Autor Tópico: Relações do Irã com o Ocidente  (Lida 25686 vezes)

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Relações do Irã com o Ocidente
« Online: 28 de Março de 2009, 03:15:25 »
Obama propõe 'novo começo' nas relações com o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ofereceu "um novo começo" nas relações com Teerã, em uma mensagem de vídeo dirigida ao povo iraniano.

"Meu governo está comprometido com uma diplomacia que cuide de todas as questões diante de nós", disse o presidente.

Iniciativa sem precedentes, a mensagem de Obama foi divulgada para coincidir com o festival do Nowruz, que marca o início de um novo ano e da primavera no Irã.

A insistência do Irã em levar adiante seu programa nuclear estremeceu as relações com os Estados Unidos.

O governo americano teme que o programa de enriquecimento de urânio iraniano seja, na verdade, uma tentativa de construir armas nucleares, acusação negada pelas autoridades de Teerã.

Alerta

"Quero falar diretamente com o povo e os líderes da República Islâmica do Irã", disse Obama em sua mensagem.

Segundo ele, seu governo está comprometido "a buscar ligações construtivas entre os Estados Unidos, o Irã e a comunidade internacional".

"Com a chegada de uma nova estação, somos lembrados da preciosa humanidade que todos nós dividimos. E podemos, uma vez mais, evocar este espírito quando buscamos a promessa de um novo começo", disse Obama.

Mas o presidente alerta: "Esse processo não vai avançar com ameaças. Em vez disso, procuramos engajamento honesto e baseado no respeito mútuo."

"Os Estados Unidos querem que a República Islâmica do Irã assuma seu lugar de direito na comunidade das nações. Vocês têm esse direito, mas ele vem com responsabilidades reais", diz Obama, afirmando que ele não pode ser alcançado com o uso de armas ou terror.

A mensagem de Obama foi distribuída a empresas jornalísticas do Golfo Pérsico com legendas em persa e colocada no site oficial da Casa Branca.

A mensagem é uma mudança radical das políticas do governo de George W. Bush, que descreveu o Irã como parte do "Eixo do Mal".

No início do ano, Obama já havia dito que buscava aberturas no processo de negociações com o Irã para que os dois lados pudessem "começar a sentar frente a frente".

Mas, na mensagem, o presidente também admite que não será fácil superar "as velhas divisões".

Obama já havia mencionado o engajamento com o Irã, mas não esclareceu de que forma ele se daria.

Pouco depois de assumir o governo, em janeiro, ele declarou: "se países como o Irã estiverem dispostos a abrir os punhos, vão encontrar nossa mão estendida".

Mas no início deste mês o presidente estendeu as sanções impostas ao Irã por mais um ano, afirmando que o país permanece um risco à segurança nacional americana.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/03/090320_obamairamensagem_ba.shtml


Diplomatas do Irã e da Otan se encontram pela primeira vez em 30 anos

O secretário-assistente para Questões Políticas da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Martin Erdmann, confirmou ter encontrado o embaixador do Irã para a União Europeia, Ali-Asghar Khaji, para negociações informais há pouco mais de duas semanas.

Esta foi a primeira vez em 30 anos que um diplomata iraniano se encontra com um oficial da Otan.

"Este é mais um bom passo para que o Irã volte à comunidade internacional", disse Erdmann.

"Tenho certeza de que acontecerão outros encontros", completou.

Segundo um porta-voz da Otan, James Appathurai, as conversas entre os dois diplomatas se concentraram na questão do Afeganistão.

Apesar de terem divergências sobre o programa nuclear de Teerã, tanto o Irã como os países da Otan têm interesse na estabilidade do Afeganistão.

Conferência

Demonstrando este interesse na estabilidade da região, o Irã também confirmou que participará de uma conferência sobre o Afeganistão apoiada pelos Estados Unidos, que acontece na próxima terça-feira em Haia, na Holanda.

Participam da rodada de negociações o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, e negociadores de mais de 80 países.

"O fato de o Irã ter decidido participar é uma boa notícia e também constitui um novo passo", afirmou o porta-voz Appathurai.

Em Washington, um porta-voz do Departamento de Estado, Gordon Duguid, também comemorou a decisão de Teerã de participar das negociações em Haia.

"Os iranianos estarão na mesa (de negociações) e nós ouviremos seus pontos de vista, assim como eles ouvirão nossas opiniões sobre o Afeganistão", disse.

Algumas fontes sugerem que os países da Otan que mantêm forças na Afeganistão teriam interesse em usar o Irã como uma rota para o transporte de suprimentos.

Correspondentes também notam que a abertura no diálogo entre o Irã e a Otan acontece em um momento em que o presidente dos EUA, Barack Obama, estabeleceu novas prioridades no Afeganistão e sinalizou uma vontade de revitalizar as relações com Teerã.

Os Estados Unidos cortaram as relações diplomáticas com o Irã após a Revolução Islâmica no país, em 1979.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/03/090327_iranotan_cq.shtml

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Offline André Luiz

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Re: Relações do Irã com o Ocidente
« Resposta #1 Online: 28 de Março de 2009, 19:10:57 »
Acho que tem tudo pra dar certo esta reaproximaçao com os persas

Os americanos parecem estar mais preocupados com a China

http://www.defesanet.com.br/china/dod_09_1.htm

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Re: Relações do Irã com o Ocidente
« Resposta #2 Online: 15 de Abril de 2009, 04:33:48 »
Irã julga jornalista americana acusada de espionagem

Uma jornalista americana acusada de espionagem foi a julgamento no Irã e o veredicto deve ser anunciado pela corte de Teerã em algumas semanas.

"A primeira audiência de Roxana Saberi ocorreu ontem (segunda-feira). Creio que o veredicto será anunciado em breve, talvez nas próximas duas ou três semanas", afirmou o porta-voz do Judiciário Ali Jamshidi durante uma entrevista coletiva na capital iraniana.

Saberi, de 31 anos, está detida na prisão de Evin, perto de Teerã, desde o final de janeiro.

A jornalista trabalhou por um breve período para a BBC, há três anos. Saberi também trabalhou para a rede de rádio pública dos Estados Unidos NBR e para a rede de televisão Fox News.

Inicialmente Saberi era acusada apenas de comprar bebida alcoólica, depois de trabalhar como jornalista sem uma credencial válida. Mas, na semana passada, promotores iranianos entraram com uma acusação mais grave, de espionagem para os Estados Unidos.

Segurança nacional

O Ministério da Justiça afirmou que a jornalista está sendo julgada em uma audiência fechada da Corte Revolucionária do Irã, que lida com casos que envolvem segurança nacional.

Segundo o correspondente da BBC em Teeerã John Leyne, foi dada à jornalista a chance de apresentar sua defesa na corte. Não foram dados mais detalhes e o advogado de Saberi afirma que foi instruído a não falar com a imprensa.

A secretária de Estado americana Hillary Clinton exigiu a libertação da jornalista e um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que as acusações contra Saberi "não têm fundamento".

O porta-voz do Judiciário Ali Jamshidi criticou o Departamento de Estado Americano.

"É ridículo que um governo expresse uma opinião sem analisar a acusação", afirmou.

Roxana Saberi tem dupla cidadania, americana e iraniana, e passou seis anos no Irã estudando e escrevendo um livro.

Os pais da jornalista chegaram a Teerã no início de abril e receberam autorização para ficar com a filha por apenas 20 minutos. Segundo o advogado de Saberi, a jornalista está bem de saúde física e moral.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090414_irajulgajornalistafn.shtml

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Irã condena jornalista americana por espionagem
« Resposta #3 Online: 18 de Abril de 2009, 19:39:34 »
Irã condena jornalista americana por espionagem

A jornalista iraniana-americana acusada de espionar para os Estados Unidos foi condenada a oito anos de prisão no Irã, disse o advogado dela neste sábado. Roxana Saberi, de 31 anos, foi presa em janeiro e julgada nesta semana.

Ela chegou a trabalhar para a BBC três anos atrás e também contribuiu para a NPR, a rede pública de rádio dos Estados Unidos, e para o canal de TV americano Fox News.

Originalmente Saberi foi acusada pelo crime de comprar álcool, considerado mais leve, e depois, de trabalhar como jornalista sem uma credencial válida.

Seu julgamento foi a portas fechadas na Corte Revolucionária do Irã.

"Ela foi condenada a oito anos... nós vamos apelar", disse o advogado de Saberi, Abdolsamad Khorramshahi à agência de notícias Reuters.

