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Laicismo, Política e Economia / Re:Governo Bolsonaro
« Última Mensagem: por JJ Online Hoje às 18:06:38 »
Além do mais, você diz que quer ter uma chance de se defender de bandidos. Mas é só o que você vai ter: uma chance.

E em condições desfavoráveis pra quem enfrenta um criminoso que já dá o bote de arma em punho na vítima desprevenida. O tipo de situação mais comum.



O correto é dizer que aumenta bastante a possibilidade de defesa desde que:


1) A pessoa tenha um treinamento adequado;

e

2) A pessoa esteja adequadamente posicionada e alerta em  cada ambiente, de modo que sempre minimize a possibilidade de surpresa. 



Assim, percebendo o inimigo antes, com tempo suficiente ,  e   estando  armado,  aumenta muito a possibilidade de dissuadir um ataque.


Já na situação em que os  "sou da paz"  querem colocar quase todos os cidadãos de bem (exceto os juízes, promotores, e policiais), qual seja: desarmados, mesmo que o cidadão esteja alerta e perceba o ataque em tempo hábil, ele estará impotente, só lhe restando fugir  (se tiver rota de fuga) ou se submeter a agressividade dos bandidos e rezar para que eles  não lhe firam com gravidade e até mesmo que não o mate.




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Laicismo, Política e Economia / Re:Governo Bolsonaro
« Última Mensagem: por Geotecton Online Hoje às 17:59:23 »
"Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança."

Benjamin Franklin
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Papo Furado / Re:Tópico Coringa
« Última Mensagem: por Sergiomgbr Online Hoje às 17:53:46 »

Assim correr que originalmente denotava "mover-se rapidamente com os próprios pés" adquiriu vários, vários mesmo, novos significados. Todos legítimos.
Muito pouco provável que o termo "correr" tenha se originado assim, de qualquer modo, o significado original pode ter-se perdido, e ninguém saberá dizer com certeza.

A dificuldade de interpretar o texto é que o levou ao equívoco de entender o verbo "correr" na expressão "correr risco" como sendo o de "fugir correndo".
Virgem Maria! É no mínimo leviano avaliar dessa forma, não acha?

A dificuldade de interpretar o texto é que o levou ao equívoco de entender o verbo "correr" na expressão "correr risco" como sendo o de "fugir correndo".
Não tem exatamente a ver com analfabetismo, seria até exagero falar em analfabetismo funcional neste caso.
Mas não há nem como fazer essa interpretação. "Correr risco de vida" não supõe "fugir correndo"(da vida? do risco?). Está forçando a barra, Pedro.
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Papo Furado / Re:Tópico Coringa
« Última Mensagem: por Pedro Reis Online Hoje às 16:53:22 »
Geralmente é assim:

Alguém inventa uma palavra para designar um substantivo ou ação.

Outro alguém, por analogia, usa esta mesma palavra para designar outro substantivo ou ação, fazendo alguma relação, fraca ou forte, com o significado original.

Novos significados da palavra podem surgir com novas analogias. Sejam relacionadas com o significado original ou com os significados já derivados.

Assim correr que originalmente denotava "mover-se rapidamente com os próprios pés" adquiriu vários, vários mesmo, novos significados. Todos legítimos.

A dificuldade de interpretar o texto é que o levou ao equívoco de entender o verbo "correr" na expressão "correr risco" como sendo o de "fugir correndo". Não tem exatamente a ver com analfabetismo, seria até exagero falar em analfabetismo funcional neste caso.

Foi apenas um pequeno problema cognitivo.
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Papo Furado / Re:Tópico Coringa
« Última Mensagem: por Pedro Reis Online Hoje às 16:48:39 »
Até é aceitável que se mude ou se use um sentido diferente do do original de uma palavra ou fraseamento, mas se, e somente se, se saber o significado original. Isso é domínio de linguagem. Mas quando o oposto ocorre, se mudando as coisas por incompreensão ou falta de alfabetização suficiente, não havendo interpretação de texto suficiente, o que está a ocorrer é simplesmente uma degeneração da linguagem, e com ela as suas consequências inevitáveis.

Deve ser. Estas consequências parecem estar se verificando nos seus textos.
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Papo Furado / Re:Tópico Coringa
« Última Mensagem: por Sergiomgbr Online Hoje às 16:43:05 »


O verbo correr, no contexto da expressão "correr risco de vida ( ou morte )" tem a conotação de "passando por". Fulano está passando pelo risco de perder a vida.

Mas risco (que pode ser também riscar o carro de alguém, que nesse caso implica no risco de levar uns sopapos do dono) ali significa a chance de acontecer algo ruim. Porque não se usa normalmente risco para a chance de acontecer algo bom, como ganhar na loteria, por exemplo.

Ninguém diz, se eu jogar corro o risco de ficar milionário. A não ser de forma espirituosa, brincando com a contradição de se referir a risco como a chance de acontecer algo desejável.

