Autor Tópico: Perguntas sem-vergonha sobre física...  (Lida 97730 vezes)

0 Membros e 2 Visitantes estão vendo este tópico.

Offline Gauss

  • Nível 31
  • *
  • Mensagens: 1.930
  • Sexo: Masculino
  • A Lua cheia não levanta-se a Noroeste
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1450 Online: 25 de Dezembro de 2016, 18:48:24 »
[...]Quando eu defendo a Crítica de Hume ao indutivismo, o falsificacionismo popperiano, o keynesianismo ou qualquer outra idéia que foge um pouco do senso comum, eu tomo o máximo de cuidado pra apresentá-las de forma didática e construir uma argumentação convincente. Não saio despejando as ideias prontas e , quando questionado, mando o interlocutor estudar, ler um livro ou assistir um vídeo pra 'ter o direito' de questionar.

Mas o keynesianismo não foge muito do senso comum do brasileiro. A Escola Keynesiana é anti-liberal*, defende um estado gigante, interventor e por vezes paternalista. Isso vai de acordo com o senso comum dos brasileiros. Difícil é convencer o povão que a austeridade, o controle da inflação e as privatizações, defendidas pela liberal Escola de Chicago, por exemplo, são coisas boas.


*Me surpreende você defender o keynesianismo, você não era liberal?
“A matemática é a rainha das ciências.”
Carl Friedrich Gauss.

Offline Buckaroo Banzai

  • Nível Máximo
  • *
  • Mensagens: 32.078
  • Sexo: Masculino
  • ...
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1451 Online: 25 de Dezembro de 2016, 20:15:42 »
Me dá oportunidade de postar um link para tópico relacionado que ainda não li, e fazendo aumenta as chances de vir a ler:

Há vários tópicos aqui em que o keynesianismo é tratado. Há inclusive um que eu criei há muito tempo. Porém em todos esses tópicos nunca foi feita uma discussão sobre a polêmica keynesianismo vs economia clássica de forma mais consistente, focando apenas o aspecto econômico ou técnico da coisa. Ao contrário, nesses tópicos o assunto acabou desandando para disputas político-ideológicas de caráter mais panfletário do que lógico.

[...]



Pelo meu "conhecimento" superficial da coisa, as pessoas não precisam ser keynesianistas ou não-liberais para defender keynesianismo (ou aspectos dele), fazê-lo em alguns aspectos deve ser simplesmente pré-condição de não ser bitolado dogmático em alguma escola econômica mais heterodoxa. Inclusive tem um canal do youtube que é bastante libertário (o nome já deve ser liberty qualquer coisa) em que, numas aulinhas introdutórias de economia, expunha (dentra outras) a teoria dos ciclos do negócios de Keynes. Nos comentários só dava libertário se descabelando. Mas o autor do vídeo mesmo é do marginal revolution.

Offline Gauss

  • Nível 31
  • *
  • Mensagens: 1.930
  • Sexo: Masculino
  • A Lua cheia não levanta-se a Noroeste
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1452 Online: 25 de Dezembro de 2016, 20:23:34 »
Pelo meu "conhecimento" superficial da coisa, as pessoas não precisam ser keynesianistas ou não-liberais para defender keynesianismo (ou aspectos dele), fazê-lo em alguns aspectos deve ser simplesmente pré-condição de não ser bitolado dogmático em alguma escola econômica mais heterodoxa. Inclusive tem um canal do youtube que é bastante libertário (o nome já deve ser liberty qualquer coisa) em que, numas aulinhas introdutórias de economia, expunha (dentra outras) a teoria dos ciclos do negócios de Keynes. Nos comentários só dava libertário se descabelando. Mas o autor do vídeo mesmo é do marginal revolution.

Há quem diga que o mais bonito e perfeito sistema econômico na teoria é o Keynesianismo. Mas quando posto em prática...
Citação de: Milton Friedman
Reler a Teoria Geral... me fez lembrar o grande economista que Keynes era e como eu simpatizo com seus métodos e com seus objetivos de maneira muito mais intensa do que muitos de seus seguidores.... Creio que a teoria de Keynes é o tipo certo de teoria: é simples, se concentra em algumas poucas magnitudes essenciais e possui enorme potencial.  No entanto, fui levado a rejeitá-la, não por causa dessas características, mas sim porque creio que ela foi desmentida pelas evidências: suas previsões não foram confirmadas pela experiência.

O Keynesianismo é sim considerado uma escola econômica anti-liberalismo econômico, devido a participação crucial do estado na economia. Mas isso não impede que alguns liberais (liberais sociais) utilizem as ideias de Keynes. E também não devemos pensar que a simples existência do estado e sua participação em setores básicos da economia, como na saúde ou na educação, ou até mesmo na previdência é sinal de keynesianismo.
« Última modificação: 25 de Dezembro de 2016, 20:30:47 por Gauss »
“A matemática é a rainha das ciências.”
Carl Friedrich Gauss.