O governo dos Estados Unidos já havia expressado sua preocupação com a prisão de Saberi, afirmando que as acusações contra ela são infundadas.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, já pediu que ela seja libertada.

Com nacionalidade iraniana e americana, Saberi passou seis anos no Irã estudando e escrevendo um livro.

Sua prisão e julgamento coincidiram com especulações sobre uma possível reaproximação entre Irã e Estados Unidos, com o presidente americano Barack Obama oferecendo a abertura de diálogo com Teerã em uma série de questões.

No mês passado, Obama chegou a gravar uma mensagem em vídeo desejando feliz ano novo aos iranianos e oferecendo "um novo começo" para o Irã e seu povo.

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/04/18/ira+condena+jornalista+americana+por+espionagem+5613901.html

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Diplomatas deixam reunião da ONU durante discurso do líder do Irã
« Resposta #4 Online: 20 de Abril de 2009, 17:25:02 »
Diplomatas deixam reunião da ONU durante discurso do líder do Irã

Diplomatas de países europeus abandonaram uma reunião antirracismo da ONU em Genebra durante discurso do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, depois que ele descreveu o governo de Israel como um "governo racista".

O protesto dos diplomatas ocidentais começou minutos depois do início do discurso de Ahmadinejad.

O presidente iraniano afirmou em seu pronunciamento que imigrantes judeus da Europa e dos Estados Unidos foram enviados ao Oriente Médio para estabelecer um "governo racista".

"Depois da Segunda Guerra Mundial, eles lançaram mão da agressão militar para deixar uma nação inteira sem um lar, sob o pretexto do sofrimento judeu, e eles então enviaram imigrantes da Europa, Estados Unidos e de outras partes do mundo para estabelecer um governo totalmente racista na Palestina ocupada", afirmou Ahmadinejad.

A partir destes comentários, os diplomatas se retiraram da sala de conferência.

Antes deste incidente, dois manifestantes com perucas coloridas e gritando as palavras "racista, racista" já tinham interrompido o início do discurso do presidente iraniano e foram retirados pelos seguranças. Um deles conseguiu atirar um objeto contra Ahmadinejad.

Segundo a correspondente da BBC em Genebra Imogen Foulkes, o protesto dos diplomatas é um desastre de relações públicas para a ONU, que esperava que a conferência antirracismo fosse um bom exemplo do que a organização faz, ou seja, unir países para combater a injustiça no mundo.

Boicote

Países como Estados Unidos, Israel, Canadá, Austrália, Alemanha, Itália, Holanda, Polônia e Nova Zelândia estão boicotando a conferência de Genebra, em protesto pela participação de Ahmadinejad.

França e Grã-Bretanha participam, mas a Grã-Bretanha não enviou nenhum representante de alto escalão. O embaixador britânico Peter Gooderham estava entre os diplomatas que retiraram da sala de conferência no momento do discurso de Ahmadinejad.

A França, cujo embaixador também se retirou, descreveu o pronunciamento como "um discurso de ódio".

O ministro do Exterior da França, Bernard Kouchner, afirmou, antes mesmo da conferência, que os representantes de seu país iriam abandonar o fórum se este fosse usado como uma plataforma para ataques contra Israel.

Falando depois do protesto dos diplomatas, Kouchner afirmou que "nenhum compromisso é possível depois de atitudes" como a do presidente Ahmadinejad.

"A defesa dos direitos humanos e a luta contra todos os tipos de racismo são importantes demais para que a ONU não se junte contra todas as formas de discurso de ódio, contra toda a distorção desta mensagem", afirmou.

O correspondente da BBC em Teerã Jon Leyne afirmou que este discurso de Ahmadinejad pode pôr fim à esperança de algum tipo de melhora nas relações entre a nação islâmica e o novo governo americano de Barack Obama.

Em vez disso, as palavras do presidente iraniano devem renovar os temores em Israel e países ocidentais de que o país consiga desenvolver armas nucleares.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090420_confracismoprotestofn.shtml (vídeo no site)


Discurso de Ahmadinejad foi "vil e odioso", dizem EUA

O discurso do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, na conferência sobre racismo das Nações Unidas em Genebra, no qual ele chamou Israel de Estado racista, foi "vil e odioso", disse o enviado adjunto de Washington à ONU na segunda-feira.

Ahmadnejad provocou uma debandada em protesto de vários delegados durante sua fala, quando acusou Israel de estabelecer um "regime cruel e racista" contra os palestinos.

"Eu não posso pensar em nenhuma palavra a não ser vergonhoso", disse o embaixador adjunto Alejandro Wolff, acrescentando que foi um discurso "vil e odioso".

"Isso provoca uma séria injustiça contra a nação iraniana e o povo iraniano, e nós conclamamos a liderança iraniana a mostrar uma retórica muito mais equilibrada, moderada, honesta e construtiva quando lidar com as questões da região", afirmou.

A cúpula em Genebra já havia sido duramente atingida pelo boicote promovido pelos Estados Unidos e alguns de seus maiores aliados por causa de preocupações de que o evento seria usado como plataforma para ataques contra Israel.


Diplomatas deixam salão durante discurso / Imagem BBC

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/04/20/discurso+de+ahmadinejad+foi+vil+e+odioso+dizem+eua+5643931.html

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Re: Relações do Irã com o Ocidente
« Resposta #5 Online: 11 de Maio de 2009, 16:48:16 »
Jornalista nascida nos EUA e presa no Irã é libertada, diz advogado

A jornalista nascida nos Estados Unidos Roxana Saberi foi libertada nesta segunda-feira da prisão de Evin, em Teerã, após uma corte de apelação iraniana reduzir sua pena de prisão, por espionagem, de oito anos para dois anos, segundo informou seu advogado.

"Ela acabou de sair (da prisão) e está a caminho da casa deles (da família)" , disse o advogado Abdolsama Khorramshahi a jornalistas.

Uma fonte do Judiciário afirmou anteriormente que Saberi, que foi presa no dia 18 de abril sob a acusação de espionar para os Estados Unidos, tornando-se uma nova fonte de tensão entre Teerã e Washington, seria solta e teria a permissão de deixar o Irã.

Reza Saberi, pai da jornalista, disse mais cedo que ele e sua mulher japonesa, Akiko, poderiam "trazê-la de volta para casa", aparentemente se referindo aos Estados Unidos, para onde ele se mudou no início dos anos 1970. "Nós voltaremos para casa o mais breve possível", disse.

A decisão surgiu um dia após uma corte de apelação realizar uma audiência sobre o caso de Saberi, uma jornalista de 32 anos que trabalhou para a BBC e para a Rádio Pública Nacional dos Estados Unidos.

O advogado Khorramshahi disse que Saberi será proibida de fazer qualquer trabalho jornalístico no Irã por cinco anos. "Não há obstáculos para que ela deixe o país, e ela pode deixar o Irã livremente", disse seu outro advogado, Saleh Nikbakht.

Saberi parecia magra e cansada na audiência da corte no domingo. Na semana passada, seu pai disse que ela terminou uma greve de fome de duas semanas e estava "muito fraca". A Justiça negou que ela tivesse recusado comida e disse que ela estava em boas condições de saúde.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/05/11/jornalista+iraniana+americana+e+libertada+6056973.html

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Re: Relações do Irã com o Ocidente
« Resposta #6 Online: 20 de Maio de 2009, 17:07:28 »
Irã testa míssil com 2.000km de alcance; corrida eleitoral começa

O Irã lançou nesta quarta-feira um míssil com alcance de quase 2.000 quilômetros, e o presidente Mahmoud Ahmadinejad disse que o Estado islâmico tem condições de mandar qualquer possível agressor "ao inferno", anunciou a mídia oficial.

O alcance declarado do míssil terra-terra Sejil 2 seria quase igual ao de outro míssil iraniano, o Shahab 3, e analistas dizem que armas como essas podem colocar Israel e bases norte-americanas no Golfo dentro de seu alcance.


Televisão iraniana exibe lançamento de míssil / AP

Ahmadinejad anunciou o lançamento do míssil em discurso no mesmo dia em que um órgão regulador religioso assinalou o início oficial da campanha para a eleição presidencial do próximo mês, aprovando Ahmadinejad e três rivais como candidatos.

Os principais rivais do presidente de linha dura na eleição de 12 de junho são moderados que defendem uma relação melhor com o Ocidente.

