Forum Clube Cetico

Discussões => Ceticismo => Tópico iniciado por: Südenbauer em 22 de Agosto de 2012, 00:57:20

Título: Paleodieta
Enviado por: Südenbauer em 22 de Agosto de 2012, 00:57:20
Não achei nenhum tópico sobre o assunto no fórum, então achei bom ter um registro aqui do assunto.

É um hábito alimentar que consiste basicamente em reproduzir a dieta do homem primitivo, isto é, comer majoritariamente carne, acompanhada de salada e frutas. Essa dieta apresenta pouquíssimos níveis de carboidratos, já que são cortados da alimentação pães, arroz, massas. Também é vetado o consumo de lacticíneos.

Os praticantes dessa alimentação têm uns argumentos bem dignos de pseudociências para justificá-la, como dizer que o homem primitivo não tinha câncer ou doenças do coração (ignorando outros fatores como eles morrerem bem precocemente).

Pelo que tenho visto é uma prática que está crescendo, ainda mais aliada com o treinamento crossfit. O artigo da Wikipédia é bem informativo a respeito:
http://en.wikipedia.org/wiki/Paleo_diet
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 28 de Agosto de 2012, 09:50:12
É o que chamam de "dieta da moda" ou "fad diet". E junto vem com todo um "paleo-lifestyle", de fazer tudo paleo. Devem estar logo vendendo paleo-workshops de paleo-auto-ajuda onde os homens passam uns dias num "paleo spa" onde realizam paleo-atividades e aprendem como é ser realmente um homem das cavernas, com rituais de entrada no grupo, caçada (exceto de ursos, onde é apenas simbolizado com alguns dos instrutores se fantasiando de urso), e etc.

http://rationalwiki.org/wiki/Fad_diet

Postei em algum tópico um link para um documentário do Ben Goldacre, "the rise of lifestyle nutritionists", que não aborda especificamente isso, mas dá uma visão geral desse tipo de coisa.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Gigaview em 28 de Agosto de 2012, 20:42:50
Tem tudo para ser paleo-bullshit.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Pellicer em 30 de Agosto de 2012, 11:45:37
Os adeptos dessa dieta também comem apenas o que eles mesmo caçaram ou coletaram, ou ir no supermercado conta como caça?
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Contini em 30 de Agosto de 2012, 11:54:48
 
Tem tudo para ser paleo-bullshit.
Discordo... acho que é um new-bullshit.... :biglol:
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Fabrício em 03 de Setembro de 2012, 18:22:57
Os adeptos dessa dieta também comem apenas o que eles mesmo caçaram ou coletaram, ou ir no supermercado conta como caça?

Ida no supermercado conta como caça, na feira é coleta. Pode ser invertido se trouxer carne da feira ou vegetais do supermercado. O dia que o cara chega em casa com um pernil congelado ele é reverenciado como o grande caçador selvagem.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Laura em 20 de Setembro de 2012, 00:06:33
Parcialmente bullshit...

Dieta primal, paleolítica, low-carb, keto e a dieta do Dr. Atkins são pequenas variações do mesmo tipo de dieta, que consiste basicamente em cortar (ou reduzir ao máximo) carboidratos e açúcares e consumir proteínas e gorduras.

Pessoas que sofrem de diabetes, epilepsia e candidíase sistêmica podem se beneficiar desse tipo de dieta, pelo nível muito baixo ou quase inexistente (nos casos mais radicais, a maioria das frutas também não é permitida) de carboidratos e açúcares.

Além disso, cortar carboidratos pode ser útil em uma dieta para promover o emagrecimento rapidamente (prepare-se para o mau humor, porque ele virá). Nesse caso, é mais eficaz ficar só com as proteínas e esquecer as gorduras. Dietas muito restritivas, devem ser feitas apenas por um curto período de tempo, já que a taxa metabólica tende a cair e emagrecer se tornará mais difícil.

Como dieta para a saúde de pessoas que não se encaixam em nenhum desses casos, é bullshit, tem efeitos colaterais a longo prazo, além de ser muito chata. 

http://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Atkins_(nutritionist)
http://en.wikipedia.org/wiki/Ketogenic_diet
http://en.wikipedia.org/wiki/Low-carbohydrate_diet
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Canopus em 22 de Setembro de 2012, 12:05:06
Essa coisa de dieta é mesmo modismo. São inúmeras e todo ano aparecem outras novas.

Para perder peso se consegue fechando a boca. Basta reduzir a quantidade de alimentos ingeridos e manter um rotina que inclua atividades físicas.
Adotar novas dietas que surgem a cada verão não vai necessariamente fazer perder peso, mas vai manter o nível de emprego dos profissionais da área.

Vejam esses exemplos:
Dona de casa perdeu 76 quilos sem remédio nem cirurgia (http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&ved=0CCIQFjAA&url=http%3A%2F%2Fbr.mulher.yahoo.com%2Fdona-de-casa-perdeu-76-quilos.html%3Fpage%3Dall&ei=2NBdULAQg6LxBLm3gRg&usg=AFQjCNGCEMeVXBAd0qQ_cinF3KAP10IaVw&sig2=pbpsjZ_wE-qLAfYsvgeM6Q)

Estudante perde 70 quilos em dois anos (http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&ved=0CCIQFjAA&url=http%3A%2F%2Fbr.mulher.yahoo.com%2Festudante-perde-quilos.html&ei=sNFdULzZCpL68QTHh4GYAw&usg=AFQjCNFI25PiGw8r0DIuNSgsy8ubz0TtEQ&sig2=znfORrwNp17TwXBLym0l3A)

Um artigo muito bom da Super Interessante (http://leveparasempre.com/2011/06/20/a-farsa-das-dietas/).

Desculpem o humor negro, mas é fato:
Alguém já viu gordo ou obeso nos campos de concentração nazistas?
Ou nas regiões da África em que há carência de alimentos?

Pois...
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Südenbauer em 23 de Setembro de 2012, 23:32:38
Cara, no caso dessa paleodieta, o "dieta" no nome se deve à prática alimentar constante, ou seja, é uma reeducação alimentar mesmo. Não como o caso de algumas soluções em que se decide cortar algum determinado tipo de nutriente só para "emagrecer magicamente" e depois poder voltar à rotina normal. Enfim, não queria defender a prática, mas é que não dá pra colocar no mesmo pacote do que Dieta de South Beach, é bem mais sério que isso. Não é uma "dieta do verão".

Existe uma diminuição de carboidratos bem maior do que uma alimentação padrão recomendável pelos nutricionistas, mas não é nada absurdo.



Eu não acho legal essa dica de "fechar a boca", "comer menos". Mas gastar mais calorias do que consumir. Isso porque muita gente acaba tentando emagrecer passando fome, tomando hábitos como comer poucas refeições ao dia. Um cara me perguntou uma vez: "Cara, tu era mais cheinho, como tu fez para emagrecer, fechou a boca?". Eu respondi que não, muito pelo contrário. Quando eu sinto fome, eu simplesmente como. A questão é que eu adotei práticas esportivas diárias além de fazer uma reeducação alimentar, que me permitem ter um controle sobre o meu corpo.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Canopus em 24 de Setembro de 2012, 11:44:12
Cara, no caso dessa paleodieta, o "dieta" no nome se deve à prática alimentar constante, ou seja, é uma reeducação alimentar mesmo. Não como o caso de algumas soluções em que se decide cortar algum determinado tipo de nutriente só para "emagrecer magicamente" e depois poder voltar à rotina normal. Enfim, não queria defender a prática, mas é que não dá pra colocar no mesmo pacote do que Dieta de South Beach, é bem mais sério que isso. Não é uma "dieta do verão".

Existe uma diminuição de carboidratos bem maior do que uma alimentação padrão recomendável pelos nutricionistas, mas não é nada absurdo.

Desculpe, se acabei jogando tudo no mesmo saco. Mas as outras dietas também falam em reeducação alimentar e mudança de hábitos, além do corte de determinados itens da alimentação e a introdução do suco A e da sopinha B. Atualmente acho que todas elas são assim. Concordo que a ideia que se tinha de dieta no passado era mais como você falou, como essas primas da South Beach.
Mas hoje em dia, com a importância que se dá mais a atividades físicas e mudanças alimentares, todas as dietas da moda não diferem muito da Paleodieta. Acho que está bem legível o nome. A junção dele com algo que lembra a ciência, paleolítico e tudo o mais, não exime esse nome de não pertencer à classe das dietas que, como todas, são no fundo uma receita de procedimentos a serem adotados, inclusive os da moda, atividade física e hábitos alimentares. O fato desses últimos serem da moda não os condena a serem maus procedimentos. Pelo contrário.

Eu não acho legal essa dica de "fechar a boca", "comer menos". Mas gastar mais calorias do que consumir. Isso porque muita gente acaba tentando emagrecer passando fome, tomando hábitos como comer poucas refeições ao dia. Um cara me perguntou uma vez: "Cara, tu era mais cheinho, como tu fez para emagrecer, fechou a boca?". Eu respondi que não, muito pelo contrário. Quando eu sinto fome, eu simplesmente como. A questão é que eu adotei práticas esportivas diárias além de fazer uma reeducação alimentar, que me permitem ter um controle sobre o meu corpo.

Nesse ponto, tudo se assemelha a balanceamento de equações.

O governo costuma alegar muitas vezes, e nesse ponto com razão, que não se pode gastar mais do que arrecada. Não tem de onde tirar dinheiro para gastos que não constavam de  previsão orçamentária.

Pessoas que gastam e consomem mais do que seus vencimentos acabam desequilibrando a equação e entram no vermelho, com dívidas, etc.

No caso do corpo humano, a energia que entrou, e que vai ser assimilada por esse organismo, precisa ser gasta, eliminada e/ou acumulada. A menos que se tenha um metabolismo acelerado, toda a energia que entrou precisa de uma destinação. Ou se gasta tudo com exercícios físicos, com a própria manutenção do corpo, com as demandas do cérebro e tudo o mais ou a energia remanescente não tem outra escolha a não ser se depositar no próprio corpo. Num organismo com metabolismo acelerado, não dá tempo para se extrair tudo do alimento e ele acaba sendo eliminado (resíduos, fezes, não eliminado em forma de energia) prematuramente.

É o caso de pessoas magras que, apesar de comerem muito, não possuem tendência a ganho de peso. Mesmo essas pessoas, precisam de hábitos saudáveis, pois podem estar deixando depositar no corpo as "más" gorduras, as saturadas, colesterol LDL e muitas outras coisas.

Num organismo que não tem o metabolismo tão acelerado, o quadro é mais desfavorável. Se aquela energia que entrou não for toda gasta na manutenção do corpo e nos exercícios físicos, não tem mais para onde ela ir, uma vez que já passou o momento da eliminação. Ela só tem um caminho: se acumular nas laterais do quadril, na região abdominal e em várias outras partes do corpo em forma de gordura. Não tem mágica. É a equação que falei no começo, é o equilíbrio orçamentário, só que ao contrário. Se a "arrecadação" for maior que a "despesa", vai ter poupança (e aqui, literalmente).

Se comer muito e não gastar tudo em exercícios, vai ter depósitos de gordura se acumulando em todo lugar. A energia que sobra não vai desaparecer como mágica. É matemática bem básica que os conselheiros financeiros estão dando aos pais de família e donas de casa para não se endividarem, só que ao contrário.

Por isso, acho que é aquilo que falei: "fechar a boca" e adotar hábitos e alimentação saudável. O "fechar a boca" aqui não é ao pé da letra, claro. Mas é reduzir a entrada de alimentos de forma a se obter um bom equilíbrio na equação. Se entrar muito, a matemática diz que, se não sair pela rapidez do metabolismo ou por ações que consumam aquela energia, ela vai "pipocar" em forma de pneus e excesso de peso. Não se pode gastar mais do que ganha, o governo não pode gastar mais do que arrecada.

Em empo:
Atualmente, a recomendação das dietas é se comer várias vezes ao dia e evitar passar fome.

Vale aqui uma frase já muito sovada:
"Não existe almoço grátis".

Trocadilho maroto, num assunto sobre comida...
 :)
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Gaúcho em 24 de Setembro de 2012, 16:08:45
O melhor é comer de 3 em 3 horas, sempre. Se você quer ganhar peso, suas refeições terão mais calorias e proteínas. Se quer perder peso, suas refeições vão ser mais leves e com menos calorias. Mas sempre de 3 em 3 horas ou algo próximo a isso. Passar fome não é a solução.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Canopus em 24 de Setembro de 2012, 18:48:25
Esqueci de acrescentar:

(O que entra) = (O que se queima) + (O que se elimina) + (O que se acumula)

* Entrar = Comer
* Queimar = Gasto calórico com manutenção do corpo ou atividades físicas
* Eliminar = Fezes
* Acumular = Ganho de peso

Quanto mais se come, mais tem-se que compensar a equação com a queima (atividade física), já que os outros itens são mais ou menos constantes (manutenção e fezes), para não incrementar a última parcela (Acumular).

Ressalva:
Indivíduos com metabolismo rápido eliminam muito mais e por isso podem ingerir muito sem ganhar peso.

Não é muito complicado, não. Nem tem malabarismo. Só não existe mágica de comer muito e não engordar, tendo-se um metabolismo gradual.
Foi nesse sentido que eu falei "fechar a boca". Equivale a reduzir a entrada e ter uma equação mais sob controle.

Ingerindo alimentos de 3 em 3 horas como Gaúcho falou é o mais recomendável, pois o cérebro estará sempre "pensando" que está saciado. Mas em pequenas porções, bem entendido. E sempre, sempre manter uma rotina que envolva atividades físicas.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Gigaview em 24 de Setembro de 2012, 20:45:29
Teoricamente, tudo parece muito simples num cenário sem fome, ou com controle absoluto da vontade de comer. Na prática as coisas são muito diferentes, tem inclusive um fator importantíssimo que convive com todo gordo: o auto-engano.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Canopus em 24 de Setembro de 2012, 20:46:56
[...] Na prática as coisas são muito diferentes, tem inclusive um fator importantíssimo que convive com todo gordo: o auto-engano.

LOL
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Gaúcho em 24 de Setembro de 2012, 21:13:41
Teoricamente, tudo parece muito simples num cenário sem fome, ou com controle absoluto da vontade de comer. Na prática as coisas são muito diferentes, tem inclusive um fator importantíssimo que convive com todo gordo: o auto-engano.

Sei lá. Há algumas semanas, eu li sobre uma menina que havia perdido perto de 50kg, e quando perguntado sobre o processo, ela falou que nem foi tão difícil, que o problema dela era preguiça, mesmo.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 25 de Setembro de 2012, 12:06:13
O melhor é comer de 3 em 3 horas, sempre. Se você quer ganhar peso, suas refeições terão mais calorias e proteínas. Se quer perder peso, suas refeições vão ser mais leves e com menos calorias. Mas sempre de 3 em 3 horas ou algo próximo a isso. Passar fome não é a solução.

Por que "sempre"?

Pelo pouco que já li/ouvi o embasamento disso é que faria com que o metabolismo se acelerasse, isso é, o corpo consumiria mais energia. Mas fora a situação de se querer perder peso, existe alguma razão para que seja desejável se ter o metabolismo mais acelerado do que poderia ser? A mim parece que a única "vantagem" é "poder" comer mais/sentir fome mais vezes do que de outra forma. Mas olhando por outro lado/se a pessoa não é tão interessada em comer várias vezes ao dia desnecessariamente, é só desperdício de energia, meio como ter um carro que beba mais gasolina por km porque se goste de ir fazer compra nas lojinhas de conveniência dos postos.

E outra: há evidência de que comer a cada três horas de fato desengatilhe essa aceleração metabólica em qualquer pessoa saudável? Desconfio que seja algo que valha apenas para uma fração, que outras possam só se ferrar porque, por qualquer razão (seja genética particular ou algo do desenvolvimento, como "thrift genotype"), não têm essa aceleração, então acabam só comendo mais do que precisariam.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 25 de Setembro de 2012, 12:11:45
Teoricamente, tudo parece muito simples num cenário sem fome, ou com controle absoluto da vontade de comer. Na prática as coisas são muito diferentes, tem inclusive um fator importantíssimo que convive com todo gordo: o auto-engano.

Eu já li umas coisas interessantes sobre psicologia desse tipo de coisa, como que as recomendações técnicas acabam sendo em 90% do tempo inúteis, porque não se traduzem facilmente em práticas/regras simples concretas, mas deixam em aberto muitas possiblilidades de ação, ao mesmo tempo em que tem o "lado" vagabundo/procrastinador da personalidade. A idéia que passam é meio como aquela que se suspeita ser a diferença entre as crianças que não comiam um marshmellow para ganhar dois depois: a pessoa se "auto enganar" mas numa forma positiva, enganar "a si mesma" do futuro.

http://www.youtube.com/v/6X3XhmTvYrw
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Canopus em 25 de Setembro de 2012, 12:16:41
E outra: há evidência de que comer a cada três horas de fato desengatilhe essa aceleração metabólica em qualquer pessoa saudável? Desconfio que seja algo que valha apenas para uma fração, que outras possam só se ferrar porque, por qualquer razão (seja genética particular ou algo do desenvolvimento, como "thrift genotype"), não têm essa aceleração, então acabam só comendo mais do que precisariam.

Não tenho dados, mas pelo que entendo, sendo leigo, parece que esse comportamento "acalma" a ânsia de comer muito quando chega a hora das refeições-padrão, como café, almoço e jantar. Não sei se está ligado à velocidade do metabolismo, pois essa é determinada por fatores genéticos. Medicamentos que promovem essa aceleração ou que camuflem artificialmente a fome natural podem trazer graves consequências colaterais a longo prazo.

O ato de comer em intervalos menores engana o cérebro pela necessidade de comer muito (para compensar) na hora do almoço. Uma prova de que é meio psicológico, perceba que se você perder o almoço por um pneu furado ou outro imprevisto, aquela fome de leão da hora do almoço passa poucos minutos depois da hora que o relógio biológico estipulou como sendo de comer [muito].

Basta comer duas uvas de 3 em 3 horas.
:)

Exagero.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 25 de Setembro de 2012, 12:23:04
Sei não. Minha percepção pessoal é de que fome durante o dia, se você ignora por um tempo, passa. Só de madrugada que é um saco mesmo, tem que comer preventivamente antes. :/

Também que comer só um aperitivo dá vontade de continuar e comer mais...

