Autor Tópico: Explicando o Neoliberalismo. ESTADO PASSIVO: NEOLIBERALISMO  (Lida 3787 vezes)

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Explicando o Neoliberalismo. ESTADO PASSIVO: NEOLIBERALISMO
« Online: 08 de Julho de 2005, 16:39:02 »
III – ESTADO PASSIVO: NEOLIBERALISMO.

Os liberais clássicos têm visões que oscilam entre o estado passivo e o estado ativo. Aqui, ver-se-á uma das teorias do estado passivo: o neoliberalismo.

O neoliberalismo, vem sendo aplicado desde os anos 70 e com maior intensidade a partir do início dos anos 80. Nasceu logo depois da Segunda Guerra Mundial, na região da Europa e da América do Norte onde imperava o capitalismo. Foi uma reação teórica e política contra o estado intervencionista de bem-estar, entendido este como a institucionalização dos direitos sociais. Na concepção do modelo neoliberal esse estado passa a ser visto como uma ameaça a liberdade econômica e política. Seu objetivo principal era combater a era Keynesiana, através de novas políticas para preparar as bases de um novo capitalismo.

As políticas do modelo neoliberal podem ser resumidas em cinco metas essenciais, são elas:

Estabilização de preços e contas nacionais;
Privatização dos meios de produção e das empresas estatais;
Liberalização do comércio e do fluxo de capitais;
Desregulamentação da atividade privada;
Austeridade fiscal e restrições aos gastos públicos;
Na realidade, o neoliberalismo formula um mundo formado por indivíduos, e supõe-se que tais indivíduos devam comportar-se de forma competitiva para maximizar os lucros.

A partir dessa concepção, os neoliberais concluem que a economia de livre mercado é o resultado racional da livre concorrência entre os indivíduos.

A política neoliberal prevê uma ampla desregulamentação e liberalização das regras de comércio e alocação de capitais internacionais, a quebra de barreiras, a abertura das bolsas e de todos os setores da economia às multinacionais.

O neoliberalismo defende a idéia de que o mercado, e não o estado, deveria ser o único alocador de salários e capitais. Defende a desregulamentação total, a derrubada das barreiras comerciais e a livre circulação de bens, de trabalho e de capital.

É parte essencial do projeto neoliberal uma reestruturação do estado, visando privatizações em massa, a redução de impostos e tributos sobre o capital e o desmanche do chamado estado de bem-estar social


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IV - LIBERALISMO E NEOLIBERALISMO

O neoliberalismo como o liberalismo, se posicionam contra a regulamentação e a favor da auto-regulamentação do mercado. Embora o neoliberalismo tenha com o liberalismo algumas posições doutrinárias em comum, os efeitos que exercem sobre a estrutura social e sobre a economia são bem diferentes. Quem faz essa colocação é o autor James Petras, como se observa nessa citação:

(...) A imposição política de um modelo econômico pré-industrial (neoliberalismo) sobre a formação social avançada exerce efeitos aberrantes na economia e na sociedade. Ela desarticula os setores econômicos e as regiões interligadas, e ao mesmo tempo, marginaliza e exclui as classes produtivas (operários e fabricantes), fundamentais para o mercado nacional." (Petras, James, 1997, p. 17).

O liberalismo e suas doutrinas de livre comércio combateram as restrições pré-capitalistas. O neoliberalismo luta contra o chamado estado de bem-estar social, cuja essência, segundo Wilensky, reside na proteção oferecida pelo governo na forma de padrões mínimos de renda, alimentação, saúde, habitação e educação, assegurados a todos os cidadãos como um direito político, não como caridade (Wilensky, 1975, p.1).

No início, os liberais abriam mercados, hoje os neoliberais, além de promover essa abertura, mudam do mercado doméstico para o externo, diminuindo as bases dos mercados locais para atender os consumidores internacionais.

O quadro abaixo demonstra em uma melhor visualização as diferenças principais entre o liberalismo e o neoliberalismo (Petras, 1997, p.17):

LIBERALISMO
NEOLIBERALISMO

Combater as restrições pré-capitalistas;
Luta contra o capitalismo sujeito às influencias do sindicalismo, e chamado bem estar social.

Na agricultura, o Liberalismo promovia um desmantelamento das unidades agrícolas auto-suficientes
Prejudicam a indústria nacional, pública e privada.

Abriam mercados;
Mudam o mercado doméstico para o mercado externo, para atender consumidores internacionais.

Converteu os camponeses em proletários;
Convertem os trabalhadores assalariados em Setores informais ou autônomos.

Forçado a aceitar a legislação trabalhista, a previdência social e as empresas públicas;
Prejudica o movimento trabalhista, elimina a legislação social e representa um retorno a fase inicial do liberalismo.

Estimulou o crescimento das cidades e dos complexo urbano-industrial.
Prejudica as cidades, transformando-as em enormes favelas, dividindo-as entre os muito ricos muito pobres.



