Forum Clube Cetico

Discussões => Religiões, Crenças e Mitos => Tópico iniciado por: Artefacts.of.Chaos em 24 de Outubro de 2007, 01:08:49

Título: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Artefacts.of.Chaos em 24 de Outubro de 2007, 01:08:49
Olá, este é meu primeiro post, espero não estar falando merda massssssss, eu queria saber de vocês sobre essa pratica, aqui em minha cidade (Cruz Alta - RS) ela é muito ativa, tendo vários casos que viraram famosos e tudo mais, o grupo satanista PAPA SATÃ faz várias atrocidades e nem a polícia se mete com eles, queria saber se na cidade de vocês existe também movimentos extremistas ou se são acobertados, etc... podíamos usar esse topico para falar de relatos de casos, etc... sobre satanismo e luciferianismo.

quem quiser eu tenho o relato judicial oficial aqui do caso vanderson, um dos casos mais famosos e que foi parar até no nornal nacional, mas que aqui como sempre foi acobertado e o grupo já fez várias outras atrocidades posteriores a esse caso.

Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: O Grande Capanga em 24 de Outubro de 2007, 02:25:27
Olá, este é meu primeiro post, espero não estar falando merda massssssss, eu queria saber de vocês sobre essa pratica, aqui em minha cidade (Cruz Alta - RS) ela é muito ativa, tendo vários casos que viraram famosos e tudo mais, o grupo satanista PAPA SATÃ faz várias atrocidades e nem a polícia se mete com eles, queria saber se na cidade de vocês existe também movimentos extremistas ou se são acobertados, etc... podíamos usar esse topico para falar de relatos de casos, etc... sobre satanismo e luciferianismo.

quem quiser eu tenho o relato judicial oficial aqui do caso vanderson, um dos casos mais famosos e que foi parar até no nornal nacional, mas que aqui como sempre foi acobertado e o grupo já fez várias outras atrocidades posteriores a esse caso.

Por gentileza, poste esse caso Vanderson. E que atrocidades esse grupo já fez e está fazendo?
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Raphael em 24 de Outubro de 2007, 11:14:37
Também queria saber mais sobre isso. :ok:
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Artefacts.of.Chaos em 24 de Outubro de 2007, 12:01:22
O Caso Vanderson (Na Íntegra) - É grande o texto...





Comarca de Cruz Alta - 2a. Vara Cível

Proc. no. 49326 – Indenizatória

Vistos e examinados estes autos, relato.

L.M. e R. L. M. ingressaram com  AÇÃO INDENIZATÓRIA contra  MUNICÍPIO DE ...

Narraram os autores ter falecido no dia 1o/05/99 seu filho J.P.M., o qual foi sepultado no mesmo dia no Cemitério Público Municipal desta cidade.  No entanto, na madrugada do dia seguinte, foi arrombada a sepultura onde se encontrava o corpo do falecido, sendo estarquejado o cadáver, sendo espalhadas pelo cemitério várias partes de seu corpo, que foram visualizadas pelas pessoas que passavam na manhã do mesmo dia.  Foram ainda desenhados símbolos e a palavra PAPA SATÃ, o que foi feito com o próprio sangue do defunto.  O fato macabro atraiu a atenção de grande movimento de pessoas que compareceram no local para ver o “morto estarquejado”.

Disseram que os autores do crime não foram identificados até a data da ação judicial e que o fato causou forte repercussão na imprensa, em nível local e nacional, com reportagens em órgãos locais e de nível estadual.

Informaram ainda que surgiram as hipóteses mais variadas para o motivo do crime, tais como ligações com magia negra, envolvimento com drogas, um eventual pacto do falecido com o diabo, para quem teria vendido sua alma ou seu corpo.  O fato como um todo  enlameou o nome do falecido, e tripudiou sua memória.

Entendem os autores que os fatos causaram-lhes danos morais, tendo em vista que os autores vieram a ser atingidos por sofrimento, sentimento de dor e angústia em níveis indescritíveis.  Os fator abalaram ainda mais a debilitada saúde dos autores, sendo que o autor L. teve que ser internado por 10 dias no Hospital Santa Lúcia, em virtude de ser portador de doença grave com sério risco de vida, necessitando de tratamento permanente por insuficiência cardíaca congestiva. O autor somente não se encontra em tratamento psicológico porque não tem condições financeiras para custeá-lo.

Argumentaram a seguir no sentido de existir responsabilidade civil do município pelos fatos ocorridos, tendo em vista que a administração do cemitério onde se encontrava o corpo do falecido filho dos autores é municipal, cabendo assim ao Município os encargos de sepultar, guardar e zelar pela conservação e segurança das sepulturas do cemitério, responsabilidade que existiria mesmo que os serviços fossem gratuitos, o que não é o caso tendo em vista que foi realizado pagamento pela gaveta no. 15 onde se encontrava o corpo do filho dos autores, com prazo até 01/05/00.  Apesar de sua responsabilidade, o cemitério não possui vigia durante a madrugada, permanecendo o vigia na necrópole apenas até por volta das 24 horas, não existindo vigia no local até às 8 horas da manhã, existindo omissão do Município na prestação do necessário de vigia do local no horário das 24 às 8 horas.

Apesar de entenderem que nenhum numerário, por mais valioso que seja, apagará ou substituirá o sofrimento sofrido, argumentam no sentido de que se impõe pelos danos morais que sofreram, postulando que a indenização por danos morais seja fixada no valor de R$ 100.000,00.

Requereram a procedência do pedido, com a condenação do réu a lhes pagar a importância de R$ 100.000,00 em seu favor, atualizada até o dia do efetivo pagamento, acrescido de juros moratórios desde a data da citação.

Foram juntados à inicial os documentos de fls. 11/42.

O réu apresentou a contestação de fls. 49/54, apresentando inicialmente preliminar de ilegitimidade passiva, argumentando não ser o responsável pelo fato praticado, não existindo ação ou omissão de sua parte, o que afasta sua responsabilidade de acordo com o que estabelece o art. 37, parágrafo 6o. da Constituição Federal.  Afirmou ter responsabilidade apenas de limpeza e conservação das gavetas do cemitério municipal e não de guarda e segurança.  Mantém um serviço de zeladoria do cemitério para limpeza e conservação, mas nunca desenvolvei função de segurança no referido local.  Requereu assim a extinção do feito com base no art. 267, VI do CPC, por ilegitimidade passiva.

Quanto ao mérito, afirmou que o fato não ocorreu por sua culpa, eis que mantém os serviços de sepultamento, limpeza e conservação em perfeitas condições, tendo sido o fato ocorrido um fato excepcional, provocado por vândalos destituídos de sentimentos humanos, devendo recair a responsabilidade apenas sobre os autores do referido ato e não serem socializados os danos causados aos autores pelo fato.  Por outro lado, considera excessivo o valor postulado, que foge dos fatores que o juiz deve se orientar para fixar o valor do dano moral, e entre eles o da situação econômica dos autores, que são pessoas pobres, o que faz com que a indenização pretendida seja valor superior ao que conseguiriam em toda a sua vida, o que faria com que a dor sentida fosse transformada em um lucrativo negócio, sendo o valor postulado muito superior aquilo que se poderia considerar razoável.

Em conclusão, requereu o acolhimento da preliminar, a suspensão do processo até que seja julgado o processo criminal e, quanto ao mérito,  julgamento de improcedência do pedido formulado.

Os autores apresentaram a réplica de fls. 56/58.

Foi realizada a audiência preliminar de fls. 69/71, sendo rejeitada a preliminar de ilegitimidade passiva e definidos os pontos controvertidos e os meios de prova a serem produzidos.

Foi noticiado pela petição de fls. 72/73 o falecimento da autora R.L.M., e requerida a habilitação de seus sucessores M.M. e outros (14)..., sendo juntados os documentos de fls. 74/94.  Após a complementação de fl. 103, com a juntada do atestado de óbito, foi deferida a habilitação requerida por intermédio do despacho de fl. 105-verso.

Na instrução, foi juntado o documento de fl. 140 e foram colhidos os depoimentos de 3 testemunhas (fls. 149/150).

As partes debateram a fl. 148, reiterando suas manifestações anteriores.

Depois de encerrada a instrução, vieram aos autos os documentos de fls. 160/165, sendo intimadas as partes de seu conteúdo (fls. 166, 170 e 174-verso), manifestando-se apenas a parte a autora a fls. 171/172.

Relatado, passo a decidir.

Inicialmente, reafirmo a tese de possibilidade de responsabilização do ente público (na espécie o Município de...) por falta de cuidados de restos mortais existentes em cemitérios públicos, utilizando-me para tal de excertos da decisão proferida a fls. 69/71 referentemente à preliminar de ilegitimidade passiva do requerido:

“Não pode ser acolhida a preliminar de ilegitimidade passiva argüida pelo contestante, tendo em vista que a sua responsabilização pleiteada pelos autores não diz respeito à circunstância de que tenha praticado o ato que causou danos aos autores, mas sim que tenha se omitido em dever de vigilância e guarda do cemitério municipal, de tal forma que pudesse impedir em virtude de ações bem realizadas neste sentido a prática realizada por terceiras pessoas contra os restos mortais do filho dos autores.

No sentido da responsabilização legal do Município na espécie, lembrando-se que se trata de cemitério municipal o local onde ocorreu o fato e onde se encontravam os restos mortais violados, utilizo-me dos seguintes excertos jurisprudenciais:                                   

‘RESPONSABILIDADE CIVIL DO MUNICÍPIO.  CEMITÉRIO.  JAZIGO.  DANOS CAUSADOS POR TERCEIRO. OMISSÃO DA ADMINISTRAÇÃO.  OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR.

