Anne

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Todos somos, mas vc é mais um pouquinho  Tô brincando... Acho que não, agir de acordo com a razão não é sinônimo de pscopatia. Mas não é que eu sente, pondere e procure agir racionalmente... não, esse comportamento é o meu normal. Eu sou quase o Spock! Eu não consigo sentir mais que isso. Eu me sindo diferente, sei lá... Acho que até tenho um pouco de inveja dessa sua auto-suficiência.
Sabe, eu até li algo sobre isso num livro do filósofo francês Luc Ferry (o ex-ministro da educação que tentou banir os véus das muçulmanas das escolas públicas e ateu mais ou menos militante). Ele falava justamente sobre isso da dor da perda e do quanto ela era inevitável para o ser humano e dizia que os que melhor conseguiram se livrar desse problema são os que monges que romperam todas os seus laços humanos e foram seguir a vida monástica. Mas que naturalmente ele não propunha essa solução para aqueles de nós que pretendem seguir vivendo em sociedade, até porque a gente também paga um preço por se livrar da dor de perder os que amamos, que é o preço da solidão. Aí tem uma frase de Nietzsche para isso: "Para viver só, ou se é um deus, ou se é um animal." E eu não sou um deus. Uiliníli, vc é um jovem animal de 25 anos. Já parou pra pensar que talvez a razão seja parte de vc e que não precisa fazer nenhum esforço para usá-la, que lhe é natural? ( eu disse talvez tá?  ) Acredito que quando vc encontrar uma mulher que te chame atenção o suficiente para amá-la e ter filhos e tals (e isso seguramente acontecerá, a não ser que vc também pertença ao harém do jaf) sua postura mudará, esquenta não, cada ser humano é diferente do outro. Tome seu tempo e aproveite, o curso natural das coisas sempre tem melhores resutados.
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« Última modificação: 30 Jul 2010, 11:23:52 por Anne »
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Adriano
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E por falar em Luc Ferry, ele aborda com muita propriedade essa questão do amor familiar: Mas ainda existe quem morreria por um ideal, como os homens-bomba ou os terroristas bascos. Não? Existem os extremismos políticos, mas acredito que, entre os ocidentais, nem mesmo os 5% de extrema direita ou esquerda morreriam por um ideal. No entanto, os únicos seres pelos quais seríamos capazes de arriscar nossa vida são os outros seres humanos – nossos filhos, nossos amigos ou mesmo pessoas que passam por situações graves de miséria, como os famintos da África e os movimentos humanitários que tentam salvá-los. O sagrado não desapareceu, ele só mudou de lugar e se encarnou na humanidade. Passamos da transcendência vertical – Deus, pátria, as grandes utopias – para a transcendência horizontal – os homens. Na minha opinião, trata-se de uma grande mudança. É uma maravilha não morrer por motivos estúpidos, e sim para salvar outros seres humanos. Muita gente acha que o fim das utopias é uma tragédia. Para mim, é uma coisa formidável. Essa preocupação com a família é um dos aspectos do que você chama de “novo humanismo” do mundo moderno ou “sabedoria do amor”? Exatamente. O mundo de hoje é marcado por relações amorosas que têm uma origem muito recente. Antes do capitalismo, as pessoas se casavam à força e nunca por amor. O casamento tinha duas funções: manter a linhagem familiar e tocar a vida rural – fazer a roça, construir cercas para os animais, preparar a comida e até fazer as próprias roupas. Com o capitalismo, surge o povo assalariado e o mercado de trabalho. As mulheres saem da roça para trabalhar nas cidades, vão ser operárias, domésticas em casas burguesas e se descobrem como indivíduos. Largam a bolha em que viviam e descobrem duas liberdades: o anonimato – ninguém mais as vigia – e o salário, um pouco de dinheiro que significa a autonomia material. Coloque-se no lugar dessa moça que escapa do olhar da família e do padre da vila: é uma liberdade formidável! Essa mulher passa a se recusar a ser casada à força. Ela vai querer “se” casar – e com alguém de quem ela goste. Surge assim o casamento por amor, e desse casamento vem o amor pelos filhos e depois a sacralização das pessoas. Foi assim que o amor familiar virou um grande traço que nos define hoje em dia. http://super.abril.com.br/cotidiano/entrevista-luc-ferry-447617.shtmlEdit: Mais um trecho importante sobre a sacralização da família.
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« Última modificação: 30 Jul 2010, 12:02:17 por Adriano »
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uiliníli

