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Discussões => Laicismo, Política e Economia => Tópico iniciado por: Rhyan em 31 de Março de 2009, 04:29:10

Título: Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Rhyan em 31 de Março de 2009, 04:29:10
Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling       
Escrito por Filipe Celeti     

 
Recentemente, no Brasil, criou-se um movimento contra a doutrinação ideológica escolar. O Escola Sem Partido luta pela pluralidade que o ambiente escolar deveria proporcionar. Cada indivíduo, a partir do conhecimento imparcial, seria capaz de escolher, para si, as idéias que estejam de acordo com seus princípios, pensamentos e forma de ver o mundo.

Criticam-se professores doutrinadores, livros didáticos tendenciosos e modelos de gestão escolar. Mas o problema da doutrinação pode ter uma raiz mais funda. Uma raiz mais profunda do que ideologias político-partidárias instauradas no ensino superior, nos intelectuais e nas escolas de ensino básico e fundamental.

 

Talvez o grande problema esteja na grande ilegitimidade presente na sociedade, o Estado. O Estado toma para si a responsabilidade de ensinar. Uma suposta educação é pregada como um direito. Entretanto, a idéia de direito no Brasil é deturpada. Temos o direito à educação da mesma maneira como temos o direito ao voto. Isso significa que somos obrigados a exercer um direito.

 

No que tange o campo educacional, crianças são obrigadas a estudar. Famílias com uma renda um pouco mais alta que a média nacional, conseguem matricular seus filhos em colégios privados (que também não estão livres de doutrinação). O restante da população disputa concorridas vagas em poucas escolas públicas de qualidade. A maior parte estuda, se estuda, em condições completamente adversas à aprendizagem. Não se fala aqui em ausência de alimentos, de estrutura escolar, de material pedagógico, de vestuário. A condição pior é aquela na qual o professor finge que ensina e os alunos fingem que aprendem. Soa como piada, mas tal realidade pode ser constatada.

 

Se a maior parte do povo educa-se através do Estado, e o Estado (que é ilegítimo) quer manter-se vivo, então, obviamente, haverá doutrinação escolar. Os brasileiros conhecem bem a doutrinação. No período de ditadura estudava-se uma disciplina interessante, Educação Moral e Cívica. Somente um estado doutrinador demandaria ensinar aos seus súditos a moral e conduta que espera de cada um. Todos decoravam datas comemorativas e hinos patrióticos. O culto ao Estado estava pronto.

 

Com o término da ditadura, os novos poderosos não podiam perder o monopólio da doutrinação. Não podiam e não perderam. A constituição de 1988 tratou de conceber a educação básica como um direito. A ajuda da iniciativa privada também foi inserida, desde que submetida às regulamentações estatais. A responsabilidade dividiu-se entre Estado, família e sociedade. A família é obrigada a matricular seus filhos, o Estado educará os futuros cidadãos, e a sociedade será furtada, digo, irá contribuir financeiramente, para que todo cidadão receba instrução estatal.

 

Em 1996 o Estado publica a Lei de Diretrizes e Bases, vinculando o ensino médio à educação básica. De acordo com a LDB, o ensino médio “deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social” (Art.1º § 2º da Lei nº 9.394/96). O ensino passa a ter um caráter técnico. O cidadão precisa ocupar uma vaga no mercado de trabalho, ao mesmo tempo que demanda uma maneira certa de viver em sociedade.

 

Não é necessário muito esforço para perceber que, ideologicamente, muitos podem apropriar-se dessas diretrizes educacionais. Um Estado regulador é um estado coercitivo. O grupo que detiver o poder em mãos será sempre levado a pensar nos benefícios de uma educação centralizada.

 

Seria possível reivindicar uma pluralidade de idéias nas escolas brasileiras se toda e qualquer mudança depende de burocratas? Quando o ensino é privado, os pais conseguem se mobilizar. Livros didáticos podem ser trocados ou quem sabe até professores. Ocorre que existe um abismo enorme entre a posição ideológico-pedagógica de determinada escola com a prática docente de portas fechadas. A questão não é privar o professor de sua liberdade de cátedra. Seria melhor perguntar: Quem é o melhor professor para o meu filho?

 

A questão acima pode suscitar diversas respostas, a saber, um colégio religioso, uma escola pública, um colégio privado qualquer, um colégio tradicional, um colégio moderno ou um professor particular. Quando há um sistema de livre-mercado, a educação é vista de forma diferente. Uma sociedade que possua uma livre concorrência entre escolas é capaz de promover pluralidade. Os pais poderiam matricular seus filhos na instituição que desejar. Haveriam colégio voltados ao ensino técnico, às artes, à certas visões políticas. A diversidade incitaria a responsabilidade pela escolha do colégio, e o mercado fecharia, em pouco tempo, instituições que não atendessem ao ensino desejado pelos pais.

 

Entretanto, ao retomarmos a questão anterior, sobre o melhor professor para nossos filhos, esbarramos com uma outra resposta possível. O melhor professor pode ser eu mesmo. Só existe uma maneira de uma família ter absoluta certeza de que não há doutrinação no aprendido pelos filhos. Somente saberá a família que tomar para si a responsabilidade de educar seus filhos em casa.

 

O ensino doméstico, ou homeschooling, seria a solução para os pais que desejam retirar seus filhos da doutrinação estatal. Infelizmente, no Brasil, o homeschooling não é assegurado por lei. A LDB e o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) obrigam a matrícula de toda a criança na escola. Para o Estado, a educação só pode ser assegurada dentro de um sistema escolar.

 

Recentemente um casal mineiro foi processado pelo crime de abandono intelectual e por descumprir o ECA. Retiraram seus filhos do falido sistema público de ensino e passaram a ministrar aulas em casa. Após a denúncia, os doutrinadores não perderam tempo em obrigar os dois filhos do casal a fazerem uma prova elaborada por diversos professores. Apesar do alto grau de dificuldade os meninos saíram-se bem e puderam provar que o ensino doméstico é uma saída possível.

 

O Estado nunca deixará de tentar doutrinar o povo. Exigir uma educação estatal plural e neutra não é a solução. Sempre haverá demanda por burocracia. Ministérios e secretarias caminham na criação de mais regras. Regulamentar uma pluralidade é destruí-la. Nesse sentido, seria necessário alocar mais recursos e burocracia para a educação. O primeiro passo na direção de uma separação entre Estado e educação seria a desregulamentação, favorecendo os reais interessados no aprendizado dos filhos. O homeschooling é uma ótima bandeira a ser defendida, apesar de somente com o término do monopólio estatal sobre a educação é que a doutrinação escolar avistaria seu declínio.

 

Filipe Celeti é professor de filosofia da Rede Estadual de São Paulo.



Fonte: http://www.libertarianismo.com/index.php/menuartigos/artigos/104-escola-sem-partido-estado-e-homeschooling
 
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 13 de Outubro de 2016, 09:41:08


O PROGRAMA ESCOLA SEM PARTIDO E OS FURÚNCULOS DE KARL MARX
Postado em 16 de julho de 2016
   
Existe-doutrinação-marxista-nas-escolas

 

Por Douglas Rodrigues Barros [1][2]

 

O judeu assimilado Karl Marx não era, e nem é, um santo. Ele estaria mais – nas palavras do brilhante conservador, Nelson Rodrigues – para calhorda.  Fumante inveterado, como aliás quase todo homem de ideias, acumulava pilhas de fósforos ao redor de sua mesa e idolatrava o Château Margaux.


Foi entre as centenas de livros, fósforos e páginas de jornais que teve a inconsequência de fazer um filho em Helene Demuth, sua governanta. Este (in)feliz deslize, no entanto, foi assumido por Engels e, só descoberto por uma de suas filhas, Eleanor quando, a incrível lutadora Jenny von Westphalen (sua esposa) já havia morrido.E, portanto, estava protegida de saber de toda a verdade.


Isso para falsos moralistas é algo intragável. Ao saber do (in)feliz deslize um periódico famoso, e com a cara de mídia brasileira, dedicou dezenas de laudas para atacar o velho barbudo chamando-o de bêbado, parasitário, traidor e que não gostava de tomar banho. De repente, o grande filósofo havia se convertido numa espécie de vilão da novela das oito.


Na juventude, logo que chegou na universidade, Marx se envolveu nos círculos de pensadores da filosofia hegeliana, destacando-se entre os chamados hegelianos de esquerda. Isto é, aqueles que aplicavam o método historicista de Hegel à análise social. Comprou uma pistola e nos arroubos românticos da época duelou tomando um tiro de raspão na têmpora esquerda. Adquiriu o hábito de beber muito e, por sua vez, escrever poesias que eram, segundo ele mesmo, péssimas…


Em 1837, Karl dedicou-se integralmente a filosofia e frequentando o café na Rua dos Franceses conheceu um dos seus mais íntimos amigos Bruno Bauer, outro hegeliano de esquerda, que futuramente teria problemas com o governo prussiano. Decidiu completar seus estudos em Berlim e dedicou-se ao preparo de sua tese de doutorado. No mês de março daquele ano, torna seu noivado com Jenny oficial, tendo a aceitação do pai da moça, pois, ainda que fosse judeu (preconceito persistente no ocidente), o futuro calhorda, Marx, era um rapaz inteligentíssimo e simpático.


É preciso dizer que Marx viu nesses anos o surgimento, ou melhor, a explosão da Revolução Industrial, embora, a Prússia – futura Alemanha – ainda guardasse aspectos do antigo regime.Em 1840 morre Frederico Guilherme III imperador da Prússia. Os liberais alemães se animam, todavia, descobrem, para desgosto próprio, que Guilherme IV, que o substituíra, tinha tendências ainda mais reacionárias. Sob este novo governo, a filosofia de Hegel é proibida, e as portas de uma vida estável se fecham para o futuro e sem-vergonha Marx. Que em breve chegará a Dean Street em Londres e estará frente à frente com a barbárie da Revolução Industrial. Deu no que deu.

176 anos depois, o pensamento de Marx, tal como o de seu outrora mestre Hegel, está sendo proibido nas escolas do mundo subdesenvolvido (me refiro, também, a Hungria que tem um governo declaradamente de extrema direita) e não estamos sob o reinado de nenhum imperador. Sabemos, contudo, – ou melhor, aprendemos com o velho calhorda – que as ideias, muito amiúde, se convertem em força material.


Marx, tal como um espectro, ainda paira como uma força motriz dos humilhados e ofendidos arrancando tremores, grunhidos e receios daqueles que defendem a manutenção do status quo. Tais incômodos nos dão notícias, porém, de que seu pensamento ainda se constitui como força material. Não fosse assim; sua proibição, escárnio, escracho nas redes do ódio e, agora, nos parlamentos fundamentalistas tupiniquins não teria razão de existir.


Sob vários aspectos é difícil conceber como minimamente aceitável a aberração chamada Escola sem Partido. Um liberal clássico qualquer teria arrepio de se ver ligado a esse “programa” pela tamanha desonestidade intelectual. Max Weber o paladino do liberalismo desencantado já havia dito que quem se decide pela neutralidade, se decide pelo mais forte. E ao falar de neutralidade, o projeto de lei,Escola sem Partido, opta pelo partido único, ou,o seu partido. Uma de suas tópicas é: neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado. Ora, se é Estado não pode haver neutralidade.


Doutrinacao Marx Escolas


O Estado sempre é tomado por um governo que opta ideologicamente e politicamente pela sua condução. Dizer que o Estado é neutro é o mesmo que decretar o fim da política, do debate e da discussão. É afirmar a apoteose do mesmo, isto é, a manutenção silenciosa das desigualdades imperantes desde sempre. Nem o mais disparatado tecnocrata poderia prever algo dessa dimensão.



Naturalmente este item é confuso – como aliás todo o resto –, provavelmente está correlatado a escola estadual. Se for assim, esquecem, contudo, que mesmo na posição das mesas e carteiras já há uma opção ideológica e a escola tem um princípio político-econômico nos trópicos, qual seja: oferecer mão de obra barata para as empresas e, se possível, qualificada. Assim, ao afirmar qualquer tipo de neutralidade no interior dessa correlação é pôr fim a discussão e não o contrário.


Estabelecem isso como norma, contudo,para não fugirem da Constituição, num intenso malabarismo legal,afirmam que estão de acordo com os pluralismos de ideias no ambiente acadêmico.Claramente ao vetar o debate ideológico, religioso e político esse postulado é vão e se serve de retórica complacente e juridicamente pedante para impor o que realmente se deseja; o fim das discussões e, porque não, a imediata suspensão da filosofia e da sociologia em sala de aula. Desse modo, o pluralismo de ideias defendido não passa de forma sem conteúdo. Não à toa, no momento em que escrevo uma professora já se tornou vítima dessa aberração e foi afastada por ter abordado, em sala de aula, o calhorda descrito acima.


Mas, um dos itens mais interessantes é o que segue, denunciando a vontade impronunciável do retorno da velha Educação Moral e Cívica, trata-se do: direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.Mas, a educação moral não é propriamente os pais quem dão? Como esses defensores da tradição julgam que a escola – que sofre de todas as mazelas pela falta de investimento e interesse do poder público –é a responsável pela educação moral?


Tendo isso posto, fica evidente que o que está explicito aí, na verdade, é um fundamentalismo religioso tacanho que se volta inconfessadamente contra os avanços da discussão sobre a sexualidade. Implicitamente o que esses reacionários querem dizer é que cabe aos pais escolherem a sexualidade de seus filhos, como se, ao se abordar esses temas na escola, – inclusive tendo com isso um devido esclarecimento que geraria a humanização do assunto com o fim dos tabus – tais temas influenciassem os alunos em suas escolhas sexuais.


As excrecências banais são muitas e uma chama especial atenção pela aberração intelectual que somente em tempos sombrios e obscurantistas podem surgir, vejamos: Finalmente, um Estado que se define como laico – e que, portanto deve ser neutro em relação a todas as religiões – não pode usar o sistema de ensino para promover uma determinada moralidade, já que a moral é em regra inseparável da religião. A moral é em regra inseparável da religião? Eis aí uma grande novidade que nem Espinosa, nem Kant na Crítica da Razão Prática foram capazes de conceber.

 

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Se a moralidade é inseparável da religião então é impossível; ou haver um Estado moral, posto que laico, ou o próprio Estado laico é uma fanfarrice sem fim, posto que não pode ser moral. Outro malabarismo incrível que desconcerta pela presunção de ignorância por parte de seus leitores.


E assim voltamos a cartilha do catecismo que o santíssimo programa quer impor, pois, para estes “Liberdade de ensinar – assegurada pelo art. 206, II, da Constituição Federal – não se confunde com liberdade de expressão; não existe liberdade de expressão no exercício estrito da atividade docente, sob pena de ser anulada a liberdade de consciência e de crença dos estudantes, que formam, em sala de aula, uma audiência cativa”.


O que seria a tal liberdade de consciência? Audiência cativa?Nunca entraram numa sala de aula em escola pública. Quem seria o juiz para determinar que a liberdade de uma consciência foi desrespeitada por outra consciência? Idealismo abstrato ou desfaçatez concreta? Somente uma cartilha poderia alinhavar isso e aí entra o trabalho das velhas figuras que teimam em voltar na história do país: os censores. Não devem haver dúvidas, portanto, que em breve censores estarão com poder de polícia dentro da sala de aula se tal proposta for levada adiante.Não é em vão que um exército de censores nas redes sociais já se formou e estão prontos para destilar o veneno da própria ignorância.


A presunção sem fim destes senhores – sim, porque serão eles que darão as diretrizes do ensino – é horripilante. O processo de formação de qualquer consciência, o princípio da própria civilização, segundo Freud – mas não só –, é a negação. E esta negação é o desmonte das convicções fundamentadas em dogmas e formas preconcebidas advindas das tradições. Enfim, o processo de aprendizado é a dúvida como aquilo que movimenta a consciência. E a dúvida diz não.


A dúvida, como princípio de desmonte das verdades prontas, preconcebidas e acabadas de formas de vida e de pensar,é aquilo que torna possível o respeito e reconhecimento do Outro. Mas, para os novos fundadores da religião doutrinária do Escola sem Partido isso é abusivo, e claro, porque eles são mais inteligentes que Freud, Nietzsche, Pascal, Montaigne, Einstein etc. etc…


Será que voltamos aos tempos de Marx em que a liberdade de discussão era proibida? “A história se repete como farsa”, diria o velho barbudo calhorda. Por isso, o incômodo gerado pelas suas ideias é vivo e presente, principalmente numa sociedade cortada pelas contradições de uma desigualdade que funda a própria sociabilidade, ou em termos simples, funda a forma de pensamento e interação social.


Marx sabia que estava contribuindo grandemente para humanidade ao estudar cerca de doze horas por dia – por vezes, até dezesseis – para legar ao mundo sua maior obra. Com imensas dificuldades financeiras – chegou a ficar, por alguns dias, com o filho preferido morto dentro de casa por não ter dinheiro para enterrá-lo – não perdia o humor. Por ler e escrever, sentado o dia inteiro, adquiriu enormes e dolorosos furúnculos e numa carta cheia de ironia, amarga e viva, escreveu ao seu amigo Engels:


“A burguesia enquanto viver, há de sempre lembrar de meus furúnculos!”


Está aí o Escola sem Partido para não deixá-lo mentir.

 

[1] Este pequeno artigo é uma continuação da discussão anterior sobre a formação do fascismo.

[2]Escritor e mestre em filosofia, atualmente é doutorando em ética e filosofia política pela Universidade Federal de São Paulo.

 
http://negrobelchior.cartacapital.com.br/o-programa-escola-sem-partido-e-os-furunculos-de-karl-marx/




Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Agnoscetico em 14 de Outubro de 2016, 00:54:32
Tudo besteira de paranoicos que dizem sobre o MEC ser comunista e blá blá blá.

Se é pra ter escola sem partido (que eu sou a favor), deve-se ter mais ainda escola sem religião.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: El Elyon em 14 de Outubro de 2016, 02:24:51
Citar
Tudo besteira de paranoicos que dizem sobre o MEC ser comunista e blá blá blá.

Não é comunista - é apenas fortemente enviesado.

Citar
Se é pra ter escola sem partido (que eu sou a favor), deve-se ter mais ainda escola sem religião.

Não necessariamente - a influência religiosa no ambiente escolar estatal/não-privado se deve mais a fatores sociais (predominância demográfica cristã) do que legais e institucionais. Mesmo o Ensino Religioso, como preconizado pelo MEC, é consideravelmente secular em sua abordagem (não na prática, porém).
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 14 de Outubro de 2016, 07:32:43


Esse é um projeto  visa institucionalizar a censura na sala de aula, é uma  claríssima tentativa de  amordaçar e controlar os professores.  É um projeto  autoritário, que atenta severamente contra a liberdade de pensamento e de ensino.

É um completo absurdo que alguém que seja liberal ou libertário apoie tal projeto  autoritário.

Um projeto ditatorial como esse também impediria que  professores liberais e/ou libertários  fizessem a defesa  do liberalismo e do libertarismo. 

Esse projeto é um lixo que foi imaginado por mentes totalitárias. Criminalizar as ideias e o pensamento é digno de ditadores, e /ou de mentes medievais.








 


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 14 de Outubro de 2016, 07:52:15


'Projeto Escola sem Partido é obscurantista e ameaça a liberdade', afirma especilista


Professor afirma que projeto se pretende neutro ideologicamente, mas é, na verdade, produto de uma ideologia conservadora e reacionária

por Marco Weissheimer, do Sul21 publicado 06/06/2016 10:49
JOANA BERWANGER/SUL21

 Éder Silveira

'É tão genérico que simples menção à teoria econômica marxista pode se transformar em justificativa para denúncia'


Sul21 – A liberdade de cátedra está sendo ameaçada no Brasil por um projeto que se apresenta como neutro ideologicamente e plural, mas que, na verdade, está carregado de uma ideologia conservadora, obscurantista e reacionária que pretende constranger e liberdade dos professores dentro da sala de aula. A advertência é do historiador Éder da Silveira, professor no Departamento de Educação e Humanidades, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Doutor em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com pós-doutorado na Universidade de São Paulo (USP), Éder Silveira integra a Comissão de Ética Pública da UFCSPA que vem promovendo uma série de debates públicos sobre temas éticos.


Em 2016, já foram realizados três debates. O primeiro discutiu o direito de um profissional de saúde negar o atendimento a alguém, tendo como ponto de partida o caso da médica que se recusou a atender uma criança pelo fato da mãe desta ser filiada ao PT. O segundo tratou da violência contra a mulher no ambiente universitário e o terceiro foi sobre liberdade de cátedra e liberdade de expressão, um tema muito presente no debate hoje tanto na educação escolar quanto na universitária.


Em entrevista ao Sul21, Éder Silveira fala sobre as ameaças que pairam hoje sobre a liberdade de cátedra e a liberdade de expressão no ambiente escolar e acadêmico, em especial por projetos como o Escola Sem Partido que, supostamente, quer combater o que chama de "doutrinação de esquerda" dentro das salas de aula, apresentando-se como destituído de qualquer ideologia. No Rio Grande do Sul, esse projeto tem entre seus defensores o deputado estadual Marcel van Hattem (PP) e o vereador Valter Nagelstein (PMDB) que, recentemente, apresentou um projeto na Câmara de Vereadores de Porto Alegre querendo proibir que professores da rede municipal de ensino emitam opiniões dentro das salas de aula.


Para o historiador, esses projetos limitam a liberdade de escolha dos professores daquela que consideram a melhor abordagem sobre um determinado tema. "É um projeto tão genérico que a simples menção à teoria econômica marxista pode se transformar em justificativa para uma denúncia e um processo contra um professor" alerta Éder da Silveira.


Quais são as ameaças que pairam hoje sobre a ideia de liberdade de cátedra e, de um modo mais geral, sobre a liberdade de expressão nos ambientes escolar e acadêmico?


Essa discussão ganhou força nos últimos anos, alimentada, entre outros fatores, pelas ideias dos defensores do projeto Escola Sem Partido. Mas, na verdade, é uma discussão mais antiga e vem se colocando desde os anos 90, quando se começou a questionar a qualidade dos livros didáticos. Em 2007, a revista Veja publicou uma reportagem sobre esse tema e, depois, o jornalista Ali Kamel escreveu um artigo denunciando o suposto caráter doutrinário dos livros didáticos. Essa conversa começou a ganhar corpo a partir daí.


Hoje, nós temos uma disputa. O ambiente político brasileiro está muito polarizado e há um crescimento muito expressivo de um campo político conservador que saiu do armário. As pessoas não têm mais qualquer receio ou pudor de assumir posições políticas de direita. Esse fenômeno cresceu bastante na última década, o que é possível perceber inclusive no campo editorial. Algumas editoras passaram a publicar, em língua portuguesa, obras de autores conservadores como Roger Scruton, Thomas Sowell e Russell Kirk, entre outros. Autores conservadores brasileiros também começaram a ganhar notoriedade como Olavo de Carvalho, Rodrigo Constantino, Bruno Garschagen e Flávio Morgenstern.


Independentemente de eu concordar ou não com as ideias e posições políticas desses autores, elas são absolutamente legítimas, mas eles se colocam no debate público de uma forma bastante agressiva, utilizando um caminho jurídico para tentar constranger professores que, segundo eles, têm uma postura doutrinária. Se prevalecerem as ideias dos defensores de propostas como a da Escola sem Partido, ficaria muito difícil, por exemplo, um professor de Biologia trabalhar com o evolucionismo porque isso feriria valores familiares. Se os pais são cristãos, eles esperariam que o filho recebesse numa escola pública também uma explicação criacionista para a origem do mundo. Uma questão de fé é uma questão privada. Nós não podemos equivaler um discurso mítico, religioso e simbólico a uma discussão de natureza acadêmica. Não são coisas que podem ser equiparadas, ao meu ver.


Leia a entrevista completa no portal Sul21





http://www.redebrasilatual.com.br/educacao/2016/06/projeto-escola-sem-partido-e-obscurantista-e-ameaca-a-liberdade-afirma-especilista-8174.html





Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Geotecton em 14 de Outubro de 2016, 09:03:24
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[...]
Se prevalecerem as ideias dos defensores de propostas como a da Escola sem Partido, ficaria muito difícil, por exemplo, um professor de Biologia trabalhar com o evolucionismo porque isso feriria valores familiares. Se os pais são cristãos, eles esperariam que o filho recebesse numa escola pública também uma explicação criacionista para a origem do mundo. Uma questão de fé é uma questão privada. Nós não podemos equivaler um discurso mítico, religioso e simbólico a uma discussão de natureza acadêmica. Não são coisas que podem ser equiparadas, ao meu ver.
[...]

Resumindo:

O criacionismo não é ciência e sim religião formal travestida de pseudociência. Mas como é uma 'bandeira' do cristianismo mais conservador e de direita, deve ser combatido.

O marxismo não é ciência e sim 'religião política' travestida de pseudociência. Mas como é uma 'bandeira' da esquerda, deve ser permitida.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 14 de Outubro de 2016, 10:39:25
Citar
[...]
Se prevalecerem as ideias dos defensores de propostas como a da Escola sem Partido, ficaria muito difícil, por exemplo, um professor de Biologia trabalhar com o evolucionismo porque isso feriria valores familiares. Se os pais são cristãos, eles esperariam que o filho recebesse numa escola pública também uma explicação criacionista para a origem do mundo. Uma questão de fé é uma questão privada. Nós não podemos equivaler um discurso mítico, religioso e simbólico a uma discussão de natureza acadêmica. Não são coisas que podem ser equiparadas, ao meu ver.
[...]

Resumindo:

O criacionismo não é ciência e sim religião formal travestida de pseudociência. Mas como é uma 'bandeira' do cristianismo mais conservador e de direita, deve ser combatido.

O marxismo não é ciência e sim 'religião política' travestida de pseudociência. Mas como é uma 'bandeira' da esquerda, deve ser permitida.


E o liberalismo e o libertarianismo  também são 'religião política'  travestida de pseudociência. Mas como é uma 'bandeira' da direita,  deve ser proibida e criminalizada a sua divulgação e  discussão nas escolas  ?





Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 14 de Outubro de 2016, 10:41:52

E eu  pensava que  o povo daqui fosse liberal...


Criminalização de divulgação  de ideias, era só o que faltava...


O AI-5 manda lembranças.    :tchau:   




Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: MarceliNNNN em 14 de Outubro de 2016, 10:45:51
É esse tipo de discussão que demonstra que ensino público está fadado ao fracasso mesmo. Escolas particulares que poderiam promover a pluralidade de ideias. Se os pais acham que criacionismo é a teoria mais correta, então eles colocariam seus filhos em uma escola com esse tipo de pensamento.

Essa discussão de doutrinação nas escolas será um assunto sem fim. A maioria da população precisa colocar seus filhos nas escolas públicas e como o ensino delas é comandado pelo MEC, essa doutrinação sempre existirá.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Gaúcho em 14 de Outubro de 2016, 10:54:30


Esse é um projeto  visa institucionalizar a censura na sala de aula, é uma  claríssima tentativa de  amordaçar e controlar os professores.  É um projeto  autoritário, que atenta severamente contra a liberdade de pensamento e de ensino.

É um completo absurdo que alguém que seja liberal ou libertário apoie tal projeto  autoritário.

Um projeto ditatorial como esse também impediria que  professores liberais e/ou libertários  fizessem a defesa  do liberalismo e do libertarismo. 

Esse projeto é um lixo que foi imaginado por mentes totalitárias. Criminalizar as ideias e o pensamento é digno de ditadores, e /ou de mentes medievais.

Professor não tem que fazer defesa de posição política A ou B, professor tem que passar a matéria e pronto. Eu não quero professor falando pro meu filho sobre como Che Guevara era sexy e sensual ou como Brilhante Ustra foi um herói que nos salvou do comunismo.

Criminoso é você pegar mentes em formações e se aproveitar de sua posição de autoridade, influência e convivência para enfiar goela abaixo dos alunos a sua porcaria de opinião sobre o que quer que seja.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Geotecton em 14 de Outubro de 2016, 11:05:06
Citar
[...]
Se prevalecerem as ideias dos defensores de propostas como a da Escola sem Partido, ficaria muito difícil, por exemplo, um professor de Biologia trabalhar com o evolucionismo porque isso feriria valores familiares. Se os pais são cristãos, eles esperariam que o filho recebesse numa escola pública também uma explicação criacionista para a origem do mundo. Uma questão de fé é uma questão privada. Nós não podemos equivaler um discurso mítico, religioso e simbólico a uma discussão de natureza acadêmica. Não são coisas que podem ser equiparadas, ao meu ver.
[...]

Resumindo:

O criacionismo não é ciência e sim religião formal travestida de pseudociência. Mas como é uma 'bandeira' do cristianismo mais conservador e de direita, deve ser combatido.

O marxismo não é ciência e sim 'religião política' travestida de pseudociência. Mas como é uma 'bandeira' da esquerda, deve ser permitida.
E o liberalismo e o libertarianismo  também são 'religião política'  travestida de pseudociência. Mas como é uma 'bandeira' da direita,  deve ser proibida e criminalizada a sua divulgação e  discussão nas escolas  ?

Não.

Nem o marxismo.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Geotecton em 14 de Outubro de 2016, 11:06:12
E eu  pensava que  o povo daqui fosse liberal...

Criminalização de divulgação  de ideias, era só o que faltava...

O AI-5 manda lembranças.    :tchau:   

Concordo.

Mas quem é que apóia a criminalização de ideias ou a livre manifestação delas?
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: DDV em 14 de Outubro de 2016, 11:59:09

E eu  pensava que  o povo daqui fosse liberal...


Criminalização de divulgação  de ideias, era só o que faltava...


O AI-5 manda lembranças.    :tchau:   







Os pais têm 'controle' sobre o que é divulgado para seus filhos menores. Sempre foi e sempre será assim.

A não ser que você considere o impedimento do filho de 5 anos ver pornografia um atentado à liberdade de expressão do diretor do filme pornô.    :hein:


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 14 de Outubro de 2016, 12:07:48

E eu  pensava que  o povo daqui fosse liberal...


Criminalização de divulgação  de ideias, era só o que faltava...


O AI-5 manda lembranças.    :tchau:   







Os pais têm 'controle' sobre o que é divulgado para seus filhos menores. Sempre foi e sempre será assim.





Então na sua concepção os pais devem determinar o programa de ensino do Ensino Médio ?  Os pais também devem ter o direito de censurar  as matérias do Ensino Médio ?


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 14 de Outubro de 2016, 12:10:58
E eu  pensava que  o povo daqui fosse liberal...

Criminalização de divulgação  de ideias, era só o que faltava...

O AI-5 manda lembranças.    :tchau:   

Concordo.

Mas quem é que apóia a criminalização de ideias ou a livre manifestação delas?


Quem quer que o projeto de lei     Escola Censurada    Escola Sem Partido  vire lei.



Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: DDV em 14 de Outubro de 2016, 12:18:14

E eu  pensava que  o povo daqui fosse liberal...


Criminalização de divulgação  de ideias, era só o que faltava...


O AI-5 manda lembranças.    :tchau:   







Os pais têm 'controle' sobre o que é divulgado para seus filhos menores. Sempre foi e sempre será assim.





Então na sua concepção os pais devem determinar o programa de ensino do Ensino Médio ? 

Indiretamente, sim. Mas com a ajuda de técnicos da área.

São os pais que detêm em última instância a 'autoridade' sobre a instrução que seus filhos devem receber, que escola frequentarão e com que finalidade.

Obviamente, 99% dos pais confiam nos técnicos do MEC escolhidos pelos governantes que eles elegeram. Eles confiam que seus filhos receberão uma educação técnica para prepará-los pro mercado de trabalho e a faculdade, e que não irão doutrinar seus filhos com ideologias não-técnicas, de cunho político, religioso ou comportamental.

Mas a palavra é exatamente essa: confiança. Não se trata de uma 'autoridade' indiscutível dos técnicos do MEC acima da dos pais.

Citar
Os pais também devem ter o direito de censurar  as matérias do Ensino Médio ?

Podem escolher a escola do filho conforme o conteúdo e abordagem oferecidos pela mesma, e se um número suficientemente grande de pais quiserem, podem 'censurar' sim.



Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 14 de Outubro de 2016, 12:25:20


Esse é um projeto  visa institucionalizar a censura na sala de aula, é uma  claríssima tentativa de  amordaçar e controlar os professores.  É um projeto  autoritário, que atenta severamente contra a liberdade de pensamento e de ensino.

É um completo absurdo que alguém que seja liberal ou libertário apoie tal projeto  autoritário.

Um projeto ditatorial como esse também impediria que  professores liberais e/ou libertários  fizessem a defesa  do liberalismo e do libertarismo. 

Esse projeto é um lixo que foi imaginado por mentes totalitárias. Criminalizar as ideias e o pensamento é digno de ditadores, e /ou de mentes medievais.

Professor não tem que fazer defesa de posição política A ou B, professor tem que passar a matéria e pronto. Eu não quero professor falando pro meu filho sobre como Che Guevara era sexy e sensual ou como Brilhante Ustra foi um herói que nos salvou do comunismo.

Criminoso é você pegar mentes em formações e se aproveitar de sua posição de autoridade, influência e convivência para enfiar goela abaixo dos alunos a sua porcaria de opinião sobre o que quer que seja.



Então criminalizar a opinião do professor é a coisa certa a fazer ?     Deve-se prender um professor que exponha a sua opinião política ?



Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 14 de Outubro de 2016, 12:27:12

Os pais têm 'controle' sobre o que é divulgado para seus filhos menores. Sempre foi e sempre será assim.



Então na sua concepção os pais devem determinar o programa de ensino do Ensino Médio ? 

Indiretamente, sim. Mas com a ajuda de técnicos da área.

São os pais que detêm em última instância a 'autoridade' sobre a instrução que seus filhos devem receber, que escola frequentarão e com que finalidade.

Obviamente, 99% dos pais confiam nos técnicos do MEC escolhidos pelos governantes que eles elegeram. Eles confiam que seus filhos receberão uma educação técnica para prepará-los pro mercado de trabalho e a faculdade, e que não irão doutrinar seus filhos com ideologias não-técnicas, de cunho político, religioso ou comportamental.

Mas a palavra é exatamente essa: confiança. Não se trata de uma 'autoridade' indiscutível dos técnicos do MEC acima da dos pais.

Citar
Os pais também devem ter o direito de censurar  as matérias do Ensino Médio ?

Podem escolher a escola do filho conforme o conteúdo e abordagem oferecidos pela mesma, e se um número suficientemente grande de pais quiserem, podem 'censurar' sim.




Então se um número suficientemente grande de pais quiserem  censurar a Teoria da Evolução, podem censurar sim  ?





Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: DDV em 14 de Outubro de 2016, 12:29:14

Os pais têm 'controle' sobre o que é divulgado para seus filhos menores. Sempre foi e sempre será assim.



Então na sua concepção os pais devem determinar o programa de ensino do Ensino Médio ? 

Indiretamente, sim. Mas com a ajuda de técnicos da área.

São os pais que detêm em última instância a 'autoridade' sobre a instrução que seus filhos devem receber, que escola frequentarão e com que finalidade.

Obviamente, 99% dos pais confiam nos técnicos do MEC escolhidos pelos governantes que eles elegeram. Eles confiam que seus filhos receberão uma educação técnica para prepará-los pro mercado de trabalho e a faculdade, e que não irão doutrinar seus filhos com ideologias não-técnicas, de cunho político, religioso ou comportamental.

Mas a palavra é exatamente essa: confiança. Não se trata de uma 'autoridade' indiscutível dos técnicos do MEC acima da dos pais.

Citar
Os pais também devem ter o direito de censurar  as matérias do Ensino Médio ?

Podem escolher a escola do filho conforme o conteúdo e abordagem oferecidos pela mesma, e se um número suficientemente grande de pais quiserem, podem 'censurar' sim.




Então se um número suficientemente grande de pais quiserem  censurar a Teoria da Evolução, podem censurar sim  ?


Na escola com filhos menores? Sim.

Porém seria mais complicado conseguirem censurá-la, porque a TE é técnica.

É mais fácil censurarem opiniões não-técnicas.



Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: DDV em 14 de Outubro de 2016, 12:32:31


Esse é um projeto  visa institucionalizar a censura na sala de aula, é uma  claríssima tentativa de  amordaçar e controlar os professores.  É um projeto  autoritário, que atenta severamente contra a liberdade de pensamento e de ensino.

É um completo absurdo que alguém que seja liberal ou libertário apoie tal projeto  autoritário.

Um projeto ditatorial como esse também impediria que  professores liberais e/ou libertários  fizessem a defesa  do liberalismo e do libertarismo. 

Esse projeto é um lixo que foi imaginado por mentes totalitárias. Criminalizar as ideias e o pensamento é digno de ditadores, e /ou de mentes medievais.

Professor não tem que fazer defesa de posição política A ou B, professor tem que passar a matéria e pronto. Eu não quero professor falando pro meu filho sobre como Che Guevara era sexy e sensual ou como Brilhante Ustra foi um herói que nos salvou do comunismo.

Criminoso é você pegar mentes em formações e se aproveitar de sua posição de autoridade, influência e convivência para enfiar goela abaixo dos alunos a sua porcaria de opinião sobre o que quer que seja.



Então criminalizar a opinião do professor é a coisa certa a fazer ?     Deve-se prender um professor que exponha a sua opinião política ?

Os professores devem pedir licença aos pais para emitirem sua opinião pessoal (não-técnica) para seus filhos menores de idade.

Etiqueta básica.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Buckaroo Banzai em 14 de Outubro de 2016, 13:06:15
"Professor, o que o sr. pensa sobre Hitler/comunismo/anarquia/escravidão/projeto Vênus?"

"Peça para o seu pai assinar essa permissão, e eu respondo"




E o liberalismo e o libertarianismo  também são 'religião política'  travestida de pseudociência. Mas como é uma 'bandeira' da direita,  deve ser proibida e criminalizada a sua divulgação e  discussão nas escolas  ?

Liberalismo e libertarianismo travestidos como ciência? :hein:
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Gaúcho em 14 de Outubro de 2016, 13:11:43


Esse é um projeto  visa institucionalizar a censura na sala de aula, é uma  claríssima tentativa de  amordaçar e controlar os professores.  É um projeto  autoritário, que atenta severamente contra a liberdade de pensamento e de ensino.

É um completo absurdo que alguém que seja liberal ou libertário apoie tal projeto  autoritário.

Um projeto ditatorial como esse também impediria que  professores liberais e/ou libertários  fizessem a defesa  do liberalismo e do libertarismo. 

Esse projeto é um lixo que foi imaginado por mentes totalitárias. Criminalizar as ideias e o pensamento é digno de ditadores, e /ou de mentes medievais.

Professor não tem que fazer defesa de posição política A ou B, professor tem que passar a matéria e pronto. Eu não quero professor falando pro meu filho sobre como Che Guevara era sexy e sensual ou como Brilhante Ustra foi um herói que nos salvou do comunismo.

Criminoso é você pegar mentes em formações e se aproveitar de sua posição de autoridade, influência e convivência para enfiar goela abaixo dos alunos a sua porcaria de opinião sobre o que quer que seja.



Então criminalizar a opinião do professor é a coisa certa a fazer ?     Deve-se prender um professor que exponha a sua opinião política ?





O professor pode ter a opinião que ele quiser sobre qualquer assunto, desde que não faça doutrinação em sala de aula sobre a mesma.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: homemcinza em 14 de Outubro de 2016, 13:22:18
"Professor, o que o sr. pensa sobre Hitler/comunismo/anarquia/escravidão/projeto Vênus?"

"Peça para o seu pai assinar essa permissão, e eu respondo"


 :histeria:
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Buckaroo Banzai em 14 de Outubro de 2016, 13:24:11
O professor pode ter a opinião que ele quiser sobre qualquer assunto, desde que não faça doutrinação em sala de aula sobre a mesma.

Então a escola será um espaço para auto-didatismo, sem professores?

Citar
dou·tri·na
substantivo feminino
1. Princípios fundamentais de uma crença, sistema ou ciência.
2. Erudição, saber; ensino; norma.
3. Formulário das orações e do ensino religioso que convém dar aos católicos.


dou·tri·nar - Conjugar
(doutrina + -ar)
verbo transitivo
1. Instruir em uma doutrina. = ENSINAR
2. Instruir nos princípios de alguma doutrina ou ideia. = CATEQUIZAR



"doutrina", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/doutrina [consultado em 14-10-2016].


O que exatamente caracteriza essa doutrinação no sentido pejorativo, distinguindo do ensino correto? Como isso seria fiscalizado e punido?
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Gaúcho em 14 de Outubro de 2016, 13:47:36
O professor pode ter a opinião que ele quiser sobre qualquer assunto, desde que não faça doutrinação em sala de aula sobre a mesma.

Então a escola será um espaço para auto-didatismo, sem professores?

Citar
dou·tri·na
substantivo feminino
1. Princípios fundamentais de uma crença, sistema ou ciência.
2. Erudição, saber; ensino; norma.
3. Formulário das orações e do ensino religioso que convém dar aos católicos.


dou·tri·nar - Conjugar
(doutrina + -ar)
verbo transitivo
1. Instruir em uma doutrina. = ENSINAR
2. Instruir nos princípios de alguma doutrina ou ideia. = CATEQUIZAR



"doutrina", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/doutrina [consultado em 14-10-2016].


O que exatamente caracteriza essa doutrinação no sentido pejorativo, distinguindo do ensino correto? Como isso seria fiscalizado e punido?

É complicado explicar algo que me parece simples questão de bom senso. É basicamente a diferença entre um professor dando uma aula sobre a revolução francesa, passando os fatos, datas, resultado etc, e um professor dando uma aula sobre revolução francesa e falando sobre todos os males causados pela burguesia, já fazendo uma ligação com socialismo, onde todos são iguais e felizes, para depois dar uma pitada sobre Marx, um grande gênio que deveria ser admirado etc.

Auto-didatismo eu vou deixar por conta do teu espantalho.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: DDV em 14 de Outubro de 2016, 13:48:51
"Professor, o que o sr. pensa sobre Hitler/comunismo/anarquia/escravidão/projeto Vênus?"

"Peça para o seu pai assinar essa permissão, e eu respondo"

É raro alunos pedirem a 'opinião' de professores. Eles pedem informações sobre o conteúdo da 'matéria', cujo professor é mero transmissor.

Nos meus 11-12 anos de vida escolar, nunca vi um aluno pedindo 'opinião' de professores, só explicações sobre assuntos da 'matéria' que vão cair na prova. 





Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 14 de Outubro de 2016, 13:50:53

Os pais têm 'controle' sobre o que é divulgado para seus filhos menores. Sempre foi e sempre será assim.



Então na sua concepção os pais devem determinar o programa de ensino do Ensino Médio ? 

Indiretamente, sim. Mas com a ajuda de técnicos da área.

São os pais que detêm em última instância a 'autoridade' sobre a instrução que seus filhos devem receber, que escola frequentarão e com que finalidade.

Obviamente, 99% dos pais confiam nos técnicos do MEC escolhidos pelos governantes que eles elegeram. Eles confiam que seus filhos receberão uma educação técnica para prepará-los pro mercado de trabalho e a faculdade, e que não irão doutrinar seus filhos com ideologias não-técnicas, de cunho político, religioso ou comportamental.

Mas a palavra é exatamente essa: confiança. Não se trata de uma 'autoridade' indiscutível dos técnicos do MEC acima da dos pais.

Citar
Os pais também devem ter o direito de censurar  as matérias do Ensino Médio ?

Podem escolher a escola do filho conforme o conteúdo e abordagem oferecidos pela mesma, e se um número suficientemente grande de pais quiserem, podem 'censurar' sim.




Então se um número suficientemente grande de pais quiserem  censurar a Teoria da Evolução, podem censurar sim  ?


Na escola com filhos menores? Sim.

Porém seria mais complicado conseguirem censurá-la, porque a TE é técnica.

É mais fácil censurarem opiniões não-técnicas.



Aí temos mais de um problema:

Rotular de técnica, nem resolve a questão, nem a exime de  ser criticada.  Não resolve, pois  o conceito ou definição de técnica ou técnico  é extremamente amplo e pode-se incluir uma enorme gama de coisas. Não a exime de ser criticada (e/ou rejeitada),  pois não há nenhuma teoria "técnica" que seja considerada como conhecimento definitivo e acima de crítica.



Para complementar, segue a definição:


téc·ni·ca
substantivo feminino
1. Parte material de uma arte.
2. Conjunto dos processos de uma arte.
3. Prática.
Palavras relacionadas: bútio, barata, planete, tampografia, siderurgia, braquigrafia, desencastelar.

téc·ni·co
(gregp tekhnikós, -ê, ón, artístico, habilidoso, operário)
adjetivo
1. Que pertence ou é relativo exclusivamente a uma arte, a uma ciência, a uma profissão.
2. Relativo a técnica.
3. Relativo a ensino prático, profissional ou tecnológico (ex.: curso técnico).

"técnica", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/t%C3%A9cnica [consultado em 14-10-2016].
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: DDV em 14 de Outubro de 2016, 13:54:58
Aí temos mais de um problema:

Rotular de técnica, nem resolve a questão, nem a exime de  ser criticada.  Não resolve, pois  o conceito de técnica ou técnico  é extremamente amplo e pode-se incluir uma enorme gama de coisas. Não a exime de ser criticada (e/ou rejeitada),  pois não há nenhuma teoria "técnica" que seja considerada como conhecimento definitivo e acima de crítica.


Para o nível escolar primário, onde discussões mais 'sofisticadas' de epistemologia ou método científico não interessam muito, técnico seria algo como 'apoiado pela comunidade científica'.

Deve-se ensinar nas escolas o que a comunidade científica 'subscreve'.



Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 14 de Outubro de 2016, 14:02:41
Deve-se ensinar nas escolas o que a comunidade científica 'subscreve'.



E quanto a  lógica e  Ética, que são áreas da filosofia,   devem  ser   ensinadas o que a comunidade científica 'subscreve' ? 

Há alguma comunidade científica que "susbcreve" sobre   lógica e  Ética ?



Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Buckaroo Banzai em 14 de Outubro de 2016, 14:03:55
É complicado explicar algo que me parece simples questão de bom senso. É basicamente a diferença entre um professor dando uma aula sobre a revolução francesa, passando os fatos, datas, resultado etc, e um professor dando uma aula sobre revolução francesa e falando sobre todos os males causados pela burguesia, já fazendo uma ligação com socialismo, onde todos são iguais e felizes, para depois dar uma pitada sobre Marx, um grande gênio que deveria ser admirado etc.


Realmente é. Tanto que haverá aqueles que acharão que coisas como dizer que a homossexualidade não é algo a ser condenado ou alvo de chacotas seria doutrinação de ideologia de gênero; que dizer que a liberdade econômica se correlaciona aos melhores índices de prosperidade seria doutrinação política. Etc.

Como se faria? Congressos ideologicamente diversos para aprovar o material, e, por extensão, o que o professor pode afirmar?

Citar
O princípio da imparcialidade é um princípio adotado pela Wikipédia para abordar os assuntos tratados nos artigos. Segundo este princípio, os artigos da Wikipédia devem ser imparciais, ou seja, devem ser escritos em uma forma com a qual ambos (ou todos) os lados envolvidos possam concordar com ele. Por exemplo, ao lidar com temas religiosos, o artigo deve estar escrito de forma a que seguidores da religião em questão, seguidores de outras religiões, ateus e agnósticos possam aceitá-lo.

O termo Princípio da imparcialidade (PDI), ou ponto de vista neutro (PDVN) é por vezes representado pela sigla NPOV que é a sigla da expressão em inglês para neutral point of view.


http://www.conservapedia.com/Main_Page

http://progressivepedia.wikia.com/wiki/Progressive_Pedia_Wiki
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 14 de Outubro de 2016, 14:09:04

Deve-se ensinar nas escolas o que a comunidade científica 'subscreve'.




Observando ainda que no projeto  Escola Censurada     Escola Sem Partido  isto não está  determinado desta forma.

Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 14 de Outubro de 2016, 14:20:04

Para o nível escolar primário, onde discussões mais 'sofisticadas' de epistemologia ou método científico não interessam muito, técnico seria algo como 'apoiado pela comunidade científica'.

Deve-se ensinar nas escolas o que a comunidade científica 'subscreve'.



E no nível de Ensino Médio ?

Na comunidade de  Evangeliolândia, a esmagadora maioria  dos  pais acreditam no Gênesis e não querem nem saber de ideologias cientificistas.


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Gauss em 14 de Outubro de 2016, 14:24:43
"Escola Sem-Partido" parece a versão que a direita criou do policiamento politicamente correto esquerdista.

Até entendo que há uma parcialidade exacerbada em muitos professores de Ciências Humanas, Filosofia e Sociologia, mas não sei se um projeto de lei tão mal escrito como esse, que abre brechas para muitas coisas, seria a solução para acabar com isso.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Gauss em 14 de Outubro de 2016, 14:27:16
É complicado explicar algo que me parece simples questão de bom senso. É basicamente a diferença entre um professor dando uma aula sobre a revolução francesa, passando os fatos, datas, resultado etc, e um professor dando uma aula sobre revolução francesa e falando sobre todos os males causados pela burguesia, já fazendo uma ligação com socialismo, onde todos são iguais e felizes, para depois dar uma pitada sobre Marx, um grande gênio que deveria ser admirado etc.


Realmente é. Tanto que haverá aqueles que acharão que coisas como dizer que a homossexualidade não é algo a ser condenado ou alvo de chacotas seria doutrinação de ideologia de gênero; que dizer que a liberdade econômica se correlaciona aos melhores índices de prosperidade seria doutrinação política. Etc.

Como se faria? Congressos ideologicamente diversos para aprovar o material, e, por extensão, o que o professor pode afirmar?

Citar
O princípio da imparcialidade é um princípio adotado pela Wikipédia para abordar os assuntos tratados nos artigos. Segundo este princípio, os artigos da Wikipédia devem ser imparciais, ou seja, devem ser escritos em uma forma com a qual ambos (ou todos) os lados envolvidos possam concordar com ele. Por exemplo, ao lidar com temas religiosos, o artigo deve estar escrito de forma a que seguidores da religião em questão, seguidores de outras religiões, ateus e agnósticos possam aceitá-lo.

O termo Princípio da imparcialidade (PDI), ou ponto de vista neutro (PDVN) é por vezes representado pela sigla NPOV que é a sigla da expressão em inglês para neutral point of view.


http://www.conservapedia.com/Main_Page

http://progressivepedia.wikia.com/wiki/Progressive_Pedia_Wiki

Deveríamos tornar nossos professores Wikipédias, e não Progressivepedias e Conservapedias como hoje. :biglol:
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 14 de Outubro de 2016, 14:29:49
Aí temos mais de um problema:

Rotular de técnica, nem resolve a questão, nem a exime de  ser criticada.  Não resolve, pois  o conceito de técnica ou técnico  é extremamente amplo e pode-se incluir uma enorme gama de coisas. Não a exime de ser criticada (e/ou rejeitada),  pois não há nenhuma teoria "técnica" que seja considerada como conhecimento definitivo e acima de crítica.


Para o nível escolar primário, onde discussões mais 'sofisticadas' de epistemologia ou método científico não interessam muito, técnico seria algo como 'apoiado pela comunidade científica'.

Deve-se ensinar nas escolas o que a comunidade científica 'subscreve'.




Importante também notar que isto:

                                                        "Deve-se ensinar nas escolas o que a comunidade científica 'subscreve' "

 é uma opinião,


E se você fosse um professor ,   o  aluno  Kaká   poderia  denunciá-lo  ao   MP por emitir uma opinião de cunho cientificista,   a   qual demonstra seu caráter  doutrinário de filosofia naturalista.



Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Agnoscetico em 16 de Outubro de 2016, 04:18:06
"Professor, o que o sr. pensa sobre Hitler/comunismo/anarquia/escravidão/projeto Vênus?"

"Peça para o seu pai assinar essa permissão, e eu respondo"

É raro alunos pedirem a 'opinião' de professores. Eles pedem informações sobre o conteúdo da 'matéria', cujo professor é mero transmissor.

Nos meus 11-12 anos de vida escolar, nunca vi um aluno pedindo 'opinião' de professores, só explicações sobre assuntos da 'matéria' que vão cair na prova.

Não lembro de alguma concordar com você nesse ponto. E ainda tem conservadores paranoicos que dizem que escola pública é dominada pelo MEC comunista, etc. Pelo menos eu nunca vi professor doutrinar nem escola nem privada pra alunos serem comunistas. Só lembro de um professor que tentava criar simpatia dos alunos pro PT, mas nada de forma insistente, e mesmo assim não era o tempo todo e não conseguia ser convincente.

Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: TuroKxwx em 17 de Outubro de 2016, 10:58:14
Não permita que a escola atrapalhe seus estudos
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Gaúcho em 17 de Outubro de 2016, 11:37:28
É complicado explicar algo que me parece simples questão de bom senso. É basicamente a diferença entre um professor dando uma aula sobre a revolução francesa, passando os fatos, datas, resultado etc, e um professor dando uma aula sobre revolução francesa e falando sobre todos os males causados pela burguesia, já fazendo uma ligação com socialismo, onde todos são iguais e felizes, para depois dar uma pitada sobre Marx, um grande gênio que deveria ser admirado etc.


Realmente é. Tanto que haverá aqueles que acharão que coisas como dizer que a homossexualidade não é algo a ser condenado ou alvo de chacotas seria doutrinação de ideologia de gênero; que dizer que a liberdade econômica se correlaciona aos melhores índices de prosperidade seria doutrinação política. Etc.

Como se faria? Congressos ideologicamente diversos para aprovar o material, e, por extensão, o que o professor pode afirmar?

Citar
O princípio da imparcialidade é um princípio adotado pela Wikipédia para abordar os assuntos tratados nos artigos. Segundo este princípio, os artigos da Wikipédia devem ser imparciais, ou seja, devem ser escritos em uma forma com a qual ambos (ou todos) os lados envolvidos possam concordar com ele. Por exemplo, ao lidar com temas religiosos, o artigo deve estar escrito de forma a que seguidores da religião em questão, seguidores de outras religiões, ateus e agnósticos possam aceitá-lo.

O termo Princípio da imparcialidade (PDI), ou ponto de vista neutro (PDVN) é por vezes representado pela sigla NPOV que é a sigla da expressão em inglês para neutral point of view.


http://www.conservapedia.com/Main_Page

http://progressivepedia.wikia.com/wiki/Progressive_Pedia_Wiki

Ou que ele acha o homossexualismo uma abominação, conforme a crença religiosa dele.

Ou uma ideia maluca: o professor entra na sala de aula e passa a matéria que tem que passar, sem entrar em discussão sobre a opção sexual das pessoas.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: TuroKxwx em 17 de Outubro de 2016, 16:04:05
Diria que o atual sistema de ensino brasileiro não consegue nem sequer doutrinar seus usuários de tão precário, grande parte dos alunos permanecem em estagnação, não compreendem a teoria marxista em si  (buuu neoconservadores buuuu) no máximo não darão bola ("filosofia e sociologia é só matéria entediante e fácil de se tirar um 6 no mínimo"), porém dizer que não há viés ideológico tentando ser transmitido por determinados professores em matérias como filosofia e sociologia soa um tanto quanto inocente, tendo em vista que são matérias que envolvem ideologias, pensamentos e teorias divergentes e professores também são seres humanos que adotam uma ou outra como verdade, mas o "tentar" é diferente de "sucesso".
Mas como o excelente texto em questão diz, se não quer que a mesma massa estagnada população que "elege" funk ostentação e sertanejo universitário como música boa decida (mesmo que indiretamente) o que seu filho vai, onde e como estudar, a unica maneira é acabando com a monopolização estatal da educação.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Lakatos em 20 de Outubro de 2016, 13:21:00
O projeto está em boas mãos:

Citar
Bancada evangélica vai comandar discussão sobre Escola sem Partido

Eleição do relator da matéria aconteceu em um dia que foi marcado pelo esvaziamento da Câmara após o anúncio da prisão de Eduardo Cunha

http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,bancada-evangelica-vai-comandar-discussao-sobre-escola-sem-partido,10000083205
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Gauss em 20 de Outubro de 2016, 14:17:25
O projeto está em boas mãos:

Ufa, podemos dormir tranquilos.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Lorentz em 20 de Outubro de 2016, 14:28:29
O projeto está em boas mãos:

Ufa, podemos dormir tranquilos.

Parece até que o sistema de ensino está perfeito e agora é que vai desandar.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Gauss em 20 de Outubro de 2016, 15:49:43
O projeto está em boas mãos:

Ufa, podemos dormir tranquilos.

Parece até que o sistema de ensino está perfeito e agora é que vai desandar.
Não é isso, mas acho que um bando de criacionistas não deveriam ser os responsáveis por projetos relacionados a educação. Principalmente por um projeto subjetivo e mal redigido.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Geotecton em 20 de Outubro de 2016, 15:59:19
O projeto está em boas mãos:

Ufa, podemos dormir tranquilos.
Parece até que o sistema de ensino está perfeito e agora é que vai desandar.
Não é isso, mas acho que um bando de criacionistas não deveriam ser os responsáveis por projetos relacionados a educação. Principalmente por um projeto subjetivo e mal redigido.

Exatamente.

Aquilo que já está ruim, pode piorar bastante.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Lorentz em 20 de Outubro de 2016, 16:11:23
 Eu concordo com vocês, mas o maior dano que os criacionistas poderiam causar seria qual? Ensinar evolução de maneira errada? Por acaso hoje é ensinado corretamente?

Qual o nível de entendimento atual da TE por parte dos estudantes?

Eu obviamente acho o Escola sem Partido ruim, mas vendo o nível do ensino atual, principalmente na área da economia e história, acho que os estragos podem ser menores que os "consertos".

Obviamente se for pra arrumar o ensino, que seja desde o início da maneira mais correta possível.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Lakatos em 20 de Outubro de 2016, 16:25:20
E só ler o projeto e a justificativa. Nas mãos de evangélicos, pode dar legitimidade ao ensino do criacionismo nas aulas de ciência e supressão de vários conteúdos científicos que vão de encontro aos valores pessoais e familiares dos alunos, que o projeto diz proteger.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Gauss em 20 de Outubro de 2016, 16:35:35
E só ler o projeto e a justificativa. Nas mãos de evangélicos, pode dar legitimidade ao ensino do criacionismo nas aulas de ciência e supressão de vários conteúdos científicos que vão de encontro aos valores pessoais e familiares dos alunos, que o projeto diz proteger.

Exato. É só os pais falarem que o que é ensinado vai contra seus princípios ideológicos e é tirado o conteúdo. Se o projeto dissesse que é proibido fazer exclusivamente Proselitismo POLÍTICO dentro da sala de aula por parte dos professores até seria mais aceitável, pois deixaria menos brechas para interferir em conteúdos técnicos. Mas ainda estaria errado, pois seria bizarro criar uma espécie de polícia política para ver o que o professor fala dentro da sala de aula.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Buckaroo Banzai em 20 de Outubro de 2016, 16:54:54
Essa polarização política em pacotões é uma merda. Você tem que escolher, ser idiota numa metade das coisas, ou em outra.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Lorentz em 20 de Outubro de 2016, 17:14:41
Essa polarização política em pacotões é uma merda. Você tem que escolher, ser idiota numa metade das coisas, ou em outra.

Quando eu defendo o PSDB porque acredito ser um partido que defende as boas ideias sociais da esquerda (saúde, educação, moradia) e as boas ideias da direita (privatizações, abertura do mercado, enxugamento da máquina), sou criticado pelos dois lados.

Nos comentários do Antagonista, cada vez que falam de um tucano, os comentários são todos de críticas ao PSDB, dizendo que se trata de um PT com pedigree, ou que são todos socialistas fabianos, etc.

Já na esgotosfera, o PSDB é visto como a direita neoliberal.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Agnoscetico em 20 de Outubro de 2016, 21:00:40
Diria que o atual sistema de ensino brasileiro não consegue nem sequer doutrinar seus usuários de tão precário, grande parte dos alunos permanecem em estagnação, não compreendem a teoria marxista em si  (buuu neoconservadores buuuu) no máximo não darão bola ("filosofia e sociologia é só matéria entediante e fácil de se tirar um 6 no mínimo"), porém dizer que não há viés ideológico tentando ser transmitido por determinados professores em matérias como filosofia e sociologia soa um tanto quanto inocente, tendo em vista que são matérias que envolvem ideologias, pensamentos e teorias divergentes e professores também são seres humanos que adotam uma ou outra como verdade, mas o "tentar" é diferente de "sucesso".

Já tive professor de Filosofia e nem mesmo ele tentou doutrinar. Só dava aulas chatas de filosofia mesmo. Mas pode ser que isso haja em alguns locais. Só que alguns afirmarem que MEC passa diretriz de doutrinação isso e tal, isso é paranóia. Pode ser que seja atitudes individuais de professores e não da escolas em si.

Mas como o excelente texto em questão diz, se não quer que a mesma massa estagnada população que "elege" funk ostentação e sertanejo universitário como música boa decida (mesmo que indiretamente) o que seu filho vai, onde e como estudar, a unica maneira é acabando com a monopolização estatal da educação.

Não sou fã de funk e sertanejo, mas o que o funk e sertanejo tem haver com isso? Tem gente doutrinado ouvindo rock musica classica, etc.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Lakatos em 20 de Outubro de 2016, 23:01:59
Mas como o excelente texto em questão diz, se não quer que a mesma massa estagnada população que "elege" funk ostentação e sertanejo universitário como música boa decida (mesmo que indiretamente) o que seu filho vai, onde e como estudar, a unica maneira é acabando com a monopolização estatal da educação.

Curiosamente, pessoas que têm preferência por estilos musicais mais populares costumam ser as menos propensas a esse tipo de hierarquização estética com pretensões de objetividade.

Na primeira aula de qualquer curso de análise musical se aprende que esse negócio de música boa e música ruim é puro bullshit. O que existe é música que você gosta e música que você não gosta.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Buckaroo Banzai em 21 de Outubro de 2016, 11:40:57
Ou seja, gravar flatulências e editá-las colocando em seqüência (só isso) é algo tão bom, objetivamente falando, quanto Mozart. Música é apenas isso, vibração do ar.


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Lakatos em 21 de Outubro de 2016, 11:48:23
Tecnicamente o primeiro não é música.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Gauss em 21 de Outubro de 2016, 11:54:34
Tecnicamente o primeiro não é música.

Fascismo estético. O que é música para você?
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Buckaroo Banzai em 21 de Outubro de 2016, 11:55:29
Preconceito. Não se pode dizer que não seja. Até silêncio pode ser, qualquer seqüência de sons pode ser. Por que não é? Por que não tem partituras? Então música tradicional de outros povos também não seria.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Lakatos em 21 de Outubro de 2016, 12:00:32
Não tem ritmo definido e nem uma sequência de sons de frequência regular.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Buckaroo Banzai em 21 de Outubro de 2016, 12:02:31
Não tem ritmo definido e nem uma sequência de sons de frequência regular.

Fascismo restritivo da liberdade do que pode ser considerado música.



Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Lorentz em 21 de Outubro de 2016, 12:03:00
Daqui a pouco o Arcanjo vai defender aquelas gaitas escocesas dizendo que aquilo é música.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Lorentz em 21 de Outubro de 2016, 12:04:08
Não tem ritmo definido e nem uma sequência de sons de frequência regular.

Garanto que esta definição foi criada pelos patriarcas brancos e ricos da Europa medieval, na tentativa de subjugar outras culturas consideradas inferiores.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Buckaroo Banzai em 21 de Outubro de 2016, 12:07:20
Não tem ritmo definido e nem uma sequência de sons de frequência regular.

Garanto que esta definição foi criada pelos patriarcas brancos e ricos da Europa medieval, na tentativa de subjugar outras culturas consideradas inferiores.

Uma vez o Hermeto Pascoal disse que o Jô Soares falando, era música. Ele fez um arranjo maior sobre aquilo, mas a parte vocal em si já é música, evidentemente.

Acho que aqui ele não explora a possibilidade do sopro anal, mas fica evidente que ele não pode ser excluída como instrumento musical (rimou! música textual!)

Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Lakatos em 21 de Outubro de 2016, 12:12:34
George Brecht até foi suave, pensei que vocês viriam com John Cage.

Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: TuroKxwx em 21 de Outubro de 2016, 15:24:47
Diria que o atual sistema de ensino brasileiro não consegue nem sequer doutrinar seus usuários de tão precário, grande parte dos alunos permanecem em estagnação, não compreendem a teoria marxista em si  (buuu neoconservadores buuuu) no máximo não darão bola ("filosofia e sociologia é só matéria entediante e fácil de se tirar um 6 no mínimo"), porém dizer que não há viés ideológico tentando ser transmitido por determinados professores em matérias como filosofia e sociologia soa um tanto quanto inocente, tendo em vista que são matérias que envolvem ideologias, pensamentos e teorias divergentes e professores também são seres humanos que adotam uma ou outra como verdade, mas o "tentar" é diferente de "sucesso".

Já tive professor de Filosofia e nem mesmo ele tentou doutrinar. Só dava aulas chatas de filosofia mesmo. Mas pode ser que isso haja em alguns locais. Só que alguns afirmarem que MEC passa diretriz de doutrinação isso e tal, isso é paranóia. Pode ser que seja atitudes individuais de professores e não da escolas em si.

Mas como o excelente texto em questão diz, se não quer que a mesma massa estagnada população que "elege" funk ostentação e sertanejo universitário como música boa decida (mesmo que indiretamente) o que seu filho vai, onde e como estudar, a unica maneira é acabando com a monopolização estatal da educação.

Não sou fã de funk e sertanejo, mas o que o funk e sertanejo tem haver com isso? Tem gente doutrinado ouvindo rock musica classica, etc.
Não tem nada a ver.. Foi um exemplo tosco apenas pra ilustrar o fato de que pessoas que você desconhece e que não tem (ou se tiver sorte, tem) gostos, preferências e objetivos diferentes do seu "decidem" direta ou indiretamente quem e o que vai fazer a grade curricular, modelo e instituição de ensino que seu filho estudará. 
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Buckaroo Banzai em 21 de Outubro de 2016, 15:31:45
George Brecht até foi suave, pensei que vocês viriam com John Cage.



Do Mortal Kombat?

(http://orig11.deviantart.net/c126/f/2016/150/3/2/johnny_cage_s_nut_cracker_by_arachnid_le_spider-da4d87d.jpg)



Tecnicamente o primeiro não é música.

"Tecnicamente" já impõe autoritariamente que música deva ter "técnica". Técnicas validadas por homens brancos ricos, geralmente.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 21 de Outubro de 2016, 18:20:24
Daqui a pouco o Arcanjo vai defender aquelas gaitas escocesas dizendo que aquilo é música.

Eu gosto mesmo daquele troço, o som contínuo que produz ao fundo...

Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Buckaroo Banzai em 21 de Outubro de 2016, 19:25:01


https://pt.wikipedia.org/wiki/Slainte_Mhath
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 21 de Outubro de 2016, 19:38:33
Não  assim, prefiro esses aqui:

https://youtube.com/v/6Y5mcLxlSgU

Participar de uma apresentação dessas ao vivo é um atestado de competência:

https://youtube.com/v/2eSL6Nv2ZdQ

Não é para qualquer um.

https://youtube.com/v/U89Qtbnk-Q4
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Buckaroo Banzai em 21 de Outubro de 2016, 19:59:09
:/

Melhor aproveitamento do instrumento:


(Esses são só "slainte" ou talvez "slainte!")

:rock:

Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 21 de Outubro de 2016, 20:02:43
Não  mesmo...

Eu vi um programa em que o cara mostrou uma dessas com 200 anos ainda em uso.

Tipo da coisa que passa de pai para filhos e netos.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Lakatos em 22 de Outubro de 2016, 18:11:17
George Brecht até foi suave, pensei que vocês viriam com John Cage.



Do Mortal Kombat?

Caramba, buscou longe essa. Nem lembrava mais desse.

Citar
"Tecnicamente" já impõe autoritariamente que música deva ter "técnica". Técnicas validadas por homens brancos ricos, geralmente.

Na verdade eu usei a palavra "tecnicamente" com a intenção de não dogmatizar a definição. Em música, a prática sempre vem antes da formalização.

Existem elementos de caráter mais universal, embora haja outros mais relacionados à cultura. O ritmo, por exemplo, que é a estrutura dos sons no decorrer do tempo, é universal ou bem próximo disso. Já entre fenômenos mais relacionados à cultura, um exemplo interessante é o fenômeno da consonância, que define quais intervalos de uma harmonia passam a sensação de tensão ou de relaxamento. Na Idade Média, os intervalos considerados consonantes eram muito mais restritos que hoje. Havia até o trítono (intervalo de três tons) fá-si que foi estritamente proibido durante séculos porque, para os ouvidos da época, era um som tão irritante que recebeu a alcunha de "diabolus in musica". Já hoje em dia vários intervalos são aceitos como consonantes.

É por isso que eu sou contrário ao homeschooling (frase apenas para fingir que meu post não foi inteiro off-topic).
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 23 de Outubro de 2016, 09:02:29
Para PGR, 'escola sem partido' é inconstitucional e subestima alunos


GABRIEL MASCARENHAS
DE BRASÍLIA

20/10/2016  20h11


Em parecer enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta (19), a PGR (Procuradoria-Geral da República) criticou duramente a tentativa de implantação da chamada "escola sem partido", que, segundo seus idealizadores, tem por objetivo impedir professores de influenciarem alunos política e religiosamente.


De acordo com a PGR, a iniciativa é inconstitucional e subestima a capacidade de discernimento dos estudantes em sala de aula.


"Há equívocos conceituais graves, como o de considerar que o alunado seria composto de indivíduos prontos a absorver de forma total, passiva e acrítica quaisquer concepções ideológicas, religiosas, éticas[...]. Despreza a capacidade reflexiva dos alunos, como se eles fossem apenas sujeitos passivos do processo de aprendizagem, e a interação de pais e responsáveis, como se não influenciassem a formação de consciência dos estudantes", sustenta a PGR.


A manifestação assinada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi protocolada a uma ação movida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação contra a Assembléia Legislativa de Alagoas.


O deputados estaduais alagoanos aprovaram uma lei que proíbe o professor de colégios públicos e particulares de praticar "doutrinação política e ideológica, bem como quaisquer outras condutas por parte do corpo docente ou da administração escolar que imponham ou induzam aos alunos opiniões político-partidárias, religiosa ou filosófica".


Para Janot, no entanto, a proposta do Legislativo local é vaga, afeta a liberdade de expressão do educar e compromete o processo de ensino.


"A Constituição estabelece diversas liberdades que fazem parte do conteúdo do direito à educação: aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber. Essas liberdades de aprendizado, ensino e pesquisa formam o núcleo essencial do direito à educação. Sem liberdade de ensinar e de aprender não há o próprio direito à educação", argumenta.


A peça afirma que possíveis excessos de professores não justificam a medida. O PGR diz que já há instituições e normas voltadas à fiscalização e eventual punição de docentes. Acrescenta que não cabe à escola reproduzir as convicções dos pais dos alunos.


"Não se ignora que professores[...] estão sujeitos a praticar erros e abusos na profissão. Mas a veiculação de ideias contrárias à convicção de alunos, pais e responsáveis não gera[...] consequência indesejável[...]. Entre a vedação apriorística de conteúdos e a liberdade de ensino, esta é preferível", sustenta o PGR.


Além das críticas ao mérito da proposta, o parecer afirma que a Assembleia estadual não tem competência para legislar sobre o assunto, de responsabilidade exclusiva da União, de acordo com Janot.


"Veiculação de princípios que regem as atividades de ensino é, em essência, tema que demanda tratamento uniforme no território nacional, porquanto traduz interesse geral. Dessa forma, incumbe à União definir normas sobre a matéria[...]. Não caberia ao Legislativo de Alagoas inovar no ordenamento jurídico e prever princípios gerais para a educação, mormente quando distintos daqueles da lei nacional", diz.


O projeto de lei em questão é de autoria do deputado Ricardo Nezinho (PMDB). O governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB), vetou a proposta aprovada pelo Legislativo, mas a Assembléia derrubou o veto.


Na Câmara dos Deputados, em pelo menos nove Assembleias e 17 Câmaras municipais tramitam projetos que visam proibir a "doutrinação ideológica" em temas políticos, religiosos e sexuais em salas de aula.



CONCEITO


Além dos mesmos objetivos, os textos da maioria dos projetos normalmente assinados por políticos de alas conservadoras e têm uma origem comum: o anteprojeto criado pela organização "Escola sem Partido", formada por "estudantes e pais preocupados" com a "contaminação político-ideológica das escolas".


A entidade defende que a educação moral, sexual e política é de competência da família. E argumenta que o professor não é um educador, devendo se limitar a repassar os conteúdos das disciplinas de forma isenta.


Fundador da organização, o advogado Miguel Nagib diz que anteprojeto defende uma abordagem equilibrada das diferentes correntes políticas e sociais: "Seria impossível ensinar história sem falar de política. O que defendemos é que ele não esconda nenhum ponto de vista".


O site da entidade traz uma lista de aspectos que alunos devem ficar atentos para "flagrar" o doutrinador. Um deles diz que "você pode estar sendo vítima de doutrinação ideológica quando o professor se desvia frequentemente da matéria [...] para assuntos relacionados ao noticiário político ou internacional".



http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2016/10/1824785-para-pgr-escola-sem-partido-e-inconstitucional-e-subestima-alunos.shtml


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 23 de Outubro de 2016, 09:03:06

Parece que este "projetin" vai levar bomba.


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 23 de Outubro de 2016, 09:23:01

O que exatamente caracteriza essa doutrinação no sentido pejorativo, distinguindo do ensino correto? Como isso seria fiscalizado e punido?



Como seria fiscalizado ?

De forma semelhante a que se fiscaliza o trabalho e as relações trabalhistas, nós poderíamos também fiscalizar a educação e as relações educacionais. Existem fiscais do trabalho ? Sim.  Então poderíamos ter também fiscais da educação. 

Como seria punido ?

Primeiramente teríamos que ter instâncias para julgar adequadamente, não poderíamos punir sem o devido processo legal. Para isso poderiam ser criados  os Tribunais Federais da Educação, teríamos então em cada estado da federação um TRE (Tribunal Regional da Educação).* 

Além de termos um orgão oficial para julgar (e assim aplicar as punições cabíveis de forma legal e democrática), nós estaríamos criando mais empregos na área pública, e assim contribuindo para diminuir os atuais índices de desemprego  (olha aí mais uma vantagem).


* Em tempo,  para não confundir com os atuais Tribunais Regionais Eleitorais a sigla poderia ser TRED.


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Agnoscetico em 05 de Novembro de 2018, 12:18:39


https://www.youtube.com/v/kTiXTuKaeNE


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Buckaroo Banzai em 05 de Novembro de 2018, 17:37:41

O que exatamente caracteriza essa doutrinação no sentido pejorativo, distinguindo do ensino correto? Como isso seria fiscalizado e punido?



Como seria fiscalizado ?

De forma semelhante a que se fiscaliza o trabalho e as relações trabalhistas, nós poderíamos também fiscalizar a educação e as relações educacionais. Existem fiscais do trabalho ? Sim.  Então poderíamos ter também fiscais da educação. 

Poderia descrever melhor a analogia? Desconheço pormenores dessas práticas.

Uma grande diferença é que o objeto das infrações deve ser bem mais objetivo.


Citar
Como seria punido ?

Primeiramente teríamos que ter instâncias para julgar adequadamente, não poderíamos punir sem o devido processo legal. Para isso poderiam ser criados  os Tribunais Federais da Educação, teríamos então em cada estado da federação um TRE (Tribunal Regional da Educação).* 

Além de termos um orgão oficial para julgar (e assim aplicar as punições cabíveis de forma legal e democrática), nós estaríamos criando mais empregos na área pública, e assim contribuindo para diminuir os atuais índices de desemprego  (olha aí mais uma vantagem).


* Em tempo,  para não confundir com os atuais Tribunais Regionais Eleitorais a sigla poderia ser TRED.

Eu acho temeroso o governo/políticos se meterem em educação, em vez de apenas o estado financiar.

Acredito que profissionais de diversos campos possam ter suas licenças cassadas, e isso já ocorra com dispositivos legais existentes, sob critérios da comunidade profissional na maior parte do tempo, e não da classe política (e de sua clientela eleitoral). Não existiria já algo assim para a licenciatura?



Você não respondeu quanto ao que definiria a doutrinação, que deve ser o problema principal.



Até onde posso perceber, o projeto me parece apenas o uso de pânico moral conservador para tentar inserir doutrinação conservadora contra gays e minorias, além de possivelmente fundamentalismo cristão e negacionismo histórico (como da ditadura) ou perspectivas similares.


O vídeo do Pirula ainda toca no ponto de não haver qualquer estudo científico dando o tamanho do suposto problema de doutrinação indevida (até por esta ser precariamente definida, consistindo em sua motivação original de pânico moral conservador, apenas), a fim de que se possa ao menos ter algo para começar a tentar fazer uma avaliação sobre se os custos compensam os benefícios que se esperariam decorrer do policiamento extra, seja lá quais forem seus métodos.

Versus investir mais em educação, contratar mais professores, em vez de aumentar ainda mais o déficit.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 05 de Novembro de 2018, 18:18:42
Se não é o Estado como um todo, os 3 poderes a gerenciar e moderar a qualidade na educação pública,principalmente, quem o faria?

Faz mesmo sentido afirmar que na verdade o Escola Sem Partido na verdade é uma forma de impor valores morais conservadores? Ou é só mimimi covarde de quem quer vomitar ideologia esquerdista com coisas do gênero de um "nós" "contra" eles sem ter que se posicionar  nem como o "nós" nem o "eles" como quem dissesse que não é com ele?

O que é exatamente o Escola Sem Partido, afinal? Alhures alguém dirá tratar-se apenas de algo nos moldes de um simples memorando para o sistema de ensino como um todo, sugerindo mais profissionalismo e menos doutrinação, nada além disso. Alguém ai esclareça isso!

Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Buckaroo Banzai em 05 de Novembro de 2018, 18:43:26
Quis dizer que a legislação deve ter apenas limites técnicos, provavelmente já estabelecidos até.

Em analogia, as escolas de medicina ensinam medicina, mas creio que isso se dê independentemente de haver limitações legais precisas de tudo que constitui "medicina"; isso fica a cargo de órgãos técnicos, acho que da sociedade civil, não governamentais. Acho, realmente não sei. Provavelmente também não tem lei dizendo que deve haver igual espaço a qualquer vertente teórica na medicina (embora haja de fato prática legal de "técnicas" sem embasamento científico); é o próprio "establishment" médico que vai podando o que é inaceitável de maneira mais autônoma, e recorrendo a definições legais de maneira mais minimalista (creio eu), de forma que a legislação não precisa essencialmente englobar a literatura médica de ponta, conforme essa avança.

O ESP parece ter sido construído em moldes usados numa lei regional que tentava instituir (ou de fato o fez) o ensino de fundamentalismo cristão como alternativa à biologia, e tem explicitamente como motivação isolar os alunos de temáticas que tocam em sexualidade quando estas não forem compatíveis com as crenças dos pais. Se não muito me engano deixando explicita ser esta uma posição conservadora, e não uma demanda de progressistas contra uma educação retrógrada.




Alguém sabe da existência de legislação similar em outros países? Quais seriam os países, e como a lei determina o que é "doutrinação"?

O mais próximo que me lembro foi na verdade uma objeção de Republicanos sobre metas educacionais nos EUA, condenando o ensino do pensamento crítico e o risco de questionar valores dos pais.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 05 de Novembro de 2018, 18:54:09
Ao que parece  há aí um grande mimimi esquerdalóide objetivamente então por uma questão de interpretação das evidências. Na verdade a 'mordaça' é desejada a quem quiser questionar os professores e não aos professores. Mais uma versão do  manjadíssimo "acuse-os do que você é", pelo visto.

Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Buckaroo Banzai em 05 de Novembro de 2018, 20:06:49
Hein? Você está falando agora da objeção ao ESP ou atribuindo isso a ele?

O ESP tenta censurar o ensino de coisas que os pais desaprovam (as motivações apontadas tendo esse viés conservador anti-gay/etc e fundamentalista cristão, embora a lei tente frasear a coisa de maneira neutra), e não é nem bem claro como isso poderia ser feito. Tanto quanto sei, não há qualquer projeto de lei tentando censurar a quem questionar aos professores.
 
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 05 de Novembro de 2018, 21:10:53
Hein? Você está falando agora da objeção ao ESP ou atribuindo isso a ele?

O ESP tenta censurar o ensino de coisas que os pais desaprovam (as motivações apontadas tendo esse viés conservador anti-gay/etc e fundamentalista cristão, embora a lei tente frasear a coisa de maneira neutra), e não é nem bem claro como isso poderia ser feito. Tanto quanto sei, não há qualquer projeto de lei tentando censurar a quem questionar aos professores.
Nossa, jura que ficou em dúvida? Os doutrinoprofessores  que fazem até propaganda em ônibus, onde aparece uma tiazona com uma mordaça, estão contra um simples cartaz a ser apregoado nas salas de aula, advertindo com o que já consta na constituição,

Citar
Por uma lei contra o abuso da liberdade de ensinar
O Programa Escola sem Partido é uma proposta de lei que torna obrigatória a afixação em todas as salas de aula do ensino fundamental e médio de um cartaz com o seguinte conteúdo:

(https://www.programaescolasempartido.org/wp-content/uploads/2017/06/cartaz-deveres-do-professor.png)



Esses deveres já existem, pois decorrem da Constituição Federal e da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Isto significa que os professores já são obrigados a respeitá-los ‒ embora muitos não o façam, sob pena de ofender:

a liberdade de consciência e de crença e a liberdade de aprender dos alunos (art. 5º, VI e VIII; e art. 206, II, da CF);
o princípio constitucional da neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado (arts. 1º, V; 5º, caput; 14, caput; 17, caput; 19, 34, VII, ‘a’, e 37, caput, da CF);
o pluralismo de ideias (art. 206, III, da CF); e
o direito dos pais dos alunos sobre a educação religiosa e moral dos seus filhos (Convenção Americana sobre Direitos Humanos, art. 12, IV).

Portanto, o único objetivo do Programa Escola sem Partido é informar e conscientizar os estudantes sobre os direitos que correspondem àqueles deveres, a fim de que eles mesmos possam exercer a defesa desses direitos, já que dentro das salas de aula ninguém mais poderá fazer isso por eles.

https://www.programaescolasempartido.org/

Onde está a tal da "doutrinação de direita", direitomoralismos e outros mimimis esquerdopáticos num simples "aviso aos navegantes"? Menos uma lacuna pro deus das esquerda.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 06 de Novembro de 2018, 02:06:35
É do acúmulo de propagação de mitos como esses que se constrói uma narrativa histérica de que o Brasil atual vive uma "ameaça fascista".

Pois igualmente se pode dizer que projetos como o ESP são parte da narrativa histérica de que o Brasil atual vive uma "ameaça comunista".

Não se tem qualquer medida do problema, apenas relatos pessoais, e partindo de pessoas cuja motivação explícita para o projeto é o incômodo com questões que vêem como atentando ao fundamentalismo religioso ou à condenação moral de homossexuais, e estes por sua vez devem estar também bastante correlatos a pessoas favoráveis ao ensino da teoria de que não houve ditadura no país. Isso torna as coisas objeticamente mais próximas a protocolos "fascistóides" (não tecnicamente fascistas) de educação.

Existem algumas objeções sérias ao programa ESP e elas decorrem justamente da falta de consciência anticomunista e/ou antitotalitarista. Como eu já disse anteriormente, o cerne do problema não é a doutrinação comunista, e sim a exclusão sistemática de tudo que a contraria e ela está representada pelo controle comunista das escolas e o controle ideológico e perseguição de discordantes.

O trecho da constituição que fala de "neutralidade ideológica do Estado" (e, dedutivamente, das instituições educacionais estatais) é equivocado. É um dever ético ser intolerante com os intolerantes - e suas ideias -, isto é, com aqueles seguidores de doutrinas que fazem apologia ao aniquilamento da liberdade de expressão ou outras liberdades básicas. Por exemplo, não existe "direito moral de ser comunista", assim como não existe "direito moral" de ser assassino, estuprador, molestador de crianças, etc. O discurso hipócrita da "neutralidade" acaba por fortalecer, em certa medida, os inimigos do ESP.

Ademais, o problema também reside no fato de que não é preciso um número majoritário de pessoas intolerantes para que essas imponham suas preferências a maioria. Basta uma minoria não-negligenciável, barulhenta e intransigente chegue a um nível minuciosamente pequeno, digamos, três ou quatro por cento da população total, para que toda a população possa ter que se submeter às suas preferências e um observador ingênuo ficasse com a impressão de que as escolhas e preferências seriam as da maioria. Portanto, diferentemente da abordagem da nerdeza platonizada que quer estimar a probabilidade daquilo que não é probabilizável, o foco no tamanho potencial das consequências é a verdadeira medida do problema no gerenciamento de riscos. A razão pela qual os teóricos da complexidade tem tanto medo do salafismo intolerante, a despeito do tamanho pequeno na composição de países ocidentais secularistas, é a mesma pela qual deveríamos temer os comunistas gramscianos, a despeito do número relativamente pequeno dos mesmos.

Claro, alguém que acredite que haja "zero comunismo (gramsciano)" na educação brasileira pode tentar usar essa crença para negar o problema da "regra da minoria" (dos intolerantes) e para dizer que existiria "zero ameaça comunista". Mas isso só seria possível de ser teorizado por gente do nível que acha que o lulopetismo e outras forças militantes similares foram ou são "zero ameaça comunista (gramsciana). O que obviamente dispensaria aprofundamento de discussões.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 06 de Novembro de 2018, 09:15:58
Hein? Você está falando agora da objeção ao ESP ou atribuindo isso a ele?

O ESP tenta censurar o ensino de coisas que os pais desaprovam (as motivações apontadas tendo esse viés conservador anti-gay/etc e fundamentalista cristão, embora a lei tente frasear a coisa de maneira neutra), e não é nem bem claro como isso poderia ser feito. Tanto quanto sei, não há qualquer projeto de lei tentando censurar a quem questionar aos professores.
Nossa, jura que ficou em dúvida? Os doutrinoprofessores  que fazem até propaganda em ônibus, onde aparece uma tiazona com uma mordaça, estão contra um simples cartaz a ser apregoado nas salas de aula, advertindo com o que já consta na constituição,





2. O professor não favorecerá nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas.


Um aluno,  filho de crentes pentecostais ou neopentecostais ou Adventistas  do Sétimo Dia,  fala na aula e escreve numa prova que evolução  é tudo falso, que a origem verdadeira do homem é Adão e Eva, é a convicção religiosa dele e dos pais dele, e aí ?

O professor abaixa a cabeça e diz que o aluno  tem o direito de colocar isso na prova? O professor tem que concordar que a verdadeira origem do homem é a convicção do aluno e dos pais do aluno ? Ou pelo menos o professor tem que concordar que essa é uma possibilidade que está no mesmo patamar da TE, que é o outro lado, e que portanto tem que ser ensinada e aceita como possibilidade e reposta correta numa prova  também ?

Adão e Eva é o outro lado que tem que ser respeitado e apresentado ?  A TE está no mesmo patamar da historinha de Adão e Eva ?  Afinal de contas tem que respeitar as convicções do aluno e dos pais do aluno.




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Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 06 de Novembro de 2018, 09:25:29
Hein? Você está falando agora da objeção ao ESP ou atribuindo isso a ele?

O ESP tenta censurar o ensino de coisas que os pais desaprovam (as motivações apontadas tendo esse viés conservador anti-gay/etc e fundamentalista cristão, embora a lei tente frasear a coisa de maneira neutra), e não é nem bem claro como isso poderia ser feito. Tanto quanto sei, não há qualquer projeto de lei tentando censurar a quem questionar aos professores.
Nossa, jura que ficou em dúvida? Os doutrinoprofessores  que fazem até propaganda em ônibus, onde aparece uma tiazona com uma mordaça, estão contra um simples cartaz a ser apregoado nas salas de aula, advertindo com o que já consta na constituição,





2. O professor não favorecerá nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas.


Um aluno  filho de pais que acreditam que vacinas causam autismo e que até normalmente matam, e escreve numa prova que vacinas causam autismo e até normalmente matam, e que as vacinas fazem parte de um plano do governo para controlar e/ou reduzir  a população humana, é a convicção política dele e dos pais dele, e aí ?

O professor abaixa a cabeça e diz que o aluno  tem o direito de colocar isso na prova? O professor tem que concordar e ensinar o outro lado que vacinas causam autismo  e até normalmente matam, e que as vacinas fazem parte de um plano do governo para controlar e/ou reduzir  a população humana, afinal de contas é a convicção do aluno e dos pais do aluno ?

Vacinas causadoras de autismo, e/ou redutoras de população  é o outro lado que tem que ser respeitado e apresentado ?  A vacina como eficaz forma de prevenção contra doenças (inclusive doenças mortais) está no mesmo patamar da historinha de vacinas causadoras de autismo e/ou redutoras de população ?  Afinal de contas,  tem que respeitar as convicções do aluno e dos pais.


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 06 de Novembro de 2018, 09:30:50




DOUTRINAÇÃO EM SALA DE AULA!!! (#Pirula 273)



Canal do Pirula

Publicado em 5 de nov de 2018

Vamos combater a doutrinação em sala de aula!!! Escola sem Partido já!! O professor tem que ensinar os dois lados!!! Mas...quais dois lados?
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 06 de Novembro de 2018, 10:08:32

O que exatamente caracteriza essa doutrinação no sentido pejorativo, distinguindo do ensino correto? Como isso seria fiscalizado e punido?



Como seria fiscalizado ?

De forma semelhante a que se fiscaliza o trabalho e as relações trabalhistas, nós poderíamos também fiscalizar a educação e as relações educacionais. Existem fiscais do trabalho ? Sim.  Então poderíamos ter também fiscais da educação. 

Poderia descrever melhor a analogia? Desconheço pormenores dessas práticas.

Uma grande diferença é que o objeto das infrações deve ser bem mais objetivo.


Citar
Como seria punido ?

Primeiramente teríamos que ter instâncias para julgar adequadamente, não poderíamos punir sem o devido processo legal. Para isso poderiam ser criados  os Tribunais Federais da Educação, teríamos então em cada estado da federação um TRE (Tribunal Regional da Educação).* 

Além de termos um orgão oficial para julgar (e assim aplicar as punições cabíveis de forma legal e democrática), nós estaríamos criando mais empregos na área pública, e assim contribuindo para diminuir os atuais índices de desemprego  (olha aí mais uma vantagem).


* Em tempo,  para não confundir com os atuais Tribunais Regionais Eleitorais a sigla poderia ser TRED.

Eu acho temeroso o governo/políticos se meterem em educação, em vez de apenas o estado financiar.

Acredito que profissionais de diversos campos possam ter suas licenças cassadas, e isso já ocorra com dispositivos legais existentes, sob critérios da comunidade profissional na maior parte do tempo, e não da classe política (e de sua clientela eleitoral). Não existiria já algo assim para a licenciatura?



Você não respondeu quanto ao que definiria a doutrinação, que deve ser o problema principal.








doutrinação | s. f.
derivação fem. sing. de doutrinar

dou·tri·na·ção
substantivo feminino
.Ato ou efeito de doutrinar.


dou·tri·nar - Conjugar
(doutrina + -ar)
verbo transitivo
1. Instruir em uma doutrina. = ENSINAR

2. Instruir nos princípios de alguma doutrina ou .ideia. = CATEQUIZAR

Palavras relacionadas: catequizar, doutrina, sincretizar, apascentar, transcendentalizar, sincrético, sincretizado.


