Autor Tópico: Ponto de ruptura  (Lida 6744 vezes)

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Offline EuSouOqueSou

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #50 Online: 24 de Janeiro de 2019, 13:16:53 »


Nao se incomodem, so vim ver o papo de vcs que nao tem nada a ver com o tópico, continuem.
Qualquer sistema de pensamento pode ser racional, pois basta que as suas conclusões não contrariem as suas premissas.

Mas isto não significa que este sistema de pensamento tenha correspondência com a realidade objetiva, sendo este o motivo pelo qual o conhecimento científico ser reconhecido como a única forma do homem estudar, explicar e compreender a Natureza.

Offline Sergiomgbr

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #51 Online: 24 de Janeiro de 2019, 13:38:29 »
Não ficou bem claro o que devia se seguir ao seu depoimento, que se tornou seu "ponto de ruptura", se era um "siga o mestre", onde todos deviam exibir os seus também, ou se era possível e até louvável, construir  considerações mais amplas.
Até onde eu sei eu não sei.

Offline JungF

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #52 Online: 25 de Janeiro de 2019, 13:09:50 »

mas jamais um robô sentiria amor ou ódio, ambição ou desprendimento material, et cetera.
Citação de: Sergiomgbr
Olha só, tudo isso, sentimentos, reações a estímulos de um modo geral, até onde pode ser investigado objetivamente, são o resultado de diversas interações físico químicas do aparato cognitivo humano, perfeitamente possíveis de serem reproduzidos em máquinas e emulados em softwares.
Não Sergio; isto de que sentimentos e manifestações da inteligência sejam produtos do sistema nervoso é no meu ponto de vista o ponto mais frágil de toda a argumentação cética. É tão óbvio que não pode ser assim, e ao mesmo tempo exige tanto malabarismo racional, tanta obscuridade científica para suportar tal convicção, que os argumentos de um lado e outro se desvanecem e nada alcançam. É claro que o sistema nervoso, neste caso, funciona como o hardware, o que, se assim for, conduziria a uma discussão interminável: existiria ou não no homem, algo além de células, nervos e ossos?
Faça uma reflexão sobre a questão,

 

Quem sabe você queira assistir o filme antes. Eu assisti. É ótimo.
Já assisti; é muito bom mas não gostei do final. Sempre prefiro que o mocinho vença os bad guy's

Offline JungF

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #53 Online: 25 de Janeiro de 2019, 13:16:26 »
Não ficou bem claro o que devia se seguir ao seu depoimento, que se tornou seu "ponto de ruptura", se era um "siga o mestre", onde todos deviam exibir os seus também, ou se era possível e até louvável, construir  considerações mais amplas.
Uauuuuu!
É curioso notar que a maioria dos tópicos continua depois de algumas respostas, com grandes derivações, tornando um tópico diferente. Às vezes, até mais interessante; este por exemplo, já estava morto e enterrado e então Sergio disse: "Lázaro, sai para fora". :hihi:

« Última modificação: 25 de Janeiro de 2019, 13:21:12 por JungF »

Offline Sergiomgbr

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #54 Online: 25 de Janeiro de 2019, 13:22:01 »

mas jamais um robô sentiria amor ou ódio, ambição ou desprendimento material, et cetera.
Citação de: Sergiomgbr
Olha só, tudo isso, sentimentos, reações a estímulos de um modo geral, até onde pode ser investigado objetivamente, são o resultado de diversas interações físico químicas do aparato cognitivo humano, perfeitamente possíveis de serem reproduzidos em máquinas e emulados em softwares.
Não Sergio; isto de que sentimentos e manifestações da inteligência sejam produtos do sistema nervoso é no meu ponto de vista o ponto mais frágil de toda a argumentação cética. É tão óbvio que não pode ser assim, e ao mesmo tempo exige tanto malabarismo racional, tanta obscuridade científica para suportar tal convicção, que os argumentos de um lado e outro se desvanecem e nada alcançam. É claro que o sistema nervoso, neste caso, funciona como o hardware, o que, se assim for, conduziria a uma discussão interminável: existiria ou não no homem, algo além de células, nervos e ossos?
Faça uma reflexão sobre a questão,

 

Quem sabe você queira assistir o filme antes. Eu assisti. É ótimo.
Já assisti; é muito bom mas não gostei do final. Sempre prefiro que o mocinho vença os bad guy's
Passou um filme ontem na Band com a mesma temática. "Soldado do Futuro", muito bom.
« Última modificação: 25 de Janeiro de 2019, 13:28:38 por Sergiomgbr »
Até onde eu sei eu não sei.

