Autor Tópico: Um historiador e ex-ateu, agora espírita  (Lida 18452 vezes)

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Offline Enio

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #75 Online: 07 de Setembro de 2010, 17:40:46 »
Ao invés de ver Deus como uma consciência ou entidade, eu o vejo como um mecanismo natural inconsciente que em sua essência seria simples, mas se organizaria de forma complexa, e com isso surge, sem parar, espíritos e provavelmente novos universos. A solução que encontrei é que Deus não teria tido uma origem, pois ele não está em nosso espaço-tempo, e o espaço que que se encontraria seria atemporal, tendo existido desde o sempre. Pensemos agora, matéria não pode ser criada ou destruída, só transformada.

A natureza é inteligente e se organiza, mas de forma inconsciente. Deus seria assim também, inconsciente como a natureza, e não consciente como as religiões teístas pregam. Neste ponto eu acho que as religiões erram. Eu penso assim, se a natureza funciona desta forma, então porque não a espiritualidade como um todo? Porque a espiritualidade tem que estar centrada no pensamento humano, sobretudo emocional?

O mesmo seria com Deus, seria como a matéria da qual temos conhecimento, seguiria este mesmo axioma. Antes de nosso universo podem exstir outros ainda mais antigos, e assim vai, indefinidamente. O mesmo com espíritos. Estes surgem num determinado tempo, mas sempre haverá um mais antigo que o seu. O problema é que não compreendemos como a eternidade pode ser na direção do passado. Pois para o nosso escopo de entendimento, precisamos que a existência tenha um início. Mas penso que deva existir uma dimensão atemporal, onde o tempo não esteja presente, e que é nesta dimensão que Deus estaria. Seria talvez algo semelhante à singularidade do buraco negro, onde o tempo seria ausente.

Se a singularidade é assim, então porque Deus não estar numa dimensão assim? É a solução que encontrei para sua origem. Não no interior do buraco negro, mas numa dimensão externa a todas as outras, numa frequência de energia que envolve todas as outras, incluindo nosso universo. As dimensões, mundos espirituais ou faixas vibratórias estariam organizadas de forma centrípeta, incluindo este universo, que talvez esteja na parte mais interna, se nosso universo for a faixa vibratória mais densa. Deus seria a dimensão menos densa. Isso também explicaria a idéia de ser onipresente.

Não concordo com a idéia do espírito ser puro pensamento, pois isso me é ilógico. Seria como o cérebro, necessita de um mecanismo que o faça pensar, ainda que não seja exatamente semelhante ao cérebro, mas tem que ser algum mecanismo. A luz não é matéria, mas em seus fótons estão organizadas informações que são transmitidas por rádio ou TV. Talvez a consciência se organize assim, talvez não num mecanismo material como os neurônios com suas sinapses, mas de forma parecida como a luz organiza informações (formando a consciência espiritual). E esta, quando ligada a um corpo físico, é transferida por meio de sinapses e por meio de neurônios que com o passar da vida vão ganhando novas conexões, permitindo então, na fase adulta, que parte da consciência do espírito se manifeste melhor neste corpo temporário.

Se Deus é uma inteligência, pensando desta forma, então não seria da forma como compreendemos, mas ainda acho que seja inconsciente. Pois é por esta explicação que consegui me satisfazer. E além disso não gostaria de estar sendo vigiado por uma consciência suprema. Não gosto nem um pouco da idéia de Deus como uma autoridade. Mas tenho uma alternativa, um mecanismo inconsciente. Nada em minha visão seria divino, sobrenatural. A espiritualidade não seria uma extensão de nossa materialidade. É nossa materialidade que é uma pequena parte de um todo ainda maior, o que nos seria esta espiritualidade, que nada mais seria do que uma materialidade mais sutil.

Seria como que o materialismo, só que apenas passado num plano que ultrapassa as fronteiras da matéria que conhecemos. Por exemplo, o tempo em cada faixa vibratória passaria diferente do tempo deste universo... o tempo geralmente seria mais rápido. Por exemplo, se aqui na Terra se passam 100 anos, numa outra faixa vibratória se passariam 25 anos ou menos. O tempo seria mais curto, até chegar à anulação do tempo, Deus, que seria só presente.

Portanto, por meio destas explicações que dei, não acho que Deus tenha que ser visto como uma consciência autoritária e o espírito como puro pensamento. Não acho isso obrigatório para não se ser ateu. Não precisamos pensar conforme as religiões, pois elas são antropocêntricas em sua natureza. Estes pensamentos meus que mostrei são produto de uma profunda reflexão minha, baseada em várias fontes. Não consideraria o meu pensamento religião, mas sim uma filosofia minha, a idéia de que a espiritualidade deveria estar associada às leis naturais, e não da forma como o teísmo costuma dizer. Até porque sou contra coisas como louvações, peregrinações, enfim, coisas típicas de um religioso. Exceto oração, pois ainda considero que possa haver um mecanismo por detrás dela. Não orar para Deus ou santo, mas por mim ou para alguém (vivo).


O meu ceticismo em relação à espiritualidade é justamente essa forma religiosa de pensar, e não a existência da espiritualidade em si!

Offline Enio

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #76 Online: 07 de Setembro de 2010, 17:45:25 »
Sim, eu me baseio no Espiritismo, mas não sei mais se, por esta minha forma de pensar, se ainda sou ou não mesmo espírita. Quem sabe talvez um espírita mais materialista ou meio cético? Me considero um espírita do tipo divergente (é espírita, mas tem sua própria filosofia, claro, algo semelhante a espírita).

Offline _Juca_

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #77 Online: 07 de Setembro de 2010, 17:55:45 »
Ao invés de ver Deus como uma consciência ou entidade, eu o vejo como um mecanismo natural inconsciente que em sua essência seria simples, mas se organizaria de forma complexa, e com isso surge, sem parar, espíritos e provavelmente novos universos. A solução que encontrei é que Deus não teria tido uma origem, pois ele não está em nosso espaço-tempo, e o espaço que que se encontraria seria atemporal, tendo existido desde o sempre. Pensemos agora, matéria não pode ser criada ou destruída, só transformada.

A natureza é inteligente e se organiza, mas de forma inconsciente. Deus seria assim também, inconsciente como a natureza, e não consciente como as religiões teístas pregam. Neste ponto eu acho que as religiões erram. Eu penso assim, se a natureza funciona desta forma, então porque não a espiritualidade como um todo? Porque a espiritualidade tem que estar centrada no pensamento humano, sobretudo emocional?

O mesmo seria com Deus, seria como a matéria da qual temos conhecimento, seguiria este mesmo axioma. Antes de nosso universo podem exstir outros ainda mais antigos, e assim vai, indefinidamente. O mesmo com espíritos. Estes surgem num determinado tempo, mas sempre haverá um mais antigo que o seu. O problema é que não compreendemos como a eternidade pode ser na direção do passado. Pois para o nosso escopo de entendimento, precisamos que a existência tenha um início. Mas penso que deva existir uma dimensão atemporal, onde o tempo não esteja presente, e que é nesta dimensão que Deus estaria. Seria talvez algo semelhante à singularidade do buraco negro, onde o tempo seria ausente.

Se a singularidade é assim, então porque Deus não estar numa dimensão assim? É a solução que encontrei para sua origem. Não no interior do buraco negro, mas numa dimensão externa a todas as outras, numa frequência de energia que envolve todas as outras, incluindo nosso universo. As dimensões, mundos espirituais ou faixas vibratórias estariam organizadas de forma centrípeta, incluindo este universo, que talvez esteja na parte mais interna, se nosso universo for a faixa vibratória mais densa. Deus seria a dimensão menos densa. Isso também explicaria a idéia de ser onipresente.

Não concordo com a idéia do espírito ser puro pensamento, pois isso me é ilógico. Seria como o cérebro, necessita de um mecanismo que o faça pensar, ainda que não seja exatamente semelhante ao cérebro, mas tem que ser algum mecanismo. A luz não é matéria, mas em seus fótons estão organizadas informações que são transmitidas por rádio ou TV. Talvez a consciência se organize assim, talvez não num mecanismo material como os neurônios com suas sinapses, mas de forma parecida como a luz organiza informações (formando a consciência espiritual). E esta, quando ligada a um corpo físico, é transferida por meio de sinapses e por meio de neurônios que com o passar da vida vão ganhando novas conexões, permitindo então, na fase adulta, que parte da consciência do espírito se manifeste melhor neste corpo temporário.

Se Deus é uma inteligência, pensando desta forma, então não seria da forma como compreendemos, mas ainda acho que seja inconsciente. Pois é por esta explicação que consegui me satisfazer. E além disso não gostaria de estar sendo vigiado por uma consciência suprema. Não gosto nem um pouco da idéia de Deus como uma autoridade. Mas tenho uma alternativa, um mecanismo inconsciente. Nada em minha visão seria divino, sobrenatural. A espiritualidade não seria uma extensão de nossa materialidade. É nossa materialidade que é uma pequena parte de um todo ainda maior, o que nos seria esta espiritualidade, que nada mais seria do que uma materialidade mais sutil.

Seria como que o materialismo, só que apenas passado num plano que ultrapassa as fronteiras da matéria que conhecemos. Por exemplo, o tempo em cada faixa vibratória passaria diferente do tempo deste universo... o tempo geralmente seria mais rápido. Por exemplo, se aqui na Terra se passam 100 anos, numa outra faixa vibratória se passariam 25 anos ou menos. O tempo seria mais curto, até chegar à anulação do tempo, Deus, que seria só presente.

Portanto, por meio destas explicações que dei, não acho que Deus tenha que ser visto como uma consciência autoritária e o espírito como puro pensamento. Não acho isso obrigatório para não se ser ateu. Não precisamos pensar conforme as religiões, pois elas são antropocêntricas em sua natureza. Estes pensamentos meus que mostrei são produto de uma profunda reflexão minha, baseada em várias fontes. Não consideraria o meu pensamento religião, mas sim uma filosofia minha, a idéia de que a espiritualidade deveria estar associada às leis naturais, e não da forma como o teísmo costuma dizer. Até porque sou contra coisas como louvações, peregrinações, enfim, coisas típicas de um religioso. Exceto oração, pois ainda considero que possa haver um mecanismo por detrás dela. Não orar para Deus ou santo, mas por mim ou para alguém (vivo).


O meu ceticismo em relação à espiritualidade é justamente essa forma religiosa de pensar, e não a existência da espiritualidade em si!

Pra mim é só uma adaptação às contradições religiosas que você buscou imaginar, mas ainda assim existem contradições na sua forma de pensar, mas já é um progresso rumo ao pensamento cético.

Offline uiliníli

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #78 Online: 07 de Setembro de 2010, 18:02:01 »
Acho que você meio panteísta, Enio. Sua metafísica é interessante, mas na minha opinião você está bem mais próximo do ateísmo do que do espiritismo.

