Autor Tópico: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfima)  (Lida 65553 vezes)

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Offline Mauricio Rubio

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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfim
« Resposta #125 Online: 09 de Maio de 2008, 12:54:51 »
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Você nem sabe o que é meditação.
Só porque uma pessoa medita ela não pode "inventar a cura para o cancer"?

Certamente se vc só meditar não vai encontrar nada... Tem que trabalhar mesmo...  e não pode por sua cabeça no nada...

O que seria "só meditar"? Como voce sabe que quem "só medita" "nao vai encontrar nada"?

É por isso que desde o começo eu insisti que as palavras eram inuteis, sua mente está cheias de conceitos e preconceitos sobre coisas que você desconhece.
Eu nunca falei em se retirar da sociedade e ir para a montanha "meditar".

Eu desde o começo falei para perceber o que é, aqui e agora.

Continuo considerando essa discussão inutil.

Abraços.
"Para quem a agitação não existe,
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Offline Mauricio Rubio

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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfim
« Resposta #126 Online: 09 de Maio de 2008, 13:27:34 »
Eu não sei o que você ACHA que é meditação.

Embora eu seja totalmente leigo, eu vejo que a meditação é entre outras coisas, um estado de atenção plena, de consegui perceber as coisas intuitivamente, não só quando você está sentado "meditando", mas a cada instante, perceber todos os movimentos dos sentidos e da mente, estar completamente ALERTA.

Eu acho que existe muito preconceito sobre as coisas, e achamos que sabemos, mas não sabemos nada.

Eu não estou falando de nada especial, sobre os insights que eu tive ou deixei de ter, isso não importa, isso é coisa minha, e cada um tem o seu próprio caminho.

A ciência peca em observar os estados internos da existência do ser. E isso é uma falta grave, e infelizmente muitas pessoas se limita, achando que só o que é "provado" é verdadeiro.
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Offline Moro

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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfim
« Resposta #127 Online: 09 de Maio de 2008, 14:42:55 »
Mauricio, vamos lá.

Sério, me ensina então. Eu li seu texto e fiz uma argumentação em cima dele.
Pegue esta minha brevissima analise sob seu texto e me explique o que eu não entendi.

Vc fez algumas afirmações. Que não sabemos, que nossa mente é limitada, expandir os critérios, ciência limitada, etc.. fez mistério e me mostrou o link da meditação como a resposta (falou que para eu entender tinha que ler os textos dos mestres e me mandou o link).

Então, é justo que eu associe a questão da mente limitada, esse mistério todo com uma resposta, no caso o link que vc me mandou.

Aí eu li e não achei nada...  Ai vc falou que eu to com a mente fechada (apesar de eu estar pedindo uma proposição que não seja estilo Sheila)

Então te peço: Me mostra o que eu perdi na análise que eu fiz.
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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfima)
« Resposta #128 Online: 09 de Maio de 2008, 14:59:26 »
PS.: essas coisas todas de "outros planos de existências" e etc, são só viagem na batatinha. Diversas pessoas podem ficar viajando nessas idéias e concluirem que elas são deus, que o universo é uma criação da mente delas, e defenderem com um monte de glamurização e firulas para dizer que é algo interno e inxeplicável. Na verdade, é só viagem mesmo.

Eu acho que viagem na batatinha são os seus achismos.

É engraçado como os seres humanos são tão egocentricos e limitados e ainda acham que suas impressões próprias são a realidade.
Só porque você não pode perceber ou compreender um aspecto da existência, isso não faz dele inexistente, entendam isso.

E eu poderia fazer uma afirmação idêntica para qualquer "aspecto da existência" que eu simplesmente "inventasse" e acreditasse. Só porque algumas pessoas  acham que conseguiram entrar em conexão com outros "níveis de existência", isso não quer dizer que eles existam.

E o que essas pessoas fazem é justamente achar que as próprias impressões são a realidade.


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O problema é que as pessoas querem entender "deus", ou a "realidade" ou seja o que quer que seja, e não colocam energia nessa direção. Querem entender intelectualmente, por conceitos e idéias.

É disso que se trata a compreensão.



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Querem entender uma coisa que está além do ego pelo ego, como isso é possivel?

Coisa similar se poderia dizer de coisas como, "medo", ou "amor", etc. Pois bem, essas são coisas que existem de fato. Há de fato algo que se pode chamar de "dois níveis de existência" nessas coisas. Um é a descrição da coisa pelos seus aspectos "externos", o que é o processo, as químicas que se desengatam no cérebro e a situação que as induz, e o outro é a própria experimentação das sensações.

A descrição "externa" simplesmente não transmite a noção da experiência, de forma similar que dizer a composição molecular de um sorvete não faz com que de fato sintamos o seu gosto e temperatura. O sabor e a temperatura são "algo mais", uma "realidade" que está além da mera descrição "materialista" do sorvete, inacessíveis de outra forma além da própria experimentação.

Essas experiências "místicas" tem todo um lado de experimentação, da mesma forma. E tal como pessoas apaixonadas viajam sobre as características das pessoas pelas quais estão apaixonadas, como são perfeitas e maravilhosas em todos os aspectos, a experimentação "mística" também tem esse lado.

E daí as pessoas se drogam (ou simplesmente induzem estados alterados de consciência com "drogas endógenas") e viajam sobre o que isso significa. Acham que tem uma compreensão não-verbal do universo e patati patata. Que "abriram as portas da percepção". O que ocorre realmente é que o cérebro ficou num estado alterado, não significa que haja uma compreensão de qualquer coisa "real" inacessíveis à cérebros em estados normais, há uma experimentação.

De forma similar, bêbados falam com postes, mas isso não quer dizer que os postes sejam pessoas mesmo ou entidades com as quais faça sentido se conversar, e o álcool fez com que o cérebro não bloqueasse esse aspecto oculto da realidade. É um "bug" cerebral.



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Você nega categoricamente a existência de outros planos de existência, mas quem é você pra negar ou afirmar alguma coisa?
O primeiro passo para entender algo é ter humildade, é compreender as próprias limitações e saber que nada sabe.
Sendo assim você não vai negar nem afirmar, você vai investigar. O que é BEM diferente.

Você afirma categoricamente a existência de outros planos de existência, mas quem é você pra negar ou afirmar alguma coisa?
O primeiro passo para entender algo é ter humildade, é compreender as próprias limitações e saber que nada sabe.
Sendo assim você não vai negar nem afirmar, você vai investigar. O que é BEM diferente.



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Se um dia você atingir o estado que é chamado de Nirvana, Samadhi, Iluminação, e você VER REALMENTE que não existem outros planos de existência a coisa muda de figura.

Se você enxer a cara vai ver aspectos da existência que nem desconfiava, e a coisa toda muda de figura.

Se algum dia você se apaixonar, saberá que existe uma pessoa que é a sua metade elementar, parte de um equilíbrio maior do universo, que te completa em todos os sentidos, que nunca pode falhar com você, que dá sentido à sua existência, pela qual você morreria sem pensar duas vezes, que é perfeita até em suas imperfeições, etc.



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Mas enquanto vc continuar achando isso ou aquilo, tudo o que você vai conseguir é se limitar e continuar na sua ilusãozinha própria, achando que sabe alguma coisa ...

E se eu ficar fantasiando sobre experiências subjetivas sem dar crédito uma análise menos glamurosa, também posso ficar numa ilusãozinha própria, achando que sei "algo mais" que não está facilmente acessível aos não-iniciados.



