Autor Tópico: Estados Unidos da América  (Lida 26036 vezes)

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Offline Moro

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #125 Online: 02 de Fevereiro de 2015, 22:10:46 »
Não creio que os EUA estejam "indo para a m*". O que está acontecendo, penso eu, é uma perda de importância relativa. Salvo uma catástrofe, que provavelmente afetria também o resto do mundo, os EUA continuarão poderososo por muito tempo - só que será mais um país poderoso dentre muitos.

Não sei se poderoso entre muitos. Não vejo um país que possa ser considerado no mesmo nível de poder que EUA e China. Acho que será EUA e China, depois Japão e Alemanha e india, depois Fraça, Inglaterra, Koréia e aí um pelotão de Brasil, Mexico, Russia, etc..

Esse é o cenário que vejo para daqui dez anos.

Estou pensando em 30 anos +.

Quando se fala em poder militar, o que costuma vir à mente são porta-aviões, tanques, etc. Nesse aspecto os EUA são realmente imbatíveis. Porém uma guerra, como bem disse o general Giap, se desenrola também no front político. E é por isso que desde o fim da Segunda Guerra que os americanos só ganharam realmente, no sentido de ter atingido seus objetivos, uma (1) guerra: a Guerra do Golfo, em 1991 [1]. Os americanos ganharam todas as batalhas no Vietnã, mas perderam a guerra. Ganharam todas as batalhas na Guerra do Iraque, mas esta foi motivada por mentiras e se seu objetivo foi derrotar a Al Quaida (que, vale lembrar, nem era ativa por lá), acabou sendo uma derrota também.

O local mais provável para um conflito futuro seria no mar da China. E não é por menos que a China tem reforçado sua presença nessa região: está construindo porta-aviões, construindo (!) ilhas [2] para servirem de bases e modernizado sua força aérea [3]. E se tem uma coisa que a Guerra da Coréia deveria nos ensinar, é que não bastam armas modernas, mas é preciso também ter capacidade de absorver perdas - os japoneses sofreram com isso na Segunda Guerra por questões materiais (eram uma ditadura com recursos materiais limitados), e os americanos sofreram isso no Vietnã por questões políticas (uma democracia com recursos materiais praticamente ilimitados, mas combustível político limitado).


De Natal, eles desembarcaram na Normandia. :lol:

Ver Operação Tocha. A base de Natal serviu para dar apoio logístico às operações do Norte da África.


[1] Pode-se argumentar também que a Guerra da Coréia foi uma vitória segundo esses critérios, mas na prática ficou mais como um empate.
[2] http://www.wantchinatimes.com/news-subclass-cnt.aspx?cid=1101&MainCatID=11&id=20150131000124
[3] Recentemente descobriu-se que desde 2007 os hackers chineses têm roubado projetos de jatos militares americanos. O J-31, por exemplo, é uma cópia melhorada do "peru" F-35.


Acho que concordamos então, não? Você disse em um cenário onde existe uma china com poderes suficientes para rivalizar ao dos EUA, o que concordo. E não vejo nenhum outro país que possa estar na mesma liga dos dois.

A única dúvida é se a china se sustenta sem democracia até lá. A china começará em algum momento a enfrentar o que todos os países civilizados enfrentaram, pedidos cada vez maiores de direitos trabalhistas, liberdade de expressão e aí por diante.
“If an ideology is peaceful, we will see its extremists and literalists as the most peaceful people on earth, that's called common sense.”

Faisal Saeed Al Mutar


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Offline EuSouOqueSou

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #126 Online: 06 de Fevereiro de 2015, 00:12:13 »
That's why America works!

