Autor Tópico: Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes  (Lida 104862 vezes)

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Offline DDV

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #200 Online: 22 de Junho de 2013, 21:05:37 »
A maior parte dos médicos não precisa saber os nomes dos ossos da mão para excercer a medicina, as proteínas que compõe a parede celular de bactérias, as enzimas envolvidas na apoptose, a forma das fezes 1,2,3,4,5 (a 3 é a salsicha), quais são as características histológicas de um corte de ovário, de glândula adrenal, etc. Isso falando dos dois primeiros anos de curso, que em resumo são uma perda de tempo.

Discordo que sejam pura perda de tempo o ensino destas coisas nos anos iniciais. Não consigo ver como um alguém completamente "clueless" em anatomia, histologia e fisiologia possa entender e absorver facilmente os conhecimentos de patologia e clínica. O sujeito ficaria boiando quando estivesse lendo sobre doenças, sintomas,patologia, diagnóstico, etc. Teria muito mais dificuldade com certeza.

Esses conhecimentos não são ensinados para serem guardados e rapidamente lembrados em todos os seus detalhes, mas apenas para dar uma noção, para "localizar" o médico (e outros profissionais) no organismo humano e fazer o entendimento do que vem pela frente mais rápido e fácil. A partir daí, ele pode a qualquer momento consultar livros e relembrar rapidamente sempre que necessário (ao contrário de um leigo, que teria que "começar do zero").
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Offline Cumpadi

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #201 Online: 22 de Junho de 2013, 21:16:28 »
parcus, eu não me referia aos conhecimentos detalhados de tudo o que é ensinado no curso, mas apenas aos conhecimentos clínicos práticos mesmos, que não são tão simples e poucos assim. O argumento não é contra a especialização e sim contra a má formação ou "improvisação" de outros profissionais. Não tenho absolutamente nada contra a especialização, muito pelo contrário.
Mas isso de conhecimentos práticos mesmos é arbitrário, você pode justificar para praticamente tudo que um paciente X poderia, talvez, dependendo da circunstância, se beneficiar se seu médico da família/ clínico geral puder fazer um diagnóstico diferencial (não precisando encaminhar a um especialista), ou o fazer mais rápido ou preciso. Sempre é possível imaginar um benefício de um pouco mais de exigência ou uma exigência diferente. Essa questão tangência a questão da especialização, não vejo como falar de formação médica sem falar de especialização.

Você pode ter um pé no chão e deixar que o mercado defina o que é suficiente ou não ou tentar impor suas barreiras arbitrárias através do governo. Como sei que a população, e muito menos os médicos tem capacidade para entender este ponto, penso que a validação automatica do diploma de, digamos países desenvolvidos e alguns países subdesenvolvidos seja uma ideia politicamente viável em nosso país. A população não tem o que perder aumentando a concorrência na saúde brasileira.
http://tomwoods.com . Venezuela, pode ir que estamos logo atrás.

Offline DDV

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #202 Online: 22 de Junho de 2013, 21:22:45 »
, penso que a validação automatica do diploma de, digamos países desenvolvidos e alguns países subdesenvolvidos seja uma ideia politicamente viável em nosso país. A população não tem o que perder aumentando a concorrência na saúde brasileira.

Concordo. Se um médico formado já tem autorização para exercer a sua profissão em um país como os EUA ou Alemanha, não vejo por quê não validar automaticamente a sua formação aqui no Brasil. Só tenho o pé atrás com certos países subdesenvolvidos e exigiria proficiência na língua portuguesa e um "cursinho" rápido sobre a epidemiologia e a realidade da saúde brasileira (ex: ter que se virar com menos recursos).

 
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Offline Luiz Souto

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #203 Online: 22 de Junho de 2013, 22:04:15 »
Luiz Souto, o que você acha deste artigo:

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2013/05/1283389-de-meios-medicos-e-medicos-inteiros.shtml

Caso tenha algum estudante de medicina ou médico, comente também.