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"doutrinação", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/doutrina%C3%A7%C3%A3o [consultado em 06-11-2018].


dou·tri·nar - Conjugar
(doutrina + -ar)
verbo transitivo
1. Instruir em uma doutrina. = ENSINAR

2. Instruir nos princípios de alguma doutrina ou .ideia. = CATEQUIZAR

Palavras relacionadas: catequizar, doutrina, sincretizar, apascentar, transcendentalizar, sincrético, sincretizado.

"doutrinar", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/doutrinar [consultado em 06-11-2018].



Doutrinação

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Doutrinação é o processo de incutir ideias, atitudes, estratégias cognitivas ou uma metodologia profissional.[1] Muitas vezes, é distinta da educação pelo fato de que se espera que a pessoa doutrinada não questione ou analise criticamente a doutrina que está sendo ensinada.[2]

Criticismo
Sobre a doutrinação, comenta o filósofo e escritor norteamericano Noam Chomsky: "Para aqueles que obstinadamente buscam a liberdade em todo o mundo, não pode haver nenhuma tarefa mais urgente do que vir a compreender os mecanismos e práticas da doutrinação. São fáceis de perceber nas sociedades totalitárias, muito menos na propaganda sistema a que estão sujeitos e da qual muitas vezes nos servem como instrumentos involuntários, ou inconscientes."[3]


https://pt.wikipedia.org/wiki/Doutrina%C3%A7%C3%A3o


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Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 06 de Novembro de 2018, 10:26:26
5. O professor respeitará o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.



Pais ensinam para o filho Joãozinho:


As pessoas desse  grupo  e/ou  raça  e/ou  povo  são imundos, são canalhas,  e/ou são mentirosos contumazes, e/ou são semelhantes a porcos, e que só trazem problemas ao mundo, por isso merecem ser banidos, e/ou presos, ou até exterminados.  O  governo  X  estava  certo  ao   banir, e/ou prender, e/ou até eliminar esses porcos (uma parte pequena ou até a maioria deles).


O professor Manuel  fala  que o governo X  baniu, e/ou prendeu, e/ou até matou muitas dessas pessoas, e que isso é moralmente errado.


Joãozinho, muito  indignado,  grava o professor  Manuel que está ensinando a versão que ele acredita (o professor Manuel está DOUTRINANDO ), posteriormente ele faz uma denúncia  na secretaria de educação, e também numa delegacia, pois ele estava fazendo doutrinação em sala de aula, o professor não estava ensinando o outro lado, o professor não estava respeitando as convicções dele, as quais foram ensinadas  pela   FAMÍLIA   dele,  que foram  ensinadas pelos   PAIS   dele.  O professor Manuel não ensinou a outra versão/ o outro  lado.  Para Joãozinho e para os pais dele, o professor Manuel é um  DOUTRINADOR safado.


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 06 de Novembro de 2018, 16:04:26
Hein? Você está falando agora da objeção ao ESP ou atribuindo isso a ele?

O ESP tenta censurar o ensino de coisas que os pais desaprovam (as motivações apontadas tendo esse viés conservador anti-gay/etc e fundamentalista cristão, embora a lei tente frasear a coisa de maneira neutra), e não é nem bem claro como isso poderia ser feito. Tanto quanto sei, não há qualquer projeto de lei tentando censurar a quem questionar aos professores.
Nossa, jura que ficou em dúvida? Os doutrinoprofessores  que fazem até propaganda em ônibus, onde aparece uma tiazona com uma mordaça, estão contra um simples cartaz a ser apregoado nas salas de aula, advertindo com o que já consta na constituição,





2. O professor não favorecerá nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas.


Um aluno,  filho de crentes pentecostais ou neopentecostais ou Adventistas  do Sétimo Dia,  fala na aula e escreve numa prova que evolução  é tudo falso, que a origem verdadeira do homem é Adão e Eva, é a convicção religiosa dele e dos pais dele, e aí ?

O professor abaixa a cabeça e diz que o aluno  tem o direito de colocar isso na prova? O professor tem que concordar que a verdadeira origem do homem é a convicção do aluno e dos pais do aluno ? Ou pelo menos o professor tem que concordar que essa é uma possibilidade que está no mesmo patamar da TE, que é o outro lado, e que portanto tem que ser ensinada e aceita como possibilidade e reposta correta numa prova  também ?

Adão e Eva é o outro lado que tem que ser respeitado e apresentado ?  A TE está no mesmo patamar da historinha de Adão e Eva ?  Afinal de contas tem que respeitar as convicções do aluno e dos pais do aluno.




 :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?:





O  sergiomgbr   teria algo a dizer  sobre o respeito que professores deverão  ter com  tais convicções de  alunos  e pais  pentecostais ou neopentecostais ou Adventistas do Sétimo Dia ?


E também sobre a apresentação que os professores devem fazer sobre  o  outro  lado  relativo  às convicções dos alunos e pais pentecostais ou neopentecostais ou Adventistas do Sétimo Dia  ?




Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 06 de Novembro de 2018, 17:29:09
Hein? Você está falando agora da objeção ao ESP ou atribuindo isso a ele?

O ESP tenta censurar o ensino de coisas que os pais desaprovam (as motivações apontadas tendo esse viés conservador anti-gay/etc e fundamentalista cristão, embora a lei tente frasear a coisa de maneira neutra), e não é nem bem claro como isso poderia ser feito. Tanto quanto sei, não há qualquer projeto de lei tentando censurar a quem questionar aos professores.
Nossa, jura que ficou em dúvida? Os doutrinoprofessores  que fazem até propaganda em ônibus, onde aparece uma tiazona com uma mordaça, estão contra um simples cartaz a ser apregoado nas salas de aula, advertindo com o que já consta na constituição,





2. O professor não favorecerá nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas.


Um aluno,  filho de crentes pentecostais ou neopentecostais ou Adventistas  do Sétimo Dia,  fala na aula e escreve numa prova que evolução  é tudo falso, que a origem verdadeira do homem é Adão e Eva, é a convicção religiosa dele e dos pais dele, e aí ?

O professor abaixa a cabeça e diz que o aluno  tem o direito de colocar isso na prova? O professor tem que concordar que a verdadeira origem do homem é a convicção do aluno e dos pais do aluno ? Ou pelo menos o professor tem que concordar que essa é uma possibilidade que está no mesmo patamar da TE, que é o outro lado, e que portanto tem que ser ensinada e aceita como possibilidade e reposta correta numa prova  também ?

Adão e Eva é o outro lado que tem que ser respeitado e apresentado ?  A TE está no mesmo patamar da historinha de Adão e Eva ?  Afinal de contas tem que respeitar as convicções do aluno e dos pais do aluno.




 :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?:





O  sergiomgbr   teria algo a dizer  sobre o respeito que professores deverão  ter com  tais convicções de  alunos  e pais  pentecostais ou neopentecostais ou Adventistas do Sétimo Dia ?


E também sobre a apresentação que os professores devem fazer sobre  o  outro  lado  relativo  às convicções dos alunos e pais pentecostais ou neopentecostais ou Adventistas do Sétimo Dia  ?
Acho que nunca teve problemas desse tipo. Ou você, jj se lembra de algum caso? Que eu saiba, só há protesto de quem não quer rezar em sala de aula, ou algo similar, mais frequentemente em aulas de religião, mas sobre questionar ciências nunca. Ou será que tem?
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 06 de Novembro de 2018, 18:05:20
Acho que nunca teve problemas desse tipo. Ou você, jj se lembra de algum caso? Que eu saiba, só há protesto de quem não quer rezar em sala de aula, ou algo similar, mais frequentemente em aulas de religião, mas sobre questionar ciências nunca. Ou será que tem?


Eu ou você ou outro qualquer não saber se já teve problemas desse tipo,  e mesmo que realmente não tenha havido (mesmo porque tal lei ainda não foi aprovada), não é de modo algum uma garantia de que não haverá.

Uma condição importante  que torna possível que tal ocorra é  que alunos e/ou  pais tenham poder suficiente para isso, portanto conceda-lhes esse poder suficiente, e então veremos o que acontecerá.


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 06 de Novembro de 2018, 18:30:30
Acho que nunca teve problemas desse tipo. Ou você, jj se lembra de algum caso? Que eu saiba, só há protesto de quem não quer rezar em sala de aula, ou algo similar, mais frequentemente em aulas de religião, mas sobre questionar ciências nunca. Ou será que tem?


Eu ou você ou outro qualquer não saber se já teve problemas desse tipo,  e mesmo que realmente não tenha havido (mesmo porque tal lei ainda não foi aprovada), não é de modo algum uma garantia de que não haverá.

Uma condição importante  que torna possível que tal ocorra é  que alunos e/ou  pais tenham poder suficiente para isso, portanto conceda-lhes esse poder suficiente, e então veremos o que acontecerá.
Acontece que a única coisa que o  Escola Sem Partido está concedendo são esclarecimentos sobre o poder que eles, os alunos  já tem.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 06 de Novembro de 2018, 19:03:43
 
Acontece que a única coisa [...]



Mas, deixando essa coisa de lado, quais  acontecimentos   positivos , concretos , verificáveis e  realmente significativos de melhora no ensino fundamental, no EM, e no superior , você , sergiomgbr,  realmente espera que ocorrerão nos próximos 4 anos (2019, 2020, 2021, e 2022) ?


Poderia citar pelo menos uns 4 acontecimentos   positivos , concretos , verificáveis e   realmente  significativos  (para cada nível de ensino, fundamental, EM, e superior) que mostrem concretamente melhoras significativas e em massa na educação no Brasil e que você espera que ocorram  ?





Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 06 de Novembro de 2018, 19:09:38
Acontece que a única coisa [...]



Mas, deixando essa coisa de lado, quais  acontecimentos   positivos , concretos , verificáveis e  realmente significativos de melhora no ensino fundamental, no EM, e no superior , você , sergiomgbr,  realmente espera que ocorrerão nos próximos 4 anos (2019, 2020, 2021, e 2022) ?


Poderia citar pelo menos uns 4 acontecimentos   positivos , concretos , verificáveis e   realmente  significativos  (para cada nível de ensino, fundamental, EM, e superior) que mostrem concretamente melhoras significativas e em massa na educação no Brasil e que você espera que ocorram  ?
Espero que o maconhismo, alquísmo, e droguismos acabem nas escolas, que o militarismo disciplinador seja o tom nas escolas, que os alunos tenham mais perspectivas nas aulas, que os professores se qualifiquem mais. Que aluno que ameaçar e agredir docentes seja passível de ser preso e pegar penas longas nas cadeias.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Buckaroo Banzai em 06 de Novembro de 2018, 22:47:05

O que exatamente caracteriza essa doutrinação no sentido pejorativo, distinguindo do ensino correto? Como isso seria fiscalizado e punido?



Como seria fiscalizado ?

De forma semelhante a que se fiscaliza o trabalho e as relações trabalhistas, nós poderíamos também fiscalizar a educação e as relações educacionais. Existem fiscais do trabalho ? Sim.  Então poderíamos ter também fiscais da educação. 

Poderia descrever melhor a analogia? Desconheço pormenores dessas práticas.

Uma grande diferença é que o objeto das infrações deve ser bem mais objetivo.


Citar
Como seria punido ?

Primeiramente teríamos que ter instâncias para julgar adequadamente, não poderíamos punir sem o devido processo legal. Para isso poderiam ser criados  os Tribunais Federais da Educação, teríamos então em cada estado da federação um TRE (Tribunal Regional da Educação).* 

Além de termos um orgão oficial para julgar (e assim aplicar as punições cabíveis de forma legal e democrática), nós estaríamos criando mais empregos na área pública, e assim contribuindo para diminuir os atuais índices de desemprego  (olha aí mais uma vantagem).


* Em tempo,  para não confundir com os atuais Tribunais Regionais Eleitorais a sigla poderia ser TRED.

Eu acho temeroso o governo/políticos se meterem em educação, em vez de apenas o estado financiar.

Acredito que profissionais de diversos campos possam ter suas licenças cassadas, e isso já ocorra com dispositivos legais existentes, sob critérios da comunidade profissional na maior parte do tempo, e não da classe política (e de sua clientela eleitoral). Não existiria já algo assim para a licenciatura?



Você não respondeu quanto ao que definiria a doutrinação, que deve ser o problema principal.






<citações de dicionário>


Como seria o sistema de fiscalização por doutrinação nas escolas?

O que será apresentado como prova de tal doutrinação?
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 06 de Novembro de 2018, 22:53:56

O que exatamente caracteriza essa doutrinação no sentido pejorativo, distinguindo do ensino correto? Como isso seria fiscalizado e punido?



Como seria fiscalizado ?

De forma semelhante a que se fiscaliza o trabalho e as relações trabalhistas, nós poderíamos também fiscalizar a educação e as relações educacionais. Existem fiscais do trabalho ? Sim.  Então poderíamos ter também fiscais da educação. 

Poderia descrever melhor a analogia? Desconheço pormenores dessas práticas.

Uma grande diferença é que o objeto das infrações deve ser bem mais objetivo.


Citar
Como seria punido ?

Primeiramente teríamos que ter instâncias para julgar adequadamente, não poderíamos punir sem o devido processo legal. Para isso poderiam ser criados  os Tribunais Federais da Educação, teríamos então em cada estado da federação um TRE (Tribunal Regional da Educação).* 

Além de termos um orgão oficial para julgar (e assim aplicar as punições cabíveis de forma legal e democrática), nós estaríamos criando mais empregos na área pública, e assim contribuindo para diminuir os atuais índices de desemprego  (olha aí mais uma vantagem).


* Em tempo,  para não confundir com os atuais Tribunais Regionais Eleitorais a sigla poderia ser TRED.

Eu acho temeroso o governo/políticos se meterem em educação, em vez de apenas o estado financiar.

Acredito que profissionais de diversos campos possam ter suas licenças cassadas, e isso já ocorra com dispositivos legais existentes, sob critérios da comunidade profissional na maior parte do tempo, e não da classe política (e de sua clientela eleitoral). Não existiria já algo assim para a licenciatura?



Você não respondeu quanto ao que definiria a doutrinação, que deve ser o problema principal.






<citações de dicionário>


Como seria o sistema de fiscalização por doutrinação nas escolas?

O que será apresentado como prova de tal doutrinação?




Eu já deveria ter respondido que o trecho que contém  " TRE (Tribunal Regional da Educação)"  foi uma ironia,   eu fiz o papel  de  defensor  do  policiamento de professores  apenas para mostrar o absurdo a que tal posicionamento poderia levar.   :hihi:


Foi mal aê.   :vergonha:


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 06 de Novembro de 2018, 23:54:38

Como seria o sistema de fiscalização por doutrinação nas escolas?

O que será apresentado como prova de tal doutrinação?

Desculpe mudar um pouco de assunto, mas...

Pela enésima vez, a doutrinação não é o problema que o ESP deveria combater. Invés disso, o ESP deveria combater o controle ideológico e a perseguição de discordantes. A chantagem psicológica e a intimidação velada ou aberta são dois exemplos dos procedimentos usuais empregados que caracterizam essa conduta criminosa.

Vou citar dois exemplos noticiados na Gazeta do Povo.

Uma professora do colégio de Niteroi disse isso em sala de aula de eleitores de Bolsonaro: "O seguidor de Bolsonaro é uma pessoa execrável e ele encontra no Bolsonaro motivo para ser tão nojento quanto" e "A maioria é asquerosa, nojenta, homofóbica, racista, preconceituosa, elitista. Pobre de direita não tem nenhuma empatia com o diferente". A própria professora admitiu ter feito as declarações.

Outro caso foi de um professor no Pará que foi gravado em sala de aula usando termos chulos para descrever os adversários do PT. Para ele o impeachment foi golpe e "esse papo de corrupção" é "apenas propaganda para otário cair".

Ter que ser muito idiota ou safado para ver legitimidade nisso e é muito grave emitir opinião de que já não existem leis escritas na constituição que criminalizam tais condutas.

P.S.: Antes que me acusem de paradoxo de auto-referência, vou logo dizendo que não há paradoxo algum em ser intolerante com os intolerantes.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: André Luiz em 07 de Novembro de 2018, 09:44:48
O problema é que os caras querem usar a desculpa do escola sem partido para atacar o conteúdo das disciplinas, ( educação sexual, evolução, historia...).
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Buckaroo Banzai em 07 de Novembro de 2018, 10:58:11

Como seria o sistema de fiscalização por doutrinação nas escolas?

O que será apresentado como prova de tal doutrinação?

Desculpe mudar um pouco de assunto, mas...

Pela enésima vez, a doutrinação não é o problema que o ESP deveria combater.

"Deveria" -- isso é sua opinião sobre como deveria ser uma eventual legislação, ou aquilo que já consta nos projetos ou leis?




Citar
Invés disso, o ESP deveria combater o controle ideológico e a perseguição de discordantes. A chantagem psicológica e a intimidação velada ou aberta são dois exemplos dos procedimentos usuais empregados que caracterizam essa conduta criminosa.

Vou citar dois exemplos noticiados na Gazeta do Povo.

Uma professora do colégio de Niteroi disse isso em sala de aula de eleitores de Bolsonaro: "O seguidor de Bolsonaro é uma pessoa execrável e ele encontra no Bolsonaro motivo para ser tão nojento quanto" e "A maioria é asquerosa, nojenta, homofóbica, racista, preconceituosa, elitista. Pobre de direita não tem nenhuma empatia com o diferente". A própria professora admitiu ter feito as declarações.

Outro caso foi de um professor no Pará que foi gravado em sala de aula usando termos chulos para descrever os adversários do PT. Para ele o impeachment foi golpe e "esse papo de corrupção" é "apenas propaganda para otário cair".

Como seria lidado com simplesmente se expor falas de Bolsonaro? Seria isso já automaticamente o mesmo "bullying", apenas na outra direção?

Seria permitido divulgar em escola notícias sobre o apoio de neonazistas a Bolsonaro, e seu contato com eles?

Os professores podem dizer que neonazistas são asquerosos, homofóbicos, racistas, preconceituosos, elitistas?

Pode-se especular que foi o PT que mandou matar Celso Daniel, mesmo não tendo sido isso apurado nas investigações?







O problema é que os caras querem usar a desculpa do escola sem partido para atacar o conteúdo das disciplinas, ( educação sexual, evolução, historia...).

Esta parece ser explicitamente a motivação, embora tente se dar uma roupagem de neutralidade.

Nos EUA criaram ou tentaram "estudo crítico da evolução", depois de terem falhado com "desenho inteligente".
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 07 de Novembro de 2018, 11:44:58
Mesmo sem lei, Escola sem Partido se espalha pelo país e já afeta rotina nas salas de aula


Pressão dos pais nos colégios impulsiona movimento e professores falam em autocensura


5.nov.2018 às 20h23
SÃO PAULO


Ingrid Fagundez


André* pede um expresso médio. "Puro, por favor." Quando o garçom vai embora, ele continua a conversa, apertando os olhos castanhos sob as sobrancelhas grossas. Filósofos como Schopenhauer, Maquiavel e Gramsci são citados para embasar seus argumentos.


"Schopenhauer diz que, quando uma pessoa te ofende, é porque ela não sabe te rebater. Ela quer desqualificar seu argumento desqualificando você", ele
explica, dando um gole no café.


O assunto é Escola sem Partido (https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/10/motores-debolsonaro-escola-sem-partido-e-ideologia-de-genero-tem-raizes-religiosas.shtml).
André é um apoiador do movimento contra a "doutrinação ideológica"
(https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/11/advogados-criam-canal-para-professor-denunciar-vigilia-ideologica-poralunos.shtml).


Segundo o grupo, cujas ideias estão entre as propostas do presidente eleito (https://m.folha.uol.com.br/folha-topicos/jair-bolsonaro/index.shtml)Jair
Bolsonaro (PSL)(https://m.folha.uol.com.br/folha-topicos/jair-bolsonaro/index.shtml) para a educação, professores se aproveitariam da "audiência cativa" dos estudantes para
aliciá-los para uma corrente ideológica —quase sempre de esquerda.



Os mesmos princípios estão em um projeto de lei que deve ser votado nesta semana em comissão especial da Câmara (https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/10/comprotesto-contra-e-gritos-de-bolsonaro-camara-adia-votacao-do-escola-sem-partido.shtml).


A proposta estabelece que cada sala de aula deverá ter um cartaz especificando os deveres dos docentes, como "não cooptar os alunos para nenhuma corrente política, ideológica ou partidária".
"Enfim", André dá de ombros, balançando os fones de ouvido ao redor do pescoço. "Quando você debate com professores, eles usam as táticas que Schopenhauer explica, apelam para a plateia. Ele não quer te dirigir à verdade. O objetivo é convencer a sala de que você é um aluno arrogante." André está no Ensino Médio. Ele tem 16 anos.



Independentemente da aprovação do texto no Congresso, André discute os conceitos do Escola sem Partido como se eles estivessem valendo. E, de certa forma, eles estão.   


Na semana passada, Ana Caroline Campagnolo (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/10/deputada-eleita-do-psl-pede-que-estudantes-denunciem-professorescontra-bolsonaro-em-sala-de-aula.shtml), deputada estadual eleita pelo PSL em Santa Catarina, postou em suas redes sociais uma mensagem incentivando estudantes a gravarem seus professores na segunda pós-eleição e denunciálos (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/10/deputada-eleita-do-psl-pede-que-estudantes-denunciem-professorescontra-bolsonaro-em-sala-de-aula.shtml)caso
suas "manifestações político-partidárias ou ideológicas" ofendessem "sua liberdade de crença e consciência".



Na postagem, ela escreveu que "muitos professores doutrinadores" estariam "inconformados e revoltados" com a vitória de Bolsonaro. Na quinta-feira, o juiz Giuliano Ziembowicz, da Vara da Infância e da Juventude de Florianópolis, determinou "a retirada imediata" dessas mensagens das redes da deputada (https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/11/justica-manda-deputada-eleita-nao-incitar-alunos-adenunciar-professores.shtml).




Ao longo de um mês, professores, alunos e pais relataram à BBC News Brasil que ações como a sugerida por Campagnolo já acontecem nas salas de aula.
Não são sempre casos conhecidos, mas transformações sutis e amplas — brigas, palavras silenciadas, conteúdo 07/11/2018 Mesmo sem lei, Escola sem Partido se espalha pelo país e já afeta rotina nas salas de aula - 05/11/2018 - Educação - Folha
https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/11/mesmo-sem-lei-escola-sem-partido-se-espalha-pelo-pais-e-ja-afeta-rotina-nas-salas-de-aula.s… 3/21
(https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/11/advogados-criam-canal-para-professor-denunciar-vigilia-ideologica-poralunos.shtml)suprimido
(https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/11/advogados-criam-canal-para-professordenunciar-vigilia-ideologica-por-alunos.shtml)—,
que alteram a dinâmica de ensino.


Nesta reportagem, André e outros atores que vivem essas transformações contam como o Escola sem Partido já é um programa em movimento em colégios do país.
Há alguns meses, em uma turma do oitavo ano, o professor de história Ricardo caminhava por entre as carteiras para checar que tipo de soluções os alunos estavam propondo para o país. Era essa a atividade do dia em uma das escolas privadas em que trabalha. Ele perguntou a uma adolescente qual era sua sugestão. "Matar todos os comunistas", ela teria respondido.





"Perguntei o que são comunistas, mas ela não sabia, eram os pais que falavam isso. Tinha certeza que, se questionasse algo, seria demitido no dia seguinte. Então não falei nada."
Os princípios do projeto e do movimento Escola sem Partido insistem na defesa do direito dos pais sobre o ensino dos filhos, para que eles "recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções".



O discurso de que professores devem repassar apenas o conteúdo aprovado pelas famílias é recorrente entre os apoiadores do movimento. Outro ponto forte é o de que deve haver espaço igual para visões opostas sobre todos os temas —em teoria, seria possível criticar, mas também necessário listar as vantagens do capitalismo, por exemplo.


Para o professor da faculdade de educação da Universidade Federal Fluminense e coordenador do Movimento Educação Democrática, Fernando Penna, é visível que essas ideias já chegaram às escolas.


Ele diz estar numa posição privilegiada para atestar o alcance das regras: percorreu 23 estados brasileiros dando palestras sobre o assunto. Em todos, conta, encontrou professores que, como Rafael, foram pressionados para cumpri-las ou denunciados por não fazê-lo: "é um processo muito difuso".



07/11/2018 Mesmo sem lei, Escola sem Partido se espalha pelo país e já afeta rotina nas salas de aula - 05/11/2018 - Educação - Folha https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/11/mesmo-sem-lei-escola-sem-partido-se-espalha-pelo-pais-e-ja-afeta-rotina-nas-salas-de-aula.s… 4/21
A chave para entender o crescimento orgânico do movimento são os projetos de lei que carregam seu nome nas esferas municipais e estaduais. São mais de 150 deles, de acordo com o último levantamento do grupo Professores Contra o Escola sem Partido, feito em janeiro. E mesmo que apenas 14 tenham sido aprovados em estados como Ceará, Rio de Janeiro e Paraíba, a
percepção de que o projeto está valendo teria se espalhado entre os pais.



Vários deputados e senadores eleitos neste pleito também defendem essa bandeira. "Recebemos muitas mensagens na página dizendo 'isso é lei, vocês não podem reclamar'", diz a professora Fernanda Moura, membro do grupo.


A capilaridade das propostas também seria explicada pela publicação de vídeos, fotos e textos nas redes sociais. A página do Facebook do Escola sem Partido tem 192 mil curtidas, mas os registros de professores discutindo com seus alunos sobre política, muitas vezes de forma agressiva, são compartilhados incontáveis vezes pela internet.


As mães entrevistadas disseram receber esse tipo de material pelo WhatsApp. "Vejo vídeos de professores que não levam para aula um debate saudável, mas sua opinião. Os pais ligaram o alerta", diz Raphaela, mãe de um menino de 9 anos, que estuda no Rio.


Desde que viu o então deputado federal Jair Bolsonaro postar sobre os abusos de docentes, Raphaela tem distribuído links e fotos entre outras mães. "Quem tem que dominar e saber das coisas do filho é a família, sem ficar com essa coisa de sexualidade (https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/10/motores-debolsonaro-escola-sem-partido-e-ideologia-de-genero-tem-raizes-religiosas.shtml), de comunismo."


Fernando Penna, da UFF, considera que essa é uma estratégia do Escola sem Partido para provocar "pânico moral". Penna diz que o movimento explora situações que são realmente condenáveis —professores xingando ou constrangendo alunos— para destruir o espaço democrático da escola
(https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/11/advogados-criam-canal-para-professor-denunciar-vigilia-ideologica-poralunos.shtml).
Segundo ele, esses excessos são problemáticos e devem ser corrigidos, mas isso não pode acabar com qualquer debate em sala.


07/11/2018 Mesmo sem lei, Escola sem Partido se espalha pelo país e já afeta rotina nas salas de aula - 05/11/2018 - Educação - Folha
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"Eles usam casos extremos e dizem que isso está acontecendo em todo Brasil. É criar a doença para vender a cura. Espalham o pânico e aí falam: 'você está com medo? Podemos resolver isso'".



Fundador do Escola sem Partido, o advogado Miguel Nagib não quis discutir o tema. Em entrevista à BBC News Brasil em 2016, para uma reportagem sobre bullying político entre crianças, Nagib disse que os seis deveres dos professores estabelecidos pelo movimento apenas propõe "limites éticos e jurídicos da atividade docente": "sejam quais forem as preferências políticas
e ideológicas do professor, ele está legalmente obrigado a respeitar esses limites".


"Foi André que começou a falar sobre o assunto, por causa dos casos que aconteciam na escola. Fui averiguar e vi que os estudantes são humilhados", diz Juliana, mãe do adolescente.
Ela senta ao lado do filho na padaria de São Paulo em que acontece a entrevista. Quando termina de responder à primeira pergunta —como conheceu o movimento—, passa a palavra a ele. E assim é por boa parte da conversa.



André explica que há dois tipos de doutrinação: quando o professor dá sua opinião sobre algum tópico político, econômico ou do noticiário e quando, sem anúncio, "puxa a sardinha" para versões da história que "prefere". O último tipo é o que o jovem considera mais perigoso.


"O aluno que não sabe nada assume que o professor está certo. Não estou falando que precisaria falar de todos os autores de um tema, mas citar que existem outros. Ser sincero, sabe?", ele balança a cabeça, a xícara na mão.


"Mas é muito mau caratismo hoje em dia." Juliana franze a testa e concorda: "Demais."


À direita na página do Escola sem Partido, os itens do menu aparecem em pequenos ícones de quadro negro. Abaixo de "Deveres do Professor" estão
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"Flagrando o Doutrinador", "Planeje sua Denúncia" e "Conselho aos Pais".


Ao clicar no último, abre-se uma página com um texto curto, endereçado aos "senhores pais": "Processem por dano moral as escolas e os professores que transmitirem conteúdos imorais aos seus filhos".


As reclamações das famílias parecem ser o principal motor de aplicação dos princípios do Escola sem Partido. É uma técnica eficaz, dizem os professores,
porque os fazem temer processos e demissões (https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/11/advogados-criam-canal-para-professor-denunciar-vigilia-ideologica-poralunos.shtml).
"A pressão é inegável. O professor sabe que vai ser uma dor de cabeça enorme e eles usam o Judiciário como um tipo de ameaça", diz Fernanda Moura, do grupo de docentes contrários ao movimento.



Em artigo publicado no site do Escola sem Partido sobre a visita da filósofa americana Judith Butler ao Brasil, em 2015
(https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/11/1933437-manifestantes-pro-e-contra-judith-butler-protestam-no-sescpompeia.shtml),
quando ela participou de um evento sobre questões de gênero, Miguel Nagib escreveu sobre a "ideologia de gênero" na sala de aula. O termo não é reconhecido por estudiosos da área e foi popularizado por segmentos contrários à ideia de que gênero é uma construção social e, portanto, não está restrito ao sexo biológico de uma pessoa.



No texto, Nagib diz que ao tratar seus alunos como "cobaias de teoria de gênero", os professores estão correndo um risco: "ser réu numa única ação judicial já é motivo de dor de cabeça. Imagine figurar como réu em dezenas de processos ajuizados por dezenas de pais!".




A deputada Ana Caroline Campagnolo, que incentivou estudantes a denunciarem "doutrinadores", diz que teve um raciocínio semelhante ao de Nagib ao processar uma de suas professoras.
Antes de se candidatar, Campagnolo, então mestranda, entrou com uma ação contra a professora da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc)
Marlene de Fáveri. Ela pedia indenização por danos morais em processo por 07/11/2018 Mesmo sem lei, Escola sem Partido se espalha pelo país e já afeta rotina nas salas de aula - 05/11/2018 - Educação - Folha
https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/11/mesmo-sem-lei-escola-sem-partido-se-espalha-pelo-pais-e-ja-afeta-rotina-nas-salas-de-aula.s… 7/21
perseguição ideológica. (https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2018/10/briga-judicial-entre-professorae-aluna-ilustra-racha-politico-no-pais.shtml)
Segundo a deputada eleita, De Fáveri a teria atacado em sala de aula por suas posições cristãs (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/08/congresso-antifeminista-une-cristas-amigapessoal-de-bolsonaro-homem-mais-machista.shtml)antifeministas (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/08/congresso-antifeminista-une-cristas-amiga-pessoal-de-bolsonaro-homemmais-machista.shtml), além de abandonar a orientação de sua dissertação. A docente nega qualquer agressão contra a estudante. Em setembro, a Justiça julgou a
ação improcedente por falta de provas.



De Fáveri, por sua vez, protocolou uma queixa-crime contra a ex-mestranda por calúnia e difamação. Ela diz que a denúncia foi aceita pelo juiz no início de outubro e agora espera a decisão. Enquanto isso, conta que segue normalmente com sua vida, dando aulas, palestras e orientando alunos.


"Não mudei ritmo de trabalho porque tenho compromisso com os estudantes e a sociedade. Continuo na defesa dos valores que protejo acirradamente: os direitos humanos, a cidadania e a liberdade de cátedra", disse a professora, que participa de debates sobre o Escola sem Partido.



Em entrevista à BBC News Brasil, Campagnolo afirmou que mesmo sem vitória na Justiça, considera que ganhou a disputa. Ela pediu uma indenização de R$ 17,6 mil em seu processo, mas argumenta que os custos de De Fáveri com trâmites judiciais foram muito maiores, o que fizeram a ação "cumprir seu papel pedagógico."



"Houve um incômodo de dois anos que é impossível mensurar com dinheiro. Meu processo teve uma função pedagógica, porque os professores vão pensar nisso antes de repetir os mesmos erros. Eles devem arcar com as consequências de seus atos ilícitos."


Neste ano, em um colégio particular de Porto Alegre, pressão semelhante de um grupo de pais levou à demissão de um professor de português. Uma das mães que participou da ação, Karina, diz que o motivo foi um livro de Antonio Prata, "(https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2018/09/que-que-a-gente-faz.shtml)Nude Botas"(https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2018/09/que-que-a-gente-faz.shtml), indicado como leitura obrigatória para sua filha de 13 anos.



Em uma das crônicas, o escritor conta como durante um passeio ao Pico do Jaraguá, quando criança, suas irmãs viram uma mulher fazendo sexo oral em um homem. Na história, o pai de Prata tenta explicar o episódio, dizendo que a prática era comum entre os casais, inclusive os gays. No texto, o escritor usa as palavras "chupar" e "pinto".


Karina classifica o livro como "obsceno" e "pornográfico". "Ele tem cenas bastante chulas. Situações, assim, de homossexualismo
(https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2018/09/obra-de-joao-silverio-trevisan-sobre-a-historia-da-homossexualidade-nobrasil-volta-as-livrarias.shtml),
mas de uma maneira grosseira."


O alerta sobre a crônica de Prata foi dado por WhatsApp, aplicativo no qual todas as famílias daquela sala de sétimo ano se reúnem. Segundo Karina, o primeiro pai escreveu: "vocês estão acompanhando a leitura das crianças?", o que foi seguido por manifestações de revolta de outros membros. "Nu de Botas" foi a gota d'água. Pouco antes, o mesmo professor havia
pedido uma redação dando como exemplo um texto que defendia a saída do presidente Michel Temer (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/08/improviso-marca-fim-do-governodo-presidente-michel-temer.shtml), escrito por um "jornalista esquerdista".



"Tudo isso gerou bastante comoção nos pais e muitos ameaçaram fazer boletim de ocorrência. Chegamos na direção e a diretora não sabia de nada. Os professores estavam livres, completamente..." Após as denúncias, a demissão aconteceu no mesmo dia.



Karina diz que a reação "ainda é tímida", mas mostra que os pais estão atentos. Apesar de discreto, pondera, o movimento é suficiente para que os professores repensem a escolha do conteúdo e as coordenações da escolha de seus funcionários.


André acha que seu professor de filosofia fala muito de Karl Marx (https://m.folha.uol.com.br/folha-topicos/karl-marx/?pg=2).
07/11/2018 Mesmo sem lei, Escola sem Partido se espalha pelo país e já afeta rotina nas salas de aula - 05/11/2018 - Educação - Folha
https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/11/mesmo-sem-lei-escola-sem-partido-se-espalha-pelo-pais-e-ja-afeta-rotina-nas-salas-de-aula.s… 9/21
O filósofo e sociólogo alemão concebeu teorias sobre sociedade, economia e política cujo conjunto ficou conhecido como marxismo. Seu pensamento sustenta que as sociedades humanas progridem por meio da luta de classes e que o Estado foi criado para proteger os interesses da classe dominante.


Para André, o professor tem preferência por Marx e dá muito espaço a sua obra, em vez de explorar autores elogiosos ao capitalismo. O aluno defende que Ludwig von Mises, membro da escola austríaca de pensamento econômico, ganhe mais espaço.


Uma das referências teóricas dos movimentos de direita no Brasil
(https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2018/10/guerras-culturais-se-acirram-no-brasil-e-quem-vence-e-a-direita-debolsonaro.shtml),
Mises argumentava que o livre mercado era a única política econômica viável e que a intervenção governamental levaria ao socialismo.



Como o professor insistia em se concentrar em Marx, os embates começaram. "Quase toda aula a gente discute. Ele me respeita, eu respeito ele. Apesar de ele dizer que o autor que ele gosta está certo e dar aula em função disso, quando a gente discute, ele admite algumas coisas", André diz, levantando as sobrancelhas.


"Então, tipo, tem o professor que faz essas coisas sem perceber, talvez por ter vivido isso nas faculdades. Quando faz sem perceber, tenho amizade. Mas quando o professor faz de propósito, aí começo a olhar com..." "Você se distancia?", a reportagem pergunta. "Não faço questão de ser amigo", ele dá de ombros.



Os professores entrevistados concordam que este não é o ano mais tenso para a educação. Segundo eles, o de 2016, quando aconteceu o impeachment
da ex-presidente Dilma Rousseff(https://www1.folha.uol.com.br/colunas/otavio-friasfilho/2018/04/golpe-ou-impeachment-ainda.shtml),
ou o seguinte, 2017, foram mais eviden









[...]





https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/11/mesmo-sem-lei-escola-sem-partido-se-espalha-pelo-pais-e-ja-afeta-rotina-nas-salas-de-aula.shtml
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Geotecton em 07 de Novembro de 2018, 11:51:45
Os dois casos citados pelo -Huxley- são conspícuos quanto à doutrinação ideológica.

Acompanho a área de educação e é crescente a influência da esquerda desde 1985, em especial no setor de humanas no nível universitário.

O ESP é uma resposta a isto. Não acho ele bom mas o que se observa na educação hoje é muito pior, em especial nas universidades, que se consideram 'acima do bem e do mal', porquê querem toral autonomia mas custeada pela sociedade.

Avalio que na medida que forem ocorrendo os conflitos, o Judiciário é que irá resolve-los. Espero que aqueles casos que forem de Ciência (Teoria da Evolução) x Religião e/ou Pseudociência (criacionismo, design inteligente), o estado dê ganho de causa à Constituição (estado laico), ou seja, à Ciência.

Nos casos de doutrinação para estudantes até o ensino médio, que o estado seja contra.

E que no ambiente universitário seja tolerada a livre discussão mas com punição severa para aqueles que atrapalham a aula e depredam patrimônio.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 07 de Novembro de 2018, 11:59:19

Nos casos de doutrinação para estudantes até o ensino médio, que o estado seja contra.




Um problema  para o qual ainda não vi uma apresentação  de uma boa  solução é a questão  da definição legal  explícita,  concreta,  objetiva e imparcial do que seja:

                                                                            Doutrinação
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 07 de Novembro de 2018, 12:04:27

Na nossa língua portuguesa doutrinar é definido como:


dou·tri·na·ção
substantivo feminino
.Ato ou efeito de doutrinar.


dou·tri·nar - Conjugar
(doutrina + -ar)
verbo transitivo
1. Instruir em uma doutrina. = ENSINAR

2. Instruir nos princípios de alguma doutrina ou .ideia. = CATEQUIZAR


"doutrinação", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/doutrina%C3%A7%C3%A3o [consultado em 07-11-2018].




Então,  querer punir professores por doutrinar é o mesmo que querer punir professores  por  ENSINAR , ou por  Instruir nos princípios de alguma doutrina ou ideia.



Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 07 de Novembro de 2018, 12:07:27
E o que é doutrina ?


Na nossa língua portuguesa doutrina é :


dou·tri·na
(latim doctrina, -ae, ensino, instrução, ciência, erudição, princípio)
substantivo feminino


1. Princípios fundamentais de uma crença, sistema ou ciência.

2. Erudição, saber; ensino; norma.

3. [Religião católica]  Formulário das orações e do ensino religioso que convém dar aos católicos. = CATECISMO


"doutrina", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/doutrina [consultado em 07-11-2018].




Então, querer punir professores que ensinam alguma doutrina é o mesmo que querer punir professores que ensinem:



1. Princípios fundamentais de uma crença, sistema ou ciência.


e/ou


2. Erudição, saber; ensino; norma.




Ou seja estamos diante de uma proposta completamente  absurda.







Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 07 de Novembro de 2018, 12:09:59
Não é tão complicado quanto parece. Algum possível protesto de religiosos vai continuar na mesma linha de não querer rezar em salas de aula nem ter que ouvir pregação religiosa alheia. Se o conteúdo curricular não mudar tudo vai continuar sendo compreendido como sempre foi, não está sendo criado nenhum fato novo.


Nenhuma ordem vigente está sendo interrompida. Não está havendo nenhuma transgressão de valores que estão em vigor.A proposta com o Escola sem Partido não está acrescentando nenhum poder de poder de polícia que os alunos não tinham antes, só os esclarecendo dos que eles já tem, logo, não se pode fazer a leitura leitura enviesada esquerdalóide de que conhecimento e esclarecimento dos deveres de alguém visariam na verdade algum movimento ideológico de cunho religioso para questionar o próprio Establishment pois isso confronta com o própria ideia de  não doutrinação ideológica!
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 07 de Novembro de 2018, 12:15:15
Uma aluna em sala de aula fala o absurdo completo de   "matar  pessoas que tem valores políticos diferentes dos valores que eu ou o meus pais tem"  e então o professor  se cala porque sabe que na prática está havendo perseguição  à  professores  que  mostrem os absurdos  que pais falam, mostra claramente que é conversas fiada  a ideia de que está tudo muito bem e que esses  projetos de perseguição e controle de professores são inócuos.


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 07 de Novembro de 2018, 12:16:42


"Ele perguntou a uma adolescente qual era sua sugestão. "Matar todos os comunistas", ela teria respondido.

"Perguntei o que são comunistas, mas ela não sabia, eram os pais que falavam isso. Tinha certeza que, se questionasse algo, seria demitido no dia seguinte. Então não falei nada." "



https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/11/mesmo-sem-lei-escola-sem-partido-se-espalha-pelo-pais-e-ja-afeta-rotina-nas-salas-de-aula.shtml
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 07 de Novembro de 2018, 12:20:39

A educação no Brasil já tem vários problemas reais, e agora a estes irá se somar a perseguição e controle  ideológico de professores.


É o fim da picada.    :no:



Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 07 de Novembro de 2018, 12:28:01
Parece que o que  mais incomoda a massaroca ideológica esquerdista é o fato de com a  coisa toda na prática passar a não haver mais tacitamente uma equiparação da turminha ideológica com quem só quer estudar.

Me lembro bem da época em que estudei num colégio municipal aqui de Belo Horizonte, onde tinha até instalações bancadas pelo Estado que serviam  na prática como uma célula comunista cujo filho de um ativista comunista notório daqui fazia sua doutrinação livremente. Então, minha gente, saibam que o buraco é bem mais embaixo.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Geotecton em 07 de Novembro de 2018, 12:49:01

Nos casos de doutrinação para estudantes até o ensino médio, que o estado seja contra.




Um problema  para o qual ainda não vi uma apresentação  de uma boa  solução é a questão  da definição legal  explícita,  concreta,  objetiva e imparcial do que seja:

                                                                            Doutrinação


Depois eu respondo.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Agnoscetico em 07 de Novembro de 2018, 13:17:12

Existem algumas objeções sérias ao programa ESP e elas decorrem justamente da falta de consciência anticomunista e/ou antitotalitarista. Como eu já disse anteriormente, o cerne do problema não é a doutrinação comunista, e sim a exclusão sistemática de tudo que a contraria e ela está representada pelo controle comunista das escolas e o controle ideológico e perseguição de discordantes.

O trecho da constituição que fala de "neutralidade ideológica do Estado" (e, dedutivamente, das instituições educacionais estatais) é equivocado. É um dever ético ser intolerante com os intolerantes - e suas ideias -, isto é, com aqueles seguidores de doutrinas que fazem apologia ao aniquilamento da liberdade de expressão ou outras liberdades básicas. Por exemplo, não existe "direito moral de ser comunista", assim como não existe "direito moral" de ser assassino, estuprador, molestador de crianças, etc. O discurso hipócrita da "neutralidade" acaba por fortalecer, em certa medida, os inimigos do ESP.

[/quote]


dever ético ser intolerante com os intolerantes

Esse direito vale também pros anti-Bolsonaro também na sua mente ou só pra aqueles de quem tu discorda?

não existe "direito moral de ser comunista", assim como não existe "direito moral" de ser assassino, estuprador, molestador de crianças, etc.

Pôr numa mesmo conjunto comunistas e estupradores,etc, parece tentar associar artificialmente essas coisas entre si, que nem Silas Malafaia diz "Não tive filho gay, assassino, ladrão" como se tivessem ligação entre si.


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 07 de Novembro de 2018, 14:18:20

Existem algumas objeções sérias ao programa ESP e elas decorrem justamente da falta de consciência anticomunista e/ou antitotalitarista. Como eu já disse anteriormente, o cerne do problema não é a doutrinação comunista, e sim a exclusão sistemática de tudo que a contraria e ela está representada pelo controle comunista das escolas e o controle ideológico e perseguição de discordantes.

O trecho da constituição que fala de "neutralidade ideológica do Estado" (e, dedutivamente, das instituições educacionais estatais) é equivocado. É um dever ético ser intolerante com os intolerantes - e suas ideias -, isto é, com aqueles seguidores de doutrinas que fazem apologia ao aniquilamento da liberdade de expressão ou outras liberdades básicas. Por exemplo, não existe "direito moral de ser comunista", assim como não existe "direito moral" de ser assassino, estuprador, molestador de crianças, etc. O discurso hipócrita da "neutralidade" acaba por fortalecer, em certa medida, os inimigos do ESP.




Ser comunista não é ser algum tipo de criminoso assassino, estuprador, molestador de crianças. Isto é um absurdo completo. isso é um insulto inadmissível.

Ser comunista é simplesmente  ser a favor de uma determinada forma de organização política e econômica.  É simplesmente optar por determinados valores políticos e econômicos.

E indivíduos tem sim o direito de escolherem tais valores.


Sua argumentação é uma afronta completa a liberdade individual e também  ao princípio  de pluralismo político.

Sua argumentação é claramente autoritária e  antidemocrática.

Isto é uma das afirmações  mais autoritárias,  antidemocráticas  e  ditatoriais  que já vi por aqui.