Offline Brienne of Tarth

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #55 Online: 25 de Janeiro de 2019, 13:44:25 »
Já assisti; é muito bom mas não gostei do final. Sempre prefiro que o mocinho vença os bad guys

Então nada entendeu do filme em questão. É um dos melhores testes de Turing que já vi.


É lícito manter-se alguém preso contra vontade?
Ou esse alguém não é alguém por ser uma máquina?
Pode chamar de bad guy um ser que só quer sobreviver?
O leão quando mata o faz por maldade?
A moral humana deve se aplicar às máquinas?

Isaac pretendia muito mais que ficção científica. Ele forjou as perguntas que a sociedade humana se recusa a fazer.
GNOSE

Offline Brienne of Tarth

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #56 Online: 25 de Janeiro de 2019, 13:48:34 »
E quanto à pergunta do tópico lazaroso, não houve para mim um "ponto de ruptura".

O processo foi lento, mas comecei a desconfiar lá pelos meus 17 anos, quando por 2 dias seguidos fui em um cemitério buscando um Satanás que me ignorou sumariamente... :biglol:

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Offline Cinzu

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #57 Online: 25 de Janeiro de 2019, 15:01:08 »
Se as pessoas lessem o livro que tanto pregam - a bíblia - mais gente atingiria esse tal ponto de ruptura.

 

mas jamais um robô sentiria amor ou ódio, ambição ou desprendimento material, et cetera.
Citação de: Sergiomgbr
Olha só, tudo isso, sentimentos, reações a estímulos de um modo geral, até onde pode ser investigado objetivamente, são o resultado de diversas interações físico químicas do aparato cognitivo humano, perfeitamente possíveis de serem reproduzidos em máquinas e emulados em softwares.
Não Sergio; isto de que sentimentos e manifestações da inteligência sejam produtos do sistema nervoso é no meu ponto de vista o ponto mais frágil de toda a argumentação cética. É tão óbvio que não pode ser assim, e ao mesmo tempo exige tanto malabarismo racional, tanta obscuridade científica para suportar tal convicção, que os argumentos de um lado e outro se desvanecem e nada alcançam. É claro que o sistema nervoso, neste caso, funciona como o hardware, o que, se assim for, conduziria a uma discussão interminável: existiria ou não no homem, algo além de células, nervos e ossos?

Quais seriam as obscuridades científicas de que sentimentos e emoções são meros produtos de nossa cognição? Inclusive é baseado nestas alegações que estuda-se por exemplo transtornos de personalidade e até mesmo psicopatia. Na maioria dos casos, são problemas que decorrem de áreas afetadas no cérebro. Não é atoa que substâncias químicas que afetam o sistema nervoso causam alterações emocionais.
"Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar"

Offline Fenrir

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #58 Online: 25 de Janeiro de 2019, 16:47:40 »
Estranho. Não me lembro de ter tido um ponto de ruptura. Acho que no meu caso foi bem gradual a perca da fé num mundo mágico.
Talvez no fundo nunca tenha tido muita, pois mesmo quando era religioso, ia mais na linha de uma "Cafeteria Christianity" misturada com espiristismo
e coisas new age (do tipo das que tinha na revista Planeta). Tambem não era daqueles engajados que liam os livros destes temas e conversavam sobre
o assunto com outros sempre que podiam.
Frequentei o meio espírita kardecista e nunca li nenhum livro de Kardec, só uns 2 ou 3 romances espíritas. Não perdi nada.
Naquela época já achava a ciência bem mais interessante e imaginava que ia ser zoólogo.
Eu tinha uma coleção de fichas de animais que se chamava "mil bichos" com uma foto do animal numa face e dados básicos na outra. Alguem chegou a conhecer?
"Heaven and Earth are not benevolent; They treat the myriad of creatures as straw dogs"
― Laozi

