Autor Tópico: Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes  (Lida 104455 vezes)

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #125 Online: 23 de Maio de 2013, 19:37:00 »
E tudo isso era médico mesmo, ou teve muita gente que se inscreveu achando que só precisava ensino médio? :hein:

:biglol:
Se você aceitar algumas colocações minhas...
A única e verdadeira razão de eu fazer este comentário em resposta é deixar absolutamente claro que NÃO ACEITO "colocações" suas nem de quem quer que seja.

Offline Luiz Souto

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #126 Online: 24 de Maio de 2013, 14:31:07 »
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Ação contra "importação" de médicos: CFM ingressa na PGR com representação contra três ministros    Imprimir   
Qui, 16 de Maio de 2013 17:56

O Conselho Federal de Medicina (CFM) ingressou nesta quinta-feira (16), na Procuradoria Geral da República (PGR), com uma representação contra os ministros da Saúde, Educação e Relações Exteriores – respectivamente, Alexandre Padilha, Aloízio Mercadante e Antônio Patriota. A entidade quer esclarecimentos sobre supostos projetos e acordos para assegurar a entrada no país de médicos estrangeiros e de brasileiros portadores de diplomas obtidos no exterior. Acesse o documento

Na representação, a entidade argumenta sobre os riscos da importação de médicos sem critérios. Para o CFM, esta medida fere a autonomia nacional, desrespeita a legislação que regula o ingresso de médicos no país, coloca em risco a qualidade da assistência oferecida à população e não resolve de forma definitiva o atendimento em saúde das áreas de difícil provimento no interior e nas periferias dos grandes centros.

Proteção de direitos - Em sua argumentação, o CFM conclama o Ministério Público a apurar as suspeitas de irregularidade para garantir a proteção dos interesses do cidadão brasileiro.  “Não admitimos uma medicina de segunda para os mais carentes. Até porque quem está no governo, quando adoece, vai para os hospitais de primeira linha – no Rio de Janeiro e em São Paulo – e não se submete aos cuidados dos médicos importados aos lotes”, afirmou o presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila.

Segundo ele, outro ponto polêmico na medida em gestação no Governo se vincula ao desrespeito aos Direitos Humanos. Caso se confirme a vinda de 6 mil médicos cubanos, conforme informado recentemente, estes profissionais teriam  que submeter a um regulamento de trabalho que fere o direito constitucional brasileiro do ir e vir. O presidente do CFM lembrou, inclusive, que em médicos cubanos que participaram de missões semelhantes na Venezuela e na Bolívia e desertaram têm acionado estas nações acusando-as de cumplicidade com situações de trabalho escravo.

Campanha – Também na quinta-feira (16), o presidente do CFM apresentou a imprensa peças da campanha bancada pelos Conselhos de Medicina em favor da criação de uma carreira de Estado para os médicos do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele afirma que esta é a saída para assegurar a interiorização da medicina. “Não faltam médicos no Brasil, mas condições para que eles possam se fixar nos locais de difícil acesso”, argumentou.

Com a implementação desta proposta, os médicos ganhariam uma carreira com estrutura parecida com a dos juízes e promotores, com atuação exclusiva no SUS. Além de remuneração compatível com a responsabilidade da função, esses profissionais teriam asseguradas condições de trabalho (infraestrutura física, equipamentos, insumos), suporte de equipe multidisplinar e apoio de rede de referência para encaminhar pacientes (leitos, exames, etc).

“Os médicos brsileiros querem a possibilidade de exercer a medicina em sua plenitude”, argumentou Roberto d’Avila. Ele acrescentou ainda que os problemas da assistência em saúde não se limitam à falta de médicos.  Em sua avaliação, a má gestão do SUS e o baixo investimento público na saúde são fatores fundamentais para o quadro atual. Por exemplo, na Inglaterra, o governo responde por 84% dos investimentos em saúde. Na Argentina, esse percentual fica em 68%. Enquanto isso, no Brasil, ele bateu na casa dos 44%.

Confira aqui a representação na íntegra.

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Conselhos de Medicina divulgam Carta Aberta à presidente Dilma       
Seg, 20 de Maio de 2013 10:34

O Conselho Federal de Medicina (CFM) e os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) divulgaram nesta segunda-feira (20) uma Carta Aberta à presidenta Dilma Rousseff pedindo sua mediação na construção de uma resposta que assegure a assistência nas zonas de difícil provimento. No documento, as entidades se dizem surpresas e contrárias a proposta de importar médicos estrangeiros sem a devida revalidação de diplomas, especialmente após o compromisso assumido pela presidente, em 4 de abril, de discutir possíveis soluções com as lideranças as entidades médicas.

A partir do encontro com Dilma, o CFM e CRMs argumentaram que ficou evidente o interesse da presidente em “ampliar o debate em torno da melhora da assistência nas áreas distantes, inclusive com a discussão e análise dos argumentos apresentados, por meio da constituição de Grupos de Trabalho com esta finalidade”. No entanto, completam, “a sociedade tem sido constantemente surpreendida com notícias emitidas por diferentes ministros de Estado dando conta de acordos e propostas com o intuito de facilitar a entrada no Brasil de portadores de diplomas de Medicina emitidos em escolas no exterior”.