 :x
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 07 de Novembro de 2018, 14:25:46


O que se entende por pluralismo político? - Fabrício Carregosa Albanesi



Rede de Ensino Luiz Flávio GomesPublicado por Rede de Ensino Luiz Flávio Gomeshá 9 anos40K visualizações
Antes de adentrar no tema em específico, vale localizar o tema dentro do nosso ordenamento jurídico.

O pluralismo político é encontrado no título I da Constituição Federal de 1988, ao tratar-se dos princípios fundamentais da República Federativa do Brasil, vejamos: Constituição Federal

TÍTULO I

Dos Princípios Fundamentais

Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

(...)


V - o pluralismo político.


É costumeiro confundir-se a expressão pluralismo político com a idéia de vários partidos políticos, contudo a esta matéria atribui-se a denominação pluripartidarismo ou multipartidarismo, que é uma das consequências do pluralismo político.


Pluralismo político é a possível e garantida existência de várias opiniões e idéias com o respeito por cada uma delas. O pluralismo político, como base do Estado democrático de direito, aponta o reconhecimento de que a sociedade é formada por vários grupos, portanto composta pela multiplicidade de vários centros de poder em diferentes setores.


O Estado democrático de direito, ao ser instituído por nossa Constituição, buscou assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, devendo o poder ser exercido pelo povo através de representantes eleitos, consagrando dessa maneira a participação de todos no processo político da Nação.


Através da ideia de pluralismo político, então, busca-se assegurar a liberdade de expressão, manifestação e opinião, garantindo-se a participação do povo na formação da democracia do país.



https://lfg.jusbrasil.com.br/noticias/1999411/o-que-se-entende-por-pluralismo-politico-fabricio-carregosa-albanesi


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 07 de Novembro de 2018, 14:28:39


Pessoas tem o direito constitucional e moral pleno de adotarem valores comunistas e de serem comunistas.



Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 07 de Novembro de 2018, 14:30:29


Realmente faz falta o ensino de um básico de direito constitucional no Ensino Médio.


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Pedro Reis em 07 de Novembro de 2018, 14:45:35

Existem algumas objeções sérias ao programa ESP e elas decorrem justamente da falta de consciência anticomunista e/ou antitotalitarista. Como eu já disse anteriormente, o cerne do problema não é a doutrinação comunista, e sim a exclusão sistemática de tudo que a contraria e ela está representada pelo controle comunista das escolas e o controle ideológico e perseguição de discordantes.

O trecho da constituição que fala de "neutralidade ideológica do Estado" (e, dedutivamente, das instituições educacionais estatais) é equivocado. É um dever ético ser intolerante com os intolerantes - e suas ideias -, isto é, com aqueles seguidores de doutrinas que fazem apologia ao aniquilamento da liberdade de expressão ou outras liberdades básicas. Por exemplo, não existe "direito moral de ser comunista",



Caríssimo Huxley, o senhor está me assustando.

Me diz que não são palavras suas ... que você só está citando algum discurso de Hitler a propósito de crítica.

Quem decide se o comunista está fazendo apologia ao aniquilamento da liberdade de expressão? Você? O Bolsonaro?

Porque talvez algum comunista não concorde com isso... mas claro, ele não é o dono da verdade, e vocês sim.

Alguns trechos da Constituição da URSS promulgada em 1936

Citar

Artigo 122 — Às mulheres na URSS são concedidos direitos iguais ao homem, em todas as esferas da economia e da vida do Estado, cultural, política e socialmente.

O gozo desses direitos é assegurado pela concessão à mulher do direito ao trabalho como ao homem, com o mesmo salário, e com todos os direitos de descanso, seguro social e educacional e pela proteção do Estado aos interesses da mãe e da criança, descanso durante a gravidez, assistência em maternidade, enfermarias e creches.

Artigo 123 — Direitos iguais para todos os cidadãos da URSS, independentemente de sua nacionalidade ou raça, em todas as esferas do Estado, seja economicamente, na vida cultural, social ou política, constituem lei irrevogável.

Artigo 124 — Com o fim de assegurar a liberdade de consciência, a Igreja, na URSS, será separada do Estado e a Escola será separada da Igreja. A liberdade de culto, assim como a liberdade de propaganda anti-religiosa, serão outorgadas a todos.

Artigo 125 — De acordo com os interesses dos trabalhadores, e afim de reforçar o sistema socialista, a lei garante a todo o cidadão:

a) Liberdade de palavra;

b) Liberdade de imprensa;

c) Liberdade de assembléia ou reunião;

d) Liberdade de passeatas e demonstrações.

Essas liberdades são asseguradas por meio das facilidades que se lhes concede, pondo à disposição dos trabalhadores e de suas organizações, tipografias, material de impressão, edifícios. públicos, ruas, meios de condução, etc., para o exercício desses direitos.

Artigo 126 — De acordo com os interesses dos trabalhadores, e no propósito de desenvolver a manifestação espontânea e a atividade política das massas, é facultado a todos os cidadãos da URSS o direito de unir-se em agremiações públicas, uniões sindicais, associações cooperativas, associações juvenis de defesa ou esportivas, sociedades culturais técnicas e científicas, assim como aos mais ativos e politicamente conscientes cidadãos de todas as classes trabalhadoras, os quais representam os núcleos líderes de todas as organizações dos trabalhadores, tanto do Estado como sociais.

Artigo 127 — É também garantida aos cidadãos da URSS a inviolabilidade pessoal. Ninguém pode ser preso a não ser por ordem da Corte ou por sanção do Procurador do Estado.

Artigo 128 — A inviolabilidade de domicílio e a inviolabilidade da correspondência são também garantidas pela lei.


A mim parece que você está sendo intolerante. Devo eu, seguindo seu conselho, persegui-lo?

Você está decidindo por outras pessoas o que elas são e o que elas pensam, qual e de quê natureza é sua ideologia. E a opinião desta pessoa em contrário é irrelevante, seus argumentos são irrelevantes.

Este é o seu modelo de tolerância e democracia?

Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 07 de Novembro de 2018, 15:28:13

Existem algumas objeções sérias ao programa ESP e elas decorrem justamente da falta de consciência anticomunista e/ou antitotalitarista. Como eu já disse anteriormente, o cerne do problema não é a doutrinação comunista, e sim a exclusão sistemática de tudo que a contraria e ela está representada pelo controle comunista das escolas e o controle ideológico e perseguição de discordantes.

O trecho da constituição que fala de "neutralidade ideológica do Estado" (e, dedutivamente, das instituições educacionais estatais) é equivocado. É um dever ético ser intolerante com os intolerantes - e suas ideias -, isto é, com aqueles seguidores de doutrinas que fazem apologia ao aniquilamento da liberdade de expressão ou outras liberdades básicas. Por exemplo, não existe "direito moral de ser comunista",



Caríssimo Huxley, o senhor está me assustando.

Me diz que não são palavras suas ... que você só está citando algum discurso de Hitler a propósito de crítica.

Quem decide se o comunista está fazendo apologia ao aniquilamento da liberdade de expressão? Você? O Bolsonaro?

Porque talvez algum comunista não concorde com isso... mas claro, ele não é o dono da verdade, e vocês sim.

Alguns trechos da Constituição da URSS promulgada em 1936

Citar

Artigo 122 — Às mulheres na URSS são concedidos direitos iguais ao homem, em todas as esferas da economia e da vida do Estado, cultural, política e socialmente.

O gozo desses direitos é assegurado pela concessão à mulher do direito ao trabalho como ao homem, com o mesmo salário, e com todos os direitos de descanso, seguro social e educacional e pela proteção do Estado aos interesses da mãe e da criança, descanso durante a gravidez, assistência em maternidade, enfermarias e creches.

Artigo 123 — Direitos iguais para todos os cidadãos da URSS, independentemente de sua nacionalidade ou raça, em todas as esferas do Estado, seja economicamente, na vida cultural, social ou política, constituem lei irrevogável.

Artigo 124 — Com o fim de assegurar a liberdade de consciência, a Igreja, na URSS, será separada do Estado e a Escola será separada da Igreja. A liberdade de culto, assim como a liberdade de propaganda anti-religiosa, serão outorgadas a todos.

Artigo 125 — De acordo com os interesses dos trabalhadores, e afim de reforçar o sistema socialista, a lei garante a todo o cidadão:

a) Liberdade de palavra;

b) Liberdade de imprensa;

c) Liberdade de assembléia ou reunião;

d) Liberdade de passeatas e demonstrações.

Essas liberdades são asseguradas por meio das facilidades que se lhes concede, pondo à disposição dos trabalhadores e de suas organizações, tipografias, material de impressão, edifícios. públicos, ruas, meios de condução, etc., para o exercício desses direitos.

Artigo 126 — De acordo com os interesses dos trabalhadores, e no propósito de desenvolver a manifestação espontânea e a atividade política das massas, é facultado a todos os cidadãos da URSS o direito de unir-se em agremiações públicas, uniões sindicais, associações cooperativas, associações juvenis de defesa ou esportivas, sociedades culturais técnicas e científicas, assim como aos mais ativos e politicamente conscientes cidadãos de todas as classes trabalhadoras, os quais representam os núcleos líderes de todas as organizações dos trabalhadores, tanto do Estado como sociais.

Artigo 127 — É também garantida aos cidadãos da URSS a inviolabilidade pessoal. Ninguém pode ser preso a não ser por ordem da Corte ou por sanção do Procurador do Estado.

Artigo 128 — A inviolabilidade de domicílio e a inviolabilidade da correspondência são também garantidas pela lei.


A mim parece que você está sendo intolerante. Devo eu, seguindo seu conselho, persegui-lo?

Você está decidindo por outras pessoas o que elas são e o que elas pensam, qual e de quê natureza é sua ideologia. E a opinião desta pessoa em contrário é irrelevante, seus argumentos são irrelevantes.

Este é o seu modelo de tolerância e democracia?



Você ignora Karl Popper. Como já foi dito por ele em A Sociedade Aberta e Seus Inimigos, tolerância ilimitada leva, paradoxalmente, ao desaparecimento da tolerância. Tal desaparecimento resulta de tolerância com os intolerantes, logo não existe problema algum em ser intolerante com os intolerantes. A intolerância que me refiro é assimétrica, eu não sou intolerante, logo a "pena de intolerância" não se aplica a mim.

Pela regra da minoria, que já apresentei neste tópico, o intolerante prevalecerá sobre o tolerante. O câncer tem de ser interrompido antes de sofrer metástase. Todo sistema político intolerante tem de ser tratado feito um câncer, seja ele o comunismo, o nazismo ou o salafismo.

Por fim... É difícil não rir do apelo à constituição soviética, esse foi de longe o pior argumento que já li no fCC, e é simplesmente um escândalo que eu tenha que ler isso. Deixa ver se eu entendi. Não existiria "letra morta" de constituição. Por causa do que está escrito oficialmente na constituição soviética, os campos de concentração para opositores políticos na URSS nunca existiram. O Livro Negro do Comunismo é um delírio de historiadores anticomunistas e as provas que constam lá foram todas forjadas.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 07 de Novembro de 2018, 15:36:51
PERSEGUIÇÃO A PROFESSORES E LEI DA MORDAÇA SERÃO DEBATIDAS NA CÂMARA DE DEPUTADOS



 

A perseguição de professores por membros do “Movimento Escola Sem Partido” será debatida na Comissão da Câmara dos Deputados que trata do Projeto de Lei (PL) Nº 7180/2014. A iniciativa é do deputado João Carlos Bacelar Batista (PODE-BA) que pretende chamar para depor os professores perseguidos Daniel Macedo, da Escola Estadual Lucilo José Ribeiro, de São José da Tapera (AL); Cleonilde Tibiriçá, da Fatec Barueri (SP); Janeth de Souza e Silva, do Instituto de Educação Rangel Pestana, em Nova Iguaçu (RJ); Gabriela Viola, do Colégio Estadual em Curitiba (PR); e Alice Aparecida e Silva, do Instituto de Educação Estadual de Londrina (PR).


O PL, de autoria do deputado Erivelton Santana (PEN-BA) inclui entre os princípios do ensino “o respeito às convicções do aluno, de seus pais ou responsáveis, dando precedência aos valores de ordem familiar sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa. Conhecido como Lei da Mordaça, o projeto é repudiado por várias entidades sindicais e democráticas.


Contee contra a Lei da Mordaça


A Contee lançou, em agosto de 2016, campanha nacional contra a Lei da Mordaça. As peças da campanha estão disponíveis no Portal da Contee e mostram, através das imagens de um professor amordaçado e de uma estudante impedida de ver e ouvir, como os projetos do movimento Escola Sem Partido representam um ataque à liberdade de cátedra e a construção de uma educação crítica e democrática. O mote é ‘‘A minha entidade sindical me defende deste ataque’’. A campanha também conta com um vídeo de denúncia à censura e em defesa da educação crítica e democrática.


Em abril de 2017, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu pela inconstitucionalidade da Lei 7.800/2016, de Alagoas, baseada no projeto Escola sem Partido. Para o ministro, a norma não tem condições de promover uma educação sem doutrinação.


A lei, copiada do texto base do projeto Escola sem Partido, foi questionada por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 5.537, proposta pela Contee. Para Barroso, acatando a argumentação da Confederação, a lei “é tão vaga e genérica que pode se prestar à finalidade inversa: a imposição ideológica e a perseguição dos que dela divergem. Portanto, a lei impugnada limita direitos e valores protegidos constitucionalmente sem necessariamente promover outros direitos de igual hierarquia”.


O magistrado ressaltou que a norma implica desconfiança em relação aos professores, o que não faz sentido em relação ao papel desempenhado por eles na sociedade. Para ele, os professores “têm um papel fundamental para o avanço da educação e são essenciais para a promoção dos valores tutelados pela Constituição. Não se pode esperar que uma educação adequada floresça em um ambiente acadêmico hostil, em que o docente se sente ameaçado e em risco por toda e qualquer opinião emitida em sala de aula”.


Gilson Reis, coordenador geral da Contee, destaca quatro pontos contrários ao projeto: “1 – fere o princípio de autonomia pedagógica das escolas, bem como a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; 2 – propõe a imposição de determinações que cerceiam a atuação docente, contrariando o princípio da autonomia do professor e descaracterizando as possibilidades de efetivação de práticas pedagógicas dialógicas, assim como a própria relação professor-aluno nela implícita; 3 – fragiliza a relação família-escola, ao propor mecanismos que permitem aos pais e tutores censurar a atuação pedagógica de docentes e escolas; e 4 – contraria o princípio de laicidade da educação pública, desconsiderando os princípios que devem reger a atividade que prima pelo respeito à diversidade religiosa, bem como desconsidera outros princípios previstos na legislação educacional brasileira”.



Ataques aos professores


O deputado Bacelar pretende, na audiência, “demonstrar e discutir a perseguição que professores já vêm sofrendo por membros do ‘Movimento Escola Sem Partido’, antes mesmo que os trabalhos desta Comissão sejam concluídos. Daniel Macedo desenvolveu o projeto Diário de Gente — Sexualidade e Gênero, tendo elaborado com os alunos uma série de oficinas com estratégias pedagógicas diferenciadas: analisaram textos e reportagens sobre feminicídio, violência contra a mulher e identidade e expressão de gênero. Também assistiram a filmes e palestras, fizeram uma peça de teatro, apresentações de dança e música e uma sessão de fotografia. Desde então, o professor tornou-se alvo de perseguição. Na Assembleia Legislativa de Alagoas, deputados defensores do Escola Sem Partido cobram uma ‘punição severa’ ao professor. Daniel Macedo também tem sofrido ataques pessoais e difamação nas redes sociais, principalmente por páginas pró-Escola Sem Partido”.


Cleonilde Tibiriçá conta: “Eu trabalho a língua a partir de textos ancorados em um contexto geográfico, sociopolítico. Sempre trabalhei com a aprovação da direção. Tinha lá Hobsbawm, Milton Santos, Chico Buarque, Paulo Freire. Tinha também muitos artigos, alguns da Carta Capital, alguns da Veja. No segundo semestre de 2013, percebi a presença de um aluno estranho, com umas perguntas estranhas. Os textos que ele trazia vinham sempre do Instituto Millenium. Eu só descobri tardiamente que esse moço de 35 anos era ligado a este instituto e ao ‘Escola Sem Partido’ (ESP). Em outubro daquele ano, eu recebi um e-mail do Miguel Nagib, coordenador do ESP, dizendo que tinha recebido uma denúncia e uma série de documentos referentes a minha prática doutrinária em sala de aula. Dizendo que iria publicar três artigos e estava me avisando para que eu me defendesse. Eu respondi que não autorizava a publicação de artigo nenhum, que ele não me conhecia e que, se algum aluno tinha passado informações para eles, eram informações que circulavam no interior de uma relação pedagógica e que ele não deveria ter acesso a isso. Ele ignorou minha resposta e publicou. A primeira publicação ele mandou com cópia para o diretor da Fatec de Barueri, para a superintendente do Paula Souza e para o governador Geraldo Alckmin. Ele dizia que eu fazia aquela prática com o dinheiro do contribuinte. Que merecia sindicância para exoneração. Eu recebi mensagens de pessoas malucas me ameaçando, dizendo que eu não merecia só ser presa por doutrinar jovens contra a família e contra Deus, que eu merecia morrer. Na PUC chegaram a encontrar minha filha, indicaram quem era ela para um maluco e ele começou a gritar: ‘Olha a filha da doutrinadora’ Nunca imaginei que algo assim pudesse um dia acontecer.”


Janeth de Souza e Silva também relata: “Eu sou professora da rede estadual desde 1984 e estou respondendo a uma sindicância por ‘doutrinação ideológica’. Sou professora de inglês e defendo a escola pública como sempre defendi a vida toda. Toda vez que tem uma greve, eu converso com os meus alunos e explico os motivos das greves e o desrespeito que os governantes têm com a educação e os educadores. Acho que eles têm o direito de saber os motivos das greves que os afetam diretamente. E parece que agora isso é tido como doutrinação. Um belo dia fiquei sabendo que havia uma gravação de 40 minutos de uma aula minha, que havia uma sindicância e que a acusação era doutrinação ideológica. Fiquei muito surpresa, mas continuo achando que, se eu for participar de uma greve, meus alunos têm o direito de saber os motivos, mesmo porque ensino futuros professores. A sindicância foi aberta em novembro de 2015 e até agora não tive qualquer notícia.”


Gabriela Viola acredita “que o conhecimento tem que ser construído em parceria com os alunos. Eu levo um tema e a partir de um debate ele vira um conhecimento conjunto. E minha relação com os estudantes foi construída com muito respeito, nunca precisei tirar aluno de sala de aula ou aumentar o tom de voz. E nunca tinha sofrido qualquer tipo de repressão antes do ocorrido. O ataque veio por parte de páginas de direita, principalmente por causa do autor escolhido e do ritmo de música, que é marginalizado dentro da sociedade. A paródia (versão do funk Baile de favela com letra falando das teorias de Karl Marx) foi uma forma que eu encontrei de fazer a sala toda participar do conteúdo. Eles que escolheram o estilo musical, fizeram a paródia. Aí postei a música no Facebook no domingo à noite, e, no dia seguinte, o vídeo já estava em um monte de páginas, inclusive dizendo que era doutrinação ideológica. Algumas páginas de direita me ameaçaram. A coordenação do colégio disse que era para eu ficar em casa enquanto o Núcleo Regional de Educação resolveria o que fazer com meu caso. O fato de me mandarem para casa fez como que os alunos se mobilizassem no colégio e houve duas manifestações, de manhã e à noite, e também criaram a hashtag #VoltaGabi. Na mobilização da noite, a patrulha escolar foi chamada, mas apareceram três carros da Rotam. Acho que ninguém esperava essa pressão dos alunos e acho que a repercussão negativa de me mandar para casa influenciou na decisão de me trazer de volta. Nós, professores, estamos sendo massacrados, apanhamos na rua quando pedimos melhor alimentação nas escolas, estamos sofrendo cortes. Esse projeto Escola Sem Partido vem de setores fundamentalistas que querem cada vez mais uma sociedade passiva e ignorante. A escola sem partido é escola de um partido só”.


Alice Aparecida e Silva leciona geografia: “Em junho, aconteceu um evento organizado pela equipe multidisciplinar do colégio em que nós debatemos a questão de gênero, desde violência contra a mulher, cultura do estupro, orientação sexual em toda a sua diversidade, e culminou no Dia Mundial do Orgulho LGBT. Nós falamos também sobre a questão geracional, acessibilidade, idosos e prevenção de drogas, foi um trabalho amplo chamado ‘Diversidade e Sustentabilidade’. Nosso trabalho foi recortado e denunciado ao Juizado da Infância e Juventude por um advogado que tem um blog chamado ‘Endireita Londrina’, dizendo que estávamos estimulando a erotização infantil e trabalhando a ideologia de gênero – o que, aliás, precisamos discutir porque não existe ideologia de gênero – e ensinando pornografia. Tudo porque um dos grupos, que estava trabalhando a questão da orientação sexual, levou uma drag queen para fazer uma performance na hora do intervalo. Foi uma série de atividades, mas o enfoque foi na performance da drag e em um pedaço de um filme chamado ‘O homossexual não é perverso, perverso é o ambiente onde ele vive’, de 1971. Um professor do próprio colégio fez o recorte, ele é amigo desse advogado. A drag fez uma dança e três trocas de roupas, estava com todas as roupas. Isso está sendo chamado de pornografia. Essa atividade aconteceu no turno em que temos só alunos de ensino médio. E, em todo o trabalho que foi feito, foi feita uma arrecadação de fraldas geriátricas; professores e alunos falaram sobre o que pensam sobre drogas, direitos, deveres, diversidade sexual. Nós respondemos que não infringimos nenhuma lei, que trabalhamos com o conteúdo do MEC e que o foco foi o respeito à diversidade. Fizemos esse trabalho com adolescentes, não havia crianças na escola. Eu fui muito ameaçada na página do advogado. Já abrimos um processo contra o professor e contra o advogado. Esse advogado orienta estudantes a filmar as aulas para denunciar os professores, como na lei da mordaça. As manifestações homofóbicas, machistas e racistas na escola são recorrentes. Trabalhar esses temas é fundamental”.


Para o deputado Bacelar, “por tratar-se de desdobramento tão relevante e que merece ampla discussão, solicitamos a aprovação da Audiência Pública”. A proposta será apreciada na próxima reunião da Comissão.


http://sinprogoias.org.br/perseguicao-a-professores-e-lei-da-mordaca-serao-debatidas-na-camara-de-deputados/

Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 07 de Novembro de 2018, 15:48:08

31/10/2018

Aprovar a toque de caixa o projeto ESP: o Brasil vai virar fundamentalista?


escola-mordaca--cnte


A Câmara dos Deputados marcou uma reunião deliberativa extraordinária da comissão especial sobre o projeto Escola Sem Partido. A reunião foi marcada de última hora e acontece às 14h30 para votar o parecer do relator deputado federal Flávio Augusto da Silva (PSC-SP).

Integrante da bancada evangélica, o deputado sempre se manifestou favorável ao Projeto de Lei 7180/14, de Erivelton Santana (Patriota-BA), também da bancada evangélica. “Ao que parece o governo de Jair Bolsonaro já começou”, diz Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais da CTB.


Leia a íntegra do substitutivo em votação aqui.


O parecer do relator prevê a fixação de um cartaz com os “seis deveres do professor” (leia no final) designados por esse projeto de cunho fundamentalista. “De acordo com os apoiadores, o projeto visa impedir a ‘doutrinação esquerdista’ dos estudantes”, reforça Marilene.


Mas, na verdade, “a Escola Sem Partido acaba com a liberdade de cátedra, propõe um relacionamento de animosidades entre alunos e professores e impõe o pensamento único, liquidando com a possibilidade do diálogo e do ensino da diversidade brasileira”.


A Escola da Mordaça, como o projeto foi apelidado por educadores e estudantes que defendem uma escola inclusiva e formadora de cidadãs e cidadãos, pretende alterar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB, Lei 9.394/96) para proibir disciplinas que debatam as questões de gênero ou orientação sexual.


Atentem para uma aula como querem os defensores da Escola Sem Partido



Também prevê a inclusão de ensino religioso e educação moral e cívica, uma disciplina instituída pela ditadura (1964-1985). “Isso tudo aliado às propostas de ensino à distância até para o ensino fundamental 1 e os projetos de privatização das universidades federais e do ensino médio representam o fim da educação pública e do sonho dos mais pobres em melhorarem de vida através da educação”, diz Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB.


A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)se posiciona contra o projeto por causa da “fragilidade dos embasamentos jurídicos e pedagógicos do documento, que acusa os docentes de cometerem abusos em sua liberdade de ensinar e sugerem um rol de deveres para os professores, a ser aplicado em regime de censura, punição e perseguição no ambiente escolar”.


Já Marilene lembra da reforma do ensino médio (lei 13.415/17), que acaba com a obrigatoriedade das disciplinas de História, Geografia, Artes, Sociologia, Filosofia, Psicologia e Educação Física.


“Essa reforma cria inclusive a possibilidade de termos professores por ‘notório saber”, que na realidade significa achatar salários e piorar as condições de ensino”, declara. “Quem vai determinar se a pessoa tem condições de lecionar?”, questiona.


Ela lembra também que em novembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional o projeto Escola Sem Partido aprovado pela Assembleia Legislativa de Alagoas.


Para Marilene, “Bolsonaro nem assumiu a Presidência, com os votos de pouco mais de 39% do eleitorado, e seus seguidores já começam a ameaçar as educadoras e educadores procurando nos intimidar e impedir a realização plena do processo de ensino-aprendizagem com qualidade e liberdade”.


A sindicalista baiana ressalta ainda que circula pela internet um abaixo-assinado, com mais de 300 mil assinaturas até o momento, contra a incitação para estudantes gravarem as aulas e denunciarem sues professores.


Assine você também essa petição contra a censura a educadoras e educadores aqui.


Incitação feita por Ana Carolina Campagnolo, eleita deputada estadual pelo PSL-SC. Ela divulgou pelas redes sociais essa ordem de filmagem e delação. A seguir, ela própria teve uma foto sua divulgada por um estudante, dando aula com camiseta de Jair Bolsonaro (foto).


campagnolo


Se a comissão especial aprovar o parecer do relator, o projeto Escola Sem Partido poderá ir a plenário nesta quarta-feira ainda. Se aprovado será envaido ao Senado. “Isso já mostra claramente o caráter fascista do novo governo, que visa acabar com a possibilidade de uma educação libertadora”, finaliza Marilene.


Veja as absurdas obrigações que querem impor às educadoras e educadores:


1 – O professor não se aproveitará da audiência cativa dos alunos para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias;

2 – O professor não favorecerá nem prejudicará ou constrangerá os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas;

3 – O professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas;

4 – Ao tratar de questões políticas, socioculturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade –, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito da matéria;

5 – O professor respeitará o direito dos pais dos alunos a que seus filhos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções;

6 – O professor não permitirá que os direitos assegurados nos itens anteriores sejam violados pela ação de estudantes ou terceiros, dentro da sala de aula.

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB




http://sinprominas.org.br/noticias/aprovar-a-toque-de-caixa-o-projeto-esp-o-brasil-vai-virar-fundamentalista/


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Geotecton em 07 de Novembro de 2018, 17:08:15
31/10/2018

Aprovar a toque de caixa o projeto ESP: o Brasil vai virar fundamentalista?

escola-mordaca--cnte

A Câmara dos Deputados marcou uma reunião deliberativa extraordinária da comissão especial sobre o projeto Escola Sem Partido. A reunião foi marcada de última hora e acontece às 14h30 para votar o parecer do relator deputado federal Flávio Augusto da Silva (PSC-SP).
[...]

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

http://sinprominas.org.br/noticias/aprovar-a-toque-de-caixa-o-projeto-esp-o-brasil-vai-virar-fundamentalista/

O texto é extremamente parcial e enviesado ideologicamente.

Apresenta um vídeo que é um conspícuo espantalho, passa pela mais nova narrativa mau-caráter dos esquerdopatas (a de que o Bozo foi eleito com só 39% do eleitorado) e simplesmente mente neste aspecto:

Citação de: Luiza Bezerra citada pelo 'site' da Sinprominas
[...]
Também prevê a inclusão de ensino religioso e educação moral e cívica, uma disciplina instituída pela ditadura (1964-1985). “Isso tudo aliado às propostas de ensino à distância até para o ensino fundamental 1 e os projetos de privatização das universidades federais e do ensino médio representam o fim da educação pública e do sonho dos mais pobres em melhorarem de vida através da educação”, diz Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB.
[...]

No projeto de lei Federal (https://www.programaescolasempartido.org/pl-federal) não há nenhuma menção sobre 'educação moral e cívica' e nenhuma menção sobre 'ensino religioso' em escolas publicas.

A única menção sobre ensino religioso está no artigo 6, que trata das escolas particulares

Citação de: Projeto de Lei Federal do ESP
[...]
Art. 6º. As escolas particulares que atendem a orientação confessional e ideologia específicas poderão veicular e promover os conteúdos de cunho religioso, moral e ideológico autorizados contratualmente pelos pais ou responsáveis pelos estudantes, devendo ser respeitado, no tocante aos demais conteúdos, o direito dos alunos à educação, à liberdade de aprender e ao pluralismo de ideias.
[...]

e ainda assim deve seguir o que foi estabelecido no contrato firmado entre a escola e os pais e ou responsáveis pelo aluno.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Pedro Reis em 07 de Novembro de 2018, 17:21:37

Você ignora Karl Popper. Como já foi dito por ele em A Sociedade Aberta e Seus Inimigos, tolerância ilimitada leva, paradoxalmente, ao desaparecimento da tolerância. Tal desaparecimento resulta de tolerância com os intolerantes, logo não existe problema algum em ser intolerante com os intolerantes. A intolerância que me refiro é assimétrica, eu não sou intolerante, logo a "pena de intolerância" não se aplica a mim.

Pela regra da minoria, que já apresentei neste tópico, o intolerante prevalecerá sobre o tolerante. O câncer tem de ser interrompido antes de sofrer metástase. Todo sistema político intolerante tem de ser tratado feito um câncer, seja ele o comunismo, o nazismo ou o salafismo.

Por fim... É difícil não rir do apelo à constituição soviética, esse foi de longe o pior argumento que já li no fCC, e é simplesmente um escândalo que eu tenha que ler isso. Deixa ver se eu entendi. Não existiria "letra morta" de constituição. Por causa do que está escrito oficialmente na constituição soviética, os campos de concentração para opositores políticos na URSS nunca existiram. O Livro Negro do Comunismo é um delírio de historiadores anticomunistas e as provas que constam lá foram todas forjadas.

Mas o senhor não entendeu a alusão à constituição soviética?

Mesmo eu, já me antecipando a qualquer perturbação cognitiva de natureza ideológica, tendo me dado ao zelo de esclarecer uma referência que, no contexto, deveria ser auto explicativa?

O que os artigos citados provam é que a ideologia comunista não prega explicitamente a intolerância, "nem o aniquilamento da liberdade de expressão", ou mesmo a perseguição a dissidentes, e etc, etc...

Ao contrário do que o senhor está fazendo. Explicitamente. E não se considera intolerante.

Sim, eu sei, é fato histórico, houve perseguição a dissidentes e cerceamento da liberdade de expressão na URSS, assim como aqui, assim como em inúmeras ditaduras sob a chancela do mundo livre", assim como houve e há nos Estados Unidos democrático livre da América. Em maior ou menor grau.

Mas o senhor não está se pondo contra essa qualidade de truculência intolerante, está praticando-a. Apregoando-a, pregando-a, fazendo da intolerância profissão de fé; e se valendo dos mesmos pretextos dos que ignoraram, desvirtuaram e desrespeitaram todos aqueles artigos extraídos de uma constituição stalinista. A saber, de que os intolerantes, os subversivos a soldo dos inimigos do povo, incapazes de tolerar a existência de um proletariado livre e não mais escravizado aos interesses do grande capital indiferente ao sofrimento das massas, poderiam valer-se da tolerância ilimitada para, paradoxalmente, instaurar o capitalismo intolerante e opressor.

Podemos até mesmo imaginar Stalin repetindo muitas das suas palavras em algum discurso na Praça Vermelha:

"Camaradas! Como marxistas cientificistas que sois, cujas mentes socialistas já não se encontram mais turvadas no ópio de primitivas religiosidades burguesas, exorto-os que não esquecei-vos das palavras do grande filósofo da ciência Karl Popper. E de Como já foi dito por ele em A Sociedade Aberta e Seus Inimigos, tolerância ilimitada leva, paradoxalmente, ao desaparecimento da tolerância. Tal desaparecimento resulta de tolerância com os intolerantes, logo não existe problema algum em ser intolerante com os intolerantes.

Há alguns poucos pontos que realmente interessam nesta questão:

- Em primeiro lugar o comunismo não prega oficialmente, nem explicita nem implicitamente, como doutrina, nada disso que você está atribuindo à ideologia comunista. Como a aniquilação da liberdade de expressão, por exemplo. Portanto algum comunista pode pensar (equivocadamente ou não) que só no comunismo é que haverá a verdadeira liberdade. Até a verdadeira liberdade de expressão. E quem é o ser superior, intelectual e moralmente, que decide que este homem está errado e não tem direito às suas ideias, a pensar da forma que pensa? Você?

- Em segundo lugar, ainda que você na condição de proprietário supremo da verdade e da virtude, acredite que só com a instituição de uma "Polícia do Pensamento" em moldes orwellianos se é possível garantir a liberdade e a democracia, como, além de no mundo da ficção, seria possível regulamentar o que os Homens pensam e como pensam? Como deverá a lei e a democracia proceder para banir para o Gulags que deverão ser criados, todos estes indivíduos degenerados a sociopatas que não conseguem ter exatamente a mesma visão ideológica que a sua?

Hein?!

- Em terceiro e último lugar, você não só está decidindo o que é comunismo, como até QUEM é e quem não é comunista. À revelia até mesmo da própria opinião da pessoa a respeito de si mesma, pois a esmagadora maioria dos que olavetes consideram comunistas acreditam mesmo ter aversão ao comunismo.

Quando alguém que quiser impor suas verdades ao resto da sociedade, este será o intolerante e o autoritário que, no ATO de TENTAR IMPOR, desrespeita a lei e é passível de punição. Para isto temos a Constituição, todas as leis, as instituições e todos os instrumentos necessários garantidores da liberdade. Portanto não há justificativa para nenhum intolerante autoritário querer impor SUA VERDADE sob o pretexto de combater a intolerância e o autoritarismo.

Um princípio basilar do Direito ( e do Estado de direito ) é o de que pensar não é crime.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 07 de Novembro de 2018, 17:35:41

Existem algumas objeções sérias ao programa ESP e elas decorrem justamente da falta de consciência anticomunista e/ou antitotalitarista. Como eu já disse anteriormente, o cerne do problema não é a doutrinação comunista, e sim a exclusão sistemática de tudo que a contraria e ela está representada pelo controle comunista das escolas e o controle ideológico e perseguição de discordantes.

O trecho da constituição que fala de "neutralidade ideológica do Estado" (e, dedutivamente, das instituições educacionais estatais) é equivocado. É um dever ético ser intolerante com os intolerantes - e suas ideias -, isto é, com aqueles seguidores de doutrinas que fazem apologia ao aniquilamento da liberdade de expressão ou outras liberdades básicas. Por exemplo, não existe "direito moral de ser comunista", assim como não existe "direito moral" de ser assassino, estuprador, molestador de crianças, etc. O discurso hipócrita da "neutralidade" acaba por fortalecer, em certa medida, os inimigos do ESP.




Ser comunista não é ser algum tipo de criminoso assassino, estuprador, molestador de crianças. Isto é um absurdo completo. isso é um insulto inadmissível.

Ser comunista é simplesmente  ser a favor de uma determinada forma de organização política e econômica.  É simplesmente optar por determinados valores políticos e econômicos.

E indivíduos tem sim o direito de escolherem tais valores.


Sua argumentação é uma afronta completa a liberdade individual e também  ao princípio  de pluralismo político.

Sua argumentação é claramente autoritária e  antidemocrática.

Isto é uma das afirmações  mais autoritárias,  antidemocráticas  e  ditatoriais  que já vi por aqui.


 :x

Citar
Você ignora Karl Popper. Como já foi dito por ele em A Sociedade Aberta e Seus Inimigos, tolerância ilimitada leva, paradoxalmente, ao desaparecimento da tolerância. Tal desaparecimento resulta de tolerância com os intolerantes, logo não existe problema algum em ser intolerante com os intolerantes. A intolerância que me refiro é assimétrica, eu não sou intolerante, logo a "pena de intolerância" não se aplica a mim.

Pela regra da minoria, que já apresentei neste tópico, o intolerante prevalecerá sobre o tolerante. O câncer tem de ser interrompido antes de sofrer metástase. Todo sistema político intolerante tem de ser tratado feito um câncer, seja ele o comunismo, o nazismo ou o salafismo.

Depende de qual comunismo você esteja falando. Se for o anarcocomunismo libertário, até seria possível ser tolerante. Mas com o comunismo soviético e assemelhados?

Se você acha chocante o que eu disse, então é só fazer uma paródia com suas palavras para quê me entenda melhor. Substitua "comunista" por "nazista" no seu post e veja se continua concordando.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 07 de Novembro de 2018, 17:45:15

Você ignora Karl Popper. Como já foi dito por ele em A Sociedade Aberta e Seus Inimigos, tolerância ilimitada leva, paradoxalmente, ao desaparecimento da tolerância. Tal desaparecimento resulta de tolerância com os intolerantes, logo não existe problema algum em ser intolerante com os intolerantes. A intolerância que me refiro é assimétrica, eu não sou intolerante, logo a "pena de intolerância" não se aplica a mim.

Pela regra da minoria, que já apresentei neste tópico, o intolerante prevalecerá sobre o tolerante. O câncer tem de ser interrompido antes de sofrer metástase. Todo sistema político intolerante tem de ser tratado feito um câncer, seja ele o comunismo, o nazismo ou o salafismo.

Por fim... É difícil não rir do apelo à constituição soviética, esse foi de longe o pior argumento que já li no fCC, e é simplesmente um escândalo que eu tenha que ler isso. Deixa ver se eu entendi. Não existiria "letra morta" de constituição. Por causa do que está escrito oficialmente na constituição soviética, os campos de concentração para opositores políticos na URSS nunca existiram. O Livro Negro do Comunismo é um delírio de historiadores anticomunistas e as provas que constam lá foram todas forjadas.

Mas o senhor não entendeu a alusão à constituição soviética?

Mesmo eu, já me antecipando a qualquer perturbação cognitiva de natureza ideológica, tendo me dado ao zelo de esclarecer uma referência que, no contexto, deveria ser auto explicativa?

O que os artigos citados provam é que a ideologia comunista não prega explicitamente a intolerância, "nem o aniquilamento da liberdade de expressão", ou mesmo a perseguição a dissidentes, e etc, etc...

Ao contrário do que o senhor está fazendo. Explicitamente. E não se considera intolerante.

Sim, eu sei, é fato histórico, houve perseguição a dissidentes e cerceamento da liberdade de expressão na URSS, assim como aqui, assim como em inúmeras ditaduras sob a chancela do mundo livre", assim como houve e há nos Estados Unidos democrático livre da América. Em maior ou menor grau.

Mas o senhor não está se pondo contra essa qualidade de truculência intolerante, está praticando-a. Apregoando-a, pregando-a, fazendo da intolerância profissão de fé; e se valendo dos mesmos pretextos dos que ignoraram, desvirtuaram e desrespeitaram todos aqueles artigos extraídos de uma constituição stalinista. A saber, de que os intolerantes, os subversivos a soldo dos inimigos do povo, incapazes de tolerar a existência de um proletariado livre e não mais escravizado aos interesses do grande capital indiferente ao sofrimento das massas, poderiam valer-se da tolerância ilimitada para, paradoxalmente, instaurar o capitalismo intolerante e opressor.

Podemos até mesmo imaginar Stalin repetindo muitas das suas palavras em algum discurso na Praça Vermelha:

"Camaradas! Como marxistas cientificistas que sois, cujas mentes socialistas já não se encontram mais turvadas no ópio de primitivas religiosidades burguesas, exorto-os que não esquecei-vos das palavras do grande filósofo da ciência Karl Popper. E de Como já foi dito por ele em A Sociedade Aberta e Seus Inimigos, tolerância ilimitada leva, paradoxalmente, ao desaparecimento da tolerância. Tal desaparecimento resulta de tolerância com os intolerantes, logo não existe problema algum em ser intolerante com os intolerantes.

Há alguns poucos pontos que realmente interessam nesta questão:

- Em primeiro lugar o comunismo não prega oficialmente, nem explicita nem implicitamente, como doutrina, nada disso que você está atribuindo à ideologia comunista. Como a aniquilação da liberdade de expressão, por exemplo. Portanto algum comunista pode pensar (equivocadamente ou não) que só no comunismo é que haverá a verdadeira liberdade. Até a verdadeira liberdade de expressão. E quem é o ser superior, intelectual e moralmente, que decide que este homem está errado e não tem direito às suas ideias, a pensar da forma que pensa? Você?

- Em segundo lugar, ainda que você na condição de proprietário supremo da verdade e da virtude, acredite que só com a instituição de uma "Polícia do Pensamento" em moldes orwellianos se é possível garantir a liberdade e a democracia, como, além de no mundo da ficção, seria possível regulamentar o que os Homens pensam e como pensam? Como deverá a lei e a democracia proceder para banir para o Gulags que deverão ser criados, todos estes indivíduos degenerados a sociopatas que não conseguem ter exatamente a mesma visão ideológica que a sua?

Hein?!

- Em terceiro e último lugar, você não só está decidindo o que é comunismo, como até QUEM é e quem não é comunista. À revelia até mesmo da própria opinião da pessoa a respeito de si mesma, pois a esmagadora maioria dos que olavetes consideram comunistas acreditam mesmo ter aversão ao comunismo.

Quando alguém que quiser impor suas verdades ao resto da sociedade, este será o intolerante e o autoritário que, no ATO de TENTAR IMPOR, desrespeita a lei e é passível de punição. Para isto temos a Constituição, todas as leis, as instituições e todos os instrumentos necessários garantidores da liberdade. Portanto não há justificativa para nenhum intolerante autoritário querer impor SUA VERDADE sob o pretexto de combater a intolerância e o autoritarismo.

Um princípio basilar do Direito ( e do Estado de direito ) é o de que pensar não é crime.

Lamento dizer que você entende absolutamente NADA de comunismo. Pois só quem entende NADA de comunismo usa o surradíssimo argumento "Não foi o comunismo de verdade" para abrandar moralmente para o lado do comunista que defende o marxismo-leninismo-maoísmo.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Pedro Reis em 07 de Novembro de 2018, 17:46:42

Se você acha chocante o que eu disse, então é só fazer uma paródia com suas palavras para quê me entenda melhor. Substitua "comunista" por "nazista" no seu post e veja se continua concordando.

Não caríssimo. Este é justamente o ponto que o qual eu quis chamar atenção: o nazismo era explicitamente intolerante e rejeitava até mesmo, como princípio basilar, qualquer ideia de igualdade de direitos entre os Homens.

Na verdade O SEU discurso é nazista. Da forma como os nazistas definiriam nazismo.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Pedro Reis em 07 de Novembro de 2018, 17:48:25


Lamento dizer que você entende absolutamente NADA de comunismo. Pois só quem entende NADA de comunismo usa o surradíssimo argumento "Não foi o comunismo de verdade" para abrandar moralmente para o lado do comunista que defende o marxismo-leninismo-maoísmo.

E lamento constatar que você não entendeu nada do que eu disse. Porque nem de longe usei este argumento e nem há margem para esta interpretação.

O que eu disse é que qualquer um tem o direito de achar que ENTENDE de comunismo e discordar daquilo que você entende por comunismo.

Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Geotecton em 07 de Novembro de 2018, 18:14:22
[...]
Alguns trechos da Constituição da URSS promulgada em 1936

Citar
Artigo 122 — Às mulheres na URSS são concedidos direitos iguais ao homem, em todas as esferas da economia e da vida do Estado, cultural, política e socialmente.

O gozo desses direitos é assegurado pela concessão à mulher do direito ao trabalho como ao homem, com o mesmo salário, e com todos os direitos de descanso, seguro social e educacional e pela proteção do Estado aos interesses da mãe e da criança, descanso durante a gravidez, assistência em maternidade, enfermarias e creches.

Artigo 123 — Direitos iguais para todos os cidadãos da URSS, independentemente de sua nacionalidade ou raça, em todas as esferas do Estado, seja economicamente, na vida cultural, social ou política, constituem lei irrevogável.

Artigo 124 — Com o fim de assegurar a liberdade de consciência, a Igreja, na URSS, será separada do Estado e a Escola será separada da Igreja. A liberdade de culto, assim como a liberdade de propaganda anti-religiosa, serão outorgadas a todos.

Artigo 125 — De acordo com os interesses dos trabalhadores, e afim de reforçar o sistema socialista, a lei garante a todo o cidadão:

a) Liberdade de palavra;

b) Liberdade de imprensa;

c) Liberdade de assembléia ou reunião;

d) Liberdade de passeatas e demonstrações.

Essas liberdades são asseguradas por meio das facilidades que se lhes concede, pondo à disposição dos trabalhadores e de suas organizações, tipografias, material de impressão, edifícios. públicos, ruas, meios de condução, etc., para o exercício desses direitos.

Artigo 126 — De acordo com os interesses dos trabalhadores, e no propósito de desenvolver a manifestação espontânea e a atividade política das massas, é facultado a todos os cidadãos da URSS o direito de unir-se em agremiações públicas, uniões sindicais, associações cooperativas, associações juvenis de defesa ou esportivas, sociedades culturais técnicas e científicas, assim como aos mais ativos e politicamente conscientes cidadãos de todas as classes trabalhadoras, os quais representam os núcleos líderes de todas as organizações dos trabalhadores, tanto do Estado como sociais.

Artigo 127 — É também garantida aos cidadãos da URSS a inviolabilidade pessoal. Ninguém pode ser preso a não ser por ordem da Corte ou por sanção do Procurador do Estado.

