Autor Tópico: O Sexismo no braziu de Merda  (Lida 7077 vezes)

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Offline Buckaroo Banzai

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #25 Online: 09 de Dezembro de 2013, 23:25:37 »
Pode ser o "certo a fazer", mas é inteligente não agravar a situação enquanto se tenta descobrir um jeito efetivo de fazer isso.

O mecanismo proposto para isso por alguns dos defensores de cotas (aqueles que crêem que elas teriam esse efeito colateral, em vez de ser apenas uma reparação, forma de compensar a discriminação no outro sentido) é justamente que elas aumentariam a exposição/freqüência de não-homens-brancos em posições importantes/com sucesso profissional, gradualmente reduzindo o estereótipo. Eu acho que faz sentido. Mas, seja com cotas, ou com cargos de confiança, corre-se o risco de ter o efeito contrário se a prioridade de criar essa imagem de não-homens brancos em melhores cargos se dá em detrimento do mesmo nível de competência. Pode acabar ajudando a perpetuar o que estaria se reduzindo mais rapidamente até mesmo se não fosse feito absolutamente nada. Só boas intenções não contam.

Definitivamente, não sou a favor da distribuição de cargos em prol do "politicamente correto", em detrimento da qualidade profissional. Mas o fato é que simplesmente não se sabe o que acontece nos casos citados no início do post. Só boas intenções não contam, mas só suspeitas infundadas também não.

Eu não tenho opinião alguma sobre os casos. Só concordo de forma abstrata/potencial, não me parece improvável que esse tipo de estratégia de imagem seja adotada pelo governo, ou outro qualquer, ou até por empresas.




Ao mesmo tempo é interessante se perguntar se essa estratégia não alimenta o preconceito com posições de trabalho de menor status. Há pouco tempo postaram um relato interessante sobre como na Holanda não haveria tanta glamurização de certos trabalhos e percepção de outros como de "ralé". Ou ao menos dentro de uma hierarquia numa mesma empresa.

É uma possibilidade, mas essa é uma questão muito delicada e abrangente. Na Holanda (e em muitos outros países desenvolvidos), não existe tanto essa glamourizacão de altos cargos e preconceito com empregos braçais ou para os quais se exige menos formação acadêmica por um conjunto muito grande de fatores; a diferença salarial não é muito grande (logo, as coisas que as pessoas consomem não são assim tão diferentes), o acesso a educação e saúde não divergem tanto em quantidade e qualidade e já existe uma cultura que faz com que as pessoas não sejam definidas pelo seu trabalho. Nesses países, andando na rua, não é possível apontar com certeza quem faz que tipo de trabalho, quem tem mais ou menos dinheiro. Existem diferenças, é claro, mas bem menos expressivas do que aqui.

Quando estive em Copenhagen, um grupo de dinamarqueses sentou na mesma mesa que eu em um restaurante e começamos a conversar. Quando perguntaram o que eu fazia e eu respondi, de forma automática, a minha profissão, notei um certo estranhamento. Eles esperavam uma resposta na qual o meu trabalho seria apenas uma das atividades... "o que vc faz?" é muito mais amplo para eles, queriam saber se eu tinha algum hobbie, se eu tocava algum instrumento, sobre o que eu gostava de ler, etc. Foi como se só a minha profissão fosse um dado pobre sobre quem eu sou, então eles ficaram me olhando como se esperassem algo mais, antes de me perguntar "o que mais" eu fazia (com um gesto de prossiga). Em Estocolmo, a mesma coisa, talvez ainda de forma mais intensa (possivelmente apenas porque eu fiquei mais tempo lá e meu contato com suecos foi muito maior). Trancar o curso de medicina para passar um tempo trabalhando de caixa em um supermercado, pensando melhor sobre o que quer da vida é uma atitude considerada normal, conheci mais de uma pessoa que fazia algo semelhante e não causava nenhum estranhamento entre família e conhecidos (no Brasil, sabemos que não seria assim. Conciliar uma faculdade com um emprego braçal, tudo bem. Mas largar uma faculdade para fazer isso, só em caso de extrema necessidade, provavelmente, causando muito desconforto). Mas as políticas sociais suecas estão lá, dando a essas pessoas segurança (eles sabem que terão tratamentos médicos quando precisarem, sabem que se quiserem estudar poderão estudar, sabem que se tiverem filhos, seus filhos terão ensino e saúde gratuitos e de qualidade) e, de certa forma, os que desejam podem "se dar ao luxo" de trancar faculdades para pensar em problemas existenciais enquanto entregam jornais, displicentemente. Provavelmente, uma das razões de quem passa a vida inteira em um emprego como esses lá, não se sentir diminuído, seja porque poderia ter feito outra escolha, tendo feito um esforço muito menor do que os brasileiros tem que fazer para mudar sua condição econômica e social. Aqui, as diferenças são muito grandes e as carências muito básicas e isso fomenta o desejo de ascensão social.   