Offline Buckaroo Banzai

  • Nível Máximo
  • *
  • Mensagens: 32.078
  • Sexo: Masculino
  • ...
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1453 Online: 25 de Dezembro de 2016, 20:55:59 »
Não sei se "é" anti-liberal -- ainda que certamente muitos considerarão assim, já que até os chicaganos podem ser comunistas dependendo de quem se perguntar.

Deve haver graus de "liberalismo", desde anarquia, até estado mínimo com proteção estatal a propriedade, mas mesmo liberais "clássicos" e talvez até libertários poderão ver acréscimos como legislação que favoreça competividade no mercado como algo favorável (preferível a monopólios, cartéis, trapaças), e, dando um passo a mais, coisas como algum controle da moeda e juros (não controle "absoluto", arbitrário, como se tudo se resolvesse na canetada), e ainda ser "liberal", se as legislações relacionadas a atividade econômica (mas aqui acho que já fugindo de "keynesianismo", tanto quanto sei, acho que não lida com esses aspectos) não sejam obstáculo, mas favoreçam a indústria e ao comércio. Leis trabalhistas sensatas, moderadas, regulamentações ambientais idem, facilidade em abrir e fechar empresas, etc.

Em vez de coisas como, o cara quer abrir uma padaria, e não pode alugar um forno, tem que comprar o próprio, ter que contratar padeiros com licença em pastologia aplicada e pós em franco-panificação, etc.



Citar
http://www.pbs.org/wgbh/commandingheights/shared/minitextlo/ess_chicagoschool.html

[...]  For the Chicago economists, the conclusions for government policy were clear: Wherever possible, private activity should take over from public activity. The less government did, the better. Intervention in the money supply distorted the markets; better instead to have a steady, predictable growth in the money supply. This was the very opposite of the Keynesian idea that government could smooth out economic fluctuations. This aspect of the Chicago approach, and its later variants, became known as monetarism. [...]



(Achava que ao menos esse tópico estaria mais a salvo de esquerda vs direita em política e economia, até por já haver um "perguntas sobre política, economia, e história que não merecem tópico próprio, e tantos outros tópicos onde já se aborda o tema, havendo então maior chance de concentrá-lo)

Offline Gauss

  • Nível 31
  • *
  • Mensagens: 1.930
  • Sexo: Masculino
  • A Lua cheia não levanta-se a Noroeste
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1454 Online: 25 de Dezembro de 2016, 21:11:54 »
Não quero estender o assunto neste tópico, mas a Escola de Chicago não tem nada a ver com keynesianismo, na verdade Chicaguistas(Monetaristas) e Keynesianos estão literalmente em lados opostos. E a existência do estado em legislações básicas não é sinônimo de Keynesianismo, como já disse anteriormente. E claro que para austríacos mais rothbardianos ambos não passam de socialistazinhos.
“A matemática é a rainha das ciências.”
Carl Friedrich Gauss.

Offline DDV

  • Nível Máximo
  • *
  • Mensagens: 9.379
  • Sexo: Masculino
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1455 Online: 26 de Dezembro de 2016, 02:30:28 »
*Me surpreende você defender o keynesianismo, você não era liberal?

A teoria keynesiana trouxe 'novidades' importantes para a economia, que estão incorporadas atualmente no mainstream (Síntese Neoclássica) seguido por 10 em cada 10 ministérios da economia (ou fazenda).

Um exemplo é o princípio da demanda efetiva, negligenciado pela escola clássica, e a constatação de que a extrapolação de fenômenos microeconômicos para a economia como um todo leva a resultados diferentes do esperado*.

* Um exemplo, se um indivíduo poupa, aumenta seu poder de investimento e consequentemente seu potencial de lucrar. Mas se todo mundo poupa, a atividade econômica cai e a renda de todos decresce.



Não acredite em quem lhe disser que a verdade não existe.

"O maior vício do capitalismo é a distribuição desigual das benesses. A maior virtude do socialismo é a distribuição igual da miséria." (W. Churchill)

Offline DDV

  • Nível Máximo
  • *
  • Mensagens: 9.379
  • Sexo: Masculino
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1456 Online: 26 de Dezembro de 2016, 02:34:55 »
E aqui também encerro este assunto. Se quiserem continuar, façam em outro tópico e avisem.
Não acredite em quem lhe disser que a verdade não existe.

"O maior vício do capitalismo é a distribuição desigual das benesses. A maior virtude do socialismo é a distribuição igual da miséria." (W. Churchill)

Offline JJ

  • Nível Máximo
  • *
  • Mensagens: 5.705
  • Sexo: Masculino
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1457 Online: 26 de Dezembro de 2016, 08:25:18 »
Leandro Karnal conta que seus alunos leem três parágrafos de Nietzsche e decretam: "Não concordo!".