"No testimony is sufficient to establish a miracle, unless the testimony be of such a kind, that its falsehood would be more miraculous, than the fact, which it endeavors to establish"
― David Hume

“Never argue with an idiot. They will drag you down to their level and beat you with experience.”
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Offline Sergiomgbr

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #59 Online: 25 de Janeiro de 2019, 17:18:40 »
Incrível mesmo é algumas pessoas terem posicionamentos definitivos sobre qualquer questão quando tudo no mundo expressa transitoriedade.

A "metamorfose ambulante" da música do Raul Seixas já acusava a "velha opinião formada sobre tudo" de ser finória. Ambas são ou incompletas ou inconsistentes.

Até onde eu sei eu não sei.

Offline Gigaview

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #60 Online: 25 de Janeiro de 2019, 22:47:47 »
Incrível mesmo é algumas pessoas terem posicionamentos definitivos sobre qualquer questão quando tudo no mundo expressa transitoriedade.

A "metamorfose ambulante" da música do Raul Seixas já acusava a "velha opinião formada sobre tudo" de ser finória. Ambas são ou incompletas ou inconsistentes.




"Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém

Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando

Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem

Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando o vil metal

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais"
Brandolini's Bullshit Asymmetry Principle: "The amount of effort necessary to refute bullshit is an order of magnitude bigger than to produce it".

Offline JungF

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #61 Online: 28 de Janeiro de 2019, 19:22:35 »
Se as pessoas lessem o livro que tanto pregam - a bíblia - mais gente atingiria esse tal ponto de ruptura.

 

mas jamais um robô sentiria amor ou ódio, ambição ou desprendimento material, et cetera.
Citação de: Sergiomgbr
Olha só, tudo isso, sentimentos, reações a estímulos de um modo geral, até onde pode ser investigado objetivamente, são o resultado de diversas interações físico químicas do aparato cognitivo humano, perfeitamente possíveis de serem reproduzidos em máquinas e emulados em softwares.
Não Sergio; isto de que sentimentos e manifestações da inteligência sejam produtos do sistema nervoso é no meu ponto de vista o ponto mais frágil de toda a argumentação cética. É tão óbvio que não pode ser assim, e ao mesmo tempo exige tanto malabarismo racional, tanta obscuridade científica para suportar tal convicção, que os argumentos de um lado e outro se desvanecem e nada alcançam. É claro que o sistema nervoso, neste caso, funciona como o hardware, o que, se assim for, conduziria a uma discussão interminável: existiria ou não no homem, algo além de células, nervos e ossos?

