Autor Tópico: China se prepara para ser maior potência do mundo em dez anos  (Lida 11595 vezes)

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Re: China se prepara para ser maior potência do mundo em dez anos
« Resposta #75 Online: 29 de Julho de 2011, 13:11:27 »
Tipo, defina pujante?

Olha, nem chego a discordar realmente de você. Mas acho esse tipo de afirmação peremptória um tanto míope.

Eu não falei que a produção cultural seria ZERO. Falei apenas que ficaria MUITO ABAIXO da de um país onde há liberdade de expressão plena.



Sob qual métrica? A Suíça atual é mais ou menos pujante culturalmente que a França de Luis XIV? :)

Uma métrica possível seria avaliar, por exemplo, a diversidade da produção cultural em proporção à população, levando em conta o nível de educação formal de um povo. Aí sim, a liberdade de expressão, ao dar um espaço maior ao debate e à contestação de ideias, permite uma maior variedade. Foi o caso da Holanda no século XVII, em comparação com a França.
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Re: China se prepara para ser maior potência do mundo em dez anos
« Resposta #76 Online: 29 de Julho de 2011, 13:23:06 »
Tipo, defina pujante?

Olha, nem chego a discordar realmente de você. Mas acho esse tipo de afirmação peremptória um tanto míope.

Eu não falei que a produção cultural seria ZERO. Falei apenas que ficaria MUITO ABAIXO da de um país onde há liberdade de expressão plena.



Sob qual métrica? A Suíça atual é mais ou menos pujante culturalmente que a França de Luis XIV? :)

Uma métrica possível seria avaliar, por exemplo, a diversidade da produção cultural em proporção à população, levando em conta o nível de educação formal de um povo. Aí sim, a liberdade de expressão, ao dar um espaço maior ao debate e à contestação de ideias, permite uma maior variedade. Foi o caso da Holanda no século XVII, em comparação com a França.

Isso não invalida a correlação "mais liberdade de expressão, mais cultura". Embora liberdade de expressão permita maior produção cultural, não é a ÚNICA variável a influir nisso, ou seja, dado qualquer país A, quanto maior liberdade de expressão ele tiver, mais produção cultural terá.

E por incrível que pareça, a França de Luís XIV não tinha um nível de censura tão amplo quanto uma teocracia ou país comunista. O regime lá pegava duro apenas e especificamente na parte política (mais ou menos como a China atual ou a ditadura militar brasileira).



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Re: China se prepara para ser maior potência do mundo em dez anos
« Resposta #77 Online: 29 de Julho de 2011, 14:17:30 »


Isso não invalida a correlação "mais liberdade de expressão, mais cultura". Embora liberdade de expressão permita maior produção cultural, não é a ÚNICA variável a influir nisso, ou seja, dado qualquer país A, quanto maior liberdade de expressão ele tiver, mais produção cultural terá.


Claro. Mas não venha falar de silogismos.

E por incrível que pareça, a França de Luís XIV não tinha um nível de censura tão amplo quanto uma teocracia ou país comunista. O regime lá pegava duro apenas e especificamente na parte política (mais ou menos como a China atual ou a ditadura militar brasileira).

Sim e não. O grau de repressão variou dependendo da época e de quem o produzia. Não era saudável, por exemplo, defender os huguenotes, principalmente depois da revogação do Édito de Nantes. Nem falar bem de holandeses ou ingleses.
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Re: China se prepara para ser maior potência do mundo em dez anos
« Resposta #78 Online: 29 de Julho de 2011, 15:36:07 »
Adiantando-me:
1. Como mencionei, a China não precisa de poderio naval para pulverizar Taiwan. Só precisa de navios de transporte de tropas.

Se não me engano, o plano militar americano, para Taiwan, sempre foi manter uma frota para impedir um desembarque de Pequim.
Eu não me lembro de nenhuma frota americana estacionada em frente ao litoral chinês. Caso tenha maiores informações, gostaria de analisá-las.

A 7ª frota, que é guarnecida próxima à Coréia do Sul, tem a função de fazer pressão à China e Coréia do Sul.

