Autor Tópico: O negócio da religião  (Lida 1629 vezes)

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O negócio da religião
« Online: 01 de Setembro de 2011, 17:10:16 »
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Crescimento evangélico estimula mercado que une consumo e religião

É um grupo cada vez mais numeroso e com sede de prosperar e consumir. O crescimento dos evangélicos no Brasil, em especial no ramo pentecostal, provocou mais do que mudanças religiosas: fortaleceu um mercado econômico, que chama a atenção tanto de igrejas como da iniciativa privada.

De seu lado, as igrejas criaram estratégias de negócios. Algumas desenvolveram estruturas empresariais e planos de carreira; outras lançaram até cartões de crédito. E diversas montaram grupos e reuniões em que estimulam os fiéis a abrir negócios próprios e sanar suas finanças, com base na Teologia da Prosperidade - movimento que prega o bem-estar material do homem.

"Passava uma vida de miséria, comendo carcaça de frango", conta uma frequentadora da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), acrescentando que, depois que começou a assistir às "reuniões da prosperidade" semanais da igreja, "as portas começaram a se abrir". O depoimento é exibido pela própria IURD no YouTube.

Em outro vídeo, um fiel diz que seus negócios não deram certo até ele entrar para o culto. Depois de "sair das trevas", ele comprou "quatro, cinco casas", onde cabem "sete ou oito carros".

"A igreja é um local de ritos, mas hoje também um espaço de trocas e bens simbólicos", diz Leonildo Silveira Campos, do departamento de Ciências Sociais e Religião da Universidade Metodista.

"É voltada a pessoas cada vez menos preocupadas com questões transcendentais, e sim com o aqui e o agora. Para o novo pentecostal, o dinheiro não é para ser acumulado como previa a ética protestante, mas para comprar o carro e o apartamento novo. Para se inserir no mercado de consumo."

Igrejas e empresas respondem a isso com produtos, que incluem cartões de crédito - emitidos pelas igrejas Internacional da Graça de Deus e Assembleia de Deus - e lançamentos constantes.

A rua Conde de Sarzedas, no Centro de São Paulo, se especializou em atender consumidores cristãos. Ali, é possível comprar de bíblias segmentadas a CDs, jogos de tabuleiro com temas bíblicos e pacotes de turismo para Egito e Israel.

Público fiel

"É um lugar onde as pessoas sabem o que querem consumir. É um público fiel", diz à BBC Brasil a cantora e apresentadora Mara Maravilha, que, há 15 anos convertida à fé evangélica, tem uma loja onde vende seus CDs e DVDs gospel na Conde de Sarzedas.

Daniel dos Reis Berteli, 29, da igreja Nazareno do Brasil, comprava livros, roupas e CDs evangélicos em uma loja ao lado. "Antes, não tínhamos essa variedade de livros", diz. "Há uns 15 anos, minha mãe fazia lembrancinhas religiosas com cartolina. Hoje, está tudo mais profissional."

A percepção de que o setor caminhava rumo à profissionalização levou Eduardo Berzin Filho a promover a feira ExpoCristã, realizada há dez anos em São Paulo. Ele diz que a edição de 2010 atraiu 160 mil visitantes e expositores como editoras, gravadoras gospel, empresas de mobiliário para igrejas e até consultorias de gestão de templos.

O mais claro exemplo pentecostal de estratégia de negócios vem da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), que diz ter presença em mais de cem países – mais do que qualquer multinacional brasileira.

A IURD montou uma estrutura empresarial que faz de seus pastores "profissionais da religião, com metas de atração e conversão de fiéis, de arrecadação (de dízimo) e de ampliação de recursos", afirma Ricardo Mariano, professor da PUC-RS e autor de um livro sobre a Universal.

Para os pastores, diz Mariano, "existe quase um plano de carreira, que permite que eles passem para congregações maiores, vão para outros países e participem de programas de TV" se baterem as metas.

A IURD e outras seguem "os principais preceitos do marketing: preço, publicidade, praça (localização de templos) e produto", opina Mario René, professor de Ciências do Consumo na ESPM e doutor em teologia prática.

Os especialistas ressaltam que há traços de profissionalização e mercantilização também em outras religiões – só que eles estão mais evidentes nas pentecostais e neopentecostais por conta de sua exposição midiática e do próprio crescimento dos evangélicos no Brasil.