Responsabilidade civil do município.  Omissão do dever de vigilância.  Atos de vandalismo em cemitério municipal.  Indenização devida por culpa anônima ou falta de serviço.  Embora caiba ao interessado o dever de conservar, responde o Poder Público pela omissão culposa em impedir tais danos.  Recurso provido.’  (Processo 1997.001.00409 – 4a. Câmara Cível do TJRJ – Rel. Des. Semy Glanz).

Observação: Esta jurisprudência parece ter uma correlação praticamente absoluta com o presente caso, onde a ação teria sido praticada por terceiros, havendo omissão do órgão público apenas quanto ao dever de guarda e vigilância, por falta de serviço.

‘Responsabilidade civil – Dano moral – Desaparecimento de restos mortais de filhas – Negligência de prepostos da Prefeitura Municipal lotados no cemitério – Reparabilidade – Artigo 159 do Código Civil c.c o artigo 5o, inciso V e X da Constituição da República – Interpretação, ademais, dos artigos 210 e 138, parágrafo 2o., do Código Penal – Embargos rejeitados.  A reparabilidade do dano moral está abrigada na amplitude do artigo 159 do Código Civil, por força das disposições expressas da Constituição da República, artigo 5o, incisos V e X.’  (Embargos Infringentes n. 216.963-1 – Santos – TJSP – 1995)

‘Dano moral.  Profanação de sepultura por omissão ou descaso de entidade administradora de cemitério.’  (Processo 1997.001.07661 – 7a. Câmara Cível do TJRJ).

Os serviços públicos, quer quando realizados diretamente pela administração pública, quer quando praticado por terceiros, sob regime de concessão ou permissão, estão submetidos ao princípio da eficiência (serviço satisfatório, qualitativa e quantitativamente), como estabelece o art. 175, caput e parágrafo único, inciso IV da Constituição Federal, sendo que quando não cumpridos ou não cumpridos de forma satisfatória e desta forma causem prejuízos a terceiro, geram o dever de indenizar por parte da administração pública, com base no art. 37, parágrafo 6o. da Constituição Federal.  Sabe-se, por outro lado, que a responsabilidade civil pode se caracterizar tanto por uma ação quanto por uma omissão (quando existente o dever de agir), desde que exista o nexo causal entre esta ação e a omissão e o resultado ocorrido, o que impõe-se ser reconhecido na espécie, porque se o Município de Cruz Alta exercesse de forme eficiente seus deveres de guarda dos restos mortais existentes no Cemitério Municipal e de vigilância para impedir que terceiros praticassem qualquer vandalismo contra algum destes restos mortais ali depositados.

Assim sendo, por todos estes motivos, não pode ser aceita a exclusão de responsabilidade do Município de Cruz Alta, alegada na preliminar de ilegitimidade passiva, tendo em vista efetivamente existir na espécie possibilidade de responsabilização civil do Município de Cruz Alta, por omissão na prestação do serviço público praticado na prestação de serviços de administração do cemitério municipal, especificamente em relação aos deveres de guarda e vigilância ínsitos à prestação dos serviços públicos de administração de cemitérios realizados pelo requerido, e que pode ter causado prejuízos por ações de terceiros contra os restos mortais do falecido filho dos autores.

Com base nestes argumentos, rejeito a preliminar de ilegitimidade passiva do Município de Cruz Alta.”

Apesar da decisão ter versado sobre a questão da legitimidade passiva do Município de Cruz Alta, ela tratou e decidiu também a questão que é o cerne da presente ação indenizatória:  responsabilidade civil do requerido pelos danos sofridos pelos autores, em virtude de omissão na prestação do serviço de guarda dos restos mortais das pessoas enterradas no cemitério do município.

Esta responsabilidade foi expressamente reconhecida na decisão reproduzida, especialmente no penúltimo parágrafo  que afirmou peremptoriamente “existir na espécie possibilidade de responsabilização civil do Município de Cruz Alta, por omissão na prestação do serviço público praticado na prestação de serviços de administração do cemitério municipal, especificamente em relação aos deveres de guarda e vigilância ínsitos à prestação dos serviços públicos de administração de cemitérios realizados pelo requerido, e que pode ter causado prejuízos por ações de terceiros contra os restos mortais do falecido filho dos autores.”

Observe-se que não houve a interposição de nenhum recurso contra tal decisão, o que impõe que se reconheça a efetiva responsabilidade do Município de Cruz Alta pelos fatos praticados contra os restos mortais do filho e irmão dos autores.

Esta  responsabilização do requerido demonstra-se ainda bem caracterizada se for feita uma inserção nas noções legislativas,  doutrinárias e jurisprudenciais que versam sobre o princípio da eficiência da administração pública.

Em caráter meramente exemplificativo, indico os seguintes excertos:

“O renomado Hely Lopes Meirelles referiu sobre a eficiência como um dos deveres da administração.  Definiu-a como ‘o que se impõe a todo agente público de realizar suas atribuições com presteza, perfeição e rendimento funcional.  É o mais moderno princípio da função administrativa, que já não se contenta em ser desempenhada apenas com legalidade, exigindo resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade e de seus membros.” (Michel Pinheiro, O princípio da eficiência na administração pública e o cidadão,  Jus Navigandi: http://www1.jus.com.br/doutrina/texto.asp?id=341).

“Mas o princípio da eficiência, além disto, pode ser percebido também como uma exigência inerente a toda atividade pública.  Se entendermos a atividade de gestão pública, como atividade necessariamente racional e instrumental, voltada a servir ao público, na justa proporção das necessidades coletivas, temos de admitir como inadmissível juridicamente o comportamento administrativo negligente, contraprodutivo, ineficiente.  Não se trata de uma extravagância retórica.  Raciocínio semelhante vem sendo adotado há anos pela doutrina alemã, que chega a afirmar ser o princípio da eficiência um ‘princípio constitucional pré-dado’ ou, como parece melhor, uma ‘decorrência necessária da cláusula do Estado Social’.  Para alguns, como para o professor João Carlos Gonçalves Loureiro, o princípio da eficiência é percebido inclusive como uma decorrência da idéia de Justiça.  No seu dizer:  ‘um mínimo de eficiência é uma exigência que integra a idéia de Justiça’  (cf. O Procedimento Administrativo entre a Eficiência e a Garantia dos Particulares:  algumas considerações, Coimbra, Coimbra Editora, 1995, p. 147).” ;(Paulo Modesto, Notas para um debate sobre o princípio da eficiência, Jus Navigandi, http://www1.jus.com.br/doutrina/texto.asp?id=343).                                 

Assim sendo, vê-se claramente que o requerido não cumpriu com seu dever constitucional da eficiência, por não ter vigias ou guardas no cemitério no após a meia-noite, não zelando adequadamente pelos restos mortais existentes no cemitério municipal, concorrendo (concausa eficiente) para que fosse violado e esquartejado o corpo morto do filho e irmão dos autores, com posterior espalhar dos restos nas dependências do cemitério municipal.

Estabelecida a responsabilidade do Município de Cruz Alta pelo fato danoso ocorrido, impõe-se seja condenado a ressarcir aos autores os danos que os atos decorrentes da responsabilidade do requerido causaram aos autores.

Evidentemente que um fato da natureza do fato ocorrido causa a situação de angústia e aflição indicados na petição inicial, bastando que se faça um exercício mínimo de se colocar no lugar dos autores para bem imaginar o nível destes sofrimentos.  Além disto, como é definido de forma clássica pela jurisprudência, não precisa a parte provar a dor e o sofrimento que caracterizam dano moral, mas apenas provar o fato que deu origem a tais sentimentos.  Apesar da desnecessidade de ser provado, de qualquer modo os autores a provaram por intermédio dos depoimentos testemunhais colhidos.  E tendo os autores sofrido angústia e aflição em virtude do fato transcorrido, devem ser efetivamente indenizados por estes danos de caráter íntimo e não materiais que sofreram.

A indenização com base em  danos morais deve ser considerado como uma reparação da dor, do sofrimento, da lágrima, da penúria, do desgaste psíquico, sendo que, por isto mesmo, ao contrário dos danos materiais, não é possível de perfeita adequação de valor em relação ao dano, devendo ser arbitrada de forma subjetiva (impossível a adoção de critérios absolutamente objetivos) balizado por  alguns critérios normalmente adotados pela jurisprudência, como o da dimensão do dano sofrido pelas vítimas, o grau de culpa do requerido, as condições econômico-financeiras das partes e outros.

Na espécie, deve se recordar que a ação foi intentada pelos pais, em relação aos quais o sentimento de aflição e angústia pelo esquartejamento do corpo do filho deve necessariamente ser considerado como imenso, exatamente pelo alto nível de aproximação familiar existente.  É importante considerar, ainda, que apesar de ter a causa agora um total de 14 autores, a postulação apresentada na petição inicial refere-se apenas aos danos morais sofridos por duas únicas pessoas, o pai do falecido, L. M., que continua como autor, e o sofrido pela mãe do falecido, R.L.M., que por ter falecido, veio a ser sucedida na relação jurídica por um total de 13 pessoas.  Mas estas 13 pessoas não pleiteiam e não tem direito à fixação de uma indenização em relação a suas próprias pessoas, mas sim o que caberia à autora falecida R.L.M..  Assim sendo, para o arbitramento da indenização por dano moral deve ser considerado apenas os danos sofridos pelos dois autores originais do feito, L. e R,, sendo que a parte que coubesse a esta deverá ser partilhado pelos seus sucessores, na proporção dos respectivos direitos hereditários.

Por outro lado, não se pode considerar como grave a culpa do requerido pelo fato ocorrido, tem em vista que não o praticou, mas apenas não agiu para que o fato não tivesse ocorrido, com a colocação de funcionários ou guardas no cemitério para evitar a invasão de pessoas indevidas no mesmo, o que oportunizou a ocorrência do fato.  Bem diferente seria o dimensionamento da culpa se o requerido tivesse sido o autor direto dos fatos praticados, quando então sua culpa seria considerada gravíssima.  Na espécie, a culpa do órgão pública situa-se como média baixa, não tendo sido o fator maior e mais grave para a ocorrência dos fatos lesivos aos autores.

