristas em Nova York e Washington.


Para entender Bin Laden e sua turma, é preciso viajar no tempo e no espaço. Nosso destino é o Afeganistão, e o ano é 1979. Ali, um punhado de rebeldes mal armados trocava tiros contra o recém-empossado governo comunista que, depois de um golpe de estado apoiado pelos vizinhos soviéticos, assumiu o poder, em 1978. O conflito que colocava em lados opostos um bando de nacionalistas contra o gigante nuclear parecia favas contadas. Afinal, a União Soviética já havia sufocado com mão de ferro outras revoltas do tipo no passado. No entanto, aquela seria uma guerra diferente. Primeiro, porque o inicialmente mal organizado movimento rebelde passou a contar com o apoio militar (que incluia armas e dinheiro) e logístico (que incluia treinamento e mais dinheiro) de outro gigante: os Estados Unidos. Não se esqueça que estamos no início dos anos 80, e aqui, sob a míope ótica da Guerra Fria, isso faz todo o sentido. Depois, porque os rebeldes estão unidos por algo mais forte que o sentimento nacionalista: a fé. São muçulmanos e estão dispostos a uma jihad, ou seja a uma guerra na qual cada soldado crê que os interesses de Deus estão acima do seu próprio. Além disso lutar nas montanhas desérticas do Afeganistão não é fácil (como os próprios americanos iriam saber 20 anos depois).

Apenas bons amigos


Marcado por um turbilhão de partidos políticos, grupos religiosos e clãs tribais, o território afegão é constituído por uma cadeia de montanhas que faz fronteira com a União Soviética, a China, o Irã e o Paquistão. Fincado entre a União Soviética e o Golfo Pérsico (a maior reserva de petróleo do mundo), está numa região de importância estratégica para os Estados Unidos, que desde a emergência do aiatolá Khomeini no Irã, em 1979, perdera seu principal aliado na região. Para os soviéticos, o Afeganistão interessa, sobretudo, pelas reservas de gás natural, imprescindíveis ao funcionamento de sua indústria. Assim é que, na opinião de Blanc, o Afeganistão dos anos 1970 é marcado sobretudo pela polarização da Guerra Fria.


Em 1979, a intervenção do Exército Vermelho solapou de vez o instável equilíbrio étnico e político do país. Em exatos 14 dias após a invasão, os americanos enviaram armas para o Paquistão, onde havia muitos refugiados afegãos – entre eles os futuros membros do Talibã, de origem pachtouns, etnia dominante no Afeganistão (38%) – e onde seriam estabelecidos os campos de treinamento dos que iriam combater nas montanhas afegãs. Sob a justificativa de que era preciso conter a expansão soviética no Terceiro Mundo, o presidente americano Ronald Reagan propôs armar os rebeldes afegãos, que chamou de freedom fighters (ou guerreiros da liberdade).


No começo dos anos 80, a guerra afegã atraiu a atenção do movimento islâmico transnacional. Por todo o mundo muçulmano, os ulemás – líderes religiosos – apelaram à “solidariedade islâmica internacional”, e interpretaram a presença dos russos no Afeganistão como uma invasão do Islã pelos infiéis. Nesse tempo e com esse discurso, destacou-se um jovem nascido na Arábia Saudita. Herdeiro de uma fortuna em seu país, ele viajava pelas capitais do Oriente Médio convencendo e patrocinando o engajamento de muçulmanos para a luta. Seu nome é hoje um dos mais conhecidos do mundo: Osama Bin Laden (ou “Ben Laden”, a grafia francesa – é citado em 4,5 milhões de páginas da internet. Perde para George W. Bush – 6 milhões –, é verdade, mas ganha de lavada de Tony Blair – 2,7 milhões – e Vladimir Putin – 600 mil).


Bin Laden passou a ser um dos principais fiadores da aliança anti-soviética, que colocou do mesmo lado os “jihadistas” muçulmanos e os americanos. “Bin Laden e a CIA foram felizes aliados pois, enquanto um recrutava os homens para lutar nas montanhas, o outro fornecia os fundos, as armas e os instrutores para treinar e formar os afegãos e os voluntários árabes em técnicas de combate de guerrilha”, diz Blanc. Com esses ingredientes, a guerra durou até 1989 e acabou com os soviéticos sendo expulsos do país.


Fim da lua de mel


A amizade acabou na manhã seguinte ao fim do conflito soviético-afegão. E, segundo Blanc, quase de imediato se instaurou um novo antagonismo de escala mundial. Isso porque os voluntários que foram combater no Afeganistão estavam motivados a restaurar um Islã verdadeiro, propagando a xaria – a lei baseada nos preceitos religiosos e tradicionais do Alcorão – onde quer que fosse possível. Mas o fato é que a saída dos russos retirou a “questão afegã” da agenda dos antigos aliados americanos, que se afastaram daqueles que cada vez mais viam como fanáticos. Na opinião de Florent Blanc, isso representou uma traição justamente no momento em que o Afeganistão estava arrasado pela guerra, explodindo em conflitos civis.


