Autor Tópico: O "Politicamente Correto"  (Lida 7027 vezes)

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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #50 Online: 11 de Dezembro de 2012, 15:35:53 »
E é só por isso que a coisa complica. Vou ser sincero agora então, não sendo porta voz "do movimento", é opinião pessoal. Eu sei que é complicado querer que o estado legisle para a promoção social de um grupo, que legisle valores morais. Mas como resolver então se é isso oq ue faltam a todas as minorias? Precisamos ser promovidos a categoria de cidadão pleno não só de direito mas de reconhecimento social, o que não acontece, e se você for sincera vai admitir isso.
É função do Estado possibilitar a igualdade, não obrigá-la.

Gay, negros ainda são vistos por grande parte da população como escória ou ao menos como algo não natural e de grande estranheza. No que isso me afeta? Em tudo, um gay mais afeminado ou uma travesti pode não conseguir determinados empregos, não posso expressar meus sentimentos em público, corro o risco real de ser agredido pelo simples fato de ser quem sou.
[...]
Todas as pessoas podem ter empregos negados por qualquer motivo e todas as pessoas também podem ser agredidas por qualquer motivo. Já existem leis que proíbem a distinlção por gênero, raça e credo, recorra à justica com um bom advogado se alguem te privar de um direito, não obrigue ninguém a priori.

Não dá para criar a lei "Gays e héteros tem o direito de se beijar em publico". Mas eu quero esse direito que um hetrero tem, como se faz?
Não sei. Geralmente casais de qualquer tipo são proibidos de se beijarem em certos locais. Se o casal gay for impedido e o hetero não, cabe um processo de constrangimento ilegal contra quem o impediu. No caso, recomendo procurar um advogado.

Temos que mudar os costumes, temos que educar a população. A sociedade faz isso? NÃO!! Legislar por costumes não é dever do estado, mas favorecer uma educação inclusiva e realizar campanhas efetivas de promoção da igualdade ele poderia e não faz. E ai como resolvemos. Mesmo que possamos ter todos os direitos legais como casar e etc, vai faltar essa mudança de costumes na sociedade.
Isso é perigoso. Já ouviu falar das Aulas de Moral Cívica ministradas nas escolas durante a ditadura? Lembra-se do motivo? Isso mesmo, influenciar no modo que o povo pensa. A escola ensina e a família direciona, será impossível removar da cabeça dos religiosos, das famílias tradicionais ou dos conservadores sociais a 'inferioridade' dos gays.

Essa mudança a meu ver vai se dando por essa nossa tática invasiva e dura de nos fazermos ouvir e exigirmos sermos tratados como iguais.
Será? Como o Batata disse, o Jean Wyllys aparenta ser muito mais racional do que boa parte do movimentos LGBT. Mais inteligente é eleger deputados que defendem sua causa, assim como fazem os religiosos, os conservadores, os industriais, os esportistas...


Os trechos:

Para isso vamos forçar o estado até a criar leis especiais no mínimo de proteção, e até de promoção. Mas o que importa na minha visão, não são as leis em sí serem aprovadas, mas é através da luta por elas que estamos fazendo as coisas mudarem na área dos costumes que é o que realmente importa.

Obrigamos as pessoas a nos verem, nos ouvirem, e se darem conta de nossa posição ainda desprivilegiada.

Então resumindo pra mim o mais importante não é a lei sair, não é saber se de fato é papel do estado ou não é, eu vou dizer que é e vou fazer o estado e a sociedade pensarem nisso, porque é isso e não a lei que está causando uma real mudança.

Contradizem com:

Então como resolver isso? Não dá, e eu sei disso, para o estado sair criando leis de costumes para cada coisa que não podemos fazer pelo preconceito enraizado na população. Não dá para criar a lei "Gays e héteros tem o direito de se beijar em publico".

Legislar por costumes não é dever do estado[...]

E presumo que juntos são contrários à pelo menos uma dezena de artigos da constituição e do código civil.
Se você aceitar algumas colocações minhas...
A única e verdadeira razão de eu fazer este comentário em resposta é deixar absolutamente claro que NÃO ACEITO "colocações" suas nem de quem quer que seja.

