Autor Tópico: Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes  (Lida 104784 vezes)

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Offline Derfel

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #175 Online: 01 de Junho de 2013, 22:18:09 »
Só para título de comparação, em 2011 de 17 formados na Espanha, 17 foram reprovados. Existem problemas reais, como das escolas bolivianas que realmente são muito ruins, mas o índice de aprovação deveria ser pelo menos similar ao Chile, por exemplo, em que gira em torno de 20%. Além do idioma existe também uma questão de escola (que não sei até que ponto existe nesta prova) existem condutas diferentes para a mesma situação de acordo com a escola (existe isso até mesmo dentro do próprio país). Um exemplo foi en relação ao transporte de urgência durante o acidente da Princesa Diana, a conduta francesa era muito diferente da americana (o que levou a uma crítica por causa da sua morte).

Considerando que o índice de aprovação aqui é 10%, não é uma diferença tão grande em relação aos 20% do Chile para você dizer que a reprovação aqui é absurda e há algo de errado com a prova.

Se há problemas de barreira linguística e de condutas diferentes, isso não é um defeito da prova. Em qualquer lugar do mundo que você for prestar prova, você tem que saber a língua nativa do local e conhecer as condutas adotadas lá. Por que aqui deveria ser diferente? O que eles querem? Que façamos a prova em espanhol e cobrando as condutas cubanas, bolivianas ou espanholas para tornar a prova mais "justa" para eles?

Se querem exercer a medicina no Brasil, são eles que tem que saber português e as condutas adotadas aqui. Se não sabem nem isso, tem que ser reprovados mesmo.

Até onde eu li, nos EUA o cara tem que primeiro ser aprovado em uma prova de proficiência em inglês e só depois é autorizado a começar o processo de validação do diploma de outro país, e mesmo assim, tem que se submeter a um ano de residência.

Me parece que nos EUA isso varia de estado para estado. Acho que 1 em 5 e 1 em 10 possuem uma diferença significativa. Quanto ao português, existe a obrigatoriedade do exame de proficiência em português, além das provas, e esse não é o português técnico. Convêm lembrar que a maior parte da literatura da área está ou em inglês ou em espanhol, pouco em português (e menos ainda em português e disponível internacionalmente), então isso não teria um peso na prova (não que eu não ache que tenha que estar em português mesmo)? Quanto à escola, isso tem um importância grande (mas não sei até que ponto nestas provas), não é apenas a conduta que se adota em um país, mas em uma escola, por exemplo, a escola de Bauru pode ter alguma conduta diferente da escola do Rio de janeiro, além disso, a sociedade de pediatria às vezes tem uma conduta diferente da sociedade de cardiologia para um mesmo problema (e nem por isso a escola A ou a Sociedade B esteja mais certa ou mais errada que outra) - essa diferença não é algo aberrante, a essência permanece, mas influi na hora de discutir o melhor momento para uma cirurgia ou se deve ou não autorizar uma viagem, por exemplo.

EDIT; havia esquecido uma ?

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #176 Online: 02 de Junho de 2013, 09:55:08 »
E enquanto se discute a falta de condições para os médicos brasileiros atenderem a população dos lugares mais afastados:

http://apatotadopitaco.blogspot.com.br/2013/05/governo-brasileiro-doa-us-10-milhoes.html

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Nada contra os palestinos, um povo sofrido que luta desesperadamente pelo direito de ter sua própria terra, em absoluto. O que não se entende é como o Brasil, com todos os problemas e dramas enfrentados por sua população na área da saúde, resolve sair por aí usando o dinheiro do contribuinte em iniciativas que não lhe trazem nenhum benefício. Confira a historinha abaixo.

Alexandre Padilha, nosso ministro da Saúde, inaugurou neste sábado (04/05) um centro médico na cidade de Dura, no sul da Cisjordânia, construído inteiramente com com o meu, o seu, o nosso dinheiro, doado a custo zero pelo governo brasileiro ao governo da Palestina.

Considerando a medida uma "contribuição" aos "esforços pela paz" na região, Padilha explicou que dos US$ 10 milhões doados pelo Brasil à Autoridade Palestina, US$ 4 milhões saíram dos cofres do Ministério da Saúde, e estão sendo investidos em centros de reabilitação e de tratamento materno-infantil.