Então se risco significa chance de algo ruim ocorrer, faz muito menos sentido a expressão "risco de vida". Por pressuposto viver é bom.

A única boa defesa que se pode fazer desta expressão se relaciona com seu uso já consagrado. Afinal, língua é convenção e não necessariamente lógica.
Até é aceitável que se mude ou se use um sentido diferente do do original de uma palavra ou fraseamento, mas se, e somente se, se saber o significado original. Isso é domínio de linguagem. Mas quando o oposto ocorre, se mudando as coisas por incompreensão ou falta de alfabetização suficiente, não havendo interpretação de texto suficiente, o que está a ocorrer é simplesmente uma degeneração da linguagem, e com ela as suas consequências inevitáveis.
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Papo Furado / Re:Tópico Coringa
« Última Mensagem: por Pedro Reis Online Hoje às 16:41:50 »
Porque o que você parece não estar compreendendo bem é o significado do verbo "correr" nessa expressão.

Alguém pode correr uma maratona. Mas quando alguém diz que "está correndo para terminar com esse relatório" essa pessoa está pretendendo permanecer sentada e bem imóvel na cadeira. E quando alguém diz que está "correndo risco de morte ( ou vida )", ela está querendo dizer que está "PASSANDO POR uma situação de risco".

Logo, quando você sugere que se faça a pergunta: "mas correr de quê?", como se correr ali significasse fugir, é esta pergunta que não faz sentido. Pois essa é uma interpretação espúria do verbo correr no contexto considerado.

Mesmo assim, se você responder a sua própria equivocada pergunta a resposta seria: "Eu vou fugir ( correr ) do risco de perder a vida." E risco de PERDER A VIDA é o mesmo que risco de morte, de morrer.

PERDER A VIDA = MORRER.

Portanto continua fazendo mais sentido dizer "risco de morte" e não risco de vida.
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Papo Furado / Re:Tópico Coringa
« Última Mensagem: por Pedro Reis Online Hoje às 16:36:25 »
Na verdade "língua" é linguagem, se começa a degenerar, se perde o seu propósito. Quando tudo vale, tudo se estraga, nada serve.

Se você estiver certo sobre isso então é melhor começar a usar o "risco de morte".
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Papo Furado / Re:Tópico Coringa
« Última Mensagem: por Sergiomgbr Online Hoje às 16:33:57 »
Na verdade "língua" é linguagem, se começa a degenerar, se perde o seu propósito. Quando tudo vale, tudo se estraga, nada serve.
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Laicismo, Política e Economia / Re:Governo Bolsonaro
« Última Mensagem: por Sergiomgbr Online Hoje às 16:28:12 »
Uma outra defesa ( bem melhor ) da expressão "correr risco de vida".

Citar
Entende-se a angústia de Adriano. A pressão social pelo uso de “risco de morte”, expressão emergente, como se houvesse algo errado no consagrado “risco de vida” que herdamos de nossos tataravós, é uma questão com que se defronta qualquer pessoa menos distraída no Brasil de hoje. É também o maior exemplo de vitória do besteirol sabichão que temos na língua.

A questão tem cerca de dez anos, talvez quinze. O certo é que quando Cazuza cantou, em 1988, “o meu prazer agora é risco de vida” (na canção Ideologia), ainda não passava pela cabeça de ninguém corrigi-lo. Mais tarde, professores de português que exerciam o cargo de consultores em redações conseguiram convencer os chefes de determinados jornais e TVs de sua tese tolinha: “Como alguém pode correr o risco de viver?”, riam eles.

Era um equívoco. Julgavam ter descoberto uma agressão à lógica embutida no idioma, mas ficaram na superfície do problema, incapazes de fazer uma análise linguística mais sofisticada e compreender que risco de vida é risco para a vida, ou seja, risco de (perder a) vida. O que, convenhamos, nem teria sido tão difícil.

Muita gente engoliu desde então o risco de morte. De tanto ser martelada em certos meios de comunicação, inclusive na TV Globo, a nova forma vai sendo adotada por multidões de falantes desavisados. O que era previsível, mas não deixa de ser meio constrangedor.


Não se trata de dizer que risco de morte seja, como alegam seus defensores a respeito de risco de vida, uma expressão “errada”. Não é. De gabinete, sim, mas não errada. Pode-se usá-la sem risco para a adequada comunicação de uma mensagem. Se seus adeptos se contentassem em fazer tal escolha de forma discreta, sem apontar agressivamente o dedo para quem não concorda com ela, a convivência das duas formas poderia ser pacífica.

Se não pode ser pacífica é porque o risco de morte, mais que um caso linguístico, apresenta-se como um problema cultural, criação artificial de gente que mal ouviu o galo cantar e saiu por aí exercitando o prazer de declarar ignorante quem, mergulhado no instinto da linguagem de que fala Steven Pinker, já nasceu sabendo mais do que eles.
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