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Discussões => História, Sociedade, Comportamento e Filosofia => Tópico iniciado por: Moro em 25 de Maio de 2010, 22:44:46

Título: Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 25 de Maio de 2010, 22:44:46
Há mais ou menos um mês atrás, no ápice da guerra retórica entre EUA e China devido ao câmbio artificialmente sustentado e ao crescente superavit da china no mercado bilateral, um ministro chinês deu uma declaração que me chamou bastante atenção. Resumidamente, ele disse que os EUA não deveriam reclamar do déficit americano por dois principais motivos, o de que desde o evento na Praça Tiananmen (1989) os EUA levantaram um embargo contra a China deixando de vender produtos de altíssimo valor agregado (armas e supercomputadores), e de que os maiores beneficiários desse deficit comercial são exatamente empresas americanas já estabelecidas no território chines.

Focando agora na primeira questão, o embargo americano a china. Desde esse embargo, os EUA perderam centenas de bilhões de dólares em contratos com os chineses, principalmente para a Russia se levarmos em consideração as armas apenas.

Será que esse país, diferente de todos os outros, só possui pessoas malvadas? Que não são capazes de tomar ações políticas que vão contra seus interesses comerciais?

Será que temos que minimizar a participação deles no palco Europeu, assumindo uma guerra que não queriam lutar, a um fluxo mesquinhos de interesses corporativos? Porque será que Churchill fala em seu livro da generosidade americana no palco europeu e dos riscos politicos que correram em sua atuação antes de serem liberados a participar do conflito?

Será que esse país não deu belíssimas contribuições aos direitos humanos, à democracia, às artes... será que eles agiram de maneira pior do que os impérios que os sucederam?

Eu acho o ódio que algumas pessoas nutrem pelos americanos algo bem desproporcional. Primeiro, como era de se esperar, conviver com eles é bem agradável, como com todos os povos que já convivi. Interessante aqueles que se supreendem ao ver como um povo pode ser estereotipado por sua religião (como os muçulmanos) e não percebem que eles mesmos esterotipam os norte americanos, que são pessoas...bem... como agente.

A grande questão é, um país com 30% do PIB mundial, com uma industria cultural pujante e interesses em escala mundial vira alvo fácil dos polarizados. O Brasil com seu peso desproporcional na região e algumas medidas diplomáticas mais atuantes já gera crítica em seus países vizinhos, e somos apenas uma pequena nação se comparado à escala norte americana.

Os americanos foram criticados quando não participaram da guerra da bosnia e depois quando, sob pressão, participaram. E claro que seriam criticados hoje caso deixasse seus aliados europeus sozinhos na guerra européia.

Alguns justificam o ódio à atos equivocados que tiveram, alguns são fáceis de se concordar, como por exemplo a justificativa para a guerra do Iraque, outros são peças de ficção pura, principalmente porque muitas vezes o ódio dessas pessoas não é disseminado a países que fizeram coisas muito semelhantes ao que os americanos fizeram em sua história.


Enfim, porque tanto ódio? Qual a contribuição americana ao mundo, é majoritariamente negativa? positiva?
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Fabrício em 26 de Maio de 2010, 08:36:08
Majoritariamente positiva, apesar de erros (na minha opinião) como o Vietnam, Iraque, uma certa arrogância imperialista que às vezes transparece no trato com outros países (notadamente na era Bush), belicismo exagerado.

A contribuição americana para o mundo tem muitos mais pontos positivos que negativos, apesar da gritaria dos maniqueístas de plantão.

Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: calvino em 26 de Maio de 2010, 12:46:56
Enfim, porque tanto ódio? Qual a contribuição americana ao mundo, é majoritariamente negativa? positiva?

Majoritariamente de acordo com os interesses pessoais deles. Nem extremamente negativa e nem extremamente positiva. Tudo o que fizeram foi sempre em prol de seus próprios interesses.

Seria ficção imaginar americanozinhos bonzinhos e/ou malvadinhos. São pessoas comuns tentando defender seu império que criaram sem escrúpulos para com o mundo.

E justamente esta falta de escrúpulos criou boa parte do ódio hoje nutrido por eles. Fora a tentativa de imposição do "American Way Of Life" através de filmes, músicas, séries e também guerras.

Parece que com o aumento da informação o mundo se tocou da sua "americanização" e a revolta cresceu um pouco. Se tivessem ficado quietinhos provavelmente seria melhor.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: calvino em 26 de Maio de 2010, 13:10:44
Para apreciação dos metaleiros de plantão:

http://www.youtube.com/v/lQNkcp1Ve4s
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: DDV em 26 de Maio de 2010, 13:36:25
Os EUA sem dúvida alguma fizeram contribuições à humanidade em tanta magnitude que levará muito tempo para outro país fazer igual. Se ficarmos apenas na área da ciência e tecnologia (incluindo, com destaque, os avanços em tecnologia médica e farmacêutica).

Se formos olhar no lado político, percebemos que os EUA foram e ainda são a maior garantia que o Ocidente Livre tem para a sua segurança contra as ameaças que recebeu e recebe. As 3 principais ameaças às idéias de liberdade e humanismo ocidentais já ocorridas (nazismo, comunismo e fundamentalismo islâmico) tiveram os EUA como principal força combatente pelo lado de cá.

Obviamente, os EUA cometeram muitas cagadas. As principais que eu costumo citar são: apoios a ditaduras e a guerra no Iraque. Foram cagadas sem nenhuma justificativa, tendo a guerra no Iraque sequer justificativa geopolítica. A intervenção em favor do Vietnã do Sul eu não considero algo errado, apenas mal calculado.

Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 26 de Maio de 2010, 15:57:34
Enfim, porque tanto ódio? Qual a contribuição americana ao mundo, é majoritariamente negativa? positiva?

Majoritariamente de acordo com os interesses pessoais deles. Nem extremamente negativa e nem extremamente positiva. Tudo o que fizeram foi sempre em prol de seus próprios interesses.

Seria ficção imaginar americanozinhos bonzinhos e/ou malvadinhos. São pessoas comuns tentando defender seu império que criaram sem escrúpulos para com o mundo.

E justamente esta falta de escrúpulos criou boa parte do ódio hoje nutrido por eles. Fora a tentativa de imposição do "American Way Of Life" através de filmes, músicas, séries e também guerras.

Parece que com o aumento da informação o mundo se tocou da sua "americanização" e a revolta cresceu um pouco. Se tivessem ficado quietinhos provavelmente seria melhor.

quer dizer que quando americanos tomam decisões eles não as tomam como nós, isso é, eles ligam o modo "não escrúpulos" e seguem tomando as decisões
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: calvino em 26 de Maio de 2010, 16:37:46
quer dizer que quando americanos tomam decisões eles não as tomam como nós, isso é, eles ligam o modo "não escrúpulos" e seguem tomando as decisões

Não, são egoístas tanto quanto qualquer ser humano. O errado é achá-los bonzinhos, para mim isso seria uma inocência quase infantil.
A única deferença é que hoje eles são o "time a ser batido". Até surgir uma outra super-potência, então passaremos a odiar outro país.

Simples assim.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: _Juca_ em 26 de Maio de 2010, 17:54:29
Nem lá, nem cá, de certo modo o Calvino tem razão, eles defendem seus interesses acima de tudo, mas como são uma democracia republicana, estado laico, maiores provedores da ciência e tecnologia, etc... muito de seus interesses são bem vindos e ajudam o mundo a se tornar melhor. Mas quando seus interesses bélicos se sobrepõe a esse mesmos interesses, principalmente para sustentar sua indústria da guerra e garantir seus provimentos de energia fora de seu território,  é justamente ai que o antiamericanismo se sustenta.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 26 de Maio de 2010, 18:05:13
sim concordo.

Não sei propriamente se o interesse bélico é onipresente como querem os anti-americanos (aí incluindo o caso dos contratos perdidos para a china), mas sem dúvida se o interesse bélico pega um Bush pela frente, a conjunção de fatores certamente vai gerar problemas para os outros.

EUA ser presidido por Bush é como um macaco em posse de uma metralhadora
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: _Juca_ em 26 de Maio de 2010, 20:36:18

EUA ser presidido por Bush é como um macaco em posse de uma metralhadora

 :histeria: Melhor definição do Bush que já vi.


E tem muito mais de onde saiu ele, como a Sarah Palin, cotadíssima para presidir os EUA algum dia.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Fabrício em 26 de Maio de 2010, 21:01:22
Citar
E tem muito mais de onde saiu ele, como a Sarah Palin, cotadíssima para presidir os EUA algum dia.

O pior é isso, uma doida destas chegar a presidente dos EUA. Aí sim teríamos o pior dos americanos, como tivemos na presidência do macaco da metralhadora.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: calvino em 26 de Maio de 2010, 22:12:36
mas como são uma democracia republicana, estado laico, maiores provedores da ciência e tecnologia, etc... muito de seus interesses são bem vindos e ajudam o mundo a se tornar melhor.

Sem dúvidas, mas continuam sendo apenas interesses.

Seus avanços tecnológicos são em prol das patentes, e não do bem mundial (como às vezes parece desejar que pensemos).

Suas intervenções contra ditadores, terroristas e etc; são visando sua segurança, e não a paz mundial (como suas misses dizem).

Eles não estão errados, mas também não são os salvadores do mundo.

Um exemplo clássico de como são egoístas? Lembram da resposta deles quanto ao protocolo de kyoto? Vai prejudicar nossa economia...

Eles são tão pobres né?.....
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: _Juca_ em 27 de Maio de 2010, 09:19:29
mas como são uma democracia republicana, estado laico, maiores provedores da ciência e tecnologia, etc... muito de seus interesses são bem vindos e ajudam o mundo a se tornar melhor.

Sem dúvidas, mas continuam sendo apenas interesses.

Seus avanços tecnológicos são em prol das patentes, e não do bem mundial (como às vezes parece desejar que pensemos).

Suas intervenções contra ditadores, terroristas e etc; são visando sua segurança, e não a paz mundial (como suas misses dizem).

Eles não estão errados, mas também não são os salvadores do mundo.

Um exemplo clássico de como são egoístas? Lembram da resposta deles quanto ao protocolo de kyoto? Vai prejudicar nossa economia...

Eles são tão pobres né?.....

Pois é, quando o interesse converge apoiamos, quando divergem combatemos... Nada mais natural, se for feito com respeito, de lá e de cá.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: calvino em 27 de Maio de 2010, 09:25:42
exacto "brother"!

Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 27 de Maio de 2010, 11:06:20
mas como são uma democracia republicana, estado laico, maiores provedores da ciência e tecnologia, etc... muito de seus interesses são bem vindos e ajudam o mundo a se tornar melhor.

Sem dúvidas, mas continuam sendo apenas interesses.

Seus avanços tecnológicos são em prol das patentes, e não do bem mundial (como às vezes parece desejar que pensemos).

Suas intervenções contra ditadores, terroristas e etc; são visando sua segurança, e não a paz mundial (como suas misses dizem).

Eles não estão errados, mas também não são os salvadores do mundo.

Um exemplo clássico de como são egoístas? Lembram da resposta deles quanto ao protocolo de kyoto? Vai prejudicar nossa economia...

Eles são tão pobres né?.....

Não Calvino. Pessoas não deixam de ser humanas. Você age dessa forma?
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Dr. Manhattan em 27 de Maio de 2010, 11:26:14
Concordo com o Agnóstico e, em maior ou menor medida com os demais foristas. No entanto, existe algo que me intriga nos
EUA. Aviso: quando me referir abaixo aos "americanos", que fique claro que estarei me referindo a formadores de opiniao,
políticos e líderes locais de um modo geral.

O que acho estranho nos EUA é uma espécie de esquizofrenia cultural: por um lado, na visao de mundo de muitos americanos existe
um forte componente isolacionista. Uma idéia de que "devemos cuidar do que é nosso e que se danem os outros." Essa visao
parece ser mais comum entre os republicanos, mas pode ser vista no discurso de gente de todo o espectro político. Por outro
lado, existe também uma tendência a um certo messianismo, uma visao dos EUA como o "Estado ideal, que é sempre invejado/copiado".
Isso provavelmente tem a ver com a influência cultural dos colonos puritanos. Um princípio parece levar a um certo egoísmo institucionalisado,
enquanto o outro parece levar a uma espécie de ideologia de "USA uber alles". Pessoalmente, acho tanto uma quanto a outra posicao,
quando tomadas nos seus extremos,  repugnantes.

Os antiamericanos parecem ver tantao um aspecto como o outro de forma exagerada. Estranhamente, eles também parecem querer
julgar os americanos segundo padroes éticos que nao exigem de outros povos (vide Cuba, China, URSS, etc.)   
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 27 de Maio de 2010, 11:38:04
falando sobre o messianismo. De um modo isso sim está no âmago dos americanos, e isso gera bons e maus frutos (claro que na minha opinião, como vocês sabem, os bons frutos poderiam ser melhores sem a ideologia, mas não é isso que se esta discutindo aqui).

Um ponto que ninguém citou do meu post original é o fato de os EUA estarem perdendo centenas de bilhões de dolares da China por causa do massacre na praça da paz celestial.

E já tomaram diversas ações nesse sentido, inclusive a participação na segunda guerra mundial, que certamente não estava nos planos norte americanos.

Então eu acho sumamente estranho que as pessoas não se vejam tomando decisões puramente por interesse mas por outro lado entendam que americanos só façam isso, o que me parece um pre-conceito bem anacrônico.

Falar que o Bush é predominantemente um idiota, ou que Fidel, ou Che também são é uma coisa... mas dizer que "americanos isso" e "americanos aquilo" é algo tão nocivo para a mente como "muçulmanos são homens bomba", mas parece que as pessoas não se dão conta disso.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Adriano em 27 de Maio de 2010, 11:43:34
quer dizer que quando americanos tomam decisões eles não as tomam como nós, isso é, eles ligam o modo "não escrúpulos" e seguem tomando as decisões

Não, são egoístas tanto quanto qualquer ser humano. O errado é achá-los bonzinhos, para mim isso seria uma inocência quase infantil.
A única deferença é que hoje eles são o "time a ser batido". Até surgir uma outra super-potência, então passaremos a odiar outro país.

Simples assim.
Não acredito em nova superpotência. Considerando as novas configurações econômicas atuais, a época de uma superpotência hegemônica está findada. As superpotências emergentes mostram esse caminho.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Dr. Manhattan em 27 de Maio de 2010, 11:48:58
É bom lembrar também que o governo americano nao é um monolito. As políticas mudam de presidente para presidente e também ao sabor do
contexto externo. Num dado momento o governo americano apoiou golpes de Estado na América Latina, depois (durante o governo Carter) fez
pressao contra as violacoes dos direitos humanos. Pouca gente lembra, mas na campanha de 2000, o Bush criticava o governo Clinton por ter
se envolvido demais em problemas externos (ah ah ah)...

Sobre a perda de dinheiro na China: isso deve doer nos marxistas vulgares. O fato é que muitas vezes o ganho político se sobrepoe ao ganho
econômico.*


*Reacao de um pretendente a marxista lendo isso (imagine um personagem de Dragon Ball Z): "Mas... Isso é IMPOSSÍVEL." (música dramática).
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: calvino em 27 de Maio de 2010, 18:53:39
Não Calvino. Pessoas não deixam de ser humanas. Você age dessa forma?

Sinceramente não entendi sua pergunta.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: calvino em 27 de Maio de 2010, 18:54:33
Não acredito em nova superpotência. Considerando as novas configurações econômicas atuais, a época de uma superpotência hegemônica está findada. As superpotências emergentes mostram esse caminho.

Concordo, mas sempre haverá o "primo rico" na história, e esse sempre será mais invejado, criticado, copiado...
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Derfel em 27 de Maio de 2010, 22:36:56
falando sobre o messianismo. De um modo isso sim está no âmago dos americanos, e isso gera bons e maus frutos (claro que na minha opinião, como vocês sabem, os bons frutos poderiam ser melhores sem a ideologia, mas não é isso que se esta discutindo aqui).

É o que eles chamam de Destino Manifesto
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 27 de Maio de 2010, 23:04:58
...

Sobre a perda de dinheiro na China: isso deve doer nos marxistas vulgares. O fato é que muitas vezes o ganho político se sobrepoe ao ganho
econômico.*


*Reacao de um pretendente a marxista lendo isso (imagine um personagem de Dragon Ball Z): "Mas... Isso é IMPOSSÍVEL." (música dramática).

hehehe
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: _tiago em 28 de Maio de 2010, 08:18:21
mas como são uma democracia republicana, estado laico, maiores provedores da ciência e tecnologia, etc... muito de seus interesses são bem vindos e ajudam o mundo a se tornar melhor.

Sem dúvidas, mas continuam sendo apenas interesses.

Seus avanços tecnológicos são em prol das patentes, e não do bem mundial (como às vezes parece desejar que pensemos).

Suas intervenções contra ditadores, terroristas e etc; são visando sua segurança, e não a paz mundial (como suas misses dizem).

Eles não estão errados, mas também não são os salvadores do mundo.

Um exemplo clássico de como são egoístas? Lembram da resposta deles quanto ao protocolo de kyoto? Vai prejudicar nossa economia...

Eles são tão pobres né?.....

Vários estados americanos aderiram ao protocolo de Kyoto, independentemente da vontade do Seu Bush...

nota (http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:pzfKNQC1_N0J:noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI472939-EI299,00.html+protocolo+de+kyoto+eua&cd=2&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br)
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: CyberLizard em 28 de Maio de 2010, 10:13:12
Existem vários casos de abusos promovidos pelos Estados Unidos contra outros países ao longo do século. Mas acho válido lembrar que isso não é diferente de nenhuma outra grande potência que existia antes dos EUA. A Inglaterra antes dos Estados Unidos já havia cometido muitos abusos contra a Índia, China e África. E o próprio Brasil é visto como um país imperialista por muitas pessoas na América Latina.

Será que o envio de tropas brasileiras para o Haiti é tão diferente assim de tropas que os Estados Unidos mandam para outros países? Alguém aí acredita que a gente mandou tropas para o Haiti só porque somos bonzinhos? Estou sem meu laptop onde anotei alguns dados, mas existem algumas indústrias brasileiras que acabaram sendo instalaladas no Haiti, se beneficiando de uma mão-de-obra praticamente tão barata como a da China. Na imprensa regional e também em alguns artigos da imprensa internacional, também se encontram algumas denúncias de abusos  de soldados da MINUSTAH contra a população local. Nada muito diferente de ocupações feitas pelos EUA.

Não defendo os Estados Unidos, nem o Brasil, nem a Inglaterra de qualquer uma destas acusações. O imperialismo não é algo restrito à um único país. Assim como os EUA defendem o lucro de suas indústrias e empresas mundo afora, muitos outros países fazem a mesma coisa. A diferença é somente uma questão de escala. E não acho que um presidente, seja ele quem for, realmente tenha tanta força assim para mudar isso. Eu não acho que é impossível mudar isso, vejo tudo como conseqüência de desequilíbrio de forças, tanto na esfera internacional, que permite que um país subjulgue o outro, como na esfera regional que permite que os interesses de determinados indivíduos seja mais representado pelo estado do que o de outros. Acho que muitos dos problemas podem ser resolvidos atacando o desequilíbrio de forças.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: _tiago em 28 de Maio de 2010, 10:28:32
Reduzir as coisas a bonzinhos ou não é complicado, tomar como referência pra analisar qualquer imagem ou ato o conceito de imperialismo, costume até insistente, acho um tanto superficial... São interesses políticos e nem por isso são prejudiciais. Se fábricas estão sendo instaladas onde antes não havia nada, qual o problema? Não vejo nenhuma dignidade na miséria.
Lógico, pra alguém ganhar nem sempre alguém tem que perder, mas é o costume, por isso nenhuma política é 100%.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: CyberLizard em 28 de Maio de 2010, 10:45:22
As fábricas não vão tirar da miséria os haitianos. Eles estão sendo empregados em atividades produtivas que gerarão riqueza que será exportada e ficará em sua maior parte com os donos das indústrias brasileiras. O salário de miséria que eles recebem, que é a parte da riqueza gerada que vai ficar no Haiti, não é grande coisa para movimentar a economia haitiana. Dá para pagar refeição diária e só. A troca de benefícios dá uma vantagem muito maior para o Brasil (e mais especificamente, para alguns empresários brasileiros mais próximos da política) do que para o Haiti.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: _tiago em 28 de Maio de 2010, 11:01:23
Esqueça os interesses dos empresários, por que ter uma refeição quando antes não se tinha nenhuma é ruim? É a melhor política para o local? Talvez não. Dá pra se fazer melhor? Não sabemos!
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: CyberLizard em 28 de Maio de 2010, 11:21:20
Não é bem que antes não tinha nenhuma. O problema de desabastecimento de comida começa no Haiti com a política de Baby Doc de promover um êxido rural para promover uma industrialização. Para isso, várias pessoas foram desalojadas de suas propriedades rurais e também ocorreu um abate geral de animais de criação (principalmente porcos) feita pelo estado. Depois disso, começaram a se instalar indústrias no Haiti, a grande maioria de origem estrangeira, graças ao aumento da mão-de-obra que ficou cada vez mais barata.

O efeito da política de Baby Doc foi enfraquecer enormemente o setor primário da economia e fortalecer o secundário. Isso levou à um desabastecimento de alimentos. Em teoria, não seria um problema tão grande, vários países de primeiro mundo importam grande quantidade de alimentos e nem por isso é o fim do mundo. O problema é que como o Haiti não tem um desenvolvimento interno grande, e aliando isso à mão-de-obra baratíssima, o efeito disso foi atrair empresas estrangeiras que tem um lucro enorme produzindo artigos de exportação (e a maior parte do lucro também vai para fora do país) deixando no Haiti apenas a quantia referente ao salário de miséria de seus funcionários. Este salário acaba indo primariamente para o consumo de alimentos que... é insuficiente no país e muitas vezes precisa ser importado.

A maior preocupação do Brasil e dos EUA no Haiti é com suas indústrias e com isso eles acabam dando continuidade à política anterior. Isso é expresso por algumas medidas como a Lei Hope, que dá isenção fiscal para indústrias e produtos produzidos no Haiti. Até agora, os empregos gerados foram dez vezes menos do que o previsto pelos teóricos da Lei Hope, e mesmo com os benefícios dados aos empresários, estes fazem uma pressão enorme para barrar o aumento do salário mínimo no Haiti de U$2,00 para U$5,00. Diante de tudo isso, não tenho dúvidas que esta não é a melhor política para o país e de que dava para fazer muito melhor buscando desenvolver iniciativas locais e a economia local do Haiti.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: _Juca_ em 28 de Maio de 2010, 11:26:58
As fábricas não vão tirar da miséria os haitianos. Eles estão sendo empregados em atividades produtivas que gerarão riqueza que será exportada e ficará em sua maior parte com os donos das indústrias brasileiras. O salário de miséria que eles recebem, que é a parte da riqueza gerada que vai ficar no Haiti, não é grande coisa para movimentar a economia haitiana. Dá para pagar refeição diária e só. A troca de benefícios dá uma vantagem muito maior para o Brasil (e mais especificamente, para alguns empresários brasileiros mais próximos da política) do que para o Haiti.

Investimentos diretos estrangeiros dão tanto retorno quanto divisas provenientes de exportações. Os empregos gerados por esses investimentos são a melhor ajuda que um país destroçado como o Haiti pode receber, não existe melhor forma de ajudar.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Unknown em 28 de Maio de 2010, 12:31:17
Até agora, os empregos gerados foram dez vezes menos do que o previsto pelos teóricos da Lei Hope, e mesmo com os benefícios dados aos empresários, estes fazem uma pressão enorme para barrar o aumento do salário mínimo no Haiti de U$2,00 para U$5,00. Diante de tudo isso, não tenho dúvidas que esta não é a melhor política para o país e de que dava para fazer muito melhor buscando desenvolver iniciativas locais e a economia local do Haiti.
US$5,00/mês ou US$5,00/dia?
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 28 de Maio de 2010, 14:33:39
Existem vários casos de abusos promovidos pelos Estados Unidos contra outros países ao longo do século. Mas acho válido lembrar que isso não é diferente de nenhuma outra grande potência que existia antes dos EUA. A Inglaterra antes dos Estados Unidos já havia cometido muitos abusos contra a Índia, China e África. E o próprio Brasil é visto como um país imperialista por muitas pessoas na América Latina.

Será que o envio de tropas brasileiras para o Haiti é tão diferente assim de tropas que os Estados Unidos mandam para outros países? Alguém aí acredita que a gente mandou tropas para o Haiti só porque somos bonzinhos? Estou sem meu laptop onde anotei alguns dados, mas existem algumas indústrias brasileiras que acabaram sendo instalaladas no Haiti, se beneficiando de uma mão-de-obra praticamente tão barata como a da China. Na imprensa regional e também em alguns artigos da imprensa internacional, também se encontram algumas denúncias de abusos  de soldados da MINUSTAH contra a população local. Nada muito diferente de ocupações feitas pelos EUA.

Não defendo os Estados Unidos, nem o Brasil, nem a Inglaterra de qualquer uma destas acusações. O imperialismo não é algo restrito à um único país. Assim como os EUA defendem o lucro de suas indústrias e empresas mundo afora, muitos outros países fazem a mesma coisa. A diferença é somente uma questão de escala. E não acho que um presidente, seja ele quem for, realmente tenha tanta força assim para mudar isso. Eu não acho que é impossível mudar isso, vejo tudo como conseqüência de desequilíbrio de forças, tanto na esfera internacional, que permite que um país subjulgue o outro, como na esfera regional que permite que os interesses de determinados indivíduos seja mais representado pelo estado do que o de outros. Acho que muitos dos problemas podem ser resolvidos atacando o desequilíbrio de forças.

Quase Cyber, quase

Minha única contribuição é a classificação de "imperialista" ou não. Você pode ter uma africa do sul tirando vantagem do Quenia, uma india sacaneando com cazaquistão, argentina com uruguay, casos onde o Brasil detona empresas americanas e belgas (IMBEV), mandando gente embora, cortando custos e benefícios.

Na verdade, uma relação assimétrica de poder pode gerar abusos se não há leis maduras e atuantes, e quando o caso envolve unidades soberanas como estados, a coisa fica um pouco mais complicada.

Resumindo... o que você chama de imperialismo é simplesmente uma atitude humana de usar a força que tem caso possa.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 28 de Maio de 2010, 14:34:52
As fábricas não vão tirar da miséria os haitianos. Eles estão sendo empregados em atividades produtivas que gerarão riqueza que será exportada e ficará em sua maior parte com os donos das indústrias brasileiras. O salário de miséria que eles recebem, que é a parte da riqueza gerada que vai ficar no Haiti, não é grande coisa para movimentar a economia haitiana. Dá para pagar refeição diária e só. A troca de benefícios dá uma vantagem muito maior para o Brasil (e mais especificamente, para alguns empresários brasileiros mais próximos da política) do que para o Haiti.

Investimentos diretos estrangeiros dão tanto retorno quanto divisas provenientes de exportações. Os empregos gerados por esses investimentos são a melhor ajuda que um país destroçado como o Haiti pode receber, não existe melhor forma de ajudar.

concordo. É uma lenda esse blablabla citado pelo Cyber. Mas isso vale também para investimentos norte-americanos.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: CyberLizard em 28 de Maio de 2010, 15:01:34
Até agora, os empregos gerados foram dez vezes menos do que o previsto pelos teóricos da Lei Hope, e mesmo com os benefícios dados aos empresários, estes fazem uma pressão enorme para barrar o aumento do salário mínimo no Haiti de U$2,00 para U$5,00. Diante de tudo isso, não tenho dúvidas que esta não é a melhor política para o país e de que dava para fazer muito melhor buscando desenvolver iniciativas locais e a economia local do Haiti.
US$5,00/mês ou US$5,00/dia?

Oops! Era por dia, esqueci de escrever. Mas além disso, fiz alguns cálculos de conversão com valores incorretos. Seriam na verdade 6000 gourdes por mês. Na cotação atual, isso daria uns U$145,00 por mês. Mas este novo salário foi vetado apesar das manifestações sindicais (que foram bastante reprimidas).

O salário mínimo atual é de 3750 gourdes, o que dá uns U$90,00. Com cerca de U$3,00 por dia, dá só para comprar uma marmita no centro de Porto Príncipe. Para juntar dinheiro para outras coisas, o jeito é comprar marmita só de vez em quando e em boa parte das vezes comer nas favelas umas bolachinas de água, sal, açúcar e barro. Eu já conversei com alguns estudantes que estiveram lá no dia do terremoto.

Eu até poderia concordar que alguma quantidade de riqueza acabaria ficando no Haiti trazida pelas indústrias se os haitianos contratados recebêssem uma quantidade mais justa de salário e não fôssem tão explorados. Mas do jeito que estão as coisas, a tal ajuda não é algo que realmente auxilie as pessoas ou a economia.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: _tiago em 29 de Maio de 2010, 13:32:13
O Cyber tem a idéia de que uma empresa instalado num país pobre funciona como sumidouro de riquezas, ele ainda acredita na dinâmica da colônia, por isso sua palavra favorita é imperialismo disso, daquilo...
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: DDV em 29 de Maio de 2010, 13:56:56
O Cyber tem a idéia de que uma empresa instalado num país pobre funciona como sumidouro de riquezas, ele ainda acredita na dinâmica da colônia, por isso sua palavra favorita é imperialismo disso, daquilo...

Exato.  :)

A única coisa de diferente que uma empresa estrangeira faz (comparado a uma empresa nacional) é remeter ocasionalmente uma parte do lucro para ser gasto/investido fora do país (perdendo-se o efeito keynesiano correspondente a essa quantida remetida). Ora, o Haiti não me parece nenhuma potência cheia de empresários e dinheiro doidos para investir, de modo que tais investimentos concorram com os mesmos. Investimentos estrangeiros são TUDO o que o Haiti e QUALQUER país precisa.

Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: DDV em 29 de Maio de 2010, 13:57:51
Pensando bem, só um louco rejeitaria ou acharia ruim receber investimentos só porque são estrangeiros. Seria quase como rasgar dinheiro.

Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: DDV em 29 de Maio de 2010, 14:01:41
Até agora, os empregos gerados foram dez vezes menos do que o previsto pelos teóricos da Lei Hope, e mesmo com os benefícios dados aos empresários, estes fazem uma pressão enorme para barrar o aumento do salário mínimo no Haiti de U$2,00 para U$5,00. Diante de tudo isso, não tenho dúvidas que esta não é a melhor política para o país e de que dava para fazer muito melhor buscando desenvolver iniciativas locais e a economia local do Haiti.
US$5,00/mês ou US$5,00/dia?

Oops! Era por dia, esqueci de escrever. Mas além disso, fiz alguns cálculos de conversão com valores incorretos. Seriam na verdade 6000 gourdes por mês. Na cotação atual, isso daria uns U$145,00 por mês. Mas este novo salário foi vetado apesar das manifestações sindicais (que foram bastante reprimidas).

O salário mínimo atual é de 3750 gourdes, o que dá uns U$90,00. Com cerca de U$3,00 por dia, dá só para comprar uma marmita no centro de Porto Príncipe. Para juntar dinheiro para outras coisas, o jeito é comprar marmita só de vez em quando e em boa parte das vezes comer nas favelas umas bolachinas de água, sal, açúcar e barro. Eu já conversei com alguns estudantes que estiveram lá no dia do terremoto.

Eu até poderia concordar que alguma quantidade de riqueza acabaria ficando no Haiti trazida pelas indústrias se os haitianos contratados recebêssem uma quantidade mais justa de salário e não fôssem tão explorados. Mas do jeito que estão as coisas, a tal ajuda não é algo que realmente auxilie as pessoas ou a economia.


Você fez uma descrição do Haiti com os investimentos e os empregos gerados pelos mesmos.

Faça agora uma descrição do Haiti ANTES desses empregos e salários já descritos, para compararmos.


Nota: 3 dólares (7 reais) compra só uma marmita no Haiti? Que comida cara da p**** é essa lá?! Ainda mais com a mão-de-obra agropecuária e dos cozinheiros barata como você alega?
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: _Juca_ em 29 de Maio de 2010, 14:17:32
Até agora, os empregos gerados foram dez vezes menos do que o previsto pelos teóricos da Lei Hope, e mesmo com os benefícios dados aos empresários, estes fazem uma pressão enorme para barrar o aumento do salário mínimo no Haiti de U$2,00 para U$5,00. Diante de tudo isso, não tenho dúvidas que esta não é a melhor política para o país e de que dava para fazer muito melhor buscando desenvolver iniciativas locais e a economia local do Haiti.
US$5,00/mês ou US$5,00/dia?

Oops! Era por dia, esqueci de escrever. Mas além disso, fiz alguns cálculos de conversão com valores incorretos. Seriam na verdade 6000 gourdes por mês. Na cotação atual, isso daria uns U$145,00 por mês. Mas este novo salário foi vetado apesar das manifestações sindicais (que foram bastante reprimidas).

O salário mínimo atual é de 3750 gourdes, o que dá uns U$90,00. Com cerca de U$3,00 por dia, dá só para comprar uma marmita no centro de Porto Príncipe. Para juntar dinheiro para outras coisas, o jeito é comprar marmita só de vez em quando e em boa parte das vezes comer nas favelas umas bolachinas de água, sal, açúcar e barro. Eu já conversei com alguns estudantes que estiveram lá no dia do terremoto.

Eu até poderia concordar que alguma quantidade de riqueza acabaria ficando no Haiti trazida pelas indústrias se os haitianos contratados recebêssem uma quantidade mais justa de salário e não fôssem tão explorados. Mas do jeito que estão as coisas, a tal ajuda não é algo que realmente auxilie as pessoas ou a economia.


Você fez uma descrição do Haiti com os investimentos e os empregos gerados pelos mesmos.

Faça agora uma descrição do Haiti ANTES desses empregos e salários já descritos, para compararmos.


Nota: 3 dólares (7 reais) compra só uma marmita no Haiti? Que comida cara da p**** é essa lá?! Ainda mais com a mão-de-obra agropecuária e dos cozinheiros barata como você alega?

Não posso dizer com certeza, mas a agricultura por lá é rudimentar, sendo assim uma boa parte dos alimentos tem que ser importados...
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: DDV em 29 de Maio de 2010, 14:23:23
O Haiti é um país completamente ferrado e semi-destruido por dentro. Ainda assim, não é de se estranhar que comunistas e esquerdistas radicais tratem dos problemas de lá como se fossem causados pelos investimentos estrangeiros que agora estão sendo feitos para a sorte dos haitianos.

O correto é olharmos o antes e depois dos investimentos estrangeiros, senão daqui a pouco alguém poderá dizer que o Haiti era um paraíso e os investimentos estrangeiros os reduziram à miséria atual.


Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: calvino em 29 de Maio de 2010, 14:28:06
dos EUA ao haiti
por isso eu amo o CC
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: DDV em 29 de Maio de 2010, 14:34:02
Adriano, agora você deve entender o porquê da minha opinião forte sobre os patrulhadores de assuntos de tópicos.
 :)

E o pior que esses chatonildos parecem reclamar só depois que EU posto, mesmo quando o desvio de assunto ocorreu há muitas páginas. Parece até perseguição.  :biglol:

Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Adriano em 29 de Maio de 2010, 14:46:40
Não acredito em nova superpotência. Considerando as novas configurações econômicas atuais, a época de uma superpotência hegemônica está findada. As superpotências emergentes mostram esse caminho.

Concordo, mas sempre haverá o "primo rico" na história, e esse sempre será mais invejado, criticado, copiado...
Então o primo rico da história será a China. E ela traz uma mostra de que o planejamento estratégico a longo prazo é uma boa alternativa, sem o problema de continuidade que ocorre com as eleições, ainda mais quando a questão é praticamente tecnica e a China tem investido muito nisso.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: _Juca_ em 29 de Maio de 2010, 14:53:01
Não acredito em nova superpotência. Considerando as novas configurações econômicas atuais, a época de uma superpotência hegemônica está findada. As superpotências emergentes mostram esse caminho.

Concordo, mas sempre haverá o "primo rico" na história, e esse sempre será mais invejado, criticado, copiado...
Então o primo rico da história será a China. E ela traz uma mostra de que o planejamento estratégico a longo prazo é uma boa alternativa, sem o problema de continuidade que ocorre com as eleições, ainda mais quando a questão é praticamente tecnica e a China tem investido muito nisso.

O primo rico continuará sendo os EUA ao longo desse século, mesmo que a China venha a ter um pib maior. Vai demorar mais de século, ou sequer vai haver um país que invista tantos recursos na área militar quanto eles.


Conte ainda que segundo o Golman Sachs a China, em 2050, terá um pib percapita 5 vezes menor que o dos EUA.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: calvino em 29 de Maio de 2010, 14:59:06
Adriano, agora você deve entender o porquê da minha opinião forte sobre os patrulhadores de assuntos de tópicos.
 :)

E o pior que esses chatonildos parecem reclamar só depois que EU posto, mesmo quando o desvio de assunto ocorreu há muitas páginas. Parece até perseguição.  :biglol:




Eu falei no sentido literal e não como ironia...  |(
Me faz tão bem estar com pessoas de tanto conteúdo, que podem "navegar" nos "links" das informações com facilidade.
Queria ter pessoas assim à minha volta sempre. Mas a maioria é um bando de zé mané, infelizmente.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Adriano em 29 de Maio de 2010, 14:59:18
Adriano, agora você deve entender o porquê da minha opinião forte sobre os patrulhadores de assuntos de tópicos.
 :)

E o pior que esses chatonildos parecem reclamar só depois que EU posto, mesmo quando o desvio de assunto ocorreu há muitas páginas. Parece até perseguição.  :biglol:


Falar dos EUA é como falar do universo. Não tem como não relacionar com outras infinitas áreas.

Gosto muito da filosofia americana e da maneira como ela se desenvolveu, incluindo a filosofia analítica e a da linguagem que tem um conteúdo histórico muito forte e que nescessita da contextualização dos Estados Unidos para uma melhor compreensão.

A discussão dos pensadores americanos sobre a matemática é épica.  :)
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Adriano em 29 de Maio de 2010, 15:01:34
Não acredito em nova superpotência. Considerando as novas configurações econômicas atuais, a época de uma superpotência hegemônica está findada. As superpotências emergentes mostram esse caminho.

Concordo, mas sempre haverá o "primo rico" na história, e esse sempre será mais invejado, criticado, copiado...
Então o primo rico da história será a China. E ela traz uma mostra de que o planejamento estratégico a longo prazo é uma boa alternativa, sem o problema de continuidade que ocorre com as eleições, ainda mais quando a questão é praticamente tecnica e a China tem investido muito nisso.

O primo rico continuará sendo os EUA ao longo desse século, mesmo que a China venha a ter um pib maior. Vai demorar mais de século, ou sequer vai haver um país que invista tantos recursos na área militar quanto eles.


Conte ainda que segundo o Golman Sachs a China, em 2050, terá um pib percapita 5 vezes menor que o dos EUA.
Eu ainda me questiono sobre o papel do militarismo num mundo onde a disputa econômica é preponderante.  :?
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: calvino em 29 de Maio de 2010, 15:02:12
Conte ainda que segundo o Golman Sachs a China, em 2050, terá um pib percapita 5 vezes menor que o dos EUA.

Exatamente, a China produz muito mas é o país mais populoso do mundo.
A riqueza real deles deverá consistir na per capita que ainda vai demorar mmmuuiiitttooo para se tornar digna.
Postei por aí um tópico sobre funcionários de uma empresa da china se matando por causa do salário ridículo.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: DDV em 29 de Maio de 2010, 15:05:48
Não acredito em nova superpotência. Considerando as novas configurações econômicas atuais, a época de uma superpotência hegemônica está findada. As superpotências emergentes mostram esse caminho.

Concordo, mas sempre haverá o "primo rico" na história, e esse sempre será mais invejado, criticado, copiado...
Então o primo rico da história será a China. E ela traz uma mostra de que o planejamento estratégico a longo prazo é uma boa alternativa, sem o problema de continuidade que ocorre com as eleições, ainda mais quando a questão é praticamente tecnica e a China tem investido muito nisso.

 :o
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: DDV em 29 de Maio de 2010, 15:07:37
Adriano, agora você deve entender o porquê da minha opinião forte sobre os patrulhadores de assuntos de tópicos.
 :)

E o pior que esses chatonildos parecem reclamar só depois que EU posto, mesmo quando o desvio de assunto ocorreu há muitas páginas. Parece até perseguição.  :biglol:




Eu falei no sentido literal e não como ironia...  |(
Me faz tão bem estar com pessoas de tanto conteúdo, que podem "navegar" nos "links" das informações com facilidade.
Queria ter pessoas assim à minha volta sempre. Mas a maioria é um bando de zé mané, infelizmente.

É porque já ocorreu em uns 6 ou mais tópicos a reclamação de desvio de assunto aparecer justamente depois da minha postagem. É o trauma  :).
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: _Juca_ em 29 de Maio de 2010, 15:07:50
Não acredito em nova superpotência. Considerando as novas configurações econômicas atuais, a época de uma superpotência hegemônica está findada. As superpotências emergentes mostram esse caminho.

Concordo, mas sempre haverá o "primo rico" na história, e esse sempre será mais invejado, criticado, copiado...
Então o primo rico da história será a China. E ela traz uma mostra de que o planejamento estratégico a longo prazo é uma boa alternativa, sem o problema de continuidade que ocorre com as eleições, ainda mais quando a questão é praticamente tecnica e a China tem investido muito nisso.

O primo rico continuará sendo os EUA ao longo desse século, mesmo que a China venha a ter um pib maior. Vai demorar mais de século, ou sequer vai haver um país que invista tantos recursos na área militar quanto eles.


Conte ainda que segundo o Golman Sachs a China, em 2050, terá um pib percapita 5 vezes menor que o dos EUA.
Eu ainda me questiono sobre o papel do militarismo num mundo onde a disputa econômica é preponderante.  :?

Quando 10% do pib americano é voltado para essa área, ela se torna automaticamente muito importante economicamente. É apenas mais um setor da economia, mas que precisa de uma guerra de vez em quando...
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Adriano em 29 de Maio de 2010, 15:08:42
Adriano, agora você deve entender o porquê da minha opinião forte sobre os patrulhadores de assuntos de tópicos.
 :)

E o pior que esses chatonildos parecem reclamar só depois que EU posto, mesmo quando o desvio de assunto ocorreu há muitas páginas. Parece até perseguição.  :biglol:




Eu falei no sentido literal e não como ironia...  |(
Me faz tão bem estar com pessoas de tanto conteúdo, que podem "navegar" nos "links" das informações com facilidade.
Queria ter pessoas assim à minha volta sempre. Mas a maioria é um bando de zé mané, infelizmente.
A internet serve para isso mesmo, para integrar as pessoas pelas afinidades e interesses.

[Pós-moderno on]Esqueça o contexto territorializado. Estamos muito mais próximos de você do que os demais[/Pós-moderno off]
*Se é que eu desligo isso alguma vez...
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: DDV em 29 de Maio de 2010, 15:09:47
Não acredito em nova superpotência. Considerando as novas configurações econômicas atuais, a época de uma superpotência hegemônica está findada. As superpotências emergentes mostram esse caminho.

Concordo, mas sempre haverá o "primo rico" na história, e esse sempre será mais invejado, criticado, copiado...
Então o primo rico da história será a China. E ela traz uma mostra de que o planejamento estratégico a longo prazo é uma boa alternativa, sem o problema de continuidade que ocorre com as eleições, ainda mais quando a questão é praticamente tecnica e a China tem investido muito nisso.

O primo rico continuará sendo os EUA ao longo desse século, mesmo que a China venha a ter um pib maior. Vai demorar mais de século, ou sequer vai haver um país que invista tantos recursos na área militar quanto eles.


Conte ainda que segundo o Golman Sachs a China, em 2050, terá um pib percapita 5 vezes menor que o dos EUA.
Eu ainda me questiono sobre o papel do militarismo num mundo onde a disputa econômica é preponderante.  :?

É o "militarismo" que protege as pessoas e riquezas, principalmente as do Ocidente Livre.
 
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: calvino em 29 de Maio de 2010, 15:10:33
É porque já ocorreu em uns 6 ou mais tópicos a reclamação de desvio de assunto aparecer justamente depois da minha postagem. É o trauma  :).

Calma brou, sou da paz!
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: _Juca_ em 29 de Maio de 2010, 15:12:02
Não acredito em nova superpotência. Considerando as novas configurações econômicas atuais, a época de uma superpotência hegemônica está findada. As superpotências emergentes mostram esse caminho.

Concordo, mas sempre haverá o "primo rico" na história, e esse sempre será mais invejado, criticado, copiado...
Então o primo rico da história será a China. E ela traz uma mostra de que o planejamento estratégico a longo prazo é uma boa alternativa, sem o problema de continuidade que ocorre com as eleições, ainda mais quando a questão é praticamente tecnica e a China tem investido muito nisso.

O primo rico continuará sendo os EUA ao longo desse século, mesmo que a China venha a ter um pib maior. Vai demorar mais de século, ou sequer vai haver um país que invista tantos recursos na área militar quanto eles.


Conte ainda que segundo o Golman Sachs a China, em 2050, terá um pib percapita 5 vezes menor que o dos EUA.
Eu ainda me questiono sobre o papel do militarismo num mundo onde a disputa econômica é preponderante.  :?

É o "militarismo" que protege as pessoas e riquezas, principalmente as do Ocidente Livre.
 

E protege até as riquezas do Oriente que o Ocidente pensa que é seu...
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Adriano em 29 de Maio de 2010, 15:12:27
Não acredito em nova superpotência. Considerando as novas configurações econômicas atuais, a época de uma superpotência hegemônica está findada. As superpotências emergentes mostram esse caminho.

Concordo, mas sempre haverá o "primo rico" na história, e esse sempre será mais invejado, criticado, copiado...
Então o primo rico da história será a China. E ela traz uma mostra de que o planejamento estratégico a longo prazo é uma boa alternativa, sem o problema de continuidade que ocorre com as eleições, ainda mais quando a questão é praticamente tecnica e a China tem investido muito nisso.

 :o
Tivemos a experiência no Brasil de que as eleições não mudaram a agenda econômica da nação. Porém outro fator é que o planejamento estratégico econômico chinês é um forte aliado para o desenvolvimento do país. É um capitalismo de estado, o governo atua como uma empresa na gerência do pais.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: DDV em 29 de Maio de 2010, 15:17:39
Não acredito em nova superpotência. Considerando as novas configurações econômicas atuais, a época de uma superpotência hegemônica está findada. As superpotências emergentes mostram esse caminho.

Concordo, mas sempre haverá o "primo rico" na história, e esse sempre será mais invejado, criticado, copiado...
Então o primo rico da história será a China. E ela traz uma mostra de que o planejamento estratégico a longo prazo é uma boa alternativa, sem o problema de continuidade que ocorre com as eleições, ainda mais quando a questão é praticamente tecnica e a China tem investido muito nisso.

O primo rico continuará sendo os EUA ao longo desse século, mesmo que a China venha a ter um pib maior. Vai demorar mais de século, ou sequer vai haver um país que invista tantos recursos na área militar quanto eles.


Conte ainda que segundo o Golman Sachs a China, em 2050, terá um pib percapita 5 vezes menor que o dos EUA.
Eu ainda me questiono sobre o papel do militarismo num mundo onde a disputa econômica é preponderante.  :?

É o "militarismo" que protege as pessoas e riquezas, principalmente as do Ocidente Livre.
 

E protege até as riquezas do Oriente que o Ocidente pensa que é seu...

Eu apenas contestei o anti-militarismo hippie do Adriano e de alguns outros.

Segurança é essencial. E se esquecemos dela, é sinal de que ela está atuando bem.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Adriano em 29 de Maio de 2010, 15:23:48
Eu ainda me questiono sobre o papel do militarismo num mundo onde a disputa econômica é preponderante.  :?

Quando 10% do pib americano é voltado para essa área, ela se torna automaticamente muito importante economicamente. É apenas mais um setor da economia, mas que precisa de uma guerra de vez em quando...
Mas até onde os Estados Unidos vão conseguir investir na industria da guerra, dado que ela vai contra a nova estruturação política mundial?

Eu ainda me questiono sobre o papel do militarismo num mundo onde a disputa econômica é preponderante.  :?

É o "militarismo" que protege as pessoas e riquezas, principalmente as do Ocidente Livre.
 

E protege até as riquezas do Oriente que o Ocidente pensa que é seu...

Eu apenas contestei o anti-militarismo hippie do Adriano e de alguns outros.

Segurança é essencial. E se esquecemos dela, é sinal de que ela está atuando bem.
A questão passa pela disputa nuclear e pela guerra ao terror. Outro tipo de segurança se faz necessário.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 29 de Maio de 2010, 17:41:25
...
Quando 10% do pib americano é voltado para essa área, ela se torna automaticamente muito importante economicamente. É apenas mais um setor da economia, mas que precisa de uma guerra de vez em quando...

Juca, já corrigi você aqui antes... não são 10%... e não simplifique demasiadamente a questão..

Rank      Country   Military budgets 2008 (in constant 2005 US dollars)    % of GDP
8      Saudi Arabia   33,136,000,000   9.3%
75      Georgia   651,000,000   9.2%
16      Israel   12,135,000,000   8.6%
62      Jordan   973,000,000   6.2%
22      Colombia   6,568,000,000   6.0%
61      Lebanon   1,067,000,000   5.1%
69      Yemen   801,000,000   5.1%
135      Burundi   35,000,000   4.9%
23      Syria   6,300,000,000   4.4%
57      Sudan   1,278,000,000   4.4%
25      Singapore   5,831,000,000   4.1%
139      Djibouti   30,000,000   4.1%
1      United States   548,531,000,000   4.0%
37      Kuwait   3,622,000,000   3.9%
53      Angola   1,508,000,000   3.9%
143      Guinea-Bissau   12,000,000   3.8%
88      Brunei   266,000,000   3.6%
6      Russian Federation   38,238,000,000   3.5%
28      Chile   4,778,000,000   3.4%
73      Azerbaijan   697,000,000   3.4%
76      Bahrain   582,000,000   3.4%
19      Greece   9,706,000,000   3.3%
47      Morocco   2,358,000,000   3.2%
30      Pakistan   4,217,000,000   3.1%
116      Kyrgyzstan   79,000,000   3.1%
31      Algeria   4,156,000,000   3.0%
78      Botswana   456,000,000   3.0%
85      Namibia   283,000,000   3.0%
95      Armenia   217,000,000   3.0%
114      Mauritania   90,000,000   3.0%
93      Eritrea   231,000,000   20.9%


E a China esconde investimentos nessa área
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: calvino em 29 de Maio de 2010, 19:14:26
93      Eritrea   231,000,000   20.9%


Eritrea?
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: _tiago em 29 de Maio de 2010, 19:47:40
Eu ainda me questiono sobre o papel do militarismo num mundo onde a disputa econômica é preponderante.  :?

Quando 10% do pib americano é voltado para essa área, ela se torna automaticamente muito importante economicamente. É apenas mais um setor da economia, mas que precisa de uma guerra de vez em quando...
Mas até onde os Estados Unidos vão conseguir investir na industria da guerra, dado que ela vai contra a nova estruturação política mundial?

Eu ainda me questiono sobre o papel do militarismo num mundo onde a disputa econômica é preponderante.  :?

É o "militarismo" que protege as pessoas e riquezas, principalmente as do Ocidente Livre.
 

E protege até as riquezas do Oriente que o Ocidente pensa que é seu...

Eu apenas contestei o anti-militarismo hippie do Adriano e de alguns outros.

Segurança é essencial. E se esquecemos dela, é sinal de que ela está atuando bem.
A questão passa pela disputa nuclear e pela guerra ao terror. Outro tipo de segurança se faz necessário.

