Autor Tópico: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo  (Lida 26130 vezes)

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Offline Mahul

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #175 Online: 07 de Abril de 2011, 19:42:48 »
Mahul, pelo que eu já vi aqui no RJ tem tabela sim, mas acho que também engloba o cabelo. Por exemplo, uma pessoa da cor da Camila Pitanga, mas que não tenha cabelo tão crespo não acho que vá ser considerada negra!

Só uma observação, na época que fiz vestibular somente a UERJ tinha adotado esse sistema e teve um garota da minha sala, que sempre estudou comigo desde o primeiro ano passou para essa universidade por meio das cotas (acrescentando que era uma escola cara e bem conceituada, sempre com muitas aprovações). Não observaram se ele era desfavorecido ou qualquer outra característica que os defensores das cotas raciais usam, simplesmente concederam o benefício porque ele era negro.
Ou seja, sob o pretexto de defender direitos o que esse pessoal está querendo mesmo é manter privilégios! :no: DDV, pelo que sei aqui no meu Estado (SP) a coisa também funciona (ou funcionava) assim. De que Estado você é? E realmente é espantoso (e bem brasileiro) tudo isso! :enjoo: :nojo:
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Offline Liddell Heart

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #176 Online: 07 de Abril de 2011, 22:17:23 »
Temos que levar em conta que:

-O Brasil é demasiadamente miscigenado, logo, é muito ignorante analisar a ascendência de alguém pela cor da pele.
-Cotas são medidas populistas(não visam resolver o problema, apenas dar um paliativo, no geral, contraproducente), não melhoram as condições da grande maioria dos negros(são, se não me engano, 22.000 cotistas raciais até agora, em uma sociedade de quase 100 milhões de negros, pardos e afins), criando assim uma classe privilegiada, de poucos.
-O sistema de cotas é racismo praticado pelo Estado. Sabemos que, até hoje, o racismo só foi realmente grave quando o Estado se intrometeu.



Ao invés dessas medidas questionáveis, seria bom liberar a economia, e promover o "bem de todos e a felicidade geral da Nação".  :D
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Offline Pandora

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #177 Online: 07 de Abril de 2011, 23:58:41 »
Credo, eles fazem avaliação da aparência do indivíduo e ainda usando tabelas antropométricas!!!

Meus Deus do céu, eu não tinha ouvido da existência de algo assim oficialmente institucionalizado desde o regime sul-africano!

Estou espantado porque, em meu estado, a simples declaração aliado à exigência de ter feito o Ensino Médio em escola pública bastava.


A coisa está pior do que eu imaginava. Cadê o STF??



É exatamente isso  :D :D :D :D

Caso vc não saiba, há época dos fatos que contei (e acho que continua assim até hoje) pela lei nº 4151/03 DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 20% das vagas eram reservadas para alunos de escolas públicas, 20% para negros e 5% para deficientes físicos, minorias étnicas e algo mais que esqueci (depois eu procuro a lei). Nessa mesma lei tem um artigo que possibilita o candidato escolher uma das cotas no momento da inscrição!

Só para constar, tem muita, mas muita coisa que o STF "não vê".

« Última modificação: 08 de Abril de 2011, 00:02:12 por Pandora »

Offline Moro

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #178 Online: 08 de Abril de 2011, 00:32:04 »
se for colocar quota prefiro que seja para advindos da rede pública de ensino do segundo grau. Ao menos vai ser mais justo.
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Offline Buckaroo Banzai

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #179 Online: 08 de Abril de 2011, 01:40:00 »
Acho que deveria ser* por renda familiar mesmo. Há uma razoável variação de renda em quem cursou o ensino "prinicipal" em escola pública, tem desde os pés-rapados até quem está bastante confortável até. Ao menos nas melhores escolas públicas.





* Supondo que devesse ser. Não tenho certeza, e, havendo isso, deve ser de tal forma que não "baixe o nível", não propriamente uma cota, "tem que ter N% de pessoas de baixa renda". Sem pensar muito em todos os detalhes, eu imagino que o melhor fosse elevar os requisitos para quem não seja elegível para cotas, talvez também de forma gradativa: quanto mais alta for a renda familiar, mais exigido é do exame. Mas o mínimo não abaixa, "ultra-miserável pega diploma sem precisar nem cursar".

Offline DDV

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #180 Online: 08 de Abril de 2011, 02:00:06 »
Acho que tinha que ser por renda familiar mesmo. Há uma razoável variação de renda em quem cursou o ensino "prinicipal" em escola pública, tem desde os pés-rapados até quem está bastante confortável até. Ao menos nas melhores escolas públicas.

