Autor Tópico: Pseudo-ceticismo  (Lida 8616 vezes)

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Offline Adriano

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Pseudo-ceticismo
« Online: 26 de Julho de 2007, 00:09:57 »
Sobre o Pseudo-ceticismo

                                                                                               Marcello Truzzi

Ao longo dos anos, tenho condenado o mau uso do termo "cético" quando usado para se referir a todos os críticos de alegações sobre anomalias. Infelizmente o termo tem sido abusado desta forma tanto por proponentes quanto por críticos do paranormal. Às vezes os usuários do termo distinguem entre os assim chamados céticos "leves" [soft] contra os céticos "duros" [hard], e eu reavivei em parte o termo "zetético" por causa deste mau uso. Mas agora penso que os problemas criados vão além de mera terminologia e a situação precisa ser passada a limpo. Uma vez que "ceticismo" corretamente se refere à dúvida em lugar da negação -- não-crença em lugar de crença -- críticos que tomam a posição negativa em lugar da agnóstica, mas ainda se chamam "céticos", são de fato pseudo-céticos e têm, creio eu, ganhado uma falsa vantagem usurpando esse rótulo.

Em ciência, o ônus da prova recai no alegador; e quanto mais extraordinária uma alegação, mais pesado é o ônus da prova exigido. O verdadeiro cético toma uma posição agnóstica, uma que diz que a alegação não está provada em lugar de desprovada. Ele afirma que o alegador não sustentou o ônus da prova e que a ciência deve continuar construindo seu mapa cognitivo da realidade sem incorporar a alegação extraordinária como um "fato" novo. Considerando que o verdadeiro cético não faz uma alegação, ele não tem nenhum ônus para provar qualquer coisa. Ele apenas continua usando as teorias estabelecidas da "ciência convencional" como sempre. Mas se um crítico afirma que há evidência para refutação, que ele tem uma hipótese negativa -- dizendo, por exemplo, que um aparente resultado psi era de fato devido a uma falha nos processos de controle ou análise [artifact] -- ele está fazendo uma alegação e então também tem que lidar com o ônus da prova. Às vezes, tais alegações negativas por críticos também são bastante extraordinárias -- por exemplo, que um OVNI era de fato um plasma gigantesco, ou que alguém em uma experiência psi obtinha pistas por uma habilidade anormal de ouvir tons altos que outros com ouvidos normais não notariam. Em tais casos o alegador negativo também deve ter que lidar com um ônus de prova mais pesado que o normalmente esperado.

Críticos que fazem alegações negativas, mas que erradamente se chamam "céticos", freqüentemente agem como se não tivessem absolutamente nenhum ônus da prova sobre eles, ainda que tal posição só seria apropriada para o cético agnóstico ou verdadeiro. Um resultado disto é que muitos críticos parecem sentir que só é necessário apresentar um caso para sua contra-alegação fundado em plausibilidade em lugar de evidência empírica. Assim, se pode ser demonstrado que um indivíduo em uma experiência psi teve uma oportunidade para fraudar, muitos críticos parecem assumir não somente que ele provavelmente fraudou, mas que deve ter fraudado, apesar do que pode ser uma ausência completa de evidência de que ele realmente fraudou e algumas vezes até mesmo ignorando evidência da reputação passada do indivíduo de honestidade. Similarmente, às vezes procedimentos de randomização impróprios são assumidos como sendo a causa de indicadores psi altos de um indivíduo, embora tudo que tenha sido estabelecido seja a possibilidade de que tal efeito tenha sido a causa real. É claro, o peso evidencial da experiência está muito reduzido quando nós descobrimos uma falha em seu projeto que permitiria que um efeito confundisse os resultados. Descobrir uma oportunidade de erro deveria fazer tais experimentos menos evidenciais e normalmente não convincentes. Isso normalmente contesta a alegação de que a experiência era "à prova de erro", mas não contesta a alegação de anomalia.

