Autor Tópico: Um historiador e ex-ateu, agora espírita  (Lida 18438 vezes)

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Offline Lion

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Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Online: 22 de Agosto de 2010, 22:13:21 »
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Será possível um ateu mudar radicalmente de pensamento?

Pode até ser inacreditável, mas acontece. Foi o caso do historiador Armando Souto Maior, conhecido nacionalmente. Ele não só mudou de ponto de vista, quando se tornou espírita, como de comportamento. Assume que, antes de sua aceitação da teoria espírita, era pouco complacente, algo vaidoso, auto-suficiente e tinha muita dificuldade em perdoar.

Relembra: “Fazia da ironia uma regra de conduta e do orgulho intelectual um escudo. Depois, é claro, minha personalidade sofreu grandes transformações. Naturalmente ainda tenho seqüelas do passado, mas quem não as tem? Percebi, contudo que havia dado um grande passo no meu processo evolutivo”.

- Mas o que levou um historiador ateu transformar-se num espírita?

O historiador é um homem que, de certa forma, carrega sobre seus ombros as dores do mundo. Vê mais e, consequentemente, sofre mais do que qualquer outro profissional que questione e se espante continuamente com o ser humano. Se não tiver acesso ao Espiritismo, a atração que sentirá pelo agnosticismo ou pelo materialismo militante é então muito forte.

Além disso tem vários mecanismos de fuga sempre à sua disposição, pois pode mergulhar em um tempo que não é o seu, com facilidades e técnicas especiais. Entre seu eventual alheamento, suas fugas, seus eventuais sofrimentos pessoais e desencontros com a filosofia, surgem-lhe as sedutoras propostas do ateísmo que, teoricamente, são obviamente um tanto dolorosas e ao mesmo tempo libertadoras de suas inquirições mais profundas, anestesiando-lhe seu choque diante do mundo. Não fugi à regra e percorri esta etapa.

- O que significa Deus, hoje, para o senhor?

- Deus é minha explicação existencial. Como Ele é a inteligência transcendente universal, sinto-me parte, embora infinitamente pequena, de sua eterna existência.
O caminho da conversão:

O primeiro contato de professor Armando com o Espiritismo aconteceu quando certa vez, nos Estados Unidos, ele foi assistir a uma conferência de Carlos Campetti sobre o Livro dos Espíritos, atendendo ao convite de uma amiga, Fernanda Wienskoski.

Conta que após a conferência, Campetti colocou-se à disposição do público para responder a perguntas sobre o assunto tratado. “Tentei encostá-lo no canto da parede. Ele respondeu com elegância e lógica. É claro que não me convenceu naquela noite, mas me induziu a uma posterior leitura de Kardec, onde aos poucos obtive respostas convincentes ao problema do ser, do destino e sua origem. O aspecto científico do Espiritismo deu-me o apoio de que eu necessitava para aceitá-lo como um fato transcendente na minha vida”.

Segundo o historiador, chega-se ao Espiritismo através de três caminhos: pelo amor, pela dor ou pela necessidade intelectual de se obter uma explicação racional para transcendentes perguntas:

- Quem somos,
- Por que somos,
- De onde viemos
- Para onde vamos.

Observa que a filosofia tentou oferecer respostas a essas perguntas e o resultado foi uma verbalização erudita não explicativa.

“Aqui e ali houve clarões que se anteciparam à teoria espírita. Sócrates e Platão, acessíveis somente a pessoas de certo nível intelectual são exemplos clássicos desses clarões, porém a concepção sistêmica de um todo que respondesse logicamente àquelas perguntas a qualquer pessoa só se tornou possível nos meados do século XIX”.

Pré-histórico intuía sobrenatural:

O historiador Armando Souto Maior nos revela que até o homem pré-histórico percebia, embora não pudesse explicar como e por que, a existência de uma outra realidade além do ambiente físico, material e concreto que o cercava.

E justifica sua tese:

“Ao colocar junto aos mortos alguns objetos, adornos e armas demonstra sua concepção empírica da existência de uma outra vida. Os egípcios, os gregos, os romanos e os judeus intuíram a idéia da realidade transcendente. Na Índia, essa idéia é absorvida pela teoria búdica, mas todos esses mecanismos teóricos careciam de base científica e foi somente no século XIX, quando a ciência passou a nortear os grandes questionamentos humanos, que a revelação feita a Kardec tornou-se viável. Cristo já havia dito, em sua época, que muitas outras coisas poderiam ser explicadas mas os homens de então não poderiam compreendê-las”.

