Autor Tópico: Sobre a próxima eleição presidencial  (Lida 7659 vezes)

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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #75 Online: 08 de Julho de 2013, 17:52:17 »




Juca, é que quando você fala em "banqueiros que mandam no país" implicitamente está falando de uma elite que governa nas sombras e defende apenas seus próprios interesses. Ou então os banqueiros "mandam no  país" para fazer o bem do povo, fortalecer a democracia, e defender os pobres?

Eu repito, quem manda no país hoje é o PT, e já vem mandando há mais de 10 anos. O que me parece é que os petistas, para não admitir que o PT é parte do esquema de mando no país hoje, com todos os seus defeitos, ficam repetindo esse mantra de "elites", "banqueiros", "Pig", e etc, como seu o PT fosse o São Jorge da democracia combatendo o dragão das elites.

Existe sim uma "elite" que é nefasta para o Brasil, mas o PT tem participação nela tanto quanto os outros partidos, banqueiros, grandes empresários, caciques políticos, judiciário, sindicatos, possam ter.

Eles não mandam no país, mandam no mundo. Mas eu não usei nenhum tipo de maniqueísmo para definir essa relação, Fabrício.  Quando eu falo que os banqueiros é que mandam é porque todo o sistema financeiro foi arquitetado e é dirigido por eles, independente de quem é governo. Eles geram a inflação com a criação de dinheiro todos os dias e paradoxalmente a controlam através do BC, que é governado independentemente dos governos, por pessoas direta ou indiretamente ligados ao sistema financeiro. Ou seja eles controlam o quanto ganham, quando ganham e quanto perdem, não somente eles mas todas as pessoas de um modo geral. O nosso sistema é uma grande roda financeira onde os juros, que são a grande fonte de renda dos bancos, são o maior custo dos preços.  Isso é assim aqui e na maior parte do mundo capitalista atual. Nenhum governante ou país sozinho tem poder político suficiente para passar por cima dessa arquitetura.

Bem, sou ignorante em economia, mas até onde eu sei os bancos não criam dinheiro. Também não sei se os juros são os maiores componentes do preços. Também tenho dúvidas se é assim na "maior parte do mundo capitalista atual" ou se é mais uma característica brasileira, principalmente falando dos juros altos.

E no final, como disse o DDV, mesmo que tudo acima seja verdade, é irrelevante para a discussão deste tópico, não vejo onde os banqueiros iriam interferir para a Dilma ou qualquer outro governante fazer o que tem que ser feito para a maioria da população.

Não ouça do DDV.
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Offline Fabrício

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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #76 Online: 08 de Julho de 2013, 22:17:05 »




Juca, é que quando você fala em "banqueiros que mandam no país" implicitamente está falando de uma elite que governa nas sombras e defende apenas seus próprios interesses. Ou então os banqueiros "mandam no  país" para fazer o bem do povo, fortalecer a democracia, e defender os pobres?

Eu repito, quem manda no país hoje é o PT, e já vem mandando há mais de 10 anos. O que me parece é que os petistas, para não admitir que o PT é parte do esquema de mando no país hoje, com todos os seus defeitos, ficam repetindo esse mantra de "elites", "banqueiros", "Pig", e etc, como seu o PT fosse o São Jorge da democracia combatendo o dragão das elites.

Existe sim uma "elite" que é nefasta para o Brasil, mas o PT tem participação nela tanto quanto os outros partidos, banqueiros, grandes empresários, caciques políticos, judiciário, sindicatos, possam ter.

Eles não mandam no país, mandam no mundo. Mas eu não usei nenhum tipo de maniqueísmo para definir essa relação, Fabrício.  Quando eu falo que os banqueiros é que mandam é porque todo o sistema financeiro foi arquitetado e é dirigido por eles, independente de quem é governo. Eles geram a inflação com a criação de dinheiro todos os dias e paradoxalmente a controlam através do BC, que é governado independentemente dos governos, por pessoas direta ou indiretamente ligados ao sistema financeiro. Ou seja eles controlam o quanto ganham, quando ganham e quanto perdem, não somente eles mas todas as pessoas de um modo geral. O nosso sistema é uma grande roda financeira onde os juros, que são a grande fonte de renda dos bancos, são o maior custo dos preços.  Isso é assim aqui e na maior parte do mundo capitalista atual. Nenhum governante ou país sozinho tem poder político suficiente para passar por cima dessa arquitetura.