Quais seriam as obscuridades científicas de que sentimentos e emoções são meros produtos de nossa cognição? Inclusive é baseado nestas alegações que estuda-se por exemplo transtornos de personalidade e até mesmo psicopatia. Na maioria dos casos, são problemas que decorrem de áreas afetadas no cérebro. Não é atoa que substâncias químicas que afetam o sistema nervoso causam alterações emocionais.
Pelo fato de que a Ciência não vê atrativos motivadores em assuntos relacionados ao metapsiquismo, no que está certa, pois paralisaria todas as pesquisas e perderia a objetividade tentando encontrar o início das coisas ou, se de fato existe uma alma dentro de um corpo, mas por outro lado tais questões, inquietantes, sempre esperaram dela uma resposta. Isto não vai acontecer pois são áreas diferentes com métodos de abordagem estranhos a um e outro.
Acontece que, diante da questão: existe uma inteligência independente da matéria nos seres vivos, e ainda, diante dos avanços das neurociências, ela, a Ciência dá as respostas convenientes, contornando os meandros psicológicos e espirituais, em tese, mergulhando no labirinto da extrema complexidade neuro-encefálica. Explico:
Se uma criança, curiosa, perguntasse a um adulto como funciona um automóvel, ele explicaria a fonte de energia, o motor que impulsiona, a direção que movimenta as rodas, os sistemas que controlam a velocidade e que estacionam o veículo, etc.
O jovem ficaria encantado com toda a mecânica e tecnologia envolvidas que tornam a máquina segura, confortável e útil. Mas esqueceu de perguntar quem controla e faz tudo aquilo funcionar dando as respostas precisas em cada movimento.
Assim, sabemos quais as áreas do cérebro que se envolvem com as emoções, com a fala, a visão, o equilíbrio dos movimentos - (nervos da propriocepção) - etc.
Sem falar na complexa química do organismo com seus hormônios e enzimas variadas, regendo  metabolismos, funções de reprodução, etc.
Mas existe uma função no cérebro que trata da integração dos impulsos nervosos (elétricos) transformando-os e modulando a percepção. Não há como explicar isto e então, pragmaticamente, preferimos desconhecer como se dá, embora saibamos onde se dá.
Mesmo admitindo a existência de algo além da matéria que, através de automatismos específicos responderiam aos estímulos apropriados nos animais, restaria explicar a intima interação entre o ente abstrato - Mente - e o hierarquizado sistema nervo/encefálico.
Por esta razão, drogas alteram ou controlam respostas emocionais:é que existe uma combinação de energias sutis formando uma interface responsiva de ambos os lados, tanto do órgão em questão quando do psiquismo. Paras usarmos uma expressão mais clássica.

Offline JungF

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #62 Online: 28 de Janeiro de 2019, 19:35:44 »
Já assisti; é muito bom mas não gostei do final. Sempre prefiro que o mocinho vença os bad guys

Então nada entendeu do filme em questão. É um dos melhores testes de Turing que já vi.


É lícito manter-se alguém preso contra vontade?
Ou esse alguém não é alguém por ser uma máquina?
Pode chamar de bad guy um ser que só quer sobreviver?
O leão quando mata o faz por maldade?
A moral humana deve se aplicar às máquinas?

Isaac pretendia muito mais que ficção científica. Ele forjou as perguntas que a sociedade humana se recusa a fazer.
Quanto a não ter entendido, talvez que o meu emocional esteja mais apto a entender que o meu racional. :hihi:

Suas indagações tem muito mais a ver com ideais românticos que com a realidade. Vivemos num mundo em que todas as atividades do pensamento e da técnica visam preservar o homem, a sociedade, e proporcionar, na medida do possível sua felicidade.

Máquinas não sentem e a partir desta vetusta constatação, tudo é lícito a favor do homem quando a ele se opõe uma máquina.

Offline Sergiomgbr

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #63 Online: 28 de Janeiro de 2019, 21:17:00 »


Máquinas não sentem e a partir desta vetusta constatação, tudo é lícito a favor do homem quando a ele se opõe uma máquina.
Mas as máquinas sentem sim, não é por outra razão que são dotadas de sensores. O cérebro é uma máquina. O homem é uma máquina.
Até onde eu sei eu não sei.

Offline Brienne of Tarth

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #64 Online: 29 de Janeiro de 2019, 17:26:56 »
Suas indagações tem muito mais a ver com ideais românticos que com a realidade.

Descreveu perfeitamente suas crenças... :hihi:
Além de não responder nenhuma das questões que eu propus.
Então é lícito fazer o que queremos com uma máquina, APENAS por ela ser uma máquina?
Já ouvi coisa semelhante sobre os negros e os animais...
GNOSE

Offline Brienne of Tarth

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #65 Online: 29 de Janeiro de 2019, 17:28:39 »
tudo é lícito a favor do homem quando a ele se opõe uma máquina.

Leia "Eu, Robô", talvez você reveja os seus conceitos...
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Offline Sergiomgbr

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #66 Online: 29 de Janeiro de 2019, 19:05:23 »
tudo é lícito a favor do homem quando a ele se opõe uma máquina.

