Autor Tópico: Jesus, o ídolo dos Ateus  (Lida 3734 vezes)

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Offline Shinigami-Ateu

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Jesus, o ídolo dos Ateus
« Online: 27 de Fevereiro de 2008, 13:03:20 »
Navegando em alguns blogs, me deparei com esse texto, escrito pelo Marcelo del Debbio. do Sedentário Hiperativo.

Achei interessante seu ponto de vista sobre o ateísmo no Brasil, a primeira vista, tem-se a impressão que o Marcelo detesta o ateísmo, mas no decorrer do texto ele esboça seu ponto de vista de uma maneira simples é objetiva.

Pelo que percebi ele analisa as alegorias presentes nas diversas religiões de uma maneira filosófica e, tenta "ver" a lição de vida que alegorias tenta ensinar, mas ao meu ver, todas essas alegorias, geralmente dizem o obvio, não é necessário um livro ou uma estória cheia de detalhes para se perceber o obvio, basta analisar o mundo a sua volta com racionalidade.

Obviamente não concordo com tudo que ele diz, bom, o texto está aí:
Original:
http://www.sedentario.org/colunas/teoria-da-conspiracao/jesus-o-idolo-dos-ateus-4004/?cfemail=posted#cforms2form


Grande abraço.

O termo atheos surgiu durante a Grécia Antiga, em aproximadamente 500 AC, onde o termo significava “sem Deus”, ou “aquele que cortou seus laços com os deuses” e designava um sacerdote que estava rompendo seus laços com seu antigo templo. O termo foi muito usado nos primeiros séculos após as pregações do Avatar Yeshua, em debates entre helenistas (os sacerdotes gregos), essênios e outras facções de cristãos primitivos (antes do Vaticano) onde cada um dos lados usava o termo para designar pejorativamente o outro. Este termo nunca era designado para um membro do povão e seria impensável alguém se auto-proclamar “ateu”. Era o equivalente a um xingamento.
E Jesus, para os helenistas, era o exemplo máximo dos ateus.

Uma das primeiras coisas que eu aprendi quando estudava Religiões e Mitologias comparadas é a de nunca julgar um movimento religioso ou filosófico com os olhos do presente. Para entender o que realmente estava se passando, é necessário nos colocarmos no tempo e no espaço onde cada movimento religioso ou filosófico ocorreu.
E o mesmo vejo acontecer com o dito “movimento ateu” aqui no Brasil. Sempre que leio em algum lugar um alegado ateu que diz “Eu não acredito em Deus” eu penso “Não acredita em Deus ou não acredita no Deus psicopata, vingativo e ao mesmo tempo amoroso e magnânimo (dupla personalidade?) que a Igreja Católica inventou e empurrou goela abaixo durante toda a sua vida?”.

Deus não é um velho sentado na montanha
Entendendo a Kabbalah, podemos perceber que o Jeová (YHVH) bíblico, em suas duas faces, nada mais é do que a representação dual das esferas Geburah (Força, representando a grande restrição e molde das formas) e Chesed (Misericórdia, representando o grande provedor universal) atuando sobre as esferas mais baixas da Árvore da Vida (que é um mapa dos estados de consciência do ser humano). Não há nada que já não estivesse DENTRO do ser humano o tempo todo. Yeshua sabia disso, e o Deus (Keter) que ele pregava é um deus simbólico das arestas que devemos aparar em nós mesmos para atingir o nível de consciência divino. Em outras palavras, Jesus ensinou aos homens como se tornarem deuses (Yeshua era chamado de “O Portador da Luz” em algumas ordens cristãs primitivas… este nome… “Portador da Luz”, lembra alguma coisa para vocês?)..

Outra coisa que precisamos deixar claro é que, hoje em dia, a maioria das pessoas acha que Deuses eram algo como os x-men: criaturas fantásticas cheias de poderes que lançavam raios e trovões, voavam, acertavam flechas a quilômetros de distância e podiam transformar chumbo em ouro. Na verdade, fora dos círculos do povão, os Iniciados sempre souberam que os deuses nada mais são do que grandes egrégoras voltadas para a personificação de forças naturais. São Iniciações nas quais você aprende no Plano físico (Malkuth) a lapidar sua forma de pensar (Hod), sentir (Netzach) e intuir (Yesod) de modo a dominar os seus 4 elementos interiores para permitir o contato com o ser Crístico (e tem cético que acha até hoje que os quatro elementos da alquimia são literais… terra, ar, água e fogo).