Offline Osler

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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #51 Online: 11 de Dezembro de 2012, 16:40:50 »
AleYsatis, você por acaso leu esse texto ou só postou?  Se leu, ele reflete sua opinião?

A liberdade de expressão Por Renato Janine Ribeiro:
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_a_liberdade_de_expressao
“Como as massas são inconstantes, presas de desejos rebeldes, apaixonadas e sem temor pelas conseqüências, é preciso incutir-lhes medo para que se mantenham em ordem. Por isso, os antigos fizeram muito bem ao inventar os deuses e a crença no castigo depois da morte”. – Políbio

Offline AleYsatis

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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #52 Online: 11 de Dezembro de 2012, 20:35:28 »
AleYsatis, você por acaso leu esse texto ou só postou?  Se leu, ele reflete sua opinião?

A liberdade de expressão Por Renato Janine Ribeiro:
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_a_liberdade_de_expressao
Na real? Nem ele nem a Chauí refletem a minha opinião. Os coloquei para criar contrapontos e nos ajudar a pensar mais a questão. Eu não cito alguém só porque concordo ou gosto da pessoa, mas porque aquilo talvez ajude no desenvolvimento de alguma ideia. E mais, geralmente qualquer assunto que discuto é porque não tenho opinião formada, por isso discuto, pra tentar formar opinião... Ainda que durante o debate eu tenha que ir assumindo posições para tirar contraposições daqueles com quem converso.
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Offline AleYsatis

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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #53 Online: 11 de Dezembro de 2012, 20:56:39 »
E é só por isso que a coisa complica. Vou ser sincero agora então, não sendo porta voz "do movimento", é opinião pessoal. Eu sei que é complicado querer que o estado legisle para a promoção social de um grupo, que legisle valores morais. Mas como resolver então se é isso oq ue faltam a todas as minorias? Precisamos ser promovidos a categoria de cidadão pleno não só de direito mas de reconhecimento social, o que não acontece, e se você for sincera vai admitir isso.

É função do Estado possibilitar a igualdade, não obrigá-la.

Não disse que é a função do estado, disse que é o que precisamos enquanto grupo que reivindica direitos e igualdade. Você havia perguntado o que nós achamos que precisamos alcançar para além dos direitos legais, eu disse, uma maior aceitação social. Mas até aqui ainda não havia dito como...

Gay, negros ainda são vistos por grande parte da população como escória ou ao menos como algo não natural e de grande estranheza. No que isso me afeta? Em tudo, um gay mais afeminado ou uma travesti pode não conseguir determinados empregos, não posso expressar meus sentimentos em público, corro o risco real de ser agredido pelo simples fato de ser quem sou.
[...]
Todas as pessoas podem ter empregos negados por qualquer motivo e todas as pessoas também podem ser agredidas por qualquer motivo. Já existem leis que proíbem a distinlção por gênero, raça e credo, recorra à justica com um bom advogado se alguem te privar de um direito, não obrigue ninguém a priori.
Uma negação do problema dos homossexuais não nos ajuda muito, todo mundo sabe, se for sincero que esse grupo é mais discriminado que os grupos héteros. Todo mundo sabe também que essas leis existem que não estão funcionando para melhorar a situação desses grupos. Se você nega essas primeiras duas questões não haverá mais discussão que se desenvolva. Se você por outro lada aceita que as minorias tem tratamento social desigual então podemos tentar conversar sobre qual seria a melhor forma de resolver isso.

Não dá para criar a lei "Gays e héteros tem o direito de se beijar em publico". Mas eu quero esse direito que um hetrero tem, como se faz?
Citar
Não sei. Geralmente casais de qualquer tipo são proibidos de se beijarem em certos locais. Se o casal gay for impedido e o hetero não, cabe um processo de constrangimento ilegal contra quem o impediu. No caso, recomendo procurar um advogado.
Ah, faça-me um favor, ou vamos discutir sério, ou não vamos, nem você acredita nisso que está falando, se acredita, que bom pra você mas simplesmente não temos mais o que discutir.