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Ps: É óbvio que existe muito misticismo inutil, muitos seres iludidos, e muita besteira rolando por ai. Isso é porque as pessoas não conseguem compreender diretamente a realidade, muitas vezes ficando no nivel das idéias, como você colocou bem, dai criam teorias e outras coisas sobre aquilo que não conhecem, e por isso caem no erro.

Mas existe uma coisa que permite separar o joio do trigo, isso se chama DISCERNIMENTO.

Abraços.

Também vou fazer uma nota... não estou afirmando que todo tipo de experiência subjetiva, seja induzida naturalmente ou por drogas, é necessariamente ruim em todos os sentidos.

Citação de: Mark Kleiman
[...]

The excesses of the 1960s discredited hallucinogens and largely put an end to what seemed like a promising field of research. But former hallucinogen users are far more prone than former users of other kinds of illicit drugs to report that their lives have been lastingly enhanced by their experiences. Recent studies show that these drugs may have clinical potential in reducing the fear of death among terminal patients and in the treatment of some psychiatric problems, including post-traumatic stress disorder. There are also hints that the use of hallucinogens in very low doses might enhance creative work in the arts, the professions, mathematics and the sciences.

[...]

http://www.the-american-interest.com/ai2/article.cfm?Id=224&MId=7

Quanto à meditação e coisas do tipo, há toda uma pesquisa em torno de neuroplasticidade e outras coisas cerebrais que mostram efeitos positivos (alguns negativos, em alguns casos - se não me engano a Susan Blackmore diz brevemente em um texto que a meditação pode piorar a depressão em alguns casos), mas essas coisas todas não corrobora qualquer explicação tradicional/mística sobre uma "natureza real" dessas coisas, de forma similar que se  eventualmente descobrirmos que acunpuntura tem um índice de efeito superior ao esperado por cura espontânea, isso não significa que existe toda a coisa de "chi" e "chacras" e etc.

Offline Mauricio Rubio

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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfim
« Resposta #129 Online: 09 de Maio de 2008, 15:44:29 »
O problema é que vocês levam tudo pessoal, como se fosse eu que tivesse que dar uma "resposta" para um suposto "enigma".

Tudo isso consiste simplesmente em perceber o total movimento da existência como ele é.

Eu sinceramente não sei porque você querer provar se eu estou certo ou errado se isso não faz a menor diferença.

Ao inves de perderem seus tempos com teorias a cerca de algo que vocês desconhecem, o minimo que um cético de verdade faria seria investigar por si mesmo antes de obter uma resposta.

Olhem para si mesmos, a cada movimento, percepção, sensação, pensamento, as ação e suas respectivas reação. Percebendo as coisas como elas são.
Isso não é "ficar fantasiando sobre experiências subjetivas", isso é consciência dos fatos que estão acontecendo aqui e agora.

É incrivel como vocês acham que isso se opõe a ciência, ou coisa assim, a ciência estuda coisas completamente diferentes do que estamos falando aqui.
Vocês ignoram o que existe no interior do ser e dizem que o que é real, é simplesmente o mundo externo da forma que percebemos.

Eu não estou dizendo que nós vamos olhar para o mundo de forma diferente. OLHAR e VER são coisas diferentes. O olhar é só a resposta visual dos estimulos externos.
Nos vemos o mundo de forma condicionada, pelos orgãos dos sentidos, da mente, das nossas experiências de vida, e de todo um movimento complexo do próprio ser. Vocês NEGAM os aspectos interiores do ser como se eles não fossem importantes, e eles fazem toda a diferença.

Percebam a forma como VEMOS o mundo, a como reagimos aos estimulos externos, sempre de forma condicionada.

A grande questão não é sobre como VER as coisas como elas são? Para VER as coisas como elas são, não podemos estar condicionados porque nosso suposto conhecimento, deforma aquilo que VEMOS de acordo com nossos padrões.

Existe uma maneira de se libertar totalmente de tudo isso e ver o que existe na Realidade?
Alguns dizem que sim, alguns dizem que não. Eu permaneço com a duvida e seguirei investigando.

Pode ser que eu não chegue a lugar nenhum, mas pode ser que eu encontre alguma coisa desconhecida.

Então não acreditem em mim, investiguem por si mesmos esse movimento extremamente complexo e quem sabe vocês também descubram coisas que desconheciam.

Abraços.
« Última modificação: 09 de Maio de 2008, 15:50:37 por Mauricio Rubio »
"Para quem a agitação não existe,
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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfim
« Resposta #130 Online: 09 de Maio de 2008, 16:19:17 »
E eu poderia fazer uma afirmação idêntica para qualquer "aspecto da existência" que eu simplesmente "inventasse" e acreditasse. Só porque algumas pessoas  acham que conseguiram entrar em conexão com outros "níveis de existência", isso não quer dizer que eles existam.
E o que essas pessoas fazem é justamente achar que as próprias impressões são a realidade.

Estamos tratando aqui de perceber um estado da realidade incondicionado, quando nós acreditamos, idealizamos alguma coisa, tudo isso é condição. Nosso estado normal de ser também é condição. Isso não é a Realidade.

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Coisa similar se poderia dizer de coisas como, "medo", ou "amor", etc. Pois bem, essas são coisas que existem de fato. Há de fato algo que se pode chamar de "dois níveis de existência" nessas coisas. Um é a descrição da coisa pelos seus aspectos "externos", o que é o processo, as químicas que se desengatam no cérebro e a situação que as induz, e o outro é a própria experimentação das sensações.

Sim, isso é um aspecto da existência.

Citar
A descrição "externa" simplesmente não transmite a noção da experiência, de forma similar que dizer a composição molecular de um sorvete não faz com que de fato sintamos o seu gosto e temperatura. O sabor e a temperatura são "algo mais", uma "realidade" que está além da mera descrição "materialista" do sorvete, inacessíveis de outra forma além da própria experimentação.

São aspectos diferentes de uma mesma coisa.

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Essas experiências "místicas" tem todo um lado de experimentação, da mesma forma. E tal como pessoas apaixonadas viajam sobre as características das pessoas pelas quais estão apaixonadas, como são perfeitas e maravilhosas em todos os aspectos, a experimentação "mística" também tem esse lado.

O que tem de "mistico" nisso tudo?

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E daí as pessoas se drogam (ou simplesmente induzem estados alterados de consciência com "drogas endógenas") e viajam sobre o que isso significa. Acham que tem uma compreensão não-verbal do universo e patati patata. Que "abriram as portas da percepção". O que ocorre realmente é que o cérebro ficou num estado alterado, não significa que haja uma compreensão de qualquer coisa "real" inacessíveis à cérebros em estados normais, há uma experimentação.

Outro estado condicionado, porém diferente do ordinário. Você generalizou totalmente uma experiência completamente subjetiva,

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De forma similar, bêbados falam com postes, mas isso não quer dizer que os postes sejam pessoas mesmo ou entidades com as quais faça sentido se conversar, e o álcool fez com que o cérebro não bloqueasse esse aspecto oculto da realidade. É um "bug" cerebral.

Outro estado condicionado, mas um bebado é MUITO diferente de um estado iluminado, vendo as coisas sem nenhum tipo de condicionamento.

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Você afirma categoricamente a existência de outros planos de existência, mas quem é você pra negar ou afirmar alguma coisa?
O primeiro passo para entender algo é ter humildade, é compreender as próprias limitações e saber que nada sabe.
Sendo assim você não vai negar nem afirmar, você vai investigar. O que é BEM diferente.

Eu não afirmei nada.

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Se você enxer a cara vai ver aspectos da existência que nem desconfiava, e a coisa toda muda de figura.

