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Discussões => Laicismo, Política e Economia => Tópico iniciado por: Skorpios em 10 de Junho de 2016, 08:45:19

Título: Reforma da Previdência
Enviado por: Skorpios em 10 de Junho de 2016, 08:45:19
Um dos assuntos mais levantados a cada governo e que nunca sai do papel é a reforma da Previdência Social. Sempre achei que fosse necessária, ainda mais que praticamente todos os países que tem um sistema de previdência, reforma a deles para que caiba no tamanho da arrecadação.
Agora a Câmara aprovou o aumento da DRU.
Confesso que já havia lido algumas matérias como a abaixo, mas meio en passant, sem prestar grande atenção. No entanto esse artigo me leva a perguntar aos foristas:
A reforma da Previdência é mesmo necessária?
Citar
A DRU e o falso déficit da Previdência Social  (http://supercassius.jusbrasil.com.br/artigos/347498097/a-dru-e-o-falso-deficit-da-previdencia-social?utm_campaign=newsletter-daily_20160609_3505&utm_medium=email&utm_source=newsletter)

A Seguridade Social e a vinculação das suas receitas

A Constituição Federal de 1988 inaugurou no Brasil um sólido sistema de proteção social batizado de Seguridade Social. Ficaram estabelecidos mecanismos como a vinculação tributária em cascata para assegurar a valorização do trabalho na ordem social. Desvincular as receitas da Seguridade Constitucional é retroceder de modo a expor seus subsistemas à inviabilidade e à insegurança.

De acordo com a Constituição da Republica Federativa do Brasil de 1988 (CRFB/88), artigo 194, “A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social” (grifos nossos). Deste modo, o legislador originário criou no país um sistema de proteção social composto por três subsistemas: Saúde, Previdência e Assistência Social.

Na sequência, no art. 195 e seguintes, a Carta Maior estabeleceu as fontes e a vinculação da arrecadação da Seguridade Social, isto é, aquilo que se arrecada para a Seguridade Social, deve ser gasto exclusivamente com ela.

Em 1998, a Emenda Constitucional nº 20 incluiu o inciso XI no art. 167 da Constituição, o qual vedou “a utilização dos recursos provenientes das contribuições sociais de que trata o art. 195, I, a, e II, para a realização de despesas distintas do pagamento de benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201”. Ou seja, o produto da arrecadação das contribuições sociais do empregador, incidentes sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho, e dos segurados da previdência social, agora sequer poderia ser direcionado à Saúde ou Assistência Social. Criou-se, desta forma, uma vinculação tributária em cascata. Resta, assim, evidente a mens legis: valorizar o princípio basilar da ordem social do primado do trabalho, insculpido no art. 193 da CRFB/88, visto ser a Previdência Social um sistema de proteção exclusiva daqueles que para ela contribuem. Dar dupla proteção à Previdência é valorizar o trabalhador.

A nova sistemática constitucional para a proteção social formou intencionalmente um encapsulamento protetivo aos subsistemas que o compõe, conferindo a eles blindagem tal que sua autonomia financeira ficaria preservada.

Ressalte-se, ademais, que as receitas da Seguridade Social reservadas pelo legislador para a Previdência Social são contribuições sociais em sentido amplo. Portanto, não cabe considera-las as únicas fontes da Previdência e confrontá-las com os pagamentos de benefícios. Dessa maneira, o cálculo deve ser feito levando-se em conta a arrecadação como um todo. A esse respeito, a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (ANFIP) apresenta o seguinte levantamento[1]:

(http://imgs.jusbrasil.com/publications/artigos/347498097/images/tab11465477747.jpg)

Como se pode observar, sobra dinheiro da Seguridade Social todos os anos. Portanto, não existe saldo negativo na conta da Seguridade Social. O débito existente vem de outro lugar e a Seguridade é quem paga a conta.

Lamentavelmente, o suposto rombo da Previdência tem sido usado para justificar a restrição de direitos previdenciários. O discurso do déficit da Previdência é terrorismo social e causa evasão do sistema contributivo, na medida em que espanta os facultativos e incentiva a sonegação dos obrigatórios. Quem quer contribuir para um sistema falido? A alternativa para quem não quer se vincular ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS) do INSS é a previdência privada. Nesse caminho, o êxodo [lícito e ilícito] do sistema previdenciário público acaba por beneficiar os sistemas previdenciários privados, dos bancos.

A conclusão imediata é de que a vinculação da arrecadação da Seguridade Constitucional foi a maneira encontrada pelo legislador para proteger seus subsistemas. Além disto, repise-se, vincular parte do orçamento da Seguridade Social ao emprego exclusivo na Previdência Social foi o modo de assegurar dupla proteção ao primado constitucional do trabalho. Desfazer isso é atentar contra as garantias do trabalhador frente aos infortúnios da vida.
A Desvinculação das Receitas da União

Considerada uma das mais avançadas constituições do nosso tempo, a CRFB/88 concedeu aos cidadãos direitos inéditos, tais como saúde para todos (independente do trabalho), assistência aos necessitados e um rol de benefícios àqueles que estivessem filiados ao sistema previdenciário de causar inveja em qualquer país desenvolvido.

Contudo, a Constituição de 88 surge em meio a um momento de enorme instabilidade econômica, com inflação anual chegando a 980,21 % [2]. Ou seja, um produto que custasse 100 em 1988, em 1989 custaria 1.000. Sabidamente, o constituinte incluiu no art. 3º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) que estabeleceu a necessidade de revisão constitucional a ser realizada após cinco anos da promulgação da Constituição. Afinal, o Brasil e o mundo viviam momentos de grandes incertezas. Deste modo, era preciso um período de decantação e maturação da nova ordem jurídica.

Enquanto isso, em 1991, as leis 8.212 e 8.213, respectivamente, disciplinaram o custeio e o plano de benefícios da Previdência Social. Ficaram estabelecidas as principais formas de arrecadação para a Previdência Social e como seriam calculados os benefícios previdenciários.

Findo o prazo do art. 3ª do ADCT, a primeira Emenda Constitucional de Revisão (ECR), aprovada em 1994, instituiu para os exercícios financeiros de 1994 e 1995 o Fundo Social de Emergência, com o objetivo de custear as “ações dos sistemas de saúde e educação, benefícios previdenciários e auxílios assistenciais de prestação continuada, inclusive liquidação de passivo previdenciário, e outros programas de relevante interesse econômico e social” (Emenda Constitucional de Revisão nº 01, 1994, art. 1º). Aqui começou o problema da desvinculação das receitas federais, pois o novo Fundo era integrado com tributos vinculados a despesas específicas, tais como Previdência Social e Programa de Integracao Social (PIS) que passariam a ser utilizados em “outros programas de relevante interesse econômico e social”.

O período inicialmente estimado, 1994 e 1995, foi dilatado pela Emenda Constitucional 10, em 1996 por mais dois anos, isto é, até 1997. Agora, sob o nome de Fundo de Estabilização Fiscal, recursos arrecadados para a Seguridade Social poderiam ser utilizados pelo Governo em “despesas orçamentárias associadas a programas de relevante interesse econômico e social”.

Novamente, os legisladores entenderam ainda ser necessário prorrogar por mais dois anos a existência do Fundo e assim o fizeram, mantendo seu funcionamento até 31/12/1999, por meio da Emenda Constitucional 17, de 1997.

Terminado o prazo da Emenda 17/1997, outra fora proposta: a Emenda Constitucional 27/2000. O novo diploma sacramentou o instituto da Desvinculação das Receitas da União. A sistemática também sofreu alterações: ao invés de colocar parte da arrecadação vinculada em um Fundo, o governo agora poderia gastar livremente 20% da arrecadação. Sob a batuta das presidências do então deputado Michel Temer e senador Antônio Carlos Magalhães, o governo federal passou a poder utilizar com aquilo que melhor aprouver 20% de tudo que se arrecada, inclusive aquilo que era arrecadado para a Saúde, Previdência, Assistência Social...

A essa altura, haviam diversos tributos instituídos para que toda a sociedade participasse ativamente da proteção social. Praticamente tudo que se faz em termos econômicos, isto é, quase tudo que se compra ou vende, que se paga ou recebe, incide contribuição social. O Estado levou muito a sério o princípio basilar da proteção social que recomenda a diversidade da participação e custeio.

De lá pra cá, a DRU, uma medida temporária, vem sendo prorrogada sucessivamente, segundo ilustra tabela abaixo:

(http://imgs.jusbrasil.com/publications/artigos/347498097/images/tab21465478116.jpg)

*Apresentada em 08/07/2015 em substituição à PEC4/2015, que desvinculava 20% do orçamento até 2019.

O nome da proeza revela sua natureza: desvinculação. Quer dizer, parte daquilo que inicialmente foi arrecadado para ser usado integralmente com saúde, não está mais vinculado a ela. O que foi cobrado dos contribuintes para ser usado exclusivamente no pagamento dos benefícios previdenciários, não serve mais apenas a esse fim. A DRU desfaz a vinculação constitucional.

Curioso também é o mecanismo que vem sendo utilizado à inclusão e postergação da DRU no ordenamento: através de Emenda Constitucional estão sendo inseridos e prorrogados artigos no Ato das Disposições Transitórias Constitucionais - ADCT (grifo nosso). Já se vão quase 30 anos que a atual Constituição está em vigor e aquilo que deveria ser transitório tem sido o principal meio utilizado para equilibrar as contas do Governo Federal. Possivelmente, para dar a sensação inicial de que é algo passageiro, até todos se acostumarem com a ideia. Talvez o próximo passo dos legisladores sejam deslocar a DRU do ADCT para o corpo principal da Constituição, pois, quase ninguém mais acredita no seu caráter passageiro. Provavelmente, não haverá nenhuma resistência se isto acontecer.

Cumpre salientar, por oportuno, que o Supremo Tribunal Federal (STF) já teve a oportunidade de se posicionar sobre a constitucionalidade da DRU, através do Recurso Extraordinário 566.007/2014 RS. Para o STF, o fato da DRU ter sido inserida na ordem jurídica por meio de Emenda Constitucional legitima sua existência. Em outras palavras, a única maneira de fazer o que a DRU faz é por meio de Emenda Constitucional. Do contrário, seria inconstitucional.

Não é preciso ser um economista para perceber que retirar recursos de um segmento poderá causar sua ruína. Imaginemos que alguém ganhe mensalmente 100 reais e possua uma despesa média de 90. Tudo vai muito bem obrigado até que essa pessoa resolva gastar R$ 20 todo mês com o pagamento de uma despesa do vizinho. Daí por diante, aquilo era mais do que suficiente passa a ser insuficiente. Pior ainda, imagine que essa mesma pessoa cisme que a solução seja passar a gastar mais R$ 10 com outro vizinho. Ora, é irracional.

Algumas conclusões básicas desabrocham frente a esse cenário: a) se não fossem retirados recursos da Seguridade Social, não faltaria; b) se não faltassem recursos, não seria preciso criar novos tributos; c) se não faltassem recursos, não seria preciso reformar direitos, conquistados a duras penas.

Demais a isso, interessa registrar que durante a vigência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) a DRU também vigeu. Assim, enquanto pela DRU se retirava verbas da Saúde e Previdência de um lado, de outro criou-se uma contribuição para recuperar em parte o que elas haviam perdido com a medida.

Outra ilustração para facilitar a compreensão do que a DRU faz com a Seguridade Social: Suponhamos que em uma família haja poupa para uma boa educação dos filhos em escolas renomadas, particulares. De repente, o pai resolve a usar a poupança para cobrir despesas estranhas à educação. Quando chega a hora de custear os estudos dos filhos, o saldo é insuficiente. As opções são: desistir dos estudos; se contentar com escolas não tão boas; ou, endividar-se para cumprir o planejado. Agora, imaginemos essa mesma família passando a economizar ainda mais para cobrir as despesas estranhas à educação, para não ter que usar a poupança da educação. Quando chega a hora de custear os estudos dos filhos, o saldo é suficiente e o plano é realizado. A mesma coisa acontece com a Seguridade Social, pois, se o seu orçamento é usado para despesas estranhas, com certeza faltará dinheiro para cobrir o pagamento dos benefícios.

Portanto, o discurso do déficit da Seguridade Social parece interessar a poucos e sustentar uma série de medidas que talvez não fossem necessárias se a DRU fosse revogada ou não prorrogada. Afora isso, aquilo que foi pensado como solução, vale dizer, desvincular receitas, é a origem do problema.

[1] Desmistificando o Déficit da Previdência. Disponível em http://goo.gl/adU7up. Acessado em jun/2016.

[2] Números de inflação de 1988. Disponível em http://goo.gl/sO2kg4. Acessado em jun/2016.

Fonte: http://www.previdenciacomentada.com/dru-previdência/
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: -Huxley- em 10 de Junho de 2016, 12:07:08
Argumentos como "a Previdência Social não é deficitária" não tem qualquer relevância prática. A Previdência Social no Brasil é um desprezo ao problema econômico da escassez:

(http://3.bp.blogspot.com/-l83FnPwaESE/TlAyrCqRFyI/AAAAAAAAAfI/K8JsE5DvZms/s1600/Untitled.png)

Fonte: http://maovisivel.blogspot.com.br/2011/08/quer-ficar-preocupado.html

Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: -Huxley- em 10 de Junho de 2016, 12:07:45
É provável que não haverá uma reforma da previdência de verdade:

Citar
Mini-Reforma da Previdência

Economia 03.06.16 14:24
A Arko Advice fez uma pesquisa com 102 deputados sobre a Reforma da Previdência.

Ela mostra que o Congresso Nacional topa votar alguns paliativos, mas não quer uma Reforma da Previdência de verdade:

• Deputados concordam com a existência de um regime para os trabalhadores do setor privado e outro para o funcionalismo público

• Dos 102 deputados entrevistados, 92 concordam com idade mínima para aposentadoria

• Deputados não concordam em desvincular o salário mínimo dos benefícios da previdência

• Outra divisão diz respeito ao alcance da reforma: deve atingir quem já está no sistema, com regra de transição (52), ou apenas quem entrar depois da promulgação da emenda (48)

• A maioria concorda com o fim da distinção de idade para aposentadoria entre homens e mulheres

• Os entrevistados estão divididos quanto ao timing de aprovação da Reforma

http://www.oantagonista.com/posts/mini-reforma-da-previdencia
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 12 de Julho de 2016, 22:05:37
https://www.youtube.com/v/nkEK8cO3IbQ

https://www.youtube.com/v/cEoC4oxF0Cc

https://www.youtube.com/v/aOQ4grgtk_Y
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gauss em 14 de Outubro de 2016, 17:38:37
Vi no Estudantes pela Liberdade.
(https://scontent.fcwb1-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/14581580_1470174643009743_1309608278163732464_n.png?oh=9877f09f82b38c158b62195587a99d46&oe=58AC709D)

Fontes: http://bit.ly/1RIqh3o | Boletim Boletim Estatístico da Previdência Social – BEPS - 2016: http://bit.ly/1of9M16 | http://bit.ly/1of9Mhv | http://bit.ly/21NRf9r
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 14 de Outubro de 2016, 17:53:46
Talvez os do "setor rural" sejam gente que ganha menos de 1 SM.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gauss em 14 de Outubro de 2016, 19:09:19
Talvez os do "setor rural" sejam gente que ganha menos de 1 SM.
Se eu não me engano os trabalhadores rurais nem precisam contribuir.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 14 de Outubro de 2016, 19:27:14
Sim, ia mencionar isso mas me esqueci. Vi sobre essas coisas em algum desses vídeos do Renato Russo.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: JJ em 14 de Outubro de 2016, 19:35:51
31/08/2016 19h06 - Atualizado em 31/08/2016 22h01

Governo prevê déficit de R$ 181,2 bilhões para Previdência em 2017

Estimativa consta na proposta de Orçamento, enviada ao Congresso.
Segundo governo, valor está R$ 32 bilhões acima do rombo de 2016.

Filipe Matoso
Do G1, em Brasília


O governo federal estima que o déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sistema público que atende aos trabalhadores do setor privado, continuará crescendo e atingirá, no ano que vem, R$ 181,2 bilhões. A previsão está na proposta de Orçamento para o ano que vem, enviada ao Congresso Nacional e apresentada nesta sexta-feira (31) no Palácio do Planalto.
 

ORÇAMENTO 2017
Governo envia projeto ao Congresso proposta do governo salário mínimo sem alta de tributos
déficit da previdência sem novos concursos imposto de renda teto de gastos


"A previsão é de um déficit [da Previdência] equivalente a 2,7% do PIB. Os gráficos mostram que o déficit reflete num aumento de despesas e redução de receitas e mostram a urgência e a necessidade da discussão sobre a reforma da Previdência. Em valores, o déficit estimado] é de R$ 181,2 bilhões em 2017. Em 2016, [o rombo] será de R$ 149 bilhões, ou seja, crescerá aproximadamente R$ 32 bilhões", disse o ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira.


A estimativa é próxima da feita em julho – no mês passado, Oliveira havia apontado que o déficit deveria ficar em R$ 183 bilhões no próximo ano, após um rombo estimado em R$ 147 bilhões para 2016.
 


Reforma
Para este ano, o governo ainda prevê enviar ao Congresso Nacional uma proposta de reforma da Previdência. Atualmente, um grupo de trabalho, coordenado pela Casa Civil e composto por representantes dos trabalhadores e dos empresários, discute essas alternativas para definir o que será proposto ao Legislativo.


Recentemente, o chefe da Casa Civil, ministro Eliseu Padilha, chegou a divulgar um vídeo nas redes sociais para afirmar que, se não houver a reforma, não haverá a garantia de que as aposentadorias serão pagas.

Regras vigentes

No ano passado, o Congresso Nacional instituiu a fórmula 85/95 – no qual a mulher poderia ter aposentadoria integral quando a soma do tempo de contribuição e da idade fossem 85 e o homem poderia obter o benefício quando a mesma soma fosse 95.

O governo concordou com essa fórmula, porém, com uma progressivadade. A partir de 31 de dezembro de 2018, entra mais um ponto nesse cálculo, que aumenta com o passar dos anos.
No fim de 2018, por exemplo, mulheres precisarão de 86 pontos e homens, de 96 – ou seja, há a soma de um ponto. Em dezembro de 2026, serão 5 pontos a mais – com as mulheres precisando de 90 pontos para se aposentar e os homens de 100 pontos.


Caso queiram se aposentar antes de atingir os pontos necessários, os trabalhadores têm essa opção. Entretanto, acabam caindo novamente no fator previdenciário, fórmula que visa evitar o que o governo considera de “aposentarias precoces”, e que limita o valor do benefício a ser recebido.
Confira a seguir outros destaques e previsões do Orçamento 2017:

- salário mínimo de R$ 945,80 para 2017
-  alta de 1,6% do PIB
- rombo fiscal de R$ 139 bilhões
- arrecadação de R$ 24 bilhões com concessões e permissões
- corte de R$ 5,3 bilhões em gastos e receitas adicionais
- correção de 5% na tabela do IR
- não realização de novos concursos públicos
- reajustes para os ministros do STF e outras carreiras de servidores
- déficit de R$ 181,2 bilhões para Previdência
-  gasto com saúde crescerá abaixo da inflação


http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/08/governo-preve-deficit-de-r-1812-bilhoes-para-previdencia-em-2017.html

Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gauss em 14 de Outubro de 2016, 19:49:33
Por mim,o Sistema Previdenciário deveria ser privatizado.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: MarceliNNNN em 14 de Outubro de 2016, 23:10:05
Por mim,o Sistema Previdenciário deveria ser privatizado.
Pois é, mas fala isso para a população em geral. Vão falar que você é uma criatura enviada pelo demônio querendo destruir a vida das pessoas.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gauss em 14 de Outubro de 2016, 23:41:59
Por mim,o Sistema Previdenciário deveria ser privatizado.
Pois é, mas fala isso para a população em geral. Vão falar que você é uma criatura enviada pelo demônio querendo destruir a vida das pessoas.

E quem disse que não sou?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: MarceliNNNN em 14 de Outubro de 2016, 23:56:03
Por mim,o Sistema Previdenciário deveria ser privatizado.
Pois é, mas fala isso para a população em geral. Vão falar que você é uma criatura enviada pelo demônio querendo destruir a vida das pessoas.

E quem disse que não sou?
Sabia!
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Pregador em 15 de Outubro de 2016, 02:26:03
Por mim,o Sistema Previdenciário deveria ser privatizado.
Pois é, mas fala isso para a população em geral. Vão falar que você é uma criatura enviada pelo demônio querendo destruir a vida das pessoas.

E quem disse que não sou?

E faz o quê com quem já contribui uns 20 anos? quem vai devolver o dinheiro?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 15 de Outubro de 2016, 07:25:21
Por mim,o Sistema Previdenciário deveria ser privatizado.
Pois é, mas fala isso para a população em geral. Vão falar que você é uma criatura enviada pelo demônio querendo destruir a vida das pessoas.

E quem disse que não sou?

E faz o quê com quem já contribui uns 20 anos? quem vai devolver o dinheiro?

Quem vai devolver?

Fácil.

Todos os aposentados (públicos e privados, civis e militares), que já tendo consumido a sua provisão matemática (facilmente calculável), avançaram sobre o dinheiro de outrem.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gauss em 15 de Outubro de 2016, 10:17:38
Por mim,o Sistema Previdenciário deveria ser privatizado.
Pois é, mas fala isso para a população em geral. Vão falar que você é uma criatura enviada pelo demônio querendo destruir a vida das pessoas.

E quem disse que não sou?

E faz o quê com quem já contribui uns 20 anos? quem vai devolver o dinheiro?

Quem vai devolver?

Fácil.

Todos os aposentados (públicos e privados, civis e militares), que já tendo consumido a sua provisão matemática (facilmente calculável), avançaram sobre o dinheiro de outrem.

Exato!
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Pregador em 16 de Outubro de 2016, 23:20:21
Por mim,o Sistema Previdenciário deveria ser privatizado.
Pois é, mas fala isso para a população em geral. Vão falar que você é uma criatura enviada pelo demônio querendo destruir a vida das pessoas.

E quem disse que não sou?

E faz o quê com quem já contribui uns 20 anos? quem vai devolver o dinheiro?

Quem vai devolver?

Fácil.

Todos os aposentados (públicos e privados, civis e militares), que já tendo consumido a sua provisão matemática (facilmente calculável), avançaram sobre o dinheiro de outrem.

Daí eles perderiam as aposentadorias?

Veja meu caso, ingressei no serviço público depois de 03/2013, ou seja, eu só me aposento até o teto do regime geral do INSS, mesmo que ganhe mais. Meu regime é quase igual aos da iniciativa privada. Se eu quiser me aposentar com mais, tenho que aderir ao fundo complementar, o que eu não pretendo já que estes fundos constantemente são alvos de maracutaias do governo, como o ocorreu com o fundo dos funcionários dos Correios, que agora vão ter que assumir a conta pelos desvios praticados por políticos que deveriam ser presos. Se aqui tivesse pena de morte, esta seria adequada para gente assim.

O que me pergunto é como farão a reforma. Se atingirem os funcionários públicos novos, como foi o meu caso, a reforma não resolve o rombo. Só terá efeito uma reforma se atingirem servidores que ainda não se aposentaram. Os professores, como eu, que ingressaram antes de 03/13 twm direito a aposentadoria por proventos integrais, o que é óbvio, não fecha a conta. Eles nunca contribuirão o equivalente aos benefícios que receberão. Falam em aumentar a alíquota para 20% para os servidores, mas isso seria muito injusto para servidores como eu, que se aposentam no máximo com o valor do teto, com base nas 80% maiores contribuições. Pior, acho ainda que vão deixar mais duras as regras para os trabalhores privados, que não tem culpa nenhuma da merda de hoje. Quero só ver se o STF não vai de declarar inconstitucional a regra que imponha o regime geral, com teto do regime geral, para os juízes.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Pregador em 16 de Outubro de 2016, 23:24:59
Quanto a aposentadoria rural, ela é uma prática obcena de fraudes. Não exige contribuição,basta o sujeito provar que nos últimos 15 anos se dedicou exclusivamente a atividade rural, em economia familiar. Basta, na verdade, não estar registrado e tirar, de vez em quando, uma nota de produtor rural (umazinha por ano basta). Conheço milhares de pessoas que se aproveitam deste sistema e irão se aposentar por ele, sem nunca ter contribuído nada. É um completo absurdo, as fraudes são a regra.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Skorpios em 17 de Outubro de 2016, 07:41:34

Daí eles perderiam as aposentadorias?


E além de perderem as aposentadorias, teriam que arrumar um modo de sobreviver e ainda juntar dinheiro para devolver o que tivessem "avançado sobre o dinheiro de outrem".
Difícil. Não estou trabalhando por ser vagabundo, não por não encontrar quem queira empregar alguém com 65 anos.  |(

Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Criaturo em 17 de Outubro de 2016, 08:42:36
Faliu porque  no inicio  quando só entrava contribuições ia tudo para o ralo da corrupção, mas após vencido os 35 anos de contribuição quando começaram entrar pedidos de aposentadorias, a previdência ja estava falida, saqueada, então começaram a desviar verbas de outras receitas para cobrir o rom(u)bo da previdência!

http://idg.receita.fazenda.gov.br/acesso-rapido/tributos/contribuicoes-previdenciarias-pj#aliquota1


Contribuições previdenciárias (pessoas jurídicas)

1. Alíquotas
1.1 Empresa ou Equiparado

– 20% (vinte por cento) sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhes prestam serviços.


- 20% (vinte por cento) sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais que lhes prestam serviços, para fatos geradores ocorridos a partir de 1° de março de 2000.

- 15% (quinze por cento) sobre o valor bruto da nota fiscal, da fatura ou do recibo de prestação de serviços, relativamente aos serviços que lhes são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho, para fatos geradores ocorridos a partir de 1° de março de 2000.

Contribuição sobre a Produção Rural
- 2,6% (dois vírgula seis por cento) incidentes sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural, para fatos geradores ocorridos a partir de 1º de agosto de 1994, em substituição à contribuição de 20% e daquelas destinadas ao custeio dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho.

1.2 Associação Desportiva que Mantém Equipe de Futebol Profissional

5 % da renda bruta dos espetáculos desportivos da associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional incidente sobre a receita bruta decorrente de espetáculos desportivos e de qualquer forma de patrocínio, de licenciamento de uso de marcas e símbolos, de publicidade, de propaganda e transmissão de espetáculos.

1.3 Empregador Doméstico

- 12% (doze por cento) do salário de contribuição do empregado doméstico a seu serviço.

1.4 Segurados Empregado, Trabalhador Avulso de Empregado Doméstico

Tabela de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso.

1.5 Contribuinte Individual

- 11% (onze por cento) para o Contribuinte individual que presta serviço à empresa, inclusive cooperativa de trabalho, a partir de abril/2003.

- 20% (vinte por cento) para o contribuinte individual que presta serviços à pessoa física; a outro contribuinte individual; à entidade beneficente de assistência social, isenta da cota patronal; a missões diplomáticas ou a repartição consular de carreira estrangeira.

1.6 Segurado Facultativo

- 20 % (vinte por cento) do salário de contribuição por ele declarado, observados os limites mínimo e máximo do salário de contribuição.

07 /10 /2015
TRIBUTÁRIO
Lei nº 13.169/15 – Nova alíquota da CSLL
 para instituições financeiras
 e assemelhadas

Bancos de qualquer natureza, distribuidoras
de valores mobiliários, corretoras de câmbio e
de valores mobiliários, sociedades de crédito,
financiamento e investimentos, sociedades de
crédito imobiliário, administradoras de cartões de
crédito, sociedades de arrendamento mercantil,
associações de poupança e empréstimo, pessoas
jurídicas de seguros privados e capitalização.
Cooperativas de crédito

20 %

Pessoas jurídicas em geral

15%

Cooperativas de crédito

17%




como vimos arrecadação da previdência chega a dar dó!
Só da folha salarial empresario + empregados contribuem com "apenas" 33%, acho que todos deveriam contribuir  um pouco mais, o governo ja fez a parte dele aumentando o tempo de contribuição e  da idade, pois  diz que será para o bem de todos!
:twisted:
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: JJ em 17 de Outubro de 2016, 08:49:30
Por mim,o Sistema Previdenciário deveria ser privatizado.



Concordo plenamente, deveria ser privatizado amplamente.  Só que teria que respeitar os atuais aposentados.  Pelo menos os aposentados que ganham até 20 salários mínimos.









Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Criaturo em 17 de Outubro de 2016, 10:08:09
Por mim,o Sistema Previdenciário deveria ser privatizado.



Concordo plenamente, deveria ser privatizado amplamente.  Só que teria que respeitar os atuais aposentados.  Pelo menos os aposentados que ganham até 20 salários mínimos.
a grande maioria dos aposentados ganham apenas um salario minimo a tendencia desse governo é que TODOS  passem a ganhar apenas isso!
do tipo, privatização das praças de pedágios?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Criaturo em 17 de Outubro de 2016, 10:20:08

Pois é, mas fala isso para a população em geral. Vão falar que você é uma criatura enviada pelo demônio querendo destruir a vida das pessoas.

que eu saiba a diferença entre funcionário publico e aposentadoria  privada é que ,na privada a média dos salários é aplicada a tabela tempo de contribuição x idade, ja na publica é pago 100% da média salarial, ou seja isto não significa aposentadoria integral com salario atual !



Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lorentz em 17 de Outubro de 2016, 10:22:08
Citar
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-solucao-para-a-economia-existe-mas-os-problemas-estao-apenas-no-comeco/

A solução para a economia existe, mas os problemas estão apenas no começo

Sem a reforma da Previdência, é claro que a PEC do teto de gastos tende a se perder; e o busílis está na aposentadoria do setor público

Por: Reinaldo Azevedo  17/10/2016 às 6:25

Raul Veloso, um dos mais sérios especialistas que há no país em contas públicas, concede uma entrevista  à Folha nesta segunda em que trata de uma questão já abordada por este escriba neste blog. É claro que o estabelecimento de um teto para os gastos, corrigido apenas pela inflação, gerará tensões e disputas por verbas. E os limites constitucionais que existem para alterar os gastos com saúde e educação acabarão pressionando os outros setores. Todos sabemos disso. Como a população continuará a crescer, o teto significa também corte de gastos.
Assim, é preciso mexer naquele que é o setor que hoje sangra os cofres públicos com mais violência: a Previdência. Sem a reforma nessa área, não há teto que sobreviva. E, em particular, é preciso corrigir a principal distorção: a aposentadoria do funcionalismo público. Segundo os cálculos de Veloso, o déficit com inativos da União e dos Estados atingiu, no ano passado, 2,3% do PIB: R$ 137 bilhões.

É evidente que se trata de um escândalo. Observem que o valor não está muito longe do déficit fiscal deste ano: R$ 170,5 bilhões. Que país pode conviver com essa conta?

Veloso chega a dizer que a reforma da Previdência deveria preceder esta outra. Num ambiente político menos crispado, até acho. Mas ele mesmo reconhece que existe uma dificuldade que é de natureza política. Como também já destaquei aqui, não se parta do princípio de que, na reforma da Previdência, se vai repetir a mesma adesão que se viu com a PEC que estabelece o teto dos gastos públicos.

Na reunião dos Brics, em Goa, o presidente Michel Temer falou a empresários do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul que o país está entrando nos trilhos e que a responsabilidade fiscal é uma precondição da responsabilidade social.

“Responsabilidade fiscal é, para nós, um dever maior e tarefa urgente. Sem ela, põem-se em risco os avanços sociais do Brasil. Mas temos consciência de que a responsabilidade fiscal, por si só, não basta. Dela, é indissociável a responsabilidade social, como duas faces da mesma moeda.”

E, por óbvio, o presidente voltou a falar da reforma da Previdência. Afirmou que o governo vai mandar em breve uma proposta que torne o sistema viável e mais justo: “Queremos uma seguridade social que elimine privilégios e possa servir a todos, no médio e no longo prazos. Queremos preservar a saúde fiscal do Estado”.

Não vai ser fácil. E as dificuldades estão apenas no começo.

Há sinais, como reconheceu o presidente, de que a economia está reagindo. Mas é bom que a gente não se engane. Uma reforma da Previdência malsucedida em razão da pressão deste ou daquele setores poderia fazer a coisa desandar.

Os partidos da base e o próprio governo têm de se dedicar cotidianamente à tarefa do esclarecimento. É preciso que os brasileiros saibam a centralidade que a reforma da Previdência ocupa hoje na retomada do crescimento e na construção de um modelo viável.

E, como lembrou Raul Veloso, o rombo principal está na aposentadoria do setor público. É questão de matemática, não de gosto.

Desonestidade intelectual

A desonestidade intelectual de esquerdistas e assemelhados, para não variar, indaga o peso que têm os juros na conta. De fato, é elevado. Só se esquecem de dizer que o Tesouro se endivida para arcar com o custo de um insuportável sistema de privilégios.
As soluções existem. Mas os problemas só estão no começo.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lorentz em 17 de Outubro de 2016, 10:51:17
Por mim,o Sistema Previdenciário deveria ser privatizado.



Concordo plenamente, deveria ser privatizado amplamente.  Só que teria que respeitar os atuais aposentados.  Pelo menos os aposentados que ganham até 20 salários mínimos.
a grande maioria dos aposentados ganham apenas um salario minimo a tendencia desse governo é que TODOS  passem a ganhar apenas isso!
do tipo, privatização das praças de pedágios?

De onde saiu essa informação? Você sabe que o que pesa não são os que ganham pouco, mas os que ganham muito. Não faz mais sentido pra você?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Criaturo em 17 de Outubro de 2016, 15:51:09
Por mim,o Sistema Previdenciário deveria ser privatizado.



Concordo plenamente, deveria ser privatizado amplamente.  Só que teria que respeitar os atuais aposentados.  Pelo menos os aposentados que ganham até 20 salários mínimos.
a grande maioria dos aposentados ganham apenas um salario minimo a tendencia desse governo é que TODOS  passem a ganhar apenas isso!
do tipo, privatização das praças de pedágios?

De onde saiu essa informação? Você sabe que o que pesa não são os que ganham pouco, mas os que ganham muito. Não faz mais sentido pra você?

a maioria dos sem profissões que conheço ganha 1 salario, os que possuem maior qualificação no maximo 4  sendo que o teto atual é de  5189,82,mas niguem consegue pegar o teto só políticos que conseguem pegar a teta maxima!  :biglol:

conheço um médico que contribuiu sempre  como máximo por 35 anos, se aposentou com aos 55 anos com 4 salários!
na verdade penso que os maiores gastos são com pessoas que recebem apenas benefícios de um salario e não aposentadorias:


O programa de revisão de pagamentos do INSS está fazendo um pente-fino na situação de quem está recebendo benefícios por auxílio doença e incapacidade há mais de dois anos. De acordo com o governo, existem, atualmente, 840 mil beneficiários de auxílios-doença e 3 milhões de aposentados por invalidez recebendo esses auxílios.

http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/10/defensoria-recomenda-que-inss-suspenda-pente-fino-em-beneficios.html
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 26 de Outubro de 2016, 19:36:32
https://www.youtube.com/v/TYZdACfzv10

Citar
Palhaçada, 40 % da receita federal é para aposentados, e 5% dos aposentados são políticos e funcionário públicos ,que abocanham 50% desse total da receita federal.  [...]
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: homemcinza em 13 de Janeiro de 2017, 14:36:08
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Skorpios em 17 de Janeiro de 2017, 07:34:28
Se for verdade, está mais do que na hora.

Governo analisa criar um teto para aposentadoria de militares, diz Temer (http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/01/1850396-governo-analisa-criar-um-teto-para-aposentadoria-de-militares-diz-temer.shtml)
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 14 de Março de 2017, 08:54:55
Citar
Sindicato dos Metroviários fará paralisação de 24 horas contra a reforma da Previdência; outras categorias prometem aderir ao movimento no País

...


Outras categorias, como dos bancários, químicos, metalúrgicos e professores também prometem aderir às manifestações na quarta-feira contra a reforma da Previdência. Há previsão de bloqueios em rodovias e avenidas da capital e da Grande São Paulo.

...

Fonte: Último Segundo - iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2017-03-13/metro.html
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Skorpios em 15 de Março de 2017, 07:22:30
Que tal?

Citar
A "reforma"​ da Previdência é ineficiente, imoral e inútil (https://www.linkedin.com/pulse/reforma-da-previd%C3%AAncia-%C3%A9-ineficiente-imoral-e-in%C3%BAtil-andr%C3%A9-forastieri)

O governo diz que o déficit da Previdência este ano será R$ 149,7 bilhões de reais. É mentira. É uma ficção contábil que tem dois objetivos: garantir aos bancos e especuladores o pagamento dos juros mais altos do planeta, e privatizar a previdência no Brasil. Não tem nada a ver com viabilizar a aposentadoria dos brasileiros no futuro. Nem com “fechar as contas”. Não se trata de ser a favor ou contra Temer, não tem nada a ver com Dilma, não é questão partidária. É questão de matemática. De justiça. E de levarmos a sério o futuro do país.

Primeiro: não há porque a Previdência “fechar as contas”. É como dizer "a conta da escola pública não fecha". Ou "a conta de aplicar vacina em bebês não fecha". Não é para fechar, muito menos para “dar lucro”. A vida das pessoas não é um negócio. Aposentadoria não é um custo. É um reinvestimento do imposto na própria sociedade que pagou o imposto. Investimento no bem-estar dos brasileiros, que deve ser prioritário, acima de qualquer outro. Com impacto direto na saúde, na educação, na segurança.

Segundo: a "reforma" é ineficiente. Se o governo quiser de fato botar as contas do país no azul, precisa é pagar menos juros e aumentar a arrecadação. O Brasil pagará mais de R$ 500 bilhões de juros esse ano! Derrubar os juros deveria ser a prioridade zero deste e qualquer outro governo, mas sempre encontram uma razão para que eles continuem nas alturas. Quem sabe é porque nossos governos sempre terceirizam a administração da economia para funcionários dos bancos, Meirelles, Ilan, Levy etc. Afinal, são os próprios bancos os maiores credores do governo, e são os bancos que ficarão com a maior parte desses R$ 500 bilhões.

Quanto a aumentar a arrecadação, ajudaria bem acabar com tanta desoneração e tanta sonegação, inclusive os sonegadores da previdência. Ajudaria cobrar o que as empresas devem para o governo. E aproximar dos padrões internacionais o imposto de renda e o imposto de herança, e, como se faz em todo o mundo, taxar os dividendos que as empresas pagam a seus acionistas. Nossa elite é a menos taxada do planeta.

Terceiro: o brasileiro normal, os 99% de nós que pouco apitamos, paga imposto pra caramba. Quanto mais pobre, mais paga, proporcionalmente, porque tudo que a gente compra embute imposto, do feijão ao remédio à eletricidade, todos os produtos e todos os serviços. Essa grana deveria ser reinvestida na própria população, e não em pagar juros e outras tantas bandalheiras. É imoral Meirelles e companhia dizer que não há dinheiro pra nossos velhos, quando existe dinheiro para construir estádios bilionários (que hoje estão apodrecendo), enriquecer empreiteiros corruptores e toda aquela lista de sujeiras que estamos cansados de saber.

Quarto: se aprovada essa lei, todo mundo que tiver o mínimo de condição vai para a previdência privada. O que o governo vai exigir pra gente se aposentar vai ser muito difícil de cumprir, e em troco de uma porcaria de dinheiro na velhice. A economista Denise Gentil, da URFJ, levantou um número impressionante: entre janeiro e outubro de 2016, os bancos venderam 21% a mais de planos nos fundos privados. Isso só por causa da perspectiva de aprovação dessa nova lei. Aprovada, vai gerar um lucro gigante para os bancos.

Finalmente, é inútil qualquer mudança na Previdência que não leve em consideração as projeções para o mercado de trabalho nas próximas décadas. Essa proposta do governo vai na exata direção contrária do que há de mais moderno em termos de política social: a Renda Mínima. Ou, como se fala em inglês, Universal Basic Income, UBI. Trata-se de simplificar a burocracia e dar dinheiro diretamente para os cidadãos. Em vez de um monte de programas para combater a pobreza, um chequinho todo mês.

É a discussão do momento nos círculos mais informados, da direita, da esquerda, do libertário Vale do Silício à vanguarda futurista-socialista da Europa. Está sendo testada, de diversas maneiras, em diversos lugares do mundo. Em vez do governo pegar o imposto que o povo paga, e emprestar a juro amigo para os empresários "gerarem emprego", a Renda Mínima ataca o problema direto na veia. Do berço ao túmulo. Uma graninha garantida que garante sua sobrevivência, e não muito mais que isso. Quer algum luxo, tem que trabalhar.

A Terra vai ganhar dois bilhões de pessoas nas próximas três décadas. Com a tecnologia destruindo empregos no ritmo atual, há quem diga que metade –metade! – dos empregos que existem hoje não existirão em 2050. Simplesmente não vai ter gente suficiente na força de trabalho para bancar os aposentados.

Isso não precisa ser um problema, e precisa ser uma solução. Se computadores e máquinas fazem o trabalho, melhor pra gente – SE, e esse se é a chave, esse ganho de produtividade for dividido de maneira equânime entre todos nós, e não concentrado nos bolsos dos donos do capital. Eles não vão abrir mão de lucros cada vez maiores, claro. Se dependesse dos donos do dinheiro e do poder, não teria sido nem abolida a escravidão, muito menos existiria voto, salário mínimo etc. e tal.

É utopia? Bem, o Brasil vai pagar esse ano mais de R$ 500 bilhões em juros. Se em vez disso, a gente pegasse essa grana e dividisse igualmente por 205 milhões de brasileiros, cada um levaria R$ 2440 por ano, uns duzentos reais por mês. Parece pouco? É mais que o Bolsa Família, que comprovadamente tirou milhões de pessoas da miséria.

Vamos olhar de outra maneira. O salário médio do brasileiro é menos de dois mil reais. O salário mínimo é R$ 937. E de cada três aposentados, dois ganham isso, o mínimo, R$ 937. Então o impacto de um programa de Renda Mínima como esse seria gigantesco. E seria para todos os brasileiros, inclusive crianças. Em uma família de quatro pessoas, somaria quase dez mil reais por ano!

Estamos muito longe de tomarmos para nós os recursos públicos, que são nossos por direito? O sábio lá dizia que toda jornada começa com um primeiro passo. “Direito” não é uma coisa que possa ser dada. Direito é sempre conquistado, tomado, arrancado na marra. E é seu enquanto você conseguir defende-lo. Os brasileiros têm pouquíssimos direitos, e o governo de Michel Temer quer tirar esse pouco que temos. Resistir e derrotar a proposta de Temer é só o primeiro passo. Avançar para um novo modelo, de Renda Mínima, é o passo seguinte e necessário.

(Saiba mais sobre os programas internacionais de Renda Básica Universal neste artigo, em português, da BBC (http://www.bbc.com/portuguese/internacional-38489876). E para se manter atualizado sobre o assunto, o melhor site, em inglês, é www.basicincome.org).

Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 15 de Março de 2017, 07:38:38
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Primeiro: não há porque a Previdência “fechar as contas”. É como dizer "a conta da escola pública não fecha". Ou "a conta de aplicar vacina em bebês não fecha". Não é para fechar, muito menos para “dar lucro”. A vida das pessoas não é um negócio. Aposentadoria não é um custo. É um reinvestimento do imposto na própria sociedade que pagou o imposto. Investimento no bem-estar dos brasileiros, que deve ser prioritário, acima de qualquer outro. Com impacto direto na saúde, na educação, na segurança.

Eu tenho extrema dificuldade em conseguir levar a sério um texto que começa assim.

Simplesmente passa a idéia de uma noção de economia completamente dissociada da realidade matemática, como se tudo dependesse de boas intenções e vontade. "Era só fazer mais dinheiro, e todos poderiam ser ricos".

Antes fosse as contestações nas linhas de que a prividência não deveria ser o primeiro lugar de onde se cortar para se equilibrar as contas, e não essa bizarra negação das "contas". (Mas, mesmo não sendo o primeiro lugar sob o aspecto de vista moral ou mesmo contábil, talvez fosse o primeiramente viável, simplesmente por uma situação lamentável de desequilíbrio de poder).

Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Fabrício em 15 de Março de 2017, 07:58:15
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O governo diz que o déficit da Previdência este ano será R$ 149,7 bilhões de reais. É mentira. É uma ficção contábil que tem dois objetivos: garantir aos bancos e especuladores o pagamento dos juros mais altos do planeta, e privatizar a previdência no Brasil. Não tem nada a ver com viabilizar a aposentadoria dos brasileiros no futuro. Nem com “fechar as contas”. Não se trata de ser a favor ou contra Temer, não tem nada a ver com Dilma, não é questão partidária. É questão de matemática. De justiça. E de levarmos a sério o futuro do país.

Cadê a explicação de por que o déficit é uma mentira, uma ficção contábil?

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Primeiro: não há porque a Previdência “fechar as contas”. É como dizer "a conta da escola pública não fecha". Ou "a conta de aplicar vacina em bebês não fecha". Não é para fechar, muito menos para “dar lucro”. A vida das pessoas não é um negócio. Aposentadoria não é um custo. É um reinvestimento do imposto na própria sociedade que pagou o imposto. Investimento no bem-estar dos brasileiros, que deve ser prioritário, acima de qualquer outro. Com impacto direto na saúde, na educação, na segurança.

Previdência é bem diferente de escola pública ou aplicar vacina em bebês. Na Previdência a conta não só tem como deve fechar. E nem é tão difícil, o dinheiro que entra tem que ser maior ou pelo menos igual ao dinheiro que sai. E o dinheiro tem que ser proveniente de contribuições, e não de outras fontes, porque senão só estaremos mascarando o déficit.

Citar
Segundo: a "reforma" é ineficiente. Se o governo quiser de fato botar as contas do país no azul, precisa é pagar menos juros e aumentar a arrecadação. O Brasil pagará mais de R$ 500 bilhões de juros esse ano! Derrubar os juros deveria ser a prioridade zero deste e qualquer outro governo, mas sempre encontram uma razão para que eles continuem nas alturas. Quem sabe é porque nossos governos sempre terceirizam a administração da economia para funcionários dos bancos, Meirelles, Ilan, Levy etc. Afinal, são os próprios bancos os maiores credores do governo, e são os bancos que ficarão com a maior parte desses R$ 500 bilhões.

Derrubar os juros pode ser salutar, mas "aumentar arrecadação e derrubar juros" e usar estes recursos para cobrir o déficit da Previdência não me parece uma boa idéia. Fora a teoria da conspiração dos bancos malvadões quando é o próprio governo que não sabe administrar seus recursos. Não que os bancos sejam santos, claro.

