Autor Tópico: Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes  (Lida 104415 vezes)

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Offline Barata Tenno

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #150 Online: 27 de Maio de 2013, 23:46:52 »
E como vão obrigar os médicos a ficarem nas áreas deficitárias?
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Offline Fabrício

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #151 Online: 28 de Maio de 2013, 07:08:01 »
E como vão obrigar os médicos a ficarem nas áreas deficitárias?

Imagino que no contrato de trabalho devem haver cláusulas que determinem a localização. O que não impede, claro, que os médicos petistas estrangeiros mandem o contrato para a PQP e se estabeleçam em outro lugar por conta própria, como fazem os brasileiros.

Por outro lado, é de conhecimento geral que os médicos brasileiros são mercenários arrogantes que só pensam em dinheiro, enquanto médicos cubanos são criaturas abnegadas que trabalham apenas pelo bem dos mais necessitados  ::).
« Última modificação: 28 de Maio de 2013, 12:07:33 por Fabrício »
"Deus prefere os ateus"

Offline Derfel

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #152 Online: 28 de Maio de 2013, 09:40:18 »
Não seja preconceituoso. Pensar que médicos brasileiros são mercenários arrogantes é uma atitude preconceituosa tão grande quanto achar que cubanos podem ser monges abnegados. Existem médicos e médicos en qualquer lugar do mundo. Quanto a existir algum dispositivo para obrigar o estrangeiro a permanecer no município, que eu saiba não existe nenhum. Posso pensar que se o processo de revalidação necessitar uma complementação da formação, a permanência do profissional por 1 ano no município pode ser um requisito para permanecer no programa, com a formação sendo feita com o telessaúde e modular nas universidades. Se cumprirem a carga horária já está de bom tamanho.

Skorpios

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #153 Online: 28 de Maio de 2013, 09:46:39 »
Se cumprirem a carga horária já está de bom tamanho.

É, que com o pessoal daqui, pelo que tenho acompanhado, isso é difícil.

Offline Dodo

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #154 Online: 28 de Maio de 2013, 10:29:01 »
E como vão obrigar os médicos a ficarem nas áreas deficitárias?

Acho que devolvem eles pra Cuba se não ficarem.
Você é único, assim como todos os outros.
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Offline Osler

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #155 Online: 28 de Maio de 2013, 10:58:48 »
Não vi em nenhum momento o CFM (ou alguma outra entidade médica) ser contra que médicos estrangeiros atuem no Brasil, apenas se pede que cumpram obrigações:  conhecimento da lingua portuguesa e conhecimento médico equivalente ao solicitado aos cursos médicos brasileiros.

Não me parece injusto isso, todos os países citados pelo nosso ministro utilizam sistema de revalidação para o exercício da medicina baseado nas características nativas

O Revalida (pelo menos a prova que postei aqui) me pareceu muito bem feito, não há "pegadinhas" apenas perguntas bem básicas sobre os temas propostos. 

O que tem de se posicionar é qual a crítica a ele:

1)  É muito difícil
Não achei, mas não me tiro como medida das coisas.  Quem pode decidir se uma prova é difícil ou não?  A avaliação da dificuldade pode ser dada somente porquê o índice de aprovação foi baixo?  É esse o critério?

2) Solicita conhecimentos que são desnecessários a boa prática médica
Se isso é verdadeiro então aceitamos que o conhecimento sobre a estrutura da saúde no Brasil (o SUS e a medicina preventiva) não server para nada na prática e pode ser retirada do currículo das faculdades de medicina. E essa a proposta do MS?

3) Se aplicado aos médicos brasileiros os índices de aprovação também seriam baixos
Duvido que sejam tão baixo quanto o índice para os estrangeiros (10%), provavelmente vai ser bem alto nas melhores faculdades, e ruim nas piores (e realmente temos muita faculdades muito ruins)

Particularmente acho que todo o médico formado deveria passar por uma prova dessas para poder praticar a medicina, como é na Inglaterra por exemplo.  Usei de exemplo pois é sempre apontado como um sistema socializado de medicina que funciona.