Na carta, os Conselhos indicam novamente a disposição dos médicos brasileiros em participar da construção de propostas duradouras e que assegurem assegurar a extensão das conquistas anunciadas na esfera econômica ao campo das políticas sociais, como a criação de uma carreira de Estado para o médico do Sistema Único de saúde (SUS). Para eles, esta é a forma ideal de assegurar a interiorização da assistência à saúde com qualidade e a garantia de valorização do profissional.

Clique aqui para acessar a Carta Aberta dos médicos à presidenta Dilma Rousseff e à nação brasileira.
http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=23815:conselhos-de-medicina-divulgam-carta-aberta-a-presidente-dilma&catid=3

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CFM apresenta proposta para fixar, de imediato, médicos em locais de difícil acesso       
Qui, 23 de Maio de 2013 18:16

O Conselho Federal de Medicina (CFM) apresentará, na manhã desta sexta-feira (24), uma proposta dos médicos para preencher os vazios assistenciais no interior do país. O documento, que será protocolado no Ministério da Saúde e no Palácio do Planalto, pede a abertura aos médicos formados no Brasil à possibilidade de ocupação dos postos de trabalho existentes nas áreas de difícil provimento, com o atendimento de condições mínimas para a assistência – instalação de infraestrutura adequada e oferta de insumos e equipamentos para diagnóstico e terapia.
 
 Por unanimidade, a proposta foi aprovada pelo Plenário do CFM na tarde desta quinta-feira (23). O propósito do colegiado é que as sugestões sejam recebidas como um sinal do empenho dos médicos brasileiros em atender às necessidades da população, cercando-a de profissionais competentes, comprometidos, bem preparados e estimulados a cumprir sua missão de levar o bem estar e salvar vidas.
 
 No documento, o CFM admite a “importação” de médicos formados no exterior, desde que os candidatos sejam aprovados em exames de validação de diplomas e tenham atestada a fluência em português. As formas imediatas de cobertura assistencial ocorreriam num prazo máximo de 36 meses. Ao final deste período, a entidade sugere que Governo coloque em prática uma proposta efetiva de carreira federal para médicos, enfermeiros, dentistas e farmacêuticos.
 
 Com a adoção dessas medidas, cujo detalhamento será conhecido amanhã, o CFM entende que seriam oferecidos mecanismos seguros para atender a população e fixar os profissionais no interior.
http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=23830:cfm-apresenta-proposta-para-fixar&catid=3
 

O negrito na primeira noticia é meu .
 Tambem recebi e-mails sobre as condições em que os médicos cubanos são pagos e as limitações a sua liberdade de lir e vir mas não tinha uma fonte independente para checar. Peço visto o CFM tem informações mais embasadas
Se não queres que riam de teus argumentos , porque usas argumentos risíveis ?

A liberdade só para os que apóiam o governo,só para os membros de um partido (por mais numeroso que este seja) não é liberdade em absoluto.A liberdade é sempre e exclusivamente liberdade para quem pensa de maneira diferente. - Rosa Luxemburgo

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Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #127 Online: 24 de Maio de 2013, 19:16:38 »

Dos 16 Cubanos inscritos, 3 foram aprovados o que dá uns 20% (mas leve-se em conta que a amostragem é muito baixa para inferirmos que o mesmo resultado apareceria em 6000).



Sim, mas é exatamente o que achei estranho.

Uns aqui dizem que Cuba tem a melhor medicina e coisa tal....então aparece um exame para valer e só 20% conseguem aprovação.  É mais ou menos como pegar as estatísticas das escolas públicas brasileiras com aquela "progressão continuada" mais a qualidade de ensino que nós já conhecemos e afirmar que as escolas são ótimas pela "aprovação de 90%", então o infeliz do aluno vai para outra escola fazer um teste com alunos de escola particular e dá de cara com a realidade, o ensino lá era uma merda.

Eu diria que é mais ou menos isso.

Mas voltando ao assunto, encontrei isso aqui:

Hospital Mazzorra em Cuba:

http://www.midiasemmascara.org/mediawatch/noticiasfaltantes/comunismo/10937-hospital-mazzorra-cuba-26-assassinados.html

Não é exatamente o hospital em que o Lulla, a Dilma ou o Fidel gostariam de receber tratamento médico, mas que por acaso eles nunca citam quando cantam louvores a Cuba.


« Última modificação: 24 de Maio de 2013, 19:26:10 por Arcanjo Lúcifer »

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #128 Online: 24 de Maio de 2013, 19:41:08 »
E como se escolhem voluntários para "estudar medicina" em Cuba.

<a href="http://www.youtube.com/v/KslPYEoUg-A&amp;feature=player_embedded#at=57" target="_blank" class="new_win">http://www.youtube.com/v/KslPYEoUg-A&amp;feature=player_embedded#at=57</a>

Offline Vento Sul

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #129 Online: 24 de Maio de 2013, 22:16:54 »
ehehe, a revolução vem aí, fuja Arcanjo, enquanto é tempo. :hihi:
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Resumindo: Ou acreditamos em mágica ou não!
 