- Foi uma cerimônia bastante emocionante - disse o ministro depois da visita de três dias a Israel e Palestina, acrescentando que "os palestinos em Dura ficaram muito agradecidos pela nossa contribuição, que faz parte da colaboração do Brasil para ajudar na construção do Estado Palestino".

Muito emocionados e agradecidos devem ter ficado também todos os brasileiros que já passaram pela experiência de buscar socorro médico nos hospitais e postos de saúde por esse Brasil afora, menos, é claro, os que morreram nas filas de espera e no chão de seus corredores, é claro...

http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/palestinos-inauguram-centro-medico-construido-com-doacao-do-brasil,3d64ece0aef6e310VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html

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Palestinos inauguram centro médico construído com doação do Brasil

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De acordo com Padilha, dos US$ 10 milhões doados pelo Brasil para a Autoridade Palestina, US$ 4 milhões são provenientes do ministério da Saúde e estão sendo investidos em centros de reabilitação e de tratamento materno-infantil. "Consideramos a contribuição à saúde como parte dos esforços pela paz nesta região", acrescentou o ministro.

Ao que parece o problema no Brasil não é falta de verbas, né?

Engraçado, tem gente sendo atendida no chão dos hospitais brasileiros, postos de saúde no fim do mundo onde não existem médicos por total falta de condições, querem trazer militantes petistas médicos cubanos formados em Cuba para fazer a cabeça dos capiaus ocupar as vagas...    ...mas podem doar 10 milhões de dólares para construirem um hospital lá no exterior.

Sou só eu que desconfio de algo no meio desse interesse todo em trazer os pajés os médicos formados em Cuba com indicação do PT e do MST?






Offline Muad'Dib

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #177 Online: 02 de Junho de 2013, 10:14:04 »
10 milhões de dólares nem arranham o problema de saúde pública no Brasil. Isso ai nem sequer é uma atitude humanitária do governo brasileiro, é mais uma tentativa de se firmar na "questão israelo-palestina". É uma atitude política visando visibilidade internacional. Atitude mixuruca diga-se de passagem.

Mas, política ou não, esse dinheiro faz mais diferença lá do que aqui. Se bem empregado é lógico.

O que eu não me conformo é com o dinheiro empregado na Copa e nas Olimpíadas. Por mais que haja ganhos políticos (ou perdas em caso de fiasco) com esses eventos é imoral gastar o que tão gastando enquanto a população vive um caos social.

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #178 Online: 02 de Junho de 2013, 10:34:12 »
Acho que dez milhões podem nem arranhar o problema do Brasil, mas tb não é trocado para pinga se vc levar em consideração que existe gente sendo atendida no chão por falta de vagas.

Se o problema é relações públicas internacionais, que usem verba de propaganda.

Offline Pregador

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #179 Online: 02 de Junho de 2013, 12:15:27 »
Não vejo problema em construir o posto de atendimento médico na palestina com dinheiro público. O problema no Brasil não é falta de verba. O problema não é falta de dinheiro. Os problemas são outros...
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Offline Price

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #180 Online: 02 de Junho de 2013, 12:48:49 »
Se está sobrando dinheiro que o apliquem em infraestrutura ou diminuam os impostos, o que ocorre na palestina não é problema do contribuinte brasileiro.
Se você aceitar algumas colocações minhas...
A única e verdadeira razão de eu fazer este comentário em resposta é deixar absolutamente claro que NÃO ACEITO "colocações" suas nem de quem quer que seja.

Offline Pregador

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #181 Online: 02 de Junho de 2013, 13:13:48 »
Se está sobrando dinheiro que o apliquem em infraestrutura ou diminuam os impostos, o que ocorre na palestina não é problema do contribuinte brasileiro.

A questão é que se ninguém se importar com a Palestina, provavelmente eles serão exterminados. Eles não podem resolver aquilo sozinhos. Depende muito deles, claro, mas não somente deles.
"O crime é contagioso. Se o governo quebra a lei, o povo passa a menosprezar a lei". (Lois D. Brandeis).