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Uiliníli, vc é um jovem animal de 25 anos. Já parou pra pensar que talvez a razão seja parte de vc e que não precisa fazer nenhum esforço para usá-la, que lhe é natural? ( eu disse talvez tá?  ) Não sei... é que eu acho que isso é mais falta de emoção do que excesso de razão. Mas é o meu jeito, fazer o quê? De qualquer forma é bom saber que eu sou exceção e que os ateus daqui não são todos frios e insensíveis...
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"Somos todos feitos de fraquezas e de erros; perdoemo-nos reciprocamente nossas tolices; é a primeira lei da natureza." Voltaire
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Barata Tenno

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Dura Lex Sed Lex !
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Coração Gelado...... Vamos expulsar voce dos Ursinhos Carinhosos....
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Anne

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uiliníli

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Ok, mas posso continuar no harém? 
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Fabulous

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Legal seu tópico. Eu amo só meu pai e mais ninguém. Pois ele é meu sustento emocional e financeiro e meu melhor amigo. Do resto, estou pouco me ligando. Sim, sentirei saudade quando morrer, saudade, mas não amor. Amor eu não acredito, não tenho ninguém que eu ame, propriamente dizendo, as vezes, nem eu mesmo. Então o negócio e parar com esse lance de filosofar, meter a cara na cachaça, fazer arruaça pois um vamos virar adubo e não estar mais nessa... então o negócio é pau na boneca e ponto final.
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Geotecton

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Legal seu tópico. Eu amo só meu pai e mais ninguém. Pois ele é meu sustento emocional e financeiro e meu melhor amigo. Do resto, estou pouco me ligando. Sim, sentirei saudade quando morrer, saudade, mas não amor. Amor eu não acredito, não tenho ninguém que eu ame, propriamente dizendo, as vezes, nem eu mesmo. Então o negócio e parar com esse lance de filosofar, meter a cara na cachaça, fazer arruaça pois um vamos virar adubo e não estar mais nessa... então o negócio é pau na boneca e ponto final.
Discordo em parte. Este comportamento é uma das críticas que os teístas gostam de impingir aos ateus: Irresponsabilidade social, pois que a morte é inevitável.
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calvino

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Fabulous

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Não é irresponsabilidade social, estou dizendo na forma menos literal da palavra, o negócio é aproveitar a vida e não se importar. Fazendo o que gosta. Seja enchendo a cara de cachaça, enchendo o estômago de doce de brigadeiro, fumando um milhão de cigarros por dia, enfim... essa coisa de "deixe disso", "deixe daquilo" já era... faz da vida a pessoa o que quiser e o que bem entender.
No meu caso é isso ai, auto depressão, cachaça e auto mutilação.
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Mr. Mustard

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Não é irresponsabilidade social, estou dizendo na forma menos literal da palavra, o negócio é aproveitar a vida e não se importar. Fazendo o que gosta. Seja enchendo a cara de cachaça, enchendo o estômago de doce de brigadeiro, fumando um milhão de cigarros por dia, enfim... essa coisa de "deixe disso", "deixe daquilo" já era... faz da vida a pessoa o que quiser e o que bem entender.
No meu caso é isso ai, auto depressão, cachaça e auto mutilação.
Bem dito. No seu caso.
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Fabulous

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Isso, no meu caso.
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_Juca_

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Se o Pateta é cachorro, porque o Pluto não fala?
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Isso, no meu caso.
Eu aproveito a vida montando lego com meu moleque, e aí...?
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Barata Tenno

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Dura Lex Sed Lex !
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Isso, no meu caso.
Eu aproveito a vida montando lego com meu moleque, e aí...? Eu tenho ótimas lembranças do meu pai montando lego comigo......
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_Juca_

