Autor Tópico: Léxico Politicamente-Correto  (Lida 5964 vezes)

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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #50 Online: 28 de Setembro de 2015, 16:56:03 »
Se bem que se Sêo Kid Bengala quisesse perpetuar os genes dele com uma coreana de vulva pequena por meio de cópula, ele poderia acabar lesionando a bichinha. ::)
:nao3:

Algumas coisas beeeem grandes são engolidas(facilmente) por outras que você jamais acreditaria...



Pô, Sérgio. Meu conceito de engolir coisas facilmente não incluiu uma mandibula bipartida nem ficar meia hora com uma anta passando pelo gogó.

E citar apenas os casos de sucesso fica fácil ::) :

"(...) the future is already here. It's just not very evenly distributed." - William Ford Gibson

Offline Sergiomgbr

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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #51 Online: 28 de Setembro de 2015, 17:03:12 »
Se bem que se Sêo Kid Bengala quisesse perpetuar os genes dele com uma coreana de vulva pequena por meio de cópula, ele poderia acabar lesionando a bichinha. ::)
:nao3:

Algumas coisas beeeem grandes são engolidas(facilmente) por outras que você jamais acreditaria...



Pô, Sérgio. Meu conceito de engolir coisas facilmente não incluiu uma mandibula bipartida nem ficar meia hora com uma anta passando pelo gogó.

E citar apenas os casos de sucesso fica fácil ::) :


Não adianta. Pilantrólogo, homens bengalescos vão ter que engolir essa.

Offline Pilantrólogo

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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #52 Online: 28 de Setembro de 2015, 17:17:52 »
[...]

Pô, Sérgio. Meu conceito de engolir coisas facilmente não incluiu uma mandibula bipartida nem ficar meia hora com uma anta passando pelo gogó.

E citar apenas os casos de sucesso fica fácil ::) :


Não adianta. Pilantrólogo, homens bengalescos vão ter que engolir essa.

Não sendo com truculência, tá valendo.
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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #53 Online: 29 de Setembro de 2015, 13:21:50 »
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8- “Morena”, “mulata” ( por vim seguidos de tipo exportação).

Usado para mulheres e homens, mas mais comum serem usadas para descrever as mulheres, principalmente quando seguidas pelo termo “tipo exportação”. Aqui o objetivo é amenizar o que somos, “clareando” o negro. Não existe justificativa para negar que alguém é negro, possivelmente você pode estar incomodado em dizer “negro”, e se está é porque acredita que chamar alguém de negro é ofensivo, sendo assim embranquece a pessoa – transformando-a em “morena” ou “mulata”, e isso é racismo.
Sempre pensei que deviamos ter uma palavra para os casos de pessoas que não são abertamente negras nem brancas, ou seja, filhos de um(a) branco(a) com um(a) negro(a)....é como o copo com água pela metade....pode ser meio cheio...ou meio vazio....mas automaticamente vejo as pessoas declarando que eta pessoa é negra.....porque nao branca?...se é meio a meio....50/50.......

Existe "mestiço" mas ninguém gosta da palavra.
Mulato(a)-moreno(a) é muito mais preciso nesta situação, pois indica ascendência proveniente de negros e brancos, e características físicas mescladas destas duas raças.
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar.

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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #54 Online: 30 de Setembro de 2015, 19:42:39 »


Fonte: Aventuras na Justiça Social (página do Facebook)



Fonte: Marina Cochen (25 de setembro de 2015). Reitor do Pedro II rebate críticas ao termo 'alunxs': "Não adianta formar um expert em matemática se não formar um cidadão", afirma Halac. O Globo. Visitado em 27 de setembro de 2015.

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Feminismo e o preconceito na língua portuguesa

Raquel Felau Guisoni*

Todas as diferenças que vivenciamos na sociedade, tais como, de gênero, raça/etnia, classe e geração se manifestam também na educação e elas estão entrelaçadas entre si, por isso, não podemos tratá-las isoladamente, considerá-las naturais, ou ignorá-las. Dentro desse entrelaçamento as diferenças de classe são mais abrangentes, pois sem esta compreensão, a luta de gênero fica pela metade.

Uma educação igualitária e democrática precisa levar em conta as diversidades sem transformá-las em desigualdades.

