Autor Tópico: Sobre o método Paulo Freire  (Lida 6636 vezes)

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Offline Moro

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Re: Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #25 Online: 09 de Setembro de 2008, 17:43:35 »
Me parece que não Dora. Você concordar com o viés de Paulo Freire e como ele oferece esta "libertação" não quer dizer que não seja visto por mim como uma ideologia doutrinadora de esquerda.

“If an ideology is peaceful, we will see its extremists and literalists as the most peaceful people on earth, that's called common sense.”

Faisal Saeed Al Mutar


"To claim that someone is not motivated by what they say is motivating them, means you know what motivates them better than they do."

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Offline Dora

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Re: Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #26 Online: 09 de Setembro de 2008, 23:23:07 »
Creio que Paulo Freire não "oferece" uma libertação e nem é uma ideologia doutrinadora de esquerda.Considero Paulo Freire como um cientista social, suas obras demonstram por exemplo, um grande conhecimento das idéias de Piaget e outros cientistas, não são "achismos".São fruto de um trabalho intelectual por excelência mas, extremamente centrados em pessoas. Os alunos não são objetos, são pessoas com sua vivência cultural,social. Lembro que Freire tratava de alfabetização de adultos, em um contexto de pobreza.

Offline Moro

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Re: Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #27 Online: 09 de Setembro de 2008, 23:24:40 »
veja outro ponto de vista

Tirando todo o pedagogês e resumindo o assunto, o método Paulo Freire é mais ou menos isso:

1 - É um método de alfabetização voltado para jovens e adultos. Portanto, trata os sujeitos de acordo e não como se fossem crianças.

2 - No lugar de usar as tradicionais cartilhas com frases do tipo "vovô viu a vulva de vovó" ou "o peixe de xale bebe chá" (!), e que tentam alfabetizar pela "hierarquia" letras > sílabas > palavras > texto, utiliza já de início textos completos. Revistas, jornais, quadrinhos, cartazes...

3 - Textos que tem ligação com os alunos. Se é uma turma de alfabetização formada por trabalhadores da construção civil, por exemplo, serão utilizados textos sobre construção, materiais de construção, segurança no trabalho, dentre outros.

4 - Parte do pressuposto de que os alunos não são páginas em branco. Como são pessoas de 15 a 70 anos (ou mais), já trazem muita experiência e conhecimentos úteis. Eles sabem identificar letras e palavras, sabem lidar com dinheiro e, consequentemente, executar as quatro operações matemáticas básicas. Ainda que eles próprios não tenham consciência disso. Então aproveita-se essa experiência e conhecimento dos alunos nas aulas.

5 - O professor se coloca como um amigo dos alunos. Alguem que tanto tem a ensinar quanto a aprender com eles.



Essa é a parte boa. E em geral ninguem critica isso.



As críticas começam quando Paulo Freire diz que o professor não deve ser neutro, quando praticamente convoca os professores a iniciar uma revolução comunista, quando incentiva os profissionais a doutrinar politicamente os alunos, quando começa a falar dos alunos como coitadinhos, oprimidos, vítimas do sistema (e por isso supostamente precisam da doutrinação esquerdiota)...

Tirando o papo furado marxista, é um ótimo método de alfabetização de adultos.
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Offline Dora

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Re: Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #28 Online: 10 de Setembro de 2008, 00:40:12 »
Quem diz isso nunca leu Paulo Freire. Isso é o que ele mais combateu, a idéia de coitadinho, da professora tia.
Leia Pedagogia da Autonomia.
Leia esse trecho
"É por esta ética inseparável da prática, jovens ou com adultos, que devemos lutar. E a melhor maneira de por ela lutar é vive-la em nossa prática, é testemunhá-la, vivaz, aos educandos em nossas relações com eles. Na maneira como lidamos com os conteúdos que ensinamos, no modo como citamos autores de cuja obra discordamos ou com cuja obra concordamos. Não podemos basear nossa crítica a um autor na leitura feita por cima de uma ou outra de suas obras. Pior ainda, tendo lido apenas a crítica de quem só leu a contracapa de um de seus livros.
Posso não aceitar a concepção pedagógica desde ou daquela autora e devo inclusive expor aos alunos as razoes por que me oponho a ela mas, o que não posso, na minha crítica, é mentir. É dizer inverdades em torno deles. O preparo científico do professor ou da professora deve coincidir com sua retidão ética. É uma lástima qualquer descompasso entre aquela e esta. Formação científica, correção ética, respeito aos outros, coerência, não permitir que o nosso mal-estar pessoal ou a nossa antipatia com relação ao outro nos façam acusá-lo do que não fez são obrigações a cujo cumprimento devemos humilde mas perseverantemente nos dedicar.
É não só interessante mas profundamente importante que os estudantes percebam as diferenças de compreensão dos fatos, as posições às vezes antagônicas entre professores na apreciação dos problemas e no equacionamento de soluções. Mas é fundamental que percebam o respeito e a lealdade com que um professor analisa e critica as posturas dos outros"