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V – MERCADOS GLOBAIS

Do exposto, verifica-se que o modelo que vem sendo adotado a partir do anos 80 - o neoliberalismo, tem como característica primordial o afastamento do estado em relação à gestão de diversos setores da economia. Diferencia-se do liberalismo clássico quanto à circulação internacional de bens e capitais. No neoliberalismo há a preocupação em se formar blocos econômicos que sob justificativa de maior facilidade na circulação da produção cria verdadeiras fortalezas protecionistas em torno das economias mais fortes.

Dessa preocupação em formar blocos econômicos, decorre o fenômeno da globalização, ou melhor enfatizando, dos mercados globais. Dos mercados globais decorre uma maior mobilidade do capital financeiro, a produção e os investimentos globais e a expansão do comércio mundial. Tais conseqüências produzem efeitos específicos sobre os estados sob três aspectos: crise dos modelos intervencionistas orientados internamente, eficácia dos instrumentos estatais e mudança de interesses dos grupos.

Diante do primeiro aspecto - crise dos modelos intervencionistas orientados internamente - percebe-se que com a mobilidade transnacional do capital, aumentam os estímulos para que os estados ofereçam condições atrativas para esses fluxos financeiros no sentido de trazê-los ou mantê-los no país. Os governos se orientam mais fortemente pelos critérios dos investidores privados, ficando limitados em sua autonomia de ação. As atividades transnacionais aumentam a pressão sobre os estados para que ofereçam condições mais atrativas para a atividade econômica através de desregulamentação orientada pela oferta - se eles quiserem participar da dinâmica da atividade econômica global. Para a competitividade de um país não é relevante apenas a participação no comércio mundial, mas também cada vez mais a concorrência das vantagens locais para o capital internacional. Assim, na medida em que o desempenho econômico de um país não depende mais somente do mercado interno nacional, ele pode conformar sua política de acordo com critérios econômicos preponderantemente interno apenas com altos custos, como por exemplo a retira ou a cessação de investimentos externos.

Em relação à eficácia dos instrumentos estatais, o que ocorre é que os mercados globais modificam a eficiência desses instrumentos e os restringem parcialmente. A expansão das empresas transnacionais eleva os custos de oportunidade de uma política que ignora a pressão global da concorrência. Lucros ou prejuízos podem escapar ao controle do estado. O comércio intrafirmas dificulta a taxação dos lucros das empresas e amplia as possibilidades para as empresas transnacionais de registrar prejuízos onde isso leve a uma diminuição de impostos. Assim, verifica-se que a relação entre o estado e essas empresas caracteriza-se pela interdependência. Essa interdependência do comércio exterior tem como conseqüência que o principal provedor de recursos do estado, a receita tributária, passa a ser menos controlado do ponto de vista da economia interna, pois uma grande parte do PIB passa a ser obtida nos mercados globais.

Finalmente, a mudança de interesses dos grupos se caracteriza por uma mudança na posição dos grupos de interesses dentro do país. Assim, o desenvolvimento dos mercados financeiros globais modifica a posição dos interesses dos atores privados a favor de uma abertura do mercado orientada pela oferta, isto é, desregulamentação, e em detrimento do interesse por uma política interna de estímulo à demanda. As empresas transnacionais adquirem, portanto, maior importância política na medida em que podem ameaçar um governo com a retirada de seus investimentos.


http://www1.jus.com.br/doutrina/texto.asp?id=51



Estado como objeto de estudo



Valéria Cristina Gomes Ribeiro
analista de finanças e controle externo do Tribunal de Contas da União, bacharel em Direito, pós-graduanda em Políticas Públicas pela Universidade de Brasília

Offline Al

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Re.: Explicando o Neoliberalismo. ESTADO PASSIVO: NEOLIBERAL
« Resposta #1 Online: 08 de Julho de 2005, 16:44:16 »
segundo o gustavo franco é um palavrão ideologico que os marxistas inventaram, ele disse isso no Roda viva, tempos atrás.

Offline Rodion

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Re.: Explicando o Neoliberalismo. ESTADO PASSIVO: NEOLIBERAL
« Resposta #2 Online: 08 de Julho de 2005, 16:50:41 »
qualquer liberal que se preze não usa o termo neoliberal. talvez o termo até viesse a ser útil, mas perdeu o sentido e virou um slogan vazio nas bravatas de esquerda.
"Notai, vós homens de ação orgulhosos, não sois senão os instrumentos inconscientes dos homens de pensamento, que na quietude humilde traçaram freqüentemente vossos planos de ação mais definidos." heinrich heine

Offline JJ

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Re:Explicando o Neoliberalismo. ESTADO PASSIVO: NEOLIBERALISMO
« Resposta #3 Online: 24 de Outubro de 2016, 11:43:17 »
III – ESTADO PASSIVO: NEOLIBERALISMO.