Alegorias
Muitos dos ensinamentos da kabbalah são passados adiante através de alegorias, cujas chaves, imagens e desenhos são necessárias para se entender (e principalmente SENTIR) a mensagem que se quer passar. Para os obtusos que não conseguem enxergar nada além do Plano Material, estas alegorias nada mais são do que “contos de fadas”.
Tomemos um exemplo clássico: Todo mundo sabe que os alquimistas são capazes de “transformar chumbo em ouro“. Mas transformamos o chumbo do ego no ouro da essência. Vocês acreditam que outro dia no orkut um dos líderes de comunidades céticas estava em uma discussão exigindo “provas laboratoriais” da transformação de chumbo em ouro? Tem como ser mais patético do que isso?

Vamos pegar um outro exemplo, um conto de fadas clássico: “A princesa está aprisionada em um castelo ou masmorra, protegida por um dragão. Um cavaleiro de armadura reluzente vai até ela, derrota o dragão e salva a princesa, casando-se com ela e, como Rei e Rainha, são felizes para sempre”.
Isto nada mais é do que uma alegoria dentro da Kabbalah para demonstrar o caminho de um iniciado até estar purificado para receber o ser Crístico e tornar-se um boddisathva (ou iluminado, ou christos, ou mestre ascencionado ou qualquer outro nome que queiram dar para isso).
Dentro da simbologia, a princesa representa Yesod, nossa intuição, aprisionado na Pedra Bruta (que é o castelo ou masmorra, representando o plano material de Malkuth).
Através do cavaleiro, que SEMPRE tem uma armadura brilhante e representa todas as sete virtudes, personifica o SOL crístico (Tiferet) da beleza que vai trabalhar esta reforma íntima.
O Dragão representa os 4 elementos (além de ser uma serpente de asas, ele cospe fogo, voa pelo ar, nada na água e caminha sobre a terra) que, por sua vez, representa o caminho de evolução da consciência através das esferas de Hod (razão), Netzach (emoção) e Malkuth (físico), chegando até Tiferet (espiritual). A luta entre o dragão e o cavaleiro representa a essência divina sendo despertada e dominando cada etapa dos 4 elementos (material, intelectual, emocional e espiritual) até que a fagulha divina (princesa) é libertada e se casa com o cavaleiro (no chamado Casamento Alquímico - ver poema de William Blake e música do Bruce Dickinson de mesmo nome) e tornam-se Rei (Hochma) e Rainha (Binah), ultrapassando o Véu de Paroketh e escalando a Árvore da Vida. Falaremos mais sobre isso quando começarem os posts sobre Kabbalah.
Podemos lembrar também da história Perseu e Andrômeda, ou mesmo da alegoria católica para “São Jorge derrotando o dragão” e muitas, muitas outras.

Então, a moral da história é: enquanto as pessoas ficarem procurando por deuses fora de si mesmos, sempre existirá algum pilantra disposto a vendê-los e a dizer o que vocês podem e o que não podem fazer. O Oráculo de Delfos dizia “Conhece a ti mesmo, e conhecerá os deuses e as maravilhas do Universo”. E é disso que se trata a alquimia, astrologia e a kabbalah. Tornar-se você mesmo um deus.