Offline Luis Dantas

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Re: Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #29 Online: 10 de Setembro de 2008, 01:04:51 »
"Não há educação neutra" realmente parece uma afirmação mais panfletária do que técnica.  E, de fato, reflete uma mentalidade que vê o mundo como uma série de fluxos de doutrinação ideológica. 

A maior parte das matérias acadêmicas não apenas pode ser ideologicamente isenta, mas deve fazê-lo rotineiramente e sem grande esforço.  Se isso não acontece, há motivos para suspeitar da qualidade do ensino.

Educação deve sim estar acima da doutrinação.  Mas não precisa estar sempre olhando para os lados com receio de idéias "estrangeiras", "contaminadoras". 

O que eu vejo neste tópico me faz pensar que o método Paulo Freire é útil de um ponto de vista didático, mas bastante viciado ideologicamente.  Ironicamente, ele pelo visto cai exatamente no erro que alega querer combater.  O faz com proveito para o aprendizado, mas ainda assim o faz.
Wiki experimental | http://luisdantas.zip.net
The stanza uttered by a teacher is reborn in the scholar who repeats the word

Em 18 de janeiro de 2010, ainda não vejo motivo para postar aqui. Estou nos fóruns Ateus do Brasil, Realidade, RV.  Se a Moderação reconquistar meu respeito, eu volto.  Questão de coerência.

Offline Donatello

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Re: Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #30 Online: 10 de Setembro de 2008, 08:13:50 »
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Quem diz isso nunca leu Paulo Freire.
Dora, eu acho que o Orbe leu PF sim... ele é pedagogo.

Offline Moro

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Re: Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #31 Online: 10 de Setembro de 2008, 09:41:45 »
"Não há educação neutra" realmente parece uma afirmação mais panfletária do que técnica.  E, de fato, reflete uma mentalidade que vê o mundo como uma série de fluxos de doutrinação ideológica. 

A maior parte das matérias acadêmicas não apenas pode ser ideologicamente isenta, mas deve fazê-lo rotineiramente e sem grande esforço.  Se isso não acontece, há motivos para suspeitar da qualidade do ensino.

Educação deve sim estar acima da doutrinação.  Mas não precisa estar sempre olhando para os lados com receio de idéias "estrangeiras", "contaminadoras". 

O que eu vejo neste tópico me faz pensar que o método Paulo Freire é útil de um ponto de vista didático, mas bastante viciado ideologicamente.  Ironicamente, ele pelo visto cai exatamente no erro que alega querer combater.  O faz com proveito para o aprendizado, mas ainda assim o faz.


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Offline Dr. Manhattan

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Re: Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #32 Online: 10 de Setembro de 2008, 09:48:39 »
3
You and I are all as much continuous with the physical universe as a wave is continuous with the ocean.

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Offline Orbe

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Re: Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #33 Online: 18 de Setembro de 2008, 13:53:22 »
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Quem diz isso nunca leu Paulo Freire.
Dora, eu acho que o Orbe leu PF sim... ele é pedagogo.

Eu queria ganhar R$ 1,00 pra cada vez que ouço/leio isso depois de criticar PF... Estaria rico.

"Pedagogia do Oprimido". Nem vou colar citação porque o livro inteiro é pura doutrinação para pedagogos.
Se você se importasse não estaria discutindo e sim agindo...

Offline Fabrício

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Re: Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #34 Online: 18 de Setembro de 2008, 22:08:37 »
4... Dantas, matou a pau!
"Deus prefere os ateus"

Offline Velho

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Re: Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #35 Online: 26 de Setembro de 2008, 12:21:48 »
Encontrei o seguinte texto pelas minhas andanças pela net, vejamos:

