Forum Clube Cetico

Discussões => Laicismo, Política e Economia => Tópico iniciado por: Unknown em 28 de Março de 2009, 03:15:25

Título: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 28 de Março de 2009, 03:15:25
Obama propõe 'novo começo' nas relações com o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ofereceu "um novo começo" nas relações com Teerã, em uma mensagem de vídeo dirigida ao povo iraniano.

"Meu governo está comprometido com uma diplomacia que cuide de todas as questões diante de nós", disse o presidente.

Iniciativa sem precedentes, a mensagem de Obama foi divulgada para coincidir com o festival do Nowruz, que marca o início de um novo ano e da primavera no Irã.

A insistência do Irã em levar adiante seu programa nuclear estremeceu as relações com os Estados Unidos.

O governo americano teme que o programa de enriquecimento de urânio iraniano seja, na verdade, uma tentativa de construir armas nucleares, acusação negada pelas autoridades de Teerã.

Alerta

"Quero falar diretamente com o povo e os líderes da República Islâmica do Irã", disse Obama em sua mensagem.

Segundo ele, seu governo está comprometido "a buscar ligações construtivas entre os Estados Unidos, o Irã e a comunidade internacional".

"Com a chegada de uma nova estação, somos lembrados da preciosa humanidade que todos nós dividimos. E podemos, uma vez mais, evocar este espírito quando buscamos a promessa de um novo começo", disse Obama.

Mas o presidente alerta: "Esse processo não vai avançar com ameaças. Em vez disso, procuramos engajamento honesto e baseado no respeito mútuo."

"Os Estados Unidos querem que a República Islâmica do Irã assuma seu lugar de direito na comunidade das nações. Vocês têm esse direito, mas ele vem com responsabilidades reais", diz Obama, afirmando que ele não pode ser alcançado com o uso de armas ou terror.

A mensagem de Obama foi distribuída a empresas jornalísticas do Golfo Pérsico com legendas em persa e colocada no site oficial da Casa Branca.

A mensagem é uma mudança radical das políticas do governo de George W. Bush, que descreveu o Irã como parte do "Eixo do Mal".

No início do ano, Obama já havia dito que buscava aberturas no processo de negociações com o Irã para que os dois lados pudessem "começar a sentar frente a frente".

Mas, na mensagem, o presidente também admite que não será fácil superar "as velhas divisões".

Obama já havia mencionado o engajamento com o Irã, mas não esclareceu de que forma ele se daria.

Pouco depois de assumir o governo, em janeiro, ele declarou: "se países como o Irã estiverem dispostos a abrir os punhos, vão encontrar nossa mão estendida".

Mas no início deste mês o presidente estendeu as sanções impostas ao Irã por mais um ano, afirmando que o país permanece um risco à segurança nacional americana.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/03/090320_obamairamensagem_ba.shtml


Diplomatas do Irã e da Otan se encontram pela primeira vez em 30 anos

O secretário-assistente para Questões Políticas da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Martin Erdmann, confirmou ter encontrado o embaixador do Irã para a União Europeia, Ali-Asghar Khaji, para negociações informais há pouco mais de duas semanas.

Esta foi a primeira vez em 30 anos que um diplomata iraniano se encontra com um oficial da Otan.

"Este é mais um bom passo para que o Irã volte à comunidade internacional", disse Erdmann.

"Tenho certeza de que acontecerão outros encontros", completou.

Segundo um porta-voz da Otan, James Appathurai, as conversas entre os dois diplomatas se concentraram na questão do Afeganistão.

Apesar de terem divergências sobre o programa nuclear de Teerã, tanto o Irã como os países da Otan têm interesse na estabilidade do Afeganistão.

Conferência

Demonstrando este interesse na estabilidade da região, o Irã também confirmou que participará de uma conferência sobre o Afeganistão apoiada pelos Estados Unidos, que acontece na próxima terça-feira em Haia, na Holanda.

Participam da rodada de negociações o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, e negociadores de mais de 80 países.

"O fato de o Irã ter decidido participar é uma boa notícia e também constitui um novo passo", afirmou o porta-voz Appathurai.

Em Washington, um porta-voz do Departamento de Estado, Gordon Duguid, também comemorou a decisão de Teerã de participar das negociações em Haia.

"Os iranianos estarão na mesa (de negociações) e nós ouviremos seus pontos de vista, assim como eles ouvirão nossas opiniões sobre o Afeganistão", disse.

Algumas fontes sugerem que os países da Otan que mantêm forças na Afeganistão teriam interesse em usar o Irã como uma rota para o transporte de suprimentos.

Correspondentes também notam que a abertura no diálogo entre o Irã e a Otan acontece em um momento em que o presidente dos EUA, Barack Obama, estabeleceu novas prioridades no Afeganistão e sinalizou uma vontade de revitalizar as relações com Teerã.

Os Estados Unidos cortaram as relações diplomáticas com o Irã após a Revolução Islâmica no país, em 1979.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/03/090327_iranotan_cq.shtml
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: André Luiz em 28 de Março de 2009, 19:10:57
Acho que tem tudo pra dar certo esta reaproximaçao com os persas

Os americanos parecem estar mais preocupados com a China

http://www.defesanet.com.br/china/dod_09_1.htm
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 15 de Abril de 2009, 04:33:48
Irã julga jornalista americana acusada de espionagem

Uma jornalista americana acusada de espionagem foi a julgamento no Irã e o veredicto deve ser anunciado pela corte de Teerã em algumas semanas.

"A primeira audiência de Roxana Saberi ocorreu ontem (segunda-feira). Creio que o veredicto será anunciado em breve, talvez nas próximas duas ou três semanas", afirmou o porta-voz do Judiciário Ali Jamshidi durante uma entrevista coletiva na capital iraniana.

Saberi, de 31 anos, está detida na prisão de Evin, perto de Teerã, desde o final de janeiro.

A jornalista trabalhou por um breve período para a BBC, há três anos. Saberi também trabalhou para a rede de rádio pública dos Estados Unidos NBR e para a rede de televisão Fox News.

Inicialmente Saberi era acusada apenas de comprar bebida alcoólica, depois de trabalhar como jornalista sem uma credencial válida. Mas, na semana passada, promotores iranianos entraram com uma acusação mais grave, de espionagem para os Estados Unidos.

Segurança nacional

O Ministério da Justiça afirmou que a jornalista está sendo julgada em uma audiência fechada da Corte Revolucionária do Irã, que lida com casos que envolvem segurança nacional.

Segundo o correspondente da BBC em Teeerã John Leyne, foi dada à jornalista a chance de apresentar sua defesa na corte. Não foram dados mais detalhes e o advogado de Saberi afirma que foi instruído a não falar com a imprensa.

A secretária de Estado americana Hillary Clinton exigiu a libertação da jornalista e um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que as acusações contra Saberi "não têm fundamento".

O porta-voz do Judiciário Ali Jamshidi criticou o Departamento de Estado Americano.

"É ridículo que um governo expresse uma opinião sem analisar a acusação", afirmou.

Roxana Saberi tem dupla cidadania, americana e iraniana, e passou seis anos no Irã estudando e escrevendo um livro.

Os pais da jornalista chegaram a Teerã no início de abril e receberam autorização para ficar com a filha por apenas 20 minutos. Segundo o advogado de Saberi, a jornalista está bem de saúde física e moral.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090414_irajulgajornalistafn.shtml
Título: Irã condena jornalista americana por espionagem
Enviado por: Unknown em 18 de Abril de 2009, 19:39:34
Irã condena jornalista americana por espionagem

A jornalista iraniana-americana acusada de espionar para os Estados Unidos foi condenada a oito anos de prisão no Irã, disse o advogado dela neste sábado. Roxana Saberi, de 31 anos, foi presa em janeiro e julgada nesta semana.

Ela chegou a trabalhar para a BBC três anos atrás e também contribuiu para a NPR, a rede pública de rádio dos Estados Unidos, e para o canal de TV americano Fox News.

Originalmente Saberi foi acusada pelo crime de comprar álcool, considerado mais leve, e depois, de trabalhar como jornalista sem uma credencial válida.

Seu julgamento foi a portas fechadas na Corte Revolucionária do Irã.

"Ela foi condenada a oito anos... nós vamos apelar", disse o advogado de Saberi, Abdolsamad Khorramshahi à agência de notícias Reuters.

O governo dos Estados Unidos já havia expressado sua preocupação com a prisão de Saberi, afirmando que as acusações contra ela são infundadas.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, já pediu que ela seja libertada.

Com nacionalidade iraniana e americana, Saberi passou seis anos no Irã estudando e escrevendo um livro.

Sua prisão e julgamento coincidiram com especulações sobre uma possível reaproximação entre Irã e Estados Unidos, com o presidente americano Barack Obama oferecendo a abertura de diálogo com Teerã em uma série de questões.

No mês passado, Obama chegou a gravar uma mensagem em vídeo desejando feliz ano novo aos iranianos e oferecendo "um novo começo" para o Irã e seu povo.

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/04/18/ira+condena+jornalista+americana+por+espionagem+5613901.html
Título: Diplomatas deixam reunião da ONU durante discurso do líder do Irã
Enviado por: Unknown em 20 de Abril de 2009, 17:25:02
Diplomatas deixam reunião da ONU durante discurso do líder do Irã

Diplomatas de países europeus abandonaram uma reunião antirracismo da ONU em Genebra durante discurso do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, depois que ele descreveu o governo de Israel como um "governo racista".

O protesto dos diplomatas ocidentais começou minutos depois do início do discurso de Ahmadinejad.

O presidente iraniano afirmou em seu pronunciamento que imigrantes judeus da Europa e dos Estados Unidos foram enviados ao Oriente Médio para estabelecer um "governo racista".

"Depois da Segunda Guerra Mundial, eles lançaram mão da agressão militar para deixar uma nação inteira sem um lar, sob o pretexto do sofrimento judeu, e eles então enviaram imigrantes da Europa, Estados Unidos e de outras partes do mundo para estabelecer um governo totalmente racista na Palestina ocupada", afirmou Ahmadinejad.

A partir destes comentários, os diplomatas se retiraram da sala de conferência.

Antes deste incidente, dois manifestantes com perucas coloridas e gritando as palavras "racista, racista" já tinham interrompido o início do discurso do presidente iraniano e foram retirados pelos seguranças. Um deles conseguiu atirar um objeto contra Ahmadinejad.

Segundo a correspondente da BBC em Genebra Imogen Foulkes, o protesto dos diplomatas é um desastre de relações públicas para a ONU, que esperava que a conferência antirracismo fosse um bom exemplo do que a organização faz, ou seja, unir países para combater a injustiça no mundo.

Boicote

Países como Estados Unidos, Israel, Canadá, Austrália, Alemanha, Itália, Holanda, Polônia e Nova Zelândia estão boicotando a conferência de Genebra, em protesto pela participação de Ahmadinejad.

França e Grã-Bretanha participam, mas a Grã-Bretanha não enviou nenhum representante de alto escalão. O embaixador britânico Peter Gooderham estava entre os diplomatas que retiraram da sala de conferência no momento do discurso de Ahmadinejad.

A França, cujo embaixador também se retirou, descreveu o pronunciamento como "um discurso de ódio".

O ministro do Exterior da França, Bernard Kouchner, afirmou, antes mesmo da conferência, que os representantes de seu país iriam abandonar o fórum se este fosse usado como uma plataforma para ataques contra Israel.

Falando depois do protesto dos diplomatas, Kouchner afirmou que "nenhum compromisso é possível depois de atitudes" como a do presidente Ahmadinejad.

"A defesa dos direitos humanos e a luta contra todos os tipos de racismo são importantes demais para que a ONU não se junte contra todas as formas de discurso de ódio, contra toda a distorção desta mensagem", afirmou.

O correspondente da BBC em Teerã Jon Leyne afirmou que este discurso de Ahmadinejad pode pôr fim à esperança de algum tipo de melhora nas relações entre a nação islâmica e o novo governo americano de Barack Obama.

Em vez disso, as palavras do presidente iraniano devem renovar os temores em Israel e países ocidentais de que o país consiga desenvolver armas nucleares.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090420_confracismoprotestofn.shtml (vídeo no site)


Discurso de Ahmadinejad foi "vil e odioso", dizem EUA

O discurso do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, na conferência sobre racismo das Nações Unidas em Genebra, no qual ele chamou Israel de Estado racista, foi "vil e odioso", disse o enviado adjunto de Washington à ONU na segunda-feira.

Ahmadnejad provocou uma debandada em protesto de vários delegados durante sua fala, quando acusou Israel de estabelecer um "regime cruel e racista" contra os palestinos.

"Eu não posso pensar em nenhuma palavra a não ser vergonhoso", disse o embaixador adjunto Alejandro Wolff, acrescentando que foi um discurso "vil e odioso".

"Isso provoca uma séria injustiça contra a nação iraniana e o povo iraniano, e nós conclamamos a liderança iraniana a mostrar uma retórica muito mais equilibrada, moderada, honesta e construtiva quando lidar com as questões da região", afirmou.

A cúpula em Genebra já havia sido duramente atingida pelo boicote promovido pelos Estados Unidos e alguns de seus maiores aliados por causa de preocupações de que o evento seria usado como plataforma para ataques contra Israel.

(http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/arquivos/cdocuments_and_settingsnalvesdesktopwalkoutbbc400.jpg)
Diplomatas deixam salão durante discurso / Imagem BBC

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/04/20/discurso+de+ahmadinejad+foi+vil+e+odioso+dizem+eua+5643931.html
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 11 de Maio de 2009, 16:48:16
Jornalista nascida nos EUA e presa no Irã é libertada, diz advogado

A jornalista nascida nos Estados Unidos Roxana Saberi foi libertada nesta segunda-feira da prisão de Evin, em Teerã, após uma corte de apelação iraniana reduzir sua pena de prisão, por espionagem, de oito anos para dois anos, segundo informou seu advogado.

"Ela acabou de sair (da prisão) e está a caminho da casa deles (da família)" , disse o advogado Abdolsama Khorramshahi a jornalistas.

Uma fonte do Judiciário afirmou anteriormente que Saberi, que foi presa no dia 18 de abril sob a acusação de espionar para os Estados Unidos, tornando-se uma nova fonte de tensão entre Teerã e Washington, seria solta e teria a permissão de deixar o Irã.

Reza Saberi, pai da jornalista, disse mais cedo que ele e sua mulher japonesa, Akiko, poderiam "trazê-la de volta para casa", aparentemente se referindo aos Estados Unidos, para onde ele se mudou no início dos anos 1970. "Nós voltaremos para casa o mais breve possível", disse.

A decisão surgiu um dia após uma corte de apelação realizar uma audiência sobre o caso de Saberi, uma jornalista de 32 anos que trabalhou para a BBC e para a Rádio Pública Nacional dos Estados Unidos.

O advogado Khorramshahi disse que Saberi será proibida de fazer qualquer trabalho jornalístico no Irã por cinco anos. "Não há obstáculos para que ela deixe o país, e ela pode deixar o Irã livremente", disse seu outro advogado, Saleh Nikbakht.

Saberi parecia magra e cansada na audiência da corte no domingo. Na semana passada, seu pai disse que ela terminou uma greve de fome de duas semanas e estava "muito fraca". A Justiça negou que ela tivesse recusado comida e disse que ela estava em boas condições de saúde.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/05/11/jornalista+iraniana+americana+e+libertada+6056973.html
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 20 de Maio de 2009, 17:07:28
Irã testa míssil com 2.000km de alcance; corrida eleitoral começa

O Irã lançou nesta quarta-feira um míssil com alcance de quase 2.000 quilômetros, e o presidente Mahmoud Ahmadinejad disse que o Estado islâmico tem condições de mandar qualquer possível agressor "ao inferno", anunciou a mídia oficial.

O alcance declarado do míssil terra-terra Sejil 2 seria quase igual ao de outro míssil iraniano, o Shahab 3, e analistas dizem que armas como essas podem colocar Israel e bases norte-americanas no Golfo dentro de seu alcance.

(http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/arquivos/cdocuments_and_settingslmeirelesdesktopiran_lanca_missil.jpg)
Televisão iraniana exibe lançamento de míssil / AP

Ahmadinejad anunciou o lançamento do míssil em discurso no mesmo dia em que um órgão regulador religioso assinalou o início oficial da campanha para a eleição presidencial do próximo mês, aprovando Ahmadinejad e três rivais como candidatos.

Os principais rivais do presidente de linha dura na eleição de 12 de junho são moderados que defendem uma relação melhor com o Ocidente.

Mas um analista militar ocidental interpretou o lançamento do míssil nesta quarta como a resposta do Irã à visita do premiê israelense Benjamin Netanyahu a Washington esta semana, durante a qual ele destacou os receios do Estado judaico em relação ao Irã.

"Cada vez que eles (os iranianos) o fazem, é em reação a um acontecimento específico", disse Andrew Brookes, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, de Londres, falando sobre a mais recente exibição de capacidade de armas do Irã.

Míssil bem sucedido

O lançamento do míssil deve suscitar mais preocupações no Ocidente e em Israel sobre as ambições militares iranianas. Os EUA e seus aliados suspeitam que a República Islâmica esteja procurando construir bombas nucleares. Teerã nega a acusação.

Uma autoridade de defesa dos EUA confirmou o sucesso do lançamento iraniano, mas disse que o Pentágono ainda precisa fazer uma análise técnica de qual seria a trajetória e o alcance do míssil.

"O míssil Sejil 2, que possui tecnologia avançada, foi lançado hoje ... e alcançou seu alvo com precisão," disse Ahmadinejad, segundo a agência oficial de notícias IRNA.

O presidente iraniano falou durante comício na província setentrional de Semnan, onde, segundo a IRNA, o lançamento aconteceu. A televisão estatal disse que o lançamento foi um teste e mostrou imagens de um míssil subindo no céu, deixando um rastro de vapor em sua esteira.

Reaproximação

O presidente norte-americano, Barack Obama, busca uma reaproximação com o Irã, depois de três décadas de hostilidade mútua. Mas, como seu predecessor George W. Bush, ele não excluiu a possibilidade de ação militar no caso de os esforços diplomáticos não conseguirem resolver a disputa nuclear.

Líderes israelenses provocaram preocupação nos EUA ao deixar entender que podem lançar ataques preventivos se concluírem que a diplomacia fracassou. Presume-se que Israel seja a única potência nuclear do Oriente Médio.

O Irã já declarou que responderá a qualquer possível ataque, atacando alvos norte-americanos e Israel, aliado dos EUA, e também fechando o estreito de Ormuz, uma rota vital para o fornecimento mundial de petróleo.

Ahmadinejad disse que o Irã tem o poder de "mandar para o inferno" qualquer base militar desde a qual seja disparado "uma bala sequer" contra o país.

Ele citou Israel, que o Irã descreve como regime sionista e não reconhece. "Neste momento o regime sionista ... ameaça o Irã militarmente com ameaças falsas. A nação iraniana deve saber que isso não passa de teatro."

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/05/20/ira+testa+missil+com+2000km+de+alcancecorrida+eleitoral+comeca+6232944.html
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 09 de Outubro de 2009, 16:40:48
Irã "explodirá o coração de Israel" se for atacado, diz militar

O Irã "explodirá o coração de Israel em pedaços" se os israelenses ou os Estados Unidos atacarem o país, alertou hoje Mojtaba Zolnour, um dos oficiais de mais alta categoria da Guarda Revolucionária, tropa de elite do Exército iraniano.

"Se um míssil americano ou sionista explodir em nosso país, antes que a poeira baixe, o coração de Israel terá explodido", afirmou o militar em discurso na cidade de Qom.

Zolnour é o segundo na hierarquia do gabinete de representação do líder supremo da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, na Guarda Revolucionária.

Citado pela agência oficial de notícias estatal "Irna", o militar disse não acreditar que "nem o regime sionista, nem os EUA, possam se arriscar a lançar um ataque contra o Irã".

Única potência nuclear do Oriente Médio, Israel anunciou nos últimos meses que está disposto a lançar um ataque de precisão contra alvos nucleares iranianos se Teerã não pôr fim a seu controvertido programa de enriquecimento de urânio.

Analistas afirmam, no entanto, que este ataque não seria a solução para o problema já que, além de provocar tensões na região e no resto do mundo, serviria apenas para atrasar em alguns anos o progresso do Irã na tecnologia nuclear e não deteria o programa de enriquecimento de urânio do país.

A Força Aérea da Guarda Revolucionária testou "com sucesso" no mês passado uma série de mísseis que, segundo fontes militares iranianas, poderiam atingir alvos no interior de Israel.

Diversos países acusam o governo iraniano de esconder um programa nuclear militar sob outro de cunho civil. Teerã nega as acusações e insiste em que seu objetivo é o uso civil da energia nuclear.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/10/09/ira+explodira+o+coracao+de+israel+se+for+atacado+diz+militar+8784980.html
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 28 de Novembro de 2009, 20:48:50
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Uso de véu em hospital financiado pelo Irã cria polêmica na Bolívia

Antes mesmo de começar a funcionar, um hospital financiado pelo governo iraniano na Bolívia está causando polêmica, depois que funcionárias da instituição foram fotografadas usando véus para cobrir o corpo e a cabeça.

O hospital, que só começará a funcionar em janeiro do ano que vem em El Alto, subúrbio de La Paz, nos Andes, foi inaugurado durante a visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ao país.

As fotos, publicadas nos jornais El Diário e La Razón, causaram polêmica na Bolívia. Nas gravações feitas pelo El Diário, às quais a BBC teve acesso, duas mulheres confirmam o uso de véus.

Mas, enquanto uma diz que o uso da vestimenta é obrigatório, a outra diz que é facultativo.

"Nos disseram que se quiséssemos ser contratadas no hospital deveríamos usar o véu e bem, não entendo o que isso significa, mas como preciso do trabalho, não temos outra opção", disse uma enfermeira que não quis se identificar.

Já a funcionária administrativa responsável pelos funcionários do hospital, Pou Mount, disse que está usado o véu "como parte do uniforme, sob o conceito de que este é um pedacinho do Irã na Bolíva".

Ela disse que, na entrevista de seleção, foi perguntado se as mulheres "concordavam com as regras" e que "todas concordaram". "Ninguém é obrigada a usar o véu", disse.

Liberdade religiosa

Sob a nova Constituição boliviana, promulgada pelo governo de Evo Morales, "o Estado respeita e garante a todos a liberdade de religião e crenças espirituais, de acordo a visão de mundo de cada um".

Mas, para a ONG Católicas pelo Direito de Decidir, a prática observada no hospital "rompe o princípio básico das liberdades e direitos consagrados nos documentos internacionais dos direitos humanos e ainda mais na Constituição Política do Estado Plurinacional da Bolívia", nas palavras da sua porta-voz, Tania Nava.

O ministro do Trabalho, Calixto Chipana, discorda de que a utilização do véu no hospital financiado pelo governo iraniano represente um desrespeito a esse princípio.

Em entrevista à BBC, o ministro disse que enviou inspetores ao hospital, e que estes não recolheram queixas de uso forçado do véu. "Se houver qualquer reclamação vamos agir", garantiu.

Para Chipana, as denúncias da imprensa boliviana "mais parecem uma guerra contra a ajuda do Irã".

A BBC tentou falar com os diretores do hospital, mas foi informada de que o diretor do hospital, o iraniano Birjandi Masout Maleki, só conversará com a imprensa na segunda-feira.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/11/091127_bolivia_hospital_pu.shtml
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Irã nega confisco de Prêmio Nobel da Paz de ativista

O Ministério do Exterior do Irã negou nesta sexta-feira que as autoridades do país tenham confiscado a medalha e o diploma do Prêmio Nobel da Paz entregues em 2003 à advogada e ativista defensora dos direitos humanos iraniana Shirin Ebadi.

Ebadi afirmou que as comendas foram retiradas de um cofre de um banco em Teerã há cerca de três semanas por ordem de um tribunal iraniano.

A advogada disse à BBC que sua conta bancária e a de seu marido também tinham sido bloqueadas.

O governo da Noruega – país onde, todos os anos, é anunciado e entregue o Prêmio Nobel da Paz - convocou o encarregado de negócios do Irã no país para protestar contra o suposto confisco e afirmou estar "chocado" com a alegação.

Impostos

Ebadi, que atualmente vive em Londres, diz que as autoridades iranianas querem que ela pague impostos sobre o dinheiro do Prêmio que recebeu, mesmo que este dinheiro não esteja sujeito ao pagamento de tributos de acordo com a lei iraniana.

"As autoridades iranianas não estão falando a verdade, pois, de acordo com nossas leis tributárias, não há imposto a pagar pelo dinheiro do Prêmio Nobel."

"Mas, supondo que eles estejam falando a verdade e eu tenho que pagar o imposto sobre este prêmio, por que eles o confiscaram e bloquearam a conta bancária e o cofre que pertence ao meu marido? Além disso, a ordem para bloquear nossas contas bancárias deveria ter vindo das autoridades tributárias e a ordem para apreender a caixa veio da Corte Revolucionária", acrescentou a ativista em entrevista à BBC.

Mohammed Ali Dadkhah, um porta-voz do grupo de direitos humanos do qual Ebadi faz parte, afirmou que o dinheiro do prêmio estava sendo usado "para ajudar prisioneiros de consciência e suas famílias".

Ebadi, a primeira mulher muçulmana a ganhar um Prêmio Nobel, está fora do Irã desde que viajou à Espanha, para uma conferência que ocorreu um dia antes da eleição presidencial iraniana, do dia 12 de junho.

O resultado da eleição, que manteve no poder o presidente Mahmoud Ahmadinejad, levou milhares de pessoas às ruas do Irã, em um protesto que durou vários dias e levou a centenas de prisões.

Ebadi criticou a forma como foi realizada a eleição e o subsequente tratamento dado a esses manifestantes.

A ativista diz que "recebeu várias mensagens ameaçadoras" desde que saiu do Irã, inclusive uma dizendo que ela iria ser detida caso voltasse ao país.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/11/091127_irannobelconfiscafn.shtml
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 09 de Março de 2010, 18:01:02
Irã testa navio com capacidade de lançar mísseis

A Marinha iraniana lançou com sucesso um míssil a partir do destróier "Jamaran", a primeira embarcação de guerra com essas características construída integralmente no país.

O teste foi realizado em um ponto não identificado do Golfo Pérsico, segundo informações da televisão estatal. O míssil de superfície e antinaval, batizado de Nour, atingiu o alvo situado a 100 quilômetros de distância.

(http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/477/226/24/7528002.ira_mundo_256_399.jpg)
Navio de guerra Jamaran dispara míssil

Fontes militares revelaram que o objetivo é fabricar um projétil mais avançado, capaz de alcançar alvos a 300 quilômetros de distância.

Envolvida em uma disputa com a comunidade internacional por causa de seu programa nuclear, a República Islâmica frequentemente anuncia avanços em sua capacidade militar e realiza testes de mísseis em uma aparente tentativa de mostrar preparo para lançar contra-ataques.

Israel nem os EUA rejeitaram a possibilidade de ação militar se a diplomacia fracassar em resolver a disputa pelo programa atômico do país, que o Ocidente teme ter objetivo militar. O Irã, porém, afirma que seu objetivo é o uso civil, para produção de energia.
 
Navio moderno

O "Jamaran" é considerado um dos navios de guerra mais modernos da Marinha iraniana e foi inaugurado em fevereiro pelo líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.

A embarcação pode deslocar até 1.420 toneladas e é equipada com plataformas de lançamento de mísseis, radares e outros instrumentos para a guerra eletrônica.

O Exército iraniano pretende incorporar outro destróier à sua frota em dois anos.

Embora sofra um embargo internacional imposto pelos Estados Unidos e outros países desde a guerra contra o Iraque, nos anos 1980, o Irã iniciou um programa nacional de desenvolvimento bélico em 1992 e atualmente conta com um arsenal modernizado, que inclui mísseis de médio alcance capazes de voar mais de 2 mil quilômetros antes de atingir o alvo.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/03/09/ira+testa+navio+com+capacidade+de+lancar+misseis+9422098.html
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Pandora em 09 de Março de 2010, 21:56:30
O navio também é para pesquisas de energia? ¬¬
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 20 de Março de 2010, 19:25:18
Obama diz a Irã que diálogo ainda é possível

O presidente norte-americano Barack Obama renovou a oferta de diálogo e diplomacia de seu governo com Teerã neste sábado, um ano após sua proposta de um recomeço com o Irã fracassar na obtenção de resultados concretos.
Obama, que se dirigiu aos iranianos em um novo vídeo que marca a observância do Nowruz --um festival que comemora a chegada da primavera-- tem prometido buscar sanções agressivas para evitar que o Irã obtenha uma arma nuclear.

"Estamos trabalhando com a comunidade internacional para responsabilizar o governo iraniano pela recusa de cumprir suas obrigações internacionais," disse Obama na mensagem divulgada pela Casa Branca.

"Mas nossa oferta de contatos diplomáticos abrangentes e de diálogo permanece."

O Irã, que tem se recusado a interromper seu programa de enriquecimento de urânio, nega a intenção de construir uma bomba atômica e diz que seu programa nuclear tem como objetivo a geração de energia elétrica.

Durante seu primeiro ano de governo, Obama destacou o Nowruz com uma mensagem inédita oferecendo ao Irã um "novo começo" de envolvimento diplomático com os Estados Unidos.

Mas Teerã esnobou o gesto e as relações pioraram ainda mais quando as autoridades iranianas fecharam o cerco aos oposicionistas após uma disputada eleição presidencial em junho.

"Estamos familiarizados com suas queixas passadas e temos as nossas também, mas estamos preparados para ir adiante. Sabemos o que vocês não aceitam; agora nos digam o que querem," disse ele.

ABERTURAS E SANÇÕES

Obama disse que os EUA têm aumentado as oportunidades de intercâmbios educacionais para que iranianos estudem em escolas e universidades norte-americanas, e também ampliado o acesso à Internet para que os iranianos possam se "comunicar uns com os outros, e com o mundo, sem medo da censura."

A abertura de Obama para envolver o Irã diplomaticamente se este "descerrar o punho" rompeu a política do governo anterior de isolar a República Islâmica, incluída pelo ex-presidente George W. Bush no "eixo do mal."

Obama não descartou quaisquer opções no trato com o Irã, mas autoridades dos EUA deixaram claro que preferem a diplomacia, dada a dificuldade de impor sanções e o risco de que uma ação militar aprofunde o conflito.

Os EUA acertaram com a Grã-Bretanha, a França e a Alemanha o rascunho de uma proposta para uma quarta rodada de sanções que criaria novas restrições aos bancos iranianos e teria como alvo a Guarda Revolucionária e empresas ligadas a ela.

Washington vem lutando para convencer Rússia e China, ambos detentores de veto no Conselho de Segurança da ONU e aliados-chave do Irã, a concordar com sanções mais agressivas.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro russo Vladimir Putin disse à secretário de Estado dos EUA Hillary Clinton, que visita o país, que um apoio russo a novas sanções na ONU é possível.

Os EUA, ansiosos em não minar a crescente oposição doméstica ao governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad, enfatizou que quaisquer sanções têm como alvo o governo iraniano, e não seu povo.

"Quero que os iranianos saibam o que meu país pretende. Os EUA acreditam na dignidade de todo ser humano, e uma ordem internacional que curve o arco da história na direção da justiça," disse Obama.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/03/20/obama+diz+a+ira+que+dialogo+ainda+e+possivel+9434367.html
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 30 de Março de 2010, 22:18:07
Ao lado de Sarkozy, Obama defende decisão sobre sanções ao Irã "em semanas"

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que deseja ver a aprovação de uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU contra o Irã em questão de semanas, ao apresentar nesta terça-feira uma posição única dos EUA e da França para a questão nuclear de Teerã.

"Minha esperança é que tenhamos isso pronto nesta primavera (no Hemisfério Norte)", disse Obama em entrevista coletiva conjunta com o presidente francês, Nicolas Sarkozy. "Estou interessado em ver isso dentro de semanas."

Sarkozy afirmou que "chegou a hora de se tomar decisões" sobre o Irã e disse que vai trabalhar com a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, e o premiê britânico, Gordon Brown, para que sejam feitos "todos os esforços necessários para garantir que a Europa esteja engajada como um todo pelas sanções".

Obama recebeu Sarkozy na Casa Branca pela primeira vez. Apesar de se encontrar com o presidente americano no Salão Oval depois de outros líderes europeus, como o britânico Gordon Brown, a alemã Angela Merkel e o espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, o líder francês terá um privilégio que eles não tiveram: um jantar privado.

Obama e a primeira-dama, Michelle, oferecerão à noite um jantar em honra a Sarkozy e sua esposa, Carla Bruni, uma gentileza que o presidente dos Estados Unidos não ofereceu aos outros líderes europeus. Segundo o líder francês, o jantar é "um forte gesto de amizade e de estima em relação à França".

No entanto, Sarkozy, apesar de ser visto nos EUA como mais próximo dos americanos que outros presidentes franceses, criticou Obama em privado, avaliando que ele tem postura "débil e ingênua" na política internacional.

O líder francês foi especialmente crítico com seu colega americano por sua estratégia de perseguir uma política de aproximação com o Irã, já que ele defende uma resposta mais firme.

Por sua vez, Washington não gostou da resposta de Sarkozy sobre a operação militar no Afeganistão. O presidente francês não quer reforçar seu efetivo, como gostaria o governo americano, mas disse que os 3.750 militares franceses permanecerão no país centro-asiático.

Durante a visita de Obama à França em junho para participar dos atos de comemoração do 65º aniversário do Desembarque de Normandia, as diferenças entre ambos começaram a ficar mais evidentes.

Um dia depois da comemoração, Obama, de volta a Paris com sua família, rejeitou um convite para um jantar de Estado no Palácio do Governo da França e preferiu jantar com sua família em um restaurante, como destaca a imprensa americana e francesa nesta semana.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/03/30/obama+quer+sancoes+contra+ira+em+semanas+9444530.html
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 03 de Abril de 2010, 01:16:40
Obama pede à China colaboração por pressão sobre o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um apelo direto ao presidente da China, Hu Jintao, para que os dois países trabalhem em conjunto para lidar com a questão do programa nuclear iraniano.

Em uma ligação telefônica de uma hora, Obama teria enfatizado "a importância de trabalhar em conjunto para garantir que o Irã cumpra com suas obrigações", segundo um relato divulgado pela Casa Branca. O diálogo ocorreu em meio à visita do principal negociador nuclear iraniano, Saeed Jalili, à China para um encontro com as autoridades locais.

Em declarações após o encontro, Jalili advertiu o Ocidente para parar de "ameaçar" o Irã e disse que as autoridades chinesas concordaram com ele de que as sanções internacionais contra o país perderam a efetividade e não impedirão o Irã de manter seu programa nuclear.

O governo chinês não fez comentários sobre o encontro. O ministro das Relações Exteriores da China já havia dito, porém, que ainda acredita que a questão nuclear pode ser resolvida por meio de negociações diplomáticas.

Papel fundamental

Segundo o correspondente da BBC em Pequim, Damian Grammaticas, a China terá um papel fundamental no desdobramento do crescente confronto entre o Ocidente e o Irã sobre seu programa nuclear.

Nesta semana, Obama havia dito que queria ver novas sanções contra o Irã aprovadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) "em semanas".

A China, que possui um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, com poder de veto, já expressou no passado uma relutância em aprovar novas sanções contra o Irã, país com o qual mantém fortes ligações.

Na quinta-feira, porém, a embaixadora americana na ONU, Susan Rice, disse que a China indicou estar pronta a discutir com as potências ocidentais uma nova resolução da ONU.

Os Estados Unidos acusam o Irã de buscar o desenvolvimento de armas nucleares. O governo iraniano nega a acusação e alega que seu programa nuclear tem fins pacíficos, para a produção de energia.

Tibete e Taiwan

A conversa entre Hu e Obama ocorreu após uma semana de redução nas tensões entre a China e os Estados Unidos, que recentemente tiveram uma série de desavenças sobe questões como o Tibete, comércio internacional e Taiwan.

Durante o diálogo entre os dois, o presidente chinês teria pedido "relações saudáveis e estáveis" com os Estados Unidos. Eles também discutiram a questão de Taiwan e a importância da implementação dos acordos do G20 para impulsionar o crescimento global.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, Hu advertiu Obama a não enfrentar o governo chinês em questões como Taiwan e o Tibete.

"Hu enfatizou que as questões de Taiwan e do Tibete interessam à soberania, à integridade territorial e aos interesses básicos da China, e lidar com essas questões de maneira correta é a chave para garantir o desenvolvimento saudável e estável das relações sino-americanas", disse um comunicado do ministério.

A China expressou descontentamento após Obama ter-se reunido com o líder espiritual do Tibete, Dalai Lama, em fevereiro. As autoridades chinesas também foram contrariadas com o fechamento de um acordo para a venda de armas americanas a Taiwan.

Os Estados Unidos também apoiaram o Google em sua disputa com as autoridades chinesas por causa da suposta censura ao site no país.

Uma questão sobre a qual os dois países têm manifestado posições próximas é sobre a necessidade de levar a Coreia do Norte de volta à mesa de negociações sobre seu programa nuclear.

Na quinta-feira, em outro sinal da melhora das relações entre os dois países, Hu Jintao anunciou que participará de um encontro em Washington sobre segurança nuclear, nos dias 12 e 13 deste mês.

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/04/02/obama+pede+a+china+colaboracao+por+pressao+sobre+o+ira+9446898.html
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 13 de Abril de 2010, 10:15:57
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Obama e Hu discutem questão nuclear do Irã

O presidente dos EUA, Barack Obama, ganhou um importante impulso na segunda-feira em sua campanha por novas sanções ao Irã, depois de uma conversa com seu colega chinês, Hu Jintao, que abordou também os atritos econômicos bilaterais.

A reunião de 90 minutos ocorreu no primeiro dos dois dias da cúpula nuclear que reúne 47 países em Washington, na qual Obama quer convencer outros governos da importância de tomar medidas que evitem terroristas de obterem material passível de uso em armas atômicas.

A Ucrânia deu o primeiro exemplo, ao anunciar que abrirá mão do seu estoque de urânio altamente enriquecido.

O programa nuclear do Irã, que o Ocidente teme ser fachada para o desenvolvimento de uma bomba atômica, não está na agenda da cúpula, mas a presença de tantos líderes mundiais dá a Obama a oportunidade de voltar a defender novas sanções contra Teerã por causa da sua recusa em abandonar o enriquecimento de urânio.

Falando a jornalistas após a reunião, fontes chinesas e norte-americanas descreveram uma atmosfera positiva e construtiva a respeito do Irã. A China, que tem estreitas relações econômicas com a República Islâmica, tem relutado em aceitar sanções mais duras ao país.

A Casa Branca espera que uma conversa cara a cara ajude a aferir o real envolvimento da China com a iniciativa de Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia e Alemanha, que defendem uma quarta rodada de sanções ao Irã.

"A resolução deixará claro ao Irã o custo de manter um programa nuclear que viole as obrigações e responsabilidades", disse a jornalistas Jeffrey Bader, principal assessor de Obama para a China. "Os chineses estão ativamente à mesa (na sede da ONU) em Nova York."

Obama também citou a preocupação dos EUA com a excessiva desvalorização do yuan, e pediu a Hu que adote uma política cambial mais voltada para os mercados.

Washington pressiona a China a valorizar sua moeda, já que o yuan fraco dá uma vantagem desleal a exportadores chineses.

Timothy Geithner, secretário do Tesouro dos EUA, e Larry Summers, consultor econômico da Casa Branca, participaram da reunião. Uma fonte oficial dos EUA disse que o presidente tratou também da questão do acesso de produtos norte-americanos ao mercado chinês.

A respeito do Irã, Hu disse a Obama que China e EUA compartilham do mesmo objetivo, segundo Ma Zhaoxu, porta-voz da chancelaria chinesa.

As declarações de Ma confirmam a recente decisão chinesa de participar das discussões sobre o Irã, mas sem indicar uma disposição em aceitar novas sanções mais duras, especialmente contra o setor energético iraniano.

Ma também reiterou o apelo habitual da China por "diálogo e negociações" com o Irã.

Uma fonte oficial dos EUA disse que China e EUA concordaram que os seus representantes vão colaborar na preparação de uma resolução sobre as sanções.

A presença de Hu na cúpula já havia sido vista nos EUA como um sinal positivo, após atritos bilaterais motivados pelas questões do Tibete, da censura na Internet, da política cambial e da venda de armas dos EUA a Taiwan.

http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=23857850
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Irã pede inquérito da ONU sobre Iraque e Afeganistão

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pediu ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que abra um inquérito sobre os objetivos das ações militares no Afeganistão e no Iraque.

Em carta divulgada na segunda-feira, ele afirmou que os métodos usados pelos EUA e a Otan para lidar com o terrorismo na região fracassaram, e que cabe a Ban realizar uma investigação e apresentar seus resultados aos 192 países da Assembleia Geral.

Ahmadinejad disse que, por causa da presença ocidental, "alguns milhões de pessoas" resultaram mortas, feridas ou desabrigadas, que o cultivo ilícito da papoula (matéria-prima do ópio) aumentou, e que "os povos da nossa região continuam vivendo sob a sombra da ameaça".

"Enfatizamos reiteradamente que a resolução dos problemas em nossa região não precisa de expedições ou ações militares de larga escala", acrescentou o presidente do Irã, país que faz fronteira com o Iraque e o Afeganistão - que por sua vez estão sob ocupação dos EUA desde 2003 e 2001, respectivamente.

"Excelência, ao menos se espera que o sr. nomeie uma equipe independente de averiguação de fatos, que goze da confiança dos países da região, para lançar uma investigação abrangente sobre as principais intenções da presença militar da Otan no Afeganistão e no Iraque, os métodos usados, e o resultado da sua presença e envolvimento", diz a carta.

A imprensa iraniana disse que Ahmadinejad pediu também uma investigação sobre os atentados de 11 de setembro de 2001 contra os EUA, mas o texto distribuído à imprensa pela legação do Irã na ONU, em Nova York, não menciona o assunto.

Um porta-voz de Ban disse que ele está estudando a carta.

Não ficou claro o que motivou a carta, que começa saudando Ban por ocasião da festividade do Norwuz, celebrada em 21 de março no Irã e países vizinhos.

A chancelaria iraniana disse no domingo que Teerã vai se queixar à ONU contra o que vê como uma ameaça de ataque nuclear por parte do governo norte-americano. Na semana passada, o presidente dos EUA, Barack Obama, divulgou uma revisão da doutrina nuclear segundo a qual os EUA só usarão suas armas nucleares contra países que violarem seus compromissos perante o regime de não-proliferação -- acusação que Washington tem imputado a Teerã.

A carta de Ahmadinejad a Ban não cita a questão nuclear, mas foi citada em nota do embaixador iraniano na ONU, Mohamad Khazaeee, a um comitê da Assembleia Geral. Nessa nota, emitida na segunda-feira, o diplomata afirmava que a nova política nuclear dos EUA é uma forma de "terrorismo de Estado".

http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo.aspx?cp-documentid=23857706
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 14 de Abril de 2010, 18:10:20
Seis potências se encontram para discutir sanções ao Irã

Os representantes de seis potências mundiais reúnem-se nesta quarta-feira em Nova York, nos Estados Unidos, para discutir novas sanções da ONU contra o Irã por seu programa nuclear.

(http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/arquivos/cdocuments_and_settingslmeirelesigdesktopmateria_420x200mundonuclear.jpg) (http://images.ig.com.br/infografico/mundonuclear/index.html)

Esta reunião das seis potências - Alemanha, China, Estados Unidos, França, Grã Bretanha e Rússia - tratará de um projeto de resolução americana que prevê medidas contra os Guardiões da Revolução iranianos e sanções nos setores de armas, energia, navegação marítima e finanças, afirmou um diplomata próximo ao caso.

O Conselho de Segurança já determinou três resoluções de sanções contra o Irã para obrigar o país a suspender suas atividades nucleares, especialmente de enriquecimento de urânio. Teerã ignorou todas elas.

A China ainda é o único membro permanente do Conselho de Segurança da ONU que permanece reticente quanto à imposição de uma quarta rodada de sanções contra o Irã. Os outros quatro - Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Rússia - já manifestaram apoio a adoção de novas medidas.

Brasil e Turquia, com  vagas rotativas no Conselho de Segurança, são contrários às sanções.

Brasil e Turquia pedem mais tempo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, pediram na terça-feira ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mais tempo para que seja alcançada uma solução para a questão nuclear do Irã sem a imposição de mais sanções.

Apesar de esses países não terem poder de veto nas decisões do Conselho de Segurança, analistas afirmam que os Estados Unidos gostariam de obter apoio unânime para uma resolução, o que seria um sinal de que a comunidade internacional estaria unida em torno do tema.

Os Estados Unidos e outros países pressionam o Irã a interromper seu programa de enriquecimento de urânio por temor de que o país esteja planejando secretamente desenvolver armas nucleares.

O Irã nega essas alegações e se recusa a interromper seu programa, que diz ser pacífico e com o objetivo de gerar energia.

(http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/arquivos/cdocuments_and_settingslpecorameus_documentosmateria_420x200.jpg) (http://images.ig.com.br/infografico/reatoresnucleares/index.html)

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/04/14/seis+potencias+se+encontram+para+discutir+sancoes+ao+ira+9458084.html
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 22 de Abril de 2010, 14:45:45
Pentágono diz que Guarda Revolucionária do Irã está na Venezuela

O exército ideológico iraniano, a Guarda Revolucionária, está presente na Venezuela e isso implica um risco de contato com as forças americanas, segundo um informe do Pentágono enviado ao Congresso ao qual a agência AFP teve acesso.

"A Guarda Revolucionária Islâmica tem capacidade operacional em todo o mundo. Está bem implementada no Oriente Médio e África do Norte, e em anos recentes intensificou sua presença na América Latina, particularmente na Venezuela", explica o informe datado de abril deste ano.

"Se os Estados Unidos aumentarem seu envolvimento nessas regiões, o contato com a Guarda Revolucionária, diretamente ou através dos grupos extremistas que apoia, será consequentemente mais frequente", adverte o texto.

O texto é a parte liberada do relatório de inteligência completo sobre a estratégia militar do Irã, que o Pentágono deve enviar por lei todos os anos ao Congresso.

O secretário de Defesa americano, Robert Gates, acusou há um ano o Irã de "atividades subversivas" na América Latina, e, em termos parecidos, se expressou a secretária de Estado, Hillary Clinton.

O governo venezuelano rejeita as acusações e diz que sua aliança com o Irã é meramente estratégica e econômica ante o que classifica de agressividade americana.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/04/22/pentagono+diz+que+guarda+revolucionaria+do+ira+esta+na+venezuela+9465554.html
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 27 de Abril de 2010, 10:59:21
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Amorim pede "maior flexibilidade" ao Irã

Em visita ao Irã, chanceler brasileiro pediu mais diálogo à comunidade internacional

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, pediu nesta terça-feira ao Irã e à comunidade internacional "maior flexibilidade" na proposta de troca de combustível nuclear.

Em entrevista coletiva com o chanceler iraniano, Manouchehr Mottaki, o chefe da diplomacia brasileira sugeriu ao regime que dê os "primeiros passos para recuperar a confiança".

Segundo Amorim, o Irã deve garantir que seu programa nuclear não tem objetivos militares. Na última segunda-feira, o chanceler brasileiro insistiu que Brasília apoia o programa nuclear iraniano, desde que seja voltado para fins pacíficos, mas não comentou se o país apoiaria possíveis sanções internacionais contra o regime persa.

O ministro já havia anunciado há dois meses a vontade do Brasil de atuar como mediador do conflito, mas sem oferecer detalhes.

"O que queremos para o povo brasileiro é o que queremos para o povo iraniano, ou seja, a expansão das atividades nucleares pacíficas", disse Amorim, depois de se reunir também com o negociador nuclear iraniano na questão, Saeed Jalili.

Tensão nuclear

Grande parte da comunidade internacional, sob a liderança dos Estados Unidos, acusa o regime dos aiatolás de ocultar, sob seu programa civil, outro de natureza clandestina e ambições bélicas, cujo objetivo seria adquirir um arsenal atômico, acusação rejeitada por Teerã.

A polêmica aumentou no final do ano passado, depois de o Irã rejeitar uma oferta dos EUA, Reino Unido e Rússia para enviar seu urânio enriquecido a 3,5% ao exterior e recuperá-lo depois enriquecido a 20%, nas condições que diz precisar para manter em operação um reator em Teerã.

Perante a falta de acordo, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ordenou o início do enriquecimento a 20%, apesar das advertências internacionais. Desde então, o governo americano busca aprovar uma nova rodada de sanções internacionais para tentar frear o polêmico programa nuclear iraniano.

Neste ano, o Brasil ssumiu uma das 15 cadeiras do Conselho de Segurança da ONU, órgão responsável pelas possíveis sanções ao regime iraniano. A esse respeito, o presidente do Parlamento iraniano voltou na segunda a culpar as grandes potências pela falta de acordo e insistiu que chegar a uma solução é "simples".

"Polemizar com dados irreais não terá efeito algum sobre a vontade do povo iraniano. As grandes potências tentam complicar esse assunto para favorecer assim seus próprios interesses políticos", criticou.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/amorim+pede+maior+flexibilidade+ao+ira/n1237597422902.html
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Brasil está disposto a sediar troca de urânio entre Irã e outros países

Ministro de Relações Exteriores disse que o País defende o direito do Irã a desenvolver e usar energia nuclear

O governo brasileiro está disposto a realizar em território nacional a troca de urânio entre o Irã e os demais países, afirmou o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim. Em declarações à agência de notícias estatal iraniana "Irna", Amorim explicou que a possibilidade ainda "não foi colocada sobre a mesa, mas caso seja concretizada, estaríamos dispostos a estudá-la".

O ministro chegou segunda-feira a Teerã para uma visita de dois dias, a princípio destinada unicamente a preparar a próxima viagem ao Irã do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevista para o dia 15 de maio. No entanto, sua estadia acabou marcada pela queda-de-braço nuclear que o Irã mantém com grande parte da comunidade internacional e a ameaça de novas sanções.

Amorin disse que a energia nuclear deve ter fins pacíficos e que o Brasil não é favorável às medidas punitivas. "Perseguimos a possibilidade de evitar as sanções porque achamos que é uma medida inútil. A única coisa que as sanções conseguem é incomodar o povo, principalmente as classes mais desfavorecidas", disse. Grande parte da comunidade internacional, sob liderança dos Estados Unidos, acusa o regime dos aiatolás de ocultar, sob seu programa civil, outro de natureza clandestina e ambições bélicas cujo objetivo seria adquirir um arsenal atômico, alegação que Teerã nega.

A polêmica se agravou no final do ano passado, uma vez que o Irã rejeitou uma oferta dos EUA, do Reino Unido e da Rússia para enviar seu urânio com 3,5% ao exterior e recuperá-lo tempo depois enriquecido até 20%, nas condições que afirma serem necessárias para manter operativo seu reator em Teerã. O regime iraniano alega que não confia na outra parte e exige uma série de garantias, como o fato de que a troca seja feita em cofres selados, sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em seu território e de forma simultânea.

Perante a falta de acordo, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadienyad, ordenou a cientistas de seu país iniciarem o programa de enriquecimento até 20%, apesar das advertências internacionais. Desde então, o governo dos EUA tenta impor novas sanções internacionais, mas até o momento encontrou com a negativa de estados como China e a ambiguidade de outros como o Brasil. Mesmo assim, algumas fontes indicaram que as medidas punitivas poderiam estar prontas em maio.

O Irã, por sua parte, tenta fazer com que a discussão sobre seu polêmico programa nuclear seja tratada pelos quinze países do Conselho de Segurança da ONU, e que não fique só limitado ao denominado grupo "5+1", integrado pelos cinco membros permanentes (Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França, mais a Alemanha). Entre os dez países restantes estão Brasil e Uganda, país que Ahmadinejad visitou na semana passada.

http://economia.ig.com.br/brasil+esta+disposto+a+sediar+troca+de+uranio+entre+ira+e+outros+paises/n1237597402247.html
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Blues Brother em 27 de Abril de 2010, 11:29:50
modo relativista on

Vocês precisam entender que o Irã tem um regime de verdade diferente do nosso.

