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Discussões => História, Sociedade, Comportamento e Filosofia => Tópico iniciado por: Gabarito em 17 de Janeiro de 2018, 15:11:05

Título: Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 17 de Janeiro de 2018, 15:11:05
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Ana Paula manda carta aberta ao COI falando do absurdo da desvirtuação das competições femininas (http://odiarionacional.org/2018/01/16/ana-paula-manda-carta-aberta-ao-coi-falando-do-absurdo-da-desvirtuacao-das-competicoes-femininas/)
Por Francine Galbier -
16 de Janeiro de 2018

SOCIEDADE — A jogadora de vôlei Ana Paula há muito está quebrando o silêncio sobre os absurdos que tomaram conta das competições femininas.

Estamos falando aqui sobre transexuais que passam, cada vez mais, a ocupar o espaço de mulheres em equipes e competições.

No Brasil, o caso mais famoso é o de Tiffany, que integra o time de Vôlei de Bauru e que, em apenas três partidas, já é quem mais marca pontos na Liga Feminina. Pois bem, Tiffany era antes Rodrigo, e jogava em um time masculino da Itália.

No campo do esporte não se trata de questões de identificação ou orientação de gênero. Se trata de biologia, hormônios, musculatura, estrutura corporal, força.

Só que em nome do politicamente correto, muitas mulheres que se sentem acuadas com a situação não se manifestam, pois temem acusações de homofobia. Ana Paula não é uma dessas.

Escreveu uma carta aberta, através do O Estadão, ao COI, Comitê Olímpico Internacional, o órgão responsável pela liberação de atletas transexuais em times femininos.

Leia na íntegra:

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Esta é uma carta aberta aos dirigentes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e estendida aos dirigentes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) e da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), em defesa das modalidades femininas dos esportes profissionais.

Prezados,

Antes de tudo, quero agradecer ao COB e à CBV pela oportunidade de representar meu país em quatro Olimpíadas e inúmeros mundiais no vôlei de quadra e de praia. Foram anos de enorme sacrifício e prazer testemunhando diariamente os valorosos ideais do Barão de Coubertin, ideais que morarão para sempre em minha alma.

Poder representar meu país entre os melhores do mundo é a maior honra que qualquer atleta pode sonhar na carreira. Entre os títulos alcançados, certamente a confiança depositada em mim, de que eu representaria com respeito e dignidade o esporte brasileiro durante 24 anos da minha vida, está entre as mais importante conquistas da minha carreira.

É com respeito mas com grande preocupação que escrevo às entidades responsáveis pelo esporte sobre a ameaça de total desvirtuação das competições femininas que ocorre atualmente com a aceitação de atletas que nasceram homens, que desenvolveram musculatura, ossos, capacidade pulmonar e cardíaca como homens, em modalidades criadas e formatadas especificamente para mulheres. Se alguém tem que ir à público e pagar um preço em nome da verdade, do bom senso e dos fatos, estou disposta a arcar com as consequências. O espaço conquistado de maneira íntegra por mulheres no esporte está em jogo.

Tenho orgulho de ser herdeira dos valores que construíram a civilização ocidental, a mais livre, próspera, tolerante e plural da história da humanidade. Este legado sócio-cultural único permitiu que nós mulheres pudéssemos conquistar nosso espaço na sociedade, no mercado e nos esportes. Na celebração das diferenças é que nos tornamos ainda mais unidos, homens e mulheres, dentro e fora das quadras. E é apenas com esse legado que podemos olhar para cada indivíduo como um ser único e especial.

Num tempo em que a militância política condensa e resume o pensamento às pautas ideológicas para negar a realidade, não é difícil identificar a armadilha em que as entidades esportivas caíram e que podem levar junto todo o esporte feminino. Sabemos da força do esporte para elevar o espírito humano acima das guerras e conflitos, especialmente a cada quatro anos, quando durante três semanas mágicas testemunhamos o que há de melhor e mais nobre em todos nós. É esse legado que precisamos defender.

A verdade mais óbvia e respeitada por todos os envolvidos no esporte é a diferença biológica entre homens e mulheres. Se não houvesse, por que estabelecer categorias separadas entre os sexos? Por que colocar a rede de vôlei masculina a 2,43m de altura e a feminina com 2,24m? Basta uma análise superficial com um mínimo de bom senso no porte físico de jogadores de basquete masculino e feminino para entender que não são intercambiáveis.

A nadadora americana Allison Schmitt estabeleceu o recorde mundial dos 200 metros (livre) em 1:53.61, um feito admirável, mas quando comparado aos 1:42.96 de Michael Phelps na mesma prova só evidencia a óbvia diferença física entre homens e mulheres. Seleções de futebol feminino costumam treinar (e perder) de times masculinos sub-17. Os exemplos são infinitos de como não faz sentido misturar homens e mulheres em modalidades onde a força física faz diferença no resultado final.

É justo simplesmente fingir que estas inegáveis diferenças biológicas não existem em nome de uma agenda político-ideológica que servirá para cercear um espaço tão duramente conquistado pelas mulheres ao longo de séculos? Como aceitar homens “biológicos” em competições como lutas, batendo impiedosamente em mulheres e ainda ganhando dinheiro, fama e medalhas por isso? Será que todos enlouquecemos ao permitir tamanho descalabro?

Médicos já começam a se pronunciar sobre a evidente vantagem de atletas transexuais no esporte feminino e contestam a recomendação feita pelo COI de permitir atletas trans de competirem entre mulheres com apenas um ano com o nível de testosterona baixo. Inúmeros fisiologistas já atestaram que esse parâmetro estabelecido pelo COI não reverte os efeitos do hormônio masculino na já finalizada construção de ossos, tecidos, órgãos e músculos ao longo de décadas. Treinadores de voleibol no Brasil e na Itália já relatam que agentes esportivos estão oferecendo atletas trans que já podem competir no vôlei feminino, homens biológicos que ocuparão o lugar de mulheres nos times. Até quando vamos assistir calados a tudo isso? Eu me recuso.

Esportistas em geral e jogadoras de vôlei em particular estão sendo patrulhadas e cerceadas da sua liberdade de expressão. Muitas não expressam sua indignação pela total falta de proteção das entidades esportivas, coniventes com esse descalabro. “É uma diferença muito grande e nos sentimos impotentes”, relata Juliana Fillipeli, atleta do time de vôlei do Pinheiros, depois de assistir Tiffany Abreu, ex-Rodrigo, vencer seu time e ser, mais uma vez, recordista em pontos na partida. Tiffany, que jogou na Superliga Masculina no Brasil como Rodrigo, é hoje a maior pontuadora da Superliga Feminina em apenas poucos jogos, deixando para trás a campeã olímpica Tandara, uma das melhores atacantes do Brasil e do mundo.

Durante 24 anos dedicados ao voleibol, fui submetida ao mais rigoroso controle antidoping por todas as entidades esportivas, incluindo a Agência Mundial Antidoping (WADA). Fui testada dentro e fora das competições para provar que meu corpo não estava sendo construído em nenhum momento da minha vida com testosterona. De todos os testes, um dos mais importantes para mulheres é o que mede exatamente o nível do hormônio masculino, proibido de ser usado ou mesmo de ser naturalmente produzido, em qualquer fase da vida de uma atleta mulher além do permitido.

Em resumo, desde a adolescência preciso provar, cientificamente, que sou mulher para competir e depois manter minhas conquistas, títulos e medalhas. Quantas mulheres não perderam títulos ou foram banidas do esporte especificamente por conta deste hormônio que sobra num corpo masculino normal? Havia uma relação de confiança mútua entre atletas, entidades e confederações para garantir o jogo limpo, justo e honesto, sem atalhos ou trapaças. Esta relação está a um passo de ser quebrada.

O material colhido de anos atrás para testes antidoping de todos os atletas, como eu, continua guardado até hoje e pode ser novamente acessado e testado. Uma nova medição que constate níveis incompatíveis de testosterona num corpo feminino pode retirar títulos retroativamente, conquistas de anos ou décadas anteriores. Este nível de rigor foi totalmente abandonado para acomodar transexuais que até pouco tempo eram homens, alguns deles tendo competido profissionalmente como homens. O que uma amostra de anos atrás de atletas transexuais femininas acusaria? É simplesmente inaceitável.

O combate ao preconceito contra transexuais e homossexuais é uma discussão justa e pertinente. A inclusão de pessoas transexuais na sociedade deve ser respeitada, mas essa apressada e irrefletida decisão de incluir biologicamente um homem, nascido e construído com testosterona, com altura, força e capacidade aeróbica de homem, sai da esfera da tolerância e constrange, humilha e exclui mulheres.

Assistimos atualmente entidades esportivas fechando os olhos para a biologia humana na tentativa de ludibriar a ciência em nome de agendas político-ideológicas. Assistimos atualmente um grande deboche às mulheres e a cumplicidade dos responsáveis pelo esporte no mundo com a forma suprema de misoginia. Uma declaração de boas intenções das entidades encarregadas de proteger o esporte escrupuloso e correto não é suficiente para justificar tamanho absurdo.

O esporte sempre foi um grande e respeitado veículo de conquistas femininas, uma arma que sempre evidenciou o mérito das mulheres àqueles que tentaram impor limites aos sonhos de todas que lutaram e lutam para mostrar nosso verdadeiro valor, talento, capacidade de superação e mérito. Numa semana que celebramos Martin Luther King Jr., deixo aos dirigentes do esporte mundial uma de suas célebres frases: “nossas vidas começam a terminar no dia que nos silenciamos para as coisas que são realmente importantes.”.



Interessante ver nos anos de "empoderamento" feminino a invasão de homens numa seara, até agora, exclusivamente feminina.
Em breve, com a sempre presente luta pelas medalhas e melhores lugares no pódio, teremos times femininos formado quase que inteiramente de transexuais masculinos. As mulheres que nasceram mulheres serão sumariamente preteridas ou ficarão assistindo ao jogo no banco de reservas.

Aí eu trago uma pergunta que não quer calar:

Por que os transexuais masculinos não permanecem na mesma modalidade de antes de sua transformação em mulher?

Ou seja, por que Tifanny não compete na Superliga Masculina?
Por que ela não permanece onde sempre esteve, do lado masculino nas competições?
Por que será que ela ambiciona ir para a modalidade feminina do vôlei?

Também estou pra ver uma transexual que nasceu mulher e se tranformou em homem que queira mudar de modalidade e ir para a masculina.
Certamente, elas vão tentar ficar onde sempre estiveram, no lado feminino do esporte que abraçaram.

Aqui não vai nenhum preconceito contra eles, os transexuais, como até já pensaram.
Eu já disse várias vezes em outras ocasiões que sou amigo de alguns homossexuais e gosto muito dessas amizades.
Eles precisam transitar na sociedade sem nenhum preconceito ou deboche.
Também devem ser integralmente respeitado em seus esportes, profissões e atividades quaisquer.

O que se questiona é o grau de equidade que se obtém com a inclusão de transexuais masculinos nos esportes femininos.
Acho que o contrário nunca ocorrerá (quem nasceu mulher querer competir com os homens).

Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Donatello em 17 de Janeiro de 2018, 15:16:41
Gaba, na verdade já ví sim algumas lésbicas que passaram por tratamento para transexualismo pleiteando disputar a modalidade masculina. Não me lembro os esportes, mas já vi mais de uma.

No caso elas não podem disputar a modalidade feminina, pois usam testosterona.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 17 de Janeiro de 2018, 15:19:12
Gaba, na verdade já ví sim algumas lésbicas que passaram por tratamento para transexualismo pleiteando disputar a modalidade masculina. Não me lembro os esportes, mas já vi mais de uma.

No caso elas não podem disputar a modalidade feminina, pois usam testosterona.

Ôpa.
Bom saber.

Logo no começo do tópico essa sua correção vem mesmo muito oportuna.
Portanto, retiro meus comentários sobre elas quererem competir com eles.

 :ok:
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: André Luiz em 17 de Janeiro de 2018, 15:53:49
Time formados quase que inteiramente por transexuais?

Haja transexuais que tenham talento para um esporte de alto desempenho.

Acho que a Ana Paula forçou um pouco a barra.

Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 17 de Janeiro de 2018, 15:58:10
Hoje esse time não existe.
Com o passar do tempo, a pressão por medalhas e a brecha que se abriu para homens competirem com times femininos vai seduzir muita gente e, voilà, teremos o tal time trans.

Se Ana Paula forçou a barra, você não acha nada errado no fato de Tifanny já ao chegar já seja artilheira?
E as mulheres que nasceram mulheres e não receberam testosterona a vida inteira?
É justo com elas?
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 17 de Janeiro de 2018, 16:08:48
O que acontece, e isso não há como negar, é que mulheres que nasceram mulheres vão ser preteridas e mais pessoas que nasceram homens vão tomar o lugar delas.
Fica esquisito o feminismo, logo ele que defende os direitos das mulheres, não se pronunciar sobre isso.  :hein:

Citar
Transgêneros em times femininos: a polêmica que está dividindo o mundo do esporte (http://odiarionacional.org/2017/12/21/transgeneros-em-times-femininos-a-polemica-que-esta-acontecendo-no-mundo-do-esporte/)
Por Francine Galbier -
21 de dezembro de 2017

SOCIEDADE — Em 1975, a tenista trans Renee Richards foi criticada por atletas no US Open. Protestaram na Federação de Tênis nos EUA para que ela não pudesse participar de competições.

Pediram, então, que Renee fizesse um teste de “sexo biológico”. Ela recusou e levou o caso aos tribunais. Ganhou na corte, e, em 1977 participou do WTA, uma associação de tênis feminino, onde permaneceu até 1981.
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Em janeiro de 2004 a Federação Internacional de Vôlei aboliu os testes de gênero, mas manteve a proibição de transexuais em quadra.

Mais tarde, em março, a participação de uma golfista transexual no Mundial Feminino gerou polêmica, pela segunda vez.

Já naquele tempo se abriu o questionamento – que havia sido esquecido – e sobretudo aqui no Brasil, agora ele está de volta: é justo que trans participem de times femininos?

Como explícito na pergunta, a polêmica se restringe a homens transformados em mulheres, pois esses levariam vantagem em relação às rivais. Fisiologia pura. Em situações contrárias, mulheres transformadas em homens não teriam o mesmo privilégio sobre os adversários.

“Como é uma circunstância ainda recente, faltam elementos para julgar. Isso ainda requer um certo tempo para se ter todas as necessidades atendidas para que esse tipo esse indivíduo não tenha vantagem”, disse o fisiologista Turíbio Leite, especialista no meio esportivo, há 13 anos atrás.

“Do ponto de vista social é muito válido que o transexual seja aceito na categoria de seu novo sexo. Mas para a competição talvez fosse necessário criar parâmetros especiais para aprovar ou não a participação”, disse, também naquela época, José Carlos Riechelmann, presidente nacional da Associação Médica Brasileira de Sexologia.

Os especialistas explicam que a mudança de sexo não altera por completo a estrutura corporal. E é aí que mora a polêmica.

Mesmo que uma mulher trans tenha feito a mudança de sexo, continua tendo hormônios masculinos. Além disso, pelo sexo masculino possuir maior número de glóbulos vermelhos, após a mudança a pessoa ainda terá mais resistência física para atividades de longa duração.

Com a terapia hormonal a pessoa pode desenvolver características do novo sexo, só que independente disso os especialistas continuam apontando problemas na questão esportiva.

“É natural perder muita massa muscular, mas mesmo assim não é uma relação idêntica à da mulher. Você pode conseguir deixar um homem com o corpo de mulher mesmo sem a retirada de órgãos”, diz Riechelmann.

“A resposta vai depender do efeito dessa terapia hormonal. E outra grande questão é: uma vez transformada, interessa para ela manter essa terapia hormonal? Vai ser cobrado algum tipo de controle?”, questiona Turíbio.
A Reunião

Ainda em 2004, houve uma reunião na Suécia, em outubro, com médicos do Comitê Olímpico Internacional, o COI. Eles acenaram para a possibilidade de admitir a participação de transgêneros já nos jogos Olímpicos que aconteceriam naquele ano, em Atenas. Só que no fim a entidade recuou e decidiu adiar a decisão para 2008, quando aconteceria a Olimpíada de Pequim.

“Até hoje existiam pessoas que faziam a cirurgia por motivos sem relação com o esporte. Mas, quando se trata de um esportista, existe a preocupação da possibilidade de pessoas quererem tirar vantagem”, disse Turíbio, que já previa a inclusão dos transexuais nos esportes num futuro próximo. “O futuro é vencer essas barreiras todas. Sempre vai existir a discussão em dois níveis: do preconceito, que deve ser considerado, e o outro, de evitar que alguns tenham vantagem.”

Turíbio tinha razão. Hoje, que o assunto voltou com força, os dois pontos são centrais nos debates: os defensores da inclusão dizem que os contrários são preconceituosos. Os contrários dizem que é injusto, pois as diferenças fisiológicas não podem ser ignoradas.