Os liberais clássicos têm visões que oscilam entre o estado passivo e o estado ativo. Aqui, ver-se-á uma das teorias do estado passivo: o neoliberalismo.

O neoliberalismo, vem sendo aplicado desde os anos 70 e com maior intensidade a partir do início dos anos 80. Nasceu logo depois da Segunda Guerra Mundial, na região da Europa e da América do Norte onde imperava o capitalismo. Foi uma reação teórica e política contra o estado intervencionista de bem-estar, entendido este como a institucionalização dos direitos sociais. Na concepção do modelo neoliberal esse estado passa a ser visto como uma ameaça a liberdade econômica e política. Seu objetivo principal era combater a era Keynesiana, através de novas políticas para preparar as bases de um novo capitalismo.

As políticas do modelo neoliberal podem ser resumidas em cinco metas essenciais, são elas:

Estabilização de preços e contas nacionais;
Privatização dos meios de produção e das empresas estatais;
Liberalização do comércio e do fluxo de capitais;
Desregulamentação da atividade privada;
Austeridade fiscal e restrições aos gastos públicos;
Na realidade, o neoliberalismo formula um mundo formado por indivíduos, e supõe-se que tais indivíduos devam comportar-se de forma competitiva para maximizar os lucros.

A partir dessa concepção, os neoliberais concluem que a economia de livre mercado é o resultado racional da livre concorrência entre os indivíduos.

A política neoliberal prevê uma ampla desregulamentação e liberalização das regras de comércio e alocação de capitais internacionais, a quebra de barreiras, a abertura das bolsas e de todos os setores da economia às multinacionais.

O neoliberalismo defende a idéia de que o mercado, e não o estado, deveria ser o único alocador de salários e capitais. Defende a desregulamentação total, a derrubada das barreiras comerciais e a livre circulação de bens, de trabalho e de capital.

É parte essencial do projeto neoliberal uma reestruturação do estado, visando privatizações em massa, a redução de impostos e tributos sobre o capital e o desmanche do chamado estado de bem-estar social





Estabilização de preços e contas nacionais:  Ótimo , excelente  :ok:   :ok:

Privatização dos meios de produção e das empresas estatais: Ótimo , excelente   :ok:  :ok:
 
Liberalização do comércio e do fluxo de capitais:  Ótimo , excelente   :ok:  :ok:

Desregulamentação da atividade privada: Ótimo , excelente  :ok:  :ok:

Austeridade fiscal e restrições aos gastos públicos: Ótimo , excelente   :ok:  :ok:


Só tem coisa boa e racional aqui,  como  é que neoliberalismo ainda pode ser visto como algo negativo ?




Offline DDV

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Re:Explicando o Neoliberalismo. ESTADO PASSIVO: NEOLIBERALISMO
« Resposta #4 Online: 24 de Outubro de 2016, 11:52:57 »

Estabilização de preços e contas nacionais:  Ótimo , excelente  :ok:   :ok:

Privatização dos meios de produção e das empresas estatais: Ótimo , excelente   :ok:  :ok:
 
Liberalização do comércio e do fluxo de capitais:  Ótimo , excelente   :ok:  :ok:

Desregulamentação da atividade privada: Ótimo , excelente  :ok:  :ok:

Austeridade fiscal e restrições aos gastos públicos: Ótimo , excelente   :ok:  :ok:


Só tem coisa boa e racional aqui,  como  é que neoliberalismo ainda pode ser visto como algo negativo ?


É porque para os marxistas, desregulamentar a economia deixaria os "capitalistas" ainda mais livres para extrair  "mais-valia" dos trabalhadores, criando uma pequena casta de magnatas usando cartolas e fumando charutos acesos com notas de 100 dólares às custas de uma grande massa de operários esfomeados trabalhando 16 horas por dia em ambientes insalubres em troca de um salário que mal compra a gororoba que os mantém vivos.
Não acredite em quem lhe disser que a verdade não existe.

"O maior vício do capitalismo é a distribuição desigual das benesses. A maior virtude do socialismo é a distribuição igual da miséria." (W. Churchill)

Offline Lakatos

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Re:Explicando o Neoliberalismo. ESTADO PASSIVO: NEOLIBERALISMO
« Resposta #5 Online: 24 de Outubro de 2016, 12:12:12 »
É porque para os marxistas, desregulamentar a economia deixaria os "capitalistas" ainda mais livres para extrair  "mais-valia" dos trabalhadores, criando uma pequena casta de magnatas usando cartolas e fumando charutos acesos com notas de 100 dólares às custas de uma grande massa de operários esfomeados trabalhando 16 horas por dia em ambientes insalubres em troca de um salário que mal compra a gororoba que os mantém vivos.

Dê-se o desconto de que isso já aconteceu em outros tempos.