Offline Price

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #182 Online: 02 de Junho de 2013, 13:20:46 »
O povo brasileiro também não conseguirá resolver os seus problemas sem um governo presente. Muito antes de resolver os problemas dos outros temos que resolver os nossos.
Se você aceitar algumas colocações minhas...
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Offline Gaúcho

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #183 Online: 02 de Junho de 2013, 13:38:31 »
Nem me faça começar a discutir a besteira religiosa que envolve todo o problema da Palestina.

Terra Santa meu ovo. Se mude para algum lugar onde você não seja exterminado e seja feliz.
"— A democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombras." Sérgio Moro

Offline Gigaview

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #184 Online: 02 de Junho de 2013, 13:56:10 »
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Why The Unqualified Cuban Doctors Will Kill The Ghanaian People
Feature Article of Sunday, 5 May 2013
Columnist: Tawiah, Francis

Why The Unqualified Cuban Doctors Will Kill The Ghanaian People

Once renowned, Cuban Doctors fail their medical Exams

Dr. Nancy Magarita Gonzalez Rodriguez goes over an x-ray with her
students at the Latin American School of Medical Sciences in Havana,
Cuba. Students who graduate from the Caribbean and try to practise in
Brazil have overwhelmingly failed a medical exam there, according to
Brazil's Ministry of Education.

Many people still believe that Cuban health care is among the most
efficient in the world, as it is often advertised by the regime, but the
same doctors who support the supposed renowned health care system on the
Caribbean island, however, are struggling to re-validate their diploma
to practise legally in Brazil.

At the most recent re-validation test, which includes proficiency in
Portuguese, their medical knowledge and clinical practises, none of the
doctors who graduated from Cuba were approved. From 2005 to the present
day the most recent exam administered more than 300 Cuban doctors have
applied, but only 25 doctors were authorised officially to work in
Brazil, according to the Ministry of Education.

Their results, in fact, ARE AMONG THE WORST of the average of 600
professionals, ranging in homelands from Argentina, Bolivia, the United
States and European counties who go through the process.

The Brazilian Medical Association attributes the apparent failure of so
many doctors in the test to the lack of quality of universities in
countries like Cuba and Bolivia. According to the association, the
teaching of medicine in these places are at the level of a nursing major
in Brazil.

In the United States, the situation is similar. According to the
Association of American Physicians and Surgeons, more than 75 percent of
those with Cuban medical degrees fail in the exam of the Educational
Commission for Foreign Medical Graduates for licensing in the U.S.

Most of them also fail to receive certification as "physician assistants".

For Humberto Fontova, a Cuban refugee and political commentator in the
U.S., the results are not a surprise. "The Cuban health students don't
learn what most medical students in most countries learn in most medical
schools," Fontova said.

Since former president, LuizInácio Lula Silva, took office in 2003 the
government tried to facilitate the use of the work from Cuban doctors in
Brazil. A proposal of automatic authorisation for all doctors from the
island to work in Brazil was approved in the House of Representatives,
but later reproved by the Senate.

Despite that, many Cuban doctors are being encouraged by both
governments to come to Brazil's poorest areas. One of the reasons is the
Brazilian government's program for "The Health of the Family," which is
focused on preventive care a speciality of the Cuban health system.

*** Meanwhile, Governor Ricardo MontinhoParaíba, a northern state and
one of the poorest in the nation, went to Cuba in September to hire
doctors. But according to Paraíba Council of Physicians, just one Cuban
was approved to be a doctor in the state. Montinho later gave up on the
idea. "I just wanted to improve the services of my state," said Montinho.

*** In the very distant centre-western state of Tocantins more than 500
Cuban doctors were hired illegally to work for "The Health of the
Family." A state court decided to ban the work of these professionals.

The medical associations in Brazil deny that doctors don't want to work
in poor and distant areas. They also say that there is no way to adopt a
different procedure and doctors working illegally would be prosecuted.
"We just need a good career plan for the doctors to go into the
interior. We can't open exceptions for specific countries and have to
ask for a test like other countries do with us. Argentina and U.S. have
good universities and their students are approved here," said Dr.
Fernando Matos, president of Rio Grande do Sul's Council of Physicians,
who worries about the work of Uruguayans doctors in his state border.