Interessante. É até um pouco ao contrário de alguns estereótipos. De brasileiros como mais "sossegados", e pessoas de países ricos em geral, materialistas/ambiciosos e se vendo definidos pela profissão e posses. Inclusive acho que era algo que vi que um palestrate sobre "conscientização de diversidade" nos EUA dizia (trocando "brasileiros" por "latinos" e "negros"). Talvez os americanos sejam um pouco mais parecidos com os brasileiros, nesse caso. É um pouco a impressão que tenho dos filmes e do que leio, se é que isso conta.



Só uma curiosidade, que aconteceu nessa mesma conversa com os dinamarqueses; eles me perguntaram se no Brasil só existiam negros. Eu disse que não, me dando como um exemplo ilustrativo (por aqui, eu sou considerada branca, rsrs). Eles responderam algo como "tá, mas... você é negra". "E elas?", perguntei, mostrando foto de umas amigas, loiras de olhos azuis, com a certeza de que elas seriam brancas... houve uma dúvida, uma certa discussão, mas veio o veredito; não são brancas, pelo menos não na Dinamarca. A concepção deles sobre o que é "ser branco" é bem mais mais rígida.  :lol:



Curioso. Esse tipo de coisa eu esperava um pouco mais dos EUA, imaginava que na Europa fossem um pouco mais realistas. Você perguntou se a Gisele Bündchen é branca?

Uma vez vi algo sobre como os nomes e o tipo de roupa influencia a classificação racial, nos EUA. Pessoas "racialmente ambiguas" eram classificadas de uma forma ou outra de acordo com nome ou roupa que sugerisse maior ou menor status. Talvez tenha uma influência desse tipo no caso, com o Brasil sendo talvez estereotipicamente país do Pelé, carnaval, mulatas.

Acho que alguém aqui no fórum já disse uma vez que os russos são assim. Acham que "todo mundo, menos eles", é negro. Fico com curiosidade sobre a aceitação dos grupinhos neonazistas nesses casos, sobre a pureza racial dos neonazistas tupiniquins. Imagino que o "rigor" deles talvez seja maior ainda, mas por outro lado talvez prefiram abrir mão para aumentar o grupo.

Offline Laura

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #26 Online: 10 de Dezembro de 2013, 01:14:55 »
Interessante. É até um pouco ao contrário de alguns estereótipos. De brasileiros como mais "sossegados", e pessoas de países ricos em geral, materialistas/ambiciosos e se vendo definidos pela profissão e posses. Inclusive acho que era algo que vi que um palestrate sobre "conscientização de diversidade" nos EUA dizia (trocando "brasileiros" por "latinos" e "negros"). Talvez os americanos sejam um pouco mais parecidos com os brasileiros, nesse caso. É um pouco a impressão que tenho dos filmes e do que leio, se é que isso conta.

Mas EUA e Europa são completamente diferentes nesse sentido. Claro, dentre os lugares que conheço na Europa, ainda tem muita diferença entre países/regiões, mas a diferença para os EUA (não conheço muito, só estive em cidades da Califórnia e NY*) é brutal, lá de fato as pessoas são muito consumistas, dão bastante importância a ganhar dinheiro, acumular patrimônio e a liberdade individual é muito defendida. Os europeus nórdicos são quase o oposto, não é incomum alguém optar por ganhar menos para ter menos responsabilidade/pressão ou mais tempo livre e a coletividade é muito respeitada.   