Segundo o estudo Novo Mapa das Religiões, da FGV, os evangélicos representavam 20,2% da população brasileira em 2009, contra 9% em 1991. Boa parte se concentra na emergente classe C.

Os pentecostais são por volta de 12% da população, mas, segundo estudo prévio da FGV, respondem por 44% das doações feitas às igrejas.

Doações

Agora, além de solicitar "ofertas" para continuar a "obra de Deus", a Igreja Universal pede contribuições para financiar o Templo de Salomão - versão brasileira de um histórico templo em Israel.

Em um culto recente da igreja em São Paulo, o pastor exibia aos fiéis um vídeo sobre o templo, que está sendo erguido na Zona Leste da cidade e custará R$ 350 milhões.

"Os (doadores) terão seus nomes colocados nas 640 colunas do templo", diz o pastor, pouco antes de serem entregues envelopes para doações. "O bispo disse que um homem doou R$ 200 mil. Se você não pode 200 mil, pode mil, pode 500. Doe de acordo com a sua fé."

Alguns fiéis apoiam o pagamento do dízimo e doações desse tipo como forma de dar continuidade ao trabalho religioso.

Mara Maravilha, fiel da Universal, é uma delas. Para a cantora, quem não paga a contribuição está "roubando de Deus" e "se o pastor vai fazer certo ou errado (com o dinheiro), isso não cabe mais" ao fiel.

"Graças a Deus que se abrem muitas igrejas. É melhor do que abrir botequim", afirma Mara. "A gente, por mais que dê, nunca vai conseguir dar mais do que Deus nos dá."

Ela também rejeita as críticas de mercantilismo. "Os produtos têm efeito que não tem dinheiro que pague para uma pessoa sem esperança. Antes, eu vendia até revista masculina. Hoje, vendo a palavra de Deus. Estou errada hoje ou estava antes?"

Perigo

A executiva Márcia Félix, 37, fiel da Igreja Quadrangular, tem opinião semelhante. Afirma que sua igreja incentiva seu crescimento e a realização de seus sonhos e que o eventual enriquecimento de pastores não a incomoda.

"Busco primeiro o Reino de Deus e sua justiça", argumenta a fiel evangélica. "Se tem quem rouba, é cada um com Deus."

Já Daniel Berteli, frequentador da Conde de Sarzedas, diz que considera a visão empresarial da religião "perigosa". "(Algumas igrejas) têm deixado o princípio de servir e viraram indústria."

O limite para a atuação das igrejas é difícil de definir, levando-se em conta que é tênue a linha que separa consumo e religião.

"Não temos um compartimento mental para a religião", diz Mário René, da ESPM. "Todos buscamos sentido, que pode ser atingido por espiritualidade, responsabilidade social, esoterismo e até pelo consumo."

René avalia ainda que, hoje, a prática comercial é praticamente inerente ao processo de angariar fiéis para uma determinada crença.

"Posso abrir uma igreja com praticamente nada. E daí, o que eu faço? Preciso de uma estratégia de marketing para ter sucesso, então vou procurar um pastor carismático e assim por diante", diz o pesquisador.

Para Ricardo Mariano, da PUC-RS, a questão é se a narrativa do apelo à prosperidade terá força no longo prazo. "Se a solução para os problemas (dos fiéis) é pontual, como engajá-los por um longo período? Isso não foi resolvido ainda."

Veja vídeo: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110825_religiao_evangelicals_pai.shtml
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Conheça alguns dos principais negócios ligados ao mercado evangélico

Mercado bilionário crescente, mas ainda pouco estudado, o segmento de produtos cristãos movimenta estimados R$ 12 bilhões por ano no Brasil, segundo cálculos de Mário René, professor de Ciências do Consumo Aplicadas na ESPM e doutor em teologia prática.

Grande parte desses negócios é destinada principalmente aos evangélicos, que crescem em número e em importância econômica no país.

Em paralelo, algumas igrejas evangélicas adquirem espaços milionários na grade de TV aberta brasileira e tomam parte em empreitadas que vão desde a construção de grandes templos até participação em empresas de engenharia e de telecomunicações.