Por fim, deve se considerar que a situação econômica de todas as partes não é uma situação econômico-financeira boa, como detalho a seguir.

O autor L. é aposentado da agricultura, enquanto que a autora R, somente cuidava da casa, havendo dúvida se também era aposentada como trabalhadora rural (depoimento de J.I.C.T. – fl. 149), vive o autor L. como alguém da classe média, possuindo uma casinha para morar e alimentos que costumava possuir para seu uso (J.P.F.– fl. 149-verso), e “L. trabalhava na lavoura, mas atualmente não trabalha mais, porque vive doente” (E.A.F.– fl. 151), impondo-se ainda considerar a informação prestada pelos próprios autores na petição inicial quanto a serem pessoas pobres, percebendo cada um o valor de um salário mínimo por mês pago pelo INSS (fl. 09), o que justificou que lhes fosse deferido o benefício da justiça gratuita (fl. 43). 

Já quanto ao requerido é público e notório não ter uma boa situação financeira, tendo os moradores da cidade, inclusive este juiz, notícias permanentes neste sentido, o que tem inclusive impedido a realização de obras físicas e sociais que são importantes de serem realizadas na cidade.  Situação aliás que não discrepa da situação da maioria dos municípios brasileiros (salvo raríssimas situações), que vivem sem recursos, verdadeiramente de pires na mão postulando recursos perante os Governos Estaduais e Federal, especialmente este, como também é situação de conhecimento público e notório.

Assim sendo, o valor de indenização a ser arbitrado pelo juiz se justifica como de maior dimensão em relação ao fator dos danos sofridos pelos dois autores, mas deve minimizado em relação aos fatores grau de culpa do requerido e situação econômico-financeira das partes.

Considerando em um primeiro momento a dimensão da lesão, fixo o valor inicial do arbitramento em 300 salários mínimos, o qual considerando, a seguir os fatores do grau de culpa e a situação econômico-financeira das partes, que são na espécie fatores de minimização do valor da indenização a ser arbitrada, especialmente o último para que haja uma adequada correlação do valor da indenização com a realidade financeira dos autores e do réu, reduzo a indenização ao valor de 150 salários mínimos,  valor que corresponde a aproximadamente 3 anos de  valores de aposentadoria dos autores, sendo valor que vai  permitir que a dor e o sofrimento que tiveram em virtude do fato  sejam substituídos por algum bem que traga alguma felicidade ou conforto (mesmo que exclusivamente material) aos autores, cabendo metade do valor ao autor L. e a outra metade aos sucessores da autora R,

Isto posto, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE O PEDIDO, para condenar o requerido a pagar aos autores o valor de 150 salários mínimos, a título de danos morais, devidos em partes iguais aos autores L. e R,, com o recebimento proporcional dos sucessores da autora R, da parte que caberia à mesma.  O valor da condenação deverá ser corrigido monetariamente pelo  IGPM a partir da data desta sentença, bem como acrescido de juros moratórios de 6% a contar da data da citação. 

Condeno às partes ao pagamento de custas por metade em relação aos integrantes de cada pólo processual, e ao pagamento de honorários advocatícios, em prol do procurador da parte adversa, no percentual de 15%.  O percentual de 15% em prol do procurador da parte autora será calculado sobre o valor da condenação e o da parte requerida sobre o valor excluído da condenação.  Suspendo a exigibilidade dos encargos sucumbenciais atribuídos aos autores, enquanto fizerem jus ao benefício da justiça gratuita que lhes foi deferido a fl. 43.

Registre-se a sentença.  Intimem-se.

Cruz Alta, 12 de agosto de 2003.

RICARDO LUIZ DA COSTA TJADER, Juiz de Direito".
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Artefacts.of.Chaos em 24 de Outubro de 2007, 12:05:20
e sobre as outras atrocidadessão geralmente sacrifícios de animais e pessoas no cemitério municipal da cidade, tudo é acobertado ou o povo finge não ve pra não se tornar vítima...
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Raphael em 24 de Outubro de 2007, 12:06:44
Sua cidade tem quantos habitantes?
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Artefacts.of.Chaos em 24 de Outubro de 2007, 12:13:26
"... No entanto, na madrugada do dia seguinte, foi arrombada a sepultura onde se encontrava o corpo do falecido, sendo estarquejado o cadáver, sendo espalhadas pelo cemitério várias partes de seu corpo, que foram visualizadas pelas pessoas que passavam na manhã do mesmo dia.  Foram ainda desenhados símbolos e a palavra PAPA SATÃ, o que foi feito com o próprio sangue do defunto..." o tal simbolo que falam ovbiamente é um pentagrama invertido (eu mesmo vi), a cabeça dele (Vanderson) estava sobre um tumulo e outras partes do coropo estavam espalhadas perto das "gavetas", uma ala do cemitério para quem não tem condições de comprar um tumulo, etc... etc...
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Artefacts.of.Chaos em 24 de Outubro de 2007, 12:15:16
cerca de 70 mil, é uma cidade pequena, formada basicamente por maçons, o povo e há uma parcela que são esses do PAPA SATÃ, e que não são poucos, são mais de mil membros.
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Raphael em 24 de Outubro de 2007, 12:21:56
cerca de 70 mil, é uma cidade pequena, formada basicamente por maçons, o povo e há uma parcela que são esses do PAPA SATÃ, e que não são poucos, são mais de mil membros.

De acordo com a gravidade do problema, assim como você descreve, alguém tem que tomar uma atitude. Não há nada de errado em ser satanista, claro que não, é uma religião como outra qualquer. Mas creio que a população daí, que é em maior número, tem que fazer algo, contactar a imprensa local, enfim...ir à prefeitura, fazer estardalhaço mano, se não, mais assassinatos vão ocorrer e todos aí vão ser omissos.
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Dbohr em 24 de Outubro de 2007, 12:24:40
Esta gente é doente, simples assim.

Liberdade religiosa e de expressão é uma coisa, crime é outra. Você diz que a polícia não se mete com eles. Se for isso mesmo, chame o MP. Essa gente não pode continuar solta.
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Artefacts.of.Chaos em 24 de Outubro de 2007, 12:29:02
poise, ninguem faz nada, a rede de tv local, RBS TV (vinculada a rede grobo) falou que não aceita esse tipo de denuncia (por que? porque tem gente deles lá no meio) e basicamente tudo aqui em cruz alta é assim, aquo no rio grande do sul existe de tudo um pouco quanto a pratica desses tipos de "religiao" mas o que acontece é que aqui virou extremista isso, ninguem fas mais nada em cada "órgao publico" da cidade deve te algum membro deles, porque ninguem fas nada mesmo, cruz alta é a legitima cidade brasilera, um descaso.
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Dbohr em 24 de Outubro de 2007, 12:34:22
Acho difícil que uma tal seita tenha se espalhado por toda a cidade e ocupado, "Illuminaticamente", as altas esferas de Cruz Alta. Seja como for, mantenho o conselho - vá ao Ministério Público do RS e peça providências.
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Südenbauer em 24 de Outubro de 2007, 13:51:50
Não sabia que tinha dessas coisas em Cruz Alta. Na minha cidadezinha do interior eu tenho certeza de que não há nada do tipo. Aqui em Santa Maria deve ter, mas o máximo que eu já vi foi esses dias uma pixação na Catedral da Conceição que tinha a ver com as queimadas de igrejas na Noruega.

Edit: vou conferir melhor hoje para ver o que está escrito direito.
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Südenbauer em 24 de Outubro de 2007, 13:58:08
No entanto, na madrugada do dia seguinte, foi arrombada a sepultura onde se encontrava o corpo do falecido, sendo estarquejado o cadáver
O que é "estarquejado" ?
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Nyx em 24 de Outubro de 2007, 14:00:55
Esquartejado?  :?
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Südenbauer em 24 de Outubro de 2007, 14:08:37
poise, ninguem faz nada, a rede de tv local, RBS TV (vinculada a rede grobo) falou que não aceita esse tipo de denuncia (por que? porque tem gente deles lá no meio) e basicamente tudo aqui em cruz alta é assim, aquo no rio grande do sul existe de tudo um pouco quanto a pratica desses tipos de "religiao" mas o que acontece é que aqui virou extremista isso, ninguem fas mais nada em cada "órgao publico" da cidade deve te algum membro deles, porque ninguem fas nada mesmo, cruz alta é a legitima cidade brasilera, um descaso.
Eu acho que tem-se bastante um medo em alarmar a população de que existem pessoas "satânicas" circulando por nós. Minha avó acho que teria um infarto se descobrisse um troço desses. E a própria população deve sentir medo de fazer algo contra essas pessoas justamente por causa de uma possível retaliação. Imagina se os satanistas almadicionam-as... hehe

Não era de instalar câmeras no cemitério? Colocar um guarda?
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Artefacts.of.Chaos em 24 de Outubro de 2007, 16:59:22
Não era de instalar câmeras no cemitério? Colocar um guarda?

Olha, o dinhero da cidade sempre foi pra tapa a buraquera que é as ruas aqui, e o "guarda" é um mendigo mesmo que eles dão um trago e cigarro e o cara posa na porta todos os dias. comédia né :wink:
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Raphael em 24 de Outubro de 2007, 17:00:23
Não era de instalar câmeras no cemitério? Colocar um guarda?