E não apenas há uma GIGANTESCA variação de renda entre os que estudaram em "escola particular", como também há uma grande variação nos custos de cada curso universitário escolhido.

Por exemplo: o curso de medicina em faculdades particulares não sai por menos de 2 000 reais mensais. Dificultar o acesso a esse curso em faculdade pública para estudantes cujos pais ralaram para pagar mensalidades de 200 reais em escolas particulares de periferia é um CRIME!  :hmph:



 
Não acredite em quem lhe disser que a verdade não existe.

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Offline DDV

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #181 Online: 08 de Abril de 2011, 02:02:45 »
O correto é acabar com qualquer tipo de critério admissional que não seja a avaliação de conhecimentos.

O problema do menor conhecimento de quem cursa escola pública deve ser resolvido da maneira óbvia.

Não acredite em quem lhe disser que a verdade não existe.

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Offline Buckaroo Banzai

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #182 Online: 08 de Abril de 2011, 02:15:25 »
A única vantagem dele é servir de contraponto (por ser o espelho, o extremo-oposto) dos grupos gayzistas, racialistas, maconhistas, abortistas e comunistófilos que, juntamente com algumas reinvidicações legítimas, ficam no congresso defendendo tipos diversos de privilégios ou medidas que podem prejudicar ou restringir a liberdade das demais pessoas.

Isso é só meme do realidade, ou você acha que desses, até abortistas querem benef[icios privilégios ou medidas que afetam a liberdade de outros? Acho que só uma parte consideravelmente ínfima (ou talvez, melhro dizendo, secundária) das "bandeiras" desses grupos (tirando talvez comunistóides, zumbis, etc) se enquadra nessas descrições. E acho que tendem a aumentar conforme mais se extender a oposição às partes perfeitamente razoáveis. Só que os conservadores vão argumentar coisas como, "não, não podemos ceder, temos que ser como Churchill, não Chamberlein".

Eu acho que o contrário se aproxima mais da realidade, quanto a "vantagem" dos Boçalnaros da vida. 99% do que falam é alguma imbecilidade, e, aquilo que se salva, acaba sendo comprometido por associação. Ao mesmo tempo, mesmo em jogadas até razoavelmente engenhosas como essa do "sistema de cotas", penso que a tendência é que o tiro saia pela culatra, por ter sido ele quem disparou. Vão simplesmente fugir pela esquerda no que concerne a hipocrisia de votar contra a lei, desviando o assunto para "o Bolsonaro é racista/homofóbico; com isso vemos que o racismo/homofobia não acabou, é motivo de piada para alguns", e como isso mostra que são necessárias cada vez mais leis de proteção e reparação e etc e tal. Cria o ensejo para mais populismo e clientelismo eleitoral/político/ONGistico.

Offline Buckaroo Banzai

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #183 Online: 08 de Abril de 2011, 02:19:13 »
O correto é acabar com qualquer tipo de critério admissional que não seja a avaliação de conhecimentos.

O problema do menor conhecimento de quem cursa escola pública deve ser resolvido da maneira óbvia.

De modo geral, concordo. Mas ao mesmo tempo acho que é interessante algo mais "puxado" de acordo com as maiores chances. Ao mesmo tempo, um desempenho menor de quem teve maiores dificuldades financeiras pode também significar maior empenho e até capacidade de alguém com o mesmo resultado, mas que levava uma vida mais confortável. Daí não acho que pode haver uma confluência entre critérios "sociais" e os meramente acadêmicos.

Offline Buckaroo Banzai

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #184 Online: 08 de Abril de 2011, 02:23:58 »
Amostra de como o Bolsonaro é um idiota útil para a esquerda:

Citar
[...]
O Bolsonaro existe e está no Congresso porque representa sim uma parcela significativa da população, aquela que assina a Veja e balança a cabeça quando o Tio Rei fala, que tem o direito sim de eleger um deputado que represente seus valores, seus preconceitos, sua visão de mundo.

A solução democrática é deixar o Bolsonaro falar. Não é bonito, não é cômodo, não é agradável, mas ninguém tem o direito de não ser incomodado.

Se deixarmos Bolsonaro falar, ele vai, sim, atrair uma pequena parcela da população que encontra ressonância em suas palavras, mas também vai repelir e enojar uma parcela absurdamente maior da população, que vai ficar (como ficou) horrorizada com cada som que sai de sua boca.

Quanto mais ele fala, mais ele associa racismo e homofobia com extrema-direita e ditadura militar, que é uma associação que queremos cada vez mais entranhada no imaginário nacional. Vamos lembrar que a própria Veja, essa semana, ao lamentar chorosamente que o Brasil não tem direita, atribui o fato à essa herança maldita. Vamos exacerbar isso. Vamos fazer do Bolsonaro "a cara da direita": quanto mais ele falar, mais minoritária será a direita. Podemos nos dar ao luxo de deixar meia-dúzia de malucos babando ódio no seu canto.