Mostrar que uma evidência não é convincente não é suficiente para descartá-la completamente. Se um crítico afirma que o resultado era devido à falha X, esse crítico tem então o ônus da prova de demonstrar que a falha X pode e provavelmente produziu tal resultado sob tais circunstâncias. É verdade que em alguns casos a atração pela mera plausibilidade de que uma falha produziu o resultado pode ser tão grande que quase todos aceitariam o argumento; por exemplo, quando nós descobrimos que alguém que fraudou no passado teve uma oportunidade de fraudar neste caso, poderíamos concluir razoavelmente que ele provavelmente também fraudou desta vez. Mas em muitos casos o crítico que faz um argumento meramente plausível para uma falha fecha a porta em pesquisas futuras quando a ciência apropriada exige que sua hipótese de uma falha também deveria ser testada. Desafortunadamente, a maioria dos críticos parece feliz em sentar em suas poltronas produzindo explicações post hoc. Seja que lado termine com a história verdadeira, a ciência progride melhor através de investigações em laboratório.

Por outro lado, proponentes de uma alegação de anomalia que reconhecem a falácia anterior podem ir muito longe na outra direção. Alguns argumentam, como Lombroso quando ele defendeu a mediunidade de Palladino, que a presença de peruca não nega a existência de cabelo de verdade. Todos nós temos que nos lembrar de que a ciência pode nos contar o que é empiricamente improvável, mas não o que é empiricamente impossível. Evidência em ciência sempre é uma questão de grau e raramente é, se é que é alguma vez, absolutamente conclusiva. Alguns proponentes de alegações de anomalias, como alguns críticos, parecem pouco dispostos em considerar evidências em termos probabilísticos, agarrando-se a qualquer fio solto como se o crítico tivesse que contestar toda a evidência avançada para uma alegação particular. Tanto críticos quanto proponentes precisam aprender a pensar em adjudicação na ciência mais como a encontrada nos tribunais de lei, imperfeita e com graus variados de prova e evidência. Verdade absoluta, como justiça absoluta, raramente é alcançável. Nós podemos apenas fazer o melhor que podemos para nos aproximar delas.

http://www.ceticismoaberto.com/ceticismo/truzzi.htm


Um resumo:

O termo pseudo-cetismo ou ceticismo patológico é usado para denotar as formas de ceticismo que se desviam da objetividade. A análise mais conhecida do termo foi conduzida por Marcello Truzzi que, em 1987, elaborou a seguinte conceituação:
Colabore com o Wikiquote    
« Uma vez que o ceticismo adequadamente se refere à dúvida ao invés da negação - descrédito ao invés de crença - críticos que assumem uma posição negativa ao invés de uma posição agnóstica ou neutra, mas ainda assim se auto-intitulam "céticos" são, na verdade, "pseudo-céticos" .»
   

Em sua análise, Marcello Truzzi argumentou que os pseudo-céticos apresentam a seguinte conduta:

    * A tendência de negar, ao invés de duvidar.
    * Utilização de padrões de rigor acima do razoável na avaliação do objeto de sua crítica.
    * A realização de julgamentos sem uma investigação completa e conclusiva.
    * Tendência ao descrédito, ao invés da investigação.
    * Uso do ridículo ou de ataques pessoais.
    * A apresentação de evidências insuficientes.
    * A tentativa de desqualificar proponentes de novas idéias taxando-os pejorativamente de 'pseudo-cientistas', 'promotores' ou 'praticantes de ciência patológica'.
    * Partir do pressuposto de que suas críticas não tem o ônus da prova, e que suas argumentações não precisam estar suportadas por evidências.
    * A apresentação de contra-provas não fundamentadas ou baseadas apenas em plausibilidade, ao invés de se basearem em evidências empíricas.
    * A sugestão de que evidências inconvincentes são suficientes para se assumir que uma teoria é falsa.
    * A tendência de desqualificar 'toda e qualquer' evidência.