Ele simplesmente responde:" Se você estudar Nietzsche 30 anos no original em alemão talvez você entenda.  E a chance de não concordar é pouca."

Que ridículo isso. Variação de apelo a autoridade. Você pode "refutar" qualquer discordância dessa maneira. "Vai estudar Marx/Mises/Jesus/Feng-Shui por trinta anos primeiro e depois vem dar sua opiniãozinha, ok".


Serve também para a religião:  "Vai estudar o livro famoso X  (estudado por vários mestres e doutores)  por trinta anos primeiro e depois vem dar sua opiniãozinha, ok".



« Última modificação: 26 de Dezembro de 2016, 08:58:24 por JJ »

Offline Buckaroo Banzai

  • Nível Máximo
  • *
  • Mensagens: 32.078
  • Sexo: Masculino
  • ...
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1458 Online: 26 de Dezembro de 2016, 09:52:05 »
Não quero estender o assunto neste tópico, mas a Escola de Chicago não tem nada a ver com keynesianismo, na verdade Chicaguistas(Monetaristas) e Keynesianos estão literalmente em lados opostos. E a existência do estado em legislações básicas não é sinônimo de Keynesianismo, como já disse anteriormente. E claro que para austríacos mais rothbardianos ambos não passam de socialistazinhos.

Isso está escrito na citação que eu fiz.... :hein:

Offline Sirhu

  • Nível 04
  • *
  • Mensagens: 44
  • Sexo: Masculino
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1459 Online: 26 de Dezembro de 2016, 09:53:56 »
Em filosofia, com poucas exceções*, o que prevalece no final é a mera opinião de cada um, então não há nada errado ou inesperado nos casos citados.



*Lógica e epistemologia.
Você não acha que existem opiniões melhores, ou mais plausíveis que outras? Óbvio que no final, cada um escolhe o que lhe convém, porém acho que podem haver opiniões que chegam mais próximo de uma verdade. Relativizar é simplesmente dizer que toda e qualquer filosofia possui idêntico valor, o que não é verdade.

Offline Pedro Reis

  • Nível 30
  • *
  • Mensagens: 1.848
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1460 Online: 26 de Dezembro de 2016, 20:05:34 »
Leandro Karnal conta que seus alunos leem três parágrafos de Nietzsche e decretam: "Não concordo!".

Ele simplesmente responde:" Se você estudar Nietzsche 30 anos no original em alemão talvez você entenda.  E a chance de não concordar é pouca."

Que ridículo isso. Variação de apelo a autoridade. Você pode "refutar" qualquer discordância dessa maneira. "Vai estudar Marx/Mises/Jesus/Feng-Shui por trinta anos primeiro e depois vem dar sua opiniãozinha, ok".


Serve também para a religião:  "Vai estudar o livro famoso X  (estudado por vários mestres e doutores)  por trinta anos primeiro e depois vem dar sua opiniãozinha, ok".


Sim, o espantalho serve e se encaixa perfeitamente. Nós podemos até sintetizar e generalizar o espantalho ( tomando cuidado para não fazer um espantalho do espantalho ) para ficar ainda mais claro a falácia de apelo à autoridade: "Não questione nada até ser considerado um perito no assunto."

E então seria com essa postura que Leandro Karnal, historiador gaúcho formado pela Universidade Vale dos Sinos e Universidade de São Paulo, professor da prestigiosa UNICAMP, ministraria seus cursos.

Toda vez que um aluno levanta a mão ele simplesmente o faz calar dizendo: "Mas quem você pensa que é para estar questionando isso?"

Mesmo assim é considerado um grande professor, idolatrado pelos alunos. O cara "modinha" que é. Ah, não se fazem mais alunos como nos tempos da ditadura. Nem professores!

Ou isso, ou você pode suspeitar levemente que não há hipótese de se extrair esta conotação da citação que foi feita.

O comentário em questão exige mínima perspicácia para se perceber que provavelmente é puramente retórico, não sendo o relato exato de nenhuma situação que já tenha ocorrido realmente em sala de aula, mas apenas utilizado para ilustrar  descontraidamente de um tipo de mentalidade ingênua e até certo ponto pretensiosa, que ele observa nos seus alunos.

As possíveis razões para esse tipo de comportamento ( dos alunos ) assim como o contexto da palestra em que o Karnal fez a piadinha citada já expliquei e esmiucei 4 ou 5 "posts" 'pra' trás, portanto não há necessidade de me repetir.

Mas observe isso:

Citação de: Buckaroo Banzai
No que foi dito, não está implícito que o cara tenha "desprezado Nietzsche depois de ler três parágrafos", mas mais provavelmente ele discordou de um ponto em particular. Por mais que se possa dar alguma razão a todo culto que ele recebe, seus textos não são verdades incontestáveis, irretocáveis em qualquer ponto. Nem sabemos qual foi a discordância do sujeito. Pode ser que ela possa ser bem sustentada, e até fazer parte da crítica filosófica a Nietzsche, nunca vamos saber.

