Forum Clube Cetico

Discussões => Ateísmo e Agnosticismo => Tópico iniciado por: EuSouOqueSou em 05 de Agosto de 2012, 23:48:41

Título: Ponto de ruptura
Enviado por: EuSouOqueSou em 05 de Agosto de 2012, 23:48:41
"Mudar uma mente é um processo lento onde fatos vão se acumulando em cima de fatos até que existe um ponto de ruptura. A maioria dos ateus são de ex-crentes que um dia passaram por esse processo."
http://bulevoador.com.br/2012/08/36586/

Então, todos os ateus ex-teístas passaram por uma fase de questionamento até que finalmente "caiu a ficha" de que não existe um deus (ou se existe, é um grande FDP).

No meu caso, esse "gatilho" foi disparado pela notícia abaixo:

http://www.old.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?materia=20090202213102

Isso foi a gota d´água, foi o tiro de misericórdia nos temores ou receios que eu ainda tinha de ser condenado a danação eterna do fogo no mármore dos infernos.

Imaginei todas as explicações e racionalizações crentais possíveis para justificar esse fato, mas foi demais para minha mínima inteligência:

"se deus existe e permitiu uma atrocidade dessas, eu me recuso a servir a esse deus." - pensei

No início foi mais uma revolta sim, mas com o tempo a idéia foi amadurecendo até que o óbvio se mostrou claro como água.

Esse foi o meu ponto de ruptura.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Fabrício em 06 de Agosto de 2012, 07:27:16
No meu caso não houve um "gatilho". Na verdade eu "acreditava" em deus burocraticamente, ou seja, porque fui condicionado desde criança e me dava um certo conforto nas horas difíceis. Além disso, na verdade eu nunca tinha pensado muito no assunto também.

Até que um dia resolvi parar para pensar sobre o assunto, e percebi que na verdade sempre soube intuitivamente que a hipotese de existência de deuses não tinha lógica nenhuma... também li algumas coisas dos dois lados, teísta e ateu, e percebi facilmente que a lógica ateísta é claramente superior à teísta, onde você simplesmente tem que aceitar uma série de absurdos para que faça "sentido".
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Price em 06 de Agosto de 2012, 09:18:47
Minha descrença surgiu recentemente quando comecei a notar a massiva alegoria e contradições na bíblia, e quando notei que o maior apologista evangélico vivo defende que a bíblia está errada e concorda com a ciência em alguns pontos (Lane Craig, que aceita a verdadeira idade do universo, entre outros).

Sinto que estou prestes a desacreditar nos meus deuses, que eu criei, pois eles não me respondem mais. :(

Ps.: Odeio 90% do site Bule Voador.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Rocky Joe em 06 de Agosto de 2012, 10:33:42
Quando era criança, a minha descrença surgiu por algo que parece bobo, o fato de Deus exigir que seus seguidores o amem. Sabia que amor não pode ser obrigado e também sabia que eu não amava Deus; achava esquisito amar algo que nunca encontrei. Então deixei de ir à igreja e me tornei sem religião, isso lá pelos 10-12 anos. A partir daí para o ateísmo foi um lento processo gradual.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Gaúcho em 06 de Agosto de 2012, 11:17:26
Eu não tive isso. Desde que me lembro por gente, eu nunca acreditei em deus, tanto que, ainda criança, fui "convidado a me retirar" da catequese, e deram a sugestão para minha mãe de que eu retornasse quando levasse o negócio a sério. Nunca mais voltei lá. :lol:
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Luiz F. em 06 de Agosto de 2012, 18:10:18
Eu também nunca acreditei em nenhum deus. Quando criança, as minhas idas à catequese (por obrigação) eram mais pra ver os amigos e ouvir umas histórias que eu tinha certeza que eram fictícias.

O engraçado é que eu achava que todo mundo encarasse as coisas mais ou menos como eu, quando eu cresci mais um pouco é que eu fui percebendo que as pessoas realmente levavam à sério tudo aquilo. A partir disso eu comecei a me considerar ateu. (Embora pouquíssimas pessoas saibam disso)
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: _tiago em 06 de Agosto de 2012, 18:16:25
Sempre fui agnóstico por pura preguiça. Um dia, no segundo capítulo do Gene Egoísta, tive uma epifania: deuses são completamente desnecessários.  :P
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Feynman em 06 de Agosto de 2012, 18:50:41
Sempre fui agnóstico por pura preguiça

2

Só ganhei convicção da total improcedência de deus lá pelo final da graduação (!), quando comecei a ligar os pontos de tudo o que já tinha lido e aprendido (já tinha lido O Mundo Assombrado pelos Demônios há tempos). Daí li o "O Maior Espetáculo da Terra", vi uma meia dúzia de entrevistas e debates na internet, chequei alguns textos históricos e artigos esparsos, e, quando comecei a ler Deus Uma Ilusão, eu já não precisava sequer continuar a lê-lo (embora o tenha feito, até o final). O processo todo deve ter levado menos de um ano (tirando toda a formação anterior, que certamente foi determinante).
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Diegojaf em 07 de Agosto de 2012, 12:34:19
Fui católico pelo catecismo, pelas meninas do catecismo e por um Super Nintendo. Mas já zoava com a igreja e com o pânico dos outros desde uns 12, 13 anos, então, acho que foi por aí...
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: calvino em 07 de Agosto de 2012, 23:33:31
O meu foi.... opa, pera lá  :biglol:
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Geotecton em 08 de Agosto de 2012, 00:17:30
O meu foi.... opa, pera lá  :biglol:

E aí calvino, tudo bem?

Você está "sumidaço"...
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: calvino em 08 de Agosto de 2012, 00:56:16
Você está "sumidaço"...

Pois é.
Entrei para ver as discussões sobre o mensalão, achei que haveriam grandes e bons debates mas o negócio lá no tópico está meio fraco.
Bom, de volta por tempo indeterminado e participações .... esporádicas.

Em resumo, bom vê-los!
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: LaraAS em 08 de Agosto de 2012, 13:22:24
Eu também nunca acreditei em nenhum deus. Quando criança, as minhas idas à catequese (por obrigação) eram mais pra ver os amigos e ouvir umas histórias que eu tinha certeza que eram fictícias.

O engraçado é que eu achava que todo mundo encarasse as coisas mais ou menos como eu, quando eu cresci mais um pouco é que eu fui percebendo que as pessoas realmente levavam à sério tudo aquilo. A partir disso eu comecei a me considerar ateu. (Embora pouquíssimas pessoas saibam disso)

   
           Uma coisa que me deixou espantada foi quando eu li que cerca de 50% da população tanto do Brasil quanto da Europa Ocidental acredita no criacionismo e não acredita na evolução. Mas o que me deixou mas espantada ainda foi quando eu li que cerca 22% das pessoas do Brasil e da Europa ocidental de hoje acredita em inferno eterno, antes eu pensava que os que acreditam em vida após a morte mas não em reencarnação, acreditassem só em alguma espécie de purgatório finito,antes eu pensava que ninguém mais acreditava em inferno eterno no ocidente dos dias de hoje.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Contini em 08 de Agosto de 2012, 16:43:38
Tem muita gente que acredita em espiritismo e crenças similares aqui tambem... Se bobear não é um numero muito diferente dos que acreditam em criacionismo. São essas apenas algumas das bobagens em que a população acredita, tem ainda as teorias conspiratórias, ufos, etc...

Eu mesmo já acreditei em bobagens tipo ufo e reencarnação / espiritismo (mas não era espírita). Essa foi a primeira crença que caiu, o catolicismo logo em seguida... a ufolatria demorou mais um pouco  :vergonha:, e o Daniken me ajudou com suas  groselhas de deuses astronautas a ver a falta de bom senso nessa crença específica!  :hihi:
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: _tiago em 08 de Agosto de 2012, 17:22:45
Você está "sumidaço"...

Pois é.
Entrei para ver as discussões sobre o mensalão, achei que haveriam grandes e bons debates mas o negócio lá no tópico está meio fraco.
Bom, de volta por tempo indeterminado e participações .... esporádicas.

Em resumo, bom vê-los!
Seja bem vindo ao FCC!
Não se esqueça de passar lá no tópico de apresentações! :P

(Eu era oooô... Como era mesmo??)
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: ss em 03 de Setembro de 2012, 20:11:18
Eu sempre quis entender como as coisas funcionavam, quando eu era jovem ate ons 14 anos eu tinha medo de jesus monitorar meus pensamentos, dai eu li sobre evolução lá com 15 anos, dai achei muito mais interessante a ideia de evolução que juntei 1+1 e logo vendo a miséria do mundo e quão injusto o mesmo é, já foi suficiente pra mim abandonar crenças em deuses, o que demorei mais um pouco pra desacreditar foi em ufos pois eu queria muito que seres de outros planetas estive-sem realmente nos visitando, mas hoje sabemos de todas as limitações e distâncias que seria impossível conhecermos nosso universo por completo quanto mais outros.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Geotecton em 03 de Setembro de 2012, 21:35:29
Seja bem vindo, forista italobarbiot.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Geotecton em 03 de Setembro de 2012, 21:38:58
Eu sempre quis entender como as coisas funcionavam, quando eu era jovem ate ons 14 anos eu tinha medo de jesus monitorar meus pensamentos, dai eu li sobre evolução lá com 15 anos, dai achei muito mais interessante a ideia de evolução que juntei 1+1 e logo vendo a miséria do mundo e quão injusto o mesmo é, já foi suficiente pra mim abandonar crenças em deuses, o que demorei mais um pouco pra desacreditar foi em ufos pois eu queria muito que seres de outros planetas estive-sem realmente nos visitando, mas hoje sabemos de todas as limitações e distâncias que seria impossível conhecermos nosso universo por completo quanto mais outros.

Não entendi a sua frase "mas hoje sabemos de todas as limitações e distâncias que seria impossível conhecermos nosso universo por completo quanto mais outros". Eu acho que as palavras 'universo' e 'mais outros' deveriam ser substituídas pelas palavras 'galáxia' e 'mais outras', pois até onde sabemos com elevado grau de confiança, só existe um Universo.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: ss em 03 de Setembro de 2012, 22:07:16
então se você analisar a física de um modo mais conservador e lógico veras que, buraco de minhocas e outras teorias que possibilitariam uma curvatura no espaço são muito ilógicas, os buracos negros devem ser o acumulo de gravitons ou algum fenômeno físico ainda não entendido, mas chegando lá a matéria seria destruída e transformada e não atravessaríamos esse buraco negro chegando a outra dimensão, com base nesse raciocínio eu descarto a possibilidade de viagens intergaláticas, e sobre os multi-universos eu não vejo lógica no mesmo, 3 dimensões como base, e eu não considero o tempo como real, e sim como uma ferramente de medida de um período, não sendo físico e portanto real, com base nisso não ha possibilidade lógica para multiversos no meu raciocínio lógico, como não ha evidencias do mesmo fico com minha teoria.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Feynman em 03 de Setembro de 2012, 22:55:15
italobarbiot, primeiramente, bem vindo. Segundamente, ilógico é que não é (aquelas coisas a que se referistes). Pode ser difícil de acreditar, difícil de entender, difícil de aceitar... mas poucas coisas são tão matematicamente lógicas quanto as propaladas pelo modelo padrão da cosmologia. Mas acho que entendi o que quisesses passar com o "ilógico". São coisas realmente bastante intangíveis.

E sem querer ser chato e já sendo, mas tudo na mais tranquila paz: "como não ha evidencias do mesmo fico com minha teoria". Louvável. Mas não tens uma teoria... apenas algumas subjetividades. Por enquanto.