A resistência histórica:

De acordo com o que acompanhou o historiador, a revelação da verdade espírita enfrentou – e ainda enfrenta – barreiras poderosas tais como cleros organizados de diversas crenças, com fortes motivações econômicas, antigas tradições religiosas e pautas culturais sedimentadas há séculos e completamente alheias ao conhecimento científico.

Criaram-se, portanto, ‘establisments’ religiosos que, somente com o tempo serão paulatinamente modificados. Observou também que a fé e a ciência percorreram, ao longo da história, caminhos separados, muitas vezes antagônicos. “É com o advento do Espiritismo que esse secular desencontro está sendo atenuado, com tendência natural ao desaparecimento.

William Crookes é um conhecido exemplo no século cientificista, e o superficial conhecimento que tinha do espiritismo levava-me sempre ao falacioso raciocínio de que a teoria espírita era demasiadamente bem organizada para corresponder à realidade.

O homem, para mim, sempre se havia revelado um espanto de maldade, e nada indicava que tivesse sido criado por uma entidade superior, personificação de bondade e justiça. As religiões onde ela se inseria, numas mais noutras menos, eram simples portões para uma fé irracional, sem nenhum compromisso com a lógica”.

Por fim, atesta que o Espiritismo, historicamente, contrariou interesses econômicos poderosos e suas implicações políticas. E analisa: “A Igreja Católica e as diversas igrejas protestantes, refugiadas na sacralização da Bíblia, supostamente ‘a palavra divina’, viram-se, com o Espiritismo, ameaçadas em suas posições como intermediárias entre Deus e os homens. Todos os absurdos dos teólogos medievais foram incorporados pela teologia protestante.

O empirismo religioso judaico, embasado por uma tradição sacralizadora, teve também guarida no pensamento da Reforma, isso em relação ao Antigo Testamento. Em relação aos Evangelhos é visível uma grande miopia intelectual, mas em todo esse processo anti-espírita, a força econômica foi de extrema importância, alimentada pela antiga e lucrativa prática do dízimo e uso do poder social decorrente da acumulação de capital. Muito tempo ainda decorrerá antes que o Espiritismo se transforme, como já foi previsto, no grande futuro de todas as religiões. Mas isso inexoravelmente acontecerá”.

http://oblogdosespiritas.blogspot.com/2010/08/um-historiador-e-ex-ateu-agora-espirita.html

Offline Geotecton

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #1 Online: 22 de Agosto de 2010, 22:26:54 »
Citação de: Armando Souto Maior
[...]
Conta que após a conferência, Campetti colocou-se à disposição do público para responder a perguntas sobre o assunto tratado. “Tentei encostá-lo no canto da parede. Ele respondeu com elegância e lógica. É claro que não me convenceu naquela noite, mas me induziu a uma posterior leitura de Kardec, onde aos poucos obtive respostas convincentes ao problema do ser, do destino e sua origem. O aspecto científico do Espiritismo deu-me o apoio de que eu necessitava para aceitá-lo como um fato transcendente na minha vida”.

Segundo o historiador, chega-se ao Espiritismo através de três caminhos: pelo amor, pela dor ou pela necessidade intelectual de se obter uma explicação racional para transcendentes perguntas:

- Quem somos,
- Por que somos,
- De onde viemos
- Para onde vamos.

Observa que a filosofia tentou oferecer respostas a essas perguntas e o resultado foi uma verbalização erudita não explicativa.
[...]

Mais um que não conhece nada de Ciência ou de Filosofia.

Lamentável!
Foto USGS

Offline Lion

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #2 Online: 22 de Agosto de 2010, 22:34:45 »
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Segundo o historiador, chega-se ao Espiritismo através de três caminhos: pelo amor, pela dor ou pela necessidade intelectual de se obter uma explicação racional para transcendentes perguntas:

- Quem somos,
- Por que somos,
- De onde viemos
- Para onde vamos.