Eu só te pergunto o seguinte: você admite que o espírito não pensa por mágica, ele precisa de um mecanismo, e esse mecanismo deve ser muito bom para permitir que o espírito tenha inteligência. Entretanto, sabemos que o ser humano é dotado de um mecanismo estupendo e há muitas evidências de que ele é responsável pela nossa inteligência. Por que você não dispensa o "fantasma na máquina" então? Nosso cérebro não poderia funcionar sem ele, assim como o mecanismo análogo a um cérebro que você postula que os espíritos tenham pode funcionar sem um "metaespírito"? Que razão especial você tem para incluir mais uma camada de complexidade no problema? Há fortes evidências que apoiem essa decisão?

Offline Enio

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #79 Online: 07 de Setembro de 2010, 18:39:44 »
Se não fosse por evidências como o "morto" durante uma EQM adivinhar o que se passa exatamente durante uma cirurgia ou numa sala próxima onde não teria contato no momento, casos de médiums que nunca tiveram contato com uma família e mesmo assim conseguem saber de coisas que nem, por exemplo, os pais de um filho saberiam, ou de assuntos particulares dos quais o médium não teria acesso. Existe uma técnica de fotografia em que surgem rostos próximos ao de quem tira a foto, transcomunicação, certos casos de psicografias. No caso da EQM, já li um livro que fala de experimentos em que a mente sabia o que se passou durante a cirurgia, mesmo estando completamente inconsciente ou apagada, quer dizer, em relação ao cérebro. Pela falta de ondas cerebrais no monitor, não teria como se perceber o ambiente ao redor.

Evidências não faltam. O que falta é talvez se vê-las com mais humildade, e não todos esses casos como fraude ou alucinação, como os céticos gostam de pensar. Me desculpe, mas realmente não acho que casos assim sejam produto da mente do médium. Ainda mais quando se sabe de informações das quais não se teria acesso num momento ou por toda uma vida.

Já ouvi de casos de crianças que diziam ter certas lembranças e que acabaram coincidindo com parentes mortos de outras famílias. Estudos assim não faltam. Material não falta. O que falta é talvez uma compreensão maior, e não sair classificando tudo como farsa, por falta de entendimento por parte das academias. Acho que de certa forma a moral esteja envolvida nisso, neste entendimento. Portanto isso vai depender de cada um, e não de uma academia. São estas evidências que suportam o fato de eu aceitar uma realidade que vá além dos confins de nosso universo, além da existente teoria do multiverso.

Quanto ao panteísmo, talvez não, pois o panteísta acredita que deus é este universo e que após a morte se perde a individualidade, algo do qual não concordo, ainda mais por conta destas evidências que mostrei. Se não fosse por elas, talvez até concordaria. Na verdade eu classifico minha filosofia como monista (monismo integralista). Chamo isso de Naturalismo Extrafísico, explicar a espiritualidade de forma mais natural, sem aquele apelo tipicamente religioso, ou melhor, teísta.

Há dois monismos básicos: um que a consciência termina na matéria e outro que a matéria termina na consciência. Mas o meu monismo há um melhor equilíbrio entre os outros dois. Tudo para mim é matéria e energia, e elas vão além dos confins de nosso universo. Para mim Deus ou Fonte como chamo é uma forma de energia ou matéria primária (uma natureza primária em que outras se originam), além de ser uma dimensão extrafísica primária, não uma entidade autoritária. E é aí que está a diferença entre a minha filosofia e as religiões em geral. Pois as religiões são dualistas e alguns espiritualistas são monistas (em que a matéria termina na consciência). Mas como para mim a espiritualidade não é só consciência, então teria que ser um outro monismo, de um novo tipo.

Mostrarei alguns dos meus lemas:

Ver Deus como uma autoridade consciente é estar indefeso à exploração feita por uma elite. Já ver Deus como um mecanismo natural e inconsciente é se defender da exploração desta elite.

Não seja muito cético e conservador ou nem muito crente e liberal. Procure um equilíbrio que lhe evite tanto de travar sua mente quanto de chegar ao ponto de esvaziá-la.

Desenvolva sua filosofia para ser menos manipulado. E é se filosofando cada vez mais que cada vez mais se sairá da ignorância e da manipulação inconsciente.

Não se prenda a uma obra espiritualista ou científica. Pense e tente correlacioná-las.

Pesquise, reflita e nunca aceite nada cegamente por tradição ou conveniência.


Esses são alguns dos meus lemas que me permitem estar num equilíbrio e evitar extremismos. Acho que este é o melhor caminho. O ateísmo e teísmo são extremos, e isso não me agrada nem um pouco. Não me há um equilíbrio aí. Fica-se preso numa só visão de realidade. Para mim o objetivo final é o equilíbrio. No caso da alma, estar mais próxima ao equilíbrio da Fonte (já que para mim ela é um mecanismo harmônico). Talvez esse amor que Jesus tanto fala seja esta harmonia que tenho em mente, e não algo obrigatoriamente sentimental.

Offline Barata Tenno

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #80 Online: 07 de Setembro de 2010, 19:17:00 »
E lá vem a palavra "humildade" de novo..........
He who fights with monsters should look to it that he himself does not become a monster. And when you gaze long into an abyss the abyss also gazes into you. Friedrich Nietzsche

Offline uiliníli

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #81 Online: 07 de Setembro de 2010, 19:32:55 »
Se não fosse por evidências como o "morto" durante uma EQM adivinhar o que se passa exatamente durante uma cirurgia ou numa sala próxima onde não teria contato no momento, casos de médiums que nunca tiveram contato com uma família e mesmo assim conseguem saber de coisas que nem, por exemplo, os pais de um filho saberiam, ou de assuntos particulares dos quais o médium não teria acesso. Existe uma técnica de fotografia em que surgem rostos próximos ao de quem tira a foto, transcomunicação, certos casos de psicografias. No caso da EQM, já li um livro que fala de experimentos em que a mente sabia o que se passou durante a cirurgia, mesmo estando completamente inconsciente ou apagada, quer dizer, em relação ao cérebro. Pela falta de ondas cerebrais no monitor, não teria como se perceber o ambiente ao redor.

Evidências não faltam. O que falta é talvez se vê-las com mais humildade, e não todos esses casos como fraude ou alucinação, como os céticos gostam de pensar. Me desculpe, mas realmente não acho que casos assim sejam produto da mente do médium. Ainda mais quando se sabe de informações das quais não se teria acesso num momento ou por toda uma vida.

Já ouvi de casos de crianças que diziam ter certas lembranças e que acabaram coincidindo com parentes mortos de outras famílias. Estudos assim não faltam. Material não falta. O que falta é talvez uma compreensão maior, e não sair classificando tudo como farsa, por falta de entendimento por parte das academias. Acho que de certa forma a moral esteja envolvida nisso, neste entendimento. Portanto isso vai depender de cada um, e não de uma academia. São estas evidências que suportam o fato de eu aceitar uma realidade que vá além dos confins de nosso universo, além da existente teoria do multiverso.

Olha, Enio eu posso fazer um estudo agora mesmo provando qualquer coisa. Posso provar aqui em casa que se eu jogar minhas chaves no chão, elas não caem, são chaves antigravitacionais. Por isso mesmo, o método científico costuma ser um pouco mais exigente: é preciso que quaisquer estudos sejam reprodutíveis por outras pessoas. Quando esses estudos falham nesse ponto, eles não são satisfatórios.

Quanto aos casos que você mencionou especificamente:
Experiências de Quase Morte: Desconheço o assunto em detalhes, não vou opinar por enquanto;
Cartas de médiuns: Segundo o médium Waldo Vieira, era prática comum entre médiuns, inclusive Chico Xavier, receber cartas marcadas com informações sobre as famílias Fonte. Hipótese 1: Waldo está mentindo - Chico Xavier e os médiuns são todos bonzinhos, existe todo um mundo invisível ao nosso redor, a consciência sobrevive à morte do cérebro, essas consciências são capazes de se comunicar conosco através de médiuns, etc, etc. Hipótese 2: Waldo diz a verdade e pelo menos alguns médiuns são charlatães, isso não exclui a possibilidade de outros médiuns serem verdadeiros, logo existe um mundo invisível ao nosso redor, etc. Hipótese 3: Waldo diz a verdade, os médiuns que ele acusa de serem fraudes são fraudes de fato e os outros médiuns que fazem exatamente a mesma coisa que os médiuns falsos também são médiuns falsos que conhecem o mesmo truque.
Fotografias de fantasmas: Isso não é uma técnica de fotografia, isso é um erro de fotografia que causa a sobreposição de imagens antigas já fotografadas com as fotos mais novas. Este site até ensina a fazer fotos assim.
Relatos de crianças: Crianças são extremamente sugestionáveis e podem ser influenciadas por seus pais e pelos estudiosos, mesmo sem querer. Isso é um efeito conhecido, inclusive, há muitos casos de pessoas que têm falsas memórias de abuso sexual na infância implantadas por pais inescrupulosos e psicólogos despreparados: http://www.psicologiajuridica.org/psj234.html (geralmente isso acontece quando um pai ou uma mãe separado quer prejudicar seu ex-cônjuge). O que é mais provável: crianças serem influenciadas por pais e parapsicólogos, ainda que bem-intencionados, a relatarem fantasias que eles querem ouvir, ou imaginar que existe todo um mundo invisível e etc? Enquanto não se refutar completamente a possibilidade mais trivial, a possibilidade extraordinária não será uma explicação satisfatória.

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Quanto ao panteísmo, talvez não, pois o panteísta acredita que deus é este universo e que após a morte se perde a individualidade, algo do qual não concordo, ainda mais por conta destas evidências que mostrei. Se não fosse por elas, talvez até concordaria. Na verdade eu classifico minha filosofia como monista (monismo integralista). Chamo isso de Naturalismo Extrafísico, explicar a espiritualidade de forma mais natural, sem aquele apelo tipicamente religioso, ou melhor, teísta.

Panteísmo, como diz o nome, tem relação com o teísmo, ou seja, com o tipo de crença em Deus que você tem. A questão da existência da alma é outra história. Eu acho que o seu pensamento se encaixa muito bem na descrição do panteísmo, mas isso é uma opinião minha, se você prefere se chamar de "naturalista extrafísico" eu estou ok com isso.

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Há dois monismos básicos: um que a consciência termina na matéria e outro que a matéria termina na consciência. Mas o meu monismo há um melhor equilíbrio entre os outros dois. Tudo para mim é matéria e energia, e elas vão além dos confins de nosso universo. Para mim Deus ou Fonte como chamo é uma forma de energia ou matéria primária (uma natureza primária em que outras se originam), além de ser uma dimensão extrafísica primária, não uma entidade autoritária. E é aí que está a diferença entre a minha filosofia e as religiões em geral. Pois as religiões são dualistas e alguns espiritualistas são monistas (em que a matéria termina na consciência). Mas como para mim a espiritualidade não é só consciência, então teria que ser um outro monismo, de um novo tipo.