Adriano, discorra (sucintamente) sobre essa nova estruturação política internacional e sua relação com a indústria da guerra... Não entendi seu post.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Adriano em 29 de Maio de 2010, 23:36:23
Adriano, discorra (sucintamente) sobre essa nova estruturação política internacional e sua relação com a indústria da guerra... Não entendi seu post.
Os Estados Unidos já fizeram muitas asneiras militares e que não serão mais toleradas da mesma maneira pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Em grande parte o que ocorreu se deve ao poder político e econômico deles mas que já está sofrendo mudanças com as mudanças políticas e econômicas mundiais.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 29 de Maio de 2010, 23:38:54
93      Eritrea   231,000,000   20.9%


Eritrea?

País africano que fica logo depois do "coisa alguma" e um pouco antes do "nada"!  :biglol:
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 29 de Maio de 2010, 23:41:16
Adriano, discorra (sucintamente) sobre essa nova estruturação política internacional e sua relação com a indústria da guerra... Não entendi seu post.
Os Estados Unidos já fizeram muitas asneiras militares e que não serão mais toleradas da mesma maneira pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Em grande parte o que ocorreu se deve ao poder político e econômico deles mas que já está sofrendo mudanças com as mudanças políticas e econômicas mundiais.

Sinto lhe informar Adriano que, se for necessário aos interesses vitais dos EUA, eles farão qualquer medida unilateral, independente do Conselho de Segurança da ONU ou de qualquer outro órgão deliberativo ou consultivo.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Adriano em 29 de Maio de 2010, 23:44:01
Adriano, discorra (sucintamente) sobre essa nova estruturação política internacional e sua relação com a indústria da guerra... Não entendi seu post.
Os Estados Unidos já fizeram muitas asneiras militares e que não serão mais toleradas da mesma maneira pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Em grande parte o que ocorreu se deve ao poder político e econômico deles mas que já está sofrendo mudanças com as mudanças políticas e econômicas mundiais.

Sinto lhe informar Adriano que, se for necessário aos interesses vitais dos EUA, eles farão qualquer medida unilateral, independente do Conselho de Segurança da ONU ou de qualquer outro órgão deliberativo ou consultivo.
Tem que ser interesse vital mesmo e não apenas econômico ou de suspeitas infundadas como já aconteceram. Os problemas são as guerras inúteis, problemas até mesmo para o próprio pais.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 29 de Maio de 2010, 23:44:49
[...]
Rank      Country   Military budgets 2008 (in constant 2005 US dollars)    % of GDP
16      Israel   12,135,000,000   8.6%
1      United States   548,531,000,000   4.0%
6      Russian Federation   38,238,000,000   3.5%

E a China esconde investimentos nessa área

Acho que o valor dos investimentos em defesa de Israel e da Rússia estão subdimensionados.

E os da China hoje já são maiores que os da Rússia.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: calvino em 30 de Maio de 2010, 00:17:16
País africano que fica logo depois do "coisa alguma" e um pouco antes do "nada"!  :biglol:

Deve ser do lado do Acre...
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 30 de Maio de 2010, 00:18:25
País africano que fica logo depois do "coisa alguma" e um pouco antes do "nada"!  :biglol:

Deve ser do lado do Acre...

Do lado esquerdo, se eu não estiver enganado! :hihi:
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: calvino em 30 de Maio de 2010, 00:18:51
Os Estados Unidos já fizeram muitas asneiras militares e que não serão mais toleradas da mesma maneira pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Aham, e quem vai fazer o anúncio de proibição na sede das nações unidas será o Papai Noel  :biglol:

Os caras não estão nem aí para merda nenhuma.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: CyberLizard em 30 de Maio de 2010, 11:05:12
Adriano, discorra (sucintamente) sobre essa nova estruturação política internacional e sua relação com a indústria da guerra... Não entendi seu post.
Os Estados Unidos já fizeram muitas asneiras militares e que não serão mais toleradas da mesma maneira pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Em grande parte o que ocorreu se deve ao poder político e econômico deles mas que já está sofrendo mudanças com as mudanças políticas e econômicas mundiais.

Sinto lhe informar Adriano que, se for necessário aos interesses vitais dos EUA, eles farão qualquer medida unilateral, independente do Conselho de Segurança da ONU ou de qualquer outro órgão deliberativo ou consultivo.
Tem que ser interesse vital mesmo e não apenas econômico ou de suspeitas infundadas como já aconteceram. Os problemas são as guerras inúteis, problemas até mesmo para o próprio pais.

Acho que não há tantas guerras inúteis (no sentido de não trazerem nenhum benefício). Caso contrário, elas não seriam feitas tão freqüentemente. Com relação à "suspeitas ifundadas", elas normalmente são apenas pretexto mesmo.  Guerras podem ser motivadas pela defesa de um país diante de ataques (o único caso em que eu acho elas justas), mas também para conquistar acesso à matérias-primas, mercado consumidor, mão-de-obra barata, fim de restrições comerciais ou coisas do tipo. Por mais que haja perdas e destruição, estas coisas também possuem um papel de movimentar a economia e tendem à contribuir para um saldo positivo se você for o lado vencedor.

Não acredito na capacidade no Conselho de Segurança da ONU. Eles nunca tiveram qualquer autoridade diante de países ricos grandes. A única coisa que eles conseguem fazer é autorizar sanções comerciais para países menores e mais fracos. Mantenho a minha posição de que a única forma de talvez minimizar a "atitude humana de usar a força que tem caso possa" é o fim de um desequilíbrio tão grande no poder bélico, desenvolvimento científico e de legitimidade de instituições entre diferentes países.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: DDV em 30 de Maio de 2010, 11:52:18
Adriano, discorra (sucintamente) sobre essa nova estruturação política internacional e sua relação com a indústria da guerra... Não entendi seu post.
Os Estados Unidos já fizeram muitas asneiras militares e que não serão mais toleradas da mesma maneira pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Em grande parte o que ocorreu se deve ao poder político e econômico deles mas que já está sofrendo mudanças com as mudanças políticas e econômicas mundiais.

Sinto lhe informar Adriano que, se for necessário aos interesses vitais dos EUA, eles farão qualquer medida unilateral, independente do Conselho de Segurança da ONU ou de qualquer outro órgão deliberativo ou consultivo.
Tem que ser interesse vital mesmo e não apenas econômico ou de suspeitas infundadas como já aconteceram. Os problemas são as guerras inúteis, problemas até mesmo para o próprio pais.

Acho que não há tantas guerras inúteis (no sentido de não trazerem nenhum benefício). Caso contrário, elas não seriam feitas tão freqüentemente. Com relação à "suspeitas ifundadas", elas normalmente são apenas pretexto mesmo.  Guerras podem ser motivadas pela defesa de um país diante de ataques (o único caso em que eu acho elas justas), mas também para conquistar acesso à matérias-primas, mercado consumidor, mão-de-obra barata, fim de restrições comerciais ou coisas do tipo. Por mais que haja perdas e destruição, estas coisas também possuem um papel de movimentar a economia e tendem à contribuir para um saldo positivo se você for o lado vencedor.


É verdade.

E devemos agradecer aos deuses pelo fato da potência militar atual ser um EUA, ao invés de uma China ou um Irã da vida. Os países mais poderosos atualmente são os mais comprometidos com o Ocidente Livre, e é justamente essa liberdade que os tornaram mais avançados. Causa e consequência se sobrepondo.


Citação de: Cyberlizard
Não acredito na capacidade no Conselho de Segurança da ONU. Eles nunca tiveram qualquer autoridade diante de países ricos grandes. A única coisa que eles conseguem fazer é autorizar sanções comerciais para países menores e mais fracos. Mantenho a minha posição de que a única forma de talvez minimizar a "atitude humana de usar a força que tem caso possa" é o fim de um desequilíbrio tão grande no poder bélico, desenvolvimento científico e de legitimidade de instituições entre diferentes países.


É possível usar a coerção estatal para impedir que as pessoas mais capacitadas se desenvolvam mais do que as menos. Mas em nível global, não vejo como se pode impedir que países com características culturais e institucionais mais propícias ao avanço econômico e científico sejam brecados para se nivelar com os menos aptos.

A nossa sorte é que nos tempos atuais, poder bélico está diretamente entrelaçado com o desenvolvimento econômico e científico. Não é mais possível aparecer hordas de pastores nômades paupérrimos tocando o terror em cima de nações mais avançadas. Como esse desenvolvimento científico-econômico está atrelado a características positivas e desejáveis (liberdade individual, democracia, laicismo, etc), creio que não tenhamos muito o que temer desses países mais poderosos.

Há exceções. Há uma Coréia do Norte por exemplo. Mas acredito que ela não resistiria a uma guerra prolongada com a Coréia do Sul.






Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Dr. Manhattan em 30 de Maio de 2010, 12:08:32
A percepção que tenho é que o assim chamado "complexo militar-industrial" americano é algo que existe em função de si próprio. Um
monstro que existen muito mais para satisfazer as necessidades das grandes fabricantes de armas do que para garantir a defesa dos EUA.
Vale lembrar que no caso dos orçamentos militares, não só os números relativos (ao PIB) como os absolutos são importantes. Nesse
sentido o gasto dos americanos é realmente desproporcional aos outros paises.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 30 de Maio de 2010, 12:10:51
A percepção que tenho é que o assim chamado "complexo militar-industrial" americano é algo que existe em função de si próprio. Um
monstro que existen muito mais para satisfazer as necessidades das grandes fabricantes de armas do que para garantir a defesa dos EUA
.
Vale lembrar que no caso dos orçamentos militares, não só os números relativos (ao PIB) como os absolutos são importantes. Nesse
sentido o gasto dos americanos é realmente desproporcional aos outros paises.

Eisenhower teve a mesma impressão e tentou estabelecer um controle sobre o "monstro".
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: DDV em 30 de Maio de 2010, 12:24:52
Em outros tempos*, os EUA já teriam o domínio de todo o continente americano e africano, e provavelmente estaria anexando territórios asiáticos nesse momento.

*Não muito tempo...meros 200 anos atrás.

Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Adriano em 30 de Maio de 2010, 12:27:39
A percepção que tenho é que o assim chamado "complexo militar-industrial" americano é algo que existe em função de si próprio. Um
monstro que existen muito mais para satisfazer as necessidades das grandes fabricantes de armas do que para garantir a defesa dos EUA
.
Vale lembrar que no caso dos orçamentos militares, não só os números relativos (ao PIB) como os absolutos são importantes. Nesse
sentido o gasto dos americanos é realmente desproporcional aos outros paises.

Eisenhower teve a mesma impressão e tentou estabelecer um controle sobre o "monstro".

A logística de guerra se tornou importante e se configurou na guerra fria por excelência.
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Dr. Manhattan em 30 de Maio de 2010, 15:49:47
A logística de guerra se tornou importante e se configurou na guerra fria por excelência.

... Talvez eu me arrependa por isso mas lá vai: O que você quis dizer com isso, Adriano?
Título: Re: Estados Unidos da América
Enviado por: Adriano em 30 de Maio de 2010, 16:12:10
Citar
Foi um dos pioneiros em entender que a guerra consistia muito mais em uma logística  bem elaborada e organizada do que em soldados capazes e armas modernas. Sua iniciativa em criar uma frente ampla para combater os alemães  ajudou na derrota destes, em maio de 1945.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dwight_D._Eisenhower
Sendo assim a guerra fria se configurou em mostrar as melhores condições logísticas do que efetivamente o confronto direto como neste caso da WWII. E ainda hoje a questão é mais estratégica.  :?
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 18 de Novembro de 2011, 22:46:20
Sobre o caso de câncer da filha de meus amigos que moram nos EUA, postado aqui: http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=25608.msg638490#msg638490

O que tem surpreendido eles é a quantidade de apoio que têm recebido. Tiveram uma ligação do prefeito oferecendo insumos, alguns envelopes com dinheiro, gente que trouxe  agua não sei das quantas de outro estado, o pessoal da igreja também..

Interessante isso.  Em seu livro sobre a segunda guerra, Churchill diz que os EUA eram um país extremamente generoso e  foi submetido a alguma troça por isso (tipo.. "espera a conta"), mas o fato é que essa reação a surpreendeu, primeiro porquê não teria nada disso aqui, segundo porquê está há menos de um ano nos EUA, terceiro porque que ela tem uma situação financeira boa (não é rica, mas ele tem um bom emprego)

O que pensam? É um paradoxo frente ao que muitas pessoas dizem ser sua atuação no mundo e forma de pensar do americano médio?
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Negão em 18 de Novembro de 2011, 22:59:54
As críticas aos EUA se devem as políticas do país como um todo, não ao comportamento do povo. Além do mais, são a maior economia do mundo, então serão invariavelmente criticados de gananciosos entre outras coisas.

Mas é interessante analisar a visão dos brasileiros: o povo americano é muito mais ético e caridoso que o brasileiro, sem falar que o governo do Brasil certamente se preocupa com interesses próprios acima do povo muito mais que o americano, por mais que se possa criticar o governo americano.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: TMAG em 18 de Novembro de 2011, 23:12:06
Sejamos sinceros, as críticas mais frequentes aos EUA (principalmente na América Latrina), são geralmente produto da inveja e do fracasso, em quase 100% das vezes que eu vejo críticas aos EUA como um todo e não apenas a determinada ação do governo norte-americano, o crítico em questão era um esquerdista ressentido e invejoso.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 19 de Novembro de 2011, 00:30:17
concordo que normalmente o esquerdista tem um discurso anti-americano e um ranço forte contra eles.

é o sentimento "contra o chefe", um misto de inveja, ressentimento e foco apenas no que de ruim esse país tem, sempre ignorando o que há de bom.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Rocky Joe em 19 de Novembro de 2011, 00:42:45
Um tipo de esquerda que logo logo desaparece - aquele povo que ainda está mentalmente na guerra fria.

Sobre os EUA, Marx (o filósofo) já dizia que o socialismo tem mais a ver com a América do que com qualquer outro lugar do mundo.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 19 de Novembro de 2011, 00:47:13
que aspecto do socialismo teria a ver com os EUA?
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Dr. Manhattan em 19 de Novembro de 2011, 11:45:16
Sobre o caso de câncer da filha de meus amigos que moram nos EUA, postado aqui: http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=25608.msg638490#msg638490

O que tem surpreendido eles é a quantidade de apoio que têm recebido. Tiveram uma ligação do prefeito oferecendo insumos, alguns envelopes com dinheiro, gente que trouxe  agua não sei das quantas de outro estado, o pessoal da igreja também..

Interessante isso.  Em seu livro sobre a segunda guerra, Churchill diz que os EUA eram um país extremamente generoso e  foi submetido a alguma troça por isso (tipo.. "espera a conta"), mas o fato é que essa reação a surpreendeu, primeiro porquê não teria nada disso aqui, segundo porquê está há menos de um ano nos EUA, terceiro porque que ela tem uma situação financeira boa (não é rica, mas ele tem um bom emprego)

O que pensam? É um paradoxo frente ao que muitas pessoas dizem ser sua atuação no mundo e forma de pensar do americano médio?

Muitas pessoas fazem generalizações grosseiras baseadas no comportamento de algumas pessoas. Já ouvi também de amigos que moraram nos EUA que o americano médio é generoso. Porém, também soube que isso varia muito de estado para estado (dizem que os sulistas são particularmente gentis - a não ser que você seja negro, hehe). Por outro lado, o brasileiro também costuma ser gentil - isso é algo notado por todos os estrangeiros que conheci que moraram aqui. Não preciso dizer que isso também varia de lugar para lugar aqui. A diferença maior que noto é a necessidade de se "quebrar o gelo", que parece ser maior nos países anglo-saxônicos: o brasileiro mal conhece você e já quer ser convidado para festas na sua casa :).
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gaúcho em 19 de Novembro de 2011, 11:56:34
Assim como ele mal conhece a pessoa e já a convida para festas? :P

De qualquer maneira, eu não tenho absolutamente nada contra os EUA, exceto algumas de suas políticas externas.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Dr. Manhattan em 19 de Novembro de 2011, 11:59:43
Não tenho nada contra americanos de um modo geral. Mas não simpatizo muito com WASPS. :|
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 27 de Maio de 2014, 23:22:04
Alguns memes mundiais críticos sobre os gringos


(http://qph.cr.quoracdn.net/main-qimg-14d54416d6f7ef7e402797d485858e4d)


(http://qph.cr.quoracdn.net/main-qimg-18f97c4c31a5f777c1e4e5b22b8a4520)


(http://qph.cr.quoracdn.net/main-qimg-b708e3a57696740af1f361cac073c776)


(http://qph.cr.quoracdn.net/main-qimg-714a05ffd35a0f8caeb4f6eb542da768)


Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 27 de Maio de 2014, 23:29:11
(http://qph.cr.quoracdn.net/main-qimg-e85aa90d10ef7b70a73ccdcec6f97b41)

(http://qph.cr.quoracdn.net/main-qimg-d1abdafe7b0989a43991ce3d23fc4199)

(http://qph.cr.quoracdn.net/main-qimg-e41679ff8c05015331619a0e70e0f8b4)

(http://qph.cr.quoracdn.net/main-qimg-c225fdeb9fc655e7e1421602d7511894)
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 27 de Maio de 2014, 23:29:35
(http://qph.cr.quoracdn.net/main-qimg-e379e6032201f687d87bf28e40148ce3)
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 27 de Maio de 2014, 23:33:13
(http://qph.cr.quoracdn.net/main-qimg-e59fdffbc678cb7c015f8af71f33b87d)

queria saber o que estão rindo
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 27 de Maio de 2014, 23:34:56
(http://qph.cr.quoracdn.net/main-qimg-3534a1406f22c91afa94d4692b07c44a)
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 27 de Maio de 2014, 23:36:22
(http://qph.cr.quoracdn.net/main-qimg-e59fdffbc678cb7c015f8af71f33b87d)

queria saber o que estão rindo

Eu reconheci apenas o Reagan (primeiro à esquerda), o Bush (penúltimo à direita) e o James Baker (último à direita).
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 27 de Maio de 2014, 23:58:07
faz muito tempo que não rio assim
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Fabrício em 28 de Maio de 2014, 09:31:03
Boas!  :biglol:

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 01 de Junho de 2014, 23:59:23
quero colocar dois debates aqui que acho importante para entender a cultura dos norte americanos e como conseguem ser diretos de uma maneira que nos soaria ofensivo. Tenho trabalhado com muito deles é me impressiona o grau de pragmatismo.

1-Jon Stewart speaking up against Controlled Media:
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: PauloCesar em 02 de Junho de 2014, 17:42:31
Existem vários casos de abusos promovidos pelos Estados Unidos contra outros países ao longo do século. Mas acho válido lembrar que isso não é diferente de nenhuma outra grande potência que existia antes dos EUA. A Inglaterra antes dos Estados Unidos já havia cometido muitos abusos contra a Índia, China e África. E o próprio Brasil é visto como um país imperialista por muitas pessoas na América Latina.

Será que o envio de tropas brasileiras para o Haiti é tão diferente assim de tropas que os Estados Unidos mandam para outros países? Alguém aí acredita que a gente mandou tropas para o Haiti só porque somos bonzinhos? Estou sem meu laptop onde anotei alguns dados, mas existem algumas indústrias brasileiras que acabaram sendo instalaladas no Haiti, se beneficiando de uma mão-de-obra praticamente tão barata como a da China. Na imprensa regional e também em alguns artigos da imprensa internacional, também se encontram algumas denúncias de abusos  de soldados da MINUSTAH contra a população local. Nada muito diferente de ocupações feitas pelos EUA.

Não defendo os Estados Unidos, nem o Brasil, nem a Inglaterra de qualquer uma destas acusações. O imperialismo não é algo restrito à um único país. Assim como os EUA defendem o lucro de suas indústrias e empresas mundo afora, muitos outros países fazem a mesma coisa. A diferença é somente uma questão de escala. E não acho que um presidente, seja ele quem for, realmente tenha tanta força assim para mudar isso. Eu não acho que é impossível mudar isso, vejo tudo como conseqüência de desequilíbrio de forças, tanto na esfera internacional, que permite que um país subjulgue o outro, como na esfera regional que permite que os interesses de determinados indivíduos seja mais representado pelo estado do que o de outros. Acho que muitos dos problemas podem ser resolvidos atacando o desequilíbrio de forças.

Todo Estado fará o que for preciso para defender os seus interesses. Numa escala menor, as pessoas fazem o mesmo e não acredito que se possa 'atacar o desequilíbrio de forças'. É questão de poder. O 'abuso' depende do ponto de vista entre quem pode e quem não pode.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 02 de Junho de 2014, 20:12:03
Geraldo Attacks O'Reilly over Contentious Obama I…:

Aqui um cara da fox esculaxa o Reilly em seu próprio programa acusando-o de ter desrespeitado Obama em uma entrevista, o que achei tambem. Crítica sem nenhum limite, dura e feita e ouvida por adultos. Tenho um amigo estrangeiro que diz isso,  brasileiros não parecem adultos.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 07 de Junho de 2014, 01:58:21
Bill Clinton & Jon Stewart: Stand-Up Comedy - Whi…:
aqueles jantares para representantes, aos 42min John Stewart zoa com todos os congressistas, antes Bill Clinton faz boas piadas também. Que diferença cultural
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 07 de Junho de 2014, 07:09:33
Existem vários casos de abusos promovidos pelos Estados Unidos contra outros países ao longo do século. Mas acho válido lembrar que isso não é diferente de nenhuma outra grande potência que existia antes dos EUA. A Inglaterra antes dos Estados Unidos já havia cometido muitos abusos contra a Índia, China e África. E o próprio Brasil é visto como um país imperialista por muitas pessoas na América Latina.

Será que o envio de tropas brasileiras para o Haiti é tão diferente assim de tropas que os Estados Unidos mandam para outros países? Alguém aí acredita que a gente mandou tropas para o Haiti só porque somos bonzinhos? Estou sem meu laptop onde anotei alguns dados, mas existem algumas indústrias brasileiras que acabaram sendo instalaladas no Haiti, se beneficiando de uma mão-de-obra praticamente tão barata como a da China. Na imprensa regional e também em alguns artigos da imprensa internacional, também se encontram algumas denúncias de abusos  de soldados da MINUSTAH contra a população local. Nada muito diferente de ocupações feitas pelos EUA.

Não defendo os Estados Unidos, nem o Brasil, nem a Inglaterra de qualquer uma destas acusações. O imperialismo não é algo restrito à um único país. Assim como os EUA defendem o lucro de suas indústrias e empresas mundo afora, muitos outros países fazem a mesma coisa. A diferença é somente uma questão de escala. E não acho que um presidente, seja ele quem for, realmente tenha tanta força assim para mudar isso. Eu não acho que é impossível mudar isso, vejo tudo como conseqüência de desequilíbrio de forças, tanto na esfera internacional, que permite que um país subjulgue o outro, como na esfera regional que permite que os interesses de determinados indivíduos seja mais representado pelo estado do que o de outros. Acho que muitos dos problemas podem ser resolvidos atacando o desequilíbrio de forças.

Todo Estado fará o que for preciso para defender os seus interesses. Numa escala menor, as pessoas fazem o mesmo e não acredito que se possa 'atacar o desequilíbrio de forças'. É questão de poder. O 'abuso' depende do ponto de vista entre quem pode e quem não pode.



Parece uma bela defesa dos malditos jogos de poder que comandam este mundo podre. Quem compra esse discurso pode imaginar que é impossível diminuir de forma significativa esses malditos jogos de poder.  Pode até imaginar que não existe outra forma dessa sociedade imunda se estruturar.


.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 07 de Junho de 2014, 08:17:49
esses jogos de poder podres que você cita acontece em cada microsesfera da sociedade, família, empresa, instituições..  acho que você é prático o suficiente para não condenar uma sociedade por ser humana.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 07 de Junho de 2014, 11:27:03
esses jogos de poder podres que você cita acontece em cada microsesfera da sociedade, família, empresa, instituições..  acho que você é prático o suficiente para não condenar uma sociedade por ser humana.


Por este pensamento você não deveria condenar pessoas como o Lula, pois o que ele e outros  poderosos  fazem é apenas serem humanos...

E está parecendo  que você é mais um partidário do "Fim da História". 


.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 07 de Junho de 2014, 18:11:18
a palavra podre talvez não tenha sido bem usada por mim,  mas jogos de poder,  sujo as vezes, são características da nossa sociedade.
O. podre deixo aos nossos políticos e o abjeto ao PT.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 27 de Dezembro de 2014, 10:49:29
Não me recordo quantas vezes ouvi a predição que os EUA iriam para m.. 

http://www.publico.pt/economia/noticia/pib-dos-estados-unidos-cresce-ao-ritmo-mais-elevado-da-ultima-decada-1680344

Note que um dos motivos é o shale (petróleo do Xisto) que age de três maneiras: Pondo mais dinheiro no bolso da população devido à queda do preço do combustível (sim lá ele flutua porque há concorrência), geração de empregos e alívio na balança comercial.

Incontáveis empresas trabalham nisso. Como disse em outro tópico, estão mudando o cenário mundial, calados. Aqui tagarelamos igual imbecis, ficamos parados por anos para ver como protegeríamos a industria nacional, perdemos o bonde e agora temos um mico na mão.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Sergiomgbr em 27 de Dezembro de 2014, 11:37:26
Não me recordo quantas vezes ouvi a predição que os EUA iriam para m.. 

http://www.publico.pt/economia/noticia/pib-dos-estados-unidos-cresce-ao-ritmo-mais-elevado-da-ultima-decada-1680344

Note que um dos motivos é o shale (petróleo do Xisto) que age de três maneiras: Pondo mais dinheiro no bolso da população devido à queda do preço do combustível (sim lá ele flutua porque há concorrência), geração de empregos e alívio na balança comercial.

Incontáveis empresas trabalham nisso. Como disse em outro tópico, estão mudando o cenário mundial, calados. Aqui tagarelamos igual imbecis, ficamos parados por anos para ver como protegeríamos a industria nacional, perdemos o bonde e agora temos um mico na mão.
Pois é, parece que com tudo o brasileiro e de modo geral o latino é assim. Se em qualquer coisa parecer haver uma certa expectativa positiva de que algo funcione, cria-se o maior oba-oba, faz-se muita propaganda, inflamam-se os ufanisimos, ah Deus é brasileiro, a "taça do mundo é nossa, com brasileiro não há quem possa", etc. etc., para no final o que era pra ser uma bomba H virar um traque de festa junina.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Sergiomgbr em 27 de Dezembro de 2014, 11:55:01
Não me recordo quantas vezes ouvi a predição que os EUA iriam para m.. 

http://www.publico.pt/economia/noticia/pib-dos-estados-unidos-cresce-ao-ritmo-mais-elevado-da-ultima-decada-1680344

Note que um dos motivos é o shale (petróleo do Xisto) que age de três maneiras: Pondo mais dinheiro no bolso da população devido à queda do preço do combustível (sim lá ele flutua porque há concorrência), geração de empregos e alívio na balança comercial.

Incontáveis empresas trabalham nisso. Como disse em outro tópico, estão mudando o cenário mundial, calados. Aqui tagarelamos igual imbecis, ficamos parados por anos para ver como protegeríamos a industria nacional, perdemos o bonde e agora temos um mico na mão.
Pois é, parece que com tudo o brasileiro e de modo geral o latino é assim. Se em qualquer coisa parecer haver uma certa expectativa positiva de que algo funcione, cria-se o maior oba-oba, faz-se muita propaganda, inflamam-se os ufanisimos, ah Deus é brasileiro, a "taça do mundo é nossa, com brasileiro não há quem possa", etc. etc., para no final o que era pra ser uma bomba H virar um traque de festa junina.
Quando eu era criança de uns 8, 10 anos o que eu via falar da campanha brasileira na segunda guerra parecia ser algo como uma façanha descomunal, o Brasil é foda demais, poderoso protagonista e decisivo pra ganhar a guerra, todos os outros países se curvando perante o Brasil, quando na verdade era um punhado de soldadinhos despreparados que foram pra um combate sem sequer roupas adequadas e que venceram uma disputinha de tomar uma ou duas ladeirinhas na Itália, depois que o desfecho da guerra mesmo  já tinha ocorrido.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 27 de Dezembro de 2014, 16:03:20
Não me recordo quantas vezes ouvi a predição que os EUA iriam para m.. 

http://www.publico.pt/economia/noticia/pib-dos-estados-unidos-cresce-ao-ritmo-mais-elevado-da-ultima-decada-1680344

Note que um dos motivos é o shale (petróleo do Xisto) que age de três maneiras: Pondo mais dinheiro no bolso da população devido à queda do preço do combustível (sim lá ele flutua porque há concorrência), geração de empregos e alívio na balança comercial.

Incontáveis empresas trabalham nisso. Como disse em outro tópico, estão mudando o cenário mundial, calados. Aqui tagarelamos igual imbecis, ficamos parados por anos para ver como protegeríamos a industria nacional, perdemos o bonde e agora temos um mico na mão.
Pois é, parece que com tudo o brasileiro e de modo geral o latino é assim. Se em qualquer coisa parecer haver uma certa expectativa positiva de que algo funcione, cria-se o maior oba-oba, faz-se muita propaganda, inflamam-se os ufanisimos, ah Deus é brasileiro, a "taça do mundo é nossa, com brasileiro não há quem possa", etc. etc., para no final o que era pra ser uma bomba H virar um traque de festa junina.

Concordo. Atitude que é mais aprofundada ainda em governos populistas.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 01 de Fevereiro de 2015, 23:57:58
As GAFA* valem mais do que todas as empresas listadas em bolsas brasileiras

Google, Apple, Facebook and Amazon
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Diegojaf em 02 de Fevereiro de 2015, 09:02:57
Não me recordo quantas vezes ouvi a predição que os EUA iriam para m.. 

http://www.publico.pt/economia/noticia/pib-dos-estados-unidos-cresce-ao-ritmo-mais-elevado-da-ultima-decada-1680344

Note que um dos motivos é o shale (petróleo do Xisto) que age de três maneiras: Pondo mais dinheiro no bolso da população devido à queda do preço do combustível (sim lá ele flutua porque há concorrência), geração de empregos e alívio na balança comercial.

Incontáveis empresas trabalham nisso. Como disse em outro tópico, estão mudando o cenário mundial, calados. Aqui tagarelamos igual imbecis, ficamos parados por anos para ver como protegeríamos a industria nacional, perdemos o bonde e agora temos um mico na mão.

Isso porque, de acordo com alguns aqui do Fórum, o Obama é o Hitler contra os empresários...
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Dr. Manhattan em 02 de Fevereiro de 2015, 10:27:08
Não creio que os EUA estejam "indo para a m*". O que está acontecendo, penso eu, é uma perda de importância relativa. Salvo uma catástrofe, que provavelmente afetria também o resto do mundo, os EUA continuarão poderososo por muito tempo - só que será mais um país poderoso dentre muitos.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: _Juca_ em 02 de Fevereiro de 2015, 10:54:06
Não me recordo quantas vezes ouvi a predição que os EUA iriam para m.. 

http://www.publico.pt/economia/noticia/pib-dos-estados-unidos-cresce-ao-ritmo-mais-elevado-da-ultima-decada-1680344

Note que um dos motivos é o shale (petróleo do Xisto) que age de três maneiras: Pondo mais dinheiro no bolso da população devido à queda do preço do combustível (sim lá ele flutua porque há concorrência), geração de empregos e alívio na balança comercial.

Incontáveis empresas trabalham nisso. Como disse em outro tópico, estão mudando o cenário mundial, calados. Aqui tagarelamos igual imbecis, ficamos parados por anos para ver como protegeríamos a industria nacional, perdemos o bonde e agora temos um mico na mão.
Pois é, parece que com tudo o brasileiro e de modo geral o latino é assim. Se em qualquer coisa parecer haver uma certa expectativa positiva de que algo funcione, cria-se o maior oba-oba, faz-se muita propaganda, inflamam-se os ufanisimos, ah Deus é brasileiro, a "taça do mundo é nossa, com brasileiro não há quem possa", etc. etc., para no final o que era pra ser uma bomba H virar um traque de festa junina.
Quando eu era criança de uns 8, 10 anos o que eu via falar da campanha brasileira na segunda guerra parecia ser algo como uma façanha descomunal, o Brasil é foda demais, poderoso protagonista e decisivo pra ganhar a guerra, todos os outros países se curvando perante o Brasil, quando na verdade era um punhado de soldadinhos despreparados que foram pra um combate sem sequer roupas adequadas e que venceram uma disputinha de tomar uma ou duas ladeirinhas na Itália, depois que o desfecho da guerra mesmo  já tinha ocorrido.


O que teve valor mesmo na segunda guerra foi o Brasil ter permitido uma base americana em Natal, ela foi de vital importância para ajudar os aliados ganharem a guerra.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 02 de Fevereiro de 2015, 11:39:47
Não me recordo quantas vezes ouvi a predição que os EUA iriam para m.. 

http://www.publico.pt/economia/noticia/pib-dos-estados-unidos-cresce-ao-ritmo-mais-elevado-da-ultima-decada-1680344

Note que um dos motivos é o shale (petróleo do Xisto) que age de três maneiras: Pondo mais dinheiro no bolso da população devido à queda do preço do combustível (sim lá ele flutua porque há concorrência), geração de empregos e alívio na balança comercial.

Incontáveis empresas trabalham nisso. Como disse em outro tópico, estão mudando o cenário mundial, calados. Aqui tagarelamos igual imbecis, ficamos parados por anos para ver como protegeríamos a industria nacional, perdemos o bonde e agora temos um mico na mão.
Pois é, parece que com tudo o brasileiro e de modo geral o latino é assim. Se em qualquer coisa parecer haver uma certa expectativa positiva de que algo funcione, cria-se o maior oba-oba, faz-se muita propaganda, inflamam-se os ufanisimos, ah Deus é brasileiro, a "taça do mundo é nossa, com brasileiro não há quem possa", etc. etc., para no final o que era pra ser uma bomba H virar um traque de festa junina.
Quando eu era criança de uns 8, 10 anos o que eu via falar da campanha brasileira na segunda guerra parecia ser algo como uma façanha descomunal, o Brasil é foda demais, poderoso protagonista e decisivo pra ganhar a guerra, todos os outros países se curvando perante o Brasil, quando na verdade era um punhado de soldadinhos despreparados que foram pra um combate sem sequer roupas adequadas e que venceram uma disputinha de tomar uma ou duas ladeirinhas na Itália, depois que o desfecho da guerra mesmo  já tinha ocorrido.
O que teve valor mesmo na segunda guerra foi o Brasil ter permitido uma base americana em Natal, ela foi de vital importância para ajudar os aliados ganharem a guerra.

E qual foi esta "vital importância"?
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 02 de Fevereiro de 2015, 11:49:53
Não creio que os EUA estejam "indo para a m*". O que está acontecendo, penso eu, é uma perda de importância relativa. Salvo uma catástrofe, que provavelmente afetria também o resto do mundo, os EUA continuarão poderososo por muito tempo - só que será mais um país poderoso dentre muitos.

Não sei se poderoso entre muitos. Não vejo um país que possa ser considerado no mesmo nível de poder que EUA e China. Acho que será EUA e China, depois Japão e Alemanha e india, depois Fraça, Inglaterra, Koréia e aí um pelotão de Brasil, Mexico, Russia, etc..

Esse é o cenário que vejo para daqui dez anos.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: _Juca_ em 02 de Fevereiro de 2015, 11:50:35
Não me recordo quantas vezes ouvi a predição que os EUA iriam para m.. 

http://www.publico.pt/economia/noticia/pib-dos-estados-unidos-cresce-ao-ritmo-mais-elevado-da-ultima-decada-1680344

Note que um dos motivos é o shale (petróleo do Xisto) que age de três maneiras: Pondo mais dinheiro no bolso da população devido à queda do preço do combustível (sim lá ele flutua porque há concorrência), geração de empregos e alívio na balança comercial.

Incontáveis empresas trabalham nisso. Como disse em outro tópico, estão mudando o cenário mundial, calados. Aqui tagarelamos igual imbecis, ficamos parados por anos para ver como protegeríamos a industria nacional, perdemos o bonde e agora temos um mico na mão.
Pois é, parece que com tudo o brasileiro e de modo geral o latino é assim. Se em qualquer coisa parecer haver uma certa expectativa positiva de que algo funcione, cria-se o maior oba-oba, faz-se muita propaganda, inflamam-se os ufanisimos, ah Deus é brasileiro, a "taça do mundo é nossa, com brasileiro não há quem possa", etc. etc., para no final o que era pra ser uma bomba H virar um traque de festa junina.
Quando eu era criança de uns 8, 10 anos o que eu via falar da campanha brasileira na segunda guerra parecia ser algo como uma façanha descomunal, o Brasil é foda demais, poderoso protagonista e decisivo pra ganhar a guerra, todos os outros países se curvando perante o Brasil, quando na verdade era um punhado de soldadinhos despreparados que foram pra um combate sem sequer roupas adequadas e que venceram uma disputinha de tomar uma ou duas ladeirinhas na Itália, depois que o desfecho da guerra mesmo  já tinha ocorrido.
O que teve valor mesmo na segunda guerra foi o Brasil ter permitido uma base americana em Natal, ela foi de vital importância para ajudar os aliados ganharem a guerra.

E qual foi esta "vital importância"?

Sua posição geográfica.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 02 de Fevereiro de 2015, 11:51:03
Natal não foi de vital importância. Ilhas Marianas foram de vital importância.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gaúcho em 02 de Fevereiro de 2015, 11:56:15
De Natal, eles desembarcaram na Normandia. :lol:
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: _Juca_ em 02 de Fevereiro de 2015, 12:15:38
De Natal, eles desembarcaram na Normandia. :lol:

Não, mas era um pulinho pra África e dali outro pulinho para Europa, tudo devidamente abastecido na maior base americana fora de seu território na época, fora que numa eventual invasão nazista no nordeste brasileiro, eles é que estariam a um pulinho dos EUA e da do canal do Panamá.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Dr. Manhattan em 02 de Fevereiro de 2015, 12:18:53
Não creio que os EUA estejam "indo para a m*". O que está acontecendo, penso eu, é uma perda de importância relativa. Salvo uma catástrofe, que provavelmente afetria também o resto do mundo, os EUA continuarão poderososo por muito tempo - só que será mais um país poderoso dentre muitos.

Não sei se poderoso entre muitos. Não vejo um país que possa ser considerado no mesmo nível de poder que EUA e China. Acho que será EUA e China, depois Japão e Alemanha e india, depois Fraça, Inglaterra, Koréia e aí um pelotão de Brasil, Mexico, Russia, etc..

Esse é o cenário que vejo para daqui dez anos.

Estou pensando em 30 anos +.

Quando se fala em poder militar, o que costuma vir à mente são porta-aviões, tanques, etc. Nesse aspecto os EUA são realmente imbatíveis. Porém uma guerra, como bem disse o general Giap, se desenrola também no front político. E é por isso que desde o fim da Segunda Guerra que os americanos só ganharam realmente, no sentido de ter atingido seus objetivos, uma (1) guerra: a Guerra do Golfo, em 1991 [1]. Os americanos ganharam todas as batalhas no Vietnã, mas perderam a guerra. Ganharam todas as batalhas na Guerra do Iraque, mas esta foi motivada por mentiras e se seu objetivo foi derrotar a Al Quaida (que, vale lembrar, nem era ativa por lá), acabou sendo uma derrota também.

O local mais provável para um conflito futuro seria no mar da China. E não é por menos que a China tem reforçado sua presença nessa região: está construindo porta-aviões, construindo (!) ilhas [2] para servirem de bases e modernizado sua força aérea [3]. E se tem uma coisa que a Guerra da Coréia deveria nos ensinar, é que não bastam armas modernas, mas é preciso também ter capacidade de absorver perdas - os japoneses sofreram com isso na Segunda Guerra por questões materiais (eram uma ditadura com recursos materiais limitados), e os americanos sofreram isso no Vietnã por questões políticas (uma democracia com recursos materiais praticamente ilimitados, mas combustível político limitado).


De Natal, eles desembarcaram na Normandia. :lol:

Ver Operação Tocha (http://en.wikipedia.org/wiki/Operation_Torch#Battle). A base de Natal serviu para dar apoio logístico às operações do Norte da África.


[1] Pode-se argumentar também que a Guerra da Coréia foi uma vitória segundo esses critérios, mas na prática ficou mais como um empate.
[2] http://www.wantchinatimes.com/news-subclass-cnt.aspx?cid=1101&MainCatID=11&id=20150131000124
[3] Recentemente descobriu-se que desde 2007 os hackers chineses têm roubado projetos de jatos militares americanos. O J-31 (http://en.wikipedia.org/wiki/Shenyang_J-31), por exemplo, é uma cópia melhorada do "peru" F-35.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Fabrício em 02 de Fevereiro de 2015, 12:19:47
Natal foi importante, mas "vital importância" é um certo exagero.

Li o livro do João Barone sobre a FEB outro dia. Apesar de assumidamente pró-FEB (o pai dele foi pracinha, então ele não é imparcial, nem tenta ser) e bem superficial, achei um livro interessante.

Como tudo no Brasil, a FEB foi bem improvisada, planejamento zero, muita propaganda do Getúlio Vargas tentando faturar em cima e jogando com os interesses alemães e americanos pra tentar tirar vantagem. Mais ou menos o que eu imaginava mesmo.

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Dr. Manhattan em 02 de Fevereiro de 2015, 12:27:56
Natal foi importante, mas "vital importância" é um certo exagero.

Li o livro do João Barone sobre a FEB outro dia. Apesar de assumidamente pró-FEB (o pai dele foi pracinha, então ele não é imparcial, nem tenta ser) e bem superficial, achei um livro interessante.

Como tudo no Brasil, a FEB foi bem improvisada, planejamento zero, muita propaganda do Getúlio Vargas tentando faturar em cima e jogando com os interesses alemães e americanos pra tentar tirar vantagem. Mais ou menos o que eu imaginava mesmo.



Um detalhe interessante de que ouvi falar é que o Brasil nem conseguiu preencher a cota de soldados prometida, porque não havia homens o suficiente com a altura e peso mínimos exigidos. Não é de surpreender.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Diegojaf em 02 de Fevereiro de 2015, 13:07:03
Natal foi importante, mas "vital importância" é um certo exagero.

Li o livro do João Barone sobre a FEB outro dia. Apesar de assumidamente pró-FEB (o pai dele foi pracinha, então ele não é imparcial, nem tenta ser) e bem superficial, achei um livro interessante.

Como tudo no Brasil, a FEB foi bem improvisada, planejamento zero, muita propaganda do Getúlio Vargas tentando faturar em cima e jogando com os interesses alemães e americanos pra tentar tirar vantagem. Mais ou menos o que eu imaginava mesmo.



Um detalhe interessante de que ouvi falar é que o Brasil nem conseguiu preencher a cota de soldados prometida, porque não havia homens o suficiente com a altura e peso mínimos exigidos. Não é de surpreender.

No livro do Gaspari ele cita que quase 1/3 dos combatentes brasileiros estava desnutrido. Outros não tinham equipamentos.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Johnny Cash em 02 de Fevereiro de 2015, 13:12:25
Não conheço bem dessa história, mas chuto que outros exércitos, além do brasileiro, deviam também contar com grande quadro de desnutrição.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Diegojaf em 02 de Fevereiro de 2015, 13:19:42
Antes de irem para a guerra...
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Fabrício em 02 de Fevereiro de 2015, 14:10:56
O livro do Barone cita isso tudo. Foi mesmo difícil preencher todas as vagas, tiveram que subir as peneiras  :lol:.

Os soldados chegaram na Itália com falta de equipamentos, só foram receber grande parte lá, inclusive armas. A maior parte financiado pelos americanos, que receavam uma aproximação do Brasil com a Alemanha, o que era explorado pelo Getúlio Vargas até o ponto em que não deu mais.

E os soldados passaram a comer muito melhor quando chegaram na Europa e tiveram acesso às rações do exército, que eram as mesmas dos EUA.

E na volta os caras foram boicotados de todas as formas, pelo medo do Getúlio Vargas de surgirem lideranças para fazer frente à ele. Até medalhas foram confiscadas.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Jovem Cético em 02 de Fevereiro de 2015, 14:55:09
Citar
Para pertencimento à FEB, foram estabelecidos os seguintes critérios: mínimo de 5 anos de
escolaridade, 26 dentes naturais, altura e peso mínimos de 1,60cm e 60 kg.Os critérios, a princípio, eram considerados rigorosos, de
maneira a selecionar hipoteticamente uma elite de brasileiros para a guerra.

Fonte:GONÇALVES, Carlos Paiva. Seleção Médica do Pessoal da FEB, História, funcionamento e dados estatísticos.
Rio de Janeiro, Biblioteca do Exército, 1951.    http://www.snh2013.anpuh.org/resources/anais/27/1364745428_ARQUIVO_FCAFANPUHSNH2013textocompleto.pdf (http://www.snh2013.anpuh.org/resources/anais/27/1364745428_ARQUIVO_FCAFANPUHSNH2013textocompleto.pdf)
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Muad'Dib em 02 de Fevereiro de 2015, 21:27:37
O livro do Barone cita isso tudo. Foi mesmo difícil preencher todas as vagas, tiveram que subir as peneiras  :lol:.

Os soldados chegaram na Itália com falta de equipamentos, só foram receber grande parte lá, inclusive armas. A maior parte financiado pelos americanos, que receavam uma aproximação do Brasil com a Alemanha, o que era explorado pelo Getúlio Vargas até o ponto em que não deu mais.

E os soldados passaram a comer muito melhor quando chegaram na Europa e tiveram acesso às rações do exército, que eram as mesmas dos EUA.

E na volta os caras foram boicotados de todas as formas, pelo medo do Getúlio Vargas de surgirem lideranças para fazer frente à ele. Até medalhas foram confiscadas.

Ou seja: o Brasil sempre foi Brasil.

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 02 de Fevereiro de 2015, 22:10:46
Não creio que os EUA estejam "indo para a m*". O que está acontecendo, penso eu, é uma perda de importância relativa. Salvo uma catástrofe, que provavelmente afetria também o resto do mundo, os EUA continuarão poderososo por muito tempo - só que será mais um país poderoso dentre muitos.

Não sei se poderoso entre muitos. Não vejo um país que possa ser considerado no mesmo nível de poder que EUA e China. Acho que será EUA e China, depois Japão e Alemanha e india, depois Fraça, Inglaterra, Koréia e aí um pelotão de Brasil, Mexico, Russia, etc..

Esse é o cenário que vejo para daqui dez anos.

Estou pensando em 30 anos +.

Quando se fala em poder militar, o que costuma vir à mente são porta-aviões, tanques, etc. Nesse aspecto os EUA são realmente imbatíveis. Porém uma guerra, como bem disse o general Giap, se desenrola também no front político. E é por isso que desde o fim da Segunda Guerra que os americanos só ganharam realmente, no sentido de ter atingido seus objetivos, uma (1) guerra: a Guerra do Golfo, em 1991 [1]. Os americanos ganharam todas as batalhas no Vietnã, mas perderam a guerra. Ganharam todas as batalhas na Guerra do Iraque, mas esta foi motivada por mentiras e se seu objetivo foi derrotar a Al Quaida (que, vale lembrar, nem era ativa por lá), acabou sendo uma derrota também.

O local mais provável para um conflito futuro seria no mar da China. E não é por menos que a China tem reforçado sua presença nessa região: está construindo porta-aviões, construindo (!) ilhas [2] para servirem de bases e modernizado sua força aérea [3]. E se tem uma coisa que a Guerra da Coréia deveria nos ensinar, é que não bastam armas modernas, mas é preciso também ter capacidade de absorver perdas - os japoneses sofreram com isso na Segunda Guerra por questões materiais (eram uma ditadura com recursos materiais limitados), e os americanos sofreram isso no Vietnã por questões políticas (uma democracia com recursos materiais praticamente ilimitados, mas combustível político limitado).


De Natal, eles desembarcaram na Normandia. :lol:

Ver Operação Tocha (http://en.wikipedia.org/wiki/Operation_Torch#Battle). A base de Natal serviu para dar apoio logístico às operações do Norte da África.


[1] Pode-se argumentar também que a Guerra da Coréia foi uma vitória segundo esses critérios, mas na prática ficou mais como um empate.
[2] http://www.wantchinatimes.com/news-subclass-cnt.aspx?cid=1101&MainCatID=11&id=20150131000124
[3] Recentemente descobriu-se que desde 2007 os hackers chineses têm roubado projetos de jatos militares americanos. O J-31 (http://en.wikipedia.org/wiki/Shenyang_J-31), por exemplo, é uma cópia melhorada do "peru" F-35.


Acho que concordamos então, não? Você disse em um cenário onde existe uma china com poderes suficientes para rivalizar ao dos EUA, o que concordo. E não vejo nenhum outro país que possa estar na mesma liga dos dois.

A única dúvida é se a china se sustenta sem democracia até lá. A china começará em algum momento a enfrentar o que todos os países civilizados enfrentaram, pedidos cada vez maiores de direitos trabalhistas, liberdade de expressão e aí por diante.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: EuSouOqueSou em 06 de Fevereiro de 2015, 00:12:13
That's why America works!

Citar
Obama Budget Goes Big on Infrastructure

Transportation
Today’s fiscal year 2016 (FY16) budget release by President Obama was particularly generous to infrastructure programs. The President is proposing a $478 billion, six-year surface transportation (MAP-21) reauthorization proposal titled the GROW AMERICA Act paid for by taxing companies’ overseas profits.
http://blogs.asce.org/obama-budget-goes-big-on-infrastructure/

Resumindo pra quem nao entende Ingles, o Obama divulgou o orcamento de 2016 propondo US $478 bilhoes so para a area de infra-estrutura em transportes para impulsinar o crescimento do pais. O dinheiro vira' de impostos a serem cobrados de empresas que tem lucros no exterior (para entender o impacto disso, leia sobre como a Apple nao paga impostos nos EUA, e' serio)

Nao para por ai, no link ha mais detalhes sobre investimentos em meio ambiente, energia e agua, pesquisa e educacao STEM (ciencia, tecnologia, engenharia e matematica).
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 06 de Fevereiro de 2015, 05:45:41
Apple, Exxon , Google , GE entre os outras não pagam impostos federais e estão sendo caçadas agora. Isso ai!
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 07 de Fevereiro de 2015, 11:30:17
Não creio que os EUA estejam "indo para a m*". O que está acontecendo, penso eu, é uma perda de importância relativa. Salvo uma catástrofe, que provavelmente afetria também o resto do mundo, os EUA continuarão poderososo por muito tempo - só que será mais um país poderoso dentre muitos.


O único que eu vejo que está chegando perto e poderá até ombrear é a China.  Outros como a a Rússia tem apenas um poder local,  e economicamente a Rússia esta cada vez mais para trás. 



.

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Dr. Manhattan em 18 de Fevereiro de 2015, 15:19:28
Um texto de um jornalista americano com alguns argumentos interessantes:

Citar
Why the World’s Biggest Military Keeps Losing Wars

Posted by Tom Streithorst on Jan 14th 2015, 9 Comments

Before Korea, America never lost a war. Ever since, other than the first Gulf War, it hasn’t won any. In Vietnam, Iraq, and Afghanistan America spent trillions of dollars, exploded countless tons of munitions, killed hundreds of thousands of enemy combatants along with innocent civilians and accomplished hardly any of the goals its leaders proclaimed when they sent their soldiers into battle.

America’s inability to translate its immense firepower into meaningful political effect suggests the $500 billion it spends annually on defence is wasted. In a recent article in the Atlantic Magazine, James Fallows asked the previously unmentionable question: how can America spend more on its military than all the other great powers combined and still be unable to impose its will on even moderately sized enemies?