Essas "perguntas transcendentes" me dão um sono.  :lazy:

Offline Spitfire

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #3 Online: 22 de Agosto de 2010, 22:50:41 »
Perguntas idiotas, diga-se...

Cazzo! E que diferença isto faz?


Offline Unknown

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #4 Online: 23 de Agosto de 2010, 00:27:35 »
É tão conhecido nacionalmente que nunca ouvi falar.

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And when I'm dead and gone
It's an award I've won"
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Offline FZapp

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #5 Online: 23 de Agosto de 2010, 07:36:47 »
Será parente do Marcel Souto Maior ?
--
Si hemos de salvar o no,
de esto naides nos responde;
derecho ande el sol se esconde
tierra adentro hay que tirar;
algun día hemos de llegar...
despues sabremos a dónde.

"Why do you necessarily have to be wrong just because a few million people think you are?" Frank Zappa

Offline calvino

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #6 Online: 23 de Agosto de 2010, 12:06:05 »
Não, é do Daniel Sottomaior :)
"Se a moralidade representa o modo como gostaríamos que o mundo funcionasse, a economia representa o modo como ele realmente funciona" Freakonomics.

Offline Renato T

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #7 Online: 23 de Agosto de 2010, 16:01:48 »
Sempre que eu ouço algum espírita falando que Platão e Aristóteles pensavam o espiritismo eu me contorço... Duvido que qualquer um deles tenha lido os livros desses autores pra formular essas hipoteses.

Offline Dr. Manhattan

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #8 Online: 23 de Agosto de 2010, 16:42:46 »
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Segundo o historiador, chega-se ao Espiritismo através de três caminhos: pelo amor, pela dor ou pela necessidade intelectual de se obter uma explicação racional para transcendentes perguntas:

- Quem somos,
- Por que somos,
- De onde viemos
- Para onde vamos.

Essas "perguntas transcendentes" me dão um sono.  :lazy:

Essas perguntas são relevantes. O problema é que as pessoas costumam chegar a essas perguntas com respostas
já prontas (ou, dito de outra forma, elas pensam: "que tipo de perguntas minha crença metafísica favorita poderia
responder?")

Invariavelmente, esses respostas prontas são as mais confortadoras e agradáveis possíveis para o 'perguntador':

- Quem somos?
"Seres etéreos fabricados por um alienígena superpoderoso-alienígenas disfarçados-anjos-sacos de carne controlados por fantasmas imortais-etc.
Em suma: Seres Especiais!!"

- Por que somos,
"Para nos tornarmos Mais! Especiais! Forever! Iurrú!"

- De onde viemos
"De um paraíso especial para entidades especiais!! Da mente do criador superduperultramega poderoso! etc."

- Para onde vamos
"Para um paraíso especial para as entidades especiais que se comportarem da forma mais especial!"

(Já os que não se comportarem de forma especial vão para outro lugar especial, onde sofrerão tormentos eternos e especialmente indescritíveis.
Mas deus os ama.)
You and I are all as much continuous with the physical universe as a wave is continuous with the ocean.

Alan Watts

Offline Micrômegas

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #9 Online: 23 de Agosto de 2010, 18:50:54 »
O pior de tudo é entrar no link da fonte achando que o autor é ateu e ver um blog, dito espírita, fazer apologia por causa de um ateu tornar espírita, pensando que isso seja um ponto a favor do espíritismo. O que que ele queria? que somente quem crer em Deus pode ser espírita? - ou se diz espírita e pensa - de modo muito contrário ao espíriitsmo - que o maior número de adéptos é a melhor crença, e, que ateus e espíritas estão em guerra e quem arrebatar o maior número de opsitores, ganha?

esses ispírtas... sei não.

 
« Última modificação: 23 de Agosto de 2010, 19:00:34 por Micrômegas »
____________________
"Toda filosofia aspira a difundir-se, a ser uma propaganda. Ter a mão cheia de verdades e conservá-la fechada é de espíritos tacanhos. O que seria, pois, uma verdade que não quisesse comunicar-se?"

Todas as vezes que um fato novo se revela no campo da Ciência, logo o averbam de apócrifo; depois, que é contrário à Religião; e, por fim, que há muito era sabido. Efetivamente, a verdade tem duas espécies de adversários: os cépticos do materialismo, e os céptico do dogma.