Citar
Quanto a aumentar a arrecadação, ajudaria bem acabar com tanta desoneração e tanta sonegação, inclusive os sonegadores da previdência. Ajudaria cobrar o que as empresas devem para o governo. E aproximar dos padrões internacionais o imposto de renda e o imposto de herança, e, como se faz em todo o mundo, taxar os dividendos que as empresas pagam a seus acionistas. Nossa elite é a menos taxada do planeta.

Mais imposto sempre é uma boa solução! :umm:

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Terceiro: o brasileiro normal, os 99% de nós que pouco apitamos, paga imposto pra caramba. Quanto mais pobre, mais paga, proporcionalmente, porque tudo que a gente compra embute imposto, do feijão ao remédio à eletricidade, todos os produtos e todos os serviços. Essa grana deveria ser reinvestida na própria população, e não em pagar juros e outras tantas bandalheiras. É imoral Meirelles e companhia dizer que não há dinheiro pra nossos velhos, quando existe dinheiro para construir estádios bilionários (que hoje estão apodrecendo), enriquecer empreiteiros corruptores e toda aquela lista de sujeiras que estamos cansados de saber.

Concordo que o dinheiro dos impostos deveria ser melhor administrado. Mas cobrir o déficit da previdência com ele não parece ser o melhor uso.

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Quarto: se aprovada essa lei, todo mundo que tiver o mínimo de condição vai para a previdência privada. O que o governo vai exigir pra gente se aposentar vai ser muito difícil de cumprir, e em troco de uma porcaria de dinheiro na velhice. A economista Denise Gentil, da URFJ, levantou um número impressionante: entre janeiro e outubro de 2016, os bancos venderam 21% a mais de planos nos fundos privados. Isso só por causa da perspectiva de aprovação dessa nova lei. Aprovada, vai gerar um lucro gigante para os bancos.

Muita gente vai para a previdência privada? Ótimo! Bom seria se todos pudessem ter. E qual é o problema de bancos terem lucros na venda de planos de previdência privada?

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Finalmente, é inútil qualquer mudança na Previdência que não leve em consideração as projeções para o mercado de trabalho nas próximas décadas. Essa proposta do governo vai na exata direção contrária do que há de mais moderno em termos de política social: a Renda Mínima. Ou, como se fala em inglês, Universal Basic Income, UBI. Trata-se de simplificar a burocracia e dar dinheiro diretamente para os cidadãos. Em vez de um monte de programas para combater a pobreza, um chequinho todo mês.

Chequinho todo mês é sempre bom...  :hihi:

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É a discussão do momento nos círculos mais informados, da direita, da esquerda, do libertário Vale do Silício à vanguarda futurista-socialista da Europa. Está sendo testada, de diversas maneiras, em diversos lugares do mundo. Em vez do governo pegar o imposto que o povo paga, e emprestar a juro amigo para os empresários "gerarem emprego", a Renda Mínima ataca o problema direto na veia. Do berço ao túmulo. Uma graninha garantida que garante sua sobrevivência, e não muito mais que isso. Quer algum luxo, tem que trabalhar.

Então a solução é o dinheiro e distribuir para a população, um chequinho "do berço ao túmulo"... Onde isso está sendo testado? Com funciona?

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A Terra vai ganhar dois bilhões de pessoas nas próximas três décadas. Com a tecnologia destruindo empregos no ritmo atual, há quem diga que metade –metade! – dos empregos que existem hoje não existirão em 2050. Simplesmente não vai ter gente suficiente na força de trabalho para bancar os aposentados.

"Há quem diga"... quem está dizendo que metade - metade! dos empregos que existem hoje não existirão em 2050? E não serão criados mais nenhum outro emprego para substituir os que serão extintos? Porque o avanço tecnológico não é de hoje, e por incrível que pareça empregos ainda existem.

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Isso não precisa ser um problema, e precisa ser uma solução. Se computadores e máquinas fazem o trabalho, melhor pra gente – SE, e esse se é a chave, esse ganho de produtividade for dividido de maneira equânime entre todos nós, e não concentrado nos bolsos dos donos do capital. Eles não vão abrir mão de lucros cada vez maiores, claro. Se dependesse dos donos do dinheiro e do poder, não teria sido nem abolida a escravidão, muito menos existiria voto, salário mínimo etc. e tal.

Isso aí, empresários malvadões "donos do capital" podem ir se ferrar, vamos distribuir o "dinheiro do aumento da produtividade" entre nós, proletários.

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É utopia? Bem, o Brasil vai pagar esse ano mais de R$ 500 bilhões em juros. Se em vez disso, a gente pegasse essa grana e dividisse igualmente por 205 milhões de brasileiros, cada um levaria R$ 2440 por ano, uns duzentos reais por mês. Parece pouco? É mais que o Bolsa Família, que comprovadamente tirou milhões de pessoas da miséria.

Fácil demais, realmente! Vamos parar de pagar os juros da dívida, dar uma calote geral, e distribuir o dinheiro. Ótima idéia. O governo não consegue gastar menos do que arrecada, pega dinheiro no mercado, e depois simplesmente dá um calote geral nos credores. Vai funcionar, com certeza. E a parte negritada é, no mínimo, controversa (em tempo: não sou contra o bolsa família, mas daí a dizer que ele "tirou milhões de pessoas da miséria" já é um pouco demais.

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Estamos muito longe de tomarmos para nós os recursos públicos, que são nossos por direito? O sábio lá dizia que toda jornada começa com um primeiro passo. “Direito” não é uma coisa que possa ser dada. Direito é sempre conquistado, tomado, arrancado na marra. E é seu enquanto você conseguir defende-lo. Os brasileiros têm pouquíssimos direitos, e o governo de Michel Temer quer tirar esse pouco que temos. Resistir e derrotar a proposta de Temer é só o primeiro passo. Avançar para um novo modelo, de Renda Mínima, é o passo seguinte e necessário.

Maldito Temer, estávamos muito melhor com a sábia Dilmãe no controle da Economia.



Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Skorpios em 15 de Março de 2017, 08:01:33
 :hehe:
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gabarito em 16 de Março de 2017, 08:27:43
Não se pode brigar com a Matemática sob pena de ficar a ver navios:

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MBL - Movimento Brasil Livre (https://www.facebook.com/mblivre/posts/558545524269595)
10 h ·

Vamos falar um negócio sério aqui: a previdência brasileira está quebradíssima. Falida.

Se você acha hoje que você está contribuindo para um conta que guardará seu dinheiro rendendo até você se aposentar, está enganado. O que você paga hoje já vai direto para quem está aposentado e você terá de torcer para ter gente pagando a sua aposentadoria quando você se aposentar. E a conta não é barata: a cada 10 reais que circulam no país, 1 real passa pela previdência. Isso porque somos um país jovem. Até 2060, o número de idosos no Brasil irá dobrar, e nossos gastos com a previdência, que hoje são 13% do PIB, passarão de 20% em algumas décadas.

O valor total das despesas com a previdência em 2015 era de R$ 675 bilhões. Hoje aumentou. Alguns dizem que devemos cortar as superaposentadorias de políticos, o que concordamos, mas isso custa R$ 200 milhões ao ano, ou 0,025% das despesas. Então vamos acabar com as mamatas de políticos! Concordamos também, mas, mesmo que a gente feche o Congresso e mande todo mundo para casa, economizaríamos R$ 8,5 bilhões. Ainda resta um rombo grande, não é?

Podemos então cobrar das empresas que estão endividadas? Sim. Se deve, tem de pagar. Se ignorarmos que 2 em cada 3 empresas faliram e jamais pagariam, conseguiríamos R$ 450 bilhões. Pode ajudar para este ano, mas e para o ano que vem? E 2019? E daqui a 10 anos?

E se a gente cobrar das empresas que sonegam? São R$ 100 bilhões! De fato poderiam ser pagos, mas não estão porque grande parte dos brasileiros sequer tem carteira assinada. Isso se deve ao fato de que os impostos e os deveres trabalhistas sufocam o país, e provavelmente estes empregados estariam desempregados. Mas mesmo que pagassem tudo certo, ainda está longe de cobrir a despesas total de R$ 675 bilhões.

Mas MBL, ainda tem a DRU! Tem? Segundo a Fundação Instituição de Pesquisas Econômicas, mesmo com a DRU, teríamos déficit em 2015.

O fim da aposentadoria no Brasil vai acontecer se continuarmos com o atual sistema previdenciário. Não adianta brigar com números.

Entendemos a indignação de certas pessoas com a reforma do governo. É exatamente por isso que fomos atrás, apresentamos a nossa própria emenda e estamos lutando em Brasília para ganhar apoio dos deputados - e estamos conseguindo. Já temos mais de 200 assinaturas na nossa proposta.

Nossa proposta foi feita pela FIPE - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. Sim, nossa proposta acaba com privilégios de políticos e a elite do funcionalismo público, além de tirar dinheiro e poder das mãos de políticos com sistemas de capitalização privada. Tempo de contribuição na nossa reforma é menor que o proposto por Temer, sem deixar de garantir dignidade e justiça para todos.

Não fique de fora do debate da reforma. Não tape os olhos ou brigue com a matemática. Participe. Lute. E não deixe o Brasil voltar para outra crise - que nem saímos direito ainda.

Acesse http://previdencialivre.com.br e saiba mais sobre a reforma do MBL.


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Antonia F Lopes
Concordo com vcs. Mas têm uma pergunta básica. No Brasil ver alguém perde o emprego aos 40 anos. Não arruma mais emprego. Logo com está Cultura E a nova conta p aposentadoria. A maioria não conseguirá chegar la.posso até estar errada .so uma reflexão
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  • MBL - Movimento Brasil Livre
    Nossa reforma, entre outros pontos, garante renda básica de R$ 500 ( ajustada pela inflação) para todo idoso acima de 65 anos. Essa renda se somará aos outros 3 pontos da reforma, como a própria contribuição para a previdência, um novo FGTS - com participação da iniciativa privada, e uma própria previdência privada.
Thiago Santos
A verdade é que ninguém quer perder às mordomias. Mas um dia isso tem que mudar e se igualar as previdências mundiais. Temos que seguir exemplos de previdências auto sustentáveis, e não previdências que precisam de dinheiro extra todo ano.
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Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gabarito em 16 de Março de 2017, 08:33:52
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Precisamos do apoio de 171 deputados
Conseguimos, muito obrigado!
215 Assinaturas


Rombo da previdência: essa conta não é do trabalhador! (http://previdencialivre.com.br/)

O nosso sistema previdenciário é insustentável, irracional e, acima de tudo, injusto. Hoje, todos os trabalhadores são forçados a ingressar num sistema de pirâmide que penaliza os mais pobres e mais jovens e só beneficia a já abastada elite do funcionalismo público.

No mundo, podemos observar quatro situações diferentes nos sistemas previdenciários. Existem países com grande proporção de idosos e que, por essa razão, gastam muito com benefícios previdenciários. É o caso de países europeus desenvolvidos como a Suíça e a Itália. A segunda situação é a de países que, mesmo tendo grandes parcelas de idosos na população, gastam relativamente pouco com aposentadorias e pensões por possuírem sistemas previdenciários mais sustentáveis. É o que acontece na Austrália e no Canadá, por exemplo. A terceira situação é a de países cuja população é jovem e, consequentemente, gastam pouco com previdência. Exemplos são o México e a Coreia do Sul. Por fim, temos a quarta situação: país com população jovem, e, ao mesmo tempo, altos gastos com benefícios previdenciários. Só um país possui essas características: o Brasil.

Para se ter uma ideia da distorção, cerca de 1.9 milhão de funcionários públicos aposentados e pensionistas recebem metade do que se paga a todos os 32.6 milhões de beneficiários do INSS. Ou seja, para cada R$1,00 pago para trabalhadores que se aposentaram pelo INSS, mais de R$8.5 são gastos com os benefícios para o funcionalismo público.

Se mantivermos o atual sistema, daqui a 20 anos não haverá dinheiro para pagar quem estiver aposentado. Pior: quem estiver trabalhando terá de pagar um rombo impagável e não poderá se aposentar. Continuar sustentando a atual pirâmide previdenciária significa sacrificar os nossos idosos e escravizar as futuras gerações.

A reforma proposta pelo governo Temer visa apenas estancar o déficit, mas não encara o problema de frente. Precisamos de uma solução definitiva, não um paliativo. Por isso, o MBL apoia a reforma desenvolvida pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) que acaba com a desigualdade institucionalizada pelo atual sistema previdenciário, garante a aposentadoria dos idosos e gera emprego para os mais jovens.

A partir dela, o movimento desenvolveu uma emenda aditiva para o projeto do governo baseada na proposta da Fipe. Para que a emenda seja discutida na comissão que analisa a reforma da previdência, precisamos da assinatura de 171 deputados.

Mais dinheiro no bolso do trabalhador, emprego para os mais jovens e aposentadoria digna para todos. Essa é a proposta da nossa emenda. Nenhum direito a menos. Pelo contrário: garantimos os direitos de todos, dos jovens aos idosos. Sem privilégios para ninguém.

Essa conta não é do trabalhador. Essa conta não é da juventude. Essa conta não é das gerações futuras. Essa conta é da elite privilegiada do funcionalismo público. E é ela que deve pagar.

“Temos direitos adquiridos sobre bens, a casa que construímos, a poupança realizada, mas não temos direitos adquiridos sobre seres humanos” – Hegel


ENTENDA OS QUATRO PILARES DO PROJETO

A proposta da Fipe se baseia em quatro pilares. São eles:

Renda Básica do Idoso (RBI)
Independentemente de contribuição, todo brasileiro com mais de 65 anos teria direito um auxílio de R$500,00 para complementar sua renda. Assim, o sistema evitaria fraudes e seria muito mais abrangente do que é hoje.

Benefício Contributivo por Repartição (BCR)
Seria semelhante ao atual sistema, mas com regras iguais para todos e financiado por contribuições menores que as atuais, sendo algo em torno de 10 a 12%. O trabalhador receberia de acordo com o tempo que contribuiu, sendo que 40 anos representaria 100% de retorno, com um teto de R$2.000,00. Somando o primeiro pilar com este, garantiríamos cerca de 100% de reposição da renda de aproximadamente 80% dos participantes.

Novo FGTS – fusão do FGTS com o Seguro Desemprego
O governo rouba 8% do salário do trabalhador todo mês por meio do FGTS, que vai para um fundo cujo rendimento é menor do que a inflação, ou seja, o trabalhador, além de não poder sacar quando quiser, ainda é obrigado a ver o seu dinheiro ser jogado no lixo todos os anos. No caso do FAT(Fundo de Amparo ao Trabalhador) que é financiado pelo PIS/PASEP, 40% do dinheiro é enviado ao BNDES, que financia a exportação de serviços de construtoras em obras de infraestrutura em países como Cuba, Venezuela e Angola, gerando um custo de cerca de R$1.1 bilhão ao ano para o trabalhador brasileiro. A proposta é destinar essas contribuições a uma espécie de poupança que garantiria o Seguro Desemprego e a aposentadoria do contribuinte, sendo que ele mesmo escolheria o fundo em que esse dinheiro seria aplicado. Mais poder de escolha para o cidadão, menos oportunidades para governos corruptos.

Benefício Contributivo Voluntário por Capitalização (BCVC)
Seria um plano de aposentadoria complementar, como os que existem hoje, mas com novas possibilidades. Por exemplo, as empresas poderiam depositar parte do salário no Novo FGTS, reforçando a poupança de longo prazo para a aposentadoria.

Com essa proposta, acabaríamos com o esquema de pirâmide geracional que faz com que pais e avós escravizem os próprios filhos e netos sem nem saber disso e que só privilegia uma elite do funcionalismo público.


http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=204434749

Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 16 de Março de 2017, 08:48:14
Estou curiosíssimo para ler os questionamentos dos estatólatras e dos esquerdistas em geral.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Fernando Silva em 16 de Março de 2017, 09:32:18
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Os institutos antirreforma estão sendo muito eficientes em vender seu peixe. Provam por números, e muito sofisma, que a reforma não é necessária porque a Previdência seria superavitária. É falso, mas é muito mais agradável ouvir isso do que os argumentos que mostram que a reforma é inevitável. Para piorar, o governo se comunica mal, não conseguiu dar uma reposta boa e convincente para os números dos antirreforma.

O truque dos que são contra é simples. Ele se aproveita do fato de que Previdência está junto com outros programas de assistência na Seguridade Social para incluir na contabilidade o que lhes convém. A Contribuição Social sobre Lucro Líquido, o PIS, o Pasep e a Cofins não são arrecadadas para pagar a Previdência. Ela tem que se equilibrar com suas contribuições patronais e dos trabalhadores. Os impostos gerais pagam os benefícios sociais aos mais pobres. Assim é que tem que ser, principalmente num país tão jovem e tão desigual. Mas como todos esses impostos são para financiar a Seguridade, a conta é feita com a soma das contribuições e a receita de todos esses impostos para concluir que a Previdência não tem déficit. Por mais sedutor que seja esse argumento, ele é insensato. O futuro exigirá cada vez mais gastos com aposentados por razões demográficas e temos que nos preparar para ele.
http://blogs.oglobo.globo.com/miriam-leitao/post/o-terceiro-elemento.html
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Fernando Silva em 16 de Março de 2017, 09:33:50
Lula e Dilma propuseram a reforma da Previdência. Houve alguns protestos na primeira vez, em 2003, mas depois as esquerdas se calaram. Só estão gritando agora porque é o Temer.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Criaturo em 16 de Março de 2017, 10:38:24
o governo quer obrigar o jovens a ingressarem no mercado de trabalho aos 16 anos (caso  não sirvam  a pátria) terá que trabalhar até aos 65 anos sem nunca ter ficado desempregado, somente nesta  condição utópica ele poderá dar entrada na sua aposentadoria e dependendo da situação futura poderá ainda ter que  esperar por alguns anos para finalmente poder começar a receber alguma coisa do INSS.
o governo só não explica como irá conseguir  gerar empregos em  regime CLT para jovens de 16 anos, mantendo  velhinhos trabalhando até os 70, 80 anos?
gostaria que fosse divulgada uma pesquisa apresentando qual é o numero atual de jovens que conseguiram ingressar no regime de trabalho CLT ? Certamente esse numero faz vergonha é seria o maior indicativo de que  se aprovado essa nova aposentadoria do tipo "pós morte" nenhum brasileiro conseguirá se aposentar antes dos 70 , 80 anos!  Para piorá esta tragédia social, estão tentando aprovar o regime de terceirização geral , ou seja mais diminuição de salários e de direitos, transformando empregos em sub-empregos!
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Criaturo em 16 de Março de 2017, 10:39:10
Segundo o Fórum sindical dos trabalhadores a previdência apresenta um saldo positivo de 11 bilhões de reais
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 16 de Março de 2017, 10:58:41
Segundo o Fórum sindical dos trabalhadores a previdência apresenta um saldo positivo de 11 bilhões de reais

E porque esta fonte seria mais merecedora de crédito do que aquelas que afirmam que há déficit?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 16 de Março de 2017, 10:59:27
Segundo o Fórum sindical dos trabalhadores a previdência apresenta um saldo positivo de 11 bilhões de reais

Eu havia esquecido de comentar a afirmação:

Bullshit.

Papo de pelego sindicalista.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Criaturo em 16 de Março de 2017, 11:09:30

Para se ter uma ideia da distorção, cerca de 1.9 milhão de funcionários públicos aposentados e pensionistas recebem metade do que se paga a todos os 32.6 milhões de beneficiários do INSS. Ou seja, para cada R$1,00 pago para trabalhadores que se aposentaram pelo INSS, mais de R$8.5 são gastos com os benefícios para o funcionalismo público.

no inicio  a previdência social praticamente só arrecadava e desviava todo esse fundo, após 35 anos  ao iniciarem os primeiros pedidos de aposentadorias a previdência ja estava falidamente roubada!
E só agora que foi declarada falida ? e por culpa dos funcionários públicos ?

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Se mantivermos o atual sistema, daqui a 20 anos não haverá dinheiro para pagar quem estiver aposentado. Pior: quem estiver trabalhando terá de pagar um rombo impagável e não poderá se aposentar. Continuar sustentando a atual pirâmide previdenciária significa sacrificar os nossos idosos e escravizar as futuras gerações.
exato ! a reforma proposta deseja sacrificar, explorar toda uma vida arrecadando impostos dos 16 aos 70, 80  anos , para muito provavelmente poder se livrar de futuros gastos com aposentados!
interessante que ha dinheiro para tudo alimentar empreiteiras com copa do mundo , olimpíadas, perdoar dividas de operadoras de telefonias multinacionais, muito dinheiro para corrupção, BNDS emprestando dinheiro para amigos empresários!
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A reforma proposta pelo governo Temer visa apenas estancar o déficit, mas não encara o problema de frente. Precisamos de uma solução definitiva, não um paliativo. Por isso, o MBL apoia a reforma desenvolvida pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) que acaba com a desigualdade institucionalizada pelo atual sistema previdenciário, garante a aposentadoria dos idosos e gera emprego para os mais jovens.

apresentam o balancete oficial ?

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A partir dela, o movimento desenvolveu uma emenda aditiva para o projeto do governo baseada na proposta da Fipe. Para que a emenda seja discutida na comissão que analisa a reforma da previdência, precisamos da assinatura de 171 deputados.


171 bem sugestivo
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Criaturo em 16 de Março de 2017, 11:20:36
Segundo o Fórum sindical dos trabalhadores a previdência apresenta um saldo positivo de 11 bilhões de reais

E porque esta fonte seria mais merecedora de crédito do que aquelas que afirmam que há déficit?

oras sabemos que o principal credor do governo 500 bilhoes de reais são dos bancos, pois são justamente deles cobrado o CSLL

ALÍQUOTAS DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

8% (oito por cento) até 30.04.1999.

A partir de 01.05.1999, a alíquota foi majorada para 12% (doze por cento) e a partir de 01.02.2000 a alíquota é de 9% (nove por cento).

Para as entidades financeiras e equiparadas a alíquota é de 15%.

5% da renda de shows e futebol

contribuição da empresas e dos trabalhadores

Especialistas afirmam que não faltam recursos para a Previdência
http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2016/02/especialistas-afirmam-que-nao-faltam-recursos-para-a-previdencia-4359.html
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 16 de Março de 2017, 11:28:48
Para se ter uma ideia da distorção, cerca de 1.9 milhão de funcionários públicos aposentados e pensionistas recebem metade do que se paga a todos os 32.6 milhões de beneficiários do INSS. Ou seja, para cada R$1,00 pago para trabalhadores que se aposentaram pelo INSS, mais de R$8.5 são gastos com os benefícios para o funcionalismo público.
no inicio  a previdência social praticamente só arrecadava e desviava todo esse fundo, após 35 anos  ao iniciarem os primeiros pedidos de aposentadorias a previdência ja estava falidamente roubada!
E só agora que foi declarada falida ? e por culpa dos funcionários públicos ?

Você não entendeu.

Há muitos anos que diversos especialistas alertam que a Previdência social tem um déficit crônico causado pela forma de remuneração do setor público e dos militares.


Se mantivermos o atual sistema, daqui a 20 anos não haverá dinheiro para pagar quem estiver aposentado. Pior: quem estiver trabalhando terá de pagar um rombo impagável e não poderá se aposentar. Continuar sustentando a atual pirâmide previdenciária significa sacrificar os nossos idosos e escravizar as futuras gerações.
exato ! a reforma proposta deseja sacrificar, explorar toda uma vida arrecadando impostos dos 16 aos 70, 80  anos , para muito provavelmente poder se livrar de futuros gastos com aposentados!
.

Não. Não é esta a proposta do MBL.


interessante que ha dinheiro para tudo alimentar empreiteiras com copa do mundo , olimpíadas, perdoar dividas de operadoras de telefonias multinacionais, muito dinheiro para corrupção, BNDS emprestando dinheiro para amigos empresários!

Espantalho.

Como já foi demonstrado, a corrupção e a sonegação, mesmo que eliminadas, não seriam suficientes para prover o dinheiro para a Previdência se mantidas as atuais regras.


A reforma proposta pelo governo Temer visa apenas estancar o déficit, mas não encara o problema de frente. Precisamos de uma solução definitiva, não um paliativo. Por isso, o MBL apoia a reforma desenvolvida pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) que acaba com a desigualdade institucionalizada pelo atual sistema previdenciário, garante a aposentadoria dos idosos e gera emprego para os mais jovens.
apresentam o balancete oficial ?

Entre no site da Previdência e apanhe os dados.

Ou leia a pesquisa do IPEA.


A partir dela, o movimento desenvolveu uma emenda aditiva para o projeto do governo baseada na proposta da Fipe. Para que a emenda seja discutida na comissão que analisa a reforma da previdência, precisamos da assinatura de 171 deputados.
171 bem sugestivo

Sim.

Assenta-se perfeitamente para os parasitas da sociedade civil privada, ou seja, o Estado e a sua caterva.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 16 de Março de 2017, 11:37:39
Segundo o Fórum sindical dos trabalhadores a previdência apresenta um saldo positivo de 11 bilhões de reais

E porque esta fonte seria mais merecedora de crédito do que aquelas que afirmam que há déficit?

oras sabemos que o principal credor do governo 500 bilhoes de reais são dos bancos, pois são justamente deles cobrado o CSLL

ALÍQUOTAS DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

8% (oito por cento) até 30.04.1999.

A partir de 01.05.1999, a alíquota foi majorada para 12% (doze por cento) e a partir de 01.02.2000 a alíquota é de 9% (nove por cento).

Para as entidades financeiras e equiparadas a alíquota é de 15%.

5% da renda de shows e futebol

contribuição da empresas e dos trabalhadores

Especialistas afirmam que não faltam recursos para a Previdência
http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2016/02/especialistas-afirmam-que-nao-faltam-recursos-para-a-previdencia-4359.html

Três erros crassos seus.

Primeiro. O montante de 500 bilhões não representa o faturamento da CSSL anual e sim o total não pago pelos bancos desde que a CSSL foi criada em 1988. O déficit atual é de mais de 150 bilhões por ano. Mesmo que todo este valor fosse cobrado isto não daria uma "folga" de apenas 4 anos, supondo que não houvesse nenhuma correção nos proventos aos aposentados.

Segundo. Você ignora que quem realmente sustenta a Previdência são as empresas e isto NÃO deveria ser uma obrigação delas e sim dos próprios cidadãos. Ou seja, que cada um contribua e administre a verba para a sua aposentadoria. Apenas nos casos de incapacitação de cidadãos é que deve existir um auxílio da sociedade.

Terceiro. Você continua a ignorar (por desconhecimento ou má-fé) que existe uma fortíssima assimetria entre o setor privado e o setor público no quesito "aposentadoria" (em tudo, na verdade), no qual este 'parasita' continuamente aquele.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: _Juca_ em 16 de Março de 2017, 12:41:24
Reforma mequetrefe que não resolve bosta nenhuma e só fode ainda mais com os mais pobre, não mexe com a mamata dos militares e não vai resolver o déficit fiscal, já que quase metade do orçamento vai para as despesas da dívida por causa dos juros estratosféricos.

http://oglobo.globo.com/economia/militares-respondem-por-quase-metade-do-deficit-da-previdencia-20470974

É um puta de um negócio para os bancos em plena recessão, não surpreendente já que é um banqueiro o maior fiador dessa "reforma."

http://g1.globo.com/economia/noticia/aportes-a-planos-de-previdencia-privada-crescem-quase-20-em-2016-diz-fenaprevi.ghtml





Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Criaturo em 16 de Março de 2017, 12:49:06
54 bilhões de saldo positivo, onde estão  indo?  :x

https://www.youtube.com/v/eBY_mz3SJt8&feature=youtu.be
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Criaturo em 16 de Março de 2017, 13:08:11
Segundo o Fórum sindical dos trabalhadores a previdência apresenta um saldo positivo de 11 bilhões de reais

E porque esta fonte seria mais merecedora de crédito do que aquelas que afirmam que há déficit?

oras sabemos que o principal credor do governo 500 bilhoes de reais são dos bancos, pois são justamente deles cobrado o CSLL

ALÍQUOTAS DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

8% (oito por cento) até 30.04.1999.

A partir de 01.05.1999, a alíquota foi majorada para 12% (doze por cento) e a partir de 01.02.2000 a alíquota é de 9% (nove por cento).

Para as entidades financeiras e equiparadas a alíquota é de 15%.

5% da renda de shows e futebol

contribuição da empresas e dos trabalhadores

Especialistas afirmam que não faltam recursos para a Previdência
http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2016/02/especialistas-afirmam-que-nao-faltam-recursos-para-a-previdencia-4359.html

Três erros crassos seus.

Primeiro. O montante de 500 bilhões não representa o faturamento da CSSL anual e sim o total não pago pelos bancos desde que a CSSL foi criada em 1988. O déficit atual é de mais de 150 bilhões por ano. Mesmo que todo este valor fosse cobrado isto não daria uma "folga" de apenas 4 anos, supondo que não houvesse nenhuma correção nos proventos aos aposentados.
segundo o proprio goverrno federal as receitas referentes seguridade social vindas de Confins, CSLL,PIS-PASEP + LOTERIAS = 686 BILHÕES
DESPESAS = 632 BILHÕES
 SALDO POSITIVO = 54 BILHÕES ONDE a previdência esta falida ?
Trabalhadores sempre são obrigados a contribuírem mais e mais para manterem políticos incompetentes e corruptos!
Agora ficaremos desprovidos na velhice? era só oque estava faltando!

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Segundo. Você ignora que quem realmente sustenta a Previdência são as empresas e isto NÃO deveria ser uma obrigação delas e sim dos próprios cidadãos. Ou seja, que cada um contribua e administre a verba para a sua aposentadoria. Apenas nos casos de incapacitação de cidadãos é que deve existir um auxílio da sociedade.
Terceiro. Você continua a ignorar (por desconhecimento ou má-fé) que existe uma fortíssima assimetria entre o setor privado e o setor público no quesito "aposentadoria" (em tudo, na verdade), no qual este 'parasita' continuamente aquele.
ok! passe a seguridade como opcional e verá que a maioria dos jovens nestas condições  de terem que contribuir por 50 anos ininterruptos, irão desejar aderir a uma previdência privada!
alias  deve sair bem mais em conta as empresas subsidiarem a previdência privadas dois seus funcionários do que ter que carregar as previdência do governo nas costas!

Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lorentz em 16 de Março de 2017, 13:24:35
Reforma mequetrefe que não resolve bosta nenhuma e só fode ainda mais com os mais pobre, não mexe com a mamata dos militares e não vai resolver o déficit fiscal, já que quase metade do orçamento vai para as despesas da dívida por causa dos juros estratosféricos.

http://oglobo.globo.com/economia/militares-respondem-por-quase-metade-do-deficit-da-previdencia-20470974

É um puta de um negócio para os bancos em plena recessão, não surpreendente já que é um banqueiro o maior fiador dessa "reforma."

http://g1.globo.com/economia/noticia/aportes-a-planos-de-previdencia-privada-crescem-quase-20-em-2016-diz-fenaprevi.ghtml







Talvez não seja a melhor reforma, mas ajuda a melhorar o problema por um tempo. Nada impede que novas reformas sejam feitas. Mas de qualquer forma é importante fazer o quanto antes. Desde FHC esse assunto vem sendo discutindo, e quanto mais adia, pior fica e mais amargo será o remédio.

Aliás, quem mais impediu que fosse feita a reforma no período FHC foi seu ídolo Lula. E nos anos de governo dele, mesmo com 95% de aprovação esse fdp nunca fez nada.

Comprou a porra do congresso pra quê?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lorentz em 16 de Março de 2017, 13:26:34
Quanto aos militares, isso será tratado separadamente, mas certamente será mexido.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 16 de Março de 2017, 13:40:28
Reforma mequetrefe que não resolve bosta nenhuma...

Concordo.

Ela precisa ser bem mais incisiva e profunda, acabando com as benesses do funcionalismo público e dos militares.


e só fode ainda mais com os mais pobre,

O que f...e com o pobre é desemprego e inflação, dois "presentes" deixados pelos governos petistas.


não mexe com a mamata dos militares e

Exato.


não vai resolver o déficit fiscal, já que quase metade do orçamento vai para as despesas da dívida por causa dos juros estratosféricos.

Que é o resultado da soma "mais governo" + ineficiência + corrupção.


É um puta de um negócio para os bancos em plena recessão, não surpreendente já que é um banqueiro o maior fiador dessa "reforma."

http://g1.globo.com/economia/noticia/aportes-a-planos-de-previdencia-privada-crescem-quase-20-em-2016-diz-fenaprevi.ghtml

Espantalho.

Não há nenhuma necessidade e muito menos a obrigação de colocar dinheiro em previdência privada.

Ao contrário desta maldita previdência pública em que as empresas e os seus funcionários são obrigados a financiar uma caterva de vagabundos e ou sob uma legislação que beira a excrescência.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 16 de Março de 2017, 14:05:09
Segundo o Fórum sindical dos trabalhadores a previdência apresenta um saldo positivo de 11 bilhões de reais

E porque esta fonte seria mais merecedora de crédito do que aquelas que afirmam que há déficit?

oras sabemos que o principal credor do governo 500 bilhoes de reais são dos bancos, pois são justamente deles cobrado o CSLL

ALÍQUOTAS DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

8% (oito por cento) até 30.04.1999.

A partir de 01.05.1999, a alíquota foi majorada para 12% (doze por cento) e a partir de 01.02.2000 a alíquota é de 9% (nove por cento).

Para as entidades financeiras e equiparadas a alíquota é de 15%.

5% da renda de shows e futebol

contribuição da empresas e dos trabalhadores

Especialistas afirmam que não faltam recursos para a Previdência
http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2016/02/especialistas-afirmam-que-nao-faltam-recursos-para-a-previdencia-4359.html

Três erros crassos seus.

Primeiro. O montante de 500 bilhões não representa o faturamento da CSSL anual e sim o total não pago pelos bancos desde que a CSSL foi criada em 1988. O déficit atual é de mais de 150 bilhões por ano. Mesmo que todo este valor fosse cobrado isto não daria uma "folga" de apenas 4 anos, supondo que não houvesse nenhuma correção nos proventos aos aposentados.
segundo o proprio goverrno federal as receitas referentes seguridade social vindas de Confins, CSLL,PIS-PASEP + LOTERIAS = 686 BILHÕES
DESPESAS = 632 BILHÕES
 SALDO POSITIVO = 54 BILHÕES ONDE a previdência esta falida ?
Trabalhadores sempre são obrigados a contribuírem mais e mais para manterem políticos incompetentes e corruptos!
Agora ficaremos desprovidos na velhice? era só oque estava faltando!

Citar
Segundo. Você ignora que quem realmente sustenta a Previdência são as empresas e isto NÃO deveria ser uma obrigação delas e sim dos próprios cidadãos. Ou seja, que cada um contribua e administre a verba para a sua aposentadoria. Apenas nos casos de incapacitação de cidadãos é que deve existir um auxílio da sociedade.
Terceiro. Você continua a ignorar (por desconhecimento ou má-fé) que existe uma fortíssima assimetria entre o setor privado e o setor público no quesito "aposentadoria" (em tudo, na verdade), no qual este 'parasita' continuamente aquele.
ok! passe a seguridade como opcional e vera que a maioria dos jovens nestas condições  de terem que contribuir por 50 anos ininterruptos, não irão desejar aderir a uma previdência privada!
alias é deve sari bem mais em conta as empresas subsidiarem a previdência privadas dois seus funcionários do que ter que carregar as previdência do governo nas costas!



https://www.youtube.com/v/nkEK8cO3IbQ

https://www.youtube.com/v/cEoC4oxF0Cc

https://www.youtube.com/v/aOQ4grgtk_Y
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: André Luiz em 16 de Março de 2017, 14:36:41
Os militares falam que eles não tem carreira e sim um sacerdócio, já que geralmente ela é ingrata financeiramente, transferências constantes, os filhos crescem sem raízes e não possuem os demais direitos trabalhistas ( horas extras, bônus, ...)

Até que ponto isso é verdade?

Ouvi do pessoal de carreira diplomática algo parecido também, que só se fodem
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Shadow em 16 de Março de 2017, 15:26:03
Os militares falam que eles não tem carreira e sim um sacerdócio, já que geralmente ela é ingrata financeiramente, transferências constantes, os filhos crescem sem raízes e não possuem os demais direitos trabalhistas ( horas extras, bônus, ...)

Até que ponto isso é verdade?

Ouvi do pessoal de carreira diplomática algo parecido também, que só se fodem

 carreira militar tem características próprias. De fato, hoje, uma boa parte dela é tranquila. Mas não é sempre assim....
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lorentz em 16 de Março de 2017, 15:27:08
Os militares falam que eles não tem carreira e sim um sacerdócio, já que geralmente ela é ingrata financeiramente, transferências constantes, os filhos crescem sem raízes e não possuem os demais direitos trabalhistas ( horas extras, bônus, ...)

Até que ponto isso é verdade?

Ouvi do pessoal de carreira diplomática algo parecido também, que só se fodem

Não sei se é verdade, mas fica a dica do RA; se está achando ruim, vem pra iniciativa privada e ganhe o que você acha justo.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Criaturo em 16 de Março de 2017, 15:31:02
verdade!

https://www.youtube.com/v/Q6w5VLskPjU
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Shadow em 16 de Março de 2017, 15:37:59
Os militares falam que eles não tem carreira e sim um sacerdócio, já que geralmente ela é ingrata financeiramente, transferências constantes, os filhos crescem sem raízes e não possuem os demais direitos trabalhistas ( horas extras, bônus, ...)

Até que ponto isso é verdade?

Ouvi do pessoal de carreira diplomática algo parecido também, que só se fodem

Não sei se é verdade, mas fica a dica do RA; se está achando ruim, vem pra iniciativa privada e ganhe o que você acha justo.

Só mesmo a Águia de Dois Correia para dizer isso..
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lorentz em 16 de Março de 2017, 15:43:48
Os militares falam que eles não tem carreira e sim um sacerdócio, já que geralmente ela é ingrata financeiramente, transferências constantes, os filhos crescem sem raízes e não possuem os demais direitos trabalhistas ( horas extras, bônus, ...)

Até que ponto isso é verdade?

Ouvi do pessoal de carreira diplomática algo parecido também, que só se fodem

Não sei se é verdade, mas fica a dica do RA; se está achando ruim, vem pra iniciativa privada e ganhe o que você acha justo.

Só mesmo a Águia de Dois Correia para dizer isso..

Acho correto da parte dele.

As pessoas entram no setor público e ficam pressionando todo mundo por constantes aumentos de salário. Na iniciativa privada se você não está satisfeito com seu salário e seu chefe não quer dar aumento, você procura outro emprego. Aumentar as regalias as custas do dinheiro alheio é fácil.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Shadow em 16 de Março de 2017, 16:00:43
Os militares falam que eles não tem carreira e sim um sacerdócio, já que geralmente ela é ingrata financeiramente, transferências constantes, os filhos crescem sem raízes e não possuem os demais direitos trabalhistas ( horas extras, bônus, ...)

Até que ponto isso é verdade?

Ouvi do pessoal de carreira diplomática algo parecido também, que só se fodem

Não sei se é verdade, mas fica a dica do RA; se está achando ruim, vem pra iniciativa privada e ganhe o que você acha justo.

Só mesmo a Águia de Dois Correia para dizer isso..

Acho correto da parte dele.

As pessoas entram no setor público e ficam pressionando todo mundo por constantes aumentos de salário. Na iniciativa privada se você não está satisfeito com seu salário e seu chefe não quer dar aumento, você procura outro emprego. Aumentar as regalias as custas do dinheiro alheio é fácil.

Estamos falando das carreiras militares. Dos caras pagos para sacrificarem a própria vida. quem não têm jornada definida. Avisos de nenhum tipo. Que podem receber uma ligação no meio da noite e sair em missão por meses sem aviso. Que ganham mal a carreira toda. Querem contar benefícios? Ok. Mas garantam então os mesmos benefícios dos servidores civis.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lorentz em 16 de Março de 2017, 17:00:56
Os militares falam que eles não tem carreira e sim um sacerdócio, já que geralmente ela é ingrata financeiramente, transferências constantes, os filhos crescem sem raízes e não possuem os demais direitos trabalhistas ( horas extras, bônus, ...)

Até que ponto isso é verdade?

Ouvi do pessoal de carreira diplomática algo parecido também, que só se fodem

Não sei se é verdade, mas fica a dica do RA; se está achando ruim, vem pra iniciativa privada e ganhe o que você acha justo.

Só mesmo a Águia de Dois Correia para dizer isso..

Acho correto da parte dele.

As pessoas entram no setor público e ficam pressionando todo mundo por constantes aumentos de salário. Na iniciativa privada se você não está satisfeito com seu salário e seu chefe não quer dar aumento, você procura outro emprego. Aumentar as regalias as custas do dinheiro alheio é fácil.

Estamos falando das carreiras militares. Dos caras pagos para sacrificarem a própria vida. quem não têm jornada definida. Avisos de nenhum tipo. Que podem receber uma ligação no meio da noite e sair em missão por meses sem aviso. Que ganham mal a carreira toda. Querem contar benefícios? Ok. Mas garantam então os mesmos benefícios dos servidores civis.

Ah cara, os médicos recebem ligação de noite. Policiais arriscam a vida. Profissionais de TI e desenvolvimento ficam alternando de emprego conforme projetos e não tem estabilidade.

A vida é cheia disso. Eu acho que dá pra cortar essas pensões excessivas de esposas e filhos de militares por exemplo.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 16 de Março de 2017, 19:33:17
Os militares falam que eles não tem carreira e sim um sacerdócio, já que geralmente ela é ingrata financeiramente, transferências constantes, os filhos crescem sem raízes e não possuem os demais direitos trabalhistas ( horas extras, bônus, ...)

Até que ponto isso é verdade?

Ouvi do pessoal de carreira diplomática algo parecido também, que só se fodem

Não sei se é verdade, mas fica a dica do RA; se está achando ruim, vem pra iniciativa privada e ganhe o que você acha justo.

Acho que eles estão ganhando o que acham justo, que é o que o país tem que fornecer se pretender ter forças armadas, a fim de não perdê-los para a iniciativa privada, em qualquer função que seja.

Não estou falando que está tudo ideal, mas deve inevitavelmente haver essa tendência.

Talvez muitos deles ou de futuros militares preferissem trabalhar em funções dessas que você colocou como análogas, sem as vantagens encontradas em carreira militar. Então o estado teria que aumentá-las a fim de atrair interesse, especialmente de capacitação elevada.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: André Luiz em 17 de Março de 2017, 15:01:11
As vezes também ocorre a situação do sujeito prestar concurso para a Academia da Força Aérea para se formar piloto ou ir para o ITA se formar engenheiro e depois de 5/6 anos de carreira ir para a "qualquer coisa linhas aéreas" transportar banana

Nao sei quanto um cara destes custa mas acho que deve ter alguma politica de compensação.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lorentz em 17 de Março de 2017, 15:21:45
As vezes também ocorre a situação do sujeito prestar concurso para a Academia da Força Aérea para se formar piloto ou ir para o ITA se formar engenheiro e depois de 5/6 anos de carreira ir para a "qualquer coisa linhas aéreas" transportar banana

Nao sei quanto um cara destes custa mas acho que deve ter alguma politica de compensação.

Tem muita gente que estuda ciência da computação, achando que vai desenvolver a próxima engine de games ou sistema de processamento em cluster, mas vai parar como programador de sistema comercial em java.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Diegojaf em 17 de Março de 2017, 16:01:07
Em que consiste exatamente a "mamata" dos militares que até hoje eu não sei? E mais importante, por que eu não tenho elas?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Shadow em 17 de Março de 2017, 16:07:28
Em que consiste exatamente a "mamata" dos militares que até hoje eu não sei? E mais importante, por que eu não tenho elas?

Casa e comida para os laranjeiras.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Diegojaf em 17 de Março de 2017, 16:12:33
Em que consiste exatamente a "mamata" dos militares que até hoje eu não sei? E mais importante, por que eu não tenho elas?

Casa e comida para os laranjeiras.

Rancho não é comida e quartel não é casa. ::)
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lorentz em 17 de Março de 2017, 16:41:34
Em que consiste exatamente a "mamata" dos militares que até hoje eu não sei? E mais importante, por que eu não tenho elas?

Ah, você não sabe de nada agora...
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 17 de Março de 2017, 18:10:40
Em que consiste exatamente a "mamata" dos militares que até hoje eu não sei? E mais importante, por que eu não tenho elas?

Vou citar apenas dois dos vários casos que conheço.

Sou amigo de um sargento da FAB que mora em uma base na minha cidade. Ele tem apartamento funcional e fornecimento de energia elétrica gratuitas. Segundo ele, todos os que moram nas casas e apartamentos da base estão nas mesmas condições. Por um apartamento similar ele pagaria cerca de R$ 800,00 de aluguel. Isto se chama 'salário indireto' ou, se preferir, benesse.

Fiz a declaração de IRPF de uma senhora com 94 anos, viúva de um coronel da polícia militar de meu estado, falecido há mais 35 anos. Ela recebeu, no ano passado, a título de pensão, a bagatela de R$ 332.000,00, ou seja, mais de R$ 27.000,00 por mês.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Onsigbare em 17 de Março de 2017, 18:26:00
A reforma da previdência é necessária...

mas a máxima:  "Vou acabar com sua possibilidade de se aposentar, senão acaba a possibilidade de você se aposentar."   É ridículo.   Então deixa como está.

Outra coisa que não consigo imaginar, é levar a sério a bandidagem governante...que tem a blindagem da bandidagem do STF... eu não consigo.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lorentz em 17 de Março de 2017, 19:56:41
A reforma da previdência é necessária...

mas a máxima:  "Vou acabar com sua possibilidade de se aposentar, senão acaba a possibilidade de você se aposentar."   É ridículo.   Então deixa como está.

Por que ninguém vai conseguir se aposentar?

Você é mais um daqueles que caiu na conversa mole de 49 anos de contribuição para conseguir?

Outra coisa que não consigo imaginar, é levar a sério a bandidagem governante...que tem a blindagem da bandidagem do STF... eu não consigo.

O STF está mais acertando que errando.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 17 de Março de 2017, 20:22:19
O STF está mais acertando que errando.

Do ponto de vista dos petistas, é o inverso.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Jurubeba em 17 de Março de 2017, 20:32:55
O STF está mais acertando que errando.