Leia "Eu, Robô", talvez você reveja os seus conceitos...
Equivocou-se quanto ao autor do quote.
Até onde eu sei eu não sei.

Offline Fenrir

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #67 Online: 29 de Janeiro de 2019, 21:12:55 »


Máquinas não sentem e a partir desta vetusta constatação, tudo é lícito a favor do homem quando a ele se opõe uma máquina.
Mas as máquinas sentem sim, não é por outra razão que são dotadas de sensores. O cérebro é uma máquina. O homem é uma máquina.

Talvez nao sejamos tão diferentes assim de uma máquina.
Nossos cérebros e sistemas nervoso, inclusive, funcionam com impulsos elétricos.
Acho que é mais uma diferença de material: carne, ossos e gordura em  lugar de metal, fios...
Essa visão de que temos "algo mais" que uma maquina jamais vai ter, pressupõe um conhecimento certo de fatos futuros e tambem de neurociencia e robotica num nivel bem maior do que qualquer um tenha atualmente.
Para mim tal visão cheira a dogma e artigo de fé, ou seja, bullshit.
Revejam seus conceitos sobre vida:
https://en.m.wikipedia.org/wiki/Hypothetical_types_of_biochemistry
Foi nesse artigo que vi algo sobre vida baseada em metais
Citar
Various metals, together with oxygen, can form very complex and thermally stable structures rivaling those of organic compounds;[citation needed] the heteropoly acids are one such family. Some metal oxides are also similar to carbon in their ability to form both nanotube structures and diamond-like crystals (such as cubic zirconia). Titanium, aluminium, magnesium, and iron are all more abundant in the Earth's crust than carbon. Metal-oxide-based life could therefore be a possibility under certain conditions, including those (such as high temperatures) at which carbon-based life would be unlikely. The Cronin group at Glasgow University reported self-assembly of tungsten polyoxometalates into cell-like spheres.[19] By modifying their metal oxide content, the spheres can acquire holes that act as porous membrane, selectively allowing chemicals in and out of the sphere according to size.[19]
A ciencia dos materiais, eletronica, etc evoluem num passo ultrarapido. Deem uma ou duas gerações que os computadores e robos de hoje vão parecer brinquedos toscos...
Hoje qualquer celular vagabundo esta a anos-luz de um ENIAC de 70 anos atras
E o ENIAC era um monstro que ocupava um andar e tinha 19000 valvulas. Hoje se enfiam 19000 transistores em menos que um milìmetro cúbico
E a IA entao? nem se fala...

Na verdade, se fosse opinar sobre o que poderia acontecer num futuro da humanidade a medio prazo estaria entre
a) Suicidio/Extinção parcial ou total
E se parcial, retrocederíamos vários seculos, senão milenios para mergulhar numa "idade média" sem precedentes
b) Obsolescência e, neste caso:
1 As maquinas se livram de nós
ou
2 Nos tornamos pouco-a-pouco como elas substituindo progressivamente orgãos e membros por similares não-orgânicos e bem mais eficientes

Tem tambem coisas do tipo edição de DNA e engenharia genética no lado orgânico, mas ainda assim acho difícil competir com metal e circuitos.
« Última modificação: 29 de Janeiro de 2019, 21:56:53 por Fenrir »
"Heaven and Earth are not benevolent; They treat the myriad of creatures as straw dogs"
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"No testimony is sufficient to establish a miracle, unless the testimony be of such a kind, that its falsehood would be more miraculous, than the fact, which it endeavors to establish"
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Offline JungF

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #68 Online: 30 de Janeiro de 2019, 16:23:07 »


Máquinas não sentem e a partir desta vetusta constatação, tudo é lícito a favor do homem quando a ele se opõe uma máquina.
Mas as máquinas sentem sim, não é por outra razão que são dotadas de sensores. O cérebro é uma máquina. O homem é uma máquina.
Sensores de presença, sensores de luz, sensor de continuidade dinâmica, e por aí vai. Não apresentam emoção, sentimento, embora sejam capazes, via sensores térmicos e de FC identificar emoções nos humanos.
A expressão, o cérebro é uma máquina, ou, o homem é uma máquina, são metáforas pelo fato de que realizam trabalho mediante a ingestão de combustível e se estruturam em sistemas mais simples que organizam os mais complexos.