Se algum dia você se apaixonar, saberá que existe uma pessoa que é a sua metade elementar, parte de um equilíbrio maior do universo, que te completa em todos os sentidos, que nunca pode falhar com você, que dá sentido à sua existência, pela qual você morreria sem pensar duas vezes, que é perfeita até em suas imperfeições, etc.

Sim você está falando de varios estados do ser, mas aonde você quer chegar com isso? Quando você acha a sua "cara metade" o que acontece é que nós ficamos apegados e não conseguimos enchergar com clareza devido ao nosso condicionamento, é por isso que um dos fatores para a iluminação é o desapego.

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E se eu ficar fantasiando sobre experiências subjetivas sem dar crédito uma análise menos glamurosa, também posso ficar numa ilusãozinha própria, achando que sei "algo mais" que não está facilmente acessível aos não-iniciados.

Mas quem falou algo sobre iniciado, ou não iniciado? não estamos falando de uma religião, estamos falando da VIDA, DO PERCEBIMENTO DO MOVIMENTO DA VIDA.

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Quanto à meditação e coisas do tipo, há toda uma pesquisa em torno de neuroplasticidade e outras coisas cerebrais que mostram efeitos positivos (alguns negativos, em alguns casos - se não me engano a Susan Blackmore diz brevemente em um texto que a meditação pode piorar a depressão em alguns casos), mas essas coisas todas não corrobora qualquer explicação tradicional/mística sobre uma "natureza real" dessas coisas, de forma similar que se  eventualmente descobrirmos que acunpuntura tem um índice de efeito superior ao esperado por cura espontânea, isso não significa que existe toda a coisa de "chi" e "chacras" e etc.

Quem colocou todo esse misticismo na conversa foram vocês mesmos, porque em nenhum momento eu citei nada disso.

Abraços.
« Última modificação: 09 de Maio de 2008, 16:24:12 por Mauricio Rubio »
"Para quem a agitação não existe,
e para quem ser/existir e não ser/existir
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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfima)
« Resposta #131 Online: 09 de Maio de 2008, 16:28:05 »
Ps: Discussão inutil :zzz: :zzz: :zzz:
"Para quem a agitação não existe,
e para quem ser/existir e não ser/existir
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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfima)
« Resposta #132 Online: 09 de Maio de 2008, 16:34:43 »
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Tudo isso consiste simplesmente em perceber o total movimento da existência como ele é.

Eu sinceramente não sei porque você querer provar se eu estou certo ou errado se isso não faz a menor diferença.

Ok, me ajude então. Fale um pouco sobre o movimento da existência como ela é.

Maurício, veja. Eu não estou de sacanagem.  Estou tentando encontrar um ponto para discutirmos.

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Eu sinceramente não sei porque você querer provar se eu estou certo ou errado se isso não faz a menor diferença.

Ao inves de perderem seus tempos com teorias a cerca de algo que vocês desconhecem, o minimo que um cético de verdade faria seria investigar por si mesmo antes de obter uma resposta.

Não provo que vc está errado nem certo, porque até agora vc não disse nada.
Sério, para mim você me contou um monte de experiências pessoais e deu a ela uma magnitude que vc não consegue sustentar (mente limitada, percepção, etc..) e deu um link que não falou nada.
A única coisa que ele falou (o sonho é desnecessário) é uma groselha. Uma afirmação, uma groselha.

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É incrivel como vocês acham que isso se opõe a ciência, ou coisa assim, a ciência estuda coisas completamente diferentes do que estamos falando aqui.
Vocês ignoram o que existe no interior do ser e dizem que o que é real, é simplesmente o mundo externo da forma que percebemos.

Eu não estou dizendo que nós vamos olhar para o mundo de forma diferente. OLHAR e VER são coisas diferentes. O olhar é só a resposta visual dos estimulos externos.
Nos vemos o mundo de forma condicionada, pelos orgãos dos sentidos, da mente, das nossas experiências de vida, e de todo um movimento complexo do próprio ser. Vocês NEGAM os aspectos interiores do ser como se eles não fossem importantes, e eles fazem toda a diferença.

Percebam a forma como VEMOS o mundo, a como reagimos aos estimulos externos, sempre de forma condicionada.

Cara, já concordei (e todo mundo desse site concorda, eu acredito).
Olhamos para as coisas de maneira condicionada. GRANDE NOVIDADE.
Agora não vi como descondicionar, nem como a meditação leva a isso, nem o que você ou alguém ganho com isso entende?

Por favor, responda especificamente a essa colocação minha.


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Existe uma maneira de se libertar totalmente de tudo isso e ver o que existe na Realidade?
Alguns dizem que sim, alguns dizem que não. Eu permaneço com a duvida e seguirei investigando.

Pode ser que eu não chegue a lugar nenhum, mas pode ser que eu encontre alguma coisa desconhecida.

Então não acreditem em mim, investiguem por si mesmos esse movimento extremamente complexo e quem sabe vocês também descubram coisas que desconheciam.

Investigar o que? Cara me diz alguém que investigou, saiu do outro lado, viu alguma coisa que eu não estou vendo (nesse caso me diga POR FAVOR o que ele viu) ou que outras pessoas ganharam com isso

Só isso. Para investigar, preciso de um estimulo. Já pensou se vem um presbiteriano aqui e fala que como eu sou cético deveria experimentar a religiao dele?



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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfim
« Resposta #133 Online: 09 de Maio de 2008, 16:54:50 »
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Ok, me ajude então. Fale um pouco sobre o movimento da existência como ela é.
Maurício, veja. Eu não estou de sacanagem.  Estou tentando encontrar um ponto para discutirmos.

Hahaha você só pode estar de sacanagem cara, estamos falando de um estado de atenção, onde o individuo está alerta a tudo que está acontecendo em si mesmo e no mundo. O que você quer que eu diga sinceramente?

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Não provo que vc está errado nem certo, porque até agora vc não disse nada.
Sério, para mim você me contou um monte de experiências pessoais e deu a ela uma magnitude que vc não consegue sustentar (mente limitada, percepção, etc..) e deu um link que não falou nada.
A única coisa que ele falou (o sonho é desnecessário) é uma groselha. Uma afirmação, uma groselha.

Contei um monte de experiências pessoais aonde? E qual foi a "magnitude" que eu dei?
Quando uma pessoa é ignorante, ela não consegue ver as coisas com clareza, ela desconhece varios aspectos da existência, e a eles ela atribui "achismos" e os mantem como reais.
Você pode ver isso nos "religiosos" "crentes" facilmente, mas também pode ver como isso ocorre com os "agnósticos" os "ateus", os isso e os aquilo, e em você mesmo, são todos pontos de referência relativos, se nós estamos condicionados, nós vemos o mundo segundo nossa própria limitação, e tomamos esse estado de ignorância pela realidade.

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Cara, já concordei (e todo mundo desse site concorda, eu acredito).
Olhamos para as coisas de maneira condicionada. GRANDE NOVIDADE.
Agora não vi como descondicionar, nem como a meditação leva a isso, nem o que você ou alguém ganho com isso entende?

Grande coisa esse "site" que eu te passei cara, isso foi só um exemplo ridiculo, não se trata de acreditar e nem desacreditar, não importa se um bilhão de pessoas acreditam numa coisa, isso não faz da mentira uma verdade.

Você quer uma "resposta" para uma coisa extremamente complexa, sobre como obter um estado de atenção total lendo palavras. Isso não soa no minimo ridiculo pra você?

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Investigar o que? Cara me diz alguém que investigou, saiu do outro lado, viu alguma coisa que eu não estou vendo (nesse caso me diga POR FAVOR o que ele viu) ou que outras pessoas ganharam com isso.

Só isso. Para investigar, preciso de um estimulo. Já pensou se vem um presbiteriano aqui e fala que como eu sou cético deveria experimentar a religiao dele?