Só por curiosidade, a espectativa é que quase todos os médicos ingleses tenham se submetido a um exame de revalidação (para ver se todos estão exercendo a boa pratica medica inglesa)  até Março de 2016
fonte:  http://www.gmc-uk.org/doctors/revalidation.asp

Alias existe umas questões praticas para a "Godd medical practice" no site da GMC sore forma de estorinhas que é muito legal, mesmo para quem não é medico, só tem de saber inglês:
http://www.gmc-uk.org/gmpinaction/characters/
“Como as massas são inconstantes, presas de desejos rebeldes, apaixonadas e sem temor pelas conseqüências, é preciso incutir-lhes medo para que se mantenham em ordem. Por isso, os antigos fizeram muito bem ao inventar os deuses e a crença no castigo depois da morte”. – Políbio

Offline Price

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #156 Online: 28 de Maio de 2013, 11:12:19 »
1)  É muito difícil
Não achei, mas não me tiro como medida das coisas.  Quem pode decidir se uma prova é difícil ou não?  A avaliação da dificuldade pode ser dada somente porquê o índice de aprovação foi baixo?  É esse o critério?
Creio que o que conta no caso não seria a dificuldade, que varia entre percepções e preparações, mas o grau de pormenorização das questões: quanto mais específicas as questões de uma prova dentro de um conhecimento x, mas difícil será (de ser resolvida e de apreensão do conteúdo).
Se você aceitar algumas colocações minhas...
A única e verdadeira razão de eu fazer este comentário em resposta é deixar absolutamente claro que NÃO ACEITO "colocações" suas nem de quem quer que seja.

Offline Fabrício

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #157 Online: 28 de Maio de 2013, 12:07:10 »
Citação de: Derfel
Não seja preconceituoso. Pensar que médicos brasileiros são mercenários arrogantes é uma atitude preconceituosa tão grande quanto achar que cubanos podem ser monges abnegados. Existem médicos e médicos en qualquer lugar do mundo

Derfel, sinto informar que você foi pêgo por Poe  :lol:.

Só para ficar claro, eu estava sendo irônico (vou colocar um smiley lá  :hihi:)  não acho que médicos brasileiros sejam mercenários nem que médicos cubanos sejam santos. Médico são profissionais que querem ganhar bem e ter boas condições de trabalho. Nenhum problema nisso.
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Offline Derfel

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #158 Online: 28 de Maio de 2013, 13:05:04 »
Citação de: Derfel
Não seja preconceituoso. Pensar que médicos brasileiros são mercenários arrogantes é uma atitude preconceituosa tão grande quanto achar que cubanos podem ser monges abnegados. Existem médicos e médicos en qualquer lugar do mundo

Derfel, sinto informar que você foi pêgo por Poe  :lol:.

Só para ficar claro, eu estava sendo irônico (vou colocar um smiley lá  :hihi:)  não acho que médicos brasileiros sejam mercenários nem que médicos cubanos sejam santos. Médico são profissionais que querem ganhar bem e ter boas condições de trabalho. Nenhum problema nisso.

No celular não vejo smileys. :P

Offline Derfel

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #159 Online: 28 de Maio de 2013, 13:42:33 »

Não tenho nada contra que médicos estrangeiros com formação generalista sejam contratados para atuarem áreas deficitárias , desde que tenham competência profissional ( aferida pelo processo de revalidação do diploma) , comprovem fluência na língua e seja uma medida temporária até que criem as condições de carreira no SUS para a real fixação de profissionais no interior.
Concordo, Luiz, e é o que ouvi durante os últimos encontros (antes de estourar na mídia o assunto), tanto do Padilha quanto do Helvécio e do Heider, não é extinguir o processo de validação, mas facilitar o processo (o que não significa selecionar qualquer coisa). Quando se observa 10% de aprovação apenas alguma coisa está errada: ou as escolas estão em um nível muito inferior às do Brasil (e não se trata apenas de bolivianos e cubanos, mas também de outras nacionalidades como colombianos e argentinos) ou o sistema é falho (intecionalmente ou não) e promove um corte muito grande. A proficiência em português é um limitante no sistema porque interfere no entendimento da própria questão (e o português não é, digamos, uma língua muito difundida) e o fato de ser proficiente na língua não garante o entendimento do português técnico.