É com esta visão é que vamos tratar aqui a especificidade da opressão de gênero. Na concepção feminista emancipacionista, a discriminação e a opressão de gênero tem íntima relação com o processo e surgimento da propriedade privada, transformando a mulher em propriedade do homem.

Sua gênese coincide com o aparecimento das classes sociais, com elas se entrelaçando. Reflete o antagonismo e a luta de classe ao longo da história, nas diversas etapas e em diferentes formações econômicosociais.

Segundo Loreta Valadares, (2004), “ä opressão de gênero se desenvolve junto com a opressão social, de classes, caracterizando
assim a mulher, como oprimida enquanto ser sexual e ser social com seus correspondentes reflexos e formas na superestrutura. E assim como na relação basesuperestrutura esta incide sobre aquela com relativa independência também a especificidade da opressão da mulher assume formas no terreno cultural, político e ideológico (opressão de gênero) que atuam conjuntamente e se entrelaçam à opressão (exploração) social “

“Gênero não paira acima de classe, antes se entrelaça com ela. O conflito de gênero é transversal, ou seja, o que passa através, o que
entrelaça com questões sociais, de classe, dá uma configuração especial a estas relações, adquirindo uma certa independência ao voltar incidir na base material e social. É por isso que nas experiências socialistas a inserção maior da mulher no mundo do trabalho não bastaram para alterar o padrão das relações de gênero. São precisas, não só as transformações econômicas e as políticas sociais, mas também nas políticas culturais, nas mudanças nos costumes, na psicologia, na ideologia. “


A LÍNGUA PORTUGUESA É MACHISTA

Entendendo que a opressão e a discriminação de gênero é abrangente e interligada, um dos aspectos a ser analisado é o referente
à questão cultural e ideológica é a comunicação e a linguagem utilizadas entre as pessoas. Ao analisarmos a língua portuguesa constatamos que ela é machista. Como em outros aspectos da sociedade e da educação a linguagem é discriminatória, não dando visibilidade as mulheres e reforçando os preconceitos. O masculino é genérico em nossa língua.

Analisemos a realidade na área educacional. Quando uma mulher é nomeada professora, sai no documento: professor de
educação infantil e não professora de educação infantil;quando se fala - alunos - só é utilizado o masculino; quando se participa de um congresso, mesmo sendo mulher é chamada de delegado. Isso se apresenta também em regra gramatical, por exemplo, se numa sala de aula só existe um aluno e todas as demais são alunas, deve-se dizer - alunos. Contam que Paulo Freire, destacado educador brasileiro, ao fazer uma palestra para educadores e educadoras resolveu utilizar a linguagem só no feminino justificando ser a maioria mulheres. Foi um fato relevante no sentido de chamar atenção à discriminação sofrida pelas mulheres na linguagem. Tina Amado 2004) relata no seu artigo:“professora ou professor”?, o que mais lhe intrigava era o uso do masculino genérico para designar a profissão docente. Escreve que ao chegar numa escola, na primeira reunião de planejamento, a diretora iniciou dizendo o que o professor devia fazer. E na sala só estavam professoras, o único professor estava ausente. Frente a este fato indagava – por que aquele grupo, só de mulheres, usava o masculino para referir-se a si próprias?

Grande parte dos brasileiros e brasileiras não consideram esta questão um problema ou a tratam
como insignificante.

Hoje já há avanços na percepção da linguagem discriminatória por insistência de feministas e daqueles que já tomaram
consciência da importância da expressão oral e escrita para dar visibilidade às mulheres e não ser machista.

Vários autores ressaltam a importância do estudo de linguagens no âmbito escolar, em particular sobre a sexualidade.Como Guacira Louro (2004) quando afirma que a linguagem oculta o feminino.

No entanto, há muito que fazer. As mulheres e homens, principalmente, nós educadoras e educadores, devemos estar mais atentas e atentos para não utilizar a linguagem sexista e combater, insistentemente, em todos os momentos, a utilização de expressões discriminatórias às mulheres. Podemos também, utilizar o masculino e o feminino concomitantemente, no entanto, ao utilizar esta forma deve-se cuidar para não ser muito repetitiva. Outra maneira é utilizar expressões que englobem homens e mulheres. Exemplo, utilizar a expressão – humanidade, em vez de homens; alunado em vez de alunos; professorado em vez de professores. Por outro lado, os profissionais de linguística precisam estudar e modificar as regras gramaticais machistas. Enfim deve-se utilizar todas as formas e meios para combater a discriminação sexista da linguagem bem como expressões discriminatórias em relação a raça/etnia, classe, geração e orientação sexual.

