Autor Tópico: Paul Krugman  (Lida 936 vezes)

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Offline -Huxley-

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Paul Krugman
« Online: 18 de Outubro de 2008, 20:02:01 »
Paul Krugman
Colunista do The New York Times

O Dow está subindo! Não, está caindo! Não, está subindo! Não, está...
Deixe para lá. Enquanto o mercado de ações maníaco-depressivo domina as manchetes, a história mais importante é a grave notícia sobre a economia real. Agora está claro que o resgate aos bancos é apenas o começo: a economia não financeira também está precisando desesperadamente de ajuda. E para fornecer essa ajuda, nós teremos que colocar alguns preconceitos de lado. Está politicamente na moda se queixar contra os gastos do governo e exigir responsabilidade fiscal. Mas no momento, maiores gastos do governo é exatamente o que o médico recomenda, e as preocupações com o déficit orçamentário devem esperar.

Antes que eu possa falar disso, vamos falar sobre a situação econômica.

Apenas nesta semana, nós soubemos que as vendas no varejo despencaram de um penhasco, assim como a produção industrial. O desemprego está em níveis elevados de recessão, e o índice manufatureiro do Fed da Filadélfia está caindo no ritmo mais rápido em quase 20 anos. Todos os sinais apontam para uma recessão que será feia, brutal - e longa. Quão feia? A taxa de desemprego já está acima de 6% (e medições mais amplas de subdesemprego estão em dois dígitos). Agora é virtualmente certo que a taxa de desemprego ultrapassará 7%, e possivelmente 8%, tornando esta a pior recessão em um quarto de século.

E quão longa? Poderá ser muito longa.

Pense no que aconteceu na última recessão, que se seguiu ao estouro da bolha de tecnologia do final dos anos 90. Na superfície, a resposta política para aquela recessão parece uma história de sucesso. Apesar dos amplos temores de que os Estados Unidos experimentariam uma "década perdida" ao estilo japonês, isso não aconteceu: o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) conseguiu promover uma recuperação daquela recessão ao reduzir as taxas de juros. Mas a verdade é que estamos parecendo japoneses há algum tempo: o Fed teve dificuldade para conseguir tração. Apesar das repetidas reduções dos juros, que no final levaram a uma taxa dos fundos federais de apenas 1%, a taxa de desemprego continuou subindo; foram necessários mais de dois anos para que o quadro do emprego começasse a melhorar. E quando uma recuperação convincente finalmente chegou, foi apenas porque Alan Greenspan conseguiu substituir a bolha de tecnologia pela bolha imobiliária. Agora a bolha imobiliária estourou, deixando uma paisagem financeira repleta de escombros. Mesmo se os esforços em andamento para resgatar o sistema bancário e descongelar o mercado de crédito funcionarem -e apesar de ainda ser cedo, os resultados iniciais são decepcionantes- é difícil ver o setor imobiliário se recuperando tão cedo. E se há outra bolha a caminho, ela não é óbvia. De forma que o Fed terá ainda mais dificuldade para conseguir tração desta vez.

Em outras palavras, não há muito o que Ben Bernanke possa fazer pela economia. Ele pode e deverá reduzir ainda mais as taxas de juros - mas ninguém espera que isso faça mais do que fornecer um leve estímulo econômico. Por outro lado, há muito o que o governo federal pode fazer pela economia. Ele pode ampliar os benefícios aos desempregados, o que ajudaria tanto as famílias em dificuldades a sobreviverem e colocaria dinheiro nas mãos de pessoas que provavelmente o gastarão. Pode fornecer ajuda de emergência aos governos estaduais e locais, para que não sejam forçados a cortar ainda mais seus gastos, o que degrada os serviços públicos e destrói empregos. Ele pode comprar hipotecas (mas não pelo valor nominal, como propôs John McCain) e reestruturar os termos para ajudar as famílias a permanecerem nos seus lares. E este é um bom momento para promover sérios gastos em infra-estrutura, algo que de toda forma o país seriamente necessita. O argumento habitual contra obras públicas como estímulo econômico é que demoram muito: quando se chega de fato a reparar aquela ponte e a atualizar aquela linha ferroviária, a recessão já passou e o estímulo não é mais necessário. Bem, esse argumento não tem força agora, já que as chances de que esta recessão acabe tão cedo são virtualmente nulas. Então vamos botar esses projetos em andamento.Será que o próximo governo fará o que é necessário para lidar com a recessão? Não se McCain conseguir uma virada. O que precisamos agora é de mais gastos do governo - mas quando McCain foi perguntado em um dos debates sobre como lidaria com uma crise econômica, ele respondeu: "Bem, a primeira coisa que temos que fazer é colocar os gastos sob controle".