*** The test, however, has been criticised by Brazilians who study in
other countries. At a private institution, they pay over $1,500 a month
for tuition, while in Cuba it's no more than $200. In Cuba, moreover,
applicants just need approval from the Workers Party, the Brazilian
Communist Party or other institutions aligned with Castro's regime. "The
test is really to reprove everybody", has said AfonsoMagalhães,
president of the Association of Brazilian Students of Medicine in Cuba.

Ghanaian people must be very careful about those bogus Cuban quark
Doctors in Ghana. Most of them are not really qualified as Doctors.

FRANCIS TAWIAH (Duisburg - Germany)
http://humanrightsincuba.blogspot.com.br/2013/05/why-unqualified-cuban-doctors-will-kill.html
Brandolini's Bullshit Asymmetry Principle: "The amount of effort necessary to refute bullshit is an order of magnitude bigger than to produce it".

Pavlov probably thought about feeding his dogs every time someone rang a bell.

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #185 Online: 02 de Junho de 2013, 22:00:17 »
Se está sobrando dinheiro que o apliquem em infraestrutura ou diminuam os impostos, o que ocorre na palestina não é problema do contribuinte brasileiro.

A questão é que se ninguém se importar com a Palestina, provavelmente eles serão exterminados. Eles não podem resolver aquilo sozinhos. Depende muito deles, claro, mas não somente deles.

Eles que se virem com os problemas deles, o que não acho certo é EU ter de pagar a conta deles enquanto tb preciso pagar uma consulta médica para mim, aqui mesmo onde o serviço público é uma merda e precisaria esperar meses por uma vaga se não tivesse como pagar.

Por falar nisso, vcs sabem que nossa ilustre presidenta perdoou a dívida de uns caloteiros africanos, não sabem? Algo como 900 milhões...ao que parece não falta verba pública por aqui.


*E ainda é possível que um dia qualquer Israel acerte uma bomba no hospital novo.
« Última modificação: 02 de Junho de 2013, 22:10:15 por Arcanjo Lúcifer »

Offline caerus

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #186 Online: 03 de Junho de 2013, 00:34:23 »
Se está sobrando dinheiro que o apliquem em infraestrutura ou diminuam os impostos, o que ocorre na palestina não é problema do contribuinte brasileiro.

A questão é que se ninguém se importar com a Palestina, provavelmente eles serão exterminados. Eles não podem resolver aquilo sozinhos. Depende muito deles, claro, mas não somente deles.

E? Se você está preocupado doe seu dinheiro para eles, vá para lá fazer ajuda humanitária ou qualquer coisa, o estado brasileiro não é uma instituição de caridade e deve investir o dinheiro público em serviços destinados apenas aos contribuintes brasileiros.

Offline Barata Tenno

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #187 Online: 03 de Junho de 2013, 03:56:17 »
E eu ainda acho que pelo menos metade desses médicos vai fugir pras cidades grandes assim que conseguirem autorização de trabalho no Brasil.
He who fights with monsters should look to it that he himself does not become a monster. And when you gaze long into an abyss the abyss also gazes into you. Friedrich Nietzsche

Offline Derfel

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #188 Online: 03 de Junho de 2013, 08:22:48 »
Talvez sim. Mas metade ainda é um número bom.

Offline DDV

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #189 Online: 03 de Junho de 2013, 10:13:48 »
E eu ainda acho que pelo menos metade desses médicos vai fugir pras cidades grandes assim que conseguirem autorização de trabalho no Brasil.

O que não seria nenhum problema, dado que o objetivo principal do governo é introduzir os médicos do PT e MST no país, sendo o atendimento a áreas carentes um pretexto.

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Offline Price

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #190 Online: 21 de Junho de 2013, 23:20:17 »
Se você aceitar algumas colocações minhas...
A única e verdadeira razão de eu fazer este comentário em resposta é deixar absolutamente claro que NÃO ACEITO "colocações" suas nem de quem quer que seja.