O "cara"? "Ele"? O "sujeito"?!

E nem sabemos qual foi a discordância do sujeito. Nunca vamos saber.

É verdade, porque ainda por cima existe a dificuldade adicional de que NÃO EXISTE NENHUM SUJEITO.

O cara, ele, o sujeito que depois de ler 3 parágrafos discordou de algum ponto do pensamento de Nietzsche, mas teve sua crítica prontamente desqualificada com uma reles falácia de apelo à autoridade (postura muito incomum para um professor) NEM SEQUER EXISTE! Este sujeito que apareceu aí não se sabe como é só mais um espantalho.

Porque isto é que foi citado:

Citar
Leandro Karnal conta que seus alunos leem três parágrafos de Nietzsche e decretam: "Não concordo!".



Se se quer fazer leitura literal, sem "interpretações generosas", o que estaria não só implícito, mas explícito, é que TODOS OS ALUNOS do Leandro Karnal, após lerem 3 parágrafos de Nietzsche ( não 2 ou 4 parágrafos, mas exatamente 3 ) DISCORDAM!

Se todos concordam com a mesma discordância e se esta pode ser bem sustentada e até fazer parte da crítica filosófica a Nietzsche, a citação não deixa pistas.

Só mandando um e-mail para o Leandro Karnal para saber.

Offline Pedro Reis

  • Nível 30
  • *
  • Mensagens: 1.848
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1461 Online: 26 de Dezembro de 2016, 20:09:48 »
Em filosofia, com poucas exceções*, o que prevalece no final é a mera opinião de cada um, então não há nada errado ou inesperado nos casos citados.



*Lógica e epistemologia.
Você não acha que existem opiniões melhores, ou mais plausíveis que outras? Óbvio que no final, cada um escolhe o que lhe convém, porém acho que podem haver opiniões que chegam mais próximo de uma verdade. Relativizar é simplesmente dizer que toda e qualquer filosofia possui idêntico valor, o que não é verdade.

Eu diria que tem mais valor o conhecimento que busca, na medida do possível, ser algo além de mera opinião.

Offline Buckaroo Banzai

  • Nível Máximo
  • *
  • Mensagens: 32.078
  • Sexo: Masculino
  • ...
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1462 Online: 26 de Dezembro de 2016, 20:15:31 »

Leandro Karnal conta que seus alunos leem três parágrafos de Nietzsche e decretam: "Não concordo!".

Ele simplesmente responde:" Se você estudar Nietzsche 30 anos no original em alemão talvez você entenda.  E a chance de não concordar é pouca."

Que ridículo isso. Variação de apelo a autoridade. Você pode "refutar" qualquer discordância dessa maneira. "Vai estudar Marx/Mises/Jesus/Feng-Shui por trinta anos primeiro e depois vem dar sua opiniãozinha, ok".


Serve também para a religião:  "Vai estudar o livro famoso X  (estudado por vários mestres e doutores)  por trinta anos primeiro e depois vem dar sua opiniãozinha, ok".


Sim, o espantalho serve e se encaixa perfeitamente. Nós podemos até sintetizar e generalizar o espantalho ( tomando cuidado para não fazer um espantalho do espantalho ) para ficar ainda mais claro a falácia de apelo à autoridade: "Não questione nada até ser considerado um perito no assunto."

E então seria com essa postura que Leandro Karnal, historiador gaúcho formado pela Universidade Vale dos Sinos e Universidade de São Paulo, professor da prestigiosa UNICAMP, ministraria seus cursos.

Mais apelo a autoridade para refutar que aquilo foi um apelo a autoridade e não argumento! :biglol:



Citar
Mesmo assim é considerado um grande professor, idolatrado pelos alunos.

3 + ad populum



Citar
Ou isso, ou você pode suspeitar levemente que não há hipótese de se extrair esta conotação da citação que foi feita.

O comentário em questão exige mínima perspicácia para se perceber que provavelmente é puramente retórico, não sendo o relato exato de nenhuma situação que já tenha ocorrido realmente em sala de aula, mas apenas utilizado para ilustrar  descontraidamente de um tipo de mentalidade ingênua e até certo ponto pretensiosa, que ele observa nos seus alunos.

Não deixa de sar apelo a autoridade por isso.






Citar
Citação de: Buckaroo Banzai
No que foi dito, não está implícito que o cara tenha "desprezado Nietzsche depois de ler três parágrafos", mas mais provavelmente ele discordou de um ponto em particular. Por mais que se possa dar alguma razão a todo culto que ele recebe, seus textos não são verdades incontestáveis, irretocáveis em qualquer ponto. Nem sabemos qual foi a discordância do sujeito. Pode ser que ela possa ser bem sustentada, e até fazer parte da crítica filosófica a Nietzsche, nunca vamos saber.

