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Discussões => Ciência, Tecnologia e Saúde => Tópico iniciado por: Buckaroo Banzai em 02 de Dezembro de 2013, 18:32:45

Título: Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 02 de Dezembro de 2013, 18:32:45
Espero que ainda não tenha sido criado tal tópico.


Quais outros animais, além do gato e talvez outros felinos aparentados de pequeno porte, também caem sempre em pé? Imagino ser uma adaptação arborícola, então não seria surpreendente se outros animais, especialmente feliformes, também tivessem isso. "Grandes gatos", tigres, leões, onças, também conseguem fazer isso, ou ao menos têm a mesma resposta inicial, que talvez não funcione por causa da biomecânica inviabilizar o feito com uma massa maior? Seria legal se os mythbusters testassem, suspendendo um tigre de costas para o chão, sobre um colchão de ar ou algo assim, e então soltar.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Nina em 02 de Dezembro de 2013, 23:59:12
Que eu saiba, é exclusividade dos integrantes do gênero Felis...
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Gigaview em 03 de Dezembro de 2013, 00:32:25
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Aerial righting reflexes have been described historically in various mammals such as cats, guinea pigs, rabbits, rats, and primates. The mechanisms whereby such righting can be accomplished depend on the size of the animal and on anatomical features associated with motion of the limbs and body.

http://icb.oxfordjournals.org/content/51/6/937.full
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 03 de Dezembro de 2013, 00:58:23
Procurando por "righting reflex" agora há pouco vi um artigo falando sobre o reflexo em tartarugas. Mas só pode ser algo como reorientação aquática... apenas é engraçado imaginar. Pensei inicialmente que fosse um tipo de pegadinha acadêmica, como o paper da filogenia do pé-grande.


E especificamente sobre felinos, vi uns dois livros no google books mencionando que isso ocorreria com leopardos, embora era só citado, não reportado. Num blog o autor sugere registrar um caso onde isso não acontece, com filhote de leopardo, mas na seqüência de fotos parece que ele já está se acertando (o reflexo), e o autor relata que aterrissagem em si foi "espraiada". Acho que conta mais a favor do que contra.



O artigo que o Gigaview postou diz que é um reflexo existente até em cães, então deve ser universal nos gatos mesmo, provavelmente de "carnivora" ancestral.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Gigaview em 03 de Dezembro de 2013, 06:51:49
Pode ser uma "lembrança" de vôos ancestrais?

Citar
Reports of cats surviving falls of several stories in height have coined the expression of cats having “high rise syndrome.” Like many small animals, cats are said to have a non-fatal terminal falling velocity. That is, because of their very low body volume-to-weight ratio these animals are able to slow their decent by spreading out – flying squirrel style. Simply put, animals with these characteristics are fluffy and have a high drag coefficient giving them a greater chance of surviving these falls.
http://www.physlink.com/education/askexperts/ae411.cfm
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Rocky Joe em 03 de Dezembro de 2013, 12:34:07
Pode a febre ter sido selecionada pela seleção natural por aumentar o ritmo em que o corpo mais trabalha, i.e., maior temperatura -> mais movimento?
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 03 de Dezembro de 2013, 13:23:14
Pode ser uma "lembrança" de vôos ancestrais?

Citar
Reports of cats surviving falls of several stories in height have coined the expression of cats having “high rise syndrome.” Like many small animals, cats are said to have a non-fatal terminal falling velocity. That is, because of their very low body volume-to-weight ratio these animals are able to slow their decent by spreading out – flying squirrel style. Simply put, animals with these characteristics are fluffy and have a high drag coefficient giving them a greater chance of surviving these falls.
http://www.physlink.com/education/askexperts/ae411.cfm

Acho que estaria mais para "lembrança" de "vôos" ancestrais.

Em vez de vôos propriamente ditos, ou mesmo "gliding", os fatores devem ter sido quedas e pulos de galho em galho. E isso por sua vez talvez já deva ter algo de incipiente no equilíbrio ao ficar de pé e no reflexo de se levantar, acho.

O ancestral comum dos mamíferos carnívoros (caniformes + feliformes) tinha um jeito de civeta/geneta, que já parecem meio que um gato cruzado com doninha. Supõe-se ou sabe-se que alguns eram arbóreos, mas acho que não tiveram ancestrais que fossem muito análogos a esquilos-voadores.





Pode a febre ter sido selecionada pela seleção natural por aumentar o ritmo em que o corpo mais trabalha, i.e., maior temperatura -> mais movimento?

Eu não sei se entendi.

Se a febre é uma resposta adaptativa, provavelmente deve ser o resultado mais ou menos direto do que faz essa temperatura elevada sobre patógenos que está sendo selecionado. Então talvez se pudesse ter até uma "anti-febre", teoricamente, se isso surtisse efeito positivo e tivesse quaisquer requisitos necessários para ser uma resposta "selecionável"; não importando se o corpo fica na temperatura "que mais trabalha" ou abaixo.

Por outro lado, (e acho que talvez seja isso que está querendo dizer por "aumentar o ritmo em que o corpo mais trabalha") talvez o efeito mais indireto pudesse ser o de colocar o corpo numa temperatura onde os mecanismos de defesa do organismo funcionassem melhor/mais rápido, por qualquer particularidade ou princípio geral físico-químico/bioquímico que seja, mesmo que a elevação temperatura não tenha nenhum efeito direto nos patógenos (ou seja também benéfica a eles).

Acho que já vi qualquer coisa sobre animais "de sangue frio" gerarem uma febre "artificial" se colocando no sol.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Rocky Joe em 03 de Dezembro de 2013, 14:02:35
Citar
Por outro lado, (e acho que talvez seja isso que está querendo dizer por "aumentar o ritmo em que o corpo mais trabalha") talvez o efeito mais indireto pudesse ser o de colocar o corpo numa temperatura onde os mecanismos de defesa do organismo funcionassem melhor/mais rápido, por qualquer particularidade ou princípio geral físico-químico/bioquímico que seja, mesmo que a elevação temperatura não tenha nenhum efeito direto nos patógenos (ou seja também benéfica a eles).

Acho que já vi qualquer coisa sobre animais "de sangue frio" gerarem uma febre "artificial" se colocando no sol.

Isso, isso que eu quis dizer.

Uma pergunta mais direta e mais aberta seria "a febre é um mecanismo de defesa ou um sintoma indesejado?".
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 03 de Dezembro de 2013, 14:12:27
Pode bem ser "ambos", certamente pode passar de um limite onde oferece risco em si, por mais que esteja ajudando em algum nível.

No artigo da wikipédia é dito que isso é debatido ainda.

Citar
Usefulness[edit]
There are arguments for and against the usefulness of fever, and the issue is controversial.[22][23] There are studies using warm-blooded vertebrates[24] and humans[25] in vivo, with some suggesting that they recover more rapidly from infections or critical illness due to fever. A Finnish study suggested reduced mortality in bacterial infections when fever was present.[26]
In theory, fever can aid in host defense.[22] There are certainly some important immunological reactions that are sped up by temperature, and some pathogens with strict temperature preferences could be hindered.[27]
Research[28] has demonstrated that fever assists the healing process in several important ways:
Increased mobility of leukocytes
Enhanced leukocyte phagocytosis
Endotoxin effects decreased
Increased proliferation of T cells[29]

https://en.wikipedia.org/wiki/Fever#Usefulness
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: 3libras em 13 de Dezembro de 2013, 03:32:45
Citar
Por outro lado, (e acho que talvez seja isso que está querendo dizer por "aumentar o ritmo em que o corpo mais trabalha") talvez o efeito mais indireto pudesse ser o de colocar o corpo numa temperatura onde os mecanismos de defesa do organismo funcionassem melhor/mais rápido, por qualquer particularidade ou princípio geral físico-químico/bioquímico que seja, mesmo que a elevação temperatura não tenha nenhum efeito direto nos patógenos (ou seja também benéfica a eles).

Acho que já vi qualquer coisa sobre animais "de sangue frio" gerarem uma febre "artificial" se colocando no sol.

Isso, isso que eu quis dizer.

Uma pergunta mais direta e mais aberta seria "a febre é um mecanismo de defesa ou um sintoma indesejado?".

Isso depende muito. a relação hospedeiro-parasita é muito complexa e a febre acaba interferindo nisso de diversas formas. mas é um mecanismo de defesa sim, pois acaba causando prostração no hospedeiro e com isso ele economiza energia e a "investe" no combate da doença.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 13 de Dezembro de 2013, 17:15:11
Golfinhos podem viver fora d'água?
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: 3libras em 14 de Dezembro de 2013, 02:05:40
Golfinhos podem viver fora d'água?


normalmente animais aquáticos naõ tem estrutura óssea para suportar o próprio peso.  mas se ele consegue respirar fora d'agua, sim. ele só respira fora d'gua, na verdade rs.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 14 de Dezembro de 2013, 17:14:30
Mas não haveria nenhum problema com a pele, ficando exposta ao ar o tempo todo?
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: 3libras em 15 de Dezembro de 2013, 00:08:16
Mas não haveria nenhum problema com a pele, ficando exposta ao ar o tempo todo?

teria, a pele deles, assim como os olhos, é adaptada a um ambiente com mais água e a toda hidrodinâmica do nado, mas provavelmente não seria a causa mortis (eles morrem por dificuldades respiratórias por não ter estrutura para suportar o próprio peso e em alguns casos de desidratação sistêmica.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: DDV em 19 de Dezembro de 2013, 02:29:35
Citar
Por outro lado, (e acho que talvez seja isso que está querendo dizer por "aumentar o ritmo em que o corpo mais trabalha") talvez o efeito mais indireto pudesse ser o de colocar o corpo numa temperatura onde os mecanismos de defesa do organismo funcionassem melhor/mais rápido, por qualquer particularidade ou princípio geral físico-químico/bioquímico que seja, mesmo que a elevação temperatura não tenha nenhum efeito direto nos patógenos (ou seja também benéfica a eles).

Acho que já vi qualquer coisa sobre animais "de sangue frio" gerarem uma febre "artificial" se colocando no sol.

Isso, isso que eu quis dizer.

Uma pergunta mais direta e mais aberta seria "a febre é um mecanismo de defesa ou um sintoma indesejado?".

A medicina a trata como sintoma indesejado.

Livros de clínica médica costumam dizer que a febre não trás nada de bom. Apenas os de fisiologia conjecturam sobre seus supostos benefícios ao organismo na luta contra infecções.

Na prática clínica, a febre é sempre tratada (com antitérmicos ou banho frio) e nenhum mal parece advir disso.

Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 25 de Janeiro de 2014, 14:00:25
http://www.iol.co.za/lifestyle/take-your-meds-spread-your-germs-1.1635784

Pesquisas sugerem que a febre ajude a "matar" infecções e diminuir a reprodução de vírus e bactérias, e que, tomar remédios para febre, não só reduz isso, como aumenta as chances de proliferação dos mesmos na medida em que as pessoas se sentem mais confortáveis e tendem a interagir mais com outras pessoas.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: _tiago em 25 de Janeiro de 2014, 15:02:44
Não deve ser uma proposta muito genérica, então. Tenho por mim que do monte de infecções que antigamente matavam, hoje a mortalidade das mesmas é bem reduzida.
Ou não!?
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 25 de Janeiro de 2014, 15:35:33
Isso não "refuta" os pontos. Tanto os patógenos foram ficando menos virulentos*, como outras medicações podem de fato aumentar as chances de sobrevivência, apesar de também aumentarem as chances de disseminação.


* http://www.ted.com/talks/paul_ewald_asks_can_we_domesticate_germs.html
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: _tiago em 25 de Janeiro de 2014, 23:36:39
Nem sei se pretendi refutar algo, foi só um comentário sobre, pelo visto, a forma como você sumarizou a ideia.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Bolsonaro neles em 16 de Fevereiro de 2014, 15:56:29
Os Neandertais perfaziam uma outra espécie humana ou uma outra raça humana? E os chimpanzés?
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 16 de Fevereiro de 2014, 17:09:08
São todas linhagens de origem comum (que em um momento, eram uma só), se separaram em diferentes datas, e eventualmente divergiram até se tornarem espécies diferentes, com neandertais talvez sendo apenas raças, segundo alguns critérios de classificação -- critério esse que não é equivalente ao critério social/mais comum hoje em dia; se neandertais são raças, todos humanos de hoje em dia são proporcionalmente apenas variações menores de uma única raça, africana.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Gigaview em 16 de Fevereiro de 2014, 18:21:28
(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/6f/Human-Neandertal_mtDNA.gif)
DNA humano moderno (esquerda) comparado com o do chimpanzé (direita) e do neandertal (centro).

http://pt.wikipedia.org/wiki/Homem-de-neandertal
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Bolsonaro neles em 16 de Fevereiro de 2014, 19:20:05
São todas linhagens de origem comum (que em um momento, eram uma só), se separaram em diferentes datas, e eventualmente divergiram até se tornarem espécies diferentes, com neandertais talvez sendo apenas raças, segundo alguns critérios de classificação -- critério esse que não é equivalente ao critério social/mais comum hoje em dia; se neandertais são raças, todos humanos de hoje em dia são proporcionalmente apenas variações menores de uma única raça, africana.
Ok. Foi como eu desconfiei. Embora eu tenha visto no Discovery que eram outra espécie, a semântica atual afirma que há apenas uma raça humana e conseqüentemente, os neandertais têm que ser então outra raça e não outra espécie.