Offline Luiz Souto

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #191 Online: 22 de Junho de 2013, 17:59:30 »
Recebi hoje a tarde pelo e-mail do CREMERJ

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Medida anunciada pela presidente Dilma é repudiada pelas entidades médicas nacionais

Para a AMB, CFM e Fenam, a medida tem valor inócuo, paliativo, populista e esconde a falta os reais problemas que afetam o Sistema Único de Saúde (SUS), além de expor a população pobre a riscos
As entidades médicas nacionais divulgaram neste sábado (22) nota de repúdio ao anúncio de importação de médicos estrangeiros feito pela presidente Dilma Rousseff, durante pronunciamento em cadeia nacional no dia 21. "O caminho trilhado é de alto risco e simboliza uma vergonha nacional. Ele expõe a população, sobretudo a parcela mais vulnerável e carente, à ação de pessoas cujos conhecimentos e competências não foram devidamente comprovados. Além disso, tem valor inócuo, paliativo, populista e esconde os reais problemas que afetam o Sistema Único de Saúde (SUS)", ressalta o texto.
 
No documento, as entidades cobram o aumento dos investimentos na área da saúde e a qualificação do setor no país. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que Governos de países com economias mais frágeis investem mais que o Brasil na assistência. Na Argentina, o percentual de aplicação fica em 66%. No Brasil, esbarra em 47%. Além disso, há denúncias de que o recurso orçado não é devidamente aplicado.
 

"O apelo desesperado das ruas é por mais investimentos do Estado em saúde. É assim o Brasil terá a saúde e os "hospitais padrão Fifa", exigidos pela população, e não com a importação de médicos",afirmam as entidades. De forma conjunta, a Associação Médica Brasileira (AMB), a Associação Nacional dos Médicos Resisdentes (ANMR), o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) prometem usar todos os mecanismos possíveis para barrar a decisão, inclusive na Justiça.

 

Confira a íntegra do documento

 

Carta aberta aos médicos e à população brasileira

A SAÚDE PÚBLICA E A VERGONHA NACIONAL


Há alguns anos, a presidente Dilma Rousseff foi vítima de grave problema de saúde. O tratamento aconteceu em centros de excelência do país e sob a supervisão de homens e mulheres capacitados em escolas médicas brasileiras. O povo quer acesso ao mesmo e não quer ser tratado como cidadão de segunda categoria, tratado por médicos com formação duvidosa e em instalações precárias.

Por isso, a Associação Médica Brasileira (AMB), a Associação Nacional dos Médicos Resisdentes (ANMR), o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) manifestam publicamente seu repúdio e extrema preocupação com o anúncio de "trazer de imediato milhares de médicos do exterior", feito nesta sexta-feira (21), durante pronunciamento em cadeia de rádio e TV.

O caminho trilhado é de alto risco e simboliza uma vergonha nacional. Ele expõe a população, sobretudo a parcela mais vulnerável e carente, à ação de pessoas cujos conhecimentos e competências não foram devidamente comprovados. Além disso, tem valor inócuo, paliativo, populista e esconde os reais problemas que afetam o Sistema Único de Saúde (SUS).

Será que os "médicos importados"- sem qualquer critério de avaliação ou com diplomas validados com regras duvidosas - compensarão a falta de leitos, de medicamentos, as ambulâncias paradas por falta de combustível, as infiltrações nas paredes e as goteiras nos hospitais? Onde estão as medidas para dotar os serviços de infraestrutura e de recursos humanos valorizados? Qual o destino dos R$ 17 bilhões do orçamento do Governo Federal para a saúde que não foram aplicados como deveriam, em 2012? Porque vetaram artigos da Emenda Constitucional 29, que se tivesse colocada em prática teria permitido uma revolução na saúde?

Os protestos não pedem "médicos estrangeiros", mas um SUS público, integral, gratuito, de qualidade e acessível a todos. É preciso reconhecer que é a falta de investimentos e a gestão incompetente desse sistema que afastam os médicos brasileiros do interior e da rede pública, agravando o caos na assistência.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), os Governos de países com economias mais frágeis investem mais que o Brasil no setor. Na Argentina, o percentual de aplicação fica em 66%. No Brasil, esbarra em 47%. O apelo desesperado das ruas é por mais investimentos do Estado em saúde. É assim que o Brasil terá a saúde e os "hospitais padrão Fifa", exigidos pela população, e não com a "importação de médicos".