É importante que Bolsonaro exista. É importante que a extrema-direita racista moralista saudadosa-da-ditadura leitora-da-Veja se sinta representada, sinta que faz parte da conversa política. É uma válvula de escape. É um paliativo político pra um grupo frustrado e apeado do poder há décadas.

Via de regra, na história do mundo, os grupos que derrubam o tabuleiro são os que acham que estão fora do jogo e não tem chance nem de entrar e nem de ganhar.

É do nosso interesse que, agora, nesse momento, existam muitas pessoas pelo Brasil afora batendo no peito com orgulho e dizendo:

"Ainda bem que esse moço Bolsonaro está lá no Congresso dizendo umas verdades pra essa gente!"

[...]

http://www.interney.net/blogs/lll/2011/04/05/bolsonaro/

Offline DDV

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #185 Online: 08 de Abril de 2011, 02:47:02 »
A única vantagem dele é servir de contraponto (por ser o espelho, o extremo-oposto) dos grupos gayzistas, racialistas, maconhistas, abortistas e comunistófilos que, juntamente com algumas reinvidicações legítimas, ficam no congresso defendendo tipos diversos de privilégios ou medidas que podem prejudicar ou restringir a liberdade das demais pessoas.

Isso é só meme do realidade, ou você acha que desses, até abortistas querem benef[icios privilégios ou medidas que afetam a liberdade de outros?

Há quem considere os fetos como "pessoas", sendo portanto incluidos na categoria dos "outros" cujos direitos ou liberdade devem ser protegidos.

Eu sou contra o aborto não apenas por sentir (pessoalmente) aversão à crueza de se matar fetos, ou tratá-los como coisas descartáveis (ferindo a dignidade e o respeito  com que vidas humanas deveriam ser tratadas), mas também por considerar algo desnecessário nos casos não-previstos em lei.

Citar
Acho que só uma parte consideravelmente ínfima (ou talvez, melhro dizendo, secundária) das "bandeiras" desses grupos (tirando talvez comunistóides, zumbis, etc) se enquadra nessas descrições.

Os racialistas defendem privilégios baseados em raça e cor, além da "racialização" da sociedade brasileira, dividindo arbitrariamente e oficialmente as pessoas em negras e brancas, tratando-as e enquadrando-as conforme a raça à qual pertencem ao invés de individualmente.

Os gayzistas defendem a criminalização e censura de quaisquer opiniões negativas sobre o homossexualismo, além de políticas de "engenharia social" e lavagam cerebral gayzista nas crianças dos outros feitas nas escolas.

Os maconhistas querem que o governo abra totalmente mão do combate e controle de mais um entorpecente, não bastando os problemas causados pelos já legalizados.





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 E acho que tendem a aumentar conforme mais se extender a oposição às partes perfeitamente razoáveis. Só que os conservadores vão argumentar coisas como, "não, não podemos ceder, temos que ser como Churchill, não Chamberlein".

Eu acho que o contrário se aproxima mais da realidade, quanto a "vantagem" dos Boçalnaros da vida. 99% do que falam é alguma imbecilidade, e, aquilo que se salva, acaba sendo comprometido por associação. Ao mesmo tempo, mesmo em jogadas até razoavelmente engenhosas como essa do "sistema de cotas", penso que a tendência é que o tiro saia pela culatra, por ter sido ele quem disparou. Vão simplesmente fugir pela esquerda no que concerne a hipocrisia de votar contra a lei, desviando o assunto para "o Bolsonaro é racista/homofóbico; com isso vemos que o racismo/homofobia não acabou, é motivo de piada para alguns", e como isso mostra que são necessárias cada vez mais leis de proteção e reparação e etc e tal. Cria o ensejo para mais populismo e clientelismo eleitoral/político/ONGistico.

Tendo a concordar.

Mas acho que a opinião sendo expressa pelo Bolsonaro é melhor para a causa "conservadora" do que o silêncio total, pois este último serviria para "ratificar" as posições extremistas citadas como o correto e consensual, quando não são.

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Offline DDV

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #186 Online: 08 de Abril de 2011, 02:57:19 »
O correto é acabar com qualquer tipo de critério admissional que não seja a avaliação de conhecimentos.

O problema do menor conhecimento de quem cursa escola pública deve ser resolvido da maneira óbvia.