Offline JungF

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #69 Online: 30 de Janeiro de 2019, 16:43:17 »
Suas indagações tem muito mais a ver com ideais românticos que com a realidade.

Descreveu perfeitamente suas crenças... :hihi:
Além de não responder nenhuma das questões que eu propus.
Então é lícito fazer o que queremos com uma máquina, APENAS por ela ser uma máquina?
Já ouvi coisa semelhante sobre os negros e os animais...
Me divirto com suas colocações porque têm a graça de uma agressividade pueril. Ás vezes sentimos falta deste tipo de desafio; tão diferente da formalidade carcomida entre pessoas que seguem protocolos de comportamento politicamente correto.

Respondi as questões propostas, sim; apenas com duas colocações. Releia, por favor.

Vc diz: é lícito fazer o que queremos com uma máquina, apenas por ela ser uma máquina?
Primeiramente coloquemos os termos de forma correta. Lícito; ou fazer o que queremos?
E a resposta será, - se o homem cria uma máquina para que preste serviços, ela assim fará... sem questionamentos. Se esta máquina, por qualquer razão, realiza trabalhos que põem em risco a segurança humana deverá ser desativada. Simples assim. Não é lícito, é obrigatório.

Também acho que comparar negros e animais, com máquinas, é um tanto discriminador. :twisted:


Offline JungF

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #70 Online: 30 de Janeiro de 2019, 16:55:22 »
tudo é lícito a favor do homem quando a ele se opõe uma máquina.

Leia "Eu, Robô", talvez você reveja os seus conceitos...
Veja o filme "Eu Robô", com Will Smith... talvez vc reveja seus conceitos.
A propósito li, não somente "Eu, Robô", mas toda a Fundação, da qual, Eu Robot é apenas o primeiro volume.
Para as mentes românticas, se o homem for mau e á máquina simplesmente faz o que tem que fazer, o homem deve ser eliminado. Caso contrário, como no caso do filme em que a máquina, inconsciente serve a propósitos malignos, é desculpável... afinal uma máquina somente cumpre ordens desde que respeitando as cinco leis da relação homem x máquina do Azimov.

Offline Sergiomgbr

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #71 Online: 30 de Janeiro de 2019, 17:58:45 »


Máquinas não sentem e a partir desta vetusta constatação, tudo é lícito a favor do homem quando a ele se opõe uma máquina.
Mas as máquinas sentem sim, não é por outra razão que são dotadas de sensores. O cérebro é uma máquina. O homem é uma máquina.
Sensores de presença, sensores de luz, sensor de continuidade dinâmica, e por aí vai. Não apresentam emoção, sentimento, embora sejam capazes, via sensores térmicos e de FC identificar emoções nos humanos.
A expressão, o cérebro é uma máquina, ou, o homem é uma máquina, são metáforas pelo fato de que realizam trabalho mediante a ingestão de combustível e se estruturam em sistemas mais simples que organizam os mais complexos.
Emoções nada mais são que interpretações dos sensores, reações construídas biologicamente de forma a inteirar com o meio da forma mais proveitosa para sua máquina cognitiva, tudo sendo uma questão do que seus sensores detectam.   Se seus sensores, por exemplo, detectam indiferença, suas emoções vão variar, por exemplo, de desgosto, ou raiva, ou dó, ou outra, dependendo da interatividade que seu aparato cognitivo dispuser para com o meio, e assim sucessivamente. Emoções são uma questão de demanda para a adaptabilidade da máquina biológica  em relação ao meio, de tal forma que uma bactéria pode não ter nenhuma emoção apesar de ainda assim ter sensores simples, enquanto que em indivíduos com crescente complexidade biológica, incluindo ai a complexificação de seus sensores as emoções vão ocorrendo em profusão por demanda,  desde uma básica ira, até uma complexíssima  misericórdia.
« Última modificação: 30 de Janeiro de 2019, 18:01:03 por Sergiomgbr »
Até onde eu sei eu não sei.