*Quanto a NY, nem sei se dá para considerar como EUA. Todas as pessoas que conhecem melhor o país, dizem que NY não tem quase nada em comum com o resto, que a cultura é completamente diferente e não dá para pensar que "conhece" os EUA se só conhecer NY.   

Curioso. Esse tipo de coisa eu esperava um pouco mais dos EUA, imaginava que na Europa fossem um pouco mais realistas. Você perguntou se a Gisele Bündchen é branca?

Uma vez vi algo sobre como os nomes e o tipo de roupa influencia a classificação racial, nos EUA. Pessoas "racialmente ambiguas" eram classificadas de uma forma ou outra de acordo com nome ou roupa que sugerisse maior ou menor status. Talvez tenha uma influência desse tipo no caso, com o Brasil sendo talvez estereotipicamente país do Pelé, carnaval, mulatas.

Acho que alguém aqui no fórum já disse uma vez que os russos são assim. Acham que "todo mundo, menos eles", é negro. Fico com curiosidade sobre a aceitação dos grupinhos neonazistas nesses casos, sobre a pureza racial dos neonazistas tupiniquins. Imagino que o "rigor" deles talvez seja maior ainda, mas por outro lado talvez prefiram abrir mão para aumentar o grupo.

Sim, Gisele é negra. Xuxa também. As pessoas que mostrei no celular eram até menos negras do que ela, mas ainda assim não eram brancas. Qualquer pessoa como eu, branca de olhos e cabelos castanhos também é negra. Isso não é dito de modo pejorativo, é só uma constatação. Na verdade, mulheres "negras" fazem muito sucesso por lá, eles acham muito bonito. Inclusive a Miss Suécia com frequência não é uma típica loira sueca, como seria de se imaginar (esse foi um dado que um sueco me contou e eu constatei em uma busca rápida no Google), pois eles acham que elas tem menos "graça" do que as "negras" (considere "negra" todas as "não nórdicas").

Offline Buckaroo Banzai

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #27 Online: 10 de Dezembro de 2013, 01:50:22 »
Isso é muito esquisito. Brancos de cabelos e olhos castanhos, nativos (que de fato existem), sem ascendência realmente negra recente são também chamados de "negros"?

Imagino que talvez tenha mais a ver palavras de uso popular que não seriam bem traduzidas dessa forma, mas mais equivalente a "moreno(a)" ou algo assim, e "loiro(a)", com o primeiro talvez abrangendo negros, como também se faz aqui...

Mas se você pedir para que se organizasse um monte de fotos em dois ou três grupos de acordo com similaridade/raças, imagino que ainda fariam uma organização mais típica, de brancos e negros em separado, não loiros e negros+brancos não loiros.

"Brunette" tem a mesma ligação etimológica de "brown"...


Na wikipédia sueca as coisas parecem ainda dentro "tradicional". Devia ter visto a dinamarquesa.

Fui ver. Também não me parece fugir do tradicional. Procurar algo mais dentro da linguagem popular vai ser mais complicado.


A wikipédia dinamarquesa parece mais pobre do que a lusófona, na qualidade dos artigos, se for possível generalizar pelo pouco que vi, fiquei surpreso.

Offline Laura

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #28 Online: 10 de Dezembro de 2013, 02:39:18 »
Bom, foi apenas uma parte de uma conversa, não esmiucei tanto a questão, ainda mais porque eles não usavam nenhuma nomenclatura diferente (a expressão usada era "black people") para fazer uma separação étnica mais específica, que ajudasse a entender melhor a separação que fazem. Certamente notam a diferença entre um índio latino, um negro africano e um europeu da região mediterrânea, por exemplo. Um deles comentou que não era só uma questão de cores (concentração de melanina), mas de fenótipo como um todo (um deles destacava os traços do rosto como fator fundamental. No geral, pelo que pude entender, eles fazem uma separação principal entre os que possuem um fenótipo totalmente nórdico e os outros (que, ao menos naquela ocasião específica, chamavam de "black people"). Dentre esses, devem existir outras nomenclaturas para separar grupos mais específicos, mas não falamos sobre isso, a conversa rumou para outro assunto.

(Não lembro se pelos suecos eu era considerada negra ou morena).

Offline Mussain!