Diagnóstico e elaboração de plano terapêutico não são coisas tãaaaao simples assim como o texto dá a entender. Há muitas nuances envolvidas e a quantidade de conhecimentos exigidos (memorizados de livros-textos enormes e obtidos em anos de prática em internatos e/ou residências) é muito grande. Um profissional que não se dedicou especificamente a estudar e memorizar esse conhecimento (como enfermeiros, farmacêuticos, médicos mal-formados, fonoaudiólogos, psicólogos, etc) certamente não possuem a competência necessária para fazer diagnósticos e elaborarem planos terapêuticos com segurança. Um enfermeiro experiente (acredito) é o que mais se aproxima dessa competência, já que ele trabalha diretamente envolvido com todo tipo de paciente e aplicando as prescrições médicas, mas os demais profissionais citados não. Acredito que enfermeiros e fisioterapeutas podem ser treinados para fazerem alguns procedimentos normalmente de competência do médico, entretanto, eles não saberiam "se virar" se algo der errado, necessitando supervisão médica.

Concordo que um médico mal-formado (ou um enfermeiro) pode (ou não) ser melhor do que médico nenhum, não há como negar isso. Mas se o governo brasileiro resolver enveredar pelo lado da "improvisação" também nessa área (a exemplo do que já faz em outras), fodeu tudo! Por que não criar um curso mais curto, simples e barato de "meio-médicos" para atender as áreas carentes?  :)


Vamos por partes:

 O uso de algoritmos para diagnóstico e tratamento é uma excelente ferramenta para racionalizar e agilizar o atendimento e tratamento , especialmente em casos de emergência ( vide os protocolos de atendimento de dor torácica para diferenciar os casos de doença coronariana de outras patologias). Mas para empregar um algoritmo de forma adequada pressupõe-se que o profissional tem que estar bem formado para poder utilizar a ferramenta de forma adequada. Para usar um algoritmo de dor torácica por exemplo ele tem que estar familiarizado com as alterações eletrocardiográficas de doença coronariana para poder definir onde encaixar o paciente.
Um médico tem na sua formação , quando estuda cardiologia , aulas de eletrocardiografia e o que eu mais faço é ensinar a médicos recém formados que atendem na Emergência do hospital onde trabalho a interpretar adequadamente os eletros que  me trazem. O curso de Enfermagem também tem mas com complexidade menor , avalie a dificuldade de um enfermeiro para fazer um diagnóstico diferencial. No fim das conta seria necessário investir em um reforço maior para profissionais não médicos que para médicos a fim de que apliquem um algoritmo com segurança ( tanto para eles quanto para os pacientes) na ausência de um médico.
Mas um enfermeiro de boa formação não poderia fazer este papel , alguém pergunta? Com certeza , um enfermeiro bem formado tem mais competẽncia que um médico meia-boca (digo isso por experiência própia com ambos). Só que um enfermeiro bem formado tem os mesmos custos e exigências que um médico , se o médico não aceita as condições de trabalho inóspitas porque o enfermeiro as aceitaria?

Dizer que meio médico é melhor que nenhum médico tem sentido...em um país miserável. E  pela mesma lógica e em um país miserável meio enfermeiro é melhor que enfermeiro nenhum , meio fisioterapeuta é melhor que fisioterapeuta nenhum , meio dentista é melhor que dentista nenhum...
Só que nós não somos um pais miserável , muito pelo contrário. Somos um país que não constroi efetivamente um sistema de saúde público e universal de qualidade porque não interessa a quem está no poder que isto aconteça.
Vou dar um exemplo da minha experiência de médico militar de como um serviço de saúde público pode funcionar em um local de dificil acesso.Em diversos municipios da região Norte quem presta assistẽncia á população (inclusive a indígena) são as unidades de saúde do Exército. Os batalhões de fronteira possuem não só médicos mas farmacêuticos , dentistas , enfermeiros.Os hospitais da fronteira norte como o de Tabatinga e o de São Miguel da Cachoeira servem de retaguarda para os casos mais graves.As vagas de profissionais são ocupadas por que as Forças Armadas são uma carreira de Estado , o profissional de uma região pode ser movimentado para outra por necessidade do serviço. Se falta anestesista em Tabatinga e há folga em Santa Maria ou Porto Alegre alguém é movimentado - e ganha os custos de transporte além pontos para a quantificação de mérito para fins de promoção. Se estiver em uma guarnição especial  seu tempo de permanência é contado em dobro para fins de reserva (no Exército a classificação da guarnição é que nem a de feijão - a especial é a  pior). É a regra do jogo e quem faz o concurso sabe disso ( assim como sabe que os militares especificamente não tem carga horária).
Não é por outro motivo que o CFM defende que o profissional do SUS seja uma carreira de Estado , com garantia de salário e plano de carreira definido .