Temos que mudar os costumes, temos que educar a população. A sociedade faz isso? NÃO!! Legislar por costumes não é dever do estado, mas favorecer uma educação inclusiva e realizar campanhas efetivas de promoção da igualdade ele poderia e não faz. E ai como resolvemos. Mesmo que possamos ter todos os direitos legais como casar e etc, vai faltar essa mudança de costumes na sociedade.
Citar
Isso é perigoso. Já ouviu falar das Aulas de Moral Cívica ministradas nas escolas durante a ditadura? Lembra-se do motivo? Isso mesmo, influenciar no modo que o povo pensa. A escola ensina e a família direciona, será impossível removar da cabeça dos religiosos, das famílias tradicionais ou dos conservadores sociais a 'inferioridade' dos gays.
Sinceramente, não vejo o perigo de uma democracia ensinar para as pessoas seus próprios preceitos, como o de que igualdade, mostrar que todo mundo é igual causaria que tipos de problemas? Agora, se vai adiantar ou não por causa da família não sei, mas é dever do estado.

Essa mudança a meu ver vai se dando por essa nossa tática invasiva e dura de nos fazermos ouvir e exigirmos sermos tratados como iguais.
Citar
Será? Como o Batata disse, o Jean Wyllys aparenta ser muito mais racional do que boa parte do movimentos LGBT. Mais inteligente é eleger deputados que defendem sua causa, assim como fazem os religiosos, os conservadores, os industriais, os esportistas...
Como já falei o Jean está lutando pelas mesmas coisas, está ajudando a articular o PLC, a criminalização da homofobia, tudo o que estamos discutindo aqui ele está tentando fazer passar como lei.

Os trechos:

Para isso vamos forçar o estado até a criar leis especiais no mínimo de proteção, e até de promoção. Mas o que importa na minha visão, não são as leis em sí serem aprovadas, mas é através da luta por elas que estamos fazendo as coisas mudarem na área dos costumes que é o que realmente importa.

Obrigamos as pessoas a nos verem, nos ouvirem, e se darem conta de nossa posição ainda desprivilegiada.

Então resumindo pra mim o mais importante não é a lei sair, não é saber se de fato é papel do estado ou não é, eu vou dizer que é e vou fazer o estado e a sociedade pensarem nisso, porque é isso e não a lei que está causando uma real mudança.

Contradizem com:

Então como resolver isso? Não dá, e eu sei disso, para o estado sair criando leis de costumes para cada coisa que não podemos fazer pelo preconceito enraizado na população. Não dá para criar a lei "Gays e héteros tem o direito de se beijar em publico".

Legislar por costumes não é dever do estado[...]

E presumo que juntos são contrários à pelo menos uma dezena de artigos da constituição e do código civil.


Novamente não entendeu. Tentarei ser mais claro, pessoalmente acho que NÃO é dever do estado legislar sobre costumes, e ainda assim, acho que como luta para ser ouvido tenho que tentar fazer o estado legislar sobre costumes...  :lol: Pelo menos no meu caso, não quero que o estado aceite, acho que pode negar, e estará correto em fazer, mas eu vou continuar gritando que ele tem que fazer, simplesmente para fazer todo mundo pensar sobre o assunto. Nessa de deve ou não deve, pode ou num pode, uns pedindo tais leis, outros mostrando sua inconstitucionalidade, nisso o importante pra mim já está acontecendo, que é fazer mostrar para as pessoas que há uma minoria que não aceita mais ser oprimida e que está lutando como pode para acabar com isso. Quem sabe com isso a população não venha a ficar mais ciente dos problemas dessa minoria, quem sabe para tentar resolver todo esse impasse jurídico o governo enfim não se proponha a fazer o que deve, que é propor uma educação que ensine a igualdade? Enfim, eu peço a lei, mas não porque acredito que ela deva existir, mas sim porque nos poe em pauta e mostra nossas reivindicações... É a força do lob em seus embates na sociedade que me interessa.
« Última modificação: 11 de Dezembro de 2012, 21:02:28 por AleYsatis »
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Offline AleYsatis

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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #54 Online: 11 de Dezembro de 2012, 21:07:39 »
Sabe o que faz mudar os valores morais? Tempo, só isso. Não adianta criar trocentas leis, não adianta forçar isso goela abaixo das pessoas. 50 anos atrás mulheres divorciadas era escoria, não conseguiam empregos, eram desprezadas em publico.... O tempo aos poucos se encarrega de fazer isso mudoar, e muito melhor que leis, que no Brasil tem o estranho hábito de "não pegar".