Mas um analista militar ocidental interpretou o lançamento do míssil nesta quarta como a resposta do Irã à visita do premiê israelense Benjamin Netanyahu a Washington esta semana, durante a qual ele destacou os receios do Estado judaico em relação ao Irã.

"Cada vez que eles (os iranianos) o fazem, é em reação a um acontecimento específico", disse Andrew Brookes, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, de Londres, falando sobre a mais recente exibição de capacidade de armas do Irã.

Míssil bem sucedido

O lançamento do míssil deve suscitar mais preocupações no Ocidente e em Israel sobre as ambições militares iranianas. Os EUA e seus aliados suspeitam que a República Islâmica esteja procurando construir bombas nucleares. Teerã nega a acusação.

Uma autoridade de defesa dos EUA confirmou o sucesso do lançamento iraniano, mas disse que o Pentágono ainda precisa fazer uma análise técnica de qual seria a trajetória e o alcance do míssil.

"O míssil Sejil 2, que possui tecnologia avançada, foi lançado hoje ... e alcançou seu alvo com precisão," disse Ahmadinejad, segundo a agência oficial de notícias IRNA.

O presidente iraniano falou durante comício na província setentrional de Semnan, onde, segundo a IRNA, o lançamento aconteceu. A televisão estatal disse que o lançamento foi um teste e mostrou imagens de um míssil subindo no céu, deixando um rastro de vapor em sua esteira.

Reaproximação

O presidente norte-americano, Barack Obama, busca uma reaproximação com o Irã, depois de três décadas de hostilidade mútua. Mas, como seu predecessor George W. Bush, ele não excluiu a possibilidade de ação militar no caso de os esforços diplomáticos não conseguirem resolver a disputa nuclear.

Líderes israelenses provocaram preocupação nos EUA ao deixar entender que podem lançar ataques preventivos se concluírem que a diplomacia fracassou. Presume-se que Israel seja a única potência nuclear do Oriente Médio.

O Irã já declarou que responderá a qualquer possível ataque, atacando alvos norte-americanos e Israel, aliado dos EUA, e também fechando o estreito de Ormuz, uma rota vital para o fornecimento mundial de petróleo.

Ahmadinejad disse que o Irã tem o poder de "mandar para o inferno" qualquer base militar desde a qual seja disparado "uma bala sequer" contra o país.

Ele citou Israel, que o Irã descreve como regime sionista e não reconhece. "Neste momento o regime sionista ... ameaça o Irã militarmente com ameaças falsas. A nação iraniana deve saber que isso não passa de teatro."

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/05/20/ira+testa+missil+com+2000km+de+alcancecorrida+eleitoral+comeca+6232944.html

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Re: Relações do Irã com o Ocidente
« Resposta #7 Online: 09 de Outubro de 2009, 16:40:48 »
Irã "explodirá o coração de Israel" se for atacado, diz militar

O Irã "explodirá o coração de Israel em pedaços" se os israelenses ou os Estados Unidos atacarem o país, alertou hoje Mojtaba Zolnour, um dos oficiais de mais alta categoria da Guarda Revolucionária, tropa de elite do Exército iraniano.

"Se um míssil americano ou sionista explodir em nosso país, antes que a poeira baixe, o coração de Israel terá explodido", afirmou o militar em discurso na cidade de Qom.

Zolnour é o segundo na hierarquia do gabinete de representação do líder supremo da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, na Guarda Revolucionária.

Citado pela agência oficial de notícias estatal "Irna", o militar disse não acreditar que "nem o regime sionista, nem os EUA, possam se arriscar a lançar um ataque contra o Irã".

Única potência nuclear do Oriente Médio, Israel anunciou nos últimos meses que está disposto a lançar um ataque de precisão contra alvos nucleares iranianos se Teerã não pôr fim a seu controvertido programa de enriquecimento de urânio.

Analistas afirmam, no entanto, que este ataque não seria a solução para o problema já que, além de provocar tensões na região e no resto do mundo, serviria apenas para atrasar em alguns anos o progresso do Irã na tecnologia nuclear e não deteria o programa de enriquecimento de urânio do país.

A Força Aérea da Guarda Revolucionária testou "com sucesso" no mês passado uma série de mísseis que, segundo fontes militares iranianas, poderiam atingir alvos no interior de Israel.

Diversos países acusam o governo iraniano de esconder um programa nuclear militar sob outro de cunho civil. Teerã nega as acusações e insiste em que seu objetivo é o uso civil da energia nuclear.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/10/09/ira+explodira+o+coracao+de+israel+se+for+atacado+diz+militar+8784980.html

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Re: Relações do Irã com o Ocidente
« Resposta #8 Online: 28 de Novembro de 2009, 20:48:50 »
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Uso de véu em hospital financiado pelo Irã cria polêmica na Bolívia

Antes mesmo de começar a funcionar, um hospital financiado pelo governo iraniano na Bolívia está causando polêmica, depois que funcionárias da instituição foram fotografadas usando véus para cobrir o corpo e a cabeça.

O hospital, que só começará a funcionar em janeiro do ano que vem em El Alto, subúrbio de La Paz, nos Andes, foi inaugurado durante a visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ao país.

As fotos, publicadas nos jornais El Diário e La Razón, causaram polêmica na Bolívia. Nas gravações feitas pelo El Diário, às quais a BBC teve acesso, duas mulheres confirmam o uso de véus.

Mas, enquanto uma diz que o uso da vestimenta é obrigatório, a outra diz que é facultativo.

"Nos disseram que se quiséssemos ser contratadas no hospital deveríamos usar o véu e bem, não entendo o que isso significa, mas como preciso do trabalho, não temos outra opção", disse uma enfermeira que não quis se identificar.

Já a funcionária administrativa responsável pelos funcionários do hospital, Pou Mount, disse que está usado o véu "como parte do uniforme, sob o conceito de que este é um pedacinho do Irã na Bolíva".

Ela disse que, na entrevista de seleção, foi perguntado se as mulheres "concordavam com as regras" e que "todas concordaram". "Ninguém é obrigada a usar o véu", disse.

Liberdade religiosa

Sob a nova Constituição boliviana, promulgada pelo governo de Evo Morales, "o Estado respeita e garante a todos a liberdade de religião e crenças espirituais, de acordo a visão de mundo de cada um".

Mas, para a ONG Católicas pelo Direito de Decidir, a prática observada no hospital "rompe o princípio básico das liberdades e direitos consagrados nos documentos internacionais dos direitos humanos e ainda mais na Constituição Política do Estado Plurinacional da Bolívia", nas palavras da sua porta-voz, Tania Nava.

O ministro do Trabalho, Calixto Chipana, discorda de que a utilização do véu no hospital financiado pelo governo iraniano represente um desrespeito a esse princípio.

Em entrevista à BBC, o ministro disse que enviou inspetores ao hospital, e que estes não recolheram queixas de uso forçado do véu. "Se houver qualquer reclamação vamos agir", garantiu.

Para Chipana, as denúncias da imprensa boliviana "mais parecem uma guerra contra a ajuda do Irã".

A BBC tentou falar com os diretores do hospital, mas foi informada de que o diretor do hospital, o iraniano Birjandi Masout Maleki, só conversará com a imprensa na segunda-feira.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/11/091127_bolivia_hospital_pu.shtml
Citar
Irã nega confisco de Prêmio Nobel da Paz de ativista

O Ministério do Exterior do Irã negou nesta sexta-feira que as autoridades do país tenham confiscado a medalha e o diploma do Prêmio Nobel da Paz entregues em 2003 à advogada e ativista defensora dos direitos humanos iraniana Shirin Ebadi.

Ebadi afirmou que as comendas foram retiradas de um cofre de um banco em Teerã há cerca de três semanas por ordem de um tribunal iraniano.

A advogada disse à BBC que sua conta bancária e a de seu marido também tinham sido bloqueadas.

O governo da Noruega – país onde, todos os anos, é anunciado e entregue o Prêmio Nobel da Paz - convocou o encarregado de negócios do Irã no país para protestar contra o suposto confisco e afirmou estar "chocado" com a alegação.

Impostos

Ebadi, que atualmente vive em Londres, diz que as autoridades iranianas querem que ela pague impostos sobre o dinheiro do Prêmio que recebeu, mesmo que este dinheiro não esteja sujeito ao pagamento de tributos de acordo com a lei iraniana.

"As autoridades iranianas não estão falando a verdade, pois, de acordo com nossas leis tributárias, não há imposto a pagar pelo dinheiro do Prêmio Nobel."