Citar
Por outro lado, acho pouco provável que uma frota consiga impedir desembarques em uma ilha tão próxima ao litoral chinês, a menos que se preveja envolvimento direto na escaramuça (coisa que, como já disse, eu duvido que os americanos façam). Não conheço quase nada de estratégia militar, mas, para os chineses, bastaria um belo bombardeio de saturação, seguido de desembarque de paraquedistas com apoio de helicópteros e aviões para estabelecer uma cabeça de ponte sólida, seguida de um desembarque, aí sim, por tropas embarcadas. A saída dos EUA - se é que realmente estejam por lá - seria engajar-se em um conflito - que poderia facilmente descambar para uma guerra nuclear estratégica - ou simplesmente ignorar a situação. Acho que eles escolheriam a segunda opção.

Acho que os E.U.A conseguem impedir um desembarque ou, pelo menos, causar sérios danos (sérios danos para o padrão americano) quando a China tentar tal ação. 
Até 1970~1979, a posição do E.U.A seria intervenção massiça. Hoje, acredito que qualquer intervenção americana seria péssima para eles, para os chineses e para boa parte dos demais países (principalmente Brasil).
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Re: China se prepara para ser maior potência do mundo em dez anos
« Resposta #79 Online: 29 de Julho de 2011, 15:59:50 »
Acho que a China só conseguirá ser uma potência cultural, como fora outrora, quando acabar com as restrições à expressão.
Poderia, por gentileza, explicar a correlação entre liberdade de expressão e o fato de um país ou cultura tornar-se potência cultural? Se possível, gostaria de alguns exemplos.

Assim como a liberdade acadêmica é necessária para um país ter bons intelectuais, a liberdade de expressão, ou livre circulação de idéias, é importante para uma cultura saudável. A França e os E.U.A se tornaram potências culturais por permitirem a diversidade de idéias, enquanto a União Soviética, por culpa de sua compulsão por permitir que apenas a "cultura do proletariado" se prolifere, teve pouca influência cultural.
Aliás, não precisa ir muito longe. Se a censura no Brasil fosse mais forte, perderíamos muito de nossa influência cultural; em contrapartida, se a ditadura fosse mais branda, teríamos um leque cultural maior.

O número de boas idéias de um país é proporcional ao número de idéias que é permitido no mesmo. É claro, a probabilidade de uma boa idéia obter financiamento também conta.
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Re: China se prepara para ser maior potência do mundo em dez anos
« Resposta #80 Online: 29 de Julho de 2011, 16:10:51 »
Assim como a liberdade acadêmica é necessária para um país ter bons intelectuais, a liberdade de expressão, ou livre circulação de idéias, é importante para uma cultura saudável. A França e os E.U.A se tornaram potências culturais por permitirem a diversidade de idéias, enquanto a União Soviética, por culpa de sua compulsão por permitir que apenas a "cultura do proletariado" se prolifere, teve pouca influência cultural.
Aliás, não precisa ir muito longe. Se a censura no Brasil fosse mais forte, perderíamos muito de nossa influência cultural; em contrapartida, se a ditadura fosse mais branda, teríamos um leque cultural maior.

O número de boas idéias de um país é proporcional ao número de idéias que é permitido no mesmo. É claro, a probabilidade de uma boa idéia obter financiamento também conta.

Totalmente descabido o que você acabou de dizer. Na história da humanidade há vários exemplos de nações que estavam longe de serem bastiões da liberdade e apesar disso foram pólos culturais e modelo para muitos outros países, a própria China imperial é um exemplo disso. Os chineses durante séculos foram o modelo cultural (arquitetura, filosofia, sistema político, religião etc...) a ser seguido em toda a ásia oriental, até ser ultrapassada pelo Japão no século XIX, e como bem sabemos o império chinês estava longe de ser o paraíso da liberdade. Vários outros casos podem ser lembrados, como a França de Luís XIV, a Espanha dos Habsburgo, os impérios romano e persa etc...
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Re: China se prepara para ser maior potência do mundo em dez anos
« Resposta #81 Online: 29 de Julho de 2011, 16:27:55 »
Assim como a liberdade acadêmica é necessária para um país ter bons intelectuais, a liberdade de expressão, ou livre circulação de idéias, é importante para uma cultura saudável. A França e os E.U.A se tornaram potências culturais por permitirem a diversidade de idéias, enquanto a União Soviética, por culpa de sua compulsão por permitir que apenas a "cultura do proletariado" se prolifere, teve pouca influência cultural.
Aliás, não precisa ir muito longe. Se a censura no Brasil fosse mais forte, perderíamos muito de nossa influência cultural; em contrapartida, se a ditadura fosse mais branda, teríamos um leque cultural maior.