Artigo 128 — A inviolabilidade de domicílio e a inviolabilidade da correspondência são também garantidas pela lei.


A Constituição da URSS foi uma 'piada pronta' do ponto de vista operacional, como pode ser visto, por exemplo, no artigo 118:

Citar
Artigo 118 — O cidadão da URSS tem o direito de trabalhar, o que implica na garantia de emprego e do pagamento pelo seu trabalho, de acordo com a espécie e produção do mesmo.

O direito ao trabalho é assegurado pela organização socialista da economia nacional, pelo firme crescimento das forças produtoras da sociedade soviética, pela eliminação da possibilidade de crises econômicas e pela abolição do desemprego.

O desemprego está abolido?

Hahahahaha.

Na prática, a constituição soviética era discriminatória pois não vedava apenas direitos para as pessoas ditas 'burguesas, nobres e capitalistas'. Vedava a própria existência deles.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 07 de Novembro de 2018, 18:18:44

No projeto de lei Federal (https://www.programaescolasempartido.org/pl-federal) não há nenhuma menção sobre 'educação moral e cívica' e nenhuma menção sobre 'ensino religioso' em escolas publicas.




Provavelmente estão se referindo ao projeto  da equipe do Bo ,  o qual inclui a  incrível novidade da década de 70 (ou 60 ?).


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 07 de Novembro de 2018, 18:21:52

Como seria o sistema de fiscalização por doutrinação nas escolas?

O que será apresentado como prova de tal doutrinação?

Desculpe mudar um pouco de assunto, mas...

Pela enésima vez, a doutrinação não é o problema que o ESP deveria combater.

"Deveria" -- isso é sua opinião sobre como deveria ser uma eventual legislação, ou aquilo que já consta nos projetos ou leis?




Citar
Invés disso, o ESP deveria combater o controle ideológico e a perseguição de discordantes. A chantagem psicológica e a intimidação velada ou aberta são dois exemplos dos procedimentos usuais empregados que caracterizam essa conduta criminosa.

Vou citar dois exemplos noticiados na Gazeta do Povo.

Uma professora do colégio de Niteroi disse isso em sala de aula de eleitores de Bolsonaro: "O seguidor de Bolsonaro é uma pessoa execrável e ele encontra no Bolsonaro motivo para ser tão nojento quanto" e "A maioria é asquerosa, nojenta, homofóbica, racista, preconceituosa, elitista. Pobre de direita não tem nenhuma empatia com o diferente". A própria professora admitiu ter feito as declarações.

Outro caso foi de um professor no Pará que foi gravado em sala de aula usando termos chulos para descrever os adversários do PT. Para ele o impeachment foi golpe e "esse papo de corrupção" é "apenas propaganda para otário cair".

Como seria lidado com simplesmente se expor falas de Bolsonaro? Seria isso já automaticamente o mesmo "bullying", apenas na outra direção?

Seria permitido divulgar em escola notícias sobre o apoio de neonazistas a Bolsonaro, e seu contato com eles?

Os professores podem dizer que neonazistas são asquerosos, homofóbicos, racistas, preconceituosos, elitistas?

Pode-se especular que foi o PT que mandou matar Celso Daniel, mesmo não tendo sido isso apurado nas investigações?







O problema é que os caras querem usar a desculpa do escola sem partido para atacar o conteúdo das disciplinas, ( educação sexual, evolução, historia...).

Esta parece ser explicitamente a motivação, embora tente se dar uma roupagem de neutralidade.

Nos EUA criaram ou tentaram "estudo crítico da evolução", depois de terem falhado com "desenho inteligente".


A questão é que o projeto ESP não cria regulamentos novos para combater o controle ideológico e a perseguição de discordantes. Se ele não faz isso, então sua solução é como na "common law". Não existe essa questão de saber quais regras devem ser criadas para aplicar, só há o juiz interpretando as normas já existentes. E nem eu vou entrar na armadilha de achar que existem princípios universais à la imperativo categórico de Kant. Existem princípios normativos que entram em conflito entre si, então a questão sobre como vai ser a aplicação das leis não é como responder a uma prova de múltipla escolha com problemas bem definidos (com algoritmos sobre o cálculo da área do trapézio, etc.).  Tentar dar a resposta completa seria coisa de nerd platonizado que acredita em "formas bem definidas" para tudo.

P.S.: Ainda falarei da questão da doutrinação em outra hora.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Pedro Reis em 07 de Novembro de 2018, 18:26:48

Na prática, a constituição soviética era discriminatória pois não vedava apenas direitos para as pessoas ditas 'burguesas, nobres e capitalistas'. Vedava a própria existência deles.

Nossa constituição também veda a existência de uma nobreza.

E há muita margem filosófica para se discutir se vedar a propriedade de meios de produção para indivíduos é discriminatório. Só não há quando se proíbe os discordantes de discordarem.

Mas o ponto mesmo, aqui, é que não tem como escapar da contradição alguém querer proibir pessoas de pensarem como pensam em nome da liberdade e da tolerância.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 07 de Novembro de 2018, 18:32:45

Se você acha chocante o que eu disse, então é só fazer uma paródia com suas palavras para quê me entenda melhor. Substitua "comunista" por "nazista" no seu post e veja se continua concordando.

Não caríssimo. Este é justamente o ponto que o qual eu quis chamar atenção: o nazismo era explicitamente intolerante e rejeitava até mesmo, como princípio basilar, qualquer ideia de igualdade de direitos entre os Homens.

Na verdade O SEU discurso é nazista. Da forma como os nazistas definiriam nazismo.

Se você acha que a intolerância política do comunismo soviético não é explícita, então realmente deu evidência que entende nada de comunismo soviético mesmo.

Não estou com paciência de discutir com quem quer adicionar perfumarias e florzinhas de inocência em sistema político intolerante e assassino.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Geotecton em 07 de Novembro de 2018, 19:45:21

Se você acha chocante o que eu disse, então é só fazer uma paródia com suas palavras para quê me entenda melhor. Substitua "comunista" por "nazista" no seu post e veja se continua concordando.

Não caríssimo. Este é justamente o ponto que o qual eu quis chamar atenção: o nazismo era explicitamente intolerante e rejeitava até mesmo, como princípio basilar, qualquer ideia de igualdade de direitos entre os Homens.

Na verdade O SEU discurso é nazista. Da forma como os nazistas definiriam nazismo.

Se você acha que a intolerância política do comunismo soviético não é explícita, então realmente deu evidência que entende nada de comunismo soviético mesmo.

Não estou com paciência de discutir com quem quer adicionar perfumarias e florzinhas de inocência em sistema político intolerante e assassino.

Aqui eu discordo de você, caro -Huxley-.

A discussão central não está no regime soviético e sim se na teoria o comunismo, no geral, menciona ou tolera a repressão daqueles que lhes fazem oposição.

A práxis mostra que sim, mas a dúvida está na base teórica desta ideologia.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Euler1707 em 07 de Novembro de 2018, 19:59:44

Nos casos de doutrinação para estudantes até o ensino médio, que o estado seja contra.




Um problema  para o qual ainda não vi uma apresentação  de uma boa  solução é a questão  da definição legal  explícita,  concreta,  objetiva e imparcial do que seja:

                                                                            Doutrinação


Depois eu respondo.

Não faça isso. Doutrinação aqui sempre foi compreendida como catequismo, afinal, o que se caracterizaria a doutrinação/catequismo à uma ideologia senão a argumentação em favor dessa ideologia?

Não caia no bait do JJ.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 07 de Novembro de 2018, 20:33:42

Se você acha chocante o que eu disse, então é só fazer uma paródia com suas palavras para quê me entenda melhor. Substitua "comunista" por "nazista" no seu post e veja se continua concordando.

Não caríssimo. Este é justamente o ponto que o qual eu quis chamar atenção: o nazismo era explicitamente intolerante e rejeitava até mesmo, como princípio basilar, qualquer ideia de igualdade de direitos entre os Homens.

Na verdade O SEU discurso é nazista. Da forma como os nazistas definiriam nazismo.

Se você acha que a intolerância política do comunismo soviético não é explícita, então realmente deu evidência que entende nada de comunismo soviético mesmo.

Não estou com paciência de discutir com quem quer adicionar perfumarias e florzinhas de inocência em sistema político intolerante e assassino.

Aqui eu discordo de você, caro -Huxley-.

A discussão central não está no regime soviético e sim se na teoria o comunismo, no geral, menciona ou tolera a repressão daqueles que lhes fazem oposição.

A práxis mostra que sim, mas a dúvida está na base teórica desta ideologia.

Caro Geotecton,

Não existe essa história de "comunismo soviético teórico não violento". O marxismo-leninismo é um movimento político fundado por um psicopata que defendia o genocídio por causas políticas. Muitos jogam a culpa da violência comunista apenas em Stalin, mas algumas declarações de Lênin recuperadas após a abertura dos documentos soviéticos reunidas em O Livro Negro do Comunismo demonstram o contrário.

Lênin ordenou a execução do czar Nicolau II, de sua mulher Alexandra e seus cinco filhos, por exemplo, dentre outros crimes.

Num de seus livros da série Guia Politicamente Incorreto, Leandro Narloch mostrou provas cabais de que Che Guevara era um psicopata e que estava no mesmo nível de Lênin e Stalin.

E, ultimamente, eu tenho revisado essa história de que Marx seria um intelectual pacífico, principalmente depois que li isso aqui: "A Veja adere ao 'Neoliberalismo' e à 'luta de classes'", artigo do site O Antagonista.

Mas, de qualquer forma, mesmo que você deixe o comunismo marxista-raiz de lado na acusação que fiz, não há menor dúvida que o comunismo soviético e seus variantes estão em pé de igualdade em termos de podridão moral equivalente ao Nazismo.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Buckaroo Banzai em 07 de Novembro de 2018, 21:16:23
É um exagero tremendo a equiparação do comunismo, mesmo as piores estirpes, com o nazismo.

É dizer que ser violentamente contra exploração dos trabalhadores é equivalente a ser genocidamente a favor da supremacia ariana.

É algo como igualar alguém que acha que a pessoa tem que ficar presa cinqüenta anos por roubar pão, com uma que acha que tem que ser esquartejada viva em praça pública por ser vesga.

E ainda há os casos de comunismo voluntário, que não se comparam em nada a grupelhos neonazistas. Você não precisa acreditar que é um meio de vida ideal ou mesmo não-contraproducente economicamente para admitir isso.



Psicanálise inferindo supostos verdadeiros motivos por trás do que quer que seja não valem nada.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Cinzu em 07 de Novembro de 2018, 21:24:24
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 07 de Novembro de 2018, 21:34:32
Não se deve salvar o comunismo só por que difere do nazismo só na retórica bonitinha. Cada árvore é conhecida pelos seus frutos.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Buckaroo Banzai em 07 de Novembro de 2018, 21:38:02
E as comunidades comunistas são análogas aos neonazistas?
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Pedro Reis em 07 de Novembro de 2018, 21:39:25
Não se deve salvar o comunismo só por que difere do nazismo só na retórica bonitinha. Cada árvore é conhecida pelos seus frutos.

Pois eu estou interessado é em salvar a democracia.

O comunismo já morreu e não tem como ressuscita-lo.

Mas se uma árvore se conhece pelos frutos, além de Bolsonaro, aqui também estou conhecendo alguns fascistas.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 07 de Novembro de 2018, 22:24:39
E as comunidades comunistas são análogas aos neonazistas?
Comentei no outro tópico,

Cooperativismo, ou se quer insistir, "práticas comunais", não são doutrina ideológica com um fim utópico, não há uma quebra da ordem vigente, só pode se dizer serem uma variação dela.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 07 de Novembro de 2018, 22:38:53
A apologia ao comunismo, em todas as suas vertentes, é uma apologia a miséria material ou a algo pior, seja por má fé ou pura ignorância.

O comunismo soviético e seus variantes (Castrismo, Maoísmo, Pol-Potismo) é o "nazismo da esquerda romantizado". Conseguiu exterminar mais pessoas do que o Nazismo, mas mesmo assim sua doutrina e/ou seus seguidores não são tão odiados quanto o Nazismo e/ou seus seguidores, e, diferentemente do que acontece com o Nazismo, ainda tem muita gente que diz que "ele morreu" (as violações graves dos direitos humanos em Cuba, Coreia do Norte e China que o digam).

Na minha opinião, o comunismo soviético e seus variantes está no mesmo nível moral do que o Nazismo.


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Agnoscetico em 07 de Novembro de 2018, 22:41:51

Existem algumas objeções sérias ao programa ESP e elas decorrem justamente da falta de consciência anticomunista e/ou antitotalitarista. Como eu já disse anteriormente, o cerne do problema não é a doutrinação comunista, e sim a exclusão sistemática de tudo que a contraria e ela está representada pelo controle comunista das escolas e o controle ideológico e perseguição de discordantes.

O trecho da constituição que fala de "neutralidade ideológica do Estado" (e, dedutivamente, das instituições educacionais estatais) é equivocado. É um dever ético ser intolerante com os intolerantes - e suas ideias -, isto é, com aqueles seguidores de doutrinas que fazem apologia ao aniquilamento da liberdade de expressão ou outras liberdades básicas. Por exemplo, não existe "direito moral de ser comunista", assim como não existe "direito moral" de ser assassino, estuprador, molestador de crianças, etc. O discurso hipócrita da "neutralidade" acaba por fortalecer, em certa medida, os inimigos do ESP.




Ser comunista não é ser algum tipo de criminoso assassino, estuprador, molestador de crianças. Isto é um absurdo completo. isso é um insulto inadmissível.

Ser comunista é simplesmente  ser a favor de uma determinada forma de organização política e econômica.  É simplesmente optar por determinados valores políticos e econômicos.

E indivíduos tem sim o direito de escolherem tais valores.


Sua argumentação é uma afronta completa a liberdade individual e também  ao princípio  de pluralismo político.

Sua argumentação é claramente autoritária e  antidemocrática.

Isto é uma das afirmações  mais autoritárias,  antidemocráticas  e  ditatoriais  que já vi por aqui.


 :x


Mas eu questionei Huxley sobre isso, não afirmei isso.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 07 de Novembro de 2018, 22:47:12
O povo gosta de democracia.

O Nazismo na verdade só é mais inaceitável e portanto, mais odiável por não ser acessível a todos, "democrático" como o é o Comunismo. Por que o povo não liga de ser miserável, de ser privado de suas liberdades, de ser patrulhado, abusado e extorquido, vilipendiado de todas as formas, de ser perseguido ideologicamente, não liga nem mesmo de  ser escravizado na ignomínia do comunismo, contanto que todo mundo também o seja. Enquanto o Nazismo é imperdoável por ser uma monstruosidade, mas só para brancos.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 07 de Novembro de 2018, 22:49:04

Existem algumas objeções sérias ao programa ESP e elas decorrem justamente da falta de consciência anticomunista e/ou antitotalitarista. Como eu já disse anteriormente, o cerne do problema não é a doutrinação comunista, e sim a exclusão sistemática de tudo que a contraria e ela está representada pelo controle comunista das escolas e o controle ideológico e perseguição de discordantes.

O trecho da constituição que fala de "neutralidade ideológica do Estado" (e, dedutivamente, das instituições educacionais estatais) é equivocado. É um dever ético ser intolerante com os intolerantes - e suas ideias -, isto é, com aqueles seguidores de doutrinas que fazem apologia ao aniquilamento da liberdade de expressão ou outras liberdades básicas. Por exemplo, não existe "direito moral de ser comunista", assim como não existe "direito moral" de ser assassino, estuprador, molestador de crianças, etc. O discurso hipócrita da "neutralidade" acaba por fortalecer, em certa medida, os inimigos do ESP.




Ser comunista não é ser algum tipo de criminoso assassino, estuprador, molestador de crianças. Isto é um absurdo completo. isso é um insulto inadmissível.

Ser comunista é simplesmente  ser a favor de uma determinada forma de organização política e econômica.  É simplesmente optar por determinados valores políticos e econômicos.

E indivíduos tem sim o direito de escolherem tais valores.


Sua argumentação é uma afronta completa a liberdade individual e também  ao princípio  de pluralismo político.

Sua argumentação é claramente autoritária e  antidemocrática.

Isto é uma das afirmações  mais autoritárias,  antidemocráticas  e  ditatoriais  que já vi por aqui.


 :x


Mas eu questionei Huxley sobre isso, não afirmei isso.



Houve algum erro de quote, pois os meus comentários foram direcionados para a oração:   não existe "direito moral de ser comunista


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Agnoscetico em 07 de Novembro de 2018, 22:58:47
Não se deve salvar o comunismo só por que difere do nazismo só na retórica bonitinha. Cada árvore é conhecida pelos seus frutos.

Os frutos da colonização capitalista de exploração (plantation), baseados no latifúndio, monopólio da metrópole, etc, são conhecidos até hoje na América Latina desde o século 15, muito antes do comunismo soviético, cubano, etc, terem surgido.

Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Agnoscetico em 07 de Novembro de 2018, 22:59:56

Ser comunista não é ser algum tipo de criminoso assassino, estuprador, molestador de crianças. Isto é um absurdo completo. isso é um insulto inadmissível.

Ser comunista é simplesmente  ser a favor de uma determinada forma de organização política e econômica.  É simplesmente optar por determinados valores políticos e econômicos.

E indivíduos tem sim o direito de escolherem tais valores.


Sua argumentação é uma afronta completa a liberdade individual e também  ao princípio  de pluralismo político.

Sua argumentação é claramente autoritária e  antidemocrática.

Isto é uma das afirmações  mais autoritárias,  antidemocráticas  e  ditatoriais  que já vi por aqui.


 :x


Mas eu questionei Huxley sobre isso, não afirmei isso.
[/quote]



Houve algum erro de quote, pois os meus comentários foram direcionados para a oração:   não existe "direito moral de ser comunista
[/quote]

Ok
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 07 de Novembro de 2018, 23:04:19
Não se deve salvar o comunismo só por que difere do nazismo só na retórica bonitinha. Cada árvore é conhecida pelos seus frutos.

Os frutos da colonização capitalista de exploração (plantation), baseados no latifúndio, monopólio da metrópole, etc, são conhecidos até hoje na América Latina desde o século 15, muito antes do comunismo soviético, cubano, etc, terem surgido.
Sim, pelo menos isso, graças a Cthulhu.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Agnoscetico em 07 de Novembro de 2018, 23:36:22
A apologia ao comunismo, em todas as suas vertentes, é uma apologia a miséria material ou a algo pior, seja por má fé ou pura ignorância.

O comunismo soviético e seus variantes (Castrismo, Maoísmo, Pol-Potismo) é o "nazismo da esquerda romantizado". Conseguiu exterminar mais pessoas do que o Nazismo, mas mesmo assim sua doutrina e/ou seus seguidores não são tão odiados quanto o Nazismo e/ou seus seguidores, e, diferentemente do que acontece com o Nazismo, ainda tem muita gente que diz que "ele morreu" (as violações graves dos direitos humanos em Cuba, Coreia do Norte e China que o digam).

Na minha opinião, o comunismo soviético e seus variantes está no mesmo nível moral do que o Nazismo.

Tu seria a favor da criminalização do comunismo?

E do conservadorismo, que tenta limitar as liberdades individuais através do estado (como tentar acabar com estado laico, por exemplo), seria a favor?

E do anarcocapitalismo, que sugere abolição do Estado com suas instituições públicas (polícia, etc) em nome duma utopia que exporia a população a moral subjetivista individualista, seria a favor?











Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 07 de Novembro de 2018, 23:42:40
A apologia ao comunismo, em todas as suas vertentes, é uma apologia a miséria material ou a algo pior, seja por má fé ou pura ignorância.

O comunismo soviético e seus variantes (Castrismo, Maoísmo, Pol-Potismo) é o "nazismo da esquerda romantizado". Conseguiu exterminar mais pessoas do que o Nazismo, mas mesmo assim sua doutrina e/ou seus seguidores não são tão odiados quanto o Nazismo e/ou seus seguidores, e, diferentemente do que acontece com o Nazismo, ainda tem muita gente que diz que "ele morreu" (as violações graves dos direitos humanos em Cuba, Coreia do Norte e China que o digam).

Na minha opinião, o comunismo soviético e seus variantes está no mesmo nível moral do que o Nazismo.

Tu seria a favor da criminalização do comunismo?

E do conservadorismo, que tenta limitar as liberdades individuais através do estado (como tentar acabar com estado laico, por exemplo), seria a favor?

E do anarcocapitalismo, que sugere abolição do Estado com suas instituições públicas (polícia, etc) em nome duma utopia que exporia a população a moral subjetivista individualista, seria a favor?


Sim. Qualquer sistema político intolerante que pregue o aniquilamento da liberdade de expressão ou outras liberdades básicas - e há vertentes do comunismo que defendem isso - devem ser criminalizadas.

Uma ideologia anarcocapitalista que defendesse a secessão do Estado-nação por meios violentos também deveria ser criminalizada.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Agnoscetico em 07 de Novembro de 2018, 23:42:56
Não se deve salvar o comunismo só por que difere do nazismo só na retórica bonitinha. Cada árvore é conhecida pelos seus frutos.

Os frutos da colonização capitalista de exploração (plantation), baseados no latifúndio, monopólio da metrópole, etc, são conhecidos até hoje na América Latina desde o século 15, muito antes do comunismo soviético, cubano, etc, terem surgido.
Sim, pelo menos isso, graças a Cthulhu.

Ta bom espantalho, Cthulhu não existe até provar o contrário. Mas colonização de exploração existiu e deixou resultados ruins.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Plantation (https://pt.wikipedia.org/wiki/Plantation)

Plantation[nota 1] (português brasileiro) ou plantação (português europeu) é um tipo de sistema agrícola baseado em uma monocultura de exportação mediante a utilização de latifúndios e mão de obra escrava.[1] Foi muito utilizado na colonização da América — sendo mais tarde levada para a África e Ásia —, principalmente no cultivo de gêneros tropicais e é atualmente comum a países subdesenvolvidos, com as mesmas características, exceto, por não mais empregar mão de obra escrava.[2]

A primeira característica da economia de plantation é a monocultura. Nesse sistema, são produzidas grandes quantidades de um só produto que se adapta muito bem ao solo e ao clima da região. Os produtos cultivados por meio da economia de plantation no Brasil são cana-de-açúcar, café, soja etc.[3]

Nesse sistema, a produção é voltada quase totalmente para o mercado externo, permanecendo no país apenas produtos de baixa qualidade. As colônias eram exploradas de uma forma especulativa, sem nenhum interesse, por parte das metrópoles, na melhora do país em que a economia de plantation era estabelecida.[1]

A mão de obra utilizada era composta principalmente por escravos e indígenas. Através da dominação econômica muitos camponeses e pessoas de baixa renda também eram obrigados a trabalhar nas plantações. A economia de plantation ocasionou o surgimento de grandes latifúndios, uma vez que enormes porções de terra eram destinadas a uma só pessoa.[1]

Alguns países ainda utilizam o sistema de plantation, embora a maioria tenha substituído a mão de obra escrava pela assalariada. No Brasil, a economia de plantation ainda é utilizada em regiões que cultivam cana-de-açúcar ou café.[2]

Em outras palavras, plantation ou cultivo especulativo é uma forma de cultivo comercial organizada para o mercado externo e que não considera os interesses da economia e da sociedade da região ou do país onde é realizado. Esse tipo de cultivo foi introduzido em países tropicais com a finalidade de complementar a agricultura na zona temperada (Europa), e se caracteriza por:[1]

grandes propriedades;
cultivo de produtos tropicais;
monocultura;
emprego de mão de obra barata, inicialmente escrava;
utilização de recursos técnicos;
produção voltada para a exportação.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Agnoscetico em 08 de Novembro de 2018, 00:14:25
A apologia ao comunismo, em todas as suas vertentes, é uma apologia a miséria material ou a algo pior, seja por má fé ou pura ignorância.

O comunismo soviético e seus variantes (Castrismo, Maoísmo, Pol-Potismo) é o "nazismo da esquerda romantizado". Conseguiu exterminar mais pessoas do que o Nazismo, mas mesmo assim sua doutrina e/ou seus seguidores não são tão odiados quanto o Nazismo e/ou seus seguidores, e, diferentemente do que acontece com o Nazismo, ainda tem muita gente que diz que "ele morreu" (as violações graves dos direitos humanos em Cuba, Coreia do Norte e China que o digam).

Na minha opinião, o comunismo soviético e seus variantes está no mesmo nível moral do que o Nazismo.

Tu seria a favor da criminalização do comunismo?

E do conservadorismo, que tenta limitar as liberdades individuais através do estado (como tentar acabar com estado laico, por exemplo), seria a favor?

E do anarcocapitalismo, que sugere abolição do Estado com suas instituições públicas (polícia, etc) em nome duma utopia que exporia a população a moral subjetivista individualista, seria a favor?


Sim. Qualquer sistema político intolerante que pregue o aniquilamento da liberdade de expressão ou outras liberdades básicas - e há vertentes do comunismo que defendem isso - devem ser criminalizadas.

Uma ideologia anarcocapitalista que defendesse a secessão do Estado-nação por meios violentos também deveria ser criminalizada.

Ok, então.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Buckaroo Banzai em 08 de Novembro de 2018, 00:29:53
O povo gosta de democracia.

O Nazismo na verdade só é mais inaceitável e portanto, mais odiável por não ser acessível a todos, "democrático" como o é o Comunismo. Por que o povo não liga de ser miserável, de ser privado de suas liberdades, de ser patrulhado, abusado e extorquido, vilipendiado de todas as formas, de ser perseguido ideologicamente, não liga nem mesmo de  ser escravizado na ignomínia do comunismo, contanto que todo mundo também o seja. Enquanto o Nazismo é imperdoável por ser uma monstruosidade, mas só para brancos.

É da mesma forma que eu vejo a não-proibição do capitalismo, companheiro alienado pela ideologia pseudonimada de "liberal".

As pessoas facilmente toleram todo tipo de injustiça, exploração, humilhação, violência em nome do capital, desde que estejam numa condição um pouquinho melhor, que tenham um gramado com a grama um pouquinho mais verde que a de algum vizinho, ou no mínimo um jardinzinho, diferentemente da ralé sem-teto, vagabunda, escória da humanidade.

Caem no conto do vigário de que com a suposta "liberdade" vão ter um dia seu iate, ter um harém de modelos, viver só de renda, sem trabalhar (e chamam os outros de vagabundos), e sentem enorme prazer só com essa perspectiva de subir acima daqueles que hoje são seus iguais, ou que estão um pouco acima na escala social. Algum dia viverão a desforra! É o que torna a vida capitalista suportável para a maioria.

Essa é a cenoura na frente da carroça do capitalismo, onde a mobilidade social é baixíssima, a violência, guerras, doenças, corrupção estatal, não param de aumentar. Com essa isca baseada na ganância e na inveja, na insegurança gerada pelo próprio sistema, fazem a vasta maioria das pessoas trabalhar cativo para sustentar aqueles no topo, sonhando algum dia poderem ser um deles, ou ao menos um capacho mais próximo, de luxo.

O único motivo de terem criminalizado esquemas de pirâmide é que ele fornecia uma analogia muito direta para o panorama geral do que é o capitalismo, e não podem se arriscar das pessoas fazerem a ligação. "Felizmente" a maioria está desesperada na corrida de ratos da qual se alivia com esses sonhos de virar milionário, e morre miserável antes de perceber.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Cinzu em 08 de Novembro de 2018, 02:22:40
Que discussão mais sem sentido.

O comunismo deve ser banido de que forma? Como ideologia? Proibir falar sobre comunismo? Mas neste caso Nazismo também não é e nunca foi proibido. Você pode falar livremente sobre as ideias do Nazismo, inclusive existem até livros sobre isso. O que é proibido é na verdade a apologia do nazismo, mais especificamente ao ato de promover ou praticar, a doutrina ou instituições adotadas pelo Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores do Terceiro Reich, mais conhecido como Partido Nazista.

Já o comunismo, é uma ideologia política, tal como liberalismo, conservadorismo, absolutismo, etc, que não se refere a um movimento específico e não promove necessariamente atos de violência ou de ódio, embora muitos grupos adeptos da ideologia e até mesmo governos que o adotaram, tenham praticado, da mesma forma que grupos conservadores também o fazem, tendo como pano de fundo as ideologias políticas.

Se querem de fato combater o comunismo, a pior forma de fazerem isso é com autoritarismo, ou pior, com uma ideologia tão pífia quanto o próprio comunismo, que eu definiria como Bolsonarismo, pois o movimento que muitos estão defendendo atualmente de conservador não tem nada, e liberal menos ainda.

Por que vocês acham que as ideias da esquerda brasileira ainda prevalecem nas universidades, mesmo após todo o desgaste sofrido pelo PT? Eles dominaram o campo intelectual, simples assim. E gostem ou não, temos hoje mais pessoas estudadas defendendo o comunismo do que o conservadorismo. Quando pseudo-conservadores que na verdade são reacionários passam a defender suas ideias utilizando como fonte de informação vídeos de Nando Moura e Bernardo Kuster, eles mesmo estão degradando o próprio pensamento e se colocando em posições inferiores aos que defendem o comunismo, que pelo menos tem o trabalho de conhecer e em alguns casos estudarem a ideologia que apoiam, e sobretudo àquelas que não apoiam.

Os liberais parecem já ter percebido isso. Os reacionários conservadores ainda não. Eu diria que é apenas questão de tempo para esse conservadorismo liberal se dissociar, pois a única semelhança que os une é o repúdio às ideias comunistas e a defesa do capitalismo. Já vemos divergências entre o Novo e o PSL, por exemplo, e enquanto aqueles que estão tentando ser conservadores tiverem como ídolo-referência alguém que publica em tom de deboche uma foto do FHC lendo um livro anti-comunista, e recebe uma resposta como a de baixo, o movimento tenderá a se popularizar em uma imbecilidade cada vez mais imensurável.

(https://image.ibb.co/cyiaDV/Capture.jpg)

Aproveitei a print do twitter para também trazer outros 2 comentários anteriores do FHC, onde pode-se perceber que apesar das críticas feitas ao Bolsonaro, ele demonstra apoiar as boas atitudes que seu governo adota, diferente do que faz a esquerda.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 08 de Novembro de 2018, 06:40:03
A apologia ao comunismo, em todas as suas vertentes, é uma apologia a miséria material ou a algo pior, seja por má fé ou pura ignorância.

O comunismo soviético e seus variantes (Castrismo, Maoísmo, Pol-Potismo) é o "nazismo da esquerda romantizado". Conseguiu exterminar mais pessoas do que o Nazismo, mas mesmo assim sua doutrina e/ou seus seguidores não são tão odiados quanto o Nazismo e/ou seus seguidores, e, diferentemente do que acontece com o Nazismo, ainda tem muita gente que diz que "ele morreu" (as violações graves dos direitos humanos em Cuba, Coreia do Norte e China que o digam).

Na minha opinião, o comunismo soviético e seus variantes está no mesmo nível moral do que o Nazismo.

Tu seria a favor da criminalização do comunismo?

E do conservadorismo, que tenta limitar as liberdades individuais através do estado (como tentar acabar com estado laico, por exemplo), seria a favor?

E do anarcocapitalismo, que sugere abolição do Estado com suas instituições públicas (polícia, etc) em nome duma utopia que exporia a população a moral subjetivista individualista, seria a favor?




Agnoscético,


A forma como você conduziu a argumentação dá a oportunidade para o oponente apresentar  um mero julgamento de valor como resposta,  seria o equivalente a perguntar para alguma pessoa P :


Tu seria a favor da criminalização do capitalismo ?


E  P  respondesse:


Sim. 

(E  para tentar dar uma justificativa moral para tal proibição ele juntasse alguma possibilidade de coisa ruim que tenha acompanhado  algum país capitalista em algum momento histórico, tentando assim fazer uma associação necessária e suficiente entre capitalismo e a característica ruim).



O que tem que ser  destacado numa proposta esdrúxula como essa é:


O antiliberalismo intrínseco presente nessa proposta   autoritária .  O que está sendo proposto é a retirada da liberdade do indivíduo de escolher e ter valores políticos que ele livremente   queira escolher  .


Percebe que é este o enorme absurdo dessa proposta ?


Esta é a questão que tem que ser exposta.  É o   autoritarismo   dessas propostas e  pessoas  que tem que ser escancarado.



Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 08 de Novembro de 2018, 06:45:45


Estes  antiliberais   querem usar o monopólio da força   estatal   para  punir   (com prisão, pois criminalizar implica em pena de prisão)  pessoas  pelo simples fato de elas exercerem a sua liberdade de escolha de seus valores políticos.


Isso é essencialmente uma proposta autoritária.   

Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 08 de Novembro de 2018, 06:52:11
E  essa  ladainha  autoritária é  normalmente e basicamente motivada pelo valor  mais  "sagrado"  que ferrenhos defensores do capital tem, qual seja:


                                       A propriedade privada de meios de produção 


Este é o valor  top  "sagrado" que  normalmente defensores ferrenhos do sistema capitalista tem.  Por  este valor top  "sagrado"  eles não hesitam em propor  a  retirada  da liberdade política de indivíduos que discordam deles. 


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 08 de Novembro de 2018, 06:58:28



A propriedade privada de meios de produção é o valor central de qualquer ideologia capitalista,  é ele que fundamenta todas as ideologias capitalistas,  inclusive  a extremista ideologia anarcocapitalista.  Questione e  tire tal valor que então tais ideologias desmoronam.


Por isso  que  defensores ferrenhos do sistema  não suportam quem questiona tal valor "sagrado" (e não suportam ideologias que o questionem).   Por isso vários chegam a querer e propor  banir, e/ou prender  (e em alguns casos até eliminar)  pessoas  que questionam  tal valor.




Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 08 de Novembro de 2018, 10:12:16



A propriedade privada de meios de produção é o valor central de qualquer ideologia capitalista,  é ele que fundamenta todas as ideologias capitalistas,  inclusive  a extremista ideologia anarcocapitalista.  Questione e  tire tal valor que então tais ideologias desmoronam.


Por isso  que  defensores ferrenhos do sistema  não suportam quem questiona tal valor "sagrado" (e não suportam ideologias que o questionem).   Por isso vários chegam a querer e propor  banir, e/ou prender  (e em alguns casos até eliminar)  pessoas  que questionam  tal valor.






Questionar o direito ilimitado a propriedade é uma coisa (todas as legislações de todos estados-nação do mundo tem alguma forma de limitação ao direito de propriedade). Fazer apologia a um sistema político intolerante que defende a aniquilação da liberdade de expressão e de outras liberdades básicas é outra. Se você acha que esse tipo de coisa nunca existiu, considere que Fernando Gabeira já confessou que foi guerrilheiro porque, no passado, acreditava literalmente na ideia de ajudar a instalar uma ditadura do proletariado no Brasil. Se você acha que não deveria existir lei de responsabilidade civil que punisse alguém que faz uma declaração que fizesse apologia ao sistema que ele já defendeu, então você também acha que deveríamos ser tolerantes com criminosas apologias ao nazismo que já foram punidas no Brasil. Simples assim.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 08 de Novembro de 2018, 10:18:26
Se você acha que não deveria existir lei de responsabilidade civil que punisse quem faz uma declaração que fizesse apologia ao sistema que ele já defendeu, então você também acha que deveríamos ser tolerantes com criminosas apologias ao nazismo que já foram punidas no Brasil. Simples assim.



Simples mesmo. E justamente eu sou a favor  de  descriminalizar  a apologia ao nazismo.  Da mesma forma que não é crime  nos Estados Unidos da América.


 :hihi:
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 08 de Novembro de 2018, 10:22:21


Vou repetir aqui o que eu coloquei no outro tópico:





Uma ideologia que possa ferir princípios de direitos humanos, como a ideologia nazista, deve ser combatida com  o uso da razão, da educação em direitos humanos,  e da apologia dos direitos humanos (que são infringidos pelo nazismo), e com rejeição  social a quem defende passar por cima de direitos humanos,  e não com a retirada da liberdade de expressão e liberdade  de  escolher os próprios valores políticos.


Este é o caminho que respeita as liberdades de expressão e liberdades políticas, e que está de acordo com os princípios de um Estado democrático de direito.


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 08 de Novembro de 2018, 10:37:42
Se você acha que não deveria existir lei de responsabilidade civil que punisse quem faz uma declaração que fizesse apologia ao sistema que ele já defendeu, então você também acha que deveríamos ser tolerantes com criminosas apologias ao nazismo que já foram punidas no Brasil. Simples assim.



Simples mesmo. E justamente eu sou a favor  de  descriminalizar  a apologia ao nazismo.  Da mesma forma que não é crime  nos Estados Unidos da América.


 :hihi:

Neste caso, você não entende a teoria do paradoxo da tolerância de Karl Popper. Simples assim.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 08 de Novembro de 2018, 10:40:53
Como já demonstrou formalmente Karl Popper, ser tolerante com os intolerantes NÃO É ser defensor da tolerância.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Buckaroo Banzai em 08 de Novembro de 2018, 13:18:42
https://www.youtube.com/v/zPSpAgwxCwg

https://www.youtube.com/v/o7iGb8QAogk
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 08 de Novembro de 2018, 13:29:35

Usando a teoria  do  Karl   Popper   para quando estudiosos preveem a efetiva tomada de poder pelos malditos comunistas e a consequente maldita expropriação de propriedades privadas  de meios de produção em larga escala ?


Essa informação é muito importante, pois assim eu também poderei avisar uns parentes para que eles vendam suas propriedades privadas  de meios de produção, antes sequer que as pessoas comecem a desconfiar que ocorrerá, pois assim o preço ainda estará bom para venda.


Estou pensando até em pedir uma comissão sobre as vendas, afinal de contas é uma informação privilegiada.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 08 de Novembro de 2018, 13:29:52

Pensando bem, acho que outra possibilidade de antevermos com segurança a tomada de poder pelos malditos comunistas é através da astrologia. 

Quando é que será o próximo  alinhamento astral favorável para que a Manu e o Boulos  tomem o poder e iniciem a expropriação de propriedades privadas  de meios de produção em larga escala ?
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 08 de Novembro de 2018, 13:54:26
Quando faltam argumentos, sobra somente o humor de quinta categoria.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Buckaroo Banzai em 08 de Novembro de 2018, 14:23:00
Como já demonstrou formalmente Karl Popper, ser tolerante com os intolerantes NÃO É ser defensor da tolerância.

Por isso não se deve dar trégua ao ESP e sua tentativa dissimulada de promover/perpetuar a intolerância de orientação sexual, questões de gênero, e ideologia.






Na verdade eu vejo esse projeto com bons olhos, faria apenas poucas modificações, dentre elas chamá-lo de "controle social da aula", ou "controle social do professor". Isso é vital para impedirmos a ascensão do fascismo.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Pedro Reis em 08 de Novembro de 2018, 14:42:21
Quando faltam argumentos, sobra somente o humor de quinta categoria.

Ou a apelação descarada.

Como já demonstrou formalmente Karl Popper, ser tolerante com os intolerantes NÃO É ser defensor da tolerância.

Formalmente?  :biglol:
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 08 de Novembro de 2018, 14:49:36
Quando faltam argumentos, sobra somente o humor de quinta categoria.

Ou a apelação descarada.

Como já demonstrou formalmente Karl Popper, ser tolerante com os intolerantes NÃO É ser defensor da tolerância.

Formalmente?  :biglol:

Filósofos analíticos sempre apelam a formalidade epistemológica quando querem demonstrar uma coisa que consideram importante.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 08 de Novembro de 2018, 15:05:00
Como já demonstrou formalmente Karl Popper, ser tolerante com os intolerantes NÃO É ser defensor da tolerância.

Por isso não se deve dar trégua ao ESP e sua tentativa dissimulada de promover/perpetuar a intolerância de orientação sexual, questões de gênero, e ideologia.








Qual o problema  de fazer um enfrentamento ideológico da pérfida "ideologia de gênero"? O artigo que já pus aqui no fCC "Ideologia de gênero? O nome disso é feminismo" mostra que as críticas a tal ideologia estão corretas.

O Escola Sem Partido estimula o enfrentamento de ideias ruins dos professores, como o socialismo e o comunismo, e isso é necessário independentemente de quaisquer interesses que o pessoal do projeto tenha. Um grave defeito do programa é justamente fazer um apelo hipócrita ao errôneo princípio da "neutralidade ideológica do Estado". Mas se um conjunto de pessoas faz uma coisa necessária e útil, sem criar novos regulamentos em lei (que é o caso do ESP), então o livre debate de ideias está no caminho certo, mesmo que os adversários de ambos os lados tenham ideias ruins. Usar argumento Ad hominem não tira o brilho dessa observação.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 08 de Novembro de 2018, 15:28:11
E é sempre bom lembrar que a cobrança dos deveres constitucionais do professor já pode acontecer independentemente de qualquer lei sobre fixação de cartazes. Parece que certos críticos do programa não gostam de se lembrar disso.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Geotecton em 08 de Novembro de 2018, 17:01:17
E é sempre bom lembrar que a cobrança dos deveres constitucionais do professor já pode acontecer independentemente de qualquer lei sobre fixação de cartazes. Parece que certos críticos do programa não gostam de se lembrar disso.

É isto que ia comentar.

A base legal para questionar uma visão e ou conduta parcial de um professor já existe.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Buckaroo Banzai em 08 de Novembro de 2018, 21:37:06
Aparentemente não se trata só de colar cartazes informando sobre leis já existentes, mas também ter um canal mais "direto" ao MP para o policiamento e censura dos professores que ousarem tocar em algum tema politicamente incorreto, ofensivo aos conservadores.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 08 de Novembro de 2018, 23:28:35
Aparentemente não se trata só de colar cartazes informando sobre leis já existentes, mas também ter um canal mais "direto" ao MP para o policiamento e censura dos professores que ousarem tocar em algum tema politicamente incorreto, ofensivo aos conservadores.

A ideia de que os professores correm sério risco de serem censurados não tem o mínimo respaldo no direito constitucional e na doutrina jurídica praticada pelo STF (vide a recente votação na suprema corte para o fim da atuação da Justiça eleitoral nas universidades).

Outra coisa. Propaganda ativa não é e nunca foi o melhor mecanismo para subtrair a confrontação crítica e o exame consciente do que está sendo ensinado. Excluir sistematicamente o acesso daquilo que contraria o que professor diz e usar ilegítimos persuadores escondidos manipulatórios (chantagem psicológica, intimidação aberta ou velada, etc., coisas cujos exemplos já mostrei exemplos no fCC) são meios bem mais eficazes.

Aliás, esses pontos fracos do ESP, de focar em "combate à doutrinação" (conceito subjetivo) e apelar ao isentismo hipócrita da "neutralidade ideológica do Estado" deram de mão beijada os meios para que os inimigos do ESP invertessem o quadro todo da situação, apresentando as reivindicações do movimento como se fossem as deles próprios. A apresentação do conjunto bem-fundamentado de princípios constitucionais (que no todo, está bem mais certo do que errado) virou "mecanismo de censura" e quem se volta contra a mesma seria o verdadeiro defensor da liberdade de expressão. Isso é difamação ardilosa no mais alto grau.   

Por fim, digo que, pelas razões que já expus no primeiro parágrafo, o ESP só terá sucesso no combate disso: o controle ideológico e a perseguição de discordantes. Essas duas coisas por si sós podem causar tamanho dano em nossa educação que as tentativas mal-sucedidas de censura de clientes de escola jamais conseguiriam.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 08 de Novembro de 2018, 23:35:57
Pensar de forma "politicamente incorreta" é o Dragão na Garagem dos esquerda. Só a esquerda que o vê.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 09 de Novembro de 2018, 06:52:41
Doutrina militar


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



A Doutrina Militar é um conjunto harmônico de ideias e entendimentos que define, ordena, distingue e qualifica as atividades de organização, preparo e emprego das forças armadas. Engloba ainda a administração, a organização e o funcionamento das organizações militares.[1]


https://pt.wikipedia.org/wiki/Doutrina_militar



Doutrina militar

 
Confira as leis, decretos, portarias e normas gerais que compõem as doutrinas militares, o conjunto harmônico de ideias que definem, ordenam, distinguem e qualificam as atividades de organização, preparo e emprego das Forças Armadas.

Constituição Federal   Leis   Leis-Complementares
Decretos-Lei   Decretos   Normas Gerais
Portarias   Publicações   
 

https://www.defesa.gov.br/forcas-armadas/estado-maior-conjunto/doutrina-militar
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 09 de Novembro de 2018, 06:55:10

Que horror até no meio militar brasileiro há doutrinação.   :'( 


 ESP neles,  urgente !    :biglol:
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 09 de Novembro de 2018, 07:04:21
AMANDA TRAVINCAS | PROFESSORA DE DIREITO

“Liberdade de ensinar é condição para melhorar nosso debate democrático”


Amanda Travincas, autora de tese premiada sobre a liberdade acadêmica, critica o "escola sem partido".



“Garantir sala de aula livre não é limitar a expressão do professor, mas fazê-la coexistir com a do aluno”


TALITA BEDINELLI

São Paulo 8 JAN 2018 - 16:51   CET

Escola Sem Partido

Amanda Costa Thomé Travincas.



Nos últimos anos, iniciativas inspiradas no projeto Escola Sem Partido, cujo objetivo é "eliminar a doutrinação ideológica nas escolas", tem surgido em vários Estados e municípios brasileiros. Alagoas foi o primeiro a aprovar uma lei do tipo, já em 2015, para instituir o programa Escola Livre, posteriormente suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele proibia qualquer conduta por parte do corpo docente ou da administração escolar que "imponha ou induza aos alunos opiniões político-partidárias, religiosa ou filosófica". O município de São Paulo, por sua vez, está com um projeto pronto para ser votado na Câmara, que também afirma que o professor da rede pública municipal deverá se abster de "introduzir, em disciplina obrigatória, conteúdos que possam estar em conflito com as convicções morais dos estudantes ou de seus pais".