Neste contexto, Bin Laden, o mais eminente representante desses combatentes islâmicos, emerge para canalizar as reivindicações dos “jihadistas” frustrados. Sob seu comando, havia entre 4 a 5 mil combatentes dotados de um completo arsenal militar, vivendo em campos de treinamento em território paquistanês e afegão. Outra guerra não parecia estar tão distante.


E não estava mesmo. Em 1990, após as tropas iraquianas de Saddam Hussein invadirem o Kwait, os americanos revidaram e bombardearam o Iraque. Era a Guerra do Golfo, que colocava, dessa vez, os americanos como invasores do Islã. A instalação de uma base militar na Arábia Saudita, em 1991, para servir de apoio às tropas americanas que lutavam contra Saddam foi a gota d’água. Primeiro atraiu a revolta contra os americanos e depois fomentou uma oposição sem precedentes à monarquia saudita, que, apesar das relações comerciais com os Estados Unidos (que desde 1932 detinham o direito de exploração das reservas petrolíferas do país), mantinha as artes, a cultura e o direito nas mãos de um clero ultra-puritano. A presença de soldados americanos na terra que congrega dois dos mais importantes lugares santos do Islã – as mesquitas de Meca e Medina – pôs em risco a credibilidade da monarquia.


Contra o feiticeiro

Osama Bin Laden foi um dos primeiros a se juntar à grita contra essa nova invasão, revelando-se um dos críticos mais obstinados do “islamismo de fachada” da família real saudita. Se desde o fim do conflito com os russos ele vinha percebendo que para defender o Islã seria preciso esforços muito maiores, talvez globais, agora ele concluía que o próprio mundo muçulmano estava infiltrado de dirigentes que se deixaram corromper pela influência ocidental. Por isso, sua luta não estaria aliada a um Estado, não se limitaria a fronteiras, era preciso defender o Islã onde ele estivesse sendo atacado. Passou a financiar e dar apoio logístico aos mais variados movimentos de insurgência islâmica e, ainda morador da Arábia Saudita, declarou que expulsaria os americanos com as próprias mãos do território sagrado do Islã.


Isso lhe rendeu a perseguição do serviço de segurança de seu país, que chegou a congelar parte dos seus bens e a revogar sua cidadania. Bin Laden deixou a Arábia Saudita em 1991 para se estabelecer no Sudão, onde, paralelamente às atividades de formação de militantes da causa islâmica, formou sociedades comerciais e aumentou sua fortuna pessoal. Com ele, migraram milhares de combatentes muçulmanos e outros veteranos do jihad afegão (bem como suas respectivas famílias). De lá, passou a organizar o grupo chamado de Al Qaeda (ou “a base”), uma rede de colaboradores espalhados pelo mundo dispostos a uma nova tática de guerra: o terrorismo contra alvos americanos. Em fevereiro de 1993, fez explodir um carro-bomba no subsolo do World Trade Center, em Nova York, matando seis pessoas. Em outubro, atacou a embaixada americana na Somália e matou 18. Em 1995 e 1996 seus alvos foram os americanos residentes na Arábia Saudita. Primeiro, em Riad, cinco americanos foram mortos na explosão de um estacionamento. Depois, num ataque a uma base militar em Dharan, 19 morreram.
Sem base territorial e independente economicamente de um Estado, a rede terrorista de Bin Laden é, na opinião de Blanc, a única “a ter uma visão mundial de seu combate”. Assim, em 1996, o errante Bin Laden voltou para o Afeganistão, onde estava em ascensão outro movimento radical islâmico, que pregava uma moral estritamente religiosa: o Talibã, do líder Mulá Omar. Ali, Bin Laden continuaria protegido. E manteria intactos seus métodos de atuação.


Em 1998, promoveu ataques simultâneos às embaixadas americanas em Dar es-Salam, na Tanzânia, e em Nairóbi, no Quênia. Se depois do ataque ao World Trade Center, em 1993, já se havia detectado a conexão dos terroristas com antigos membros da milícia afegã treinada pela CIA, a resposta militar americana aos ataques na África revelou outra cruel ironia. Em busca das bases secretas da Al Qaeda no Afeganistão, os americanos não tiveram que procurar muito. Os campos de treinamento dos terroristas de Bin Laden constavam dos mapas da CIA, que os havia projetado e instalado no começo do jihad contra os soviéticos.
A pesquisa de Florent Blanc foi concluída antes de 11 de setembro de 2001. Mas a tese que deu origem ao livro – defendida apenas poucas horas depois dos atentados às torres gêmeas de Nova York e ao Pentágono – mostra que as raízes do conflito já haviam sido traçadas muito antes.
 
Saiba mais

Livro

Ben Laden et l’Amérique, Florent Blanc, Bayard, Paris, 2001, 18,90 euros, 245 páginas


http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/aliado-inimigo-1-bin-laden-433870.shtml




 
Título: Re:Afeganistão
Enviado por: JJ em 24 de Setembro de 2017, 13:30:13

DO AFEGANISTÃO À SÍRIA: DIREITOS DAS MULHERES, A PROPAGANDA DE GUERRA E A CIA.