A contratação de médicos estrangeiros ( leia-se cubanos) é dada como medida paliativa.
Oras , medida paliativa ( que é um termo médico!) significa que ou o caso é insolúvel e só resta minorar o sofrimento ou que a medida definitiva está sendo providenciada. Nenhuma das opções se aplica.
A primeira é falsa porque SUS realmente universal e de boa qualidade é possível.A segunda é falsa porque o governo não apresenta o que fará para não precisar mais dos médicos estrangeiros contratados.
E vamos ser claros , se as condições oferecidas não são atraentes para que um profissional saia do mercado saturado dos grandes centros urbanos quão na pior deverá estar o médico estrangeiro contratado para trabalhar nas mesmas condições? E se melhores condições serão oferecidas para que contratá-los ?
Se não queres que riam de teus argumentos , porque usas argumentos risíveis ?

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Offline Luiz Souto

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #204 Online: 22 de Junho de 2013, 22:12:41 »

O Ato Médico, em minha opinião, apenas formalizou na lei algo que já era praticado e quase consensual.

Acho que outros profissionais poderiam praticar "atos médicos" se reformarem os seus cursos para abarcarem todo o conhecimento necessário para tal, incluindo os necessários para manejarem problemas que porventura ocorram. O que não pode é alguém formado em uma área X querer ter a liberdade de fazer algo da área Y. Se ele quisesse fazer Y, que se formasse em Y, oras!  :)

Nada a acrescentar  :)
Se não queres que riam de teus argumentos , porque usas argumentos risíveis ?

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Offline _tiago

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #205 Online: 22 de Junho de 2013, 22:39:30 »
Os 6.000 médicos serão obrigados a ficar onde o governo quer?
Por que raios um médico bom ficaria num lugar ruim, principalmente se estrangeiro. Nem os nossos querem? Será tipo um contrato? Alguém sabe como isso se dará?

Serão acorrentados a pesadíssimas bolas de ferro. Ou seja, nada muito diferente do que já vivem em Cuba  :hihi:...

Pois é, já deve ser do costume deles. E serão realmente cubanos. Ontem no pronunciamento isso não ficou claro.

Offline O Grande Capanga

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #206 Online: 22 de Junho de 2013, 23:14:42 »
DDV e Luiz Souto, pela lei do Ato Médico, se não me engano houve mudança da lei inicial, um dentista terá autonomia no que faz atualmente?

Pelo que eu ouvi falar, dizem que se um cara quiser ir num psicólogo ou nutricionista, ele deverá passar primeiramente no médico e esse deverá encaminhá-lo. O mesmo acontecerá se alguém procurar um fisioterapeuta para fazer pilates?

Offline Hold the Door

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #207 Online: 22 de Junho de 2013, 23:49:17 »
DDV e Luiz Souto, pela lei do Ato Médico, se não me engano houve mudança da lei inicial, um dentista terá autonomia no que faz atualmente?

Pelo que eu ouvi falar, dizem que se um cara quiser ir num psicólogo ou nutricionista, ele deverá passar primeiramente no médico e esse deverá encaminhá-lo. O mesmo acontecerá se alguém procurar um fisioterapeuta para fazer pilates?

Isso é bobagem. É uma tática baseada na desinformação e vem sendo amplamente divulgado pelos que são contra o ato médico, mas sequer o leram. Existem artigos específicos no ato médico garantindo as competências próprias das demais profissões e excluindo a odontologia do âmbito do ato médico (paragrafos 6 e 7 do artigo 4ª). O texto, na íntegra:

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=85DF3FF95F3DD25CDBD40BF34E9EFA3B.node1?codteor=432204&filename=PL+7703/2006
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Offline O Grande Capanga

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #208 Online: 23 de Junho de 2013, 10:21:39 »
DDV e Luiz Souto, pela lei do Ato Médico, se não me engano houve mudança da lei inicial, um dentista terá autonomia no que faz atualmente?

Pelo que eu ouvi falar, dizem que se um cara quiser ir num psicólogo ou nutricionista, ele deverá passar primeiramente no médico e esse deverá encaminhá-lo. O mesmo acontecerá se alguém procurar um fisioterapeuta para fazer pilates?