Para trabalhadores de menor qualificação, possivelmente existe algum nível de prejuízo das condições laborais em caso de desregulamentação extrema. Não como na Revolução Industrial, claro. Mas o poder de barganha deles ficaria bastante reduzido.

Offline Gauss

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Re:Explicando o Neoliberalismo. ESTADO PASSIVO: NEOLIBERALISMO
« Resposta #6 Online: 24 de Outubro de 2016, 13:28:07 »
Dê-se o desconto de que isso já aconteceu em outros tempos.

Para trabalhadores de menor qualificação, possivelmente existe algum nível de prejuízo das condições laborais em caso de desregulamentação extrema. Não como na Revolução Industrial, claro. Mas o poder de barganha deles ficaria bastante reduzido.

E por que isso não ocorre na Suécia, onde não existem leis trabalhistas?
“A matemática é a rainha das ciências.”
Carl Friedrich Gauss.

Offline Lakatos

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Re:Explicando o Neoliberalismo. ESTADO PASSIVO: NEOLIBERALISMO
« Resposta #7 Online: 24 de Outubro de 2016, 14:09:10 »
Como assim não existem leis trabalhistas? Não tem um código unificado como a CLT, mas é uma das legislações trabalhistas mais protetivas do mundo, e com taxa muito alta de trabalhadores sindicalizados.

Citar
Por lei, cada trabalhador sueco tem direito a cinco semanas de férias por ano e 16 feriados públicos. Férias adicionais podem ser negociadas com o empregador.

[...]

Os salários são negociados através de cerca de 600 acordos coletivos, a maioria dos quais inclui um salário mínimo que é relativamente alto em comparação ao resto da Europa. Em casos de desacordo, a autoridade sueca de Mediação Nacional é responsável por mediar negociações entre sindicatos de patrões e empregados. A maioria dos trabalhadores suecos é filiada a sindicatos. No Brasil, menos de um décimo dos trabalhadores brasileiros são sindicalizados.

http://www.claudiawallin.com.br/2016/08/01/a-vida-de-um-trabalhador-na-suecia-direitos-garantidos-e-ate-jornada-de-6-horas/

Citar
Apenas dez países têm leis que garantem licenças [paternidade] por mais de 15 dias aos pais, de acordo com o órgão:

    Suécia: 180 dias
    Bélgica: 130 dias
    Noruega: 112 dias
    Islândia: 90 dias
    Eslovênia: 90 dias
    EUA: 84 dias (sem pagamento)
    Finlândia: 54 dias
    Japão: 52 dias
    Lituânia: 30 dias
    Portugal: 20 dias

http://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2016/03/10/brasil-ganha-20-dias-de-licenca-para-pais-mas-suecia-tem-6-meses-compare.htm

Citar
“A partir de 4 anos de trabalho no mesmo lugar, o aviso prévio na Suécia é de dois meses. Depois de 6 anos, o empregado tem que ser avisado três meses antes de sair do emprego. E o tempo máximo de aviso prévio pode chegar a seis meses, no caso dos profissionais que trabalharam no mesmo lugar por 10 anos. No meu caso, por exemplo, se eu trabalho seis anos, só preciso avisá-los três meses antes. A Lei é mais favorável ao trabalhador”.

http://www.tst.jus.br/pmnoticias/-/asset_publisher/89Dk/content/id/21586937

Citar
Mas, em meio à crise que achatou ainda mais os salários, a chanceler Angela Merkel decidiu adotar, no ano passado, um salário mínimo de € 8,50 (cerca de R$ 34) por hora.

Outros países buscam mais proteção. [...] A Suécia estuda reduzir a jornada de trabalho para seis horas diárias, sem corte de salário.

http://oglobo.globo.com/economia/direitos-trabalhistas-europa-quer-cortar-eua-ampliar-19353414#ixzz4O1DGBm1L

Citar
Para o estudante, a experiência no exterior durante o estágio de doutorado-sanduíche foi fundamental para materialização do trabalho. “A Suécia é um país muito sério quando se trata de ciência. No modelo deles, doutorandos são considerados empregados, isto, ao mesmo tempo em que lhe alega maior responsabilidade sobre diversos assuntos, lhe confere maior participação em vários projetos em andamento na Universidade e lhe confere uma série de benefícios que são regidos pelas leis trabalhistas da Suécia. Não tem como negar que o ambiente ‘de trabalho’ da Suécia não seja vantajoso em vários aspectos em relação ao ambiente ‘de estudo’ do Brasil”, enfatiza.

http://www.capes.gov.br/component/content/article/36-salaimprensa/noticias/7938-bolsista-da-capes-publica-artigo-sobre-sequenciamento-genetico-na-revista-scientific-reports

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Explicando o Neoliberalismo. ESTADO PASSIVO: NEOLIBERALISMO
« Resposta #8 Online: 24 de Outubro de 2016, 14:35:57 »
Dê-se o desconto de que isso já aconteceu em outros tempos.