Conheça abaixo alguns dos elementos que compõem esse mercado:

Templo de Salomão

Um terreno de 28 mil metros quadrados – área superior à do Parque Buenos Aires, em São Paulo – vai abrigar o Templo de Salomão, a maior construção da Igreja Universal do Reino de Deus.

Trata-se de uma reprodução de um histórico templo israelense, que está em fase inicial de construção na avenida Celso Garcia, no Brás (Zona Leste de São Paulo). Terá, segundo material de divulgação da própria Iurd, altura equivalente a um prédio de 18 andares, poderá abrigar até 10 mil pessoas sentadas e custará entre R$ 300 milhões e R$ 350 milhões.

O recurso virá de fiéis e "admiradores" do projeto, também de acordo com a Igreja Universal.

Telecomunicações e mídia

Igrejas e pastores evangélicos detêm dezenas de concessões de emissoras e rádios de TV, além de participação na mídia impressa – um exemplo é a Folha Universal, jornal semanal da Iurd com tiragem declarada de 2,3 milhões de exemplares.

Mas o mais proeminente negócio midiático relacionado aos evangélicos é a Rede Record, controlada desde 1989 por Edir Macedo, fundador da Universal.

Embora tanto a igreja como o grupo midiático sejam do mesmo dono, a Record diz que não sofre interferências da igreja, que é considerada apenas "um cliente" pela emissora.

As evangélicas também adquirem cerca de 130 horas semanais nas grades de algumas das principais emissoras de TV abertas do país – RedeTV!, Record, Band e Gazeta.

Relatos na imprensa dão conta de que o SBT negocia a venda de seu horário da madrugada para a Igreja Mundial; a assessoria da emissora diz que não há nada confirmado.

Produtos de consumo

A Assembleia de Deus oferece dois tipos de cartão de crédito, o Missionário e o Gold, este último dono de um perfil próprio no Twitter. A Igreja Internacional da Graça de Deus lançou o seu cartão de crédito Igreja da Graça. São exemplos de produtos destinados especialmente para o público evangélico.

A empresa Z3, do interior de São Paulo, se especializou em atender esse público, com livros e jogos infantis com histórias religiosas. "Nossa rede tem crescido, então acredito na expansão desse mercado", diz Kátia Vieira, funcionária da Z3. "Todos os dias recebemos clientes novos, quase exclusivamente do público evangélico. Estão sempre à procura de coisas novas."

Rua especializada

Uma pequena ladeira no Centro de São Paulo se tornou um ponto de encontro de consumidores e fornecedores de produtos cristãos. A rua Conde de Sarzedas tem dezenas de lojas especializadas, que oferecem de bíblias e CDs a jogos infantis, óleos de unção, produtos com frases que remetem a Deus e pacotes de viagem.

É ali que a cantora Mara Maravilha mantém uma loja, que vende seus CDs e DVDs de música gospel. No andar de cima da mesma galeria, funciona a Terra Santa Viagens, que fecha cerca de uma caravana por mês (com cerca de 50 pessoas) para turismo em cidades como Jerusalém, em Israel, e Belém, na Cisjordânia.

"A procura tem sido constante", diz Fernanda, uma das funcionárias. O principal público, ela acrescenta, é o evangélico.

Feiras setoriais

O empresário Eduardo Berzin Filho trabalha há 15 anos para o público evangélico, com a produção de revistas, sites e programas de TV. Há dez anos, lançou a ExpoCristã, que levou, segundo ele, 160 mil visitantes em 2010 ao centro de eventos do Anhembi, em São Paulo.

O evento reuniu atrações da música gospel, exposição de arte cristã e a venda de livros, produtos especializados e mobiliário para templos. A edição de 2011 da ExpoCristã está marcada para setembro.

Evento semelhante é realizado há sete anos em Curitiba por Jôfran Alves, que com sua esposa criou a ExpoCristo. A edição mais recente ocorreu em julho, também com atrações musicais, editoras, gravadoras, e até empresas que prestam serviço de segurança para templos. A ideia é atender bem a um "público que consome de tudo", como o cristão, segundo Alves.

Mercados fonográfico e editorial

Há poucos dados disponíveis sobre os segmentos de livros evangélicos e de música gospel, mas há indícios de crescimento e alta no consumo.