I think the media generally ignores this question because the answers skewers shibboleths revered by both left and right. I spent much of the last decade in Iraq and Afghanistan, as a news cameraman embedded with the American military. I like American soldiers, enjoy their company, respect their bravery, their loyalty, their ethos: but hanging out on their Forward Operating Bases, I could see why the world’s most expensive military doesn’t win wars. Here are four factors worth considering, in descending order of importance.

mais em: http://www.pieria.co.uk/articles/why_the_worlds_biggest_military_keeps_losing_wars
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Diegojaf em 18 de Fevereiro de 2015, 15:49:58
Um texto de um jornalista americano com alguns argumentos interessantes:

Citar
Why the World’s Biggest Military Keeps Losing Wars

Posted by Tom Streithorst on Jan 14th 2015, 9 Comments

Before Korea, America never lost a war. Ever since, other than the first Gulf War, it hasn’t won any. In Vietnam, Iraq, and Afghanistan America spent trillions of dollars, exploded countless tons of munitions, killed hundreds of thousands of enemy combatants along with innocent civilians and accomplished hardly any of the goals its leaders proclaimed when they sent their soldiers into battle.

America’s inability to translate its immense firepower into meaningful political effect suggests the $500 billion it spends annually on defence is wasted. In a recent article in the Atlantic Magazine, James Fallows asked the previously unmentionable question: how can America spend more on its military than all the other great powers combined and still be unable to impose its will on even moderately sized enemies?

I think the media generally ignores this question because the answers skewers shibboleths revered by both left and right. I spent much of the last decade in Iraq and Afghanistan, as a news cameraman embedded with the American military. I like American soldiers, enjoy their company, respect their bravery, their loyalty, their ethos: but hanging out on their Forward Operating Bases, I could see why the world’s most expensive military doesn’t win wars. Here are four factors worth considering, in descending order of importance.

mais em: http://www.pieria.co.uk/articles/why_the_worlds_biggest_military_keeps_losing_wars

Apesar de não concordar plenamente com o texto, pela natureza das guerras que os EUA travam, especialmente as mais recentes, adorei o termo "negative intelligence".

Fui consultar minha enciclopédia aqui: "NEGATIVE INTELLIGENCE. Negative intelligence is information for countering a threat or manipulating foreign events. Negative intelligence may include propaganda, counterintelligence, forgery, and denial/deception operations."

Esse termo vai bombar na minha pós... :lol:
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 18 de Fevereiro de 2015, 16:31:32
O exemplo do Tet explica tudo. Uma vitória avassaladora que foi um dos pontos que levaram aos estados unidos perderem a guerra, ainda que em termos militares pudessem ganhar.

A opinião pública não tolera mais baixas de civis do país inimigo nem de seus próprios soldados.

Para os soldados, Ok. EUA podem destruir um país sem praticamente colocar o pé lá. A grande questão são os civis, pois uma estratégia dessas irá claramente destruir parte da população cujo exército os EUA querem eliminar.

É uma contradição que o maior poder bélico do mundo não possa ser usado em sua plenitude porque a população que muitas vezes iriam apoiar a derrota do exército inimigo não aceita mais mortes civis desse mesmo inimigo ao mesmo tempo que não aceita grandes perdas de seus próprios soldados, que seria a única maneira de reduzir a perda de civis, atuando mais cirurgicamente no corpo a corpo.

Mas é uma ótima notícia.  Mas os EUA deveriam pensar em se reinventar um pouco, mantendo o poderio para proteger o país, mas reinventando-se na maneira como atacam outros países, se é que ja não estão fazendo isso.

Talvez nem haja solução. Ainda se os EUA tratassem melhor seus aliados em terra, teriam muito menos negative intelligence...

Vergonha alheia

https://www.youtube.com/v/QplQL5eAxlY
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: DDV em 18 de Fevereiro de 2015, 17:25:18
EUA é o único país do mundo que manda milhares de soldados e equipamento pra lutar guerras a milhares de quilômetros de casa, separado por um oceano. Acho que o principal fator a impedir um cumprimento integral das metas por parte das forças armadas americanas é a falta de disposição para o sacrifício extremo, para uma guerra total.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: DDV em 18 de Fevereiro de 2015, 17:32:59
Muito bom texto.

O filme "O Grande Herói" me fez ficar impressionado com a riqueza de equipamento aliado à burrice tática e de planejamento do exército americano. Não sei se apenas eu tive a impressão, mas aquela missão de reconhecimento retratada no filme foi muito mal planejada. Os caras sequer vigiavam o perímetro...
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 18 de Fevereiro de 2015, 17:36:23
Mas a opinião pública sobre a moralidade de se matar ou não civis, o que não é mais aceito.

Se a moral de 1945 estivesse vigente hoje e ataques como Dresden ou Nanquim* fosse considerado como decorrência natural de uma guerra, os EUA poderiam ter dominado facilmente Afeganistão e Iraque, apenas fazendo que, em qualquer sinal de ataque inimigo, houvesse um revide com força total indiscriminada.

*Nanquim é diferente de Dresden porque além da matança, os Japoneses escravizaram e violentaram em massa a população, com requintes de crueldade.

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 18 de Fevereiro de 2015, 17:37:29
Muito bom texto.

O filme "O Grande Herói" me fez ficar impressionado com a riqueza de equipamento aliado à burrice tática e de planejamento do exército americano. Não sei se apenas eu tive a impressão, mas aquela missão de reconhecimento retratada no filme foi muito mal planejada. Os caras sequer vigiavam o perímetro...
Não superestime a capacidade do ser humano de fazer essas tremendas operações se você vai analisa-las com uma lupa.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: DDV em 18 de Fevereiro de 2015, 17:58:49
Mas a opinião pública sobre a moralidade de se matar ou não civis, o que não é mais aceito.

Se a moral de 1945 estivesse vigente hoje e ataques como Dresden ou Nanquim* fosse considerado como decorrência natural de uma guerra, os EUA poderiam ter dominado facilmente Afeganistão e Iraque, apenas fazendo que, em qualquer sinal de ataque inimigo, houvesse um revide com força total indiscriminada.

*Nanquim é diferente de Dresden porque além da matança, os Japoneses escravizaram e violentaram em massa a população, com requintes de crueldade.



Se a moral do século XIX pra trás ainda estivesse em vigência, a maior parte da massa terrestre do planeta estaria nas mãos de um punhado de impérios (americano, alemão, russo, chinês, etc). Os EUA seriam um império maior e mais duradouro do que o romano. Talvez houvesse menos violência e pobreza, pois eles iriam impôr uma pax e a sua cultura superior (economicamente falando) sobre as demais.

A divisão política do mundo se pareceria com a retratada em 1984 ou em Jogos Vorazes.

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Diegojaf em 20 de Fevereiro de 2015, 08:18:48
Talvez vocês se interessem pelo documentário estrelado pelo McNamara, The Fog of War... Volta e meia passa no HBO Signature.

Citar
Eleven Lessons from the Life of Robert S. McNamara

These topics were selected by Errol Morris and highlighted in the film; they were not selected by McNamara.

-    Empathize with your enemy
-    Rationality will not save us
-    There's something beyond one's self
-    Maximize efficiency
-    Proportionality should be a guideline in war
-    Get the data
-    Belief and seeing are often both wrong
-    Be prepared to re-examine your reasoning
-    In order to do good, you may have to engage in evil
-    Never say never
-    You can't change human nature


Citar
Ten additional lessons from R.S. McNamara

These topics were selected by McNamara to supplement the documentary; they are in the DVD's special features.

- The human race will not eliminate war in this century, but we can reduce the brutality of war—the level of killing—by adhering to the principles of a "Just War," in particular to the principle of "proportionality."
- The indefinite combinations of human fallibility and nuclear weapons will lead to the destruction of nations.
- We [the U.S.A.] are the most powerful nation in the world—economically, politically, and militarily—and we are likely to remain so for decades ahead. But we are not omniscient. If we cannot persuade other nations with similar interests and similar values of the merits of the proposed use of that power, we should not proceed unilaterally except in the unlikely requirement to defend directly the continental U.S., Alaska and Hawaii.
- Moral principles are often ambiguous guides to foreign policy and defense policy, but surely we can agree that we should establish as a major goal of U.S. foreign policy and, indeed, of foreign policy across the globe: the avoidance, in this century of the carnage—160 million dead—caused by conflict in the 20th century.
- We, the richest nation in the world, have failed in our responsibility to our own poor and to the disadvantaged across the world to help them advance their welfare in the most fundamental terms of nutrition, literacy, health and employment.
- Corporate executives must recognize there is no contradiction between a soft heart and a hard head. Of course, they have responsibilities to stockholders, but they also have responsibilities to their employees, their customers and to society as a whole.
- President Kennedy believed a primary responsibility of a president—indeed the primary responsibility of a president—is to keep the nation out of war, if at all possible.
- War is a blunt instrument by which to settle disputes between or within nations, and economic sanctions are rarely effective. Therefore, we should build a system of jurisprudence based on the International Court—that the U.S. has refused to support—which would hold individuals responsible for crimes against humanity.
- If we are to deal effectively with terrorists across the globe, we must develop a sense of empathy—I don't mean "sympathy," but rather "understanding"—to counter their attacks on us and the Western World.
- One of the greatest dangers we face today is the risk that terrorists will obtain access to weapons of mass destruction as a result of the breakdown of the Non-Proliferation Regime. We in the U.S. are contributing to that breakdown.

Robert McNamara's 11 lessons from Vietnam

From Robert McNamara's 1995 book "In Retrospect: The Tragedy and Lessons of Vietnam".

- We misjudged then — and we have since — the geopolitical intentions of our adversaries … and we exaggerated the dangers to the United States of their actions.
- We viewed the people and leaders of South Vietnam in terms of our own experience … We totally misjudged the political forces within the country.
- We underestimated the power of nationalism to motivate a people to fight and die for their beliefs and values.
- Our misjudgments of friend and foe, alike, reflected our profound ignorance of the history, culture, and politics of the people in the area, and the personalities and habits of their leaders.
- We failed then — and have since — to recognize the limitations of modern, high-technology military equipment, forces, and doctrine. We failed, as well, to adapt our military tactics to the task of winning the hearts and minds of people from a totally different culture.
- We failed to draw Congress and the American people into a full and frank discussion and debate of the pros and cons of a large-scale military involvement … before we initiated the action.
- After the action got under way, and unanticipated events forced us off our planned course … we did not fully explain what was happening, and why we were doing what we did.
- We did not recognize that neither our people nor our leaders are omniscient. Our judgment of what is in another people's or country's best interest should be put to the test of open discussion in international forums. We do not have the God-given right to shape every nation in our image or as we choose.
- We did not hold to the principle that U.S. military action … should be carried out only in conjunction with multinational forces supported fully (and not merely cosmetically) by the international community.
- We failed to recognize that in international affairs, as in other aspects of life, there may be problems for which there are no immediate solutions … At times, we may have to live with an imperfect, untidy world.
- Underlying many of these errors lay our failure to organize the top echelons of the executive branch to deal effectively with the extraordinarily complex range of political and military issues.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 08 de Março de 2015, 05:19:20
https://www.youtube.com/v/B3z6GmtrMCQ
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Jack Carver em 10 de Março de 2015, 16:47:26
(http://cdn1.img.br.sputniknews.com/images/39/12/391210.jpg)

A enciclopédia livre Wikipédia interpôs uma ação judicial contra a Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA. Inicia-se assim uma batalha entre os coletores da informação mais democráticos do mundo e os mais tirânicos.

Na terça-feira (10) a Wikipédia Foundation, organização sem fins lucrativos, vai interpor a ação contra NSA e o Departamento da Justiça dos EUA. A ação afirma que o programa de coleta de informação Upstream da NSA viola duas emendas constitucionais.

A vigilância Upstream opera sob a lei chamado de FISA (Foreign Intelligence Surveillance Act), que prevê procedimentos de vigilância física e eletrônica e coleta de "informações de inteligência no exterior" entre "potências estrangeiras" e "agentes de potências estrangeiras" (que podem incluir cidadãos americanos e residentes permanentes suspeitos de espionagem ou terrorismo).

A lei dá a agência de segurança dos EUA a possibilidade de espionar qualquer comunicação com estrangeiros no exterior. Enquanto a prática continua a ser problemática por si própria, a questão ainda maior é que a NSA, em seguida, monitora todos os norte-americanos para descobrir quem está se comunicando com estes alvos estrangeiros.

A Wikipédia opina que este é um abuso de autoridade.

Em primeiro lugar, a Wikipédia vai argumentar que o governo dos EUA “rastreia” sistematicamente  o que é publicado na Internet, o que viola a liberdade de expressão.

A ação também vai argumentar – este talvez seja o argumento ainda mais convincente – que a vigilância em massa online viola a Quarta Emenda, que protege contra buscas e apreensões.

“Ao tocar a espinha dorsal da Internet, a NSA está esticando a coluna vertebral da democracia”, escreveu Lila Tretikov, o chefe executivo da Wikipédia, no seu blog.

A Wikipédia não está só contra o governo dos EUA. Oito outras organizações estão na ação, incluindo a Anistia Internacional dos Estados Unidos (AI USA na sigla em inglês), a Human Rights Watch (organização que protege direitos humanos), e a revista The Nation. Eles serão representados pela União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU).

“Estamos pedindo ao tribunal que ordene um fim à vigilância da NSA do tráfego da Internet”, escreveu o fundador da Wikipédia Jimmy Wales no jornal norte-americano New York Times.

Em junho de 2013, Edward Snowden divulgou aos jornais Washington Post e The Guardian materiais secretos sobre os programas de vigilância na Internet dos Estados Unidos e do Reino Unido.

As revelações também afetaram um número de empresas de tecnologia, que sofreram perdas de negócios depois de muitos clientes tornaram-se cautelosos devido a cooperação destas empresas com o governo.

É surpreendente, mas pode ser necessário, que a empresa de tecnologia deva lembrar ao governo dos Estados Unidos sobre o verdadeiro propósito da democracia.


http://br.sputniknews.com//mundo/20150310/391402.html#ixzz3U0v1JfEb
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: _Juca_ em 10 de Março de 2015, 17:29:33
Vamos ver ser o EUA se vão continuar indo pro lado negro da força, ou  a justiça daquele país reequilibra a democracia.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 10 de Março de 2015, 19:03:15
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Em primeiro lugar, a Wikipédia vai argumentar que o governo dos EUA “rastreia” sistematicamente  o que é publicado na Internet, o que viola a liberdade de expressão.

Pensei que violar a liberdade de expressão fosse impedir alguém de publicar um artigo, não ler o que ele já publicou.

Faço um comentário no CC e sei que qualquer um poderá ler mesmo que nunca tenha participado, depois acuso alguém de violar a minha liberdade de expressão por monitorar algo que qualquer um pode ver?
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 10 de Março de 2015, 19:41:00
Vamos ver ser o EUA se vão continuar indo pro lado negro da força, ou  a justiça daquele país reequilibra a democracia.

Isto não ocorrerá enquanto o EUA tiver países concorrentes/adversários/inimigos no mundo.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Barata Tenno em 10 de Março de 2015, 21:41:12
Citar
Em primeiro lugar, a Wikipédia vai argumentar que o governo dos EUA “rastreia” sistematicamente  o que é publicado na Internet, o que viola a liberdade de expressão.

Pensei que violar a liberdade de expressão fosse impedir alguém de publicar um artigo, não ler o que ele já publicou.

Faço um comentário no CC e sei que qualquer um poderá ler mesmo que nunca tenha participado, depois acuso alguém de violar a minha liberdade de expressão por monitorar algo que qualquer um pode ver?

Se o seu chefe puder ler tudo o que você escreve e puder usar isso contra você, ai ocorre uma violação da sua liberdade de expressão.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: _Juca_ em 10 de Março de 2015, 22:16:37
Vamos ver ser o EUA se vão continuar indo pro lado negro da força, ou  a justiça daquele país reequilibra a democracia.

Isto não ocorrerá enquanto o EUA tiver países concorrentes/adversários/inimigos no mundo.

Mas já está ocorrendo.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 10 de Março de 2015, 22:29:14
Vamos ver ser o EUA se vão continuar indo pro lado negro da força, ou  a justiça daquele país reequilibra a democracia.
Isto não ocorrerá enquanto o EUA tiver países concorrentes/adversários/inimigos no mundo.
Mas já está ocorrendo.

Explique.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: _Juca_ em 11 de Março de 2015, 08:49:59
Vamos ver ser o EUA se vão continuar indo pro lado negro da força, ou  a justiça daquele país reequilibra a democracia.
Isto não ocorrerá enquanto o EUA tiver países concorrentes/adversários/inimigos no mundo.
Mas já está ocorrendo.

Explique.

Eles vasculham a tudo e a todos e nada impede eles de violarem o sigilo de alguém seja eu ou você, ou o primeiro ministro da Alemanha.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Diegojaf em 11 de Março de 2015, 09:06:31
Vamos ver ser o EUA se vão continuar indo pro lado negro da força, ou  a justiça daquele país reequilibra a democracia.
Isto não ocorrerá enquanto o EUA tiver países concorrentes/adversários/inimigos no mundo.
Mas já está ocorrendo.

Explique.

Eles vasculham a tudo e a todos e nada impede eles de violarem o sigilo de alguém seja eu ou você, ou o primeiro ministro da Alemanha.

É obrigação dos países protegerem suas informações sensíveis. Não são só os EUA que possuem esse tipo de atividade de inteligência. Fora do seu próprio país, você pode fuçar o quanto quiser, desde que não seja pego.

Só quando agentes estão envolvidos em um território estrangeiro é que eles estão passíveis de condenação por algum crime previsto na legislação daquele país. Mas você não vai ver em um código penal brasileiro "espionar país estrangeiro em busca de informações sensíveis para a segurança nacional - pena de XX anos".
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: _Juca_ em 11 de Março de 2015, 09:15:46
Vamos ver ser o EUA se vão continuar indo pro lado negro da força, ou  a justiça daquele país reequilibra a democracia.
Isto não ocorrerá enquanto o EUA tiver países concorrentes/adversários/inimigos no mundo.
Mas já está ocorrendo.

Explique.

Eles vasculham a tudo e a todos e nada impede eles de violarem o sigilo de alguém seja eu ou você, ou o primeiro ministro da Alemanha.

É obrigação dos países protegerem suas informações sensíveis. Não são só os EUA que possuem esse tipo de atividade de inteligência. Fora do seu próprio país, você pode fuçar o quanto quiser, desde que não seja pego.

Só quando agentes estão envolvidos em um território estrangeiro é que eles estão passíveis de condenação por algum crime previsto na legislação daquele país. Mas você não vai ver em um código penal brasileiro "espionar país estrangeiro em busca de informações sensíveis para a segurança nacional - pena de XX anos".

O governo tem o direito por exemplo de ler todos os emails de todos os cidadãos ou todos os telefonemas de todos em seu próprio território, tanto aqui como lá?
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 11 de Março de 2015, 09:22:07
Vamos ver ser o EUA se vão continuar indo pro lado negro da força, ou  a justiça daquele país reequilibra a democracia.
Isto não ocorrerá enquanto o EUA tiver países concorrentes/adversários/inimigos no mundo.
Mas já está ocorrendo.

Explique.

Eles vasculham a tudo e a todos e nada impede eles de violarem o sigilo de alguém seja eu ou você, ou o primeiro ministro da Alemanha.

Do ponto de vista ético e moral eu concordo com você integralmente, ao condenar o EUA por este comportamento.

Porém do ponto de vista funcional, o EUA apenas repete o que todo país medianamente forte faz. A única diferença é de escala, ou seja, eles espionam eletronicamente tudo e todos porque podem. Os países como China e Rússia apenas podem ficar assistindo (e tentando resistir) ao domínio absurdamente avassalador que os estadunidenses tem nesta área.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 11 de Março de 2015, 09:23:19
Vamos ver ser o EUA se vão continuar indo pro lado negro da força, ou  a justiça daquele país reequilibra a democracia.
Isto não ocorrerá enquanto o EUA tiver países concorrentes/adversários/inimigos no mundo.
Mas já está ocorrendo.

Explique.

Eles vasculham a tudo e a todos e nada impede eles de violarem o sigilo de alguém seja eu ou você, ou o primeiro ministro da Alemanha.

É obrigação dos países protegerem suas informações sensíveis. Não são só os EUA que possuem esse tipo de atividade de inteligência. Fora do seu próprio país, você pode fuçar o quanto quiser, desde que não seja pego.

Só quando agentes estão envolvidos em um território estrangeiro é que eles estão passíveis de condenação por algum crime previsto na legislação daquele país. Mas você não vai ver em um código penal brasileiro "espionar país estrangeiro em busca de informações sensíveis para a segurança nacional - pena de XX anos".

O governo tem o direito por exemplo de ler todos os emails de todos os cidadãos ou todos os telefonemas de todos em seu próprio território, tanto aqui como lá?

Você realmente acha que alguém do governo do EUA lê todos os e-mails ou escuta todos os telefonemas das pessoas físicas e das empresas?
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Diegojaf em 11 de Março de 2015, 09:25:57
Vamos ver ser o EUA se vão continuar indo pro lado negro da força, ou  a justiça daquele país reequilibra a democracia.
Isto não ocorrerá enquanto o EUA tiver países concorrentes/adversários/inimigos no mundo.
Mas já está ocorrendo.

Explique.

Eles vasculham a tudo e a todos e nada impede eles de violarem o sigilo de alguém seja eu ou você, ou o primeiro ministro da Alemanha.

É obrigação dos países protegerem suas informações sensíveis. Não são só os EUA que possuem esse tipo de atividade de inteligência. Fora do seu próprio país, você pode fuçar o quanto quiser, desde que não seja pego.

Só quando agentes estão envolvidos em um território estrangeiro é que eles estão passíveis de condenação por algum crime previsto na legislação daquele país. Mas você não vai ver em um código penal brasileiro "espionar país estrangeiro em busca de informações sensíveis para a segurança nacional - pena de XX anos".

O governo tem o direito por exemplo de ler todos os emails de todos os cidadãos ou todos os telefonemas de todos em seu próprio território, tanto aqui como lá?

"Direito" é o que está na lei. E a lei nos EUA prevê essa situação desde 2001, com o Ato Patriótico. Se o Brasil passar algo semelhante (o que envolveria PECs, Leis Complementares, Ordinárias, etc), também o seria aqui.

O direito penal só se aplica no território nacional (e nos seus assemelhados como embarcações, embaixadas, etc). Se um agente brasileiro fosse pego bisbilhotando informações americanas aqui do Brasil, não haveria crime. Ele seria processado e condenado à revelia nos EUA, mas não no Brasil. E jamais viajaria pra fora do país novamente.

Um caso conhecido é o de 21 agentes da CIA que foram condenados na Itália pelo sequestro de um terrorista. Eles entregaram o cara no Egito, onde ele foi preso. Os 21 foram condenados na Itália pelo crime de sequestro, mas como já estavam em solo americano, não serão entregues à Itália e não cumprirão pena, só não irão nunca mais viajar pra fora do país com as próprias identidades em voos internacionais.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Diegojaf em 11 de Março de 2015, 09:28:00
Você realmente acha que alguém do governo do EUA lê todos os e-mails ou escuta todos os telefonemas das pessoas físicas e das empresas?

Eles têm acesso a todos esses dados. Assim como a União Europeia. Mas a seleção do que será visto é filtrada com sistemas de gatilhos por palavra chave, por pessoa, por número, etc.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 11 de Março de 2015, 10:43:26
Você realmente acha que alguém do governo do EUA lê todos os e-mails ou escuta todos os telefonemas das pessoas físicas e das empresas?

Eles têm acesso a todos esses dados. Assim como a União Europeia. Mas a seleção do que será visto é filtrada com sistemas de gatilhos por palavra chave, por pessoa, por número, etc.

Eu sei que eles (especialmente a NSA) podem acessar todos os e-mails e tem aplicativos que buscam palavras-chave ou combinações de palavras em mensagens que possam ter algo de importante para eles.

Mas eles não leem ou perscrutam TUDO de todos.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Diegojaf em 11 de Março de 2015, 11:18:24
Você realmente acha que alguém do governo do EUA lê todos os e-mails ou escuta todos os telefonemas das pessoas físicas e das empresas?

Eles têm acesso a todos esses dados. Assim como a União Europeia. Mas a seleção do que será visto é filtrada com sistemas de gatilhos por palavra chave, por pessoa, por número, etc.

Eu sei que eles (especialmente a NSA) podem acessar todos os e-mails e tem aplicativos que buscam palavras-chave ou combinações de palavras em mensagens que possam ter algo de importante para eles.

Mas eles não leem ou perscrutam TUDO de todos.

Eu não apostaria minha vida (ou minha privacidade) nisso...

http://www.theguardian.com/commentisfree/2013/may/04/telephone-calls-recorded-fbi-boston
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 12 de Março de 2015, 20:36:44
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Em primeiro lugar, a Wikipédia vai argumentar que o governo dos EUA “rastreia” sistematicamente  o que é publicado na Internet, o que viola a liberdade de expressão.

Pensei que violar a liberdade de expressão fosse impedir alguém de publicar um artigo, não ler o que ele já publicou.

Faço um comentário no CC e sei que qualquer um poderá ler mesmo que nunca tenha participado, depois acuso alguém de violar a minha liberdade de expressão por monitorar algo que qualquer um pode ver?

Se o seu chefe puder ler tudo o que você escreve e puder usar isso contra você, ai ocorre uma violação da sua liberdade de expressão.

Desculpe, Barata, mas só vi a resposta hoje.

Se eu publico algo tenho que ser responsável pelo que faço, não é o mesmo que invadir o email pessoal de alguém e publicar o que ele mandou reservadamente para outra pessoa.

Se com razão ou não eu escrevo no Facebook que meu chefe (Não é o caso, o ambiente de trabalho na empresa é muito bom) tem mil e um defeitos, ele tem direito a usar contra mim algo que está a vista de todos.

Se comento reservadamente em um email pessoal, não no email da empresa, é uma situação totalmente diferente.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Barata Tenno em 12 de Março de 2015, 21:12:20
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Em primeiro lugar, a Wikipédia vai argumentar que o governo dos EUA “rastreia” sistematicamente  o que é publicado na Internet, o que viola a liberdade de expressão.

Pensei que violar a liberdade de expressão fosse impedir alguém de publicar um artigo, não ler o que ele já publicou.

Faço um comentário no CC e sei que qualquer um poderá ler mesmo que nunca tenha participado, depois acuso alguém de violar a minha liberdade de expressão por monitorar algo que qualquer um pode ver?

Se o seu chefe puder ler tudo o que você escreve e puder usar isso contra você, ai ocorre uma violação da sua liberdade de expressão.

Desculpe, Barata, mas só vi a resposta hoje.

Se eu publico algo tenho que ser responsável pelo que faço, não é o mesmo que invadir o email pessoal de alguém e publicar o que ele mandou reservadamente para outra pessoa.

Se com razão ou não eu escrevo no Facebook que meu chefe (Não é o caso, o ambiente de trabalho na empresa é muito bom) tem mil e um defeitos, ele tem direito a usar contra mim algo que está a vista de todos.

Se comento reservadamente em um email pessoal, não no email da empresa, é uma situação totalmente diferente.

Mas é exatamente isso que o governo americano esta fazendo, entrando em emails pessoais, sites pessoais, mensagens pessoais.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 12 de Março de 2015, 21:16:08
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Em primeiro lugar, a Wikipédia vai argumentar que o governo dos EUA “rastreia” sistematicamente  o que é publicado na Internet, o que viola a liberdade de expressão.

Pensei que violar a liberdade de expressão fosse impedir alguém de publicar um artigo, não ler o que ele já publicou.

Faço um comentário no CC e sei que qualquer um poderá ler mesmo que nunca tenha participado, depois acuso alguém de violar a minha liberdade de expressão por monitorar algo que qualquer um pode ver?

Se o seu chefe puder ler tudo o que você escreve e puder usar isso contra você, ai ocorre uma violação da sua liberdade de expressão.

Desculpe, Barata, mas só vi a resposta hoje.

Se eu publico algo tenho que ser responsável pelo que faço, não é o mesmo que invadir o email pessoal de alguém e publicar o que ele mandou reservadamente para outra pessoa.

Se com razão ou não eu escrevo no Facebook que meu chefe (Não é o caso, o ambiente de trabalho na empresa é muito bom) tem mil e um defeitos, ele tem direito a usar contra mim algo que está a vista de todos.

Se comento reservadamente em um email pessoal, não no email da empresa, é uma situação totalmente diferente.

Mas é exatamente isso que o governo americano esta fazendo, entrando em emails pessoais, sites pessoais, mensagens pessoais.

Quando existem indícios que justificam uma investigação ou em todos os emails, sites pessoais, mensagens pessoais?

Porque simplesmente não me parece possível verificar cada mensagem, cada email, cada publicação nas redes sociais.

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Barata Tenno em 12 de Março de 2015, 21:48:26
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Em primeiro lugar, a Wikipédia vai argumentar que o governo dos EUA “rastreia” sistematicamente  o que é publicado na Internet, o que viola a liberdade de expressão.

Pensei que violar a liberdade de expressão fosse impedir alguém de publicar um artigo, não ler o que ele já publicou.

Faço um comentário no CC e sei que qualquer um poderá ler mesmo que nunca tenha participado, depois acuso alguém de violar a minha liberdade de expressão por monitorar algo que qualquer um pode ver?

Se o seu chefe puder ler tudo o que você escreve e puder usar isso contra você, ai ocorre uma violação da sua liberdade de expressão.

Desculpe, Barata, mas só vi a resposta hoje.

Se eu publico algo tenho que ser responsável pelo que faço, não é o mesmo que invadir o email pessoal de alguém e publicar o que ele mandou reservadamente para outra pessoa.

Se com razão ou não eu escrevo no Facebook que meu chefe (Não é o caso, o ambiente de trabalho na empresa é muito bom) tem mil e um defeitos, ele tem direito a usar contra mim algo que está a vista de todos.

Se comento reservadamente em um email pessoal, não no email da empresa, é uma situação totalmente diferente.

Mas é exatamente isso que o governo americano esta fazendo, entrando em emails pessoais, sites pessoais, mensagens pessoais.

Quando existem indícios que justificam uma investigação ou em todos os emails, sites pessoais, mensagens pessoais?

Porque simplesmente não me parece possível verificar cada mensagem, cada email, cada publicação nas redes sociais.



Não, eles monitoram toda a metadata e programas de computadores procuram por palavras chaves, tipo bomba, Alá, 2 emenda, etc ai as mensagens destacadas são verificadas por seres humanos. Obviamente que ja houve centenas de casos de abusos de agentes do governo espionando namoradas, vizinhos, etc
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 13 de Março de 2015, 23:18:21
Quão longe estamos disso? Obama com Colbert

https://www.youtube.com/v/95KTrtzOY-g
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 13 de Março de 2015, 23:26:04
O Obama brincando de Colbert

"O Obama nunca iria a um show de comédia, está abaixo da dignidade"

Aí aparece o comentário

"Mas acima do índice de aprovação dele""

Essa maneira de não se levar tão a sério é show.. e é uma tradição americana.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Jack Carver em 14 de Março de 2015, 01:50:24
Tal lá como cá?
https://www.youtube.com/v/8XqNMO_V5n0
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Barata Tenno em 14 de Março de 2015, 05:51:59
Alex Jones é um imbecil de extrema direita que ganha a vida falando merda. Não confie em nenhuma informação que venha dele.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 14 de Março de 2015, 07:05:52
Citar
Em primeiro lugar, a Wikipédia vai argumentar que o governo dos EUA “rastreia” sistematicamente  o que é publicado na Internet, o que viola a liberdade de expressão.

Pensei que violar a liberdade de expressão fosse impedir alguém de publicar um artigo, não ler o que ele já publicou.

Faço um comentário no CC e sei que qualquer um poderá ler mesmo que nunca tenha participado, depois acuso alguém de violar a minha liberdade de expressão por monitorar algo que qualquer um pode ver?

Se o seu chefe puder ler tudo o que você escreve e puder usar isso contra você, ai ocorre uma violação da sua liberdade de expressão.

Desculpe, Barata, mas só vi a resposta hoje.

Se eu publico algo tenho que ser responsável pelo que faço, não é o mesmo que invadir o email pessoal de alguém e publicar o que ele mandou reservadamente para outra pessoa.

Se com razão ou não eu escrevo no Facebook que meu chefe (Não é o caso, o ambiente de trabalho na empresa é muito bom) tem mil e um defeitos, ele tem direito a usar contra mim algo que está a vista de todos.

Se comento reservadamente em um email pessoal, não no email da empresa, é uma situação totalmente diferente.

Mas é exatamente isso que o governo americano esta fazendo, entrando em emails pessoais, sites pessoais, mensagens pessoais.

Quando existem indícios que justificam uma investigação ou em todos os emails, sites pessoais, mensagens pessoais?

Porque simplesmente não me parece possível verificar cada mensagem, cada email, cada publicação nas redes sociais.



Não, eles monitoram toda a metadata e programas de computadores procuram por palavras chaves, tipo bomba, Alá, 2 emenda, etc ai as mensagens destacadas são verificadas por seres humanos. Obviamente que ja houve centenas de casos de abusos de agentes do governo espionando namoradas, vizinhos, etc

Pode acontecer mesmo, do mesmo modo que roubaram informações do caseiro para beneficiar aliados do governo em uma CPI aqui.

Mas os agentes que cometeram abusos por lá ficaram sem punição alguma como aconteceu aqui?
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Jack Carver em 14 de Março de 2015, 18:31:39
Alex Jones é um imbecil de extrema direita que ganha a vida falando merda. Não confie em nenhuma informação que venha dele.
Eu confio, mas há exceções.  :)
Até onde eu sei ele é de direita/liberal, e, em regra, se posiciona contra a política externa e interna norte-americana, crítico de Democratas e Republicanos.

No vídeo consta o resultado da pesquisa realizada pela General Social Survey, uma entidade séria lá.

http://www3.norc.org/GSS+Website/
http://en.wikipedia.org/wiki/General_Social_Survey
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Barata Tenno em 14 de Março de 2015, 21:22:32
Se informe, Alex Jones é um extremista de direita que adora uma teoria da conspiração, das mais absurdas, tipo pouso falso na Lua, governo responsável pelo 9/11, a inexistência do massacre de Sandy Hook, etc, racista. O herói de red necks e dos idosos do sul dos EUA.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Jack Carver em 14 de Março de 2015, 22:26:48
Se informe, Alex Jones é um extremista de direita que adora uma teoria da conspiração, das mais absurdas, tipo pouso falso na Lua, governo responsável pelo 9/11, a inexistência do massacre de Sandy Hook, etc, racista. O herói de red necks e dos idosos do sul dos EUA.
Conspirações nem sempre são conspirações.  :D
Sobre o pouso da Lua confesso que nunca vi ser dito hoax no site(acompanho alguns meses). Mas eu tô ligado em alguns absurdos. Já 9/11 ser trabalho interno até hoje eu tenho dúvida sobre os verdadeiros autores daquilo ali, preciso estudar o assunto a fundo, vi que há bons materiais de ambas as versões. Massacre de Sandy Hook, desconheço. Sobre ser racista creio que não seja, ele entrevista figuras públicas negras e tem um âncora negro. Não é porque ele é defensor do direito constitucional de usar armas de todo calibre que ele é um extremista maluco. Acho que vc anda exagerando, Barata. Detalhe que a audiência do InfoWars só cresce, inclusive fora dos EUA.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Pedro Reis em 15 de Março de 2015, 05:50:34
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Para o historiador e escritor, Gore Vidal, nascido em West Point (Nova York), o 11 de Setembro é um golpe de Estado liderado pela “Junta Bush-Cheney" (em referência ao presidente George W. Bush - e seu vice, Dick Cheney).

No livro O Inimigo Interno (2002), Vidal considera a administração cúmplice dos terroristas. Ele questiona também por que o presidente Bush, também comandante-em-chefe, ficou paralisado em uma sala de aula na Flórida quando soube que os ataques estavam ocorrendo.

Em seu ataque ao ex-presidente, ele garante: a principal razão que levaram os Estados Unidos a darem início à guerra no Afeganistão foi o desejo de controlar a passagem de riquezas energéticas para a Eurásia e a Ásia Central.

Pra quem não sabe quem foi Gore Vidal e acha que é apenas mais teórico da conspiração, saiba que foi um dos maiores escritores americanos do século. Mais importante que isso, ele vem de uma tradicionalíssima família de políticos republicanos, que é poder nos EUA há mais de 100 anos. Conviveu pessoalmente com vários políticos importantes, inclusive presidentes, como o próprio Kennedy.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Pedro Reis em 15 de Março de 2015, 05:52:53
The Enemy Within - Procurem este artigo do Gore Vidal. Há também o livro publicado em 2002. Interessante é que Gore Vidal, um importante escritor, não conseguiu publicar este livro nos Estados Unidos.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Pedro Reis em 15 de Março de 2015, 05:56:56
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                                             THE ENEMY WITHIN

  On 24 August, 1814, things looked very dark for freedom's land. That was the day the British captured Washington DC and set fire to the Capitol and the White House. President Madison took refuge in the nearby Virginia woods where he waited patiently for the notoriously short attention span of the Brits to kick in, which it did. They moved on and what might have been a Day of Utter Darkness turned out to be something of a bonanza for the DC building trades and up-market realtors.

     One year after 9/11, we still don't know by whom we were struck that infamous Tuesday, or for what true purpose. But it is fairly plain to many civil-libertarians that 9/11 put paid not only to much of our fragile Bill of Rights but also to our once-envied system of government which had taken a mortal blow the previous year when the Supreme Court did a little dance in 5/4 time and replaced a popularly elected president with the oil and gas Cheney/Bush junta.

     Meanwhile, our more and more unaccountable government is pursuing all sorts of games around the world that we the spear carriers (formerly the people) will never learn of. Even so, we have been getting some answers to the question: why weren't we warned in advance of 9/11? Apparently, we were, repeatedly; for the better part of a year, we were told there would be unfriendly visitors to our skies some time in September 2001, but the government neither informed nor protected us despite Mayday warnings from Presidents Putin and Mubarak, from Mossad and even from elements of our own FBI. A joint panel of congressional intelligence committees reported (19 September 2002, New York Times) that as early as 1996, Pakistani terrorist Abdul Hakim Murad confessed to federal agents that he was 'learning to fly in order to crash a plane into CIA HQ'.

     Only CIA director George Tenet seemed to take the various threats seriously. In December 1998, he wrote to his deputies that 'we are at war' with Osama bin Laden. So impressed was the FBI by his warnings that by 20 September 2001, 'the FBI still had only one analyst assigned full time to al-Qaeda'.

     From a briefing prepared for Bush at the beginning of July 2001: 'We believe that OBL [Osama bin Laden] will launch a significant terrorist attack against US and/or Israeli interests in the coming weeks. The attack will be spectacular and designed to inflict mass casualties against US facilities or interests. Attack preparations have been made. Attack will occur with little or no warning.' And so it came to pass; yet Condoleezza Rice, the National Security Advisor, says she never suspected that this meant anything more than the kidnapping of planes.

     Happily, somewhere over the Beltway, there is Europe — recently declared anti-Semitic by the US media because most of Europe wants no war with Iraq and the junta does, for reasons we may now begin to understand thanks to European and Asian investigators with their relatively free media.

     On the subject 'How and Why America was Attacked on 11 September, 2001', the best, most balanced report, thus far, is by Nafeez Mossadeq Ahmed ... Yes, yes, I know he is one of Them. But they often know things that we don't — particularly about what we are up to. A political scientist, Ahmed is executive director of the Institute for Policy Research and Development 'a think-tank dedicated to the promotion of human rights, justice and peace' in Brighton. His book, 'The War on Freedom', has just been published in the US by a small but reputable publisher.

     Ashmed provides a background for our ongoing war against Afghanistan, a view that in no way coincides with what the administration has told us. He has drawn on many sources, most tellingly on American whistleblowers who are beginning to come forth and hear witness — like those FBI agents who warned their supervisors that al-Qaeda was planning a kamikaze strike against New York and Washington only to be told that if they went public with these warnings they would suffer under the National Security Act. Several of these agents have engaged David P. Schippers, chief investigative counsel for the US House Judiciary Committee, to represent them in court. The majestic Schippers managed the successful impeachment of President Clinton in the House of Representatives. He may, if the Iraqi war should go wrong, be obliged to perform the same high service for Bush, who allowed the American people to go unwarned about an imminent attack upon two of our cities as pre-emption of a planned military strike by the US against the Taliban.

     The Guardian (26 September 2001) reported that in July 2001, a group of interested parties met in a Berlin hotel to listen to a former State Department official, Lee Coldren, as he passed on a message from the Bush administration that 'the United States was so disgusted with the Taliban that they might be considering some military action ... the chilling quality of this private warning was that it came — according to one of those present, the Pakistani diplomat Niaz Naik — accompanied by specific details of how Bush would succeed ...' Four days earlier, the Guardian had reported that 'Osama bin Laden and the Taliban received threats of possible American military action against them two months before the terrorist assaults on New York and Washington ... [which] raises the possibility that bin Laden was launching a pre-emptive strike in response to what he saw as US threats.' A replay of the 'day of infamy' in the Pacific 62 years earlier?

Why the US needed a Eurasian adventure

     On 9 September 2001, Bush was presented with a draft of a national security presidential directive outlining a global campaign of military, diplomatic and intelligence action targeting al-Qaeda, buttressed by the threat of war. According to NBC News: 'President Bush was expected to sign detailed plans for a worldwide war against al-Qaeda ... but did not have the chance before the terrorist attacks ... The directive, as described to NBC News, was essentially the same war plan as the one put into action after 11 September. The administration most likely was able to respond so quickly ... because it simply had to pull the plans "off the shelf".'

     Finally, BBC News, 18 September 2001: 'Niak Naik, a former Pakistan foreign secretary, was told by senior American officials in mid-July that military action against Afghanistan would go ahead by the middle of October. It was Naik's view that Washington would not drop its war for Afghanistan even if bin Laden were to be surrendered immediately by the Taliban.'

     Was Afghanistan then turned to rubble in order to avenge the 3,000 Americans slaughtered by Osama? Hardly. The administration is convinced that Americans are so simple-minded that they can deal with no scenario more complex than the venerable lone, crazed killer (this time with zombie helpers) who does evil just for the fun of it 'cause he hates us, 'cause we're rich 'n free 'n he's not. Osama was chosen on aesthetic grounds to be the most frightening logo for our long contemplated invasion and conquest of Afghanistan, planning for which had been 'contingency' some years before 9/11 and, again, from 20 December, 2000, when Clinton's out-going team devised a plan to strike at al-Qaeda in retaliation for the assault on the warship Cole. Clinton's National Security Advisor, Sandy Berger, personally briefed his successor on the plan but Rice, still very much in her role as director of Chevron-Texaco, with special duties regarding Pakistan and Uzbekistan, now denies any such briefing. A year and a half later (12 August, 2002), fearless Time magazine reported this odd memory lapse.

     Osama, if it was he and not a nation, simply provided the necessary shock to put in train a war of conquest. But conquest of what? What is there in dismal dry sandy Afghanistan worth conquering? Zbigniew Brzezinski tells us exactly what in a 1997 Council on Foreign Relations study called 'The Grand Chessboard: American Primacy and its Geostrategic Imperatives'.

     The Polish-born Brzezinski was the hawkish National Security Advisor to President Carter. In 'The Grand Chessboard', Brzezinski gives a little history lesson. 'Ever since the continents started interacting politically, some 500 years ago, Eurasia has been the centre of world power.' Eurasia is all the territory east of Germany. This means Russia, the Middle East, China and parts of India. Brzezinski acknowledges that Russia and China, bordering oil-rich central Asia, are the two main powers threatening US hegemony in that area.

     He takes it for granted that the US must exert control over the former Soviet republics of Central Asia, known to those who love them as 'the Stans': Turkmenistan, Uzbekistan, Tajikstan and Kyrgyzstan all 'of importance from the standpoint of security and historical ambitions to at least three of their most immediate and most powerful neighbours — Russia, Turkey and Iran, with China signaling'. Brzezinski notes how the world's energy consumption keeps increasing; hence, who controls Caspian oil/gas will control the world economy. Brzezinski then, reflexively, goes into the standard American rationalization for empire;. We want nothing, ever, for ourselves, only to keep bad people from getting good things with which to hurt good people. 'It follows that America's primary interest is to help ensure that no single [other] power comes to control the geopolitical space and that the global community has unhindered financial and economic access to it.'

     Brzezinski is quite aware that American leaders are wonderfully ignorant of history and geography so he really lays it on, stopping just short of invoking politically incorrect 'manifest destiny'. He reminds the Council just how big Eurasia is. Seventy-five percent of the world's population is Eurasian. If I have done the sums right, that means that we've only got control, to date, of a mere 25 percent of the world's folks. More! 'Eurasia accounts for 60-per cent of the world's GNP and three-fourths of the world's known energy resources.'

     Brzezinski's master plan for 'our' globe has obviously been accepted by the Cheney-Bush junta. Corporate America, long over-excited by Eurasian mineral wealth, has been aboard from the beginning.

     Ahmed sums up: 'Brzezinski clearly envisaged that the establishment, consolidation and expansion of US military hegemony over Eurasia through Central Asia would require the unprecedented, open-ended militarisation of foreign policy, coupled with an unprecedented manufacture of domestic support and consensus on this militarisation campaign.'

     Afghanistan is the gateway to all these riches. Will we fight to seize them? It should never be forgotten that the American people did not want to fight in either of the twentieth century's world wars, but President Wilson maneuvered us into the First while President Roosevelt maneuvered the Japanese into striking the first blow at Pearl Harbor, causing us to enter the Second as the result of a massive external attack. Brzezinski understands all this and, in 1997, he is thinking ahead — as well as backward. 'Moreover, as America becomes an increasingly multicultural society, it may find it more difficult to fashion a consensus on foreign policy issues, except in the circumstance of a truly massive and widely perceived direct external threat.' Thus was the symbolic gun produced that belched black smoke over Manhattan and the Pentagon.

     Since the Iran-Iraq wars, Islam has been demonized as a Satanic terrorist cult that encourages suicide attacks — contrary, it should be noted, to the Islamic religion. Osama has been portrayed, accurately, it would seem, as an Islamic zealot. In order to bring this evil-doer to justice ('dead or alive'), Afghanistan, the object of the exercise was made safe not only for democracy but for Union Oil of California whose proposed pipeline from Turkmenistan to Afghanistan to Pakistan and the Indian Ocean port of Karachi, had been abandoned under the Taliban's chaotic regime. Currently, the pipeline is a go-project thanks to the junta's installation of a Unocal employee (John J Maresca) as US envoy to the newly born democracy whose president, Hamid Karzai, is also, according to Le Monde, a former employee of a Unocal subsidiary. Conspiracy? Coincidence!

     Once Afghanistan looked to be within the fold, the junta, which had managed to pull off a complex diplomatic-military caper, abruptly replaced Osama, the personification of evil, with Saddam. This has been hard to explain since there is nothing to connect Iraq with 9/11. Happily, 'evidence' is now being invented. But it is uphill work, not helped by stories in the press about the vast oil wealth of Iraq which must — for the sake of the free world — be reassigned to US and European consortiums.

     As Brzezinski foretold, 'a truly massive and widely perceived direct external threat' made it possible for the President to dance a war dance before Congress. 'A long war!' he shouted with glee. Then he named an incoherent Axis of Evil to be fought. Although Congress did not give him the FDR Special — a declaration of war — he did get permission to go after Osama who may now be skulking in Iraq.

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Pedro Reis em 15 de Março de 2015, 05:58:37
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Bush and the dog that did not bark

     Post-9/11, the American media were filled with pre-emptory denunciations of unpatriotic 'conspiracy theorists', who not only are always with us but are usually easy for the media to discredit since it is an article of faith that there are no conspiracies in American life. Yet, a year or so ago, who would have thought that most of corporate America had been conspiring with accountants to cook their books since — well, at least the bright days of Reagan and deregulation. Ironically, less than a year after the massive danger from without, we were confronted with an even greater enemy from within: Golden Calf capitalism. Transparency? One fears that greater transparency will only reveal armies of maggots at work beneath the skin of a culture that needs a bit of a lie-down in order to collect itself before taking its next giant step which is to conquer Eurasia, a potentially fatal adventure not only for our frazzled institutions but for us the presently living.

     Complicity. The behavior of President George W. Bush on 11 September certainly gives rise to all sorts of not unnatural suspicions. I can think of no other modern chief of state who would continue to pose for 'warm' pictures of himself listening to a young girl telling stories about her pet goat while hijacked planes were into three buildings.

     Constitutionally, Bush is not only chief of state, he is commander-in-chief of the armed forces. Normally, a commander in such a crisis would go straight to headquarters and direct operations while receiving the latest intelligence.

     This is what Bush actually did — or did not do — according to Stan Goff, a retired US Army veteran who has taught military science and doctrine at West Point. Goff writes, in 'The So-called Evidence is a Farce': 'I have no idea why people aren't asking some very specific questions about the actions of Bush and company on the day of the attacks. Four planes get hijacked and deviate from their flight plan, all the while on FAA radar.'

     Goff, incidentally, like the other astonished military experts, cannot fathom why the government's automatic 'standard order of procedure in the event of a hijacking' was not followed. Once a plane has deviated from its flight-plan, fighter planes are sent up to find out why. That is law and does not require presidential approval, which only needs to be given if there is a decision to shoot down a plane. Goff spells it out: 'The planes were hijacked between 7:45 and 8:10am. Who is notified? This is an event already that is unprecedented. But the President is not notified and going to a Florida elementary school to hear children read.

     'By around 8:15am it should be very apparent that something is terribly wrong. The President is glad-handling teachers. By 8:45am, when American Airlines Flight 11 crashes into the North Tower, Bush is settling in with children for his photo op. Four planes have obviously been hijacked simultaneously and one has just dived into the twin towers, and still no one notifies the nominal Commander-in-Chief.

     'No one has apparently scrambled [sent aloft] Air Force interceptors either. At 9:03, Flight 175 crashes into the South Tower. At 9:05 Andrew Card, the Chief of Staff whispers to Bush [who] "briefly turns somber" according to reporters. Does he cancel the school visit and convene an emergency meeting? No. He resumes listening to second-graders ... and continues the banality even as American Airlines Flight 77 conducts an unscheduled point turn over Ohio and heads in the direction of Washington DC.

     'Has he instructed Card to scramble the Air Force? No. An excruciating 25 minutes later, he finally deigns to give a public statement telling the United States what they have already figured out — that there's been an attack on the World Trade Centre. There's a hijacked plane bee-lining to Washington, but has the Air Force been scrambled to defend anything yet? No.

     'At 9:35, this plane conducts another turn, 360 [degrees] over the Pentagon, all the while being tracked by radar, and the Pentagon is not evacuated, and there are still no fast-movers from the Air Force in the sky over Alexandria and DC. Now the real kicker: a pilot they want us to believe was trained at a Florida puddle-jumper school for Piper Cubs and Cessnas, conducts a well-controlled downward spiral descending the last 7,000 feet in two-and-a-half minutes, brings the plane in so low and flat that it clips the electrical wires across the street from the Pentagon, and flies it with pinpoint accuracy into the side of the building at 460 knots.

     'When the theory about learning to fly this well at the puddle-jumper school began to lose ground, it was added that they received further training on a flight simulator. This is like saying you prepared your teenager for her first drive on the freeway at rush hour by buying her a video driving game ... There is a story being constructed about these events.'

     There is indeed, and the more it is added to the darker it becomes. The nonchalance of General Richard B. Myers, acting Joint Chief of Staff, is as puzzling as the President's campaigning-as-usual act. Myers was at the Capitol chatting with Senator Max Cleland. A sergeant, writing later in the AFPS (American Forces Press Service) describes Myers at the Capitol. 'While in an outer office, he said, he saw a television report that a plane had hit the World Trade Centre. "They thought it was a small plane or something like that," Myers said. So the two men went ahead with the office call.'

