Autor Tópico: A questão dos índios no Brasil  (Lida 8769 vezes)

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Offline Quereu

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Re: A questão dos índios no Brasil
« Resposta #50 Online: 08 de Maio de 2008, 19:38:21 »
Sem falar que grileiro/posseiro é criminoso enquanto o índio é considerado boa gente.
A Irlanda é uma porca gorda que come toda a sua cria - James Joyce em O Retrato do Artista Quando Jovem

Offline Wolfischer

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Re: A questão dos índios no Brasil
« Resposta #51 Online: 08 de Maio de 2008, 22:21:40 »
"O que vc não deve saber é que índios tem arrendado terras para brancos.

Certa vez vi uma reportagem na Globo sobre isso."

Ah bom, deu na Globo. Então deve ser verdade.
Desculpe se falei alguma coisa que não saiu na Globo.

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re: A questão dos índios no Brasil
« Resposta #52 Online: 09 de Maio de 2008, 07:49:49 »
"O que vc não deve saber é que índios tem arrendado terras para brancos.

Certa vez vi uma reportagem na Globo sobre isso."

Ah bom, deu na Globo. Então deve ser verdade.
Desculpe se falei alguma coisa que não saiu na Globo.

Bom, quando uns índios aparecem na reportagem falando aos repórteres que arrendam terras da reserva para brancos usarem,acredito que é verdade sendo mostrado na Globo ou em outra emissora qualquer...

Offline Fabulous

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Re: A questão dos índios no Brasil
« Resposta #53 Online: 09 de Maio de 2008, 12:17:40 »
Arrendam mesmo...
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Offline Dbohr

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Re: A questão dos índios no Brasil
« Resposta #54 Online: 09 de Maio de 2008, 12:48:12 »
Hrm. Isso de índios x posseiros me parece "a eterna briga para ver quem está mais errado".

Offline Fabulous

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Re: A questão dos índios no Brasil
« Resposta #55 Online: 09 de Maio de 2008, 13:29:19 »
Isso é mesmo, muita irregularidades.
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Skorpios

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Re: A questão dos índios no Brasil
« Resposta #56 Online: 09 de Maio de 2008, 13:34:20 »
Saíndo um pouco do rumo da conversa , o que mais incomodou o Lula foi que o Heleno disse que o exercito serve ao estado e não ao governo. ::)

Offline Týr

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Re: A questão dos índios no Brasil
« Resposta #57 Online: 09 de Maio de 2008, 15:29:33 »
Saíndo um pouco do rumo da conversa , o que mais incomodou o Lula foi que o Heleno disse que o exercito serve ao estado e não ao governo. ::)
Esse general logo logo cai fora, tá falando muita verdade, o Lula não gosta disso.

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re: A questão dos índios no Brasil
« Resposta #58 Online: 09 de Maio de 2008, 16:05:48 »
Saíndo um pouco do rumo da conversa , o que mais incomodou o Lula foi que o Heleno disse que o exercito serve ao estado e não ao governo. ::)

Tem uma fala de outro general : "As FA servem ao Estado brasileiro, não ao partido no poder. Não é como uma garrafa de pinga que o Lulla compra na hora que quiser!"

Vou ver se acho o link com a fala para postar aqui.

Offline Fabulous

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Re: A questão dos índios no Brasil
« Resposta #59 Online: 10 de Maio de 2008, 00:22:19 »
Saíndo um pouco do rumo da conversa , o que mais incomodou o Lula foi que o Heleno disse que o exercito serve ao estado e não ao governo. ::)

Tem uma fala de outro general : "As FA servem ao Estado brasileiro, não ao partido no poder. Não é como uma garrafa de pinga que o Lulla compra na hora que quiser!"

Vou ver se acho o link com a fala para postar aqui.

:histeria:
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Offline West

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Re: A questão dos índios no Brasil
« Resposta #60 Online: 10 de Maio de 2008, 09:11:30 »
"O proprietário revidou a invasão de sua propriedade e vários indígenas saíram feridos."

Sim, o "proprietário" mandou capangas armados e encapuzados para revidar a invasão (também indevida) da fazenda.
Se o monopólio legal do uso da violência é do Estado, o posseiro agiu de forma ainda mais ilegal do que os índios.