Para trabalhadores de menor qualificação, possivelmente existe algum nível de prejuízo das condições laborais em caso de desregulamentação extrema. Não como na Revolução Industrial, claro. Mas o poder de barganha deles ficaria bastante reduzido.

E por que isso não ocorre na Suécia, onde não existem leis trabalhistas?

Não está talvez confundindo Suécia com Suíça? :hein:

Ops, achava que na Suécia existisse salário mínimo, mas também não tem. Ainda assim acho que a tendência deve ser terem mais legislação que a Suíça... impressão vaga de já ter lido até alguma comparação específica entre os dois.... :hein:

Mas ainda muitas das mesmas ressalvas feitas pelo Lakatos continuariam valendo.











Só tem coisa boa e racional aqui,  como  é que neoliberalismo ainda pode ser visto como algo negativo ?


É porque para os marxistas, desregulamentar a economia deixaria os "capitalistas" ainda mais livres para extrair  "mais-valia" dos trabalhadores

Talvez nem possam ser chamados de marxistas, ainda que se chamem, já que Marx mesmo disse que a mais valia não é de maneira alguma injusta. Qualquer que fosse ser uma argumentação marxista contra o liberalismo, provavelente deve ter que ir além disso, para poder ser marxista "mesmo".

Imagino que simplesmente se baseie na imadinação de que, resumidamente, se os trabalhadores fossem proprietários coletivos dos meios de produção, tudo seria melhor, mais eficiente. Talvez com alguma alteração também quanto a salários levando em consideração mais-valia, até, não sei.

Offline Lakatos

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Re:Explicando o Neoliberalismo. ESTADO PASSIVO: NEOLIBERALISMO
« Resposta #9 Online: 24 de Outubro de 2016, 14:43:46 »
Parece que essa questão esconde uma falácia de falsa linearidade. "Elementos mais dotados da variável X possuem melhores resultados, logo, quando mais da variável X for adicionada, melhores serão os resultados. Ou inversamente, elementos menos dotados da variável X possuem melhores resultados, logo quanto mais próximo de zero for o valor da variável X melhores serão os resultados."

As armadilhas desse raciocínio são óbvias quando pensamos em exemplos. Pessoas que fazem mais exercícios são estatisticamente mais saudáveis, mas isso não quer dizer que se exercitar ao máximo maximize a qualidade da saúde. Pessoas que jogam basquete são estatisticamente mais altas, mas isso não quer dizer que jogar basquete 24 horas por dia fará um indivíduo crescer até a altura máxima que pode alcançar.

Visão linear:


Visão em "parábola":


https://books.google.com.br/books?id=F_s_CQAAQBAJ&pg=PT443&lpg=PT443&dq=falsa+linearidade&source=bl&ots=DA-2KX0tMr&sig=dhydQtB8Oay-FLI9Xa2I0YTHbw8&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwi0l-yI8PPPAhUIS5AKHf0KCJEQ6AEILDAB#v=onepage&q=falsa%20linearidade&f=false

Offline Gauss

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Re:Explicando o Neoliberalismo. ESTADO PASSIVO: NEOLIBERALISMO
« Resposta #10 Online: 24 de Outubro de 2016, 15:07:39 »
Como assim não existem leis trabalhistas? Não tem um código unificado como a CLT, mas é uma das legislações trabalhistas mais protetivas do mundo, e com taxa muito alta de trabalhadores sindicalizados.

Citar
Por lei, cada trabalhador sueco tem direito a cinco semanas de férias por ano e 16 feriados públicos. Férias adicionais podem ser negociadas com o empregador.

[...]

Os salários são negociados através de cerca de 600 acordos coletivos, a maioria dos quais inclui um salário mínimo que é relativamente alto em comparação ao resto da Europa. Em casos de desacordo, a autoridade sueca de Mediação Nacional é responsável por mediar negociações entre sindicatos de patrões e empregados. A maioria dos trabalhadores suecos é filiada a sindicatos. No Brasil, menos de um décimo dos trabalhadores brasileiros são sindicalizados.

http://www.claudiawallin.com.br/2016/08/01/a-vida-de-um-trabalhador-na-suecia-direitos-garantidos-e-ate-jornada-de-6-horas/

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Apenas dez países têm leis que garantem licenças [paternidade] por mais de 15 dias aos pais, de acordo com o órgão:

    Suécia: 180 dias
    Bélgica: 130 dias
    Noruega: 112 dias
    Islândia: 90 dias
    Eslovênia: 90 dias
    EUA: 84 dias (sem pagamento)
    Finlândia: 54 dias
    Japão: 52 dias
    Lituânia: 30 dias
    Portugal: 20 dias

http://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2016/03/10/brasil-ganha-20-dias-de-licenca-para-pais-mas-suecia-tem-6-meses-compare.htm