Mas tio Marcelo, e os deuses?
Use os outros Deuses para obter sabedoria. Não os Venere (do latim Venerationem, ou “curvar-se à”), mas os Admire (do latim Admirationem, ou seja “exalte seus sentimentos”). Todos os deuses de todas as mitologias possuem histórias por trás deles e todas estas histórias trazem grandes ensinamentos.
Por outro lado, os deuses formam grandes e poderosas Egrégoras , cheias de energia para serem usadas por aqueles que sabem como acessá-las. Você acha mesmo que pessoas muito mais inteligentes que você iriam venerar um “deus de cabeça de elefante”? A alegoria de Ganesha (meu deus favorito, aliás) é uma das mais lindas e completas lições de vida que já encontrei nas mitologias. Um dia farei um posto apenas sobre ele.
Mas voltando ao assunto: então surge a grande questão “Se todos os deuses estão dentro de seus pensamentos apenas, mas todo pensamento é projetado no astral, então os deuses estão ao mesmo tempo no Universo e dentro de você”, o que nos remete ao Oráculo de Delfos novamente. Parece uma serpente mordendo a própria cauda…

Entendendo os ateus e céticos
Muitas pessoas, lendo esta coluna, devem achar que eu odeio os ateus e céticos ou sou o nêmesis deles, mas nada está mais afastado da verdade. Eu compreendo perfeitamente a posição na Árvore da Vida em que eles estão (da mesma maneira como também compreendo os fanáticos religiosos ou os místicos hippies ou os ateus materialistas).
Tem gente que deve imaginar até que eu e o Kentaro Mori somos inimigos mortais, mas a verdade é que às vezes passamos madrugadas inteiras batendo papo no msn e eu o acho um cara muito inteligente e muito gente boa. Ele tem me ajudado a bolar alguns parâmetros científicos rigorosos para experimentos em alguns laboratórios rosacruzes e eu tenho passado pra ele imagens, fotos e idéias que não tive tempo de pesquisar para ele me ajudar a descobrir se são hoaxs ou não.

Como o ocultista William Blake disse, “Sem opostos não há progresso“.
Todo ocultista é, obrigatoriamente, um cético. Se não for, vai virar um esquisotérico comprador de revistas de horóscopo, amigo dos gnomos de Além da Lenda, abraçador de árvores, entoador de mantras hippies, leitor de revistas de pink wicca e outras modinhas toscas, o que não os tornaria nem um pouco diferentes de um fanático religioso ou de um cético tapado.

Dentro da kabbalah, todos estes casos são desvios do Caminho do Equilíbrio (a título de curiosidade, caminho 25, Arcano XIV, a Temperança): Os materialistas puros (Malkuth), os misticóides (Yesod), os fanáticos céticos (Hod) e os fanáticos religiosos (Netzach). Todos os excessos dos 4 elementos que precisam ser equilibrados na alquimia!

Para entender um ateu, precisamos nos colocar no lugar dele, e acompanhar o desenvolvimento do termo ao longo da história: A partir de Constantino, a religião “oficial” de Roma passou a ser aquele “cristianismo frankenstein” que ainda vamos estudar, mas qualquer pessoa que não estivesse de acordo com a doutrina romana seria considerado um pagão (vindo do latim pagani, ou “pessoa do campo”) ou ateu (“que não possui deuses”).
Esta classificação era meramente filosófica, pois ambos deveriam converter-se ou iriam para a fogueira e nenhum dos dois tipos realmente acabava se convertendo.
No caso dos Pagani, a Igreja bolou formas de absorver, converter seus deuses em diabos e transformar datas festivas em datas católicas (vide 25 de Dezembro). No caso dos ateus, não havia muito o que se fazer a respeito. Uma das curiosidades é que, ironicamente, a imensa maioria das pessoas consideradas atheos pela Igreja encontrava-se dentro das fraternidades rosacruzes (os filósofos iluminados).

Por que “Iluminados”?
Porque dentro destas escolas de pensamento, considera-se que quem está no começo de sua trilha espiritual está “nas trevas da ignorância” e, conforme vai galgando os degraus do autoconhecimento e se lapidando, adquirindo cada vez mais “luz da sabedoria”, até que passa a irradiar esta luz para outras pessoas, ou seja, tornar-se iluminado.
Note que esta “luz” só aparece com muito esforço. Ficar sentado de cabeça baixa esperando alguém te iluminar vai te transformar apenas em uma pedra que recebe luz, mas o brilho precisa vir de dentro para fora, através da lapidação dos defeitos capitais (os tais “7 pecados” que eu vou esmiuçar em colunas futuras). A pessoa precisa “buscar” esta luz através do ceticismo e do ocultismo e, nesta jornada, torna-se um buscador. Note novamente a semelhança com a história de Prometeu/Lúcifer.