Elabore  :hein:

Saudações
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Diegojaf em 18 de Março de 2017, 08:33:43
Em que consiste exatamente a "mamata" dos militares que até hoje eu não sei? E mais importante, por que eu não tenho elas?

Vou citar apenas dois dos vários casos que conheço.

Sou amigo de um sargento da FAB que mora em uma base na minha cidade. Ele tem apartamento funcional e fornecimento de energia elétrica gratuitas. Segundo ele, todos os que moram nas casas e apartamentos da base estão nas mesmas condições. Por um apartamento similar ele pagaria cerca de R$ 800,00 de aluguel. Isto se chama 'salário indireto' ou, se preferir, benesse.

Fiz a declaração de IRPF de uma senhora com 94 anos, viúva de um coronel da polícia militar de meu estado, falecido há mais 35 anos. Ela recebeu, no ano passado, a título de pensão, a bagatela de R$ 332.000,00, ou seja, mais de R$ 27.000,00 por mês.

Apesar de serem evidências anedóticas, vamos ver os dois casos.

No primeiro, seu amigo sargento tem as mesmas "benesses" de qualquer profissional que é submetido a mudanças de acordo com a necessidade da empresa.

Se uma empresa transfere um funcionário a cada dois, três anos, prefere construir um bairro inteiro de casas funcionais em um local próximo da empresa do que pagar aluguéis em diferentes partes da cidade. Isso é bem comum em grandes empresas aqui de MG, em cidades como Ouro Preto, Divinópolis, Contagem, Ouro Branco e Ipatinga eu já pernoitei em vários bairros assim. Imagino que se o setor privado faça, não é desinteressante que o poder público faça a mesma coisa. Então, porque seria benesse?

No segundo, o esposo da senhora viúva ingressou nas FFAA antes de 2000, quando o benefício das pensões vitalícias foi extinto. É uma herança do período militar, quando houve uma expansão nos quadros das FFAA decorrente do aumento da participação delas na administração do Estado. O "retorno aos quartéis" do Geisel teve como um dos objetivos justamente acabar com esse inchaço, que estava começando a ameaçar a hierarquia e disciplina e que em algum tempo tornaria insustentável a centralidade (já frágil) da administração.

Há 35 anos, essa senhora tinha quase 60. Você sugeriria o que? Se virar pra ela agora ou há 17 anos e cortar a pensão dela e mandar ela trabalhar?

Ou você está sugerindo que se autorize a mudança na situação do direito adquirido e da coisa julgada? Só pra ela ou pra todos que o governo que estiver no poder no momento achar conveniente?

O que vai ocorrer é que ela, assim como várias outras, vão morrer, os direitos vão sendo extintos. O MP tem mostrado um bom ativismo em acabar com as irregularidades, pegando caso a caso e acabando.


EDIT: Agora que vi que a senhora é pensionista da PMPR. Vários estados já passaram a concessão da pensão às novas regras da previdência, ou seja, proporcionalidade e tempo determinado, exceto se houverem filhos menores, quando a pensão pode ser estendida até os 24 anos se o filho estiver estudando.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 18 de Março de 2017, 08:55:26
[...]
Há 35 anos, essa senhora tinha quase 60. Você sugeriria o que? Se virar pra ela agora ou há 17 anos e cortar a pensão dela e mandar ela trabalhar?

Em momento algum eu afirmei que ela deveria ser lançada no lixo como se fosse um toco de cigarro. Apenas mostrei que esta senhora foi (é!) beneficiada por algo que nunca contribuiu pecuniariamente.


Ou você está sugerindo que se autorize a mudança na situação do direito adquirido e da coisa julgada? Só pra ela ou pra todos que o governo que estiver no poder no momento achar conveniente?

Não.

Antes de conhecer cálculo previdenciário atuarial, o que eu mais desejava era a isonomia entre os setores público e privado. Meu pai trabalhou e contribuiu para o INSS durante 40 anos, tendo começado aos 12 anos, sendo que desde os 18, seus recolhimentos previdenciários foram pelo teto (o equivalente a 20 salários mínimos por mais de 25 anos). Quando ele se aposentou deveria receber o equivalente a 12 salários mínimos. Recebeu 6. Hoje recebe menos de 3.

Hoje, conhecendo cálculo atuarial, sou totalmente favorável a uma extinção completa da previdência pública, com exceção para indivíduos incapazes.


O que vai ocorrer é que ela, assim como várias outras, vão morrer, os direitos vão sendo extintos. O MP tem mostrado um bom ativismo em acabar com as irregularidades, pegando caso a caso e acabando.

Sim. Possivelmente isto será corrigido.


EDIT: Agora que vi que a senhora é pensionista da PMPR. Vários estados já passaram a concessão da pensão às novas regras da previdência, ou seja, proporcionalidade e tempo determinado, exceto se houverem filhos menores, quando a pensão pode ser estendida até os 24 anos se o filho estiver estudando.

A única coisa positiva para mim neste caso foi o preço cobrado pela elaboração e confecção do IRPF. :)
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Diegojaf em 18 de Março de 2017, 08:59:01
A única coisa positiva para mim neste caso foi o preço cobrado pela elaboração e confecção do IRPF. :)

Com essa idade ela já não deveria ser isenta? ::)
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 18 de Março de 2017, 09:04:16
A única coisa positiva para mim neste caso foi o preço cobrado pela elaboração e confecção do IRPF. :)

Com essa idade ela já não deveria ser isenta? ::)

Não, porque seus proventos e seu patrimônio excedem - e muito - o limite de isenção.

Ela é uma senhora fantástica. Muito lúcida, perspicaz, inteligente e extremamente sistemática. O apartamento dela é muito ordenado e ricamente decorado, como um museu. O do Louvre. São pinturas, esculturas e objetos de decoração de muito bom gosto. Além de um belíssimo piano de cauda.

Até deu saudade do tempo que eu tocava alguma coisa.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gabarito em 18 de Março de 2017, 09:34:47

...Além de um belíssimo piano de cauda.

Até deu saudade do tempo que eu tocava alguma coisa.


Nem me fale.
O mais curioso é que a memória não esquece muita coisa, mas não consegue passar tudo para os dedos... Eles travam e não mais reproduzem as notas como antes.
Falta de prática.
 :(



A grande arma do PT e de boa parte das esquerdas, a mentira:
Citar
A mentira como arma (http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,a-mentira-como-arma,70001704727)

A estratégia tem sido essa desde o impeachment da presidente Dilma Rousseff, qualificado pela tigrada como 'golpe'

18 Março 2017 | 03h00

Na guerra que trava contra o governo de Michel Temer, a tropa petista, formada pelos sindicatos e pelos movimentos ditos sociais, com o general Lula da Silva à frente, parece só ter a mentira como arma.

A estratégia tem sido essa desde o impeachment da presidente Dilma Rousseff, qualificado pela tigrada como “golpe”, ainda que o processo tenha respeitado integralmente o que está previsto na Constituição. Depois, na votação da mudança constitucional que instituiu um teto para os gastos públicos, a turma tratou de espalhar que a medida tiraria dinheiro da saúde e da educação, mas basta uma simples espiada no texto aprovado para ver que isso não é verdade.

O alvo agora é a reforma da Previdência, usada como pretexto para tentar desestabilizar o governo e sabotar os esforços para reequilibrar as contas públicas, destruídas durante os mandatos petistas. Um vídeo do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), narrado pelo ator Wagner Moura e divulgado no dia 13 passado, resume toda a artilharia desse exército de irresponsáveis. A peça afirma que “querem que você morra sem se aposentar”. Ou seja, a ideia é denunciar que a reforma da Previdência vai, em resumo, acabar com as aposentadorias: “A reforma interessa apenas aos donos do dinheiro no País e ataca duramente os trabalhadores. Eles querem acabar com o direito à aposentadoria para milhões de brasileiros e brasileiras”.

A essa descarada inverdade se somam outras de igual calibre. Ao criticar a proposta de idade mínima de 65 anos para a aposentadoria, por exemplo, o vídeo diz que, no Brasil, “muitos morrem antes disso”, de modo que “vão transformar o INSS numa funerária”. Ora, a esta altura já deveria estar claro que a idade mínima para a aposentadoria é calculada não com base na expectativa de vida ao nascer, como fazem, maliciosamente, as milícias petistas nas redes sociais, nas universidades e no mundo artístico, mas sim com base na expectativa de sobrevida, isto é, quantos anos mais o indivíduo vive a partir de determinada idade. Segundo o IBGE, a sobrevida de quem tem 65 anos é, em média, de 18 anos.

O vídeo é apenas uma pequena parte da saraivada de patranhas contra a reforma. Os sindicatos ligados ao PT tentaram paralisar diversas capitais do País, por meio de greves em serviços de transporte, para obrigar os cidadãos a ouvir suas palavras de ordem, tendo como estrela o próprio Lula, que, do alto de um carro de som, gritou que “o golpe” se presta a “acabar com conquistas da classe trabalhadora”.

O governo está enfrentando muitas dificuldades para travar essa guerra de comunicação. Em primeiro lugar, não é fácil defender propostas que adiam a aposentadoria de muitos brasileiros, enquanto do lado de lá da barricada uma hoste de irresponsáveis acha possível manter tudo como está. Para complicar, há também o ativismo judicial. Uma juíza federal de Porto Alegre mandou suspender uma campanha do governo sobre a reforma da Previdência alegando que configura “uso inadequado de recursos públicos” e “viola os princípios democráticos” ao reforçar os argumentos a favor das mudanças e “enfraquecer os argumentos diferentes”. Ou seja, enquanto Lula e sua trupe ficam à vontade para denunciar uma reforma da Previdência que não existe, o governo não pode defender as medidas que propõe.

Quando o PT estava no governo, Lula e Dilma defenderam enfaticamente a reforma da Previdência. Em seu primeiro ano de mandato, o chefão petista conseguiu aprovar o que deveria ter sido o começo de uma significativa reforma. No início de 2016, Lula chegou a argumentar a favor do aumento da idade mínima. “A Previdência, de vez em quando, deve ser reformada. Quando a lei foi criada, se morria com 50 anos. Hoje, a expectativa de vida é de 75 anos”, explicou, didaticamente, o ex-presidente.

Portanto, até Lula concorda que é preciso mudar a Previdência1. Como diz o vídeo delinquente do MTST, “ainda dá tempo, antes que acabem com o nosso futuro”. O primeiro passo para isso é enfrentar, com coragem e sem trégua, os mentirosos.


1
https://www.youtube.com/v/suQby6-_lOM  https://www.youtube.com/v/SqNMWlBUIik

Como é que esses oportunistas (para dizer pouco) vêm agora combater o que defendiam ainda ontem?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Criaturo em 18 de Março de 2017, 18:25:24
A reforma da previdência é necessária...

mas a máxima:  "Vou acabar com sua possibilidade de se aposentar, senão acaba a possibilidade de você se aposentar."   É ridículo.   Então deixa como está.

Por que ninguém vai conseguir se aposentar?

Você é mais um daqueles que caiu na conversa mole de 49 anos de contribuição para conseguir?

Outra coisa que não consigo imaginar, é levar a sério a bandidagem governante...que tem a blindagem da bandidagem do STF... eu não consigo.

O STF está mais acertando que errando.

E POR QUE NÃO SERÁ NECESSÁRIO 49 ANOS DE CONTRIBUIÇÃO ?

e voce acredita mesmo que a previdência esta falida, que será necessário voltar a CPMF e mais impostos sobre os combustíveis?

hoje raros são os jovens que conseguem registros em carteira com menos 20 anos, estes irão contribuir mas não irão se aposentar nunca!
Governo de  malandros governando otários
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lorentz em 18 de Março de 2017, 20:44:45
A reforma da previdência é necessária...

mas a máxima:  "Vou acabar com sua possibilidade de se aposentar, senão acaba a possibilidade de você se aposentar."   É ridículo.   Então deixa como está.

Por que ninguém vai conseguir se aposentar?

Você é mais um daqueles que caiu na conversa mole de 49 anos de contribuição para conseguir?

Outra coisa que não consigo imaginar, é levar a sério a bandidagem governante...que tem a blindagem da bandidagem do STF... eu não consigo.

O STF está mais acertando que errando.

E POR QUE NÃO SERÁ NECESSÁRIO 49 ANOS DE CONTRIBUIÇÃO ?

e voce acredita mesmo que a previdência esta falida, que será necessário voltar a CPMF e mais impostos sobre os combustíveis?

hoje raros são os jovens que conseguem registros em carteira com menos 20 anos, estes irão contribuir mas não irão se aposentar nunca!
Governo de  malandros governando otários

O tempo mínimo de contribuição será de 25 anos, e a idade mínima 65.

49 é para conseguir a aposentadoria integral, mas cada ano a mais após os 25 você se aposentará com um percentual cada vez melhor, mais próximo do valor integral.

Então se você não puder se aposentar após contribuir 49, mas somente 45, vai receber um valor muito próximo do integral. Não é tudo ou nada.

E quem diz que a previdência está quebrada são os diversos economistas independentes, que aliás sempre alertaram sobre isso, faz décadas.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Jurubeba em 19 de Março de 2017, 11:58:43
Mais uma proposta interessante. O texto não aprofunda os detalhes. Vou colar o link porque o texto é muito grande:

Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2589)

Saudações
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Unknown em 23 de Março de 2017, 11:55:08
Ainda tenho um pé atrás em relação à reforma, mas os textos trazem dados interessantes

Citar
Mitos da reforma da previdência para políticos e servidores
 
Por Mansueto Almeida

Quem tiver a curiosidade de debater a proposta de reforma da previdência nas redes sociais levará um susto com a quantidade de críticas de pessoas que desconhecem o teor da proposta do governo Temer. Os mitos são muitos, mas aqui quero destacar tanto o mito que a reforma não inclui os políticos como também não inclui os servidores públicos.

No caso dos políticos, muitas pessoas desconhecem que, com a extinção do Instituto de Previdência dos Congressistas, em 1997, eles não mais se aposentam com oito anos de mandato e a partir dos 50 anos de idade.

Desde 1997, deputados federais e senadores que fizerem opção pelo Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC - Lei 9.506/97) só podem se aposentar depois de 35 anos de contribuição e com idade mínima de 60 anos. O benefício que ainda existe é que os parlamentares podem somar o tempo de contribuição ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS) com o tempo de contribuição ao PSSC para completar os 35 anos de contribuição exigidos para se aposentar.

No entanto, o valor da aposentadoria não é o salário integral do deputado ou senador. Ele é proporcional ao período que o parlamentar contribuiu para o PSSC. Se dos 35 anos de contribuição o parlamentar contribuiu por apenas 12 anos do seu mandato, a sua aposentadoria seria 12/35 do seu salário de parlamentar de R$ 33.763 ou seja, R$ 11.576. A vantagem é poder se aposentar com um beneficio muito acima do teto do RGPS que é de R$ 5.531. Mas isso muda com a proposta de reforma da previdência em tramitação na Câmara dos Deputados (PEC 287).

Se as novas regras forem aprovadas, novos parlamentares estarão sujeitos às mesmas regras dos trabalhadores do setor privado, ou seja, os aposentados e pensionistas do RGPS: idade mínima de 65 anos e teto de R$ 5.531. Para ganhar acima desse valor, políticos terão que fazer o mesmo que os trabalhadores do setor privado: poupar ao longo dos anos de trabalho.

No caso dos servidores públicos, muitos acham que qualquer servidor ainda se aposenta jovem e com salário integral. Isso já mudou nos governos Lula e Dilma. O governo do presidente Lula, por meio da Emenda Constitucional 41 de 2003, fez uma reforma importante das regras de aposentadorias de servidores públicos.

Essa reforma instituiu a cobrança da alíquota de 11% sobre a aposentadoria dos servidores públicos federais que ultrapassa o teto do RGPS, ou seja, servidores passaram a contribuir para a previdência, mesmo depois de aposentados. A reforma do governo Lula instituiu também idade mínima de aposentadoria para homens (60 anos) e para mulheres (55 anos). Além disso, acabou com a aposentadoria integral (aposentadoria igual ao último salário na ativa) para servidores que ingressaram no serviço púbico depois de 2003 e acabou com a paridade, correção igual das aposentadorias e dos salários dos servidores ativos.

Em 2013, já no governo da presidente Dilma, foi estabelecida a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público da União, Funpresp, e o teto do RGPS para aposentadoria dos novos servidores públicos. Para que servidores que ingressaram no serviço público federal a partir de 2013 ganhem acima do teto do RGPS, precisam contribuir para o Funpresp. Esse rendimento complementar dependerá do rendimento dos valores aplicados.

Os governos dos presidentes Lula e Dilma fizeram importantes avanços na sustentabilidade no regime próprio dos servidores públicos, mas não o suficiente. A possibilidade de aposentadoria pelo último salário do servidor na ativa e a paridade de reajuste entre os servidores ativos e inativos foi mantida para aqueles servidores que ingressaram no serviço público antes de 2003. Isso
muda agora com a proposta de reforma da previdência do governo Temer, a Proposta de Emenda Constitucional 287.

Na reforma proposta, se o servidor público for homem com menos de 50 anos ou mulher com menos de 45 anos, passará a se aposentar com a mesma idade mínima de aposentadoria (65 anos). Além disso, não haverá a paridade do reajuste com os servidores da ativa (reajuste passará a ser pela inflação como no RGPS para quem recebe mais que um salário mínimo) e não mais poderá se aposentar pelo último salário (integralidade), mesmo tendo entrado no serviço público antes de 2003.

Com aprovação da reforma da previdência (PEC 287/2016), servidores públicos civis e políticos passam a se submeter às mesmas regras do RGPS: idade mínima de 65 anos, e valor da aposentadoria igual à 51% da média dos salários de contribuição mais 1% adicional para cada ano de contribuição, com exigência de contribuição mínima de 25 anos. Não existe nada mais democrático que essa regra, ainda mais em um país no qual servidores públicos e políticos tiveram por décadas privilégios não justificáveis.

Ao contrário do que se lê nas redes sociais, a proposta de reforma da previdência do governo Temer acaba com os privilégios da classe política e dos servidores públicos.

Assim, quando um jovem estudante ou um trabalhador de baixa renda nos centros urbanos, que geralmente já se aposenta aos 65 anos de idade, faz coro contra a reforma da previdência, talvez não tenham conhecimento, mas estão defendendo privilégios de alguns servidores públicos e de políticos. Será que é isso mesmo que desejam nossos jovens estudantes e trabalhadores de baixa renda?

Mansueto Almeida é secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda.

http://www.valor.com.br/opiniao/4908812/mitos-da-reforma-da-previdencia-para-politicos-e-servidores

Citar
Servidores estaduais e municipais saem de texto da reforma

O governo desidratou a proposta de reforma da previdência, ontem, ao excluir do alcance da reforma da Previdência o funcionalismo dos Estados e municípios. O presidente Michel Temer afirmou, em pronunciamento no Palácio do Planalto, ontem, que a reforma respeitará a autonomia dos Estados e será feita apenas para servidores federais. O recuo facilitará a aprovação do restante da proposta, segundo avaliação política do governo.

"Desde domingo, temos tido muitas reuniões com as lideranças da Câmara e do Senado. Surgiu com grande força a ideia de que nós deveríamos obedecer a autonomia dos Estados, portanto fortalecer o princípio federativo", disse o presidente, ao anunciar a mudança. "Vários Estados, tenho ciência disso, já providenciaram a sua reformulação previdenciária. Seria uma relativa invasão de competência que nós não queremos levar adiante", completou.

Relator da reforma da Previdência, o deputado Arthur Maia (PPS-BA) explicou que a exclusão refere-se aos servidores estaduais e municipais do regime próprio de Previdência e não aos que contribuem com o INSS.

"Não estamos cedendo em nada. Ceder seria tirar uma ou outra categoria da reforma, como policiais ou professores. Estamos respeitando princípio federativo de respeito entre as unidades da Federação", disse Maia. "Não se trata de ficar mais fácil ou mais difícil. Se trata de respeitar as prerrogativas de cada um. Cada Estado poderá fazer sua regra de acordo com sua realidade", afirmou.

Segundo o relator, não ficou definido se a PEC tornará obrigatório um prazo para os Estados adequarem suas previdências, conforme sugerido por alguns parlamentares. "Esses detalhes serão avaliados", afirmou.

O regime próprio de previdência dos Estados apresenta um déficit de cerca de R$ 90 bilhões, sendo responsável, assim, por um quarto (1/4) do déficit de todo o sistema previdenciário do país. O mais grave, porém, é o déficit atuarial desses regimes, uma verdadeira "bomba relógio" na visão de especialistas.

Temer destacou a necessidade de se aprovar a reforma da Previdência para que o país caminhe na direção da recuperação da economia, da retomada de emprego e do reequilíbro das contas públicas.

"Sempre dissemos que queríamos prestigiar principio federativo. Estados que não fizeram reforma as farão se for necessário. Se não for necessário não se submeterão a uma regração que viria na Constituição Federal", argumentou o presidente.

Durante o pronunciamento ele estava acompanhado do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e de deputados aliados.

Mais cedo, Temer recebeu o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que reforçou o apoio da legenda à aprovação da reforma da Previdência, mas reconheceu que o texto precisa de ajustes para ser aprovado no Congresso.

Em conversa com deputados e senadores da base governista, em sucessivas reuniões, Temer pediu que haja maior nível de consenso sobre as mudanças a serem realizadas no texto para dar celeridade à tramitação da proposta no Congresso.

http://www.valor.com.br/politica/4909006/servidores-estaduais-e-municipais-saem-de-texto-da-reforma
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Unknown em 27 de Março de 2017, 11:59:50
Ruídos na mudança de rota na reforma da previdência

Causa estranheza, preocupação e problemas o primeiro recuo do governo na reforma da Previdência determinado pelo presidente Michel Temer. Servidores estaduais e municipais, que já possuem um regime próprio, algo como 5,1 milhões de funcionários públicos - 86% do total -, ficarão fora das novas regras que o Congresso vai definir. Antes que a reforma comece a ser debatida para valer, começa a ruir um de seus princípios, o de aproximar os regimes do funcionalismo público e dos trabalhadores da iniciativa privada. Estrategistas do governo dizem que o passo atrás facilitará a aprovação das mudanças. Mas é uma manobra de alto risco, com grandes chances de insucesso.

A pressão política de deputados e alguns governadores, por meios diferentes, deu resultado e abriu um precedente perigoso. Para se livrarem do ônus de sancionar uma reforma que dificulta as condições da aposentadoria em relação a regras atuais, congressistas indicaram ao Planalto que seria melhor devolver a responsabilidade - e o desgaste potencial - aos governadores e Assembleias Legislativas. O rombo previdenciário não mudará de tamanho - R$ 89,6 bilhões nas previdências estaduais, 20,3% do rombo total de R$ 305,4 bilhões - mas as chances eleitorais de deputados e senadores não pioram.

Outro motivo, que poderia passar por sabedoria política, teria sido o de evitar o prosseguimento de protestos insuflados por alguns governadores de oposição, que fretaram ônibus para servidores criticarem a reforma em manifestações na Esplanada. Talvez tenha sido relevado o fato de que Brasília é uma cidade de funcionários públicos, que terão exigências maiores para se aposentar que seus colegas que não trabalham para a União, se as mudanças forem aprovadas. O recuo presidencial dá alento e pretexto para que a pressão do funcionalismo da União, sempre poderosa, se intensifique de agora em diante. A nata do Judiciário já havia encaminhado emendas para passar ao largo das mudanças, um privilégio que será dado a seus pares nos Estados.

A história das reformas da Previdência pode, então, se repetir. Grupos com maior poder de pressão tendem a se impor. O déficit dos regimes do funcionalismo da União e dos Estados, incluindo militares, é o maior problema - representa 54,6% do rombo total.

O sinal emitido pelo Planalto foi ruim e, ao procurar evitar o "risco da judicialização" ao supostamente ferir a autonomia dos Estados, pode incorrer em dificuldades legais maiores. A Constituição, em seu artigo 40, parágrafo 4º, reforçado pelo artigo 201, dispõe que é vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos servidores públicos de União, Estados e municípios, exceto em atividades exercidas sob condições especiais "que prejudiquem a saúde ou a integridade física e quando se tratar de segurados portadores de deficiência".

A saber, não só a reforma original proposta não fere autonomia como não pode ignorar a determinação constitucional, que uniformiza as condições gerais da previdência do funcionalismo, como idade mínima, cálculo de benefícios etc. O atalho seguido pelo Planalto tornaria regras de acesso e condições para se aposentar diferentes para um mesmo servidor, dependendo de se ele contribuiu para a União ou para os Estados e até mesmo em municípios vizinhos, se o servidor contribui o uma prefeitura que tem sistema próprio de previdência ou não.

O presidente Temer disse ter o aval da Fazenda para a concessão, que, consultada, lhe teria dito que os efeitos sobre o ajuste fiscal seriam nulos. Não é bem assim. A Previdência dos Estados é um descalabro e uma das principais fontes da calamidade financeira decretada por alguns Estados e está absolutamente fora de controle. Os Estados quebrados foram pedir socorro à União, que com eles negocia suspensão de pagamento de dívidas por até seis anos, tendo como contrapartida ajustes que relutam em aceitar.

Há pouca dúvida de que, mantido o status quo nos Estados e em várias capitais, mais governadores baterão às portas do Tesouro. A performance fiscal contou até há pouco tempo com superávits fiscais dos Estados que não devem se repetir. Caberá à União um esforço maior de economia ou uma redução ainda mais gradual do déficit público. Outro sinal ruim foi que o anúncio de que a maioria do funcionalismo foi "liberada" de uma reforma vital foi feito apenas um dia antes de o ministro da Fazenda sinalizar que vem aumento de impostos por aí.

http://www.valor.com.br/opiniao/4912344/ruidos-na-mudanca-de-rota-na-reforma-da-previdencia
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Unknown em 27 de Março de 2017, 17:08:53
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O tamanho da reforma da Previdência

Há um consenso no Senado de que a elevação da idade para 65 anos para o trabalhador rural requerer aposentadoria não será aprovada, de acordo com informação de um importante líder governista dada ao Valor. Também é considerada inaceitável a desvinculação do valor dos benefícios assistenciais concedidos aos idosos e aos deficientes físicos do salário mínimo. Essas são duas das medidas que fazem parte da proposta de reforma da Previdência Social enviada pelo governo.

Como o presidente Michel Temer decidiu excluir da proposta os regimes previdenciários dos servidores estaduais e municipais, que representam 30% do atual déficit do sistema, resta saber o tamanho que ficará a reforma e se ela, depois de aprovada, terá efeito significativo sobre as contas públicas nos próximos anos.

Os líderes governistas mais importantes concordam que é preciso aprovar uma reforma da Previdência, pois admitem que há graves distorções que inviabilizam o sistema no futuro. Mas consideram que houve uma precipitação do mercado, ao já ter precificado a aprovação da proposta enviada pelo governo. "Houve, sem dúvida, um exagero na avaliação", advertiu um deles, em conversa com o Valor.

Algo da reforma será aprovado e uma solução está sendo construída, neste momento, pelos líderes do PMDB e do PSDB, principalmente. Mas a referência das negociações em curso não será a preocupação com uma eventual reação negativa dos mercados ou dos investidores, no caso da aprovação de uma reforma da Previdência mais modesta. Os líderes estão interessados é na opinião dos eleitores, com quem irão se defrontar em outubro de 2018.

A prioridade passou a ser a própria sobrevivência política, avalia um interlocutor do Palácio do Planalto. Em 2018, haverá renovação de dois terços do Senado e de toda a Câmara. Com um ingrediente novo, de consequências imprevisíveis: o extremo desgaste dos políticos, em virtude do que está sendo revelado pela Operação Lava-Jato. Muitos dos atuais líderes que negociam a reforma da Previdência estão citados nas denúncias e, se não conseguirem se reeleger, perderão o foro privilegiado, indo parar nas mãos do juiz Sérgio Moro. Estão, portanto, mais propensos a não contrariar os seus eleitores.

Alguns líderes da base aliada de Temer prometem aprovar uma idade mínima para requerer aposentadoria, mas há discordância sobre os 65 anos propostos pelo governo. Também não há concordância em igualar a idade do homem e da mulher para requerer aposentadoria. O mais provável, disse um deles ao Valor, é que se chegue a um meio termo, com a idade para a mulher subindo, mas ficando ainda um pouco abaixo da idade exigida ao homem para requerer aposentadoria. Ou, então, que seja dado um prazo maior para que as idades se igualem no futuro.

Outra mudança dada como certa diz respeito às regras de transição. A proposta original prevê que os homens com mais de 50 anos e as mulheres com mais de 45 anos terão que contribuir com 50% a mais do tempo que precisam atualmente para requerer a aposentadoria. Quem está abaixo dessas duas idades terá que contribuir por um número de anos bem maior. Esses seriam os mais prejudicados pela reforma.

Os parlamentares consultados pelo Valor consideram que esse foi "um dos bodes" que a equipe econômica colocou na proposta. A alternativa que está sendo construída prevê uma espécie de "escadinha", que vai aumentando o tempo de contribuição exigido da mulher e do homem para requerer aposentadoria, de forma mais gradual, prejudicando menos quem está próximo de requerer o benefício.

Há muitas críticas dos políticos aliados à equipe econômica, principalmente quanto às explicações que foram dadas sobre a exigência de que o trabalhador teria que trabalhar 49 anos para ter o direito à aposentadoria integral. "Parece que os caras não conhecem matemática", desabafou um líder. "Todos sabem que o valor médio atualmente das aposentadorias varia de 75% a 80% do salário de contribuição", argumentou. "Assim, a conta tinha que ter sido feita para atingir esse valor."

A decisão do presidente Temer de excluir os servidores estaduais e municipais da reforma, com o argumento de que é necessário preservar a autonomia dos Estados, não faz muito sentido. A reforma vai instituir regras gerais de aposentadoria para todos os trabalhadores do país, que envolvem, por exemplo, uma idade mínima para requerer aposentadoria e prazos de contribuição.

Se cada unidade federativa definir as próprias regras, o país viverá a insólita situação de ter idades mínimas diferentes para funcionários públicos requererem aposentadoria. Na área federal, a idade mínima será de 65 anos, de acordo com a proposta que será votada pelo Congresso. E qual será a idade mínima no Rio de Janeiro? E no Amazonas ou em São Paulo?

Um secretário estadual de Fazenda ouvido pelo Valor lembrou ontem as dificuldades políticas que uma Assembleia Legislativa ou uma Câmara de Vereadores terá para aprovar regras de aposentadoria e pensão, com pressão de sindicatos, greves de professores, policiais militares e outras corporações. "Com essa decisão do governo, os Estados não vão resolver seu problema fiscal estrutural no curto, médio e longo prazo", sentenciou.

Recentemente, o Tesouro Nacional divulgou a informação de que os regimes de previdência dos servidores dos Estados registraram um déficit de R$ 89,6 bilhões em 2016. Os regimes dos servidores municipais apresentaram um superávit de R$11,1 bilhões e o regime dos servidores federais, um déficit de R$ 77,2 bilhões. O déficit do Regime Geral da Previdência Social (RGPS), que atende aos trabalhadores da iniciativa privada, foi de R$ 149,7 bilhões. Assim, o "buraco" de todo o sistema previdenciário no ano passado foi de R$ 305,4 bilhões. Os regimes previdenciários dos servidores estaduais foram responsáveis, portanto, por 29,3% do déficit total.

Em estudo feito no ano passado, o atual secretário de Previdência Social do Ministério da Fazenda, Marcelo Abi-Ramia Caetano, estimou o déficit atuarial dos regimes estaduais em R$ 2,4 trilhões, o equivalente a 44% do Produto Interno Bruto (PIB).

http://www2.valor.com.br/brasil/4910650/o-tamanho-da-reforma-da-previdencia
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Os novos obstáculos da reforma previdenciária
 
O Palácio do Planalto conseguiu aprovar o projeto de lei que libera a terceirização no mercado de trabalho, mas a vitória apertada e o índice de deserção nas bancadas aliadas revelam que o governo terá mais dificuldades que as esperadas para aprovar a reforma da Previdência. E é natural que assim seja. Aqui ou em qualquer outro lugar do planeta mudar as regras para a aposentadoria costumar provocar protestos e discussões apaixonadas, nem sempre assentadas na boa técnica.

Até agora, o governo do presidente Michel Temer conseguiu reunir maiorias expressivas no parlamento para suas reformas. Mas as propostas aprovadas no ano passado não tratavam da vida real das pessoas, ou ao menos assim não eram percebidas, a exemplo da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que instituiu um teto para os gastos públicos. Agora não, saíram os assuntos etéreos e entraram na pauta temas que dizem respeito ao dia a dia das pessoas como trabalho e aposentadoria.

(https://uploaddeimagens.com.br/images/000/872/579/full/Privilegios.png?1490644939)
 
Estão em pauta verdadeiros tabus. A própria lei da terceirização aprovada deve ainda sofrer modificações, seja da iniciativa do Executivo ou do próprio Congresso. É nesse clima que será tratada a proposta da previdência, reforma que determinará o futuro do governo Temer e muito provavelmente da própria coligação de forças que o apoia, do PMDB ao PP, do PSDB ao DEM. O comportamento dos aliados na votação do projeto da terceirização, na última terça-feira, é uma demonstração do que será o embate da Previdência. O governo venceu por 231 a 188, a maioria simples, apenas 43 votos de diferença. A reforma da Previdência exigirá o quórum qualificado dos votos de 308 deputados.

A reforma, no entanto, está viva e não há nada, no cenário atual, que aponte para a sua rejeição. Ao contrário, alguns obstáculos foram removidos do caminho, como a retirada da Previdência dos Estados e municípios da proposta. Na prática, o governo não só tirou a pressão de professores e policiais, as maiores corporações nos Estados, mas também manteve a integridade constitucional do projeto. De acordo com a Carta de 88, cabe aos Estados decidir sobre suas instituições nos termos de suas próprias constituições.

É precipitado decretar o enfraquecimento da base aliada do governo Temer. Mas o momento é crítico, devido, sobretudo, aos próximos desdobramentos da Operação Lava-Jato. O Palácio do Planalto e o Congresso não devem se deixar imobilizar pela premência da divulgação das delações premiadas dos executivos da Odebrecht. Ao que parece, cerca de 300 congressistas devem ser atingidos direta ou indiretamente, os nomes de alguns serão remetidos para a primeira instância, outros para o Superior Tribunal de Justiça e outros para o Supremo Tribunal Federal. É possível também que alguns sejam exonerados. O ambiente não ajuda, mas isso não deve ser desculpa para o Parlamento sentir-se exonerado para cuidar apenas da própria sobrevivência.

Em pouco tempo, a equipe econômica do governo conseguiu mostrar resultados positivos, como o controle da inflação e o início da queda da taxa de juros. E já se vislumbra no horizonte a retomada de algum crescimento, pequeno, é verdade, mas uma reversão real de expectativa. Nesse contexto, é vital não apenas para o atual governo, mas sobretudo para injetar ainda mais estímulos para a economia.

A recuperação econômica, na prática, é a única chance que resta ao condomínio hoje no poder, o que não quer dizer apenas o presidente Temer, mas toda a coalizão governista. A reforma da Previdência é o rubicão de Temer. Atravessá-lo pode significar a sorte de seu mandato. Mesmo que seja uma reforma abrandada, como se espera. O estabelecimento da idade mínima já será um marco. Ela foi tentada por outros governos, mas a ideia não avançou.

Ninguém deve se iludir que Temer fará tudo ao alcance do governo para aprová-la. Emendas e cargos são o combustível que move a base aliada. Os deputados que apoiam o governo não vão ganhar votos se opondo à reforma da Previdência, isso não garantirá a reeleição de nenhum parlamentar da base. Esses votos são da oposição. Cativos. O que ajudará na reeleição deles será a conexão com o governo e a percepção de seus eleitores de que fizeram o necessário para tirar o país da crise.

http://www.valor.com.br/opiniao/4914578/os-novos-obstaculos-da-reforma-previdenciaria
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Mercado ainda tem como cenário básico a aprovação da reforma da Previdência
   
O ex-presidente do Banco Central e sócio da consultoria Tendências, Gustavo Loyola, destaca que os ativos financeiros devem ter volatilidade nas próximas semanas, enquanto ocorrem as negociações em torno da reforma da Previdência no Congresso. Para ele, o recuo do governo ao retirar os servidores municipais e estaduais da reforma abre espaço para que todas as corporações reivindiquem sair das novas regras. No entanto, o cenário de referência ainda é de aprovação da medida, com mudanças significativas para o sistema.

Valor: O noticiário tem ficado carregado em torno da reforma da Previdência. Como o senhor vê as perspectivas de tramitação no Congresso e a reação dos mercados?

Gustavo Loyola:
A situação complicou um pouco mais a partir do momento em que o governo recuou na questão dos servidores estaduais e municipais. Abriu a porteira para todas as corporações reivindicarem ficar fora da reforma. O ponto forte da reforma era que incluía todo mundo.

Valor: E qual o efeito disso?

Loyola:
Sabemos que essas corporações são muito fortes no Congresso e aparentemente alguns parlamentares não têm muito compromisso com a ideia da reforma. Para eles, parece que está tudo muito bem. Tem muita gente falando que a Previdência não tem déficit, algo que é totalmente equivocado. E tem quem acredite. Alguns deputados preferem não enfrentar uma agenda popular. Alguns achavam, no governo do PT, que era preciso fazer a reforma e agora, na oposição, dizem que não precisa mais. E tem deputados que se dizem da base mas tem comportamento dúbio. O governo deu um sinal de fraqueza com esse recuo. Por isso, o mercado azedou.

Valor: Como fica o cenário de referência do senhor?

Loyola:
Nosso cenário, aqui na Tendências, conta com aprovação da Previdência, mas é inegável que as coisas ficaram um pouco mais nubladas, com o tempo mais carregado. O governo passou sinal de que está disposto a ceder, bastando para isso fazer pressão suficiente.

Valor: Até que ponto o recuo do governo compromete o cenário ou pode alterar as expectativas?

Loyola:
Depende muito de como vai refletir na reforma. Não apenas se vai ser aprovada ou não, mas qual a reforma que será aprovada. Se for fraca demais, não consegue restaurar a confiança e os investidores vão ter percepção de que uma crise fiscal é iminente. Em algum momento, terá de ser reconhecido com o sistema não é sustentável. Basta saber se isso ocorrerá em um momento de crise ou não.

Valor: O que seria uma reforma fraca demais?

Loyola:
Não adianta ter uma solução apenas temporária e ter de fazer outra reforma daqui dois ou três anos. Se não houver reforma, é inevitável que o custo da Previdência vai aumentar e a carga tributária terá de subir.

Valor: E quais os pontos irrevogáveis? Muito se discute sobre a idade mínima de 65 anos, mas quais outros fatores são relevantes?

Loyola:
É fundamental a questão da unificação das regras de aposentadoria dos funcionários do setor público e privado. Isso é uma fonte de grande equilíbrio. Há também o fim das aposentadorias especiais e a distinção entre homens e mulheres. Esta é uma reforma que foi bem estruturada e, infelizmente, começa a ser desfigurada antes da hora. Não é algo que seja mortal, não quer dizer que esteja tudo perdido, mas gera preocupação.

Valor: Os preços dos ativos já refletem esse risco de enfraquecimento da reforma?

Loyola:
Creio que não. Os mercados ainda têm como cenário básico a aprovação da reforma. Não se formou uma percepção de que a reforma não vai ser aprovada. Há quem aceite que não vai ser como o governo propôs inicialmente, mas ainda vai ser algo importante. O que vai determinar tudo isso é o desenrolar do processo no Congresso nas próximas semanas e o mercado fica nessa expectativa. Nem levam os preços para um lado de maneira definitiva, nem para o outro.

Valor: Houve precipitação do mercado em precificar a aprovação da reforma da Previdência?

Loyola:
Eu acho que o mercado não precificou como certa, precificou com grande chance. Os sinais são esses. A realidade é que os mercados vão ter de se adaptar à realidade de dura negociação política com várias corporações. A tendência é de volatilidade, com atenções voltadas para a política. Já as notícias da economia são boas. A inflação está bem comportada e temos boas novidades em concessões. O que não ajuda são essas dificuldades para a reforma.

http://www.valor.com.br/financas/4914480/mercado-ainda-tem-como-cenario-basico-aprovacao-da-reforma-da-previdencia
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 28 de Março de 2017, 17:13:21
https://www.youtube.com/v/icncpbugdJM

Ele podia ter dito que o Wagner Moura é um fanfarrão.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Unknown em 29 de Março de 2017, 10:27:41
Temer recua e dá prazo para Estados e municípios adequarem-se à reforma
   
O presidente Michel Temer decidiu incluir uma emenda na proposta de reforma da Previdência (PEC 287) fixando um prazo de seis meses para que os Estados e municípios promovam mudanças nos sistemas de aposentadoria dos servidores locais. Se isso não for feito, os servidores estarão sujeitos às regras federais que forem aprovadas na PEC da previdência. Essa foi a forma concebida pela área econômica do governo para reincluir o funcionalismo estadual no alcance da reforma. Ela foi apresentada durante almoço, no sábado, de Temer com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e com o secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano.

A ideia ganhou reforço a partir de uma sugestão parecida do deputado federal Pauderney Avelino (DEM-AM), que a apresentou também durante almoço, no domingo, em que estavam o presidente Temer e os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Ao Valor, Pauderney, que é o líder do DEM na Câmara, disse que a ideia de propor a emenda amadureceu ao longo das últimas semanas. Disse que já tinha conversado sobre o tema com Maia e com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

"Conversei com o presidente e ele classificou como bom o prazo de seis meses para que os Estados façam a reforma da Previdência", disse Pauderney, reconhecendo que a emenda deve ser incluída com algumas dificuldades, já que os parlamentares estarão sob pressão dos governadores dos seus Estados.

Segundo auxiliares do Palácio do Planalto, Padilha ficou responsável por oficializar, durante reunião com líderes governistas do Congresso e integrantes da comissão especial, realizada ontem, no Palácio do Planalto, a decisão de Temer de incluir a emenda no texto da reforma da Previdência.

Os líderes participaram de reunião com Padilha e com os ministros da Secretaria do Governo, Antônio Imbassahy, e do Planejamento, Dyogo Oliveira.

"Os Estados terão seis meses para implementar as reformas da Previdência locais. Esse prazo será contado a partir do momento que Temer sancionar a matéria", disse um auxiliar do Palácio do Planalto ao Valor.

Pauderney disse ainda que os Estados que não fizerem uma reforma própria em até seis meses, "ou entrarão no sistema federal ou levarão mais um tempo para cair na situação de descontrole das contas públicas e entrarão no programa de recuperação fiscal, que é um remédio muito mais amargo".

O líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), vai propor ao presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que a reforma da Previdência seja votada em um domingo, ao exemplo do que ocorreu na ocasião da admissibilidade do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. A sugestão será levada a Maia na reunião de hoje do colégio de líderes.

Segundo Zarattini, o projeto é de grande importância tanto para a oposição quanto para o governo e afeta "desde os bebês até os mais velhos", de modo que, se votado em um domingo, seria mais fácil de a população acompanhar.

http://www.valor.com.br/politica/4916666/temer-recua-e-da-prazo-para-estados-e-municipios-adequarem-se-reforma
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: DDV em 29 de Março de 2017, 10:58:42
Com tanto trabalho investido em reformar instituições, com medidas necessárias mas impopulares, eu não consigo ver o Temer como um político "do mal" como muitos o colocam. Um político mal-intencionado iria trabalhar para aumentar a presença do estado e o recolhimento de impostos (pra ter onde roubar mais), não o contrário.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lorentz em 29 de Março de 2017, 11:55:03
Com tanto trabalho investido em reformar instituições, com medidas necessárias mas impopulares, eu não consigo ver o Temer como um político "do mal" como muitos o colocam. Um político mal-intencionado iria trabalhar para aumentar a presença do estado e o recolhimento de impostos (pra ter onde roubar mais), não o contrário.

Há um erro em chamar o Temer de banana por recuar.

Os críticos não entendem que os recuos são estratégicos para conseguir passar certos projetos.

Entre passar com algumas concessões e não passar nada, a primeira opção é melhor. Mas os autoritários preferem uma terceira que é passar tudo da melhor forma atropelando o congresso. Não faltam adeptos da dissolução do senado e câmara por aí.

Aí depois reclamam da ditadura.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Criaturo em 29 de Março de 2017, 13:44:43
Com tanto trabalho investido em reformar instituições, com medidas necessárias mas impopulares, eu não consigo ver o Temer como um político "do mal" como muitos o colocam. Um político mal-intencionado iria trabalhar para aumentar a presença do estado e o recolhimento de impostos (pra ter onde roubar mais), não o contrário.
o Temor é o alibaba tentando nomear ladrões para seu ministério  , alias ele mesmo não esta sendo investigado pela  lava a jato?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Pregador em 29 de Março de 2017, 14:51:17
Com tanto trabalho investido em reformar instituições, com medidas necessárias mas impopulares, eu não consigo ver o Temer como um político "do mal" como muitos o colocam. Um político mal-intencionado iria trabalhar para aumentar a presença do estado e o recolhimento de impostos (pra ter onde roubar mais), não o contrário.

Claro que é do mal. Quando a coisa aperta, normalmente são direitos sociais que são objeto de cortes e reformas drásticas. Não vê o mesmo empenho e rigor em acabar com outros grandes gargalos que também poderiam colocar as contas em ordem: reforma política, má-gestão dos recursos e corrupção, reforma tributária, benefícios exacerbados de alguns servidores públicos (notadamente do judiciário), reforma administrativa, como de fato passar a pagar a dívida ao invés de ficar só pagando juros sem abater o principal, renegociação de parte da dívida externa, ante a abusividade da cobrança e quanto já foi pago, etc. São todos temas muito difíceis, alguns mexem com o mercado financeiro, mas o negócio é colocar a conta do caos no orçamento na conta do trabalhador.

Veja, você não precisa ser esquerdista para contestar e as vezes confrontar o mercado financeiro. Da mesma forma como um direitista também pode as vezes peitar a elite e clamar pois mais igualdade social.

A maior merda do Brasil é a desigualdade social e econômica. É isso que ferra tudo. É isso que precisa ser objeto de ações. E pra isso, não precisa acabar com o capitalismo, nem ser "socialista"..., mas tem que ter coragem, autoridade, honestidade, etc...