De modo geral, concordo. Mas ao mesmo tempo acho que é interessante algo mais "puxado" de acordo com as maiores chances. Ao mesmo tempo, um desempenho menor de quem teve maiores dificuldades financeiras pode também significar maior empenho e até capacidade de alguém com o mesmo resultado, mas que levava uma vida mais confortável. Daí não acho que pode haver uma confluência entre critérios "sociais" e os meramente acadêmicos.

Já eu acho que os problemas que levaram algumas pessoas a terem menor desempenho na hora do vestibular devam ser resolvidos em suas causas e origens, fora do vestibular e da universidade. A admissão em cursos acadêmicos públicos não deve fazer nenhuma acepção de pessoas além do desempenho objetivo no exame.


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Offline Buckaroo Banzai

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #187 Online: 08 de Abril de 2011, 03:11:18 »


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Acho que só uma parte consideravelmente ínfima (ou talvez, melhro dizendo, secundária) das "bandeiras" desses grupos (tirando talvez comunistóides, zumbis, etc) se enquadra nessas descrições.

Os racialistas defendem privilégios baseados em raça e cor, além da "racialização" da sociedade brasileira, dividindo arbitrariamente e oficialmente as pessoas em negras e brancas, tratando-as e enquadrando-as conforme a raça à qual pertencem ao invés de individualmente.

Esse talvez seja o "setor" mais problemático, acho que deveriam ter só projetos de políticas anti-discriminação, não de discriminação "contrária".


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Os gayzistas defendem a criminalização e censura de quaisquer opiniões negativas sobre o homossexualismo, além de políticas de "engenharia social" e lavagam cerebral gayzista nas crianças dos outros feitas nas escolas.

Eu não sei exatamente o que querem com aquilo que pode se enquadrar como censura, mas acho que há mesmo o risco de haver exagero. Já quanto a parte de "engenharia social e lavagem cerebral gayzista, bem, isso é provavelmente só histeria moral mesmo. A melhor "contra" argumentação é de que deveriam fazer educação anti-discriminatória mais generalizada. Por outro lado, acho que as pesquisas colocam os homossexuais bem próximo do topo, se não estiverem no topo mesmo, dos grupos ao qual as pessoas mais têm antipatia pré-estabelecida, então também pode ser razoável um enfoque maior aí.



Os maconhistas querem que o governo abra totalmente mão do combate e controle de mais um entorpecente, não bastando os problemas causados pelos já legalizados.

Sendo que os problemas colaterais da tentativa fracassada de controle são maiores do que os problemas de um possível aumento no número de adolescentes meio grogues, bobos-alegres e com uma baita fome, é algo bastante razoável.




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 E acho que tendem a aumentar conforme mais se extender a oposição às partes perfeitamente razoáveis. Só que os conservadores vão argumentar coisas como, "não, não podemos ceder, temos que ser como Churchill, não Chamberlein".

Eu acho que o contrário se aproxima mais da realidade, quanto a "vantagem" dos Boçalnaros da vida. 99% do que falam é alguma imbecilidade, e, aquilo que se salva, acaba sendo comprometido por associação. Ao mesmo tempo, mesmo em jogadas até razoavelmente engenhosas como essa do "sistema de cotas", penso que a tendência é que o tiro saia pela culatra, por ter sido ele quem disparou. Vão simplesmente fugir pela esquerda no que concerne a hipocrisia de votar contra a lei, desviando o assunto para "o Bolsonaro é racista/homofóbico; com isso vemos que o racismo/homofobia não acabou, é motivo de piada para alguns", e como isso mostra que são necessárias cada vez mais leis de proteção e reparação e etc e tal. Cria o ensejo para mais populismo e clientelismo eleitoral/político/ONGistico.

Tendo a concordar.

Mas acho que a opinião sendo expressa pelo Bolsonaro é melhor para a causa "conservadora" do que o silêncio total, pois este último serviria para "ratificar" as posições extremistas citadas como o correto e consensual, quando não são.

Eu sei lá. Entre o Bolsonaro e nada, acho que a imagem da direita seria muito beneficiada com o "nada", uma vez que, não chega a ser exatamente "nada", só algo menos enfático e talvez mais correto. E do ponto de vista não propriamente direitista então, menor ainda é a perda. O que consola é que do outro lado tem uns equivalentes aqui e ali, se bem que, diferentemente dos fãs dele, são mais "mainstream", e não tanto exemplo de quase-pinéis. Não que isso seja realmente justo, é só o status quo.

Offline Buckaroo Banzai

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #188 Online: 08 de Abril de 2011, 03:18:54 »
O correto é acabar com qualquer tipo de critério admissional que não seja a avaliação de conhecimentos.

O problema do menor conhecimento de quem cursa escola pública deve ser resolvido da maneira óbvia.