O "posseiro", como você prefere chamar, não praticou nenhuma ilegalidade, mas apenas agiu em legítima defesa de sua propriedade, como assegurado pela lei penal brasileira. O que ocorre é que a violência contra a propriedade, legitimamente rechaçada pelo proprietário, partiu de pessoas que até mesmo o estado consireda acima da lei.

Coloque-se na posição do proprietário. Imagine que um grupo de pessoas estranhas, todas armadas, de uma ora para outra invadam sua residência que você levou toda um vida de trabalho duro para adquirir, lhe expussem de casa e se apossem dela. O que você faria? Assistiria tudo de braços cruzados sem fazer nada?
« Última modificação: 10 de Maio de 2008, 09:13:34 por wstEagle »
"Houve um tempo em que os anjos perambulavam na terra.
Agora não se acham nem no céu."
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"Acerca dos deuses não tenho como saber nem se eles existem nem se eles não
existem, nem qual sua aparência. Muitas coisas impedem meu conhecimento.
Entres elas, o fato de que eles nunca aparecem."
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Offline Týr

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Re: A questão dos índios no Brasil
« Resposta #61 Online: 26 de Agosto de 2008, 09:51:48 »
O STF julga essa semana o caso, pela pressão que vem sofrendo do Executivo, não sei não, bem capaz de autorizarem a demarcação contínua de terras. Logo a população 'indígena' do Brasil terá um território maior que muitos países europeus.

Offline Fabulous

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Re: A questão dos índios no Brasil
« Resposta #62 Online: 26 de Agosto de 2008, 11:05:22 »
Eles fazem tudo que os fazendeiros ilegais naquelas regiões fazem, mas com aval do governo.
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Offline Wolfischer

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Re: A questão dos índios no Brasil
« Resposta #63 Online: 27 de Agosto de 2008, 16:01:54 »
Com a diferença de que a terra já era deles, foi demarcada, foi grilada, e está sendo reivindicada de volta.

Offline JUS EST ARS

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Re: A questão dos índios no Brasil
« Resposta #64 Online: 27 de Agosto de 2008, 16:24:48 »


Apenas para constar, o STF tem que julgar de acordo com a Constituição, sendo ela o único paradigma a que os Ministros do STF ficam limitados. Assim, eles terão que julgar em consonância com os seguintes dizeres:


CONSTITUIÇÃO FEDERAL
Art. 20. São bens da União:
[...]
XI - as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios.


Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.

§ 1º São terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições.

§ 2º As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a sua posse permanente, cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes.

§ 3º O aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada participação nos resultados da lavra, na forma da lei.

§ 4º As terras de que trata este artigo são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis.

§ 5º É vedada a remoção dos grupos indígenas de suas terras, salvo, ad referendum do Congresso Nacional, em caso de catástrofe ou epidemia que ponha em risco sua população, ou no interesse da soberania do País, após deliberação do Congresso Nacional, garantido, em qualquer hipótese, o retorno imediato logo que cesse o risco.

§ 6º São nulos e extintos, não produzindo efeitos jurídicos, os atos que tenham por objeto a ocupação, o domínio e a posse das terras a que se refere este artigo, ou a exploração das riquezas naturais do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes, ressalvado relevante interesse público da União, segundo o que dispuser lei complementar, não gerando a nulidade e a extinção direito à indenização ou a ações contra a União, salvo, na forma da lei, quanto às benfeitorias derivadas da ocupação de boa fé.



Offline Unknown

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Re:A questão dos índios no Brasil
« Resposta #65 Online: 22 de Junho de 2012, 16:03:24 »
Disputa por terra aflige índios brasileiros



Os pistoleiros desceram de picapes ao amanhecer, com os rostos cobertos por balaclavas, e invadiram o acampamento cercado por uma plantação de soja nesta cidade na fronteira do Brasil com o Paraguai.

Segundo testemunhas, os homens atiraram em Nísio Gomes, 59 anos, cacique da tribo guarani, colocaram o corpo numa picape e foram embora.

'Queremos os ossos do meu pai', declarou Valmir Gomes, 33 anos, um dos filhos de Nísio, que testemunhou o ataque, desferido em novembro. 'Ele não é um animal para ser levado embora desse jeito.'

Quer os corpos sejam levados ou deixados como provas de batalhas por terra ancestral, mortes e desaparecimentos de líderes indígenas continuam a crescer, maculando a ascensão do Brasil como potência econômica.