 
 
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Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #130 Online: 25 de Maio de 2013, 15:57:24 »
ehehe, a revolução vem aí, fuja Arcanjo, enquanto é tempo. :hihi:

Não se preocupe, nos últimos 50 anos todos os que tentaram apoiar a tal revolução acabaram limpando o rabo com o dedo, vivendo do Cesta-voto  e esperando na fila da cesta básica do governo.

Mais uns anos e quando a natureza der cabo dos Castro a sujeirada aparecerá, os cabos eleitorais vagabundos do Bolsa-medicina-do-mst estarão velhos e quem sabe cairão na real, isso se não quiserem morrer na fila do papel higiênico racionado distribuido pelo governo.


Offline Derfel

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #131 Online: 27 de Maio de 2013, 19:50:39 »
Estou um pouco afastado do fórum por causa do trabalho por isso posso acabar escrevendo algo aqui que já possa ter sido posto ou debatido (e não. Não vou ler o tópico desde o início para uma primeira postagem, o que posso fazer depois). Sobre a vinda desses médicos, não há nenhuma novidade. Já se fala sobre isso há muito tempo (não em cubanos especificamente, ainda que também deles) como uma forma de suprir profissionais em áreas de difícil acesso. Em nenhum momento se falou sobre a revogação do exame de revalidação dos diplomas (e eu tenho participado dessas discussões em alguns fóruns), mas em tornar o exame mais realista. Da forma como se encontra é quase impossível passar na prova, independe se você for um médico formado em Cuba, Bolívia, Venezuela, Portugal, Espanha ou EUA, isso faz com que o Brasil tenha uma das menores (se não a menor) relação entre médicos formados no País e os formados no exterior (para comparação, nos EUA gira em torno de 50%).
Em relação aos médicos formados aqui: existe um problema de concentração de mão-de-obra (em capitais, grandes cidades e sul-sudeste) e também há déficit de profissional, ao contrário do que diz o CFM. Isso ocorre porque o CFM baseia o seu cálculo sem considerar que 50% dos médicos são especialistas e o que falta são clínicos generalistas (ainda que algumas especialidades básicas também faltem, como pediatras). Só para a ESF há a necessidade de 80.267 médicos para uma cobertura de 100% da população (considerando o teto de 1:2.450, que ainda é uma relação muito alta) trabalhando 40h semanais, mas ainda há a necessidade de médicos clínicos na AB tradicional, nos serviços de média e alta complexidade, fora os especialistas. Isso tudo somente no serviço público, e isso é um detalhe importante. A relação médico-população do Brasil é uma das menores entre aqueles que possuem um sistema universal.

Por que não se consegue médicos em áreas mais afastadas? Não é uma questão salarial: paga-se 18.000 em alguns municípios do RN e muito mais na Amazônia. Na esmagadora maioria dos municípios se paga caro por um médico de 40h que somente trabalha 8h (dois dias na semana até o meio-dia). E nem seria uma questão de recursos (ainda que isso seja também importante, mas estamos falando apenas de AB em que não será necessária uma neurocirurgia, apenas a garantia de retaguarda), o problema maior é de estrutura do próprio município. Nenhum médico que ir morar em um município sem um cinema, escolas para os filhos, um restaurante decente, shoppings, internet e mesmo algo mais básico como eletricidade ou água (e não recrimino ninguém por isso, eu mesmo não iria).

Existem estratégia para melhorar o problema? Sim. Novas escolas de medicina estão sendo abertas (enfrentando a resistência do CFM), mas levam 6 anos para formar um profissional (e muito mais, se levar em conta o processo para abrir um curso), existe o FIES que o médico abate sua dívida por cada ano trabalhado em municípios que aderiram ao programa, existe o PROVAB que paga uma bolsa de 8.000 reais para atender em municípios com carência de profissionais e dá uma bonificação de 10% na prova da residência (e ainda assim está difícil manter essa turma na linha, evitando que tenham os mesmos vícios dos demais), existe ainda a discussão do serviço civil obrigatório para os formados em escolas públicas.

Concordo com o CFM e o Luiz Souto (com quem já tive o prazer de discutir alguma coisa pessoalmente) em relação a carreira SUS, mas entendo que a proposta apresenta algumas limitações. O que fazer com os profissionais que já possuem vínculo com municípios, por exemplo? Isso implica também em modificar algumas coisas constitucionalmente e tornar a carreira federal ou estadual, mas de onde seriam os recursos para pagamento desse pessoal? A Bahia, por exemplo, usou o sistema de fundação para prover profissionais no estado (o município contrata o profissional da fundação), mas isso não resolveu o problema por lá, resolveria uma carreira SUS estadual/federal? É algo para se discutir.

Finalizando e retomando, ninguém no MS, pelo menos, está falando em abolir o revalida, mas torná-la mais justo (no sentido de não ser apenas uma ferramenta corporativa, mas realmente aferir as condições para trabalhar na área, como já ocorre com a revalidação de diplomas das demais profissões) e usar essa estratégia como uma forma emergencial (na época se falava muito em portugueses e espanhóis, os cubanos apareceram por causa da FNM).

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #132 Online: 27 de Maio de 2013, 20:15:55 »
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Em nenhum momento se falou sobre a revogação do exame de revalidação dos diplomas (e eu tenho participado dessas discussões em alguns fóruns), mas em tornar o exame mais realista.