"Mas, supondo que eles estejam falando a verdade e eu tenho que pagar o imposto sobre este prêmio, por que eles o confiscaram e bloquearam a conta bancária e o cofre que pertence ao meu marido? Além disso, a ordem para bloquear nossas contas bancárias deveria ter vindo das autoridades tributárias e a ordem para apreender a caixa veio da Corte Revolucionária", acrescentou a ativista em entrevista à BBC.

Mohammed Ali Dadkhah, um porta-voz do grupo de direitos humanos do qual Ebadi faz parte, afirmou que o dinheiro do prêmio estava sendo usado "para ajudar prisioneiros de consciência e suas famílias".

Ebadi, a primeira mulher muçulmana a ganhar um Prêmio Nobel, está fora do Irã desde que viajou à Espanha, para uma conferência que ocorreu um dia antes da eleição presidencial iraniana, do dia 12 de junho.

O resultado da eleição, que manteve no poder o presidente Mahmoud Ahmadinejad, levou milhares de pessoas às ruas do Irã, em um protesto que durou vários dias e levou a centenas de prisões.

Ebadi criticou a forma como foi realizada a eleição e o subsequente tratamento dado a esses manifestantes.

A ativista diz que "recebeu várias mensagens ameaçadoras" desde que saiu do Irã, inclusive uma dizendo que ela iria ser detida caso voltasse ao país.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/11/091127_irannobelconfiscafn.shtml

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« Resposta #9 Online: 09 de Março de 2010, 18:01:02 »
Irã testa navio com capacidade de lançar mísseis

A Marinha iraniana lançou com sucesso um míssil a partir do destróier "Jamaran", a primeira embarcação de guerra com essas características construída integralmente no país.

O teste foi realizado em um ponto não identificado do Golfo Pérsico, segundo informações da televisão estatal. O míssil de superfície e antinaval, batizado de Nour, atingiu o alvo situado a 100 quilômetros de distância.


Navio de guerra Jamaran dispara míssil

Fontes militares revelaram que o objetivo é fabricar um projétil mais avançado, capaz de alcançar alvos a 300 quilômetros de distância.

Envolvida em uma disputa com a comunidade internacional por causa de seu programa nuclear, a República Islâmica frequentemente anuncia avanços em sua capacidade militar e realiza testes de mísseis em uma aparente tentativa de mostrar preparo para lançar contra-ataques.

Israel nem os EUA rejeitaram a possibilidade de ação militar se a diplomacia fracassar em resolver a disputa pelo programa atômico do país, que o Ocidente teme ter objetivo militar. O Irã, porém, afirma que seu objetivo é o uso civil, para produção de energia.
 
Navio moderno

O "Jamaran" é considerado um dos navios de guerra mais modernos da Marinha iraniana e foi inaugurado em fevereiro pelo líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.

A embarcação pode deslocar até 1.420 toneladas e é equipada com plataformas de lançamento de mísseis, radares e outros instrumentos para a guerra eletrônica.

O Exército iraniano pretende incorporar outro destróier à sua frota em dois anos.

Embora sofra um embargo internacional imposto pelos Estados Unidos e outros países desde a guerra contra o Iraque, nos anos 1980, o Irã iniciou um programa nacional de desenvolvimento bélico em 1992 e atualmente conta com um arsenal modernizado, que inclui mísseis de médio alcance capazes de voar mais de 2 mil quilômetros antes de atingir o alvo.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/03/09/ira+testa+navio+com+capacidade+de+lancar+misseis+9422098.html

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Re: Relações do Irã com o Ocidente
« Resposta #10 Online: 09 de Março de 2010, 21:56:30 »
O navio também é para pesquisas de energia? ¬¬

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Re: Relações do Irã com o Ocidente
« Resposta #11 Online: 20 de Março de 2010, 19:25:18 »
Obama diz a Irã que diálogo ainda é possível

O presidente norte-americano Barack Obama renovou a oferta de diálogo e diplomacia de seu governo com Teerã neste sábado, um ano após sua proposta de um recomeço com o Irã fracassar na obtenção de resultados concretos.
Obama, que se dirigiu aos iranianos em um novo vídeo que marca a observância do Nowruz --um festival que comemora a chegada da primavera-- tem prometido buscar sanções agressivas para evitar que o Irã obtenha uma arma nuclear.

"Estamos trabalhando com a comunidade internacional para responsabilizar o governo iraniano pela recusa de cumprir suas obrigações internacionais," disse Obama na mensagem divulgada pela Casa Branca.

"Mas nossa oferta de contatos diplomáticos abrangentes e de diálogo permanece."

O Irã, que tem se recusado a interromper seu programa de enriquecimento de urânio, nega a intenção de construir uma bomba atômica e diz que seu programa nuclear tem como objetivo a geração de energia elétrica.

Durante seu primeiro ano de governo, Obama destacou o Nowruz com uma mensagem inédita oferecendo ao Irã um "novo começo" de envolvimento diplomático com os Estados Unidos.

Mas Teerã esnobou o gesto e as relações pioraram ainda mais quando as autoridades iranianas fecharam o cerco aos oposicionistas após uma disputada eleição presidencial em junho.

"Estamos familiarizados com suas queixas passadas e temos as nossas também, mas estamos preparados para ir adiante. Sabemos o que vocês não aceitam; agora nos digam o que querem," disse ele.

ABERTURAS E SANÇÕES

Obama disse que os EUA têm aumentado as oportunidades de intercâmbios educacionais para que iranianos estudem em escolas e universidades norte-americanas, e também ampliado o acesso à Internet para que os iranianos possam se "comunicar uns com os outros, e com o mundo, sem medo da censura."

A abertura de Obama para envolver o Irã diplomaticamente se este "descerrar o punho" rompeu a política do governo anterior de isolar a República Islâmica, incluída pelo ex-presidente George W. Bush no "eixo do mal."

Obama não descartou quaisquer opções no trato com o Irã, mas autoridades dos EUA deixaram claro que preferem a diplomacia, dada a dificuldade de impor sanções e o risco de que uma ação militar aprofunde o conflito.

Os EUA acertaram com a Grã-Bretanha, a França e a Alemanha o rascunho de uma proposta para uma quarta rodada de sanções que criaria novas restrições aos bancos iranianos e teria como alvo a Guarda Revolucionária e empresas ligadas a ela.

Washington vem lutando para convencer Rússia e China, ambos detentores de veto no Conselho de Segurança da ONU e aliados-chave do Irã, a concordar com sanções mais agressivas.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro russo Vladimir Putin disse à secretário de Estado dos EUA Hillary Clinton, que visita o país, que um apoio russo a novas sanções na ONU é possível.

Os EUA, ansiosos em não minar a crescente oposição doméstica ao governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad, enfatizou que quaisquer sanções têm como alvo o governo iraniano, e não seu povo.

"Quero que os iranianos saibam o que meu país pretende. Os EUA acreditam na dignidade de todo ser humano, e uma ordem internacional que curve o arco da história na direção da justiça," disse Obama.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/03/20/obama+diz+a+ira+que+dialogo+ainda+e+possivel+9434367.html

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Re: Relações do Irã com o Ocidente
« Resposta #12 Online: 30 de Março de 2010, 22:18:07 »
Ao lado de Sarkozy, Obama defende decisão sobre sanções ao Irã "em semanas"

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que deseja ver a aprovação de uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU contra o Irã em questão de semanas, ao apresentar nesta terça-feira uma posição única dos EUA e da França para a questão nuclear de Teerã.

"Minha esperança é que tenhamos isso pronto nesta primavera (no Hemisfério Norte)", disse Obama em entrevista coletiva conjunta com o presidente francês, Nicolas Sarkozy. "Estou interessado em ver isso dentro de semanas."

Sarkozy afirmou que "chegou a hora de se tomar decisões" sobre o Irã e disse que vai trabalhar com a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, e o premiê britânico, Gordon Brown, para que sejam feitos "todos os esforços necessários para garantir que a Europa esteja engajada como um todo pelas sanções".

Obama recebeu Sarkozy na Casa Branca pela primeira vez. Apesar de se encontrar com o presidente americano no Salão Oval depois de outros líderes europeus, como o britânico Gordon Brown, a alemã Angela Merkel e o espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, o líder francês terá um privilégio que eles não tiveram: um jantar privado.