Definitivamente não concordo, o tempo só conserva, a homossexualidade é rechaçada desde o fim do período helenistico, sabe quando começo a ganhar direitos? Com o inicio dos seus movimentos nos anos 60 APENAS... Veja o documentário a batalha de stonewall que fala do começo do movimento gay e como antes disso a homossexualidade estava na invisibilidade social.

Mulheres também SEMPRE foram oprimidas e desde quando começaram a se libertar? Apenas a uns 200 anos quando começaram as lutas feministas. Tempo conserva, silêncio atenua, o que muda é ponta pé. É feminista raivosa espumando pela boca e viadinhos forçando o estado e a opinião pública a se posicionar e fazer deles uma pauta que de outra maneira não existiria.

PS: Como respondi para o Price, pra mim ao menos o foco não é a lei. Nem me interessa se elas passarem e nem sei se são realmente constitucionais, mas é por nossa briga pedindo nossos direitos e pedindo essas leis que estamos aqui discutindo o assunto. É por toda essa visibilidade que faz com todos se deparem e pensem na nossa questão...
« Última modificação: 11 de Dezembro de 2012, 21:19:23 por AleYsatis »
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Offline Barata Tenno

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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #55 Online: 11 de Dezembro de 2012, 21:15:42 »
Eu não disse pra não fazer nada, disse que não dá pra querer resolver tido ddd JMalucelli vez na base da canetada e forçando a aceitação.
He who fights with monsters should look to it that he himself does not become a monster. And when you gaze long into an abyss the abyss also gazes into you. Friedrich Nietzsche

Offline AleYsatis

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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #56 Online: 11 de Dezembro de 2012, 21:22:45 »
Eu não disse pra não fazer nada, disse que não dá pra querer resolver tido ddd JMalucelli vez na base da canetada e forçando a aceitação.
E como se faz então, o que você propõe?

Porque sejamos sinceros, se é o melhor meio eu não sei, mas que está tendo excelentes resultados está... Ou alguém duvida? É claro que enquanto agente do movimento vou dizer a nível de discurso que não alcançamos nada, que precisamos fazer mais, que temos que investir mais por nossa causa. Mas olhando historicamente desde o inicio do movimento estamos cada vez melhor e mais aceitos e com os direitos cada vez mais igualados. Discorda? Então pra mim está funcionando assim.
« Última modificação: 11 de Dezembro de 2012, 21:26:09 por AleYsatis »
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Offline Barata Tenno

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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #57 Online: 11 de Dezembro de 2012, 22:01:43 »
Realmente está funcionando, sem precisar de nenhuma lei censurando ninguém.
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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #58 Online: 15 de Dezembro de 2012, 23:50:46 »
E é só por isso que a coisa complica. Vou ser sincero agora então, não sendo porta voz "do movimento", é opinião pessoal. Eu sei que é complicado querer que o estado legisle para a promoção social de um grupo, que legisle valores morais. Mas como resolver então se é isso oq ue faltam a todas as minorias? Precisamos ser promovidos a categoria de cidadão pleno não só de direito mas de reconhecimento social, o que não acontece, e se você for sincera vai admitir isso.

É função do Estado possibilitar a igualdade, não obrigá-la.

Não disse que é a função do estado, disse que é o que precisamos enquanto grupo que reivindica direitos e igualdade. Você havia perguntado o que nós achamos que precisamos alcançar para além dos direitos legais, eu disse, uma maior aceitação social. Mas até aqui ainda não havia dito como...