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) diz que a produção de livros religiosos cresceu 39,2% em 2010 em comparação com número anterior, dado que inclui livros católicos – o crescimento, inclusive, foi puxado por um livro do padre Marcelo Rossi.

A CBL não tem dados específicos sobre o mercado editorial evangélico, mas percebe crescimento.

"Nossa percepção é de que o público evangélico tem grande participação, e é crescente", diz à BBC Karine Pansa, presidente da Câmara. "Isso se dá pela cultura de ter uma bíblia para cada pessoa, de ter bíblias específicas, e pela vontade que esse público tem de aprender."

Sobre o mercado fonográfico gospel, a Associação Brasileira de Produtores de Discos diz não ter dados específicos, mas alguns dados confirmam a força do segmento.

Aline Barros, uma das mais conhecidas cantoras gospel, contabiliza 3,6 milhões de acessos em seu canal no YouTube. Damares, outro nome famoso desse mercado, vendeu 170 mil cópias de seu último CD e recebeu discos de ouro e platina. André Valadão tem nove CDs e cinco DVDs gravados em sete anos de carreira solo.

Serviços de apoio

Para amparar a construção de templos e sua gestão, foram criadas empresas e entidades que prestam serviços especializados.

Algumas têm elos com as próprias igrejas – caso do Engiurd, o Departamento de Engenharia da Igreja Universal do Reino de Deus, criado para "otimizar recursos em nossos processos de construção, reforma e manutenção de templos", segundo o site da empresa.

Outras entidades prestam serviços para diferentes congregações. É o caso da Sepal (Servindo aos Pastores e Líderes), que ensina técnicas de liderança e gestão de negócios para pastores e líderes religiosos e comunitários, além de realizar pesquisas para identificar regiões "com necessidades missionárias e sociais" que podem ser atendidas por congregações.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110825_negocios_evangelical_pai.shtml
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Análise: A estrutura financeira das religiões

A religião é uma instituição financeira tanto quanto espiritual. Sem doações dos fiéis, as religiões como organizações sociais não sobreviveriam.

Não é surpreendente que as maiores religiões do mundo - Judaísmo, Cristianismo, Islamismo, Budismo e Hinduísmo - promovam a acumulação de riquezas através de seus sistemas de crenças, o que contribui para a prosperidade econômica.

Incentivos espirituais como a danação e a salvação são motivadores eficientes. Por isso, religiões que dão ênfase à crença no inferno são mais propensas a contribuírem para a prosperidade econômica do que as que enfatizam a crença no paraíso.

As religiões que têm foco na crença no paraíso dão mais importância a atividades redistributivas (caridade) para diminuir o tempo das pessoas no inferno e chegar mais perto do paraíso.

Já o incentivo que se baseia na crença no inferno parece mais eficiente para o comportamento econômico, porque motiva os fiéis a trabalhar mais duro para evitar a danação.

Arrecadação

A estrutura organizacional, assim como o sistema de crenças de uma religião, afeta diretamente sua habilidade de arrecadar fundos dos fiéis.

A riqueza das religiões, de maneira muito semelhante à riqueza das nações, depende da estrutura de sua organização. Mas, diferentemente das corporações, as finanças das religiões não são transparentes para o público nem são monitoradas.

Algumas estruturas religiosas são hierárquicas como a da Igreja Católica Romana, com a concentração de riqueza no clero e no Papado. Por contraste, as igrejas evangélicas e pentecostais favorecem um acúmulo de riqueza de pai para filho.

O famoso evangelista americano Billy Graham e seu filho William Franklin Graham 3º, que assumiu a presidência da associação evangelista do pai, são um exemplo de como o poder espiritual e a riqueza de uma religião são mantidos pelos laços familiares.

Outras organizações tendem a ser descentralizadas e comunitárias por natureza, como o judaísmo, com as sinagogas locais mantendo a autonomia sobre as finanças.

Mas as religiões coletivas, como as monoteístas, requerem a crença exclusiva em um só Deus e contam financeiramente com tributos e doações voluntárias de seus membros.

Como consequência, um templo, igreja ou mesquita exerce pressão coletiva e outros tipos de sanções grupais para garantir a ajuda financeira contínua dos fiéis à religião.