Interessante e exótico. Mas já é metafísica demais pra mim, não pretendo entrar nessa discussão :)

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Mostrarei alguns dos meus lemas:

Ver Deus como uma autoridade consciente é estar indefeso à exploração feita por uma elite. Já ver Deus como um mecanismo natural e inconsciente é se defender da exploração desta elite.

Não seja muito cético e conservador ou nem muito crente e liberal. Procure um equilíbrio que lhe evite tanto de travar sua mente quanto de chegar ao ponto de esvaziá-la.

Desenvolva sua filosofia para ser menos manipulado. E é se filosofando cada vez mais que cada vez mais se sairá da ignorância e da manipulação inconsciente.

Não se prenda a uma obra espiritualista ou científica. Pense e tente correlacioná-las.

Pesquise, reflita e nunca aceite nada cegamente por tradição ou conveniência.

São ótimos lemas.

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Esses são alguns dos meus lemas que me permitem estar num equilíbrio e evitar extremismos. Acho que este é o melhor caminho. O ateísmo e teísmo são extremos, e isso não me agrada nem um pouco. Não me há um equilíbrio aí. Fica-se preso numa só visão de realidade. Para mim o objetivo final é o equilíbrio. No caso da alma, estar mais próxima ao equilíbrio da Fonte (já que para mim ela é um mecanismo harmônico). Talvez esse amor que Jesus tanto fala seja esta harmonia que tenho em mente, e não algo obrigatoriamente sentimental.

Digamos que o sujeito A fale que 2+2=4 e o sujeito B conteste dizendo que 2+2=6. Aí o sujeito C aparece e diz "Calma, calma, não sejamos extremistas! Façamos assim: 2+2=5!" Ou seja, às vezes a verdade está em um extremo sim. Às vezes está no meio, às vezes está em algum ponto entre o meio e uma das extremidades, às vezes está em uma terceira ou quarta extremidade que não tínhamos nos dado conta de que existia. Há muitas perguntas para as quais, na verdade, não fazemos a mínima ideia de onde está a verdade, ela pode estar em qualquer lugar. Escolher o que parece ser o meio do caminho só para evitar um extremo não é garantia de que você estará mais perto dela.

Offline Lion

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #82 Online: 07 de Setembro de 2010, 20:33:04 »
Você esqueceu de mencionar que somos teimosos, vaidosos, egoístas e demasiado apegados aos bens materiais e aos prazeres carnais. :P

É verdade, foi um lapso de minha parte, mas você há de convir que esse assunto é muito profundo e é praticamente impossível  lembrar de todas os aspectos que envolvem o tema.  ::)

Mas agora falando sério... 
 
No geral as explicações das pessoas ditas mais esclarecidas espiritualmente para elucidar os motivos que uma pessoa é cética/atéia  e não aceita a “realidade” espiritual giram em torno desse tipo de lenga-lenga.


Offline Enio

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #83 Online: 08 de Setembro de 2010, 00:52:25 »
Voltando a falar sobre panteísmo, o panteísmo que eu conheço é diferente do que tenho em mente. Há diferença entre monismo e panteísmo. Ao menos a minha forma de considerar Deus tem diferença com o panteísmo. Talvez você ache que ficar no meio do caminho não seja uma boa idéia. Mas quando eu digo meio do caminho, digo que deve haver uma relação entre a materialidade e espiritualidade, sem dualismos. A meu ver, a espiritualidade é como que universos paralelos, só para se ter mais ou menos essa idéia, nada de tão extraordinário. De fato envolve muita metafísica, já que se trata de espiritualidade, mas ainda assim me baseio em conceitos científicos (ainda que sejam só teorias). O que importa é que estes conceitos encaixem com o meu objetivo, algo que em muitos pontos consegui.

Como já tinha dito, o panteísmo se limita ao que há em nossa realidade observável. Mas a descrição que dou em minha filosofia ou teorias vão além de nosso universo observável, não se limita a ele. O nosso universo é que seria uma pequena fatia de um todo!

Esqueci de dizer que minha filosofia envolve também política, não só espiritualidade.

Os meus lemas são como uma espécie de mandamentos que me mantém na linha. E eu mesmo os criei! Pura filosofia! E fiz isso porque quero ao menos ser independente em alguma coisa nessa vida. Neste caso, no campo dos conceitos.

Quando digo humilde, digo que devemos abrir um pouco mais nossas mentes. Isso é algo que talvez machuque um cético... da mesma forma que o altruísmo fere o egoísta. E da mesma forma que a humildade fere o orgulhoso. Penso que o reducionismo em excesso acaba nos prendendo a só uma parte do prisma. Neste caso porque ao invés de você levar em conta todo o espectro, leva-se em conta só uma cor deste prisma, se é que me entende.

Esse ficar no meio do caminho não é bem misturar religião com ciência. Na verdade este meio não é nem ciência e nem religião, não tem este objetivo. O objetivo é apenas fazer um encaixe entre as leis naturais e a espiritualidade, mas sem que isso seja ciência ou religião. O Naturalismo Extrafísico que criei não é nem ciência nem religião, apenas uma correlação entre o material e espiritual, mas com um ponto de vista mais materialista do que místico de fato. Místico no sentido de explicar como a bíblia explica, por exemplo. Não tem como base livros como a Bíblia. Na verdade eu criei de forma que seja independente da Bíblia.

No caso de Waldo Vieira, não se sabe se ele mesmo fala a verdade ou apenas está querendo denegrir o Espiritismo para o benefício de sua Conscienciologia. Acho que ninguém teria como saber qual a verdadeira intenção dele sobre Chico Xavier. Não existe médium charlatão. Ou é médium ou não é. O charlatão não é médium de verdade, só se faz passar por isso para lucrar ou para ficar famoso, mais pra lucrar mesmo.

Se bem que há casos de médiums que são verdadeiros médiums, mas que, por estarem cansados e ainda insistirem em tentar usar sua mediunidade e não conseguindo isso, acabam inventando coisas, o que fere a reputação deste médium, até entre o meio espírita. O meu psicólogo, que é espírita, me disse isso, que existem estes casos por questão de teimosia e orgulho mesmo.

No caso das crianças, não me parece que elas tenham sido influenciadas. Se não me engano, há uns casos de pais que nem sabiam a respeito da família e do membro da qual a criança disse. Só depois é que teriam descoberto que ela estava falando a verdade. Os pais não teriam sido parapsicológicos, teriam sido normais mesmo.

Encaixar a materialidade e espiritualidade numa só coisa está de acordo com um dos meus lemas, não ser muito materialista ou espiritualista. Quer dizer, não ser muito cético ou crente. É meio que tentar anular os dois, na verdade.

Bem, indo ao assunto principal, há casos de ateus que se tornam espíritas. Normalmente deve envolver situações que tenham a ver com o nosso emocional, mas devem haver casos que trata-se mais de uma questão filosófica. No meu caso, em que me tornei espírita, foi assim. Eu não me tornei logo de início, só me tornei depois de alguns insights. Mas logo depois comecei a me diferenciar dos demais espíritas, e isso pela minha tendência em não querer tratar a espiritualidade de forma muito mística, menos mística possível. Já os demais, que são mais religiosos, fazem o contrário do que eu faço, se prendem à visão emocional das coisas e ficam presos em conceitos igrejistas. E então acabei divergente por isso. Sou monista, e o espírita tradicional é dualista. Mas como não há evidência de que o dualismo seja real...

Posso ter coisas em comum com o Espiritismo e disso não nego, mas meus conceitos se diferem muito do teísmo em geral. Já até montei uma lista da diferença de conceitos. Não acho que tenho algo a ver com igrejas em geral. ALiás, nada a ver!

Offline uiliníli

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #84 Online: 08 de Setembro de 2010, 10:01:32 »
Quando digo humilde, digo que devemos abrir um pouco mais nossas mentes. Isso é algo que talvez machuque um cético... da mesma forma que o altruísmo fere o egoísta. E da mesma forma que a humildade fere o orgulhoso. Penso que o reducionismo em excesso acaba nos prendendo a só uma parte do prisma. Neste caso porque ao invés de você levar em conta todo o espectro, leva-se em conta só uma cor deste prisma, se é que me entende.

Os céticos costumam dizer o seguinte: "Devemos ter a cabeça aberta, mas não tanto que o cérebro caia para fora" :) Ou seja, é importante estar aberto para novas ideias, mas é mais importante ainda ter senso crítico. E o que os céticos pedem para ter seu senso crítico aplacado são evidências, boas evidências que eliminem a possibilidade de explicações mais triviais. Outra coisa que nós céticos repetimos sem parar é "Alegação extraordinária exige evidência extraordinária."

E com todo respeito, Enio, eu acho que quem é um poço de orgulho é você. Explico: você criou uma cosmologia inteira na sua cabeça. Você acredita que desvendou os segredos de Deus, do universo, da mente, da vida após a morte, tudo isso baseado apenas na sua razão. Uau! Os céticos não são tão ambiciosos, nós nos contentamos só em observar, nós sabemos o quanto somos limitados e que
não conseguimos sondar esses mistérios todos a pensamento nu. Nós não queremos impor normas à natureza, como você está fazendo, nossa abordagem é sempre a de perguntar para ela. Preferimos a dúvida e a ignorância ao engano. A preocupação do cético não é em estar certo, é em evitar estar errado, caminhar com cautela e atenção por terrenos desconhecidos. Isso é uma atitude humilde. A pessoa religiosa atravessa o mesmo terreno de olhos fechado, correndo pelado e gritando feito um louco. Isso é orgulho.

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No caso de Waldo Vieira, não se sabe se ele mesmo fala a verdade ou apenas está querendo denegrir o Espiritismo para o benefício de sua Conscienciologia. Acho que ninguém teria como saber qual a verdadeira intenção dele sobre Chico Xavier. Não existe médium charlatão. Ou é médium ou não é. O charlatão não é médium de verdade, só se faz passar por isso para lucrar ou para ficar famoso, mais pra lucrar mesmo.

A questão é a seguinte: Waldo mostrou um método pelo qual as cartas psicografadas poderiam ser falsificadas. A partir desse momento, essas cartas não servem mais como prova, já que elas têm um furo. Não importa se Chico Xavier e outros sejam legítimos, eles deixam margem para se poder perguntar "Será que as cartas estão marcadas? Será que ele poderia ter falsificado isso?" ou seja, há margem para dúvidas. Como falei acima, o cético prefere o caminho cauteloso, enquanto houver margem para dúvidas, duvidamos, a ignorância é melhor que o engano.