Por isso, suas mulheres são tratadas de forma diferente, e os infiéis ocidentais são perseguidos.

modo relativista of
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 27 de Abril de 2010, 11:46:52
Ex-assessor de Bush condena posição do Brasil sobre o Irã

Uma das estrelas do Centro Belfer para o Estudo das Ciências e Assuntos Internacionais da Universidade de Harvard, o professor William H. Tobey foi um dos sub-secretários do Departamento de Energia no segundo governo Bush e no primeiro ano do governo Obama. Especializado em segurança nuclear e em métodos de não-proliferação de armas nucleares, ele foi o responsável por administrar um orçamento de US$ 2 bilhões voltado para a prevenção de roubo de material nuclear por organizações terroristas. Foi também o responsável pela estratégia do setor em Washington nos últimos quatro anos.

Em entrevista exclusiva ao Terra ele considera "desastrosa" a posição de Brasília em relação às sanções defendidas pelas grandes economias ocidentais contra o Irã, positivo o encontro em Washington há duas semanas que reuniu líderes dos quatro cantos do globo em torno da questão nuclear, possível um ataque preventivo de Israel a Teerã, além de defender os gastos recorde com o setor nuclear anunciados este ano pelo governo Obama.

Em Harvard ele desenvolve um projeto voltado ao uso de energia nuclear para o bem-estar da população no próximo século.

Greg Mello, um notável ativista contra a energia nuclear aqui nos EUA e com formação na Universidade de Princeton, publicou em fevereiro na revista especializada Bulletin of the Atomic Scientists um artigo contundente em que aponta um paradoxo na política nuclear de Washington. Ele nos lembra que a administração Obama, ao mesmo tempo em que propaga a necessidade de se diminuir o número de armas nucleares no planeta, aumentou em 22% o orçamento para o setor nuclear interno. O senhor concorda com Mello?
Não. O argumento de que aumentar os gastos com infra-estrutura para a manutenção do aparato nuclear - incluindo armamentos - é inconsistente com a política de desarmamento e ignora vários fatores de suma importância. Para começo de conversa, a partir do momento em que dispomos de armas nucleares - e ninguém de fato acredita que elas desaparecerão da noite para o dia - precisamos ter certeza de que elas estão sendo mantidas de modo seguro e sim, em bom uso. Há um imenso custo - inclusive de pessoal especializado - na manutenção das armas, na produção e aquisição de equipamento sofisticado e na criação de prédios especializados e extremamente seguros.

Mas trata-se do maior investimento do governo na área desde a Segunda Guerra Mundial....
Sim, mas estas atividades todas que eu mencionei foram negligenciadas por mais de uma década. Os custos aumentaram, alguns prédios estão ultrapassados e precisam ser substituídos por outros com urgência. Mais: os EUA reduziram em cerca de 80% o arsenal de armas nucleares desde o fim da Guerra Fria. E, acredite, desmantelar este arsenal também custa caro.

De forma prática, quais foram os resultados do Encontro de Washington?
O mais significativo é a compreensão dos líderes mundiais dos reais perigos do terrorismo nuclear e da responsabilidade individual, de cada um deles, de impedir esta tragédia. Creio que vários lideres viajaram para Washington pensando em anunciar planos para aumentar a segurança nuclear em seus países, mas também pensando em não terem quaisquer incidentes nucleares a curto prazo, o que causaria enorme embaraço. Também acho positivo o anúncio de um novo Encontro na Coréia do Sul, em 2012.

O senhor escreveu que "os significados reais do Encontro, no entanto, dependem de como o ímpeto político de Washington se traduzirá em ações tangíveis nos quatro cantos do planeta". O senhor poderia ser mais específico?
Sim. É preciso minimizar o uso de urânio ultra-enriquecido e incrementar pesquisa na conversão para a criação de combustível com baixo nível de enriquecimento. Também precisamos melhorar a segurança física e material das usinas e assumir um compromisso real para investigar todos os casos de tráfico de material nuclear, incluindo tanto as origens quanto o destino do material, revelando quem estava envolvido na compra, venda, roubo e transporte do produto.

O senhor acredita que a Al-Qaeda está de fato tentando adquirir armamentos nucleares?
Não tenho qualquer dúvida quanto a isso. Para sorte nossa muitas abnegadas autoridades, nos EUA e em outros países, estão determinadas a prevenir este quadro terrível. Não se iluda, esta é a grande competição de nossos tempos. Pelo menos três organizações terroristas tentaram ter acesso a armamento nuclear e seguem com planos de adquirí-los.

Como o senhor vê a posição do Brasil na discussão em torno do programa nuclear iraniano? Há, afinal, o receio de que, no futuro, o Irã possa suprir grupos armados que lutam contra Israel com armas nucleares...
É desastroso que o Brasil tenha se posicionado tão decididamente contra as sanções a Teerã. Obviamente alguns países serão afetados mais do que outros, mas toda a comunidade internacional sofrerá com um Irã nucelar. Teerã terá mais liberdade para conduzir uma política externa e militar mais agressiva no Oriente Médio, aumentando tanto as tensões quanto o preço do barril do petróleo.

O Brasil tem interesse econômico na região e o Brasil é o principal exportador de frango e carne para o Irã, mas até que ponto Brasília é importante nesta discussão?
Uma importância clara. O Brasil é um líder no que diz respeito a tecnologia nuclear, é uma das grandes economias do globo e está se tornando cada vez mais influente. Outras nações prestam atenção na posição do Brasil, de onde buscam liderança. E não se engane: só vamos resolver assuntos delicados como uma violação de Teerã das regras estabelecidas pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) se todas as nações responsáveis do planeta falarem com uma só voz. Só assim Teerã entenderá que não se trata de discriminação ou arbitrariedade, e sim uma preocupação legítima e real das nações responsáveis do planeta.

Mas como convencer Teerã de que a preocupação das nações responsáveis não levam em conta o fato de o Irã estar cercado por países que possuem armamento nuclear, como o Paquistão, a Rússia, a Índia e mesmo Israel?
Mas para levarmos em conta esta premissa teríamos que acreditar que o Irã está, de fato, buscando desenvolver armas nucleares, o que Teerã preemptoriamente nega. A proximidade com estes países não é justificativa para a violação do Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Alemanha e Japão, por exemplo, estão localizadas próximas de países com armas nucleares mas vivem em segurança porque formularam suas políticas externa e de defesa com o claro objetivo de não ameaçarem ou desestabilizarem seus vizinhos. E o Irã segue avançando seu programa nuclear apesar do ataque a dois de seus maiores inimigos: Saddam Houssein e a Al-Qaeda, que recebia proteção dos talibãs. Nos dois lados da fronteira a situação melhorou para Teerã.

O quão ruim para o Departamento de Estado foi a decisão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de não participar do Encontro de Washington?
Israel foi representado no Encontro. A ausência do primeiro-ministro não teve grandes repercussões.

O senhor acredita ser real a chance de Israel atacar preventivamente o Irã se Teerã seguir com seu programa nuclear?
Seria difícil dizer que não, especialmente por conta do volume das ameaças direcionadas a Israel pelo presidente Ahmadinejad. Os israelenses acreditam piamente que a posse de armas nucleares pelo Irã é uma ameaça ao Estado de Israel.

Como o senhor vê a situação na Coréia do Norte, que na semana passada anunciou que deve proceder mais um teste nuclear?
Seria o terceiro teste e, em se tratando de Pyongyang, prever ações é tarefa dificílima. O governo Obama está determinado a não aceitar a existência de uma Coréia do Norte com armas nuclear e disposto a retomar as conversas que envolvem seis nações para se chegar a algum acordo. Mas o que precisamos é de um investimento real da China, a principal parceira econômica da Coréia do Norte, seu único amigo real no planeta, que os ajuda financeiramente ¿ que assegure uma Península Coreana livre de armas nucleares. E temos de levar em conta a enorme pressão sofrida pelo governo de Kim Jong-il por conta da crise financeira, inflação, execução de ministros e altos funcionários, crise de abastecimento e até demonstrações públicas de descontentamento contra um regime que escraviza sua própria população. Nestes momentos, Pyongyang normalmente dá coice para todos os lados.

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4401337-EI8141,00-Exassessor+de+Bush+condena+posicao+do+Brasil+sobre+o+Ira.html
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Gordon Nerd em 27 de Abril de 2010, 21:38:08
 o país chato esse Irã um país inutil com pensamentos inuteis e a unica coisa que sabem fazer é ficar falando que tem arsenal nuclear mas nem tem

um país de merd@@
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: André Luiz em 28 de Abril de 2010, 10:51:21
Acho que os iranianos ainda vao se livrar destes caras



Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 05 de Maio de 2010, 12:11:05
Irã aceita mediação do Brasil em acordo nuclear com potências

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, concordou "em princípio" com uma mediação do Brasil para ressuscitar um acordo apoiado pela ONU para a troca de combustível nuclear com potências mundiais, informou a agência de notícias semioficial iraniana Fars nesta quarta-feira.

As potências veem o acordo como uma forma de retirar boa parte do urânio de baixo enriquecimento do Irã, o que minimizaria o risco desse material ser usado para armas atômicas. Pelo acordo, o Irã receberia combustível especialmente processado para manter funcionando seu programa de medicina nuclear.

Mas a proposta tem encontrado dificuldades por conta da insistência do Irã de realizar a troca somente em seu território, em vez de enviar o material para o exterior primeiro.

"Em uma conversa por telefone com seu colega venezuelano, Ahmadinejad concordou em princípio com a mediação do Brasil no acordo de troca de combustível nuclear", disse a Fars, citando um comunicado divulgado pelo gabinete do presidente iraniano.

A ideia do acordo surgiu em negociações conduzidas em outubro do ano passado pelo órgão regulador de energia nuclear da ONU, que pedia que o Irã enviasse 1.200 kg de seu urânio de baixo enriquecimento - o suficiente para a fabricação de uma bomba se enriquecido no patamar necessário - para a França e para a Rússia, onde seria convertido em combustível para um reator de pesquisas em Teerã, que fabrica isótopos para o tratamento do câncer.

As potências se recusaram a reescrever o acordo para atender as exigências iranianas. Os Estados Unidos pressionam o Conselho de Segurança da ONU para apoiar uma quarta rodada de sanções internacionais contra o Irã nas próximas semanas. O objetivo é levar o Irã a reduzir suas atividades de enriquecimento de urânio.

O Irã afirma que seu programa de energia nuclear tem o único objetivo de gerar eletricidade, mas o fato de o país não declarar atividades atômicas sensíveis para a ONU e manter as restrições às inspeções das Nações Unidas tem diminuído a confiança no exterior.

Alguns membros não-permanentes do Conselho de Segurança, como Brasil e Turquia, tem buscado ressuscitar o acordo de troca de combustível na tentativa de evitar a imposição de novas sanções à República Islâmica.

O Brasil afirma ser favorável a ressuscitar o compromisso pelo qual o Irã exportaria seu urânio para outro país em troca do combustível nuclear que o país afirma ser necessário para manter seu reator em Teerã funcionando.

Não ficou claro se Ahmadinejad aceitou que a troca seja feita num terceiro país, o que representaria uma grande mudança na posição iraniana. "Ahmadinejad também disse que as questões técnicas devem ser discutidas em Teerã", disse a Fars.

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4415019-EI308,00-Ira+aceita+mediacao+do+Brasil+em+acordo+nuclear+com+potencias.html
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Lion em 09 de Maio de 2010, 10:03:15
Acho que os iranianos ainda vao se livrar destes caras

Eu estava jogando xadrez com um iraniano aqui http://gameknot.com/  e ele se mostrou completamente contra a política de governo adotada por lá. Segundo ele a maioria dos iranianos não concorda com as atitudes do governo.
Eu disse que o Brasil tem algumas parcerias com o Irã, então ele falou que sabia, mas desaprovava porque isso da credibilidade ao governo e ele preferiria não receber apoio de ninguém para enfraquecer o governo.
Sobre o programa nuclear ele e os demais iranianos não têm a menor dúvida... caso dominem a tecnologia eles com certeza vão produzir uma bomba, então vai ser muitíssimo complicado fazer com que a ditadura  chegue ao fim.   
Quando eu falei que o Brasil também passou por um período de ditadura ele disse que a deles e muito pior porque tem como base a religião, o cara se mostrou super esclarecido e descontente com a situação.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 09 de Maio de 2010, 10:28:23
Irã "explodirá o coração de Israel" se for atacado, diz militar

O Irã "explodirá o coração de Israel em pedaços" se os israelenses ou os Estados Unidos atacarem o país, alertou hoje Mojtaba Zolnour, um dos oficiais de mais alta categoria da Guarda Revolucionária, tropa de elite do Exército iraniano.
[...]

Acho que a partir deste dia os EUA não conseguiram mais dormir!!! :histeria:
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 11 de Maio de 2010, 12:33:01
O Irã é fuzilado pela mídia "livre" por que não é fantoche dos EUA e Israel. Vejam se a mídia "livre" molesta a A.Saudita... Veja se molesta Kadafi...
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: CyberLizard em 11 de Maio de 2010, 15:27:18
Bem, quando Israel desenvolve armas nucleares no oriente médio, ninguém reclama. Quando Israel se recusa a assinar tratado de não-proliferação de armas nucleares, ninguém liga. E agora de repente começa todo esse auê com o Irã? Qual a origem desses dois pesos e duas medidas? O fato de um deles ser aliado histórico, quase uma extensão dos Estados Unidos? O fato do outro ter um grande estoque de petróleo? Já ouvi essa história de "armas de destruição em massa" antes...
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 11 de Maio de 2010, 15:52:14
Quem sabe o fato de ser uma republica cheia de fanáticos religioso, controlada por fanaticos religiosos todos cheios de ódio pelo mundo ocidental, incrivelmente sensíveis a críticas e com tendencias terroristas. Além do fato de eles afirmarem que gostariam de varrer o estado de Israel do mapa?

Lembre-se Cyber, nem sempre o inimigo do seu inimigo é seu amigo.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 11 de Maio de 2010, 15:56:19
Bem, quando Israel desenvolve armas nucleares no oriente médio, ninguém reclama. Quando Israel se recusa a assinar tratado de não-proliferação de armas nucleares, ninguém liga. E agora de repente começa todo esse auê com o Irã? Qual a origem desses dois pesos e duas medidas? O fato de um deles ser aliado histórico, quase uma extensão dos Estados Unidos? O fato do outro ter um grande estoque de petróleo? Já ouvi essa história de "armas de destruição em massa" antes...
Exato.... cara.... o modus operandi é o seguinte... quem não se curva ao lobby US-Israel.... será atacado e marginalizado pela "Comunidade Internacional" (Leia-se: Israel e USA)...  E pior de tudo: a mídia "livre" como Folha, Veja, Globo e Estadão se portam como Porta-Vozes e Papagaios desta "Comunidade".
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 11 de Maio de 2010, 15:58:47
Quem sabe o fato de ser uma republica cheia de fanáticos religioso, controlada por fanaticos religiosos todos cheios de ódio pelo mundo ocidental, incrivelmente sensíveis a críticas e com tendencias terroristas. Além do fato de eles afirmarem que gostariam de varrer o estado de Israel do mapa?

Lembre-se Cyber, nem sempre o inimigo do seu inimigo é seu amigo.
Você acredita tudo nisto que você acabou de falar ?? Parece que você acredita muito na mídia "livre"...

Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque esta escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o.
Buda
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 11 de Maio de 2010, 16:11:30
É..... Só o vermelho.org diz a verdade e o Irã é um país de paz e amor que respeita os direitos civís, nunca fez uma Fatwa mandando matar ninguém e ama o estado de Israel.... É tudo intriga da direita-imperialista-judaica-cristã-imprensa-golpista. 
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 11 de Maio de 2010, 16:13:27
É..... Só o vermelho.org diz a verdade e o Irã é um país de paz e amor que respeita os direitos civís, nunca fez uma Fatwa mandando matar ninguém e ama o estado de Israel.... É tudo intriga da direita-imperialista-judaica-cristã-imprensa-golpista. 
ô claro... e Israel é unica democracia do O.Medio.... nunca pisou nos direitos humanos e nada.... é tudo intriga da direita anti-semita, nazi e islâmica
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 11 de Maio de 2010, 16:16:15
Tu quoque não, please.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 11 de Maio de 2010, 16:18:03
Tu quoque não, please.
por que?? está com medo ?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 11 de Maio de 2010, 16:19:35
É..... Só o vermelho.org diz a verdade e o Irã é um país de paz e amor que respeita os direitos civís, nunca fez uma Fatwa mandando matar ninguém e ama o estado de Israel.... É tudo intriga da direita-imperialista-judaica-cristã-imprensa-golpista. 
Falácia Reductio ad Comunismum... eu não aceito!!
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 11 de Maio de 2010, 16:26:54
Tu quoque não, please.
por que?? está com medo ?
Porque a questão é o porque o Iran não pode ter armas atômicas e não o porque Israel pode ter. Se for pra fazer tu quoque vamos dar um bomba atômica pro Talebã, ja que os EUA também tem. Eu morro de medo de dar armas nas mãos de fanáticos religiosos com tendencias terroristas, você não?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 11 de Maio de 2010, 16:29:51
Tu quoque não, please.
por que?? está com medo ?
Porque a questão é o porque o Iran não pode ter armas atômicas e não o porque Israel pode ter. Se for pra fazer tu quoque vamos dar um bomba atômica pro Talebã, ja que os EUA também tem. Eu morro de medo de dar armas nas mãos de fanáticos religiosos com tendencias terroristas, você não?
ôô!!! os EUA não são fanáticos, não... são bonzinhos.... os EUA nunca foram amiguinhos dos Talibans... aquele filme Rambo III mentiu descaradamente!!
Os EUA não são um ninho de fundamentalistas... o President não jura IN NAME OF GOD....
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: CyberLizard em 11 de Maio de 2010, 16:39:30
Só pra esclarecer: eu quero que aiatolás se explodam (mas bem longe de mim, ok?) e que regimes teocráticos não existam mais. A minha principal crítica é aos dois pesos e duas medidas.

Além do mais, Israel não me parece um país laico e pacífico para ser ignorado deste jeito. E  só o fato de Israel ter armas nucleares já tem por efeito secundário fazer com que todo o resto do pessoal do oriente médio queira se armar e passe a se indignar com a seletividade dos críticos externos.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 11 de Maio de 2010, 16:41:15
Então você concorda que o Talebã tem direito a possuir uma bomba atômica?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 11 de Maio de 2010, 16:42:58
Só pra esclarecer: eu quero que aiatolás se explodam (mas bem longe de mim, ok?) e que regimes teocráticos sejam extintos. A minha principal crítica é aos dois pesos e duas medidas.

Além do mais, Israel não me parece um país laico e pacífico para ser ignorado deste jeito. E  só o fato de Israel ter armas nucleares já tem por efeito secundário fazer com que todo o resto do pessoal do oriente médio queira se armar e passe a se indignar com a seletividade dos críticos externos.
Só pra esclarecer: eu quero que aiatolás se explodam (mas bem longe de mim, ok?) e que regimes teocráticos não existam mais. A minha principal crítica é aos dois pesos e duas medidas.

Além do mais, Israel não me parece um país laico e pacífico para ser ignorado deste jeito. E  só o fato de Israel ter armas nucleares já tem por efeito secundário fazer com que todo o resto do pessoal do oriente médio queira se armar e passe a se indignar com a seletividade dos críticos externos.
exato... é o direito de se defender.... defendo o direito de se armar... ah... India e Pakistão, 2 nações bem "atéias", tem armas nucleares, mas não são molestadas porque são amiguinhas dos USA
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 11 de Maio de 2010, 16:43:41
Então você concorda que o Talebã tem direito a possuir uma bomba atômica?
Sim, qual problema?? Os EUA não tem?? Israel não tem ?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 11 de Maio de 2010, 16:45:16
I rest my case.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: DDV em 11 de Maio de 2010, 17:21:30
Então você concorda que o Talebã tem direito a possuir uma bomba atômica?
Sim, qual problema?? Os EUA não tem?? Israel não tem ?


Putz!
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Pandora em 11 de Maio de 2010, 17:45:10
Então você concorda que o Talebã tem direito a possuir uma bomba atômica?
Sim, qual problema?? Os EUA não tem?? Israel não tem ?

KCT!!!!!!

O ideal seria que ninguém as tivesse, mas não sejamos hipócritas, alguém sempre "vai mandar e alguém sempre vai obdecer" e eu, sinceramente, prefiro que não seja nem o Irã e muito menos o Talebã a mandar. Por pior que sejam os EUA e Israel, nós temos vidas bem melhores e com mais liberdades (principalmente eu por ser mulher) do que o povo do Irã ou os afegãos quando viviam sob o Talebã. Aliás se estivéssemos sob sua influência, nem estaríamos discutindo isso, não teríamos esse forum, etc! Fica muito lindo o discurso se um tem todos deveriam ter, mas na prática prefiro as coisas como estão porque não estou disposta a mudar meu estilo de vida, aceitar crenças etc...
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 11 de Maio de 2010, 20:01:57
Só pra esclarecer: eu quero que aiatolás se explodam (mas bem longe de mim, ok?) e que regimes teocráticos sejam extintos. A minha principal crítica é aos dois pesos e duas medidas.

Além do mais, Israel não me parece um país laico e pacífico para ser ignorado deste jeito. E  só o fato de Israel ter armas nucleares já tem por efeito secundário fazer com que todo o resto do pessoal do oriente médio queira se armar e passe a se indignar com a seletividade dos críticos externos.
Só pra esclarecer: eu quero que aiatolás se explodam (mas bem longe de mim, ok?) e que regimes teocráticos não existam mais. A minha principal crítica é aos dois pesos e duas medidas.

Além do mais, Israel não me parece um país laico e pacífico para ser ignorado deste jeito. E  só o fato de Israel ter armas nucleares já tem por efeito secundário fazer com que todo o resto do pessoal do oriente médio queira se armar e passe a se indignar com a seletividade dos críticos externos.
exato... é o direito de se defender.... defendo o direito de se armar... ah... India e Pakistão, 2 nações bem "atéias", tem armas nucleares, mas não são molestadas porque são amiguinhas dos USA

Então você concorda que o Talebã tem direito a possuir uma bomba atômica?
Sim, qual problema?? Os EUA não tem?? Israel não tem ?

Sim, o Talebã teria o direito de possuir armas nucleares se chegar ao poder em algum país por meio legítimo (eleições). Teria.

Mas será que a questão é tão simples do tipo "Ah se os ianques têm armas; o Irã pode ter; a Coréia do Norte pode ter; a (extinta) Brigada Vermelha, o Talebã, o IRA, o... podem ter".

Eu acho que não. Os EUA não constituem um país perfeito. Longe disto. Mas lá existe, e funciona bem, um mecanismo de controle para extremos de loucura, regido em uma democracia federativa. Não consigo identificar tal mecanismo nos exemplos de países e organizações supracitados.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 11 de Maio de 2010, 20:11:16
[...]
Além do mais, Israel não me parece um país laico e pacífico para ser ignorado deste jeito. E  só o fato de Israel ter armas nucleares já tem por efeito secundário fazer com que todo o resto do pessoal do oriente médio queira se armar e passe a se indignar com a seletividade dos críticos externos.

exato... é o direito de se defender.... defendo o direito de se armar... ah... India e Pakistão, 2 nações bem "atéias", tem armas nucleares, mas não são molestadas porque são amiguinhas dos USA

O argumento em negrito foi a base da Doutrina MAD e que levou EUA e URSS à beira da guerra nuclear em três oportunidades: 1.961; 1.963 e 1.973.

Se todos possuírem armas nucleares não haverá um aumento na segurança mundial. Pelo contrário. As possibilidades de erros ou más-intenções crescerão exponencialmente.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 11 de Maio de 2010, 21:05:41
Só pra esclarecer: eu quero que aiatolás se explodam (mas bem longe de mim, ok?) e que regimes teocráticos sejam extintos. A minha principal crítica é aos dois pesos e duas medidas.

Além do mais, Israel não me parece um país laico e pacífico para ser ignorado deste jeito. E  só o fato de Israel ter armas nucleares já tem por efeito secundário fazer com que todo o resto do pessoal do oriente médio queira se armar e passe a se indignar com a seletividade dos críticos externos.
Só pra esclarecer: eu quero que aiatolás se explodam (mas bem longe de mim, ok?) e que regimes teocráticos não existam mais. A minha principal crítica é aos dois pesos e duas medidas.

Além do mais, Israel não me parece um país laico e pacífico para ser ignorado deste jeito. E  só o fato de Israel ter armas nucleares já tem por efeito secundário fazer com que todo o resto do pessoal do oriente médio queira se armar e passe a se indignar com a seletividade dos críticos externos.
exato... é o direito de se defender.... defendo o direito de se armar... ah... India e Pakistão, 2 nações bem "atéias", tem armas nucleares, mas não são molestadas porque são amiguinhas dos USA

Então você concorda que o Talebã tem direito a possuir uma bomba atômica?
Sim, qual problema?? Os EUA não tem?? Israel não tem ?

Sim, o Talebã teria o direito de possuir armas nucleares se chegar ao poder em algum país por meio legítimo (eleições). Teria.

Mas será que a questão é tão simples do tipo "Ah se os ianques têm armas; o Irã pode ter; a Coréia do Norte pode ter; a (extinta) Brigada Vermelha, o Talebã, o IRA, o... podem ter".

Eu acho que não. Os EUA não constituem um país perfeito. Longe disto. Mas lá existe, e funciona bem, um mecanismo de controle para extremos de loucura, regido em uma democracia federativa. Não consigo identificar tal mecanismo nos exemplos de países e organizações supracitados.
é mesmo..... existe esse mecanismo?? Hiroshima, Nagasaki,  Vietnam e Irak discordam..
democracia?? hum.... sei.....
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: DDV em 11 de Maio de 2010, 21:44:40
Só pra esclarecer: eu quero que aiatolás se explodam (mas bem longe de mim, ok?) e que regimes teocráticos sejam extintos. A minha principal crítica é aos dois pesos e duas medidas.

Além do mais, Israel não me parece um país laico e pacífico para ser ignorado deste jeito. E  só o fato de Israel ter armas nucleares já tem por efeito secundário fazer com que todo o resto do pessoal do oriente médio queira se armar e passe a se indignar com a seletividade dos críticos externos.
Só pra esclarecer: eu quero que aiatolás se explodam (mas bem longe de mim, ok?) e que regimes teocráticos não existam mais. A minha principal crítica é aos dois pesos e duas medidas.

Além do mais, Israel não me parece um país laico e pacífico para ser ignorado deste jeito. E  só o fato de Israel ter armas nucleares já tem por efeito secundário fazer com que todo o resto do pessoal do oriente médio queira se armar e passe a se indignar com a seletividade dos críticos externos.
exato... é o direito de se defender.... defendo o direito de se armar... ah... India e Pakistão, 2 nações bem "atéias", tem armas nucleares, mas não são molestadas porque são amiguinhas dos USA

Então você concorda que o Talebã tem direito a possuir uma bomba atômica?
Sim, qual problema?? Os EUA não tem?? Israel não tem ?

Sim, o Talebã teria o direito de possuir armas nucleares se chegar ao poder em algum país por meio legítimo (eleições). Teria.

Mas será que a questão é tão simples do tipo "Ah se os ianques têm armas; o Irã pode ter; a Coréia do Norte pode ter; a (extinta) Brigada Vermelha, o Talebã, o IRA, o... podem ter".

Eu acho que não. Os EUA não constituem um país perfeito. Longe disto. Mas lá existe, e funciona bem, um mecanismo de controle para extremos de loucura, regido em uma democracia federativa. Não consigo identificar tal mecanismo nos exemplos de países e organizações supracitados.
é mesmo..... existe esse mecanismo?? Hiroshima, Nagasaki,  Vietnam e Irak discordam..
democracia?? hum.... sei.....

Que tosqueira!  :biglol:

Vamos por partes:


- Japão e EUA estavam em guerra (Duh!)

- O Japão demonstrou claramente que não estava disposto a se render por nada, até kamikazes já usava.

- Os EUA sabiam que se empreendessem uma invasão convencional do Japão, perderia pelo menos meio milhão de vidas americanas.

-Por outro lado, com o ataque nuclear, haveria a possibilidade do Japão se render, sem essas perdas de vida americanas.

-Em uma guerra, podendo optar pela perda de milhões de vida do seu país, ou do inimigo, fica fácil demais escolher...



-A Indochina ficou independente da França, tendo o Norte se tornado comunista e o Sul capitalista (a semelhança da penísula coreana).

- O norte comunista invadiu o sul capitalista.

- Os EUA achavam na época (equivocadamente) que se o Vietnã do Sul caisse nas mãos dos comunistas, iria alastrar o comunismo por toda a Ásia, por isso interviram em favor do Vietnã do Sul.

- Apesar da superioridade americana (morria 10 vietcongues para cada americano), o desgaste da opinião pública interna fizeram eles desistirem da guerra, abandonando o Vietnã do Sul, que foi tomado pelos vietcongues.

- (opinião minha) os americanos não deveriam intervir (se desgastaram atoa), mas uma vez dentro da guerra, deveriam continuar, Ao abandonarem o Vietnã do Sul, este teve pesadas perdas, tanto no curto prazo (retaliações) quanto no longo prazo (atraso e pobreza trazidos pelo comunismo).



-No Iraque, concordo que a invasão foi a maior cagada que os EUA fizeram em sua história. Mas pelo menos derrubaram uma ditadura cruel.


Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 11 de Maio de 2010, 21:58:47
Citar
Que tosqueira!  :biglol:

Vamos por partes:


- Japão e EUA estavam em guerra (Duh!)

- O Japão demonstrou claramente que não estava disposto a se render por nada, até kamikazes já usava.

- Os EUA sabiam que se empreendessem uma invasão convencional do Japão, perderia pelo menos meio milhão de vidas americanas.

-Por outro lado, com o ataque nuclear, haveria a possibilidade do Japão se render, sem essas perdas de vida americanas.

-Em uma guerra, podendo optar pela perda de milhões de vida do seu país, ou do inimigo, fica fácil demais escolher...
o Jpão estava rendido praticamente... os EUA jogaram de proposito as bombas.....


Citar
-A Indochina ficou independente da França, tendo o Norte se tornado comunista e o Sul capitalista (a semelhança da penísula coreana).

- O norte comunista invadiu o sul capitalista.
O norte não invadiu. A ONU combinou que em 1956 haveria eleições em todo o Vietnam ( Norte e Sul) pra decidir se o país seria todo comunista (ou capitalista). Os EUA e Ngo Dinh Diem decidiriam boicotar as eleições, pois sabiam que Ho Chi Minh ganharia as eleições, pois ele era bastante popular. Como consequencia, os vietcongs começaram a lutar contra Diem.

Citar
- Os EUA achavam na época (equivocadamente) que se o Vietnã do Sul caisse nas mãos dos comunistas, iria alastrar o comunismo por toda a Ásia, por isso interviram em favor do Vietnã do Sul.
claro com aquele papinho de libertador

Citar
-No Iraque, concordo que a invasão foi a maior cagada que os EUA fizeram em sua história. Mas pelo menos derrubaram uma ditadura cruel.
Pois é... e os EUA conseguem ser piores que Saddam no Irak.
ah... a URSS foi heroina na 2ª guerra, pois libertou a Europa de Hitler...


Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 11 de Maio de 2010, 22:18:13
Citar
Que tosqueira!  :biglol:

Vamos por partes:


- Japão e EUA estavam em guerra (Duh!)

- O Japão demonstrou claramente que não estava disposto a se render por nada, até kamikazes já usava.

- Os EUA sabiam que se empreendessem uma invasão convencional do Japão, perderia pelo menos meio milhão de vidas americanas.

-Por outro lado, com o ataque nuclear, haveria a possibilidade do Japão se render, sem essas perdas de vida americanas.

-Em uma guerra, podendo optar pela perda de milhões de vida do seu país, ou do inimigo, fica fácil demais escolher...
o Jpão estava rendido praticamente... os EUA jogaram de proposito as bombas.....


Errado. Tojo queria continuar a guerra após a primeira bomba, para seu conhecimento. As estimativas de mortes atacando o japão eram enormes. Veja iwo Jima e multiple por 1000.

Os Japoneses tinham certeza de que em uma invasão americana, poderiam negociar a rendição, porque ninguém poderia bancar o esforço em vidas de invadir o país.

Mais um anti-imperialista sem causa e sem informação...


Citar
-A Indochina ficou independente da França, tendo o Norte se tornado comunista e o Sul capitalista (a semelhança da penísula coreana).

- O norte comunista invadiu o sul capitalista.
O norte não invadiu. A ONU combinou que em 1956 haveria eleições em todo o Vietnam ( Norte e Sul) pra decidir se o país seria todo comunista (ou capitalista). Os EUA e Ngo Dinh Diem decidiriam boicotar as eleições, pois sabiam que Ho Chi Minh ganharia as eleições, pois ele era bastante popular. Como consequencia, os vietcongs começaram a lutar contra Diem.


O norte invadiu o Sul. Ponto. Isso é fato.

Pode me passar onde viu essa versão do sufrágio?


Citar
- Os EUA achavam na época (equivocadamente) que se o Vietnã do Sul caisse nas mãos dos comunistas, iria alastrar o comunismo por toda a Ásia, por isso interviram em favor do Vietnã do Sul.
claro com aquele papinho de libertador

Olha, se os EUA tivessem ganho, o Vietnan estaria bem melhor. Pergunte aos coreanos do sul se eles aprovaram a ofensiva americana.
Só idiotas iriam preferir viver sob o comunismo.

Citar
-No Iraque, concordo que a invasão foi a maior cagada que os EUA fizeram em sua história. Mas pelo menos derrubaram uma ditadura cruel.
Pois é... e os EUA conseguem ser piores que Saddam no Irak.
ah... a URSS foi heroina na 2ª guerra, pois libertou a Europa de Hitler...

Puts... A URSS foi extremamente importante, foi vilã e heroina. Mas os aliados ocidentais foram bastante importantes, e o Japão foi todo derrotado pelos EUA.

Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 11 de Maio de 2010, 22:21:50
discutam se a bomba foi necessária aqui... tem muito argumento para termos que começar de novo.

http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=17321.msg351915#msg351915

Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 11 de Maio de 2010, 22:30:36
O norte invadiu o Sul. Ponto. Isso é fato.

Pode me passar onde viu essa versão do sufrágio?

Procure saber de Ngo Dinh Diem (afilhado dos EUA e Vaticano)


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Olha, se os EUA tivessem ganho, o Vietnan estaria bem melhor. Pergunte aos coreanos do sul se eles aprovaram a ofensiva americana.
Só idiotas iriam preferir viver sob o comunismo.
Ah sim.... bem melhor como as Filipinas.... bem melhor como o Zaire, El Salvador, Haiti e outra Banana's Republics né.
Coréia do Sul?? Este país sofreu decadas de regime de generais e ainda tem entulho autoritario...
vai ver o nivel da maioria dos paises do 3° mundo que são "generosamente" ajudados pelos "bons" EUA.


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Puts... A URSS foi extremamente importante, foi vilã e heroina. Mas os aliados ocidentais foram bastante importantes, e o Japão foi todo derrotado pelos EUA.
a URSS tambem combateu os japas... (Coréia e Manchuria). Aliados ocidentais. pois é... os ingleses tiveram que mendigar ajuda dos EUA (que tiveram dúbias relações com os nazis).

Anti-imperialismo? Sou sim. Antes isso do que ser um 5ª coluna ou colaboracionista.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 11 de Maio de 2010, 22:53:44
O norte invadiu o Sul. Ponto. Isso é fato.

Pode me passar onde viu essa versão do sufrágio?

Procure saber de Ngo Dinh Diem (afilhado dos EUA e Vaticano)

Pode passar um link?


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Olha, se os EUA tivessem ganho, o Vietnan estaria bem melhor. Pergunte aos coreanos do sul se eles aprovaram a ofensiva americana.
Só idiotas iriam preferir viver sob o comunismo.
Ah sim.... bem melhor como as Filipinas.... bem melhor como o Zaire, El Salvador, Haiti e outra Banana's Republics né.
Coréia do Sul?? Este país sofreu decadas de regime de generais e ainda tem entulho autoritario...
vai ver o nivel da maioria dos paises do 3° mundo que são "generosamente" ajudados pelos "bons" EUA.

Sim, então coloque na conta frança, alemanha, japão, coréia do sul( quer comparar com a do norte??)
Se os EUA são responsáveis por tudo, ponha na conta deles esses sucessos, e ignore as razões que fazem Zaire e El Salvador ser uma merda, inclusive corrupção


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Puts... A URSS foi extremamente importante, foi vilã e heroina. Mas os aliados ocidentais foram bastante importantes, e o Japão foi todo derrotado pelos EUA.
a URSS tambem combateu os japas... (Coréia e Manchuria). Aliados ocidentais. pois é... os ingleses tiveram que mendigar ajuda dos EUA (que tiveram dúbias relações com os nazis).

A guerra da Europa já havia sido ganha.. entraram no final

Anti-imperialismo? Sou sim. Antes isso do que ser um 5ª coluna ou colaboracionista.

ideologia detected.. pensamento enviezado a vista
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 11 de Maio de 2010, 23:04:37
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Pode passar um link?
http://www.coladaweb.com/historia/descolonizacao-da-asia-e-da-africa
A Guerra do Vietnã

Pela Conferência de Genebra, o paralelo 17 estabelecia a divisão entre Vietnã do Norte — governado pelo líder comunista Ho Chi Minh — e Vietnã do Sul governado pelo rei Bao Dai, que colocou Ngo Dinh Diem como primeiro-ministro.

Em 1955, Ngo Dinh Diem, com um golpe de Estado, proclama a República, depondo o rei Bao Dai. Passa a receber o apoio dos EUA.

No Vietnã do Sul estabeleceu-se um governo de caráter impopular, marcado pelo autoritarismo de Ngo Dinh Diem que, em 1956, suspende as eleições estabelecidas oela Conferência de Genebra.

Em oposição ao seu governo, formou-se a Frente de Libertação Nacional, em 1960, que contava com um exército guerrilheiro, o Vietcong. O objetivo da Frente era depor Ngo Dinh Diem e unir o Vietnã do Sul ao Vietnã do Norte.

Ngo Dinh Diem, em 1960, cancela as eleições, o que desencadeou o início da Guerra do Vietnã.


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Sim, então coloque na conta frança, alemanha, japão, coréia do sul( quer comparar com a do norte??)
Se os EUA são responsáveis por tudo, ponha na conta deles esses sucessos, e ignore as razões que fazem Zaire e El Salvador ser uma merda, inclusive corrupção
EUA deixou a maioria destes paises prosperos apenas como uma vitrine... nada mais...  Corrupção...?? Sim, e essa corrupção foi abençoada pelos EUA....


Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 11 de Maio de 2010, 23:13:20
Ahh.. corrupção abençoada pelos EUA.

Cara, quando você olha para um país e vê mal em todo ele, você é um ideólogo enviezado fora da sua capacidade de criticar as coisas de maneira isenta. Na verdade, somos todos humanos, e os EUA não são piores nem melhores do que nós, gerando mais irritação porque tem mais poder.

Quanto ao golpe, não havia democracia, e a decisão dos EUA me parece completamente tomada dentro do contexto de guerra fria. Sua libertação nacional pode ser lida como "tentativa de implementar uma ditadura sanguinaria comunista" como na china e coréia.

Dentro desse contexto, se eu fosse o presidente americano, eu veria o vietnan como uma importante peça a ser defendida. A impressão que você dá é que a FLN estava querendo algo mais do um comunismo autoritátio sanguinário. Talvez isso não te incomode tanto porque você é comunista com visão ideológica do mundo.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 11 de Maio de 2010, 23:18:31
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Cara, quando você olha para um país e vê mal em todo ele, você é um ideólogo enviezado fora da sua capacidade de criticar as coisas de maneira isenta. Na verdade, somos todos humanos, e os EUA não são piores nem melhores do que nós, gerando mais irritação porque tem mais poder.
e você não é enviesado???

exato... os EUA não  melhores e nem piores que Hitler, que o rei saudita...

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Quanto ao golpe, não havia democracia, e a decisão dos EUA me parece completamente tomada dentro do contexto de guerra fria. Sua libertação nacional pode ser lida como "tentativa de implementar uma ditadura sanguinaria comunista" como na china e coréia.
sim ,claro.... e as decisões da URSS de ajudar o Leste também faziam parte do contexto da guerra fria.... normal, normal....

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Dentro desse contexto, se eu fosse o presidente americano, eu veria o vietnan como uma importante peça a ser defendida. A impressão que você dá é que a FLN estava querendo algo mais do um comunismo autoritátio sanguinário. Talvez isso não te incomode tanto porque você é comunista com visão ideológica do mundo.
oh, claro... todos que criticam os EUA são comunistas sanguinários.... então façamos o seguintes... defendamos o anarkismo... afinal... o capitalismo e comunismo são 2 pestes.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 11 de Maio de 2010, 23:24:27
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Cara, quando você olha para um país e vê mal em todo ele, você é um ideólogo enviezado fora da sua capacidade de criticar as coisas de maneira isenta. Na verdade, somos todos humanos, e os EUA não são piores nem melhores do que nós, gerando mais irritação porque tem mais poder.
e você não é enviesado???

Não tenho ideologia. Analiso caso a caso e não tenho em mente um pre-conceito "americanos são malvados" porque é mentira e idiotice. Posso dizer que fizeram cagadas, como todos os povos.


exato... os EUA não  melhores e nem piores que Hitler, que o rei saudita...

sem comentários.. tenho que perder 50% de QI para conversar contigo

Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _tiago em 11 de Maio de 2010, 23:26:11
Muito massa esse diálogo!
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 11 de Maio de 2010, 23:27:59
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Cara, quando você olha para um país e vê mal em todo ele, você é um ideólogo enviezado fora da sua capacidade de criticar as coisas de maneira isenta. Na verdade, somos todos humanos, e os EUA não são piores nem melhores do que nós, gerando mais irritação porque tem mais poder.
e você não é enviesado???

Não tenho ideologia. Analiso caso a caso e não tenho em mente um pre-conceito "americanos são malvados" porque é mentira e idiotice. Posso dizer que fizeram cagadas, como todos os povos.
AH, eu também não tenho ideologia.Analiso caso a caso e não tenho em mente um pre-conceito "comunistas e islâmicos são malvados" porque é mentira e idiotice. Posso dizer que fizeram cagadas, como todos os povos.


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exato... os EUA não  melhores e nem piores que Hitler, que o rei saudita...

sem comentários.. tenho que perder 50% de QI para conversar contigo
Eu também!!!!


Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 11 de Maio de 2010, 23:30:36
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Cara, quando você olha para um país e vê mal em todo ele, você é um ideólogo enviezado fora da sua capacidade de criticar as coisas de maneira isenta. Na verdade, somos todos humanos, e os EUA não são piores nem melhores do que nós, gerando mais irritação porque tem mais poder.
e você não é enviesado???

Não tenho ideologia. Analiso caso a caso e não tenho em mente um pre-conceito "americanos são malvados" porque é mentira e idiotice. Posso dizer que fizeram cagadas, como todos os povos.


AH, eu também não tenho ideologia.Analiso caso a caso e não tenho em mente um pre-conceito "comunistas e islâmicos são malvados" porque é mentira e idiotice. Posso dizer que fizeram cagadas, como todos os povos.

Exatamente isso. Comunistas são humanos como todos nós, que fizeram acertos e erros. O modelo economico é uma merda. E mussulmanos em sua maiora é foramada por pessoas decentes com uma reação esperada à extrema pobreza.



Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _tiago em 11 de Maio de 2010, 23:31:56
Muito massa esse diálogo!

2

E cada vez mais emocionante!
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 11 de Maio de 2010, 23:32:36
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Cara, quando você olha para um país e vê mal em todo ele, você é um ideólogo enviezado fora da sua capacidade de criticar as coisas de maneira isenta. Na verdade, somos todos humanos, e os EUA não são piores nem melhores do que nós, gerando mais irritação porque tem mais poder.
e você não é enviesado???

Não tenho ideologia. Analiso caso a caso e não tenho em mente um pre-conceito "americanos são malvados" porque é mentira e idiotice. Posso dizer que fizeram cagadas, como todos os povos.


AH, eu também não tenho ideologia.Analiso caso a caso e não tenho em mente um pre-conceito "comunistas e islâmicos são malvados" porque é mentira e idiotice. Posso dizer que fizeram cagadas, como todos os povos.

Exatamente isso. Comunistas são humanos como todos nós, que fizeram acertos e erros. O modelo economico é uma merda. E mussulmanos em sua maiora é foramada por pessoas decentes com uma reação esperada à extrema pobreza.
Comunistas e capitalistas são humanos como todos nós, que fizeram acertos e erros. Os modelos economico sãos umas merdas. Adotemos o anarkismo! E mussulmanos (e outros religiosos) em sua maiora é foramada por pessoas decentes com uma reação esperada à extrema pobreza.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 12 de Maio de 2010, 06:14:53
E o que tudo isso tem a ver com dar bomba para organizações terroristas?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: André Luiz em 12 de Maio de 2010, 09:15:40
Muito bom topico

So uma ressalva, os japoneses levaram uma piaba dos russos na batalha por Nomonhan na Mongolia em 1939

Logo depois eles perceberam que nao teriam condiçoes de derrotar a URSS e assinaram um pacto de nao-agressao, tanto que os diplomatas japoneses circulavam nma boa fazendo relatorios
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 12 de Maio de 2010, 12:03:02
Os EUA odeiam terroristas porque não toleram concorrentes
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 12 de Maio de 2010, 12:22:51
Os EUA odeiam terroristas porque não toleram concorrentes
Então você acha que jogar aviões em prédios é uma atitude justificavel?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Pandora em 12 de Maio de 2010, 12:57:20
Tudo bem que os EUA não são "flor que se cheire", mas culpar exlusivamente esse país pelas mazelas do 3º mundo é exagero! Me fez lembrar um documentário que eu vi sobre o Malauí, uma das ativistas de lá falava da corrupção que é muito grande e a falta de vontade  das pessoas em fazer qualquer esforço para mudar suas vidas, somente ficavam culpando os imperialistas brancos.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 12 de Maio de 2010, 13:14:56
Os EUA odeiam terroristas porque não toleram concorrentes
Então você acha que jogar aviões em prédios é uma atitude justificavel?
eu falei isso??? eu justifikei este ato ?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 12 de Maio de 2010, 13:33:13
Os EUA odeiam terroristas porque não toleram concorrentes
Então você acha que jogar aviões em prédios é uma atitude justificavel?
eu falei isso??? eu justifikei este ato ?
Bom, quem acha justo dar um bomba atômica ao Talebã deve achar justo eles jogarem um avião num prédio.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 12 de Maio de 2010, 13:35:13
Os EUA odeiam terroristas porque não toleram concorrentes
Então você acha que jogar aviões em prédios é uma atitude justificavel?
eu falei isso??? eu justifikei este ato ?
Bom, quem acha justo dar um bomba atômica ao Talebã deve achar justo eles jogarem um avião num prédio.
e qual o problema de jogar?? pra gosta de promover "guerras libertárias" isso não é nada...
e pra mim... Taliban e Casa Branca são farinha do mesmo saco...
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 12 de Maio de 2010, 17:16:41
Resoluções da ONU "não valem um centavo", diz Ahmadinejad

As resoluções da ONU contra o programa nuclear do Irã "não valem um centavo", e Teerã não cederá a pressões, disse nesta quarta-feira o presidente Mahmoud Ahmadinejad, num momento em que seis potências mundiais discutem novas sanções à República Islâmica.

Os EUA e seus aliados suspeitam que o Irã esteja desenvolvendo armas atômicas secretamente, apesar de Teerã insistir no caráter pacífico das suas atividades de enriquecimento de urânio.

"Vocês devem saber que suas resoluções não valem um centavo", disse Ahmadinejad, dirigindo-se às grandes potências. "Se vocês acham que fazendo confusão e propaganda podem nos forçar a recuar, estão errados. A nação iraniana não irá recuar nem uma polegada da sua posição", afirmou ele em discurso no sudoeste do Irã.

O Irã habitualmente minimiza o impacto das sanções da ONU e dos EUA, mas analistas dizem que elas estão afetando a economia, por aumentarem os custos comerciais e afastarem investimentos estrangeiros.

Os EUA propõem uma quarta rodada de sanções da ONU ao Irã, com restrições a bancos e empresas de navegação, por exemplo.

Turquia e Brasil, membros não-permanentes do Conselho de Segurança da ONU, são contra as novas sanções e tentam retomar uma negociação para o intercâmbio de material nuclear, o que reduziria o risco de que Teerã enriqueça urânio para fins militares.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita o Irã no próximo dia 16, e a chancelaria iraniana disse terça-feira que o premiê turco, Tayyip Erdogan, também deve estar em Teerã no mesmo dia que Lula.

O governo Obama acusa Teerã de tentar ganhar tempo ao aceitar a oferta brasileira de mediação, e que Washington manterá seu empenho por novas sanções.

Declarando "o fim da dominação satânica dos EUA", Ahmadinejad disse que as forças estrangeiras deveriam deixar o Oriente Médio, pois do contrário receberão "um tapa na cara".

O ministro da Defesa, Ahmad Vahidi, disse à agência de notícias Fars que os EUA correm o risco de enfrentar isolamento e grandes dificuldades.

EUA e Israel não descartam uma ação militar contra o programa nuclear iraniano. Teerã ameaça retaliar se sofrer um ataque.

"Achamos que os norte-americanos são suficientemente inteligentes para não fazer um ato não-inteligente contra a República Islâmica", disse Vahidi, no último dia de exercícios navais do Irã nos golfos Pérsico e de Omã.

http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=24215094
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 12 de Maio de 2010, 17:20:04
Tudo bem que os EUA não são "flor que se cheire", mas culpar exlusivamente esse país pelas mazelas do 3º mundo é exagero! Me fez lembrar um documentário que eu vi sobre o Malauí, uma das ativistas de lá falava da corrupção que é muito grande e a falta de vontade  das pessoas em fazer qualquer esforço para mudar suas vidas, somente ficavam culpando os imperialistas brancos.

Nenhum país o é.. ou todos o são.. pensar diferente disso é bobagem
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 12 de Maio de 2010, 17:27:02
Os EUA odeiam terroristas porque não toleram concorrentes
Então você acha que jogar aviões em prédios é uma atitude justificavel?
eu falei isso??? eu justifikei este ato ?
Bom, quem acha justo dar um bomba atômica ao Talebã deve achar justo eles jogarem um avião num prédio.
e qual o problema de jogar?? pra gosta de promover "guerras libertárias" isso não é nada...
e pra mim... Taliban e Casa Branca são farinha do mesmo saco...

Again, I rest my case.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 12 de Maio de 2010, 20:00:58
Barata, desencana.. 13 ou 14 anos.. conhecimento nulo e seguidor da lei do Talião.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 12 de Maio de 2010, 21:04:25
Resoluções da ONU "não valem um centavo", diz Ahmadinejad

As resoluções da ONU contra o programa nuclear do Irã "não valem um centavo", e Teerã não cederá a pressões, disse nesta quarta-feira o presidente Mahmoud Ahmadinejad, num momento em que seis potências mundiais discutem novas sanções à República Islâmica.

Os EUA e seus aliados suspeitam que o Irã esteja desenvolvendo armas atômicas secretamente, apesar de Teerã insistir no caráter pacífico das suas atividades de enriquecimento de urânio.

"Vocês devem saber que suas resoluções não valem um centavo", disse Ahmadinejad, dirigindo-se às grandes potências. "Se vocês acham que fazendo confusão e propaganda podem nos forçar a recuar, estão errados. A nação iraniana não irá recuar nem uma polegada da sua posição", afirmou ele em discurso no sudoeste do Irã.

O Irã habitualmente minimiza o impacto das sanções da ONU e dos EUA, mas analistas dizem que elas estão afetando a economia, por aumentarem os custos comerciais e afastarem investimentos estrangeiros.

Os EUA propõem uma quarta rodada de sanções da ONU ao Irã, com restrições a bancos e empresas de navegação, por exemplo.