Voltando aos Ateus
Posso imaginar um ateu brasileiro como uma pessoa com inteligência acima da média, que tem entre 16 e 40 anos e morou no Brasil por quase toda a sua vida. Esta pessoa foi alimentada com bizarrices durante toda a sua vida: falaram para ele na escola que um sujeito colocou dois animais de cada espécie em um barquinho durante 40 dias para escapar da chuva, falaram que Deus criou o mundo em 7 dias, que a Terra tem 6000 anos de idade, que uma torre desmoronando era a responsável pelas línguas da Terra e por ai vai… e que tudo isso era “a palavra de Deus”. Mais tarde, jogam na nossa cara um Jesus-Apolo com uma história toda picotada e incompreensível e dizem que “ele morreu pelos nossos pecados” ou “morreu para nos salvar”. E pior, que se não acreditarmos nele, este deus bondoso e magnânimo nos lançará nas profundezas do inferno para sermos torturados pela ETERNIDADE.
Qualquer pessoa que tenha um mínimo de inteligência e cultura vai começar a questionar tudo isso.

As pessoas mais velhas, por terem passado 30… 40 anos ouvindo estas histórias em um período sem troca de informações (não havia internet) e onde a dominação educacional, moral e dogmática era MUITO mais pesada do que a nossa certamente terão muito mais dificuldades em largarem este pensamento. Temos de ter paciência e compreender a posição deles: eles nunca tiveram acesso ao conhecimento “oculto”.

Os mais jovens passam pelo estágio da negação: tendo uma inteligência acima da média, escutam essas coisas e assistem ao show de horrores e injustiças que é a cultura do dízimo e pensam “que merda é essa? Isso não pode ser sério!” e passam a se considerar ateus.
É o que eu considero um “ateu estágio 1”. A criação do não-Deus como resposta aos absurdos das Igrejas caça-níqueis. A imensa maioria do pessoal que eu conheço que se denomina “ateu” começa nesta posição.

A partir deste estágio, a pessoa pode se dividir em três categorias: as que adquirem uma revolta interior tão grande com isso que assumem uma forma mais agressiva de contestar esta religião, abraçando qualquer outra coisa que lhe apresentem apenas como resposta direta aos ataques dos crentes… O problema com isso é que estas pessoas geralmente são manipuladas por iniciados em NOX e Goetia para servirem de gado energético com seus “rituais satânicos” disponíveis na internet (um dia eu falo mais sobre satanismo sério) ou montam a sua “religião do não-deus católico” e saem por ai pregando. Esse pessoal, que costumamos chamar de “satanistas de orkut“, leram meia dúzia de livros do Aleister Crowley, não têm a menor idéia de como a ritualística funciona e geralmente são vampirizados e usados como baterias energéticas para iniciados de verdade das Fraternidades Negras.

A segunda categoria é a dos preguiçosos mentais, que decidem parar seu ceticismo por ai. Decidem que “todas as religiões são iguais, não preciso estudar nenhuma, ninguém presta, são todos picaretas e são todas iguais” e normalmente pensam o mesmo das ciências ocultas, fazendo uma mistureba com os charlatões, videntes e afins (e eu também nem vou culpá-los por isso, porque a coisa é realmente suína no ramo misticóide). Eles normalmente consideram efeitos espirituais como fraudes (e também não podemos julgá-los, já que a maioria das coisas que aparecem na TV é mesmo uma palhaçada), mas nunca se deram ao trabalho de buscar pessoalmente qualquer tipo de comprovação, seja para sim, seja para não. Desta categoria surgem os fanáticos-céticos.

Falar “Deus não existe” é, na melhor das hipóteses, uma demonstração de ignorância, arrogância e prepotência, que assumiria que o indivíduo estudou tudo o que há para ser estudado no planeta e, do alto do conhecimento total, poderia tecer algum comentário semelhante. Por outro lado, falar “Deus existe” quando esse “Deus” é aquela aberração fabricada pela Igreja Católica também é um contrasenso… Oh, a ironia.