De modo geral, concordo. Mas ao mesmo tempo acho que é interessante algo mais "puxado" de acordo com as maiores chances. Ao mesmo tempo, um desempenho menor de quem teve maiores dificuldades financeiras pode também significar maior empenho e até capacidade de alguém com o mesmo resultado, mas que levava uma vida mais confortável. Daí não acho que pode haver uma confluência entre critérios "sociais" e os meramente acadêmicos.

Já eu acho que os problemas que levaram algumas pessoas a terem menor desempenho na hora do vestibular devam ser resolvidos em suas causas e origens, fora do vestibular e da universidade. A admissão em cursos acadêmicos públicos não deve fazer nenhuma acepção de pessoas além do desempenho objetivo no exame.

Esses problemas não podem ser resolvidos, a não ser se atingindo uma utopia. O que eu sugeri não tem nada a ver com "resolver" esses problemas, é apenas uma forma de tentar levar em consideração também o empenho, dedicação, que tenderá a ser menor naqueles que, apesar de melhores condições e oportunidades, obtiveram um desempenho igual àqueles em condições inferiores de preparação.

Offline Buckaroo Banzai

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #189 Online: 08 de Abril de 2011, 03:49:12 »
Bolsonaro ou qualquer pessoa pode não "concordar com a homossexualidade" e dizer isso, o que não pode ser tolerado é ele afirmar que todos os gays são promíscuos, que não tem valores e que suas famílias são desestruturadas.

E o que não pode deixar de ser permitido dizer é falar que há diferenças (quaisquer que hajam) em promiscuidade entre grupos e estruturação de famílias. Isso não vai ser sempre negativo para o grupo minoritário/"oprimido", por exemplo, lésbicas têm menores índices de abuso de filhos e acho que até filhos com melhor desempenho escolar ou algo assim.

É possível que esse tipo de coisa seja usada para falar muita @#%#&, mas é melhor lidar com isso de forma intelectual em vez de cadeia ou processo, a não ser naquilo que se enquadrar como uma difamação normal ou qualquer coisa mais grave, especialmente incitação a violência.



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Da mesma forma, também não deve ser aceito que qualquer pessoa afirme que um profissional que ingressou na universidade por meio de cotas é menos competente que outro que não entrou por esse meio, até porque depois de entrar na faculdade todos serão avaliados pelos mesmos critério.  Essas atitudes criam "cidadãos com cidadania de 2º classe".

Silenciando essas vozes é possível só piorar a situação de cidadãos de segunda classe de alguns -- e não estou falando dos silenciados, mas daqueles a quem se procura proteger com a censura.

Imagine, e se isso é constatado, real? Vira tabu? E como hipótese? Não pode ser postulada, e as cotas tem que dar certo "por definição", porque seria "racista" ou "discrminatório" se não dessem, e seguimos dando murro em ponta de prego mas não criticamos aquilo que pode ser "feio" criticar?

Parece que não é o caso no Brasil (com a ressalva de que isso é segundo anuncia o governo, não tipicamente dado a se gabar de falhas), mas em outros países parece ser o caso. Isso se dá porque, apesar da avaliação dentro da faculdade se dar pelos mesmos critérios, a pessoa entrou lá com uma defasagem, e não consegue sempre superar, inclusive demorando mais tempo que os não-cotistas para concluir o curso (fazendo da universidade algo menos eficiente em formar profissionais, que formaria em maior número e melhor qualidade sem as cotas), além de tenderem mais a abandonar.

Simplesmente não pode ser crime/"inaceitável" postular esse tipo de hipótese. Boas intenções não bastam para algo funcioanar, enxergar problemas em algo com boas intenções não implica em se ter más intenções, e mesmo com más intenções pode se estar dizendo simplesmente uma verdade importante que, não necessariamente "serve" apenas a essas más intenções, mas tem que ser levada em consideração para o que quer que se planeje fazer, que pode ser diametralmente oposto ao que idealizaria alguém com as tais más intenções.

Offline Victor Pax

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #190 Online: 08 de Abril de 2011, 09:13:21 »
Hum.. tinha de ser da globo...

Olha acho bem forçado comparar uma piada (bem infeliz) feita em um momento de descontração e intimidade com declarações públicas de ojeriza a que parcela da sociedade for ou apologia ao crime pelo estado.
Acho que policial deve combater duramente o crime, com arma em punho e atirando... o que NÃO É o que o Bolsonaro defende, que é tornar os policiais juizes e carrascos.
O estado é que vai decidir quem vive ou morre (informalmente ou não).

......

Uma piada sobre “viadinhos” não tem o mesmo peso de publicamente falar que “consertaria” o filho com porrada e tortura... imagina se não fosse filho dele?
E quem escuta... não vê um monte de gente para “consertar”?