Eu não estou falando de nenhuma religião, você nunca teve sequer um insight na sua vida? Não chegaram momentos em que você mudou totalmente sua forma de ver o mundo? Coisas que você achava que eram de determinada maneira, mas depois que você pode compreende-las melhor, você viu que não eram bem do jeito que você pensava?

É disso que se trata, não se trata de o que você vai ver ou não "do outro lado" ( seja lá o que isso signifique ). Trata-se de você perceber as coisas como são, aqui e agora, e se libertar de todas as ilusões que mascaram aquilo que é real.
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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfima)
« Resposta #134 Online: 09 de Maio de 2008, 17:06:40 »
Agnóstico, melhor do que ouvir o que eu tenho a dizer, seria estudar o que os verdadeiros iluminados tem a dizer.

Novamente eu repito, não se trata de acreditar ou desacreditar, se trata de ver as verdades por elas mesmos, na sua própria experiência de vida.

http://www.acessoaoinsight.net

Bom estudo.
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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfima)
« Resposta #135 Online: 09 de Maio de 2008, 17:49:47 »
São tantos os textos interessantes que fica até complicado escolher um exemplo entre os vários disponiveis.
Por exemplo:

Isolamento
e estar só

PERGUNTA: Todos temos tido a experiência do isolamento, conhecemos suas tristezas e percebemos suas causas, suas raízes. Mas que é "estar só"? É diferente do isolamento?

KRISHNAMURTI: Isolamento é a dor, a agonia da solidão, o estado em que vós e eu, como entidades, não nos ajustamos a coisa alguma, - seja o grupo, a nação, a esposa, os filhos, o marido, vemo-nos segregados de todos os demais. Vós conheceis esse estado. Mas conheceis o "estar só"? Presumis que estais sós, mas estais realmente sós?
   

O "estar só" é diferente do isolamento, mas não podeis compreendê-lo, se não compreenderdes o isolamento. Conheceis o estado de isolamento? Vós o tendes observado sub-repticiamente, o tendes olhado com aversão. Para o conhecerdes bem, precisais entrar na sua intimidade, sem barreira alguma de permeio, sem conclusão, sem preconceito ou especulação; deveis chegar-vos com liberdade e não com temor. Para compreender o isolamento precisamos ir ao seu encontro sem nenhum sentimento de temor. Se nos chegamos, dizendo que já lhe conhecemos as causas, as raízes, não podemos compreendê-lo. Conheceis as raízes do isolamento? Só as conheceis teoricamente, do exterior. Conheceis a essência íntima do isolamento? Fazeis, apenas, uma descrição dela, mas a palavra não é a coisa, não é o real. Para o compreenderdes, tendes de chegar-vos sem nenhuma intenção de fuga. A simples idéia de fugir ao isolamento é em si uma forma de insuficiência interior. A maioria de nossas atividades não são evasões? Quando vos sentis só, ligais o rádio, executais pujas, sais em busca de gurus, conversais com amigos, ides ao cinema, às corridas, etc. Vossa vida de cada dia é um fugir de vós mesmos, e por isso todos os meios de fuga se tornam importantíssimos e competis uns com os outros por causa deles - quer se trate da bebida ou de Deus. A fuga é que constitui o problema, embora tenhamos diferentes maneiras de fugir. Podeis causar malefícios imensos, psicologicamente, com as vossas fugas respeitáveis, e eu sociologicamente, com minhas fugas mundanas; mas, para se compreender a solidão, todas as fugas devem cessar - não por meio de coerção, de compulsão, mas com o perceber a falsidade da fuga. Estais então em confronto direto com o que é, e aí começa o verdadeiro problema.

Que é o isolamento? Para o compreenderdes, não lhe deveis dar nome. O simples dar nome, a simples associação do pensamento com outras lembranças dele, acentuam mais ainda o isolamento. Experimentai-o, e vereis. Quando tiverdes desistido de fugir, vereis que, enquanto não compreenderdes o que é o isolamento, tudo o que fizerdes por sua causa é sempre um modo de fugir a ele. Só compreendendo o isolamento sois capaz de o transcender.

A questão do "estar só" é inteiramente diferente. Nunca estamos sós; estamos sempre em companhia de outras pessoas, a não ser, talvez, quando damos passeios solitários. Somos o resultado de um "processo" total, constituído de influências econômicas, sociais, climáticas, e outras; e enquanto vivermos sujeitos a tais influências, não estaremos sós.- Enquanto houver o "processo" da acumulação e da experiência, nunca será possível "estarmos sós". Podeis imaginar que estais só, quando vos isolais por meio de estreitas atividades individuais e pessoais; mas isso não é "estar só". Só é possível "estar só", quando não existem influência alguma. "Estar só" é ação que não é o resultado de uma reação, que não é uma resposta a desafio ou estímulo. O isolamento é um processo de exclusão, e nós procuramos o isolamento em todas as nossas relações, sendo esta a verdadeira essência do "eu" -meu trabalho, minha natureza, meu dever, minha propriedade, minhas relações. O próprio processo do pensamento, que é o resultado de todos os pensamentos e influências do homem, conduz ao isolamento. Compreender o isolamento não é um ato burguês; não podeis compreendê-lo enquanto houver em vós a dor daquela insuficiência não revelada que acompanha o sentimento de vazio e frustração. "Estar só" não é isolamento, e nem tampouco, o seu oposto; é um "estado de ser" em que há completa ausência da experiência e do conhecimento.




Você acha que pode entender esse estado de ser por palavras? Você acha que esse estado de ser é uma ilusão? Não estamos tratando aqui de tomar LSD e ter alucionações e ter uma "experiência mistica", estamos tratando de coisas que estão por enquanto, não conseguimos alcançar pelas nossas limitações.
Eu não sou o iluminado que veio trazer a luz para o forum, mas eu estou simplesmente tentando mostrar o quanto nossas crenças são inuteis.

Eu não sou um expert no assunto, mas sempre na minha vida busquei o equilibrio e a compreensão, por isso eu digo que "isso não vem do nada", não se trata de um conhecimento teórico, se trata de um modo de existir, o modo de se relacionar com a vida, com você mesmo e com o mundo.

Parece que vocês buscam que lhes digam algo "fantástico". Mas quando falamos em colocar energia, suas próprias vidas, na percepção de alguma coisa desconhecida, vocês fogem e continuam negando ou afirmando que "acreditam" sem ver por si mesmos.
"Acreditar" ou "não-acreditar" não faz a minima diferença.
"Para quem a agitação não existe,
e para quem ser/existir e não ser/existir
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ele é alguém – que está além do medo,
        feliz,
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Buda Sakyamuni

Offline Gigaview

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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfima)
« Resposta #136 Online: 09 de Maio de 2008, 17:50:35 »
Agnóstico, melhor do que ouvir o que eu tenho a dizer, seria estudar o que os verdadeiros iluminados tem a dizer.

Novamente eu repito, não se trata de acreditar ou desacreditar, se trata de ver as verdades por elas mesmos, na sua própria experiência de vida.

http://www.acessoaoinsight.net

Bom estudo.

OK, então você pode me dizer qual é a idéia que o budismo faz de Deus? E o zen budismo? E no taoísmo?


Offline Mauricio Rubio

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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfim
« Resposta #137 Online: 09 de Maio de 2008, 17:55:37 »
Agnóstico, melhor do que ouvir o que eu tenho a dizer, seria estudar o que os verdadeiros iluminados tem a dizer.

Novamente eu repito, não se trata de acreditar ou desacreditar, se trata de ver as verdades por elas mesmos, na sua própria experiência de vida.

http://www.acessoaoinsight.net

Bom estudo.