Turquia e Brasil, membros não-permanentes do Conselho de Segurança da ONU, são contra as novas sanções e tentam retomar uma negociação para o intercâmbio de material nuclear, o que reduziria o risco de que Teerã enriqueça urânio para fins militares.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita o Irã no próximo dia 16, e a chancelaria iraniana disse terça-feira que o premiê turco, Tayyip Erdogan, também deve estar em Teerã no mesmo dia que Lula.

O governo Obama acusa Teerã de tentar ganhar tempo ao aceitar a oferta brasileira de mediação, e que Washington manterá seu empenho por novas sanções.

Declarando "o fim da dominação satânica dos EUA", Ahmadinejad disse que as forças estrangeiras deveriam deixar o Oriente Médio, pois do contrário receberão "um tapa na cara".

O ministro da Defesa, Ahmad Vahidi, disse à agência de notícias Fars que os EUA correm o risco de enfrentar isolamento e grandes dificuldades.

EUA e Israel não descartam uma ação militar contra o programa nuclear iraniano. Teerã ameaça retaliar se sofrer um ataque.

"Achamos que os norte-americanos são suficientemente inteligentes para não fazer um ato não-inteligente contra a República Islâmica", disse Vahidi, no último dia de exercícios navais do Irã nos golfos Pérsico e de Omã.

http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=24215094

Olha, eu dou razão ao presidente iraniano... a ONU não passa de um fantoche dos grandes países. Quem controla o Conselho de Segurança? 5 países!!! (EUA,China,RU, França e Rússia). Ah, por que a ONU não molesta os bons "ateus" EUA, Israel, India e Pakistão?? Por que sabe que dá m... mexer com tubarão!!
A ONU não passa de uma Liga da Nações II.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: CyberLizard em 12 de Maio de 2010, 23:07:54
Eu sou contra que qualquer país possua bomba atômica ou qualquer arma de destruição tão devastadora. Entretanto, uma vez que não vivemos neste mundo perfeito e pacífico, eu acho menos ruim que existam muitos países com armamento nuclear do que poucos. Quando poucos estados tem acesso à este tipo de arma, acaba-se criando um cenário no qual um dos lados pode abusar do outro por causa da grande diferença de força. Por outro lado, quando amos os lados em um conflito possuem bombas, existe uma tendência maior ao uso da diplomacia.

Eu acho que entre "o Irã construir uma bomba atômica" e "os fanáticos religiosos do oriente médio dominarem o mundo e interferirem na nossa cultura" existe uma distância muito grande, que eu considero perfeitamente segura. E não acho o Irã um país tão perigoso assim. Ao menos não acho que é mais perigoso do que outros países que já tem a bomba. Não acho que ele realmente queira fazer qualquer coisa suicida.

Eu sou contra talibãs possuírem bombas atômicas justamente por eles serem um grupo político específico, e não um estado. Aceitar que grupos políticos individuais possam ter armas atômicas seria loucura e pioraria ainda mais a estabilidade do mundo. Seria muito mais fácil para malucos terem acesso à estas armas.

Ah, e eu acho a ONU terrivelmente incompetente para resolver conflitos e que realmente adota dois pesos e duas medidas quando se trata do Oriente Médio.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 12 de Maio de 2010, 23:45:16
Cyber, o Irã ditou uma Fatwa condenando um escritor ingles à morte. Quanto tempo leva para eles venderem uma bomba prum grupo qualquer pra promover a Jihad?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: DDV em 12 de Maio de 2010, 23:52:38
"em 1989, que causou controvérsia no mundo Islâmico, devido a este livro ter sido considerado ofensivo ao profeta Maomé. A 14 de Fevereiro de 1989, a fatwa ordenando a sua execução foi proferida pelo Aiatolá Ruhollah Khomeini, líder do Irã, chamando o seu livro de "blasfémia contra o Islão". Para além disso, Khomeini condenou Rushdie pelo crime de "apostasia" - fomentar o abandono da fé islâmica - o que de acordo com a Hadith é punível com a morte. Isto porque Rushdie comunicava através do romance que já não acreditava no Islão. Khomeini ordenou a todos os "muçulmanos zelosos" o dever de tentar assassinar o escritor, os editores do livro que soubessem dos conceitos do livro e quem tomasse conhecimento de seu conteúdo, conforme a fatwa."

Wikipédia



É um regime desa estirpe que vocês querem com uma bomba nuclear?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 12 de Maio de 2010, 23:55:44
"em 1989, que causou controvérsia no mundo Islâmico, devido a este livro ter sido considerado ofensivo ao profeta Maomé. A 14 de Fevereiro de 1989, a fatwa ordenando a sua execução foi proferida pelo Aiatolá Ruhollah Khomeini, líder do Irã, chamando o seu livro de "blasfémia contra o Islão". Para além disso, Khomeini condenou Rushdie pelo crime de "apostasia" - fomentar o abandono da fé islâmica - o que de acordo com a Hadith é punível com a morte. Isto porque Rushdie comunicava através do romance que já não acreditava no Islão. Khomeini ordenou a todos os "muçulmanos zelosos" o dever de tentar assassinar o escritor, os editores do livro que soubessem dos conceitos do livro e quem tomasse conhecimento de seu conteúdo, conforme a fatwa."

Wikipédia



É um regime desa estirpe que vocês querem com uma bomba nuclear?

bom... e o ke dizer da India e Pakistão... 2 nações atéias aliadas do ateu EUA com bombas atomicas?? Não vejo a midia comprada berrar contra os 3....
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: DDV em 13 de Maio de 2010, 00:02:27
Cara, você não fala coisa com coisa. Só pode mesmo estar trollando de propósito.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: DDV em 13 de Maio de 2010, 00:03:05
Talvez seja um bogus do Comissário do Povo ou do Lordakner.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 13 de Maio de 2010, 00:09:21
você repete 2 tópicos seguidos e depois eu sou o troll, né????
Cara, você não fala coisa com coisa. Só pode mesmo estar trollando de propósito.

Ah, é...né.... eu sou troll...né???
(http://img101.imageshack.us/img101/2301/trolla.jpg)
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: HeadLikeAHole em 13 de Maio de 2010, 00:27:02
Esses radicais de esquerda são muito bizarros.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 13 de Maio de 2010, 00:36:56
"em 1989, que causou controvérsia no mundo Islâmico, devido a este livro ter sido considerado ofensivo ao profeta Maomé. A 14 de Fevereiro de 1989, a fatwa ordenando a sua execução foi proferida pelo Aiatolá Ruhollah Khomeini, líder do Irã, chamando o seu livro de "blasfémia contra o Islão". Para além disso, Khomeini condenou Rushdie pelo crime de "apostasia" - fomentar o abandono da fé islâmica - o que de acordo com a Hadith é punível com a morte. Isto porque Rushdie comunicava através do romance que já não acreditava no Islão. Khomeini ordenou a todos os "muçulmanos zelosos" o dever de tentar assassinar o escritor, os editores do livro que soubessem dos conceitos do livro e quem tomasse conhecimento de seu conteúdo, conforme a fatwa."

Wikipédia



É um regime desa estirpe que vocês querem com uma bomba nuclear?


Israel tem, não? É um Estado Judeu, religioso portanto, que construiu um muro à segregação nazista, apertanto os palestinos, que atiram granadas quando o pessoal ataca com pedras. Grande merda se os aiatolás também tiverem. Seriam apenas mais uns boçais sentados em cima de uma arma de destruição em massa. Bush, sentou. Os generais do Paquistão, que dão realmente abrigo ao Taleban, estão sentados. A China comunista. O louco do Putin. Os educadíssimos franceses, ingleses. O louquinho da Coréia do Norte. Seriam apenas mais um, que diferença vai fazer?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 13 de Maio de 2010, 00:39:13
"em 1989, que causou controvérsia no mundo Islâmico, devido a este livro ter sido considerado ofensivo ao profeta Maomé. A 14 de Fevereiro de 1989, a fatwa ordenando a sua execução foi proferida pelo Aiatolá Ruhollah Khomeini, líder do Irã, chamando o seu livro de "blasfémia contra o Islão". Para além disso, Khomeini condenou Rushdie pelo crime de "apostasia" - fomentar o abandono da fé islâmica - o que de acordo com a Hadith é punível com a morte. Isto porque Rushdie comunicava através do romance que já não acreditava no Islão. Khomeini ordenou a todos os "muçulmanos zelosos" o dever de tentar assassinar o escritor, os editores do livro que soubessem dos conceitos do livro e quem tomasse conhecimento de seu conteúdo, conforme a fatwa."

Wikipédia



É um regime desa estirpe que vocês querem com uma bomba nuclear?


Israel tem, não? É um Estado Judeu, religioso portanto, que construiu um muro à segregação nazista, apertanto os palestinos, que atiram granadas quando o pessoal ataca com pedras. Grande merda se os aiatolás também tiverem. Seriam apenas mais uns boçais sentados em cima de uma arma de destruição em massa. Bush, sentou. Os generais do Paquistão, que dão realmente abrigo ao Taleban, estão sentados. A China comunista. O louco do Putin. Os educadíssimos franceses, ingleses. O louquinho da Coréia do Norte. Seriam apenas mais um, que diferença vai fazer?
tu falaste minha lingua!! Ah.. faltou citar a India.... (hare baba!!)
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 13 de Maio de 2010, 00:40:10
E moral mesmo tem o Brasil, que tem a tecnologia pra desenvolver a bomba e proibiu em sua constituição de desenvolve-la.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 13 de Maio de 2010, 00:52:55
"em 1989, que causou controvérsia no mundo Islâmico, devido a este livro ter sido considerado ofensivo ao profeta Maomé. A 14 de Fevereiro de 1989, a fatwa ordenando a sua execução foi proferida pelo Aiatolá Ruhollah Khomeini, líder do Irã, chamando o seu livro de "blasfémia contra o Islão". Para além disso, Khomeini condenou Rushdie pelo crime de "apostasia" - fomentar o abandono da fé islâmica - o que de acordo com a Hadith é punível com a morte. Isto porque Rushdie comunicava através do romance que já não acreditava no Islão. Khomeini ordenou a todos os "muçulmanos zelosos" o dever de tentar assassinar o escritor, os editores do livro que soubessem dos conceitos do livro e quem tomasse conhecimento de seu conteúdo, conforme a fatwa."

Wikipédia



É um regime desa estirpe que vocês querem com uma bomba nuclear?


Israel tem, não? É um Estado Judeu, religioso portanto, que construiu um muro à segregação nazista, apertanto os palestinos, que atiram granadas quando o pessoal ataca com pedras. Grande merda se os aiatolás também tiverem. Seriam apenas mais uns boçais sentados em cima de uma arma de destruição em massa. Bush, sentou. Os generais do Paquistão, que dão realmente abrigo ao Taleban, estão sentados. A China comunista. O louco do Putin. Os educadíssimos franceses, ingleses. O louquinho da Coréia do Norte. Seriam apenas mais um, que diferença vai fazer?

O estado de Israel tem uma população predominantemente judaica. Mas ele é oficialmente laico e democrático.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 13 de Maio de 2010, 00:55:28
"em 1989, que causou controvérsia no mundo Islâmico, devido a este livro ter sido considerado ofensivo ao profeta Maomé. A 14 de Fevereiro de 1989, a fatwa ordenando a sua execução foi proferida pelo Aiatolá Ruhollah Khomeini, líder do Irã, chamando o seu livro de "blasfémia contra o Islão". Para além disso, Khomeini condenou Rushdie pelo crime de "apostasia" - fomentar o abandono da fé islâmica - o que de acordo com a Hadith é punível com a morte. Isto porque Rushdie comunicava através do romance que já não acreditava no Islão. Khomeini ordenou a todos os "muçulmanos zelosos" o dever de tentar assassinar o escritor, os editores do livro que soubessem dos conceitos do livro e quem tomasse conhecimento de seu conteúdo, conforme a fatwa."

Wikipédia



É um regime desa estirpe que vocês querem com uma bomba nuclear?


Israel tem, não? É um Estado Judeu, religioso portanto, que construiu um muro à segregação nazista, apertanto os palestinos, que atiram granadas quando o pessoal ataca com pedras. Grande merda se os aiatolás também tiverem. Seriam apenas mais uns boçais sentados em cima de uma arma de destruição em massa. Bush, sentou. Os generais do Paquistão, que dão realmente abrigo ao Taleban, estão sentados. A China comunista. O louco do Putin. Os educadíssimos franceses, ingleses. O louquinho da Coréia do Norte. Seriam apenas mais um, que diferença vai fazer?

O estado de Israel tem uma população predominantemente judaica. Mas ele é oficialmente laico e democrático.

laico?? lá sequer tem casamento civil!!! democrático... hum... sei...
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 13 de Maio de 2010, 00:57:25
"em 1989, que causou controvérsia no mundo Islâmico, devido a este livro ter sido considerado ofensivo ao profeta Maomé. A 14 de Fevereiro de 1989, a fatwa ordenando a sua execução foi proferida pelo Aiatolá Ruhollah Khomeini, líder do Irã, chamando o seu livro de "blasfémia contra o Islão". Para além disso, Khomeini condenou Rushdie pelo crime de "apostasia" - fomentar o abandono da fé islâmica - o que de acordo com a Hadith é punível com a morte. Isto porque Rushdie comunicava através do romance que já não acreditava no Islão. Khomeini ordenou a todos os "muçulmanos zelosos" o dever de tentar assassinar o escritor, os editores do livro que soubessem dos conceitos do livro e quem tomasse conhecimento de seu conteúdo, conforme a fatwa."

Wikipédia



É um regime desa estirpe que vocês querem com uma bomba nuclear?


Israel tem, não? É um Estado Judeu, religioso portanto, que construiu um muro à segregação nazista, apertanto os palestinos, que atiram granadas quando o pessoal ataca com pedras. Grande merda se os aiatolás também tiverem. Seriam apenas mais uns boçais sentados em cima de uma arma de destruição em massa. Bush, sentou. Os generais do Paquistão, que dão realmente abrigo ao Taleban, estão sentados. A China comunista. O louco do Putin. Os educadíssimos franceses, ingleses. O louquinho da Coréia do Norte. Seriam apenas mais um, que diferença vai fazer?

O estado de Israel tem uma população predominantemente judaica. Mas ele é oficialmente laico e democrático.

laico?? lá sequer tem casamento civil!!! democrático... hum... sei...

A laicidade consta em sua constituição.

Qual é a sua definição de democracia?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 13 de Maio de 2010, 00:59:08
"em 1989, que causou controvérsia no mundo Islâmico, devido a este livro ter sido considerado ofensivo ao profeta Maomé. A 14 de Fevereiro de 1989, a fatwa ordenando a sua execução foi proferida pelo Aiatolá Ruhollah Khomeini, líder do Irã, chamando o seu livro de "blasfémia contra o Islão". Para além disso, Khomeini condenou Rushdie pelo crime de "apostasia" - fomentar o abandono da fé islâmica - o que de acordo com a Hadith é punível com a morte. Isto porque Rushdie comunicava através do romance que já não acreditava no Islão. Khomeini ordenou a todos os "muçulmanos zelosos" o dever de tentar assassinar o escritor, os editores do livro que soubessem dos conceitos do livro e quem tomasse conhecimento de seu conteúdo, conforme a fatwa."

Wikipédia



É um regime desa estirpe que vocês querem com uma bomba nuclear?


Israel tem, não? É um Estado Judeu, religioso portanto, que construiu um muro à segregação nazista, apertanto os palestinos, que atiram granadas quando o pessoal ataca com pedras. Grande merda se os aiatolás também tiverem. Seriam apenas mais uns boçais sentados em cima de uma arma de destruição em massa. Bush, sentou. Os generais do Paquistão, que dão realmente abrigo ao Taleban, estão sentados. A China comunista. O louco do Putin. Os educadíssimos franceses, ingleses. O louquinho da Coréia do Norte. Seriam apenas mais um, que diferença vai fazer?

O estado de Israel tem uma população predominantemente judaica. Mas ele é oficialmente laico e democrático.

laico?? lá sequer tem casamento civil!!! democrático... hum... sei...

A laicidade consta em sua constituição.

Qual é a sua definição de democracia?
bom.. Israel é um estado-fantoche dos EUA... logo não é democrático....
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 13 de Maio de 2010, 01:04:09
A laicidade consta em sua constituição.

Qual é a sua definição de democracia?
bom.. Israel é um estado-fantoche dos EUA... logo não é democrático....

Será que esta definição é satisfatória?

Pois, se assim for, praticamente todos os países democráticos do mundo não são realmente democráticos, pois são estados-fantoche de algum outro mais poderoso.

Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 13 de Maio de 2010, 01:13:00
A laicidade consta em sua constituição.

Qual é a sua definição de democracia?
bom.. Israel é um estado-fantoche dos EUA... logo não é democrático....

Será que esta definição é satisfatória?

Pois, se assim for, praticamente todos os países democráticos do mundo não são realmente democráticos, pois são estados-fantoche de algum outro mais poderoso.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_fantoche
Estado fantoche é o termo com que se designa um Estado cujo governo  depende de uma potência estrangeira para sua existência e que segue os interesses desta potência em situações políticas essenciais, notadamente econômicas e estratégicas. Seus governos são geralmente conhecidos como regimes fantoches. Nesta condição, Estado fantoche é também um dos muitos termos que definem a subordinação de um Estado a outro no sistema internacional.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 13 de Maio de 2010, 01:20:03
A laicidade consta em sua constituição.

Qual é a sua definição de democracia?
bom.. Israel é um estado-fantoche dos EUA... logo não é democrático....

Será que esta definição é satisfatória?

Pois, se assim for, praticamente todos os países democráticos do mundo não são realmente democráticos, pois são estados-fantoche de algum outro mais poderoso.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_fantoche
Estado fantoche é o termo com que se designa um Estado cujo governo depende de uma potência estrangeira para sua existência e que segue os interesses desta potência em situações políticas essenciais, notadamente econômicas e estratégicas. Seus governos são geralmente conhecidos como regimes fantoches. Nesta condição, Estado fantoche é também um dos muitos termos que definem a subordinação de um Estado a outro no sistema internacional.

Mudei o seu destaque em negrito pelos meus destaques no mesmo texto postado por você.

E com isto volta a questão que eu levantei: "Praticamente todos os países democráticos do mundo não são realmente democráticos, pois são estados-fantoche de algum outro mais poderoso".
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 13 de Maio de 2010, 08:30:12
"em 1989, que causou controvérsia no mundo Islâmico, devido a este livro ter sido considerado ofensivo ao profeta Maomé. A 14 de Fevereiro de 1989, a fatwa ordenando a sua execução foi proferida pelo Aiatolá Ruhollah Khomeini, líder do Irã, chamando o seu livro de "blasfémia contra o Islão". Para além disso, Khomeini condenou Rushdie pelo crime de "apostasia" - fomentar o abandono da fé islâmica - o que de acordo com a Hadith é punível com a morte. Isto porque Rushdie comunicava através do romance que já não acreditava no Islão. Khomeini ordenou a todos os "muçulmanos zelosos" o dever de tentar assassinar o escritor, os editores do livro que soubessem dos conceitos do livro e quem tomasse conhecimento de seu conteúdo, conforme a fatwa."

Wikipédia



É um regime desa estirpe que vocês querem com uma bomba nuclear?


Israel tem, não? É um Estado Judeu, religioso portanto, que construiu um muro à segregação nazista, apertanto os palestinos, que atiram granadas quando o pessoal ataca com pedras. Grande merda se os aiatolás também tiverem. Seriam apenas mais uns boçais sentados em cima de uma arma de destruição em massa. Bush, sentou. Os generais do Paquistão, que dão realmente abrigo ao Taleban, estão sentados. A China comunista. O louco do Putin. Os educadíssimos franceses, ingleses. O louquinho da Coréia do Norte. Seriam apenas mais um, que diferença vai fazer?

O estado de Israel tem uma população predominantemente judaica. Mas ele é oficialmente laico e democrático.


Não contesto, mas é um Estado-judeu de fato. Fundado de acordo com as crenças sobre a terra prometida. Governado de acordo com os interresses do judaísmo, e ponto.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 13 de Maio de 2010, 09:16:44
Nenhum dos países citados expediu uma lei condenando a morte um cidadão extrangeiro por motivos religiosos. Só o Irã.
E sinceramente não acho que tu quoque seja um bom argumento quando se trata de armas de destruição em massa.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 13 de Maio de 2010, 09:55:20
Nenhum dos países citados expediu uma lei condenando a morte um cidadão extrangeiro por motivos religiosos. Só o Irã.
E sinceramente não acho que tu quoque seja um bom argumento quando se trata de armas de destruição em massa.

A China não? Paquistão não? Os EUA não criaram Guantánamo a pouco? Qual a grande diferença? Da minha parte, acho que ninguém deveria tê-las, e se querem proibir alguém de ter, deveriam abondonar as suas, coerência, sem hipocrisia.

Obs.: Não defendo o regime dos Aiátolas.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: HeadLikeAHole em 13 de Maio de 2010, 10:09:22
Os EUA estão agindo de acordo com seus interesses, o que é natural de qualquer estado. O Irã com bomba seria uma ameaça para o país e seus aliados.

O grande problema reside na possibilidade da bomba cair em mãos terroristas, as consequências são imprevisíveis, e no caso de um ataque nuclear terrorista não há possibilidade de represália.

O Irã com a bomba deixaria o mundo muito mais próximo de uma guerra nuclear.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Mr. Mustard em 13 de Maio de 2010, 10:48:26
o Jpão estava rendido praticamente... os EUA jogaram de proposito as bombas.....

Prove.


Pois é... e os EUA conseguem ser piores que Saddam no Irak.
ah... a URSS foi heroina na 2ª guerra, pois libertou a Europa de Hitler...

Não existe um argumento bom o suficiente que valide regimes totalitários. É achimo seu somente.
Se você conseguir provar que estes regimes são melhores que os democráticos, elabore.

A URSS não foi a heroína, nem a Grã-Bretanha, nem os EUA, foi a ajuda conjunta deste países que derrotaram a nação Alemã.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Mr. Mustard em 13 de Maio de 2010, 11:00:10
Olha, eu dou razão ao presidente iraniano... a ONU não passa de um fantoche dos grandes países. Quem controla o Conselho de Segurança? 5 países!!! (EUA,China,RU, França e Rússia). Ah, por que a ONU não molesta os bons "ateus" EUA, Israel, India e Pakistão?? Por que sabe que dá m... mexer com tubarão!!
A ONU não passa de uma Liga da Nações II.

Espero de coração que o seu achismo seja verdade.

Eu agradecerei todos os dias pela ONU ser fantoche dos grandes países.
Imagine se a ONU fosse fantoche de radicais religiosos?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: DDV em 13 de Maio de 2010, 11:20:03
Discordo que Israel seja estado-fantoche dos EUA. É um estado aliado, o que é bem diferente.

Em todas as guerras que Israel participou desde sua criação, sempre lutaram com seus próprios soldados e recursos. O máximo que os EUA podem ter feito é ajuda financeira ou de inteligência.

Além disso, Israel e EUA andaram em atritos ultimamente. Israel está se recusando a congelar os assentamentos judeus na Cisjordânia, "desobedecendo" (se é que o termo é o mais apropriado) determinações dos EUA.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: DDV em 13 de Maio de 2010, 11:24:14
Eu não entendo o que gente como Esteban quer.

Imaginem se ao invés dos estados democráticos e laicos atuais, tivéssemos uma China, uma URSS, uma Coréia do Norte, um Irã ou uma Cuba como potência mundial única e inconteste. Já pararam pra pensar?

Esse pessoal se chafurda como porcos na liberdade, democracia, laicidade e prosperidade do qual esses países são paladinos, e ficam atacando-os movidos por inveja. Vale a pena isso?


Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 13 de Maio de 2010, 12:00:18
Nenhum dos países citados expediu uma lei condenando a morte um cidadão extrangeiro por motivos religiosos. Só o Irã.
E sinceramente não acho que tu quoque seja um bom argumento quando se trata de armas de destruição em massa.

A China não? Paquistão não? Os EUA não criaram Guantánamo a pouco? Qual a grande diferença? Da minha parte, acho que ninguém deveria tê-las, e se querem proibir alguém de ter, deveriam abondonar as suas, coerência, sem hipocrisia.

Obs.: Não defendo o regime dos Aiátolas.
Você vive no mundo fantástico de Utopialândia? O ideal realmente seria que nenhum país tivesse armas nucleares, mas sendo realista eu espero e torço pro menor dos males e o Irã com uma bomba atômica não se enquadra nessa situação.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 13 de Maio de 2010, 12:59:39
Olha, eu dou razão ao presidente iraniano... a ONU não passa de um fantoche dos grandes países. Quem controla o Conselho de Segurança? 5 países!!! (EUA,China,RU, França e Rússia). Ah, por que a ONU não molesta os bons "ateus" EUA, Israel, India e Pakistão?? Por que sabe que dá m... mexer com tubarão!!
A ONU não passa de uma Liga da Nações II.

Espero de coração que o seu achismo seja verdade.

Eu agradecerei todos os dias pela ONU ser fantoche dos grandes países.
Imagine se a ONU fosse fantoche de radicais religiosos?
oh... a os EUA não tem esses radicais ??
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Mr. Mustard em 13 de Maio de 2010, 13:07:17
Olha, eu dou razão ao presidente iraniano... a ONU não passa de um fantoche dos grandes países. Quem controla o Conselho de Segurança? 5 países!!! (EUA,China,RU, França e Rússia). Ah, por que a ONU não molesta os bons "ateus" EUA, Israel, India e Pakistão?? Por que sabe que dá m... mexer com tubarão!!
A ONU não passa de uma Liga da Nações II.

Espero de coração que o seu achismo seja verdade.

Eu agradecerei todos os dias pela ONU ser fantoche dos grandes países.
Imagine se a ONU fosse fantoche de radicais religiosos?
oh... a os EUA não tem esses radicais ??

Será que você não consegue provar nada do que alega? Vai ficar no achismo até quando?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 13 de Maio de 2010, 13:59:22
Nenhum dos países citados expediu uma lei condenando a morte um cidadão extrangeiro por motivos religiosos. Só o Irã.
E sinceramente não acho que tu quoque seja um bom argumento quando se trata de armas de destruição em massa.

A China não? Paquistão não? Os EUA não criaram Guantánamo a pouco? Qual a grande diferença? Da minha parte, acho que ninguém deveria tê-las, e se querem proibir alguém de ter, deveriam abondonar as suas, coerência, sem hipocrisia.

Obs.: Não defendo o regime dos Aiátolas.
Você vive no mundo fantástico de Utopialândia? O ideal realmente seria que nenhum país tivesse armas nucleares, mas sendo realista eu espero e torço pro menor dos males e o Irã com uma bomba atômica não se enquadra nessa situação.

Utopialândia :histeria: :histeria: :histeria: Boa!!!

Não meu caro, não vivo na Utopiolândia e quero os aiatolás longe da bomba atômica. Mas já tam tanto país autoritário, que mata e prende seus dissidentes e desafetos, que o Irã seria um a mais na lista, e só. Não existe argumento válido, quando isso acontece.

Se o ditador "x" pode, porque eu não posso? Porque quanto menos gente tiver, mais poder nós temos. A lógica do Clube do Bolinha.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 13 de Maio de 2010, 17:26:36
Sob o ponto de vista do estado que tem a arma... se eu tenho e posso fazer com que os outros não tenham, ótimo. Eu garanto para mim um poder que os outros não tem. Então, o clube militar quer o acesso as armas nucleares bem restrito.

Sob o meu ponto de vista, eu quero que menos países possiveis tenham a arma, menor o número de lunáticos com acesso a armas, menor meu risco. O presidente do Iran é tosco e religioso ideólogo.

Sob o ponto de vista do estado que não tem... eu vou reclamar, dizer que não é justo, não vou me considerar um tosco, e chorar para ter o mesmo que os outros. Normalmente, esses estados têm  um baita problema na região e existe um argumento razoável em dizer que, caso o Irâ por exemplo tenha a arma, ele pode gerar instabilidade na região.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 13 de Maio de 2010, 20:52:28
Olha, eu dou razão ao presidente iraniano... a ONU não passa de um fantoche dos grandes países. Quem controla o Conselho de Segurança? 5 países!!! (EUA,China,RU, França e Rússia). Ah, por que a ONU não molesta os bons "ateus" EUA, Israel, India e Pakistão?? Por que sabe que dá m... mexer com tubarão!!
A ONU não passa de uma Liga da Nações II.

Espero de coração que o seu achismo seja verdade.

Eu agradecerei todos os dias pela ONU ser fantoche dos grandes países.
Imagine se a ONU fosse fantoche de radicais religiosos?
oh... a os EUA não tem esses radicais ??

Será que você não consegue provar nada do que alega? Vai ficar no achismo até quando?
e você consegue provar que o Iran é este satan todo??
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 13 de Maio de 2010, 20:54:22

Olha, eu dou razão ao presidente iraniano... a ONU não passa de um fantoche dos grandes países. Quem controla o Conselho de Segurança? 5 países!!! (EUA,China,RU, França e Rússia). Ah, por que a ONU não molesta os bons "ateus" EUA, Israel, India e Pakistão?? Por que sabe que dá m... mexer com tubarão!!
A ONU não passa de uma Liga da Nações II.

Espero de coração que o seu achismo seja verdade.

Eu agradecerei todos os dias pela ONU ser fantoche dos grandes países.
Imagine se a ONU fosse fantoche de radicais religiosos?
oh... a os EUA não tem esses radicais ??

Será que você não consegue provar nada do que alega? Vai ficar no achismo até quando?
e você consegue provar que o Iran é este satan todo??
E voce consegue debater sem usar falácias?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Lion em 13 de Maio de 2010, 21:00:58
(http://img193.imageshack.us/img193/5410/sauploadcalvinhobbscalm.jpg) (http://img193.imageshack.us/i/sauploadcalvinhobbscalm.jpg/)
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 13 de Maio de 2010, 21:02:43
(http://img193.imageshack.us/img193/5410/sauploadcalvinhobbscalm.jpg) (http://img193.imageshack.us/i/sauploadcalvinhobbscalm.jpg/)

Yeah! Take it easy people!
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 13 de Maio de 2010, 21:28:45

Olha, eu dou razão ao presidente iraniano... a ONU não passa de um fantoche dos grandes países. Quem controla o Conselho de Segurança? 5 países!!! (EUA,China,RU, França e Rússia). Ah, por que a ONU não molesta os bons "ateus" EUA, Israel, India e Pakistão?? Por que sabe que dá m... mexer com tubarão!!
A ONU não passa de uma Liga da Nações II.

Espero de coração que o seu achismo seja verdade.

Eu agradecerei todos os dias pela ONU ser fantoche dos grandes países.
Imagine se a ONU fosse fantoche de radicais religiosos?
oh... a os EUA não tem esses radicais ??

Será que você não consegue provar nada do que alega? Vai ficar no achismo até quando?
e você consegue provar que o Iran é este satan todo??
E voce consegue debater sem usar falácias?
te pergunto a mesma coisa
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Fabrício em 13 de Maio de 2010, 21:43:09
Esteban, muda pro Irã e tenta acessar o "Clube Cético" iraniano.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 13 de Maio de 2010, 21:43:32

e você consegue provar que o Iran é este satan todo??

Nada os EUA é que são o Grande Satã. Como tem satanista por aqui... :biglol:
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 13 de Maio de 2010, 21:44:58
Esteban, muda pro Irã e tenta acessar o "Clube Cético" iraniano.

CCI - Clube Cético Iraniano, :histeria: :histeria: :histeria: Caguei de rir :histeria:

Como seria se tivesse um?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 13 de Maio de 2010, 21:45:14
Eu não entendo o que gente como Esteban quer.

Imaginem se ao invés dos estados democráticos e laicos atuais, tivéssemos uma China, uma URSS, uma Coréia do Norte, um Irã ou uma Cuba como potência mundial única e inconteste. Já pararam pra pensar?

Esse pessoal se chafurda como porcos na liberdade, democracia, laicidade e prosperidade do qual esses países são paladinos, e ficam atacando-os movidos por inveja. Vale a pena isso?
estados democraticos e laicos?? Quais você se refere???
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 13 de Maio de 2010, 21:48:02
Eu não entendo o que gente como Esteban quer.

Imaginem se ao invés dos estados democráticos e laicos atuais, tivéssemos uma China, uma URSS, uma Coréia do Norte, um Irã ou uma Cuba como potência mundial única e inconteste. Já pararam pra pensar?

Esse pessoal se chafurda como porcos na liberdade, democracia, laicidade e prosperidade do qual esses países são paladinos, e ficam atacando-os movidos por inveja. Vale a pena isso?
estados democraticos e laicos?? Quais você se refere???

EUA, França, Alemanha, Canadá, Argentina, Brasilsilsisil.... etc
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 13 de Maio de 2010, 21:49:52
Esteban, muda pro Irã e tenta acessar o "Clube Cético" iraniano.
só se você se mudar pra Arabia Saudita. Ela é democrática... afinal é amiga dos EUA. Os EUA me garantiram que ela é maravilhosa
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Fabrício em 13 de Maio de 2010, 21:58:19
Citar
só se você se mudar pra Arabia Saudita. Ela é democrática... afinal é amiga dos EUA
.

Arábia Saudita é outra bosta, sendo "amiga" dos EUA ou não.

Citar
Os EUA me garantiram que ela é maravilhosa

Tem conversado muito com o Obama ultimamente? :hihi:
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 13 de Maio de 2010, 21:59:27
E la vai o Lula:

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,visita-de-lula-pode-ser-ultima-chance-de-ira-evitar-sancoes-dizem-eua,551354,0.htm
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 13 de Maio de 2010, 22:01:44
Eu não entendo o que gente como Esteban quer.

Imaginem se ao invés dos estados democráticos e laicos atuais, tivéssemos uma China, uma URSS, uma Coréia do Norte, um Irã ou uma Cuba como potência mundial única e inconteste. Já pararam pra pensar?

Esse pessoal se chafurda como porcos na liberdade, democracia, laicidade e prosperidade do qual esses países são paladinos, e ficam atacando-os movidos por inveja. Vale a pena isso?
estados democraticos e laicos?? Quais você se refere???

EUA, França, Alemanha, Canadá, Argentina, Brasilsilsisil.... etc
laicos??? Nos EUA... o presidente jura em nome de deus, as igrejas são financiados pelo Estado, lá tem Bible Belt. O lobby divino é presente na esfera pública. França? É relativamente laica, pois esta financia a igreja. "messiê Sarkô" está diminuindo a "laicité". Alemanha?? "mein gott"..... Este país financia as igrejas. A concordata de 1933 (Hitler - Pio XI) ainda vigora. ( as igrejas protestantes também são financiadas). Canadá?? hum.. o laicismo de lá é meio duvidoso, pois o país é membro da "atéia" Commonwealth. Argentina? che, pibe!! Argentina no es laica!! O catolicismo está na constitución. Brasil?? Sem comentários! Se esqueceu da concordata ????? Democracias.... hum.. EUA?? só de aparência. País com eleições decididas por colegio eleitoral. País com "Patriotic Act", segregacionista etc.... Canada? democracia na frente dos EUA. Fato! França e Alemanha?? hum... não sei. Argentina e Brasil tem democracias duvidosas....
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Fabrício em 13 de Maio de 2010, 22:02:46
Agora a coisa vai! Lulão vai resolver tudo!  :D
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 13 de Maio de 2010, 22:03:03
Citar
só se você se mudar pra Arabia Saudita. Ela é democrática... afinal é amiga dos EUA
.

Arábia Saudita é outra bosta, sendo "amiga" dos EUA ou não.

Citar
Os EUA me garantiram que ela é maravilhosa

Tem conversado muito com o Obama ultimamente? :hihi:
O QUE VOCÊ DISSE?? Exijo que você peça perdão por insultar a democracia saudita!! Senão eu te denuncio aos EUA e a ela!!!
(ironic mode)
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Fabrício em 13 de Maio de 2010, 22:06:20
Citar
O QUE VOCÊ DISSE?? Exijo que você peça perdão por insultar a democracia saudita!! Senão eu te denuncio aos EUA e a ela!!!

Quem falou que a Arábia Saudita é uma democracia? Esteban, pelo jeito, além de não entender NADA de laicismo, você também não entende nada de ironia...
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 13 de Maio de 2010, 22:07:36
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O QUE VOCÊ DISSE?? Exijo que você peça perdão por insultar a democracia saudita!! Senão eu te denuncio aos EUA e a ela!!!

Quem falou que a Arábia Saudita é uma democracia? Esteban, pelo jeito, além de não entender NADA de laicismo, você também não entende nada de ironia...
tá bom,  o que é laicismo???
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Fabrício em 14 de Maio de 2010, 06:49:44
Laicismo é a separação do Estado da religião. O governo não toma decisões baseado em um determinado credo. Não é o mesmo que não tolerar nenhuma religião.

Nos países citados, apesar de eventuais deslizes, não existe uma política de Estado para favorecer esta ou aquela religião em detrimento de outras. Nem são tomadas decisões de acordo com este ou aquele credo particular.

Bem diferente do Irã, Arábia Saudita, Afeganistão, etc., regimes teocráticos islâmicos.

Nos EUA, Brasil, França, Argentina, etc., podemos ter eventuais "agrados" ao cristianismo, mas ninguém vai ser oprimido como política de Estado por não professar aquela determinada religião. Não existem tribunais religiosos nestes países para condenar pessoas com base em códigos religiosos absurdos. Já no Irã...
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 14 de Maio de 2010, 11:58:39
Laicismo é a separação do Estado da religião. O governo não toma decisões baseado em um determinado credo. Não é o mesmo que não tolerar nenhuma religião.

Nos países citados, apesar de eventuais deslizes, não existe uma política de Estado para favorecer esta ou aquela religião em detrimento de outras. Nem são tomadas decisões de acordo com este ou aquele credo particular.

Bem diferente do Irã, Arábia Saudita, Afeganistão, etc., regimes teocráticos islâmicos.

Nos EUA, Brasil, França, Argentina, etc., podemos ter eventuais "agrados" ao cristianismo, mas ninguém vai ser oprimido como política de Estado por não professar aquela determinada religião. Não existem tribunais religiosos nestes países para condenar pessoas com base em códigos religiosos absurdos. Já no Irã...
China é laica....
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 14 de Maio de 2010, 18:31:45
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Medvedev diz que ida de Lula ao Irã é última chance de evitar sanções

Na Rússia, Lula assina programas de cooperação e discute o programa nuclear iraniano

O presidente russo, Dmitri Medvedev, afirmou nesta sexta-feira que a visita ao Irã que o governante brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, fará neste fim de semana é a "última oportunidade" de resolver o problema nuclear iraniano sem recorrer à imposição de sanções.

"Espero que a missão do presidente do Brasil alcance êxito. É talvez a última chance antes da adoção de medidas pelo Conselho de Segurança da ONU", disse Medvedev, em entrevista coletiva no Kremlin, após se reunir com Lula.

(http://ultimosegundo.ig.com.br/cs/Satellite?blobcol=urldata&blobkey=id&blobtable=MungoBlobs&blobwhere=5300002784339&ssbinary=true)
Presidente Lula se encontra com o russo Dmitri Medvedev nesta sexta-feira

Na véspera, o líder russo conversou por telefone com o presidente americano, Barack Obama, sobre a oferta de mediação proposta pelo Brasil com o objetivo de enriquecer urânio para as usinas atômicas do Irã em outro país.

"Disse a Obama que é preciso dar a possibilidade ao presidente do Brasil para que este utilize todos os argumentos para que o Irã coopere", assinalou Medvedev, quem estimou em "30%" as chances de êxito da missão de Lula em Teerã.

O chefe do Kremlin ressaltou que se as tentativas do Brasil não derem resultado, a comunidade internacional vai impor novas sanções ao Irã. Neste sentido, Medvedev destacou que os seis países mediadores no conflito com o Irã (os cinco membros permanentes do Conselho da ONU e Alemanha) mantêm com relação "as posturas suficientemente consolidadas", por isso não é possível descartar a imposição de sanções.

"Por isso, desejo a Lula que tenha sucesso nas negociações com o Teerã e insisto ao presidente iraniano (Mahmoud Ahmadinejad) que escute os argumentos de Lula", manifestou o chefe do Kremlin.

Na última quinta-feira, um graduado funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos também afirmou, sob condição de anonimato, que a viagem do presidente brasileiro ao Irã neste fim de semana pode ser a última chance que o governo iraniano tem para dialogar com o mundo antes da sofrer mais sanções. "Acredito que devemos considerar a visita de Lula como uma última tentativa de diálogo", afirmou um graduado funcionário do Departamento de Estado.

Reunião entre Lula e Medvedev

Lula se reuniu nesta sexta-feira com o presidente russo, Dmitri Medvedev (http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/ira+e+tema+de+reuniao+de+lula+com+medvedev+e+putin/n1237619094634.html), para estudar as possibilidades de aumentar a cooperação econômica entre os dois países, além de tentar encontrar soluções diplomáticas para a questão nuclear iraniana.

A reunião começou com um aperto de mãos e um abraço entre os líderes, que primeiro se reuniram de forma privada e depois com participação de suas respectivas delegações. Entre os acordos e memorandos que devem ser assinados por Lula e Medvedev, há um programa de cooperação técnico-científica para 2010-2012 e outro de cooperação militar.

Ainda nesta sexta-feira, o presidente do Brasil, deve ter um encontro com o primeiro-ministro, Vladimir Putin, segundo o Kremlim, e deve discutir a questão das sanções das Nações Unidas contra o Irã.

Polêmica internacional

Teerã protagoniza uma polêmica internacional por seu programa nuclear, que países ocidentais suspeitam ter objetivos bélicos. O governo iraniano nega as acusações.

A visita de Lula ao Irã ocorrerá enquanto os EUA tentam impulsionar no Conselho de Segurança da ONU a quarta rodada de sanções para forçar o país a suspender seu enriquecimento de urânio, que pode servir como combustível para alimentar reatores ou para a fabricação de bomba atômica.

Entretanto, a China - que, assim como EUA, Rússia, França e Grã-Bretanha, tem poder de veto no órgão - vem sendo o principal obstáculo para a aprovação. Brasil, Turquia e Líbano, que são membros rotativos do conselho de 15 cadeiras, também se opõe à medida. Para aprovar novas sanções, são necessários nove votos.

Lula defende as atividades nucleares do Irã, dizendo que o país tem direito à energia atômica. Além disso, ele também se ofereceu para mediar o conflito entre Irã e o Ocidente para evitar a imposição de sanções e persuadir o governo iraniano a cooperar com a comunidade internacional para dissipar as suspeitas de que seu programa nuclear tem fins militares

Na quarta-feira, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, "garantiu ao presidente Lula o total apoio aos esforços do Brasil para convencer autoridades iranianas a responder plenamente aos pedidos da comunidade internacional sobre o programa nuclear", indicou um comunicado do Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa.

No dia 5 de maio, o site oficial do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, divulgou que Teerã havia aceitado a proposta oficial do Brasil de mediar para tentar quebrar o impasse sobre um acordo de troca de combustível nuclear entre o Irã e o Ocidente. O Brasil, porém, negou que tivesse feito uma proposta oficial sobre a questão.

Em abril, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, declarou, durante uma visita a Teerã, que o Brasil "poderia examinar" a possibilidade de ser sede da troca, caso existisse uma solicitação oficial. "Até agora não recebemos tal proposta, mas, se fosse o caso, poderíamos examiná-la", disse Amorim.

Questionado sobre o assunto na época, Lula disse que o mundo "precisa" de uma proposta sobre o programa nuclear iraniano que envolva não apenas Teerã, mas também as Nações Unidas.

Segundo o presidente, o Brasil está disposto a "contribuir" no processo de negociação com o Irã. "Se o Brasil puder dar uma contribuição, pode ficar certo de que nós vamos dar", disse durante uma cerimônia no Palácio do Itamaraty.

De acordo com Lula, o Brasil está "empenhado", ao lado da Turquia, nas negociações com o Irã e vem discutindo o assunto com os "principais líderes" do mundo. Lula disse ainda que está "muito otimista" com sua viagem a Teerã, no dia 15 de maio, quando se encontrará com Ahmadinejad. "Estou muito otimista de ir ao Irã e tentar conversar com o presidente Ahmadinejad sobre a melhor saída", disse.

Depois do Irã, Lula segue para Espanha e Portugal.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/medvedev+diz+que+ida+de+lula+ao+ira+e+ultima+chance+de+evitar+sancoes/n1237619129381.html
Sei não. Se depois de tantas pressões o Ahmadinejad não mudar sua posição, não sei qual a justificativa que a China terá para continuar vetando as sanções.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Atheist em 14 de Maio de 2010, 18:51:23
Enquanto isso, na Folha Online:

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Falha na tradução evita gafe de Lula em visita à Rússia

MARCELO NINIO
enviado especial da Folha a Moscou

Uma falha na tradução diluiu o que poderia ter sido uma gafe cometida pelo presidente Lula hoje em Moscou. Durante a entrevista coletiva concedida ao lado do presidente russo, Dmitri Medvedev, Lula desviou o discurso em defesa da paz no Oriente Médio para lembrar a invasão soviética do Afeganistão (1979-1980).

O comentário foi feito quase no final da entrevista, dominada pela questão nuclear iraniana. Lula disse que o Irã é "apenas parte" do que precisa ser feito no Oriente Médio, a começar pelo conflito entre Israel e os palestinos. Em seguida fez uma relação com a história recente do país anfitrião.

O presidente Lula ao lado do colega russo Dmitri Medvedev; falha na tradução evita que o brasileiro cometa gafe em discurso
"Eu passei parte da minha juventude sendo contra a invasão da Rússia do Afeganistão. Agora, quero paz no Afeganistão também", disse o presidente, puxando o braço de Medvedev, que pareceu surpreso.

Jornalistas russos presentes, porém, disseram que mal entenderam a declaração, devido à má qualidade da tradução simultânea. A confusão dos russos aumentou quando Lula disse que uma solução para o conflito no Afeganistão poderia incluir um projeto da Embrapa para a produção de alimentos no país asiático.

Medvedev, que já havia sido alertado por assessores de que a entrevista deveria terminar, começou a demonstrar impaciência. Quando Lula voltou a falar do Irã, dizendo que era otimista porque chegou à Presidência depois de perder quatro eleições, Medvedev o interrompeu.

"Eu e o presidente Lula concordamos em conversar por telefone depois [da visita ao Irã]", disse Medvedev, encerrando abruptamente a entrevista.

Chance de acordo

Anteriormente, Lula disse que um acordo com o Irã durante sua visita oficial à Rússia, programada para entre os dias 15 e 17, tem 9,99% de chance de sucesso em uma escala de zero a dez. A declaração foi dada em entrevista ao lado de Medvedev, com quem se reuniu no Kremlin, em Moscou. O russo, por sua vez, afirmou que Lula tem 30% de chance de sucesso em sua visita ao Irã.

Lula conversou mais cedo com Medvedev sobre a crise nuclear com o Irã, país acusado pelo Ocidente de manter um programa nuclear com fins militares. Teerã nega e Lula defende que o país tem direito de manter um programa nuclear pacífico --para insatisfação dos Estados Unidos, que já disseram que o presidente está sendo enganado pelo iraniano Mahmoud Ahmadinejad.

Lula se ofereceu para mediar o conflito entre Irã e o Ocidente para evitar a imposição de uma quarta rodada de sanções no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Do outro lado, o brasileiro diz querer persuadir o governo iraniano a cooperar com a comunidade internacional e dar garantias dos fins pacíficos de seu programa nuclear.

O Brasil apresentou uma proposta segundo a qual o Irã trocaria urânio pouco enriquecido por combustível nuclear na Turquia, país que tem estreitos laços tanto com Ocidente como com o Oriente Médio. O Irã enviaria urânio ao exterior e o receberia de volta enriquecido a 20%, nível suficiente para fins pacíficos.

No ano passado, o Irã já rejeitou no ano passado uma oferta similar da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em virtude da qual Rússia e França teriam enriquecido urânio com destino às usinas nucleares iranianas.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u735259.shtml

Rolei de rir. 9,99% de chances em uma escala de 0 a dez!
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 14 de Maio de 2010, 19:15:47
Rolei de rir. 9,99% de chances em uma escala de 0 a dez!
Essa é a terceira fonte em que leio essa notícia e está diferente das outras duas. Em uma, ele teria dito que as chances eram de 99%. Outro afirmou que ele teria dito que numa escala de zero a dez, a chance do Ahmadinejad mudar de opinião era de 9,9.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Atheist em 14 de Maio de 2010, 19:18:11
Rolei de rir. 9,99% de chances em uma escala de 0 a dez!
Essa é a terceira fonte em que leio essa notícia e está diferente das outras duas. Em uma, ele teria dito que as chances eram de 99%. Outro afirmou que ele teria dito que numa escala de zero a dez, a chance do Ahmadinejad mudar de opinião era de 9,9.

Na própria Folha tem uma chamada dizendo que ele teria dito que era 99%... Queria ouvir o original.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 14 de Maio de 2010, 19:25:31
Citação de: [url=http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo-bbc.aspx?cp-documentid=24239276]MSN Notícias (fonte original: BBC)[/url]
[...]Lula, porém, disse ver uma chance de 99,9% para um acordo. "O Medvedev disse 3, eu daria 9,99", disse Lula, respondendo a uma pergunta sobre seu grau de otimismo em uma escala de zero a dez.[...]
Citação de: [url=http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,viagem-de-lula-e-ultima-chance-para-o-ira-evitar-sancoes-diz-medvedev,551733,0.htm]Estadão[/url]
[...]O russo ainda calculou as chances de Lula deixar o Irã com um acordo, apesar da resistência de Ahmadinejad. "Como Lula é otimista, serei também. Acho que ele tem 30% de chances de êxito", arriscou Medvedev. Lula, porém, foi menos modesto e estimou suas chances, em uma escala de 1 a 10, em "9.9". "vou ao Irã com a convicção de que chegaremos a um acordo. Se não conseguirmos, voltarei feliz, porque pelo menos não fui negligente", comentou o brasileiro.[...]
Citação de: [url=http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE64D0JU20100514]Reuters[/url]
[...]Perguntado qual seria a probabilidade de sucesso, Medvedev disse 30 por cento. Dizendo que o colega não estava otimista, Lula rebateu.

"Eu daria 9,99", afirmou o presidente brasileiro, referindo-se a uma escala de zero a 10.[...]
Para mim, esse "9,99%" foi erro de digitação do pessoal da Folha.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 14 de Maio de 2010, 21:56:58
A folha é um muitooo credível.....
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Fabrício em 14 de Maio de 2010, 22:36:51
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A folha é um muitooo credível.....

Pois é, Esteban, "Credível" ::) deve ser você, com suas fontes excelentes...
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 14 de Maio de 2010, 22:37:45
pois é...
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Derfel em 15 de Maio de 2010, 07:55:58
Mas é interessante notar a diferença de enfoque entre os dois artigos...
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 17 de Maio de 2010, 11:28:26
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Lula diz que acordo com Irã é vitória da diplomacia

O acordo entre o Brasil, o Irã e a Turquia em torno da questão nuclear da República Islâmica foi uma vitória da diplomacia, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira.

Segundo ele, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, participou de uma negociação durante todo o domingo e até a madrugada em Teerã, para resolver o impasse.

"Foi uma coisa extraordinária. Eu acho que a diplomacia sai vencedora hoje", comemorou o presidente. "Nós nos reunimos muitas vezes, mas ele (Celso Amorim) ficou reunido até quatro horas da manhã até concluir o acordo, e assinamos a declaração, agora há pouco", comentou Lula, no programa de rádio "Café com o Presidente".

Lula destacou a necessidade do diálogo para alcançar o acerto. "Eu acho que foi uma resposta de que é possível, com diálogo, a gente construir a paz, construir o desenvolvimento."

O presidente chegou na sexta-feira ao Irã e nesta segunda-feira cumpre agenda em Madri.

De acordo com Amorim, que também participou do programa de rádio, o acordo levou em conta as conversas que o governo brasileiro teve com os russos, os chineses e os franceses e permitirá ao Irã desenvolver energia nuclear para fins pacíficos, desde que haja troca de combustível nuclear.

"O que eu queria salientar é que essa declaração entre Turquia, Brasil e Irã contém os elementos principais que são necessários, todos os elementos que são necessários, para que haja o acordo de troca de urânio por elementos combustíveis", disse o ministro.