 
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Pregador em 29 de Março de 2017, 14:53:39
Quando 65% dos aposentados no Brasil ganham um salário mínimo, é óbvio que não é essa parcela que causa déficit significativo na previdência. Não deveria ser alterado absolutamente nada para o trabalhador CLT. Já uma merda como é hoje. A renda é uma catástrofe, não faz sentido ferrar mais ainda esse povo.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lorentz em 29 de Março de 2017, 15:07:42
Quando 65% dos aposentados no Brasil ganham um salário mínimo, é óbvio que não é essa parcela que causa déficit significativo na previdência. Não deveria ser alterado absolutamente nada para o trabalhador CLT. Já uma merda como é hoje. A renda é uma catástrofe, não faz sentido ferrar mais ainda esse povo.

Mas as novas regras da aposentadoria não foram feitas para os aposentados atuais. Isso é feito com projeções, pensando em quem está entrando no mercado de trabalho agora. E a reforma mexeu com todos, sim. Inclusive políticos.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 29 de Março de 2017, 15:29:29
No vídeo curtinho do MBL/Kataguri que postei acima é abordado esse mesmo argumento, dentre outros. A maior parte da verba da previdência vai para super-aposentadorias.

Apesar de ter achado bem fraca a forma como ele tentou desmerecer o problema da variação de expectativa de vida. Também a diferença de idade para os sexos, apesar de concordar com a contradição em se manter essa diferença ao mesmo tempo em que se dá importância à diferença de expectativa de vida regional. A diferença de expectativa de vida por sexo, junto com uma mesma idade para aposentadoria, acabaria sendo uma forma "acidental" de ter esse ajuste por expectativa de vida desejado, ao menos em parte.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Pregador em 29 de Março de 2017, 16:29:56
Quando 65% dos aposentados no Brasil ganham um salário mínimo, é óbvio que não é essa parcela que causa déficit significativo na previdência. Não deveria ser alterado absolutamente nada para o trabalhador CLT. Já uma merda como é hoje. A renda é uma catástrofe, não faz sentido ferrar mais ainda esse povo.

Mas as novas regras da aposentadoria não foram feitas para os aposentados atuais. Isso é feito com projeções, pensando em quem está entrando no mercado de trabalho agora. E a reforma mexeu com todos, sim. Inclusive políticos.

A média salarial no setor privado é conhecida. É baixa. Como o cálculo hoje já é draconiano e o fator previdenciário detona o valor do benefício, esse padrão de salário mínimo tende e a se manter, ainda mais agora com a terceirização.

Outra coisa, o déficit é agravado por conta da DRU, desvinculação das receitas da União, que permite retirar das contribuições previdenciárias 30% para aplicar em outras coisas. Fora as lei esparsas que abrem o orçamento da previdência e destacam valores com tantos zeros que é preciso parar e pensar para ver qual é o número que acontecem ao longo do ano. Vão no site do planalto e vão olhando as leis que são aprovadas ao longo do ano. Vão encontrar algumas dezenas dela cuja ementa é :"autoriza-se a abrir o orçamento da previdência em R$XXXXXX. Logo, o governo passa a mão na previdência o tempo todo. O valor das contribuições não é só para previdência, é para sustentar todo o resto do governo.

Então, o déficit antes de mais nada é muito mais um problema de gestão do que falta de contribuições. A reforma deveria pautar mais o serviço público e os benefícios que não tem contrapartida ou contrapartida mínima. Benefícios sem contrapartida (de pessoas que não contribuiram) deveriam ser sempre temporários e com natureza de assistência social, não de previdência. É para gente que está passando fome na miséria e não pode trabalhar por alguma doença (ex: um deficiente mental grave) ou de velhice atrelada a penúria econômica pessoal e familiar.

Agora como eu disse, cadê o empenho sobre o resto das coisas? O Brasil vai quebrar se a reforma da previdência não for feita? Sei... Não vai quebrar por cobrar impostos confiscatórios e estrangular o capital produtivo? Não vai quebrar em razão da gestão porca dos recursos públicos e da corrupção generalizada? Não vai quebrar porquanto metade de nosso orçamento é só para pagar juros da dívida? Esses discursos ninguém faz, muito menos o Temer. Nem o Lula e nem a Dilma também ousaram entrar nessa seara, apenas umas palavrinhas tímidas...

Só para começar, deveria ser feita uma reforma da lei penal para aumentar nas alturas as penas para crimes de colarinho branco, transformá-los em hediondos, dificultar mais a progressão de regime e da pena para estes crimes, aumentar a possibilidade do valor da multa além da pena privativa de liberdade, para que a pena possa chegar na cifra dos bilhões, aparelhar toda a polícia para apurar estes tipos de crimes, criar divisões especializadas, formadas muito mais por contadores auditores do que por policiais. Mas quem vai fazer isso? Essa merda não quebra o país?
Nas aulas de direito penal você escuta coisas como: "aumentar a pena e agravar a lei penal não é a solução para a criminalidade". Ora, isso pode ser verdade para crimes como o tráfico, mas tenho certeza que teria um baita efeito sobre crimes de lavagem de dinheiro, por exemplo. Um baita efeito mesmo...

Outra coisa: servidor público que tem o poder de manejar recursos públicos e políticos de qualquer esfera deveriam não ter o direito ao sigilo fiscal. Suas declarações de renda e movimentação bancária deveriam ser públicos. Ah... isso viola a dignidade humana e o direito de privacidade? Então não opte pela carreira pública e nem pela política, simples assim.

Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: _Juca_ em 29 de Março de 2017, 16:37:00
Com tanto trabalho investido em reformar instituições, com medidas necessárias mas impopulares, eu não consigo ver o Temer como um político "do mal" como muitos o colocam. Um político mal-intencionado iria trabalhar para aumentar a presença do estado e o recolhimento de impostos (pra ter onde roubar mais), não o contrário.

Claro que é do mal. Quando a coisa aperta, normalmente são direitos sociais que são objeto de cortes e reformas drásticas. Não vê o mesmo empenho e rigor em acabar com outros grandes gargalos que também poderiam colocar as contas em ordem: reforma política, má-gestão dos recursos e corrupção, reforma tributária, benefícios exacerbados de alguns servidores públicos (notadamente do judiciário), reforma administrativa, como de fato passar a pagar a dívida ao invés de ficar só pagando juros sem abater o principal, renegociação de parte da dívida externa, ante a abusividade da cobrança e quanto já foi pago, etc. São todos temas muito difíceis, alguns mexem com o mercado financeiro, mas o negócio é colocar a conta do caos no orçamento na conta do trabalhador.

Veja, você não precisa ser esquerdista para contestar e as vezes confrontar o mercado financeiro. Da mesma forma como um direitista também pode as vezes peitar a elite e clamar pois mais igualdade social.

A maior merda do Brasil é a desigualdade social e econômica. É isso que ferra tudo. É isso que precisa ser objeto de ações. E pra isso, não precisa acabar com o capitalismo, nem ser "socialista"..., mas tem que ter coragem, autoridade, honestidade, etc...

 

Pra mim não importa quem é o próximo presidente, se ele não colocar como prioridade a distribuição de renda e uma política para colocar os juros num patamar civilizado, não é sério. Nisso o Ciro Gomes ganha meu voto.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 29 de Março de 2017, 16:37:57
Qual é a estratégia para fazer as reformas e acabar com os privilégios

Não vê o mesmo empenho e rigor em acabar com outros grandes gargalos que também poderiam colocar as contas em ordem: reforma política, má-gestão dos recursos e corrupção, reforma tributária, benefícios exacerbados de alguns servidores públicos (notadamente do judiciário), reforma administrativa, como de fato passar a pagar a dívida ao invés de ficar só pagando juros sem abater o principal, renegociação de parte da dívida externa, ante a abusividade da cobrança e quanto já foi pago, etc. São todos temas muito difíceis, alguns mexem com o mercado financeiro, mas o negócio é colocar a conta do caos no orçamento na conta do trabalhador.
[...]

considerando que os grupos envolvidos é que detém o poder e ou muita influência no Estado?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 29 de Março de 2017, 16:43:29
Vocês vivem tocando no assunto "dívida".

Ora, quem contratou a dívida (Estado, gestores públicos) e quem mais dela se beneficiou (funcionalismo e políticos) é quem tem que ser penalizado e não quem emprestou.

Não custa lembrar que quase todas as aplicações financeiras tem títulos da dívida pública, ou seja, não são apenas os ultra-abastados que são credores do Estado.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Pregador em 29 de Março de 2017, 16:46:12
Qual é a estratégia para fazer as reformas e acabar com os privilégios

Não vê o mesmo empenho e rigor em acabar com outros grandes gargalos que também poderiam colocar as contas em ordem: reforma política, má-gestão dos recursos e corrupção, reforma tributária, benefícios exacerbados de alguns servidores públicos (notadamente do judiciário), reforma administrativa, como de fato passar a pagar a dívida ao invés de ficar só pagando juros sem abater o principal, renegociação de parte da dívida externa, ante a abusividade da cobrança e quanto já foi pago, etc. São todos temas muito difíceis, alguns mexem com o mercado financeiro, mas o negócio é colocar a conta do caos no orçamento na conta do trabalhador.
[...]

considerando que os grupos envolvidos é que detém o poder e ou muita influência no Estado?

Não sei... você sabe? o que estou dizendo é que Temer é mal sim. Parem de falar bem dele. Ele é só mais um fdp. Ele está fazendo a mesma coisa que sempre quase todos fizeram. Ficar fazendo reformas que ferram o trabalhador e os direitos sociais, os pobres e fechar os olhos para o resto não é uma coisa boa. Fazer só essa parte pode ser até pior no longo prazo.

Não sou ingênuo para achar que as relações de dominação, de uma classe/grupo sobre outro, da dominação econômica, social, cultural, etc, vão magicamente sumir. Isso provavelmente vai sempre existir. Mas tudo isso pode ser amenizado muito e tudo está nas mãos da população. Se o brasileiro fosse menos dócil, as coisas não seriam a palhaçada que são.

Eu não defendo isso, mas eu me admiro o fato de nunca ter surgido no Brasil algum grupo de extermínio de políticos corruptos...
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Pregador em 29 de Março de 2017, 16:51:01
Vocês vivem tocando no assunto "dívida".

Ora, quem contratou a dívida (Estado, gestores públicos) e quem mais dela se beneficiou (funcionalismo e políticos) é quem tem que ser penalizado e não quem emprestou.

Não custa lembrar que quase todas as aplicações financeiras tem títulos da dívida pública, ou seja, não são apenas os ultra-abastados que são credores do Estado.

Isso é verdade. Esse é um problema grave. Todos os países fazem parte dessa putaria financeira que todos empurram com a barriga e fecham os olhos quando o sistema implodir e o mundo acabar. A reforma teria que ser suave e em âmbito global para dar certo de verdade.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lorentz em 29 de Março de 2017, 16:53:30

Não sei... você sabe? o que estou dizendo é que Temer é mal sim. Parem de falar bem dele. Ele é só mais um fdp. Ele está fazendo a mesma coisa que sempre quase todos fizeram. Ficar fazendo reformas que ferram o trabalhador e os direitos sociais, os pobres e fechar os olhos para o resto não é uma coisa boa. Fazer só essa parte pode ser até pior no longo prazo.



Do jeito que você fala parece que o Brasil está em constante declínio e a qualidade de vida está caindo. Parece que os direitos estão diminuindo e que o trabalhador está numa situação cada vez pior.

Mas o que ocorre, com exceção agora devido a crise, é justamente o contrário. Algo está errado em sua tese. As reformas servem justamente para arrumar algo que está ruim. Não são as reformas que prejudicam o trabalhador.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Pregador em 29 de Março de 2017, 17:09:44

Não sei... você sabe? o que estou dizendo é que Temer é mal sim. Parem de falar bem dele. Ele é só mais um fdp. Ele está fazendo a mesma coisa que sempre quase todos fizeram. Ficar fazendo reformas que ferram o trabalhador e os direitos sociais, os pobres e fechar os olhos para o resto não é uma coisa boa. Fazer só essa parte pode ser até pior no longo prazo.



Do jeito que você fala parece que o Brasil está em constante declínio e a qualidade de vida está caindo. Parece que os direitos estão diminuindo e que o trabalhador está numa situação cada vez pior.

Mas o que ocorre, com exceção agora devido a crise, é justamente o contrário. Algo está errado em sua tese. As reformas servem justamente para arrumar algo que está ruim. Não são as reformas que prejudicam o trabalhador.

Sendo sincero eu não tenho dados específicos sobre isso, mas sei que a evolução da renda do trabalhador avança porcamente. Esse ritmo de melhora que você fala é ridículo. Antes da crise, o ritmo já era ridículo. Se queremos um dia ter dados sociais como na Europa ou dos EUA, por exemplo, se continuar assim, não vai acontecer nunca. Essas reformas, da forma como estão sendo pautadas, não vão melhor o ritmo das coisas, pode até piorar. Ou você acha que vai dar para ficar "roubando" os cofres públicos para sempre? Ficar pagando juros da dívida por má-gestão para sempre, sendo que a cada ano ela avança mais sobre o total do orçamento?

O teto dos gastos vai congelar o orçamento, mas o Brasil de 20 anos no futuro será muito mais desigual que o atual. Vai ter uma parcela, que mesmo hoje, vai continuar bem, pois não precisa de serviços sociais públicos e uma outra bem grande que vai ficar ainda mais ferrada. Acham mesmo que o Brasil vai decolar, num surto de empreendedorismo, com uma carga tributária destas? Com um "propinoestado"?

Outra, para que serve o Estado senão para garantir o bem-estar de todos? O Estado deve buscar amenizar as desigualdades, não aumentá-las. Tem outra argumento: daqui a 20 anos, o poder de investimento do Brasil vai ser enorme, pois vai sobrar muito dinheiro do orçamento diminuto. Até lá deixa mais de 100 milhões da pessoa terem uma vida de merda. E quando chegar a hora, dada nossa história, vão dar aumentos para o funcionalismo além do que podemos sequer sonhar, inchar o Estado com cargos idiotas e funções nada a ver, construir coisas idiotas e vistosas, emprestar dinheiro para países que não vão pagar, "privatizar" parte do dinheiro público...
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lorentz em 29 de Março de 2017, 17:20:10
Outra, para que serve o Estado senão para garantir o bem-estar de todos? O Estado deve buscar amenizar as desigualdades, não aumentá-las.

O Estado serve para garantir privilégios a alguns. E ele ameniza as desigualdades perpetuando a pobreza e roubando riqueza.

Mas o estabelecimento de um teto para os gastos evita justamente de gastar demais e de maneira irresponsável, mas até disso você é contra.

Você é contra um estado irresponsável e que rouba, mas também é contra medidas que cortam gastos.

Decida-se.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gaúcho em 29 de Março de 2017, 18:08:25
Negócio é dar cheque em branco pro Temer, pelo que parece. Some com o teto e deixa gastar com irresponsabilidade.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: DDV em 29 de Março de 2017, 19:15:53
Antes de responder, temos que ter em mente os seguintes fatos e pressupostos:



 - O PIB per capita do Brasil ainda é baixo. Está em torno de 15 000 dólares, muito longe dos países europeus os quais gostamos de usar como exemplo e modelo, todos acima de 50 000. Ou seja, o Brasil NÃO tem condições de oferecer serviços públicos que cheguem sequer perto da qualidade dos mesmos. O Brasil é um país pobre e precisa de crescimento econômico (crescimento do PIB).

 - Os chamados 'direitos sociais' são apenas palavras escritas em papel. No mundo das coisas concretas, o que importa realmente é haver MEIOS ou RECURSOS para bancar determinadas coisas. Se Serra Leoa incluir na sua constituição que todos devem ter direito a um salário de 1000 reais brasileiros, isso não fará magicamente a economia deles ter recursos para tal.








Com tanto trabalho investido em reformar instituições, com medidas necessárias mas impopulares, eu não consigo ver o Temer como um político "do mal" como muitos o colocam. Um político mal-intencionado iria trabalhar para aumentar a presença do estado e o recolhimento de impostos (pra ter onde roubar mais), não o contrário.

Claro que é do mal. Quando a coisa aperta, normalmente são direitos sociais que são objeto de cortes e reformas drásticas.

Os chamados 'direitos sociais' são uns dos responsáveis pela crise financeira e fiscal atual. Sejam eles próprios, seja a 'desculpa' que fornecem para que políticos entupam o estado de marajás, cargos inúteis e órgãos públicos, criando mais oportunidades para que o dinheiro público seja saqueado.

Citação de: Pregador
Não vê o mesmo empenho e rigor em acabar com outros grandes gargalos que também poderiam colocar as contas em ordem: reforma política, má-gestão dos recursos e corrupção, reforma tributária, benefícios exacerbados de alguns servidores públicos (notadamente do judiciário), reforma administrativa,

Não foi por falta de tentativa ou vontade, foi pela maior força política dos parasitas que vivem às custas do estado.

O povão e o setor privado pagarão a maior parte da conta por terem menor poder político, por não fazerem parte do estado e terem influência. O setor privado por ficar ocupado demais trabalhando e produzindo e lhe faltar tempo pra emparedar os políticos que ousarem mexer em seus 'direitos'.


 
Citação de: Pregador
como de fato passar a pagar a dívida ao invés de ficar só pagando juros sem abater o principal,

Não tenho informações pra saber se isto está sendo feito. Mas acredito que o Brasil é MUITO dependente de capital privado (externo e interno) para manter suas contas pagas, e esse é um dos motivos dos juros serem altos, para atraí-los. O Brasil só reduzirá esses encargos se reduzir suas despesas e/ou aumentar sua arrecadação. Fora disso não há salvação.

Citação de: Pregador
renegociação de parte da dívida externa, ante a abusividade da cobrança e quanto já foi pago, etc. São todos temas muito difíceis, alguns mexem com o mercado financeiro, mas o negócio é colocar a conta do caos no orçamento na conta do trabalhador.

Ainda não há necessidade para o Brasil colocar na testa a placa "caloteiro". Deixemos isso para momentos mais desesperadores.

Ser um destino arriscado para investimentos é a última coisa que o Brasil precisa, afinal precisamos de dinheiro, e muito.


Citação de: Pregador
Veja, você não precisa ser esquerdista para contestar e as vezes confrontar o mercado financeiro.

O que o mercado financeiro nos fez ou faz de ruim?

Sem eles, provavelmente não teríamos dinheiro pra comprar TV ou carro divididos em trocentas vezes.

Dentre outras coisas.

Citação de: Pregador
Da mesma forma como um direitista também pode as vezes peitar a elite e clamar pois mais igualdade social.

Que elite? A política (a que manda)? A intelectual? A econômica?

Por que um direitista iria clamar por isso? Que desvantagem há na desigualdade per si?


Citação de: Pregador
A maior merda do Brasil é a desigualdade social e econômica. É isso que ferra tudo. É isso que precisa ser objeto de ações.

Discordo.

As duas maiores merdas do Brasil hoje são o baixo crescimento econômico/pobreza/baixo PIB per capita, que resulta em desemprego e renda baixa pra muita gente, e a corrupção, que desvia os já poucos recursos para o cu de políticos e marajás.

É nessas duas coisas (crescimento econômico e combate à corrupção) que devemos focar nossas ações.

Citação de: Pregador
E pra isso, não precisa acabar com o capitalismo, nem ser "socialista"..., mas tem que ter coragem, autoridade, honestidade, etc...

Sim, inclusive porque o 'capitalismo' é o responsável pelo alto padrão de vida que temos atualmente, em comparação com décadas e mesmo séculos atrás. Não faria sentido combater o que faz bem.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: DDV em 29 de Março de 2017, 19:19:19
Quando 65% dos aposentados no Brasil ganham um salário mínimo, é óbvio que não é essa parcela que causa déficit significativo na previdência. Não deveria ser alterado absolutamente nada para o trabalhador CLT. Já uma merda como é hoje. A renda é uma catástrofe, não faz sentido ferrar mais ainda esse povo.

Melhor deixar o déficit explodir de vez e faltar dinheiro pra pagar. Talvez imprimindo dinheiro resolva.

Na minha opinião, a Previdência Pública deveria fornecer uma renda bem básica, com um teto para todos (inclusive de contribuição). Quem ganhar mais e quiser ter uma aposentadoria melhor, complementa com previdência privada.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: DDV em 29 de Março de 2017, 19:21:42
Quando 65% dos aposentados no Brasil ganham um salário mínimo, é óbvio que não é essa parcela que causa déficit significativo na previdência. Não deveria ser alterado absolutamente nada para o trabalhador CLT. Já uma merda como é hoje. A renda é uma catástrofe, não faz sentido ferrar mais ainda esse povo.

Mas as novas regras da aposentadoria não foram feitas para os aposentados atuais. Isso é feito com projeções, pensando em quem está entrando no mercado de trabalho agora. E a reforma mexeu com todos, sim. Inclusive políticos.

A média salarial no setor privado é conhecida. É baixa. Como o cálculo hoje já é draconiano e o fator previdenciário detona o valor do benefício, esse padrão de salário mínimo tende e a se manter, ainda mais agora com a terceirização.

Outra coisa, o déficit é agravado por conta da DRU, desvinculação das receitas da União, que permite retirar das contribuições previdenciárias 30% para aplicar em outras coisas. Fora as lei esparsas que abrem o orçamento da previdência e destacam valores com tantos zeros que é preciso parar e pensar para ver qual é o número que acontecem ao longo do ano. Vão no site do planalto e vão olhando as leis que são aprovadas ao longo do ano. Vão encontrar algumas dezenas dela cuja ementa é :"autoriza-se a abrir o orçamento da previdência em R$XXXXXX. Logo, o governo passa a mão na previdência o tempo todo. O valor das contribuições não é só para previdência, é para sustentar todo o resto do governo.

Então, o déficit antes de mais nada é muito mais um problema de gestão do que falta de contribuições. A reforma deveria pautar mais o serviço público e os benefícios que não tem contrapartida ou contrapartida mínima. Benefícios sem contrapartida (de pessoas que não contribuiram) deveriam ser sempre temporários e com natureza de assistência social, não de previdência. É para gente que está passando fome na miséria e não pode trabalhar por alguma doença (ex: um deficiente mental grave) ou de velhice atrelada a penúria econômica pessoal e familiar.

Agora como eu disse, cadê o empenho sobre o resto das coisas? O Brasil vai quebrar se a reforma da previdência não for feita? Sei... Não vai quebrar por cobrar impostos confiscatórios e estrangular o capital produtivo? Não vai quebrar em razão da gestão porca dos recursos públicos e da corrupção generalizada? Não vai quebrar porquanto metade de nosso orçamento é só para pagar juros da dívida? Esses discursos ninguém faz, muito menos o Temer. Nem o Lula e nem a Dilma também ousaram entrar nessa seara, apenas umas palavrinhas tímidas...

Só para começar, deveria ser feita uma reforma da lei penal para aumentar nas alturas as penas para crimes de colarinho branco, transformá-los em hediondos, dificultar mais a progressão de regime e da pena para estes crimes, aumentar a possibilidade do valor da multa além da pena privativa de liberdade, para que a pena possa chegar na cifra dos bilhões, aparelhar toda a polícia para apurar estes tipos de crimes, criar divisões especializadas, formadas muito mais por contadores auditores do que por policiais. Mas quem vai fazer isso? Essa merda não quebra o país?
Nas aulas de direito penal você escuta coisas como: "aumentar a pena e agravar a lei penal não é a solução para a criminalidade". Ora, isso pode ser verdade para crimes como o tráfico, mas tenho certeza que teria um baita efeito sobre crimes de lavagem de dinheiro, por exemplo. Um baita efeito mesmo...

Outra coisa: servidor público que tem o poder de manejar recursos públicos e políticos de qualquer esfera deveriam não ter o direito ao sigilo fiscal. Suas declarações de renda e movimentação bancária deveriam ser públicos. Ah... isso viola a dignidade humana e o direito de privacidade? Então não opte pela carreira pública e nem pela política, simples assim.



Aqui eu concordo.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: DDV em 29 de Março de 2017, 19:26:01
Outra, para que serve o Estado senão para garantir o bem-estar de todos? O Estado deve buscar amenizar as desigualdades, não aumentá-las.

A função do Estado é apenas garantir a segurança interna e externa. É só pra evitar que as pessoas não trabalhem e acumulem com medo de serem roubadas ou, por serem assassinadas com facilidade, focarem apenas na segurança física. É pra evitar que haja vendettas o tempo todo, e uma fragmentação do poder em forma feudalóide, e que posteriormente um desses warlords mais habilidosos não unifiquem as áreas e crie um estado autoritário.

É só isso a função do estado.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 29 de Março de 2017, 19:31:33
Esses são aspectos de "bem-estar", ou falta dele, assim como desigualdades, que até influenciam em algumas das outras.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gauss em 29 de Março de 2017, 19:43:36
Outra, para que serve o Estado senão para garantir o bem-estar de todos? O Estado deve buscar amenizar as desigualdades, não aumentá-las.
Se bem-estar você quer dizer em ter instituições sólidas, que mantenha a lei e a ordem através da polícia e de um bom sistema judiciário, com um bom sistema educacional e um sistema básico de saúde bem gerenciado para os mais necessitados, concordo com você.


Mas se você sugere um estado inchado e paternalista que "luta" contra a terrível desigualdade econômica (????) através de políticas bem-intencionadas, discordo totalmente de você.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Pregador em 30 de Março de 2017, 10:21:01
Outra, para que serve o Estado senão para garantir o bem-estar de todos? O Estado deve buscar amenizar as desigualdades, não aumentá-las.

O Estado serve para garantir privilégios a alguns. E ele ameniza as desigualdades perpetuando a pobreza e roubando riqueza.

Mas o estabelecimento de um teto para os gastos evita justamente de gastar demais e de maneira irresponsável, mas até disso você é contra.

Você é contra um estado irresponsável e que rouba, mas também é contra medidas que cortam gastos.

Decida-se.

Eu não contra o teto, sou contra da forma como foi aprovado. Despesas como saúde, saneamento básico e educação não deveriam estar atreladas ao teto assim, sem mais nem menos. Principalmente saúde e saneamento básico. Sou contra também esse prazo de 20 anos, com revisão em 10. Na maioria dos países que aprovaram medida semelhante, o período de revisão é menor, normalmente de 4 em 4 anos.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Pregador em 30 de Março de 2017, 10:30:37
Outra, para que serve o Estado senão para garantir o bem-estar de todos? O Estado deve buscar amenizar as desigualdades, não aumentá-las.

A função do Estado é apenas garantir a segurança interna e externa. É só pra evitar que as pessoas não trabalhem e acumulem com medo de serem roubadas ou, por serem assassinadas com facilidade, focarem apenas na segurança física. É pra evitar que haja vendettas o tempo todo, e uma fragmentação do poder em forma feudalóide, e que posteriormente um desses warlords mais habilidosos não unifiquem as áreas e crie um estado autoritário.

É só isso a função do estado.

Essa é uma visão liberal ao estilo de Hobbes e Locke do século XVII e XVIII..., desde muito superada. Somos um Estado Constitucional de Direito. Evidentemente, o Estado Constitucional pode prever mais ou menos direitos, mas existe um núcleo básico que não pode ser alterado. Seja como for, nossa Constituição diz que o Brasil é um Estado de Bem-Estar Social, logo, é desta forma que deve ser administrado. A eventual instauração de um Estado mínimo, segunda uma visão liberal, no qual o Estado garante direitos individuais como liberdade e propriedade, e igualdade apenas formal perante a lei somente é possível com uma revolução que derrube o Estado e forme um novo, com uma nova Constituição. A Constituição atual, inclusive, nem pode ser emendada neste sentido.

Então, estou trabalhando com o que é vigente hoje e pautando o governo pela Constituição. Revolução daí seria outra debate.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: JJ em 30 de Março de 2017, 10:35:55
Outra, para que serve o Estado senão para garantir o bem-estar de todos? O Estado deve buscar amenizar as desigualdades, não aumentá-las.

A função do Estado é apenas garantir a segurança interna e externa. É só pra evitar que as pessoas não trabalhem e acumulem com medo de serem roubadas ou, por serem assassinadas com facilidade, focarem apenas na segurança física. É pra evitar que haja vendettas o tempo todo, e uma fragmentação do poder em forma feudalóide, e que posteriormente um desses warlords mais habilidosos não unifiquem as áreas e crie um estado autoritário.

É só isso a função do estado.



Você  apresentou a função do Estado   dentro da   velha e ultrapassada  ideologia do Estado mínimo, a qual não é seguida por nenhum país desenvolvido do mundo atual. 


Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Pregador em 30 de Março de 2017, 10:44:53
Outra, para que serve o Estado senão para garantir o bem-estar de todos? O Estado deve buscar amenizar as desigualdades, não aumentá-las.
Se bem-estar você quer dizer em ter instituições sólidas, que mantenha a lei e a ordem através da polícia e de um bom sistema judiciário, com um bom sistema educacional e um sistema básico de saúde bem gerenciado para os mais necessitados, concordo com você.


Mas se você sugere um estado inchado e paternalista que "luta" contra a terrível desigualdade econômica (????) através de políticas bem-intencionadas, discordo totalmente de você.

Concordo com você, um Estado de Bem-Estar social que foca em saúde e educação. Estado grande demais é ruim e atrai corrupção. Não deveriam existir empresas estatais como correios, petrobrás, bancos (talvez um bem específico), dentre outras coisas que não tem a ver com serviços públicos essenciais (saúde, educação, assistência social, segurança pública).

Sobre a previdência, alguém escreveu aí atrás, sobre ela prever apenas um valor mínimo básico e fixo, para subsistência e o resto quem quiser que economiza ou faça uma privada. Acho que seria um sistema ideal, mas isso deveria ter sido feito antes, quando o Brasil foi fundado. Agora não é viável, é preciso melhorar a distribuição de renda e depois pode-se partir para isso.

Sobre o Brasil ser pobre, é verdade, mas parcialmente. O que se tem é uma péssima distribuição de renda, tem gente com muito muito e gente com nada demais. Não estou advogando por tomar coisas de quem tem muito, nem dizendo que eles são imorais por isso. Mas se os mais pobres tivessem uma renda razoável, melhor, todo mundo ganharia. Não vai resolver muito a situação de um alto crescimento econômico se o dinheiro continuar indo para uma pequena parcela e quase nada para o resto. A desigualdade persiste e os problemas sociais decorrentes disso também, vide o caso da violência urbana. Por isso só crescimento econômico não resolve, tem que ter crescimento, mas com melhor distribuição de renda. Com uma renda melhor, o mercado interno vai crescer assustadoramente e quem tem muito dinheiro, vai poder ganhar muito mais, muito mais consumidores, muito mais atividade econômica.

Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Pregador em 30 de Março de 2017, 10:48:08
Quando 65% dos aposentados no Brasil ganham um salário mínimo, é óbvio que não é essa parcela que causa déficit significativo na previdência. Não deveria ser alterado absolutamente nada para o trabalhador CLT. Já uma merda como é hoje. A renda é uma catástrofe, não faz sentido ferrar mais ainda esse povo.

Melhor deixar o déficit explodir de vez e faltar dinheiro pra pagar. Talvez imprimindo dinheiro resolva.

Na minha opinião, a Previdência Pública deveria fornecer uma renda bem básica, com um teto para todos (inclusive de contribuição). Quem ganhar mais e quiser ter uma aposentadoria melhor, complementa com previdência privada.


Como já disse, óbvio que não. Não sou idiota e irresponsável. O que estou dizendo, é que a situação de penúria não é exatamente por conta dos gastos sociais, notadamente com a previdência. Mas a urgência, como se fosse o último recurso, questão de morte, é sempre diminuir direitos sociais e e lascar os mais pobres. Outras questões que ferram muito mais as contas sequer são cogitadas seriamente.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Pregador em 30 de Março de 2017, 10:51:16
Concordo que não seria a melhor forma confrontar o mercado financeiro e ficar com a fama de caloteiro, como ocorreu com a Argentina. Mas isso pode ser feito de forma suave e claro, precisa envolver um grande bloco de países. A reforma do sistema financeiro mundial precisa ser global e feita suavemente. Creio que se nada for feito, pode até demorar, mas ele vai entrar em colapso, e daí vai ser o fim do mundo mesmo.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gaúcho em 30 de Março de 2017, 10:59:36
Outra, para que serve o Estado senão para garantir o bem-estar de todos? O Estado deve buscar amenizar as desigualdades, não aumentá-las.
Se bem-estar você quer dizer em ter instituições sólidas, que mantenha a lei e a ordem através da polícia e de um bom sistema judiciário, com um bom sistema educacional e um sistema básico de saúde bem gerenciado para os mais necessitados, concordo com você.


Mas se você sugere um estado inchado e paternalista que "luta" contra a terrível desigualdade econômica (????) através de políticas bem-intencionadas, discordo totalmente de você.

Concordo com você, um Estado de Bem-Estar social que foca em saúde e educação. Estado grande demais é ruim e atrai corrupção. Não deveriam existir empresas estatais como correios, petrobrás, bancos (talvez um bem específico), dentre outras coisas que não tem a ver com serviços públicos essenciais (saúde, educação, assistência social, segurança pública).

Sobre a previdência, alguém escreveu aí atrás, sobre ela prever apenas um valor mínimo básico e fixo, para subsistência e o resto quem quiser que economiza ou faça uma privada. Acho que seria um sistema ideal, mas isso deveria ter sido feito antes, quando o Brasil foi fundado. Agora não é viável, é preciso melhorar a distribuição de renda e depois pode-se partir para isso.

Sobre o Brasil ser pobre, é verdade, mas parcialmente. O que se tem é uma péssima distribuição de renda, tem gente com muito muito e gente com nada demais. Não estou advogando por tomar coisas de quem tem muito, nem dizendo que eles são imorais por isso. Mas se os mais pobres tivessem uma renda razoável, melhor, todo mundo ganharia. Não vai resolver muito a situação de um alto crescimento econômico se o dinheiro continuar indo para uma pequena parcela e quase nada para o resto. A desigualdade persiste e os problemas sociais decorrentes disso também, vide o caso da violência urbana. Por isso só crescimento econômico não resolve, tem que ter crescimento, mas com melhor distribuição de renda. Com uma renda melhor, o mercado interno vai crescer assustadoramente e quem tem muito dinheiro, vai poder ganhar muito mais, muito mais consumidores, muito mais atividade econômica.



Basicamente o que você precisa é de liberdade econômica, para que as pessoas possam empreender e empregar, e tributação na renda, não no consumo, que prejudica os mais pobres.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Pregador em 30 de Março de 2017, 15:06:46
Outra, para que serve o Estado senão para garantir o bem-estar de todos? O Estado deve buscar amenizar as desigualdades, não aumentá-las.
Se bem-estar você quer dizer em ter instituições sólidas, que mantenha a lei e a ordem através da polícia e de um bom sistema judiciário, com um bom sistema educacional e um sistema básico de saúde bem gerenciado para os mais necessitados, concordo com você.


Mas se você sugere um estado inchado e paternalista que "luta" contra a terrível desigualdade econômica (????) através de políticas bem-intencionadas, discordo totalmente de você.

Concordo com você, um Estado de Bem-Estar social que foca em saúde e educação. Estado grande demais é ruim e atrai corrupção. Não deveriam existir empresas estatais como correios, petrobrás, bancos (talvez um bem específico), dentre outras coisas que não tem a ver com serviços públicos essenciais (saúde, educação, assistência social, segurança pública).

Sobre a previdência, alguém escreveu aí atrás, sobre ela prever apenas um valor mínimo básico e fixo, para subsistência e o resto quem quiser que economiza ou faça uma privada. Acho que seria um sistema ideal, mas isso deveria ter sido feito antes, quando o Brasil foi fundado. Agora não é viável, é preciso melhorar a distribuição de renda e depois pode-se partir para isso.

Sobre o Brasil ser pobre, é verdade, mas parcialmente. O que se tem é uma péssima distribuição de renda, tem gente com muito muito e gente com nada demais. Não estou advogando por tomar coisas de quem tem muito, nem dizendo que eles são imorais por isso. Mas se os mais pobres tivessem uma renda razoável, melhor, todo mundo ganharia. Não vai resolver muito a situação de um alto crescimento econômico se o dinheiro continuar indo para uma pequena parcela e quase nada para o resto. A desigualdade persiste e os problemas sociais decorrentes disso também, vide o caso da violência urbana. Por isso só crescimento econômico não resolve, tem que ter crescimento, mas com melhor distribuição de renda. Com uma renda melhor, o mercado interno vai crescer assustadoramente e quem tem muito dinheiro, vai poder ganhar muito mais, muito mais consumidores, muito mais atividade econômica.



Basicamente o que você precisa é de liberdade econômica, para que as pessoas possam empreender e empregar, e tributação na renda, não no consumo, que prejudica os mais pobres.

Sim isso ajuda muito, no entanto, acho que o Estado precisa intervir as vezes na economia. É o caso do CADE para evitar monopólios, por exemplo, e o uso do IPI em certas situações pode ser necessário. É necessário algum controle e fixação de marcos regulatórios para evitar coisas como a bolha de 2008 nos EUA.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Criaturo em 30 de Março de 2017, 15:50:50
Quando 65% dos aposentados no Brasil ganham um salário mínimo, é óbvio que não é essa parcela que causa déficit significativo na previdência. Não deveria ser alterado absolutamente nada para o trabalhador CLT. Já uma merda como é hoje. A renda é uma catástrofe, não faz sentido ferrar mais ainda esse povo.

Mas as novas regras da aposentadoria não foram feitas para os aposentados atuais. Isso é feito com projeções, pensando em quem está entrando no mercado de trabalho agora. E a reforma mexeu com todos, sim. Inclusive políticos.

sim ao mesmo tempo que obrigará o jovem ter que começar a contribuir dos 16 anos até os 70 anos, ainda irá dificultar a entrada de mais jovens ao mercado de trabalho ocupados  por  supostos trabalhadores highlanders que terão que trabalhar até os 70 anos!
Se hoje ja esta muito difícil um jovem de 16 anos conseguir seu primeiro emprego registrado, imagino como não ficará após esta reforma! ou seja todo um esquema feito para não aposentar mais ninguém esta é a ordem dada a previdência, disfarçada de um monte de bal...bla...bla...para ingles ver e só  brasileiros acreditarem!
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Criaturo em 30 de Março de 2017, 15:52:46
e para pessoas desiguais sempre haver desigualdades....é a vida!
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gaúcho em 30 de Março de 2017, 15:59:50
Outra, para que serve o Estado senão para garantir o bem-estar de todos? O Estado deve buscar amenizar as desigualdades, não aumentá-las.
Se bem-estar você quer dizer em ter instituições sólidas, que mantenha a lei e a ordem através da polícia e de um bom sistema judiciário, com um bom sistema educacional e um sistema básico de saúde bem gerenciado para os mais necessitados, concordo com você.


Mas se você sugere um estado inchado e paternalista que "luta" contra a terrível desigualdade econômica (????) através de políticas bem-intencionadas, discordo totalmente de você.

Concordo com você, um Estado de Bem-Estar social que foca em saúde e educação. Estado grande demais é ruim e atrai corrupção. Não deveriam existir empresas estatais como correios, petrobrás, bancos (talvez um bem específico), dentre outras coisas que não tem a ver com serviços públicos essenciais (saúde, educação, assistência social, segurança pública).

Sobre a previdência, alguém escreveu aí atrás, sobre ela prever apenas um valor mínimo básico e fixo, para subsistência e o resto quem quiser que economiza ou faça uma privada. Acho que seria um sistema ideal, mas isso deveria ter sido feito antes, quando o Brasil foi fundado. Agora não é viável, é preciso melhorar a distribuição de renda e depois pode-se partir para isso.

Sobre o Brasil ser pobre, é verdade, mas parcialmente. O que se tem é uma péssima distribuição de renda, tem gente com muito muito e gente com nada demais. Não estou advogando por tomar coisas de quem tem muito, nem dizendo que eles são imorais por isso. Mas se os mais pobres tivessem uma renda razoável, melhor, todo mundo ganharia. Não vai resolver muito a situação de um alto crescimento econômico se o dinheiro continuar indo para uma pequena parcela e quase nada para o resto. A desigualdade persiste e os problemas sociais decorrentes disso também, vide o caso da violência urbana. Por isso só crescimento econômico não resolve, tem que ter crescimento, mas com melhor distribuição de renda. Com uma renda melhor, o mercado interno vai crescer assustadoramente e quem tem muito dinheiro, vai poder ganhar muito mais, muito mais consumidores, muito mais atividade econômica.



Basicamente o que você precisa é de liberdade econômica, para que as pessoas possam empreender e empregar, e tributação na renda, não no consumo, que prejudica os mais pobres.

Sim isso ajuda muito, no entanto, acho que o Estado precisa intervir as vezes na economia. É o caso do CADE para evitar monopólios, por exemplo, e o uso do IPI em certas situações pode ser necessário. É necessário algum controle e fixação de marcos regulatórios para evitar coisas como a bolha de 2008 nos EUA.

Se por "intervir na economia" você queira dizer "ditar as regras do jogo", eu concordo. Infelizmente, no Brasil, isto não tem funcionado. A ANATEL é um bom exemplo disto.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lorentz em 30 de Março de 2017, 16:01:33
sim ao mesmo tempo que obrigará o jovem ter que começar a contribuir dos 16 anos até os 70 anos,

O tempo de contribuição mínima é de 25 anos, e a idade mínima é de 65. Então não seja troll.

Se alguém espalhar novamente uma mentira dessas vou entender como trollismo e vou denunciar.

Vamos evoluir no debate. Temos inúmeros problemas no país e nesses reformas. A idade e tempo de contribuição não são problemas. Estão seguindo uma tendência mundial de países desenvolvidos, que passaram pelo mesmo problema antes de nós.

Interessante também você falar em obrigação. Ninguém é obrigado a se aposentar somente pelo INSS. Pode criar numa previdência privada à vontade. Aliás, é altamente recomendável.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Pregador em 30 de Março de 2017, 16:26:22
Outra, para que serve o Estado senão para garantir o bem-estar de todos? O Estado deve buscar amenizar as desigualdades, não aumentá-las.
Se bem-estar você quer dizer em ter instituições sólidas, que mantenha a lei e a ordem através da polícia e de um bom sistema judiciário, com um bom sistema educacional e um sistema básico de saúde bem gerenciado para os mais necessitados, concordo com você.


Mas se você sugere um estado inchado e paternalista que "luta" contra a terrível desigualdade econômica (????) através de políticas bem-intencionadas, discordo totalmente de você.

Concordo com você, um Estado de Bem-Estar social que foca em saúde e educação. Estado grande demais é ruim e atrai corrupção. Não deveriam existir empresas estatais como correios, petrobrás, bancos (talvez um bem específico), dentre outras coisas que não tem a ver com serviços públicos essenciais (saúde, educação, assistência social, segurança pública).

Sobre a previdência, alguém escreveu aí atrás, sobre ela prever apenas um valor mínimo básico e fixo, para subsistência e o resto quem quiser que economiza ou faça uma privada. Acho que seria um sistema ideal, mas isso deveria ter sido feito antes, quando o Brasil foi fundado. Agora não é viável, é preciso melhorar a distribuição de renda e depois pode-se partir para isso.

Sobre o Brasil ser pobre, é verdade, mas parcialmente. O que se tem é uma péssima distribuição de renda, tem gente com muito muito e gente com nada demais. Não estou advogando por tomar coisas de quem tem muito, nem dizendo que eles são imorais por isso. Mas se os mais pobres tivessem uma renda razoável, melhor, todo mundo ganharia. Não vai resolver muito a situação de um alto crescimento econômico se o dinheiro continuar indo para uma pequena parcela e quase nada para o resto. A desigualdade persiste e os problemas sociais decorrentes disso também, vide o caso da violência urbana. Por isso só crescimento econômico não resolve, tem que ter crescimento, mas com melhor distribuição de renda. Com uma renda melhor, o mercado interno vai crescer assustadoramente e quem tem muito dinheiro, vai poder ganhar muito mais, muito mais consumidores, muito mais atividade econômica.



Basicamente o que você precisa é de liberdade econômica, para que as pessoas possam empreender e empregar, e tributação na renda, não no consumo, que prejudica os mais pobres.

Sim isso ajuda muito, no entanto, acho que o Estado precisa intervir as vezes na economia. É o caso do CADE para evitar monopólios, por exemplo, e o uso do IPI em certas situações pode ser necessário. É necessário algum controle e fixação de marcos regulatórios para evitar coisas como a bolha de 2008 nos EUA.

Se por "intervir na economia" você queira dizer "ditar as regras do jogo", eu concordo. Infelizmente, no Brasil, isto não tem funcionado. A ANATEL é um bom exemplo disto.

Sim, no Brasil é uma bosta. O modelo das agências reguladoras não funciona. Vide o caso da carne fraca também, a fiscalização não funciona direito e há muita corrupção.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Pregador em 30 de Março de 2017, 16:28:53
sim ao mesmo tempo que obrigará o jovem ter que começar a contribuir dos 16 anos até os 70 anos,

O tempo de contribuição mínima é de 25 anos, e a idade mínima é de 65. Então não seja troll.

Se alguém espalhar novamente uma mentira dessas vou entender como trollismo e vou denunciar.

Vamos evoluir no debate. Temos inúmeros problemas no país e nesses reformas. A idade e tempo de contribuição não são problemas. Estão seguindo uma tendência mundial de países desenvolvidos, que passaram pelo mesmo problema antes de nós.

Interessante também você falar em obrigação. Ninguém é obrigado a se aposentar somente pelo INSS. Pode criar numa previdência privada à vontade. Aliás, é altamente recomendável.

Previdência privada é ruim também. O banco come parte de sua renda e o rendimento é pífio. Melhor mesmo é poupar sozinho e investir em títulos e fundos específicos. Mas nem todo mundo consegue fazer isso, nem ter a disciplina. Daí, neste caso, tem que fazer uma previdência privada. A da OAB tem uma administração séria, mas o rendimento é fraco.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lorentz em 30 de Março de 2017, 17:22:45
sim ao mesmo tempo que obrigará o jovem ter que começar a contribuir dos 16 anos até os 70 anos,

O tempo de contribuição mínima é de 25 anos, e a idade mínima é de 65. Então não seja troll.

Se alguém espalhar novamente uma mentira dessas vou entender como trollismo e vou denunciar.

Vamos evoluir no debate. Temos inúmeros problemas no país e nesses reformas. A idade e tempo de contribuição não são problemas. Estão seguindo uma tendência mundial de países desenvolvidos, que passaram pelo mesmo problema antes de nós.

Interessante também você falar em obrigação. Ninguém é obrigado a se aposentar somente pelo INSS. Pode criar numa previdência privada à vontade. Aliás, é altamente recomendável.