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Se bem que há casos de médiums que são verdadeiros médiums, mas que, por estarem cansados e ainda insistirem em tentar usar sua mediunidade e não conseguindo isso, acabam inventando coisas, o que fere a reputação deste médium, até entre o meio espírita. O meu psicólogo, que é espírita, me disse isso, que existem estes casos por questão de teimosia e orgulho mesmo.

Eu escrevi antes, enquanto discutia com o Micrômegas neste tópico, que eu acredito que a maior parte dos falsos médiuns age de boa fé. A questão é que eles se sugestionam que podem se comunicar com espíritos e acabam imaginando amigos invisíveis.

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No caso das crianças, não me parece que elas tenham sido influenciadas. Se não me engano, há uns casos de pais que nem sabiam a respeito da família e do membro da qual a criança disse. Só depois é que teriam descoberto que ela estava falando a verdade. Os pais não teriam sido parapsicológicos, teriam sido normais mesmo.

Aí eu já não sei, eu não conheço esses detalhes desses casos que você está falando, mas eu acho que os próprios pais poderiam ser pessoas sugestionáveis também, acreditar na criança e a partir daí eles se sugestionarem uns aos outros por reforço positivo. Ou não.
Mas sabe o que me frustra, Enio? Na época de Kardec as evidências do espiritismo eram bem mais... interessantes :P O próprio Kardec diz que uma das coisas que o convenceu do espiritismo foi o fenômeno das mesas giratórias. Eu tenho umas mesas aqui em casa e moro sozinho, ninguém entra aqui sem eu saber, se de repente uma delas começasse a girar a um metro do chão, eu ficaria convencido.

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Bem, indo ao assunto principal, há casos de ateus que se tornam espíritas. Normalmente deve envolver situações que tenham a ver com o nosso emocional, mas devem haver casos que trata-se mais de uma questão filosófica. No meu caso, em que me tornei espírita, foi assim. Eu não me tornei logo de início, só me tornei depois de alguns insights. Mas logo depois comecei a me diferenciar dos demais espíritas, e isso pela minha tendência em não querer tratar a espiritualidade de forma muito mística, menos mística possível. Já os demais, que são mais religiosos, fazem o contrário do que eu faço, se prendem à visão emocional das coisas e ficam presos em conceitos igrejistas. E então acabei divergente por isso. Sou monista, e o espírita tradicional é dualista. Mas como não há evidência de que o dualismo seja real...

Posso ter coisas em comum com o Espiritismo e disso não nego, mas meus conceitos se diferem muito do teísmo em geral. Já até montei uma lista da diferença de conceitos. Não acho que tenho algo a ver com igrejas em geral. ALiás, nada a ver!

Sabe, Enio, comigo aconteceu a mesma coisa na verdade. No começo eu acreditava cegamente no espiritismo, mas com o tempo eu comecei a construir minha própria religião na minha cabeça também, juntando elementos que eu tinha pensado e eliminando outros que eu não gostasse no espiritismo tradicional. Mas não durou muito tempo, daí eu fui passando passando para o deísmo, o agnosticismo e por último o ateísmo. Por favor, não interprete isso que eu disse como se eu estivesse te falando "eu já passei por isso, é só uma fase", eu acho essa uma declaração extremamente arrogante e detestável que infelizmente já ouvi muitas vezes de outras pessoas.

Offline Correio

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #85 Online: 08 de Setembro de 2010, 13:17:06 »
 
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Correio, sobre quê eu estava falando no trecho que você citou? Eu estava falando sobre livros? Não. Sobre doutrina? Também não. Sobre ensinamentos morais? Nidem.
Por favor Senhor, perdoe-me, realmente não está na parte citada da qual o Senhor recorreu, porém, a partir da primeira parte, pareceu-me claro vossa insinuação quanto a doutrina ser a “mantissa” da conversão para os erros dos espíritas:
Citação de: uiliníni
O espiritismo é uma religião que por princípio já hierarquiza as pessoas, divide todas entre "melhores" e "piores", ou dentro do jargão de vocês, mais "evoluídas" e menos "evoluídas".
E reforçada agora aqui:
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De fato, estou falando de pessoas. A doutrina não prega explicitamente o orgulho, muito pelo contrário, s ironicamenmate ela favorece que ele floresça, pois, como eu disse, o espiritismo hierarquiza as pessoas.
Mas vamos por partes....
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Eu estava falando sobre o centro espírita como uma organização social.
Sim, está parte eu compreendi.  :|
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Eu estava discutindo sobre o como a sociedade espírita premia os seus membros que dizem ter experiências mediúnicas desde muito cedo, sobre como crianças e adolescentes sugestionáveis e com necessidades de autoafirmação e reconhecimento dentro de um grupo (orgulho) podem ser influenciados a acreditar e relatar experiências mediúnicas fajutas. É disso que estou falando,
Por favor, mais uma vez me perdoe, mas não consigo ver aqui se não uma generalização apressada, há casos e casos, há centros e centros espíritas assim como há espíritas e espíritas.
 
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se você quiser discutir o que eu falei, estou à sua disposição, mas eu não vou discutir o que eu não falei.
Não há intenção minha em discutir nada aqui meu Caro Senhor, porém mostrar que há linhas divisórias bem claras no que diz respeito a ensinamentos e/ou seguir os mesmos de maneira a não deturpa-los.
Quando se tem pouco, pouco se tem a perder.

Offline uiliníli

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #86 Online: 08 de Setembro de 2010, 13:38:49 »
Explicitamente, a doutrina espírita condena o orgulho. Implicitamente, porém, ela o estimula, na medida em que hierarquiza as pessoas em melhores e piores. Essa parte é doutrina, ok. Agora a parte da organização social: As pessoas tentam conciliar as duas coisas, mas dentro da organização social, pelo menos no caso do centro espírita que eu frequentava, o que você via era essa hierarquização de forma claríssima em favor das pessoas que se diziam médiuns. Meu ponto de vista é que mediunidade não existe e as pessoas que se diziam médiuns estavam sugestionadas e eram incentivadas pelo reforço positivo do grupo, que puxava o saco delas.

Offline Enio

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #87 Online: 08 de Setembro de 2010, 15:44:38 »
Na verdade eu não estou tentando determinar se é isso ou aquilo. Como disse, são só teorias, não prova científica. Essas explicações que dou, por exemplo, sobre Deus e metafísica é a forma que eu encontrei de ter uma explicação satisfatória para a natureza. De forma que evitasse tanto a ignorância quanto o erro, pois estaria tanto me baseando em teorias e conceitos científicos quanto espíritas no caso, mas de forma que não seja ciência ou religião propriamente ditas. O que eu faço é só tentar unir os dois lados, de forma que os dois possam se explicar, sem para isso estar arraigado num ceticismo ou crença profundas. Na maior parte eu mais falo com base em dados do que inventar algo. A única coisa que criei mesmo foi o tipo de raciocínio, que me levou a esta filosofia.

Sim, eu me baseio tanto em dogmas científicos quanto espíritas, mas ainda assim estes dogmas me são questionáveis. Mas mesmo assim, para se criar uma teoria, ela deve se basear em conceitos elementares (e de certa forma acabei conseguindo unir conceitos materiais e "espirituais", pois é isso o que realmente importa na minha filosofia, é apenas este objetivo... e de criar uma moral em cima disso também).

Agora se estes conceitos elementares são verdadeiros ou não, já é outra história. Com relação às teorias, à medida que a ciência avance, essas teorias vão a acompanhando, de forma que não fiquem estagnadas no tempo. O espírita diz que tudo o que a ciência mostra o espiritismo já tinha revelado, porém eu penso o contrário. Eu acho que o espiritismo está meio atrasado com relação a certos conceitos em relação à ciência. Quer dizer, o espírita não está seguindo o conselho de Kardec, para que esta filosofia acompanhe a ciência. Existem os que acompanham a ciência. Já os tradicionais, como sempre, ficam atrasados. A minha filosofia é o espiritismo como acho que deveria ser, sem aquela religiosidade toda, e com uma filosofia um pouco diferenciada.

Com relação à ignorância e engano, eu não tolero bem a ignorância, ela não me satisfaz. Com relação ao engano... ora, até a ciência pode se enganar, quando teorias são refutadas por outras! O engano de certa forma é necessário para se haver o progresso, caso contrário a teoria ou dogma seriam indiscutíveis. Eu só não vou sair considerando todos os conceitos espiritualistas como engano do homem por causa da ciência.

Não, realmente não acho que ser ignorante é humilde. Assim como ser humilde também não é se vestir como pobre. A humildade é mais uma virtude, mas, no meu caso, é necessário haver ousadia, fazer uma tentativa. Pois sem ousadia também não há progresso, fica-se estagnado (sem isso não teria feito minha filosofia). Daí então há um equilíbrio entre ousadia e humildade, como estou fazendo. Não teria como eu ser 100% humilde, ninguém o é. Até mesmo Gandhi não era 100% humilde. Por fora talvez fosse, mas e por dentro?

O cético tem medo de errar. Isso não seria orgulho dele, de temer o erro? Eu mesmo tenho muito medo de errar, admito, mas, como disse, é necessário haver certa ousadia, senão nem há como filosofar. Portanto realmente não sou totalmente humilde, neste ponto. Mas ainda assim, mesmo com esta parcial falta de humildade, ainda evito de supervalorizar o meu lado emocional, ou então terei o risco de estar enganado. Prefiro a intuição, logo a razão seguida por esta intuição. E só por último o sentimento em função da razão. Sim, tanto a razão quanto a intuição às vezes podem nos levar ao erro, assim como o sentimento, mas para mim é mais seguro.

O sentimento está centrado em você mesmo. É por isso que eu não aceito algo só pelo sentir. No caso, a fé cega.

Em minha filosofia procuro não ter como objetivo o conforto emocional. Não gosto quando reduzem a espiritualidade ao estado emocional do homem. E por isso não me baseio em sentimentos. Sou um tanto emotivo (seria isso bipolar?), mas a minha filosofia não. Não importa o que eu sinto, pois a minha filosofia estará sempre indiferente ao que sinto, pois ela em si não se baseia em minhas carências. A minha filosofia é mais uma insatisfação minha em relação às filosofias mundanas, isso sim.

E não com base numa necessidade de se ter um deus que vá me resguerdar, até porque para mim Deus é um mecanismo inconsciente, não vai fazer nada por mim. Talvez nem saiba que existo, já que seria inconsciente! Ou seja, só isso já prova que não sou do tipo que fica usando a espiritualidade como bengala. Prefiro uma distração ou algo que me dê prazer. Eu não largo mão da reencarnação, mas mesmo assim tenho medo de reencarnar na Terra, pois me vejo incompatível com as sociedades existentes!