A carreira SUS é um problema que em algum momento o MS terá de encarar, mas existem alguns complicantes. Como se dará a questão do papel dos entes? Qual será o papel do estado e do município na saúde, já que a assistência também seria federal? O que fazer com os profissionais que já possuem vínculo com o município e/ou estado? Como se processará o componente salarial? Existe uma diferença grande entre municípios em relação ao salário dos profissionais, ao passar para a esfera federal, se aceitará a redução salarial ou será incorporado? Como disse, a Bahia possui alguma coisa parecida com a carreira SUS com a sua fundação e o Ceará tentou um concurso unificado com direcionamento para os municípios, tanto um modelo como outro apresenta problemas.

Citar

Como está sendo divulgada pelo MS e pelo que você relata das discussões dentro dos foruns do MS parece que o ministério está tendo uma atuação dúplice: ao mesmo tempo que aponta para reformas e melhorias no sistema e diz que a contratação de médicos contemplará a revalidação do diploma faz propostas que implicam no direcionamento e facilitação da entrada de médicos formados em Cuba.
Acho que a causa disto é que está forte internamente a pressão do PT , PCdoB e do MST quanto aos militantes que foram fazer o curso em Cuba e agora não conseguem revalidar o diploma. São militantes enviados a partir de núcleos de base atuantes  que garantem -  não só eleitoralmente mas no di-a-dia da administração política da base - a preponderância e a cooptação em sindicatos urbanos e rurais , associações populares  e etc...

O componente político sempre existe, bem como há um tensionamento dos grupos políticos tanto dentro do ministério quanto em outros ministérios. Ainda assim, não houve a conversa sobre abolir o revalida.
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Quanto a questão do financiamento da carreira de estado para profissionais de saúde no SUS Derfel o dinheiro existe , o Brasil é um dos que tem a menor participação percentual de gastos públicos para a saúde.
Existe a proposta de obrigar a um investimento mínimo da União (que hoje varia de acordo com o PIB). Existe um percentual mínimo dos estados e municípios que já são utilizados e passados (tem município com mais de 22% do OGM comprometido com a Saúde), mas em uma carreira SUS, de uma hora para outra, todos os recursos gastos hoje por estados e municípios cairiam na União (que a bem da verdade já fornece 10650 reais por equipe da ESF - em alguns municípios - e podendo aumentar mais outros tantos com o PMAQ)
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E a percentagem alta de especialistas em relação aos generalistas é uma consequência tardia da ausência de políticas reais de interiorização dos profissionais , para se manter em um mercado saturado só se especializando ou sub-especializando ( como é o meu caso , p.ex.)
Acho que a especialização é mais decorrência do modelo que adotamos. Políticas de interiorização já ocorreram, como o PITS, FIES, PROVAB (hoje), e já houve uma interiorização maior da saúde, mas os grandes centros são muito atrativos tanto financeiramente quanto em qualidade de vida.

Offline Hold the Door

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #160 Online: 30 de Maio de 2013, 04:00:52 »
A maioria dos médicos que conheço falam que é muito difícil o Revalida (aqui falo dos da academia que conheço, do ms e alguns que já fizeram a prova).

Aqui está o link do Revalida de 2011. Leia algumas questões e me diga se você gostaria de ser atendido por um médico que não as soubesse.  :)


https://docs.google.com/viewer?pid=explorer&srcid=0Bziurl5hXOcMbEdqbEo2ODFpOXM&docid=21d4fd51538188c008667de8c8284115|023a2b3daca0109fd363d3de004a3e5c&chan=EQAAABq%2FE0TmiIEFTk%2FhNg8CznzDbCtoeBI%2FPDSC8%2FcwcBQz&a=v&rel=zip%3Bz1%3BProva+Discursiva_Revalida+2012.PDF

Você viu as questões da prova, Derfel?