O termo pseudo-ceticismo parece ter suas origens na filosofia, na segunda metade do século 19.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ceticismo#Pseudo-Ceticismo


Para Marcello Truzzi o verdadeiro ceticismo é agnostico. Será que não devemos negar nada sem confirmação? Sempre deixar em aberto?
Princípio da descrença.        Nem o idealismo de Goswami e nem o relativismo de Vieira. Realismo monista.

Offline Discípulo da Razão

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #1 Online: 26 de Julho de 2007, 08:52:53 »
Para fins práticos, muitas vezes descartamos idéias como se fossem falsas, ou seja, para facilitar nossa interpretação da realidade, ou por pura consequência do que somos/pensamos, desacreditamos em algo.

Porém, há outros que, não se mantêm apenas com descrédito em relação ao objeto de estudo, mas negam veemente como se não houvesse qualquer possibilidade de estarem errado.
« Última modificação: 26 de Julho de 2007, 08:55:37 por Discípulo da Razão »

Offline Discípulo da Razão

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #2 Online: 26 de Julho de 2007, 09:07:56 »
A 'realidade' está em aberto. A ciência tem explicações provisórias que nos satisfazem 'temporariamente'.

Suyndara

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #3 Online: 26 de Julho de 2007, 09:51:10 »
O que entendo é que céticos só fazem afirmações mediante provas  :wink:

Por exemplo,

Se me provarem, cientificamente, que um OVNI existe, então eu acreditarei  :ok:

Por enquanto apenas digo que não existem evidências a respeito de sua existência, acho que esta é a postura realmente cética, não?

Offline Adriano

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #4 Online: 26 de Julho de 2007, 12:22:48 »
Penso ser uma atitude cética, pois o ceticismo se vale da ciência como melhor forma de conhecer a realidade.

O que me intriga é que considerando o método científico que exige as evidências, muitas vezes surgem explicações baseadas na psicologia, e até mesmo na psiquiatria, para dar embasamento a determinada opinião, será essa atitude cética ou pseudo-cética? 
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APODman

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #5 Online: 26 de Julho de 2007, 12:44:46 »
Penso ser uma atitude cética, pois o ceticismo se vale da ciência como melhor forma de conhecer a realidade.

O que me intriga é que considerando o método científico que exige as evidências, muitas vezes surgem explicações baseadas na psicologia, e até mesmo na psiquiatria, para dar embasamento a determinada opinião, será essa atitude cética ou pseudo-cética? 

E pq não ? 

- Um experimento como a Caixa de Skinner pode ajudar a entender pq pessoas perdem tempo orando.
- O Efeito Placebo é muito dependente de eventos emocionais.
- O Experimento Milgran pode explicar a origem da obediência cega
- Hoje estudos com PET e outras técnicas de tomografia e ressonância permitem que avalimeos de maneira física o desenvolvimento de hábitos sejam morais ou intelectuais.

Entre outros.

Podemos ter certa confiança em algumas afirmativas psicológicas dado a reprodutibilidade de seus resultados, em outras certamente que não são viagens na maionese que decorrem unicamente de achismos pessoais e não de resultados empíricos e reprodutíveis.

De todo modo o "confie em minha palavra" não serve para nada e é exatamente e unicamente nisto que se baseiam os fantásticos resultados pseudocientíficos.