Penso que depois de desencarnar e, se eu acordar do outro lado, dependendo só de mim, não mais voltaria aqui na Terra, a não ser se for num futuro mais distante, daqui alguns séculos ou milênios. Por mim reencarnaria noutro planeta, cujas sociedades tenham um padrão mais a ver comigo. Ou seja, não é todo mundo que aceita a reencarnação a use como uma espécie de anestesia emocional. Há aqueles que a temem, mesmo que tenham convicção dela. É meio assim, eu temo a destruição da minha consciência, mas temo também voltar aqui na Terra e temo o desconhecido. Temo tudo, pois sou medroso mesmo. Mas não abdico da reencarnação, pois ela se encaixa na minha filosofia. Ou seja, estou sendo imparcial com minhas emoções, uma vez que faço questão de considerar algo que temo como real e que pelo medo deveria estar negando.

É assim... para mim o ateu é ignorante em relação à espiritualidade, ao que escapa deste universo. O místico é ignorante em ciência e é mais sentimental. Portanto, pensando desta forma, prefiro ficar mesmo no meio, e evito estes extremismos e fico no equilíbrio que conquistei. Porém sem levar em conta o sentimento ou a bíblia, por exemplo.

Para dizer a verdade, a minha filosofia estaria entre o espiritismo, deísmo e filosofia monista (o espiritismo é teísta, dualista, sentimentalista). Seria talvez o espiritismo que queria que fosse. É assim, de um extremo há o materialismo. Do outro o espiritualismo. Eu estaria no meio. É essa minha posição no momento (e um lema meu também), e estou criando uma obra sobre isso (que já tem mais de 500 páginas no formato A4). Faço correlação entre materialidade, espiritualidade, política, religião, extraterrestres, entre outras coisas, além de mim mesmo!

Mais um detalhe importante. Nesta mesma obra eu digo que não há filosofia perfeita, e que portanto não poderia estar sendo o dono da verdade, além de admitir que as minhas teorias contém lacunas e que precisam de aperfeiçoamento. Também incentivo o leitor a pensar sobre estas teorias e, se possível, aperfeiçoá-las. Estou criando um site (ainda em branco), para no dia em que esta for publicada, de eu ter uma chance de fazer o leitor participar do melhoramento desta filosofia, caso o leitor se interesse por ela. Ou seja, só com isso já não poderia ser o dono da verdade. Muito pelo contrário! Não são verdades que estão em minha obra, mas indagações em cima de mais indagações com base racional.

Offline Enio

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #88 Online: 08 de Setembro de 2010, 16:08:53 »
Esqueci de dizer. Talvez a forma como construí minha filosofia me evite tanto de ir para o extremo teísmo quanto o extremo ateísmo, meu objetivo. O que eu quero é me manter sempre neste equilíbrio, entre ceticismo e crença (não é fé cega). Quanto ao espiritismo em seu início, dizem os espíritos que as manifestações foram necessárias, mas que depois da certeza delas, somente a fé bastaria, o que levou ao fim delas, da forma como ocorriam.

Mesmo que tenham dito isso, ainda discordo disso. Para mim há ainda muitos atualmente que necessitam ver estas manifestações, pois a fé para estes é insuficiente, como ocorre na maioria do pessoal deste site. A fé para mim, somente ela, é insuficiente, não me esclarece absolutamente nada. Nunca vi uma ao vivo, mas como muitos as afirmam, e como existem estudos sobre elas, então as aceito como evidências reais. Caso contrário não haveria motivo para tais estudos, se fosse tudo mesmo charlatanice.

Outra coisa que não concordo com esses espíritos (não são todos, mas um grupo dominante) é a aparente vontade deles que quererem nos evangelizar, quer dizer, em ficarmos mais sentimentalistas e místicos, em transformar ateus ou agnósticos em místicos sentimentalistas e que obedecem cegamente às ordens de uma autoridade superior, ainda que nos aparente ser boa, Jesus. Querem que sejamos cegamente guiados por uma autoridade, e, pelo que percebo, isso seria muito ruim para o intelecto humano. Seríamos marionetes!

Na verdade, em primeiro lugar, sou contra esta mentalidade mística que se faz em torno da espiritualidade, tipicamente religiosa. Não aceito Jesus como autoridade, mas somente como um guia espiritual. Não o divino, mas só mais um entre tentos que pisaram na Terra, como Gandhi. Jesus seria igualado aos outros, e não divinizado. Não aceito Deus como uma entidade autoritária consciente, mas como um mecanismo natural inconsciente e automatizado, como as próprias leis naturais.

Deus não seria uma entidade, mas somente a origem da natureza material. Ao invés de confiarmos cegamente em algo, raciocinar em cima disso e nunca parar de indagar. Tentar explicar o "impossível" por um raciocínio próprio. E então, por uma profunda reflexão, você acabou de criar uma filosofia totalmente própria, aumentou o número de conexões nervosas por isso, e ficou mais inteligente e sábio, ao invés de ter sido guiado cegamente por alguém... e ter perdido neurônios!

E assim fiz com Deus... Fonte Primordial. Dei a isto um sentido mais concreto, mais satisfatório a mim e menos abstrato e místico, por ter relacionado isso com as leis naturais. Pois este foi meu objetivo.

Offline uiliníli

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #89 Online: 08 de Setembro de 2010, 22:07:03 »
Na verdade eu não estou tentando determinar se é isso ou aquilo. Como disse, são só teorias, não prova científica. Essas explicações que dou, por exemplo, sobre Deus e metafísica é a forma que eu encontrei de ter uma explicação satisfatória para a natureza. De forma que evitasse tanto a ignorância quanto o erro, pois estaria tanto me baseando em teorias e conceitos científicos quanto espíritas no caso, mas de forma que não seja ciência ou religião propriamente ditas. O que eu faço é só tentar unir os dois lados, de forma que os dois possam se explicar, sem para isso estar arraigado num ceticismo ou crença profundas. Na maior parte eu mais falo com base em dados do que inventar algo. A única coisa que criei mesmo foi o tipo de raciocínio, que me levou a esta filosofia.

Em que isso te afasta tanto da ignorância quanto do erro? Não é porque você misturou conceitos de dois campos que você não tem como errar. Quem garante que você não devia ter usado mais hinduísmo ou mais mitologia celta aí no meio?

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Sim, eu me baseio tanto em dogmas científicos quanto espíritas, mas ainda assim estes dogmas me são questionáveis. Mas mesmo assim, para se criar uma teoria, ela deve se basear em conceitos elementares (e de certa forma acabei conseguindo unir conceitos materiais e "espirituais", pois é isso o que realmente importa na minha filosofia, é apenas este objetivo... e de criar uma moral em cima disso também).

A ciência não tem dogmas, tem no máximo teorias sólidas que até hoje resistiram aos testes que foram submetidos, mas ninguém garante que amanhã um fenômeno que pensávamos entender não vai mostrar alguma surpresa. O que caracteriza a ciência não são as afirmações científicas, é o seu método de testá-las. Então, se você quiser que sua filosofia se baseie minimamente na ciência, você deve questionar se suas proposições são falseáveis, isto é, se existe algum experimento que poderia mostrar que elas podem estar erradas. O espiritismo, por exemplo, não consegue fazer isso, pelo contrário, ele tem um monte de explicações ad hoc para explicar qualquer eventual insucesso experimental seu, de modo que ele é irrefutável (ser irrefutável não é uma coisa boa, ao contrário do que parece... uma teoria boa é aquela que é refutável, mas resiste)

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Com relação à ignorância e engano, eu não tolero bem a ignorância, ela não me satisfaz. Com relação ao engano... ora, até a ciência pode se enganar, quando teorias são refutadas por outras! O engano de certa forma é necessário para se haver o progresso, caso contrário a teoria ou dogma seriam indiscutíveis. Eu só não vou sair considerando todos os conceitos espiritualistas como engano do homem por causa da ciência.

A ignorância não é para ser satisfatória mesmo! Nunca devemos nos satisfazer com ela. Mas é uma postura de humildade reconhecer a ignorância em vez de acreditar na primeira alegação que aparecer para ocupar esse vácuo sem que ela tenha uma boa fundamentação. E outra coisa: a ciência se engana, mas ela tem um método que lhe permite detectar e corrigir esses enganos. É o que eu escrevi no parágrafo acima, sobre a refutabilidade e sobre a ciência não ter dogmas. Uma teoria só serve para a ciência, se ela puder ser derrubada. Isso é o que torna a ciência tão dinâmica e interessante, e ao mesmo tempo é o que garante que com o tempo ela caminha mais ou menos na direção certa: teorias fracas progressivamente são derrubadas por teorias mais fortes, é uma evolução por seleção natural mesmo. E isso é importante para garantir a qualidade do conhecimento.
Eu acho melhor ter paciência. Se o espiritismo for verdade, um dia isso ficará demonstrado sem sombra de dúvidas. Você mencionou um monte de estudos que favorecem o espiritismo, mas eu já expliquei que a maioria deles para mim ainda é bastante nebuloso e deixa muito espaço para questionarmos sua veracidade. Você pode achar que eu estou exigindo muito, e na verdade você está certíssimo! Mas a razão para essa exigência é o que eu falei: quanto mais extraordinária a proposição que você faz, mais contundente precisa ser a demonstração. Se houver uma explicação alternativa trivial, por que eu deveria favorecer a explicação mais complicada?

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Não, realmente não acho que ser ignorante é humilde. Assim como ser humilde também não é se vestir como pobre. A humildade é mais uma virtude, mas, no meu caso, é necessário haver ousadia, fazer uma tentativa. Pois sem ousadia também não há progresso, fica-se estagnado (sem isso não teria feito minha filosofia). Daí então há um equilíbrio entre ousadia e humildade, como estou fazendo. Não teria como eu ser 100% humilde, ninguém o é. Até mesmo Gandhi não era 100% humilde. Por fora talvez fosse, mas e por dentro?

Não ser ignorante, mas reconhecer sua ignorância quando você realmente não sabe. Eu concordo com você que para se progredir é preciso ter ousadia, mas ousadia é diferente de temeridade. Mesmo a ousadia precisa ser cuidadosa e calculada.

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O cético tem medo de errar. Isso não seria orgulho dele, de temer o erro? Eu mesmo tenho muito medo de errar, admito, mas, como disse, é necessário haver certa ousadia, senão nem há como filosofar. Portanto realmente não sou totalmente humilde, neste ponto. Mas ainda assim, mesmo com esta parcial falta de humildade, ainda evito de supervalorizar o meu lado emocional, ou então terei o risco de estar enganado. Prefiro a intuição, logo a razão seguida por esta intuição. E só por último o sentimento em função da razão. Sim, tanto a razão quanto a intuição às vezes podem nos levar ao erro, assim como o sentimento, mas para mim é mais seguro.