A aprovação deste tipo de legislação é danosa para a democracia, na opinião da professora de direito Amanda Costa Thomé Travincas, autora da tese de doutorado "A tutela jurídica da liberdade acadêmica no Brasil: a liberdade de ensinar e seus limites", defendida na PUC do Rio Grande do Sul e vencedora no final do ano passado do Grande Prêmio Capes de Tese, que contempla as melhores pesquisas de doutorado no país. Em seu trabalho, focado no ensino superior, ela discute os motivos da existência da liberdade de ensinar ser garantida aos professores e qual o limite de atuação do professor na sala de aula.



Resposta. Liberdade de ensinar é um direito que está relacionado a uma outra liberdade mais ampla, que é a liberdade acadêmica ou de cátedra. Está relacionada à autonomia do professor de gerir a sala de aula, ou seja, de deliberar sobre o conteúdo que vai ensinar e sobre os métodos que utilizará para abordagem deste conteúdo. Quando o professor é contratado por uma instituição, ele recebe um programa de ensino que está afinado a um projeto pedagógico institucional e tem a incumbência de exercer a sua profissão. Mas esse ato de contratação não é, ao mesmo tempo, um ato de renúncia de sua autonomia enquanto sujeito crítico a respeito de assuntos diversos. No momento em que um professor se torna um funcionário institucional, ele tem a incumbência de discutir opiniões controvertidas na sala de aula, de utilizar metodologia para isso, mas continua tendo suas opções políticas, religiosas, de cunho econômico etc. Na sala de aula, ele exprime determinada opinião sobre determinado assunto porque tem um dever profissional de fazer isso, é contratado e pago para isso. É diferente da gente que, em qualquer circunstância, expressarmos nossa opinião sobre qualquer assunto. Além disso, ela é um direito fundamental.


P. Como assim?


R. Na Constituição há um conjunto de normas que prevê os chamados direitos fundamentais. Mas a liberdade de ensinar não está prevista neles. Por isso me empenhei na tese em explicar que ela é um direito fundamental apesar de a Assembleia Constituinte não tê-la posto dentro deste grupo. Argumento isso relacionando a liberdade de ensinar ao principio democrático, que é o princípio central da nossa Constituição. Entendo que a liberdade de ensinar merece uma proteção diferenciada porque é uma condição para qualificar o nosso debate democrático. Ou seja, se alunos e professores convivem em instituições de ensino, em um ambiente de liberdade, em que o aluno escuta não só posições que corroborem com a sua, mas também posições diversas, isso otimiza a formação de cidadãos para a participação democrática.


P. E por que o professor deve emitir sua posição na sala?


R. Porque é uma condição para a qualificação do debate democrático. A apresentação de posições e a contraposição delas conflagra a sala de aula como um espaço democrático. Uma democracia não equivale a um conjunto de consensos. Ela é representada pela coexistência entre posições distintas, ou seja, pelo dissenso. O dissenso é uma condição da democracia. Se um professor exprime sua posição e ela é posta em xeque, pode ser contraditada, não só concretizamos o princípio da democracia como também contribuímos para o próprio avanço da ciência, que só se dá por contraposição. O avanço da ciência depende de questionamentos a posições consolidadas.


P. Qual a diferença entre o professor emitir uma opinião e doutrinar?


R. Doutrinação e ensino são coisas dicotômicas. Ou se doutrina ou se ensina. Nenhuma expressão é por si só doutrinação ou ensino. O que caracteriza algo como doutrinação e não ensino é a manifestação de um sujeito somada à impossibilidade de contraposição por parte de outro. Acontece quando o professor exprime uma posição e impede o aluno de questioná-lo, de considerar modelos alternativos. Já o ensino acontece quando o professor emite uma posição, e não só pode, como deve fazê-lo, mas reconhece a sala de aula como uma arena propícia pra discutir aquela posição que ele apresentou.


P. Como você avalia o movimento Escola Sem Partido?


R. O projeto parte de uma premissa equivocada, que é a possibilidade de filtrar o discurso do professor como se ele fosse apenas um instrumento de repasse do programa disciplinar. E isso compromete fortemente a sua condição de sujeito. Não é possível neutralizar até o marco zero o discurso de qualquer pessoa que seja. E não poderia ser diferente em relação ao professor. O professor embora tenha um compromisso institucional e público no exercício da sua profissão, não deixa de ser uma coisa que é prévia a sua condição de professor, que a condição de cidadão, de um sujeito. Qualquer sujeito que emite uma expressão, a emite a partir de seu local de fala, das suas experiências, das suas preferências. Por isso, a estratégia do Escola Sem partido é equivocada. Para garantir uma sala de aula livre o caminho não é limitar a paleta de expressões que pode ser proferida pelos professores. A estratégia é fazer coexistir a expressão do professor com a expressão do aluno. Ou seja, reconhecer o aluno como um sujeito autônomo, não como uma tábula rasa que absolverá qualquer expressão emanada do professor. Este modelo de educação é um modelo absolutamente retrógrado. Este mesmo discurso, inclusive, já existia em 1933.


P. Como assim?

R. Esta justificativa do Escola Sem Partido, que é a de que o professor não pode afrontar as convicções pessoais de cada aluno e de seus pais, foi, curiosamente, o mesmo argumento usado por parlamentares constituintes em 1933, quando pela primeira vez uma Assembleia Constituinte discutiu liberdade de ensinar. A posição deste bloco não vingou e, pela primeira vez, em 1934, a liberdade de ensinar foi prevista em uma Constituição brasileira. A discussão foi vencida em um contexto de consolidação de um Estado democrático muito mais precário do que o que a gente tem hoje. Hoje nossa democracia é considerada jovem, mas temos conquistas democráticas bem grandes. É curioso que isso venha a pauta novamente.


P. Quais as consequências que você imagina que a aprovação destas legislações possam ter na sala de aula?


R. Acho que as salas de aula serão espaços de absoluto temor. Para que de alguma forma a proposta do Escola Sem Partido seja efetiva seria preciso pensar em instrumentos de fiscalização dos professores. De sorte que não só se reparasse judicialmente alunos que se sentissem ofendidos pela manifestação de professores como também se prevenisse a ocorrência destas manifestações. A sala de aula teria que ser vigiada, como foram vigiadas as salas das instituições de ensino superior nos anos 60 e 70 no Brasil. É uma neoditadura que faria com que nós professores tenhamos que medir as nossas palavras quando lecionamos algo. A probabilidade de proliferações de demandas judiciais seria imensa. Porque quando eu manifesto uma posição em sala de aula eu não sei o que vai ofender o aluno. Se uma lei diz que eu não posso ferir a convicção do meu aluno, em uma sala de aula em que eu tenho pelo menos 50 alunos com convicções completamente diferentes entre si, a probabilidade de ofender alguém é altíssima.


P. Mesmo se o professor fosse um robozinho que lesse tudo exatamente como está nos livros e seguisse à risca o currículo?

R. Claro. Porque inclusive os próprios livros e os currículos imprimem posições subjetivas de alguém. Tanto é que há uma eterna guerra sobre os livros de história do ensino fundamental, todo o argumento de que são livros feitos por esquerdistas. Então, agora o alvo são os professores, depois os livros e depois, talvez, o Ministério da Educação, que é quem decide as diretrizes curriculares mínimas. Porque é claro que esta decisão também imprime posições subjetivas.



P. Há limites e restrições à liberdade de ensinar que sejam legítimos?


R. Uma coisa importante a deixar claro é que liberdade não equivalente à anomia, ou seja, não é o mesmo que a ausência de regras. Poder exercer uma liberdade, como a liberdade acadêmica, não quer dizer que nós professores não estejamos submetidos a determinadas regras. São estas regras que impõem limites à liberdade de ensinar. Por exemplo: eu sou professora do curso de direito, recebo uma ementa e programa da disciplina que leciono e não posso optar por não lecionar este programa e lecionar outro. Ou excluir conteúdos dela. Este é um limite legitimo à liberdade de ensinar.


P. Há casos em que isso acontece?

R. Não conheço casos que vieram a público. Mas estando em sala a gente vê que isso é muito comum, quase corriqueiro. Compreender que uma determinada abordagem não é a melhor e excluí-la. Por exemplo: o professor de direito excluir conteúdos sobre Marx porque tem uma filiação partidária distinta.


P. Temos visto muitos casos de conflitos em ambientes acadêmicos recentemente. A situação está piorando ou há mais publicidade sobre o tema?


R. Não conseguiria afirmar que a situação está piorando. Eu penso que os casos estão vindo mais à tona e o nosso momento político, econômico e institucional fomenta a ocorrência desses tipos de caso. Nestes momentos de crise é que as posições se firmam e as contraposições também. Isso não é diferente na universidade, que é um espaço onde discussões desta natureza acontecem. O momento é propício para o exercício da liberdade e, por isso, também um momento em que a tendência a violações a essa liberdade é maior. Comparativamente, os debates sobre a liberdade acadêmica nos Estados Unidos, onde esta discussão é bem mais antiga do que no Brasil, aumentaram especialmente após o 11 de setembro. Havia uma crise ali também sobre segurança nacional, terrorismo, religião etc. e isso exacerbou também a discussão sobre a liberdade acadêmica no país. Penso que nestes momentos de crise elas são propícias e isso ficou mais evidente no Brasil agora porque as circunstâncias externas à universidade favorecem isso.



https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/05/politica/1515162915_230395.html


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 09 de Novembro de 2018, 07:41:35
11/05/2018
ESP impede professor de condenar a escravidão

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NO PRÓXIMO DOMINGO completam 130 anos as dezessete palavras que, ordenadas em dois artigos, mudaram a história:


“É declarada extinta, desde a data desta lei, a escravidão no Brasil. Revogam-se as disposições em contrário”.

Na tarde de 13 de maio de 1888, a Lei Áurea foi sancionada pela princesa imperial regente, Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança Bourbon e Orleans.


Um nome quase tão extenso quanto a lei assinada por ela – duas letras a menos, conforme a grafia em vigor mais comum.


O Brasil foi o derradeiro país das Américas e do Ocidente a eliminar a escravidão. No mundo, o último foi a Mauritânia. Inexistiram generosidade da princesa Isabel e grandeza do imperador Pedro II. A condição de quase lanterninha na medida emancipatória trai o bolor dominante nas cacholas da família de monarcas prognatas.


Movimentos vigorosos, dos quilombos e revoltas negras às campanhas em salões ilustrados do Império, conquistaram a Abolição. Sem políticas que reduzissem a assimetria social, a desigualdade racial perdurou – e perdura. O Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro divulgou na sexta-feira o Dossiê Mulher 2018. Com base nos homicídios propositais do ano passado, concluíram que o risco de uma mulher negra ser morta no Estado é o dobro do que espreita uma branca.


Cento e vinte e seis anos, dez meses e dez dias depois da Abolição, o deputado Izalci Lucas apresentou um projeto de lei à Câmara. “Dia histórico”, o 23 de março de 2015, festejou o movimento Escola Sem Partido. “Trata-se de uma iniciativa destinada a entrar para a história da educação em nosso país.”

Se vingar, o projeto de lei 867 entrará mesmo para a história, mas impedirá que sejam contadas nos colégios e universidades histórias como a da Abolição.


Anatomia do projeto


O tucano do Distrito Federal pretende incluir “entre as diretrizes e bases da educação nacional o ‘Programa Escola Sem Partido’”. Apregoa proteger os alunos da “doutrinação política e ideológica” que professores hoje perpetrariam. Até janeiro, uma equipe de acadêmicos o positores do Escola Sem Partido inventariou 158 propostas (a maioria projetos de lei) protocoladas no Senado, na Câmara dos Deputados, em Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais. Todas aparentadas à do deputado Izalci. Dezesseis haviam sido aprovadas. A maioria tramita.


O projeto de Izalci Lucas prescreve “neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado”.


Não peita, porém, a invocação “sob a proteção de Deus” inscrita no preâmbulo da Constituição, à qual devem obediência também os que reconhecem muitos deuses ou nenhum Deus. Mas o busílis é outro: como exigir neutralidade se a Carta de um século depois da Abolição toma partido do “regime democrático”? – isso é política. “A propriedade atenderá a sua função social”, determinação constitucional, é escolha ideológica. Propriedade rural onde se flagrar “exploração de trabalho escravo” será destinada à reforma agrária – eis outro desprezo pela neutralidade impossível.


O projeto estabelece que o professor “respeitará o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções”.


Portanto, presume-se que se mãe, pai ou qualquer responsável se entusiasmar retrospectivamente com a escravidão o professor será proibido de informar que a Declaração Universal dos Direitos Humanos preconiza que “ninguém será mantido em escravatura ou em servidão”. E não poderá estimular a identificação – opção em certo aspecto moral – com o documento adotado pelas Nações Unidas em 1948. Com pais devotos do lema exterminador “bandido bom é bandido morto”, o professor omitiria dos estudantes a trajetória sangrenta de esquadrões da morte e escantearia pensamentos humanistas.


E se em casa os mais velhos forem stalinistas empedernidos? A escola terá de calar sobre o caráter da maior farsa judicial do século 20, os Processos de Moscou, que condenaram os líderes bolcheviques veteranos à morte. Se a família cultivar crenças criacionistas, o perigo será reivindicarem a incineração de livros didáticos com lições de Darwin. A professora de biologia que abra o olho.


Se a vontade do deputado amigo do Escola Sem Partido prevalecer, cada sala de aula terá afixado um cartaz com no mínimo 70 centímetros de altura e 50 de largura. Uma das ordens a constarem dele:


“Ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade –, as principais versões, teorias, opiniões e concorrentes a respeito.”


Ao pé da letra, o dever do professor deixaria de ser o de esclarecer fatos e iluminar controvérsias. É recomendável que o docente descreva abordagens distintas sobre o aquecimento global. No entanto, configura crime de lesa-ensino ocultar a comprovação científica do fenômeno. E se os pais jurarem que a lei da gravidade não passa de patranha? Tem maluco para tudo. O professor menciona grupos racistas atuantes mundo afora, mas expor teorias “supremacistas” com a mesma “seriedade” das razões de quem rechaça o racismo seria leniência com o mal. Se a família é racista, que se dane – professores têm obrigação de contribuir para a formação de gente tolerante e decente. E se um pai for adepto de violência doméstica? Mais um assunto no index.


O projeto interdita “a prática de doutrinação política e ideológica bem como a veiculação de conteúdos ou a realização de atividades que possam estar em conflito com as convicções religiosas ou morais dos pais ou responsáveis pelos estudantes”.


Sala de aula não é palco para proselitismo político. Porém, não é “doutrinação” explicar que transfusões de sangue salvam vidas, aceitem-nas ou não pais Testemunhas de Jeová. O Estado é laico.


Educação sobre reprodução humana, em linguagem compatível com cada faixa etária, não pode ser banida porque na mesa do jantar falaram que a cegonha trabalha no Sedex de bebês. A cabeça medieval de certos responsáveis não é motivo para o Estado escamotear a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Se papai e mamãe nutrem ojeriza por Chico Buarque e Rita Lee, as crianças não têm por que não tocar suas canções, sambas e rocks nas sessões escolares de flauta doce. E se embatucarem que o sol gira em torno da Terra?


Se aplicada ao pé da letra, a proposta retiraria dos professores a prerrogativa de dizer que a escravidão constituiu infâmia, bem como as chibatas que castigavam africanos e seus descendentes; que a violência sexual contra as mulheres escravizadas alimenta ainda hoje selvageria semelhante; que quilombolas eram criminosos somente nos termos da legislação escravocrata; eles exerceram o legítimo direito de se rebelar contra a opressão.


Essas são afirmações e interpretações de conteúdo político, ideológico e moral. E se estiverem “em conflito” com pais que consideram merecida a tortura de seres humanos escravizados, como punição por desobediência? E se famílias herdeiras de senhores de escravos perorarem que, considerando a época em que vigorou, a escravidão não foi moralmente tão nefasta assim, pois turbinou a economia agroexportadora e coisa e tal? Podem evocar a Bíblia, para justificar o escravismo, como já aconteceu em numerosos países.


O projeto suprime a voz do professor que quer tomar partido e declarar que a escravidão foi ultrajante. Se não declara, ele conta qualquer história, mas não a da escravidão.


As proposições legislativas embaladas como Escola Sem Partido ou rótulos assemelhados são sementes de leis da mordaça. Pugnam pela censura.


Confrontam a Constituição de 1988, que assegura: “É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”. No ensino, resguarda a “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber”.


No ano-fetiche de 1968, os muros de Paris telegrafaram ao mundo a proclamação libertária “É proibido proibir”.


Se o movimento Escola Sem Partido impuser o silêncio, talvez apareça um fanático sugerindo que as revoltas de cinquenta anos atrás sumam dos livros de história.


Anatomia do movimento

O advogado Miguel Nagib, criador em 2004 do Escola Sem Partido, participou de uma audiência pública na Câmara no ano passado. Estava em debate outro projeto de lei com o DNA do movimento. Ao criticar observações sobre a capacidade, mesmo relativa, de discernimento dos alunos, Nagib atacou: “É um argumento típico dos estupradores que alegam em sua defesa que aquela menina de doze anos que eles acabaram de violentar não é tão inocente quanto parece”.


Essa é a pegada do Escola Sem Partido, cuja página na internet dá a impressão de se inspirar no macarthismo de meados do século passado. Nos Estados Unidos, o senador Joseph McCarthy caçava comunistas e bruxas. Aqui, Nagib e aliados como o autointitulado MBL caçam comunistas na pele de professores. “Flagrando o doutrinador” é um dos títulos estampados na página. Denunciam nominalmente um professor “filmado por uma de suas vítimas em pleno ato de incitação de ódio aos EUA”.


Entre os “procedimentos utilizados pelos mestres da militância” estariam se desviar “frequentemente da matéria objeto da disciplina para assuntos relacionados ao noticiário político ou internacional”. Outro: o professor “ridiculariza, desqualifica ou difama personalidades históricas, políticas ou religiosas”.

Por que maldizer um padre comprovadamente pedófilo seria difamação? Mussolini é “personalidade histórica”; não pode ser desqualificado? Chamar o ditador Pinochet de ditador seria impropriedade?


Mais um título, “Conselho aos pais”. Ei-lo: “Processem por dano moral a escola e os professores que transmitirem conteúdos imorais aos seus filhos”.


Seria imoral uma aula sobre a diversidade da composição das famílias contemporâneas?


Fornecem um modelo de notificação extrajudicial: “Elaboramos um modelo de notificação anônima”. Ameaçam o destinatário, enumerando leis, com processos, detenção por seis meses e perda de cargo, emprego e patrimônio. Muitos projetos de lei preveem punições funcionais. Outra chamada: “Planeje sua denúncia”.


Não encontrei a palavra deduragem e a sugestão de introduzir uma disciplina técnica para formação de alcaguete.


Miguel Nagib define o Escola Sem Partido como “uma iniciativa conjunta de estudantes e pais preocupados com o grau de contaminação político-ideológica das escolas brasileiras, em todos os níveis: do ensino básico ao superior. A pretexto de transmitir aos alunos uma ‘visão crítica’ da realidade, um exército organizado de militantes travestidos de professores prevalece-se da liberdade de cátedra e da cortina de segredo das salas de aula para impingir-lhes a sua própria visão de mundo”.


Em seu perfil no Facebook, ele compartilha mensagens do jurista Ives Gandra Martins e do jornalista Olavo de Carvalho. O projeto de lei pioneiro, elaborado com o auxílio do coordenador do Escola Sem Partido e apresentado à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, foi proposto pelo deputado estadual Flávio Bolsonaro, filho do candidato a presidente. Na turma de Miguel Nagib, militam chorosas viúvas da ditadura, o regime que impunha matérias conformadas como “doutrinação ideológica”: OSPB, organização social e política brasileira, e moral e cívica.


O movimento se empenha numa cruzada discriminatória e obscurantista. A escola seria transformada em mera extensão do lar, sem novos aprendizados e conhecimentos. Os estudantes viveriam à margem de descobertas, vivências e saberes estranhos à família. Não receberiam informações nem teriam acesso a ideias plurais para formar juízos próprios e tomar decisões autônomas.


Os correligionários do Escola Sem Partido têm obsessões. Inventaram uma nova categoria filosófica-sociológica-antropológica, a falaciosa “ideologia de gênero”. Tal “ideologia” é bramida por segmentos católicos e evangélicos de sotaque fundamentalista para combater a diversidade “pecadora” e constranger identidades.


O discurso de extrema direita de aparência inofensiva, de tão caricatural, virou um inferno para muitos professores. Eles se sentem intimidados e perseguidos por pais surtados que reencarnam McCarthy. Sobretudo os da área de ciências humanas do ensino médio e dos últimos anos do ensino fundamental.



Um otimista fora da casinha relativizaria: pelo menos os alunos testemunham o que os livros contam sobre o fascismo da década de 1930.


Anatomia da resistência


Se o Brasil tem uma tarimba, é não chamar as coisas pelo devido nome. No ano passado, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a mal denominada lei Escola Livre. Ela havia sido aprovada pela Assembleia de Alagoas, terra onde viveram e lutaram Zumbi dos Palmares, Dandara e Ganga Zumba. Tem trechos idênticos ao do projeto de lei do deputado Izalci. Barroso despachou:


“Quanto maior é o contato do aluno com visões de mundo diferentes, mais amplo tende a ser o universo de ideias a partir do qual pode desenvolver uma visão crítica, e mais confortável tende a ser o trânsito em ambientes diferentes dos seus. É por isso que o pluralismo ideológico e a promoção dos valores da liberdade são assegurados na Constituição e em todas as normas internacionais antes mencionadas, sem que haja menção, em qualquer uma delas, à neutralidade como princípio diretivo.”


A Advocacia–Geral da União considerou a lei Escola Livre inconstitucional. Até o Ministério da Educação se opõe ao ideário do movimento Escola Sem Partido. O Ministério Público Federal pediu ao STF que julgue inconstitucionais leis municipais com teor Escola Sem Partido. Relatores da ONU denunciaram possível “censura significativa” no ensino, restringindo “o direito de o aluno receber informação”.


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Os alunos do Centro Educacional 6, de Ceilândia, organizaram um protesto em defesa de um professor. Foto: Mídia Ninja


Nenhuma resistência ao jogo duro das brigadas da ignorância é tão relevante como a dos estudantes. Pelo Brasil inteiro pipocam manifestações. Uma deputada distrital encrencou com um professor de uma escola pública de Ceilândia. Para uma turma da segunda série do ensino médio, o professor Deneir Meirelles dera uma aula em que abordou o tema homofobia. A deputada Sandra Faraj, entre outros cri-cris, chiou com alusões às expressões “identidade de gênero” e “orientação sexual”.


Os alunos do Centro Educacional 6 chamaram colegas de outros colégios e organizaram um protesto. Uns 250 participaram. A Secretaria de Educação do Distrito Federal defendeu o direito de o professor ensinar como ensinou. “Cumpri com a função que tenho”,disseMeirelles. Os estudantes seguravam um cartaz em que se lia: “Se ‘penso logo existo’, e me tiram isso, eu existo?”. Lacrou.


*Mário Magalhães para The Intercept Brasil



http://sinprominas.org.br/noticias/esp-impede-professor-de-condenar-a-escravidao/
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 09 de Novembro de 2018, 08:14:22
Hein? Você está falando agora da objeção ao ESP ou atribuindo isso a ele?

O ESP tenta censurar o ensino de coisas que os pais desaprovam (as motivações apontadas tendo esse viés conservador anti-gay/etc e fundamentalista cristão, embora a lei tente frasear a coisa de maneira neutra), e não é nem bem claro como isso poderia ser feito. Tanto quanto sei, não há qualquer projeto de lei tentando censurar a quem questionar aos professores.
Nossa, jura que ficou em dúvida? Os doutrinoprofessores  que fazem até propaganda em ônibus, onde aparece uma tiazona com uma mordaça, estão contra um simples cartaz a ser apregoado nas salas de aula, advertindo com o que já consta na constituição,





2. O professor não favorecerá nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas.


Um aluno,  filho de crentes pentecostais ou neopentecostais ou Adventistas  do Sétimo Dia,  fala na aula e escreve numa prova que evolução  é tudo falso, que a origem verdadeira do homem é Adão e Eva, é a convicção religiosa dele e dos pais dele, e aí ?

O professor abaixa a cabeça e diz que o aluno  tem o direito de colocar isso na prova? O professor tem que concordar que a verdadeira origem do homem é a convicção do aluno e dos pais do aluno ? Ou pelo menos o professor tem que concordar que essa é uma possibilidade que está no mesmo patamar da TE, que é o outro lado, e que portanto tem que ser ensinada e aceita como possibilidade e reposta correta numa prova  também ?

Adão e Eva é o outro lado que tem que ser respeitado e apresentado ?  A TE está no mesmo patamar da historinha de Adão e Eva ?  Afinal de contas tem que respeitar as convicções do aluno e dos pais do aluno.





E qual a solução os apologistas do  Escola Sem Partido dão para o problema acima apresentado ?



Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 09 de Novembro de 2018, 08:17:50


General diz que criacionismo deveria ser ensinado nas escolas

quinta-feira, outubro 18, 2018  criacionismo, educação, política 



[A matéria a seguir foi escrita pelo jornalista Bruno Boghossian para a Folha de S. Paulo, e publicada no dia 16 de outubro:] “As conspirações sobre a ideologia nas escolas atingiram o insuspeito Charles Darwin [sic]. Um general que elabora propostas na campanha de Jair Bolsonaro diz que a teoria da evolução deve ser ensinada ao lado do criacionismo (a ideia de que Deus criou diretamente o homem). ‘Muito da escola está voltado para orientação ideológica […]. Houve Darwin? Houve, temos de conhecê-lo. Não é para concordar, tem de saber que existiu’, afirmou Aléssio Souto ao jornal O Estado de S. Paulo. As duas visões devem ser mantidas em esferas distintas, mas o militar segue uma linha em que a religião disputa espaço com a ciência. Ele diz que um pai ‘não está errado’ se quiser que o professor ensine teoria da criação no lugar do darwinismo.


“A sugestão causa arrepios em especialistas. ‘Esse debate deve ocorrer no campo da religião, nas aulas de filosofia ou sociologia’, afirma Priscila Cruz, do movimento Todos pela Educação. ‘Na ciência e na biologia, o criacionismo deveria ser banido.’ Ao tratar pontos do ensino científico como desvio ideológico, assessores de Bolsonaro aplicam, eles mesmos, um viés político à educação. ‘Quando você iguala ciência e ideologia, você anda para trás, ignora séculos de aprendizado’, diz Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências. ‘A teoria da evolução não é ideológica. É resultado de percepções científicas e foi testada ao longo do tempo.’”


Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “Davidovich cometeu dois erros: 
 

“1. A teoria da evolução é sim ideológica - quem disse foi Darwin em uma de suas cartas que pelo menos ele tinha dado um chega pra lá no criacionismo.


“2. A teoria da evolução foi testada em nível microevolutivo; macroevolutivo, não! A descendência com modificação ao longo do tempo, por exemplo. Nunca explicaram a Explosão Cambriana. Quais são os mecanismos evolucionários? De A a Z? Qual a origem da informação genética? Por que do upgrade para a Síntese Evolutiva Ampliada/Estendida com aspectos neolamarckistas porque a Síntese Evolutiva Moderna já era em 1980 uma teoria científica falida que posava de ortodoxia científica somente nos livros-texto?


“Sim, a teoria da evolução deve continuar sendo ensinada em nossas escolas, mas deve ser ensinada objetiva e honestamente considerando as evidências a favor e contra. Do jeito que a teoria da evolução é ensinada no Brasil, não é educação, mas doutrinação ideológica do materialismo filosófico que posa como se fosse ciência!”


Leia aqui a posição da Sociedade Criacionista Brasileira quanto ao ensino do criacionismo em escolas públicas.





http://www.criacionismo.com.br/2018/10/general-diz-que-criacionismo-deveria.html


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 09 de Novembro de 2018, 08:26:05
General assessor de Bolsonaro afirma que o criacionismo precisa ser ensinado nas escolas

OUTUBRO 15, 2018 X


Em uma entrevista concedida ao jornal 'Estadão', o general Aléssio Ribeiro Souto, integrante da equipe de campanha de Jair Bolsonaro (PSL), e um dos responsáveis por fazer o plano de Educação em um possível governo do presidenciável, afirmou que quer a retirada de livros com 'ideologia' e o ensino sobre os 'reais fatos' que permearam o regime militar no Brasil (1964-1985). Entre as propostas de reforma educacional, Souto disse que o criacionismo precisa fazer parte do ensino nas escolas, e com a mesma importância que o 'darwinismo'.

Caso Bolsonaro seja eleito, Souto seria o líder do grupo dedicado a elaborar propostas para o Ministério da Educação com o objetivo de se fazer uma ampla revisão dos currículos e das bibliografias usadas nas escolas a fim de combater a exposição de conteúdos ideológicos e impróprios às crianças. Souto é ex-chefe do Centro Tecnológico do Exército, e afirma ser contrário à política de cotas - preferindo a valorização do mérito -, defende que o ensino sobre o período ditatorial leve em consideração as mortes e ataques ocorridos em ambos os lados (militares e movimentos de oposição) - buscando convencer os jovens de que o governo militar agiu de forma autoritária apenas para a proteção dos 'cidadãos de bem' contra os 'subversivos' (1) - e o combate à chamada 'ideologização das escolas', onde professores não deveriam transmitir assuntos relacionados à sexualidade, à 'ideologia de gênero' ou contrários às crenças religiosas para alunos no ensino fundamental, sendo que isso seria um direito inalienável dos pais (2).

(1) Quer uma discussão realmente honesta sobre o assunto? Acesse: Regime militar no Brasil: Golpe ou Revolução?
(2) É preciso tomar cuidado, porque esse tipo de discurso leva as pessoas mais leigas a entenderem que a homossexualidade ou a transexualidade são condições passíveis de serem 'aprendidas' pelas crianças, ou seja, a ideia errônea de que um indivíduo hétero pode ser doutrinado e ter sua orientação sexual mudada. Para entender mais sobre o assunto, acesse: Homossexualidade: Criminalização, casamento e filhos 
(2) Leitura também recomendada: A homossexualidade é biológica ou social?

No caso da 'ideologização', o general também deixou claro que a escola deveria tratar tanto o criacionismo quanto o 'darwinismo' com a mesma importância, sugerindo que as escolas hoje estão tentando esconder os ensinamentos do 'design inteligente'. Reproduzindo na íntegra parte da entrevista no Estadão (perguntas da entrevistadora, Renata Agostini, em negrito):


"- E se um pai desejasse que o professor ensinasse criacionismo em vez de a teoria da evolução?

Isso que eu saiba não está errado. Foram questões históricas que ocorreram. Se a pessoa acredita em Deus e tem o seu posicionamento, não cabe à escola querer alterar esse tipo de coisa, que é o que as escolas orientadas ideologicamente querem fazer, mudar a opinião que a criança traz de casa. Cabe citar o criacionismo, o darwinismo, mas não cabe querer tratar que criacionismo não existe.


- Mas no currículo escolar não consta o criacionismo. Fala-se da teoria da evolução.


A questão toda é que muito da escola na atualidade está voltada para a orientação ideológica, tenta convencer de aspectos políticos e até religiosos. Houve Darwin? Houve, temos de conhecê-lo. Não é para concordar, tem de saber que existiu."



Primeiro, o general fala sobre um assunto que ele demonstra não possuir qualquer domínio. Assim como ataques infundados de grupos religiosos e anti-evolucionistas, Souto faz menção à Darwin como se este tivesse criado uma 'religião evolucionista'. Não, o campo de estudos da evolução biológica surgiu no século XIX, foi drasticamente enriquecido e reforçado ao longo do século XX e hoje é a grande base de sustentação da Biologia Moderna. E, o mais importante, é um fato científico (3). Na época de Darwin sequer existia o campo da genética, sendo que ele foi responsável por dar o pontapé inicial na Teoria da Evolução, mas longe de finalizá-la. A evolução biológica, além das inúmeras evidências fósseis, anatômicas e ecológicas, é corroborada, principalmente, pela genética e experimentos laboratoriais. A evolução biológica é o fenômeno responsável pela diversificação de toda a vida no planeta, sendo explicada pela Teoria da Evolução (progressivamente sendo otimizada).

(3) Caso queira realmente entender o tema, acesse: Evolução Biológica é um FATO CIENTÍFICO
(3) Vídeo introdutório também recomendado: A Evolução Biológica e a Teoria da Evolução Biológica

Já o 'criacionismo' não é nem mesmo uma hipótese científica válida, fazendo parte apenas do campo religioso de crenças. Conceitos como 'design inteligente' não devem ser misturados com ciência. Você pode ter fé e trabalhar com a ciência, mas você não pode moldar a ciência à sua fé - ou ignorá-la - apenas porque isso vai ao encontro do seu agrado. Aliás, o Prêmio Nobel de Química deste ano foi concedido a pesquisadores que se basearam na Teoria Evolutiva para a feitura de importantes novos anticorpos e enzimas (4).

(4) Para mais informações, acesse: Prêmio Nobel de Química agraciou trabalhos baseados na Evolução Biológica

Respondendo ao general, o criacionismo não consta no currículo escolar de Ciências porque isso não é ciência. O que deve ser ensinado é a Evolução Biológica, um fato científico. Não se ensina nas escolas que vacinas causam autismo porque isso não é verdade, apesar da existência de uma legião de pessoas que acreditam no contrário.

O candidato Bolsonaro, aliás, todos os candidatos à presidência, já mostraram expressar grande apego religioso para atrair o voto da população, mas essa estratégia política não pode literalmente refletir em planos governamentais visando áreas críticas de saúde, ciência e educação. Hoje enfrentamos uma grave crise de Pós-Verdade, onde crenças pessoais estão se transformando em fatos e as evidências científicas estão cada vez mais sendo menosprezadas. Não podemos permitir o progresso dessa crise.


Entrevista completa: O Estado de S.Paulo


https://www.saberatualizadonews.com/2018/10/general-assessor-de-bolsonaro-afirma.html


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 09 de Novembro de 2018, 09:57:11
Mais uma vez, JJ aciona sua metralhadora de spam de textos de terceiros em que aparecem acusações INESCRUPULOSAS de que ESP significa censura, das quais quanto mais se refuta, mais ele põe spam redundante.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Gigaview em 09 de Novembro de 2018, 11:30:29
A melhor maneira de acabar com essa celeuma do perigo do ensino do criacionismo nas escolas e outras estórias da carochinha bíblica é dar espaço para os evangélicos exporem suas bobagens para serem discutidas e confrontadas com os princípios científicos que já fazem parte do ensino básico obrigatório. Assim como também deveria ser incluído o ensino a mitologia greco/romana, que tem estórias/metáforas muito interessantes. As nossas criancinhas, habituadas com Transformers, Homens Aranha, XMen, Papai Noel e Peter Pan certamente saberão lidar com a costela do Adão e a Arca de Noé. Em todo caso, o nosso ministro-astronauta deve estar atento a eventuais exageros proselitistas e anti-científicos, supondo que ele não seja evangélico.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 09 de Novembro de 2018, 12:15:14
Em todo caso, o nosso ministro-astronauta [...], supondo que ele não seja evangélico.


Evangélico eu não sei, mas, maçon aqui diz que é:

domingo, 8 de dezembro de 2013


Dr. Marcos Pontes, o Astronauta Brasileiro é Iniciado na Maçonaria.


O primeiro astronauta brasileiro, o primeiro sul-americano e o primeiro lusófono(entre todos os países que falam a língua portuguesa)a ir ao espaço, o Dr. Marcos Pontes entrou para Maçonaria, agora ele é um DeMolay do Rito de York Americano.


http://cristaoguerreirooficial.blogspot.com/2013/12/dr-marcos-pontes-o-astronauta.html
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 09 de Novembro de 2018, 12:16:57
Em todo caso, o nosso ministro-astronauta [...], supondo que ele não seja evangélico.


Pelo visto ele é  católico:


Viagem ao espaço aumentou minha fé, afirma astronauta brasileiro


 Brasil, news  12:29:00 PM

 Publicado em 13 de outubro 2009
Marcos Pontes esteve nesta segunda em Aparecida, no interior de SP.

Foto: Paulo Toledo Piza/G1Ele participou de uma das missas em homenagem à padroeira do Brasil.

O astronauta Marcos Pontes participou de uma das missas em Aparecida na manhã desta segunda.

O astronauta brasileiro Marcos Pontes afirmou que a viagem que fez ao espaço em 2006 aumentou sua fé em Deus. Primeiro brasileiro a sair do planeta, Pontes participou na manhã desta segunda-feira (12) de uma das missas na basílica de Aparecida, a 180 km de São Paulo, onde acontece a tradicional Festa da Padroeira.

“Para mim, ir ao espaço, ver o planeta lá de cima, imaginar o que somos, isso aumentou muito meu relacionamento com Deus”, disse o astronauta. Durante a viagem, Pontes levou em seu macacão um broche com a imagem de Nossa Senhora Aparecida.

Essa pequena imagem foi fundamental para sua tranquilidade durante a missão. “Ela passou uma sensação de segurança. É algo que transcende o corpo”, lembrou.


A devoção a Nossa Senhora foi passada por sua mãe, Zuleica. De grande importância para sua formação, ela foi a responsável por incentivá-lo a crescer profissional e pessoalmente. “Lembro quando era eletricista em Bauru, e dizia que sonhava em ser piloto. Ninguém acreditava, mas minha mãe sempre dizia, com seus olhões azuis: ‘Se você estudar, se trabalhar e persistir, consegue’”, lembrou.

Morta em 2002, ela não teve a chance de ver o filho alcançar as estrelas. “Mas quando vi a Terra, azul, lembrei dos olhos de minha mãe e de sua frase”, afirmou, emocionado, o astronauta.

Fonte:G1


http://www.igoospel.com/2009/10/viagem-ao-espaco-aumentou-minha-fe.html

Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 09 de Novembro de 2018, 13:26:17
Este testemunho foi dado há mais de 10 anos, quando ainda nem se sonhava pensar no assunto,

mas sabe o que incomoda? meu professor de biologia pegou uma aula a parte pra falar de uma tal transcomunicação. "ciências" novas como parapsicobiofísica surgiram pela primeira vez para os alunos nessa aula.
o que me incomodou foi que, em uma sala de 50 ou 60, ou melhor, 49 ou 69 alunos crédulos ele falou sem complicações. todos com toda sua ingenuidade infantil acatando as sábias palavras do sujeito. nem me perguntam porque não falei nada, foi melhor assim.
e ele citou uns sujeitos de não sei onde na alemanha, da universidade de munique acho ("olha, é coisa séria. universidade!") fizeram os experimentos e tal. disse até que quem quisesse poderia procurar na internet, mas só acharia informações em alemão. bela evasiva.

e ainda,

eu vivo dizendo isso, mas não há melhores ouvintes ou mais passivos receptores do que adolescentes em uma sala de aula. depositam muita confiança nos professores.

Para que não se diga que alguém que argumente a favor do Escola Sem Partido  invariavelmente o faça sem isenção, ou que esteja "viajando na maionese".
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Agnoscetico em 11 de Novembro de 2018, 03:27:24
A melhor maneira de acabar com essa celeuma do perigo do ensino do criacionismo nas escolas e outras estórias da carochinha bíblica é dar espaço para os evangélicos exporem suas bobagens para serem discutidas e confrontadas com os princípios científicos que já fazem parte do ensino básico obrigatório. Assim como também deveria ser incluído o ensino a mitologia greco/romana, que tem estórias/metáforas muito interessantes. As nossas criancinhas, habituadas com Transformers, Homens Aranha, XMen, Papai Noel e Peter Pan certamente saberão lidar com a costela do Adão e a Arca de Noé. Em todo caso, o nosso ministro-astronauta deve estar atento a eventuais exageros proselitistas e anti-científicos, supondo que ele não seja evangélico.

Não dá certo. Eles sempre podem tentar usar malabarismos como Design inteligente / Criacionismo "científico" que tem uma roupagem pseudo-científica e vão levar os mais suscetíveis a acreditar.

Uma solução seria pôr (ou manter) Criacionismo na sua devida área: Humanas, mais especificamente na Literatura / Religião.






Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 11 de Novembro de 2018, 11:54:11
Tem que colocar a explicação  da Cientologia,  para a origem do homem, também, caso haja pelo menos um aluno cujos pais tenham a convicção que a explicação da Cientologia é a correta.


Afinal de contas, os professores não podem ir contra as convicções do(s) aluno(s) e/ou pais.



 :ok:
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 11 de Novembro de 2018, 11:56:46
Origem do homem conforme a Cientologia:


Por Da Redação access_time 31 out 2016, 18h34 - Publicado em 30 jun 2008, 22h00


Texto Rafael Tonon

75 milhões de anos atrás, o Universo estava superlotado. Para resolver o problema, o imperador galático Xenu decidiu apelar para o genocídio. Fez trilhões de prisioneiros, trouxe-os até a Terra em naves espaciais e jogou bombas atômicas para acabar com todo mundo. Só que as almas desses seres, chamados thetans, ficaram vagando por aqui até encarnar nos primeiros Homo sapiens. E esse é o motivo de todos os conflitos e angústias da humanidade.


https://www.assine.abril.com.br/portal/paginasEstaticas!showPromocao.action?codPromocao=sr_si_land&origem=sr_si_welcomead_segmentada_si_2nov18&utm_source=sites&utm_medium=sr&utm_campaign=sr_si_welcomead_segmentada_si_2nov18



Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 11 de Novembro de 2018, 12:12:26

Tem também a origem do home numa versão africana:



Iele Ferreira Portugal

-Vovó de onde mesmo que veio o homem?


– Senta aqui que vou te contar: Quando era bem pequenininha, mais ou menos da sua idade, minha avó, que era descendente da gente da África, da região chamada Daomé, me contou uma história. Vou contar a você o que eu lembro.

– Vovó, antes de a senhora me contar a história, explique o que é descendente.

– É aquele que vem de algum outro lugar.

– Agora a senhora pode continuar a história.

– Há muito tempo, os orixás viviam aqui na terra. Não existia o homem. Até que, um dia, Olorum,o dono do céu, resolveu que criaria o homem para fazer companhia aos orixás. Olorum tentou criar o homem de ar, de fogo, de água, de pedra e de madeira, mas em nenhum caso deu certo.

– Por que não deu certo, vovó?

– Porque os homens de ar e de água não tinham forma, o homem de fogo consumia-se, e os homens de pedra e de madeira não se mexiam.

– E então, o que Olorum fez?

– Ele não fez nada. Nanã foi quem fez. Vendo que todas as alternativas tinham dado errado, essa orixá se ofereceu para criar o homem. Olorum permitiu. E Nanã foi fazer o homem. Pegou um punhado de barro e foi modelando o corpo: as pernas, os braços, a cabeça e tudo que temos hoje. Ela não esqueceu nada, fez tudo direitinho. Deu-nos tudo que precisamos,pernas para andar, mãos para pegar as coisas, olhos para ver… não se esqueceu de nada.

– É isso mesmo!

– Depois que homem foi feito, o que aconteceu?


– Os homens e os orixás viveram juntos e felizes, dividindo alegrias e aventuras na terra.



http://mundoafro.atarde.uol.com.br/a-origem-do-homem-na-versao-africana/


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 11 de Novembro de 2018, 12:15:04
Tem que colocar as explicações das religiões africanas  para a origem do homem, também, caso haja pelo menos um aluno cujos pais tenham a convicção que a explicação de alguma religião africana  é a correta.

Afinal de contas, os professores não podem ir contra as convicções do(s) aluno(s) e/ou pais.     :ok:
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 11 de Novembro de 2018, 12:16:32


Professores não tem o direito de doutrinarem com filosofia naturalista e com seu derivado naturalismo metodológico   .   :ok:


Todas as convicções das famílias tem que serem respeitadas e todos os lados derivados destas convicções familiares tem que serem considerados e ensinados pelos professores. 
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 11 de Novembro de 2018, 12:23:32


Naturalismo Metodológico


O naturalismo metodológico é o método científico que decorre do naturalismo filosófico, que é uma doutrina filosófica segundo a qual todas as "explicações" científicas se devem referir, de forma exclusiva, a causas naturais.


O naturalismo metodológico acaba por ser, em si mesmo, uma doutrina que estabeleceu uma fronteira entre a ciência, por um lado, e a filosofia e a teologia, por outro lado.


Ver naturalismo


http://sofos.wikidot.com/naturalismo-metodologico

Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 11 de Novembro de 2018, 12:24:33


Os pais e alunos  evangélicos tem que serem avisados dessa doutrinação com  naturalismo metodológico  (que é derivado do naturalismo filosófico). 


 8-)
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 11 de Novembro de 2018, 12:25:13
Tem que colocar as explicações das religiões africanas  para a origem do homem, também, caso haja pelo menos um aluno cujos pais tenham a convicção que a explicação de alguma religião africana  é a correta.

Afinal de contas, os professores não podem ir contra as convicções do(s) aluno(s) e/ou pais.     :ok:


Tenho uma solução melhor. Privatiza as escolas ou as transforma em charters schools. Quem quiser ver mitologia no estudo das áreas de ciências do filho(a) que PAGUE SOMENTE do seu próprio bolso por isso. As escolas que não atingirem a performance pública nas notas por estarem ensinando mitologia no lugar errado seriam automaticamente removidas das verbas públicas direcionadas a vouchers e charters schools. Nada como uma seleção natural para fazerem os sistemas evoluírem por meio da remoção.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 11 de Novembro de 2018, 12:35:12
As escolas que não atingirem a performance pública nas notas por estarem ensinando porcaria seriam automaticamente removidas das verbas públicas direcionadas a vouchers e charters schools.



Neste caso o Estado  estaria utilizando dinheiro de impostos para fazer testes e provas com conteúdos que contrariem as convicção dos pais, e isso contraia a ideia de que o Estado não pode interferir nos valores e convicções familiares.

Uma solução possível é liberalizar quase totalmente,  deixando para o Estado  apenas a fiscalização do aprendizado de escrita, leitura e interpretação de textos em português (e talvez matemática bem básica).