No entanto, uma dificuldade constante enfrentada pelas religiões é que muitos membros decidem agir de acordo com sua própria vontade e não dar apoio financeiro.

Outro tipo de estrutura religiosa é a privada ou difusa. Hinduísmo e budismo são religiões privadas, em que os fiéis realizam atos religiosos sozinhos e pagam uma taxa para um monge pelo serviço.

Nestes casos, as atividades religiosas são partes da vida diária e podem ser feitas a qualquer momento do dia. Elas não requerem nem um grupo de fiéis nem a presença dos monges.

Estas religiões privadas tendem a ser politeístas e sustentadas financeiramente pelo pagamento de uma taxa de serviço.

Apoio do Estado

Religiões com muitos recursos, como por exemplo o catolicismo romano e o islamismo, historicamente foram - algumas vezes - monopólios financiados pelo Estado.

A regulação da religião pelo Estado pode reduzir a qualidade das vantagens espirituais na medida em que aumenta a capacidade da religião de acumular riqueza. Mas uma religião subsidiada pelo Estado pode ter um efeito positivo na participação religiosa.

Por exemplo, os governos da Dinamarca, Suécia, Alemanha e Áustria subsidiam muitas religiões para a manutenção de suas propriedades, a educação do clero e os serviços sociais.

Mesmo que isso não necessariamente aumente o número de pessoas que frequentam a igreja, o investimento financeiro do Estado nas instituições religiosas aumentou as oportunidades das pessoas de participarem de atividades patrocinadas pela religião.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/08/110830_analise_religiao_negocio_rm.shtml

Universal do Reino de Deus se expande em ritmo de multinacional (com vídeo)
'Igrejas da prosperidade' crescem na Nigéria (com vídeo)
Gurus indianos movimentam indústria milionária

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Offline Sergiomgbr

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Re: O negócio da religião
« Resposta #1 Online: 01 de Setembro de 2011, 17:28:37 »
Idéia boa pra por em prática seria uma igreja evangélica agnóstica, onde não religiosos que apreciassem o evangelho pudessem se confraternizar.  :oba:

Seriam os evangélicos A.
Até onde eu sei eu não sei.

Offline Sergiomgbr

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Re: O negócio da religião
« Resposta #2 Online: 01 de Setembro de 2011, 17:31:02 »
Símbolo dos evangélicos A,

              A
Até onde eu sei eu não sei.

Offline Geotecton

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Re: O negócio da religião
« Resposta #3 Online: 01 de Setembro de 2011, 19:29:40 »
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[...]
Por exemplo, os governos da Dinamarca, Suécia, Alemanha e Áustria subsidiam muitas religiões para a manutenção de suas propriedades, a educação do clero e os serviços sociais.
[...]

Se em Estados laicos mais avançados as religiões já tem enorme influência financeira e política, imaginem o que acontece em lugares mais subdesenvolvidos em termos econômicos e intelectuais, como a América Latina.
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Offline Dr. Manhattan

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Re: O negócio da religião
« Resposta #4 Online: 01 de Setembro de 2011, 19:35:22 »
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[...]
Por exemplo, os governos da Dinamarca, Suécia, Alemanha e Áustria subsidiam muitas religiões para a manutenção de suas propriedades, a educação do clero e os serviços sociais.
[...]

Se em Estados laicos mais avançados as religiões já tem enorme influência financeira e política, imaginem o que acontece em lugares mais subdesenvolvidos em termos econômicos e intelectuais, como a América Latina.

Acho que você está sendo um tanto injusto, Geo. No norte da Europa as igrejas tem influência mínima e não param de perder fiéis. E creio que a ICAR tem uma influência na Itália que chega a ser maior do que em certos países da AL.
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Alan Watts

Offline Geotecton

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Re: O negócio da religião
« Resposta #5 Online: 01 de Setembro de 2011, 19:43:56 »
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[...]
Por exemplo, os governos da Dinamarca, Suécia, Alemanha e Áustria subsidiam muitas religiões para a manutenção de suas propriedades, a educação do clero e os serviços sociais.
[...]
Se em Estados laicos mais avançados as religiões já tem enorme influência financeira e política, imaginem o que acontece em lugares mais subdesenvolvidos em termos econômicos e intelectuais, como a América Latina.
Acho que você está sendo um tanto injusto, Geo.