O número de boas idéias de um país é proporcional ao número de idéias que é permitido no mesmo. É claro, a probabilidade de uma boa idéia obter financiamento também conta.

Totalmente descabido o que você acabou de dizer. Na história da humanidade há vários exemplos de nações que estavam longe de serem bastiões da liberdade e apesar disso foram pólos culturais e modelo para muitos outros países, a própria China imperial é um exemplo disso. Os chineses durante séculos foram o modelo cultural (arquitetura, filosofia, sistema político, religião etc...) a ser seguido em toda a ásia oriental, até ser ultrapassada pelo Japão no século XIX, e como bem sabemos o império chinês estava longe de ser o paraíso da liberdade.

Qual época da China? Havia muita liberdade na China antiga, principalmente em alguns períodos da dinastia Tang, Ming e Song. Os confucianos {?} e taoístas eram bem "liberais" socialmente, creio que só os legalistas é que eram rígidos.  Comparativamente, a China antiga teve mais períodos de liberdade que a Europa medieval e antiga.
E o Japão só se tornou uma potência cultural na segunda metade do séc.XX.

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Vários outros casos podem ser lembrados, como a França de Luís XIV, a Espanha dos Habsburgo, os impérios romano e persa etc...

A França da época de Luís foi uma potência cultural? A maioria dos grandes pensadores "franceses", como Jean-Jacques Rosseau ou Montesquieu, vieram depois do Rei sol.
« Última modificação: 29 de Julho de 2011, 16:30:25 por Liddell Heart »
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Re: China se prepara para ser maior potência do mundo em dez anos
« Resposta #82 Online: 29 de Julho de 2011, 16:46:19 »

Qual época da China? Havia muita liberdade na China antiga, principalmente em alguns períodos da dinastia Tang, Ming e Song. Os confucianos {?} e taoístas eram bem "liberais" socialmente, creio que só os legalistas é que eram rígidos.  Comparativamente, a China antiga teve mais períodos de liberdade que a Europa medieval e antiga.
E o Japão só se tornou uma potência cultural na segunda metade do séc.XX.

Errado. Na China imperial coisas como liberdade de expressão e outros conceitos ocidentais de ''liberdade'' praticamente não existiam. Se um campônes ou mesmo um intelectual ousasse defender algo como abolição do império ou contestar a ordem social vigente, acho que a integridade física do sujeito estaria bastante ameaçada. Não faz sentido impor termos que utilizamos nas sociedades ocidentais modernas para descrever sociedades de lugares completamente diversos, isso é bastante anacrônico.

A França da época de Luís foi uma potência cultural? A maioria dos grandes pensadores "franceses", como Jean-Jacques Rosseau ou Montesquieu, vieram depois do Rei sol.

Quando falo de influência cultural não considero apenas o fato de um ou dois pensadores de determinado lugar terem influenciado o curso da história. Muitas outras coisas podem ser citadas como fator de influência, só para ficar em Luís XIV sabemos que na época do roi soleil a corte francesa era o modelo para toda a Europa, obras arquitetônicas erguidas na França eram o modelo a ser seguido pelos países considerados civilizados, até a maneira de se comportar a mesa durante esse período sofreu influência da corte francesa do absolutismo. E vale ressaltar que o iluminismo surgiu em países absolutistas como a França e a Prússia. Concordo com você quando diz que haver mais liberdade em determinado país pode levar o mesmo a se estabelecer como potência cultural devido aos debates mais amplos, maior circulação de ideias etc.., mas não penso que a liberdade seja uma condição sine qua non do florescimento cultural.
« Última modificação: 29 de Julho de 2011, 16:55:37 por Telefonista Mágico da Arquidiocese Galáctica »
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Re: China se prepara para ser maior potência do mundo em dez anos
« Resposta #83 Online: 29 de Julho de 2011, 17:08:45 »

Qual época da China? Havia muita liberdade na China antiga, principalmente em alguns períodos da dinastia Tang, Ming e Song. Os confucianos {?} e taoístas eram bem "liberais" socialmente, creio que só os legalistas é que eram rígidos.  Comparativamente, a China antiga teve mais períodos de liberdade que a Europa medieval e antiga.
E o Japão só se tornou uma potência cultural na segunda metade do séc.XX.