A expansão de enormes fazendas de gado e fazendas em escala industrial em regiões remotas produziu uma briga por terra que está deixando os descendentes dos habitantes originais do Brasil desesperados por recuperar terras tribais, em alguns casos invadindo propriedades contestadas. Enquanto isso, não indígenas donos de terras, muitos dos quais vivem em locais estabelecidos décadas atrás pelos ancestrais sob o programa de colonização do governo, são igualmente apegados a suas pretensões.


 
O conflito costuma resultar em confrontos violentos, às vezes terminando tragicamente para os invasores, armados apenas com arcos e flechas.

Cinquenta e um índios foram assassinados no Brasil em 2011; 24 mortes estariam relacionadas a brigas por terra, segundo o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), ligado à Igreja Católica.

As mortes chamaram atenção para um problema que ainda assola o Brasil antes da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20, a qual reunirá milhares de pessoas entre os dias 20 e 22 de junho. Vinte anos atrás, antes da Eco 92, as autoridades responderam às críticas internacionais contra as mortes de ianomâmis por mineiros de ouro criando uma reserva de 96 mil quilômetros quadrados na Amazônia.

Num ato menos marcante, a presidente Dilma Rousseff aprovou neste mês a demarcação de sete áreas indígenas bem menores. Porém, Cleber César Buzzato, secretário executivo do CIMI, considerou o ato decepcionante, pois as áreas, em geral, não eram o foco das batalhas por terra nem de grandes projetos de infraestrutura financiados pelo governo.


 
Enquanto isso, ainda ocorrem confrontos por terra em partes diferentes do Brasil. Em alguns casos, os tribunais abriram caminho para que algumas tribos indígenas – , as quais somam menos de um por cento da população brasileira, estimada em 191 milhões de pessoas – recuperem as terras.

Em 2009, em Roraima, a suprema corte brasileira expulsou arrozeiros não indígenas das terras de 20 mil índios, principalmente da etnia macuxi. Num caso julgado neste ano, o Supremo Tribunal Federal cancelou as escrituras de quase 200 propriedades na região nordeste da Bahia, determinando que a terra pertence ao povo pataxó hã-hã-hãe. A decisão foi acompanhada por confrontos que deixaram pelos menos dois mortos.

Porém, os tribunais não podem fazer tudo. Também está crescendo a tensão sobre a legislação proposta para abrir as terras indígenas à mineração, demonstrando como a demanda pelos recursos naturais brasileiros pode acentuar as disputas por terra.

Houve um surto de ataques contra povos indígenas no Mato Grosso do Sul, sudoeste brasileiro, onde fica Aral Moreira – e onde multinacionais, como a Louis Dreyfus, gigante francesa das commodities, fizeram grandes apostas.

O aumento da riqueza contrasta com a sensação de desesperança entre os povos indígenas do Mato Grosso do Sul, que respondem por quase 75 mil dos 2,4 milhões de habitantes do Estado. Sua marginalização está ligada a políticas estabelecidas na década de 1930, quando o governo do Brasil colocou os guaranis e outros grupos em reservas pequenas, visando abrir áreas amplas para colonizadores.


 
Os resultados para os povos indígenas foram desastrosos. À sombra da prosperidade do Mato Grosso do Sul, os caciques indígenas chamaram atenção ao longo da última década para as mortes de dezenas de crianças guaranis por desnutrição e para uma epidemia de suicídios, principalmente em Dourados, área urbana onde milhares de guaranis convivem lado a lado com pequenas fatias de terra.

'Dourados talvez seja a mais conhecida tragédia indígena do mundo', disse Deborah Duprat, vice-procuradora-geral da República.

Além da desnutrição e dos suicídios, também aconteceram ataques aos guaranis. Mais da metade dos assassinatos de indígenas no Brasil, em 2011, ocorreu no Mato Grosso do Sul. A violência se dá às claras.

O ataque em novembro a Gomes, dias após ele haver liderado um grupo de 200 guaranis que invadiu uma fazenda de soja, foi especialmente brutal. De acordo com testemunhas, um bando de pistoleiros executou o ataque, quando adultos e crianças do acampamento foram espancados.