Paulo Freire a Revista Veja

Discute-se a questão da exigência do diploma para a profissão de jornalista. O assunto está na crista das polêmicas atuais. Creio que a discussão vem a calhar, mas deveria ser deslocada para a questão da qualidade dos cursos de jornalismo. Não é só o curso de Direito e o de Administração que estão dando mostras de não formar ninguém. Há muito o curso de jornalismo vem se equiparando ao de Direito na produção de pessoas que não poderiam trabalhar na profissão designada pelo curso.
O exemplo mais vivo disso é o artigo de duas meninas (são jornalistas formadas?) na revista Veja de 20 de agosto de 2008, falando sobre Paulo Freire. É visível que nunca sequer abriram um livro de Paulo Freire. É visível também que estão sob lavagem cerebral, pois ninguém pode, com liberdade e inteligência, escrever que Paulo Freire é “autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização”.
Elas ligam a figura de Chê Guevara a Paulo Freire, para desancar o educador. Ele estaria mais ao lado da guerrilha do que da alfabetização.
Bem, se as duas garotas pudessem ir além do que são e respeitar a exigência de uma boa formação em jornalismo (o mesmo vale para Roberto Romano – que elas citam – que por mágoa pessoal e nada de divergência teórica passou a atacar Paulo Freire de maneira baixa e policialesca nos corredores e na burocracia da Unicamp, nos anos 90 – na época, eu escrevi uma carta para ele, protestando), elas iriam poder notar que nos Estados Unidos não são “os trabalhadores” ou “os oprimidos” que usam o método Paulo Freire somente. Várias prefeituras de cidades americanas experimentaram o método não para um trabalho direcionado para a consciência daqueles que Florestan Fernandes chamava “os de baixo”, mas para a ampliação da consciência política dos “de cima” de modo que eles pudessem compreender as reivindicações dos “de baixo”. Muitos viram que o método Paulo Freire ajuda na redescrição (Rorty) que os jovens mais ricos podem fazer dos mais pobres, compreendendo suas dificuldades. Em vez de se produzir aí a guerrilha e o conflito, o que se cria é uma transformação pacífica e duradoura. Essa descoberta, aliás, havia sido prevista por Freire e experimentada em outros lugares (na Nova Zelândia, por exemplo, onde trabalhei com freirianos).
É interessante notar que uma das testemunhas dessa utilização mais universal do método Paulo Freire é exatamente alguém que, por formação, preferiria a via do conflito mais radical, talvez no velho estilo dos confrontos físicos. Trata-se do professor Peter McLaren, em um belo texto chamado “Paulo Freire e o Primeiro Mundo” que está no livro Paulo Freire – uma biobliografia (Cortez, Unesco e IPF, 1995), livro que tive o prazer de resenhar na época de sua publicação, a pedidos da Folha de São Paulo e Jornal de Resenhas. Ainda como na época, acho que este texto de McLaren diz mais que muitos outros sobre Freire. Capta o verdadeiro espírito da filosofia da educação de Freire, de quem, aliás, fui aluno.
Tenho várias divergências com a filosofia da educação de Paulo Freire. Em parte, concordei com meu outro professor, Dermeval Saviani, sobre alguns traços populistas que poderiam emergir da filosofia da educação de Freire. Debatemos isso nos anos 80. Mas exatamente por debatermos isso, utilizamos Paulo Freire como Freire gostaria de ser utilizado, ou seja, criticamente. E é isso que aparece no texto de McLaren: Paulo Freire sendo utilizado para a consciência dos ricos, não só dos pobres, para o favorecimento da vida democrática. Uma atitude deweyana.
Ou seja, a filosofia da educação de Paulo Freire não é uma filosofia necessariamente do conflito absoluto, e sim da divergência que pode ser superada pelo diálogo. Seria um contra senso que a filosofia de Freire, que se obriga a ser uma “pedagogia do diálogo” (veja o vídeo que acompanha este texto), não pudesse resolver problemas pelo diálogo, sendo apenas uma apologia da violência, um culto a Chê Guevara.
Vamos colocar as coisas de modo correto. Guevara jamais foi admirado por Freire por ser guerrilheiro, e sim por ser rebelde. Freire sempre amou a rebeldia. Mas Freire nunca andou armado ou sequer fez parte de grupos armados. Quando esteve em Cuba, Fidel lhe disse: “Paulo, é ótima essa crítica que faz do capitalismo, mas você deveria poupar a nós, socialistas”. E Freire sorriu e continuou falando do machismo cubano e da falta de democracia em Cuba, irritando até mesmo brasileiros que eram seus amigos. Ou seja, antes de tudo, a filosofia da educação de Freire devia muito mais a John Dewey e aos Estados Unidos, pela via de Anísio Teixeira, do que a qualquer marxismo dogmatizado que lhe caiu no colo ao longo da carreira. E isso ele deixava claro pelas opções de leitura que fazia no tempo em que fui seu aluno na Universidade Católica.
Naquele tempo os cursos de graduação e pós funcionavam. Podíamos se de esquerda para além do que deveríamos ser, talvez, mas não éramos de esquerda pelo modo que as garotas da Veja, de hoje, são de direita, não tínhamos sofrido de lavagem cerebral. Tanto é que a maioria de nós, mesmos os mais radicais, nunca deixaram de perceber que o que mais favorecia uma posição de esquerda sólida era a democracia. Fora da democracia, nada seria interessante. Dermeval Saviani havia optado pelo PC do B! E ninguém incentivava mais a democracia que ele. E não como estratégia apenas, e sim como objetivo final. Se isso era um contra senso, não sei, mas isso vinha a desembocar na minha posição, de defesa da democracia como um ponto do qual não se poderia abrir mão em hora nenhuma – nunca.
Jamais vi qualquer honestidade crítica em quem disse de Paulo Freire coisas que o comprometiam com a não-democracia.
O método Paulo Freire tem um segredo de polichinelo: a consciência política vem junto com a habilidade técnica com a linguagem e vice-versa. Caso isso não ocorra, o educador não conseguiu trabalhar com o método. O método não falha nisso. Ele é intrinsecamente um método de envolvimento fecundo com a linguagem. Para aprender a ler e a escrever é necessário ir andando pelo conhecimento da linguagem em suas estruturas gramaticais que são (como Nietzsche mostrou) estruturas de poder. Não é que para ler e escrever é necessário conhecer a língua como um gramático ou lingüista e, a partir daí, por análise, poder ver seu comprometimento com destinos sociais. É necessário entender como que a linguagem e os jargões que hierarquizam as pessoas são uma e mesma coisa. E isso se faz na pedagogia freireana no uso da linguagem enquanto um uso que importa, que interessa, que motiva os que estão envolvidos no círculo de cultura que favorece o aprendizado. Então, ao ampliar a consciência política – em favor da democracia – aprendemos a manusear a linguagem e o aprendizado da escrita e da leitura sai como que em um processo natural do círculo de cultura freireano.
Quem experimentou o método se encanta porque ocorre um milagre com ele. Quando se menos espera, as pessoas estão lendo e escrevendo e ao mesmo tempo tendo um entendimento bastante profundo do que lêem e escrevem. Mas quem, como as duas garotas de Veja, não foram alfabetizadas corretamente, realmente é difícil entender como que um método de alfabetização pode ou não funcionar.

Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo

Retirado de: http://portal.filosofia.pro.br/

Offline Moro

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Re: Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #36 Online: 26 de Setembro de 2008, 14:56:04 »
Não interessa se seria para a consciência dos ricos e não dos pobres.
Um sistema pedagógico não tem que colocar viés em nada, nem buscar diálogo para o convflito porque só isso mostra que interpreta a questão como sendo um conflito. Não é para criar o problema e mostrar a solução.

Que prefeituras dos EUA utilzam isso??
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Offline Orbe

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Re: Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #37 Online: 26 de Setembro de 2008, 17:24:44 »
Quem experimentou o método se encanta porque ocorre um milagre com ele. Quando se menos espera, as pessoas estão lendo e escrevendo e ao mesmo tempo tendo um entendimento bastante profundo do que lêem e escrevem.

Conversa fiada.

Método nenhum faz milagres.

Um bom professor alfabetiza bem até usando cartilhas da década de 1950.
Se você se importasse não estaria discutindo e sim agindo...

Offline JJ

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Re:Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #38 Online: 07 de Novembro de 2018, 21:39:40 »





Bolsonaro quer extirpar "método Paulo Freire" do Brasil


Filósofo Paulo Ghiraldelli
Publicado em 28 de set de 2018


Filósofo Paulo Ghiraldelli Jr. explica como Bolsonaro e seus correligionários jamais entenderam Paulo Freire e só repetem jargões de fantasmas criados pela incultura e má fé.




Offline JJ

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Re:Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #39 Online: 07 de Novembro de 2018, 22:32:42 »


Um comentário bem interessante (na página do vídeo) de uma pessoa que inclusive ia votar no Bolso, mas, que não é nenhuma desequilibrada e/ou desinformada:



CS
1 semana atrás (editado)

Fui professora por 31 anos, voto 17, mas  respeito o trabalho de Paulo Freire. A pedagogia da libertação, da autonomia e outras eram voltadas meramente ao pedagógico, que prega o construtivismo na escola, onde o aluno é protagonista  do processo de ensino aprendizagem.  Ele foi referência em outros países.  E o método Paulo Freire foi muito importante na alfabetização de crianças,  jovens e adultos. Uma alfabetização voltada para atender à linguagem regional do aluno. O método dele foi tão importante que alfabetizava em 30 dias.  O método da formação de palavras a partir de sílabas.  Ca ce ci co cu, a partir daí formam-se palavras.  E depois de formar palavras forma-se frases e textos. Utilizando o mundo em que o aluno estava inserido.
Muito pertinente esse vídeo.  Não se pode  rotular autores por falsas ideologias.
Sou Paulo Freire. E a equipe de Bolsonaro deve valorizar o trabalho desse grande mestre. Já li alguns dos seus livros. Nada a ver com comunismo.  Ele foi criador de um método de ensino que contribuiu muito para a educação do Brasil. E o método ainda é muito utilizado no processo de alfabetização.