Gay, negros ainda são vistos por grande parte da população como escória ou ao menos como algo não natural e de grande estranheza. No que isso me afeta? Em tudo, um gay mais afeminado ou uma travesti pode não conseguir determinados empregos, não posso expressar meus sentimentos em público, corro o risco real de ser agredido pelo simples fato de ser quem sou.
[...]
Todas as pessoas podem ter empregos negados por qualquer motivo e todas as pessoas também podem ser agredidas por qualquer motivo. Já existem leis que proíbem a distinlção por gênero, raça e credo, recorra à justica com um bom advogado se alguem te privar de um direito, não obrigue ninguém a priori.
Uma negação do problema dos homossexuais não nos ajuda muito, todo mundo sabe, se for sincero que esse grupo é mais discriminado que os grupos héteros. Todo mundo sabe também que essas leis existem que não estão funcionando para melhorar a situação desses grupos. Se você nega essas primeiras duas questões não haverá mais discussão que se desenvolva. Se você por outro lada aceita que as minorias tem tratamento social desigual então podemos tentar conversar sobre qual seria a melhor forma de resolver isso.

Não dá para criar a lei "Gays e héteros tem o direito de se beijar em publico". Mas eu quero esse direito que um hetrero tem, como se faz?
Citar
Não sei. Geralmente casais de qualquer tipo são proibidos de se beijarem em certos locais. Se o casal gay for impedido e o hetero não, cabe um processo de constrangimento ilegal contra quem o impediu. No caso, recomendo procurar um advogado.
Ah, faça-me um favor, ou vamos discutir sério, ou não vamos, nem você acredita nisso que está falando, se acredita, que bom pra você mas simplesmente não temos mais o que discutir.

Temos que mudar os costumes, temos que educar a população. A sociedade faz isso? NÃO!! Legislar por costumes não é dever do estado, mas favorecer uma educação inclusiva e realizar campanhas efetivas de promoção da igualdade ele poderia e não faz. E ai como resolvemos. Mesmo que possamos ter todos os direitos legais como casar e etc, vai faltar essa mudança de costumes na sociedade.
Citar
Isso é perigoso. Já ouviu falar das Aulas de Moral Cívica ministradas nas escolas durante a ditadura? Lembra-se do motivo? Isso mesmo, influenciar no modo que o povo pensa. A escola ensina e a família direciona, será impossível removar da cabeça dos religiosos, das famílias tradicionais ou dos conservadores sociais a 'inferioridade' dos gays.
Sinceramente, não vejo o perigo de uma democracia ensinar para as pessoas seus próprios preceitos, como o de que igualdade, mostrar que todo mundo é igual causaria que tipos de problemas? Agora, se vai adiantar ou não por causa da família não sei, mas é dever do estado.

Essa mudança a meu ver vai se dando por essa nossa tática invasiva e dura de nos fazermos ouvir e exigirmos sermos tratados como iguais.
Citar
Será? Como o Batata disse, o Jean Wyllys aparenta ser muito mais racional do que boa parte do movimentos LGBT. Mais inteligente é eleger deputados que defendem sua causa, assim como fazem os religiosos, os conservadores, os industriais, os esportistas...
Como já falei o Jean está lutando pelas mesmas coisas, está ajudando a articular o PLC, a criminalização da homofobia, tudo o que estamos discutindo aqui ele está tentando fazer passar como lei.

Os trechos:

Para isso vamos forçar o estado até a criar leis especiais no mínimo de proteção, e até de promoção. Mas o que importa na minha visão, não são as leis em sí serem aprovadas, mas é através da luta por elas que estamos fazendo as coisas mudarem na área dos costumes que é o que realmente importa.

Obrigamos as pessoas a nos verem, nos ouvirem, e se darem conta de nossa posição ainda desprivilegiada.

Então resumindo pra mim o mais importante não é a lei sair, não é saber se de fato é papel do estado ou não é, eu vou dizer que é e vou fazer o estado e a sociedade pensarem nisso, porque é isso e não a lei que está causando uma real mudança.

Contradizem com:

Então como resolver isso? Não dá, e eu sei disso, para o estado sair criando leis de costumes para cada coisa que não podemos fazer pelo preconceito enraizado na população. Não dá para criar a lei "Gays e héteros tem o direito de se beijar em publico".

Legislar por costumes não é dever do estado[...]

E presumo que juntos são contrários à pelo menos uma dezena de artigos da constituição e do código civil.