Tá, mas e os chimpanzés? São outra espécie humana?
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 16 de Fevereiro de 2014, 19:56:08
Menos controversamente seriam outra espécie de hominídeos.

Se quer chamar a todos hominídeos de "humanos", são outra espécie humana. De vez em quando se faz isso, como chamar a todos felinos de "gatos", ou tiranossauriformes de "tiranossauros". Mas acho que de modo geral as pessoas vão estranhar esse uso do termo tecnicamente específico como mais abrangente. Já vi "protestos" nesse caso especificamente, quando alguém fez a sugestão de que "chimpanzés e gorilas descendem de humanos", onde "humanos" significava apenas hominídeos bípedes (que a maioria das pessoas mais provavelmente chamaria de "chimpanzé bípede", pela aparência), não "nós".


Os neandertais serem ou não serem uma espécie não tem a ver com "semântica" atual/social. É possível manter que "não existem raças" atuais, mas que neandertais também não eram só raças, mas espécies diferentes (vai dos gostos/critérios de cada pesquisador/autor). O meu ponto era que, necessariamente, se neandertais são tidos como "raças", não estão dentro do mesmo nível de diferenciação do que se entende costumeiramente hoje por raças humanas, estariam muito mais distantes.



Citar
(http://www.pnas.org/content/96/9/5077/F1.medium.gif) (http://www.pnas.org/content/96/9/5077/F1.large.jpg)

Figure 1 Unrooted phylogram of the neighbor-joining tree of 1,158 different CRI sequences before (A) and after (B) after topiary pruning to level PL = 8 to remove homoplasies. Bootstrap values ≥50% for the primary internodes are shown. Position of the midpoint root is indicated by arrow. Different colors indicate species (humans, bonobos, and gorillas) and subspecies (chimpanzees). Symbols indicate individuals belonging to the same social group: □, Taï Forest, Côte d’Ivoire; ■, Solo, Mali; ○, Eyengo, Lomako, Democratic Republic of Congo; ●, E-group, Wamba, Democratic Republic of Congo; ∗, Kasakela, Gombe, Tanzania.


NUMT=human nuclear sequence of mitochondrial origin




Outra versão, com as silhuetas dos macacos:

(http://ucsdnews.ucsd.edu/graphics/images/hominoid_tree.jpg)
UCSD BIOLOGISTS COMPILE GENETIC HISTORY OF APES AND HUMANS; ‘FAMILY TREE’ SHOWS THAT HUMANS HAD BRUSH WITH EXTINCTION
 (http://ucsdnews.ucsd.edu/newsrel/science/atree.htm)


O artigo não é recente, mas achei interessante o gráfico.


[PNAS] Mitochondrial sequences show diverse evolutionary histories of African hominoids (http://www.pnas.org/content/96/9/5077.full)
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Bolsonaro neles em 17 de Fevereiro de 2014, 13:14:00
Buckaroo, vc é biólogo?
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: João da Ega em 20 de Fevereiro de 2014, 12:19:00
Por que cachorros latem para o vazio (numa forma semelhante a que latem quando chega um estranho em casa)?

Minha cadelinha vez ou outra late para a parede do quarto. A sogra diz que ela (a cadela, não a sogra) tá vendo espíritos :ghost:

:quevedo:
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Gaúcho em 20 de Fevereiro de 2014, 13:03:51
Deve ser pelo mesmo motivo que comem merda e passam horas tentando pegar o próprio rabo.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Bolsonaro neles em 20 de Fevereiro de 2014, 13:28:15
Eles não comem merda, eles farejam a merda. Devido ao faro aguçado do cachorrinho, ele consegue distinguir algo lá dentro do cocô que pode ser aproveitado como comida.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Bolsonaro neles em 20 de Fevereiro de 2014, 13:50:17
Por que cachorros latem para o vazio (numa forma semelhante a que latem quando chega um estranho em casa)?

Minha cadelinha vez ou outra late para a parede do quarto. A sogra diz que ela (a cadela, não a sogra) tá vendo espíritos :ghost:

:quevedo:
Ele tem faro aguçado e pode estar sentindo o cheiro de algo ou alguém atrás da parede. Talvez tb alguma coisa, ou algum gato ou rato, ou ainda alguém familiar deixou o cheiro na própria parede.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Muad'Dib em 20 de Fevereiro de 2014, 19:45:37
Por que cachorros latem para o vazio (numa forma semelhante a que latem quando chega um estranho em casa)?

Minha cadelinha vez ou outra late para a parede do quarto. A sogra diz que ela (a cadela, não a sogra) tá vendo espíritos :ghost:

:quevedo:

É filhote?
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Muad'Dib em 20 de Fevereiro de 2014, 19:47:03
Eles não comem merda, eles farejam a merda. Devido ao faro aguçado do cachorrinho, ele consegue distinguir algo lá dentro do cocô que pode ser aproveitado como comida.

Cães comem merda sim. E com frequência bem alta.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Gabarito em 20 de Fevereiro de 2014, 19:53:36
Eles não comem merda, eles farejam a merda. Devido ao faro aguçado do cachorrinho, ele consegue distinguir algo lá dentro do cocô que pode ser aproveitado como comida.

Cães comem merda sim. E com frequência bem alta.

Alguns aqui em casa querem comer os de gato, que ficam dentro da caixa de areia dos gatos. Tenho que impedir o acesso dos cães à caixa de areia dos gatos.
Não acho que seja saudável deixá-los comer as fezes dos gatos, mesmo que demonstrem gostar.  :vomito:

Não são todos, só dois deles. Os outros dois não demonstraram ter esse gosto diabólico.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Gigaview em 20 de Fevereiro de 2014, 23:11:35
Por que cachorros latem para o vazio (numa forma semelhante a que latem quando chega um estranho em casa)?

Minha cadelinha vez ou outra late para a parede do quarto. A sogra diz que ela (a cadela, não a sogra) tá vendo espíritos :ghost:

:quevedo:

Cães não gostam muito de gnomos. Espalhe algumas imagens de gnomos pela casa para ele se acostumar. Se não funcionar podem ser espíritos mesmo...
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: João da Ega em 21 de Fevereiro de 2014, 07:58:42
Ele tem faro aguçado e pode estar sentindo o cheiro de algo ou alguém atrás da parede. Talvez tb alguma coisa, ou algum gato ou rato, ou ainda alguém familiar deixou o cheiro na própria parede.
Atrás da parede não tem ninguém, porque moro no 2º andar, e ela late pra parede de fora.

É filhote?
Sim, tem uns 4 meses.
Cães não gostam muito de gnomos. Espalhe algumas imagens de gnomos pela casa para ele se acostumar. Se não funcionar podem ser espíritos mesmo...
Essa hipótese peca pela falta de parcimônia. E gnomops costumam frequentar florestar e jardins (pergunte à Xuxa, que coloca maçãs no jardim e tem a prova que gnomos frequentam seu jardim, porque as maçãs somem!) É mais provável que sejam reptilianos invisíveis, mas que não conseguiram ainda se tornarem inodoros, ou então:

Deve ser pelo mesmo motivo que comem merda e passam horas tentando pegar o próprio rabo.

Postei isso aqui imaginando que era, como num tópico semelhante: perguntas idiotas sobre biologia que não merecem um tópico próprio  :vergonha:
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Bolsonaro neles em 21 de Fevereiro de 2014, 11:15:05
Tadinhos dos cachorrinhos, o faro aguçado lhes faz tomarem decisões idiotas.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Muad'Dib em 21 de Fevereiro de 2014, 20:07:14
Filhotes fazem isso mesmo. Aproveite que essa fase da vida dos cães é engraçadíssima.

Eu tive uma que, quando filhote, saia correndo alucinada pela sala e onde ela trombasse --sofá, mesinha, cadeira, etc-- ela parava encarava e começava a latir feito louca.

Essa conseguiu roer até destruir uma porta de um banheirinho mesmo ela estando fechada.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 25 de Fevereiro de 2014, 18:48:23
Por que cachorros latem para o vazio (numa forma semelhante a que latem quando chega um estranho em casa)?

Minha cadelinha vez ou outra late para a parede do quarto. A sogra diz que ela (a cadela, não a sogra) tá vendo espíritos :ghost:

:quevedo:

Já ouvi dizer/especularem que talvez tenham "esquizofrenia" (ou talvez alguma outra coisa nas linhas de alucinações mais ou menos comuns quando se perde a acuidade dos sentidos), mas não sei se isso tem qualquer embasamento. Acho "mais provável"* a explicação do parêntese (entre essas), especialmente se for algo mais comum em animais já mais velhos, o que acho que ouvi dizer ser o caso.


* ou melhor, acho que já seria "suficiente"/mais parcimonioso, uma vez que talvez as bases neurológicas para esquizofrenia especificamente talvez nem existam em outros animais. O que é menos provável de ser o caso com essas alucinações por deterioração sensorial, acho.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Gigaview em 25 de Fevereiro de 2014, 21:30:22
Na mitologia espiritóide, um cão pode não reconhecer o dono quando este (o dono) está bêbado. A explicação é que a imagem do dono pode ficar alterada pela falta de sobreposição do corpo etéreo sobre o corpo físico e que o cão, por isso, vê uma pessoa estranha, descrita como deformada.

Muitas vezes gatos também dividem suas atenções com objetos "invisíveis", e em algumas culturas são utilizados para "prospectar" forças invisíveis para famílias em situações de mudança de domicílio. O que não seria uma má idéia para um novo negócio na área espiritóide: oferecer um serviço de prospecção com detetização fluídica incluída no pacote contra todos os tipos de pragas espirituais. Quem quiser ser meu sócio, me envie uma MP para organizarmos um sistema de franquias.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Correio em 26 de Fevereiro de 2014, 01:00:17
Caramba Giga, tuas fontes são uma bosta mesmo! Meu falecido totó, o chorão, nunca me estranhou mesmo quando chegava de quatro em casa e criei gatos por décadas(minha mãezinha tem dois filhotes que são verdadeiras figuras) e nunca notei nada de "sobrenatural" com estes animais adoráveis. No conceito Gigavisualístico, tudo quanto é espirita é idiota! Assim não dá, assim não pode meu  :hmph:
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Gigaview em 26 de Fevereiro de 2014, 02:18:31
Caramba Giga, tuas fontes são uma bosta mesmo! Meu falecido totó, o chorão, nunca me estranhou mesmo quando chegava de quatro em casa e criei gatos por décadas(minha mãezinha tem dois filhotes que são verdadeiras figuras) e nunca notei nada de "sobrenatural" com estes animais adoráveis. No conceito Gigavisualístico, tudo quanto é espirita é idiota! Assim não dá, assim não pode meu  :hmph:

O Totó se acostumou com a sua feiura e você foi abandonado pelos seus fantasmas, não sobrando nada para ser visto pelos gatos. Essa é a explicação no melhor estilo espiritóide. Dizer que é idiota, ou não, fica por sua conta.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 14 de Maio de 2015, 19:11:10
Por que hipertensos só podem doar sangue quando não apresentam hipertensão?

A doação de sangue acaba tendo um efeito de "tratar" a hipertensão, temporariamente? :hein:

(Inferência a partir de algumas medicações para controle serem diuréticas)
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Luiz Souto em 14 de Maio de 2015, 20:53:47
Por que hipertensos só podem doar sangue quando não apresentam hipertensão?

A doação de sangue acaba tendo um efeito de "tratar" a hipertensão, temporariamente? :hein:

(Inferência a partir de algumas medicações para controle serem diuréticas)

Um hipertenso não tratado ( ou com tratamento inadequado) pode apresentar uma crise hipertensiva durante a doação , já que o tônus adrenérgico vai estar aumentado pela expectativa do procedimento. É uma reação natural ao estresse a elevação da pressão arterial ( mais a sistólica que a diastólica) mas clinicamente passar de 130 x80 mmHg para , digamos, 155 x 90 mmHg não causa problemas  porém passar de 150 x 100 mmHg para 190 x 110 mmHg pode desencadear sintomas.
Pela mesma razão é recomendado não fazer doação de sangue em jejum , pelo risco de desencadear hipoglicemia.
Só esclarecendo que a quantidade de sangue retirado não causa hipovolemia, a maior causa de sintomas durante a doação é por reação vaso-vagal ( que pode ocasionar ate desmaio).
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 14 de Maio de 2015, 22:01:17
 :ok:

Nem tinha imaginado isso de crise por nervosismo.

Curioso que a retirada de sangue não reduza a pressão. Achava que até havia algo assim como um tipo de procedimento emergencial, mas era confusão minha (com trepanação e sangria).


Mais sobre essa idéia:

http://www.straightdope.com/columns/read/2913/can-high-blood-pressure-be-reduced-through-bloodletting

O mecanismo de medicação diurética então deve ser de aumentar a eliminação sal, não líquido corporal em geral...  :vergonha:

Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: DDV em 15 de Maio de 2015, 10:51:39
O mecanismo de medicação diurética então deve ser de aumentar a eliminação sal, não líquido corporal em geral...  :vergonha:

Elimina ambos (uns mais, outros menos, a depender de cada diurético específico).