E percebemos que o comportamento destes céticos é EXATAMENTE IGUAL ao dos fanáticos religiosos. Ambos são “donos totais da verdade suprema e absoluta incontestável”. Discutir com eles é tão ou mais perda de tempo do que discutir com um pastor evangélico.

A terceira categoria é a que eu respeito. Estes buscadores céticos estudam as outras religiões e filosofias (e por estudar não quero dizer “fuçaram na wikipedia”) e entendem os princípios de suas filosofias e doutrinas, chegando até mesmo a absorver e comparar seus ensinamentos sem se deter nos dogmas impostos (Não mentir, não roubar, não matar, ter ética…). Eles podem chegar à conclusão que “nenhuma das religiões que conheci até agora me serve” (esta resposta eu respeito) mas isso não os impede de continuar estudando e respeitando quem ainda não chegou neste estágio.
Eventualmente ele pode encontrar uma filosofia que lhe sirva, OU continuará uma eterna busca. O mesmo vale para os tais “fenômenos sobrenaturais” (e também pode ser estendido para as informações que eu coloco nesta coluna).

Eu, pessoalmente, acredito que não existe nada “sobrenatural”; existem apenas coisas “naturais” que a ciência ortodoxa não teve capacidade para explicar ainda. Incluindo os espíritos e a magia.

Alguns buscadores acabam chegando a um deus-pessoal, ou seja, o chamado EU SOU. Se basta ter um adorador para qualificar um Deus, se você adorar (do latim Adore, ou “conversar, conhecer”) a si mesmo, isto não configuraria o suficiente para classificá-lo como um Deus? Neste estágio, eles deixam de se tornar um “sem-deus” e se tornam a própria divindade, sem necessidade de procurar nada externo (olha o Oráculo de Delfos novamente, crianças).

O Deus-Ciência
Posso afirmar que o universo que conhecemos foi criado no Big Bang (sopro divino), que formou as galáxias, estrelas e planetas, todos compostos dos mesmos átomos originais, apenas combinados de maneira diferente. Os seres humanos são um amontoado de átomos provenientes desta poeira cósmica, que um dia morrerão e serão recombinados em outros átomos para formar outros seres humanos; assim “reencarnando”. Um dia, quando o universo parar de se expandir e passar a se comprimir, ele acabará no Big Crush e todos os átomos retornarão à origem (embora esta teoria ainda esteja sendo intensamente debatida entre os físicos).
Chame o Big Bang de “Deus” e temos: “O ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus, e um dia retornará ao criador. O homem é Deus”. E a Kabbalah se prova certa mais uma vez, mesmo no maior dos materialismos.

Semana que vem passo a bibliografia sobre Yeshua e este ciclo de matérias, embora eu já tenha passado em uma coluna anterior. Vocês é que não procuraram.

Non nobis, Domine, Domine, non nobis, Domine
Sed nomini, sed nomini, tuo da gloriam.


"Por que temer a morte? Enquanto eu sou, a morte não é; e, quando ela for, eu já não serei. Por que deveria temer o que não pode ser enquanto sou?”.

Offline André Luiz

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Re: Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #1 Online: 27 de Fevereiro de 2008, 13:37:14 »
Nao entendi porra nenhuma.

O sujeito acha que ser ateu esta certo apenas quando se questiona o deus-malvado?

Eu nao manjo muito mitologia.

Mas, Yeshua era o portador da luz?  Nao era o outro sujeito , o Lucifer?

Ou aquela cara grego que sacaneou os deuses, o Prometeu?

Offline J Ricardo

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Re: Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #2 Online: 27 de Fevereiro de 2008, 13:46:50 »
Eu até entendi tudo, mas não passa de um texto nonsense pra rechear um blog.

Offline Jeanioz

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Re: Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #3 Online: 27 de Fevereiro de 2008, 13:51:35 »
Concordo com alguma coisa do que ele diz. Eu acho que me enquadro na terceira categoria que ele disse, apesar dessas categorias não passarem de esteriotipos do orkut. ::)

Aliás, eu recomendaria que eu não se prejudicasse tanto com os "debates" de lá.