Obama e a primeira-dama, Michelle, oferecerão à noite um jantar em honra a Sarkozy e sua esposa, Carla Bruni, uma gentileza que o presidente dos Estados Unidos não ofereceu aos outros líderes europeus. Segundo o líder francês, o jantar é "um forte gesto de amizade e de estima em relação à França".

No entanto, Sarkozy, apesar de ser visto nos EUA como mais próximo dos americanos que outros presidentes franceses, criticou Obama em privado, avaliando que ele tem postura "débil e ingênua" na política internacional.

O líder francês foi especialmente crítico com seu colega americano por sua estratégia de perseguir uma política de aproximação com o Irã, já que ele defende uma resposta mais firme.

Por sua vez, Washington não gostou da resposta de Sarkozy sobre a operação militar no Afeganistão. O presidente francês não quer reforçar seu efetivo, como gostaria o governo americano, mas disse que os 3.750 militares franceses permanecerão no país centro-asiático.

Durante a visita de Obama à França em junho para participar dos atos de comemoração do 65º aniversário do Desembarque de Normandia, as diferenças entre ambos começaram a ficar mais evidentes.

Um dia depois da comemoração, Obama, de volta a Paris com sua família, rejeitou um convite para um jantar de Estado no Palácio do Governo da França e preferiu jantar com sua família em um restaurante, como destaca a imprensa americana e francesa nesta semana.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/03/30/obama+quer+sancoes+contra+ira+em+semanas+9444530.html

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Re: Relações do Irã com o Ocidente
« Resposta #13 Online: 03 de Abril de 2010, 01:16:40 »
Obama pede à China colaboração por pressão sobre o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um apelo direto ao presidente da China, Hu Jintao, para que os dois países trabalhem em conjunto para lidar com a questão do programa nuclear iraniano.

Em uma ligação telefônica de uma hora, Obama teria enfatizado "a importância de trabalhar em conjunto para garantir que o Irã cumpra com suas obrigações", segundo um relato divulgado pela Casa Branca. O diálogo ocorreu em meio à visita do principal negociador nuclear iraniano, Saeed Jalili, à China para um encontro com as autoridades locais.

Em declarações após o encontro, Jalili advertiu o Ocidente para parar de "ameaçar" o Irã e disse que as autoridades chinesas concordaram com ele de que as sanções internacionais contra o país perderam a efetividade e não impedirão o Irã de manter seu programa nuclear.

O governo chinês não fez comentários sobre o encontro. O ministro das Relações Exteriores da China já havia dito, porém, que ainda acredita que a questão nuclear pode ser resolvida por meio de negociações diplomáticas.

Papel fundamental

Segundo o correspondente da BBC em Pequim, Damian Grammaticas, a China terá um papel fundamental no desdobramento do crescente confronto entre o Ocidente e o Irã sobre seu programa nuclear.

Nesta semana, Obama havia dito que queria ver novas sanções contra o Irã aprovadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) "em semanas".

A China, que possui um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, com poder de veto, já expressou no passado uma relutância em aprovar novas sanções contra o Irã, país com o qual mantém fortes ligações.

Na quinta-feira, porém, a embaixadora americana na ONU, Susan Rice, disse que a China indicou estar pronta a discutir com as potências ocidentais uma nova resolução da ONU.

Os Estados Unidos acusam o Irã de buscar o desenvolvimento de armas nucleares. O governo iraniano nega a acusação e alega que seu programa nuclear tem fins pacíficos, para a produção de energia.

Tibete e Taiwan

A conversa entre Hu e Obama ocorreu após uma semana de redução nas tensões entre a China e os Estados Unidos, que recentemente tiveram uma série de desavenças sobe questões como o Tibete, comércio internacional e Taiwan.

Durante o diálogo entre os dois, o presidente chinês teria pedido "relações saudáveis e estáveis" com os Estados Unidos. Eles também discutiram a questão de Taiwan e a importância da implementação dos acordos do G20 para impulsionar o crescimento global.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, Hu advertiu Obama a não enfrentar o governo chinês em questões como Taiwan e o Tibete.

"Hu enfatizou que as questões de Taiwan e do Tibete interessam à soberania, à integridade territorial e aos interesses básicos da China, e lidar com essas questões de maneira correta é a chave para garantir o desenvolvimento saudável e estável das relações sino-americanas", disse um comunicado do ministério.

A China expressou descontentamento após Obama ter-se reunido com o líder espiritual do Tibete, Dalai Lama, em fevereiro. As autoridades chinesas também foram contrariadas com o fechamento de um acordo para a venda de armas americanas a Taiwan.

Os Estados Unidos também apoiaram o Google em sua disputa com as autoridades chinesas por causa da suposta censura ao site no país.

Uma questão sobre a qual os dois países têm manifestado posições próximas é sobre a necessidade de levar a Coreia do Norte de volta à mesa de negociações sobre seu programa nuclear.

Na quinta-feira, em outro sinal da melhora das relações entre os dois países, Hu Jintao anunciou que participará de um encontro em Washington sobre segurança nuclear, nos dias 12 e 13 deste mês.

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/04/02/obama+pede+a+china+colaboracao+por+pressao+sobre+o+ira+9446898.html

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Re: Relações do Irã com o Ocidente
« Resposta #14 Online: 13 de Abril de 2010, 10:15:57 »
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Obama e Hu discutem questão nuclear do Irã

O presidente dos EUA, Barack Obama, ganhou um importante impulso na segunda-feira em sua campanha por novas sanções ao Irã, depois de uma conversa com seu colega chinês, Hu Jintao, que abordou também os atritos econômicos bilaterais.

A reunião de 90 minutos ocorreu no primeiro dos dois dias da cúpula nuclear que reúne 47 países em Washington, na qual Obama quer convencer outros governos da importância de tomar medidas que evitem terroristas de obterem material passível de uso em armas atômicas.

A Ucrânia deu o primeiro exemplo, ao anunciar que abrirá mão do seu estoque de urânio altamente enriquecido.

O programa nuclear do Irã, que o Ocidente teme ser fachada para o desenvolvimento de uma bomba atômica, não está na agenda da cúpula, mas a presença de tantos líderes mundiais dá a Obama a oportunidade de voltar a defender novas sanções contra Teerã por causa da sua recusa em abandonar o enriquecimento de urânio.

Falando a jornalistas após a reunião, fontes chinesas e norte-americanas descreveram uma atmosfera positiva e construtiva a respeito do Irã. A China, que tem estreitas relações econômicas com a República Islâmica, tem relutado em aceitar sanções mais duras ao país.

A Casa Branca espera que uma conversa cara a cara ajude a aferir o real envolvimento da China com a iniciativa de Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia e Alemanha, que defendem uma quarta rodada de sanções ao Irã.

"A resolução deixará claro ao Irã o custo de manter um programa nuclear que viole as obrigações e responsabilidades", disse a jornalistas Jeffrey Bader, principal assessor de Obama para a China. "Os chineses estão ativamente à mesa (na sede da ONU) em Nova York."

Obama também citou a preocupação dos EUA com a excessiva desvalorização do yuan, e pediu a Hu que adote uma política cambial mais voltada para os mercados.

Washington pressiona a China a valorizar sua moeda, já que o yuan fraco dá uma vantagem desleal a exportadores chineses.

Timothy Geithner, secretário do Tesouro dos EUA, e Larry Summers, consultor econômico da Casa Branca, participaram da reunião. Uma fonte oficial dos EUA disse que o presidente tratou também da questão do acesso de produtos norte-americanos ao mercado chinês.

A respeito do Irã, Hu disse a Obama que China e EUA compartilham do mesmo objetivo, segundo Ma Zhaoxu, porta-voz da chancelaria chinesa.

As declarações de Ma confirmam a recente decisão chinesa de participar das discussões sobre o Irã, mas sem indicar uma disposição em aceitar novas sanções mais duras, especialmente contra o setor energético iraniano.

Ma também reiterou o apelo habitual da China por "diálogo e negociações" com o Irã.

Uma fonte oficial dos EUA disse que China e EUA concordaram que os seus representantes vão colaborar na preparação de uma resolução sobre as sanções.

A presença de Hu na cúpula já havia sido vista nos EUA como um sinal positivo, após atritos bilaterais motivados pelas questões do Tibete, da censura na Internet, da política cambial e da venda de armas dos EUA a Taiwan.

http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=23857850
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Irã pede inquérito da ONU sobre Iraque e Afeganistão

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pediu ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que abra um inquérito sobre os objetivos das ações militares no Afeganistão e no Iraque.