OK, então você pode me dizer qual é a idéia que o budismo faz de Deus? E o zen budismo? E no taoísmo?


O problema é que existem varias ramificações de todas as religiões, alguns consideram que exista um deus, outras que não.
Não dá pra generalizar, então não posso te dizer ao certo.
Mas em sua essência, acredito que todas sejam "ateistas" no sentido de um deus-criador.
« Última modificação: 09 de Maio de 2008, 17:59:23 por Mauricio Rubio »
"Para quem a agitação não existe,
e para quem ser/existir e não ser/existir
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Offline Mauricio Rubio

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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfim
« Resposta #138 Online: 09 de Maio de 2008, 18:03:49 »
Você pareceu ficar chocado com aquela afirmação sobre os sonhos, e chamou de "groselha".

Mas você verificou a questão a fundo? Ou deu uma resposta extremamente superficial a assunto extremamente complexo?

Vamos ver o que ele tem a dizer:

Que são os sonhos?

Afirmam os psicólogos que precisamos sonhar, senão enlouqueceremos. Enquanto dormimos, deve haver sonhos, devem acontecer coisas em sonhos. Tomai interesse nesta questão, por favor, porque, em vossa vida, sonhais todas as noites. Quando dormis, há sempre alguma espécie de sonho, de atividade; e dizem aqueles especialistas que sonhar é essencial à sanidade mental do ente humano. Ora, nós vamos questionar essa afirmativa averiguar se de fato é absolutamente necessário sonharmos. Temos, pois, de rejeitar tudo o que dizem os profissionais e interrogar-nos, descobrir por nós mesmos o que são os sonhos. Não são eles a continuação das atividades de cada dia, porém em forma simbólica? Peço-vos não concordar nem discordar. Nós estamos investigando juntos, viajando juntos e, por conseguinte, não pode haver concordância nem discordância. Estamos, vós e eu, observando, indagando se é realmente necessário sonhar.
   
Que são os sonhos? Não são eles o movimento da vida diária - disputas, infortúnios, violência, ressentimentos - não são eles a continuação desse movimento enquanto dormimos, porém em forma simbólica - visual ou verbal? Verificai isso. Deveis saber que o cérebro necessita de ordem, para funcionar racionalmente. Já alguma vez, antes de dormir, passastes em revista o dia - o que fizestes, o que dissestes, os erros cometidos, etc.; já alguma vez passastes em revista o dia, antes de dormir? Porque é necessário fazê-lo? Porque, se não o fizermos conscientemente, enquanto despertos, a mente consumirá energia, durante o sono, para pôr a si própria em ordem.

Estais-me seguindo? A ordem é necessária na vida de cada dia. O cérebro exige uma vida com ordem, uma vida sã, senão ele não funcionará eficientemente. E ordem é virtude, pois, se não sois virtuoso, se estais em desordem, como pode o cérebro funcionar? O cérebro só é capaz de funcionar impecavelmente quando há nele segurança e ordem.

Assim, enquanto dormis, enquanto o corpo dorme, o cérebro tem de pôr-se em ordem, porque, no dia seguinte, irá enfrentar de novo a desordem; por conseguinte, necessita de um meio de extinguir a desordem, de colocar-se em ordem. Esse meio são os sonhos. Mas se, durante as horas de vigília, produzirdes a ordem, então, quando o corpo físico estiver dormindo, o cérebro poderá viver uma vida totalmente diferente. Isso faz parte da meditação. A pessoa que não tem ordem, que se acha em desordem, dizendo uma coisa e fazendo outra, não pode de modo nenhum compreender o que é meditação. Ora, como podeis vós, como pode o cérebro, a mente, estabelecer a ordem durante o dia? Ordem é virtude; não a virtude da moralidade social, mas a virtude da ordem.

A ordem não é uma fórmula traçada pelo Gita, pela Bíblia, pelo instrutor. A ordem é uma coisa viva, e não uma fórmula. Se tendes alguma fórmula, há desordem entre o que sois e o que deveríeis ser; por conseguinte, nessa contradição há conflito. Conflito é desordem. Assim, só tereis possibilidade de descobrir o que é a ordem se compreenderdes a desordem. Nossa vida de cada dia, tal como a estamos vivendo, é desordem, não achais?

Se sois realmente honesto perante vós mesmo, podeis dizer que vossa vida está perfeitamente em ordem, que viveis sã, lúcida, harmoniosamente? Não podeis, decerto; se assim fosse, não estaríeis aqui. Seríeis entes humanos livres, maravilhosos entes humanos, criadores de uma sociedade diferente. Como seres humanos, estamos em desordem, em contradição. Observai, pois, vossa desordem e contradição, sem nada rejeitar, nada justificar; vede como estais assustado, como sois invejoso, como ambicionais prestígio, posição, como temeis vossa esposa ou marido, como dependeis do que vosso vizinho pensa de vós. Observai esse conflito, essa luta constante, sem justificar nem condenar. Observai totalmente essa desordem, e vereis então surgir uma ordem verdadeiramente harmoniosa, toda movimento, e vida, e vigor. Vereis que, em todas as horas do dia, estareis pondo em ordem a vossa vida, nela estabelecendo uma ordem matematicamente precisa. E, para compreenderdes essa ordem, tendes de compreender o medo e o prazer, que examinamos ligeiramente na reunião anterior. E. compreendendo tudo isso, sem escolha, vereis que, quando dormis, vossa mente não tem sonhos. Em conseqüência, a mente, o cérebro se renova durante o sono e, na manhã seguinte, o cérebro tem uma extraordinária capacidade.

Isso faz parte da autocompreensão. Deveis amá-lo, devotar-lhe vossa vida - devotar vossa vida à compreensão de vossa vida, porque vós sois o mundo, e o mundo é vós; portanto, se vos transformardes, transformareis o mundo. Esta não é uma mera idéia intelectual, porém uma coisa de que deveis compenetrar-vos ardorosa e apaixonadamente. E a meditação liberta tremendas energias.

KRISHNAMURTI
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Offline Gigaview

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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfima)
« Resposta #139 Online: 09 de Maio de 2008, 18:08:29 »
Agnóstico, melhor do que ouvir o que eu tenho a dizer, seria estudar o que os verdadeiros iluminados tem a dizer.

Novamente eu repito, não se trata de acreditar ou desacreditar, se trata de ver as verdades por elas mesmos, na sua própria experiência de vida.

http://www.acessoaoinsight.net

Bom estudo.

OK, então você pode me dizer qual é a idéia que o budismo faz de Deus? E o zen budismo? E no taoísmo?


O problema é que existem varias ramificações de todas as religiões, alguns consideram que exista um deus, outras que não.
Não dá pra generalizar, então não posso te dizer ao certo.
Mas em sua essência, acredito que todas sejam "ateistas" no sentido de um deus-criador.

EXATAMENTE!!!!!!!

Offline Mauricio Rubio

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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfim
« Resposta #140 Online: 09 de Maio de 2008, 18:18:34 »
Sinta a verdade em tudo isso, não julgue nem analise, deixe sua mente aberta para pensar a respeito do que está sendo dito, mas não espere uma resposta imediata, isso é uma coisa que temos que perceber intensamente a cada instante das nossas vidas, é só assim que esse tipo de conhecimento é possivel.
Você quer que eu fale o que existe além, mas como podemos descrever o indescritivel em palavras? Que importancia teriam essas descrições? Não seria melhor que experimentassemos isso tudo por nós mesmos, e verificarmos por nós mesmos a existência de todas as coisas possivel de serem alcançadas?
Nós estamos totalmente presos, e o que urge é a libertação para que possamos atingir o verdadeiro objetivo da existência.