 
A Polícia Federal encontrou indícios de que quatro latifundiários da região contrataram uma empresa de segurança particular para remover os guaranis, segundo a Agência Brasil, pertencente ao governo. Dez pessoas foram identificadas como suspeitas, em dezembro, por ligação com o ataque, afirmou Jorge Figueiredo, o responsável pela investigação. Passados seis meses do ataque, os suspeitos continuam livres, apesar dos relatos de dezenas de testemunhas. Segundo Figueiredo, suas identidades não poderiam ser reveladas, pois as autoridades esperam oferecer um inquérito robusto. Além disso, sem o corpo de Gomes, os investigadores nem sequer têm a prova material de seu assassinato, embora o filho Valmir tenha dito haver visto o pai ser morto a tiros naquele dia. Enquanto a investigação se arrasta, os guaranis vivem com medo. As famílias dormem sob encerados no acampamento, chamado 'tekoá' (terra sagrada). Adolescentes patrulham com arcos e flechas. Quando os visitantes recebem permissão, as crianças seguram cartazes nos quais se lê 'queremos os ossos de Nísio Gomes, nosso cacique'.

De acordo com líderes guaranis, a sensação de impunidade em relação ao ataque segue um padrão segundo o qual eles enfrentam latifundiários que criam aparatos jurídicos poderosos para expulsar os invasores de suas propriedades. Por sua vez, alguns proprietários argumentam que o sistema legal labiríntico do Brasil dificulta a resolução das disputas.


 
'Devem ser garantidos os direitos de todos', disse Roseli Maria Ruiz, cuja família possui uma fazenda parcialmente ocupada há mais de uma década pelos guaranis. Aconteceram confrontos em sua propriedade. 'Como não indígenas, não podemos ser tratados como cidadãos de segunda classe. Ao contrário, também deveríamos ter o direito de nos defendermos.'

Os caciques guaranis dizem ser obstruídos pelo processo legal, que envolve estudos antropológicos e resoluções de burocratas de Brasília para determinar a propriedade da terra.

Enquanto isso, a tensão arde lentamente no Mato Grosso do Sul e as ameaças persistem contra os guaranis. Um de seus líderes, Tonico Benites, 39 anos, descreveu um encontro angustiante, em abril. Segundo ele, um pistoleiro de moto parou a ele e sua esposa numa estrada deserta e ameaçou matá-lo por conta da tentativa de recuperar as terras. Um temporal encerrou o encontro, narrou Benites, que ainda treme ao relembrá-lo. 'Eu disse para mim mesmo: 'Vou berrar até ser morto. Minha esposa vai me ouvir, e talvez alguém mais. Eles podem me liquidar, mas não vou embora sem um berro.'

http://nytsyn.br.msn.com/colunistas/disputa-por-terra-aflige-%c3%adndios-brasileiros-1#page=0

"That's what you like to do
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And when I'm dead and gone
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Offline Cumpadi

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Re:A questão dos índios no Brasil
« Resposta #66 Online: 22 de Junho de 2012, 20:18:22 »
Com a diferença de que a terra já era deles, foi demarcada, foi grilada, e está sendo reivindicada de volta.
Olha, não quero me pronunciar sobre o caso dos índios agora, não vejo a demarcação de terras indígenas como algo nocivo ao país, mas a coisa não é assim também: "nós tomamos a terra deles". Quem está vivo hoje não tem nada a ver com os portugueses que chegaram no Brasil em 1500, não temos "dívidas" com os índios, o Brasil não é propriedade privada deles simplesmente por que chegaram aqui primeiro.

Veja bem, isso aqui era uma floresta quando os portugueses chegaram aqui, se uma pessoa na época dos homens das cavernas dissesse que o planeta era deles e de seus descendentes, isso não faz o planeta pertencer a esses homens. Propriedade privada não é bem "chegou primeiro é sua". IMO esse tipo de afirmação que você faz é claramente devido a alguma apreciação emocional que você tem por eles, mas um pouco de racionalidade também deve ser aplicada à questão.
http://tomwoods.com . Venezuela, pode ir que estamos logo atrás.

Offline JJ

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Re:A questão dos índios no Brasil
« Resposta #67 Online: 25 de Dezembro de 2018, 14:29:48 »


Damares defende produção em área indígena (no ESTADÃO)


BRASÍLIA - A futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, afirma que a regulamentação de leis que permitam a exploração comercial de terras indígenas, com acordo direto entre os índios e produtores, será uma das prioridades do novo ministério, que abrigará a Fundação Nacional do Índio (Funai).