Em carta divulgada na segunda-feira, ele afirmou que os métodos usados pelos EUA e a Otan para lidar com o terrorismo na região fracassaram, e que cabe a Ban realizar uma investigação e apresentar seus resultados aos 192 países da Assembleia Geral.

Ahmadinejad disse que, por causa da presença ocidental, "alguns milhões de pessoas" resultaram mortas, feridas ou desabrigadas, que o cultivo ilícito da papoula (matéria-prima do ópio) aumentou, e que "os povos da nossa região continuam vivendo sob a sombra da ameaça".

"Enfatizamos reiteradamente que a resolução dos problemas em nossa região não precisa de expedições ou ações militares de larga escala", acrescentou o presidente do Irã, país que faz fronteira com o Iraque e o Afeganistão - que por sua vez estão sob ocupação dos EUA desde 2003 e 2001, respectivamente.

"Excelência, ao menos se espera que o sr. nomeie uma equipe independente de averiguação de fatos, que goze da confiança dos países da região, para lançar uma investigação abrangente sobre as principais intenções da presença militar da Otan no Afeganistão e no Iraque, os métodos usados, e o resultado da sua presença e envolvimento", diz a carta.

A imprensa iraniana disse que Ahmadinejad pediu também uma investigação sobre os atentados de 11 de setembro de 2001 contra os EUA, mas o texto distribuído à imprensa pela legação do Irã na ONU, em Nova York, não menciona o assunto.

Um porta-voz de Ban disse que ele está estudando a carta.

Não ficou claro o que motivou a carta, que começa saudando Ban por ocasião da festividade do Norwuz, celebrada em 21 de março no Irã e países vizinhos.

A chancelaria iraniana disse no domingo que Teerã vai se queixar à ONU contra o que vê como uma ameaça de ataque nuclear por parte do governo norte-americano. Na semana passada, o presidente dos EUA, Barack Obama, divulgou uma revisão da doutrina nuclear segundo a qual os EUA só usarão suas armas nucleares contra países que violarem seus compromissos perante o regime de não-proliferação -- acusação que Washington tem imputado a Teerã.

A carta de Ahmadinejad a Ban não cita a questão nuclear, mas foi citada em nota do embaixador iraniano na ONU, Mohamad Khazaeee, a um comitê da Assembleia Geral. Nessa nota, emitida na segunda-feira, o diplomata afirmava que a nova política nuclear dos EUA é uma forma de "terrorismo de Estado".

http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo.aspx?cp-documentid=23857706

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Re: Relações do Irã com o Ocidente
« Resposta #15 Online: 14 de Abril de 2010, 18:10:20 »
Seis potências se encontram para discutir sanções ao Irã

Os representantes de seis potências mundiais reúnem-se nesta quarta-feira em Nova York, nos Estados Unidos, para discutir novas sanções da ONU contra o Irã por seu programa nuclear.



Esta reunião das seis potências - Alemanha, China, Estados Unidos, França, Grã Bretanha e Rússia - tratará de um projeto de resolução americana que prevê medidas contra os Guardiões da Revolução iranianos e sanções nos setores de armas, energia, navegação marítima e finanças, afirmou um diplomata próximo ao caso.

O Conselho de Segurança já determinou três resoluções de sanções contra o Irã para obrigar o país a suspender suas atividades nucleares, especialmente de enriquecimento de urânio. Teerã ignorou todas elas.

A China ainda é o único membro permanente do Conselho de Segurança da ONU que permanece reticente quanto à imposição de uma quarta rodada de sanções contra o Irã. Os outros quatro - Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Rússia - já manifestaram apoio a adoção de novas medidas.

Brasil e Turquia, com  vagas rotativas no Conselho de Segurança, são contrários às sanções.

Brasil e Turquia pedem mais tempo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, pediram na terça-feira ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mais tempo para que seja alcançada uma solução para a questão nuclear do Irã sem a imposição de mais sanções.

Apesar de esses países não terem poder de veto nas decisões do Conselho de Segurança, analistas afirmam que os Estados Unidos gostariam de obter apoio unânime para uma resolução, o que seria um sinal de que a comunidade internacional estaria unida em torno do tema.

Os Estados Unidos e outros países pressionam o Irã a interromper seu programa de enriquecimento de urânio por temor de que o país esteja planejando secretamente desenvolver armas nucleares.

O Irã nega essas alegações e se recusa a interromper seu programa, que diz ser pacífico e com o objetivo de gerar energia.



http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/04/14/seis+potencias+se+encontram+para+discutir+sancoes+ao+ira+9458084.html

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Re: Relações do Irã com o Ocidente
« Resposta #16 Online: 22 de Abril de 2010, 14:45:45 »
Pentágono diz que Guarda Revolucionária do Irã está na Venezuela

O exército ideológico iraniano, a Guarda Revolucionária, está presente na Venezuela e isso implica um risco de contato com as forças americanas, segundo um informe do Pentágono enviado ao Congresso ao qual a agência AFP teve acesso.

"A Guarda Revolucionária Islâmica tem capacidade operacional em todo o mundo. Está bem implementada no Oriente Médio e África do Norte, e em anos recentes intensificou sua presença na América Latina, particularmente na Venezuela", explica o informe datado de abril deste ano.

"Se os Estados Unidos aumentarem seu envolvimento nessas regiões, o contato com a Guarda Revolucionária, diretamente ou através dos grupos extremistas que apoia, será consequentemente mais frequente", adverte o texto.

O texto é a parte liberada do relatório de inteligência completo sobre a estratégia militar do Irã, que o Pentágono deve enviar por lei todos os anos ao Congresso.

O secretário de Defesa americano, Robert Gates, acusou há um ano o Irã de "atividades subversivas" na América Latina, e, em termos parecidos, se expressou a secretária de Estado, Hillary Clinton.

O governo venezuelano rejeita as acusações e diz que sua aliança com o Irã é meramente estratégica e econômica ante o que classifica de agressividade americana.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/04/22/pentagono+diz+que+guarda+revolucionaria+do+ira+esta+na+venezuela+9465554.html

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Re: Relações do Irã com o Ocidente
« Resposta #17 Online: 27 de Abril de 2010, 10:59:21 »
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Amorim pede "maior flexibilidade" ao Irã

Em visita ao Irã, chanceler brasileiro pediu mais diálogo à comunidade internacional

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, pediu nesta terça-feira ao Irã e à comunidade internacional "maior flexibilidade" na proposta de troca de combustível nuclear.

Em entrevista coletiva com o chanceler iraniano, Manouchehr Mottaki, o chefe da diplomacia brasileira sugeriu ao regime que dê os "primeiros passos para recuperar a confiança".

Segundo Amorim, o Irã deve garantir que seu programa nuclear não tem objetivos militares. Na última segunda-feira, o chanceler brasileiro insistiu que Brasília apoia o programa nuclear iraniano, desde que seja voltado para fins pacíficos, mas não comentou se o país apoiaria possíveis sanções internacionais contra o regime persa.

O ministro já havia anunciado há dois meses a vontade do Brasil de atuar como mediador do conflito, mas sem oferecer detalhes.

"O que queremos para o povo brasileiro é o que queremos para o povo iraniano, ou seja, a expansão das atividades nucleares pacíficas", disse Amorim, depois de se reunir também com o negociador nuclear iraniano na questão, Saeed Jalili.

Tensão nuclear

Grande parte da comunidade internacional, sob a liderança dos Estados Unidos, acusa o regime dos aiatolás de ocultar, sob seu programa civil, outro de natureza clandestina e ambições bélicas, cujo objetivo seria adquirir um arsenal atômico, acusação rejeitada por Teerã.

A polêmica aumentou no final do ano passado, depois de o Irã rejeitar uma oferta dos EUA, Reino Unido e Rússia para enviar seu urânio enriquecido a 3,5% ao exterior e recuperá-lo depois enriquecido a 20%, nas condições que diz precisar para manter em operação um reator em Teerã.

Perante a falta de acordo, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ordenou o início do enriquecimento a 20%, apesar das advertências internacionais. Desde então, o governo americano busca aprovar uma nova rodada de sanções internacionais para tentar frear o polêmico programa nuclear iraniano.

Neste ano, o Brasil ssumiu uma das 15 cadeiras do Conselho de Segurança da ONU, órgão responsável pelas possíveis sanções ao regime iraniano. A esse respeito, o presidente do Parlamento iraniano voltou na segunda a culpar as grandes potências pela falta de acordo e insistiu que chegar a uma solução é "simples".