O "cara"? "Ele"? O "sujeito"?!

E nem sabemos qual foi a discordância do sujeito. Nunca vamos saber.

É verdade, porque ainda por cima existe a dificuldade adicional de que NÃO EXISTE NENHUM SUJEITO.

O cara, ele, o sujeito que depois de ler 3 parágrafos discordou de algum ponto do pensamento de Nietzsche, mas teve sua crítica prontamente desqualificada com uma reles falácia de apelo à autoridade (postura muito incomum para um professor) NEM SEQUER EXISTE! Este sujeito que apareceu aí não se sabe como é só mais um espantalho.

Porque isto é que foi citado:

Citar
Leandro Karnal conta que seus alunos leem três parágrafos de Nietzsche e decretam: "Não concordo!".



Se se quer fazer leitura literal, sem "interpretações generosas", o que estaria não só implícito, mas explícito, é que TODOS OS ALUNOS do Leandro Karnal, após lerem 3 parágrafos de Nietzsche ( não 2 ou 4 parágrafos, mas exatamente 3 ) DISCORDAM!

Se todos concordam com a mesma discordância e se esta pode ser bem sustentada e até fazer parte da crítica filosófica a Nietzsche, a citação não deixa pistas.

Só mandando um e-mail para o Leandro Karnal para saber.


OK, então troque "o cara" por "os alunos", simplesmente. Não tem "espantalho" algum, novamente, só repetição imprecisa do que foi dito.

É bem provável que sejam discordâncias diferentes, mas provavelmente não vamos saber. Aparentemente o texto/palestra apenas faz esse apelo a autoridade e prossegue reforçando sobre como as pessoas são presunçosas ou algo assim.

Offline Pedro Reis

  • Nível 30
  • *
  • Mensagens: 1.848
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1463 Online: 26 de Dezembro de 2016, 20:58:41 »

Mais apelo a autoridade para refutar que aquilo foi um apelo a autoridade e não argumento! :biglol:


Mais uma demonstração da dificuldade de compreender colocações elementares, menos que simples.

 :histeria:


Eu estou dizendo que não é razoável esperar que professores do nível de uma UNICAMP, ministrem seus cursos da maneira como você se esforça para imaginar que possam ser ministrados, só para que o descabimento óbvio do seu espantalho não pareça tão evidente como não tem como não parecer que é.

E que ainda por cima seria mais difícil explicar porque um professor com uma postura tão autoritária e até anti-acadêmica seria tido em alta conta por seus alunos.

Mas até isso, Banzai, você não é capaz de rebater sem um espantalho tosco?


OK, então troque "o cara" por "os alunos", simplesmente. Não tem "espantalho" algum, novamente, só repetição imprecisa do que foi dito.

É bem provável que sejam discordâncias diferentes, mas provavelmente não vamos saber. Aparentemente o texto/palestra apenas faz esse apelo a autoridade e prossegue reforçando sobre como as pessoas são presunçosas ou algo assim.

É bem provável que sejam discordâncias diferentes???!!!

Ah, quer dizer então que esta foi realmente a sua interpretação inteligentíssima do que ele realmente teria dito: que TODOS OS SEUS ALUNOS, ao lerem até o TERCEIRO parágrafo de alguma coisa de Nietzche, simplesmente decretam: DISCORDO!

Mas é provável que sejam discordâncias diferentes...  :histeria:

Offline Pedro Reis

  • Nível 30
  • *
  • Mensagens: 1.848
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1464 Online: 26 de Dezembro de 2016, 21:02:41 »
Esta é uma pergunta sem vergonha sobre Física ou Astronomia.

Normalmente as falhas nos arjumentos terraplanáticos não demandam muito esforço para serem percebidas.

Mas no vídeo que vou exibir neste "post", no item 7, o cara faz uma pergunta que eu não soube responder.

Há algumas falhas no modelo. A órbita da Tera é elíptica, com o sol em um dos focos da elipse, e não circular. E a posição da Terra após determinado tempo deveria ser precisamente determinada pela leis de movimento de Kepler, algo que ele também não considera.

Mas esses pontos não são tão relevantes, eu vou colocar o argumento do vídeo de outra forma que deve deixar o problema mais claro.

Suponha que alguém está em algum ponto da Terra, com o sol a pino, e seu relógio marca exatamente meio dia. Depois de 182 ciclos exatos de 24 horas, este relógio estará novamente marcando exatamente meio dia.

Porém, após este período de tempo, a Terra estará na sua órbita ao redor do sol em um ponto aproximadamente oposto ao que estava exatamente 182 dias atrás. Quer dizer, a Terra agora estará em algum ponto "DO OUTRO LADO SOL".

Portanto neste exato momento deveria ser noite para este observador, mas o seu relógio estará marcando meio dia.

Onde está o erro?