     Whatever Myers and Cleland had to say to each other (more funds for the military?) must have been riveting because, during their chat, the AFPS reports, 'the second tower was hit by another jet. "Nobody informed us of that," Myers said. "But when we came out, that was obvious. Then, right at that time, somebody said the Pentagon had been hit."' Finally, somebody 'thrust a cellphone in Myers' hand' and, as if by magic, the commanding general of Norad — our Airspace Command — was on the line just as the hijackers mission had been successfully completed except for the failed one in Pennsylvania. In later testimony to the Senate Armed Forces Committee, Myers said he thinks that, as of his cellphone talk with Norad, 'the decision was at that point to start launching aircraft'. It was 9:40am. One hour and 20 minutes after air controllers knew that Flight 11 had been hijacked; 50 minutes after the North Tower was struck.

     This statement would have been quite enough in our old serious army/air force to launch a number of courts martial with an impeachment or two thrown in. First, Myers claims to be uninformed until the third strike. But the Pentagon had been overseeing the hijacked planes from at least the moment of the strike at the first tower: yet not until the third strike, at the Pentagon, was the decision made to get the fighter planes up. Finally, this one is the dog that did not bark. By law, the fighters should have been up at around 8:15. If they had, all the hijacked planes might have been diverted or shot down. I don't think that Goff is being unduly picky when he wonders who and what kept the Air Force from following its normal procedure instead of waiting an hour and 20 minutes until the damage was done and only then launching the fighters. Obviously, somebody had ordered the Air Force to make no move to intercept those hijackings until ... what?

     On 21 January 2002, the Canadian media analyst Barry Zwicker summed up on CBC-TV: 'That morning no interceptors responded in a timely fashion to the highest alert situation. This includes the Andrews squadrons which ... are 12 miles from the White House ... Whatever the explanation for the huge failure, there have been no reports, to my knowledge, of reprimands. This further weakens the "Incompetence Theory". Incompetence usually earns reprimands. This causes me to ask whether there were "stand down" orders.'?? On 29 August 2002, the BBC reports that on 9/11 there were 'only four fighters on ready status in the north-eastern US'. Conspiracy? Coincidence? Error?

     It is interesting how often in our history, when disaster strikes, incompetence is considered a better alibi than ... well, yes, there are worse things. After Pearl Harbor, Congress moved to find out why Hawaii's two military commanders, General Short and Admiral Kimmel, had not anticipated the Japanese attack. But President Roosevelt pre-empted that investigation with one of his own. Short and Kimmel were broken for incompetence. The 'truth' is still obscure to this day.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Pedro Reis em 15 de Março de 2015, 06:01:56
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The media's weapons of mass distraction

     But Pearl Harbor has been much studied. 11 September, it is plain, is never going to be investigated if Bush has anything to say about it. In January 2002, CNN reported that 'Bush personally asked Senate Majority Leader Tom Daschle to limit the Congressional investigation into the events of 11 September ... The request was made at a private meeting with Congressional leaders ... Sources said Bush initiated the conversation ... He asked that only the House and Senate intelligence committees look into the potential breakdowns among federal agencies that could have allowed the terrorist attacks to occur, rather than a broader inquiry .. Tuesday's discussion followed a rare call from Vice President Dick Cheney last Friday to make the same request ...'

     The excuse given, according to Daschle, was that 'resources and personnel would be taken' away from the war on terrorism in the event of a wider inquiry. So for reasons that we must never know, those 'breakdowns' are to be the goat. That they were more likely to be not break — but 'stand-downs' is not for us to pry. Certainly the one-hour 20 minute failure to put fighter planes in the air could not have been due to a breakdown throughout the entire Air Force along the East Coast. Mandatory standard operational procedure had been told to cease and desist.

     Meanwhile, the media were assigned their familiar task of inciting public opinion against bin Laden, still not the proven mastermind. These media blitzes often resemble the magicians classic gesture of distraction: as you watch the rippling bright colours of his silk handkerchief in one hand, he is planting the rabbit in your pocket with the other. We were quickly assured that Osama's enormous family with its enormous wealth had broken with him, as had the royal family of his native Saudi Arabia. The CIA swore, hand on heart, that Osama had not worked for them in the war against the Soviet occupation of Afghanistan. Finally, the rumour that Bush family had in any way profited by its long involvement with the bin Laden family was — what else? — simply partisan bad taste.

     But Bush Jr's involvement goes back at least to 1979 when his first failed attempt to become a player in the big Texas oil league brought him together with one James Bath of Houston, a family friend, who gave Bush Jr. $50,000 for a 5 per cent stake in Bush's firm Arbusto Energy. At this time, according to Wayne Madsen ('In These Times', Institute for Public Affairs No. 25), Bath was 'the sole US business representative for Salem bin Laden, head of the family and a brother (one of 17) to Osama bin Laden... In a statement issued shortly after the 11 September attacks, the White House vehemently denied the connection, insisting that Bath invested his own money, not Salem bin Laden's, in Arbusto. In conflicting statements, Bush at first denied ever knowing Bath, then acknowledged his stake in Arbusto and that he was aware Bath represented Saudi interests ... after several reincarnations, Arbusto emerged in 1986 as Harken Energy Corporation.'

     Behind the Junior Bush is the senior Bush, gainfully employed by the Carlyle Group which has ownership in at least 164 companies worldwide, inspiring admiration in that staunch friend to the wealthy, the Wall Street Journal, which noted, as early as 27 September 2001, 'If the US boosts defence spending in its quest to stop Osama bin Laden's alleged terrorist activities, there may be one unexpected beneficiary: bin Laden's family ... is an investor in a fund established by Carlyle Group, a well-connected Washington merchant bank specialising in buyouts of defence and aerospace companies ... Osama is one of more than 50 children of Mohammed bin Laden, who built the family's $5 billion business.'

     But Bush pere et fils, in pursuit of wealth and office, are beyond shame or, one cannot help but think, good sense. There is a suggestion that they are blocking investigation of the bin Laden connection with terrorism. Agent France Press reported on 4 November 2001: 'FBI agents probing relatives of Saudi-born terror suspect Osama ... were told to back off soon after George W. Bush became president ...' According to BBC TV's Newsnight (6 Nov 2001), '... just days after the hijackers took off from Boston aiming for the Twin Towers, a special charter flight out of the same airport whisked 11 members of Osama's family off to Saudi Arabia. That did not concern the White House, whose official line is that the bin Ladens are above suspicion.' 'Above the Law' (Green Press, 14 February 2002) sums up: 'We had what looked like the biggest failure of the intelligence community since Pearl Harbor but what we are learning now is it wasn't a failure, it was a directive.' True? False? Bush Jr will be under oath during the impeachment interrogation. Will we hear 'What is a directive? What is is?'

     Although the US had, for some years, fingered Osama as a mastermind terrorist, no serious attempt had been made pre-9/11 to 'bring him to justice dead or alive, innocent or guilty', as Texan law of the jungle requires. Clinton's plan to act was given to Condeleezza Rice by Sandy Berger, you will recall, but she says she does not.

     As far back as March 1996 when Osama was in Sudan, Major General Elfatih Erwa, Sudanese Minister for Defence, offered to extradite him. According to the Washington Post (3 October 2001), 'Erwa said he would happily keep close watch on bin Laden for the United States. But if that would not suffice, the government was prepared to place him in custody and hand him over ... [US officials] said, "just ask him to leave the country. Just don't let him go to Somalia", where he had once been given credit for the successful al-Qaeda attack on American forces that in '93 that killed 18 Rangers.' Erwa said in an interview, 'We said he will go to Afghanistan, and they [US officials] said, "Let him."'

     In 1996 Sudan expelled Osama and 3,000 of his associates. Two years later the Clinton administration, in the great American tradition of never having to say thank you for Sudan's offer to hand over Osama, proceeded to missile-attack Sudan's al-Shifa pharmaceutical factory on the grounds that Sudan was harboring bin Laden terrorists who were making chemical and biological weapons when the factory was simply making vaccines for the UN.

     Four years later, John O'Neill, a much admired FBI agent, complained in the Irish Times a month before the attacks, 'The US State Department — and behind it the oil lobby who make up President Bush's entourage — blocked attempts to prove bin Laden's guilt. The US ambassador to Yemen forbade O'Neill (and his FBI team) ... from entering Yemen in August 2001. O'Neill resigned in frustration and took on a new job as head of security at the World Trade Centre. He died in the 11 September attack.' Obviously, Osama has enjoyed bipartisan American support since his enlistment in the CIA's war to drive the Soviets out of Afghanistan. But by 9/11 there was no Soviet occupation of Afghanistan, indeed there was no Soviet Union.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Pedro Reis em 15 de Março de 2015, 06:17:16
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A world made safe for peace and pipelines

     I watched Bush and Cheney on CNN when the Axis of Evil speech was given and the 'long war' proclaimed. Iraq, Iran and North Korea were fingered as enemies to be clobbered because they might or might not be harbouring terrorists who might or might not destroy us in the night. So we must strike first whenever it pleases us. Thus, we declared 'war on terrorism' — an abstract noun which cannot be a war at all as you need a country for that. Of course, there was innocent Afghanistan, which was levelled from a great height, but then what's collateral damage — like an entire country — when you're targeting the personification of all evil according to Time and the NY Times and the networks?

     As it proved, the conquest of Afghanistan had nothing to do with Osama. He was simply a pretext for replacing the Taliban with a relatively stable government that would allow Union Oil of California to lay its pipeline for the profit of, among others, the Cheney-Bush junta.

     Background? All right. The headquarters of Unocal are, as might be expected, in Texas. In December 1997, Taliban representatives were invited to Sugarland, Texas. At that time, Unocal had already begun training Afghan men in pipeline construction, with US government approval. BBC News, (4 December 1997): 'A spokesman for the company Unocal said the Taliban were expected to spend several days at the company's [Texas] headquarters ... a BBC regional correspondent says the proposal to build a pipeline across Afghanistan is part of an international scramble to profit from developing the rich energy resources of the Caspian Sea.' The Inter Press Service (IPS) reported: 'some Western businesses are warming up to the Taliban despite the movement's institutionalisation of terror, massacres, abductions and impoverishment.' CNN (6 October 1996): 'The United States wants good ties [with the Taliban] but can't openly seek them while women are being oppressed.'

     The Taliban, rather better organised than rumoured, hired for PR one Leila Helms, a niece of Richard Helms, former director of the CIA. In October 1996, the Frankfurter Rundschau reported that Unocal 'has been given the go-ahead from the new holders of power in Kabul to build a pipeline from Turkmenistan via Afghanistan to Pakistan ..' This was a real coup for Unocal as well as other candidates for pipelines, including Condoleezza's old employer Chevron. Although the Taliban was already notorious for its imaginative crimes against the human race, the Wall Street Journal, scenting big bucks, fearlessly announced: 'Like them or not, the Taliban are the players most capable of achieving peace in Afghanistan at this moment in history.' The NY Times (26 May 1997) leapt aboard the pipeline juggernaut. 'The Clinton administration has taken the view that a Taliban victory would act as counterweight to Iran ... and would offer the possibility of new trade routes that could weaken Russian and Iranian influence in the region.'

     But by 1999, it was clear that the Taliban could not provide the security we would need to protect our fragile pipelines. The arrival of Osama as warrior for Allah on the scene refocused, as it were, the bidding. New alliances were now being made. The Bush administration soon buys the idea of an invasion of Afghanistan, Frederick Starr, head of the Central Asia Institute at Johns Hopkins University, wrote in the Washington Post (19 December 2000): 'The US has quietly begun to align itself with those in the Russian government calling for military action against Afghanistan and has toyed with the idea of a new raid to wipe out bin Laden.'

     Although with much fanfare we went forth to wreak our vengeance on the crazed sadistic religious zealot who slaughtered 3,000 American citizens, once that 'war' was under way, Osama was dropped as irrelevant and so we are back to the Unocal pipeline, now a go-project. In the light of what we know today, it is unlikely that the junta was ever going to capture Osama alive: he has tales to tell. One of Defence Secretary Donald Rumsfeld's best numbers now is: 'Where is he? Somewhere? Here? There? Somewhere? Who knows?' And we get his best twinkle. He must also be delighted — and amazed — that the media have bought the absurd story that Osama, if alive, would still be in Afghanistan, underground, waiting to be flushed out instead of in a comfortable mansion in Osama-loving Jakarta, 2,000 miles to the East and easily accessible by Flying Carpet One.

     Many commentators of a certain age have noted how Hitlerian our junta sounds as it threatens first one country for harbouring terrorists and then another. It is true that Hitler liked to pretend to be the injured — or threatened — party before he struck. But he had many great predecessors not least Imperial Rome. Stephen Gowan's War in Afghanistan: A $28 Billion Racket quotes Joseph Schumpeter who, 'in 1919, described ancient Rome in a way that sounds eerily like the United States in 2001: "There was no corner of the known world where some interest was not alleged to be in danger or under actual attack. If the interests were not Roman, they were those of Rome's allies; and if Rome had no allies, the allies would be invented ... The fight was always invested with an aura of legality. Rome was always being attacked by evil-minded neighbours."' We have only outdone the Romans in turning metaphors such as the war on terrorism, or poverty, or Aids into actual wars on targets we appear, often, to pick at random in order to maintain turbulence in foreign lands.

     As of 1 August 2002, trial balloons were going up all over Washington DC to get world opinion used to the idea that 'Bush of Afghanistan' had gained a title as mighty as his father's 'Bush of the Persian Gulf' and Junior was now eager to add Iraq-Babylon to his diadem. These various balloons fell upon Europe and the Arab world like so many lead weights. But something new has been added since the classic Roman Hitlerian mantra, 'they are threatening us, we must attack first'. Now everything is more of less out in the open. The International Herald Tribune wrote in August 2002: 'The leaks began in earnest on 5 July, when the New York Times described a tentative Pentagon plan that it said called for an invasion by a US force of up to 250,000 that would attack Iraq from the north, south and west. On 10 July, the Times said that Jordan might be used as a base for the invasion. The Washington Post reported, 28 July, that "many senior US military officers contend that Saddam Hussein poses no immediate threat ..."' And the status quo should be maintained. Incidentally, this is the sort of debate that the founding fathers intended the Congress, not military bureaucrats, to conduct in the name of we the people. But that sort of debate has, for a long time, been denied us.

     One refreshing note is now being struck in a fashion unthinkable in imperial Rome: the cheerful admission that we habitually resort to provocation. The Tribune continues: 'Donald Rumsfeld has threatened to jail anyone found to have been behind the leaks. But a retired army general, Fred Woerner, tends to see a method behind the leaks. "We may already be executing a plan," he said recently. "Are we involved in a preliminary psychological dimension of causing Iraq to do something to justify a US attack or make concessions?" Somebody knows.' That is plain.

     Elsewhere in this interesting edition of the Herald Tribune wise William Pfaff writes: 'A second Washington debate is whether to make an unprovoked attack on Iran to destroy a nuclear power reactor being built with Russian assistance, under inspection by the International Atomic Energy Agency, within the terms of the Nuclear Non-proliferation Treaty of which Iran is a signatory ... No other government would support such an action, other than Israel's (which) would do so not because it expected to be attacked by Iran but because it, not unjustifiably, opposes any nuclear capacity in the hands of any Islamic government.'
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Barata Tenno em 15 de Março de 2015, 08:09:10
Se informe, Alex Jones é um extremista de direita que adora uma teoria da conspiração, das mais absurdas, tipo pouso falso na Lua, governo responsável pelo 9/11, a inexistência do massacre de Sandy Hook, etc, racista. O herói de red necks e dos idosos do sul dos EUA.
Conspirações nem sempre são conspirações.  :D
Sobre o pouso da Lua confesso que nunca vi ser dito hoax no site(acompanho alguns meses). Mas eu tô ligado em alguns absurdos. Já 9/11 ser trabalho interno até hoje eu tenho dúvida sobre os verdadeiros autores daquilo ali, preciso estudar o assunto a fundo, vi que há bons materiais de ambas as versões. Massacre de Sandy Hook, desconheço. Sobre ser racista creio que não seja, ele entrevista figuras públicas negras e tem um âncora negro. Não é porque ele é defensor do direito constitucional de usar armas de todo calibre que ele é um extremista maluco. Acho que vc anda exagerando, Barata. Detalhe que a audiência do InfoWars só cresce, inclusive fora dos EUA.


https://www.youtube.com/v/Dh9ybQrngFA

https://www.youtube.com/v/AlLqxABnaYc

https://www.youtube.com/v/znxWfhJOP0E&t=210

Sim, ele é um extremista de direita maluco, racista e que acredita e espalha um monte de teorias da conspiração tão estúpidas que qualquer pessoa com 2 neurônios e um pouco de ceticismo não consegue levar ele a sério. Olha o segundo vídeo, ele é pior que o Cartman de South Park. Juro que não entendo como alguém que não é redneck com ensino fundamental pode gostar desse cara. Ele e a laia dele, Rush Limbaugh, Glenn Beck, etc
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Pedro Reis em 15 de Março de 2015, 08:15:12
Se informe, [...] adora uma teoria da conspiração, das mais absurdas, [...]governo responsável pelo 9/11,[...]

Barata,

No dia 11 de setembro quantos prédios desabaram perfeitamente na vertical em Nova York?
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Barata Tenno em 15 de Março de 2015, 08:23:39
Se informe, [...] adora uma teoria da conspiração, das mais absurdas, [...]governo responsável pelo 9/11,[...]

Barata,

No dia 11 de setembro quantos prédios desabaram perfeitamente na vertical em Nova York?

Sorry dude, eu não debato teorias da conspiração ridículas, criacionismo, fadas, illuminatis e afins.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Pedro Reis em 15 de Março de 2015, 09:05:45
Se informe, [...] adora uma teoria da conspiração, das mais absurdas, [...]governo responsável pelo 9/11,[...]


Barata,

No dia 11 de setembro quantos prédios desabaram perfeitamente na vertical em Nova York?

Sorry dude, eu não debato teorias da conspiração ridículas, criacionismo, fadas, illuminatis e afins.

Debater?

Eu só te fiz uma pergunta. Uma simples pergunta. Só para saber o quanto você está inteirado dos fatos... pra de repente a gente poder avaliar o quanto o seu julgamento sobre o que é ridículo e o que não é deve ser levado em consideração.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 15 de Março de 2015, 09:25:29
Se informe, [...] adora uma teoria da conspiração, das mais absurdas, [...]governo responsável pelo 9/11,[...]
Barata,

No dia 11 de setembro quantos prédios desabaram perfeitamente na vertical em Nova York?

Nenhum, Pedro.

Todos os que ruíram (4, se não estiver enganado) tiveram alguma inclinação, mesmo que fosse apenas em seu estágio final.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 15 de Março de 2015, 09:30:02
The Enemy Within - Procurem este artigo do Gore Vidal. Há também o livro publicado em 2002. Interessante é que Gore Vidal, um importante escritor, não conseguiu publicar este livro nos Estados Unidos.

Deve ter sido por outra questão, Michael Moore faz os filmes com as maiores conspirações do mundo e publica.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Pedro Reis em 15 de Março de 2015, 09:37:41
Se informe, [...] adora uma teoria da conspiração, das mais absurdas, [...]governo responsável pelo 9/11,[...]
Barata,

No dia 11 de setembro quantos prédios desabaram perfeitamente na vertical em Nova York?

Nenhum, Pedro.

Todos os que ruíram (4, se não estiver enganado) tiveram alguma inclinação, mesmo que fosse apenas em seu estágio final.

Dá uma olhada nisso.

https://www.youtube.com/v/XrnmbUDeHus

Até onde se pode ver uma perfeita queda vertical. Esse é o WTC7, o terceiro prédio a ruir naquele fatídico dia. Foram 3 os edifícios que desabaram. Esse, o WTC7, era um arranha-céu de quase 50 andares, e não foi atingido por nenhum avião.

São os únicos 3 prédios na história a desabarem devido a um incêndio.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Pedro Reis em 15 de Março de 2015, 09:43:42
The Enemy Within - Procurem este artigo do Gore Vidal. Há também o livro publicado em 2002. Interessante é que Gore Vidal, um importante escritor, não conseguiu publicar este livro nos Estados Unidos.

Deve ter sido por outra questão, Michael Moore faz os filmes com as maiores conspirações do mundo e publica.



Todas as editoras se recusaram a publicar. Ele só conseguiu publicar na Itália.

Há uma diferença entre Gore Vidal e Michael Moore. Michael Moore faz críticas ingênuas, do tipo Bin Laden amigo de George Bush... Se você não leu o artigo do Gore Vidal que eu postei nesse tópico, dá uma lida. É bem interessante.

Ele menciona um livro, "O Grande Tabuleiro de Xadrez". É um livro bem impressionante. Quase tudo que foi teorizado por Zbigniew Brezinski se concretizou.


Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 15 de Março de 2015, 10:20:51
Se informe, [...] adora uma teoria da conspiração, das mais absurdas, [...]governo responsável pelo 9/11,[...]
Barata,

No dia 11 de setembro quantos prédios desabaram perfeitamente na vertical em Nova York?

Nenhum, Pedro.

Todos os que ruíram (4, se não estiver enganado) tiveram alguma inclinação, mesmo que fosse apenas em seu estágio final.

Dá uma olhada nisso.

https://www.youtube.com/v/XrnmbUDeHus

Até onde se pode ver uma perfeita queda vertical. Esse é o WTC7, o terceiro prédio a ruir naquele fatídico dia. Foram 3 os edifícios que desabaram. Esse, o WTC7, era um arranha-céu de quase 50 andares, e não foi atingido por nenhum avião.

São os únicos 3 prédios na história a desabarem devido a um incêndio.

Caro Pedro.

Então, corrigindo, foram 3 os prédios.

Repare que já havia muita poeira e fumaça, possivelmente resultante de pedaços de escombros das torres gêmeas se chocando com o prédio (lado esquerdo do prédio aos 9 segundos de filmagem) e que a parte de trás da lateral esquerda é a primeira a solapar (14 segundos). Ou seja, é um cenário plausível de se esperar se alguns grandes fragmentos das torres gêmeas atingissem o prédio na sua base.

Além disto repare que NÃO aparece nenhuma fumaça ou escombros em nenhuma parte do prédio momentos ANTES dele ruir, o que é estranho porque todas as implosões conhecidas geram isto, com o material sendo 'expelido' para as laterais por causa das explosões.

As torres gêmeas solaparam devido ao enfraquecimento da estrutura central de aço, danificada pelo impacto e pelo calor gerado pelo combustível espalhado que entrou em ignição após o choque.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Barata Tenno em 15 de Março de 2015, 10:26:58
um bilhão de engenheiros no planeta ja explicaram porque os edifícios caíram como caíram, ficar dando bola pra isso é a mesma coisa que debater com criacionista porque os macacos ainda não viraram humanos.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Fabrício em 15 de Março de 2015, 11:04:28
um bilhão de engenheiros no planeta ja explicaram porque os edifícios caíram como caíram, ficar dando bola pra isso é a mesma coisa que debater com criacionista porque os macacos ainda não viraram humanos.

 :ok:

Legal que para suportar as teorias da conspiração de repente todo mundo é arquiteto ou engenheiro civil com especialização em arranha céus.

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 15 de Março de 2015, 11:42:18
A coisa é simples, se alguém quisesse fazer os EUA entrar em guerra dois aviões no WTC já não teria sido o suficiente?

Além de fazer esse plano fabuloso de dois aviões se chocarem os caras fazem algo amador e demolem um prédio de maneira que ficasse claro que era por explosivos... era melhor colocar os explosivos e fazer ele cair todo torto então.

E ninguém viu nunca ninguém colocando explosivos.

Cara, que nóia. Essas teorias são sem pé nem cabeça.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Pedro Reis em 15 de Março de 2015, 13:38:41
um bilhão de engenheiros no planeta ja explicaram porque os edifícios caíram como caíram, ficar dando bola pra isso é a mesma coisa que debater com criacionista porque os macacos ainda não viraram humanos.

 :ok:

Legal que para suportar as teorias da conspiração de repente todo mundo é arquiteto ou engenheiro civil com especialização em arranha céus.



Na verdade existe uma associação de engenheiros e arquitetos nos Estados Unidos que questiona o relatório oficial. Esta associação já conta com mais de 2000 membros.

É esta aqui.

http://www.ae911truth.org/gallery/evidence.html

Na sua página estes engenheiros e arquitetos, alguns de fato com especialização em arranha-céus, citam dez evidências chaves para questionar a versão oficial. Entre estas:

1 - Aceleração constante e tempo de queda próximo da queda livre.

2 - Inúmeros testemunhos de explosões. Pessoalmente eu vi vários testemunhos de explosões que foram ouvidas e sentidas nos andares inferiores da Torre 2 ( no subsolo ).

3 - Presença de thermita nos escombros, o que segundo especialistas só ocorreria se a estrutura de aço tivesse de fato sido cortada por explosões.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: EuSouOqueSou em 15 de Março de 2015, 13:38:55
Se informe, [...] adora uma teoria da conspiração, das mais absurdas, [...]governo responsável pelo 9/11,[...]
Barata,

No dia 11 de setembro quantos prédios desabaram perfeitamente na vertical em Nova York?

Nenhum, Pedro.

Todos os que ruíram (4, se não estiver enganado) tiveram alguma inclinação, mesmo que fosse apenas em seu estágio final.

Dá uma olhada nisso.

https://www.youtube.com/v/XrnmbUDeHus

Até onde se pode ver uma perfeita queda vertical. Esse é o WTC7, o terceiro prédio a ruir naquele fatídico dia. Foram 3 os edifícios que desabaram. Esse, o WTC7, era um arranha-céu de quase 50 andares, e não foi atingido por nenhum avião.

São os únicos 3 prédios na história a desabarem devido a um incêndio.

Tem um topico pra essa torre. Confere la', muita coisa ja foi debatida e explicada.

http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=27513.0
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Barata Tenno em 15 de Março de 2015, 13:41:35
um bilhão de engenheiros no planeta ja explicaram porque os edifícios caíram como caíram, ficar dando bola pra isso é a mesma coisa que debater com criacionista porque os macacos ainda não viraram humanos.

 :ok:

Legal que para suportar as teorias da conspiração de repente todo mundo é arquiteto ou engenheiro civil com especialização em arranha céus.



Na verdade existe uma associação de engenheiros e arquitetos nos Estados Unidos que questiona o relatório oficial. Esta associação já conta com mais de 2000 membros.

É esta aqui.

http://www.ae911truth.org/gallery/evidence.html

Na sua página estes engenheiros e arquitetos, alguns de fato com especialização em arranha-céus, citam dez evidências chaves para questionar a versão oficial. Entre estas:

1 - Aceleração constante e tempo de queda próximo da queda livre.

2 - Inúmeros testemunhos de explosões. Pessoalmente eu vi vários testemunhos de explosões que foram ouvidas e sentidas nos andares inferiores da Torre 2 ( no subsolo ).

3 - Presença de thermita nos escombros, o que segundo especialistas só ocorreria se a estrutura de aço tivesse de fato sido cortada por explosões.


Tem biólogos e físicos contra a evolução e o big bang também. Mais de 2000. E ainda assim são uma minoria insignificante.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Lorentz em 15 de Março de 2015, 14:13:51
2 - Inúmeros testemunhos de explosões. Pessoalmente eu vi vários testemunhos de explosões que foram ouvidas e sentidas nos andares inferiores da Torre 2 ( no subsolo ).

Neste caso, o que tenho a dizer é que pessoas não sabem distinguir barulho de avião se chocando com um prédio com barulho de explosão. Disseram o que parecia ser o mais óbvio no momento.

Uma vez, na minha cidade natal lá no interior do Mato Grosso, uma caldeira de uma serraria explodiu, causando um tremor sentido por toda a cidade. No momento do tremor, tinha certeza que se tratava de um terremoto, mas não era.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Pedro Reis em 15 de Março de 2015, 14:34:24
A coisa é simples, se alguém quisesse fazer os EUA entrar em guerra dois aviões no WTC já não teria sido o suficiente?

Além de fazer esse plano fabuloso de dois aviões se chocarem os caras fazem algo amador e demolem um prédio de maneira que ficasse claro que era por explosivos... era melhor colocar os explosivos e fazer ele cair todo torto então.

E ninguém viu nunca ninguém colocando explosivos.

Cara, que nóia. Essas teorias são sem pé nem cabeça.

A quantidade de incompetências e "coincidências infelizes" que permitiram que a tragédia ocorresse é impressionante. Se focarmos apenas naquilo que é fato, ou seja, naqueles fatos que não são sequer negados pelas próprias autoridades, parecemos estar diante de quadro de probabilidade ínfima.

É claro que há muitas especulações, algumas lúcidas, muitas outras bastante doidas. Mas o que eu estou dizendo é o seguinte: se você deixar de lado as especulações e observar apenas o que é fato, já tem um quadro intrigante e dificílimo de explicar.

Exemplos:

Gore Vidal questiona porque o segundo avião não foi abatido, já que, por lei, é o que deveria ter acontecido. Seria uma norma, não haveria nenhuma necessidade de ordem superior como foi alegado, nesses casos é simplesmente um procedimento padrão.

Na verdade Gore Vidal se equivoca. Esta norma havia sido revogada UM MÊS ANTES dos ataques. Por quem? Donald Rumsfeld! Sem nenhuma razão ou explicação para isso. ( Em tempo, a norma foi restabelecida uma semana depois )

Seria preciso então uma ordem direta do comandante em chefe da Força Aérea. Incrivelmente este homem foi a ÚLTIMA PESSOA no planeta a saber o que estava acontecendo. Quando, em qualquer aldeia do interior da China, todos assistiam estupefatos ais eventos em NY, esse cara supostamente estava em uma reunião privada, com todos os celulares desligados, completamente alheio ao que acontecia.

E durante todas aquela horas, ninguém, absolutamente ninguém do lado de fora da sala teve a ideia de bater na porta e avisar que o Pentágono havia sido atacado, vários aviões estavam no ar sequestrados e alguns há haviam se chocados contra prédios em NY. Talvez tenham pensado que não era motivo suficiente para incomodar o COMANDANTE EM CHEFE DA FORÇA AÉREA em uma importante reunião privada.

Para complicar ainda mais, inúmeros exercícios de guerra tinham sido agendados exatamente para aquela manhã. Exatamente envolvendo todas as bases aéreas que normalmente estariam encarregadas de fazer a interceptação das aeronaves sequestradas.

Este são apenas dois dos inúmeros fatos que fazem do que ocorreu em 11/9 um quebra-cabeça.

Tomadas em conjunto, as evidências pareciam apontar que, no mínimo, soube-se com antecipação do que aconteceria, e que, intencionalmente, providências foram tomadas para que nada impedisse. E eu estou me baseando apenas no que é fato, fatos que não são sequer contestados pelas autoridades.

No entanto, assim como para você, pra mim a ideia de que os edifícios pudessem ter sido implodidos me parecia completamente absurda. Ora, implodir pra quê?! Uma questão óbvia. Segundo: implodir como?! Como instalar toneladas de explosivos e kilômetros de fiação em um préido comercial super movimentado sem que ninguém notasse? Absurdo!

Mas ao notar algo aparentemente inexplicável eu comecei a procurar os argumentos daqueles que afirmam que tal foi o que ocorreu. E o aparentemente sem explicação é o fato do tempo de queda dos prédios ter sido próximo do tempo de QUEDA LIVRE. Ou seja, se o teto da torre tivesse sido lançado ao chão sem nenhum andar abaixo para fazer resistência, ele teria alcançado o solo praticamente no mesmo tempo em que a queda de fato se deu, com toda aquela super estrutura de aço reforçado e concreto para fazer resistência.

Foram 13 segundos, e isso qualquer um pode conferir nos vídeos. 13 segundos! De uma altura de mais de 350 metros. Basta usar aquela expressão da cinemática s = 1/2 gt²

Considerando g como 4,9m/s² e queda no vácuo, o tempo de queda livre é inexplicavelmente próximo do tempo em que se procedeu a queda real.

Ora, devemos partir do princípio que as LEIS DA FÍSICA NÃO SÃO OPCIONAIS! Se isto não puder ser explicado, todo o relatório oficial  produzido pela NSI não passa de fantasia.

Tome como exemplo a segunda torre. O avião atingiu o prédio acima do 80º andar, o incêndio foi, durante todo o tempo, localizado, não tendo se propagado para os andares inferiores. Isso é fato, qualquer um pode pesquisar e comprovar, ou, até mesmo, ver pelas imagens. Várias pessoas que estavam ACIMA dos andares atingidos consequiram descer, e todos que estavam abaixo puderam sair.

Se o incêndio ficou localizado na parte superior do prédio, então, no máximo, apenas as estruturas destes andares poderiam ter sido enfraquecidas. Significaria que os andares que colapsaram em um efeito dominó encontraram a resistência de mais de 80 andares de estruturas super reforçadas de aço e concreto - perfeitamente intactas - por todo o caminho até o solo. Como então, sem violar nenhuma lei da Física, o último andar poderia ter alcançado o solo praticamente no mesmo tempo de uma queda livre?

Para explicar como o por quê isso poderia ter acontecido surgiram várias hipóteses. Algumas talvez plausíveis, principalmente se considerarmos que a revogação temporária das leis da física é que é algo totalmente implausível.

Esqueçamos os úbiquos illuminatis e também os reptilianos, mas se criassem um tópico só sobre o 11 de setembro eu traria fatos e hipóteses interessantes para a apreciação cética dos senhores, que talvez, com seus conhecimentos e observações perspicazes, pudessem solucionar algumas questões que eu sinceramente não consegui.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Pedro Reis em 15 de Março de 2015, 14:38:21
2 - Inúmeros testemunhos de explosões. Pessoalmente eu vi vários testemunhos de explosões que foram ouvidas e sentidas nos andares inferiores da Torre 2 ( no subsolo ).

Neste caso, o que tenho a dizer é que pessoas não sabem distinguir barulho de avião se chocando com um prédio com barulho de explosão. Disseram o que parecia ser o mais óbvio no momento.

Uma vez, na minha cidade natal lá no interior do Mato Grosso, uma caldeira de uma serraria explodiu, causando um tremor sentido por toda a cidade. No momento do tremor, tinha certeza que se tratava de um terremoto, mas não era.

Lorentz,

Não é tão simples. Se as explicações fossem tão simples tanta gente não estaria intrigada.

Por exemplo, pessoas que estavam no estacionamento da Torre foram lançadas para o alto, elas juram, há várias pessoas que dão o mesmo depoimento, que foram lançadas para cima por um impacto que veio de baixo, segundo elas claramente uma explosão. Quando o avião teria se chocado a centena de metros acima. Na verdade alguns dizem que estas explosões ocorreram segundos antes do impacto do avião. Que só depois das explosões é que elas ouvirão o avião se chocando lá em cima.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Pedro Reis em 15 de Março de 2015, 14:46:13


Tem biólogos e físicos contra a evolução e o big bang também. Mais de 2000. E ainda assim são uma minoria insignificante.

Tem, Mas a direrença, Barata, é que estas pessoas são ideologicamente motivadas. Existe um enorme investimento, representando enormes interesses, de instituições como o Discovery Institute.  Eu mesmo, certa vez, enviei um email falso ao Discovery Institute me declarando um cientista contrário a Teoria da Evolução. Se não me engando usei a alcunha de Dr. Artelhos.

Curiosamente, no meu email, em simplesmente dei copy e paste no texto de apresentação do próprio site do D.I. Aiinda assim, para minha não tão grande supresa, recebi uma resposta dessa dileta instituição me relacionando como "um dos milhares de iminentes pesquisadores contra o evolucionismo."

Portanto a sua analogia não é correta. Existem várias associações como estas nos EUA, mas que interesses ideológicos e/ou econômicos teriam nisso?
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Barata Tenno em 15 de Março de 2015, 14:57:43
Minha analogia é absolutamente correta, o que não falta nos EUA são cidadãos anti governo federal, pesquisas dizem que cerca de 40% da população desconfia do governo e acredita em teorias conspiratórias. Eu imagino que dentro desses 40% seja bem fácil tirar 2000 engenheiros e arquitetos.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Pedro Reis em 15 de Março de 2015, 15:15:16
Errata!

Desculpem, g na verdade, próximo da superfície da Terra, pode ser aproximado por 9,8m/s², e não por 4,9 como eu escrevi. É que eu já tinha dividido por 2 na expressão.

Fazendo as contas obtemos 8,45 segundos. NO VÀCUO.

Dá pra chegar no chão em 13 segundos vencendo a resistência de mais de 80 andares?

Alguém físico me explica isso, please.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Jack Carver em 15 de Março de 2015, 15:33:54
Eu sei o seguinte, notícias corriqueiras no site toda semana dão a entender que eles são contrários:

- FED( falas do Ron e Rand Paul são frequentes como suporte ).
- CIA, OTAN.
- Globalistas( George Soros, Rockshilds, Rockfeller, Monsanto... ).
- Republicratas( Administração Obama, Bush, Clinton... )
- Feminismo.
- Comunismo.
- Vacinação obrigatória.
- Política externa americana para o Oriente Médio e a Rússia.
- Vigilância em massa( NSA ).
- Ação policial( Estado Policial ) na violação de direitos. Nas manifestações em Ferguson se posicionaram contra as forças do Estado.
- Controle de armas e internet pelo governo.
- Imigração descontrolada( Aqui cabe a polêmica do racismo, ele vê primordialmente como uma questão política, então ele surta! ).
- Alienação televisiva( CNN, FOX, MSNBC... ).


Basta apenas visitar o site e qualquer um perceberá exatamente isso. Muita coisa intrigante que não sai na grande mídia vc encontra lá, e por fontes externas trazidas para o programa.

Ademais, sobre racismo:
https://www.youtube.com/v/5K4GaaMYn60

https://www.youtube.com/v/NKm8DDYviIM

https://www.youtube.com/v/impZzngaUM8

https://www.youtube.com/v/6E70KK8SIfc


PS: Sobre o 11/9 ainda tenho que ver alguns tópicos e Docs. a respeito para formar opinião. Mas já não é novidade a relação CIA-ALQaeda antes dos atentados.

Recentemente, já me indicaram isso:

911missinglinks.com

"War by Deception" by Ryan Dawson

"The Dark Side of 9/11 and French Connection"
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Pedro Reis em 15 de Março de 2015, 16:13:27
2 - Inúmeros testemunhos de explosões. Pessoalmente eu vi vários testemunhos de explosões que foram ouvidas e sentidas nos andares inferiores da Torre 2 ( no subsolo ).

Neste caso, o que tenho a dizer é que pessoas não sabem distinguir barulho de avião se chocando com um prédio com barulho de explosão. Disseram o que parecia ser o mais óbvio no momento.

Uma vez, na minha cidade natal lá no interior do Mato Grosso, uma caldeira de uma serraria explodiu, causando um tremor sentido por toda a cidade. No momento do tremor, tinha certeza que se tratava de um terremoto, mas não era.


Repare só no início deste vídeo. Algumas pessoas relatam explosões que teriam ocorrido nos andares abaixo. Como explicar?

Talvez tenham se enganado, talvez estejam mentindo. Mas há dezenas de testemunhos coerentes com estes na net. Inclusive de bombeiros. A propósito, todas as fitas de áudio com as gravações das conversas entre o corpo de bombeiros foram vedadas ao público. Esse material continua, em sua maior parte, classificado.

Por quê?

https://www.youtube.com/v/KcspHKrHJlw
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 15 de Março de 2015, 20:12:14
A coisa é simples, se alguém quisesse fazer os EUA entrar em guerra dois aviões no WTC já não teria sido o suficiente?

Além de fazer esse plano fabuloso de dois aviões se chocarem os caras fazem algo amador e demolem um prédio de maneira que ficasse claro que era por explosivos... era melhor colocar os explosivos e fazer ele cair todo torto então.

E ninguém viu nunca ninguém colocando explosivos.

Cara, que nóia. Essas teorias são sem pé nem cabeça.

A quantidade de incompetências e "coincidências infelizes" que permitiram que a tragédia ocorresse é impressionante. Se focarmos apenas naquilo que é fato, ou seja, naqueles fatos que não são sequer negados pelas próprias autoridades, parecemos estar diante de quadro de probabilidade ínfima.

É claro que há muitas especulações, algumas lúcidas, muitas outras bastante doidas. Mas o que eu estou dizendo é o seguinte: se você deixar de lado as especulações e observar apenas o que é fato, já tem um quadro intrigante e dificílimo de explicar.

Exemplos:

Gore Vidal questiona porque o segundo avião não foi abatido, já que, por lei, é o que deveria ter acontecido. Seria uma norma, não haveria nenhuma necessidade de ordem superior como foi alegado, nesses casos é simplesmente um procedimento padrão.

Os caras estavam perdidos




Na verdade Gore Vidal se equivoca. Esta norma havia sido revogada UM MÊS ANTES dos ataques. Por quem? Donald Rumsfeld! Sem nenhuma razão ou explicação para isso. ( Em tempo, a norma foi restabelecida uma semana depois )

Fonte confiável??
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Jack Carver em 20 de Março de 2015, 01:41:41
 :ok:
http://www.computerweekly.com/feature/Interview-the-original-NSA-whistleblower

https://www.youtube.com/v/6wd3ack27jw
https://www.youtube.com/v/4_gZjr5sLDk
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 26 de Março de 2015, 23:47:25
https://www.youtube.com/v/MP9T5E646W0

Isso é uma manifestação

Rally to Restore Sanity - Full

Colbert e Stewart
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Sr. Bradley P. Richfield em 27 de Março de 2015, 00:23:22
Citação de: Pedro Reis
Como então, sem violar nenhuma lei da Física, o último andar poderia ter alcançado o solo praticamente no mesmo tempo de uma queda livre?

Se você parte da ideia que não é possível que o ultimo andar tenha alcançado o solo praticamente no mesmo tempo de uma queda livre, então nem a explicação de demolição controlada é válida.

Mas a verdadeira resposta é que há sim resistência dos andares e o prédio não desaba em "queda livre".
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Buckaroo Banzai em 27 de Março de 2015, 01:13:56
Recomendo a todos simplesmente ignorarem completamente os vídeos do Alex Jones, sem se preocupar um instante sequer em estar perdendo algo de valor.

http://rationalwiki.org/wiki/Infowars
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Barata Tenno em 27 de Março de 2015, 01:20:09
Recomendo a todos simplesmente ignorarem completamente os vídeos do Alex Jones, sem se preocupar um instante sequer em estar perdendo algo de valor.

http://rationalwiki.org/wiki/Infowars

Thank you!!!!
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Buckaroo Banzai em 27 de Março de 2015, 01:49:04
Não tinha nem lido o artigo, morri de rir lendo isso:

Citar
Much like NaturalNews, citing Infowars in an argument usually means you are completely wrong, or you may be so off your view is literally beyond wrong.[2]

:histeria:
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Jack Carver em 27 de Março de 2015, 01:58:44
Por causa desse link, Buck? Eu teria argumentos contrários mais extensos, hehe.
Em particular, dá pra selecionar filtrando adequadamente o que se passa no canal. Tem umas entrevistas interessantes(ex-agentes do governo, empresários, jornalistas, ativistas...), um ou outro artigo tbm, mesmo que carregado de típicos exageros. Vejo mais como uma parada Underground da imprensa. Sabe aquele clima de algo grande está para acontecer? Os caras são bons nisso.  :biglol: Desconfiômetro a mil.
Claro, tem aberrações como a negação do aquecimento global ou coisas do Illuminati. Mas geralmente, lá, o argumento atacando o canal vem dos democratas/republicanos pró-governo, feministas, enfim. O que não dá pra negar é que os caras são vigilantes do Estado, defensores dos princípios constitucionais.

https://www.youtube.com/v/uxB4wPZv8bk
https://www.youtube.com/v/TPP3XT2a9Gg
https://www.youtube.com/v/yrZwK8L_YjI
https://www.youtube.com/v/bD61YFxUga4
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 27 de Março de 2015, 16:55:32
no primeiro video o cara age como um troll em um discurso e é claro que iria ser expulso. Uau.. ele disse coisas tremendas.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 31 de Março de 2015, 20:50:40
http://www.bbc.com/news/world-us-canada-32126346

Vamos ver se os gringos conseguem derrubar essa lei homofóbica em Indiana e parece que Arkansas também.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: EuSouOqueSou em 02 de Abril de 2015, 12:23:57
http://www.bbc.com/news/world-us-canada-32126346

Vamos ver se os gringos conseguem derrubar essa lei homofóbica em Indiana e parece que Arkansas também.

Eis o resumo da ópera:

"Critics believe it provides a way for opponents of gay marriage, which became legal in Indiana last year, to continue their opposition by other means."
(tirado da notícia acima)

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: EuSouOqueSou em 02 de Abril de 2015, 12:34:07
 :lol:

https://www.youtube.com/v/5LH2FVxrj4k
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 02 de Abril de 2015, 13:39:18
estão boicotando indiana, inclusive estados como califórnia proibiram seus membros de visitar o estado. Empresas têm congelado investimentos.. chupa bando de idiotas.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 02 de Abril de 2015, 13:53:00
https://www.youtube.com/v/m4I4H0jtOIU
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Moro em 02 de Abril de 2015, 14:04:07
Como diria Churchil, os gringos sempre fazem a coisa certa.. depois de esgotar todas as outras possibilidades :-)


Mas sem sacanagem, era o que esperava mesmo. Seatle também aderiu, california, o governador de Connecticut se pronunciou.. não dá para um país como os EUA ter uma idiotice assim. Espero que suba e a suprema corte declare inconstitucional.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Jack Carver em 18 de Abril de 2015, 01:36:02
https://www.youtube.com/v/F-cX4ko6SiA
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Pedro Reis em 18 de Abril de 2015, 03:21:53
https://www.youtube.com/v/F-cX4ko6SiA

Esse cara tem algum programa na TV ( aberta ou cabo ) ou só na internet?

Me parece um profissional, alguém que fez desse estilo e desse tipo de discurso um meio de vida. Economicamente falando.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Jack Carver em 19 de Abril de 2015, 22:18:11
Parece que só na internet e nas rádios. Hoje vive disso e depende da audiência e dos patrocinadores para bancar os custos do canal. Segundo o mesmo, se recusa a ser financiado por grandes "Corporações Globalistas".

...Já foi mais temperamental nas discussões tbm, heheh.

O curioso que só vim a saber do programa em meados de 2014 e me lembro bem que tinham uns 922 mil inscritos lá. Vai bater a casa de 1KK em tão pouco tempo. Um feito relativamente surpreendente, apesar do público em geral se dividir/desacreditar de parte do conteúdo da transmissão, como percebe-se nos comentários.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Alex_Jones
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Jack Carver em 30 de Abril de 2015, 23:10:08
NSA WHISTLEBLOWER: MASS SURVEILLANCE THREATENS FREE MARKET CAPITALISM (http://www.infowars.com/nsa-whistleblower-mass-surveillance-threatens-free-market-capitalism/)

https://www.youtube.com/v/WgbJqFrwhbw

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Jack Carver em 11 de Maio de 2015, 16:11:21
http://usawatchdog.com/new-recession-closer-to-depression-john-williams/
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: EuSouOqueSou em 03 de Julho de 2015, 12:33:09
Artigo interessante:

Citar
Como os EUA reduziram a criminalidade?

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Publicado por Luiz Flávio Gomes e mais 1 usuário - 4 meses atrás

A criminalidade nos EUA cresceu assustadoramente nos anos 60/70 e atingiu seu apogeu nos anos 80. O declínio começou a partir de 1990: os índices de assassinatos e roubos (assaltos) caíram pela metade (ver Erik Eckholm, The New York Times International Wekly – Folha, 7/2/15). Nova York, que possui um dos menores índices de encarceramento dos EUA, é uma das cidades que mais reduziram a criminalidade: ela registrou apenas 328 homicídios em 2014, contra 2.245 em 1990 (redução de 85%: ver Adam Gopnik, em Revista Jurídica de la Universidad de Palermo, año 13, n. 1, novembro/2012, tradução de Juan F. González Bertomeu e colaboradores). Depois de 20 anos da grande e bilionária reforma penal de Bill Clinton (de 1994), continua a polêmica sobre as causas da redução da criminalidade nos EUA. Seria o encarceramento massivo? Nos anos 80, eram 220 presos para cada 100 mil pessoas; esse número pulou para 730 em 2010. Indaga-se: era mesmo necessário esse drástico aumento no encarceramento? Quais fatores mais contribuíram para a diminuição do crime?

A polêmica é imensa, mas existem alguns consensos (ver Erik Eckholm, citado): (1) fechamento dos mercados de drogas a céu aberto (com a consequente redução dos tiroteios); (2) revolução no policiamento (concentração nos “pontos quentes”, ainda que fossem um ou poucos quarteirões); (3) policiamento “intensivo” preventivo (blitz contínuas em toda população: “os pobres nesse caso são os que mais sofrem, mas também os que mais ganham”); (4) o exagerado número de condenações por drogas e armas teve papel bastante modesto; (5) o grande encarceramento foi relevante num período, mas depois foi perdendo sua importância para a redução dos crimes (posto que afeta desproporcionalmente algumas minorias: negros, hispânicos e pobres, que são condenados a longas penas, inclusive por crimes menores; o encarceramento dos negros é sete vezes maior que a dos brancos); (6) envelhecimento da população; (7) baixos índices de inflação. A esses fatores cabe agregar: (8) o saneamento e o controle rígido da polícia (evitando ao máximo a corrupção); (9) a melhoria visível da estrutura e do preparo do policial, bem remunerado (e mesmo assim muitos desvios ainda acontecem). A efetiva atuação da polícia se transformou em (10) alto grau de certeza do castigo (quase 70% dos homicídios são devidamente apurados e punidos). Muitos desses fatores também se fizeram presentes em vários países. A baixa da criminalidade desde meados de 90 se deu, assim, em várias partes do mundo (Europa, por exemplo, Canadá etc.).

A queda dos crimes, ademais, coincidiu com o declínio (descompressão) de vários problemas sociais como (11) a gravidez na adolescência e a (12) delinquência juvenil (fortes, aqui, foram a cultura e o sistema judicial). Quando os jovens crescem num ambiente mais seguro, eles se comportam de maneira mais responsável (J. Travis). Qual o consenso em 2015? O encarceramento massivo foi longe demais (republicanos e democratas estão reconhecendo isso). O enigma da redução da criminalidade (nos EUA) não encontra explicação plausível em teorias simplistas (muito menos simplificadoras e pior ainda nas simplórias, que tangenciam o senso comum vingativo). Foram intensas as medidas de prevenção secundária (obstáculos ao cometimento do crime), mas não podem ser descartadas para o futuro as de natureza primária (mudanças socioeconômicas), tais como: (13) o incremento do policiamento comunitário (aproximando-se o policial da comunidade: é preciso superar o abismo que separa as forças da lei das minorias sociais); (14) que são relevantes o enriquecimento da primeira infância, (15) a expansão do tratamento dos drogados e (16) mais serviços de saúde mental (ver Erik Eckholm, citado).

O encarceramento massivo seria responsável por uma baixa diminuição dos delitos (algo em torno de 10%) e mesmo assim a um custo exorbitante: o dinheiro gasto com prisões aumentou seis vezes mais que o sistema universitário (educação superior); fala-se ainda na despersonalização do condenado, no teor vingativo da pena bem como no enriquecimento das empresas que exploram mercadologicamente os presídios (privatização dos presídios). A falência da reabilitação criminal (desenvolvida no norte dos EUA, sobretudo a partir da prisão de Filadélfia) levou muitos a concluírem que nada funciona (nothing Works, disse Martinson). Daí o conservadorismo encarcerador.