Mais uma vez, bem vido.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Geotecton em 03 de Setembro de 2012, 23:03:26
então se você analisar a física de um modo mais conservador e lógico veras que, buraco de minhocas e outras teorias que possibilitariam uma curvatura no espaço são muito ilógicas,

A curvatura do espaço ocorre pela presença de massa, até onde eu (pouco) sei. Quanto mais massivo for um corpo, mais o espaço se deformará.


os buracos negros devem ser o acumulo de gravitons ou algum fenômeno físico ainda não entendido,

Os "buracos negros" são entidades cósmicas razoavelmente bem entendidas e surgem do colapso gravitacional de estrelas supermassivas.


mas chegando lá a matéria seria destruída e transformada e não atravessaríamos esse buraco negro chegando a outra dimensão,

Esta possibilidade não passa de uma especulação.


de com base nesse raciocínio eu descarto a possibilidade de viagens intergaláticas,

As viagens intergalácticas podem ocorrer caso ocorra um avanço tecnológico na área de propulsão e que permita uma velocidade "tendendo" a c.


e sobre os multi-universos eu não vejo lógica no mesmo,

É uma possibilidade teórica.


3 dimensões como base, e eu não considero o tempo como real, e sim como uma ferramente de medida de um período, não sendo físico e portanto real, com base nisso não ha possibilidade lógica para multiversos no meu raciocínio lógico, como não ha evidencias do mesmo fico com minha teoria.

A possibilidade teórica do multi-verso existe. Demonstrá-la é onde reside o problema.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: ss em 03 de Setembro de 2012, 23:58:37
Possibilidades são muitas para vários temas da ciência moderna, muitas dessas possibilidades são meras especulações e confundem a mente de alguns cientistas, tem algumas teorias cientificas como por exemplo a do multiversos que realmente deixa alguns cientistas num delírio que até parecem alguns crentes, eu vi um documentário sobre multiverso na discovery channel que falou tanta coisa sem o minimo sentido que eu pensei que estava vendo um programa religioso de tanta asneira que ouvi, uma delas foi devido ao universo ser infinito, numa extremidade do universo devido a essa infinidade do universo os átomos se reagrupariam de uma mesma forma que eu como individuo, tudo estaria se replicando em algum lugar do universo devido a infinidade do mesmo, e que nunca alcansariamos   a nós mesmo replicados devido as distâncias e mais um monte de baboseira, dizendo que o universo é de uma forma só quando estamos olhando quando não estamos ele está numa forma de vazio que nossa mente molda a realidade, físicos falando um monte de bobagens empolgados com a mesma que parecia um pastor falando de "jesuiz", esse monte de besteira que escrevi ta no documentário olhem e tirem suas conclusões.   (não achei o link do documentários pois minha net é movel e lenta e não deu pra procurar mas é um documentário apresentado pelo morgan freeman).
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: ss em 04 de Setembro de 2012, 00:08:12
Correção, devido existir um número infinito de universos existiria infinitas copias nossas fazendo coisas diferentes em outros universos essa era a teoria.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Feynman em 04 de Setembro de 2012, 13:47:53
Não quero dar a impressão (também já dando) de que estas "especulações" são coisas reais, mas, parece, italobarbiot, que achas que estas especulações ("meras especulações, delírio, crentes, asneira, bobagens, besteira", como sugeristes), são efetivamente asnices que um cientista asinino regurgita durante o sono. A menos que suas palavras (bastante despontuadas, diga-se) não tenham conseguido passar o que estavas pensando, parece que tens uma ideia bastante distorcida da atividade científica. Estas "especulações", que efetivamente merecem este apanágio, são resultado de sistemas físico-matemáticos bastante fundamentados no que há de mais poderoso em nossa ciência. Se acontecem realmente em nosso universo (ou em outros) ou não é uma outra discussão, em um outro tom, que não este que usasses.

E, na ciência, ser possível já é algo muito intrinsecamente interessante. Pois acaba por se tornar compulsório na Natureza. Agora, cuidado com isso, também considero que estes documentários fazem muito barulho pra poucas possibilidades. Mas é um exercício, no mínimo, bem vindo para a perscrutação científica, e a história da ciência mostra que não se deve haver um limite para o que o cientista ache ser ou não possível. Se não é possível, seu estudo serviu para delimitar esta possibilidade. Se é, o mesmo é coroado como mais uma grande contribuição para nosso entendimento.

Repetindo de novo mais uma vez novamente: também considero estas especulações bastante impalpáveis. Só cuidado ao colocá-las no mesmo patamar da crendice estritamente subjetiva. Ainda que sejam muito improváveis, e até mesmo nefelibatas, originam-se em sistemas bastante diferentes que o da mera crença religiosa.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: mz em 04 de Setembro de 2012, 14:19:58
Quando eu era pequeno (até os 11 anos) eu rezava e me esforçava para ver sentido naquilo, mas me sentia falando sozinho.
Até gostava de ir na missa, fiz a catequese e fui bem CDF, minha professora me adorava. Mas achava tudo meio bobo.

Minha curiosidade científica de pré-adolescente ajudou a derrubar de vez a crença, e lembro que aos 13 anos já dizia que não acreditava em deus se alguém me perguntasse... mas não consigo lembrar o momento ou o que me fez desacreditar de vez.

Meus pais só souberam disto bem mais tarde, quando eu já tinha vinte e poucos anos, e até hoje sentem muito por isto...
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: ss em 04 de Setembro de 2012, 15:21:51
Fenman eu realmente não sei me expressar muito bem(talvez pela falta de domínio do idioma português ou por falta de conhecimento), o problema nos sistemas físicos-matemáticos se não forem bem formulados levam a muitas possibilidades e sugestões, uma teoria baseada em um modelo matemático sem evidências levara a muitas hipóteses teóricas que não passaram de especulações. e me equivoquei em compara-las com a crendice mas algumas teorias estão muitos próximas a um delírio de tão improváveis 
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Feynman em 04 de Setembro de 2012, 16:52:14
Ok, ok. Fica tranquilo com o problema do idioma.

Sobre "o problema nos sistemas físico-matemáticos", todos eles levam a sugestões. Qual delas iremos levar adiante? Excluímos os caminhos que simplesmente não gostamos porque consideramos que são mais "um delírio de tão improváveis"? Como eu já disse, não há (muito) mal nisso. Einstein, por exemplo, não aceitou inicialmente alguns resultados de suas teorias, justamente por não gostar ou achar improvável, como foi o caso com a expansão do universo e também com a predição de buracos-negros. Sobre este último, quando soube desta possibilidade (que não foi calculada por ele), limitou-se a dizer um simples "não gostei disso". E era tudo o que podia fazer, uma vez que as soluções (de Schwarzschild) estavam essencialmente corretas. Mais tarde ele defendeu o trabalho, já sem ressalvas. Ou seja, os anseios pessoais não podem muito com a realidade. E esta é o que é, independentemente do que queremos que ela seja. Por isso não deveríamos, você não deveria, julgar os resultados com base em suas expetativas e do que pensas ou não ser factível.

Em relação ao "modelo matemático sem evidências", estas últimas, no caso de uma teoria fundamental de base, dão-se a posteriori (é só lembrar do caso atual do Bóson de Higgs). Logo, não costuma ser lícito julgar uma teoria por evidências prévias, e sim pelas que serão verificadas com o caráter corroborador das predições realizadas por aquela. Ou seja, não é a falta de evidência que justifica o aceite de uma teoria. Se não gostamos ou não queremos que determinado resultado seja verdadeiro, porque tendem a um "delírio de tão improváveis", deixem que, aqueles que não têm problemas com isso, fazer seu trabalho. A história de nosso conhecimento mostra que é uma boa coisa lidar com assuntos "improváveis".
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Laura em 04 de Setembro de 2012, 17:21:03
Meu pai é ateu, e como minha mãe morreu quando eu tinha 5 anos, eu e meus irmãos (na época, um irmão de 11 e uma irmã de 10 anos) fomos criados e educados por ele. Não tive nenhuma formação religiosa em casa e nem na escola.
No ensino fundamental, nós tínhamos uma disciplina chamada Ética e Cidadania ao invés de religião, que mais tarde, no ensino médio, foi substituída por Filosofia.

Ele nos ensinou que a vida é a única oportunidade que temos de fazer o melhor por nós mesmos, por quem amamos e pelo meio em que vivemos, sem premiações ou castigos após a morte e que quando morremos, deixamos de existir. 

Nunca me interessei em estudar esses mitos, admito ser bem ignorante em relação a religiões. Aliás, não há muito tempo que descobri que ainda existem criacionistas. Fui surpreendida.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: nikita em 04 de Setembro de 2012, 19:01:59
Eu caí na real, quando meus pais, que eram batizados um na igreja anglicana, outro na católica, queriam que nós, filhos, fôssemos religiosos, mas eles próprios não acreditavam lhufas naquelas bobagens. Minha mãe então vivia dizendo que se fé se comprasse em comprimidos ela compraria pra tomar.....

Mas o ponto de ruptura maior pra mim, foi começar a dizer com todas as letras para quem quer que fosse: NÃO ACREDITO EM DEUS! Melhor remédio para afastar esses crentes que entregam revistinhas ou os que querem tua atenção com a bíblia debaixo do braço.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Feynman em 04 de Setembro de 2012, 23:07:49
...não há muito tempo que descobri que ainda existem criacionistas. Fui surpreendida.

Isso também já me surpreendeu. Hoje, surpreende-me mais os estratagemas e subterfúgios que utilizam para justificar logicamente (sic) o criacionismo. Diversão pura.   :-)

A propósito, sê bem vinda.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Laura em 04 de Setembro de 2012, 23:31:41
...não há muito tempo que descobri que ainda existem criacionistas. Fui surpreendida.

Isso também já me surpreendeu. Hoje, surpreende-me mais os estratagemas e subterfúgios que utilizam para justificar logicamente (sic) o criacionismo. Diversão pura.   :-)

A propósito, sê bem vinda.

Tanto tempo e criatividade empregados em justificar logicamente algo tão fantasioso e absurdo... se não fossem as risadas proporcionadas, eu lamentaria esse desperdício.  :lol:

Obrigada pela gentil recepção.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: ReVo em 05 de Setembro de 2012, 19:58:10
   Eu era o mais religioso da família e sonhava em ser padre/frade, pois via o sacerdote como a figura mais inteligente e a mais próxima do Criador. Aos 13/14 anos, mais ou menos, comecei a questionar a razão de um Deus Todo-Poderoso permitir o mal, a mentira, a traição, o desconhecimento das suas Leis, e, por fim, e mais importante, a existência de pessoas famintas, de desentendimentos e desavenças teóricas sobre a sua natureza, e de conflitos bélicos em seu nome.
   Assim, nessa idade, comecei a ignorar os livros didáticos do colégio e passei a ler livros e artigos sobre religiões, filósofos, ciências, etc. De modo que diante das inúmeras contradições, percebi que o(s) Deus(es) apresentado(s) é/são construções humanas. Se existe(m) Deus(es), ele(s) não se revela(m). Se não se manifesta(m) claramente, impossível entendê-lo(s). Assim, melhor ignorá-lo(s) e aguardar uma manifestação.
   Então, posso dizer que tenho formação Apostólica Romana, mas vivo pragmaticamente como um ateu e filosoficamente como um agnóstico interessado nos benefícios e malefícios das religiões que sempre são objeto do meu interesse.
   Acredito que um fator predominante na minha desconversão foi extinguir o desejo fácil e tentador de buscar conhecimento nas ideias e explicações mirabolantes do sobrenatural e buscar compreender um pouco os dados da realidade natural.
  Ironicamente, já que desejava ser franciscano, a ideia da "Navalha de Ockham" foi um propulsor para esta nova maneira de perceber e interpretar os fenômenos  que se apresentavam.

Aos novos por aqui, sejam bem-vindos!
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Muad'Dib em 07 de Setembro de 2012, 10:43:58
Citar
Qual a relação entre os franciscanos e a Navalha de Ockham?

http://en.wikipedia.org/wiki/William_of_Ockham

Se não me engano, ele era o herói do padre de "O nome da Rosa"...
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Diegojaf em 07 de Setembro de 2012, 11:44:13
Porcaria, editei a mensagem do Iabadabadu ao invés de citá-la.