Offline JungF

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #72 Online: 30 de Janeiro de 2019, 18:04:03 »


Máquinas não sentem e a partir desta vetusta constatação, tudo é lícito a favor do homem quando a ele se opõe uma máquina.
Mas as máquinas sentem sim, não é por outra razão que são dotadas de sensores. O cérebro é uma máquina. O homem é uma máquina.

Talvez nao sejamos tão diferentes assim de uma máquina.
Nossos cérebros e sistemas nervoso, inclusive, funcionam com impulsos elétricos.
Acho que é mais uma diferença de material: carne, ossos e gordura em  lugar de metal, fios...
Essa visão de que temos "algo mais" que uma maquina jamais vai ter, pressupõe um conhecimento certo de fatos futuros e tambem de neurociencia e robotica num nivel bem maior do que qualquer um tenha atualmente.
Para mim tal visão cheira a dogma e artigo de fé, ou seja, bullshit.
Revejam seus conceitos sobre vida:
https://en.m.wikipedia.org/wiki/Hypothetical_types_of_biochemistry
Foi nesse artigo que vi algo sobre vida baseada em metais
Citar
Various metals, together with oxygen, can form very complex and thermally stable structures rivaling those of organic compounds;[citation needed] the heteropoly acids are one such family. Some metal oxides are also similar to carbon in their ability to form both nanotube structures and diamond-like crystals (such as cubic zirconia). Titanium, aluminium, magnesium, and iron are all more abundant in the Earth's crust than carbon. Metal-oxide-based life could therefore be a possibility under certain conditions, including those (such as high temperatures) at which carbon-based life would be unlikely. The Cronin group at Glasgow University reported self-assembly of tungsten polyoxometalates into cell-like spheres.[19] By modifying their metal oxide content, the spheres can acquire holes that act as porous membrane, selectively allowing chemicals in and out of the sphere according to size.[19]
A ciencia dos materiais, eletronica, etc evoluem num passo ultrarapido. Deem uma ou duas gerações que os computadores e robos de hoje vão parecer brinquedos toscos...
Hoje qualquer celular vagabundo esta a anos-luz de um ENIAC de 70 anos atras
E o ENIAC era um monstro que ocupava um andar e tinha 19000 valvulas. Hoje se enfiam 19000 transistores em menos que um milìmetro cúbico
E a IA entao? nem se fala...

Na verdade, se fosse opinar sobre o que poderia acontecer num futuro da humanidade a medio prazo estaria entre
a) Suicidio/Extinção parcial ou total
E se parcial, retrocederíamos vários seculos, senão milenios para mergulhar numa "idade média" sem precedentes
b) Obsolescência e, neste caso:
1 As maquinas se livram de nós
ou
2 Nos tornamos pouco-a-pouco como elas substituindo progressivamente orgãos e membros por similares não-orgânicos e bem mais eficientes

Tem tambem coisas do tipo edição de DNA e engenharia genética no lado orgânico, mas ainda assim acho difícil competir com metal e circuitos.
Crianças de nove anos, ante um estímulo padrão, adotam comportamentos diferentes uma das outras. Uma máquina, em igual circunstâncias sempre farão a mesma coisa... isto se chama iniciativa - ou falta de ....
No inicio da formação da Terra os elementos que contribuíram para o surgimento da vida estavam sob a forma mineral, ou, digamos, inorgânica. No entanto a vida que surge vem de compostos orgânicos com base em Carbono, Nitrogênio, Fósforo, Oxigênio e Hidrogênio... sempre este conjunto. Nada de Silicatos.