Errado. Na China imperial coisas como liberdade de expressão e outros conceitos ocidentais de ''liberdade'' praticamente não existiam. Se um campônes ou mesmo um intelectual ousasse defender algo como abolição do império ou contestar a ordem social vigente, acho que a integridade física do sujeito estaria bastante ameaçada. Não faz sentido impor termos que utilizamos nas sociedades ocidentais modernas para descrever sociedades de lugares completamente diversos, isso é bastante anacrônico.

Não existe uma "China Imperial", mas sim diversas "Chinas", que variam muito de geração a geração. O Imperador Yongle foi bem mais liberal que muitos Imperadores ocidentais da mesma época e posteriores a ele. O mesmo para o Imperador Guangxu. Mas, por exemplo, a Imperatriz Cixi foi muito mais tirana que maior parte dos regentes de sua época.

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A França da época de Luís foi uma potência cultural? A maioria dos grandes pensadores "franceses", como Jean-Jacques Rosseau ou Montesquieu, vieram depois do Rei sol.

Quando falo de influência cultural não considero apenas o fato de um dois pensadores de determinado lugar terem influenciado o curso da história. Muitas outras coisas podem ser citadas como fator de influência, só para ficar em Luís XIV sabemos que na época do roi soleil a corte francesa era o modelo para toda a Europa, obras arquitetônicas erguidas na França eram o modelo a ser seguido pelos países considerados civilizados, até a maneira de se comportar a mesa durante esse período sofreu influência da corte francesa do absolutismo. E vale ressaltar que o iluminismo surgiu em países absolutistas como a França e a Prússia.

Se não me engano, o iluminismo surgiu primeiro na Inglaterra, com Locke, e só depois passou para as demais potências. E a Prússia, com seu despotismo esclarecido, não pode entrar no mesmo saco que a França do Rei Sol.

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Concordo com você quando diz que haver mais liberdade em determinado país pode levar o mesmo a se estabelecer como potência cultural devido aos debates mais amplos, maior circulação de ideias etc.., mas não penso que a liberdade seja uma condição sine qua non do florescimento cultural.

Quando eu falo de ações humanos, no geral, falo de probabilidade. Algumas nações podem ter uma boa influência cultural mesmo com forte censura, mas é provável que uma nação que permita o livre pensamento tenha mais "bagagem cultural" que a mesma.
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Re: China se prepara para ser maior potência do mundo em dez anos
« Resposta #84 Online: 29 de Julho de 2011, 17:37:19 »
Citar
mas não penso que a liberdade seja uma condição sine qua non do florescimento cultural.

Não é condição sine qua non, mas é um fator que se soma.

Quanto mais um país A for livre, maior será a sua produção cultural.


No caso da China (caso que estamos discutindo), a produção cultural da mesma aumentará bastante caso ela se torne uma democracia.





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Re: China se prepara para ser maior potência do mundo em dez anos
« Resposta #85 Online: 29 de Julho de 2011, 17:38:13 »
Só para constar na discussão de vcs,
pode haver autoritarismo e repressão política e ao mesmo tempo uma maior liberdade e incentivo cultural, artes e ofício. Já li que muitos povos do Islã antigo gozaram de uma boa liberdade cultural, em considerando a época. Foi um quase-mini iluminismo mulçumano que posteriormente foi reprimido. Tudo isso muito antes do iluminismo europeu.

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Re: China se prepara para ser maior potência do mundo em dez anos
« Resposta #86 Online: 29 de Julho de 2011, 17:46:17 »
[...]Também não acredito que os EUA se mexeriam para defender Taiwan, já que o valor estratégico da ilha é pouco relevante (devido às bases dos EUA no Japão).

A questão é que pelo Tratado de Relações com Taiwan (http://en.wikipedia.org/wiki/Taiwan_Relations_Act) os EUA são obrigados a apoiar Taiwan em caso de invasão chinesa. Tanto no fim da década de 90 como em meados dessa década eles modernizaram os equipamentos militares de Taiwan justamente porque a China estava falando mais grosso sobre a ilha, de maneira que Taiwan por si só já tem uma capacidade de defesa considerável (e sempre fazem treinamentos conjuntos com militares dos EUA). O tratado não chega a exigir que os EUA intervenham militarmente em caso de invasão chinesa, mas quando questionado sobre isso eles sempre optaram por manter a política da ambiguidade de maneira que não se tem certeza que eles o fariam ou não.