Mil desculpas, cara. Vou ver se algum editor consegue recuperar a anterior...
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Gaúcho em 07 de Setembro de 2012, 13:36:13
Um dia isso ia acontecer, é a ditadura cética censurando os meios de comunicação :nao3:
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Diegojaf em 07 de Setembro de 2012, 13:51:43
Um dia isso ia acontecer, é a ditadura cética censurando os meios de comunicação :nao3:

Um botão colado no outro + eu sem óculos/lente + lerdeza característica do feriado = cagada.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Skorpios em 07 de Setembro de 2012, 13:58:56
Um dia isso ia acontecer, é a ditadura cética censurando os meios de comunicação :nao3:

Um botão colado no outro + eu sem óculos/lente + lerdeza característica do feriado = cagada.

Fico imaginando você com uma arma apontada sem óculos/lentes. :susto:
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Diegojaf em 07 de Setembro de 2012, 14:40:00
Um dia isso ia acontecer, é a ditadura cética censurando os meios de comunicação :nao3:

Um botão colado no outro + eu sem óculos/lente + lerdeza característica do feriado = cagada.

Fico imaginando você com uma arma apontada sem óculos/lentes. :susto:

Atiro melhor sem óculos...

(http://th09.deviantart.net/fs70/PRE/f/2011/162/4/4/mister_fail__gun_fail_by_chillyfranco-d3imfn9.jpg)
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Skorpios em 07 de Setembro de 2012, 15:38:54
Bela perspectiva... :biglol:
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Geotecton em 07 de Setembro de 2012, 22:46:08
Um dia isso ia acontecer, é a ditadura cética censurando os meios de comunicação :nao3:
Um botão colado no outro + eu sem óculos/lente + lerdeza característica do feriado = cagada.

Eu já quase modifiquei pelo menos uma centena de mensagens.  :P
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: _Juca_ em 07 de Setembro de 2012, 23:11:24
Sempre fui cético, desde criança, mas também sempre tive dificuldade/ignorância para me livrar das crendices. Já me declarava ateu os 18 anos, mas sem entender de fato o que era ser ateu, pois eu pensava comigo que se deus existisse não faria diferença eu declarar que acreditava nele e sim os meus atos enquanto vivo, por rebeldia dizia que era ateu. Mas até pouco mais de 30 anos, não havia me livrado completamente da crença, até que há alguns anos, dentro de casa sem fazer nada, pensando no espiritismo, que tem alguns adeptos na minha família, pensei comigo, "como pode alguém pensar sem o cérebro? Como pode haver vida humana sem o cérebro e suas terminações nervosas e reações físicas e químicas?". Logicamente não pode. Desde então, descobri que o mundo tem uma parte de si que é totalmente ilusória e hipócrita, como uma ilha da fantasia que nega uma parte da sua humanidade às pessoas.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Tupac em 09 de Setembro de 2012, 12:59:16
Já fui muito religioso, mas a pressão do batismo na adolescência me distanciou dos ritos. Então, acabei desenvolvendo uma divindade particular, como imagino ser o caso de muitos que se dizem religiosos. Essa divindade partilhava características com o mito judaico-cristão, mas servia aos meus propósitos.

Então, um belo dia, conheci o livro do Dan Brown, O Código Da Vinci, e ele me fez buscar conhecimento (como Bilu nos incita). Dessa forma, com conhecimento que obtive não consegui mais sustentar uma crença em divindades. E  voilà, mais um ateu no mundo. O ponto de ruptura foi o Dan Brown, por incrível que possa parecer heheheh...
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Digão em 09 de Setembro de 2012, 14:31:15
Eu era católico, e na época a Igreja pregava que só vai pro céu quem segue Jesus (hoje ela não é mais tão taxativa). Daí me pareceu ilógico que os milhões de pessoas nascidas fora do cristianismo merecessem a danação eterna. Dali por diante foi um processo.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Dr. Manhattan em 09 de Setembro de 2012, 18:04:08
Também fui bem católico, quando criança. Então resolvi começar a ler a Bíblia por conta própria e fui vendo os absurdos e contradições. Daí comecei a rejeitar certos elementos da crença: decidi que o inferno era algo que não fazia sentido. Depois descartei a tal "relação pessoal" com deus e passei a crer num deus mais indiferente, depois cheguei ao deísmo. Até que um certo dia, aos 18 ou 19 anos, decidi que não só não acreditava mais, como também isso não me incomodava. A libertação, como se vê, foi um processo longo.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Javier P em 13 de Setembro de 2012, 19:47:42
Eu nasci na Espanha, numa família católica, claro. Catequeses e missa nos domingos foi parte da minha vida durante vários anos. Ah! e as procissões.

Meu irmão e alguns amigos eram coroinhas e todos nos íamos ao local da Igreja para jogar pingue-pongue. Após a missa nos escondíamos atrás da igreja para comer as hóstias (sem consagrar, por favor!) que escondiam dentro do roupão. Muitos anos depois a minha irmã foi morar ao lado dum convento de freiras que faziam estas hóstias e íamos a pedir os retalhos que ficam depois de cortar a forma redonda (tinham forma de estrelinha super legal e sempre foi uma delicatessen para mim).
Bom, e essas são minhas lembranças felizes com a religião: hóstias e pingue-pongue.

Quando tinha 13 ou 14 anos me lembro que de repente não podia repetir as rezas da missa. Comecei a prestar atenção nas palavras que antes simplesmente repetia de forma automática (como praticamente todo mundo dentro da Igreja). Não decidi que seria ateu nessa hora, claro, mas o que definiu a mudança foi descobrir que se prestava atenção na literalidade das palavras o negocio não tinha sentido nenhum. Não que fosse falso ou errado, não, simplesmente era completamente ridículo.

 E aí começou meu caminho para a condenação, meus queridos. O resto foi curiosidade e questionar todo, sempre.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Sergiomgbr em 21 de Janeiro de 2019, 17:57:06
Tenho uma teoria relacionada a um tema que vem sendo cada dia mais presente na modernidade, inclusive abordado no filme o Homem Bicentenário, que tem a haver com a questão da possível humanidade de robôs. Pois bem, imagine-se situado numa época em que robôs e seres humanos já não são mais distinguíveis entre si mas já ficou decidido que um robô de modo algum é um ser humano. Enfim, robôs não fazem parte da humanidade, por mais que interajam com o ser humano, eles são produto de engenharia tecnicamente muito complexa mas ainda assim, nada além de um software rodando numa máquina.

Nessa época as sociedades dispõem de seus robôs para tarefas que os humanos determinaram em sua humanidade  deixar de lado sendo coisa pra robôs. Bom até ai tudo é bem verossímil e de fácil imersão, mas vá além, imagine que essa mesma sociedade por algum motivo descobriu que os robôs servem para alienar os erros e defeitos do ser humano, e eles o fazem ficando no lugar dos humanos em tudo que antigamente era questionado pelos céticos para desqualificar Deus dos seus melhores e mais atraentes atributos(como amor incondicional aos seus, bondade e perfeição absolutas enfim, suponha um atributo da sua preferencia e pronto), por exemplo, nas tragédias e desventuras que faziam o ser humano desacreditar nas divindades. Explicando; em todos os eventos em que geralmente se questiona deus, como em doenças terríveis, desmoronamento de prédios com muitas vítimas, tsunamis, acidentes com aviões, terremotos, tudo enfim, todas as vítimas eram robôs, logo deus não era culpado de nada, muito pelo contrário, seria um redentor, pois eram os robôs e não os humanos que salvavam a humanidade!

Será que não é assim hoje? Não será factível que do que a gente acha que são as mazelas no mundo, será que não estão envolvidos só entidades não humanas muito persuasivamente humanas substituindo os reais seres humanos para a glória destes, por único mérito de algum deus? Daí vão dizer que o seu sofrimento é real e que você não é robô. Bom, francamente? Pode mesmo ser que sim, mas você não tem como provar isso...

Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: JungF em 23 de Janeiro de 2019, 13:04:01
Tenho uma teoria relacionada a um tema que vem sendo cada dia mais presente na modernidade, inclusive abordado no filme o Homem Bicentenário, que tem a haver com a questão da possível humanidade de robôs. Pois bem, imagine-se situado numa época em que robôs e seres humanos já não são mais distinguíveis entre si mas já ficou decidido que um robô de modo algum é um ser humano. Enfim, robôs não fazem parte da humanidade, por mais que interajam com o ser humano, eles são produto de engenharia tecnicamente muito complexa mas ainda assim, nada além de um software rodando numa máquina.

Nessa época as sociedades dispõem de seus robôs para tarefas que os humanos determinaram em sua humanidade  deixar de lado sendo coisa pra robôs. Bom até ai tudo é bem verossímil e de fácil imersão, mas vá além, imagine que essa mesma sociedade por algum motivo descobriu que os robôs servem para alienar os erros e defeitos do ser humano, e eles o fazem ficando no lugar dos humanos em tudo que antigamente era questionado pelos céticos para desqualificar Deus dos seus melhores e mais atraentes atributos(como amor incondicional aos seus, bondade e perfeição absolutas enfim, suponha um atributo da sua preferencia e pronto), por exemplo, nas tragédias e desventuras que faziam o ser humano desacreditar nas divindades. Explicando; em todos os eventos em que geralmente se questiona deus, como em doenças terríveis, desmoronamento de prédios com muitas vítimas, tsunamis, acidentes com aviões, terremotos, tudo enfim, todas as vítimas eram robôs, logo deus não era culpado de nada, muito pelo contrário, seria um redentor, pois eram os robôs e não os humanos que salvavam a humanidade!

Será que não é assim hoje? Não será factível que do que a gente acha que são as mazelas no mundo, será que não estão envolvidos só entidades não humanas muito persuasivamente humanas substituindo os reais seres humanos para a glória destes, por único mérito de algum deus? Daí vão dizer que o seu sofrimento é real e que você não é robô. Bom, francamente? Pode mesmo ser que sim, mas você não tem como provar isso...

 
Muito curioso e criativo.
A prova de se ser humano ou não, está na dor, no sofrimento. Pode-se fazer com que um robô simule perfeitamente o sofrimento próprio, mas, a dor é experiência pessoal... sentiu dor, (você) é humano. Acontece que não teríamos como saber se nosso filho ou esposa é humano ou não!
E quando erramos feio, sabemos que somos humanos...
Em termos de ficção poderíamos alcançar a máxima perfeição na robótica, como ensina Isaak Azimov, mas jamais um robô sentiria amor ou ódio, ambição ou desprendimento material, et cetera.
Se isto fosse possível a humanidade desapareceria, pois não haveria interesse na reprodução humana embora esta continuasse a adoecer e morrer.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Sergiomgbr em 23 de Janeiro de 2019, 14:32:48
mas jamais um robô sentiria amor ou ódio, ambição ou desprendimento material, et cetera.
Olha só, tudo isso, sentimentos, reações a estímulos de um modo geral, até onde pode ser investigado objetivamente, são o resultado de diversas interações físico químicas do aparato cognitivo humano, perfeitamente possíveis de serem reproduzidos em máquinas e emulados em softwares.

Se isto fosse possível a humanidade desapareceria, pois não haveria interesse na reprodução humana embora esta continuasse a adoecer e morrer.
Qual é o interesse da humanidade em se reproduzir? Seria por falta de esclarecimento? Ou há algo que a ciência não explica.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: JungF em 24 de Janeiro de 2019, 12:39:07

mas jamais um robô sentiria amor ou ódio, ambição ou desprendimento material, et cetera.
Citação de: Sergiomgbr
Olha só, tudo isso, sentimentos, reações a estímulos de um modo geral, até onde pode ser investigado objetivamente, são o resultado de diversas interações físico químicas do aparato cognitivo humano, perfeitamente possíveis de serem reproduzidos em máquinas e emulados em softwares.
Não Sergio; isto de que sentimentos e manifestações da inteligência sejam produtos do sistema nervoso é no meu ponto de vista o ponto mais frágil de toda a argumentação cética. É tão óbvio que não pode ser assim, e ao mesmo tempo exige tanto malabarismo racional, tanta obscuridade científica para suportar tal convicção, que os argumentos de um lado e outro se desvanecem e nada alcançam. É claro que o sistema nervoso, neste caso, funciona como o hardware, o que, se assim for, conduziria a uma discussão interminável: existiria ou não no homem, algo além de células, nervos e ossos?