A AMB, o CFM e a Fenam -assim como outras entidades e instituições, os 400 mil médicos brasileiros e a população conscientes da fragilidade da proposta de "importação" - não admitirão que se coloque em risco o futuro de um modelo enraizado na nossa Constituição e a vida de nossos cidadãos. Para tanto, tomarão tomas as medidas possíveis, inclusive jurídicas, para assegurar o Estado Democrático de Direito no país, com base na dignidade humana.

 

ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA (AMB)

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS RESIDENTES (ANMR)

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM)

FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS (FENAM)
Se não queres que riam de teus argumentos , porque usas argumentos risíveis ?

A liberdade só para os que apóiam o governo,só para os membros de um partido (por mais numeroso que este seja) não é liberdade em absoluto.A liberdade é sempre e exclusivamente liberdade para quem pensa de maneira diferente. - Rosa Luxemburgo

Conheça a seção em português do Marxists Internet Archive

Offline O Grande Capanga

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #192 Online: 22 de Junho de 2013, 18:35:56 »
Luiz Souto, o que você acha deste artigo:

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2013/05/1283389-de-meios-medicos-e-medicos-inteiros.shtml

Caso tenha algum estudante de medicina ou médico, comente também.

Offline DDV

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #193 Online: 22 de Junho de 2013, 19:26:31 »
Luiz Souto, o que você acha deste artigo:

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2013/05/1283389-de-meios-medicos-e-medicos-inteiros.shtml

Caso tenha algum estudante de medicina ou médico, comente também.

Diagnóstico e elaboração de plano terapêutico não são coisas tãaaaao simples assim como o texto dá a entender. Há muitas nuances envolvidas e a quantidade de conhecimentos exigidos (memorizados de livros-textos enormes e obtidos em anos de prática em internatos e/ou residências) é muito grande. Um profissional que não se dedicou especificamente a estudar e memorizar esse conhecimento (como enfermeiros, farmacêuticos, médicos mal-formados, fonoaudiólogos, psicólogos, etc) certamente não possuem a competência necessária para fazer diagnósticos e elaborarem planos terapêuticos com segurança. Um enfermeiro experiente (acredito) é o que mais se aproxima dessa competência, já que ele trabalha diretamente envolvido com todo tipo de paciente e aplicando as prescrições médicas, mas os demais profissionais citados não. Acredito que enfermeiros e fisioterapeutas podem ser treinados para fazerem alguns procedimentos normalmente de competência do médico, entretanto, eles não saberiam "se virar" se algo der errado, necessitando supervisão médica.

Concordo que um médico mal-formado (ou um enfermeiro) pode (ou não) ser melhor do que médico nenhum, não há como negar isso. Mas se o governo brasileiro resolver enveredar pelo lado da "improvisação" também nessa área (a exemplo do que já faz em outras), fodeu tudo! Por que não criar um curso mais curto, simples e barato de "meio-médicos" para atender as áreas carentes?  :)




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Offline O Grande Capanga

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #194 Online: 22 de Junho de 2013, 19:52:56 »
Luiz Souto, o que você acha deste artigo:

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2013/05/1283389-de-meios-medicos-e-medicos-inteiros.shtml

Caso tenha algum estudante de medicina ou médico, comente também.

Diagnóstico e elaboração de plano terapêutico não são coisas tãaaaao simples assim como o texto dá a entender. Há muitas nuances envolvidas e a quantidade de conhecimentos exigidos (memorizados de livros-textos enormes e obtidos em anos de prática em internatos e/ou residências) é muito grande. Um profissional que não se dedicou especificamente a estudar e memorizar esse conhecimento (como enfermeiros, farmacêuticos, médicos mal-formados, fonoaudiólogos, psicólogos, etc) certamente não possuem a competência necessária para fazer diagnósticos e elaborarem planos terapêuticos com segurança. Um enfermeiro experiente (acredito) é o que mais se aproxima dessa competência, já que ele trabalha diretamente envolvido com todo tipo de paciente e aplicando as prescrições médicas, mas os demais profissionais citados não. Acredito que enfermeiros e fisioterapeutas podem ser treinados para fazerem alguns procedimentos normalmente de competência do médico, entretanto, eles não saberiam "se virar" se algo der errado, necessitando supervisão médica.