20 de março de 2015


Os chefes de estados ocidentais, os funcionários da ONU e os oradores militares louvarão invariavelmente a dimensão humanitária da invasão conduzida dos EUA-OTAN de Outubro de 2001 no Afeganistão, que supostamente teve a pretensão de combater fundamentalistas religiosos, socorrer pequenas meninas a caminho da escola, libertar mulheres submetidas ao jugo do Talibã.
A lógica de uma dimensão tão humanitária da guerra afegã é duvidosa. Para que não nos esqueçamos, a Al Qaeda e o Talibã foram apoiados desde o início da guerra soviético-afegã pelos EUA, como a parte de uma operação encoberta conduzida pela CIA.

Como descrito pela Associação Revolucionária das Mulheres do Afeganistão (RAWA):

Os EUA e os seus aliados tentaram legitimar a sua ocupação militar no Afeganistão sob a propaganda de “trazer a liberdade e a democracia do povo afegão”. Mas como experimentamos em três décadas passadas, a respeito do destino da nossa gente, o governo dos Estados Unidos em primeiro lugar considera os seus próprios interesses políticos e econômicos e autorizou e equipou os bandos fundamentalistas mais traidores, anti-democráticos, misógenos e corruptos no Afeganistão.

Foram os EUA que instalaram o regime Talibã no Afeganistão em 1996, uma estratégia de política estrangeira que resultou no fim dos direitos da mulher afegã:

Sob o NSDD 166, a ajuda dos Estados Unidos às brigadas Islâmicas canalizadas pelo Paquistão não foi limitada a boa fé da ajuda militar. Washington também apoiou e financiou, usando a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), o processo de doutrinação religiosa, basicamente garantir o fim de instituições seculares. (Michel Chossudovsky, 9/11 ANALYSIS: From Ronald Reagan and the Soviet-Afghan War to George W Bush and September 11, 2001, Global Research, 09 de Setembro de 2010)

As escolas religiosas foram generosamente fundadas pelos Estados Unidos:

A educação no Afeganistão nos anos que precederam a guerra soviético-afegã foi basicamente secular. A educação abrigada dos Estados Unidos destruiu a educação secular. O número de escolas religiosas (madrassas) patrocinadas pela CIA aumentou de 2.500 em 1980 para mais de 39.000 [em 2001]. (Neste mesmo lugar).



Foto 1: Acima, mulheres afegãs agora. (Foto de AFP / Xá Marai)



Foto 2: Mulheres afegãs nos anos 1970 antes da intervenção conduzida pela CIA.

Para o desconhecimento do público americano, os EUA estendem os ensinos da guerra santa dos maometanos Islâmicos em manuais “Made in América” desenvolvidos na Universidade do Nebraska:

…os Estados Unidos gastaram milhões de dólares para fornecer aos estudantes afegãos manuais repletos de imagens violentas e ensinamentos de milícia Islâmica, parte das tentativas encobertas de estimular a resistência à ocupação soviética.

As cartilhas, que foram cheias de conversação sobre guerra santa dos maometanos e desenhos de fabricação de armas, balas, soldados e minas, serviram desde então como o currículo principal do sistema escolar afegão. Mesmo o Talibã usou os livros produzidos pelos americanos…

A Casa Branca defende o conteúdo religioso, dizendo que os princípios Islâmicos incutem a cultura afegã e que os livros “são totalmente de acordo com a lei e a política dos Estados Unidos.” Os especialistas legais, contudo, perguntam se os livros violam uma proibição constitucional de usar dólares fiscais para promover a religião.

…funcionários da AID (AJUDA) disseram em entrevistas que eles deixaram os materiais Islâmicos intactos porque eles temeram que os educadores afegãos rejeitassem livros que necessitam de uma dose forte do modo de pensar muçulmano. A agência retirou o seu logotipo e qualquer menção do governo de Estados Unidos dos textos religiosos, disse a representante da AID, KATHRYN STRATOS.

“Essa não é a política da AID de apoiar a instrução religiosa,” disse Stratos. “Mas progredimos com este projeto porque o objetivo primário… deve ser o educar crianças, que é predominantemente uma atividade secular.”

… Publicado nas línguas afegãs dominantes, o Dari e o Pashtun, os manuais foram desenvolvidos no início dos anos 1980 sob uma doação da AID à Universidade do Nebraska-Omaha e seus Centros de Estudos do Afeganistão. A agência gastou 51 milhões de dólares nos programas de educação da universidade no Afeganistão desde 1984 até 1994. ”(Washington Post, 23 de Março de 2002)

Retrospecto Histórico

Antes do Taleban subir ao poder, as mulheres afegãs viveram uma vida de muitos modos semelhante àqueles de mulheres Ocidentais (ver fotos abaixo):



Foto 3: Os anos 1980 na Universidade de Cabul.