A pressão arterial (PA) é determinada pelo produto do Débito Cardíaco (DC) com a Resistência Vascular Periférica (RVP):

PA = DC x RVP

Os diuréticos agem reduzindo o DC (menos volume no corpo, menos volume bombardeado pelo coração). Mas é possível a PA aumentar mesmo com sangrias leves devido a um aumento na RVP, causada por aumento do tônus adrenérgico, por exemplo (que causa vasoconstricção das arteríolas).

 
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 15 de Maio de 2015, 12:26:46
Interessante. :ok:
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Rhyan em 15 de Maio de 2015, 20:37:19
Em muitos países, gays masculinos têm muitas dificuldades para doar sangue, mas todos os sangues doados não são examinados?
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: DDV em 16 de Maio de 2015, 00:31:01
Em muitos países, gays masculinos têm muitas dificuldades para doar sangue, mas todos os sangues doados não são examinados?

Os exames não são 100% sensíveis. Quanto menos fatores de risco envolvidos, melhor.

Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: DDV em 22 de Maio de 2015, 16:22:38
Por que a medicina é a profissão com a qual as pessoas mais se sentem à vontade para palpitar e demandar informalmente consultas grátis?

Não se vê muitos palpites rolando com engenheiros e advogados, por exemplo ("por que não coloca mais cimento nessa argamassa? Não deveria usar esse material ao invés desse?"). Também não se vê muitas requisições de projetos a engenheiros ou ações a advogados durante um almoço de família (quando ocorrem, estes mandam ligar pra secretária e marcar horário  :D).
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Barata Tenno em 22 de Maio de 2015, 16:26:27
O que não falta é gente fazendo consulta legal de graça. Toda festa tem no mínimo uma.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 22 de Maio de 2015, 16:26:56
Talvez porque corpo humano todo mundo tem, e acha que conhece mais ou menos bem o seu, ou ao menos algumas particularidades. A coisa deve ir se aproximando um pouco ou indo além com coisas relacionadas a assistência técnica de computadores e eletrodomésticos.



Andem com aquelas maquininhas de passar cartão.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: DDV em 22 de Maio de 2015, 16:35:09
Talvez porque corpo humano todo mundo tem, e acha que conhece mais ou menos bem o seu, ou ao menos algumas particularidades. A coisa deve ir se aproximando um pouco ou indo além com coisas relacionadas a assistência técnica de computadores e eletrodomésticos.

Não explica ou justifica, até porque o organismo é mais complexo e "difícil de entender" do que máquinas comuns.

A explicação que acho mais plausível é a existência de uma "medicina popular", tradicional, passada de boca em boca, baseada no senso comum ou em empirismo passado de geração a geração (alguns verdadeiros, outros não). Isso não existe no Direito e na Engenharia.

 
Citar
Andem com aquelas maquininhas de passar cartão.

O mais recomendável é mandar agendar uma consulta, onde a pessoa tenha mais tempo e disposição para analisar o caso (ao invés de bêbado em uma festa, por exemplo). A cobrança ocorrerá nesse processo (Ou não, se for um amigo ou parente e estes TAMBÉM prestem favores grátis ao médico*).

*Já soube de médicos que prestavam assistência grátis a "amigos" e, quando precisaram de um serviço profissional destes, tomaram no cu e receberam a cobrança na cara.  :lol:


Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: DDV em 22 de Maio de 2015, 16:45:54
Há também um outro motivo possível: a idéia de que médicos, de alguma forma, DEVAM prestar assistência gratuita (não-emergencial), sendo o pagamento a estes apenas um bônus ou privilégio, ou no máximo um dinheirinho "pra se sustentarem". Não se tem idéia semelhante com outras profissões.

Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 22 de Maio de 2015, 16:54:53
Sei lá, acho meio parecido, não que "justifique". "Olha só, eu tenho essa dorzinha no pé, mas só acontece quando eu ando muito de bicicleta, depois eu até preciso fazer compressa [...]" / "olha só, meu computador está dando esse problema, acho que foi só depois de instalar aquele jogo, e então depois de jogar eu sempre preciso reiniciar [...]", "você que entende dessas coisas, o que acha que seria bom eu fazer?"
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Sergiomgbr em 22 de Maio de 2015, 17:21:40
Por que a medicina é a profissão com a qual as pessoas mais se sentem à vontade para palpitar e demandar informalmente consultas grátis?

Não se vê muitos palpites rolando com engenheiros e advogados, por exemplo ("por que não coloca mais cimento nessa argamassa? Não deveria usar esse material ao invés desse?"). Também não se vê muitas requisições de projetos a engenheiros ou ações a advogados durante um almoço de família (quando ocorrem, estes mandam ligar pra secretária e marcar horário  :D).
Um parente meu fez recentemente um exame para a cadelinha dele suspeita de estar com leishmaniose em uma clínica veterinária. Pagou 150 reais no total. O resultado para o exame foi positivo mas a clinica disse que não fazia o tratamento da doença. Resultado, ele ficou com um certo desconforto bolsal, pra ele era como se fosse propaganda enganosa ou algo parecido. Eu perguntei pra ele se não seria o caso de perguntar tudo antes. Resumo da ópera, acho que há perguntas desse tipo que ficam num terreno nebuloso entre uma consulta e uma informação necessária mas não cobrável.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: DDV em 22 de Maio de 2015, 17:31:17
Sei lá, acho meio parecido, não que "justifique". "Olha só, eu tenho essa dorzinha no pé, mas só acontece quando eu ando muito de bicicleta, depois eu até preciso fazer compressa [...]" / "olha só, meu computador está dando esse problema, acho que foi só depois de instalar aquele jogo, e então depois de jogar eu sempre preciso reiniciar [...]", "você que entende dessas coisas, o que acha que seria bom eu fazer?"

As "consultas" das quais falo não são essas não. São pessoas que procuram o médico para uma "avaliação" (para si, seu filho, um amigo do cunhado da irmã) que demanda tempo e necessita prescrição e exames. Os exemplos que você deu são só perguntas simples, que recebem respostas simples e rápidas também (Ex: "pode ser uma tendinite, faça repouso da articulação, use compressa fria e use tal anti-inflamatório por tantos dias. Se não resolver, procure um ortopedista").

Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 22 de Maio de 2015, 17:40:29
Mas ambas são o ensejo para ver se a pessoa se oferece para ir lá e consertar ou o computador ou a perna do cara...

De qualquer forma essa pergunta é mais de psicologia do que medicina ou biologia. É bom encerrar o assunto aqui, a fim de não levarmos ambos cartões.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: DDV em 22 de Maio de 2015, 17:46:03
De qualquer forma essa pergunta é mais de psicologia do que medicina ou biologia. É bom encerrar o assunto aqui, a fim de não levarmos ambos cartões.

Concordo.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Sergiomgbr em 22 de Maio de 2015, 20:16:41
De qualquer forma essa pergunta é mais de psicologia do que medicina ou biologia. É bom encerrar o assunto aqui, a fim de não levarmos ambos cartões.

Concordo.
Ué, mas psicologia não é tributária tanto de ciências biológicas como medicina?
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: DDV em 22 de Maio de 2015, 20:34:20
De qualquer forma essa pergunta é mais de psicologia do que medicina ou biologia. É bom encerrar o assunto aqui, a fim de não levarmos ambos cartões.

Concordo.
Ué, mas psicologia não é tributária tanto de ciências biológicas como medicina?

Psicologia é uma ciência humana, embora receba e use conhecimentos da biologia.

Quanto ao assunto, nós simplesmente não queremos arriscar, pois a patrulha tá intensa esses dias.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Rhyan em 25 de Maio de 2015, 15:25:59
Por que há consenso de que os transgênicos são seguros se o campo da genética ainda é bastante incompleto e não se conhece os efeitos de longo prazo do uso de GMOs?

Já se sabe a(s) causa(s) dos sumiço das abelhas?
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 27 de Maio de 2015, 21:19:41
1) Acho que o consenso é que quando há "equivalência de substância", não seria naturalmente esperado nada de mais estranho do que com outras variedades, e, mesmo cogitando a possibilidade de algo completamente imprevisto e extraordinário, tal coisa seria ainda excepcionalmente extraordinária para só ter efeitos de longo prazo maior do que o já estudado (como na alimentação de gado). Algo meio como "comer regularmente arroz e feijão resulta em altos níveis de comportamento violento e câncer após doze gerações".

2) Acho que não exatamente, o "consenso" deve ser que "um pouco de tudo".

Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Incompreensível em 31 de Maio de 2015, 01:07:44
Por que há consenso de que os transgênicos são seguros se o campo da genética ainda é bastante incompleto e não se conhece os efeitos de longo prazo do uso de GMOs?

Já se sabe a(s) causa(s) dos sumiço das abelhas?

O consenso científico é que os transgênicos liberados são tão seguros (ou não) quanto os naturais.

Estuda-se aproximadamente 10 anos para lançar um alimento transgênico no mercado. O DNA alterado é copiado milhões de vezes para testes estatísticos. Parte das proteínas expressas conseguem ser analisadas e reconhecidas. Incontáveis animais são cobaias.






Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Cientista em 31 de Maio de 2015, 02:09:35
Porque consenso é coisa de política, não de ciência. Ocorre que os transgênicos são interessantes demais para se ficar discutindo muito a respeito, adotando-se a 'norma' de que o risco, caso haja, vale o uso, sendo esse último o real "consenso" a haver. Cientificamente, os efeitos de alterações genéticas não são tão simples quanto "analisar duplicações gênicas, sínteses protéicas e suas proteínas", tanto quanto não perscrutáveis em tempos como "10 anos". O problema maior nem mesmo precisa ser o diretamente alimentar ou de outro uso direto, embora, basicamente, deva-se garantir o direito de informação e decisão, mesmo "estúpida", a quem possa não desejar.




Por que a medicina é a profissão com a qual as pessoas mais se sentem à vontade para palpitar e demandar informalmente consultas grátis?

Não se vê muitos palpites rolando com engenheiros e advogados, por exemplo ("por que não coloca mais cimento nessa argamassa? Não deveria usar esse material ao invés desse?"). Também não se vê muitas requisições de projetos a engenheiros ou ações a advogados durante um almoço de família (quando ocorrem, estes mandam ligar pra secretária e marcar horário  :D).
Um parente meu fez recentemente um exame para a cadelinha dele suspeita de estar com leishmaniose em uma clínica veterinária. Pagou 150 reais no total. O resultado para o exame foi positivo mas a clinica disse que não fazia o tratamento da doença. Resultado, ele ficou com um certo desconforto bolsal, pra ele era como se fosse propaganda enganosa ou algo parecido. Eu perguntei pra ele se não seria o caso de perguntar tudo antes. Resumo da ópera, acho que há perguntas desse tipo que ficam num terreno nebuloso entre uma consulta e uma informação necessária mas não cobrável.
Médicos (o que vale para vets) são profissionais que usufruem da vantajosa característica de serem mais tolerados quanto a erros, só sendo cobrados realmente em situações extremas, de lesões irreversíveis a morte. Se receitam medicamento/terapia/exame ineficaz, simplesmente receitam outro e não são cobrados para restituição. Veja que você perguntou ao teu parente "se não seria o caso..." e não informou qual teria sido a resposta dele. O que seria devido é (perguntar pel)o ressarcimento diante de não ter sido esclarecido que tratava-se de exame eliminatório para confirmar se tratável ou não, e não "se deveria ter sido perguntado antes". Qualquer outro profissional que "receite" peça, material, procedimento... ineficaz arca com o erro.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Johnny Cash em 09 de Novembro de 2015, 16:58:39
Num buteco ontem, conversando butequianamente sobre uma impressão recorrente de que fetiche por pés femininos parece ser algo crescendo, ou pelo menos mais aparente pelos comentários de internet, ouvi falar que parafilias ocorrem muito mais em homens do que em mulheres, quando não somente no primeiro grupo.

Alguém sabe o motivo dessa discrepância?

Fico mais surpreso por conta das explicações do surgimento de várias parafilias serem, até então, pelo que me parece, mais focadas em eventos durante vida com escopo psicológico. Até existe algum estudo mais famoso que relaciona tempos de alta prevalência de DSTs pela sociedade, com maior apreciação de formas não usuais de sexo, mas isso continua sendo estranho para explicar algo que não afeta ambos os gêneros igualmente.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 09 de Novembro de 2015, 17:56:36
Homens têm maior libido (mais testosterona) e a própria configuração física do pênis, mais "auto-sensível", acaba sendo um reforço disso. Com isso já devem aumentar as chances de umas coisas meio pavlovianóides darem errado.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Johnny Cash em 09 de Novembro de 2015, 20:00:56
Curioso é que se eu fosse chutar a relação da testosterona com presença de fetiches no indivíduo, eu diria que se relacionaria com níveis mais baixos do hormônio.