Olha, o dinhero da cidade sempre foi pra tapa a buraquera que é as ruas aqui, e o "guarda" é um mendigo mesmo que eles dão um trago e cigarro e o cara posa na porta todos os dias. comédia né :wink:

Pow...bota comédia nisso. Que coisa. Tem um nome pra isso. :D

Brasil.
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Südenbauer em 24 de Outubro de 2007, 17:13:08
Porra, mas os caras fazem tudo essas coisas no cemitério e ninguém faz nada? Artefacts.of.Chaos (:medo:), já pensaste em escrever algo a respeiuto no jornal de Cruz Alta, pelo menos?
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Artefacts.of.Chaos em 24 de Outubro de 2007, 17:18:53
é que como eu disse , ninguem faz nada, devem existir membros desse grupo em tudo quanto é lugar, o que existe é sensacionalismo mesmo, como uma ves que eu vi uns caras andando num carro fazendo um gritedo e com um crânio de boi pra fora da janela, no outro dia saiu no principal jornal da cidade o destaque "A gangue da caveira ataca novamente" ,agora tudo o que os do PAPA SATÃ fazem é acobertado.
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Rodion em 24 de Outubro de 2007, 17:24:51
cerca de 70 mil, é uma cidade pequena, formada basicamente por maçons, o povo e há uma parcela que são esses do PAPA SATÃ, e que não são poucos, são mais de mil membros.

que esquisito, cara.
quando eu morava no sul de minas houve uns meses em que a cidade foi aterrorizada pelos "ANTI-CRISTO". diziam que os ANTI-CRISTO saíam por aí na rua com correntes e facas e enchiam de porrada quem eles vissem. disseram que até abriram a barriga de uma mocinha.
ele acabaram sumindo. já não me lembro se foi porque a GANGUE DO CACHORREIRA deu um pau neles ou se a polícia foi atrás... mas me lembro que o líder deles era filho de algum figurão, promotor, não sei. naquela época deu medo.
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Artefacts.of.Chaos em 24 de Outubro de 2007, 17:26:00
po eu nao sabia que o topico ia dar o que falar, gostei mesmo ae da participação da galera do forum, agora vou adicionar mais uma pimentinha então, dêem uma procurada por Spell Forest, uma banda de São Paulo/SP, que além da temática ser só luciferianismo e afins as introduções dos cds dos caras são gravações de rituais com sacrificios e tal,

(http://static.metal-archives.com/images/9/9/6/6/9966_photo.jpg)

Spell Forest - Adornus Satani - 01 - Intro - A Luciferian Order Of The Silver Serpent.mp3 - se acha facil por aí

isso aí é referente a minha questão inicial no tópico, "onde mais (em que lugares) existe o satanismo de forma ativa"
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Raphael em 24 de Outubro de 2007, 17:28:49
Caralho, eu sempre achei o estilo black metal muito foda. Irada a foto.

Edit. Ah cara, em muitos lugares, Suécia(Marduk), Noruega(Dimmu Borgir), até na Polônia tem. Finlândia(Catamenia), muitos outros.

Vou procurar músicas da banda e vou postar o que achei aqui. :D

:ok:
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Artefacts.of.Chaos em 24 de Outubro de 2007, 17:35:46
ae Raphael ,eu tambem curto algumas bandas, mas geralmente os caras são comerciais, não seguem de verdade a ideologia, depois da noruega o brasil é o país com mais atividade verdadeira de satanismo, eu queria saber onde "aqui" existe mais atividade deles
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Raphael em 24 de Outubro de 2007, 17:37:38
Aíiiiiiiiiii, eu não sei. :D

Mas acho que seja meio difícil de você achar, o Brasil é o país mais católico do mundo. :(
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Südenbauer em 24 de Outubro de 2007, 17:38:03
ae Raphael ,eu tambem curto algumas bandas, mas geralmente os caras são comerciais, não seguem de verdade a ideologia, depois da noruega o brasil é o país com mais atividade verdadeira de satanismo
Fonte?
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Südenbauer em 24 de Outubro de 2007, 17:38:32
Aíiiiiiiiiii, eu não sei. :D

Mas acho que seja meio difícil de você achar, o Brasil é o país mais católico do mundo. :(
É daí que existe o movimento contrário.
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Raphael em 24 de Outubro de 2007, 17:40:49
Aíiiiiiiiiii, eu não sei. :D

Mas acho que seja meio difícil de você achar, o Brasil é o país mais católico do mundo. :(
É daí que existe o movimento contrário.

Faz todo o sentido. Mas o que quis dizer é que, como o Brasil é o país mais católico do mundo, se há por aqui, o satanismo, a grande maioria que o é, responde pro Censo, que é católico. :D
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Rodion em 24 de Outubro de 2007, 17:45:32
ei, artefacts, você não é um PAPA SATÃ, é?
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Raphael em 24 de Outubro de 2007, 17:47:36
ei, artefacts, você não é um PAPA SATÃ, é?

:lol:
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Nightstalker em 24 de Outubro de 2007, 20:32:20
Não pode-se falar "satanismo", existem vários tipos de satanismo, alguns que envolvem muito misticismo e práticas ritualísticas como o luciferianismo e a quimbanda e outros como o satanismo laveyista, que seria um individualismo exacerbado secular.
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Artefacts.of.Chaos em 24 de Outubro de 2007, 21:40:50
ae Rodion, não sou não heheh

essa banda ali que eu citei, spell forest, pratica quimbanda, agora esses daqui não sei qual é que é
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Mussain! em 24 de Outubro de 2007, 23:52:28
Olá, este é meu primeiro post, espero não estar falando merda massssssss, eu queria saber de vocês sobre essa pratica, aqui em minha cidade (Cruz Alta - RS) ela é muito ativa, tendo vários casos que viraram famosos e tudo mais, o grupo satanista PAPA SATÃ faz várias atrocidades e nem a polícia se mete com eles, queria saber se na cidade de vocês existe também movimentos extremistas ou se são acobertados, etc... podíamos usar esse topico para falar de relatos de casos, etc... sobre satanismo e luciferianismo.

quem quiser eu tenho o relato judicial oficial aqui do caso vanderson, um dos casos mais famosos e que foi parar até no nornal nacional, mas que aqui como sempre foi acobertado e o grupo já fez várias outras atrocidades posteriores a esse caso.


Pois manda esses caras matar  Mutação de uma forma sobrenatural........ (Porque se for à tapa, não vale   :biglol:).



cerca de 70 mil, é uma cidade pequena, formada basicamente por maçons, o povo e há uma parcela que são esses do PAPA SATÃ, e que não são poucos, são mais de mil membros.

que esquisito, cara.
quando eu morava no sul de minas houve uns meses em que a cidade foi aterrorizada pelos "ANTI-CRISTO". diziam que os ANTI-CRISTO saíam por aí na rua com correntes e facas e enchiam de porrada quem eles vissem. disseram que até abriram a barriga de uma mocinha.
ele acabaram sumindo. já não me lembro se foi porque a GANGUE DO CACHORREIRA deu um pau neles ou se a polícia foi atrás... mas me lembro que o líder deles era filho de algum figurão, promotor, não sei. naquela época deu medo.
Pra essa gente fazer o que (Se é que faz) só pode ser idiotas que não têm o que fazer e são os filhinhos da mamãe....... Bando de filhos da puta que têm uma vida sustentada por alguém e querem aparecer.....



Editado.
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Shinigami-Ateu em 09 de Novembro de 2007, 17:06:03
Vocês sabem o que significa ser satanista?
Satanismo em sí prega a veneração do deus que todos temos dentro de nos, o Satanismo não é a adoração do Diabo ou uma versão às avessas do Cristianismo, mas sim a exaltação do "Eu".

Esses loucos, que andam por aí cometendo crimes, não passam de psicopatas.

Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Artefacts.of.Chaos em 09 de Novembro de 2007, 20:55:04
sim Shinigami, mas satanismo na teoria é uma coisa, na prática existe mil ramificações, cada uma particular, que talvez só se nomeie, ou seja nomeado pela sociedade como satanista, como esse caso ali que eu citei, aqui em minha cidade, onde os PAPA-SATÃ são os que se manifestam. agora, ouve aquela musica que eu sugeri ali que você vai ver a que nível de satanismo esses caras chegam ,talvez por isso é qeu são todos rotulados como... satanistas.
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Mussain! em 09 de Novembro de 2007, 23:47:32
E só pra constar hehe: Satã = Adversário. Mas como o Artefacts.of.Chaos disse.... Na prática, temos o que eles querem que seja, ou seja, atos violentos e sem sentido.....  |(
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: AlexCD em 10 de Novembro de 2007, 17:29:24
Para mim é lenda urbana, um bando de desocupados viola um tumulo e depois as pessoas vão acrescentando detalhes ao acontecimento.
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Lua em 12 de Novembro de 2007, 02:11:45
Sim, existem diversos tipos de satanismo... Existe a exaltação do 'eu absoluto': pessoas que se autoproclamam satanistas e adotam uma filosofia de vida individualista, de total descaso com os outros. E existem aqueles que bebem do 'satã bíblico literal', ou seja, satã, aquele monstrinho horrendo, que atormenta as pessoas e que a universal ganha dinheiro 'tentando expulsar'. E nesses caso, sobra loucura e falta bom senso... Tem gente que realmente pratica sacrifícios, que não tem qualquer respeito pela vida alheia, que acredita em pactos e coisas do gênero. E é desse tipo de gente que tenho medo...

No fim das contas, um satanista é um cristão revoltado... Só mesmo quem tem uma formação cristã pra acreditar na bíblia e no 'diabo'... Daí vem aquela conhecida revolta... Claro que não esqueço dos demônios anteriores ao bíblico e que foram a fonte que originou lúcifer, satã e afins.
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Mussain! em 13 de Novembro de 2007, 22:38:16
Citar
No fim das contas, um satanista é um cristão revoltado...

Sempre pensei assim também.  :)
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Luis Dantas em 22 de Novembro de 2007, 09:06:29
Não pode-se falar "satanismo", existem vários tipos de satanismo, alguns que envolvem muito misticismo e práticas ritualísticas como o luciferianismo e a quimbanda e outros como o satanismo laveyista, que seria um individualismo exacerbado secular.