Então porque entraram na justiça contra essa revogação?

http://www.cetsantacasa.med.br/noticia.asp?codigo=94&COD_MENU=27

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CREMESP vai à Justiça contra revalidação automática de diplomas de médicos formados em Cuba
Fonte: CREMESP e SAESP

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) vem a público manifestar-se de forma contrária à disposição do Governo Federal de revalidar automaticamente os diplomas de bolsistas brasileiros da Escola Latino-Americana de Medicina, de Cuba. O Departamento Jurídico do Conselho inclusive já foi convocado para estudar as medidas legais cabíveis para barrar o acordo, caso este seja, de fato, celebrado.

Gestada nos termos do Protocolo de Intenções na área de Educação, Saúde e Trabalho, firmado em Havana, em 26 de setembro de 2003, entre a República Federativa do Brasil e a República de Cuba, a revalidação automática de médicos brasileiros formados em Cuba traz potencial risco ao atendimento à saúde dos brasileiros.

É temerária não apenas pela diferença curricular como pelo foco específico que os cursos de Medicina de cada país dão aos seus respectivos problemas epidemiológicos. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo considera extremamente preocupante a incorporação, ao atendimento à saúde do Brasil, de médicos que não se submeteram à prova de revalidação de diploma e que, por conseqüência, podem ter formação inadequada para responder às necessidades da assistência do País.

Outro ponto inadmissível do protocolo de intenções de Brasil e Cuba diz respeito à liberação ampla, geral e irrestrita para que os próprios médicos cubanos possam trabalhar no País sem comprovar plena habilitação para atender às demandas de saúde de nossos cidadãos e às suas particularidades. O inexplicável privilégio consta do artigo 6º da carta de intenções de 26 de setembro de 2003, que estabelece:

Os profissionais cubanos da área de saúde que já estiverem no Brasil, com visto de trabalho concedido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, poderão ter seus vistos prorrogados por mais dois anos ou até que tenham sido implementadas as medidas legais ou administrativas que visem ao registro dos diplomas de graduação e pós-graduação stricto sensu, na área de saúde, expedidos pelas universidades cubanas, mediante a apresentação, ao Ministério da Justiça, do protocolo de requerimento de registro de seus diplomas.

O precedente que ora se acena abrir para Cuba, além de risco iminente à saúde dos brasileiros, pode gerar uma avalanche de pedidos de semelhante tratamento por parte de países da América Latina e de outros de língua portuguesa. O resultado seria uma imigração em massa que reduziria ainda mais o mercado de trabalho dos médicos e aviltaria, também mais, os vis honorários praticados hoje.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo defende que esses profissionais, assim como quaisquer outros formados fora do País, inclusive os brasileiros, têm de passar obrigatoriamente pelo exame de revalidação, para que seja atestada a adequação às características do sistema de saúde do Brasil.

A Medicina lida com vidas humanas e, portanto, não pode ter seu destino pautado por interesses supostamente diplomáticos, e muito menos por questiúnculas partidárias e ideológicas.

Santos, Segunda-Feira  27 de Maio de 2013


Offline DDV

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #133 Online: 27 de Maio de 2013, 20:38:01 »
'Brasil não está nos tratando com dignidade'


http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,brasil-nao-esta-nos-tratando-com-dignidade-,1034214,0.htm



Médicos de Portugal rejeitam a proposta feita pelo Ministério da Saúde de abrir vagas temporárias no interior do Brasil e acusam o governo brasileiro de não tratar os portugueses com "dignidade". Presidente da Ordem dos Médicos de Portugal, José Manuel Silva alerta que dificilmente um profissional do país aceitará as condições impostas e diz que o plano do ministro Alexandre Padilha é "desprestigiante".

Como os portugueses receberam a proposta brasileira? Essa proposta deixa os médicos portugueses confinados a uma região. Não é uma forma de tratar com dignidade profissionais portugueses. Há muitos médicos brasileiros em Portugal e não fizemos isso com eles. O que o Brasil oferece é desprestigiante. A qualidade dos profissionais em Portugal é alta e a proposta desconsidera essa qualidade.

Mas Portugal vive sua pior crise em 30 anos, com desemprego recorde. A proposta brasileira não seria uma solução? Temos acordos com Alemanha, Reino Unido, Dinamarca e França. Todos nos oferecem melhores condições que o Brasil. Dificilmente algum médico português aceitará as condições oferecidas pelo Brasil. Até porque a situação de trabalho nesses locais mais distantes certamente é mais dura e haveria problemas de adaptação.

Qual sua posição sobre a oferta de que os médicos portugueses não tenham de revalidar o diploma? Qualquer proposta entre governos deve primeiro passar por aprovação do Conselho Federal de Medicina no Brasil. As condições de reconhecimento de diploma devem respeitar as regras de cada país.