Se Barack Obama se tornar presidente, ele não terá a mesma oposição automática a gastar. Mas ele enfrentará um coro de tipos lhe dizendo que precisa ser responsável, que os grandes déficits que o governo administrará no próximo ano se fizer a coisa certa são inaceitáveis. Ele deve ignorar o coro. A coisa responsável, no momento, é dar à economia a ajuda que necessita. Agora não é hora de se preocupar com déficit.

Offline Luiz Souto

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Re: Paul Krugman
« Resposta #1 Online: 19 de Outubro de 2008, 14:50:52 »
Em suma, Krugman advoga medidas keynesianas de emergência.
O que nos lembra que o tão tripudiado Lord Keynes sabia o que propunha , ele não tinha ilusões à forma como o capitalismo funciona e se queria salvá-lo de seus defeitos estruturais teria que haver intervenção consciente e programada.
Se não queres que riam de teus argumentos , porque usas argumentos risíveis ?

A liberdade só para os que apóiam o governo,só para os membros de um partido (por mais numeroso que este seja) não é liberdade em absoluto.A liberdade é sempre e exclusivamente liberdade para quem pensa de maneira diferente. - Rosa Luxemburgo

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Offline O Capitalista

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Re: Paul Krugman
« Resposta #2 Online: 26 de Outubro de 2008, 13:17:37 »
A crise é fruto exatamente do que Keynes, e seus discípulos, advogam. E você tem razão, Keynes sabia o que estava advogando, daí sua célebre frase "no longo prazo estaremos todos mortos". E .seguindo sua cartilha, o longo prazo mais cedo ou mais tarde chega.

A genialidade, é claro, está em receitar como solução o mesmo veneno que criou a doença. Assim, quando tudo dá errado - como tem de dar errado mais dia menos dia - você pode culpar a vítima.

Lixo.



Offline Herf

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Re: Paul Krugman
« Resposta #3 Online: 26 de Outubro de 2008, 17:39:52 »
A crise atual é justamente o descaso com o longo prazo da frase de Keynes. E nós não estamos mortos.

Offline Luiz Souto

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Re: Paul Krugman
« Resposta #4 Online: 26 de Outubro de 2008, 19:37:26 »
A crise atual é justamente o descaso com o longo prazo da frase de Keynes. E nós não estamos mortos.

Mas Keynes está...  :umm:
Se não queres que riam de teus argumentos , porque usas argumentos risíveis ?

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Offline Luiz Souto

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Re: Paul Krugman
« Resposta #5 Online: 28 de Outubro de 2008, 19:30:01 »
Citar
Paul Krugman: “A realidade jamais esteve à altura do sonho americano”   

Paul Krugman, professor de economia da universidade de Princeton e colunista do diário New York Times, acaba de receber o prêmio Nobel de economia 2008. Nesta entrevista publicada em Alternatives Economiques, realizada por Christian Chavagneux, analisa a situação social norte-americana.   
   
― Os Estados Unidos conheceram recentemente um ciclo de expansão econômica importante, sem embargo as desigualdades e a pobreza cresceram. Como o explica?

Isso responde, em grande parte, a uma mudança nas relações de força políticas. A massa dos assalariados perdeu muito poder de negociação e como o explico em meu último livro(1), as condições políticas têm uma influência essencial na distribuição da renda.

― Qual foi o papel das políticas seguidas pelo governo de Bush?

Bush fez duas coisas. Modificou o sistema fiscal num sentido muito regressivo, com fortes baixas nos impostos sobre as rendas mais elevadas, os dividendos e os lucros de capital. Isso beneficiou os mais ricos e ao mesmo tempo reduziu os fundos disponíveis para as políticas públicas e a ajuda aos mais necessitados. Podemos estimar que entre 35 e 40 por cento das reduções de impostos de Bush beneficiaram as pessoas que ganham mais de 300.000 dólares por ano (ao redor de 210.000 euros), o que representa uma redistribujlção importante a favor daqueles que são justamente os que melhor estão em condições de pagar impostos. O governo de Bush, por outro lado, acelerou a perda de poder de negociação dos assalariados, reduzindo muito fortemente toda possibilidade de organização sindical.

― Qual é o papel da mundialização no aumento das desigualdades?