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Obama Budget Goes Big on Infrastructure

Transportation
Today’s fiscal year 2016 (FY16) budget release by President Obama was particularly generous to infrastructure programs. The President is proposing a $478 billion, six-year surface transportation (MAP-21) reauthorization proposal titled the GROW AMERICA Act paid for by taxing companies’ overseas profits.
http://blogs.asce.org/obama-budget-goes-big-on-infrastructure/

Resumindo pra quem nao entende Ingles, o Obama divulgou o orcamento de 2016 propondo US $478 bilhoes so para a area de infra-estrutura em transportes para impulsinar o crescimento do pais. O dinheiro vira' de impostos a serem cobrados de empresas que tem lucros no exterior (para entender o impacto disso, leia sobre como a Apple nao paga impostos nos EUA, e' serio)

Nao para por ai, no link ha mais detalhes sobre investimentos em meio ambiente, energia e agua, pesquisa e educacao STEM (ciencia, tecnologia, engenharia e matematica).
Qualquer sistema de pensamento pode ser racional, pois basta que as suas conclusões não contrariem as suas premissas.

Mas isto não significa que este sistema de pensamento tenha correspondência com a realidade objetiva, sendo este o motivo pelo qual o conhecimento científico ser reconhecido como a única forma do homem estudar, explicar e compreender a Natureza.

Offline Moro

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #127 Online: 06 de Fevereiro de 2015, 05:45:41 »
Apple, Exxon , Google , GE entre os outras não pagam impostos federais e estão sendo caçadas agora. Isso ai!
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Offline JJ

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #128 Online: 07 de Fevereiro de 2015, 11:30:17 »
Não creio que os EUA estejam "indo para a m*". O que está acontecendo, penso eu, é uma perda de importância relativa. Salvo uma catástrofe, que provavelmente afetria também o resto do mundo, os EUA continuarão poderososo por muito tempo - só que será mais um país poderoso dentre muitos.


O único que eu vejo que está chegando perto e poderá até ombrear é a China.  Outros como a a Rússia tem apenas um poder local,  e economicamente a Rússia esta cada vez mais para trás. 



.


Offline Dr. Manhattan

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #129 Online: 18 de Fevereiro de 2015, 15:19:28 »
Um texto de um jornalista americano com alguns argumentos interessantes:

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Why the World’s Biggest Military Keeps Losing Wars

Posted by Tom Streithorst on Jan 14th 2015, 9 Comments

Before Korea, America never lost a war. Ever since, other than the first Gulf War, it hasn’t won any. In Vietnam, Iraq, and Afghanistan America spent trillions of dollars, exploded countless tons of munitions, killed hundreds of thousands of enemy combatants along with innocent civilians and accomplished hardly any of the goals its leaders proclaimed when they sent their soldiers into battle.

America’s inability to translate its immense firepower into meaningful political effect suggests the $500 billion it spends annually on defence is wasted. In a recent article in the Atlantic Magazine, James Fallows asked the previously unmentionable question: how can America spend more on its military than all the other great powers combined and still be unable to impose its will on even moderately sized enemies?

I think the media generally ignores this question because the answers skewers shibboleths revered by both left and right. I spent much of the last decade in Iraq and Afghanistan, as a news cameraman embedded with the American military. I like American soldiers, enjoy their company, respect their bravery, their loyalty, their ethos: but hanging out on their Forward Operating Bases, I could see why the world’s most expensive military doesn’t win wars. Here are four factors worth considering, in descending order of importance.

mais em: http://www.pieria.co.uk/articles/why_the_worlds_biggest_military_keeps_losing_wars
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Offline Diegojaf

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #130 Online: 18 de Fevereiro de 2015, 15:49:58 »
Um texto de um jornalista americano com alguns argumentos interessantes:

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Why the World’s Biggest Military Keeps Losing Wars

Posted by Tom Streithorst on Jan 14th 2015, 9 Comments

Before Korea, America never lost a war. Ever since, other than the first Gulf War, it hasn’t won any. In Vietnam, Iraq, and Afghanistan America spent trillions of dollars, exploded countless tons of munitions, killed hundreds of thousands of enemy combatants along with innocent civilians and accomplished hardly any of the goals its leaders proclaimed when they sent their soldiers into battle.

America’s inability to translate its immense firepower into meaningful political effect suggests the $500 billion it spends annually on defence is wasted. In a recent article in the Atlantic Magazine, James Fallows asked the previously unmentionable question: how can America spend more on its military than all the other great powers combined and still be unable to impose its will on even moderately sized enemies?