Nos anos 1980, Cabul era “uma cidade cosmopolita. Os artistas e os hippies reuniam-se na capital. As mulheres estudavam agricultura, projetando e negociando na universidade da cidade. As mulheres afegãs mantinham seus empregos no governo.” Havia membros femininos no parlamento, as mulheres dirigiam carros, viajavam e iam a compromissos marcados, sem ter de pedir a um guardião masculino a permissão.

Ironicamente, os direitos das mulheres como descrito por RAWA antes do patrocínio dos Estados Unidos aos ressurgentes jihadistas são confirmados em um artigo de 2010 publicado pela Política Estrangeira (2010), um portal de voz do Washington Post fundado por Samuel Huntington:



Foto 4: “Os estudantes universitários em Kabul mudando de classe. A inscrição dobrou nos últimos quatro anos.“

Fisicamente o campus da Universidade de Cabul, mostrado aqui, não parece muito diferente hoje. Mas as pessoas fazem. Nos anos 1950 e 1960, os estudantes usavam a roupa de estilo Ocidental; os homens jovens e as mulheres interagiam relativamente livres. Hoje, as mulheres cobrem as suas cabeças e a maior parte dos seus corpos, até em Cabul. Meio século mais tarde, os homens e as mulheres vivem muito mais em mundos separados.



Foto 5: “Classe de Biologia, Universidade de Cabul.”

Nos anos 1950 e 1960, as mulheres foram capazes de perseguir carreiras profissionais em campos como medicina. Hoje, as escolas que educam mulheres têm um objetivo de violência, até mais assim do que há cinco ou seis anos.



Foto 6: “Loja de discos fonográficos.”

Deste modo, também, as lojas de discos, traziam o ritmo e a energia do mundo Ocidental a adolescentes de Cabul.



Foto 7: “Centenas de jovens afegãos fazem parte ativa nos programas de escoteiros.”

O Afeganistão uma vez teve escoteiros meninos e escoteiras meninas. Nos anos 1950 e nos 1960, tais programas foram muito semelhantes aos seus correspondentes nos Estados Unidos, com os alunos em escolas de ensino fundamental e médio de aprendizagem sobre trilhas, camping e segurança pública. Mas as tropas de escoteiros desapareceram inteiramente depois das invasões soviéticas até o final dos anos 1970. (Mohammad Qayoumi Era uma vez no Afeganistão …, Política Estrangeira, 27 de Maio de 2010)

O leitor apurado terá notado a desinformação insidiosa na legenda anterior. Somos levados acreditar que o estilo de vida liberal das mulheres afegãs foi destruído pela União Soviética, quando de fato ele foi o resultado do suporte dos Estados Unidos a Al Qaeda e ao Taleban. Reconhecido pelo Aconselhador de política estrangeira dos Estados Unidos Zbignew Brzezinski, as ações de Moscou em apoio ao governo pró-soviético de Cabul foi para conter a revolta dos Mujahedin Islâmicos apoiados encobertamente pela CIA:

De fato, foi em 3 de Julho de 1979 que o Presidente Jimmy Carter assinou a primeira diretiva de ajuda secreta aos oponentes do regime pró-soviético em Cabul. E naquele mesmo dia, escrevi uma nota ao presidente no qual lhe expliquei que na minha opinião esta ajuda ia induzir uma intervenção militar soviética […]

Aquela operação secreta foi uma idéia excelente. Ela teve o efeito de envolver os Russos na armadilha afegã e você quer que eu o lamente? No dia em que os soviéticos oficialmente cruzaram a fronteira, escrevi ao Presidente Carter. Agora temos a oportunidade de dar à URSS a sua guerra de Vietnam. (A Intervenção da CIA no Afeganistão, Nouvel Observateur, 1998, Global Research, 15 de Outubro de 2001)


Leia também: A retirada das tropas soviéticas do Afeganistão em 1988.


 
Leia também: Valentina Tereshkova a primeira mulher no espaço.


Em 1982, o Presidente Ronald Reagan até dedicou o foguete lançador espacial Columbia aos “lutadores de liberdade Islamíticos” apoiados pelos Estados Unidos no Afeganistão, a saber a Al Qaeda e o Taleban:

Tal como pensamos o foguete lançador espacial Columbia representar as aspirações mais perfeitas do homem no campo de ciência e da tecnologia, assim também a luta da povo afegão representa as mais altas aspirações do homem pela liberdade.



Foto 8: Ronald Reagan que se encontra com o Talibã em 1985: ’”Esses cavalheiros (o Talibã) são os equivalentes morais dos pais fundadores da América.”

A rede da mulher síria do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Como a história das mulheres no Afeganistão relaciona-se com os direitos da mulher na Síria no contexto da crise atual?

A guerra de EUA-OTAN não declarada contra a Síria (2011-2013) em apoio aos rebeldes afiliados a Al Qaeda parece ter uma lógica semelhante, a saber, a destruição da educação secular e o fim dos direitos da mulher.

Em Janeiro passado, “um grupo diverso de mulheres sírias” disse estar “representando os grandes movimentos de oposição” assistiu a uma conferência apresentada pela Rede de Democracia da Mulher (WDN), em coordenação com o U.S. Department of State’s Office of Global Women’s Issues em Doha, Qatar.