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Offline Adriano

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #6 Online: 26 de Julho de 2007, 13:03:18 »
Eu diria que não pela ênfase empírica da falseabilidade, mas sem dúvida a psicologia tem seus experimentos bem sucedidos, como os que citou, e a neuropsicologia é uma grande contribuição. É que para alguns a própria psicologia é vista como pseudo-ciência, pois o método científico só considera as ciências naturais.
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Offline Mauricio Rubio

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #7 Online: 26 de Julho de 2007, 13:11:40 »
Vc é pseudo cético né?
"Para quem a agitação não existe,
e para quem ser/existir e não ser/existir
    estão superados,
ele é alguém – que está além do medo,
        feliz,
       sem angústia,
a quem os devas não podem ver"

Buda Sakyamuni

Offline Adriano

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #8 Online: 26 de Julho de 2007, 13:16:35 »
Pode até ser, em muitos momentos eu questiono o próprio ceticismo e o método científico.  :o
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Offline uiliníli

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #9 Online: 26 de Julho de 2007, 13:18:46 »
Pode até ser, em muitos momentos eu questiono o próprio ceticismo e o método científico.  :o

Isso não é pseudo-ceticismo. Pseudo-cética foi a sua argumentação naquele tópico em que discutimos agnosticismo.

Offline Adriano

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #10 Online: 26 de Julho de 2007, 13:28:21 »
Pode até ser, em muitos momentos eu questiono o próprio ceticismo e o método científico.  :o

Isso não é pseudo-ceticismo. Pseudo-cética foi a sua argumentação naquele tópico em que discutimos agnosticismo.
Águas passadas, mas naquele assunto não sou agnóstico nem cético, simplesmente ateu. Considero útil o ceticismo para o entendimento de ciência e uma alternativa lúcida na explicação dos fenômenos psi. 
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Offline uiliníli

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #11 Online: 26 de Julho de 2007, 13:39:13 »
Águas passadas, mas naquele assunto não sou agnóstico nem cético, simplesmente ateu. 

Que bom que você reviu algumas posturas, é um sinal de maturidade :ok: 

Offline Adriano

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #12 Online: 26 de Julho de 2007, 13:58:01 »
Águas passadas, mas naquele assunto não sou agnóstico nem cético, simplesmente ateu. 

Que bom que você reviu algumas posturas, é um sinal de maturidade :ok: 
É que para mim o ateísmo tem mais valor que o ceticismo, acho melhor e mais útil. E o meu entendimento do que seja ciência é diferente, não é baseado apenas no empirismo, que exige experiências reprodutíveis, considero muito útil para as ciências naturais, mas eu gosto mais das ciências humanas.  :)
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Narkus

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #13 Online: 26 de Julho de 2007, 13:59:02 »
Águas passadas, mas naquele assunto não sou agnóstico nem cético, simplesmente ateu. 

Que bom que você reviu algumas posturas, é um sinal de maturidade :ok: 
Não quero recomeçar a discussão, mas o agnosticismo em relação à Deus se limita na lógica de que "não podemos julgar algo indefinido como existente ou inexistente".

Naquela discussão tanto os ateus (eu e adriano) quanto alguns agnósticos se enrolaram um monte nas argumentações.

Após ter concluido que o agnosticismo serve apenas para representar um princípio lógico onde estabelece que "o indefinido não pode ser considerado como existente ou inexistente", posso dizer que sou um agnóstico ateu. Digo que como "crença" (ou descrença) sou ateu, mas não ignoro a razão do agnosticismo.

Mas como eu já disse, o agnosticismo dá margem para que eu invente quantos deuses eu quizer "sem uma definição" que permita que estes deuses sejam "possíveis de existir".

Pra mim tá muito óbvio que Deus é uma "invenção (e reinvenção) humana", seja o Deus Cristão, Judaico, Grego, Indu etc.

Offline uiliníli

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #14 Online: 26 de Julho de 2007, 14:03:02 »

Não quero recomeçar a discussão (...)

Nem eu :ok:

:lol:

Offline Discípulo da Razão

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #15 Online: 26 de Julho de 2007, 14:05:32 »
Muito menos eu...  8-)

Offline Adriano

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #16 Online: 26 de Julho de 2007, 14:09:56 »
Águas passadas, mas naquele assunto não sou agnóstico nem cético, simplesmente ateu. 