Previdência privada é ruim também. O banco come parte de sua renda e o rendimento é pífio. Melhor mesmo é poupar sozinho e investir em títulos e fundos específicos. Mas nem todo mundo consegue fazer isso, nem ter a disciplina. Daí, neste caso, tem que fazer uma previdência privada. A da OAB tem uma administração séria, mas o rendimento é fraco.

Sim, a previdência privada é ruim e fazer um investimento é melhor, mas citei para simplificar.

Agora, não acho que o estado tenha que lidar com a indisciplina alheia. E muitos que dizem não poder bancar uma previdência privada fumam e bebem pra caralho.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gaúcho em 30 de Março de 2017, 18:29:55
Dá ultima vez que eu pesquisei, com cem mil reais investidos no Tesouro Direto, na modalidade de 20 anos, sem poder sacar antes, no final você retiraria quase um milhão de reais líquidos. É uma boa aposentadoria. Mas como disse o Pregador, nem todo mundo tem a disciplina - ou condição - de fazer algo assim.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Euler1707 em 30 de Março de 2017, 19:06:32
O poder de compra não variaria nesse intervalo de tempo?
Qual o ganho real de se investir no tesouro direto?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: DDV em 30 de Março de 2017, 19:53:20
Outra, para que serve o Estado senão para garantir o bem-estar de todos? O Estado deve buscar amenizar as desigualdades, não aumentá-las.

O Estado serve para garantir privilégios a alguns. E ele ameniza as desigualdades perpetuando a pobreza e roubando riqueza.

Mas o estabelecimento de um teto para os gastos evita justamente de gastar demais e de maneira irresponsável, mas até disso você é contra.

Você é contra um estado irresponsável e que rouba, mas também é contra medidas que cortam gastos.

Decida-se.

Eu não contra o teto, sou contra da forma como foi aprovado. Despesas como saúde, saneamento básico e educação não deveriam estar atreladas ao teto assim, sem mais nem menos. Principalmente saúde e saneamento básico. Sou contra também esse prazo de 20 anos, com revisão em 10. Na maioria dos países que aprovaram medida semelhante, o período de revisão é menor, normalmente de 4 em 4 anos.

O teto é bom porque obrigará os políticos a usarem de forma mais racional os recursos, e em último caso cortar de áreas menos importantes para as mais importantes. O prazo de 20 anos é pra que o teto dê resultados. Teto que pode ser mudado a qualquer tempo não é teto.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 30 de Março de 2017, 19:59:39
O teto existe de uma maneira ou outra, sempre existiu.

O que ocorria é que faziam de conta que não, e então os projetos eram tocados ou parados de acordo com o decidido por uns burocratas anônimos no meio da máquina estatal.

Isso continuaria ocorrendo com as áreas prioritárias, se "não houvesse" teto para elas, o que então só aumenta as chances de se jogar recursos pelo ralo, na medida em que se tenta dividir os recursos inexistentes em mais coisas do que dá realmente para fazer, acabando por não fazer nada, ou não tão eficientemente quanto se poderia fazer, tendo uma receita real como parâmetro.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: DDV em 30 de Março de 2017, 20:05:35
Outra, para que serve o Estado senão para garantir o bem-estar de todos? O Estado deve buscar amenizar as desigualdades, não aumentá-las.

A função do Estado é apenas garantir a segurança interna e externa. É só pra evitar que as pessoas não trabalhem e acumulem com medo de serem roubadas ou, por serem assassinadas com facilidade, focarem apenas na segurança física. É pra evitar que haja vendettas o tempo todo, e uma fragmentação do poder em forma feudalóide, e que posteriormente um desses warlords mais habilidosos não unifiquem as áreas e crie um estado autoritário.

É só isso a função do estado.

Essa é uma visão liberal ao estilo de Hobbes e Locke do século XVII e XVIII..., desde muito superada.

Superada onde? Quem determinou isso?


Citação de: Pregador
Somos um Estado Constitucional de Direito. Evidentemente, o Estado Constitucional pode prever mais ou menos direitos, mas existe um núcleo básico que não pode ser alterado.

Claro.

Citação de: Pregador
Seja como for, nossa Constituição diz que o Brasil é um Estado de Bem-Estar Social, logo, é desta forma que deve ser administrado. A eventual instauração de um Estado mínimo, segunda uma visão liberal, no qual o Estado garante direitos individuais como liberdade e propriedade, e igualdade apenas formal perante a lei somente é possível com uma revolução que derrube o Estado e forme um novo, com uma nova Constituição. A Constituição atual, inclusive, nem pode ser emendada neste sentido.

Então, estou trabalhando com o que é vigente hoje e pautando o governo pela Constituição. Revolução daí seria outra debate.


 - Esses 'direitos sociais' da constituição são pura bobagem, pois tinta em papel não faz coisas se materializarem.

 Se o Brasil quer ser um país regido pelo império da lei, deve criar leis com base na realidade e que possam ser cumpridas, não um monte de bobagem que ninguém liga, ninguém cumpre e no final fingem que nada errado está acontecendo.

   -Muitos desses artigos foram criados na esteira da socialistofilia pré-queda do muro de Berlin, ou seja, pura bobagem esquerdista (se não em essência, em amplitude) já há muito superada ( :hihi:);


 - A constituição é diuturnamente desrespeitada, até mesmo em artigos mais 'sérios', que tratam sobre direitos individuais, como a igualdade entre as pessoas perante o estado, sem importar a cor da pele. Parece que a única vantagem da CF de 1988 foi ter sido tão mal redigida, que praticamente qualquer coisa é possível extrair de lá se houver 'clima' e vontade suficiente do ministro do STF de plantão. Nesse caso, ignorar ou interpretar de forma mais realista os artigos que falam sobre os 'direitos sociais' seria brincadeira de criança.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: DDV em 30 de Março de 2017, 20:09:48
Outra, para que serve o Estado senão para garantir o bem-estar de todos? O Estado deve buscar amenizar as desigualdades, não aumentá-las.

A função do Estado é apenas garantir a segurança interna e externa. É só pra evitar que as pessoas não trabalhem e acumulem com medo de serem roubadas ou, por serem assassinadas com facilidade, focarem apenas na segurança física. É pra evitar que haja vendettas o tempo todo, e uma fragmentação do poder em forma feudalóide, e que posteriormente um desses warlords mais habilidosos não unifiquem as áreas e crie um estado autoritário.

É só isso a função do estado.



Você  apresentou a função do Estado   dentro da   velha e ultrapassada  ideologia do Estado mínimo, a qual não é seguida por nenhum país desenvolvido do mundo atual. 


Eu não defendo o estado mínimo, mas também não defendo que o estado tenha como função 'dar coisas', promover a 'felicidade' ou o 'bem-estar' de ninguém, como o Pregador parece colocar.

O estado deve dar segurança e justiça, pois só ele pode fazer isso. O restante ele vai ofertando/regulando na medida em que for necessário e o mercado sozinho não conseguir dar conta (como os citados neste tópico: http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=29435.25)
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: DDV em 30 de Março de 2017, 20:15:59
Sobre o Brasil ser pobre, é verdade, mas parcialmente.

Parcialmente não, o Brasil é pobre pra caralho! Está muito atrás dos EUA e países europeus! Tanto que se crescer 10% ao ano ainda acho que leva muitas décadas pra alcançá-los


Citação de: Pregador
O que se tem é uma péssima distribuição de renda, tem gente com muito muito e gente com nada demais. Não estou advogando por tomar coisas de quem tem muito, nem dizendo que eles são imorais por isso. Mas se os mais pobres tivessem uma renda razoável, melhor, todo mundo ganharia. Não vai resolver muito a situação de um alto crescimento econômico se o dinheiro continuar indo para uma pequena parcela e quase nada para o resto. A desigualdade persiste e os problemas sociais decorrentes disso também, vide o caso da violência urbana. Por isso só crescimento econômico não resolve, tem que ter crescimento, mas com melhor distribuição de renda. Com uma renda melhor, o mercado interno vai crescer assustadoramente e quem tem muito dinheiro, vai poder ganhar muito mais, muito mais consumidores, muito mais atividade econômica.

Desigualdade econômica per si não é problema, o problema é a pobreza.

O problema de políticas "anti-desigualdade" é que elas quase sempre brecam a economia em algum ponto (principalmente as feitas na América Latrina), e com economia brecada, não há crescimento, e sem crescimento, a pobreza não diminui, pelo contrário, piora e espalha feito uma praga.


Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: DDV em 30 de Março de 2017, 20:17:12
Outras questões que ferram muito mais as contas sequer são cogitadas seriamente.

Que outras questões?

Terei que comparar a sua opinião com a de especialistas depois.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: DDV em 30 de Março de 2017, 20:36:03
Existe uma falácia, ou melhor uma ilusão que costuma acometer muitas pessoas quando estão falando de economia. Acomete principalmente as pessoas com tendências esquerdistas, mas acomete muitos direitistas também. Vou chamá-la de Falácia dos Agregados.

É costumeiro que os cálculos de PIB sejam feitos por países, mas eles poderiam muito bem serem feitos por estados, municípios, bairros, famílias e casas. Podem haver PIBs de regiões, blocos de países e continentes.

O PIB é a soma de todas as riquezas da região dada, mas isso não quer dizer que o PIB pertença a todas as pessoas da região dada, ou que todas contribuíram igualmente para o mesmo.

Em última instância, a riqueza é criada por indivíduos em pontos diversos do espaço amostral. Não existe uma "Riqueza do Brasil' no sentido de que o PIB brasileiro pertença a todos, ou que todos deveriam ter 'direito' a partes dele. Cada um só tem direito à parte que ele próprio criou. 

Isso remete às discussões sobre desigualdade social, quando alguém fala "não adianta crescer se o dinheiro fica com alguns", como se o crescimento fosse de uma espécie de riqueza comunitária, na qual todos contribuem, como se fosse um mutirão, e aí alguns poucos vão e "se apossam" da maior parte dessa riqueza. Daí vêm com a conversa de "tem que distribuir renda", que não faz o mínimo sentido exceto se pensarmos no PIB como um "mutirão".

Resumindo tudo: O PIB não é uma riqueza "de todos", ou uma riqueza à qual todos "têm direito". É apenas a soma de riquezas produzidas por indivíduos, que apenas por convenção usamos o país como unidade, mas pode-se usar qualquer delimitação geográfica para calculá-lo.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Criaturo em 30 de Março de 2017, 21:14:29
sim ao mesmo tempo que obrigará o jovem ter que começar a contribuir dos 16 anos até os 70 anos,

O tempo de contribuição mínima é de 25 anos, e a idade mínima é de 65. Então não seja troll.

Se alguém espalhar novamente uma mentira dessas vou entender como trollismo e vou denunciar.

Vamos evoluir no debate. Temos inúmeros problemas no país e nesses reformas. A idade e tempo de contribuição não são problemas. Estão seguindo uma tendência mundial de países desenvolvidos, que passaram pelo mesmo problema antes de nós.

Interessante também você falar em obrigação. Ninguém é obrigado a se aposentar somente pelo INSS. Pode criar numa previdência privada à vontade. Aliás, é altamente recomendável.
O argumento é aposentadoria para ser gasta no final da vida com remédios  hospitais e enterros!65 70 ou 80 não importa é final de carreira, game over ...até logo para crentes e até nunca mais para ateus!  :adeus:
65 anos e 25 contribuindos para dar entrada e poder receber um salario minimo, isso quando sair que pode levar mais alguns anos!
gostei até que em fim uma boa IDÉIA!  livre escolha para optarmos pela previdência privada ou publica!  :ok:
esse governo do psdb que se alimenta de privatizações deveria privatizar a previdência , depois se privatizar mas lixo imprestável ninguém quer nem de graça! só da prejuízos!
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 30 de Março de 2017, 21:19:46
Acho que não precisa se pensar em "PIB mutirão" ou exatamente PIB "do país", apenas se ter uma visão de justiça mais imparcial (como do "véu da ignorância"). Ainda que talvez o fato da riqueza não ser 100% produzida "do nada" pelos indivíduos isolados, mas também estar sendo de certa forma decorrendo simplesmente de aumentos de demanda (como por crescimento populacional) e implicar em (ou até ser em algum grau?) numa "redistribuição" das riquezas, mas do consumidor para a cadeia de produção e distribuição/comércio.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Criaturo em 30 de Março de 2017, 21:24:18
politicos não gostam de tetos eles gostam é de tetas!
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Pregador em 31 de Março de 2017, 00:38:32
Existe uma falácia, ou melhor uma ilusão que costuma acometer muitas pessoas quando estão falando de economia. Acomete principalmente as pessoas com tendências esquerdistas, mas acomete muitos direitistas também. Vou chamá-la de Falácia dos Agregados.

É costumeiro que os cálculos de PIB sejam feitos por países, mas eles poderiam muito bem serem feitos por estados, municípios, bairros, famílias e casas. Podem haver PIBs de regiões, blocos de países e continentes.

O PIB é a soma de todas as riquezas da região dada, mas isso não quer dizer que o PIB pertença a todas as pessoas da região dada, ou que todas contribuíram igualmente para o mesmo.

Em última instância, a riqueza é criada por indivíduos em pontos diversos do espaço amostral. Não existe uma "Riqueza do Brasil' no sentido de que o PIB brasileiro pertença a todos, ou que todos deveriam ter 'direito' a partes dele. Cada um só tem direito à parte que ele próprio criou. 

Isso remete às discussões sobre desigualdade social, quando alguém fala "não adianta crescer se o dinheiro fica com alguns", como se o crescimento fosse de uma espécie de riqueza comunitária, na qual todos contribuem, como se fosse um mutirão, e aí alguns poucos vão e "se apossam" da maior parte dessa riqueza. Daí vêm com a conversa de "tem que distribuir renda", que não faz o mínimo sentido exceto se pensarmos no PIB como um "mutirão".

Resumindo tudo: O PIB não é uma riqueza "de todos", ou uma riqueza à qual todos "têm direito". É apenas a soma de riquezas produzidas por indivíduos, que apenas por convenção usamos o país como unidade, mas pode-se usar qualquer delimitação geográfica para calculá-lo.

Óbvio... Os EUA seriam outra coisa se 90% do PIB deles decorrecem da riqueza produzida por somente 10 pessoas.

Distribuir renda significa que mais pessoas contribuem com parcelas mais significativas do PIB e não somente poucos. Isso que falta ao Brasil, dentre outras coisas. Concentração exagrada de renda é muito ruim. A desigualdade deveria decorrer muito mais do mérito individual e da sorte, mas aqui não é bem isso. Nossa desigualdade é brutal e não é só econômica.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Pregador em 31 de Março de 2017, 00:42:28
Outra, para que serve o Estado senão para garantir o bem-estar de todos? O Estado deve buscar amenizar as desigualdades, não aumentá-las.

A função do Estado é apenas garantir a segurança interna e externa. É só pra evitar que as pessoas não trabalhem e acumulem com medo de serem roubadas ou, por serem assassinadas com facilidade, focarem apenas na segurança física. É pra evitar que haja vendettas o tempo todo, e uma fragmentação do poder em forma feudalóide, e que posteriormente um desses warlords mais habilidosos não unifiquem as áreas e crie um estado autoritário.

É só isso a função do estado.



Você  apresentou a função do Estado   dentro da   velha e ultrapassada  ideologia do Estado mínimo, a qual não é seguida por nenhum país desenvolvido do mundo atual. 


Eu não defendo o estado mínimo, mas também não defendo que o estado tenha como função 'dar coisas', promover a 'felicidade' ou o 'bem-estar' de ninguém, como o Pregador parece colocar.

O estado deve dar segurança e justiça, pois só ele pode fazer isso. O restante ele vai ofertando/regulando na medida em que for necessário e o mercado sozinho não conseguir dar conta (como os citados neste tópico: http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=29435.25)

Tudo bem, é uma opção ideológica sua. Mas o Brasil não é assim, nasceu diferente e acho que isso não tem como e nem pode ser implementado por aqui tão cedo.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Pregador em 31 de Março de 2017, 00:43:21
Outras questões que ferram muito mais as contas sequer são cogitadas seriamente.

Que outras questões?

Terei que comparar a sua opinião com a de especialistas depois.

Já escrevi lá atrás...
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: DDV em 31 de Março de 2017, 08:45:36
Outras questões que ferram muito mais as contas sequer são cogitadas seriamente.

Que outras questões?

Terei que comparar a sua opinião com a de especialistas depois.

Já escrevi lá atrás...

Você fala da calote renegociação da dívida, para que 'sobre' dinheiro?

Fala em 'confrontar' o mercado financeiro? Como assim? Dê detalhes técnicos de como isso seria.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: DDV em 31 de Março de 2017, 08:51:35
Tudo bem, é uma opção ideológica sua. Mas o Brasil não é assim, nasceu diferente e acho que isso não tem como e nem pode ser implementado por aqui tão cedo.

Eu quero ver o Brasil melhorar. Você parece estar satisfeito com o 'jeito' brasileiro de encarar a economia e o estado.

Eu tenho argumentos e razões para achar que o jeito brasileiro atual não trará progresso econômico e deixará o país eternamente na rabeira dos mais avançados.

Mas como você disse, são opções ideológicas...
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 31 de Março de 2017, 09:01:33
Tudo bem, é uma opção ideológica sua. Mas o Brasil não é assim, nasceu diferente e acho que isso não tem como e nem pode ser implementado por aqui tão cedo.
Eu quero ver o Brasil melhorar. Você parece estar satisfeito com o 'jeito' brasileiro de encarar a economia e o estado.

Eu tenho argumentos e razões para achar que o jeito brasileiro atual não trará progresso econômico e deixará o país eternamente na rabeira dos mais avançados.

Mas como você disse, são opções ideológicas...

A Constituição medíocre que temos também faz parte do problema.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gaúcho em 31 de Março de 2017, 10:59:47
O poder de compra não variaria nesse intervalo de tempo?
Qual o ganho real de se investir no tesouro direto?

Depende. Algumas modalidades corrigem o dinheiro por uma taxa prefixada de juros + a variação do IPCA, ou seja, a rentabilidade do título vai ser superior a inflação.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: JJ em 01 de Abril de 2017, 09:55:38
Fala em 'confrontar' o mercado financeiro?


Confrontar  a elite rentista? Questionar o rentismo ? Questionar o poder dos  Barões banqueiros?  Que horror. Horror dos horrores.  Isso é totalmente impensável.   Isso seria o fim do mundo.   Isso seria o fim da sociedade mundial.  Eles jamais devem ser questionados.


 :D 
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: DDV em 01 de Abril de 2017, 14:52:26
Fala em 'confrontar' o mercado financeiro?


Confrontar  a elite rentista? Questionar o rentismo ? Questionar o poder dos  Barões banqueiros?  Que horror. Horror dos horrores.  Isso é totalmente impensável.   Isso seria o fim do mundo.   Isso seria o fim da sociedade mundial.  Eles jamais devem ser questionados.


 :D 

O questionamento deve ser feito antes de tomar o empréstimo, não depois.

O gerente do meu banco tá me ligando oferecendo aplicações onde meu dinheiro ficará pelo menos 1 ano fora do meu alcance. Eu já não gosto da idéia (e olha que o dinheiro é pouco), imagine o que pensaria uma pessoa com 1 milhão a ser aplicado (o que na verdade é um empréstimo) em títulos do governo se houvesse um clima de calote no ar por parte do mesmo. O governo não iria achar dinheiro nem aqui nem na China!

Imagine os planos de aposentadoria e pensão que têm a maior parte do dinheiro aplicado em títulos do governo (ou seja, emprestado ao governo).

Você defende o calote? Não é mais lógico defender que o governo PARE de tomar empréstimos?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: DDV em 01 de Abril de 2017, 14:53:45
JJ, é o governo quem vai atrás da 'elite rentista' mendigar dinheiro, não o oposto.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: JJ em 01 de Abril de 2017, 15:21:26
JJ, é o governo quem vai atrás da 'elite rentista' mendigar dinheiro, não o oposto.


Quem define a SELIC  são alguns  caras do BC  (mas quem pode garantir que eles não estão atendendo a interesses de amigos da iniciativa privada?)


Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: JJ em 01 de Abril de 2017, 15:25:58
Fala em 'confrontar' o mercado financeiro?


Confrontar  a elite rentista? Questionar o rentismo ? Questionar o poder dos  Barões banqueiros?  Que horror. Horror dos horrores.  Isso é totalmente impensável.   Isso seria o fim do mundo.   Isso seria o fim da sociedade mundial.  Eles jamais devem ser questionados.


 :D 

O questionamento deve ser feito antes de tomar o empréstimo, não depois.

O gerente do meu banco tá me ligando oferecendo aplicações onde meu dinheiro ficará pelo menos 1 ano fora do meu alcance. Eu já não gosto da idéia (e olha que o dinheiro é pouco), imagine o que pensaria uma pessoa com 1 milhão a ser aplicado (o que na verdade é um empréstimo) em títulos do governo se houvesse um clima de calote no ar por parte do mesmo. O governo não iria achar dinheiro nem aqui nem na China!

Imagine os planos de aposentadoria e pensão que têm a maior parte do dinheiro aplicado em títulos do governo (ou seja, emprestado ao governo).

Você defende o calote? Não é mais lógico defender que o governo PARE de tomar empréstimos?

Tipica pergunta de direita:

Você defende o calote ?


Resposta:

Eu defendo a abertura total dessa caixa preta que é o BC.  Eu defendo  uma auditoria plena e profunda  sobre o que esses caras aprontaram nos últimos 30 anos (ou mais).

Eu defendo a plena transparência dos atos dos agentes estatais.




Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: JJ em 01 de Abril de 2017, 15:40:03
Fala em 'confrontar' o mercado financeiro?


Confrontar  a elite rentista? Questionar o rentismo ? Questionar o poder dos  Barões banqueiros?  Que horror. Horror dos horrores.  Isso é totalmente impensável.   Isso seria o fim do mundo.   Isso seria o fim da sociedade mundial.  Eles jamais devem ser questionados.


 :D 

O questionamento  deve  ser feito antes de tomar o empréstimo, não depois.




... deve...


Lá vem alguma  deontologia...


Qualquer regra deontológica, de algum sistema ético deontológico,  só faz sentido para que abraça este sistema deontológico, como eu não abraço nenhum sistema deontológico,  este  "dever"  nada significa,   a poeira  no tapete da minha sala tem mais importância e significado do que este "dever"




Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: DDV em 01 de Abril de 2017, 16:02:47
Eu sei que responder a troll pode ser visto como perda de tempo, mas minhas respostas são para os demais leitores do tópico, não para o próprio.

Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: JJ em 01 de Abril de 2017, 16:29:54
Eu sei que responder a troll pode ser visto como perda de tempo, mas minhas respostas são para os demais leitores do tópico, não para o próprio.



REGIMENTO GERAL DO FÓRUM CLUBE CÉTICO

Art. 24 – É proibido aos foristas:

I – Ter conduta descortês, rude e mal-educada em relação aos demais participantes do FCC, proferindo ofensas e agressões pessoais, prática esta conhecida como “trollismo”;
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: DDV em 01 de Abril de 2017, 18:59:16
As regras do fCC acabam "protegendo" quem faz trollismo periférico, que é aquele forista que não chega a atacar diretamente o adversário, porque isso seria óbvio demais e geraria cartão, mas pratica uma forma de "anti-debate" (tipo o anti-jogo do futebol), usando e abusando de falácias para 'contornar' os debates ao invés de debater propriamente. Práticas como fuga proposital do tema, respostas evasivas, uso e abuso da falácia do equívoco (explorar propositalmente as ambiguidades dos termos pra atrapalhar o andamento das discussões ), usar argumentos niilistas ou solipsistas para fugir das questões, abuso da falácia da bifurcação, falácia da pergunta complexa, etc

Não é coisa incomum nem novidade aqui no CC. Foristas do passado como Comissário do Povo, Cientista e Aleyssatis fizeram coisa parecida e se deram bem por um tempo. O segredo é trolar o debate de forma sutil, dando a impressão para  desavisado que se está debatendo de verdade.

Vou fazer o seguinte. Vou lhe aplicar um pouco do próprio veneno daqui para a frente. Vamos ver o que você vai achar   :twisted: :ok:
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: JJ em 02 de Abril de 2017, 02:50:10
No post anterior ao lançamento de sua injúria/ofensa /ataque pessoal/ad hominem eu apontei um erro básico em seu argumento que é o de apresentar uma regra de conduta – um dever – como se  fosse algo que todos tem obrigação de seguir.   Esta é uma tática falaciosa muito comum, que consiste em apresentar  uma regra/dever, relativa a algum sistema ético deontológico, como se esta fosse inquestionável. Só que isso é falso, nenhuma regra é inquestionável,  nenhum dever é absoluto, nenhum sistema ético é absoluto.  Qualquer pessoa  pode preferir algum sistema ético consequencialista ao invés de algum sistema deontológico.  Cada pessoa é livre para escolher o sistema ético que lhe agradar  e rejeitar qualquer outro,  e cada pessoa também é livre para criticar qualquer sistema ético que queira criticar.


Aqui ideias podem ser criticadas, mas  injúria/ofensa /ataque pessoal/ad hominem  são proibidas.

Eu ataquei uma ideia:  a ideia de regra/dever absoluto e algum sistema ético deontológico relacionado a esta ideia de regra /dever absoluto.

Você fez um ataque pessoal, uma injúria, uma ofensa, um ad hominem (semelhante ao ex forista Agnóstico que constantemente fazia ad hominem/ataques pessoais  ao Juca).

Esta é a grande diferença.  :ok:


Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 02 de Abril de 2017, 11:30:38
No post anterior ao lançamento de sua injúria/ofensa /ataque pessoal/ad hominem eu apontei um erro básico em seu argumento que é o de apresentar uma regra de conduta – um dever – como se  fosse algo que todos tem obrigação de seguir.   Esta é uma tática falaciosa muito comum, que consiste em apresentar  uma regra/dever, relativa a algum sistema ético deontológico, como se esta fosse inquestionável. Só que isso é falso, nenhuma regra é inquestionável,  nenhum dever é absoluto, nenhum sistema ético é absoluto.  Qualquer pessoa  pode preferir algum sistema ético consequencialista ao invés de algum sistema deontológico.  Cada pessoa é livre para escolher o sistema ético que lhe agradar  e rejeitar qualquer outro,  e cada pessoa também é livre para criticar qualquer sistema ético que queira criticar.


Aqui ideias podem ser criticadas, mas  injúria/ofensa /ataque pessoal/ad hominem  são proibidas.

Eu ataquei uma ideia:  a ideia de regra/dever absoluto e algum sistema ético deontológico relacionado a esta ideia de regra /dever absoluto.

Você fez um ataque pessoal, uma injúria, uma ofensa, um ad hominem (semelhante ao ex forista Agnóstico que constantemente fazia ad hominem/ataques pessoais  ao Juca).

Esta é a grande diferença.  :ok:

Você está correto no geral, JJ, quando critica quaisquer ataques pessoais.

Mas o seu grande equívoco foi (é!) ignorar que todas as relações comerciais e financeiras entre quaisquer entes em nossa sociedade moderna seguem o que o DDV prescreveu. Os seus argumentos de relativismo, neste caso, gravitam entre o niilismo e o solipsismo.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: DDV em 02 de Abril de 2017, 13:01:44
No post anterior ao lançamento de sua injúria/ofensa /ataque pessoal/ad hominem eu apontei

Você não é nenhuma autoridade para poder apontar nada. Ninguém é obrigado a seguir, concordar ou acatar o que você aponta.

Postagem descartada.


Citação de: JJ
um erro básico em seu argumento que é o de apresentar uma regra de conduta – um dever – como se  fosse algo que todos tem obrigação de seguir. 

Que houve um 'erro' é opinião subjetiva sua. Não quer dizer que tenha sido um erro de fato.

Sua opinião subjetiva não tem qualquer valor para dar prosseguimento ao debate.


Citação de: JJ
Esta é uma tática falaciosa muito comum, que consiste em apresentar  uma regra/dever, relativa a algum sistema ético deontológico, como se esta fosse inquestionável. Só que isso é falso,

Novamente, opinião pessoal e assunção subjetiva.

Descartado.


Citação de: JJ
nenhuma regra é inquestionável,  nenhum dever é absoluto, nenhum sistema ético é absoluto.

Esqueceu de acrescentar o "na minha opinião pessoal e subjetiva" antes da frase.


Citação de: JJ
Qualquer pessoa  pode preferir algum sistema ético consequencialista ao invés de algum sistema deontológico.  Cada pessoa é livre para escolher o sistema ético que lhe agradar  e rejeitar qualquer outro,  e cada pessoa também é livre para criticar qualquer sistema ético que queira criticar.

Ao fazer essa afirmação, você está partindo do pressuposto de que todos aceitam a idéia de liberdade individual, ou seja, a idéia de que as pessoas são livres para escolherem o que quiserem, ainda mais um sistema ético. Isso é falso. Nem todos concordam com essa idéia.

Sua afirmação se baseia em um sistema filosófico político que você considera correto, mas que outras pessoas podem não considerar. No final trata-se de pura subjetividade. Por isso seu argumento não tem valor e está descartado.


Citação de: JJ
Aqui ideias podem ser criticadas, mas  injúria/ofensa /ataque pessoal/ad hominem  são proibidas.

Aqui eu concordo, mas ressaltando que a interpretação do que seja ou não ad hominen é pessoal e subjetiva, e a sua no caso não tem nenhum valor, dado que você não tem o cargo de moderador.







Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Criaturo em 02 de Abril de 2017, 19:12:21
Aqui ideias podem ser criticadas, mas  injúria/ofensa /ataque pessoal/ad hominem  são proibidas.

Aqui eu concordo, mas ressaltando que a interpretação do que seja ou não ad hominen é pessoal e subjetiva, e a sua no caso não tem nenhum valor, dado que você não tem o cargo de moderador.


Você está correto no geral, JJ, quando critica quaisquer ataques pessoais.


As regras do fCC acabam "protegendo" quem faz trollismo periférico, que é aquele forista que não chega a atacar diretamente o adversário, porque isso seria óbvio demais e geraria cartão, mas pratica uma forma de "anti-debate" (tipo o anti-jogo do futebol), usando e abusando de falácias para 'contornar' os debates ao invés de debater propriamente. Práticas como fuga proposital do tema, respostas evasivas, uso e abuso da falácia do equívoco (explorar propositalmente as ambiguidades dos termos pra atrapalhar o andamento das discussões ), usar argumentos niilistas ou solipsistas para fugir das questões, abuso da falácia da bifurcação, falácia da pergunta complexa, etc Vou fazer o seguinte. Vou lhe aplicar um pouco do próprio veneno daqui para a frente. Vamos ver o que você vai achar   :twisted:

"Se eu não consigo entender o seu argumento então voce só pode ser um troll"
Auto projeção é um recurso dos que sentem vergonha de si mesmos!

Citar
Não é coisa incomum nem novidade aqui no CC. Foristas do passado como Comissário do Povo, Cientista e Aleyssatis fizeram coisa parecida e se deram bem por um tempo. O segredo é trolar o debate de forma sutil, dando a impressão para  desavisado que se está debatendo de verdade.

mais facil do que poder provar  a falta de lógica do seu antagonista é querer disfarçar acusando de troll.
As ideias   do Cientista possuem grau de profundidade não suportado por mente rasas.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: João da Ega em 06 de Abril de 2017, 08:24:15
Mudando um pouco o rumo. Não deu pra acompanhar o tópico todo, talvez o que vou questionar já tenha sido esclarecido. Vamo lá:

1. Estudos do Governo, entidades patronais e economistas dizem a previdência é deficitária e que há necessidade de fazer uma reforma profunda. Divulgam estudos com  argumentos e números para defender sua posição.

2. Entidades de trabalhadores e economistas dizem que a previdência não é deficitária e que essa reforma trará prejuízos para a população. divulgam estudos com  argumentos e números para defender sua posição.

A análise dos dados e argumentos, feitas por especialistas da área, convenhamos, não é simples para que os leigos decidam quem tem razão. Uma saída, penso, é ter noção do interesse que está por trás de quem defende tal ou qual medida.

Os trabalhadores e entidades que os representam, os servidores públicos, professores de economia de faculdades (em especial, mas não só as públicas) tem interesse direto na não aprovação porque a reforma retira direitos ou benefícios. Ok.

E o governo e os parlamentares que o apoiam? Todos sabemos que eles não tem interesse no bem estar da sociedade, mas no próprio bem e dos que o financiaram. Os bancos lucrariam com uma previdência privada.
A pergunta seria: por que um governo e deputados corruptos, sem interesse no bem da coletividade (não precisa falar que o PT, Lula, dilma também não tinham. Sei disso) estão dispostos a se queimar com a opinião pública, pra fazer uma reforma que não lhes vai trazer retorno imediato (os benefícios seriam a longo prazo). Qual o interesse subjacente do Governo na reforma?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 06 de Abril de 2017, 08:26:17
A sua postagem saiu incompleta, caro João da Ega.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: João da Ega em 06 de Abril de 2017, 08:30:17
A sua postagem saiu incompleta, caro João da Ega.

Enviei antes de terminar. ja editei.

Obrigado, Caro Geotecton.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: João da Ega em 06 de Abril de 2017, 12:28:38
E vai ter mudança:
Citar
O relator da reforma da Previdência na Câmara, Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), afirmou nesta quinta-feira (6) que o projeto deverá sofrer alterações em cinco pontos, incluindo a regra de transição. Os pontos a serem modificados ... - Veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2017/04/06/cinco-pontos-da-reforma-da-previdencia-serao-alterados-afirma-relator.htm?cmpid=copiaecola
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gabarito em 06 de Abril de 2017, 13:56:32
Mudando um pouco o rumo. Não deu pra acompanhar o tópico todo, talvez o que vou questionar já tenha sido esclarecido. Vamo lá:

1. Estudos do Governo, entidades patronais e economistas dizem a previdência é deficitária e que há necessidade de fazer uma reforma profunda. Divulgam estudos com  argumentos e números para defender sua posição.

2. Entidades de trabalhadores e economistas dizem que a previdência não é deficitária e que essa reforma trará prejuízos para a população. divulgam estudos com  argumentos e números para defender sua posição.

A análise dos dados e argumentos, feitas por especialistas da área, convenhamos, não é simples para que os leigos decidam quem tem razão. Uma saída, penso, é ter noção do interesse que está por trás de quem defende tal ou qual medida.

Os trabalhadores e entidades que os representam, os servidores públicos, professores de economia de faculdades (em especial, mas não só as públicas) tem interesse direto na não aprovação porque a reforma retira direitos ou benefícios. Ok.

E o governo e os parlamentares que o apoiam? Todos sabemos que eles não tem interesse no bem estar da sociedade, mas no próprio bem e dos que o financiaram. Os bancos lucrariam com uma previdência privada.
A pergunta seria: por que um governo e deputados corruptos, sem interesse no bem da coletividade (não precisa falar que o PT, Lula, dilma também não tinham. Sei disso) estão dispostos a se queimar com a opinião pública, pra fazer uma reforma que não lhes vai trazer retorno imediato (os benefícios seriam a longo prazo). Qual o interesse subjacente do Governo na reforma?


Quem diz que não tem rombo é o corporativismo que quer continuar pendurado na aposentadoria gorda.
E a oposição que quer o caos e a confusão no país para ter alguma chance.

https://www.youtube.com/v/KpHIyW50Ycw

Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gabarito em 06 de Abril de 2017, 13:57:34

Citar
Afinal, existe ou não existe rombo na previdência? (https://www.youtube.com/watch?v=EJO_MNtKjDc)
Movimento Brasil Livre
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Publicado em 8 de mar de 2017 · 4 semanas atrás

Dizem por aí que não há rombo nenhum na previdência, e que a mesma é superavitária. São estudos feitos por má fé, justamente por quem tem interesses por trás da permanência do atual sistema previdenciário - justamente uma certa parte da elite do funcionalismo público. Os tais dos auditores da receita jogam uma cortina de fumaça e OMITEM dados importantíssimos para o debate sobre a previdência. Kim Kataguiri explica a existência do rombo e expõe como certos setores querem manipular o povo para manter a previdência como está: injusta e cheia de privilégios.

Isso significa que apoiamos a reforma do governo? NÃO! O MBL tem a própria reforma da previdência. Acesse http://previdencialivre.com.br
https://www.youtube.com/v/EJO_MNtKjDc
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: João da Ega em 06 de Abril de 2017, 14:01:56
Aqui não consigo abrir o video.
Eu já sabia do interesse de quem é contra:
Citar
Os trabalhadores e entidades que os representam, os servidores públicos, professores de economia de faculdades (em especial, mas não só as públicas) tem interesse direto na não aprovação porque a reforma retira direitos ou benefícios. Ok.


Mas e a questão:

Citar
por que um governo e deputados corruptos, sem interesse no bem da coletividade (não precisa falar que o PT, Lula, dilma também não tinham. Sei disso) estão dispostos a se queimar com a opinião pública, pra fazer uma reforma que não lhes vai trazer retorno imediato (os benefícios seriam a longo prazo). Qual o interesse subjacente do Governo na reforma?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gabarito em 06 de Abril de 2017, 14:13:47
Aqui não consigo abrir o video.

Prefiro que você veja o Jornal Nacional mostrando o rombo e a possibilidade de calote do governo por, simplesmente, não ter mais dinheiro.
Veja o vídeo mais tarde em computador que o abra.


Mas e a questão:

Citar
por que um governo e deputados corruptos, sem interesse no bem da coletividade (não precisa falar que o PT, Lula, dilma também não tinham. Sei disso) estão dispostos a se queimar com a opinião pública, pra fazer uma reforma que não lhes vai trazer retorno imediato (os benefícios seriam a longo prazo). Qual o interesse subjacente do Governo na reforma?

Você está acompanhando e sabendo que o apoio dos deputados está minguando cada vez mais?
Número de deputados contra reforma da previdência sobe, mostra Placar do Estadão; 60% são da base aliada (http://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/6316241/numero-deputados-contra-reforma-previdencia-sobe-mostra-placar-estadao-sao)
O que é uma pena, porque sem as reformas, as coisas tendem a piorar para todos, ainda mais para os mais pobres.

As suas dúvidas são esclarecidas nos vídeos.
Está tudo muito claro.
Espero que consiga vê-los.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gabarito em 06 de Abril de 2017, 14:39:35
É uma pena, mas parece que tudo caminha para não haver a Reforma da Previdência:

Citar
O velório da reforma da Previdência
Economia 06.04.17 11:59

Antonio Imbassahy, Carlos Marun e Arthur Maia concedem uma coletiva neste momento no Palácio do Planalto para tentarem negar o que já dissemos: a reforma da Previdência morreu.

Citar
A não reforma da Previdência
Economia 06.04.17 12:06

Arthur Maia anuncia que fará mudanças em pelo menos cinco pontos da reforma da Previdência:

1. Regras para trabalhadores rurais;

2. Benefícios de prestação continuada;

3. Pensões;

4. Aposentadoria de professores e policiais;

5. Regras de transição para o novo regime previdenciário.

http://www.oantagonista.com/posts/a-nao-reforma-da-previdencia

Citar
Morte e agonia
Brasil 06.04.17 12:10

A reforma da Previdência morreu. O projeto de recuperação fiscal dos estados agoniza: Rodrigo Maia acaba de confirmar que o texto-base não será votado hoje.

Como antecipamos, não há quórum nem acordo.

http://www.oantagonista.com/posts/morte-e-agonia

Citar
Bispos e petistas festejam
Economia 06.04.17 12:16

Com a morte da reforma da Previdência, as confrarias dos bispos, dos petistas e da CUT estão em festa.

http://www.oantagonista.com/posts/bispos-e-petistas-festejam
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gabarito em 06 de Abril de 2017, 14:43:01
Caso não haja mesmo, ou se houver com profundas mudanças, quem sai ganhando são os funcionários públicos com aposentadorias pornográficas.
Quem sai perdendo são os trabalhadores da iniciativa privada que recebem tostão pelo INSS.
:(

E com o aumento da perspectiva de vida da população, em 2024 os impostos só darão para isso mesmo: pagar aposentadoria.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: João da Ega em 06 de Abril de 2017, 20:54:03
Assisti ao vídeo, Gabarito
Mas e a questão:

Citar
por que um governo e deputados corruptos, sem interesse no bem da coletividade (não precisa falar que o PT, Lula, dilma também não tinham. Sei disso) estão dispostos a se queimar com a opinião pública, pra fazer uma reforma que não lhes vai trazer retorno imediato (os benefícios seriam a longo prazo). Qual o interesse subjacente do Governo na reforma?

Você está acompanhando e sabendo que o apoio dos deputados está minguando cada vez mais?
Número de deputados contra reforma da previdência sobe, mostra Placar do Estadão; 60% são da base aliada (http://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/6316241/numero-deputados-contra-reforma-previdencia-sobe-mostra-placar-estadao-sao)
O que é uma pena, porque sem as reformas, as coisas tendem a piorar para todos, ainda mais para os mais pobres.
Os deputados estão ficando contra a proposta não por ela ser boa ou não, mas por interesse próprio, devido à impopularidade e com vistas à reeleição do ano que vem.

As suas dúvidas são esclarecidas nos vídeos.
Está tudo muito claro.


Não, o Kim não toca no assunto. Não fala sobre a motivação subjacente que leva governo e congressistas (que todos sabemos, são corruptos e não se preocupam nem um pouco com o bem estar da sociedade. Se estivessem preocupados, não teriam (PMDB, PSDB etc) aprovado diversos aumentos pra servidores públicos pra desestabilizar mais ainda o governo Dilma, num momento em que a economia estava ferrada; O aumento do judiciário foi até vetado pela Dilma.

As argumentações de lado a lado ficam mais difíceis de acompanhar porque o cálculo das receitas e das despesas incluem fontes e gastos não previdenciários. Então cada lado puxa a sardinha pro seu lado. Se só entrassem gastos e receitas previdenciárias, seria superavitária ou deficitária? O rombo são as aposentadorias do serviço público? Não dá pra desvincular uma da outra?

Aumentar a idade minima me parece correto, a expectativa de vida tá aumentando.
Concordo também com a equiparação de homens e mulheres, trabalhador rural passar a contribuir como MEI.
Agora, 49 anos de contribuição é quase impossível um trabalhador da iniciativa privada alcançar, com tantas crises que geram desemprego que sempre se passa no país. Se começar a trabalhar com 20, só iria se aposentar com 69, isso sem ficar desempregado.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lorentz em 06 de Abril de 2017, 21:01:24
Agora, 49 anos de contribuição é quase impossível um trabalhador da iniciativa privada alcançar, com tantas crises que geram desemprego que sempre se passa no país. Se começar a trabalhar com 20, só iria se aposentar com 69, isso sem ficar desempregado.

Não é impossível porque a qualidade de vida e expectativa de vida estão aumentando. E o número não pode ser menor por uma questão matemática.

Talvez se fizéssemos a reforma no primeiro mandato do Lula, hoje talvez poderíamos nos aposentar aos 60 e contribuir até uns 40. Mas gostamos de empurrar tudo com a barriga.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lakatos em 06 de Abril de 2017, 22:48:51
Pra quem está na começando, o ideal mesmo é contribuir apenas com o mínimo obrigatório do INSS e pagar previdência privada (ou administrar a própria aposentadoria com investimentos diversos). Pelos dados demográficos, a reforma apenas adia um pouco a morte definitiva do INSS. Daqui algumas décadas, a proporção de ativos por inativo vai ser próxima de 3 para 1, mesmo com a reforma. Como isso é insustentável, o mais provável é que nas próximas décadas seja imposto um teto definitivo de aposentadorias na casa de 2 ou 3 SM e que a idade mínima seja novamente aumentada, talvez para 70 anos (exceto para políticos e altos funcionários públicos).
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lakatos em 06 de Abril de 2017, 22:52:51
49 anos na iniciativa privada acho que só é possível mesmo para trabalhos de alta qualificação. Se você é médico, ter 40 anos de experiência é um trunfo. Se você é faxineiro, ter 40 anos de experiência é um ônus para o empregador, que vai ficar preocupado com sua utilização excessiva do plano de saúde e com sua capacidade de se abaixar repetidamente para esfregar o chão.

Não que hoje em dia seja muito diferente, claro.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Agnoscetico em 07 de Abril de 2017, 03:36:37


Não é sobre Previdencia mas nao achei topico de Bolsa familia:

Após flagrar até servidores recebendo, Prefeitura fará pente-fino no Bolsa Família

http://www.midiamax.com.br/cotidiano/suspeita-fraude-leva-prefeitura-capital-realizar-pente-fino-bolsa-familia-337180 (http://www.midiamax.com.br/cotidiano/suspeita-fraude-leva-prefeitura-capital-realizar-pente-fino-bolsa-familia-337180)
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: João da Ega em 07 de Abril de 2017, 08:09:27
49 anos na iniciativa privada acho que só é possível mesmo para trabalhos de alta qualificação. Se você é médico, ter 40 anos de experiência é um trunfo. Se você é faxineiro, ter 40 anos de experiência é um ônus para o empregador, que vai ficar preocupado com sua utilização excessiva do plano de saúde e com sua capacidade de se abaixar repetidamente para esfregar o chão.

Não que hoje em dia seja muito diferente, claro.

É isso que penso.

Esse papo de que o ônus vai cair sobre os mais ricos e a reforma vai beneficiar os mais pobres me parece conversa mole.

A previdência, pelos números apresentados, é insustentável como está. Mas torná-la autossustentável através de regra que torne praticamente inviável trabalhador de baixa qualificação se aposentar não deve ser a melhor opção.
Agora, 49 anos de contribuição é quase impossível um trabalhador da iniciativa privada alcançar, com tantas crises que geram desemprego que sempre se passa no país. Se começar a trabalhar com 20, só iria se aposentar com 69, isso sem ficar desempregado.

Não é impossível porque a qualidade de vida e expectativa de vida estão aumentando. E o número não pode ser menor por uma questão matemática.


A dificuldade não é a quantidade de anos que o trabalhador vai viver, mas sim a de ele conseguir ficar continuamente contribuindo por 49 anos.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: João da Ega em 07 de Abril de 2017, 08:15:31
Esse projeto da FIPE apresentado pelo MBL parece que não é mau.

Mas a questão é que a gente banca a aposentadoria dos atuais inativos.
(http://mercadopopular.org/wp-content/uploads/2016/08/Prev-Graf-1.png)
Como ficariam as aposentadorias dos atuais inativos, os servidores públicos inativos etc, que têm alto impacto no gasto da previdência?