Isso é bobagem. É uma tática baseada na desinformação e vem sendo amplamente divulgado pelos que são contra o ato médico, mas sequer o leram. Existem artigos específicos no ato médico garantindo as competências próprias das demais profissões e excluindo a odontologia do âmbito do ato médico (paragrafos 6 e 7 do artigo 4ª). O texto, na íntegra:

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=85DF3FF95F3DD25CDBD40BF34E9EFA3B.node1?codteor=432204&filename=PL+7703/2006

Eu já havia lido a lei e não tinha achado nada do que estava dizem por aí, mas talvez eu não tenha lido ou entendido determinada parte da lei.

Sempre foi exclusividade dos médicos o diagnóstico nosológico e a prescrição terapêutica ou essa lei apenas está "definindo" bem os papéis dos médicos e isso não irá interferir em outra profissões?

Na lei fala que ficam resguardadas as competências próprias das demais profissões da saúde, mas o Ato Médico não vai alterar alguma coisa dessas competências?

Eu sei que a lei diz que não é privativo do médico o diagnóstico psicológico e diz que o psicólogo está com a competência resguardada, mas não será mesmo necessário ir a um médico para que ele possa encaminhar o paciente ao psicólogo?

Offline Luiz Souto

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #209 Online: 23 de Junho de 2013, 10:40:28 »
DDV e Luiz Souto, pela lei do Ato Médico, se não me engano houve mudança da lei inicial, um dentista terá autonomia no que faz atualmente?

Pelo que eu ouvi falar, dizem que se um cara quiser ir num psicólogo ou nutricionista, ele deverá passar primeiramente no médico e esse deverá encaminhá-lo. O mesmo acontecerá se alguém procurar um fisioterapeuta para fazer pilates?

Isso é bobagem. É uma tática baseada na desinformação e vem sendo amplamente divulgado pelos que são contra o ato médico, mas sequer o leram. Existem artigos específicos no ato médico garantindo as competências próprias das demais profissões e excluindo a odontologia do âmbito do ato médico (paragrafos 6 e 7 do artigo 4ª). O texto, na íntegra:

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=85DF3FF95F3DD25CDBD40BF34E9EFA3B.node1?codteor=432204&filename=PL+7703/2006

Eu já havia lido a lei e não tinha achado nada do que estava dizem por aí, mas talvez eu não tenha lido ou entendido determinada parte da lei.

Sempre foi exclusividade dos médicos o diagnóstico nosológico e a prescrição terapêutica ou essa lei apenas está "definindo" bem os papéis dos médicos e isso não irá interferir em outra profissões?

Na lei fala que ficam resguardadas as competências próprias das demais profissões da saúde, mas o Ato Médico não vai alterar alguma coisa dessas competências?

Eu sei que a lei diz que não é privativo do médico o diagnóstico psicológico e diz que o psicólogo está com a competência resguardada, mas não será mesmo necessário ir a um médico para que ele possa encaminhar o paciente ao psicólogo?

O diagnóstico nosológico sempre foi médico mas de uns tempos para cá outros profissionais passaram a fazer diagnósticos e solicitar exames e propor tratamentos. Já vi solicitação de ressonância magnética de joelho feita por fisioterapeuta com diagnóstico ( feito pelo mesmo) de degeneração de menisco. Só que o curso que ele fez não o habilita a este diagnóstico , mas ao diagnóstico funcional do joelho. Um bom profissional suspeitaria da possibilidade de lesão meniscal e encaminharia ao ortopedista para avaliar , já que outras patologias ( inclusive artrite causada por doenças sistêmicas como lupus) podem se manifestar da mesma forma.

O Ato Médico não altera nenhuma competência de nenhuma outra profissão , que inclusive já estão regulamentadas em leis própias . Os médicos estão fazendo a sua com atraso.

Ninguém precisa passar no médico para consultar um psicólogo ou nutricionista ou fisioterapeuta. Se a coordenadora da escola do seu filho considerar que o comportamento dele merece avaliação psicológica ela pode sugerir a avaliação por um psicólogo , não precisa de aval médico. da mesma forma ninguém precisa de médico para autorizar fazer Pilates. O que se espera é que um bom profissional de psicologia ao suspeitar de que a criança do exemplo tenha um problema que possa necessitar tratamento medicamentos o encaminhe a um médico. Da mesma forma um bom fisioterapeuta vai colher a história e solicitar atestado médico para liberar atividade física se ver que a pessoa tem algum problema atual ou passado( por exemplo infarto prévio , ou diabetes)
Se não queres que riam de teus argumentos , porque usas argumentos risíveis ?