Para o criminólogo Franklin Zimring (A cidade que se tornou segura, 2012, em Gopnik, citado: 155), a grande redução da criminalidade não decorreu da resolução das patologias profundas que obsessionam a direita (encarceramento massivo dos superpredadores, redução das mães solteiras, o fim da cultura do bem-estar social) ou a esquerda (injustiça social, discriminação, pobreza); nem tampouco da generalização do aborto, nem de mudanças radicais na situação econômica do povo, nem alteração étnica, nem na alteração da educação, nem na tolerância zero: foram pequenos atos de engenharia social desenvolvidos para impedir o delito que funcionaram (mais policiamento nos lugares “quentes”; não prisões alopradas de pequenos delitos nos lugares seguros); blitz generalizada (“os pobres pagaram mais, mas ganharam mais”) etc. O ato delitivo é uma questão de oportunidade, seja para os ricos, seja para os pobres (quanto mais obstáculos, menos delitos). Muita prevenção e alta certeza do castigo (frente aos delinquentes, sejam marginalizados, sejam os de colarinho branco). Sem alterar suas profundas patologias sociais, os EUA conseguiram diminuir a criminalidade.

Um pouco mais sobre este artigo aqui.

Luiz Flávio Gomes
Luiz Flávio Gomes
Professor
Jurista e professor. Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001). [ assessoria de comunicação e imprensa +55 11 991697674 [agenda de palestras e entrevistas] ]
http://professorlfg.jusbrasil.com.br/artigos/166510496/como-os-eua-reduziram-a-criminalidade

É o que eu digo toda vez que alguém faz uma comparação Brasil x EUA. Ambos tem problemas tem corrupção, ladrões, tráfico de drogas, etc, etc. A diferença é a Justiça, lá ela funciona e os cidadãos tem certeza da punidade.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Jack Carver em 07 de Novembro de 2015, 02:19:38
NY tem 356% mais moradores de rua que SP (http://noticias.band.uol.com.br/cidades/noticia/100000778485/ny-tem-356-mais-moradores-de-rua-que-sp.html)

..Meio tenso.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Pagão em 07 de Novembro de 2015, 07:59:26
Enfim, porque tanto ódio?

Inveja do fraco e frustrado relativamente ao forte e bem sucedido... Se a inveja é superada há admiração, senão há ódio... Claro que acompanhado e encoberto por profundas justificações éticas em prol da humanidade... como não podia deixar de ser... :idea:
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 08 de Fevereiro de 2016, 17:56:09
Citar
E tem muito mais de onde saiu ele, como a Sarah Palin, cotadíssima para presidir os EUA algum dia.

O pior é isso, uma doida destas chegar a presidente dos EUA. Aí sim teríamos o pior dos americanos, como tivemos na presidência do macaco da metralhadora.


Agora tem o Trump.


Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 08 de Fevereiro de 2016, 18:04:52
Até agora, os empregos gerados foram dez vezes menos do que o previsto pelos teóricos da Lei Hope, e mesmo com os benefícios dados aos empresários, estes fazem uma pressão enorme para barrar o aumento do salário mínimo no Haiti de U$2,00 para U$5,00. Diante de tudo isso, não tenho dúvidas que esta não é a melhor política para o país e de que dava para fazer muito melhor buscando desenvolver iniciativas locais e a economia local do Haiti.
US$5,00/mês ou US$5,00/dia?


Por dia.

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Buckaroo Banzai em 08 de Fevereiro de 2016, 20:01:37
NY tem 356% mais moradores de rua que SP (http://noticias.band.uol.com.br/cidades/noticia/100000778485/ny-tem-356-mais-moradores-de-rua-que-sp.html)

..Meio tenso.


(http://cdn.citylab.com/media/img/citylab/legacy/2012/03/02/homelessness-map-by-metro-600.jpg)

http://www.citylab.com/housing/2012/03/homelessness-us-cities/1352/

Citar
...

 Still, our analysis undercuts some well-established myths about homelessness and may well provide a starting point for future discussions of the topic.   

Not surprisingly, housing costs play a role in homelessness. We found a positive correlation between the homelessness rate and the cost of housing (.37).

While the popular impression is that homelessness breeds crime, we found none. In fact, we found homelessness to be negatively associated with crime (with a correlation of -.33 to property crimes and -.27 to the overall crime rate).

As for economic conditions, our findings were mixed. The main economic factor that plays a role in homelessness is unemployment (with a correlation of .36). But we found no correlation between homelessness and productivity, income, human capital, poverty, or inequality, and just a weak positive correlation between homelessness and wages. 

We also found no correlation between homelessness and the share of African-Americans in a population, while the correlation between homelessness and the percent of Hispanics was positive (.34).

It's commonly thought that homelessness is a problem of larger cities and metros. We found a modest correlation between homelessness and metro size (measured as the log of population, .21). The report notes that the rate of homelessness is only slightly higher in the most populated metro areas (22 per 10,000 people) than it is nationally (21 per 10,000 people). New York ranks 13th, Washington, D.C. 21st, and Chicago 75th.

Unsurprisingly, one of the strongest correlations of all was between warm winters and homelessness. The correlation between homelessness and mean January temperature is .47, the highest of any in our analysis.

...

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 29 de Agosto de 2016, 06:34:44
A vida dos estudantes americanos com dívidas acima dos R$ 500 mil

João Fellet - @joaofellet

Da BBC Brasil em Washington
17 agosto 2016

Estudantes

A dívida estudantil nos Estados Unidos alcançou US$ 1,3 trilhão neste ano, o equivalente a 70% do PIB brasileiro em 2015

Formada e pós-graduada em duas das melhores universidades americanas, Carolyn Chimeri imaginava que teria uma vida mais confortável que a de seus pais, que jamais foram para a faculdade.

Após completar o ensino superior, porém, ela acumulou uma dívida de US$ 238 mil (R$ 754 mil) e hoje rala para quitar as prestações com um salário de professora, aos 29 anos de idade.

"Eu e meu marido brigamos o tempo todo por dinheiro, pensando em como sobreviver, pagar as contas e viver como pessoas comuns em Nova York", ela diz à BBC Brasil.

Dívidas como a de Chimeri, que alcançam os seis dígitos, não são incomuns nos Estados Unidos, país onde há poucas universidades gratuitas e cerca de 70% dos estudantes recorrem a empréstimos para custear o ensino superior, segundo o governo americano.


Dados oficiais indicam que a dívida estudantil no país alcançou US$ 1,3 trilhão neste ano - o equivalente a 70% do PIB brasileiro em 2015. Esse montante, segundo o Federal Reserve, o Banco Central Americano, é devido por 43,3 milhões de pessoas.

Já no Brasil a oferta de crédito para estudantes é bem menor e foi reduzida durante a crise: o maior programa federal de financiamento estudantil, o Fies, ofereceu 222 mil linhas de crédito neste ano, que cobrem menos de 10% do total de matrículas anuais em universidades.

Chimeri se endividou pela primeira vez para se formar em história e ciência política na Penn State, universidade pública na Pensilvânia. Nos EUA, mesmo universidades públicas costumam ser pagas, com algumas custando até U$ 40 mil ao ano (em universidades privadas, o valor pode chegar a US$ 70 mil, ou R$ 223 mil).

Após se formar, ela pegou outro empréstimo para um mestrado na Universidade Columbia, em Nova York, acreditando que o diploma lhe garantiria melhores empregos e a chance de quitar o débito com mais rapidez.

Ela diz que seus pais haviam se oferecido para pagar o primeiro empréstimo, mas a crise econômica global complicou a família e fez com que ela assumisse a dívida.

Chimeri foi contratada como professora numa escola pública em Nova York, mas, mesmo pagando parcelas todos os meses, diz que a dívida pouco diminuiu por causa dos juros de 8% ao ano.


Para cortar despesas, mudou-se com o marido para a casa da avó dele e, na melhor das hipóteses, espera quitar os débitos por volta de 2030.

"Não posso comprar uma casa nem começar uma família - sinto que estou parada nos meus 20 e poucos anos", lamenta.


Ansiedade e depressão


A ONG Student Debt Crisis (crise da dívida estudantil), que tenta reformar o sistema de financiamento estudantil nos EUA, compilou vários depoimentos de ex-alunos com dívidas na casa dos seis dígitos.

Uma advogada recém-formada e desempregada na Califórnia com dívida próxima a US$ 400 mil se diz "ansiosa e deprimida" com a perspectiva de jamais conseguir quitar o valor.

Uma ex-estudante em Montana afirma que, por causa dos juros, o empréstimo de US$ 30 mil que pegou para completar a faculdade em 1993 hoje alcança US$ 300 mil, embora jamais tenha deixado de pagar parcelas.

Diretora da Student Debt Crisis, Natalia Abrams diz à BBC Brasil que algumas pessoas com grandes dívidas ficam devendo pelo resto da vida. Segundo ela, 20% dos americanos com mais de 50 anos têm dívidas estudantis.

Mas ela afirma que os mais vulneráveis não são necessariamente quem deve mais, e que um dos grupos mais afetados são devedores que não conseguem completar a faculdade. Muitos largam o curso para trabalhar e atender a alguma demanda mais urgente, como os custos de um tratamento médico ou de um filho recém-nascido.

Sem o título universitário, não conseguem pleitear maiores salários e deixam de pagar a dívida, ficando impedidos de pegar outros empréstimos.

Abrams diz que os alunos das melhores universidades dos EUA - como Harvard, Stanford e Yale - não costumam ter dívidas muito grandes, já que essas instituições são frequentadas por membros da elite americana (capazes de custeá-las sem empréstimos) e concedem bolsas aos estudantes mais pobres.

Carolyn Chimeri     
     
Dívidas como a de Carolyn Chimeri (acima), que alcançam os seis dígitos, não são incomuns nos EUA


Os mais endividados, segundo ela, estudam em universidades que buscam o lucro ("for-profit"). Essas instituições são minoritárias nos EUA, mas vêm se multiplicando e costumam ter avaliações mais baixas que universidades públicas ou sem fins lucrativos.
Para Abrams, o governo federal - responsável pela maior parte do crédito estudantil nos EUA - não deveria cobrar juros sobre esses empréstimos. Hoje os juros, definidos pelo Congresso americano, variam entre 3,76% e 6,31% ao ano.
No Brasil, os juros do Fies são de 6,5% ao ano. O programa brasileiro só é oferecido a famílias com renda de até dois salários mínimos e meio (R$ 2.200).


Abrams defende ainda que sejam ampliados os programas de perdão de dívidas e que todos os americanos possam cursar os dois primeiros anos de faculdade gratuitamente em universidades públicas.


A proposta integrava o plano de governo do ex-candidato democrata à presidência Bernie Sanders e foi parcialmente incorporada pela candidata Hillary Clinton. Ela restringiu a oferta de ensino superior gratuito aos estudantes com renda familiar de até US$ 125 mil ao ano.


Dívidas administráveis


O sistema americano de financiamento estudantil tem seus defensores. Em estudo para o Brookings Institution, um centro de pesquisas em Washington, a professora de economia da Universidade de Michigan Susan Dynarski diz que a dívida estudantil tem crescido nos EUA porque vem aumentando o número de estudantes em universidades do país.


Ela afirma que a maior parte das dívidas é administrável e que muitos devem menos de US$ 10 mil.


Para Dynarski, o crédito estudantil corrige uma falha do mercado financeiro, já que bancos privados não concederiam empréstimos garantidos apenas pelos salários futuros do devedor.


Ela diz, porém, que as regras atuais são duras com recém-formados, obrigados a quitar parcelas altas logo que saem da faculdade e quando seus salários ainda estão baixos. Segundo a professora, 28% dos devedores com menos de 21 anos deixam de pagar algumas parcelas.


Dynarski defende que os EUA adotem um modelo semelhante ao do Reino Unido, onde os pagamentos são definidos conforme o salário do devedor e dívidas não quitadas em 30 anos são perdoadas.


Para Carolyn Chimeri, a professora que deve R$ 754 mil, estudantes devem ser melhor orientados antes de contrair empréstimos que afetarão boa parte de suas vidas.


Ela diz que, se soubesse do impacto que a dívida teria em seu dia a dia, provavelmente teria cursado universidades mais baratas.
"É doloroso pensar em como minha geração poderia estar contribuindo com a sociedade não fosse por essa carga enorme", afirma.



http://www.bbc.com/portuguese/geral-37090687




Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 29 de Agosto de 2016, 10:56:29
Justíssimo.

No Brasil é a população que paga a formação dos universitários.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gauss em 29 de Agosto de 2016, 11:08:24
Quer estudar  no Ensino Superior pague. Está correto.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Diegojaf em 29 de Agosto de 2016, 13:51:26
Justíssimo.

No Brasil é a população que paga a formação dos universitários.

Quando a bolha estourar, vai ser justíssimo também.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 29 de Agosto de 2016, 13:52:25
Justíssimo.

No Brasil é a população que paga a formação dos universitários.

Quando a bolha estourar, vai ser justíssimo também.

Em que sentido?
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 29 de Agosto de 2016, 14:22:54
Quer estudar  no Ensino Superior pague. Está correto.


Apenas lembrando que correto ou incorreto, certo ou errado, dependem completamente  do sistema ético  (e/ou ideologia política) escolhido subjetivamente por cada indivíduo.

O que você julga  subjetivamente como correto  pode ser julgado  subjetivamente como incorreto. 

Um e outro não estarão  absolutamente certos ou errados, apenas se poderá dizer que estão coerentes com tal sistema ético e/ou político.

São meros julgamentos subjetivos de valores.  É importante ter isso em mente quando se faz julgamentos de certo ou errado, correto ou incorreto.



Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gaúcho em 29 de Agosto de 2016, 14:28:51
Quer estudar  no Ensino Superior pague. Está correto.


Apenas lembrando que correto ou incorreto, certo ou errado, dependem completamente  do sistema ético  (e/ou ideologia política) escolhido subjetivamente por cada indivíduo.

O que você julga  subjetivamente como correto  pode ser julgado  subjetivamente como incorreto. 

Um e outro não estarão  absolutamente certos ou errados, apenas se poderá dizer que estão coerentes com tal sistema ético e/ou político.

São meros julgamentos subjetivos de valores.  É importante ter isso em mente quando se faz julgamentos de certo ou errado, correto ou incorreto.





Relativo. Isso pode estar tanto certo, quanto errado, dependendo da opinião sobre opiniões da pessoa que está lendo sua postagem. Essa relativização é ainda mais relativa quando colocado na equação a opinião sobre relativização das relativizações das opiniões destas mesmas pessoas. É importante ter isso em mente quando relativizamos as relativizações das opiniões.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 29 de Agosto de 2016, 14:31:43
Quer estudar  no Ensino Superior pague. Está correto.


E deixando de lado o julgamento subjetivo,  algo que podemos dizer objetivamente  é que há preços muito altos de mensalidades.  Esta é uma questão objetiva para a qual não houve comentário, sendo que é muito comum  dizer como os preços de várias coisas  são caras  no Brasil.  Enquanto que para esses preços muito caros não  houve  nenhuma criticazinha, não houve nenhuma comparação. 





Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Diegojaf em 29 de Agosto de 2016, 14:36:29
Justíssimo.

No Brasil é a população que paga a formação dos universitários.

Quando a bolha estourar, vai ser justíssimo também.

Em que sentido?

No sentido de que vai corrigir uma distorção do mercado.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 29 de Agosto de 2016, 14:55:04
Quer estudar  no Ensino Superior pague. Está correto.
Apenas lembrando que correto ou incorreto, certo ou errado, dependem completamente  do sistema ético  (e/ou ideologia política) escolhido subjetivamente por cada indivíduo.

O que você julga  subjetivamente como correto  pode ser julgado  subjetivamente como incorreto. 

Um e outro não estarão  absolutamente certos ou errados, apenas se poderá dizer que estão coerentes com tal sistema ético e/ou político.

São meros julgamentos subjetivos de valores.  É importante ter isso em mente quando se faz julgamentos de certo ou errado, correto ou incorreto.

Como assim 'julgamentos subjetivos'?

Sob o ponto de vista do direito, a pessoa usou um serviço e estava ciente das condições gerais do contrato. A não ser que ela demonstre cabalmente que FOI ENGANADA, não há o que ser discutido. Ela deve. Ela que pague.

Mas se você enveredar por algo mais... filosófico, por assim dizer, querendo justificar que toda a sociedade tenha que pagar por uma OPÇÃO de parte de alguns, neste caso podemos discutir isto.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 29 de Agosto de 2016, 14:56:51
Justíssimo.

No Brasil é a população que paga a formação dos universitários.

Quando a bolha estourar, vai ser justíssimo também.

Em que sentido?

No sentido de que vai corrigir uma distorção do mercado.

Correndo o risco de ser vítima de uma gozação...

Eu concordo. Quem emprestou sem garantia, que arque com as consequências. Mas mais ainda deve ser penalizado quem usou o serviço sabendo que não tinha como pagar.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Buckaroo Banzai em 29 de Agosto de 2016, 15:30:44
Justíssimo.

No Brasil é a população que paga a formação dos universitários.

E lá são os estudantes que pagam/se endividam por programas esportivos decrépitos.

Provavelmente novamente é algo em que temos melhores exemplos em outros lugares, para ambos os casos, seja de subsídio estatal, ou algo completamente privado.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gauss em 29 de Agosto de 2016, 16:13:21
Quer estudar  no Ensino Superior pague. Está correto.


Apenas lembrando que correto ou incorreto, certo ou errado, dependem completamente  do sistema ético  (e/ou ideologia política) escolhido subjetivamente por cada indivíduo.

O que você julga  subjetivamente como correto  pode ser julgado  subjetivamente como incorreto. 

Um e outro não estarão  absolutamente certos ou errados, apenas se poderá dizer que estão coerentes com tal sistema ético e/ou político.

São meros julgamentos subjetivos de valores.  É importante ter isso em mente quando se faz julgamentos de certo ou errado, correto ou incorreto.

Tudo tem um custo. Estudar custa caro. Eu pago a minha faculdade, meus colegas em sua maioria também pagam. Existem financiamentos oferecidos por bancos ou até mesma pela própria faculdade ou governo(o governo financiar é arriscadíssimo, inclusive). Há a opção de a faculdade oferecer bolsas através de um fundo próprio para pessoas de baixa renda, o que é justíssimo. Mas tem um custo também saneado pela faculdade ou por alguma outra instituição. Tudo tem um custo. Agora, se a discussão for se as pessoas devem estudar de graça o  ensino superior, é meramente filosófico como sugeriu o Geo. No mundo que vivemos, é assim que funciona.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Buckaroo Banzai em 29 de Agosto de 2016, 16:22:16
As coisas teoricamente poderiam ser tais que, a sociedade enriquece mais subsidiando a formação superior da população. (Ao mesmo tempo em que se evitaria distorções como os alunos se endividarem financiando programas esportivos, e não sua própria formação)

A "subjetividade" está em geralmente se ter uma opinião sobre isso ser mesmo verídico de modo geral, ou mesmo se é moralmente aceitável, apesar de um benefício geral concreto.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 29 de Agosto de 2016, 16:35:05
Justíssimo.

No Brasil é a população que paga a formação dos universitários.
E lá são os estudantes que pagam/se endividam por programas esportivos decrépitos.

Não entendi, Buck.


Provavelmente novamente é algo em que temos melhores exemplos em outros lugares, para ambos os casos, seja de subsídio estatal, ou algo completamente privado.

Tudo bem. Concordo.

Mas o ponto central nesta discussão é: Aqueles que contraíram uma dívida devem pagar por ela.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gauss em 29 de Agosto de 2016, 16:57:00
As coisas teoricamente poderiam ser tais que, a sociedade enriquece mais subsidiando a formação superior da população. (Ao mesmo tempo em que se evitaria distorções como os alunos se endividarem financiando programas esportivos, e não sua própria formação)

Teoricamente era para ser essa mais ou menos a ideia das Universidades públicas aqui, não?
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Buckaroo Banzai em 29 de Agosto de 2016, 17:18:31
Justíssimo.

No Brasil é a população que paga a formação dos universitários.
E lá são os estudantes que pagam/se endividam por programas esportivos decrépitos.

Não entendi, Buck.


Os alunos se matriculam e pagam pela formação profissional, mas a maior parte de dinheiro investido é nos esportes, mesmo que percam dinheiro com esse empreendimento.

https://www.youtube.com/v/guHL1pNtVS8





As coisas teoricamente poderiam ser tais que, a sociedade enriquece mais subsidiando a formação superior da população. (Ao mesmo tempo em que se evitaria distorções como os alunos se endividarem financiando programas esportivos, e não sua própria formação)

Teoricamente era para ser essa mais ou menos a ideia das Universidades públicas aqui, não?

Talvez seja em algum grau, embora uma parte do investimento vá pelo ralo em cracolândias de luxo e/ou produção de coisas que seriam mais baratamente geradas no gerador online de pós-modernismo.

http://www.elsewhere.org/journal/pomo/
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gauss em 29 de Agosto de 2016, 17:29:21
Talvez seja em algum grau, embora uma parte do investimento vá pelo ralo em cracolândias de luxo e/ou produção de coisas que seriam mais baratamente geradas no gerador online de pós-modernismo.

http://www.elsewhere.org/journal/pomo/

Creio que esse seja um problema maior na parte de humanidades. Em outras áreas mais "técnicas" a produção científica é muito boa.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 29 de Agosto de 2016, 19:41:02
Quer estudar  no Ensino Superior pague. Está correto.
Apenas lembrando que correto ou incorreto, certo ou errado, dependem completamente  do sistema ético  (e/ou ideologia política) escolhido subjetivamente por cada indivíduo.

O que você julga  subjetivamente como correto  pode ser julgado  subjetivamente como incorreto. 

Um e outro não estarão  absolutamente certos ou errados, apenas se poderá dizer que estão coerentes com tal sistema ético e/ou político.

São meros julgamentos subjetivos de valores.  É importante ter isso em mente quando se faz julgamentos de certo ou errado, correto ou incorreto.

Como assim 'julgamentos subjetivos'?

Sob o ponto de vista do direito, a pessoa usou um serviço e estava ciente das condições gerais do contrato. A não ser que ela demonstre cabalmente que FOI ENGANADA, não há o que ser discutido. Ela deve. Ela que pague.

Mas se você enveredar por algo mais... filosófico, por assim dizer, querendo justificar que toda a sociedade tenha que pagar por uma OPÇÃO de parte de alguns, neste caso podemos discutir isto.


A ideia e julgamento de que só é correto  que o Estado ofereça educação pública de nível fundamental e médio é meramente uma ideia baseada em ideias políticas, subjetivas, valores pessoais:

Não existe objetividade na afirmação de que o correto é apenas o Estado fornecer educação pública de nível fundamental e médio; e não existe objetividade na afirmação de que incorreto  que o Estado forneça educação pública de nível superior (e gratuita para os usuários diretos).


Tais julgamentos são políticos, baseados em ideologias políticas subjetivamente acolhidas.




Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 29 de Agosto de 2016, 19:44:01
Talvez seja em algum grau, embora uma parte do investimento vá pelo ralo em cracolândias de luxo e/ou produção de coisas que seriam mais baratamente geradas no gerador online de pós-modernismo.

http://www.elsewhere.org/journal/pomo/

Creio que esse seja um problema maior na parte de humanidades. Em outras áreas mais "técnicas" a produção científica é muito boa.



Ainda bem que pôs essa palavrinha entre aspas.







Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 19 de Outubro de 2016, 08:40:55


Origens do bipartidarismo. Uma tentativa de entender as eleições norte-americanas
 


Antonio Pedro Tota

Professor de História da América no Curso de Relações Internacionais da PUC-SP

 
RESUMO


A eleição nos Estados Unidos intriga os brasileiros. Poucos conseguem entendê-las: nem mesmo os americanos sabem exatamente como funciona sua democracia. Não escolhem o presidente pelo voto direto, como aqui. Delegam o poder de escolha a um Colégio Eleitoral composto por representante dos dois únicos partidos que conseguem realmente participar do processo.

Palavras-chave: eleições norte-americanas; Barack Obama; primárias; bipartidarismo.

SUMMARY

The American elections are a mystery for Brazilians. Even for Americans elections are difficult to understand. Under the Electoral College system the popular vote for president has no significance. For us is a basic principle. The two party system creates barriers for a small party. It is impossible, for a third party, to achieve power.

Keywords: American elections; Barack Obama; primaries; two party system.

 

 

Novembro de 2004, Universidade de Maryland, cerca de vinte minutos da Casa Branca, Washington DC. Os Estados Unidos estavam em alerta total, não por questões de segurança nacional: a tensão era pela disputa entre o democrata John Kerry e o republicano George W. Bush, buscando a reeleição. "Não se troca o cavalo no meio da jornada." Essa metáfora western-hollywoodiana foi usada para justificar a vitória, relativamente fácil, de George W. Bush, considerado o pior presidente que os americanos já tiveram.


Militantes do Partido Democrata protestaram quando, aparentemente, alguns votos não foram contados porque os eleitores não conseguiram entender a disposição dos nomes dos candidatos nas cédulas - que são diferentes em cada estado. Intrigado com o mecanismo das eleições que eu não podia entender completamente, por mais atenção que prestasse, pedi a um professor de História Americana explicações sobre o sistema eleitoral do país. O professor não hesitou em responder: "não sabemos exatamente".


O processo eleitoral nos Estados Unidos é bastante complexo e confuso, para os próprios americanos; para nós, é quase impossível de entender. A leitura de um livreto editado pelo Bureau of International Information Programs1 do Departamento de Estado no início do corrente ano, ajudou a esclarecer um pouco.


Os Estados Unidos da América são uma democracia representativa desde que a constituição de 1787 foi ratificada. Eleição nunca foi uma novidade para os habitantes das treze colônias inglesas na Costa Leste do continente americano. O township na América, lembrada por Tocqueville, vinha da Inglaterra e elegia seus administradores.


As eleições atuais guardam alguns resquícios dos tempos da colônia. A escolha do presidente e do vice-presidente ocorre a cada quatro anos e se realiza em anos pares. E a cada dois anos são eleitos 435 membros da câmara dos deputados, assim como, aproximadamente, um terço dos cem membros do senado (o mandato dos senadores é de seis anos).


O sistema federativo americano é muito complexo. O governo federal exerce o poder central, evidentemente. Mas nem tanto. Os governos dos estados têm muita autonomia, quando se compara com o que ocorre no Brasil. Na verdade, muitas vezes, ao governo federal não é permitido exercer certas funções que só competem ao governo dos estados. Os estados e governos locais (entenda-se governos dos condados ou county - o que corresponde mais ou menos a nossos municípios) têm uma variedade muito grande de independência. Há dois tipos básicos de eleições: uma primária e outra geral. As primárias são, como o nome indica, realizadas antes das eleições para presidente e servem para indicar o candidato de cada um dos dois partidos americanos, isto é, o Democrata e o Republicano. A rigor, a política dos Estados Unidos funciona como um sistema bipartidário. Há outros partidos, mas foram poucas as vezes em que um terceiro partido chegou perto da vitória. Chegou perto, mas nunca ameaçou o monopólio, ou melhor, o duopólio, dos dois partidos.


Desde o começo do século XX, as eleições primárias têm sido, em certo sentido, o principal instrumento para a escolha do candidato do partido à presidência. Raramente aquele que ganha nas primárias não é escolhido candidato do partido. Em alguns estados o candidato é escolhido por tradição em convenções locais em vez de primárias. Esse sistema é chamado caucus. O caucus é uma espécie de encontro de membros do partido de uma pequena localidade para escolher o delegado. O caucus envolve reuniões em casas de pessoas conhecidas ou clube de uma comunidade. Cada pequeno grupo reúne-se num cômodo da casa ou nas dependências do clube e tenta chegar a um consenso, depois numa reunião maior dizem o nome escolhido até chegarem a um nome comum.


Depois disso, o partido se reúne na convenção nacional, geralmente entre julho e setembro. Desde os anos 1970, já se fica sabendo o nome do candidato muito antes da convenção. É o que está acontecendo agora: McCain, pelo Republicano, e Barack Obama, pelo Democrata. Tudo isso porque eles conseguem a nomeação de delegados partidários de suas candidaturas antes que as primárias e os caucuses terminem... Assim, as convenções viram uma festa. Apitos, balões, ou melhor, bexigas, e principalmente bandas acompanhadas de cheerleaders. E os chapéus de "palheta", herança da moda do fim do XIX. Na verdade, a convenção já é um primeiro e importante passo para a propaganda nacional do candidato.


Daí vai-se para as eleições gerais. O problema é que não se escolhe somente o candidato. Alguns estados aproveitam para fazer petições por escrito na própria cédula para aprovar o orçamento de uma obra pública. Segundo o site da UOL, para a próxima eleição um grupo de democratas da Califórnia está recolhendo assinaturas para incluir nas cédulas das eleições de novembro uma proposta de mudança do nome de uma estação de tratamento de água, de "Oceanside Water Pollution Control Plant" para "George W. Bush Sewage Plant" - ou seja, Estação de Tratamento de Esgotos George W. Bush. Não é fácil votar nos Estados Unidos. A escolha do candidato, na eleição geral, é feita por meio de uma lista escrita numa cédula. Assinala-se e deposita-se numa urna. No livreto do Departamento de Estado há uma fotografia de uma funcionária segurando uma máquina de votar. Essas novas máquinas estão sendo adotadas em alguns estados.


O número de votantes vem caindo de eleição em eleição. Com exceção das duas últimas (2000 e 2004), votam no máximo 50% dos eleitores. Daí a dúvida que paira sobre a legitimidade do pleito. O voto não é obrigatório, mas voluntário. O sistema complica-se com o grande número de eleições que podem ocorrer simultaneamente nos planos local e geral. O eleitor precisa se auto-registrar, o que é diferente em cada condado, cada estado, cada pequena cidade perdida no "sertão" de Montana ou de Oregon. Tudo isso leva o americano a uma preguiça eleitoral macunaímica. E mais: a eleição não é feita num domingo, e sim em dia comum de trabalho.


Só americano nato pode se candidatar a presidente. Um terceiro mandato ficou proibido desde que a vigésima segunda emenda foi aprovada, em 1951. O último que se reelegeu por mais de uma vez foi Franklin Delano Roosevelt. No começo, isto é, em 1787, na época em que foi escrita a constituição, os chamados founding fathers não planejaram a existência de partidos na acepção moderna do termo. Os primeiros mecanismos estavam assentados nas premissas da separação entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O federalismo era a base e o presidente deveria ser eleito por um colégio eleitoral. Isso ajudou a nova república a ficar mais independente de partidos e facções políticas.


No entanto, apesar das intenções dos pais da pátria, por volta de 1800 a nova república possuía organizações políticas em bases nacionais semelhantes a partidos. Sem dúvida, isso era novo no mundo da política. Mesmo na França revolucionária, não havia exatamente partidos nacionais. Pela primeira vez podia-se transferir o poder de uma facção para a outra por meio de eleições. O desenvolvimento e expansão dos partidos foram seguidos pela extensão do direito de voto. No começo da república, somente proprietários do sexo masculino é que podiam votar. No século XIX, com a chegada dos imigrantes, a expansão para o Oeste e o crescimento das cidades, os novos atores sociais começaram a exercer poderosa pressão para uma maior participação política. Aos poucos, o direito foi se tornando extensivo a todos. Uma cena do filme O homem que matou o facínora (The man who shot Liberty Valance), de John Ford, dá uma boa idéia do significado do direito de voto adquirido pelos imigrantes. Ramson Stoddart, o advogado do Leste recém-chegado em Chimbone, uma imaginária cidadezinha perdida no Oeste, dá aulas de cidadania aos semi-analfabetos habitantes da localidade, adultos e crianças. Num determinado momento, o improvisado professor pergunta a Nora, uma sueca, o que ela havia aprendido sobre a democracia. "Se o representante em quem votamos", respondeu a imigrante, "não fizer o que prometeu, vamos dar um chute nos 'manda-chuvas' de Washington e não vamos votar mais nesses políticos." Na época em que o filme foi ambientado, isto é, pouco depois da Guerra Civil, o voto ainda não tinha se estendido às mulheres, mas já havia clara consciência dos direitos. Direitos limitados, entretanto. Depois da Guerra Civil, teoricamente os ex-escravos estavam habilitados a votar. Durou pouco. Em 1877, o programa de reconstrução foi dado por encerrado, e os negros livres voltaram a uma quase-escravidão, pelo menos em muitos estados do Sul.


O Partido Republicano e Partido Democrata têm suas origens nos predecessores do século XIX e dominam totalmente o processo eleitoral. Com raríssimas exceções, são os dois partidos que controlam a presidência, o congresso, a câmara dos deputados, os governos dos estados. Por exemplo, desde 1852 todos os presidentes foram eleitos ou pelo Partido Republicano, ou pelo Democrata. Há possibilidade da participação de outros partidos? Legalmente sim. Eles podem e têm seus candidatos. Mas a máquina dos dois partidos é de tal forma poderosa que, na prática, é impossível a eleição por meio de um terceiro partido.


Os dois partidos majoritários não têm uma programação claramente ideológica. Há, isto sim, uma base mais pragmática, o que facilita uma adaptação ao processo político.

 

OS DOIS PARTIDOS E O COLÉGIO ELEITORAL


O domínio dos dois partidos, desde os anos 1860, está ligado a aspectos da estrutura do sistema político americano. A formação de bases nacionais do partido exige um aperfeiçoamento de gerenciamento, fontes de financiamento e apelo popular para vencer nos distritos legislativos por todo o país. Sob esse sistema, pequenos partidos ou o chamado terceiro partido não têm chance de ter representação. Mas os americanos não parecem ver nisso um problema. "Estamos satisfeitos com os dois partidos. Dois partidos dão conta de nossos aspirações políticas ideológicas", parece dizer o eleitor. Além do mais, para o historiador Richard Hofstader, "o destino dos Estados Unidos da América não é o de ser uma nação que possui ideologias, mas de ser uma ideologia"2.


Tecnicamente, os americanos não elegem o presidente e o vice-presidente por meio do voto direto. Essa é uma atribuição do colégio eleitoral. Os americanos votam dentro de seus estados em um grupo de eleitores que se compromete com um ou outro candidato (somente um) e formam um Colégio Eleitoral. Cada Estado tem um determinado número de eleitores no colégio, baseado no tamanho de sua população. Em quase todos os estados, o vencedor do voto popular leva todos os votos do colégio eleitoral daquele estado. Por causa desse sistema, um candidato pode chegar à Casa Branca sem ter o maior número de votos populares em âmbito nacional. O número de eleitores corresponde ao número de representantes (deputados) e senadores de cada estado. A eleição do presidente requer maioria absoluta dos 538 votos dos cinqüenta estados.


Os pais fundadores dos Estados Unidos planejaram o colégio eleitoral para que os estados pudessem repartir o poder estatal e nacional. É por isso que, sob o sistema de colégio eleitoral, o voto popular não possui um peso significativo no resultado final. Algumas vezes, candidatos foram eleitos sem a maioria dos votos populares.


As eleições primárias (presidência, senado e governo estadual) são consideradas peças fundamentais para a existência da democracia. Se algum militante mais radical, ou mais liberal, na linguagem da cultura política americana, conseguir ser nomeado nas eleições primárias, ele pode e deve fazer valer sua plataforma política dentro dos limites do programa do partido. A elasticidade política dos partidos americanos é social e étnica. Com exceção dos judeus e dos negros americanos (que majoritariamente votam com os democratas), os dois partidos recebem votos de quase todos os segmentos sociais e étnicos do país. Ou seja, os partidos têm grande flexibilidade e grande diversidade a ponto de absorver em suas fileiras radicais de todos os lados. Em outras palavras, como já vimos, quando um partido assume o poder, o pragmatismo tende a suplantar a ideologia. E para complicar mais as coisas, um presidente não pode exigir do senador ou deputado de seu próprio partido um voto de lealdade partidária.


Se a exigência de maioria absoluta torna impossível a eleição de um candidato por um terceiro partido, algumas vezes isso quase foi possível. Em fevereiro de 1912, o ex-presidente Theodore Roosevelt quis disputar a indicação como candidato do Partido Republicano. A disputa era severa. Do outro lado do partido estava William Howard Taft, antigo amigo de Roosevelt que disputava a reeleição. A máquina do partido estava nas mãos dos seguidores de Taft. Roosevelt, sabendo que seria derrotado, fundou um novo partido de caráter progressista. Durante sua presidência, Roosevelt ficou conhecido como durão e se dizia forte como o alce gigante encontrado nas florestas frias da América do Norte - em inglês, moose. O novo partido ficou conhecido como Bull Moose Party. Três nomes disputavam a eleição em novembro de 1912: Theodore Roosevelt pelo Bull Moose Party, William Taft pelo Partido Republicano e Woodrow Wilson pelo Partido Democrata. A participação de um candidato (Roosevelt) com forte apelo popular por meio de um terceiro partido que tentava romper com a tradição do bipartidarismo só serviu para dividir os eleitores do Partido Republicano. O democrata Wilson, como sabemos, foi eleito. Theodore Roosevelt arrumou sua bagagem e veio curtir a ressaca da derrota na selva amazônica, ao lado de Cândido Rondon3. Algo parecido ocorreu em 1992 quando o bilionário texano Ross Perot saiu por um terceiro partido com uma plataforma conservadora. O Partido Republicano dividiu-se, e Bill Clinton, do Partido Democrata, venceu, derrotando George Bush pai. Há quem afirme que a candidatura do verde Ralph Nader foi financiada, secretamente, pelo Partido Republicano, já que Nader surrupiou muitos votos que iriam para Al Gore, do Partido Democrata, facilitando a duvidosa vitória de George W. Bush em 2000. Ou seja, a candidatura por um terceiro partido é legal, mas a eleição, impossível.

 

ORIGEM DOS PARTIDOS


O Partido Republicano que elegeu Abraham Lincoln em 1860 descendia do "Partido Federalista/Whig". Nasceu com base de uma plataforma reformista, progressista, antiescravista e favorável a taxas que protegessem as indústrias e manufaturas. Durante a ausência dos democratas no Congresso (na Guerra Civil 1861-1865), o Partido Republicano implementou leis favoráveis aos negócios e aos agricultores do Norte: com altas tarifas, ferrovia transcontinental, assentamentos de agricultores no Oeste (homesteads). A vitória do Norte na Guerra Civil garantiu o domínio dos republicanos até 1913 (exceção feita a dois mandatos de Grover Cleveland, em 1885-1889 e 1893-1897). Em grande parte, graças à Guerra Civil, consolidou-se como um dos dois partidos que dominam o cenário político americano.


Já o Partido Democrata originou-se no "Partido Republicano Jeffersoniano", por volta de 1790, para opor-se ao "Partido Federalista/Whigs". De Jefferson, o partido recebeu os fundamentos de um governo mínimo - opondo-se aos impostos que os Federalistas defendiam - e o apoio aos interesses agrários, em especial os do Sul. Nos anos 1830, o Partido Populista de Andrew Jackson (apoiado por pequenos agricultores) reforçou as fileiras do Partido Democrata, transformando-o. Com a Guerra Civil, o Partido Democrata, por ter iniciado a secessão, ficou associado aos sulistas, ao racismo e ao reacionarismo.


Os herdeiros políticos democratas-jacksonianos-populistas renasceram no final do século XIX com uma plataforma de defesa dos interesses dos pequenos sitiantes (farmers) e de trabalhadores em geral. Esse grupo acabou por se fundir aos progressistas de Theodore Roosevelt, representado também pelos partidários de Wilson do Partido Democrata. Nos anos 1920, muitos membros do Partido Democrata - que haviam ficado fora do poder por muitos anos - fundiram-se aos conservadores do Partido Republicano. Foi aproximadamente nesse período que os dois partidos começaram a mudar de sinal. Isto é, a bandeira de conservadorismo passou para o Partido Republicano, e a bandeira do liberalismo (na concepção americana), mais progressista, passou para o Partido Democrata, que finalmente se livrou do estigma de escravista. Mas foi somente com Franklin Delano Roosevelt (depois de 1933) que o Partido Democrata foi transformado em verdadeiro agente de uma revolução democrática, que reviveu as reformas wilsonianas (e também do primeiro Roosevelt), radicalizando-as. Devem-se levar em conta as particularidades do Sul dos Estados Unidos, onde o Partido Democrata continuou sendo o baluarte de um reacionarismo racista. A revolução de Roosevelt apoiava-se fortemente na classe operária dos grandes centros urbanos e industriais, na classe média ascendente, nos sindicatos, em minorias étnicas e religiosas e em alguns democratas do Sul.

 

PRIMÁRIAS


As eleições primárias nem sempre foram a regra nos Estados Unidos. No século XIX e em parte do XX, a escolha do candidato se fazia nas convenções, que eram controladas pelos líderes dos partidos. A liderança política usava sua influência para garantir que os delegados votassem corretamente (de acordo com o interesse dos grupos) na convenção. No entanto, no começo do século XX, os oponentes dos caciques dos partidos demandaram modificações no sistema de escolha. Aos poucos, muitos estados começaram a fazer eleições para a escolha dos delegados, isto é, eleições primárias. Em 1916, mais da metade dos estados americanos já realizavam esse tipo de eleição. Durou pouco a alegria das oposições aos caciques. Depois da Primeira Guerra, os poderosos do partido perceberam que as primárias minavam a estrutura de poder criada e mantida há muitos anos. Houve pressões sobre os poderes dos estados: as primárias eram muito caras, e poucas pessoas participavam ó esse era o argumento deles. Na eleição de 1936, somente doze estados as realizaram.


Depois da Segunda Guerra Mundial, o crescimento das cidades, a expansão dos subúrbios e, principalmente, a difusão da televisão como meio de comunicação de massas transformaram a sociedade americana. Antes mesmo de 1960, quando Kennedy foi eleito, mais de 90% das famílias americanas possuíam pelo menos um aparelho de televisão. E foi a televisão que ajudou a trazer de volta as eleições primárias. A maioria das pessoas podia ver e ouvir as campanhas políticas entre a propaganda de um sabão em pó e de um novo modelo de aspirador ou de uma soap opera. Um candidato a presidente poderia exibir seu popular appeal, como foi o caso de John Kennedy. Da televisão para a retomada na participação das primárias foram necessárias algumas décadas. Até chegar à situação atual.


A vitória de Obama sem dúvida insere-se nesse quadro. O papel de Oprah Winfrey, conhecida líder de audiências na televisão americana em talk-show, não foi determinante, mas foi fundamental. Ela abraçou a candidatura de Barack Obama. E isso, sem dúvida, ajudou o senador por Illinois a superar Hillary Clinton em várias primárias em redutos brancos do Centro-Oeste e Centro-Norte. Controvérsias dentro do Partido Democrata podem ainda complicar as coisas. O historiador Sean Wilentz, autor de livros sobre a democracia americana, põe em dúvida a lisura da campanha de Obama. E as militantes feministas democratas hillaristas preferem votar em McCain por discordar da plataforma mais elástica de Obama, que pode dar margem a interpretações machistas. No recente encontro pela unidade do partido, elas gritavam da platéia: "Nobama!", ou ainda "Snobama!", uma alusão ao caráter elitista do jovem advogado formado em Harvard.


O que sabemos, neste meio de ano eleitoral americano, é que as pesquisas indicam uma ampla vantagem para o candidato afro-americano. É fato inédito na história de um país com heranças racistas.

 

 

Recebido para publicação em 14 de junho de 2008.

 

 

[1] USA - Elections in brief. Bureau of International Information Programs. U.S. Department of State. <http://usinfo.state.gov/ 2008>, acessado em 01/07/2008.         [ Links ]
[2] Ver Lipset, Seymour Martin. American excepcionalism - a double edge sword. Nova York: W.W.Norton & company, 1996, p. 18.         [ Links ]
[3] Ver Millard, Candice. O rio da dúvida: a sombria viagem de Theodore Roosevelt e Rondon pela Amazônia. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.        [ Links ]




http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002008000200007



EM PDF:


http://www.scielo.br/pdf/nec/n81/07.pdf

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 19 de Outubro de 2016, 08:50:11
Ótima análise.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Pedro Reis em 19 de Outubro de 2016, 09:28:42
O curioso é que o partido democrata, em sua origem, era mais reacionário e sulista. E o republicano mais progressista e nortista.

Ao longo do século 20 essa configuração quase se inverteu.

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Pasteur em 03 de Fevereiro de 2017, 22:14:31
Citar
Os amigos dos EUA segundo os americanos (dos mais pros menos):

Canada
Britain
Australia
France
Ireland
Italy
Germany
New Zealand
Sweden
Norway
Switzerland
Netherlands
Denmark
Finland
Spain
Israel
Iceland
Austria
Belgium
Greece
Japan
Poland
Greenland
Brazil
Portugal   
Luxembourg
South Korea
Hungary
Costa Rica
India
Dominican Republic
Panama
Chile
Haiti
South Africa
Taiwan
Czech Republic
Thailand
Peru   
Argentina
Philippines
Mexico
Romania
Madagascar
Ecuador
Paraguay
Morocco
Lithuania
Slovenia
Uruguay
Malaysia
Indonesia
Estonia
Georgia
Croatia
Nepal
Jordan
Guatemala
Honduras
Papua New Guinea
Ukraine
Bulgaria
Egypt
Armenia
Bangladesh
Ethiopia
Kenya
Latvia
Guyana
Tanzania
Guinea
Bolivia
Moldova
Turkey
Cameroon
Macedonia
Montenegro
El Salvador
Albania
Namibia
Mali
Bosnia and Herzegovina
Vietnam
Mongolia
Kuwait
Slovakia
Laos
Gabon
Zambia
Botswana
Zimbabwe
Ivory Coast
Niger
Belarus
Uganda
Mauritania
The Democratic Republic of the Congo
Kosovo
Ghana
Bahrain
Mozambique
Angola
Burkina Faso
Nicaragua
Bhutan
Oman
Nigeria
Colombia
United Arab Emirates
Congo
Cambodia
Sierra Leone
Serbia
Chad
Kyrgyzstan
Suriname
Myanmar
Rwanda
Algeria
Azerbaijan
Central African Republic
Tunisia
Turkmenistan   
Venezuela
Kazakhstan
Saudi Arabia
Liberia
Cuba
China
Tajikistan
South Sudan
Lebanon
Sudan
Yemen
Palestinian Territories
Pakistan
Somalia
Russia
Libya
Afghanistan
Iraq   
Syria
Iran
North Korea

NYT (https://www.nytimes.com/interactive/2017/02/03/upshot/which-country-do-americans-like-most-for-republicans-its-australia.html?hp&action=click&pgtype=Homepage&clickSource=story-heading&module=b-lede-package-region&region=top-news&WT.nav=top-news&_r=0)
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Buckaroo Banzai em 05 de Fevereiro de 2017, 16:02:37
Por que o Brasil está um nível acima de Portugal? :hein:

E ambos uma porção de níveis acima do Chile...


Até acima do México! Isso é um ranking Trumpiano?
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gauss em 05 de Fevereiro de 2017, 17:50:08
Por que o Brasil está um nível acima de Portugal? :hein:

Você confia em portugueses? ::)
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gigaview em 05 de Fevereiro de 2017, 18:56:43
As relações EUA-Portugal são excelentes. Diria que são até melhores que EUA-Brasil, se não fosse pelo peso decorrente da dimensão continental do Brasil.

https://en.wikipedia.org/wiki/Portugal%E2%80%93United_States_relations

Pelos critérios trumperianos de sucesso é de se estranhar a posição da Grécia e da Espanha pois são dois países quebrados que vão a reboque da Comunidade Européia. Não posso imaginar que tipo de relação os EUA teriam com esses países sem o aval da Europa.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 27 de Fevereiro de 2017, 12:16:59


A Guerra Secreta de Obama


Em 30 de setembro de 2011, Anwar al-Awlaki, um tipo de pregador muçulmano radical que ganhou força na turba incontrolável de acontecimentos do Pós-11/9, foi destroçado pelo míssil de um drone controlado a distância por algum jovem oficial militar. Parecia mais uma morte corriqueira em uma republiqueta com poder dividido entre tribos tão poderosas quanto o mandatário igualmente ditatorial e cruel, mas ela gerou revolta e uma ampla discussão jurídica que tomou boa parte dos ativistas dos Estados Unidos.


Al-Awlaki era considerado “a principal face do terror no Iêmen, envolvido na doutrinação e até — possivelmente, já que nunca se investigou completamente a questão — no planejamento de ataques terroristas da Al-Qaeda. Junto com ele, morreu seu filho Abdul. Mas, ao contrário do que disseram na época, o jovem de 16 anos não morreu junto com o pai, mas em um segundo ataque, também com drones. Abdul só foi identificado porque restou um único pedaço do crânio dele com uma mecha longa de cabelo, um cabelo com estilo bem diferente da utilizada no Iêmen.


As duas mortes foram parte das diretrizes especiais aprovados pelo próprio presidente americano Barack Obama. Segundo o jornalista investigativo Greg Palast em sua coluna na revista VICE, toda terça-feira Obama analisa listas de pessoas marcadas para morrer ao redor do mundo e aprova as operações secretas que as mandarão dessa para uma melhor. Tudo feito silenciosamente, sem julgamento.


O detalhe é que Anwar e Abdul eram cidadãos americanos, o que os torna privilegiados — os primeiros americanos assassinados por drones sem julgamento.


Seguido dos assassinatos, veio o cinismo. Quando questionado do motivo da morte do menino — repare que Anwar já fora considerado um alvo legítimo, já que teoricamente os Estados Unidos estavam em guerra contra o Terror e Anwar era um traidor dessa guerra — o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs na época, respondeu simplesmente:

“Eu sugeriria que ele tivesse um pai mais responsável”.

Pra que produzir relatórios e mais relatórios falsos e possíveis mentiras bem arquitetadas no melhor estilo CIA de ação, quando uma dose sarcástica de cinismo resolve tudo nesses tempos malucos? Essa é a Nova Fase da Guerra Contra o Terror, que não mais envolve os processos burocráticos rotineiros de guerra — não existem mais declarações oficiais, cuidado com prisioneiros, acordos de paz e coisas do gênero. Agora temos esquadrões de drones e grupos de operações especiais que nem mesmo constam nos registros oficiais.

al-Awlaki, que virou apenas um pedaço de carvão após ser achado por um drone


Por volta do ano 2000, Eu era apenas um moleque (ou um adolescente moleque) com recente acesso a Internet e uma curiosidade grande. Na época, pesquisava tudo que podia sobre espionagem e guerras, especialmente a II Guerra Mundial. Até que li o livro Congo, de Michael Crichton. Em uma certa parte, o autor faz uma digressão sobre o que seria a Guerra do Futuro, toda controlada por máquinas e encerradas em questão de dias ou até minutos. A mente humana era apenas coadjuvante nesse universo meio Isaac Asimov. Lembro de ter ficado especialmente desapontado quando li aquilo.


Pra onde iriam as operações cuidadosas? As missões de reconhecimento? Momentos heroicos? Espionagem? Certamente para os livros de História. Mas obviamente a Realidade se mostrou um pouco diferente. Crichton previa um mundo polarizado como a Guerra Fria, com duas ou três superpotências rumo à tecnologias quase inacreditáveis, mas hoje temos terroristas, guerrilhas que usam a Internet para se propagar e grupelhos de poucas centenas com alcance mundial. As máquinas como última Entidade de Guerra parece uma utopia agora e a mente humana precisa novamente descer a lama da guerra para garantir a hegemonia dos Estados Unidos.
Isso ficou ainda mais claro após a CIA e a NSA e seus aparatos de espionagem titânicos não serem capazes de evitar o 11/9 e outros ataques terroristas pelo mundo.
Mas as máquinas também entraram nesse jogo sujo. De forma diferente da prevista ambiciosamente por Crichton, mas ainda lá. Ao invés de controlarem a guerra, elas seriam as pontas-de-lança dos embates — guerreiros sujos que não sentem dor ou remorso.