2013

A lutadora transexual Fallon Fox foi a protagonista da polêmica. Sua adversária, Ronda Rousey, se manifestou contra a sua participação em torneios. “Cada caso é um caso, você realmente tem que ficar atendo a isso, mas no caso da Fallon Fox, eu acho que ela tem uma vantagem injusta”, declarou ao TMZ. Depois disse que Fallon poderia “cortar o pau que a estrutura óssea seria a mesma”.

2016

No ano passado, o COI divulgou um relatório com diretrizes para a participação de atletas transexuais em competições esportivas, que já valeriam para os Jogos Olímpicos do Rio. Vejam só: desde 2004, quando recuaram no assunto, demoraram 12 anos para decidirem pela admissão.

Em uma “Reunião de Consenso sobre mudança de sexo e Hiperandrogenismo” do COI, o Comitê decidiu que “é preciso garantir que os atletas trans não sejam excluídos da oportunidade de participar de competições esportivas” e afirmou que, desde 2003, reconheciam a importância da autonomia da identidade de gênero na sociedade.
“O COI considera que as mudanças cirúrgicas de mudança de sexo (cirurgia de transgenitalização) não “são necessárias para garantir uma competição justa e podem ser inconsistentes com o desenvolvimento de leis e dos direitos humanos”.

Para a entidade, haveria restrições adequadas para garantir a competição leal e justa entre atletas, por isso estabeleceram as regras a serem seguidas.

“No caso de mudança de sexo biológico de masculino para o feminino, a atleta tem que ter declarado a identidade de gênero feminina e manter nível de testosterona, hormônio masculino, dentro do nível permitido para disputas: abaixo de 10 nmol/L durante os últimos 12 meses antes de sua primeira competição e manter este nível durante o período de competição. Já quando a mudança de sexo biológico for de feminino para o masculino não estão previstas restrições.” Quem descumprisse, teria 12 meses de suspensão.

Para a especialista em saúde transgênero, Joanna Harper, “as novas regulamentações do COI para pessoas transgênero resolvem quase todas as deficiências das regras antigas”.

“Esperamos que outras organizações esportivas adaptem-se rapidamente às novas recomendações do COI, e todas as regulamentações antiquadas quanto a pessoas transgênero sejam logo substituídas. O período de espera para mulheres trans deixa de ser dois anos depois da cirurgia de adequação de gênero para um ano depois do início da terapia hormonal. Isso vai de encontro com as regras da NCAA (liga universitária), e é excelente. O período de espera era, talvez, o item mais polêmico em nosso grupo, e um ano é um meio-termo razoável.”, disse.

2017

Aqui no Brasil, a contratação de Tiffany Abreu em um time feminino de Vôlei de Bauru abriu o debate.

Tiffany teve autorização da comissão médica da Confederação Brasileira de Vôlei, a CBV. Só que a sociedade não aceitou bem a novidade.

A ex-jogadora Ana Paula foi a primeira a se pronunciar contra a liberação e dizer que outras atletas também não concordam, mas não falam por medo da patrulha ideológica que existe hoje em dia, sendo que a defesa da inclusão de transexuais no esporte é, principalmente, do Movimento LGBT de correntes de esquerda, que tende a taxar todos que discordam de suas pautas de homofobia. E isso é exatamente o que está acontecendo.

Tiffany abriu o precedente

Carol Lissamara, 27 anos, é uma atleta transexual do Rio Grande do Sul que sonha em estar na elite do vôlei de praia nacional, e participar do Circuito Brasileiro da modalidade. Tiffany é sua inspiração e referência.

Além de Tiffany Abreu, ela também cita Isabelle Neris, trans que recebeu autorização para jogar em torneios ligados à Federação Paranaense de Vôlei. Carol usa os exames hormonais das duas como comparativo de seu nível de testosterona.

O presidente de um time de vôlei, Fillipo Vergano, não acha que a disputa seja justa: “É normal civilmente (ser mulher transexual e estar entre as mulheres cis), mas esportivamente não é normal. Porque ela é muito mais forte que as outras jogadoras”.

Não é preconceito, é fisiologia

Mulheres trans produzem ou já produziram testosterona em quantidade até 10 vezes superiores à de mulheres cis. Isso dá vantagem no esporte.

Os especialistas apontam que mesmo com o tratamento hormonal, ainda há desvantagem. As diretrizes do COI pedem, pelo menos, 12 meses tratamento. Não é obrigatório mudar de sexo, apenas que declarem o gênero feminino e “não mudem de ideia durante 4 anos”.

Os contrários argumentam que a estrutura óssea e os músculos não se alteram após a hormonoterapia. Os favoráveis dizem que após o tratamento se igualam as condições e que mulheres trans podem até ter desvantagens sobre as mulheres cis.

Uma estudiosa favorável a inclusão trans em times femininos, Joana Harper, defende que “carros menores com motores pequenos podem ultrapassar carros maiores com motores pequenos”.

O ILISP também tratou do assunto, leia um trecho:

Citar
“Em março deste ano [2017] Laurel Hubbard, “mulher trans” de 39 anos, venceu uma competição de levantamento de peso feminino na Austrália. Laurel quebrou quatro recordes ao levantar 268 quilos, 19 quilos a mais do que a segunda colocada, na categoria para mulheres que pesam mais de 90 quilos. Oito meses depois, no Mundial de Halterofilismo, Laurel levantou 275 quilos e ganhou a medalha de prata. Laurel nasceu Gavin, competiu contra homens e chegou a bater o recorde júnior da Nova Zelândia (na categoria para atletas com mais de 105 quilos) levantando 300 quilos. Para não competir com Laurel, a melhor halterofilista neozelandesa, Tracey Lambrechs, perdeu 17 quilos a fim de competir na categoria até 90 quilos.”

E por ondem andam as feministas?

Dentro do movimento feminista, há uma divisão quanto a questão. As favoráveis são da vertente “transativas” e chamam as contrárias de “radicais trans excludentes e transfóbicas”. São essas mesmas que classificam como transfóbicos aqueles que dizem que mulheres menstruam, porque a afirmação excluiria as mulheres trans. (?)

Já a vertente que consideram que as mulheres trans continuam sendo homens – segundo a anatomia e a biologia – dizem que as feministas da vertente “transativistas” colocam os sentimentos de gênero de homens abusivos acima das mulheres reais e que isso cria um “Cavalo de Troia”, já que permite que homens ocupem espaços de mulheres.

O futuro

Mesmo causando polêmica e muitas divisões, a tendência é de que nos próximos anos mais transexuais participem de times femininos, e sejam destaque. É justo? Não, mas do jeito que as coisas caminham, é o que irá acontecer.

Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Geotecton em 17 de Janeiro de 2018, 16:33:12
Time formados quase que inteiramente por transexuais?

Haja transexuais que tenham talento para um esporte de alto desempenho.

Acho que a Ana Paula forçou um pouco a barra.

Agora não importa se existirão equipes somente de trans.

O que importa é a situação decorrente do caso concreto, comentado pela ex-jogadora, representado pela Tiffany/Rodrigo, em que é fácil constatar a enorme superioridade atlética dela/e sobre as demais jogadoras da sua própria e das outras equipes.

Se no vôlei esta discrepância já é significativa, no basquete então as mulheres não teriam a menor chance contra uma equipe com um ou dois trans.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Pedro Reis em 17 de Janeiro de 2018, 17:24:54
Bom, eu sou totalmente a favor que todos os cidadãos tenham os mesmos direitos de cidadania. Que ninguém possa ser considerado menos ou mais cidadão que outro.

Isso significa que sou a favor de união civil entre pessoas do mesmo sexo e toda e qualquer medida para extinguir disparidades de deveres e direitos motivadas por raça, sexo, orientação sexual, religião, ou o que quer que seja.

Mas esse caso de trans no vôlei é muito específico. Há uma jogadora aí, ela se chama Érica e ainda atua na superliga, mas ela já deve estar com uns noventa anos... porque eu me lembro que há muito tempo, no começo da carreira, o COB ( ou o COI ) quase proibiu essa atleta de participar de competições oficiais porque o seu exame genético não teria sido conclusivo.

Na mesma época houve um caso idêntico com uma atleta do Judô, chamada Ednanci.

Por isso eu tô estranhando muito essa Tiffany poder agora estar inscrita na super liga. Porque no caso dela não se trata nem de um cromossomo X que não se formou de maneira bem definida como X. Não, ela tem é um cromossomo Y mesmo. Um X e um Y.

Então agora foi abolido o exame genético também para mulheres?

Porque seria uma contradição absurda: A Ednanci ser banida do judô e a Tifanny pegar a vaga dela na equipe.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Pedro Reis em 17 de Janeiro de 2018, 17:28:22
Mas alguma diferença, apesar do tratamento hormonal, parece existir.

Porque como homem Tiffany era um jogador desconhecido que atuava em equipes de quinto escalão. E agora a Tiffany já sonha em ser convocada pelo Zé Roberto para a seleção feminina.

Ou ela ficou muito mais talentosa depois da cirurgia, ou ter nascido homem talvez faça alguma diferença.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Pedro Reis em 17 de Janeiro de 2018, 17:50:56
Citar
Exames comprovam que a fundista sul-africana Caster Semenya é hermafrodita

Porta-voz da Iaaf garante que atleta não perderá ouro do Mundial de Berlim

Das agências internacionais
Austrália


Depois de o técnico da seleção sul-africana, Wilfred Daniels, pedir demissão por se sentir insultado e Caster Semenya considerar os questionamentos sobre seu sexo "apenas uma brincadeira", exames realizados durante o Mundial de Berlim, em agosto, comprovaram que a campeã dos 800m na competição é hermafrodita. De acordo com o jornal australiano "The Sidney Herald", a fundista não possui ovários, apesar de na aparência externa apresentar órgão sexual feminino, e tem testículos internos "escondidos", que produzem grande quantidade de testosterona.

- Testes realizados no Mundial de Atletismo no último mês, quando o sexo da atleta foi questionado após sua vitória nos 800m, revelaram uma evidência de que ela é hermafrodita, uma pessoa que tem órgãos masculino e feminino - disse o texto do jornal australiano publicado nesta quarta-feira.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Pedro Reis em 17 de Janeiro de 2018, 18:00:42
Mas em termos de cara de pau a medalha de ouro vai para Henrich Ratjen, um alemão que competiu no salto em altura como mulher nas Olimpíadas de 36 e ficou em quarto lugar.

Mas em 1938 ele voltou a competir como mulher no campeonato europeu e ficou com o ouro, batendo o recorde mundial ( feminino ).

Agora, dá uma olhada no figura e fica aí pensando como esse cara conseguiu enganar alguém...

(http://www.iloveherstory.com/wp-content/uploads/2012/03/tumblr_m0xpuqV9pk1r5ss2ao1_1280.jpg)
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 17 de Janeiro de 2018, 18:12:14

Na mesma época houve um caso idêntico com uma atleta do Judô, chamada Ednanci.

Por isso eu tô estranhando muito essa Tiffany poder agora estar inscrita na super liga. Porque no caso dela não se trata nem de um cromossomo X que não se formou de maneira bem definida como X. Não, ela tem é um cromossomo Y mesmo. Um X e um Y.


Bem lembrado, Pedro.
Eu me recordo, sim, de Ednanci.
Havia o debate sobre aquela dúvida de hermafroditismo.

No caso de Tifanny, como você já atestou, a barra é outra.
Ela foi homem por "apenas" 30 anos.
Todo o seu corpo se formou como homem, com as doses de testosterona normais aos homens, formando todo o seu corpo, sua musculatura, seus ossos, capacidade pulmonar, condicionamento físico, tudo.
Ele está nitidamente em ampla vantagem frente às mulheres que sempre foram mulheres e cujas doses de testosterona foram limitadas, sob risco de não passarem nos exames anti-dopping (isso tem hífen?).
E as mulheres vão ter que ceder a vaga para ela e para outras que apareçam e se mostrem mais fortes e com cortadas mais potentes.

Novamente: eu não tenho nada contra os transexuais, os gays, os cross dressers e toda a miríade de denominações LGBTXYZ.
Devem ter os mesmos direitos que qualquer outro cidadão.
Todos os outros direitos e nada neles deve ser subtraído pelo simples fato de serem quem são.
Isso não é uma opção, uma escolha consciente. É uma imposição genética, assim como existem pessoas altas e baixas.
Assim eu vejo.

Mas no esporte, que é dividido por força muscular, altura, capacidade física e em jogo estão exatamente esses atributos, aí não!
Porque a constituição física das mulheres é INEGAVELMENTE diferente e mais frágil.
Elas precisam competir entre si e nunca medir força com "grangazás" só porque cortaram fora seu apêndice da virilidade.
Doses de testosterona depois não são suficientes para equiparar novamente os organismos.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 17 de Janeiro de 2018, 18:25:24
Tudo muito bem explicado por um médico, Paulo Zogaib, professor de medicina esportiva da Unifesp, coordenador da medicina esportiva do Esporte Clube Pinheiros:

Citar
Caso Tifanny: ‘Só controle de testosterona não tira a vantagem’ (https://veja.abril.com.br/esporte/caso-tifanny-so-controle-de-testosterona-nao-tira-a-vantagem/)
O médico Paulo Zogaib analisa a situação da trans Tifanny na Superliga feminina de vôlei e aponta aspectos que lhe dariam vantagem sobre outras jogadoras
Por Marcelo Laguna
4 jan 2018, 20h47

A presença de Tifanny Abreu, ponteira do Vôlei Bauru e primeira trans a atuar na Superliga Feminina de vôlei, continua causando debates acalorados. No final do ano passado, a ex-jogadora da seleção brasileira, Ana Paula Henkel, posicionou-se em sua rede social contra a liberação de Tifanny pela CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). Esta semana, o técnico e comentarista de vôlei Cacá Bizzochi escreveu um artigo em seu blog, levantando outros pontos que deveriam ser discutidos a respeito da jogadora de 33 anos, que vem obtendo uma impressionante média de pontos na Superliga. Em ambos os casos, a discussão foi grande nas redes sociais, deixando o lado técnico e se concentrando no ideológico. O médico Paulo Zogaib, professor de medicina esportiva da Unifesp, coordenador da medicina esportiva do Esporte Clube Pinheiros, médico da GO! Saúde e Performance, Centro de Avaliação em Medicina Esportiva e um dos colunistas do blog Letra de Médico, de VEJA, falou sobre o assunto.

O senhor tem acompanhado o caso da Tifanny? O que acha das críticas em relação a ela disputar a Superliga?
No caso dela, há um detalhe que faz um pouco de diferença, que é o fato dela ter feito a cirurgia já com 30 anos. Então, ela passou boa parte da vida com uma produção hormonal muito maior do que uma produção hormonal feminina. Isso acaba influenciando no tamanho dos órgãos, coração, pulmões, a parte óssea, ou seja, as alavancas do aparelho locomotor. Então, isso cria diferenças em relação às mulheres e faz com que ela tenha um desempenho melhor. Não é pura e simplesmente o controle de testosterona na circulação. Claro que isso é importante, mas ela passou 30 anos desenvolvendo o corpo de uma forma diferente de uma mulher. Ao fazer a operação e a terapia hormonal, ela vai reduzir, evidentemente, a concentração de testosterona e isso vai diminuir o poder anabólico. O rendimento diminuí, mas o fato é que ela já teve essa vantagem durante estes 30 anos. Não quero entrar em aspecto ético, moral, politicamente correto ou incorreto, de inclusão ou não, não é este o caso. Só que fisiologicamente isso é um fato.

O nível de testosterona não seria o único fator determinante para indicar algum tipo de vantagem de um atleta trans no esporte?
Sim. Houve um outro caso, de uma menina no interior de São Paulo, que  também fez a operação, mas tinha 14 ou 15 anos. Nesse caso, não tem essa diferença tão grande, primeiro porque talvez ainda estivesse no meio da puberdade, ainda não tivesse definida a maturação sexual. É claro que esse menina não teve todas as vantagens que falei antes. O coração de um homem é maior que o coração de uma mulher. A quantidade de sangue que o homem tem é maior do que a da mulher.    Isso é biológico. A Tifanny completou toda a maturação sexual, todos os órgãos dela se maturaram. Ela tem uma capacidade de transporte de oxigênio muito maior do que uma mulher, porque ela tem um coração maior e tem mais sangue do que uma mulher. Os pulmões são maiores, a própria estrutura do aparelho locomotor é diferente, a largura dos quadris, o tamanho dos ossos. Isso é o que diferencia um homem de uma mulher e por isso o desempenho físico do homem é maior do que o da mulher. Não é somente pela concentração de testosterona. Claro que com concentração maior o desempenho é maior. Por isso muitos se dopam e tomam anabolizantes – ou testosterona ou um esteroide anabólico – e melhora o desempenho. Mas não é só isso que determina o desempenho.