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Offline O Grande Capanga

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #210 Online: 23 de Junho de 2013, 12:31:39 »
DDV e Luiz Souto, pela lei do Ato Médico, se não me engano houve mudança da lei inicial, um dentista terá autonomia no que faz atualmente?

Pelo que eu ouvi falar, dizem que se um cara quiser ir num psicólogo ou nutricionista, ele deverá passar primeiramente no médico e esse deverá encaminhá-lo. O mesmo acontecerá se alguém procurar um fisioterapeuta para fazer pilates?

Isso é bobagem. É uma tática baseada na desinformação e vem sendo amplamente divulgado pelos que são contra o ato médico, mas sequer o leram. Existem artigos específicos no ato médico garantindo as competências próprias das demais profissões e excluindo a odontologia do âmbito do ato médico (paragrafos 6 e 7 do artigo 4ª). O texto, na íntegra:

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=85DF3FF95F3DD25CDBD40BF34E9EFA3B.node1?codteor=432204&filename=PL+7703/2006

Eu já havia lido a lei e não tinha achado nada do que estava dizem por aí, mas talvez eu não tenha lido ou entendido determinada parte da lei.

Sempre foi exclusividade dos médicos o diagnóstico nosológico e a prescrição terapêutica ou essa lei apenas está "definindo" bem os papéis dos médicos e isso não irá interferir em outra profissões?

Na lei fala que ficam resguardadas as competências próprias das demais profissões da saúde, mas o Ato Médico não vai alterar alguma coisa dessas competências?

Eu sei que a lei diz que não é privativo do médico o diagnóstico psicológico e diz que o psicólogo está com a competência resguardada, mas não será mesmo necessário ir a um médico para que ele possa encaminhar o paciente ao psicólogo?

O diagnóstico nosológico sempre foi médico mas de uns tempos para cá outros profissionais passaram a fazer diagnósticos e solicitar exames e propor tratamentos. Já vi solicitação de ressonância magnética de joelho feita por fisioterapeuta com diagnóstico ( feito pelo mesmo) de degeneração de menisco. Só que o curso que ele fez não o habilita a este diagnóstico , mas ao diagnóstico funcional do joelho. Um bom profissional suspeitaria da possibilidade de lesão meniscal e encaminharia ao ortopedista para avaliar , já que outras patologias ( inclusive artrite causada por doenças sistêmicas como lupus) podem se manifestar da mesma forma.

O Ato Médico não altera nenhuma competência de nenhuma outra profissão , que inclusive já estão regulamentadas em leis própias . Os médicos estão fazendo a sua com atraso.

Ninguém precisa passar no médico para consultar um psicólogo ou nutricionista ou fisioterapeuta. Se a coordenadora da escola do seu filho considerar que o comportamento dele merece avaliação psicológica ela pode sugerir a avaliação por um psicólogo , não precisa de aval médico. da mesma forma ninguém precisa de médico para autorizar fazer Pilates. O que se espera é que um bom profissional de psicologia ao suspeitar de que a criança do exemplo tenha um problema que possa necessitar tratamento medicamentos o encaminhe a um médico. Da mesma forma um bom fisioterapeuta vai colher a história e solicitar atestado médico para liberar atividade física se ver que a pessoa tem algum problema atual ou passado( por exemplo infarto prévio , ou diabetes)

Que bom, então. Não é aquele terrorismo propagado por aí sobre tudo ter que passar pelos médicos.

Mas pelo que andei lendo, acupuntura terá que ser com indicação médica. Certo?

E o caso do fisioterapeuta que você citou ele não poderá mais fazer o que fez, até porque ele não tem mesmo competência para isso (segunda o que você escreveu).

Hoje vemos que praticamente nenhum lugar desportivo solicita qualquer avaliação médica para começar a realizar esportes. O mais perto disso é quando a pessoa vai a um lugar desses porque o médico indicou ou prescreveu.