E como outro fator de complicação, já li que as pessoas pensam que estão comendo apenas o necessário para suas necessidades metabólicas, e se contar pelas principais refeições, estão certos, o que faz a diferença "a mais" é justamente pequenas mordiscadas ao longo do dia, que poderiam muito bem ser até justificadas com isso de comer a cada três horas...



Essa coisa de comer a cada três horas sempre ouvi dizer que fosse para acelerar o metabolismo, nunca para "tapear a fome". Nesse sentido de "tapear" a própria pessoa já vi algo um pouco parecido no sentido de comer mais lentamente (sendo especificamente eficiente a pessoa começar a comer na velocidade normal e ir desacelerando ao longo da refeição) e ter um espelho diante de si, onde estiver comendo. :biglol:
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Canopus em 25 de Setembro de 2012, 12:31:24
Buckaroo, eu confesso que pensava também como você. No início sempre impliquei com essa máxima de comer mais vezes durante o dia. Não fazia sentido.

Mas fui bombardeado por zilhões de artigos de profissionais (nutricionistas) falando a mesma coisa e comecei a tentar raciocinar da maneira deles. Também tenho minhas dúvidas sobre isso, mas a minha balança já vai mais inclinada para o lado deles do que do lado em que eu estava antes.

Umas dicas que sempre repito:
Sempre procure se levantar da mesa achando que devia ter comido um pouco mais.
Fuja da saciedade completa.

Um pensamento que sempre procuro me lembrar:
A alimentação possui dois gumes bem afiados: propicia a vida através da energia que oferece e, paradoxalmente, trabalha contra a vida pela produção de radicais livres e outras toxinas inerentes aos alimentos.

Resumo "resumido" (extremado e meio non-sense):
Quem menos come, mais vive.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Südenbauer em 25 de Setembro de 2012, 14:29:01
Acho que é porque a proteína só fica três horas no corpo, e não pode ser estocada. Então se tu não comer, o corpo ao invés de usar o alimento de energia, vai usar a massa magra.

Por isso, acho que é aquilo que falei: "fechar a boca" e adotar hábitos e alimentação saudável. O "fechar a boca" aqui não é ao pé da letra, claro.
Por isso mesmo que eu comentei que, quando falar com uma pessoa, não acho uma boa dica usar essas expressões: "fechar a boca", "comer menos". Muita gente interpreta isso como comer menos mesmo. Morei com gurias, elas literalmente passavam fome para perder peso. Não precisa comer muito, mas comer o suficiente para não ficar com fome, comer MELHOR e com menores intervalos.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Canopus em 25 de Setembro de 2012, 14:38:03
[...] mas comer o suficiente para não ficar com fome, comer MELHOR e com menores intervalos.

Estamos de acordo.
 :ok:

A propósito, essa mudança de nick e avatar foram extremos.
 :)

Sabia que por aqui se mudava de avatar e assinatura, mas nick é a primeira vez que vejo.
"Bem-vindo, Herr Kaleun"

Quem é a figura?
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Laura em 25 de Setembro de 2012, 17:11:18
O melhor é comer de 3 em 3 horas, sempre. Se você quer ganhar peso, suas refeições terão mais calorias e proteínas. Se quer perder peso, suas refeições vão ser mais leves e com menos calorias. Mas sempre de 3 em 3 horas ou algo próximo a isso. Passar fome não é a solução.

Por que "sempre"?

Pelo pouco que já li/ouvi o embasamento disso é que faria com que o metabolismo se acelerasse, isso é, o corpo consumiria mais energia. Mas fora a situação de se querer perder peso, existe alguma razão para que seja desejável se ter o metabolismo mais acelerado do que poderia ser?

Não. A única razão de acelerar o metabolismo de que se tem notícia é o possível auxílio na perda de peso. Lembrando ainda que o metabolismo pode acelerar e mesmo assim a pessoa pode não emagrecer, caso ela aumente a quantidade de calorias ingeridas, proporcionalmente ao gasto energético que o corpo terá com um metabolismo mais rápido. 

Há anos frequento uma nutricionista, especializada em nutrição esportiva e ela não indica para todas as pessoas comer de 3 em 3 horas. Ela avalia a rotina da pessoa, o treino esportivo e cruza essas informações com uma avaliação física, exames de sangue e densitometria óssea, para montar uma dieta específica para cada indivíduo. No meu caso, o que e quanto devo ou não comer está relacionado ao que eu fiz antes e vou fazer depois da refeição, não tendo nenhuma relação em manter intervalos regulares de alimentação. Ela também me ajudou a entender o que é realmente bom em um alimento e a não cair (tanto) nos engodos das propagandas. Para mim, funciona muito bem. Por isso não concordo com esse "sempre", os corpos não tem todos as mesmas necessidades.

Mas de forma geral, para uma pessoa que não vá a um nutricionista, comer refeições leves a cada 3 horas é uma boa estratégia e talvez por isso, essa prática seja tão conhecida.   
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Canopus em 25 de Setembro de 2012, 19:03:55
Há anos frequento uma nutricionista, especializada em nutrição esportiva e ela não indica para todas as pessoas comer de 3 em 3 horas. Ela avalia a rotina da pessoa, o treino esportivo e cruza essas informações com uma avaliação física, exames de sangue e densitometria óssea, para montar uma dieta específica para cada indivíduo. No meu caso, o que e quanto devo ou não comer está relacionado ao que eu fiz antes e vou fazer depois da refeição, não tendo nenhuma relação em manter intervalos regulares de alimentação. Ela também me ajudou a entender o que é realmente bom em um alimento e a não cair (tanto) nos engodos das propagandas. Para mim, funciona muito bem. Por isso não concordo com esse "sempre", os corpos não tem todos as mesmas necessidades.

Laura, essas informações que você trouxe ajudaram em muito a fechar o quadro que eu desenhava na minha cabeça. Como já disse antes, eu também tinha reservas sobre essa afirmação de intervalos pequenos. Eu resistia a aceitá-la integralmente, tal como Gaúcho questionou. E também a importância do que se fez antes e o que se vai fazer depois daquela refeição era algo que eu ainda não tinha parado para encaixar essa informação nesse quadro que falei. E agora entendo melhor quando se fala sobre comer pouco à noite. Durante o sono, o corpo não terá muito como gastar aquela energia que entrou.

Ficou mais claro.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Laura em 25 de Setembro de 2012, 20:42:30

Laura, essas informações que você trouxe ajudaram em muito a fechar o quadro que eu desenhava na minha cabeça. Como já disse antes, eu também tinha reservas sobre essa afirmação de intervalos pequenos. Eu resistia a aceitá-la integralmente, tal como Gaúcho questionou. E também a importância do que se fez antes e o que se vai fazer depois daquela refeição era algo que eu ainda não tinha parado para encaixar essa informação nesse quadro que falei. E agora entendo melhor quando se fala sobre comer pouco à noite. Durante o sono, o corpo não terá muito como gastar aquela energia que entrou.

Ficou mais claro.

Pois é, Canopus... durante uma noite de sono, como você citou, o corpo não precisará de energia, vinda principalmente dos carboidratos, mas é um momento muito oportuno para consumir proteínas, que são indispensáveis para a renovação dos tecidos que acontece, principalmente, enquanto dormimos. Além disso, proteína é o que mais dá a sensação de saciedade, o que evita que a pessoa acorde de madrugada para assaltar a geladeira. E por aí vai...  :)
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Südenbauer em 25 de Setembro de 2012, 21:33:52
Endosso o que a Laura disse. Também dependendo do que eu fiz/comi, meus intervalos podem ser de 2 ou 4 horas.

Acredito que também comer em intervalos menores faz com que a insulina seja liberada aos poucos no organismo, enquanto que uma pessoa que só janta/almoça teria picos dela.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Laura em 25 de Setembro de 2012, 22:27:23
"Bem-vindo, Herr Kaleun"

Quem é a figura?

A pergunta não foi pra mim, mas como o próprio Herr Kaleun não respondeu, tomei a liberdade. :)

É o Jürgen Prochnow, no filme alemão Das Boot, como o capitão Heinrich Lehmann.
Esse capitão existiu mesmo, atuou na segunda guerra e, pelo menos no filme, ele era "o cara".
Ainda assim, não justifica tirar o Clint Eastwood, que era o avatar mais sexy de todo o fórum.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Südenbauer em 25 de Setembro de 2012, 23:02:38
:lol:
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Canopus em 26 de Setembro de 2012, 05:55:33
 :lol:
2
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Salazar em 30 de Setembro de 2012, 01:08:23
Passadinha rápida, quer emagrecer? Coma menos calorias do que gasta, não importando a frequência alimentar, ponto.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19943985
Deem uma procurada sobre intermittent fasting e os estudos relacionados. 3h em 3h já é um mito praticamente derrubado no exterior.
Quanto a paleo, ela é muito marqueteira e realmente vira um "estilo de vida", tipo uma seita para certas pessoas. Mas ela funciona, existem vários atletas de elite que seguem ela e relatam aumento de qualidade de vida e performance. E paleo não é sinônimo de cetogênica, saladas e frutas ainda tem carboidratos, e pessoas que seguem paleo comem grandes quantidades de ambos. Sua justificativa histórica pode ser falaciosa, mas a dieta funciona na melhora da qualidade de vida pelo fato de que retira alimentos que são potencialmente inflamatórios da dieta das pessoas. Um exemplo é o leite, boa parte da população possui algum grau de intolerância ao leite, pode não ser aquela coisa de ir parar no hospital, mas gera uma reação negativa no corpo e na maioria das vezes as pessoas não percebem e acham que os efeitos causados pela ingestão cronica de um alimento inflamatório são "normais do corpo".
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 30 de Setembro de 2012, 11:47:08
Acho que nas ocasiões em que estive mais magro fazia algo (apenas por acaso, não proposital) que não sei se se enquadraria bem em "intermittent fasting" e os intervalos de 3 horas, talvez uma mistura entre os dois.

Isso de "vários atletas relatam" é muito sujeito a vieses de confirmação pessoal, você provavelmente vai encontrar várias outras dietas sendo apontadas por alguns outros tantos (ou mais) atletas também como eficientes, que melhoram a qualidade de vida. Essas melhorias podem ser reais ou falsas, mas não são facilmente atribuíveis à dieta, mesmo que sejam conclusivamente atribuíveis à mudança de dieta. Contanto que as dietas não sejam absurdas, elas não devem ser prejudiciais*, e se agradarem aos seguidores por qualquer razão (que podem variar em opostos como ser possível comer muito do que gosta ou só poder comer muito pouco do que gosta), eles vão tender a relatar melhoras.



* o que fora os problemas mais conhecidos com dietas vegetarianas muito estritas, já ouvi falar ser o caso com essas dietas de restrição de carboidrato. Tem duas principais, uma é especialmente ruim e mais propensa a aumentar os riscos de problemas cardíacos (dizem) mas ambas em geral tem algum problema em nível teórico que não me lembro bem, mas uma vez uma bióloga me deu uma explicação que pareceu bem convincente/lógica, condizente com o que se conhece de metabolismo.

Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Südenbauer em 01 de Outubro de 2012, 07:07:52
É que a paleodieta geralmente utilizada em quem já está fazendo crossfit, ou seja, gente que pratica esporte em um nível mais acima.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Diegojaf em 01 de Outubro de 2012, 10:35:21
Tem dois meses que mudei radicalmente minha rotina de atividades e um mês que tenho acompanhamento de preparador físico (agora todo mundo no trabalho tem que ter). Continuei com a mesma rotina de exercícios (4x na semana), mas quanto a alimentação, só estou comendo 2x por dia e está muito difícil mudar isso. Faço uma refeição quando acordo, por volta das 16hs e outra de madrugada, lá pras 3hs, basicamente só carne e salada.

Nesse período, perdi muita, muita, muita massa muscular e dei uma emagrecida drástica de uns 5kg. Preciso mudar isso, mas tá complicado.  Devo estar morto em um ou dois meses... :(
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Digão em 01 de Outubro de 2012, 10:53:37
Comer 2x por dia não cai naquela história de que é preciso alimentar-se com uma certa frequência, e quem pula refeições fica com mais fome na refeição seguinte?

Tem também a tal "janela metabólica": a melhor hora para o corpo absorver proteínas dos alimentos é logo depois dos exercícios (o que é mais fácil de se conseguir através de suplementos, já que esperar sair um franguinho grelhado consome um tempo precioso dessa janela).

Falo isso sem querer generalizar, porque também existe a história de que cada corpo tem necessidades (e portanto dietas) diferentes.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Rocky Joe em 01 de Outubro de 2012, 11:25:14
Eu mesmo não consigo comer muito em uma refeição só, então tenho 4-5 refeições por dia, para não emagrecer. Perdi 5kgs nos últimos meses por estar fazendo só três refeições ao dia... Se continuar assim bato as botas também.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Diegojaf em 01 de Outubro de 2012, 11:31:45
Comer 2x por dia não cai naquela história de que é preciso alimentar-se com uma certa frequência, e quem pula refeições fica com mais fome na refeição seguinte?

Antes eu estava fazendo 4 a 5 refeições por dia. Minha fome diminuiu muito com esses horários malucos e ainda não percebi isso de estar "compensando" a fome nas refeições, continuei comendo a mesma quantidade.

Tem também a tal "janela metabólica": a melhor hora para o corpo absorver proteínas dos alimentos é logo depois dos exercícios (o que é mais fácil de se conseguir através de suplementos, já que esperar sair um franguinho grelhado consome um tempo precioso dessa janela).

Falo isso sem querer generalizar, porque também existe a história de que cada corpo tem necessidades (e portanto dietas) diferentes.

Sim, eu sempre detestei suplemento, mas depois que comecei a tomar BCAA, deixei de ficar tão cansado e consegui observar alguns resultados mais interessantes no rendimento.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Gaúcho em 01 de Outubro de 2012, 12:59:48
Isso de compensar é balela. Até porque, como o Jaf falou, nós acabamos nos acostumando com os horários e o número de refeições e a fome até diminui, de modo que comendo 2x por dia, na hora da refeição, sua fome vai ser a mesma que quando você comia 5x, por exemplo.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Digão em 01 de Outubro de 2012, 13:40:55
Mas e pra chegar até o ponto de comer só 2x quem antes comia 5x? Depende da força de vontade da pessoa, caso contrário não terá efeito prático. É difícil, e desistir no meio do caminho é uma constante entre as pessoas que tentam fazer dieta.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Diegojaf em 01 de Outubro de 2012, 14:06:31
Mas e pra chegar até o ponto de comer só 2x quem antes comia 5x? Depende da força de vontade da pessoa, caso contrário não terá efeito prático. É difícil, e desistir no meio do caminho é uma constante entre as pessoas que tentam fazer dieta.

Não é algo que eu queria, mas minha rotina acabou me forçando. Como disse, já perdi muito peso com essa nova rotina e eu não gosto de perder peso.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Digão em 01 de Outubro de 2012, 16:54:18
E conseguiu porque é disciplinado.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Diegojaf em 01 de Outubro de 2012, 17:07:33
E conseguiu porque é disciplinado.

Consegui porque durmo o dia inteiro e não tenho onde comer de noite... :lol:
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Laura em 01 de Outubro de 2012, 21:51:58
É que a paleodieta geralmente utilizada em quem já está fazendo crossfit, ou seja, gente que pratica esporte em um nível mais acima.

Não sei, não. A dieta clássica dos fisiculturistas (o auge da prática esportiva aliada ao culto a corpo) tem bastante carboidrato, porque depois do treino existe de fato a "janela metabólica" sobre a qual o Digão comentou. Existe uma demanda de glicogênio (proveniente dos carboidratos) e de aminoácidos (proveniente das proteínas), nessa ordem, porque a janela dos carboidratos representa um período de tempo muito mais curto do que a das proteínas, sendo que o ideal é que a pessoa reponha os carboidratos até 20 minutos após o término do treino. Depois disso, se não houver glicogênio disponível para reabastecer o corpo, começa o processo de catabolismo (a quebra das proteínas que formam os músculos em proteínas mais simples, que serão usadas para reabastecer o organismo). Logo, sem carboidratos, existe queima de massa magra. Claro que a pessoa pode compensar ingerindo muita proteína. Só que não é muito eficaz pois é justamente o glicogênio que faz o transporte dos aminoácidos para dentro das células que formam o tecido muscular. Então, se não houver uma restrição aos carboidratos por motivo de doença, não faz sentido reduzi-los ou cortá-los da dieta permanentemente.

Acho que a paleodieta é geralmente utilizada por quem gosta de modismo alimentar mesmo.  :)
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Laura em 01 de Outubro de 2012, 22:07:06
Tem dois meses que mudei radicalmente minha rotina de atividades e um mês que tenho acompanhamento de preparador físico (agora todo mundo no trabalho tem que ter). Continuei com a mesma rotina de exercícios (4x na semana), mas quanto a alimentação, só estou comendo 2x por dia e está muito difícil mudar isso. Faço uma refeição quando acordo, por volta das 16hs e outra de madrugada, lá pras 3hs, basicamente só carne e salada.

Nesse período, perdi muita, muita, muita massa muscular e dei uma emagrecida drástica de uns 5kg. Preciso mudar isso, mas tá complicado.  Devo estar morto em um ou dois meses... :(

Eu mesmo não consigo comer muito em uma refeição só, então tenho 4-5 refeições por dia, para não emagrecer. Perdi 5kgs nos últimos meses por estar fazendo só três refeições ao dia... Se continuar assim bato as botas também.

O que pode ajudar vocês é tomar maltodextrina, que nada mais é do que carboidrato complexo. Especialmente na tua dieta, Diegojaf, que está nitidamente pobre em carboidrato. Porque você só come carne e salada? Aderiu à paleo?

Tomar malto é bem barato, além de prático pra quem estuda e/ou trabalha e tem dificuldade de se alimentar. Provém energia o suficiente para que o corpo não precise catabolizar para se manter. Basicamente, é um pó que misturado a água se transforma num suco de sabor, normalmente, ruim e doce, sendo difícil de dissolver (primeiro, vira uma meleca e lá pelas tantas acaba dissolvendo). Quanto ao bcaa, é bom tomar, porque é impossível obter todos os aminoácidos necessários se alimentando mal.