O grande desafio está em romper as amarras e abraçar a causa da emancipação da mulher em sua especificidade de gênero e na particularidade da língua portuguesa, numa ação interligada com a luta democrática e libertária rumo ao socialismo que abre as portas à completa emancipação das mulheres.

É preciso mobilizar milhares de mulheres – principalmente operárias,camponesas, trabalhadoras em geral, estudantes, profissionais
de educação, intelectuais progressistas - para que a luta possa avançar mais garantindo o que foi conquistado e ampliar cada vez mais.

A luta emancipacionista das mulheres abrange a todos, mulheres e homens e não apenas uma parcela da sociedade.

*Raquel Felau Guisoni – professora de geografia da rede municipal de São Paulo, vice-presidente da CNTE, secretária de formação do Sinpeem, membro do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher.
Fonte: Raquel Felau Guisoni. Feminismo e o preconceito na língua portuguesa. Revista Mátria: A Emancipação da Mulher.  Publicação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação - CNTE. 8 de março de 2005.

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Língua portuguesa, machista?

A propósito da ideia fácil de que a língua portuguesa seria “machista”, escreve José Augusto Carvalho, formado em Letras Neolatinas pela Ufes, doutorado em Linguística pela Unicamp e em Letras pela USP:

“Preconceito contra a língua

A revista Mátria, publicação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, no seu número de 8 de março de 2005, nas páginas 38-39, traz um artigo intitulado ‘Feminismo e o preconceito na língua portuguesa’, de autoria da profa. Raquel Felau Guisoni, que merece algumas reflexões por causa da afirmação de que a língua portuguesa é machista. A autora baseia-se no fato de que, havendo numa sala um maior número de mulheres do que de homens, a concordância nominal se faz no masculino plural, como se as mulheres fossem deixadas em segundo plano pela gramática. A autora conclui sua análise aconselhando os profissionais da lingüística a estudar e a modificar as regras gramaticais ‘machistas’.

Em primeiro lugar, a autora parece confundir gênero com sexo. O sexo é uma distinção semântica, biológica. O gênero é uma distinção gramatical, lingüística, e, portanto, relativamente arbitrária. Em português, se eu disser que Vera Fischer é um mulherão, estarei usando o masculino para fazer um elogio à exuberante feminilidade da atriz. Em português, normalmente, o aumentativo em –ão é do gênero masculino, mesmo que a palavra-base seja feminina: casa – casarão, panela – panelão (o sentido da palavra-base se alterou), flor – florão (o sentido da palavra-base se alterou), voz – vozeirão, etc. Em alemão, uma regra gramatical ensina que os diminutivos são neutros. Ora, a palavra ‘Fräulein’ significa ‘senhorita’, mas, como é um diminutivo, é do gênero neutro. Não se pode dizer que os alemães desprezam as moças solteiras...

Em português, o plural é marcado com um afixo –s (-es). Por isso eu sei que a palavra ‘pratos’ está no plural. Mas não existe marca para o singular. Sei que ‘prato’ é singular porque não tem o –s de plural. O mesmo fenômeno ocorre com o gênero. Sei que ‘deusa’ é feminino porque tem a marca de feminino, isto é, o afixo –a. Mas eu sei que ‘Deus’ é masculino porque não tem a marca de feminino, isto é, o masculino em português é um gênero não-marcado assim como o singular é um número não-marcado.

Palavras como ‘pente’, ‘ouro’ e ‘mantra’, por exemplo, são arbitrariamente masculinas. Repare-se que ‘linotipo’, por exemplo, é feminino, embora termine em –o, e que ‘poema’ é masculino, embora termine em –a. As terminações –e, –o –a, chamadas vogais temáticas, são apenas classificatórias. Assim ‘samba’ é masculino (em francês, é ‘la samba’, feminino), mas ‘casa’ é feminino, porque o –a aí não designa gênero. O –o de ‘menino’ também não designa gênero; é apenas vogal temática. O masculino NÃO é marcado em português. ‘Mar’, cuja vogal temática só aparece no plural (marEs), era feminino em português antigo, como atestam expressões atuais como ‘preamar’, ‘baixa-mar’ (em francês, ‘mer’, mar, é feminino).