Bem, sou ignorante em economia, mas até onde eu sei os bancos não criam dinheiro. Também não sei se os juros são os maiores componentes do preços. Também tenho dúvidas se é assim na "maior parte do mundo capitalista atual" ou se é mais uma característica brasileira, principalmente falando dos juros altos.

E no final, como disse o DDV, mesmo que tudo acima seja verdade, é irrelevante para a discussão deste tópico, não vejo onde os banqueiros iriam interferir para a Dilma ou qualquer outro governante fazer o que tem que ser feito para a maioria da população.

Eu postei esse artigo outro dia no fórum. É bem didático para entender o sistema bancário. Dinheiro é criado do nada todo dia, não se assuste.

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1387

Obrigado! :ok:

Comecei a ler mas estou meio cansado, vou deixar para amanhã para ler com mais atenção. Mas de qualquer forma, seria assunto  para outro tópico.
"Deus prefere os ateus"

Offline caerus

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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #77 Online: 09 de Julho de 2013, 18:18:35 »




Juca, é que quando você fala em "banqueiros que mandam no país" implicitamente está falando de uma elite que governa nas sombras e defende apenas seus próprios interesses. Ou então os banqueiros "mandam no  país" para fazer o bem do povo, fortalecer a democracia, e defender os pobres?

Eu repito, quem manda no país hoje é o PT, e já vem mandando há mais de 10 anos. O que me parece é que os petistas, para não admitir que o PT é parte do esquema de mando no país hoje, com todos os seus defeitos, ficam repetindo esse mantra de "elites", "banqueiros", "Pig", e etc, como seu o PT fosse o São Jorge da democracia combatendo o dragão das elites.

Existe sim uma "elite" que é nefasta para o Brasil, mas o PT tem participação nela tanto quanto os outros partidos, banqueiros, grandes empresários, caciques políticos, judiciário, sindicatos, possam ter.

Eles não mandam no país, mandam no mundo. Mas eu não usei nenhum tipo de maniqueísmo para definir essa relação, Fabrício.  Quando eu falo que os banqueiros é que mandam é porque todo o sistema financeiro foi arquitetado e é dirigido por eles, independente de quem é governo. Eles geram a inflação com a criação de dinheiro todos os dias e paradoxalmente a controlam através do BC, que é governado independentemente dos governos, por pessoas direta ou indiretamente ligados ao sistema financeiro. Ou seja eles controlam o quanto ganham, quando ganham e quanto perdem, não somente eles mas todas as pessoas de um modo geral. O nosso sistema é uma grande roda financeira onde os juros, que são a grande fonte de renda dos bancos, são o maior custo dos preços.  Isso é assim aqui e na maior parte do mundo capitalista atual. Nenhum governante ou país sozinho tem poder político suficiente para passar por cima dessa arquitetura.

Bem, sou ignorante em economia, mas até onde eu sei os bancos não criam dinheiro. Também não sei se os juros são os maiores componentes do preços. Também tenho dúvidas se é assim na "maior parte do mundo capitalista atual" ou se é mais uma característica brasileira, principalmente falando dos juros altos.

E no final, como disse o DDV, mesmo que tudo acima seja verdade, é irrelevante para a discussão deste tópico, não vejo onde os banqueiros iriam interferir para a Dilma ou qualquer outro governante fazer o que tem que ser feito para a maioria da população.

Eu postei esse artigo outro dia no fórum. É bem didático para entender o sistema bancário. Dinheiro é criado do nada todo dia, não se assuste.

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1387

Juca referenciando o Mises?  :shocked:

Offline _tiago

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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #78 Online: 09 de Julho de 2013, 21:25:53 »
Alguém poderia me explicar, sucintamente, como banco cria dinheiro?

Offline Moro

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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #79 Online: 09 de Julho de 2013, 21:45:11 »
talvez esteja falando do fator de encaixe, mas ai quem cria dinheiro e' o sistema bancário e não o banco.
Um banco A recebe 1.000 e empresta para um cliente que coloca no banco B que empresta para outro cliente que coloca no banco C etc..

Isso é muito conhecido e depósitos compulsórios e outros métodos são utilizados para coibir esse fenômeno.

Quem cria dinheiro mesmo é o BC na forma de moeda ou mesmo títulos.
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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #80 Online: 09 de Julho de 2013, 22:04:12 »
Alguém poderia me explicar, sucintamente, como banco cria dinheiro?