QUE SOU EU?

Pergunta: Nasci com um certo temperamento, um certo padrão psicológico e físico, qualquer que seja a sua razão de ser. Esse padrão se torna o principal fator da minha vida. Domina-me de maneira absoluta. Minha liberdade, dentro do padrão, é muito limitada, visto que a maioria das minhas reações e impulsos são rigidamente predeterminados. Posso quebrar a tirania desse fator genético?

Krishnamurti: Expressando a mesma coisa, de outra maneira: Estou preso num padrão social, hereditário, ambiental, ideológico, quer seja o padrão dos meus pais, quer seja o da sociedade que me rodeia. Estou tolhido por um padrão, e a questão se cinge em saber como o poderei quebrar. Sou o resultado do meu pai e da minha mãe, biologicamente, fisicamente. Sou o resultado das crenças, dos hábitos, dos temores dos meus pais, os quais criaram a sociedade que me circunda. Meus pais, por sua vez, foram o resultado dos seus pais, com o seu ambiente social, físico, psicológico, e assim, retrospectivamente, infinitamente, sem começo. Toda pessoa está presa dentro de um padrão de existência, e eu sou o resultado de todo aquele passado - não apenas o meu passado próprio, mas todo passado da humanidade. Sou, afinal de contas, o filho de meu pai. Sou o resultado do passado, modificado, em conjunção com o presente. Não estamos aventando a questão da reencarnação, que é uma mera teoria. Estamos apenas examinando o que realmente é. Minha existência é resultado do meu passado, sendo o meu passado o resultado da existência de meu pai. Sou produto do tempo, sou o passado atravessando o presente para se tornar o futuro. Sou o resultado de ontem, que é o hoje a tornar-se amanhã.

Ora, posso sair desse processo do tempo, isto é, posso quebrar o padrão que meu pai e eu mesmo criamos? Não sou diferente de meu pai; sou meu pai, modificado. Isto é, exatamente, o que é. Mas, se começo a traduzir o que é, se admito, por exemplo, a idéia de que sou a alma, uma entidade espiritual, penetro então num domínio de todo diferente. Não é isso que nos interessa, por ora - trataremos desta questão quando entrarmos no problema relativo à alma, à continuidade, à reencarnação. O problema, por enquanto, é: Posso eu, que sou condicionado - não importa se pela esquerda ou pela direita - posso eu sair desse condicionamento?

Que é que vos condiciona? Que é que limita o pensamento? Que é que cria o padrão em que estais presos? Se cesso de pensar, não existe padrão algum. Isto é, eu sou o pensador, meus pensamentos são o resultado de ontem; eu reajo a todo estímulo novo de acordo com o padrão de ontem ou do segundo que acaba de passar; e posso eu, cujo processo de pensamento é resultado de ontem, deixar de pensar em termos de ontem? Estou apenas explicando o problema de modo diferente, e vós mesmos encontrareis a sua solução num minuto. Meu pensamento está condicionado, porque qualquer reação procedente do estado de condicionado cria mais condicionamento; toda ação resultante do estado de condicionamento é ação condicionada, que, por conseguinte, dá continuidade ao estado condicionado. Logo, para dele sairmos, precisamos estar livre do processo de pensar - mas não se deve entender que eu esteja sugerindo isso como um meio de fuga. A maioria das pessoas procura fugir porque a vida lhes é muito premente, muito forte, muito exigente. Não estou propondo uma dessas fugas; estou apenas a pedir-vos para que olheis para a verdade contida no problema. Podeis ficar livres do processo de pensar? Pode ocorrer uma revolução completa no pensar - não de acordo com o antigo padrão, o que seria uma continuação do velho, com valores modificados - mas uma transformação completa, uma quebra total do que é? Visto que sou o produto de ontem, a liberdade, evidentemente, não está no mesmo nível em que estou, o qual é uma mera continuação do ontem. Assim sendo, só poderei sair do padrão quando houver a cessação do pensar.

Estamos apenas encarando o problema, e não buscando uma solução. Porque a solução está contida no problema, e não fora dele. Se compreenderdes o problema, encontrareis a solução nele próprio; mas quando buscais uma solução e a não encontrais, ficais perturbado. Estais à espera de que eu vos diga como se sai do padrão. Não vou dizer-vos como se sai dele; nenhuma significação teria o dizê-lo, porque em tal caso deixaríeis de acompanhar o problema. Queríeis que eu vos dissesse o que deveríeis fazer, e por isso estais agora muito perturbado. Não vos digo o que deveis fazer, uma vez que basta compreender o problema para que ele desapareça. Quando vedes uma serpente e sabeis que ela é venenosa, não existe problema algum, existe? Sabeis como proceder - não tocá-la, afastar-se, ou fazer qualquer outra coisa. Identicamente, é necessário que compreendais de maneira completa este problema; mas não o estais fazendo. Eu o estou fazendo no vosso lugar, e vós estais meramente a escutar-me. Precisamos compreender o problema, e não perguntar como resolvê-lo. Quando compreendeis o problema, ele mesmo vos revela a solução. Sois como um colegial em exame. Ele não lê o problema cuidadosamente: quer a solução; e por isso falha. Mas, se lê o problema com todo o vagar, com todo o cuidado, considerando-o sob todos os aspectos, encontrará a solução, ou, antes, a solução se lhe revelará.

De modo idêntico, vós estais encarando este problema com o desejo de uma solução. Julgo que não percebeis a beleza nele contida. Provavelmente estais cansados, senhores.

Voz do auditório: Não.

Krishnamurti: Sim, senhores, estais cansados. Eu vos direi porque. Tudo isso é provavelmente muito novo para vós, nem o pode deixar de ser, pois é uma maneira de toda nova de considerar; estais um pouco perturbados, e quando estamos confusos ou perturbados, a nossa mente divaga. Posso continuar; é minha tarefa; mas eu fiz isso, não falo apenas. Enquanto, no vosso caso, senhores, se me permitis dizê-lo, vós não estais estudando o problema. Eu o formulei por maneiras diferentes, mas vós não quereis seguí-lo. Estou simplesmente apontando o que é, - o problema. Mas não estais interessados em estudar o que é. Estais esperando pelo resultado, ao passo que eu não tenho interesse pelo resultado.

Eu quero a coisa como ela é - por isso encontrei a solução.

Permiti-me, pois, tornar a pedir-vos que estudeis o problema, e que não procureis uma solução. Vede, por favor, a importância que isso tem: procurar uma resposta, uma solução, não significa compreender o problema; e se não compreendeis o problema, não haverá solução para ele. O problema está aqui, e vós procurais a solução ali, o que significa que desejais uma solução conveniente, lisonjeira. Mas se encarardes o problema com todo o vosso cuidado, aplicando-lhe toda a vossa inteligência, percebereis, então, a sua beleza, e o resultado é maravilhoso.

O problema, pois, consiste no seguinte: meu pensamento está condicionado, fixado num padrão; e a qualquer estímulo, que é sempre novo, o meu pensamento só pode reagir de acordo com o seu condicionamento, transformando o novo no velho, modificado. Desta maneira, o meu pensamento nunca pode ser livre. Meu pensamento, que é produto do ontem, só é capaz de reagir nas mesmas condições de ontem, e quando ele indaga "Como posso passar além?" está fazendo uma pergunta errônea. Porque, quando o pensamento tenta superar o seu próprio condicionamento, dá continuidade a si mesmo, sob forma modificada. Por conseqüência, há falsidade nessa pergunta. Só há liberdade quando não existe condicionamento; mas para que haja liberdade, deve o pensamento ficar cônscio da sua condição, e não tentar tornar-se diferente do que é. Se o pensamento diz: "Preciso libertar-me do meu condicionamento", nunca o conseguirá; pois, o que quer que faça é sempre a sua própria rede, prolongada ou modificada. O pensamento só pode fazer uma coisa para ser livre: cessar. Sem dúvida, sempre que o pensamento está ativo, está condicionado, é continuidade, modificada por uma reação condicionada. Por esse caminho não encontraremos saída alguma do nosso condicionamento. Por conseguinte, só existe um caminho, o qual é vertical, o qual é direto: cessar o pensamento.