Que bom que você reviu algumas posturas, é um sinal de maturidade :ok: 
Não quero recomeçar a discussão, mas o agnosticismo em relação à Deus se limita na lógica de que "não podemos julgar algo indefinido como existente ou inexistente".

Naquela discussão tanto os ateus (eu e adriano) quanto alguns agnósticos se enrolaram um monte nas argumentações.

Após ter concluido que o agnosticismo serve apenas para representar um princípio lógico onde estabelece que "o indefinido não pode ser considerado como existente ou inexistente", posso dizer que sou um agnóstico ateu. Digo que como "crença" (ou descrença) sou ateu, mas não ignoro a razão do agnosticismo.

Mas como eu já disse, o agnosticismo dá margem para que eu invente quantos deuses eu quizer "sem uma definição" que permita que estes deuses sejam "possíveis de existir".

Pra mim tá muito óbvio que Deus é uma "invenção (e reinvenção) humana", seja o Deus Cristão, Judaico, Grego, Indu etc.
Mas e sobre o texto do Marcelo Truzzi que diz que o verdadeiro cético teve ser agnóstico, caso contrário será um pseudo-cético, como por exemplo em relação aos fenômenos psi, concorda com essa opinião?
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Narkus

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #17 Online: 26 de Julho de 2007, 14:10:50 »
Pois é, mas algum de vcs 2 concordam que o agnosticismo serve apenas para dizer que "não podemos dizer que algo indefinido existe ou inexiste"?

Offline Adriano

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #18 Online: 26 de Julho de 2007, 14:11:53 »

Não quero recomeçar a discussão (...)

Nem eu :ok:

:lol:
Muito menos eu...  8-)

E nem é a proposta do tópico, a tema é o verdadeiro ceticismo como sendo agnóstico.
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Offline uiliníli

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #19 Online: 26 de Julho de 2007, 14:13:38 »
Pois é, mas algum de vcs 2 concordam que o agnosticismo serve apenas para dizer que "não podemos dizer que algo indefinido existe ou inexiste"?

Concordo. Mas não vejo isso como um problema.

Offline Adriano

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #20 Online: 26 de Julho de 2007, 14:15:57 »
Pois é, mas algum de vcs 2 concordam que o agnosticismo serve apenas para dizer que "não podemos dizer que algo indefinido existe ou inexiste"?
Eu prefiro a conceituação de incognóscivel, que seria sobre o que não temos conhecimento,  e sim caberia dizer que não podemos definir, mas ao mesmo tempo tem diferentes definições. A tônica do Marcello Guzzi foi os fenômenos psi, no qual ele discordava dos que negavam tais fenômenos.
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Narkus

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #21 Online: 26 de Julho de 2007, 14:21:27 »
Águas passadas, mas naquele assunto não sou agnóstico nem cético, simplesmente ateu. 

Que bom que você reviu algumas posturas, é um sinal de maturidade :ok: 
Não quero recomeçar a discussão, mas o agnosticismo em relação à Deus se limita na lógica de que "não podemos julgar algo indefinido como existente ou inexistente".

Naquela discussão tanto os ateus (eu e adriano) quanto alguns agnósticos se enrolaram um monte nas argumentações.

Após ter concluido que o agnosticismo serve apenas para representar um princípio lógico onde estabelece que "o indefinido não pode ser considerado como existente ou inexistente", posso dizer que sou um agnóstico ateu. Digo que como "crença" (ou descrença) sou ateu, mas não ignoro a razão do agnosticismo.

Mas como eu já disse, o agnosticismo dá margem para que eu invente quantos deuses eu quizer "sem uma definição" que permita que estes deuses sejam "possíveis de existir".