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #29 Online: 10 de Dezembro de 2013, 12:35:19 »
Eu acho que na posição deles faria a mesma coisa. [dar cargos de poder a minorias]

Eu daria para os melhores, independente do genero, raça, religião, etc.

Exato. O problema não é ser mulher, homem, baitola ou aleijado. O problema é ser ineficiente. Quanto a isto, no nosso governo, o que reina é a ineficiência de “mulheres, homens, baitolas ou aleijados”...

É por isso que fiscalizações não devem ser restritas a um grupinho, deve-se ser aberta e “online”.

Aqui, ao mostrar que uma lei do meu estado batia de frente com uma de SP, e isso prejudicaria uma das empresas que eu faço, tive que falar com uma coordenadora geral da SEFAZ e ter que ouvir “vc não fez a pergunta correta”, “não ficou claro isto”, isso para os funcionários dela ouvir, e mostrar que ela estava entendendo o que eu estava falando.
Mas na verdade, não sabia nem que dia é hoje...

Offline Bolsonaro neles

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #30 Online: 10 de Dezembro de 2013, 13:17:33 »
A ex Primeira Ministra da Austrália caiu por acusações de sexismo. Daí, ela acusou seus opositores de serem os verdadeixos sexistas por quererem tirá-la. Sexismo é escolher pessoas por causa de seu sexo e não por sua competência. É o que a Dilma está fazendo.

E a mesma coisa das cotas nas universidades. São as cotas de mulheres em cargos de confiança. Logo logo, haverá cotas para outras "minorias" e então seremos um país dividido cada um em sua cota. Uma guerra de sexos, raças, condições sociais, religiões, enfim...

Já vou procurar a minha cota. E não abro mão. Quem tentar usurpar a minha cota vai ter briga. Somos todos diferentes mesmo, que sejamos separados logo em cotas que é mais “democrático”...

Offline Buckaroo Banzai

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #31 Online: 10 de Dezembro de 2013, 13:42:26 »
Bom, foi apenas uma parte de uma conversa, não esmiucei tanto a questão, ainda mais porque eles não usavam nenhuma nomenclatura diferente (a expressão usada era "black people") para fazer uma separação étnica mais específica, que ajudasse a entender melhor a separação que fazem. Certamente notam a diferença entre um índio latino, um negro africano e um europeu da região mediterrânea, por exemplo. Um deles comentou que não era só uma questão de cores (concentração de melanina), mas de fenótipo como um todo (um deles destacava os traços do rosto como fator fundamental. No geral, pelo que pude entender, eles fazem uma separação principal entre os que possuem um fenótipo totalmente nórdico e os outros (que, ao menos naquela ocasião específica, chamavam de "black people"). Dentre esses, devem existir outras nomenclaturas para separar grupos mais específicos, mas não falamos sobre isso, a conversa rumou para outro assunto.

(Não lembro se pelos suecos eu era considerada negra ou morena).

Você se lembra das expressões em dinamarquês?

Buscando por "sorte mennesker" no google images a coisa sugere uma especificidade razoável/menor abrangência, ainda que tenham algumas imagens que destoem um bocado (como do que parece ser a cena de algum filme, comuma garota levantando a camisa e mostrando os peitos, e um cara diante dela, prestes a tocá-los :lol: nenhum dos dois é negro)... com aspas algumas das exceções, que pareciam estar usando "negro" em sentidos como "humor negro", "passado negro", desaparecem.

Tem certeza de que não estavam te trolando? Se não me engano a origem do termo "trolar", no sentido de técnica de pesca de atrair vários peixes com a mesma isca (o que seria a metáfora para o troll de internet, em vez do "duende anabolizado" da mitologia), vem da região...

Offline Buckaroo Banzai

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #32 Online: 10 de Dezembro de 2013, 14:10:40 »
Já vou procurar a minha cota. E não abro mão. Quem tentar usurpar a minha cota vai ter briga. Somos todos diferentes mesmo, que sejamos separados logo em cotas que é mais “democrático”...