Novamente não entendeu. Tentarei ser mais claro, pessoalmente acho que NÃO é dever do estado legislar sobre costumes, e ainda assim, acho que como luta para ser ouvido tenho que tentar fazer o estado legislar sobre costumes...  :lol: Pelo menos no meu caso, não quero que o estado aceite, acho que pode negar, e estará correto em fazer, mas eu vou continuar gritando que ele tem que fazer, simplesmente para fazer todo mundo pensar sobre o assunto. Nessa de deve ou não deve, pode ou num pode, uns pedindo tais leis, outros mostrando sua inconstitucionalidade, nisso o importante pra mim já está acontecendo, que é fazer mostrar para as pessoas que há uma minoria que não aceita mais ser oprimida e que está lutando como pode para acabar com isso. Quem sabe com isso a população não venha a ficar mais ciente dos problemas dessa minoria, quem sabe para tentar resolver todo esse impasse jurídico o governo enfim não se proponha a fazer o que deve, que é propor uma educação que ensine a igualdade? Enfim, eu peço a lei, mas não porque acredito que ela deva existir, mas sim porque nos poe em pauta e mostra nossas reivindicações... É a força do lob em seus embates na sociedade que me interessa.

Do modo que você organizou sua postagem é impossível entendê-la e respondê-la.
Se você aceitar algumas colocações minhas...
A única e verdadeira razão de eu fazer este comentário em resposta é deixar absolutamente claro que NÃO ACEITO "colocações" suas nem de quem quer que seja.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #59 Online: 06 de Fevereiro de 2013, 22:39:51 »
<a href="https://www.youtube.com/v/HbC6pgoUJ_A" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/HbC6pgoUJ_A</a>

Offline Buckaroo Banzai

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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #60 Online: 06 de Março de 2013, 20:18:03 »
Como fazer para ficar rico promovendo teorias racistas: faça pose de politicamente correto e crie um "curso de conscientização e valorização da diversidade", sendo pago por universidades públicas e empresas para ministrar palestras.

Citar
[...] For much of the early 1990s, Nichols seems to have been the trainer of choice for the government. His list of clients includes the employees of six cabinet departments, the FBI, NASA, the Internal Revenue Service, a number of branches of the armed services and a long list of other federal, state and local government entities.

What kind of transformative pearls of wisdom did all those tax dollars buy? A bunch of racist drivel.

Nichols spouts the view that people of different races and ethnicities are born with certain cultural values. To effectively manage a diverse workplace, Nichols believes, supervisors have to understand and accommodate these differing values. He goes so far as to suggest that performance standards such as punctuality may be racially biased.

On a handout sheet that often accompanied his seminars, Nichols explains his view of the variations across the races:

Euro-Americans are acquisitive, for them "the highest value lies in the object" or in obtaining it. This group "knows through counting and measuring." For blacks, Hispanics and Arabs, "the highest value lies in the interpersonal relationship among men." This group knows "through symbolic imagery and rhythm." Asians, on the other hand, "know through striving toward the transcendence."

After viewing a Nichols lecture, Kishore Jayabalan, an employee of the Bureau of Labor Statistics, wrote of it with disgust in the Washington Post. Jayabalan recalls Nichols telling the assembled group of 300 BLS employees: "We can't ask non-whites to maintain "white' standards. If a pair of black employees arrives late for a meeting, it's not because they don't have the company's best interests in mind. They may have been chatting in the hallway, developing those personal relationships."

Like many diversity trainers out there, Nichols is promoting the idea of "valuing differences." Alan Richter, who created the "Diversity Game," an interactive game on cultural awareness, says the goal is to teach "how to manage someone across difference." The game's questions, which include race, cross-culture and gender scenarios, teach such things as: Male employees who don't make eye contact aren't in conflict. It's just the way men communicate. And men will frequently interrupt women colleagues in order to gain control of the conversation, whereas women interrupt other women to establish a rapport. You know the chorus: Men cold, women warm.