E elas matam pra valer, sem precisarem de ordens de juiz ou qualquer tipo de licença. Após Anwar, inúmeros outros morreram pela ação de drones. No Iêmen, a guerra não-declarada ganhou dimensões ainda mais bizarras, já que fazia parte de uma espécie de consórcio de matança: os americanos matavam quem eles queriam, e o governo do Iêmen assumia a responsa. Em 2009, um míssil de cruzeiro foi disparado de um navio na costa do país e atingiu a vila de Majala, o que foi logo seguido a uma declaração bisonha do governo local, afirmando que matara supostos terroristas. Não demorou para descobrirem que os terroristas eram 14 mulheres e 21 crianças. O repórter iemenita Abdulelah Haider Shaye visitou o local, fotografou os restos do tal míssil e a farsa foi descoberta… e ele acabou na cadeia pela denúncia. Quando o presidente do Iêmen Ali Abdullah Saleh deu perdão ao repórter, Obama ligou para ele e exigiu medida um pouco menos democrática — que ele ficasse preso “por uns tempos”.

Em 12 de dezembro de 2013, um comboio de carros rumava para um casamento movimento em terras iemenitas. Era o tipo de festa tribal imperdível na região. Virou tragédia quando drones da CIA detonaram o carro e o transformaram em uma pilha de destroços retorcidos. Segundo informações, ali dentro iam “de quatro a cinco terroristas da Al-Qaeda”, mas no fim não havia nenhum. Todas as 15 pessoas do comboio morreram sem nem entenderem o que ocorreu. É, talvez Crichton devesse ser levado em consideração em planejamento de guerra…


Junto com a Somália e Paquistão, o Iêmen é uma espécie de campo de treino onde as forças americanas podem utilizar drones sem enfrentarem quaisquer obstáculos. É como se o país fosse um campo de batalhas alugado. O uso dos aparelhos é catalogado desde 2004. Foram mais de 380 ataques entre 2004 e 2013, “com entre 2.534 mil e 3.642 mil mortos”, segundo um estudo publicado pelo Bureau of Investigative Journalism. Tinham cerca de 700 civis no meio. Mais de 85% desse sangue todo derramado por máquinas ocorreu durante a administração Obama.


É bem fácil entender todo o conceito por trás da utilização dos drones de forma assustadoramente pragmática. Após Bush e suas guerras-atoleiro, sem fim e com orçamentos mamutescos, não deve ter sido difícil para Obama iniciar uma Nova Nova Era das Guerras. Saem os milhares de soldados, entram os drones e as tropas especiais. Saem as operações caras, entram os “assassinatos seletivos”. Não é difícil imaginar um Obama orgulhoso segurando uma pasta ultra-secreta com nomes para serem riscados do mapa apenas por uma ordem dele.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 27 de Fevereiro de 2017, 12:17:29

Em uma coisa Obama e seus asseclas estão inteiramente certos: drones são incrivelmente precisos. Dê um alvo a eles e o míssil chega silencioso e mortal, muito mais do que os nazistas podiam sonhar com os V-2. Mas humanos, especialmente os que possuem cérebros burocratas como os militares e os operativos da CIA, não são tão precisos. Afinal, a guerra não é nada precisa. Desde informantes utilizando o ato de ser X-9 para uma vingança pessoal, a escutas telefônicas quem funcionam com uma chiadeira miserável, o fato é que não dá para ser inteiramente preciso com espionagem feita em tempos tão difusos.


E aí reside exatamente a principal motivação para a existência dos drones: eles podem atacar em massa. A principal dificuldade do planejamento de uma operação militar não envolve o sucesso de alcançar o objetivo, mas fazer isso com perda mínima de vidas. Com veículos não-tripulados essa preocupação não existe. Por isso eles guerreiam por atacado mesmo. Quanto mais melhor. Para terroristas nunca saberem quando um daqueles malditos assassinos silenciosas paira sobre a cabeça deles com o bafo fumegante da morte soprando pelas ventas.


Outro motivo envolve a remoção de burocracia inútil da frente. Guerras necessitam de aprovação do Congresso, apoio da população, empresas vampirescas a bordo para lucrarem astronomicamente após o fim do conflito. Enfim, um aparato completo para matar, pilhar e lucrar. Com os drones e sua própria tropa particular de operadores é possível entrar em praticamente qualquer país do mundo e eliminar alvos com problemas diplomáticos mínimos.

Em suas batalhas rotineiras contra terroristas perigosos, a CIA e o Exército americano possuem um aliado recentemente dissecado na mesa de cirurgia da opinião pública: a NSA, a Agência de Segurança Nacional. Ao contrário de outras agências de espionagem, a NSA não utiliza gente no campo, mas uma vasta rede de análise de dados. É tudo realmente vasto, cada dia mais, para deixar qualquer um que achava que o sistema Echelon era o ápice da espionagem mundial se sentindo pateta.

Em uma guerra não convencional como essa contra o Terror, a NSA processa Gigas e Gigas de bytes de metadados, ligações, emails e tudo mais para armar tocaias para terroristas e torná-los alvos fáceis de drones. Essa frieza leva os espiões a planejarem operações da forma mais desatenta: ao invés de confirmarem a identidade dos alvos, a NSA e a CIA atacavam o celular utilizado em ligações suspeitas. Quem quer que coloque o aparelho na orelha no momento errado pode ser presenteado por um míssil vindo do céu.

Um dos maiores críticos desse esquema é Brandon Bryant, que operou drones de 2007 a 2011, se revoltou com a frieza do esquema e virou crítico dele. Bryant fala com a propriedade de ter pertencido a um dos esquadrões de drones mais mortais a serviço de Obama — o grupo dele ganhou uma condecoração especial por ter matado mais de 1.500 pessoas no campo, muitas delas eles nem sabiam os nomes ou o motivo de estarem na linha de fogo. Como vários outros pilotos de drones, Bryant desenvolveu transtorno de estresse pós-traumático (PTSD, em inglês).

Segundo ele, em entrevista ao The Intercept, utilizar metadados é uma faca de dois gumes. Enquanto ela pode ser mais precisa que ataques de pequenos grupos de forças especiais, também é responsável pela morte de vários inocentes. A fácil adoção da tática a tornou ainda mais massiva do que se esperava. O resultado é uma política ostensiva de tentativa e erro na matança de terroristas. E, finalmente, terroristas não demoram a tomar consciência da técnica e passam a contar com até 16 cartões SIM para fazer e receber ligações, com agendas que mudam todos os dias entre eles. Os Talebans e integrantes da Al-Qaeda também se reúnem semanalmente e colocam os chips dos telefones deles em um saco e depois cada um sorteia um diferente para si próprio, em uma espécie de roleta russa terrorista.
Bryant é claro ao dizer que isso é particularmente dramático em missões noturnas, quando os pilotos sabem basicamente que o chip está na área, mas não fazem a mínima ideia de quem está com ele. O resultado de todas essas incertezas nas missões é a morte de civis por atacado. Enquanto o Bureau of Investigative Journalism, que afirma utilizar “a metodologia mais conservadora possível”, diz que cerca de 273 civis morreram no Afeganistão, Iraque e Iêmen vítimas de ataques de drone, um dos conselheiros militares de Obama estimou que “drones matam 10 vezes mais civis que aeronaves tripuladas”.
Quando os pilotos e operativos começam a entender como funciona o jogo, geralmente não demora para os cérebros deles desmoronarem e todos enfrentarem uma onda de psicopatia ou mais transtornos traumáticos. Atrapalha muito os planos da Força Aérea esse tipo de piloto precisar ter uma mistura de dureza e inteligência quase única — se eles forem muito duros e insensíveis, é provável que não sejam devidamente cuidadosos com as missões e estraçalhem qualquer um, e os mais inteligentes têm a tendência a se traumatizarem rapidamente.

Em 2013, o repórter Jeremy Scahill e o câmera/repórter investigativo Richard Rowley descobriram uma faceta ainda mais sinistra da Guerra Secreta empreendida pelos americanos. Ela não é apenas empreendida por drones, mas por militares letais de alto calibre. E não apenas em uns poucos países com integrantes da Al-Qaeda, mas em todo o globo, seja com pequenos efetivos ou aliciando militares corruptos locais para se tornarem uma espécie de mercenários a serviço de Tio Sam. O resultado é o documentário chocante Dirty Wars.

A dupla começa investigando um ataque americano a uma cidade quase inacessível no norte do Afeganistão chamada Gardez, na província de Paktia. Toda a notícia acerca do ataque envolveu um curto relatório da OTAN informando o horário e o número de mortos. A área ficava muito longe do que a organização classificava como segura, o que afugentou praticamente todos os repórteres. Mas Scahill foi lá. Por mais que tenha fuçado, não descobriu qualquer ligação terrorista entre os 11 mortos. E quando pediu informações mais específicas sobre o ataque — de que base ele partiu, por exemplo? — a OTAN parecia estar tão no escuro quanto ele.

Quando conseguiu coletar os detalhes com os moradores e a polícia local e cruzar os dados com outros ataques, Scahill encontrou um padrão sinistro: uma unidade não identificada das tropas americanas entrava em vilas distantes e matava diversos moradores aparentemente inocentes. Nunca levavam prisioneiros, segundo os relatórios.

Meses depois, quando americanos e tropas afegãs admitiram a culpa no massacre de Gardez e visitaram o local, a verdade começou a aparecer. Entre os que foram a visita estava o Vice-Almirante William McRaven, que com um pouco de pesquisa se revelou o chefe de uma unidade militar obscura chamada JSOC (ou Comando de Operações Especiais Conjuntas, em bom português).

O JSOC é o que há de mais secreto entre os militares americanos. Ninguém de fora tem controle sobre as ações do Comando — apenas o presidente e suas conversas sobre listas da morte evocadas toda terça-feira poderia receber informes dos homens de McRaven. Ninguém de fora sabe o orçamento anual dos caras e Leis de Acesso a Informação não têm privilégios sobre esse segredo — apenas se estima vagamente que esteja “na casa dos bilhões”. E eles fazem valer seu status de tropa eficiente: no espaço de três meses, mais de 1.700 ataques noturnos foram feitos pelo JSOC. Esses caras simplesmente não dormem!
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 27 de Fevereiro de 2017, 12:19:27


Como parece claro, o JSOC é mais eficiente que drones. E por isso eles não entram apenas em currais geopolíticos como o Iêmen. Segundo Scahill descobriu, o JSOC já operava de forma ostensiva ou passiva em mais de 70 países. E o número tendia a subir. Como o nome deixa claro, no campo a JSOC age como um híbrido dos Rangers (do Exército), os SEALS (do Team Six dos Fuzileiros Navais) e unidades secretas de espionagem da NSA. No Afeganistão eles eram chamados de “Talebans americanos” e no Iraque de “Guarda Republicana dos Estados Unidos”.

Apenas o poder executivo — o presidente Obama, em outras palavras — tem controle sobre as ações do JSOC, e não é preciso entender muito de democracia para taxar isso de uma protoditadura com relação a política externa. Teoricamente cada ação do grupo exige um protocolo especial que deve ser encaminhado ao Congresso, mas na prática essa burocracia é removida. Um operativo da JSOC falando sob o pseudônimo Hunter a Scahill, afirmou que as operações do grupo são fiscalizados apenas por um oficial militar, o comandante da JSOC e o próprio presidente.

Em campo, os integrantes da JSOC geralmente dão aos seus próprios grupamentos nomes inexpressivos, como a hoje conhecida Força-Tarefa 121, Força-Tarefa Verde, Exército Secreto do Nordeste da Virgínia e por aí vai. Quando chega a hora da ação, recebem as listas gordas de pessoas que devem ser capturadas ou mortas. Para quem acompanha regularmente histórias relacionadas às atividades secretas do governo como Scahill, a descoberta do JSOC era a peça que faltava nas recentes descobertas na escalada de segredos nas estruturas da administração do país na esteira da aprovação da Lei Patriótica, ainda nos tempos de Bush Filho. Com Snowden descobrimos tribunais secretos que decidem a portas fechadas que telefones ou computadores devem ser grampeados, secretamente Obama aprova orçamento para sua própria tropa paramilitar e revisa as listas de cabeças que devem ser cortadas.

A evolução da tropa de Obama pode ser vista pelos números. O grupo foi criado nos anos 80, após os problemas com a Crise de Reféns do Irã e chegou ao 11/9 com dois mil homens. Em 2013 contava com mais de 25 mil. Não parecia muito diferente da unidade de paramilitares da CIA, que também driblava o assédio de integrantes do Comitê de Inteligência do Senado com relatórios falsos sobre suas operações.

O JSOC também é uma espécie de microcosmo de todo Exército — tem campos de tortura e interrogatório (como o Campo Nama), uma unidade própria de inteligência para diminuir a dependência de NSA (chamada Atividade de Suporte de Inteligência, ou simplesmente Atividade) e ganhou bases próprias no Quênia e no Catar — além do Amor Incondicional de Dick Cheney, que a tornou uma tropa internacional especialista em assassinato. Em 2008, o que coincidiu com a nomeação do Almirante McRaven como comandante dos caras, a JSOC ganhou autorização especial de Bush para empreender operações independentes no Paquistão — isso significava que eles estavam livres de qualquer amarra na região, podendo matar quem bem entendesse com o carimbo presidencial embaixo. Essa ordem foi expandida e endossada por Obama anos depois: na prática, o mundo se tornou um imenso campo de batalha pronto para ser desbravado pelas Operações Especiais americanas.

A publicidade chegou ao JSOC apenas com aquela que foi a missão mais bem sucedida e alardeada do grupo: o assassinato de Osama bin Laden, em maio de 2011. Na foto que ficou célebre e mostra a sala de controle da missão, onde altos oficiais americanos aparecem — incluso Obama — acompanhando cada passo da unidade SEAL que invadiu a fortaleza do terrorista, surge em posição central o próprio Almirante McRaven. Com a pequena publicidade em cima do JSOC, jornalistas tentaram aproveitar o momento para descortinar todos os segredos da organização.

Deram com a cara na porta: Obama deixou claro que apenas deu nome aos heróis, ninguém precisava conhecer o caráter deles. Não é pra menos, após a nova forma que o grupo ganhou — de uma unidade para missões de resgate de reféns, a uma tropa de elite e assassinatos em qualquer lugar do globo — sob as mãos do ex-vice presidente Dick Cheney e o ex-secretário de Defesa Donald Rumsfeld, o grupo deveria ser “tão secreto e letal quanto os operativos da CIA”.
As regras frouxas foram fruto da decepção de Rumsfeld quando enviou os operativos da CIA — que não passavam de 700 — para o Afeganistão e constatou que eles eram lentos e mal treinados. Por isso ele fez o óbvio para qualquer viciado em guerra: retirou as amarras dos vários grupos de operações especiais americanos e os mandou para o campo.

(Uma história particularmente importante desse período envolve a trajetória do General Stanley McChrystal, que chegou a ser comandante de todas as forças da OTAN no Afeganistão e foi um dos responsáveis pela integração entre diferentes tropas e agências na guerra e sua modernização no campo de batalha. Sua inteligência também foi sua ruína: ele odiava a burocracia de Washington e esse ódio foi revelado por um artigo seminal de Michael Hastings, para a revista Rolling Stone, chamado Um General com Ideias Muito Próprias e resultou em sua demissão, anunciada por Obama assim que o texto foi publicado.)

Ironicamente, o estouro da bolha do pontocom ajudou secretamente a JSOC. Em 2001, quando centenas de empresas de tecnologia sofriam com fuga de capitais e falências, surgiram os chefes de espionagem do grupo com seu orçamento ilimitado e compraram satélites, especialistas em criptografia e análise de informações e toda a gama e traquitana para ampliar o poder de observação global. Foi nesse contexto que surgiu o Atividade. A banda disponível para os operativos cresceu “mais de 100 vezes” segundo um dos comandantes da equipe, tudo para compartilharem informações secretas com velocidade altíssima, antes que elas perdessem a validade.


Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 27 de Fevereiro de 2017, 12:19:53

Um exemplo de como a coisa funciona na prática: em 2006, durante a Operação Arcadia, no Iraque, as unidades da JSOC combateram por 17 dias integrantes da Al-Qaeda na região. O mais importante não são os combates em si — como dizem os operativos: “Matar é fácil, difícil é localizar o alvo” — mas a quantidade de informações que eles podem recolher sobre os próximos alvos. Só na Operação foram coletados 662 horas de tiroteios ininterruptos, mais 92 DVDs e barris cheios de documentos, o que resultou em ataques em mais 14 localidades, que geraram mais pendrives, mais 704 DVDs e, no fim, a morte do líder da Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab al-Zarqawi.

Mesmo com tanta informação, a precisão da JSOC nos tempos de caos do Iraque não é lá muito aceitável: cerca de 50%, segundo dois comandantes do grupo em entrevista ao Washington Post. Isso significa que os outros 50% dos mortos são formados por civis e inocentes. Segundo eles, essa taxa é considerada boa para os padrões de guerra.

Mas, fora matar, o JSOC tem muitas outras atribuições. Eles possuem seu próprio grupo de articulação que se envolve em escaramuças com outras agências e grupos secretos, numa tentativa de reforçar o poder do Exército. E como Obama é um especial admirador dos esforços do grupo, eles parecem não ter limites para crescimento nos próximos anos. Entre as pretensões mais fortes estão “ajudar” o governo mexicano no combate ao narcotráfico, o que esbarra em ordens constitucionais que proíbe a presença ostensiva do Exército Americano no território do país; reforçar a “colaboração” com o governo colombiano no combate as FARC, continuar suas missões no Panamá e na Guatemala, além de estreitar sua colaboração com gente da estirpe de Indha Adde e seu exército de mercenários da Somália, e, quem sabe (quem né?), dar uns passeios no leste da Ucrânia e treinar soldados dos países bálticos para mostrar a Putin como que se domina o mundo direito, e logo depois dar um passeio na Arábia Saudita e garantir que o petróleo por lá está seguro, assim como os maiores financiadores do terrorismo internacional e do fanatismo islâmico. Sabe como é, né: para continuar em guerra, é preciso ter um inimigo e é melhor manter o maior ninho deles sob controle.

E onde o JSOC não vai, os drones sobrevoam e atiram mísseis com precisão cirúrgica.

[The Verge | The Intercept | Carta Capital | VICE| Motherboard | Guardian | Washington Post]


Publicado originalmente em 2 de abril de 2015




https://sabotagem.net/a-guerra-secreta-de-obama-2b342e94fef3#.7joyv9dh8




Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 27 de Fevereiro de 2017, 12:24:36

Libertário desmonta Obama e seus assassinatos seletivos



CIA Blog do Mesquita


O libertário Rand Paul, do Partido Republicano, desmontou os argumentos da administração de Barack Obama para lançar ataques com Drones.


E alertou também para os riscos de americanos serem alvejados dentro dos EUA pelos bombardeios com estes aviões não-tripulados, cada vez mais comuns.


Como exemplo, Paul cita um exemplo de um árabe-americano de Detroit, onde há uma comunidade grande. Suponha que este jovem troque um email com um primo no Oriente Médio para contar as notícias da vida da família nos EUA. O primo quer saber apenas isso.


Mas, por outro lado, integra uma entidade considerada terrorista pelo Departamento de Estado. Isso torna o americano de Detroit terrorista só porque se comunica com o primo do Hamas? E o governo teria o direito de ataca-lo dentro do território americano sem direito a julgamento?

O senador, que é filho de Ron Paul, pré-candidato à Presidência, perguntou ao governo americano e não obteve uma resposta satisfatória do Departamento de Justiça. Na prática, o governo de Obama deixou aberta esta possibilidade de matar um americano sem julgamento.


Em defesa do presidente, surpreendentemente, saiu o editorial do Wall Street Journal. Segundo o jornal, o governo deve agir contra combatentes inimigos dentro dos EUA se eles oferecerem um risco. Paul não discorda. Apenas acha que o presidente não pode determinar quem é um combatente terrorista. O rapaz de Detroit pode ser acidentalmente suspeito por trocar e-mails com primo do Hamas.


E, como lembra Paul, mesmo no exterior os EUA matam suspeitos. Ninguém garante que determinada pessoa seja realmente terrorista. Simplesmente o governo disse que são. Conheço o Yemen e sei que muitos habitantes podem ser equivocadamente suspeitos de terrorismo. Além disso, existem radicais que oferecem ameaças locais, não a interesses americanos. É preciso diferenciar.

Israel, com todas as informações em Gaza e realizando assassinatos seletivos em uma escala infinitamente menos do que os EUA, cometeu alguns erros, como na ação que matou Salah Shehada, líder do Hamas, segundo disseram os próprios líderes do Shin Bet (serviço de segurança interna de Israel) no documentário Gatekeepers.


Ele era um terrorista que ameaçava Israel. Mas, junto com ele, morreram 15 inocentes, incluindo crianças. Como era na Palestina e o premiê israelense era Ariel Sharon, houve gritaria. Já nas dezenas de bombardeios do Nobel da Paz Obama no Yemen há um silêncio, especialmente da esquerda.


Para ficar claro, Paul não discorda de uma ação contra alguém a caminho de realizar um atentado. Mas não nos outros casos. As pessoas, como diz ele, tem direito a julgamento. Mesmo serial killers podem se defender nos EUA. O mesmo se aplica a estupradores. Suspeitos de terrorismo americanos que não estejam envolvidos em uma ação imediata também devem ter este direito. Quem sabe estejam apenas enviando email para o primo.

As declarações foram dadas ontem quando ele adotou um filibuster. Isto é, bloqueou momentaneamente a votação para confirmar ou não a indicação de John Brennan, “pai dos Drones”, para o cargo de diretor da CIA, onde ele continuará a prática do governo Obama de assassinatos seletivos de suspeitos de terrorismo.


Em seguida, discursou por 13 horas para condenar estas ações do atual presidente. No fim, mesmo com o filibuster, que exige 60 dos 100 senadores para aprovar uma nomeação, em de maioria simples, o indicado tende a ser aprovado.


Obs. Paul afirmou que certamente o senador Obama, de 2007, estaria ao seu lado ontem se fosse George W. Bush realizando as ações com Drones.
Guga Chacra/Estadão


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http://www.leieordem.com.br/libertario-desmonta-obama-e-seus-assassinatos-seletivos.html


Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Shadow em 27 de Fevereiro de 2017, 12:36:55
E o que qualifica esse cara a escrever sobre decisões de comando, avaliação de riscos, combate e eliminação seletiva de alvo é.....?
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Lorentz em 06 de Junho de 2017, 20:58:49
Citar
http://veja.abril.com.br/blog/parlatorio/o-brasil-precisa-deixar-de-ser-um-pais-de-corruptos-e-herdeiros/

O Brasil precisa deixar de ser um país de corruptos e herdeiros

O filósofo Eduardo Wolf e o historiador Leandro Karnal escreveram sobre a recente polêmica envolvendo um dia temático de alunos de escolas no RS

(https://abrilveja.files.wordpress.com/2017/06/design-sem-nome-2.png)
"Filha do Obama (2016) vs. filhos da Pátria Mãe (2017)" (reprodução/Reprodução)

Nesta semana, alunos da Instituição Evangélica de Novo Hamburgo (IENH), no Rio Grande do Sul, foram assunto no país inteiro após se fantasiarem para um dia temático chamado “se nada der certo”. Os estudantes, que se preparam para prestar o vestibular, foram para a escola vestidos de vendedores ambulantes, balconistas do McDonald’s, empregadas e garis. Após a repercussão, outros colégios também tiveram imagens parecidas compartilhadas.

O filósofo Eduardo Wolf e o historiador Leandro Karnal escreveram sobre o assunto:
(http://i64.tinypic.com/143i6tt.jpg)
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Se nada der certo, se tudo der errado, surgirá o Brasil (Leandro Karnal)

Duas escolas do Rio Grande do Sul criaram, em ocasiões diferentes, uma atividade curiosa. Os alunos do terceiro ano do ensino médio se fantasiaram dentro do desafio: e se os meus planos de vestibular e de vida falharem? Desafio dado e surgiram garis, faxineiras, vendedoras, presidiários etc. As fotos circulam pela internet. Qual o problema da atividade?

01) Estabelece de forma clara que trabalhos mecânicos/ braçais são inferiores e podem ser ridicularizados, reforçando nossa tradição escravista;

02) Associa baixa renda e salários pequenos a fracasso pessoal e reforça uma ideia preconceituosa;

03) Não cria o contraditório para estimular o pensamento: dar errado é produzir algo concreto como o gari que trabalha com um produto que ninguém duvida que seja útil (limpeza) ou dar certo é ser alguém que aplica na bolsa? A vendedora da loja ganha, em alguns momentos, mais do que os professores da escola, quem deu certo? Qual seria o trabalho que dá certo e a vida que dá errado? O debate é importante. A escola deve estimular o pensamento e evitar o monolítico, especialmente no campo que desperta o preconceito.

04) Vestir meninas de faxineiras com saias curtas associa trabalho doméstico com disponibilidade de corpos e chance de assédio;

05) Colocar na mesma escala um presidiário e uma vendedora do Boticário mostra que não existe leitura ética nem de valor na concepção dos alunos e promotores do evento. Não ser rico seria dar errado sempre. Curioso é não considerar uma grande categoria nova: o milionário presidiário;

06) Toda atividade pedagógica deve estimular o pensamento crítico e nunca reforçar o sentimento de “Casa Grande”;

07) A melhor atividade para alunos de classe média e classe alta seria fazerem um estágio de uma semana pegando dois ônibus, ficando de pé um dia todo numa lanchonete e ganhando pouco, atendendo clientes arrogantes e, ao fim do dia, com sorte, conseguirem estar em uma escola pública até 22h30 da noite para após tudo isto, voltarem para casa com mais dois ônibus. Tenho certeza de que uma semana nesta rotina mudaria muita coisa na concepção destes alunos sobre o mundo, seus valores e seus preconceitos. O aluno que estava fantasiado de “fracassado” teve sua roupa lavada e passada, sua comida feita, seu transporte garantido e tudo mais porque existem “fracassados” que trabalham para ele.

Queria tranquilizar a tanta gente que se preocupa se os professores de humanas transformaram os alunos em militantes de esquerda. Observem as fotos na internet e durmam tranquilos. Nenhuma mudança social deriva de um projeto escolar que, depois de doze anos de ensino médio e fundamental, consegue ter essa ideia ruim. E se tudo der errado no Brasil? Teremos o Brasil como ele é…

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Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: EuSouOqueSou em 11 de Junho de 2017, 12:11:21
Citar
America is Regressing into a Developing Nation for Most People
A new book by economist Peter Temin finds that the U.S. is no longer one country, but dividing into two separate economic and political worlds

In a new book, The Vanishing Middle Class: Prejudice and Power in a Dual Economy, Peter Temin, Professor Emeritus of Economics at MIT, draws a portrait of the new reality in a way that is frighteningly, indelibly clear:  America is not one country anymore. It is becoming two, each with vastly different resources, expectations, and fates.

...
https://www.ineteconomics.org/perspectives/blog/america-is-regressing-into-a-developing-nation-for-most-people

Tradução Google:

"A América está regressando em uma nação em desenvolvimento para a maioria das pessoas
Um novo livro do economista Peter Temin descobre que os EUA não são mais um só país, mas dividem-se em dois mundos econômicos e políticos separados

Em um novo livro, O Desapareicmento da Classe Média: Prejuízo e Poder em uma Economia dupla, Peter Temin, Professor Emérito de Economia no MIT, desenha um retrato da nova realidade de forma assustadora e indelével: a América não é mais um único país. Está se tornando dois, cada um com recursos, expectativas e destinos muito diferentes.
"

Apesar de não concordar com alguns pontos do artigo, algumas idéias me chamaram a atenção. Mas 1o vamos dar uma olhada nas mais recentes estatísticas sobre as classes economicas dos EUA.

(https://apps.npr.org/dailygraphics/graphics/middle-class-changes-20160630/fallback.png)
http://www.npr.org/2016/07/07/484941939/a-portrait-of-americas-middle-class-by-the-numbers

Uma vez que os economistas começaram a rastrear em 1970, cada década terminou com menos pessoas na classe média do que no início. E 2015 foi o primeiro ano registrado quando os americanos na faixa de renda média não compunham a maioria do país: isto é, aqueles acima e abaixo da classe média - rico e pobre combinados - constituem metade da população, de acordo com Um relatório Pew Research de dezembro.

Numa vista rápida aparentemente as coisas estão melhorando, certo? Pode-se pensar que quem era classe média está passando para classe alta. De fato, li em algum lugar do artigo que muitos que estão hj na classe alta vieram da classe média. Mas vamos continuar olhando os dados:

Mas a disparidade de renda está em ascensão, e a diferença aumentou em particular entre as classes média e alta. Até 2013, as famílias nos segmentos de renda superior tinham sete vezes mais riqueza* do que famílias de renda média. Compare isso com 1983, quando a diferença foi três vezes maior.

*por questão de tradução e falicitar o entendimento, entenda riqueza (wealth) como o nosso "poder de compra" ou capital acumulado, disponível, poupança, investimentos, etc.

Aqui os dados do Pew Reasearch sobre a disparidade de riqueza:
(http://assets.pewresearch.org/wp-content/uploads/sites/3/2015/12/ST_2015-12-09_middle-class-05.png)
http://www.pewsocialtrends.org/2015/12/09/the-american-middle-class-is-losing-ground/

Agora os dados mais interessantes, pois neles vou basear minha argumentação com o texto sobre economia dual. Atenção neste gráfico para não haver interpretação errônea:
(http://assets.pewresearch.org/wp-content/uploads/sites/3/2015/12/ST_2015-12-09_middle-class-06.png)

Pra deixar claro, o gráfico acima mostra a variação (alta renda menos baixa renda, AR-BR ) de um determinado grupo, para 1975 e 2015. Por exemplo, no grupo "pessoas acima de 65 anos", (AR-BR)/total,2015 - (AR-BR)/total,1975 = 26,7%, ou seja, a quantidade de pessoas acima de 65 anos, de alta renda, em 2015 é 26,7% maior que em 1975.

Dito isto, vamos olhar os grupos no que diz respeito à educação:

O status econômico dos adultos com um diploma de bacharel mudou pouco de 1971 a 2015, [...]. No entanto, aqueles que não possuíam um diploma de bacharel caíram para os níveis de renda. Entre os vários grupos demográficos examinados, os adultos que não possuíam mais do que um diploma do ensino médio perderam a maior parte do terreno economicamente.

Agora voltemos ao 1o texto, sobre os EUA estarem se dividindo em dois países diferentes. Sugiro que leiam o original, vou resumir aqui.

O autor fala que os "dois EUA" sao: o grupo FTE (Finanças, Tecnologias e Eletronicos, industrias que impulsionam o cresciemnto economico) e o grupo da baixa-renda. O FTE representa 20% da pop. e o baixa-renda, 80% (curiosamente esta é a proporção do princípio de Pareto 20/80.

Os dois grupos vivem em sistemas financeiros, situação economicas, de moradia e educação completamente distintos. Um não se preocupa com as contas de aluguel e comida e educação, o outro sim. Creio que por isso o autor jogou a classe média no grupo de baixa-renda.

O autor usou o modelo economico que W. Arthur Lewis desenvolveu para nações sub-desenvolvidas (o modelo de economia dual) e aplicou nos EUA, encontrando semelhanças. Eu discordo de muitas dessas "semelhanças", mas vou me ater ao que me chamou atenção e o qual eu concordo.

Nos países em desenvolvimento, Lewis estudou, as pessoas tentam passar do setor de baixos salários para o setor afluente, transplantando de áreas rurais para a cidade para conseguir um emprego. Ocasionalmente, funciona; Muitas vezes não. Temin diz que hoje nos EUA, o bilhete de saida é educação, ...

É claro que a semelhança com a economia dual de Lewis não é sobre área urbana/rural, mas sim sobre tecnologias de ponta e trabalhadores em geral. Não é a toa que a Califórnia é o estado com maior PIB% dos EUA. E como vimos nso dados da PEW, cada vez mais pessoas com apenas ensino médio estão integrando o grupo de baixa-renda. Tem muito mais coisa a se falar sobre isso, mas vou logo a conclusão para não alongar mais o post.

Os EUA estão se tornando cada vez mais desigual economicamente e, o que é pior, estão dificultando o acesso social a camadas de alta-renda devido aos grandes custos que a classe média e baixa têm com educação e moradia. Se o quadro não se reverter, não será surpresa os EUA ficarem cada vez mais parecidos com nações sub-desenvolvidas.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Buckaroo Banzai em 11 de Junho de 2017, 12:34:55
Apesar de não mudar o fato, é comparado o quanto disso se deve à imigração, versus apenas o que se poderia esperar de um "sistema econômico fechado", sem a entrada de mais indivíduos pobres em sua maioria?

Acho que o fator imigração pode amenizar significativamente a coisa, mesmo que a economia isolada ainda tenha os suas barreiras à mobilidade econômica.

Ou seja, pobres de outros países migram aos EUA por que lá mesmo sendo pobre se é mais rico do que em seus países de origem. E em algum grau a massa deles deve ainda enriquecer, porque a situação econômica permite. Porém, isso vai criando uma "concorrência" com os mais pobres e classe média baixa nativa, o que reduz a mobilidade para cima nessa faixa, junto a problemas agravados por políticas republicóides de cortes de impostos para os mais ricos e etc.

Talvez algo um pouco análogo ainda aconteça em uma faixa ainda maior de renda, no sentido de grandes negócios tenderem a levar vantagem sobre os menores, ainda que em algum grau isso possa ser uma compensação para o que acontece no nível inferior, já que estes tenderão a fornecer produtos e serviços mais baratos.



Se não me engano, em termodinâmica, tem algo como líquidos ou gases, talvez qualquer corpo, ter "dificuldade" em ter uma gradação "perfeita" de temperatura; sendo mais estável uma divisão num degrau maior com uma pequena transição. Não sei o nome disso. Existem umas abordagens de economia que tentam se apropriar de conceitos ou modelos da física... fico curioso se isso seria uma coisa em que enxergam analogia ou modelos similares que prevêem coisas similares em universos distintos...
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: EuSouOqueSou em 11 de Junho de 2017, 12:50:01
Buckaroo, sobre imigração, veja o último gráfico. Repare nos percentuais para hispanicos e asiáticos. Seu comentário me chamou atenção para o grau de instrução dos imigrantes. Parece que a variação percentual entre os imigrantes também acompanha o grau de instrução deles. Estou admitindo que os asiáticos tenham melhor educação que os hispânicos, claro.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Buckaroo Banzai em 11 de Junho de 2017, 13:33:31
(http://www.immigrationeis.org/sites/default/files/images/charts/immigration_into_us_1.gif)

(http://www.cis.org/sites/cis.org/files/articles/2011/record-setting-2011-f2.jpg)

(http://www.cis.org/sites/cis.org/files/articles/2011/record-setting-2011-f3.jpg)
http://cis.org/2000-2010-record-setting-decade-of-immigration

Os últimos dois gráficos são de um site que faz advocacia a redução de imigração, com o slogan "baixa imigração, pró-imigrante".

O anúncio da muralha de Trump ironicamente fez mais mexicanos buscarem cidadania americana, residência permanente em vez de vai-e-volta.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: EuSouOqueSou em 11 de Junho de 2017, 16:13:54
Do mesmo relatório que postei, os dados de variação de %pop. em relação raça e etnia. Os dados são de cidadãos nascidos nos EUA, mas refletem a questão da imigração.

(http://assets.pewresearch.org/wp-content/uploads/sites/3/2015/12/ST_2015-12-09_middle-class-15.png)
http://www.pewsocialtrends.org/2015/12/09/2-changes-in-income-status-vary-across-demographic-groups/

Os adultos latino-americanos diminuíram a escada de renda desde 1971, impulsionados por um aumento de 34% para 43% em sua participação de baixa renda. Isto é provavelmente devido à crescente participação dos imigrantes na população adulta hispânica, de 29% em 1970 para 49% em 2015. Economicamente, os imigrantes hispânicos trilham os hispânicos nascidos nos Estados Unidos, conforme abordado abaixo.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: EuSouOqueSou em 11 de Junho de 2017, 16:18:22
Outro grafico mais detalhado, em relacao a ocupacao:
(http://assets.pewresearch.org/wp-content/uploads/sites/3/2015/12/ST_2015-12-09_middle-class-19.png)

Adivinhem quem esta em ultimo lugar. Impressionante como Educacao leva porrada de todo lado.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 02 de Outubro de 2017, 12:41:50


Ataque em Las Vegas: o que se sabe sobre o mais letal tiroteio da história dos EUA

Há 1 hora



Pessoas fugindo do local do tiroteio.Direito de imagemGETTY IMAGES
Image caption

Centenas de pessoas fugiram enquanto atirador disparava.

Pelo menos 50 pessoas morreram e mais de 400 ficaram feridas em um tiroteio durante um show em Las Vegas. Trata-se do mais letal ataque deste tipo na história moderna dos EUA, de acordo com a polícia.

Um atirador abriu fogo na plateia de um festival de música no hotel Mandalay Bay. A polícia informou que ele estava no 32° andar do hotel.
Os policiais usaram explosivos para derrubar a porta do quarto onde o homem estava. O atirador se suicidou. Fontes da polícia disseram à mídia americana que uma "grande quantidade" de armas foi encontrada no quarto.

Segundo o xerife de Las Vegas, Joe Lombardo, acredita-se que o autor dos disparos agiu como "lobo solitário" - como são chamados ataques planejados e executados individualmente.

OS MAIS LETAIS TIROTEIOS

Orlando, Flórida (Junho de 2016) - 49 pessoas mortas por atirador no clube gay Pulse Blacksburg, Virgínia (Abril de 2007) - 32 mortos em dormitórios e salas de aula na universidade Virginisa Tech Newtown, Connecticut (Dezembro de 2012) - 27 mortos, 20 deles crianças, na escola secundária Sandy Hook Killeen, Texas (Outubro de 1991) - 23 mortos em lanchonete
San Ysidro, Califórnia (Julho de 1984) - 21 mortos em ataque a filial do McDonalds
O som do que parecia ser prolongados disparos de arma automática foi registrado em vídeos amadores postados nas redes sociais.
Cerca de 400 pessoas foram levadas a hospitais da cidade após o ataque, segundo as últimas informações da polícia. Mais de 22 mil estavam no festival no momento dos disparos.

Mais tarde, a polícia anunciou que o suspeito era Stephen Paddock, um homem branco de 64 anos que não tem passagens pelas Forças Armadas ou antecedentes criminais. Episódios similares já foram protagonizados por ex-militares.

Paddock foi identificado como morador de uma cidade vizinha, Mesquite. Mas a polícia informou que ele estava hospedado no Mandalay Bay desde quinta-feira.
'Só escapei porque não consegui ingresso', diz brasileiro sobre ataque em Las Vegas O Centro Médico Universitário, um dos hospitais que receberam feridos, informou que pelo menos 14 pessoas se encontraram em estado grave. Em nota oficial, o Itamaraty informou que "até o presente momento não há registro de brasileiros entre os mortos e feridos".


"Pura maldade"


Em pronunciamento na TV, o presidente americano Donald Trump chamou de "ato de pura maldade".

Trump disse que visitará Las Vegas na quarta-feira para falar com as famílias das vítimas e com a polícia local, a quem ele agradeceu pela "velocidade milagrosa" com que agiu. "Melania e eu estamos rezando por cada americano que foi ferido. Rezamos pelo dia em que o mal será banido e os inocentes serão salvos".

Dois de seus antecessores, Barack Obama e Bill Clinton, cujas administrações foram marcadas por políticas (ou tentativas) de controle na venda de armas, também usaram a plataforma para expressar seu pesar. Clinton, que ocupou a presidência entre 1993 e 2000, escreveu que "isso (o tiroteio) deveria ser algo inimaginável nos EUA".
Obama, em cuja administração ocorreram diversos tiroteios em massa, classificou o incidente em Vegas como uma "tragédia sem sentido".


Vídeo amador mostra pessoas deixando área do festival.


O tiroteio ocorreu por volta de 22h (horário local). O cantor Jason Aldean estava se apresentando no momento dos disparos e deixou rapidamente o palco.
Testemunhas relataram que centenas de tiros foram disparados. O britânico Mike Thompson, morador de Londres, estava perto do local do show no momento do ataque e diz que ouviu o som dos disparos.

"Estávamos a caminho do nosso hotel, o MGM, após o jantar, quando vimos pessoas correndo em pânico na nossa direção. Um homem tinha sangue por todo o corpo. Foi quando percebemos que algo estava muito errado", contou.

Referendo na Catalunha: as muitas dúvidas geradas pela vitória do "sim" à independência
"Eu conseguia ouvir os sons de tiros, então puxei meu companheiro e corremos", completou.


Alguns voos foram desviados do aeroporto Las Vegas McCarran quando surgiram as primeiras notícias sobre o tiroteio.
Pessoas fugindo do local do tiroteio.Direito de imagemGETTY IMAGES
Image caption
Centenas de pessoas fugiram enquanto atirador disparava.
Logan Cruz and Liberty Psesser, que estavam perto do palco, contaram que houve pânico no momento dos tiros, sobretudo depois de o cantor Jason Aldean, que estava no palco, ter corrido em busca de abrigo.
"As pessoas saíram correndo em despespero e vimos muita gente se pisoteando", disse Cruz.

Pessoas correndo da cena do tiroteio.Direito de imagemGETTY IMAGES

Pessoas correm do tiroteio no festival Route 91 Harvey.

Pessoas fugindo dos tiros encontraram abrigo em hotéis, restaurantes e no aeroporto.

O festival de música teve início na sexta-feira, com shows nos terrenos de diferentes hotéis Las Vegas.

Didier Perez, do Texas, disse que viu pessoas chorando pelas ruas quando estava chegando ao hotel onde estava hospedado.

"Perguntamos a uma pessoa o que havia acontecido e ela disse que estavam em um show de música country e que havia um atirador lá," relatou.
"Foi aí que eu vi algumas pessoas ensanguentadas. Algumas pessoas estavam em choque e chorando. Ouvimos rumores de que haveria outros atiradores, mas era alarme falso. Houve pânico generalizado", disse.

Polícia armada é vista do lado de fora do hotel Mandalay Bay.


http://www.bbc.com/portuguese/brasil-41467442


Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 02 de Outubro de 2017, 12:43:05

Hoje é o começo de um tempo muito triste para dezenas de familiares que perderam seus entes  queridos  de forma tão estúpida e brutal. 


 :'(



Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: André Luiz em 02 de Outubro de 2017, 12:51:23
Se o atirador foi um cristão e supremacista branco vão dizer que era só mais um maluco e que o acesso a armas nos EUA é um direito sagrado porque a rainha da Inglaterra e o Canada podem invadir eles a qualquer momento, america fuck yeah

Se era um recém convertido ao islã, foi porque não conheceu o verdadeiro islã religião da paz e era oprimido pelo capitalismo ocidental

 ::)
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 02 de Outubro de 2017, 13:04:05


Um ataque extremamente covarde onde as pessoas não tiveram a mínima chance de defesa.  Pessoas que estavam apenas se divertindo num festival de música. É algo muito revoltante.  |(

E muito trágico e triste.   :'(


Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Pasteur em 02 de Outubro de 2017, 14:11:55
Se o atirador foi um cristão e supremacista branco vão dizer que era só mais um maluco e que o acesso a armas nos EUA é um direito sagrado porque a rainha da Inglaterra e o Canada podem invadir eles a qualquer momento, america fuck yeah

Se era um recém convertido ao islã, foi porque não conheceu o verdadeiro islã religião da paz e era oprimido pelo capitalismo ocidental

 ::)

Com certeza era islâmico, se o EI assumiu, então está esclarecido!  ::)

Foi bom que eles assumiram pra todo mundo ver o quanto são confiáveis...
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Brienne of Tarth em 02 de Outubro de 2017, 14:20:48
E ler que ele estava incomodado com o barulho...por isso atirou.  |(
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 02 de Outubro de 2017, 15:44:06
E ler que ele estava incomodado com o barulho...por isso atirou.  |(


Tem sites de notícias que  pessoas engraçadinhas postam (no campo de comentários)  esse tipo de humor negro.   |(

É uma falta de respeito e de solidariedade com as famílias das vítimas. Gente sem noção.  :no:

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 02 de Outubro de 2017, 18:27:16
Uns anos atrás ele abriu um processo contra o hotel que foi encerrado em acordo entre ambas as partes.

Acho que não é acaso ele usar o mesmo lugar para atirar nas pessoas.

Acho que a idéia era se matar, mas antes causar o maior estrago possível na imagem do hotel,  algo que ficasse na memória das pessoas por décadas.

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gauss em 02 de Outubro de 2017, 18:49:56
Se o atirador foi um cristão e supremacista branco vão dizer que era só mais um maluco e que o acesso a armas nos EUA é um direito sagrado porque a rainha da Inglaterra e o Canada podem invadir eles a qualquer momento, america fuck yeah
E a mídia pra frente, progressista, certamente irá desviar a culpa do agressor e colocar nas armas, até porque armas criam vida e atacam sozinhas. ::)

Não bastam as vans estarem criando vida na Europa, agora as armas também criam vida nos EUA.  :lol:



Edit: Há boatos também que o atirador era Antifa. Tenho que averiguar.

Edit 2 : Desinformação da Infowars.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gabarito em 02 de Outubro de 2017, 19:12:24

Edit: Há boatos também que o atirador era Antifa. Tenho que averiguar.

Saiu esse vídeo aqui:

https://www.youtube.com/v/o7Ys1QgBjm0

Como é dito no vídeo, não importa a ideologia do cara.
Era um assassino.
Isso basta.

Mas estão à procura de imagem com melhor resolução para se certificar de que era ele mesmo.
Tem campanha de buscas no Google sobre isso.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gauss em 02 de Outubro de 2017, 19:15:10
Parece ser desinformação da Infowars.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gauss em 02 de Outubro de 2017, 19:22:28
Pelo que indica a polícia, o vagabundo era um jogador inveterado, fez algumas transações estranhas em cassinos e era filho de um famoso assaltante de banco dos EUA nos anos 1960 e 1970. Ou seja, muito provavelmente ele teve um má criação e sofria de algum problema psicológico que desencadeava seu vício em jogos.

Mas quem matou as pessoas foi o porte de armas.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Fabrício em 03 de Outubro de 2017, 07:15:49
Pelo que indica a polícia, o vagabundo era um jogador inveterado, fez algumas transações estranhas em cassinos e era filho de um famoso assaltante de banco dos EUA nos anos 1960 e 1970. Ou seja, muito provavelmente ele teve um má criação e sofria de algum problema psicológico que desencadeava seu vício em jogos.

Mas quem matou as pessoas foi o porte de armas.

Mas se um maluco destes não tivesse acesso a armas automáticas não seria mais difícil ele cometer um massacre destas proporções?

Se o cara era tudo isso que você falou, e mesmo assim conseguiu se armar desta forma, é um argumento forte a favor dos desarmamentistas. E se nos EUA, que é um país muito mais civilizado e fiscalizado, um sujeito destes consegue, imagine no Brasil.

Ok, 99,9% das pessoas que tem armas nos EUA não fariam isso, mas que casos assim são fortemente facilitados pelo porte de armas, não há como negar.

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 03 de Outubro de 2017, 09:07:14
Pelo que indica a polícia, o vagabundo era um jogador inveterado, fez algumas transações estranhas em cassinos e era filho de um famoso assaltante de banco dos EUA nos anos 1960 e 1970. Ou seja, muito provavelmente ele teve um má criação e sofria de algum problema psicológico que desencadeava seu vício em jogos.

Mas quem matou as pessoas foi o porte de armas.

Mas se um maluco destes não tivesse acesso a armas automáticas não seria mais difícil ele cometer um massacre destas proporções?

Se o cara era tudo isso que você falou, e mesmo assim conseguiu se armar desta forma, é um argumento forte a favor dos desarmamentistas. E se nos EUA, que é um país muito mais civilizado e fiscalizado, um sujeito destes consegue, imagine no Brasil.

Ok, 99,9% das pessoas que tem armas nos EUA não fariam isso, mas que casos assim são fortemente facilitados pelo porte de armas, não há como negar.



Se o cara só tivesse acesso apenas a armas como revólveres e pistolas  ele sequer poderia ter executado este plano (desta forma, ficando longe e bem protegido de algum revide), pois revólveres e pistolas não tem o alcance destas armas que foram utilizadas.


Com revólveres e pistolas ele ainda  teria o poder de matar várias pessoas, só que ele teria que se expor muito mais, ao invés de ficar protegido a 400 metros de distância, de modo que pessoas armadas no local teriam pelo menos alguma  chance de revidarem o ataque e assim de se defenderem.


Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 03 de Outubro de 2017, 09:12:26
Mas quem matou as pessoas foi o porte de armas.


A a liberdade e  a  facilidade de comprar  e  de  ter  e  portar armas de longo alcance  foi  fundamental  para o cara executar o plano de matar pessoas de longe,  de forma a estar bem protegido contra alguma possibilidade de  revide.

Isto aumentou e muito a possibilidade dele de matar pessoas e de estar protegido contra tentativas das pessoas de revidar o ataque e tentarem se defender.

Isto é plenamente verdadeiro. 


Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Lorentz em 03 de Outubro de 2017, 09:40:03
Mas quem matou as pessoas foi o porte de armas.


A a liberdade e  a  facilidade de comprar  e  de  ter  e  portar armas de longo alcance  foi  fundamental  para o cara executar o plano de matar pessoas de longe,  de forma a estar bem protegido contra alguma possibilidade de  revide.

Isto aumentou e muito a possibilidade dele de matar pessoas e de estar protegido contra tentativas das pessoas de revidar o ataque.

Isto é plenamente verdadeiro. 




Então no Brasil onde o porte de armas é restrito deve haver muito menos homicídios por arma de fogo, certo?
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 03 de Outubro de 2017, 10:00:51
Mas quem matou as pessoas foi o porte de armas.


A a liberdade e  a  facilidade de comprar  e  de  ter  e  portar armas de longo alcance  foi  fundamental  para o cara executar o plano de matar pessoas de longe,  de forma a estar bem protegido contra alguma possibilidade de  revide.

Isto aumentou e muito a possibilidade dele de matar pessoas e de estar protegido contra tentativas das pessoas de revidar o ataque.

Isto é plenamente verdadeiro. 


Então no Brasil onde o porte de armas é restrito deve haver muito menos homicídios por arma de fogo, certo?


Não,  pois a  simples restrição legal de posse e porte de  armas de  fogo não é condição necessária e suficiente para se ter  baixos índices de homicídios por armas de fogo. Para se ter baixos índices de homicídios por armas de fogo (e por outros meios também), o mais importante é que se tenha um sistema de segurança pública (incuindo a legislação, a(s) polícia(s), e o judiciário) que funcione bem. 


E por outro lado a liberdade de ter e de portar armas de fogo não é sequer condição necessária para se ter baixos índices de homicídios intencionais em algum país.




Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 03 de Outubro de 2017, 10:03:41
Mas, repare que no meu comentário sobre o caso ocorrido anteontem em Las Vegas, eu apontei a questão específica da liberdade de ter e de portar armas de longo alcance.  E do fato que estas armas de longo alcance retiraram a possibilidade prática das pessoas de conseguirem revidar o ataque (mesmo que tivesse pessoas armadas com revólveres e pistolas no local).



Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Fabrício em 03 de Outubro de 2017, 10:09:23
Mas quem matou as pessoas foi o porte de armas.


A a liberdade e  a  facilidade de comprar  e  de  ter  e  portar armas de longo alcance  foi  fundamental  para o cara executar o plano de matar pessoas de longe,  de forma a estar bem protegido contra alguma possibilidade de  revide.

Isto aumentou e muito a possibilidade dele de matar pessoas e de estar protegido contra tentativas das pessoas de revidar o ataque.

Isto é plenamente verdadeiro. 




Então no Brasil onde o porte de armas é restrito deve haver muito menos homicídios por arma de fogo, certo?