Offline darkshi

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Re: Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #4 Online: 27 de Fevereiro de 2008, 14:19:38 »
Também já li esse e alguns outros dele. Não são lá essas coisas, esse dai é um dos menos piorzinhos. Tem outros que beiram ao non-sense. Mas nada fora do que estamos acostumados de ver na literatura leiga e ruim sobre mitologia, religião, filosofia e afins.

Offline Dbohr

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Re: Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #5 Online: 27 de Fevereiro de 2008, 14:25:55 »
Este cara é um blefador. Um blefador inteligente, mas apenas isso.

Offline J Ricardo

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Re: Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #6 Online: 27 de Fevereiro de 2008, 14:45:16 »
Ele usa o gerador de lero-lero pro.

Offline Shinigami-Ateu

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Re: Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #7 Online: 27 de Fevereiro de 2008, 14:47:58 »
hahahahahahahahahahahahahahaha.
Também não é assim gente, a parte que ela fala do ateísmo no Brasil tem sentido.
"Por que temer a morte? Enquanto eu sou, a morte não é; e, quando ela for, eu já não serei. Por que deveria temer o que não pode ser enquanto sou?”.

Offline darkshi

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Re: Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #8 Online: 27 de Fevereiro de 2008, 14:50:55 »
disse o obvio apenas.

Offline Shinigami-Ateu

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Re: Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #9 Online: 27 de Fevereiro de 2008, 14:54:45 »
Foi isso que disse no primeiro Post.
Tal qual é feito com as  "estórilnhas" de lição de moral que existem em diversas religiões, que ensinam as pessoas a viver, mas que apenas dizem o obvio.

Mas gostei do jeito com que ele explica seu ponto de vista, conheço alguns céticos ateus com o perfil descrito por ele. 

"Por que temer a morte? Enquanto eu sou, a morte não é; e, quando ela for, eu já não serei. Por que deveria temer o que não pode ser enquanto sou?”.

Offline darkshi

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Re: Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #10 Online: 27 de Fevereiro de 2008, 14:57:49 »
Aconselho a vc ler os outros "artigos" dele. Vc verá o quão ele acha que suas "estorinhas" são "estorinhas". Ou como ele vende suas "estorias"

ps: para algo completamente diferente, se eu não me engano, estória caiu em desuso. Acho que agora tudo é história.

Offline Shinigami-Ateu

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Re: Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #11 Online: 27 de Fevereiro de 2008, 15:06:16 »
Aconselho a vc ler os outros "artigos" dele. Vc verá o quão ele acha que suas "estorinhas" são "estorinhas". Ou como ele vende suas "estorias"

ps: para algo completamente diferente, se eu não me engano, estória caiu em desuso. Acho que agora tudo é história.

Você tem razão, não me preocupei em ler outros artigos dele, apenas me interessei por esse devido ao conteúdo. Mas vou dar uma "navegada" no blog, para pegar mais informações.


PS=Obrigado pela informação, de agora em diante não conto mais "estórias".
"Por que temer a morte? Enquanto eu sou, a morte não é; e, quando ela for, eu já não serei. Por que deveria temer o que não pode ser enquanto sou?”.

Offline darkshi

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Re: Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #12 Online: 27 de Fevereiro de 2008, 15:07:58 »
Não tenho certeza não ,viu ,sobre essa história de estória. =)

Offline Felius

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Re: Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #13 Online: 27 de Fevereiro de 2008, 23:05:03 »
Nao to com paciencia pra ler todo agora, que tenho que ir dormir cedo hoje. Mas me parece um tanto a ladainha classica: "Olha, explicando bem, eh que a minha religiao eh mais razoavel e ta certa como todos as pessoas iluminadas sabem. Voce so viu a falsa entao nao entendeu do que se trata nada."
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Offline Dbohr

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Re: Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #14 Online: 28 de Fevereiro de 2008, 00:08:09 »
É ainda pior. É aquela outra ladainha clássica, que diz que na verdade a ciência apenas agora está descobrindo verdades que apenas a Cabala (ou qualquer outra filosofia/ religião de sua preferência) já conhecia há tempos.

Passo.

Offline Mussain!