Não tem nenhuma pegadinha ou conhecimento de especialidade. São todas questões básicas das grandes áreas, de situações do dia-a-dia que todo médico generalista deve saber. Não tem como considerar uma prova dessa difícil. E muito menos muito difícil. E também não tem como considerar alguém apto a exercer a medicina generalista se não consegue ser aprovado em uma prova dessas.
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Offline Derfel

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #161 Online: 30 de Maio de 2013, 06:10:11 »
Ângelo, esse é 1/3 da prova. Existem ainda 110 questões objetivas e uma prova prática. As questões objetivas e discursivas são realizadas em um mesmo dia em 8h. A prática é no dia seguinte. E ainda o idioma tem um peso grande (por mais que a pessoa já fale o português como segunda ou terceira língua, sua instrução foi em outra). As questões objetivas estão aqui: https://docs.google.com/viewer?pid=explorer&srcid=0Bziurl5hXOcMbEdqbEo2ODFpOXM&docid=21d4fd51538188c008667de8c8284115|023a2b3daca0109fd363d3de004a3e5c&chan=EQAAABq%2FE0TmiIEFTk%2FhNg8CznzDbCtoeBI%2FPDSC8%2FcwcBQz&a=v&rel=zip%3Bz1%3BProva+Discursiva_Revalida+2012.PDF

Acho que nossos colegas médicos podem dizer algo sobre o nível das questões (apesar de haver um viés, dado ao nível de conhecimento dos que sei que são médicis, pelo menos). Não questiono a existência da prova, mas tem alguma coisa errada quando menos de 10% conseguem passar e você como professor sabe disso.

Offline Hold the Door

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #162 Online: 30 de Maio de 2013, 10:19:01 »
Não vi toda a prova objetiva, li mais ou menos metade dela. Mas as questões que vi também seguem o mesmo padrão da discursiva. Questões das grandes áreas que cobram conhecimento de medicina generalista e englobam casos freqüentes do dia-a-dia.

Certamente tem algo errado quando o índice de aprovação de uma prova é 10%, mas, até onde eu vi da prova objetiva e da discursiva, também certamente não é essa parte a culpada.

Quanto ao peso da língua, nada mais justo. Afinal, se forem aprovados, eles vão atender queixas em português e precisam entender o que o paciente está falando. Com um agravante. A prova é toda em linguagem técnica, muito mais fácil. As queixas são em linguagem totalmente coloquial. Muitas vezes a queixa resume-se a "runheira". Se ele não souber conversar em uma linguagem que o paciente entenda, nunca vai sair do lugar na história e vai acabar fazendo exatamente aquilo que não é recomendado, pedir um monte de exames atirando pra todo lado na esperança de acertar alguma coisa.
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Offline Gaúcho

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #163 Online: 30 de Maio de 2013, 13:13:21 »
Eu ia comentar isto. Talvez a aprovação baixa tenha mais a ver com a língua do que com o conhecimento técnico. Português não é uma linguagem fácil de se aprender.
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Offline FSeNn

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #164 Online: 30 de Maio de 2013, 14:53:15 »
Uma conhecida minha ,foi estudar medicina em Cuba há uns anos atrás.... provavelmente ela estará no meio desses 6 mil médicos.
Ela conseguiu a vaga por intermédio do PT ,  cujo a família era militante a anos.

ah... o PT...
« Última modificação: 30 de Maio de 2013, 14:55:22 por FSeNn »

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #165 Online: 30 de Maio de 2013, 18:16:45 »
Eu não tinha me dado conta da gravidade do problema do idioma. Ainda mais em várias regiões, e regiões mais pobres. Talvez fosse interessante (além de pensarem mais em algo como médicos brasileiros próximos das localidades para essas regiões, talvez trazendo outros para substituí-los nas regiões "boas") ter alguma espécie de "curso" no linguajar da região a ser atendida.

Offline Derfel

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #166 Online: 30 de Maio de 2013, 20:07:51 »
Só para título de comparação, em 2011 de 17 formados na Espanha, 17 foram reprovados. Existem problemas reais, como das escolas bolivianas que realmente são muito ruins, mas o índice de aprovação deveria ser pelo menos similar ao Chile, por exemplo, em que gira em torno de 20%. Além do idioma existe também uma questão de escola (que não sei até que ponto existe nesta prova) existem condutas diferentes para a mesma situação de acordo com a escola (existe isso até mesmo dentro do próprio país). Um exemplo foi en relação ao transporte de urgência durante o acidente da Princesa Diana, a conduta francesa era muito diferente da americana (o que levou a uma crítica por causa da sua morte).