WDN é uma iniciativa do Instituto Republicano Internacional, bem conhecido por apoiar dissidentes em vários países que desafiam o imperialismo dos Estados Unidos. O Departamento estatal dos Estados Unidos está usando claramente os “direitos da mulher” como um instrumento, enquanto ao mesmo tempo ele está consolidando “uma oposição” islâmica com a intenção de minar o estado laico e conseqüentemente instalar um governo Islâmico em Damasco.

A Rede da Mulher Síria foi formada na conferência patrocinada pelos EUA e uma Carta foi escrita “para assegurar que as mulheres estão incluídas na resolução de conflito e transição do seu país“:

Na carta, os participantes pedem direitos iguais e representação para todos os sírios, exigindo a participação igual de mulheres em todas as reuniões internacionais, negociações, constituições em curso, comitês de reconciliação e em corpos diretivos eleitos. A carta também aborda temas como prevenção e repressão de actos de violência contra as mulheres, o acesso à educação e à necessidade global para a participação das mulheres na resolução de conflitos em curso, assegurando o futuro da participação das mulheres na reconstrução da Síria.

Os líderes do governo dos Estados Unidos também participaram na conferência, sublinhando o seu apoio para as mulheres sírias […] nas suas observações, Carla Koppell, coordenador sênior de Igualdade de Gênero e Autorização de Mulher na Agência de Estados Unidos do Desenvolvimento Internacional [USAID], aconselhado, “Se o grupo mais diverso de mulheres pode encontrar uma agenda comum, ele terá força enorme.” (Exigência do papel das Mulheres na Transição e Reconciliação da Síria, 28 de Janeiro de 2013, ênfase acrescentada.)



Foto: Monica McWilliams, a fundadora da Coalizão da Mulher da Irlândia do Norte (à esquerda) e a Primeira Ministra interina do Kosovo Edita Tahiri (à direita) compartilham suas experiências com participantes de uma conferência em Doha, Qatar, onde a Carta da Rede da Mulher Síria foi adotada por um grupo diverso de mulheres sírias que representam os movimentos de oposição principais no país. (Foto de wdn.org)

O primeiro paradoxo notável desta conferência consiste em que está sendo mantido em Qatar, um país onde os direitos de mulher permanecem limitados, para dizer o mínimo. Em meados de Março, o governo Qatar até expressou preocupações “sobre referências para os direitos sexuais e reprodutivos da mulher“ que constam na Declaração da ONU da Comissão sobre o Status das Mulheres chamada de Eliminação e prevenção de todas as formas da violência contra mulheres e meninas.

Segundo paradoxo: o USAID, que contribuiu para o fim dos direitos da mulher promovendo a doutrinação religiosa no Afeganistão, está promovendo agora os direitos da mulher para provocar uma mudança de regime na Síria. Entrementes, os EUA junto com o Qatar e a Arábia Saudita estão apoiando grupos extremistas Islâmicos que lutam contra o governo sírio laico. Algumas assim chamadas “áreas liberadas” na Síria são dirigidas agora por extremistas religiosos:

“Os direitos da mulher e a escola religiosa Wahhabi em uma área ‘liberada’ de Aleppo dirigido ‘pela oposição’ e apoiada pelos Estados-Unidos-Arabia Saudita, ‘uma melhora definida’ quando em comparação com o sistema prevalecente de educação secular na Síria.” (Michel Chossudovsky, a Síria: os Direitos da Mulher e a Educação Islâmica em uma Área “Liberada” de Aleppo, Global Research, 27 de Março de 2013.)

Um regime fantoche dos Estados Unidos foi sendo instalado em Damasco, os direitos e as liberdades das mulheres sírias bem poderiam estar seguindo o mesmo “caminho da liberdade ameaçada” como aquele das mulheres afegãs sob o regime do Talibã apoiado por EUA e continuando sob a ocupação da coalizão EUA-OTAN.

Julie Lévesque é jornalista e o pesquisador com o Centre for Research on Globalization (CRG), Montreal. Ela esteve entre os primeiros jornalistas independentes a visitar o Haiti seguindo-se ao terremoto de Janeiro de 2010. Em 2011, ela foi a bordo do navio “o Espírito de Rachel Corrie”, o único navio humanitário que penetrou as águas territoriais de Gaza antes de ser atirado pela Marinha Israelense.

Leia outras matérias sobre esse mesmo tema.


Autor: Julie Lévesque


https://dinamicaglobal.wordpress.com/2015/03/20/do-afeganistao-a-siria-direitos-das-mulheres-a-propaganda-de-guerra-e-a-cia/


Título: Re:Afeganistão
Enviado por: JJ em 06 de Novembro de 2017, 15:33:52
AFEGANISTÃO

Não há garantias de segurança em Cabul

Repórteres da DW relatam clima de violência e medo constante do terrorismo na capital do Afeganistão, onde ataque à ONG sueca Operation Mercy deixou uma alemã e um afegão mortos e uma finlandesa desaparecida.