"Polemizar com dados irreais não terá efeito algum sobre a vontade do povo iraniano. As grandes potências tentam complicar esse assunto para favorecer assim seus próprios interesses políticos", criticou.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/amorim+pede+maior+flexibilidade+ao+ira/n1237597422902.html
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Brasil está disposto a sediar troca de urânio entre Irã e outros países

Ministro de Relações Exteriores disse que o País defende o direito do Irã a desenvolver e usar energia nuclear

O governo brasileiro está disposto a realizar em território nacional a troca de urânio entre o Irã e os demais países, afirmou o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim. Em declarações à agência de notícias estatal iraniana "Irna", Amorim explicou que a possibilidade ainda "não foi colocada sobre a mesa, mas caso seja concretizada, estaríamos dispostos a estudá-la".

O ministro chegou segunda-feira a Teerã para uma visita de dois dias, a princípio destinada unicamente a preparar a próxima viagem ao Irã do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevista para o dia 15 de maio. No entanto, sua estadia acabou marcada pela queda-de-braço nuclear que o Irã mantém com grande parte da comunidade internacional e a ameaça de novas sanções.

Amorin disse que a energia nuclear deve ter fins pacíficos e que o Brasil não é favorável às medidas punitivas. "Perseguimos a possibilidade de evitar as sanções porque achamos que é uma medida inútil. A única coisa que as sanções conseguem é incomodar o povo, principalmente as classes mais desfavorecidas", disse. Grande parte da comunidade internacional, sob liderança dos Estados Unidos, acusa o regime dos aiatolás de ocultar, sob seu programa civil, outro de natureza clandestina e ambições bélicas cujo objetivo seria adquirir um arsenal atômico, alegação que Teerã nega.

A polêmica se agravou no final do ano passado, uma vez que o Irã rejeitou uma oferta dos EUA, do Reino Unido e da Rússia para enviar seu urânio com 3,5% ao exterior e recuperá-lo tempo depois enriquecido até 20%, nas condições que afirma serem necessárias para manter operativo seu reator em Teerã. O regime iraniano alega que não confia na outra parte e exige uma série de garantias, como o fato de que a troca seja feita em cofres selados, sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em seu território e de forma simultânea.

Perante a falta de acordo, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadienyad, ordenou a cientistas de seu país iniciarem o programa de enriquecimento até 20%, apesar das advertências internacionais. Desde então, o governo dos EUA tenta impor novas sanções internacionais, mas até o momento encontrou com a negativa de estados como China e a ambiguidade de outros como o Brasil. Mesmo assim, algumas fontes indicaram que as medidas punitivas poderiam estar prontas em maio.

O Irã, por sua parte, tenta fazer com que a discussão sobre seu polêmico programa nuclear seja tratada pelos quinze países do Conselho de Segurança da ONU, e que não fique só limitado ao denominado grupo "5+1", integrado pelos cinco membros permanentes (Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França, mais a Alemanha). Entre os dez países restantes estão Brasil e Uganda, país que Ahmadinejad visitou na semana passada.

http://economia.ig.com.br/brasil+esta+disposto+a+sediar+troca+de+uranio+entre+ira+e+outros+paises/n1237597402247.html

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Re: Relações do Irã com o Ocidente
« Resposta #18 Online: 27 de Abril de 2010, 11:29:50 »
modo relativista on

Vocês precisam entender que o Irã tem um regime de verdade diferente do nosso.

Por isso, suas mulheres são tratadas de forma diferente, e os infiéis ocidentais são perseguidos.

modo relativista of

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Re: Relações do Irã com o Ocidente
« Resposta #19 Online: 27 de Abril de 2010, 11:46:52 »
Ex-assessor de Bush condena posição do Brasil sobre o Irã

Uma das estrelas do Centro Belfer para o Estudo das Ciências e Assuntos Internacionais da Universidade de Harvard, o professor William H. Tobey foi um dos sub-secretários do Departamento de Energia no segundo governo Bush e no primeiro ano do governo Obama. Especializado em segurança nuclear e em métodos de não-proliferação de armas nucleares, ele foi o responsável por administrar um orçamento de US$ 2 bilhões voltado para a prevenção de roubo de material nuclear por organizações terroristas. Foi também o responsável pela estratégia do setor em Washington nos últimos quatro anos.

Em entrevista exclusiva ao Terra ele considera "desastrosa" a posição de Brasília em relação às sanções defendidas pelas grandes economias ocidentais contra o Irã, positivo o encontro em Washington há duas semanas que reuniu líderes dos quatro cantos do globo em torno da questão nuclear, possível um ataque preventivo de Israel a Teerã, além de defender os gastos recorde com o setor nuclear anunciados este ano pelo governo Obama.

Em Harvard ele desenvolve um projeto voltado ao uso de energia nuclear para o bem-estar da população no próximo século.

Greg Mello, um notável ativista contra a energia nuclear aqui nos EUA e com formação na Universidade de Princeton, publicou em fevereiro na revista especializada Bulletin of the Atomic Scientists um artigo contundente em que aponta um paradoxo na política nuclear de Washington. Ele nos lembra que a administração Obama, ao mesmo tempo em que propaga a necessidade de se diminuir o número de armas nucleares no planeta, aumentou em 22% o orçamento para o setor nuclear interno. O senhor concorda com Mello?
Não. O argumento de que aumentar os gastos com infra-estrutura para a manutenção do aparato nuclear - incluindo armamentos - é inconsistente com a política de desarmamento e ignora vários fatores de suma importância. Para começo de conversa, a partir do momento em que dispomos de armas nucleares - e ninguém de fato acredita que elas desaparecerão da noite para o dia - precisamos ter certeza de que elas estão sendo mantidas de modo seguro e sim, em bom uso. Há um imenso custo - inclusive de pessoal especializado - na manutenção das armas, na produção e aquisição de equipamento sofisticado e na criação de prédios especializados e extremamente seguros.

Mas trata-se do maior investimento do governo na área desde a Segunda Guerra Mundial....
Sim, mas estas atividades todas que eu mencionei foram negligenciadas por mais de uma década. Os custos aumentaram, alguns prédios estão ultrapassados e precisam ser substituídos por outros com urgência. Mais: os EUA reduziram em cerca de 80% o arsenal de armas nucleares desde o fim da Guerra Fria. E, acredite, desmantelar este arsenal também custa caro.

De forma prática, quais foram os resultados do Encontro de Washington?
O mais significativo é a compreensão dos líderes mundiais dos reais perigos do terrorismo nuclear e da responsabilidade individual, de cada um deles, de impedir esta tragédia. Creio que vários lideres viajaram para Washington pensando em anunciar planos para aumentar a segurança nuclear em seus países, mas também pensando em não terem quaisquer incidentes nucleares a curto prazo, o que causaria enorme embaraço. Também acho positivo o anúncio de um novo Encontro na Coréia do Sul, em 2012.

O senhor escreveu que "os significados reais do Encontro, no entanto, dependem de como o ímpeto político de Washington se traduzirá em ações tangíveis nos quatro cantos do planeta". O senhor poderia ser mais específico?
Sim. É preciso minimizar o uso de urânio ultra-enriquecido e incrementar pesquisa na conversão para a criação de combustível com baixo nível de enriquecimento. Também precisamos melhorar a segurança física e material das usinas e assumir um compromisso real para investigar todos os casos de tráfico de material nuclear, incluindo tanto as origens quanto o destino do material, revelando quem estava envolvido na compra, venda, roubo e transporte do produto.

O senhor acredita que a Al-Qaeda está de fato tentando adquirir armamentos nucleares?
Não tenho qualquer dúvida quanto a isso. Para sorte nossa muitas abnegadas autoridades, nos EUA e em outros países, estão determinadas a prevenir este quadro terrível. Não se iluda, esta é a grande competição de nossos tempos. Pelo menos três organizações terroristas tentaram ter acesso a armamento nuclear e seguem com planos de adquirí-los.

Como o senhor vê a posição do Brasil na discussão em torno do programa nuclear iraniano? Há, afinal, o receio de que, no futuro, o Irã possa suprir grupos armados que lutam contra Israel com armas nucleares...
É desastroso que o Brasil tenha se posicionado tão decididamente contra as sanções a Teerã. Obviamente alguns países serão afetados mais do que outros, mas toda a comunidade internacional sofrerá com um Irã nucelar. Teerã terá mais liberdade para conduzir uma política externa e militar mais agressiva no Oriente Médio, aumentando tanto as tensões quanto o preço do barril do petróleo.