Offline O Grande Capanga

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #211 Online: 23 de Junho de 2013, 12:32:27 »
Ah, lembrei de outra coisa, dizem que até tatuagem teria que ter prescrição médica. Procede?

Offline Luiz Souto

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #212 Online: 23 de Junho de 2013, 13:20:43 »
Ah, lembrei de outra coisa, dizem que até tatuagem teria que ter prescrição médica. Procede?

Nunca vi nada quanto a isso. As restrições constantes no PL sobre procedimentos invasivos se referem àqueles com fim terapêutico e não estético.
Daqui a pouco vão dizer que um kayapó para colocar botoque vai ter que ter atestado médico ( e da FUNAI!)
Se não queres que riam de teus argumentos , porque usas argumentos risíveis ?

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Offline O Grande Capanga

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #213 Online: 23 de Junho de 2013, 13:29:31 »
Ah, lembrei de outra coisa, dizem que até tatuagem teria que ter prescrição médica. Procede?

Nunca vi nada quanto a isso. As restrições constantes no PL sobre procedimentos invasivos se referem àqueles com fim terapêutico e não estético.
Daqui a pouco vão dizer que um kayapó para colocar botoque vai ter que ter atestado médico ( e da FUNAI!)

 :biglol:

Tem um outro post meu antes desse que você comentou. Vê o que você acha do que escrevi. Obrigado.

Offline Luiz Souto

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #214 Online: 23 de Junho de 2013, 13:54:05 »
Ah, lembrei de outra coisa, dizem que até tatuagem teria que ter prescrição médica. Procede?

Nunca vi nada quanto a isso. As restrições constantes no PL sobre procedimentos invasivos se referem àqueles com fim terapêutico e não estético.
Daqui a pouco vão dizer que um kayapó para colocar botoque vai ter que ter atestado médico ( e da FUNAI!)

 :biglol:

Tem um outro post meu antes desse que você comentou. Vê o que você acha do que escrevi. Obrigado.
Ah, tá.

Bom , acupuntura foi definida como especialidade médica ( na verdade privativa para médicos , dentistas e médicos veterinários).
Eventos esportivos abertos como a corrida da São Silvestre não exigem atestado para participação mas obrigatoriamente tem que haver um esquema de atendimento médico para urgências. Já atletas de competição todos têm que ter acompanhamento médico. Inclusive em todo Congresso Brasileiro de Cardiologia e Congresso Brasileiro de Arritmias Cardiacas há alguma discussão sobre eventos cardiovasculares associados à atividade física.
Aqui no Rio uma boa parte do profissionais de educação física exigem atestado médico para admitir um aluno em academia.
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Offline Derfel

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #215 Online: 23 de Junho de 2013, 15:09:47 »
Luiz Souto, a proposta de carreira SUS já é discutida, formalmente, desde 2010. Na semana passada foi publicada nova portaria sobre o assunto: http://www.conass.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2578&catid=6&Itemid=14

Offline Luiz Souto

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #216 Online: 23 de Junho de 2013, 15:25:25 »
Luiz Souto, a proposta de carreira SUS já é discutida, formalmente, desde 2010. Na semana passada foi publicada nova portaria sobre o assunto: http://www.conass.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2578&catid=6&Itemid=14
Sim porque o CFM iniciou uma campanha nacional pela carreira de estado.
As discussões existem desde 2010 mas quanto de  empenho político o governo botou na questão? Não estou dizendo que soluções não estejam sendo discutidas mas o grau de prioridade dado.
Se fosse o mesmo dado à preparação para a Copa...
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Offline Luiz Souto

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #217 Online: 27 de Junho de 2013, 22:03:35 »
Se não queres que riam de teus argumentos , porque usas argumentos risíveis ?

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Skorpios

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #218 Online: 28 de Junho de 2013, 07:36:19 »
Estava vendo ontem no Jornal Nacional pessoas protestando contra o ato médico. Se isso passar, tenho medo que, daqui a pouco, eu vá a um PS e seja diagnosticado por um auxiliar de enfermagem.
Nada contra esses profissionais, mas é o médico que estudou para isso.
Por outro lado, construir mais hospitais é interessante, mas o que vejo na prática, pelo menos aqui, é que os hospitais já estabelecidos, não conseguem suprir o quadro de certas especialidades como pediatras e, graças ao valor pago pelo SUS por procedimentos, estão com enormes déficits.
Me pergunto se reajustar essa tabela de honorários, não seria uma medida efetiva para melhorar o atendimento à população. 