Deveria, em princípio, contribuir, mas enquanto as forças da mundialização afetam todos os países desenvolvidos da mesma forma, a distribuição da renda é diferente segundo o país. Os Estados Unidos forman parte daqueles em que as desigualdades cresceram muito. É menos certo no Canadá, que está tão aberto como nós, e é menos certo na Europa continental. As desigualdades aumentaram muito no Reino Unido, ainda que isso se produziu essencialmente durante os anos de Thatcher. As condições políticas nacionais predominam, pois, sobre a mundialização, e foi nos Estados Unidos onde criaram um avanço maciço das desigualdades.

― Os norte-americanos podem contar com uma forte mobilidade social para combater as desigualdades?

Não. Alguns indivíduos logram ascender na escala social, mas não tanto como nos gosta imaginá-lo. As histórias de pessoas que saem da pobreza e se tornam ricas são muito, muito raras. Há só 3 por cento de pessoas nascidas entre os 20 por cento mais pobres que acabam sua vida entre os 20 por cento mais ricos. Os Estados Unidos até parecem, na medida em que se pode medir essas coisas, registrar o grau mais débil de mobilidade social entre os países avançados.

― O sonho americano está então morto?

Não. De qualquer maneira, a realidade jamais esteve à altura do que o sonho americano deixava esperar. Mas nós começamos a despertar!

― Que políticas teriam que ser aplicadas para lutar contra esta situação social degradada?

Em princípio pôr em marcha um sistema de seguro sanitário que cubra toda a população. Todos os países avançados o têm. E a ausência de cobertura social representa uma das primeiras causas da desigualdade e da perda de mobilidade social. Logo, é preciso estabelecer um sistema educativo melhor, o que passa por reformas, mas exige igualmente novos recursos. Enfim, é necessário aumentar o poder de negociação dos assalariados, facilitando a formação de sindicatos. O declínio do movimento sindical não resulta de uma tendência inevitável a longo prazo: mais da metade da perda de poder dos sindicatos teve lugar durante a era Reagan. Tudo isto permitiria aumentar o número de empregos e as rendas destinadas à classe média. Poderíamos fazer uma longa lista de medidas, sem embargo penso que pôr em marcha uma cobertura universal de saúde, que é algo que se pode fazer, é uma prioridade e  representaria um grande passo adiante.

― Como se financia tudo isto?

Não é tão custoso como geralmente se pensa. Nós temos atualmente um sistema um pouco particular: dizemos não ter uma cobertura médica pública, mas todas as pessoas maiores de 65 anos recebem uma assistência financeira pública, também as mais pobres. Se tomamos o total das ajudas disponíveis, mais da metade da cobertura em saúde está já assegurada pelo Estado.  As pessoas não asseguradas hoje são os jovens ou as familias jovens, as que pela precária qualidade dos empregos e seus ingressos insuficientes não podem ter os benefícios de um seguro de saúde privado. Estas pessoas não custam muito caro em termos de uma cobertura de saúde. Assegurar uma visita médica regular, um controle dental, etc. Não é muito oneroso. No total, representará menos de 1 por cento do PIB.

― Você reclama em seu livro uma nova política fiscal…

Num plano geral, necessitamos mais ingressos. É necessário suprimir os baixos impostos estabelecidos por Bush porque sabemos que são inúteis. Tivemos uma economia muito próspera sob o governo de Clinton com uma taxa de impostos sobre as rendas superiores ao 39,6 por cento, e uma economia menos próspera com Bush apesar de uma taxa de 35 por cento. Não há um só argumento racional para seguir na mesma via. Por outro lado, não há razão para aceitar os paraísos fiscais e desvios que eles permitem. Finalmente, há uma margem para aumentar as cargas fiscais sobre os mais ricos. O objetivo não é penalizar a gente rica, consiste somente em fazê-la pagar sua parte do financiamento das políticas públicas que o resto da população necessita.

― A pesar dessa morosidade social, os Estados Unidos continuam sendo a primeira potência econômica mundial. Como o explica?

Os Estados Unidos continuam sendo um lugar privilegiado para 5 por cento dos mais ricos. As rendas dos dirigentes são elevadas. É uma sociedade aberta. Nós tratamos muito bem de nossas elites. Como acadêmico, sempre me surpreendeu a abertura e a competitividade do mundo intelectual norte-americano em relação ao relativamente mais cerrado da Europa, ainda que ultimamente haja melhorado. Mas vivemos também de nossos lauréis. Os Estados Unidos foram, de longe, os primeiros a adaptar as novas tecnologias. Isso já não é verdade. Nós registramos agora um certo atraso em relação a outros países. Uma boa parte da força econômica atual dos Estados Unidos não é mais que o eco do avanço que nós tivemos nos anos 90.