I think the media generally ignores this question because the answers skewers shibboleths revered by both left and right. I spent much of the last decade in Iraq and Afghanistan, as a news cameraman embedded with the American military. I like American soldiers, enjoy their company, respect their bravery, their loyalty, their ethos: but hanging out on their Forward Operating Bases, I could see why the world’s most expensive military doesn’t win wars. Here are four factors worth considering, in descending order of importance.

mais em: http://www.pieria.co.uk/articles/why_the_worlds_biggest_military_keeps_losing_wars

Apesar de não concordar plenamente com o texto, pela natureza das guerras que os EUA travam, especialmente as mais recentes, adorei o termo "negative intelligence".

Fui consultar minha enciclopédia aqui: "NEGATIVE INTELLIGENCE. Negative intelligence is information for countering a threat or manipulating foreign events. Negative intelligence may include propaganda, counterintelligence, forgery, and denial/deception operations."

Esse termo vai bombar na minha pós... :lol:
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Offline Moro

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #131 Online: 18 de Fevereiro de 2015, 16:31:32 »
O exemplo do Tet explica tudo. Uma vitória avassaladora que foi um dos pontos que levaram aos estados unidos perderem a guerra, ainda que em termos militares pudessem ganhar.

A opinião pública não tolera mais baixas de civis do país inimigo nem de seus próprios soldados.

Para os soldados, Ok. EUA podem destruir um país sem praticamente colocar o pé lá. A grande questão são os civis, pois uma estratégia dessas irá claramente destruir parte da população cujo exército os EUA querem eliminar.

É uma contradição que o maior poder bélico do mundo não possa ser usado em sua plenitude porque a população que muitas vezes iriam apoiar a derrota do exército inimigo não aceita mais mortes civis desse mesmo inimigo ao mesmo tempo que não aceita grandes perdas de seus próprios soldados, que seria a única maneira de reduzir a perda de civis, atuando mais cirurgicamente no corpo a corpo.

Mas é uma ótima notícia.  Mas os EUA deveriam pensar em se reinventar um pouco, mantendo o poderio para proteger o país, mas reinventando-se na maneira como atacam outros países, se é que ja não estão fazendo isso.

Talvez nem haja solução. Ainda se os EUA tratassem melhor seus aliados em terra, teriam muito menos negative intelligence...

Vergonha alheia

<a href="https://www.youtube.com/v/QplQL5eAxlY" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/QplQL5eAxlY</a>
« Última modificação: 18 de Fevereiro de 2015, 16:33:33 por Bahadur »
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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #132 Online: 18 de Fevereiro de 2015, 17:25:18 »
EUA é o único país do mundo que manda milhares de soldados e equipamento pra lutar guerras a milhares de quilômetros de casa, separado por um oceano. Acho que o principal fator a impedir um cumprimento integral das metas por parte das forças armadas americanas é a falta de disposição para o sacrifício extremo, para uma guerra total.
Não acredite em quem lhe disser que a verdade não existe.

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #133 Online: 18 de Fevereiro de 2015, 17:32:59 »
Muito bom texto.

O filme "O Grande Herói" me fez ficar impressionado com a riqueza de equipamento aliado à burrice tática e de planejamento do exército americano. Não sei se apenas eu tive a impressão, mas aquela missão de reconhecimento retratada no filme foi muito mal planejada. Os caras sequer vigiavam o perímetro...
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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #134 Online: 18 de Fevereiro de 2015, 17:36:23 »
Mas a opinião pública sobre a moralidade de se matar ou não civis, o que não é mais aceito.

Se a moral de 1945 estivesse vigente hoje e ataques como Dresden ou Nanquim* fosse considerado como decorrência natural de uma guerra, os EUA poderiam ter dominado facilmente Afeganistão e Iraque, apenas fazendo que, em qualquer sinal de ataque inimigo, houvesse um revide com força total indiscriminada.

*Nanquim é diferente de Dresden porque além da matança, os Japoneses escravizaram e violentaram em massa a população, com requintes de crueldade.