Talvez um pouquinho. :)


No norte da Europa as igrejas tem influência mínima e não param de perder fiéis.

Eu também acho que isto ocorre (perda de fiéis) na Noruega, na Finlândia e na Suécia. Mas, observe, que a própria reportagem menciona o fato de que as religiões continuam com tanta influência que conseguem subsídios substanciais de estados laicos.


E creio que a ICAR tem uma influência na Itália que chega a ser maior do que em certos países da AL.

Em pensei em termos de média de influência. E neste ponto a AL é muito mais influenciada politicamente pelas religiões do que a Europa e a América Anglo-Saxônica.
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Offline gilberto

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Re: O negócio da religião
« Resposta #6 Online: 01 de Setembro de 2011, 19:59:43 »

Por exemplo, os governos da Dinamarca, Suécia, Alemanha e Áustria subsidiam muitas religiões para a manutenção de suas propriedades, a educação do clero e os serviços sociais.
...
Eu também acho que isto ocorre (perda de fiéis) na Noruega, na Finlândia e na Suécia. Mas, observe, que a própria reportagem menciona o fato de que as religiões continuam com tanta influência que conseguem subsídios substanciais de estados laicos.
Algum de vcs sabe se esses subsídios públicos as igrejas pressupõe o pagamento por algum serviço das igrejas em prol da sociedade, como assistência social, já que os religiosos tem tradição e até uma "certa competência" em trabalhos assistenciais?
Pq isso poderia ser uma boa justificativa para esse tipo de subsídio.

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re: O negócio da religião
« Resposta #7 Online: 12 de Setembro de 2011, 19:36:05 »
Bom, acho que o tópico é apropriado para divulgar uma boa notícia:

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/mpf-denuncia-edir-macedo-por-evasao-de-divisas-e-estelionato/n1597206098439.html

MPF denuncia Edir Macedo por evasão de divisas e estelionato

"Líder religioso e outros três dirigentes da Igreja Universal são acusados de obter dinheiro de fiéis por meio de estelionato e enviar quantia aos EUA...   ...O bispo Edir Macedo Bezerra, líder religioso da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), e outras três pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) por lavagem dinheiro e evasão de divisas, formação de quadrilha, falsidade ideológica e estelionato contra fiéis para a obtenção de recursos para a Igreja.

Os três dirigentes denunciados são: o ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva, o bispo Paulo Roberto Gomes da Conceição, e a diretora financeira Alba Maria Silva da Costa. Eles são acusados de pertencer a uma quadrilha usada para lavar dinheiro da Iurd, remetido ilegalmente do Brasil para os Estados Unidos por meio de uma casa de câmbio paulista, entre 1999 e 2005.

Segundo a denúncia, do procurador da República Sílvio Luís Martins de Oliveira, o dinheiro era obtido por meio de estelionato contra fiéis da Iurd, por meio do "oferecimento de falsas promessas e ameaças de que o socorro espiritual e econômico somente alcançaria aqueles que se sacrificassem economicamente pela Igreja"...



matéria inteira no site acima



Offline Pilantrólogo

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Re:O negócio da religião
« Resposta #8 Online: 10 de Dezembro de 2014, 16:58:40 »
1) Preencha a lacuna no texto abaixo: [10 Pontos]
No idioma inglês, a palavra racket - "extorção", em tradução livre - é usada para definir um tipo de serviço fraudulento que é oferecido para resolver um problema que não existe, não existirá, ou sequer mesmo existiria se o próprio serviço não existisse.
Um exemplo de racket é a chamada Taxa de Proteção, cobrada por elementos do crime organizado para "proteger" estabelecimentos contra danos que poderiam eventualmente ser causados por "terceiros" ao local, caso a citada taxa não seja paga regularmente.
Outros exemplos de racket são os serviços oferecidos por certas .................... , para proteger seus fiéis seguidores contra tormento eterno após a morte, mau-olhado, maldições e outros incovenientes imaginários.
"(...) the future is already here. It's just not very evenly distributed." - William Ford Gibson