Assim, não é por machismo que se faz a concordância no masculino quando há muitas mulheres numa sala e apenas poucos homens, antes, pelo contrário, por deferência: como o masculino é gênero não-marcado, usa-se o masculino para não ofender os brios de ninguém. Por isso, pronomes como isso, aquilo, quem, tudo, nada etc. exigem a concordância no masculino: Nada (tudo) é ‘perfeito’, isso é ‘bom’, quem é ‘sério’, etc.

Em segundo lugar, o que os lingüistas e gramáticos deveriam fazer, para evitar a idéia de machismo da língua, não é mudar regras, porque as regras estão interiorizadas em cada falante, e ninguém é dono da língua. O que eles deveriam fazer é mudar a terminologia: em lugar de gênero masculino e feminino, deveríamos dizer gênero não-marcado e gênero marcado.

Afinal, o preconceito não está na língua, mas no falante.”
Fonte: Aventuras na Justiça Social (página do Facebook).
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #55 Online: 22 de Outubro de 2015, 01:09:50 »
"Aluno" vem do latim, "alumnus", e esse "lumnus" é o mesmo "lumnus" de iluminação. A=sem, então aluno é "sem luz". Sem luz = negro. Coloca os negros e pessoas em situação de aquisição de informações como seres inferiores, que precisam ser "iluminados" por seres superiores, negando a sua agência.







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8- “Morena”, “mulata” ( por vim seguidos de tipo exportação).

Usado para mulheres e homens, mas mais comum serem usadas para descrever as mulheres, principalmente quando seguidas pelo termo “tipo exportação”. Aqui o objetivo é amenizar o que somos, “clareando” o negro. Não existe justificativa para negar que alguém é negro, possivelmente você pode estar incomodado em dizer “negro”, e se está é porque acredita que chamar alguém de negro é ofensivo, sendo assim embranquece a pessoa – transformando-a em “morena” ou “mulata”, e isso é racismo.
Sempre pensei que deviamos ter uma palavra para os casos de pessoas que não são abertamente negras nem brancas, ou seja, filhos de um(a) branco(a) com um(a) negro(a)....é como o copo com água pela metade....pode ser meio cheio...ou meio vazio....mas automaticamente vejo as pessoas declarando que eta pessoa é negra.....porque nao branca?...se é meio a meio....50/50.......

Existe "mestiço" mas ninguém gosta da palavra.
Mulato(a)-moreno(a) é muito mais preciso nesta situação, pois indica ascendência proveniente de negros e brancos, e características físicas mescladas destas duas raças.

"Mulato" mais, mas acho que "moreno" é mais abrangente, incluindo brancos "puros", apenas não loiros ou ruivos. Ainda que talvez mais recentemente tenha sido usado também para incluir pessoas miscigenadas entre negros e brancos, mas pendendo algo mais ao fenótipo branco.

"Mulato" (tinha escrito "multado"!) tem o pseudo-problema de dizerem ser uma analogia com "mula". Mas é apenas por hibridação, que ainda é tecnicamente o caso, ainda que não interespecífica. Algumas vezes falam como se o problema fosse pelo animal, "mula", não por ser um híbrido, mas por ser "sinônimo" de "burro" e "asno", mas provavelmente nunca foi usado assim o termo, mesmo por pessoas que fossem mais avessas à miscigenação.

Offline Aronax

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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #56 Online: 22 de Outubro de 2015, 13:47:07 »
Somos designados como seres "humanos".....parece ter a mesma origem de "homem"...devemos dizer então que somos humanos...ou "mulheranos"?..... :biglol:
Uma verdade ou um ser pode ser vista de vários pontos, porém a verdade e o ser estão acima de pontos de vista.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #57 Online: 22 de Outubro de 2015, 13:55:10 »
Bem lembrado. "Humano" inerentemente desumaniza a mulher.

Devemos nos dizer "seres pessoais".

E "gente" como sinônimo de "pessoa" desumaniza/despessoaliza aos judeus, não-gentios.

Offline Johnny Cash

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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #58 Online: 22 de Outubro de 2015, 14:06:09 »
 :histeria: :histeria:

Offline Sergiomgbr

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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #59 Online: 22 de Outubro de 2015, 14:09:21 »
Somos designados como seres "humanos".....parece ter a mesma origem de "homem"...devemos dizer então que somos humanos...ou "mulheranos"?..... :biglol:
Pois é, Da mesma forma, por quê chamar animal de animal, e não de anibem, já que  bichos não tem maldade?