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #135 Online: 18 de Fevereiro de 2015, 17:37:29 »
Muito bom texto.

O filme "O Grande Herói" me fez ficar impressionado com a riqueza de equipamento aliado à burrice tática e de planejamento do exército americano. Não sei se apenas eu tive a impressão, mas aquela missão de reconhecimento retratada no filme foi muito mal planejada. Os caras sequer vigiavam o perímetro...
Não superestime a capacidade do ser humano de fazer essas tremendas operações se você vai analisa-las com uma lupa.
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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #136 Online: 18 de Fevereiro de 2015, 17:58:49 »
Mas a opinião pública sobre a moralidade de se matar ou não civis, o que não é mais aceito.

Se a moral de 1945 estivesse vigente hoje e ataques como Dresden ou Nanquim* fosse considerado como decorrência natural de uma guerra, os EUA poderiam ter dominado facilmente Afeganistão e Iraque, apenas fazendo que, em qualquer sinal de ataque inimigo, houvesse um revide com força total indiscriminada.

*Nanquim é diferente de Dresden porque além da matança, os Japoneses escravizaram e violentaram em massa a população, com requintes de crueldade.



Se a moral do século XIX pra trás ainda estivesse em vigência, a maior parte da massa terrestre do planeta estaria nas mãos de um punhado de impérios (americano, alemão, russo, chinês, etc). Os EUA seriam um império maior e mais duradouro do que o romano. Talvez houvesse menos violência e pobreza, pois eles iriam impôr uma pax e a sua cultura superior (economicamente falando) sobre as demais.

A divisão política do mundo se pareceria com a retratada em 1984 ou em Jogos Vorazes.

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Offline Diegojaf

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #137 Online: 20 de Fevereiro de 2015, 08:18:48 »
Talvez vocês se interessem pelo documentário estrelado pelo McNamara, The Fog of War... Volta e meia passa no HBO Signature.

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Eleven Lessons from the Life of Robert S. McNamara

These topics were selected by Errol Morris and highlighted in the film; they were not selected by McNamara.

-    Empathize with your enemy
-    Rationality will not save us
-    There's something beyond one's self
-    Maximize efficiency
-    Proportionality should be a guideline in war
-    Get the data
-    Belief and seeing are often both wrong
-    Be prepared to re-examine your reasoning
-    In order to do good, you may have to engage in evil
-    Never say never
-    You can't change human nature


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Ten additional lessons from R.S. McNamara

These topics were selected by McNamara to supplement the documentary; they are in the DVD's special features.

- The human race will not eliminate war in this century, but we can reduce the brutality of war—the level of killing—by adhering to the principles of a "Just War," in particular to the principle of "proportionality."
- The indefinite combinations of human fallibility and nuclear weapons will lead to the destruction of nations.
- We [the U.S.A.] are the most powerful nation in the world—economically, politically, and militarily—and we are likely to remain so for decades ahead. But we are not omniscient. If we cannot persuade other nations with similar interests and similar values of the merits of the proposed use of that power, we should not proceed unilaterally except in the unlikely requirement to defend directly the continental U.S., Alaska and Hawaii.
- Moral principles are often ambiguous guides to foreign policy and defense policy, but surely we can agree that we should establish as a major goal of U.S. foreign policy and, indeed, of foreign policy across the globe: the avoidance, in this century of the carnage—160 million dead—caused by conflict in the 20th century.
- We, the richest nation in the world, have failed in our responsibility to our own poor and to the disadvantaged across the world to help them advance their welfare in the most fundamental terms of nutrition, literacy, health and employment.
- Corporate executives must recognize there is no contradiction between a soft heart and a hard head. Of course, they have responsibilities to stockholders, but they also have responsibilities to their employees, their customers and to society as a whole.
- President Kennedy believed a primary responsibility of a president—indeed the primary responsibility of a president—is to keep the nation out of war, if at all possible.
- War is a blunt instrument by which to settle disputes between or within nations, and economic sanctions are rarely effective. Therefore, we should build a system of jurisprudence based on the International Court—that the U.S. has refused to support—which would hold individuals responsible for crimes against humanity.
- If we are to deal effectively with terrorists across the globe, we must develop a sense of empathy—I don't mean "sympathy," but rather "understanding"—to counter their attacks on us and the Western World.
- One of the greatest dangers we face today is the risk that terrorists will obtain access to weapons of mass destruction as a result of the breakdown of the Non-Proliferation Regime. We in the U.S. are contributing to that breakdown.

