Autor Tópico: França diz 'non' para UE.  (Lida 1416 vezes)

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França diz 'non' para UE.
« Online: 30 de Maio de 2005, 20:29:42 »
30/05/2005 - 15h05m
Europa teme contágio do 'não' francês à Constituição
Agências Internacionais



Fonte: http://oglobo.globo.com/online/mundo/168490533.asp

PARIS - Os líderes da União Européia temem profundamente o risco de "contágio" do retumbante não da França à nova Constituição do bloco. Apesar de sustentar que o pacto não está morto, eles estão reconhecendo que suas chances de se sustentar foram solapadas pela decisão do eleitor francês. O impacto econômico da rejeição também preocupa. Não se cogita renegociar a Carta e, pelo menos até a reunião de cúpula marcada para 16 e 17 de junho, o bloco se verá mergulhado num de seus períodos de maior incerteza. Na Grã-Bretanha, o primeiro-ministro Tony Blair disse que haverá um referendo "se houver um tratado para se votar".

O presidente da França, Jacques Chirac, conversou com vários líderes europeus por telefone nesta segunda-feira, para dizer que vai continuar trabalhando pela integração eurpéia.

- Ele sinalizou que, a seu ver, o processo de ratificação tem que continuar em outros países europeus - disse um porta-voz.

Nove países aprovaram a Constituição Européia. Mas 15 - a começar pela Holanda, nesta quarta-feira - ainda precisam se pronunciar sobre o tratado. A França foi o primeiro país a rejeitá-lo, por uma margem maior do que a maioria esperava - 54,87%. Na Holanda, outro membro fundador do bloco, a campanha pela rejeição, em vantagem nas pesquisas de opinião, interpretou o "não" francês como um importante aval.

A oposição dos holandeses à Constituição aumentou desde então. Uma sondagem conduzida pela TNS NIPO para o programa de TV RTL Nieuws mostrou que o "sim" caiu um ponto. Outra sondagem, do instituto Maurice de Hond para a emissora de TV NOS, mostrou que 59% dos eleitores planejam dizer "não" à Carta da UE - um aumento de dois pontos em relação ao resultado de uma sondagem realizada no sábado. Nas pesquisas Maurice de Hond da semana passada, o "sim" chegou a ganhar algum terreno.

- Sempre se disse que a Holanda seria o vizinho tolo votando "não". Isso vai dar aos holandeses mais confiança para dizer "não" a esta Constituição - disse Harry van Bommel, representante do Partido Socialista.

A rejeição da Holanda pode forçar o Conselho Europeu a declarar o fracasso da Carta.

- Há um risco de contágio - reconheceu o presidente da Comissão Européia (órgão executivo da UE), José Manuel Durão Barroso, em entrevista a um canal de TV francês.

A União Européia deixou em aberto o que aconteceria se houvesse uma ou mais rejeições ao tratado, apesar de prever que, para entrar em vigor, a Carta precisaria da ratificação de todos os países membros. Os líderes europeus dizem que não há "plano b".

Na incerteza, Polônia e Dinamarca disseram que isso não vai mudar seus planos de sujeitar a Constituição a um plebiscito. Mas, na Grã-Bretanha, onde o plebiscito foi prometido mas nunca marcado, o primeiro-ministro Tony Blair diz agora que a União Européia precisa de tempo.

- O que é importante agora é que tenhamos tempo para reflexão - disse Blair, que está de férias na Toscana. - Se houver um tratado constitucional para votar, nós teremos uma votação na Grã-Bretanha, antes de ratificá-lo.

Ele reconheceu a "profunda ansiedade" em que a rejeição da França à Carta mergulhou o bloco.

- Mas agora temos que ver o que acontece com o referendo da Holanda, em dois dias. Temos que discutir isso no Conselho Europeu - disse Blair, referindo-se à cúpula de junho.

O resultado do referendo francês forçou o euro a uma queda de meio centavo nos mercados europeus, para US$ 1,2505. Mas, com os mercados fechados nos EUA e em Londres, por causa de feriados, o impacto real do plebiscito pode se fazer sentir apenas na terça-feira.

- Isso não pode ser bom para a economia da Europa - disse o primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, que ocupa a presidência rotativa do bloco.

Offline Rodion

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Re.: França diz
« Resposta #1 Online: 31 de Maio de 2005, 06:05:04 »
mas 55% não é bem uma maioria absoluta.....
"Notai, vós homens de ação orgulhosos, não sois senão os instrumentos inconscientes dos homens de pensamento, que na quietude humilde traçaram freqüentemente vossos planos de ação mais definidos." heinrich heine

Offline Osias

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Re: Re.: França diz
« Resposta #2 Online: 31 de Maio de 2005, 12:03:10 »
Citação de: bruno
mas 55% não é bem uma maioria absoluta.....
50% + 1 é maioria absoluta por definição

Poindexter

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Re.: França diz
« Resposta #3 Online: 31 de Maio de 2005, 12:07:57 »
Sempre pensei que 50% +1 fosse maioria simples, e 2/3 +1 maioria absoluta. Não é isso?