Quanto ao horário de tomar e a quantidade, pode ser antes e depois do treino, junto com o bcaa. Nesse caso, deve-se incluir uma proteína no pós-treino (pode ser suplemento ou não). Se não treinar, pode tomar entre as refeições, só pra evitar o catabolismo, uma ou duas vezes diárias. A dose normal é uma grama de malto para cada quilo corporal. Eu odeio o gosto (de todos os sabores!), então dissolvo em bem pouca água e tomo de uma só vez fazendo careta, como um remédio. :nojo:
Mas é frescura minha, nem é tão ruim assim. :)
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Diegojaf em 02 de Outubro de 2012, 01:03:55
Odeio malto... tem um saco de 1kg praticamente cheio em casa. Mas como você disse, dá uma baita energia pro treino. Se não fosse tão horrível no gosto e no cheiro, eu conseguiria tomar sem problemas.

Eu levo o pó na garrafa e só misturo na hora de tomar, já que normalmente saio do trabalho e já vou direto. Mas eu acho que meu subconsciente me manda esquecer de fazer o preparado...:lol:
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Laura em 02 de Outubro de 2012, 01:15:34
Odeio malto... tem um saco de 1kg praticamente cheio em casa. Mas como você disse, dá uma baita energia pro treino. Se não fosse tão horrível no gosto e no cheiro, eu conseguiria tomar sem problemas.

E da onde você acha que sai essa "baita energia" quando você treina e não bebe malto?  :hein:
Deixa de frescura e toma esse negócio! :enjoo:  :)
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Diegojaf em 02 de Outubro de 2012, 01:20:59
Odeio malto... tem um saco de 1kg praticamente cheio em casa. Mas como você disse, dá uma baita energia pro treino. Se não fosse tão horrível no gosto e no cheiro, eu conseguiria tomar sem problemas.

E da onde você acha que sai essa "baita energia" quando você treina e não bebe malto?  :hein:
Deixa de frescura e toma esse negócio! :enjoo:  :)

:(
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Canopus em 02 de Outubro de 2012, 12:47:09
Citar
HC alerta para cuidados com ‘dietas da moda’
Yahoo! Brasil – 2 horas 8 minutos atrás

Cuidado com as dietas da moda!
O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP alerta para os riscos que as dietas da moda, tidas como “milagrosas”, podem representar à saúde da população. Segundo a nutricionista Maíra Branco, a perda de peso rápida está relacionada a um maior risco e facilidade de reganho de peso.

“A perda de água e massa magra, mantendo gordura corporal ocasiona a maior chance de flacidez. Além disso, as dietas muito restritas podem causar deficiência de vitaminas e minerais, trazendo futuros problemas para a saúde”, explica.

Uma das dietas mais comentadas atualmente é a do óleo de coco. Ela vem com a promessa de estimular o metabolismo, promover queima de gordura e reduzir a fome. Nela, recomenda-se o consumo de três colheres de sopa de óleo de coco associado a uma dieta equilibrada, na qual sugere um cardápio com 1.200 calorias diárias.

“Uma dieta com esta quantidade calórica é considerada hipocalórica, o que levaria ao emagrecimento de quem a seguisse independentemente de outras substâncias associadas”, afirma Maíra.

A nutricionista diz, ainda, que o óleo de coco é rico em gordura saturada, que em excesso tem efeitos maléficos ao organismo. O consumo excessivo de gordura saturada está associado ao aumento do colesterol.

A recomendação de ingestão total de gordura saturada, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, Associação Médica Brasileira e American Heart Association, é de até 7% de todo o valor calórico consumido.

Com essa proposta de dieta de 1.200 calorias associada a três colheres de sopa de óleo de coco, o consumo de gordura saturada chegaria a cerca de 20% do valor energético total. Isto corresponde a mais que o dobro do consumo máximo recomendado. Além disso, não existe comprovação científica sobre as propriedades atribuídas ao óleo de coco.

O segredo para o emagrecimento saudável está na reeducação alimentar através de uma alimentação equilibrada, com todos os nutrientes necessários em quantidades adequadas (carboidratos, proteínas, gorduras, fibras, vitaminas e minerais).

Os carboidratos devem ser preferencialmente complexos, como grãos integrais, por exemplo. As gorduras devem ser consumidas com moderação e provenientes, principalmente, de óleos vegetais, sementes oleaginosas e peixes ricos em Omega três. Já as proteínas estão presentes em leites e derivados, carnes bovinas, suínas, aves e peixes e também leguminosas.

“Lembrando que a água é essencial para compor uma alimentação equilibrada, além de atividade física regular para manter a saúde em dia”, finaliza a nutricionista.

Mitos e verdades
Comer de três em três horas emagrece
- O ideal é fracionar a alimentação em várias refeições ao dia, comendo a cada três horas. Isso favorece a manutenção do metabolismo ativo, mantendo gasto energético. É importante não confundir o comer a cada três horas com “beliscar” ao longo do dia.

Comer somente até 20h - As pessoas têm um ritmo de atividades reduzidas no período noturno, sendo por isso indicado um consumo de menores quantidades de alimentos à noite.

Café - A cafeína age como um estimulante moderado, aumentando o alerta mental e acelerando o processo do raciocínio. Pesquisadores estudaram os seus efeitos metabólicos e verificaram que a substância não só faz aumentar o gasto de energia (em aproximadamente 13%), como também eleva a termogênese celular, a mobilização de ácidos graxos e a oxidação lipídica. O consumo recomendado de café é de três xícaras pequenas de café ao dia.

Água com limão - Não existe comprovação de que auxilie no emagrecimento, mas como não há relatos de malefícios, ela pode ser consumida, sem adição de açúcar, com o objetivo de hidratação.

Remédios naturais -  Não existem comprovação de seus efeitos no emagrecimento e também não se sabe se eles podem causar algum malefício a saúde dos indivíduos que os utilizem.

fonte (http://br.mulher.yahoo.com/cuidados-dietas-da-moda.html?page=all)
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Digão em 02 de Outubro de 2012, 13:27:34
Tou assustado com os conhecimentos da Laura em metabolismo. E não é formada nisso, vai dizer: "é que já fiz muito regime..."  :biglol:
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Canopus em 02 de Outubro de 2012, 15:01:49
Tou assustado com os conhecimentos da Laura em metabolismo.

Eu também caí o queixo.
 :lol:
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Laura em 02 de Outubro de 2012, 16:56:21
Tou assustado com os conhecimentos da Laura em metabolismo. E não é formada nisso, vai dizer: "é que já fiz muito regime..."  :biglol:

É mais ou menos isso... eu fui bailarina clássica e, como sempre fui magra, emagreci ainda mais naquela época. Então comecei a fazer um acompanhamento com uma nutricionista, para ganhar massa, e faço uma manutenção até hoje.

Falando assim fica parecendo que eu sou super regrada, mas não é bem assim. Adoro gordura, bacon, essas coisas... mas vou balanceando tudo. E quanto mais eu sei a respeito disso, mais livre fico para comer o que eu gosto, sem que isso tenha muita repercussão no meu corpo e na minha saúde.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Gaúcho em 02 de Outubro de 2012, 19:23:20
Mais uma nutricionista que também indica refeições de 3 em 3 horas.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Laura em 02 de Outubro de 2012, 19:49:38
Mais uma nutricionista que também indica refeições de 3 em 3 horas.

Quem?
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Gaúcho em 02 de Outubro de 2012, 19:53:30
Mais uma nutricionista que também indica refeições de 3 em 3 horas.

Quem?

A Maíra Branco, da reportagem da página passada.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Laura em 02 de Outubro de 2012, 19:57:12
Mais uma nutricionista que também indica refeições de 3 em 3 horas.

Quem?

Lesada.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Digão em 02 de Outubro de 2012, 21:18:14
A Maíra Branco, da reportagem da página passada.

Se não for ex-bailarina fazendo manutenção, não tem credibilidade.  :danca:
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Gaúcho em 02 de Outubro de 2012, 21:32:07
Mais uma nutricionista que também indica refeições de 3 em 3 horas.

Quem?

Lesada.

Sei lá, funciona pra mim e pra todo mundo que eu conheço. Todo mundo lá na academia, desde bodybuilders até meninas que querem perder peso, todos eles comem em intervalos regulares de no máximo 3 horas, e a grande maioria se consulta(ou) com nutricionista esportivo.

Como meu conhecimento em nutrição é nulo, eu prefiro confiar nos especialistas e no que eu vejo que funciona. :)
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Laura em 02 de Outubro de 2012, 21:34:07
Mais uma nutricionista que também indica refeições de 3 em 3 horas.

Quem?

Lesada.

Sei lá, funciona pra mim e pra todo mundo que eu conheço. Todo mundo lá na academia, desde bodybuilders até meninas que querem perder peso, todos eles comem em intervalos regulares de no máximo 3 horas, e a grande maioria se consulta(ou) com nutricionista esportivo.

Como meu conhecimento em nutrição é nulo, eu prefiro confiar nos especialistas e no que eu vejo que funciona. :)

No caso, a lesada sou eu por ter perguntado "Quem?"...
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Gaúcho em 02 de Outubro de 2012, 21:53:46
:P
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Canopus em 02 de Outubro de 2012, 22:07:29
No caso, a lesada sou eu por ter perguntado "Quem?"...

Mas que reviravolta.
:)
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Südenbauer em 03 de Outubro de 2012, 09:45:19
Laura, não é que a paleodieta corte os carboidratos. O que muda é a relação deles na alimentação, menos do que o tradicional, mas eles estão presentes.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Laura em 03 de Outubro de 2012, 09:59:35
Sim, o que muda, é a proporção. Mas ainda não vi uma vantagem prática nisso. A não ser que gere um bem estar em quem a faça.
Algumas dietas semelhantes, como a do Dr.Atkins, sugerem o corte. Não é a paleo, mas é uma variação desta, pela enorme semelhança entre ambas.

Não vejo problema em aderir a essa dieta. Não creio que algo muito grave possa resultar disso. Só não acho uma boa ideia, considerando que se pode comer uma variedade muito maior de alimentos e ser saudável. Não vejo vantagem.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: O Grande Capanga em 03 de Outubro de 2012, 23:58:10
Algumas dietas semelhantes, como a do Dr.Atkins, sugerem o corte. Não é a paleo, mas é uma variação desta, pela enorme semelhança entre ambas.

A Dieta Atkins não sugere o corte do carboidrato, mas uma diminuição drástica dele. A dieta tem 4 fases, a de maior redução é a primeira, conhecida com Indução; o sujeito come no máximo 20g de carboidrato por dia por, se não me engano, 14 dias.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Laura em 04 de Outubro de 2012, 11:45:09
Algumas dietas semelhantes, como a do Dr.Atkins, sugerem o corte. Não é a paleo, mas é uma variação desta, pela enorme semelhança entre ambas.

A Dieta Atkins não sugere o corte do carboidrato, mas uma diminuição drástica dele. A dieta tem 4 fases, a de maior redução é a primeira, conhecida com Indução; o sujeito come no máximo 20g de carboidrato por dia por, se não me engano, 14 dias.

Esses 20g de carboidrato são referentes a quantidade que os alimentos que não contém basicamente carboidrato possuem (carne e derivados do leite também possuem carboidrato, por exemplo), é uma quantidade que não poderia ser evitada e por isso é admitida, como um nível de tolerância. Um adulto, comendo normalmente, consome até 800g de carbo por dia. Na prática, a pessoa não poderá comer pão, batata, arroz, etc e vai sentir a restrição ao carbo.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 04 de Outubro de 2012, 14:59:09
A paleo-dieta prevê grandes diferenças na dieta de homens e mulheres, mais do que aquilo que se poderia supor ser proporcional por porte físico e nível de atividade?

Imagino que seria coerente com essas idéias de "os homens da caverna faziam, logo é adaptativo". Os machos alfa dominando a comida, não dividindo igualmente feito esquerdistas, nem sendo cavalheiros/betas. Isso faria com que mulheres, crianças e homens de menor porte fossem adaptados a outro regime dietético, que consistiria mais ou menos naquilo que se pode prever serem os restos dos machos-alfa. E o jejum seria algo mais constante. 

Talvez seja por isso que é tão comum as mulheres querendo fazer dieta, são apenas os instintos falando.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Canopus em 04 de Outubro de 2012, 15:12:58
Talvez seja por isso que é tão comum as mulheres querendo fazer dieta, são apenas os instintos falando.

Pode ser que seja mais comum mulheres querendo fazer dieta pela pressão da vaidade sobre elas mais do que nos homens (posso estar errado).

Já que você chegou a esse ponto, perguntinha básica:
Será que existe alguma correlação entre obesidade e gênero? Há mais homens acima do peso, ou o contrário?
(Essa pesquisa teria que ser feita numa população isenta de problemas de acesso à comida e também de uma oferta exagerada dela, ex. África e EEUU).

Outra perguntinha "safada":
Por não possuir testosterona tanto quando os homens, e por ser sabido que são mais vítimas de fastio sexual, as mulheres buscariam mais prazer na comida, como uma compensação?
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 04 de Outubro de 2012, 15:54:46
Eu não estava defendendo aquilo "de veradade".

Quanto a suas perguntas, li recentemente que obesidade (ao menos nos EUA, acho) é bastante correlacionada com ter sofrido abuso sexual. As mulheres devem ser mais vítimas disso, e logo acho que é possível esperar alguma diferença apenas por isso.

Acho que antes dessa hipotética diferença por diferente apetite sexual também deve influenciar mais diferentes níveis de atividade física. E considerando isso, talvez mesmo assumindo iguais níveis de apetite sexual, o homem comumente vai ter mais trabalho, então isso talvez influenciasse, se formos ser tão minuciosos assim.
 
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Hold the Door em 04 de Outubro de 2012, 16:37:09
Algumas dietas semelhantes, como a do Dr.Atkins, sugerem o corte. Não é a paleo, mas é uma variação desta, pela enorme semelhança entre ambas.

A Dieta Atkins não sugere o corte do carboidrato, mas uma diminuição drástica dele. A dieta tem 4 fases, a de maior redução é a primeira, conhecida com Indução; o sujeito come no máximo 20g de carboidrato por dia por, se não me engano, 14 dias.

Esses 20g de carboidrato são referentes a quantidade que os alimentos que não contém basicamente carboidrato possuem (carne e derivados do leite também possuem carboidrato, por exemplo), é uma quantidade que não poderia ser evitada e por isso é admitida, como um nível de tolerância. Um adulto, comendo normalmente, consome até 800g de carbo por dia. Na prática, a pessoa não poderá comer pão, batata, arroz, etc e vai sentir a restrição ao carbo.

Não, esses 20g de carboidratos são carboidratos "extra", vindo principalmente de vegetais, que você deve adicionar a dieta diariamente.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Laura em 04 de Outubro de 2012, 17:03:48
Não, esses 20g de carboidratos são carboidratos "extra", vindo principalmente de vegetais, que você deve adicionar a dieta diariamente.

Pode ser, Angelo. Li o livro do Dr. Atkins, mas isso foi há muitos anos e não o tenho mais comigo. Então, posso ter sido traída pela minha memória. Você tem alguma fonte, que explique isso melhor?
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Hold the Door em 04 de Outubro de 2012, 21:32:23
Não, esses 20g de carboidratos são carboidratos "extra", vindo principalmente de vegetais, que você deve adicionar a dieta diariamente.

Pode ser, Angelo. Li o livro do Dr. Atkins, mas isso foi há muitos anos e não o tenho mais comigo. Então, posso ter sido traída pela minha memória. Você tem alguma fonte, que explique isso melhor?

Sim, no site da dieta Atkins está listado o que pode ser consumido na fase de indução e a quantidade de carboidratos. Carne fresca e ovos não são considerados na contagem diária de carboidratos. Das proteínas, apenas carne processada (que geralmente leva açucar na receita) e queijo contribuem com uma pequena quantidade. Além disso, devem ser adicionados vários vegetais na dieta até o total perfazer cerca de 20 gramas por dia.

http://www.atkins.com/Program/Phase-1/What-You-Can-Eat-in-this-Phase.aspx
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: O Grande Capanga em 04 de Outubro de 2012, 23:32:45
Algumas dietas semelhantes, como a do Dr.Atkins, sugerem o corte. Não é a paleo, mas é uma variação desta, pela enorme semelhança entre ambas.

A Dieta Atkins não sugere o corte do carboidrato, mas uma diminuição drástica dele. A dieta tem 4 fases, a de maior redução é a primeira, conhecida com Indução; o sujeito come no máximo 20g de carboidrato por dia por, se não me engano, 14 dias.

Esses 20g de carboidrato são referentes a quantidade que os alimentos que não contém basicamente carboidrato possuem (carne e derivados do leite também possuem carboidrato, por exemplo), é uma quantidade que não poderia ser evitada e por isso é admitida, como um nível de tolerância. Um adulto, comendo normalmente, consome até 800g de carbo por dia. Na prática, a pessoa não poderá comer pão, batata, arroz, etc e vai sentir a restrição ao carbo.

Pelo que eu entendi da dieta, deve ser, praticamente, contato esses carbos. Tanto é que se deve tomar cuidado com alguns alimentos que tem muito pouco carbo, mas que se consumidos em excesso podem ultrapassar a barreira dos 20g. Tanto é que você pode comer uma xícara de folhas picadas (salada).
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Laura em 04 de Outubro de 2012, 23:36:55
http://www.atkins.com/Program/Phase-1/What-You-Can-Eat-in-this-Phase.aspx

:ok:
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Diegojaf em 05 de Outubro de 2012, 10:52:38
Lembrei porque parei com a malto... dá massa.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Laura em 06 de Outubro de 2012, 14:27:40
Lembrei porque parei com a malto... dá massa.

Mas a sua queixa não era sobre estar perdendo massa? :|
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Diegojaf em 06 de Outubro de 2012, 14:35:34
Lembrei porque parei com a malto... dá massa.

Mas a sua queixa não era sobre estar perdendo massa? :|

Sim, mas quando parei esse não era o caso... :lol:
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Laura em 06 de Outubro de 2012, 14:52:41
Sim, mas quando parei esse não era o caso... :lol:

Entendi, é que no meu caso só evita o emagrecimento. Mas se usar em excesso ou sem atividade física...
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Diegojaf em 06 de Outubro de 2012, 15:06:32
Sim, mas quando parei esse não era o caso... :lol:

Entendi, é que no meu caso só evita o emagrecimento. Mas se usar em excesso ou sem atividade física...
Amigo meu tomava Whey, continuou um bom tempo depois que parou de malhar, até hoje (10 anos depois) não perdeu o peso que ganhou...