Offline Buckaroo Banzai

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Re:Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #40 Online: 30 de Maio de 2019, 12:59:21 »
Citar
Santuário repudia São José de Anchieta como patrono da educação

https://www.gazetaonline.com.br/noticias/politica/2019/05/santuario-repudia-sao-jose-de-anchieta-como-patrono-da-educacao-1014182606.html#

...

O Santuário Nacional de São José de Anchieta divulgou uma nota oficial neste sábado (25) se posicionando contra o projeto de lei de um deputado federal do Partido Social Liberal (PSL), do Rio de Janeiro, que pede a revoga do título de patrono da educação de Paulo Freire. O título, segundo o parlamentar, deve ser concedido a José de Anchieta.

...




Citar

https://www.ofm.org.br/noticia/nota-oficial-do-santuario-nacional-sao-jose-de-anchieta-28052019-090743

Recebemos com preocupação a notícia de que existe um projeto de lei que propõe a substituição de Paulo Freire por São José de Anchieta como patrono da educação brasileira. O Padre José de Anchieta, merece, de fato, todo louvor e reconhecimento pelo imenso bem que fez pelo nosso Brasil, principalmente, no que se refere ao tema da educação. Anchieta, fiel ao carisma jesuítico, sabia que não era possível construir uma nação sem uma atenção especial pela educação. O primeiro professor do Brasil tinha certeza que o futuro de uma Nação dependia da qualidade do ensino de crianças e jovens. O Brasil, mais do que nunca, precisa prestar bem a atenção no que o seu primeiro professor ainda tem a lhe ensinar.

No entanto, na atual conjuntura governamental do nosso País, não podemos aceitar que o legado de São José de Anchieta seja instrumentalizado para fins meramente ideológicos. Reconhecemos a imensa importância do legado de Paulo Freire para o Brasil e para o mundo. Tanto São José de Anchieta como Paulo Freire caminham na mesma direção. Ambos optaram por estar à serviço da educação dos marginalizados. Anchieta, com linguagem e métodos próprios de seu tempo, também foi um “pedagogo do oprimido” quando optou por estar ao lado dos indígenas, educá-los, defendê-los e protegê-los da ambição dos poderosos.

Anchieta não pode ser proclamado patrono da educação em um momento em que a educação não parece ser prioridade na agenda do País. O primeiro defensor do meio ambiente não pode ser admirado em um momento em que nossas riquezas naturais estão ameaçadas. O primeiro indigenista não pode ser reverenciado neste tempo em que vemos tribos étnicas desamparadas e sendo perseguidas e até expulsas de suas terras. O primeiro defensor dos direitos humanos não pode ser elevado aos altares da Pátria quando os indefesos são marginalizados e seus direitos, negados. São José de Anchieta não pode ser usado com fins ideológicos. Pedimos respeito ao seu valiosíssimo legado, que deve sim ser imitado, mas jamais manipulado.

Que Nossa Senhora Aparecida e São José de Anchieta, Padroeiros do Brasil, intercedam pela nossa Nação!

Pe. Nilson Marostica, SJ
Reitor do Santuário Nacional de São José de Anchieta

Pe. Bruno Franguelli, SJ
Vice-Reitor do Santuário Nacional de São José de Anchieta

Anchieta, 25 de maio de 2019



Mitaram.










<a href="https://www.youtube.com/v/ww02BK2VYO0" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/ww02BK2VYO0</a>


Não sei, mas passa a impressão, pelo descrito, que esse método de alfabetização de adultos é mais um método de "funcionalização analfabeta" de adultos.

Melhor que analfabetismo pleno, mas ainda inferior a ensino mais tradicional, que me parece que deve ser algo que tende a criar uma habilidade que se generaliza melhor; saber ler qualquer palavra com que se deparar, não só as que já conhece, etc.


Offline Sergiomgbr

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Re:Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #41 Online: 30 de Maio de 2019, 14:58:19 »
Uė, toda justificativa para tentar desmeritar a substituição de um esquerdopata escancarado do posto de patrono de uma instituição pública(que deveria ser laica) é a de que o substututo também seria um esquerdopata. Seguem essas onze onomatopéias: quá... quá... quá... quá... quá... quá...
quá... quá... quá... quá... quá...