Nota :
(1) L´Amérique que nous voulons, Ed. Flammarion, 2008.

Tradução para www.sinpermiso.info: Carlos Abel Suárez

Tradução para o português: Sergio Granja

Fonte:  www.sinpermiso.info
Se não queres que riam de teus argumentos , porque usas argumentos risíveis ?

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Offline DDV

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Re: Paul Krugman
« Resposta #6 Online: 29 de Outubro de 2008, 13:28:42 »
A crise é fruto exatamente do que Keynes, e seus discípulos, advogam. E você tem razão, Keynes sabia o que estava advogando, daí sua célebre frase "no longo prazo estaremos todos mortos". E .seguindo sua cartilha, o longo prazo mais cedo ou mais tarde chega.

A genialidade, é claro, está em receitar como solução o mesmo veneno que criou a doença. Assim, quando tudo dá errado - como tem de dar errado mais dia menos dia - você pode culpar a vítima.

Lixo.



A crise atual é justamente o descaso com o longo prazo da frase de Keynes. E nós não estamos mortos.


Isso aí soa como um tremendo contrasenso em termos econômicos.

O que são medidas "keynesianas"? Basicamente aumento dos gastos e investimentos estatais com o intuito de aumentar a demanda efetiva global.

Que tipo de problemas isso pode dar? Inflação (demanda efetiva acima da produção) e endividamento estatal.

A crise de 1929 e a atual são crises recessivas (caracterizam-se por demanda efetiva abaixo da produção), com queda de preços, das vendas e aumento do desemprego. Nessas situações, todo governo toma medidas keynesianas em maior ou menor grau (desconheço algum que não tenha tomado). As medidas keynesianas são ótimas quando se tem um quadro de depressão econômica junto com uma grande capacidade ociosa. Quando não há essa capacidade ociosa, medidas keynesianas costumam causar mais inflação do que crescimento econômico.

Não vejo sentido, portanto, em se atribuir crises recessivas a medidas keynesianas. As crises causadas por estas costumam ser inflacionárias e de endividamento público.

Ao que eu saiba, Keynes só defendia medidas "keynesianas" apenas em épocas recesivas. Em épocas de expansão econômica, não há absolutamente nenhum motivo para se produzir déficits fiscais.
Não acredite em quem lhe disser que a verdade não existe.

"O maior vício do capitalismo é a distribuição desigual das benesses. A maior virtude do socialismo é a distribuição igual da miséria." (W. Churchill)

Offline -Huxley-

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Re: Paul Krugman
« Resposta #7 Online: 30 de Outubro de 2008, 01:12:07 »
A “taxa de juros artificial” serviu como uma "anestesia" de percepção de risco para os bancos, que NÃO provisionaram recursos suficientes para cobrir eventuais perdas, preferindo criar os SIVs e empacotar dívidas potencialmente inadimplentes, espalhando-os pelas carteiras dos investidores globais. Vale tudo em confusa teorização. Tadinho dos banqueiros, gente. São VÍTIMAS da política monetária do Fed. As ações individuais (falhas) são essencialmente INDUZIDAS e não AUTÔNOMAS...

Offline FxF

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Re: Paul Krugman
« Resposta #8 Online: 30 de Outubro de 2008, 03:47:15 »
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Há só 3 por cento de pessoas nascidas entre os 20 por cento mais pobres que acabam sua vida entre os 20 por cento mais ricos.
E ao mesmo tempo, há uma grande diferenciação na mentalidade de "trabalhar duro" e "hippies" hoje em dia nos EUA... seria bom se fosse possível ter acesso a uma estatística real sobre isso que excluísse a cultura passada de geração a geração.

Offline Luiz Souto

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Re: Paul Krugman
« Resposta #9 Online: 30 de Outubro de 2008, 23:05:36 »
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Há só 3 por cento de pessoas nascidas entre os 20 por cento mais pobres que acabam sua vida entre os 20 por cento mais ricos.
E ao mesmo tempo, há uma grande diferenciação na mentalidade de "trabalhar duro" e "hippies" hoje em dia nos EUA... seria bom se fosse possível ter acesso a uma estatística real sobre isso que excluísse a cultura passada de geração a geração.

Dá para explicar?
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Offline Wolfischer

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Re: Paul Krugman
« Resposta #10 Online: 04 de Novembro de 2008, 16:07:04 »

 

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