Agora, na minha opinião a China não irá atacar Taiwan tão cedo (e duvido que tal ocorra nos próximos 20 anos), mas sempre vai engrossar a voz e dar demonstrações de força. Vejo isso como uma repetição das políticas de relações Wang e Ba. Com quase todos os vizinhos a China tem problemas e engrossa a voz por qualquer coisinha. Com quem está longe ela tenta vender a imagem de amigável. E acho que as coisas continuarão assim por muito tempo. 

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Re: China se prepara para ser maior potência do mundo em dez anos
« Resposta #87 Online: 29 de Julho de 2011, 18:09:59 »
Também não acredito que os EUA se mexeriam para defender Taiwan, já que o valor estratégico da ilha é pouco relevante (devido às bases dos EUA no Japão).

Em caso de ataque militar e ocupação territorial da Formosa pela China, os americanos, pelo menos, tentariam eliminar a China dos mares...

Nada... os EUA limitar-se-iam a protestos diplomáticos e tentativas de resoluções inúteis na ONU...

Talvez..., mas a competição por rotas marítimas, zonas económicas exclusivas, e recursos de plataformas continentais vai ser um elemento estratégico vital neste século..., uma eventual agressão chinesa aos formosinos seria um bom pretexto para os americanos os enfraquecerem no mar enquanto não se tornam ainda mais fortes..., mas talvez tenha razão e ficassem parados.
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Re: China se prepara para ser maior potência do mundo em dez anos
« Resposta #88 Online: 29 de Julho de 2011, 18:36:30 »
Não existe uma "China Imperial", mas sim diversas "Chinas", que variam muito de geração a geração. O Imperador Yongle foi bem mais liberal que muitos Imperadores ocidentais da mesma época e posteriores a ele. O mesmo para o Imperador Guangxu. Mas, por exemplo, a Imperatriz Cixi foi muito mais tirana que maior parte dos regentes de sua época.

Estou ciente disso, o que eu disse é que existe uma certa similaridade cultural em diversos períodos da história chinesa a partir da unificação e que aplicar termos surgidos na modernidade ocidental a sociedade chinesa é anacrônico. O conceito de liberdade que temos hoje é bem distinto do mesmo na China antiga. Provavelmente taoístas e confucionistas não utilizavam esse termo com o mesmo sentido que os pensadores liberais ocidentais passaram a usar a partir do iluminismo.


Quando eu falo de ações humanos, no geral, falo de probabilidade. Algumas nações podem ter uma boa influência cultural mesmo com forte censura, mas é provável que uma nação que permita o livre pensamento tenha mais "bagagem cultural" que a mesma.

Concordo.

Só para constar na discussão de vcs,
pode haver autoritarismo e repressão política e ao mesmo tempo uma maior liberdade e incentivo cultural, artes e ofício. Já li que muitos povos do Islã antigo gozaram de uma boa liberdade cultural, em considerando a época. Foi um quase-mini iluminismo mulçumano que posteriormente foi reprimido. Tudo isso muito antes do iluminismo europeu.

Esse período é chamado por alguns de era de ouro do Islã, mas nessa época em algumas sociedades islâmicas havia um grau de tolerância bem maior do que na Europa medieval. A ciência, filosofia e literatura islâmicas eram as verdadeiras herdeiras do mundo grego, só a partir das cruzadas é que o pêndulo passou a se inclinar para a Europa.
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Re: China se prepara para ser maior potência do mundo em dez anos
« Resposta #89 Online: 15 de Agosto de 2011, 16:36:37 »
Inflação alta e crescimento fraco colocam dilema político da China em destaque

A China reportou inflação persistentemente alta e crescimento mais baixo do que o esperado para julho, o que coloca em destaque o dilema de política econômica que os líderes do país enfrentam enquanto as crises de dívida cada vez mais graves na Europa e Estados Unidos causam abalos nos mercados mundiais.