 :) :) :)

Offline Cinzu

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Re:Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #42 Online: 30 de Maio de 2019, 17:27:46 »
Por que precisamos de um patrono? Todo país possui seu patrono da educação? A pluralidade de pensamentos e debate de ideias não é o que Paulo Freire defendia?
"Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar"

Offline Cinzu

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Re:Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #43 Online: 30 de Maio de 2019, 17:31:08 »
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Paulo Freire e a matemática do oprimido

Recentemente um amigo meu mencionou a respeito de uma tese de doutorado defendida na Universidade de São Paulo (USP), sobre a influência de Paulo Freire e Ubiratan D'Ambrosio na formação do professor de matemática no Brasil. Na tese defende-se que "os atuais processos de formação de professor de matemática ainda são fortemente sedimentados numa formação alienada aos ditames de uma sociedade de classes, que não permite ao futuro professor compreender e fazer uso da necessária autonomia inerente à sua atuação, o que o faz atuar como um intelectual orgânico a serviço da consolidação da hegemonia da classe dominante."

Pois bem. Nesta postagem foco exclusivamente na influência de Paulo Freire sobre a educação brasileira, com ênfase na matemática. Sobre a obra de D'Ambrosio pretendo discutir em outro momento, apesar de haver importantes pontos em comum entre ambos os autores.

Paulo Freire foi, sem dúvida alguma, um educador e um pensador. Não foi uma pessoa que apenas teorizava a respeito de educação, mas alguém que efetivamente alfabetizou, um indivíduo que fez a diferença em nosso país e fora dele. Além disso, sua extensa obra sobre educação o projetou internacionalmente, como um nome respeitável.

No entanto, não podemos ignorar a exagerada, deturpada e aparentemente doentia veneração que existe em nosso país, quando o nome de Paulo Freire é lembrado.

O livro mais famoso de Freire é Pedagogia do Oprimido, com dezenas de milhares de citações, tanto do texto original quanto de suas traduções para inglês, espanhol e hebraico. Neste texto Freire faz uma intrincada discussão sobre reflexos sociais e individuais de relações entre (socialmente) oprimidos e opressores. Seu foco é o processo educacional, o qual é um poderoso agente que pode ser usado tanto para exercer mudanças sociais como para simplesmente manter aquilo que muitos chamam de status quo.

Antes de discutirmos de maneira mais detalhada algumas das teses de Freire, é importante esclarecer dois pontos comumente ignorados em nossa nação:

1) Freire deixa claro que Pedagogia do Oprimido é um aprofundamento de discussões promovidas em seu livro Educação Como Prática da Liberdade. No entanto, também deixa claro que o tema abordado é amplo, e que sua obra deve ser entendida como mera introdução.

2) Freire também deixa claro que suas teses defendidas em Pedagogia do Oprimido são o resultado de simples observações feitas no Brasil e, posteriormente, no Chile, durante seu período de exílio político. Ou seja, ele não se sustentou em estudos científicos ou filosóficos para qualificar, por exemplo, como é possível "roubar a humanidade" de alguém. Neste sentido Freire combina, em seu livro, pensamento crítico, sobre o que observou, com uma visão pessoal (e, portanto, restrita às suas próprias limitações) sobre humanidade.

Já chamei atenção, recentemente, para falhas graves de Jean Piaget, quando este importante pensador suíço afirmou que crianças são incapazes de pensar sobre o pensar. Por que Piaget errou? Porque pessoas, por mais inteligentes que sejam, estão sempre sujeitas ao auto-engano. Até mesmo a NASA já foi (coletivamente) vítima do auto-engano, resultando em uma das maiores tragédias da história da exploração do espaço.

Como o nome de Paulo Freire está fortemente associado a marcantes ideologias políticas, o auto-engano se torna ainda mais provável. É neste momento que boas ideias e discussões pertinentes passam a ser possíveis referências para visões preguiçosas e distorcidas sobre sociedade e educação.

Assim como Piaget, Paulo Freire foi um precursor. Mas suas palavras não devem, em hipótese alguma, ser consideradas como conclusivas.

O livro em questão, de Paulo Freire, pode ser facilmente interpretado como uma visão dicotômica da sociedade, dividindo-a em duas classes: opressores e oprimidos. Os opressores são violentos (podendo exercer violência até mesmo de forma mascarada por uma falsa generosidade) e os oprimidos temem a liberdade (não poderá a consciência crítica conduzir à desordem?). Esta é a leitura mais usual da obra de Freire. Exemplo disso é a tese acima citada, no primeiro parágrafo.