Offline Geotecton

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #219 Online: 28 de Junho de 2013, 08:53:18 »
Carreira de Estado para médico do SUS a pretexto de interiorizar a medicina?

É uma desculpa mais que esfarrapada para tornar os médicos do SUS uma classe de privilegiados, aos moldes do que ocorre hoje com os juízes, desembargadores, embaixadores e outros "sortudos" (não, não é sorte).

Resumindo: Mais despesas fixas para o setor privado pagar via impostos, taxas, contribuições, emolumentos, etc; de tal modo que aumentará o 'assalto', pelo Estado, dos setores produtivos da Sociedade.
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Offline _Juca_

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #220 Online: 28 de Junho de 2013, 09:01:46 »
Carreira de Estado para médico do SUS a pretexto de interiorizar a medicina?

É uma desculpa mais que esfarrapada para tornar os médicos do SUS uma classe de privilegiados, aos moldes do que ocorre hoje com os juízes, desembargadores, embaixadores e outros "sortudos" (não, não é sorte).

Resumindo: Mais despesas fixas para o setor privado pagar via impostos, taxas, contribuições, emolumentos, etc; de tal modo que aumentará o 'assalto', pelo Estado, dos setores produtivos da Sociedade.

Solução Geo, solução, cadê?

Offline DDV

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #221 Online: 28 de Junho de 2013, 10:16:18 »
É tudo uma simples questão de oferta e demanda. No passado recente, pediatras ganhavam muito pouco (não sei se devido à grande oferta). A fama espalhou, os médicos pararam de fazer residência para pediatria e hoje temos escassez de pediatras.

Trazer médico do exterior seria uma medida emergencial lógica SE, e apenas SE, esses médicos fossem submetidos às mesmas exigências técnicas dos nacionais. Como a infraestrutura nesses rincões do interior é péssima*, apenas médicos que já estão em condições ruins** aceitariam trabalhar nesses locais por um salário médio. Logo, apenas médicos de determinados países pobres, de formação duvidosa (que até o Paraguai rejeitou) aceitarão ir pra esses locais.

Se os médicos cubanos e bolivianos (provavelmente os únicos dispostos a irem a esses locais) vierem, é mandatório que sejam submetidos a testes que demonstrem conhecimento equivalente aos formados aqui (seria MUITO injusto para os médicos nacionais serem submetidos a condições mais rigorosas para obterem essa mesma licença para exercerem a medicina)***. Não se pode também criar categorias distintas de médicos (o governo está querendo proibir que os médicos trazidos pra esses locais exerçam procedimentos mais complexos ou arriscados). Também há dúvidas sobre o que obrigaria os médicos cubanos/bolivianos a ficarem nesses locais indesejados. O que impediria que eles, após obterem uma licença em condições "facilitadas", "desertem" e corram para os grandes centros?

Soluções que eu considero adequadas:

1- Trazer médicos estrangeiros que passarem no Revalida e demonstrem proficiência na língua portuguesa.

2- Aumentar o salário ou os benefícios para os locais indesejados.

3- Longo prazo: melhorar a infraestrutura e os serviços dos locais indesejados.


O Brasil forma atualmente 17 000 médicos por ano. É um índice alto, e a relação médicos/habitantes está acima do recomendado pela OMS, demonstrando que não é "falta de médicos" o problema.




* Ouvi falar recentemente de uma cidade onde se pagava 15 000 reais, porém pra chegar à mesma são 120 km de estrada de chão e a cidade não tem água encanada. Um médico recém formado pode facilmente ganhar 25 000 ou mais preenchendo seu tempo com plantões, psf e ambulatórios em uma cidade grande.

** Ou se vierem sob condições trabalhistas e civis "alternativas" (regime de servidão análogo ao de países comunistas).


*** Sem contar os riscos para a população atendida, mas que (ao que parece) é a menor das preocupações dos governantes. Acham que "meio médico" é melhor que médico nenhum e querem apenas alguém com o título e a licença de médico para taparem os buracos e dizerem que fizeram sua parte.