Mesmo que isso fosse, ao que parece, novamente não explicar, ou até piorar, a questão do não desenvolvimento nas mulheres. Embora, talvez, para elas não seja bem a relação com a testosterona.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 09 de Novembro de 2015, 20:31:43
Os anos vão passando, e você acha que já deve ter ouvido falar de uns bons 99% de todas as práticas sexuais e taras/parafilias possíveis. Uma breve pesquisada na internet já te prova errado.

http://psychology.wikia.com/wiki/Paraphilias



Citar
https://en.wikipedia.org/wiki/Paraphilia#Causes

Causes

The causes of paraphilic sexual preferences in people are unclear, although a growing body of research points to a possible prenatal neurodevelopmental correlation. A 2008 study analyzing the sexual fantasies of 200 heterosexual men by using the Wilson Sex Fantasy Questionnaire exam, determined that males with a pronounced degree of fetish interest had a greater number of older brothers, a high 2D:4D digit ratio (which would indicate excessive prenatal estrogen exposure), and an elevated probability of being left-handed, suggesting that disturbed hemispheric brain lateralization may play a role in deviant attractions.[23]

Behavioral explanations propose that paraphilias are conditioned early in life, during an experience that pairs the paraphilic stimulus with intense sexual arousal.[24] Susan Nolen-Hoeksema suggests that, once established, masturbatory fantasies about the stimulus reinforce and broaden the paraphilic arousal.[24]

Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Dr. Manhattan em 09 de Novembro de 2015, 21:57:05
Num buteco ontem, conversando butequianamente sobre uma impressão recorrente de que fetiche por pés femininos parece ser algo crescendo, ou pelo menos mais aparente pelos comentários de internet, ouvi falar que parafilias ocorrem muito mais em homens do que em mulheres, quando não somente no primeiro grupo.

Alguém sabe o motivo dessa discrepância?

Fico mais surpreso por conta das explicações do surgimento de várias parafilias serem, até então, pelo que me parece, mais focadas em eventos durante vida com escopo psicológico. Até existe algum estudo mais famoso que relaciona tempos de alta prevalência de DSTs pela sociedade, com maior apreciação de formas não usuais de sexo, mas isso continua sendo estranho para explicar algo que não afeta ambos os gêneros igualmente.

Sem entrar no mérito da questão, mas acho todo tipo de comparação de prevalência de taras/fantasias entre homens e mulheres algo suspeito. Mulheres são menos propensas a divulgar suas fantasias. A não ser entre amigas próximas.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Johnny Cash em 09 de Novembro de 2015, 22:20:44
Os anos vão passando, e você acha que já deve ter ouvido falar de uns bons 99% de todas as práticas sexuais e taras/parafilias possíveis. Uma breve pesquisada na internet já te prova errado.

http://psychology.wikia.com/wiki/Paraphilias

Cara, tem tanta coisa e de tão diversos tipos que tem hora que eu me pergunto se existem mesmo, pelo menos em casos mais frequentes do um único isolado, ou se são apenas pessoas fazendo listas de coisas de nomes montados do tipo "qualquer coisa + filia".

Nos mesmos moldes do que acontece com as Fobias, que costumamos ver vira e mexe algo novo, tipo medo de caixas de som. Sempre num esquema meio assembled "algo não usual + fobia".


Citar
https://en.wikipedia.org/wiki/Paraphilia#Causes

Causes

The causes of paraphilic sexual preferences in people are unclear, although a growing body of research points to a possible prenatal neurodevelopmental correlation. A 2008 study analyzing the sexual fantasies of 200 heterosexual men by using the Wilson Sex Fantasy Questionnaire exam, determined that males with a pronounced degree of fetish interest had a greater number of older brothers, a high 2D:4D digit ratio (which would indicate excessive prenatal estrogen exposure), and an elevated probability of being left-handed, suggesting that disturbed hemispheric brain lateralization may play a role in deviant attractions.[23]

Behavioral explanations propose that paraphilias are conditioned early in life, during an experience that pairs the paraphilic stimulus with intense sexual arousal.[24] Susan Nolen-Hoeksema suggests that, once established, masturbatory fantasies about the stimulus reinforce and broaden the paraphilic arousal.[24]


Sobre o último parágrafo, me parece, pelo que tenho lido, que algo realmente forte nesse assunto é a "confirmação", do bias/fetiche/parafilia através da masturbação e o caminho contrário, meio de destruição do hábito também é possível.

O que também me levaria a afastar a hipótese puramente genética e duradoura, a não ser para o start primordial da coisa, que por algum motivo não existiria para as meninas.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Johnny Cash em 09 de Novembro de 2015, 22:25:15
Num buteco ontem, conversando butequianamente sobre uma impressão recorrente de que fetiche por pés femininos parece ser algo crescendo, ou pelo menos mais aparente pelos comentários de internet, ouvi falar que parafilias ocorrem muito mais em homens do que em mulheres, quando não somente no primeiro grupo.

Alguém sabe o motivo dessa discrepância?

Fico mais surpreso por conta das explicações do surgimento de várias parafilias serem, até então, pelo que me parece, mais focadas em eventos durante vida com escopo psicológico. Até existe algum estudo mais famoso que relaciona tempos de alta prevalência de DSTs pela sociedade, com maior apreciação de formas não usuais de sexo, mas isso continua sendo estranho para explicar algo que não afeta ambos os gêneros igualmente.

Sem entrar no mérito da questão, mas acho todo tipo de comparação de prevalência de taras/fantasias entre homens e mulheres algo suspeito. Mulheres são menos propensas a divulgar suas fantasias. A não ser entre amigas próximas.

Concordo, mas curioso ser tão assim ao ponto de não aparecer em qualquer pesquisa, sendo sempre algo que exclusivo masculino, ou discrepante ao ponto de ser vendido assim.

Por conta desse tipo de coisa, é que é interessante o recém estudo que parece que da as condições para que se possa verificar/confirmar objetos que provocam estímulo sexual nos indivíduos através da dilatação das pupilas:

Existe algo estranho aí. Dilatação de pupila como sinal inequívoco de excitação sexual?

Curioso... eu tinha lido ha uns dois dias algo exatamente sobre isso:


Citar
The Eyes Have It: Sex and Sexual Orientation Differences in Pupil Dilation Patterns
Gerulf Rieger , Ritch C. Savin-Williams

Published: August 3, 2012 DOI: 10.1371/journal.pone.0040256

Recent research suggests profound sex and sexual orientation differences in sexual response. These results, however, are based on measures of genital arousal, which have potential limitations such as volunteer bias and differential measures for the sexes. The present study introduces a measure less affected by these limitations. We assessed the pupil dilation of 325 men and women of various sexual orientations to male and female erotic stimuli. Results supported hypotheses. In general, self-reported sexual orientation corresponded with pupil dilation to men and women. Among men, substantial dilation to both sexes was most common in bisexual-identified men. In contrast, among women, substantial dilation to both sexes was most common in heterosexual-identified women. Possible reasons for these differences are discussed. Because the measure of pupil dilation is less invasive than previous measures of sexual response, it allows for studying diverse age and cultural populations, usually not included in sexuality research.

http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0040256
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Sergiomgbr em 09 de Novembro de 2015, 22:27:21
Homens têm maior libido (mais testosterona) e a própria configuração física do pênis, mais "auto-sensível", acaba sendo um reforço disso. Com isso já devem aumentar as chances de umas coisas meio pavlovianóides darem errado.
Só pra desambiguar, tenho impressão que testosterona não é o mesmo que libido para literalmente afirmar que mais testosterona = mais libido.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 10 de Novembro de 2015, 04:29:16
E não é, mas todo mundo faz essas simplificações, eu sou humano e peco também.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Sergiomgbr em 10 de Novembro de 2015, 14:55:11
Pois é, por isso mesmo coloquei o termo "desambiguar" para a hipótese de que pudesse ser uma hipérbole sua.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 15 de Dezembro de 2015, 19:48:16
Citar
http://news.sciencemag.org/health/2015/12/fast-spreading-virus-may-cause-severe-birth-defects

[...]It isn’t clear why Zika virus would be causing more frequent or severe birth defects in Brazil than it apparently has elsewhere. There’s a chance the virus has somehow become more pathogenic, Bispo says. Or perhaps the closely related dengue virus, which is endemic in Brazil, has made people more vulnerable to Zika, says Patricia Sequeira, a virologist in Bispo's lab. People who have antibodies to dengue might mount a less intense immune response to Zika, which might make it more likely that the virus crosses the placenta and infects a fetus.[...]


Isso é algo que tem análogos com outros vírus? Não seria o caso então também de ter tido um tipo de dengue tornar a pessoa mais vulnerável a outros, e, mais importante, de vacinas em geral -- especialmente as para gripe comum -- tornarem as pessoas mais vulneráveis a vírus aparentados?
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Marcel em 11 de Fevereiro de 2016, 20:52:37
Será que a ciência/governos/universidades vão aprender a lição que o zika deu? Digo, enquanto o zika era uma doença esquecida, restrita à Africa e sudeste asiático, era negligenciada e pouco estudada. Agora que "deu as caras", estão preocupados em estudar melhor, desenvolver vacina, etc... Se a ciência/governos/universidades tivessem estudado o zika antes, já teriam mais informações, vacina, etc para enfrentar a doença agora que ela traz problemas. Isso deveria servir de lição, eu acho...
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Pasteur em 11 de Fevereiro de 2016, 21:09:18
Será que a ciência/governos/universidades vão aprender a lição que o zika deu? Digo, enquanto o zika era uma doença esquecida, restrita à Africa e sudeste asiático, era negligenciada e pouco estudada. Agora que "deu as caras", estão preocupados em estudar melhor, desenvolver vacina, etc... Se a ciência/governos/universidades tivessem estudado o zika antes, já teriam mais informações, vacina, etc para enfrentar a doença agora que ela traz problemas. Isso deveria servir de lição, eu acho...

Creio que não aprenderam. Só agem quando o problema bate à porta.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Geotecton em 11 de Fevereiro de 2016, 21:12:45
Será que a ciência/governos/universidades vão aprender a lição que o zika deu? Digo, enquanto o zika era uma doença esquecida, restrita à Africa e sudeste asiático, era negligenciada e pouco estudada. Agora que "deu as caras", estão preocupados em estudar melhor, desenvolver vacina, etc... Se a ciência/governos/universidades tivessem estudado o zika antes, já teriam mais informações, vacina, etc para enfrentar a doença agora que ela traz problemas. Isso deveria servir de lição, eu acho...

Creio que não aprenderam. Só agem quando o problema bate à porta.

Não é uma questão de aprendizado e sim de interesse e ou de necessidade.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Pasteur em 11 de Fevereiro de 2016, 21:39:11
Será que a ciência/governos/universidades vão aprender a lição que o zika deu? Digo, enquanto o zika era uma doença esquecida, restrita à Africa e sudeste asiático, era negligenciada e pouco estudada. Agora que "deu as caras", estão preocupados em estudar melhor, desenvolver vacina, etc... Se a ciência/governos/universidades tivessem estudado o zika antes, já teriam mais informações, vacina, etc para enfrentar a doença agora que ela traz problemas. Isso deveria servir de lição, eu acho...

Creio que não aprenderam. Só agem quando o problema bate à porta.

Não é uma questão de aprendizado e sim de interesse e ou de necessidade.

Não aprendem porque não tem interesse.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Lorentz em 12 de Fevereiro de 2016, 08:53:27
Será que a ciência/governos/universidades vão aprender a lição que o zika deu? Digo, enquanto o zika era uma doença esquecida, restrita à Africa e sudeste asiático, era negligenciada e pouco estudada. Agora que "deu as caras", estão preocupados em estudar melhor, desenvolver vacina, etc... Se a ciência/governos/universidades tivessem estudado o zika antes, já teriam mais informações, vacina, etc para enfrentar a doença agora que ela traz problemas. Isso deveria servir de lição, eu acho...

Creio que não aprenderam. Só agem quando o problema bate à porta.

Não é uma questão de aprendizado e sim de interesse e ou de necessidade.

Não aprendem porque não tem interesse.

Existem estudos mais prioritários, como Aids, Cancer, nanotecnologia, e recentemente o ebola. Acredito que ninguém esteja parado.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Lakatos em 12 de Fevereiro de 2016, 18:05:07
Curar algumas centenas de ricos nos EUA sempre será mais lucrativo do que curar 500 mil miseráveis em Uganda, então é compreensível, do ponto de vista econômico, que certas pesquisas médicas sejam priorizadas e outras negligenciadas. Não é bonito, mas é como funciona.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: DDV em 12 de Fevereiro de 2016, 18:18:53
Serviços e tecnologias da área de saúde não são coisas 'naturais', são artificiais e caras, tanto a pesquisa quanto os serviços em si. Não são "direitos" naturais de toda e qualquer pessoa que nasça nesse planeta. As sociedades precisam de crescimento econômico e produtividade para bancar essas pesquisas e serviços, e é claro que um país A que tenha as condições para tanto irá priorizar os cidadãos do país A, e o que sobrar irá para os demais. Normal.

Quer ter seus cidadãos saudáveis: faça a lição de casa! Cresça, se desenvolva, invista em saneamento, em saúde básica e pesquisa médica.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Lakatos em 12 de Fevereiro de 2016, 18:26:41
é claro que um país A que tenha as condições para tanto irá priorizar os cidadãos do país A, e o que sobrar irá para os demais. Normal.