Vou voltar mais uma vez àquela questão da refutabilidade. Quando uma teoria científica, isto é, uma teoria refutável (não sei se você está familiarizado com Filosofia da Ciência, se não, sugiro que você pesquise um pouquinho sobre Karl Popper, que é quem criou esse conceito - na verdade ele chama isso de "falseabilidade") está errada, eventualmente, mesmo que demore, os cientistas conseguem tropeçar no erro e corrigi-lo. Por isso a ciência muda tanto, por isso num dia vemos um cientista dizendo que café faz mal e no dia seguinte outro diz que ele faz bem. As "verdades" científicas são provisórias, mas com o passar do tempo elas vão covergindo para a verdade verdadeira, ou pelo menos essa é a ideia.
Agora, e quando nossa proposição é irrefutável? Nesse caso, meu amigo, se você está errado, você cai em um buraco sem fundo. Você nunca vai se dar conta de que está errado, pois mesmo que você tropece em algo inesperado, você vai encontrar uma explicação ad hoc para isso. É o custo de ter uma teoria "boa" demais. Um exemplo famoso disso é a parábola do dragão na garagem, de Carl Sagan (se você não conhece, sugiro que dê uma olhada neste texto, não precisa ler inteiro, a parábola está contada bem no comecinho: http://www.projetoockham.org/ferramentas_metodo_6.html)
Então, sim, os céticos morrem de medo de cair em buracos sem fundo. Por isso andamos desconfiados, olhando para baixo e com cuidado.

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Em minha filosofia procuro não ter como objetivo o conforto emocional. Não gosto quando reduzem a espiritualidade ao estado emocional do homem. E por isso não me baseio em sentimentos. Sou um tanto emotivo (seria isso bipolar?), mas a minha filosofia não. Não importa o que eu sinto, pois a minha filosofia estará sempre indiferente ao que sinto, pois ela em si não se baseia em minhas carências. A minha filosofia é mais uma insatisfação minha em relação às filosofias mundanas, isso sim.

E não com base numa necessidade de se ter um deus que vá me resguerdar, até porque para mim Deus é um mecanismo inconsciente, não vai fazer nada por mim. Talvez nem saiba que existo, já que seria inconsciente! Ou seja, só isso já prova que não sou do tipo que fica usando a espiritualidade como bengala. Prefiro uma distração ou algo que me dê prazer. Eu não largo mão da reencarnação, mas mesmo assim tenho medo de reencarnar na Terra, pois me vejo incompatível com as sociedades existentes!

Nesse ponto eu simpatizo com sua filosofia.

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Penso que depois de desencarnar e, se eu acordar do outro lado, dependendo só de mim, não mais voltaria aqui na Terra, a não ser se for num futuro mais distante, daqui alguns séculos ou milênios. Por mim reencarnaria noutro planeta, cujas sociedades tenham um padrão mais a ver comigo. Ou seja, não é todo mundo que aceita a reencarnação a use como uma espécie de anestesia emocional. Há aqueles que a temem, mesmo que tenham convicção dela. É meio assim, eu temo a destruição da minha consciência, mas temo também voltar aqui na Terra e temo o desconhecido. Temo tudo, pois sou medroso mesmo. Mas não abdico da reencarnação, pois ela se encaixa na minha filosofia. Ou seja, estou sendo imparcial com minhas emoções, uma vez que faço questão de considerar algo que temo como real e que pelo medo deveria estar negando.

Por que temer a aniquilação da consciência? A partir do momento em que sua consciência for aniquilada, você não estará mais lá! Será como seu nunca tivesse existido. Para mim, a morte é igual a antes de eu nascer. Ou igual às coisas que eu não lembro. Pensando de uma certa maneira, a maior parte de nós já morreu. Por exemplo, você lembra o que você almoçou no dia 13 de janeiro de 2003? A não ser que essa seja uma data muito especial na sua vida, você não lembra (se lembrar, pense em outra data :P). É como se você nunca tivesse vivido aquilo, esse momento está perdido. Morrer é mais ou menos como esquecer então, mas nós não morremos de medo de esquecer, esquecer é uma parte natural da nossa vida. E os momentos esquecidos não trazem desconforto, angústia, tristeza... acredito que a obliteração da consciência seja assim.

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É assim... para mim o ateu é ignorante em relação à espiritualidade, ao que escapa deste universo. O místico é ignorante em ciência e é mais sentimental. Portanto, pensando desta forma, prefiro ficar mesmo no meio, e evito estes extremismos e fico no equilíbrio que conquistei. Porém sem levar em conta o sentimento ou a bíblia, por exemplo.

Admitindo que haja algo que escape do universo. Se os céticos estiverem certos, então você não estará meio certo por estar no meio do caminho, você estará completamente errado. É um equilíbrio falso.

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Para dizer a verdade, a minha filosofia estaria entre o espiritismo, deísmo e filosofia monista (o espiritismo é teísta, dualista, sentimentalista). Seria talvez o espiritismo que queria que fosse. É assim, de um extremo há o materialismo. Do outro o espiritualismo. Eu estaria no meio. É essa minha posição no momento (e um lema meu também), e estou criando uma obra sobre isso (que já tem mais de 500 páginas no formato A4). Faço correlação entre materialidade, espiritualidade, política, religião, extraterrestres, entre outras coisas, além de mim mesmo!

Caramba! :o Suas ideias são até interessantes, mas eu não aguentaria ler 500 páginas :P

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Mais um detalhe importante. Nesta mesma obra eu digo que não há filosofia perfeita, e que portanto não poderia estar sendo o dono da verdade, além de admitir que as minhas teorias contém lacunas e que precisam de aperfeiçoamento. Também incentivo o leitor a pensar sobre estas teorias e, se possível, aperfeiçoá-las. Estou criando um site (ainda em branco), para no dia em que esta for publicada, de eu ter uma chance de fazer o leitor participar do melhoramento desta filosofia, caso o leitor se interesse por ela. Ou seja, só com isso já não poderia ser o dono da verdade. Muito pelo contrário! Não são verdades que estão em minha obra, mas indagações em cima de mais indagações com base racional.

Você está fundando sua própria religião. Eu respeito isso, religião é algo que deveria ser feita sob medida, não prêt-à-porter! :P

Offline Enio

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #90 Online: 09 de Setembro de 2010, 10:54:42 »
Não, não é religião, pelo menos não da forma como as que existem atualmente. Religião é louvação a divindades, é instituição hierarquizada, é um ter privilégio sobre outro num grupo, entre essas coisas, fora rituais. E a minha filosofia não tem nada disso que se costuma encontrar nas religiões. Como disse, não é nem religião e nem ciência, não é para ser ambas ou nenhuma das duas, mas um conceito novo. Religião normalmente costuma se basear no emocional humano, no sentimentalismo místico, e minha filosofia é contra isso. Não é religião, mas também a teoria carece um verdadeiro método analítico. Não há por enquanto, por exemplo, como testar a teoria de multiverso de uma forma mais prática, portanto não é a ciência analítica, assim como se explicar a constituição do espírito. Prefiro chamar de filosofia espiritualista.

Religião tende a ser mística. A ciência analítica tende a ser materialista. Mas como há relatos sobre vida após a morte, então por isso prefiro fazer um encaixe entre as duas realidades, material e espiritual, da forma mais perfeita possível. Não é a idéia de salvação que me traz o conforto (a salvação não vem de fora, mas de dentro), mas sim este encaixe, que acalma a minha consciência necessitada de respostas. E como fico mais calmo, então me sinto mais equilibrado por isso. Não adianta, metade de minha consciência tem base materialista, outra espiritualista, portanto preciso mesmo encaixar as duas, ou viverei em conflito e inquietado, algo que realmente me incomoda.

A filosofia é a mestra das ciências, e a metafísica é um ramo dela, logo seria ciência. Não a ciência do ramo analítico, mas do ramo intuitivo e baseada na lógica, sendo esta mais abstrata em sua base, mas não menos importante por isso. O que a ciência analítica não explica, a intuitiva poderia explicar, ainda que tenha uma base diferente. Com relação ao ramo que se escolhe, os ramos espiritualistas, é mais uma questão de afinidade, e de você ver lógica neste ramo. Eu me baseio no Espiritismo, mas há coisas em minha filosofia que se diferem profundamente da filosofia espírita, que é mais religiosa.

Se bem que há certos conceitos que são semelhantes ao hinduísmo como, se não me engano a reencarnação, ainda que explicada de forma diferente. Se não me engano, no hinduísmo há a idéia de após a morte do corpo físico poder reencanar em animais, mas isso iria contra a idéia de evolução do espírito. Eu escolhi a reencarnação, mas o tipo que profiro é a evolucionista, ao invés daquela que se pensa que ao morrer pode renascer num cão. Pois não haveria necessidade de um espírito já desenvolvido ter de reencarnar num organismo irracional.

Há aqueles que acham que a filosofia pode interferir na vida afetiva, e acho que isso deve ser levado em conta. O espiritismo tem este conforto emocional que muitos necessitam, além da haver sua lógica, mesmo que em parte eu discorde dela. Mas na minha filosofia preferi não levar isso em conta, para não atrapalhar o desenvolvimento da razão e intuição, pois a emoção torna a razão mais nebulosa. A minha filosofia favorece mais a intelectualidade do que conforto emocional. Para quem quer conforto recomendo o Espiritismo. Para quem quer intelectualidade e desvendar segredos cósmicos, a minha filosofia é melhor, penso eu. A de Pietro Ubaldi é interessante, mas há coisas que discordo nela, como a idéia de ver Deus como consciência e autoridade. Em parte me baseei em Ubaldi.

Na minha obra além de teorias também falo muito sobre mim, sobre a forma como encaro as coisas e como eu me ligo com minha filosofia e com o mundo. Eu tento me incluir como parte de um todo. Falo até sobre um suposto relato feito por um ET (arquivo Lacerda)! Por enquanto tem 3 unidades. Na primeira falo sobre coisas como conceitos científicos, religiões, formas de crenças, política e sociedade. Na segunda fal sobre minhas teorias e tecnologias envolvendo o além, premonições e pessoas que desconfio ter sido numa vida anterior (mas só poderia ser uma delas), além de uma filosofia baseada no neodarwinismo sobre cosmologia e vida. Na terceira falo sobre extraterrestres e sua ligação com a espiritualidade, além de fazer uma análise de relatos espirituais sobre vida extraterrestre, levando em conta dados científicos e conspiracionistas.