Concordo que um médico mal-formado (ou um enfermeiro) pode (ou não) ser melhor do que médico nenhum, não há como negar isso. Mas se o governo brasileiro resolver enveredar pelo lado da "improvisação" também nessa área (a exemplo do que já faz em outras), fodeu tudo! Por que não criar um curso mais curto, simples e barato de "meio-médicos" para atender as áreas carentes?  :)

Eu acho que poderiam treinar, sei lá, enfermeiros para que pudessem quebrar o galho nessas questões que você citou.

Acho também que alguns procedimentos exclusivamente médicos os enfermeiros poderiam atuar. Mas aprovando o Ato Médico a coisa tende a piorar.

Off: e o que você acha do Ato Médico? O Luiz Souto também pode comentar.


Offline _tiago

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #195 Online: 22 de Junho de 2013, 20:10:39 »
Os 6.000 médicos serão obrigados a ficar onde o governo quer?
Por que raios um médico bom ficaria num lugar ruim, principalmente se estrangeiro. Nem os nossos querem? Será tipo um contrato? Alguém sabe como isso se dará?

Offline DDV

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #196 Online: 22 de Junho de 2013, 20:32:12 »
Luiz Souto, o que você acha deste artigo:

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2013/05/1283389-de-meios-medicos-e-medicos-inteiros.shtml

Caso tenha algum estudante de medicina ou médico, comente também.

Diagnóstico e elaboração de plano terapêutico não são coisas tãaaaao simples assim como o texto dá a entender. Há muitas nuances envolvidas e a quantidade de conhecimentos exigidos (memorizados de livros-textos enormes e obtidos em anos de prática em internatos e/ou residências) é muito grande. Um profissional que não se dedicou especificamente a estudar e memorizar esse conhecimento (como enfermeiros, farmacêuticos, médicos mal-formados, fonoaudiólogos, psicólogos, etc) certamente não possuem a competência necessária para fazer diagnósticos e elaborarem planos terapêuticos com segurança. Um enfermeiro experiente (acredito) é o que mais se aproxima dessa competência, já que ele trabalha diretamente envolvido com todo tipo de paciente e aplicando as prescrições médicas, mas os demais profissionais citados não. Acredito que enfermeiros e fisioterapeutas podem ser treinados para fazerem alguns procedimentos normalmente de competência do médico, entretanto, eles não saberiam "se virar" se algo der errado, necessitando supervisão médica.

Concordo que um médico mal-formado (ou um enfermeiro) pode (ou não) ser melhor do que médico nenhum, não há como negar isso. Mas se o governo brasileiro resolver enveredar pelo lado da "improvisação" também nessa área (a exemplo do que já faz em outras), fodeu tudo! Por que não criar um curso mais curto, simples e barato de "meio-médicos" para atender as áreas carentes?  :)

Eu acho que poderiam treinar, sei lá, enfermeiros para que pudessem quebrar o galho nessas questões que você citou.

Acho também que alguns procedimentos exclusivamente médicos os enfermeiros poderiam atuar. Mas aprovando o Ato Médico a coisa tende a piorar.

Off: e o que você acha do Ato Médico? O Luiz Souto também pode comentar.

O Ato Médico, em minha opinião, apenas formalizou na lei algo que já era praticado e quase consensual.

Acho que outros profissionais poderiam praticar "atos médicos" se reformarem os seus cursos para abarcarem todo o conhecimento necessário para tal, incluindo os necessários para manejarem problemas que porventura ocorram. O que não pode é alguém formado em uma área X querer ter a liberdade de fazer algo da área Y. Se ele quisesse fazer Y, que se formasse em Y, oras!  :)

 
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Offline Fabrício

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #197 Online: 22 de Junho de 2013, 20:40:47 »
Os 6.000 médicos serão obrigados a ficar onde o governo quer?
Por que raios um médico bom ficaria num lugar ruim, principalmente se estrangeiro. Nem os nossos querem? Será tipo um contrato? Alguém sabe como isso se dará?