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #167 Online: 31 de Maio de 2013, 11:05:32 »
Não pude acompanhar o tópico todo por um problema de tempo, mas achei essa matéria que tem a ver:

http://www.politicaeconomia.com/2011/03/paraguai-rejeita-medicos-cubanos.html

Citar
Paraguai rejeita médicos cubanos: "formação medíocre" impede exercício de profissão no país

Citar
Enquanto o Brasil se esforça para fazer o reconhecimento automático dos diplomas dos médicos cubanos em território brasileiro, o nosso vizinho Paraguay rejeitou os médicos cubanos em seu país.

Segundo o reitor da Faculdade de Medicina Nacional do Paraguay, "médicos cubanos tem têm habilidades e conhecimentos de uma licenciatura em Enfermagem".

As autoridades médicas paraguaias consideram que os médicos formados em Cuba não têm formação suficiente para exercer a medicina em seu país, disse segunda-feira o reitor da Faculdade de Medicina da Universidade Nacional do Paraguai, Aníbal Filartiga.

Um estudo comparativo entre os currículos dos cursos de medicina em Cuba e no Paraguay mostrou que o currículo da ELAM - Escola Cubana de Medicina - é medíocre.

 Anualmente, Cuba disponibiliza cerca de 500 vagas para estudantes estrageiros estudarem medicina em Cuba, de forma gratuita, tendo em vista que o governo cubano gasta entre US$ 60.000 a US$ 70.000 dólares anuais com jovens paraguaios para estudar medicina em Cuba.

As autoridades médicas do Paraguay rejeitaram a equiparação automática dos currículos dos médicos paraguaios com os médicos cubanos.

Médicos cubanos também tem dificuldades de exercer sua profissão nos EUA

Além do Paraguai, outro país que apresenta restrições aos currículos dos médicos cubanos é os Estados Unidos da América. O governo americano tem um programa especial de vistos - que facilita a imigração de médicos e enfermeiros.

Sendo assim, muitos médicos cubanos em missões no exterior, fogem das delegações e vão a embaixadas americanas solicitar o visto de imigração, no que são atendidos na maior parte das vezes. Ocorre que, quando chegam aos Estados Unidos, os médicos cubanos sofrem com imensas dificuldades para poder exercer a profissão.

O governo cubano trata os médicos cubanos que fogem como "traidores da pátria", e, assim, colocam todo tipo de dificuldade, proibindo-os inclusive de visitar Cuba novamente. Além disso, para poderem exercer sua profissão nos EUA, os médicos precisam de um reconhecimento oficial, que envolve comunicação entre os governos dos EUA e de Cuba.

Em procedimentos que revelam o grau de mesquinhez do governo de Cuba, as informações que são solicitadas pelo governo americano sobre currículos e demais dados técnicos, necessários para a validação do currículo em território americano, são negadas pelo governo cubano.


É evidente que esse tipo de procedimento do governo de Cuba é mais um exemplo de violação dos Direitos Humanos em Cuba, tendo em vista que o governo de Cuba se acha proprietário dos médicos cubanos, proibindo-os de sair da ilha ou emigrar para qualquer outro país. Ou seja, são tratados como escravos do regime

Offline Fabi

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #168 Online: 31 de Maio de 2013, 12:52:10 »
Eu ia comentar isto. Talvez a aprovação baixa tenha mais a ver com a língua do que com o conhecimento técnico. Português não é uma linguagem fácil de se aprender.
Pra quê conhecer a língua quando for ser médico no Brasil? Principalmente em áreas carentes... Todo mundo sabe que pobres e miseráveis falam cubano, boliviano, espanhol, e tudo fluentemente.

...