Training like this seems to me to be a sure-fire way to engender racial and gender antagonism and reinforce some of the very negative stereotypes that it was supposed to correct. It also puts managers in a quandary. Somehow they are expected to view their employees as individuals, sans skin color, gender or ethnicity and yet take into account broad generalizations about the way employees from certain groups behave. [...]

http://www.sptimes.com/News/022700/Perspective/Sensitivity_training_.shtml

Offline Buckaroo Banzai

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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #61 Online: 28 de Outubro de 2013, 20:05:46 »
<a href="http://www.youtube.com/v/0ohXEV1A1Rg" target="_blank" class="new_win">http://www.youtube.com/v/0ohXEV1A1Rg</a>

Offline Aroldocbn

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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #62 Online: 10 de Novembro de 2013, 09:28:00 »
O princípio da dignidade humana não é ferido pela opinião de alguém, ninguém se torna inferior porque alguém disse que ele é, ninguém perde direito nenhum por causa de um discurso. A liberdade de expressão serve para garantir a paridade de ideias, e principalmente, ideias controversas.

Perfeito .
Idéias ruins se combatem com idéias boas e não com cerceamento de liberdade de expressão .
http://blogdoaroldocbn.blogspot.com.br/
A ciência embora pretensa não é uma fonte de saber neutra,ela é moldada pelos pressupostos de sua época.
Deus é um Axioma ! Logicamente, Deus é premissa... axioma !!
E como axioma não pode ser demonstrado logicamente, entendeu ?
  “Assombra-me o Universo e eu crer procuro em vão, que exista um tal relógio e o relojoeiro não”
Voltaire

Offline Liddell Heart

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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #63 Online: 13 de Novembro de 2013, 02:52:29 »
Politicamente correto: Criação de humoristas preconceituosos ofendidos por não mais poder reproduzir o discurso opressor.

Mas no fim acho que isso é uma dicotomia profundamente liberal: Direito à liberdade de expressão (em oposição à censura) Vs Direito preservar a auto-imagem (em oposição à perseguição pública por forças políticas ou grupos privados), a privacidade e resguardo à liberdade individual na figura do discurso (A liberdade de não ser citado, referenciado ou sei lá) . Acho que o próprio conceito de liberdade neoliberal fere a liberdade liberal clássica - entender aqui que a opinião pública é um fenômeno unicamente privado e não a manifestação de um discurso privado em local público, o que Chauí entenderia como a privatização do ambiente público e desaparecimento da vida política, da Polis de Aristóteles).
"Onde mora a liberdade, ali está a minha pátria."
Benjamin Franklin

"Posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la."
Voltaire

Offline Stentor

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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #64 Online: 13 de Novembro de 2013, 12:42:11 »
Politicamente Correto é o espirro do Status Quo gripado.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #65 Online: 09 de Fevereiro de 2014, 18:54:42 »
<a href="https://www.youtube.com/v/wPKDQI1mLGw" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/wPKDQI1mLGw</a>


Isso aqui é meio engraçado. Uma garota reflete sobre como yoga é racista por que em suas aulas não tinha nenhuma pessoa negra, até que então apareceu uma. Acho que ironicamente as reflexões dela acabam soando racistas, apesar da intenção supostamente ser a contrária.

Citar
IT HAPPENED TO ME: THERE ARE NO BLACK PEOPLE IN MY YOGA CLASSES AND I'M SUDDENLY FEELING UNCOMFORTABLE WITH IT
I was completely unable to focus on my practice, instead feeling hyper-aware of my skinny white girl body.

...

I thought about how that must feel: to be a heavyset black woman entering for the first time a system that by all accounts seems unable to accommodate her body. What could I do to help her? If I were her, I thought, I would want as little attention to be drawn to my despair as possible—I would not want anyone to look at me or notice me. And so I tried to very deliberately avoid looking in her direction each time I was in downward dog, but I could feel her hostility just the same. Trying to ignore it only made it worse. I thought about what the instructor could or should have done to help her. Would a simple “Are you okay?” whisper have helped, or would it embarrass her? Should I tell her after class how awful I was at yoga for the first few months of my practicing and encourage her to stick with it, or would that come off as massively condescending? If I asked her to articulate her experience to me so I could just listen, would she be at all interested in telling me about it? Perhaps more importantly, what could the system do to make itself more accessible to a broader range of bodies? Is having more racially diverse instructors enough, or would it require a serious restructuring of studio’s ethos?