Poderia dar um exemplo?
Vamos imaginar o Usain Bolt (jamaicano tricampeão olímpico nos 100 e 200 metros). Ele tem 1,95 m, tem todo o seu corpo desenvolvido. Se for tomar anabolizante, o desempenho dele vai ser muito melhor. Se não tomar, será inferior ao com doping, mas ele já tem um desenvolvimento natural. O fato de a Tifanny controlar a dosagem de testosterona diminui o desempenho dela, mas o coração vai continuar do mesmo tamanho, o pulmão também, os músculos, e assim por diante. Não se sei o COI levou em consideração essas coisas.

O que o senhor pensa sobre a regulamentação médica do COI para a liberação dos atletas trans?
Um aspecto é importante, o da inclusão, de ter reconhecimento, poder exercer uma profissão que a pessoa queira, é a questão do livre arbítrio. Mas quando se trata de fatores biológicos, talvez a regulamentação tenha de ser revista, ser um pouco mais criteriosa. Um garoto que ainda não entrou na maturação sexual, na puberdade, tem pouca diferença para uma menina. Neste caso, não haveria vantagem sobre as mulheres. Em indivíduos mais velhos, em que já houve a maturação sexual completa, há vantagem sobre as meninas. Não sei exatamente como tratar disso, talvez limitar a idade para fazer a cirurgia, por exemplo, ou avaliar caso a caso. Quando se tem definido que o indivíduo é XY, um homem, ou é XX, uma mulher, nos dá uma definição maior. Mas há indivíduos XY que podem ter uma série de síndromes, uma série de alterações genéticas em que os receptores da testosterona têm uma sensibilidade muito pequena. Ele produz testosterona, mas não faz o mesmo efeito que faria num indivíduo que não tivesse essa síndrome. Pode ter até uma vagina com fundo falso, ter testículos no abdômen, uma série de fatores que interferem neste quadro. Não é tão simples falar que um homem virou mulher e pode competir. É preciso analisar o que aconteceu com este organismo ao longo do tempo. É uma questão bem complicada.

As estatísticas da Tifanny já mostram que só em três jogos da Superliga a média de pontos dela é a melhor do torneio. Isso já sinaliza que fisiologicamente ela leva vantagem sobre as outras atletas?
Acho que é bastante evidente, nem precisaria de estatística. Se tivesse os dados fisiológicos dela, ver qual o seu consumo máximo de oxigênio, qual a potência anaeróbica, qual a impulsão vertical, etc., veríamos dados compatíveis com os parâmetros masculinos. Ela jogava na liga italiana masculina e se a compararmos a um ano atrás veremos que está mais fraca. Mesmo assim, estes parâmetros continuam sendo masculinos, ruins, mas masculino. Não tem como  diminuir a massa cardíaca, a quantidade de sangue que ela tem, a capacidade de processamento do fígado. É inevitável. Parar de produzir testosterona ou inibir sua produção não vai desandar todo o organismo. A pessoa enfraquece, mas pouco. Do contrário, haveria até risco de morrer.

No que a comissão médica do COI se baseou para regulamentar a liberação?
Acho que a questão social foi levada em conta e isso foi importante. É preciso incluir estas pessoas no esporte. Os parâmetros biológicos talvez precisem ser um pouco melhor analisados. Este parâmetro é um deles, ter concentração de testosterona compatível com o sexo feminino. Então, ela faz um tratamento durante um ano, tomando estrógeno, bloqueando a produção de testosterona; ou, se for o caso, retirando testículo. Aí temos um parâmetro. Contudo, é preciso analisar os outros, não tenho esta resposta. Acho que teria de se discutir individualmente, caso a caso, para avaliar as implicações. Existem outros casos, como a da Caster Semenya, do atletismo, nos 800 metros. A moça é imbatível. Isso é legal, ela tem de  competir, está tudo certo. Mas e as outras atletas? Como fica a situação delas? (A sul-africana Caster Semenya, bicampeã olímpica nos 800 m, teve sua sexualidade questionada assim que apareceu no atletismo, em 2009. Chegou a ficar sem competir, mas foi liberada em 2010 pela Federação Internacional de Atletismo, que não divulgou os resultados).

A discussão sobre o caso da Tifanny acaba caindo em questões ideológicas. Falta embasamento científico?
Existe o embasamento científico, mas o problema é que sozinho não resolve a questão. Sempre há o parâmetro social, político ou ideológico em relação à inclusão de uma pessoa. Isso acaba se sobrepondo ao parâmetro científico. Acho que é uma questão quase insolúvel, nunca iremos chegar num ponto realmente justo, de satisfazer a inclusão da pessoa e ao mesmo tempo ela não ter vantagens sobre outras, que também têm os seus direitos. A questão ideológica passa por cima, não há como evitar.

A comissão médica da CBV, que aprovou a participação da Tiffany, disse que estaria repensando a participação dela entre as mulheres. A que se deve esta mudança?
Acho que tem a ver com o desempenho dela. É evidente que tem vantagem sobre as outras. Ao mesmo tempo em que queremos garantir seu direito para competir, de trabalhar, também temos de dar o direito às outras meninas que competem contra ela. É muito difícil achar um meio-termo. Aparentemente, a solução seria criar uma limitação de idade para que a pessoa faça a cirurgia e assim competir no feminino. Ainda assim, cria uma situação complicada, de preconceito, segregação, como resolver?


Acho que uma boa solução seria repensar a participação de transexuais como no caso Tifanny (que fez a cirurgia e a transformação já com o corpo adulto e bem formado) nas modalidades das quais já fazia parte.
Ou seja, a própria Tifanny pediria para jogar no masculino e seria autorizada a tomar testosterona (para compensar a atual ausência de testículos) numa dose que não ultrapassasse os níveis normais, sendo submetida a exames anti-dopping como todo os outros atletas.
Ela teria que voltar a jogar no masculino.
Qual o problema?
Ela já não jogava no masculino antes?
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Marcel em 17 de Janeiro de 2018, 18:28:35
As mulheres gostam de pagar de moderninhas e aplaudem todo tipo de "lacração" moderninha na internet. Agora, que façam bom proveito do mundo moderno. E se quiserem ganhar medalhas, que se esforcem mais pra superar os mulherões trans.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 17 de Janeiro de 2018, 18:31:02

Ou seja, a própria Tifanny pediria para jogar no masculino e seria autorizada a tomar testosterona (para compensar a atual ausência de testículos) numa dose que não ultrapassasse os níveis normais, sendo submetida a exames anti-dopping como todo os outros atletas.
Ela teria que voltar a jogar no masculino.
Qual o problema?
Ela já não jogava no masculino antes?

Dessa forma, muitos problemas seriam resolvidos:
Problema resolvido.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 17 de Janeiro de 2018, 18:34:50
As mulheres gostam de pagar de moderninhas e aplaudem todo tipo de "lacração" moderninha na internet. Agora, que façam bom proveito do mundo moderno. E se quiserem ganhar medalhas, que se esforcem mais pra superar os mulherões trans.

É aí que aparece um enorme bug na cabeça das feministas, elas mesmas que estão defendendo a participação de trans nos esportes femininos.
Como é que cabe numa mesma cabeça defender isso e, ao mesmo tempo, falar em direitos para as mulheres, empoderamento e tals...
Quando as mulheres vão perder vagas nos times, perder contratos e até perder partidas, recordes e medalhas???

(https://s20.postimg.org/vmmjcq931/Bug_-_Bsod.jpg)
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: André Luiz em 17 de Janeiro de 2018, 18:50:36
Hoje esse time não existe.
Com o passar do tempo, a pressão por medalhas e a brecha que se abriu para homens competirem com times femininos vai seduzir muita gente e, voilà, teremos o tal time trans.

Se Ana Paula forçou a barra, você não acha nada errado no fato de Tifanny já ao chegar já seja artilheira?
E as mulheres que nasceram mulheres e não receberam testosterona a vida inteira?
É justo com elas?

Não acho justo, talvez criem regras que limitem o uso, seja em quantidade de atletas ou o tempo delas em quadra/campo/arena... sei lá mesmo

Mas não há o atrativo pra esse tipo de time nem atletas o suficiente. Ninguém vai se submeter a isso só por causa do mérito esportivo.

É como que, extrapolando muito, corredor sair por aí cortando as pernas porque as as paraolimpíadas esta pagando melhor ou é mais fácil. :hihi:



Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 17 de Janeiro de 2018, 19:34:43
Time formados quase que inteiramente por transexuais?

Haja transexuais que tenham talento para um esporte de alto desempenho.

Acho que a Ana Paula forçou um pouco a barra.



E se o time contrário resolver colocar seis bichas para enfrentar a Tiffani? Pode apostar que quando a desvantagem se voltar contra o time dele vai ter uma gritaria geral.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Brienne of Tarth em 17 de Janeiro de 2018, 19:45:11
Então, já que um homem trans pode tomar hormônios femininos e competir com mulheres cis, estas mulheres não poderiam tomar testosterona para, digamos, "equilibrar" as forças ao jogar contra esse homem?  :doutor:
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: André Luiz em 17 de Janeiro de 2018, 19:47:35
Time formados quase que inteiramente por transexuais?

Haja transexuais que tenham talento para um esporte de alto desempenho.

Acho que a Ana Paula forçou um pouco a barra.



E se o time contrário resolver colocar seis bichas para enfrentar a Tiffani? Pode apostar que quando a desvantagem se voltar contra o time dele vai ter uma gritaria geral.

O ideal seria criar uma liga LGBT, com muita musica e as bichas usando os nomes de guerra na camisa, seria no minimo engraçado  :hihi:
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Pedro Reis em 17 de Janeiro de 2018, 19:51:55
Então, já que um homem trans pode tomar hormônios femininos e competir com mulheres cis, estas mulheres não poderiam tomar testosterona para, digamos, "equilibrar" as forças ao jogar contra esse homem?  :doutor:

Não, porque o nível de testosterona da Tifanny deve estar mais ou menos equiparado ao das outras jogadoras. Devido ao tratamento hormonal.

A queixa é outra: tem a ver com o que a testosterona fez ao corpo do trans antes do tratamento hormonal. Construindo características que, segundo alguns especialistas, ela não perde ao fazer a reorientação de gênero.

Mas pelo que eu vi em outros posts aqui, a mulher pode tomar testosterona se for trans, e será permitido atuar em um campeonato masculino.

No entanto não vimos casos assim, ainda.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 17 de Janeiro de 2018, 19:55:18
Então, já que um homem trans pode tomar hormônios femininos e competir com mulheres cis, estas mulheres não poderiam tomar testosterona para, digamos, "equilibrar" as forças ao jogar contra esse homem?  :doutor:

Ideia interessante.
A se pensar a respeito.


Veja o que já se está debatendo: acabar com as diferenças e competir todos contra todos, sem olhar se é homem ou mulher.   :stunned:

Citar
Especialista defende fim da divisão entre homens e mulheres no esporte (https://oglobo.globo.com/esportes/especialista-defende-fim-da-divisao-entre-homens-mulheres-no-esporte-22289446)
Roslyn Kerr propõe reprodução do modelo usado nos Jogos Paralímpicos

por O Globo
15/01/2018 15:45

No Brasil, o debate sobre questões de gênero no esporte eferveceu desde que Tifanny se tornou a primeira mulher trans a competir na Superliga de vôlei. Médicos e atletas questionam se é justo que ela dispute partidas no naipe feminino, enquanto a ciência ainda discute como mensurar a vantagem que um corpo de formação masculina levaria em casos como esse. Neste cenário, uma especialista em sociologia do esporte aparece com uma proposta: dar fim às divisões de gênero e reproduzir o modelo vigente nas competições paralímpicas.

Em um artigo publicado no site "The Conversation", Roslyn Kerr argumenta que, diferentemente do que ocorre em outras áreas, no esporte, não existe um movimento no sentido de reduzir as diferenças entre os gêneros. Ela relembra episódios nos quais mulheres foram suspensas por não serem femininas o suficiente para defender que outros critérios sejam usados para determinar quem deve competir contra quem.

"Mulheres não são o único grupo para o qual o esporte é um mau negócio. Embora existam, em algumas modalidades, divisão por peso, isso não acontece com a altura, por exemplo. O que significa que atletas baixos nunca têm chances no salto em altura, no vôlei ou no basquete", argumenta.

Da mesma maneira, a especialista questiona o fato de algumas características que efetivamente representariam vantagens sobre o adversário (como uma maior capacidade aeróbica) não obrigarem a uma subdivisão de categorias: "Não é considerado injusto que elas disputem com outras atletas, o que aconteceria se elas fossem muito pesadas ou homens, em vez de mulheres".

UMA SAÍDA

Para Roslyn, a inspiração para solucionar esse impasse está nos Jogos Paralímpicos, onde, desde os anos 1990, o sistema de divisão de categorias respeita as habilidades do corpo e não as condições médicas. "Em vez de os atletas serem rotulados a partir de sua situação clínica, eles são alocados de acordo com os movimentos que o seu corpo é capaz de fazer".

De modo prático, a socióloga propõe que sejam eliminadas a barreira entre o masculino e o feminino e que as divisões respeitem o potencial de cada corpo, de acordo com as necessidades de cada modalidade. Nos 100m rasos, por exemplo, seriam consideradas a massa muscular e a capacidade de contração das fibras musculares rápidas. Já no vôlei e no basquete, além da massa muscular, levaria-se em conta a altura.

"Dada a estrutura da nossa sociedade, essa ideia dificilmente seria aceita. Não estamos acostumados a ver homens competindo com mulheres. Entretanto, vários estudos mostram que, quanto mais os homens competem com mulheres, mais propensos eles estão a aceitar que elas podem ser boas atletas também", conclui.


Acho que a turma viajou muito.
Não tem como acabar com as divisões Masculino vs Feminino nos esportes.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 17 de Janeiro de 2018, 20:00:20
Então, já que um homem trans pode tomar hormônios femininos e competir com mulheres cis, estas mulheres não poderiam tomar testosterona para, digamos, "equilibrar" as forças ao jogar contra esse homem?  :doutor:

Entendi tardiamente o seu comentário.
Você se referiu a elas jogarem ainda no feminino.
Eu entendi que você sugeria uma atleta feminina tomar testosterona para ir lá competir no masculino.
Por exemplo, uma exímia lançadora de dardos, depois de ganhar todas no feminino, ir ao masculino para ganhar lá também depois de umas doses.

Aí foi que eu vim com a matéria sobre o fim da divisão Homem Mulher nos esportes.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Pedro Reis em 17 de Janeiro de 2018, 20:06:06
Ela é socióloga, não manja nada de esporte.

Imagine, se você for impor categorias no futebol, talvez o Messi, com seu apelido de "a pulga", não esteja habilitado para jogar no mesmo time do Júnior Baiano. O Garrincha certamente seria rankeado na categoria D3, dos muito aleijados, com suas duas pernas tortas e não poderia jogar entre os melhores: a saber, cavalos como o Júnior Baiano.

Seria ridículo. O que faz essa divisão é a própria competição. Se for para mulheres e homens competirem juntos, então que se acabe com qualquer restrição. Joga quem for bom pra jogar, e pronto.

Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 17 de Janeiro de 2018, 20:13:58
Time formados quase que inteiramente por transexuais?

Haja transexuais que tenham talento para um esporte de alto desempenho.

Acho que a Ana Paula forçou um pouco a barra.



E se o time contrário resolver colocar seis bichas para enfrentar a Tiffani? Pode apostar que quando a desvantagem se voltar contra o time dele vai ter uma gritaria geral.

O ideal seria criar uma liga LGBT, com muita musica e as bichas usando os nomes de guerra na camisa, seria no minimo engraçado  :hihi:

Seria o certo.

E se sair briga vai ser engraçado ver um puxando a calcinha do outro enquanto é agarrado pelos cabelos.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Pedro Reis em 17 de Janeiro de 2018, 20:16:50
Eu acho interessante refletir que não se deve considerar que mulheres tenham desempenho esportivo inferior aos homens. O que ocorre é que a maioria dos esportes foram inventados por homens, e por isso se adequam mais à fisiologia do corpo masculino.

No entanto um homem também teria desvantagem se fosse competir contra mulheres na ginástica rítmica ou artistica. Há modalidades exclusivamente femininas, como o nado sincronizado, onde os homens talvez não se saíssem tão bem. Nos quesitos de leveza e graciosidade de movimento, certamente estariam em desvantagem.

Mas o esporte na verdade discrimina o homem! Vejam que as mulheres podem competir em todas as modalidades, mas para os homens isso não é possível.

Não existe ginástica rítmica feminina para homens e nem nado sincronizado. Existem modalidades esportivas nas quais os homens estão proibidos de competir, não podem nem se inscrever como atletas na federação.

Mas imagine se em algum outro lugar senão na Arábia Saudita, ocorresse a mesma coisa em relação às mulheres. Imagine se mulheres não pudessem jogar futebol ou lutar no MMA...