Por que separar só em cotas? Não é mais justo que cada tipo de pessoa de uma minoria (ou mulheres) tenha a sua própria "coisa", em vez de ter que dividí-la com uma maioiria (ou homens). Ao menos estaria se criando espaços onde as minorias deixam de ser, fugindo da opressão inerente ao estado de ser uma minoria. Cria-se espaços/condições onde todos são iguais. Já é assim ao menos com banheiros, masculinos e femininos, e isso é largamente considerado como algo que beneficia as mulheres. Separados, mas iguais.




Poderíamos ter escolas para cada grupo étnico/sexual, onde todos são iguais, e os recursos são preparados a lidar com sua condição existencial, em vez de ignorá-la como uma condição minoritária. Poderíamos até ter cargos gêmeos governamentais para cada possível separação étnica e social. Só assim a verdadeira democracia seria alcançada. Presidente homem branco, presidente homem negro, presidenta mulher, presidente índio, presidente/a gay, presidente pobre, etc. O mesmo para prefeitos, governadores, deputados, vereadores, etc.

Offline Bolsonaro neles

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #33 Online: 10 de Dezembro de 2013, 14:17:30 »
Pronto. Atingiu a perfeição democrática...

Offline _Juca_

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #34 Online: 10 de Dezembro de 2013, 14:45:18 »
Na morte do Mandela, tem alguém defendendo a separação de gêneros sexuais/raciais aqui no fórum. Muito bem. :umm:  :(


Offline Bolsonaro neles

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #36 Online: 10 de Dezembro de 2013, 15:53:44 »
Na morte do Mandela, tem alguém defendendo a separação de gêneros sexuais/raciais aqui no fórum. Muito bem. :umm:  :(
Eu não, o gunverno. É o sistema de cotas e eu quero a minha parte.

Offline Mussain!

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #37 Online: 10 de Dezembro de 2013, 16:12:39 »
Também acho essa ideia de cotas tapar o sol com a peneira. Gays vão querer uma, travestis outra, negros outra, feios outra, favelados outra e assim infinitamente...

Offline Laura

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #38 Online: 10 de Dezembro de 2013, 17:33:47 »
Bom, foi apenas uma parte de uma conversa, não esmiucei tanto a questão, ainda mais porque eles não usavam nenhuma nomenclatura diferente (a expressão usada era "black people") para fazer uma separação étnica mais específica, que ajudasse a entender melhor a separação que fazem. Certamente notam a diferença entre um índio latino, um negro africano e um europeu da região mediterrânea, por exemplo. Um deles comentou que não era só uma questão de cores (concentração de melanina), mas de fenótipo como um todo (um deles destacava os traços do rosto como fator fundamental. No geral, pelo que pude entender, eles fazem uma separação principal entre os que possuem um fenótipo totalmente nórdico e os outros (que, ao menos naquela ocasião específica, chamavam de "black people"). Dentre esses, devem existir outras nomenclaturas para separar grupos mais específicos, mas não falamos sobre isso, a conversa rumou para outro assunto.

(Não lembro se pelos suecos eu era considerada negra ou morena).

Você se lembra das expressões em dinamarquês?

Buscando por "sorte mennesker" no google images a coisa sugere uma especificidade razoável/menor abrangência, ainda que tenham algumas imagens que destoem um bocado (como do que parece ser a cena de algum filme, comuma garota levantando a camisa e mostrando os peitos, e um cara diante dela, prestes a tocá-los :lol: nenhum dos dois é negro)... com aspas algumas das exceções, que pareciam estar usando "negro" em sentidos como "humor negro", "passado negro", desaparecem.

Tem certeza de que não estavam te trolando? Se não me engano a origem do termo "trolar", no sentido de técnica de pesca de atrair vários peixes com a mesma isca (o que seria a metáfora para o troll de internet, em vez do "duende anabolizado" da mitologia), vem da região...

Não é uma questão de não lembrar, é de não saber nada de dinamarquês mesmo... lembro também que usaram "non-white". Impossível saber se estavam trolando ou não :lol:, é sempre uma possibilidade a ser levada em conta. Acho que não totalmente, talvez exagerando um pouco (especialmente ao perceber meu estranhameto), mas não inventando completamente,(lembro de ter pesquisado um pouco na época e encontrado blogs locais onde pelo menos o título muitas vezes era em inglês, onde se referiam aos imigrantes "non-white", mas não me aprofundei nisso). De qualquer forma, agora estou achando que estou sendo trolada por você...