Mas, pode o pensamento cessar? Que é pensar? Que entendemos por pensar? Entendemos por pensar a reação da memória. Estou-me expressando por maneira muito simples. Não desejo complicar o problema, já de si mesmo muito complexo. Pensar é reação da memória; e que é memória? Memória é o resíduo da experiência. Isto é, quando se nos apresenta um estímulo, o pensamento de ontem, que é memória, reage a esse estímulo, e por conseguinte esse estímulo não é compreendido perfeitamente, porém interpretado através da cortina de ontem. Assim, pois, aquilo que não é compreendido deixa um vestígio, a que chamamos memória. Já não notastes que, quando compreendestes alguma coisa, quando esgotastes uma conversa, quando ela ficou terminada, não resta vestígio algum? É só o ato incompleto, quer verbal, quer físico, que deixa vestígio. A reação desse vestígio, que é memória, chama-se pensar. Ora, pode haver um estado no qual não existe o ontem, isto é, pode haver um estado em que não haja tempo, em que não haja pensamento que seja o produto do ontem? O pensamento condicionado, que procura modificar ou transformar a si próprio, apenas continua o estado condicionado. Isso é bastante óbvio. Pensar é reação da memória, o que também é bastante óbvio. E a memória é o produto da imperfeita compreensão da experiência, do estímulo. A imperfeita compreensão da existência é a causa da memória. Quando fazeis uma coisa integralmente, com todo o vosso ser, não fica resíduo algum da memória; mas quando o resíduo produz a reação, a essa reação chamamos pensar. Esse pensar é condicionado, e esse condicionamento só pode terminar quando o ato é completo. Enfrentais, então, todas as coisas de maneira nova.

Como enfrentar as coisas de maneira nova? Como enfrentar a vida, a existência por maneira nova, independente do tempo? Esta é uma nova questão, não é verdade? É a questão que surge da presente pergunta. Ao apresenta-vos esta nova questão, qual é a vossa reação? Se vossa reação é também nova, estais então passivamente cônscio, alertado, vigilante. Esse estado é atemporal. Nesse estado, em que enfrentais todas as coisas com passiva vigilância, percebimento, não existe o tempo; dá-se uma experiência direta, o estímulo é compreendido diretamente; por conseguinte, há liberdade de pensar. E essa liberdade é eterna; ela existe agora, e não amanhã.
« Última modificação: 09 de Maio de 2008, 18:58:18 por Mauricio Rubio »
"Para quem a agitação não existe,
e para quem ser/existir e não ser/existir
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Buda Sakyamuni

Offline Moro

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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfim
« Resposta #141 Online: 09 de Maio de 2008, 19:13:24 »
Mauricio

Li. Tudo o que vi ou é obvio, perguntas sem resposta ou groselhas mesmo.

OBVIO
Citar
Krishnamurti: Expressando a mesma coisa, de outra maneira: Estou preso num padrão social, hereditário, ambiental, ideológico, quer seja o padrão dos meus pais, quer seja o da sociedade que me rodeia. Estou tolhido por um padrão, e a questão se cinge em saber como o poderei quebrar. Sou o resultado do meu pai e da minha mãe, biologicamente, fisicamente. Sou o resultado das crenças, dos hábitos, dos temores dos meus pais, os quais criaram a sociedade que me circunda. Meus pais, por sua vez, foram o resultado dos seus pais, com o seu ambiente social, físico, psicológico, e assim, retrospectivamente, infinitamente, sem começo. Toda pessoa está presa dentro de um padrão de existência, e eu sou o resultado de todo aquele passado - não apenas o meu passado próprio, mas todo passado da humanidade. Sou, afinal de contas, o filho de meu pai. Sou o resultado do passado, modificado, em conjunção com o presente. Não estamos aventando a questão da reencarnação, que é uma mera teoria. Estamos apenas examinando o que realmente é. Minha existência é resultado do meu passado, sendo o meu passado o resultado da existência de meu pai. Sou produto do tempo, sou o passado atravessando o presente para se tornar o futuro. Sou o resultado de ontem, que é o hoje a tornar-se amanhã.

Groselha
Citar
Ora, posso sair desse processo do tempo, isto é, posso quebrar o padrão que meu pai e eu mesmo criamos? Não sou diferente de meu pai; sou meu pai, modificado. Isto é, exatamente, o que é. Mas, se começo a traduzir o que é, se admito, por exemplo, a idéia de que sou a alma, uma entidade espiritual, penetro então num domínio de todo diferente. Não é isso que nos interessa, por ora - trataremos desta questão quando entrarmos no problema relativo à alma, à continuidade, à reencarnação. O problema, por enquanto, é: Posso eu, que sou condicionado - não importa se pela esquerda ou pela direita - posso eu sair desse condicionamento?


Perguntas sem resposta misturada com Groselha
Citar
Que é que vos condiciona? Que é que limita o pensamento? Que é que cria o padrão em que estais presos? Se cesso de pensar, não existe padrão algum. Isto é, eu sou o pensador, meus pensamentos são o resultado de ontem; eu reajo a todo estímulo novo de acordo com o padrão de ontem ou do segundo que acaba de passar; e posso eu, cujo processo de pensamento é resultado de ontem, deixar de pensar em termos de ontem? Estou apenas explicando o problema de modo diferente, e vós mesmos encontrareis a sua solução num minuto. Meu pensamento está condicionado, porque qualquer reação procedente do estado de condicionado cria mais condicionamento; toda ação resultante do estado de condicionamento é ação condicionada, que, por conseguinte, dá continuidade ao estado condicionado. Logo, para dele sairmos, precisamos estar livre do processo de pensar - mas não se deve entender que eu esteja sugerindo isso como um meio de fuga. A maioria das pessoas procura fugir porque a vida lhes é muito premente, muito forte, muito exigente. Não estou propondo uma dessas fugas; estou apenas a pedir-vos para que olheis para a verdade contida no problema. Podeis ficar livres do processo de pensar? Pode ocorrer uma revolução completa no pensar - não de acordo com o antigo padrão, o que seria uma continuação do velho, com valores modificados - mas uma transformação completa, uma quebra total do que é? Visto que sou o produto de ontem, a liberdade, evidentemente, não está no mesmo nível em que estou, o qual é uma mera continuação do ontem. Assim sendo, só poderei sair do padrão quando houver a cessação do pensar.


Depois temos mais obviedades. Ainda bem que vc me falou que o outro texto passado era ridículo.
Esse segue o mesmo caminho.

[ ]s
“If an ideology is peaceful, we will see its extremists and literalists as the most peaceful people on earth, that's called common sense.”

Faisal Saeed Al Mutar


"To claim that someone is not motivated by what they say is motivating them, means you know what motivates them better than they do."