Mas o senhor está disposto a dialogar com o governo brasileiro? Temos disposição para o diálogo. Mas ele não pode ocorrer apenas entre governos. Não foi positiva a forma como foi apresentada a ideia. Assim como pedimos isso de um brasileiro aqui, a lei brasileira deve ser aplicada para um estrangeiro.
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Offline DDV

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #134 Online: 27 de Maio de 2013, 20:45:14 »
Cada vez mais fica me parecendo que o intenção última de toda essa proposta do governo seja dar emprego a médicos de Cuba, grande parte deles brasileiros inscritos via PT ou MST. Criaram essa idéia de que a importação de médicos é necessária devido à falta absoluta de médicos brasileiros (o que não é verdade), não levando em consideração outras formas melhores e mais efetivas de resolver o problema. Estão criando atritos desnecessários com órgãos e setores importantes da sociedade, e até mesmo ofendendo médicos estrangeiros com a forma pueril e amadora com que colocam as propostas.

Da mesma forma que a empresa de Bruce Wayne importou milhares de máscaras de batman para despistar a destinação principal das mesmas, parece que o governo petista está propondo uma "importação" de médicos aberta a todos, mas na verdade visando ajudar os cubanos.  :lol:


« Última modificação: 27 de Maio de 2013, 20:49:01 por DDV »
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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #135 Online: 27 de Maio de 2013, 20:48:29 »
Afinal, para que serve o CFM e o Revalida? Já que não são considerados essenciais, deveriam ser desmantelados de uma vez.   :D



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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #136 Online: 27 de Maio de 2013, 20:51:55 »
Tem também a questão de como seria o contrato com os médicos cubanos. Em Cuba, as pessoas são consideradas propriedade do estado e não donas de si mesmas. Será que o governo brasileiro pagaria os salários diretamente aos médicos ou os manteria em uma condição servil, passando o dinheiro para o governo cubano e este repassando 10% ou menos para os médicos? Eu fico curioso para saber.



« Última modificação: 27 de Maio de 2013, 21:45:50 por DDV »
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Offline Johnny Cash

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #137 Online: 27 de Maio de 2013, 20:52:55 »
Afinal, para que serve o CFM e o Revalida? Já que não são considerados essenciais, deveriam ser desmantelados de uma vez.   :D


O CFM serve, assim como o CREA (que me esfaqueia), para tomar dinheiro dos profissionais a fim de fiscalizá-los. Ah, também serve para mandar jornaizinhos com texto esquisito.


 :lol:

Offline DDV

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #138 Online: 27 de Maio de 2013, 21:02:00 »
, mas em tornar o exame mais realista. Da forma como se encontra é quase impossível passar na prova, independe se você for um médico formado em Cuba, Bolívia, Venezuela, Portugal, Espanha ou EUA,

É do Revalida que você está falando?!  :o

A maioria dos médicos que eu conheço achou o exame ridicularmente fácil. Ele trata de coisas bem genéricas, medicina preventiva, doenças mais prevalentes e etc. Parece mamão com açúcar.


Citação de: Derfel
isso faz com que o Brasil tenha uma das menores (se não a menor) relação entre médicos formados no País e os formados no exterior (para comparação, nos EUA gira em torno de 50%).

Mas isso não importa. A "obrigação" é ter uma determinada quantidade de médicos por habitante (o Brasil tem acima do recomendado pela OMS),e não ter uma determinada proporção de estrangeiros. O Brasil forma 17 000 médicos por ano. O problema claramente e obviamente está na distribuição desigual dos mesmos, que ocorre devido a condições precárias de determinados locais (já ouvi falar de postos de saúde onde até receituário faltava, sendo obrigado xerocar).

Eu li em algum lugar também que o Brasil é o país com mais faculdades de medicina no mundo, atualmente.




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Offline Derfel

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #139 Online: 27 de Maio de 2013, 21:10:43 »
Acho que tenho um grande problema em me expressar. Eu estava presente quando o ministro falou sobre isso no Rio, em agosto (?) do ano passado e novamente em dezembro, em Brasília. Nessas ocasiões não se falou em suspender o requalifica, mas em revisá-lo (é uma prova com uma média de aprovação de 10% a 16% - o que coloca a aprovação dos cubanos acima da média pelos dados do Osler). Existe um componente corporativo muito grande.

Offline Hold the Door

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #140 Online: 27 de Maio de 2013, 21:15:44 »
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Governo bancará curso para médicos formados em Cuba

A ideia é facilitar a revalidação dos diplomas oferecendo cursos gratuitos para esses profissionais


Brasília - O governo vai bancar uma espécie de cursinho para que médicos formados em Cuba possam atuar no Brasil. A ideia é facilitar a revalidação dos diplomas oferecendo para esses profissionais, de graça, reforço em universidades brasileiras com assuntos que não foram abordados na graduação cubana, como noções do Sistema Único de Saúde (SUS). O curso seria dado antes da prova para reconhecimento de diploma.

Sem a validação, profissionais não podem trabalhar no Brasil. Atualmente, para ter autorização de exercício profissional, médicos formados em outros países precisam passar por um exame organizado nacionalmente, o Revalida, ou se submeter a provas feitas por algumas universidades federais, que não aderiram ao exame nacional.

O processo, no entanto, não é fácil. Este ano, dos 677 inscritos no Revalida, 65 foram aprovados. Em 2010, quando a prova foi lançada, os resultados foram muito mais baixos: dos 628 candidatos, apenas 2 tiveram permissão para trabalhar no Brasil. Com o curso de reforço, médicos brasileiros formados em Cuba teriam mais chances de serem bem sucedidos no exame de validação.