Nós homens somos somos discriminados na sociedade, precisamos nos unir para conquistar direitos iguais.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Donatello em 17 de Janeiro de 2018, 20:18:33
Não precisa ter uma categoria especial para trans, assim como não precisa ter uma categoria especial para obesos mórbidos ou asmáticos ou portadores de amputamento bilateral dos MMIISS.

E, se houver, não é necessário que sejam lucrativos: as ligas de futebol para cegos, futebol para amputados e futebol para mulheres existem, mas não fazem tanto sucesso quanto as ligas de futebol masculinas.

O fato é: transexualismo é uma doença (transtorno, caso tenha um médico preciosista quanto aos termos técnicos) mental (se a OMS mudar de opinião contra isso só estarão com certeza assumindo um erro, restará ainda saber qual erro, mas por enquanto sequer mudaram, ao contrário do que dizem o ativismo e a imprensa pelos quatro cantos).

Um dos tratamentos possíveis (extremamente discutível quanto à eficácia a curto prazo e aos efeitos a longo prazo) para tal transtorno inclui o uso de terapia hormonal.

O tratamento igualitário e respeitoso aos transexuais deveria se limitar a: submeta-se aos tratamentos compatíveis com o esporte ou... monte você também um salão de cabelereiro.

Ponto final.

Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 17 de Janeiro de 2018, 20:19:10
E quando a competição for em um país islâmico onde até tomar uma cerveja é crime? Um daqueles países onde matam sem dó?

Levarão o cara junto?
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Donatello em 17 de Janeiro de 2018, 20:23:59
Eu acho interessante refletir que não se deve considerar que mulheres tenham desempenho esportivo inferior aos homens. O que ocorre é que a maioria dos esportes foram inventados por homens, e por isso se adequam mais à fisiologia do corpo masculino.

No entanto um homem também teria desvantagem se fosse competir contra mulheres na ginástica rítmica ou artistica. Há modalidades exclusivamente femininas, como o nado sincronizado, onde os homens talvez não se saíssem tão bem. Nos quesitos de leveza e graciosidade de movimento, certamente estariam em desvantagem.

Mas o esporte na verdade discrimina o homem! Vejam que as mulheres podem competir em todas as modalidades, mas para os homens isso não é possível.

Não existe ginástica rítmica feminina para homens e nem nado sincronizado. Existem modalidades esportivas nas quais os homens estão proibidos de competir, não podem nem se inscrever como atletas na federação.

Mas imagine se em algum outro lugar senão na Arábia Saudita, ocorresse a mesma coisa em relação às mulheres. Imagine se mulheres não pudessem jogar futebol ou lutar no MMA...

Nós homens somos somos discriminados na sociedade, precisamos nos unir para conquistar direitos iguais.
Não entendi se foi ironia ou a sério, mas em ambos os casos, discordo (quase vide meu último comentário).

Se foi um argumento a sério: basta que os homens se disponibilizem a praticar estes esportes, montem ligas, et cetera e tal. Esperar que as pessoas se interessem por homens rebolando efeminadamente de baixo d'água da mesma forma que se interessam por adolescentes gostosas fazendo o mesmo é outra coisa.

Se foi uma ironia reduzindo ao absurdo o 'discurso masculinista', ...
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Brienne of Tarth em 17 de Janeiro de 2018, 20:30:48
Não há precedentes de competições unissex na história do esporte, homens e mulheres sempre estiveram correndo em pistas diferentes, e não vou entrar no mérito do "porquê", por ser outro assunto, mas sabe que essa proposta até que é interessante?

" UMA SAÍDA

Para Roslyn, a inspiração para solucionar esse impasse está nos Jogos Paralímpicos, onde, desde os anos 1990, o sistema de divisão de categorias respeita as habilidades do corpo e não as condições médicas. "Em vez de os atletas serem rotulados a partir de sua situação clínica, eles são alocados de acordo com os movimentos que o seu corpo é capaz de fazer".

De modo prático, a socióloga propõe que sejam eliminadas a barreira entre o masculino e o feminino e que as divisões respeitem o potencial de cada corpo, de acordo com as necessidades de cada modalidade. Nos 100m rasos, por exemplo, seriam consideradas a massa muscular e a capacidade de contração das fibras musculares rápidas. Já no vôlei e no basquete, além da massa muscular, levaria-se em conta a altura.

"Dada a estrutura da nossa sociedade, essa ideia dificilmente seria aceita. Não estamos acostumados a ver homens competindo com mulheres. Entretanto, vários estudos mostram que, quanto mais os homens competem com mulheres, mais propensos eles estão a aceitar que elas podem ser boas atletas também", conclui. "

Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Pedro Reis em 17 de Janeiro de 2018, 20:33:21

Não entendi se foi ironia ou a sério, mas em ambos os casos, discordo (quase vide meu último comentário).



Obviamente foi uma tentativa de ironia. Mas também poderia ser algo a se refletir.

Pense em outro exemplo: uma mulher pode competir no campeonato mundial de xadrez, se assim quiser.

Judith Polgar já fez isso. Mas se preferir, pode competir apenas entre mulheres.

Para um homem não existe essa possibilidade, ele não pode pensar: "bom, eu acho que não vou ganhar muito dinheiro aqui, então esse ano vou me inscrever no campeonato feminino".

Isso também ocorre em torneis de poker e sinuca.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Brienne of Tarth em 17 de Janeiro de 2018, 20:57:05
Entendo a aversão de alguns homens cis aqui sobre nado sincronizado e ginástica rítmica, até pela referência aos movimentos femininos, incompatíveis num corpo de homem como um Davi de Michelângelo, porém nem todo bailarino possui movimentos corporais ditos como femininos, então acho (do verbo achar, mesmo  :hihi:) que nos esportes acima citados as coreografias podem ser referentes à movimentos mais "másculos". Credo, escrevi esse parágrafo pisando em ovos (perdão pelo trocadilho).

Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Donatello em 17 de Janeiro de 2018, 21:09:26
Entendo a aversão de alguns homens cis aqui sobre nado sincronizado e ginástica rítmica, até pela referência aos movimentos femininos, incompatíveis num corpo de homem como um Davi de Michelângelo, porém nem todo bailarino possui movimentos corporais ditos como femininos, então acho (do verbo achar, mesmo  :hihi:) que nos esportes acima citados as coreografias podem ser referentes à movimentos mais "másculos". Credo, escrevi esse parágrafo pisando em ovos (perdão pelo trocadilho).



Hahahaha, eu nem pisei em ovos nem pensei que fosse fazer ninguém pisar. (Os homens cis em questão era só eu né? ). Pra falar a verdade também não entendi bem onde está sua ressalva, mas.

1. Sim, eu estava mais me remetendo mentalmente aos movimentos suaves e sorrisonhos das meninas. De fato (acho que faz parte do que você disse, desculpa se não faz) poderia haver uma versão masculina mais "máscula".

2. Dia destes vi um grupo de dançarinos de algum país eslavo que faziam uns movimentos bem "efeminados" (abriam as pernas, rodopiavam, rebolavam batendo palminhas) mas em nenhum momento vendo o vídeo achei que fossem um bando de baitolas, pelo contrário, achei que lá na Croácia ou Bósnia ou que raios for aquilo aqueles caras deviam ser os passa-vara oficiais do bairro. Vou tentar achar o vídeo ou algum parecido depois.

3. Feitas as duas considerações acima, minha consideração maior continuava sendo a mesma: basta que um monte de homens (efeminados ou não, abrindo as pernas enquanto sorriem ou fazem cara de mau) se reúnam, decidam criar uma versão masculina dos tais esportes, e as tentem emplacar: não é proibido, só ainda não aconteceu.

Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 17 de Janeiro de 2018, 21:11:50
Os caras viram uma caricatura quando tentam imitar uma mulher, ficam cheios de trejeitos exagerados que nenhuma mulher tem.

Até o tom de voz fica exagerado.

Eu vi um trabuco traveco passando com uns caras em uma estação de trem, o cara ficava jogando os cabelos para todo lado.

Nunca vi mulher se comportar assim, falando do movimento corporal apenas.

Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Pedro Reis em 17 de Janeiro de 2018, 21:13:12
Entendo a aversão de alguns homens cis aqui sobre nado sincronizado e ginástica rítmica, até pela referência aos movimentos femininos, incompatíveis num corpo de homem como um Davi de Michelângelo, porém nem todo bailarino possui movimentos corporais ditos como femininos, então acho (do verbo achar, mesmo  :hihi:) que nos esportes acima citados as coreografias podem ser referentes à movimentos mais "másculos". Credo, escrevi esse parágrafo pisando em ovos (perdão pelo trocadilho).



Mas eu não vou pisar em ovos não, vou chutar o pau da barraca.

A observação do Donatello peca em um ponto: ninguém proíbe homens de organizarem suas próprias competições de nada sincronizado e talvez até atraía bom público nas boites GLS mundo a fora. E claro, se quiserem podem até formar ligas e federações.

Porém, no entanto, contudo, todavia... ninguém tampouco proibia mulheres de jogarem futebol, de organizarem campeonatos e até ligas ( a não ser que estas mulheres estivessem por acaso na Arábia Saudita ). Mas a gritaria feminista reclamava que a CBF e a FIFA e o Comitê Olímpico não organizava para elas uma competição, da mesma forma como fazia para os homens.

Sendo que na verdade, assim como provavelmente aconteceria com homens de maiô, havia muito pouco interesse por futebol feminino. E até hoje pouco interesse há. ( Não por serem masculinizadas, mas porque o jogo é ruim de doer mesmo! )

Mas nós não vemos o mesmo interesse nas entidades esportivas, e nem a mesma pressão social e da imprensa, para que a confederação de esportes aquáticos inclua a modalidade masculina de nado sincronizado.

Ora, qual a exata diferença entre este caso e o futebol feminino, que quando foi incluído nos Jogos tinha interesse zero de público??

A diferença está na situação de opressão e discriminação a que os homens estão submetidos, vivendo em uma cultura femista que lhes nega os mesmos direitos que concede às mulheres, tratando-os como cidadãos de segunda classe.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 17 de Janeiro de 2018, 21:13:59
Os caras viram uma caricatura quando tentam imitar uma mulher, ficam cheios de trejeitos exagerados que nenhuma mulher tem.

Até o tom de voz fica exagerado.

Eu vi um trabuco traveco passando com uns caras em uma estação de trem, o cara ficava jogando os cabelos para todo lado.

Nunca vi mulher se comportar assim, falando do movimento corporal apenas.

Mas eles não são mulheres.
É por isso que se costuma se referir ao 3º sexo.
É uma categoria à parte, em todos os sentidos.
Têm atitude e características específicas.

Mas são muitas categorias hoje em dia.
Falei no travesti de um modo geral.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 17 de Janeiro de 2018, 21:20:26

Mas eles não são mulheres.
É por isso que se costuma se referir ao 3º sexo.
É uma categoria à parte, em todos os sentidos.
Têm atitude e características específicas.

Mas são muitas categorias hoje em dia.
Falei no travesti de um modo geral.

Um travesti das antigas que sempre está na minha playlist: Sylvester.

https://www.youtube.com/v/Ifr13Upytb4
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 17 de Janeiro de 2018, 21:27:34

Um travesti das antigas que sempre está na minha playlist: Sylvester.


Fica claro que quem canta não pode ser homem nem mulher.
Seus movimentos amplos, seu olhar escorregadio, seu jeito de cantar.
É um pessoal muitíssimo interessante.

Também gostei muito do filme sobre o pianista Liberace.
É outra coisa bonita de ver, o glamour, a empáfia.
Divinas divas.

É o 3º sexo claríssimo e em cores.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 17 de Janeiro de 2018, 21:33:31

Mas nós não vemos o mesmo interesse nas entidades esportivas, e nem a mesma pressão social e da imprensa, para que a confederação de esportes aquáticos inclua a modalidade masculina de nado sincronizado.


Acho que o que pode ter faltado (ou estar faltando), Pedro, é aquela coisa da audiência, do interesse do público em pagar para assistir.
Acho que é mais coisa de mercado.
Não creio que seja falta de pressão social ou de ativismo.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Brienne of Tarth em 17 de Janeiro de 2018, 21:44:33
É que eu não sou feminista, não queria que o texto parecesse uma defesa ideológica, estou é achando interessantíssimo os rumos que tudo isso está tomando, eu não tenho nada a ver com quem dá o quê, mas vejo como as pessoas estão procurando expandir os horizontes do que nós humanos entendemos sobre gênero e sexo, e apesar de alguns percalços é um processo que não tem mais volta.

Gostaria apenas de ver o fim da distinção entre gêneros, etnias, países, e considerar, para o bom e para o mau, sermos "apenas" seres humanos.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Pedro Reis em 17 de Janeiro de 2018, 22:02:34

Mas nós não vemos o mesmo interesse nas entidades esportivas, e nem a mesma pressão social e da imprensa, para que a confederação de esportes aquáticos inclua a modalidade masculina de nado sincronizado.


Acho que o que pode ter faltado (ou estar faltando), Pedro, é aquela coisa da audiência, do interesse do público em pagar para assistir.
Acho que é mais coisa de mercado.
Não creio que seja falta de pressão social ou de ativismo.

Mas foi exatamente por isso que eu usei este exemplo.

O mercado pro futebol feminino não existia. Quando a Fifa organizou a primeira Copa do Mundo as partidas eram tão ruins que parecia que aquelas mulheres não sabiam o que estavam fazendo em campo.

E até hoje, apesar de ter melhorado anos luz, o futebol feminino ainda não é bom. E não tenho dados sobre isso, mas não acho impossível que essa competição dê prejuízo.

Então não foi uma questão de mercado, foi uma questão política, uma demanda da sociedade. Por quê as mulheres não tinham a sua Copa do Mundo?

Quando a CBF organizou o primeiro campeonato brasileiro foi a falência por falta de público, mas todo mundo culpou a CBF, reclamou da falta de apoio, disseram que era discriminação e tal... Bom, em vez de reclamar da CBF, seria melhor que estas pessoas fossem aos estádios e pagassem ingresso para ver os jogos. Mas ver ninguém queria, porque era uma porcaria mesmo.

Agora, não se vê o mesmo interesse, nem ninguém reivindicando, que o COI inclua nado sincronizado masculino nos próximos Jogos.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 17 de Janeiro de 2018, 22:07:17
Perfeito.
Agora entendi seu ponto e concordo inteiramente com ele.
Não querem arriscar outro investimento que corra o grande risco de não ter público que pague.
Isso mesmo!
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Pedro Reis em 17 de Janeiro de 2018, 22:10:28
É que eu não sou feminista, não queria que o texto parecesse uma defesa ideológica, estou é achando interessantíssimo os rumos que tudo isso está tomando, eu não tenho nada a ver com quem dá o quê, mas vejo como as pessoas estão procurando expandir os horizontes do que nós humanos entendemos sobre gênero e sexo, e apesar de alguns percalços é um processo que não tem mais volta.

Gostaria apenas de ver o fim da distinção entre gêneros, etnias, países, e considerar, para o bom e para o mau, sermos "apenas" seres humanos.

Ótimo, confraternizo com você.

Mas eu estou apenas observando que existem certas contradições sutis nestes discursos e demandas por igualdade. Especialmente no discurso feminista, ou talvez não de feministas, mas das mulheres que reclamam da sociedade machista mas não parecem estar dispostas a abrir mão dos muitos privilégios que uma sociedade machista propicia à mulheres.

E essas minhas provocações são porque as pessoas nem sequer parecem perceber, ou querer perceber, que estes muitos privilégios existem. E não só isso, não percebem que os homens também estão sobrecarregados com muitas obrigações nesta sociedade. Eu acho que na verdade o homem não perderia nada nesta sociedade sem gêneros, apenas de "seres humanos". Creio que o sexo que mais ganharia com isso seria o masculino.

Já para as mulheres talvez venha a ser menos vantajoso do que as feministas imaginam.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 17 de Janeiro de 2018, 22:16:07
Quem foi aqui que falou que tem coisa só pra mulher e que homem não entra?
Foi você, Pedro?

Pois eu encontrei um vídeo de Pole Dance masculino bem curioso.
Veja esses rapazes vigorosos mostrando como se pega no mastro:

https://www.youtube.com/v/0BDC3qm_UR4

 :lol:
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: JJ em 18 de Janeiro de 2018, 09:24:58
Então, já que um homem trans pode tomar hormônios femininos e competir com mulheres cis, estas mulheres não poderiam tomar testosterona para, digamos, "equilibrar" as forças ao jogar contra esse homem?  :doutor:

Ideia interessante.
A se pensar a respeito.