Em geral, quem será priorizado será quem paga. Se você é do país A mas não tem dinheiro, também não terá acesso aos serviços, enquanto as pessoas mais ricas dos países B, C, D, etc. poderão vir até o país A usufruí-los. A divisão não é geográfica, é econômica.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: DDV em 12 de Fevereiro de 2016, 19:35:57
é claro que um país A que tenha as condições para tanto irá priorizar os cidadãos do país A, e o que sobrar irá para os demais. Normal.

Em geral, quem será priorizado será quem paga. Se você é do país A mas não tem dinheiro, também não terá acesso aos serviços, enquanto as pessoas mais ricas dos países B, C, D, etc. poderão vir até o país A usufruí-los. A divisão não é geográfica, é econômica.

Sim, isso geralmente para as doenças raras.

Doenças comuns de países pobres podem (geralmente) ser prevenidas com medidas de saneamento relativamente baratas e que exigem apenas um mínimo de organização e honestidade. Se esses países fizessem a lição de casa com essas medidas, teriam mais razão em choramingar por pesquisa médica dos países ricos.

Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 01 de Março de 2016, 19:02:54
Serviços e tecnologias da área de saúde não são coisas 'naturais', são artificiais e caras, tanto a pesquisa quanto os serviços em si. Não são "direitos" naturais de toda e qualquer pessoa que nasça nesse planeta. As sociedades precisam de crescimento econômico e produtividade para bancar essas pesquisas e serviços, e é claro que um país A que tenha as condições para tanto irá priorizar os cidadãos do país A, e o que sobrar irá para os demais. Normal.

Quer ter seus cidadãos saudáveis: faça a lição de casa! Cresça, se desenvolva, invista em saneamento, em saúde básica e pesquisa médica.

É ainda uma outra "lição" de qualquer forma, "quer se prevenir de epidemias oriundas de países de terceiro mundo ante mudanças climáticas talvez tornando tudo algo mais imprevisível? Então deve ser mais prioritário estudar e até ajudar a combater doenças de terceiro mundo do que patologizar desconfortos triviais de primeiro mundo".

Embora talvez algumas dessas patologizações de trivialidades sejam mais de indústria "farmacosmética", que nem bem existe por definição, ou seja, mais uma espécie de semi-picaretagem de quem já não empreendia em medicina ou farmacologia propriamente ditas, mas em cosméticos ou quinquilharias.





Citar
Mas ainda não há nenhum estudo mostrando essa relação de causa e efeito. O zika é como o bandido que está no local do crime, mas ninguém viu ele cometendo o crime?
[Bandido] Encontrado em todos os locais do crime. Em Pernambuco, mais de 40 casos de crianças com microcefalia, em que foi extraído líquor da coluna, foi encontrado o IGM [anticorpo], que só pode ser produzido por ela, não pela mãe. É questão superada. A causa da epidemia de microcefalia é o vírus da zika. O que não tem resposta ainda é se o vírus é causa suficiente para provocar microcefalia ou se precisa de alguns fatores contribuintes.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/02/1744056-resta-saber-se-o-virus-da-zika-causa-sozinho-microcefalia-diz-ministro.shtml

Que tipo de outros fatores poderiam ser esses? Se encontra bebês nascidos sem microcefalia, mas com vírus? Então talvez o estágio de desenvolvimento quando ocorre a infecção? Ou a dúvida seria algo como relativa a própria disseminação do vírus, como talvez mães que já tenham tido dengue terem mais vírus de Zika quando infectadas, como sugere outra pessoa que citei anteriormente? (http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=27953.msg877457#msg877457)
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Johnny Cash em 02 de Março de 2016, 11:31:23
A crescente resistência de organismos aos antibióticos nos levará de volta ao passado sofrendo/morrendo de coisas hoje ainda triviais?
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Johnny Cash em 25 de Maio de 2016, 09:36:24
Os dentes (e seu conjunto de 42) será sempre os mesmos em cachorros normais, independentemente da raça?
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Skorpios em 25 de Maio de 2016, 13:47:30
Os dentes (e seu conjunto de 42) será sempre os mesmos em cachorros normais, independentemente da raça?

Dei uma olhada e, pelo que diz  aqui (http://www.webanimal.com.br/cao/index2.asp?menu=mordedura.htm), me parece que sim. Pelo menos não cita exceções.
Já a Wikipédia  diz (https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A3o#Caracter.C3.ADsticas):
Citar
Outra característica comum é a dentição. Em geral, um cão possui um total de 42 dentes, divididos em 12 incisivos, 4 caninos, 16 pré-molares e 10 molares.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Johnny Cash em 25 de Maio de 2016, 14:41:03
 :ok:
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 16 de Junho de 2016, 19:23:15
http://ngm.nationalgeographic.com/2013/07/125-explore/shared-genes

Isso aqui está correto? :hein:

Dá 84% de similaridade genética entre humanos e cães, seguida de 73% para zebrafish, 69% para ornitorrinco, e 65% para galinha.

Eu esperava que, apesar de umas bizarrices pontuais como microcromossomos das aves, a proximidade genética ainda fosse se dar no mesmo nível geral/grosso da taxonômica. Ou seja, humanos → cães (mamífero placentário) →ornitorrinco (mamífero marsupial/monotremado/whatever) → galinha (ovos amnióticos, "amniota") → zebrafish (vertebrado ou talvez algo um pouco mais próximo, mas ainda de longe o mais distante).


Qual a explicação?

(http://s2.quickmeme.com/img/67/67fffb91c3cc4ab9c0137383fe0ef02059b01ca3015a53c7de2e55c8bcc2361e.jpg)
:?::?::?::?::?:



(http://www.wordexplain.com/images/CreatorAdamEve.jpg)

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Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Gigaview em 16 de Junho de 2016, 20:37:03
Agora está claro que o homo sapiens sapiens foi mesmo produzido em laboratório com pitadas da genética de várias espécies.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: JJ em 16 de Junho de 2016, 21:05:06
http://ngm.nationalgeographic.com/2013/07/125-explore/shared-genes

Isso aqui está correto? :hein:

Dá 84% de similaridade genética entre humanos e cães, seguida de 73% para zebrafish, 69% para ornitorrinco, e 65% para galinha.

Eu esperava que, apesar de umas bizarrices pontuais como microcromossomos das aves, a proximidade genética ainda fosse se dar no mesmo nível geral/grosso da taxonômica. Ou seja, humanos → cães (mamífero placentário) →ornitorrinco (mamífero marsupial/monotremado/whatever) → galinha (ovos amnióticos, "amniota") → zebrafish (vertebrado ou talvez algo um pouco mais próximo, mas ainda de longe o mais distante).


Qual a explicação?



A explicação eu não sei, mas  achei esse  artigo que informa que está popularizando o seu uso como cobaia, e que a similaridade é 70%:



Um peixe modelo


Mais prático e barato que os roedores, o paulistinha começa a ser usado em pesquisas de neurociências e testes de medicamentos no Brasil



RICARDO ZORZETTO | ED. 209 | JULHO 2013
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© LÉO RAMOS
Preenchendo lacuna: nativo da Ásia, o paulistinha ou zebrafish é um modelo animal intermediário entre a drosófila e os roedoresPreenchendo lacuna: nativo da Ásia, o paulistinha ou zebrafish é um modelo animal intermediário entre a drosófila e os roedores



No subsolo do Museu de Ciências e Tecnologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), em Porto Alegre, funciona uma agência de encontros um tanto incomum. Todo fim de tarde alguns casais – trios, na verdade – são conduzidos a uma sala silenciosa onde, às escuras, passam algumas horas se conhecendo a certa distância. Pela manhã, quando as luzes são acesas e o contato físico é liberado, os participantes iniciam um namoro de apenas 15 minutos que costuma deixar muitos descendentes. Um cartaz afixado no lado de fora da porta mantém afastados os curiosos: “Não entre: acasalamento em andamento”. Nesse laboratório da PUC-RS, a bióloga Monica Ryff Moreira Vianna, seguindo estratégias que ela otimizou, controla a reprodução de um pequeno peixe listrado de prata e negro conhecido como zebrafish ou paulistinha, cada vez mais usado nas pesquisas em neurociências no mundo e, agora, no Brasil.

“Em alguns testes, o zebrafish pode funcionar como uma alternativa ao uso de roedores; em outros, pode oferecer informação complementar”, afirma o biólogo Denis Rosemberg, que recentemente participou da instalação de um biotério de zebrafish na Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó), em Santa Catarina. Ele começou a trabalhar com o peixe no Laboratório de Neuroquímica e Psicofarmacologia, da farmacologista Carla Bonan, durante a graduação na PUC-RS. Ele investigou os efeitos danosos do álcool sobre o cérebro e demonstrou a ação neuroprotetora da taurina, naturalmente produzida pelo organismo e encontrada em bebidas energéticas, quando migrou para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Em Santa Catarina, Rosemberg e o farmacologista Angelo Piato começam agora a usar o peixe para investigar os efeitos do estresse no sistema nervoso central e no comportamento. Esse, aliás, é um dos casos em que o zebrafish (Danio rerio) pode oferecer vantagens sobre os roedores. É que no peixe o hormônio que controla o estresse é o cortisol, o mesmo que nos seres humanos é liberado por glândulas situadas sobre os rins em situações reais ou imaginárias de ameaça à vida. Nos roedores, o hormônio produzido nessas situações é a corticosterona, que ocorre em concentrações muito baixas no organismo humano.

Na UFRGS, o grupo do biólogo Diogo Losch de Oliveira conseguiu dar um passo além. Em um trabalho publicado no início deste ano na revista PLoS One, ele e seu aluno de mestrado Ben Hur Mussulini haviam descrito detalhadamente as alterações comportamentais que caracterizam os estágios epilépticos no zebrafish adulto. “Na literatura científica só havia descrições detalhadas para o modelo em larvas, que apresentam um repertório comportamental mais restrito”, diz Losch.

© NATALIA ELTZ SILVAQuase transparente: embriões de zebrafish 24 horas após a fertlização
Quase transparente: embriões de zebrafish 24 horas após a fertlização
Mais recentemente seu grupo começou a testar os primeiros de um grupo de 30 compostos desenvolvidos em parceria com Grace Grosmann, da Faculdade de Farmácia da UFRGS. Esses compostos tentam explorar uma via bioquímica distinta das que são alvo dos medicamentos atualmente disponíveis, incapazes de controlar cerca de 30% dos casos de epilepsia. Dos três compostos testados, apenas um se mostrou capaz de reduzir a intensidade das crises e deve seguir para outras fases de avaliação.

Estudos internacionais, a propósito, consideram o zebrafish uma ferramenta bastante promissora para a análise e seleção de compostos candidatos a medicamentos. Com esse peixe, espera-se acelerar e baratear o processo. Uma das vantagens é que seu ciclo de vida é rápido – em quatro dias vários dos seus órgãos estão formados – e as larvas, que nascem às centenas a cada postura, com uns poucos milímetros de comprimento, podem ser acomodadas em vários poços de teste com doses baixíssimas de compostos químicos. Com essa seleção, imagina-se ser possível reduzir o número de moléculas que seguiriam para as fases seguintes, de experimentos com roedores. “Com o zebrafish é possível testar em meses e com alguns milhares de dólares o que levaria anos para ser feito com roedores e custaria milhões”, comenta o bioquímico Diogo Onofre Souza, coordenador do Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação de Excitoxocidade e Neuroproteção, onde são desenvolvidas as pesquisas com zebrafish na UFRGS. No exterior, algumas indústrias de medicamentos já começam a adotá-lo em sua linha de testes.

Pioneiros
Nativo do sudoeste da Ásia, onde é encontrado em rios calmos e rasos e nas plantações alagadas de arroz e juta, esse peixe chegou aos laboratórios de pesquisa no final dos anos 1960, com o biólogo norte-americano George Streisinger, da Universidade do Oregon. Ele trabalhou sozinho por uma década para selecionar linhagens que permitissem entender como defeitos em diferentes genes afetavam o desenvolvimento. Seu esforço só conseguiu reduzir o ceticismo dos colegas em 1981, quando publicou um artigo na revista Nature apresentando o modelo consolidado. Nos anos seguintes, o número de artigos científicos que usavam o peixe como modelo biológico cresceu aceleradamente, em especial nos estudos de genética e desenvolvimento, e só na última década o zebrafish chegou à neurociência.

© LAURA ROESLER NERY Larva de zebrafish com 5 dias de vida
Larva de zebrafish com 5 dias de vida
Modelos Complementares

“O zebrafish começa a preencher uma lacuna que existia entre os modelos animais para o estudo de doenças humanas”, diz o neurofisiologista Luiz Eugenio Mello, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que estuda alterações no sistema nervoso central, entre elas as causadas pela epilepsia, usando ratos como modelo biológico. Mello lembra que um axioma da ciência diz que o melhor modelo para investigar uma coisa é a própria coisa. De acordo com esse raciocínio, o ideal para o estudo das doenças humanas seriam os próprios seres humanos. Mas isso raramente é possível. “Na maioria das vezes há restrições éticas e limitações de tempo, espaço e custo para realizar as pesquisas”, afirma. “Por isso são necessários vários modelos experimentais, dos mais simples aos mais complexos, para compreender a origem de alguns problemas.”

