Autor Tópico: Pq não conseguimos imaginar a morte? [SciAm]  (Lida 12258 vezes)

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Offline Pasqually

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Re:Pq não conseguimos imaginar a morte? [SciAm]
« Resposta #200 Online: 19 de Outubro de 2018, 02:56:20 »
Objetivamente, o que torna um sapato um sapato não é um sapato aniquilado por vir a ser, não há nada de sapato num antes do sapato, pois isso quebraria a ordem de causa e efeito. O que há num antes do sapato é o material que possa vir a ser o spato, o couro a linha, a borracha do solado, a cola, a palminha, todas entidades diversas.
Objetivamente,
há sapatos?
Não compreendi a pergunta, objetivamente. Ou está a querer dizer que se há sapatos há sapatos antes de haver sapatos?
Ou isso ou sapato é apenas uma representação, um exercício de imaginação. Das duas formas, a fronteira que traça o início e o fim do ente (sapato ou qualquer outro) é arbitrária e imaginada, da mesma forma que nós apenas acreditamos que nascemos e morremos assim e assado.
Elus Cohen

Offline Sergiomgbr

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Re:Pq não conseguimos imaginar a morte? [SciAm]
« Resposta #201 Online: 19 de Outubro de 2018, 03:06:13 »
Objetivamente, o que torna um sapato um sapato não é um sapato aniquilado por vir a ser, não há nada de sapato num antes do sapato, pois isso quebraria a ordem de causa e efeito. O que há num antes do sapato é o material que possa vir a ser o spato, o couro a linha, a borracha do solado, a cola, a palminha, todas entidades diversas.
Objetivamente,
há sapatos?
Não compreendi a pergunta, objetivamente. Ou está a querer dizer que se há sapatos há sapatos antes de haver sapatos?
Ou isso ou sapato é apenas uma representação, um exercício de imaginação. Das duas formas, a fronteira que traça o início e o fim do ente (sapato ou qualquer outro) é arbitrária e imaginada, da mesma forma que nós apenas acreditamos que nascemos e morremos assim e assado.
Nada há de arbitrário.  A fronteira entre 1 e 2 é a diferença que há entre 1 e 2.  1 é 1 e  2 é 2. Esses são os fatos.

Offline Sergiomgbr

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Re:Pq não conseguimos imaginar a morte? [SciAm]
« Resposta #202 Online: 19 de Outubro de 2018, 03:20:25 »
Objetivamente, o que torna um sapato um sapato não é um sapato aniquilado por vir a ser, não há nada de sapato num antes do sapato, pois isso quebraria a ordem de causa e efeito. O que há num antes do sapato é o material que possa vir a ser o spato, o couro a linha, a borracha do solado, a cola, a palminha, todas entidades diversas.
Objetivamente,
há sapatos?
Não compreendi a pergunta, objetivamente. Ou está a querer dizer que se há sapatos há sapatos antes de haver sapatos?
Ou isso ou sapato é apenas uma representação, um exercício de imaginação.
"Sapato" não é uma representação de nada, a definição de sapato é que é(que representa o sapato), e que também vem a ser um exercício de imaginação pois  imaginar é operar, criar, moldar, conceber, produzir, representar, uma imagem.

Offline JungF

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Re:Pq não conseguimos imaginar a morte? [SciAm]
« Resposta #203 Online: 19 de Outubro de 2018, 12:38:11 »
Os espíritas têm uma visão interessante sobre a morte, mas a grande maioria teme o caminho a percorrer.
Quer dizer, as enfermidades finais, as dependências... chegam a ansiar pelo desenlace; mas nada podem fazer para abreviá-la, um minuto que seja.

Offline Sergiomgbr

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Re:Pq não conseguimos imaginar a morte? [SciAm]
« Resposta #204 Online: 19 de Outubro de 2018, 13:06:40 »
Os espíritas têm uma visão interessante sobre a morte, mas a grande maioria teme o caminho a percorrer.
Quer dizer, as enfermidades finais, as dependências... chegam a ansiar pelo desenlace; mas nada podem fazer para abreviá-la, um minuto que seja.
Suicídio é uma opção. Se não podem usar a opção do suicídio não temem nada nem anseiam pelo fim de fato, tudo não passando de pura vaidade, pela ilusão de haver livre arbítrio.
« Última modificação: 19 de Outubro de 2018, 13:09:13 por Sergiomgbr »