Se isto fosse possível a humanidade desapareceria, pois não haveria interesse na reprodução humana embora esta continuasse a adoecer e morrer.
Citação de: Sergiomgbr
Qual é o interesse da humanidade em se reproduzir? Seria por falta de esclarecimento? Ou há algo que a ciência não explica.
É notório que a energia sexual, fazendo com que a atração animal se torne quase uma questão de  satisfação e sobrevivência explicaria a reprodução humana.
Com os recursos atuais os nascimentos, quando não programados pelo casal inteligente são acidentais ou frutos da ignorância e impulsividade. Nada misterioso e inexplicável para a ciência.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Sergiomgbr em 24 de Janeiro de 2019, 12:57:20

mas jamais um robô sentiria amor ou ódio, ambição ou desprendimento material, et cetera.
Citação de: Sergiomgbr
Olha só, tudo isso, sentimentos, reações a estímulos de um modo geral, até onde pode ser investigado objetivamente, são o resultado de diversas interações físico químicas do aparato cognitivo humano, perfeitamente possíveis de serem reproduzidos em máquinas e emulados em softwares.
Não Sergio; isto de que sentimentos e manifestações da inteligência sejam produtos do sistema nervoso é no meu ponto de vista o ponto mais frágil de toda a argumentação cética. É tão óbvio que não pode ser assim, e ao mesmo tempo exige tanto malabarismo racional, tanta obscuridade científica para suportar tal convicção, que os argumentos de um lado e outro se desvanecem e nada alcançam. É claro que o sistema nervoso, neste caso, funciona como o hardware, o que, se assim for, conduziria a uma discussão interminável: existiria ou não no homem, algo além de células, nervos e ossos?
Faça uma reflexão sobre a questão,


Quem sabe você queira assistir o filme antes. Eu assisti. É ótimo.




Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: EuSouOqueSou em 24 de Janeiro de 2019, 13:16:53
(http://nerdgeekfeelings.com/wp-content/uploads/2017/05/michael-jackson-pipoca.png)

Nao se incomodem, so vim ver o papo de vcs que nao tem nada a ver com o tópico, continuem.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Sergiomgbr em 24 de Janeiro de 2019, 13:38:29
Não ficou bem claro o que devia se seguir ao seu depoimento, que se tornou seu "ponto de ruptura", se era um "siga o mestre", onde todos deviam exibir os seus também, ou se era possível e até louvável, construir  considerações mais amplas.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: JungF em 25 de Janeiro de 2019, 13:09:50

mas jamais um robô sentiria amor ou ódio, ambição ou desprendimento material, et cetera.
Citação de: Sergiomgbr
Olha só, tudo isso, sentimentos, reações a estímulos de um modo geral, até onde pode ser investigado objetivamente, são o resultado de diversas interações físico químicas do aparato cognitivo humano, perfeitamente possíveis de serem reproduzidos em máquinas e emulados em softwares.
Não Sergio; isto de que sentimentos e manifestações da inteligência sejam produtos do sistema nervoso é no meu ponto de vista o ponto mais frágil de toda a argumentação cética. É tão óbvio que não pode ser assim, e ao mesmo tempo exige tanto malabarismo racional, tanta obscuridade científica para suportar tal convicção, que os argumentos de um lado e outro se desvanecem e nada alcançam. É claro que o sistema nervoso, neste caso, funciona como o hardware, o que, se assim for, conduziria a uma discussão interminável: existiria ou não no homem, algo além de células, nervos e ossos?
Faça uma reflexão sobre a questão,

 

Quem sabe você queira assistir o filme antes. Eu assisti. É ótimo.
Já assisti; é muito bom mas não gostei do final. Sempre prefiro que o mocinho vença os bad guy's
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: JungF em 25 de Janeiro de 2019, 13:16:26
Não ficou bem claro o que devia se seguir ao seu depoimento, que se tornou seu "ponto de ruptura", se era um "siga o mestre", onde todos deviam exibir os seus também, ou se era possível e até louvável, construir  considerações mais amplas.
Uauuuuu!
É curioso notar que a maioria dos tópicos continua depois de algumas respostas, com grandes derivações, tornando um tópico diferente. Às vezes, até mais interessante; este por exemplo, já estava morto e enterrado e então Sergio disse: "Lázaro, sai para fora". :hihi:

Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Sergiomgbr em 25 de Janeiro de 2019, 13:22:01

mas jamais um robô sentiria amor ou ódio, ambição ou desprendimento material, et cetera.
Citação de: Sergiomgbr
Olha só, tudo isso, sentimentos, reações a estímulos de um modo geral, até onde pode ser investigado objetivamente, são o resultado de diversas interações físico químicas do aparato cognitivo humano, perfeitamente possíveis de serem reproduzidos em máquinas e emulados em softwares.
Não Sergio; isto de que sentimentos e manifestações da inteligência sejam produtos do sistema nervoso é no meu ponto de vista o ponto mais frágil de toda a argumentação cética. É tão óbvio que não pode ser assim, e ao mesmo tempo exige tanto malabarismo racional, tanta obscuridade científica para suportar tal convicção, que os argumentos de um lado e outro se desvanecem e nada alcançam. É claro que o sistema nervoso, neste caso, funciona como o hardware, o que, se assim for, conduziria a uma discussão interminável: existiria ou não no homem, algo além de células, nervos e ossos?
Faça uma reflexão sobre a questão,

 

Quem sabe você queira assistir o filme antes. Eu assisti. É ótimo.
Já assisti; é muito bom mas não gostei do final. Sempre prefiro que o mocinho vença os bad guy's
Passou um filme ontem na Band com a mesma temática. "Soldado do Futuro", muito bom.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Brienne of Tarth em 25 de Janeiro de 2019, 13:44:25
Já assisti; é muito bom mas não gostei do final. Sempre prefiro que o mocinho vença os bad guys

Então nada entendeu do filme em questão. É um dos melhores testes de Turing que já vi.


É lícito manter-se alguém preso contra vontade?
Ou esse alguém não é alguém por ser uma máquina?
Pode chamar de bad guy um ser que só quer sobreviver?
O leão quando mata o faz por maldade?
A moral humana deve se aplicar às máquinas?

Isaac pretendia muito mais que ficção científica. Ele forjou as perguntas que a sociedade humana se recusa a fazer.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Brienne of Tarth em 25 de Janeiro de 2019, 13:48:34
E quanto à pergunta do tópico lazaroso, não houve para mim um "ponto de ruptura".

O processo foi lento, mas comecei a desconfiar lá pelos meus 17 anos, quando por 2 dias seguidos fui em um cemitério buscando um Satanás que me ignorou sumariamente... :biglol:

Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Cinzu em 25 de Janeiro de 2019, 15:01:08
Se as pessoas lessem o livro que tanto pregam - a bíblia - mais gente atingiria esse tal ponto de ruptura.

 

mas jamais um robô sentiria amor ou ódio, ambição ou desprendimento material, et cetera.
Citação de: Sergiomgbr
Olha só, tudo isso, sentimentos, reações a estímulos de um modo geral, até onde pode ser investigado objetivamente, são o resultado de diversas interações físico químicas do aparato cognitivo humano, perfeitamente possíveis de serem reproduzidos em máquinas e emulados em softwares.
Não Sergio; isto de que sentimentos e manifestações da inteligência sejam produtos do sistema nervoso é no meu ponto de vista o ponto mais frágil de toda a argumentação cética. É tão óbvio que não pode ser assim, e ao mesmo tempo exige tanto malabarismo racional, tanta obscuridade científica para suportar tal convicção, que os argumentos de um lado e outro se desvanecem e nada alcançam. É claro que o sistema nervoso, neste caso, funciona como o hardware, o que, se assim for, conduziria a uma discussão interminável: existiria ou não no homem, algo além de células, nervos e ossos?

Quais seriam as obscuridades científicas de que sentimentos e emoções são meros produtos de nossa cognição? Inclusive é baseado nestas alegações que estuda-se por exemplo transtornos de personalidade e até mesmo psicopatia. Na maioria dos casos, são problemas que decorrem de áreas afetadas no cérebro. Não é atoa que substâncias químicas que afetam o sistema nervoso causam alterações emocionais.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Fenrir em 25 de Janeiro de 2019, 16:47:40
Estranho. Não me lembro de ter tido um ponto de ruptura. Acho que no meu caso foi bem gradual a perca da fé num mundo mágico.
Talvez no fundo nunca tenha tido muita, pois mesmo quando era religioso, ia mais na linha de uma "Cafeteria Christianity" misturada com espiristismo
e coisas new age (do tipo das que tinha na revista Planeta). Tambem não era daqueles engajados que liam os livros destes temas e conversavam sobre
o assunto com outros sempre que podiam.
Frequentei o meio espírita kardecista e nunca li nenhum livro de Kardec, só uns 2 ou 3 romances espíritas. Não perdi nada.
Naquela época já achava a ciência bem mais interessante e imaginava que ia ser zoólogo.
Eu tinha uma coleção de fichas de animais que se chamava "mil bichos" com uma foto do animal numa face e dados básicos na outra. Alguem chegou a conhecer?
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Sergiomgbr em 25 de Janeiro de 2019, 17:18:40
Incrível mesmo é algumas pessoas terem posicionamentos definitivos sobre qualquer questão quando tudo no mundo expressa transitoriedade.

A "metamorfose ambulante" da música do Raul Seixas já acusava a "velha opinião formada sobre tudo" de ser finória. Ambas são ou incompletas ou inconsistentes.

Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Gigaview em 25 de Janeiro de 2019, 22:47:47
Incrível mesmo é algumas pessoas terem posicionamentos definitivos sobre qualquer questão quando tudo no mundo expressa transitoriedade.

A "metamorfose ambulante" da música do Raul Seixas já acusava a "velha opinião formada sobre tudo" de ser finória. Ambas são ou incompletas ou inconsistentes.




"Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém

Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando

Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem

Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando o vil metal

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais"
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: JungF em 28 de Janeiro de 2019, 19:22:35
Se as pessoas lessem o livro que tanto pregam - a bíblia - mais gente atingiria esse tal ponto de ruptura.

 

mas jamais um robô sentiria amor ou ódio, ambição ou desprendimento material, et cetera.
Citação de: Sergiomgbr
Olha só, tudo isso, sentimentos, reações a estímulos de um modo geral, até onde pode ser investigado objetivamente, são o resultado de diversas interações físico químicas do aparato cognitivo humano, perfeitamente possíveis de serem reproduzidos em máquinas e emulados em softwares.
Não Sergio; isto de que sentimentos e manifestações da inteligência sejam produtos do sistema nervoso é no meu ponto de vista o ponto mais frágil de toda a argumentação cética. É tão óbvio que não pode ser assim, e ao mesmo tempo exige tanto malabarismo racional, tanta obscuridade científica para suportar tal convicção, que os argumentos de um lado e outro se desvanecem e nada alcançam. É claro que o sistema nervoso, neste caso, funciona como o hardware, o que, se assim for, conduziria a uma discussão interminável: existiria ou não no homem, algo além de células, nervos e ossos?