Quanto ao restante haveria liberdade para pais e alunos escolherem livremente os conteúdos.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 11 de Novembro de 2018, 12:44:18


Em outros países também tem havido queixas contra a intromissão do Estado  na educação dos filhos, intromissão está que pode contrariar as convicções dos pais:




24/02/2007

Os muçulmanos britânicos querem que a escola se adapte à "moral islâmica"



Num documento que traz um elenco de pedidos, o Conselho Muçulmano Britânico solicita que as escolas públicas respeitem o conceito muçulmano de "haya" (pudor)


Jean-Pierre Langellier
correspondente em Londres


Os jovens muçulmanos devem poder usar a barba na escola, as moças trajar o véu islâmico durante todas as aulas, inclusive as de educação física, os estudantes devem poder ser dispensados das aulas de educação sexual. Estes são alguns dos pedidos que foram apresentados pelo Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha (MCB), a principal organização representativa dos 1,6 milhão de muçulmanos que vivem no reino.


Num documento de 72 páginas que foi publicado em 21 de fevereiro, o MCB pede ao governo que seja permitido aos 400.000 jovens muçulmanos exercerem mais livremente as suas práticas religiosas nas escolas públicas, onde 96% dentre eles estudam. Os outros freqüentam escolas privadas, ou ainda uma das cinco escolas de Estado muçulmanas. O MCB lamenta que certas escolas não tenham se mostrado "receptivas às reivindicações legítimas e sensatas dos pais e dos filhos muçulmanos em relação às suas preocupações ditadas pela fé".


O documento do MCB se parece ao mesmo tempo com um catálogo de recomendações e um elenco de reclamações. A sua importância política decorre da influência do MCB. Esta organização, que foi fundada em 1997, exerce um controle sobre mais de 400 associações religiosas, culturais, sociais e profissionais muçulmanas. Ela se diz autorizada a falar em nome da principal minoria religiosa do Reino Unido. O governo de Tony Blair fez do MCB o seu interlocutor muçulmano privilegiado, principalmente desde os atentados de Londres em julho de 2005.


O MCB quer que rapazes e meninas possam expressar a sua fidelidade ao conceito muçulmano de "haya" ("pudor") por meio do vestuário que eles trajam. As estudantes devem poder ter a cabeça coberta em qualquer circunstância com o véu islâmico ou trajar o "jilbab", um vestido comprido que desce até o tornozelo. O MCB nem sequer menciona o "niqab", o véu integral que só deixa aparecerem os olhos. Durante aulas de educação física, o MCB recomenda aos alunos trajarem um abrigo de moletom, e às moças cobrirem a cabeça com o véu islâmico, "amarrando-o de uma maneira segura".


O caráter misto da escola deve ser excluído dos esportes coletivos que envolvem contatos físicos, tais como o futebol e o basquete. O MCB pede que os alunos possam se trocar em cabines individuais, e não em grupo, e que eles sejam dispensados de tomar banho depois do esporte caso essa atividade expuser o seu corpo à vista das outras crianças, isso porque "o Islã proíbe estar nu diante dos outros ou antever a nudez dos outros". As aulas de natação que são ministradas aos rapazes e às meninas juntos são "inaceitáveis por razões de decência, aos olhos dos pais muçulmanos".



"Perspectivas morais"


Se a escola não puder separar os sexos, as crianças devem poder ser dispensadas dessas aulas. O mesmo deve acontecer com as aulas de dança, esta última não sendo "uma atividade normal para a maioria das famílias muçulmanas". A dança, sublinha o MCB, "não é compatível com as exigências do pudor islâmico, isso porque ela pode revestir conotações e dirigir mensagens sexuais".


A educação sexual, obrigatória no curso secundário, deve, segundo o MCB, ser ensinada aos alunos por professores do mesmo sexo. A utilização de objetos ou de "esquemas que representem os órgãos genitais" para ilustrar aulas sobre a contracepção ou sobre os preservativos é "totalmente inapropriada, uma vez que isso incentiva um comportamento moralmente inaceitável". As escolas devem levar em conta "as perspectivas morais islâmicas".


A publicação do manifesto do MCB motivou o ministério da educação a divulgar uma nota oficial. Este documento, declarou a entidade, "não está em adequação com 'o código de conduta' oficial em vigor nas escolas públicas, e, portanto, não reveste nenhum caráter obrigatório". Um porta-voz do sindicato dos diretores de estabelecimento criticou "esta lista de pedidos" que arrisca provocar "um efeito contrário àquele procurado".


A Alta Corte contra o uso do véu integral na escola


Uma decisão da Alta Corte de justiça deu razão, na quinta-feira, 22 de fevereiro, a uma escola que havia expulsado uma aluna muçulmana de 12 anos que exigia o direito de trajar o "niqab", o véu integral, durante as aulas. Além do mais, por ocasião do comparecimento perante a justiça os acusados dos atentados fracassados de 21 de julho de 2005 em Londres, um vídeo filmado por uma câmera de vigilância atestou que um deles havia fugido, dissimulado num vestido islâmico.


Tradução: Jean-Yves de Neufville
Visite o site do Le Monde


https://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2007/02/24/ult580u2375.jhtm
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 11 de Novembro de 2018, 12:59:58
As escolas que não atingirem a performance pública nas notas por estarem ensinando porcaria seriam automaticamente removidas das verbas públicas direcionadas a vouchers e charters schools.



Neste caso o Estado  estaria utilizando dinheiro de impostos para fazer testes e provas com conteúdos que contrariem as convicção dos pais, e isso contraia a ideia de que o Estado não pode interferir nos valores e convicções familiares.

Uma solução possível é liberalizar quase totalmente,  deixando para o Estado  apenas a fiscalização do aprendizado de escrita, leitura e interpretação de textos em português (e talvez matemática bem básica).

Quanto ao restante haveria liberdade para pais e alunos escolherem livremente os conteúdos.

Os conteúdos da prova MEC para avaliação de performance pública não teriam intenção de contrariar convicção religiosa. O seu foco é somente o racionalismo pragmatista. O que passou no teste do tempo sendo útil ou protetor na minimização de riscos para a sociedade estaria sendo cobrado na prova MEC e sendo um critério para direcionamento de verba pública, e quem quiser contrariar esse princípio fundamental, estaria contrariando a ética, independentemente de qual religião tenha. Ainda assim, as escolas continuariam com total liberdade de estabelecer currículo e método pedagógico, pois nem estatais elas seriam.

Quando uma convicção religiosa contraria a ética, o princípio da separação de Igreja e Estado deve ser evocado para que a autoridade do racionalismo e do laicismo estejam bem evidentes.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 11 de Novembro de 2018, 13:41:45
O que muda com a Escola Sem partido? Um cartazeco conscientizando alunos sobre seus direitos vai abrir a Caixa de Pandora? Só quem vai ficar tendo a impressão o tempo todo de quem tem uma mãozona pesada sobre as costas é o doutrinador safado. Por que não adianta, quem tem culpa no cartório sempre sabe direitinho a razão.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 11 de Novembro de 2018, 14:05:46
Curioso como é essa coisa de doutrinação, e como ela pode ser sutil, e mesmo assim ser decisiva. essa coisa de cruz na parede das casas das pessoas, em comércio em geral e em repartições públicas era algo tão natural que nunca notava. Isso até um belo dia qualquer eu ter me inteirado de alguém questionando aquilo, e nem me lembro na ocasião com qual intuito.

Interessante como dali em diante eu encarnei a mesma objeção, e passei a prestar atenção em todas as cruzes de qualquer lugar que fosse, até nas casas das minhas tias catoliconas. Aquilo realmente passou a me perturbar, e como eu não sabia o motivo em si, comecei a questionar a própria religião, coisa que nunca me preocupou.

Só depois de muito tempo, depois de saber que era uma reivindicação pela laicidade do estado e tudo mais eu vi como eu estava servindo de massa de manobra talvez de alguma militância esquerdista, por uma causa que a verdade nunca foi minha.

O tal do cartazeco do Escola Sem Partido, presente o tempo todo ali na sala de aula parece ser a mesma cruz pregada na parede, para os militantes esquerdistas doutrinadores.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Agnoscetico em 11 de Novembro de 2018, 14:32:21
A melhor maneira de acabar com essa celeuma do perigo do ensino do criacionismo nas escolas e outras estórias da carochinha bíblica é dar espaço para os evangélicos exporem suas bobagens para serem discutidas e confrontadas com os princípios científicos que já fazem parte do ensino básico obrigatório. Assim como também deveria ser incluído o ensino a mitologia greco/romana, que tem estórias/metáforas muito interessantes. As nossas criancinhas, habituadas com Transformers, Homens Aranha, XMen, Papai Noel e Peter Pan certamente saberão lidar com a costela do Adão e a Arca de Noé. Em todo caso, o nosso ministro-astronauta deve estar atento a eventuais exageros proselitistas e anti-científicos, supondo que ele não seja evangélico.

Não dá certo. Eles sempre podem tentar usar malabarismos como Design inteligente / Criacionismo "científico" que tem uma roupagem pseudo-científica e vão levar os mais suscetíveis a acreditar.

Uma solução seria pôr (ou manter) Criacionismo na sua devida área: Humanas, mais especificamente na Literatura / Religião.


Além disso cristãos costumam usar dois pesos duas medidas, são favor de Criacionismo judaico-cristão mas quando é pra inserir sobre religiões afro e indígenas na grade escolar aí usam "Estado é laico" (laico pros outros pra eles não).











Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Agnoscetico em 11 de Novembro de 2018, 14:50:17
Tem que colocar as explicações das religiões africanas  para a origem do homem, também, caso haja pelo menos um aluno cujos pais tenham a convicção que a explicação de alguma religião africana  é a correta.

Afinal de contas, os professores não podem ir contra as convicções do(s) aluno(s) e/ou pais.     :ok:


Tenho uma solução melhor. Privatiza as escolas ou as transforma em charters schools. Quem quiser ver mitologia no estudo das áreas de ciências do filho(a) que PAGUE SOMENTE do seu próprio bolso por isso. As escolas que não atingirem a performance pública nas notas por estarem ensinando mitologia no lugar errado seriam automaticamente removidas das verbas públicas direcionadas a vouchers e charters schools. Nada como uma seleção natural para fazerem os sistemas evoluírem por meio da remoção.


Deixando o lado educacional e indo pro lado econômico:
Tu é entusiasta do privatiza geral. Não sei se sabe mas nos EUA tem muitas escolas públicas e muitas são melhores avaliadas (por rendimento escolar, notas, etc) que muitas escolas particulares.

Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Agnoscetico em 11 de Novembro de 2018, 15:00:34
Desenho mórmon racista (hoje banido, talvez por pressões de movimentos sociais) - imagina quantas pessoas foram instruídas com ele em alguma escola mórmon E imagina esse desenho sendo ainda usado em alguma escola.

2:14 - A origem  dos negros segundo o Mormonismo (ou ex-Mormonismo)


https://youtu.be/1Jf1Bv4w0P4?t=134 (https://youtu.be/1Jf1Bv4w0P4?t=134)


https://www.youtube.com/v/1Jf1Bv4w0P4

Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 11 de Novembro de 2018, 15:03:25



"Recado"  à professores,   e  incentivo a denuncismo:


ATAQUE NOMINAL A PROFESSORES É MÉTODO NAZISTA, DIZ PESQUISADOR


O professor de História da Arte da Unicamp Jorge Coli avaliou neste domingo, 11, um método utilizado pelo nazismo e pelo fascismo o ataque do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) aos professores; "Os próximos poderemos ser nós, professores ou não. A denúncia pública, vinda de um presidente eleito, tem peso enorme", diz ele

11 DE NOVEMBRO DE 2018 ÀS 10:00 // INSCREVA-SE NA TV 247 Youtube


247 - O professor de História da Arte da Unicamp Jorge Coli avaliou neste domingo, 11, um método utilizado pelo nazismo e pelo fascismo o ataque do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) aos professores.

Em artigo na Folha de S. Paulo, Coli lembra do vídeo em que Bolsonaro ataca professores da Fundação João Pinheiro, vinculada ao governo de Minas Gerais, que forma especialistas em administração pública. "A acusação de Bolsonaro a esses docentes tem a estupidez boçal do gaiato que grita no botequim: 'Vá pra Cuba!'. Penso nesses colegas intimidados e constrangidos. Os próximos poderemos ser nós, professores ou não. A denúncia pública, vinda de um presidente eleito, tem peso enorme", diz ele.

Segundo o professor, a denúncia nominal sempre existiu nos regimes autoritários. "Sob o nazismo, jornais reservavam um espaço para expor os nomes de judeus denunciados. Bolsonaro e seus asseclas convidaram também alunos de todas as idades a filmarem seus professores e denunciá-los caso percebam algo suspeito. Outro traço dos regimes totalitários é a manipulação da juventude para que, com seu entusiasmo ingênuo, tornem-se espiões traiçoeiros. Delatar faz parte da cultura nazifascista", avalia.

Leia o artigo na íntegra.


https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jorge-coli/2018/11/ataques-nominais-de-bolsonaro-a-professores-tem-peso-enorme.shtml?loggedpaywall
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 11 de Novembro de 2018, 15:12:27
Quem tem culpa no cartório sempre  tem que ser visado.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Agnoscetico em 11 de Novembro de 2018, 15:18:13


Só depois de muito tempo, depois de saber que era uma reivindicação pela laicidade do estado e tudo mais eu vi como eu estava servindo de massa de manobra talvez de alguma militância esquerdista, por uma causa que a verdade nunca foi minha.

O tal do cartazeco do Escola Sem Partido, presente o tempo todo ali na sala de aula parece ser a mesma cruz pregada na parede, para os militantes esquerdistas doutrinadores.

E só há ateu ou laicista de esquerda?

Parece que tá tá virando um daqueles que se arrependeram de ser ateus (se é o teu caso) ou que acha melhor se aliar um direitista que seja cristão fanático do que com outro ateu a favor da liberdade religiosa e estado laico, ainda que seja um esquerdista.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 11 de Novembro de 2018, 15:18:48


Imagino o que aconteceria se fosse o Lula que tivesse gravado tal vídeo  nominando professores e dando  um "recado" para eles.   
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 11 de Novembro de 2018, 15:33:59


Só depois de muito tempo, depois de saber que era uma reivindicação pela laicidade do estado e tudo mais eu vi como eu estava servindo de massa de manobra talvez de alguma militância esquerdista, por uma causa que a verdade nunca foi minha.

O tal do cartazeco do Escola Sem Partido, presente o tempo todo ali na sala de aula parece ser a mesma cruz pregada na parede, para os militantes esquerdistas doutrinadores.

E só há ateu ou laicista de esquerda?

Parece que tá tá virando um daqueles que se arrependeram de ser ateus (se é o teu caso) ou que acha melhor se aliar um direitista que seja cristão fanático do que com outro ateu a favor da liberdade religiosa e estado laico, ainda que seja um esquerdista.
Pessoas descrentes não ligam pra a fé dos outros, não tão nem ai, convivem muito bem com todas as religiões.

Essa coisa de militância ateísta como se religiões fosse uma agressão aos brios de alguém, como se uma cruz na parede fosse uma agressão pessoal e à "laicidade do Estado" é coisa de doutrinador esquerdista, de quem toma a fé religiosas dos outros como uma barreira para a propagação de suas ideologias.

Salvo quando religiões são uma ameaça a liberdade e direitos das pessoas, como foi com o cristianismo ideológico na época das perseguições religiosas e da inquisição ou com o islamismo no presente, descrentes religiosos não tem motivos para questioná-las.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 11 de Novembro de 2018, 16:06:24
Tem que colocar as explicações das religiões africanas  para a origem do homem, também, caso haja pelo menos um aluno cujos pais tenham a convicção que a explicação de alguma religião africana  é a correta.

Afinal de contas, os professores não podem ir contra as convicções do(s) aluno(s) e/ou pais.     :ok:


Tenho uma solução melhor. Privatiza as escolas ou as transforma em charters schools. Quem quiser ver mitologia no estudo das áreas de ciências do filho(a) que PAGUE SOMENTE do seu próprio bolso por isso. As escolas que não atingirem a performance pública nas notas por estarem ensinando mitologia no lugar errado seriam automaticamente removidas das verbas públicas direcionadas a vouchers e charters schools. Nada como uma seleção natural para fazerem os sistemas evoluírem por meio da remoção.


Deixando o lado educacional e indo pro lado econômico:
Tu é entusiasta do privatiza geral. Não sei se sabe mas nos EUA tem muitas escolas públicas e muitas são melhores avaliadas (por rendimento escolar, notas, etc) que muitas escolas particulares.



Em Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira de Leandro Narloch, é mostrado que, nos EUA, em geral, as charters schools tem bom desempenho relativo em relação às escolas públicas. Se você falar em universidades... Universidade de Harvard, Universidade de Stanford, MIT, Universidade de Columbia, Universidade de Chicago, Universidade de Princeton, Universidade de Yale. Todas essas são do setor privado malvadão, coxinha e fascista.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Muad'Dib em 11 de Novembro de 2018, 16:28:57
Não existe injeção de dinheiro público nas universidades dos EUA?


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 11 de Novembro de 2018, 16:38:44
Sempre lembrando que não existe dinheiro público. O dinheiro é sempre de alguém.

Importa muito dizer dizer também que "dinheiro público" não é tudo igual, não é por que a coisa pública nos Estados Unidos funciona que o que quer que se faça aqui no Brasil com dinheiro público vai funcionar igual. Diferenças cabeludas na gestão seriam o paradigma a ser quebrado.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Muad'Dib em 11 de Novembro de 2018, 16:50:37
E qual é o seu ponto? Não entendi.

Dinheiro público e dinheiro de alguém... parece só um uso de semântica para desvirtuar o debate.

Se a aplicação do dinheiro público no Brasil é ineficiente e promíscua, o que deve ser feito é a racionalização e a moralização desse uso, não partir para soluções que não fazem o menor sentido e não são utilizadas em lugar algum do mundo. Ou você é dos que acham que isso: https://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,novo-acelerador-de-eletrons-coloca-brasil-na-fronteira-da-ciencia-mundial,70002602598 é desperdício de dinheiro de impostos?

Você acha que ciência Blue sky research é inútil? A iniciativa privada vai assumir esse tipo de pesquisa?

Quer discutir seriamente? Vamos falar de cobrança de mensalidades nas universidades públicas, vamos falar de privatizações que podem ser feitas, vamos falar de moralização do uso do dinheiro público...

Soluções mágicas tem que ser discutidas no facebook.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Geotecton em 11 de Novembro de 2018, 16:59:04



"Recado"  à professores,   e  incentivo a denuncismo:


ATAQUE NOMINAL A PROFESSORES É MÉTODO NAZISTA, DIZ PESQUISADOR


O professor de História da Arte da Unicamp Jorge Coli avaliou neste domingo, 11, um método utilizado pelo nazismo e pelo fascismo o ataque do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) aos professores; "Os próximos poderemos ser nós, professores ou não. A denúncia pública, vinda de um presidente eleito, tem peso enorme", diz ele

11 DE NOVEMBRO DE 2018 ÀS 10:00 // INSCREVA-SE NA TV 247 Youtube


247 - O professor de História da Arte da Unicamp Jorge Coli avaliou neste domingo, 11, um método utilizado pelo nazismo e pelo fascismo o ataque do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) aos professores.

Em artigo na Folha de S. Paulo, Coli lembra do vídeo em que Bolsonaro ataca professores da Fundação João Pinheiro, vinculada ao governo de Minas Gerais, que forma especialistas em administração pública. "A acusação de Bolsonaro a esses docentes tem a estupidez boçal do gaiato que grita no botequim: 'Vá pra Cuba!'. Penso nesses colegas intimidados e constrangidos. Os próximos poderemos ser nós, professores ou não. A denúncia pública, vinda de um presidente eleito, tem peso enorme", diz ele.

Segundo o professor, a denúncia nominal sempre existiu nos regimes autoritários. "Sob o nazismo, jornais reservavam um espaço para expor os nomes de judeus denunciados. Bolsonaro e seus asseclas convidaram também alunos de todas as idades a filmarem seus professores e denunciá-los caso percebam algo suspeito. Outro traço dos regimes totalitários é a manipulação da juventude para que, com seu entusiasmo ingênuo, tornem-se espiões traiçoeiros. Delatar faz parte da cultura nazifascista", avalia.

Leia o artigo na íntegra.


https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jorge-coli/2018/11/ataques-nominais-de-bolsonaro-a-professores-tem-peso-enorme.shtml?loggedpaywall

É um ensaísta boçal publicado na 'esgotosfera'.

Cagoete é típico também de regimes socialistas e comunistas.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Geotecton em 11 de Novembro de 2018, 17:06:56


Só depois de muito tempo, depois de saber que era uma reivindicação pela laicidade do estado e tudo mais eu vi como eu estava servindo de massa de manobra talvez de alguma militância esquerdista, por uma causa que a verdade nunca foi minha.

O tal do cartazeco do Escola Sem Partido, presente o tempo todo ali na sala de aula parece ser a mesma cruz pregada na parede, para os militantes esquerdistas doutrinadores.

E só há ateu ou laicista de esquerda?

Parece que tá tá virando um daqueles que se arrependeram de ser ateus (se é o teu caso) ou que acha melhor se aliar um direitista que seja cristão fanático do que com outro ateu a favor da liberdade religiosa e estado laico, ainda que seja um esquerdista.


Não é este o caso.

E sim de saber se o esquerdista é "confiável".
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 11 de Novembro de 2018, 17:24:30
E qual é o seu ponto? Não entendi.

Dinheiro público e dinheiro de alguém... parece só um uso de semântica para desvirtuar o debate.
Só aparentemente, dinheiro público é de todo mundo, foi tirado de um pé de dinheiro, só aparentemente.

Dinheiro da força produtiva, de particulares, de quem gera riqueza, não dinheiro ideológico, não dinheiro pra se especular com ideologias. Se quer usar dinheiro ideologicamente, melhor que seja do seu próprio bolso.

Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Geotecton em 11 de Novembro de 2018, 17:25:02


Imagino o que aconteceria se fosse o Lula que tivesse gravado tal vídeo  nominando professores e dando  um "recado" para eles.   

Tu quoque?

O Bozo está errado.

Se o ladrão-mor fizesse o mesmo, também estaria errado.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Geotecton em 11 de Novembro de 2018, 17:26:41
Não existe injeção de dinheiro público nas universidades dos EUA?

Sim.

Principalmente os ligados aos projetos da área de defesa.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Gigaview em 11 de Novembro de 2018, 18:21:57
Origem do homem conforme a Cientologia:


Por Da Redação access_time 31 out 2016, 18h34 - Publicado em 30 jun 2008, 22h00


Texto Rafael Tonon

75 milhões de anos atrás, o Universo estava superlotado. Para resolver o problema, o imperador galático Xenu decidiu apelar para o genocídio. Fez trilhões de prisioneiros, trouxe-os até a Terra em naves espaciais e jogou bombas atômicas para acabar com todo mundo. Só que as almas desses seres, chamados thetans, ficaram vagando por aqui até encarnar nos primeiros Homo sapiens. E esse é o motivo de todos os conflitos e angústias da humanidade.


https://www.assine.abril.com.br/portal/paginasEstaticas!showPromocao.action?codPromocao=sr_si_land&origem=sr_si_welcomead_segmentada_si_2nov18&utm_source=sites&utm_medium=sr&utm_campaign=sr_si_welcomead_segmentada_si_2nov18





Essa explicação da origem do homem da cientologia somente é transmitida para os adeptos avançados, como um segredo compartilhado, e não é divulgada entre os demais membros. Um dia ela vazou mas não tenho certeza se já faz parte dos princípios ensinados a todos os neófitos. Acredito que não.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Gigaview em 11 de Novembro de 2018, 18:31:56


Imagino o que aconteceria se fosse o Lula que tivesse gravado tal vídeo  nominando professores e dando  um "recado" para eles.   

Tu quoque?

O Bozo está errado.

Se o ladrão-mor fizesse o mesmo, também estaria errado.

Também acho errado. O incentivo ao espírito de delação é deplorável. Existem outros meios para controlar o que é ensinado utilizando recursos modernos de espionagem industrial como microcameras, escutas e monitoramento pessoal via GPS, podendo até abranger o domicílio do professor que trai a nação.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 11 de Novembro de 2018, 18:39:23


Imagino o que aconteceria se fosse o Lula que tivesse gravado tal vídeo  nominando professores e dando  um "recado" para eles.   

Tu quoque?

O Bozo está errado.

Se o ladrão-mor fizesse o mesmo, também estaria errado.

Também acho errado. O incentivo ao espírito de delação é deplorável. Existem outros meios para controlar o que é ensinado utilizando recursos modernos de espionagem industrial como microcameras, escutas e monitoramento pessoal via GPS, podendo até abranger o domicílio do professor que trai a nação.

Não vejo como delação que um aluno denuncie um professor que faz propaganda política em sala.

Ser expulso de sala porque votou no Bozo é certo? Ser prejudicado, impedido de assistir aula pelos outros alunos é certo?

Tem mais é que denunciar mesmo.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 11 de Novembro de 2018, 18:43:33
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 11 de Novembro de 2018, 19:08:37
Que professor miserento intimidando o aluno, e uma parte da sala de aula ainda botando pilha. Óbvio que a quantidade de informação para argumentação desigual pesou mais pro professor, ainda assim o garoto foi firme e ganhou.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 11 de Novembro de 2018, 19:20:47
Que professor miserento intimidando o aluno, e uma parte da sala de aula ainda botando pilha. Óbvio que a quantidade de informação para argumentação desigual pesou mais pro professor, ainda assim o garoto foi firme e ganhou.

É o objetivo do Escola sem partido, tem uma diferença pequena entre discutir sobre um assunto ou intimidar um aluno na frente dos colegas.

Não é muito diferente de bullyng feito por outros alunos, é  pior por ser feito por um professor.

Tem que denunciar mesmo e botar a cara desses idiotas na internet sem dó.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 11 de Novembro de 2018, 19:23:10
video


O que que tem de mais nas filmagens ?


Por acaso, candidatos devem ser imunes a julgamentos e críticas ?


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 11 de Novembro de 2018, 19:27:47

Ser a favor de vigilância e punição de professores, pelo fato de estes  emitirem opiniões e falarem sobre fatos sobre um candidato,  é coisa de autoritários,  não é coisa de  liberais e democratas.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 11 de Novembro de 2018, 19:28:12
video


O que que tem de mais nas filmagens ?


Por acaso, candidatos devem ser imunes a julgamentos e críticas ?




O cara não faz julgamento nenhum, empurra o pensamento dele sem dar qualquer oportunidade de ouvir uma opinião contrária.

Vc viu o tom em que ele se refere ao aluno?

O cara não está dando aula nenhuma, está fazendo propaganda partidária.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 11 de Novembro de 2018, 19:32:26

Ser a favor de vigilância e punição de professores, pelo fato de estes  emitirem opiniões e falarem sobre fatos sobre um candidato,  é coisa de autoritários,  não é coisa de  liberais e democratas.

Falou a parte que interessa a ele.

Vc viu , por exemplo, ele dizer que o Dilmão apóia as mesmas coisas que ele critica no Bozo? Então o cara critica o sistema capitalista porque tem gente ganhando muito dinheiro mas convenientemente esquece de citar que um deles é o Odebrecht.

Se for dar aula que fale sobre tudo, não sobre metade.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 11 de Novembro de 2018, 19:35:53
 :xVc ouviu o cara falar que o Bozo apoia ditaduras, mas ouviu dizer que esquerdistas tb apoiam? Ele citou o discurso da Narizinho ou da Mariloca Xarope? Vc ouviu ele dizer algo sobre metade da esquerda caviar ter feito cursinho de guerrilha em Cuba no auge dos fuzilamentos?
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 11 de Novembro de 2018, 19:39:15
Vc ouviu o cara falar da relação entre a esquerda e os empresários da Lava Jato? Que apoiam governos estrangeiros onde não há eleicoes ou quando há é de candidato único?

Ele deveria explicar isso na aula.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 11 de Novembro de 2018, 19:40:20

Ser a favor de vigilância e punição de professores, pelo fato de estes  emitirem opiniões e falarem sobre fatos sobre um candidato,  é coisa de autoritários,  não é coisa de  liberais e democratas.

Dar opinião é uma coisa. Controle ideológico e perseguição de discordantes é outra. Que absurdo acusar os outros daquilo visto no lado que você está defendendo.

Chantagem psicológica, e intimidação aberta ou velada, chamando qualquer adversário intelectual, inclusive os alunos, de "fascista"... Isso sim que é coisa de autoritário. Mas sabe como é. Tem uns socialistinhas enrustidos nesse fórum que querem forçar a barra para a melhor interpretação que lhe convém.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 11 de Novembro de 2018, 19:40:50

Ser a favor de vigilância e punição de professores, pelo fato de estes  emitirem opiniões e falarem sobre fatos sobre um candidato,  é coisa de autoritários,  não é coisa de  liberais e democratas.

Falou a parte que interessa a ele.

Vc viu , por exemplo, ele dizer que o Dilmão apóia as mesmas coisas que ele critica no Bozo? Então o cara critica o sistema capitalista porque tem gente ganhando muito dinheiro mas convenientemente esquece de citar que um deles é o Odebrecht.

Se for dar aula que fale sobre tudo, não sobre metade.



Concordo, que neste exemplo específico, há um viés  do professor. Entretanto, em termos de ideologia liberal isso deve ser resolvido preferencialmente sem uso  do monopólio da força estatal, e sim com livres negociações entre  interessados.


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 11 de Novembro de 2018, 19:44:40

Ser a favor de vigilância e punição de professores, pelo fato de estes  emitirem opiniões e falarem sobre fatos sobre um candidato,  é coisa de autoritários,  não é coisa de  liberais e democratas.

Falou a parte que interessa a ele.

Vc viu , por exemplo, ele dizer que o Dilmão apóia as mesmas coisas que ele critica no Bozo? Então o cara critica o sistema capitalista porque tem gente ganhando muito dinheiro mas convenientemente esquece de citar que um deles é o Odebrecht.

Se for dar aula que fale sobre tudo, não sobre metade.



Concordo, que neste exemplo específico, há um viés  do professor. Entretanto, em termos de ideologia liberal isso deve ser resolvido preferencialmente sem uso  do monopólio da força estatal, e sim com livres negociações entre  interessados.




Alguém usar métodos antipedagógicos para censurar o aluno justifica coerção estatal tanto quanto outros crimes sem violência. Sinto muito informar isso.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 11 de Novembro de 2018, 19:50:54

Ser a favor de vigilância e punição de professores, pelo fato de estes  emitirem opiniões e falarem sobre fatos sobre um candidato,  é coisa de autoritários,  não é coisa de  liberais e democratas.

Falou a parte que interessa a ele.

Vc viu , por exemplo, ele dizer que o Dilmão apóia as mesmas coisas que ele critica no Bozo? Então o cara critica o sistema capitalista porque tem gente ganhando muito dinheiro mas convenientemente esquece de citar que um deles é o Odebrecht.

Se for dar aula que fale sobre tudo, não sobre metade.



Concordo, que neste exemplo específico, há um viés  do professor. Entretanto, em termos de ideologia liberal isso deve ser resolvido preferencialmente sem uso  do monopólio da força estatal, e sim com livres negociações entre  interessados.




Mas é exatamente o que acontece na sala de aula, um professor usando o cargo para intimidar um aluno.

E é exatamente o que o Escola Sem Partido quer impedir.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 11 de Novembro de 2018, 20:05:11

Ser a favor de vigilância e punição de professores, pelo fato de estes  emitirem opiniões e falarem sobre fatos sobre um candidato,  é coisa de autoritários,  não é coisa de  liberais e democratas.

Dar opinião é uma coisa. Controle ideológico e perseguição de discordantes é outra.


Controle como ?  Por acaso, a opinião do fã do B mudou por causa da opinião do professor ?

Por acaso o professor controlou o voto do fã do B ? Claro que não.  O fã do B continuo fã e votou nele.


E qual perseguição que há no vídeo ? Por acaso o vídeo prova que o professor não passou o aluno porque ele se mostrou favorável a votar no B ?


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Gigaview em 11 de Novembro de 2018, 20:10:56
O problema é que o incentivo à delação pode criar um clima de caça às bruxas e prejudicar o que já é ruim através da desmoralização de bons professores que seriam prejudicados pela exposição infeliz de sua opinião pessoal. Nesse caso o problema é da escola que deve orientar e eventualmente punir adequadamente o professor. Lógico, se o professor estiver envolvido numa articulação doutrinária proselitista, de fundo ideológico partidário, ele deve ser preso. Ainda é papel da escola e da associação de pais monitorar e delatar esses casos diretamente às autoridades competentes. Em nenhum dos dois casos é papel do aluno exercer a figura de colaborador para divulgação pública do que acontece em sala de aula by passando a direção e as associação de pais.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 11 de Novembro de 2018, 20:11:13
O vídeo mostra um professor mal caráter usando do cargo para intimidar alunos e fazer propaganda partidária em sala.

Seria interessante ver o currículo do aluno para saber se foi prejudicado ou não.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 11 de Novembro de 2018, 20:14:34

Ser a favor de vigilância e punição de professores, pelo fato de estes  emitirem opiniões e falarem sobre fatos sobre um candidato,  é coisa de autoritários,  não é coisa de  liberais e democratas.

Dar opinião é uma coisa. Controle ideológico e perseguição de discordantes é outra.


Controle como ?  Por acaso, a opinião do fã do B mudou por causa da opinião do professor ?

Por acaso o professor controlou o voto do fã do B ? Claro que não.  O fã do B continuo fã e votou nele.


E qual perseguição que há no vídeo ? Por acaso o vídeo prova que o professor não passou o aluno porque ele se mostrou favorável a votar no B ?





Chamar qualquer discordante da opinião política do professor de "fascista" é tentativa de controle e perseguição, manipulação criminosa antipedagógica. Não adianta fingir que não viu nada demais.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Gigaview em 11 de Novembro de 2018, 20:19:00
Acho que tem que separar os professores que dizem besteiras por estarem desinformados dos professores que sofreram lavagem cerebral ideológica e estão a serviço de um programa de doutrinação. Nos dois casos pode existir abusos, mas são incomparáveis em termos de perigo para os alunos.

Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 11 de Novembro de 2018, 20:19:18
O vídeo mostra um professor mal caráter usando do cargo para intimidar alunos e fazer propaganda partidária em sala.

Seria interessante ver o currículo do aluno para saber se foi prejudicado ou não.


1) No caso do professor  "mal caráter usando do cargo para intimidar alunos"   não há vídeo há apenas um áudio, o qual poderia ser completamente inventado por dois zoeiros (não quer dizer que foi inventado, mas que existe a possibilidade de ser inventado);


2) Mesmo que seja verdadeiro, e que o áudio realmente se refira a uma fala de professor e alunos em sala de aula, ainda assim, o professor é que se dá mal no final quando o aluno fala:

_Prova isso!

E alunos riem do aperto que o aluno deu no professor.    :biglol:


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 11 de Novembro de 2018, 20:22:59

Chamar qualquer discordante da opinião política do professor de "fascista" é tentativa de controle e perseguição, manipulação criminosa antipedagógica.



Se há alguma  tentativa de controle comportamental , então tal  tentativa foi  inútil  e ineficaz.


Inclusive no áudio é o professor que se dá mal no final quando o aluno lança o desafio:


_Prova isso !


E outro aluno solta uma gargalhada.  :biglol:



Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Gigaview em 11 de Novembro de 2018, 20:23:30
Resumindo...o aluno deve levar o caso à direção/associação de pais e não filmar e publicar no Youtube a pedido do presidente e ver o circo pegar fogo.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 11 de Novembro de 2018, 20:24:54
É só um vídeo mas existem dezenas deles.

Inclusive de alunos que sofreram ameaças  de outros alunos, de professores que incentivam esses alunos.

Não vou ficar procurando, mas o vídeo do áudio é um entre muitos.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 11 de Novembro de 2018, 20:25:54
Resumindo...o aluno deve levar o caso à direção/associação de pais e não filmar e publicar no Youtube a pedido do presidente e ver o circo pegar fogo.

Sem filmar não tem qualquer prova, é a palavra dele contra a do professor, muitas vezes contra a do diretor.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 11 de Novembro de 2018, 20:26:10


Tenham dó.  Hoje o mais comum é que professores sequer consigam que a turma fique em silêncio.  Essa historinha do poder do professor de controlar votos dos  alunos  é conversa para boi dormir.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 11 de Novembro de 2018, 20:27:18
Não é não.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 11 de Novembro de 2018, 20:31:40
É só um vídeo mas existem dezenas deles.

Inclusive de alunos que sofreram ameaças  de outros alunos, de professores que incentivam esses alunos.

Não vou ficar procurando, mas o vídeo do áudio é um entre muitos.



Num universo de 1.536.000  professores na educação pública básica quantos são  comprovadamente  (prove !) contumazes  propagandistas partidários ?


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Gigaview em 11 de Novembro de 2018, 20:33:39
É complicado mesmo...
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 11 de Novembro de 2018, 20:33:57
Não é não.

Claro que é. Inclusive no áudio mostrado para mostrar o poder de "controlar o comportamento eleitoral de alunos" o professor  sofre uma humilhação do aluno no final.

 :biglol:
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 11 de Novembro de 2018, 20:39:56


Alunos, nas escolas públicas,  hoje em dia estão bastante empoderados, essa historinha de professor  "controlador de alunos"  na grande maioria das vezes é uma piada.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 11 de Novembro de 2018, 20:53:39
Só com as discussões sobre esse PL os professores  já  perderam  mais um  pouco do pouco  poder que ainda tinham,  com a aprovação do PL a tendência é que os professores sejam ainda mais controlados pelos alunos.


É bem auspicioso o futuro do professor em sala de aula.    :biglol:


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Agnoscetico em 11 de Novembro de 2018, 23:34:16


Só depois de muito tempo, depois de saber que era uma reivindicação pela laicidade do estado e tudo mais eu vi como eu estava servindo de massa de manobra talvez de alguma militância esquerdista, por uma causa que a verdade nunca foi minha.

O tal do cartazeco do Escola Sem Partido, presente o tempo todo ali na sala de aula parece ser a mesma cruz pregada na parede, para os militantes esquerdistas doutrinadores.

E só há ateu ou laicista de esquerda?

Parece que tá tá virando um daqueles que se arrependeram de ser ateus (se é o teu caso) ou que acha melhor se aliar um direitista que seja cristão fanático do que com outro ateu a favor da liberdade religiosa e estado laico, ainda que seja um esquerdista.
Pessoas descrentes não ligam pra a fé dos outros, não tão nem ai, convivem muito bem com todas as religiões.

Essa coisa de militância ateísta como se religiões fosse uma agressão aos brios de alguém, como se uma cruz na parede fosse uma agressão pessoal e à "laicidade do Estado" é coisa de doutrinador esquerdista, de quem toma a fé religiosas dos outros como uma barreira para a propagação de suas ideologias.

Salvo quando religiões são uma ameaça a liberdade e direitos das pessoas, como foi com o cristianismo ideológico na época das perseguições religiosas e da inquisição ou com o islamismo no presente, descrentes religiosos não tem motivos para questioná-las.


Que eu saiba a militância atéia não é ameaça a religiosidade alheia, mas o contrário é. O número e influência de ateus é inferior comparado aos cristãos especificamente, que são os que mais enchem o saco.


E não por causa de crucifixos em repartições, a coisa é maio que isso e tu ta minimizando a situação.


Sabe diferença entre ateu militante de ateu fanático? Aqui explica em 2:34


https://youtu.be/Chk-w5yNQaY?t=154 (https://youtu.be/Chk-w5yNQaY?t=154)



https://www.youtube.com/v/Chk-w5yNQaY

















Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Agnoscetico em 11 de Novembro de 2018, 23:38:57
Tem que colocar as explicações das religiões africanas  para a origem do homem, também, caso haja pelo menos um aluno cujos pais tenham a convicção que a explicação de alguma religião africana  é a correta.

Afinal de contas, os professores não podem ir contra as convicções do(s) aluno(s) e/ou pais.     :ok:


Tenho uma solução melhor. Privatiza as escolas ou as transforma em charters schools. Quem quiser ver mitologia no estudo das áreas de ciências do filho(a) que PAGUE SOMENTE do seu próprio bolso por isso. As escolas que não atingirem a performance pública nas notas por estarem ensinando mitologia no lugar errado seriam automaticamente removidas das verbas públicas direcionadas a vouchers e charters schools. Nada como uma seleção natural para fazerem os sistemas evoluírem por meio da remoção.


Deixando o lado educacional e indo pro lado econômico:
Tu é entusiasta do privatiza geral. Não sei se sabe mas nos EUA tem muitas escolas públicas e muitas são melhores avaliadas (por rendimento escolar, notas, etc) que muitas escolas particulares.



Em Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira de Leandro Narloch, é mostrado que, nos EUA, em geral, as charters schools tem bom desempenho relativo em relação às escolas públicas. Se você falar em universidades... Universidade de Harvard, Universidade de Stanford, MIT, Universidade de Columbia, Universidade de Chicago, Universidade de Princeton, Universidade de Yale. Todas essas são do setor privado malvadão, coxinha e fascista.


Cita logo uma fonte suspeita e que recebe críticas de especialistas em História, como "Guia politicamente incorreto" do Narloch.

Tem como dizer fontes com evidências de outros que escrevem sobre História sem ser apenas essa única fonte?






Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Agnoscetico em 11 de Novembro de 2018, 23:51:18

Conservatube , canal "imparcial" hein?

Se fosse professor que expulsasse quem votou na oposição ao Bolsonaro eles não iam mostrar.

Esses reaças não são melhores do que a esquerda que eles acusam.





Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 12 de Novembro de 2018, 00:25:00
Tem que colocar as explicações das religiões africanas  para a origem do homem, também, caso haja pelo menos um aluno cujos pais tenham a convicção que a explicação de alguma religião africana  é a correta.

Afinal de contas, os professores não podem ir contra as convicções do(s) aluno(s) e/ou pais.     :ok:


Tenho uma solução melhor. Privatiza as escolas ou as transforma em charters schools. Quem quiser ver mitologia no estudo das áreas de ciências do filho(a) que PAGUE SOMENTE do seu próprio bolso por isso. As escolas que não atingirem a performance pública nas notas por estarem ensinando mitologia no lugar errado seriam automaticamente removidas das verbas públicas direcionadas a vouchers e charters schools. Nada como uma seleção natural para fazerem os sistemas evoluírem por meio da remoção.


Deixando o lado educacional e indo pro lado econômico:
Tu é entusiasta do privatiza geral. Não sei se sabe mas nos EUA tem muitas escolas públicas e muitas são melhores avaliadas (por rendimento escolar, notas, etc) que muitas escolas particulares.



Em Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira de Leandro Narloch, é mostrado que, nos EUA, em geral, as charters schools tem bom desempenho relativo em relação às escolas públicas. Se você falar em universidades... Universidade de Harvard, Universidade de Stanford, MIT, Universidade de Columbia, Universidade de Chicago, Universidade de Princeton, Universidade de Yale. Todas essas são do setor privado malvadão, coxinha e fascista.


Cita logo uma fonte suspeita e que recebe críticas de especialistas em História, como "Guia politicamente incorreto" do Narloch.

Tem como dizer fontes com evidências de outros que escrevem sobre História sem ser apenas essa única fonte?


Você conhece algum livro de História que não recebe críticas de "especialistas"? Não conheço nenhum. Nas disciplinas em que a interpretação é crucial e há interpretações históricas rivais é quase impossível que não encontrar alguém que diz que o adversário intelectual fala o oposto da verdade.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 12 de Novembro de 2018, 07:26:55
Tem que colocar as explicações das religiões africanas  para a origem do homem, também, caso haja pelo menos um aluno cujos pais tenham a convicção que a explicação de alguma religião africana  é a correta.

Afinal de contas, os professores não podem ir contra as convicções do(s) aluno(s) e/ou pais.     :ok:


Tenho uma solução melhor. Privatiza as escolas ou as transforma em charters schools. Quem quiser ver mitologia no estudo das áreas de ciências do filho(a) que PAGUE SOMENTE do seu próprio bolso por isso. As escolas que não atingirem a performance pública nas notas por estarem ensinando mitologia no lugar errado seriam automaticamente removidas das verbas públicas direcionadas a vouchers e charters schools. Nada como uma seleção natural para fazerem os sistemas evoluírem por meio da remoção.


Deixando o lado educacional e indo pro lado econômico:
Tu é entusiasta do privatiza geral. Não sei se sabe mas nos EUA tem muitas escolas públicas e muitas são melhores avaliadas (por rendimento escolar, notas, etc) que muitas escolas particulares.



Em Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira de Leandro Narloch, é mostrado que, nos EUA, em geral, as charters schools tem bom desempenho relativo em relação às escolas públicas. Se você falar em universidades... Universidade de Harvard, Universidade de Stanford, MIT, Universidade de Columbia, Universidade de Chicago, Universidade de Princeton, Universidade de Yale. Todas essas são do setor privado malvadão, coxinha e fascista.


Cita logo uma fonte suspeita e que recebe críticas de especialistas em História, como "Guia politicamente incorreto" do Narloch.

Tem como dizer fontes com evidências de outros que escrevem sobre História sem ser apenas essa única fonte?




Outro ponto importante é  apenas citar os EUA como exemplo,  afinal de contas não existem outros países de alto IDH ?  Existem sim,  por exemplo, a França , a Suécia , a Noruega. E nestes países como é o sistema de ensino ?


 
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 12 de Novembro de 2018, 07:29:18
Tem que colocar as explicações das religiões africanas  para a origem do homem, também, caso haja pelo menos um aluno cujos pais tenham a convicção que a explicação de alguma religião africana  é a correta.

Afinal de contas, os professores não podem ir contra as convicções do(s) aluno(s) e/ou pais.     :ok:


Tenho uma solução melhor. Privatiza as escolas ou as transforma em charters schools. Quem quiser ver mitologia no estudo das áreas de ciências do filho(a) que PAGUE SOMENTE do seu próprio bolso por isso. As escolas que não atingirem a performance pública nas notas por estarem ensinando mitologia no lugar errado seriam automaticamente removidas das verbas públicas direcionadas a vouchers e charters schools. Nada como uma seleção natural para fazerem os sistemas evoluírem por meio da remoção.