Peter Boghossian

Sacred cows make the best hamburgers

I'm not convinced that faith can move mountains, but I've seen what it can do to skyscrapers."  --William Gascoyne

Offline Moro

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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfim
« Resposta #142 Online: 09 de Maio de 2008, 19:26:12 »
Malandro o meninão que falou isso abaixo:

Citar
Afirmam os psicólogos que precisamos sonhar, senão enlouqueceremos. Enquanto dormimos, deve haver sonhos, devem acontecer coisas em sonhos. Tomai interesse nesta questão, por favor, porque, em vossa vida, sonhais todas as noites. Quando dormis, há sempre alguma espécie de sonho, de atividade; e dizem aqueles especialistas que sonhar é essencial à sanidade mental do ente humano. Ora, nós vamos questionar essa afirmativa averiguar se de fato é absolutamente necessário sonharmos. Temos, pois, de rejeitar tudo o que dizem os profissionais e interrogar-nos, descobrir por nós mesmos o que são os sonhos. Não são eles a continuação das atividades de cada dia, porém em forma simbólica? Peço-vos não concordar nem discordar. Nós estamos investigando juntos, viajando juntos e, por conseguinte, não pode haver concordância nem discordância. Estamos, vós e eu, observando, indagando se é realmente necessário sonhar.
   
Que são os sonhos? Não são eles o movimento da vida diária - disputas, infortúnios, violência, ressentimentos - não são eles a continuação desse movimento enquanto dormimos, porém em forma simbólica - visual ou verbal? Verificai isso. Deveis saber que o cérebro necessita de ordem, para funcionar racionalmente. Já alguma vez, antes de dormir, passastes em revista o dia - o que fizestes, o que dissestes, os erros cometidos, etc.; já alguma vez passastes em revista o dia, antes de dormir? Porque é necessário fazê-lo? Porque, se não o fizermos conscientemente, enquanto despertos, a mente consumirá energia, durante o sono, para pôr a si própria em ordem.

Estais-me seguindo? A ordem é necessária na vida de cada dia. O cérebro exige uma vida com ordem, uma vida sã, senão ele não funcionará eficientemente. E ordem é virtude, pois, se não sois virtuoso, se estais em desordem, como pode o cérebro funcionar? O cérebro só é capaz de funcionar impecavelmente quando há nele segurança e ordem.

sem contar falacias, afirmações não verificáveis, etc..

Também concordo que nosso papo é inutil. Li, entendi e achei uma groselha de baixa categoria.
Vou anotar o nome do cara para não ler nada dele que passar perto de mim.
« Última modificação: 09 de Maio de 2008, 19:29:40 por Agnostico »
“If an ideology is peaceful, we will see its extremists and literalists as the most peaceful people on earth, that's called common sense.”

Faisal Saeed Al Mutar


"To claim that someone is not motivated by what they say is motivating them, means you know what motivates them better than they do."

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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfima)
« Resposta #143 Online: 09 de Maio de 2008, 19:59:12 »
Porque será que as pessoas percebem as coisas de maneira tão diferentes né? haha

Se temos opniões tão discrepantes, acredito que é melhor que a discussão se de por concluida.

Abraços.
"Para quem a agitação não existe,
e para quem ser/existir e não ser/existir
    estão superados,
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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfima)
« Resposta #144 Online: 09 de Maio de 2008, 20:17:51 »
Maurício

Temos opiniões discrepantes mesmo.
Para mim o principal motivo é a questão da experiência mística para o cético, e como esse a pode encarar. Não é questão de me fechar a um determinado assunto, é de não encontrar incentivos na lógica nem nos fatos, conforme eu os entendo.
Claramente discutimos sobre premissas completamente distintas.

[ ]s
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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfim
« Resposta #145 Online: 09 de Maio de 2008, 20:20:38 »
Você perguntou sobre o que existe "além".

Leia uma descrição do Buda sobre o Nirvana, e veja de que nada adianta ler e ter uma ideia intelectual da coisa.

Em certa ocasião, o Abençoado estava em Savatthi no Bosque de Jeta, no Parque de Anathapindika. Agora, naquela ocasião, o Abençoado estava instruindo, estimulando, encorajando e motivando os bhikkhus com um discurso do Dhamma relativo a Nibbana. Os bhikkhus – receptivos, atentos, focando toda a sua atenção, dando ouvidos – ouviam o Dhamma.

Então, dando-se conta do significado disso, o Abençoado nessa ocasião exclamou:

“Existe aquela esfera da existência em que não há nem terra, nem água, nem fogo, nem ar; não há a experiência do espaço infinito, nem da consciência infinita, nem do nada, nem da nem percepção, nem não percepção; ali não há nem este mundo e tampouco outro mundo, nem sol, nem lua. Nessa esfera da existência, eu digo, não há vir, nem ir, nem permanecer; não há morte nem renascimento; não há base, não há evolução e não há suporte (objeto mental) [1]. Isso, justamente isso, é apenas o fim do sofrimento.” [2]


Como você vai chegar a esse estado lendo palavras?
É só com a ação correta, e muitas outros esforços que o ser atinge um estado assim.

Podemos achar o quanto quisermos, mas continuaremos longe da verdade.
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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfima)
« Resposta #146 Online: 09 de Maio de 2008, 20:47:12 »
Puts, mais uma vez.

Li isso ai e o cara falou para mim... NADA.

Vou traduzir como vejo isso:

Existe X (esfera da existencia)
Não é A,B,C,D,E,F,G,H,I... E isso, é o fim do sofrimento.
Não consigo definir alguma coisa falando que ela não é um monte de coisa. Isso ai para mim é poesia ruinzinha... e o buda tem que dar um upgrade urgente...

Para mim, como qualquer outra religião..  Criam uma lacuna..
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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfima)
« Resposta #147 Online: 09 de Maio de 2008, 22:02:08 »
Você ve então a inutilidade de tentar expor em palavra aquilo que está "além" o que quer que isso seja?
Você ve então a inutilidade de tentar entender as coisas pelo pensamento?

É muito óbvio que NÓS não consigamos compreender o que está descrito de forma verbal, nos falta a experiência direta, nos falta o conhecimento, a palavra nunca é a coisa, se queremos compreensão, temos que ver as coisas por nos mesmos.
VER e não teorizar, idealizar ou seja lá oq.

Quem será que tem q "dar um upgrade" é o Buda ou é você?

Abraços.
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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfim
« Resposta #148 Online: 09 de Maio de 2008, 22:20:05 »
Citar
Você ve então a inutilidade de tentar expor em palavra aquilo que está "além" o que quer que isso seja?
Você ve então a inutilidade de tentar entender as coisas pelo pensamento?

Já falamos sobre isso:
Aquilo que está, tipo assim, muito além.. nossa nem sei... mais é legal...
Não rola. deus também não. (Ta pode dar o nome de alem, absoluto, impronunciavel, natureza, principio, pode ferrar com todas as palavras em portugues... não rola).

Citar
É muito óbvio que NÓS não consigamos compreender o que está descrito de forma verbal, nos falta a experiência direta, nos falta o conhecimento, a palavra nunca é a coisa, se queremos compreensão, temos que ver as coisas por nos mesmos.
VER e não teorizar, idealizar ou seja lá oq.

tipo assim, a Sheila??

Citar
Quem será que tem q "dar um upgrade" é o Buda ou é você?

O buda. Ele fala um monte de coisa e não diz nada. Pode juntar com o JC e sair andando na rua.

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Re: É correto afirmar que não há possibilidade de Deus existir? (Nem mesmo ínfima)
« Resposta #149 Online: 11 de Maio de 2008, 14:04:20 »
Quanta meeeeeerda!!! Mal dá pra ler alguma coisa!

Maurício Rúbio, pára de fumar e volta pra realidade. Temos uma discussão mais séria para fazer neste tópico.
“A ciência não explica tudo. A religião não explica nada.”

 

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