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Futura ministra Damares vai cuidar da Funai Foto: VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

Essa questão da produção em área indígena é justamente o maior problema da Funai hoje, mas temos visto que essas iniciativas de produção feita pelo próprio índio estão dando certo”, afirmou ao Estado. “A Funai já está fazendo isso hoje, já tem iniciativas pioneiras sendo executadas e, ao que me parece, com resultados muito positivos”, completou a advogada e pastora, alinhada com a bancada ruralista e com as propostas do presidente Jair Bolsonaro.

“Eu quero tratar o índio como ser humano, como um cidadão, que explore sua propriedade, o subsolo, dê royalties disso, plante ou arrende sua terra para que seja plantada”, declarou Bolsonaro no início da semana.

Organizações socioambientais criticam afirmam que o governo deveria cumprir o que diz a lei, ou seja, coibir atividades irregulares, em vez de regulamentar uma atividade ilegal. Para o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), as práticas do arrendamento de terras não passam de uma “tática de desterritorialização indígena no Brasil”. “Nós entendemos que o direito constitucional ao usufruto exclusivo dos povos em relação às suas terras deve ser respeitado e não pode ser modificado”, disse Cleber César Buzatto, secretário-executivo do Cimi.

Hoje, há dez terras indígenas no País onde o índio, por conta própria, cuida de sua terra, planta, colhe e vende a sua produção sem nenhum tipo de interferência de produtores externos. Nesses casos, a atuação é considerada legal e é até apoiada pela Funai, uma vez que se trata de uma escolha do próprio povo indígena.

Um total de 27 mil índios vivem hoje nessas terras. O caso mais emblemático desses casos é o dos índios paresi, no Mato Grosso. No município de mesmo nome, cerca de mil índios plantam soja, feijão e milho em partes de uma terra indígena que chega a um total de 563 mil hectares. Até a década passada, atuavam de maneira irregular, em acordos com produtores, mas acabaram firmando um “compromisso de ajustamento de conduta” e passaram por uma fase de transição entre 2012 e 2018, até ficarem completamente independentes.

Das dez terras com atividades rurais tocadas pelos indígenas, cinco estão no Mato Grosso: Paresi, Rio Formoso, Utiariti, Tirecatinga e Irantxe. Juntas, elas somam 1,1 milhão de hectares, ou duas vezes a área do Distrito Federal. As outras cinco terras estão localizadas em Santa Catarina (Chapecó), Mato Grosso do Sul (Cerrito, Potrero Guaçu) e Paraíba (Potiguara e Potiguara de MonteMór).

Exceção aos demais casos, voltados para o plantio de grãos ou criação de gado, os indígenas das duas terras localizadas na Paraíba desenvolvem atividades de criação de camarão, tendo se livrado de produtores externos entre 1999 e 2005, passando a cuidarem de suas atividades de forma independente.

A atual direção da Funai vê as iniciativas de forma positiva e afirma que caso os indígenas queiram trabalhar com substituição dessas culturas, vai apoiá-los.

Damares: “Indígenas isolados continuarão a ter proteção do Estado”
Damares Alves, a futura ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, disse nesta sexta-feira, em Brasília, que vai manter as políticas públicas de proteção aos índios isolados.

“Esses indígenas continuarão a ter a proteção do Estado nos moldes que se encontra hoje. O contato com eles pode ser nocivo, eles não têm resistência à gripe. Por exemplo, para se visitar uma aldeia de índios de recente contato é necessário até fazer uma quarentena na floresta de no mínimo dez dias antes de efetivar o contato. São especificidades como essas que serão respeitadas. Quem cuidará desses índios será o Estado e não ONGs”, disse Damares.


https://www.noticiasagricolas.com.br/videos/agronegocio/227390-indios-pareci-plantam-10-mil-hectares-de-soja-35-de-milho-e-45-de-feijao-no-mt.html#.XCJYw1VKiUk



Offline JJ

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Re:A questão dos índios no Brasil
« Resposta #68 Online: 25 de Dezembro de 2018, 14:46:20 »

Agora que o general Heleno está num alto posto desse novo governo será que vão reparar a injustiça que fizeram com os arrozeiros em Roraima ?