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Sou uma viciada em parênteses em recuperação. Reparei agora que quando começo a ler textos de quem também usa muito, volto a usar desenfreadamente.  :|

Offline _Juca_

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #39 Online: 10 de Dezembro de 2013, 17:55:30 »

Cotas já eram defendidas antes da morte do Mandela, e depois da morte de Rosa Parks.

Mas essa frase tua não tem nada haver com cotas, é separação mesmo.

(...) Poderíamos até ter cargos gêmeos governamentais para cada possível separação étnica e social (...)


Offline Barata Tenno

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #40 Online: 10 de Dezembro de 2013, 17:57:24 »
Eu até agora não vi nenhuma indicação de que a Dilma contratou as mulheres apenas por serem mulheres. Sem essa comprovação o tópico fica apenas na especulação babaca e amarga.
He who fights with monsters should look to it that he himself does not become a monster. And when you gaze long into an abyss the abyss also gazes into you. Friedrich Nietzsche

Offline Fabrício

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #41 Online: 10 de Dezembro de 2013, 17:58:14 »
Eu até agora não vi nenhuma indicação de que a Dilma contratou as mulheres apenas por serem mulheres. Sem essa comprovação o tópico fica apenas na especulação babaca e amarga.

Realmente, pura especulação.
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #42 Online: 10 de Dezembro de 2013, 18:12:42 »
É verdade. Só fica pior como crítica se começarem a tentar embasar com sugestões que questionem a sexualidade da presidente. O pior é que certamente deve ter quem faça tais argumentos.

Offline Mussain!

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #43 Online: 10 de Dezembro de 2013, 18:15:25 »
Mas também a Dilma não conta, aquela sapatão!!!

Offline Buckaroo Banzai

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #44 Online: 10 de Dezembro de 2013, 18:34:14 »

Cotas já eram defendidas antes da morte do Mandela, e depois da morte de Rosa Parks.

Mas essa frase tua não tem nada haver com cotas, é separação mesmo.

(...) Poderíamos até ter cargos gêmeos governamentais para cada possível separação étnica e social (...)


É uma cota de representação democrática, oras. :hein:

Em outro tópico mesmo reproduziram notícia de proposta que caminha nessa direção, mas fajuta, já que em vez de cargos, se teria apenas votos extras para candidatos ou eleitores negros, e talvez mulheres. Isso não dá garantia que vá haver essa representação efetivamente.

Se a população é dividida aproximadamente em 50% de negros e brancos, e esses aproximadamente em 50% de homens e mulheres. Nada mais democrático do que haver um presidente branco, uma presidenta branca, um presidente negro, e uma presidenta negra (e o mesmo com todos cargos onde a representatividade social for importante). Talvez os últimos dois com um pouquinho a menos de poder executivo só, já que são um pouco menos que 50%.

Eu não sei como ficaria com indígenas e outras minorias, já que, apesar de haver bem menos de 50%, ainda carecem de representatividade democrática REAL, não têm escolha senão se resignar entre um representante que na verdade pertence à maioria (geralmente opressora). Talvez possa-se dividir ainda a receita do país proporcionalmente para as decisões de cada grupo étnico/social. Aí se teria também os casais presidenciais índios, gays, etc.

Offline Fabrício

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #45 Online: 10 de Dezembro de 2013, 18:53:58 »
É verdade. Só fica pior como crítica se começarem a tentar embasar com sugestões que questionem a sexualidade da presidente. O pior é que certamente deve ter quem faça tais argumentos.

A Dilma faria o teste do sofá com as candidatas aos cargos?  :lol:

Se for o gosto dela é péssimo, a Graça Foster é de amargar...  :hihi:
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Offline _Juca_

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #46 Online: 10 de Dezembro de 2013, 20:22:57 »
É verdade. Só fica pior como crítica se começarem a tentar embasar com sugestões que questionem a sexualidade da presidente. O pior é que certamente deve ter quem faça tais argumentos.

A Dilma faria o teste do sofá com as candidatas aos cargos?  :lol:

Se for o gosto dela é péssimo, a Graça Foster é de amargar...  :hihi:

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Offline _Juca_

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #47 Online: 10 de Dezembro de 2013, 20:30:30 »

Cotas já eram defendidas antes da morte do Mandela, e depois da morte de Rosa Parks.