O índice de inflação nos preços ao consumidor chineses subiu a 6,5% em julho, ante os 6,4% de junho, de acordo com dados divulgados na terça-feira pelo Serviço Nacional de Estatísticas da China.

A inflação foi causada principalmente pelos preços voláteis dos alimentos, que em julho subiram em 14,8% ante suas marcas no mesmo mês em 2010.

O crescimento ficou abaixo das expectativas para o mês passado na produção industrial, vendas do varejo e investimento, mas os números da inflação não permitem que Pequim afrouxe a política monetária. De outubro para cá, Pequim elevou os juros cinco vezes e aumentou o valor das reservas que os bancos do país precisam reter junto ao banco central nove vezes.

A despeito da aceleração na alta dos preços em julho, a maior parte dos economistas acredita que a inflação tenha chegado ao seu pico naquele mês e que agora se atenuará.

Brian Jackson, do Royal Bank of Canada em Hong Kong, diz que "o aspecto encorajador dos dados divulgados hoje é de que a inflação geral nos preços ao consumidor subiu apenas um pouco, depois de um grande salto no mês anterior".

"Acreditamos que a inflação esteja próxima de seu pico e que tenderá a cair pelo restante do ano, quando a comparação com a base do exercício anterior se tornará favorável", acrescentou.

Os preços de commodities como o petróleo estão em queda, em meio a sinais de uma desaceleração no crescimento mundial. Os preços da carne de porco, um fator importante na inflação chinesa dos últimos meses, começaram a se estabilizar.

O crescimento no investimento em ativos fixos caiu a 24,5% ante julho de 2010; em junho, havia sido de 25,1%, de acordo com estimativas da Barclays Capital. Muitos economistas agora acreditam que a China manteve seu aperto monetário por tempo demais em 2008, quando o crescimento se desacelerou no Ocidente, o que forçou o país a adotar um grande pacote de estímulo quando a economia mundial entrou em recessão, em setembro de 2008.

Stephen Green, do banco Standard Chartered, em Hong Kong, disse que as autoridades chinesas não querem cometer o mesmo erro de novo. Mas ao mesmo tempo sabem que a inflação pode voltar rapidamente --e devem também estar preocupadas com a possibilidade de que qualquer indicação do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) quanto a uma possível terceira rodada de relaxamento quantitativo cause alta imediata nos preços das commodities.

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/957500-inflacao-alta-e-crescimento-fraco-colocam-dilema-politico-da-china-em-destaque.shtml

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Re:China se prepara para ser maior potência do mundo em dez anos
« Resposta #90 Online: 05 de Março de 2012, 10:44:44 »
China reduz previsão de crescimento e muda seu modelo de desenvolvimento

Segundo o primeiro-ministro, Wen Jiabao, as economias emergentes enfrentam pressão pelo aumento da inflação e o arrefecimento do crescimento

A China reduziu para 7,5% o objetivo de crescimento de seu Produto Interno Bruto (PIB) para 2012, contra o 9,2% alcançado no ano passado, a fim de reorientar o modelo de desenvolvimento econômico para o consumo interno, explicou nesta segunda-feira o primeiro-ministro, Wen Jiabao.

O líder chinês discursou na abertura das sessões da Assembleia Nacional Popular (ANP) que acontece em Pequim. "Devemos acelerar a reestruturação da política econômica acrescentando a demanda interna, sobretudo o consumo, a inovação e a economia de energia para a construção socialista no econômico, político, cultural e social, preservando a estabilidade para realizar com êxito sobressalente o XVIII Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês", disse.

Tal Congresso se reunirá no próximo outono (hemisfério norte), como a cada meia década, e centrará a política chinesa da próxima década ao escolher o Comitê Central do PCCh, do qual sairá o Politburo e o secretário-geral, que aprovará a ANP em 2013 como novo presidente da China.

Em seu relatório sobre o trabalho do Governo na sessão anual da ANP, perante a máximo liderança e 2.924 delegados, o chefe do Executivo predisse uma recuperação global "difícil e tortuosa".

"A crise financeira internacional continua e em alguns países persistem as dificuldades para aliviar a curto prazo o problema da dívida soberana. Em nível nacional é premente que resolvamos contradições institucionais e estruturais", disse.