Não sou muito fã da massa que se ganha com esses produtos, parecem bolhas d'água gigantes.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Laura em 06 de Outubro de 2012, 15:13:19
Não sou muito fã da massa que se ganha com esses produtos, parecem bolhas d'água gigantes.


Não sei, nunca ganhei massa assim. Mas em tese, a massa ganha deveria ser igual, em qualidade, à massa ganha normalmente.
Você parece estar falando de retenção de líquido, que já é outra coisa.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Canopus em 06 de Outubro de 2012, 15:15:34
Não sou muito fã da massa que se ganha com esses produtos, parecem bolhas d'água gigantes.

Assim?

(http://wp.clicrbs.com.br/blogdepeso/files/2012/09/get.jpg)
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Diegojaf em 06 de Outubro de 2012, 15:25:59
Não sou muito fã da massa que se ganha com esses produtos, parecem bolhas d'água gigantes.

Assim?

(http://wp.clicrbs.com.br/blogdepeso/files/2012/09/get.jpg)

Isso parece um daqueles infelizes que injeta óleo de cozinha... mas é por aí.

Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Canopus em 06 de Outubro de 2012, 15:28:15
Isso parece um daqueles infelizes que injeta óleo de cozinha... mas é por aí.

Ouvi comentários sobre isso e julguei ser lenda e/ou exagero.

Há algum fundo de verdade? Injetar óleo?
 :susto:
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Laura em 06 de Outubro de 2012, 15:31:50
Isso parece um daqueles infelizes que injeta óleo de cozinha... mas é por aí.

Ouvi comentários sobre isso e julguei ser lenda e/ou exagero.

Há algum fundo de verdade? Injetar óleo?
 :susto:

Claro, esse procedimento é ideal pra quem deseja ser internado em um hospital dentro pouco tempo.
http://extra.globo.com/noticias/brasil/jovem-internado-por-suspeita-de-injetar-oleo-mineral-como-anabolizante-em-pernambuco-138642.html

E não, maltodextrina não tem nada a ver com isso.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Diegojaf em 06 de Outubro de 2012, 15:33:46
Não sou muito fã da massa que se ganha com esses produtos, parecem bolhas d'água gigantes.


Não sei, nunca ganhei massa assim. Mas em tese, a massa ganha deveria ser igual, em qualidade, à massa ganha normalmente.
Você parece estar falando de retenção de líquido, que já é outra coisa.

É... pode ser, o tipo de músculo que aparece em bombados...
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Diegojaf em 06 de Outubro de 2012, 15:34:41
Isso parece um daqueles infelizes que injeta óleo de cozinha... mas é por aí.

Ouvi comentários sobre isso e julguei ser lenda e/ou exagero.

Há algum fundo de verdade? Injetar óleo?
 :susto:

Claro, esse procedimento é ideal pra quem deseja ser internado em um hospital dentro pouco tempo.
http://extra.globo.com/noticias/brasil/jovem-internado-por-suspeita-de-injetar-oleo-mineral-como-anabolizante-em-pernambuco-138642.html

E não, maltodextrina não tem nada a ver com isso.
Prêmio Darwin quando injetam no trapézio, infecciona, necrosa e eles morrem.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Gaúcho em 06 de Outubro de 2012, 15:41:51
Eu ganhei 9Kg tomando Whey por 1 ano. Fui viajar por 6 meses, e perdi 11kg. Não acho que o problema do seu amigo seja o Whey que ele tomou há dez anos atrás... :P
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Laura em 06 de Outubro de 2012, 15:43:55
É... pode ser, o tipo de músculo que aparece em bombados...

Exato, mas aí a culpa é da bomba.

E eu também não curto. Aliás, não sei se existem homens mais broxantes do que esses bombados.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Diegojaf em 06 de Outubro de 2012, 15:58:01
É... pode ser, o tipo de músculo que aparece em bombados...

Exato, mas aí a culpa é da bomba.

E eu também não curto. Aliás, não sei se existem homens mais broxantes do que esses bombados.

Broxantes e broxados... :lol:
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Laura em 06 de Outubro de 2012, 16:17:18
Broxantes e broxados... :lol:

 :lol:
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Hold the Door em 06 de Outubro de 2012, 19:06:31
Isso parece um daqueles infelizes que injeta óleo de cozinha... mas é por aí.

Ouvi comentários sobre isso e julguei ser lenda e/ou exagero.

Há algum fundo de verdade? Injetar óleo?
 :susto:

Os produtos mais usados para isso são o ADE (um combinado de vitaminas A, D e E em meio oleoso, usado em bovinos) e o Synthol, um óleo sintético com uma pequena quantidade de álcool e lidocaína (um anestésico). Geralmente os fisiculturistas profissionais costumam injetar esses óleos em locais específicos, visando corrigir defeitos de simetria ou de proporção. O óleo injetado causa uma resposta inflamatória local e também pode causar várias complicações, que vão desde infecção até AVCs.

Aqui no Brasil, há alguns anos, começaram a surgir notícias sobre praticantes de musculação, que sem maiores recursos financeiros, começaram a injetar óleo de cozinha. Como não é um produto estéril, a chance de infecção é alta, e uma das reportagens mostrava um infeliz que injetou o óleo na panturrilha e praticamente perdeu toda a musculatura no local.

Um dos casos:

http://www.fight2live.net/forum/showthread.php?t=7900
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: O Grande Capanga em 07 de Outubro de 2012, 22:43:11
Isso parece um daqueles infelizes que injeta óleo de cozinha... mas é por aí.

Ouvi comentários sobre isso e julguei ser lenda e/ou exagero.

Há algum fundo de verdade? Injetar óleo?
 :susto:

Os produtos mais usados para isso são o ADE (um combinado de vitaminas A, D e E em meio oleoso, usado em bovinos) e o Synthol, um óleo sintético com uma pequena quantidade de álcool e lidocaína (um anestésico). Geralmente os fisiculturistas profissionais costumam injetar esses óleos em locais específicos, visando corrigir defeitos de simetria ou de proporção. O óleo injetado causa uma resposta inflamatória local e também pode causar várias complicações, que vão desde infecção até AVCs.

Aqui no Brasil, há alguns anos, começaram a surgir notícias sobre praticantes de musculação, que sem maiores recursos financeiros, começaram a injetar óleo de cozinha. Como não é um produto estéril, a chance de infecção é alta, e uma das reportagens mostrava um infeliz que injetou o óleo na panturrilha e praticamente perdeu toda a musculatura no local.

Um dos casos:

http://www.fight2live.net/forum/showthread.php?t=7900

Muito bem colocado.

Só lembrando que os fisiculturistas, como disse o Angelo, injetam pequenas quantidades somente para correção de simetria e nada mais. Os músculos deles são mesmo pura massa muscular, obviamente, resultado de muito anabolizante.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 27 de Novembro de 2012, 00:37:25
Quero ver se os evossexuais/paleossexuais conseguem refutar a DIETA CRIACIONISTA:

http://www.amazon.com/Creationist-Nutrition-God-given-According-Bible/dp/1587218526

So as macas sao proibidas.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Geotecton em 27 de Novembro de 2012, 00:54:38
Quero ver se os evossexuais/paleossexuais conseguem refutar a DIETA CRIACIONISTA:

http://www.amazon.com/Creationist-Nutrition-God-given-According-Bible/dp/1587218526

So as maçãs sao proibidas.

A que ponto chegou a humanidade...
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 27 de Novembro de 2012, 02:15:42
Não sou muito fã da massa que se ganha com esses produtos, parecem bolhas d'água gigantes.

Assim?

(http://wp.clicrbs.com.br/blogdepeso/files/2012/09/get.jpg)

Isso parece um daqueles infelizes que injeta óleo de cozinha... mas é por aí.



O cara nao tinha photoshop, teve que se virar de outra maneira.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Canopus em 27 de Novembro de 2012, 07:48:08
Quero ver se os evossexuais/paleossexuais conseguem refutar a DIETA CRIACIONISTA:

http://www.amazon.com/Creationist-Nutrition-God-given-According-Bible/dp/1587218526

So as maçãs sao proibidas.

A que ponto chegou a humanidade...

Mas ele não deixa de se amparar na ciência:

Citar
"These different possible diets are also correlated with scientific research."
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 04 de Abril de 2013, 16:48:52
Playlist "the evolution of human nutrition":

Citar
UCTV, University of California Television
The Evolution of Human Nutrition (CARTA)
12 videos 5 hours
Tracing the evolution of the human diet from our earliest ancestors can lead to a better understanding of human adaptation in the past. It may also offer clues to the origin of many health problems we currently face, such as obesity and chronic disease. This fascinating series of talks focuses on the changing diets of our ancestors and what role these dietary transitions played in the evolution of humans.
http://www.uctv.tv/human-nutrition

http://www.youtube.com/playlist?list=PLepHs0thoryOXUSs5LkIy-bCv3Bkbz9Fz

Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 19 de Abril de 2013, 00:49:53
http://blogs.smithsonianmag.com/smartnews/2013/04/stop-trying-to-live-like-a-caveman/

http://blogs.smithsonianmag.com/food/2009/12/caveman-cereal-raises-a-question-do-humans-need-grains/
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 07 de Setembro de 2013, 20:06:24
http://www.youtube.com/v/BMOjVYgYaG8
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: AlienígenA em 26 de Janeiro de 2017, 10:40:19
Um amigo diabético tipo II, ele deve ter uns cinquenta anos, acho, me pediu ajuda para pesquisar sobre dieta pobre em carboidratos. Ele descobriu a doença há uns cinco anos, controla o índice glicêmico apenas com dieta e exercícios, sem medicação, mas não consegue seguir rigorosamente as recomendações, porque, segundo ele, eventualmente tem surtos de fome intensa. Já conseguiu perder uns oito quilos desde então, mas ainda precisa perder uns dez.

Há um mês, mais ou menos, ele aderiu à dieta pobre em carboidratos e ficou impressionado com os resultados. Perdeu dois quilos, sem passar fome e o índice glicêmico "normalizou", mas ele está preocupado com possíveis danos à saúde, colesterol, triglicérides, mas principalmente com possíveis efeitos da cetose.

Exceção de ovos (pela manhã) carne, legumes e verduras (almoço e jantar), ele come duas frutas por dia (uma no meio da manhã, outra à tarde) e toma um copo de leite antes de dormir.

Queria a ajuda dos universitários.  :)
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Shadow em 26 de Janeiro de 2017, 10:56:41
Um amigo diabético tipo II, ele deve ter uns cinquenta anos, acho, me pediu ajuda para pesquisar sobre dieta pobre em carboidratos. Ele descobriu a doença há uns cinco anos, controla o índice glicêmico apenas com dieta e exercícios, sem medicação, mas não consegue seguir rigorosamente as recomendações, porque, segundo ele, eventualmente tem surtos de fome intensa. Já conseguiu perder uns oito quilos desde então, mas ainda precisa perder uns dez.

Há um mês, mais ou menos, ele aderiu à dieta pobre em carboidratos e ficou impressionado com os resultados. Perdeu dois quilos, sem passar fome e o índice glicêmico "normalizou", mas ele está preocupado com possíveis danos à saúde, colesterol, triglicérides, mas principalmente com possíveis efeitos da cetose.

Exceção de ovos (pela manhã) carne, legumes e verduras (almoço e jantar), ele come duas frutas por dia (uma no meio da manhã, outra à tarde) e toma um copo de leite antes de dormir.

Queria a ajuda dos universitários.  :)

Eu perdi 20 kg praticamente só comendo muita carne e verdura. Sem passar fome. Uns 5 meses. Até que minha urina se tornou ácido, e eu quase perdi um rim....
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: AlienígenA em 26 de Janeiro de 2017, 22:21:51
Um amigo diabético tipo II, ele deve ter uns cinquenta anos, acho, me pediu ajuda para pesquisar sobre dieta pobre em carboidratos. Ele descobriu a doença há uns cinco anos, controla o índice glicêmico apenas com dieta e exercícios, sem medicação, mas não consegue seguir rigorosamente as recomendações, porque, segundo ele, eventualmente tem surtos de fome intensa. Já conseguiu perder uns oito quilos desde então, mas ainda precisa perder uns dez.

Há um mês, mais ou menos, ele aderiu à dieta pobre em carboidratos e ficou impressionado com os resultados. Perdeu dois quilos, sem passar fome e o índice glicêmico "normalizou", mas ele está preocupado com possíveis danos à saúde, colesterol, triglicérides, mas principalmente com possíveis efeitos da cetose.

Exceção de ovos (pela manhã) carne, legumes e verduras (almoço e jantar), ele come duas frutas por dia (uma no meio da manhã, outra à tarde) e toma um copo de leite antes de dormir.

Queria a ajuda dos universitários.  :)

Eu perdi 20 kg praticamente só comendo muita carne e verdura. Sem passar fome. Uns 5 meses. Até que minha urina se tornou ácido, e eu quase perdi um rim....

Isso aconteceu porque você exagerou no consumo de proteínas e gordura, por restrição de carboidratos, por causa do longo período de dieta, por tudo isso? O que o médico disse?

Tudo que sei sobre diabetes e dietas aprendi nos últimos dois dias pesquisando no Google. Pelo que andei lendo me pareceu fazer sentido uma dieta pobre em carboidratos para diabeticos, sem excessos, claro,  mas é só uma primeira impressão.

Postei nesse tópico porque ele apareceu nas minhas pesquisas. Umas páginas atrás tem comentários nesse sentido (de ser uma dieta recomendável para obesos e diabeticos).

Velho! Que loucura! Espero que tenha ficado tudo bem. Tomou juízo?
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 27 de Janeiro de 2017, 17:11:44
Citar
...

This is avoided with proper basal secretion of pancreatic insulin. People who are unable to secrete basal insulin, such as type 1 diabetics and long-term type II diabetics, are liable to enter an unsafe level of ketosis, eventually resulting in a coma that requires emergency medical treatment.[citation needed] The anti-ketosis conclusions have been challenged by a number of doctors and advocates of low-carbohydrate diets, who dispute assertions that the body has a preference for glucose and that there are dangers associated with ketosis.[32][33]

...

https://en.wikipedia.org/wiki/Ketosis#Controversy

Vale alguma desconfiança extra quanto ao "desafio" mencionado no final, pelo aspecto de culto que essas coisas alternativas comumente tem. Um dos artigos citados cita a necessidade de acompanhamento médico mais próximo.

Citar
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1325029/

Because the LCKD can be very effective at lowering blood glucose, patients on diabetes medication who use this diet should be under close medical supervision or capable of adjusting their medication.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Shadow em 27 de Janeiro de 2017, 21:28:51
Um amigo diabético tipo II, ele deve ter uns cinquenta anos, acho, me pediu ajuda para pesquisar sobre dieta pobre em carboidratos. Ele descobriu a doença há uns cinco anos, controla o índice glicêmico apenas com dieta e exercícios, sem medicação, mas não consegue seguir rigorosamente as recomendações, porque, segundo ele, eventualmente tem surtos de fome intensa. Já conseguiu perder uns oito quilos desde então, mas ainda precisa perder uns dez.

Há um mês, mais ou menos, ele aderiu à dieta pobre em carboidratos e ficou impressionado com os resultados. Perdeu dois quilos, sem passar fome e o índice glicêmico "normalizou", mas ele está preocupado com possíveis danos à saúde, colesterol, triglicérides, mas principalmente com possíveis efeitos da cetose.

Exceção de ovos (pela manhã) carne, legumes e verduras (almoço e jantar), ele come duas frutas por dia (uma no meio da manhã, outra à tarde) e toma um copo de leite antes de dormir.

Queria a ajuda dos universitários.  :)

Eu perdi 20 kg praticamente só comendo muita carne e verdura. Sem passar fome. Uns 5 meses. Até que minha urina se tornou ácido, e eu quase perdi um rim....

Isso aconteceu porque você exagerou no consumo de proteínas e gordura, por restrição de carboidratos, por causa do longo período de dieta, por tudo isso? O que o médico disse?

Tudo que sei sobre diabetes e dietas aprendi nos últimos dois dias pesquisando no Google. Pelo que andei lendo me pareceu fazer sentido uma dieta pobre em carboidratos para diabeticos, sem excessos, claro,  mas é só uma primeira impressão.

Postei nesse tópico porque ele apareceu nas minhas pesquisas. Umas páginas atrás tem comentários nesse sentido (de ser uma dieta recomendável para obesos e diabeticos).

Velho! Que loucura! Espero que tenha ficado tudo bem. Tomou juízo?

Tomei...rs...mas acabei desenvolvendo uma predileção por um viradão de carne, acelga, tomate, linguiça, ovo, shoyu e o que mais tivesse na geladeira....rs...comia muito todo dia....e perdi peso de verdade....

Ai parei e tudo voltou ao normal....agora estou mais equilibrado.... :olheira:
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Tupac em 03 de Fevereiro de 2017, 14:55:04
Bom dia, flores. Seguinte, vou apelar para autoridade e permitir que alguém muito melhor preparado que eu apresente os dados e os estudos - pasmem: estudos clínicos randomizados - em favor da paleo-diet ou low-carb.

http://www.lowcarb-paleo.com.br/

Esse site é muito bom e atende nossos critérios de confiabilidade, bacana ler a parte da "base teorica", mas se prefereir só passeie pelo site mesmo, vendo artigos que lhe interessem. Um exemplo de análise criteriosa é esse artigo:
http://www.lowcarb-paleo.com.br/2015/08/restringir-carboidratos-ou-gorduras.html

Separei alguns links que podem ser uteis sobre o assunto:

http://www.lowcarb-paleo.com.br/2016/08/um-guia-visual-para-low-carb.html
http://www.lowcarb-paleo.com.br/2016/05/relatorio-do-forum-nacional-da.html

Na real, eu não consigo escolher links desse site. Entro lá e sempre acho que são todos muito bons. Espero que vocês se interessem também.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: -Huxley- em 12 de Março de 2017, 18:33:52
Sobre a perda de peso nas dietas com restrição de carboidratos serem mais rápidas e visíveis do que nas dietas com pouca gordura, o médico Tim Spector em O Mito das Dietas (Editora Alaúde) diz isso:

"Os estudos confirmaram que isso era verdadeiro para os primeiros seis meses, embora as evidências fossem menos claras quando as duas dietas eram comparadas por mais de doze meses."