Não. não dá pra baixar pra R$ 2k, porque eles tem direito adquirido.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 07 de Abril de 2017, 09:11:49
Como ficariam as aposentadorias dos atuais inativos, os servidores públicos inativos etc, que têm alto impacto no gasto da previdência?

Não. Não dá pra baixar pra R$ 2k, porque eles tem direito adquirido.

A resposta está na própria pergunta.

Estes "direitos adquiridos" (na realidade o melhor é dizer "espoliação do setor privado por uma casta de vagabundos") tem que ser cortados.

Imediatamente.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: _Juca_ em 07 de Abril de 2017, 09:14:56
Como ficariam as aposentadorias dos atuais inativos, os servidores públicos inativos etc, que têm alto impacto no gasto da previdência?

Não. Não dá pra baixar pra R$ 2k, porque eles tem direito adquirido.

A resposta está na própria pergunta.

Estes "direitos adquiridos" (na realidade o melhor é dizer "espoliação do setor privado por uma casta de vagabundos") tem que ser cortados.

Imediatamente.

Interessante, então você é a favor de quebrar contratos que sejam lesivos ao cofres públicos?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 07 de Abril de 2017, 09:23:20
Como ficariam as aposentadorias dos atuais inativos, os servidores públicos inativos etc, que têm alto impacto no gasto da previdência?

Não. Não dá pra baixar pra R$ 2k, porque eles tem direito adquirido.

A resposta está na própria pergunta.

Estes "direitos adquiridos" (na realidade o melhor é dizer "espoliação do setor privado por uma casta de vagabundos") tem que ser cortados.

Imediatamente.

Interessante, então você é a favor de quebrar contratos que sejam lesivos ao cofres públicos?

Não. De maneira alguma.

Onde você leu isto?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: _Juca_ em 07 de Abril de 2017, 09:27:04
Como ficariam as aposentadorias dos atuais inativos, os servidores públicos inativos etc, que têm alto impacto no gasto da previdência?

Não. Não dá pra baixar pra R$ 2k, porque eles tem direito adquirido.

A resposta está na própria pergunta.

Estes "direitos adquiridos" (na realidade o melhor é dizer "espoliação do setor privado por uma casta de vagabundos") tem que ser cortados.

Imediatamente.

Interessante, então você é a favor de quebrar contratos que sejam lesivos ao cofres públicos?

Não. De maneira alguma.

Onde você leu isto?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gabarito em 07 de Abril de 2017, 09:28:46
Citar

[...]

Em resumo, o Brasil diagnosticou um problema previdenciário profundo há mais de 20 anos, e, de lá para cá, fez alguns remendos, mas sem jamais atacar as raízes do desequilíbrio de forma contundente. No fim dos anos 90, assim como hoje, técnicos “neoliberais”, que “só pensam em números”, defendiam uma reforma para valer, que era rejeitada pelos políticos e pela população em geral.

Na época, os defensores da reforma diziam que as mudanças eram absolutamente fundamentais para o equilíbrio fiscal de longo prazo do Brasil – e, consequentemente, para a retomada de um ritmo decente de desenvolvimento econômico.

Daquele momento até os dias de hoje, o Brasil entrou e saiu de um excepcional boom das commodities que exporta, que fez as receitas tributárias crescerem muito acima do PIB durante alguns anos.

O sonho, naturalmente, acabou, e hoje se constata que o “terrorismo” dos alertas dos técnicos há 20 anos era, basicamente, verdadeiro. De 1999 a 2016, o Brasil cresceu em média 2,4% ao ano, um ritmo medíocre para um país emergente, apenas ligeiramente acima da média de 2,1% dos Estados Unidos no mesmo período. O desejável é que emergentes cresçam bem mais rápido e convirjam para o nível dos ricos, mas o Brasil ficou praticamente parado.

Mas não é só no número meio abstrato do PIB que se verifica a estagnação. É só pensar em qualidade da educação dos pobres, sistema de saúde, saneamento, infraestrutura urbana, taxa de homicídios e de mortes por acidente, habitação popular etc. Em todas essas esferas, os avanços em 20 anos são nulos ou muito tímidos quando se compara com os países em desenvolvimento mais bem-sucedidos.

É evidente que não se pode atribuir o desempenho socioeconômico sofrível do Brasil nas últimas duas décadas apenas ao não enfrentamento do problema da Previdência. Por outro lado, não há dúvida de que a explosão das transferências do governo, das quais as previdenciárias são a parte principal, é um dos obstáculos mais importantes à retomada do desenvolvimento.

O Brasil está de novo diante do dilema entre atacar o problema ou apenas fazer mais um remendo. Na verdade, o envelhecimento acelerado da população agravou muito a situação. Os técnicos de novo estão alertando que sem a reforma o País não tem condição de se desenvolver satisfatoriamente. Os políticos e a população de novo parecem fingir que existe uma solução sem dor. Daqui a 20 anos, pode ser que de novo se constate que o “terrorismo” era verdadeiro.

Brasil está de novo diante do dilema entre atacar problema ou fazer remendo


http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,eterno-retorno,70001729852
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: João da Ega em 07 de Abril de 2017, 09:31:54
Como ficariam as aposentadorias dos atuais inativos, os servidores públicos inativos etc, que têm alto impacto no gasto da previdência?

Não. Não dá pra baixar pra R$ 2k, porque eles tem direito adquirido.

A resposta está na própria pergunta.

Estes "direitos adquiridos" (na realidade o melhor é dizer "espoliação do setor privado por uma casta de vagabundos") tem que ser cortados.

Imediatamente.

Se por casta de vagabundos você está se referindo a todos os servidores públicos, acho um comentário grosseiro e injusto.

Muitos médicos, professores, policiais, e servidores da burocracia mesmo, muitos destes trabalham.
Pode-se dizer que tem privilégios nas aposentadorias, etc, se discutir isso... Mas generalizar todos como "vagabundos"?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lorentz em 07 de Abril de 2017, 10:07:15
Como ficariam as aposentadorias dos atuais inativos, os servidores públicos inativos etc, que têm alto impacto no gasto da previdência?

Não. Não dá pra baixar pra R$ 2k, porque eles tem direito adquirido.

A resposta está na própria pergunta.

Estes "direitos adquiridos" (na realidade o melhor é dizer "espoliação do setor privado por uma casta de vagabundos") tem que ser cortados.

Imediatamente.

Se por casta de vagabundos você está se referindo a todos os servidores públicos, acho um comentário grosseiro e injusto.

Muitos médicos, professores, policiais, e servidores da burocracia mesmo, muitos destes trabalham.
Pode-se dizer que tem privilégios nas aposentadorias, etc, se discutir isso... Mas generalizar todos como "vagabundos"?

Se não me engano a mulher do Geo é servidora pública. Parece que ele tem alguns fatos sobre isso em primeira mão.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 07 de Abril de 2017, 10:36:33
Como ficariam as aposentadorias dos atuais inativos, os servidores públicos inativos etc, que têm alto impacto no gasto da previdência?

Não. Não dá pra baixar pra R$ 2k, porque eles tem direito adquirido.

A resposta está na própria pergunta.

Estes "direitos adquiridos" (na realidade o melhor é dizer "espoliação do setor privado por uma casta de vagabundos") tem que ser cortados.

Imediatamente.

Interessante, então você é a favor de quebrar contratos que sejam lesivos ao cofres públicos?

Não. De maneira alguma.

Onde você leu isto?

E?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 07 de Abril de 2017, 10:38:55
Como ficariam as aposentadorias dos atuais inativos, os servidores públicos inativos etc, que têm alto impacto no gasto da previdência?

Não. Não dá pra baixar pra R$ 2k, porque eles tem direito adquirido.

A resposta está na própria pergunta.

Estes "direitos adquiridos" (na realidade o melhor é dizer "espoliação do setor privado por uma casta de vagabundos") tem que ser cortados.

Imediatamente.

Se por casta de vagabundos você está se referindo a todos os servidores públicos, acho um comentário grosseiro e injusto.

Muitos médicos, professores, policiais, e servidores da burocracia mesmo, muitos destes trabalham.
Pode-se dizer que tem privilégios nas aposentadorias, etc, se discutir isso... Mas generalizar todos como "vagabundos"?

Peço desculpa pela minha redação pois que sugere uma generalização inaceitável.

Não posso escrever mais nada porque estou entrando em uma reunião agora.

Depois eu discorro melhor.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gabarito em 07 de Abril de 2017, 14:26:05
Texto muito elucidativo.
Principalmente para os que não querem enxergar o rombo e insinuam que é tudo uma conspiração para enriquecer bancos e rentistas.
E saem por aí a brigar com a Matemática.

Citar
No país dos desiguais (http://blogs.oglobo.globo.com/miriam-leitao/post/no-pais-dos-desiguais.html)
por Míriam Leitão
07/04/2017 06:00

Se a Câmara dos Deputados derrotar a reforma da Previdência estará marchando contra o equilíbrio fiscal, contra a demografia, contra o bom senso e contra o país. Já fez isso em outras ocasiões, quando exigiu tantas mudanças que desidrataram as propostas. A Câmara pode dizer “não” e acabar de vez com qualquer credibilidade que ainda possa ter nessa legislatura.

Não é este governo que precisa da reforma. É o Brasil. Os dados são eloquentes e alarmantes. A população de 60 anos ou mais está crescendo a 4% ao ano. Ainda é de apenas 12,5% do país e mesmo assim a Previdência tem um rombo que cresce exponencialmente, fruto das regras erradas que concederam a um grupo de pessoas o que não há possibilidade de dar a todos.

A Previdência precisa oferecer o básico a todo mundo e para isso a primeira exigência é cortar privilégios como o das aposentadorias precoces. Quem se aposenta por tempo de serviço tem uma renda maior do que quem se aposenta por idade no Brasil. Para o segundo grupo, em geral trabalhadores do setor informal e com salário mínimo, sempre valeu a idade mínima de 60 anos.

Em nenhum país do mundo, nem mesmo os mais ricos, existe uma previdência que garanta aposentadoria antes dos 50 para algumas castas, que permite a filhas de certas categorias de funcionários pensão vitalícia, que permite a acumulação de benefícios, que dá rendimentos tão altos a grupos da elite. O que quebrou a Previdência não foi o envelhecimento da população. Este é um país jovem, com 38,6% entre zero e 24 anos e 48,8% entre 25 e 59 anos. Ou seja, 87,5% dos brasileiros têm menos de 60 anos. O que quebrou a Previdência foram os abusivos privilégios de uma sociedade de desiguais.

O senador Renan Calheiros pode tentar escapar pela demagogia fingindo ser um rebelde na base aliada, mesmo sendo o líder do PMDB. Ele já está há muito tempo a caminho da insignificância. Enquanto se anula, ele ainda faz estragos, porque dá aos deputados a desculpa perfeita para recusaram a reforma: de que eles não vão votar medida impopular porque não há garantia de que o Senado vai aprovar. O PMDB pode errar mais uma vez nesta rara oportunidade que tem de governar o país. Chegou à presidência de carona com o PT, mas prometendo fazer uma ponte para o futuro. Se o partido derrubar a reforma estará derrotando a si mesmo e estará provando que é bom para ocupar o governo, como uma tropa invasora, mas não é bom para assumir as responsabilidades de governar.

É fácil ficar contra a reforma da Previdência porque ela traz a amarga verdade de que temos que fazer um novo pacto se quisermos sustentabilidade fiscal. É fácil ficar contra, porque o estouro não será amanhã. O país vai piorar aos poucos, vai perder chances, vai desviar para os mais velhos o que deveria ficar com as crianças, vai tomar decisões irracionais, vai empobrecer. Amanhã, quando o sistema ruir, ninguém se lembrará dos nomes dos deputados e senadores que negaram ao país a possibilidade de reorganizar suas contas diante de uma nova realidade social, fiscal e demográfica.

A proposta não é perfeita, mas ela tem princípios basilares que têm que estar em qualquer reorganização do sistema de aposentadorias e pensões: idade mínima compatível com a expectativa de vida; igualdade de responsabilidades entre homens e mulheres; redução dos privilégios de categorias. Ela falha quando não avança, quando protege os protegidos como os militares das Forças Armadas. Ela falha quando se apequena diante do tamanho da sua tarefa. Teria que ser mais reforma e não menos.

O Brasil precisa pensar no seu futuro, se quiser ter um. A cada dia 7 de abril eu revisito o sentimento de que o tempo passa rápido. É mais um ano de vida. É nesse momento que a visão de futuro fica mais aguda e clara. Sei que amanhã serei xingada nas redes por escrever o que estou escrevendo. Não me importo. Este é o meu papel e estou feliz pela oportunidade de exercê-lo. Eu preciso alertar principalmente os mais jovens que a reforma da Previdência não resolverá nossos problemas, mas impedirá que eles se agravem. E pode abrir a porta para a realização de outros projetos urgentes do país.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Diegojaf em 10 de Abril de 2017, 16:29:31
Como ficariam as aposentadorias dos atuais inativos, os servidores públicos inativos etc, que têm alto impacto no gasto da previdência?

Não. Não dá pra baixar pra R$ 2k, porque eles tem direito adquirido.

A resposta está na própria pergunta.

Estes "direitos adquiridos" (na realidade o melhor é dizer "espoliação do setor privado por uma casta de vagabundos") tem que ser cortados.

Imediatamente.

Se por casta de vagabundos você está se referindo a todos os servidores públicos, acho um comentário grosseiro e injusto.

Muitos médicos, professores, policiais, e servidores da burocracia mesmo, muitos destes trabalham.
Pode-se dizer que tem privilégios nas aposentadorias, etc, se discutir isso... Mas generalizar todos como "vagabundos"?

Aparentemente, não é só a esquerda que tem um monte de "proto-ditador" esperando pra acontecer... ::)
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: _Juca_ em 10 de Abril de 2017, 16:35:44
Como ficariam as aposentadorias dos atuais inativos, os servidores públicos inativos etc, que têm alto impacto no gasto da previdência?

Não. Não dá pra baixar pra R$ 2k, porque eles tem direito adquirido.

A resposta está na própria pergunta.

Estes "direitos adquiridos" (na realidade o melhor é dizer "espoliação do setor privado por uma casta de vagabundos") tem que ser cortados.

Imediatamente.

Interessante, então você é a favor de quebrar contratos que sejam lesivos ao cofres públicos?

Não. De maneira alguma.

Onde você leu isto?

E?

Como cortar direitos adquiridos sem quebrar contratos?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 10 de Abril de 2017, 17:02:02
Como ficariam as aposentadorias dos atuais inativos, os servidores públicos inativos etc, que têm alto impacto no gasto da previdência?

Não. Não dá pra baixar pra R$ 2k, porque eles tem direito adquirido.

A resposta está na própria pergunta.

Estes "direitos adquiridos" (na realidade o melhor é dizer "espoliação do setor privado por uma casta de vagabundos") tem que ser cortados.

Imediatamente.

Se por casta de vagabundos você está se referindo a todos os servidores públicos, acho um comentário grosseiro e injusto.

Muitos médicos, professores, policiais, e servidores da burocracia mesmo, muitos destes trabalham.
Pode-se dizer que tem privilégios nas aposentadorias, etc, se discutir isso... Mas generalizar todos como "vagabundos"?

"Vagabundos" é um termo muito 'pesado' para usar indistintamente. Já pedi desculpa por isto.

Ainda que apenas uma "elite" (sic) de funcionalismo ganhe obscenamente bem, o fato é que todo o funcionalismo público teve ou tem muitas benesses que o setor privado nunca desfrutou, em função não de mérito e sim do corporativismo e da leniência da população e dos gestores públicos.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 10 de Abril de 2017, 17:03:12
Como ficariam as aposentadorias dos atuais inativos, os servidores públicos inativos etc, que têm alto impacto no gasto da previdência?

Não. Não dá pra baixar pra R$ 2k, porque eles tem direito adquirido.

A resposta está na própria pergunta.

Estes "direitos adquiridos" (na realidade o melhor é dizer "espoliação do setor privado por uma casta de vagabundos") tem que ser cortados.

Imediatamente.

Se por casta de vagabundos você está se referindo a todos os servidores públicos, acho um comentário grosseiro e injusto.

Muitos médicos, professores, policiais, e servidores da burocracia mesmo, muitos destes trabalham.
Pode-se dizer que tem privilégios nas aposentadorias, etc, se discutir isso... Mas generalizar todos como "vagabundos"?

Aparentemente, não é só a esquerda que tem um monte de "proto-ditador" esperando pra acontecer... ::)

Não precisa de ditador.

Basta ter um legislativo cooptado, como frequentemente faz o funcionalismo público, especialmente o de alto escalão.  :)
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 10 de Abril de 2017, 17:04:32
Como ficariam as aposentadorias dos atuais inativos, os servidores públicos inativos etc, que têm alto impacto no gasto da previdência?

Não. Não dá pra baixar pra R$ 2k, porque eles tem direito adquirido.

A resposta está na própria pergunta.

Estes "direitos adquiridos" (na realidade o melhor é dizer "espoliação do setor privado por uma casta de vagabundos") tem que ser cortados.

Imediatamente.

Interessante, então você é a favor de quebrar contratos que sejam lesivos ao cofres públicos?

Não. De maneira alguma.

Onde você leu isto?

E?

Como cortar direitos adquiridos sem quebrar contratos?

Contratos podem ser denunciados se não houver suporte econômico que possa viabilizá-los.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: _Juca_ em 10 de Abril de 2017, 17:10:18
Como ficariam as aposentadorias dos atuais inativos, os servidores públicos inativos etc, que têm alto impacto no gasto da previdência?

Não. Não dá pra baixar pra R$ 2k, porque eles tem direito adquirido.

A resposta está na própria pergunta.

Estes "direitos adquiridos" (na realidade o melhor é dizer "espoliação do setor privado por uma casta de vagabundos") tem que ser cortados.

Imediatamente.

Interessante, então você é a favor de quebrar contratos que sejam lesivos ao cofres públicos?

Não. De maneira alguma.

Onde você leu isto?

E?

Como cortar direitos adquiridos sem quebrar contratos?

Contratos podem ser denunciados se não houver suporte econômico que possa viabilizá-los.

Então podemos para de pagar a dívida pública. Eu pensava que você era contra o calote do Estado.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 10 de Abril de 2017, 17:19:43
Como ficariam as aposentadorias dos atuais inativos, os servidores públicos inativos etc, que têm alto impacto no gasto da previdência?

Não. Não dá pra baixar pra R$ 2k, porque eles tem direito adquirido.

A resposta está na própria pergunta.

Estes "direitos adquiridos" (na realidade o melhor é dizer "espoliação do setor privado por uma casta de vagabundos") tem que ser cortados.

Imediatamente.

Interessante, então você é a favor de quebrar contratos que sejam lesivos ao cofres públicos?

Não. De maneira alguma.

Onde você leu isto?

E?

Como cortar direitos adquiridos sem quebrar contratos?

Contratos podem ser denunciados se não houver suporte econômico que possa viabilizá-los.

Então podemos para de pagar a dívida pública. Eu pensava que você era contra o calote do Estado.

Certo. Em tese, você está correto.

Mas são dois tipos de compromissos completamente distintos. A dívida foi gerada livremente pelo Estado, que tomou emprestado dinheiro da população e tem que devolvê-lo, com alguma remuneração.

O outro compromisso são benesses que foram feitas para favorecer uma casta, por meio da cooptação de legisladores e gestores ao longo de décadas de imoralidade administrativa. São legais mas imorais, como já frisei antes.

Para constar: Não tenho nada contra o não pagamento da dívida pública, desde que se faça uma auditoria, se condene os culpados por corrupção e não se prejudique os que emprestaram dinheiro.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lakatos em 10 de Abril de 2017, 17:42:16
A tese do pessoal que defende calote da dívida também é de que as condições foram estabelecidas de forma deliberadamente desvantajosa para o Estado, através de cooptação de políticos e do TCU.

Da mesma forma, o único jeito de resolver isso sem apelar a uma medida ditatorial é reformar o processo "daqui para frente", sem alterar contratos já firmados.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: _Juca_ em 10 de Abril de 2017, 17:44:45
Como ficariam as aposentadorias dos atuais inativos, os servidores públicos inativos etc, que têm alto impacto no gasto da previdência?

Não. Não dá pra baixar pra R$ 2k, porque eles tem direito adquirido.

A resposta está na própria pergunta.

Estes "direitos adquiridos" (na realidade o melhor é dizer "espoliação do setor privado por uma casta de vagabundos") tem que ser cortados.

Imediatamente.

Interessante, então você é a favor de quebrar contratos que sejam lesivos ao cofres públicos?

Não. De maneira alguma.

Onde você leu isto?

E?

Como cortar direitos adquiridos sem quebrar contratos?

Contratos podem ser denunciados se não houver suporte econômico que possa viabilizá-los.

Então podemos para de pagar a dívida pública. Eu pensava que você era contra o calote do Estado.

Certo. Em tese, você está correto.

Mas são dois tipos de compromissos completamente distintos. A dívida foi gerada livremente pelo Estado, que tomou emprestado dinheiro da população e tem que devolvê-lo, com alguma remuneração.

O outro compromisso são benesses que foram feitas para favorecer uma casta, por meio da cooptação de legisladores e gestores ao longo de décadas de imoralidade administrativa. São legais mas imorais, como já frisei antes.

Para constar: Não tenho nada contra o não pagamento da dívida pública, desde que se faça uma auditoria, se condene os culpados por corrupção e não se prejudique os que emprestaram dinheiro.

Concordo. Mas nunca haverá auditoria da dívida e por consequencia quebra de benesses corporativas previdenciarias, porque os aristocratas do Estado ou não simplesmente abominam qualquer auditoria pública para revisar qualquer contrato, lesivo ou não.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Onsigbare em 10 de Abril de 2017, 18:04:17
Em Pindorama, a média da aposentadoria de trabalhadores vindos da área privada é de R$ 1.600,00 mensais. O grande nó está na área pública. E não se trata, no caso, das importantes funções de professor, médico do SUS, policiais e que tais. O que sobe a média são as aposentadorias suecas do executivo, legislativo e judiciário. Vamos a elas?
Média mensal de aposentadoria trabalhador área privada: R$ 1.600,00
Média mensal de aposentadoria poder executivo:
R$ 8.000,00
Média mensal aposentadoria poderes legislativo e judiciário:
R$ 25.000,00
Média mensal aposentadoria Ministério Público (a Liga da Justiça, manja?):
R$ 30.000,00
E aí? Tá gostoso? Vai ficar pior. Para manter as aposentadorias dos nababos supracitados, estas que realmente corroem as entranhas do sistema previdenciário, vão apertar o torniquete em torno do meu, do seu, do nosso pescoço.
Peguei na rede...então não sei se os dados são reais...
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 10 de Abril de 2017, 19:05:55
Não se iluda, Onsigbare.

A aposentadoria de todo o funcionalismo tem sobrepeso na previdência, porque mesmo com média salarial bem menor que os nababos (juízes, procuradores, etc), ela é bem maior que o do setor privado.

Considerando que a quantidade de funcionários de baixo e médio escalão é enorme, o rombo provocado por eles também é gigantesco.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lorentz em 10 de Abril de 2017, 19:13:02
Em Pindorama, a média da aposentadoria de trabalhadores vindos da área privada é de R$ 1.600,00 mensais. O grande nó está na área pública. E não se trata, no caso, das importantes funções de professor, médico do SUS, policiais e que tais. O que sobe a média são as aposentadorias suecas do executivo, legislativo e judiciário. Vamos a elas?
Média mensal de aposentadoria trabalhador área privada: R$ 1.600,00
Média mensal de aposentadoria poder executivo:
R$ 8.000,00
Média mensal aposentadoria poderes legislativo e judiciário:
R$ 25.000,00
Média mensal aposentadoria Ministério Público (a Liga da Justiça, manja?):
R$ 30.000,00
E aí? Tá gostoso? Vai ficar pior. Para manter as aposentadorias dos nababos supracitados, estas que realmente corroem as entranhas do sistema previdenciário, vão apertar o torniquete em torno do meu, do seu, do nosso pescoço.
Peguei na rede...então não sei se os dados são reais...


É interessante pegar o percentual que essas aposentadorias representam. Parece que a classe política inteira, mesmo com aposentadorias gordas, representam menos de 1% da previdência. Já os funcionários públicos em geral representam 25% dos gastos, mesmo sendo uns 2% de trabalhadores.

O Geo respondeu antes.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 10 de Abril de 2017, 19:24:28
A tese do pessoal que defende calote da dívida também é de que as condições foram estabelecidas de forma deliberadamente desvantajosa para o Estado, através de cooptação de políticos e do TCU.

Da mesma forma, o único jeito de resolver isso sem apelar a uma medida ditatorial é reformar o processo "daqui para frente", sem alterar contratos já firmados.

Eles que provem esta "tese".

A tese dos que defendem que o funcionalismo público é uma casta não precisa de nenhuma demonstração especial. É só pegar os holerites deles e a legislação.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 10 de Abril de 2017, 19:27:01
[...]
Da mesma forma, o único jeito de resolver isso sem apelar a uma medida ditatorial é reformar o processo "daqui para frente", sem alterar contratos já firmados.

É o que os atuais nababos mais quetem, caso eles percam as suas benesses abjetas.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lakatos em 10 de Abril de 2017, 20:02:54
A tese do pessoal que defende calote da dívida também é de que as condições foram estabelecidas de forma deliberadamente desvantajosa para o Estado, através de cooptação de políticos e do TCU.

Da mesma forma, o único jeito de resolver isso sem apelar a uma medida ditatorial é reformar o processo "daqui para frente", sem alterar contratos já firmados.

Eles que provem esta "tese".

A tese dos que defendem que o funcionalismo público é uma casta não precisa de nenhuma demonstração especial. É só pegar os holerites deles e a legislação.

A única forma de provar seria realizando a tal "auditoria", que por si só já traz prejuízos passando uma mensagem de insegurança para os investidores e aumentando os juros. Mas, ao mesmo tempo, a resistência em realizá-la alimenta a retórica de que há irregularidades que estão sendo abafadas.

No caso do funcionalismo público, também é necessário provar que a disparidade de privilégios foi obtida por meio de cooptação ilegal, e não por contrato "livremente aceito" pelo Estado como você defende no caso da dívida. Os números em si não dizem nada.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Johnny Cash em 10 de Abril de 2017, 20:54:09
A tese do pessoal que defende calote da dívida também é de que as condições foram estabelecidas de forma deliberadamente desvantajosa para o Estado, através de cooptação de políticos e do TCU.

Da mesma forma, o único jeito de resolver isso sem apelar a uma medida ditatorial é reformar o processo "daqui para frente", sem alterar contratos já firmados.

Eles que provem esta "tese".

A tese dos que defendem que o funcionalismo público é uma casta não precisa de nenhuma demonstração especial. É só pegar os holerites deles e a legislação.

A única forma de provar seria realizando a tal "auditoria", que por si só já traz prejuízos passando uma mensagem de insegurança para os investidores e aumentando os juros. Mas, ao mesmo tempo, a resistência em realizá-la alimenta a retórica de que há irregularidades que estão sendo abafadas.

No caso do funcionalismo público, também é necessário provar que a disparidade de privilégios foi obtida por meio de cooptação ilegal, e não por contrato "livremente aceito" pelo Estado como você defende no caso da dívida. Os números em si não dizem nada.

Poderia se amenizar o efeito da pura auditoria aos investidores, divulgando critérios preferencialmente sólidos e amparados em práticas profissionais do ramo e promovendo o propósito que é o de se verificar irregularidades apenas.

Dessa forma, se bobear, até se atrai mais confiança de investidores sérios. Bom... acreditando que ainda há, em algum canto, bom caratismo.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Skeptikós em 10 de Abril de 2017, 20:57:33
Agora, 49 anos de contribuição é quase impossível um trabalhador da iniciativa privada alcançar, com tantas crises que geram desemprego que sempre se passa no país. Se começar a trabalhar com 20, só iria se aposentar com 69, isso sem ficar desempregado.

Não é impossível porque a qualidade de vida e expectativa de vida estão aumentando. E o número não pode ser menor por uma questão matemática.

Talvez se fizéssemos a reforma no primeiro mandato do Lula, hoje talvez poderíamos nos aposentar aos 60 e contribuir até uns 40. Mas gostamos de empurrar tudo com a barriga.
A reforma como proposta pouco impactará na aposentadoria dos mais pobres, já que a maioria dessas pessoas se aposenta por idade e não por contribuição, e 90% destes se aposentam com salário mínimo. Como o salário mínimo é o piso previdenciário, para a maioria da população pobre a taxa de reposição ao se aposentarem (mesmo que por idade e não por contribuição de serviço), será de 100% do seu salário. Além disso, mesmo para os menos pobres, 49 anos é a idade exigida para a pessoa se aposentar com a taxa de reposição de seu salário em 100%, a chamada aposentadoria integral. Por consequência a pessoa pode optar por por um tempo menor sacrificando parte da taxa de reposição de sua aposentadoria (mas pessoas bem qualificadas, que geralmente são as que se aposentam por tempo de contribuição, sofrem menos com o desemprego ao longo da vida em relação aos pobres e menos qualificados, e por tanto, não será tão difícil para elas como o é para os mais pobres se aposentarem por tempo de contribuição, mesmo com esta reforma).

Os dados são deste site (http://estadominimo.com/os-mitos-sobre-a-reforma-da-previdencia/).
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lakatos em 10 de Abril de 2017, 21:27:28
A tese do pessoal que defende calote da dívida também é de que as condições foram estabelecidas de forma deliberadamente desvantajosa para o Estado, através de cooptação de políticos e do TCU.

Da mesma forma, o único jeito de resolver isso sem apelar a uma medida ditatorial é reformar o processo "daqui para frente", sem alterar contratos já firmados.

Eles que provem esta "tese".

A tese dos que defendem que o funcionalismo público é uma casta não precisa de nenhuma demonstração especial. É só pegar os holerites deles e a legislação.

A única forma de provar seria realizando a tal "auditoria", que por si só já traz prejuízos passando uma mensagem de insegurança para os investidores e aumentando os juros. Mas, ao mesmo tempo, a resistência em realizá-la alimenta a retórica de que há irregularidades que estão sendo abafadas.

No caso do funcionalismo público, também é necessário provar que a disparidade de privilégios foi obtida por meio de cooptação ilegal, e não por contrato "livremente aceito" pelo Estado como você defende no caso da dívida. Os números em si não dizem nada.

Poderia se amenizar o efeito da pura auditoria aos investidores, divulgando critérios preferencialmente sólidos e amparados em práticas profissionais do ramo e promovendo o propósito que é o de se verificar irregularidades apenas.

Dessa forma, se bobear, até se atrai mais confiança de investidores sérios. Bom... acreditando que ainda há, em algum canto, bom caratismo.

Acho que a disputa retórica nessa questão já chegou em nível irreconciliável. Os principais argumentos do movimento que tomou a frente dessa pauta são bastante enviesados, e acho que mesmo uma auditoria técnica já seria vendida por eles como uma tentativa de abafar o caso. Eles inclusive superestimam muito o efeito da dívida pública atual sobre o nível de investimento do governo, já que ignoram que boa parte do gasto é apenas rolagem, e não dinheiro público propriamente dito sendo "desviado" para o serviço da dívida. Ou seja, não é um dinheiro livre que "sobraria" caso a dívida deixasse de ser paga.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Skeptikós em 10 de Abril de 2017, 21:43:24
Fora que o calote da divida (principalmente se não for feito uma auditoria) dificultaria para o governo conseguir novos empréstimos. Que investidor, interno ou estrangeiro escolheria emprestar dinheiro para um governo que não honra as suas dívidas?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Skorpios em 11 de Abril de 2017, 08:08:01
https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/04/10/povo-foi-golpeado-e-traido-por-temer-e-congresso-diz-panfleto-de-paroquia-em-sp.htm

(https://conteudo.imguol.com.br/c/noticias/03/2017/04/10/trecho-do-folheto-da-paroquia-nossa-senhora-do-carmo-em-itaquera-zona-leste-de-sp-ganhou-as-redes-sociais-nesse-fim-de-semana-1491862793320_300x420.jpg)

 :hmph:
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Agnoscetico em 13 de Abril de 2017, 09:40:33

Por acaso achei isso:

"Despedida em Grande Estilo" tira humor da tragédia da previdência social


http://gente.ig.com.br/cultura/2017-04-06/despedida-grande-estilo.html (http://gente.ig.com.br/cultura/2017-04-06/despedida-grande-estilo.html)

Filme coloca Michael Caine, Alan Arkin e Morgan Freeman como Robin hoods vovôs e garante torcida do público em mais um exemplar que opõe o homem ao sistema. Leia a crítica da produção que estreia nesta quinta (6)

Só pela reunião de cinco gigantes do cinema - sir  Michael Caine , Morgan Freeman , Alan Arkin, Ann-Margret e, em papel secundário, Christopher Lloyd - “Despedida em grande estilo” já valeria o ingresso. Calculadora na mão, eles têm, juntos, exatos 399 anos de experiência. Pois o que chama atenção de imediato no filme dirigido por Zach Braff (“Hora de Voltar”), 42 anos, é a impressionante energia de um elenco formado por profissionais já avançados na melhor idade. E lidando com tema atualíssimo: a incapacidade das sociedades ocidentais, países nórdicos excluídos, de encontrar uma maneira para proteger seus trabalhadores idosos. Reforma da Previdência, anyone?

Inspirado livremente em filme homônimo de 1979 sobre três amigos que decidem roubar um banco afim de garantir um final de vida, por mais parodaxal que pareça, digno, para eles e suas famílias, “Despedida em grande estilo” é um retrato divertido e com alguns clichês hollywoodianos sobre a vida da classe media-baixa americana depois da globalização. Os empregos foram parar na China e no Vietnã e as aposentadorias privadas ficam indisponíveis no banco da noite para o dia. Sem dinheiro para pagar as contas do hospital – não há sistema de saúde público universal nos EUA – e a hipoteca da casa própria, Willie (Freeman), Joel (Caine) e Albert (Arkin) decidem “pegar o que é nosso de volta, à força”.

[...]

O roteiro de Theodore Melfi, diretor do elogiado “Estrelas além do tempo”, deixou de lado o tom mais soturno do filme original, dando foco à crítica social. Da cadeira do cinema, é, de fato, difícil não se juntar ao desejo de vingança dos idosos contra as grandes corporações, notadamente os bancos. E, sob a sombra do assalto à Previdência Social brasileira, não torcer descaradamente pelo trio de Robin Hoods vovôs disposto a provar que idade, no fim das contas, está mesmo na cabeça, e no bolso, de cada um.









Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Agnoscetico em 23 de Abril de 2017, 13:17:20

Contribuição para a Previdência resiste a alta do desemprego

A carteira de trabalho deixou de ser uma realidade para metade dos brasileiros que sobreviveram à crise econômica, mas nem assim o sonho da aposentadoria perdeu força.
De acordo com as estatísticas do IBGE, o grupo que trabalha sem carteira assinada chegou no fim do ano passado à marca de 50% da população ocupada no Brasil, pela primeira vez em cinco anos.
A onda de demissões dos últimos dois anos fez crescer o número de pessoas que trabalham por conta própria, abrindo seus próprios negócios ou atuando sem registro.
Embora a tendência nessas formas de trabalho seja a informalidade, o que se viu foi um aumento do número de pessoas que contribuíram para a Previdência Social.
Dos pouco mais de 90 milhões de trabalhadores brasileiros (com e sem carteira), 65% contribuíram para a Previdência no quarto trimestre do ano passado, mais do que os 62% de quatro anos antes.
Fatia da população ocupada que contribui para a Previdência, em % -
Em números absolutos, a alta foi de 56 milhões de trabalhadores para quase 59 milhões no mesmo intervalo.
"O senso comum leva a pensar que seria o contrário", diz Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. "Mas, embora a crise tenha levado ao desemprego, a contribuição manteve o ritmo de crescimento."
Segundo ele, trata-se de um movimento gradual, que evolui à medida que a população "ganha acesso à educação e à informação sobre a importância de contribuir".
Entre os trabalhadores por conta própria, que hoje reúnem 22 milhões de pessoas
-de ambulantes a consultores-, a parcela dos que contribuem cresceu de 23% em 2012 para 31% no fim de 2016.
Para quem trabalha sem registro em carteira, o aumento na parcela de contribuintes foi de quase 11% para 15% nos últimos cinco anos.
Participação de profissionais sem carteira na população ocupada brasileira, em % -
O movimento se repete entre os empregadores, em que a parcela de pessoas que contribuem para a Previdência aumentou de 69% para 78%.
É o caso de Mel Casagrande, que trabalhou com carteira assinada por 15 anos na companhia aérea TAM, mas foi demitida em um corte promovido durante a recessão.
"Chorei três dias e levantei depois pensando que era hora de colocar em prática um sonho de negócio engavetado por muito tempo", conta.
Casagrande abriu uma pequena loja de roupas femininas no ano passado e decidiu agora expandir para vender também peças de decoração.
GERAÇÃO
Trata-se de uma questão cultural, segundo o professor Bruno Ottoni, da FGV. "O indivíduo que passou pelo emprego formal está acostumado, entende que o benefício existe e tem motivação para continuar", diz. "O que estava no mercado informal se desmotiva, principalmente agora que a lei vai mudar."
A professora do Ibmec/RJ Ylana Miller pondera que a Previdência pode sofrer um "impacto geracional", intensificado pela reforma em discussão no Congresso, dificultando a conquista do benefício. "Essa nova geração não vê mais tanto valor em contribuir porque não tem uma contrapartida adequada. Por isso vemos crescer a tendência de preferência por uma previdência privada", diz.


Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 02 de Maio de 2017, 16:36:18
A tese do pessoal que defende calote da dívida também é de que as condições foram estabelecidas de forma deliberadamente desvantajosa para o Estado, através de cooptação de políticos e do TCU.

Da mesma forma, o único jeito de resolver isso sem apelar a uma medida ditatorial é reformar o processo "daqui para frente", sem alterar contratos já firmados.

Eles que provem esta "tese".

A tese dos que defendem que o funcionalismo público é uma casta não precisa de nenhuma demonstração especial. É só pegar os holerites deles e a legislação.

A única forma de provar seria realizando a tal "auditoria", que por si só já traz prejuízos passando uma mensagem de insegurança para os investidores e aumentando os juros. Mas, ao mesmo tempo, a resistência em realizá-la alimenta a retórica de que há irregularidades que estão sendo abafadas.

No caso do funcionalismo público, também é necessário provar que a disparidade de privilégios foi obtida por meio de cooptação ilegal, e não por contrato "livremente aceito" pelo Estado como você defende no caso da dívida. Os números em si não dizem nada.

Pelo contrário.

Os números dizem tudo e refletem a exata medida da imoralidade administrativa de décadas, em todos os níveis de poder e nos três poderes. Mostram que, com algumas raríssimas exceções, os administradores fizeram as vontades obscenas dos setores mais influentes do funcionalismo público, para se colocarem em vantagem nas disputas eleitorais.

Isto pode ser medido nos salários, na aposentadoria com salário integral, nas benesses diretas e indiretas que todos os funcionários tem, em diferentes graus, é claro.

A situação mudou um pouco (sim, apenas um pouco) com a LRF.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 03 de Maio de 2017, 16:51:18
Eu sei que responder a troll pode ser visto como perda de tempo, mas minhas respostas são para os demais leitores do tópico, não para o próprio.

Caro DDV

Doravante não responda as questões dos foristas que você considera como trolls, mas não nomine-os porque pode isto ser considerado uma ofensa.

Se estiver descontente com o comportamento de alguém, denuncie-o para a Moderação.

Fica a advertência.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 03 de Maio de 2017, 16:55:56
Fala em 'confrontar' o mercado financeiro?
Confrontar  a elite rentista? Questionar o rentismo ? Questionar o poder dos  Barões banqueiros?  Que horror. Horror dos horrores.  Isso é totalmente impensável.   Isso seria o fim do mundo.   Isso seria o fim da sociedade mundial.  Eles jamais devem ser questionados.

 :D 

Caro JJ

Esta resposta foi denunciada como trollismo por outro forista.

Peço que, doravante, responda objetivamente ou não participe com 'gracinhas'.

Use ironias no meio de uma resposta substanciada com argumentos.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Skorpios em 28 de Junho de 2017, 07:42:35
Ressuscitando...

Citar
Os ricos e a apropriação de renda via previdência social (https://leorosa.jusbrasil.com.br/artigos/472298908/os-ricos-e-a-apropriacao-de-renda-via-previdencia-social?utm_campaign=newsletter-daily_20170627_5518&utm_medium=email&utm_source=newsletter)

Aposentadoria do setor público é o maior programa de transferência de renda de pobre para rico.

Temos sido como que uma decorrência simples de nós mesmos. Não creio na linearidade da História, mas às vezes me fica a impressão que somos, nos privilégios de certas castas de hoje, um simples desdobramento das desigualdades do passado.

Com a vinda da Corte portuguesa ao Brasil, em fuga de Napoleão Bonaparte, vieram as regalias da nobreza. Aos nobres se reservou o que havia de melhor. O melhor era trabalhar no aparato estatal real, quer dizer, em algum emprego público.

Entre 15 e 25 mil, é o número estimado de cortesões que atravessaram o Atlântico. Apurado tal número, deduzindo-se mulheres, crianças e alguns serviçais, supõe-se que se criaram, para acomodá-los, algo entre 5 e 10 mil empregos públicos.

Empregos para acomodar essa gente que se confundia com a máquina administrativa do Estado português sediado, por circunstâncias forçosas, em terra brasileira. Fugido às pressas, Portugal teve tempo de trazer na bagagem os modos portugueses de ser.

A nossa Coisa Pública nos caiu de pacote, lançada sobre o que tínhamos de uma incipiente Sociedade. Não construímos nos desdobramentos das necessidades a nossa burocracia estatal; a Corte, majestática, deitou-se sobre o Brasil.

No andar dos acontecimentos, então, o lugar nobre do emprego público foi inaugurado pelos áulicos; depois, foi recinto dos filhos dos coronéis da política; a seguir, feito prêmio para os indicados partidários; após, mantidos por “direitos adquiridos”.

Estão aí, ainda hoje, a nobreza do emprego no Estado, o corporativismo que compartilha vantagens que o trabalho na iniciativa privada não possui, a partilha partidarizada da sua gerência, os penduricalhos de “vantagens adquiridas”.

Tudo isso desembocou na previdência. Temos dois regimes, regra geral: o que protege os funcionários públicos, o que abrange os celetistas. Até onde a internet pode me informar, essa separação entre trabalhadores é uma exclusividade nacional.

Trago dados apresentados e discutidos no programa Canal Livre publicado em 10abr17, apresentado por Ricardo Boechat, com Fernando Mitre e Eduardo Oinegue, recebendo José Márcio Camargo e José Roberto Savoia.

Gastamos 13% do PIB com previdência com pessoas acima dos 60 anos, assim como a Alemanha. Temos 11% da população acima de 60 anos; a Alemanha, 23%. Países com população de mais de 60 anos equivalente à nossa gastam em média 4% do PIB.

No setor público há paridade de vencimentos entre o servidor na ativa e o aposentado. A média de aposentadoria nesse setor é R$ 9 mil; no setor privado é R$ 1.6 mil. Exatamente o setor produtivo é o castigado pelo nosso sistema.

Entre os Poderes da República, o gasto médio no Legislativo é R$ 28 mil; no Judiciário é R$ 25 mil. No Ministério Público é acima de R$ 30 mil. A média do Executivo é mais reduzida, inclusive pela discrepância de salários dentro do próprio Poder.

O setor público gasta 115 bilhões com 1 milhão de aposentados, o setor privado gasta 500 bilhões com 33 milhões. A quantidade de aposentados com a média de R$ 1,6 mil é de 33 milhões. Um milhão de pessoas alcança média de R$ 28 mil.

O déficit acumulado do setor público de 2001 a 2015 é de R$ 1,3 trilhão; o do setor privado foi de R$ 450 bilhões. Comparando, o bolsa família nesse período gastou R$ 250 milhões, atendendo a 30 milhões de pessoas.

Aposentadoria do setor público é o maior programa de transferência de renda de pobre pra rico. Esse setor formou um estoque de direitos em aposentadorias e pensões, provocando um buraco de 250 bilhões ano na previdência.

A previdência tem R$ 450 bilhões de crédito. R$ 300 bilhões tornaram-se incobráveis. Esse crédito é um estoque, mesmo que se o realizasse, seria uma entrada única. O problema da previdência é de fluxo. Ainda que se cobrisse o furo, ele se repetiria.

Pobre aposenta-se por idade aos 65 anos. 60% dos aposentados por idade é de baixa renda. Classe média e alta é que se aposenta por contribuição. À maioria dos aposentados toca a aposentadoria mínima, que é o salário mínimo.

Nosso sistema previdenciário, pois, se é um problema para o Brasil, é uma solução para as castas que se agarram às entranhas do Estado e dele ou por meio dele sugam tudo o que podem, inclusive a renda de final de vida dos desfavorecidos da Nação.

Temos sido como que uma decorrência simples de nós mesmos. Não creio na linearidade da História, mas às vezes me fica a impressão que somos, nos privilégios de certas castas de hoje, um simples desdobramento das desigualdades do passado.

Com a vinda da Corte portuguesa ao Brasil, em fuga de Napoleão Bonaparte, vieram as regalias da nobreza. Aos nobres se reservou o que havia de melhor. O melhor era trabalhar no aparato estatal real, quer dizer, em algum emprego público.

Entre 15 e 25 mil, é o número estimado de cortesões que atravessaram o Atlântico. Apurado tal número, deduzindo-se mulheres, crianças e alguns serviçais, supõe-se que se criaram, para acomodá-los, algo entre 5 e 10 mil empregos públicos.

Empregos para acomodar essa gente que se confundia com a máquina administrativa do Estado português sediado, por circunstâncias forçosas, em terra brasileira. Fugido às pressas, Portugal teve tempo de trazer na bagagem os modos portugueses de ser.

A nossa Coisa Pública nos caiu de pacote, lançada sobre o que tínhamos de uma incipiente Sociedade. Não construímos nos desdobramentos das necessidades a nossa burocracia estatal; a Corte, majestática, deitou-se sobre o Brasil.

No andar dos acontecimentos, então, o lugar nobre do emprego público foi inaugurado pelos áulicos; depois, foi recinto dos filhos dos coronéis da política; a seguir, feito prêmio para os indicados partidários; após, mantidos por “direitos adquiridos”.