Quando alguém deposita um valor em sua poupança e o banco empresta uma porcentagem deste sem retirá-lo eletronicamente de sua própria conta ou da conta do depositante.
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Offline Gigaview

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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #81 Online: 09 de Julho de 2013, 22:39:08 »
Alguém poderia me explicar, sucintamente, como banco cria dinheiro?

Bancos vivem basicamente de spreads, isto é da diferença de valores que conseguem entre daqueles que aplicam e outros que emprestam dinheiro.

Offline Partiti

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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #82 Online: 09 de Julho de 2013, 23:32:36 »
Alguém poderia me explicar, sucintamente, como banco cria dinheiro?

Quando alguém deposita um valor em sua poupança e o banco empresta uma porcentagem deste sem retirá-lo eletronicamente de sua própria conta ou da conta do depositante.

De que conta você está falando? Quando alguém deposita dinheiro no banco, no banco há um aumento correspondente no ativo do banco (dinheiro) e no passivo (obrigação de pagar o cliente). Ao emprestar dinheiro há uma troca entre ativos, há uma redução no ativo de curto prazo (dinheiro) e um aumento no ativo de longo prazo (carteira de longo prazo). Que dinheiro foi criado aí?
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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #83 Online: 09 de Julho de 2013, 23:39:22 »
Se você aceitar algumas colocações minhas...
A única e verdadeira razão de eu fazer este comentário em resposta é deixar absolutamente claro que NÃO ACEITO "colocações" suas nem de quem quer que seja.

Offline _tiago

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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #84 Online: 09 de Julho de 2013, 23:41:51 »
Alguém poderia me explicar, sucintamente, como banco cria dinheiro?

Quando alguém deposita um valor em sua poupança e o banco empresta uma porcentagem deste sem retirá-lo eletronicamente de sua própria conta ou da conta do depositante.
É isso que a turma do Misses entende por criar dinheiro, uma transação que ocorre somente eletronicamente?

Offline Partiti

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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #85 Online: 09 de Julho de 2013, 23:51:47 »
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=311

Artigo esdrúxulo. Quando o cara chegou aqui eu dei risada:

Citar
Vejamos como funciona o processo de reservas fracionárias na ausência de um banco central.  Eu crio o Banco Rothbard e invisto nele, como capital inicial, $1.000 em moeda física (se é ouro ou cédula de papel não interessa nesse caso).  Então eu "empresto" $10.000 para alguém, que irá ou gastar com consumo puro e simples ou investir em seus negócios.  Agora, como é que eu posso "emprestar" mais do que eu tenho?  Ahh, essa é a mágica da "fração" das reservas fracionárias.  Eu simplesmente crio uma conta-corrente de $10.000 e empresto alegremente esse valor para o senhor José.

Ele ignora totalmente o processo de captação de dinheiro, que inclusive é a origem do CDB que ele fala antes no texto: um banco tem que ter coberto, através de depósitos, empréstimos junto a outros bancos e ao banco central, e o próprio patrimônio liquido, tudo o que ele empresta a terceiros e demais ativos do banco. É assim com qualquer empresa desde sempre, bancos não são diferentes.

Dai a importância do spread, que a diferença entre o que ele cobra de empréstimos e o que ele tem que pagar para depósitos e empréstimos feitos junto a outros bancos e ao banco central. O que esse texto fala que os bancos fazem é crime.
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Offline Gigaview

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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #86 Online: 10 de Julho de 2013, 00:00:58 »
Para quem não sabe, foi Isaak Newton, ele mesmo, quem desenvolveu esses sistemas de controle bancários enquanto esteve à frente do Banco Central inglês.

Offline Gigaview

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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #87 Online: 10 de Julho de 2013, 00:04:30 »
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=311

Artigo esdrúxulo. Quando o cara chegou aqui eu dei risada:

Citar
Vejamos como funciona o processo de reservas fracionárias na ausência de um banco central.  Eu crio o Banco Rothbard e invisto nele, como capital inicial, $1.000 em moeda física (se é ouro ou cédula de papel não interessa nesse caso).  Então eu "empresto" $10.000 para alguém, que irá ou gastar com consumo puro e simples ou investir em seus negócios.  Agora, como é que eu posso "emprestar" mais do que eu tenho?  Ahh, essa é a mágica da "fração" das reservas fracionárias.  Eu simplesmente crio uma conta-corrente de $10.000 e empresto alegremente esse valor para o senhor José.