O Brasil tem interesse econômico na região e o Brasil é o principal exportador de frango e carne para o Irã, mas até que ponto Brasília é importante nesta discussão?
Uma importância clara. O Brasil é um líder no que diz respeito a tecnologia nuclear, é uma das grandes economias do globo e está se tornando cada vez mais influente. Outras nações prestam atenção na posição do Brasil, de onde buscam liderança. E não se engane: só vamos resolver assuntos delicados como uma violação de Teerã das regras estabelecidas pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) se todas as nações responsáveis do planeta falarem com uma só voz. Só assim Teerã entenderá que não se trata de discriminação ou arbitrariedade, e sim uma preocupação legítima e real das nações responsáveis do planeta.

Mas como convencer Teerã de que a preocupação das nações responsáveis não levam em conta o fato de o Irã estar cercado por países que possuem armamento nuclear, como o Paquistão, a Rússia, a Índia e mesmo Israel?
Mas para levarmos em conta esta premissa teríamos que acreditar que o Irã está, de fato, buscando desenvolver armas nucleares, o que Teerã preemptoriamente nega. A proximidade com estes países não é justificativa para a violação do Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Alemanha e Japão, por exemplo, estão localizadas próximas de países com armas nucleares mas vivem em segurança porque formularam suas políticas externa e de defesa com o claro objetivo de não ameaçarem ou desestabilizarem seus vizinhos. E o Irã segue avançando seu programa nuclear apesar do ataque a dois de seus maiores inimigos: Saddam Houssein e a Al-Qaeda, que recebia proteção dos talibãs. Nos dois lados da fronteira a situação melhorou para Teerã.

O quão ruim para o Departamento de Estado foi a decisão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de não participar do Encontro de Washington?
Israel foi representado no Encontro. A ausência do primeiro-ministro não teve grandes repercussões.

O senhor acredita ser real a chance de Israel atacar preventivamente o Irã se Teerã seguir com seu programa nuclear?
Seria difícil dizer que não, especialmente por conta do volume das ameaças direcionadas a Israel pelo presidente Ahmadinejad. Os israelenses acreditam piamente que a posse de armas nucleares pelo Irã é uma ameaça ao Estado de Israel.

Como o senhor vê a situação na Coréia do Norte, que na semana passada anunciou que deve proceder mais um teste nuclear?
Seria o terceiro teste e, em se tratando de Pyongyang, prever ações é tarefa dificílima. O governo Obama está determinado a não aceitar a existência de uma Coréia do Norte com armas nuclear e disposto a retomar as conversas que envolvem seis nações para se chegar a algum acordo. Mas o que precisamos é de um investimento real da China, a principal parceira econômica da Coréia do Norte, seu único amigo real no planeta, que os ajuda financeiramente ¿ que assegure uma Península Coreana livre de armas nucleares. E temos de levar em conta a enorme pressão sofrida pelo governo de Kim Jong-il por conta da crise financeira, inflação, execução de ministros e altos funcionários, crise de abastecimento e até demonstrações públicas de descontentamento contra um regime que escraviza sua própria população. Nestes momentos, Pyongyang normalmente dá coice para todos os lados.

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4401337-EI8141,00-Exassessor+de+Bush+condena+posicao+do+Brasil+sobre+o+Ira.html

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Offline Gordon Nerd

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Re: Relações do Irã com o Ocidente
« Resposta #20 Online: 27 de Abril de 2010, 21:38:08 »
 o país chato esse Irã um país inutil com pensamentos inuteis e a unica coisa que sabem fazer é ficar falando que tem arsenal nuclear mas nem tem

um país de merd@@
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Offline André Luiz

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Re: Relações do Irã com o Ocidente
« Resposta #21 Online: 28 de Abril de 2010, 10:51:21 »
Acho que os iranianos ainda vao se livrar destes caras




Offline Unknown

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Re: Relações do Irã com o Ocidente
« Resposta #22 Online: 05 de Maio de 2010, 12:11:05 »
Irã aceita mediação do Brasil em acordo nuclear com potências

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, concordou "em princípio" com uma mediação do Brasil para ressuscitar um acordo apoiado pela ONU para a troca de combustível nuclear com potências mundiais, informou a agência de notícias semioficial iraniana Fars nesta quarta-feira.

As potências veem o acordo como uma forma de retirar boa parte do urânio de baixo enriquecimento do Irã, o que minimizaria o risco desse material ser usado para armas atômicas. Pelo acordo, o Irã receberia combustível especialmente processado para manter funcionando seu programa de medicina nuclear.

Mas a proposta tem encontrado dificuldades por conta da insistência do Irã de realizar a troca somente em seu território, em vez de enviar o material para o exterior primeiro.

"Em uma conversa por telefone com seu colega venezuelano, Ahmadinejad concordou em princípio com a mediação do Brasil no acordo de troca de combustível nuclear", disse a Fars, citando um comunicado divulgado pelo gabinete do presidente iraniano.

A ideia do acordo surgiu em negociações conduzidas em outubro do ano passado pelo órgão regulador de energia nuclear da ONU, que pedia que o Irã enviasse 1.200 kg de seu urânio de baixo enriquecimento - o suficiente para a fabricação de uma bomba se enriquecido no patamar necessário - para a França e para a Rússia, onde seria convertido em combustível para um reator de pesquisas em Teerã, que fabrica isótopos para o tratamento do câncer.

As potências se recusaram a reescrever o acordo para atender as exigências iranianas. Os Estados Unidos pressionam o Conselho de Segurança da ONU para apoiar uma quarta rodada de sanções internacionais contra o Irã nas próximas semanas. O objetivo é levar o Irã a reduzir suas atividades de enriquecimento de urânio.

O Irã afirma que seu programa de energia nuclear tem o único objetivo de gerar eletricidade, mas o fato de o país não declarar atividades atômicas sensíveis para a ONU e manter as restrições às inspeções das Nações Unidas tem diminuído a confiança no exterior.

Alguns membros não-permanentes do Conselho de Segurança, como Brasil e Turquia, tem buscado ressuscitar o acordo de troca de combustível na tentativa de evitar a imposição de novas sanções à República Islâmica.

O Brasil afirma ser favorável a ressuscitar o compromisso pelo qual o Irã exportaria seu urânio para outro país em troca do combustível nuclear que o país afirma ser necessário para manter seu reator em Teerã funcionando.

Não ficou claro se Ahmadinejad aceitou que a troca seja feita num terceiro país, o que representaria uma grande mudança na posição iraniana. "Ahmadinejad também disse que as questões técnicas devem ser discutidas em Teerã", disse a Fars.

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4415019-EI308,00-Ira+aceita+mediacao+do+Brasil+em+acordo+nuclear+com+potencias.html

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Offline Lion

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Re: Relações do Irã com o Ocidente
« Resposta #23 Online: 09 de Maio de 2010, 10:03:15 »
Acho que os iranianos ainda vao se livrar destes caras

Eu estava jogando xadrez com um iraniano aqui http://gameknot.com/  e ele se mostrou completamente contra a política de governo adotada por lá. Segundo ele a maioria dos iranianos não concorda com as atitudes do governo.
Eu disse que o Brasil tem algumas parcerias com o Irã, então ele falou que sabia, mas desaprovava porque isso da credibilidade ao governo e ele preferiria não receber apoio de ninguém para enfraquecer o governo.
Sobre o programa nuclear ele e os demais iranianos não têm a menor dúvida... caso dominem a tecnologia eles com certeza vão produzir uma bomba, então vai ser muitíssimo complicado fazer com que a ditadura  chegue ao fim.   
Quando eu falei que o Brasil também passou por um período de ditadura ele disse que a deles e muito pior porque tem como base a religião, o cara se mostrou super esclarecido e descontente com a situação.

Offline Geotecton

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Re: Relações do Irã com o Ocidente
« Resposta #24 Online: 09 de Maio de 2010, 10:28:23 »
Irã "explodirá o coração de Israel" se for atacado, diz militar

O Irã "explodirá o coração de Israel em pedaços" se os israelenses ou os Estados Unidos atacarem o país, alertou hoje Mojtaba Zolnour, um dos oficiais de mais alta categoria da Guarda Revolucionária, tropa de elite do Exército iraniano.
[...]

Acho que a partir deste dia os EUA não conseguiram mais dormir!!! :histeria:
Foto USGS

 

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