Tá mais para safado do que para secular.  Mas enfim, por que dar importância a quem não se dá respeito?
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Luis Dantas em 22 de Novembro de 2007, 09:08:41
Vocês sabem o que significa ser satanista?
Satanismo em sí prega a veneração do deus que todos temos dentro de nos, o Satanismo não é a adoração do Diabo ou uma versão às avessas do Cristianismo, mas sim a exaltação do "Eu".

Esses loucos, que andam por aí cometendo crimes, não passam de psicopatas.

Uma coisa não é incompatível com a outra, pelo contrário até.  Embora eu reconheça que certas vertentes cristãs estão tão decaídas que até mesmo essa infantilidade tosca que é o satanismo que você descreve passa a ser um avanço, um passo em direção à maturidade espiritual.
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Südenbauer em 04 de Janeiro de 2008, 18:33:37
Esqueci de dizer, a frase pichada na catedral era: Black Metal ist krieg

Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Raphael em 05 de Janeiro de 2008, 00:26:10
Esqueci de dizer, a frase pichada na catedral era: Black Metal ist krieg

Que quer dizer.....?
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Twinning Hook em 05 de Janeiro de 2008, 02:58:37
Caralho, eu sempre achei o estilo black metal muito foda. Irada a foto.

Edit. Ah cara, em muitos lugares, Suécia(Marduk), Noruega(Dimmu Borgir), até na Polônia tem. Finlândia(Catamenia), muitos outros.

Vou procurar músicas da banda e vou postar o que achei aqui. :D

:ok:

O raphael, o que autor do topico fala de um Satanismo que sacrifica animais e comete crimes, isso nao tem nada a ver com o satanismo do Dimmu Borgir, que e' mais um ateismo e a busca de verdades naturais do homem, como o sentimento puro ser o odio e nao o amor, afirmacao com a qual eu concordo.

O Dimmu explora varias tematicas, sem ser criminal, ou teistas, visto que nao creem no Capeta, mas sao satanistas no sendito das moral e filofias do Satanismo.
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Twinning Hook em 05 de Janeiro de 2008, 03:01:40
Não pode-se falar "satanismo", existem vários tipos de satanismo, alguns que envolvem muito misticismo e práticas ritualísticas como o luciferianismo e a quimbanda e outros como o satanismo laveyista, que seria um individualismo exacerbado secular.

Muito bem colocado!

Vou citar o meu post em outro topico para esclarer a generalizao muito mal feita e preconceituosa do satanismo por varios membros dessa discussao.

Citar

Ola pessoal,

Estou reunindo arquivos sobre todas as religioes que consigo encontrar, inspirado por parte em uma discussao aqui no forum onde o Dantes disse ser Ateista e Budista e entao eu percebi como sabia pouco sobre outras religioes fora o catolicismo. Entao na minha pesquisa, encontrei muitas coisas interessantes, estudos sobre a Kabbalah e busca pelo Nirvana dentro do judaismo. E' claro que eu nao poderia deixar de fora o Satanismo, e entao, encontrei coisas muito interessantes.

Eu acho que o Satanismo que e' abominado e dito ser o mesmo tipo de coisa que o Teismo, acredito ser o de LaVey, que inclui a bilbica satanica e todo o resto.

O Satanismo que despertou o meu interesse foi o Satanismo Ateista, que tem seus conceitos baseados na crenca em um deus e no hedonismo, defendendo que o hedonismo deve ser mais importante do que qualquer lei ou moral.

CitarSatan significa opositor, adversário, e até, acusador. Muitos confundem Satan com Lucifer e pensam que são dois, ou um, com denominações diferentes, mas na verdade, Satan não é nada mais nada menos, que nós próprios. O verdadeiro adversário, o opositor, é o homem, e o homem, desta forma, é Satan.

O por que disto ser assim, deve-se a isto: Desde o princípio que as mentes despertas para a realidade opõem-se ao conceito de fé e Deus e isto é inerente áqueles que despertaram para a verdade Satanica, uma vez que a fé é o ultimo bastião da ignorância e está o mais distante possível do verdadeiro conhecimento, pois ter fé é crer sem ter provas cabais acerca daquilo em que se crê, e portanto, estupidez.

O Satanismo está restrito á Terra e á vida, e vê esta vida como a única existência que há, devendo por isto ser aproveitada ao máximo. É a religião da carne e do ego e está intrinsecamente ligada ao Homem, e assim é desde a Criação.

Lendo varios posts como esse, no forum:

http://www.apsatanismo.org/forum/

Pelo o que eu entendi esse Satanismo se caracteriza principalmente por individualismo, Hedonismo, ateismo e em difenrentes casos abriga a falta de etica, falta de moral entre outros.

Dessa maneira eu achava que esse satanismo, assim como o Ateismo e o agnosticismo, nao poderia ser classificado como religiao, mas sim como uma filosofia.

Mas corrijam me se eu estiver enganado, o Budismo nao afirma a crenca em nenhuma dividade, apenas segue os ensinamentos de Buda, e ainda sim, e' classificado como religiao...

Portanto, onde esta a linha que determine se algo e' uma religiao ou nao, nao e' o fato de acreditar em algum deus?

Bom, estudando mais esse satanismo vejo que os tipos de satanismo tambem se misturam, li posts de pessoas dizem que lendo a Biblia Satanica de de LaVey a pessoa encontra a si mesma e coisas do tipo, isso me pareceu o mesmo tipo de coisa que teistas fazem ao tentar evitar a descreditacao da biblia que admite o impossivel.
Eu li tambem, an Biblia Satanica varias passagens que professam misticismo, magia entre outros.

Acredito que a Biblia Satanica e' o mesmo tipo de coisa que a Bilia crista, livros cheios de misticismo e historias impossiveis.

O que me interessou foi o Satanismo Ateista, que me parece uma ramificacao do ateismo adiconando certo valores ou a falta de outros.

Nao e' como se estivesse enteressado em me tornar Satanista Ateista, mesmo porque isso nao faria nenhum sentido para mim, sendo agnostico, mas me identifiquei com algumas das morais e conceitos eticos (ou a falta deles).

Seria o satanismo entao, uma ramificacao do ateismo ou uma veneracao do capeta?

Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Twinning Hook em 05 de Janeiro de 2008, 03:04:30
E falando em satanismo ativo, pelo significado que voce procura, vejo que seu conceito e' produto de uma generalizacao muito equivocada baseada em um esteriotipo gerado por fanaticos Teistas Satanicos.

O forum o qual citei em meu post anterior, e' um espaco virtual onde existe muito satanismo ativo e isso nao involve nenhum ato criminal, muito pelo contrario, os membros do site sao incentivados a denunciar qualquer atividade, do que eles consideram um falso satanista que seja criminal para que o tal seja punido.
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Raphael em 05 de Janeiro de 2008, 05:31:40
O raphael, o que autor do topico fala de um Satanismo que sacrifica animais e comete crimes, isso nao tem nada a ver com o satanismo do Dimmu Borgir, que e' mais um ateismo e a busca de verdades naturais do homem, como o sentimento puro ser o odio e nao o amor, afirmacao com a qual eu concordo.

O Dimmu explora varias tematicas, sem ser criminal, ou teistas, visto que nao creem no Capeta, mas sao satanistas no sendito das moral e filofias do Satanismo.

Cara, serinho. Sempre achei isso uma babaquice. Os caras falam mal de deus o tempo todo, brincam com o catolicismo e posam numa de querer dizer que são filósofos satanistas, mas não o são.

Porra, eu sempre achei uma idiotice isso. Tipo, eu tenho um amigo que conversando comigo, disse que já leu a bíblia satanista e blá blá blá. Me disse ele que eles sempre começam com este discurso de "valorização do homem" "negação de uma divindade", mas sempre acabam louvando a Belial, leviatã, cultivando orgias e tudo mais.

Satanismo em si, é como já falaram aqui, não tem o menor sentido.
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Raphael em 05 de Janeiro de 2008, 05:32:53
E sim, claro. Foda-se os satanistas, quero mesmo é escutar o poderoso black metal sinistro e bater muita cabeça. :D

:punk:
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Twinning Hook em 06 de Janeiro de 2008, 01:28:58
O raphael, o que autor do topico fala de um Satanismo que sacrifica animais e comete crimes, isso nao tem nada a ver com o satanismo do Dimmu Borgir, que e' mais um ateismo e a busca de verdades naturais do homem, como o sentimento puro ser o odio e nao o amor, afirmacao com a qual eu concordo.

O Dimmu explora varias tematicas, sem ser criminal, ou teistas, visto que nao creem no Capeta, mas sao satanistas no sendito das moral e filofias do Satanismo.

Cara, serinho. Sempre achei isso uma babaquice. Os caras falam mal de deus o tempo todo, brincam com o catolicismo e posam numa de querer dizer que são filósofos satanistas, mas não o são.

Porra, eu sempre achei uma idiotice isso. Tipo, eu tenho um amigo que conversando comigo, disse que já leu a bíblia satanista e blá blá blá. Me disse ele que eles sempre começam com este discurso de "valorização do homem" "negação de uma divindade", mas sempre acabam louvando a Belial, leviatã, cultivando orgias e tudo mais.

Satanismo em si, é como já falaram aqui, não tem o menor sentido.

Esse que voce ta falando e' o satanismo de LaVey (o cara que escreveu a biblia satanica) o do Dimmu seria o Satanismo Ateista.

Mas, voce tem razao, no final tudo se mistura e todos eles acabam cheio de louvacoes ao capeta...

Algum letras do Dimmu sao sao satanicas do mal e tal, mas algumas tipo The Serpentine Offering sao muito Ateistas mesmo.