Segundo Wen, as economias emergentes enfrentam também a pressão pelo aumento da inflação e o arrefecimento de seu crescimento. No nível nacional, é preciso "atenuar o desequilíbrio e a descoordenação e abordar pressões sobre emprego, desenvolvimento da agricultura, aumento de renda dos camponeses, excesso de capacidade produtiva de certos setores e desmesurado consumo de energia", destacou.

Wen reconheceu que em 2011 "não foram cumpridas algumas metas com problemas em desapropriação de terras, demolição de casas, segurança em produção alimentar e farmacêutica e em distribuição de renda que suscitam protestos das massas", acrescentou.

Segundo disseram analistas, a estabilidade social é prioritária para o Congresso de outubro e por isso as diretrizes-chave são impulsionar o emprego, o bem-estar social e a flexibilização das políticas monetária e fiscal para estimular a demanda interna. Baixar 0,5% na previsão de crescimento ajuda também a cumprir o Plano Quinquenal (até 2015) e fixa diretrizes para transformar o modelo econômico rumo a outro mais sustentável e eficaz, afirmou Wen.

O Governo tentará também deter o aumento do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), principal índice da inflação, em torno de 4% contra 5,4% anualizado de 2011. Além disso, segundo o relatório de 39 páginas apresentado à ANP, a China aumentará em 2012 o volume de importações e exportações em 10% para melhorar seu balanço de pagamentos.

Também haverá cortes de impostos e políticas preferenciais para as pequenas e médias empresas e as dívidas dos Governos locais, área de risco para o sistema bancário chinês, serão vigiadas. O primeiro-ministro também destacou a importância da modernização militar e policial. A China reivindica quase todas as ilhas do Mar da China Meridional e cuja soberania disputa com Vietnã, Filipinas, Taiwan, Brunei e Malásia, além de Japão.

Na agricultura, a China apostará no desenvolvimento tecnológico para a segurança alimentar com uma produção de cereais em 2011 de 571 milhões de toneladas, aumento de 4,5% anualizado. O setor receberá apoio para pesquisa e desenvolvimento, pois, segundo publicou o jornal oficial "China Daily", mais de 90% de variedades de flores e vegetais são importados "e a pesquisa em sementes deve liderar o desenvolvimento do setor".

Impulsionar a indústria das sementes é desejo repetido do Governo chinês já que companhias estrangeiras possuem 15% de um mercado no qual há 8.000 empresas, em geral pequenas e com pouca capacidade de pesquisa e desenvolvimento.

http://economia.ig.com.br/china-reduz-previsao-de-crescimento-e-muda-seu-modelo-de-desenvo/n1597664406082.html

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Re:China se prepara para ser maior potência do mundo em dez anos
« Resposta #91 Online: 05 de Março de 2012, 14:18:23 »
Os chineses são muito espertos. Eles estão certos em investir no mercado interno, pois é ele quem segura as pontas quando bate a crise. Hoje o modelo de produção chines é excessivamente voltado para exportação.
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Offline Jack Carver

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Re:China se prepara para ser maior potência do mundo em dez anos
« Resposta #92 Online: 27 de Fevereiro de 2015, 14:23:49 »
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Rússia e China continuam firmes na decisão de desafiar Moody's e Fitch.
A Universal Credit Rating Group (UCRG), a nova agência de notação financeira criada conjuntamente por russos, chineses e norte-americanos, começará a funcionar no verão boreal de 2015.


Dentro em breve, a UCRG planeja ser homologada na Rússia, o que possibilitará a emissão das primeiras classificações de empresas russas e chinesas ainda antes do final do primeiro semestre.

Não será demais recordar que a UCRG foi instituída em junho de 2013, por iniciativa da Dagong Global Credit Rating chinesa, a Egan-Jones Ratings norte-americana e a RusRating russa.

O Conselho Fiscal da nova agência é encabeçado pelo antigo premiê francês Dominique de Villepin. A UCRG pretende efetuar suas atividades com base no princípio de não-afiliação e não-compromisso com nenhum Estado nem corporação.

Segundo o CEO da Dagong,  Guan Jianzhong, os "três grandes", ou seja, a Moody's, a Standard & Poors e a Fіtch, são muito politizadas e não são capazes de expressar opiniões imparciais e independentes:

"Recentemente, as agências de notação internacionais reduziram o rating de crédito da Rússia. Damo-nos conta de que a solvabilidade da Rússia pode enfrentar certas dificuldades derivadas das sanções impostas pelos EUA e um número de países europeus. No entanto, não vemos quaisquer mudanças significativas no que respeita às fontes de reembolso da dívida e à solvabilidade do Banco Central. Portanto, nós deixamos inalterado o rating soberano da Rússia".