Ao ser incapaz de perceber onde está o equívoco, o que seria mais inteligente da minha parte:

Procurar aprofundar meus conhecimentos de Astronomia para compreender onde provavelmente estou errando?

Ou...

Concluir que o heliocentrismo é bobagem e que ninguém antes de mim já percebeu e foi capaz de explicar o que está sendo questionado?




Sugerir que é ingênuo discordar de algo tão comprovado, testado e estudado há séculos, por centenas de milhares de astrônomos, astrofísicos, cosmólogos, etc, etc, etc... entre os quais se devem incluir muitos dos grandes gênios produzidos pela humanidade, apenas com base em algo que uma pessoa com conhecimento ainda bastante modesto provavelmente não foi capaz de entender, seria uma variante da falácia de apelo a autoridade?

Offline Lakatos

  • Nível 35
  • *
  • Mensagens: 2.895
  • Sexo: Masculino
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1465 Online: 26 de Dezembro de 2016, 21:10:05 »
E erro está na diferença entre o dia solar e o dia sideral. O período rotação da Terra em torno do seu próprio eixo é de 23 horas e 56 minutos, e os outros 4 minutos são o necessário para o planeta voltar a ficar na mesma posição em relação ao Sol. Ou seja, se nossos relógios só tivessem 23 horas e 56 minutos, o argumento dele faria sentido, mas os minutos acrescentados já servem como fator de correção para não acontecer essa discrepância. Esses 4 minutos acrescentados diariamente compensarão essa "meia-volta" que seria observada em 6 meses.

obs: aproximei os valores numéricos para simplificar.
« Última modificação: 26 de Dezembro de 2016, 21:38:37 por Lakatos »

Offline Pedro Reis

  • Nível 30
  • *
  • Mensagens: 1.848
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1466 Online: 26 de Dezembro de 2016, 21:26:29 »
E erro está na diferença entre o dia solar e o dia sideral. O período rotação da Terra em torno do seu próprio eixo é de 23 horas e 56 minutos, e os outros 4 minutos são o necessário para o planeta voltar a ficar na mesma posição em relação ao Sol. Ou seja, se nossos relógios só tivessem 23 horas e 56 minutos, o argumento dele faria sentido, mas os minutos acrescentados já servem como fator de correção para não acontecer essa discrepância. Ou seja, esses 4 minutos acrescentados diariamente compensarão essa "meia-volta" que seria observada em 6 meses.

obs: aproximei os valores numéricos para simplificar.

Ok, vai dar uma compensação exata 11 horas, 55 minutos e 48 segundos.

Bem o tempo que está "faltando".

Então vou abusar mais dos seus conhecimentos: a velocidade linear da translação da Terra é sempre constante?

Offline Lakatos

  • Nível 35
  • *
  • Mensagens: 2.895
  • Sexo: Masculino
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1467 Online: 26 de Dezembro de 2016, 21:35:08 »
E erro está na diferença entre o dia solar e o dia sideral. O período rotação da Terra em torno do seu próprio eixo é de 23 horas e 56 minutos, e os outros 4 minutos são o necessário para o planeta voltar a ficar na mesma posição em relação ao Sol. Ou seja, se nossos relógios só tivessem 23 horas e 56 minutos, o argumento dele faria sentido, mas os minutos acrescentados já servem como fator de correção para não acontecer essa discrepância. Ou seja, esses 4 minutos acrescentados diariamente compensarão essa "meia-volta" que seria observada em 6 meses.

obs: aproximei os valores numéricos para simplificar.

Ok, vai dar uma compensação exata 11 horas, 55 minutos e 48 segundos.

Bem o tempo que está "faltando".

Então vou abusar mais dos seus conhecimentos: a velocidade linear da translação da Terra é sempre constante?

Não. É um pouco mais rápida quando a Terra está mais perto do Sol e um pouco mais lenta quando a Terra está mais longe.

Offline Buckaroo Banzai

  • Nível Máximo
  • *
  • Mensagens: 32.078
  • Sexo: Masculino
  • ...
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1468 Online: 26 de Dezembro de 2016, 22:07:01 »

Mais apelo a autoridade para refutar que aquilo foi um apelo a autoridade e não argumento! :biglol:


Mais uma demonstração da dificuldade de compreender colocações elementares, menos que simples.

 :histeria:


Eu estou dizendo que não é razoável esperar que professores do nível de uma UNICAMP, ministrem seus cursos da maneira como você se esforça para imaginar que possam ser ministrados, só para que o descabimento óbvio do seu espantalho não pareça tão evidente como não tem como não parecer que é.

Não tem espanalho algum. A frase citada não passa de apelo a autoridade. Isso pode ser minimizado dentro de um contexto maior, mas é um apelo a autoridade.

Não tem sugestão alguma do que eu "me esforço apra imaginar" sobre como poderia ser um curso da UNICAMP.



Citar
E que ainda por cima seria mais difícil explicar porque um professor com uma postura tão autoritária e até anti-acadêmica seria tido em alta conta por seus alunos.