Sei la, esse negocio de satanismo e' do jeito que voce falou, so que tem alguns que sao melhores que os outros dentro do satanismo... Os que nao fazem sacrificios e extremismos religiosos e que tem uma posicao mais Ateista/Hedonista, mas ainda sim tao cheio de "ligacao" com o capeta.
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Luis Dantas em 06 de Janeiro de 2008, 10:06:19
Qual seria a graça do hedonismo?
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Raphael em 06 de Janeiro de 2008, 14:43:50
Particularmente, acho que tem uma ou outra legal. O problema é que não sou muito a favor de cultivar uma única idéia pra afirmar o que penso.
Citar
Podemos dizer também, numa linguagem mais simples, que HEDONISMO é a arte de ser, não a de ter. E a arte de ser é a sabedoria ascética do despojamento: não se cobrir de honras, de dinheiro, de riquezas, de poder, de glória e outros falsos valores ou virtudes, mas preferir a liberdade, a autonomia, a independência. A escultura de si é arte dessa técnica de construção do ser como uma singularidade livre. O hedonismo não é a mesma coisa que o consumismo, é exatamente o oposto. É o antídoto. O consumismo é o hedonismo liberal e capitalista que afirma ser a felicidade a posse de bens materiais.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hedonismo
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Luis Dantas em 06 de Janeiro de 2008, 14:58:46
Arte de ser e não de ter?  Isso é praticamente o oposto do que se costuma entender por hedonismo.
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Raphael em 06 de Janeiro de 2008, 15:02:18
Então reclame com a wikipedia. :D
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: FZapp em 06 de Janeiro de 2008, 15:07:06
Arte de ser e não de ter?  Isso é praticamente o oposto do que se costuma entender por hedonismo.

Mas hedonista não é o cara que 'curte o prazer pelo prazer' como se diz por aí. Modificou-se pelo tempo, e passou a significar também para viver o presente plenamente, que é diferente 'prazer pelo prazer'.
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Twinning Hook em 06 de Janeiro de 2008, 17:45:55
Qual seria a graça do hedonismo?

Eu gosto :hihi:

Eu particularmente me identifico muito com as ideias hedonistas que li naquele forum satanista portugues...
A ideia diferente deles sobre moral e etica...

E o ateista/satanista pode ser considerado cetico e racional, enquanto o de louvacoes ao capeta e' um teismo.
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: FZapp em 08 de Janeiro de 2008, 07:55:51
cerca de 70 mil, é uma cidade pequena, formada basicamente por maçons, o povo e há uma parcela que são esses do PAPA SATÃ, e que não são poucos, são mais de mil membros.

Argh, é nome de seita ? E eu achando que era um recado tipo 'come aí, Satanás' ...  :olheira:
Título: Re: Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Luz em 08 de Janeiro de 2008, 12:17:40
Arte de ser e não de ter?  Isso é praticamente o oposto do que se costuma entender por hedonismo.

Eu sempre entendi o hedonismo desse ponto de vista - do prazer intríseco. A capacidade de valorizar e saborear o prazer das coisas simples, diárias - que as pessoas quase sempre estão ocupadas demais para perceber.  ::)  Mais ou menos o que a Wikipédia, diz.
Título: Re:Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Ronie Carneiro em 08 de Setembro de 2014, 17:37:47
Alguém sabe o nome dos autores desse crime do Vanderson Alves?
Título: Re:Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Brienne of Tarth em 09 de Setembro de 2014, 16:04:43
Alguém sabe o nome dos autores desse crime do Vanderson Alves?

Comarca de Cruz Alta - 2a. Vara Cível

Proc. no. 49326 – Indenizatória

Vistos e examinados estes autos, relato.

L.M. e R. L. M. ingressaram com  AÇÃO INDENIZATÓRIA contra  MUNICÍPIO DE ...

Narraram os autores ter falecido no dia 1o/05/99 seu filho J.P.M., o qual foi sepultado no mesmo dia no Cemitério Público Municipal desta cidade.  No entanto, na madrugada do dia seguinte, foi arrombada a sepultura onde se encontrava o corpo do falecido, sendo estarquejado o cadáver, sendo espalhadas pelo cemitério várias partes de seu corpo, que foram visualizadas pelas pessoas que passavam na manhã do mesmo dia.  Foram ainda desenhados símbolos e a palavra PAPA SATÃ, o que foi feito com o próprio sangue do defunto.  O fato macabro atraiu a atenção de grande movimento de pessoas que compareceram no local para ver o “morto estarquejado”.

Disseram que os autores do crime não foram identificados até a data da ação judicial e que o fato causou forte repercussão na imprensa, em nível local e nacional, com reportagens em órgãos locais e de nível estadual.

Informaram ainda que surgiram as hipóteses mais variadas para o motivo do crime, tais como ligações com magia negra, envolvimento com drogas, um eventual pacto do falecido com o diabo, para quem teria vendido sua alma ou seu corpo.  O fato como um todo  enlameou o nome do falecido, e tripudiou sua memória.

Entendem os autores que os fatos causaram-lhes danos morais, tendo em vista que os autores vieram a ser atingidos por sofrimento, sentimento de dor e angústia em níveis indescritíveis.  Os fator abalaram ainda mais a debilitada saúde dos autores, sendo que o autor L. teve que ser internado por 10 dias no Hospital Santa Lúcia, em virtude de ser portador de doença grave com sério risco de vida, necessitando de tratamento permanente por insuficiência cardíaca congestiva. O autor somente não se encontra em tratamento psicológico porque não tem condições financeiras para custeá-lo.

Argumentaram a seguir no sentido de existir responsabilidade civil do município pelos fatos ocorridos, tendo em vista que a administração do cemitério onde se encontrava o corpo do falecido filho dos autores é municipal, cabendo assim ao Município os encargos de sepultar, guardar e zelar pela conservação e segurança das sepulturas do cemitério, responsabilidade que existiria mesmo que os serviços fossem gratuitos, o que não é o caso tendo em vista que foi realizado pagamento pela gaveta no. 15 onde se encontrava o corpo do filho dos autores, com prazo até 01/05/00.  Apesar de sua responsabilidade, o cemitério não possui vigia durante a madrugada, permanecendo o vigia na necrópole apenas até por volta das 24 horas, não existindo vigia no local até às 8 horas da manhã, existindo omissão do Município na prestação do necessário de vigia do local no horário das 24 às 8 horas.

Apesar de entenderem que nenhum numerário, por mais valioso que seja, apagará ou substituirá o sofrimento sofrido, argumentam no sentido de que se impõe pelos danos morais que sofreram, postulando que a indenização por danos morais seja fixada no valor de R$ 100.000,00.

Requereram a procedência do pedido, com a condenação do réu a lhes pagar a importância de R$ 100.000,00 em seu favor, atualizada até o dia do efetivo pagamento, acrescido de juros moratórios desde a data da citação.

Foram juntados à inicial os documentos de fls. 11/42.

O réu apresentou a contestação de fls. 49/54, apresentando inicialmente preliminar de ilegitimidade passiva, argumentando não ser o responsável pelo fato praticado, não existindo ação ou omissão de sua parte, o que afasta sua responsabilidade de acordo com o que estabelece o art. 37, parágrafo 6o. da Constituição Federal.  Afirmou ter responsabilidade apenas de limpeza e conservação das gavetas do cemitério municipal e não de guarda e segurança.  Mantém um serviço de zeladoria do cemitério para limpeza e conservação, mas nunca desenvolvei função de segurança no referido local.  Requereu assim a extinção do feito com base no art. 267, VI do CPC, por ilegitimidade passiva.

Quanto ao mérito, afirmou que o fato não ocorreu por sua culpa, eis que mantém os serviços de sepultamento, limpeza e conservação em perfeitas condições, tendo sido o fato ocorrido um fato excepcional, provocado por vândalos destituídos de sentimentos humanos, devendo recair a responsabilidade apenas sobre os autores do referido ato e não serem socializados os danos causados aos autores pelo fato.  Por outro lado, considera excessivo o valor postulado, que foge dos fatores que o juiz deve se orientar para fixar o valor do dano moral, e entre eles o da situação econômica dos autores, que são pessoas pobres, o que faz com que a indenização pretendida seja valor superior ao que conseguiriam em toda a sua vida, o que faria com que a dor sentida fosse transformada em um lucrativo negócio, sendo o valor postulado muito superior aquilo que se poderia considerar razoável.

Em conclusão, requereu o acolhimento da preliminar, a suspensão do processo até que seja julgado o processo criminal e, quanto ao mérito,  julgamento de improcedência do pedido formulado.

Os autores apresentaram a réplica de fls. 56/58.

Foi realizada a audiência preliminar de fls. 69/71, sendo rejeitada a preliminar de ilegitimidade passiva e definidos os pontos controvertidos e os meios de prova a serem produzidos.

Foi noticiado pela petição de fls. 72/73 o falecimento da autora R.L.M., e requerida a habilitação de seus sucessores M.M. e outros (14)..., sendo juntados os documentos de fls. 74/94.  Após a complementação de fl. 103, com a juntada do atestado de óbito, foi deferida a habilitação requerida por intermédio do despacho de fl. 105-verso.

Na instrução, foi juntado o documento de fl. 140 e foram colhidos os depoimentos de 3 testemunhas (fls. 149/150).

As partes debateram a fl. 148, reiterando suas manifestações anteriores.

Depois de encerrada a instrução, vieram aos autos os documentos de fls. 160/165, sendo intimadas as partes de seu conteúdo (fls. 166, 170 e 174-verso), manifestando-se apenas a parte a autora a fls. 171/172.

Relatado, passo a decidir.

Inicialmente, reafirmo a tese de possibilidade de responsabilização do ente público (na espécie o Município de...) por falta de cuidados de restos mortais existentes em cemitérios públicos, utilizando-me para tal de excertos da decisão proferida a fls. 69/71 referentemente à preliminar de ilegitimidade passiva do requerido:

“Não pode ser acolhida a preliminar de ilegitimidade passiva argüida pelo contestante, tendo em vista que a sua responsabilização pleiteada pelos autores não diz respeito à circunstância de que tenha praticado o ato que causou danos aos autores, mas sim que tenha se omitido em dever de vigilância e guarda do cemitério municipal, de tal forma que pudesse impedir em virtude de ações bem realizadas neste sentido a prática realizada por terceiras pessoas contra os restos mortais do filho dos autores.