A medida pode melhorar a confiança da comunidade internacional no Irã e é suficiente para evitar sanções da ONU, segundo Amorim.

Há, entre países ocidentais, a suspeita de que o programa nuclear do Irã tenha fins bélicos, apesar das negativas do país.

"O Brasil acreditou que era possível fazer o acordo. Mas o que é importante é que nós estabelecemos uma relação de confiança", disse Lula.

A República Islâmica anunciou que concorda em transferir 1.200 quilos de seu urânio de baixo enriquecimento para a Turquia dentro de um mês em troca de urânio mais enriquecido para ser usado num reator de pesquisas médicas.

Não mais de um ano depois, o Irã receberá 120 quilos de urânio enriquecido em 20 por cento sob um acordo envolvendo o órgão de vigilância nuclear da ONU, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), assim como Estados Unidos, França e Rússia.

http://noticias.br.msn.com/brasil/artigo.aspx?cp-documentid=24263102
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Irã diz que continuará enriquecimento de urânio a 20%

O Irã continuará suas atividades de enriquecimento de urânio, inclusive a produção de urânio enriquecido a 20 por cento, mesmo após a assinatura de um acordo de troca de combustível nuclear com a Turquia e o Brasil nesta segunda-feira, disse uma alta autoridade à Reuters.

"Não existe relação entre o acordo de troca e nossas atividades de enriquecimento... Vamos continuar nosso trabalho de enriquecimento de urânio a 20 por cento", disse Ali Akbar Salehi, diretor da Organização de Energia Atômica do Irã.

http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=24263397
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Para UE, detalhes de acordo com Irã ainda têm de ser analisados

Um acordo entre Irã, Turquia e Brasil para uma possível troca de combustível nuclear pode ser um passo na direção certa, disse a Comissão Europeia nesta segunda-feira, mas os detalhes ainda precisam ser analisados.

"Temos de esperar pelos detalhes completos do acordo", disse um porta-voz do órgão executivo da União Europeia. "Esse acordo, embora seja um passo positivo na direção correta, não lida completamente com todas as questões envolvendo o programa nuclear do Irã."

O porta-voz disse que a alta representante da UE para assuntos internacionais, Catherine Ashton, está pronta para se reunir com autoridades iranianas para encontrar uma solução "completa" para o impasse envolvendo as atividades de enriquecimento de urânio do Irã.

"Muitas das questões levantadas pelo UE3+3 (Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Rússia e China) e por membros do Conselho de Segurança ainda precisam ser respondidas", disse o porta-voz.

http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=24262541
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 17 de Maio de 2010, 14:32:51
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Acordo com Irã é "potencialmente" bom, diz militar dos EUA

O acordo anunciado entre o Irã e mediadores do Brasil e da Turquia, que envolve o envio de urânio da República Islâmica ao exterior, significa um "desenvolvimento potencialmente bom" do impasse, disse um militar norte-americano graduado nesta segunda-feira.

O almirante dos EUA James Stavridis, comandante supremo aliado na Europa, disse a jornalistas em Washington.

Segundo Stavridis, o acordo representa "um exemplo do que todos esperamos, que é um sistema diplomático que incentive o bom comportamento por parte do governo iraniano".

Mas acrescentou: "Obviamente, nós temos um milhão de milhas pela frente."

http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=24264286
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Acordo com Irã impõe escolha difícil a EUA

Pacto alcançado por Brasil e Turquia com Teerã causa impasse diplomático nos EUA e dificulta aplicação de nova rodada de sanções

O acordo anunciado nesta segunda-feira pelo Irã pode ser uma solução de curto prazo para o atual impasse com o Ocidente ou provar ser uma tática para minar os esforços para aprovar uma quarta rodada de sanções contra o país por seu controvertido programa atômico.

O acordo, negociado pela Turquia e o Brasil, pede que o Irã envie 1,2 tonelada de urânio pobremente enriquecido para a Turquia, onde seria estocado, dentro de um mês. Em troca, o Irã teria o direito de receber no máximo em um ano 120 quilos de urânio enriquecido a 20% da Rússia e França.

Os termos do pacto se assemelham a um acordo proposto pelo Ocidente no ano passado que ruiu pelo recuo do Irã. Mas ainda não está claro se os EUA concordarão com ele agora - em parte porque o Irã continuou a enriquecer urânio, aumentando seu estoque.

O acordo pode prejudicar as chances do governo Obama de conseguir a aprovação internacional para medidas punitivas contra o Irã. China e Rússia, que se mostraram muito relutantes em impor sanções a um grande parceiro comercial, poderiam usar o anúncio para pôr fim às discussões de medidas adicionais contra o país, que representariam a quarta rodada de sanções.

Washington quer novas sanções porque o Irã se recusou a suspender o enriquecimento de urânio ou a responder as perguntas dos inspetores sobre evidências sugerindo que o país realiza pesquisas sobre possíveis projetos de bombas e experimentos similares. Os inspetores também foram proibidos de visitar vários locais aos quais pediram acesso.

O presidente dos EUA, Barack Obama, enfrenta agora uma escolha difícil. Se rejeitar o acordo, parecerá que não quer um pacto similar ao que buscava há oito meses. Mas, se aceitar, muitas das questões urgentes que disse que teriam de ser resolvidas com o Irã nos próximos meses - a maior parte sobre atividade suspeita de armas - terão de ficar em suspenso por um ano ou mais. Muitas autoridades acreditam que esse é o principal objetivo do Irã.

Acordo de outubro

Em outubro, a 1,2 tonelada que se supunha que o Irã enviaria ao exterior representava dois terços de seu estoque de combustível nuclear - suficiente para assegurar que não mantivesse material nuclear suficiente dentro do país para fabricar uma bomba nuclear. Mas agora a mesma quantidade de combustível representa uma proporção menor de seu estoque declarado.

De acordo com uma diplomata ocidental, que falou sob condição de anonimato, acredita-se que a quantidade de urânio pobremente enriquecido que o Irã estava preparado para enviar à Turquia representa um pouco mais da metade de seu atual estoque. "A situação mudou", disse.

Autoridades disseram à televisão estatal iraniana que o próximo passo seria alcançar os termos para a troca com o chamado Grupo de Viena - EUA, França, Rússia e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o órgão de inspeção nuclear da ONU. Eles disseram que enviarão um carta formal à AIEA confirmamndo o acordo em uma semana.

O anúncio, que parece ter o objetivo de satisfazer as demandas internacionais, surge enquanto o Irã enfrenta crescente pressões políticas e econômicas.

Apesar de o acordo ter sido considerado um passo positivo por especialistas da região, também há ceticismo se ele é real ou uma tática para transferir a culpa de um conflito para o Ocidente, enquanto atrapalha as perspectivas de o Conselho de Segurança da ONU de impor sanções, o que parecia possível daqui poucas semanas.

“O Irã tem um histórico de chegar a um acordo e depois recuar", disse Emad Gad, especialista em relações internacionais no Centro Ahram para Estudos Políticos e Estratégicos no Cairo, Egito. “Ele deixa a situação ficar muito tensa e então faz um acordo. Essa é uma característica genuína da natureza da política iraniana."

Coincidindo com a pressão por novas sanções, em 12 de junho o Irã marca o aniversário das contestadas eleições presidenciais do ano passado, que causaram meses de protestos e conflitos. O Irã também enfrenta sérias pressões econômicas de inflação, perda de investimento estrangeiros e a perspectiva de levantar os subsídios das commodities, o que significaria preços mais altos e, talvez, novas tensões sociais.

“Com acordos como esse é necessário ser um pouco cético, pelo menos inicialmente, porque muitos no passado provaram ser uma oportunidade virtual em vez de algo mais substancial", disse Michael Axworthy, ex-diplomata britânico e especialista em Irã da Universidade de Exeter.

Há motivos para ficar cético. Em Teerã, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores disse que o Irã não suspenderá, por exemplo, seu programa de enriquecimento de urânio a 20% - o que o aproxima do nível suficiente para uma bomba.

O Irã diz que seu programa é pacífico, enquanto o Ocidente diz que o objetivo do país é construir uma bomba. Essas acusações foram ampliadas pelo fato de o Irã ter aprimorado e testado sua capacidade de mísseis de longo alcance.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/acordo+com+ira+impoe+escolha+dificil+a+eua/n1237623172977.html
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Para UE, acordo com Irã não resolve questão nuclear

Grã-Bretanha, França e Alemanha afirmam que acordo entre Irã, Brasil e Turquia não resolve impasse nuclear

O acordo para uma troca de combustível nuclear iraniano por urânio enriquecido "não responde a todas as inquietações" da comunidade internacional, declarou um porta-voz da chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Catherine Ashton.

"O anúncio feito nesta segunda-feira pode constituir um passo na direção correta, caso sejam confirmados os detalhes do acordo, mas isto não responde a todas as inquietações sobre o programa nuclear de Teerã", declarou o porta-voz.

França não descarta sanções

O Ministério das Relações Exteriores da França afirmou nesta segunda-feira que o acordo alcançado entre Irã, Brasil e Turquia não soluciona o problema do programa nuclear iraniano e o fato de que o Irã continua enriquecendo urânio, indicou nesta segunda-feira o ministério francês das Relações Exteriores.

"Não nos enganemos: uma solução para o assunto do reator de pesquisa civil iraniano TRR não solucionará em nada o problema criado pelo programa nuclear iraniano", afirmou o porta-voz da chancelaria francesa, Bernard Valero, indagado pela imprensa sobre a possibilidade de frear o exame de novas sanções contra o Irã na ONU.

"O intercâmbio de urânio é apenas uma medida de confiança, um acompanhamento. O nó do problema nuclear iraniano é o prosseguimento das atividades de enriquecimento em Natanz, a construção do reator de água pesada em Arak, a ocultação da usina de Qom, as perguntas dos inspectores da AIEA que ainda não foram respondidas", precisou.

"Desde a proposta de outubro da AIEA" (Agência Internacional de Energia Atômica), destinada a tirar do Irã 1.200 kg de urânio levemente enriquecido para transformá-lo em barras de combustível para o reator TRR, "o Irã enriquece o urânio a 20%", destacou Valero.

"O Irã deve pôr fim imediatamente a essas violações constantes das resoluções do Conselho de Segurança da ONU e do Conselho de Diretores da AIEA. Com esse objetivo preparamos em Nova York novas sanções com nossos interlocutores do Conselho de Segurança", explicou.

Também nesta segunda-feira, o governo da Alemanha destacou que nada pode substituir um acordo entre Teerã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). "Continua sendo importante que Irã e AIEA cheguem a um acordo", declarou o porta-voz adjunto do governo da Alemanha, Christoph Steegmans. "Isto não pode ser substituído por um acordo com outros países", completou.

Sanções da ONU

Na manhã desta segunda-feira, o ministro francês das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, afirmou que os "progressos bastante importantes" estão sendo obtidos no Conselho de Segurança da ONU a respeito das sanções contra o Irã pelo programa nuclear do país.

"Progressos na resolução nas Nações Unidas bastante importantes foram alcançados nos últimos dois dias", disse Kouchner, sem revelar detalhes.

Para o chanceler francês, a AIEA é quem deve posicionar-se sobre o acordo assinado nesta segunda-feira por Irã, Brasil e Turquia, para a troca de urânio iraniano por combustível nuclear enriquecido a 20% em território turco. "Não somos nós que devemos responder. É a AIEA", declarou Kouchner.

O Ministério de Relações Exteriores da Grã-Bretanha afirmou, em comunicado, que os esforços por novas sanções contra o Irã devem prosseguir até que o país possa garantir ao mundo que seu programa nuclear é pacífico. "O Irã tem uma obrigação de garantir à comunidade internacional que suas intenções são pacíficas", disse em comunicado um representante do britânico Alistair Burt em comunicado.

Israel fala em "manipulação"

O Irã "manipulou" a Turquia e o Brasil ao "simular aceitar" um acordo sobre o enriquecimento de parte de seu urânio na Turquia, acusou uma fonte do governo de Israel. "Os iranianos manipularam Turquia e Brasil, simulando aceitar o enriquecimento de uma parte de seu urânio na Turquia", declarou a fonte, que pediu anonimato.

"Os iranianos já fizeram o mesmo no passado, simulando aceitar tal procedimento para reduzir a tensão e os riscos de sanções internacionais agravadas, mas depois se negaram a passar aos atos", declarou.[...]

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/para+ue+acordo+com+ira+nao+resolve+questao+nuclear/n1237623078555.html
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Analistas do Oriente Médio são céticos sobre acordo com Irã

O acordo anunciado nesta segunda-feira por Brasil, Turquia e Irã ainda deve ser visto com certo ceticismo até que os detalhes sejam conhecidos, disseram analistas ouvidos pela BBC Brasil no Oriente Médio.

Para eles, o acordo foi uma vitória diplomática para Brasil e Turquia em uma negociação que vinha mobilizando países "pesos-pesados" como Estados Unidos, França e Rússia .

Entretanto, os analistas consultados alertam que o Irã poderia estar tentando ganhar tempo.

Para o professor Mahjoob Zweiri, um especialista em Irã da Universidade do Catar, o acordo é bem-vindo, mas ainda não é uma garantia de que o Irã irá interromper seu próprio processo de enriquecimento de urânio.

"Os detalhes do acordo precisam ser conhecidos ainda, além da estrutura logística, e de ser necessária a aprovação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), para a total implementação do acordo", disse Zweiri.

De acordo com ele, o Irã pode ter feito concessões como forma de aliviar a pressão internacional que sofre há anos, devido a suspeitas de que seu programa nuclear teria fins bélicos.

"Eu acho que o Irã tem interesse em manter Turquia e Brasil a seu lado, em adicionar mais amigos do que inimigos neste momento", completou.

O porta-voz do Ministério do Exterior do Irã, Ramin Mehmanparast, disse que o país vai enviar 1.200 kg de urânio de baixo enriquecimento (3,5%) para a Turquia em troca de combustível nuclear a ser usado em pesquisas médicas em Teerã.

O acordo tem como base a proposta da AIEA, do final do ano passado, que previa o enriquecimento de urânio iraniano em outro país em níveis que se aplicam apenas a uso civil, e não militar.

Enriquecimento

O professor Paul Salem, diretor do Centro Carnegie para o Oriente Médio em Beirute, disse que os esforços do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram muito "corajosos e admiráveis".

No entanto, ele acredita que é preciso esperar para ver como o acordo será implementado.

"Os turcos, por exemplo, não têm capacidade tecnológica para enriquecer o urânio que os iranianos enviarão. Neste caso, a questão é quem fará o processo de enriquecimento", explicou.

O professor sustenta que só a presença formal da AIEA, com seus observadores trabalhando ao lado dos iranianos, manterá um nível de confiabilidade em ambas as partes.

Salem também acha que o Brasil se arriscou muito ao intermediar uma questão delicada, sem que tivesse muitas garantias de sucesso.

"Mas sem dúvidas, os brasileiros e turcos provaram às outras potências que havia mais espaço para o diálogo".

Reações

O cientista politico Fares Ishtay, professor da Universidade Libanesa, teme que as potências ocidentais possam ter uma reação errônea ao acordo com o Irã.

"Eles vêm de inúmeras tentativas com os iranianos que acabaram falhando e, com motivo, estão muito céticos. Os iranianos são conhecidos por usar truques e manipulações diplomáticas", disse ele.

Poucos minutos após o anúncio do acordo, Israel criticou o Irã, afirmando que Teerã está "manipulando" o Brasil e a Turquia.

Os dois países, potências não-nucleares e membros não-permanentes do Conselho de Segurança da ONU, querem evitar a aprovação de novas sanções contra o Irã.

Alguns integrantes do Conselho - principalmente os Estados Unidos - desconfiam das intenções do programa nuclear iraniano.

O Irã afirma que ele tem fins pacíficos, e que o país não pretende desenvolver armas nucleares.

Mas Ishtay salientou que pode ter havido uma mudança de visão por parte do Irã de que a cooperação era a única saída.

"Se o governo iraniano realmente selar os detalhes do acordo com a AIEA, então os esforços dos governos brasileiro e turco terão sido a maior virada diplomática dos últimos tempos".

http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo-bbc.aspx?cp-documentid=24264109
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 17 de Maio de 2010, 15:52:06
Entenda a polêmica envolvendo o programa nuclear do Irã

O Brasil e a Turquia anunciaram nesta segunda-feira em Teerã um acordo para que o Irã envie urânio para o exterior e receba, em troca, urânio com grau maior de enriquecimento.

O acordo pode ajudar a evitar que o Conselho de Segurança da ONU aprove novas sanções contra o Irã, como defendem os Estados Unidos.

A BBC preparou uma série de perguntas e respostas que ajudam a explicar a complexa situação e a importância do acordo.

O que prevê o acordo?

O Irã enviará 1,2 tonelada de urânio com baixo grau de enriquecimento (3,5%) para a Turquia em troca de 120 kg de combustível enriquecido a 20%.

A troca deverá ter o acompanhamento da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica, órgão da ONU).

Para que o Irã quer o combustível?

Para um pequeno reator de pesquisas médicas em Teerã, instalado pelos Estados Unidos há muitos anos. Ele está sofrendo com a falta de combustível, que antes era fornecido pelo exterior.

Qual seria o problema de permitir que o Irã enriquecesse o próprio urânio?

O argumento contrário é de que, com isso, o Irã poderia desenvolver mais sua capacidade de enriquecimento.

Muitos países temem que o país possa evoluir nesse campo até ter condições de construir um dispositivo nuclear, que requer urânio com um alto grau de enriquecimento, de cerca de 90%.

Por outro lado, especialistas ocidentais acreditam que o Irã ainda não tem capacidade de fabricar sozinho as varetas de combustível necessárias para o reator de Teerã.

Isso os leva a questionar a necessidade de o país ter acesso a urânio enriquecido a 20%, usado nas varetas.

O Irã contesta isso e diz que simplesmente precisa de combustível.

Qual era a situação antes do acordo?

No ano passado, os Estados Unidos, a Rússia e a França propuseram retirar do Irã urânio com baixo grau de enriquecimento em troca de combustível com urânio enriquecido a 20%.

A proposta era que o material fosse enviado para a Rússia e a França - onde seria enriquecido e transformado em varetas para uso no reator de Teerã - antes de ser devolvido ao Irã.

O Irã queria a troca de seu urânio pouco enriquecido por urânio mais enriquecido em pequenas quantidades e em seu próprio território, temendo a possibilidade de não receber de volta seu urânio.

Após meses de incerteza, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, parecia aprovar a ideia original em outubro, mas posteriormente voltou atrás e ordenou aos seus cientistas nucleares que seguissem adiante com o enriquecimento de urânio no próprio país.

O Irã diz que, se receber de outro país o urânio enriquecido a 20% para seu reator de pesquisas, não teria a necessidade de enriquecer o urânio.

Governos ocidentais também argumentam que fornecer ao Irã mais combustível não eliminaria a possibilidade de novos enriquecimentos.

Por que o Conselho de Segurança ordenou que o Irã interrompesse o enriquecimento?

Porque a tecnologia usada para enriquecer urânio para ser usado como combustível na produção de energia nuclear também pode ser usada no enriquecimento de urânio ao nível mais alto.

Há receio de que o Irã esteja ao menos tentando adquirir a experiência necessária para que possa, um dia, se quiser, fabricar uma bomba.

O Irã escondeu seu programa de enriquecimento por 18 anos, então, o Conselho de Segurança disse que, até que as intenções pacíficas do programa nuclear do país possam ser estabelecidas por completo, o país deve interromper o enriquecimento e algumas outras atividades nucleares.

O que o Irã diz sobre a produção de armas nucleares?

O país diz que não descumprirá suas obrigações estabelecidas pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear (NPT, na sigla em inglês) e não usará a tecnologia para fabricar uma bomba nuclear.

No dia 18 de setembro de 2009, o presidente Ahmadinejad disse à rede de televisão NBC: "Não precisamos de armas nucleares (...) isso não é parte dos nossos programas e planos".

Ele também disse à ONU, no dia 3 de maio de 2010, que armas nucleares são "um fogo contra a humanidade".

Pouco depois, o supremo líder religioso do Irã, Ali Khamenei, que, segundo relatos, teria baixado um fatwa (decreto religioso islâmico) contra armas nucleares, disse: "Nós rejeitamos fundamentalmente as armas nucleares". Ele já havia dito isso em fevereiro deste ano.

Por que o Irã se recusa a obedecer as resoluções do Conselho de Segurança?

Segundo o NPT, países signatários têm o direito de enriquecer urânio para ser usado como combustível na geração de energia nuclear com fins civis.

Estes Estados devem permanecer sob inspeção da AIEA. O Irã está sendo inspecionado, mas não de acordo com as regras mais rigorosas, porque o país não concorda com elas.

Apenas os signatários que já tinham armas nucleares quando o tratado foi criado, em 1968, têm permissão de enriquecer urânio até o nível mais alto, necessário para a obtenção de armas nucleares.

O Irã dizia que estava simplesmente fazendo o permitido pelo tratado e que pretendia enriquecer urânio até o nível requerido para a produção de energia ou outros fins pacíficos. O país atribui as resoluções do Conselho de Segurança a pressões políticas dos Estados Unidos e seus aliados. E argumenta que precisa de energia nuclear e quer controlar o processo por conta própria.

O presidente Ahmadinejad disse várias vezes que seu país não vai ceder à pressão internacional: "A nação iraniana não sucumbirá a intimidações, invasões ou violações de seus direitos".

O que exatamente o Conselho de Segurança e a AIEA queriam que o Irã fizesse?

Eles queriam que o Irã suspendesse todas as atividades de enriquecimento, incluindo a preparação do urânio, a instalação de centrífugas nas quais o gás do urânio é circulado para separar as partes mais ricas e a inserção do gás nas centrífugas.

Os órgãos da ONU também queriam que o Irã suspendesse projetos envolvendo água pesada, particularmente a construção de um reator de água pesada. Este tipo de reator pode produzir plutônio, que pode ser usado como substituto do urânio em uma bomba nuclear.

A AIEA também pediu que o Irã ratifique e implemente um protocolo adicional permitindo inspeções mais minuciosas como uma forma de criar mais confiança.

Que sanções já foram impostas contra o Irã?

Em março de 2008, a ONU impôs uma última rodada de sanções, que incluem a proibição de viagens internacionais para cinco autoridades iranianas e o congelamento de ativos financeiros no exterior de 13 companhias e de 13 autoridades iranianas.

A resolução também impede a venda para o Irã dos chamados itens de "uso duplo" - que podem ter tanto objetivos pacíficos como militares.

Em 10 de junho de 2008 os Estados Unidos e União Europeia anunciaram que estariam dispostos a reforçar as sanções com medidas adicionais.

Treze dias depois, a EU concordou em congelar bens do maior banco iraniano, o Banco Melli, e estender a proibição de vistos para iranianos envolvidos no desenvolvimento do programa nuclear.

Ainda em junho daquele ano, o então representante da União Europeia para política externa, Javier Solana, apresentou, em nome de China, UE, Rússia e Estados Unidos, um pacote de incentivos econômicos ao Irã em troca de garantias de que o país não fabricaria armas nucleares.

A decisão de elevar o nível de enriquecimento de urânio para 20% provocou novas sanções?

Sim. Um dia depois do anúncio do Irã, o governo dos Estados Unidos anunciou novas sanções, passando a punir quatro empresas ligadas às Guarda Revolucionária do país asiático.

As companhias são ligadas a uma empresa de construção que pertence à Guarda Revolucionária, a Khatam Al-Anbiya, e ao diretor da empresa, general Rostam Qasemi. Os ativos no exterior de Qasemi e das quatro empresas foram congelados.

Segundo o governo americano, os lucros da Khatam Al-Anbiya ajudam a patrocinar os programas nuclear e de desenvolvimento de mísseis do Irã.

Além dos EUA, autoridades da França, da Rússia e da Alemanha também afirmaram que novas sanções seriam necessárias contra o país.

Quais novas sanções seriam possíveis?

A China continua relutante em concordar com novas sanções do Conselho de Segurança. Por isso, uma coalizão de países, que inclui a União Europeia, podem tomar algumas ações separadamente.

Já foi considerado parar a exportação de produtos de petróleo refinado para o país. Apesar da riqueza petroleira, o Irã não consegue produzir uma quantidade suficiente desses produtos sozinho. Apesar disso, há oposição a essa ideia porque poderia afetar a população geral.

Pode haver esforços para conseguir uma proibição para o investimento de petróleo e gás e em negócios financeiros.

Alguns incentivos estão sendo oferecidos ao Irã. Quais são eles?

Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha afirmam que se o Irã suspender o enriquecimento de urânio, podem começar as negociações para um acordo de longo prazo.

A oferta prevê ao reconhecimento do direito do Irã desenvolver energia nuclear para fins pacíficos e o diz ainda que o Irã será tratado "da mesma maneira" que outros Estados signatários do Tratado de Não-Proliferação.

O Irã teria ajuda para desenvolver usinas de energia nuclear e teria garantias de combustível para as usinas. Além disso, receberia concessões comerciais, inclusive o possível fim das sanções dos EUA, que proíbe o país, por exemplo, de comprar novas aeronaves civis e equipamentos para os aviões.

Quais são as chances de um ataque contra o Irã?

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, já falou diversas vezes do que acredita ser uma ameaça em potencial do Irã. Há relatos de que Israel tenha realizado um grande exercício aéreo, considerado um teste para uma eventual ofensiva contra o território iraniano.

O governo de Israel não acredita que os meios diplomáticos forçarão o Irã a suspender o enriquecimento de urânio e não quer Teerã sequer desenvolva capacidade técnica para produzir uma bomba nuclear.

Portanto, a possibilidade de um ataque de Israel permanece.

Afinal, o que, na prática, impede o Irã de fazer uma bomba nuclear?

Especialistas acreditam que o Irã poderia enriquecer urânio suficiente para construir uma bomba em alguns meses. Entretanto, o país aparentemente ainda não detém o domínio da tecnologia para criar uma ogiva nuclear.

Em teoria, o Irã poderia anunciar que está abandonando o Tratado de Não-Proliferação das armas nucleares e, três meses depois de fazê-lo, estaria livre para fazer o que bem entendesse. Mas ao fazer isso, o país estaria sinalizando suas intenções e ficaria vulnerável a ataques.

Se o Irã tentasse obter secretamente o material para fazer uma bomba e o plano fosse descoberto, o país estaria vulnerável da mesma forma. Por isso, alguns acreditam que a ameaça de que o Irã desenvolva uma bomba atômica tem sido exagerada.

Os países que já têm armas nucleares e são signatários do tratado de Não-Proliferação nuclear não se comprometeram a acabar com esses armamentos?

O artigo 6º do Tratado obriga os signatários a "fazer negociações de boa-fé sobre medidas que levem ao fim da corrida armamentista nuclear em uma data próxima e ao desarmamento nuclear". As potências nucleares alegam que têm feito isso ao reduzir seus arsenais, mas críticos alegam que eles, na verdade, não tem seguido no caminho do desarmamento. Analistas também argumentam que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha violaram o tratado ao transferirem tecnologia nuclear de um para o outro.

E Israel, inimigo do Irã na esfera internacional, tem bombas nucleares?

Israel nunca confirmou isso. Contudo, como Israel não é signatário do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, então não é obrigado a obedecê-lo.

O mesmo pode ser dito da Índia ou do Paquistão, dois países que têm armamentos nucleares. A Coreia do Norte abandonou o tratado e anunciou que também tem a capacidade de ter bombas atômicas.

Em 18 de setembro de 2009, a AIEA pediu a adesão de Israel ao NPT ou que o país permita que suas instalações nucleares sejam inspecionadas.

Israel se recusa a aderir ao acordo ou permitir a supervisão. Acredita-se que o país tenha até 400 ogivas nucleares, mas Israel se recusa a confirmar ou negar isso.

http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo-bbc.aspx?cp-documentid=24266403
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 17 de Maio de 2010, 18:53:10
E agora anti-Lulistas?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 17 de Maio de 2010, 20:17:32
AIEA pede que Irã confirme acordo por escrito

Agência da ONU diz que país deve ser enviar notificação que reafirme compromisso com texto acordado com Brasil e Turquia

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) pediu nesta segunda-feira ao Irã que confirme por escrito o acordo sobre a troca de parte de seu urânio levemente enriquecido por combustível no exterior.

"A AIEA recebeu o texto da declaração comum do Irã, da Turquia e do Brasil assinada nesta segunda-feira em Teerã", declarou a porta-voz da organização, Gill Tudor. "Agora, esperamos do Irã uma notificação escrita que indique que está de acordo com as disposições mencionadas na declaração".

Autoridades iranianas disseram à televisão estatal que o próximo passo seria alcançar os termos para a troca com o chamado Grupo de Viena - EUA, França, Rússia e a Agência Internacional de Energia Atômica. Eles disseram que enviarão um carta formal à AIEA confirmando o acordo em uma semana.

Irã, Brasil e Turquia assinaram um acordo para a troca de urânio iraniano por combustível nuclear enriquecido a 20% em território turco, com o objetivo de superar a crise provocada pela política de enriquecimento de urânio de Teerã. Em troca, o Irã teria o direito de receber no máximo em um ano 120 quilos de urânio enriquecido a 20% da Rússia e da França.

O acordo foi assinado pelos ministros das Relações Exteriores dos três países na presença dos presidentes iraniano, Mahmud Ahmadinejad, e brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan. O projeto, resultado da mediação do Brasil, foi elaborado ao fim de 18 horas de negociações.

Os termos do pacto se assemelham a um acordo proposto pelo Ocidente no ano passado que ruiu pelo recuo do Irã. O acordo pode prejudicar as chances do governo Obama de conseguir a aprovação internacional para medidas punitivas contra o Irã. China e Rússia, que se mostraram muito relutantes em impor sanções a um grande parceiro comercial, poderiam usar o anúncio para pôr fim às discussões de medidas adicionais contra o país, que representariam a quarta rodada de sanções.

Acordo de outubro

Em outubro, a 1,2 tonelada que se supunha que o Irã enviaria ao exterior representava dois terços de seu estoque de combustível nuclear - suficiente para assegurar que não mantivesse material nuclear suficiente dentro do país para fabricar uma bomba nuclear. Mas agora a mesma quantidade de combustível representa uma proporção menor de seu estoque declarado.

De acordo com uma diplomata ocidental, que falou sob condição de anonimato, acredita-se que a quantidade de urânio pobremente enriquecido que o Irã estava preparado para enviar à Turquia representa um pouco mais da metade de seu atual estoque. "A situação mudou", disse.

O anúncio, que parece ter o objetivo de satisfazer as demandas internacionais, surge enquanto o Irã enfrenta crescente pressões políticas e econômicas. Apesar de o acordo ter sido considerado um passo positivo por especialistas da região, também há ceticismo se ele é real ou uma tática para transferir a culpa de um conflito para o Ocidente, enquanto atrapalha as perspectivas de o Conselho de Segurança da ONU de impor sanções, o que parecia possível daqui poucas semanas.

O Irã diz que seu programa é pacífico, enquanto o Ocidente diz que o objetivo do país é construir uma bomba. Essas acusações foram ampliadas pelo fato de o Irã ter aprimorado e testado sua capacidade de mísseis de longo alcance.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/aiea+pede+que+ira+confirme+acordo+por+escrito/n1237623615027.html
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 17 de Maio de 2010, 21:31:36
me parece que se realmente ratificado e devidamente formalizado, foi um imenso passo adiante. O tempo agora dirá..

Hoje havia um senador do PSDB metendo o pau no acordo, morrendo de inveja hehe
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Derfel em 17 de Maio de 2010, 21:38:14
me parece que se realmente ratificado e devidamente formalizado, foi um imenso passo adiante. O tempo agora dirá..

Hoje havia um senador do PSDB metendo o pau no acordo, morrendo de inveja hehe

Não acredito que esse acordo vá dar em alguma coisa. Acho que apenas mais uma maneira do Irã ganhar tempo, mas posso estar errado.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: HeadLikeAHole em 17 de Maio de 2010, 22:29:46
A meu ver, se realmente for cumprido o contrato, e o conteúdo enviado ao exterior for suficiente para deixar pouco urânio para a produção da bomba, este acordo pode dar certo. Mas há ainda a questão da fiscalização das instalações nucleares que não foi abordado no acordo.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 18 de Maio de 2010, 08:54:29
A meu ver, se realmente for cumprido o contrato, e o conteúdo enviado ao exterior for suficiente para deixar pouco urânio para a produção da bomba, este acordo pode dar certo. Mas há ainda a questão da fiscalização das instalações nucleares que não foi abordado no acordo.

Para fabricar uma bomba, é preciso muito urânio, uma pouquinho não dá pra muita coisa.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: HeadLikeAHole em 18 de Maio de 2010, 10:02:12
A meu ver, se realmente for cumprido o contrato, e o conteúdo enviado ao exterior for suficiente para deixar pouco urânio para a produção da bomba, este acordo pode dar certo. Mas há ainda a questão da fiscalização das instalações nucleares que não foi abordado no acordo.

Para fabricar uma bomba, é preciso muito urânio, uma pouquinho não dá pra muita coisa.

Foi por isso que eu disse que o acordo pode dar certo se o urânio que for enviado no exterior seja suficiente para reduzir o estoque do Irã a ponto de impossibilitar a produção da bomba.
A quantidade a ser enviada será 1.200 kg, a mesma que foi proposta no acordo feito pelo EUA e que foi rejeitado. Segundo a reportagem, o estoque de urânio do Irã aumentou desde então, e a quantidade a ser enviada deveria ser maior.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 18 de Maio de 2010, 17:01:58
EUA anunciam acordo com China e Rússia para sanções contra Irã

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta terça-feira que Estados Unidos, China e Rússia chegaram a um consenso sobre um esboço para uma resolução da ONU prevendo novas sanções contra o Irã.

O anúncio foi feito a um comitê do Senado americano e ocorreu apesar do acordo anunciado na segunda-feira para tentar resolver a questão nuclear iraniana, com mediação de Brasil e Turquia.

"Hoje tenho o prazer de anunciar que este comitê chegou a um acordo a respeito de um forte esboço com a cooperação da Rússia e da China", disse a secretária de Estado.

"Este anúncio é a resposta mais convincente aos esforços ocorridos em Teerã nos últimos dias que poderíamos dar. Existem questões que não foram respondidas sobre o anúncio feito em Teerã."

"Enquanto reconhecemos os esforços sinceros da Turquia e do Brasil para encontrar uma solução para a disputa iraniana com a comunidade internacional sobre seu programa nuclear, estamos preparados para apelar à comunidade internacional por uma resolução com sanções mais fortes que vai, sob nossa ótica, enviar uma mensagem clara a respeito do que esperamos do Irã", completou.

Debate na ONU

A secretária de Estado disse que o texto circularia ainda nesta terça-feira entre os 15 países-membros do Conselho de Segurança da ONU, grupo que inclui Brasil e Turquia.

Fontes diplomáticas afirmam esperar que a reunião tenha início às 16h (horário local, 17h de Brasília).

Países ocidentais liderados por Estados Unidos e a União Europeia acusam o Irã de usar seu programa nuclear como fachada para a fabricação de armas, alegação negada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos.

Na segunda-feira, o governo iraniano assinou um acordo, mediado por Brasil e Turquia, no qual o Irã concorda em enviar urânio para ser enriquecido no exterior, recebendo em troca combustível nuclear.

Mas no mesmo dia o governo iraniano disse que continuará a enriquecer urânio, o que fez com que parte da comunidade internacional respondesse com ceticismo ao anúncio do acordo.

O governo brasileiro sustenta que, com esse acordo nuclear, não seria necessário aprovar novas sanções na ONU.

http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo-bbc.aspx?cp-documentid=24277740
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Fabrício em 18 de Maio de 2010, 21:03:24
Bola dentro do Lula, eu achei que ele sairia de mãos abanando. Tudo bem que provavelmente o Irã vai acabar não cumprindo o acordo (OK, é "achismo" meu), mas de qualquer forma foi uma vitoria do Lula.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 18 de Maio de 2010, 21:10:29
a postura do presidente do Irâ não ajuda nem um pouco a causa de seu país. Espero que os EUA não acabem fazendo a mesma merda que fizeram no Iraque
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 18 de Maio de 2010, 21:17:58
a postura do presidente do Irâ não ajuda nem um pouco a causa de seu país. Espero que os EUA não acabem fazendo a mesma merda que fizeram no Iraque
Acho mais capaz de Israel fazer primeiro....
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 18 de Maio de 2010, 22:25:30
a postura do presidente do Irâ não ajuda nem um pouco a causa de seu país. Espero que os EUA não acabem fazendo a mesma merda que fizeram no Iraque

Bem o Irã, não é o Iraque, uma galinha morta. Eles certamente teriam um pouco mais de trabalho. Mas se quiserem de fato...

o único problema seria, porque entrar em mais um atoleiro se mal conseguem sair dos dois que cavaram?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: HeadLikeAHole em 18 de Maio de 2010, 23:54:00
É altamente improvável que o EUA invada o Irã antes de retirar as suas tropas do Iraque. Somente se a coisa estiver crítica.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 19 de Maio de 2010, 00:06:02
Nossa... o Iran... virou o diabo.... virou o mal absoluto do mundo... ah... mas o Pastor EUA disse.. então é verdade
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 19 de Maio de 2010, 08:22:30
Nossa... o Iran... virou o diabo.... virou o mal absoluto do mundo... ah... mas o Pastor EUA disse.. então é verdade

Ninguém disse aqui que o Irã é o mal absoluto...Nem que os EUA são os bonzinhos...Só estamos debadento um fato concreto de ameaças recípocras. Não viaja...
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 19 de Maio de 2010, 09:17:03
Nossa... o Iran... virou o diabo.... virou o mal absoluto do mundo... ah... mas o Pastor EUA disse.. então é verdade

Esteban

Nem um e nem outro.

Evite o maniqueísmo.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Dbohr em 19 de Maio de 2010, 09:41:41
O cínico em mim diz que o Brasil está mais preocupado em jogar confete em cima de si mesmo (ou do Lula) do que propriamente resolver a questão. O idealista lembra que diálogo e entendimento são caminhos que os EUA e demais potências do ocidente costumam deixar de lado nessas horas, preferindo sempre ameaças e sanções. E o estatístico observa que o Irã já fez acordos antes e descumpriu todos eles.

Então, bola dentro do Brasil. Mas eu preferia que as circunstâncias fossem outras.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: André Luiz em 19 de Maio de 2010, 09:43:43
Há quem diga que é mais provavel os arabes fazerem alguma coisa antes de EUA e Israel

A rivalidade entre persas e arabes é maior do que com o Ocidente

Mas eu duvido
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 19 de Maio de 2010, 09:56:22
O cínico em mim diz que o Brasil está mais preocupado em jogar confete em cima de si mesmo (ou do Lula) do que propriamente resolver a questão. O idealista lembra que diálogo e entendimento são caminhos que os EUA e demais potências do ocidente costumam deixar de lado nessas horas, preferindo sempre ameaças e sanções. E o estatístico observa que o Irã já fez acordos antes e descumpriu todos eles.

Então, bola dentro do Brasil. Mas eu preferia que as circunstâncias fossem outras.

Acho que é bem por aí mesmo.

Agora a posição dos EUA se fragilizaram consideravelmente, já que apesar do acordo eles ainda querem impor as sanções.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 19 de Maio de 2010, 10:17:17
O cínico em mim diz que o Brasil está mais preocupado em jogar confete em cima de si mesmo (ou do Lula) do que propriamente resolver a questão. O idealista lembra que diálogo e entendimento são caminhos que os EUA e demais potências do ocidente costumam deixar de lado nessas horas, preferindo sempre ameaças e sanções. E o estatístico observa que o Irã já fez acordos antes e descumpriu todos eles.

Então, bola dentro do Brasil. Mas eu preferia que as circunstâncias fossem outras.

Acho que é bem por aí mesmo.

Agora a posição dos EUA se fragilizaram consideravelmente, já que apesar do acordo eles ainda querem impor as sanções.
Mas agora até a China e a Russia estão a favor das sanções.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 19 de Maio de 2010, 10:37:04
O cínico em mim diz que o Brasil está mais preocupado em jogar confete em cima de si mesmo (ou do Lula) do que propriamente resolver a questão. O idealista lembra que diálogo e entendimento são caminhos que os EUA e demais potências do ocidente costumam deixar de lado nessas horas, preferindo sempre ameaças e sanções. E o estatístico observa que o Irã já fez acordos antes e descumpriu todos eles.

Então, bola dentro do Brasil. Mas eu preferia que as circunstâncias fossem outras.

Acho que é bem por aí mesmo.

Agora a posição dos EUA se fragilizaram consideravelmente, já que apesar do acordo eles ainda querem impor as sanções.
Mas agora até a China e a Russia estão a favor das sanções.

Mas sem um anúncio oficial dos dois.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 19 de Maio de 2010, 11:10:15
Não somente os EUA, a Rússia e a China, mas também a Inglaterra.

E se os EUA realmente decidirem impor sanções, ninguém poderá fazer nada!
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: HeadLikeAHole em 19 de Maio de 2010, 11:24:29
O cínico em mim diz que o Brasil está mais preocupado em jogar confete em cima de si mesmo (ou do Lula) do que propriamente resolver a questão.
Na verdade é isso mesmo. O que mais o brasil ganha com o acordo? Mas se não der certo a imagem do Brasil não vai ficar tão boa assim.

Não somente os EUA, a Rússia e a China, mas também a Inglaterra.

E se os EUA realmente decidirem impor sanções, ninguém poderá fazer nada!

Mas o EUA precisa do voto dos outros países do Conselho de Segurança, não?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 19 de Maio de 2010, 11:37:29
O cínico em mim diz que o Brasil está mais preocupado em jogar confete em cima de si mesmo (ou do Lula) do que propriamente resolver a questão.
Na verdade é isso mesmo. O que mais o brasil ganha com o acordo? Mas se não der certo a imagem do Brasil não vai ficar tão boa assim.

Não somente os EUA, a Rússia e a China, mas também a Inglaterra.

E se os EUA realmente decidirem impor sanções, ninguém poderá fazer nada!

Mas o EUA precisa do voto dos outros países do Conselho de Segurança, não?

Em tese, sim!

Mas, o caso de Cuba também precisava da aprovação tanto do Conselho de Segurança como da Assembléia Geral da ONU.

Os EUA nunca obtiveram e ainda assim fizeram o bloqueio econômico, que persiste, oficialmente, há quase 50 anos.

Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Temma em 19 de Maio de 2010, 18:02:26
O cínico em mim diz que o Brasil está mais preocupado em jogar confete em cima de si mesmo (ou do Lula) do que propriamente resolver a questão. O idealista lembra que diálogo e entendimento são caminhos que os EUA e demais potências do ocidente costumam deixar de lado nessas horas, preferindo sempre ameaças e sanções. E o estatístico observa que o Irã já fez acordos antes e descumpriu todos eles.

Então, bola dentro do Brasil. Mas eu preferia que as circunstâncias fossem outras.

Assino embaixo suas palavras. Também estou com sérias dúvidas. Apesar de achar importante a intervenção "paz e amor" do Lula, entendo que é necessário ser mais contundente com o Irã.


De qualquer maneira, não posso deixar de registrar como, no jornal da Globo, tomaram partido quanto à questão. o vídeo com o começo do programa do dia 17/05/2010, quando ainda não tinha sido feito o esboço das sanções

http://g1.globo.com/videos/jornal-da-globo/v/ira-concorda-em-entregar-80-de-seu-uranio-enriquecido-para-a-turquia/1265286/#/Edi%C3%A7%C3%B5es/20100517/page/1



Notem como começa: "Ajudado pelo Brasil e pela Turquia, o Irã conseguiu hoje romper o isolamento internacional e adiar a imposição de sanções[...]"


O mais engraçado é que no portal G1, também da Globo, as notícias seguiam mais o sentido da exaltação ao acordo. "Lula/Brasil fecha acordo com Irã", e, no máximo, ceticismo. A cada público, uma notícia diferente...


Eu não sou um militante anti-PIG, e acredito que nunca existirá imprensa 100% imparcial, e considero que o jornalismo da Globo melhorou muito, mas às vezes eles esquecem do próprio passado.  :?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 19 de Maio de 2010, 18:45:22
O cínico em mim diz que o Brasil está mais preocupado em jogar confete em cima de si mesmo (ou do Lula) do que propriamente resolver a questão.
Na verdade é isso mesmo. O que mais o brasil ganha com o acordo? Mas se não der certo a imagem do Brasil não vai ficar tão boa assim.

Não somente os EUA, a Rússia e a China, mas também a Inglaterra.

E se os EUA realmente decidirem impor sanções, ninguém poderá fazer nada!

Mas o EUA precisa do voto dos outros países do Conselho de Segurança, não?

Em tese, sim!

Mas, o caso de Cuba também precisava da aprovação tanto do Conselho de Segurança como da Assembléia Geral da ONU.

Os EUA nunca obtiveram e ainda assim fizeram o bloqueio econômico, que persiste, oficialmente, há quase 50 anos.


Mas os principais parceoros comerciais de Cuba eram os EUA ou aliados. No caso do Irã, se não houver participação da Russia e da China o embargo não faz efeito.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 19 de Maio de 2010, 21:14:50
http://aureliojornalismo.blogspot.com/2010/05/torcida-contra-o-brasil.html

A torcida contra o Brasil

O mal estar da grande mídia por conta do acordo Brasil-Irã-Turquia


Este final de semana foi cômico para a mídia conservadora que não conseguiu disfarçar o seu mal estar e incômodo com o acordo obtido pelo governo brasileiro com o Irã a respeito da contenda do programa nuclear da nação persa. Na sexta e no sábado, a tônica unânime da mídia hegemônica brasileira foi que o presidente Lula estaria "perdendo tempo", quie estava "arriscando a credibilidade internacional do país" ao tentar negociar com um governo já qualificado como "pária", "autoritário", "desequilibrado", entre outros.





No domingo, a Folha de S. Paulo estampou na matéria sobre o tema o título "Irã dá ao Brasil um polêmico protagonismo" com duas linhas finas: "Gestões de Lula conseguem reduzir isolamento de Teerã e adiar sanções na ONU, mas dificilmente resultarão em recuo iraniano" e "Esforços por acordo com país persa têm gerado críticas à política externa brasileira; presidente se reúne hoje com Ahmadinejad e Khamenei ". A matéria do jornalista enviado especial a Teerã, Sammy Adghirni começa com o seguinte lide: "A despeito do discurso otimista, a mediação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas conversas sobre o programa nuclear iraniano provavelmente não surtirá efeito" As críticas citadas na linha fina vieram de um analista do jornal Washington Post e de um ex-assessor do governo dos EUA, Bill Clinton. Fontes dos EUA. país diretamente interessado em isolar o Irã p or conta da sua estratégia geopolítica internacional que privilegia o enfraquecimento dos países adversários dos Israel e o fortalecimento deste (que, diga-se de passagem, possui armas atômicas).

O jornal O Estado de S. Paulo vai na mesma linha e busca apoio para esta posição na aparentemente insuspeita candidata do Partido Verde, a senadora ex-petista Marina Silva, que critica a tentativa de um diálogo com um "governo que desrespeita os direitos humanos".

Bem, chega o domingo à noite e o acordo é acertado entre Brasil, Irã e Turquia. A aposta no fracasso dá lugar ao ceticismo com misto de inveja e dor de cotovelo. O portal da revista Veja lembra que o Irã já "descumpriu" acordos anteriores e por isto, nada garante que este vai ser cumprido. Lembra ainda que o acordo está restrito a uma das usinas, mas a secretária Hillary Clinton acreditqa existir outras instalações nucleares no Irã. o portal da Veja só esqueceu de lembrar que o governo Bush também disse que o Iraque tinha armas de destruição em massa e por isto invadiu-o. As investigações posteriores mostraram que esta informação era falsa e tudo não passou de um pretexto para aquela guerra absurda.

Na mesma toada de ser cético - agora não quanto a fazer o acordo, mas sim quanto à eficácia do acordo - vieram Folha e Estadão. O jornalão dos Mesquita novamente usaram Marina Silva para reforçar o ceticismo: Para a senadora, a estratégia do Irã ao fechar acordos como o do ano passado e o atual é ganhar tempo. "É bom não perder a perspectiva histórica, de que aquele país tem perseguido a construção de artefatos nucleares e da bomba atômica. Há indícios que preocupam", avaliou (trecho da matéria publicada no portal Estadão hoje).

Na Folha on line, a forma de tentar reduzir a importância do acordo foi destacar o anúncio de que o Irã afirmou que irá continuar enriquecendo urânio a 20% (em uma linha final de um dos vários textos do portal UOL, é dada a informação - sonegada emn quase todas notícias - de que para fazer uma bomba atômica é necessário enriquecer urânio a 90%!). Também repercutiu as opiniões céticas de "analistas internacionais" - sempre dos EUA e das potências nucleares européias, interessadas diretas em bloquear o acesso dos países em desenvolvimento à tecnologia nuclear, porém deu espaço para um articulista iraniano que deu uma visão diferenciada, enfatizando o papel importante de mediação do Brasil e da Turquia, vistos como países "amigos" do Irã, ao contrário dos demais membros do Conselho de Segurança da ONU.

O que chama a atenção nesta cobertura? Primeiro, o alinhamento ideológico da mídia conservadora a uma política internacional de submissão aos Estados Unidos e demais potências mundiais, criticando qualquer iniciativa internacional independente da chancelaria brasileira, em especial a geopolítica Sul-Sul. Segundo, a transformação do espaço de noticiário em lugar de manifestação explícita de opinião e uma "quase torcida" para que estas iniciativas da chancelaria brasileira fracassem e, quando dão certo, a recusa em reconhecer o erro de avaliação. E, terceiro, a postura desavergonhada de ocultação de informações (por exemplo, que este enriquecimento do urânio no Irã não é suficiente, nem de longe, para a fabricação de armas nucleares), de escolha ideológica de fontes (todas elas das grandes potências, em especial dos EUA) e a tentativa de construção de um consenso de que a açã o política das "potências ocidentais" é o lado do bem e o Irã, o lado "mau".

E, travestidos de vestais do bem, os jornais pouco deram espaço - como dão, por exemplo, quando a China ou Cuba expulsam um dissidente político - ao fato de que Israel impediu o pensador judeu norte americano Noam Chomsky de fazer uma palestra em Ramallah porque ele é um crítico áspero da política israelense para os palestinos. Será que isto não é ataque à "liberdade de expressão" ou isto acontece só quando vem do Chave, do Castro ou do Lula?

Professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, coordenador geral do CELACC (Centro de Estudos Latino Americanos de Cultura e Comunicação) e membro do Alterjor (Grupo de Pesquisa de Jornalismo Popular e Alternativo).

Comentários:
 Primeiro, Hillary Clinton afirmou que a diplomacia brasileira não daria certo. Ao ver que Lula tinha obtido sucesso, pediu sanções à ONU, mesmo sem motivos concretos. Ou seja, não interessava se os esforços da chancelaria brasileira dariam certo ou não.
 O que os americanos querem é colocar a máquina de guerra dos Estados Unidos em ação, fazendo a indústria armamentista dos E.U.A. lucrar trilhões de dólares. Os estadunidenses não estão interessados em serem bonzinhos com ninguém, o que querem é serem a polícia do mundo, mesmo sem ninguém ter lhe outorgado este título.
E continua a pergunta: Qual foi o país que cometeu o MAIOR atentado terrorista da história, utilizando duas bombas nucleares no Japão, sem nunca ter sofrido nenhuma sanção da ONU? Então é assim? Quem nunca atacou ninguém com armas nucleares tem que sofrer retaliação e quem já atacou, inclusive mentindo e dizendo que o Iraque tinha armas de destruição em massa (quando não tinha) passa incólume? Sobre isto, a imprensa direitista e ignorante nada fala.

Cada vez mais infelizmente o Governo Obama se parece com o Governo Bush.
Ainda sobre a ONU, algo que não dá para entender: Por que a sede da ONU fica nos Estados Unidos e não em um país realmente neutro, como a Suíça? Será que é para ser mais fácil dela ser um fantoche dos americanos?

Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 19 de Maio de 2010, 23:11:29
Ninguém lembra que a China e a Rússia estão apoiando os EUA nessa? Será que esta rolando um AD Hominem de anti-americanos?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 20 de Maio de 2010, 08:50:31
Erdogan fala com Obama e Putin sobre acordo nuclear do Irã

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, entrou em contato com seu colega russo, Vladimir Putin, e com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para defender o acordo de troca de urânio fechado pelo Irã com a Turquia e o Brasil.

Segundo um comunicado do Escritório do primeiro-ministro, Erdogan falou na quarta-feira à noite por telefone com Putin e Obama.

Nas conversas, ressaltou sua convicção de que o acordo assinado em Teerã é um triunfo da diplomacia, e constitui a última oportunidade de resolver pacificamente o litígio sobre o programa nuclear iraniano, segundo a nota.

O texto acrescenta que tanto Putin quanto Obama responderam que avaliavam os esforços da Turquia, apesar do presidente americano ter dito que avaliará atentamente a mensagem que o Irã enviará à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

A administração de Obama apresentou na terça-feira ao Conselho de Segurança da ONU um projeto de resolução, estipulado previamente com os outros quatro membros permanentes do órgão, para endurecer as sanções contra o Irã.

A apresentação da minuta de resolução aconteceu um dia depois que Turquia e Brasil, dois membros não-permanentes do Conselho, conseguiram um acordo com o Irã, pelo qual Teerã se compromete a enviar à Turquia seu urânio pouco enriquecido em troca de receber, no prazo de um ano, combustível nuclear para seu reator científico.

Fontes oficiais citadas pela imprensa turca afirmam que o país votará contra a resolução apresentada pelos EUA se não se forem considerados os esforços turcos e brasileiros.

O ministro turco de Exteriores, Ahmet Davutoglu, tinha advertido em entrevista que, após este acordo, "a bola" no dossiê do programa nuclear do Irã estava "no campo do Ocidente" e recomendou os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança a trabalharem "em um cenário positivo".

Davutoglu afirmou que os EUA foram bem informados sobre o processo (que levou ao acordo) desde o início, e ressaltou que tudo o que pedia o Ocidente ao Irã estava previsto no acordo da segunda-feira.

Brasil e Turquia convenceram o Irã a se comprometer por escrito a trocar combustível nuclear longe de seu território, mas o acordo defende o direito do país a seguir com o polêmico enriquecimento de urânio.

EUA e outras potências querem que Teerã desista dessa atividade - que pode ser usada para fins militares - para encerrar as suspeitas de que o país tenta desenvolver armamento atômico.

http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=24300863
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 20 de Maio de 2010, 09:37:58
http://aureliojornalismo.blogspot.com/2010/05/torcida-contra-o-brasil.html

A torcida contra o Brasil
[...]
Professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, coordenador geral do CELACC (Centro de Estudos Latino Americanos de Cultura e Comunicação) e membro do Alterjor (Grupo de Pesquisa de Jornalismo Popular e Alternativo).

Vários pontos do senhor Aurélio estão corretos, incluindo: o cerceamento da liberdade que Israel fez ao impedir a palestra do linguista e comunista estadunidense Chomsky; que há um certo maniqueísmo entre que é o "bem" (Ocidente) e quem é o  "mal" (opositores); entre outros.

Mas a pouca qualificação formal do senhor Aurélio para discorrer sobre Política Internacional; a sua apaixonante defesa da diplomacia brasileira neste caso e o fato de ser um "marqueteiro mais refinado" de esquerda também leva-o a mesma condição dos veículos de comunicação a quem ele critica: falta de isenção e consequente suspeição de suas declarações.


Comentários:
Primeiro, Hillary Clinton afirmou que a diplomacia brasileira não daria certo. Ao ver que Lula tinha obtido sucesso, pediu sanções à ONU, mesmo sem motivos concretos. Ou seja, não interessava se os esforços da chancelaria brasileira dariam certo ou não.

É possível. Mas não se pode descartar a hipótese de que os estadunidenses possam ter tido acesso a informações privilegiadas e que o "brilhante marqueteiro de esquerda" e o forista autor desta postagem não tiveram.


O que os americanos querem é colocar a máquina de guerra dos Estados Unidos em ação, fazendo a indústria armamentista dos E.U.A. lucrar trilhões de dólares. Os estadunidenses não estão interessados em serem bonzinhos com ninguém, o que querem é serem a polícia do mundo, mesmo sem ninguém ter lhe outorgado este título.


Puro "achismo" acompanhado de anti-americanismo.

Nenhum país do mundo é "bonzinho" com alguém sem algum tipo de recíproca, e isto vale inclusive para o Brasil. E certamente tal condição vale para  aqueles que nunca experimentaram uma democracia (esquerdistas, teocráticos e personalistas).

Ao fato dos EUA serem a "polícia do mundo", eles o fazem porque não há nenhum país do mundo que possa confrontá-lo. Nenhum. E isto inclui Rússia, China, Alemanha, Inglaterra, Índia e Japão.


E continua a pergunta: Qual foi o país que cometeu o MAIOR atentado terrorista da história, utilizando duas bombas nucleares no Japão, sem nunca ter sofrido nenhuma sanção da ONU? Então é assim? Quem nunca atacou ninguém com armas nucleares tem que sofrer retaliação e quem já atacou, inclusive mentindo e dizendo que o Iraque tinha armas de destruição em massa (quando não tinha) passa incólume? Sobre isto, a imprensa direitista e ignorante nada fala.

EUA e Japão estavam em estado de guerra formal no período de dezembro de 1.941 à setembro de 1.945 e o uso das bombas se deu em um contexto de combate.

Não quero com isto justificar a morte de milhares de pessoas, pois isto é uma tragédia e, sem dúvida, cabe aqui uma discussão sobre questões éticas e morais tanto deste ato como de todo o conflito.

Mas não reconhecer que aqueles dois estados destavam em situação de beligerância é inadmissível. Um pouco de conhecimento de direito internacional não faria mal.


Cada vez mais infelizmente o Governo Obama se parece com o Governo Bush.
Ainda sobre a ONU, algo que não dá para entender: Por que a sede da ONU fica nos Estados Unidos e não em um país realmente neutro, como a Suíça? Será que é para ser mais fácil dela ser um fantoche dos americanos?

Talvez porque os EUA emergiu da WWII como o principal país do mundo, em termos econômicos e militares?
Talvez porque foi os EUA quem financiou (e financia) a maior parte das atividades da ONU e de suas agências?
Talvez porque todas as cidades de todos os demais países do mundo, que participaram na WWII, estavam em ruínas?

A Suíça é realmente um país neutro? O Santo Capital afirma que sim. Mas voce Esteban, afirmando isto? A tua grana está lá também? :biglol:
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Dbohr em 20 de Maio de 2010, 09:54:07
Ninguém lembra que a China e a Rússia estão apoiando os EUA nessa? Será que esta rolando um AD Hominem de anti-americanos?

Eu ainda acho que essa toada toda é uma grande, enorme cortina de fumaça -- de todos os envolvidos. O Brasil joga confete, EUA/ Israel não mudam o disco, China e Rússia usando aquela duplicidade veeeeelha conhecida; e o Irã jurando de pés juntos que desta vez vai se comportar.

Talvez o único pato nessa história seja a Turquia. Talvez :)
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Dr. Manhattan em 20 de Maio de 2010, 10:17:18
O Iran está apenas tentando ganhar tempo. Tempo para conseguir enriquecer U a 90%, daí qualquer discussao sobre
sancoes vai caducar, pois teremos um fato consumado. A diplomacia brasileira está fazendo um jogo irresponsável: parece
aquelas pessoas que querem virar celebridade e para isso fazem alguma coisa "polêmica" para chamar a atencao.
É bom lembrar que essa discussao sobre o projeto nuclear do Iran já tem alguns anos, e o governo iraniano sempre tem
conseguido o que quer.


No final das contas, acho que quem vai dar a palavra final vai ser Israel: se ficar claro que os iranianos estao mesmo tentando
fabricar bombas, nao duvido que os israelense tentem bombardear suas instalacoes nucleares. E nao os culpo.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: André Luiz em 20 de Maio de 2010, 14:17:41

Muitos tambem concordam que é uma tentativa de ganhar tempo


Citar
Acordo nuclear para o Irã: comentário em destaque
18 de maio de 2010, em Análise, Opinião, Política, Relações Internacionais, Tecnologia, Tecnologias Sensíveis, por Nunão

(http://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2010/05/complexos-em-Arak-no-Ir%C3%A3-e-Kushab-no-Paquist%C3%A3o-imagem-Global-Security.jpg)

Reproduzimos aqui o comentário da leitora Elizabeth, enviado em 18/05/2010, às 2:30, na matéria “Israel diz que Irã enganou Brasil e Turquia“. Uma análise que coloca em perspectiva aspectos técnicos, políticos e estratégicos muito interessantes a respeito do acordo de troca de material nuclear para o Irã, costurado pela diplomacia brasileira e turca.

“Deixa-me rapidamente explicar a questão da “bomba iraniana”, um assunto complexo altamente resumido.

Para você ter uma bomba atômica é necessário dois tipos de combustível. Urânio acima de 90% ou Plutônio.

Enriquecer Urânio a 90% é caríssimo e demora, foi utilizado no projeto Manhattan como pulverização de risco, não se sabia ao certo se uma bomba de plutônio com a tecnológica da época seria possível nem se urânio a 90% seria viável, então se tentou as duas coisas e ambas deram certo, gerando duas bombas tecnicamente distintas, Fat Man (plutônio) e Litlle Boy (Urânio).

Desde os anos 50, o caminho pelo qual quase todas as bombas atômicas são feitas é pelo uso de plutônio. Para obter este combustível você coloca urânio e um reator e dentro de algum tempo ele produz plutônio.

A questão é que tipo de Urânio você precisa colocar em função do modelo de reator.

Reatores água leve pressurizada: Coloca-se urânio enriquecido.

Reatores água pesada ou grafite: Coloca-se urânio natural (sem enriquecimento).

Os engenheiros iranianos assim como seus colegas do projeto Manhattan sabem que tem muitos desafios técnicos proporcionais a sua tecnologia disponível, então decidiram partir por dois caminhos diferentes.

Caminho 1. O urânio é retirado de três minas na região central do país e levado a uma localidade chamada Ardacam, lá é purificado e gerado o Yellow Cake, depois em Fasa é feita a conversão para hexafluoreto de urânio que é enriquecido em Ramandeh. Este urânio volta para Fasa onde são montados os conjuntos de combustível e estes irão abastecer a usina de Bushehr. Esta usina esta em operação inicial desde o ano passado.

Este é um caminho muito análogo ao Brasileiro deste a mineração a usina o processo é eminentemente civil. O único jeito de construir uma bomba por este caminho é retirar plutônio da usina de Bushehr que é fiscalizada pelos russos e nem mesmo os EUA tem desconfianças quando a honestidade russa neste processo.

Caminho 2. Este é o caminho da bomba iraniana. O caminho do urânio é o mesmo desde as minas na região central até a conversão em Yellow Cake em Ardacam. Porem em Arak, próximo a Teerã há a um reator de água pesada sendo construído, este tipo de reator utiliza urânio natural (que não passa por enriquecimento e portando por controle de nenhum país externo), utiliza água pesada que é fabricada em Kondabh (também próximo a Teerã), ao fabricar água pesada o Ira não precisa de negociar com exportadores deste tipo de insumo da industria nuclear como Argentina e Canadá.

O reator presente em Arak tem algumas características digamos “suspeitas”,

O primeiro é a sua pequena potencia. Ele tem 40MW de potencia térmica o que dá menos de 5MW de potencia útil, se fosse utilizado para gerar eletricidade forneceria o suficiente para uma cidade de apenas 40.000 habitantes.

O segundo é a utilização de urânio natural, por ser moderado a água pesada (livre portando dos percalços políticos e tecnológicos associados ao enriquecimento de urânio).

O terceiro é a sua proximidade com Teerã, um local com pouca estabilidade sísmica (onde normalmente não se constrói reatores por motivos óbvios), mas que é mais facilmente defendido de um ataque aéreo pela proximidade com a capital. O reator de Bushehr por exemplo, esta a 1300Km de Teerã, as margens do golfo não é um lugar fácil de ser atingido por um inimigo, mas é construído em um dos únicos lugares sismicamente estáveis do Irã, por ser um reator comercial não é um algo militar legítimo.

O atual acordo de troca de urânio enriquecido em solo turco muda algo no “caminho da bomba”, na pratica não porque ele esta associado ao “caminho 1” onde os fins são a usina de Bushehr que tem a Rússia como fiadora e utilizações médicas e cientificas de material nuclear enriquecido.

Já o caminho 2, aquele que passa pelo reator de Arak este em nada é afetado, porque como vimos este tipo de reator opera com urânio natural.

EUA e Rússia sabem disto, que esta ofensiva diplomática brasileira dá ao Irã um credito político junto a comunidade internacional, porque afinal de contas o “Irã cedeu” em alguma coisa.

Cedeu porem em um aspecto que nada influencia seu “caminho da bomba”. E tenham certeza esta pirotecnia diplomática brasileira em muito irritou aos países que defendem sanções ao Irã, porque em nada impede o Irã de seguir o caminho da bomba.

Em muito ajuda ganhar tempo ao governo de Teerã.

Porque EUA e Rússia não criticam o Brasil abertamente? Em um primeiro momento para não parecer que estão com dor de cotovelo diplomático, até porque não estão; o que Lula fez foi ajudar Mahmoud Ahmadinejad a parecer mais “flexivel” perante o mundo enquanto seu plano da bomba continua inalterado.

O reator de Arak fica pronto daqui a 12 meses bem como a fabricação de água pesada em Kondabh. Estes são os alvos mais estratégicos para um ataque contra o Irã.

Até 2015 haverá plutônio suficiente para a produção das primeiras ogivas. A bomba atômica do Irã esta com seu make-up de engenharia pronto, falta o combustível e o iniciador de nêutrons.

Informações da Casa Branca, tendenciosas como aquelas produzidas contra o Iraque em 2003?

Não, isto são dados da inteligência russa, país que mais coopera com o Irã hoje em programas nucleares civis, mas que tem colocado mais energia política e diplomática nos últimos 5 anos para evitar um Irã nuclear.

Sabedoria política que sobra em Moscou, mas que falta em Brasília.”

Elizabeth

IMAGEM (complexos em Arak, no Irã, e Kushab, no Paquistão): Global Security

Obs – a imagem foi escolhida pela editoria do Blog, não pela autora do comentário.

Fonte: http://www.forte.jor.br/2010/05/18/acordo-nuclear-para-o-ira-comentario-em-destaque/
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Mr. Mustard em 20 de Maio de 2010, 14:24:53
O Iran está apenas tentando ganhar tempo. Tempo para conseguir enriquecer U a 90%, daí qualquer discussao sobre
sancoes vai caducar, pois teremos um fato consumado. A diplomacia brasileira está fazendo um jogo irresponsável: parece
aquelas pessoas que querem virar celebridade e para isso fazem alguma coisa "polêmica" para chamar a atencao.
É bom lembrar que essa discussao sobre o projeto nuclear do Iran já tem alguns anos, e o governo iraniano sempre tem
conseguido o que quer.


No final das contas, acho que quem vai dar a palavra final vai ser Israel: se ficar claro que os iranianos estao mesmo tentando
fabricar bombas, nao duvido que os israelense tentem bombardear suas instalacoes nucleares. E nao os culpo.

Eu também acho. O Irã nunca negou a vontade de varrer Israel do mapa.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 20 de Maio de 2010, 14:28:47
O Iran está apenas tentando ganhar tempo. Tempo para conseguir enriquecer U a 90%, daí qualquer discussao sobre
sancoes vai caducar, pois teremos um fato consumado. A diplomacia brasileira está fazendo um jogo irresponsável: parece
aquelas pessoas que querem virar celebridade e para isso fazem alguma coisa "polêmica" para chamar a atencao.
É bom lembrar que essa discussao sobre o projeto nuclear do Iran já tem alguns anos, e o governo iraniano sempre tem
conseguido o que quer.


No final das contas, acho que quem vai dar a palavra final vai ser Israel: se ficar claro que os iranianos estao mesmo tentando
fabricar bombas, nao duvido que os israelense tentem bombardear suas instalacoes nucleares. E nao os culpo.

Eu também acho. O Irã nunca negou a vontade de varrer Israel do mapa.
varrer?? não acredito nessa?? se fosse fazer isso.... palestinos seriam mortos também... e o Iran não tem treta com eles
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Mr. Mustard em 20 de Maio de 2010, 14:32:03
Isto não é um problema nem para Israel muito menos para o Irã.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Temma em 20 de Maio de 2010, 15:10:44
André Luiz,



Interessante o texto que você postou, sobretudo os aspectos técnicos.


mas fiquei com uma dúvida. Se os EUA e a ONU estão cientes da possibilidade de construção de uma bomba pelo "segundo caminho" do texto, porque o acordo feito com Brasil e Turquia é tão semelhante ao acordo que vinha sendo costurado (http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/02/100207_ira_domingo_pu.shtml) desde outubro passado? Algo teria mudado desde então?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Mr. Mustard em 20 de Maio de 2010, 15:15:22
Ms. Mustard,



Interessante o texto que você postou, sobretudo os aspectos técnicos.


mas fiquei com uma dúvida. Se os EUA e a ONU estão cientes da possibilidade de construção de uma bomba pelo "segundo caminho" do texto, porque o acordo feito com Brasil e Turquia é tão semelhante ao acordo que vinha sendo costurado (http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/02/100207_ira_domingo_pu.shtml) desde outubro passado? Algo teria mudado desde então?

Desculpe-me se eu estou falando groselha, mas eu postei um texto neste tópico?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Dbohr em 20 de Maio de 2010, 15:26:11
Foi o André Luiz :-P
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Temma em 20 de Maio de 2010, 15:37:02
Foi o André Luiz :-P

Ah, é isso mesmo. viajei, vou editar lá. DORGAS MANO :lol:


Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 20 de Maio de 2010, 16:12:01
http://aureliojornalismo.blogspot.com/2010/05/torcida-contra-o-brasil.html

A torcida contra o Brasil
[...]
Professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, coordenador geral do CELACC (Centro de Estudos Latino Americanos de Cultura e Comunicação) e membro do Alterjor (Grupo de Pesquisa de Jornalismo Popular e Alternativo).

Vários pontos do senhor Aurélio estão corretos, incluindo: o cerceamento da liberdade que Israel fez ao impedir a palestra do linguista e comunista estadunidense Chomsky; que há um certo maniqueísmo entre que é o "bem" (Ocidente) e quem é o  "mal" (opositores); entre outros.

Mas a pouca qualificação formal do senhor Aurélio para discorrer sobre Política Internacional; a sua apaixonante defesa da diplomacia brasileira neste caso e o fato de ser um "marqueteiro mais refinado" de esquerda também leva-o a mesma condição dos veículos de comunicação a quem ele critica: falta de isenção e consequente suspeição de suas declarações.
O Aurélio é o dono do blog, mas não é o autor de todo o texto. Se olhar lá, verá que há um link para a fonte original onde está o nome do autor do texto central: Dennis de Oliveira. O Aurélio só acrescentou o primeiro parágrafo e os comentários no final.

André Luiz,

Interessante o texto que você postou, sobretudo os aspectos técnicos.

mas fiquei com uma dúvida. Se os EUA e a ONU estão cientes da possibilidade de construção de uma bomba pelo "segundo caminho" do texto, porque o acordo feito com Brasil e Turquia é tão semelhante ao acordo que vinha sendo costurado (http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/02/100207_ira_domingo_pu.shtml) desde outubro passado? Algo teria mudado desde então?
Boa pergunta. Se tudo for como o texto insinua, o acordo que o Brasil e a Turquia costuraram pode ser inútil para os aspectos a que se propõe, mas ele é basicamente o mesmo acordo que os EUA tentaram fazer antes. Se é tão inútil assim, porque eles tentaram fazê-lo antes? Além disso, se o Irã detém todo o processo de produção para os insumos do reator de Arak, acho difícil que sanções impeçam o Irã de utilizá-lo para os seus propósitos.

E quanto a construir o reator em um local de pouca estabilidade sísmica, concordo que não seria uma escolha muito inteligente se o objetivo fosse apenas a geração de energia, mas vendo onde construíram a primeira usina nuclear do Brasil, vejo que há precedentes para a falta de inteligência em escolha de lugares.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 20 de Maio de 2010, 16:14:31
Irã ameaça cancelar acordo se houver sanções da ONU

Parlamentar afirma que acordo com Brasil e Turquia pode ser rejeitado caso Conselho de Segurança da ONU aprove novas sanções

O Irã pode cancelar seu acordo com a Turquia e o Brasil para transferir parte de seu urânio ao exterior se o Conselho de Segurança da ONU aprovar uma nova rodada de sanções contra o país, disse nesta quinta-feira um membro do Parlamento iraniano.

O Brasil e a Turquia mediaram um acordo nesta semana em que o Irã concordou em enviar parte de seu urânio de baixo enriquecimento ao exterior em troca de combustível para um reator de pesquisa médica. A primeira leva está programada para chegar na Turquia dentro de um mês.

O acordo foi inicialmente sugerido como forma de permitir à comunidade internacional o acompanhamento do material nuclear que o Ocidente suspeita ser para a construção de armas nucleares no Irã.

Turquia, Brasil e Irã fizeram um apelo para suspender as negociações para novas sanções por conta do acordo de troca, mas críticos descrevem o acordo como uma tática para evitar ou adiar as sanções.

Apesar do acordo, Washington circulou um esboço da resolução de sanções, acordado por todos os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU depois de meses de negociações.

"Se (o Ocidente) emitir uma nova resolução contra o Irã, não nos comprometeremos com a declaração de Teerã e o envio de combustível ao exterior será cancelado", disse o legislador Mohammad Reza Bahonar, um dos mais importantes do Parlamento iraniano, à agência de notícias iraniana Mehr.

"As potências junto ao Conselho de Segurança da ONU chegaram a um consenso sobre o Irã e é bem possível que no futuro próximo seja colocado em operação uma quarta rodada de resoluções contra o Irã", acrescentou Bahonar.

As novas sanções teriam como alvo os bancos iranianos e um pedido para inspecionar navios suspeitos de transportar carga relacionada aos programas nucleares e de mísseis do Irã.

O Irã rejeitou anteriormente o esboço de resolução dizendo que falta legitimidade à proposta e que é improvável que ela seja aprovada. O país diz que suas ambições atômicas são puramente sem fins militares e se recusa a suspender o enriquecimento de urânio.

"Os americanos levarão o desejo de prejudicar a nação iraniana aos seus túmulos", disse o presidente Mahmoud Ahmadinejad a militares na quinta-feira, segundo a agência estatal de notícias IRNA.

Brasil e Turquia pedem que ONU evite sanções

Brasil e Turquia pediram na quarta-feira ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que evite adotar sanções contra o Irã por causa de seu programa nuclear. O pedido foi feito em uma carta assinada pelos chanceleres dos dois países, informou o ministério das Relações Exteriores brasileiro.

"Brasil e Turquia estão convencidos de que é o momento de dar uma chance às negociações e evitar medidas que sejam prejudiciais a uma solução pacífica para esta questão", diz o texto assinado pelo ministro Celso Amorim e por seu colega turco Ahmet Davutoglu.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/ira+ameaca+cancelar+acordo+se+houver+sancoes+da+onu/n1237628467230.html
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 21 de Maio de 2010, 16:24:48
ONU enfatiza importância de acordo entre Brasil, Turquia e Irã

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, qualificou hoje de "importante" o acordo obtido nesta semana entre Brasil, Turquia e Irã para que a República Islâmica envie seu urânio para enriquecimento no exterior.

"Brasil e Turquia trabalharam juntos para oferecer uma importante iniciativa à resolução das tensões internacionais sobre o programa nuclear do Irã de forma pacífica", afirmou Ban em discurso na Universidade do Bósforo de Istambul.

"Esperamos que esta e outras iniciativas permitam uma solução negociada", acrescentou Ban, que se encontra em Istambul para participar de uma conferência sobre a situação na Somália, organizada pela ONU e pelo Governo da Turquia.

No entanto,o secretário-geral da ONU destacou a necessidade de que, antes de mais nada, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) avalie o acordo nuclear com o Irã do ponto de vista técnico e "profissional".

Fechado na segunda-feira, o acordo inclui o compromisso do Irã de enviar ao exterior, especificamente à Turquia, uma quantidade de 1,2 mil quilos de urânio pouco enriquecido para receber no prazo de um ano 120 quilos do combustível enriquecido a 20%, nível suficiente para o reator médico pretendido pelo país.

Segundo o ministro de Exteriores turco, Ahmet Davutoglu, esse tratamento cumpre, em linhas gerais, a proposta formulada no ano passado pela AIEA. No entanto, o organismo ainda não se pronunciou sobre o novo pacto.

As declarações de Ban ocorrem enquanto o Conselho de Segurança da ONU analisa a proposta dos Estados Unidos de aplicar uma quarta rodada de sanções internacionais ao Irã por causa de seu polêmico programa atômico, suspeito pelas potências ocidentais de ter fins bélicos, o que é negado pelo regime de Teerã.

O projeto de novas sanções conta com o apoio dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - EUA, Rússia, França, China e Reino Unido, os países com direito a veto de resoluções. Eles querem que o Irã detenha o programa de enriquecimento de urânio.

Brasil e Turquia, dois dos dez membros não-permanentes do Conselho, se opõem às novas sanções e defendem negociações diplomáticas para o fim do conflito.

Ambos os países consideram o acordo obtido com o Irã um "triunfo da diplomacia" que abriria novas vias para negociar uma solução pacífica ao contencioso, mas os EUA e outras potências ocidentais acham que a República Islâmica tenta apenas, mais uma vez, ganhar tempo para poder continuar com suas aspirações nucleares.

Desde Tóquio, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse hoje que acredita que o Conselho de Segurança da ONU aprove uma "resolução forte" contra o Irã e advertiu a este país que ficará isolado caso não cumpra com suas obrigações.

http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=24315475
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 21 de Maio de 2010, 22:32:37
http://aureliojornalismo.blogspot.com/2010/05/torcida-contra-o-brasil.html

A torcida contra o Brasil
[...]
Professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, coordenador geral do CELACC (Centro de Estudos Latino Americanos de Cultura e Comunicação) e membro do Alterjor (Grupo de Pesquisa de Jornalismo Popular e Alternativo).

Vários pontos do senhor Aurélio estão corretos, incluindo: o cerceamento da liberdade que Israel fez ao impedir a palestra do linguista e comunista estadunidense Chomsky; que há um certo maniqueísmo entre que é o "bem" (Ocidente) e quem é o  "mal" (opositores); entre outros.

Mas a pouca qualificação formal do senhor Aurélio para discorrer sobre Política Internacional; a sua apaixonante defesa da diplomacia brasileira neste caso e o fato de ser um "marqueteiro mais refinado" de esquerda também leva-o a mesma condição dos veículos de comunicação a quem ele critica: falta de isenção e consequente suspeição de suas declarações.
O Aurélio é o dono do blog, mas não é o autor de todo o texto. Se olhar lá, verá que há um link para a fonte original onde está o nome do autor do texto central: Dennis de Oliveira. O Aurélio só acrescentou o primeiro parágrafo e os comentários no final.

 :ok:
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 24 de Maio de 2010, 11:08:53
Irã detalha acordo de troca de combustível para agência da ONU

O Irã detalhou nesta segunda-feira à agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) um acordo sob o qual se compromete a entregar parte de seu urânio enriquecido. A República Islâmica classificou o acordo como um passo importante no caminho da solução de um impasse com potências mundiais que agora buscam a imposição de sanções ao Irã.

Uma carta assinada pelo chefe do programa nuclear do Irã, Ali Akbar Salehi, foi entregue ao secretário-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Yuliya Amano, durante reunião de 45 minutos em Viena, disse um diplomata iraniano a jornalistas sem dar mais detalhes.

A emissora de TV estatal em língua árabe do Irã al-Alam citou trechos da carta de Salehi na qual ele afirma que o acordo é "um grande passo adiante" na direção de acabar com as preocupações sobre o programa nuclear do país. Não houve comentário imediato da AIEA.

O acordo para enviar urânio de baixo enriquecimento em troca do combustível necessário para operar um reator de pesquisas médicas tem o objetivo de reduzir os temores de que o Irã possa juntar material suficiente para a fabricação de armas nucleares. O pacto foi mediado pelo Brasil e pela Turquia.

Sob o plano, o Irã transferirá 1.200 quilos de urânio de baixo enriquecimento, o suficiente para uma bomba se enriquecido na quantidade certa, para a Turquia em troca de combustível nuclear para seu reator médico.

Mas as potências mundiais expressaram dúvidas sobre a validade do acordo, baseado em uma proposta feita sete meses antes pela AIEA, pois os estoques iranianos de urânio de baixo enriquecimento já cresceu muito desde então, o que pode deixar material suficiente para a construção de uma bomba.

O Irã também já iniciou o refino de urânio em um grau maior.

O porta-voz do Ministério do Exterior do Irã, Ramin Mehmanparast, disse que Irã aceitou o acordo de troca de combustível nuclear para mostrar boa fé aos esforços de reduzir as tensões sobre seu programa nuclear, que o país reitera ser inteiramente pacífico.

"O Irã aceitou as condições para criar uma atmosfera baseada na confiança e na cooperação", disse Mehmanparast em entrevista coletiva durante visita a Istambul.

Ele disse que Teerã espera a aprovação do grupo de países de Viena que, pelo acordo, devem fornecer urânio enriquecido em 20 por cento em troca do urânio enriquecido em 3,5 por cento, que será enviado à Turquia.

"Vamos chegar a um acordo com o grupo após a discussão de todos os detalhes técnicos e oficiais estar completa. Um possível acordo com o grupo de Viena... que dará uma solução política e pacífica para todo o mundo."

O acordo original, mediado entre Irã, Estados Unidos, França e Rússia em outubro, naufragou por conta de divergências sobre detalhes.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse na sexta-feira esperar que o novo acordo abra caminho para uma solução negociada.

Mas os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU concordaram com um novo conjunto de sanções contra o Irã que Washington entregou ao Conselho de Segurança na semana passada.

http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=24343208
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 24 de Maio de 2010, 11:18:29
http://blogdobourdoukan.blogspot.com/2010/05/vassalagem-nao-tem-jeito-mesmo.html
Vassalagem

Não tem jeito mesmo. O pessoal da Quirguízia é quem tem razão. Pau que nasce torto não tem jeito morre torto.

Nunca vi tanta vassalagem midiática. Sim! Estou falando  sobre o acordo acertado entre Brasil, Turquia e Irã .

Não sabendo que era impossível, foi lá e fez.

Sim! Estou falando do presidente Lula.


Conseguiu trazer à mesa de negociação o Sr. Mahmoud Ahmadinejad quando ninguém mais acreditava.

Nem a ONU, nem os Estados Unidos e nem a Comunidade Européia.

Mas Lula é um sertanejo e o sertanejo é, antes de tudo, um forte.

Palavra de Euclides da Cunha.

Assinado o acordo, o que acontece?

Os donos do mundo, travestidos em cordeiros em pele de lobo (na verdade o inverso), acionaram a mídia vassala, que não deixou por menos.

Uivos e mais uivos.

A baba fétida que soltavam tinha apenas um alvo, Lula, o brasileiro.

Como ele se atreve?

Quem pensa que ele é?

Durante uma semana o brasileiro não foi poupado.

A mídia produzida no Brasil, que de brasileira não tem nada, engasgava na própria baba.

Queria, e continua querendo, mostrar aos donos do mundo que vassalagem é com ela mesmo.

Bateu, vociferou e até amaldiçoou.

Uma ou outra voz solitária tentava destoar do coro geral.

E aí veio a revelação bombástica.

O acordo assinado nada mais era do que o desejado pelos donos do mundo.

Revelou-se a existência de uma carta secreta enviada pelo presidente Obama ao presidente Lula agradecendo seus esforços e desejando sucesso na missão impossível.

Então por que essa mudança repentina de Obama?

Quem o pressionou para mudar de idéia?

Talvez a resposta esteja com o Sr. Henry Ford.

Procure e acharás!

http://virgiliofreire.blogspot.com/2009/09/tudo-que-voce-sabe-sobre-o-ira-e-um.html
Tudo que você sabe sobre o Irã é um Mito
O Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, começa hoje visita oficial ao nosso país.

Forme sua própria opinião, sem ser manipulado pela mídia e pelos sionistas. O artigo abaixo faz uma lúcida análise das idéias e dos discursos do líder Iraniano.

Lembre que o Irã nunca atacou, e que não ameaça atacar outros países. Israel é que tem um discurso belicista e ameaçador.
 (leiam mais no blog)
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 24 de Maio de 2010, 20:27:38
o texto anterior é, digamos, meia boca

esse indicado ao final  http://virgiliofreire.blogspot.com/2009/09/tudo-que-voce-sabe-sobre-o-ira-e-um.html vale a leitura e reflexão
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 24 de Maio de 2010, 20:43:54
o texto anterior é, digamos, meia boca

esse indicado ao final  http://virgiliofreire.blogspot.com/2009/09/tudo-que-voce-sabe-sobre-o-ira-e-um.html vale a leitura e reflexão
se o texto é meia-boca imagina as noticias da Big Media
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: CyberLizard em 24 de Maio de 2010, 21:21:33
Acabou de sair na imprensa internacional o vazamento de um documento de 1975 no qual Israel negocia armas nucleares com a África do Sul, sob o regime de Apartheid:

http://www.guardian.co.uk/world/2010/may/23/israel-south-africa-nuclear-weapons

Sinceramente, o caos no Oriente Médio já começou faz tempo, não agora. Um país irresponsável com armas nucleares? Já tem faz tempo. E nem sei se o Irã é tão irresponsável assim ou tem uma ligação tão próxima com terroristas talibãs como fala-se tanto. Os órgãos internacionais já assinaram um atestado de incompetência faz muito tempo. As intervenções deles acabaram piorando mais do que ajudando até agora, graças à sua enorme parcialidade.  :(
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 24 de Maio de 2010, 21:44:36
Vocês ja ouviram a frase:"Dos males, o menor"?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 25 de Maio de 2010, 10:10:00
Acordo é 'concessão máxima', diz enviado do Irã à AIEA

O Irã afirma que a proposta de acordo apresentada à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para obter combustível nuclear enriquecido no exterior é uma "concessão máxima" que mostra que o país está pronto para dar início a um novo capítulo de cooperação com o Ocidente.

O embaixador iraniano na AIEA pediu ao Conselho de Segurança da ONU que responda positivamente à carta formalizando a proposta, entregue na segunda-feira.

Ali Asghar Soltanieh falou com a BBC no dia em que a carta - com os detalhes do acordo mediado pelo Brasil e pela Turquia - foi entregue à agência nuclear da ONU.

O enviado do Irã à AIEA disse que esta é uma "concessão máxima" e pediu ao Grupo de Viena que "aproveite esta oportunidade única" para negociar os detalhes técnicos do acordo.

"Tenho certeza de que eles vão adotar as ações corretas e mudar a postura de confrontação, resoluções e sanções... então, acho que abriremos um novo capítulo de cooperação", afirmou.

Mas algumas potências ocidentais afirmam que o acordo veio tarde demais e os países membros do Conselho de Segurança da ONU esboçaram, na semana passada, um novo pacote de sanções contra o Irã por causa de seu programa nuclear.

Remoção de urânio

Um acordo envolvendo a troca de combustível foi proposto pela primeira vez pela AIEA em outubro passado em conjunto com os Estados Unidos, França e Rússia (o chamado Grupo de Viena), em nome das seis potências mundiais que acreditam que o Irã esteja tentando desenvolver armas nucleares (Estados Unidos, França, Rússia, China, Alemanha e Grã-Bretanha).

O acordo prevê a troca de 1,2 tonelada de urânio com baixo grau de enriquecimento (3,5%) do Irã por urânio com grau maior de enriquecimento (20%) vindo do exterior para ser usado como combustível em um reator nuclear em Teerã, construído anos atrás pelos Estados Unidos para pesquisas médicas.

Nos últimos oito meses, o Irã tentou mudar os termos deste acordo e, no último dia 17 de maio, anunciou seu compromisso em transferir o urânio, depois de intensa mediação do Brasil e da Turquia.

O novo elemento do acordo em relação ao que estava na mesa em outubro é que o urânio com baixo grau de enriquecimento iraniano seria depositado na Turquia como garantia de que o país receberia o combustível para seu reator.

'Concessão máxima'

"Não teremos certeza, a não ser que este combustível esteja dentro do reator, de que a troca realmente vá acontecer", disse Soltanieh, indicando as suspeitas que permanecem no Irã desde que os Estados Unidos deixaram de cumprir uma série de contratos nucleares com o país depois da Revolução Islâmica, em 1979.

Uma vez que o Irã receber o combustível, o "depósito" seria enviado ao país que tiver fornecido o urânio com maior grau de enriquecimento, possivelmente a Rússia, disse ele.

O enviado do Irã à AIEA afirmou que esta é uma "concessão máxima" e pediu ao Grupo de Viena que "aproveite esta oportunidade única" para negociar os detalhes técnicos do acordo.

"Tenho certeza de que eles vão adotar as ações corretas e mudar a postura de confrontação, resoluções e sanções... então, acho que abriremos um novo capítulo de cooperação", afirmou.

Suspeitas ocidentais

Mas os países ocidentais afirmam que a troca de combustível perdeu valor como forma de aumentar a confiança no Irã, porque os estoques de urânio no país cresceram desde outubro, e porque, em fevereiro, o país decidiu aumentar o grau de enriquecimento de urânio para 20%.

Os países ocidentais temem que, ao desenvolver a tecnologia de enriquecimento, o Irã possa chegar a produzir urânio enriquecido em 90%, o grau necessário para a construção de armas nucleares.

Liderados pelos Estados Unidos, eles discutiram uma nova rodada de sanções contra o Irã no Conselho de Segurança. O acordo mediado pelo Brasil e pela Turquia foi visto por estes países como uma tentativa de Teerã de evitar as sanções.

Para os diplomatas ocidentais, a principal questão é que o Irã continua a enriquecer urânio, desafiando as resoluções da ONU.

Eles se referem às declarações da AIEA de que a falta de cooperação iraniana não permite que a agência confirme se as intenções do programa nuclear do país são pacíficas, como Teerã alega.

Soltanieh, no entanto, deixou claro que o fim do enriquecimento de urânio no Irã não pode ser o ponto de partida das negociações.

Resoluções da ONU como esta "não são possíveis, não são implementáveis" disse ele, defendendo o que chama de direito do Irã, como país membro do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (NPT, na sigla em inglês), de produzir combustível nuclear para fins pacíficos, e sugerindo que o governo iraniano pode reconsiderar o acordo de troca de combustível se o Conselho de Segurança da ONU votar a favor das sanções.

Em vez disso, ele pediu aos dois lados que "abram uma nova avenida para construção de confiança mútua", afirmando que "tem havido um sério déficit de confiança nos últimos 30 anos".

http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo-bbc.aspx?cp-documentid=24353970
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 25 de Maio de 2010, 12:44:12
Retrato sincero sobre o Irã, para quem quer saber o que é o Irã de fato.

http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1524

Da Revista NovaE

O Iran que eu conheci – Por Sonia Bonzi

Depois de ter morado no Irã, minha maneira de ver o mundo mudou bastante. Não acredito em mais nada do que diz a grande mídia.

Quando soube que ia morar em Teerã senti um certo medo, mas aceitei o desafio. Comecei uma busca voraz por informações sobre o país, a cidade, a história, o povo. Depois de tudo que li, decidi que viveria em casa, reclusa, lendo, escrevendo, fazendo crochet, inventando moda…

Parti de Londres pronta para o sacrifício. Teria que conviver com os xiitas radicais, terroristas cruéis, apedrejadores de mulheres, exterminadores de homossexuais, homens-bomba, mulheres oprimidas, cobertas com véus…

Eu estava submetida às leis locais e me seria vedado mostrar cabelos, pernas e braços. Ficar em casa era o que mais me atraia. Vestir um chador para sair me parecia um pouco demais. A caminho de Teerã eu depositava o sucesso da minha estadia nos jardins da casa onde fui morar. Ter aquele espaço me bastaria.

Logo ao sair do aeroporto comecei a ter uma imagem diferente de tudo aquilo que eu tinha lido. Tudo tão bonito, belas estradas, muita luz, viadutos com mosaicos, jardins bem cuidados, gente vendendo flores nos sinais, um engarrafamento sem buzinas, pedestres poderosos cruzando entre os carros, rapaziada de cabelo espetado, mocinhos com camisetas apertadinhas, moças lindas, super produzidas e também muitas mulheres de chador. Parques cheios de gente. Muita criança. Muito pic nic.

Dizem que a primeira impressão é a que vale. Gostei da chegada. Não tive medo. Não vi tanques, cadafalsos, escoltas armadas… Gostei das caras, das montanhas, das casas, das árvores, dos muros, do alfabeto que me tornava analfabeta.

Logo no segundo dia eu já tinha entendido que minha leitura sobre o cotidiano não tinha nada de realidade. Eu não precisava usar chador. Podia sair vestida com uma calça comprida, um camisão de mangas compridas e um lenço na cabeça. Senti-me nos anos 70, quando eu não dispensava um lencinho.

Deixei o jardim de casa e fui conhecer Teerã.

A imprensa e os meios de comunicação do ocidente me deixavam confusa. O que eu lia e ouvia não correspondi ao que eu vivia e via.

Encontro um povo é acolhedor, educado, culto, simpático, que gosta de fazer amigos, que abre as portas de casa para os estrangeiros, gosta de música, de dança, de declamar poesia… Não encontrei os problemas de abastecimento que me informaram haveria. Comprava-se de tudo, inclusive uísque e vodka. Bastava um telefonema.

Os temíveis homens-bomba nunca passaram por lá. Ninguém se explodia. Foi horrível constatar que enforcamentos aconteciam de vez em quando. Apedrejamento de mulher adúltera já não acontecia há 14 anos.

Fiquei amiga de muitos gays, fiz e fui a festas espetaculares, tomei vinho feito em casa, viajei sem escoltas pelo país, visitei amigos em suas casas de campo, de praia, de montanha…

Apaixonei-me pela culinária refinadíssima, morro de saudades das nozes, pistaches, castanhas, avelãs, frutas secas. Não me esqueço dos pães, do iogurte, do suco de romã puro ou com vodka…

Conheci a Pérsia profunda: lagos salgados, desertos salgados, as antigas capitais, segui a “rota da seda”, dormi em caravanserais… Sempre assessorada por amigos locais.

Não conheci um iraniano, de nenhuma classe social, que fosse favorável ao regime teocrático instalado no país. Só uma coisa aproxima o povo do governo: o direito à tecnologia nuclear.

A pressão do ocidente fortalece e radicaliza os aiatolás. O povo do Irã não aceita esta interferência mundial. Quem são os ocidentais para dizer a eles o que fazer? Eles não vem o ocidente como um modelo a ser seguido. Eles não acreditam nos governos que já apoiaram Sadam Hussein numa guerra contra eles. Eles não tem razão para acreditar nas grandes potências. Isto incomoda. Melhor demonizá-los. Eles são acusados de não cumprirem acordos. Quem os acusa também não cumpre.
O domínio da tecnologia nuclear é considerado pelo povo do Irã como um direito deles, que sempre tiveram grandes cientistas, que sempre valorizaram o conhecimento, a medicina de ponta, que querem vender energia nuclear..

O povo iraniano não começa uma guerra há mais de 200 anos. Eles não são belicosos. São diferentes de seus vizinhos. A instabilidade no Oriente Médio não é causada pelo Irã. Apesar da força que a imprensa, os governos, as corporações fazem para denegrir a imagem do Irã, eu confesso que o Irã que eu conheci não é o que é descrito pela mídia ocidental.

Não há favelas em Teerã, não há miseráveis pelas ruas. Minorias tem seus representantes no Congresso, judeus tem seus negócios, suas sinagogas, zoroastrianos tem acesa a chama em seus templos. A família é uma instituição valorizada. Refugiados palestinos e iraquianos são mantidos pelo governo e pelo povo iraniano, que lhes oferece abrigo, alimento e escolas…
Não acredito que ameaças e o uso da força possam melhorar a situação na região. Os iranianos não são os iraquianos. Ser mártir para defender a religião ou a pátria é motivo de júbilo até para as mães.

A negociação, o respeito, a falta de arrogância, as informações corretas são as armas para defender a estabilidade no mundo. Pena que muitos interesses financeiros estejam acima dos sonhos de bem-estar e paz.

A escritora Sonia Bonzi é uma das mais antigas colaboradoras da NovaE, escrevendo do Irã e de vários países do mundo.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 25 de Maio de 2010, 14:45:58
(http://2.bp.blogspot.com/_F4GoOz8uPaQ/S_wGlqRJbeI/AAAAAAAAAuw/hMmxmnEy0ms/s1600/israel_nuclear1.jpg)
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 25 de Maio de 2010, 15:24:17
Juca, isso é o Irã de fato ou apenas a opinião de alguém sobre ele? Porque podemos achar um monte de opiniões conflitantes quando nos apoiamos em evidências anedóticas.....
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 25 de Maio de 2010, 15:29:29
vejam essa hipocrisia do Malafaia

(http://3.bp.blogspot.com/_dDFQUpN3z1Y/S_wRgW5XqjI/AAAAAAAABsw/p_0FuuJByNU/s1600/168_07.jpg)

Malafaia falou isto porque ele (e outros líderes cristãos) promovem turismo religioso na Terra Santa. E se ele disser um ai de Israel, ele e suas ovelhas ficam proibidas de entrar no país.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 25 de Maio de 2010, 15:35:35
Ad Hominem....
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 25 de Maio de 2010, 15:38:46
Juca, acho que a coisa não é tão simples assim, nem contra o Irã, nem contra a grande mídia.
Isso é um tema recorrente aqui..

O Irã acaba de sair de um ciclo fortíssimo de repressão por parte da polícia devido a reclamações sobre fraudes e pedindo uma sociedade mais aberta e menos teocrática.

Note uma coisa: Quando houve os incidentes em SP do PCC, claramente o mundo em que eu vivia não era o mundo que era visto pelas pessoas que assistiam televisão, mas isso é uma questão da mídia, não da grande ou pequena, mas simplesmente da midia.

Veja que pessoas que vêem a midia mais alternativa costumam ter uma visão que soa enviezada para muitos, como ver FHC como vendilhão do templo, os EUA como o demônio, a veja como ultra conservadora (quando na verdade são alinhados politicamente mas são a favor de gays, regulamentação, etc..), e assim vamos.

Voltando ao PCC. Quando vemos a noticia do que ocorria em SP, eu devo entender que a midia conta uma história sobre um fato relevante e que de maneira alguma EU deveria entender aquilo como retrato generalizado do mundo. Eu sei que a midia é assim, todas elas.

Então, quando vemos na verdade uma "grande midia" ou "midia petista" ou uma "midia revolucionaria" isso as vezes representa muito mais uma agressão à ideologia de quem está lendo do que a ideologia do conjunto de pessoas que estão escrevendo naquela midia específica.

A favor de jornais mais complexos e maiores como folha, estado, etc.., o que temos são muito mais pessoas de muito mais opiniões, é comum articulistas com visões bem distintas sobre um mesmo tema, e considero para, o bom leitor, esses são grandes jornais.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 25 de Maio de 2010, 15:40:13
Juca, acho que a coisa não é tão simples assim, nem contra o Irã, nem contra a grande mídia.
Isso é um tema recorrente aqui..

O Irã acaba de sair de um ciclo fortíssimo de repressão por parte da polícia devido a reclamações sobre fraudes e pedindo uma sociedade mais aberta e menos teocrática.
Nossa... quando se fala de Iran... todo mundo vira o bonzinho, revoltado.. metido a libertador ("papai USA mandou eu falar")... fraude?? Nunca foi provada a fraude nas eleições do Iran... ao contrário das eleições de 2000 dos EUA.

Citar
Veja que pessoas que vêem a midia mais alternativa costumam ter uma visão que soa enviezada para muitos, como ver FHC como vendilhão do templo, os EUA como o demônio, a veja como ultra conservadora (quando na verdade são alinhados politicamente mas são a favor de gays, regulamentação, etc..), e assim vamos.
Olha.. Lula... e FHC não são exemplos morais. EUAcomo demônio. Oh... um país que se comporta "bem" quer ser chamado de quê?? Não chamemos nenhum país de demônio.




Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 25 de Maio de 2010, 15:42:01
Esse tópico esta virando um amontoado de falácias.... São ad hominens, tu quoque, falsa dicotomia....
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 25 de Maio de 2010, 15:43:20
Esse tópico esta virando um amontoado de falácias.... São ad hominens, tu quoque, falsa dicotomia....
oh.. claro... é tudo falácia mesmo!! quando não te agrada é falácia!!!
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 25 de Maio de 2010, 15:43:52
Esse tópico esta virando um amontoado de falácias.... São ad hominens, tu quoque, falsa dicotomia....
oh.. claro... é tudo falácia mesmo!! quando não te agrada é falácia!!!

Vai estudar o que são falácias e depois a gente conversa.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 25 de Maio de 2010, 15:44:45
Esse tópico esta virando um amontoado de falácias.... São ad hominens, tu quoque, falsa dicotomia....
oh.. claro... é tudo falácia mesmo!! quando não te agrada é falácia!!!

Vai estudar o que são falácias e depois a gente conversa.
estude você tambem
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 25 de Maio de 2010, 15:54:01
Esse tópico esta virando um amontoado de falácias.... São ad hominens, tu quoque, falsa dicotomia....

barata eu não perco mais meu tempo..
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 25 de Maio de 2010, 15:58:12
Esse tópico esta virando um amontoado de falácias.... São ad hominens, tu quoque, falsa dicotomia....
oh.. claro... é tudo falácia mesmo!! quando não te agrada é falácia!!!

Vai estudar o que são falácias e depois a gente conversa.
estude você tambem
Que tipo de resposta é essa?Quantos anos você tem?10?
Vai você.
Não, vai você.
Não, vai você.

Se você acha que não são falácias, argumente.

Bem, quando Israel desenvolve armas nucleares no oriente médio, ninguém reclama. Quando Israel se recusa a assinar tratado de não-proliferação de armas nucleares, ninguém liga. E agora de repente começa todo esse auê com o Irã? Qual a origem desses dois pesos e duas medidas? O fato de um deles ser aliado histórico, quase uma extensão dos Estados Unidos? O fato do outro ter um grande estoque de petróleo? Já ouvi essa história de "armas de destruição em massa" antes...

Aqui temos um claro tu quoque.


Exato.... cara.... o modus operandi é o seguinte... quem não se curva ao lobby US-Israel.... será atacado e marginalizado pela "Comunidade Internacional" (Leia-se: Israel e USA)...  E pior de tudo: a mídia "livre" como Folha, Veja, Globo e Estadão se portam como Porta-Vozes e Papagaios desta "Comunidade".
ad hominem

Então você concorda que o Talebã tem direito a possuir uma bomba atômica?
Sim, qual problema?? Os EUA não tem?? Israel não tem ?
outro tu quoque

Os EUA odeiam terroristas porque não toleram concorrentes
Então você acha que jogar aviões em prédios é uma atitude justificavel?
eu falei isso??? eu justifikei este ato ?
Bom, quem acha justo dar um bomba atômica ao Talebã deve achar justo eles jogarem um avião num prédio.
e qual o problema de jogar?? pra gosta de promover "guerras libertárias" isso não é nada...
e pra mim... Taliban e Casa Branca são farinha do mesmo saco...
Nem preciso comentar...

Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Mr. Mustard em 25 de Maio de 2010, 16:14:20
من فکر می کنم استبان است مسلمان است. :hehe:
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: CyberLizard em 25 de Maio de 2010, 17:00:34
Bem, quando Israel desenvolve armas nucleares no oriente médio, ninguém reclama. Quando Israel se recusa a assinar tratado de não-proliferação de armas nucleares, ninguém liga. E agora de repente começa todo esse auê com o Irã? Qual a origem desses dois pesos e duas medidas? O fato de um deles ser aliado histórico, quase uma extensão dos Estados Unidos? O fato do outro ter um grande estoque de petróleo? Já ouvi essa história de "armas de destruição em massa" antes...