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #60 Online: 22 de Outubro de 2015, 14:15:27 »
Desculpe, "seres e seras pessoais".

Ou seras na frente, não pelo misognismo benevolente de "primeiro as damas", mas por ordem alfabética apenas, que é o melhor parâmetro para esse tipo de ordenação.

Se bem que talvez a própria ordem alfebética já seja misoginista benevolente, ao colocar o "a", feminino, antes de tudo, normalizando o "primeiro as damas" já na base da alfabetização -- talvez melhor dizendo, aquisição de linguagem.

Chega de ordem alfabética. Deve-se aleatorizar as letras e combiná-las aos números a fim de acabar com a programação subliminar de privilégios e preconceitos.

Offline Johnny Cash

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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #61 Online: 22 de Outubro de 2015, 15:14:34 »
Você parece muito preocupado, mas se mostra absolutamente machista se referindo ao a feminino, quando na verdade o a, deveria ser A A feminina,
bem como o o sempre foi masculino.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #62 Online: 22 de Outubro de 2015, 15:43:50 »
Na verdade, tanto o masculino como o feminino deveriam ser de modo geral abolidos. Apenas os genitais são coisas que realmente têm gênero, e não precisam de especificação outra além de sua descrição, como artigos em concordância.

E não vamos nos deixar ludibriar pelos direitistas conservadores fascistas que fingem tentar acabar com a genderização idiomática com "x" em vez de "a" e "o". Qualquer uma pessoa com uma capacidade cognitiva não deficitária (não que isso seja um problema) pode perceber que é fácil fazer o "x" pender para algo "a" ou "o", além de soar como o plural com sotaque carioca -- e então o plural não no sentido positivo, verdadeiramente pluralista, de diversidade, mas no fascista, massificador. "X individux" confunde "o(a) indivíduo(a)" com o plural da mesma coisa, e no fascismo há essa mesma opressão  para a conformidade do indivíduo às normas da sociedade totalitária.

O ideal seria substituir o "a" e o "o" por "ei", que, além de serem vogais, não impoem imperialisticamente o sotaque carioca a todas as pessoas, e ficam entre ambas as letras no em AEIOU -- ainda que, conforme coloquei anteriormente, essa mesma ordem já seja algo questionável.


(As palavras e letras riscadas são um exercício interessante que imaginei agora: nos policiar para vermos como o uso de usar artigos é desnecessário e apenas genderiza gratuitamente o idioma)

Offline Johnny Cash

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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #63 Online: 18 de Novembro de 2015, 08:00:11 »
E o governo ataca.



:/

Offline Johnny Cash

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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #64 Online: 18 de Novembro de 2015, 08:07:36 »
Negociar também deve ser sempre trocado por sinônimo adequado, evitando o termo "acordar" ao máximo da possibilidade do seu discurso, pois pode na eventualidade do uso, acabar sugerindo que você esta brincando com o martírio daqueles que foram injustamente enforcados, no sentido de "passar a corda por".

Da mesma forma, sonegar também deve ser substituído, principalmente quando sabemos que esse termo se origina do latim sŭbnĕgo, como se apenas cidadãos de pele escura que por ventura estejam em condições inferiores, sub alguma coisa, é que afanassem algo do governo.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #65 Online: 18 de Novembro de 2015, 11:47:58 »
O problema já está no morfema "negar", que deveria ser substituído por "desafirmar".

Negativo ("negro ativo") -- substitua-se por sub/infra-zero.


Mas não são só as pessoas de pigmentação que absorve a maior parte do espectro de luz que são vítimas de discriminações profundamente arraigadas na cultura.

Os povos indígenas, alcunhados de "pele vermelha", por sua "agressividade" (que nada mais é do que a resposta natural ao europeu invasor genocida), ainda têm sua cor "vermelha" usada para simbolizar o perigo ou a ordenar que as pessoas parem no trânsito, como que para evitar serem alvos de flechadas. Sinal esse antecedido pelo amarelo, que coloca aos asiáticos como um perigo intermediário, que requer vigilância, alerta, suspeita. E qual é o sinal que nos diz que está tudo bem? O verde, que era a cor dos olhos, de pessoas brancas, preferida por ninguém menos que Hitler.