Veja o que já se está debatendo: acabar com as diferenças e competir todos contra todos, sem olhar se é homem ou mulher.   :stunned:

Citar
Especialista defende fim da divisão entre homens e mulheres no esporte (https://oglobo.globo.com/esportes/especialista-defende-fim-da-divisao-entre-homens-mulheres-no-esporte-22289446)
Roslyn Kerr propõe reprodução do modelo usado nos Jogos Paralímpicos

por O Globo
15/01/2018 15:45

No Brasil, o debate sobre questões de gênero no esporte eferveceu desde que Tifanny se tornou a primeira mulher trans a competir na Superliga de vôlei. Médicos e atletas questionam se é justo que ela dispute partidas no naipe feminino, enquanto a ciência ainda discute como mensurar a vantagem que um corpo de formação masculina levaria em casos como esse. Neste cenário, uma especialista em sociologia do esporte aparece com uma proposta: dar fim às divisões de gênero e reproduzir o modelo vigente nas competições paralímpicas.

Em um artigo publicado no site "The Conversation", Roslyn Kerr argumenta que, diferentemente do que ocorre em outras áreas, no esporte, não existe um movimento no sentido de reduzir as diferenças entre os gêneros. Ela relembra episódios nos quais mulheres foram suspensas por não serem femininas o suficiente para defender que outros critérios sejam usados para determinar quem deve competir contra quem.

"Mulheres não são o único grupo para o qual o esporte é um mau negócio. Embora existam, em algumas modalidades, divisão por peso, isso não acontece com a altura, por exemplo. O que significa que atletas baixos nunca têm chances no salto em altura, no vôlei ou no basquete", argumenta.

Da mesma maneira, a especialista questiona o fato de algumas características que efetivamente representariam vantagens sobre o adversário (como uma maior capacidade aeróbica) não obrigarem a uma subdivisão de categorias: "Não é considerado injusto que elas disputem com outras atletas, o que aconteceria se elas fossem muito pesadas ou homens, em vez de mulheres".

UMA SAÍDA

Para Roslyn, a inspiração para solucionar esse impasse está nos Jogos Paralímpicos, onde, desde os anos 1990, o sistema de divisão de categorias respeita as habilidades do corpo e não as condições médicas. "Em vez de os atletas serem rotulados a partir de sua situação clínica, eles são alocados de acordo com os movimentos que o seu corpo é capaz de fazer".

De modo prático, a socióloga propõe que sejam eliminadas a barreira entre o masculino e o feminino e que as divisões respeitem o potencial de cada corpo, de acordo com as necessidades de cada modalidade. Nos 100m rasos, por exemplo, seriam consideradas a massa muscular e a capacidade de contração das fibras musculares rápidas. Já no vôlei e no basquete, além da massa muscular, levaria-se em conta a altura.

"Dada a estrutura da nossa sociedade, essa ideia dificilmente seria aceita. Não estamos acostumados a ver homens competindo com mulheres. Entretanto, vários estudos mostram que, quanto mais os homens competem com mulheres, mais propensos eles estão a aceitar que elas podem ser boas atletas também", conclui.


Acho que a turma viajou muito.
Não tem como acabar com as divisões Masculino vs Feminino nos esportes.



O esporte competitivo é uma invenção social.  Qualquer invenção social pode ser acabada ou mudada (até mesmo de forma drástica). 





Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Horacio em 18 de Janeiro de 2018, 21:09:43
Nessa entrevista à BBC, os 3 primeiros minutos oferecem uma base indispensavel para qualquer discussão sobre transgeneros.

Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gauss em 18 de Janeiro de 2018, 22:21:41
Futura seleção olímpica feminina do Brasil.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 19 de Janeiro de 2018, 15:13:15
Citar
Médico de federação de vôlei quer regra mais rígida para transexuais (http://www1.folha.uol.com.br/esporte/2018/01/1951572-medico-de-federacao-de-volei-quer-regra-mais-rigida-para-transexuais.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsfolha)

FÁBIO ALEIXO
DE SÃO PAULO
19/01/2018 02h00

No momento em que a transexual Tifanny Abreu, 33, se destaca na Superliga feminina defendendo o time de Bauru, a FIVB (Federação Internacional de Vôlei) discute na próxima quarta-feira (24) durante reunião da sua comissão médica na Suíça a presença na modalidade de atletas que mudaram de sexo.

Neste encontro, o médico brasileiro Bruno Borges, um dos seis integrantes da junta, vai sugerir controle mais rígido e diminuição do nível de testosterona no sangue para a liberação destas atletas.

Resolução do COI (Comitê Olímpico Internacional) de 2015 diz que uma transexual não precisa fazer cirurgia de mudança de sexo para competir entre as mulheres. Só é necessário que seja constatada a presença de no máximo 10 nanomol de testosterona por litro de sangue em dois exames feitos nos últimos 12 meses antes da liberação. Também é necessário realizar um controle periódico.

"Considero o valor do COI muito elevado, e dois exames em um ano é pouco. Vou pedir algumas mudanças e isso será discutido. Mas, ainda que aprovado, não será para agora, pois precisa também passar por aval do conselho de administração da FIVB", disse Borges à Folha.

Em nota, o COI afirmou que publicará novas diretrizes sobre e que caberá exclusivamente à federação internacional de cada modalidade definir as regras de elegibilidade de atletas transexuais.

Segundo o Bauru, os exames de Tifanny sempre apontaram valores abaixo de 1, algumas vezes chegando a 0,25.

Borges é um dos integrantes da comissão nacional de médicos de vôlei, órgão subordinado à CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) que deu a liberação à Tifanny.

"A liberação é baseada estritamente na regra do COI, pois é o único parâmetro que temos. Mas ao meu ver não é só isso que deveria determinar", disse o médico João Grangeiro, que também faz parte da comissão.

"A FIVB está comprometida a estabelecer um sistema justo, harmonioso e transparente para a participação universal de atletas em competições indoor e no vôlei de praia, como também a nivelação do jogo", disse a entidade, que exige de transexuais a apresentação de documentos com o novo sexo.

O caso de Tifanny não é único no mundo, a transexual Alessia Ameri, 31, joga na segunda divisão italiana. Na Espanha, Omaira Perdomo, 18, recebeu autorização para jogar na categoria feminina.

TIFANNY

Tifanny começou sua transição de gênero em 2012, com tratamento para diminuição do nível de testosterona. O processo foi concluído em 2014, quando passou pela cirurgia de mudança de sexo.

Antes disso, tinha carreira de pouco destaque no vôlei masculino. No Brasil, ainda como Rodrigo atuou só em times da 2ª divisão nacional. Hoje, Tifanny é a maior pontuadora da Superliga feminina, com média de 23,3 pontos por jogo, à frente de Tandara, do Osasco e da seleção brasileira, que tem média de 20.

"Claro que a Tifanny mudou bastante quando optou por trocar de sexo. Mas ainda hoje, os parâmetros são muito mais perto dos de um homem do que os de uma mulher", disse Grangeiro.

"Como a mudança ocorreu muito tarde [depois da puberdade], todo o desenvolvimento dela foi como homem. Isso envolve a parte óssea, muscular e frequência cardíaca", afirma Karen Faggioni de Marca Seidel, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia.

"Há estudos que apontam que para haver a perda desta estrutura pode levar até 15 anos", disse a médica.

Sua presença no torneio e o desempenho têm gerado insatisfação de dirigentes, técnicos e jogadoras. Situação idêntica aconteceu quando atuou na Itália em 2017.

Uma das supostas vantagens que Tifanny teria é a de ter feito a formação no vôlei em condições diferentes das outras jogadoras. A atleta de 1,94 m jogou a maior parte da carreira no masculino, cuja rede tem 2,43 m de altura. No feminino, ela fica a 2,24 m.

As atletas, por receio de se exporem e serem vítimas de ataques nas redes sociais, não estão falando sobre o tema.

"As jogadoras não estão contentes. Eu já percebi isso. Só que elas têm medo de falar. Sabem que a Tifanny ataca mais forte. Elas sentem a diferença", disse Sérgio Negrão, técnico de Brasília, equipe que sofreu 24 pontos da jogadora em derrota por 3 sets a 1 no último dia 9.

"Ela faz diferença sim. Mas não tem muito o que falar. Ela está autorizada É uma novidade para todos", disse Renato Tavolari, supervisor do Sesi-SP.

Afeita a entrevistas e sem problemas de falar sobre sua mudança de sexo, Tifanny optou por se calar à medida que a polêmica em torno do seu nome aumentou. Segundo a assessoria do Bauru, quer se concentrar nos treinos e jogos.

"Esta repercussão não nos surpreende em nada. Era de se esperar. Mas não estamos infringindo nenhum regulamento. Estamos muito satisfeitos, inclusive com o seu desempenho, que têm feito a diferença em prol do nosso time. ", disse Livia Mayra Garcia, supervisora do Bauru.

Desde a chegada de Tifanny, o time ganhou três das cinco partidas disputadas. Antes, tinha só três vitórias com o dobro de jogos realizados.

"Não acho que ela tenha uma força descomunal, fora da realidade, como estão dizendo por aí. Eu treino todo dia com ela e posso dizer isso. Claro que um ou outro ataque sai mais pesado mesmo. Mas na Superliga temos atacantes semelhantes, como a Tandara e a Thaisinha, que pegam forte na bola também", disse Angélica, capitã de Bauru.

"Ela foi muito bem recebida. O que eu tinha um pouco de receio era como seria a recepção das outras torcida. Até agora não tivemos problemas, só no jogo contra o Fluminense que teve bastante xingamento", disse a capitã.

O técnico da seleção brasileira feminina José Roberto Guimarães, foi procurado para falar sobre Tifanny, mas não quis se manifestar. Anteriormente, disse que poderia considerar sua convocação.

(https://s20.postimg.org/j4mzgjqgd/18018232.jpg)

Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 19 de Janeiro de 2018, 15:22:18
Comentário no Twitter sobre as conquistas do feminismo:

(https://s20.postimg.org/60hf45o7h/Trans_nos_esportes_femininos_-_Conquistas_do_feminismo.jpg)
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Pedro Reis em 19 de Janeiro de 2018, 20:24:49
Bom, se ela já é a maior pontuadora isso é uma evidência de que não é justo esse transexual estar inscrito na Super Liga.

Porque o Tiffany quando jogava como homem era um jogador inexpressivo. Então, se ela tá pontuando mais que a Tandara, que é uma baita oposta, não é por talento porque talento ele não tem. São outros atributos que estão fazendo a diferença.

Lembrando que eu não tenho nada contra os transexuais fazerem o que bem quiserem com a própria vida, incluindo mudar o nome, mudar os documentos, casar no civil... Para mim, qualquer sociedade que se ache no direito de tolher qualquer pessoa em qualquer circunstância que diga respeito apenas à vida dessa própria pessoa, está sendo fascista.

Essa caso não tem nada a ver com direitos LGBTXYZ. Seria mais como a Federação Internacional de Boxe permitindo a um peso pesado lutar na categoria peso pena, alegando que a divisão por pesos é uma discriminação aos gordos.

E o pior é que pontuando assim, se o Zé Roberto convoca para a seleção e ela é bem sucedida, vai atrair todo tipo de crítica para o time, manchando como anti-esportiva qualquer conquista que elas possam ter. E pontuando assim, se o Zé Roberto não convoca, como ele vai se justificar? Ele também vai receber toneladas de acusações de homofóbico e preconceituoso.

Certamente técnico de volei feminino não é homofóbico. O que mais tem nesse esporte é lésbica.


Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 19 de Janeiro de 2018, 20:57:27
Bom, se ela já é a maior pontuadora isso é uma evidência de que não é justo esse transexual estar inscrito na Super Liga.

Porque o Tiffany quando jogava como homem era um jogador inexpressivo. Então, se ela tá pontuando mais que a Tandara, que é uma baita oposta, não é por talento porque talento ele não tem. São outros atributos que estão fazendo a diferença.

Lembrando que eu não tenho nada contra os transexuais fazerem o que bem quiserem com a própria vida, incluindo mudar o nome, mudar os documentos, casar no civil... Para mim, qualquer sociedade que se ache no direito de tolher qualquer pessoa em qualquer circunstância que diga respeito apenas à vida dessa própria pessoa, está sendo fascista.

Essa caso não tem nada a ver com direitos LGBTXYZ. Seria mais como a Federação Internacional de Boxe permitindo a um peso pesado lutar na categoria peso pena, alegando que a divisão por pesos é uma discriminação aos gordos.

E o pior é que pontuando assim, se o Zé Roberto convoca para a seleção e ela é bem sucedida, vai atrair todo tipo de crítica para o time, manchando como anti-esportiva qualquer conquista que elas possam ter. E pontuando assim, se o Zé Roberto não convoca, como ele vai se justificar? Ele também vai receber toneladas de acusações de homofóbico e preconceituoso.

Certamente técnico de volei feminino não é homofóbico. O que mais tem nesse esporte é lésbica.



Resumiu muito bem, Pedro.
Concordo em todos os pontos.

Sobre o MMA, tem um agravante muito sério: trata-se de uma luta.
Significa que estão permitindo, e aplaudindo, um homem, digo, um ex-homem, bater numa mulher até a exaustão (que ocorre quando a atleta sinaliza ao juiz que não aguenta mais apanhar).
E mais: o ex-homem está ganhando dinheiro e prestígio no abominável fato de bater em mulher até sua exaustão.

Citar
Transexuais no esporte feminino: por que essa é uma péssima ideia (http://www.gazetadopovo.com.br/ideias/ideias-37-transexuais-no-esporte-feminino-por-que-essa-e-uma-pessima-ideia-05xb44z6u3ljdtaozrq9trp1r)

...

Outro caso conhecido de transexual nos esportes é o de Fallon Fox no MMA. Em seis lutas, venceu cinco e perdeu uma. Contra Tamikka Brents, em 2014, ela venceu por nocaute técnico em pouco mais de dois minutos de combate. Brents sofreu um corte profundo, uma concussão e quebrou o osso orbital.

...

http://www.gazetadopovo.com.br/ideias/ideias-37-transexuais-no-esporte-feminino-por-que-essa-e-uma-pessima-ideia-05xb44z6u3ljdtaozrq9trp1r

E agora?



O que me deixa ainda mais intrigado é o silêncio ensurdecedor das defensoras dos direitos das mulheres, as feministas.
Na verdade, eu sei o motivo desse silêncio. Acho que todos sabemos.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Muad'Dib em 20 de Janeiro de 2018, 08:44:51
Eu fiquei pensando...

Será que o mais correto nesse caso não seria que se defendesse o direito dela jogar a liga masculina sem ser importunada por ser uma transexual (lutar pelo direito de não ser ridicularizada ou agredida por torcedores e colegas de profissão) do que tentar encaixá-la na liga feminina com todas as vantagens que ela teria por ter crescido e se desenvolvido como um homem?

Ela não iria deixar de ser mulher por jogar na liga masculina, iria ser um reconhecimento de que sua condição não é um empecilho no nosso mundo. Depois, quando após anos de tratamento, se a condição física dela começar a ser comparável com a da condição física de uma mulher XX, ai sim se poderia discutir a transferência para a liga feminina.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 20 de Janeiro de 2018, 09:51:22

Será que o mais correto nesse caso não seria que se defendesse o direito dela jogar a liga masculina sem ser importunada por ser uma transexual (lutar pelo direito de não ser ridicularizada ou agredida por torcedores e colegas de profissão) do que tentar encaixá-la na liga feminina com todas as vantagens que ela teria por ter crescido e se desenvolvido como um homem?


Concordo.

Aliás, foi esse meu questionamento no primeiro post deste tópico:


Por que os transexuais masculinos não permanecem na mesma modalidade de antes de sua transformação em mulher?

Ou seja, por que Tifanny não compete na Superliga Masculina?
Por que ela não permanece onde sempre esteve, do lado masculino nas competições?
Por que será que ela ambiciona ir para a modalidade feminina do vôlei?



E também aqui:


Acho que uma boa solução seria repensar a participação de transexuais como no caso Tifanny (que fez a cirurgia e a transformação já com o corpo adulto e bem formado) nas modalidades das quais já fazia parte.
Ou seja, a própria Tifanny pediria para jogar no masculino e seria autorizada a tomar testosterona (para compensar a atual ausência de testículos) numa dose que não ultrapassasse os níveis normais, sendo submetida a exames anti-dopping como todo os outros atletas.
Ela teria que voltar a jogar no masculino.
Qual o problema?
Ela já não jogava no masculino antes?


Acho que todo mundo ia ficar satisfeito e essa história teria um final feliz.
Porque, do jeito que vai, desconfio que possa piorar.
Para atletas que já pensam em mudar de sexo, a chance de passar a jogar contra adversários com menor estrutura óssea e muscular será um atrativo a mais, um estímulo até.
E uma injustiça com as mulheres que nasceram XX.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Pedro Reis em 20 de Janeiro de 2018, 11:27:39

Acho que uma boa solução seria repensar a participação de transexuais como no caso Tifanny (que fez a cirurgia e a transformação já com o corpo adulto e bem formado) nas modalidades das quais já fazia parte.
Ou seja, a própria Tifanny pediria para jogar no masculino e seria autorizada a tomar testosterona (para compensar a atual ausência de testículos) numa dose que não ultrapassasse os níveis normais, sendo submetida a exames anti-dopping como todo os outros atletas.
Ela teria que voltar a jogar no masculino.
Qual o problema?
Ela já não jogava no masculino antes?