Aqui temos um claro tu quoque.
Fio, o que eu analizei neste post é o uso de dois pesos e duas medidas, tanto por parte de países como EUA como por parte da imprensa internacional e de órgãos internacionais. Eu nem estava tentando justificar nada no texto em questão. Como pode ser tu quoque?

Com relação às minhas postagens depois deste ponto, se alguém me acusar de dar um soco em alguém e eu disser "ele também me deu um soco antes!", isso é tu quoque. Mas se eu comentar algo como: "depois de uma pessoa X acertar um soco em uma pessoa Y, a reação de Y se tornar agressivo em relação à X é algo inevitável", isso NÃO É tu quoque.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 25 de Maio de 2010, 18:01:49
Juca, acho que a coisa não é tão simples assim, nem contra o Irã, nem contra a grande mídia.
Isso é um tema recorrente aqui..

O Irã acaba de sair de um ciclo fortíssimo de repressão por parte da polícia devido a reclamações sobre fraudes e pedindo uma sociedade mais aberta e menos teocrática.

Note uma coisa: Quando houve os incidentes em SP do PCC, claramente o mundo em que eu vivia não era o mundo que era visto pelas pessoas que assistiam televisão, mas isso é uma questão da mídia, não da grande ou pequena, mas simplesmente da midia.

Veja que pessoas que vêem a midia mais alternativa costumam ter uma visão que soa enviezada para muitos, como ver FHC como vendilhão do templo, os EUA como o demônio, a veja como ultra conservadora (quando na verdade são alinhados politicamente mas são a favor de gays, regulamentação, etc..), e assim vamos.

Voltando ao PCC. Quando vemos a noticia do que ocorria em SP, eu devo entender que a midia conta uma história sobre um fato relevante e que de maneira alguma EU deveria entender aquilo como retrato generalizado do mundo. Eu sei que a midia é assim, todas elas.

Então, quando vemos na verdade uma "grande midia" ou "midia petista" ou uma "midia revolucionaria" isso as vezes representa muito mais uma agressão à ideologia de quem está lendo do que a ideologia do conjunto de pessoas que estão escrevendo naquela midia específica.

A favor de jornais mais complexos e maiores como folha, estado, etc.., o que temos são muito mais pessoas de muito mais opiniões, é comum articulistas com visões bem distintas sobre um mesmo tema, e considero para, o bom leitor, esses são grandes jornais.


O que a autora com seu testemunho pessoal fez,  foi ajudar a quebrar estereótipos que não correspondem a realidade de um povo, no caso o Irã. Quando olhamos para um país governado pela religião, que satanizam o ocidente e seu modo de vida, tendemos a achar que o povo de fato é assim, quando isso é retórica usada de forma estratégica pelos Aiátolas, para reunir o povo na idéia comum a todos, que autora mostrou, que é a aversão dos iranianos pela ingerência externa e à incoerência diplomática das grandes potências, no caso ela mostrou o fato de apoiarem, um dia, o Saddam.

Diante disso, existe uma crítica fundamental a mídia de um modo geral ( não só a grande a meu ver ), por não mostrar a verdadeira face de um povo e por aceitar um discurso de via única, que não ajuda as pessoas a compreender uma nação e uma cultura tão diversa, ocultando-nos o que poderia ser uma porta de compreensão e entendimento aos caminhos que uma nação toma ao longo da história. Tendo posse da realidade, do cotidiano natural que essa nação toma, as pessoas comuns no ocidente poderiam não aceitar a retórica deste lado do mundo, que tenta nos passar a versão de um povo bárbaro e intolerante com nossos costumes, nos levando a não aceitar o belicismo hipócrita que é imposto através da dicotomia deste e do outro lado.

Quanto ao jornalões, eu os leio diariamente, sempre tentando manter uma distância crítica em relação ao que leio. Não necessariamente sendo do contra, mas com o meu entendimento que os grandes jornais tem sim interesses específicos, que transcendem aqueles pessoais de seus jornalistas, e que podem ou não ser o seu em particular. No caso dos estereótipos formados pelas notícias que se repetem por anos, as vezes décadas a fio, mostrando apenas o lado mais conveniente, fazendo muitos de seus leitores cair nessa armadilha do preconceito e intolerância, acho válido e muito importante que a crítica se faça presente, desconstruindo uma imagem gerada por uma visão que se formou míope.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Dr. Manhattan em 25 de Maio de 2010, 18:47:40

O que a autora com seu testemunho pessoal fez,  foi ajudar a quebrar estereótipos que não correspondem a realidade de um povo, no caso o Irã. Quando olhamos para um país governado pela religião, que satanizam o ocidente e seu modo de vida, tendemos a achar que o povo de fato é assim, quando isso é retórica usada de forma estratégica pelos Aiátolas, para reunir o povo na idéia comum a todos, que autora mostrou, que é a aversão dos iranianos pela ingerência externa e à incoerência diplomática das grandes potências, no caso ela mostrou o fato de apoiarem, um dia, o Saddam.

Não seria isso um espantalho? Eu, por exemplo, não costumo ver a "grande" mídia criticar o POVO iraniano, mas sim o seu governo.
É certo que a maioria das pessoas que conheço tem uma visão estereotipada dos iranianos, mas isso me parece mais uma mistura de
uma confusão entre governo e povo com a retórica de radicais (daqui) que tentam descrever todos os muçulmanos como fanáticos.

Da mesma forma, já encontrei várias pessoas no exterior que pensam que todos os brasileiros desejam devastar a Amazônia.




Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 25 de Maio de 2010, 20:10:31
Bem, quando Israel desenvolve armas nucleares no oriente médio, ninguém reclama. Quando Israel se recusa a assinar tratado de não-proliferação de armas nucleares, ninguém liga. E agora de repente começa todo esse auê com o Irã? Qual a origem desses dois pesos e duas medidas? O fato de um deles ser aliado histórico, quase uma extensão dos Estados Unidos? O fato do outro ter um grande estoque de petróleo? Já ouvi essa história de "armas de destruição em massa" antes...

Aqui temos um claro tu quoque.
Fio, o que eu analizei neste post é o uso de dois pesos e duas medidas, tanto por parte de países como EUA como por parte da imprensa internacional e de órgãos internacionais. Eu nem estava tentando justificar nada no texto em questão. Como pode ser tu quoque?

Com relação às minhas postagens depois deste ponto, se alguém me acusar de dar um soco em alguém e eu disser "ele também me deu um soco antes!", isso é tu quoque. Mas se eu comentar algo como: "depois de uma pessoa X acertar um soco em uma pessoa Y, a reação de Y se tornar agressivo em relação à X é algo inevitável", isso NÃO É tu quoque.
brother, não adianta discutir com esse povo... pra eles o "Papai EUA" tá certo e acabou... o Iran é o menino mau e acabou...
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 25 de Maio de 2010, 20:12:11
Esse tópico esta virando um amontoado de falácias.... São ad hominens, tu quoque, falsa dicotomia....
oh.. claro... é tudo falácia mesmo!! quando não te agrada é falácia!!!

Vai estudar o que são falácias e depois a gente conversa.
estude você tambem
Que tipo de resposta é essa?Quantos anos você tem?10?
Vai você.
Não, vai você.
Não, vai você.

Se você acha que não são falácias, argumente.

Bem, quando Israel desenvolve armas nucleares no oriente médio, ninguém reclama. Quando Israel se recusa a assinar tratado de não-proliferação de armas nucleares, ninguém liga. E agora de repente começa todo esse auê com o Irã? Qual a origem desses dois pesos e duas medidas? O fato de um deles ser aliado histórico, quase uma extensão dos Estados Unidos? O fato do outro ter um grande estoque de petróleo? Já ouvi essa história de "armas de destruição em massa" antes...

Aqui temos um claro tu quoque.


Exato.... cara.... o modus operandi é o seguinte... quem não se curva ao lobby US-Israel.... será atacado e marginalizado pela "Comunidade Internacional" (Leia-se: Israel e USA)...  E pior de tudo: a mídia "livre" como Folha, Veja, Globo e Estadão se portam como Porta-Vozes e Papagaios desta "Comunidade".
ad hominem

Então você concorda que o Talebã tem direito a possuir uma bomba atômica?
Sim, qual problema?? Os EUA não tem?? Israel não tem ?
outro tu quoque

Os EUA odeiam terroristas porque não toleram concorrentes
Então você acha que jogar aviões em prédios é uma atitude justificavel?
eu falei isso??? eu justifikei este ato ?
Bom, quem acha justo dar um bomba atômica ao Talebã deve achar justo eles jogarem um avião num prédio.
e qual o problema de jogar?? pra gosta de promover "guerras libertárias" isso não é nada...
e pra mim... Taliban e Casa Branca são farinha do mesmo saco...
Nem preciso comentar...


claro... é tudo falácia tudo falácia (buaaaaaaa)
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 25 de Maio de 2010, 20:56:25
(http://1.bp.blogspot.com/_dDFQUpN3z1Y/S_xiyE7iL5I/AAAAAAAABs4/YuSxf6AdTxU/s320/muneco.jpg)
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 25 de Maio de 2010, 21:19:50

O que a autora com seu testemunho pessoal fez,  foi ajudar a quebrar estereótipos que não correspondem a realidade de um povo, no caso o Irã. Quando olhamos para um país governado pela religião, que satanizam o ocidente e seu modo de vida, tendemos a achar que o povo de fato é assim, quando isso é retórica usada de forma estratégica pelos Aiátolas, para reunir o povo na idéia comum a todos, que autora mostrou, que é a aversão dos iranianos pela ingerência externa e à incoerência diplomática das grandes potências, no caso ela mostrou o fato de apoiarem, um dia, o Saddam.

Não seria isso um espantalho? Eu, por exemplo, não costumo ver a "grande" mídia criticar o POVO iraniano, mas sim o seu governo.
É certo que a maioria das pessoas que conheço tem uma visão estereotipada dos iranianos, mas isso me parece mais uma mistura de
uma confusão entre governo e povo com a retórica de radicais (daqui) que tentam descrever todos os muçulmanos como fanáticos.

Da mesma forma, já encontrei várias pessoas no exterior que pensam que todos os brasileiros desejam devastar a Amazônia.






Exatamente, o que me pareceu foi muito mais uma tentativa de colocar as coisas de uma maneira oposta ao que a "grande mídia" noticia, apenas isso.


Juca, TODOS os jornais tem interesses que, em último caso, refletem até o interesse e ideologia de quem escreve. Caros amigos, ObservatórioDaImprensa, etc.. são as vezes absolutamente irritantes para quem não concorda com a ideologia e a visão preto-no-branco apresentada lá.

Por exemplo, para muitas pessoas o texto do Amorim ou do Sader podem parecer sensatos SE a ideologia de quem lê se aproxima desses dois... para mim o Sader fala muito pouca coisa que presta. Enfim, temos que tomar cuidado ao criticar como errada uma visão que não é a nossa, e devemos nos questionar se nossa visão sempre pende para um mesmo lado, isto é, americanos malvadões (não estou falando de vc aqui), povo iraniano bárbaro, etc..
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 25 de Maio de 2010, 21:23:17
http://blogdobourdoukan.blogspot.com/2010/05/silencio-cumplice-mas-como-ninguem-mais.html
Silêncio cúmplice

Mas como? Ninguém mais fala dos fascistas israelenses?

Ofereceram a bomba atômica para o regime racista da África do Sul e fica por isso mesmo?

Nenhuma palavra, nenhuma imagem?

Estão esperando o que?

Desmentido?

Que raio de jornalismo é esse?

Que raio de silêncio cúmplice é esse?

Ah! Mas tem o Irã.

Mas o Irã nem bomba tem.

Definitivamente Bush júnior fez escola.

Atacam preventivamente o Irã para atingir o presidente Lula.

E absolvem o estado colonialista de Israel que ocupa TRÊS países.

E absolvem o estado racista de Israel que ofereceu bomba atômica ao então estado racista de África do Sul.

É o jornalismo saudoso do prendo e arrebento.

Aí vem o candidato Serra, que entende tanto de política internacional quanto de economia, e agride o Irã através de seu presidente eleito em eleição muito mais limpa do que a dos Estados Unidos.

Os mesmos Estados Unidos que invadiram, saquearam e estupraram duas nações independentes.

A mídia produzida no esgoto  simplesmente repete o que os patrões do norte mandam.

Sinceramente jamais vi algo parecido.

Uma obediência cega, subserviente e servil.

O Brasil não merece tamanha ignomínia.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 25 de Maio de 2010, 21:35:00
Olha, para mim o que os Israelenses fazem com o povo Palestino é crime...

Para mim e para os jornalões.... só que simplesmente o assunto não é esse
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 25 de Maio de 2010, 21:56:28

O que a autora com seu testemunho pessoal fez,  foi ajudar a quebrar estereótipos que não correspondem a realidade de um povo, no caso o Irã. Quando olhamos para um país governado pela religião, que satanizam o ocidente e seu modo de vida, tendemos a achar que o povo de fato é assim, quando isso é retórica usada de forma estratégica pelos Aiátolas, para reunir o povo na idéia comum a todos, que autora mostrou, que é a aversão dos iranianos pela ingerência externa e à incoerência diplomática das grandes potências, no caso ela mostrou o fato de apoiarem, um dia, o Saddam.

Não seria isso um espantalho? Eu, por exemplo, não costumo ver a "grande" mídia criticar o POVO iraniano, mas sim o seu governo.
É certo que a maioria das pessoas que conheço tem uma visão estereotipada dos iranianos, mas isso me parece mais uma mistura de
uma confusão entre governo e povo com a retórica de radicais (daqui) que tentam descrever todos os muçulmanos como fanáticos.

Da mesma forma, já encontrei várias pessoas no exterior que pensam que todos os brasileiros desejam devastar a Amazônia.







O que a autora com seu testemunho pessoal fez,  foi ajudar a quebrar estereótipos que não correspondem a realidade de um povo, no caso o Irã. Quando olhamos para um país governado pela religião, que satanizam o ocidente e seu modo de vida, tendemos a achar que o povo de fato é assim, quando isso é retórica usada de forma estratégica pelos Aiátolas, para reunir o povo na idéia comum a todos, que autora mostrou, que é a aversão dos iranianos pela ingerência externa e à incoerência diplomática das grandes potências, no caso ela mostrou o fato de apoiarem, um dia, o Saddam.

Não seria isso um espantalho? Eu, por exemplo, não costumo ver a "grande" mídia criticar o POVO iraniano, mas sim o seu governo.
É certo que a maioria das pessoas que conheço tem uma visão estereotipada dos iranianos, mas isso me parece mais uma mistura de
uma confusão entre governo e povo com a retórica de radicais (daqui) que tentam descrever todos os muçulmanos como fanáticos.

Da mesma forma, já encontrei várias pessoas no exterior que pensam que todos os brasileiros desejam devastar a Amazônia.






Exatamente, o que me pareceu foi muito mais uma tentativa de colocar as coisas de uma maneira oposta ao que a "grande mídia" noticia, apenas isso.


Juca, TODOS os jornais tem interesses que, em último caso, refletem até o interesse e ideologia de quem escreve. Caros amigos, ObservatórioDaImprensa, etc.. são as vezes absolutamente irritantes para quem não concorda com a ideologia e a visão preto-no-branco apresentada lá.

Por exemplo, para muitas pessoas o texto do Amorim ou do Sader podem parecer sensatos SE a ideologia de quem lê se aproxima desses dois... para mim o Sader fala muito pouca coisa que presta. Enfim, temos que tomar cuidado ao criticar como errada uma visão que não é a nossa, e devemos nos questionar se nossa visão sempre pende para um mesmo lado, isto é, americanos malvadões (não estou falando de vc aqui), povo iraniano bárbaro, etc..

Criticar faz parte Agnóstico, principalmente notícias que sem a devida contraparte, só ajudam a alimentar os estereótipos do imaginário coletivo. Não que eu seja a favor do governo do Irã, muito pelo contrário, queria vê-los na prisão, que é seu devido lugar, mas quando eu vejo pessoas que defendem a política belicosa de Israel e dos EUA em relação a eles, sem prestar atenção que no meio existe uma cultura muito rica e um povo cordial, levando em conta apenas a retórica antiamericana dos idiotas religiosos que comandam o país, não dá pra ficar indiferente.

Pois bem, vejo que o problema de fato é o fator de colocar a "grande mídia", a "malvadona" no centro das atenções. Pois bem, acho que de fato existe um descompasso nos grandes jornais brasileiros com os fatos reais, e uma certa tendência ( aquela do complexo de viralatas associada com um certo partidarismo de direita ), não que seja regra sempre, mas que nas grandes questões em que o Brasil está envolvido, sempre se faz presente. Isenção não é o lema.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 25 de Maio de 2010, 22:10:53
eu vejo um descompasso ainda maior do observatório com a realidade do que a folha... e mais ainda o Amorim
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 25 de Maio de 2010, 22:13:35
Você fala do Observatório da Imprensa e do Celso Amorim, certo?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 25 de Maio de 2010, 22:19:49
Mas Juca, não vejo nenhum jornal criticando o povo iraniano, o que vejo é todo mundo com medo dos Aiatolás. Não é o povo que vai controlar a bomba atômica e não é o povo que vai controlar o exército. Temos que ser realistas, o governo do irã é formado por fanáticos religiosos belicistas.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 25 de Maio de 2010, 22:46:31
Mas Juca, não vejo nenhum jornal criticando o povo iraniano, o que vejo é todo mundo com medo dos Aiatolás. Não é o povo que vai controlar a bomba atômica e não é o povo que vai controlar o exército. Temos que ser realistas, o governo do irã é formado por fanáticos religiosos belicistas.
Por que a midia não berra contra os bons ateus India, Pakistan e Israel? Os 3 tem bombas atômicas
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 25 de Maio de 2010, 22:48:16
Você fala do Observatório da Imprensa e do Celso Amorim, certo?

yeap... como disse, em um jornal como a folha tínhamos o clovis rossi e muitos colunistas descendo o pau no FHC diariamente, enquanto podiamos ver noticias simpáticas dentro do jornal.

Em uma grande redação é mais difícil termos um completo alinhamento ideológico.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 25 de Maio de 2010, 22:50:42
Mas Juca, não vejo nenhum jornal criticando o povo iraniano, o que vejo é todo mundo com medo dos Aiatolás. Não é o povo que vai controlar a bomba atômica e não é o povo que vai controlar o exército. Temos que ser realistas, o governo do irã é formado por fanáticos religiosos belicistas.
Por que a midia não berra contra os bons ateus India, Pakistan e Israel? Os 3 tem bombas atômicas

Voce está equivocado. A mídia também "berra" contra estes 3 países. Em parte pela faceta humanitária e em parte pelas facetas da manipulação e do chauvinismo.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 25 de Maio de 2010, 22:51:28
Mas Juca, não vejo nenhum jornal criticando o povo iraniano, o que vejo é todo mundo com medo dos Aiatolás. Não é o povo que vai controlar a bomba atômica e não é o povo que vai controlar o exército. Temos que ser realistas, o governo do irã é formado por fanáticos religiosos belicistas.
Por que a midia não berra contra os bons ateus India, Pakistan e Israel? Os 3 tem bombas atômicas

Voce está equivocado. A mídia também "berra" contra estes 3 países. Em parte pela faceta humanitária e em parte pelas facetas da manipulação e do chauvinismo.
berra mesmo ??? hummmm....
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 25 de Maio de 2010, 22:53:05
eu vejo um descompasso ainda maior do observatório com a realidade do que a folha... e mais ainda o Amorim

Ambos (Folha e Observatório) possuem vertentes ideológicas, mas em certas oportunidades as posições e opiniões do Observatório são patéticas.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 25 de Maio de 2010, 22:53:34
Mas Juca, não vejo nenhum jornal criticando o povo iraniano, o que vejo é todo mundo com medo dos Aiatolás. Não é o povo que vai controlar a bomba atômica e não é o povo que vai controlar o exército. Temos que ser realistas, o governo do irã é formado por fanáticos religiosos belicistas.
Por que a midia não berra contra os bons ateus India, Pakistan e Israel? Os 3 tem bombas atômicas

Voce está equivocado. A mídia também "berra" contra estes 3 países. Em parte pela faceta humanitária e em parte pelas facetas da manipulação e do chauvinismo.

é que ele nunca leu Jornal, ele só lê a crítica que se faz ao jornal... quando paquistão fez a bomba, foi quase unânime o questionamento às políticas que permitiram que isso acontecesse, e ao risco que isso poderia representar para a região.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 26 de Maio de 2010, 00:08:02
Mas Juca, não vejo nenhum jornal criticando o povo iraniano, o que vejo é todo mundo com medo dos Aiatolás. Não é o povo que vai controlar a bomba atômica e não é o povo que vai controlar o exército. Temos que ser realistas, o governo do irã é formado por fanáticos religiosos belicistas.
Por que a midia não berra contra os bons ateus India, Pakistan e Israel? Os 3 tem bombas atômicas

Voce está equivocado. A mídia também "berra" contra estes 3 países. Em parte pela faceta humanitária e em parte pelas facetas da manipulação e do chauvinismo.
berra mesmo ??? hummmm....

Crítica à Índia ("bomba atômica da paz") feita pela Der Spiegel (http://notapajos.globo.com/lernoticias.asp?id=33430&noticia=Revista%20insinua%20que%20Brasil%20produz%20bomba%20at%C3%B4mica).

Crítica à Israel feita pelo The Guardian (http://www.guardian.co.uk/world/2006/dec/13/israel).

Crítica ao Paquistão feita pela Newsweek (http://www.newsweek.com/id/105604).
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 00:10:14
Mas Juca, não vejo nenhum jornal criticando o povo iraniano, o que vejo é todo mundo com medo dos Aiatolás. Não é o povo que vai controlar a bomba atômica e não é o povo que vai controlar o exército. Temos que ser realistas, o governo do irã é formado por fanáticos religiosos belicistas.
Por que a midia não berra contra os bons ateus India, Pakistan e Israel? Os 3 tem bombas atômicas

Voce está equivocado. A mídia também "berra" contra estes 3 países. Em parte pela faceta humanitária e em parte pelas facetas da manipulação e do chauvinismo.
berra mesmo ??? hummmm....

Crítica à Índia ("bomba atômica da paz") feita pela Der Spiegel (http://notapajos.globo.com/lernoticias.asp?id=33430&noticia=Revista%20insinua%20que%20Brasil%20produz%20bomba%20at%C3%B4mica).

Crítica à Israel feita pelo The Guardian (http://www.guardian.co.uk/world/2006/dec/13/israel).

Crítica ao Paquistão feita pela Newsweek (http://www.newsweek.com/id/105604).
beleza!!! Mas sem fazer os escandalo A La IRAN....
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 26 de Maio de 2010, 00:13:59
essa diferença está apenas no estereótipo que você tem em sua cabeça Esteban.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 00:15:17
essa diferença está apenas no estereótipo que você tem em sua cabeça Esteban.

olha quem fala!!!

PS: Defendo os direitos nucleares do Iran. Ponto Final!!
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: SnowRaptor em 26 de Maio de 2010, 00:27:18
claro... é tudo falácia tudo falácia (buaaaaaaa)
(http://1.bp.blogspot.com/_dDFQUpN3z1Y/S_xiyE7iL5I/AAAAAAAABs4/YuSxf6AdTxU/s320/muneco.jpg)

Esteban, você recebeu um Cartão amarelo (http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=22949.0) pelo tom desrespeitoso de suas mensagens.

Procure ler o regimento do fórum (http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=14140.0) antes de insistir nesse tipo de postagem.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 00:32:11
claro... é tudo falácia tudo falácia (buaaaaaaa)
(http://1.bp.blogspot.com/_dDFQUpN3z1Y/S_xiyE7iL5I/AAAAAAAABs4/YuSxf6AdTxU/s320/muneco.jpg)

Esteban, você recebeu um Cartão amarelo (http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=22949.0) pelo tom desrespeitoso de suas mensagens.

Procure ler o regimento do fórum (http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=14140.0) antes de insistir nesse tipo de postagem.



nossa.... isso é desrespeito??!!! gostei da piada
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: SnowRaptor em 26 de Maio de 2010, 00:35:28
Tomei a liberdade de corrigir a lambança que eu fiz com as tags BBC na sua mensagem também.

Neste fórum procuramos manter discussões ordeiras com com argumentação bem fundamentada. Ridicularizar as posturas dos outros foristas não e uma atitude bem vista aqui. Principalmente, fotorrespostas não são aceitas num tópico que não seja de humor.

Repito. Leia as regras.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 00:37:35
Tomei a liberdade de corrigir a lambança que eu fiz com as tags BBC na sua mensagem também.

Neste fórum procuramos manter discussões ordeiras com com argumentação bem fundamentada. Ridicularizar as posturas dos outros foristas não e uma atitude bem vista aqui. Principalmente, fotorrespostas não são aceitas num tópico que não seja de humor.

Repito. Leia as regras.
e por acaso eles não fazem isso em relação a minha postura?? ah.;.. sou obrigado a concordar com eles?? O Iran é mau e ponto final!
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: SnowRaptor em 26 de Maio de 2010, 00:40:46
Não é obirado a concordar com eles, aliás, é por isto que esse fórum existe.

Mas o modo com que vc responde é o que importa. Se você tem uma resposta razoável e uma justificativa decente para o que o Barata apontou não ser falácia, responda. Agora, sarcasmo não funciona aqui e se você continuar assim, vai ter pouco tempo para perceber isso.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 00:42:07
Não é obirado a concordar com eles, aliás, é por isto que esse fórum existe.

Mas o modo com que vc responde é o que importa. Se você tem uma resposta razoável e uma justificativa decente para o que o Barata apontou não ser falácia, responda. Agora, sarcasmo não funciona aqui e se você continuar assim, vai ter pouco tempo para perceber isso.
pessoas que nem eles me dão motivo pra eu ser sarcástico....
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: SnowRaptor em 26 de Maio de 2010, 00:43:34
Seu sarcasmo exacerbado me dá motivo para puni-lo com cartão. Causa e conseqüência.

Leia as regras.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 00:46:12
Seu sarcasmo exacerbado me dá motivo para puni-lo com cartão. Causa e conseqüência.

Leia as regras.
poderia haver regras também que penalizassem os membros Igreja "Democratista Ameracanista que armam chiliques quando contesto as verdades democráticas deles
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 26 de Maio de 2010, 01:47:21
beleza!!! Mas sem fazer os escandalo A La IRAN....

Caro Esteban

Voce afirmou que a mídia ocidental não fazia críticas sobre os programas nucleares da Índia, Israel e Paquistão. Eu lhe apresentei um exemplo de cada.

Agora voce afirma que elas não são do mesmo tipo das que são feitas ao Irã.

Qual é exatamente o seu ponto?

01) O de afirmar que nenhuma mídia ocidental é isenta?

Sim, todos neste forum sabem disto. Mas é mais livre que qualquer meio de comunicação que existe ou tenha existido em qualquer país ditatorial, seja ele comunista, socialista, teocrático, nazista, fascista ou populista. Se discordar de mim, indique um exemplo contrário. Voce chegou a ler um Pravda, um Izvestia ou um Granma da década de 80? Eu já. E muitas vezes! Exemplos típicos de manipulação por parte da "Nomenklatura", a escória da escória.

02) O de afirmar que os EUA não são um modelo de país, que eles não podem posar de moralistas, que eles são hipócritas, que eles são imperialistas?

Em certa medida cada proposição sua é correta. Mas qual dos seus países-modelo não pode ser acusado da mesma coisa? Irã? China? Venezuela? Bolívia? Cuba? Coréia do Norte? Vietnã?

Nenhum deles é modelo de nada (talvez de repressão!). Nenhum deles age por princípio moral e sim movido por seus interesses. São todos hipócritas.

E são todos imperialistas. Eles apenas não põe em prática esta política por falta de condições. E este é um dos motivos de inveja deles em relação aos EUA. 
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 26 de Maio de 2010, 01:52:23
Poderia haver regras que também penalizassem os membros da "Igreja Democratista Americanista" que armam chiliques quando contesto as verdades democráticas deles.

Voce deve contestar todas as afirmações feitas pelos membros desta "igreja".

Mas faça isto sem apelar ao seu anti-americanismo, visto que ele frequentemente fragiliza seu raciocínio.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 26 de Maio de 2010, 09:20:30
eu vejo um descompasso ainda maior do observatório com a realidade do que a folha... e mais ainda o Amorim

Ambos (Folha e Observatório) possuem vertentes ideológicas, mas em certas oportunidades as posições e opiniões do Observatório são patéticas.

Não posso dizer que não, mas acho que no Observatório as vertentes são mais plurais, e tem por objetivo a crítica a mídia, não o a informação, são coisas distintas, por isso a comparação não é muito objetiva.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 26 de Maio de 2010, 09:33:45
Juca, o objetivo determinado do Observatório eu não sei, o fato é que eles emitem uma tonelada de opiniões, e a observação que fazem então não é de cunho técnico, é uma interpretação de um fato exposto seguindo a ideologia dos participantes, que não me parece plural realmente.

Geo, eu perguntei a idade do Esteban e ele não respondeu. Interessante a postura dele tipo "Ah.. isso é você" ou "Ah.. olha quem fala, humpf".. chuto uns 13 anos. Nada contra, mas temos que usar de alguma pedagogia se vamos argumentar.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: HeadLikeAHole em 26 de Maio de 2010, 10:23:57
e por acaso eles não fazem isso em relação a minha postura?? ah.;.. sou obrigado a concordar com eles?? O Iran é mau e ponto final!
Nenhum forista disse isso.
Você não contra-argumenta, apenas coloca um comentário irônico e só. Nenhum outro forista esta fazendo isto.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Hold the Door em 26 de Maio de 2010, 11:32:42
Seu sarcasmo exacerbado me dá motivo para puni-lo com cartão. Causa e conseqüência.

Leia as regras.
poderia haver regras também que penalizassem os membros Igreja "Democratista Ameracanista que armam chiliques quando contesto as verdades democráticas deles
Steban, você não tem contestado absolutamente nada aqui. Meramente recorre a visões esteriotipadas sobre americanos e seus aliados, falácias, respostas infantis e tentativas de sarcasmo. O que vejo é exatamente o contrário do que você afirma, são os demais que vêm lhe contestando com argumentos e você que vem "armando chilique" quando é contrariado em sua visão esteriotipada sem oferecer qualquer argumento em troca.

O Snow já disse, mas vou repetir: Leia as regras! Esse tipo de comportamento não é permitido aqui no fórum. Se quer discutir, faça de forma séria, não com esteriótipos, falácias ou infantilidades, mas com argumentos.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 26 de Maio de 2010, 12:08:12
EUA e Rússia devem apoiar acordo, diz Ahmadinejad

Presidente do Irã diz que acordo com Brasil e Turquia é "última oportunidade" de negociação

O presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad afirmou nesta quarta-feira que os Estados Unidos e a Rússia devem apoiar o acordo sobre a troca de combustível nuclear acertado com Brasil e Turquia, classificando-o de última oportunidade para resolver seu conflito com as grandes potências.

"A declaração de Teerã (sobre um acordo de troca de combustível) constitui a melhor oportunidade. Demos um grande passo à frente e dissemos algo muito importante. Já não existem mais desculpas", afirmou Ahmadinejad em uma declaração por televisão, dirigindo-se aos líderes americano e russo.

O presidente Barack Obama deve saber que, "se não aproveitar esta oportunidade, os iranianos certamente não lhe darão outra", afirmou Ahmadinejad.

"Concessão máxima"

O Irã afirmou na última terça-feira que a proposta de acordo apresentada à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para obter combustível nuclear enriquecido no exterior é uma "concessão máxima" que mostra que o país está pronto para dar início a um novo capítulo de cooperação com o Ocidente.

O embaixador iraniano na AIEA pediu ao Conselho de Segurança da ONU que responda positivamente à carta formalizando a proposta, entregue na segunda-feira.

Ali Asghar Soltanieh falou com a BBC no dia em que a carta – com os detalhes do acordo mediado pelo Brasil e pela Turquia - foi entregue à agência nuclear da ONU. O enviado do Irã à AIEA disse que esta é uma "concessão máxima" e pediu ao Grupo de Viena que “aproveite esta oportunidade única” para negociar os detalhes técnicos do acordo.

Mas algumas potências ocidentais afirmam que o acordo veio tarde demais e os países membros do Conselho de Segurança da ONU esboçaram, na semana passada, um novo pacote de sanções contra o Irã por causa de seu programa nuclear.

Acordo com Brasil e Turquia

Brasil e a Turquia mediaram um acordo na última semana em que o Irã concordou em enviar parte de seu urânio de baixo enriquecimento ao exterior em troca de combustível para um reator de pesquisa médica. A primeira leva está programada para chegar na Turquia dentro de um mês.

O acordo prevê a troca de 1,2 tonelada de urânio com baixo grau de enriquecimento (3,5%) do Irã por urânio com grau maior de enriquecimento (20%) vindo do exterior para ser usado como combustível em um reator nuclear em Teerã, construído anos atrás pelos Estados Unidos para pesquisas médicas.

O acordo foi inicialmente sugerido como forma de permitir à comunidade internacional o acompanhamento do material nuclear que o Ocidente suspeita ser para a construção de armas nucleares no Irã.

Apesar do acordo, Washington circulou um esboço da resolução de sanções, acordado por todos os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU depois de meses de negociações.

As novas sanções teriam como alvo os bancos iranianos e um pedido para inspecionar navios suspeitos de transportar carga relacionada aos programas nucleares e de mísseis do Irã.

O Irã diz que seu programa de desenvolvimento nuclear tem o objetivo de produzir energia para uso civil, mas autoridades americanas e europeias revelaram atividades que não parecem relacionadas à simples produção de eletricidade, afirmando que Teerã não cumpriu com obrigações do Tratado de Não-Proliferação Nuclear para permitir inspeções a todas suas instalações nucleares.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/eua+e+russia+devem+apoiar+acordo+diz+ahmadinejad/n1237635859853.html
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 12:31:30
Seu sarcasmo exacerbado me dá motivo para puni-lo com cartão. Causa e conseqüência.

Leia as regras.
poderia haver regras também que penalizassem os membros Igreja "Democratista Ameracanista que armam chiliques quando contesto as verdades democráticas deles
Steban, você não tem contestado absolutamente nada aqui. Meramente recorre a visões esteriotipadas sobre americanos e seus aliados, falácias, respostas infantis e tentativas de sarcasmo. O que vejo é exatamente o contrário do que você afirma, são os demais que vêm lhe contestando com argumentos e você que vem "armando chilique" quando é contrariado em sua visão esteriotipada sem oferecer qualquer argumento em troca.

O Snow já disse, mas vou repetir: Leia as regras! Esse tipo de comportamento não é permitido aqui no fórum. Se quer discutir, faça de forma séria, não com esteriótipos, falácias ou infantilidades, mas com argumentos.
recorre a visões esteriotipadas sobre americanos e seus aliados... E eles não fazem isso em relação ao Iran?? ó.. O Iran é menino mau!!!
Infantilidade?? ohh... vejo-os atacando o iran como se fossem menininhos chorões
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 12:32:31
e por acaso eles não fazem isso em relação a minha postura?? ah.;.. sou obrigado a concordar com eles?? O Iran é mau e ponto final!
Nenhum forista disse isso.
Você não contra-argumenta, apenas coloca um comentário irônico e só. Nenhum outro forista esta fazendo isto.
tá certo. falem do iran sem os clichês made in USA
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Mr. Mustard em 26 de Maio de 2010, 12:39:41
e por acaso eles não fazem isso em relação a minha postura?? ah.;.. sou obrigado a concordar com eles?? O Iran é mau e ponto final!
Nenhum forista disse isso.
Você não contra-argumenta, apenas coloca um comentário irônico e só. Nenhum outro forista esta fazendo isto.
tá certo. falem do iran sem os clichês made in USA

O Irã não deveria enriquecer urânio, pois outros governos iranianos podem utilizar tal tecnologia para fins bélicos.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 12:41:10
e por acaso eles não fazem isso em relação a minha postura?? ah.;.. sou obrigado a concordar com eles?? O Iran é mau e ponto final!
Nenhum forista disse isso.
Você não contra-argumenta, apenas coloca um comentário irônico e só. Nenhum outro forista esta fazendo isto.
tá certo. falem do iran sem os clichês made in USA

O Irã não deveria enriquecer urânio, pois outros governos iranianos podem utilizar tal tecnologia para fins bélicos.
Qual problema disso? Respeite a soberania do Iran!!
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Mr. Mustard em 26 de Maio de 2010, 12:45:28
e por acaso eles não fazem isso em relação a minha postura?? ah.;.. sou obrigado a concordar com eles?? O Iran é mau e ponto final!
Nenhum forista disse isso.
Você não contra-argumenta, apenas coloca um comentário irônico e só. Nenhum outro forista esta fazendo isto.
tá certo. falem do iran sem os clichês made in USA

O Irã não deveria enriquecer urânio, pois outros governos iranianos podem utilizar tal tecnologia para fins bélicos.
Qual problema disso? Respeite a soberania do Iran!!

Você nos pediu para abandonarmos os clichês americanos, mas você não abandona seus clichês iranianos.

Todo mundo sabe que tecnologia de enriquecimento de urânio pode sim, levar a construção de armas de destruição em massa, principalmente quando há diferenças culturais, sociais, históricas e etc.

Você não acha que o mundo já possui armas suficientes? Ou você confia totalmente no homem ao ponto de admitir que sua soberania está além de tudo isto?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: HeadLikeAHole em 26 de Maio de 2010, 12:47:04
recorre a visões esteriotipadas sobre americanos e seus aliados... E eles não fazem isso em relação ao Iran?? ó.. O Iran é menino mau!!!
Infantilidade?? ohh... vejo-os atacando o iran como se fossem menininhos chorões
Se você viu isso, então poste a citação de onde isso ocorreu.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 12:48:11
e por acaso eles não fazem isso em relação a minha postura?? ah.;.. sou obrigado a concordar com eles?? O Iran é mau e ponto final!
Nenhum forista disse isso.
Você não contra-argumenta, apenas coloca um comentário irônico e só. Nenhum outro forista esta fazendo isto.
tá certo. falem do iran sem os clichês made in USA

O Irã não deveria enriquecer urânio, pois outros governos iranianos podem utilizar tal tecnologia para fins bélicos.
Qual problema disso? Respeite a soberania do Iran!!

Você nos pediu para abandonarmos os clichês americanos, mas você não abandona seus clichês iranianos.

Todo mundo sabe que tecnologia de enriquecimento de urânio pode sim, levar a construção de armas de destruição em massa, principalmente quando há diferenças culturais, sociais, históricas e etc.

Você não acha que o mundo já possui armas suficientes? Ou você confia totalmente no homem ao ponto de admitir que sua soberania está além de tudo isto?
ah sim.... EUA e sua turminha podem ter, mas o Iran não... né??? Ou todos ou nenhum deve ter essa tecnologia. Se você legitima o resto dos países eu legitimo o Iran. Respeite a soberania do Iran e ponto final
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Mr. Mustard em 26 de Maio de 2010, 12:52:13
ah sim.... EUA e sua turminha podem ter, mas o Iran não... né??? Ou todos ou nenhum deve ter essa tecnologia. Se você legitima o resto dos países eu legitimo o Iran. Respeite a soberania do Iran e ponto final

Você poderia cumprir com sua proposta de abandonar, clichês, para início de conversa.

E outra, fiz uma pergunta direcionada a uma tecnologia que pode destruir um planeta e volto a te perguntar: Você acha que já não temos armas suficientes?

Se você tem uma diferença extrema, um ódio mortal extremo com seu vizinho do apartamento que você mora, você não compraria uma arma e mataria-o?

Ou recorreria ao meios normais de diplomacia, direitos e deveres?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 12:57:46
ah sim.... EUA e sua turminha podem ter, mas o Iran não... né??? Ou todos ou nenhum deve ter essa tecnologia. Se você legitima o resto dos países eu legitimo o Iran. Respeite a soberania do Iran e ponto final

Você poderia cumprir com sua proposta de abandonar, clichês, para início de conversa.

E outra, fiz uma pergunta direcionada a uma tecnologia que pode destruir um planeta e volto a te perguntar: Você acha que já não temos armas suficientes?

Se você tem uma diferença extrema, um ódio mortal extremo com seu vizinho do apartamento que você mora, você não compraria uma arma e mataria-o?

Ou recorreria ao meios normais de diplomacia, direitos e deveres?
Citar
Você acha que já não temos armas suficientes?
Não.... pois o Iran também tem direito.... cara não me venha com esse clichê de campanha de desarmamento. pois uma minoria não vai cumprir e vai submeter a maioria...  Desista de me convencer o contrário... defendo a soberania e o direito do Iran de ter sua energia nuclear e ponto final. Quando EUA e suas marionetes renunciarem aos seus armamentos etc etc. mudarei de opinião...

PS: Desista de me convencer o contrário
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Mr. Mustard em 26 de Maio de 2010, 12:59:52
PS: Desista de me convencer o contrário

Desisto até de argumentar. Boa sorte.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 26 de Maio de 2010, 14:33:22
PS: Desista de me convencer o contrário

Desisto até de argumentar. Boa sorte.

Relaxa, logo logo acaba....
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Mr. Mustard em 26 de Maio de 2010, 14:56:32
:hihi:
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 26 de Maio de 2010, 15:07:20

Você não acha que o mundo já possui armas suficientes? Ou você confia totalmente no homem ao ponto de admitir que sua soberania está além de tudo isto?

Nesse caso todos deveriam abandonar suas armar nucleares. Se um pode porque o outro não pode? Só porque sou mais ditador que você? Ou porque você fez primeiro? Ou porque não querem que eu entre no clube do bolinha nuclear?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Mr. Mustard em 26 de Maio de 2010, 15:11:05

Você não acha que o mundo já possui armas suficientes? Ou você confia totalmente no homem ao ponto de admitir que sua soberania está além de tudo isto?

Nesse caso todos deveriam abandonar suas armar nucleares. Se um pode porque o outro não pode? Só porque sou mais ditador que você? Ou porque você fez primeiro? Ou porque não querem que eu entre no clube do bolinha nuclear?

Juca,

Deixe as utopias de lado ok? Senão teremos que devolver as terras a todos os países que originalmente as conquistaram num passado qualquer.

Fazemos acordos de uma data para frente e não para trás.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 26 de Maio de 2010, 15:53:20
Citar
Apoio russo a sanções é "inaceitável", diz Irã

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta quarta-feira que o apoio da Rússia a novas sanções da ONU contra o Irã é inaceitável e pediu que o presidente russo, Dmitry Medvedev, repensasse seu apoio à posição de Washington.

O Irã foi desprezado pela Rússia e pela China na semana passada quando, horas depois de ter oferecido enviar parte de seu urânio enriquecido ao exterior, Washington anunciou que todos os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU haviam apoiado um esboço para novas sanções.

Fazendo uma rara crítica ao governo russo, Ahmadinejad usou um discurso televisionado para criticar Medvedev que, segundo ele, tinha se curvado diante da pressão norte-americana para apoiar as sanções que estão em andamento.

"Se eu fosse o presidente russo, quando tomasse decisões sobre assuntos relacionadas à uma grande nação (o Irã)... eu agiria com mais cautela, eu pensaria mais", disse Ahmadinejad.

"A nação iraniana não sabe: eles (os russos) são nossos amigos e vizinhos? Eles estão conosco ou estão buscando outra coisa?"

Ele acrescentou que a Rússia não deveria apoiar países que "estiveram contra nós, demonstraram animosidade contra nosso país por 30 anos", numa referência aos Estados Unidos, país que vem liderando uma iniciativa diplomática mundial por novas sanções.

"Isso não é aceitável para a nação iraniana. Espero que eles prestem atenção e tomem medidas de correção."

"Tenho esperança de que os líderes e as autoridades russas prestarão atenção a essas palavras amistosas e tomarão medidas de correção e não levem a nação iraniana a classificá-los entre seus inimigos históricos", disse Ahmadinejad.

O presidente iraniano disse que a troca de combustível nuclear acordada com a Turquia e o Brasil na semana passada e apresentada à Agência Internacional de Energia Atômica na segunda-feira era uma "oportunidade histórica" para pôr fim ao impasse com o Ocidente sobre o programa nucelar iraniano que o presidente dos EUA, Barack Obama, deveria aproveitar.

"É improvável que no futuro a nação iraniana dará uma nova oportunidade ao sr. Obama", disse.

Washington e muitos países europeus estão preocupados que o enriquecimento de urânio do Irã tenha como objetivo o desenvolvimento da capacidade de produção de armas nucleares. O Irã afirma que o objetivo é puramente pacífico e diz que o país tem um direito soberano de buscar tecnologia nuclear.

Críticos no Ocidente do acordo com a Turquia e o Brasil dizem que o Irã ainda teria material suficiente para construir uma bomba, se for altamente enriquecido.

http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=24368158
Citar
Rússia recomenda ao Irã que pare com "demagogia política"

O assessor chefe de política externa do Kremlin disse na quarta-feira ao presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que deve abster-se de fazer "demagogia política", depois de Teerã ter criticado a Rússia por apoiar novas sanções contra o Irã.

O desentendimento público se deu depois de Ahmadinejad ter repreendido a Rússia por ceder à pressão dos EUA pela adoção de novas sanções contra Teerã e ter aconselhado o chefe do Kremlin, Dmitri Medvedev, a ser mais cauteloso.

Mas o assessor chefe de política externa de Medvedev, Sergei Prikhodko, fez pouco caso da crítica, dizendo que a Rússia não é nem pró-EUA nem pró-Irã e que a política de Moscou é regida pelos interesses nacionais russos.

"Nunca ninguém conseguiu preservar sua autoridade recorrendo a demagogia política", disse Prikhodko em comunicado. "Estou convencido disso. A própria história de mil anos do Irã é prova disso."

"A Federação Russa é regida por seus próprios interesses de Estado de longo prazo. Nossa posição é russa: ela reflete os interesses de todos os povos da grande Rússia e não pode ser nem pró-americana nem pró-iraniana."

Em uma repreensão clara à República Islâmica por não ter acalmado os receios suscitados por seu programa nuclear, Prikhodko disse que a Rússia não pode aceitar incoerência e falta de transparência na resolução de questões mundiais de grande importância.

"Qualquer imprevisibilidade, qualquer extremismo político, ausência de transparência ou incoerência na tomada de decisões que afetam e dizem respeito a toda a comunidade mundial é inaceitável por nós", disse ele.

"Seria bom que aqueles que hoje falam em nome do sábio povo do Irã... tomassem nota disso", afirmou Prikhodko.

http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=24368828
Citar
Irã e Rússia se desentendem; pior rixa desde Guerra Fria

Irã e Rússia desentenderam-se na quarta-feira por causa do apoio do Kremlin ao projeto de impor sanções por meio da Organização das Nações Unidas contra a República Islâmica, numa das piores disputas entre as duas potências desde a Guerra Fria.

O desentendimento público indica uma preocupação cada vez maior com relação a Teerã, depois que os Estados Unidos anunciaram que Rússia e China, que seriam o que o Irã tem de mais próximo a um aliado entre as grandes potências, aprovaram um esboço de resolução com sanções para punir o Irã por causa de seu programa nuclear.

Numa dura e incomum crítica à Rússia, o presidente Mahmoud Ahmadinejad repreendeu o Kremlin por ceder à pressão dos EUA pela adoção de sanções e aconselhou o presidente Dmitri Medvedev a ser mais cauteloso.

"Se eu fosse o presidente russo, ao tomar decisões sobre assuntos ligados a uma grande nação (Irã), eu agiria com maior cautela, eu pensaria mais", disse Ahmadinejad num discurso exibido pela televisão.

Ele disse que o apoio da Rússia aos EUA era inaceitável e que Moscou deveria repensar sua decisão ou enfrentar a possibilidade de ser visto como um inimigo por Teerã.

Depois de algumas horas, o principal assessor de política externa do Kremlin fez pouco caso da crítica de Ahmadinejad, dizendo ao presidente iraniano para se abster da "demagogia política".

"Nunca ninguém conseguiu preservar sua autoridade com demagogia política. Estou convencido disso, a história de mil anos do próprio Irã é uma evidência disso", disse Sergei Prikhodko em um comunicado lido por uma porta-voz do Kremlin.

"A Federação Russa é regida por seus próprios interesses de Estado de longo prazo. Nossa posição é russa: ela reflete os interesses de todos os povos da grande Rússia e não pode ser nem pró-americana nem pró-iraniana."

A divergência entre os dois dos maiores produtores de energia do mundo - com um discurso pessoal de um presidente contra um líder do Kremlin - é a pior em muitos anos, afirmam analistas.

Embora os laços comerciais tenham crescido nas últimas duas décadas, a Rússia ainda é olhada com profunda desconfiança no Irã após várias guerras entre a Pérsia e o Império Czarista, seguidas pela relação tempestuosa com a União Soviética.

http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=24371933
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 26 de Maio de 2010, 16:31:13

Você não acha que o mundo já possui armas suficientes? Ou você confia totalmente no homem ao ponto de admitir que sua soberania está além de tudo isto?

Nesse caso todos deveriam abandonar suas armar nucleares. Se um pode porque o outro não pode? Só porque sou mais ditador que você? Ou porque você fez primeiro? Ou porque não querem que eu entre no clube do bolinha nuclear?

Juca,

Deixe as utopias de lado ok? Senão teremos que devolver as terras a todos os países que originalmente as conquistaram num passado qualquer.

Fazemos acordos de uma data para frente e não para trás.

Não se trata de utopia Mustard, não acho que o mundo um dia vai se livrar das armas nucleares, pelo contrário, mas apenas falo de coerência nas relações internacionais, ora. Você pede para alguém não arrotar na mesa, e fala isso arrotando, não espera que o outro faça o que você pede. Mas você faz isso com um 38 apontado pra cabeça dele e certamente conseguirá, não?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Mr. Mustard em 26 de Maio de 2010, 16:39:00
Não se trata de utopia Mustard, não acho que o mundo um dia vai se livrar das armas nucleares, pelo contrário, mas apenas falo de coerência nas relações internacionais, ora. Você pede para alguém não arrotar na mesa, e fala isso arrotando, não espera que o outro faça o que você pede. Mas você faz isso com um 38 apontado pra cabeça dele e certamente conseguirá, não?

E daí Juca? Ninguém precisa se submeter a ninguém! Se você depende do comércio e não quer receber sanções, você concorda com qualquer coisa. O mundo é assim, paciência. Ou vire uma Cuba da vida e seja feliz.

Opções Juca, estamos falando de opções. Cada um escolhe a sua. Se países mais "fortes" mandam os mais "fracos" abaixarem a cabeça, você espera que isto mude? Eu não, definitivamente.

Eu estou falando genericamente.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 26 de Maio de 2010, 16:47:01
Não se trata de utopia Mustard, não acho que o mundo um dia vai se livrar das armas nucleares, pelo contrário, mas apenas falo de coerência nas relações internacionais, ora. Você pede para alguém não arrotar na mesa, e fala isso arrotando, não espera que o outro faça o que você pede. Mas você faz isso com um 38 apontado pra cabeça dele e certamente conseguirá, não?

E daí Juca? Ninguém precisa se submeter a ninguém! Se você depende do comércio e não quer receber sanções, você concorda com qualquer coisa. O mundo é assim, paciência. Ou vire uma Cuba da vida e seja feliz.

Opções Juca, estamos falando de opções. Cada um escolhe a sua. Se países mais "fortes" mandam os mais "fracos" abaixarem a cabeça, você espera que isto mude? Eu não, definitivamente.

Eu estou falando genericamente.

 Já eu espero que mude. Espero que a vontade de uns poucos não se submeta a vontade da maioria. E aí, dependendo do assunto, podemos estar falando do Irã, China, Brasil, EUA, Russia, e qualquer um que use sua força em detrimento da fraqueza de outros e quando quiser mudar alguma coisa que comece dando o exemplo.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Mr. Mustard em 26 de Maio de 2010, 16:55:13
Já eu espero que mude. Espero que a vontade de uns poucos não se submeta a vontade da maioria. E aí, dependendo do assunto, podemos estar falando do Irã, China, Brasil, EUA, Russia, e qualquer um que use sua força em detrimento da fraqueza de outros e quando quiser mudar alguma coisa que comece dando o exemplo.