Ele ignora totalmente o processo de captação de dinheiro, que inclusive é a origem do CDB que ele fala antes no texto: um banco tem que ter coberto, através de depósitos, empréstimos junto a outros bancos e ao banco central, e o próprio patrimônio liquido, tudo o que ele empresta a terceiros e demais ativos do banco. É assim com qualquer empresa desde sempre, bancos não são diferentes.

Dai a importância do spread, que a diferença entre o que ele cobra de empréstimos e o que ele tem que pagar para depósitos e empréstimos feitos junto a outros bancos e ao banco central. O que esse texto fala que os bancos fazem é crime.


Ele ignora totalmente os princípios da contabilidade bancária. Não se cria nada eletronicamente sem uma contrapartida contábil. Simples.

As mutretas existem mas estão longe de serem óbvias.

Offline Cumpadi

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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #88 Online: 10 de Julho de 2013, 00:15:45 »
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=311

Artigo esdrúxulo. Quando o cara chegou aqui eu dei risada:

Citar
Vejamos como funciona o processo de reservas fracionárias na ausência de um banco central.  Eu crio o Banco Rothbard e invisto nele, como capital inicial, $1.000 em moeda física (se é ouro ou cédula de papel não interessa nesse caso).  Então eu "empresto" $10.000 para alguém, que irá ou gastar com consumo puro e simples ou investir em seus negócios.  Agora, como é que eu posso "emprestar" mais do que eu tenho?  Ahh, essa é a mágica da "fração" das reservas fracionárias.  Eu simplesmente crio uma conta-corrente de $10.000 e empresto alegremente esse valor para o senhor José.

Ele ignora totalmente o processo de captação de dinheiro, que inclusive é a origem do CDB que ele fala antes no texto: um banco tem que ter coberto, através de depósitos, empréstimos junto a outros bancos e ao banco central, e o próprio patrimônio liquido, tudo o que ele empresta a terceiros e demais ativos do banco. É assim com qualquer empresa desde sempre, bancos não são diferentes.

Dai a importância do spread, que a diferença entre o que ele cobra de empréstimos e o que ele tem que pagar para depósitos e empréstimos feitos junto a outros bancos e ao banco central. O que esse texto fala que os bancos fazem é crime.


Ele ignora totalmente os princípios da contabilidade bancária. Não se cria nada eletronicamente sem uma contrapartida contábil. Simples.

As mutretas existem mas estão longe de serem óbvias.
Mais ou menos, de fato você só pode emprestar 900 reais desses 1000, mas tenha em mente que esses 900 serão depositados em outro banco ou no mesmo, gerando mais uns 810 de empréstimos, e assim sucessivamente, na prática o dinheiro tem o potencial de se multiplicar sim (caso os bancos emprestem, o que nem sempre ocorre).
« Última modificação: 10 de Julho de 2013, 00:49:19 por parcus »
http://tomwoods.com . Venezuela, pode ir que estamos logo atrás.

Offline Price

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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #89 Online: 10 de Julho de 2013, 00:17:57 »
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=311

Artigo esdrúxulo. Quando o cara chegou aqui eu dei risada:

Citar
Vejamos como funciona o processo de reservas fracionárias na ausência de um banco central.  Eu crio o Banco Rothbard e invisto nele, como capital inicial, $1.000 em moeda física (se é ouro ou cédula de papel não interessa nesse caso).  Então eu "empresto" $10.000 para alguém, que irá ou gastar com consumo puro e simples ou investir em seus negócios.  Agora, como é que eu posso "emprestar" mais do que eu tenho?  Ahh, essa é a mágica da "fração" das reservas fracionárias.  Eu simplesmente crio uma conta-corrente de $10.000 e empresto alegremente esse valor para o senhor José.

Ele ignora totalmente o processo de captação de dinheiro, que inclusive é a origem do CDB que ele fala antes no texto: um banco tem que ter coberto, através de depósitos, empréstimos junto a outros bancos e ao banco central, e o próprio patrimônio liquido, tudo o que ele empresta a terceiros e demais ativos do banco. É assim com qualquer empresa desde sempre, bancos não são diferentes.

Dai a importância do spread, que a diferença entre o que ele cobra de empréstimos e o que ele tem que pagar para depósitos e empréstimos feitos junto a outros bancos e ao banco central. O que esse texto fala que os bancos fazem é crime.


