Autor Tópico: Tópico Coringa  (Lida 99498 vezes)

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Offline Alquimista

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Re:Tópico Coringa
« Resposta #2800 Online: 02 de Janeiro de 2017, 16:18:20 »
Antigamente a música era "ODE A ALEGRIA". Mas hoje o que se vê por aí tá mais pra "(PAG)ODE (D)A ALEGRIA"!!!

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...
« Última modificação: 02 de Janeiro de 2017, 16:25:51 por Alquimista »
"O Alquimista é o supremo alquimista alfa e o ômega das transmutações aurintelectofilosofais."

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Tópico Coringa
« Resposta #2801 Online: 02 de Janeiro de 2017, 18:41:07 »
Isso também seria igualmente sem sentido. A ideia é que não há, pelo menos até hoje, nenhum método objetivo para mensurar valor artístico.

Se arte não é sinônimo de técnica, então arte é o que é vendido como arte. E assim o valor artístico é apenas o valor de mercado.

Um quarto sujo, mijo, um monte de gente pelada enfiando o dedo umas nas outras, etc, tudo pode ser "arte"; basta que se consiga vender como tal a alguém ("vender" incluindo exposição ou performance socialmente tida como "de arte"). Esse é o critério mais objetivo que foge daquele rejeitado como elitismo técnico.



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Tudo que já foi proposto até o momento foram apenas versões empoladas de "o que eu acho bonito é bom, o que eu acho feio é ruim". Assim, a pretensiosidade de julgar objetivamente obras de arte como melhores ou piores, partindo geralmente de pessoas que sequer se deram o trabalho de tentar entender seu contexto ou seu significado, acaba sendo comparável a tentar impor um critério objetivo para dizer quais as cores mais bonitas e quais as mais feias de uma paleta. Não que as pessoas não possam expressar preferência. Obviamente podem, e é até provável que haja elementos que se sobressaiam na preferência pública, mas daí emergir uma métrica objetiva, "algorítmica" de beleza já é outra história.

Acho que arte como técnica não tem esse problema mencionado da subjetividade, ao mesmo tempo em que "beleza" talvez possa até ser incorporada com algum grau de objetividade (mas argumentavelmente não seria sempre a intenção), há "universais" em beleza (curiosamente, em um museu onde tem praticamente só arte moderna, é um único quadro mais tradicional onde as pessoas passam mais tempo olhando*). Ao mesmo tempo, acho que oda essa coisa de "se dar ao trabalho de entender o contexto e sigificado", muitas vezes é uma forma empolada de defender como são chiquérrimos os babados das roupas invisíveis do imperador.

E provavelmente é objetivamente refutável, com as pessoas, provavelmente mesmo especialistas, praticamente nunca chegando a consensos sobre significado e valor de obras, em testes cegos. Deve ser pior do que aqueles testes de provadores de vinho, e as pessoas também deverão confundir qualquer coisa aleatória com "obras de arte" se forem assim apresentadas, e confabular valor artístico para elas.



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O cara do Youtube eu não lembro o nome nem o canal "oficial" dele mas por coincidência o vídeo a que eu me referi apareceu no Facebook esses dias. Acho que dá para assistir mesmo sem estar logado.

https://www.facebook.com/alkaisersrock/videos/597188507098816/

Argh. John qualquer coisa Watson ou Watson qualquer coisa. Libertaróide direitinha conspiracionista revoltadinho.





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Christina's world, de Andrew Wyeth

Offline Alquimista

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Re:Tópico Coringa
« Resposta #2802 Online: 02 de Janeiro de 2017, 21:39:39 »
Isso também seria igualmente sem sentido. A ideia é que não há, pelo menos até hoje, nenhum método objetivo para mensurar valor artístico. Tudo que já foi proposto até o momento foram apenas versões empoladas de "o que eu acho bonito é bom, o que eu acho feio é ruim". Assim, a pretensiosidade de julgar objetivamente obras de arte como melhores ou piores, partindo geralmente de pessoas que sequer se deram o trabalho de tentar entender seu contexto ou seu significado, acaba sendo comparável a tentar impor um critério objetivo para dizer quais as cores mais bonitas e quais as mais feias de uma paleta. Não que as pessoas não possam expressar preferência. Obviamente podem, e é até provável que haja elementos que se sobressaiam na preferência pública, mas daí emergir uma métrica objetiva, "algorítmica" de beleza já é outra história.