...


http://www.xojane.com/it-happened-to-me/it-happened-to-me-there-are-no-black-people-in-my-yoga-classes-and-im-uncomfortable-with-it


O comentário melhor votado:

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Everything about this article is offensive. Somehow, the author's attempt to show self-awareness makes it worse.

eta: I eagerly await the follow-up piece: "IHTM: I was Just Trying to Do My Fucking Yoga and This Weird-Ass White Girl Kept Staring at Me with Tears in Her Eyes"

:biglol:

Offline Moro

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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #66 Online: 27 de Fevereiro de 2015, 22:38:15 »
Propaganda dos bons bons garotos antes do politicamente correto.

Hoje seria crime contra a humanidade.

<a href="https://www.youtube.com/v/0VUyrCAJoFg" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/0VUyrCAJoFg</a>

O que é interessante que a existência desse politicamente correto não inibe porcarias maiores (que não deveriam ser inibidas apenas dando exemplo) como Big Brother.

Existe um duplo padrão maluco, uma esquizofrenia.
“If an ideology is peaceful, we will see its extremists and literalists as the most peaceful people on earth, that's called common sense.”

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Offline Felipp Jarbas

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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #67 Online: 28 de Fevereiro de 2015, 18:38:56 »
 Me lembro desse comercial do anos 90. Tinha o programa de vídeos do Gugu, com cenas de striptease e Robocop passava sem cortes na Sessão da Tarde.
Se você acha que sua crença é baseada na razão, você a defenderá com argumentos e não pela força e renunciará a ela se seus argumentos se mostrarem inválidos. (Bertrand Russell)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Humanismo_secular
http://pt.wikipedia.org/wiki/Liberalismo_social

Offline Geotecton

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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #68 Online: 28 de Fevereiro de 2015, 21:30:59 »
Me lembro desse comercial do anos 90. Tinha o programa de vídeos do Gugu, com cenas de striptease e Robocop passava sem cortes na Sessão da Tarde.

O striptease não acontecia no programa do Miele?
Foto USGS

Offline Moro

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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #69 Online: 28 de Fevereiro de 2015, 23:31:55 »
Politicamente Correto é a filosofia que, entre outras aberrações, é dedicada à criação de perseguidos entre os que perseguem, de pre-conceituosos entre os livre-pensadores, de chauvinistas entre galanteadores e na defesa de qualquer histrionismo hiperbólico vomitado das bocas inquisitórias dos que se pronunciam como vítimas desses problemas muitas vezes artificiais.

O resultado do politicamente correto é a transformação de debates em acusações, a incapacidade de analise de cenários e por fim a inação por inibição intelectual.
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Offline Felipp Jarbas

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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #70 Online: 01 de Março de 2015, 17:37:37 »
Me lembro desse comercial do anos 90. Tinha o programa de vídeos do Gugu, com cenas de striptease e Robocop passava sem cortes na Sessão da Tarde.

O striptease não acontecia no programa do Miele?
O Gugu tinha um programa de vídeos, antes do Domingo Legal, estilo vídeo-cassetadas, com um "espelho mágico" por onde se viam mulheres e homens fazendo strip tease em diversas situações.Eis a abertura:

<a href="https://www.youtube.com/v/ejXINeg6gwg" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/ejXINeg6gwg</a>


Se você acha que sua crença é baseada na razão, você a defenderá com argumentos e não pela força e renunciará a ela se seus argumentos se mostrarem inválidos. (Bertrand Russell)
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http://pt.wikipedia.org/wiki/Liberalismo_social

Offline MarceliNNNN

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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #71 Online: 16 de Março de 2015, 10:22:32 »
Se uma pessoa chama um negro de macaco em tom pejorativo ela está exercendo o seu direito dentro de uma democracia e por isso não merece ser punida?

Offline Buckaroo Banzai

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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #72 Online: 20 de Março de 2015, 02:12:16 »
Era a Cindy Crawford na propaganda dos bom-bons Garoto? (Me surpreendi em ter lembrado o nome).

No SBT também passava no "cinema em casa", depois do almoço, filmes como "Branca de Neve e os sete anões bem dotados".

Offline Moro

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Re:O "Politicamente Correto"
« Resposta #73 Online: 20 de Março de 2015, 02:30:08 »
não lembro dessa.. cindy crawford? Eu a amava...
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