Serão acorrentados a pesadíssimas bolas de ferro. Ou seja, nada muito diferente do que já vivem em Cuba  :hihi:...
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Offline Cumpadi

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #198 Online: 22 de Junho de 2013, 20:45:18 »
Aí é que você se engana DDV, a maioria dos médicos (os que já fizeram residência) trabalham sem conhecimentos extensos de outras áreas da medicina, e se esquecem até do básico das outras áreas. A boa parte do que é ensinado está aí para ser esquecido. A maior parte dos médicos não precisa saber os nomes dos ossos da mão para excercer a medicina, as proteínas que compõe a parede celular de bactérias, as enzimas envolvidas na apoptose, a forma das fezes 1,2,3,4,5 (a 3 é a salsicha), quais são as características histológicas de um corte de ovário, de glândula adrenal, etc. Isso falando dos dois primeiros anos de curso, que em resumo são uma perda de tempo.

Agora falando de medicina mesmo, os médicos desde sempre dividem o conhecimento nas especialidades, e apesar de parecer que não para um leigo, o conhecimento que se espera de um clínico geral é algo bastante arbitrário. Alguns acham que tinham que saber o mais comum de cada área, mas aí: se a pessoa já vai aprender o que é asma e como diagnosticar, por que não ensinar logo doenças interticiais? Se já se vai exigir que se saiba o básico sobre infarto, por que não exigir o conhecimento de angina prinzmetal? Para os ditadores de currívulo, o tempo e memória não são escassos, nada se perde quando acrecenta-se algo ao currículo.

E ainda quanto a doenças que não requerem urgência no tratamento e poderiam ser melhor avaliadas por um especialista experiente como Parkinson (qualquer um pode ver um tremor e encaminhar a um neurologista, isso se o paciente não for diretamente a um neurologista). Pode ser comum, mas por que não ser avaliado logo por um neurologista? É realmente benéficos que todos os médicos saibam as doenças comuns a fundo, inclusive todos os diagnósticos diferenciais? E imagine que com o passar dos anos o conhecimento dos médicos já formados vão ficando desatualizados, possivelmente resultando em um tratamento substandard para os pacientes. Será que a solução será então é forçar todos os médicos a fazerem curso de atualização a cada X anos sobre tudo de medicina? (novamente é bem capaz que venham com ideias assim, e é bem fácil coisas assim serem aprovadas, já que na teoria elas consideram apenas os benefícios, jamais custos)

Por fim, qual é a forma certa de se formar um médico? Um curso de 6 anos? um de 5? um de 3? E realmente é necessário 10 anos para se formar um especialista (isso é o que demora atualmente, considerando curso + residências). Deixo essa questão de lado aqui, não por ela ser menos importante, mas por ela ser o mais difícil de se mexer, poucos gostam de mexer na tradição, muito menos médicos. É aquela história, na hora de negar a aprovação de um novo remédio é super simples, não é necessário lá muitas evidências (aqui no Brasil nem se aprovou a vacina contra herpes zoster, o remédio contra intoxicação por cianeto), para aprovar precisa de mil e um gastos e processos burocráticos.

E olha o quão arrogante é essa gente, elas sabem exatamente quantos médicos o Brasil precisa! Ou não são, quem sabe é senso comum que 1 a mais ou 1 a menos será extremamente prejudicial para o bom funcionamento da medicina brasileira, e eu é quem não fui avisado.  Aceito as afirmações que não há falta de médicos e que as capitais estão super-lotadas de médicos no dia que eu não mais ouvir, aqui não se marca mais consulta na neuro/ reumato/ cardiologia por falta de vagas, apesar da existência de ambulatórios que atendem pacientes todos os dias, no meio da capital federal.
http://tomwoods.com . Venezuela, pode ir que estamos logo atrás.

Offline DDV

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #199 Online: 22 de Junho de 2013, 20:56:06 »
parcus, eu não me referia aos conhecimentos detalhados de tudo o que é ensinado no curso, mas apenas aos conhecimentos clínicos práticos mesmos, que não são tão simples e poucos assim. O argumento não é contra a especialização e sim contra a má formação ou "improvisação" de outros profissionais. Não tenho absolutamente nada contra a especialização, muito pelo contrário.



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