Assinado em setembro durante uma visita do ministro da Saúde Alexandre Padilha a Cuba, o acordo entre universidades estaduais e a Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), de Cuba, permite ainda que durante o período de aperfeiçoamento, profissionais trabalhem numa espécie de estágio. A Universidade Estadual de Santa Cruz, na Bahia, já prepara os detalhes do curso. Além das aulas teóricas e práticas, os formados receberiam, no período de 10 meses do curso, uma espécie de bolsa de ajuda de custo, no valor de R$ 1.240,00.

O reitor da universidade, Joaquim Bastos, prevê que, além dos R$ 2 milhões para bolsas, seriam necessários recursos para pagamento de cerca de 15 professores que ficariam responsáveis pela formação dos médicos. Ainda não se sabe, no entanto, quem vai pagar a conta. "Mas tenho certeza que isso se resolve. O projeto tem todo empenho da Secretaria da Saúde, simpatia do governo do Estado e do ministro, como ficou claro na visita a Cuba", disse Bastos.

Oficialmente, no entanto, ninguém assume a responsabilidade. O Ministério da Saúde, por meio da assessoria de imprensa, afirmou que o projeto tem todo apoio de Padilha. Mas não há previsão de oferta de recursos, nem de envolvimento da pasta no projeto. O secretário de Saúde da Bahia, Jorge Solla, um entusiasta da iniciativa, avisou também que por enquanto não há nada definido. Terça-feira, em Brasília, Solla disse que os projetos estão avançados, mas admitiu haver preconceito em relação ao curso feito em Cuba. "Mas o nível do ensino é muito bom", garantiu.

Mesmo sem saber de onde o dinheiro virá, Bastos recebeu a recomendação de preparar um curso já para o próximo ano. "Isso não será uma iniciativa eterna. A ideia é fazer dois, três cursos", contou o reitor. Pelas contas de Solla, existem cerca de 500 brasileiros formados em Cuba que poderiam se beneficiar da parceria com ELAM no processo de revalidação. Durante a visita em setembro, Padilha afirmou que a pareceria poderia ampliar o número de médicos nas regiões onde há carência de profissionais, como municípios do interior ou nas regiões pobres das grandes cidades.

Mal foi lançada, a ideia já desagrada o Conselho Federal de Medicina (CFM). "Não entendo essa lógica de mobilizar uma estrutura pública, com salas e professores, para um grupo pequeno de brasileiros", disse o vice-presidente da entidade, Carlos Vital. Para ele, no entanto, o que mais surpreende é o pagamento de uma "ajuda de custo." "Isso é tirar de dentro de casa para se dar o que não tem. Porque esses alunos merecem um privilégio como esse?".

http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/governo-bancara-curso-para-medicos-formados-em-cuba-3?page=2

Ou seja, o PT manda seus militantes estudar em Cuba, depois ainda paga cursinho pro Revalida e bolsa na volta ao Brasil. Com o nosso dinheiro.
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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #141 Online: 27 de Maio de 2013, 21:19:21 »
Um artigo falando sobre o "entusiasmo" com que os espanhóis receberam a proposta brasileira, e diz ser possível que as propostas a outros países sejam apenas cortinas de fumaça para trazer médicos cubanos, dado que estes (e bolivianos) seriam os únicos que achariam a proposta melhor do que o que já estão acostumados.







Baixo interesse dos médicos espanhóis
   
25 Mai 2013

Associação de classe da Espanha assegura que desemprego é pequeno e que não há motivos para trabalhar no Brasil
JULIA CHAIB
SILVIO RIBAS

 

A discussão em torno da atração de médicos estrangeiros para trabalhar no interior do país ganhou fôlego extra — e apoios — na última semana, após encontros de representantes do Ministério da Saúde com representantes de governos europeus, em Genebra, na Suíça. Depois das reuniões, o ministro Alexandre Padilha informou que a Espanha tinha demonstrado interesse no intercâmbio de médicos e pediu que o Brasil apresentasse uma proposta oficial. Mesmo que um acordo seja firmado entre os dois países, resta a dúvida se há, de fato, profissionais espanhóis desempregados e dispostos a vir ao Brasil. Segundo o Consejo General de Colegios Oficiales de Medicos, equivalente ao nosso Conselho Federal de Medicina (CFM), há 2.649 médicos desempregados na Espanha, e não 20 mil, número que o ministro Padilha costuma citar em entrevistas à imprensa. A medida em estudo pelo governo é polêmica e recebeu muitas críticas. Mas ontem, o CFM protocolou no Palácio do Planalto e no Ministério da Saúde uma contraproposta que admite a importação desses profissionais.