No entanto, há uma outra maneira de ler Pedagogia do Oprimido. A relação entre opressor e oprimido, para Paulo Freire, é de notável riqueza. Segundo o próprio autor, "o ser menos leva os oprimidos, cedo ou tarde, a lutar contra quem os fez menos. E esta luta somente tem sentido quando os oprimidos, ao buscar recuperar sua humanidade, que é uma forma de criá-la, não se sentem idealistamente opressores, nem se tornam, de fato, opressores dos opressores, mas restauradores da humanidade em ambos."

Este é um ponto importantíssimo que Freire detalha em várias passagens do livro.

A aparente dicotomia opressor-oprimido de Freire pode ser entendida como um ponto de partida para despertar atenção, um simbolismo, uma inspiração para apenas iniciar análises críticas sobre o espírito humano e a repercussão deste sobre a sociedade. Caso contrário, a leitura da obra de Freire se torna uma mera caricatura social. Isso porque existe uma riqueza fenomenal de classes sociais em nosso país, que não se reduzem a apenas duas. E isso se deve, em parte, ao fato de que o Brasil se insere em uma realidade maior do que ele próprio, chamada de mundo.

Aqueles que estudam em escolas consideradas de elite em nosso país, não fazem parte de qualquer elite mundial. Tanto é verdade que há inúmeros exemplos de conteúdos matemáticos estudados de forma fragmentada e até errada em livros, apostilas e sala de aula, independentemente de classe social. Exemplos são encontrados em trigonometria, cálculo diferencial e integral, aritmética elementar, lógica e até história da matemática, entre muitos outros. Em nossas universidades há também uma resistência aparentemente intransponível para que professores estrangeiros possam lecionar em inglês. E como aprender matemática sem conhecimentos básicos de inglês?

Esta semana houve um show em Porto Alegre, RS, de Jack White. Todos os milhares de fãs que acompanharam a apresentação do mestre de cerimônias dispensaram o tradutor. Eram mais de três mil jovens que reagiam instantaneamente à apresentação feita em inglês. Houve momento em que o tradutor se sentiu deslocado, pois todos ali entendiam o que era dito. Por que isso? Porque os fãs de Jack White são realmente fãs. Procuram entender toda a cultura associada à sua imagem artística e não apenas as músicas. É uma questão de motivação. Uma matemática lecionada de forma fragmentada e dogmática (com persistentes erros que causam uma desagradável impressão de arbitrariedade) é uma matemática que não motiva pessoa alguma. E se não há motivação, por que conhecer a cultura matemática mundial? Por que conhecer, por exemplo, inglês?

A condição de opressão, ressaltada por Paulo Freire, somente pode ser combatida, segundo ele mesmo, com a busca pela liberdade. O oprimido de Freire é uma pessoa sem liberdade. Porém, o autor ressalta que o medo da liberdade (comum ao oprimido) não apenas pode manter seu estado social de oprimido como pode, também, conduzi-lo a pretender ser um opressor. E este é um ponto que educadores, professores e pedagogos simplesmente não demonstram entender, quando o objetivo é discutir educação matemática. Isso porque a essência da matemática radica em sua liberdade. E essas palavras não são minhas, mas de Georg Cantor, o criador da teoria de conjuntos. Teoria de conjuntos é provavelmente a teoria mais massacrada pela ignorância de nossos educadores, professores e pedagogos. A prática mostra que a contagiante ignorância de nossos educadores é sim uma opressão contra o espírito livre da matemática. Consequentemente, é uma opressão sobre praticamente todos os inúmeros segmentos sociais de nosso país. Do ponto de vista da educação matemática, o Brasil inteiro é um estado oprimido por ele mesmo. Uma instituição como o IMPA não é um segmento social. É apenas uma instituição que luta para construir um segmento social.

Freire não conhecia matemática. E nem precisava. Mas se educadores pretendem aplicar ideias de Freire no ensino e na educação matemática de nosso país, certamente precisam conhecer muito bem esta área do saber. Caso contrário, estarão desrespeitando o espírito livre defendido pelo próprio Freire, como forma de combate à opressão. Matemática não é aquilo que se ensina em nossas escolas.

Ignorância é um agente de opressão. Mas um agente muito pior é a ilusão de conhecimento, a qual assola nosso país, especialmente as universidades.

Cito um exemplo de ilusão de conhecimento no próprio livro de Freire. Segundo ele, "Quem melhor, que os oprimidos, se encontrará preparado para entender o significado terrível de uma sociedade opressora? Quem sentirá, melhor que eles, os efeitos da opressão?"