Quais seriam as obscuridades científicas de que sentimentos e emoções são meros produtos de nossa cognição? Inclusive é baseado nestas alegações que estuda-se por exemplo transtornos de personalidade e até mesmo psicopatia. Na maioria dos casos, são problemas que decorrem de áreas afetadas no cérebro. Não é atoa que substâncias químicas que afetam o sistema nervoso causam alterações emocionais.
Pelo fato de que a Ciência não vê atrativos motivadores em assuntos relacionados ao metapsiquismo, no que está certa, pois paralisaria todas as pesquisas e perderia a objetividade tentando encontrar o início das coisas ou, se de fato existe uma alma dentro de um corpo, mas por outro lado tais questões, inquietantes, sempre esperaram dela uma resposta. Isto não vai acontecer pois são áreas diferentes com métodos de abordagem estranhos a um e outro.
Acontece que, diante da questão: existe uma inteligência independente da matéria nos seres vivos, e ainda, diante dos avanços das neurociências, ela, a Ciência dá as respostas convenientes, contornando os meandros psicológicos e espirituais, em tese, mergulhando no labirinto da extrema complexidade neuro-encefálica. Explico:
Se uma criança, curiosa, perguntasse a um adulto como funciona um automóvel, ele explicaria a fonte de energia, o motor que impulsiona, a direção que movimenta as rodas, os sistemas que controlam a velocidade e que estacionam o veículo, etc.
O jovem ficaria encantado com toda a mecânica e tecnologia envolvidas que tornam a máquina segura, confortável e útil. Mas esqueceu de perguntar quem controla e faz tudo aquilo funcionar dando as respostas precisas em cada movimento.
Assim, sabemos quais as áreas do cérebro que se envolvem com as emoções, com a fala, a visão, o equilíbrio dos movimentos - (nervos da propriocepção) - etc.
Sem falar na complexa química do organismo com seus hormônios e enzimas variadas, regendo  metabolismos, funções de reprodução, etc.
Mas existe uma função no cérebro que trata da integração dos impulsos nervosos (elétricos) transformando-os e modulando a percepção. Não há como explicar isto e então, pragmaticamente, preferimos desconhecer como se dá, embora saibamos onde se dá.
Mesmo admitindo a existência de algo além da matéria que, através de automatismos específicos responderiam aos estímulos apropriados nos animais, restaria explicar a intima interação entre o ente abstrato - Mente - e o hierarquizado sistema nervo/encefálico.
Por esta razão, drogas alteram ou controlam respostas emocionais:é que existe uma combinação de energias sutis formando uma interface responsiva de ambos os lados, tanto do órgão em questão quando do psiquismo. Paras usarmos uma expressão mais clássica.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: JungF em 28 de Janeiro de 2019, 19:35:44
Já assisti; é muito bom mas não gostei do final. Sempre prefiro que o mocinho vença os bad guys

Então nada entendeu do filme em questão. É um dos melhores testes de Turing que já vi.


É lícito manter-se alguém preso contra vontade?
Ou esse alguém não é alguém por ser uma máquina?
Pode chamar de bad guy um ser que só quer sobreviver?
O leão quando mata o faz por maldade?
A moral humana deve se aplicar às máquinas?

Isaac pretendia muito mais que ficção científica. Ele forjou as perguntas que a sociedade humana se recusa a fazer.
Quanto a não ter entendido, talvez que o meu emocional esteja mais apto a entender que o meu racional. :hihi:

Suas indagações tem muito mais a ver com ideais românticos que com a realidade. Vivemos num mundo em que todas as atividades do pensamento e da técnica visam preservar o homem, a sociedade, e proporcionar, na medida do possível sua felicidade.

Máquinas não sentem e a partir desta vetusta constatação, tudo é lícito a favor do homem quando a ele se opõe uma máquina.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Sergiomgbr em 28 de Janeiro de 2019, 21:17:00


Máquinas não sentem e a partir desta vetusta constatação, tudo é lícito a favor do homem quando a ele se opõe uma máquina.
Mas as máquinas sentem sim, não é por outra razão que são dotadas de sensores. O cérebro é uma máquina. O homem é uma máquina.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Brienne of Tarth em 29 de Janeiro de 2019, 17:26:56
Suas indagações tem muito mais a ver com ideais românticos que com a realidade.

Descreveu perfeitamente suas crenças... :hihi:
Além de não responder nenhuma das questões que eu propus.
Então é lícito fazer o que queremos com uma máquina, APENAS por ela ser uma máquina?
Já ouvi coisa semelhante sobre os negros e os animais...
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Brienne of Tarth em 29 de Janeiro de 2019, 17:28:39
tudo é lícito a favor do homem quando a ele se opõe uma máquina.

Leia "Eu, Robô", talvez você reveja os seus conceitos...
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Sergiomgbr em 29 de Janeiro de 2019, 19:05:23
tudo é lícito a favor do homem quando a ele se opõe uma máquina.

Leia "Eu, Robô", talvez você reveja os seus conceitos...
Equivocou-se quanto ao autor do quote.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Fenrir em 29 de Janeiro de 2019, 21:12:55


Máquinas não sentem e a partir desta vetusta constatação, tudo é lícito a favor do homem quando a ele se opõe uma máquina.
Mas as máquinas sentem sim, não é por outra razão que são dotadas de sensores. O cérebro é uma máquina. O homem é uma máquina.

Talvez nao sejamos tão diferentes assim de uma máquina.
Nossos cérebros e sistemas nervoso, inclusive, funcionam com impulsos elétricos.
Acho que é mais uma diferença de material: carne, ossos e gordura em  lugar de metal, fios...
Essa visão de que temos "algo mais" que uma maquina jamais vai ter, pressupõe um conhecimento certo de fatos futuros e tambem de neurociencia e robotica num nivel bem maior do que qualquer um tenha atualmente.
Para mim tal visão cheira a dogma e artigo de fé, ou seja, bullshit.
Revejam seus conceitos sobre vida:
https://en.m.wikipedia.org/wiki/Hypothetical_types_of_biochemistry
Foi nesse artigo que vi algo sobre vida baseada em metais
Citar
Various metals, together with oxygen, can form very complex and thermally stable structures rivaling those of organic compounds;[citation needed] the heteropoly acids are one such family. Some metal oxides are also similar to carbon in their ability to form both nanotube structures and diamond-like crystals (such as cubic zirconia). Titanium, aluminium, magnesium, and iron are all more abundant in the Earth's crust than carbon. Metal-oxide-based life could therefore be a possibility under certain conditions, including those (such as high temperatures) at which carbon-based life would be unlikely. The Cronin group at Glasgow University reported self-assembly of tungsten polyoxometalates into cell-like spheres.[19] By modifying their metal oxide content, the spheres can acquire holes that act as porous membrane, selectively allowing chemicals in and out of the sphere according to size.[19]
A ciencia dos materiais, eletronica, etc evoluem num passo ultrarapido. Deem uma ou duas gerações que os computadores e robos de hoje vão parecer brinquedos toscos...
Hoje qualquer celular vagabundo esta a anos-luz de um ENIAC de 70 anos atras
E o ENIAC era um monstro que ocupava um andar e tinha 19000 valvulas. Hoje se enfiam 19000 transistores em menos que um milìmetro cúbico
E a IA entao? nem se fala...

Na verdade, se fosse opinar sobre o que poderia acontecer num futuro da humanidade a medio prazo estaria entre
a) Suicidio/Extinção parcial ou total
E se parcial, retrocederíamos vários seculos, senão milenios para mergulhar numa "idade média" sem precedentes
b) Obsolescência e, neste caso:
1 As maquinas se livram de nós
ou
2 Nos tornamos pouco-a-pouco como elas substituindo progressivamente orgãos e membros por similares não-orgânicos e bem mais eficientes

Tem tambem coisas do tipo edição de DNA e engenharia genética no lado orgânico, mas ainda assim acho difícil competir com metal e circuitos.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: JungF em 30 de Janeiro de 2019, 16:23:07


Máquinas não sentem e a partir desta vetusta constatação, tudo é lícito a favor do homem quando a ele se opõe uma máquina.
Mas as máquinas sentem sim, não é por outra razão que são dotadas de sensores. O cérebro é uma máquina. O homem é uma máquina.
Sensores de presença, sensores de luz, sensor de continuidade dinâmica, e por aí vai. Não apresentam emoção, sentimento, embora sejam capazes, via sensores térmicos e de FC identificar emoções nos humanos.
A expressão, o cérebro é uma máquina, ou, o homem é uma máquina, são metáforas pelo fato de que realizam trabalho mediante a ingestão de combustível e se estruturam em sistemas mais simples que organizam os mais complexos.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: JungF em 30 de Janeiro de 2019, 16:43:17
Suas indagações tem muito mais a ver com ideais românticos que com a realidade.

Descreveu perfeitamente suas crenças... :hihi:
Além de não responder nenhuma das questões que eu propus.
Então é lícito fazer o que queremos com uma máquina, APENAS por ela ser uma máquina?
Já ouvi coisa semelhante sobre os negros e os animais...
Me divirto com suas colocações porque têm a graça de uma agressividade pueril. Ás vezes sentimos falta deste tipo de desafio; tão diferente da formalidade carcomida entre pessoas que seguem protocolos de comportamento politicamente correto.

Respondi as questões propostas, sim; apenas com duas colocações. Releia, por favor.

Vc diz: é lícito fazer o que queremos com uma máquina, apenas por ela ser uma máquina?
Primeiramente coloquemos os termos de forma correta. Lícito; ou fazer o que queremos?
E a resposta será, - se o homem cria uma máquina para que preste serviços, ela assim fará... sem questionamentos. Se esta máquina, por qualquer razão, realiza trabalhos que põem em risco a segurança humana deverá ser desativada. Simples assim. Não é lícito, é obrigatório.

Também acho que comparar negros e animais, com máquinas, é um tanto discriminador. :twisted:

Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: JungF em 30 de Janeiro de 2019, 16:55:22
tudo é lícito a favor do homem quando a ele se opõe uma máquina.

Leia "Eu, Robô", talvez você reveja os seus conceitos...
Veja o filme "Eu Robô", com Will Smith... talvez vc reveja seus conceitos.
A propósito li, não somente "Eu, Robô", mas toda a Fundação, da qual, Eu Robot é apenas o primeiro volume.
Para as mentes românticas, se o homem for mau e á máquina simplesmente faz o que tem que fazer, o homem deve ser eliminado. Caso contrário, como no caso do filme em que a máquina, inconsciente serve a propósitos malignos, é desculpável... afinal uma máquina somente cumpre ordens desde que respeitando as cinco leis da relação homem x máquina do Azimov.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Sergiomgbr em 30 de Janeiro de 2019, 17:58:45


Máquinas não sentem e a partir desta vetusta constatação, tudo é lícito a favor do homem quando a ele se opõe uma máquina.
Mas as máquinas sentem sim, não é por outra razão que são dotadas de sensores. O cérebro é uma máquina. O homem é uma máquina.
Sensores de presença, sensores de luz, sensor de continuidade dinâmica, e por aí vai. Não apresentam emoção, sentimento, embora sejam capazes, via sensores térmicos e de FC identificar emoções nos humanos.
A expressão, o cérebro é uma máquina, ou, o homem é uma máquina, são metáforas pelo fato de que realizam trabalho mediante a ingestão de combustível e se estruturam em sistemas mais simples que organizam os mais complexos.
Emoções nada mais são que interpretações dos sensores, reações construídas biologicamente de forma a inteirar com o meio da forma mais proveitosa para sua máquina cognitiva, tudo sendo uma questão do que seus sensores detectam.   Se seus sensores, por exemplo, detectam indiferença, suas emoções vão variar, por exemplo, de desgosto, ou raiva, ou dó, ou outra, dependendo da interatividade que seu aparato cognitivo dispuser para com o meio, e assim sucessivamente. Emoções são uma questão de demanda para a adaptabilidade da máquina biológica  em relação ao meio, de tal forma que uma bactéria pode não ter nenhuma emoção apesar de ainda assim ter sensores simples, enquanto que em indivíduos com crescente complexidade biológica, incluindo ai a complexificação de seus sensores as emoções vão ocorrendo em profusão por demanda,  desde uma básica ira, até uma complexíssima  misericórdia.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: JungF em 30 de Janeiro de 2019, 18:04:03


Máquinas não sentem e a partir desta vetusta constatação, tudo é lícito a favor do homem quando a ele se opõe uma máquina.
Mas as máquinas sentem sim, não é por outra razão que são dotadas de sensores. O cérebro é uma máquina. O homem é uma máquina.