Juca,

Não adianta ouvir "Imagine" do John Lennon e achar que aquilo vire verdade.

O mundo já iniciou conflitos por motivos tolos. A questão aqui é de enriquecimento de urânio, ou seja, um atalho para mísseis nucleares.

Progresso, na minha visão, é desestimular outros países (com incentivos e vantagens, óbvio) de adquirir uma tecnologia que outros governos futuros, dado o histórico, possam partir para a ignorância.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 26 de Maio de 2010, 17:36:45
E não adianta verificar distorções e assimetrias  e aceitar numa boa, como se fosse algo "normal" e inerente às relações entre países.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Mr. Mustard em 26 de Maio de 2010, 17:47:35
E não adianta verificar distorções e assimetrias  e aceitar numa boa, como se fosse algo "normal" e inerente às relações entre países.

Quem disse que é normal? Mas você aceitaria uma família de sem-teto na sua casa sem impor regras?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 26 de Maio de 2010, 17:55:42
E não adianta verificar distorções e assimetrias  e aceitar numa boa, como se fosse algo "normal" e inerente às relações entre países.

Quem disse que é normal? Mas você aceitaria uma família de sem-teto na sua casa sem impor regras?

Não entendi a analogia.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 26 de Maio de 2010, 18:02:54
E não adianta verificar distorções e assimetrias  e aceitar numa boa, como se fosse algo "normal" e inerente às relações entre países.

Juca, pense assim. Você é presidente dos EUA ou da China e vê o Irâ querendo a bomba atômica. Sua atitude seria?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 26 de Maio de 2010, 19:52:11
E não adianta verificar distorções e assimetrias  e aceitar numa boa, como se fosse algo "normal" e inerente às relações entre países.

Concordo com o _Juca_ que o IDEAL seria um mundo sem armas do tipo NBQ (nucleares, biológicas e químicas). Aliás o ideal seria um mundo sem armas. E isto deve ser uma meta para qualquer organismo internacional que lide com questões diplomáticas, bem como de seus países membros.

No entanto, como indicaram o Mr. Mustard e o Agnóstico, nós ainda estamos em um estágio de civilização que não permite viver a situação supradescrita.

Mas, hoje o planeta é muito mais seguro no quesito "conflagração nuclear em larga escala", pois tanto os EUA como a Rússia (desde o tempo da ex-URSS) vem reduzindo os arsenais nucleares, de tal modo que hoje se tem menos de 15,00% de ogivas do que se tinha no ano de 1.975. E isto não é pouco.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 26 de Maio de 2010, 20:22:09
E não adianta verificar distorções e assimetrias  e aceitar numa boa, como se fosse algo "normal" e inerente às relações entre países.

Juca, pense assim. Você é presidente dos EUA ou da China e vê o Irâ querendo a bomba atômica. Sua atitude seria?

Não seria hipócrita, faria um acordo que, se renunciassem as armas, nós também. Seria esse o acordo ideal. Uma proposta utópica, mas a unica sincera e verdadeira.

 Longe de mim, o Irã em posse de armas nucleares, mas na minha opinião seria apenas mais um. Não diferente de Israel, China, Paquistão, Rússia, Coréia ou EUA, que são Estados que vira e mexe estão fazendo ameaças belicosas a algum outro país. Mais alguns hipócritas (nesse caso FDPs religiosos) de posse de armas de destruição em massa, que são inviáveis do ponto de vista prático, mas valiosíssimas do político.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 26 de Maio de 2010, 20:25:14
E não adianta verificar distorções e assimetrias  e aceitar numa boa, como se fosse algo "normal" e inerente às relações entre países.

Concordo com o _Juca_ que o IDEAL seria um mundo sem armas do tipo NBQ (nucleares, biológicas e químicas). Aliás o ideal seria um mundo sem armas. E isto deve ser uma meta para qualquer organismo internacional que lide com questões diplomáticas, bem como de seus países membros.

No entanto, como indicaram o Mr. Mustard e o Agnóstico, nós ainda estamos em um estágio de civilização que não permite viver a situação supradescrita.

Mas, hoje o planeta é muito mais seguro no quesito "conflagração nuclear em larga escala", pois tanto os EUA como a Rússia (desde o tempo da ex-URSS) vem reduzindo os arsenais nucleares, de tal modo que hoje se tem menos de 15,00% de ogivas do que se tinha no ano de 1.975. E isto não é pouco.

Pouquíssimo Geo, se considerarmos que o ideal é zero. E quantas ogivas esses 15% representam? Alguns milhares pode ter certeza.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 21:09:27
Não se trata de utopia Mustard, não acho que o mundo um dia vai se livrar das armas nucleares, pelo contrário, mas apenas falo de coerência nas relações internacionais, ora. Você pede para alguém não arrotar na mesa, e fala isso arrotando, não espera que o outro faça o que você pede. Mas você faz isso com um 38 apontado pra cabeça dele e certamente conseguirá, não?
é engraçado... Cuba embargada e com dificuldades consegue ter sistema de saude melhor ke EUA

E daí Juca? Ninguém precisa se submeter a ninguém! Se você depende do comércio e não quer receber sanções, você concorda com qualquer coisa. O mundo é assim, paciência. Ou vire uma Cuba da vida e seja feliz.

Opções Juca, estamos falando de opções. Cada um escolhe a sua. Se países mais "fortes" mandam os mais "fracos" abaixarem a cabeça, você espera que isto mude? Eu não, definitivamente.

Eu estou falando genericamente.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 26 de Maio de 2010, 21:17:16
E não adianta verificar distorções e assimetrias  e aceitar numa boa, como se fosse algo "normal" e inerente às relações entre países.

Juca, pense assim. Você é presidente dos EUA ou da China e vê o Irâ querendo a bomba atômica. Sua atitude seria?

Não seria hipócrita, faria um acordo que, se renunciassem as armas, nós também. Seria esse o acordo ideal. Uma proposta utópica, mas a unica sincera e verdadeira.

 Longe de mim, o Irã em posse de armas nucleares, mas na minha opinião seria apenas mais um. Não diferente de Israel, China, Paquistão, Rússia, Coréia ou EUA, que são Estados que vira e mexe estão fazendo ameaças belicosas a algum outro país. Mais alguns hipócritas (nesse caso FDPs religiosos) de posse de armas de destruição em massa, que são inviáveis do ponto de vista prático, mas valiosíssimas do político.

ok, ai você, como EUA, com interesses em todos os lugares do mundo, tendo de fato que exercer papel de polícia em uma série de conflitos (inclusive dissuadir china a invadir taiwan por exemplo), vai renunciar de sua posição estratégica por causa de um pais que quer ter a bomba e não tem?

possivelmente, com esse pensamento Juca, você estaria f..., porque seus pares simplesmente não vão jogar o mesmo jogo que você, não estão sujeitos aos mesmos valores muito menos vão querer alguém fiscalizando-os para garantir que realmente não fabriquem a arma.

Você como presidente dos EUA provavelmente iria abdicar de sua força e ver surgir no mundo uma série de nações atômicas cara.

Não sei como me expressar aqui, mas vou tentar. Se você assumir em sua vida uma postura de "madre tereza", você simplesmente vai estar ferrado. Não vamos encontrar uma ordem justa e perfeita (lembra da engenharia social utópica versus a gradual?), mas precisamos ter uma ordem, e se essa ordem for multi-lateral como parece que é o que acontecerá com o mundo, ainda melhor.

Mas nesse processo de buscar a ordem, os atores vão sendo escolhidos aos poucos, e o poder vai sendo cedido aos poucos, quer os EUA queiram ou não. Vai acontecer.
Mas eu apóio a pressão para o Irã não ter armas, ainda que os EUA as tenha.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 21:45:47
(http://2.bp.blogspot.com/_dDFQUpN3z1Y/S_2_8t_gzUI/AAAAAAAABtQ/gN_5gpfHlsQ/s320/lorooo.jpg)
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 26 de Maio de 2010, 21:48:13
Bye.....
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 21:49:44
(http://2.bp.blogspot.com/_dDFQUpN3z1Y/S_2_8t_gzUI/AAAAAAAABtQ/gN_5gpfHlsQ/s320/lorooo.jpg)
(http://1.bp.blogspot.com/_dDFQUpN3z1Y/S_xiyE7iL5I/AAAAAAAABs4/YuSxf6AdTxU/s320/muneco.jpg)
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 26 de Maio de 2010, 21:50:44
(http://2.bp.blogspot.com/_dDFQUpN3z1Y/S_2_8t_gzUI/AAAAAAAABtQ/gN_5gpfHlsQ/s320/lorooo.jpg)
(http://1.bp.blogspot.com/_dDFQUpN3z1Y/S_xiyE7iL5I/AAAAAAAABs4/YuSxf6AdTxU/s320/muneco.jpg)

Esteban, você foi denunciado. Ninguém aqui é orquestrado pelos EUA, apesar de você não acreditar. Veja os comentários e entenda o que está sendo dito, e argumente, não fique com a mesma mensagem para todos os posts porque isso é trollismo.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 21:52:23
(http://2.bp.blogspot.com/_dDFQUpN3z1Y/S_2_8t_gzUI/AAAAAAAABtQ/gN_5gpfHlsQ/s320/lorooo.jpg)
(http://1.bp.blogspot.com/_dDFQUpN3z1Y/S_xiyE7iL5I/AAAAAAAABs4/YuSxf6AdTxU/s320/muneco.jpg)

Esteban, você foi denunciado. Ninguém aqui é orquestrado pelos EUA, apesar de você não acreditar. Veja os comentários e entenda o que está sendo dito, e argumente, não fique com a mesma mensagem para todos os posts porque isso é trollismo.
wow.... sou 1 fora-da lei.....

Citar
Ninguém aqui é orquestrado pelos EUA
claro... e hoje é 1° de abril
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Barata Tenno em 26 de Maio de 2010, 21:56:06
Ja era Agnostico, ja vai tomar o terceiro cartão.... Banimento.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 21:57:25
Ja era Agnostico, ja vai tomar o terceiro cartão.... Banimento.
va em frente... quem não suporta a verdade tem que fazer isso mesmo
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 26 de Maio de 2010, 22:03:25
Ja era Agnostico, ja vai tomar o terceiro cartão.... Banimento.

nada mais justo... tem que esperar fazer 15 anos ao menos (ou ter cérebro de 15 anos) para discutir aqui..
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Fabrício em 26 de Maio de 2010, 22:03:52
Citar
Ja era Agnostico, ja vai tomar o terceiro cartão.... Banimento.

Demorou muito...
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 22:04:14
Ja era Agnostico, ja vai tomar o terceiro cartão.... Banimento.

nada mais justo... tem que esperar fazer 15 anos ao menos (ou ter cérebro de 15 anos) para discutir aqui..
olha qm fala
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 22:05:50
a sigla de clube cetico ficou perfeita... (CC)... pudera... um cheiro do bom!!!
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Fabrício em 26 de Maio de 2010, 22:07:01
Citar
a sigla de clube cetico ficou perfeita... (CC)... pudera... um cheiro do bom!!!

Você conseguiu pensar nisso sozinho?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 26 de Maio de 2010, 22:07:40
a sigla de clube cetico ficou perfeita... (CC)... pudera... um cheiro do bom!!!

não brinco mais.. chato.,.. feio feio feio... gospe aqui se tem coragem....ihhhh vai deixar, vai? vai?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 22:08:34
a sigla de clube cetico ficou perfeita... (CC)... pudera... um cheiro do bom!!!

não brinco mais.. chato.,.. feio feio feio... gospe aqui se tem coragem....ihhhh vai deixar, vai? vai?

Agnostico = religioso enrustido.... agente duplo... ker agradar crentes e descrentes ao mesmo tempo
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 26 de Maio de 2010, 22:10:13
ihhhh.... uhhhh... isso não é resposta, senta aqui que eu arranco b..., bosta é verde, verde bambu, bola na rede pau no teu c....

vai deixar.... hiiiiiiii
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 22:11:12
ihhhh.... uhhhh... isso não é resposta, senta aqui que eu arranco b..., bosta é verde, verde bambu, bola na rede pau no teu c....

vai deixar.... hiiiiiiii
xiii.. a menina tá descontrolada.....
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 22:12:01
Citar
Cristianismo: Eu te amo incondicionalmente mas se você não acreditar em mim vai queimar no fogo do inferno

Marxismo: Adote-o. Questões práticas como 100% fracasso em 100% ditaduras com 100% países falidos e uma soma de 100M de mortos são 100% secundárias.

a menina foi abusada por marxistas e cristãos... pelo visto
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Moro em 26 de Maio de 2010, 22:14:04
Moderação DESCULPA mas não to aguentando de tanto rir... parei para não tomar um cartão também

Bjs Esteban
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 26 de Maio de 2010, 22:14:38
E não adianta verificar distorções e assimetrias  e aceitar numa boa, como se fosse algo "normal" e inerente às relações entre países.

Concordo com o _Juca_ que o IDEAL seria um mundo sem armas do tipo NBQ (nucleares, biológicas e químicas). Aliás o ideal seria um mundo sem armas. E isto deve ser uma meta para qualquer organismo internacional que lide com questões diplomáticas, bem como de seus países membros.

No entanto, como indicaram o Mr. Mustard e o Agnóstico, nós ainda estamos em um estágio de civilização que não permite viver a situação supradescrita.

Mas, hoje o planeta é muito mais seguro no quesito "conflagração nuclear em larga escala", pois tanto os EUA como a Rússia (desde o tempo da ex-URSS) vem reduzindo os arsenais nucleares, de tal modo que hoje se tem menos de 15,00% de ogivas do que se tinha no ano de 1.975. E isto não é pouco.

Pouquíssimo Geo, se considerarmos que o ideal é zero. E quantas ogivas esses 15% representam? Alguns milhares pode ter certeza.

15,00% c. 10.000 ogivas
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 22:15:21
Moderação DESCULPA mas não to aguentando de tanto rir... parei para não tomar um cartão também

Bjs Esteban
a menina tá complexada, coitada...
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 22:15:51
ihhhh.... uhhhh... isso não é resposta, senta aqui que eu arranco b..., bosta é verde, verde bambu, bola na rede pau no teu c....

vai deixar.... hiiiiiiii

YELLOW CARD!!!
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: calvino em 26 de Maio de 2010, 22:16:43
Demorou muito...

2

E deviam banir permanentemente esse moleque.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 22:17:29
Demorou muito...

2

E deviam banir permanentemente esse moleque.
Menina.... não se estresse.... uuiii
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: calvino em 26 de Maio de 2010, 22:18:37
Véio não tem 1 moderador online...
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 22:19:24
Véio não tem 1 moderador online...
menina.... relaxe... não fica estressada não...
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 22:21:22
dedico essa musica às meninas estressadas....
http://www.youtube.com/v/wiQ6YJcimFA
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 26 de Maio de 2010, 22:21:52
ihhhh.... uhhhh... isso não é resposta, senta aqui que eu arranco b..., bosta é verde, verde bambu, bola na rede pau no teu c....

vai deixar.... hiiiiiiii

YELLOW CARD!!!

Esteban... para que isto?

Voce me parece uma pessoa com boa capacidade de pesquisa, a despeito de ter um sentimento anti-EUA que ainda não entendi.

Reflita um pouco.

Acho que voce pode defender a sua tese "anti-EUA" sem precisar fazer uso de recursos que não condizem com a expectativa e as regras deste forum.

Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 22:22:59
ihhhh.... uhhhh... isso não é resposta, senta aqui que eu arranco b..., bosta é verde, verde bambu, bola na rede pau no teu c....

vai deixar.... hiiiiiiii

YELLOW CARD!!!

Esteban... para que isto?

Voce me parece uma pessoa com boa capacidade de pesquisa, a despeito de ter um sentimento anti-EUA que ainda não entendi.

Reflita um pouco.

Acho que voce pode defender a sua tese "anti-EUA" sem precisar fazer uso de recursos que não condizem com a expectativa e as regras deste forum.


recrimine os neuroticos anti-IRAN  antes de me recriminar
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: calvino em 26 de Maio de 2010, 22:25:43

Voce me parece uma pessoa com boa capacidade de pesquisa



 :o  :histeria:

Geotecton, um segredo. Tem um conselho aqui conhecido dos antigos foristas: Não alimente os troll's.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 22:26:50

Voce me parece uma pessoa com boa capacidade de pesquisa



 :o  :histeria:

Geotecton, um segredo. Tem um conselho aqui conhecido dos antigos foristas: Não alimente os troll's.

calma, guria
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 26 de Maio de 2010, 22:27:36
ihhhh.... uhhhh... isso não é resposta, senta aqui que eu arranco b..., bosta é verde, verde bambu, bola na rede pau no teu c....

vai deixar.... hiiiiiiii

YELLOW CARD!!!

Esteban... para que isto?

Voce me parece uma pessoa com boa capacidade de pesquisa, a despeito de ter um sentimento anti-EUA que ainda não entendi.

Reflita um pouco.

Acho que voce pode defender a sua tese "anti-EUA" sem precisar fazer uso de recursos que não condizem com a expectativa e as regras deste forum.


recrimine os neuroticos anti-IRAN  antes de me recriminar

Caro Esteban

01) Pelo que eu vi até este momento, os foristas fizeram críticas ao governo da República Islâmica do Irã e não ao país ou ao seu povo.

02) Eu não estou recriminando-o e sim conclamando que o seu lado pesquisador e argumentador assuma o comando nas discussões aqui travadas.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 22:28:48
ihhhh.... uhhhh... isso não é resposta, senta aqui que eu arranco b..., bosta é verde, verde bambu, bola na rede pau no teu c....

vai deixar.... hiiiiiiii

YELLOW CARD!!!

Esteban... para que isto?

Voce me parece uma pessoa com boa capacidade de pesquisa, a despeito de ter um sentimento anti-EUA que ainda não entendi.

Reflita um pouco.

Acho que voce pode defender a sua tese "anti-EUA" sem precisar fazer uso de recursos que não condizem com a expectativa e as regras deste forum.


recrimine os neuroticos anti-IRAN  antes de me recriminar

Caro Esteban

01) Pelo que eu vi até este momento, os foristas fizeram críticas ao governo da República Islâmica do Irã e não ao país ou ao seu povo.

02) Eu não estou recriminando-o e sim conclamando que o seu lado pesquisador e argumentador assuma o comando nas discussões aqui travadas.

criticas na base do fuzil... do linchamento moral....
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 26 de Maio de 2010, 22:30:10
ihhhh.... uhhhh... isso não é resposta, senta aqui que eu arranco b..., bosta é verde, verde bambu, bola na rede pau no teu c....

vai deixar.... hiiiiiiii

YELLOW CARD!!!

Esteban... para que isto?

Voce me parece uma pessoa com boa capacidade de pesquisa, a despeito de ter um sentimento anti-EUA que ainda não entendi.

Reflita um pouco.

Acho que voce pode defender a sua tese "anti-EUA" sem precisar fazer uso de recursos que não condizem com a expectativa e as regras deste forum.


recrimine os neuroticos anti-IRAN  antes de me recriminar

Caro Esteban

01) Pelo que eu vi até este momento, os foristas fizeram críticas ao governo da República Islâmica do Irã e não ao país ou ao seu povo.

02) Eu não estou recriminando-o e sim conclamando que o seu lado pesquisador e argumentador assuma o comando nas discussões aqui travadas.

criticas na base do fuzil... do linchamento moral....

Em qual dos nossos colóquios eu lhe "apontei um fuzil" ou fiz "um linchamento moral"?
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Esteban em 26 de Maio de 2010, 22:31:24
ihhhh.... uhhhh... isso não é resposta, senta aqui que eu arranco b..., bosta é verde, verde bambu, bola na rede pau no teu c....

vai deixar.... hiiiiiiii

YELLOW CARD!!!

Esteban... para que isto?

Voce me parece uma pessoa com boa capacidade de pesquisa, a despeito de ter um sentimento anti-EUA que ainda não entendi.

Reflita um pouco.

Acho que voce pode defender a sua tese "anti-EUA" sem precisar fazer uso de recursos que não condizem com a expectativa e as regras deste forum.


recrimine os neuroticos anti-IRAN  antes de me recriminar

Caro Esteban

01) Pelo que eu vi até este momento, os foristas fizeram críticas ao governo da República Islâmica do Irã e não ao país ou ao seu povo.

02) Eu não estou recriminando-o e sim conclamando que o seu lado pesquisador e argumentador assuma o comando nas discussões aqui travadas.

criticas na base do fuzil... do linchamento moral....

Em qual dos nossos colóquios eu lhe "apontei um fuzil" ou fiz "um linchamento moral"?
(http://2.bp.blogspot.com/_dDFQUpN3z1Y/S_2_8t_gzUI/AAAAAAAABtQ/gN_5gpfHlsQ/s320/lorooo.jpg)
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 26 de Maio de 2010, 22:37:14
ihhhh.... uhhhh... isso não é resposta, senta aqui que eu arranco b..., bosta é verde, verde bambu, bola na rede pau no teu c....

vai deixar.... hiiiiiiii

YELLOW CARD!!!

Esteban... para que isto?

Voce me parece uma pessoa com boa capacidade de pesquisa, a despeito de ter um sentimento anti-EUA que ainda não entendi.

Reflita um pouco.

Acho que voce pode defender a sua tese "anti-EUA" sem precisar fazer uso de recursos que não condizem com a expectativa e as regras deste forum.


recrimine os neuroticos anti-IRAN  antes de me recriminar

Caro Esteban

01) Pelo que eu vi até este momento, os foristas fizeram críticas ao governo da República Islâmica do Irã e não ao país ou ao seu povo.

02) Eu não estou recriminando-o e sim conclamando que o seu lado pesquisador e argumentador assuma o comando nas discussões aqui travadas.

criticas na base do fuzil... do linchamento moral....

Em qual dos nossos colóquios eu lhe "apontei um fuzil" ou fiz "um linchamento moral"?
(http://2.bp.blogspot.com/_dDFQUpN3z1Y/S_2_8t_gzUI/AAAAAAAABtQ/gN_5gpfHlsQ/s320/lorooo.jpg)

Lamento que voce pense assim!
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: CyberLizard em 26 de Maio de 2010, 22:46:20
 :adeus:
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: SnowRaptor em 26 de Maio de 2010, 22:48:51
(http://2.bp.blogspot.com/_dDFQUpN3z1Y/S_2_8t_gzUI/AAAAAAAABtQ/gN_5gpfHlsQ/s320/lorooo.jpg)
(http://2.bp.blogspot.com/_dDFQUpN3z1Y/S_2_8t_gzUI/AAAAAAAABtQ/gN_5gpfHlsQ/s320/lorooo.jpg)
(http://1.bp.blogspot.com/_dDFQUpN3z1Y/S_xiyE7iL5I/AAAAAAAABs4/YuSxf6AdTxU/s320/muneco.jpg)

Desnecessário dizer...

Usuário suspenso por 15 dias. (http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=22949.msg525964#msg525964)
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 27 de Maio de 2010, 10:24:08
Rússia diz que Irã foi surdo a suas propostas na área nuclear

A Rússia rejeitou nesta quinta-feira as críticas do Irã ao Kremlin pelo apoio ao esboço de sanções contra a República Islâmica. O governo russo afirmou que suas tentativas de resolver a crise em torno do programa nuclear iraniano caíram repetidamente em ouvidos surdos de Teerã.

Em uma das piores disputas entre os dois países em décadas, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, criticou o Kremlin na quarta-feira por, segundo ele, ceder às pressões dos Estados Unidos e concordar com sanções.

Ahmadinejad também fez um alerta ao presidente russo, Dmitry Medvedev para que seja cauteloso ou corra o risco de ser visto como um inimigo da República Islâmica. O Kremlin respondeu dizendo ao presidente iraniano que pare com a "demagogia política".

Quando indagado por um repórter sobre os comentários de Ahmadinejad, o ministro russo do Exterior, Sergei Lavrov, disse ter visto os comentários como "emocionais".

Num reforço à crescente impaciência de Moscou com o Irã, Lavrov disse que líderes russos tentaram por várias vezes resolver a disputa, mas Teerã não respondeu adequadamente.

"Para nosso grande pesar, durante anos --não somente meses-- a resposta iraniana a esses esforços foi insatisfatória", disse Lavrov em Moscou.

O ministro disse que um acordo para troca de combustível nuclear entre Irã, Brasil e Turquia será um avanço importante se implementado.

"Elogiamos essa medida", disse ele. "De fato, se for completamente implementado, isso vai... realmente criar pré-condições importantes para a melhora da atmosfera na retomada das negociações", afirmou.

http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=24381318
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: CyberLizard em 28 de Maio de 2010, 09:11:44
Em alguns textos postados aqui, alguns foristas, para lembrar da periculosidade do Irã lembraram que o seu presidente, Mahmoud Ahmadinejad, teria dito que iria varrer Israel do mapa, ou coisa parecida. Bem, encontrei um texto na Internet que fala sobre o assunto. Ele analisa o discurso proferido por Ahmadinejad e comenta ter havido um erro de tradução que começou por parte de alguns jornalistas iranianos. O texto (em inglês) pode ser encontrado aqui:

http://www.globalresearch.ca/index.php?context=viewArticle&code=NOR20070120&articleId=4527&gt

Lembram da história das pulseiras do sexo infantil? Bem, às vezes a imprensa acaba se deixando levar por rumores e informações equivocadas e isso traz consequências graves e imprevistas dependendo do caso.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 10 de Junho de 2010, 12:28:02
Para Hillary, Brasil e Turquia ainda tem 'papel importante' quanto a Irã

A secretária de Estado americana Hillary Clinton disse que Brasil e Turquia ainda ainda podem desempenhar um papel importante na futura diplomacia nuclear com o Irã.

Ambos os governos, que são membros rotativos e sem direito a veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas, votaram contra a quarta rodada de sanções contra o Irã aprovadas nesta quarta-feira.

"Na contínua aproximação diplomática com o Irã, penso que a Turquia e o Brasil continuarão a desempenhar um papel importante", afirmou Clinton à jornalistas em Bogotá, onde se reuniu com o presidente colombiano Álvaro Uribe.

Clinton disse que tanto o Brasil como a Turquia podem ter deixado as "portas abertas" com Irã por terem votado "não" às sanções aprovadas por 12 dos 15 membros do Conselho de Segurança. O Líbano se absteve.

Punição

A secretária de Estado americana disse que as sanções podem "interferir" na ambição nuclear iraniana. Ao mesmo tempo, Clinton disse que a medida não visa "punir" o Irã e sim "acabar com as dúvidas" relacionadas ao programa nuclear de Teerã.

"Nosso objetivo não é punir o Irã. Nosso objetivo é acabar com as dúvidas e questões sobre a finalidade do programa nuclear do Irã e para impedi-lo de obter armas nucleares, uma meta que é amplamente aceita pela comunidade internacional", disse Clinton .

Clinton disse esperar que as novas sanções, que ampliam medidas já em vigor, como a proibição de venda de várias categorias de armamento pesado ao Irã, incluindo helicópteros de ataque e mísseis - dificultem a continuidade do programa nuclear de Teerã e que obrigue o Irã a voltar às negociações.

"Nós podemos, nós acreditamos que devagar é possível interferir e tornar ainda mais difícil a continuidade de seu programa nuclear por meio dessas sanções", disse Clinton.

"Ao mesmo tempo, queremos que eles voltem à mesa de negociação."

Clinton disse que pode haver diferentes formas de influenciar alguns líderes iranianos, os quais, segundo ela, têm dúvidas sobre a unidade em torno à questão nuclear. "Há diversidade de opiniões dentro da direção", disse.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu nesta quarta-feira às sanções impostas pelo Conselho de Segurança ao qualificá-las como "um equívoco" ocasionado pela "birra" dos "donos do Conselho".

http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo-bbc.aspx?cp-documentid=24523972
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 15 de Junho de 2010, 08:39:53
UE acerta sanções contra setores de petróleo e gás do Irã

Líderes da União Europeia seguirão com planos para aprovar sanções mais duras contra o Irã na quinta-feira, incluindo medidas para limitar o investimento nos setores de petróleo e gás e a capacidade de refino de Teerã.

Ministros de Relações Exteriores da UE, responsáveis por acertar uma posição comum antes de um encontro do bloco em Bruxelas, na quinta-feira, assinaram um comunicado nesta segunda que vai substancialmente além das sanções extras aprovadas pela Organização das Nações Unidas contra o Irã, na semana passada, aponta um esboço.

Os diplomatas disseram que as sanções da UE, que poderão ser impostas a partir do próximo mês, devem focar o comércio, instituições financeiras e de seguros e o setor de transportes iraniano naval e aéreo.

Mas as medidas também terão como alvo "setores-chave da indústria de gás e petróleo com a proibição de novos investimentos, assistência técnica e transferência de tecnologias, equipamento e serviços, em particular relacionados ao refino, liquefação e gás natural liquefeito", apontam documentos obtidos pela Reuters.

As medidas, que vão além do esperado por alguns diplomatas, devem exercer uma forte pressão financeira sobre o Irã, o quinto maior exportador de petróleo do mundo.

Suécia, Chipre e Espanha devem ser contrários à novas medidas da UE que vão além das sanções aprovadas pela ONU. A Alemanha disse ter preocupações sobre restrições ao setor de gás e petróleo do Irã, onde tem grandes investimentos.

A decisão da UE tem como intuito colocar pressão ainda maior sobre o Irã para que retorne às negociações sobre seu programa nuclear, acusado pelos Estados Unidos e outras potências ocidentais de ser um disfarce para a produção de armas nucleares. O Irã nega, e diz que seus planos são pacíficos.

http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=24571870
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 20 de Agosto de 2010, 13:55:44
Líder do Irã diz estar pronto para diálogo na área nuclear
 
O Irã está pronto para retomar as conversações com as potências mundiais sobre um plano para a troca de material nuclear por combustível para suas usinas atômicas, disse o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, de acordo com um jornal japonês, que publicou nesta sexta-feira uma entrevista feita com ele.

Segundo o Yomiuri Shimbun, Ahmadinejad declarou que está aberto para reiniciar as negociações com os membros do Conselho de Segurança da ONU, mais a Alemanha, no fim de agosto ou início de setembro.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse na quarta-feira que o país não iria manter conversações com os Estados Unidos sobre seu programa nuclear se as sanções e ameaças militares não forem retiradas.

O Irã se reuniu pela ultima vez com EUA, Grã-Bretanha, China, França, Alemanha e Rússia em outubro, quando discutiu o envio de urânio iraniano de baixo enriquecimento para o exterior em troca de combustível para um reator do país, para produção de material de uso médico.

http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=25291520
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 21 de Setembro de 2010, 16:25:10
Ocidente pressiona Irã por negociações nucleares

Potências ocidentais pressionaram nesta terça-feira o Irã a participar de negociações abrangentes sobre o seu programa nuclear. A França afirmou que essa seria a alternativa às "custosas" sanções contra o país.

Durante uma reunião da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, a agência nuclear da ONU), as potências deixaram claro que o Irã deve responder às suspeitas de que estaria tentando desenvolver armas nucleares, em vez de apenas pedir mais negociações sobre um programa de intercâmbio de material nuclear.

O Irã diz que suas atividades são exclusivamente pacíficas.

Jochen Homann, funcionário do ministério alemão de Economia e Tecnologia, disse que as seis potências envolvidas nos esforços contra o programa nuclear iraniano estão dispostas a negociar imediatamente com o país.

"Apresentamos uma oferta abrangente de cooperação. O Irã deve fazer com que suas palavras sejam seguidas por fatos, e voltar à mesa de negociação agora", disse Momann na assembleia anual da Agência Internacional de Energia Atômica.

O representante francês, Bernard Bigot, disse que as potências mundiais ficaram sem opção, a não ser impor novas sanções ao Irã, em junho. "Ao agir dessa forma, a comunidade internacional está mostrando ao Irã que suas escolhas são de fato muito custosas, cada vez mas."

Mas, ele ressalvou: "Estamos convencidos de que uma solução negociada da crise é possível. Continuamos apelando ao Irã para finalmente escolher cooperar."

http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=25652320
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 06 de Dezembro de 2010, 20:00:59
Irã e potências discutem programa nuclear em Genebra

Discussões começam um dia depois de governo iraniano anunciar avanço no enriquecimento de urânio

Começaram nesta segunda-feira em Genebra, na Suíça, as negociações entre o Irã e seis potências mundiais sobre o programa nuclar iraniano. É a primeira negociação sobre o assunto em mais de um ano. Além do Irã, participam da reunião os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Rússia, China, França e Grã-Bretanha), além da Alemanha.

A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, pediu ao Irã que entre nas negociações de boa fé e com “uma análise muito mais sóbria do que significa o isolamento”, após várias rodadas sucessivas de sanções da ONU.

Porém, no domingo um anúncio feito pelo Irã provocou mal-estar: o chefe do programa nuclear iraniano, Ali Akbar Salehi, afirmou que o governo enviou seu primeiro lote de urânio produzido no país a uma usina que pode deixá-lo pronto para enriquecimento.

“O Ocidente contava com a possibilidade de estarmos em dificuldades com a matéria-prima, mas hoje tivemos a primeira leva de concentrado de urânio da mina de Gachin enviada para a usina de Isfahan”, disse Salehi na TV estatal. "Isso quer dizer que o Irã se torna auto-suficiente no ciclo inteiro do combustível (nucelar)", completou.

Acreditava-se que o Irã tinha pouco estoque de urânio concentrado, originalmente importado da África do Sul nos anos 1970. O urânio enriquecido pode ser usado como combustível em reatores para a geração de energia ou utilizado para a fabricação de armamentos nucleares.

Os Estados Unidos e seus aliados acusam o Irã de tentar produzir armas nucleares, o que o país nega. O governo iraniano alega que seu programa nuclear tem fins pacíficos, para uso civil.

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Mike Hammer, afirmou que o anúncio não é 'inesperado'. "O Irã tenta desenvolver um programa (nuclear) próprio há anos já que a importação é proibida pelas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas", afirmou.

"No entanto, e levando em conta que a provisão própria de urânio do Irã não é suficiente para um programa de uso pacífico de energia nuclear, isto acrescenta dúvidas sobre as intenções do Irã", acrescentou Hammer.

A autoridade americana afirmou que o propósito das conversas é "demonstrar a preocupação de toda a comunidade internacional acerca das ações e intenções do Irã". "Veremos se o Irã chega a estas discussões com a seriedade requerida para atender as preocupações internacionais sobre seu programa nuclear", reiterou.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/ira+e+potencias+discutem+programa+nuclear+em+genebra/n1237851699227.html
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Spitfire em 06 de Dezembro de 2010, 20:06:57
Ao que parece até a Dilma esta retirando apoio ao Irã e defendendo uma reaproximação com os EUA.  :o
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 06 de Dezembro de 2010, 20:20:05
Ao que parece até a Dilma esta retirando apoio ao Irã e defendendo uma reaproximação com os EUA.  :o

Seria irônico e um "chute no saco" do Lula.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 08 de Dezembro de 2010, 19:23:02
Ahmadinejad diz que negociação terá sucesso se sanções forem suspensas

Nesta terça-feira, as partes concordaram em realizar uma nova rodada de diálogos em Istambul, no fim de janeiro.

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou nesta terça-feira que as negociações sobre o programa nuclear de seu país serão bem-sucedidas se as sanções impostas pelas potências mundiais forem suspensas.

"Se você chegar às negociações cancelando todas as coisas más e decisões erradas que foram adotadas... suspender resoluções, sanções e algumas restrições que foram criadas, então os diálogos serão definitivamente frutíferos", disse Ahmadinejad à TV estatal iraniana.

A declaração de Ahmadinejad ocorreu no segundo dia de negociações entre seu governo e as principais potências mundiais, em Genebra (Suíça), a respeito do programa nuclear iraniano.

Nesta terça-feira, as partes concordaram em realizar uma nova rodada de diálogos em Istambul, no fim de janeiro.

As sanções impostas sobre o Irã foram aprovadas em junho por meio de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, depois que as potências negociadoras recusaram um acordo mediado por Brasil e Turquia, que previa o envio de urânio pouco enriquecido para Ancara.

O acordo, que havia sido aprovado por Teerã, se seguiu a uma proposta feita em outubro de 2009, e recusada pelos iranianos, de enviar ao exterior 1,2 mil quilos de urânio pouco enriquecido, em troca de combustível nuclear em grau maior de enriquecimento para uso civil.

Há a suspeita entre países ocidentais de que o programa nuclear do Irã seja uma fachada para a fabricação de armas atômicas. A alegação é rejeitada por Teerã, que afirma que seu objetivo é usar a energia nuclear para fins pacíficos.

Obrigações

A chefe de Relações Exteriores da União Europeia (UE), Catherine Ashton, definiu os diálogos em Genebra como "substanciais", mas disse que o Irã deve cumprir com as suas "obrigações internacionais".

"Os países que eu represento estão unidos em buscar uma resolução das preocupações da comunidade internacional em relação ao programa nuclear iraniano, que é o propósito central destes diálogos", disse Ashton.

"Nós reconhecemos os direitos do Irã, mas insistimos que ele cumpra suas obrigações", acrescentou.

Além de Ashton, as negociações envolvem o principal negociador nuclear iraniano, Saeed Jalili, e autoridades dos cinco países que são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, China, Rússia, França e Grã-Bretanha), somados à Alemanha.

Jalili reafirmou que Teerã não aceitará negociações sobre seus "direitos nucleares". Ele disse ainda que os diálogos de Istambul ocorrerão "em termos de cooperação".

Ashton também ressaltou a cooperação entre as partes. "Nós planejamos discutir ideias práticas e maneiras de cooperar em busca da resolução de nossas preocupações sobre a questão nuclear", disse.

Segundo o correspondente da BBC em Genebra James Reynolds, autoridades comentam que os diálogos marcados para Istambul representam uma "pequena e positiva" perspectiva de acordo.

Reynolds acrescenta, no entanto, que ainda existe um enorme nível de desconfiança entre os lados envolvidos na negociação.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/12/101207_ira_negociacao_rp.shtml
Título: Ultimato: Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel
Enviado por: Titoff em 29 de Dezembro de 2010, 11:39:14
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Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel

Reuters


JERUSALÉM - Os Estados Unidos e seus aliados têm até três anos para frear o programa nuclear iraniano, que tem sofrido com problemas técnicos e com a imposição de sanções, disse uma autoridade israelense de primeiro escalão nesta quarta-feira.

Afirmando que o Irã segue sendo a principal prioridade do governo israelense, o vice-primeiro-ministro, Moshe Yaalon, não mencionou possíveis ataques militares unilaterais por parte de Israel, afirmando esperar que as medidas lideradas pelos EUA contra o Irã tenham sucesso.

- Acredito que este esforço vai crescer, e vai incluir áreas além das sanções, para convencer o regime iraniano de que, efetivamente, ele tem de escolher entre continuar a buscar capacidades nucleares e sobreviver - disse Yaalon à Rádio Israel. - Não sei se isso vai acontecer em 2011, ou em 2012, mas estamos falando sobre os próximos três anos - acrescentou.

Yaalon, um ex-chefe das Forças Armadas, disse que os planos de enriquecimento de urânio do Irã sofreram reveses. Alguns analistas viram sinais de sabotagem externa em incidentes como a invasão de computadores iranianos por um vírus.

- Essas dificuldades adiaram o cronograma, é claro. Deste modo, não podemos falar de um 'ponto sem volta'. O Irã não tem a capacidade de fazer uma bomba nuclear por si próprio - disse o vice-premier.

Yaalon já havia sido duro com o Irã anteriormente, afirmando que era preferível que Israel atacasse a República Islâmica em vez de permitir que o país consiga a bomba atômica. Acredita-se que Israel seja o único país do Oriente Médio a ter a bomba.

Outras autoridades, como o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, têm mantido silêncio sobre a opção militar em relação ao Irã, que traria obstáculos táticos e diplomáticos ao país.
Título: Re: Ultimato: Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel
Enviado por: Mahul em 30 de Dezembro de 2010, 13:40:27
Citar
Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel

Reuters


JERUSALÉM - Os Estados Unidos e seus aliados têm até três anos para frear o programa nuclear iraniano, que tem sofrido com problemas técnicos e com a imposição de sanções, disse uma autoridade israelense de primeiro escalão nesta quarta-feira.

Afirmando que o Irã segue sendo a principal prioridade do governo israelense, o vice-primeiro-ministro, Moshe Yaalon, não mencionou possíveis ataques militares unilaterais por parte de Israel, afirmando esperar que as medidas lideradas pelos EUA contra o Irã tenham sucesso.

- Acredito que este esforço vai crescer, e vai incluir áreas além das sanções, para convencer o regime iraniano de que, efetivamente, ele tem de escolher entre continuar a buscar capacidades nucleares e sobreviver - disse Yaalon à Rádio Israel. - Não sei se isso vai acontecer em 2011, ou em 2012, mas estamos falando sobre os próximos três anos - acrescentou.

Yaalon, um ex-chefe das Forças Armadas, disse que os planos de enriquecimento de urânio do Irã sofreram reveses. Alguns analistas viram sinais de sabotagem externa em incidentes como a invasão de computadores iranianos por um vírus.

- Essas dificuldades adiaram o cronograma, é claro. Deste modo, não podemos falar de um 'ponto sem volta'. O Irã não tem a capacidade de fazer uma bomba nuclear por si próprio - disse o vice-premier.

Yaalon já havia sido duro com o Irã anteriormente, afirmando que era preferível que Israel atacasse a República Islâmica em vez de permitir que o país consiga a bomba atômica. Acredita-se que Israel seja o único país do Oriente Médio a ter a bomba.

Outras autoridades, como o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, têm mantido silêncio sobre a opção militar em relação ao Irã, que traria obstáculos táticos e diplomáticos ao país.
:nojo: :olheira: :enjoo:
Título: Re: Ultimato: Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel
Enviado por: Geotecton em 30 de Dezembro de 2010, 14:15:13
Israel continuará "falando grosso" enquanto tiver os EUA dando proteção. Se estes caírem fora, bye bye Israel.
Título: Re: Ultimato: Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel
Enviado por: uiliníli em 30 de Dezembro de 2010, 15:54:10
Israel continuará "falando grosso" enquanto tiver os EUA dando proteção. Se estes caírem fora, bye bye Israel.

Neste caso eu não creio. Israel não está sozinho entre os países do Oriente Médio que temem que o Irã desenvolva um arsenal atômico, por incrível que pareça essa é uma questão na qual Israel está do lado dos países árabes e da Turquia. O próprio rei da Arábia Saudita, segundo documento divulgado pelo Wikileaks (http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4827942-EI294,00-WikiLeaks+exposicao+de+medo+arabe+deve+elevar+tensao+com+Ira.html), pediu aos EUA para "cortar a cabeça da cobra enquanto ainda era tempo", se referindo ao Irã. O mais provável é que no caso de uma guerra aberta entre Israel e Irã, mesmo sem apoio dos EUA, os países árabes dêem livre passagem para as tropas e aviões israelenses.
Título: Re: Ultimato: Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel
Enviado por: Cumpadi em 30 de Dezembro de 2010, 16:53:33
as professias de 2012 vao se tornar realidade. comecem a estocar salsichas desde ja!!!
Título: Re: Ultimato: Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel
Enviado por: André Luiz em 30 de Dezembro de 2010, 21:20:30
O dia que arabes e persas superarem a rivalidade Israel some do mapa, claro que se nao contarem com a proteçao do EUA
Título: Re: Ultimato: Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel
Enviado por: DDV em 30 de Dezembro de 2010, 22:17:19
O dia que arabes e persas superarem a rivalidade Israel some do mapa, claro que se nao contarem com a proteçao do EUA

Ué, não atacaram Israel em 1967 numa coalizão de vários países e apanharam?
Título: Re: Ultimato: Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel
Enviado por: Geotecton em 30 de Dezembro de 2010, 22:23:59
Israel continuará "falando grosso" enquanto tiver os EUA dando proteção. Se estes caírem fora, bye bye Israel.

Neste caso eu não creio. Israel não está sozinho entre os países do Oriente Médio que temem que o Irã desenvolva um arsenal atômico, por incrível que pareça essa é uma questão na qual Israel está do lado dos países árabes e da Turquia. O próprio rei da Arábia Saudita, segundo documento divulgado pelo Wikileaks (http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4827942-EI294,00-WikiLeaks+exposicao+de+medo+arabe+deve+elevar+tensao+com+Ira.html), pediu aos EUA para "cortar a cabeça da cobra enquanto ainda era tempo", se referindo ao Irã. O mais provável é que no caso de uma guerra aberta entre Israel e Irã, mesmo sem apoio dos EUA, os países árabes dêem livre passagem para as tropas e aviões israelenses.

A escala de conflito a que eu me refiro é o do mundo árabe/islâmico contra Israel e não apenas do Irã versus Israel.
Título: Re: Ultimato: Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel
Enviado por: Khronos em 30 de Dezembro de 2010, 22:24:52
O dia que arabes e persas superarem a rivalidade Israel some do mapa, claro que se nao contarem com a proteçao do EUA

Ué, não atacaram Israel em 1967 numa coalizão de vários países e apanharam?

Sim, mas o armamento foi QUASE todo financiado pelo os EUA.
Título: Re: Ultimato: Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel
Enviado por: Geotecton em 30 de Dezembro de 2010, 22:28:29
O dia que arabes e persas superarem a rivalidade Israel some do mapa, claro que se nao contarem com a proteçao do EUA

Ué, não atacaram Israel em 1967 numa coalizão de vários países e apanharam?

Sim, mas o armamento foi QUASE todo financiado pelo os EUA.

Fabricado, transportado e financiado pelo EUA. E, em alguns casos, operado por estadunidenses.

E o armamento do EUA usado por Israel, na Guerra dos Seis Dias, era muito superior ao soviético usado pelos árabes.
Título: Re: Ultimato: Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel
Enviado por: DDV em 30 de Dezembro de 2010, 22:35:07
O dia que arabes e persas superarem a rivalidade Israel some do mapa, claro que se nao contarem com a proteçao do EUA

Ué, não atacaram Israel em 1967 numa coalizão de vários países e apanharam?

Sim, mas o armamento foi QUASE todo financiado pelo os EUA.


Se o problema for só armamento, acho que Israel consegue se virar.

Eu achei que voces estivessem se referindo a uma intervnção direta dos EUA (com suas forças armadas) quando falavam em "proteção americana", e não ao simples financiamento.
Título: Re: Ultimato: Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel
Enviado por: Khronos em 30 de Dezembro de 2010, 22:38:49
Se o problema for só armamento, acho que Israel consegue se virar.

Eu achei que voces estivessem se referindo a uma intervnção direta dos EUA (com suas forças armadas) quando falavam em "proteção americana", e não ao simples financiamento.

Claro que não é apenas o armamento.A intervenção estadunidense política-"diplomática" também.
Título: Re: Ultimato: Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel
Enviado por: uiliníli em 30 de Dezembro de 2010, 22:46:55
A escala de conflito a que eu me refiro é o do mundo árabe/islâmico contra Israel e não apenas do Irã versus Israel.

E o seu erro é justamente escrever árabe-barra-islâmico, como se fosse uma coisa só. Para começo de conversa, o Irã não é um país árabe, é um país persa. A Turquia também não é árabe, o Paquistão não é árabe e dois terços dos muçulmanos no mundo não são árabes.

Segundo que o universo islâmico também não é monolítico, conhecemos basicamente os sunitas e os xiitas e sabemos que em muitas partes do mundo eles não se dão muito bem uns com os outros. E dentro do caldeirão complexo que é o Oriente Médio, já existe uma ressentimento entre os persas e os árabes desde que a antiga Pérsia foi subjugada pelos árabes na Idade Média, o fato de os iranianos serem xiitas e os árabes serem de maioria sunita aumenta mais ainda as diferenças entre eles - veja os conflitos religiosos entre as duas facções no Iraque, por exemplo: é disso que os países árabes têm medo, que do mesma forma que ocorre no Iraque, o Irã dê apoio às suas minorias xiitas e elas promovam terrorismo dentro de seus territórios. Não é à tôa que o rei Abdullah, da Arábia Saudita está doidinho para os EUA cortarem a cabeça da cobra.

Além do mais, hoje em dia Israel tem boas relações com os sauditas, os egípcios e os jordanianos, por exemplo. Na verdade as relações desses países com Israel espelha as relações deles com os EUA. A Arábia Saudita mesma é um dos principais aliados dos EUA no mundo árabe, tanto que os EUA tem bases militares lá. Raciocine comigo: os EUA são defensores ferrenhos de Israel, se você fosse rei de um país que tem grande animosidade contra Israel, você deixaria o principal aliado de seu maior inimigo colocar soldados e armas dentro de seu próprio território? Admitindo que os sauditas não sejam estúpidos, a resposta para esse paradoxo é simplesmente que eles não são mais inimigos de Israel hoje. Como eu mencionei antes, pelo contrário: se Israel e/ou os EUA resolver(em) atacar o Irã, vão ganhar salvo-conduto deles e de todos os outros países árabes na região.
Título: Re: Ultimato: Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel
Enviado por: Geotecton em 30 de Dezembro de 2010, 22:47:18
O dia que arabes e persas superarem a rivalidade Israel some do mapa, claro que se nao contarem com a proteçao do EUA

Ué, não atacaram Israel em 1967 numa coalizão de vários países e apanharam?

Sim, mas o armamento foi QUASE todo financiado pelo os EUA.


Se o problema for só armamento, acho que Israel consegue se virar.

Eu achei que voces estivessem se referindo a uma intervnção direta dos EUA (com suas forças armadas) quando falavam em "proteção americana", e não ao simples financiamento.

Em 1973, na Guerra do Yom Kippur, Israel não sucumbiu por causa, basicamente, da entrega maciça de equipamentos estadunidenses e, em escala estratégica, pela ameaça feita à URSS que se Israel sucumbisse os EUA se veriam obrigados a uma intervenção direta com as suas forças armadas na região.
Título: Re: Ultimato: Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel
Enviado por: Geotecton em 30 de Dezembro de 2010, 23:30:18
A escala de conflito a que eu me refiro é o do mundo árabe/islâmico contra Israel e não apenas do Irã versus Israel.

E o seu erro é justamente escrever árabe-barra-islâmico, como se fosse uma coisa só.

Vou evitar a supersimplificação e partirei para uma análise mais acurada.


Para começo de conversa, o Irã não é um país árabe, é um país persa. A Turquia também não é árabe, o Paquistão não é árabe e dois terços dos muçulmanos no mundo não são árabes.

Ok.

Apesar de não parecer, eu sei disto.


Segundo que o universo islâmico também não é monolítico, conhecemos basicamente os sunitas e os xiitas e sabemos que em muitas partes do mundo eles não se dão muito bem uns com os outros. E dentro do caldeirão complexo que é o Oriente Médio, já existe uma ressentimento entre os persas e os árabes desde que a antiga Pérsia foi subjugada pelos árabes na Idade Média, o fato de os iranianos serem xiitas e os árabes serem de maioria sunita aumenta mais ainda as diferenças entre eles - veja os conflitos religiosos entre as duas facções no Iraque, por exemplo: é disso que os países árabes têm medo, que do mesma forma que ocorre no Iraque, o Irã dê apoio às suas minorias xiitas e elas promovam terrorismo dentro de seus territórios. Não é à tôa que o rei Abdullah, da Arábia Saudita está doidinho para os EUA cortarem a cabeça da cobra.

Os ressentimentos existentes entre membros de diferentes seitas islâmicas e ou etnias locais é menor, muito menor, que o ressentimento que o conjunto de árabes/persas/turcos/filipinos/islâmicos/etc, com muitas defecções tais como maronitas/curdos/etc, tem em relação ao estado de Israel. Este ódio ou, pelo menos, desgosto com Israel não os unifica, mas os faz convergirem para um espantalho transformado em "inimigo comum", principalmente por obra de doutrinação política e religiosa realizada nas madrassas, sob orientação de líderes religiosos extremados.
 

Além do mais, hoje em dia Israel tem boas relações com os sauditas, os egípcios e os jordanianos, por exemplo. Na verdade as relações desses países com Israel espelha as relações deles com os EUA. A Arábia Saudita mesma é um dos principais aliados dos EUA no mundo árabe, tanto que os EUA tem bases militares lá.