Offline Contini

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #10 Online: 23 de Agosto de 2010, 19:41:51 »
Aí eu concordo. A crença de um historiador, cientista, etc. só significa que ele acredita naquilo, não é argumento de veracidade.
"A idade não diminui a decepção que a gente sente quando o sorvete cai da casquinha"  - anonimo

"Eu não tenho medo de morrer, só não quero estar lá quando isso acontecer"  - Wood Allen

    “O escopo da ciência é limitado? Sim, sem dúvida: limitado a tratar daquilo que existe, não daquilo que gostaríamos que existisse.” - André Cancian

Offline uiliníli

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #11 Online: 23 de Agosto de 2010, 21:11:23 »
Eu sou um ex-espírita que virou ateu. E meu curso na faculdade é muito mais difícil que história, alguém quer escrever sobre mim? :P
Ah, sim e o motivo por que eu abandonei essa religião foi a necessidade intelectual de se obter uma explicação racional para transcendentes perguntas.

Offline Lion

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #12 Online: 25 de Agosto de 2010, 21:03:42 »
É tão conhecido nacionalmente que nunca ouvi falar.

Eu também não conhecia, mas dei uma googlada rápida aqui e descobri que ele desencarnou em 2006  ::)


Offline uiliníli

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #14 Online: 25 de Agosto de 2010, 23:15:01 »
Eu também não conhecia, mas dei uma googlada rápida aqui e descobri que ele desencarnou em 2006  ::)

Ué, mas o post é de 2010, será que ele foi psicofraudado? :P

Offline calvino

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #15 Online: 25 de Agosto de 2010, 23:31:13 »
Ué, mas o post é de 2010, será que ele foi psicofraudado? :P

Hei uili, você já participou daquelas mesas brancas e tal's?
"Se a moralidade representa o modo como gostaríamos que o mundo funcionasse, a economia representa o modo como ele realmente funciona" Freakonomics.

Offline uiliníli

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #16 Online: 25 de Agosto de 2010, 23:44:28 »
Hei uili, você já participou daquelas mesas brancas e tal's?

Não, os grupos de jovens não tinham isso, era mais "evangelização."

Offline calvino

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #17 Online: 25 de Agosto de 2010, 23:49:50 »
Não, os grupos de jovens não tinham isso, era mais "evangelização."

Uia, nunca ví espírita evangelizando.

Você evangelizava?  :biglol:


 :offtopic:

Sempre quis usar essa placa!!!!!!
"Se a moralidade representa o modo como gostaríamos que o mundo funcionasse, a economia representa o modo como ele realmente funciona" Freakonomics.

Offline uiliníli

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #18 Online: 26 de Agosto de 2010, 00:03:13 »
Pois, é por algum motivo eles chamam a doutrinação no espiritismo de evangelização. "Espirtização" faria mais sentido, mas os espíritas querem porque querem se considerar cristãos.

Offline Dbohr

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #19 Online: 26 de Agosto de 2010, 13:41:28 »
Os espíritas são cristãos, strictu sensu. Apenas seguem uma variante do cristianismo, que na Idade Média seria classificada como uma baita de uma heresia :)

Mas até aí...

Offline Lion

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #20 Online: 26 de Agosto de 2010, 20:56:11 »
Eu também não conhecia, mas dei uma googlada rápida aqui e descobri que ele desencarnou em 2006  ::)

Ué, mas o post é de 2010, será que ele foi psicofraudado? :P

Sei lá....  :? Bom, isso é um detalhe sem importância  ::)

Ué, mas o post é de 2010, será que ele foi psicofraudado? :P

Hei uili, você já participou daquelas mesas brancas e tal's?

Acho que o Luiz Souto já participou...

Offline Adriano

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #21 Online: 27 de Agosto de 2010, 12:18:31 »
Espiritismo que se preze é espiritismo conjugado com pseudociência. Não tem louco maior que o Waldo Vieira, e ele ainda é um dos grandes nomes na estruturação do espiritismo no Brasil.

Centro espírita? Nada se compara a cognópolis, uma "universidade" e todo uma estruturação imobiliária em torno deste delírio.