Offline Criaturo

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Re: O negócio da religião
« Resposta #9 Online: 11 de Dezembro de 2014, 07:25:32 »
Idéia boa pra por em prática seria uma igreja evangélica agnóstica, onde não religiosos que apreciassem o evangelho pudessem se confraternizar.  :oba:

Seriam os evangélicos A.
que tal uma igreja agnóstica para céticos poderem se confraternizar ?
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Offline Criaturo

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Re: O negócio da religião
« Resposta #10 Online: 11 de Dezembro de 2014, 07:44:22 »
Bom, acho que o tópico é apropriado para divulgar uma boa notícia:

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/mpf-denuncia-edir-macedo-por-evasao-de-divisas-e-estelionato/n1597206098439.html

MPF denuncia Edir Macedo por evasão de divisas e estelionato


Não é atoa que igrejas evangélicas se tornaram proselitistas de sucesso, elas prometem satisfazer todas necessidades humanas:
sucesso financeiro,saudê, sentimental em fim cobram por um pedaço do "céu" na terra, com grande vantagem de ninguém ter que morrer para adentrar neste paraíso evangélico!
Junte a isso todo um pesado  marketing bombardeando a mente de pessoas facilmente sugestionáveis e a prosperidade estará garantida , pelo menos para o Edir Macedo & Cia.
Demorou para o governo começar cobrar impostos dessas "doações" evangélicas ou no minimo controla-las e obrigar as igrejas reverterem boa parte desta grana em  obras assistências.
vejamos pelo lado da evolução, antes eram sacrificados animais, ou tentam comprar a Deus com dinheiro.
"Ninguém poderá amar a dois deuses, o das riquezas e que esta no céu, pois desprezará a um e passará servir somente ao outro."
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Offline El Elyon

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Re:O negócio da religião
« Resposta #11 Online: 11 de Dezembro de 2014, 13:10:01 »
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que tal uma igreja agnóstica para céticos poderem se confraternizar ?

Já existem, desde as relativamente antigas Igrejas Positivistas/Templos da Humanidade até o exemplo contemporâneo de relativo sucesso, a Sunday Assembly - além dos Unitários-Universalistas, que embora não sejam ateus, tem um sistema teológico incrivelmente liberal que aceita praticamente qualquer crença e descrença religiosa (e segundo fontes, tem um excelente catecismo).
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São Beda.

Offline Criaturo

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Re:O negócio da religião
« Resposta #12 Online: 11 de Dezembro de 2014, 20:20:52 »
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que tal uma igreja agnóstica para céticos poderem se confraternizar ?

Já existem, desde as relativamente antigas Igrejas Positivistas/Templos da Humanidade até o exemplo contemporâneo de relativo sucesso, a Sunday Assembly - além dos Unitários-Universalistas, que embora não sejam ateus, tem um sistema teológico incrivelmente liberal que aceita praticamente qualquer crença e descrença religiosa (e segundo fontes, tem um excelente catecismo).
seria interessante saber o conteúdo  dos sermões ?
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Offline El Elyon

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Re:O negócio da religião
« Resposta #13 Online: 11 de Dezembro de 2014, 20:40:37 »
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seria interessante saber o conteúdo  dos sermões ?

Eu nunca vi um da Igreja Positivista, e eles são um grupo incrivelmente pequeno, e a Sunday Assembly é a Renovação Carismática Ateia. Mas pelo que conheço de seus posts, creio que vá se interessar pelos Universalistas Unitários, veja a série Re-Imagining Religion.
« Última modificação: 11 de Dezembro de 2014, 20:45:47 por El Elyon »
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São Beda.

Offline Criaturo

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Re:O negócio da religião
« Resposta #14 Online: 12 de Dezembro de 2014, 13:40:12 »
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seria interessante saber o conteúdo  dos sermões ?

Eu nunca vi um da Igreja Positivista, e eles são um grupo incrivelmente pequeno, e a Sunday Assembly é a Renovação Carismática Ateia. Mas pelo que conheço de seus posts, creio que vá se interessar pelos Universalistas Unitários, veja a série Re-Imagining Religion.
na net tem de tudo! :hihi:
existência é igual a  ciência, sem nenhuma ciência sem existência.

Amo sofia mas, ela parece fugir de mim, de tão longe faz o meu amor platônico.

 

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