« Última modificação: 25 de Dezembro de 2018, 14:53:42 por JJ »

Offline JJ

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Re:A questão dos índios no Brasil
« Resposta #69 Online: 25 de Dezembro de 2018, 14:50:29 »
O drama dos arrozeiros de Roraima


Tratados como bandidos pelo governo, eles garantem 5% da produção nacional, abastecem a região Norte e ainda têm a esperança de que o bom senso prevaleça no conflito com os índios


NICHOLAS VITAL, DE RAPOSA SERRA DO SOL (RR)


01/06/08 - 00h00   - Atualizado em 12/12/16 - 07h11


O cenário é de guerra. Por onde quer que se olhe, o que se vê são oficiais da Polícia Federal armados até os dentes. Os índios, por sua vez, apenas observam a movimentação de longe, tornando o clima ainda mais hostil. “Sorte sua que a situação está tranqüila por aqui hoje”, alerta um dos policiais responsáveis por manter a ordem na região de Raposa Serra do Sol, um local que podemos chamar de terra de ninguém, no norte do Estado de Roraima. Toda esta confusão tem um motivo: a nova demarcação de terras indígenas feita pelo presidente Lula, que concedeu uma área de 1,7 milhão de hectares – cinco vezes maior que a reserva original – para pouco mais de 17 mil índios. Na prática, seriam 100 hectares para cada um deles, que já vivem aculturados, e não mais como as tribos do passado.


O problema é que na região já existem fazendas de arroz em pleno funcionamento, responsáveis por cerca de 6% do PIB de Roraima e pelo abastecimento de boa parte do Norte do Brasil. As propriedades, muitas delas com escritura definitiva, de uma hora para outra se tornaram ilegais aos olhos do governo. E o mais grave é que autoridades, como o ministro da Justiça, Tarso Genro, passaram a tratar os produtores como “invasores”. A área em disputa é praticamente irrisória, algo em torno de 25 mil hectares, o que representa 1,5% da reserva, mas os índios, incentivados pela Funai, não abrem mão. Os arrozeiros, também não, e estão dispostos a lutar até o fim.


PROTESTOS População local defende os produtores e ataca o presidente Lula


Há algumas semanas, a Polícia Federal foi convocada para retirar os “não índios” da reserva e, como não poderia deixar de ser, houve reação. Tido como líder dos rizicultores, Paulo César Quartiero, prefeito de Pacaraima, município vizinho à reserva, foi um dos mais ativos, fechando estradas e reforçando a segurança em suas propriedades. A estratégia deu certo até o dia 6 de maio, quando foi preso, acusado de mandar atirar em índios que tentavam invadir uma de suas fazendas. Foi o estopim desta confusão, que parece longe de um final feliz. “A prisão do Paulo César foi puramente política. Eles querem nos pressionar. Qual o plano do governo federal para as novas áreas demarcadas?”, pergunta Genor Facchio, vizinho do prefeito e também produtor de arroz da região. “Uma situação idêntica aconteceu na reserva São Marcos, vizinha à Raposa Serra do Sol, há seis anos. Desapropriaram os fazendeiros e depois largaram a reserva lá. Além de tudo, não pagaram nada aos produtores retirados. Por isso estamos tão resistentes”, continua Facchio, que mantém uma área de três mil hectares irrigados e sabe que toda sua estrutura será abandonada caso os índios assumam a terra. Quartiero também falou à DINHEIRO RURAL, pouco depois de sair da prisão. “Os órgãos Incra, Funai e Ibama formam o tridente do diabo”, disse ele (leia entrevista na página 26).


“NÃO TEM O MENOR CABIMENTO TIRAR OS RIZICULTORES DE LÁ AGORA”, DIZ O GOVERNADOR ANCHIETA JÚNIOR

Em meio a tanta confusão, nem os próprios índios se entendem. De um lado estão os radicais do CIR – Conselho Indígena de Roraima, influenciados pela Funai e pela igreja católica, que não aceitam a presença dos brancos. De outro, índios ligados à Sodiurr – Sociedade de Defesa dos Indígenas Unidos do Norte de Roraima, mais integrados à sociedade, que defendem a presença dos produtores na região. Devido à diferença de posicionamento, eles também estão em pé de guerra. Para evitar confrontos entre si, dividiram Raposa Serra do Sol ao meio. De um lado, só integrantes da CIR, do outro, apenas os indígenas ligados à Sodiurr. “O que originou todo este problema foi uma política equivocada do governo federal no que diz respeito às demarcações indígenas no Brasil. Isso foi feito com base em um laudo antropológico que deixa suspeitas quanto à sua veracidade. O Estado de Roraima quer que esta demarcação seja revista, pois do jeito que foi proposta, em área contínua, vai contra os interesses da maioria da população”, afirma o governador José de Anchieta Júnior, pedindo bom senso ao Supremo Tribunal Federal. “Eu não estou defendendo meia dúzia de arrozeiros, estou vendo os interesses do Estado”, garante.