Pra mim tá muito óbvio que Deus é uma "invenção (e reinvenção) humana", seja o Deus Cristão, Judaico, Grego, Indu etc.
Mas e sobre o texto do Marcelo Truzzi que diz que o verdadeiro cético teve ser agnóstico, caso contrário será um pseudo-cético, como por exemplo em relação aos fenômenos psi, concorda com essa opinião?
Pois eh... No exercício da ciência acho correto ser agnóstico em "relação à tudo" que é impossível de se comprovar a existência ou inexistência. Um agnóstico verdadeiro não fala "fantasmas, almas e espíritos não existem"... Um agnóstico e cético verdadeiro fala: "Não há qualquer evidência e prova a respeito da existência de fantasmas, almas e espíritos".

É uma coisa um tanto sinistra, pq foge um pouco da natureza "ignorântica" do ser humano de "construir convicções".

Como ateu eu diria que fantasmas, almas, deuses não existem mesmo, pois há evidências fortes de que estes "seres" foram apenas inventados pelo homem. E é mais do que óbvio que a "invenção destes seres" favorece muitos charlatões, desde os mais antigos (a exemplo dos xamãs que além de sábios tbm eram charlatões e conseguiam status em suas comunidades) até os mais modernos que recolhe dinheiro em centros espíritas e igrejas.

Offline Discípulo da Razão

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #22 Online: 26 de Julho de 2007, 14:46:13 »
Narkus,

Citar
Como ateu eu diria que fantasmas, almas, deuses não existem mesmo, pois há evidências fortes de que estes "seres" foram apenas inventados pelo homem.

  • Você leu o texto que abriu este tópico?
  • Concorda com ele?
  • O que são fantasmas, almas e deuses?
  • Quais são as tais "evidências fortes"?



Narkus

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #23 Online: 26 de Julho de 2007, 16:44:21 »
cara, eu to falando como ateu e não como agnóstico ou cético verdadeiro...

Meu camarada, vc é muito chatinho com essa tua ladainha... Eu dei uma "opinião minha"...

Deixa pra exercitar seu agnosticismo com outra pessoa... Ridículo querer mostrar soberba quando uma pessoa apenas está dando a "opinião dela". Ainda se vc tivesse algo CONTRA tudo bem, mas ficar levantando questões como se minha opinião fosse motivo pra interrogatório é ridículo.

E o que dá raiva é que vc nunca diz em que ponto concorda... Parece q está discordando de tudo... Faz um quote de um texto meu e "refuta" com uma frase ou questão como se invalidasse tudo o que eu disse.

Parece esses jovenzinhos empolgados com ceticismo que quer ficar desafiando os argumentos dos outros com coisas tão banais...

Dá um tempo meu camarada, se eu afirmar alguma coisa errada vc me corrige, mas ficar pegando no meu pé apenas pq eu disse que tais coisas pra mim não existem é no mínimo ridículo.

Q saco viu! Vai trabalhar para a ciência e descobrir as coisas, dai depois vc vem desafiar meus argumentos sobre a veracidade do fato de um grão de arroz pesar 35 miligramas ou mais ok?

Narkus

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Re: Pseudo-ceticismo
« Resposta #24 Online: 26 de Julho de 2007, 17:00:41 »
Bom... Não sou feito só de grosserias, vou responder às suas questões, já que você gosta de achar que dita as regras da discussão.

Eu acho nada a ver suas perguntas, parece coisa de vendedor querendo persuadir clientes.

Você leu o texto que abriu este tópico?
R: Sim

Concorda com ele?
R: Acredito que sim, talvez eu possa ter sido "persuadido" a concordar com o texto.

O que são fantasmas, almas e deuses?
R: Eu nem lembro das definições direito, mas eu não acredito pq pra mim são "coisas" inventadas pelo homem.

Quais são as tais "evidências fortes"?
R: Na minha opinião inventam-se deuses, almas ou fantasmas para explicar o que é inexplicável "à primeira vista" ou até mesmo fenômenos ainda inexplicáveis. Na minha opinião estas são as evidências fortes para isso, baseado naquilo em que meu cérebro estabeleceu como verdadeiro até que se PROVE o contrário.

 

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