No sentido da responsabilização legal do Município na espécie, lembrando-se que se trata de cemitério municipal o local onde ocorreu o fato e onde se encontravam os restos mortais violados, utilizo-me dos seguintes excertos jurisprudenciais:                                   

‘RESPONSABILIDADE CIVIL DO MUNICÍPIO.  CEMITÉRIO.  JAZIGO.  DANOS CAUSADOS POR TERCEIRO. OMISSÃO DA ADMINISTRAÇÃO.  OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR.

Responsabilidade civil do município.  Omissão do dever de vigilância.  Atos de vandalismo em cemitério municipal.  Indenização devida por culpa anônima ou falta de serviço.  Embora caiba ao interessado o dever de conservar, responde o Poder Público pela omissão culposa em impedir tais danos.  Recurso provido.’  (Processo 1997.001.00409 – 4a. Câmara Cível do TJRJ – Rel. Des. Semy Glanz).

Observação: Esta jurisprudência parece ter uma correlação praticamente absoluta com o presente caso, onde a ação teria sido praticada por terceiros, havendo omissão do órgão público apenas quanto ao dever de guarda e vigilância, por falta de serviço.

‘Responsabilidade civil – Dano moral – Desaparecimento de restos mortais de filhas – Negligência de prepostos da Prefeitura Municipal lotados no cemitério – Reparabilidade – Artigo 159 do Código Civil c.c o artigo 5o, inciso V e X da Constituição da República – Interpretação, ademais, dos artigos 210 e 138, parágrafo 2o., do Código Penal – Embargos rejeitados.  A reparabilidade do dano moral está abrigada na amplitude do artigo 159 do Código Civil, por força das disposições expressas da Constituição da República, artigo 5o, incisos V e X.’  (Embargos Infringentes n. 216.963-1 – Santos – TJSP – 1995)

‘Dano moral.  Profanação de sepultura por omissão ou descaso de entidade administradora de cemitério.’  (Processo 1997.001.07661 – 7a. Câmara Cível do TJRJ).

Os serviços públicos, quer quando realizados diretamente pela administração pública, quer quando praticado por terceiros, sob regime de concessão ou permissão, estão submetidos ao princípio da eficiência (serviço satisfatório, qualitativa e quantitativamente), como estabelece o art. 175, caput e parágrafo único, inciso IV da Constituição Federal, sendo que quando não cumpridos ou não cumpridos de forma satisfatória e desta forma causem prejuízos a terceiro, geram o dever de indenizar por parte da administração pública, com base no art. 37, parágrafo 6o. da Constituição Federal.  Sabe-se, por outro lado, que a responsabilidade civil pode se caracterizar tanto por uma ação quanto por uma omissão (quando existente o dever de agir), desde que exista o nexo causal entre esta ação e a omissão e o resultado ocorrido, o que impõe-se ser reconhecido na espécie, porque se o Município de Cruz Alta exercesse de forme eficiente seus deveres de guarda dos restos mortais existentes no Cemitério Municipal e de vigilância para impedir que terceiros praticassem qualquer vandalismo contra algum destes restos mortais ali depositados.

Assim sendo, por todos estes motivos, não pode ser aceita a exclusão de responsabilidade do Município de Cruz Alta, alegada na preliminar de ilegitimidade passiva, tendo em vista efetivamente existir na espécie possibilidade de responsabilização civil do Município de Cruz Alta, por omissão na prestação do serviço público praticado na prestação de serviços de administração do cemitério municipal, especificamente em relação aos deveres de guarda e vigilância ínsitos à prestação dos serviços públicos de administração de cemitérios realizados pelo requerido, e que pode ter causado prejuízos por ações de terceiros contra os restos mortais do falecido filho dos autores.

Com base nestes argumentos, rejeito a preliminar de ilegitimidade passiva do Município de Cruz Alta.”

Apesar da decisão ter versado sobre a questão da legitimidade passiva do Município de Cruz Alta, ela tratou e decidiu também a questão que é o cerne da presente ação indenizatória:  responsabilidade civil do requerido pelos danos sofridos pelos autores, em virtude de omissão na prestação do serviço de guarda dos restos mortais das pessoas enterradas no cemitério do município.

Esta responsabilidade foi expressamente reconhecida na decisão reproduzida, especialmente no penúltimo parágrafo  que afirmou peremptoriamente “existir na espécie possibilidade de responsabilização civil do Município de Cruz Alta, por omissão na prestação do serviço público praticado na prestação de serviços de administração do cemitério municipal, especificamente em relação aos deveres de guarda e vigilância ínsitos à prestação dos serviços públicos de administração de cemitérios realizados pelo requerido, e que pode ter causado prejuízos por ações de terceiros contra os restos mortais do falecido filho dos autores.”

Observe-se que não houve a interposição de nenhum recurso contra tal decisão, o que impõe que se reconheça a efetiva responsabilidade do Município de Cruz Alta pelos fatos praticados contra os restos mortais do filho e irmão dos autores.

Esta  responsabilização do requerido demonstra-se ainda bem caracterizada se for feita uma inserção nas noções legislativas,  doutrinárias e jurisprudenciais que versam sobre o princípio da eficiência da administração pública.

Em caráter meramente exemplificativo, indico os seguintes excertos:

“O renomado Hely Lopes Meirelles referiu sobre a eficiência como um dos deveres da administração.  Definiu-a como ‘o que se impõe a todo agente público de realizar suas atribuições com presteza, perfeição e rendimento funcional.  É o mais moderno princípio da função administrativa, que já não se contenta em ser desempenhada apenas com legalidade, exigindo resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade e de seus membros.” (Michel Pinheiro, O princípio da eficiência na administração pública e o cidadão,  Jus Navigandi: http://www1.jus.com.br/doutrina/texto.asp?id=341).

“Mas o princípio da eficiência, além disto, pode ser percebido também como uma exigência inerente a toda atividade pública.  Se entendermos a atividade de gestão pública, como atividade necessariamente racional e instrumental, voltada a servir ao público, na justa proporção das necessidades coletivas, temos de admitir como inadmissível juridicamente o comportamento administrativo negligente, contraprodutivo, ineficiente.  Não se trata de uma extravagância retórica.  Raciocínio semelhante vem sendo adotado há anos pela doutrina alemã, que chega a afirmar ser o princípio da eficiência um ‘princípio constitucional pré-dado’ ou, como parece melhor, uma ‘decorrência necessária da cláusula do Estado Social’.  Para alguns, como para o professor João Carlos Gonçalves Loureiro, o princípio da eficiência é percebido inclusive como uma decorrência da idéia de Justiça.  No seu dizer:  ‘um mínimo de eficiência é uma exigência que integra a idéia de Justiça’  (cf. O Procedimento Administrativo entre a Eficiência e a Garantia dos Particulares:  algumas considerações, Coimbra, Coimbra Editora, 1995, p. 147).” ;(Paulo Modesto, Notas para um debate sobre o princípio da eficiência, Jus Navigandi, http://www1.jus.com.br/doutrina/texto.asp?id=343).                                 

Assim sendo, vê-se claramente que o requerido não cumpriu com seu dever constitucional da eficiência, por não ter vigias ou guardas no cemitério no após a meia-noite, não zelando adequadamente pelos restos mortais existentes no cemitério municipal, concorrendo (concausa eficiente) para que fosse violado e esquartejado o corpo morto do filho e irmão dos autores, com posterior espalhar dos restos nas dependências do cemitério municipal.

Estabelecida a responsabilidade do Município de Cruz Alta pelo fato danoso ocorrido, impõe-se seja condenado a ressarcir aos autores os danos que os atos decorrentes da responsabilidade do requerido causaram aos autores.

Evidentemente que um fato da natureza do fato ocorrido causa a situação de angústia e aflição indicados na petição inicial, bastando que se faça um exercício mínimo de se colocar no lugar dos autores para bem imaginar o nível destes sofrimentos.  Além disto, como é definido de forma clássica pela jurisprudência, não precisa a parte provar a dor e o sofrimento que caracterizam dano moral, mas apenas provar o fato que deu origem a tais sentimentos.  Apesar da desnecessidade de ser provado, de qualquer modo os autores a provaram por intermédio dos depoimentos testemunhais colhidos.  E tendo os autores sofrido angústia e aflição em virtude do fato transcorrido, devem ser efetivamente indenizados por estes danos de caráter íntimo e não materiais que sofreram.

A indenização com base em  danos morais deve ser considerado como uma reparação da dor, do sofrimento, da lágrima, da penúria, do desgaste psíquico, sendo que, por isto mesmo, ao contrário dos danos materiais, não é possível de perfeita adequação de valor em relação ao dano, devendo ser arbitrada de forma subjetiva (impossível a adoção de critérios absolutamente objetivos) balizado por  alguns critérios normalmente adotados pela jurisprudência, como o da dimensão do dano sofrido pelas vítimas, o grau de culpa do requerido, as condições econômico-financeiras das partes e outros.

Na espécie, deve se recordar que a ação foi intentada pelos pais, em relação aos quais o sentimento de aflição e angústia pelo esquartejamento do corpo do filho deve necessariamente ser considerado como imenso, exatamente pelo alto nível de aproximação familiar existente.  É importante considerar, ainda, que apesar de ter a causa agora um total de 14 autores, a postulação apresentada na petição inicial refere-se apenas aos danos morais sofridos por duas únicas pessoas, o pai do falecido, L. M., que continua como autor, e o sofrido pela mãe do falecido, R.L.M., que por ter falecido, veio a ser sucedida na relação jurídica por um total de 13 pessoas.  Mas estas 13 pessoas não pleiteiam e não tem direito à fixação de uma indenização em relação a suas próprias pessoas, mas sim o que caberia à autora falecida R.L.M..  Assim sendo, para o arbitramento da indenização por dano moral deve ser considerado apenas os danos sofridos pelos dois autores originais do feito, L. e R,, sendo que a parte que coubesse a esta deverá ser partilhado pelos seus sucessores, na proporção dos respectivos direitos hereditários.