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“A partir de 4 anos de trabalho no mesmo lugar, o aviso prévio na Suécia é de dois meses. Depois de 6 anos, o empregado tem que ser avisado três meses antes de sair do emprego. E o tempo máximo de aviso prévio pode chegar a seis meses, no caso dos profissionais que trabalharam no mesmo lugar por 10 anos. No meu caso, por exemplo, se eu trabalho seis anos, só preciso avisá-los três meses antes. A Lei é mais favorável ao trabalhador”.

http://www.tst.jus.br/pmnoticias/-/asset_publisher/89Dk/content/id/21586937

Citar
Mas, em meio à crise que achatou ainda mais os salários, a chanceler Angela Merkel decidiu adotar, no ano passado, um salário mínimo de € 8,50 (cerca de R$ 34) por hora.

Outros países buscam mais proteção. [...] A Suécia estuda reduzir a jornada de trabalho para seis horas diárias, sem corte de salário.

http://oglobo.globo.com/economia/direitos-trabalhistas-europa-quer-cortar-eua-ampliar-19353414#ixzz4O1DGBm1L

Citar
Para o estudante, a experiência no exterior durante o estágio de doutorado-sanduíche foi fundamental para materialização do trabalho. “A Suécia é um país muito sério quando se trata de ciência. No modelo deles, doutorandos são considerados empregados, isto, ao mesmo tempo em que lhe alega maior responsabilidade sobre diversos assuntos, lhe confere maior participação em vários projetos em andamento na Universidade e lhe confere uma série de benefícios que são regidos pelas leis trabalhistas da Suécia. Não tem como negar que o ambiente ‘de trabalho’ da Suécia não seja vantajoso em vários aspectos em relação ao ambiente ‘de estudo’ do Brasil”, enfatiza.

http://www.capes.gov.br/component/content/article/36-salaimprensa/noticias/7938-bolsista-da-capes-publica-artigo-sobre-sequenciamento-genetico-na-revista-scientific-reports
O que os acadêmicos de esquerda chamam de "neoliberalismo" não é contra a existência de sindicatos e acordos coletivos entre trabalhadores para o ajuste de salários.

Na Suécia, o trabalhador não tem a obrigatoriedade de ser sindicalizado como no Brasil, e ele mesmo pode negociar seu salário individualmente com o empregador. Ele só vai estar de acordo com o mínimo do sindicato da categoria se ele for membro do mesmo. Os suecos tem uma alta participação nos sindicatos.
Existem leis relacionadas ao trabalho, porém, há diferenças bem significativas da tão gloriosa e amada CLT brasileira. O salário-mínimo inexistente é um dos pontos.
Recomendo esse paper, li agora e aprendi muita coisa que eu não sabia sobre o trabalho Suécia:
http://www.europarl.europa.eu/workingpapers/soci/w13/summary_pt.htm#2
Ele é antigo e pode estar desatualizado.
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Carl Friedrich Gauss.

Offline Lakatos

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Re:Explicando o Neoliberalismo. ESTADO PASSIVO: NEOLIBERALISMO
« Resposta #11 Online: 24 de Outubro de 2016, 15:19:44 »
Tem quase 20 anos esse texto. Mas, se guiando por ele:

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4. Legislação do mercado de trabalho

Actualmente, a maior parte da legislação sobre o mercado de trabalho na Suécia data dos princípios dos anos 70, altura em que foram aprovadas disposições legislativas sobre a participação dos trabalhadores nas tomadas de decisões sobre a vida laboral, sobre a segurança no trabalho e sobre o estatuto dos representantes dos sindicatos no local de trabalho.

De acordo com a lei sobre o horário de trabalho, o número de horas de trabalho normais, por semana, não podem ultrapassar 40. Esta lei também contém disposições sobre, inter alia, horas extraordinárias, trabalho nocturno, trabalho aos domingos e períodos de descanso. Os acordos colectivos estipulam horários de trabalho semanais que vão de 35 a 40 horas. A directiva da UE relativa ao tempo de trabalho foi transposta na Suécia, com efeitos a partir de 1 de Novembro de 1996, mas deu origem apenas a pequenas alterações da legislação nacional.

De acordo com a lei sobre férias anuais, todos os empregados têm direito a um mínimo de 25 dias úteis, i.e., cinco semanas, de férias anuais.

A lei sobre estabilidade do emprego protege os trabalhadores contra despedimentos injustificados, o que significa que a entidade patronal tem de poder indicar fundamentos objectivos para o despedimento. Há fundamento objectivo para despedimento, por exemplo, se houver escassez de trabalho que coloque um ou mais trabalhadores em situação de excedentários. Contudo, se esse trabalhador puder ser transferido para um posto diferente na mesma empresa, não deverá ser despedido. Além disso, os despedimentos têm geralmente de respeitar o princípio «último a entrar, primeiro a sair».