Talvez nao sejamos tão diferentes assim de uma máquina.
Nossos cérebros e sistemas nervoso, inclusive, funcionam com impulsos elétricos.
Acho que é mais uma diferença de material: carne, ossos e gordura em  lugar de metal, fios...
Essa visão de que temos "algo mais" que uma maquina jamais vai ter, pressupõe um conhecimento certo de fatos futuros e tambem de neurociencia e robotica num nivel bem maior do que qualquer um tenha atualmente.
Para mim tal visão cheira a dogma e artigo de fé, ou seja, bullshit.
Revejam seus conceitos sobre vida:
https://en.m.wikipedia.org/wiki/Hypothetical_types_of_biochemistry
Foi nesse artigo que vi algo sobre vida baseada em metais
Citar
Various metals, together with oxygen, can form very complex and thermally stable structures rivaling those of organic compounds;[citation needed] the heteropoly acids are one such family. Some metal oxides are also similar to carbon in their ability to form both nanotube structures and diamond-like crystals (such as cubic zirconia). Titanium, aluminium, magnesium, and iron are all more abundant in the Earth's crust than carbon. Metal-oxide-based life could therefore be a possibility under certain conditions, including those (such as high temperatures) at which carbon-based life would be unlikely. The Cronin group at Glasgow University reported self-assembly of tungsten polyoxometalates into cell-like spheres.[19] By modifying their metal oxide content, the spheres can acquire holes that act as porous membrane, selectively allowing chemicals in and out of the sphere according to size.[19]
A ciencia dos materiais, eletronica, etc evoluem num passo ultrarapido. Deem uma ou duas gerações que os computadores e robos de hoje vão parecer brinquedos toscos...
Hoje qualquer celular vagabundo esta a anos-luz de um ENIAC de 70 anos atras
E o ENIAC era um monstro que ocupava um andar e tinha 19000 valvulas. Hoje se enfiam 19000 transistores em menos que um milìmetro cúbico
E a IA entao? nem se fala...

Na verdade, se fosse opinar sobre o que poderia acontecer num futuro da humanidade a medio prazo estaria entre
a) Suicidio/Extinção parcial ou total
E se parcial, retrocederíamos vários seculos, senão milenios para mergulhar numa "idade média" sem precedentes
b) Obsolescência e, neste caso:
1 As maquinas se livram de nós
ou
2 Nos tornamos pouco-a-pouco como elas substituindo progressivamente orgãos e membros por similares não-orgânicos e bem mais eficientes

Tem tambem coisas do tipo edição de DNA e engenharia genética no lado orgânico, mas ainda assim acho difícil competir com metal e circuitos.
Crianças de nove anos, ante um estímulo padrão, adotam comportamentos diferentes uma das outras. Uma máquina, em igual circunstâncias sempre farão a mesma coisa... isto se chama iniciativa - ou falta de ....
No inicio da formação da Terra os elementos que contribuíram para o surgimento da vida estavam sob a forma mineral, ou, digamos, inorgânica. No entanto a vida que surge vem de compostos orgânicos com base em Carbono, Nitrogênio, Fósforo, Oxigênio e Hidrogênio... sempre este conjunto. Nada de Silicatos.

Richard Dawkins comenta sobre o pessimismo da célebre equação de Drake, que supõe, ante o silencio cósmico, que todas as civilizações ao alcançarem o estágio tecnológico dos Radio-telescópios e bombas nucleares, se extinguiram em guerras atômicas ou algo como um suicídio planetário. Daí nenhuma comunicação por onda de rádio jamais nos alcançou.
Não será excesso de pessimismo, ou haveria outra explicação já que a probabilidade de vida inteligente no Universo é extraordinariamente grande?
Citar
Essa visão de que temos "algo mais" que uma maquina jamais vai ter, pressupõe um conhecimento certo de fatos futuros e tambem de neurociencia e robotica num nivel bem maior do que qualquer um tenha atualmente.
Para mim tal visão cheira a dogma e artigo de fé, ou seja, bullshit.
Interessante como diante de algo óbvio, tão racional, também cabe preconceito religioso.
Esse debate, Vitalismo e Animismo é antigo e se desenvolveu bem no início das pesquisas das células com melhores microscópios, na Biologia.
Lembro que, no primeiro ano do ensino médio o professor de Biologia promoveu um debate entre os alunos sob este tema. ... nada de religião embora o berço desta expressão esteja nos meios religiosos.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: JungF em 30 de Janeiro de 2019, 18:09:59
Citação de: Sergiomgbr
Emoções nada mais são que interpretações dos sensores, reações construídas biologicamente de forma a inteirar com o meio da forma mais proveitosa para sua máquina cognitiva, tudo sendo uma questão do que seus sensores detectam.   Se seus sensores, por exemplo, detectam indiferença, suas emoções vão variar, por exemplo, de desgosto, ou raiva, ou dó, ou outra, dependendo da interatividade que seu aparato cognitivo dispuser para com o meio, e assim sucessivamente. Emoções são uma questão de demanda para a adaptabilidade da máquina biológica  em relação ao meio, de tal forma que uma bactéria pode não ter nenhuma emoção apesar de ainda assim ter sensores simples, enquanto que em indivíduos com crescente complexidade biológica, incluindo ai a complexificação de seus sensores as emoções vão ocorrendo em profusão por demanda,  desde uma básica ira, até uma complexíssima  misericórdia.
Uma estrutura não análoga à humana, por mais perfeita seja, avaliará a intensidade do estímulo e pode até responder com Qualia, mas sempre do mesmo modo... essa a grande diferença. O homem pode inclusive se omitir diante das circunstâncias.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Sergiomgbr em 30 de Janeiro de 2019, 18:18:57
Citação de: Sergiomgbr
Emoções nada mais são que interpretações dos sensores, reações construídas biologicamente de forma a inteirar com o meio da forma mais proveitosa para sua máquina cognitiva, tudo sendo uma questão do que seus sensores detectam.   Se seus sensores, por exemplo, detectam indiferença, suas emoções vão variar, por exemplo, de desgosto, ou raiva, ou dó, ou outra, dependendo da interatividade que seu aparato cognitivo dispuser para com o meio, e assim sucessivamente. Emoções são uma questão de demanda para a adaptabilidade da máquina biológica  em relação ao meio, de tal forma que uma bactéria pode não ter nenhuma emoção apesar de ainda assim ter sensores simples, enquanto que em indivíduos com crescente complexidade biológica, incluindo ai a complexificação de seus sensores as emoções vão ocorrendo em profusão por demanda,  desde uma básica ira, até uma complexíssima  misericórdia.
Uma estrutura não análoga à humana, por mais perfeita seja, avaliará a intensidade do estímulo e pode até responder com Qualia, mas sempre do mesmo modo... essa a grande diferença. O homem pode inclusive se omitir diante das circunstâncias.
Dois ou mais homens iguais farão as mesmas coisas assim como duas ou mais máquinas iguais. Dois ou mais homens diferentes farão coisas diferentes assim como duas ou mais máquinas diferentes farão coisas diferentes. A grande diferença é a diferença.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Sergiomgbr em 30 de Janeiro de 2019, 22:23:51

Crianças de nove anos, ante um estímulo padrão, adotam comportamentos diferentes uma das outras. Uma máquina, em igual circunstâncias sempre farão a mesma coisa... isto se chama iniciativa - ou falta de ....
No inicio da formação da Terra os elementos que contribuíram para o surgimento da vida estavam sob a forma mineral, ou, digamos, inorgânica. No entanto a vida que surge vem de compostos orgânicos com base em Carbono, Nitrogênio, Fósforo, Oxigênio e Hidrogênio... sempre este conjunto. Nada de Silicatos.


Vale a pena conferir, http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=1831.msg986671#msg986671
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Brienne of Tarth em 31 de Janeiro de 2019, 13:30:36
tudo é lícito a favor do homem quando a ele se opõe uma máquina.

Leia "Eu, Robô", talvez você reveja os seus conceitos...
Equivocou-se quanto ao autor do quote.

Sorry... :(
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Brienne of Tarth em 31 de Janeiro de 2019, 13:36:11
Veja o filme "Eu Robô", com Will Smith... talvez vc reveja seus conceitos.
Péssimo filme, com premissas erradas e final de Hollywood...apesar de gostar muto do Will, esse filme está mais para comédia.

A propósito li, não somente "Eu, Robô", mas toda a Fundação, da qual, Eu Robot é apenas o primeiro volume.

Desnecessário arrotar isso aqui. Asimov não é questão de volume, mas discernimento.
 

Para as mentes românticas, se o homem for mau e á máquina simplesmente faz o que tem que fazer, o homem deve ser eliminado. Caso contrário, como no caso do filme em que a máquina, inconsciente serve a propósitos malignos, é desculpável... afinal uma máquina somente cumpre ordens desde que respeitando as cinco leis da relação homem x máquina do Azimov.

SE realmente leu o livro que mencionei, sabe qual é a solução final que as máquinas dão ao ser humano...
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: JungF em 31 de Janeiro de 2019, 14:24:50

Crianças de nove anos, ante um estímulo padrão, adotam comportamentos diferentes uma das outras. Uma máquina, em igual circunstâncias sempre farão a mesma coisa... isto se chama iniciativa - ou falta de ....
No inicio da formação da Terra os elementos que contribuíram para o surgimento da vida estavam sob a forma mineral, ou, digamos, inorgânica. No entanto a vida que surge vem de compostos orgânicos com base em Carbono, Nitrogênio, Fósforo, Oxigênio e Hidrogênio... sempre este conjunto. Nada de Silicatos.


Vale a pena conferir, http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=1831.msg986671#msg986671
De fato o texto abre perspectivas de grande avanço na robótica, mas é reticente no que tange à autoconsciência, que é o ponto chave para confrontar uma IA com a inteligência humana.
Avanços graduais estão sendo alcançados mas diante do que se busca, estes ainda não tem grande relevância.

Sergio, o que vou dizer para você qualquer ateu ou cético diria, não é nada extraordinário: "a diferença entre um cético e um teísta é que o cético admite que a ciência tem potencial para obter todas as respostas, com o tempo, inclusive na área de IA.
O Teísta, pela natureza de sua filosofia, acredita que a ciência tem limites e nem tudo está sob sua jurisdição."

Uma inteligência artificial, por mais avançada seja, que se equipare à humana seria um limite bem determinado para tais avanços.
Sou um admirador da Ciência e gosto de temas relacionados à bioquímica e é espantoso o avanço da ciência nesta área.
Quando se analisa a ação de um fármaco qualquer sobre o organismo humano, as trocas químicas, os bloqueadores, antagonistas, receptores, marcadores, etc, dá-se conta do quanto se caminhou nesta área. Parece ficção científica.
Ontem noticiou-se a descoberta de um tratamento e cura para o câncer, independente de qual seja este. A explicação dos cientistas de como se dará o tal tratamento, mostra para nós, leigos, o quanto se conhece a respeito de drogas e do funcionamento do nosso corpo..
Apenas um resumo: usarão um bacteriófago, que é na verdade um vírus que infecta uma bactéria para transformá-la num marcador para a toxi-proteína, esta, o agente da cura. Evidente que é muito mais complexo que isto, mas é o que deu para entender... se é que entendi. :hihi:
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: JungF em 31 de Janeiro de 2019, 14:27:10
Veja o filme "Eu Robô", com Will Smith... talvez vc reveja seus conceitos.
Péssimo filme, com premissas erradas e final de Hollywood...apesar de gostar muto do Will, esse filme está mais para comédia.

A propósito li, não somente "Eu, Robô", mas toda a Fundação, da qual, Eu Robot é apenas o primeiro volume.

Desnecessário arrotar isso aqui. Asimov não é questão de volume, mas discernimento.
 

Para as mentes românticas, se o homem for mau e á máquina simplesmente faz o que tem que fazer, o homem deve ser eliminado. Caso contrário, como no caso do filme em que a máquina, inconsciente serve a propósitos malignos, é desculpável... afinal uma máquina somente cumpre ordens desde que respeitando as cinco leis da relação homem x máquina do Azimov.

SE realmente leu o livro que mencionei, sabe qual é a solução final que as máquinas dão ao ser humano...
SE realmente leu...
Você é muito engraçada. :histeria:
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Luiz F. em 31 de Janeiro de 2019, 15:04:57
Cinco leis? :hein:

Eu Robô primeiro volume da série Fundação? :hein:
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Sergiomgbr em 31 de Janeiro de 2019, 15:19:02

Crianças de nove anos, ante um estímulo padrão, adotam comportamentos diferentes uma das outras. Uma máquina, em igual circunstâncias sempre farão a mesma coisa... isto se chama iniciativa - ou falta de ....
No inicio da formação da Terra os elementos que contribuíram para o surgimento da vida estavam sob a forma mineral, ou, digamos, inorgânica. No entanto a vida que surge vem de compostos orgânicos com base em Carbono, Nitrogênio, Fósforo, Oxigênio e Hidrogênio... sempre este conjunto. Nada de Silicatos.