Embora seja verdade que, no curto prazo, nas dietas de restrição de carboidratos, o fenômeno da desaceleração metabólica seja menor do que nas dietas com pouca gordura...

"Mas nem as dietas com muitas proteínas podem enganar o corpo por um longo período. Depois de algum tempo, os níveis de cortisol sobem e os hormônios da tireóide caem, porque ambos tem o efeito de aumentar a retenção de gordura e reduzir os níveis de energia. [152] Assim, embora os mecanismos variem dependendo da dieta, o corpo sempre tem um truque na manga para garantir que seus estoques de gordura voltem a ficar cheios."

[152] Ebbeling CB, Swain JF, Feldman HA, et al. Effects of dietary composition on energy expenditure during weight-loss maintenance. JAMA. 2012;307(24):2627-2634.

A questão de Low Fat versus (http://Low Carb) é um tanto limitante, pois existem opções intermediárias. Como essa:

"Após observarem os efeitos de três tipos de dieta diferentes em um período de seis anos, pesquisadores israelenses chegaram à conclusão de que a dieta do Mediterrâneo é a mais indicada para quem deseja emagrecer a longo prazo – e manter o novo peso – em comparação com uma alimentação que restrinja gordura ou então carboidratos."

http://veja.abril.com.br/saude/dieta-do-mediterraneo-e-a-melhor-opcao-para-emagrecer-e-manter-o-peso/
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 12 de Março de 2017, 18:39:26
Acho que baixos carboidratos deve ter algo meio análogo ao funcionamento de jejuns mais prolongados/"intermitentes", algo que me parece fazer mais sentido do que o meme/mantra de comer porçõezinhas a cada 15 minutos para manter o metabolismo ativo.

Análogo pelo "jejum de carboidratos"... não que seja o ideal, não pretendi "defender" a prática.

A bem da verdade são altas as chances de eu ter dito besteira quanto a essa analogia, mas devo ter melhores chances de estar certo quanto a isso de jejum ser mais lógico do que mordiscar o dia todo.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Spencer em 12 de Março de 2017, 20:41:40
Procurem conhecer " a dieta milagrosa do dr. Atkins"
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: -Huxley- em 14 de Março de 2017, 21:21:04
Acho que baixos carboidratos deve ter algo meio análogo ao funcionamento de jejuns mais prolongados/"intermitentes", algo que me parece fazer mais sentido do que o meme/mantra de comer porçõezinhas a cada 15 minutos para manter o metabolismo ativo.

Análogo pelo "jejum de carboidratos"... não que seja o ideal, não pretendi "defender" a prática.

A bem da verdade são altas as chances de eu ter dito besteira quanto a essa analogia, mas devo ter melhores chances de estar certo quanto a isso de jejum ser mais lógico do que mordiscar o dia todo.

São duas suposições nutricionais antigas e populares. A de que devemos comer a intervalos regulares para evitar perturbações metabólicas e o posterior excesso na alimentação, para compensar. E a que devemos observar intervalos iguais para ajudar a digestão. Tim Spector disse que fomos mal orientados por estudos transversais de baixa qualidade. No livro que citei no post anterior neste tópico, ele já disse que o problemas desses é que...

"eles são associações de pequena escala e transversais, centradas nos hábitos de pacientes obesos que já eram metabolicamente anormais. Cinco estudos recentes levaram em conta o peso corporal enquanto realizavam experiências reais de algumas semanas sem café da manhã. Na verdade, houve uma pequena redução da ingestão total, e as taxas metabólicas se mantiveram inalteradas nos magros e nos obesos; de fato, a maioria dos estudos relatou uma leve perda de peso entre os que pulam o café da manhã (267)"

(267) Remely, M., Hippe, B., Geretschlaeger, I. et al. Wien Klin Wochenschr (2015) 127: 394. doi:10.1007/s00508-015-0755-1

No livro, é citado outras evidências (que vão além da referência ao controle do peso e da gordura corporal) que demonstram que aumentar os períodos de jejum poderia ser realmente melhor para nós.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: -Huxley- em 14 de Março de 2017, 22:11:36
Privar-se temporariamente de carboidratos é indispensável para um bom índice de queima de gordura. Por outro lado, um certo e bom montante de carboidrato é indispensável para o anabolismo. Se essas duas proposições forem rigorosamente verdadeiras, carbólatras e very low carbólatras estarão ambos errados. O que as pessoas geralmente querem não é simplesmente ganhar peso ou perder peso. Geralmente, o que elas querem que aconteça no seu corpo é aumentar a massa magra e reduzir a massa gorda, de preferência simultaneamente. Talvez, a existência de irregularidade na ingestão de carboidratos e o timing da ingestão dos carboidratos sejam questões mais relevantes do que saber se o carb é low ou high.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Spencer em 15 de Março de 2017, 00:30:25
Meu caso é interessante: adoro pães, biscoitos e massas e no entanto sou relativamente magro. E sim, pratico atividade física com alguma regularidade mas apenas o suficiente para manter a ativação do colesterol HDL.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 15 de Março de 2017, 07:01:53

São duas suposições nutricionais antigas e populares. A de que devemos comer a intervalos regulares para evitar perturbações metabólicas e o posterior excesso na alimentação, para compensar. E a que devemos observar intervalos iguais para ajudar a digestão. Tim Spector disse que fomos mal orientados por estudos transversais de baixa qualidade. No livro que citei no post anterior neste tópico, ele já disse que o problemas desses é que...

Acho que vi em algo como o 60 second psych ou health sobre pesquisa de que pessoas que fazem dieta contando calorias podem até estar ferrando com tudo jutamente por descontar umas mordiscadinhas aqui e ali; se observadas por terceiros, estão consumindo significativamente mais calorias do que elas estão contabilizando. Acho que não era diretamente sobre essa idéia ou metodologia de refeições mais freqüentes serem preferíveis, mas acho que não deve ser raro que as coisas andem juntas. Algo meio análogo a pessoa se ferrar por comer porcarias "diet", "light", pelo "efeito angelical" delas. A racionalização não seria de "ser light", mas "ah, tudo bem, comer isso agora, só um pouquinho, deixa o meu metabolismo mais ativo, então no fim das contas estou gastando mais calorias que consumindo".



Uma coisa que já vi sendo proposta recentemente e que acho meio estranha por ir um pouco contra aquelas suposições "evolucionistas" dos ideais a partir de cenários pleistocênicos é a noção de que, melhor do que pular o café da manhã, seria pular outras refeições e ter as principais refeições mais cedo...

Enquanto que nos cenários pré-históricos seria de se imaginar que o mais provável é que as pessoas comumente não tivessem o que comer tão prontamente quando acordam, mas tivessem que "trabalhar" antes, caçar e/ou andar por aí e tal. Ficando talvez toda a comida, ou a maior parte, mais para o fim do dia. Por outro lado, talvez se homens das cavernas comessem logo cedo, isso fosse meio que um sinal para o metabolismo de que vivem em abundância e não tem por que ativar uma expressão de "genótipo esfomeado". Por outro lado, talvez ambas coisas sejam verdade, e então as pessoas talvez possam estar em "modos" metabólicos diferentes onde seria mais apropriada uma coisa ou outra, e talvez uma transição gradual para a supostamente melhor, SE o metabolismo realmente puder ser reajustado.

Além do que, isso é um "palpitão", e bem pode acontecer da fisiologia não ser exatamente otimizada tão "fundamentalisticamente" para o que o ambiente acabava exigindo.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: -Huxley- em 17 de Março de 2017, 22:03:48

São duas suposições nutricionais antigas e populares. A de que devemos comer a intervalos regulares para evitar perturbações metabólicas e o posterior excesso na alimentação, para compensar. E a que devemos observar intervalos iguais para ajudar a digestão. Tim Spector disse que fomos mal orientados por estudos transversais de baixa qualidade. No livro que citei no post anterior neste tópico, ele já disse que o problemas desses é que...

Uma coisa que já vi sendo proposta recentemente e que acho meio estranha por ir um pouco contra aquelas suposições "evolucionistas" dos ideais a partir de cenários pleistocênicos é a noção de que, melhor do que pular o café da manhã, seria pular outras refeições e ter as principais refeições mais cedo...

Enquanto que nos cenários pré-históricos seria de se imaginar que o mais provável é que as pessoas comumente não tivessem o que comer tão prontamente quando acordam, mas tivessem que "trabalhar" antes, caçar e/ou andar por aí e tal. Ficando talvez toda a comida, ou a maior parte, mais para o fim do dia. Por outro lado, talvez se homens das cavernas comessem logo cedo, isso fosse meio que um sinal para o metabolismo de que vivem em abundância e não tem por que ativar uma expressão de "genótipo esfomeado". Por outro lado, talvez ambas coisas sejam verdade, e então as pessoas talvez possam estar em "modos" metabólicos diferentes onde seria mais apropriada uma coisa ou outra, e talvez uma transição gradual para a supostamente melhor, SE o metabolismo realmente puder ser reajustado.

Além do que, isso é um "palpitão", e bem pode acontecer da fisiologia não ser exatamente otimizada tão "fundamentalisticamente" para o que o ambiente acabava exigindo.

A impressão que eu tenho é que, no meio acadêmico de nutrição e fisiologia do exercício, não parece incomum prescrever aquilo que aparentemente contraria lógica adaptacionista elementar. Cito um exemplo: o mantra "Não faça exercício com estômago vazio". Fazer exercício em jejum (isto é, com baixas reservas de carboidratos) deveria trazer mais benefícios do que riscos, pois os nossos ancestrais, num ambiente primitivo, deveriam se esforçar muito como resposta à fome. Se eles estivessem bem nutridos, que sentido faria a resposta da expressão gênica aos exercícios fosse melhor?
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 17 de Março de 2017, 23:25:18
Bem, parte disso talvez se deva a estar se pensando nos exercícios como competição esportiva, onde então deve ser algo bastante empírico que estar suficientemente nutrido possibilita melhor desempenho, mesmo que não exija tanto do corpo, e não ative tanto rotas metabólicas para consumir gordura. De forma similar, melhorar a técnica de corrida ou nado faz com a atividade seja inferior se a intenção é gastar energia.

Mas mesmo no lado adaptativo, o corpo tem que tentar fazer um equilíbrio entre "modo de emergência" e evitar chegar nesses níveis de emergência. Acho que uns fatos estabelecidos mais ou menos recentemente é que parte do esgotamento físico não é por se ter chegado literalmente ao limite da energia disponível, mas meio que "o cérebro enganando a pessoa" para que ela não se exaura mais. Mas ainda pode conseguir um segundo fôlego após isso, talvez com maior facilidade se tiver adrenalina envolvida na situação [citation needed].

Relacionado a isso, uma coisa curiosa que acharam era que as pessoas tinham mais energia se molhassem a boca com líquido açucarado e cuspissem, do que se fizessem o mesmo com um líquido apenas adoçado artificialmente.

http://caroltorgan.com/carbohydrates-sports-performance-rinse-win/

(na verdade mesmo carboidratos não-doces têm o efeito)

https://en.wikipedia.org/wiki/Central_governor
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: -Huxley- em 18 de Março de 2017, 12:10:57
Bem, parte disso talvez se deva a estar se pensando nos exercícios como competição esportiva, onde então deve ser algo bastante empírico que estar suficientemente nutrido possibilita melhor desempenho, mesmo que não exija tanto do corpo, e não ative tanto rotas metabólicas para consumir gordura. De forma similar, melhorar a técnica de corrida ou nado faz com a atividade seja inferior se a intenção é gastar energia.

Mas mesmo no lado adaptativo, o corpo tem que tentar fazer um equilíbrio entre "modo de emergência" e evitar chegar nesses níveis de emergência. Acho que uns fatos estabelecidos mais ou menos recentemente é que parte do esgotamento físico não é por se ter chegado literalmente ao limite da energia disponível, mas meio que "o cérebro enganando a pessoa" para que ela não se exaura mais. Mas ainda pode conseguir um segundo fôlego após isso, talvez com maior facilidade se tiver adrenalina envolvida na situação [citation needed].

Relacionado a isso, uma coisa curiosa que acharam era que as pessoas tinham mais energia se molhassem a boca com líquido açucarado e cuspissem, do que se fizessem o mesmo com um líquido apenas adoçado artificialmente.

http://caroltorgan.com/carbohydrates-sports-performance-rinse-win/

(na verdade mesmo carboidratos não-doces têm o efeito)

https://en.wikipedia.org/wiki/Central_governor

Não sei como isso responde ao questionamento que fiz. Acho que não entendi nada da resposta. O problema não é somente o mantra "Nunca faça exercícios com estômago vazio" existir para atletas, mas também para não-atletas que são fisicamente ativos (com o crescimento recente do número de academias, os livros didáticos sobre a área que mencionei não se dedicam mais a apenas esportistas). O mantra "Nunca faça exercícios em jejum" está no livro Nutrição para o Treino de Força de Susan Kleiner, por exemplo. Para piorar, umas das possibilidades admitidas como rigorosamente aceitáveis pelas teóricos convencionais é que você pode fazer exercícios na academia mesmo se estiver MUITO bem alimentado ou com reservas de carboidratos altas. Por exemplo, a nutricionista Luciana Rossi, em Nutrição em Academias, fala em refeições de 1 a 2 g de carboidrato por kg de peso corporal duas horas antes do treino (e há versões de dieta que admitem uma refeição de 200 a 300 g de carboidratos antecedendo o jejum noturno E anterior a 3 ou 4 horas do treino). Ou seja, estar assim no pré-treino seria muito superior a estar em jejum ou com reservas de carboidratos baixas. Não deixa de ser estranho. Segundo essa estranha visão, um homem do Paleolítico que se fartou com comida após caçar um mamute e ajudar a esposa a colher um banquete de frutas deveria apresentar corpo com resposta geral aos exercícios melhor do que um homem do Paleolítico que está caçando comida de estômago vazio (situação-regra num ambiente primitivo).

Não vejo como seria possível conciliar as duas visões. Aparentemente, um dos dois lados está falando besteira. Ou os nutricionistas e fisiologistas de exercício que influenciam a maior parte dos conselhos das reportagens dos grandes portais (UOL, Terra, etc.) e revistas de grande circulação. Ou os cientistas que veem o adaptacionismo como um pilar científico na biologia funcional.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 18 de Março de 2017, 15:01:03
A evolução não faz mágica; levando ao ridículo extremo você poderia imaginar que o evolutivamente melhor era não comer nada porque os humanos que tivessem passado fome até "não morrer" de inanição teriam levado vantagem aos que precisavam comer. Mas o corpo não é moto-perpétuo e precisa de energia para se movimentar. Não sendo espantoso, mesmo sob uma ótica adaptacionista, que tenha melhores condições de fazê-lo estando melhor nutrido, mesmo que fosse adaptação melhor "fazer mágica". Bem como adaptações nas linhas de um "governador central" prevenindo a exaustão absoluta e até lesão, ao restringir o esforço percebido como possível.

Também acho que não sabemos exatamente qual seria a situação "regra" em ambiente primitivo. Talvez humanos e até outros animais tenham a tendência natural de procurar alimentos de forma que demanda menos energia quando estão pouco nutridos, e investir mais em uma caçada mais dispendiosa quando estão mais fisicamente aptos.

E em outras situações que demandem esforço físico, como construção ou alguma situação com potencial de confronto físico.



Saindo um pouco da questão adaptacionista, acho que já vi raras recomendações de que, se o objetivo é emagrecer, e não condicionamento físico mais geral, é sim indicado exercícios em jejum. Mas posso fazer qualquer estimativa sobre o quanto isso é comum. E também tenho lá minhas dúvidas se seria a melhor recomendação mesmo com sob essa perspectiva, já que comer menos é mais eficiente do que exercícios para emagrecer, e, se exercitar mal alimentado deve aumentar as chances de acidente. Além de talvez poder ativar o "thrift genotype", especulo, como possibilidade adaptacionista.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: -Huxley- em 18 de Março de 2017, 18:52:51
Buckaroo, a situação-regra de "pré-treino" num ambiente primitivo ser com a de altas reservas de carboidratos é improvável. Não temos máquina do tempo, mas temos como observar as sociedades de caçadores e coletores atuais. Por exemplo, Arthur de Vanny já disse que estima-se que os membros da tribo paraguaia Aché gastem de quatro a cinco mil calorias por dia enquanto forrageiam; isso é para você ter uma ideia de como seria difícil achar uma estratégia realmente minimalista de gasto energético na busca por alimentos. Se a distribuição de gasto de energia (segundo já li, essas obedeceriam a leis de potências ou distribuição paretiana) e o índice de encontro do homem com animais de caça são relativamente conhecidos, então não deve ser uma estimativa muito arrojada dizer que os nossos ancestrais das cavernas tinham que lidar com a incerteza acerca da ingestão e do gasto de calorias, que eram provavelmente distribuídos de maneira que geravam longos períodos com pouca ingestão de energia e alto gasto. De fato, há intelectuais da área que defendem isso. E como eu já disse no tópico sobre boa forma que está em outra seção do fórum, os restos esqueléticos dos últimos humanos do Paleolítico se comparam ao dos atletas olímpicos: ossos densos e altamente mineralizados e esqueletos com pontos de ligação enorme para músculos. Essa aparente contradição que venho mencionando nos últimos posts é resolvida da seguinte forma para alguns acadêmicos. Há quem defenda que baixas reservas de carboidratos nos músculos melhoram a resposta da expressão gênica aos exercícios.

"Effect of training in the fasted state on metabolic responses during exercise with carbohydrate intake". K. De Bock, W. Derave, B. O. Eijnde, M. K. Hesselink, E. Koninckx, A. J. Rose, P. Schrauwen, A. Bonen, E. A. Richter, P. Hespel
Journal of Applied Physiology Published 1 April 2008 Vol. 104 no. 4, 1045-1055 DOI: 10.1152/japplphysiol.01195.2007

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Treinar em jejum queima mais gordura?

Publicada por Roberto Fiuza | sábado, 22 de outubro de 2011 | |


        A generalidade da literatura considera que o treino com as reservas de glicogénio ao máximo melhora a performance desportiva mas, o treino num estado de depleção destas reservas também pode provocar adaptações positivas.