A primeira pergunta, de caráter retórico, sugere que o oprimido está melhor qualificado para compreender o significado de uma sociedade opressora. Isso, claro, é falso. Afinal, o oprimido de Freire pode ser facilmente compreendido como um ignorante, uma pessoa praticamente cega diante de questões sociais, educacionais, culturais, artísticas, científicas, religiosas, históricas.

Já a segunda pergunta sugere que o oprimido sente de forma mais marcante os efeitos da opressão. Isso sim faz sentido. Afinal, uma pessoa com câncer sente os sintomas de sua doença. Mas isso não a qualifica para compreender o que exatamente é o câncer que invade o seu corpo.

Freire defende um diálogo crítico e libertador com os oprimidos. Analogamente, um médico deve conversar com seu paciente, para melhor diagnosticá-lo. Mas não pode se limitar ao diálogo. Precisa de muito mais do que uma simples conversa. O médico precisa de ciência do mais alto nível para poder tratar o paciente.

Por um lado, cabe ao oprimido a busca pela liberdade sugerida por Freire. E, por outro, cabe ao opressor o real estímulo à liberdade de todos os segmentos sociais, começando pela sua própria.

A ilusão que ameaça nosso sistema educacional e, particularmente, o ensino de matemática, é a crença de que noções superficiais sobre sociedade bastam para escrever teses e gritar em favor de movimentos políticos ingênuos e frequentemente mal intencionados.

Estudemos Paulo Freire sim. Mas filtremos o que ele diz. E, mais importante, avancemos o que ele começou.

É bem sabido que o conhecimento científico não é ainda acessível de forma democrática, seja no Brasil ou no mundo. Isso porque a indústria de periódicos científicos movimenta bilhões de dólares ao ano, sendo altamente lucrativa. É contra esse tipo de problema que devemos todos lutar. Não importa se uma pessoa estuda mecatrônica na USP ou separação silábica em uma aldeia no meio da floresta amazônica, todos devem ter acesso ao conhecimento.

Pedagogia matemática sem matemática? Não, por favor. Isso não é conhecimento.
"Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar"

Offline Sergiomgbr

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Re:Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #44 Online: 30 de Maio de 2019, 17:48:34 »
Onde estaria o mérito de esquerdolas celebrarem um determinado fulano tipicamente um massa de manobra de agendas esquerdistas tentando vender a ideia de que no exterior ele também é celebrado por outras tantas pencas de esquerdolas? ::)

Offline Cinzu

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Re:Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #45 Online: 30 de Maio de 2019, 18:14:06 »
Como se a direita tivesse algum mérito em celebrar Olavo de Carvalho.
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Offline Sergiomgbr

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Re:Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #46 Online: 30 de Maio de 2019, 18:25:11 »
Cinzu, eu repudio veementenente qualquer intromissão do Olavo de Carvalho em assuntos oficiais do governo, por, inclusive achá-lo um apedeuta e um panacão.  E quanto a você, apoias esse culto a Paulo Freire?

Offline Cinzu

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Re:Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #47 Online: 30 de Maio de 2019, 18:39:57 »
Esse "culto" da esquerda à Paulo Freire é do mesmo nível que o culto da direita à Olavo de Carvalho. Não passo pano pra nenhum dos lados.

Aliás, recomendo o texto que acabei de postar, sobre Paulo Freire.
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #48 Online: 30 de Maio de 2019, 19:52:18 »
Ainda não li, mas parece que não há equiparação possível entre Freire e Carvalho.

No vídeo que postei é afirmado que Freire é um dos intelectuais mais citados do Brasil, mundo afora, o que imagino não ser só por desmiolados teóricos de conspiração e etc. Supostamente o seu método de alfabetização (que eu mesmo afirmei me parecer questionável, ainda que possa ser um "atalho" ou "muleta" útil) sendo bastante eficiente para educação de adultos e etc. Enquanto Olavo de Carvalho vende curso de alquimia na internet ensinando a curar dor de cabeça olhando através do olho de um gato.

Offline Sergiomgbr

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Re:Sobre o método Paulo Freire
« Resposta #49 Online: 30 de Maio de 2019, 20:23:43 »
Os cultuadores do Olavo vendem um símbolo anti esquerda, independente do que ele diz ter qualidade ou não enquanto os esquerdistas celebram em Paulo Freire um argumento de autoridade, falacioso. A diferença é abissal. Simples assim.
« Última modificação: 30 de Maio de 2019, 20:35:33 por Sergiomgbr »

 

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