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Se o Pateta é cachorro, porque o Pluto não fala?
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Isso, no meu caso.
Eu aproveito a vida montando lego com meu moleque, e aí...? Eu tenho ótimas lembranças do meu pai montando lego comigo...... Horas e horas montado um lego technic com mais de 1800 peças...
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Geotecton

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E aí que cada um "curte" a sua vida como quiser.
Eu também monto Lego com meu piá (putz, tem alguns que tem "trocentas mil" peças) ou quebra-cabeças.
Por isto é que eu acho que uma "curtição" que não seja destruidora, dos outros ou de si mesmo, é a melhor opção.
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calvino

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E eu na luta pra produzir um "piá" pra montar lego! 
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_Juca_

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Se o Pateta é cachorro, porque o Pluto não fala?
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E eu na luta pra produzir um "piá" pra montar lego!  Força aí calvino, precisando de ajuda é só chamar. 
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calvino

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Tá maluco? O mais legal sãos as tentativas de produção...
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Adriano
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Eu já gosto do sexo sem a finalidade reprodutiva 
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Se o Pateta é cachorro, porque o Pluto não fala?
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Eu já gosto do sexo sem a finalidade reprodutiva  sozinho no banheiro?
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Adriano
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Eu já gosto do sexo sem a finalidade reprodutiva  sozinho no banheiro? Masturbação é um dos meus grandes prazeres. Outra maneira é o sexo convencional, ou seja o romântico, igual vocês podre mortais fazem. Mas o meu grande prazer mesmo é o sexo grupal, com poucas pessoas mesmo, a princípio o menage a trois e o swing. Com direito a toda a amizade que rola ao redor dessas aventuras das pessoas sexualmente liberais 
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Alessandro_038

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Masturbação é um dos meus grandes prazeres. Outra maneira é o sexo convencional, ou seja o romântico, igual vocês podre mortais fazem. Mas o meu grande prazer mesmo é o sexo grupal, com poucas pessoas mesmo, a princípio o menage a trois e o swing. Com direito a toda a amizade que rola ao redor dessas aventuras das pessoas sexualmente liberais  Por essas e outra que eu acho que poligamia deveria ser considerado pecado...
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« Última modificação: 31 Jul 2010, 13:23:30 por Alessandro_038 »
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Barata Tenno

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Porque vocês dão corda?
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Malign Hypercognitive since 1973
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uili: Não esquente, pois ninguém ama profundamente outro alguem.
Deixa eu explicar. Vamos (correndo o risco de descarrilhar o tópico) pensar na idéia do patriotismo. O amor a um país. Ora, ninguem "ama" realmente um país, pelo simples fato de que ninguem interage ou se comunica com esse conceito vago e abstrato que é o do país. Essa palavra na verdade é usada para representar a ligação emocional a uma cidade, ou um bairro, ou a aspectos de uma cultura [1]. Em muitos casos é até o afeto por uma lembrança de um lugar idealizado que nunca existiu. Pois é, o amor a uma pessoa é semelhante.
Falar que você ama alguem que já morreu no fundo quer dizer que você sente uma sensação nostálgica e um carinho especial por um conjunto de lembranças de alguem. Isso quer dizer que mesmo o afeto por uma pessoa viva pode ser dirigido na verdade a quem essa pessoa era muitos anos atrás, ou até mesmo ao contexto em que essa pessoa vivia [2]. Por isso não vejo problema em um ateu ficar declarando seu amor a alguem que já faleceu. Sem falar que essa pode ser um tipo de atitude que pode estar "hardwired" na nossa mente.
Ah: e sou muito ligado a minha família. Mas sem aquela baitolagem de não poder sair de perto deles. E isso não foi modificado ou influenciado pelo meu ateísmo.
[1] Quantos gaúchos sentem uma ligação afetiva com, digamos, o maracatú de Olinda? Quantos cariocas se emocionam ao lembrar de Parnaíba? [2] É como lembrar com carinho daquela doce primeira namorada, que depois de adulta virou uma chata e casou com um cretino por dinheiro.
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