 Visão aérea de uma feira de rua em Cabul:


Feira de rua em Cabul: aparente tranquilidade da cidade engana


Nós estamos absortas em nosso trabalho: ouvimos pessoas, lemos notificações de deportação. Amir, Nuri, Muitaba e Isa nos contam sobre viver com medo em Cabul. Nós estamos na capital afegã, trabalhando com requerentes de asilo deportados da Alemanha, quando nos chega a terrível notícia do ataque à organização filantrópica sueca Operation Mercy. Ficamos preocupadas e assustadas. Cada atentado é terrível: em Cabul, Paris, Bruxelas, Nice, Berlim.
Os detalhes ainda não estão muito claros. Nós telefonamos para contatos em Cabul para saber mais detalhes. Observamos através das mídias sociais o que colegas afegãos relatam.


Informamos nossas famílias de que estamos bem. Amigos e colegas nos ligam, enviam mensagens de SMS e via WhatsApp. Os jovens deportados compreendem bem o alemão para entender nossas discussões com as pessoas na Alemanha. Muitaba e Isa nos dão as suas condolências. Nós falamos com a editora-chefe e com o coordenador de segurança e avaliamos o que fazer.


Alvo eram os estrangeiros


As informações ganham corpo. O ataque na noite de sábado visava estrangeiros. O alvo foi o complexo residencial da organização. Um vigia afegão e uma funcionária alemã da entidade estão mortos. Uma funcionária finlandesa foi sequestrada. Não é o primeiro ataque direcionado contra estrangeiros em Cabul. Mas a maioria dos ataques atingiu civis afegãos. Desde o início do ano ocorreram em Cabul pelo menos sete ataques graves, que mataram e feriram várias centenas de pessoas. Eles foram assumidos ou pelos talibãs ou pelo "Estado Islâmico".


Nos últimos dias vivemos numa capital afegã calma. A "Fortaleza Cabul", com seus altos muros de proteção contra explosivos e suas barreiras de arame farpado nos pareceu simpática quando desembarcamos, há poucos dias. O sol brilha no céu azulado. As pessoas com quem falamos nos acolhem de forma franca e amigável. Não somente este mais recente atentado é prova de como estávamos enganadas sobre essa tranquilidade.


Não há garantia de segurança em Cabul. Um lugar que hoje é seguro pode ser alvo de atentado amanhã. Antes de partirmos da Alemanha, combinamos nossas próprias regras de segurança. Nosso empregador tem regras claras para missões em áreas em crise. Nós atemo-nos a elas e prestamos atenção à nossa intuição. Não podemos fazer mais do que isso.


Terrorismo e violência cotidianos


Perguntamos a todos os nossos interlocutores o que eles pensam do fato de os EUA e a Otan quererem enviar mais tropas ao Afeganistão. "O que isso nos ajuda se nada muda?" "A coisa mais importante é que nós, afegãos, fiquemos unidos e que o nosso governo finalmente governe em vez de brigar." "O que mais soldados estrangeiros podem fazer se eles não podem combater?" "Temos que desarmar as muitas milícias e só apoiar nossas forças de segurança." "A Otan fracassou. Eles devem nos enviar tropas da ONU." "Esperamos da comunidade internacional primeiro segurança e depois educação."


Por mais diferentes que sejam as respostas, nenhum dos cidadãos inquiridos se sente seguro em Cabul. Mas todos convivem com o risco, pois a vida deve continuar. Nós frequentemente ouvimos a frase "quando saímos de casa pela manhã não sabemos se voltaremos vivos à noite, mas não podemos parar de viver". Como estrangeiras, não estamos em maior perigo agora nessa cidade do que antes desse ataque assassino. Terrorismo e violência são parte da vida cotidiana na capital afegã, a isso se soma a violência das gangues. O sequestro é um modelo de negócios.


Estamos aqui como jornalistas para relatar sobre o cotidiano na capital afegã. Conhecemos Cabul e o Afeganistão de muitas viagens. O Afeganistão é um país em guerra. A operação militar internacional, que já está em seu 16º ano, trouxe ao país progresso e abertura, mas nenhuma paz e nenhuma segurança.


http://www.dw.com/pt-br/n%C3%A3o-h%C3%A1-garantias-de-seguran%C3%A7a-em-cabul/a-38926535


Título: Re:Afeganistão
Enviado por: JJ em 11 de Março de 2019, 16:50:15

Presença do Daesh no Afeganistão é ameaça para segurança da Rússia', diz embaixador russo


© AP Photo / Militant website

RÚSSIA
16:04 11.03.2019URL curta



A atividade de terroristas do Daesh (organização proibida na Rússia e em uma série de países) no Afeganistão continua a ameaçar as regiões da Rússia e países vizinhos da Ásia Central. A declaração é do representante russo na ONU, Vassily Nebenzia.