Quando não se pode investigar um problema no próprio ser humano, a medicina e a biologia adotam uma espécie de escala preferencial de modelos, em que são levados em conta fatores como a semelhança evolutiva, anatômica, fisiológica e genética. Segundo esse sistema, os animais que permitiriam extrapolar os resultados com mais segurança para as pessoas seriam os outros primatas, como o chimpanzé, cujo uso em pesquisa é proibido no Brasil e vem sendo banido nos Estados Unidos, e outros macacos. “Só trabalha com primata quem dispõe de muita verba e muito espaço”, comenta o biólogo molecular João Bosco Pesquero, também da Unifesp, criador de uma das primeiras linhagens brasileiras de camundongos transgênicos.“Por isso, muita gente opta pelos roedores, que são mamíferos como os seres humanos”, diz.

Diante de dificuldades técnicas que impedem o trabalho com roedores, o que às vezes ocorre na genética – por exemplo, só há bem pouco tempo se começou a conseguir a produzir ratos transgênicos –, a saída é trabalhar com modelos evolutivamente mais distantes dos seres humanos, mas mais fáceis de manipular, como as drosófilas. E mais recentemente com o zebrafish.

O mais importante, porém, é que, do ponto de vista evolutivo, o zebrafish é mais próximo dos seres humanos do que as drosófilas, há quase um século usadas como organismo modelo em genética. O genoma do zebrafish, concluído no início deste ano, indica que 70% de seus 26 mil genes são semelhantes aos genes humanos – essa similaridade é menor com a drosófila e maior com camundongos e ratos, que serviram de base para muito do que se conhece de fisiologia humana.

“Historicamente as pesquisas em neurociências usam os roedores como modelo biológico, mas esse cenário começa a mudar”, conta Monica, que também integra a diretoria da Rede Latino-americana de Zebrafish (Lazen). Esse consórcio reúne pesquisadores de sete países que usam o peixe em seus estudos e oferece treinamento para aqueles, em geral em início de carreira, interessados em adotar o zebrafish como modelo experimental. Dos 39 grupos que integram a rede, 11 são brasileiros e quase metade está no Rio Grande do Sul.

A produção científica nacional utilizando o zebrafish, que inexistia há pouco mais de uma década, vem crescendo de modo acelerado nos últimos anos, num ritmo maior do que no restante do mundo. A bióloga Luciana Calabró, especialista em cientometria e integrante de um dos grupos que realizam estudos com o paulistinha na UFRGS, chegou a essa conclusão em um levantamento recente realizado em uma das maiores bases internacionais de artigos científicos, a Scopus. “A produção brasileira saiu de 2 artigos por ano em 1999 para 36 em 2012, quando passou a representar cerca de 2% dos trabalhos com zebrafish publicados no mundo”, conta.

A produção nacional com esse peixe ainda é modesta ante a internacional, que soma quase 2 mil artigos por ano nos últimos tempos. Mas vem conseguindo se destacar nas neurociências. “O zebrafish é um modelo novo nessa área e a comunidade que trabalha com ele ainda é pequena”, conta Monica.

No Brasil
Os primeiros trabalhos com esse peixe feitos no Brasil saíram do laboratório da pesquisadora Rosana Mattioli, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no interior de São Paulo. Naquela época o zebrafish começava a ser usado nas pesquisas em neurociências, mas o comportamento natural da espécie ainda era pouco conhecido. Rosana, então, realizou uma série de experimentos simples que ajudou a identificar a preferência do peixe por viver em ambientes escuros. Ela colocava os exemplares do zebrafish em um aquário pintado de duas cores – metade preto e metade branco – e media o tempo que passavam em cada uma das partes. Assim, observou que eles ficavam a maior parte do tempo (cerca de 80%) no lado negro. Viu também que, uma vez colocados na parte clara, eles rapidamente nadavam para a parte escura. Esse trabalho, publicado em 1999 no Brazilian Journal of Medical and Biological Research, começou a estabelecer a base de um importante teste de ansiedade, aprimorado em seguida por ela e outros pesquisadores e hoje utilizado para avaliar o efeito de compostos que combatem a depressão e a ansiedade.

Ansiedade
Ao ver esse trabalho, o psicólogo Amauri Gouveia Junior, então na Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Bauru, notou uma grande semelhança entre o teste do claro-escuro em zebrafish e um experimento que avalia o nível de ansiedade em roedores. Nesse teste, o roedor é colocado em uma plataforma em X a cerca de 60 centímetros do chão. Em dois dos braços, o espaço para caminhar é protegido por paredes, enquanto nos outros dois é aberto. Uma vez no labirinto, os ratos, curiosos, apresentam a tendência de explorá-lo. Mas passam a evitar a parte aberta. Essa ansiedade resulta de um conflito entre a curiosidade e o medo. “O tempo que os peixes passavam no lado escuro era muito semelhante àquele que os roedores ficavam na parte protegida do labirinto”, conta Gouveia. “Por isso imaginei que os dois testes pudessem medir a ansiedade em animais diferentes.” Desde então, ele aplicou o teste de claro-escuro a 12 espécies de peixe, o zebrafish entre eles, para avaliar ansiedade em peixes. “É um dos testes mais adotados hoje em laboratórios de estudos de peixe no mundo todo”, conta Gouveia, hoje pesquisador na Universidade Federal do Pará.

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A fase seguinte é testar compostos que interferem nesse comportamento para tentar descobrir como eles o alteram. Com alguns desses testes padronizados, os pesquisadores brasileiros já identificam alterações químicas e celulares no cérebro, provocadas por crises de epilepsia ou por compostos que controlam a depressão e a ansiedade. Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde instalou um laboratório de zebrafish há dois anos, a geneticista Cláudia Maurer-Morelli e sua aluna de mestrado Patrícia Barbalho viram que os níveis de uma molécula inflamatória, a interleucina 1-beta, aumentaram logo após uma crise epiléptica induzida. As crises também elevam a produção e a atividade do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), uma proteína que em humanos está alterada na epilepsia, como mostraram os resultados publicados por Fernanda Reis-Pinto em 2012 no Journal of Epilepsy and Clinical Neurophysiology. Numa linha de pesquisa em fase inicial, Cláudia planeja produzir peixes com alterações genéticas encontradas em pessoas com epilepsia para investigar o papel dessas mutações na doença. O trabalho integra o Instituto Brasileiro de Neurociências e Neurotecnologia, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão financiados pela FAPESP, coordenado por Fernando Cendes.

Embora os primeiros trabalhos com zebrafish tenham sido feitos em São Paulo, cerca de metade dos artigos brasileiros dos últimos anos é de equipes do Rio Grande do Sul, boa parte em neurociências. Segundo Monica Vianna, uma razão histórica explica a concentração dos trabalhos brasileiros com paulistinha em neurociências. Tanto ela quanto Carla Bonan, da PUC-RS, uma das primeiras a instalar um laboratório de zebrafish no Brasil, haviam feito parte de seu treinamento no grupo de Iván Izquierdo na UFRGS, um dos principais estudiosos da memória no mundo. Depois de trabalhar com roedores no mestrado e no doutorado, Carla e Monica decidiram investir no zebrafish. Nos últimos anos, Carla mostrou que nesses peixes os níveis de algumas moléculas que atuam na comunicação entre as células cerebrais – o trifosfato de adenosina e um de seus componentes, a adenosina – desempenham um papel protetor contra a epilepsia, o estresse e a neurotoxicidade induzida por metais.

Reprodução
Na PUC-RS, Monica e sua equipe trabalharam meses até chegarem à estratégia mais eficiente de promover o acasalamento dos peixes no Laboratório de Biologia e Desenvolvimento do Sistema Nervoso. Ela só conseguiu aumentar a taxa reprodutiva quando reuniu os participantes em grupos de três (uma fêmea e dois machos) e os manteve separados por uma divisória transparente – machos de um lado e fêmeas do outro – durante toda uma noite antes que pudessem finalmente ter contato. “Se não os separo, cada fêmea produz menos de uma dezena de ovos”, conta a bióloga. Já com o isolamento e as 12 horas de namoro a distância, esse número pode aumentar para cerca de 200. Lá ocorrem cerca de dez acasalamentos por dia e nascem, em média, 2 mil filhotes por mês. Em uma manhã excepcionalmente produtiva de maio deste ano, Monica e sua equipe passaram horas recolhendo um a um, com uma pipeta, os cerca de 1.800 embriões que resultaram de um único acasalamento de algumas dezenas de trios de zebrafish, que ela vem usando para investigar a bioquímica da memória e de doenças neurodegenerativas como o mal de Alzheimer.

Com a expectativa de que a demanda por exemplares do peixe possa crescer nos próximos anos, os grupos de Monica, Carla e os colegas que compartilham o biotério da PUC-RS trabalham na sua ampliação. É que os 5 mil peixes mantidos ali hoje são suficientes apenas para suprir os estudos conduzidos por eles e alguns colaboradores. A meta é tornar esses laboratórios um dos principais fornecedores desse zebrafish para pesquisa no Brasil, ao lado do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), em Campinas, onde a equipe do biólogo José Xavier Neto instalou no ano passado um biotério para produzir zebrafish com alterações genéticas para o estudo do desenvolvimento de vertebrados. Comparando o desenvolvimento embrionário de peixes, galinhas e camundongos, a equipe de Xavier começou a elucidar nos últimos anos o papel de alguns fatores envolvidos na diferenciação do coração dos vertebrados e no desenvolvimento de neurônios sensoriais.

Uma das razões para aumentar a produção do peixe é que há um potencial mercado. A Lei Arouca, que regulamenta o uso de animais em pesquisa, determina que a partir de 2014 sejam usados exemplares de origem, qualidade e uniformidade certificadas. “Em princípio”, diz Monica, “não será mais possível fazer pesquisa com peixes comprados em lojas de animais”.

Artigos científicos
MUSSULINI, B.H. et al. Seizures Induced by Pentylenetetrazole in the adult zebrafish: a detailed behavioral characterization. PLos One. v. 8. Jan. 2013.
REIS-PINTO, F. C. et al. Análise temporal dos transcritos dos genes bdnf e ntrk2 em cérebro de zebrafish induzido à crise epiléptica por pentilenotetrazol. Journal of Epilepsy and Clinical Neurophysiology. v. 18, n. 14, p. 107-13. 2012.
CASTILLO, H. A. et al. Insights into the organization of dorsal spinal cord pathways from an evolutionarily conserved raldh2 intronic enhancer. Development. v. 137, p. 507-18. 2010.


http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/07/12/um-peixe-modelo/


Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 21 de Junho de 2016, 17:22:44
Em doenças genéticas de manifestação tardia, existem "gatilhos" bioquímicos comuns (não universais, mas comuns) para que as coisas comecem a degringolar?

Talvez a pergunta possa valer para qualquer faixa etária de manifestação, na verdade. Só acho mais curioso quais seriam os possíveis gatilhos tardios, em vez de algo mais previsível como mudanças hormonais na adolescência.

Existiria uma propensão geral ao bom condicionamento físico e qualidade de vida a atrasarem a manifestação dessas doenças? Já que parece que essa "juventude" é visível até nos telômeros. Se bem que isso é o tipo de coisa que talvez não diga nada por ser meio "circular", exceto talvez por um trabalho meio insano de eliminação dessa "cicularidade". E acho que se aplicaria mais especificamente a esses hipotéticos gatilhos na velhice, e não entre adolescência e velhice...

Isso que estou perguntando existiria numa espécie de "temática", uma "algumacoisa-logia" dentro das pesquisas de biomedicina, ou a coisa fica muito mais dispersa nas pesquisas sobre cada doença, sem tentar encontrar fatores em comum?
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Skorpios em 22 de Junho de 2016, 08:56:51
  Minha esposa tem uma doença que foi diagnosticada como  Ataxia (ou Distaxia) cerebelar classe C(ou 3) (http://www.bengalalegal.com/ataxias).

  Começou com alguns sintomas como uma eventual tontura e que podem, eventualmente acontecer com qualquer pessoa e por isso eram ignoradas.

  Quando começou a dificuldade na marcha e na fala, fomos atrás de um diagnóstico, que depois de superados os "especialistas" que deram diagnósticos completamente errados (AVC) conseguimos depois de 3 anos de tratamentos inefetivos e que nada tinham a ver.

  Tive que sacar uma boa quantia do bolso para consultar um médico que é conhecido como um dos maiores especialistas brasileiros nesse tipo de doença e o que ele me disse, foi o seguinte:

  É uma "ataxia de múltiplos sistemas de início tardio" de origem não hereditária. Provoca a degeneração da conexão do cérebro com os nervos e o prognóstico é que acabe perdendo o controle de todas as funções do corpo e venha a morrer disso
.
  O tratamento é apenas sintomático, para melhorar a qualidade de vida. A literatura médica mostra que as pessoas acometidas por essa doença tem um ciclo, entre o aparecimento dos primeiros sintomas até a morte de 9 anos.