Ele ignora totalmente os princípios da contabilidade bancária. Não se cria nada eletronicamente sem uma contrapartida contábil. Simples.

As mutretas existem mas estão longe de serem óbvias.

Para começar vocês não prestaram atenção no texto, o autor falou do sistema bancário americano, onde o sistema de garantias permite(iu) a especulação extrema. Segundo, não defendo o artigo, ele foi colocado somente para demonstrar a "conta".

Voltando ao tópico, se o banco recebe 10 e empresta 5, o que antes era 10 agora é 15. Se ele tem 3873289057318047013840312 em conta para cobertura de seja lá o que for não muda em nada o efeito de elevação na oferta de moeda.

"Atendimento de demanda por crédito eleva a curva LM", "políticas restritivas de crédito visam diminuir a quantidade de moeda na economia", "estímulo a financiamentos eleva a inflação porque o nível dos preços é determinado pela quantidade de e pela velocidade da moeda em circulação", lembram-se dessas afirmações? O efeito multiplicador é um grande objeto de estudo da política monetária justamente pela sua capacidade de variar a quantidade de moeda na economia, o tamanho dos fundos basicamente só variará os riscos e a confiança do mercado.

« Última modificação: 10 de Julho de 2013, 00:22:06 por Price »
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A única e verdadeira razão de eu fazer este comentário em resposta é deixar absolutamente claro que NÃO ACEITO "colocações" suas nem de quem quer que seja.

Offline Partiti

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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #90 Online: 10 de Julho de 2013, 00:53:07 »
Para começar vocês não prestaram atenção no texto, o autor falou do sistema bancário americano, onde o sistema de garantias permite(iu) a especulação extrema. Segundo, não defendo o artigo, ele foi colocado somente para demonstrar a "conta".

Que sistema americano? Ele fica discorrendo sobre JP Morgan e outros caras pra falar de oligopólio, mas nada de que isto de criar dinheiro do nada é algo que existiu somente em um único lugar especifico, muito pelo contrario, ele da a entender que isto é uma pratica comum. E nos EUA é a mesma coisa, não se cria dinheiro do nada.

Voltando ao tópico, se o banco recebe 10 e empresta 5, o que antes era 10 agora é 15. Se ele tem 3873289057318047013840312 em conta para cobertura de seja lá o que for não muda em nada o efeito de elevação na oferta de moeda.

"Atendimento de demanda por crédito eleva a curva LM", "políticas restritivas de crédito visam diminuir a quantidade de moeda na economia", "estímulo a financiamentos eleva a inflação porque o nível dos preços é determinado pela quantidade de e pela velocidade da moeda em circulação", lembram-se dessas afirmações? O efeito multiplicador é um grande objeto de estudo da política monetária justamente pela sua capacidade de variar a quantidade de moeda na economia, o tamanho dos fundos basicamente só variará os riscos e a confiança do mercado.

Agora você esta confundindo as coisas. A base monetária, ou seja, a quantidade de dinheiro, M0, não muda. Já o dinheiro na economia, M2, muda sim, pelo efeito das reservas do Banco Central. Veja que o segundo é muito mais um efeito de oferta e demanda do que de impressão pura de dinheiro, já que é impossível um banco "criar" dinheiro do nada se ninguém quiser emprestar.

Uma analogia parecida, imagine o banco como uma fabrica de empréstimos, ele pega dinheiro a um determinado custo no mercado e vende a um determinado preço como empréstimos. Por mais que ele queira "produzir" mais, ele é limitado pela demanda do mercado e pelo custo incorrido essa "produção", não é algo que vem "do nada". Dizer que um banco "cria" dinheiro é a mesma coisa que dizer que uma fabrica "cria" dinheiro na firma de lucros. Você pode chamar isso de lucro, mais-valia, ou o que quiser, mas não é algo que vem do nada.
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Offline _Juca_

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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #91 Online: 10 de Julho de 2013, 08:58:43 »


Juca referenciando o Mises?  :shocked:

Não estou referendando nada, apenas coloquei o único artigo que achei numa procura rápida na internet que demonstra como funciona o sistema bancário. Não estou fazendo juízo de valor.

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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #92 Online: 10 de Julho de 2013, 09:13:22 »
Para começar vocês não prestaram atenção no texto, o autor falou do sistema bancário americano, onde o sistema de garantias permite(iu) a especulação extrema. Segundo, não defendo o artigo, ele foi colocado somente para demonstrar a "conta".