"Estamos seriamente preocupados com a contínua presença do Daesh no Afeganistão, apesar de alguns sucessos das forças de segurança afegãs, os terroristas continuam a fortalecer suas posições e influência no país, aumentando as fileiras graças, entre outras coisas, aos terroristas estrangeiros que lutaram na Síria e Iraque sob a bandeira do Daesh", disse Nebenzia.

Sergei Ryabkov
© SPUTNIK / VALERY MELNIKOV

Rússia descarta enviar tropas ao Afeganistão, diz vice-chanceler


Ele acrescentou que isso "cria uma ameaça real à segurança dos países da Ásia Central e das regiões do sul da Rússia".
Anteriormente, o representante especial do Secretário Geral da ONU para o Afeganistão, Tadamichi Yamamoto, relatou que 2018 foi o "ano mais mortífero da história do conflito afegão".


No total, a Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão documentou 10.993 vítimas civis (3.804 mortos e 7.189 feridos), representando um aumento de 5% no número total de vítimas civis e um aumento de 11% nas mortes de civis em relação a 2017.


https://br.sputniknews.com/russia/2019031113473731-russia-afeganistao-onu-terrorismo/
Título: Re:Afeganistão
Enviado por: JJ em 10 de Abril de 2019, 14:21:38
Bombardeiro B-52 dos EUA é abatido pelo Talibã, segundo relatos


© AP Photo/ Mindaugas Kulbis

ÁSIA E OCEANIA

12:34 10.04.2019(atualizado 12:35 10.04.2019) URL curta16140


O suposto ataque ocorreu dias depois de o Talibã ter atacado um comboio norte-americano no nordeste do Afeganistão, provocando a morte de três soldados.

Os combatentes do Talibã afirmaram ter abatido um bombardeiro B-52 dos EUA, reporta o portal sírio Muraselon.

O incidente teria alegadamente ocorrido no momento em que o bombardeiro estaria decolando da base aérea de Shawrab, localizada no sul do Afeganistão, nesta quarta-feira (10).

"Os mujaheddin (combatentes) do Emirado Islâmico alvejaram um bombardeiro B-52 dos EUA com armas pesadas hoje de manhã cedo […]", declarou um porta-voz do Talibã citado pela mídia.


Um membro do grupo insurgente Talibã
© REUTERS / STRINGER

Mídia: EUA e Talibã concordam com a retirada de tropas americanas do Afeganistão


O B-52 teria caído depois de ser atingido, matando todos os tripulantes. Tanto as autoridades afegãs como estadunidenses ainda não comentaram o caso.
No dia 8 de abril, três militares norte-americanos foram mortos durante um ataque terrorista, quando um carro-bomba atingiu um comboio próximo da base da Força Aérea de Bagram, localizada no nordeste do Afeganistão.


Vale ressaltar que o Talibã (grupo terrorista proibido na Rússia) surgiu em 1994 no auge da guerra civil no Afeganistão. O grupo manteve o poder no país entre 1996 e 2001. Durante este período, foi introduzida a lei islâmica, a Xaria.


https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2019041013649491-bombardeiro-b52-abatido-taliba/

Título: Re:Afeganistão
Enviado por: JJ em 18 de Agosto de 2019, 07:04:00
Explosão em casamento no Afeganistão deixa 63 mortos e cerca de 200 feridos


© REUTERS / Mohammad Ismail
ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA


18:03 17.08.2019(atualizado 04:42 18.08.2019)

Uma explosão ocorrida sábado (17) no salão de casamentos Dubai City, localizado na área de Darulaman, na capital afegã, provocou inúmeras vítimas.

Segundo a informação preliminar, a explosão deixou 40 mortos, mas como informou mais tarde o canal de televisão Tolo News, o número aumentou para 63 vítimas mortais e mais de 180 feridos.

Salão de casamentos Dubai City após a explosão, Kabul, Afeganistão
© REUTERS / MOHAMMAD ISMAIL


Salão de casamentos Dubai City após a explosão, Kabul, Afeganistão
A explosão ocorreu às 22h40m pelo horário local (15h10m em Brasília) em um dos salões de casamentos no oeste de Kabul. O dispositivo explosivo foi ativado por um bombista suicida.

O grupo Talibã nega sua convivência com o atentado.


​Um casamento Hazara foi atingido na área de Darulaman da capital, #Kabul. A explosão ocorreu dentro do salão de casamentos, os relatórios preliminares indicam 20 mortos e dezenas de feridos.

"Devastado pela notícia de um ataque suicida dentro de um salão de casamentos em Cabul. Um crime hediondo contra o nosso povo. Como é possível treinar um humano e pedir-lhe para explodir um casamento?", disse o porta-voz do Presidente Ashraf Ghani, Sediq Seddiqi, citado por AP.

O ataque acontece pouco depois da oitava rodada das negociações de paz entre o Talibã e os Estados Unidos, que terminou no início da semana, sem grandes avanços.


​Washington e o Talibã estão tentando chegar a um acordo de paz que incluiria a retirada de tropas estrangeiras do Afeganistão, em troca de garantias de que o país não será usado como abrigo para terroristas.