Robert McNamara's 11 lessons from Vietnam

From Robert McNamara's 1995 book "In Retrospect: The Tragedy and Lessons of Vietnam".

- We misjudged then — and we have since — the geopolitical intentions of our adversaries … and we exaggerated the dangers to the United States of their actions.
- We viewed the people and leaders of South Vietnam in terms of our own experience … We totally misjudged the political forces within the country.
- We underestimated the power of nationalism to motivate a people to fight and die for their beliefs and values.
- Our misjudgments of friend and foe, alike, reflected our profound ignorance of the history, culture, and politics of the people in the area, and the personalities and habits of their leaders.
- We failed then — and have since — to recognize the limitations of modern, high-technology military equipment, forces, and doctrine. We failed, as well, to adapt our military tactics to the task of winning the hearts and minds of people from a totally different culture.
- We failed to draw Congress and the American people into a full and frank discussion and debate of the pros and cons of a large-scale military involvement … before we initiated the action.
- After the action got under way, and unanticipated events forced us off our planned course … we did not fully explain what was happening, and why we were doing what we did.
- We did not recognize that neither our people nor our leaders are omniscient. Our judgment of what is in another people's or country's best interest should be put to the test of open discussion in international forums. We do not have the God-given right to shape every nation in our image or as we choose.
- We did not hold to the principle that U.S. military action … should be carried out only in conjunction with multinational forces supported fully (and not merely cosmetically) by the international community.
- We failed to recognize that in international affairs, as in other aspects of life, there may be problems for which there are no immediate solutions … At times, we may have to live with an imperfect, untidy world.
- Underlying many of these errors lay our failure to organize the top echelons of the executive branch to deal effectively with the extraordinarily complex range of political and military issues.
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Offline Moro

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #138 Online: 08 de Março de 2015, 05:19:20 »
<a href="https://www.youtube.com/v/B3z6GmtrMCQ" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/B3z6GmtrMCQ</a>
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Offline Jack Carver

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #139 Online: 10 de Março de 2015, 16:47:26 »


A enciclopédia livre Wikipédia interpôs uma ação judicial contra a Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA. Inicia-se assim uma batalha entre os coletores da informação mais democráticos do mundo e os mais tirânicos.

Na terça-feira (10) a Wikipédia Foundation, organização sem fins lucrativos, vai interpor a ação contra NSA e o Departamento da Justiça dos EUA. A ação afirma que o programa de coleta de informação Upstream da NSA viola duas emendas constitucionais.

A vigilância Upstream opera sob a lei chamado de FISA (Foreign Intelligence Surveillance Act), que prevê procedimentos de vigilância física e eletrônica e coleta de "informações de inteligência no exterior" entre "potências estrangeiras" e "agentes de potências estrangeiras" (que podem incluir cidadãos americanos e residentes permanentes suspeitos de espionagem ou terrorismo).

A lei dá a agência de segurança dos EUA a possibilidade de espionar qualquer comunicação com estrangeiros no exterior. Enquanto a prática continua a ser problemática por si própria, a questão ainda maior é que a NSA, em seguida, monitora todos os norte-americanos para descobrir quem está se comunicando com estes alvos estrangeiros.

A Wikipédia opina que este é um abuso de autoridade.

Em primeiro lugar, a Wikipédia vai argumentar que o governo dos EUA “rastreia” sistematicamente  o que é publicado na Internet, o que viola a liberdade de expressão.

A ação também vai argumentar – este talvez seja o argumento ainda mais convincente – que a vigilância em massa online viola a Quarta Emenda, que protege contra buscas e apreensões.