O governo defende a medida com o argumento de que há, no Brasil, um deficit de 54 mil médicos, principalmente nas cidades mais pobres do interior. Mas, na terça-feira, em entrevista a jornalistas brasileiros, o embaixador espanhol Manuel Hermoso disse que a prioridade do governo dele é enviar especialistas de áreas de infraestrutura, como engenheiros e arquitetos. Além disso, Hermoso reconhece que boa parte dos médicos desempregados encontra “boas posições de trabalho” em outros países europeus, como na Suíça e no Reino Unido. Representante do Colégio de Médicos espanhol, Fernando Rivas Navarro conta que, em 2012, houve um aumento de 75% no número de médicos que deixaram o país. Dos 2,45 mil que emigraram, 85% foram para países europeus, principalmente Reino Unido, França e Alemanha. “A principal razão é que, nesses países, o reconhecimento das qualificações é direto”, disse ele, se referindo aos diplomas de medicina emitidos pela Espanha.


Sobre a proposta brasileira, Rivas prefere conhecer os detalhes do acordo. Mas adianta que o razoável seria que os médicos estrangeiros pudessem contar com as mesmas oportunidades dos brasileiros, sem limitações como a de atuar apenas em determinadas regiões. No último dia 6, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, anunciou que o governo brasileiro estava negociando com Cuba a vinda de 6 mil médicos. Depois disso, Padilha disse que a prioridade do governo é atrair, principalmente, espanhóis e portugueses, devido ao alto nível de desemprego e à crise econômica que atinge a maioria dos países da União Europeia. Para o vice-presidente do CFM, Carlos Vital, o discurso de Padilha pode significar, realmente, a intenção do governo de contratar os espanhóis, mas ele teme que seja “uma cortina de fumaça jogada na tentativa de trazer os cubanos”.

Vital acredita que dificilmente os médicos europeus virão ao Brasil. “Mesmo que se consolide a proposta, não acho que os médicos virão. Nenhum outro médico com compromissos vocacionais se submete a trabalhar com condições mínimas. Eles não virão também atrás de uma ação limitadora, que tire a liberdade da condição profissional. Somos contra a limitação e a não revalidação do diploma”. Uma das medidas em estudo propõe que o médico estrangeiro seja impedido de fazer procedimentos mais complexos, como cirurgias.

A proposta apresentada ontem pelo CFM pede que sejam abertas mais oportunidades para que os brasileiros sejam estimulados a trabalhar no interior. Mas admite a importação de médicos estrangeiros, desde que os candidatos sejam aprovados em exames de revalidação de diplomas e comprovem fluência na língua portuguesa. Ao fim do período de contrato, que pode durar até três anos, o governo deverá apresentar uma proposta de carreira federal. O CFM também pede a construção de postos de saúde e unidades de pronto-atendimento (UPAs). Também alerta que os estrangeiros devem trabalhar com uma equipe de profissionais de saúde nas localidades mais carentes de atendimento.

O ministério da Saúde ressaltou que sempre esteve aberto ao diálogo com as entidades médicas e informou que a pasta se posicionará a respeito do documento após avaliá-lo.

 

"Não acho que os médicos (espanhóis) virão. Nenhum médico com compromissos vocacionais se submete a trabalhar com condições mínimas”

Carlos Vital, vice-presidente do CFM


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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #142 Online: 27 de Maio de 2013, 21:24:05 »
Ou seja, o PT manda seus militantes estudar em Cuba, depois ainda paga cursinho pro Revalida e bolsa na volta ao Brasil. Com o nosso dinheiro.

Se você olhar os editais do PT para a inscrição em cursos de medicina cubanos, verá que uma das condições para o benefício é ter pelo menos 2 anos de militância petista, comprovado em reunião do diretório.

E são esses beneficiados que irão receber regalias legais e benefícios públicos. Pode Arnaldo?!   :o


Sinceramente, cada vez mais eu estou deixando de ser indiferente ao PT (já fui simpatizante) e guinando para o lado oposto...
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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #143 Online: 27 de Maio de 2013, 21:24:21 »
A maioria dos médicos que conheço falam que é muito difícil o Revalida (aqui falo dos da academia que conheço, do ms e alguns que já fizeram a prova).

Quanto a proporção de médicos é claro que importam essas relações, tanto na forma como o sistema está estruturado como também se processa o processo de trabalho. Um enfoque no especialista e na fragmentação do indivíduo leva a uma maior necessidade de profissionais. A grosso modo, usando uma analogia de banco de dados relacionais, um enfoque no clínico (e é o que se baseia a oms) é 1 para muitos e um enfoque no especialista é muitos para 1 (que é o modelo que temos hoje, baseado no americano, nas escolas formadoras e na medicina suplementar e privada).

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #144 Online: 27 de Maio de 2013, 21:31:12 »
Quando toda essa discussão começou, a minha hipótese de trabalho inicial era que o governo queria arrumar um jeito de gastar menos dinheiro com médicos (para sobrar para...vocês sabem). Mas agora minha hipótese é a de que o objetivo principal é o de dar emprego a médicos cubanos, devido às relações do PT com o governo de lá, ao convênio das universidades cubanas para fornecer cursos a militantes do PT e MST e à situaçãoprecária dos médicos de lá, dado que o governo forma médicos sem parar mesmo sem demanda, o que faz muitos médicos trabalharem na faxina e (dizem) algumas médicas rodarem bolsa pra ganharem alguns dólares.



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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #145 Online: 27 de Maio de 2013, 21:38:05 »
A maioria dos médicos que conheço falam que é muito difícil o Revalida (aqui falo dos da academia que conheço, do ms e alguns que já fizeram a prova).