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Re: Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #15 Online: 28 de Fevereiro de 2008, 09:35:33 »
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Uma das primeiras coisas que eu aprendi quando estudava Religiões e Mitologias comparadas é a de nunca julgar um movimento religioso ou filosófico com os olhos do presente.
Mas parece que esqueceu isso quando fala sobre os deuses “dos outros” hehe... Houve sim quem pensava – E não eram poucos – que deuses eram como “x-mens”.... Até hoje há quem acredite nisso.... Só que hoje se chama monoteísmo. E simbolismo? Só na cabeça dos que ganhavam com isso hehe.... Se é que ao menos isso acontecia...


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Vamos pegar um outro exemplo, um conto de fadas clássico: “A princesa está aprisionada em um castelo ou masmorra, protegida por um dragão. Um cavaleiro de armadura reluzente vai até ela, derrota o dragão e salva a princesa, casando-se com ela e, como Rei e Rainha, são felizes para sempre”.
Isto nada mais é do que uma alegoria dentro da Kabbalah para demonstrar o caminho de um iniciado até estar purificado para receber o ser Crístico e tornar-se um boddisathva (ou iluminado, ou christos, ou mestre ascencionado ou qualquer outro nome que queiram dar para isso).
Parece minha mãe... Sempre buscando consolo por cima de mais consolo, simbolismos sobre mais simbolismos pra viver... E é bom deixar claro que muitas religiões são literais.... O povão é que goste simbolizar pra ficar mais “aceitável”...

E o nome para isso é “frescura”...

Mais frescura, olha...

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Note que esta “luz” só aparece com muito esforço. Ficar sentado de cabeça baixa esperando alguém te iluminar vai te transformar apenas em uma pedra que recebe luz, mas o brilho precisa vir de dentro para fora, através da lapidação dos defeitos capitais (os tais “7 pecados” que eu vou esmiuçar em colunas futuras). A pessoa precisa “buscar” esta luz através do ceticismo e do ocultismo e, nesta jornada, torna-se um buscador. Note novamente a semelhança com a história de Prometeu/Lúcifer.

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Por outro lado, os deuses formam grandes e poderosas Egrégoras , cheias de energia para serem usadas por aqueles que sabem como acessá-las
Pra mim isso é um papo tosco.... Se o cara quiser, de uma pedra ele encontra uma “inspiração” – Seja idiota/divina ou racional.


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Qualquer pessoa que tenha um mínimo de inteligência e cultura vai começar a questionar tudo isso.
“Pessoas normais se deixam sensibilizar e influenciar pelo que passa em sua volta. Os lunáticos é que são impermeáveis a sugestões....’.

E eu parei de ler. Cansei. Mas é uma pena como está evoluído esse modo de adaptação-de-crenças-fúteis-para-serem-aceitas-nos-dias-de-hoje-porque-a-ciência-é-mau-e-acabou-com-nossas-crenças-infantis....

Offline Gaúcho

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Re: Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #16 Online: 29 de Fevereiro de 2008, 13:25:13 »
Ele chamou um bilhão de católicos de burro. E deu como certo os negocio da kabala. No final, é fé tambem.
"— A democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombras." Sérgio Moro

Offline Skeptical...

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Re: Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #17 Online: 07 de Março de 2008, 09:44:20 »
Não tenho o hábito de ler jornal nos fóruns.

Offline Jovem Cético

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Re:Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #18 Online: 14 de Novembro de 2013, 07:44:18 »
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Posso imaginar um ateu brasileiro como uma pessoa com inteligência acima da média, que tem entre 16 e 40 anos e morou no Brasil por quase toda a sua vida. Esta pessoa foi alimentada com bizarrices durante toda a sua vida: falaram para ele na escola que um sujeito colocou dois animais de cada espécie em um barquinho durante 40 dias para escapar da chuva, falaram que Deus criou o mundo em 7 dias, que a Terra tem 6000 anos de idade, que uma torre desmoronando era a responsável pelas línguas da Terra e por ai vai… e que tudo isso era “a palavra de Deus”. Mais tarde, jogam na nossa cara um Jesus-Apolo com uma história toda picotada e incompreensível e dizem que “ele morreu pelos nossos pecados” ou “morreu para nos salvar”. E pior, que se não acreditarmos nele, este deus bondoso e magnânimo nos lançará nas profundezas do inferno para sermos torturados pela ETERNIDADE.
Qualquer pessoa que tenha um mínimo de inteligência e cultura vai começar a questionar tudo isso.