Que sistema americano? Ele fica discorrendo sobre JP Morgan e outros caras pra falar de oligopólio, mas nada de que isto de criar dinheiro do nada é algo que existiu somente em um único lugar especifico, muito pelo contrario, ele da a entender que isto é uma pratica comum. E nos EUA é a mesma coisa, não se cria dinheiro do nada.
Você estava falando sobre sistema bancário e garantias nos empréstimos, eu falei exatamente da mesma coisa. No sistema americano a confiança no mercado é muito diferente, o lastro é menor, os bancos alavancam mais e algumas vezes oferecem muito mais opções que podem cobrir, foi assim nas últimas crises daquele sistema.

Voltando ao tópico, se o banco recebe 10 e empresta 5, o que antes era 10 agora é 15. Se ele tem 3873289057318047013840312 em conta para cobertura de seja lá o que for não muda em nada o efeito de elevação na oferta de moeda.

"Atendimento de demanda por crédito eleva a curva LM", "políticas restritivas de crédito visam diminuir a quantidade de moeda na economia", "estímulo a financiamentos eleva a inflação porque o nível dos preços é determinado pela quantidade de e pela velocidade da moeda em circulação", lembram-se dessas afirmações? O efeito multiplicador é um grande objeto de estudo da política monetária justamente pela sua capacidade de variar a quantidade de moeda na economia, o tamanho dos fundos basicamente só variará os riscos e a confiança do mercado.

Agora você esta confundindo as coisas. A base monetária, ou seja, a quantidade de dinheiro, M0, não muda. Já o dinheiro na economia, M2, muda sim, pelo efeito das reservas do Banco Central. Veja que o segundo é muito mais um efeito de oferta e demanda do que de impressão pura de dinheiro, já que é impossível um banco "criar" dinheiro do nada se ninguém quiser emprestar.

Uma analogia parecida, imagine o banco como uma fabrica de empréstimos, ele pega dinheiro a um determinado custo no mercado e vende a um determinado preço como empréstimos. Por mais que ele queira "produzir" mais, ele é limitado pela demanda do mercado e pelo custo incorrido essa "produção", não é algo que vem "do nada". Dizer que um banco "cria" dinheiro é a mesma coisa que dizer que uma fabrica "cria" dinheiro na firma de lucros. Você pode chamar isso de lucro, mais-valia, ou o que quiser, mas não é algo que vem do nada.
Eu já falei que não estou defendendo o artigo, que o coloquei para demonstrar a conta que você não entendeu. Você está atacando o artigo gratuitamente.

É claro que os bancos não alteram a oferta de M0, os bancos não têm impressoras de dinheiro portanto obviamente a multiplicação da moeda ocorre eletrônicamente. Também é lógico que os bancos somente emprestam a quem demanda e que a alteração da M2 ocorre muito mais pela demanda do que pela oferta, eu nunca disse nada que vá contra isso.

Os bancos aumentam a quantidade de dinheiro na economia o criando eletrônicamente. Fim.
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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #93 Online: 10 de Julho de 2013, 09:16:48 »
Alguém poderia me explicar, sucintamente, como banco cria dinheiro?

Quando alguém deposita um valor em sua poupança e o banco empresta uma porcentagem deste sem retirá-lo eletronicamente de sua própria conta ou da conta do depositante.
É isso que a turma do Misses entende por criar dinheiro, uma transação que ocorre somente eletronicamente?
Primeiramente, não é uma transação que ocorre somente eletronicamente - a menos que você esteja falando somente do processo de multiplicação - pessoas sacam dinheiro dos bancos. Segundo, não é somente a "turma do Misses" que pensa assim, o efeito é fato consumado e conhecido. Por fim, sem querer parecer rude, enquanto os bancos não tiverem impressoras de dinheiro obviamente a multiplicação somente poderá ser feita eletronicamente ou outras vias artificiais.
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Offline Moro

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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #94 Online: 10 de Julho de 2013, 09:53:54 »
o sistema bancário, como disse,  pode se tornar extremamente alavancado, fazendo 1000 dólares virar 5 vezes isso NÃO fossem os controles existentes. E nem seriam culpados por isto. Um bom texto do DDV a esse respeito
Luis Dantas, se os bancos disporem livremente de todos os depósitos bancários feitos, a quantidade de moeda e crédito seria MUITO maior do que a que normalmente se dispõe. se ainda tiver dúvida, tente calcular usando a fórmula dada no texto abaixo. Eu ainda não calculei, mas pela magnitude do efeito e pelas taxas de encaixe normalmente praticadas pelos BCs (dificilmente é menor do que 70%, ou seja, de cada 1000 reais que é depositado em um banco, 700 lhe fica indisponível), a quantidade é IMENSA.