Guan Jianzhong voltou a mencionar que a Dagong tinha atribuído à Rússia o rating soberano de A, com perspectiva estável. Ao mesmo tempo, a agência chinesa considera que os Estados Unidos merecem a classificação de A, com perspectiva negativa.
O chefe da maior agência de rating chinesa citou mais um exemplo de motivação política dos "três grandes":

"A Dagong atribuiu à Gazprom a classificação de crédito de AAA. O gigante do gás russo tem mostrado excelentes resultados em comparação com as empresas homólogas de âmbito internacional. No que concerne à maioria dos indicadores financeiros, a Gazprom ocupa o primeiro lugar ou está no Top 10 das empresas de gás mais importantes. As agências do Big Three cortaram a classificação da Gazprom devido ao rebaixamento do rating da própria Rússia.

"A lógica que seguem é simples: as empresas não podem ter um rating de crédito superior ao rating soberano do país. Na prática, é uma abordagem errada, porque a solvabilidade de um país raramente está associada com a situação financeira de uma ou outra empresa".


É por isso que os parceiros russos, chineses e norte-americanos estão empenhados em criar um avaliador global que, na sua expectativa, seja capaz de obrigar os "três grandes" a ceder parte do espaço ocupado por estes. Eis o que opina a este respeito Aleksandr Zaitsev, diretor-geral da RusRating:

"Nós sentimos um grande interesse por parte dos emitentes tanto russos quanto estrangeiros. Os últimos inclinam-se cada vez mais a crer que as classificações devem ser feitas por agências independentes, que não estejam associadas a qualquer Estado ou empresa. Esta é a diferença fundamental em relação aos 'três grandes'. A UCRG vai ser integrada por quase cinquenta agências de rating de distintos países, que terão a condição de seus fundadores. Na prática, será uma empresa de propriedade da comunidade mundial".

Mais uma inovação da UCRG consiste na decisão de usar todas as metodologias conhecidas de elaboração de avaliações para uma maior objetividade destas.

 http://br.sputniknews.com//mundo/20150227/285502.html#ixzz3Sy0rDHuh

Bônus:
http://motormais.pt/2015/02/china-ultrapassa-eua-em-numero-de-submarinos/
« Última modificação: 27 de Fevereiro de 2015, 14:30:42 por Jack Carver »
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Offline Geotecton

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Re:China se prepara para ser maior potência do mundo em dez anos
« Resposta #93 Online: 27 de Fevereiro de 2015, 14:50:04 »
Citar
[...]
Segundo o CEO da Dagong,  Guan Jianzhong, os "três grandes", ou seja, a Moody's, a Standard & Poors e a Fіtch, são muito politizadas e não são capazes de expressar opiniões imparciais e independentes:
[...]

Só pode ser piada.

O cavalheiro supra faz parte de uma organização totalmente politizada de um país (China) que, assim como a Rússia, não toma decisões sem base geopolítica e no qual a democracia mal tangencia as suas sociedades.

Acusar as agências classificadoras, que estão longe de serem perfeitas, de manipulação política nada mais é do que 'jogo de cena'... política.
« Última modificação: 27 de Fevereiro de 2015, 23:27:56 por Geotecton »
Foto USGS

Offline Jack Carver

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Re:China se prepara para ser maior potência do mundo em dez anos
« Resposta #94 Online: 27 de Fevereiro de 2015, 21:30:22 »
Só pode ser piada.

O cavalheiro supra faz parte de uma organização totalmente politizada de um país (China) que, assim como a Rússia, não toma decisões sem base geopolítica e no qual a democracia mal tangencia as suas sociedades.

Acusar as agências classificadoras, que estão longe de serem perfeitas, de manipulação política nada mais é do 'jogo de cena'... política.
Sem dúvidas.
No entanto, ainda assim achei a ideia de existir mais uma agência internacional(UCRG) dessa natureza positiva.

PS: A propósito, o tópico é bom.
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Offline Jack Carver

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