Vale a pena conferir, http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=1831.msg986671#msg986671
De fato o texto abre perspectivas de grande avanço na robótica, mas é reticente no que tange à autoconsciência, que é o ponto chave para confrontar uma IA com a inteligência humana.
Achei fantástico o conceito de autosimulação, se for pensar isso é o que torna um humano humano. Ainda vai sair muito avanço por essa linha de investigação, o tempo dirá.

Quanto à autoconsciência, esse é um conceito ainda não muito bem delineado, há mais perguntas que respostas sobre a questão.

Avanços graduais estão sendo alcançados mas diante do que se busca, estes ainda não tem grande relevância.
O próprio homem é um sistema em avanço. A questão agora é qual avança mais.

Sergio, o que vou dizer para você qualquer ateu ou cético diria, não é nada extraordinário: "a diferença entre um cético e um teísta é que o cético admite que a ciência tem potencial para obter todas as respostas, com o tempo, inclusive na área de IA.
Na verdade "ciência " é  estar a par dos fatos, é conhecer a verdade, logo é uma posição correta se basear na verdade.

O Teísta, pela natureza de sua filosofia, acredita que a ciência tem limites e nem tudo está sob sua jurisdição." [/i]
Uma inteligência artificial, por mais avançada seja, que se equipare à humana seria um limite bem determinado para tais avanços.
Segue-se o mesmo raciocínio; ciência são fatos. Ora se fatos tem limites, o limite é tudo o mais que não seja fato, ou seja, o limite do fato é a dúvida e a especulação, que é do que se trata a filosofia e as religiões.

Sou um admirador da Ciência e gosto de temas relacionados à bioquímica e é espantoso o avanço da ciência nesta área.
Quando se analisa a ação de um fármaco qualquer sobre o organismo humano, as trocas químicas, os bloqueadores, antagonistas, receptores, marcadores, etc, dá-se conta do quanto se caminhou nesta área. Parece ficção científica.
Ontem noticiou-se a descoberta de um tratamento e cura para o câncer, independente de qual seja este. A explicação dos cientistas de como se dará o tal tratamento, mostra para nós, leigos, o quanto se conhece a respeito de drogas e do funcionamento do nosso corpo..
Apenas um resumo: usarão um bacteriófago, que é na verdade um vírus que infecta uma bactéria para transformá-la num marcador para a toxi-proteína, esta, o agente da cura. Evidente que é muito mais complexo que isto, mas é o que deu para entender... se é que entendi. :hihi:
Concordo que é mesmo tudo muito admirável. Conhecei a verdade e ela vos libertará.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Brienne of Tarth em 31 de Janeiro de 2019, 17:45:38
Cinco leis? :hein:

Eu Robô primeiro volume da série Fundação? :hein:

Pobre Susan Calvin, deve estar se revirando no túmulo... ::)
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Brienne of Tarth em 31 de Janeiro de 2019, 17:47:26
SE realmente leu...
Você é muito engraçada. :histeria:

Obrigadinha, meus amigos também acham, apesar de me chamarem de "limãozinho" pela minha acidez eventual...

Mas conta aí, qual a solução das máquinas para os seres humanos? Não vale "bizoiá"... :biglol:
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Fernando Silva em 01 de Fevereiro de 2019, 09:43:43
Já mencionei em outro tópico:  no livro "Genesis", de Poul Anderson, uma inteligência artificial chamada Gaia é usada como conselheira nas decisões que a humanidade toma. Com o tempo, mais e mais coisas são deixadas a cargo de Gaia, sem que os humanos sequer se preocupem em verificar o que ela está fazendo. Muito tempo depois, ela se tornou inteiramente responsável por tudo e, um dia, quando dois grupos rivais tentam começar uma guerra, ela os trata como crianças mal comportadas e impede que se matem uns aos outros. É aí que a humanidade percebe que já não controla mais nada.

Muito tempo se passa e as pessoas vão perdendo a motivação de viver, já que não há problemas nem desafios, só tempo livre. Por causa disto, param de ter filhos e a espécie se extingue (embora Gaia armazene as mentes das pessoas que ela considera mais inteligentes ou interessantes, de modo que essas pessoas continuam existindo num universo virtual).

Milênios depois, Gaia cansa da solidão e ressuscita a espécie humana, mas, desta vez, se abstém de interferir e fica só observando.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Fernando Silva em 01 de Fevereiro de 2019, 09:49:33
Veja o filme "Eu Robô", com Will Smith... talvez vc reveja seus conceitos.
Péssimo filme, com premissas erradas e final de Hollywood...apesar de gostar muto do Will, esse filme está mais para comédia.
Histórias originalmente soltas selecionadas e montadas de forma arbitrária, com alterações e inclusões e bastante ação para um público que não consegue manter a atenção se uma cena for muito longa.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Fernando Silva em 01 de Fevereiro de 2019, 09:54:10
Cinco leis? :hein:

Eu Robô primeiro volume da série Fundação? :hein:

Pobre Susan Calvin, deve estar se revirando no túmulo... ::)
Asimov não tinha em mente uma série de livros sobre a Fundação. Ele escreveu um conto para uma revista, foi publicado, o editor pediu mais, ele escreveu, depois outro. A essa altura, ele já estava de saco cheio e queria parar,  mas continuaram pedindo outros. Mais tarde, esses contos isolados acabaram se tornando, cada um, um capítulo do primeiro e segundo livro.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Luiz F. em 01 de Fevereiro de 2019, 11:27:38
Cinco leis? :hein:

Eu Robô primeiro volume da série Fundação? :hein:

Pobre Susan Calvin, deve estar se revirando no túmulo... ::)
Asimov não tinha em mente uma série de livros sobre a Fundação. Ele escreveu um conto para uma revista, foi publicado, o editor pediu mais, ele escreveu, depois outro. A essa altura, ele já estava de saco cheio e queria parar,  mas continuaram pedindo outros. Mais tarde, esses contos isolados acabaram se tornando, cada um, um capítulo do primeiro e segundo livro.

Sim sim, mas essa é a história da série Robôs do Asimov, que não tem nada a ver com a série fundação, tanto que os três livros iniciais da série citam robôs apenas marginalmente. São duas coisas separadas, que só foram amarradas posteriormente quando ele escreveu o Prelúdio da Fundação e crônicas da Fundação, que ocorrem cronologicamente antes da Fundação e Limites da Fundação e Fundação e a Terra que ocorrem depois.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: JungF em 01 de Fevereiro de 2019, 16:29:24
 
Cinco leis? :hein:

Eu Robô primeiro volume da série Fundação? :hein:

Pobre Susan Calvin, deve estar se revirando no túmulo... ::)
Asimov não tinha em mente uma série de livros sobre a Fundação. Ele escreveu um conto para uma revista, foi publicado, o editor pediu mais, ele escreveu, depois outro. A essa altura, ele já estava de saco cheio e queria parar,  mas continuaram pedindo outros. Mais tarde, esses contos isolados acabaram se tornando, cada um, um capítulo do primeiro e segundo livro.

Sim sim, mas essa é a história da série Robôs do Asimov, que não tem nada a ver com a série fundação, tanto que os três livros iniciais da série citam robôs apenas marginalmente. São duas coisas separadas, que só foram amarradas posteriormente quando ele escreveu o Prelúdio da Fundação e crônicas da Fundação, que ocorrem cronologicamente antes da Fundação e Limites da Fundação e Fundação e a Terra que ocorrem depois.
Houve uma ocasião em que devorava livros de ficção científica; a coleção Argonauta (livros de bolso) era a favorita de meu grupo e os autores prediletos eram o Robert Heinlein, Asimov e Ray Bradbury. Depois que Asimov lançou Eu, Robô e que conforme o Luiz e Fernando trouxeram, pouco tinha a ver com Fundação, criou, para nós, a expectativa de que Fundação seria um prolongamento da história dos Robôs, mas não foi... Os amigos que leram, um ou outro título, nos desanimaram. De fato aquilo estava mais para Guerra nas Estrelas...
Falsa memória, fiquei com a impressão que tinha lido aquela saga, mas mal comecei.


Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: JungF em 01 de Fevereiro de 2019, 17:44:31
SE realmente leu...
Você é muito engraçada. :histeria:

Obrigadinha, meus amigos também acham, apesar de me chamarem de "limãozinho" pela minha acidez eventual...

Mas conta aí, qual a solução das máquinas para os seres humanos? Não vale "bizoiá"... :biglol:
Não me lembro; deve ter uns 10 anos que li aqueles contos. Imagina, cheguei a falar nas cinco leis da Robótica pois acrescentei duas, do Robocop. :?
Mas, o que a Dra. Calvin propõe como solução?
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Fernando Silva em 02 de Fevereiro de 2019, 06:59:45
Não me lembro; deve ter uns 10 anos que li aqueles contos. Imagina, cheguei a falar nas cinco leis da Robótica pois acrescentei duas, do Robocop. :?
São três + uma leis.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Brienne of Tarth em 02 de Fevereiro de 2019, 21:45:30
Não me lembro; deve ter uns 10 anos que li aqueles contos. Imagina, cheguei a falar nas cinco leis da Robótica pois acrescentei duas, do Robocop. :?
Mas, o que a Dra. Calvin propõe como solução?

Vou aproveitar este espaço democrático e defender a memória e o aproveitamento do que se lê; de nada adianta ler mil livros se nada apreendido foi.

A dedicada doutora em psicologia robótica foi ludibriada por um robô capaz de ler pensamentos e lamentavelmente não se encontra em posição de opinar quanto à solução ansiada por nós mortais.

O último conto deste profundo compêndio traz a solução pelas mãos da máquina: aqueles que somam são aproveitados, interferências nocivas são arrastadas para um "file" onde não interferirão no bom andamento do sistema; vida que segue.

Minha opinião? Seremos nós as máquinas amalgamadas aos frágeis pensamentos humanos, ansiosos novamente pelas "emoções bárbaras"... :hihi:

Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Sergiomgbr em 02 de Fevereiro de 2019, 22:37:14
Mas o que são essa emoções bárbaras? De quê se tratam? Eu tenho uma prima chamada Bárbara, acho que todas as emoções dela são bárbaras...

Mas agora, falando sério, essas emoções bárbaras seriam as do cérebro reptiliano, emoções reptilianas? Tipo aquela cara cheia de emoção de uma cobra engolindo sapo?
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Sergiomgbr em 02 de Fevereiro de 2019, 22:42:20
Uma outra pergunta; Quando alguém deixa de acreditar em Papai Noel, ou outro, qual emoção geralmente é associada?
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: JungF em 03 de Fevereiro de 2019, 11:15:47
Não me lembro; deve ter uns 10 anos que li aqueles contos. Imagina, cheguei a falar nas cinco leis da Robótica pois acrescentei duas, do Robocop. :?
Mas, o que a Dra. Calvin propõe como solução?

Vou aproveitar este espaço democrático e defender a memória e o aproveitamento do que se lê; de nada adianta ler mil livros se nada apreendido foi.

A dedicada doutora em psicologia robótica foi ludibriada por um robô capaz de ler pensamentos e lamentavelmente não se encontra em posição de opinar quanto à solução ansiada por nós mortais.

O último conto deste profundo compêndio traz a solução pelas mãos da máquina: aqueles que somam são aproveitados, interferências nocivas são arrastadas para um "file" onde não interferirão no bom andamento do sistema; vida que segue.

Minha opinião? Seremos nós as máquinas amalgamadas aos frágeis pensamentos humanos, ansiosos novamente pelas "emoções bárbaras"... :hihi:


No caso, nota-se um viés pouco otimista na interpretação de Brienne, pois a humanidade é em sua maioria destituída de valores que possibilitem acreditar num futuro de igualdade e justiça, ou seja, valores morais.

É necessário considerar que homem é sagaz por natureza, pois advém de uma linha evolutiva em que a selvageria, a força aliada à astúcia garantiam sua existência.