Novamente, você vai acrescentando coisas não ditas para construir o seu espantalho, o único aqui.




Citar
OK, então troque "o cara" por "os alunos", simplesmente. Não tem "espantalho" algum, novamente, só repetição imprecisa do que foi dito.

É bem provável que sejam discordâncias diferentes, mas provavelmente não vamos saber. Aparentemente o texto/palestra apenas faz esse apelo a autoridade e prossegue reforçando sobre como as pessoas são presunçosas ou algo assim.

É bem provável que sejam discordâncias diferentes???!!!

Ah, quer dizer então que esta foi realmente a sua interpretação inteligentíssima do que ele realmente teria dito: que TODOS OS SEUS ALUNOS, ao lerem até o TERCEIRO parágrafo de alguma coisa de Nietzche, simplesmente decretam: DISCORDO!

Mas é provável que sejam discordâncias diferentes...  :histeria:

E depois vem falar que eu é que estou criando espantalho. Todo esse esforço para não admitir que a citação é apenas um apelo a autoridade.

Offline Gigaview

  • Nível Máximo
  • *
  • Mensagens: 11.222
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1469 Online: 26 de Dezembro de 2016, 22:41:43 »
Putz....a Terra é plana mesmo.

Offline Pedro Reis

  • Nível 30
  • *
  • Mensagens: 1.848
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1470 Online: 27 de Dezembro de 2016, 00:13:19 »
Putz, vai ficando cada vez pior.

Eu digo: olhe, aqui está este professor de uma boa universidade, que teve uma boa formação acadêmica, e portanto não é a conclusão mais inteligente do mundo imaginar que na UNICAMP professores de Ciências Sociais e que são considerados bons professores, rejeitem e censurem qualquer crítica dos alunos ao que está sendo apresentado simplesmente dizendo: " Cale a boca, você não tem capacidade para questionar ideias de grandes autoridades."

( Este indubitavelmente um exemplo do uso da falácia do apelo à autoridade )

Realmente esta seria uma pedagogia bizarra, e eu não sei como este sujeito ainda estaria fazendo parte do quadro docente da UNICAMP.

Ainda mais bizarro é que com esse tipo de postura antipática, autoritária e anti-acadêmica, esse professor consegue ser tido em alta conta entre os alunos.

Toda esta dissertação desnecessária para não dar margem até mesmo a alguém com extrema dificuldade com o raciocínio lógico de NÃO perceber/entender/enxergar que haveria nisso um gritante anacronismo. Dando também a oportunidade de até mesmo alguém com alguma dificuldade de se dar conta que SE a interpretação de que a intenção do que foi dito SERIA

"Cale a boca, não questione um luminar do saber."

Então é absurda, anacrônica com o ambiente acadêmico, com a pedagogia, com o bom nível de formação e o reconhecimento que goza o professor em questão, inclusive entre os seus alunos, logo não deveria ser extremamente difícil conjecturar que ESSA interpretação não faz sentido, não encaixa com os fatos, não é compatibilizável com o contexto.

E disto, por contraposição, se espera que de algum facho milagroso de luz possa surgir o entendimento da correta conotação e intenção da suposto comentário que teria sido feito pelo professor em questão. Mas parece que em vez de luz a grande noite se abate ainda mais pesadamente sobre certas cabeças porque em vez de questionar o argumento acima tão didaticamente explanado... vejam senhores, o que é que vem:

"Mencionar qualquer coisa do currículo de Leandro Karnal é apelo a autoridade para provar seu ponto."

Será preciso desenhar que apelo a autoridade seria apelar para os títulos do Karnal como prova de que o Karnal porventura estaria correto em alguma de suas teses?

Mas que tese exatamente do Leandro Karnal estaria sendo discutida aqui? Não percebi nenhuma, alguém saberia me dizer?

Porque a tese que ele está contestando ( mas já nem sabe mais ) é a minha. Só pra lembrar: a tese de que ele não está entendendo o que o cara quis dizer. Nesse caso a única apelação que eu poderia usar seria apresentar O MEU currículo como gari da Comlurb, atividade profissional em que me destaquei.

Mas não estou aqui para intimidar ninguém...

Mas nunca se comete um erro tão grande que não se possa errar ainda mais: aventar que seria estranho um professor que tem por hábito censurar seus alunos com apelos a autoridade ser popular entre estes mesmos alunos, é confundido com "ad populum". Que seria argumentar que o professor está certo porque é popular entre seus alunos.

Vamos ser bastante didáticos aqui, e depois observem, como sempre, a discrepância entre o que você entendeu sem a menor dificuldade e o samba do crioulo doido que ele vai conseguir fazer:

Se alguém disser: "O professor tem razão pois é popular" é um exemplo de "ad populum".