É pouco ou quer mais?

 :histeria:


E o mais curioso ainda é isto:

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Princípio da Descrença

O princípio da descrença é a proposição fundamental da Conscienciologia na qual o pesquisador ou pesquisadora não deve aceitar nenhuma ideia de maneira apriorista, dogmática, mística, sem reflexão e sem submetê-la a uma análise crítica, desapaixonada e racional. Através do princípio da descrença a pessoa substitui a crença pelo conhecimento advindo da racionalidade e da experiência pessoal. O princípio da descrença representa um desafio prático para todos nós e pode ser postulado pela frase:

 

Não  acredite  em  nada, nem  mesmo

no  que  lhe  informarem  aqui.

EXPERIMENTE.

 Tenha  suas  experiências  pessoais.
« Última modificação: 27 de Agosto de 2010, 12:44:51 por Adriano »
Princípio da descrença.        Nem o idealismo de Goswami e nem o relativismo de Vieira. Realismo monista.

Offline uiliníli

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #22 Online: 27 de Agosto de 2010, 13:44:08 »
Os espíritas são cristãos, strictu sensu. Apenas seguem uma variante do cristianismo, que na Idade Média seria classificada como uma baita de uma heresia :)

Mas até aí...

Não concordo. Eu sou evolucionista :P , acho que para o Espiritismo ser considerado um ramo do Cristianismo ele deveria ser desenvolvido em cima do Cristianismo: ter a Bíblia como principal livro religioso e ter o núcleo das suas crenças semelhante ao das outras igrejas cristãs. O Espiritismo relega a Bíblia a um papel pequeno e subordina sua leitura ao de outra obra, "O Evangelho Segundo o Espiritismo," além de ter um núcleo de crenças completamente alienígena ao da cristandade: reencarnação, evolução espiritual, karma, comunicação com os mortos, etc. Os espíritas não creem nem mesmo que Jesus morreu para "salvá-los", já que defende que a "salvação" se dá via evolução ao longo de muitas vidas. Então o espiritismo não somente está longe do Cristianismo, como está mais longe dele do que o Judaísmo e o Islã estão.

Se só achar que Jesus foi um "cara legal" é o bastante para você ser considerado cristão, então eu também sou.

Offline Mahul

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #23 Online: 27 de Agosto de 2010, 18:39:57 »
Uili, eu também sou ex-espírita (embora não tenha descartado totalmente a existência dos chamados espíritos ou fenômenos espirituais por uma série de razões que não vem ao caso agora) e pelo que me lembro dos trocentos livros espíritas que li, o Espiritismo sempre se autodenominou como o verdadeiro cristianismo primitivo, seja lá o que for isso. Vários desses livros fazem referências aos essênios, que segundo eles era a seita a que pertencia Jesus. Talvez o Fernando Silva (que entende muito mais do assunto do que eu) possa dar alguns esclarecimentos. Os essênios eram reencarnacionistas mesmo? Falavam em progresso espiritual, lei de causa e efeito etc? Ou isso tudo saiu da fértil imaginação do Kardec e seus seguidores? Enfim, é sob essa ótica que os espíritas consideram sua religião como verdadeiramente cristã. Mesmo que isso seja rejeitado por todas as outras religiões cristãs. :ok: Ah, sim, e mesmo não crendo na salvação pelo sangue de Cristo, praticamente toda reunião espírita é iniciada pelo Pai Nosso e é Senhor Jesus, Mestre Jesus, Divino Mestre etc, etc. Ou seja, de um modo muito peculiar o Espiritismo é cristão, sim! :umm:
Não gosto da direita porque ela é de direita e não gosto da esquerda porque ela também é de direita - Mestre Millôr

Deus seria reprovado em qualquer escola de engenharia - Paulo Francis

Só vou acreditar em socialismo no dia em que todo mundo puder morar em Ipanema - Grande Tom Jobim

Offline uiliníli

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #24 Online: 27 de Agosto de 2010, 19:14:05 »
Eu entendo que os espíritas se consideram cristãos. Mas eu não os considero. Aliás, mesmo quando eu era espírita, eu não me considerava cristão, na verdade eu acreditava que o Espiritismo "unificava" todas as religiões.

 

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