Não necessariamente, já que o porte de armas é apenas um dos fatores que levam a homicídios por armas de fogo. Comparar o Brasil com os EUA nesse quesito (número de homicídios por arma de fogo) é impossível.

Podemos imaginar que, se o porte no Brasil fosse extremamente facilitado, os homicídios por armas de fogo poderiam cair. Ou podemos imaginar que, com o porte facilitado, a situação seria ainda pior, pelo acesso mais fácil a armas, inclusive mais potentes. Eu apostaria na segunda hipótese.

Como os armamentistas gostam de dizer, e é verdade, hoje os bandidos já estão armados. O meu receio é, facilitando o porte, que "cidadãos de bem" como esse de Las Vegas também estejam. Afinal, o cara não era tecnicamente considerado um bandido.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Fabrício em 03 de Outubro de 2017, 10:12:06
Mas, repare que no meu comentário sobre o caso ocorrido anteontem em Las Vegas, eu apontei a questão específica da liberdade de ter e de portar armas de longo alcance.  E do fato que estas armas de longo alcance retiraram a possibilidade prática das pessoas de conseguirem revidar o ataque (mesmo que tivesse pessoas armadas com revólveres e pistolas no local).


E se as vítimas estivessem todas armadas, mesmo como revólveres e pistolas, o cenário mais provável é que a tragédia fosse ainda maior. Afinal, em um tumulto, pessoas destreinadas e assustadas tenderiam a atirar para qualquer lado que fosse.

Só nos sonhos molhados dos armamentistas radicais é que a reação seria coordenada, como em um filme, e o atirador seria facilmente eliminado.

E só para deixar claro, não considero ninguém aqui um "armamentista radical", quando escrevi estava pensando em alguns que vejo nos facebooks da vida.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: André Luiz em 03 de Outubro de 2017, 12:26:53
Logo esse caso vai ser abafado e esquecido.
Mas até o próximo massacre e com uma nova hashtag

#prayforalgumacidade

Igual os atentados na Europa
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gauss em 03 de Outubro de 2017, 17:41:32
Mas se um maluco destes não tivesse acesso a armas automáticas não seria mais difícil ele cometer um massacre destas proporções?

Se o cara era tudo isso que você falou, e mesmo assim conseguiu se armar desta forma, é um argumento forte a favor dos desarmamentistas. E se nos EUA, que é um país muito mais civilizado e fiscalizado, um sujeito destes consegue, imagine no Brasil.

Ok, 99,9% das pessoas que tem armas nos EUA não fariam isso, mas que casos assim são fortemente facilitados pelo porte de armas, não há como negar.
Sem dúvidas que sim. Mas temos que lembrar que proibição de porte de armas não evitam assassinatos em massa, senão não existiria chacina no Brasil. Quantos chacineiros tem o porte de armas? Só os policiais milicianos talvez?
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gauss em 03 de Outubro de 2017, 17:44:08
Mas, repare que no meu comentário sobre o caso ocorrido anteontem em Las Vegas, eu apontei a questão específica da liberdade de ter e de portar armas de longo alcance.  E do fato que estas armas de longo alcance retiraram a possibilidade prática das pessoas de conseguirem revidar o ataque (mesmo que tivesse pessoas armadas com revólveres e pistolas no local).


E se as vítimas estivessem todas armadas, mesmo como revólveres e pistolas, o cenário mais provável é que a tragédia fosse ainda maior. Afinal, em um tumulto, pessoas destreinadas e assustadas tenderiam a atirar para qualquer lado que fosse.

Só nos sonhos molhados dos armamentistas radicais é que a reação seria coordenada, como em um filme, e o atirador seria facilmente eliminado.

E só para deixar claro, não considero ninguém aqui um "armamentista radical", quando escrevi estava pensando em alguns que vejo nos facebooks da vida.
A verdade é que o debate de armas é algo muito  polarizado nos EUA. Ou temos "especialistas" em segurança pública do nível que a Globonews chama para seus programas, que acham que proibir tudo é a solução (e sabemos que isso simplesmente não faz sentido), ou temos a NRA achando que armas são como bananas.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 03 de Outubro de 2017, 18:09:54


Aqui uma lista parcial com várias vítimas do assassino. Alguns com fotos. Quando vejo  uma lista com um pequeno resumo sobre quem era  cada vítima, e ainda  alguns com com uma foto, fico  ainda mais chocado e triste, pois isto traz ainda um pouco mais sobre a humanidade de cada uma dessas pessoas.  Torna-se mais pessoal do que um texto que traz apenas um número com o somatório dos mortos:


Veja quem são as vítimas já identificadas do ataque em Las Vegas


Ataque deixou 59 mortos e mais de 500 feridos. Enfermeiro do Tennessee, policiais em folga, ex-líder de torcida e dois canadenses estão entre os mortos.


Um enfermeiro do Tennessee e dois canadenses estão entre as vítimas do ataque em Las Vegas. No total, 59 pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas, após um homem atirar do 32º andar de um cassino de Las Vegas (EUA) contra uma multidão em um festival de música no domingo (horário local, madrugada desta segunda em Brasília). A ação já é considerada o maior ataque a tiros da história dos Estados Unidos.


O grupo jihadista Estado Islâmico reivindicou a autoria do ataque. No entanto, o FBI, a polícia federal americana, diz que não foi encontrada nenhuma evidência de conexão do atirador Stephen Paddock com grupos terroristas internacionais.


Sonny Melton, 29


O enfermeiro foi a primeira vítima identificada. Ele era registrado como funcionário de um centro médico de Paris, no Tennessee. Segundo o hospital, sua mulher, Heather Melton, também estava no festival e sobreviveu ao ataque. O governador do estado do Tennessee, Bill Haslam, confirmou a morte de Melton.

Foto: O enfermeiro Sonny Melton foi identificado como uma das vítimas do ataque em Las Vegas (Foto: Reprodução/ Facebook/ Sonny Melton) O enfermeiro Sonny Melton foi identificado como uma das vítimas do ataque em Las Vegas (Foto: Reprodução/ Facebook/ Sonny Melton)

O enfermeiro Sonny Melton foi identificado como uma das vítimas do ataque em Las Vegas (Foto: Reprodução/ Facebook/ Sonny Melton)

"Estou rezando pelas muitas pessoas afetadas pelo ato de violência sem sentido em Las Vegas. Em particular, eu e Crissy estendemos nossas condolências e orações à família de Sonny Melton, do West Tennessee, que está entre os mortos nessa tragédia”, disse o governador pelo Twitter.

Angela Gomez


A jovem é uma ex-aluna da Riverside Polytechnic High School, em Riverside, na Califórnia. Sua morte foi confirmada em um post da escola no Facebook, que identifica a formanda de 2015 como uma das vítimas do ataque em Las Vegas. Ela era líder de torcida e participava de corais na escola. Sua idade não foi revelada.

Angela Gomez era de Riverside, Califórnia (Foto: Reprodução/GoFundMe) Angela Gomez era de Riverside, Califórnia (Foto: Reprodução/GoFundMe)
Angela Gomez era de Riverside, Califórnia (Foto: Reprodução/GoFundMe)

Charleston Hartfield, 34

Policial em Los Angeles, ele estava de folga no domingo. Conhecido por seus amigos como Charles ou Chucky, escreveu um livro sobre seu trabalho na polícia e era treinador de um time de futebol para crianças e adolescentes. Horas antes do ataque ele atualizou a foto de capa de seu perfil no Facebook com uma foto de um banner do festival Route 91. Casado, pai de um filho e uma filha, ele foi militar durante 16 anos, atuando como policial nos últimos 11.

Charleston Hartfield era policial e tinha 34 anos (Foto: Reprodução/Henderson Cowboys) Charleston Hartfield era policial e tinha 34 anos (Foto: Reprodução/Henderson Cowboys)
Charleston Hartfield era policial e tinha 34 anos (Foto: Reprodução/Henderson Cowboys)

Jordan Seymour McIldoon, 23

A ministra das Relações Exteriores do Canadá, Chrystia Freeland, informou que dois canadenses estão entre os mortos, mas não revelou suas identidades. Porém, os pais de Jordan, de British Columbia, confirmaram à rede CBC News que o filho, que completaria 24 anos na próxima sexta-feira, morreu no ataque. Além disso, em um post no Facebook, uma mulher chamada Heather Gooze, que estava no local, informou parentes e amigos que estava bem, mas afirmou que um jovem de British Columbia, chamado Jordan McIldoon, tinha acabado de morrer em seus braços.
Jordan Seymour McIldoon era canadense e tinha 23 anos (Foto: Reprodução/Facebook/Jordan Seymour McIldoon) Jordan Seymour McIldoon era canadense e tinha 23 anos (Foto: Reprodução/Facebook/Jordan Seymour McIldoon)

Jordan Seymour McIldoon era canadense e tinha 23 anos (Foto: Reprodução/Facebook/Jordan Seymour McIldoon)


Jessica Klymchuk, 28 anos

A segunda vítima canadense era uma assistente-educacional, bibliotecária e motorista de ônibus da St. Stephen’s School, em Valleyview, Alberta. Segundo seu perfil no Facebook, ela tinha ficado noiva em abril deste ano e estava em Las Vegas na companhia de seu noivo. Ela tinha quatro filhos.

A canadense Jessica Klymchuk estava em Las Vegas com o noivo (Foto: Reprodução/Facebook/Jessica Klymchuk) A canadense Jessica Klymchuk estava em Las Vegas com o noivo (Foto: Reprodução/Facebook/Jessica Klymchuk)

A canadense Jessica Klymchuk estava em Las Vegas com o noivo (Foto: Reprodução/Facebook/Jessica Klymchuk)



Restante do texto e das fotos no link:


https://g1.globo.com/mundo/noticia/ataque-em-las-vegas-veja-quem-sao-as-vitimas.ghtml




Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 03 de Outubro de 2017, 18:30:54
Mas, repare que no meu comentário sobre o caso ocorrido anteontem em Las Vegas, eu apontei a questão específica da liberdade de ter e de portar armas de longo alcance.  E do fato que estas armas de longo alcance retiraram a possibilidade prática das pessoas de conseguirem revidar o ataque (mesmo que tivesse pessoas armadas com revólveres e pistolas no local).


E se as vítimas estivessem todas armadas, mesmo como revólveres e pistolas, o cenário mais provável é que a tragédia fosse ainda maior. Afinal, em um tumulto, pessoas destreinadas e assustadas tenderiam a atirar para qualquer lado que fosse.

Só nos sonhos molhados dos armamentistas radicais é que a reação seria coordenada, como em um filme, e o atirador seria facilmente eliminado.

E só para deixar claro, não considero ninguém aqui um "armamentista radical", quando escrevi estava pensando em alguns que vejo nos facebooks da vida.


Pode ser mesmo que pessoas não suficientemente treinadas poderiam ter problemas para parar um ataque de um cara armado com pistolas e/ou revólveres.
E de qualquer forma um atirador mesmo bem mais próximo (tipo 150 metros) e armado apenas com pistolas certamente conseguiria matar muita gente. Sem falar que mesmo um revólver pode ser extremamente letal, como é o caso de uma Magnum 357 com sua munição altamente energética.




Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 04 de Outubro de 2017, 08:31:36


Aqui imagens de ferimento a bala por Magnum 357:

http://www.jtribunapopular.com.br/artigo/jovem-tem-a-cabeca-explodida-a-tiros-de-revolver-357-no-porto-meira#.WdTEnI9SyM8
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Diegojaf em 04 de Outubro de 2017, 08:48:02
E de qualquer forma um atirador mesmo bem mais próximo (tipo 150 metros) e armado apenas com pistolas certamente conseguiria matar muita gente

Você errou por aproximadamente 135 metros... que nem um atirador com pistola...  :lol: :lol:
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 04 de Outubro de 2017, 12:47:08
E de qualquer forma um atirador mesmo bem mais próximo (tipo 150 metros) e armado apenas com pistolas certamente conseguiria matar muita gente

Você errou por aproximadamente 135 metros... que nem um atirador com pistola...  :lol: :lol:




Mas, eu pensei num alcance  que não seria para acertar um alvo específico  (isto seria o alcance efetivo ? ), e sim num alcance para acertar qualquer um dentre vários alvos disponíveis, o que seria o caso de uma multidão com várias pessoas.

E neste caso uma  bala de pistola poderia atingir e matar pessoas a 150 metros, estou certo ?


Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Diegojaf em 04 de Outubro de 2017, 15:01:30
E de qualquer forma um atirador mesmo bem mais próximo (tipo 150 metros) e armado apenas com pistolas certamente conseguiria matar muita gente

Você errou por aproximadamente 135 metros... que nem um atirador com pistola...  :lol: :lol:




Mas, eu pensei num alcance  que não seria para acertar um alvo específico  (isto seria o alcance efetivo ? ), e sim num alcance para acertar qualquer um dentre vários alvos disponíveis, o que seria o caso de uma multidão com várias pessoas.

E neste caso uma  bala de pistola poderia atingir e matar pessoas a 150 metros, estou certo ?




Mesmo uma multidão eu acho bem complicado. A maioria dos confrontos é a menos de 5m de distância. Acho que o alcance efetivo dessas armas antes de começar a perder velocidade é de uns 50m. Não seria a arma de escolha de nenhum terrorista atirador aleatório totalmente irrelevante estatisticamente falando para a política de armas dos EUA...
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Peter Joseph em 04 de Outubro de 2017, 15:46:56
Não existe vácuo de poder dentro de um sistema de escassez. Então sim, sempre haverá um império. E eles sempre usarão de seu soft power (imposição da cultura) e seu hard power (imposição da força militar). Aí cabe nos perguntar: 1 - é mesmo  necessário que seja assim sempre? 2 - somos tratados com respeito pelo atual império ou somos apenas seu quintal onde ele interfere quando acha melhor? 3 - poderiamos nos dar melhor sob a tutela de um outro império, com algo melhor do que yankees gritando suas bobagens, como "Destino Manifesto" ou "American First"?

Olha só que interessante:

(http://www.anarquista.net/wp-content/uploads/2013/09/Paises-atacado-pelo-imperialismo-norte-americano-USA.jpg)
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 04 de Outubro de 2017, 16:18:49
Igualar a ação estadunidense no Kuwait em 1991 e na Bósnia em 1995 com a da República Dominicana em 1955/1966 é demonstração cabal ou de ignorância ou de mau-caratismo.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Peter Joseph em 04 de Outubro de 2017, 16:40:30
Não se está igualando nada aí, só mostrando para onde os EUA mandaram suas doses de democracia e liberdade. Doses bem explosivas diga-se de passagem  :hihi:
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 04 de Outubro de 2017, 20:18:20
Não se está igualando nada aí, só mostrando para onde os EUA mandaram suas doses de democracia e liberdade. Doses bem explosivas diga-se de passagem  :hihi:

Então é um espantalho.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Muad'Dib em 06 de Outubro de 2017, 11:49:54

Que coisa.

Pelo que eu entendi do funcionamento do negocio não é necessário apertar o gatilho, basta pressionar o cano da arma para frente. Me parece algo extremamente perigoso e com somente uma função.

Se essa merdinha não existisse a tragédia teria sido muito menor. Mas, dos males o menor, se o maluco tivesse com silenciadores o número de mortes poderia ser ainda mais trágico.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gigaview em 06 de Outubro de 2017, 12:35:10
Pronto, já temos uma teoria da conspiração. Outros atiradores estavam lá disparando seus rifles, conforme mostram 2 vídeos no link abaixo. Claro que a mídia comprometida com a New World Order vai continuar negando tudo.

Hotel Guest Next Door To Las Vegas Shooter Saw ‘Multiple Gunmen’

An Australian man who was staying in the room next to the shooter in the Mandalay Bay has confirmed he witnessed multiple gunmen involved in the Las Vegas attack.

http://yournewswire.com/hotel-guest-las-vegas-shooter/

O atirador "responsável" pelo ataque morava em Mesquite, com tanto lugar para morar...e tem gente que ainda acha isso coincidência.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gigaview em 27 de Outubro de 2017, 13:46:27
O governo americano liberou quase tudo sobre o assassinato de Kennedy. A parte que falta, evidentemente, está relacionada com UFOs,  invasão alienígena, Area 51, bases na Lua, Terra Plana, etc...e não esperem que seja divulgada antes de Nibiru colidir com a Terra.

https://www.archives.gov/research/jfk
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gigaview em 30 de Outubro de 2017, 21:28:12
Começaram as "revelações". Vamos ver agora qual teoria da conspiração estava correta.

Jornal inglês recebe tefonemau misterioso 25 minutos antes do assassinato avisando que ia acontecer alguma coisa.


British newspaper received mystery call minutes before JFK assassination


(http://www.telegraph.co.uk/content/dam/news/2017/10/27/DNIXL6AXcAE_EDc_trans_NvBQzQNjv4Bq_PWl-Qsn4s6bL6jEzSDp0qx_eCrrCP2iAHRR4I_cwsg.jpg?imwidth=1400)
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 06 de Novembro de 2017, 08:05:16
Massacre em igreja do Texas foi "um ato de maldade", diz Trump


Massacre em igreja


Um homem armado abriu fogo em uma igreja da pequena cidade de Sutherland Springs, no sudeste do Texas, nos Estados Unidos, matando pelo menos 26
pessoas e deixando mais de 20 feridas. O atirador era um homem branco, vestido todo de preto e usou um rifle de assalto, afirmou a polícia local.

O número de mortos foi informado pelo governador do Texas, Gregg Abbott, durante entrevista coletiva.

"Nós não sabemos se esse número aumentará ou não, tudo o que sabemos é que é demais, e este será um longo sofrimento para aqueles que estão com essa dor", afirmou Abbott.


A polícia isolou a área ao redor da Primeira Igreja Batista em Sutherland Springs, no Texas, onde um homem abriu fogo neste domingo (5)


Testemunhas disseram que o atirador abriu fogo assim que saiu de seu carro estacionado próximo à igreja, por volta das 11h30 no horário local [15h30 no horário de Brasília]. Ele andou em direção à entrada da igreja e continuou com os disparos. Quando saía da igreja, o atirador se atracou com um morador que tentou tomar-lhe o rifle. A arma caiu ao chão e o atirador fugiu do local, afirmou a rede "CNN".


A partir desse momento, começou uma breve perseguição a carro que incluiu moradores da cidade. A perseguição terminou no condado vizinho de Guadalupe,
onde o suspeito bateu o carro que dirigia, informou o xerife do condado de Wilson, Joe Tackitt.

Ainda não está claro se o atirador foi morto por um disparo feito por um dos policiais ou até mesmo por um cidadão que participou do cerco, ou ainda se ele se matou.     


Várias armas foram encontradas em seu carro.


O atirador ainda não foi identificado e também não se sabe o que motivou o atentado, informou o FBI (a polícia federal norte-americana).


https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2017/11/05/massacre-em-igreja-do-texas-foi-um-ato-de-maldade-diz-donald-trump.htm
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 06 de Novembro de 2017, 08:41:01

Cadê os admiradores e defensores da liberdade de comprar e portar armas  de maior poder de fogo ? 


Cadê a direita amante de armas ?


 :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?:


Estão sumidos. Alguém sabem em qual toca se esconderam ?


 :hihi:






Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Lorentz em 06 de Novembro de 2017, 10:28:51

Cadê os admiradores e defensores da liberdade de comprar e portar armas  de maior poder de fogo ? 


Cadê a direita amante de armas ?


 :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?:


Estão sumidos. Alguém sabem em qual toca se esconderam ?


 :hihi:


Esqueceu de tomar os remédios? Aqui não há nenhum defensor de porte de armas de maior calibre, que eu saiba. Os que existem por aí, estão por aí normalmente. Ou você acha que a cada notícia de morte por arma de fogo os defensores do porte de armas vão ficar se escondendo?

Eles defendem o porte por princípios.

Mas depois que o terrorista atropelou civis com uma caminhonete, notou que os defensores de caminhonetes sumiram? Não apareceu nenhum por aqui.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: -Huxley- em 06 de Novembro de 2017, 11:35:53

Cadê os admiradores e defensores da liberdade de comprar e portar armas  de maior poder de fogo ? 


Cadê a direita amante de armas ?


 :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?:


Estão sumidos. Alguém sabem em qual toca se esconderam ?


 :hihi:








Isso já responde:

(https://pbs.twimg.com/media/DIe39jyVYAA4ZNK.jpg)
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Muad'Dib em 06 de Novembro de 2017, 13:53:38
O Donald disse que esta situação não tem nada a ver com o porte irrestrito de armas e sim com "doença mental". Acho que é a deixa para se restringir o porte, pelo menos, para quem tem distúrbios mentais. Querer desarmar o povo americano é pedir por outra guerra civil, mas tem coisa que o mínimo de bom senso pode ser aplicado.

E uma coisa de diferente nesse mass shooting foi o fato de um cidadão responsável com um fuzil foi atrás do maluco com fuzil. Foi a primeira vez que eu vi isto. E os armamentistas americanos, sempre após um massacre, dizem que mais gente armada impediria os loucos.

Enfim, uma loucura total. Matar gente aleatoriamente é algo além da minha capacidade de compreensão.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Muad'Dib em 06 de Novembro de 2017, 13:56:31
No Brasil, eu tenho uma postura mais parecida com a do Fabricio.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gauss em 06 de Novembro de 2017, 18:27:17
O Donald disse que esta situação não tem nada a ver com o porte irrestrito de armas e sim com "doença mental".
Previsível. Ele tem que agradar a NRA.
[/quote]
 Acho que é a deixa para se restringir o porte, pelo menos, para quem tem distúrbios mentais. Querer desarmar o povo americano é pedir por outra guerra civil, mas tem coisa que o mínimo de bom senso pode ser aplicado.[/quote]
Não é a deixa para restringir o porte, pois o perpetrador do massacre não tinha direito a portar armas. Ele foi dispensado com desonra da Força Aérea e perdeu o porte de armas. Ele conseguiu a arma de forma ilegal ou utilizando alguma manobra para conseguir comprar, e isso é o que deve ser corrigido para evitar que outras pessoas como ele adquiram armas.

Citar
E uma coisa de diferente nesse mass shooting foi o fato de um cidadão responsável com um fuzil foi atrás do maluco com fuzil. Foi a primeira vez que eu vi isto. E os armamentistas americanos, sempre após um massacre, dizem que mais gente armada impediria os loucos.
Esses que o perseguiram tinham direito ao porte de armas por serem cidadãos de bem. E não tinham um fuzil, e sim uma espingarda, o que é mais surpreendente. Os 'armamentistas' americanos não estão de toda maneria errados, por incrível que pareça. Além do mais, não é economicamente viável restringir o porte de armas para um cidadão de bem devido a casos isolados. Ainda mais neste caso, onde os cidadãos que tinham o direito de portar armas perseguiram um assassino que não tinha esse direito.
Citar
Enfim, uma loucura total. Matar gente aleatoriamente é algo além da minha capacidade de compreensão.
Simplesmente insano.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gauss em 06 de Novembro de 2017, 18:29:26
No Brasil, eu tenho uma postura mais parecida com a do Fabricio.
Achismo. Massacres ocorrem com muito mais frequência aqui, onde não se tem o direito de defender-se, feito por bandidos que não teriam porte de armas mesmo se o mesmo fosse liberado. E no caso de massacres feitos por policiais contra inocentes, isso podeira ser evitado se os inocentes tivessem o direito de ter armas.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 07 de Novembro de 2017, 01:42:51

Cadê os admiradores e defensores da liberdade de comprar e portar armas  de maior poder de fogo ? 


Cadê a direita amante de armas ?


 :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?:


Estão sumidos. Alguém sabem em qual toca se esconderam ?


 :hihi:








https://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/rj-bate-recorde-de-fuzis-apreendidos-em-um-ano-393-entre-janeiro-e-setembro.ghtml

Citar
RJ bate recorde de fuzis apreendidos em um ano: 393 entre janeiro e setembro

Número já é maior do que o registrado em todo o ano de 2016, segundo o governo. A média é de mais de um fuzil apreendido por dia. Junho foi o mês com maior número de apreensões em 10 anos: 93 armas.

Todos os fuzis encontrados com o tráfico carioca foram comprados legalmente? E fazem menos estrago nas mãos dos traficantes que as armas de baixo calibre permitidas por lei e compras legalmente?

Sim ou não?

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 07 de Novembro de 2017, 07:58:02

Cadê os admiradores e defensores da liberdade de comprar e portar armas  de maior poder de fogo ? 


Cadê a direita amante de armas ?


 :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?:


Estão sumidos. Alguém sabem em qual toca se esconderam ?

https://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/rj-bate-recorde-de-fuzis-apreendidos-em-um-ano-393-entre-janeiro-e-setembro.ghtml

Citar
RJ bate recorde de fuzis apreendidos em um ano: 393 entre janeiro e setembro

Número já é maior do que o registrado em todo o ano de 2016, segundo o governo. A média é de mais de um fuzil apreendido por dia. Junho foi o mês com maior número de apreensões em 10 anos: 93 armas.

Todos os fuzis encontrados com o tráfico carioca foram comprados legalmente? E fazem menos estrago nas mãos dos traficantes que as armas de baixo calibre permitidas por lei e compras legalmente?

Sim ou não?



Não.

Não.



A existência de fuzis nas mãos de traficantes mostra que o sistema de segurança pública  tem falhas,  que obviamente necessitam ser corrigidas,  mas não implicam  que a solução para isso seja liberar fuzis e rifles para a população em geral.


Afinal de contas a que conclusão você quer chegar a partir do fato de traficantes terem fuzis ?


 
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 07 de Novembro de 2017, 08:49:50
Conclusão que o estatuto do desarmamento só dificulta a vida de quem respeita a lei e não serve para desarmar quem comete crime rotineiramente.

E como sempre digo, se tem gente como o Stedile a favor é motivo para sermos contra.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Muad'Dib em 07 de Novembro de 2017, 08:54:16
No Brasil, eu tenho uma postura mais parecida com a do Fabricio.
Achismo. Massacres ocorrem com muito mais frequência aqui, onde não se tem o direito de defender-se, feito por bandidos que não teriam porte de armas mesmo se o mesmo fosse liberado. E no caso de massacres feitos por policiais contra inocentes, isso podeira ser evitado se os inocentes tivessem o direito de ter armas.

Não sei se é um "achismo", acho que está mais para um educated guess. Acho que foi o Gaucho que, muito bem explicado, colocou a questão mais como de direito pessoal do que qualquer outra coisa, só que eu acho que ele (e talvez você) esteja cometendo o erro de aplicar em terceiros a própria mentalidade. A maioria da brasileirada não é como você, Gaucho ou Geotecton, a maioria da brasileirada iria virar rambinhos com uma arma na mão.

Liberar o porte de arma não resolverá o problema da violência no Brasil; liberar o porte de armas não impedirá que traficantes comprem armas militares no mercado negro; o povão (incluindo você, Gaucho ou Geotecton), com armas de pequeno calibre não iria conseguir se defender de traficantes com fuzis (só ver que nem mesmo a polícia consegue); e liberar armamentos pesados para o cidadão comum, desculpe-me, mas é loucura.

Talvez meu erro seja de achar melhor cercear o seu direito de portar armas por causa do resto da população idiota. Você claramente (até onde se pode julgar uma pessoa pela internet) tem um grau de responsabilidade, coerência e bom senso que permite ter uma arma (se vai ser apto a usá-la em um momento de tensão é outra história), mas e o resto da brasileirada? Daqui a pouco os esquerdinhas armados vão se juntar para combater o imperislismo, o entreguismo, o povo... E a direita armada vai proteger a família brasileira da forma como eles sempre quiseram.


Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Muad'Dib em 07 de Novembro de 2017, 09:00:06
O caso de massacres cometidos por policiais, a solução é a própria polícia excluir do se pessoal policiais que tenham o perfil de chacinadores. O povo armado lutando contra policiais iria ser absurdo, primeiro porque iria colocar tensão absurdo na já absurdamente tensa rotina policial, depois, um inocente armado não teria a menor chance contra um policial armado, altamente treinado e com o sangue no olho para cometer uma chacina.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 07 de Novembro de 2017, 09:02:27
Conclusão que o estatuto do desarmamento só dificulta a vida de quem respeita a lei e não serve para desarmar quem comete crime rotineiramente.



Eu sou a favor da revogação do estatuto do desarmamento.  Mas, não sou a favor de liberar rifles e fuzis (e similares), e mesmo revólveres e munições com alto poder de matar (tipo munições de alta energia e outras) devem ser restringidas.


Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 07 de Novembro de 2017, 09:07:19
Talvez meu erro seja de achar melhor cercear o seu direito de portar armas por causa do resto da população idiota. Você claramente (até onde se pode julgar uma pessoa pela internet) tem um grau de responsabilidade, coerência e bom senso que permite ter uma arma (se vai ser apto a usá-la em um momento de tensão é outra história), mas e o resto da brasileirada? Daqui a pouco os esquerdinhas armados vão se juntar para combater o imperislismo, o entreguismo, o povo... E a direita armada vai proteger a família brasileira da forma como eles sempre quiseram.



Nem os esquerdinhas nem os direitinhas fizeram isso na década de 80, porque iriam fazer isso agora ?


Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 07 de Novembro de 2017, 09:14:35

Liberar o porte de arma não resolverá o problema da violência no Brasil; liberar o porte de armas não impedirá que traficantes comprem armas militares no mercado negro; o povão (incluindo você, Gaucho ou Geotecton), com armas de pequeno calibre não iria conseguir se defender de traficantes com fuzis (só ver que nem mesmo a polícia consegue); e liberar armamentos pesados para o cidadão comum, desculpe-me, mas é loucura.


1) Liberar porte de armas (com o devido acompanhamento e controle) não visa: (a)resolver o problema da violência no Brasil; (b)  impedir que traficantes comprem armas militares no mercado negro.

2)A maioria dos assaltos, com armas de fogo,  são feitos com armas do tipo revólver .38 e pistola .380, portanto na maioria dos casos ter um revólver .38 ou uma pistola. 380 (ou mesmo uma .32 ou uma .22) juntamente com o treinamento adequado e a percepção a tempo (antes de iniciada a ação do assaltante) poderá fazer com que haja alguma chance de defesa.




Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 07 de Novembro de 2017, 09:16:26
Ninguém aqui é a favor da liberação de armas pesadas, nem eu.

Mas impedir que alguém compre um revólver não tira fuzis de circulação nem mesmo que a turma da paz de as mãos e suba o morro cantando.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: André Luiz em 07 de Novembro de 2017, 12:00:01
Essa cultura do "loser" que americano tem não é o que mais contribui para estas tragedias e não o acesso facilitado a armas?

Porque geralmente o cara que realiza isso não deixa manisfesto de alguma causa ou vai atras dos inimigos pessoais.

É sempre "me fodi na vida, mundo injusto, não quero morrer sozinho, vou levar uns aleatórios comigo"

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gauss em 07 de Novembro de 2017, 12:55:45
No Brasil, eu tenho uma postura mais parecida com a do Fabricio.
Achismo. Massacres ocorrem com muito mais frequência aqui, onde não se tem o direito de defender-se, feito por bandidos que não teriam porte de armas mesmo se o mesmo fosse liberado. E no caso de massacres feitos por policiais contra inocentes, isso podeira ser evitado se os inocentes tivessem o direito de ter armas.
Não sei se é um "achismo", acho que está mais para um educated guess. Acho que foi o Gaucho que, muito bem explicado, colocou a questão mais como de direito pessoal do que qualquer outra coisa, só que eu acho que ele (e talvez você) esteja cometendo o erro de aplicar em terceiros a própria mentalidade. A maioria da brasileirada não é como você, Gaucho ou Geotecton, a maioria da brasileirada iria virar rambinhos com uma arma na mão.
O brasileiro já viveu a realidade de poder comprar um revólver, uma pistola, uma espingarda ou um rifle de caça em alguma loja especializada antes do estatuto do desarmamento, e as coisas não eram do jeito que você e o Fabrício acham que vai ser.

Citar
Liberar o porte de arma não resolverá o problema da violência no Brasil; liberar o porte de armas não impedirá que traficantes comprem armas militares no mercado negro; o povão (incluindo você, Gaucho ou Geotecton), com armas de pequeno calibre não iria conseguir se defender de traficantes com fuzis (só ver que nem mesmo a polícia consegue); e liberar armamentos pesados para o cidadão comum, desculpe-me, mas é loucura.
Não iríamos. Mas nem queremos liberar armas pesadas. O problema da criminalidade no Brasil nunca passou pelo direito de ter armas. É mais profundo. Mas eu gostaria de ter a opção de me defender de trombadinhas ou assaltantes comuns que andam de faca ou revólver.

Citar
Talvez meu erro seja de achar melhor cercear o seu direito de portar armas por causa do resto da população idiota. Você claramente (até onde se pode julgar uma pessoa pela internet) tem um grau de responsabilidade, coerência e bom senso que permite ter uma arma (se vai ser apto a usá-la em um momento de tensão é outra história), mas e o resto da brasileirada? Daqui a pouco os esquerdinhas armados vão se juntar para combater o imperislismo, o entreguismo, o povo... E a direita armada vai proteger a família brasileira da forma como eles sempre quiseram.
Isso não acontecia antes do estatuto. E nem durante o regime militar, onde as leis de armas eram bem brandas isso ocorreu em grande escala, apenas meia dúzia de lunáticos aderiram a uma "luta armada". E as armas que eles usavam eram em sua maioria roubadas de quartéis.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 13 de Dezembro de 2017, 16:10:32


Déficit orçamentário cresce 13,6% em 2017 nos EUA, a 3,5% do PIB

(http://afp.com)

20/10/2017 17h13



Washington, 20 Out 2017 (AFP) - O déficit orçamentário cresceu a 666 bilhões de dólares no ano fiscal de 2017, uma alta de 13,6% em relação ao ano anterior, de acordo com dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (20).


O déficit agora representa 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 3,2% em 2016. "O crescimento dos gastos superou o crescimento em receita com impostos pelo segundo ano seguido, como resultado de um crescimento econômico historicamente insuficiente", diz uma nota do Departamento de Tesouro.


Contudo, o déficit geral está em 80 bilhões de dólares abaixo da previsão.

"Os resultados atuais do orçamento destacam a importância de atingir o crescimento econômico robusto e sustentável. Por meio de uma combinação de
reforma fiscal e alívio regulatório, esse país pode voltar para níveis mais altos de expansão do PIB, ajudando a apagar nosso déficit fiscal", disse o secretário de
Tesouro, Steven Mnuchin.


"Esses números devem servir como um sinal de fumaça para Washington, um lembrete de que precisamos que a economia cresça de novo e organizar nossa
situação fiscal", acrescentou Mick Mulvaney, diretor do escritório de Gestão e Orçamento.


A nota ainda disse que contribuíram para a alta os gastos maiores com previdência social, programas médicos governamentais voltados para idosos, pessoas de baixa renda e com deficiência, bem como os juros sobre a dívida pública.


Maiores gastos da Agência de Gestão de Emergências (Fema) para socorro e recuperações dos furacões também contribuíram para a alta", afirmou.

https://economia.uol.com.br/noticias/afp/2017/10/20/deficit-orcamentario-cresce-136-em-2017-nos-eua-a-35-do-pib.htm
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 13 de Dezembro de 2017, 18:26:12
Impressionante como não há uma só palavra para o valor obsceno com as despesas militares.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 14 de Dezembro de 2017, 08:12:32


Um déficit de 3,5% embora não possa ser considerado como algo desejável, também não chega a ser muito fora da média dos outros países.


Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 14 de Dezembro de 2017, 08:16:50


Para uma comparação temos que o déficit da Espanha está em 4,5 % do PIB:


Líderes em déficit


Espanha não vai chegar a um orçamento equilibrado enquanto não aplicar uma política racional de cortes de gastos e uma reforma fiscal



Apesar dos anúncios complacentes do Governo, a estabilidade orçamentária continua sendo um problema sério para a economia espanhola. O déficit público ficou em 4,5% do PIB. Os ministérios de Economia e Finanças se felicitaram por terem, pela primeira vez desde o início da crise, conseguido atingir a meta quando é público que a Comissão Europeia diminuiu várias vezes o nível do déficit para que a Espanha se livre de sanções. Estaríamos, então, frente a um elogio que é mera ficção. A Espanha é o país da União Europeia com o maior déficit público, à frente da França, Romênia e Reino Unido. Se não houver intensa maquiagem orçamentária ou novas concessões de Bruxelas, voltará a estourar o déficit em 2017.


A ficção do déficit espanhol mostra sua verdadeira dimensão quando fica comprovado que países que sofreram as consequências deprimentes de um resgate têm superávit primário (antes do pagamento de juros da dívida). Algo que Cristóbal Montoro e Luis de Guindos não podem afirmar. A Grécia tem um superávit primário de 2,4 bilhões de euros e o de Portugal chega a 2,2% do PIB. As realizações da economia espanhola no que diz respeito à estabilidade — deixando de lado o declínio do prêmio de risco, atribuível em primeira e quase única instância à posição firme do BCE — são decepcionantes. As organizações internacionais insistem que a estabilidade financeira é decisiva para proteger a economia em caso de convulsões da dívida. No caso de uma nova crise, a economia espanhola, com uma dívida de 98,4% do PIB, estaria entre os primeiros e mais dolorosamente afetados.



O Governo parece não ver além do orçamento imediato; basta colocar remendos de urgência nas contas de cada exercício com o único objetivo de ficar bem para Bruxelas. Que o secretário de Estado da Fazenda diga agora que o equilíbrio orçamentário será conseguido em 2020 parece uma profecia gratuita; nem é comprovável, nem se conhece os pressupostos em que se baseia, nem compromete nada. As finanças públicas não vão atingir o equilíbrio enquanto não houver uma política racional de redução dos gastos — a aplicada até agora equivale a meras machadadas no orçamento aplicadas de qualquer jeito — e uma reforma fiscal para aumentar a arrecadação tributária. Por razões políticas e técnicas, este Governo não é capaz de fazer nem uma coisa nem outra.




https://brasil.elpais.com/brasil/2017/04/24/opinion/1493051491_824490.html


MAIS INFORMAÇÕES

Taxa de emprego alcança máxima histórica de 67% na OCDE

Principais países da UE apostam em uma Europa de várias velocidades
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 14 de Dezembro de 2017, 08:58:24
Na América Latina a média está em 3%, e na América do Sul a média está em 4% de déficit:



Cepal: déficit fiscal se manteve em 3% do PIB na América Latina em 2016



O déficit fiscal médio da América Latina se manteve em 2016 em 3% do PIB pelo segundo ano consecutivo, enquanto a dívida pública aumentou 37,9%, com um maior impacto na América do Sul, informou a Cepal nesta quinta-feira.


A deterioração das contas fiscais impactou com maior força a América do Sul devido "ao efeito negativo do ciclo (econômico) e a novas quedas dos preços internacionais dos recursos naturais não renováveis", explicou a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) em seu "Panorama Fiscal da América Latina e do Caribe 2017", apresentado nesta quinta-feira em Santiago.


Na América do Sul, o déficit fiscal aumentou de um equivalente a 3,6% do PIB em 2015 a 4% em 2016, enquanto a dívida pública aumentou 2,5 pontos percentuais do PIB em média nesta sub-região.


O aumento do déficit foi "impulsionado por um aumento do serviço da dívida e um aumento do gasto corrente primário", ao que se somou uma queda das receitas fiscais devido a uma menor arrecadação de impostos, explicou a Cepal.


No Brasil houve uma melhora de 1,6 ponto percentual do PIB, atingindo um déficit de -7,6% do PIB em 2016, enquanto que na Argentina o déficit subiu 2,4 pontos percentuais (pp) e chegou a 6,1% do do PIB, no Uruguai subiu 0,9 pp, a 3,7% do PIB. Na Colômbia, o déficit subiu 0,8 pp, a 3,8% do PIB e no Chile, cresceu 0,6 pp, a 2,8% do PIB.



A maioria dos países do norte da região conseguiram reduzir seu déficit fiscal no ano passado.


Nessa sub-região, integrada por América Central, México, Haiti e República Dominicana, o déficit fiscal caiu 0,2 pontos percentuais do PIB, chegando a 2,2%.


"Este resultado reflete o impacto positivo da dinâmica da demanda interna nesses países sobre as receitas fiscais", explicou a Cepal, um organismo técnico das Nações Unidas com sede em Santiago.


Beneficiado por uma dinâmica mais favorável da demanda interna, o México melhorou seu déficit em 0,9 ponto percentual, a 2,7% do PIB.

- Receitas -

Durante 2016 as receitas totais da América Latina aumentaram pouco, alcançando em média 18,4% do PIB, graças principalmente ao aumento das receitas públicas no México (2 pontos percentuais do PIB).


Mas na América do Sul foi registrada uma queda significativa (0,5 pp do PIB) como resultado da redução das receitas tributárias, diante de uma menor atividade econômica.

Paralelamente, a dívida pública bruta para o conjunto dos países da América Latina manteve sua trajetória ascendente e chegou a 37,9% do PIB em 2016.


A evasão e sonegação fiscal também se mantiveram alta, em torno de 6,7% do PIB, chegando a 340 bilhões de dólares.

"É preciso cuidar do gasto social e do investimento público, (...) reduzir a evasão e a sonegação fiscal, aumentar a carga tributária e mudar a estrutura dos sistemas tributários para uma maior participação dos impostos diretos", resumiu Alicia Bárcena, secretária-executiva da Cepal.


A estabilização do déficit em 3% em média acontece em um ano particularmente duro em termos econômicos na região. Em 2016, a América Latina teve uma contração de 1,1%, arrastada pelas quedas de Venezuela, Brasil, Argentina e Equador.


Para 2017 se espera uma tênue recuperação de 1,3% em meio às incertezas sobre a política de Donald Trump nos Estados Unidos, indicou a Cepal.


* AFP

https://gauchazh.clicrbs.com.br/mundo/noticia/2017/03/cepal-deficit-fiscal-se-manteve-em-3-do-pib-na-america-latina-em-2016-9755859.html

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Pagão em 14 de Dezembro de 2017, 18:11:12
Impressionante como não há uma só palavra para o valor obsceno com as despesas militares.

Há aqui "uma palavra" bem recente que deve ter sido tomada na devida conta pela América...
https://br.sputniknews.com/russia/201711209886232-putin-armas-modernas-russia/
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 17 de Dezembro de 2017, 11:22:01
Para quem ainda não conhece a constituição dos Estados Unidos  aqui  vão alguns links com arquivos em PDF, e o início de alguns deles. Uma coisa que podemos notar de cara é que esta é muito mais sintética do que a constituição brasileira de 1988, a dos Estados Unidos cabe em 13 páginas (ou 17 páginas conforme fonte e espaços adotados):



A Constituição dos Estados Unidos da América


Nós, o povo dos Estados Unidos, a fim de formar uma União mais perfeita, estabelecer a justiça, assegurar a tranqüilidade interna, prover a defesa comum, promover o bem-estar geral, e garantir para nós e para os nossos descendentes os benefícios da Liberdade, promulgamos e estabelecemos esta Constituição para os Estados Unidos da América.

ARTIGO I
Seção 1

Todos os poderes legislativos conferidos por esta Constituição serão confiados a um Congresso dos Estados Unidos, composto de um Senado e de uma Câmara de Representantes.

Seção 2

A Câmara dos Representantes será composta de membros eleitos bianualmente pelo povo dos diversos Estados, devendo os eleitores em cada Estado possuir as mesmas qualificações exigidas dos eleitores da Assembléia Legislativa mais numerosa do respectivo Estado.


Não será eleito Representante quem não tiver atingido a idade de vinte e cinco anos, não for há sete anos cidadão dos Estados Unidos, e não for, por ocasião da eleição, habitante do Estado que o eleger.


O número de Representantes, assim como os impostos diretos, serão fixados, para os diversos Estados que fizerem parte da União (segundo o número de habitantes, assim determinado: o número total de pessoas livres, incluídas as pessoas em estado de servidão por tempo determinado, e excluídos os índios não taxados, somar-se-ão três quintos da população restante). O recenseamento será feito dentro de três anos depois da primeira sessão do Congresso dos Estados Unidos, e, em seguida, decenalmente, de acordo com as leis que se adotarem. O número de Representantes não excederá de um por 30.000 pessoas, mas cada Estado terá no mínimo um representante. Enquanto não se fizer o recenseamento, o Estado de New Hampshire terá o direito de eleger três representantes, Massachusetts oito, Rhode Island e Providence Plantations um, Connecticut cinco, New York seis, New Jersey quatro, Pennsylvania oito, Delaware um, Maryland seis, Virginia dez, North Carolina cinco, South Carolina cinco, e Georgia três.


Quando ocorrerem vagas na representação de qualquer Estado, o Poder Executivo desse Estado fará publicar editais de eleição para o seu preenchimento.
A Câmara dos Representantes elegerá o seu Presidente e demais membros da Mesa e exercerá, com exclusividade, o poder de indiciar por crime de responsabilidade (impeachment).

[...]


http://www.uel.br/pessoal/jneto/gradua/historia/recdida/ConstituicaoEUARecDidaPESSOALJNETO.pdf




Constituição dos Estados Unidos da América




Assinada em 17 de Setembro de 1787

Efectivada em 21 de Junho de 1788.


Nós, o povo dos Estados Unidos, visando formar uma união mais perfeita, estabelecer a justiça, assegurar a tranquilidade doméstica, prover a defesa comum, promover o bem-estar geral e garantir os benefícios da liberdade para nós próprios e a nossa posteridade, ordenamos e estabelecemos esta Constituição para os Estados Unidos da América.


Artigo I - Poder Legislativo


Secção 1. Todos os poderes legislativos outorgados pela presente serão atribuídos a um Congresso dos Estados Unidos, o qual consistirá de um Senado e de uma Câmara dos Representantes.

[...]



Posted by: Paulo Lourenço.
20020211.

http://www.direitobrasil.adv.br/arquivospdf/constituicoes/CUSAT.pdf

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gauss em 17 de Dezembro de 2017, 14:53:07
A autonomia dos estados é algo exemplar para o resto do mundo. Pena que presidentes estatistas republicanos e democratas já tenham quebrado grande parte deste pacto federalista através de intervenção federal.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 18 de Dezembro de 2017, 10:12:56
A autonomia dos estados é algo exemplar para o resto do mundo.


Isto é algo que deveria ser melhor pensado no Brasil.  Pois,  só para exemplificar, até mesmo a competência para legislar sobre direito penal é centralizada a nível federal (Congresso e Presidência da República),  os estados não tem autonomia nem para isso.


Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gauss em 18 de Dezembro de 2017, 10:57:33
A autonomia dos estados é algo exemplar para o resto do mundo.


Isto é algo que deveria ser melhor pensado no Brasil.  Pois,  só para exemplificar, até mesmo a competência para legislar sobre direito penal é centralizada a nível federal (Congresso e Presidência da República),  os estados não tem autonomia nem para isso.
O que é um absurdo, pois cada estado vive uma realidade diferente em relação à segurança. Não dá para aplicar a mesma política jurídica e de segurança no Acre e em São Paulo, por exemplo.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 18 de Dezembro de 2017, 10:58:32
A autonomia dos estados é algo exemplar para o resto do mundo.
Isto é algo que deveria ser melhor pensado no Brasil.  Pois,  só para exemplificar, até mesmo a competência para legislar sobre direito penal é centralizada a nível federal (Congresso e Presidência da República),  os estados não tem autonomia nem para isso.
O que é um absurdo, pois cada estado vive uma realidade diferente em relação à segurança. Não dá para aplicar a mesma política jurídica e de segurança no Acre e em São Paulo, por exemplo.

Sem dúvida.

Mesmo porque o Acre não existe.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gauss em 18 de Dezembro de 2017, 11:01:53
A autonomia dos estados é algo exemplar para o resto do mundo.
Isto é algo que deveria ser melhor pensado no Brasil.  Pois,  só para exemplificar, até mesmo a competência para legislar sobre direito penal é centralizada a nível federal (Congresso e Presidência da República),  os estados não tem autonomia nem para isso.
O que é um absurdo, pois cada estado vive uma realidade diferente em relação à segurança. Não dá para aplicar a mesma política jurídica e de segurança no Acre e em São Paulo, por exemplo.

Sem dúvida.

Mesmo porque o Acre não existe.
Lutamos por uns pés de seringueira contra a Bolívia e você desvaloriza tal estado dessa maneira?
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 18 de Dezembro de 2017, 14:30:22
A autonomia dos estados é algo exemplar para o resto do mundo.
Isto é algo que deveria ser melhor pensado no Brasil.  Pois,  só para exemplificar, até mesmo a competência para legislar sobre direito penal é centralizada a nível federal (Congresso e Presidência da República),  os estados não tem autonomia nem para isso.
O que é um absurdo, pois cada estado vive uma realidade diferente em relação à segurança. Não dá para aplicar a mesma política jurídica e de segurança no Acre e em São Paulo, por exemplo.

Sem dúvida.

Mesmo porque o Acre não existe.
Lutamos por uns pés de seringueira contra a Bolívia e você desvaloriza tal estado dessa maneira?


Sei que foi brincadeira, mas apenas para refletir segue uma conta simples: o Acre tem 164.123,04 Km² , o que dá 16.412.304 ha, estimando um valor (só da terra em si) em cerca de R$500,00 por ha temos um valor total de R$8.206.152.000,00 de valor (sem contar possíveis recursos florestais e minerais). Então, só aí já temos 8,2 bilhões de reais de valor.

Nada mal para um  "nada no fim do mundo".  :D



Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 18 de Dezembro de 2017, 15:24:09
A autonomia dos estados é algo exemplar para o resto do mundo.
Isto é algo que deveria ser melhor pensado no Brasil.  Pois,  só para exemplificar, até mesmo a competência para legislar sobre direito penal é centralizada a nível federal (Congresso e Presidência da República),  os estados não tem autonomia nem para isso.
O que é um absurdo, pois cada estado vive uma realidade diferente em relação à segurança. Não dá para aplicar a mesma política jurídica e de segurança no Acre e em São Paulo, por exemplo.

Sem dúvida.

Mesmo porque o Acre não existe.
Lutamos por uns pés de seringueira contra a Bolívia e você desvaloriza tal estado dessa maneira?


Sei que foi brincadeira, mas apenas para refletir segue uma conta simples: o Acre tem 164.123,04 Km² , o que dá 16.412.304 ha, estimando um valor (só da terra em si) em cerca de R$500,00 por ha temos um valor total de R$8.206.152.000,00 de valor (sem contar possíveis recursos florestais e minerais). Então, só aí já temos 8,2 bilhões de reais de valor.

Nada mal para um  "nada no fim do mundo".  :D

E você acha quem pague R$ 500,00 por hectare em áreas nas regiões mais remotas do Acre?

Você pagaria?
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 18 de Dezembro de 2017, 17:06:40
Você pagaria?


A princípio eu prefiro o Pará, e o Maranhão. Mas,  não seria impensável comprar propriedade rural  lá. E é capaz que ainda consegue encontrar por um preço mais em conta.





Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 31 de Dezembro de 2017, 15:52:10
Um esboço da

História Americana


Departamento de Estado dos Estados Unidos
Escritório de Assuntos Públicos
2012

CAPÍTULO 1 Período Inicial da América . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
CAPÍTULO 2 Período Colonial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
CAPÍTULO 3 O Caminho para a Independência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  55
CAPÍTULO 4 A Formação de um Governo Nacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
CAPÍTULO 5 A Expansão para Oeste e Diferenças Regionais . . . . . . . . . . . .119
CAPÍTULO 6 Conflito Seccional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 139
CAPÍTULO 7 A Guerra Civil e a Reconstrução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 153
CAPÍTULO 8 Crescimento e Transformação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .169
CAPÍTULO 9    Descontentamento e Reforma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 207
CAPÍTULO 10 Guerra, Prosperidade e Depressão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .225
CAPÍTULO 11 O “New Deal” e a Segunda Guerra Mundial . . . . . . . . . . . . . .237
CAPÍTULO 12 A América do Pós-Guerra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .283
CAPÍTULO 13 Décadas de Mudança: 1960-1980 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .303
CAPÍTULO 14 O Novo Conservadorismo e uma
 Nova Ordem Mundial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .335
CAPÍTULO 15 Ponte para o Século XXI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 353
CAPÍTULO 16 As Políticas de Esperança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  375
Perfis das imagens
Tornando-se uma Nação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
Transformando uma Nação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .97
Monumentos e Memoriais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .175
Agitação e Mudança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .255
País do Século XXI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .323
Bibliografia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 381
Índice . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .384


https://photos.state.gov/libraries/amgov/30145/publications-portuguese/OutlineofUSHistory_Portuguese.pdf

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 21 de Março de 2018, 08:56:08
Cadê os admiradores e defensores da liberdade de comprar e portar armas  de maior poder de fogo ? 