Não vou falar nem dos militantes brasileiros formados em Cuba que querem vir nessa leva de médicos "cubanos". Fora que nem sabemos como é a medicina em Cuba, não dá pra acreditar no que uma ditadura diz.
Difficulter reciduntur vitia quae nobiscum creverunt.

“Deus me dê a serenidadecapacidade para aceitar as coisas que não posso mudar, a coragem para mudar o que posso, e a sabedoria para saber a diferença” (Desconhecido)

Offline Diegojaf

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #169 Online: 31 de Maio de 2013, 13:06:37 »
Citar
História de um médico cubano, por Sandro Vaia
O Dr. Gilberto Velazco nasceu em 1980 em Havana e recebeu seu diploma de médico em 15 de julho de 2005.

No depoimento que me deu por e-mail e por telefone, disse que a sua graduação foi antecipada em um ano depois de uma “formação crítica e gravemente ruim”, excessivamente teórica, feita através de livros desatualizados, velhos, rasgados, faltando páginas, além de “uma forte doutrinação política”.

No hospital onde fez residência havia apenas dois aparelhos de raio X para atender todas as ocorrências noturnas de Havana e não dispunha sequer de reagentes para exames de glicemia.

Pouco adiantava prescrever remédios para os pacientes porque a maioria deles não estava disponível nas farmácias.

A situação médica no país é tão precária que Cuba está vivendo atualmente uma epidemia inédita de cólera e dengue.

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2013/05/31/historia-de-um-medico-cubano-por-sandro-vaia-498552.asp
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

http://umzumbipordia.blogspot.com - Porque a natureza te odeia e a epidemia zumbi é só a cereja no topo do delicioso sundae de horror que é a vida.

Offline Hold the Door

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #170 Online: 01 de Junho de 2013, 10:19:14 »
Só para título de comparação, em 2011 de 17 formados na Espanha, 17 foram reprovados. Existem problemas reais, como das escolas bolivianas que realmente são muito ruins, mas o índice de aprovação deveria ser pelo menos similar ao Chile, por exemplo, em que gira em torno de 20%. Além do idioma existe também uma questão de escola (que não sei até que ponto existe nesta prova) existem condutas diferentes para a mesma situação de acordo com a escola (existe isso até mesmo dentro do próprio país). Um exemplo foi en relação ao transporte de urgência durante o acidente da Princesa Diana, a conduta francesa era muito diferente da americana (o que levou a uma crítica por causa da sua morte).

Considerando que o índice de aprovação aqui é 10%, não é uma diferença tão grande em relação aos 20% do Chile para você dizer que a reprovação aqui é absurda e há algo de errado com a prova.

Se há problemas de barreira linguística e de condutas diferentes, isso não é um defeito da prova. Em qualquer lugar do mundo que você for prestar prova, você tem que saber a língua nativa do local e conhecer as condutas adotadas lá. Por que aqui deveria ser diferente? O que eles querem? Que façamos a prova em espanhol e cobrando as condutas cubanas, bolivianas ou espanholas para tornar a prova mais "justa" para eles?

Se querem exercer a medicina no Brasil, são eles que tem que saber português e as condutas adotadas aqui. Se não sabem nem isso, tem que ser reprovados mesmo.
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Offline Diegojaf

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #171 Online: 01 de Junho de 2013, 10:51:35 »
Só para título de comparação, em 2011 de 17 formados na Espanha, 17 foram reprovados. Existem problemas reais, como das escolas bolivianas que realmente são muito ruins, mas o índice de aprovação deveria ser pelo menos similar ao Chile, por exemplo, em que gira em torno de 20%. Além do idioma existe também uma questão de escola (que não sei até que ponto existe nesta prova) existem condutas diferentes para a mesma situação de acordo com a escola (existe isso até mesmo dentro do próprio país). Um exemplo foi en relação ao transporte de urgência durante o acidente da Princesa Diana, a conduta francesa era muito diferente da americana (o que levou a uma crítica por causa da sua morte).

Considerando que o índice de aprovação aqui é 10%, não é uma diferença tão grande em relação aos 20% do Chile para você dizer que a reprovação aqui é absurda e há algo de errado com a prova.