CONFUSÃO: durante os conflitos, índios destruíram pontes e depois acamparam nas propriedades invadidas


Ainda segundo o governador, mais de 90% dos índios são contra a demarcação, pois são conscientes de que a retirada dos brancos afetaria a economia e o desenvolvimento da região. “Eu não vejo nenhum interesse dos índios em assumir a produção de arroz. Hoje a agricultura exige muita tecnologia e esse pessoal investiu muito dinheiro na produção. Num momento como este, em que se fala em falta de alimentos, não tem cabimento tirar os rizicultores que estão encravados em menos de 30 mil deste 1,7 milhão de hectares”, completa Anchieta Júnior.

O ARROZ PRODUZIDO NA REGIÃO, ALGO EM TORNO DE 320 MIL TONELADAS, REPRESENTA QUASE 5% DO TOTAL COLHIDO NO BRASIL

Segundo os produtores locais, o norte de Roraima é um dos locais mais propícios à produção de arroz do mundo. Devido à sua localização, próxima a vários rios, e do clima privilegiado, produz duas safras por ano, contra apenas uma no sul do País. O arroz produzido na área do conflito, algo em torno de 320 mil toneladas por ano, representa quase 5% do total produzido no Brasil. Agora fica a pergunta: dá para abrir mão de tudo isso em nome de uma política indigenista totalmente ultrapassada e irracional? Com a palavra, o Supremo Tribunal Federal, que em breve irá se manifestar sobre o caso.


 
“Índios são bons. O problema está nas ONGs”

O líder arrozeiro Paulo Quartiero transformou- se no símbolo maior da resistência à demarcação da Reserva Raposa Serra do Sol. Para intimidá-lo, o governo o prendeu e aplicou ainda uma multa de R$ 30 milhões. Logo depois de sair da prisão, ele falou à DINHEIRO RURAL. Confira:

DINHEIRO RURAL – Há quanto tempo o sr. está na região da Raposa Serra do Sol?


 
PAULO QUARTIERO – Estou há 32 anos em Roraima, e na área que dizem ser a reserva, há pouco mais de 20 anos.

RURAL – Por que só agora os índios resolveram implicar com os produtores de arroz?

QUARTIERO – Isso não é verdade. Eles estão há mais de 15 anos nos sacaneando. Este é um processo longo, eles vivem nos cutucando, mas só agora chegou ao clímax. Primeiro expulsaram os garimpeiros, depois os pecuaristas e agora chegou a nossa vez.


 
RURAL – Quem é responsável? Os índios?

QUARTIERO – Não. É um problema com o que a gente chama de “tridente do diabo”, que são o Incra, a Funai e o Ibama, mas também temos problemas com o Ministério Público, a Igreja Católica e ONGs internacionais.

RURAL – O que de fato aconteceu neste último conflito?


 
QUARTIERO – Eles armaram uma operação para nos retirar da área. A Polícia Federal ia invadir, mas o Exército não apoiou, então decidiram fazer por conta própria. Então pedimos a judicialização da questão, pois existem mais de 30 ações contestando a legalidade desta demarcação, que foi feita em cima de um laudo fraudulento. É um processo viciado. Mas, em vez de resolver a situação, o ministro da Justiça mandou a Polícia Federal e a Guarda Nacional para nos tirar à força. Então houve a reação e o negócio degringolou.

RURAL – E depois?

QUARTIERO – Nesse meio tempo, em vez de o ministro acatar a decisão do STF, ele incentivou os índios a invadir as fazendas. O que houve foi uma invasão “chapa-branca” da minha propriedade, pois foi capitaneada pelo pessoal da Funai, com apoio da Igreja Católica e proteção da Polícia Federal. Eles queriam o confronto, para que aparecesse um morto para servir de mártir.


 
O MÁRTIR: Quartiero nega que tenha mandado atirar em índios

RURAL – Mas o sr. mandou atirar nos índios?