Portanto, essa idéia de que sem a atuação dos BCs a disponibilidade de moeda e crédito seria menor é simplesmente falsa (juntamente com qualquer outra idéia que tenha esta como base).



Aqui vai um texto com uma explicação sucinta do efeito multiplicador dos meios de pagamento.


Fonte: http://www.dearaujo.ecn.br/cgi-bin/asp/moedaebancos.asp


4.1) Moeda Bancária

Os bancos são responsáveis pela criação de um outro tipo de moeda, qual seja: a moeda escritural ou bancária. A moeda escritural ou bancária corresponde ao total de depósitos à vista em todo o sistema bancário de um determinado país.

Como representam exigibilidades imediatas junto aos bancos, esses depósitos representam um meio de pagamento semelhante ao dinheiro em cédulas ou moedas (moeda manual) que a população dispõe. Através de transferências bancárias online ou via cartões de débito ou mesmo da emissão de cheques, débitos podem ser liqüidados tão eficientemente como se se tratasse de uma movimentação material de dinheiro entre as partes envolvidas. Atualmente mais de 80% do meio circulante de um país.

Conquanto não possam mais emitir notas de banco de curso livre ou forçado, as instituições bancárias têm a faculdade de "criar" moeda através do processo de multiplicação dos depósitos bancários.
4.2) A Multiplicação dos Depósitos Bancários

Os empréstimos concedidos pelos bancos dão origem a novos depósitos. Baseados em dados estatísticos de qual o percentual das contas as pessoas mantêm em bancos, esses, quando permitidos, geram créditos sobre os depósitos à vista. Ocorre que os recebedores dos empréstimos, realizam pagamentos a outros, que por sua vez colocam parte deles de volta nos bancos, sob a forma de depósitos, os quais servem de base para a concessão de novos créditos.

Essa capacidade dos bancos denomina-se de Sistema de Reservas Fracionárias, ou seja: os bancos têm a faculdade de manter em caixa apenas uma fração de seus depósitos totais. Em decorrência a capacidade do sistema bancário criar moeda depende de seu montante de Reservas Fracionárias e da quantidade de dinheiro que - ao sair do sistema bancário - não retorna (drenagem).

Até tão recentemente como os anos 70 e 80, o Banco Central mantinha como política o estabelecimento de depósitos compulsórios sobre os depósitos à vista que variavam entre 27% para 33% para manutenção da Taxa de Reserva Obrigatória (depósito compulsório) sobre os depósitos à vista dos bancos comerciais (vide Resolução 375 do Banco Central).

Com Uma reserva de 33% e uma taxa de drenagem de 7%, o que ocorre com a capacidade de criação de moeda dos bancos?

Processo de Expansão da Moeda Bancária

BANCO         DEPÓSITO        RESERVA                 EMPRÉSTIMOS   DRENAGEM      VOLTA PARA O SISTEMA
                              (DEPÓSITO COMPULSÓRIO)                                                     BANCÁRIO
                                   
Banco A    1.000,00    330,00                       670,00            70,00                      600,00
Banco B    600,00             198,00                402,00             42,00                       360,00
Banco C    360,00             118,80                241,20             25,20                       216,00
Banco D    216,00             71,28                        144,72              15,12                129,60
Banco E    129,60             42,77                         86,83                9,07                  77,76
Banco F    77,76              25,66                 52,10                   5,44                      46,66
Banco ...       ...                   ...                        ...                  ...                        ...
TOTAL         2500,00       825,00                      1675,00             175,00            1500,00

O efeito multiplicador (k) do depósito original (do) se esgota quando o valor acumulado de (r) mais o valor acumulado de (d) alcançam esse valor. No caso (r + d = do) --> ($825,00 + $175,00 = $1.000,00).