Se há problemas de barreira linguística e de condutas diferentes, isso não é um defeito da prova. Em qualquer lugar do mundo que você for prestar prova, você tem que saber a língua nativa do local e conhecer as condutas adotadas lá. Por que aqui deveria ser diferente? O que eles querem? Que façamos a prova em espanhol e cobrando as condutas cubanas, bolivianas ou espanholas para tornar a prova mais "justa" para eles?

Se querem exercer a medicina no Brasil, são eles que tem que saber português e as condutas adotadas aqui. Se não sabem nem isso, tem que ser reprovados mesmo.

Até onde eu li, nos EUA o cara tem que primeiro ser aprovado em uma prova de proficiência em inglês e só depois é autorizado a começar o processo de validação do diploma de outro país, e mesmo assim, tem que se submeter a um ano de residência.
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

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Offline Fabrício

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #172 Online: 01 de Junho de 2013, 13:05:13 »
Só para título de comparação, em 2011 de 17 formados na Espanha, 17 foram reprovados. Existem problemas reais, como das escolas bolivianas que realmente são muito ruins, mas o índice de aprovação deveria ser pelo menos similar ao Chile, por exemplo, em que gira em torno de 20%. Além do idioma existe também uma questão de escola (que não sei até que ponto existe nesta prova) existem condutas diferentes para a mesma situação de acordo com a escola (existe isso até mesmo dentro do próprio país). Um exemplo foi en relação ao transporte de urgência durante o acidente da Princesa Diana, a conduta francesa era muito diferente da americana (o que levou a uma crítica por causa da sua morte).

Considerando que o índice de aprovação aqui é 10%, não é uma diferença tão grande em relação aos 20% do Chile para você dizer que a reprovação aqui é absurda e há algo de errado com a prova.

Se há problemas de barreira linguística e de condutas diferentes, isso não é um defeito da prova. Em qualquer lugar do mundo que você for prestar prova, você tem que saber a língua nativa do local e conhecer as condutas adotadas lá. Por que aqui deveria ser diferente? O que eles querem? Que façamos a prova em espanhol e cobrando as condutas cubanas, bolivianas ou espanholas para tornar a prova mais "justa" para eles?

Se querem exercer a medicina no Brasil, são eles que tem que saber português e as condutas adotadas aqui. Se não sabem nem isso, tem que ser reprovados mesmo.

Até onde eu li, nos EUA o cara tem que primeiro ser aprovado em uma prova de proficiência em inglês e só depois é autorizado a começar o processo de validação do diploma de outro país, e mesmo assim, tem que se submeter a um ano de residência.

A fluência no idioma me parece uma condição tão óbvia para que qualquer profissional, mas principalmente um médico, trabalhar em um país estrangeiro que nem vale a pena discutir.
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Offline FZapp

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #173 Online: 01 de Junho de 2013, 16:19:57 »
Não seja preconceituoso. Pensar que médicos brasileiros são mercenários arrogantes é uma atitude preconceituosa tão grande quanto achar que cubanos podem ser monges abnegados. Existem médicos e médicos en qualquer lugar do mundo. Quanto a existir algum dispositivo para obrigar o estrangeiro a permanecer no município, que eu saiba não existe nenhum. Posso pensar que se o processo de revalidação necessitar uma complementação da formação, a permanência do profissional por 1 ano no município pode ser um requisito para permanecer no programa, com a formação sendo feita com o telessaúde e modular nas universidades. Se cumprirem a carga horária já está de bom tamanho.

Na verdade conheço médicos jovens do interior do estado que vem estudar e voltam para sua região, mesmo com os problemas todos de infraestrutura de manter consultório, e sem hospitais. A maioria fica nas regiões centrais porque fazer freguesia mais fácil, se houvesse infraestrutura é claro que ficaria na sua região.

Ninguém sai de seu lugar se não tem necessidade, digo isso por experiência própria.
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de esto naides nos responde;
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algun día hemos de llegar...
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Offline Derfel

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #174 Online: 01 de Junho de 2013, 20:50:03 »
Não se pode comparar o interior do estado de SP com o interior do Amazonas ou mesmo do RN

 

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