Mas essa frase tua não tem nada haver com cotas, é separação mesmo.

(...) Poderíamos até ter cargos gêmeos governamentais para cada possível separação étnica e social (...)


É uma cota de representação democrática, oras. :hein:

Em outro tópico mesmo reproduziram notícia de proposta que caminha nessa direção, mas fajuta, já que em vez de cargos, se teria apenas votos extras para candidatos ou eleitores negros, e talvez mulheres. Isso não dá garantia que vá haver essa representação efetivamente.

Se a população é dividida aproximadamente em 50% de negros e brancos, e esses aproximadamente em 50% de homens e mulheres. Nada mais democrático do que haver um presidente branco, uma presidenta branca, um presidente negro, e uma presidenta negra (e o mesmo com todos cargos onde a representatividade social for importante). Talvez os últimos dois com um pouquinho a menos de poder executivo só, já que são um pouco menos que 50%.

Eu não sei como ficaria com indígenas e outras minorias, já que, apesar de haver bem menos de 50%, ainda carecem de representatividade democrática REAL, não têm escolha senão se resignar entre um representante que na verdade pertence à maioria (geralmente opressora). Talvez possa-se dividir ainda a receita do país proporcionalmente para as decisões de cada grupo étnico/social. Aí se teria também os casais presidenciais índios, gays, etc.

Não, cotas são para inserir determinado grupo, minoritário/desfavorecido dentro de um sistema discriminatório per si. Ter cargos iguais para a mesma função discriminando grupos por gêneros é algo semelhante ao aparthaid. Negros governados por negros, brancos por brancos, gays por gays, mulheres por mulheres...

Offline Bolsonaro neles

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #48 Online: 11 de Dezembro de 2013, 09:46:26 »
Então vamos juntar os banheiros. Eu apóio. Nada mais de separação...

Offline Bolsonaro neles

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Re:O Sexismo no braziu de Merda
« Resposta #49 Online: 11 de Dezembro de 2013, 09:50:20 »
Ser CEO de uma empresa privada é que é competência e não de uma estatal, que se der prejuízo, como está dando, é problema do povo.
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A General Motors anunciou na terça-feira, 10, que Mary Barra, 51 anos, foi indicada pelo conselho de administração da corporação para substituir o CEO Dan Akerson, 65 anos, que deixará também o posto de chairman em 15 de janeiro de 2014. Mary passa a ser, assim, a primeira mulher a desempenhar o papel de executiva chefe mundial de uma montadora. Ela ocupa atualmente o cargo de vice-presidente executiva, responsável pelo desenvolvimento global de produtos, compras e supply chain.

Comunicado distribuído pela empresa reconhece que Akerson guiou a companhia em direção aos atuais lucros e a uma dramática melhora na qualidade dos veículos, encerrando o capítulo de participação do governo americano na GM.

O executivo antecipou em vários meses seu plano de sucessão depois de sua esposa ter recebido, recentemente, o diagnóstico de câncer em estágio avançado.

Mary Barra não irá acumular a presidência do conselho de administração da companhia, como acontecia com Akerson. Theodore (Tim) Solso será o novo chairman. Membro do conselho da corporação desde junho de 2012, ele foi previamente chairman e CEO da Cummins.

Com 33 anos de experiência na GM, Mary Barra atuou em uma série de atividades relacionadas à manufatura e engenharia, ocupando postos de comando no staff. O comunicado enfatiza que ela ajudou a companhia a dar a volta por cima após a concordata, revitalizando o processo de desenvolvimento e lançamento de produtos e estabelecendo novos padrões de qualidade na operação.

Mark Reuss, 50 anos, hoje vice-presidente executivo e presidente da GM América do Norte, irá substituir Mary no comando do desenvolvimento global de produto e compras.

Na mesma onda de mudanças, Dan Ammann, 41 anos, vice-presidente e chefe financeiro (CFO) da GM, foi nomeado presidente da companhia e assumirá responsabilidade pela condução das operações regionais, incluindo as marcas Chevrolet e Cadillac.

 

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