Cadê a direita amante de armas ?

 :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?:

Estão sumidos. Alguém sabem em qual toca se esconderam ?

 :hihi:

Conclusão que o estatuto do desarmamento só dificulta a vida de quem respeita a lei e não serve para desarmar quem comete crime rotineiramente.
Eu sou a favor da revogação do estatuto do desarmamento.  Mas, não sou a favor de liberar rifles e fuzis (e similares), e mesmo revólveres e munições com alto poder de matar (tipo munições de alta energia e outras) devem ser restringidas.

Caro JJ.

Vide as suas duas postagens supra. A primeira é uma ironia que beira o trollismo e a segunda é uma opinião consistente.

Quando você fizer ironias, eu sugiro que logo em seguida faça um comentário analítico ou expresse a sua opinião para que não fique a impressão de trollismo.

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 25 de Março de 2018, 12:45:46
Cadê os admiradores e defensores da liberdade de comprar e portar armas  de maior poder de fogo ? 

Cadê a direita amante de armas ?

 :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?:

Estão sumidos. Alguém sabem em qual toca se esconderam ?

 :hihi:

Conclusão que o estatuto do desarmamento só dificulta a vida de quem respeita a lei e não serve para desarmar quem comete crime rotineiramente.
Eu sou a favor da revogação do estatuto do desarmamento.  Mas, não sou a favor de liberar rifles e fuzis (e similares), e mesmo revólveres e munições com alto poder de matar (tipo munições de alta energia e outras) devem ser restringidas.

Caro JJ.

Vide as suas duas postagens supra. A primeira é uma ironia que beira o trollismo e a segunda é uma opinião consistente.

Quando você fizer ironias, eu sugiro que logo em seguida faça um comentário analítico ou expresse a sua opinião para que não fique a impressão de trollismo.




Ok.


Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 25 de Março de 2018, 12:54:38
sim concordo.

Não sei propriamente se o interesse bélico é onipresente como querem os anti-americanos (aí incluindo o caso dos contratos perdidos para a china), mas sem dúvida se o interesse bélico pega um Bush pela frente, a conjunção de fatores certamente vai gerar problemas para os outros.



O interesse primordial é de controlar  (em graus variados) o acesso (e/ou  posse e/ou propriedade) à recursos econômicos.  Guerra é basicamente uma extensão da política,  e política é  manutenção e/o ampliação do  poder.  E o poder ou capacidade de fazer o que se deseja está fortemente ligado ao acesso e controle e/ou propriedade e/ou posse de recursos econômicos.


Para os políticos senhores do mundo a capacidade bélica é uma ferramenta  para  garantir  o poder político e econômico.  Para a maioria deles  é um meio e não um fim em si mesmo (para uma minoria que tem grande prazer em ter e ver armas e homens armados pode até ser um fim em si mesmo).




Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 25 de Março de 2018, 13:13:11
mas como são uma democracia republicana, estado laico, maiores provedores da ciência e tecnologia, etc... muito de seus interesses são bem vindos e ajudam o mundo a se tornar melhor.

Sem dúvidas, mas continuam sendo apenas interesses.

Seus avanços tecnológicos são em prol das patentes, e não do bem mundial (como às vezes parece desejar que pensemos).

Suas intervenções contra ditadores, terroristas e etc; são visando sua segurança, e não a paz mundial (como suas misses dizem).



Segurança coisa nenhuma, o motivo primordial é algum grau de  controle político e econômico (de preferência um grau elevado), e/ou posse e/ou propriedade, de recursos econômicos  (seja sozinho, ou junto com outro aliado forte (como por exemplo os fiéis ingleses), e também  geralmente em alianças com alguma elite poderosa local (se houver).


 
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 26 de Março de 2018, 09:46:45


Os Estados Unidos nunca foram imunes ao fascismo.Nem antes, nem agora.


03/03/2018 BarretoLeite

Por David Motadel, originalmente publicado no Guardian

tradução João Barreto Leite


Os EUA estão experimentando uma onda de ativismo agressivo de extrema direita e neo-fascista. Os observadores têm rotineiramente considerado o fascismo uma ideologia alienígena da sociedade americana. No entanto, tem raízes mais profundas na história americana do que a maioria de nós tem querido reconhecer.


Considere o período de entreguerras. Os anos de crise dos anos 1920 e 1930 não só deram origem a movimentos fascistas em toda a Europa – um momento capturado no clássico de Ernst Nolte The Three Faces of Fascism – mas ao redor do globo. Os Estados Unidos não foram uma exceção.


Em todo o país surgiram grupos fascistas e proto-fascistas. O mais proeminente deles foi o movimento paramilitar Silver Shirts, fundado por William Dudley Pelley, jornalista radical de Massachusetts, em 1933.


Obcecado com fantasias sobre uma conspiração mundial judeu-comunista e temores de uma corrupção afro-americana da cultura americana, seus seguidores promoveram racismo, nacionalismo extremo, violência e o ideal de uma masculinidade agressiva. Eles competiram contra vários outros grupos marginais militantes, do movimento Khaki Shirt, que visava construir uma força paramilitana de veteranos do exército para encenar um golpe, à Legião Negra paramilitar, temida por seus assassinatos, bombardeios e atos de incêndio.


Um papel importante nesta história foi desempenhado por partes radicalizadas da comunidade italiana e alemã americana. Inspirados pela ascensão de Mussolini, alguns italianos americanos fundaram numerosos grupos fascistas, que finalmente foram unidos sob a Liga Fascista da América do Norte.


Ainda maior foi a organização alemã-estadunidense de Fritz Julius Kuhn, fundado em 1936. Seus membros se consideravam americanos patriotas. Em suas reuniões, a bandeira americana estava ao lado da suástica. Em uma reunião no Madison Square Garden, em Nova York, em 20 de fevereiro de 1939, 20 mil pessoas ouviram Kuhn atacar o presidente Franklin D Roosevelt, referindo-se a ele como “Frank D Rosenfeld” e chamando seu New Deal de “Jew Deal”.


A reunião terminou em confrontos violentos entre manifestantes e participantes. Tumultos similares ocorreram na costa oeste. O jornal The New York Times informou: “As vítimas de transtornos dos comícios nazistas em Nova York e Los Angeles desta vez voltaram a focar o movimento nazista nos Estados Unidos e inspiraram conjecturas quanto à sua força e influência”.


Com certeza, a maioria desses grupos era periférica. E, no entanto, os historiadores mostraram que o apelo do fascismo entre muitos americanos nos anos de entreguerras não deve ser subestimado. A ideologia encontrou partidários proeminentes, do escritor Ezra Pound, que da Itália chamou os americanos de uma aliança com Mussolini, ao aviador Charles Lindbergh, que na década de 1940 fez campanha contra a entrada de Washington na guerra.


Os agitadores fascistas publicaram jornais amplamente difundidos e programas de rádio a fio, que chegaram a milhões, pregando o anti-semitismo virulento, o nativismo e o anticomunismo. Muitos deles não tinham vínculos óbvios com suas contrapartes fascistas na Europa e amorteciam sua mensagem com o nativismo americano e a piedade cristã.


“Quando e se o fascismo chegar à América não será rotulado como” feito na Alemanha “; não será marcado com uma suástica “, advertiu um repórter dos EUA com urgência em 1938.” Nem se chamará de fascismo; Será chamado, é claro, “americanismo”. O romance de Sinclair Lewis, que não pode acontecer aqui, publicado alguns anos antes, tinha feito um ponto parecido.


 
Durante a segunda guerra mundial, os fascistas americanos sofreram um sério golpe. No grande julgamento de sedição de 1944, alguns dos principais defensores do movimento foram acusados ​​de traição. Nos anos do pós-guerra, no entanto, surgiram vários novos grupos. Alguns se viram na tradição do período de entreguerras, como o partido nazista americano, fundado em 1959 pelo veterano guerreiro George Lincoln Rockwell, que copiou sua ideologia e iconografia do partido nazista da Alemanha.


No entanto, muitos desses grupos se transformaram e começaram a parecer muito diferentes dos seus predecessores da década de 1930. Nem todos usavam armadilhas, braçadeiras e uniformes. Nem todos reunidos em manifestações de tocha. Eles abraçaram novos discursos de globalização, migração e multiculturalismo. Hoje, o neo-fascismo tem muitos rostos, com movimentos que variam de neonazis a neo-confederados para segmentos da alt-right.


Os Estados Unidos nunca foram imunes ao fascismo. Mas muitos comentaristas ainda se sentem incomodados falando sobre o fascismo na América. Eles ainda consideram o fascismo fora da sociedade americana. Eles geralmente assumem que o excepcionalismo americano torna o país imune a qualquer ameaça fascista. O fascismo não tem lugar em nossa narrativa mestra da história americana. Por outro lado, na maioria das histórias globais do fascismo, a América não passa de uma nota de rodapé.


E, no entanto, nunca foi mais importante reconhecer a história do fascismo e do neofascismo na América do que é hoje. Nos últimos cinco anos, de acordo com um estudo recente da Universidade George Washington, os movimentos nacionalistas e neofascistas brancos nos EUA cresceram em 600% no Twitter, superando Isis em quase todas as categorias, desde números de seguidores até números de tweets.


Embora permaneçam grupos marginais, a vitória de Trump lhes deu uma nova confiança. Nunca na história eles se sentiram mais capacitados. Muitos deles viram sua eleição como sua vitória. O coro de apoio varia desde o supremo do partido nazista americano, Rocky Suhayda, que vê Trump como uma “verdadeira oportunidade”, ao líder da supremacia branca David Duke, que disse que estava “por trás de Trump”.


Eles aclamaram quando falhou em mencionar os judeus no Dia da Memória do Holocausto. Eles aplaudiram quando ele se recusou a condenar o ataque da mesquita de Minnesota. Eles aclamaram quando relativizou a violência de direita culpando “todos os lados” após o assassinato em Charlottesville. É talvez a primeira vez na história americana que o racista de extrema-direita vê as elites na Casa Branca como seus aliados.


Trump faz pouco para se distanciar desses grupos. Na verdade, muitas vezes ele também usou descaradamente seus discursos, usando assobios de cães, e continua a manter uma aliança tácita, embora cada vez mais instável.


Mais de uma década atrás, o historiador Robert Paxton, bem versado na longa história do fascismo e do neofascismo na América, advertiu em seu importante livro The Anatomy of Fascism sobre os “contratempos catastróficos e a polarização” que “os Estados Unidos teriam sofrer “se” esses grupos marginais “fossem” encontrar aliados poderosos e entrar no mainstream “da política americana“.


http://elcoyote.org/os-estados-unidos-nunca-foram-imunes-ao-fascismo-nem-antes-nem-agora/

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Muad'Dib em 14 de Abril de 2018, 09:00:17
Eu tava vendo a "cobertura" da FOX News sobre os ataques americanos na Síria e, como de costume, metade do programa é composto de comerciais. E os comerciais americanos são um show a parte. No melhor estilo "Better Call Saul".

Agora eu vi o Jordan Belfort (do filme O Lobo de Wall Street) fazendo um comercial de clínica de reabilitação de drogas e álcool. Engraçado como ele passou que o álcool e as drogas tiraram o sucesso dele. Ele disse e repetiu isso algumas vezes. Ainda hoje os americanos não o veem como um vilão, não o veem como um ladrãozinho barato, eles o veem como um homem que foi, de fato, um sucesso. E que a queda foi por causa de problemas pessoais com drogas.

Eles têm valores muito deturpados por lá. Não é um modelo de sociedade saudável e apto a prosperar.

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gorducho em 14 de Abril de 2018, 09:08:56
Não é um modelo de sociedade saudável e apto a prosperar.
Bom... "prosperar" prosperou  :hehe:
Mas de fato como modelo de sociedade não me agrada nem um pouco.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Muad'Dib em 14 de Abril de 2018, 09:13:25
Pegar do pós guerra até agora pode ser que tenha prosperado, mas no contexto histórico é somente um período muito curto para análise. Se for ver, eles tiveram uma crise monstro em 2008, que só não quebrou o país por que houve uma socialização do problema e o fardo mesmo caiu nas costas da classe menos privilegiada; eles têm, nesse momento, uma dívida astronômica, que depende de confiança externa e interna para se manter sustentável, confiança essa que os EUA estão perdendo;  e eles têm um presidente que tá afundando o país.

Vamos ver se eles conseguem se manter.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 26 de Maio de 2018, 06:34:02

Com nomeação de ultraconservador, Trump coroa sua guinada à direita


O moderado McMaster foi substituído por John Bolton, um falcão da era Bush, na Segurança Nacional


JAN MARTÍNEZ AHRENS

Washington 23 MAR 2018 - 15:34   CET


Os expurgos continuam. O presidente Donald Trump demitiu o assessor de Segurança Nacional, general Herbert Raymond McMaster, e o substituiu por John Bolton, um falcão da era Bush. O anúncio, a dois meses das negociações diretas com a Coreia do Norte, completa a vertiginosa crise de Governo que começou em meados do mês com a saída do assessor econômico Gary Cohn e a demissão fulminante do secretário de Estado, Rex Tillerson. Os três formavam a ala moderada da Casa Branca e eram o principal freio à política ultranacionalista de Trump. Com o afastamento do trio, o presidente agora tem mãos livres para realizar seu programa mais radical.


A saída do tenente-general McMaster era dada como certa. Incapaz de segurar a língua, esse antigo herói de guerra era uma voz respeitada dentro e fora da Casa Branca, mas se indispôs desde o início com Trump, que o achava muito rebuscado e distante de suas propostas mais radicais. Apenas a admiração que o presidente sente em relação aos militares de alta patente e com experiência no campo de batalha deteve seus impulsos e, finalmente, lhe proporcionou uma saída suave comparada com a sofrida por Tillerson, demitido sem aviso prévio por um tuíte humilhante.

 
Donald J. Trump

@realDonaldTrump


 I am pleased to announce that, effective 4/9/18, @AmbJohnBolton will be my new National Security Advisor. I am very thankful for the service of General H.R. McMaster who has done an outstanding job & will always remain my friend. There will be an official contact handover on 4/9.

19:26 - 22 mar. 2018



A Casa Branca afirmou que a saída de McMaster, a segunda de um assessor de Segurança Nacional em 14 meses, foi feita de comum acordo com o presidente. Mas não especificou qual será seu futuro. O general também não esclareceu, embora tenha adiantado que também abandona a carreira militar. “Depois de 35 anos de serviço à nossa nação, pedi minha exoneração do exército”, disse em um comunicado fornecido pela Casa Branca.


“H.R. McMaster venceu muitas batalhas e ajudou a desenvolver nossa estratégia de segurança, revitalizar nossas alianças no Oriente Médio e levar a Coreia do Norte à mesa de negociações”, disse o presidente.


O substituto de McMaster se encaixa na nova agenda de Trump. Em um ano de eleições legislativas, o presidente quer dar uma guinada à direita e levar adiante sua grande aposta nacionalista. O fim do multilateralismo, as guerras comerciais, a ruptura de tratados como o do Irã e o uso de ameaças militares compõem esse programa.


Ex-embaixador na ONU no mandato de George W. Bush, Bolton é conhecido por suas teses extremas em política internacional. Alinhado com o diretor da CIA e futuro secretário de Estado, Mike Pompeo, o novo assessor de Segurança Nacional exigiu a saída do acordo com o Irã e não descarta, por exemplo, a intervenção militar na Coreia do Norte. Um fator de enorme relevância nas conversas cara a cara que Trump aceitou em manter em maio com o ditador norte-coreano, Kim Jong-un.


Eliminados McMaster, Tillerson e Cohn, o último sobrevivente da ala moderada é o secretário de Defesa, o tenente-general Jim Mattis. Protegido por seu prestígio, Trump não teria ousado demiti-lo. Mas ficou em minoria em um Executivo controlado pelos falcões e no qual a liderança é de Mike Pompeo, de quem se espera que seu primeiro gesto depois de assumir a Secretaria de Estado seja a saída do acordo nuclear com o Irã.


A crise também permitiu a ascensão do conservador e televisivo Larry Kudlow, em substituição a Cohn, e o retorno à arena do assessor Comercial, Peter Navarro, um ultranacionalista que incentiva a guerra tarifária contra a China e defende a ruptura do Tratado de Livre Comércio com a América do Norte.



https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/22/internacional/1521757760_209595.html


Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Buckaroo Banzai em 26 de Maio de 2018, 22:55:15
A autonomia dos estados é algo exemplar para o resto do mundo. Pena que presidentes estatistas republicanos e democratas já tenham quebrado grande parte deste pacto federalista através de intervenção federal.

Curiosamente, parece que muita legislação federal na prática só existe justificada como algo que favoreça a eficiência do mercado, mesmo que algo relativamente indireto, como proibir discriminação racial de clientes.

Citar
https://www.wnycstudios.org/story/radiolab-presents-more-perfect-one-nation-under-money

An unassuming string of 16 words tucked into the Constitution grants Congress extensive power to make laws that impact the entire nation. The Commerce Clause has allowed Congress to intervene in all kinds of situations — from penalizing one man for growing too much wheat on his farm, to enforcing the end of racial segregation nationwide. That is, if the federal government can make an economic case for it. This seemingly all-powerful tool has the potential to unite the 50 states into one nation and protect the civil liberties of all. But it also challenges us to consider: when we make everything about money, what does it cost us?

[...]

https://www.youtube.com/v/F7AY3hxO5Ls








https://www.youtube.com/v/dOkFXPblLpU

https://www.youtube.com/v/b33PN2NB2Do
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gauss em 27 de Maio de 2018, 15:54:14
A segregação que ocorria nos estados sulistas americanos contrariava a própria Constituição dos EUA.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Gauss em 05 de Julho de 2018, 18:20:34
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 08 de Novembro de 2018, 11:48:28
Nos Estados Unidos há 15  Departamentos Executivos Federais   que são os equivalentes aos ministérios no Brasil:



Departamentos Executivos Federais dos Estados Unidos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Estados Unidos



Os Departamento Executivos Federais são as ramificações primárias do poder Executivo do Governo federal dos Estados Unidos, sendo análogos aos ministérios em sistemas parlamentaristas ou semi-parlamentaristas. Como os Estados Unidos são uma república presidencialista, o Presidente acumula funções de chefe de Estado e de governo simultaneamente. Os departamentos executivos servem de apoio ao governo federal estadunidense, sendo atualmente quinze departamentos.


As lideranças dos departamentos executivos recebem o título de Secretário (ou Secretária), com exceção do Procurador-geral (que chefia o Departamento de Justiça). Os Secretários são nomeados pelo Presidente e assumem o cargo após confirmação pelo Senado dos Estados Unidos para, então, compor o Gabinete Presidencial.[1]




https://pt.wikipedia.org/wiki/Departamentos_Executivos_Federais_dos_Estados_Unidos


Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Sdelareza em 08 de Novembro de 2018, 14:29:04
Quando o matemático austriaco Kurt Gödel, autor do teorema da Incompletitude, estudava a Constituição dos Estados Unidos
para se naturalizar americano em 1947, ele teria descoberto nela uma falha, que segundo ele, permitiria um ditador assumir
 o controle do país.

Citar
What was the flaw Kurt Gödel discovered in the US constitution that would allow conversion to a dictatorship?

The Godel “loophole” must clearly deal with Article V — the amendment process — and all the answers posted here confirm that…

But it is most fascinating when applied to the “Senate problem.” Otherwise, it is trivial. If you’re going to permit an amendment process,
 then of course given sufficiently many people to vote your way, you could get a dictator. But that’s obvious. The alternative — no means
 of amending the Constitution at all — would’ve made it too inflexible.

Here is the “Senate problem,” and this is where it really gets interesting. If you read Article V it permits you to come up with any
 amendment at all, no matter how silly or extreme, IF you can get 2/3 of each house of Congress and 3/4 of states to approve…
but there are two exceptions:

One exception is that the slave trade could not be touched until 1808. This is in heavily disguised language, and it is shameful once
 you understand it. But the limitation automatically went away in 1820.
Under no circumstances (meaning no law and no amendment) can anything ever take away a state’s equal vote in the Senate
“without that state’s consent.”
In practical terms, here’s what that means: Suppose you want to make the Senate fairer, so you propose to give bigger states
 1 senator more and smaller states 1 senator less. According to Article V, you’d need not 3/4 of the states to ratify but 100% of
 them to ratify. Which I think it’s safe to say you’d never get.

Okay, but here is where it gets weird….

Article V says that given 3/4 of states to ratify you can do anything except change the Senate. But Article V doesn’t say you can’t
 modify Article V itself.

So if a strong majority of the people wanted to change the Senate, it stands to reason they’d just pass two amendments, in this
chronological order: 1) amend Article V itself with only 3/4 of states ratifying it, and 2) then change the Senate with only 3/4
states’ approval, because you’ve “amended away” the restriction on amending the Senate!

Viola! You no longer need 100% approval of the states to change the make up of the US. Senate but only 3/4.

And it gets worse. Some constitutional scholars would say that this procedure would observe the letter of the law, so it
would be valid. But others might argue that this end run around Article V was so directly contrary to the spirit of the document,
it would not be valid.

Now here’s the really big problem: Who gets to decide?

The Supreme Court? But the Court has never been considered to have the power to say what words are actually in the Constitution…
 It can interpret the Constitution, but history has shown that the one process that trumps the Court is the amendment process, as
it then changes what the Court has to follow. For example, in the Dred Scott decision, the Court thought it had settled racial issue
s once and for all. But the 13th, 14th, and 15th amendments, passed at the end of the Civil War, contradicted every word of the Dred
 Scott decision and thereby erased every trace of it.

So an attempt to amend Article V itself might bring on a genuine Constitutional crisis. It is not even clear the Supreme Court could
 settle it. Which is one reason I think even people who see the unfairness of the Senate (two senators per state, no matter how
 large or small) don’t want to go there.

I have no doubt that Godel would’ve seen the self-referential nature of amending Article V (which describes how you can use the
 Constitution to amend the Constitution) to be a devilish problem.

https://www.quora.com/What-was-the-flaw-Kurt-G%C3%B6del-discovered-in-the-US-constitution-that-would-allow-conversion-to-a-dictatorship

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 07 de Janeiro de 2019, 14:47:46
Donald Trump ordena criação de comando militar espacial dos Estados Unidos


Secretário de Defesa, no entanto, é contra a criação. Trump quer criar força militar para o espaço.


Por France Presse

18/12/2018 14h23  Atualizado há 2 semanas



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou, nesta terça-feira (18), a criação de um novo comando militar que será encarregado das operações espaciais. A nova estrutura fará parte do Pentágono.


Em uma mensagem ao secretário de Defesa, Jim Mattis, e publicada pela Casa Branca, Trump também ordenou ao departamento de Defesa que recomende a nomeação de um oficial de alta patente para supervisionar este novo "Comando Militar Espacial".

[...]


https://g1.globo.com/mundo/noticia/2018/12/18/donald-trump-ordena-criacao-de-comando-militar-espacial.ghtml
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 03 de Março de 2019, 16:12:22




Por que os Estados Unidos estão fazendo acordo com o Taleban?



Filósofo Paulo Ghiraldelli
Publicado em 2 de mar de 2019
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 03 de Março de 2019, 16:30:38
O Paulo Ghiraldelli faz críticas a esquerda  que não estuda  a história americana e que quer entender a política americana apenas usando os óculos da velha propaganda esquerdista anti imperialismo. E também faz uma análise interessante do novo populismo de direita do  Trump e Bannon.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 21 de Abril de 2019, 12:40:32



Mais de 140 milhões de pessoas são pobres nos EUA, denuncia ONG



A ONG Poor People's Campaign afirmou que 39 milhões de crianças são pobres nos Estados Unidos


Por EFE access_time 1 out 2018, 13h39 - Publicado em 26 set 2018, 17h43 more_horiz
Pobreza Estados Unidos (EUA)


EUA: 43% da população do país são pobres ou vivem com renda insuficiente (Spencer Platt/Getty Images)


Washington – Mais de 140 milhões de pessoas são pobres ou vivem com renda insuficiente para pagar suas contas nos Estados Unidos, o que representa 43% da população do total do país, considerado um dos mais ricos do mundo.

Os dados foram revelados nesta quarta-feira pela organização Poor People’s Campaign em uma audiência realizada no Congresso do país.



“Temos que mudar a narrativa. Quase a metade de nossa população é pobre e 73 milhões de mulheres e crianças vivem em condições de pobreza. É obrigatório focar nossos esforços em erradicá-la”, disse o reverendo William Barber II, copresidente da organização.


Barber II pediu à classe política para concentrar em avançar na redução da desigualdade social, do racismo e da violência.


Nos EUA, a linha de pobreza para uma pessoa menor de 65 anos é uma renda anual de US$ 11,7 mil (cerca de R$ 48 mil). Para uma família com dois filhos, segundo dados do Departamento do Censo, o valor é de US$ 24,2 mil (cerca de R$ 98 mil).


“Aqui, 39 milhões de crianças são pobres, metade do total. No país mais rico do mundo. Isso é errado, é imoral, não podemos aguentar essa situação nem um minuto mais”, afirmou outra das representantes da Poor People’s Campaign, Liz Theoharris.


Várias famílias que vivem em condições de pobreza em diferentes estados do país foram levadas pela ONG à audiência no Congresso. Nicole Hill, que cuida sozinha dos sete filhos em Detroit, disse temer que o Serviço Social coloquem as crianças para adoção devido aos cortes de água na casa em que vivem por falta de pagamento.


“O direito básico de ter água limpa é negado às pessoas só porque elas são pobres. Não é porque somos preguiçosos, mas simplesmente porque não ganhamos dinheiro suficiente. Houve cerca de 100 mil cortes de água em Detroit desde 2014, é lamentável”, afirmou Hill.


Apesar de ter dois trabalhos, a mãe não consegue pagar a conta de água em alguns meses. Por esse motivo, foi alertada pelas autoridades da cidade que seus filhos iriam levados para um centro de amparo de menores caso a situação não se revertesse.


Uma das congressistas presentes na audiência, a democrata Barbara Lee, afirmou que muitos americanos não conseguem pagar todas suas despesas mesmo tendo dois ou três empregos. O dinheiro é o suficiente apenas para que eles consigam comer.


“Isso é inaceitável”, afirmou.


O caso da salvadorenha Sandra Marquina tem relação com as políticas de migração do presidente do país, Donald Trump. O marido dela, José Chicas, chegou aos Estados Unidos em 1985, mas está “preso” há 15 meses em uma igreja da Carolina do Norte que o ofereceu proteção depois de o Serviço de Imigração e Alfândegas (ICE) ter recebido uma ordem para deportá-lo do país.


Desde junho do ano passado, Sandra e os dois filhos do casal só podem ver José dentro da igreja.


“Não é fácil. É como uma prisão. Meus filhos e eu o visitamos, mas ele não pode ir a lugar algum. Se sair da igreja, o ICE o deportará para El Salvador”, afirmou, aos prantos, Sandra.


Além da dor emocional que a situação traz para a família, Sandra também não tem condição de bancar os gastos de seus filhos e é uma das 140 milhões em condições de pobreza nos EUA.


https://exame.abril.com.br/mundo/mais-de-140-milhoes-de-pessoas-sao-pobres-nos-estados-unidos-denuncia-ong/

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Geotecton em 21 de Abril de 2019, 12:52:47
43% da população do EUA é considerada pobre? Ok.

Mas onde elas estão, pois que falamos de mais de 130 milhões de pessoas?

Esta informação parece aquela mentira propalada por petistas de que o Brasil tinha milhões de crianças de famílias pobres e abandonadas nas ruas.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Sergiomgbr em 21 de Abril de 2019, 13:02:44
Deve ser por que nos EUA é considerado pobre quem tem renda per capta abaixo de 40 mil dólares.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Buckaroo Banzai em 21 de Abril de 2019, 18:23:33
43% da população do EUA é considerada pobre? Ok.

Mas onde elas estão, pois que falamos de mais de 130 milhões de pessoas?

Esta informação parece aquela mentira propalada por petistas de que o Brasil tinha milhões de crianças de famílias pobres e abandonadas nas ruas.

Vários estados do sul tem muitas casas sem água e esgoto. Os EUA são dos países de primeiro mundo o que mais tem regiões com IDH de terceiro mundo. Quase 80% diz viver de salário em salário, quase 60% diz não poder dar conta de uma conta inesperada de quinhentos dólares. Muitos dos assalariados também recebem os equivalentes a "bolsa família", SNAP/food-stamps.

Há algum tempo atrás ainda postei uma "matéria" (programa humorístico, mas lida com dados reais) que relatava sobre um "curso para landlords", onde o autor ainda mencionava que, não importa quem vencesse as eleições, Obama ou Kerry, o cenário era bom para eles pois independentemente disso era previsto que o americano pobre ficaria mais pobre, e no seu negócio, eles fazem os seus clientes reféns da pobreza.


....

Algo num nível intermediaŕio, práticas predatórias de aluguéis de terreno:

https://www.youtube.com/v/jCC8fPQOaxU

O sujeito do curso de como explorar pobres reféns da própria pobreza (https://youtu.be/jCC8fPQOaxU?start=546&end=769), e seus alunos, são a razão de por que há tanta gente que fala de capitalismo como algo inerentemente exploratório, e do porque "socialismo" vem crescendo em popularidade.

Em alguma introdução do curso, ele fala, "se o Obama ganhar, vai ficar tudo bem, se Kerry ganhar, vai ficar tudo bem; o que importa é que de um jeito ou de outro é previsto que o americano mais pobre vai empobrecer mais nos próximos anos."

É praticamente um vilão do "Capitão Planeta", mas focado em economia/habitação em vez de poluição gratuita.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Sergiomgbr em 21 de Abril de 2019, 19:05:39
Se o panorama de incertezas é em algum grau uma constante assin nos EUA para tanta gente isso só substancia de modo positivo o discurso oo Trump.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Fenrir em 21 de Abril de 2019, 20:54:52
Para efeito de comparacao, desenvolvedores bem-pagos costumam ganhar entre 90 e 120K por ano, os famosos "six-figure".
Semana passada, vi uma oferta de uns 175K para um programador de Clojure (com conhecimentos de finanças).
Nada mal mesmo. Mas bem poucos tem os conhecimentos pedidos para aquela vaga.

Achei aqui tambem: https://jobs.braveclojure.com/. Tem uns que chegam a 180-190K
Lamento não ter estudado mais e abandonado a bananalândia quando podia.
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: Buckaroo Banzai em 21 de Abril de 2019, 21:02:19
Mesmo programadores lá no SV vão ser "sem teto", morando em automóveis.

Citar
https://www.youtube.com/v/YLbnvwKZUGw
When Pete D'Andrea landed a job at Google, he and his wife Kara wanted to avoid paying the sky high rent in Silicon Valley. So, Pete and Kara decided to move into Google's parking lot. After befriending the security officers on campus, the young couple lived in the parking lot for two years and saved around 80% of their income. Pete and Kara tell us how and why they did it.


https://www.youtube.com/v/6dLo8ES4Bac

blue collar/gig worker: 19k/y
white collar tech job: 113k/y
Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 03 de Junho de 2019, 09:51:07

Boeing sabia de problema de software do 737 Max pelo menos um ano antes de acidentes


por
Alessandro Feitosa Jr.

publicado em


6 de maio de 2019 @ 11:00
atualizado em

7 de maio de 2019 @ 08:27



A Boeing admitiu nesta segunda-feira (6) que estava ciente sobre os problemas de software do 737 Max pelo menos um ano antes de suas aeronaves se envolverem em dois acidentes fatais. De acordo com a companhia, foram encontradas “discrepâncias entre as exigências [de design] e o software”, mas que não foram determinados impactos na segurança ou operação do avião.


• Boeing cobrava a mais por itens de segurança vitais para 737 Max

• Para liberar Boeing 737 Max no Brasil, Anac exigiu treinamento que EUA e Europa julgaram desnecessário


Em um comunicado, a empresa diz que o indicador de ângulo de ataque e o alerta de discrepância do ângulo de ataque não eram necessários para a operação segura da aeronave. “Eles oferecem apenas informações suplementares, e nunca foram considerados itens de segurança em aviões de transporte comercial”.


De acordo com as informações divulgadas até agora, foram esses mecanismos que contribuíram com os acidentes dos aviões da Lion Air, na Indonésia, e da Ethiopian Airlines, na Etiópia.


O software do Boeing 737 Max media o ângulo do avião e automaticamente tentava corrigir a aeronave quando ele acreditava que o nariz estava muito alto, o que podia fazer com que o avião perdesse a sustentação. O sistema, chamado de MCAS (Maneuvering Characteristics Augmentation System), pode ter feito uma leitura equivocada nos dois acidentes, mas sem o opcional de luz de “divergência” para indicar que diferentes sensores podem obter leituras distintas, os pilotos não tinham como saber o que estava acontecendo.


A Boeing cobrava um adicional para instalar um dos itens de segurança e, por uma falha de software, o item de alerta, que deveria ser independente, não funcionava.


“As exigências de design da Boeing para o 737 MAX incluía o alerta de discrepância do ângulo de ataque como padrão, uma funcionalidade independente, para manter a filosofia fundamental de design da Boeing de conservar a uniformidade com o 737NG”, escreve a companhia. “Em 2017, após diversos meses das primeiras entregas do 737 MAX, engenheiros identificaram que o sistema de display do 737 MAX não cumpria as exigências do alerta de discrepância do ângulo de ataque”

Segundo a companhia, o software vinculava o alerta de discrepância do ângulo de ataque ao indicador de ângulo de ataque, que é uma funcionalidade opcional nos modelos MAX e NG. Por isso, o software só ativava o alerta de discrepância do ângulo de ataque caso a companhia aérea optasse por comprar o outro item.

Uma revisão foi feita por especialistas, que determinaram que essas características não afetavam a segurança da aeronave. Após os dois acidentes, novas revisões foram feitas e somente agora a Boeing corrigirá o problema em uma atualização de software.


A empresa diz que o alerta de discrepância de ângulo de ataque será ativado por padrão em todas as aeronaves e funcionará de forma independente. O indicador de ângulo de ataque continuará como opcional.


https://gizmodo.uol.com.br/boeing-sabia-problema-software-737-max/



Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 03 de Junho de 2019, 10:06:09
Boeing enfrenta crise mais difícil de sua história


Empresa teme perda de confiança depois da morte de 345 pessoas em dois acidentes aéreos em cinco meses


SANDRO POZZI

Nova York 18 MAR 2019 - 17:39   CET
Aviões Boeing 737 Max no aeroporto de Seattle.


Aviões Boeing 737 Max no aeroporto de Seattle. STEPHEN BRASHEAR AFP

A segurança é essencial para o negócio da Boeing. E poucos aviões são tão venerados quanto o B737. Esse modelo, que entrou em serviço há cinco décadas, é tão popular que a cada 1,5 segundo aterrissa ou decola de um aeroporto no mundo. Mas a reputação da aeronave ficou gravemente prejudicada depois que dois modelos de sua versão mais avançada caíram em cinco meses, deixando 345 mortos na Indonésia e na Etiópia, e isso pode ameaçar a própria existência da série Max se os passageiros se recusarem a voar nesses aviões.


A multinacional de Chicago enfrenta o que é considerada a maior crise em seu século de história e deve agir rapidamente para evitar que a ferida aberta fique cada vez mais profunda. Depois de um B737 Max 8 cair em 10 de março logo após a decolagem em Adis Abeba, muitos países começaram a fechar o seu espaço aéreo aos voos do modelo, proibição à qual também finalmente se juntaram os Estados Unidos. Apenas em duas ocasiões uma suspensão de voos como a atual foi ordenada: depois que um motor se desprendeu da asa de um DC 10 ao decolar em Chicago em 1979 e por causa do incêndio das baterias do B787 Dreamliner em 2013. Mas essas suspensões se deveram a falhas mecânicas que escapavam ao controle do piloto.


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Desta vez, o motivo é muito diferente e coloca toda a indústria da aviação comercial em um território nunca antes explorado. A origem dos acidentes do Max não é atribuída apenas a uma falha de fabricação. As primeiras análises apontam para um problema que combina a automação e o fator humano. As caixas pretas do avião que caiu na Etiópia ainda estão sendo analisadas, mas há semelhanças desse acidente com o do aparelho da Lion Air em outubro de 2018 na Indonésia que afetam o sistema automático de estabilização (MCAS) e a capacidade de controle do piloto. A necessária mudança do software do sistema é, em princípio, mais fácil de resolver, mas também requer que o piloto entre na equação da solução. Neste caso, os pilotos devem se familiarizar de novo com o sistema modificado.

O desafio é enorme para o CEO da multinacional, Dennis Muilenburg, que enfrenta essa crise quando não está nem há quatro anos no cargo. Os danos à imagem, como aponta Craig Fraser, da agência de classificação Fitch, “podem ser substanciais”. A Boeing foi capaz de enfrentar episódios semelhantes. Mas o analista adverte que o custo pode ir além do B737 Max. E o mais complicado, acrescenta, será recuperar a reputação da empresa quando a solução for encontrada.



Se o incidente com as baterias do Dreamliner servir como referência, essa crise foi resolvida em quatro meses. É o tempo que a Boeing está trabalhando na solução depois da queda do B737 Max 8 operado pela Lion Air. Cowen estima que serão necessários entre seis semanas e três meses para encontrar o remédio. Os analistas do Bank of America não descartam que a suspensão possa durar meio ano.


Sandy Morris, analista da indústria aeroespacial da Jefferies, olha mais para as circunstâncias da suspensão. Os dois acidentes desencadearam uma verdadeira “rebelião” contra a agência de aviação dos Estados Unidos (FAA na sigla em inglês). Poucas horas depois de dizer que o B737 Max era seguro para voar, o Reino Unido, a Austrália, a União Europeia e o Canadá proibiram a entrada do avião em seus espaços aéreos, “nunca se viu algo assim”.


A FAA determina as normas que a indústria deve seguir no processo de certificação dos aviões de passageiros. Esse desenlace, concordam os analistas, está estabelecendo um precedente que poderia se voltar contra outros fabricantes, como a Airbus, se um de seus novos aviões estiver em uma situação semelhante. Mas, no caso da Boeing, significará mais exames ao aprovar a solução apresentada.


No Brasil, a Gol também anunciou a suspensão temporária dos voos com 737 Max 8. A empresa tem uma frota de 121 aeronaves Boeing, sendo sete modelos 737 Max 8. "Sendo segurança o valor número um da GOL, que direciona absolutamente todas as iniciativas da empresa, a companhia informa que por liberalidade, a partir das 20:00 horas de hoje [segunda-feira, 11 de março], suspenderá temporariamente as operações comerciais das suas aeronaves 737 Max 8", informou a empresa em nota.


A Boeing havia previsto realizar nesta semana o primeiro voo de teste do B777X, a versão eficiente do velho bimotor de longo percurso. Utiliza os avanços do B737 Max e do Dreamliner, possui os maiores motores que equipam um avião e as pontas das asas se dobram para operar na pista. A estreia foi adiada e é possível que o mesmo aconteça com o plano para desenvolver uma nova aeronave de tamanho médio.


Paralelamente, o veto global ao Max obrigou a Boeing a suspender as entregas de seu modelo mais popular. Os B737 saem da linha de montagem a um ritmo de 52 unidades por mês, com a ideia de levá-los a 57 países durante 2019. A empresa, que tem 5.100 pedidos desse modelo, precisa manter o ritmo de produção para que a suspensão não crie uma ruptura na cadeia de fornecimento. Agora os aviões ficam estacionados na pista em Renton (Washington).


Grande como um país


A sorte Boeing importa. Seu negócio é tão grande quanto a economia do Equador e maior que a da Venezuela ou de Luxemburgo. No ano passado, esse gigante da indústria aeroespacial e de defesa teve um faturamento avaliado em 101,1 bilhões de dólares (cerca de 386 bilhões de reais). Desse total, 60,7 bilhões foram gerados pela divisão de aviação comercial, montante equivalente à riqueza nacional da Eslovênia. E um terço do volume de negócios global se deve ao B737.


O bimotor de corredor único, que tem mais de 10.000 unidades entregues desde que entrou em serviço há meio século, é mais do que seu principal gerador de receitas. O B737 é também o produto que abre mercados à Boeing, como a China. A crescente demanda por viagens nos países emergentes levou-a a travar uma feroz batalha nos últimos anos com sua arqui-inimiga, a Airbus, sua única rival.

O duopólio luta por cada pedido. Mas quase mais importante é a rapidez com a qual fabricam os aviões. No ano passado, a Boeing fez um total de 806 entregas de todos os modelos e os pedidos que acumula em carteira têm um valor estimado de 412 bilhões de dólares. Embora o B737 Max gerará 48% das vendas em 2019, por ser um novo modelo, representa apenas 2% de todos os voos nos EUA.

A suspensão dos voos lança sérias dúvidas sobre o futuro imediato do B737 Max. Nick Wyatt, especialista em aviação da GlobalData, diz que “esta história é muito maior do que se poderia imaginar”. Considera que o dano à reputação do avião “já está feito”, mesmo que a investigação do acidente da Ethiopian Airlines determinar que não foi um problema de fabricação.

Pedidos


“É difícil saber como os passageiros podem recuperar a confiança no avião no curto prazo”, afirma. Em sua opinião, qualquer recusa dos passageiros a voar em um B737 Max forçará as companhias aéreas a reconsiderar seus pedidos. A Standard & Poors observa que a suspensão deixa “um rastro de incerteza”. Mas ressalta que o avião é relativamente novo e que as companhias aéreas têm poucas opções.


Mudar para a Airbus não é tão evidente, compartilha Cai von Rumohr, da multinacional financeira Cowen, porque a fabricante europeia tem uma carteira de pedidos suficiente para atender cinco anos de produção do A320neo, o rival do Max. Em todo caso, todos concordam que seria muito prejudicial para a Boeing e inclusive ameaçaria o futuro da série. Por isso, o Credit Suisse diz que “é muito difícil ver a linha onde pode acabar a crise”.


Além disso, há o custo de reparar os 370 aviões Max que estão em serviço, conforme indica Ken Hernert, da Canaccord. A estimativa é de 1,5 bilhão de dólares se a causa for o sistema que controla a estabilidade. Não é muito comparado aos 7,9 bilhões de lucro obtidos pela divisão de aeronaves comerciais. Mas ainda deve ser revelado o que causou o acidente da Ethiopian. A esse montante, acrescenta, poderá ser acrescido o atraso nos pagamentos das companhias aéreas se os aviões não forem entregues.

Pressão pública

Esta crise e os danos à reputação do B737 Max podem enfraquecer a empresa na negociação de futuros contratos. Se, além disso, afetar o ritmo de produção do avião, isso pode diminuir o poder da empresa junto aos fornecedores de componentes. Tudo isso sem levar em conta a pressão pública, dos políticos, as ações na Justiça dos afetados ou o impacto sobre os 100.000 funcionários que a Boeing tem em todo o mundo.


A Boeing é mais do que um orgulho nacional dos Estados Unidos. É também a empresa que tem mais peso no índice Dow Jones e qualquer queda arrasta o resto de seus componentes. Mas como lembra a investidora Stifel, no pregão “se passa muito rapidamente de ser amado a ser odiado”. A capitalização da Boeing na Bolsa superou os 250 bilhões de dólares antes do acidente da Ethiopian Airlines. Desde então, perdeu 12% de seu valor na última semana.


O Brasil também acompanha de perto a situação da empresa. Em fevereiro, acionistas da Embraer aprovaram o acordo com a Boeing que prevê a formação de um novo grupo para a fabricação de aviões de até 150 lugares sob controle do gigante norte-americano.


Os analistas da Edward Jones antecipam que a Boeing estará em uma espécie de limbo até que a causa do acidente seja determinada. “Se o problema for mecânico ou, pior ainda, se for preciso reavaliar a certificação”, alertam, “isso poderia fazer com que pedidos fossem cancelados e que o impacto financeiro seja maior”. As crises de confiança, concluem os analistas, olhando para o caso da fraude das emissões da Volkswagen, são complexas e o caminho para a recuperação é longo e doloroso.



https://brasil.elpais.com/brasil/2019/03/16/economia/1552759107_537956.html

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 02 de Julho de 2019, 15:50:43
Senado dos EUA passa lei que aproxima Índia no setor de Defesa

© AFP 2019 / DESHAKALYAN CHOWDHURY
AMÉRICAS
12:34 02.07.2019URL


O Ato de Autorização de Defesa Nacional (NDAA) para o ano fiscal de 2020 passou pelo Senado dos EUA na semana passada.

A inclusão de uma emenda ao documento coloca a Índia no mesmo patamar de parceiros da OTAN como Israel e Coreia do Sul.

A cooperação inclui maior cooperação em áreas como o combate ao terrorismo, a pirataria e a segurança Marítima.

O senador republicano John Cornyn, um dos líderes do Comitê do Senado na Índia, foi quem propôs a emenda. Ele foi apoiado por Mark Warner, que também lidera o Comitê. Os senadores publicaram nota conjunta defendendo a importância da medida.

Para que a lei seja aprovada ainda é necessária a aprovação pelos deputados na Câmara dos Representantes dos EUA. A expectativa é que a lei passe pela Câmara norte-americana até o dia 29 de julho, antes que os deputados entrem em recesso.

A medida ocorre, no entanto, em meio a uma troca de tarifas entre Índia e EUA, de forma similar com a tensão comercial entre Washington e China.

A Índia foi reconhecida como parceira de defesa dos EUA pela primeira vez em 2016. A parceria permite que os indianos possam comprar tecnologias mais sofisticadas dos EUA.

O NDAA é um documento anual que que especifica o orçamento e a política para o setor de Defesa dos EUA.


https://br.sputniknews.com/americas/2019070214152111-senado-eua-lei-india-otan/

Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 02 de Julho de 2019, 15:51:10


Parece efeito China.


Título: Re:Estados Unidos da América
Enviado por: JJ em 02 de Julho de 2019, 16:24:48
Trump: Irã 'brinca com fogo' após violação do limite do acordo nuclear



 © AP Photo / Mary Altaffer
ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA
21:01 01.07.2019


O presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu nesta segunda-feira que o Irã está "brincando com fogo" depois que Teerã informou que excedeu o limite de reservas de urânio enriquecido sob um acordo nuclear de 2015 abandonado por Washington.

Israel pediu aos países europeus que sancionem o Irã, enquanto a Rússia manifestou pesar, mas disse que o movimento foi uma consequência da pressão dos EUA, que empurrou o acordo para o colapso.

A Grã-Bretanha pediu a Teerã "que evite qualquer passo adiante" do acordo histórico, e a ONU declarou que o Irã deve manter seus compromissos sob o acordo.

"O Irã ultrapassou o limite de 300 quilos com base em seu plano" anunciado em maio, afirmou o ministro de Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, à agência de notícias ISNA. Mas ele também disse que o movimento pode ser revertido.

"Eles sabem o que estão fazendo. Eles sabem com o que estão brincando e acho que estão brincando com fogo", rebateu Trump a repórteres na Casa Branca quando perguntado se ele tinha uma mensagem para o Irã.

Colapso

Os Estados Unidos retiraram-se do acordo nuclear no ano passado e atingiram as cruciais exportações e transações financeiras do Irã, bem como outros setores com pequenas sanções.

Teerã, que tentou pressionar os partidos remanescentes para salvar o acordo, anunciou em 8 de maio que não respeitaria mais o limite estabelecido em seu estoque de urânio e água pesada.


A República Islâmica ameaçou abandonar novos compromissos nucleares, a menos que os parceiros restantes - Grã-Bretanha, China, França, Alemanha e Rússia - ajudassem a contornar as sanções, especialmente para vender seu petróleo.

A Casa Branca havia dito anteriormente que "os Estados Unidos e seus aliados nunca permitirão que o Irã desenvolva armas nucleares", prometendo continuar exercendo "pressão máxima" sobre o regime.

"Foi um erro do acordo nuclear com o Irã permitir que o Irã enriquecesse urânio em qualquer nível", informou a porta-voz Stephanie Grisham em um comunicado.

Zarif insistiu que o Irã não fez nada de errado. "Nós NÃO violamos o #JCPOA", ele escreveu no Twitter, referindo-se ao acordo.

Ele disse que o Irã "reverteria" sua decisão "assim que a E3 cumprir suas obrigações" - referindo-se aos partidos europeus no acordo: Grã-Bretanha, França e Alemanha.

Ameaça

O colega americano de Zarif, Mike Pompeo, acusou o Irã de usar seu programa nuclear "para extorquir a comunidade internacional e ameaçar a segurança regional".

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que o Irã ultrapassou o limite imposto pelo acordo ao seu estoque de urânio de baixo enriquecimento (LEU).

Um diplomata em Viena, onde a agência nuclear da ONU está baseada, declarou à Agência AFP que o Irã ultrapassou o limite de 300 kg em 2 kg.

O vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, disse que a decisão do Irã foi motivo de "arrependimento", mas também "uma consequência natural dos recentes acontecimentos" e resultado da "pressão sem precedentes" dos EUA.

"Não se deve dramatizar a situação", declarou Ryabkov, cujo país é um aliado próximo de Teerã, em comentários feitos por agências de notícias russas.

O ministro de Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Jeremy Hunt, disse no Twitter que Londres está "profundamente preocupada" e pediu ao Irã que "retorne à conformidade" com o acordo nuclear.

O chefe da ONU, Antonio Guterres, disse que é "essencial" que o Irã se mantenha no acordo.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu aos países europeus que imponham sanções ao arqui-inimigo Irã.

Apoio europeu

Trump conversou com o presidente francês, Emmanuel Macron, nesta segunda-feira sobre a violação do limite nuclear do Irã, disse a Casa Branca.


Presidente francês, Emmanuel Macron (à esquerda), saúda seu homólogo estadunidense, Donald Trump, na entrada do Palácio do Eliseu, em Paris
A União Europeia (UE) disse na sexta-feira após uma reunião para salvar o acordo que um mecanismo especial de pagamento para ajudar o Irã a contornar as sanções, conhecido como INSTEX, estava finalmente "operacional" e que as primeiras transações estavam sendo processadas.

Mas "os esforços dos europeus não foram suficientes, portanto o Irã seguirá em frente com suas medidas anunciadas", disse Zarif. A INSTEX, que "é apenas o começo" de seus compromissos, ainda não foi totalmente implementada, acrescentou.

O acordo de 2015 viu o Irã se comprometer a nunca adquirir uma bomba atômica, aceitar limites drásticos em seu programa nuclear e submeter-se a inspeções da AIEA em troca de um levantamento parcial de sanções internacionais incapacitantes.

O Irã também ameaçou começar a enriquecer urânio acima do nível máximo de purificação acordado de 3,67% a partir de 7 de julho. Isso permanece muito aquém dos 90% de pureza exigidos para construir uma arma.

As tensões mais recentes coincidem com o aumento das forças norte-americanas no Golfo e uma série de incidentes, incluindo o abandono pelo Irã de um avião não tripulado dos Estados Unidos que havia entrado em seu espaço aéreo.


https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019070114146913-trump-ira-acordo-nuclear-limite/