Offline uiliníli

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #91 Online: 09 de Setembro de 2010, 11:28:29 »
Não, não é religião, pelo menos não da forma como as que existem atualmente. Religião é louvação a divindades, é instituição hierarquizada, é um ter privilégio sobre outro num grupo, entre essas coisas, fora rituais. E a minha filosofia não tem nada disso que se costuma encontrar nas religiões. Como disse, não é nem religião e nem ciência, não é para ser ambas ou nenhuma das duas, mas um conceito novo. Religião normalmente costuma se basear no emocional humano, no sentimentalismo místico, e minha filosofia é contra isso. Não é religião, mas também a teoria carece um verdadeiro método analítico. Não há por enquanto, por exemplo, como testar a teoria de multiverso de uma forma mais prática, portanto não é a ciência analítica, assim como se explicar a constituição do espírito. Prefiro chamar de filosofia espiritualista.

Religião tende a ser mística. A ciência analítica tende a ser materialista. Mas como há relatos sobre vida após a morte, então por isso prefiro fazer um encaixe entre as duas realidades, material e espiritual, da forma mais perfeita possível. Não é a idéia de salvação que me traz o conforto (a salvação não vem de fora, mas de dentro), mas sim este encaixe, que acalma a minha consciência necessitada de respostas. E como fico mais calmo, então me sinto mais equilibrado por isso. Não adianta, metade de minha consciência tem base materialista, outra espiritualista, portanto preciso mesmo encaixar as duas, ou viverei em conflito e inquietado, algo que realmente me incomoda.

Há relatos de vida após a morte. Mas também há relatos de discos voadores, sequestros por aliens, monstro do lago ness, sasquatch, yeti, dinossauros nas floresta do Congo, Saci, mula-sem-cabeça, chupa-cabras, reptilianos... Você tanta encaixar tudo isso na sua filosofia?

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A filosofia é a mestra das ciências, e a metafísica é um ramo dela, logo seria ciência. Não a ciência do ramo analítico, mas do ramo intuitivo e baseada na lógica, sendo esta mais abstrata em sua base, mas não menos importante por isso. O que a ciência analítica não explica, a intuitiva poderia explicar, ainda que tenha uma base diferente. Com relação ao ramo que se escolhe, os ramos espiritualistas, é mais uma questão de afinidade, e de você ver lógica neste ramo. Eu me baseio no Espiritismo, mas há coisas em minha filosofia que se diferem profundamente da filosofia espírita, que é mais religiosa.

Falácia da composição. O que define a ciência é o uso de um método sistematizado, coisa que a metafísica e outros ranos da filosfia não têm.

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Na minha obra além de teorias também falo muito sobre mim, sobre a forma como encaro as coisas e como eu me ligo com minha filosofia e com o mundo. Eu tento me incluir como parte de um todo. Falo até sobre um suposto relato feito por um ET (arquivo Lacerda)! Por enquanto tem 3 unidades. Na primeira falo sobre coisas como conceitos científicos, religiões, formas de crenças, política e sociedade. Na segunda fal sobre minhas teorias e tecnologias envolvendo o além, premonições e pessoas que desconfio ter sido numa vida anterior (mas só poderia ser uma delas), além de uma filosofia baseada no neodarwinismo sobre cosmologia e vida. Na terceira falo sobre extraterrestres e sua ligação com a espiritualidade, além de fazer uma análise de relatos espirituais sobre vida extraterrestre, levando em conta dados científicos e conspiracionistas.

Caramba, que salada! Você também acredita em mestres ascensionados, Grande Fraternidade Branca, Ashtar Sheran, etc?

Offline Enio

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #92 Online: 09 de Setembro de 2010, 16:55:52 »
Eu vou ser sincero. Eu não saio encaixando todos os tipos de relatos em minha filosofia, não é assim. O que faço é encaixar relatos que envolvam a espiritualidade. No caso de extraterrestres, também não fico falando muito sobre óvnis (exceto de óvinis que teriam aparecido durante a segunda guerra e que aparecem em algumas fotos antigas). Na verdade a parte de extraterrestre é mais só como curiosidade, para fazer o leitor abrir sua consciência, com base no raciocínio que faço. Falo sobre o pouso na lua, supostas bases aliens secretas, como Dulce e Área 51.

Não vou falar muito sobre isso aqui porque ainda está em desenvolvimento. Também encontrei relação entre extraterrestre e a espiritualidade. Quer dizer, isso porque há no meio espiritualista relatos feitos por espíritos feito sobre vida em outros mundos. Eu faço, como disse, uma análise entre estes relatos, dados científicos e conspiracionistas (porque não acho que as agências espaciais e militares de bases secretas sejam mesmo sinceros com o público). Por exemplo, há imagens de Marte feitas pelo Hubble em que Marte aparece com o limbo azul e manchas azuladas e esverdeadas, ao contrário das típicas imagens que as agências mostram (Marte vermelho, amarelo ou preto) para manter o status de Marte como planeta vermelho (ou até para, como as autoridades dizem, evitar suposto pânico).

Sinceramente, eu acho que as imagens de Marte tem vermelho em exagero. Esse vermelho marciano me parece meio artificial. Além disso, a quantidade de gás carbônico (pouca devido à baixíssima pressão atmosférica) não seria suficiente para tornar o céu tão vermelho. Sim, haveriam períodos em que o céu ficaria rosado (tempestades de areia). Mas quando o céu ficasse limpo, ficaria azul pelo efeito de rayleigh scattering.

Não confio nestas autoridades, assim como não tenho fé no tipo de política que nos governa.


Mas coisas como monstro ness, homem das neves, saci, mula-sem cabeça, essas coisas em nada tem a ver com minha filosofia. Eu apenas pego o material que tem relação com o meu objetivo. Não tem nada a ver saci ou homem das cavernas com espíritos! Eu já viajei para o lago ness. Não vi mostro algum. Dizem que há cientistas que acharam que este mostro teria sido uma lula gigante que teria aparecido na época em que foi feita a foto, mas há mais controvérsia sobre isso. Esse "monstro" não teria sido um monstro na verdade, mas talvez uma espécie de animal já em extinção e com certeza local da região (na época a população mundial era menor, portanto menos desastres ecológicos).

E não teria vivido séculos, isso é uma visão mística que fizeram desse bicho. Vai ver que o outro que foi relatado antes teria sido ou outra espécie ou de uma geração muito anterior. Pelas fotos de Campbell parece um mamífero ou dinossauróide. Veja, a cada ano mais espécies são extintas por causa do homem, de seu impacto na natureza. Vai ver que espécies que nos parecem monstros teriam sido extintas. Monstros para nós, mas que teriam sido vestígios de ecossistemas anteriores ao de nossa era.


Vai ver que o homem das cavernas não seria um monstro, mas sim um homem vestido com pele de animais e de estatura mais alta que o padrão. Eu mesmo quando estive em Londres vi um homem que parecia ter no mínimo 2,10 de altura. Era bem alto e largo. Não duvido nada que, no meio da neve, teriam tirado foto de um homem assim, vestido com pele de animais da região. De fato existem pequenas tribos que nos são pré-históricas. Ou esse homem das neves fez parte de uma tribo assim ou simplesmente decidiu viver isolado. Cada um com seus gostos, né?

Quanto ao saci... bem, com certeza existem negros magros e amputados! Pode ser que esse personagem teria sido criado com base em pessoas assim. Ou seja, não existe saci, mas existem pessoas aleijadas. O saci só seria uma metáfora. No caso do Aquivo Lacerta eu escolhi este não só porque tem muita informação interessante, mas porque, em parte, tem algo semelhante com as obras que falam que a humanidade veio de Capela (não seria a estrela Capela, na verdade seria outro sistema que teria sido denominado Capela). E então faço correlação entre os relatos de Lacerta quanto do meio espírita, e eles se encaixam!


Devo deixar uma coisa bem claro... sou agnóstico em relação a tudo isso! Extraterrestres na Terra (porque não?), homem das neves (um homem alto que leva uma vida solitária), ness (não seria um monstro, mas uma espécie extinta), dinossauros na floresta do Congo (seriam descendentes de dinossauros/provavelmente os lagartos e aves também são), mula-sem-cabeça (uma mula que teria sobrevivido algum tempo após ter sido degolada durante um incêncio, que nem o caso de uma galinha que viveu acho que 18 dias sem parte da cabeça), chupa-cabras (talvez uma espécie em extinção), reptilianos (o que menciono em minha obra são como habitantes naturais da Terra, no interior dela que teriam sobrevivido à catástrofe que dizimou os dinorrauros, sendo que os reptilianos ainda eram primitivos na época).

Sou até agnóstico em relação aos Illuminati, apesar de achar que existiria sim um pequeno grupo infiltrado na Maçonaria e que quer estabelecer uma nova ordem mundial por meio de implante de chips nas pessoas. Na minha obra falo sobre sociedades secretas e discretas, e as critico. Quanto a Ashtar Sheran há muita controvérsia (alguns acham que é extraterrestre, outros acham que é espírito)... portanto me mantenho agnóstico com relação a isso.


A minha obra não é só espiritualidade. Pois também falo sobre mim e a forma como encaro as coisas. Portanto é uma obra que sim, ela envolve vários assuntos de meu interesse, mas que tem como foco principal a metafísica e moral anárquico-espiritualista (espiritualismo e anarquismo). Também falo sobre o Projeto Vênus, e em parte minha filosofia se baseia neste projeto, como uma fonte de moral para a construção de uma futura sociedade tecnológica sem elitismo e monetarismo, onde a liberdade e cooperativismo são a moral predominante, não competição e autoritarismo. Defendo que o anarquismo deve ser feito por meio da reflexão, não de terrorismo. E de forma que mantenha uma organização social, só que sem um rei mandando em todos (neste caso seriam as grandes corporações e grandes banqueiros).

Offline Geotecton

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #93 Online: 09 de Setembro de 2010, 19:54:38 »
[...]
Não vou falar muito sobre isso aqui porque ainda está em desenvolvimento. Também encontrei relação entre extraterrestre e a espiritualidade. Quer dizer, isso porque há no meio espiritualista relatos feitos por espíritos feito sobre vida em outros mundos. Eu faço, como disse, uma análise entre estes relatos, dados científicos e conspiracionistas (porque não acho que as agências espaciais e militares de bases secretas sejam mesmo sinceros com o público). Por exemplo, há imagens de Marte feitas pelo Hubble em que Marte aparece com o limbo azul e manchas azuladas e esverdeadas, ao contrário das típicas imagens que as agências mostram (Marte vermelho, amarelo ou preto) para manter o status de Marte como planeta vermelho (ou até para, como as autoridades dizem, evitar suposto pânico).

Sinceramente, eu acho que as imagens de Marte tem vermelho em exagero. Esse vermelho marciano me parece meio artificial. Além disso, a quantidade de gás carbônico (pouca devido à baixíssima pressão atmosférica) não seria suficiente para tornar o céu tão vermelho. Sim, haveriam períodos em que o céu ficaria rosado (tempestades de areia). Mas quando o céu ficasse limpo, ficaria azul pelo efeito de rayleigh scattering.
[...]