“Ao tocar a espinha dorsal da Internet, a NSA está esticando a coluna vertebral da democracia”, escreveu Lila Tretikov, o chefe executivo da Wikipédia, no seu blog.

A Wikipédia não está só contra o governo dos EUA. Oito outras organizações estão na ação, incluindo a Anistia Internacional dos Estados Unidos (AI USA na sigla em inglês), a Human Rights Watch (organização que protege direitos humanos), e a revista The Nation. Eles serão representados pela União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU).

“Estamos pedindo ao tribunal que ordene um fim à vigilância da NSA do tráfego da Internet”, escreveu o fundador da Wikipédia Jimmy Wales no jornal norte-americano New York Times.

Em junho de 2013, Edward Snowden divulgou aos jornais Washington Post e The Guardian materiais secretos sobre os programas de vigilância na Internet dos Estados Unidos e do Reino Unido.

As revelações também afetaram um número de empresas de tecnologia, que sofreram perdas de negócios depois de muitos clientes tornaram-se cautelosos devido a cooperação destas empresas com o governo.

É surpreendente, mas pode ser necessário, que a empresa de tecnologia deva lembrar ao governo dos Estados Unidos sobre o verdadeiro propósito da democracia.


http://br.sputniknews.com//mundo/20150310/391402.html#ixzz3U0v1JfEb
O Brasil é um país de sabotadores profissionais.

“Dêem-me controle sobre o dinheiro de uma nação e não me importa quem faz as suas leis. - Mayer Amschel Rothschild

Offline _Juca_

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #140 Online: 10 de Março de 2015, 17:29:33 »
Vamos ver ser o EUA se vão continuar indo pro lado negro da força, ou  a justiça daquele país reequilibra a democracia.

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #141 Online: 10 de Março de 2015, 19:03:15 »
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Em primeiro lugar, a Wikipédia vai argumentar que o governo dos EUA “rastreia” sistematicamente  o que é publicado na Internet, o que viola a liberdade de expressão.

Pensei que violar a liberdade de expressão fosse impedir alguém de publicar um artigo, não ler o que ele já publicou.

Faço um comentário no CC e sei que qualquer um poderá ler mesmo que nunca tenha participado, depois acuso alguém de violar a minha liberdade de expressão por monitorar algo que qualquer um pode ver?

Offline Geotecton

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #142 Online: 10 de Março de 2015, 19:41:00 »
Vamos ver ser o EUA se vão continuar indo pro lado negro da força, ou  a justiça daquele país reequilibra a democracia.

Isto não ocorrerá enquanto o EUA tiver países concorrentes/adversários/inimigos no mundo.
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Offline Barata Tenno

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #143 Online: 10 de Março de 2015, 21:41:12 »
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Em primeiro lugar, a Wikipédia vai argumentar que o governo dos EUA “rastreia” sistematicamente  o que é publicado na Internet, o que viola a liberdade de expressão.

Pensei que violar a liberdade de expressão fosse impedir alguém de publicar um artigo, não ler o que ele já publicou.

Faço um comentário no CC e sei que qualquer um poderá ler mesmo que nunca tenha participado, depois acuso alguém de violar a minha liberdade de expressão por monitorar algo que qualquer um pode ver?

Se o seu chefe puder ler tudo o que você escreve e puder usar isso contra você, ai ocorre uma violação da sua liberdade de expressão.
He who fights with monsters should look to it that he himself does not become a monster. And when you gaze long into an abyss the abyss also gazes into you. Friedrich Nietzsche

Offline _Juca_

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #144 Online: 10 de Março de 2015, 22:16:37 »
Vamos ver ser o EUA se vão continuar indo pro lado negro da força, ou  a justiça daquele país reequilibra a democracia.

Isto não ocorrerá enquanto o EUA tiver países concorrentes/adversários/inimigos no mundo.

Mas já está ocorrendo.

Offline Geotecton

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #145 Online: 10 de Março de 2015, 22:29:14 »
Vamos ver ser o EUA se vão continuar indo pro lado negro da força, ou  a justiça daquele país reequilibra a democracia.
Isto não ocorrerá enquanto o EUA tiver países concorrentes/adversários/inimigos no mundo.
Mas já está ocorrendo.