Como já disse liberdade de expressão não exclui a responsabilidade pelo que é dito.

Concordo com ele sobre cotas, pois acho que é atestado de reconhecimento de incompetência do cotista, mas as manifestações de desprezo para uma parcela da sociedade não está de acordo com o cargo, não e para mim são ate piores do que desvio de dinheiro público pois incentiva a violência e principalmente a justifica (afinal “se levou tiro de polícia é bandido” ou estavam apenas “consertando um viadinho”... ou um indigente... ou um índio... ou outro ser inferior).
E se essa desculpa que “se tem gente que rouba eu posso fazer o que quiser” não cola para a população até estranhos os foristas aprovarem isso para quem deveria ser exemplo.

Pela amor de Odim... uma piada as escondidas tem o mesmo peso de uma defesa da tortura?

E se abertamente é declarado que o estado tortura por que o cidadão não pode fazer o mesmo com a mulher e os filhos?
Que moral os outros tem para criticá-lo?
Está apenas “consertando”.


O pior nas declarações e discursos do Bolsonaro é que deixa claro haver 2 tipos de pessoas na sociedade.
Nós e os de “segunda classe”
Uns podem ser mortos, podem ser espancados, podem ser perseguidos e “sumirem”.
E os “nós” são “eles” (os policiais, o legislativo e o judiciário) e não “nós”.


http://noticias.uol.com.br/politica/2011/04/06/neonazistas-ajudam-a-convocar-ato-civico-pro-bolsonaro-em-sao-paulo.jhtm

Neonazistas ajudam a convocar "ato cívico" pró-Bolsonaro em São Paulo

Uma manifestação de apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) está sendo convocada na internet para o próximo sábado (9), às 11h, no vão do Masp, em São Paulo. O protesto, batizado de “ato cívico”, está sendo divulgado em rede sociais como o Orkut e no fórum “Stormfront.org”, administrado pelo movimento neonazista “White Pride World Wide” .

No fórum, o tópico utilizado para divulgar a manifestação foi aberto ontem e apagado hoje, mas o cache do Google que indexa as páginas apagadas registrou as mensagens.

A convocatória, publicada por um membro denominado “Erick White”, diz: “Vamos dar o nosso apoio ao único Deputado que bate de frente com esses libertinos e Comunistas!!! Será um manifesto Cívico, portanto, levem a família, esposas, filhos e amigos... (sic)”.

O autor finaliza a mensagem com os números “14/88”, simbologia nazista que faz referência a Adolfo Hitler e ao nacionalista norte-americano David Lane, defensor do mito da supremacia branca.

No Orkut, onde não há referências racistas ou nazistas explícitas, o ato foi divulgado em comunidades de apoio a Bolsonaro. São elas: “Sou fã do dep. Jair Bolsonaro”, com 4.086 membros; “Jair Bolsonaro para Presidente” (2.469 membros); “Bolsonaro é o cara” (71). Entre todas as comunidades no Orkut sobre o deputado, as três mais numerosas demonstram apoio a Bolsonaro.

Declarações

As recentes polêmicas envolvendo o parlamentar começaram com um quadro do programa humorístico “CQC” exibido no último dia 28. Nele, a cantora Preta Gil perguntou ao deputado: “se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria?”

A resposta, considerada racista por Preta Gil e por colegas de Bolsonaro no Congresso Nacional, foi a seguinte: “ô, Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu".

O deputado afirmou que se confundiu com a série de perguntas feitas no quadro e não se referiu aos negros em sua resposta.

Desde o episódio, Bolsonaro deu uma série de entrevistas nas quais fez criticas a homossexuais e elogios a ditadura militar.

Offline Victor Pax

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #191 Online: 08 de Abril de 2011, 09:18:26 »

Quanto a Preta... bom ela até pode ser o que for, mas a pergunta dela foi educada e coerente.

Foi uma acusação de racismo, simplesmente. Não sei como isso pode ser exatamente "educado", e quanto a "coerente", se tratando de auto-coerência, bem, realmente é difícil conseguir ser incoerente com uma pergunta tão simples. Se estiver se referindo a coerência num contexto maior da entrevista, não poderia avaliar, nem vi.

Cara, a pergunta ao meu ver cabia oa questionário e não a achei nenhuma pegadinha.

- Se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria?

Aliás poderia ser uma pergunta que qualquer pessoa poderia fazer.

Se o Bolsonaro não tem autocontrole para não "soltar os cachorros" por nada (vai me desculpar, mas ainda não vejo a grande malícia na pergunta da Preta) deve começar a tomar uns remedinhos....