A Suécia tem um sistema relativamente evoluído de participação dos trabalhadores no local de trabalho, sistema esse baseado na nomeação de representantes dos sindicatos, que usufruem de direitos e os exercitam em nome dos empregados. Aos representantes dos sindicatos atribuem-se direitos concretos, de modo a permitir-lhes o desempenho das suas actividades: por exemplo, o exercício de um direito de protecção especial contra o despedimento.

A entidade patronal deve informar os empregados acerca da evolução da produção da empresa e acerca das orientações sobre política de pessoal. Quando uma entidade patronal tenha em vista alterações importantes nas actividades da empresa ou nas condições de trabalho ou de emprego relativamente a um ou mais trabalhadores sindicalizados, é obrigada a consultar os empregados antes de tomar quaisquer decisões.

Nas empresas privadas com, pelo menos, 25 empregados, estes têm direito de representação no conselho de administração. Ainda não se decidiu a forma de pôr em prática a directiva relativa ao Conselho de Empresa Europeu, mas algumas das empresas multinacionais suecas - por exemplo, a Scanspeed, a Electrolux, a SKF, a Volvo e a Ericsson - já estabeleceram acordos voluntários.

Isso é tudo menos uma legislação flexível. E muito menos ainda uma legislação inexistente.

Sobre "neoliberalismo", eu realmente não entendo porque ele é tido como pejorativo. Para mim é equivalente a neodarwinismo, neoclassicismo, neotomismo. É a ascenção de um movimento histórico (a partir da década de 1970) retomando as características de um anterior (do século XIX), simplesmente isso.

Offline Gauss

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Re:Explicando o Neoliberalismo. ESTADO PASSIVO: NEOLIBERALISMO
« Resposta #12 Online: 24 de Outubro de 2016, 15:25:43 »
Isso é tudo menos uma legislação flexível. E muito menos ainda uma legislação inexistente.[1]

Sobre "neoliberalismo", eu realmente não entendo porque ele é tido como pejorativo. Para mim é equivalente a neodarwinismo, neoclassicismo, neotomismo. É a ascenção de um movimento histórico (a partir da década de 1970) retomando as características de um anterior (do século XIX), simplesmente isso.[2]
[1]Sim, e já esperava isso da Suécia. Mas convenhamos que é muito mais flexível que a nossa. Estou procurando algum  paper mais atual, é bem provável que tenha mudado e ficado até mais flexível, levando em consideração a onda de "neoliberalismo" que tomou conta do país nos últimos 15 anos através de privatizações e cortes de gastos públicos em relação ao PIB.


[2]Se retoma os princípios do Liberalismo, por que não chamar pelo que realmente é? Liberalismo. Ponto.
“A matemática é a rainha das ciências.”
Carl Friedrich Gauss.

Offline Lakatos

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Re:Explicando o Neoliberalismo. ESTADO PASSIVO: NEOLIBERALISMO
« Resposta #13 Online: 24 de Outubro de 2016, 15:48:30 »
Isso é tudo menos uma legislação flexível. E muito menos ainda uma legislação inexistente.[1]

Sobre "neoliberalismo", eu realmente não entendo porque ele é tido como pejorativo. Para mim é equivalente a neodarwinismo, neoclassicismo, neotomismo. É a ascenção de um movimento histórico (a partir da década de 1970) retomando as características de um anterior (do século XIX), simplesmente isso.[2]
[1]Sim, e já esperava isso da Suécia. Mas convenhamos que é muito mais flexível que a nossa. Estou procurando algum  paper mais atual, é bem provável que tenha mudado e ficado até mais flexível, levando em consideração a onda de "neoliberalismo" que tomou conta do país nos últimos 15 anos através de privatizações e cortes de gastos públicos em relação ao PIB.

Tá. De "não existem leis trabalhistas" para "é muito mais flexível que a nossa" já foi um bom caminho percorrido.

Citar
[2]Se retoma os princípios do Liberalismo, por que não chamar pelo que realmente é? Liberalismo. Ponto.

Porque é um movimento histórico com características próprias, e não uma reedição ipsis literis do liberalismo do século XIX. Voltando aos exemplos: neodarwinismo não é sinônimo de darwinismo, neoclassicismo não é sinônimo de classicismo. Retoma os princípios do anterior, mas dentro de um contexto diferente. E isso não é birra minha. É um termo já consolidado, então não tem muito o que fazer.

https://global.britannica.com/topic/neoliberalism

https://scholar.google.com.br/scholar?start=0&q=neoliberalism
« Última modificação: 24 de Outubro de 2016, 15:58:18 por Lakatos »

Offline Gauss

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Re:Explicando o Neoliberalismo. ESTADO PASSIVO: NEOLIBERALISMO
« Resposta #14 Online: 24 de Outubro de 2016, 17:16:12 »
Citar
[2]Se retoma os princípios do Liberalismo, por que não chamar pelo que realmente é? Liberalismo. Ponto.