O Afeganistão, devastado pela guerra e em crise há décadas, é dividido por intensos combates entre tropas do governo e militantes do Talibã, além de outros grupos afiliados à al-Qaeda e Daesh (organizações terroristas proibidas na Rússia e em vários outros países).



https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019081714399965-explosao-em-casamento-no-afeganistao-deixa-63-mortos-e-cerca-de-200-feridos/




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Parece que o Poderoso  Chefão,  que gasta  centenas de bilhões de dólares com armas e milicos,  não  conseguiu  neutralizar o terrorismo no Afeganistão...



 8-)



Conheça os números da Guerra do Afeganistão


Acordo de paz anunciado nesta segunda-feira é primeiro passo para dar fim ao confronto que chega a quase 18 anos e fez milhares de mortos

O Globo

28/01/2019 - 14:26 / Atualizado em 28/01/2019 - 15:25


Os EUA invadiram o Afeganistão no início de outubro de 2001, poucos dias após o 11 de Setembro, com o proclamado objetivo de derrubar o governo do Talibã, que abrigava ao chefe da organização terrorista al-Qaeda, Osama bin Laden.


Desde então, os talibãs, que tem sua base no grupo étnico pashtun, o maior do Afeganistão, travam uma guerra de guerrilha contra o governo apoiado pela
coalizão internacional comandada pelos EUA. Veja alguns números da guerra:


Tempo recorde


A Guerra do Afeganistão é a mais longa capitaneada pelos Estados Unidos — passa de 6.000 dias. É, de acordo com o New York Times, mais longa que a Guerra da Coreia, a Primeira e a Segunda Guerra Mundiais juntas.


presidente Donald Trump. O efetivo americano no país integra uma missão liderada pela Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a aliança militar ocidental, que combate principalmente contra o Estado Islâmico e a alQaeda. Cerca de 8.000 soldados de 38 outros países participam da operação. Já as Forças Armadas afegãs somam cerca de 200 mil soldados.


O preço (em dólares) da guerra


Segundo estudo da Brown University, os EUA gastam anualmente cerca de US$ 45 bilhões na Guerra do Afeganistão. Se considerados os custos em longo prazo, ainda de acordo com o relatório da Brown University, o preço total da guerra pode chegar a US$ 2 trilhões, ou 10% do PIB americano em 2017, que foi de US$ 19,7 trilhões




[...]


https://oglobo.globo.com/mundo/conheca-os-numeros-da-guerra-do-afeganistao-23408187



Título: Re:Afeganistão
Enviado por: Geotecton em 18 de Agosto de 2019, 19:14:44
Bombardeiro B-52 dos EUA é abatido pelo Talibã, segundo relatos


© AP Photo/ Mindaugas Kulbis

ÁSIA E OCEANIA

12:34 10.04.2019(atualizado 12:35 10.04.2019) URL curta16140


O suposto ataque ocorreu dias depois de o Talibã ter atacado um comboio norte-americano no nordeste do Afeganistão, provocando a morte de três soldados.

Os combatentes do Talibã afirmaram ter abatido um bombardeiro B-52 dos EUA, reporta o portal sírio Muraselon.

O incidente teria alegadamente ocorrido no momento em que o bombardeiro estaria decolando da base aérea de Shawrab, localizada no sul do Afeganistão, nesta quarta-feira (10).

"Os mujaheddin (combatentes) do Emirado Islâmico alvejaram um bombardeiro B-52 dos EUA com armas pesadas hoje de manhã cedo […]", declarou um porta-voz do Talibã citado pela mídia.


Um membro do grupo insurgente Talibã
© REUTERS / STRINGER

Mídia: EUA e Talibã concordam com a retirada de tropas americanas do Afeganistão


O B-52 teria caído depois de ser atingido, matando todos os tripulantes. Tanto as autoridades afegãs como estadunidenses ainda não comentaram o caso.
No dia 8 de abril, três militares norte-americanos foram mortos durante um ataque terrorista, quando um carro-bomba atingiu um comboio próximo da base da Força Aérea de Bagram, localizada no nordeste do Afeganistão.


Vale ressaltar que o Talibã (grupo terrorista proibido na Rússia) surgiu em 1994 no auge da guerra civil no Afeganistão. O grupo manteve o poder no país entre 1996 e 2001. Durante este período, foi introduzida a lei islâmica, a Xaria.


https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2019041013649491-bombardeiro-b52-abatido-taliba/



BULLSHIT.
Título: Re:Afeganistão
Enviado por: JJ em 16 de Outubro de 2019, 08:47:53
Lista de países por carga tributária

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Este artigo lista países por carga tributária como percentual do PIB.



Afeganistão   06.4   



https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_pa%C3%ADses_por_carga_tribut%C3%A1ria


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A carga tributária no Afeganistão é muito menor do que no Brasil, é quase a carga de um Estado mínimo,  e no interior do Afeganistão  há muitos lugares em que o Estado praticamente não existe, então porque os liberais não exercem o seu livre arbítrio e livre escolha e mudam para lá ?


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