Em contrapartida a socialização, quanto mais se acentua, melhor o faz compreender a necessidade da cooperação, da solidariedade, do Bem.
Este homem cujas facetas vão se lapidando não perde todavia a essência da autopreservação, a prudência.
Ao desenvolver máquinas cada vez mais aprimoradas e autônomas percebe que sempre precisará dispor do recurso de "desligar o fio da tomada".
Gaia, na leitura de Fernando Silva, seria uma possibilidade inexequível.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: JungF em 03 de Fevereiro de 2019, 11:22:19
Citar
Mas agora, falando sério, essas emoções bárbaras seriam as do cérebro reptiliano, emoções reptilianas? Tipo aquela cara cheia de emoção de uma cobra engolindo sapo?
 
Uma outra pergunta; Quando alguém deixa de acreditar em Papai Noel, ou outro, qual emoção geralmente é associada?
Sergio tem questionamentos que espicaçam a nudez da alma humana. Mas ele não desenvolve mais claramente suas idéias, talvez apostando na nossa clarividência.
A gente sempre fica no ar... o que será que ele quis dizer?
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: EuSouOqueSou em 03 de Fevereiro de 2019, 13:10:55
Citar
Mas agora, falando sério, essas emoções bárbaras seriam as do cérebro reptiliano, emoções reptilianas? Tipo aquela cara cheia de emoção de uma cobra engolindo sapo?
 
Uma outra pergunta; Quando alguém deixa de acreditar em Papai Noel, ou outro, qual emoção geralmente é associada?
Sergio tem questionamentos que espicaçam a nudez da alma humana. Mas ele não desenvolve mais claramente suas idéias, talvez apostando na nossa clarividência.
A gente sempre fica no ar... o que será que ele quis dizer?

Nao quer dizer nada, é um bait. Vc responde qualquer coisa e ele continua enrolando a partir da sua resposta. É o que ele faz em diversos outros tópicos. Ao invés de criar um tópico para elaborar e discutir uma idéia central, ressuscita um tópico comentando qualquer bobagem e espera alguém responder, movido pela curiosidade. Foi assim com esse tópico e com vários outros. Mas continue com a história dos robôs, até que serviu pra alguma coisa.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Sergiomgbr em 03 de Fevereiro de 2019, 16:52:20
Citar
Mas agora, falando sério, essas emoções bárbaras seriam as do cérebro reptiliano, emoções reptilianas? Tipo aquela cara cheia de emoção de uma cobra engolindo sapo?
 
Uma outra pergunta; Quando alguém deixa de acreditar em Papai Noel, ou outro, qual emoção geralmente é associada?
Sergio tem questionamentos que espicaçam a nudez da alma humana. Mas ele não desenvolve mais claramente suas idéias, talvez apostando na nossa clarividência.
A gente sempre fica no ar... o que será que ele quis dizer?
Mas sou eu que estou em dúvida. "Emoções bárbaras", não ficou muito claro. Bárbaro pode ser no sentido conotativo ou literal, se forem no sentido conotativo pode se tratar de uma coisa "muito boa", já o sentido literal pode ser emoções arquetípicas, como ódio, sede de vingança, fúria, ira, medo incontrolável, ou outra, no intuito de se perceber vivo.

Essas emoções basais, arquetípicas, herança de antecedências evolutivas que remontam um tempo ancestral de quando a espécie humana ainda não existia, da ordem de milhões de anos talvez, fazem parte do cérebro reptiliano, de uma época em que apenas existia um ancestral réptil em comum.

Também pode googlar "cérebro reptiliano", se não estiver par do conceito. E se ainda tiver alguma dúvida sobre o que quer que seja, não se omita. Tenho satisfação em interagir com você que tem discernimento suficiente.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Sergiomgbr em 03 de Fevereiro de 2019, 17:42:34
Parece estar mesmo imperioso um esclarecimento sobre a questão do tal "ponto de ruptura" aqui; para mim isso não existe, é coisa eufemística do mesmo calibre de dizer que acostuma com algo, que é abstêmio ou passa a ser celibatário, de algo que está entranhado em si. É disso que se trata crer.

Crer não é uma questão de estar, como se alguém estivesse crente,  mas de ser, pois não se está crente em algo, mas antes, se é crente em algo. Portanto, ponto de ruptura nesses termos não há.

Só para constar, uma criança não crê exatamente em Papai Noel, mas em quem diz pra ela que Papai Noel existe. Depois que uma criança cresce os fatos se impõem, ela pode verificar por si mesma a não existência do Papai Noel. Com Deus é diferente, quando alguém  é apresentado a ideia de um Deus, é a pessoa que acredita nesse Deus por ela mesma, ela acredita ou não desde o princípio naquilo pelo que ela é, e nada no mundo vai ser evidência suficiente para ela dissuadir-se de si mesma. Resumindo, em Deus se crê ou não se crê, sem meio termo e sem ponto de ruptura com aquilo.

Deus é igual uma contaminação, da qual uma pessoa é imune ou não. A pessoa que se contamina com Deus pode até dizer que não manifesta a crença(Deus) mas o contaminante estará lá sem nunca ser realmente extirpado.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Gorducho em 03 de Fevereiro de 2019, 19:16:20
uma criança não crê exatamente em Papai Noel
:no: Eu acreditava PIAMENTE no PN. Arrumavam a árvore numa sala e saíamos todos pra outro ponto ou pra fora da casa...
Eu até tinha um certo medo; então após umas (say) 2h iam ver e "constatavam" que ele tinha passado e deixado os presentes junto à árvore (que ficava em cima duma imensa mesa-de-jantar).
Eu e outros infantes acreditávamos GENUINAMENTE — quiçá fossemos duma era anterior à sua :?: mas era assim que éramos.
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Com Deus é diferente, quando alguém  é apresentado a ideia de um Deus, é a pessoa que acredita nesse Deus por ela mesma
:no: Exatamente a mesma coisa, excetuando que, claro, não se tem como verificar empiricamente que essa divindade NÃO existe, ao contrário do PN. Mas a CRENÇA per se tem as mesmas características.
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e nada no mundo vai ser evidência suficiente para ela dissuadir-se de si mesma. Resumindo, em Deus se crê ou não se crê, sem meio termo e sem ponto de ruptura com aquilo.
Eu me criei em ambiente espírita e acreditava PIAMENTE na existência da divindade abraâmica e no mito do "JC".   
Quanto ao "ponto de ruptura" acho que depende de cada um. Comigo de fato não aconteceu O ponto. Mamãe se afastou do espiritismo por várias razões, e eu passei a me preocupar com as ocupações típicas da adolescência, inclusive o preparo pro vestibular.
A escola fluiu normalmente, mas depois arrumar estágio, emprego, a vida prática...
Em casa religião passou a ser não-tema: templos só nos casamentos; missas 7°/30° dia; batismos; almoços ou jantas (em geral excelentes por sinal...) beneficentes...
Com a INTERNET passou-se a ter acesso à informação então se tornou claro que os alegados fenômenos verificáveis que fundamentariam as crenças espíritas não existem — que são só crenças análogas às das demais religiões...
E assim quando me dei por conta, as crenças simplesmente tinham desaparecido.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Sergiomgbr em 03 de Fevereiro de 2019, 20:38:58
uma criança não crê exatamente em Papai Noel
:no: Eu acreditava PIAMENTE no PN. Arrumavam a árvore numa sala e saíamos todos pra outro ponto ou pra fora da casa...
Eu até tinha um certo medo; então após umas (say) 2h iam ver e "constatavam" que ele tinha passado e deixado os presentes junto à árvore (que ficava em cima duma imensa mesa-de-jantar).
Eu e outros infantes acreditávamos GENUINAMENTE — quiçá fossemos duma era anterior à sua :?: mas era assim que éramos.
Sim, é tão insofismavelmente óbvio, uma ideia abstrata consubstanciada por um fato.

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Com Deus é diferente, quando alguém  é apresentado a ideia de um Deus, é a pessoa que acredita nesse Deus por ela mesma
:no: Exatamente a mesma coisa, excetuando que, claro, não se tem como verificar empiricamente que essa divindade NÃO existe, ao contrário do PN. Mas a CRENÇA per se tem as mesmas características.
Eis a grande questão. Não tem como verificar empiricamente, logo, a única coisa que há ai é sua crença.

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e nada no mundo vai ser evidência suficiente para ela dissuadir-se de si mesma. Resumindo, em Deus se crê ou não se crê, sem meio termo e sem ponto de ruptura com aquilo.
Eu me criei em ambiente espírita e acreditava PIAMENTE na existência da divindade abraâmica e no mito do "JC".   
Quanto ao "ponto de ruptura" acho que depende de cada um. Comigo de fato não aconteceu O ponto. Mamãe se afastou do espiritismo por várias razões, e eu passei a me preocupar com as ocupações típicas da adolescência, inclusive o preparo pro vestibular.
A escola fluiu normalmente, mas depois arrumar estágio, emprego, a vida prática...
Em casa religião passou a ser não-tema: templos só nos casamentos; missas 7°/30° dia; batismos; almoços ou jantas (em geral excelentes por sinal...) beneficentes...
Com a INTERNET passou-se a ter acesso à informação então se tornou claro que os alegados fenômenos verificáveis que fundamentariam as crenças espíritas não existem — que são só crenças análogas às das demais religiões...
E assim quando me dei por conta, as crenças simplesmente tinham desaparecido.
Nenhum fenômeno no mundo pode fundamentar uma crença para alguém que não crê, e nem todo esclarecimento do mundo faz o oposto.
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Brienne of Tarth em 04 de Fevereiro de 2019, 14:07:54
É como diz Jamie Madroxx, ex X-Men: " o inferno deve ser assim, ninguém conhece suas referências..."  :biglol:

Para as crianças que cresceram demais, uma lembrança: a excelente e premiada história de um gibi do Cebolinha (que eu devo ter lido aos 12 anos), sinopse abaixo:

"As Emoções Bárbaras.

Inesquecível histórica de conteúdo filosófico, em que uma entidade cósmica muito avançada em relação à humanidade pede aos seus pares a oportunidade de conviver com os homens, para poder reviver as emoções que há muitos séculos, em sua evolução, já deixara para trás."

http://www.guiadosquadrinhos.com/edicao/cebolinha-n-121/ceb0031/17155 (http://www.guiadosquadrinhos.com/edicao/cebolinha-n-121/ceb0031/17155)


Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Fernando Silva em 05 de Fevereiro de 2019, 08:06:16
É como diz Jamie Madroxx, ex X-Men: " o inferno deve ser assim, ninguém conhece suas referências..."  :biglol:

Para as crianças que cresceram demais, uma lembrança: a excelente e premiada história de um gibi do Cebolinha (que eu devo ter lido aos 12 anos), sinopse abaixo:

"As Emoções Bárbaras.

Inesquecível histórica de conteúdo filosófico, em que uma entidade cósmica muito avançada em relação à humanidade pede aos seus pares a oportunidade de conviver com os homens, para poder reviver as emoções que há muitos séculos, em sua evolução, já deixara para trás."

http://www.guiadosquadrinhos.com/edicao/cebolinha-n-121/ceb0031/17155 (http://www.guiadosquadrinhos.com/edicao/cebolinha-n-121/ceb0031/17155)
De certa forma relacionado ao conto "Eyes do more than see", de Isaac Asimov:

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In the very distant future — about a trillion years in the future — humans have long since abandoned physical form. They exist as energy entities spanning space.

Two of these entities, known only as Ames and Brock, tire of artistic competitions using manipulations of energy. They discuss a new project in which they attempt to manipulate physical matter, and Ames creates a sculpture of a human head. Brock, who was once a woman, is painfully reminded of her physical past and that she once knew love. She adds tears to the head and then flees. Ames remembers that he had once been a man, and the force of his vortex splits the head as he turns in search of Brock.
https://en.wikipedia.org/wiki/Eyes_Do_More_Than_See
Título: Re:Ponto de ruptura
Enviado por: Brienne of Tarth em 05 de Fevereiro de 2019, 12:50:00
Talvez o Maurício tenha copiado a ideia...afinal, "nada se perde e nada se cria"... :)