E nem eu nem minha família não somos obrigados a ver ele "baixar o nível" com uma série de acusações pessoais.

Offline Pandora

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #192 Online: 08 de Abril de 2011, 12:06:47 »
Bolsonaro ou qualquer pessoa pode não "concordar com a homossexualidade" e dizer isso, o que não pode ser tolerado é ele afirmar que todos os gays são promíscuos, que não tem valores e que suas famílias são desestruturadas.

E o que não pode deixar de ser permitido dizer é falar que há diferenças (quaisquer que hajam) em promiscuidade entre grupos e estruturação de famílias. Isso não vai ser sempre negativo para o grupo minoritário/"oprimido", por exemplo, lésbicas têm menores índices de abuso de filhos e acho que até filhos com melhor desempenho escolar ou algo assim.

É possível que esse tipo de coisa seja usada para falar muita @#%#&, mas é melhor lidar com isso de forma intelectual em vez de cadeia ou processo, a não ser naquilo que se enquadrar como uma difamação normal ou qualquer coisa mais grave, especialmente incitação a violência.



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Da mesma forma, também não deve ser aceito que qualquer pessoa afirme que um profissional que ingressou na universidade por meio de cotas é menos competente que outro que não entrou por esse meio, até porque depois de entrar na faculdade todos serão avaliados pelos mesmos critério.  Essas atitudes criam "cidadãos com cidadania de 2º classe".

Silenciando essas vozes é possível só piorar a situação de cidadãos de segunda classe de alguns -- e não estou falando dos silenciados, mas daqueles a quem se procura proteger com a censura.

Imagine, e se isso é constatado, real? Vira tabu? E como hipótese? Não pode ser postulada, e as cotas tem que dar certo "por definição", porque seria "racista" ou "discrminatório" se não dessem, e seguimos dando murro em ponta de prego mas não criticamos aquilo que pode ser "feio" criticar?

Parece que não é o caso no Brasil (com a ressalva de que isso é segundo anuncia o governo, não tipicamente dado a se gabar de falhas), mas em outros países parece ser o caso. Isso se dá porque, apesar da avaliação dentro da faculdade se dar pelos mesmos critérios, a pessoa entrou lá com uma defasagem, e não consegue sempre superar, inclusive demorando mais tempo que os não-cotistas para concluir o curso (fazendo da universidade algo menos eficiente em formar profissionais, que formaria em maior número e melhor qualidade sem as cotas), além de tenderem mais a abandonar.

Simplesmente não pode ser crime/"inaceitável" postular esse tipo de hipótese. Boas intenções não bastam para algo funcioanar, enxergar problemas em algo com boas intenções não implica em se ter más intenções, e mesmo com más intenções pode se estar dizendo simplesmente uma verdade importante que, não necessariamente "serve" apenas a essas más intenções, mas tem que ser levada em consideração para o que quer que se planeje fazer, que pode ser diametralmente oposto ao que idealizaria alguém com as tais más intenções.

Continuo achando que simplesmente afirmar que profissionais que entraram na faculdade por cotas serão menos competentes é errado. Se o aluno cotista apresentam mais dificuldades, eles deverão se esforçar mais para acompanhar o restante da classe, caso contrário, não deverá ser aprovvado. Agora, se a universidade no decorrer do curso "passa a mão" na cabeça do cotistas, é um problema da universidade e não das cotas. Esse sistema deve ser visto e aplicado como uma forma de "ajudar" a entrar na faculdade e não a obter diploma.


Offline DDV

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #193 Online: 08 de Abril de 2011, 16:05:10 »
Citação de: Pandora
Esse sistema deve ser visto e aplicado como uma forma de "ajudar" a entrar na faculdade e não a obter diploma

Mas por que os alunos oriundos de escola pública administradas pelo governo devem ser favorecidos pelo governo na hora de entrar na universidade?

Poderia expôr-nos claramente e objetivamente as razões?
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Offline _Juca_

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #194 Online: 08 de Abril de 2011, 17:16:43 »
Citação de: Pandora
Esse sistema deve ser visto e aplicado como uma forma de "ajudar" a entrar na faculdade e não a obter diploma

Mas por que os alunos oriundos de escola pública administradas pelo governo devem ser favorecidos pelo governo na hora de entrar na universidade?

Poderia expôr-nos claramente e objetivamente as razões?

Como mais meio de quebrar o ciclo "pobre-escola pública-faculdade paga" e garantir alguns pobres nas melhores universidades públicas.

Offline Liddell Heart

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #195 Online: 08 de Abril de 2011, 17:20:25 »
Citação de: Pandora
Esse sistema deve ser visto e aplicado como uma forma de "ajudar" a entrar na faculdade e não a obter diploma

Mas por que os alunos oriundos de escola pública administradas pelo governo devem ser favorecidos pelo governo na hora de entrar na universidade?