O cara do Youtube eu não lembro o nome nem o canal "oficial" dele mas por coincidência o vídeo a que eu me referi apareceu no Facebook esses dias. Acho que dá para assistir mesmo sem estar logado.

https://www.facebook.com/alkaisersrock/videos/597188507098816/

Não procede porque as cores pelas cores só podem ser mensuradas numa medida escalar categórica ou nominal!!!!!!!

Mas é interessante o assunto. No mundo da arte é onde existem os maiores preconceitos, achismos e CRENÇAS contra os próprios artistas e suas vertentes.
90% dos nomes que citarei aqui vocês nunca ouviram falar!!!!

O ALQUIMISTA durante sua iniciação artística também achava que o mundo musical se resumia e morria apenas com os GRANDE GÊNIOS da música ocidental.   
Hoje O ALQUIMISTA se dedica à denominada MÚSICA ANTIGA e já sentiu de perto o preconceito da escol dos diletantes ''eruditos''.
Compositores como Francesco da Milano, Albert de Rippe, Morlaye e di Lassus são considerados como uma ''arte inferior'' se comparados aos heróis do romantismo ou os vanguardistas contemporâneos.
Mesmo o grande Gustav Leonhardt, quando foi ao Brasil apresentar a MÚSICA DAS MÚSICAS, com obras sublimes de um Couperin (Louis e François) ou do fantástico e bombástico Forqueray, a maioria do público arregou e foi embora durante o concerto. Não tinham ouvidos iniciados pra uma arte tão esotérica...
Mas quando precisei de alternativas pra tocar sonatas além das de Mozart ou Haydn, já bastante batidas e conhecidas, descobri uma miríade de compositores clássicos e barrocos GENIAIS, como o pioneiro da FORMA SONATA, G.B. Platti, os espanhóis Albero e Gallés, e J.L. Dussek, que foi uma grata surpresa (antecipou absurdamente em plena ERA MOZART o estilo chopiniano e, ao contrário da CRENÇA GERAL, foi o primeiro a tocar de perfil para o público burguês e não Liszt!!!).
Posso afirmar sem dúvida alguma que peregrinei por toda a produção musical do BARROCO e do PERÍODO CLÁSSICO e o que foi que descobri????
Não tem jeito!!!!  Cada período teve mesmo os seus esplendores máximos!!!!! No período clássico não encontrei nada que superasse a produção mozartiana, mesmo no piano, já que a verve de Mozart é tida mais como operística do que instrumental.
O mesmo pode-se dizer de Vivaldi e Bach (principalmente este!) no barroco, mesmo diante de Hércules como Marin Marais!!!!!
Em cada período então tiveram aqueles que se sobressaíram mais que os outros.   
« Última modificação: 02 de Janeiro de 2017, 21:43:08 por Alquimista »
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Offline Enjolras

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Re:Tópico Coringa
« Resposta #2803 Online: 12 de Janeiro de 2017, 00:48:10 »
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Germany Green Party Pledges To Pay For Free Sex With Prostitutes | But ‘Strictly’ For The Poor
https://www.360nobs.com/2017/01/germany-green-party-pledges-pay-free-sex-prostitutes-strictly-poor/

Isso que é um país de 1o mundo, onde as necessidades mais básicas da população são atendidas. Infelizmente o Brasil está a milhoes de anos de chegar a tão avançado estágio de sociedade.
Qualquer sistema de pensamento pode ser racional, pois basta que as suas conclusões não contrariem as suas premissas.

Mas isto não significa que este sistema de pensamento tenha correspondência com a realidade objetiva, sendo este o motivo pelo qual o conhecimento científico ser reconhecido como a única forma do homem estudar, explicar e compreender a Natureza.

 

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