Gabarito, posso estar enganado porque não pesquisei, mas duvido muito que esteja.

Isso aí não precisaria nem de autorização. Se ele mantivesse o RG não haveria nada que o impedisse de jogar no masculino.

Nada no regulamento, porque o tratamento hormonal em si é um empecilho. Vi uma entrevista onde a própria Tiffany conta que quando ela começou o tratamento já sentiu muitas dificuldades e estava até disposta a encerrar carreira porque nem ela sabia dessa possibilidade de jogar na liga feminina. Foi o seu empresário quem descobriu isso.

Em relação ao que Muad escreveu, há pouco tempo, aqui no Brasil, houve o caso do Michael que era homossexual afeminado, e por conta disso começou a ser hostilizado pela torcida adversária quando seu time foi disputar a semifinal. Parece ter sido mais essas coisas que torcida faz para prejudicar o adversário do que homofobia propriamente, porque antes da semifinal ninguém mexia com o rapaz, mas quando chegou em um jogo decisivo começaram a gritar "bicha, bicha"...

Prontamente a federação tomou as providências sugeridas pelo Muad e exigiu que parassem as ofensas sob pena de punição ao time rival.

Agora nem sei por onde anda o Michael porque não acompanho volei masculino, só vejo às vezes os jogos do feminino. Mas esse jogador, se fosse trans, iria causar um estrago. Porque ao contrário da Tiffany ele era ( é ) bom.

Tenho opinião um pouco diferente sobre essa questão. Embora comportamentos homossexuais pareçam ser bem comuns, já a transexualidade é uma condição que se verifica em uma parcela ínfima da população. E mesmo dentro dessa parcela ínfima, o grupo dos transexuais atletas são eles mesmos uma parcela ínfima. Ou seja, transexuais e atletas são uma parcela ínfima da ínfima parcela da população que são os transexuais.

Logo, a mim não parece bom senso que para atender aos anseios de uma ínfima parcela da população se cause um transtorno ao exercício da profissão de 50% dos atletas. A saber, os 50% de atletas que são do sexo feminino.

Veja bem, estou me referindo a anseios não fundamentais destas pessoas. Ora, nenhum de nós tem condição de realizar tudo que sonha. Isso faz parte da vida.

A própria Tiffany declarou que estava conformada em mudar de sexo e encerrar carreira. Sendo jovem iria estudar, se formar e seguir alguma outra carreira. Uma pessoa privilegiada, apesar de tudo que deve ter sofrido, se comparada a maioria dos brasileiros que não têm acesso a tantas oportunidades. E como transexual ela hoje já vive em uma sociedade onde tem o direito de fazer a cirurgia de reorientação, de mudar de nome, de alterar sua documentação, de casar no civil, de constituir família como mulher e ser
reconhecida legalmente como mulher para todos os fins.

Mas infelizmente filhos não pode ter, e, convenhamos, isso deve ser uma frustração muito maior para um transexual do que ter que mudar de profissão. Mas como disse, assim é a vida, e todos nós temos que lidar com nossas muitas frustrações. Porém ela já tem todo o direito de fazer com a própria vida tudo que diz respeito à sua própria vida. Ou melhor, de TENTAR fazer e não a garantia de conseguir pois esta é a condição de todo ser humano. Mas quando um homem com 2,05 metros de altura quer jogar basquete profissional competindo contra mulheres de 1,80 aí já é um caso onde o direito dele avança sobre o direito de outros.

Porque se existe modalidade feminina no esporte é justamente para garantir o direito das mulheres serem atletas profissionais. Obviamente nenhuma mulher no mundo teria condição de jogar na NBA, mas aí sai um negão daqueles de 3 metros por 2 de largura e vai na atuar na WBA... Não é justo. É mais sensato que ele tenha que se conformar, sendo um caso em 10 milhões, em se tornar médica ou advogada, em vez de prejudicar toda uma modalidade esportiva.

Com certeza os diabéticos constituem uma parcela da população muito, muito, muito maior que os transgêneros. Nem por isso se proíbe o consumo de açúcar ( mesmo não sendo saudável ) porque a maioria das pessoas continua não sendo diabética.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 14 de Fevereiro de 2018, 19:11:36
A moda está pegando mundo afora:

Citar
Trans é autorizada a participar da liga feminina de futebol australiano (https://oglobo.globo.com/esportes/trans-autorizada-participar-da-liga-feminina-de-futebol-australiano-22395861)
Hannah Mouncey tem 28 anos e iniciou transição em 2015

por O Globo, com agências internacionais
14/02/2018 11:01 / Atualizado 14/02/2018 11:27
Hannah Mouncey tem 28 anos e iniciou transição em 2015 - Reprodução

A Federação de Futebol Australiano (AFL) autorizou, pela primeira vez, que uma atleta transexual participe das ligas locais da modalidade. Hannah Mouncey foi liberada para jogar entre as mulheres na terça-feira e comemorou a decisão nas redes sociais, antes de criticar a AFL por ter transformado a sua história "em uma saga que poderia ter sido evitada".

— Estou feliz com a decisão e espero jogar nesta temporada. Não vou agradecer a federação, acho que seria totalmente inapropriado apenas por me autorizarem a fazer algo que qualquer australiana pode fazer — declarou.

Com 28 anos e 1,90m, Hannah chegou a integrar o time masculino de handebol da Austrália. Em 2015, ela começou seu processo de transição de gênero. Agora, foi autorizada a competir nas ligais estaduais durante a temporada de 2018. Apesar da decisão extraordinária, a AFL ainda não definiu uma política nacional para atletas trans.

— São questões complexas. Estamos considerando a opinião de especialistas, o panorama internacional e o retorno da nossa comunidade — afirmou Tanya Hosch, diretora de inclusão e política social da AFL.

O futebol australiano é um esporte disputado por dois times de 18 jogadores em um campo oval, cujas regras assemelham-se às do rúgbi.



Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 14 de Fevereiro de 2018, 19:12:19
Citar
Atleta trans é autorizada a jogar futebol feminino na Austrália (https://veja.abril.com.br/placar/jogadora-trans-e-autorizada-a-jogar-futebol-feminino-na-australia/)
Hannah Mouncey, que tem 1.90 m e pesa 100 kg, vinha lutando há meses para ser aceita em ligas femininas de futebol.
Da redação
14 fev 2018, 12h51 - Publicado em 14 fev 2018, 12h42

A Federação Australiana de Futebol autorizou Hannah Mouncey, uma atleta transgênero de 28 anos, a participar do campeonato nacional feminino da segunda divisão, revelou a própria jogadora na última terça-feira. “Estou feliz com a decisão e espero jogar esta temporada”, comemorou Hannah em sua conta no Twitter.

Ela, no entanto, se recusou a agradecer a federação. “Acho que seria totalmente inapropriado agradecer por me autorizarem a fazer algo que qualquer australiana pode fazer.” Há meses, Hannah lutava para ser aceita em ligas de futebol.

Em outubro do ano passado, a Liga Australiana de Futebol Feminino (AFLW, na sigla em inglês) a proibiu de participar do Draft, o processo de seleção de jogadoras, alegando, em comunicado, ter levado em consideração os dados disponíveis sobre “força, resistência e vigor físico” de Hannah, além da “natureza específica da competição.”

Mouncey tem 1.90 metros e pesa mais de 100 quilos. Ela também é atleta de handebol e chegou a defender a seleção australiana masculina da modalidade, ainda sob seu nome de batismo, Callum. Ela iniciou a transição no fim de 2015 e já participou de torneios menores entre mulheres

A eventual inclusão de Hannah na liga já vinha sendo motivo de debates no país. Alguns dirigentes se disseram contrários a sua participação, por gerar uma “disparidade física significativa”. Ela marcou 17 gols em oito partidas pela liga feminina da cidade de Camberra.

Desde o início de 2016, o Comitê Olímpico Internacional (COI) autoriza atletas transgêneros a competir sem a necessidade de cirurgia de readequação sexual. De acordo com as recomendações, atletas que fizeram a transição mulher-homem podem competir normalmente.

Já as que passaram do gênero feminino para o masculino precisam passar por tratamentos hormonais e apresentar níveis de testosterona controlados – abaixo de 10 nanomol por litro. Hannah Mouncey diz apresentar tais condições, assim como a atleta de vôlei brasileira Tifanny Abreu, que vem se destacando e gerando controvérsia na Superliga Feminina.

Coitadas das mulheres...

Olhem aí o autêntico XY com 1 metro e noventa, mais de 100 quilos, que vai jogar com elas:

https://www.youtube.com/v/oSpgohPY1uo

Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 14 de Fevereiro de 2018, 19:17:28
Pqp,  dá para ver na foto como a menina é delicada.

Um viado desse tamanho no time feminino?

Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Lorentz em 14 de Fevereiro de 2018, 19:18:41

Esta cena era uma piada do filme Top Secret, mas está se tornando real.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 14 de Fevereiro de 2018, 20:05:15
Pqp,  dá para ver na foto como a menina é delicada.

Um viado desse tamanho no time feminino?

Pois é, bem delicada.
Tem uma foto dela que ressalta bem seus traços (e músculos) delicados:

(https://i.pinimg.com/564x/2d/f3/6f/2df36f1c83d3be0ef34fcb6462638fca.jpg)



Agora imagine a cena de rugby1 em que ela vai pra cima das adversárias.

(https://i.pinimg.com/564x/3a/0a/a7/3a0aa742ce38dda0a04fea440ed00ae9.jpg)


Coitada das mulheres...
Alguém faça alguma coisa, pelamor...

Porque a coisa segue em marcha batida para um massacre. Literalmente quando se fala no MMA


1 O futebol australiano é uma variação do futebol americano mas sem proteções (como o rubgy)
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Brienne of Tarth em 14 de Fevereiro de 2018, 20:07:25
Talvez quando cansarmos de apanhar, iremos reclamar...   :hmph:
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 14 de Fevereiro de 2018, 20:11:15
Talvez quando cansarmos de apanhar, iremos reclamar...   :hmph:

A mulherada teria que se unir e recusar a jogar contra esses caras.

Não tem cabimento colocar um cara desse no time feminino só porque usa esmalte e batom.

Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 14 de Fevereiro de 2018, 20:11:43
Talvez quando cansarmos de apanhar, iremos reclamar...   :hmph:

Eu até já sugeri uma solução.
Nada contra que elas participem de esportes e jogos. Mas que fiquem jogando na modalidade masculina, nos times masculinos, contra homens XY iguais a "elas".
Por que essa teimosia em mudar para a modalidade feminina?

"Certo, amigona, você pode jogar, tudo bem. Mas terá que ficar no lado em que sempre jogou, no masculino".

Assim, não haveria essa covardia.
Porque é uma covardia.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 14 de Fevereiro de 2018, 20:21:31
Talvez quando cansarmos de apanhar, iremos reclamar...   :hmph:

Eu até já sugeri uma solução.
Nada contra que elas participem de esportes e jogos. Mas que fiquem jogando na modalidade masculina, nos times masculinos, contra homens XY iguais a "elas".
Por que essa teimosia em mudar para a modalidade feminina?

"Certo, amigona, você pode jogar, tudo bem. Mas terá que ficar no lado em que sempre jogou, no masculino".

Assim, não haveria essa covardia.
Porque é uma covardia.

O problema é essa merda de onda do politicamente correto que torna tudo um preconceito ou homofobia ou sei lá o quê.

Vc fala que um sujeito desse é homem e passa por preconceituoso  por homofobico.

O cara é  viado? Tudo bem, problema dele, o que não está certo é querer me obrigar ou obrigar a outras pessoas a tratarem a delicada flor acima como mulher.

Não é e nunca será, mesmo que opere e tome hormônios vai continuar sendo homem.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Brienne of Tarth em 14 de Fevereiro de 2018, 20:23:22
Ainda que as justas levassem em conta peso x altura na classificação/separação de atletas em jogos ou eventos "mistos", a velha e boa testosterona adquirida agirá como um "dopping", não consigo ver como seria feito esse controle, mas concordo com a ideia de criar uma categoria distinta, porém vejo que talvez alguém vá reclamar sobre inclusão... :hein:
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 14 de Fevereiro de 2018, 20:25:56
Ainda que as justas levassem em conta peso x altura na classificação/separação de atletas em jogos ou eventos "mistos", a velha e boa testosterona adquirida agirá como um "dopping", não consigo ver como seria feito esse controle, mas concordo com a ideia de criar uma categoria distinta, porém vejo que talvez alguém vá reclamar sobre inclusão... :hein:

E o que fazer? Permitir tb o cara acima no vestiário feminino na hora do banho por causa da inclusão social?
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Brienne of Tarth em 14 de Fevereiro de 2018, 20:49:23
Há quem defenda banheiros assim...eu não sei se dividiria o banheiro com ele/ela, mas isso sou eu.

"Com o argumento de que essas leis contrariam a legislação federal que rege os direitos civis, a administração Obama abriu processo contra a Carolina do Norte. O presidente foi mais longe: assinou um documento no qual ressalta a obrigação legal das escolas públicas em garantir a estudantes transgêneros o direito de usar o banheiro que corresponda às identidades de gênero individuais. Onze estados entraram na Justiça contra essa medida.

Os defensores de leis restritivas argumentam que são destinadas a proteger as mulheres de eventuais ataques por parte de homens disfarçados com roupas femininas. Outros colocam as travestis entre os predadores sexuais, os pedófilos e outras categorias moralmente condenáveis.

Essa gente faz questão de esquecer que as travestis e as mulheres trans são abusadas desde a infância, xingadas nas ruas, alvos da violência policial, escorraçadas pela sociedade e assassinadas por psicopatas.

O último número do The New England Journal of Medicine, a revista de maior circulação entre os médicos, traz uma discussão sobre o tema.

A questão dos banheiros vai além dos direitos civis, porque afeta a saúde. Por interferir com funções fisiológicas essenciais, dificultar o acesso a eles aumenta o risco de infecções urinárias, renais, obstipação crônica, hemorroidas e impede a hidratação adequada de quem evita beber água para conter a necessidade de urinar." https://drauziovarella.com.br/drauzio/artigos/banheiros-transgeneros/ (https://drauziovarella.com.br/drauzio/artigos/banheiros-transgeneros/)
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 14 de Fevereiro de 2018, 20:56:52
A solução é ter um wc masculino, um feminino e um unissex mas quem quiser a terceira opção que vá por conta e risco.

Lembro do caso do cartunista Laerte que queria a todo custo usar o wc feminino, então o pessoal do politicamente correto diz "Ele tem direito" mas como ficam as demais usuárias?

E os direitos delas?

Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Lorentz em 14 de Fevereiro de 2018, 20:57:28
Ainda que as justas levassem em conta peso x altura na classificação/separação de atletas em jogos ou eventos "mistos", a velha e boa testosterona adquirida agirá como um "dopping", não consigo ver como seria feito esse controle, mas concordo com a ideia de criar uma categoria distinta, porém vejo que talvez alguém vá reclamar sobre inclusão... :hein:

Como diz no texto, os níveis de testosterona são controlados. Mas ignoram que não estavam controlados quando o corpo foi construido.

No fim, quem apoia essa iniciativa não são atletas e muito menos espectadores dos respectivos esportes. São apenas militantes da lacrosfera que passam por cada segmento tentando fazer justiça. Uma pena as pessoas normais cederem a essa minoria barulhenta.

A questão dos banheiros vai além dos direitos civis, porque afeta a saúde. Por interferir com funções fisiológicas essenciais, dificultar o acesso a eles aumenta o risco de infecções urinárias, renais, obstipação crônica, hemorroidas e impede a hidratação adequada de quem evita beber água para conter a necessidade de urinar." https://drauziovarella.com.br/drauzio/artigos/banheiros-transgeneros/ (https://drauziovarella.com.br/drauzio/artigos/banheiros-transgeneros/)

Acho a ideia de permitir trans de usarem o banheiro que acham mais adequado algo ok. Mas alguns grupos feministas estavam lutando por algo mais bizarros, que é o fim da separação de banheiros por gênero. Queriam apenas banheiros unissex. Isso é claramente uma má ideia porque aí sim, vai colocar as mulheres numa situação complicada, onde homens podem ficar espiando ou até violentar as mulheres.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Buckaroo Banzai em 14 de Fevereiro de 2018, 21:45:53
Nesses casos de transexuais que são grandes até para homem, é muito bizarro deixar competirem na categoria feminina.

É meio como se um "trans-desmembrado" (distúrbio de integridade corporal) não-amputado competisse nas paraolimpíadas.

Acho que como critério deveriam tirar um monte de medidas e testes físicos e a pessoa estar bem dentro da média das atletas normais, e não batendo um recorde, ou quase. Não sei como se mediria o "ou quase", a margem para estar aceitavelmente acima da média. Talvez algo como ter em cada time alguém do mesmo porte/níveis de desempenho, para esportes de time.