Richard Dawkins comenta sobre o pessimismo da célebre equação de Drake, que supõe, ante o silencio cósmico, que todas as civilizações ao alcançarem o estágio tecnológico dos Radio-telescópios e bombas nucleares, se extinguiram em guerras atômicas ou algo como um suicídio planetário. Daí nenhuma comunicação por onda de rádio jamais nos alcançou.
Não será excesso de pessimismo, ou haveria outra explicação já que a probabilidade de vida inteligente no Universo é extraordinariamente grande?
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Essa visão de que temos "algo mais" que uma maquina jamais vai ter, pressupõe um conhecimento certo de fatos futuros e tambem de neurociencia e robotica num nivel bem maior do que qualquer um tenha atualmente.
Para mim tal visão cheira a dogma e artigo de fé, ou seja, bullshit.
Interessante como diante de algo óbvio, tão racional, também cabe preconceito religioso.
Esse debate, Vitalismo e Animismo é antigo e se desenvolveu bem no início das pesquisas das células com melhores microscópios, na Biologia.
Lembro que, no primeiro ano do ensino médio o professor de Biologia promoveu um debate entre os alunos sob este tema. ... nada de religião embora o berço desta expressão esteja nos meios religiosos.

Offline JungF

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #73 Online: 30 de Janeiro de 2019, 18:09:59 »
Citação de: Sergiomgbr
Emoções nada mais são que interpretações dos sensores, reações construídas biologicamente de forma a inteirar com o meio da forma mais proveitosa para sua máquina cognitiva, tudo sendo uma questão do que seus sensores detectam.   Se seus sensores, por exemplo, detectam indiferença, suas emoções vão variar, por exemplo, de desgosto, ou raiva, ou dó, ou outra, dependendo da interatividade que seu aparato cognitivo dispuser para com o meio, e assim sucessivamente. Emoções são uma questão de demanda para a adaptabilidade da máquina biológica  em relação ao meio, de tal forma que uma bactéria pode não ter nenhuma emoção apesar de ainda assim ter sensores simples, enquanto que em indivíduos com crescente complexidade biológica, incluindo ai a complexificação de seus sensores as emoções vão ocorrendo em profusão por demanda,  desde uma básica ira, até uma complexíssima  misericórdia.
Uma estrutura não análoga à humana, por mais perfeita seja, avaliará a intensidade do estímulo e pode até responder com Qualia, mas sempre do mesmo modo... essa a grande diferença. O homem pode inclusive se omitir diante das circunstâncias.

Offline Sergiomgbr

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Re:Ponto de ruptura
« Resposta #74 Online: 30 de Janeiro de 2019, 18:18:57 »
Citação de: Sergiomgbr
Emoções nada mais são que interpretações dos sensores, reações construídas biologicamente de forma a inteirar com o meio da forma mais proveitosa para sua máquina cognitiva, tudo sendo uma questão do que seus sensores detectam.   Se seus sensores, por exemplo, detectam indiferença, suas emoções vão variar, por exemplo, de desgosto, ou raiva, ou dó, ou outra, dependendo da interatividade que seu aparato cognitivo dispuser para com o meio, e assim sucessivamente. Emoções são uma questão de demanda para a adaptabilidade da máquina biológica  em relação ao meio, de tal forma que uma bactéria pode não ter nenhuma emoção apesar de ainda assim ter sensores simples, enquanto que em indivíduos com crescente complexidade biológica, incluindo ai a complexificação de seus sensores as emoções vão ocorrendo em profusão por demanda,  desde uma básica ira, até uma complexíssima  misericórdia.
Uma estrutura não análoga à humana, por mais perfeita seja, avaliará a intensidade do estímulo e pode até responder com Qualia, mas sempre do mesmo modo... essa a grande diferença. O homem pode inclusive se omitir diante das circunstâncias.
Dois ou mais homens iguais farão as mesmas coisas assim como duas ou mais máquinas iguais. Dois ou mais homens diferentes farão coisas diferentes assim como duas ou mais máquinas diferentes farão coisas diferentes. A grande diferença é a diferença.
Até onde eu sei eu não sei.

 

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