Estão aí, ainda hoje, a nobreza do emprego no Estado, o corporativismo que compartilha vantagens que o trabalho na iniciativa privada não possui, a partilha partidarizada da sua gerência, os penduricalhos de “vantagens adquiridas”.

Tudo isso desembocou na previdência. Temos dois regimes, regra geral: o que protege os funcionários públicos, o que abrange os celetistas. Até onde a internet pode me informar, essa separação entre trabalhadores é uma exclusividade nacional.

Trago dados apresentados e discutidos no programa Canal Livre publicado em 10abr17, apresentado por Ricardo Boechat, com Fernando Mitre e Eduardo Oinegue, recebendo José Márcio Camargo e José Roberto Savoia.

Gastamos 13% do PIB com previdência com pessoas acima dos 60 anos, assim como a Alemanha. Temos 11% da população acima de 60 anos; a Alemanha, 23%. Países com população de mais de 60 anos equivalente à nossa gastam em média 4% do PIB.

No setor público há paridade de vencimentos entre o servidor na ativa e o aposentado. A média de aposentadoria nesse setor é R$ 9 mil; no setor privado é R$ 1.6 mil. Exatamente o setor produtivo é o castigado pelo nosso sistema.

Entre os Poderes da República, o gasto médio no Legislativo é R$ 28 mil; no Judiciário é R$ 25 mil. No Ministério Público é acima de R$ 30 mil. A média do Executivo é mais reduzida, inclusive pela discrepância de salários dentro do próprio Poder.

O setor público gasta 115 bilhões com 1 milhão de aposentados, o setor privado gasta 500 bilhões com 33 milhões. A quantidade de aposentados com a média de R$ 1,6 mil é de 33 milhões. Um milhão de pessoas alcança média de R$ 28 mil.

O déficit acumulado do setor público de 2001 a 2015 é de R$ 1,3 trilhão; o do setor privado foi de R$ 450 bilhões. Comparando, o bolsa família nesse período gastou R$ 250 milhões, atendendo a 30 milhões de pessoas.

Aposentadoria do setor público é o maior programa de transferência de renda de pobre pra rico. Esse setor formou um estoque de direitos em aposentadorias e pensões, provocando um buraco de 250 bilhões ano na previdência.

A previdência tem R$ 450 bilhões de crédito. R$ 300 bilhões tornaram-se incobráveis. Esse crédito é um estoque, mesmo que se o realizasse, seria uma entrada única. O problema da previdência é de fluxo. Ainda que se cobrisse o furo, ele se repetiria.

Pobre aposenta-se por idade aos 65 anos. 60% dos aposentados por idade é de baixa renda. Classe média e alta é que se aposenta por contribuição. À maioria dos aposentados toca a aposentadoria mínima, que é o salário mínimo.

Nosso sistema previdenciário, pois, se é um problema para o Brasil, é uma solução para as castas que se agarram às entranhas do Estado e dele ou por meio dele sugam tudo o que podem, inclusive a renda de final de vida dos desfavorecidos da Nação.

Temos sido como que uma decorrência simples de nós mesmos. Não creio na linearidade da História, mas às vezes me fica a impressão que somos, nos privilégios de certas castas de hoje, um simples desdobramento das desigualdades do passado.

Com a vinda da Corte portuguesa ao Brasil, em fuga de Napoleão Bonaparte, vieram as regalias da nobreza. Aos nobres se reservou o que havia de melhor. O melhor era trabalhar no aparato estatal real, quer dizer, em algum emprego público.

Entre 15 e 25 mil, é o número estimado de cortesões que atravessaram o Atlântico. Apurado tal número, deduzindo-se mulheres, crianças e alguns serviçais, supõe-se que se criaram, para acomodá-los, algo entre 5 e 10 mil empregos públicos.

Empregos para acomodar essa gente que se confundia com a máquina administrativa do Estado português sediado, por circunstâncias forçosas, em terra brasileira. Fugido às pressas, Portugal teve tempo de trazer na bagagem os modos portugueses de ser.

A nossa Coisa Pública nos caiu de pacote, lançada sobre o que tínhamos de uma incipiente Sociedade. Não construímos nos desdobramentos das necessidades a nossa burocracia estatal; a Corte, majestática, deitou-se sobre o Brasil.

No andar dos acontecimentos, então, o lugar nobre do emprego público foi inaugurado pelos áulicos; depois, foi recinto dos filhos dos coronéis da política; a seguir, feito prêmio para os indicados partidários; após, mantidos por “direitos adquiridos”.

Estão aí, ainda hoje, a nobreza do emprego no Estado, o corporativismo que compartilha vantagens que o trabalho na iniciativa privada não possui, a partilha partidarizada da sua gerência, os penduricalhos de “vantagens adquiridas”.

Tudo isso desembocou na previdência. Temos dois regimes, regra geral: o que protege os funcionários públicos, o que abrange os celetistas. Até onde a internet pode me informar, essa separação entre trabalhadores é uma exclusividade nacional.

Trago dados apresentados e discutidos no programa Canal Livre publicado em 10abr17, apresentado por Ricardo Boechat, com Fernando Mitre e Eduardo Oinegue, recebendo José Márcio Camargo e José Roberto Savoia.

Gastamos 13% do PIB com previdência com pessoas acima dos 60 anos, assim como a Alemanha. Temos 11% da população acima de 60 anos; a Alemanha, 23%. Países com população de mais de 60 anos equivalente à nossa gastam em média 4% do PIB.

No setor público há paridade de vencimentos entre o servidor na ativa e o aposentado. A média de aposentadoria nesse setor é R$ 9 mil; no setor privado é R$ 1.6 mil. Exatamente o setor produtivo é o castigado pelo nosso sistema.

Entre os Poderes da República, o gasto médio no Legislativo é R$ 28 mil; no Judiciário é R$ 25 mil. No Ministério Público é acima de R$ 30 mil. A média do Executivo é mais reduzida, inclusive pela discrepância de salários dentro do próprio Poder.

O setor público gasta 115 bilhões com 1 milhão de aposentados, o setor privado gasta 500 bilhões com 33 milhões. A quantidade de aposentados com a média de R$ 1,6 mil é de 33 milhões. Um milhão de pessoas alcança média de R$ 28 mil.

O déficit acumulado do setor público de 2001 a 2015 é de R$ 1,3 trilhão; o do setor privado foi de R$ 450 bilhões. Comparando, o bolsa família nesse período gastou R$ 250 milhões, atendendo a 30 milhões de pessoas.

Aposentadoria do setor público é o maior programa de transferência de renda de pobre pra rico. Esse setor formou um estoque de direitos em aposentadorias e pensões, provocando um buraco de 250 bilhões ano na previdência.

A previdência tem R$ 450 bilhões de crédito. R$ 300 bilhões tornaram-se incobráveis. Esse crédito é um estoque, mesmo que se o realizasse, seria uma entrada única. O problema da previdência é de fluxo. Ainda que se cobrisse o furo, ele se repetiria.

Pobre aposenta-se por idade aos 65 anos. 60% dos aposentados por idade é de baixa renda. Classe média e alta é que se aposenta por contribuição. À maioria dos aposentados toca a aposentadoria mínima, que é o salário mínimo.

Nosso sistema previdenciário, pois, se é um problema para o Brasil, é uma solução para as castas que se agarram às entranhas do Estado e dele ou por meio dele sugam tudo o que podem, inclusive a renda de final de vida dos desfavorecidos da Nação.

Leo Rosa

Doutor e Mestre em Direito pela UFSC. Especialista em Administração de Empresas e em Economia. Professor da Unisul. Advogado, Psicólogo e Jornalista.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lorentz em 28 de Junho de 2017, 09:47:34
Aí você conversa com as pessoas sobre isso, e muitas delas ao invés de se revoltarem e desejarem uma reforma, acabam demonstrando uma inveja, uma vontade de estar no lugar deles. No fundo a maioria parece querer uma boquinha também. Triste.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 28 de Junho de 2017, 10:10:49
Parece um análogo de direitistas paupérrimos que acham que o governo está atrasando sua escalada rumo ao topo com saúde pública, políticas sociais, e em se recusar a cortar impostos para os mais ricos. O que já é irritante agora, só fantasiando, imagine quando ele mesmo se tornar ultra-rico, um dia.

Daqueles que falam coisas meio como "o governo tem que tirar as mãos do MEU Medicare", "eu já estive lá embaixo, eu até recebia welfare! E não tive ajuda de ninguém! Por que essas pessoas pobres de agora não tomam vergonha, e como eu, conquistam tudo por si sós?"
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Lorentz em 28 de Junho de 2017, 10:14:41
Parece um análogo de direitistas paupérrimos que acham que o governo está atrasando sua escalada rumo ao topo com saúde pública, políticas sociais, e em se recusar a cortar impostos para os mais ricos. O que já é irritante agora, só fantasiando, imagine quando ele mesmo se tornar ultra-rico, um dia.

Daqueles que falam coisas meio como "o governo tem que tirar as mãos do MEU Medicare", "eu já estive lá embaixo, eu até recebia welfare! E não tive ajuda de ninguém! Por que essas pessoas pobres de agora não tomam vergonha, e como eu, conquistam tudo por si sós?"

Mas isso é fato? Ou somente uma especulação do John Oliver?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: AlienígenA em 28 de Junho de 2017, 10:31:23
Aí você conversa com as pessoas sobre isso, e muitas delas ao invés de se revoltarem e desejarem uma reforma, acabam demonstrando uma inveja, uma vontade de estar no lugar deles. No fundo a maioria parece querer uma boquinha também. Triste.

Nem é esse o maior problema. Uma reforma que corrija essas distorções, de fato, encontra resistência quase intransponível nos interesses dos próprios encarregados por ela. Entra na conta a pressão dos grupos que se sentem prejudicados, que é forte, a desinformação e a preocupação com a opinião pública, reação do eleitorado, etc. A reforma da previdência como proposta já não era boa, mas regular, adiando em alguns anos a necessidade de uma nova reforma, com a descaracterização se torna inócua, segundo especialistas. Complicado!
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 28 de Junho de 2017, 10:34:09
Parece um análogo de direitistas paupérrimos que acham que o governo está atrasando sua escalada rumo ao topo com saúde pública, políticas sociais, e em se recusar a cortar impostos para os mais ricos. O que já é irritante agora, só fantasiando, imagine quando ele mesmo se tornar ultra-rico, um dia.

Daqueles que falam coisas meio como "o governo tem que tirar as mãos do MEU Medicare", "eu já estive lá embaixo, eu até recebia welfare! E não tive ajuda de ninguém! Por que essas pessoas pobres de agora não tomam vergonha, e como eu, conquistam tudo por si sós?"

Mas isso é fato? Ou somente uma especulação do John Oliver?

:hein: ...John Oliiver? Sinceramente não me lembro dele ter falado nada assim, embora não fosse me surpreender, é possível ser uma especulação comum, se não puder ser dito ser até uma constatação.

Mas eu não sei, falo apenas de uma impressão particular do que devem pensar alguns dos tipos meio tea-partiers e similares, a partir de "fragmentos", do que eles colocam em placas ou declaram em entrevistas, junto com a retórica republicana, que acho que sugere um pouco os ideais de "sonho americano" e ascensão de "rags to riches", impedida pelos liberais (esquerdistas), gays, feministas, estrangeiros, imigrantes, etc.

https://www.youtube.com/v/yTwpBLzxe4U


http://www.patheos.com/blogs/dispatches/2012/08/16/the-prosperity-gospel-of-trickle-down-economics/










:?: O que os economistas e entendidos acham disso?


Citar
http://blog.kanitz.com.br/chanceler-saneamento/
...
...
...

Propostas para a previdência social:

Somar o que cada cidadão já pagou à assistência social e apesar do dinheiro ter sumido, emitir título de dívida pública referente àquele valor.

Abolir completamente a previdência estatizada, tanto a do setor público quanto a do setor privado. Cada pessoa decide se quer ou não realizar plano privado de previdência social.

Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 30 de Junho de 2017, 21:08:48
:?: Existe uma hegemonia absoluta dentre os servidores públicos na reprovação das reformas? Me pergunto se não poderia haver uma minoria silenciosa, mas significativa, dos que aceitam que as coisas precisam mudar. Mas temem ser párias entre os colegas.

Lembro de ter ouvido ou lido que fizeram um estudo numa comunidade vegana ou vegetariana onde descobriram que 70% dos habitantes secretamente comia peixe. Tem um nome psicológico ou social para esse fenômeno, acho, algo com conformismo, não lembro.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gabarito em 09 de Dezembro de 2017, 20:46:40
Interessante como tem aparecido texto apócrifo nas redes, sem autor conhecido, mas de muito boa qualidade.
Achei um sobre a lista de feitos de Trump até hoje (http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=29918.msg953399#msg953399) e outro sobre a situação entre os judeus e palestinos na questão da capital Jerusalém (http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=29918.msg953439#msg953439).

Eis que agora surge mais um, também anônimo.
Traz uma lista de 25 bons argumentos a favor da Reforma da Previdência e muitas refutações sobre as mentiras que são propagadas pelos que temem perder os privilégios que usufruem em cima dos mais pobres. Além desses, também o PT e as esquerdas satélites a esse partido criminoso.

Citar
Viralizou: o texto que destrói os 25 argumentos mais utilizados por quem é contra a reforma da Previdência (http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/7128578/viralizou-texto-que-destroi-argumentos-mais-utilizados-por-quem-contra)
InfoMoney
Por Rafael de Souza Ribeiro Em mercados  07 dez, 2017 17h23

Entenda por que o texto é tão importante para o futuro do Brasil

SÃO PAULO - 10 entre 10 pessoas que atuam no mercado financeiro concordam que a reforma da Previdência é uma necessidade vital para o Brasil, pois somente com ela teremos o equilíbrio nas contas do governo e com isso garantir um futuro digno para as próximas gerações de aposentados. No entanto, o assunto ainda é um mega tabu para quase todo o resto da população brasileira, que por desconhecimento sobre economia, por querer a garantia de benefícios que esperava ter um dia ou simplesmente por "questões políticas" (por que não?), se dizem contra estas mudanças.

Contudo, um texto de autor desconhecido e que viralizou em vários grupos de whatsapp de pessoas que trabalham no mercado pode ser uma "arma" a ser utilizada por aqueles que defendem a reforma da Previdência. Com uma linguagem clara e rápida, o arquivo de 12 páginas rebate 25 argumentos utilizados por aqueles que são contra mudanças nas regras da Previdência.

Embora o InfoMoney não tenha conseguido identificar quem é o autor desta obra, a qualidade do texto nos deixou bem confortável em compartilhá-lo com vocês, leitores e leitoras. Aos que entendem a importância da reforma, vale a pena a leitura e o compartilhamento com aqueles que pensam diferente; já aos que são contra mudar as regras da previdência, é uma oportunidade para mudar de ideia - ou pelo menos entender que quem pensa a favor da reforma não é necessariamente um "golpista".

Confira a íntegra do documento:

1) Não existe déficit da Previdência
Essa tese é defendida por um sindicato que representa servidores de elite. A maioria se aposentando pelo salário máximo do funcionalismo (R$ 33 mil). É óbvio que esse grupo de interesse tem muito a perder com a reforma da Previdência. Em quem você acreditaria mais: nesse sindicato, ou em uma instituição pública cuja função é auditar as contas do governo, como o TCU (Tribunal de Contas da União)? Será que os auditores do TCU iriam mentir para enganar o povo? Pois bem, auditoria do TCU já mostrou que o déficit da previdência em 2016 foi de R$ 226,9 bilhões, e o déficit da Seguridade Social foi de R$ 264,9 bilhões.

Mesmo pela metodologia usada por quem diz que não há déficit, o resultado para 2016 é um déficit de R$ 57 bilhões e em 2017 será de mais de R$ 100 bilhões. Repare que quem apresenta as contas do “não existe déficit” sempre traz um histórico até o ano de 2015. Por que, se são públicos os números de 2016? Pois, se seguir adiante, vai mostrar números negativos.

Uma CPI do Senado, na qual atuaram apenas parlamentares da oposição, também disse que o déficit não existe. Mas o relatório dessa CPI não mostra em nenhuma das suas centenas de páginas qual o valor do suposto superávit, nem em 2016, nem em 2017, nem nos próximos anos. Ela apenas afirma haver superávit, mas não diz de quanto seria, nem qual seria a metodologia de cálculo. Nenhum dos participantes das audiências públicas feitas pela CPI mostrou este dado. Trata-se de simples manifestação política que visa poluir a discussão, sem qualquer fundamento técnico.

2) As pessoas vão trabalhar até morrer
Quem defende essa tese diz que a idade mínima de aposentadoria não pode ser de 65 anos, pois existem estados brasileiros em que a expectativa de vida é apenas um pouco maior do que isso. Em Alagoas e no Maranhão, por exemplo, é de 66 anos. Em média, as pessoas só ficariam aposentadas 1 ano.

Essa interpretação não faz sentido. O dado refere-se a expectativa de vida de uma criança ao nascer, faz com que a expectativa de vida em regiões pobres seja reduzida, infelizmente, pela alta mortalidade infantil e de jovens pobres em decorrência da violência. Aqueles que sobrevivem a esses episódios, e chegam à velhice, se tornando aptos a receber uma aposentadoria, têm expectativa de viver muitos anos a partir daquele momento. É esse o dado relevante para medir a sustentabilidade da previdência. Quantos anos uma pessoa de 60 anos ainda vai viver e receber sua aposentadoria? A isso se chama expectativa de sobrevida e essa é elevada tanto nas regiões ricas quanto nas pobres. No Nordeste, uma pessoa de 60 anos tem expectativa de viver até os 81 anos. No Sudeste, até os 83 anos.

3) Vai ser preciso trabalhar 40 anos para se aposentar
Errado: uma coisa é poder se aposentar, outra é quanto vai receber de aposentadoria. O trabalhador do setor privado poderá se aposentar quando tiver 15 anos de contribuição e atingir a idade mínima. A idade mínima logo depois da reforma será de 53 para mulheres e de 55 para homens. Essa idade mínima subirá gradativamente até atingir 62 anos para mulheres em 2036 e 65 anos para homens em 2038. No caso do servidor público, o tempo mínimo de contribuição é de 25 anos e a idade mínima parte dos atuais 55 anos para mulheres e 60 anos para homens, atingindo 62 anos para as mulheres em 2032 e 65 anos para homens em 2028.

Já o tempo de contribuição acima dos 15 anos para se aposentar definirá o quanto o aposentado irá receber. Os 40 anos de trabalho referem-se ao tempo necessário para receber aposentadoria equivalente a 100% do salário de contribuição (aposentadoria integral). A pessoa que se aposentar com o tempo mínimo de contribuição pelo RGPS (15 anos) receberá 60% do salário de contribuição. Quanto mais tempo ela demorar para se aposentar, maior será o valor da aposentadoria a receber. É uma regra justa: quem passa mais tempo contribuindo recebe aposentadoria maior. Com 40 anos de contribuição, seu valor atinge 100% do salário
médio de contribuição.

É preciso separar o direito de poder se aposentar do quanto se vai receber (valor da aposentadoria). Para poder se aposentar, são necessários somente 15 anos de contribuição (25 no serviço público) e atingir a idade mínima, e não 40 anos de contribuição. Com relação ao quanto se vai receber (valor da aposentadoria), na grande maioria dos países esse valor é muito menor que o do salário da ativa. A taxa de 60%, garantida para o
trabalhador que tem o tempo mínimo de contribuição e a idade mínima, já é elevada para os padrões internacionais.

Vale lembrar ainda um detalhe importante: quem recebe salário mínimo poderá se aposentar após 15 anos de contribuição, e atingimento da idade mínima, recebendo 100% da remuneração da ativa, pois o salário mínimo é o piso do benefício da previdência. Nada menos que 60% das aposentadorias pagas pelo INSS são de um salário mínimo. E elas não terão seu valor afetado pela reforma.

4) A reforma vai diminuir o valor da aposentadoria de todos os trabalhadores
Errado. Em primeiro lugar, nada muda para quem já está aposentado ou já tem direito de se aposentar. Em segundo lugar, para dois terços dos brasileiros que ainda não se aposentaram, não haverá qualquer mudança no valor da aposentadoria. Eles se aposentarão recebendo aposentadoria pelo salário mínimo (aposentadoria integral com apenas 15 anos de contribuição) porque o menor benefício da previdência é o salário mínimo. Para os demais trabalhadores, na verdade, a reforma pode até aumentar o valor do benefício, uma vez que ela acaba com o fator previdenciário.

5) A reforma da Previdência acaba com direitos sociais. Não se pode aceitar isso: nenhum direito a menos!
Quem já está aposentado ou já tem direito à aposentadoria não é afetado pela reforma. Ela não mexe em direito adquirido. Não há nenhuma retirada de direitos. Quem ainda não adquiriu esse direito, vai ter mudanças de regras proporcionalmente ao tempo que falta para se aposentar.

É preciso lembrar que o direito de um é obrigação de outros. É a sociedade que paga a conta. Não existe uma disputa entre população de um lado, querendo garantir direitos, e governo de outro, querendo cortar direitos. O governo não fabrica dinheiro. Ele paga aposentadorias e outras despesas com o dinheiro que arrecada da população, cobrando impostos.

Se a previdência não for reformada, a conta a ser paga pela sociedade vai ficar muito alta. Ter que pagar impostos elevadíssimos não seria uma perda de direito? Não seria uma perda do direito de dispor do próprio dinheiro, de ter emprego, de ter serviços de saúde e segurança providos pelo governo?

6) Estão jogando o custo do ajuste nas costas dos pobres
Errado: 75% dos atuais trabalhadores em atividade não serão afetados pela reforma. Ela está direcionada para remover ou diminuir as condições especiais e privilegiadas de aposentadoria que ainda existem hoje, principalmente para os mais ricos.

Um dos méritos da reforma da previdência é justamente o fato de ser um ajuste que pesa menos para os mais pobres. De acordo com recente estudo do Banco Mundial, quando se considera o que cada indivíduo contribui para Previdência e o que ele recebe da Previdência, o benefício líquido se concentra nos mais ricos, ou seja, os mais ricos são aqueles que acabam por receber benefícios muito superiores a sua contribuição. Os 20% mais pobres ficam apenas com 4% dos subsídios da Previdência (diferença entre o que contribuem e o que recebem), enquanto os 20% mais ricos ficam com 35%.

Não é difícil entender o porquê. Um trabalhador que ganha um salário mínimo e passa por vários períodos de desemprego ao longo da vida, só vai conseguir se aposentar aos 65 anos e deve receber o salário mínimo. Já um trabalhador de alta renda, que tem acesso a emprego formal e mais seguro, consegue se aposentar por tempo de contribuição, muitas vezes com menos de 50 anos e receber uma aposentadoria de valor maior. Isso significa que o pobre vai receber aposentadoria menor e por menos tempo do que o mais rico. Quando a comparação é com servidores públicos, a disparidade é ainda maior, pois muitos servidores públicos ainda
têm direito a se aposentar com o último salário (integralidade).

Por isso, uma reforma que preserva os benefícios e as regras dos mais pobres, e torna mais exigentes as regras dos mais ricos, como está sendo proposto, definitivamente não é uma reforma que joga o custo nas costas dos pobres. Se a reforma não ocorrer, aí sim o custo será pago principalmente pelos mais pobres. Primeiro, porque a inflação subirá, e está provado que os pobres sofrem mais do que os ricos os efeitos da inflação. Segundo, porque a economia vai crescer mais devagar, gerando menos empregos. O desemprego também tem uma incidência e um custo mais concentrado nos mais pobres.

7) A reforma prejudica os pobres e não mexe com os mais ricos
A reforma faz justamente o contrário. Aposentadorias no valor de um salário mínimo: a reforma não mexe. Aposentadorias dos trabalhadores rurais: a reforma não mexe. Benefício de Prestação Continuada, para idosos e deficientes de baixa renda: a reforma não mexe.

Por outro lado, as aposentadorias do setor público, que podem superar os R$ 20 mil, vão passar a ficar limitadas ao teto das aposentadorias do setor privado, que é de R$ 5,5 mil.

Acaba a possibilidade de se aposentar muito cedo, às vezes abaixo dos 50 anos de idade. Essa aposentadoria precoce é possível hoje porque não existe idade mínima para se aposentar. Basta ter tempo de contribuição. Mas quem consegue somar 35 anos de contribuição são as pessoas de maior renda, que têm emprego fixo, em empresas formais. Os mais pobres, que ficam muito tempo no desemprego, só conseguem se aposentar por idade, aos 65 anos de idade. Com a reforma, ricos e pobres vão se aposentar com a mesma idade.

Também acaba o privilégio dos servidores mais antigos, que ainda têm direito a aposentadoria com salário integral e corrigida pelos mesmos reajustes do pessoal da ativa. Ainda é oferecida a opção para esses servidores de manterem esse privilégio, mas o servidor terá que se aposentar aos 65 anos, e a servidora aos 62. Se quiser se aposentar antes, terá aposentadoria integral, porém calculada pela média das contribuições.

8) Não se pode, de uma hora para outra, obrigar a pessoa a trabalhar até os 65 anos
A reforma não faz isso. No RGPS, a idade mínima começará em 53 anos para mulheres e 55 anos para os homens. A idade mínima vai subir 1 ano a cada dois anos, de modo que só chegaremos aos 62 anos para mulheres em 2036 e em 65 anos para homens em 2038. No RPPS, a idade mínima começará nos atuais já exigidos 55 anos para mulheres e 60 anos para homens. A idade mínima das mulheres atingirá 62 anos em 2032, e dos homens atingirá 65 anos em 2028.

9) Estão jogando os custos nas costas dos servidores mais antigos, que já sofreram os efeitos de reformas anteriores, já estão cumprindo regras de transição, e vão ser obrigados a se aposentar apenas com 62 anos, no caso das mulheres, e 65 anos, no caso dos homens
Reformas da previdência são sempre polêmicas, e sempre geram reações que acabam levando ao abrandamento de regras propostas. Foi isso o que aconteceu em reformas recentes que aconteceram no Brasil em 2003, 2005 e 2013. Um desses abrandamentos foi, justamente, visando manter o ultimo salario (integralidade) e reajustes iguais aos da ativa (paridade) para os servidores que já estavam a mais tempo no serviço público.

Ocorre que o problema da previdência se agrava e, com o passar do tempo, constata-se que as reformas anteriores não foram suficientes para resolver o problema, e novas reformas precisam ser feitas. Esse é o motivo pelo qual muitos trabalhadores, em especial servidores, acabam passando por mais de uma regra de transição. O fato de já estar em uma regra de transição não é suficiente para que se alegue: “eu já estou na transição, já paguei a minha parte”. Infelizmente, o que está acontecendo é que as regras (mitigadas) das outras reformas não foram suficientes para resolver o problema. E está sendo preciso mudar a regra novamente. Nada menos que 95% dos servidores que se aposentaram em 2016 tinham direito à integralidade e paridade. Isso tem um peso significativo na despesa.

Na proposta atual, no caso dos servidores públicos que ingressaram antes de 2003, eles não passam direto para a idade mínima de 62/65 anos. É necessário fazer a distinção de poder se aposentar e quanto irá receber. Eles poderão se aposentar antes, pela regra geral, que calcula a aposentadoria pela média das remunerações de contribuição. Porém, se preferirem o privilégio de manter o último salário (integralidade) com paridade de reajuste da aposentadoria com os reajustes concedidos aos colegas da ativa, serão necessários os 62/65 anos.

Nada mais justo que, em uma reforma, igualar as condições de todos, e reduzir privilégios e condições especiais que sobreviveram a reformas anteriores. E isto está sendo feito de forma gradual. Não é simplesmente extinta a possibilidade de se aposentar com o último salário, mas se cria uma condição em que, para obtê-la, será preciso contribuir mais.

As aposentadorias do RPPS, embora atinjam proporcionalmente poucas famílias do País, são responsáveis por cerca de 7% de toda a desigualdade de renda – principalmente por conta da integralidade e da paridade. Isso é um dos fatores que faz com que o sistema previdenciário no Brasil contenha injustiças sociais e contribua para a indesejada manutenção da desigualdade de renda ao longo do tempo.

10) A Previdência dos servidores públicos já está equilibrada, porque já passou por reformas anteriores
Errado: ainda vai demorar décadas para entrar em equilíbrio, com um déficit muito alto, que implicará menos recursos para as outras políticas públicas. Na União, o déficit foi de R$ 77 bilhões em 2016 e vai pular para R$ 83 bilhões em 2017. A situação dos Estados é ainda mais dramática. Em 2016, o déficit foi de R$ 90 bilhões, e em 2017 pulará para R$ 112 bilhões. Vários estados já não estão conseguindo pagar em dia as aposentadorias e pensões.

11) Não é preciso fazer reforma na Previdência dos servidores públicos. Essa reforma já foi feita em 2003, 2008 e 2013. Desde então a aposentadoria dos servidores já está limitada, não é mais integral
As reformas já feitas na legislação da previdência não foram suficientes para estancar o desequilíbrio financeiro. O sistema previdenciário de qualquer país precisa de ajustes contínuos ao longo do tempo: não existe reforma única que solucione todos os problemas. Da mesma forma como está ocorrendo agora, as reformas anteriores sofreram muitas restrições políticas. Reformar a previdência é sempre difícil, no Brasil e no resto do mundo. Por isso, muitas situações especiais e tratamentos privilegiados permaneceram intocados naquelas reformas, por emendas aprovadas durante a tramitação no Congresso.

Por causa dessas dificuldades, em vez de uma única reforma que resolva o desequilíbrio de uma vez por todas, os países acabam fazendo várias e consecutivas pequenas reformas. Por exemplo, a França reformou sua previdência em 2010 (aumento da idade mínima e exigência de idade mínima para aposentadoria integral) e em 2013 (aumento do tempo de contribuição mínimo). A Alemanha fez três reformas, em 1992 (igualou idade mínima para homens e mulheres), 2007 (aumentou gradualmente a idade mínima) e 2014 (aposentadoria aos 63 anos para os que contribuíram pelo menos 45 anos). A Grécia, por sua vez, tem se esforçado desde
2010 para reformar suas regras previdenciárias, tendo feito modificações adicionais em 2012 e em 2016, que contemplaram aumento da idade mínima com convergência para homens e mulheres e aumento do tempo de contribuição.

Ainda existe um grande número de servidores que entraram no serviço público antes de 2003, e que têm direito a se aposentar com ultimo salario (integralidade) e com paridade de remuneração com o pessoal da ativa. Nada menos que 95% dos servidores que se aposentaram em 2016 tinham direito a integralidade e paridade. Isso tem um peso significativo na despesa.

Também há outro grupo que entrou antes de 2013, e cujo valor da aposentadoria não está limitado ao teto do INSS. Além disso, a idade mínima, já existente para os servidores, está baixa frente aos padrões demográficos do Brasil. Essa idade mínima é hoje de 60 anos para homens e de 55 para mulheres, e precisa subir para 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.

12) Não é verdade que a Previdência do servidor é privilegiada, porque ele contribui sobre o salário integral (enquanto no INSS a contribuição é sobre o teto das aposentadorias); o servidor não recebe FGTS quando se aposenta; o servidor já tem idade mínima (no RGPS não existe)
Sim, a contribuição do servidor é maior, porém o benefício é muito maior. O grande problema é que os benefícios não são proporcionais à contribuição: uma mesma contribuição no RPPS dá direito a um benefício muito maior do que no INSS.

Quanto à idade mínima que já existe para os servidores (60 anos para homens e 55 para mulheres), ela não apenas é baixa, como também tem uma regra de transição muito lenta, estabelecida em reforma anterior. Vai demorar décadas até que todos os servidores estejam submetidos a ela. Além disso, no setor público não existe fator previdenciário: uma mesma aposentadoria em uma idade jovem no RPPS gera um benefício muito maior do que no RGPS. No que diz respeito ao FGTS, ele é um fundo para amparar o trabalhador no momento em que é demitido. Com a estabilidade que existe para o servidor público, não faz sentido que ele tenha FGTS.

13) Os políticos reformam a Previdência dos outros, mas não mexem na Previdência deles
Com a reforma, novos detentores de mandato eletivo somente poderão se aposentar pelo Regime Geral. O Plano de Seguridade Social dos congressistas ou qualquer outro plano específico de detentores de mandato eletivo não receberá novos participantes. Entrarão em extinção. É fim de privilégios. É igualdade de regras para todos.

14) Por que não mexem com as aposentadorias dos juízes, procuradores e desembargadores?
Todos eles serão afetados pela reforma. As aposentadorias de juízes, procuradores e desembargadores seguem as mesmas regras das aposentadorias dos demais servidores públicos. E são eles os principais afetados pela reforma, justamente porque são os que atualmente têm os maiores privilégios. A reforma vem justamente para acabar com esses privilégios. Não é de se admirar que as entidades sindicais e de representação dos profissionais do judiciário e do ministério público estão entre os mais aguerridos adversários da reforma.

15) Se é para acabar com privilégios, por que não reformam a Previdência dos militares?
A reforma da previdência que está em discussão é uma Proposta de Emenda à Constituição. A Previdência dos militares não está na Constituição, e sim em lei específica. Se não for reformado o regime de todos os civis, não haverá justificativa nem suporte político para se reformar a previdência dos militares isoladamente.

Uma boa desculpa para quem não quer fazer reforma nenhuma é dizer que é preciso fazer tudo de uma vez só. Como isso se torna muito mais difícil, a paralisia acaba imperando, e nada acontece. Sempre é (e será) possível identificar alguma outra injustiça no mundo como fator condicionante para funcionar como desculpa para justificar posição contraria à reforma.

16) A reforma não mexe com a Previdência nos governos estaduais, onde está o maior desequilíbrio
Errado: pela reforma proposta, os estados terão 6 meses para aprovar regras distintas para seu regime próprio de previdência. Se não o fizerem, valerá para eles a reforma aprovada para o regime próprio dos servidores da União. Todos os governos estaduais têm interesse em reformar suas previdências, pois sabem do peso da conta, e não deverão propor regras distintas para seus servidores.

17) A reforma é para atender o sistema financeiro, que quer vender planos de aposentadoria privada
O sistema financeiro vai vender muito plano de aposentadoria privada se a reforma não passar, pois em pouco tempo vai ficar claro que não será possível pagar as aposentadorias do sistema público, como já está acontecendo em vários governos estaduais.

Vendo esta situação, os mais jovens logo vão perceber que não podem contar com a previdência pública no futuro. Vão preferir trabalhar com contrato informal, sem pagar contribuição à previdência, e contribuir para um plano privado, pois julgarão ser maior a probabilidade de receber a aposentadoria no futuro.

18) A reforma da Previdência é para tirar dinheiro do aposentado para pagar os juros da dívida pública
Quanto mais grave o déficit da previdência, mais dinheiro o governo tem que pegar emprestado e, portanto, mais juros ele tem que pagar. Por isso, a reforma da previdência é justamente para o governo pagar menos juros, e ter mais dinheiro disponível para financiar serviços de saúde, saneamento, educação e segurança pública.

19) A contribuição dos servidores é muito alta, se forem contabilizados os juros sobre essas contribuições, haveria saldo suficiente para pagar uma aposentadoria pelo salário integral
Isso não é verdade. Primeiro, porque, no Brasil, servidores da ativa contribuem para pagar a aposentadoria dos que já estão na inatividade. Por isso, a contribuição paga por cada servidor não fica em uma conta de poupança, rendendo juros.

Em segundo lugar, porque a população está vivendo cada vez mais. Por isso, o número de aposentados está crescendo em relação ao número de servidores na ativa. Cada vez há mais aposentadorias a pagar e menos contribuições a receber. Tal desafio não é somente no Brasil, outros países também passaram e passam por fenômeno semelhante. No entanto, no caso brasileiro, a urgência é maior porque nosso sistema possui muitas distorções e o envelhecimento é muito mais acelerado.

Em terceiro lugar, mesmo que a aposentadoria dos servidores fosse financiada por conta individual, que rendesse juros, a conta não fecharia. A expectativa de vida de uma pessoa na faixa de 60 a 64 anos é de 304 meses (cerca de 25 anos). Uma aposentadoria integral, após 35 anos de contribuição, de 11% para o servidor e 11% para a União, capitalizados por uma elevadíssima taxa real de 5,2% ao ano, e um modesto ganho real permitido pela regra da paridade de 1% ao ano, garantiria fundos para pagar 227 meses (menos de 19 anos) de aposentadoria. Ficariam faltando 77 meses (mais de 6 anos) de aposentadoria e mais alguns anos de pensão deixados para os dependentes. Além disso, existem outros benefícios de risco como auxílios e aposentadoria por invalidez que o indivíduo tem direito, caso seja necessário: a conta não fecha.

20) De acordo com um post que viralizou no whatsapp, um trabalhador que ganha R$ 880 por mês e contribui com 20% para a previdência ao longo de 35 anos, gera uma poupança que, remunerada pela taxa de juros da caderneta de poupança, seria suficiente para pagar a ele aposentadoria ao longo de 40 anos e 3 meses. O post mostra a conta passo a passo e conclui que a poupança acumulada pelo trabalhador ao final dos 35 anos será de R$ 422.784,02, mas que ele só receberá em aposentadoria o equivalente a R$ 158.400,00, morrendo antes de resgatar tudo o que contribuiu. E com isso o post conclui que não é possível haver déficit na previdência
Essa conta impressiona, por mostrar os valores com precisão de centavos. Mas está absolutamente errada, porque usa números irreais. Em primeiro lugar, um trabalhador que ganha R$ 880 por mês não tem contribuição de 20% ao mês, e sim 16% (8% para o empregado e 8% para o empregador). Em segundo lugar, a taxa de juros usada é muito alta, e equivale a mais de 8% ao ano acima da inflação, quando a média histórica no Brasil é de 5% ao ano. Em terceiro lugar, subestima a expectativa de vida que, aos 60 anos, não é de 75 anos, mas sim de 81 anos. Em quarto lugar, toma uma situação extrema em que o segurado contribui por 35 anos, não considerando que muitos chegam aos 65 anos tendo contribuído por muito menos tempo e já podem se aposentar por idade com apenas 15 anos de contribuição.

Se refizermos o exercício corrigindo as distorções acima, e supondo que o indivíduo contribua por 20 anos e se aposente por idade aos 65 anos, ele terá acumulado apenas R$ 64.905,34. Mesmo que continue incidindo juros sobre esse valor acumulado, durante a aposentadoria, esse saldo será suficiente para pagar sua aposentadoria mensal de R$ 880 por apenas 6,7 anos. Como ele terá 16 anos de sobrevida, ficarão faltando recursos para pagar 9,3 anos de aposentadoria. Além disso, não é considerada a possibilidade de geração de pensão por morte  para seus dependentes originária de sua aposentadoria nem é considerado o amplo conjunto de benefícios permanentes e temporários da previdência, tais como: aposentadoria por invalidez (não-programada), auxílio doença, entre outros.

Essa conta fica ainda mais sem sentido quando constatamos que a contribuição do trabalhador não vai para uma conta que rende juros. Os trabalhadores de hoje pagam a aposentadoria dos aposentados de hoje. Como a população está envelhecendo, e o número de aposentados crescendo, cada vez há menos trabalhadores na ativa para cada aposentado. Para que a conta feche, a contribuição de cada trabalhador na ativa vai ter que crescer sempre. Em 2065 será necessária uma alíquota de contribuição de 120% do valor do salário para que se possa pagar todas as aposentadorias.


Tive que dividir em duas partes, por limitação do fórum.
Continua a seguir.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gabarito em 09 de Dezembro de 2017, 20:47:51
Continuando...

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21) Não tem que fazer reforma nenhuma. Tem é que cobrar os bilhões de reais que grandes empresas devem à previdência. Não se pode jogar a conta no trabalhador e não cobrar nada dos grandes tubarões. Até empresas públicas devem grandes valores para a previdência
Quando o nome de uma empresa aparece na lista de devedores da previdência, isso não significa que ela se recusou a pagar e que o governo não está cobrando. Além das dívidas propriamente ditas, estão naquela lista empresas que entraram na justiça para contestar débitos. São cobranças e multas feitas pela Receita Federal com as quais a empresa não concorda e contesta judicialmente. Para fazer isso, a empresa deposita o valor em juízo. Nesses casos houve pagamento, e se está discutindo o valor devido. De um total de R$ 432,9 bilhões que constam da lista de devedores, R$ 52 bilhões em processo de pagamento pelos devedores, tendo sido parcelados ou já contando com garantias para o pagamento. Restam, portanto, R$ 380,9 bilhões a serem cobrados.Há outros casos de empresas que são devedoras porque faliram. No processo de falência, a lei determina uma ordem de pagamento dos credores. Em primeiro lugar vêm os trabalhadores. O fisco fica atrás na fila, e em muitos casos não sobra dinheiro para pagá-lo. A Procuradoria da Fazenda mantém esses créditos não recebidos na lista de dívidas com a previdência, mas as empresas não existem mais, e o valor dificilmente será recuperado. Por essas razões, R$ 220 bilhões ou 58% da dívida a ser cobrada é de baixa ou remota possibilidade de recuperação.

Excluindo-se os dois casos acima, restam as dívidas de empresas em atividade e que não contam com depósitos judiciais prévios, classificadas como de alta ou média possibilidade de recuperação, que somam R$ 160 bilhões. Esse valor ainda é alto, mas não está perdoado ou esquecido pelo governo. A Procuradoria da Fazenda Nacional trabalha justamente para processar os devedores e cobrar a dívida. Em média, por ano, são recuperados R$ 4 bilhões.

Não existe essa ideia de que grandes empresas não pagam, o governo não cobra, e fica por isso mesmo. Assim como ocorre com outros tributos, há um cotidiano de autuações, recursos, cobranças, contestações judiciais. Ainda assim, o prazo médio das ações de execução fiscal é de quase 10 anos. E custa dinheiro para cobrar esses valores. Cada ação custa cerca de R$ 5 mil e tem chance de recuperação de seu valor integral de apenas 26%.

Por fim, supondo que magicamente o governo conseguisse receber toda a dívida que as empresas têm com a previdência, isso não cobriria nem 3 anos de déficit. E depois não haveria mais dívida para cobrar, e o déficit dos anos seguintes voltaria a acontecer. Cobrar os devedores da previdência é importante e há um esforço para que isso gere o melhor resultado possível. Mas não é isso que vai resolver o problema.

22) Se o governo tem déficit e as contas da Previdência estão tão ruins, porque o mesmo governo faz parcelamento da dívida de tributos das empresas, dando perdão de multa e juros?
De fato, os parcelamentos são um problema. Não só porque o fisco abre mão de receber receitas de juros e multas mas, principalmente, porque estimula as empresas a não pagar em dia, esperando pela próxima rodada de perdão. As autoridades da Receita costumam ser contra parcelamentos de dívida tributária.

No entanto, estando em uma democracia, é preciso respeitar as decisões do Congresso. Assim como a reforma da previdência precisa ser aprovada no Congresso, os refinanciamentos de dívida tributária também são aprovados no Congresso. O Poder Executivo pode vetar os refinanciamentos, mas em geral o Congresso consegue reunir maioria para derrubar o veto aos refinanciamentos.

O fato concreto, todavia, é que uma eventual extinção de todos os parcelamentos de dívidas tributárias não resolveria o problema da previdência. Ele continuaria a existir e a ameaçar o governo de falência, de não ser capaz de pagar as aposentadorias devidas, de ter que interromper todos os demais programas públicos para dar conta da despesa da previdência.

Os refinanciamentos de dívida tributária aprovados pelo Congresso entre 2000 e maio de 2017, representaram perda anual média de R$ 18 bilhões. Isso não é suficiente para cobrir nem 10% do déficit do RGPS projetado para 2017.. A dimensão do problema previdenciário é muito maior.

23) Se está faltando dinheiro para pagar benefícios da Previdência, por que o governo tira dinheiro do orçamento da seguridade, usando a DRU (Desvinculação das Receitas da União)?
A DRU não tira receitas da previdência. A despesa da previdência é obrigatória: todo mundo que tem direito a uma aposentadoria, recebe. Todos os auxílios-doença, aposentadorias por invalidez e demais benefícios devidos são pagos. Se falta dinheiro no orçamento da seguridade para pagar esses benefícios, o governo tem que pagar. Nesse caso, mesmo que ele tenha autorização legal para gastar o dinheiro da seguridade em outro tipo de despesa, ele não o fará, porque não está sobrando dinheiro no orçamento da seguridade.

Portanto, mesmo que exista uma regra que diga que 30% do orçamento da seguridade social não precisa ser gasto obrigatoriamente na seguridade, o fato é que a despesa do orçamento da seguridade é maior que as suas receitas. Então a DRU se torna inócua.

Por exemplo, em 2016, a DRU significou dizer que R$ 91,7 bilhões bilhões não precisariam ser gastos com seguridade, poderiam ser gastos em outras despesas, como educação, segurança pública ou infraestrutura. Mas essa mudança de destinação não ocorreu. Na verdade, o governo precisou tirar dinheiro dessas outras funções para mandar mais R$ 258,6 bilhões para complementar as despesas da seguridade.

24) Existe muita renúncia de receita da Previdência. Se fosse aprovada uma lei acabando com todos os tratamentos especiais que existem para vários setores, que contribuem menos que os demais, o déficit da previdência estaria resolvido
De fato, as renúncias tributárias são elevadas. Em 2016, se não houvesse nenhuma renúncia de receita da Previdência, o déficit seria 41% menor, o que equivale a R$ 80 bilhões. Essa renúncia cresceu muito nos últimos anos, passando de R$ 14 bilhões em 2007 para R$ 66 bilhões em 2015.

O Governo Federal está trabalhando para reduzir essa renúncia. Em 2016 ela já caiu para R$ 58 bilhões, e há iniciativas para reduzir outros R$ 20 bilhões. A renúncia na exportação da produção rural (R$ 6 bilhões em 2016) é extinta pela reforma da previdência; e a desoneração da folha de pagamento de diversos setores (R$ 14,6 bilhões em 2016) tem sua extinção parcial proposta pelo PL 8.456/2017, em tramitação no Congresso.

Ainda que não se concorde com o mérito de uma desoneração, o fato concreto é que, uma vez concedida, ela afeta as decisões de investimento e contratação das empresas por ela beneficiada. Isso significa que, criar benefício tributário é fácil, removê-lo é difícil e tem que ser feito com cuidado, pois haverá impactos negativos sobre o emprego, formalidade e renda dos trabalhadores. Fazer uma brusca retirada de desonerações em momento de crise econômica aguda pode ser traumático e desorganizar os segmentos afetados.