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Offline Gabarito

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #222 Online: 28 de Junho de 2013, 10:44:34 »
Sobre o Revalida:

Citar
[...]

Em princípio, não seria absurdo exigir que os cubanos ou qualquer outro médico disposto a atuar no Brasil passe por um processo de certificação como o Revalida, o exame do Ministério da Educação para reconhecer diplomas emitidos fora do Brasil. Na edição de 2012, apenas 77 dos 884 candidatos (8,71%) foram aprovados. No ano anterior, haviam sido 9,6%.

O problema aqui é que estamos cobrando dos estrangeiros algo que não exigimos dos médicos formados por aqui mesmo. Pelas regras atuais, basta ser aprovado em curso regular reconhecido pelo MEC para ter o direito de exercer a medicina. Como os estudantes que concluem a graduação no Brasil não fazem o Revalida, não sabemos como eles se sairiam. Existem, contudo, outros testes e eles não pintam um quadro muito otimista.

Desde o ano passado, o Cremesp obriga todos os recém-formados a realizar uma prova de conclusão. O exame não tem caráter eliminatório, de modo que o aluno, se não quiser, não precisa se esforçar para ir bem. Em 2012, 54,5% dos quase 2.500 graduandos do Estado de São Paulo não acertaram 60% dos testes.

E vale notar que estudantes que acabaram de concluir o curso estão com a matéria relativamente fresca na cabeça. Se fôssemos pôr à prova também os médicos um pouco mais velhos, que tenham se fixado numa especialidade qualquer e já tenham esquecido tudo o que não usam, os resultados provavelmente seriam bem piores.

[...]

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2013/05/1283389-de-meios-medicos-e-medicos-inteiros.shtml

É um assunto complexo. Mas o principal problema é de toda a estrutura atual que nem valorizou o profissional adequadamente nem propiciou recursos e infraestrutura nas áreas mais distantes. Não se estala um dedo e o paraíso baixa sobre a Terra.

Offline DDV

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #223 Online: 28 de Junho de 2013, 10:57:26 »
Sobre o Revalida:

Citar
[...]

Em princípio, não seria absurdo exigir que os cubanos ou qualquer outro médico disposto a atuar no Brasil passe por um processo de certificação como o Revalida, o exame do Ministério da Educação para reconhecer diplomas emitidos fora do Brasil. Na edição de 2012, apenas 77 dos 884 candidatos (8,71%) foram aprovados. No ano anterior, haviam sido 9,6%.

O problema aqui é que estamos cobrando dos estrangeiros algo que não exigimos dos médicos formados por aqui mesmo. Pelas regras atuais, basta ser aprovado em curso regular reconhecido pelo MEC para ter o direito de exercer a medicina. Como os estudantes que concluem a graduação no Brasil não fazem o Revalida, não sabemos como eles se sairiam. Existem, contudo, outros testes e eles não pintam um quadro muito otimista.

Desde o ano passado, o Cremesp obriga todos os recém-formados a realizar uma prova de conclusão. O exame não tem caráter eliminatório, de modo que o aluno, se não quiser, não precisa se esforçar para ir bem. Em 2012, 54,5% dos quase 2.500 graduandos do Estado de São Paulo não acertaram 60% dos testes.

E vale notar que estudantes que acabaram de concluir o curso estão com a matéria relativamente fresca na cabeça. Se fôssemos pôr à prova também os médicos um pouco mais velhos, que tenham se fixado numa especialidade qualquer e já tenham esquecido tudo o que não usam, os resultados provavelmente seriam bem piores.

[...]

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2013/05/1283389-de-meios-medicos-e-medicos-inteiros.shtml

É um assunto complexo. Mas o principal problema é de toda a estrutura atual que nem valorizou o profissional adequadamente nem propiciou recursos e infraestrutura nas áreas mais distantes. Não se estala um dedo e o paraíso baixa sobre a Terra.

A prova do Revalida é "mamão com açúcar" se comparada ao provão de MEC e esses exames de conclusão. É mais ou menos como comparar o ENEM com os vestibulares de federais.

Eu gostaria de ver médicos recém-formados fazendo o Revalida.

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Offline Diegojaf

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Re:Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
« Resposta #224 Online: 28 de Junho de 2013, 14:18:10 »
O provão do Enade a galera só assina e vai embora, já que não vale nada mesmo...
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

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