QUARTIERO – Ninguém mandou atirar em ninguém. O pessoal da fazenda foi tentar evitar a invasão e acabaram recebidos a flechadas. Então houve o confronto com os índios. Nada mais do que isso. Depois disso, o ministro da Justiça ainda esteve na área falando com os invasores.

RURAL – Como foi a prisão?


 
QUARTIERO – Tinha uma ordem para me prender assim que saísse de Boa Vista. Eles já foram à fazenda decididos. Chegaram com vários ônibus para levar todo mundo. Depois invadiram a propriedade, deixaram todos os funcionários deitados no chão, com armas na cabeça, arrombaram todas as portas, depredaram tudo.

RURAL – Você se acha perseguido pelos índios?

QUARTIERO – De jeito nenhum. Os índios são pessoas boas. O problema são alguns poucos que já foram treinados pelas ONGs internacionais e pela Igreja Católica.


 
RURAL – E a multa de mais de R$ 30 milhões que você recebeu. Achou justa?

QUARTIERO – Eles estão usando uma coisa nobre, que é o meio-ambiente, de uma forma política. É pura pressão o que estão fazendo comigo.

RURAL – Vai pagar a multa?

QUARTIERO – Estou recorrendo da decisão. É uma coisa absurda.

RURAL – Caso os produtores de arroz sejam expulsos, como ficará o abastecimento na região?

QUARTIERO – A produção com certeza vai diminuir, pois aquela é a melhor área para produção de arroz do Brasil. Na minha previsão, os preços vão aumentar em até 50%, o que não é nada bom em tempos de falta de alimentos.


https://www.dinheirorural.com.br/secao/agroeconomia/o-drama-dos-arrozeiros-de-roraima

« Última modificação: 25 de Dezembro de 2018, 14:52:44 por JJ »

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Re:A questão dos índios no Brasil
« Resposta #70 Online: 20 de Janeiro de 2019, 11:32:38 »
Junho 25, 2018



Indios saqueiam mais um caminhão e roubam a carga e até estepes



No início da madrugada desta segunda-feira, um caminhão carregado com aproximadamente 5.000 fardos de suco “del Vale” tombou na estrada BR -070 sentindo Primavera do Leste vindo de Barra do Garças, há aproximadamente 40 km de chegar na cidade. O caminhão saiu do Recife com destino a Varzea Grande.


Após o incidente, o motorista foi socorrido por índios da região e retirado do veículo e encaminhado para a UPA, onde foi medicado e após observação liberado.


Entretanto a carga do caminhão foi saqueada pelos selvícolas que após retirar todos os 5.000 fardos de suco (Cada Fardo Contém 6 Garrafas de 2 litros), passaram a vender para alguns comerciantes de Primavera do Leste e transeuntes que passavam pelo local.


Segundo i irmão do motorista do caminho, empresário Domingos Piconi, além de furtar toda a carga do caminhão, os índios também “depeneram” o caminhão.


“...Levaram dois estepes, 3 baterias novas, ferramentas, a cozinha do caminhão e já estavam tirando os pneus, quando chegamos e conseguimos impedir a retirada dos pneus...”.


Um Taxi e um caminhão foram apreendidos com a carga que os índios roubaram e segundo foi apuradas elas foram adquiridas por comerciantes da cidade para comercialização. A reportagem levantou a informação que uma F4000 está sendo monitorada pois estaria carregada com parte da carga saqueada e vendida pelos índios da aldeia sangradouro.


Apenas uma pequena parte da carga foi recuperada, que estava na posse do taxista e do caminhão. A grande parte da carga continua desaparecida e segundo os índios, já foi toda vendida.


Embora a carga tenha seguro, ela pertence de fato a empresa fabricante do produto, assim como o caminhão, que também estava segurado, não pode ser depenado pois os  objetos pertencem ao proprietário do mesmo.


A Policia e a empresa seguradora estão fazendo investigação para localizar para onde a carga está sendo levada e quem estiver de posse da mesma, pode incorrer  no crime de “recepção de objeto furtado”.


Reportagem: Ligiane Leal - Imagem: Domingos Piconi



https://www.correiodacidademt.com.br/index.php/categorias/primavera-do-leste/cidade/item/5757-indios-saqueiam-mais-um-caminhao-e-roubam-a-carga-e-ate-estepes





 

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