Eu fiquei pensando...

Será que o mais correto nesse caso não seria que se defendesse o direito dela jogar a liga masculina sem ser importunada por ser uma transexual (lutar pelo direito de não ser ridicularizada ou agredida por torcedores e colegas de profissão) do que tentar encaixá-la na liga feminina com todas as vantagens que ela teria por ter crescido e se desenvolvido como um homem?

Deve ser falta de interesse das próprias, já que perderá muito da vantagem competitiva. Não estará necessariamente no nível para conseguir ter esporte como carreira, especialmente se fizer tratamentos hormonais e etc. Já na modalidade feminina, poderá estar já dentre as melhores.









Na Europa acho que já ouvi dizer que é comum banheiros serem unissex. Ou, banheiros significando especificamente sanitários. Banheiros públicos de tomar banho mesmo devem ser separados na maior parte do tempo, imagino.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gauss em 14 de Fevereiro de 2018, 21:56:55
Pqp,  dá para ver na foto como a menina é delicada.

Um viado desse tamanho no time feminino?

Pois é, bem delicada.
Tem uma foto dela que ressalta bem seus traços (e músculos) delicados:

(https://i.pinimg.com/564x/2d/f3/6f/2df36f1c83d3be0ef34fcb6462638fca.jpg)

[...]
HUAUHAHUAHUAUHAHUUHAA

Os caras nem disfarçam mais. Deixam o cabelo crescer, botam enchimento, controlam a testosterona e deu. :lol:
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 14 de Fevereiro de 2018, 21:59:28
Pqp,  dá para ver na foto como a menina é delicada.

Um viado desse tamanho no time feminino?

Pois é, bem delicada.
Tem uma foto dela que ressalta bem seus traços (e músculos) delicados:

(https://i.pinimg.com/564x/2d/f3/6f/2df36f1c83d3be0ef34fcb6462638fca.jpg)

[...]
HUAUHAHUAHUAUHAHUUHAA

Os caras nem disfarçam mais. Deixam o cabelo crescer, botam enchimento, controlam a testosterona e deu. :lol:

Eu pensei em colocar a foto no tópico das mais gostosas só para sacanear mas desisti. :lol:
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Buckaroo Banzai em 14 de Fevereiro de 2018, 22:03:14
Isso me lembra aquele caso de uma convenção feminista onde foi uma suposta falsa transexual não-operada que "ameaçou a vida de milhares de mulheres", segundo uma delas, não por ter de fato feito qualquer ameaça, mas por ser físicamente homem e estar lá.


(https://conteudo.imguol.com.br/c/bol/fotos/e8/2017/01/16/dalva-mascarenhas-personagem-de-jo-soares-em-viva-o-gordo-1484580106368_667x500.jpg)
"Eu sou mulher. Não fiz nem farei operação, ou controle hormonal. Tenho que me aceitar como eu sou, e não me conformar ao que a sociedade patriarcal impõe como padrões de feminilidade".
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Buckaroo Banzai em 14 de Fevereiro de 2018, 22:27:28
Ainda que as justas levassem em conta peso x altura na classificação/separação de atletas em jogos ou eventos "mistos", a velha e boa testosterona adquirida agirá como um "dopping", não consigo ver como seria feito esse controle, mas concordo com a ideia de criar uma categoria distinta, porém vejo que talvez alguém vá reclamar sobre inclusão... :hein:

Como diz no texto, os níveis de testosterona são controlados. Mas ignoram que não estavam controlados quando o corpo foi construido.


Possivelmente mais importante do que o nível de testosterona seria uma contagem de mitocôndrias.

Há algum tempo atrás já se sabe que o doping causa um efeito benéfico de longo prazo nesse aspecto.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Lorentz em 14 de Fevereiro de 2018, 22:49:11
Ainda que as justas levassem em conta peso x altura na classificação/separação de atletas em jogos ou eventos "mistos", a velha e boa testosterona adquirida agirá como um "dopping", não consigo ver como seria feito esse controle, mas concordo com a ideia de criar uma categoria distinta, porém vejo que talvez alguém vá reclamar sobre inclusão... :hein:

Como diz no texto, os níveis de testosterona são controlados. Mas ignoram que não estavam controlados quando o corpo foi construido.


Possivelmente mais importante do que o nível de testosterona seria uma contagem de mitocôndrias.

Há algum tempo atrás já se sabe que o doping causa um efeito benéfico de longo prazo nesse aspecto.

Por um momento, uma fração de "parsecs", eu li "midi chloreans". Acho que também seria doping, pois aumenta a Força.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Pedro Reis em 14 de Fevereiro de 2018, 23:34:47

https://www.youtube.com/v/oSpgohPY1uo


Só pode ser trollagem.

Ou trata-se de um homem que foi infiltrado pela bancada evangélica para desmoralizar todo um movimento.

Ou pode ser uma mulher trans ( homem que se identifica com o gênero oposto), só que ele na verdade pensa ser uma mulher lésbica que gostaria de ser homem mas se sente presa em um corpo de mulher.

Casos assim são ainda mais raros, mas ocorrem, e eu nunca quis falar sobre isso... mas agora já não aguento mais viver com isso e preciso desabafar. Este é exatamente o meu caso!

Eu nasci homem mas sempre soube que havia algo diferente em mim. Não era como os outros garotos...

Minha mente não se adequava ao meu físico, a princípio foi difícil para eu mesmo aceitar... mas não havia como fugir da realidade: eu era uma mulher encarcerada em um corpo masculino.

Mas não uma mulher qualquer, meu nome era Elizabeth, e Beth era uma mulher que sabia que era homem mas estava presa em um corpo feminino. E esse homem era Augusto, um negro, alto e forte, heterossexual, porém que vivia secretamente um terrível conflito... Augusto na verdade sabia que seu verdadeiro nome era Emma, uma mulher, porém lésbica!

Emma havia se apaixonado pela melhor amiga e assim na verdade descobriu que por dentro era homem, o Lineu, de meia idade, careca e barrigudinho. Algumas cirurgias poderiam fazer a readequação e Emma e sua amada poderiam então casar e ter filhos, mas havia um grande problema...

Lineu na verdade sempre soube, por dentro, que não era um homem. Não, tudo nele se sentia como um Chevrolet Camaro, vermelho, ano 95.  Para ser feliz ele precisava de uma lanternagem e trocar os documentos por outros emitidos pelo Detran...

Resolveria... isto se o automóvel que Lineu acreditava ser não pensasse ser um homem hetero chamado Pedro Reis.

Durante anos fiz análise procurando uma saída para meu problema e finalmente o psiquiatra me convenceu que, em vez de fazer 18 cirurgias de adequação para conciliar minha imagem com minha auto-imagem, eu podia simplesmente ficar como já estava, porque ao cabo de tudo, seria mesmo o resultado final.

Foi uma libertação, me senti feliz e resolvido como pessoa pela primeira vez na vida. Foi como se eu tivesse nascido naquele exato dia...

Mas isto só durou até semana passada... Quando finalmente me dei conta que não me chamo Pedro Reis.

Este é só um pseudônimo que usei pra me inscrever no CC.  :'(

Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Lorentz em 15 de Fevereiro de 2018, 08:37:19
Pedro Reis, favor assinalar qual é o seu caso na lista abaixo:

(http://www.maledefender.com/wp-content/uploads/2016/05/lgbt_gender.jpg)

Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Pedro Reis em 15 de Fevereiro de 2018, 11:08:10
Um simples caso de hermafro-retro-bitransgenia-ciclica com variante Camaro.

Na literatura especializada representado pelo símbolo

(http://i66.tinypic.com/63yw49.jpg)
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 15 de Fevereiro de 2018, 11:17:18
Representação gráfica da peça  Macaquinhos? :lol:
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 15 de Fevereiro de 2018, 11:38:39

...

Lineu na verdade sempre soube, por dentro, que não era um homem. Não, tudo nele se sentia como um Chevrolet Camaro, vermelho, ano 95.  Para ser feliz ele precisava de uma lanternagem e trocar os documentos por outros emitidos pelo Detran...

Resolveria... isto se o automóvel que Lineu acreditava ser não pensasse ser um homem hetero chamado Pedro Reis.

Durante anos fiz análise procurando uma saída para meu problema e finalmente o psiquiatra me convenceu que, em vez de fazer 18 cirurgias de adequação para conciliar minha imagem com minha auto-imagem, eu podia simplesmente ficar como já estava, porque ao cabo de tudo, seria mesmo o resultado final.

...


Um simples caso de hermafro-retro-bitransgenia-ciclica com variante Camaro.

Na literatura especializada representado pelo símbolo

(http://i66.tinypic.com/63yw49.jpg)



 :biglol:
Faz tempo que eu não ria tanto quanto com essa confusão que passou até por dentro do Detran.


Big Lol!
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Fabrício em 15 de Fevereiro de 2018, 12:50:26
kkkkk, envolver até o Detran foi boa...  :histeria:
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Skeptikós em 15 de Fevereiro de 2018, 21:02:21
Pqp,  dá para ver na foto como a menina é delicada.

Um viado desse tamanho no time feminino?

Pois é, bem delicada.
Tem uma foto dela que ressalta bem seus traços (e músculos) delicados:

(https://i.pinimg.com/564x/2d/f3/6f/2df36f1c83d3be0ef34fcb6462638fca.jpg)

[...]
HUAUHAHUAHUAUHAHUUHAA

Os caras nem disfarçam mais. Deixam o cabelo crescer, botam enchimento, controlam a testosterona e deu. :lol:
Sei lá, na matéria foi dito que ele chegou a atuar pela seleção masculina, ou seja, ele já jogava em alto nível mesmo entre os homens, e como a modalidade masculina provavelmente é mais prestigiada do que a feminina, não haveria motivos para ele se fingir de mulher para ganhar projeção no esporte. O máximo que ele vai conseguir com isso é gerar polêmica, e o custo de abandonar a modalidade masculina para se fingir de mulher buscando projeção na modalidade feminina é muito alto ao meu ver. Talvez ele se sinta como uma mulher realmente.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 15 de Fevereiro de 2018, 21:19:01
Citar
O máximo que ele vai conseguir com isso é gerar polêmica, e o custo de abandonar a modalidade masculina para se fingir de mulher buscando projeção na modalidade feminina é muito alto ao meu ver. Talvez ele se sinta como uma mulher realmente.

Ou talvez seja um pilantra esperto que arrumou um modo fácil de se enfiar no meio de um vestiário cheio de atletas saradas.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Buckaroo Banzai em 15 de Fevereiro de 2018, 21:58:51
Acho que fica novamente parecendo aquele caso da suposta falsa transexual lésbica não-operada no meio da convenção feminista, que de fato me parecia só ser um cara "trolando", talvez inclusive como forma de tentar fazer uma paródia político-ideológica. Além de chamar atenção.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Marcel em 15 de Fevereiro de 2018, 22:03:31
Oh loko meu, o cara é mais forte que o he-man, e vai disputar contra mulheres!
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 15 de Fevereiro de 2018, 22:19:08
Oh loko meu, o cara é mais forte que o he-man, e vai disputar contra mulheres!

Só reparei na semelhança agora.

Com a peruca ficou parecido mesmo.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Marcel em 15 de Fevereiro de 2018, 22:27:42
Oh loko meu, o cara é mais forte que o he-man, e vai disputar contra mulheres!

Só reparei na semelhança agora.

Com a peruca ficou parecido mesmo.

É o "She-Man"
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Skeptikós em 15 de Fevereiro de 2018, 22:34:08
Citar
O máximo que ele vai conseguir com isso é gerar polêmica, e o custo de abandonar a modalidade masculina para se fingir de mulher buscando projeção na modalidade feminina é muito alto ao meu ver. Talvez ele se sinta como uma mulher realmente.

Ou talvez seja um pilantra esperto que arrumou um modo fácil de se enfiar no meio de um vestiário cheio de atletas saradas.

Acho que fica novamente parecendo aquele caso da suposta falsa transexual lésbica não-operada no meio da convenção feminista, que de fato me parecia só ser um cara "trolando", talvez inclusive como forma de tentar fazer uma paródia político-ideológica. Além de chamar atenção.
Eu acho mais provável que ele se sinta como mulher ao invés de estar querendo apenas se dar bem com a mulherada no vestiário (ou algo similar). No caso da convenção feminista os custos do suposto farsante em sustentar tal farsa para conseguir pegar meninas e trollar o movimento feminista era pequeno quando comparado aos custos deste atleta, que era um atleta que atuava em auto nível já no esporte masculino, e que provavelmente já pegava ou pelo menos tinha possibilidade de pegar muitas mulheres por isso.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Skeptikós em 15 de Fevereiro de 2018, 22:35:31
Mas pode existir um outro motivo que não esse levantado por vocês, até pelo fato da mudança de sexo dele ter se dado a apenas cerca de 2 anos.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Brienne of Tarth em 16 de Fevereiro de 2018, 13:08:21
Oh loko meu, o cara é mais forte que o he-man, e vai disputar contra mulheres!

Só reparei na semelhança agora.

Com a peruca ficou parecido mesmo.

É o "She-Man"

 :histeria: :histeria: :histeria:
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 16 de Fevereiro de 2018, 14:00:11
Oh loko meu, o cara é mais forte que o he-man, e vai disputar contra mulheres!

Só reparei na semelhança agora.

Com a peruca ficou parecido mesmo.

É o "She-Man"

 :histeria: :histeria: :histeria:

A verdadeira Dani Calabresa.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gaúcho em 16 de Fevereiro de 2018, 14:52:03
Feminista fica batendo palma pra essas "lacrações". Tem mais é que encher de homem nas ligas femininas mesmo. Quero ver mulher sendo preterida, em tudo que é modalidade esportiva, por trans. O mundo da voltas.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Buckaroo Banzai em 16 de Fevereiro de 2018, 14:59:54
Tem uma considerável divisão nesse tema, com feministas com postura bem mais conservadora. Acho que diriam que é só uma forma do homem branco capitalista patriarcal oprimir a mulher ainda mais, se apropriando culturalmente da feminilidade e usurpando seu lugar de fala, ao mesmo tempo em que não lhe é impostx o ônus da gestaçaum e da amamentaçaum.

(http://ladobi.uol.com.br/wp-content/uploads/2014/12/unicamp-transexuais-1418060145539_960x576.jpg)

(https://conteudo.imguol.com.br/c/noticias/2014/12/08/unicamp-transexuais-1418060144074_300x420.jpg)

http://correio.rac.com.br/_conteudo/2014/12/capa/campinas_e_rmc/228872-transexuais-protestam-na-unicamp-contra-preconceito.html

https://rationalwiki.org/wiki/Trans-exclusionary_radical_feminism








:?: Unindo as polêmicas esportes/banheiros, como fica na hora do chuveiro coletivo, nos esportes, para trans não-operadxs?
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Brienne of Tarth em 16 de Fevereiro de 2018, 15:36:10
Mas pode existir um outro motivo que não esse levantado por vocês, até pelo fato da mudança de sexo dele ter se dado a apenas cerca de 2 anos.

Posso até cair na boca das Matildes lacradoras, mas não reconheço nada de "feminino" nesta pessoa que justificasse uma "mudança" de sexo, acho que na minha cabecinha straight uma mulher é mais que o seu nome...

Mas ele fez que nem a Roberta? Cortou?
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: AlienígenA em 16 de Fevereiro de 2018, 16:15:25
Feminista fica batendo palma pra essas "lacrações". Tem mais é que encher de homem nas ligas femininas mesmo. Quero ver mulher sendo preterida, em tudo que é modalidade esportiva, por trans. O mundo da voltas.

O que me preocupa são as voltas que o mundo pode dar. Quem diria há não muito tempo que se estaria discutindo uma coisa dessas? Vai que se fala em igualdade de gêneros em vez de equidade de propósito e o plano, na verdade, é forçar as mulheres a se masculinizarem a partir dos esportes para então torná-las modelos de sucesso feminino, expandindo essa onda num efeito bola de neve, terminando por forçar todas as mulheres a se masculinizarem.  :(
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Skeptikós em 16 de Fevereiro de 2018, 16:50:56
Mas pode existir um outro motivo que não esse levantado por vocês, até pelo fato da mudança de sexo dele ter se dado a apenas cerca de 2 anos.

Posso até cair na boca das Matildes lacradoras, mas não reconheço nada de "feminino" nesta pessoa que justificasse uma "mudança" de sexo, acho que na minha cabecinha straight uma mulher é mais que o seu nome...

Mas ele fez que nem a Roberta? Cortou?
Também não consigo vê-lo como mulher, mas a questão é se ele próprio se vê como mulher, ou se é apenas uma farsa. Além disso, ele se ver como mulher é natural no sentido de que ele nasceu com essa predisposição (como um gay nasce com a tendência genética para se tornar gay) ou é por efeito de algum fator externo reversível ou algum distúrbio psicológico tratável?
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 16 de Fevereiro de 2018, 20:21:03
Acho que perdemos um pouco o ponto principal do debate.