  Sabe-se o que essa doença faz, mas não se sabe o que a causa.

  Então, estamos a 10 anos lutando contra isso, com tratamentos experimentais que acabaram abandonados por não terem demonstrado efetividade e a doença está progredindo mais lentamente do que era previsto. Ela ainda não perdeu totalmente a capacidade de marcha (usa um andador) mas é questão de tempo.

  Assim, toda esse ladainha para dizer que, os médicos, pelo menos os que eu consultei, não sabem se existe algum gatilho, ou pelo menos, não o conhecem.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: DDV em 22 de Junho de 2016, 12:12:36
  Minha esposa tem uma doença que foi diagnosticada como  Ataxia (ou Distaxia) cerebelar classe C(ou 3) (http://www.bengalalegal.com/ataxias).

  Começou com alguns sintomas como uma eventual tontura e que podem, eventualmente acontecer com qualquer pessoa e por isso eram ignoradas.

  Quando começou a dificuldade na marcha e na fala, fomos atrás de um diagnóstico, que depois de superados os "especialistas" que deram diagnósticos completamente errados (AVC) conseguimos depois de 3 anos de tratamentos inefetivos e que nada tinham a ver.

  Tive que sacar uma boa quantia do bolso para consultar um médico que é conhecido como um dos maiores especialistas brasileiros nesse tipo de doença e o que ele me disse, foi o seguinte:

  É uma "ataxia de múltiplos sistemas de início tardio" de origem não hereditária. Provoca a degeneração da conexão do cérebro com os nervos e o prognóstico é que acabe perdendo o controle de todas as funções do corpo e venha a morrer disso
.
  O tratamento é apenas sintomático, para melhorar a qualidade de vida. A literatura médica mostra que as pessoas acometidas por essa doença tem um ciclo, entre o aparecimento dos primeiros sintomas até a morte de 9 anos.

  Sabe-se o que essa doença faz, mas não se sabe o que a causa.

  Então, estamos a 10 anos lutando contra isso, com tratamentos experimentais que acabaram abandonados por não terem demonstrado efetividade e a doença está progredindo mais lentamente do que era previsto. Ela ainda não perdeu totalmente a capacidade de marcha (usa um andador) mas é questão de tempo.

  Assim, toda esse ladainha para dizer que, os médicos, pelo menos os que eu consultei, não sabem se existe algum gatilho, ou pelo menos, não o conhecem.

A grande maioria das doenças catalogadas têm etiologia ou processo patogênico (o 'mecanismo' fisiopatológico da doença) completamente ou parcialmente desconhecidos. Com as doenças raras isso é ainda pior, pois geralmente têm menos volume de estudos.

Bem vindo à medicina!
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: DDV em 22 de Junho de 2016, 12:22:13
Em doenças genéticas de manifestação tardia, existem "gatilhos" bioquímicos comuns (não universais, mas comuns) para que as coisas comecem a degringolar?

Talvez a pergunta possa valer para qualquer faixa etária de manifestação, na verdade. Só acho mais curioso quais seriam os possíveis gatilhos tardios, em vez de algo mais previsível como mudanças hormonais na adolescência.

Existiria uma propensão geral ao bom condicionamento físico e qualidade de vida a atrasarem a manifestação dessas doenças? Já que parece que essa "juventude" é visível até nos telômeros. Se bem que isso é o tipo de coisa que talvez não diga nada por ser meio "circular", exceto talvez por um trabalho meio insano de eliminação dessa "cicularidade". E acho que se aplicaria mais especificamente a esses hipotéticos gatilhos na velhice, e não entre adolescência e velhice...

Isso que estou perguntando existiria numa espécie de "temática", uma "algumacoisa-logia" dentro das pesquisas de biomedicina, ou a coisa fica muito mais dispersa nas pesquisas sobre cada doença, sem tentar encontrar fatores em comum?

O bom condicionamento físico serve como uma contraposição ao efeito de algumas doenças (ex: um atleta com melhor preparo físico suporta melhor uma asma do que um sedentário), mas o 'gatilho' das doenças em si está mais ligado a fatores 'ambientais' (ex: dieta ou respiração com menos fatores cancerígenos, com mais antioxidantes, menos infecções por certos patógenos, menos intoxicações, etc) do que ao condicionamento físico em si.

Diríamos que o condicionamento físico aumenta a "margem" para o indivíduo poder adoecer e ter menos efeitos 'práticos' em sua fisiologia.

Mas há casos e casos.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 22 de Junho de 2016, 14:00:30
Sim, esses são os fatores que imaginei que "confundiriam" uma explicação relacionada apenas ao envelhecimento num nível genético, do encurtamento dos telômeros, e o que quer que isso desengatasse. Já que seriam benefícios em si mesmos, que acompanhariam uma menor redução nos telômeros, provavelmente.

Mas a curiosidade principal é de doenças genéticas que seriam mais próximas de independentes de condicionamento físico, e que ainda assim se manifestassem em adultos ou idosos, em vez de desde o nascimento ou na adolescência.

Talvez em muitos casos em vez de haver um gatilho "natural" seja parte da doença, com um gradual "acúmulo" do que quer que os genes façam de errado ou deixem de fazer, que apenas coincide de ser mais visível só mais tarde... :hein:

Mas ainda fica meio estranho não ser já a condição inicial... só se tiver sempre algo a ver com afetar capacidades de regeneração "especializadas", talvez... :|





Doença de Huntington é um caso como esse que eu imaginei, efeito tardio do acúmulo de produto "malfeito" dos genes ao longo da vida:

http://www.nature.com/scitable/topicpage/genetic-causes-of-adult-onset-disorders-34609









  Assim, toda esse ladainha para dizer que, os médicos, pelo menos os que eu consultei, não sabem se existe algum gatilho, ou pelo menos, não o conhecem.

:/

Sinto muito. É, tinha certeza que algo assim não seria conhecido em nível definitivo, mas imaginava talvez poderem estar havendo pesquisas nesse sentido. Se não me engano, com câncer e até ataque cardíaco, está sendo estudada a possibilidade de "vacinas".

http://hsci.harvard.edu/news/vaccination-prevent-heart-attacks
(acho que essa ataca uma etiologia diferente da que vi sobre isso na primeira vez)

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmedhealth/behindtheheadlines/news/2016-06-02-research-raises-hope-of-a-holy-grail-universal-cancer-vaccine/

Acho que já ouvi falar de "vacinas" relacionadas a câncer mesmo não causados por oncovírus, relacionado a idéia de gatilhos universais de câncer... mas não lembro de nada... acho que vi num TED talks sobre isso, ou algo assim.

Achava que talvez como com câncer, pudesse haver comumente algum gatilho epigenético associado a idade que fosse responsável por desregular a expressão de outros genes, ou dos genes problemáticos. Mas deve ser mais provável não haver esse gatilho meio-universal, em vez disso ser sempre um acúmulo gradual de produto defeituoso dos genes.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 22 de Setembro de 2016, 13:33:20
Existem variações anatômicas como uma série de músculos e ossos que algumas pessoas têm a menos (ou a mais), algumas vezes rotulados como "vestigiais". Também acontece das pessoas algumas vezes terem vértebras e costelas adicionais.

Existiria casos de músculos ou ossos "novos", não-atávicos/vestigiais ocorrerendo esporadicamente?

Imagino que seja possível porque em muitos casos o "atavismo" talvez seja "falso", não a reativação de toda uma rotina genética-ontológica ancestral, mas só uma "falha de execução" que calha de produzir algo similar. Meio como pessoas terem dedos a mais não será atavismo dos tetrápodes mais primitivos, ou terem dois pênis ou vaginas sugestivo de algum estágio ancestral que não se costumava imaginar.

O que me lembro que talvez se enquadre nisso são só os ossos wormianos no crânio.



Lembrei do termo "supernumerário", que ajudaa a ampliar um pouco essa resposta que já dei a mim mesmo:

(http://www.anatomyatlases.org/AnatomicVariants/SkeletalSystem/Images/118.jpg)

(http://ee_ce_img.s3.amazonaws.com/cache/ce_img/media/remote/ce_img/https_ee_channel_images.s3.amazonaws.com/article-figures/8323/article-g02_400_460.jpg)



Citar
Multiple supernumerary muscles of the arm and its clinical significance.
Nayak SR1, Krishnamurthy A, Prabhu LV, Jiji PJ, Ramanathan L, Kumar S.
Author information
Abstract
During routine cadaveric dissection of the flexor compartment of the right arm, multiple supernumerary muscles were observed in a 56-year-old male cadaver. There were three supernumerary muscles took taking origin independently from the humerus distally to the insertion of coracobrachialis muscle. The upper two supernumerary muscles were attached to the common tendon of the biceps brachii muscle and considered as its additional heads. The third supernumerary muscle passed between the biceps brachii and brachialis muscles, then crossed obliquely the brachial artery and median nerve nearing cubital fossa to get inserted in to the radial side of the humeral head of the pronator teres. The clinical significance of the above variations is discussed (Fig. 1, Ref. 16).
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: DDV em 25 de Setembro de 2016, 14:28:20
http://ngm.nationalgeographic.com/2013/07/125-explore/shared-genes

Isso aqui está correto? :hein:

Dá 84% de similaridade genética entre humanos e cães, seguida de 73% para zebrafish, 69% para ornitorrinco, e 65% para galinha.

Eu esperava que, apesar de umas bizarrices pontuais como microcromossomos das aves, a proximidade genética ainda fosse se dar no mesmo nível geral/grosso da taxonômica. Ou seja, humanos → cães (mamífero placentário) →ornitorrinco (mamífero marsupial/monotremado/whatever) → galinha (ovos amnióticos, "amniota") → zebrafish (vertebrado ou talvez algo um pouco mais próximo, mas ainda de longe o mais distante).


Qual a explicação?

(http://s2.quickmeme.com/img/67/67fffb91c3cc4ab9c0137383fe0ef02059b01ca3015a53c7de2e55c8bcc2361e.jpg)
:?::?::?::?::?:



(http://www.wordexplain.com/images/CreatorAdamEve.jpg)

:?::?::?::?::?::?::?::?::?::?::?::?::?::?::?:

Se o zebrafish é de um grupo taxonômico que é ancestral comum das aves e mamíferos, eu diria que tanto a linhagem do homem quanto a linhagem da galinha e do ornitorrinco deve ter acumulado genes 'novos' (surgidos após a separação filogenética) não compartilhados entre si, enquanto o zebrafish teve menos dessas mutações 'novas' e mantém uma proporção maior de genes em comum com ambas as linhagens.


Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 25 de Setembro de 2016, 21:47:52
É, pela mesma lógica, mais ou menos, acho, que compartilhamos uns 50% de genes com bananas. Quanto mais "ancestral" o parentesco, maior deve ser a quantidade de genes compartilhados, possibilitando organismos de um mesmo "galho" ainda diferirem mais entre si do que de um ancestral, apesar de compartilharem apenas um pouco do genoma para estarem em comum no mesmo "galho".

http://www.mirror.co.uk/news/weird-news/humans-share-50-dna-bananas-2482139


(http://cdn.sci-news.com/images/2013/04/image_1036.jpg)


Curiosamente também somos proteicamente mais parecidos ainda com tubarões do que com os paulistinhas, e que os paulistinhas com tubarões. :hein:

http://www.news.cornell.edu/stories/2013/12/shark-human-proteins-are-surprisingly-similar


Tem uma teoria ultra-fringe-maluca de que os humanos são os mamíferos vertebrados ancestrais, originados diretamente dos peixes ou meso proto-peixes algo como tunicados, "bipedalismo ancestral". Se os inventores dessa idéia não estiverem ainda internados num manicômio devem estar adaptando esses achados dentro dessa "teoria".

Citar
(http://scienceblogs.com/tetrapodzoology/wp-content/blogs.dir/471/files/2012/04/i-8b387d9dccfbfafcee677a6eac62f934-homonculus%20from%20prevertebrate.jpg)
http://scienceblogs.com/tetrapodzoology/2008/03/17/initial-bipedalism/

According to this little known school of thought, not only do humans owe their anatomy to a direct aquatic ancestry, so do ALL mammals and all other tetrapods. In fact, all vertebrates evolved from aquatic bipedal human-like ancestors like the marine homonculus shown here [reconstruction by Robert Dumont]…

Initial bipedalism is not a new idea, but was first mooted in the 1920s by a group of European mammalogists, most notably Serge Frechkop and Max Westenh�fer.

...
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Lakatos em 26 de Janeiro de 2017, 02:17:01
1) Existem espécies de peixes sencientes?

2) Existem projetos para criação de gado, porcos, galinhas etc. geneticamente modificados para "desativar" as funções cerebrais responsáveis pela senciência, evitando assim as questões morais relacionadas à pecuária? Não seria tecnicamente mais fácil fazer isso do que criar apenas a carne ou o leite em laboratório?
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 26 de Janeiro de 2017, 02:29:04
1) Existem espécies de peixes sencientes?

2) Existem projetos para criação de gado, porcos, galinhas etc. geneticamente modificados para "desativar" as funções cerebrais responsáveis pela senciência, evitando assim as questões morais relacionadas à pecuária? Não seria tecnicamente mais fácil fazer isso do que criar apenas a carne ou o leite em laboratório?