Poderia expôr-nos claramente e objetivamente as razões?

Como mais meio de quebrar o ciclo "pobre-escola pública-faculdade paga" e garantir alguns pobres nas melhores universidades públicas.

Acho que deveriam primeiro quebrar o ciclo "pobre-escola pública-um dos piores ensinos do mundo". Concorda?
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Offline _Juca_

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #196 Online: 08 de Abril de 2011, 17:25:47 »
Citação de: Pandora
Esse sistema deve ser visto e aplicado como uma forma de "ajudar" a entrar na faculdade e não a obter diploma

Mas por que os alunos oriundos de escola pública administradas pelo governo devem ser favorecidos pelo governo na hora de entrar na universidade?

Poderia expôr-nos claramente e objetivamente as razões?

Como mais meio de quebrar o ciclo "pobre-escola pública-faculdade paga" e garantir alguns pobres nas melhores universidades públicas.

Acho que deveriam primeiro quebrar o ciclo "pobre-escola pública-um dos piores ensinos do mundo". Concorda?

Sem dúvida, mas essa política já é um meio.

Offline Gaúcho

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #197 Online: 08 de Abril de 2011, 17:49:32 »
Cotos em universidades públicas para estudantes que fizeram o ensino médio em escolas públicas é uma medida bacana.
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Offline Liddell Heart

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #198 Online: 08 de Abril de 2011, 17:59:58 »
Citação de: Pandora
Esse sistema deve ser visto e aplicado como uma forma de "ajudar" a entrar na faculdade e não a obter diploma

Mas por que os alunos oriundos de escola pública administradas pelo governo devem ser favorecidos pelo governo na hora de entrar na universidade?

Poderia expôr-nos claramente e objetivamente as razões?

Como mais meio de quebrar o ciclo "pobre-escola pública-faculdade paga" e garantir alguns pobres nas melhores universidades públicas.

Acho que deveriam primeiro quebrar o ciclo "pobre-escola pública-um dos piores ensinos do mundo". Concorda?

Sem dúvida, mas essa política já é um meio.

No âmbito político brasileiro, esse é o meio e o fim.


Cotas, para você, não soa como medida populista?
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Offline Fabrício

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Re: Bolsonaro ataca Preta Gil com homofobia e racismo
« Resposta #199 Online: 08 de Abril de 2011, 18:05:30 »
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Cotos em universidades públicas para estudantes que fizeram o ensino médio em escolas públicas é uma medida bacana.

Não acho não... na verdade o ensino no Brasil acabou se tornando uma coisa muito cruel com o pobres pais e mães de família, pela total incompetencia dos governos de proporcionar uma educação minimamente razoável nas escolas públicas.

Na verdade na minha humilde teoria, toda baseada em evidências anedotas  :hihi: e no que vejo nos meus parentes e amigos, existem 3 categorias de pessoas hoje no que concerne ao ensino:

- O muito ricos, que podem pagar os melhores colégios particulares, dando uma grande vantagem competitiva para o aluno entrar em uma faculdade pública ou, se o moleque não conseguir, podem pagar uma faculdade particular. Estes estão muito bem, obrigado.

- No outro extremo, os muito pobres, totalmente dependentes do ensino publico. Para estes, a não ser no caso de jovens especialmente inteligentes e dedicados, a única esperança do filho entrar na faculdade é por meio das cotas mesmo.

- E no meio existe uma categoria que sofre quase o mesmo que os mais pobres, a classe média que não está  nadando em dinheiro, paga impostos altíssimos e ainda tem que colocar os filhos em escolas particulares caríssimas, fazendo um enorme sacrifício para isso. Com estas pessoas o sistema de cotas (de escolas públicas) é extremamente injusto, já que os pais fazem um enorme sacrifício para tentar fornecer uma educação de qualidade para o filho e na hora da entrada na faculdade eles tem uma grande desvantagem em relação aos alunos da rede publica.

A solução todo mundo sabe: o ensino público deveria ser de qualidade, não haveria discrepância entre escolas particulares e públicas, e ninguém precisaria de cotas. Mas esta é uma solução difícil, de longo prazo e que depende da competência dos governos. Muito mais fácil a criação de cotas, sistema de "resultados" mais rápidos, com apelo populista, e que serve para tapar o sol com a peneira enquanto o verdadeiro problema vai sendo empurrado com a barriga.

E, com respeito ao assunto do tópico, também acho o Bolsonaro um idiota completo, mas ele tem direito de vomitar suas idiotices, como nós temos o direito de achá-lo um completo  imbecil por elas.

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