Mas dá para perceber que o argumento: "Um professor que espanca brutalmente seus alunos dificilmente seria popular" é OUTRO argumento, estruturalmente diferente quanto à forma, e não falacioso?

Qual parte disso é difícil entender?

Então eu simplesmente observo que: "A conotação que você equivocadamente está atribuindo ao comentário do professor é incompatível com a estima que este professor tem dos alunos."

"AD POPULUM"!! Brilhante! Se isto não é um espantalho tosco, é o quê?

Talvez seja apenas uma dificuldade ingênita para interpretar frases sintaticamente complexas com um sujeito, um verbo e um objeto direto. Por via das dúvidas é que me esforço assim para me expressar o mais claramente possível, mas preste atenção entre o abismo profundo do que você acabou de entender sem a menor dificuldade e o fluxo de disparates desconexos que será gerado como resposta.

Offline Pedro Reis

  • Nível 30
  • *
  • Mensagens: 1.848
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1471 Online: 27 de Dezembro de 2016, 00:13:52 »
Putz....a Terra é plana mesmo.

Eu que nunca tinha ouvido falar de dia sideral já estava revendo meus conceitos.

Offline Pedro Reis

  • Nível 30
  • *
  • Mensagens: 1.848
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1472 Online: 27 de Dezembro de 2016, 00:16:21 »

Não. É um pouco mais rápida quando a Terra está mais perto do Sol e um pouco mais lenta quando a Terra está mais longe.

Certo, então na verdade aquele cálculo que eu fiz é só uma aproximação, né?

E essa variação de velocidade não afeta a duração do dia sideral?

Offline Lakatos

  • Nível 35
  • *
  • Mensagens: 2.895
  • Sexo: Masculino
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1473 Online: 27 de Dezembro de 2016, 00:52:24 »

Não. É um pouco mais rápida quando a Terra está mais perto do Sol e um pouco mais lenta quando a Terra está mais longe.

Certo, então na verdade aquele cálculo que eu fiz é só uma aproximação, né?

E essa variação de velocidade não afeta a duração do dia sideral?

Não dá uma diferença tão grande, porque a variação é muito pequena, já que a elipse da órbita terrestre é muito próxima de um círculo.

Imagine que haja um barbante esticado entre a Terra e o Sol, formando uma linha reta. Conforme a Terra faz o movimento de translação, esse barbante "varre" um determinada área do espaço. É essa área que é constante para tempos iguais. Quando a Terra está perto do Sol, ela "precisa" ir mais rápido para o barbante cobrir uma área grande. Quando está mais longe, mais devagar.

Na figura, a região azul seria essa área "varrida" pelo barbante. Na esquerda, o planeta está indo mais rápido para cobrir uma área igual à coberta na situação da direita. É a Segunda Lei de Kepler.



Mas, como mencionei, o fato de a órbita da Terra ser praticamente um círculo faz com que essa variação de velocidade seja muito pequena.

Offline Pedro Reis

  • Nível 30
  • *
  • Mensagens: 1.848
Re:Perguntas sem-vergonha sobre física...
« Resposta #1474 Online: 27 de Dezembro de 2016, 10:06:39 »
Mas, como mencionei, o fato de a órbita da Terra ser praticamente um círculo faz com que essa variação de velocidade seja muito pequena.

Mas acho que tem que levar em consideração.

Segundo a Wiki o ano tem 365 dias, 5 horas, 48 min e 48 seg. Isso dá 365,24222222 dias.

A metade do caminho dessa órbita seria em 182,6211111 dias.

Então a Terra, depois de completar um dia sideral ( uma volta completa tendo o plano da órbita como referencial ) ainda leva 3 min. e 56 seg para completar um dia solar. Ou 0,065555555 horas. Aí ela fica na mesma posição em relação ao sol que estava 24 horas antes, e o relógio de pulso está sincronizado com o relógio solar.

Mas considerando isso constante e a órbita circular, na metade da órbita, 180° depois, para o relógio de sol ficar sincronizado com o de pulso, ela teria que avançar 12 horas.

Quer dizer 0,065555555 horas/dia x 182,6211111 dias teria que dar 12 horas.

Mas, salvo erro, isso dá 11,97182838 horas. Depois de meio ano o relógio de sol estaria atrasado 1 min. e 41 seg. em relação ao relógio de pulso.

Esse erro pode estar em não considerar estas leis de movimento e nem a órbita elíptica.

Ou talvez porque a Terra seja o centro do universo com o sol girando em sua órbita. Vai saber...

Retificação: Ops! Não, na verdade é um erro de lógica. Porque o tempo da translação não é um múltiplo exato do tempo da rotação, então de qualquer forma não teria que coincidir exatamente mesmo. Mas a cada 24 h os dois relógios ficam certinhos nessa conta (ou melhor, estão sempre certos). Isso se a duração do dia sideral não variar.
« Última modificação: 27 de Dezembro de 2016, 10:26:03 por Pedro Reis »

 

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!