Israel tem boas relações com os governos dos países supramencionados, mas não com os seus povos. E a Arábia Saudita é "aliada" dos EUA porque este financiou, apoiou e sustentou até hoje a feroz ditadura oligárquica saudita dos sucedâneos do rei Abdul Aziz Al-Saud. Mas não se iluda, caro uiliníli, a pressão que o governo saudita recebe de sua população, para que se posicione contra Israel, está aumentando.

Situações análogas são observadas nos outros países árabes/muçulmanos latu sensu que mantem relações cordiais ou amistosas com Israel, e que incluem o Egito, a Jordânia, a Turquia e o Marrocos.


Raciocine comigo: os EUA são defensores ferrenhos de Israel, se você fosse rei de um país que tem grande animosidade contra Israel, você deixaria o principal aliado de seu maior inimigo colocar soldados e armas dentro de seu próprio território? Admitindo que os sauditas não sejam estúpidos, a resposta para esse paradoxo é simplesmente que eles não são mais inimigos de Israel hoje.

Eu concordaria em gênero, número e grau se não fosse por um detalhe pequeno: A população não apóia a postura do seu governo. Sim, eu sei que por não ser democrática, o impacto da opinião pública na Arábia Saudita é mínimo. Mas é uma situação que está acumulando uma tensão interna e que, em algum momento, explodirá.


Como eu mencionei antes, pelo contrário: se Israel e/ou os EUA resolver(em) atacar o Irã, vão ganhar salvo-conduto deles e de todos os outros países árabes na região.

Eu não levantei objeções para esta hipótese.
Título: Re: Ultimato: Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel
Enviado por: uiliníli em 31 de Dezembro de 2010, 00:07:19
Os ressentimentos existentes entre membros de diferentes seitas islâmicas e ou etnias locais é menor, muito menor, que o ressentimento que o conjunto de árabes/persas/turcos/filipinos/islâmicos/etc, com muitas defecções tais como maronitas/curdos/etc, tem em relação ao estado de Israel. Este ódio ou, pelo menos, desgosto com Israel não os unifica, mas os faz convergirem para um espantalho transformado em "inimigo comum", principalmente por obra de doutrinação política e religiosa realizada nas madrassas, sob orientação de líderes religiosos extremados.

Mais uma vez eu acho que você está reduzindo um conjunto muito mais amplo de posturas com relação a Israel a uma única postura supersimplificada. Eu admito que os palestinos da Faixa de Gaza e os libaneses, por exemplo tenham mais ressentimento contra Israel do que contra qualquer outro povo, mas suponho que o iraquiano sunita que nunca viu um judeu na vida e perdeu sua família num atentado terrorista suicida perpetrado por um xiita se ressente muito mais dos xiitas que dos israelenses.
 
Citar
Israel tem boas relações com os governos dos países supramencionados, mas não com os seus povos. E a Arábia Saudita é "aliada" dos EUA porque este financiou, apoiou e sustentou até hoje a feroz ditadura oligárquica saudita dos sucedâneos do rei Abdul Aziz Al-Saud. Mas não se iluda, caro uiliníli, a pressão que o governo saudita recebe de sua população, para que se posicione contra Israel, está aumentando.

Situações análogas são observadas nos outros países árabes/muçulmanos latu sensu que mantem relações cordiais ou amistosas com Israel, e que incluem o Egito, a Jordânia, a Turquia e o Marrocos.

Opa! Então estamos falando de coisas bem diferentes aqui. Eu estava falando na possibilidade de uma guerra entre Israel e países árabes, mas como nós dois concordamos, a nível de governo as relações entre ambas as partes é razoável. Agora, você está falando de indivíduos, então você está tratando do problema do terrorismo. Nisso eu concordo, Israel é um alvo preferencial do terrorismo islâmico independente da nacionalidade dos inimigos.

Citar
Eu concordaria em gênero, número e grau se não fosse por um detalhe pequeno: A população não apóia a postura do seu governo. Sim, eu sei que por não ser democrática, o impacto da opinião pública na Arábia Saudita é mínimo. Mas é uma situação que está acumulando uma tensão interna e que, em algum momento, explodirá.

De acordo.
Título: Re: Ultimato: Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel
Enviado por: _tiago em 31 de Dezembro de 2010, 00:26:58
Olha, uili, não sei como se forma o balaio de gato dali, mas só o Iraque não me parece fazer a regra pra isso que você alega. Dentre a maioria dos países do oriente médio, eu suponho existir um maior rancor contra Israel que entre pequenos grupos isolados. Esses grupos menores se odeiam, mas não sei se negariam uma união pra lançar os judeus no mar.
Título: Re: Ultimato: Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel
Enviado por: uiliníli em 31 de Dezembro de 2010, 00:34:31
Olha, uili, não sei como se forma o balaio de gato dali, mas só o Iraque não me parece fazer a regra pra isso que você alega. Dentre a maioria dos países do oriente médio, eu suponho existir um maior rancor contra Israel que entre pequenos grupos isolados. Esses grupos menores se odeiam, mas não sei se negariam uma união pra lançar os judeus no mar.

Eu estava pensando sob a ótica dos governos. Para o governo da Arábia Saudita, Israel é um problema externo. O problema dos conflitos entre xiitas e sunitas no Iraque, por outro lado, é um problema interno muito mais grave. O rei Abdullah tem muito mais razões então para se preocupar é em evitar que o que está acontecendo no Iraque aconteça no seu país do que com Israel e os palestinos. E o Irã é um governo que financia grupos xiitas radicais dentro de países árabes. Para esses países então, o Irã é um perigo muito mais real e imediato que Israel. Eles ficariam contentes em ajudar Israel a chutar a bunda dos aiatolás persas.
Título: Re: Ultimato: Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel
Enviado por: Geotecton em 31 de Dezembro de 2010, 00:45:44
Os ressentimentos existentes entre membros de diferentes seitas islâmicas e ou etnias locais é menor, muito menor, que o ressentimento que o conjunto de árabes/persas/turcos/filipinos/islâmicos/etc, com muitas defecções tais como maronitas/curdos/etc, tem em relação ao estado de Israel. Este ódio ou, pelo menos, desgosto com Israel não os unifica, mas os faz convergirem para um espantalho transformado em "inimigo comum", principalmente por obra de doutrinação política e religiosa realizada nas madrassas, sob orientação de líderes religiosos extremados.

Mais uma vez eu acho que você está reduzindo um conjunto muito mais amplo de posturas com relação a Israel a uma única postura supersimplificada.

Não é a minha intenção e está fora de minha capacidade intelectual tratar de forma abrangente, em um fórum não-especializado, um assunto que tem muitos outros subtemas e desdobramentos.


Eu admito que os palestinos da Faixa de Gaza e os libaneses, por exemplo tenham mais ressentimento contra Israel do que contra qualquer outro povo, mas suponho que o iraquiano sunita que nunca viu um judeu na vida e perdeu sua família num atentado terrorista suicida perpetrado por um xiita se ressente muito mais dos xiitas que dos israelenses.

Sem dúvida que um indivíduo que perdeu a sua família em um ato de repugnante violência tem muito mais rancor contra o perpetrador deste crime do que contra um israelense/judeu que ele apenas viu na televisão. Mas eu acho que voce ignora o poder que tem uma propaganda ideológica sob a forma de uma contínua lavagem cerebral. 


Israel tem boas relações com os governos dos países supramencionados, mas não com os seus povos. E a Arábia Saudita é "aliada" dos EUA porque este financiou, apoiou e sustentou até hoje a feroz ditadura oligárquica saudita dos sucedâneos do rei Abdul Aziz Al-Saud. Mas não se iluda, caro uiliníli, a pressão que o governo saudita recebe de sua população, para que se posicione contra Israel, está aumentando.

Situações análogas são observadas nos outros países árabes/muçulmanos latu sensu que mantem relações cordiais ou amistosas com Israel, e que incluem o Egito, a Jordânia, a Turquia e o Marrocos.

Opa! Então estamos falando de coisas bem diferentes aqui. Eu estava falando na possibilidade de uma guerra entre Israel e países árabes, mas como nós dois concordamos, a nível de governo as relações entre ambas as partes é razoável. Agora, você está falando de indivíduos, então você está tratando do problema do terrorismo. Nisso eu concordo, Israel é um alvo preferencial do terrorismo islâmico independente da nacionalidade dos inimigos.

Não. Eu não me referi ao terrorismo ou a indivíduos isolados, e sim às populações dos diversos países que, manipuladas e insufladas por líderes políticos e ou religiosos, poderão exercer uma pressão interna sob os seus respectivos governos moderados para que estes mudem a relação com Israel.
Título: Re: Ultimato: Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel
Enviado por: uiliníli em 31 de Dezembro de 2010, 00:50:26
Acho que minha resposta ao Mabumbo explica melhor meu ponto de vista, Geo: o caso é que para as autoridades do mundo árabe é muito mais preocupante o problema interno de controlar suas minorias xiitas (apoiadas pelo Irã) do que o problema externo de Israel que só afeta os palestinos praticamente.
Título: Re: Ultimato: Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel
Enviado por: Geotecton em 31 de Dezembro de 2010, 01:14:45
Acho que minha resposta ao Mabumbo explica melhor meu ponto de vista, Geo: o caso é que para as autoridades do mundo árabe é muito mais preocupante o problema interno de controlar suas minorias xiitas (apoiadas pelo Irã) do que o problema externo de Israel que só afeta os palestinos praticamente.

No geral eu concordo.

Eu acho que nós concordamos também que os principais participantes da geopolítica mundial dão muito menos importância ao atual estágio do conflito (tensão) Israel/vizinhos do que quando comparado ao que ocorreu entre os anos 50 e 80 do século passado.
Título: Re: Ultimato: Ocidente tem três anos para conter o Irã, diz vice-premier de Israel
Enviado por: uiliníli em 31 de Dezembro de 2010, 01:49:31
Sim, a tensão entre Israel e os países vizinhos esfriou. Mas a grande ameaça à segurança das nações nesse século é o terrorismo, esse continua sendo um problema para Israel.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 05 de Janeiro de 2011, 17:29:56
Irã convida membros da AIEA a visitar instalações nucleares

Visita de agência nuclear da ONU ocorreria antes da 2ª rodada de negociações entre a República Islâmica e potências mundiais

O Irã disse nesta terça-feira que convidou alguns enviados credenciados junto à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão ligado à Organização das Nações Unidas, a visitar algumas de suas instalações nucleares neste mês, pouco antes de uma segunda rodada de negociações entre a República Islâmica e potências mundiais.

Entre os convidados estão representantes de algumas das seis potências mundiais envolvidas nos esforços diplomáticos para solucionar a disputa em torno do programa nuclear iraniano, disse o porta-voz do Ministério do Exterior do Irã, Ramin Mehmanparast. Mas fontes diplomáticas próximas à AIEA indicaram que o Irã convidou apenas dois países do Grupo de negociação 5+1 (China e Rússia), deixando, portanto, de fora os EUA, Alemanha, França e Grã-Bretanha.

Segundo a imprensa, a carta-convite foi entregue pelo representante do Irã na AIEA, Ali Asghar Soltanieh.

A Hungria, um dos países convidados por Teerã a visitar os sítios de Natanz e de Arak em 15 e 16 de janeiro, na qualidade de presidente da União Europeia, informou que conversaria com os demais membros sobre a questão.

A China confirmou ter sido convidada. "A China recebeu o convite e continuará seus contatos com o Irã a respeito", declarou, em Pequim, Hong Lei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

Os países do grupo 5+1 e o Irã se reuniram em 6 e 7 de dezembro, em Genebra, para reiniciar negociações sobre a questão nuclear, estancadas há 14 meses, e decidiram reiniciar o diálogo no final de janeiro, em Istambul.

O Irã e as potências concordaram na ocasião a realizar novas discussões na cidade turca no final de janeiro, embora a data exata não tenha sido anunciada.

O encontro de Genebra fez poucos progressos para resolver a longa disputa sobre os trabalhos de Teerã na área nuclear, que o Ocidente suspeita ter o objetivo de fabricar bombas. O Irã diz que seu programa tem o único objetivo de produzir eletricidade para fins pacíficos. Mehmanparast não informou quais instalações os enviados visitariam.

A AIEA visita regularmente instalações nucleares do Irã, incluindo uma planta de enriquecimento de urânio em Natanz. Mas a agência tem expressado crescente frustração com o que classifica de falta de cooperação dos iranianos com os inspetores.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/ira+convida+membros+da+aiea+a+visitar+instalacoes+nucleares/n1237910280663.html
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Titoff em 05 de Janeiro de 2011, 17:45:35
Não vou ficar defendendo teocracia, mas algumas considerações:

1. O desenvolvimento de arsenal nuclear iraniano é que nem as "armas de destruição em massa" iraquianas?

2. Se meu país fizesse fronteira com Iraque e Afeganistão e estivesse sendo alvo de propaganda do mesmo país (e aliados) que invadiram aqueles dois, eu também estaria bolado e tentando me defender.

3. Quem mandou tirar o Mosaddeq?


Em toda minha ignorância, estes três pontos (as vezes outros) sempre aparecem na minha mente.
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Dr. Manhattan em 05 de Janeiro de 2011, 18:37:48
(Longa resposta ao post to Titoff perdida por um soluço na internet.  :x)

Resumo da ópera:

1. O caso iraniano é bem diferente da farsa das armas de destruição em massa do Iraque. O Irã possui usinas e tem a
capacidade de produzir material físsil. Isso não seria problema se houvesse boa vontade do seu governo para com os inspeções da AIEA.
E se os malucos no poder lá baixassem o tom da retórica.

2. Os americanos (na minha opinião) não tem atualmente condições de invadir e conquistar o Irã, nem tem a intenção ou vontade política para
tanto. O problema do Irã é com seus vizinhos, particularmente Israel. O erro dos americanos foi ter deixado que Israel desenvolvesse armas
nucleares.

3. Aí concordo com você :).
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Luiz F. em 24 de Março de 2011, 20:36:21
24/03/2011 - 15:47 - Atualizado em 24/03/2011 - 15:47
O dia em que o Brasil rompeu com o Irã
Após anos de abstenções e votos contrários, o Brasil apoia a investigação do Conselho de Direitos Humanos da ONU no Irã. É o fim da boa vontade com os aiatolás
José Antonio Lima
 (http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,47200591,00.jpg)
NOVA POSIÇÃO
O plenário do Conselho de Direitos Humanos; Brasil se aliou aos Estados Unidos


A comunidade internacional, liderada pelos Estados Unidos e pela Europa, criou nesta quinta-feira (24) mais um mecanismo para pressionar o Irã. Em Genebra, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas aprovou a criação do cargo de investigador dos direitos humanos no Irã, um posto sensível e que deve aumentar a visibilidade das violações cometidas no país. A surpresa da votação foi o posicionamento do Brasil que, rompendo com o que ocorria no governo Lula, votou a favor da criação do cargo.

A iniciativa da criação do cargo foi tomada pelos Estados Unidos. Além do próprio voto, a diplomacia americana conseguiu outros 21 para estabelecer o Relator Especial dos Direitos Humanos no Irã. Sete países votaram contra a resolução e outros 14 se abstiveram. “Hoje vimos o conselho responder a um crônico e severo violador de direitos humanos, que é o Irã, e estamos muito felizes com isso”, disse, segundo a Associated Press, a embaixadora dos Estados Unidos no conselho, Eileen Donahoe. Ela ainda destacou a margem de votos conseguida e classificou a decisão como “um momento inspirador”.

A alegria americana certamente foi ampliada com a presença do Brasil na lista de 22 países que votaram contra o Irã. A decisão foi um claro rompimento da gestão da presidente Dilma Rousseff com a política externa do governo Lula. Em novembro do ano passado, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas votou uma resolução de censura contra o Irã, o Brasil se absteve, uma decisão duramente criticada pelos Estados Unidos. Em sua primeira entrevista como presidente eleita, ao jornal americano The Washington Post, Dilma criticou aquela decisão. Segundo a embaixadora do Brasil no Conselho dos Direitos Humanos da ONU, Maria de Nazaré Farani, o respeito aos direitos humanos é prioridade para a presidente Dilma Rousseff e, por isso, o Irã merece atenção. “O Brasil acredita que todos os países, sem exceção, têm desafios a superar na área. A presidenta Dilma Rousseff deixou claro, em seu discurso de posse, que acompanhará com atenção os avanços na situação de direitos humanos em todos os lugares , a começar pelo Brasil”, disse a embaixadora à Agência Brasil.

Ao comentar sobre o Irã, Maria de Nazaré citou especificamente a pena de morte. É um tema que lembra o caso da viúva Sakineh Ashtiani, salva de um apedrejamento oficial por pressão internacional, e que expõe o péssimo histórico do Irã no tema. Em 2009, o país persa executou quase 400 pessoas, número inferior apenas ao registrado na China. “É motivo de especial preocupação para nós a não observância de moratória sobre a pena de morte, não apenas no Irã, mas em todos os países que ainda praticam a execução de pessoas como forma de punição”, disse a embaixadora.

Além de os direitos humanos serem um assunto de grande importância para Dilma Rousseff – ela foi torturada nas mãos do regime militar brasileiro – há um claro interesse do Brasil na mudança de posição. No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deixou o Brasil sem apoiar de forma explícita a inclusão do Brasil, de forma permanente, no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Só aproximando sua posição da americana em assuntos polêmicos como o Irã o Brasil conseguirá mudar o discurso da Casa Branca. Washington jamais apoiará a inclusão de um novo país no Conselho de Segurança que entre no colegiado para contestar suas posições.

Ao votar pela criação do cargo, a diplomacia brasileira tomou um dos lados em uma questão que não permite neutralidade: a disputa crescente entre Estados Unidos e Irã. A reação furiosa do embaixador iraniano no conselho, Seyed Mohammad Reza Sajjadi, indica que, para Teerã, a boa relação com o Brasil ficou no passado. Segundo a AP, Sajjadi disse que os EUA são "os grandes organizadores desta campanha" e que possuem um "papel destruidor" no conselho, uma instituição que foi "abusada" pelos interesses americanos. Se o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad já vinha manifestando descontentamento com as palavras de atos de Dilma, agora não deve mais correr atrás do apoio de Brasília.

Votaram pela criação do cargo de relator especial do Irã, além de Estados Unidos e Brasil, quatro países latino-americanos (Argentina, Chile, Guatemala e México), 11 europeus (Bélgica, França, Hungria, Noruega, Polônia, Moldávia, Eslováquia, Espanha, Suíça, Ucrânia e Reino Unido), três asiáticos (Japão, Coréia do Sul e Maldivas) e dois africanos (Senegal e Zâmbia). Os votos contrários foram os de Bangladesh, China, Cuba, Equador, Mauritânia, Paquistão e Rússia.

Fonte:http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI220756-15223,00.html (http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI220756-15223,00.html)
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 24 de Março de 2011, 20:37:02
O Lula vai ter um "treco"!
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 05 de Julho de 2011, 16:14:26
Irã sinaliza disposição para retomar diálogo nuclear com Grupo 5+1

Irã está disposto a retomar a negociação em matéria nuclear com o Grupo 5+1 sobre a base dos 'acordos prévios', segundo declarou nesta terça-feira em entrevista coletiva o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast.

Segundo Mehmanparast, o reconhecimento dos 'direitos da nação iraniana' facilitaria o caminho para uma posterior cooperação entre Irã e o Grupo, formado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e China), além da Alemanha.

Em qualquer caso, insistiu que 'o reconhecimento do direito da República Islâmica (do Irã) ao acesso e uso dos conhecimentos nucleares seria a melhor ação para preparar o terreno frente uma futura cooperação' e, também qualificou Mehmanparast as sanções do Conselho de Segurança da ONU ao Irã como 'ilegais e ilógicas, além de unilaterais e extrajudiciárias'.

Previamente, em reuniões com os governantes da Rússia e Cazaquistão no mês passado, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, reiterou sua disposição a retomar o diálogo com o grupo 5+1.

Irã e os países do Grupo 5+1 realizaram três rodadas de negociações em Istambul em janeiro passado.

Estados Unidos e outras potências acusaram o Irã de encobrir com seu programa nuclear civil e de uso pacífico outro de tipo militar, o que Teerã nega.

No domingo passado, em Baku, o presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, se mostrou pessimista sobre as negociações nucleares com Ocidente em seu atual formato, apontando que se transformaram em um mero instrumento de pressão sobre Teerã.

Larijani, que estava de visita no Azerbaijão, ressaltou que, enquanto as potências ocidentais mantenham sua atual postura, 'será difícil conseguir algum resultado durante as negociações'.

O alto cargo iraniano considerou que 'já terminou a era na qual os americanos falavam de uma posição de força'.

http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=29363952
Título: Re: Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 05 de Julho de 2011, 21:02:57
Uma voz que clama pela justiça

A iraniana Shirin Ebadi, Prêmio Nobel da Paz em 2003, diz em São Paulo que os ventos da “Primavera Árabe” vão chegar a seu país e defende que garantir os direitos das mulheres ajuda a encurtar o caminho para a democracia

O Irã tem um grande potencial para mudança, e a democracia chegará ao país num futuro próximo, inclusive pela influência da “Primavera Árabe” nos países vizinhos. Mais do que uma esperança, essa certeza foi afirmada pela advogada e ativista dos direitos humanos iraniana Shirin Ebadi, Prêmio Nobel da Paz de 2003, na segunda conferência do ciclo Fronteiras do Pensamento, realizada na Sala São Paulo no dia 14 de junho. Shirin Ebadi foi a primeira mulher de seu país a ser nomeada juíza e presidiu um tribunal legislativo até ser obrigada a deixar o cargo depois da revolução de 1979, que levou ao poder os islâmicos radicais liderados pelo aiatolá Khomeini. Desde 2009 ela vive exilada na Inglaterra e percorre o mundo denunciando as violações dos direitos humanos em seu país.

(http://espaber.uspnet.usp.br/jorusp/wp-content/uploads/2011/06/10-Reprodução21.jpg)
Democracia e direitos da mulher são dois lados da mesma moeda, diz Shirin Ebadi: "Onde a democracia está mais avançada, a situação da mulher melhora. A vitória do movimento feminista abre caminho para a democracia

O potencial para a mudança, acredita a advogada, vem de fatores como a alta proporção de jovens no país – críticos do governo pela falta de liberdade e pela situação econômica, que leva a dificuldades para conseguir emprego – e o aumento das manifestações dos trabalhadores, também pressionados pela crise e pelos baixos salários. “Outro potencial são as mulheres, que no Irã têm muita educação e são contra as leis discriminatórias”, diz.

A democracia e os direitos da mulher são duas faces da mesma moeda, considera a Prêmio Nobel – que falou em sua língua natal, o farsi, e foi interrompida várias vezes pelos aplausos do público. “Onde a democracia está mais avançada, a situação das mulheres melhora. A vitória do movimento feminista em qualquer país encurta e até abre caminho para o estabelecimento da democracia”, acredita. “Os governos não-democráticos acham seus piores inimigos entre as mulheres.”

Se o marido deixar – Shirin Ebadi traçou um panorama da situação das mulheres pelo mundo, lamentando que “na ciência e tecnologia temos realizado grandes progressos, mas a civilização humana ainda não progrediu para dar direitos iguais a homens e mulheres”. Elas permanecem sob discriminação e opressão, que apresentam diferentes formas nos mais distintos países e continentes. Mesmo nas nações desenvolvidas, aponta, na maioria das vezes as mulheres ainda assumem jornada dupla e não podem usufruir dos mesmos direitos dos homens. Elas também ocupam menos cargos de comando nas empresas, nos partidos e nos governos.

Em outras regiões, a discriminação está nas leis e também se apoia em costumes tribais e crenças tradicionais. É o caso da mutilação genital, prática corrente em países como Sudão, Nigéria e Somália. Na Arábia Saudita, as mulheres não podem dirigir e até há pouco tempo sequer tinham documento de identidade. Em algumas áreas do país, elas são referidas pelo nome dos filhos homens, e é malvisto citar ou dizer em público o nome de uma mulher. No Afeganistão, embora a lei determine que pelo menos 25% das cadeiras no parlamento sejam ocupadas por representantes femininas, isso não garante a sua voz. Recentemente uma parlamentar criticou o governo – e foi expulsa da casa sob o argumento de que às mulheres só é permitido votar, não opinar.

“Só em Cabul as mulheres têm algum grau de conforto. No resto do país, têm que ficar em casa e são forçadas a usar a burca. O Taleban destruiu muitas escolas para meninas e continua mantendo influência”, relata. “Meus amigos no Iraque me contam que a invasão militar causou o aumento do fundamentalismo e reduziu os direitos das mulheres. Ou seja, a invasão não apenas não melhorou a situação delas, como deixou-a ainda pior do que no tempo de Saddam Hussein.”

No Irã, a revolução de 1979 não cassou o direito de voto das mulheres, conquistado há mais de 50 anos – há inclusive ministras no atual governo de Mahmoud Ahmadinejad. Porém, entraram em vigor leis discriminatórias, como a que determina, por exemplo, que a indenização paga a um homem em caso de acidente é o dobro daquela paga a uma mulher. Na Justiça, o testemunho de um homem equivale ao de duas mulheres. “Essas leis não estão de acordo com a situação cultural das mulheres do Irã, e por isso elas estão contra o governo”, diz Shirin Ebadi.

Outra lei estabelece que uma esposa que quiser viajar para fora do país precisa da autorização por escrito do marido. “Se nossa ministra da Saúde tiver que ir para uma reunião da Organização Mundial da Saúde na Suíça, mas tiver tido um desentendimento com seu marido em casa e ele não quiser dar a autorização, a cadeira da representante de 75 milhões de iranianos ficará vazia”, ressalta.

(http://espaber.uspnet.usp.br/jorusp/wp-content/uploads/2011/06/10-Fronteirasweb.jpg)
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Shirin Ebadi (acima) e protestos no Irã (abaixo): potencial para a mudança

Não é a religião – Shirin Ebadi considera que é um equívoco atribuir ao islã a origem das leis que restringem os direitos das mulheres. Para ela, a discriminação não escolhe religião – pode existir no hinduísmo, como em regiões remotas da Índia em que a viúva é queimada viva junto ao corpo do marido quando este morre; ou no cristianismo, pois a mutilação genital é praticada também em países de maioria cristã. Na China, é alto o número de aborto de fetos do sexo feminino – a preferência dos pais por meninos é uma das consequências da política do filho único. “E a China não é islâmica, mas segue os princípios do socialismo”, observa a advogada. “A discriminação está em toda parte e não é específica dos países islâmicos.”

“O islã, como qualquer ideologia, tem interpretações diferentes”, aponta Shirin. O paralelo traçado pela Prêmio Nobel da Paz é com o cristianismo: de um país para outro, igrejas da mesma confissão podem ter orientações distintas sobre temas como aborto ou casamento de pessoas do mesmo sexo. O fundamento da imposição dessas leis, defende, é “a cultura patriarcal e machista, que faz uma interpretação da religião contra a mulher”.

(http://espaber.uspnet.usp.br/jorusp/wp-content/uploads/2011/06/10-Reprodução4.jpg)

Essa cultura patriarcal, diz a advogada, “não aceita a igualdade dos seres humanos”. Para Shirin Ebadi, as mulheres são vítimas, mas também portadoras e transmissoras desses valores, porque são elas que criam e educam os filhos. O combate à discriminação passa pelo direito fundamental da mulher de ter mais informação e educação de qualidade.

A advogada elogiou ainda a recente mudança de postura do governo brasileiro em relação ao Irã. Em março, na Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, o Brasil deu voto favorável à proposta de designação de um investigador independente de direitos humanos para o Irã. “O povo iraniano está feliz pelo fato de que o Brasil não mais apoia Ahmadinejad e o governo não-democrático do Irã”, considera. Shirin Ebadi, porém, lamentou não ter conseguido se encontrar com a presidente Dilma Rousseff, como desejava.

Perseguição – Nascida em Hamadã, a mais antiga cidade persa e uma das mais antigas do mundo, Shirin Ebadi cresceu numa família de classe média, e seu pai era professor de Direito Criminal. “Aprendi com meus pais a crença no princípio da igualdade das pessoas”, conta. Ela concluiu seus estudos de Direito na Universidade de Teerã e iniciou sua carreira como juíza em 1970, aos 23 anos. Aos 28, foi a primeira mulher indicada à presidência de um tribunal municipal. Com a revolução de 1979, foi rebaixada a uma função de secretária e deixou o trabalho.

Conseguiu então a licença para abrir um escritório e passou a defender vítimas de violações de direitos humanos. A partir de sua atuação, formou ONGs para trabalhar com crianças, mutilados por minas terrestres e direitos humanos. Esta última contava com 20 advogados e acabou fechada pelo governo. Por causa das perseguições, os juízes passaram a não ter coragem de aceitar queixas encaminhadas por ela.

Uma das causas que Shirin assumiu foi a defesa de um grupo de seguidores da religião Baha’i, perseguida pelo governo. Sete líderes foram presos, acusados de espionagem para Israel e os Estados Unidos. “Nos autos não há nenhuma prova dessa acusação, que é totalmente inverídica. Eles foram presos por sua crença, mas o governo, por não poder justificar a perseguição religiosa, inventou a acusação de espionagem”, diz a advogada. A pena é de 20 anos, dos quais os presos já cumpriram três.

(http://espaber.uspnet.usp.br/jorusp/wp-content/uploads/2011/06/11-Reuters.jpg)
Muçulmanos em oração: repressão à mulher não vem da religião, mas da cultura patriarcal e machista, diz Shirin Ebadi

“O dever de um defensor dos direitos humanos começa quando as condições pioram”, afirma. “No Irã, infelizmente a situação dos direitos humanos piora dia a dia.” Shirin Ebadi vem sentindo na pele as consequências de sua postura corajosa. Em junho de 2009, saiu do país para participar de um seminário na Espanha. Exatamente naqueles dias estouraram os protestos contra o resultado das eleições presidenciais, que reconduziram Ahmadinejad ao poder. Colegas e amigos da advogada estavam entre as centenas de pessoas perseguidas e presas. Seu marido e sua irmã também foram encarcerados, e seu patrimônio foi confiscado. Ela decidiu permanecer no exterior, denunciando a situação iraniana.

“O que acontece comigo não é importante. Esperavam que eu ficasse calada, mas tenho o dever de transmitir a voz do povo do Irã a todos os povos do mundo”, afirma Shirin Ebadi, cuja pequena estatura física é inversamente proporcional à firmeza e à determinação com que maneja seus argumentos. “Tenho um dever, que é o de relatar a verdade. Enquanto estiver viva, vou cumprir esse dever e levar o protesto do povo iraniano para o mundo.”

http://espaber.uspnet.usp.br/jorusp/?p=16375
Título: Re:Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Titoff em 09 de Dezembro de 2011, 15:32:37
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Irã pede à ONU que condene EUA por violação de espaço aéreo

O Irã solicitou ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ao Conselho de Segurança e à Assembléia Geral das Nações Unidas que condenem a violação de seu espaço aéreo por um avião espião não-tripulado dos Estados Unidos, informou nesta sexta-feira a agência Irna.

O lado oculto da guerra: entenda como funcionam e conheça tipos e a história dos drones

Na carta enviada a Ban e aos presidentes dos principais órgãos da ONU, o representante do Irã nas Nações Unidas Mohamad Khazai afirma que "a descarada e provocativa violação do espaço aéreo pelo Governo dos EUA é uma ação hostil".

O Governo iraniano entende que a ação dos EUA "evidentemente contradiz a legislação internacional e os princípios básicos da Carta das Nações Unidas", por isso a condena.

Khazai afirma que o avião de espionagem não-tripulado americano RQ-170 Sentinel ultrapassou 250 km do território iraniano até ser derrubado pelas Forças Armadas do Irã.

"A República Islâmica do Irã tem o direito legítimo de tomar as medidas necessárias para proteger sua soberania", informa a carta de Khazai.

Por isso, o representante exige "a condenação desta agressão e a aplicação de medidas efetivas e claras para pôr fim a estas ações perigosas e ilegais, e para manter a paz na região e a segurança internacional, de acordo com a Carta das Nações Unidas".

Na quinta-feira, o Ministério das Relações Exteriores do Irã convocou a responsável de negócios da Suíça em Teerã, Livia Leu Agosti, para manifestar seu protesto e pedir indenização pela incursão do avião espião americano.

Na carta entregue à diplomata suíça, cuja embaixada abriga o Escritório de Interesses dos EUA em Teerã, o Irã informa que a violação do espaço aéreo "vai contra todas as normas e regulações reconhecidas pela lei internacional e representa um ameaça à paz e à segurança regional e interna (do Irã)".

"A República Islâmica adverte firmemente ao governo dos EUA contra a repetição destes fatos e se reserva ao direito de adotar qualquer medida apropriada para proteger os direitos iranianos", declarou o Ministério.

Na quinta-feira à noite, a TV oficial iraniana mostrou um vídeo do avião espião americano que as Forças Armadas do Irã afirmam ter derrubado no leste do país em 4 de dezembro.

As imagens com dois minutos de duração mostram dois militares do Corpo de Guardiães da Revolução iraniana examinando o equipamento que dizem ser um RQ-170 Sentinel, o mais avançado dos aviões não-tripulados de reconhecimento e espionagem eletrônica dos EUA.

De acordo com a emissora iraniana, o aparelho foi derrubado há quatro dias pela unidade de guerra eletrônica do Exército do Irã quando voava sobre a cidade de Kashmar, a 225 km da fronteira com o Afeganistão, país por onde entrou no espaço aéreo iraniano.

Fontes dos EUA e da Otan admitiram há dois dias ter perdido um avião de reconhecimento não-tripulado no oeste do Afeganistão, na fronteira com o Irã, que poderia corresponder ao que os iranianos garantem ter derrubado.

Na quinta-feira, a imprensa americana divulgou na internet que o aparelho mostrado pela televisão iraniana é mesmo o RQ-170 Sentinel perdido pelos EUA na fronteira entre o Afeganistão e o Irã.

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5510839-EI308,00-Ira+pede+a+ONU+que+condene+EUA+por+violacao+de+espaco+aereo.html

Podemos fazer o exercício chamado "E se fosse o contrário?".
Título: Re:Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Dr. Manhattan em 09 de Dezembro de 2011, 15:46:17
Não vejo motivo para uma condenação. Primeiro, o Irã não tem provas concretas dessa invasão do espaço aéreo (embora ela muito provavelmente tenha ocorrido). Segundo, antes de procurar a ONU, penso que o mais sensato (ha ha) seria o governo Iraniano procurar tirar satisfação com o governo americano. Eles não têm relações diplomáticas mas isso poderia ser feito por uma terceira parte. Resumindo: o governo iraniano está apenas tentando explorar ao máximo esse factóide.
Título: Re:Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Titoff em 09 de Dezembro de 2011, 16:25:17
Descobri nesse episódio que no Irã o embaixador suíço representa os EUA. Exigiram uma resposta imediata do pobre sujeito.

Outra coisa estranha é que, pelo que conferi em algumas notícias, Pentágono primeiro duvidou que fosse de fato um avião deles. Falaram parecer uma maquete. Outras dizia que o Pentágono mostrou preocupação de copiarem a tecnologia.
Título: Re:Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Sergiomgbr em 09 de Dezembro de 2011, 17:29:03
O irã é uma nação e tanto apesar dos seus percalços. 
Título: Re:Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 14 de Fevereiro de 2012, 11:10:44
Irã planeja ampliar relações com a América Latina, diz ministro

A ampliação das relações com a América Latina é um dos objetivos estratégicos da política externa do Irã, disse o ministro das Relações Exteriores do país, Ali Akbar Salehi, em reunião com um grupo de jornalistas, professores e poetas desses países, informou nesta terça-feira a agência oficial 'Irna'.

No encontro, que aconteceu ontem à noite, o ministro iraniano qualificou os latino-americanos de 'bons amigos do povo iraniano' e destacou a ampliação das relações do Irã com os Governos da América Latina em diversas matérias nos últimos anos.

Salehi assegurou aos visitantes, convidados ao Irã por ocasião do aniversário da Revolução Islâmica, celebrado no sábado passado, que '32 anos de sanções e pressões por parte das potências hegemônicas (Ocidente) contra o Irã não impediram que progredisse'.

Nos últimos anos, o Irã ampliou suas relações com os países latino-americanos e abriu novas embaixadas nesses Estados.

Em janeiro, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, realizou uma viagem pela América Latina na qual visitou Venezuela, Equador, Cuba e Nicarágua.

Washington, inimigo declarado de Teerã, demonstrou em diversas ocasiões sua preocupação com esta aproximação e, na sexta-feira passada, a secretária de Estado adjunta interina dos EUA para a América Latina, Roberta Jacobson, considerou em Buenos Aires que 'o interesse do Irã na América Latina não é algo positivo'.

Roberta afirmou que seu Governo vigia essa aproximação e acrescentou: 'não é o momento de os países da região se aproximarem do Irã, exatamente quando muitas nações estão cooperando conosco, tentando frear os esforços iranianos na área nuclear'.

http://noticias.br.msn.com/mundo/ir%c3%a3-planeja-ampliar-rela%c3%a7%c3%b5es-com-a-am%c3%a9rica-latina-diz-ministro
Título: Re:Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 01 de Março de 2012, 09:46:44
EUA garantem que responderão a qualquer ameaça do Irã na América Latina

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, reconheceu nesta quarta-feira sua 'preocupação' pelos relatórios sobre avanços militares do Irã e do grupo libanês Hezbollah na América Latina, e garantiu que Washington responderá a qualquer ameaça que apresentem na região.

'Tomaremos ações apropriadas para resistir a qualquer ameaça que possa surgir das atividades do Irã e do Hezbollah no hemisfério', afirmou Hillary em uma audiência perante o Comitê de Relações Exteriores da Câmara de Representantes dos Estados Unidos.

A secretária de Estado se mostrou preocupada pelos informes que algumas organizações de tráfico de droga na América Latina 'estão vinculadas ao Hezbollah e ao Irã', mas ressaltou que os EUA 'não encontraram informação que comprove muitas dessas acusações'.

'Porém, certamente, o recente incidente relacionado com a tentativa de assassinato do embaixador saudita é uma chamada de atenção que cria uma dúvida muito grande', destacou.

Hillary Clinton se referia ao suposto complô descoberto em outubro para assassinar o embaixador da Arábia Saudita em Washington, Adel al Jubeir, que os EUA atribuíram ao Irã e que seria executado por um cartel do narcotráfico no México.

'Continuamos buscando laços diretos com o Irã e mantemos um contato muito intenso com nossos aliados no hemisfério, tanto para educá-los sobre os perigos que representam o Irã e o Hezbollah como para trabalhar com eles para melhorar nossa cooperação de inteligência', declarou.

A secretária de Estado lembrou que o governo de Barack Obama estendeu no ano passado as ações impostas em 2008 à Companhia Anônima Venezuelana de Indústrias Militares (CAVIM) 'por violar uma proibição sobre o uso de toda tecnologia que pudesse ajudar o Irã no desenvolvimento de armas (nucleares)'.

'Portanto, se encontramos informação que possamos verificar, estamos comprometidos a atuar', acrescentou Hillary.

'Mas o que estamos vendo, por outro lado, é que nossos aliados na América Latina estão entendendo de verdade os desafios, e isso nos encoraja', continuou.

Hillary deu como exemplos a assinatura por parte de Brasil, México, Chile e Argentina de uma resolução sobre o Irã na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e o voto desses três primeiros países para criar a figura de um relator especial da ONU sobre os direitos humanos na República Islâmica.

'Estamos vigiando esta situação de perto e estamos construindo uma coalizão internacional e hemisférica muito forte contra qualquer esforço do Irã e do Hezbollah em nossa área', ressaltou a secretária de Estado.

O testemunho de Hillary aconteceu em resposta às perguntas da congressista republicana Ileana Ros-Lehtinen, que mostrou sua preocupação com os informes que Teerã começou a enviar membros de suas forças de elite a suas embaixadas na América Latina.

Ileana também se referiu à viagem que o líder iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, fez em janeiro à Venezuela, Nicarágua, Cuba e Equador, e que a secretária de Estado definiu como 'uma tentativa desesperada de buscar amigos'.

http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=32660998
Título: Re:Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 01 de Março de 2012, 09:53:42
Citar
[...]
Ileana também se referiu à viagem que o líder iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, fez em janeiro à Venezuela, Nicarágua, Cuba e Equador, e que a secretária de Estado definiu como 'uma tentativa desesperada de buscar amigos'.
[...]

"Amigos"?

Pode ficar com todos eles!!!!
Título: Re:Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 09 de Março de 2012, 10:10:08
Chefe da AIEA diz que Irã quer agência "de mãos atadas"

O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU), Yukiya Amano, acusou na quinta-feira o Irã de tentar deixar a agência de "mãos atadas" e de divulgar informações inverídicas sobre as recentes reuniões com inspetores internacionais em Teerã.

O tom excepcionalmente duro dessas críticas indica o grau de exasperação nas relações da agência com o Irã, depois de um relatório de novembro em que a AIEA corroborou suspeitas ocidentais de que o país estaria tentando desenvolver armas nucleares. Teerã nega, dizendo que seu objetivo é apenas gerar eletricidade com fins civis.

Funcionários da agência estiveram em janeiro e fevereiro no Irã para tentar dirimir dúvidas sobre o programa nuclear iraniano e obter acesso a uma instalação militar onde há suspeita de testes de explosivos usados no desenvolvimento de ogivas atômicas. Teerã não autorizou a visita.

"Antes das recentes conversas em Teerã, eu esperava que o Irã tivesse reconhecido que sua velha abordagem restritiva não é um caminho para avançar, e que o Irã estava pronto para se envolver conosco na solução de questões pendentes", disse Amano em nota a jornalistas.

"No entanto, no último dia das discussões de fevereiro, o Irã reverteu à velha abordagem e tentou reimpor restrições ao nosso trabalho." Ele afirmou que a agência está disposta a manter o diálogo, e espera que o Irã não volte "à velha abordagem restritiva que busca nos deixar de mãos atadas".

O embaixador do Irã na AIEA, Ali Asghar Soltanieh, apresentou uma versão diferente dos fatos, dizendo em nota ao conselho da agência que a AIEA apresentou um quadro "frustrante" e incompleto sobre as discussões em Teerã.

Falando a jornalistas numa pausa das deliberações do conselho da AIEA, que passará uma semana reunido, Amano disse ter informado os delegados de que "declarações feitas pelo Irã sobre as discussões com a agência continham informações que não são factualmente corretas". "Isso é lamentável", acrescentou o japonês.

Amano possivelmente se referia à informação dada pelo Irã sobre um acordo pelo qual a solicitação da visita à instalação militar de Parchin ficaria suspensa até depois da atual reunião do conselho da AIEA.

A imprensa iraniana noticiou nesta semana que o governo poderia autorizar a inspeção em Parchin, a sudeste de Teerã. Amano disse não ter recebido nenhum comunicado oficial a respeito.

"A agência deve ser capaz de realizar desimpedida o seu trabalho de verificação. Se muitas restrições forem impostas à agência, não podemos fazer nosso trabalho adequadamente", disse Amano.

http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=32778986
Título: Re:Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 19 de Março de 2012, 18:41:39
Irã pede que negociadores internacionais aceitem programa nuclear do país

O presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, Alaedin Boroujerdi, pediu ao Grupo 5+1 que evite o confronto e aceite um Irã com capacidade nuclear para uso civil e pacífico.

Em entrevista publicada nesta segunda-feira pela agência oficial, 'Irna', Boroujerdi afirma que uma futura reunião entre representantes iranianos e o G5+1 (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia, além da Alemanha) será 'inútil' se pretendem 'não respeitar a capacidade nuclear do Irã'.

Segundo ele, os EUA e seus aliados puderam ver nos últimos meses que o Irã produz o combustível nuclear necessário - urânio enriquecido a 20% - para suas instalações nucleares e para o reator de uso médico de Teerã, que produz isótopos radioativos para 800 mil pacientes.

Por isso, ele pediu ao G5+1 que 'aceite a realidade' e advertiu que o Parlamento do Irã, para o qual foi reeleito no primeiro turno das eleições realizadas no dia 2 de março, não aceitará os compromissos do Governo para dar passos para trás em seu avanço nuclear.

'Os deputados esperam que a equipe negociadora nuclear iraniana alcance uma mudança na situação atual e consiga o cancelamento das resoluções da ONU sobre o Irã', disse Boruyerdi, em referência às sanções internacionais impostas ao país.

Para o deputado, a questão nuclear iraniana deve se afastar do Conselho de Segurança das Nações Unidas e ser tratada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), agência nuclear da ONU que supervisiona o cumprimento do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), do qual o Irã é signatário.

No dia 14 de março, o Irã comunicou ao G5+1 seu interesse em fixar um local e data para dialogar sem contrapartidas e de forma construtiva sobre seu polêmico programa nuclear, o que poderia acontecer no início de abril possivelmente em Istambul.

Em uma carta, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Saeed Jalili, afirmou à chefe de diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, coordenadora do G5+1, que o 'Irã está interessado em conversas construtivas e incondicionais (que permitam) desenvolver uma cooperação sustentável'.

Na próxima reunião, deve ser discutido o plano russo de aproximação 'passo a passo' de Teerã com a AIEA e o 5+1, no qual concessões iranianas seriam seguidas por uma redução gradual das sanções a Teerã.

http://noticias.br.msn.com/mundo/ir%c3%a3-pede-que-negociadores-internacionais-aceitem-programa-nuclear-do-pa%c3%ads
Título: Re:Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Geotecton em 19 de Março de 2012, 21:34:24
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[...]
Por isso, ele pediu ao G5+1 que 'aceite a realidade' e advertiu que o Parlamento do Irã, para o qual foi reeleito no primeiro turno das eleições realizadas no dia 2 de março, não aceitará os compromissos do Governo para dar passos para trás em seu avanço nuclear.
[...]

Antevejo um ataque israelense em breve...
Título: Re:Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: _Juca_ em 19 de Março de 2012, 22:03:45
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[...]
Por isso, ele pediu ao G5+1 que 'aceite a realidade' e advertiu que o Parlamento do Irã, para o qual foi reeleito no primeiro turno das eleições realizadas no dia 2 de março, não aceitará os compromissos do Governo para dar passos para trás em seu avanço nuclear.
[...]

Antevejo um ataque israelense em breve...

Não vejo os Israelenses com todos esses culhões...
Título: Re:Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: Unknown em 23 de Maio de 2012, 14:43:03
Potências e Irã retomam negociação nuclear em Bagdá

Segundo diplomatas, países reforçam necessidade do fim do enriquecimento de urânio no Irã e descartam aliviar sanções

Diplomatas de seis potências mundiais ofereceram novas propostas para que o Irã esclareça as suspeitas internacionais sobre seu programa nuclear nesta quarta-feira, durante uma reunião em Bagdá, no Iraque. As negociações acontecem um dia após o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, ter dito que espera assinar “muito em breve” um acordo com o Irã.

Diplomatas de EUA, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha ofereceram uma proposta baseada principalmente na suspensão do enriquecimento de urânio a 20% no Irã. Eles teriam recusado a exigência iraniana quanto à diminuição das sanções impostas ao país, sobretudo no setor petroleiro.

“Esperamos que o pacote que colocamos na mesa seja atraente para eles e que reajam positivamente”, afirmou o porta-voz da delegação da União Europeia, Mike Mann. “Cabe a eles reagir.”

Mann não quis comentar a proposta oferecida ou dizer se a questão do enriquecimento de urânio pode representar um impasse capaz de pôr fim às negociações, retomadas no mês passado após entrarem em colapso em 2011.

O urânio enriquecido a 20% não é necessário para reatores de energia nuclear, o que aumenta as suspeitas de que o Irã busca desenvolver armas atômicas. Teerã nega a acusação e afirma que seu programa tem fins pacíficos.

Nenhum dos dois lados espera chegar a um acordo em Bagdá, já que as estratégias ainda estão sendo definidas para o que promete ser um longo processo de negociação."Podemos fazer progressos, mas essas coisas não podem ser resolvidas em uma noite", disse Mann.

Um diplomata americano disse que a reunião no Iraque busca verificar a seriedade do Irã nas negociações. As discussões, segundo Mann, devem ser pouco impactadas pelas declarações de Amano feitas na véspera e ainda encaradas com ceticismo pelo ocidente.

De volta à Viena, na Áustria, após um dia de negociações em Teerã, Amano disse que as diferenças que persistem quanto a “alguns detalhes” não impedirão um acordo.

“Uma decisão foi tomada para concluirmos (as negociações) e assinarmos um acordo. Posso dizer que será assinado muito em breve”, disse Amano, que se reuniu em Teerã com o negociador Saeed Jalili, que agora está em Bagdá. “Entendemos a posição um do outro, apesar de algumas diferenças quanto a alguns detalhes”. Ele não especificou quais.

Amano descreveu o resultado da reunião como “um progresso importante”. Ele busca um acordo que dê a seus inspetores acesso livre para investigar as suspeitas ocidentais de que o Irã busca construir um arsenal nuclear, o que Teerã nega.

O chefe da AIEA disse ter mencionado a necessidade de acesso à instalação militar de Parchin - uma prioridade da agência - e que isso seria parte de um eventual acordo.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2012-05-23/potencias-e-ira-retomam-negociacao-nuclear-em-bagda.html
Título: Re:Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: JJ em 13 de Maio de 2018, 10:08:52
Irã "explodirá o coração de Israel" se for atacado, diz militar

O Irã "explodirá o coração de Israel em pedaços" se os israelenses ou os Estados Unidos atacarem o país, alertou hoje Mojtaba Zolnour, um dos oficiais de mais alta categoria da Guarda Revolucionária, tropa de elite do Exército iraniano.
[...]

Acho que a partir deste dia os EUA não conseguiram mais dormir!!! :histeria:



Bravatas dos dirigentes do Irã.
Título: Re:Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: JJ em 13 de Maio de 2018, 10:13:29

Mais bravatas dos dirigentes do Irã:



Irã ameaça 'destruir por completo' maiores cidades de Israel


 © AP Photo / Amir Kholousi, I
SNA via AP
ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA
11:03 11.05.2018(atualizado 11:46 11.05.2018) URL curta


Tema: Israel e Irã trocam ataques aéreos (17)

506417


A advertência foi transmitida através da televisão estatal iraniana na sexta-feira (11).


O clérigo iraniano de alto nível Ahmad Khatami afirmou no ar da televisão estatal que o Irã aniquilará a capital de Israel, Tel Aviv, e a terceira maior cidade, Haifa, se o país atuar "imprudentemente".


"Não temos nada a ver com a bomba nuclear, ao invés disso, nossa política é uma política de contenção. Nessa direção, o poder de mísseis do Irã está crescendo a cada dia para que Israel não possa dormir, temendo essa força. Se Israel atuar imprudentemente, nós destruiremos Tel Aviv e Haifa por completo", declarou.


Na madrugada de 10 de abril as Forças de Defesa de Israel realizaram um ataque aéreo a posições do Irã na Síria em resposta a um suposto ataque com mísseis de Teerã a partir do território sírio.


Avaliando os ataques, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia ressaltou que um total de 28 caças participaram da operação. Foram lançados mais de 60 mísseis, tendo a maioria deles sido derrubada pela defesa antiaérea síria.



https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2018051111194852-ira-misseis-destruir-israel-tel-aviv-haifa/



Título: Re:Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: JJ em 13 de Maio de 2018, 10:19:44

Citar
[...]
Por isso, ele pediu ao G5+1 que 'aceite a realidade' e advertiu que o Parlamento do Irã, para o qual foi reeleito no primeiro turno das eleições realizadas no dia 2 de março, não aceitará os compromissos do Governo para dar passos para trás em seu avanço nuclear.
[...]

Antevejo um ataque israelense em breve...



Como já coloquei noutro post,  vi a notícia  que na época foi o Presidente Obama  que inibiu o ataque de Israel, pois conforme a informação ele ameaçou derrubar os aviões de Israel  (e obviamente o governo americano tinha condições de cumprir tal ameaça).   


Mas, agora o Presidente mudou,  e ele acabou de sair  do acordo nuclear,   então parece que agora um ataque é questão de não muito tempo.


Título: Re:Relações do Irã com o Ocidente
Enviado por: JJ em 13 de Maio de 2018, 11:09:04






A saída dos EUA do Acordo Nuclear do Irã. O que isso significa?



Hoje no Mundo Militar



Publicado em 9 de mai de 2018