Offline Gorducho

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Re:Pq não conseguimos imaginar a morte? [SciAm]
« Resposta #205 Online: 19 de Outubro de 2018, 14:28:46 »
Quer dizer, as enfermidades finais, as dependências... chegam a ansiar pelo desenlace; mas nada podem fazer para abreviá-la, um minuto que seja.
Vovó era profundamente impressionada só não me lembro se pelo Memórias psicografado por D. Yvonne do Amaral Pereira
(+ provavelmente...) ou pelo Martírio escrito pelo Sr. Almerindo Martins de Castro.
Foi um dos 1°s livros que li logo após 813 + sequela (Ladrão de Casaca se bem me lembro...) da série Arsène Lupin.
Eu era acho que 9, e acreditava piamente naquilo, confesso  ::)

Nunca entendi por que o judaísmo tem essa ronha com o suicídio.
Nunca vi ou ao menos não me lembro de ter visto alguma explicação pra tal...
:?:
« Última modificação: 19 de Outubro de 2018, 14:30:52 por Gorducho »

Offline Pedro Reis

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Re:Pq não conseguimos imaginar a morte? [SciAm]
« Resposta #206 Online: 19 de Outubro de 2018, 15:00:56 »
Objetivamente, o que torna um sapato um sapato não é um sapato aniquilado por vir a ser, não há nada de sapato num antes do sapato, pois isso quebraria a ordem de causa e efeito. O que há num antes do sapato é o material que possa vir a ser o spato, o couro a linha, a borracha do solado, a cola, a palminha, todas entidades diversas.
Objetivamente,
há sapatos?
Não compreendi a pergunta, objetivamente. Ou está a querer dizer que se há sapatos há sapatos antes de haver sapatos?
Ou isso ou sapato é apenas uma representação, um exercício de imaginação. Das duas formas, a fronteira que traça o início e o fim do ente (sapato ou qualquer outro) é arbitrária e imaginada, da mesma forma que nós apenas acreditamos que nascemos e morremos assim e assado.

São "milagres" distintos. A vida e a consciência que surgem da não vida e da não consciência, e voltar a ser depois de não mais ser.

De alguma forma o universo foi capaz de produzir o primeiro milagre. O outro não.

Na verdade não se pode comparar consciência com sapatos. O sapato existe enquanto matéria desde sempre e não pode vir a não ser. O mesmo é verdade para o que constitui o nosso corpo físico, mas não para a consciência que é uma experiência subjetiva.

A consciência só existe em um instante e no momento presente. Essa consciência é o EU, que deixará de existir no instante seguinte que será vivenciado por um outro EU. Portanto a ideia de continuidade do EU é que é uma ilusão.

Mas o sapato não.

Offline Sergiomgbr

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Re:Pq não conseguimos imaginar a morte? [SciAm]
« Resposta #207 Online: 19 de Outubro de 2018, 15:40:02 »
Objetivamente, o que torna um sapato um sapato não é um sapato aniquilado por vir a ser, não há nada de sapato num antes do sapato, pois isso quebraria a ordem de causa e efeito. O que há num antes do sapato é o material que possa vir a ser o spato, o couro a linha, a borracha do solado, a cola, a palminha, todas entidades diversas.
Objetivamente,
há sapatos?
Não compreendi a pergunta, objetivamente. Ou está a querer dizer que se há sapatos há sapatos antes de haver sapatos?
Ou isso ou sapato é apenas uma representação, um exercício de imaginação. Das duas formas, a fronteira que traça o início e o fim do ente (sapato ou qualquer outro) é arbitrária e imaginada, da mesma forma que nós apenas acreditamos que nascemos e morremos assim e assado.

São "milagres" distintos. A vida e a consciência que surgem da não vida e da não consciência, e voltar a ser depois de não mais ser.

De alguma forma o universo foi capaz de produzir o primeiro milagre. O outro não.

Na verdade não se pode comparar consciência com sapatos. O sapato existe enquanto matéria desde sempre e não pode vir a não ser. O mesmo é verdade para o que constitui o nosso corpo físico, mas não para a consciência que é uma experiência subjetiva.

A consciência só existe em um instante e no momento presente. Essa consciência é o EU, que deixará de existir no instante seguinte que será vivenciado por um outro EU. Portanto a ideia de continuidade do EU é que é uma ilusão.

Mas o sapato não.
A consciência do que é o sapato também muda.

 

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