Por outro lado, não se pode considerar como grave a culpa do requerido pelo fato ocorrido, tem em vista que não o praticou, mas apenas não agiu para que o fato não tivesse ocorrido, com a colocação de funcionários ou guardas no cemitério para evitar a invasão de pessoas indevidas no mesmo, o que oportunizou a ocorrência do fato.  Bem diferente seria o dimensionamento da culpa se o requerido tivesse sido o autor direto dos fatos praticados, quando então sua culpa seria considerada gravíssima.  Na espécie, a culpa do órgão pública situa-se como média baixa, não tendo sido o fator maior e mais grave para a ocorrência dos fatos lesivos aos autores.

Por fim, deve se considerar que a situação econômica de todas as partes não é uma situação econômico-financeira boa, como detalho a seguir.

O autor L. é aposentado da agricultura, enquanto que a autora R, somente cuidava da casa, havendo dúvida se também era aposentada como trabalhadora rural (depoimento de J.I.C.T. – fl. 149), vive o autor L. como alguém da classe média, possuindo uma casinha para morar e alimentos que costumava possuir para seu uso (J.P.F.– fl. 149-verso), e “L. trabalhava na lavoura, mas atualmente não trabalha mais, porque vive doente” (E.A.F.– fl. 151), impondo-se ainda considerar a informação prestada pelos próprios autores na petição inicial quanto a serem pessoas pobres, percebendo cada um o valor de um salário mínimo por mês pago pelo INSS (fl. 09), o que justificou que lhes fosse deferido o benefício da justiça gratuita (fl. 43). 

Já quanto ao requerido é público e notório não ter uma boa situação financeira, tendo os moradores da cidade, inclusive este juiz, notícias permanentes neste sentido, o que tem inclusive impedido a realização de obras físicas e sociais que são importantes de serem realizadas na cidade.  Situação aliás que não discrepa da situação da maioria dos municípios brasileiros (salvo raríssimas situações), que vivem sem recursos, verdadeiramente de pires na mão postulando recursos perante os Governos Estaduais e Federal, especialmente este, como também é situação de conhecimento público e notório.

Assim sendo, o valor de indenização a ser arbitrado pelo juiz se justifica como de maior dimensão em relação ao fator dos danos sofridos pelos dois autores, mas deve minimizado em relação aos fatores grau de culpa do requerido e situação econômico-financeira das partes.

Considerando em um primeiro momento a dimensão da lesão, fixo o valor inicial do arbitramento em 300 salários mínimos, o qual considerando, a seguir os fatores do grau de culpa e a situação econômico-financeira das partes, que são na espécie fatores de minimização do valor da indenização a ser arbitrada, especialmente o último para que haja uma adequada correlação do valor da indenização com a realidade financeira dos autores e do réu, reduzo a indenização ao valor de 150 salários mínimos,  valor que corresponde a aproximadamente 3 anos de  valores de aposentadoria dos autores, sendo valor que vai  permitir que a dor e o sofrimento que tiveram em virtude do fato  sejam substituídos por algum bem que traga alguma felicidade ou conforto (mesmo que exclusivamente material) aos autores, cabendo metade do valor ao autor L. e a outra metade aos sucessores da autora R,

Isto posto, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE O PEDIDO, para condenar o requerido a pagar aos autores o valor de 150 salários mínimos, a título de danos morais, devidos em partes iguais aos autores L. e R,, com o recebimento proporcional dos sucessores da autora R, da parte que caberia à mesma.  O valor da condenação deverá ser corrigido monetariamente pelo  IGPM a partir da data desta sentença, bem como acrescido de juros moratórios de 6% a contar da data da citação. 

Condeno às partes ao pagamento de custas por metade em relação aos integrantes de cada pólo processual, e ao pagamento de honorários advocatícios, em prol do procurador da parte adversa, no percentual de 15%.  O percentual de 15% em prol do procurador da parte autora será calculado sobre o valor da condenação e o da parte requerida sobre o valor excluído da condenação.  Suspendo a exigibilidade dos encargos sucumbenciais atribuídos aos autores, enquanto fizerem jus ao benefício da justiça gratuita que lhes foi deferido a fl. 43.

Registre-se a sentença.  Intimem-se.

Cruz Alta, 12 de agosto de 2003.

RICARDO LUIZ DA COSTA TJADER, Juiz de Direito".
Título: Re:Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Kopper em 13 de Janeiro de 2017, 15:28:00
Artefacts.of.Chaos
Caro desconhecido (Artefacts.of.Chaos). Lendo aqui seus posts vi por várias vezes você dizendo (eu mesmo vi), (eu estive lá), me refiro ao caso Vanderson etc. Você também disse que viu pessoalmente a cabeça no pentagrama. Como viu isso se esse fato aconteceu em 1999, e pelo que vejo em 1999 você era uma criança, afinal de contas você tem 29 anos.
Eu fico até com dor de barriga de tanto rir de você. Você diz que a Papa Satã tem mais de 1000 membros, e que Cruz Alta é formada basicamente por Maçons. kkk
Rapaz, você não sabe de nada. Ainda diz que tudo que a Papa Satã faz é descoberto. Cuidado amigo. A Papa Satã pode estar lendo esses seus comentários.
Você não sabe de absolutamente nada..... Tudo que sabe muito provavelmente foi contado por algum "amiguinho" metaleiro de você. Ou você acha que algum membro da Papa Satã anda por ai com roupas pretas com estampas de bandas de Black Metal?

Quer um conselho?
Tem um ditado que diz:
" Se você olhar muito tempo para dentro de um abismo, o abismo olha dentro de você".
Abç
Título: Re:Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Brienne of Tarth em 13 de Janeiro de 2017, 17:48:57
Não entendi, Kopper...você se dirigiu a um forista que não posta desde 2009, para quê mesmo?

Duvidar do testemunho do cara, tudo bem, questionar o "satanismo" de Cruz Alta, na boa, também, mas qual foi o propósito?

Você acredita em uma entidade chamada "Satã"? :hein:

A propósito, se estiver a fim, dá uma passadinha aqui: http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=198.msg2115#msg2115 (http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=198.msg2115#msg2115)
Título: Re:Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Kopper em 14 de Janeiro de 2017, 08:59:31
Bom dia Brienne of Tarth
Sim eu duvido do "testemunho" desse garoto. Primeiro (ele tem 29 anos), disse que esteve na cena dos crimes, tanto que disse que viu a cabeça sobre o circulo do pentagrama, feito com o próprio sangue do cadáver. O pentagrama de sangue e a cabeça está OK, a mentira é que ele esteve no local, pois o fato ocorreu em 1999, quantos anos ele tinha lá? Tinha uns 10 anos. Acredita que a policia deixaria uma criança estar na cena de um crime desses em 1999?
Sobre sua pergunta, SIM, acredito. Sim conheço muito bem a Papa Satã, conheço suficientemente pra saber que não existe 1000 membros como ele mesmo disse. Sim conheço os lideres, que hoje estão presos no presídio de Cruz Alta.
E sim conheço todos pessoalmente pra saber que esse garoto só postou aqui as informações contidas no processo. Processo esse que qualquer um pode ter acesso.
Sobre a morte do Vanderson que ele mencionou aqui; O rapaz morreu por falar de mais. Traiu os líderes na época e teve o fim que procurou. É lamentável, mas foi o que aconteceu.
Abç
T.:.F.:.A
Título: Re:Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Gigaview em 14 de Janeiro de 2017, 12:36:09
Citar
O pentagrama de sangue e a cabeça está OK...

...

Sim conheço muito bem a Papa Satã,

....

Sim conheço os lideres, que hoje estão presos no presídio de Cruz Alta.

...

O rapaz morreu por falar de mais. Traiu os líderes na época e teve o fim que procurou. É lamentável, mas foi o que aconteceu.

 :medo:
Título: Re:Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Diegojaf em 14 de Janeiro de 2017, 21:02:02
Então reclame com a wikipedia. :D

Acho que já passou da hora de desativar a conta do Raphael. Os outros finados a gente desativou.
Título: Re:Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Buckaroo Banzai em 14 de Janeiro de 2017, 21:15:55
Qual é o objetivo de desativar a conta? O único efeito prático deve ser que não dá mais para pesquisar por nome de usuário ou direto nas mensagens do usuário, se por acaso quiser procurar algo que achar que tenha sido um usuário desativado que postou...
Título: Re:Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Diegojaf em 14 de Janeiro de 2017, 21:29:37
Qual é o objetivo de desativar a conta? O único efeito prático deve ser que não dá mais para pesquisar por nome de usuário ou direto nas mensagens do usuário, se por acaso quiser procurar algo que achar que tenha sido um usuário desativado que postou...

Na verdade desativar é diferente de excluir. Na desativação a gente coloca um e-mail de sistema e impedimos que alguém resgate a senha automaticamente, o que daria a pessoa acesso às mensagens particulares do forista e outros dados. A conta continua ativa para pesquisas.

A gente passou a desativar ao invés de excluir justamente pra não ter esse problema de pesquisa.
Título: Re:Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Buckaroo Banzai em 15 de Janeiro de 2017, 00:33:55
Putz, nunca tinha imaginado essa situação, roubarem a conta de algum falecido. Fico imaginando se isso aconteceu em algum lugar, e em que deu.
Título: Re:Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Diegojaf em 15 de Janeiro de 2017, 07:55:54
https://en.m.wikipedia.org/wiki/Ghosting_(identity_theft)

Acabo de arranjar um novo tema de pesquisa... :lol:
Título: Re:Satanismo ativo, onde mais?
Enviado por: Kopper em 16 de Janeiro de 2017, 08:39:53
Bom dia a todos.