Porque é um movimento histórico com características próprias, e não uma reedição ipsis literis do liberalismo do século XIX. Voltando aos exemplos: neodarwinismo não é sinônimo de darwinismo, neoclassicismo não é sinônimo de classicismo. Retoma os princípios do anterior, mas dentro de um contexto diferente. E isso não é birra minha. É um termo já consolidado, então não tem muito o que fazer.

https://global.britannica.com/topic/neoliberalism

https://scholar.google.com.br/scholar?start=0&q=neoliberalism
Do primeiro link:
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Neoliberalism, ideology and policy model that emphasizes the value of free market competition. Although there is considerable debate as to the defining features of neoliberal thought and practice, it is most commonly associated with laissez-faire economics. In particular, neoliberalism is often characterized in terms of its belief in sustained economic growth as the means to achieve human progress, its confidence in free markets as the most-efficient allocation of resources, its emphasis on minimal state intervention in economic and social affairs, and its commitment to the freedom of trade and capital.

Ok. Baseado nessa lógica:

Milton Friedman e Escola de Chicago-Neoliberal
Pinochet-Neoliberal
Ronald Reagan-Neoliberal
MBL-Neoliberal
Partido Novo-Neoliberal
PSL-Neoliberal

Ignore as diferenças ideológicas entre estes citados, todos são neoliberais. Todos eles defendem/defendiam ou fizeram ações que se encaixam nesses termos estabelecidos pelo trecho do texto. O termo neoliberal é generalista e impreciso, pois ignora fatores ideológicos, o que acaba tornando o mesmo algo pejorativo. O Liberalismo, assim como qualquer outra ideologia, sofre mudanças com o tempo através de novos pensadores.

Baseado nisso, eu poderia dizer que os comunistas (PCB/PCdoB) de hoje são neocomunistas? :hein: Pois eles não seguem os princípios ortodoxos de Marx, Lênin, Mao ou até mesmo Prestes à risca, pois incorporaram elementos da New Left e do libertarismo, como a defesa de direitos civis (como para os Homossexuais) e adaptaram o feminismo, que não faziam parte do programa original da ideologia.
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Offline Lakatos

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Re:Explicando o Neoliberalismo. ESTADO PASSIVO: NEOLIBERALISMO
« Resposta #15 Online: 26 de Outubro de 2016, 11:50:15 »
Ok. Baseado nessa lógica:

Milton Friedman e Escola de Chicago-Neoliberal
Pinochet-Neoliberal
Ronald Reagan-Neoliberal
MBL-Neoliberal
Partido Novo-Neoliberal
PSL-Neoliberal

Ignore as diferenças ideológicas entre estes citados, todos são neoliberais. Todos eles defendem/defendiam ou fizeram ações que se encaixam nesses termos estabelecidos pelo trecho do texto. O termo neoliberal é generalista e impreciso, pois ignora fatores ideológicos, o que acaba tornando o mesmo algo pejorativo.

Existir um termo onde pensadores diferentes se enquadram equivale a ignorar as diferenças entre eles?

Obs: sobre os quatro primeiros eu concordo, são exemplos clássicos de neoliberalismo. Quanto aos demais eu teria que pensar.

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Baseado nisso, eu poderia dizer que os comunistas (PCB/PCdoB) de hoje são neocomunistas? :hein: Pois eles não seguem os princípios ortodoxos de Marx, Lênin, Mao ou até mesmo Prestes à risca, pois incorporaram elementos da New Left e do libertarismo, como a defesa de direitos civis (como para os Homossexuais) e adaptaram o feminismo, que não faziam parte do programa original da ideologia.

Sim. É um termo menos usado, mas também existe.

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O Liberalismo, assim como qualquer outra ideologia, sofre mudanças com o tempo através de novos pensadores.

Sim. E essas mudanças dão origem a novos termos para designar de forma específica grupos menores e momentos históricos dentro da ideologia.

Curiosidade: o que você acha do termo economia neoclássica?

Offline Gauss

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Re:Explicando o Neoliberalismo. ESTADO PASSIVO: NEOLIBERALISMO
« Resposta #16 Online: 26 de Outubro de 2016, 12:02:23 »
Existir um termo onde pensadores diferentes se enquadram equivale a ignorar as diferenças entre eles?
Da maneira como os que usam o termo fazem, sim. Entenda, a palavra Neoliberalismo é usada de maneira pejorativa, não interessando o real sentido dela como conceito. É como a palavra "fascista".

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Sim. É um termo menos usado, mas também existe.
Passarei a chamá-los assim, vamos ver se eles gostarão.

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Curiosidade: o que você acha do termo economia neoclássica?
Está correto.  Mas eu prefiro usar "economia de verdade". Rs.
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