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Re:Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #19 Online: 14 de Novembro de 2013, 08:05:42 »
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Dentro da religião, o religioso se vê uma pessoa especial, um eleito, um preferido de seu deus. O religioso é visto por si mesmo como um herói de uma verdade, onde todas as evidências contrárias são oportunidades para ele demonstrar a sua obstinação e a capacidade de superar o inimigo.
O ateu ao mostrar a inconsistência de suas crenças sobrenaturais oferece o quê troca? A ideia de que ele é só mais uma pessoa normal, como todos os outros. É claro que ele não irá aceitar isso.

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O ateu se vê como um autêntico iluminista. Acredita que todas suas atitudes são puramente racionais. Retratam a si mesmos como uma minoria, solitários como únicos verdadeiramente racionais, estando preparados para o combate num mundo irracional quase que medieval e dominado pela superstição. Veem-se como heróis, que desmascaram charlatões com o objetivo de ajudar as pobres pessoas que não são tão sortudas como elas e por este motivo são enganadas diariamente.

 :hihi:
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Offline 3libras

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Re:Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #20 Online: 01 de Dezembro de 2013, 10:06:35 »
gente o marcelo del debbio é um debil mesmo rs.

ele acredita em coisas como magia negra, inclusive se dizendo um iniciado em magia que pode fazer feitiçõs contra quem zomba dele na net.
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Offline 3libras

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Re:Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #21 Online: 01 de Dezembro de 2013, 10:09:16 »
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Re:Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #22 Online: 01 de Dezembro de 2013, 11:41:47 »
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Posso imaginar um ateu brasileiro como uma pessoa com inteligência acima da média, que tem entre 16 e 40 anos e morou no Brasil por quase toda a sua vida. Esta pessoa foi alimentada com bizarrices durante toda a sua vida: falaram para ele na escola que um sujeito colocou dois animais de cada espécie em um barquinho durante 40 dias para escapar da chuva, falaram que Deus criou o mundo em 7 dias, que a Terra tem 6000 anos de idade, que uma torre desmoronando era a responsável pelas línguas da Terra e por ai vai… e que tudo isso era “a palavra de Deus”. Mais tarde, jogam na nossa cara um Jesus-Apolo com uma história toda picotada e incompreensível e dizem que “ele morreu pelos nossos pecados” ou “morreu para nos salvar”. E pior, que se não acreditarmos nele, este deus bondoso e magnânimo nos lançará nas profundezas do inferno para sermos torturados pela ETERNIDADE.
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Re:Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #23 Online: 01 de Dezembro de 2013, 12:05:37 »
Mais do mesmo. Religião é isso aí, cada uma se autodeclarando a dona da verdade, a única detentora da verdadeira INTERPRETAÇÃO dos textos sagrados (não por acaso existem tantas, até mesmo tantos cristianismos) e dos fatos da vida. É isso que o cara aí do texto faz, só isso e mais nada.
"Houve um tempo em que os anjos perambulavam na terra.
Agora não se acham nem no céu."
__________
Provérbio Iídiche.

"Acerca dos deuses não tenho como saber nem se eles existem nem se eles não
existem, nem qual sua aparência. Muitas coisas impedem meu conhecimento.
Entres elas, o fato de que eles nunca aparecem."
__________
Protágoras.Ensaio sobre os deuses. Séc. V a.C.

Offline 3libras

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Re:Jesus, o ídolo dos Ateus
« Resposta #24 Online: 01 de Dezembro de 2013, 13:58:25 »
mas esse cara é doido de verdade, essa crença ai dele super-ecumenica forçando aquela idéia de "um deus só interpretado de forma diferente mas com similaridades no mundo todo" uma mistura de espiritismo,  kaballa e bruxaria ele prega de forma veemente.

inclusive já perseguindo e espancando pessoas que discordavam dele em foruns e em seu blog (ele é praticante de artes marciais e não pensa duas vezes em usá-la, especialmente contra adolescente)

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