(*)k = 1 / (r + d), onde:

k = Multiplicador
r = Taxa de Reserva (Depósito Compulsório)
d = Drenagem

Substituindo os valores:

k = 1 / (0,33 + 0,07) = 1 / 0,4 = 2,5

Com um multiplicador de 2,5 os $1.000,00 iniciais em depósitos se transformam em $2.500,00.

Com uma Taxa de Reserva de 100% (igual a 1) não existe a possibilidade de multiplicação dos depósitos bancários. Desde a implantação do Plano Real a política monetária do governo brasileiro tem sido de manter o Depósito Compulsório em 100% sobre os saldos dos depósitos à vista, como medida anti-inflacionária.
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Offline Partiti

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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #95 Online: 10 de Julho de 2013, 16:31:09 »
Você estava falando sobre sistema bancário e garantias nos empréstimos, eu falei exatamente da mesma coisa. No sistema americano a confiança no mercado é muito diferente, o lastro é menor, os bancos alavancam mais e algumas vezes oferecem muito mais opções que podem cobrir, foi assim nas últimas crises daquele sistema.

Não é tanto a confiança do mercado aqui nos EUA que é diferente, é a desconfiança do mercado no Brasil que é baixa, os bancos são bem mais conservadores que a media global no Brasil. Um pouco devido a crises passadas, devido à ausência de scores de credito, devido às altas taxas que reduzem o incentivo a aumentar os volumes, etc... Mas nada nos EUA é contábilmente diferente do que ocorre no Brasil, essencialmente as operações são iguais, só muda o nível do compulsório e da provisão bancaria, nem sombra do que este artigo disse que, ainda bem, você já disse que discorda.

Eu já falei que não estou defendendo o artigo, que o coloquei para demonstrar a conta que você não entendeu. Você está atacando o artigo gratuitamente.

Entendi muito bem a conta, o conceito de dinheiro ao qual você se referia que não era claro, especialmente depois de você falar que isto aconteceu/acontece nos EUA.

É claro que os bancos não alteram a oferta de M0, os bancos não têm impressoras de dinheiro portanto obviamente a multiplicação da moeda ocorre eletrônicamente. Também é lógico que os bancos somente emprestam a quem demanda e que a alteração da M2 ocorre muito mais pela demanda do que pela oferta, eu nunca disse nada que vá contra isso.

Os bancos aumentam a quantidade de dinheiro na economia o criando eletrônicamente. Fim.

Agora que entendemos a o que você se refere por "dinheiro", que não é a mesma coisa a qual o artigo se refere, fica mais tranquilo. Eu só não entendi o "eletronicamente" dessa frase. Isso não ocorria antes de haver computadores?
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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #96 Online: 10 de Julho de 2013, 17:15:06 »
Acho muito, mas muito estranho, esquisito, originalmente complexo, esdrúxulo e sem sentido o sistema financeiro atual, onde juros são o primeiro componente de preços, empresas ganham e perdem valor por questões futuras e bancos e pessoas ganham bilhões sem gerar um único emprego e sem aplicá-lo em capital produtivo.

Offline Moro

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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #97 Online: 10 de Julho de 2013, 17:38:12 »
Que operação, exatamente, lhe chama atenção?
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Offline Fabrício

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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #98 Online: 10 de Julho de 2013, 17:39:02 »
Acho muito, mas muito estranho, esquisito, originalmente complexo, esdrúxulo e sem sentido o sistema financeiro atual, onde juros são o primeiro componente de preços, empresas ganham e perdem valor por questões futuras e bancos e pessoas ganham bilhões sem gerar um único emprego e sem aplicá-lo em capital produtivo.

Como eu já disse antes, sou ignorante em economia, mas pelo que leio por aí a culpa dos juros altos é do próprio governo e da dívida interna.
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Offline DDV

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Re:Sobre a próxima eleição presidencial
« Resposta #99 Online: 10 de Julho de 2013, 18:26:29 »
Acho muito, mas muito estranho, esquisito, originalmente complexo, esdrúxulo e sem sentido o sistema financeiro atual, onde juros são o primeiro componente de preços, empresas ganham e perdem valor por questões futuras e bancos e pessoas ganham bilhões sem gerar um único emprego e sem aplicá-lo em capital produtivo.

Leia um livro de introdução à economia que todas as suas dúvidas serão respondidas.
Não acredite em quem lhe disser que a verdade não existe.

"O maior vício do capitalismo é a distribuição desigual das benesses. A maior virtude do socialismo é a distribuição igual da miséria." (W. Churchill)

 

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