Offline Johnny Cash

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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #66 Online: 18 de Novembro de 2015, 12:02:34 »
O vermelho... é tão discriminado que até nas conversas sobre discriminação costuma ser excluído e não ter espaço.

Expressões como "Tô no vermelho", que simbolizariam a profunda enrascada daquele que diz, quase que simulam a situação em que forçam os indígenas a viver. Através da repetição e perpetuação da expressão, forçam as comunidades nativas a viverem em cenários absolutamente ruins.

Da mesma forma já educamos nossas crianças a assimilarem que ir mal nas atividades escolares, o que normalmente significa uma vida adulta sob opressão do capital, é o mesmo que ser indígena, através das notas e boletins vermelhos. As crianças são forçadas a assimilar a agressividade inerente ao vermelho, ao comportamento violento que os pais, retrógrados e brancos, assumem ao verificar as notas "abaixo da média" do que seria o resultado do ser humano europeizado padrão. E notas essas que raramente são de disciplinas de cunho natural, como pajelança, dança da chuva, "enfiar a mão no formigueiro" e outras que trariam à sociedade moderna o verdadeiro conhecimento e humanização da pessoa, ao contrário do que trazem essas frias como matemáticas e coisas do tipo.
« Última modificação: 18 de Novembro de 2015, 12:04:56 por Johnny Cash »

Offline Lorentz

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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #67 Online: 18 de Novembro de 2015, 19:33:52 »
Negociar também deve ser sempre trocado por sinônimo adequado, evitando o termo "acordar" ao máximo da possibilidade do seu discurso

"Acordar" demonstra neutralidade de cores com o prefixo "a" seguido de "cor".
"Amy, technology isn't intrinsically good or bad. It's all in how you use it, like the death ray." - Professor Hubert J. Farnsworth

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #68 Online: 18 de Novembro de 2015, 20:10:03 »
Esse "a" é preposição, não anti-afirmação. "A cor dar" é como lusitano fraseariam "dando a cor". A anti-afirmativa seria em "dis-cor-dar", "não dar a cor". Con(com)-cor-dar = "dar a cor".

Parecem termos relativos subliminarmente ao comércio de escravos.

Offline Johnny Cash

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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #69 Online: 18 de Novembro de 2015, 20:26:38 »
Negociar também deve ser sempre trocado por sinônimo adequado, evitando o termo "acordar" ao máximo da possibilidade do seu discurso

"Acordar" demonstra neutralidade de cores com o prefixo "a" seguido de "cor".

É aí que o racismo se manifesta e deixa claro o quão já está arraigado na nossa sociedade.  A neutralidade de cor aparentemente não fere a pessoa humana, mas só aquelas que não são diariamente intituladas como sendo "de cor", nesse sentido, uma neutralidade seria o mesmo que a anulação da raça e por consequente a manutenção da condição de sub, aquele que não existe no discurso.

Pra você que é branco é fácil falar em neutralidade. Mas para a polícia quem é "de cor" não é neutro. #aecioNever

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #70 Online: 18 de Novembro de 2015, 21:08:02 »
Pra você que é branco é fácil falar em neutralidade.



A "neutralidade", ou "color blindness", é na verdade apenas fechar os olhos para o racismo, fingir que não se vê.

E que é um problema que nem pode ser reduzido a "cor" no sentido da cor que vemos com nossos olhos:






Não podemos fechar nossos olhos, e mesmo ter eles abertos, ainda não é o suficiente para enxergar toda a dimensão do problema. #AécioFHCSerraPrivatariaTorturaNuncaMais

Offline Donatello

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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #71 Online: 20 de Novembro de 2015, 11:24:53 »
Maluco! mas a página do Governo de Brasília levou uma surra épica nos comentários sobre esta justiçada das 'expressões racistas'. O estagiário que dá as respostas prontas ficou perdidinho :histeria:

Offline Johnny Cash

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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #72 Online: 20 de Novembro de 2015, 14:24:06 »
Verdade. A resposta mais padronizada era sempre "... mas tem gente que se sente ofendida com esses vocábulos", insistindo na ideia de que todo menino mimado ofendido deve provocar mudanças na sociedade através de leis.


Offline Sergiomgbr

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Re:Léxico Politicamente-Correto
« Resposta #74 Online: 20 de Novembro de 2015, 15:20:14 »
Afff, ainda existe essa de sentar em posição de lotus para parecer cool ...

 

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