Primeiro. As imagens que voce viu de Marte, feitas pelo Hubble, foram feitas com as cores reais ou foram feitas segundo um padrão de associação da luz emitida e respectiva cor processada digitalmente?

Segundo. As imagens de Marte feitas pelo Hubble ressaltam a coloração da refração da luz solar na atmosfera marciana, inclusive o que foi submetida ao efeito da Dispersão Rayleigh, e não a coloração da superfície, que é sim vermelha, dada a grande quantidade de óxido de ferro presente nas rochas que recobrem praticamente toda a superfície, visto que não existem nem oceanos e nem vegetação em Marte.


Devo deixar uma coisa bem claro... sou agnóstico em relação a tudo isso! Extraterrestres na Terra (porque não?), homem das neves (um homem alto que leva uma vida solitária), ness (não seria um monstro, mas uma espécie extinta), dinossauros na floresta do Congo (seriam descendentes de dinossauros/provavelmente os lagartos e aves também são), mula-sem-cabeça (uma mula que teria sobrevivido algum tempo após ter sido degolada durante um incêncio, que nem o caso de uma galinha que viveu acho que 18 dias sem parte da cabeça), chupa-cabras (talvez uma espécie em extinção), reptilianos (o que menciono em minha obra são como habitantes naturais da Terra, no interior dela que teriam sobrevivido à catástrofe que dizimou os dinorrauros, sendo que os reptilianos ainda eram primitivos na época).
[...]

O que significa "interior dela (Terra)"? Seriam tocas ou cavernas?
Foto USGS

Offline Contini

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #94 Online: 09 de Setembro de 2010, 20:22:09 »
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O que significa "interior dela (Terra)"? Seriam tocas ou cavernas?
Geo, o buraco é, literalmente, mais embaixo
http://www.projetoockham.org/historia_terraoca_1.html (cuidado ao ler, um geólogo pode chegar a ter convulsões)

Junte a isso mais meia duzia de teorias conspiracionistas, conspirações do governo americano para esconder a verdade, etc...

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Offline Mr. Mustard

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #95 Online: 09 de Setembro de 2010, 23:07:33 »
A ligação dos espíritas com seres superiores é tão grande que eu ainda não compreendo o que fazem aqui na terra... :hehe:

Offline Enio

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #96 Online: 10 de Setembro de 2010, 00:08:31 »
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O que significa "interior dela (Terra)"? Seriam tocas ou cavernas?

Isso não tem nada a ver com Terra oca. A Terra não seria oca. Essa teoria é absurda! Lacerta também acha isso absurdo... O que haveria seriam cavernas, muitas delas em determinadas regiões do planeta, principalmente América do Norte, centro da Ásia, se não me engano Austrália e parte da América do Sul, fora outras possíveis localidades. Algumas cavernas ou túneis seriam naturais, outros seriam artificiais. Estas cavernas estão no subsolo. Há relatos de pessoas que se depararam com túneis gigantescos. Houve o caso em que chegaram a fechar uma mina.

As naturais talvez tenham se formado talvez por corrente subterrânea de lava ou então pela presença de água, quando a posição dos continentes estava diferente, há muitos milhões de anos atrás. Teriam se formado de forma semelhante como as cavernas se formam. O interior da crosta terrestre estaria cheio destas cavernas. E talvez o de Marte também.  8-)

Só não me pergunte como é que alguma espécie poderia sobreviver nestas cavernas. Se estes reptilianos realmente existem e se são nativos deste mundo, então, para sobreviverem, teriam já descoberto o fogo na época, ou alguma fonte de energia e alimento para se manterem vivos e depois se desenvolverem. Existem cavernas que possuem correntes subterrâneas de água, e nestes locais teriam tido água abundante. Não foram todas as espécies que pereceram. Muitas teriam sobrevivido naquele período. Os mamíferos sobreviveram, por exemplo.

Alguns dinossauróides teriam se protegido em tais cavernas por um longo tempo (só saíam em busca de comida). Provalelmente depois de um tempo, quando a terra voltou ao normal, estes reptilianos voltaram à superfície, mas já teriam se adaptado ao subsolo. Não conquistam a superfície por causa da interferência de uma espécie alienígena que teria criado o ser humano a partir de macacos (a Terra seria o jardim zoológico deles). Lecerta diz que os reptilianos se preparam para um provável futuro encontro com esta raça (Illojiim). Os Illojiim apenas queriam que uma raça inteligente se formasse, por motivos desconhecidos.

É estranho como o ser humano se desenvolveu tão rápido em cerca de 2 milhões de anos. As espécies normalmente demoram muito mais tempo para sofrerem mudanças tão profundas em sua evolução, da forma como o homem sofreu. O ser humano teria evoluído errado (neste caso produto de engenharia alien). De acordo com o relato de Lacerda, os reptilianos teriam se desenvolvido em 10 milhões de anos.


No caso de Marte, as fotos teriam sido com cores reais. Eu sei que Marte é avermelhado, na verdade estou me referindo à cor da atmosfera, que seria azul, e não vermelha ou amarela (que segundo alguns seriam causadas por filtragem de cor, e isso feito de propósito para se esconder do público a idéia de um Marte mais semelhante à Terra). Marte é majoritariamente vermelho, mas não seria tanto da forma como a NASA mostra. Esse vermelho em excesso não me parece natural. Há desertos avermelhados aqui na Terra, mas não chegam à saturação como ocorre em Marte. Eu penso sim que há manipulação das cores por parte das agências espaciais. As imagens originais ficariam guardadas, só em contato com os membros mais internos destas agências. Penso que as autoridades querem que fiquemos na ignorância. E isso é verdade. E uma verdade está bem em nosso território nacional, pela falta de verbas na educação para se manter a corrupção...  :nojo:

Sim, Marte não tem oceanos. Há certas imagens que parecem mostrar vestígeos de uma suposta vegetação. Há algumas imagens interessantes em que aparecem áreas verdades, em contraste com o solo avermelhado. Áreas verdes localizadas em cantos e partes mais profundas de vales ou canais (tais áreas seriam mais húmidas). Se não forem árvores, talvez seriam algas ou algo assim. Há também outras imagens interessantes em que aparecem o que se parecem corpos de água (de fato há uma teoria que sustenta que Marte pode ter pequenos lagos que se manteriam até certa temperatura). Como o solo marciano é rico em minerais e possivelmente em sais, então estes compostos permitiriam a água se manter líquida a temperaturas mais abaixo de zero graus, mantendo-a líquida durante certos períodos. Ao menos no verão, Marte teria clima semelhante ao do Alaska (no verão) ou latitude próxima (permitindo então vida, de alguma forma).

Marte teria um solo cheio de nutrientes, de acordo com certo estudo. Só faltaria mais água líquida abundante e pressão atmosférica maior. Mas como há certas imagens que áreas verdes que sugerem vegetação e água, então ou existem organismos capazes de sobreviver nas condições marcianas ou então nos mentiram sobre temperatura e pressão do ar marcianas. Talvez haja mais oxigênio do que pensamos. Talvez haja um ciclo, em que uma pequena parte do oxigênio ficaria livre na atmosfera. Formas de vida poderiam talvez fazer redução e oxidação de ferro como forma primária de metabolismo, devido à abundância de ferro, além de outros metais que nos são importantes. Haveria também maior concentração de fósforo (vital para formação de DNA). Quanto à vegetação, esta absorveria água do subsolo, em que talvez se encontre líquida em partes mais profundas. Neste caso a vegetação teria raízes muito profundas, a não ser se a água se encontrar mais próxima da superfície.

Melhor ainda, porque não haver em Marte cavernas profundas, como ocorre na Terra, já que Marte foi muito mais úmido no passado? A superfície nos parece morta e não haver atividade vulcânica na superfície, mas talvez ainda haja calor no interior, devido à presença de supostos gêiseres marcianos nas regiões polares. O interior marciano ainda estaria ativo, só que apenas não suficiente para haver atividade vulcânica. Talvez Marte seja ativo em seu interior. Mal sabemos sobre o interior da Terra, ainda mais de Marte!!! E como a densidade de Marte é menor, então é provável que possa estar cheio de "poros", quer dizer, voláteis em seu interior. Voláteis + calor e nutrientes = vida! Acho que ainda está um pouco cedo para dizer que Marte é um mundo morto. Na verdade não seria tão assim quanto nos parece. E Marte seria mais colorido também.


Os espíritos superiores são, em natureza, cooperativos, solidários, e não uns ignorantes e egoístas como a gente. Eles tem contato com uma verdade muito maior que a que sabemos, e já estão maduros o suficiente para nos compreender sem reclamar de nós. Eles não ficam lá no paraíso deles "tocando harpa", mas, por sua natureza mais desenvolvida que a nossa, nos ajudam em nossa evolução... não por manifestação, mas por meio de inspirações inconscientes que dão às pessoas e por meio de todo um sistema deles (no plano dos desencarnados). Jesus era só mais um entre estes. Gandhi estaria num nível próximo.

Offline Barata Tenno

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #97 Online: 10 de Setembro de 2010, 00:18:14 »
oh my god...... Cade o Giga?
He who fights with monsters should look to it that he himself does not become a monster. And when you gaze long into an abyss the abyss also gazes into you. Friedrich Nietzsche

Offline Mr. Mustard

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #98 Online: 10 de Setembro de 2010, 16:33:01 »
Enio,

A Terra oca é uma teoria absurda, mas o sistema dos espíritos, o plano dos desencarnados, não?

É isso?

Jesus era só mais um entre eles e Gandhi estaria num nível próximo. Humm... Muito bem.

Poderia me dizer em que nível estaria o Charles Manson e/ou o Tiririca?

Desculpe-me o tom sarcástico, mas de onde diabos você tira estas histórinhas? Dos Gibis? History Channel? De algum jogo RPG? Da pescaria?

Quando você diz "Voláteis + calor + nutrientes = vida!", o que te faz pensar, quando os cientistas laureados com o Nobel por descobrirem o DNA, cujo trabalho longo e determinado que de fato evidenciou algo, escutassem este tipo de pérola?

Offline Contini

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Re: Um historiador e ex-ateu, agora espírita
« Resposta #99 Online: 10 de Setembro de 2010, 16:52:48 »
oh my god...... Cade o Giga?
Só o Giga? O Geotecton teria um colapso com as "ideias" geologicas dele!!

Se bem que entendo o Giga.
Enio, faça uma pesquisa neste forum, todas essas crendiçes espíritas já foram refutadas aqui, a maioria pelo Giga, por isso a falta de disposição de apontar as mesmas falácias e os mesmos erros lógicos desta religião.
Pesquise "espiritismo + Giga".
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