Aqui está o link do Revalida de 2011. Leia algumas questões e me diga se você gostaria de ser atendido por um médico que não as soubesse.  :)


https://docs.google.com/viewer?pid=explorer&srcid=0Bziurl5hXOcMbEdqbEo2ODFpOXM&docid=21d4fd51538188c008667de8c8284115|023a2b3daca0109fd363d3de004a3e5c&chan=EQAAABq%2FE0TmiIEFTk%2FhNg8CznzDbCtoeBI%2FPDSC8%2FcwcBQz&a=v&rel=zip%3Bz1%3BProva+Discursiva_Revalida+2012.PDF



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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #146 Online: 27 de Maio de 2013, 21:40:19 »
Unidades de saúde já estão sendo construídas, reformadas e ampliadas (programa requalifica ubs) e upa também estão sendo construídas (e que não resolvem o problema). Essa história que tudo está sendo feito para que se traga militantes petistas-cubanos para mim não passa de teoria da conspiração (e olha que frequento o ms e teria ouvido algo). Mas suponhamos que apenas médicos cubanos e bolivianos aceitem vir e trabalhar nessas regiões desassistidas. Suponhamos ainda que apenas 20% seja aprovado no revalida (o que significa 1200 profissionais do contigente de 6000). Qual o problema da vinda desses médicos? No que posso ver seria sair da situação de assistência alguma para alguma assistência.

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #147 Online: 27 de Maio de 2013, 21:50:14 »
(é uma prova com uma média de aprovação de 10% a 16% - o que coloca a aprovação dos cubanos acima da média pelos dados do Osler).

Tá brincado?!! Você viu a proporção de cubanos e bolivianos aprovados?

Já ouvi dizer, por profissionais de saúde que já tiveram contato com os mesmos, que médicos bolivianos e cubanos têm um nível de conhecimento parecido com o de um enfermeiro formado no Brasil.

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #148 Online: 27 de Maio de 2013, 22:06:49 »
Bem, primeiro é um comentário altamente preconceituoso e arrogante em relação aos enfermeiros, o que diz muito dos que lhe disseram isso. Quanto à formação dos bolivianos é realmente deficiente (comparada a brasileira), o que não impede que haja bons profissionais e nem que não possam ser melhor qualificados aqui. Quanto aos cubanos, o meu único contato foi com um geriatra cubano que era muito bom (o que também não significa que não haja bons e maus profissionais). Os 20% me baseio no post do osler, o quanto está correto não sei.

Offline Luiz Souto

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #149 Online: 27 de Maio de 2013, 23:31:44 »
Unidades de saúde já estão sendo construídas, reformadas e ampliadas (programa requalifica ubs) e upa também estão sendo construídas (e que não resolvem o problema). Essa história que tudo está sendo feito para que se traga militantes petistas-cubanos para mim não passa de teoria da conspiração (e olha que frequento o ms e teria ouvido algo). Mas suponhamos que apenas médicos cubanos e bolivianos aceitem vir e trabalhar nessas regiões desassistidas. Suponhamos ainda que apenas 20% seja aprovado no revalida (o que significa 1200 profissionais do contigente de 6000). Qual o problema da vinda desses médicos? No que posso ver seria sair da situação de assistência alguma para alguma assistência.

Não tenho nada contra que médicos estrangeiros com formação generalista sejam contratados para atuarem áreas deficitárias , desde que tenham competência profissional ( aferida pelo processo de revalidação do diploma) , comprovem fluência na língua e seja uma medida temporária até que criem as condições de carreira no SUS para a real fixação de profissionais no interior.
Como está sendo divulgada pelo MS e pelo que você relata das discussões dentro dos foruns do MS parece que o ministério está tendo uma atuação dúplice: ao mesmo tempo que aponta para reformas e melhorias no sistema e diz que a contratação de médicos contemplará a revalidação do diploma faz propostas que implicam no direcionamento e facilitação da entrada de médicos formados em Cuba.
Acho que a causa disto é que está forte internamente a pressão do PT , PCdoB e do MST quanto aos militantes que foram fazer o curso em Cuba e agora não conseguem revalidar o diploma. São militantes enviados a partir de núcleos de base atuantes  que garantem -  não só eleitoralmente mas no di-a-dia da administração política da base - a preponderância e a cooptação em sindicatos urbanos e rurais , associações populares  e etc...
Quanto a questão do financiamento da carreira de estado para profissionais de saúde no SUS Derfel o dinheiro existe , o Brasil é um dos que tem a menor participação percentual de gastos públicos para a saúde.
E a percentagem alta de especialistas em relação aos generalistas é uma consequência tardia da ausência de políticas reais de interiorização dos profissionais , para se manter em um mercado saturado só se especializando ou sub-especializando ( como é o meu caso , p.ex.)
Se não queres que riam de teus argumentos , porque usas argumentos risíveis ?

A liberdade só para os que apóiam o governo,só para os membros de um partido (por mais numeroso que este seja) não é liberdade em absoluto.A liberdade é sempre e exclusivamente liberdade para quem pensa de maneira diferente. - Rosa Luxemburgo

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