O efeito agudo da prática de actividade física em jejum, comparada com um estado “alimentado”, para uma mesma intensidade e duração, consiste na estimulação da oxidação de ácidos gordos tanto dos depósitos intramiocelulares (Bock et al, 2005) como dos periféricos (De Glisezinski et al, 1998). Concomitantemente, a velocidade da oxidação dos hidratos de carbono é reduzida devido à menor utilização da glicose sanguínea.

O efeito crónico do treino em estado de depleção do glicogénio não é tão bem conhecido como o efeito agudo, mas pensa-se que induz adaptações nas células musculares que facilitam o fornecimento de energia através da oxidação de gorduras, mantendo no entanto a capacidade óptima de utilização do glicogénio em episódios de maior intensidade (De Bock et al, 2008).

O jejum é caracterizado por concentrações baixas de insulina (hormona que inibe a lipolise) e altas de epinefrina (hormona catabólica que promove a utilização de gordura como substrato energético) (Van Proeyen et al, 2011) criando assim um ambiente bioquímico que favorece a utilização dos ácidos gordos como fonte de energia, de modo a poupar o glicogénio. O treino em jejum é então um modo válido para queimar mais gordura e pode inclusivamente induzir adaptações favoráveis à performance de desportos de resistência cardiovascular como o ciclismo ou atletismo fundo ou meio-fundo.

De Bock K, Richter E, Russell A, Eijnde B, Derave W, Ramaekers M, Koninckx E, Leger B, Verhaeghe J, Hespel P (2005). Exercise in the fasted state facilitates fibre type-specific intramyocellular lipid breakdown and stimulates glycogen resynthesis in humans. J Physiol 564: 649–660.

De Bock K, Derave W, Eijnde B, Hesselink M, Koninckx E, Rose A, Schrauwen P, Bonen A, Richter E, Hespel P (2008) Effect of training in the fasted state on metabolic responses during exercise with carbohydrate intake. J Appl Physiol 104: 1045–1055.
 
De Glisezinski I, Harant I, Crampes F, Trudeau F, Felez A, Cottet-Emard J, Garrigues M, Riviere D (1998). Effect of carbohydrate ingestion on adipose tissue lipolysis during long-lasting exercise in trained men. J Appl Physiol 84: 1627–1632.

Van Proeyen K, Szlufcik K, Nielens H, Ramaekers M, Hespel P (2011). Beneficial metabolic adaptations due to endurance exercise training in the fasted state. J Appl Physiol 110: 236–245.

http://ocromodoferro.blogspot.com.br/2011/10/treinar-em-jejum-queima-mais-gordura.html
 

 
Ademais, colocarei a seguir algo que pode ser uma lenda urbana de fisiculturistas, mas que não deixa de ser surpreendente que eles afirmem isso. Bem, estava lendo um livro sobre dieta de jejum intermitente do editor da revista Men´s Health, David Zinczenko, autor de Dieta das 8 Horas (Editora Sextante), e vi isso:

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Mark Mattson, Ph.D., do Instituto Nacional sobre Envelhecimento, acredita que alimentar-se durante um período limitado de tempo todos os dias e exercitar-se sejam a ferramento mais poderosa já descoberta para queimar gordura. Há muitos indícios nos fisiculturistas de que é melhor se exercitar no final do período no qual você não se alimentou", afirma. "É melhor para desenvolver músculos".

Outra informação. Diz-se que dietas de restrição de carboidratos (mais especificamente o "very low carb", mas também poderia ser o jejum intermitente) estabelecem o estágio para uma perda significativa de massa muscular porque o corpo recruta aminoácidos da proteína muscular para manter a glicose no sangue através da gliconeogênese. Porém, esse artigo científico mostra experimentos em que pessoas com dieta very low carb preservaram a massa muscular ao mesmo tempo em que perderam massa gorda (interessante notar que o artigo mostra os quatro possíveis mecanismos criadores dessa preservação):

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1373635/

Segundo já li também, o acadêmico Stephen Phinney já demonstrou, no artigo Ketogenic diets and physical performance
do periódico Nutrition & Metabolism, que indivíduos que mudaram para dietas cetogênicas podem recuperar o desempenho atlético (resistência física e capacidade aeróbica) após ficarem "cetoadaptados". A adaptação à cetona levaria em torno de 6 semanas, segundo já li no no livro Fisiologia do Exercício de Steven Fleck e William Kraemer.

Talvez esses mecanismos expliquem o fato de terem existido ancestrais humanos do Paleolítico tão magros e musculosos, a despeito de a natureza restringirem carboidratos para eles numa forma que os manuais bem comportados de nutrição/fisiologia do exercício desaconselhariam. Acho que uma adaptação eficaz nos nossos ancestrais seria uma fisiologia que, quando eles estivessem em déficit calórico, essas calorias a menos significassem quase exclusivamente perda de gordura. E quando a energia que entra fosse maior do que a que sai, o excedente de calorias majoritariamente servisse para construir massa muscular. A maioria dos manuais bem comportados e dos profissionais de educação física sugerem que é dificílimo, simultaneamente, ganhar músculo e perder gordura. Talvez isso seja verdade somente para quem usa a estratégia de high carb o tempo todo (40% ou mais de carboidratos nas calorias diárias e sem jejum intermitente, por exemplo), que é o que é frequentemente aconselhado em reportagens de fitness em grandes portais e revistas de grande circulação.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 18 de Março de 2017, 22:18:22
Buckaroo, a situação-regra de "pré-treino" num ambiente primitivo ser com a de altas reservas de carboidratos é improvável. Não temos máquina do tempo, mas temos como observar as sociedades de caçadores e coletores atuais. Por exemplo, Arthur de Vanny já disse que estima-se que os membros da tribo paraguaia Aché gastem de quatro a cinco mil calorias enquanto forrageiam; isso é para você ter uma ideia de como seria difícil achar uma estratégia realmente minimalista de gasto energético na busca por alimentos.

Não quis sugerir que a regra fosse se estar "idealmente" alimentado. Nem sei se dá para falar muito de "regra", especula-se que mudanças climáticas freqüentes tenham sido um dos principais fatores levando a evolução de Homo sapiens, criando uma espécie hiper-generalista.

Eu não entendo muito do assunto então esses números não me dizem nada. O que já ouvi dizer é que qualquer atividade física praticamente é irrelevante perto do metabolismo basal, em gasto calórico.

E talvez a dificuldade em economizar energia seja justamente o que levou (talvez, em parte, muito antes de Homo sapiens) a evolução de adaptações que forçam isso em algum grau (o "governador central"). A própria "gracilização" de Homo sapiens ou mesmo de erectus talvez tenha a ver com isso. Economizamos em massa muscular e temos mais gordura, para poder gastar mais com um cérebro maior, muito dispendioso (cerca de 20% do metabolismo basal), que nos permite ser mais estratégicos, e não só psico-fisiologicamente, pelo "governador central".



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Se a distribuição de gasto de energia (segundo já li, essas obedeceriam a leis de potências ou distribuição paretiana) e o índice de encontro do homem com animais de caça são relativamente conhecidos, então não deve ser uma estimativa muito arrojada dizer que os nossos ancestrais das cavernas tinham que lidar com a incerteza acerca da ingestão e do gasto de calorias, que eram provavelmente distribuídos de maneira que geravam longos períodos com pouca ingestão de energia e alto gasto. De fato, há intelectuais da área que defendem isso. E como eu já disse no tópico sobre boa forma que está em outra seção do fórum, os restos esqueléticos dos últimos humanos do Paleolítico se comparam ao dos atletas olímpicos: ossos densos e altamente mineralizados e esqueletos com pontos de ligação enorme para músculos. Essa aparente contradição que venho mencionando nos últimos posts é resolvida da seguinte forma para alguns acadêmicos. Há quem defenda que baixas reservas de carboidratos nos músculos melhoram a resposta da expressão gênica aos exercícios.

Bem, a evolução não parou de lá para cá. Continuamos numa tendência de gracilização (presente mesmo naquela época, não é exatamente "morderna"), inclusive com o cérebro se reduzindo. Me parece mais condizente com comportamentos tão econômicos quanto possíveis para conseguir o sustento, o que também me parece ser o padrão geral de tribos indígenas atuais em todos documentários que vi (e que diga-se de passagem, também serão comparativamente gráceis, mostrando ser uma diferença de estágio evolutivo e não condicionamento essa diferença com registro fóssil anterior), que não necessariamente eram focados nisso, mas não me lembro de falarem comumente de comportamentos de caça e coleta que fossem exatamente "despreocupados" com o gasto de energia, desperdiçando a vontade. Parece bem inseguro para a sobrevivência, por mais que se possa estar fisiologicamente adaptado a usar a energia eficientemente, a quase fazer "milagres" menos caricatos do que jejum vitalício, viver de luz.


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Talvez esses mecanismos expliquem o fato de terem existido ancestrais humanos do Paleolítico tão magros e musculosos,

O que mais se sabe é sobre serem musculosos/robustos (o que pode em parte ser só por genética, como "gorilas", não condicionamento), "magros" acho que é mais hipotético. As estátuas de Vênus sugerem que pelo menos algumas mulheres eram bem gordinhas. E numa escala evolutiva, somos os mais gordos dos hominídeos vivos, com diferenças fundamentais em metabolismo de gordura e genética do crescimento de tecido adiposo. E mesmo a reprodução humana depende de uma certa reserva de gordura corporal, sem a qual a ovulação cessa. Não sei se isso ocorre em outros hominídeos, e me parece ser mais uma coisa nas linhas de estratégias para economizar energia, e não de que possamos desperdiçá-la.

http://www.sciencemag.org/news/2015/06/why-humans-are-fat-primate




Mas, como sempre, estou me prolongando num assundo do qual nem entendo bem, só por uma compulsão em ser do contra quando acho que as ocisas não são 100% bem estabelecidas. Procurem orientação profissional e leituras mais aceitas sobr essas coisas de exercícios e dieta, e também tentem ver se ninguém morreu ou teve um treco tentando por em prática algo que alguma posição minoritária esteja defendendo como ideal... :biglol:
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: -Huxley- em 19 de Março de 2017, 15:32:40

Mas, como sempre, estou me prolongando num assundo do qual nem entendo bem, só por uma compulsão em ser do contra quando acho que as ocisas não são 100% bem estabelecidas. Procurem orientação profissional e leituras mais aceitas sobr essas coisas de exercícios e dieta, e também tentem ver se ninguém morreu ou teve um treco tentando por em prática algo que alguma posição minoritária esteja defendendo como ideal... :biglol:

Por falar em "coisas mais aceitas", veja o que era bem aceito em 1995... "Comam mais açúcar para comer menos gordura"...

(https://1.bp.blogspot.com/-HIlmRP2slUQ/WKBwEXxtijI/AAAAAAAAglQ/iDHIQIK8Nb4uEPVTq0HFi7e1HZ-jNwcJwCLcB/s640/AHA%2B1995.jpg)

(https://2.bp.blogspot.com/-ZBIvE_DKntI/WKBwEqTf-3I/AAAAAAAAglU/HgYTxZzPxBkRjgwHvQgD9bD1gOIuELgqQCLcB/s1600/AHA%2B1995b.jpg)

Fonte: http://www.lowcarb-paleo.com.br/2017/02/aha-1995-comam-mais-acucar-para-comer.html

Rir de Galileu também já foi "bem aceito"... :biglol:
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: João da Ega em 21 de Março de 2017, 11:43:05
Em suma, pra quem não tem tempo de ler o tópico todo:

Pessoas gordas que querem emagrecer devem comer

(  ) pouco (   ) muito carboidrato

e (   ) fazer jejuns maiores  (   ) comer em intervalos curtos.

Pessoas abaixo do peso que querem ganhar massa magra devem comer

(  ) pouco (   ) muito carboidrato

e (   ) fazer jejuns maiores  (   ) comer em intervalos curtos.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Gauss em 21 de Março de 2017, 19:29:39
Em suma, pra quem não tem tempo de ler o tópico todo:

Pessoas gordas que querem emagrecer devem comer

(  ) pouco ( X ) muito carboidrato

e ( X ) fazer jejuns maiores  (   ) comer em intervalos curtos.

Pessoas abaixo do peso que querem ganhar massa magra devem comer

( X ) pouco (   ) muito carboidrato

e (   ) fazer jejuns maiores  ( X ) comer em intervalos curtos.
Acertei?
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: -Huxley- em 21 de Março de 2017, 23:03:38
Pessoas de IMC baixo (magras) que querem ganhar massa magra devem comer MUITO carboidrato, principalmente no pós-treino (e, para a muitos, também no pré-treino; e há quem ache que uma pequena refeição de 50g de carboidratos + 20 g de proteínas basta). Essa é uma das pouquíssimas coisas que especialistas de convicções muito distintas que já li parecem concordar. Jeff Volek, médico que faz apologia à dieta low carb, faz a ressalva de que isso deve acontecer apenas nos dias de treino. Há gente que segue algo parecido, mas não igual a ele, esse artigo é interessante e detalhado: http://www.lowcarb-paleo.com.br/2013/06/prezado-dr-souto-exercicio-sem.html . Fleck e Kraemer, autores de Fisiologia do Exercício, fazem a recomendação de não ingerir excesso de carboidrato de alto índice glicêmico (alguns acham que carboidratos de alto índice glicêmico é recomendado no imediatamente pós-treino e tão somente).

Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 22 de Março de 2017, 14:37:37

Mas, como sempre, estou me prolongando num assundo do qual nem entendo bem, só por uma compulsão em ser do contra quando acho que as ocisas não são 100% bem estabelecidas. Procurem orientação profissional e leituras mais aceitas sobr essas coisas de exercícios e dieta, e também tentem ver se ninguém morreu ou teve um treco tentando por em prática algo que alguma posição minoritária esteja defendendo como ideal... :biglol:

Por falar em "coisas mais aceitas", veja o que era bem aceito em 1995... "Comam mais açúcar para comer menos gordura"...

Essa coisa de comparação com Galileu das posturas "fringe" deve até ser nome de alguma falácia informal. (E é! https://en.wikipedia.org/wiki/Association_fallacy#Galileo_Gambit )

Toda ciência vai no decorrer da evolução ter defendido alguma coisa que mais tarde fica risível, a partir do conhecimento acumulado. É ainda assim geralmente a melhor aposta para os leigos, do que escolher uma posição marginal qualquer, como se fosse time de futebol.


Ao mesmo tempo, não sei, mas imagino que talvez até possa ser uma postura defensável ainda hoje, se você partisse dos dados de como era a alimentação dos americanos então; mas não sei realmente. Talvez manteiga ou açúcar "empatem" como algo para passar no pão, mas para um padrão já cheio de consumo de gordura saturada, então fosse preferível o açúcar, por acrescentar alguma "variedade". Talvez mais relevante seja a possibilidade da AHA não ter colocado nessa publicação uma posição bem de acordo com o mainstream de então.


De 1996:

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http://circ.ahajournals.org/content/94/7/1795


...


1. Eat a variety of foods.

The AHA strongly endorses consumption of a variety of foods and believes that all dietary recommendations should enable individuals to adopt eating patterns consistent with their own lifestyles and that will supply the calories, protein, essential fatty acids, carbohydrates, vitamins, minerals, and fiber needed for good health. This pattern can be achieved by eating foods from all the food groups, including fruits and vegetables; nonfat and low-fat dairy products; whole-grain breads, cereals, pasta, starchy vegetables, and beans; and lean meat, skinless poultry, and fish. The AHA recommends that healthy individuals obtain an adequate nutrient intake from foods eaten in variety, balance, and moderation. Vitamin and mineral supplements are not a substitute for a balanced and nutritious diet designed to emphasize intake of fruits, vegetables, and whole-grain foods. Excessive intake of calories, sugar, and salt should be avoided.
...

5. Choose a diet moderate in sugar.

The AHA encourages consumption of complex carbohydrates in the form of grains, vegetables, and legumes. Sugar intake has not been directly related to risk for cardiovascular disease, but diets high in refined carbohydrates are often high in calories and low in complex carbohydrates, fiber, and essential vitamins and minerals.

...


Very Low-Fat Diets and Fat Substitutes

Diets in which less than 15% of calories are derived from fat have been advocated by some. There is little information about the potential value of such diets for the US population, and their consumption requires major lifestyle changes. This poses concern, particularly for healthy children and older persons, for whom other nutrient needs may be compromised by excessive restriction of fat. Moreover, in some persons reduced-fat, high-carbohydrate diets result in potentially adverse metabolic changes, including reduced HDL cholesterol and increased triglyceride levels.19 Therefore, the AHA believes that there is no justification to recommend widespread consumption of very low-fat diets.

The AHA recognizes that there may be a place for fat substitutes in the diet, but in the absence of evidence for overall health benefits, it discourages the use of these products. This is particularly true for children, who are encouraged to develop a taste for fruits, vegetables, and whole-grain foods rather than relying on foods containing fat or sugar substitutes and that are often of little nutritional value. There is also concern that in persons of all ages, emphasis on reduced-fat foods may override attention to total caloric intake, thereby contributing further to the rising incidence of obesity in this country.

...



:hein:


Título: Re:Paleodieta
Enviado por: -Huxley- em 23 de Março de 2017, 21:52:50


Essa coisa de comparação com Galileu das posturas "fringe" deve até ser nome de alguma falácia informal. (E é! https://en.wikipedia.org/wiki/Association_fallacy#Galileo_Gambit )

Não é falácia, pois minha posição não é de que "heresia é credibilidade". Ela, na verdade, está no contexto de simples negação. Negar que heresia em relação ao establishment científico significa não credibilidade.



Toda ciência vai no decorrer da evolução ter defendido alguma coisa que mais tarde fica risível, a partir do conhecimento acumulado. É ainda assim geralmente a melhor aposta para os leigos, do que escolher uma posição marginal qualquer, como se fosse time de futebol.

Establishment científico é uma coisa, ciência é outra. Se alguém leigo só conseguisse justificar a crença em algo apelando à autoridade e excluindo o recurso da argumentação direta, então seria melhor não acreditar em nada de proposições científicas mesmo. Pois se você só sabe se o establishment científico de determinada disciplina é razoável, se ele está dominado por idiotas, etc. através da argumentação direta, e não de apelos à autoridade.

E defender coisas risíveis por tanto tempo nem sempre é um engano científico inócuo. Pode ser também um erro que os cientistas impuseram a si próprios.