Explique.
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Offline _Juca_

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #146 Online: 11 de Março de 2015, 08:49:59 »
Vamos ver ser o EUA se vão continuar indo pro lado negro da força, ou  a justiça daquele país reequilibra a democracia.
Isto não ocorrerá enquanto o EUA tiver países concorrentes/adversários/inimigos no mundo.
Mas já está ocorrendo.

Explique.

Eles vasculham a tudo e a todos e nada impede eles de violarem o sigilo de alguém seja eu ou você, ou o primeiro ministro da Alemanha.

Offline Diegojaf

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #147 Online: 11 de Março de 2015, 09:06:31 »
Vamos ver ser o EUA se vão continuar indo pro lado negro da força, ou  a justiça daquele país reequilibra a democracia.
Isto não ocorrerá enquanto o EUA tiver países concorrentes/adversários/inimigos no mundo.
Mas já está ocorrendo.

Explique.

Eles vasculham a tudo e a todos e nada impede eles de violarem o sigilo de alguém seja eu ou você, ou o primeiro ministro da Alemanha.

É obrigação dos países protegerem suas informações sensíveis. Não são só os EUA que possuem esse tipo de atividade de inteligência. Fora do seu próprio país, você pode fuçar o quanto quiser, desde que não seja pego.

Só quando agentes estão envolvidos em um território estrangeiro é que eles estão passíveis de condenação por algum crime previsto na legislação daquele país. Mas você não vai ver em um código penal brasileiro "espionar país estrangeiro em busca de informações sensíveis para a segurança nacional - pena de XX anos".
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

http://umzumbipordia.blogspot.com - Porque a natureza te odeia e a epidemia zumbi é só a cereja no topo do delicioso sundae de horror que é a vida.

Offline _Juca_

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #148 Online: 11 de Março de 2015, 09:15:46 »
Vamos ver ser o EUA se vão continuar indo pro lado negro da força, ou  a justiça daquele país reequilibra a democracia.
Isto não ocorrerá enquanto o EUA tiver países concorrentes/adversários/inimigos no mundo.
Mas já está ocorrendo.

Explique.

Eles vasculham a tudo e a todos e nada impede eles de violarem o sigilo de alguém seja eu ou você, ou o primeiro ministro da Alemanha.

É obrigação dos países protegerem suas informações sensíveis. Não são só os EUA que possuem esse tipo de atividade de inteligência. Fora do seu próprio país, você pode fuçar o quanto quiser, desde que não seja pego.

Só quando agentes estão envolvidos em um território estrangeiro é que eles estão passíveis de condenação por algum crime previsto na legislação daquele país. Mas você não vai ver em um código penal brasileiro "espionar país estrangeiro em busca de informações sensíveis para a segurança nacional - pena de XX anos".

O governo tem o direito por exemplo de ler todos os emails de todos os cidadãos ou todos os telefonemas de todos em seu próprio território, tanto aqui como lá?

Offline Geotecton

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #149 Online: 11 de Março de 2015, 09:22:07 »
Vamos ver ser o EUA se vão continuar indo pro lado negro da força, ou  a justiça daquele país reequilibra a democracia.
Isto não ocorrerá enquanto o EUA tiver países concorrentes/adversários/inimigos no mundo.
Mas já está ocorrendo.

Explique.

Eles vasculham a tudo e a todos e nada impede eles de violarem o sigilo de alguém seja eu ou você, ou o primeiro ministro da Alemanha.

Do ponto de vista ético e moral eu concordo com você integralmente, ao condenar o EUA por este comportamento.

Porém do ponto de vista funcional, o EUA apenas repete o que todo país medianamente forte faz. A única diferença é de escala, ou seja, eles espionam eletronicamente tudo e todos porque podem. Os países como China e Rússia apenas podem ficar assistindo (e tentando resistir) ao domínio absurdamente avassalador que os estadunidenses tem nesta área.
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