O Simples Nacional, que atende pequenas e médias empresas, responde por mais de 50% dos benefícios. O subsídio dado ao Microempreendedor Individual custou foi criado para estimular a inclusão de trabalhadores autônomos de baixa renda no regime da Previdência (Lei 12.470/2011). Para os beneficiários, a alíquota de contribuição ao INSS é reduzida a 5% do salário mínimo. Assim, a redução ou extinção de ambas as renúncias é o mesmo que aumentar impostos pagos por micro e pequenas empresas e MEI.

Mas é importante ressaltar que, com o passar do tempo, as renúncias de receitas, em seus montantes atuais, perdem relevância. A despesa vai crescer tão rápido, em função do envelhecimento da população, que a participação das renúncias no déficit total tende a encolher.

Ou seja, reduzir as renúncias é importante, a reforma da previdência propõe isso. Mas só isso seria insuficiente e irrelevante para a solução do problema no médio e longo prazo. As demais renúncias de receita poderão ser aperfeiçoadas por meio de projetos de lei. Contudo, as mudanças nas renúncias não substituem a necessidade da reforma. Para garantirmos uma Previdência Social sustentável, as regras do sistema precisam mudar.

25) O déficit só apareceu por causa da recessão, basta a economia voltar a crescer que a Previdência se reequilibra
O desequilíbrio da previdência é estrutural: a despesa cresceu muito mais que a receita mesmo nos anos de maior crescimento econômico e só vai piorar ao longo do tempo com o envelhecimento da população. A retomada do crescimento pode melhorar a arrecadação da previdência, mas não vai impedir a tendência demográfica do envelhecimento e o consequente aumento da despesa com aposentadorias.

O Brasil já gasta com previdência 13% do PIB e só tem 13% de idosos na sua população. O Japão, por exemplo, gasta os mesmos 13% do PIB, mas sua população de idosos equivale a 48% da população total. O Brasil está envelhecendo muito rápido: em 2050, um em cada três brasileiros serão idosos. Mantida a taxa atual, o envelhecimento da população brasileira será mais de duas vezes mais rápido que a média mundial.


Quem é esse autor desconhecido que está inundando as redes com bons textos?
John Titor?
:?:
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 10 de Dezembro de 2017, 12:40:55
Análise consistente e que desmonta os argumentos e as mentiras da esquerdalha e dos 'parasitas' do estado.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: MarceliNNNN em 10 de Dezembro de 2017, 12:49:47
Bem interessante esses pontos abordados.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: JJ em 18 de Dezembro de 2017, 09:11:33

Após a quebra do Estado grego, consumido pelos enormes gastos públicos fixos, todos os países do mundo buscam formas de fugir de uma situação parecida. Mas, na área de aposentadorias e pensões, o Brasil pode caminhar para uma nova Grécia em dez anos, segundo especialista:


A bomba relógio da Previdência: a Grécia é o Brasil do futuro?


João Villaverde
23 Novembro 2015 | 18h15

Manifestações na Grécia contra os cortes de gastos públicos oferecidos pelo governo grego para evitar a quebra do Estado. (Foto:
AP, 2011)

Entre todas as turbulências que, como num efeito dominó, atingiram os países da Europa após a explosão da crise econômica mundial, a partir dos Estados Unidos em 2008, a mais severa foi na Grécia. Foram graves as destruições de emprego e renda na Itália, na Espanha, em Portugal, na Irlanda e, em menor medida, em praticamente todos os europeus. Mas o quadro vivido pelos gregos entre 2009 e 2015 foi, sem dúvida, mais
dramático.


A Grécia virou, então, um quadro clássico de estudos políticos, econômicos e sociais – uma espécie de Argentina (e suas crises seguidas de 1999 e 2001) para a atual geração. Toda e qualquer semelhança com a Grécia deve ser evitada e essa passou a ser a lição de casa número 1 de diversos governos em países em desenvolvimento e também entre os desenvolvidos.


Se nada for feito pelo governo, o Brasil enfrentará, dentro de dez anos, mais ou menos, o mesmo que a Grécia viveu nos últimos meses. Essa é a avaliação do especialista em Previdência e contas públicas, Leonardo Rolim, consultor legislativo no Congresso e ex-secretário do Ministério da Previdência Social.


A pedido do Estadão, ele calculou a trajetória do déficit previdenciário do País ano a ano até 2050 e verificou que, quando o chamado “bônus demográfico” terminar, por volta do ano de 2027, o governo precisará encontrar R$ 222,5 bilhões, ou 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB), para fechar o rombo. A título de comparação, o déficit agora em 2015 deve ser de R$ 89,9 bilhões, ou 1,5% do PIB.





A partir da década de 2030, a piora nas contas será mais rápida. Com o fim do “bônus demográfico”, a entrada de adultos jovens no mercado de trabalho não vai mais superar a aposentadoria dos idosos – ao contrário. O Brasil vai se assemelhar ao que ocorre na Europa e no Japão e passar a ter, ano após ano, um contingente maior depessoas idosas do que jovens. No estudo feito por Rolim, o déficit da Previdência vai atingir impressionantes R$ 1 trilhão ao final do ano de 2050. O levantamento foi feito com a taxa de câmbio de 2015, isto é, com a simples atualização monetária, o buraco de R$ 1 trilhão será atingido antes, ainda.



“Com a mudança demográfica e o ritmo mais fraco de crescimento econômico, que são movimento interrelacionados, o quadro para a Previdência Social, se o regime não for alterado pelo governo, é caótico.


Seremos uma Grécia de hoje dentro de dez anos e algo ainda pior anos depois. O Brasil está sempre preocupado com o curto prazo, como ocorre agora, mas o problema de médio e longo prazo é muito grave e precisa ser endereço agora”, disse Rolim.


O especialista aponta serem necessárias mudanças urgentes no regime de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) tanto em zonas urbanas quanto na área rural. Rolim defende a introdução da idade mínima de 65 anos, para homens e mulheres, concomitante à um aprimoramento do regime que foi instituído pelo governo Dilma Rousseff neste mês, o chamado “85/95 progressivo”.


Pela nova regra, o cidadão que desejar “escapar” do fator previdenciário e receber integralmente a aposentadoria precisa acumular 85 pontos, para mulheres, e 95 para homens. Mulheres precisarão de uma contribuição mínima de 30 anos e homens de 35, que, somados à idade, precisam acumular a fórmula 85/95, respectivamente. A regra 85/95 valerá até 30 de dezembro de 2018. A lei fixa a progressividade da pontuação 85/95, com a soma do tempo de idade e contribuição subindo em um ponto a cada dois anos, a partir de 31 de dezembro de 2018, atingindo o máximo de 90/100 em 31 de dezembro de 2026.


O aprimoramento defendido por Rolim é que a progressividade precisa chegar a 105 pontos e esse valor precisa ser igual para homens e mulheres, como ocorre em países desenvolvidos.

Ele também defende que o governo faça uma revisão geral dos benefícios rurais, uma vez que o INSS paga mais aposentadorias rurais do que há idosos morando no campo, segundo a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad). “Como pode ter mais aposentados rurais do que idosos vivendo no campo? Não faz sentido”, diz Rolim.


Reforma ampla, geral e irrestrita – já


http://economia.estadao.com.br/blogs/joao-villaverde/a-bomba-relogio-da-previdencia/

Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gabarito em 20 de Dezembro de 2017, 17:38:18
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MBL - Movimento Brasil Livre (https://www.facebook.com/mblivre/photos/a.204296283027856.1073741829.204223673035117/767155933408552/?type=3&theater)
Página curtida · 2 h ·
 
GOLAÇO DA ARGENTINA!

Argentina aprovou ontem a reforma da previdência antes que o Brasil!
https://g1.globo.com/mundo/noticia/parlamento-argentino-aprova-reforma-da-previdencia.ghtml

(https://s20.postimg.org/hk1m61u2l/Reforma_da_Previd_ncia_-_Argentina_aprova_-_Gola_o.jpg)
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Derfel em 23 de Dezembro de 2017, 09:39:28
E, no entanto, uma reforma com uma abrangência muito diferente.

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-42404715
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gabarito em 26 de Dezembro de 2017, 09:30:19
Citar
O exemplo da Argentina (http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-exemplo-da-argentina,70002130827)
País deu passo importante para a retomada da economia com a aprovação da reforma da Previdência proposta por Macri

O Estado de S.Paulo
26 Dezembro 2017 | 05h00

Com a aprovação pelo Congresso da reforma da Previdência proposta pelo governo do presidente Mauricio Macri, a Argentina deu um passo importante para a modernização e maior solidez de seu sistema de seguridade social, assim como para a retomada da economia, com a redução do déficit fiscal. Foi uma batalha difícil porque, tal como acontece com todos os países que enfrentam situação semelhante, a reforma encontrou forte resistência de sindicatos que se recusam a aceitar as novas realidades do mundo do trabalho e da demografia, intimamente ligadas ao equilíbrio das contas da Previdência.

As violentas manifestações promovidas pelas centrais sindicais - que também decretaram greve geral no dia anterior à votação - fizeram com que se temesse pela sorte da reforma. Na última delas, em Buenos Aires, manifestantes e a polícia se enfrentaram durante mais de sete horas, deixando um saldo de mais de 106 feridos, dos quais 55 policiais. Prevaleceram, porém, após 17 horas de debate no Congresso, os argumentos da maioria governista, que obteve a aprovação do projeto por uma boa diferença - 128 votos contra 116.

Do ponto de vista fiscal, a reforma - que é uma das medidas de maior peso propostas por Macri para reduzir o déficit - permitirá uma economia de US$ 5,5 bilhões em 2018. Isso equivale a um quinto do déficit. Num país em que a inflação está na casa dos 24%, essa será uma contribuição importante para colocar ordem nas finanças.

As novas regras afetarão 17 milhões pessoas, numa população total de 42 milhões. Elas permitem aos homens elevar, optativamente, a idade da aposentadoria de 65 para 70 anos. Pela lei anterior, a idade máxima era de 65 anos. Para as mulheres, a opção será de 60 para 63 anos. A principal mudança, porém, foi na fórmula de cálculo do reajuste das pensões. Ela é que provocou as mais fortes reações contrárias de atuais e futuros aposentados.

Antes, o reajuste era semestral, com base na arrecadação do Anses (o equivalente ao INSS brasileiro) e no número de aposentados e pensionistas. Agora, ela será trimestral, com base em critérios que não acarretam perdas, mas fazem com que os aposentados deixem de ganhar, segundo a explicação dos técnicos. A nova fórmula estabelece que o reajuste é calculado com base na inflação (70%) e nos salários do mercado formal (30%) de trabalhadores dos setores privado e público. O que aposentados e pensionistas deixarão de ganhar é o preço a pagar para evitar que o sistema entre em colapso (pelas regras anteriores as contribuições só cobriam 70% dos gastos) e, com isso, sejam eles próprios prejudicados.

Na primeira e frustrada tentativa de aprovação da reforma, a sessão do Congresso foi interrompida por causa das manifestações, tão violentas quanto as da véspera da aprovação. Muitos manifestantes carregavam cartazes com a frase “Aqui não é o Brasil”. A comparação dos dois casos merece reparos. Por exemplo, o sistema argentino, mesmo antes da reforma, já era muito mais realista que o brasileiro, a começar pela idade. No Brasil, a idade continuará sendo mais baixa, mesmo se forem aprovadas as regras propostas no projeto de reforma em tramitação no Congresso.

A pretendida reforma brasileira é, portanto, ainda mais imperiosa que a argentina. Principalmente se se considerar que esta, segundo advertem especialistas, terá de ser ainda mais aprofundada, o que aumentará a distância em relação ao que se propõe aqui.

A reforma argentina deixa, além dessa, outra lição importante: a necessidade de resistir à pressão dos que - em defesa de privilégios ou por causa de uma visão de curto prazo, que compromete as futuras gerações - querem impedir a reforma da Previdência no grito e na marra, como se tentou em Buenos Aires.

Isso se faz com firmeza e com esforço de esclarecimento da população e dos parlamentares sobre a necessidade de novas regras, indispensáveis à sobrevivência da instituição. Como acaba de fazer a Argentina.

Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Pasteur em 26 de Dezembro de 2017, 10:08:15
Parece que lá a aprovação precisava de maioria simples e aqui dois terços...
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gabarito em 26 de Dezembro de 2017, 10:10:37
Parece que lá a aprovação precisava de maioria simples e aqui dois terços...

Sim.
Aqui, terá que ser uma Emenda à Constituição, por isso essa exigência de quórum alto.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: JJ em 26 de Dezembro de 2017, 10:35:18
Parece que lá a aprovação precisava de maioria simples e aqui dois terços...

Sim.
Aqui, terá que ser uma Emenda à Constituição, por isso essa exigência de quórum alto.



E justamente este é um problema mais fundamental que deveria ser  atacado e resolvido,  qual seja  o excesso  de  questões que são  constitucionais.  Isto faz com que um problema que poderia ser resolvido com maioria simples (50% + 1) acabe precisando de 60%, e quando a mudança pretendida é impopular, apesar de ser racionalmente econômica, este alto quórum para aprovação  exacerba o tradicional toma lá dá cá que já existe no Brasil.

Enxugar a constituição para algo semelhante a constituição americana deveria ser uma ação prioritária de um governo que pretenda diminuir o impacto do populismo e do fisiologismo crônico que impera no Brasil.




Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 26 de Dezembro de 2017, 11:19:33
[...]
Enxugar a constituição para algo semelhante a constituição americana deveria ser uma ação prioritária de um governo que pretenda diminuir o impacto do populismo e do fisiologismo crônico que impera no Brasil.

Isto não interessa a nenhum grupo de 'parasitas' do estado.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: JJ em 26 de Dezembro de 2017, 12:05:50
[...]
Enxugar a constituição para algo semelhante a constituição americana deveria ser uma ação prioritária de um governo que pretenda diminuir o impacto do populismo e do fisiologismo crônico que impera no Brasil.
Isto não interessa a nenhum grupo de 'parasitas' do estado.


Sim, grupos que conseguiram transformar privilégios em  "direitos" constitucionais realmente não teriam interesse, pois isto facilitaria tirar os "direitos" deles.  Mas, um presidente que estivesse determinado a fazer isso e que conseguisse o apoio político necessário para isso (número de deputados e senadores suficientes) poderia conseguir essa redução.




Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gauss em 26 de Dezembro de 2017, 14:45:17
[...]
Enxugar a constituição para algo semelhante a constituição americana deveria ser uma ação prioritária de um governo que pretenda diminuir o impacto do populismo e do fisiologismo crônico que impera no Brasil.
Isto não interessa a nenhum grupo de 'parasitas' do estado.


Sim, grupos que conseguiram transformar privilégios em  "direitos" constitucionais realmente não teriam interesse, pois isto facilitaria tirar os "direitos" deles.  Mas, um presidente que estivesse determinado a fazer isso e que conseguisse o apoio político necessário para isso (número de deputados e senadores suficientes) poderia conseguir essa redução.
Olha, para isso acontecer com os partidos que temos hoje? Talvez só se o NOVO passasse a dominar com maioria absoluta todas as esferas legislativas (Câmara dos Deputados, Senado, Presidência e parlamentos estaduais).
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: JJ em 26 de Dezembro de 2017, 15:07:01
[...]
Enxugar a constituição para algo semelhante a constituição americana deveria ser uma ação prioritária de um governo que pretenda diminuir o impacto do populismo e do fisiologismo crônico que impera no Brasil.
Isto não interessa a nenhum grupo de 'parasitas' do estado.


Sim, grupos que conseguiram transformar privilégios em  "direitos" constitucionais realmente não teriam interesse, pois isto facilitaria tirar os "direitos" deles.  Mas, um presidente que estivesse determinado a fazer isso e que conseguisse o apoio político necessário para isso (número de deputados e senadores suficientes) poderia conseguir essa redução.
Olha, para isso acontecer com os partidos que temos hoje? Talvez só se o NOVO passasse a dominar com maioria absoluta todas as esferas legislativas (Câmara dos Deputados, Senado, Presidência e parlamentos estaduais).


Com muito menos do que isso eu considero que já seria possível passar tal mudança.  Veja que em 2009 (numa época em que ideias liberais ainda engatinhavam em termos de divulgação) já foi proposta uma PEC nesse sentido, se naquele época o Presidente da República fosse um cara realmente interessado em fazer tal mudança teria havido uma grande chance disso ocorrer.  No Brasil, normalmente um Presidente da República consegue aprovar a maioria das coisas nas quais ele realmente se empenha. A maior parte da mudanças legislativas que são aprovadas são de iniciativa do executivo (e uma pequena minoria é de iniciativa de algum deputado ou senador) .





Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Gauss em 26 de Dezembro de 2017, 15:10:54
[...]
Enxugar a constituição para algo semelhante a constituição americana deveria ser uma ação prioritária de um governo que pretenda diminuir o impacto do populismo e do fisiologismo crônico que impera no Brasil.
Isto não interessa a nenhum grupo de 'parasitas' do estado.


Sim, grupos que conseguiram transformar privilégios em  "direitos" constitucionais realmente não teriam interesse, pois isto facilitaria tirar os "direitos" deles.  Mas, um presidente que estivesse determinado a fazer isso e que conseguisse o apoio político necessário para isso (número de deputados e senadores suficientes) poderia conseguir essa redução.
Olha, para isso acontecer com os partidos que temos hoje? Talvez só se o NOVO passasse a dominar com maioria absoluta todas as esferas legislativas (Câmara dos Deputados, Senado, Presidência e parlamentos estaduais).


Com muito menos do que isso eu considero que já seria possível passar tal mudança.  Veja que em 2009 (numa época em que ideias liberais ainda engatinhavam em termos de divulgação) já foi proposta uma PEC nesse sentido, se naquele época o Presidente da República fosse um cara realmente interessado em fazer tal mudança teria havido uma grande chance disso ocorrer.  No Brasil, normalmente um Presidente da República consegue aprovar a maioria das coisas nas quais ele realmente se empenha. A maior parte da mudanças legislativas que são aprovadas são de iniciativa do executivo.
O problema é o custo para aprovar tudo isso. Ele teria que comprar muita gente. O nosso Executivo sempre foi um balcão de negócios.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Horacio em 08 de Fevereiro de 2018, 00:49:16
Teto de 5 salarios minimos para todos. Quem quiser uma aposentadoria maior, complementa com a previdencia privada.

Do jeito que estão propondo continuarão os privilegios,  e a conta será paga pelos mais pobres, aumentando ainda mais o exercito de "excluidos" na sociedade.

Lembrando que os gastos do Estado com os mais pobres retornam ao bolso do Estado, pois eles gastam tudo em consumo, gerando aumento da arrecadação, ao contrario das pensões mais altas que podem ser entesouradas.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Skeptikós em 08 de Fevereiro de 2018, 14:24:06
Esta reforma realmente do jeito que la vai sendo modificada só vai aumentar os privilégios de servidores públicos em relação aos funcionários da rede privada, e de fato, virá a aumentar a desigualdade econômica, pois os mais pobres de fato serão os que mais sofrerão com toda esta mudança seletiva.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 08 de Fevereiro de 2018, 15:17:11
"Mas a culpa não é dos aposentados, mimimi"

O mundo precisava de uns populistas que conseguissem angariar apoio generalizado para as coisas certas, em vez de dividir a população em torno de idiotices e atrasos.

E/ou anarquia.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Horacio em 08 de Fevereiro de 2018, 20:57:35
Falando em dividir a sociedade, uma das maiores falacias desse debate é a demonização dos servidores publicos como se se tratasse de uma classe homogenea. Jogar no mesmo balaio Sarney, Gilmar, a juizada toda e o exercito de professores, enfermeiros, e demais funcionarios que passam o diabo para tentar prestar um serviço essencial com um minimo de qualidade é o fim da picada.

Se o foco fosse no topo da piramide essa reforma passaria fácil e teria um impacto fiscal muito maior.

Em vez disso ficamos seguindo a mitologia criada pela midia, pela Fazenda e pelos deformadores de opinião de sempre.



Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 08 de Fevereiro de 2018, 22:39:50
É parte do argumento de "estado enxuto", "estado mínimo", etc, que muito raramente faz as ressalvas análogas, que se tem um gasto absurdo onde não deveria haver, e um estado já sub-mínimo onde deveria haver maior investimento.

Citar
http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2014/10/brasil-gasta-demais-com-bfuncionarios-publicosb.html
...
Falta professor, mas sobra chofer e assessor tem de sobra

[...] Cada deputado federal pode ter até 25 assessores, número alto demais diante de comparações internacionais. O jornal O Globo revelou que, no início deste ano, o Senado deu a sete garçons cargos de confiança, com atribuições de fachada, para permitir que eles recebessem salários mais altos. No escalão mais alto do governo federal, 39 ministros respondem diretamente à presidente da República, cada um deles com seu séquito de assessores. O normal, em nações desenvolvidas, é haver de 15 a 20 ministros (qualquer executivo de empresa de porte médio sabe que é impossível gerenciar bem 40 subordinados diretos, com funções complexas). Todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm direito a motorista particular. Isso não ocorre na Suprema Corte dos Estados Unidos. Nos Tribunais de Justiça, nos Estados, a gastança se repete. Em São Paulo, há 311 motoristas à disposição dos juízes. A Câmara Municipal de São Paulo tem 26 motoristas, 13 garçons, sete auxiliares de cozinha e ainda auxiliares de serviços odontológicos, cirurgiões-dentistas, barbeiros, oftalmologistas, lavador e lubrificador de veículos e vidraceiro, segundo o Portal da Transparência. Os casos revelam uma lógica de trabalho que dá prioridade ao luxo, ao privilégio, ao desperdício e à concessão de favores e boquinhas. Essa lógica se estabelece, nos gabinetes, em detrimento daquela com que a maioria dos mortais tem de lidar no dia a dia – a economia de recursos e o esforço para trabalhar melhor.

Casos como esses reforçam a impressão de que há excesso de servidores públicos. Eles são ao todo 11,1 milhões. Um em cada dez brasileiros em idade de trabalhar está empregado em algum governo. Essa fatia é normal entre países emergentes e fica abaixo da usual entre países desenvolvidos. Um relatório de 2013 da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE, grupo que inclui as nações mais desenvolvidas do mundo) informa que o número de funcionários públicos no Brasil “é bastante limitado” em comparação com o dos países-membros da entidade, mas também que é “mais caro”. O problema, portanto, não está na quantidade de funcionários públicos, mas na qualidade deles – e dos serviços que prestam.

[...]



Modesto Carvalhosa menciona isso brevemente neste trecho selecionado da entrevista:

https://www.youtube.com/v/hDscfx2wFQw?start=252&end=352


Sem esse foco, só está se disputando uma alternância de oligarquias.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Muad'Dib em 08 de Fevereiro de 2018, 22:52:19
O funcionalismo do Estado sub-mínimo é o elo fraco desse sistema. Qualquer tentativa de enxugar o estado vai focar nesse elo e não onde realmente está o problema.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Horacio em 08 de Fevereiro de 2018, 23:52:19
Essa matéria da Època é um exemplo perfeito de indução ao erro. Conclui com generalização dos servidores publicos como se fosse uma categoria homogênea, cara e prestando um serviço de má qualidade.

No miolo, uma enxurrada de exemplos absurdos que comprovam a tese que querem demonstrar.

A informação essencial de que para os padrões internacionais o numero é baixo fica tão descontextualizada que não consegue interferir na impressão final retida pelo leitor.

Um algoritmo muito sofisticado o que produziu o texto.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 09 de Fevereiro de 2018, 00:19:17
Poderia discorrer mais? Faz tempo que li a matéria integral e só tenho fresco na memória esse trecho que citei, que me parece bastante razoável, e distante disso que você descreve, discriminando entre funcionários públicos de fato úteis e aqueles que ajudam a compor uma casta de privilegiados sem comparação em países decentes.

https://www.youtube.com/v/uIo-_xRsjis&list=PLmJ2lebZPkH0UrO9Z_Bitm-bDwWiTdH7D

Queria que um CQC da vida viralizasse uma série de reportagens contrastando essas com a situação brasileira, poderiam chamar de "Brasil: país dos políticos sem vergonha".


Citar
[...] Alguns dos serviços que se transformaram em alvos principais das críticas durante as manifestações do ano passado sofrem com falta de profissionais. É o caso da saúde. Mesmo após o início do Mais Médicos, que contratou 14 mil profissionais, uma auditoria feita em março pelo Tribunal de Contas da União (TCU) apontou falta de médicos e enfermeiros em 81% dos hospitais visitados do Sistema Único de Saúde. Faltam também policiais federais, fiscais ambientais, analistas tributários e professores. Outro levantamento do TCU mostra que, só no ensino médio da rede pública, há 32 mil vagas a preencher.

“A perspectiva não pode ser contra ou a favor de funcionário público. Tem de ser a favor do cidadão e da melhoria dos serviços”, afirma Regina Pacheco, especialista em gestão de políticas públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV). “E, para aumentar a força de trabalho, teremos de segurar os custos.” O cidadão só contará com serviços melhores se o governo parar de fazer contratações e promoções inúteis, para se concentrar nas que realmente importam [...]

(http://s2.glbimg.com/WDTekoHtdsgFQay03gE9suB_9Tc=/e.glbimg.com/og/ed/f/original/2014/10/01/total.jpg)

http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2014/10/brasil-gasta-demais-com-bfuncionarios-publicosb.html
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Horacio em 09 de Fevereiro de 2018, 00:42:57
Sem a materia completa fica dificil realmente avaliar mais satisfatoriamente. O que eu quero chamar a atenção é para o fato que as matérias da mídia levam em conta que a impressão final no leitor é provocada pela manchete, infograficos, conclusão e trechos de maior impacto emocional. E isso tudo hoje em dia é algoritmizável.

Cabe a nós identificar e fugir dessas armadilhas e montar nossas proprias narrativas. O que eu vejo é que, pelo contrario, a narrativa da midia, ou a impressão produzida por ela, ecoa sem muita dificuldade na opinião publica, e se multiplica nas redes sociais  dificultando a percepção do problema central e provocando sectarismos, preconceitos... Isso mantem as oligarquias e as gangues impunes realmente, ou simplesmente se alternando.

Complementando, o dado fundamental que os gastos previdenciarios com os aposentados de menor renda, que gastam tudo com consumo, vão voltar ao orçamento via aumento da arrecadação de impostos é totalmente ignorado, como se estivessemos tratando de um fenomeno contabil, e não economico, em que um gasto em T1 vira receita em T2 e assim o correto seria computar e efeito líquido.

A mesma armadilha das politicas de austeridade, que ao tentarem ajustar o orçamento via corte de gastos apenas aprofundam a recessão, gerando perdas na receita e aumento do déficit.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 09 de Fevereiro de 2018, 00:47:44
Isso de "algoritmo" para causar uma impressão distorcida parece teoria da conspiração.

Tentei ler por cima para ver se encontrava algo que passava uma impressão mais generalizadora, mas não consegui encontrar "acidentalmente" um trecho que desse essa impressão. Ficaria surpreso se mais pessoas tivessem essa interpretação do texto.


Citar
Sou servidora pública concursada e concordo com praticamente todos os pontos levantados. É necessário perceber que quando se fala do peso do funcionalismo público, a maior parte desse peso não é causada pela maioria do funcionalismo, que é o cara que ganha pouco e rala muito. É causada por esses comissionados, esse monte de assessores inúteis, por esse sistema que pune o bom servidor (que não recebe nenhum tipo de incentivo para trabalhar melhor) e é o paraíso para o mau servidor (que raramente recebe sanções por trabalhar mal), um sistema que é um convite à estagnação.
Citar
Mas é justamente o ponto que esta discussão deve chegar: não é a massa do funcionalismo público que onera os governos. São estritamente os cargos de confiança, criados por gestões que entram e arrastam seus bandos de puxa-sacos para levarem suas recompensas, que fazem as contas públicas oscilarem de gestão para gestão. As chefias dentro do sistema público são todas ocupadas por indicação de políticos. São pagos salários astronômicos para pessoas que nem aparecem ou nem entendem da rotina na qual foram inseridos. Já os salários dos reais funcionários públicos concursados são baixos,vergonhosos
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Horacio em 09 de Fevereiro de 2018, 00:56:50
http://observatoriodaimprensa.com.br/monitor-da-imprensa/_ed740_jornalismo_com_base_em_algoritmos_levanta_questoes_eticas/
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: -Huxley- em 09 de Fevereiro de 2018, 01:10:46
http://www.otempo.com.br/capa/economia/servidores-ganham-67-mais-1.1544947
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 09 de Fevereiro de 2018, 01:16:56
Isso de "algoritmos" é praticamente parece ser algo mais como "templates", esqueletos, formatos gerais de matérias jornalísticas (tal como existe para ficção ou mesmo livros-texto de diversas categorias), e não todo um esquema que cientificamente conduza o leitor a uma dada opinião, muito menos a de discordar do artigo em si, se fixando em alguns trechos que serviriam como "mensagens subliminares" que se sobrepoem ao que seria uma sinopse.

Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Horacio em 09 de Fevereiro de 2018, 01:47:42
Acessei agora a matéria completa. É pior do que eu imaginava. Veja a manchete:

Brasil gasta demais com funcionários públicos
Um levantamento inédito sobre o tamanho do funcionalismo revela por que o Estado brasileiro funciona mal. Só cargos de confiança, há 600 mil.

Isso em letras garrafais, complementadas com a imagem uma pata monstruosa pronta para esmagar o leitor.

Conclusão obvia a que o leitor é induzido: As causa principal do mau funcionamento do Estado é o tamanho e o custo do funcionalismo publico. Mais generalizador e superficial impossivel. Oligarquias? Isso é de comer?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 09 de Fevereiro de 2018, 02:05:55
Mais do que "óbvia" conclusão do leitor ser induzido a isso, parece um tremendo esforço em tentativa de, de alguma forma, depreciar o texto.

Talvez pensando nas pessoas tenderem a ler apenas manchetes e tweets se pudesse dar maior atenção a uma introdução que se esforçasse ao máximo para evitar alguma conclusão errônea de quem nem se dê ao trabalho de ler o texto. Mas se a intenção é de fato a de causar interpretação oposta ao que o texto integral argumenta, é no mínimo uma maneira muito contraproducente de conseguir fazê-lo, quando se poderia muito bem defender a conclusão "secretamente" desejada, e não argumentar contra ela na maior parte do tempo.









Citar

[...]

http://porque.uol.com.br/existe-desigualdade-entre-funcionarios-publicos-e-privados/

(http://porque.uol.com.br//site2016/wp-content/uploads/2017/05/SERVIDORES-PRIVADOS-PORQUE.COM_.BR-04.png)

(http://porque.uol.com.br//site2016/wp-content/uploads/2017/05/SERVIDORES-PRIVADOS-PORQUE.COM_.BR-05.png)

(http://porque.uol.com.br//site2016/wp-content/uploads/2017/05/SERVIDORES-PRIVADOS-PORQUE.COM_.BR-07.png)

(http://porque.uol.com.br//site2016/wp-content/uploads/2017/05/SERVIDORES-PRIVADOS-PORQUE.COM_.BR-09.png)

(http://porque.uol.com.br//site2016/wp-content/uploads/2017/05/SERVIDORES-PRIVADOS-PORQUE.COM_.BR-11.png)

(http://porque.uol.com.br//site2016/wp-content/uploads/2017/05/GRAFICO-TERCEIROS-2.png)

[...]

Conclusão

Há um duplo desafio em jogo: reduzir os privilégios do setor público na comparação com o trabalhador do setor privado, e também os privilégios existentes dentro do setor público,entre as diversas profissões.

Ao mesmo tempo, é necessário um Estado eficiente para propiciar o desenvolvimento econômico. Dessa forma, é essencial estabelecermos mecanismos que alinhem os salários do setor público com a produtividade dos trabalhadores. As idéias de bônus para professores, já tratadas aqui no site, são um bom exemplo.

Além disso, não podemos olhar para os privilégios do setor público e afirmar todo servidor como um sanguessuga do Estado. Existem funcionários que têm um verdadeiro senso de comprometimento com o Brasil e se esforçam para realizar seu trabalho da melhor maneira possível.

Nós do Por Quê? incentivamos o debate pautado nas ideias e nos fatos, e não nos preconceitos.




Um elemento que teoricamente poderia ajudar a justificar alguma disparidade é a de se poupar custos de repor funcionários perdidos para o setor privado, mas isso tem que ser acompanhado de cobrança por desempenho e etc.



Citar

http://mercadopopular.org/2017/11/funcionarios-publicos-ganham-mais-do-que-trabalhadores-do-setor-privado-veja-dados/

http://www.brasil-economia-governo.org.br/2017/11/21/monteiro-lobato-e-a-diferenca-salarial-publico-privada/

(http://www.brasil-economia-governo.org.br/wp-content/uploads/2017/11/img_3099_1.jpg)
(http://www.brasil-economia-governo.org.br/wp-content/uploads/2017/11/img_3099_2.png)
(http://www.brasil-economia-governo.org.br/wp-content/uploads/2017/11/img_3099_3.png)
(http://www.brasil-economia-governo.org.br/wp-content/uploads/2017/11/img_3099_4.png)
(http://www.brasil-economia-governo.org.br/wp-content/uploads/2017/11/img_3099_5.png)
(http://www.brasil-economia-governo.org.br/wp-content/uploads/2017/11/img_3099_6.png)
(http://www.brasil-economia-governo.org.br/wp-content/uploads/2017/11/img_3099_7.png)
(http://www.brasil-economia-governo.org.br/wp-content/uploads/2017/11/img_3099_8.png)
(http://www.brasil-economia-governo.org.br/wp-content/uploads/2017/11/img_3099_9.png)

Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: -Huxley- em 09 de Fevereiro de 2018, 12:13:11
 Servidor público salarialmente privilegiado? Está maluco?! Já não viu as notícias dos servidores que estão há anos sem reajuste no salário? Ademais, o neoliberal que persegue funcionários públicos se esquece o quanto esses salários ajudam milhares de trabalhadores a escaparem das condições exploratórias que tipicamente ocorrem no setor privado.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 09 de Fevereiro de 2018, 14:17:44
Nos governos municipais, ao menos até 2015, os salários estão de fato abaixo daqueles do setor privado.

Fico curioso se em prefeituras petistas isso era diferente, durante o regime petista.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 09 de Fevereiro de 2018, 15:33:23
Falando em dividir a sociedade, uma das maiores falacias desse debate é a demonização dos servidores publicos como se se tratasse de uma classe homogenea. Jogar no mesmo balaio Sarney, Gilmar, a juizada toda e o exercito de professores, enfermeiros, e demais funcionarios que passam o diabo para tentar prestar um serviço essencial com um minimo de qualidade é o fim da picada.

Se o foco fosse no topo da piramide essa reforma passaria fácil e teria um impacto fiscal muito maior.

Em vez disso ficamos seguindo a mitologia criada pela midia, pela Fazenda e pelos deformadores de opinião de sempre.

É mesmo?

Então não há nenhum impacto econômico-financeiro na massa salarial de centenas de milhares de funcionários públicos?

E nem dos encargos legais dela decorrentes?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: -Huxley- em 09 de Fevereiro de 2018, 15:38:12
A luta de classes não se limita às relações entre capitalista e trabalhador, mas também entre os trabalhadores e os representantes políticos das elites oligárquicas capitalistas. Vez ou outra, governos populares atenuam esse conflito gerando agrados significativos a ambos os lados (diferentemente dos políticos coxinhas), mas não há uma cessão completa da exploração.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 09 de Fevereiro de 2018, 16:12:18
Falando em dividir a sociedade, uma das maiores falacias desse debate é a demonização dos servidores publicos como se se tratasse de uma classe homogenea. Jogar no mesmo balaio Sarney, Gilmar, a juizada toda e o exercito de professores, enfermeiros, e demais funcionarios que passam o diabo para tentar prestar um serviço essencial com um minimo de qualidade é o fim da picada.

Se o foco fosse no topo da piramide essa reforma passaria fácil e teria um impacto fiscal muito maior.

Em vez disso ficamos seguindo a mitologia criada pela midia, pela Fazenda e pelos deformadores de opinião de sempre.

É mesmo?

Então não há nenhum impacto econômico-financeiro na massa salarial de centenas de milhares de funcionários públicos?

E nem dos encargos legais dela decorrentes?

Você está afirmando então que é tudo homogêneo, que não importa de onde se tire, é benéfico ao país?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 09 de Fevereiro de 2018, 16:44:36
Falando em dividir a sociedade, uma das maiores falacias desse debate é a demonização dos servidores publicos como se se tratasse de uma classe homogenea. Jogar no mesmo balaio Sarney, Gilmar, a juizada toda e o exercito de professores, enfermeiros, e demais funcionarios que passam o diabo para tentar prestar um serviço essencial com um minimo de qualidade é o fim da picada.

Se o foco fosse no topo da piramide essa reforma passaria fácil e teria um impacto fiscal muito maior.

Em vez disso ficamos seguindo a mitologia criada pela midia, pela Fazenda e pelos deformadores de opinião de sempre.

É mesmo?

Então não há nenhum impacto econômico-financeiro na massa salarial de centenas de milhares de funcionários públicos?

E nem dos encargos legais dela decorrentes?

Você está afirmando então que é tudo homogêneo, que não importa de onde se tire, é benéfico ao país?

É óbvio que não.

Mas estão espalhando uma desinformação proposital, qual seja, a de que basta encerrar as graves distorções salariais e de benesses da parte mais alta do funcionalismo e tudo estará resolvido.

Não estará.

O déficit da previdência continuará a crescer.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 09 de Fevereiro de 2018, 16:54:24
"Existe" essa conta? Para mim é novidade, geralmente o que se ouve é que o déficit é mito, a previdência é superavitária, ou que é só cobrar impostos de empresas que faliram.

Como se compara essa "versão" com foco exclusivo nos cargos mais altos às propostas de reforma que tem alguma chance, ainda que mínima, de passar?
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 09 de Fevereiro de 2018, 17:35:00
"Existe" essa conta?

Não sei.

Tem que procurar alguma fonte que não esteja ligada aos interessados na e contra a reforma.


Para mim é novidade, geralmente o que se ouve é que o déficit é mito,
[...]

http://www.previdencia.gov.br/2017/11/rgps-deficit-da-previdencia-social-chega-r-138-bilhoes-em-outubro/


a previdência é superavitária,

Não é e o déficit só aumentará doravante.


ou que é só cobrar impostos de empresas que faliram.

Esta é mais uma besteira dita por ignorantes, tanto de esquerdistas como de direitistas (nacionalistas).

Um exemplo conspícuo é a VARIG. Sem considerar que foi (mais) um caso de uma péssima recuperação judicial, o fato é que o passivo previdenciário e trabalhista é dezenas ou centenas de vezes maior que o ativo total da empresa. Em outras palavras, nada ou quase nada será conseguido da VARIG. E nesta situação há dezenas de outras empresas.

Mas mesmo que o montante total das dívidas previdenciárias fosse pago (R$ 426 bilhões, segundo esta fonte (http://reporterbrasil.org.br/2017/02/reforma-da-previdencia-ignora-r-426-bilhoes-devidos-por-empresas-ao-inss/)), seria o suficiente para manter equilibrada a Previdência por apenas três anos, considerando a projeção trienal do déficit acumulado de 2017 (http://www.previdencia.gov.br/2017/11/rgps-deficit-da-previdencia-social-chega-r-138-bilhoes-em-outubro/), até novembro.


Como se compara essa "versão" com foco exclusivo nos cargos mais altos às propostas de reforma que tem alguma chance, ainda que mínima, de passar?

Não sei.

Eu duvido que qualquer tipo de reforma, que implique na redução dos proventos do funcionalismo mais abastado e poderoso, seja aprovada.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 09 de Fevereiro de 2018, 17:43:08
Não pretendi "defender" as coisas listadas, apenas as listei por que me parecem bobagem tremendamente maior e mais óbvia do que a noção de uma reforma alternativa, que cortasse fundo nas gorduras das oligarquias. Seria até bastante animador ver isso sendo defendido em vez dessas outras coisas, mesmo que fosse ainda insuficiente e improvável de ser implementado. Poderia ser defendido como de ponto partida para cortes subseqüentes, até se chegar ao patamar necessário.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 09 de Fevereiro de 2018, 17:49:57
Não pretendi "defender" as coisas listadas, apenas as listei por que me parecem bobagem tremendamente maior e mais óbvia do que a noção de uma reforma alternativa, que cortasse fundo nas gorduras das oligarquias. Seria até bastante animador ver isso sendo defendido em vez dessas outras coisas, mesmo que fosse ainda insuficiente e improvável de ser implementado. Poderia ser defendido como de ponto partida para cortes subseqüentes, até se chegar ao patamar necessário.

No meu entender, Buck, o principal problema está na parte destacada em negrito. Para isto acontecer de maneira rápida, teria que ser ou por meio de um regime totalitário ou por um líder político muito popular e poderoso, que impusesse a sua vontade ao Congresso, ignorando o Judiciário, o Legislativo e, é claro, os militares.

Qual é a chance percentual disto ocorrer? Zero!
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 09 de Fevereiro de 2018, 17:51:36
Sim, concordo, mas seria interessante como conscientização, como por isso em discussão na sociedade, e aumentar a pressão política, em vez de se ficar nessas de "culpa não é dos aposentados", "a previdência é superavitária".

Talvez desse para conseguir forçar algo mais drástico via referendo, sendo muito otimista.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Geotecton em 09 de Fevereiro de 2018, 18:13:53
Sim, concordo, mas seria interessante como conscientização, como por isso em discussão na sociedade, e aumentar a pressão política, em vez de se ficar nessas de "culpa não é dos aposentados", "a previdência é superavitária".

Talvez desse para conseguir forçar algo mais drástico via referendo, sendo muito otimista.

Enquanto a nossa previdência for do tipo 'solidária', não consigo enxergar uma solução, especialmente considerando o perfil da maioria das pessoas que conheço.

Para sintetizar: Ao longo de nossa história previdenciária, a imensa maioria das pessoas consumiu muito mais do que contribuiu, ou seja, a provisão matemática de cada uma foi largamente ultrapassada pela soma dos pagamentos para a previdência.

E nem entrei no mérito de uma situação que, para mim, é mais do que abjeta, se compulsória for: a previdência é paga, na maior parte, pelos empregadores.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Horacio em 09 de Fevereiro de 2018, 20:26:48
Relembrando que beneficios previdenciarios gastos com quem os utiliza plenamente em consumo voltam para o orçamento sob a forma de arrecadação. Essa é uma discussão economica, não pode ser tratada com conceitos contabeis, que são estaticos e não capturam o efeito no tempo dos desembolsos estatais.

Ciro Gomes, apesar de todos seus defeitos, tem uma perspectiva bem mais lucida da questão:

Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: JJ em 30 de Março de 2018, 10:45:14
Relembrando que beneficios previdenciarios gastos com quem os utiliza plenamente em consumo voltam para o orçamento sob a forma de arrecadação. Essa é uma discussão economica, não pode ser tratada com conceitos contabeis, que são estaticos e não capturam o efeito no tempo dos desembolsos estatais.

Ciro Gomes, apesar de todos seus defeitos, tem uma perspectiva bem mais lucida da questão:



O Ciro Gomes é um espertalhão que está jogando iscas para capturar  ex eleitores do Lula/PT, os quais estão decepcionados, em graus variáveis com o Lula/PT,  mas que ainda são seduzidos pelos discursos  estatistas  de esquerda.


Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: JJ em 30 de Março de 2018, 11:03:44
Acessei agora a matéria completa. É pior do que eu imaginava. Veja a manchete:

Brasil gasta demais com funcionários públicos
Um levantamento inédito sobre o tamanho do funcionalismo revela por que o Estado brasileiro funciona mal. Só cargos de confiança, há 600 mil.

Isso em letras garrafais, complementadas com a imagem uma pata monstruosa pronta para esmagar o leitor.

Conclusão obvia a que o leitor é induzido: As causa principal do mau funcionamento do Estado é o tamanho e o custo do funcionalismo publico. Mais generalizador e superficial impossivel. Oligarquias? Isso é de comer?


Pode não ser a causa principal,  mas  com certeza não é algo irrelevante.  A média salarial no Brasil é pouco mais de 2 mil reais por mês,  qual o sentido  de haver  categorias de funcionários públicos que ganham mais de 20.000 reais por mês, que são pagos pela maioria que ganha dez vezes menos (sem falar numa parcela, que apesar de menor, tem salários que ultrapassam 30.000 por mês e chega até a receber mais de 100.000 por mês)  ?

Isto é a tal da justiça social pregada pela esquerda ?


 :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?:


Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Euler1707 em 30 de Março de 2018, 12:42:28
Relembrando que beneficios previdenciarios gastos com quem os utiliza plenamente em consumo voltam para o orçamento sob a forma de arrecadação. Essa é uma discussão economica, não pode ser tratada com conceitos contabeis, que são estaticos e não capturam o efeito no tempo dos desembolsos estatais.
Não, não voltam integralmente. O que "volta" à união é a parcela desse consumo que é tributada pelo estado, que, embora alta, está longe de sanar o problema fiscal das contas do governo, uma vez que os recursos da previdência não têm origem nesses tributos sobre o consumo, e mesmo se tivessem, não poderiam resolver o problema de fluxo de caixa (http://mercadopopular.org/2018/02/reforma-da-previdencia-um-guia-para-nao-economistas/) que caracteriza o problema da previdência. 

Ademais, o seu raciocínio possui mais um problema :Em média, quanto maior a renda de uma família, substancialmente menor será o consumo em relação à renda (pg 87 (https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv45130.pdf)), assim, por exemplo, em 2008-2009, famílias em que os provedores são funcionários públicos de médio escalão aposentados, com renda entre 3500 à 6000 reais cada, que põe essa família numa faixa de renda entre 7000 à 12000 reais, tendem a gastar, em média, 5626 reais em consumo; desses 5626 reais, retornaria ao estado por volta 3500 reais em impostos sobre o consumo. Não preciso dizer o quão injusto é a taxação sobre o consumo sobre o resto da população, em maioria mais pobre, para pagar essa possível diferença de 3500 à 8500 reais entre a renda dessa família e o quanto ela retorna ao estado em impostos sobre o produto. Esse exemplo serve muito bem para exemplificar como o estado brasileiro e o funcionalismo são os grandes responsáveis por nossa desigualdade social.
Título: Re:Reforma da Previdência
Enviado por: Buckaroo Banzai em 05 de Setembro de 2018, 11:42:21
E adicionalmente aquilo em que o estado não tem custos adicionais em decorrência das pessoas não terem como se sustentar.



https://www.youtube.com/v/mPKmuo4YN_M