1) Inconclusivo, acho: https://en.wikipedia.org/wiki/Animal_consciousness#Neocortex

2) https://www.wired.com/2012/02/headless-chicken-solution/

Citar
... But Ford goes a step further and proposes a “Headless Chicken Solution.” This would involve removing the cerebral cortex of the chicken to inhibit its sensory perceptions so that it could be produced in more densely packed conditions without the associated distress. The brain stem for the chicken would be kept intact so that the homeostatic functions continue to operate, allowing it to grow. ...

(http://www.cultofweird.com/wp-content/uploads/2012/05/mike-headless-chicken2.jpg)

https://en.wikipedia.org/wiki/Mike_the_Headless_Chicken



Outra alternativa ainda é bactéria-carne.

https://en.wikipedia.org/wiki/Cultured_meat
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Lakatos em 26 de Janeiro de 2017, 02:45:54
Legal, parece que dá para ser feito.

Essa bactéria-carne era mais ou menos o que eu já queria dizer com fazer em laboratório.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 26 de Janeiro de 2017, 03:40:50
O ideal deve ser se conseguir induzir geneticamente (ou não, mas facilitava) uma anencefalia na medida precisa, em vez dessa "hiper-lobotomia".

Mas acho que a maior parte das pessoas não deve ver com bons olhos esse tipo de coisa. Uns veriam como mais crueldade, e outros só achariam uma abominação da tecnologia, da mesma forma que muitos temem engenharia genética sem efeitos tão dramáticos.

A maior chance de adoção se deverá a essas tecnologias permitirem uma produção bem mais econômica. Certamente em espaço seria.

Mas então, da mesma forma como hoje se tem cultura vegetal "orgânica" para os naturebas, se terá também o nicho de luxo do "gado orgânico". :biglol:
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Lakatos em 26 de Janeiro de 2017, 05:25:54
Nem sei se haveria tanto ganho em espaço, pois o nível de confinamento atual já é bem grande. A viabilidade econômica viria mais da pressão popular mesmo, com as pessoas passando a criar demanda para esse tipo de alternativa.

Acho que a criação de pedaços de carne em culturas tenderia mais a virar algo de nicho, já que a chance de imitar com perfeição a carne atual é remota. Já o gado não-senciente poderia realmente substituir o atual, já que, na prática, seria carne de animal de verdade, com todos os cortes conhecidos, os ossos no lugar, formato e textura certos etc.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Shadow em 26 de Janeiro de 2017, 08:08:56
1) Existem espécies de peixes sencientes?

2) Existem projetos para criação de gado, porcos, galinhas etc. geneticamente modificados para "desativar" as funções cerebrais responsáveis pela senciência, evitando assim as questões morais relacionadas à pecuária? Não seria tecnicamente mais fácil fazer isso do que criar apenas a carne ou o leite em laboratório?

1) Inconclusivo, acho: https://en.wikipedia.org/wiki/Animal_consciousness#Neocortex

2) https://www.wired.com/2012/02/headless-chicken-solution/

Citar
... But Ford goes a step further and proposes a “Headless Chicken Solution.” This would involve removing the cerebral cortex of the chicken to inhibit its sensory perceptions so that it could be produced in more densely packed conditions without the associated distress. The brain stem for the chicken would be kept intact so that the homeostatic functions continue to operate, allowing it to grow. ...

(http://www.cultofweird.com/wp-content/uploads/2012/05/mike-headless-chicken2.jpg)

https://en.wikipedia.org/wiki/Mike_the_Headless_Chicken

Outra alternativa ainda é bactéria-carne.

https://en.wikipedia.org/wiki/Cultured_meat

1. Com certeza. E certamente são mais inteligentes do que eu, haja vista meus resultados na pesca.

2. Temos uma duplinha de cavalos que o primeiro abre a torneira e bebe água. O segundo bebe água e "fecha" a torneira. Mas certamente é efeito Hans, sei lá....
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Shadow em 26 de Janeiro de 2017, 10:45:00
Conheça Gufan, um legítimo paranaense Proto-Jê, asiático/africano de dois mil anos!!!!

http://www.bonde.com.br/bondenews/parana/paranaense-de-dois-mil-anos-tem-face-revelada-com-auxilio-de-tecnologia-3d-432915.html

(http://www.bonde.com.br/img/bondenews/2017/01/img_1_3_4187.jpg)
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 26 de Janeiro de 2017, 18:15:00
Nem sei se haveria tanto ganho em espaço, pois o nível de confinamento atual já é bem grande. A viabilidade econômica viria mais da pressão popular mesmo, com as pessoas passando a criar demanda para esse tipo de alternativa.

Acho que a criação de pedaços de carne em culturas tenderia mais a virar algo de nicho, já que a chance de imitar com perfeição a carne atual é remota. Já o gado não-senciente poderia realmente substituir o atual, já que, na prática, seria carne de animal de verdade, com todos os cortes conhecidos, os ossos no lugar, formato e textura certos etc.

O texto do gizmodo elabora um pouco sobre como o estresse das aves restringe o confinamento possível, e como esse método solucionaria esse problema, permitindo uma densidade muito maior.

A impressão que tenho sobre as demandas das pessoas é que mais vocais contra o sofrimento animal tenderiam a defender vegetarianismo, veganismo, sementismo, e autotrofismo como alternativas, enquanto que, o resto do mundo, pode até não ser indiferente, mas não faz grandes sacrifícios ativistas. No máximo um boicote simbólico de abate com requintes de crueldade aqui e ali, mas mesmo se isso for mais barato, a tendência é o estado ter que proibir para que o que o mercado largamente aceitaria.

Não sei se é tão remota a possibilidade de se chegar a carne sintética indistinguível. Talvez possa se chegar ao nível de produção de tecidos/órgãos (músculos), o que já deve aproximar bastante.

http://blog.pnas.org/2014/04/in-vitro-engineering-of-muscle-tissue/

A prioridade da pesquisa é para o uso em transplantes e tratamentos, não como comida.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Sergiomgbr em 09 de Junho de 2017, 21:47:45
Uma questão para pessoas que operam por causa do sexo que acham que tem ser diferente daquele biológico, cromossômico, com o qual nasceram.

Por coerência, os machos que se acham fêmeas teriam que tirar a próstata, extirpando fisicamente o máximo da lembrança de suas machezas.

Até que ponto quem faz "mudança de sexo" principalmente do masculino para o feminino está disposto a renunciar também ao dispositivo gerador de prazer, nomeadamente do orgasmo, notoriamente ligado à próstata, tipicamente, um prazer masculino?

Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 09 de Junho de 2017, 22:13:08
Não sei e "me dá coisas" em imaginar as operações, mas o homólogo feminino da próstata é a glândula de Skene. Então talvez as operações mais sofisticadas façam uma auto-frankensteinização tal que consigam aproveitar essas equivalências todas como se efetivamente "remontando" os mesmos tecidos de acordo com a rota alternativa de desenvolvimento.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Sergiomgbr em 09 de Junho de 2017, 23:18:12
No You Tube tem uns vídeos com cirurgias tanto de bilausificação como de pepekificação, muito sangrentos, diga-se de passagem, mas o fato é que para os que querem ser mulheres está lá a próstata machassa, que não é extirpada, e que é a única referência de prazer que jamais terão.
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Sergiomgbr em 10 de Junho de 2017, 16:39:30
As mulheres que acham que são ominhos também , principalmente as que "viram" omim barbudim musculoso mas de barriguinha de gravidinha e com instinto maternal... Rapá, que Samba do afrodescendente portador de sofrimento mental!
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 10 de Junho de 2017, 21:18:07
Talvez "instintos maternais" sejam afetados por um mesmo possível "pacote" de regulações gênicas no cérebro em um padrão mais masculino. Algo que pode ser afetado em vida e psicologicamente, apenas. Homens que têm filhos/querem ter/estão aguardando o nascimento, se tornam mais "maternos", hormonalmente, o que resulta até em um deslocamento de posição política (para a esquerda, especialmente com filhas).

Citar
http://www.sciencemag.org/news/2014/05/parenting-rewires-male-brain

... But a new study suggests that caring for children awakens a parenting network in the brain—even turning on some of the same circuits in men as it does in women. The research implies that the neural underpinnings of the so-called maternal instinct aren't unique to women, or activated solely by hormones, but can be developed by anyone who chooses to be a parent. ...

https://www.scientificamerican.com/article/fathers-to-be-may-have-hormonal-changes-too/

A auto-identificação como homem talvez possa ter o efeito oposto.
 (talvez especialmente homem que não queira ter filhos, que talvez possa ser uma forma de auto-afirmação consciente que reforce o efeito).










:?: Se existem anfíbios e peixes com capacidades anti-congelantes, por que não répteis? Haveria sugestão paleontológica disso ter existido?
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 08 de Fevereiro de 2018, 14:55:58
:?: É sabido que é de fato a própria vacina de febre amarela raramente matando um vacinado, em vez da pessoa já ter contraído a febre amarela e em seguida se vacinado?

Se sim, como? E o que causaria essa letalidade? Não haveria algum processo que pudesse eliminá-la completamente?
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Muad'Dib em 08 de Fevereiro de 2018, 21:54:09
 :)

Nunca tinha me ocorrido essa ideia.

A vacina contra a FA é de vírus vivo atenuado de uma linhagem específica (17DD). Todos os casos graves de efeitos adversos, em qualquer vacina, são investigados. Eu imagino que durante a investigação eles façam isolamento do vírus ou PCR identificando a linhagem. Se for a 17DD é visceralização da vacina, se não, é vírus selvagem.





Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 08 de Fevereiro de 2018, 22:29:47
Então de fato fazem esse exame? Achava que ficava por isso mesmo, só assumiam ser efeito adverso.

Um fracionamento ainda menor da vacina, seguido de reforços, poderia ajudar a prevenir esses casos?
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Muad'Dib em 08 de Fevereiro de 2018, 22:46:12
Então de fato fazem esse exame? Achava que ficava por isso mesmo, só assumiam ser efeito adverso.

Um fracionamento ainda menor da vacina, seguido de reforços, poderia ajudar a prevenir esses casos?

Isso é coisa bem específica que foge da minha área. O que eu posso lhe dizer com certeza é que reações graves de qualquer vacina são exaustivamente investigados. Reações comuns como reações locais e febre ficam por isso mesmo. Reações de hipersensibilidade para cima são todas investigadas. Não somente reações vacinais, reações de medicamentos também. Isso é assunto sério, não se pode correr o risco de que uma reação seja devido a um lote de vacina com problemas

Eu estou lendo uma dissertação que faz um retrato da resposta de um município de 18 mil habitantes (no oeste de SC) frente a um agravo inusitado no local (hantavirose em 2000), assim que eu terminar eu vou postá-la no tópico do SUS. As pessoas têm uma falsa ideia de que a saúde brasileira é extremamente amadora e atua de forma "displicente". 
Título: Re:Perguntas sobre ciências biológicas e médicas que não merecem tópico próprio
Enviado por: Buckaroo Banzai em 15 de Fevereiro de 2018, 00:51:57

...


Citar
Mas ainda não há nenhum estudo mostrando essa relação de causa e efeito. O zika é como o bandido que está no local do crime, mas ninguém viu ele cometendo o crime?
[Bandido] Encontrado em todos os locais do crime. Em Pernambuco, mais de 40 casos de crianças com microcefalia, em que foi extraído líquor da coluna, foi encontrado o IGM [anticorpo], que só pode ser produzido por ela, não pela mãe. É questão superada. A causa da epidemia de microcefalia é o vírus da zika. O que não tem resposta ainda é se o vírus é causa suficiente para provocar microcefalia ou se precisa de alguns fatores contribuintes.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/02/1744056-resta-saber-se-o-virus-da-zika-causa-sozinho-microcefalia-diz-ministro.shtml

Que tipo de outros fatores poderiam ser esses? Se encontra bebês nascidos sem microcefalia, mas com vírus? Então talvez o estágio de desenvolvimento quando ocorre a infecção? Ou a dúvida seria algo como relativa a própria disseminação do vírus, como talvez mães que já tenham tido dengue terem mais vírus de Zika quando infectadas, como sugere outra pessoa que citei anteriormente? (http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=27953.msg877457#msg877457)

Citar
http://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,componente-genetico-explica-suscetibilidade-de-bebes-com-zika-a-microcefalia,70002174786

[...]

Embora o estudo tenha confirmado a existência de um componente genético, a suscetibilidade aos impactos neurológicos do vírus não é explicada pela ação de um único gene, mas por diferenças que envolvem a expressão de 64 genes diferentes. A pesquisa também concluiu que a maior parte desses genes com expressão modificada tem envolvimento no crescimento e na morte celular e na diferenciação das células cerebrais durante o desenvolvimento do feto.

[...]

Durante a epidemia foram identificados casos de gêmeos discordantes - em que apenas um nasceu com microcefalia. Esse fato, explica a cientista, levou os pesquisadores a levantarem a hipótese - agora confirmada - de que a microcefalia decorrente da zika poderia ser consequência de predisposição genética.

[...]