Ao mesmo tempo, não sei, mas imagino que talvez até possa ser uma postura defensável ainda hoje, se você partisse dos dados de como era a alimentação dos americanos então; mas não sei realmente. Talvez manteiga ou açúcar "empatem" como algo para passar no pão, mas para um padrão já cheio de consumo de gordura saturada, então fosse preferível o açúcar, por acrescentar alguma "variedade".

Nada justifica a AHA ter incluído junk foods (refrigerante, goiabada, etc.) na lista de alimentos que se deve comer. Pois, se era "Para controlar a quantidade e o tipo de gordura, gorduras saturadas e colesterol da dieta", usar, de forma reduzida, a lista que ela mesmo elaborou no panfleto já era suficiente (há alimentos bons e nutritivos). É melhor escrever pouco e razoável do que escrever muito e falar besteira.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 24 de Março de 2017, 08:49:31
É mais razoável assumir que as pessoas vão comer algum junk food, e sugerir opções um pouco menos ruins, do que fazer recomendações que só seriam seguidas a risca num ambiente militar (ou por "health junkies/nazis").



Citar
http://heathbrothers.com/switch-chapter-1/

...

As the two researchers brainstormed, their thoughts kept coming back to milk. Most Americans drink milk, and we all know that milk is a great source of calcium. But milk is also the single largest source of saturated fat in the typical American’s diet. In fact, calculations showed something remarkable: If Americans switched from whole milk to skim or 1% milk, the average diet would immediately attain the USDA recommended levels of saturated fat. How do you get Americans to start drinking low-fat milk? You make sure it shows up in their refrigerators. And that isn’t an entirely facetious answer. People will drink whatever is around the house—a family will plow through low-fat milk as fast as whole milk. So, in essence, the problem was even easier than anticipated: You don’t need to change drinking behavior. You need to change purchasing behavior.

Suddenly the intervention became razor-sharp. What behavior do we want to change? We want consumers to buy skim or 1% milk. When? When they’re shopping for groceries. Where? Duh. What else needs to change? Nothing (for now). Reger and Booth-Butterfield launched a campaign in two communities in West Virginia, running spots on the local media outlets (TV, newspaper, radio) for two weeks. In contrast to the bland messages of most public-health campaigns, the 1% milk campaign was punchy and specific. One ad trumpeted the fact that one glass of whole milk has the same amount of saturated fat as five strips of bacon! At a press conference, the researchers showed local reporters a tube full of fat—the equivalent of the amount found in a half-gallon of whole milk. (Notice the Elephant appeals: They’re going for an “Oh, gross!” reaction.)

Reger and Booth-Butterfield monitored milk sales data at all eight stores in the intervention area. Before the campaign, the market share of low-fat milk was 18 percent. After the campaign, it was 41 percent. Six months later, it held at 35 percent.

...

Título: Re:Paleodieta
Enviado por: -Huxley- em 25 de Março de 2017, 01:12:25
É mais razoável assumir que as pessoas vão comer algum junk food, e sugerir opções um pouco menos ruins, do que fazer recomendações que só seriam seguidas a risca num ambiente militar (ou por "health junkies/nazis").

Não vi qualquer esforço de buscar "pouco menos ruim" nos junk foods de estimação do panfleto da AHA. Digo isso, pois é engraçado que eles trataram bebidas alcóolicas com ressalva limitante-quantitativa e detalhada, inclusive usando uma expressão na condicional ("Se for bebê-los..."), mas... nada semelhante foi feito para os refrigerantes, goiabadas, marmeladas, balas, etc. que eles recomendaram. E sequer fizeram referência à possibilidade de algumas comidas doces (naturais ou industrializadas) serem adoçadas com adoçantes dietéticos, como sucralose ou estévia. Mas, apesar disso, claro, não se esqueceram do slogan "low fat".
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 25 de Março de 2017, 08:48:57
Não sei o quanto isso é cherry-picking, e não estou a fim de ficar defendendo esse panfleto/livro(?) especificamente.


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http://www.badscience.net/2005/06/nutritionist-free-diets-2/

Nutritionist-free diets

June 2nd, 2005 by Ben Goldacre in bad science, dangers, nutritionists, weight loss | 6 Comments »

Ben Goldacre

Thursday June 2, 2005
The Guardian
Talk about bad science
OK, hands up. I hate nutritionists and phoney diet marketers. I hate them because they confuse evidence and theory. I hate them because they make sweeping assertions that something will work in the real world on the basis of tenuous laboratory data. And they either do not understand that, or they do and they are being dishonest. In either case, I hate them. I hate them because they are richer than me. And lastly, and this is a tricky one, I hate them because they give dangerous advice.

At first glance, they give quite sensible advice. Dr Gillian McKeith PhD – for all the awful poo business and her bizarre misunderstanding of basic science about things like photosynthesis – promotes a pretty normal, sensible, healthy diet. The GI diet, for all the guff that goes with it, does too. And the grandiose nutritionism-peddling columnists from Sunday magazines, even if they do recommend you eat some particular nut because it contains lots of vitamin G and selenium, are still basically recommending fruit and veg. Everyone knows basic dietary advice, and they don’t need a nutritionist, doctor, alternative therapist or journalist, to tell them. They need their mum.

But the trouble is this: nutritionists and their kin sell the idea that diet is somehow more complicated than that; something that requires access to arcane and detailed knowledge to which only they have access; knowledge of the breakdown of exactly what is in each food. And so the shopper is paralysed. But do I need vitamins L and Y this week? Or calcium? Or protein? Or no protein? What kind of fat did you say again? Because when you sell the idea that eating well is complicated, that foods are made of immemorable combinations of chemicals, then you prime the market for Fruittella Plus “with added calcium and vitamins B, C and E”, and 7-Up Plus from Cadbury’s “with calcium and vitamin C” and the rest. I could go on. In fact, market research company Mintel’s new Global Products Database has identified a trend among confectionery manufacturers to fortify their products with vitamins and minerals. Mintel watch you eat. Their reports have chapter headings such as “continued focus on indulgence in desserts” and “focus on children in processed poultry sector”. And they are watching your every little irrationality so that somebody, somewhere, can take advantage of it. The moral? Eat your greens. Or the bogeymen will come and get you with their weird processed chicken army.








Citar
Ben Goldacre’s Radio 4 programme on “The Rise of the Lifestyle Nutritionists”. He did a really excellent job about the history of the snake oil salesmen. Best of all, though, was the discussion about the lack of intervention studies. This latter point is at the root of the whole problem. We get constantly conficting advice from naive observational studies. Sometimes I think they do more to confuse than enlighten Hear the programme on BBC iPlayer, or you can download as mp3 [6 Mb]

http://dcscience.net/lifestyle-nutritionists-1-24-mar-08.mp3


Part 2 of Ben Goldacre’s Radio 4 programme on “The Rise of the Lifestyle Nutritionists”. Another excellent analysis, contrasting the weakness of the evidence for the effects of diet with the certainties preached by supplement hucksters ; Many excellent contributors (plus a short bit from DC). Hear the programme on BBC iPlayer or you can download as mp3 file [ 6.8 Mb]

http://dcscience.net/lifestyle-nutritionists-2-31-mar-08.mp3



http://www.dcscience.net/?page_id=179

Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Spencer em 03 de Abril de 2017, 18:27:30
Colar muitos textos em inglês inibe a participação.
Mas, se existe um padrão metabólico que se submete às teorias nutricionistas, isto não está claro, seja por amostras ou estatisticamente.

O organismo humano surpreende aos profissionais da área de saúde a cada instante.
Pessoas fazem rigoroso regime para baixar o colesterol, usando até os medicamentos do tipo das Sinvastatinas, e o LDL é sempre alto. O pp organismo sintetiza a substância.
Os diabéticos e os hipoglicêmicos combatem em extremidades opostas nas linhas da dieta...
Ingestão quase exagerada de carboidratos em detrimento de outros grupos alimentares e não se aumenta o peso.

Resumindo, não existe dieta melhor que outra, mas pode ser melhor ou pior dependendo de casos individuais.
Palavra da salvação. :wink:
 

a
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Eremita em 23 de Julho de 2017, 07:58:37
A coisa toda se embasa numa falácia de apelo à natureza: "a gente comia assim quando éramos selvagens, então devemos comer assim e pronto". A verdade é que, potencialmente, somos piores do que ratos, comemos de tudo e somos bem adaptados a isso.

O problema não é *o que* comemos, mas sim *quanto*. Ironicamente comemos mal por questões naturais, nossos instintos alimentares fazem-nos procurar alimentos altamente calóricos e evitar desperdiçar energia para não morrermos de fome.

Inclusive. "Mimimi comida processada isso, comida processada aquilo"... os problemas principais da comida processada são não ter tanto controle sobre o que você ingere e algumas técnicas de processamento, mas de resto não é pior ou melhor que comida feita em casa.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Lorentz em 23 de Julho de 2017, 11:15:39
A coisa toda se embasa numa falácia de apelo à natureza: "a gente comia assim quando éramos selvagens, então devemos comer assim e pronto".

Considerar a teoria da evolução não é apelo à natureza. Se nosso organismo evoluiu e se adaptou para uma alimentação específica, nada mais correto que tentar seguí-la.

O problema não é *o que* comemos, mas sim *quanto*.

A proporção do que comemos também é um fator evolutivo.

Inclusive. "Mimimi comida processada isso, comida processada aquilo"... os problemas principais da comida processada são não ter tanto controle sobre o que você ingere e algumas técnicas de processamento, mas de resto não é pior ou melhor que comida feita em casa.

Tirando os defeitos, só sobram qualidades.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Eremita em 23 de Julho de 2017, 14:47:12
Considerar a teoria da evolução não é apelo à natureza. Se nosso organismo evoluiu e se adaptou para uma alimentação específica, nada mais correto que tentar seguí-la.
Considerar a evolução não é falácia. Mas não é isso que fazem, e sim assumem que uma dieta composta apenas pelo que comíamos numa época vá ser necessariamente melhor. Um exemplo está nas restrições impostas - poxa, de lá para cá a maior parte da humanidade evoluiu para adquirir tolerância à lactose, leite em si não é pior ou melhor do que carne. E podemos não ser pássaros, mas a razão pela qual não se comia grãos é apenas porque são difíceis de processar.

Citar
A proporção do que comemos também é um fator evolutivo.
Mais ou menos. Por razões evolutivas procuramos muito mais carboidratos rápidos e gorduras do que precisamos... daí o motivo de coisas açucaradas e frituras serem tão gostosas.

Citar
Tirando os defeitos, só sobram qualidades.
Tirando os defeitos que existem. De resto, o povo exagera. "Essa vitamina C é industrial, portanto é pior do que a vitamina C da rosa rugosa!" e coisas do tipo.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: EuSouOqueSou em 04 de Agosto de 2017, 17:29:03
Outro dia perguntei o que é afinal glúten. Parece essas perguntas que crianças fazem pra gente, mas ninguem soube me responder. E menos ainda qual a relação disso com obesidade. Achei esse texto bem esclarecedor para leigos.

http://www.menshealth.com/weight-loss/gluten-free-weight-loss

Citar
What is gluten, anyway? How does it affect the body?
Gluten is a protein found in wheat, barley, and rye, as well as in many common food additives. It's what gives dough its elasticity and baked goods their satisfying chewiness.
...

Should I avoid eating gluten even if I don't have problems with it?
Gluten is also shunned by another group: People who simply think gluten encourages weight gain and who claim to feel more energetic when they don't consume it.
...

But this is anecdotal evidence; mainstream research still hasn't substantiated the claims of those who believe gluten is bad for everyone. "There is no strong scientific evidence to support the assertion that avoiding gluten leads to benefits for the general population,"
...

Still, cutting out gluten can lead to weight loss—but not for the reason gluten-free advocates think. A strict gluten-free diet forces you to stay away from some refined carbohydrates that can lead to weight gain, Field explains. And that, she says, is where the weight-loss secret lies.

Gluten is found in many of the familiar weight-gain culprits: pizza, beer, burgers, pancakes. "Gluten itself probably isn't the reason you've packed on pounds," says Field.

"Eating too many refined carbohydrates is what expands your waistline." Commit to staying gluten-free and your food choices can become a snapshot of healthy eating—fruits, vegetables, brown rice, seeds and nuts, along with meat, fish, eggs, and milk products.

Avoiding gluten also means you're likely to adopt other whole grains and flours that lack gluten, such as buckwheat, quinoa, millet, teff, sorghum, and wild rice (which is not related to white rice). These aren't necessarily healthier options than gluten-rich wheat, barley, or rye, but consuming a wider range of grains gives you even more nutritional variety in your diet. (See "The New Power Grains," on the next page.) That's another good thing.

Ou seja, vc emgrece nao porque deixou de consumir gluten, mas pq deixou de consumir muitos alimentos ricos em carboidratos. Vc restringe a sua dieta pq o gluten esta presente na grande maioria dos alimentos ricos em carboidratos, logo vc emagrece. Acho que foi por aqui que vi algo relacionado a isso, a dieta low carb.

Enfim, essa coisa toda de gluten free é apenas mais um produto da industria do marketing, é preciso vender uma ideia e nada melhor que resumir tudo em um nome facil de lembrar: gluten, iPhone, calistenia, lean whatever, coaching, queratina, etc.

É o cancer do chamado "valor agregado"
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 04 de Agosto de 2017, 18:42:55
Nem "rico em carboidrato" deve ter muita relevância, é capaz de ser mais uma redução calórica incidental geral, não associada ao gluten em si. Parece que mesmo essas dietas de redução de carboidrato não tem efeito diferente de redução calórica apenas, em perda de peso.

https://www.youtube.com/v/hdY-NJq6zVQ
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Spencer em 11 de Agosto de 2017, 11:37:25
No meu tempo de faculdade, vida sedentária, engordei um tanto. Como jovem bonito e vaidoso me entreguei aos regimes e li tudo o que havia. A dieta do baixo carboidrato deu o melhor resultado, mas, tinha o efeito colateral de baixar minha disposição. Nesta dieta a caloria não importa, alimentos gordos não interferem no resultado, mas não pode prolongar-se pelos danos à saúde.
Observei que pessoas já gordas, gostam de alimentos gordos, não o contrário. Não engordam por isso; digamos, comem porque são gordos.
A mesma história do pré-diabético... adora doces e carboidratos em geral.
Que sina, essa! Para se manter a forma, sem academias, há que fazer sacrifícios...
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 11 de Agosto de 2017, 12:06:29
Academia é considerado perto de irrelevante, meio que quase um mito, em matéria de perda de peso. O efeito mais significativo não é a energia consumida, que exige atividades a nível de competidor olímpico para ser significativa, mas o efeito de redução da fome. A ingestão de calorias é sempre o primordial.

As novas versões da dieta Atkins, de redução de carboidratos, foram gradativamente incorporando aceitação de maiores doses de carboidratos.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Spencer em 11 de Agosto de 2017, 18:01:35
Sim, academias efetivamente muito pouco contribuem mas têm forte componente psico-motivacional.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: -Huxley- em 14 de Agosto de 2017, 21:16:41
Academia é considerado perto de irrelevante, meio que quase um mito, em matéria de perda de peso. O efeito mais significativo não é a energia consumida, que exige atividades a nível de competidor olímpico para ser significativa, mas o efeito de redução da fome. A ingestão de calorias é sempre o primordial.


Perto de irrelevante? Fazer HIIT na academia não tem apenas o efeito do gasto calórico durante o exercício:

Citar

A maioria das pesquisas sobre redução de gordura está relacionada a exercícios prolongados e cíclicos. Esses tipos de treino necessitam de uma duração muito grande e levam à perda de peso insignificante (Shawn et al., 2006). Já os exercícios de HIIT ajudam na perda de peso (...)

Trapp et al. (2008) demonstraram dados muito interessantes. Eles observaram 34 mulheres saudáveis, com idade entre 18 e 30 anos, inativas, sendo 12 da China, 18 da Europa, 3 do Sudeste Asiático e 1 da África. O grupo que praticou HIIT teve uma redução da gordura subcutânea de 2,5 kg e 10% de redução da gordura abdominal, uma melhora de 24% no VO2 máx e um aumento de 33% na sensibilidade à insulina. Outro trabalho com resultados interessantes no emagrecimento é o trabalho de Alkahtani et al. 2014, no qual evidenciou-se que o treino intervalado proporcionou uma tendência de redução no apetite. (...)

Trembley, Simoneau e Bouchard (1994) relatam os efeitos dos exercícios físicos de alta intensidade, como a redução subcutânea, a adiposidade e o aumento do gasto de energia de 5% a 15% no período de 24 a 48 horas.

Fonte: HIIT: fitness & wellness de Luís Cláudio Bossi, ver capítulo 2. Disponível em: https://books.google.com.br/books?id=YZcUDgAAQBAJ&pg=PT17&lpg=PT17&dq=hiit+diminui+o+apetite&source=bl&ots=Ro05SJR3jP&sig=G3oI8b3RsC_JOtPrGfPcEq1S_Fw&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwi2pajs3NXVAhWFPpAKHUIvAIM4ChDoAQhVMAg#v=onepage&q=hiit%20diminui%20o%20apetite&f=false

Ainda sobre o estudo de Trapp et al. (2008):

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(...)

GRUPO CONTROLE: Sem treino durante as 15 semanas

GRUPO INTERVALADO DE ALTA INTENSIDADE: 20 minutos pedalando (8” em vel. Max com 12” de pausa em baixa intensidade);

GRUPO CONTÍNUO/ STEADY STATE: 40 minutos pedalando a 60% do VO2MÁX.


Os resultados podem ser vistos na figura abaixo

(http://www.alexandrelevangelista.com.br/wp-content/uploads/2011/07/gordura1.jpg)

INFORMAÇÕES RETIRADAS DOS ARTIGOS

E. G. Trapp, D. J. Chisholm, J. Freund, and S. H. Boutcher,“The effects of high-intensity intermittent exercise training on fat loss and fasting insulin levels of young women,” International Journal of Obesity, vol. 32, no. 4, pp. 684–691, 2008.

Fonte: http://www.alexandrelevangelista.com.br/2011/07/27/exercicio-intervalado-de-alta-intensidade-e-diminuicao-da-gordura-corporal/#prettyPhoto



Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Buckaroo Banzai em 14 de Agosto de 2017, 22:21:51
Não quis sugerir que exercício não serve para nada, inclusive mencionei a redução de apetite. O ideal é quanto menos ociosidade, melhor, com algumas sessões aqui e ali mais intensas.