Poindexter

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Re.: França diz
« Resposta #4 Online: 31 de Maio de 2005, 12:10:33 »
O que eu acho ridículo nessas votações é que são violentamente direcionadas para a unificação: se a França disser "não" por 87 vezes, farão rapidamente o 88o plebiscito, mas, no momento em que a França disser "sim", aí acabam os plebiscitos. É até dar "sim"...

rizk

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Re.: França diz
« Resposta #5 Online: 31 de Maio de 2005, 12:14:31 »
Maioria absoluta é 100%.
De 50%+1 é maioria, pura e simplesmente.
Este "absoluta" é coisa de jornalista burro.

Offline Osias

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Re.: França diz
« Resposta #6 Online: 31 de Maio de 2005, 12:22:13 »
ai, ai...  maioria simples seria 30%, por exemplo, contra 20% de outra opcao, 18% de outra...

Offline Frango

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Re: Re.: França diz
« Resposta #7 Online: 31 de Maio de 2005, 13:33:41 »
Citação de: rizk
Maioria absoluta é 100%.

Pô, mas 100% não é maioria, é unânimidade...
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Offline Rodion

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Re: Re.: França diz
« Resposta #8 Online: 31 de Maio de 2005, 14:28:28 »
Citação de: Tiago
Citação de: rizk
Maioria absoluta é 100%.

Pô, mas 100% não é maioria, é unânimidade...


é mesmo. como pode haver maioria sem haver uma minoria?
maioria absoluta é, então, 99,9999999999...% hehehe
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Re.: França diz
« Resposta #9 Online: 31 de Maio de 2005, 14:45:36 »
Achei isso:

"Os quoruns são: de maioria absoluta, de maioria simples e de maioria qualificada.

No caso das maiorias absoluta e qualificada, estejam ou não presentes todos os Vereadores à sessão, contam-se os Vereadores da Casa na contagem dessas maiorias.

Dica: quando o Regimento Interno ou a Lei Orgânica não mencionar o quorum para aprovação das matérias, a regra é: presente a maioria absoluta, aprova-se com os votos da maioria simples.

Quorum de maioria absoluta corresponde à metade mais um do total de Vereadores componentes da Casa Legislativa. Note que é o primeiro número inteiro que se segue à metade da composição do Poder Legislativo Municipal. Por exemplo, se a Câmara é composta por 11 Vereadores, a maioria absoluta será de 6 Vereadores (11/2 = 5,5 arredonda para cima = 6).

Para iniciar discussão e votação de proposições no Plenário é sempre necessária a presença da maioria absoluta.

Quorum de maioria simples corresponde à metade mais um dos Vereadores presentes na Casa Legislativa. Por exemplo, se estão 8 Vereadores no Plenário, a maioria simples será de 5 Vereadores (8/2 = 4 acrescenta-se mais 1 = 5).

Estando presente a maioria absoluta dos Vereadores em Plenário, uma matéria poderá ser aprovada com os votos da maioria simples.

Quorum de maioria qualificada é o número acima da maioria absoluta, explicitado em Regimento e exigido para aprovação de matérias de maior relevância.

Por exemplo: a PEC ? Proposta de Emenda à Constituição Federal ? exige 3/5 dos votos favoráveis dos Deputados Federais, em dois turnos, para ser considerada aprovada na Câmara dos Deputados.

Em geral, na Câmara Municipal para aprovação de Proposta de Emenda à Lei Orgânica do Município, exige-se o quorum qualificado, correspondente a 2/3 dos Vereadores que compõem a Casa Legislativa."

http://www.interlegis.gov.br/processo_legislativo/20050302132157/view?page=manfin24.htm

 :?:

Offline Roberto

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Re: Re.: França diz
« Resposta #10 Online: 31 de Maio de 2005, 15:24:25 »
Citação de: Wilfredo
Plebiscitos que aceitam somente uma resposta são uma tentativa de enganação. E os franceses tiveram a coragem de desmascarar esse falso plebiscito.


Isso mesmo.
Se eu disser ou escrever hoje algo que venha a contradizer o que eu disse ou escrevi ontem, a razão é simples: mudei de idéia.

Offline Pregador

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França diz 'non' para UE.
« Resposta #11 Online: 31 de Maio de 2005, 17:29:00 »
É a vontade da maior parte do povo francês, contudo, acho que a França e a União Européia perdem muito com este não. Também era querer demais que países como França, Inglaterra e Alemanha deixassem o nacionalismo de lado.
"O crime é contagioso. Se o governo quebra a lei, o povo passa a menosprezar a lei". (Lois D. Brandeis).

 

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