Deixando o lado educacional e indo pro lado econômico:
Tu é entusiasta do privatiza geral. Não sei se sabe mas nos EUA tem muitas escolas públicas e muitas são melhores avaliadas (por rendimento escolar, notas, etc) que muitas escolas particulares.



Em Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira de Leandro Narloch, é mostrado que, nos EUA, em geral, as charters schools tem bom desempenho relativo em relação às escolas públicas. Se você falar em universidades... Universidade de Harvard, Universidade de Stanford, MIT, Universidade de Columbia, Universidade de Chicago, Universidade de Princeton, Universidade de Yale. Todas essas são do setor privado malvadão, coxinha e fascista.


Cita logo uma fonte suspeita e que recebe críticas de especialistas em História, como "Guia politicamente incorreto" do Narloch.

Tem como dizer fontes com evidências de outros que escrevem sobre História sem ser apenas essa única fonte?


Você conhece algum livro de História que não recebe críticas de "especialistas"? Não conheço nenhum. Nas disciplinas em que a interpretação é crucial e há interpretações históricas rivais é quase impossível que não encontrar alguém que diz que o adversário intelectual fala o oposto da verdade.



Que eu saiba este gajo não é nenhuma boa referência no mundo acadêmico.   Citar este sujeito como referência para história seria equivalente a citar  o pessoal do ID como referência  na área da biologia. Ou até pior.



 :no:


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 12 de Novembro de 2018, 07:35:13
Tem que colocar as explicações das religiões africanas  para a origem do homem, também, caso haja pelo menos um aluno cujos pais tenham a convicção que a explicação de alguma religião africana  é a correta.

Afinal de contas, os professores não podem ir contra as convicções do(s) aluno(s) e/ou pais.     :ok:


Tenho uma solução melhor. Privatiza as escolas ou as transforma em charters schools. Quem quiser ver mitologia no estudo das áreas de ciências do filho(a) que PAGUE SOMENTE do seu próprio bolso por isso. As escolas que não atingirem a performance pública nas notas por estarem ensinando mitologia no lugar errado seriam automaticamente removidas das verbas públicas direcionadas a vouchers e charters schools. Nada como uma seleção natural para fazerem os sistemas evoluírem por meio da remoção.


Deixando o lado educacional e indo pro lado econômico:
Tu é entusiasta do privatiza geral. Não sei se sabe mas nos EUA tem muitas escolas públicas e muitas são melhores avaliadas (por rendimento escolar, notas, etc) que muitas escolas particulares.



Em Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira de Leandro Narloch, é mostrado que, nos EUA, em geral, as charters schools tem bom desempenho relativo em relação às escolas públicas. Se você falar em universidades... Universidade de Harvard, Universidade de Stanford, MIT, Universidade de Columbia, Universidade de Chicago, Universidade de Princeton, Universidade de Yale. Todas essas são do setor privado malvadão, coxinha e fascista.


Se  a causa  da fama dessas universidades citadas é o fato de serem privadas, porque que as universidades privadas do Brasil também não estão entre as mais famosas do mundo ?


Afinal de contas, no Brasil não é proibida a existência de universidades privadas.    :D


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 12 de Novembro de 2018, 10:04:15
Tem que colocar as explicações das religiões africanas  para a origem do homem, também, caso haja pelo menos um aluno cujos pais tenham a convicção que a explicação de alguma religião africana  é a correta.

Afinal de contas, os professores não podem ir contra as convicções do(s) aluno(s) e/ou pais.     :ok:


Tenho uma solução melhor. Privatiza as escolas ou as transforma em charters schools. Quem quiser ver mitologia no estudo das áreas de ciências do filho(a) que PAGUE SOMENTE do seu próprio bolso por isso. As escolas que não atingirem a performance pública nas notas por estarem ensinando mitologia no lugar errado seriam automaticamente removidas das verbas públicas direcionadas a vouchers e charters schools. Nada como uma seleção natural para fazerem os sistemas evoluírem por meio da remoção.


Deixando o lado educacional e indo pro lado econômico:
Tu é entusiasta do privatiza geral. Não sei se sabe mas nos EUA tem muitas escolas públicas e muitas são melhores avaliadas (por rendimento escolar, notas, etc) que muitas escolas particulares.



Em Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira de Leandro Narloch, é mostrado que, nos EUA, em geral, as charters schools tem bom desempenho relativo em relação às escolas públicas. Se você falar em universidades... Universidade de Harvard, Universidade de Stanford, MIT, Universidade de Columbia, Universidade de Chicago, Universidade de Princeton, Universidade de Yale. Todas essas são do setor privado malvadão, coxinha e fascista.


Se  a causa  da fama dessas universidades citadas é o fato de serem privadas, porque que as universidades privadas do Brasil também não estão entre as mais famosas do mundo ?


Afinal de contas, no Brasil não é proibida a existência de universidades privadas.    :D




A pergunta já embute a falácia de achar que qualquer país tem condição de ter a maioria das melhores universidades do mundo. Os EUA e outros países muito mais ricos do que Brasil obviamente têm muito mais condições financeiras de tornar tais universidades recipientes de generosas bolsas de pesquisas, dentre outras diferenças institucionais ou macroeconômicas que produzem a discrepância. Também não é estranho que a maioria das universidades privadas top estejam abaixo das públicas no Brasil, como já explicou o economista André Levy:

"Outra falácia é dizer que as universidades públicas são as melhores do país, e que isso seria mexer em time que está ganhando. Claro que está ganhando! Têm quase monopólio sobre as verbas de pesquisa, contrata funcionários com termos irreais e pratica dumping vendendo seus cursos por zero… quantas universidades privadas podem competir? Praticamente só as com amparo financeiro da Igreja (e.g. PUC, Santa Casa, etc). Fora estas, só escolas de business: FGV, IBMEC, Insper, ESPM, que têm público cativo."

Fonte: https://ocontraditorio.com/ocontraditorio/universidade-publica-ja-e-privada/
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 12 de Novembro de 2018, 10:52:11
Tem que colocar as explicações das religiões africanas  para a origem do homem, também, caso haja pelo menos um aluno cujos pais tenham a convicção que a explicação de alguma religião africana  é a correta.

Afinal de contas, os professores não podem ir contra as convicções do(s) aluno(s) e/ou pais.     :ok:


Tenho uma solução melhor. Privatiza as escolas ou as transforma em charters schools. Quem quiser ver mitologia no estudo das áreas de ciências do filho(a) que PAGUE SOMENTE do seu próprio bolso por isso. As escolas que não atingirem a performance pública nas notas por estarem ensinando mitologia no lugar errado seriam automaticamente removidas das verbas públicas direcionadas a vouchers e charters schools. Nada como uma seleção natural para fazerem os sistemas evoluírem por meio da remoção.


Deixando o lado educacional e indo pro lado econômico:
Tu é entusiasta do privatiza geral. Não sei se sabe mas nos EUA tem muitas escolas públicas e muitas são melhores avaliadas (por rendimento escolar, notas, etc) que muitas escolas particulares.



Em Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira de Leandro Narloch, é mostrado que, nos EUA, em geral, as charters schools tem bom desempenho relativo em relação às escolas públicas. Se você falar em universidades... Universidade de Harvard, Universidade de Stanford, MIT, Universidade de Columbia, Universidade de Chicago, Universidade de Princeton, Universidade de Yale. Todas essas são do setor privado malvadão, coxinha e fascista.


Cita logo uma fonte suspeita e que recebe críticas de especialistas em História, como "Guia politicamente incorreto" do Narloch.

Tem como dizer fontes com evidências de outros que escrevem sobre História sem ser apenas essa única fonte?


Você conhece algum livro de História que não recebe críticas de "especialistas"? Não conheço nenhum. Nas disciplinas em que a interpretação é crucial e há interpretações históricas rivais é quase impossível que não encontrar alguém que diz que o adversário intelectual fala o oposto da verdade.



Que eu saiba este gajo não é nenhuma boa referência no mundo acadêmico.   Citar este sujeito como referência para história seria equivalente a citar  o pessoal do ID como referência  na área da biologia. Ou até pior.



 :no:




Argumento Ad Hominem. Apelo ao academicismo sem dar justificativa substantiva. E se esquece que o autor não é fonte primária das principais afirmações que fez lá.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 12 de Novembro de 2018, 11:19:37
Têm quase monopólio sobre as verbas de pesquisa,


Então, aqui o o gajo dé  admite que  precisa de grana estatal para fazer pesquisa. E que só dinheiro de mensalidade não é suficiente para isso. Legal. Gostei da conclusão do gajo dé.

Parece que alguma coisa o gajo consegue perceber.  :ok:


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 12 de Novembro de 2018, 11:23:36

A pergunta já embute a falácia de achar que qualquer país tem condição de ter a maioria das melhores universidades do mundo. Os EUA e outros países muito mais ricos do que Brasil obviamente têm muito mais condições financeiras de tornar tais universidades recipientes de generosas bolsas de pesquisas, dentre outras diferenças institucionais ou macroeconômicas que produzem a discrepância.


Legal entender que não é  a simples dicotomia  ser  privada  x   ser  estatal   que é causa primordial do destaque destas universidades, há diferenças importantes como por exemplo :  estar num país muito mais rico.


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 12 de Novembro de 2018, 11:25:30

 Apelo ao academicismo [...]


Beleza cara, se pra você reconhecimento acadêmico, como critério de reconhecimento da qualidade de  algum conhecimento  científico,  no século XX ou XXI, é irrelevante, para mim não é , OK   :ok:


Eu considero que seja muito relevante.


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 12 de Novembro de 2018, 11:55:55

 Apelo ao academicismo [...]


Beleza cara, se pra você reconhecimento acadêmico, como critério de reconhecimento da qualidade de  algum conhecimento  científico,  no século XX ou XXI, é irrelevante, para mim não é , OK   :ok:


Eu considero que seja muito relevante.




Você sabia que alguns dos maiores pensadores de suas épocas foram cientistas (ou filósofos) amadores da área de especialização para o qual contribuíram (Freud, Darwin, Mandelbrot) ? Você sabia que qualquer intelectual pode usar argumentos válidos com respaldo em pesquisas científicas sem ser cientista?  Você sabia que alguns dos maiores idiotas savants de sua época foram pessoas com currículo acadêmico excepcional?

Você parece que não sabe distinguir o cosmético do substantivo.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 12 de Novembro de 2018, 12:05:10

A pergunta já embute a falácia de achar que qualquer país tem condição de ter a maioria das melhores universidades do mundo. Os EUA e outros países muito mais ricos do que Brasil obviamente têm muito mais condições financeiras de tornar tais universidades recipientes de generosas bolsas de pesquisas, dentre outras diferenças institucionais ou macroeconômicas que produzem a discrepância.


Legal entender que não é  a simples dicotomia  ser  privada  x   ser  estatal   que é causa primordial do destaque destas universidades, há diferenças importantes como por exemplo :  estar num país muito mais rico.




Nos EUA, quase todas as melhores universidades  (extremo topo) são privadas e elas também estão no extremo topo das melhores do mundo.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 12 de Novembro de 2018, 12:07:42
Têm quase monopólio sobre as verbas de pesquisa,


Então, aqui o o gajo dé  admite que  precisa de grana estatal para fazer pesquisa. E que só dinheiro de mensalidade não é suficiente para isso. Legal. Gostei da conclusão do gajo dé.

Parece que alguma coisa o gajo consegue perceber.  :ok:




Só se pode comparar justamente os dois tipos de universidades com condições mais ou menos equivalentes neste aspecto. E as universidades privadas não deixam de ser privadas só porque recebem generosas verbas públicas de pesquisa.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Agnoscetico em 12 de Novembro de 2018, 22:53:36


MEC faz doutrinação, mimimi

Ideologia de gênero, mimimi



https://www.youtube.com/v/S0aSE7CvzPw
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Agnoscetico em 13 de Novembro de 2018, 02:17:53

Parece que tão querendo votar "Criminalização da apologia ao comunismo" no Senado, imagina se isso fosse aplicado a escolas.

Será que poderia ter uma "Criminalização da apologia ao conservadorismo" pra compensar e equilibrar as coisas?


Criminalização da apologia ao comunismo

https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=129761&fbclid=IwAR3sYHNEWgSPXMzSdWvcv_AL5kdlfbxPv8opsKg4PFvN_fpUNcOGCfHPtEg (https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=129761&fbclid=IwAR3sYHNEWgSPXMzSdWvcv_AL5kdlfbxPv8opsKg4PFvN_fpUNcOGCfHPtEg)
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 13 de Novembro de 2018, 10:08:28

Parece que tão querendo votar "Criminalização da apologia ao comunismo" no Senado, imagina se isso fosse aplicado a escolas.

Será que poderia ter uma "Criminalização da apologia ao conservadorismo" pra compensar e equilibrar as coisas?


Criminalização da apologia ao comunismo

https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=129761&fbclid=IwAR3sYHNEWgSPXMzSdWvcv_AL5kdlfbxPv8opsKg4PFvN_fpUNcOGCfHPtEg (https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=129761&fbclid=IwAR3sYHNEWgSPXMzSdWvcv_AL5kdlfbxPv8opsKg4PFvN_fpUNcOGCfHPtEg)

Existe vertente do comunismo que é doutrina que defende a eliminação da liberdade de expressão e outras liberdades básicas. Não existe algo similar no conservadorismo. Não existe "fascismo conservador" e "nazismo conservador"  - ambas ideologias são revolucionárias, afinal o totalitarismo é a ideia política revolucionária, e não conservadora.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Agnoscetico em 13 de Novembro de 2018, 12:08:27

Parece que tão querendo votar "Criminalização da apologia ao comunismo" no Senado, imagina se isso fosse aplicado a escolas.

Será que poderia ter uma "Criminalização da apologia ao conservadorismo" pra compensar e equilibrar as coisas?


Criminalização da apologia ao comunismo

https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=129761&fbclid=IwAR3sYHNEWgSPXMzSdWvcv_AL5kdlfbxPv8opsKg4PFvN_fpUNcOGCfHPtEg (https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=129761&fbclid=IwAR3sYHNEWgSPXMzSdWvcv_AL5kdlfbxPv8opsKg4PFvN_fpUNcOGCfHPtEg)

Existe vertente do comunismo que é doutrina que defende a eliminação da liberdade de expressão e outras liberdades básicas. Não existe algo similar no conservadorismo. Não existe "fascismo conservador" e "nazismo conservador"  - ambas ideologias são revolucionárias, afinal o totalitarismo é a ideia política revolucionária, e não conservadora.

Existe muitas vertentes do conservadorismo cristão que é contra estado laico.

Além disso ali não diz "vertentes" do Comunismo, deixa entender sobre Comunismo no mundo todo.




Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 13 de Novembro de 2018, 12:26:28

Parece que tão querendo votar "Criminalização da apologia ao comunismo" no Senado, imagina se isso fosse aplicado a escolas.

Será que poderia ter uma "Criminalização da apologia ao conservadorismo" pra compensar e equilibrar as coisas?


Criminalização da apologia ao comunismo

https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=129761&fbclid=IwAR3sYHNEWgSPXMzSdWvcv_AL5kdlfbxPv8opsKg4PFvN_fpUNcOGCfHPtEg (https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=129761&fbclid=IwAR3sYHNEWgSPXMzSdWvcv_AL5kdlfbxPv8opsKg4PFvN_fpUNcOGCfHPtEg)



O projeto viola o princípio constitucional do do pluralismo político.



O que se entende por pluralismo político? - Fabrício Carregosa Albanesi


Antes de adentrar no tema em específico, vale localizar o tema dentro do nosso ordenamento jurídico.

O pluralismo político é encontrado no título I da Constituição Federal de 1988, ao tratar-se dos princípios fundamentais da República Federativa do Brasil, vejamos: Constituição Federal

TÍTULO I

Dos Princípios Fundamentais


Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

(...)

V - o pluralismo político.


É costumeiro confundir-se a expressão pluralismo político com a idéia de vários partidos políticos, contudo a esta matéria atribui-se a denominação pluripartidarismo ou multipartidarismo, que é uma das consequências do pluralismo político.


Pluralismo político é a possível e garantida existência de várias opiniões e idéias com o respeito por cada uma delas. O pluralismo político, como base do Estado democrático de direito, aponta o reconhecimento de que a sociedade é formada por vários grupos, portanto composta pela multiplicidade de vários centros de poder em diferentes setores.


O Estado democrático de direito, ao ser instituído por nossa Constituição, buscou assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, devendo o poder ser exercido pelo povo através de representantes eleitos, consagrando dessa maneira a participação de todos no processo político da Nação.


Através da idéia de pluralismo político, então, busca-se assegurar a liberdade de expressão, manifestação e opinião, garantindo-se a participação do povo na formação da democracia do país.


https://lfg.jusbrasil.com.br/noticias/1999411/o-que-se-entende-por-pluralismo-politico-fabricio-carregosa-albanesi

Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 13 de Novembro de 2018, 12:31:29

Parece que tão querendo votar "Criminalização da apologia ao comunismo" no Senado, imagina se isso fosse aplicado a escolas.

Será que poderia ter uma "Criminalização da apologia ao conservadorismo" pra compensar e equilibrar as coisas?


Criminalização da apologia ao comunismo

https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=129761&fbclid=IwAR3sYHNEWgSPXMzSdWvcv_AL5kdlfbxPv8opsKg4PFvN_fpUNcOGCfHPtEg (https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=129761&fbclid=IwAR3sYHNEWgSPXMzSdWvcv_AL5kdlfbxPv8opsKg4PFvN_fpUNcOGCfHPtEg)

Existe vertente do comunismo que é doutrina que defende a eliminação da liberdade de expressão e outras liberdades básicas. Não existe algo similar no conservadorismo. Não existe "fascismo conservador" e "nazismo conservador"  - ambas ideologias são revolucionárias, afinal o totalitarismo é a ideia política revolucionária, e não conservadora.

Existe muitas vertentes do conservadorismo cristão que é contra estado laico.

Além disso ali não diz "vertentes" do Comunismo, deixa entender sobre Comunismo no mundo todo.

Não-neutralidade religiosa numa doutrina NÃO É desculpa para acusar uma doutrina de totalitarismo. Mesmo o conservadorismo cristão compartilha poder com outras instituições testadas no tempo além da Igreja: o mercado, a democracia, etc. Só poderíamos falar em supressão das liberdades básicas no conservadorismo cristão se ele fosse como o salafismo, que literalmente nega o direito de outras pessoas terem a própria religião.

Quanto a palavra "comunismo", pessoas têm em mente diversos significados quando fala dela. Um desses significados é "socialismo stalinista" (e suas variantes: castrismo, maoísmo, leninismo, etc.). Não é errado dizer que se pode criminalizar o comunismo, dependendo do que a pessoa tem em mente quando fala a palavra.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 13 de Novembro de 2018, 12:35:10

Parece que tão querendo votar "Criminalização da apologia ao comunismo" no Senado, imagina se isso fosse aplicado a escolas.

Será que poderia ter uma "Criminalização da apologia ao conservadorismo" pra compensar e equilibrar as coisas?


Criminalização da apologia ao comunismo

https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=129761&fbclid=IwAR3sYHNEWgSPXMzSdWvcv_AL5kdlfbxPv8opsKg4PFvN_fpUNcOGCfHPtEg (https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=129761&fbclid=IwAR3sYHNEWgSPXMzSdWvcv_AL5kdlfbxPv8opsKg4PFvN_fpUNcOGCfHPtEg)



O projeto viola o princípio constitucional do do pluralismo político.



O que se entende por pluralismo político? - Fabrício Carregosa Albanesi


Antes de adentrar no tema em específico, vale localizar o tema dentro do nosso ordenamento jurídico.

O pluralismo político é encontrado no título I da Constituição Federal de 1988, ao tratar-se dos princípios fundamentais da República Federativa do Brasil, vejamos: Constituição Federal

TÍTULO I

Dos Princípios Fundamentais


Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

(...)

V - o pluralismo político.


É costumeiro confundir-se a expressão pluralismo político com a idéia de vários partidos políticos, contudo a esta matéria atribui-se a denominação pluripartidarismo ou multipartidarismo, que é uma das consequências do pluralismo político.


Pluralismo político é a possível e garantida existência de várias opiniões e idéias com o respeito por cada uma delas. O pluralismo político, como base do Estado democrático de direito, aponta o reconhecimento de que a sociedade é formada por vários grupos, portanto composta pela multiplicidade de vários centros de poder em diferentes setores.


O Estado democrático de direito, ao ser instituído por nossa Constituição, buscou assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, devendo o poder ser exercido pelo povo através de representantes eleitos, consagrando dessa maneira a participação de todos no processo político da Nação.


Através da idéia de pluralismo político, então, busca-se assegurar a liberdade de expressão, manifestação e opinião, garantindo-se a participação do povo na formação da democracia do país.


https://lfg.jusbrasil.com.br/noticias/1999411/o-que-se-entende-por-pluralismo-politico-fabricio-carregosa-albanesi



Se fosse verdade que restrição ao pluralismo de ideias fosse inconstitucional, então a apologia ao crime também seria inconstitucional. Liberdade de expressão absoluta é um princípio que se auto-anula, como já demonstrou Karl Popper.

Quanto ao resto, veja o meu post que direcionei ao Agnoscético.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 13 de Novembro de 2018, 14:38:20

Parece que tão querendo votar "Criminalização da apologia ao comunismo" no Senado, imagina se isso fosse aplicado a escolas.

Será que poderia ter uma "Criminalização da apologia ao conservadorismo" pra compensar e equilibrar as coisas?

Sério você acha que é assim que funciona? Se existem leis prevendo punição para ladrões, deve haver para compensar, penas para quem for roubado?

Se liga, meu caro, de uma vez por todas, Conservadorismo não e ideologia muito menos nefasta, assim como  o é o Nazismo e o Comunismo.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 13 de Novembro de 2018, 18:39:29

Se liga, meu caro, de uma vez por todas, Conservadorismo não e ideologia muito menos nefasta, assim como  o é o Nazismo e o Comunismo.


Se liga, meu caro,  o que você está dizendo é uma mera avaliação valorativa em função  de seus próprios  e subjetivos valores.


Ter valores comunistas  (ou qualquer outro valor político), e fazer livre apologia deles,   é direito inalienável  de qualquer cidadão,  em um Estado democrático de direito.


Entretanto, entendo que certas pessoas a não tenham valores democráticos e por isso não aceitem o pluralismo de ideias políticas e o livre exercício de atividades de apologia  dessas ideias. E assim queiram que o Estado use a força contra as pessoas que tenham ideias políticas (e queiram fazer apologia delas) que não lhes agradem.


Autoritários são assim mesmo.    :ok:




 
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 13 de Novembro de 2018, 18:47:09

Se liga, meu caro, de uma vez por todas, Conservadorismo não e ideologia muito menos nefasta, assim como  o é o Nazismo e o Comunismo.


Se liga, meu caro,  o que você está dizendo é uma mera avaliação valorativa em função  de seus próprios  e subjetivos valores.


Ter valores comunistas  (ou qualquer outro valor político), e fazer livre apologia deles,   é direito inalienável  de qualquer cidadão,  em um Estado democrático de direito.


Não, meu caro, não existem direitos "inalienáveis", todos são constructos. Direitos de qualquer natureza só são válidos enquanto acordados em pactos.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 13 de Novembro de 2018, 18:48:19

Se liga, meu caro, de uma vez por todas, Conservadorismo não e ideologia muito menos nefasta, assim como  o é o Nazismo e o Comunismo.


Se liga, meu caro,  o que você está dizendo é uma mera avaliação valorativa em função  de seus próprios  e subjetivos valores.


Ter valores comunistas  (ou qualquer outro valor político), e fazer livre apologia deles,   é direito inalienável  de qualquer cidadão,  em um Estado democrático de direito.


Entretanto, entendo que certas pessoas a não tenham valores democráticos e por isso não aceitem o pluralismo de ideias políticas e o livre exercício de atividades de apologia  dessas ideias.


Autoritários são assim mesmo.




 

Aceitar ilimitadamente o pluralismo de ideias é responsável por SUPRIMIR o pluralismo de ideias. Tolerar criminosos e suas apologias significa ser conivente com a criminalidade. Essa ladainha de que devemos aceitar ilimitadamente o pluralismo de ideias porque isso é democrático e ponto final é só uma petição de princípio que ignora a teoria do paradoxo da tolerância de Popper.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 13 de Novembro de 2018, 18:50:13
[...] Direitos de qualquer natureza só são válidos enquanto acordados em pactos.


Para você a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988  é válida ?


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 13 de Novembro de 2018, 18:54:45


Autoritários são assim mesmo.    :ok:
Não meu caro, autoritários não, consensuais, uma vez definido o pacto.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 13 de Novembro de 2018, 18:55:32
Tolerar criminosos [...]


Constituição da República  art. 5º, inciso XXXIX,  "não haverá crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal" (princípio da legalidade e princípio da anterioridade).


Não há lei que defina que fazer apologia do comunismo seja crime,  portanto é completamente errado chamar os comunistas de criminosos.





Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 13 de Novembro de 2018, 18:56:49
[...] Direitos de qualquer natureza só são válidos enquanto acordados em pactos.


Para você a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988  é válida ?
Sim, tanto quanto se queira assumir que sim.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 13 de Novembro de 2018, 18:57:32

Autoritários são assim mesmo.    :ok:
Não meu caro, autoritários não, consensuais, uma vez definido o pacto.


Seria um pacto autoritário,  mas infelizmente para o seu autoritarismo, a Constituição Federal de 1988 não permite tal pacto autoritário.


Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 13 de Novembro de 2018, 18:59:54
Tolerar criminosos [...]


Constituição da República  art. 5º, inciso XXXIX,  "não haverá crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal" (princípio da legalidade e princípio da anterioridade).


Não há lei que defina que fazer apologia do comunismo seja crime,  portanto é completamente errado chamar os comunistas de criminosos.
Então o Che, Stalin, Lenin, Mao, não podem ser chamados de criminosos. Mas, claro isso dentro da sua definição do que seja crime.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 13 de Novembro de 2018, 19:01:39

Autoritários são assim mesmo.    :ok:
Não meu caro, autoritários não, consensuais, uma vez definido o pacto.


Seria um pacto autoritário,  mas infelizmente para o seu autoritarismo, a Constituição Federal de 1988 não permite tal pacto autoritário.
Não, meu caro eu não sou ditador impondo isso, só um cidadão propondo...
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 13 de Novembro de 2018, 19:13:10
Tolerar criminosos [...]


Constituição da República  art. 5º, inciso XXXIX,  "não haverá crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal" (princípio da legalidade e princípio da anterioridade).


Não há lei que defina que fazer apologia do comunismo seja crime,  portanto é completamente errado chamar os comunistas de criminosos.







Seu entendimento de direito é simplesmente péssimo. Normas jurídicas não são receitas que especificam todos os casos concretos que definem o crime. Elas são instrumentos polivalentes que tem probabilidade de ajudar todos em diversas circunstâncias. A apologia ao comunismo pode simplesmente ser enquadrada como apologia ao crime, tal como já acontece com a apologia ao Nazismo aqui no Brasil.

Mesmo que  fosse verdade que a legislação proíba a criminalização da apologia ao comunismo (o que não é o caso), isso nada teria a ver com a ética. A lei pode ser conivente com a antiética ou até mesmo ser antiética. É a lei que tem que se adaptar à ética e não a ética que tem que se adaptar à lei.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Gigaview em 13 de Novembro de 2018, 19:16:39
Citar
Entenda o que propõe o programa Escola Sem Partido

Projeto que prevê colocação de cartazes com 'deveres do professor' em sala de aula deve ser analisado em comissão especial na Câmara nesta terça-feira

 
Mílibi Arruda, especial para o Estado, Alessandra Monnerat e Caio Sartori

13 Novembro 2018 | 05h00

A votação do projeto de lei sobre o Escola Sem Partido em uma comissão especial na Câmara dos Deputados, prevista para esta terça-feira, 13, levantou várias dúvidas sobre o tema. Pelo WhatsApp do Estadão Verifica, (11) 99263-7900, leitores têm perguntado sobre o assunto, evidenciando a desinformação que existe sobre a pauta. Veja abaixo uma série de perguntas e respostas sobre a proposta de legislação.

O que diz o Escola sem Partido?

O projeto de lei Escola Sem Partido (ESP) busca tratar da liberdade de crença, de aprendizagem e do pluralismo de ideias no ambiente acadêmico. Prevê a proibição do que chama de “prática de doutrinação política e ideológica” pelos professores, além de vetar atividades e a veiculação de conteúdos que não estejam de acordo com as convicções morais e religiosas dos pais do estudante. Define, ainda, os deveres dos professores, que devem ser exibidos em cartazes afixados nas salas de aula.

O próprio site oficial do Escola Sem Partido, movimento que originou o programa, reconhece que os objetivos colocados pelo projeto já estão presentes na Constituição Federal.

A Carta Magna de 1988 prevê os princípios da neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado, pluralismo de ideias, liberdade de consciência, ensino e aprendizagem. A Convenção Americana sobre Direitos Humanos, ratificada pelo governo desde 1992, assegura o direito dos pais à educação religiosa e moral de acordo com as próprias convicções para seus filhos.

O projeto de lei federal 867/2015, de autoria do deputado Izalci Lucas (PSDB-DF),  transforma as diretrizes criadas pelo Escola Sem Partido em anexo do projeto de lei 7180/2014, que teve mais uma votação adiada nesta quarta-feira, 7, numa comissão especial (veja abaixo). Essa proposta adapta o código brasileiro à Convenção Americana e é de autoria do deputado Erivelton Santana (Patriota-BA), membro da bancada evangélica.

O PL propõe alterar o artigo 3º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Isso quer dizer que as mudanças valeriam para todas as salas de aula, do Ensino Básico às universidades.

Anexos posteriores tratando especificamente do combate ao que chamam de “ideologia de gênero” no ensino também foram adicionados, por diferentes deputados.

Como surgiu a ideia?

O Escola Sem Partido foi criado como movimento político, em 2004, pelo advogado Miguel Nagib. No site da iniciativa, o procurador do Estado de São Paulo afirma que a atuação do grupo se dá em duas frentes: pelo Programa Escola Sem Partido, um anteprojeto de lei, e por meio de uma associação informal de pais, alunos e conselheiros preocupados com o “grau de contaminação político-ideológica das escolas brasileiras”. O advogado se refere aos educadores como “exército de militantes travestidos de professores.”

Nagib iniciou o movimento por conta de ensinamentos passados por um educador da escola particular de sua filha, então com 15 anos. Segundo ele, em entrevista à revista ‘Veja’ em 2008, esse professor de História gostava de comparar o guerrilheiro Che Guevara com São Francisco de Assis, frade italiano canonizado.

Quem defende o projeto?

O Movimento Brasil Livre (MBL), o vereador paulista Fernando Holiday, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) já demonstraram apoio à iniciativa. Holiday chegou a promover visitas surpresas a escolas paulistas para verificar “doutrinação ideológica”. Parlamentares da bancada evangélica foram autores de alguns dos projetos de lei ligados ao Escola Sem Partido.

O governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), também afirmou recentemente que o ESP será uma bandeira de seu mandato na educação. “Escola é lugar de aprender. Não é lugar de fazer política”, disse.

Em geral, a doutrinação da qual fala o programa é vista como ligada à esquerda política, tanto pelo seu criador como pelos simpatizantes. Assim, políticos de direita costumam se associar com a ação.

Sem nomear especificamente o Escola Sem Partido, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) citou a forte “doutrinação” como “um dos maiores males atuais” da educação em seu plano de governo. Ele também escreveu que as escolas devem lecionar mais matemática, português e ciências e não o que considera uma sexualização precoce — tanto que, enquanto candidato, insistiu em atrelar ao adversário Fernando Haddad (PT) o inexistente “kit gay”, um dos boatos mais difundidos no período eleitoral.

A “ideologia de gênero”, outro termo pejorativo para se referir às discussões de gênero, é mais um ponto ligado ao programa apontado como um problema das escolas pelo capitão reformado.

O que diz quem se opõe ao projeto?

Os principais atores da oposição são universidades e entidades de professores e de alunos, que argumentam que o Escola Sem Partido configura censura contra os docentes e prejudica o acesso de estudantes à informação e à pluralidade de ideias. Na comissão especial que analisa a matéria na Câmara (veja a lista de membros), os deputados que tentam obstruir o projeto pertencem a partidos identificados com a esquerda, como PT, PDT e PSOL.

Entidades internacionais também se posicionaram de forma contrária ao ESP. A Organização das Nações Unidas (ONU) entende que o projeto viola compromissos do Brasil com a educação e a liberdade, segundo documento assinado pelos relatores para liberdade de Expressão (David Kaye), Educação (Boly Barry) e liberdade religiosa (Ahmed Shaheed).

Para a ONU, o projeto representa uma “restrição indevida ao direito de liberdade de expressão de alunos e professores no Brasil”. A organização alertou ainda para o risco de se impedir discussões sobre gênero e diversidade sexual, “fundamental para prevenir estereótipos de gênero e atitudes homofóbicas por estudantes”.

A falta de definição do que é “doutrinação ideológica” também é criticada, porque  “virtualmente qualquer prática educacional de um professor pode ser condenada”. Isso acaba prejudicando  “o desenvolvimento de um pensamento crítico entre estudantes e a habilidade de refletir, concordar ou discordar com o que é exposto em aulas”.

Qual a situação do projeto de lei na Câmara?

Atualmente, o PL 7180/2014 é analisado por uma comissão especial na Câmara, presidida pelo deputado Marcos Rogério (DEM-RO). Nesta terça-feira, 13, está prevista uma votação do substitutivo do relator da matéria, o deputado Flavinho (PSC-SP) — isto é, deve ser feita uma decisão sobre um texto que altera parcialmente a pauta original.

No novo parecer, Flavinho inclui um artigo que determina que o poder público não interfira no que considera um processo de amadurecimento sexual dos alunos nem permita “dogmatismo ou proselitismo na abordagem das questões de gênero”. O texto (veja o documento completo) mantém a proibição de que professores promovam “opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias”.

Outra proibição incluída no parecer é de políticas de ensino, currículo escolar e disciplinas obrigatórias ou complementares que “tendam a aplicar a ideologia de gênero, o termo ‘gênero’ ou ‘orientação sexual’”.

Na semana passada, a votação sobre o substitutivo foi adiada. Na ocasião, vários professores contrários ao projeto protestaram no plenário da comissão. Na sessão desta semana, ainda há a possibilidade de um pedido de vista postergar a análise do assunto mais uma vez.

E ainda há várias etapas a serem cumpridas para que o Escola Sem Partido vire lei. Para entrar em vigor, o PL deve passar ainda pelo plenário da Câmara e obter a maioria dos votos. Se aprovado, o projeto segue para o Senado e, depois, para sanção presidencial.

Já existe alguma aplicação da lei no Brasil?

Além da proposta de lei federal, há várias tentativas de implantar o programa ESP nas esferas estadual e municipal. O coletivo Professores Contra o Escola Sem Partido levantou parte dessas proposições neste mapa. Pelo menos cinco municípios aprovaram leis que impedem discussões ideológicas ou sobre gênero: Santos, Jundiaí, Pedreira, Ocauçu e Lorena, todas no Estado de São Paulo, segundo reportagem do site Gênero e Número.

Em Pedreira, no interior paulista, a lei que instaura o programa está em vigor há um ano — é a primeira a ser aprovada no País. No entanto, a legislação não tem efeito prático e não foi invocada em nenhum caso, como reportou o Estado. A medida vale para os 2,7 mil alunos do ensino fundamental, de 7 a 10 anos.

A Assembleia Legislativa do Alagoas também aprovou uma legislação chamada ‘Escola Livre’. No entanto, a lei é alvo de uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) (veja abaixo).

Existem decisões judiciais contra o Escola Sem Partido?

Vários entendimentos jurídicos questionam a constitucionalidade de projetos do Escola Sem Partido. Em maio, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, encaminhou uma manifestação ao STF contrária à legislação ‘Escola Livre’ aprovada no Alagoas. Para Mendonça, o tema é de competência da União, não dos Estados.

A lei alagoana é objeto de uma ação direta de constitucionalidade movida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). O relator do processo, ministro Luís Roberto Barroso, decidiu em 2016 conceder uma liminar para suspender o programa ESP no Alagoas.

O mesmo processo motivou uma manifestação em 2016 do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A PGR também considerou que a iniciativa é inconstitucional e despreza a capacidade reflexiva dos alunos. “Há equívocos conceituais graves, como o de considerar que o alunado seria composto de indivíduos prontos a absorver de forma total, passiva e acrítica quaisquer concepções ideológicas, religiosas, éticas”, afirmou Janot em seu parecer. 

O projeto de lei federal também foi questionado pelo Ministério Público Federal. Em nota técnica de 2016, a procuradora da República dos Direitos do Cidadão Debora Duprat ressaltou que  a Constituição prevê como objetivo da educação a formação das pessoas para a cidadania e para o trabalho, e também garante a pluralidade de ideias.

Em âmbito municipal, a lei do ESP de Jundiaí foi alvo de uma liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A decisão acatou um pedido do Sindicato dos Servidores Públicos da cidade, que argumentou que a legislação, ao vedar qualquer abordagem de temas ligados à sexualidade, pretende omitir a discussão de fundo, que se relaciona com os preconceitos sofridos pelas mulheres e a comunidade LGBT.

Existem projetos semelhantes em outros países?

O Escola Sem Partido é baseado num programa americano chamado No Indoctrination. que foi concebido como fórum online para receber denúncias anônimas sobre professores que supostamente estariam “doutrinando” politicamente os alunos.

Mais recentemente, um caso parecido tem repercutido na Alemanha, país onde a extrema-direita ganhou força nos últimos anos. O partido AfD (Alternativa para a Alemanha, em tradução livre) criou um site para receber esse tipo de denúncia. Além de soar controverso por partir logo de um partido político, o projeto recebeu inúmeras críticas de educadores, que o acusaram de censura.

Especialistas não veem nenhum caso em que projetos como esses tenham virado lei em algum lugar do mundo.

Existe “ideologia de gênero”? O que é?

A “ideologia de gênero” não existe como conceito científico. Trata-se de um termo pejorativo geralmente usado para se referir a debates sobre sexualidade e gênero.

O termo, sem definição específica, foi criado pela igreja católica, segundo estudo do pesquisador de educação e gênero Rogério Diniz Junqueira. Surgiu do Pontifício Conselho para a Família — um departamento da Cúria Romana — e de conferências episcopais, entre meados da década de 1990 e no início dos 2000. A ideia era que a Igreja, por meio de ações ligada a essa suposta ameaça, recuperasse espaço em sociedades secularizadas.

Foram testadas diversas denominações, para checar qual teria mais aderência, de acordo com Junqueira. Teoria do gender, ideologia da ausência de sexo, teoria do gênero radical, ideologia do lobby gay e ditadura do gender são alguns dos termos que aparecem em documentos da Santa Sé. Junqueira analisou esses escritos para chegar à origem da expressão.

A partir daí, o termo se descolou do ambiente da igreja e ganhou força em discussões políticas, principalmente entre círculos conservadores. Nesse espaço, foi criada a ideia de que a “ideologia” seria um ataque orquestrado de militantes de esquerda ao conceito da família tradicional. Mais de 50 países viram a ascensão desses grupos conservadores, contrários a discussões acerca de gênero.

No Brasil, a discussão também adentrou o campo da educação. O anteprojeto de lei federal do Escola Sem Partido prevê que o professor trate de gênero sem “dogmatismo”. Dois projetos de lei anexos à proposta 7180/2014 falam de ações que barrem ou dificultem o ensino da orientação e educação sexual. Outros dois tratam especificamente da “ideologia de gênero” e focam  na prevenção de sua disseminação, que supostamente estaria ocorrendo.

Um deles, do deputado federal Cabo Daciolo (Patriota-RJ), começa citando uma passagem bíblica. O trecho, do livro de Gênesis, diz que Deus criou o homem e a mulher. Assim, segundo o texto, a “ideologia de gênero” seria “um grande engodo para a família natural”. O projeto não define o que seria de fato a “ideologia de gênero” e também não explica como ela supostamente atrapalharia algum tipo de família.

Votar contra ou a favor do Escola Sem Partido na Consulta Pública online do Senado tem algum efeito?
O portal E-Cidadania, onde estão hospedadas as consultas públicas sobre projetos de lei, foi criado em 2012 para estimular a participação da população no processo legislativo. Rejeitar ou aprovar uma proposta na enquete não tem efeito automático, mas a pressão popular pode influenciar parlamentares.

Existe o “kit gay”?

Em 2011, parte do material do Projeto Escola Sem Homofobia foi apelidada de “kit gay”. A iniciativa consistia em vídeos e apostilas para aplicação no ensino médio. Após ataques, o projeto não entrou em vigor.



Jair Bolsonaro

Bolsonaro afirmou em vídeo publicado nas suas redes sociais, em 2016, que o PT queria promover a sexualização precoce das crianças nas escolas por meio da distribuição do “kit gay”. O vídeo tem quase 9 milhões de visualizações e mais de 280 mil compartilhamentos no Facebook. O livro mostrado por ele nas imagens, “Aparelho Sexual  e cia.”, dos franceses Zep e Hélène Bruller, nunca foi comprado pelo Ministério da Educação (MEC), nem distribuído nas escolas pelo governo.

Em diversas ocasiões, o capitão reformado expressou sua desaprovação à obra e disse que ela havia sido entregue aos alunos. Em outubro, o ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de seis postagens no Facebook e no YouTube em que Jair Bolsonaro fala mentiras sobre o assunto.

https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/entenda-o-que-propoe-o-programa-escola-sem-partido/
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: JJ em 13 de Novembro de 2018, 19:26:13

Constituição da República  art. 5º, inciso XXXIX,  "não haverá crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal" (princípio da legalidade e princípio da anterioridade).

Não há lei que defina que fazer apologia do comunismo seja crime,  portanto é completamente errado chamar os comunistas de criminosos.
Então o Che, Stalin, Lenin, Mao, não podem ser chamados de criminosos. Mas, claro isso dentro da sua definição do que seja crime.


Não é a minha definição, é a definição válida no sistema legal do Brasil.


E  em termos legais e jurídicos, e dependendo do tempo e local analisados,  pode ser  incorreto julgar  Stalin, Lenin, e Mao, como criminosos, pois  se  no  tempo e local em que eles tiveram algum comportamento   "C",  e tal comportamento não era legalmente tipificado como crime  naquele tempo e espaço  (mas, por exemplo, como direito da autoridade constituída),  então, obviamente será incorreto julgar como crime.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: -Huxley- em 13 de Novembro de 2018, 19:32:15

Constituição da República  art. 5º, inciso XXXIX,  "não haverá crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal" (princípio da legalidade e princípio da anterioridade).

Não há lei que defina que fazer apologia do comunismo seja crime,  portanto é completamente errado chamar os comunistas de criminosos.
Então o Che, Stalin, Lenin, Mao, não podem ser chamados de criminosos. Mas, claro isso dentro da sua definição do que seja crime.


Não é a minha definição, é a definição válida no sistema legal do Brasil.


E  em termos legais e jurídicos, e dependendo do tempo e local analisados,  pode ser  incorreto julgar  Stalin, Lenin, e Mao, como criminosos, pois  se  no  tempo e local em que eles tiveram algum comportamento   "C",  e tal comportamento não era legalmente tipificado como crime  naquele tempo e espaço  (mas, por exemplo, como direito da autoridade constituída),  então, obviamente será incorreto julgar como crime.


É fato histórico bem documentado que Stalin, Mao, etc. eram genocidas. Da mesma forma que nossa legislação é usada para punir apologetas do Nazismo, ela também poderia ser usada para punir apologetas do socialismo stalinista, por exemplo.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Gigaview em 13 de Novembro de 2018, 19:37:55
Barroso dá 3 dias para Bolsonaro esclarecer 'inconsistências' em contas da campanha

https://g1.globo.com/politica/noticia/2018/11/13/barroso-da-3-dias-para-bolsonaro-esclarecer-inconsistencias-em-contas-da-campanha.ghtml

Barroso querendo criar caso por micharia. A Dilma gastou  R$ 1.5 bi na campanha e ninguém disse nada. Por falar nisso, onde está o relatório do Haddad?

A Globo finalmente parece que percebeu que vai ser aberta a caixa preta do BNDES, não adianta espernear tentando fazer notícia contra o Governo.

Alguém pensou em golpe aí?



Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 13 de Novembro de 2018, 19:43:37

Conservatube , canal "imparcial" hein?

Se fosse professor que expulsasse quem votou na oposição ao Bolsonaro eles não iam mostrar.

Esses reaças não são melhores do que a esquerda que eles acusam.








Qualquer um coloca vídeo no YouTube, mostre um professor que apoie o Bozo expulsando algum aluno da sala.

O bom da internet é que qualquer um pode usar.
Título: Re:Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Enviado por: Sergiomgbr em 13 de Novembro de 2018, 19:54:16

Constituição da República  art. 5º, inciso XXXIX,  "não haverá crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal" (princípio da legalidade e princípio da anterioridade).

Não há lei que defina que fazer apologia do comunismo seja crime,  portanto é completamente errado chamar os comunistas de criminosos.
Então o Che, Stalin, Lenin, Mao, não podem ser chamados de criminosos. Mas, claro isso dentro da sua definição do que seja crime.


Não é a minha definição, é a definição válida no sistema legal do Brasil.


E  em termos legais e jurídicos, e dependendo do tempo e local analisados,  pode ser  incorreto julgar  Stalin, Lenin, e Mao, como criminosos, pois  se  no  tempo e local em que eles tiveram algum comportamento   "C",  e tal comportamento não era legalmente tipificado como crime  naquele tempo e espaço  (mas, por exemplo, como direito da autoridade constituída),  então, obviamente será incorreto julgar como crime.
Sua definição sim, jj. Ou os caras são criminosos ou não são. Pela constituição não há essa dimensão então é a sua mesmo.