Tem gente que acha que fazer jogging leve está consumindo mais calorias do que um copo gigante de milk-shake/coca-cola com triplo açúcar que está tomando ao mesmo tempo, quando na verdade é mais como exercício intenso por um longo período ser só algo como uma xícara de café nem muito adoçada.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Eremita em 19 de Agosto de 2017, 21:03:08
Nem "rico em carboidrato" deve ter muita relevância, é capaz de ser mais uma redução calórica incidental geral, não associada ao gluten em si. Parece que mesmo essas dietas de redução de carboidrato não tem efeito diferente de redução calórica apenas, em perda de peso.
Há um porém: se você reduz muito os carboidratos, o corpo entra em cetogênese que não é muito eficiente, torrando parte da energia dos aminoácidos e ácidos graxos que consome. Isso ajuda em dietas como a do Atkins, e deve ser o motivo pela perda maior de peso depois de 6m no vídeo que você postou. Então não é a redução calórica, embora ela tenha [obviamente] impacto.

Entretanto, acho que depois de um tempo o corpo se acostuma, e já "redireciona" os carboidratos para as funções que precisam deles, então a eficiência de dietas de baixo consumo de carboidrato reduzirá com o tempo.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: -Huxley- em 19 de Agosto de 2017, 23:55:37
Sobre a teoria da justificação da Paleodieta, o médico Tim Spector já falou em O Mito das Dietas:

Citar
Na minha opinião, a principal deficiência da teoria é não considerar os últimos estudos genéticos ou evolucionários e tratar os seres humanos como autômatos rígidos e imutáveis. Além disso, ela se esquece dos trilhões de micróbios que levamos conosco, que vêm se adaptando e evoluindo. E, de qualquer forma, podemos ter certeza do que os nossos ancestrais realmente comiam?

Tim Spector menciona que a evidência mostra que 100 gerações já são suficientes para a seleção natural mudar a história de vida alimentar da população humana em nível de organismo humano, e quanto aos micróbios que levamos conosco, nem se fala. Tudo isso mostra que o nosso corpo teve tempo para evoluir ou se adaptar a muitos alimentos típicos de dietas do período pós-revolução agropecuária (leite e laticínios, grãos, legumes ricos em amido, etc.)
   
O livro Dieta Sem Dogmas de Matt Fitzgerald mostra que, num passado distante do Pleistoceno, os hominídios foram consumidores abundantes de grãos, comida demonizada na Paleodieta. Segundo Fitzgerald, relacionado a isso, talvez esteja um estudo que mostrou que nativos africanos que mudaram para uma dieta em vegetais ricos em amido apresentaram surpreendente plasticidade fenotípica na amilase salivar.   

A desonrosa revista Superinteressante recentemente mostrou que um pesquisador da Universidade de Sydney mencionou que o fogo tinha um papel em tornar as sementes e as raízes bem mais comestíveis no Paleolítico, o que desmente a tese que é certeza que nossos ancestrais do Paleolítico não comiam um monte de carboidratos.

A Paleodieta não é a "dieta do argumento evolutivo", ela é a "dieta do ancestral".
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: -Huxley- em 20 de Agosto de 2017, 11:55:57
Nem "rico em carboidrato" deve ter muita relevância, é capaz de ser mais uma redução calórica incidental geral, não associada ao gluten em si. Parece que mesmo essas dietas de redução de carboidrato não tem efeito diferente de redução calórica apenas, em perda de peso.
Há um porém: se você reduz muito os carboidratos, o corpo entra em cetogênese que não é muito eficiente, torrando parte da energia dos aminoácidos e ácidos graxos que consome. Isso ajuda em dietas como a do Atkins, e deve ser o motivo pela perda maior de peso depois de 6m no vídeo que você postou.

Pelo que entendi, a explicação acima seria equivalente a:

"Converter a energia essencial da proteína e da gordura é muito menos eficaz do que fazer isso com carboidratos: o corpo precisa usar mais calorias para fazer a mesma tarefa."

A insuficiência dessa explicação fica visível ao observarmos que dietas semelhantes as de Atkins não levam apenas a perda de peso, mas também a perda de gordura que deixa a composição corporal melhor. Restrição de calorias não evita a adiposidade excessiva. A questão do particionamento dos macronutrientes envolve explicação endócrina, tal como no modelo insulina-carboidrato (nele, a quantidade e a qualidade do carboidrato afetam a carga glicêmica):

Citar
*O corpo luta contra a restrição calórica, com apetite aumentado e taxa metabólica mais baixa —  adaptações metabólicas que fazem a perda de peso progressivamente mais difícil ao longo do tempo

*Disfunção metabólica envolvendo células de gordura pode ser definitivamente demonstrada como precedendo a sobre-alimentação, ao menos em alguns modelos de obesidade

*A hiperinsulinemia primária promove o armazenamento de calorias no tecido adiposo, reduz a concentração de calorias na corrente sanguínea, dispara a sobre-alimentação e causa ganho de peso. Em estado de hiperinsulinemia, a restrição de alimentos pode diminuir a taxa de ganho de peso, mas não evita a adiposidade excessiva

*Carboidratos altamente processados causam mais secreção de insulina, caloria por caloria, do que qualquer outro alimento, e estão consistentemente associados com o maior ganho de peso nos melhores estudos de coorte [Mozaffarian].

*Os estudos de maior qualidade sobre perda de peso —  com medidas para garantir a diferenciação entre os grupos tratados —  mostra vantagens claras de uma dieta de carga glicêmica reduzida comparada a dietas low-fat

*Reduzir a carga glicêmica parece atenuar as adaptações biológicas que antagonizam a perda de peso, incluindo redução do gasto energético [Pereira, Ebbeling].

Fonte: http://www.lowcarb-paleo.com.br/2016/01/


E eu já argumentei que esses estudos de meta-análise que concluem que "o que importa é seguir uma dieta, qualquer dieta" analisam estudos com falhas graves:

O estudo de Holt et al sobre saciedade citado pelo blog Ciência da Nutrição já tinha rebatido por David Ludwig no artigo dele mostrado no meu post de 21 de maio:

Citar
Esse é um dos tópicos mais interessantes, porque normalmente é um dos mais exaltados quando o assunto é índice glicêmico. Ao serem avaliadas, fome e saciedade podem ser estudados de duas formas: aguda e crônica.

O efeito agudo se refere à influência que as dietas têm no curto prazo. Nesse caso, quando falamos apenas em dietas de baixo IG (não necessariamente considerando o impacto real sobre a CG), a literatura científica sugere de forma consistente que essas dietas não promovem maior saciedade ou maior redução na fome. Além do mais, nesse ano de 2016 foi publicada uma meta-análise, incluindo 11 ensaios clínicos randomizados, que verificou que refeições (café da manhã) com baixo ou alto IG possuem o mesmo efeito sobre a fome e a saciedade, não havendo diferenças no consumo energético das refeições subsequentes ao longo do dia.

Mesmo assim, ainda temos alguns trabalhos científicos mostrando justamente o contrário do que normalmente é falado: refeições e alimentos com maior IG podem levar a uma maior sensação de saciedade. Em um estudo de 2014 realizado no Reino Unido, os homens que participaram da pesquisa relataram uma menor sensação subjetiva de fome logo após o café da manhã (refeição realizada no laboratório) e também ao longo do resto do dia (refeições realizadas em casa, mas com alimentos providenciados pelos pesquisadores). De forma semelhante, em um estudo de 2002, o consumo de batata inglesa — um alimento conhecido pelo seu elevado IG — levou a uma maior sensação de saciedade do que a ingestão de cevada (com menor IG) em pessoas idosas.

Além disso, em um estudo clássico de 1995 que desenvolveu o conceito de índice de saciedade dos alimentos, Holt e colaboradores verificaram que a batata inglesa cozida, apesar do seu alto IG, foi o alimento com maior capacidade de induzir saciedade entre todos as amostras testadas. E esse resultado é bastante interessante porque a batata foi superior não apenas a outros alimentos ricos em carboidratos que possuem menor IG, mas também em relação àqueles tradicionalmente classificados com maior capacidade de induzir saciedade (ricos em proteínas), tais como carne bovina e peixe — e que possuem IG = 0, já que essencialmente não possuem carboidratos em suas composições.

Citar
8. Comidas que levam a maiores níveis sanguíneos de glicose e insulina não resultam em maior fome subsequente. O estudo mais aprofundado examinou 38 comidas comuns e não descobriu relacionamento entre o índice glicêmico e a fome subsequente, e um relacionamento inverso entre níveis de insulina e fome (ou seja, comidas que causavam a maior liberação de insulina tendiam a ser mais saciantes ; 17).

Os problemas metabólicos que se seguem a uma dieta de alta carga glicêmica ocorrem várias horas após comer. A revisão citada por Guyenet, de 20 anos atrás, examinou respostas glicêmicas e insulinêmicas 2 horas depois da refeição. Conforme extensivamente revisado [Ludwig], os problemas metabólicos com comidas de alta carga glicêmica emergem tarde no período pós-prandial (cerca de 3 a 5 horas depois), quando a disponibilidade de combustíveis metabólicos é reduzida [Ludwig, Walsh,Ludwig, Roberts]. Análises que falham em distinguir entre efeitos rápidos (quando a glicemia aumenta) e efeitos tardios (quando os combustíveis metabólicos decrescem) serão desinformativos.

É comum que se diga que as dietas de baixo IG/CG não funcionem, porém...

Citar

Em pessoas aparentemente saudáveis, ou sem problemas de saúde claramente manifestos, a literatura sugere consistentemente que, no médio e longo prazo, a adoção dessas dietas parece não exercer efeito benéfico nos níveis de hemoglobina glicada (HbA1c) — um dos melhores marcadores de controle glicêmico que temos na prática.

Em primeiro lugar, "o que a literatura sugere consistemente" tem pouca importância, pois a maioria dos estudos estariam no caminho errado em termos de controle. Ludwig afirma que, diferentemente das pesquisas farmacológicas, as pesquisas de dieta de perda de peso são subfinanciadas - raramente recebem mais que algumas centenas de milhares de dólares. Isso ocorre em detrimento da qualidade (Retirado do livro Emagreça Sem Fome):

Citar
Em geral, as intervenções implicam apenas uma orientação do que comer, mas sem qualquer ajuda real na compra dos alimentos ou no preparo das refeições. Com esse apoio limitado, a maioria dos participantes em estudo de dieta não muda muito de comportamento de comparação (por exemplo, pessoas as quais foi atribuída uma dieta de baixo teor de gordura versus uma dieta de baixo teor de carboidratos) acabam não comendo muito diferente um dos outros. Não surpreende que esses estudos produzam tão pouca perda de peso em ambos os grupos.

Felizmente, segundo ele, alguns estudos foram bem conduzidos, ele deu exemplos no artigo que postei tempos atrás: http://www.lowcarb-paleo.com.br/2016/01/
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Eremita em 04 de Setembro de 2017, 21:56:16
Pelo que entendi, a explicação acima seria equivalente a:

"Converter a energia essencial da proteína e da gordura é muito menos eficaz do que fazer isso com carboidratos: o corpo precisa usar mais calorias para fazer a mesma tarefa."
É mais complicado... eu quis dizer que a falta de carboidratos faz o corpo desperdiçar parte da energia das proteínas e dos ácidos graxos.

Afinal de contas, não há ácido oxaloacético para o ciclo do ácido cítrico (usa-se uma via metabólica alternativa e menos eficiente) e a cetogênese é tudo, menos eficiente (o ácido acetoacético no fim das contas é só um jeito do corpo permitir ao cérebro e outros órgãos "chatos" que recebam a energia; mas a cada cetona que este produz, perde-se no mínimo um acetil-CoA, talvez dois).

Concordo que a explicação seja insuficiente, e a coisa seja bem mais complexa. Mas já dá um motivo pelo qual as dietas low-carb (ou ao menos as *no-carb*) funcionariam a curto prazo melhor (de forma aguda) que as outras.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: Spencer em 12 de Outubro de 2017, 08:09:57
Amigos,  é assunto grave:
Morte súbita e AVE, ocorrem entre pessoas jovens, nas academias e mesmo mais velhas, claro, que sequer supunham tal possibilidade.

O Arsenal de fármacos contra as cardiopatias é grande e variado mas recentemente voltou à tona um elemento que era fundamental, no passado, e a Indústria Farmacêutica com muito garbo anda distraída, sobre.
Se alguém chegasse a um CTI, com arritmia grave, parada cardíaca, aplicava-se uma solução de Magnésio na veia. Era o suficiente.

Muitos autores e mais recentemente – Ana María La Justicia, formada em Ciências Químicas pela Universidade Complutense de Madrid, publicou recentemente um livro sobre a necessidade do consumo de substâncias e alimentos ricos em magnésio: ‘O magnésio no esporte’.

Na publicação, ela explica que “este mineral é imprescindível para o relaxamento muscular, a obtenção de energia no ciclo de Krebs (liberação de energia, ao nível celular, de forma gradual, em organismos aeróbicos) para a formação e reparação dos tecidos”. Inclusive, assegura que “muitas pessoas que fazem exercício físico prolongado sabem que a falta de potássio no músculo provoca câimbras, porém, quase ninguém explicou que a falta de magnésio também causa o mesmo efeito”.
O mais perigoso tem relação com a temida morte súbita e os acidentes vasculares cerebrais, mais habituais nas corridas, ultimamente, do que nós gostaríamos.

Entre os alimentos que possuem o magnésio estão as frutas como uva, banana e abacate; grãos e derivados como a granola, gérmen de trigo e aveia; sementes e nozes como gergelim, amendoim, girassol castanha e amendoim, além de leite, soja, grão de bico, pão, peixes, batata, beterraba, couve e espinafre.
Para suprir as necessidades do organismo, os médicos indicam consumir cerca de 400mg de magnésio por dia. A cada 100g dos alimentos citados acima você terá aproximadamente 30g do mineral.

Alimentos                  Peso   Magnésio   
Sementes de abóbora   57 g   303 mg   
Amêndoas   78 g   238 mg   
Avelã   68 g   192 mg   
Castanha-do-pará   70 g   166 mg   
Amendoim   72 g   125 mg   
Sementes de girassol   68 g   82 mg   
Alcachofra   120 g   72 mg   
Espinafre   100 g   64 mg   
Aveia cozida   234 g   56 mg   
Beterraba fresca cozida   72 g   
Gérmen de trigo   14 g   45 mg   
Iogurte   245 g   43 mg   
Arroz integral   98 g   42 mg   
Abacate   100 g   39 mg   
Ameixa   85 g   38 mg     
Banana   118 g   34 mg   
Leite desnatado   245 g   28 mg   
Suco de laranja   242 g   27 mg
   
Um adulto saudável necessita de uma quantidade entre 310 mg a 420 mg de magnésio por dia para manter uma vida saudável e um bom funcionamento cerebral.

Mas o melhor, para os que não têm tempo para selecionar criteriosamente o que comem, no dia-a-dia, é que existes suplementos magnésicos comuns e baratos para, particularmente, a prevenção das cardiopatias.

Título: Re:Paleodieta
Enviado por: O Grande Capanga em 13 de Outubro de 2017, 12:03:16
Falando mais especificamente de dietas low carb, seguem algumas considerações:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1926001564338698&set=p.1926001564338698&type=3&theater

https://www.facebook.com/eduardo.haluch.5/posts/1949123045359883

O Dudu é um cara que admiro pelo conhecimento. Apesar de ser estudante de nutrição, tem um conhecimento de fisiologia, bioquímica, nutrição etc. muito profundo. Dentro do fisiculturismo brasileiro, ele é referência.
Título: Re:Paleodieta
Enviado por: -Huxley- em 20 de Outubro de 2017, 22:04:47
Falando mais especificamente de dietas low carb, seguem algumas considerações:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1926001564338698&set=p.1926001564338698&type=3&theater

https://www.facebook.com/eduardo.haluch.5/posts/1949123045359883

O Dudu é um cara que admiro pelo conhecimento. Apesar de ser estudante de nutrição, tem um conhecimento de fisiologia, bioquímica, nutrição etc. muito profundo. Dentro do fisiculturismo brasileiro, ele é referência.

1- Dieta cetogênica e dieta low carb são conceitos distintos. 130 g de carboidratos por dia ainda consegue ser considerada dieta low carb e cetose nutricional é completamente dispensável para a dieta low carb existir: http://www.lowcarb-paleo.com.br/2017/10/cetose.html 

2- As tais evidências que supostamente mostrariam que dieta low carb e dieta low fat tem mais ou menos o mesmo desempenho quanto ao peso no longo prazo são desmentidas quando o controle do comportamento alimentar das cobaias é uma variável tomada com extremo cuidado. (ver meu post de 20 de Agosto de 2017, 11:55:57)

3- Qualquer dieta que torne relativamente fácil o déficit calórico, mesmo que tenha alta quantidade de proteínas, tende a gerar risco de que a perda de massa gorda seja acompanhada de perda de massa magra, e isso não é válido não só para a dieta low carb. Todavia, existe evidência experimental de robusta preservação de massa muscular mesmo em dieta very low carb com déficit calórico. O artigo "Very-low-carbohydrate diets and preservation of muscle mass" de Anssi H. Manninen publicada no periódico Nutr Metab, por exemplo, trata disso.

4- É interessante esse debate sobre a necessidade de carboidratos para a hipertrofia. Todavia, eu fico curioso e apreensivo quando não mencionam qual é a quantidade de carboidratos que consideram indispensável, uma vez que haja alta quantidade de proteínas na dieta. Seria interessante saber porque não atletas focados em exercícios de baixo volume e intensidade alta (isto é, apenas suficiente para possibilitar a hipertrofia) e com dieta altamente proteica precisariam de alta porcentagem das calorias vindas dos carboidratos para ter crescimento muscular. Se mesmo restrição moderada de carboidratos prejudicaria a hipertrofia, restaria saber porque é tão comum homens jovens de sociedades de caçadores-coletores serem magros e musculosos. No livro Por Que Engordamos e o Que Fazer para Evitar, Gary Taubes mostra que, em pesquisa com dieta de 229 populações de caçadores-coletores, a composição das calorias diárias eram representadas por 22% a 40% de carboidratos (e 19% a 35% para proteínas). Só em 14% das populações, a maioria das calorias vinham de alimentos de origem vegetal.