Ele pode se sentir como quiser, como mulher, como travesti, como cross dresser, como gay, como homossexual ativo, passivo, como drag queen, como bissexual, como hermafrodita, como pansexual, etcétera e etcétera e todas as outras denominações surgidas ultimamente, até mesmo se sentir como um Chevrolet Sedan.
Ele pode e deve ser respeitado por qualquer uma das formas como ele melhor se sinta.

Tudo certo.

Sou da interpretação de que ele nasceu assim, sua mente e personalidade foram moldadas nessa fôrma e nada derivou do convívio ou influência social.
Influência social pode ter dado o disparo de algo já latente. Mas se nada havia latente, o meio não definiu indivíduos assim.

O ponto central do debate é a sua participação na modalidade XX, modalidade feminina, das mulheres natas, todas (ou quase todas) com menos massa muscular em decorrência da Natureza das coisas, com menos capacidade pulmonar, menos resistência e menos força física.

É aqui o ponto.

Ela deve ter o direito de praticar esportes e competir em torneios nacionais e internacionais.
Eu sou um que defende totalmente o seu acesso a esse direito.
Mas dentro do que ela é de berço, ou seja, dentro da modalidade XY, masculina.

Pelo menos até que se institua uma nova modalidade de transsexuais que abrigaria toda a vasta diversidade de gêneros que se criou ultimamente.

O que não pode é se manter uma covardia dessas, alguém que foi homem por 30 anos, com os níveis de hormônios compatíveis com os de um homem, em clara vantagem às mulheres no quesito força e atributos físicos de explosão, resistência e outros já mencionados.
Permitir que esse ex-homem enfrente mulheres que sempre foram mulheres e estiveram sujeitas a outras condições na ocasião do crescimento passa a ser um contrassenso flagrante, inaceitável mesmo.


Ainda sobre o comentário de Brienne,

Talvez quando cansarmos de apanhar, iremos reclamar...   :hmph:

...infelizmente já estão cansando de apanhar.
E nada falam, com exceção de poucas (http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=30254.msg955518#msg955518).

O que tem acontecido é medo.
Medo da patrulha, medo da perseguição nos ambientes virtuais e sociais das atletas mulheres.
Medo de virar alvo da crítica do Politicamente Correto, medo de ser tachada de homofóbica, de ter e nutrir ódio aos transsexuais.

E vão se calando, vão deixando pra lá, vão aguentando caladas essa barbaridade.

Tenho pena.
Sei o quanto deve ser o saque e o corte de uma Tifanny na cara de uma mocinha feminina (necessário o pleonasmo aqui).
Imagino como deve ser o soco e a pesada de uma Fallon Fox no abdômen ou nas costas de uma outra lutadora que sempre foi mulher.
E faço ideia de como deve ser o arranque dessa Hanna Mouncey, um trator carregando uma bola , com seus singelos 100 quilos de "charme" em cima das adversárias que possuem útero e um dia amamentarão.

Que alguma coisa aconteça, porque é covardia demais para os nossos tempos.
Quero poder ter o direito de assistir a competições justas entre as mulheres, com quebra de recordes justos entre elas.
E não com essa palhaçada que apareceu aí.

Que os trans possam competir sim!
Mas não com as mulheres.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Brienne of Tarth em 16 de Fevereiro de 2018, 21:56:07
A "estratégia" de utilizar mulheres com porte físico mais avantajado do que as adversárias "comuns" é antiga, participei de eventos entre colégios de outros estados e me vi frente a frente num jogo de handball com uma moça duas vezes meu tamanho e largura, e nós, enquanto pivôs, nos vimos disputando uma bola; ela estava na defesa, eu subi com a bola, no caminho meu cotovelo acertou seu maxilar, este se deslocou, ela caiu no chão urrando de dor e eu fiz o ponto.

Moral da história? Passei o resto do dia com medo dela vir atrás de mim, apesar de saber depois que ela havia sido encaminhada ao pronto-socorro para atendimento.

Não adianta contrapor a força física à destreza, a não ser que seja um UFC da vida, não, pera... :vergonha:
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Skeptikós em 17 de Fevereiro de 2018, 03:53:51
Falando sobre o medo do politicamente correto por parte de defensores do mesmo na hora de criticar injustiças contra seu próprio grupo envolvendo outras minorias sociais figurando como agressores, este vídeo é muito interessante:


Neste site (https://ocontraditorio.com/ladodireitodaequidade/direitos-dos-homens/janice-fiamengo/feminismo-sindrome-vitima/) há uma transcrição (não tão bem) traduzida para o português.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Skeptikós em 17 de Fevereiro de 2018, 04:00:17
Em alguns casos alguns grupos se rebelam contra outras minorias sociais, mas principalmente quando este último grupo de minoria social (o alvo dos ataques do primeiro grupo) é visto pelo aglomerado de minorias sociais de forma geral (os justiceiros sociais em sua maioria) como mais oprimidos do que o primeiro grupo (os que se rebelaram), o primeiro acaba saindo como o vilão da história.

E nas olimpíadas da opressão dos justiceiros sociais, transexuais ganham de mulheres de goleada.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Pedro Reis em 17 de Fevereiro de 2018, 04:44:08
Mas pode existir um outro motivo que não esse levantado por vocês, até pelo fato da mudança de sexo dele ter se dado a apenas cerca de 2 anos.

Posso até cair na boca das Matildes lacradoras, mas não reconheço nada de "feminino" nesta pessoa que justificasse uma "mudança" de sexo, acho que na minha cabecinha straight uma mulher é mais que o seu nome...

Mas ele fez que nem a Roberta? Cortou?

Duvido que tenha cortado. E na minha cabeça isso é uma grande trollagem, daqui a 6 meses ele vai aparecer dando risada de todo mundo.

Pode ser também uma crítica no tipo "Alan Sokal".
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 17 de Fevereiro de 2018, 06:00:31
Mas pode existir um outro motivo que não esse levantado por vocês, até pelo fato da mudança de sexo dele ter se dado a apenas cerca de 2 anos.

Posso até cair na boca das Matildes lacradoras, mas não reconheço nada de "feminino" nesta pessoa que justificasse uma "mudança" de sexo, acho que na minha cabecinha straight uma mulher é mais que o seu nome...

Mas ele fez que nem a Roberta? Cortou?

Duvido que tenha cortado. E na minha cabeça isso é uma grande trollagem, daqui a 6 meses ele vai aparecer dando risada de todo mundo.

Pode ser também uma crítica no tipo "Alan Sokal".

Não duvido que faça mesmo.

Quando eu estava no Senai nos anos de 83/84 apareceu um cara na faculdade que ficava ao lado e era frequentada só por mulheres, bem próximo tinha um Instituto de ajuda a deficientes visuais e um cara foi até a faculdade pedir ajuda.

O cara era "cego" e precisava de ajuda financeira.

Arrecadou a grana e saiu de lá tateando com sua bengala...,


...E minutos depois subiu a rua junto com um grupo de motoqueiros a toda velocidade, ele pilotando uma moto de grande cilindrada passando pela porta da faculdade enquanto riam.

Não duvido que daqui uns tempos o viadão apareça de cabelo curto e roupa de homem, com alguma namorada e se dizendo lésbico.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Marcel em 17 de Fevereiro de 2018, 18:10:38
Feminista fica batendo palma pra essas "lacrações". Tem mais é que encher de homem nas ligas femininas mesmo. Quero ver mulher sendo preterida, em tudo que é modalidade esportiva, por trans. O mundo da voltas.
Essa sempre foi, é e sempre será também a minha opinião. Quem mais apóia o politicamente correto e as mais moderninhas são as mulheres. Então, que calem a boca e sejam felizes no mundo moderno. Quem vai apanhar no MMA são elas, quem vai ser estuprada nos banheiros unissex do futuro são elas, quem vai perder mais e mais emprego nas propagandas (ex: cerveja) são elas...
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 17 de Fevereiro de 2018, 18:55:11
A propaganda de cerveja vai continuar com elas, acho que ninguém vai contratar o she man para divulgar o produto.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Marcel em 17 de Fevereiro de 2018, 18:57:45
A propaganda de cerveja vai continuar com elas, acho que ninguém vai contratar o she man para divulgar o produto.

Sabe de nada inocente! Quem viver ainda verá isso...
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 17 de Fevereiro de 2018, 19:03:05
Espero não viver o suficiente. :)
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Marcel em 17 de Fevereiro de 2018, 19:12:43
Espero não viver o suficiente. :)

Repense isso... Acho que não demora tanto pra acontecer algo do tipo não...
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Arcanjo Lúcifer em 17 de Fevereiro de 2018, 19:15:39
Pode acreditar, já pensei.
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 17 de Fevereiro de 2018, 20:03:08
É isso o que eu venho dizendo:

(https://i.pinimg.com/564x/08/2c/fd/082cfd181159f688299d8df0200fa591.jpg)

Citar
Trans quer fazer história no MMA: conheça a lutadora amazonense Anne Veriato (https://www.acritica.com/channels/esportes/news/trans-quer-fazer-historia-no-mma-conheca-a-historia-de-anne-veriato)
"Quero lutar com homem", afirma a atleta transgênero que vai estrear na edição 34 do Mr. Cage

11/02/2018 às 09:33 - Atualizado em 12/02/2018 às 09:30
Jéssica Santos
Manaus (AM)

“Lá vem a menina que luta com menino!”. Essa era uma das frases mais ouvidas pela lutadora Anne Veriato, representante da Academia Mc Comb, no bairro Cidade de Deus, Zona Leste de Manaus, durante suas lutas de jiu-jitsu. “Só vou saber meu potencial, se lutar com os homens”, afirma ela. Quem vê pode não compreender isso, mas vou contar um pouco da história de Anne, que é uma mulher transgênero, recém-contratada pelo evento de MMA Mr. Cage e que faz questão de lutar contra homens.

Anne era menino quando nasceu, mas ela se sentia uma menina e seus pais também percebiam isso. “Foi desde criança, foi natural. Meus pais viam como eu me comportava, das coisas que eu gostava, então, não precisei dizer nada porque eles já sabiam, e minha mãe começou a comprar roupas femininas, fez com que eu me sentisse bem, e tudo foi acontecendo”, relembra.

A feminilidade de Anne apareceu desde cedo e a sua paixão pelas lutas também. “Sempre gostei muito de luta, brincava com meu pai, brincava sozinha, e pedi pra minha mãe me colocar para fazer alguma arte marcial, então, ela procurou o jiu-jitsu e, depois que eu fui o primeiro dia, não queria nem voltar pra casa, acabou que passei a morar na academia!”, disse ela, que fala sobre a arte suave com brilho nos olhos.

Mudanças

Assim Anne começou a lutar, mas para ela o esporte nunca foi algo masculino e, sim, mais uma oportunidade para mostrar a vaidade. “Gostava de lutar, mas sempre vi a luta como uma mulher. Antes de treinar, sempre fazia meu cabelo”. Até que, após um bom tempo treinando, Anne deixou de frequentar a academia. “Fui pra casa da minha mãe, sumi um ano da academia, e quando eu voltei, já tinha tomado hormônios, o corpo foi evoluindo... Quando  voltei a treinar, ninguém me reconhecia mais”, conta ela. Foi a sua transformação. “Ela era um menino, mas se transformou porque viu que não era aquilo que ela era, mudou a personalidade”, disse Andréa Mc Comb, treinadora de jiu-jitsu de Anne, desde o seu início.

Anne evoluiu no esporte e começou a participar de lutas. “Competia sempre, e todos perguntavam: ‘Por que aquela menina tá lutando com aquele menino?’. Nós nunca falávamos, e, quando alguém me perguntava, eu falava: ‘porque eu gosto de lutar com homem!”, conta.

Seus oponentes também ficavam confusos quando a viam no tatame e, segundo Anne, “eles achavam que iria ser mole, e eu ia lá e mostrava que eu treinava de verdade”, relembra.

Dessa forma, com a discussão que está acontecendo no Brasil e no mundo a respeito dos atletas transgêneros e transexuais no esporte, Anne possui opinião própria. “Até quando eu mudar meus documentos, tudo, vou continuar lutando com homem, poderia lutar com meninas, se entrasse com recurso, mas não quero, porque, se eu gosto de lutar, não vou saber se eu sou boa, se for lutar com uma mulher, não vai adiantar o meu treino, porque, com certeza, ela será mais fraca”, enfatiza.

E os técnicos de Anne, Andréa Mc Comb e Thiago Cunha, concordam. “Ela é bem mais forte que uma mulher, é bruta. Ela sabe que a musculatura dela é de homem, e que seria uma covardia bater numa mulher”, admite Andréa. Thiago, que vem fazendo o treinamento de MMA com a atleta, também falou sobre a sua força. “Ela só treina com homens, então não vai ter dificuldade para lutar. Lutamos ali de 100 pra 100, se formos considerar a porcentagem de força, a dela é a mesma que a nossa. Ela é promissora para o Estado porque treina com atletas bem preparados”, destaca.

Mas Anne toma hormônios femininos e afirma que eles mexem com ela. “Eles mexem muito com o lado emocional, às vezes, tem dias que me sinto fraca, mas, como eu já faço tratamento há bastante tempo, acho que não terei muito problema. Sinto sensibilidade, quando batem (nos seios), eles ficam sensíveis, e esse é o único problema, mas o resto, eu levo numa boa”, afirma.

O MMA

Anne entrou no mundo do MMA há pouco tempo, largou sua outra paixão, a dança, para se dedicar à luta, e acaba de assinar com o evento Mr. Cage. Ela vai estrear na edição 34 e  já tem oponente definido, o lutador Raílson Paixão (RCT – Coari). Ela  só pensa no combate. “O Samir (Nadaf, presidente do evento) abriu as portas pra mim, sem preconceito, fiquei muito feliz, e estou treinando forte pra lutar, pra representar bem minha academia”, ressalta ela, que sabe bem o que deseja no futuro. “Quero viver de luta. Quero me empenhar ao máximo, evoluir, ir lutar fora, e representar o Amazonas e o Brasil, e fazer todas as mudanças, que são essenciais”.

Caso da jogadora Tiffany

O caso da jogadora de vôlei Tifanny, a primeira mulher trans a atuar numa grande competição profissional do Brasil, a Superliga Feminina, vem sendo muito debatido no País por pessoas contra e a favor da sua inclusão na competição. Apesar das discussões sobre o assunto, a jogadora possui o respaldo do Comitê Olímpico Internacional (COI) para atuar nas competições femininas, por cumprir os requisitos estabelecidos em novembro de 2015.

A entidade exige que mulheres trans se declarem do gênero feminino (reconhecimento civil) e tenham nível de testosterona inferior a 10 nmol/L por pelo menos 12 meses antes da estreia em competições femininas. Não há exigência de cirurgia de mudança de sexo. Para homens trans, não há exigência além do registro civil.

Seis lutas

Possui Fallon Fox, a primeira lutadora trans no MMA profissional. Foram cinco vitórias, sendo três por nocaute. Ela não luta desde 2014, após muitas críticas dos que acham injusto ela lutar com mulheres.


https://www.youtube.com/v/8bZTjCAP3Xg



Vejo que ela pode estar em desvantagem, já que toma hormônios femininos e certamente deve estar abaixo da média masculina de testosterona.
Mas fala o que todo mundo vê: "Seria covardia bater em mulher".
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Gabarito em 17 de Fevereiro de 2018, 20:06:00
A coisa também está repercutindo lá fora:

Brazilian jiu-jitsu brown belt prepares to face Railson Paixao in a strawweight bout in Brazil and she says it's 'only fair' she fights fellas (https://www.thesun.co.uk/sport/5596876/mma-anne-veriato-mr-cage-34-transgender/)
'not fair to fight women' Transgender MMA star Anne Veriato says she is ‘too good’ to fight women and cannot wait to beat up a man at Mr Cage 34
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: Brienne of Tarth em 18 de Fevereiro de 2018, 11:03:25
Interessante...parece uma visão a englobar ambos os lados.  :)
Título: Re:Transexuais nos esportes femininos
Enviado por: JungF em 27 de Fevereiro de 2018, 08:18:37
Acho que perdemos um pouco o ponto principal do debate.

Ele pode se sentir como quiser, como mulher, como travesti, como cross dresser, como gay, como homossexual ativo, passivo, como drag queen, como bissexual, como hermafrodita, como pansexual, etcétera e etcétera e todas as outras denominações surgidas ultimamente, até mesmo se sentir como um Chevrolet Sedan.
Ele pode e deve ser respeitado por qualquer uma das formas como ele melhor se sinta.

Tudo certo...
...

Pessoal; este texto do Gabarito parece até uma peça de literatura. 
Muito bem redigido, ideias claras... inspirador.